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Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre -06.08.2024- Lombalgia e cervicalgia não são diagnósticos, mas sim queixas. É importante especificar a causa, como, por exemplo: lombalgia inespecífica, por osteoartrose, por trauma ou por crise de hérnia de disco. Lombalgia/cervicalgia inespecífica é uma condição que geralmente dura até duas semanas e pode ocorrer sem um fator causador claro, podendo estar relacionada a múltiplos fatores. O estresse emocional, por sua vez, é uma causa frequente de cervicalgia. Uma hérnia de disco nem sempre é a responsável pela dor, o que pode resultar em erros médicos devido à falta de uma avaliação adequada e ao uso excessivo de exames de imagem, levando a cirurgias desnecessárias. A dor é causada pela inflamação resultante da compressão, e não pela hérnia em si. Dor É uma experiência sensitiva e emocional desgaradavel associada ou descrita em termos de lesão tecidual. Dor fisiológica: é uma resposta normal do corpo a lesões ou ameaças à integridade física. Geralmente é temporária e desaparece à medida que o corpo se cura. É um mecanismo de proteção essencial, pois nos impede de repetir comportamentos que podem causar mais danos. Dor nociceptiva: causada por condições ou lesões inflamatórias, resulta na liberação de substâncias nociceptivas inflamatórias, levando a uma resposta reacional periférica. Dor neuropática: é um tipo de dor que ocorre devido a lesões nos nervos, como aquelas que podem ocorrer em pessoas amputadas. Dores disfuncionais/nociplásticas: esse tipo de dor está associado a um desarranjo no processamento central da dor, como ocorre em condições como fibromialgia e cefaleias. Essas dores resultam de alterações na modulação das vias centrais que interpretam a dor, envolvendo áreas importantes do encéfalo. - Sem componente periférico; - Dores agudas podem evoluir para esse tipo, especialmente quando se tornam crônicas - O tratamento é mais complexo Dor mista: é um tipo de dor que combina características de dor nociceptiva e dor neuropática. Exemplo: Cervicobraquialgia, lombociatalgia e dor oncológica Lombociatalgia: dor lombar irradiada para o trajeto do nervo ciático; Ciatalgia: se não houver dor relatada na região lombar, apenas no trajeto do nervo ciático 1 Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre Cervicobraquialgia: dor cervical irradiada para MS Paciente com queixas bilaterais e com a mesma característica de sintomas deve-se investigar se o problema é central, na coluna. Sintomas concomitantes significativos - Dificuldade para dormir - Falta energia - Sonolência - Dificuldades em concentração - Depressão - Ansiedade - Apetite diminuído Esse aspecto biopsicossocial pode indicar que a dor é nociplástica. Causas - Doenças degenerativas (osteoartorse - sobreuso) - Doenças inflamatórias - Doenças traumáticas - Infecções - tumores - Osteoporose: em si não causa dor, mas o pcte em fase avançada tem fx e gera dor - Postura inadequada: sobrecarga postural - Lesões dos tecidos moles (mm, ligamentos e tendões) Tratamento - Depende da patologia de base - O repouso não é indicado, pois leva a restrição da participação social, levando muitas vezes a piora do quadro; A depender do caso, como em crise de dor por compressão discal, indica-se o repouso, mas em situações extremas - Medicação (antiinflamatório, analgésio, miorelaxantes) - Programas de fisioterapia - Cirurgia: a depender da situação, mas deve-se tentar a reabilitação antes por meio de atividade física O paciente geralmente experimenta um pico de dor durante a crise. Após esse período, entra em remissão, que é o momento ideal para manter uma boa qualidade de vida, incluindo a prática de exercícios físicos. Com o tempo, os picos de dor podem ocorrer com mais frequência, especialmente se bons hábitos não forem adotados. O tempo necessário para sair do pico de dor varia de pessoa para pessoa e depende da causa subjacente da dor. Embora a remissão possa ser acelerada com o uso de medicamentos, é importante notar que pode haver casos em que a remissão demore mais a acontecer, mesmo com tratamento. Boas práticas/ evidências de práticas para dores musculoesqueléticas - Cuidado centrado no paciente - Rastrear fatores psicossociais - Realizar exame físico - Monitorar progresso do pcte - Fornecer educação, informação, exercícios e atividade física - Terapia manual é coadjuvante de outros tratamentos - Oferecer cuidados não cirúrgicos de alta qualidade antes da cirurgia - Manter os pctes no trabalho Patologias dolorosas da coluna: HÉRNIAS DE DISCO Hérnia: O núcleo pulposo pode se deslocar da região central, seja total ou parcialmente. Esse deslocamento pode causar compressão nos nervos, especialmente se ocorrer para a parte posterior, podendo até comprimir a 2 Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre medula espinhal. Essa compressão desencadeia um processo inflamatório, que, por sua vez, resulta em dor. Disco vertebral: Absorve e distribui carga, com força axial (de cima para baixo) que dissipa a carga para coluna e MMII. O chão, por sua vez, empurra a carga de baixo para cima, ou seja, dos MMII para a coluna, que também é responsável pela dissipação dessa força. Centro: O centro da coluna intervertebral é composto pelo núcleo pulposo e pelo anel fibroso, que mantém o núcleo em sua posição central. O núcleo se movimenta de acordo com os movimentos da coluna: na extensão, tende a se deslocar para frente, sendo controlado pela ação do anel fibroso, que impede o deslocamento excessivo. Na flexão, o núcleo se move para trás, sendo novamente contido pelo anel. Durante a rotação à direita, o núcleo tende a se deslocar para a esquerda, mas o anel também segura essa movimentação. As principais situações de herniação ocorrem na região L4/L5, que é o centro de distribuição de forças e cargas, popularmente chamada de "core". Essa área deve ser estável e móvel, exigindo um equilíbrio entre ambas as características. A região mais móvel da lombar é L4-L5-S1, tornando-a mais vulnerável. *Deve-se investigar se a imagem é compatível com o quadro sintomático para avaliar o melhor tratamento possível para cada caso. A hérnia de disco ocorre geralmente com deslocamento lateral devido à anatomia dos ligamentos que envolvem a coluna. - O ligamento longitudinal anterior, mais largo na frente, limita o deslocamento anterior do disco, enquanto o ligamento longitudinal posterior, mais estreito e localizado atrás, oferece menos proteção, facilitando o deslocamento lateral e afetando as raízes nervosas. - Movimentos como a flexão anterior do tronco empurram o núcleo pulposo para trás, o que pode intensificar a compressão, provocando a sensação de "trava". - Quando a flexão é combinada com rotação, a pressão sobre o disco aumenta ainda mais. Os aneis fibrosos do disco possuem uma disposição alternada, em sentidos horário e anti-horário, e os aneis que seguem o mesmo sentido da rotação perdem tensão, diminuindo a proteção e tornando-se mais vulneráveis ao movimento do núcleo. 