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MULTIVIX VILA VELHA MEDICINA VETERINÁRIA HELOISA DA SILVA BORGES JULIANA DO CARMO RAMOS LETÍCIA VIANA CASTÃO PEREIRA NODIR ANTONIO SORTE JUNIOR STEPHANIE ARAUJO LIMA CARDOSO ADENITE EQUINA FISIOPATOLOGIA DA REPRODUÇÃO VILA VELHA – ES 2025 HELOISA DA SILVA BORGES JULIANA DO CARMO RAMOS LETÍCIA VIANA CASTÃO PEREIRA NODIR ANTONIO SORTE JUNIOR STEPHANIE ARAUJO LIMA CARDOSO ADENITE EQUINA FISIOPATOLOGIA DA REPRODUÇÃO Trabalho apresentado ao 7° período do curso de Medicina Veterinária, da Faculdade Multivix, como requisito parcial da disciplina de Fisiopatologia da Reprodução. Professora: Maria Clara Tramontana VILA VELHA – ES 2025 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Estrutura de cadeia característica do gênero Streptococcus ................................. 5 Figura 2 - Imagem global da disseminação e diversidade de S. equi ssp equi. ..................... 7 Figura 3 - Sinais clínicos da Adenite Equina. ........................................................................ 9 Figura 4 - Capa do Relato de caso utilizado. ....................................................................... 14 Sumário 1. DEFINIÇÃO DA DOENÇA .................................................................................... 5 2. ETIOLOGIA .......................................................................................................... 5 3. EPIDEMIOLOGIA ................................................................................................. 6 4. PATOGENIA ......................................................................................................... 7 5. SINAIS CLINICOS ............................................................................................... 8 6. DIAGNÓSTICO .................................................................................................. 10 7. TRATAMENTO ................................................................................................... 11 8. PROFILAXIA E CONTROLE .............................................................................. 12 9. DISCUSSÃO DO RELATO DE CASO ................................................................ 12 10. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................... 15 11. REFERENCIAS .................................................................................................. 15 5 1. DEFINIÇÃO DA DOENÇA A Adenite Equina ou Linfadenite Equina, também conhecida como Garrotilho, é uma doença bacteriana infecciosa que afeta o trato respiratório superior de equinos de todas as idades. É causada pela bactéria Streptococcus equi subsp. Equi. A transmissão ocorre através do contato direto com secreções respiratórias de animais infectados ou indiretamente através de objetos contaminados. Os sinais clínicos da doença incluem febre, secreção nasal mucopurulenta, tosse, anorexia, dispneia e linfadenite, principalmente dos linfonodos submandibulares e retro faríngeos (ANDRADE JÚNIOR et al., 2023). 2. ETIOLOGIA A Adenite Equina é causada pela bactéria do gênero Streptococcus, família Streptococcaceae, espécie Streptococcus equi, do Grupo C de Lancefield, possui apenas uma variante que é o subtipo S. equi. (QUINN, 2005). São bactérias Gram- positivas, cocoides, variando de 0,5 a 2,0 μm de diâmetro, formadas por pares de cadeias longas e irregulares (MEGID et al., 2015). A Figura 1 apresenta um exemplo das cadeias. Figura 1 - Estrutura de cadeia característica do gênero Streptococcus Fonte: TORTORA et al., 2012. É um microrganismo β-hemolítico, catalase negativo, anaeróbio facultativo, sendo considerado exigente, pois requer meio enriquecido de isolamento e cultura 6 Agar Sangue, para seu crescimento produzindo colônia de aspecto mucoide com coloração dourada devido à presença de cápsula de ácido hialurônico (TORTORA et al., 2012; TIMONEY et al.,2014). A doença é transmitida diretamente através do contato entre cavalos doentes e sadios, e indiretamente, através de fômites contaminados (água, cama e equipamentos do estábulo) que são importantes fontes de transmissão da doença (MORAES et al., 2009; MACIEL, 2012). Sua porta de entrada é a via respiratória e digestiva, e sua via de eliminação é a descarga de material purulento potencialmente infeccioso da cavidade nasal (WALLER, 2018). 