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INSTITUTO SUPERIOR DE CONTABILIDADE E AUDITORIA DE MOÇAMBIQUE LICENCIATURA EM CONTABILIDADE E AUDITORIA NATECHA INOCÊNCIA LOMBENE IMPACTO DA GESTÃO DO FLUXO DE CAIXA NO PROCESSO DE TOMADA DE DECISÃO FINANCEIRA EM UMA EMPRESA DE PEQUENA DIMENSÃO- CASO DA SOUSA CONSULTORES LDA, (2017-2019) Maputo 2022 NATECHA INOCÊNCIA LOMBENE IMPACTO DA GESTÃO DO FLUXO DE CAIXA NO PROCESSO DE TOMADA DE DECISÃO FINANCEIRA EM UMA EMPRESA DE PEQUENA DIMENSÃO- CASO DA SOUSA CONSULTORES LDA, (2017-2019). Projecto de Pesquisa apresentado no Instituto Superior de Contabilidade e Auditoria de Moçambique (ISCAM), como requisito parcial para a conclusão do grau de Licenciatura em Contabilidade e Auditoria. Supervisor: Msc José Timba Maputo 2022 NATECHA INOCÊNCIA LOMBENE IMPACTO DA GESTÃO DO FLUXO DE CAIXA NO PROCESSO DE TOMADA DE DECISÃO FINANCEIRA EM UMA EMPRESA DE PEQUENA DIMENSÃO- CASO DA SOUSA CONSULTORES LDA, (2017-2019). Trabalho de Monografia Científica apresentado no Instituto Superior de Contabilidade e Auditoria de Moçambique (ISCAM), como requisito parcial para a conclusão do grau de Licenciatura em Contabilidade e Auditoria. Maputo, aos 01 de Novembro de 2022 O Júri (Nome do Presidente) (Nome do Oponente) (Nome do Supervisor) Maputo 2022 Dedicatória Dedico ao meu eterno Pai António Zefanias Lombene (em memória) AGRADECIMENTOS A finalização desta monografia só foi possível graças a entrega e contribuição de várias pessoas pois sozinha não conseguiria. Agradeço em primeiro lugar a Deus pelo seu amor incondicional, pelo dom da vida e por ter me guardado até o dia de hoje. Aos meus pais (António e Inocência) por terem me gerado, educado incondicionalmente e em meio a dificuldades nunca deixaram faltar nada. Sem se esquecer do meus irmãos Tânia e Bruno que sempre estiveram em prontidão para ajudar. Ao meu marido e companheiro Raimundo, pela sua compreensão, apoio e incentivo nos momentos de incerteza. Aos meus eternos filhos Wayde e Kevin que tornaram-se a forca motriz desde o início ate a finalização deste trabalho. Aos meus colegas de carteira que tornaram-se amigos e hoje somos a família 3JEN LDA (Aurélio, Diana, Ercília, José Macie, José Maxlaieie Justina e Leonor). Um especial agradecimento vai ao meu Tutor José Timba pela disponibilidade entrega dissipação de dúvidas e por ter me acompanhado durante o processo da elaboração deste trabalho. E também o meu obrigado vai a todos que directa ou indirectamente contribuíram incondicionalmente para que este trabalho fosse realizado. RESUMO As informações geradas pela gestão financeira auxiliam as empresas no processo de tomada de decisão, pois com elas, as organizações podem verificar sua situação atual e projectar o futuro. A gestão do fluxo de caixa é um instrumento de importante relevância, visto que identifica os recursos disponíveis para o processo de gestão. Neste contexto, uma das ferramentas utilizadas para análise financeira é a Demonstração dos Fluxos de Caixa, que em conjunto com as demais demonstrações financeiras auxiliam os usuários na avaliação de liquidez, de solvência e na capacidade da empresa em se adaptar as novas circunstâncias. No entanto o objectvo desta pesquisa é analisar o impacto da gestão do Fluxo de Caixa no processo de tomada de decisão. Em termos metodológicos a pesquisa se classifica quanto aos objectivos como descritiva, quanto aos procedimentos como um estudo de caso e quando à abordagem do problema como qualitativa e quantitativa. Pode-se concluir por meio da análise dos indicadores de medidas de desempenho obtidas da Demonstração dos Fluxos de Caixa, que a empresa Sousa Consultores Lda possue o controle das entradas e saídas de seus recursos financeiros, o que lhe permite visualizar um diagnóstico real de sua capacidade financeira, e assim fundamentar suas decisões de financiamentos e investimentos. Palavras-Chave: Fluxo de Caixa; tomada de decisão; indicadores financeiros. LISTA DE ILUSTRAÇÕES LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS DFC- Demonstração de Fluxo de Caixa DF’S- Demonstrações Financeiras FCO- Fluxo de Caixa Operacional INE- Instituto Nacional de Estatística PME’s- Pequenas e Medias Empresas ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO 1.1. Contextualização Face ao ambiente competitivo em que as empresas estão inseridas, elas procuram sempre tornar-se mais eficientes para poder responder as exigências e o cenário do mercado. Estas exigências do mercado requerem um esforço contínuo por parte das empresas no sentido de assegurarem a excelência do processo produtivo. Devido a esta crescente competitividade e complexidade de exigências os gestores