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DIREITO ADM. 1 Profº Nadson Aguiar PRINCIPIO DA RAZOABILIDADE. 1- CONSIDERAÇÕES GERAIS. -uma exigência inerente ao exercício de qualquer função pública. - É o agente que age com moderação, sem excessos. Agem com racionalidade. - o princípio da razoabilidade impõe a obrigação de os agentes públicos realizarem suas funções com equilíbrio, coerência e bom senso • Não se pode admitir o uso das prerrogativas públicas sem moderação ou razoabilidade. • Trata do principio da proibição de excessos. • A lei não protege condutas insensatas. - Importante: • - Não basta atender à finalidade pública predefinida pela lei, importa também saber como o fim público deve ser atendido. • - Trata-se de exigência implícita na legalidade. • - Comportamentos: • - imoderados, abusivos, irracionais, desequilibrados, inadequados, desmedidos, incoerentes, desarrazoados ou inaceitáveis à luz do bom-senso não são compatíveis com o interesse público. • -Possibilidade de invalidação judicial ou administrativa do ato deles resultante. - exemplos: • 1-b) edital de concurso para o provimento do cargo de varredor de ruas que exige dos candidatos nível superior • • - 2-candidato eliminado do concurso para provimento do cargo de médico hospitalar estadual ou policial porque tinha uma tatuagem nas costas. • - questão polêmica vinha se desenvolvendo em nossos tribunais relacionada à legitimidade de cláusula editalícia que impedia a inscrição de candidatos portadores de tatuagem. • - Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucional a proibição de tatuagens a candidatos a cargo público estabelecida em leis e editais de concurso público. • “Editais de concurso público não podem estabelecer restrição a pessoas com tatuagem, salvo situações excepcionais, em razão de conteúdo que viole valores constitucionais”, • Informativo Notícias do Supremo, de 17 de agosto de 2016, o relator do RE, Ministro Luiz Fux, observou que a criação de barreiras arbitrárias para impedir o acesso de candidatos a cargos públicos fere os princípios constitucionais da isonomia e da razoabilidade. Em seu entendimento, qualquer obstáculo a acesso a cargo público deve estar relacionado unicamente ao exercício das funções, por exemplo, idade ou altura que impossibilitem o exercício de funções específicas. • assinalou que tatuagens que prejudiquem a disciplina e a boa ordem, sejam extremistas, racistas, preconceituosas ou que atentem contra a instituição, devem ser coibidas. • discriminem grupos por sua cor, origem, credo, sexo ou que incitem o consumo de drogas • 3-“Ementa: Direito constitucional e administrativo. Mandado de segurança. • Concurso público de agente da polícia civil. Convocação por meio de publicação na imprensa oficial quando já decorrido mais de 04 anos da homologação do resultado final do concurso. Princípio da razoabilidade. A convocação deveria ser pessoal. 2. Não é razoável exigir que o candidato acompanhe diariamente as publicações oficiais após transcorrido mais seis anos da publicação do Edital do concurso. PRINCIPIO DA PROPORCIONALIDADE. “não se usam canhões para matar pardais”. • - A aferição da justa medida da reação administrativa diante da situação concreta. Em outras palavras, constitui proibição de exageros no exercício da função administrativa. - Coibir excessos no direito DISCIPLINAR ADM. SANCIONADOR. - identificadas punições exageradas e desproporcionais. • - regula especificamente: • -o poder disciplinar (exercido internamente sobre agentes públicos e contratados) - o poder de polícia (projeta-se externamente nas penas aplicáveis a particulares). São duas as formas de violação: - Pela EXTENSÃO e pela INTENSIDADE. • 1- Quanto à intensidade, haverá conduta desproporcional quando a força da reação administrativa for incompatível com o baixo grau de lesividade do comportamento a ser censurado. • -Exemplo: ordem de demolição expedida por causa de pintura descascada na fachada do imóvel. • 2- Além disso, pode ocorrer de a violação à proporcionalidade manifestar-se no que respeita à extensão pessoal ou geográfica da providência administrativa adotada. • Exemplo: devido