3. EPIDEMIOLOGIA A primeira descrição da doença foi feita em 1251 por Jordanus Ruffus (RUFFUS, 1251) e anos mais tarde, em 1888, por Schutz (SCHUTZ, 1888). Estas bactérias podem sobreviver em excretas purulentas durante semanas ou meses, e os estábulos podem permanecer contaminados se não forem cuidadosamente limpos e desinfectados. (SCHILD, 2001). No entanto, são sensíveis ao calor, à luz solar, dessecação e a muitos desinfetantes, incluindo iodo povidona, clorexidina e glutaraldeído (TAYLOR; WILSON, 2006). O patógeno Streptococcus tem maior incidência no inverno porque a umidade é maior e as bactérias podem sobreviver por mais tempo. Por outro lado, Ribas et al. (2009) constataram que 64% dos casos clínicos respiratórios ocorreram no verão e concluíram que ambientes quentes e secos aumentam a poeira no ar, o que favorece a propagação de outros patógenos, tornando os animais suscetíveis a infecções secundárias por Streptococcus equi ssp equi o que explica porque a doença é endêmica em múltiplas regiões (LACERDA, 2020). Equinos, muares e asininos de todas as idades são susceptíveis à infecção, embora seja relatada a doença em animais entre 1 a 5 anos, principalmente em potros próximos ao desmame, de 4 a 6 meses, coincidindo com o término ou declínio da imunidade materna (TIMONEY, 2004; RIBAS et al., 2009). Em surtos de adenite, os fatores predisponentes assumem grande importância tanto na disseminação, quanto transmissão da doença e dentre eles estão relacionados fatores estressantes como desmame, viagens, alterações climáticas bruscas, doenças concomitantes, superlotação, deficiências nutricionais, parasitismo, além de idade e estação de monta, onde animais de diferentes origens são agrupados (LIBARDONI, 2015). Os 7 surtos ocorrem, frequentemente, em locais de alta aglomeração de animais como haras, baias de animais de salto, corrida, hipismo e pólo (MALLICOTE, 2015). A Adenite é caracterizada por uma alta taxa de morbidade, aproximadamente 100%, porém uma baixa taxa de mortalidade, aproximadamente 10% (BOYLE et al., 2018). Os portadores estão intimamente relacionados com a epidemiologia, pois ocorrem em 10% dos animais afetados e os cavalos convalescentes são a principal causa dos surtos, e assim, pela persistência da infecção, os portadores são considerados de importância epidemiológica (WALLER, 2014., HARRIS et al., 2015). MITCHELL et al. (2021), concluíram através de pesquisa genômica de cepas de S. equi ssp equi isoladas de 19 países (Figura 2), que isolados do patógeno estão intimamente relacionados em nações geograficamente distantes, destacando além da ampla disseminação da doença, que a falta de vigilância facilita a transmissão internacional desenfreada do garrotilho. Figura 2 - Imagem global da disseminação e diversidade de S. equi ssp equi. Fonte: MITCHEL et al., 2021. 4. PATOGENIA A bactéria invade as mucosas das vias nasais e orais e se adere a receptores específicos de células das tonsilas e no tecido linfoide regional, seu principal tecido de predileção, onde ocorre potencial multiplicação com decorrente processo inflamatório significativo (THOMASSIAN, 2005; WALLER, 2018). Poucas 8 horas após o início da invasão e infecção, o patógeno se move para os linfonodos mandibulares e retrofaríngeos, que drenam as áreasfaríngeas e tonsilares e se multiplica no ambiente extracelular (TIMONEY; KUMAR, 2008, WALLER., 2018; MALLICOTE, 2015). À medida que os microrganismos se multiplicam, formam-se abscessos, que ocorrem devido à ação de enzimas bacterianas liberadas que rompem as membranas celulares e promove quimiotaxia de neutrófilos resultando no aumento de