buscam, incansavelmente, alternativas para suplantar os desafios que se apresentam diariamente, visando tomar a melhor decisão. Em virtude da necessidade de decidir com acerto e oportunidade, as empresas precisam de ferramentas que possibilitem o planeamento e controle dos recursos financeiros. Portanto, a utilização da demonstração do fluxo de caixa para auxiliar a gestão dos recursos financeiros na tomada de decisão torna-se imprescindível, uma vez que possibilita ao gestor programar e acompanhar as entradas e saídas desses recursos. O emprego da demonstração do fluxo de caixa facilita o entendimento dos usuários frente à utilização dos recursos financeiros no período a ser apreciado, (Iudícibus, Martins e Glebcke, 1995, p. 603). Outro factor importante a ser destacado, neste contexto, refere-se a actualização do fluxo de caixa para que possa atender às expectativas da gestão financeira e viabilizar sua utilização para fins de tomada de decisão, ou seja, com a adequada formulação do fluxo de caixa obtém-se a real posição de liquidez da empresa, conhecendo também as alterações e variações apresentadas pelo demonstrativo. Para os gestores não basta apenas uma análise económico-financeira, que detecta desvios através de cálculos e comparações de índices, é preciso identificar as causas que provocaram tais desvios na liquidez. Com isso, o fluxo de caixa apresenta-se como uma ferramenta capaz de satisfazer esta necessidade, e, é por intermédio dele que verificamos onde foram aplicados os recursos e qual o resultado desta aplicação. Segundo Hendriksen e Breda (1999, p. 175), “os investidores não colocarão seu dinheiro em um projecto a menos que o valor descontado dos fluxos de caixa esperados seja pelo menos igual ao custo dos investimentos”. No entanto, fluxo é qualquer movimento contínuo ou que se repete no tempo. O termo caixa normalmente é usado para activos de liquidez imediata ou seja recursos monetários armazenados pela empresa e saldos mantidos em contas correntes bancárias. O fluxo de caixa auxilia na tomada de decisões do gestor financeiro de uma empresa e será através destas informações que vai ser possível saber se as contas do dia-a-dia estão a ser pagas ou se serão pagas antes do vencimento para evitar multas e juros e também se há necessidade de suprir o caixa e/ou investimentos. Neste contexto, o objectivo deste trabalho é analisar o impacto da gestão do fluxo de caixa sobre a tomada de decisões a nível das empresas de pequena dimensão, tendo como caso a empresa Sousa Consultores Lda, num período compreendido entre os anos de 2017 à 2019. Para a efectivação deste projecto e atender os objectivos propostos, este estudo será desenvolvido utilizando o método dedutivo, partindo da análise geral ao particular. A pesquisa será aplicada por ter um resultado prático visível dirigido à solução de problema específicos envolvendo verdades e interesses da empresa. 1.2. Estrutura do Trabalho Em termos de estrutura o trabalho contém 4 capítulos, para além dos elementos pré-textuais e pós- textuais que apesar de não fazerem parte do presenteA ferramenta fluxo de caixa auxilia o gestor em situações de aumento ou queda nas entradas e saídas de caixa, assim, evita prejuízos e mantém seu capital de giro. A ferramenta fluxo de caixa pode e deve ser utilizada para planear e controlar os recursos financeiros, facilitando a tomada de decisões do gestor da microempresa. Apesar de todos os benefícios trazidos na utilização do fluxo de caixa e ser incentivado por diversos autores e instituições, ele é pouco utilizado como instrumento de planeamento e orçamento das PME’S. Porém, o fluxo de caixa é um método que permite ao gestor planear e controlar melhor a empresa, mas isso não isenta a mesma de passar por possíveis dificuldades financeiras. Contudo, se a visualização das entradas e saídas futuras são possíveis, logo, o gestor poderá antecipar a decisão de alocação de recursos. Tornando facilitar o entendimento dos cálculos dos índices, é apresentada uma tabela com os principais valores contidos nas demonstrações financeiras da Sosa Consultores lda, resultando assim numa maior transparência dos resultados obtidos. Os principais dados extraídos das demonstrações financeiras da empresa, para o auxílio nos cálculos dos indicadores são: Em milhares de meticais Item 2019 2018 2017 Juros 79 257,00 77 243,00 65 610,00 Exigível total 658 132,00 649 771,00 589 279,00 Resultado operacional 63 692,00 40 257,00 45 865,00 Vendas 734 505,00 657 361,00 630 430,00 Caixa pago por investimento de capital 17 528,00 15 630,00 16 390,00 Activo total 736 678,00 730 108,00 679 934,00 PL + exigível a longo prazo 346 489,00 360 911,00 394 129,00 