à existência de algumas casas de jogos eletrônicos no entorno de escolas infantis, a prefeitura determina o fechamento de todas as lojas do ramo dentro do Município. PRINCIPIO DA MOTIVAÇÃO • -É dever imposto ao ente estatal indicar os pressupostos de fato e de direito que determinaram a prática dos atos administrativos. • - É uma forma de justificar a decisão. • - Demonstrando que a atividade estatal se direciona à busca do interesse da coletividade. • - Forma de controle dos atos da legalidade e legitimidade das decisões. • - Demostrando para a população o porquê do Poder Público ter atuado daquela f fforma. • - Motivação é a fundamentação escrita do ato. • Ademais, em termos de regulamentação infraconsitucional, o dever de motivar a atuação do Estado mais encontra fundamento, no âmbito federal, no art. 50 da lei 9.784/99 que estabelece que • Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos ... ". • 50, §1° da lei 9.784/99 ‘ • '.A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato." • Exemplo: • 1-na multa de trânsito, o documento de notificação do infrator contém a motivação do ato. • IMPORTANTE: • - Não confundir motivo, com motivação: • Motivo: é o fato que autoriza a realização do ato administrativo. Exemplo: a infração é o motivo da multa de trânsito. • Cronologia entre motivo, ato e motivação • existe uma sequência obrigatória (cronologia) a ser observada: • 1-MOTIVO: O fato concreto que autoriza o ato. Infração. • 2-ATO: Decisão Administrativa como resposta a prática do ato. Multa. • 3-MOTIVAÇÃO: Justificativa escrita apontado os fundamentos que levaram a prática do ato. Notificação do Infrator. • FIM 3- PRINCIPIOS EXPRESSO NA CONSTITUIÇÃO Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios: - legalidade, -impessoalidade, -moralidade, -publicidade e -eficiência • -Mas CUIDADO: o rol de princípios constitucionais do Direito Administrativo não se esgota no art. 37, caput. • 3- PRINCIPIO DA LEGALIDADE: • Celso Antônio Bandeira de Melo • O princípio da Legalidade especifico do Estado de Direito, justamente aquele que o qualifica e que lhe é dá identidade própria, por isso considerado é basilar para o Regime jurídico-administrativo". • Podemos entender a função da legalidade na administrativa Pública: 1- o administrador público somente pode atuar conforme determina a lei. 2- Direito Administrativo, se aplica o princípio da Subordinação à lei.. 3- O agente só pode fazer aquilo que a lei autoriza ou determina. 4- encontra na lei seu fundamento e seu limite de validade. 5- Impõe a prática de atos SEMPRE de acordo com a legislação. 6- Esse principio advém do fim do Estado Absolutista e do surgimento do Estado de Direito. legalidade no âmbito público e no âmbito privado. • 1- legalidade para o agente público: • - art. 37. Exige atuação em acordo com a lei. • - Ele só pode fazer o que a lei permite. • Ex: multa de trânsito. 2- legalidade o cidadão: - Art. 5, II. Enquanto o particular é licito fazer tudo que a lei não proíba, na Adm. Pública só é licito fazer aquilo que a lei autoriza. • - - Sentidos do principio da legalidade. 1- legalidade em sentido restrito. Atuar de acordo com a lei. 2- legalidade em sentido amplo ou legitimidade. Atuar de acordo com a lei e com os demais princípios administrativos. - art. 70 da CF. Exemplo. - JURIDICIDADE. Evolução do conceito de legalidade. - A adm. Deve observar na sua atuação não apenas as leis, mas as princípios constitucionais, tratados....todoum bloco de legalidade. Questão de juiz federal- 2 fase: “ Discorra sobre o seguinte tema: Do princípio da legalidade ao princípio da Constitucionalidade da Adm. Pública.” Reserva legal. Exigem determinados assuntos sejam tratados somente por meio de lei. - Veda que determinados assuntos sejam tratados por fontes diferentes da lei. Exemplo: Fixação e alteração de subsídios- Art. 37, X. Requisitos para ocupação de cargo público- Art. 37, I Criação de cargos, de órgão públicos, art. 61. 4- PRINCIPIO DA IMPESSOALIDADE. 