3 Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre - Isso explica a maior predisposição à herniação em regiões póstero-laterais, onde a cobertura do ligamento longitudinal posterior é menor e as laterais oferecem menos resistência. - Contudo, isso não significa que o paciente deva evitar completamente esses movimentos, mas sim executá-los com cautela. Desidratação do disco intervertebral: A desidratação ocorre ao longo do dia, quando o disco está sob pressão. Durante a noite, pela ausência de carga, o disco se reidrata novamente. Com o envelhecimento, a capacidade de hidratação adequada diminui. Níveis mais móveis da coluna: - C5/C6; - L4/L5; - L5/S1. A diferença entre estas regiões é que a lombar precisa de estabilidade para suportar as cargas; já a cervical precisa de mobilidade. Por isso, trabalhos de estabilização lombar e manualidade na cervical são abordagens de primeiralinha. Diferença entre Prolapso x Hérnia - Prolapso e hérnia apresentam diferenças nos exames de imagem, mas os sintomas são semelhantes. - No prolapso, o conteúdo se projeta e empurra a camada de anel fibroso, causando compressão. - Na hérnia, os aneis se rompem, permitindo que o conteúdo vaze e também gere compressão (hérnia extrusa) - Quando a hérnia é posterior e o conteúdo se desloca para o canal medular, comprimindo-o, é chamada de hérnia sequestrada, resultando na compressão do ligamento longitudinal e da medula espinhal. Classificação em relação ao tamanho Quanto maior a hérnia, maior o potencial de reabsorção/regressão; mas leva tempo - se o paciente tem sinais neurológicos, deve-se preconizar o tratamento cirúrgico. Toda hérnia tem probabilidade de reabsorção (parcial ou total), principalmente as condições traumáticas. Por condições degenerativas, a chance de reabsorção é baixa. - Hérnias: 70% de chance de reabsorção - Protusões: 41% de chance de reabsorção Denominação % do canal acometido 4 Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre Pequena Até 12% Média De 12 a 25% Grande De 25 a 50% Gigante Mais de 50% Classificação por exame de imagem e % de compressão Causas da hérnia São diversas as causas, e normalmente elas se somam Exemplos: ruptura do anel, esforço exagerado em flexão, obesidade, hipotonia, alterações degenerativas, idade, sedentarismo, etc Pressões discais Mostra a relação profissão-sintoma: - Posição sentada: Pressão aumentada na região lombar - Posição sentada com flexão anterior A maior condição de pressão - Posição sentada com rotação de tronco: Aumento de pressão - Decúbito dorsal: Diminui a pressão - Cervical: Carga feita pelo uso de celular; quanto mais inclinado, maior a carga. Hérnia de disco lombar Tratamento conservador Duração média de 6 a 8 semanas - É indicado principalmente como tratamento inicial; estudos mostram que não há diferença entre tratamento conservador e cirúrgico; os dois permanecem na mesma condição. Tratamentos cirúrgicos: técnicas cirúrgicas, como discectomia clássica, microdiscectomia e discectomia percutânea - retira o que está causando a compressão; *Paciente com sinais neurológicos é indicado a cirurgia, como gera instabilidade a retirada do núcleo durante a cirurgia, faz-se a artrodese (fixação) do segmento (placas e parafusos). Programa de recuperação cervical e lombar Agudo e Crônico: - Exercício; Terapia manual; Classificação em bandeiras e Educação do paciente (principalmente paciente crônico) - No paciente agudo, o exercício é mais focado no sintoma atual; já no crônico, são exercícios mais gerais Fase I Paciente saindo do pico de dor, quadro inicial - Controle da dor - Controle inflamatório - “Repouso” funcional, deve fazer o que ele conseguir + orientações - Evitar situações de piora - Diminuir sintomas Fase II - Controle do quadro inflamatório - Início da terapia manual, associada a flexibilidade e mobilidade - Iniciar mobilização de partes moles - liberação miofascial, “soltar” tecidos - Iniciar alongamentos sistemáticas - Mobilidade dentro do que ele for capaz, “repouso funcional” - só evitar o que desencadeia mais dor Fase III - Continua terapia manual associada a flexibilidade e mobilidade - Mobilização de partes moles - Manter alongamentos globais - Ativação muscular: core 5 Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre - Iniciar reforço muscular (isometria); multifidios, músculos mais internos. Normalmente, no paciente com cervicobraquialgia, o tratamento se encerra aqui. Até aqui evolui bem, pois esse paciente precisa de mobilidade. Fase IV - Voltada para região lombar - Reforço muscular - Estabilização central, core - Mantém alongamento global - Pode manter mobilização de partes moles mas não é o objetivo Fase V - Manter alongamentos - Reforço muscular - Controle neuromuscular (CORE avançado) *É Importante iniciar a flexibilidade e mobilidade para, depois, promover o reforço muscular 6 Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre -13.08.2024- As deformidades mais comuns da coluna são a escoliose e hipercifose. Curvas fisiológicas São fisiológicas pois são adaptações do ser humano em sua evolução para postura bipodal Lordoses/Cifoses A denominação das curvas ocorre de acordo com a convexidade - Convexidade anterior: lordoses - Convexidade posterior: cifoses Curvas - Primárias: com convexidade posterior/cifoses, pois se originam do mesmo formato da curva, quando o ser humano andava em 4 apoios; - Secundárias: derivam das convexidades anteriores/lordoses Quantifica-se as curvas para determinar se sõa fisiológicas ou não; se passar para situação de anormalidade, como um aument, acrescentamos o prefixo “hiper”; se houver redução da curva, temos uma retificação da região Escolioses Se presença de curva na vista anterior ou posterior, temos uma anormalidade denominada escoliose; Classificam-se de acordo com a convexidade e com o número de curvas; - Em S: dupla curva; - Ou em C: única curva; Exemplo: escoliose em S torácica/dorsal à D e lombar à E; identificar também qual a primária As curvas da escoliose podem ser primárias ou secundárias e diferenciam-se pelo tamanho; através do ângulo de Cobb; a curva commaior grau é a primária. Critérios de diagnóstico Podem ocorrer por: ● Alterações idiopáticas: geralmente na fase do estiramento no adolescente; grande parte não é muito significativa; ocorre por adaptações em termos posturais; ● Avaliação postural Estruturação da curva = flexibilidade da curva; Se é uma curva estruturada, precisamos acompanhar Exemplo: ● Menino A: 13 anos, apresenta uma