Património líquido 78 546,00 80 337,00 90 655,00 Quociente de cobertura de caixa Item 2019 2018 2017 Juros com caixa 1,27 0,12 0,02 Divida com caixa 0,15 0,01 0,00 Dividendo com caixa - - - Constatou-se que no ano de 2019, a organização conseguiu gerar caixa operacional para cobrir as despesas financeiras, quando para cada 1,00 de despesas financeiras tivemos 1,27 de juros com caixa. Diferentemente para com dívidas com caixa a empresa não gerou caixa suficiente para cobrir as obrigações com terceiros em nenhum dos períodos. Quociente de qualidade de resultado Item 2019 2018 2017 Nível de recebimento 0,14 0,01 0,00 Qualidade de resultado 1.58 0,22 0,02 Quanto ao nível de recebimento este indicador nos mostra a proporção de receita de vendas convertidas em dinheiro pelos recebimentos e cobranças de clientes. Em todos os anos analisados, a empresa não gerou caixa suficiente para cobrir as vendas. Pode se dizer melhor período foi o ano de 2019, indicando que para cada 1,00 em vendas foi gerado R$ 0,14 de caixa operacional. Em relação a qualidade de resultado este indicador demonstra a distância entre o fluxo de caixa operacional e os lucros divulgados. Nota-se que o melhor período foi o ano de 2019, no qual se teve para cada 1,00 resultado operacional uma geração de caixa de 1,58. Quociente de dispêndio de capital Item 2019 2018 2017 Aquisição de capital 5,75 0,58 0,06 Financiamento x investimento 0,23 -5,96 -0,97 O fluxo de caixa operacional foi suficiente para pagar os investimentos de capital no ano de 2019 sendo que para cada 1,00 de investimentos, teve-se 5,75. Financiamento x investimento para este indicador mostra que no ano de 2018 para cada 1,00 de recursos captados foram aplicados 5,96 meticais em investimentos de bens de capital. No ano de 2019, os indicadores para cada 1,00 de recursos pagos, teve a aplicação em ativos fixo relativos à 0,23. Quociente de retornos de Fluxo de Caixa Item 2019 2018 2017 Fluxo de Caixa por acções 0,14 0,01 0,00 Esse indicador mostra que a organização não conseguiu gerar caixa para recuperar o montante dos ativos. No ano de 2019, para cada 1,00 de ativos totais foi possível gerar caixa operacional de 0,14. 4.3. Análise de Resultados Na empresa o objecto de estudo sempre se focou no seu desenvolvimento, visando a sua sobrevivência e crescimento no mercado. Estão sendo feitas mudanças para que se consiga ter uma redução de custos e trazer maior qualidade aos serviços. Foram apresentados o Fluxo de Caixa da empresa dos anos 2019,2018 e 2017 e dados que possivelmente ajudaram no cálculo dos índices, servindo assim de base para a análise. Os resultados mostram que os anos de 2017 e 2018 foram períodos que apresentaram um Fluxo de caixa menos significativo em relação ao ano de 2019 nas actividades operacionais essa variação ou até mesmo evolução foi ocasionada pela optimização dos seus processos internos, controlo das operações e gestão organizacional. 5. CONCLUSÃO A contabilidade gera informações úteis para a gestão dos negócios e para o processo decisório. As demonstrações financeiras são instrumentos que permitem identificar a situação económico- financeira das organizações. A Demonstração dos Fluxos de Caixa possibilita o acompanhamento das ações financeiras que impactam o caixa. Assim, auxilia os gestores na tomada de medidas corretivas para assegurar as metas estabelecidas e garantir uma situação de liquidez para horar os compromissos. O presente trabalho teve por objetivo analisar a movimentação de recursos financeiros em uma empresa que presta serviços de consultoria em varias áreas por meio da demonstração dos fluxos de caixa entre o período de 2017 a 2019. Os resultados mostraram que a empresa possui: a) capacidade de honrar seus compromissos financeiros, principalmente no ano de 2019 devido a capacidade de gerar caixa operacional; b) os indicadores apresentaram evolução significativa em relação aos anos de 2017 e 2018. Conclui-se que a organização apresenta uma situação financeira favorável de curto prazo. A DFC evidencia que as políticas financeiras adotadas estão trazendo benefícios para a organização. Diante dos resultados apresentados, percebe-se que análise da Demonstração dos Fluxos de Caixa é útil para a tomada de decisão, pois auxilia os gestores, proprietários e investidores na tomada de decisão sobre a gestão dos negócios e continuidade dos investimentos 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Brighan, E., & Houson, J. (1999). Fundamentos da Moderna Administracao Financeira. Rio de Janeiro . Gil, António Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2008. Gitman, L. J. Princípios de Administração Financeira. 