1- Fundamento ou perpectiva Este principio se traduz na ideia de que a atuação do agente público deve-se pautar pela -busca dos interesses da coletividade, -não visando a beneficiar ou prejudicar ninguém em especial - impessoalidade reflete a necessidade de uma atuação que não discrimina as pessoas, seja para benefício ou para prejuízo - A atuação do estado deve ser IMPESSOAL. - Tem como base o principio da ISONOMIA Para Celso Antônio Bandeira de Mello: a 'Administração deve tratar a todos sem favoritismos, nem perseguições, simpatias ou animosidades políticas ou ideológicas. Exemplo prático: 1-Servidor que é removido em virtude de ter votado em outro candidato. 2-Gestor desapropria terreno do seu desafeto politico. -A Constituição Federal, faz referências a ações concretas desse princípio, ao prever: - O art. 37, II que todos devem concorrer de forma igual para ingresso em concurso público. - O art. 37, XXI, que determina que todos os licitantes têm direito a concorrer de forma igualitária. • Caso prático. - Administrador publico, ao assumir revoga o concurso e contrata outras pessoas determinadas. - Fraude em licitação, para contratação de empresa especifica. 2 FUNDAMENTO OU PESPECTIVA. Quando o agente público atua, não é a pessoa do agente quem pratica o ato, mas o Estado - órgão que ele representa. Conhecida teoria do órgão. Assim sendo, a vontade do agente público se confunde com a da própria pessoa jurídica estatal, não se admitindo a responsabilização do administrador pelos danos causados a terceiros, ou mesmo seu reconhecimento pelos benefícios gerados à coletividade. • VEDAÇÃO DE PROMOÇÃO PESSOAL. • Como corolário deste princípio, o art. 37, §1°, da CF, estabelece que: • “ a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos’: -a presença de nomes, símbolos, ou imagens de autoridades ou servidores, compromete a noção de IMPESSOALIDADE da gestão pública. Exemplos práticos. - Batizar obra com nome ou sobrenome de parente para eternizar o nome da família do gestor. - Imprimir logomarcas (pequenas imagens que simbolizam políticos ou denominações partidárias, como vassouras, vasos, bonequinhos etc.) em equipamentos públicos ou uniformes escolares. Posição do STF: No julgamento do RE 191.668/RS, em 14-4-2008, o STF entendeu que a inclusão de slogan de partido político na publicidade dos atos governamentais também ofende o art. 37, § 1º, da Constituição Federal: “Considerou-se que a referida regra constitucional objetiva assegurar a impessoalidade da divulgação dos atos governamentais, que devem voltar- se exclusivamente para o interesse social, sendo incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans que caracterizem a promoção pessoal ou de servidores públicos. Asseverou-se que a possibilidade de vinculação do conteúdo da divulgação com o partido político a que pertença o titular do cargo público ofende o princípio da impessoalidade e desnatura o caráter educativo, informativo ou de orientação que constam do comando imposto na Constituição”. 5-Princípio da Moralidade Pública. • Trata-se de princípio que exige a honestidade, lealdade, boa-fé de conduta no exercício da função administrativa - ou seja, a atuação não corrupta dos gestores públicos, ao tratar com a coisa de titularidade do Estado. Esta norma estabelece a obrigatoriedade de observância a padrões éticos de conduta, para que se assegure o exercício da função pública de forma a atender às necessidades coletivas. • Ao violar esse principio, viola também a CF. Ato ilegítimo. Ademais, a doutrina pátria costuma designar esta obrigatoriedade de atuação conforme padrões éticos de conduta como "Moralidade Jurídica", Daí se estabelecer que a moralidade no trato com a coisa pública que assegura a boa administração e sua disciplina interna não se confunde com a "moral social". A "moralidade social" procura fazer uma diferenciação entre o bem e o mal, o certo e o errado no senso comum da sociedade; já a "moralidade jurídica" está ligada sempre Conceito Ao de bom administrador, de atuação que vise alcançar o bem estar de toda a coletividade e dos cidadãos aos quais a conduta se dirige. Exemplos práticos: - Aluguel de carro para o/a vice prefeito/a que não reside de fato no município. - Compra de automóveis novos para uso do gestor, enquanto a ambulância esta deteriorada. - Desapropriar imóvel