curva dupla de 40° e 25°. A curva é flexível, permitindo a possibilidade de correção com o uso de colete. ● Menino B: 19 anos, possui uma curva dupla de 40° e 30°. Como ele já parou de crescer, a curva é considerada estruturada. Isso demonstra que a idade é um fator importante na avaliação e tratamento das curvaturas. ● Deformidades patológicas: Algumas doenças causam deformação do corpo vertebral, fratura corpo vertebral, desenvolvendo patologias da coluna por outra condição patológica - Entretanto, é uma condição mais rara. Tipos de escolioses - Congênitas: normalmente casos graves 7 Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre - Neuromuscular: pólio (lesão NM); graves e geralmente de única curva - Antálgica: comum; por dor, adota-se posturas de conforto e acaba desenvolvendo uma condição postural anormal - Idiopática: + comuns; não sabemos como começou, normalmente na adolescência (12, 13 - 16/17 anos), e nem como pode evoluir; - Tumoral - Miopática Exemplo acima: Escoliose com componente rotacional: são as mais consideráveis, importantes e graves, associam a curva com rotação de tronco para tentar manter alinhamento No RX a rotação: Vemos os pedículos vertebrais de um lado, e do outro não se vê Escoliose idiopática De origem multifatorial (genética + ambiental) - curvas 20° - 0,2 a 0,3% Escoliose idiopática na adolescência - + Frequente no estirão do crescimento - + Frequente em meninas, pois geralmente o estirão ocorre primeiro no sexo feminino - + comum é toracolombar, podendo ser apenas lombar - + comum: dupla curva torácica (escoliose em S) - dupla curva torácica e lombar Cirurgia: promove uma cicatriz muito grande; perde ação e estabilização muscular, bem como a consciência corporal; - Curvas grandes não vão para 0°, somente reduzem a angulação pois as estruturas corporais se adaptam, inclusive as estruturas nervosas, que são mapeadas na cirurgia e se tiver chance de lesionar medula não reduzem mais o grau; - O segmento final normalmente não se fixam, para permitir um grau de mobilidade. Ao sair da cirurgia, deve seguir o tratamento conservador. Critérios Evolutivos: a serem considerados 1. Dupla ou única curva 2. Linha/ângulo de Riser: de crescimento Indica crescimento, o quantoo indivíduo irá crescer, ou seja, o potencial de crescimento do adolescente, pelo RX de quadril. Linha esbranquiçada em cima da crista ilíaca - 0: não começou a crescer - 1: irá crescer mais 75% do que já cresceu - 2: irá crescer mais 50% do que já cresceu - 3: irá crescer mais 25% do que já cresceu - 4: irá crescer mais 4-10% do que já cresceu; Mas já completou praticamente o crescimento - 5: nenhum crescimento restante - Até o grau 3: Tem potencial de crescimento; está com Riser aberto, vai crescer Quanto menor o grau de Riser, mais flexível a curva está; O contrário também é 8 Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre verdadeiro: quanto maior o grau, mais estruturada a curva estará. 3. Grau de rotação vertebral (giba costal) Verificada pelo teste de Adams abaixo. Classifica-se ainda, por meio do exame de imagem, os graus mediante a visualização dos pedículos vertebrais, pelo alinhamento dos mesmos. A classificação vai de grau 0 a grau IV, sendo 0 sem rotação e IV a maior rotação possível, saindo da linha central. 4. Teste de Adams - GIBA COSTAL Teste para verificar a rotação vertebral. - Solicita ao paciente a flexão anterior do tronco com MMSS soltos e terapeuta atrás do pcte - Se não tiver rotação, terá um alinhamento das costas; - Se paciente tem escoliose, um lado do tronco fica mais alto que o outro, que caracteriza a giba costal, uma indicação de que pcte tem uma escoliose com rotação; só terá giba se tiver associação com rotação de tronco; 5. Ângulo de Cobb: Identificar valores das curvaturas - Feito por meio de exame de imagem (RX), no mínimo tronco todo pegando quadril, o exame correto é panorâmico (da cabeça aos pés) - Traça linha paralela na primeira vértebra de entrada da curva, parte superior (ápice) da primeira vértebra e na parte inferior (base) da última vértebra da curva; - No meio do corpo vertebral, traça-se uma linha perpendicular em cada vértebra limite, e verifica-se o ângulo formado pelo encontro dessas linhas por meio de transferidor. - Normal Podemos melhorar o ajuste postural, e não o ângulo das curvaturas. Indicação de tratamento/prognóstico ● Zona escura: uma escoliose idiopática 40-50° ainda não é de eleição cirúrgica, mas pode vir a ser, portanto necessita de um acompanhamento mais regular, já que essa zona pode-se evoluir ou estabilizar; ● Indicação cirúrgica: curva acima de 50°; paciente começa apresentar restrição pulmonar e doenças respiratórias importantes 9 Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre ● Doenças neuromusculares: indicação cirúrgica acima de 30°; pois essas curvaturas já começam acometer as capacidades respiratórias que essas doenças já terão previamente ● Tratamento conservador: Abaixo desses graus Tratamento Conservador Observar o tamanho da curva e o potencial de crescimento (Riser) ● Curvas abaixo de 10°: não é necessário tratamento conservador; Deve se manter ativo, fazer a atividade que tem interesse - o esporte melhora as capacidades físicas e o indivíduo consegue se equilibrar para correção ● Riser I, II e III: Tratamento conservador ● Curvas 10/15° até 30° - observação semestral, acompanhar pela ortopedia (RX de acompanhamento) + fisio + esporte ● Curvas acima de 30° até 50°, com Riser I, II ou III - observação + colete + fisio + atividade física (esporte) Colete: Atual é de polietileno; traciona uma curva e empurra outra, quando alcança Riser V, retira-se o colete; - Só retira para banho; é um ajuste passivo, por isso é importante junto a fisio e atividade física para ajuste dinâmico; o que é um problema pois o colete é desconfortável para realizar as AVDs, fisio, etc; Linha de tratamento atual - Trabalho voltado para o auto ajuste postural; - Paciente em situações de instabilidade/dificuldade, feedbacks, como na foto visual (espelho); fazendo várias tarefas, a tendência natural é desajuste e o fisio vai posicionando orientando ajustes na postura para autocorreção; o fisio vai dificultando cada vez mais para dificultar e treinar o autoajuste. É importante pois isso transfere a terapia para as condições funcionais da pessoa, associando múltiplas tarefas. - Exemplo: Paciente no espaldar com alteração dos paravertebrais de ambos os lados + fraqueza por alongamento e por encurtamento: Oferecer flexibilidade primeiro (comprimento muscular), para dar capacidade de ganho de força e estabilização. A flexibilidade regulariza as curvas e o comprimento muscular. Resumo: O tratamento atual primeiramente é de informação/feedback visual, e segundo o paciente deve-se direcionar ao autoajuste, dificultando para sair do ajuste e o paciente recuperá-lo. Trabalhar, também, a mobilidade das curvas e flexibilidade da região OBS: No pós operatório, deve-se continuar com essas condutas acimas. Dorso curvo - hipercifose juvenil - Mais frequente é o dorso curvo postural; pela má postura adotada, crescimento de seios nas meninas, ou ganho de peso excessivo em meninos por exemplo. - Pode ocorrer por Doença de Scheuermann: patologia da coluna, fratura de corpo vertebral, precisa de correção cirúrgica. 