permeabilidade local, edema e acúmulo de grande quantidade de material purulento, o que intensifica a descarga desse material pelas narinas (TMONEY; KUMAR, 2008; BOYLE, 2016). No entanto, na progressão normal da doença, a cura clínica pode ocorrer com ou sem a necessidade de tratamento, e cerca de 80% dos animais adquirem imunidade duradoura após uma infecção natural (MEGID et al., 2015). A ruptura dos linfonodos normalmente direciona o conteúdo purulento para as bolsas guturais, onde o microrganismo se mantém por anos. À medida que se acumula, ocorre um espessamento, resultando na formação de condroides, que são concreções purulentas esféricas de superfície lisa. (DIXON; JAMES, 2016; WALLER, 2018). Esses animais exibem uma infecção persistente, porém sem exibir sintomas clínicos, pois segundo um estudo conduzido por Harris et al. (2015) apenas em animais infectados ocorre a deleção do locus do sideróforo equibactina, reduzindo consideravelmente a habilidade do agente de provocar doença aguda em seu hospedeiro natural. Em resumo, o microrganismo diminui seu potencial infeccioso conforme se instala nas bolsas guturais, contudo, ainda pode infectar outros animais suscetíveis (SCHILD, 2001; HARRIS et al., 2015). 5. SINAIS CLINICOS A primeira manifestação clínica da infecção é um súbito aumento da temperatura do animal, variando de 39,4ºC a 41ºC que acontece de 3 a 14 dias após a exposição, devido à intensa multiplicação bacteriana e à liberação de toxinas pirogênicas (PRINGLE et al., 2019). Isso é acompanhado por um exsudato nasal inicialmente seroso, que se transforma em seromucoso, mucopurulento e purulento, geralmente bilateral e de cor amarelada, um achado típico da enfermidade (WALLER, 2018). Frequentemente, o animal exibe nessa fase inicial acentuada anorexia, 9 depressão e falta de apetite, características comuns de uma infecção generalizada (BOYLE, 2016). A Figura 3 apresenta uma ilustração esquemática dos sinais clínicos. Figura 3 - Sinais clínicos da Adenite Equina. Fonte: WALLER, 2018. As descargas de material purulento das narinas e linfonodos nos animais acontecem de 24 a 72 horas após o início da febre, sendo frequentemente acompanhadas de faringite, laringite e, em casos raros, conjuntivite com descarga mucopurulenta nos olhos (BOYLE, 2016; PRINGLE et al., 2019). Dor á palpação da região mandibular, crescimento notável do volume dos linfonodos regionais, dificuldade para deglutir e pescoço estendido devido à dificuldade respiratória por compressão laríngea pelos linfonodos adjacentes, são os sinais clínicos após a complicação dos nódulos linfáticos, reconhecidos como clássicos do garrotilho e que, sem dúvida, caracterizam e estabelecem a fase aguda da doença (BOYLE et al., 2018). Em menos de dois por cento dos animais, o quadro pode se agravar. Pode ocorrer grave falta de ar, pneumonia, propagação linfática e hematológica, comprometendo linfonodos ao redor do corpo (Fonseca et al., 2010). Alguns equinos com garrotilho podem manifestar sinais leves que não resultam em morte, como miocardites, celulite purulenta, hemiplegia laríngea e empiema de bolsas guturais, tornando-se uma das principais fontes de infecção (Silva & Vargas, 2022). 10 6. DIAGNÓSTICO A adenite exibe sinais clássicos que podem auxiliar no diagnóstico clínico inicial. No entanto, a confirmação laboratorial é crucial. A microbiologia é o método padrão ouro para o diagnóstico, cultivando e isolando o agente etiológico de amostras de secreção nasofaríngea, lavados de bolsas guturais e secreção dos linfonodos, em um meio propício ao seu desenvolvimento, juntamente com a aplicação de testes bioquímicos para identificação (MAIR; RUSH, 2004; THOMASSIAN, 2005; SELLON; LONG, 2014). No entanto, a cultura é lenta, e a sensibilidade é baixa (NORTH et al., 2013). A técnica de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), amplamente utilizada atualmente, permite a detecção do agente vivo ou morto através da amplificação do gene da proteína