de familiar por preço acima do valor de mercado. - gestor que utiliza servidores em assuntos pessoais e depois depositou o montante gasto (STJ) - temos atos ilegítimos e que atigem o patrimônio público. ( Conjunto de bens e valores de titularidade do Poder Público). - -instrumentos para defender e coibir a violação a moralidade pública ( 2 fase da oab). • 1-A Ação Popular: a ser proposta por qualquer cidadão contra ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural (art. 5º, LVIII, da CF e Lei n. 4.717/65). Busca ANULAR o ato. • 2-Controle externo exercido pelos Tribunais de Contas: nos termos do art. 70 da Constituição Federal, cabe aos Tribunais de Contas da União a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas. 3-Ação Civil Pública de Improbidade Administrativa. Art. 37, §4. da CF. Lei 8429/92 LIA. - natureza civil atos de improbidade: • - enriquecimento ilícito. • - Prejuízo ao Erário. • - Atos que Atentam Contra os Princípios da Administração Pública • penas: Perda da função Pública. • Ressarcimento do Dano. • Suspenção dos Direito Políticos. Nepotismo. •Nepotismo (do latim nepotis, sobrinho) é a nomeação de parente para ocupar cargo de confiança. •Nepotismo significa “proteção”, “apadrinhamento”, •Contrária à moralidade, impessoalidade e eficiência administrativas • a prática do nepotismo foi condenada pela Súmula Vinculante 13 do SupremoTribunal Federal, de 21-8-2008: • “A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal”. nepotismo cruzado. •O avanço consagrado na súmula reforçou o caráter imoral e ilegítimo da nomeação de parentes para cargos em comissão, inclusive na modalidade cruzada ou transversa EXEÇÕES: • 1) ao fazer expressa referência a colaterais até o terceiro grau, a Súmula Vinculante 13 legitimou a nomeação de primos; • 2) o próprio Supremo Tribunal Federal ressalvou que a proibição não é extensiva a agentes políticos do Poder Executivo como ministros de estado e secretários estaduais, distritais e municipais (entendimento exarado pelo STF em 3-8-2009 no julgamento da Reclamação 6.650/PR).• SITUAÇÃO HIPOTÉTICA. A nomeação da esposa do prefeito como Secretária Municipal não configura, por si só, nepotismo ? Exceção: poderá ficar caracterizado o nepotismo mesmo em se tratando de cargo político caso fique demonstrada a inequívoca falta de razoabilidade na nomeação por manifesta ausência de qualificação técnica ou inidoneidade moral do nomeado. • PRINCIPIO DA PUBLICIDADE •O princípio da publicidade pode ser definido como o dever de divulgação oficial dos atos administrativos. • Tal princípio encarta-se num contexto geral de livre acesso dos indivíduos a informações de seu interesse e de transparência na atuação administrativa, •OBJETIVOS • exteriorizar a vontade da Administração Pública divulgando seu conteúdo para conhecimento público. • presumir o conhecimento do ato pelos interessados. • tornar exigível o conteúdo do ato. • permitir o controle de legalidade do comportamento. • EXPRESSÃO CONSTITUCIONAL DO PRINCÍPIO. • art. 5º, XXXIII: “todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado”; • art. 5º, XXXIV: “são a todos assegurados: obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal”; • art. 5º, LXXII: “conceder-se-á habeas data: a • EXCEÇÕES: • a) a segurança do Estado (art. 5º, XXXIII, da CF). Exemplo: informações militares; • b) a segurança da sociedade (art. 5º, XXXIII, da CF). Exemplo: sigilo das informações sobre o interior de usina nuclear para evitar atentados terroristas; • c) a intimidade dos envolvidos (art. 5º, X, da CF). Exemplo: processos administrativos disciplinares. • PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA. • Este princípio se tornou expresso com o advento da EC • Eficiência é produzir bem, com qualidade e com menos gastos, presteza e, acima de tudo, um bom desempenho funcional, com ECONOMICIDADE e rendimento. • Buscam-se sempre melhores resultados práticos e menos desperdício, nas atividades estatais, uma vez que toda a coletividade se beneficia disso. • Busca evitar o desperdício de dinheiro público. • Exemplos: • - Serviços Públicos Eficientes. • - Aplicação de dinheiro público. • - Servidor