10 Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre Classificação: Mede igual escoliose e acha o valor; espera-se normal: - Cifose torácica: normal de 20 a 40° - Infância: 20°; acima anormal - Adolescência: normal até 25° - Adulto: normal até 40° A pessoa idosa é natural assumir a postura cifótica, normal até 40°; acima disso é anormal - As hipercifoses normalmente não passam de 40°, geralmente resolvem antes disso por tratamento conservador ou só com crescimento, ou com atividade física; - Meninas com seio grande: comum precisarem de redução de mamas, mas também não passa muito de 40° - NÃO se faz correção cirúrgica para hipercifose postural Espondilite anquilosante: fusão de vértebras, calcifica o disco intervertebral; vértebra em bambu; vai assumindo a postura hipercifótica bem fechada Exemplos de exercícios: - Associar com a rotina do paciente; - RPG: permite condições de ajuste 11 Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre -20.08.2024- Síndrome clínica e crônica que representa a via final comum das alterações bioquímicas, metabólicas e fisiológicas que ocorrem na cartilagem articular e no osso subcondral (abaixo da cartilagem), comprometendo a articulação como um todo, tendo como substrato patológico (=sinal; resultado) a diminuição do espaço articular e a formação osteofitária (prolongamento ósseo, “bico de papagaio”, que surge como tentativa de distribuir a carga corporal em virtude da degeneração cartilaginosa) A degradação/deterioração do tecido cartilaginoso leva a exposição do osso subcondral, gerando a sensação de contato “osso com osso” para o paciente na fase avançada. Osteoartrite pode ser: - De origem mecânica (trauma, sobrepeso, envelhecimento - mais comum, condições ambientais) - Ou por doença de base, como na artrite reumatoide ● Principais articulações acometidas são: quadril, joelho e coluna (+ lombar) É uma condição crônica e não se busca solucioná-la por meio da fisioterapia; o papel da fisioterapia é, na verdade, controlar. Ela apresenta um caráter transitório, com alternâncias de períodos de melhora e piora. O objetivo deve ser alcançar uma estabilidade/equilíbrio entre essas fases. - É uma condição multifatorial e apenas a fisioterapia não é eficaz; é necessário auxílio do paciente por meio de bons hábitos como atividade física e alimentação saudável. - Doença de caráter inflamatório e degenerativo que provoca a destruição da cartilagem articular e leva à deformidade da articulação ● Nas doenças reumáticas, a evolução inicia pelas articulações menores, afetando primeiramente os dedos das mãos/pés e evolui para articulações maiores, de forma bilateral. Necessário hemograma para identificar por meio de um marcador. ● Já nas condições mecânicas, o comprometimento é unilateral e abrange as articulações maiores, como quadril e joelho.Sinovite reacional: Reação do segmento à sobrecarga, que produz o quadro inflamatório e que aumenta a degradação articular, formando um ciclo vicioso. E o paciente apresenta sinais como edema, dor ao movimento e calor na região. ● O quadro inflamatório provoca uma inibição iatrogênica, resultando na diminuição da função muscular devido à dor, o que agrava a sobrecarga na articulação. Essa inibição muscular reduz seu tamanho, aumentando o impacto da carga sobre a articulação, levando a uma piora na sobrecarga. ● Sendo assim, é importante compreender os fatores causais e 12 Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre controlá-los para debelar esta reação, prevenindo a piora da condição A evolução do quadro envolve a deformação dos eixos, devido à degeneração articular, como o desenvolvimento de joelho varo - Essas deformidades NÃO são reversíveis, pois tratam-se de alterações angulares. Nosso objetivo é melhorar as condições articulares e musculares, permitindo que o paciente conviva com a deformidade de forma equilibrada. Cartilagem articular - Ajuda na absorção de impactos e diminui o stress mecânico articular - Fibroblastos = condrócitos = cartilagem - O condrócito é o grande responsável pela produção dos componentes da cartilagem (colágeno + matrix proteica + proteoglicanos), além de ser responsável pela síntese e destruição da cartilagem articular de acordo com o estímulo existente. - Um tecido cartilaginoso eficiente depende do equilíbrio entre formação e destruição, sendo o desequilíbrio entre estes dois estímulos, o causador da patologia. - Colágeno = resistência mecânica articular Fisiopatologia - Micro e macrotraumas (associado a fator causal, como o sedentarismo e sobrepeso) → Quebra do colágeno→ Liberação de enzimas proteolíticas → Condição inflamatória reacional → Degradação articular que ocorre pela diminuição da viscoelasticidade → Exposição de osso subcondral → Fissuras e fibrilação (desaparecimento do tecido cartilaginoso) Teoria mecânica: De acordo com a teoria, as sobrecargas repetitivas ou macro traumas podem desestruturar a malha de fibras colágenas e romper as cadeias de proteoglicanos, diminuindo, com isso, o efeito de amortecimento de choque (função básica da cartilagem). Esta alteração no balanço da quantidade de proteoglicanos faz com que haja uma hiper hidratação da cartilagem, com diminuição de suas propriedades viscoelásticas. Como consequência, os estímulos são transmitidos de forma mais intensa ao osso subcondral, que se hipertrofia e perde sua complacência, resultando no surgimento de fissuras e fibrilações. Epidemiologia ● Mais comum em mulheres pelo valgismo; bilateralidade é comum, mas normalmente em estágios de evolução diferentes Fatores de risco - Doenças inflamatórias - Doenças infecciosas - Traumas que envolvem a cartilagem - Obesidade (agrava) 13 Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre Condição de caráter crônico - evolução lenta, acomete as articulações que suportam peso, é uma doença “silenciosa” - 5% abaixo dos 30 anos, normalmente por artrite reumatoide - 70 a 80% dos casos ocorrem acima dos 65 anos Etiologia - Desconhecida - Pode ser primária: complexa, que inicia com envelhecimento (bilateral na maioria dos casos) - e é uma situação normal e esperada no ser humano - Secundária a um trauma, fratura, lesão condral, instabilidade ou doença de base - Fatores causais: podem agravar essa condição • Tabagismo • Sedentarismo • Não tem sono reparador • Stress emocional - Fatores de risco: • Idade • Hereditariedade (doenças reumáticas e osteoartrose mecânica) • Fatores hormonais • Sobrepeso ou obesidade • Hipermobilidade articular • Doenças metabólicas • Micro e macro traumas • Trauma de repetição • Sobrecarga esportiva • Alteração da articulação Exame físico do joelho - Deformidade em varo + flexo → é o mais comum - Dor na interlinha -> meniscopatia degenerativa - Dor difusa -> osteofitose intensa - Dor na pata de ganso: A tendinite da pata de ganso é comum em mulheres pelo valgismo e, com a osteoartrose, aumenta o valgo do joelho, distendendo e tracionando a região medial do joelho Quadro clínico - Dor - Rigidez matinal pela diminuição de lubrificação articular (por isso o movimento é fundamental no tratamento) ou rigidez pós repouso - Edema (pode levar à inibição artrogênica do quadríceps) - Limitação de movimento - Deformidade - Atrofia muscular - Crepitação articular pela degradação Tratamento conservador - Perda de peso - Analgésicos AINH - Fisioterapia - Condroprotetores (ex: Ácido hialurônico - injetável) Medicamentos atuais: - Corticosteroides injetáveis: para alívio da dor, como o acetato de hidrocortisona; é absorvido em 1 a 2h e promove poucos dias de alívio Condroprotetores: Tratamento ou fármaco capaz de prevenir, retardar ou reverter as lesões artrósicas da cartilagem articular, como: 14 Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre - Ácido hialurônico: Analgesico, antiinflamatório, anabolismo da cartilagem, viscossuplementação - Glicosamina: Não tem uso como medicação, somente suplementação Tratamento cirúrgico - Osteotomias (correção de angulação e de eixo, feito em paciente jovem (30 a 40 anos no máx) com deformidades para prevenir quadro de osteoartrite) - Próteses parciais (mais raro) e totais (mais comum) - precisa fazer descarga de peso precoce, atendimento já é intra hospitalar Tratamento fisioterapêutico - Educar o paciente - Reduzir a dor - Diminuir os efeitos da rigidez - Aumentar ADM - Melhorar equilíbrio - Melhorar controle neuromuscular - Melhorar condicionamento físico no geral, como: força, resistência à fadiga - Prevenir deformidades - Ensinar exercícios domiciliares que ele goste - Ensinar causas e prevenção - Exercícios de ADM ativa, ativa assistida - Técnicas de mobilização intra articular - Acupuntura (principalmente para dor) - Mobilização de partes moles - Estabilização muscular Consenso do comitê australiano - 2018 Exercícios regulares são importantes para melhora da dor e função em pessoas com osteoartrite quadril e joelho, para joelho, exercícios em solo como exercício de força, caminhada e tai chi são fortemente recomendados. Outros que podem ser considerados incluem bicicleta estacionária e yoga. Intervenção para perda de peso são fortemente recomendadas para pessoas com osteoartrite de joelho e quadril que estão com sobrepeso ou obesas. Terapia cognitivo comportamental pode ser considerada para algumas pessoas, particularmente quando combinada com exercícios, levando em conta o estado de saúde mental da pessoa, preferência, custos e possibilidade de acesso Podem ser indicados dispositivos de auxílio à marcha CONTRAINDICAÇÃO provisória de US, ondas de choque, laser, corrente interferencial, calçados específicos (palmilhas), kinesio, brace, etc → contraindicadas por baixas evidências 15 Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre -27.08.2024- Fratura (fx) Ruptura ou perda de solução de continuidade do osso; - Foco (região do trauma e perda de continuidade); - Para se considerar fx precisa de pelo menos dois fragmentos; O fragmento mais próximo do centro chama-se proximal, e o mais distante denomina-se distal; - Fragmentos podem ou não ser desviados, portanto a fx pode ser sem desvio ou desviada; Redução: Procedimento que tenta realinhar os fragmentos desviados. Consolidação Processo inflamatório acelerado no tempo, localizado e autolimitado; - Ocorre no foco para tentar estabilizar os fragmentos, pois a estabilidade é fator imprescindível para ocorrer a consolidação; - Tala no primeiro momento para possibilitar a expansão do processo inflamatório, que deve se estabilizar em um período médio entre 7 a 10 dias; Utiliza-se tala no início e não gesso pois pode levar a Síndrome do Compartimento; ● Nesta síndrome, a pressão dentro de um compartimento muscular aumenta, comprometendo a circulação sanguíneae a função nervosa, podendo levar a consequências graves como a necrose. - Após cessar esse processo, inicia a formação do calo mole, seguindo da formação do calo ósseo/duro que leva de 4 a 6 semanas para ser formado; - Se a fx não estiver estabilizada não passa dos fibroblastos (calo mole) para osteoblastos (calo ósseo) e gera pseudoartrose/consolidação viciosa, pois não houve a síntese de tecido ósseo na região. Dois mecanismos de fixação: ● Anti stress: não permite carga (consolidação primária) ● Consolidação secundária: Permite descarga de peso, importante para evoluir a consolidação Tipos de Fraturas (traço) - Galho verde: ocorre mais em criança pois é um osso com maior presença de tecido fibroso/colágeno. Solta pedaços/partes, não é completa - Transversa - Linear - Oblíqua - Espiral - Cominutiva: múltiplos fragmentos - Por compressão: fx por queda geralmente; queda em pé; altera por exemplo a posição óssea. Princípios da estabilização • Duas condições indispensáveis para que ocorra a consolidação: Vascularização e estabilidade Se houver alteração em uma dessas condições o tempo para consolidação completa é alterado, e muitas vezes necessita de correção cirúrgica. Deformação dos Tecidos O strain é a deformação ou alongamento relativo. Cada tecido tem seu strain: - Tecido de granulação – 100% 16 Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre - Tecido fibroso – 20% - Cartilagem – 10% - Tecido ósseo – 2% Consolidação das fraturas Há dois caminhos para a consolidação: 1. Consolidação por primeira intenção ou Consolidação Primária - Contato direto e íntimo entre os fragmentos e é um processo mais lento - O sucesso da consolidação depende da precisão da redução e do grau de estabilização, que deve ser rígido (compressão) - É uma consolidação por meio cirúrgico - A estabilização precisa ser extremamente rígida, no qual o paciente não desenvolve o calo ósseo, pois o material utilizado (placas compressivas) já faz o papel desse calo - Essa estabilização rígida permite pouca carga e leva tempo para ser aplicada, por isso é comum em MMSS pois não exigem tanta descarga de peso quanto os MMII. 2. Consolidação por segunda intenção ou Consolidação Secundária - Permite micromovimentos no foco da fratura: para ter consolidação precisa desses micromovimentos que são adquiridos por meio da