SeM. Quando combinada com a cultura bacteriana, permite a detecção de até 90% dos portadores (HARRINGTON et al., 2002). CORDONI et al. (2015) desenvolveram e validaram dois testes combinados, PCR e RT PCR multiplex. Os resultados foram vistos como promissores, pois o teste conseguiu identificar a infecção e o patógeno S. equi ssp equi ao mesmo tempo, além de apresentar uma resposta rápida, alta sensibilidade e especificidade, além de um custo baixo em comparação à cultura e isolamento. Além disso, a utilização de Ensaio Imunoenzimático (ELISA) para identificar anticorpos específicos que reagem à estrutura antigênica SeM na infecção por S. equi ssp equi mostrou uma contribuição adicional para o diagnóstico (WALLER; JOLLEY, 2007). Não obstante, Moraes et al. (2012) desenvolveram um ELISA indireto que se baseia na clonagem, expressão e caracterização de uma proteína recombinante (rSeM) e relataram a habilidade de identificar e distinguir animais infectados, portadores e vacinados. Este exame sorológico estimulou o uso da sorologia por ELISA como ferramenta para controlar o garrotilho, devido à sua capacidade de monitorar imunologicamente o rebanho (ROBINSON et al., 2013; RIBAS et al., 2018; PRINGLE et al., 2020). Os soros são categorizados como negativos (aqueles com abscessos metastáticos no tórax ou abdômen, algumas literaturas sugerem o uso de penicilina benzatina na dose de 90.000 UI intravenosa a cada 48 horas por 21 dias. Para animais com complicações devido à Adenite Equina, o tratamento deve ser ajustado conforme cada problema. Na presença de púrpura hemorrágica, podem-se associar corticosteroides à antibioticoterapia (Sant’ana, 2006; Sweeney, 1993). Para casos complicados, é necessário suporte adicional com fluidoterapia, antimicrobianos e expectorantes em doses superiores às recomendadas normalmente. 12 8. PROFILAXIA E CONTROLE Animais acometidos pelo garrotilho devem ser mantidos em isolamento. Todos os materiais e objetos, como vassouras, mantas, escovas, baldes e fômites, precisam ser higienizados, pois são frequentemente citados como importantes meios de transmissão da doença Schild, 2001; Sweeney, 1993). Ao introduzir novos animais na criação, é essencial realizar uma quarentena (Muller, 1998) e monitorá-los de perto, medindo a temperatura corporal duas vezes ao dia e fazendo swabs nasais para identificar o agente causador. Para um controle eficiente, os funcionários da propriedade devem ser treinados para não se tornarem uma fonte de disseminação da doença. O controle de insetos, especialmente moscas e mosquitos, é imprescindível, já que eles se alimentam e pousam nas secreções dos animais infectados Schild (2001). Sweeney(1993) afirma que cerca de 50% dos animais vacinados ficam fortalecidos imunologicamente contra a Adenite Infecciosa Equina. Isso pode ocorrer porque o sistema imunológico dos equinos pode não ser adequadamente estimulado por anticorpos séricos da vacina, mas por imunoglobulinas nasofaríngeas secretoras. Mesmo com uma eficácia relativamente baixa na imunização, os animais vacinados que contraem a doença apresentam uma resposta melhor ao tratamento (Kowalski, 2000; Meijer & Prescott, 2004; Prescott, 1991). No Brasil, existem vacinas disponíveis contra o garrotilho, aplicadas via subcutânea, contendo antígenos das cepas S. equi subsp. equi, S. pyogenes, Pasteurella multocida e Micrococcus pyogenes, conforme informações do fabricante. Outra opção é uma vacina formulada com S. equi subsp. equi e soro fisiológico, inativada por formol e administrada por via intramuscular. Uma terceira opção é a vacina composta por uma cultura de S. equi subsp. equi, utilizando gel de hidróxido de alumínio para adsorção e inativação por formol, aplicada via subcutânea (Moraes et al., 2009; Ribas et al., 2018; Silva & Vargas, 2022). 9. DISCUSSÃO DO RELATO DE CASO A paciente do relato foi encaminhada para o Médico Veterinário com sinais clínicos de apatia, hiporexia, taquicardia, taquipnéia, febre, mucosa levemente pálida e pegajosa, TPC de 3 segundos, pescoço em posição estendida, secreção nasal mucopurulenta e aumento de volume de linfonodos retrofaríngeos do lado direito. 