10ª Edição. São Paulo: Ed. Addison Wesley, 2004. Gitman, Lawrence J. Princípios da administração financeira. São Paulo: Habra, 1997 Groppelli , N. (2006). Administracao Financeira. Sao Paulo: Saraiva. Hendriksen, E. S., & Van Breda, M. F. (2009). Teoria da Contabiliade. São Paulo: Atlas. HENDRIKSEN, Eldon S.; BREDA, Michael F. Van. Teoria da Contabilidade. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999. Iudícibus, Sérgio De, Martins, Eliseu, Gelbcke, Ernesto Rubens. Manual de contabilidade das sociedades por ações: aplicável também as demais sociedades. 4. ed. São Paulo: Atlas 1995. Kauark, Fabiana Da Silva; Manhães, Fernanda Castro; Medeiros, Carlos Henrique. Metodologia da pesquisa: Um guia prático.- Itabuna: Via Litterarum, 2010 Lakatos, Eva Maria; Marconi, Marina de Andrade. Metodologia científica. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1991 Lakatos, Eva Maria; Marconi, Marina De Andrade. Metodologia científica. 2. ed. rev.ampl. São Paulo: Atlas, 1991. Lakatos, Eva Maria; Marconi, Marina De Andrade. Metodologia científica. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2007. Laville, Christian E Dionne, Jean. A construção do saber: manual de metodologia de pesquisa em ciências humanas. Belo Horizonte (MG): UFMG, 1999. Richardson, et al. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3. ed. rev.ampl. São Paulo: Atlas, 2007. Severino, António Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. rev.e atual. São Paulo: Cortez, 2007. SILVA, Edson Cordeiro da. 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São Paulo: Atlas, 2010. SILVA, J. P. da. Análise financeira das empresas. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2010. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS DFC- Demonstração de Fluxo de Caixa ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO 1.1. Contextualização 1.3. Definição do Problema 1.4. Delimitação da pesquisa 1.5. Hipóteses 1.6. Objectivos Para elaboração desta pesquisa foram elaborados os objectivos geral e específicos que estão descrito a seguir. 2. REVISÃO DA LITERATURA 2.1. Conceitos Chaves 2.1.1. Gestão Segundo Mosimann (1999), o termo gestão deriva do latim gestione e significa gerir, gerência, administração. Arantes (1998) diz que a administração – ou gerência – não é um departamento nem um cargo. Administrar é uma ação que existe em todos os departamentos e em todos os níveis organizacionais, sendo usualmente relacionadas às atividades de planejar, coordenar, organizar, dirigir, controlar, motivar. 2.1.4.1. Objectivos do Fluxo de Caixa 3. METODOLOGIA 3.1. Pesquisa quanto a Abordagem 3.2. Pesquisa quanto a Natureza 3.3. Pesquisa quanto aos Objectivos 3.4. Pesquisa quanto aos Procedimentos 3.5. Delimitação Temporal e Espacial 3.6. População e Amostragem 3.7. Procedimentos e Instrumentos de Recolha de Dados 3.7.1. Técnicas de Análise de Dados 4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DE RESULTADOS Análise de risco por meio dos indicadores financeiros Como as PME’s representam mais de 99% das empresas Moçambicanas, a competição entre elas é acirrada, por isso, aumenta a necessidade de respostas rápidas e eficazes. O fluxo de caixa é uma das ferramentas mais importantes para o gestor da empresa, pois, é por meio desta que será possível visualizar antecipadamente as necessidades ou sobras de caixa. Com a utilização desta ferramenta, é possível controlar e planear melhor, pois é mais fácil observar dados relevantes sobre as movimentações financeiras da microempresa. Dessa forma, influenciando diretamente na decisão do gestor, beneficiando a empresa e diminuindo possíveis prejuízos. A ferramenta fluxo de caixa auxilia o gestor em situações de aumento ou queda nas entradas e saídas de caixa, assim, evita prejuízos e mantém seu capital de giro. A ferramenta fluxo de caixa pode e deve ser utilizada para planear e controlar os recursos financeiros, facilitando a tomada de decisões do gestor da microempresa. Apesar de todos os benefícios trazidos na utilização do fluxo de caixa e ser incentivado por diversos autores e instituições, ele é pouco utilizado como instrumento de planeamento e orçamento das PME’S. Porém, o fluxo de caixa é um método que permite ao gestor planear e controlar melhor a empresa, mas isso não isenta a mesma de passar por possíveis dificuldades financeiras. Contudo, se a visualização das entradas e saídas futuras são possíveis, logo, o gestor poderá antecipar a decisão de alocação de recursos.trabalho, farão parte do documento final, ora em apresentação. O primeiro capítulo será dedicado à explicitação do objecto e objectivos da pesquisa. Ainda neste capítulo será anunciado o problema, os objectivos, bem como a justificativa da realização do trabalho. O segundo capítulo descreverá os aspectos metodológicos que orientaram a realização do trabalho. O terceiro capítulo será reservado à revisão bibliográfica sobre elementos relacionados com o objecto da pesquisa, apresentando também o respectivo marco teórico da pesquisa. O último capítulo concentrar-se-á na análise e interpretação dos resultados da pesquisa efectuada, bem como da verificação das hipóteses do trabalho. 