descarga de peso - Há formação de calo ósseo (ex: gesso permite essa consolidação secundária pois permite descarga de peso) - Mais comum em MMII Principais fases da consolidação da fratura 1. Fase inflamatória: ( 1 – 2 semanas) - Migração de células inflamatórias seguido de -> Eliminação do tecido necrosado - Na imagem RX: linha mais visível 2. Fase Reparativa: (vários meses) - Fase de estabilização e restauração - Invasão de condroblastos e fibroblastos - Formação calo mole - União retardada (demora na consolidação do osso mesmo que alinhado, resulta em dor e instabilidade) e pseudoartrose são decorrentes de erros nesta fase - Na imagem RX: linha começa a desaparecer 3. Fase de Remodelagem: (meses a anos) - Substituição do osso imaturo - Canal medular sendo formado gradualmente - Imagem RX: não visualização da linha - Alguns desvios são aceitos, desde que sejam funcionais. Paciente que é atendido na clínica geralmente tem muita repercussão funcional pelo imobilismo, e se encontra em fase avançada. Já no hospital, encontramos o paciente no pós-operatório, e é crucial determinar se ele pode ou não realizar a descarga de peso, pois ele precisa sair do leito para evitar os efeitos do imobilismo. Devemos ouvir o cirurgião, bem como o tipo de material utilizado. Aparelho de gesso - Dispositivo de compartilhamento de estresse, que permite a micromovimentação do foco da fratura e proporciona a consolidação secundária; - A articulação acima e abaixo são imobilizadas ● Exemplos: 1) fratura na tíbia, mantém o tornozelo e joelho sob o gesso para estabilizar a região; 2) Fx escafoide: gesso axilopalmar - Princípio dos 3 pontos - são as regiões onde é aplicada maior pressão ao posicionar o gesso, onde dois são nas extremidades e 1 no vértice (base da fx). 17 Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre Complicações da fratura - Mobilidade do foco: se isso ocorrer, não vai consolidar - Pseudoartrose: quando a fase de calo mole (fase de tecido fibroso) não evolui para a fase de estabilização (calo duro) - Consolidação viciosa - Contaminação óssea/osteomielite: geralmente fx exposta *Se a fx for grande, aplica-se um gesso e solicita-se que o paciente retorne com frequência para troca. Isso é importante porque, devido ao imobilismo, há perda de massa muscular, fazendo com que o gesso fique “largo” e a fx se torne menos estável, o que pode resultar nas complicações acima. Dispositivos que compartilham estresses: Estabilidade relativa Permitem: - Transmissão parcial da carga - Micromovimentos no local da fratura - Ocorre consolidação secundária, permite carga mais precoce Exemplos: aparelhos de gesso, pinos, algumas placas, fixadores externos… Dispositivos com proteção contra estresse: Estabilidade absoluta - Proporcionam uma fixação rígida - Há transferência de estresse para o dispositivo - Não permite descarga de peso - Ocorre a consolidação óssea primária Exemplos: placas e parafusos de compressão Característica da carga • Consolidações secundárias = descarga de peso mais precocemente. • Consolidações primárias = a sustentação de peso é geralmente tardia. Osteossínteses Qualquer material sintético no osso; interna ou externa. Hastes intramedulares - Fixada nas extremidades para não mover; - Usada mais para fx diafisárias de ossos longos, principalmente em MMII - Dispositivos de compartilhamento de estresse; - Boa fixação, restauração do alinhamento ósseo; - Permite que as articulações acima e abaixo da fratura fiquem livres para mobilização precoce, bem como a intervenção precoce da fisioterapia; - Sustentação de peso (carga) precoce; - Consolidação secundária: é OBRIGATÓRIA carga precoce - Hastes Fresadas (fixadas), pinos nas extremidades para não ocorrer migração da haste, mais utilizada atualmente; Não Fresadas; Bloqueadas Pinos, Fios e Parafusos - Normalmente utilizados em conjunto - Dispositivos de compartilhamento de estresse (mobilização e carga precoce) 18 Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre - Proporcionam imobilidade parcial = formação calo ósseo - Podem ser aplicados independentemente ou com outro tipo de fixação; Geralmente, utilizados em conjunto - São frequentemente removidos após a consolidação óssea Fios de Kirschner (ou fio de aço) e Bandas de Tensão - Fio de aço que pode ser moldado. - Banda de tensão: estabilização por segunda intenção; também exige carga; utilizados em fraturas mais estáveis de ossos menores (olécrano, patela, interfalangeana). - São frequentemente removidos após a consolidação óssea 1ª imagem: feito por cirurgia fechada, percutânea; 2ª: não se faz atualmente, fx instável; 3ª: cirurgia aberta pois foi utilizada banda de tensão Como essas osteossínteses geralmente não cruzam a articulação, não atrapalha a ADM; A não ser que tenha ocorrido uma artrodese (fixa a articulação). Parafusos de Compressão - Juntam firmemente os fragmentos - Ocasionam compressão e consolidação primária - Normalmente associados a placas (placas + parafusos), onde coloca-se um parafuso de compressão (ex: fraturas próximas às sindesmoses) - Esse parafuso é retirado após a consolidação, pois limita o movimento e pode quebrar, pois não suporta carga Placas de Compressão - Mais comum em fx de MMSS 19 Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre - Dispositivos de proteção contra estresse (consolidação primária, não permite carga precoce) - Criam compressão no local fraturado - A área da fratura embaixo da placa encontra-se “afinada” pela sobrecarga diminuída e pela diminuição da irrigação sanguínea. Placas emPonte - Comum em fx diafisária complexas de MMII, normalmente cominutivas. - Fixação não estável – formação calo ósseo (consolidação secundária é uma vantagem dessa osteossíntese) - A fixação da placa ocorre o mais distante possível do local da fratura, nas extremidades, por isso chama-se ponte. - Irrigação preservada Placa deslizante para quadril (DHS) • Fraturas proximais do fêmur (comum em idosos); • Compartilhamento por estresse; • Fratura intertrocantérica; • Possibilita consolidação secundária, portanto também permite carga precoce, por isso mais utilizada em idosos, para evitar complicações do imobilismo/ restrição ao leito; • DCS (Angulada a 95º - Fratura distal de Fêmur – Mobilização Precoce) - comum em paciente jovem, como em acidentes de moto 1ª imagem: DHS / 2ª imagem: DCS Novas Placas ● Placas especiais: São pré-moldadas da forma anatômica para uma reconstrução adequada de uma região - Planalto - Fêmur - Terço distal de rádio Fixadores Externos - Exoesqueletos, “gaiola”; - Dispositivo de compartilhamento de estresse - Mantém o alinhamento e comprimento do membro; - Frequentemente usado em fraturas expostas com lesões de tecidos moles; - Os pinos são inseridos proximal e distalmente à fratura, diminuindo