Público- Avaliação Periódica de Desempenho. Art. 41, §4 da CF. Casos Práticos. -órgão municipal compra 5.000 mil livros para distribuir para 3.000,00 alunos. - Câmara Municipal compra 4.000 vassouras. Importante: art. 71 da CF. Principio do devido processo legal- contraditório e ampla defesa. • Art. 5, inciso LV: • “ aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes''. • - Direito fundamental. • -Dever de procedimento para tomada de decisões. • -Além de conferir maior transparência e impessoalidade à gestão do interesse público. • -Dá oportunidade para que os interessados participem do processo decisório garantindo contraditório e ampla defesa. • -Sendo que o desrespeito a essas de garantias enseja a nulidade do processo e todos os atos administrativos dele decorrentes. • - Principio do Duplo grau • DUPLO GRAU • -A referência constitucional a “recursos a ela inerentes” incorpora no âmbito da ampla defesa a possibilidade de se recorrer, perante a própria Administração, contra decisões desfavoráveis ao administrado. • -Chamado de Recurso hierárquico próprio. 2-Nesse sentido, reforça o conhecimento dessa garantia a edição da Súmula Vinculante n.21 pelo Supremo Tribunal Federal dispondo que: "É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo 1-No Processo Administrativo Disciplinar-PAD. é obrigatório a presença de advogado? • edição da Súmula Vinculante n.5 : • “ falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição". Principio da continuidade • Obrigatoriedade do desempenho da atividade pública. • Traduz-se na ideia de prestação ininterrupta da atividade administrativa. É exigência no sentido de que a atividade do Estado seja contínua. Não podendo: -Parar a prestação dos serviços públicos. -Não comportando falhas ou interrupções. • Vale ressaltar que o princípio da Continuidade está intimamente ligado ao princípio da Eficiência, haja vista tratar-se de garantia de busca por resultados positivos. • Dever de continuidade no desempenho de sua atuação. • Fundamento: 1-A prestação de serviços públicos ser um dever constitucionalmente estabelecido (art. 175 da CF). 2- Lei 8987/95- Art. 6 §1: “ Serviço adequado é aquele que satisfaz as condições de....CONTINUIDADE... • É Possível haver corte no serviço público? • o art. 6º, § 3º, da Lei n. 8.987/95: • na esteira do entendimento doutrinário majoritário e da jurisprudência do STJ, autoriza o corte no fornecimento do serviço, após: • - prévio aviso, nos casos de: • a) razões de ordem técnica ou de segurança das instalações; • b) inadimplemento do usuário. Exemplo: Conta de água e energia. • Fundamento: • 1- a manutenção de serviços públicos àqueles que estão inadimplentes pode ensejar a impossibilidade futura de que a atividade seja mantida a todos os que estão adimplentes com suas prestações, em virtude da inviabilidade econômica que será causada ao prestador. • 2-que haverá enriquecimento sem causa do particular que tiver garantida a manutenção da prestação do serviço público sem arcar com os custos dela decorrentes. • AÇÃO CIVIL PÚBLICA. SERVIÇO PÚBLICO. FORNECIMENTO DE AGUA. INTERRUPÇÃO. ART. 6, § 3°, INCISO II, DA LEI N. 8.987/95. LEGALIDADE. • Nos termos da Lei n. 8.987/95, não se considera quebra na continuidade do serviço público a sua interrupção em situação emergencial ou após prévio aviso quando motivada pelo inadimplemento do usuário. Assim, inexiste qualquer ilegalidade ou afronta às disposições constantes do Código de Defesa do Consumidor no corte do fornecimento de água ao usuário inadimplente. • 2. Recurso especial improvido. Processo REsp 596320/ PR ; RECURSO ESPECIAL 2003/0166715-8 • 3° Não se caracteriza como descontinuidade do serviço a sua interrupção em situação de emergência ou após prévio aviso, quando: • I - motivada por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações; e, • II - por inadimplemento do usuário, considerado o interesse da coletividade. • Exemplos: • 1- Queda de Poste. pode-se estabelecer que a queda de um poste de transmissão de energia ensejará a interrupção do serviço de energia elétrica em determinada área, até que seja reparado o dano decorrente do evento acidental. • 2-