1.3. Definição do Problema Para atingir os objectivos empresariais, alguns administradores esquecem a gestão dos recursos financeiros, resultando na consequência que é a insolvência, que corresponde ao não pagamento dos compromissos assumidos. Gitman (2002, p. 12), advoga que “uma empresa pode ser lucrativa e mesmo assim fracassar, devido a um insuficiente fluxo de caixa para satisfazer suas obrigações nas datas de vencimento”. Com a dinâmica dos dias actuais é possível notar que se deixa de actualizar o fluxo de caixa por exemplo, mensalmente ou semanalmente. O que acontece numa empresa de pequena dimensão é que nem sempre as saídas de dinheiro são contabilizadas no lançamento mensal ou registadas instantaneamente. Assim, o acompanhamento diário é essencial para se ter um bom controlo do fluxo de caixa, o que possibilita identificar problemas e riscos financeiros com antecedência e tomar providências em tempo real de modo a evitar a posteriori problemas graves. Nota-se que não tem havido o devido cuidado de se registar separadamente as entradas e saídas previstas, as que já foram efectivamente realizadas e também saber a proveniência delas, para onde e quando foram. Não obstante a visível relevância da gestão do fluxo de caixa para o processo de tomada de decisão nas empresas de pequena dimensão, constatou-se na fase exploratória deste estudo, que a empresa Sousa Consultores Lda, apresenta graves lacunas no que tange à gestão do fluxo de caixa, na medida em que os gestores da mesma acham desnecessária a actualização do fluxo de caixa de modo a auxiliar na organização. Por outro lado, regista-se ainda as entradas e saídas com papel e caneta, acabando por ser somente um registo do passado pois não desempenha a sua actividade principal que é ajudar a entender o passado, prevenir o futuro e tomar as melhores decisões no presente. Nessa perspectiva nota-se que a demonstração do fluxo de caixa nesta empresa não é aplicada no processo de tomada de decisões, facto que compromete a vida financeira da empresa, a determinação dos objectivos e o esclarecimento dos pontos frágeis e fortes da empresa. Neste contexto surge formular a seguinte questão: Até que ponto a gestão do fluxo de caixa pode influenciar na tomada de decisão financeira em uma empresa de pequena dimensão? 1.4. Delimitação da pesquisa Na pesquisa em apreço busca-se analisar o impacto da gestão do fluxo de caixa no processo de tomada de decisão na empresa de pequena dimensão Sousa Consultores Lda. No entanto o período em referência para a elaboração da presente pesquisa, obedecerá o intervalo 2017 – 2019. 1.5. Hipóteses H0: A Gestão do Fluxo de Caixa exerce um impacto significativo sobre a tomada de decisão financeira em uma empresa, na medida em que fornece informação segura e real das transacções da empresa Sousa Consultores Lda. H1: A Gestão do Fluxo de Caixa não exerce um impacto significativo sobre a tomada de decisão financeira em uma empresa, na medida em que fornece informação segura e real das transacções da empresa Sousa Consultores Lda. 1.6. Objectivos Para elaboração desta pesquisa foram elaborados os objectivos geral e específicos que estão descrito a seguir. 1.6.1. Geral Analisar o impacto da Gestão do Fluxo de Caixa sobre a Tomada de Decisão Financeira em uma empresa de pequena dimensão, com enfoque para a Sousa Consultores Lda. 1.6.2. Específicos Identificar abordagens teóricas sobre os processos utilizados na elaboração do Fluxo de Caixa nas organizações. Mensurar os indicadores financeiros da demonstração dos fluxos de caixa. Relacionar a gestão do fluxo de caixa com o processo de tomada de decisão nas organizações. 