o traumatismo na área da fratura; - Vantagens: articulações livres, carga precoce, consolidação secundária. ● Gaiola de Ilizarov: 20 Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre - Distração para aumentar o comprimento do MI progressivamente; - Faz também estabilização rígida de fratura, permite carga total precoce; - Correção de deformidades (como valgo de joelho); - Entretanto causa certo desconforto para o pcte Gaiola de Ilizarov Fase da Recuperação Depende principalmente do tipo de dispositivo utilizado, consolidação óssea, tipo e a gravidade da fratura. - Esperar restabelecer invólucro de tecido saudável para iniciar a mobilização. - Carga depende do dispositivo utilizado (Precoce ou não precoce) - Recuperação da ADM e FM com prioridade - Aguarda liberação de carga 21 Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre -03.09.2024- A probabilidade de lesão muscular em MMII é muito maior do que em MMSS - Lesão muscular tem particularidade quanto ao seu processo de regeneração Epidemiologia • 37% das Lesões no futebol - predominância indireta • 17% das Lesões no basquete • 10,4% das Lesões no Rugby - predominância de LM direta As lesões musculares indiretas (estiramento muscular) levam no mínimo um mês para recuperação, este sentido são piores do que as lesões diretas, que a recuperação é mais rápida Equipe de futebol profissional (média) - 15 Lesões nas temporadas - 37 partidas não disputadas Incidência em MMII - Isquiotibiais – 37% - Adutores - 23% - grácil é o principal adutor acometido - Quadríceps - 19% - reto femoral é o principal acometido - Panturrilha – 13% - gastrocnêmio é o mais afetado ● O que esses três têm em comum? São BIARTICULARES, e isso é importante porque tem relação com omecanismo de lesão Pois o músculo está agindo numa articulação, precisa parar e agir na outra, é essa a hora que ocorre a lesão. Normalmente, quando há um trauma indireto, a lesão ocorre na fase excêntrica, no momento exato da troca do trabalho concêntrico para o excêntrico. Exemplo: O jogador chuta a bola (extensão de joelho, ação de quadríceps) e sente dor atrás da coxa - os isquiotibiais em ação excêntrica para regular o movimento entrou em falha. Divisão ● Lesões traumáticas a) Estiramento: Desarranjo estrutural, distensão; sensação de pontada, sente o músculo “abrir”, “rasgar” - trauma indireto; normalmente por falha excêntrica da contração destes biarticulares; - Pós estiramento o fuso muscular por condição protetiva regula o comprimento do músculo, então como resposta o músculo entra em espasmo (resposta protetiva) e encontra-se mais rígido a palpação. b) Contusão: a famosa “pancada”; ou seja, precisa de um trauma/contato direto para ser contusão, sem desarranjo na estrutura (por isso a recuperação é melhor que a o estiramento) c) Laceração: perda da condição muscular; rompimento do músculo; relacionado a traumas de alta energia ● Lesões Atraumáticas a) Câimbras: Espasmos musculares de mecanismo desconhecido; pode ocorrer por esforço ou em repouso (ex: à noite) 22 Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre b) Dor muscular tardia: Situação atraumática e acumulativa, normalmente 24h após atividade física - Ruptura propriamente dita= Lesão mais grave - Estiramento= Lesão menos grave - Abolição (Distensão e Contraturas) Subdivisões ● Estiramento muscular- Graus 1-2-3 ● Ruptura = Lesão transversal do corpo muscular Estiramentos musculares Existem diversas classificações, mas algumas são mais específicas; e todas classificações são de acordo com a características da lesão ● Primeiro Grau: a) Dor à contração com resistência b) Dor localizada em pontos específicos c) Danos estruturais mínimos d) Resolução rápida * Quando o indivíduo nesta condição não aguarda o tempo de estabilização e retorna ao padrão de lesão, há grande chance dela evoluir para grau II (ex: jogador de fim de semana, machucou a panturrilha, fica uma semana sem jogar e sem tratar - quando volta a jogar em uma semana, fica pior, pois a região inflamada está imatura em relação à sua regeneração) - além disso, conforme as lesões irão se repetindo, há tendência de deposição de tecido fibroso na área de lesão pela plasticidade muscular em decorrência das repetitivas lesões mal resolvidas, para tentar dar mais estabilidade na região, o que prejudica a performance em atletas e/ou a função em indivíduos comuns. Ou seja, não deve continuar a prática esportiva e iniciar tratamento. ● Segundo grau a) Mesmos achados – Mais intensos b) Dor à contração e dor ao alongamento c) Moderada hemorragia d) Diminuição da função - Aqui já pode surgir o GAP (“buraco” no músculo, uma região onde há a reação inflamatória) ● Terceiro Grau a) Completa perda da função b) Presença de defeitos palpáveis = GAP c) Dor intensa d) Edema grande Contusão muscular a) Contusão leve: movimenta mais de 50% a articulação correspondente/afetada b) Contusão grave: menos de 50% de mobilidade da articulação afetada Nova classificação É a mais utilizada atualmente, comum em atletas pois tem maior acesso a exames de imagem e é mais criteriosa - Grau 0 – Sem sinais de alterações; Relatada como desconforto muscular, é uma queixa clínica do atleta/pcte mas não tem alterações - Grau 1 - Com edema muscular sem alterações teciduais – até 5% (pequena lesão) - Grau 2 - Lesão muscular parcial – 5% a 50% de comprometimento muscular; Lesãomais predominante - Grau 3 - Lesão muscular total do tecido – mais de 50% de comprometimento. OBS: Classificação baseada nos exames de ressonância magnética 23 Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre Estimativa do tempo de recuperação, o tratamento é conservador, só lacerações que podem levar a correção cirúrgica em alguns casos - Mais comum: 30 a 40 dias - Mínimo de 21 dias, menos que isso se torna difícil a recuperação Não levar em conta a aparência, pois muitas vezes o hematoma será associado a contusão, sendo portanto de melhor prognóstico. GAP na US (primeira imagem); próximas mostra a resolução do GAP, retorna como um tecido imaturo, que precisa de treinamento, que é o papel da fisioterapia. Tecido imaturo As lesões musculares normalmente ocorrem nas transições miotendíneas (do tendão para o músculo), mas também podem ocorrer no ventre muscular e nas áreas proximais de origem e inserção - Síndrome da pedrada: sensação que tomou uma pedrada nessa região de união músculo-tendínea no gastrocnêmio, sensação de “Rasgar” – “Pontada” Quadro clínico - Dor ao alongamento e a contração principalmente - Impotência funcional: Quanto maior a lesão, maior a dificuldade - Edema (comum descer pela ação da gravidade e se apresentar por exemplo naregião mais distal - pé) - Hematoma (graus 2 e 3) - Degrau “Gap” - Sensação de “Rasgar” – “Pontada” - Espasmo muscular (Protetor): resposta