13 Manifestações clínicas compatíveis com a patologia descrita na literatura. Porém, algumas características comuns de infecções generalizadas, e de diagnósticos diferenciais de Adenite Equina. Os métodos diagnósticos realizados foram o exame físico (A presença de secreção nasal purulenta, que confirmou a localização nas vias aéreas, e o aumento dos linfonodos retrofaríngeos) e o hemograma que evidenciou anemia normocítica normocrômica e leucopenia leve. De acordo com a conduta clínica que o grupo tomaria, apenas a realização do exame físico não seria o suficiente para a confirmação final do diagnóstico, tendo em vista os demais diagnósticos diferenciais de Adenite Equina, com manifestações semelhantes, juntamente com as evidências do hemograma (anemia e leucopenia) que podem ser presuntivas, porém não confirmatórios da patologia em questão. Seria implementado como diagnostico complementar a realização da técnica de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), para a detecção do agente, confirmando o diagnóstico. Para o tratamento, o Médico responsável pelo caso instituiu terapia antimicrobiana com associação de penicilina potássica, procaína e benzatina, na dose de 30000 UI/kg por via intramuscular (IM) a cada 48 horas, tendo como objetivo principal conter a progressão da infecção. E a utilização de flunixin meglumine na dose de 1,1 mg/kg, administrado por via intravenosa (IV), 1 vez ao dia (SID), E dipirona sódica na dose de 25 mg/kg, IV, indicados para o controle da dor e febre. Foram realizados tratamentos de suporte, como a fluidoterapia com solução de ringer lactato, e a administração de suplemento vitamínico por via IV. Ambos visando a melhora do estado geral do equino (nutrição, hidratação). Fatores importantes também para o sistema imunológico do animal, que possui idade avançada. Como possível tratamento complementar, poderia ser indicado o uso de compressas quentes nos linfonodos retrofaríngeos para amenizar o desconforto e diminuir o volume do local. 14 Figura 4 – Capa do Relato de caso utilizado. Fonte: FERREIRA, 2017 Link: https://repositorio.feituverava.com.br/srv-c0002-s01/api/core/bitstreams/67091192- 3d6b-4483-96ce-79780a1ea0e8/content Referência: FERREIRA, Juliana de Paula ADENITE EM EQUINO SENIL Fundação educacional de Ituverava, 2017. https://repositorio.feituverava.com.br/srv-c0002-s01/api/core/bitstreams/67091192-3d6b-4483-96ce-79780a1ea0e8/content https://repositorio.feituverava.com.br/srv-c0002-s01/api/core/bitstreams/67091192-3d6b-4483-96ce-79780a1ea0e8/content https://repositorio.feituverava.com.br/browse/author?startsWith=FERREIRA,%20Juliana%20de%20Paula 15 10. CONSIDERAÇÕES FINAIS A Adenite Equina é uma doença comum na criação de cavalos que apresenta alta morbidade e baixa mortalidade. Contudo, se não for tratada e manejada corretamente, pode resultar em prejuízos financeiros significativos para os criadores, especialmente no setor esportivo. Como uma das doenças infectocontagiosas que afetam o trato respiratório dos equinos, é essencial separar os animais infectados dos saudáveis e adotar boas práticas sanitárias como profilaxia e prevenção, contribuindo assim para a saúde e bem-estar dos equinos. 11. REFERENCIAS AINSWORTH, D.M.; BILLER, D.S. Sistema Respiratório. In: REED, S.M.; BAYLY, W.M. Medicina Interna Eqüina. Editora Guanabara Koogan S.A., Rio de Janeiro, p.229-230, 2000. ALVES, Guilherme Guerra et al. ADENITE EQUINA. REVISTA DE TRABALHOS ACADÊMICOS–UNIVERSO BELO HORIZONTE, v. 1, n. 9, 2023. ANDRADE JÚNIOR, Anassilton Moreira de; FURLANETO, Flávia da Silva; SILVA, Nicolas Gabriel. Adenite infecciosa equina: diagnóstico, tratamento e controle. Pubvet, [S. l.], v. 17, n. 11, p. e1476, 2023. BOYLE AG,; RANKIN SC, DUFFEE L, BOSTON RC, WHEELER-ACETO H. 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