1.7. Justificativa A gestão do fluxo de caixa surge da necessidade de se aprimorar os registos de saída e entrada de recursos financeiros através da fixação e cumprimento de metas. Permitindo desta forma uma rápida detecção e correcção de alguma distorção. O tema do presente projecto foi escolhido devido a importância da gestão financeira para a sustentação de qualquer empresa. Estando inserida num mercado competitivo e de grandes exigências onde há constantes mudanças tanto económicas como também financeiras nota-se a questão de se buscar soluções imediatas para se ter melhores resultados daí que uma boa gestão do fluxo de caixa faz com que a empresa obtenha grandes êxitos. Nos dias actuais é imprescindível que a empresa tenha uma contabilidade organizada, desta forma, é necessário que haja informações reais e objectivas nas quais a empresa integra com fidelidade e transparência para seus colaboradores. As demonstrações Financeiras como o fluxo de caixa possuem ampla seriedade na análise empresarial, através dessas informações pode-se obter índices financeiros, operacionais e económicos. Tais índice efectivam a situação da organização, assim o gestor da empresa poderá analisar de forma adequada e solucionar os problemas que irão suscitar, sempre em busca de soluções inovadoras e fundamentadas cientificamente. Com base neste estudo espera-se contribuir para a consciencialização dos gestores das empresas, com enfoque para os gestores da Sousa Consultores Lda, sobre a necessidade de efectuar a devida gestão dos fluxos de caixa, registo das entradas e saídas de fundos das contas da empresa pois estes são uma forte matéria que apoia os gestores no processo de tomada de decisões diversas, bem como na manutenção da competitividade da mesma. Por outro lado, espera-se que o estudo desperte maior interesse por parte dos estudantes do curso de Contabilidade e Auditoria e os demais que se interessarem pelo tema, em aprofundar mais sobre este de modo a obterem mais conhecimentos e contribuírem para o desenvolvimento das organizações que futuramente poderão gerir. O estudo poderá ainda constituir fonte de consulta para os estudantes. A nível económico, o estudo poderá contribuir para o crescimento da economia nacional através da colecta de receitas e impostos resultantes da actividade financeira das empresas. Salientar que quanto maior e melhor for a gestão dos fluxos de caixa nas empresas, maior será a sua capacidade de honrar com as suas obrigações legalmente previstas, contribuindo assim para o desenvolvimento da economia nacional. Refira-se que as pequenas e médias empresas estão em maior número em Moçambique e tem um papel fundamental para a robustez da economia. PLANEAMENTO CONTROLO EXECUÇÃO 2. REVISÃO DA LITERATURA No presente capítulo serão apresentados os principais conceitos ligados ao tema, tais sejam os casos do conceito de fluxo de caixa, o conceito de gestão e o conceito de empresa. Por outro lado, serão apresentados outros elementos como os objectivos e tipos de fluxo de caixa, o papel dos fluxos de caixa e respectivas demonstrações para o processo de tomada de decisões e vários outros elementos. 2.1. Conceitos Chaves 2.1.1. Gestão Segundo Mosimann (1999), o termo gestão deriva do latim gestione e significa gerir, gerência, administração. Arantes (1998) diz que a administração – ou gerência – não é um departamento nem umcargo. Administrar é uma ação que existe em todos os departamentos e em todos os níveis organizacionais, sendo usualmente relacionadas às atividades de planejar, coordenar, organizar, dirigir, controlar, motivar. A figura 1 apresenta a gestão como um acto de administrar. Fonte: Boisvert apud Maluche (2000). Boisvert apud Maluche (2000), define gestão como sendo uma parte da administração que está dentro das funções fundamentais da empresa. Boisvert salienta que a gestão apresenta três funções principais: planeamento, execução e controlo. As necessidades de revisão e ajustes no sistema de gestão empresarial são decorrentes do próprio processo de evolução da empresa e inerentes aos requisitos de sobrevivência, crescimento e continuidade. 2.1.2. Empresas Em Moçambique, ainda existem diferentes definições de tamanho de empresas. Por exemplo: O Instituto Nacional de Estatística (INE) considera uma pequena empresa aquela que emprega entre 1 a 9 trabalhadores e a média empresa aquela que emprega entre 10 a 99 trabalhadores. Ministérios e instituições também usam outras definições ou limites para definir políticas, por exemplo nas leis e decretos. Em Moçambique, no ano 2011, o Estatuto Geral das MPME foi aprovado. O Estatuto de 2011 define as MPME em termos de volume de negócios e do número de empregados, como ilustrado na tabela abaixo. Tabela 1: Definição das MPME Classificação Número de trabalhadores Volume de negócios Micro empresa 1-4econômica; Concorrentes; Mudanças de políticas tributárias; Inflação e elevação da taxa de juros. Ross; Westerfield e Jordan (2002, p. 413) indicam alguns fatores que aumentam e diminuem os saldos em caixa e são exatamente o oposto uma da outra, como por exemplo, o aumento do passivo não circulante, que seria um empréstimo a longo prazo. Já uma diminuição deste Passivo ocasionaria uma diminuição do saldo de caixa, devido ao