pós lesão; queixa: “perna endureceu” Fisiopatologia ● Lesão caracterizada por: a) Rompimento dos miofilamentos - miofibrila (estrutura que compõe a fibra muscular) b) Anormalidades mitocondriais c) Descontinuidade sarcolemal (pelo estiramento) d) Desequilíbrio eletrolítico b, c e d são comuns em qualquer dano muscular, não apenas em lesões musculares ● Reparação: a) Revascularização 24 Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre b) Infiltração celular c) Fagocitose das células Danificadas d) Proliferação das células Precursoras (células Satélites) e) Reinervação Explicando os tópicos acima: Imediatamente após a lesão, ocorre uma reação inflamatória. O rompimento dos miofilamentos causa desarranjo das mitocôndrias, descontinuidades no sarcolema e desequilíbrio eletrolítico, comuns em qualquer tipo de lesão. Em seguida, inicia-se o processo de reparação, que envolve revascularização, infiltração e fagocitose de células danificadas. A diferença nas lesões musculares é a presença de células satélites, localizadas na periferia do músculo, próximas à membrana basal. Essas células indiferenciadas são atraídas para o local da lesão por fatores de crescimento liberados por células inflamatórias. Elas se diferenciam em tecido muscular, resultando na formação de novo tecido muscular, além de uma deposição de tecido fibroso, sendo normalmente em maior quantidade a formação de tecido muscular. Porém em lesões frequentes, a quantidade de tecido fibroso vai se sobrepor à quantidade de tecido muscular novo. O tratamento fisioterapêutico tem o objetivo de alterar esse predomínio, de tecido fibroso para tecido muscular. Ativação de células satélites - São células quiescentes (“células tronco”) presentes no Sarcolema/Membrana basal - Influência dos fatores de crescimento (FC-GH) que: a) Estimulam ou inibem a divisão celular - por meio de ação quimiotática (função de atrair as céls satélites para o local da lesão) b) Afetam a diferenciação celular a) Fatores competentes São fatores que levam/atraem a células satélites pro local da lesão) para início da síntese proteica Fazem sair do G0 (estado de repouso) para G1 (migração para a região da lesão) 1) Fator de crescimento Fibroblástico (FGF): para atração de tecido fibroso 2) Fator de crescimento derivado das plaquetas (PDGF): para atração de plaquetas 3) Fator de crescimento derivado dos macrófagos (MDGF): para atração de células de defesa b) Fatores de progressão Esses fatores agem após para a diferenciação celular G1 (migração) para síntese de DNA (diferenciação celular) 1) Fatores de crescimento “Insulin-like” (IGF-1 e IGF-2) 2) Fator de crescimento Endotelial (EGF) 3) Fatores mitógenos de “Bischo�” para células Satélites (Mioblastos – Miotúbulos) Plasticidade muscular: igual acontece na plasticidade sináptica; as células satélites terão que “aprender” isso; Precisa ocorrer de forma organizada e adequada, caso contrário pode comprometer o desempenho muscular por meio da deposição de tecido fibroso. No início da lesão deve-se preservar a área, não alongar pois isso aumenta o espasmo; Muitas vezes retira-se a carga no início, podendo até utilizar de dispositivos de auxílio à marcha para evitar a descarga de 25 Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre peso. Normalmente fazemos isso nos primeiros 7 dias. Histopatologia: Formação dos miotúbulos a) 3° dia após a lesão: começo da estruturação (migração de céls satélite) b) Aumento em 7 dias: mínimo do mínimo de reparo, por isso o cuidado maior envolve pelo menos 7 dias de repouso da atividade, evitando carga e alguns casos utilizando muletas para diminuir a ação muscular c) Fusão nas miofibrilas – 6 a 10 dias Considerações Lâmina basal: lesões mais graves pode ser afetada a) Intacta – Regeneração leva em média 7 a 15 dias b) Destruída/Afetada – Regeneração aumenta o tempo para 15 a 21 dias: quanto maior o grau da lesão, maior deve ser esse tempo. Para ter condições mínimas de solicitação muscular, o tempo mínimo que consideramos é de 21 dias *Imagem: Dias de reparação P.R.P: Plasma rico em Plaquetas- Nas lesões Musculares • Retira-se o sangue do próprio paciente, separa as plaquetas e injeta na própria lesão; • Não há comprovação, sobretudo porque é um tratamento caro, mas do ponto de vista fisiológico faz sentido e pode ser utilizado para auxiliar no tratamento • Auxílio na regeneração muscular pois há um Fator de Crescimento Derivado de Plaquetas Protocolo Fase inicial Compreende no período inicial entre 5 a 10 dias, dependendo do grau da lesão, esse dia inicial varia (ex: grau III normalmente inicia com 10 dias) Fase de diferenciação de células satélites - C.I. – Analgesia - Magnetoterapia - Laser – Ação regenerativa - Ativação muscular: de outros grupos musculares e não do grupo lesionado * Até +- o 7° dia é o período em que precisamos aguardar para que o músculo tenha o mínimo de estrutura e arcabouço novo, usamos técnicas que acelere o processo de cicatrização e auxilie no controle do processo inflamatório Fase intermediária A partir do 7º dia ou do 10° - dependendo do nível da lesão - Isometria-Isotonia: ativação muscular inicia-se aqui para o grupo lesionado - Alongamento – Suportável; também agora pode ocorrer no grupo afetado - Após o 12º dia (dependendo de como for a fase inicial e extensão da lesão) - Isotonia - Excêntrico (importante pois normalmente é o mecanismo de lesão - Início do treino proprioceptivo - Início do treino excêntrico Fase final A partir do 20º-30º dia - Início do trote – Corrida alternada - Mecanoterapia avançado - Treino de controle neuromuscular 26 Samara e Sarah | @fisios.tododia Fisi�t�a�ia d� A�ar��h� L�c�m�t� 8º semestre - Estabilização central - Treino específico para o esporte* * Em média, espera-se de 4 a 6 semanas para voltar à prática esportiva, mas isso depende do tempo de início do protocolo (que deve ser preservado) e da gravidade da lesão -10.09.2024- O método consiste no condicionamento corporal abrangente, que visa desenvolver fortalecimento muscular, melhora da mobilidade articular, da consciência corporal e da coordenação motora. Os exercícios seguem seis princípios básicos: ● Centralização ou “ Power House ” (proporciona a estabilização do tronco e um alinhamento biomecânico com menor gasto energético aos movimento ); ● Concentração (atenção cognitiva durante a execução dos exercícios); ● Controle (o domínio da musculatura que está sendo requisitada); ● Precisão; ● Fluidez (transição suave de movimentos dentro da sequência de exercícios); ● Respiração O Método não apresenta repetições de séries e cada movimento é repetido por aproximadamente dez vezes, solicitando o máximo de atenção possível e não de forma automática a sua execução. Aparelhos: - Barrel - Chair - Reformer - Cadillac 27