pagamento de um empréstimo de longo. Para cada empresa e cada situação deve-se estudar quais serão as melhores alternativas para utilizar os saldos em caixa. Segundo Zdanowicz (2000, p. 173), “o controle do fluxo de caixa é tão essencial à empresa como o seu processo de planeamento, pois um depende de outro para que ambos possam ser uteis. Figura 2 - Esquematização dos fluxos de caixa Fonte: Marion (2005) 2.2. A problemática da gestão em PME’s. A problemática na gestão das pequenas empresas está, segundo Laudmann apud Maluche (2000), na informalidade com que são conduzidas. Apesar dos esforços mantidos, as pequenas empresas sofrem com ausências de sistemas de custeio adequados. A falta de planeamento e controlo da produção, controlo de qualidade, ausência de manutenção preventiva para os equipamentos e máquinas, inadequação do lay-out ao fluxo produtivo, estoque super dimensionados e sem controlo, toda espécie de perdas e desperdícios, são problemas comuns nas pequenas empresas. A ausência de planeamento estratégico acarreta atrasos na entrega de produtos e serviços, excesso de defeitos e falhas, escassez de dinheiro por aplicação inadequada, pagamento de juros por mau planeamento financeiro, mão-de-obra desqualificada e com acúmulo de tarefas, entre outros. A falta de uma estrutura organizacional bem definida, é outra característica da gestão problemática de muitas empresas. À afirmativa de Laudmann cabe observar que a informalidade na pequena empresa, no início de suas atividades, é um fator positivo do ponto vista da flexibilidade, permitindo rápida adequação às mudanças impostas pelo mercado, bem como contacto mais direto com os clientes. Apesar de seu aspecto positivo, a empresa não poderá manter-se sempre na informalidade administrativa. Com o crescimento do volume de operações (vendas, compras, produção, finanças) surge a necessidade de uma gestão centrada em informações obtidas através dos controles, para evoluir com maior segurança, num processo organizado. 2.3. Resultado Liquido vs. Resultado Financeiro Resultado liquido, o lucro ou prejuízo de uma empresa, pode ser diferente do resultado financeiro, conforme relata Silva (2008), ou seja, há diferença entre lucro e gestão de caixa, pois mesmo que se tenha liquidez no caixa, não quer dizer que terá lucro no decorrer do tempo. Alguns aspectos que geram diferença entre o lucro e a gestão de caixa: A depreciação e a amortização são reconhecidas na Contabilidade do lucro, porém não representam saída de caixa; Os tempos de recebimentos e pagamentos são diferentes, o que impacta no capital de giro. Os estoques também geram diferenças; Receitas geradas e não recebidas, como no caso de investimentos, pois se conhece o valor de juros a receber, porém só se efectiva o recebimento ao fim do período de investimento; A impontualidade de recebimentos de vendas ou o não reconhecimento como perda; Investimentos demasiados em ítens do Ativos Não Circulantes, na conta de imobilizados (ex.: máquinas e equipamentos, prédio) e em estoques, pois o seu processo de transformação em dinheiro é lento, ou seja, ilíquido. Quanto maior for o Disponível, item do Ativo Circulante, melhor será a liquidez da empresa e maior será sua capacidade de saldar suas obrigações (ZDANOWICZ, 2000, p. 58). Verifica-se a liquidez da empresa mediante a análise de indicadores financeiros, entre eles os índices de liquidez imediata, liquidez seca, liquidez corrente, liquidez total, solvência geral, endividamento, garantia de capitais de terceiros, imobilização de capitais próprios e capital circulante. Os indices de liquidez são particularmente interessantes para os credores a curto prazo, visto há necessidade, na maioria das empresas, de empréstimos a curto prazo para alavncar as operações da empresa. Conforme relata Zdanowicz (2000, p. 58), “é necessário estar atento até que ponto este grau de liquidez afetará o processo operacional, se for carente de recursos e prejudicar a rentabilidade da empresa”. Isto quer dizer que se uma empresa possuir, por exemplo, uma liquidez elevada, pode estar utilizando de maneira inadequada a retenção desses valores em ativos disponíveis, perdendo rentabilidade se esses recursos estivessem aplicados em ativos rentáveis (aplicações financeiras. Do modo Do modo inverso, se a empresa possuísse uma liquidez baixa, teria de recorrer à empréstimos com recursos de terceiros (bancos), para dar continuidade ao seu processo operacional. Tais recursos só são obtidos mediante o pagamento de uma determinada remuneração, os juros, em prazos a serem definidos na contratação, influenciando, novamente, na rentabilidade. Dentre os principais indicadores econômicos estão a taxa de lucratividade das vendas líquidas, ou lucratividade, e a taxa de retorno sobre investimento operacional (TIR). 2.4. Demonstracao do Fluxo de Caixa A DFC é um instrumento importante para gestão. Iudícibus e Marion (2002, p. 218) afirmam que a DFC “demonstra a origem e a aplicação de todo o dinheiro que transitou pelo caixa em um determinado período e o resultado desse fluxo”. O interesse dos usuários pela demonstração do fluxo de caixa vem aumentando, pois segundo estes autores este interesse é “atribuído à maior facilidade de entendimento das informações que enfocam o caixa e à sua objetividade”. Vale ressaltar que a DFC apresenta-se pelo regime de caixa, enquanto as demais demonstrações contábeis são apresentadas respeitando o princípio da competência. A DFC é necessária para que os usuários conheçam a situação atual e futura do caixa após as entradas e saídas de recursos. Francisco et al. (2011) explicam que o fluxo de caixa apresenta informações relevantes, pois ilustra como a empresa gerou e gastou seu caixa. Apontam que funciona como um cronômetro na medição do grau de utilização do recurso financeiro no futuro, possibilitando uma relação entre a rentabilidade e a capacidade de geração de caixa. Uma empresa que atua em mercados cada vez mais competitivos, precisa estar preparada para tomar decisões em ambientes dinâmicos. Dessa forma, a gestão precisa apoiar-se em informações precisas e atualizadas das diversas áreas da organização. A tomada de decisão é amparada nos dados reais do desempenho da empresa, que podem ser trazidos por relatórios gerenciais e por indicadores de desempenho. Nesse sentido, uma importante ferramenta de gestão da área financeira é o controlo de fluxo de caixa. Silva (2010), juntamente com outros analistas, consideram o fluxo de caixa (cash flow) como um dos principais instrumentos de análise, pois permite a identificação do processo de circulação do dinheiro, envolvendo todos os pagamentos e os recebimentos. Portanto, demonstra a origem e a aplicação do dinheiro que transitou pela empresa. Na concepção de Padoveze (2010), a DFC procura evidenciar as modificações ocorridas no saldo de disponibilidades da companhia em determinado período, por meio de fluxos de recebimentos e pagamentos. As demonstrações dos fluxos de caixa são um resumo das entradas e saídas de caixa durante certo período. O Quadro 2 apresenta algumas entradas e saídas de caixa. Quadro 2 - Principais entradas e saídas de caixa Entradas e saídas de caixa Entradas (fontes) Saídas (usos) Redução de qualquer ativo Aumento de qualquerPassivo Lucro líquido depois do imposto de renda Depreciação e outras despesas não desembolsáveis Venda de ações Aumento de qualquer ativo Redução de qualquer passivo Prejuízo líquido Pagamento de dividendos Recompra ou cancelamento de ações Fonte: (GITMAN, 2010, p. 99) As demonstrações podem ser ocorrer em duas formas básicas de apresentação, pelo método direto e pelo método indireto. O primeiro ocorre a partir da movimentação do caixa, conforme demonstra a Tabela 2. Por sua vez, o método indireto fundamenta-se no lucro ou no prejuízo do exercício, conforme pode ser visualizado na Tabela 3. A única diferença entre os métodos é o grupo de atividades operacionais. 2.4.1. Método Directo De acordo com Silva (2010), o método direto possibilita uma visão analítica das entradas e saídas de dinheiro na empresa. Permite visualizar o montante que a empresa recebeu de clientes, pagou para fornecedores e pagou de despesas, por exemplo. Segundo Francisco et al. (2011), este método é pouco utilizado, devido certo grau de subjetividade na trajetória dos fluxos de caixa gerados pelas atividades da empresa. Explica Padoveze (2010), que pelo método direto a estruturação é feita a partir das movimentações efetivadas financeiramente e constantes nos relatórios contábeis do caixa e equivalente de caixa. É tradicionalmente utilizado pelos gestores da tesouraria da empresa, constando os valores efetivamente pagos, com um mínimo de classificação para fins de análise. Tabela 3 - DFC pelo método direto MODELO MÉTODO DIRETO – DFC Saldo inicial em 31/12/x4 40.000 (+) Entradas 850.000 Receita operacional recebida 730.000 Receitas financeiras 10.000 Recebimento de coligadas 10.000 Vendas investimentos 10.000 Novos financiamentos 50.000 Aumento de capital em $ 40.000 (-) Saídas -880.000 Compras pagas -660.000 Despesas de vendas pagas -30.000 Despesas administrativas -50.000 Despesas financeiras -30.000 Imposto de renda -60.000 Dividendos pagos -50.000 Saldo final em 31/12/x5 10.000 Fonte: (MARION, 2012, p. 57). 2.4.2. Método indirecto Segundo a NCF 2 os fluxos de caixa da actividade operacional resultam principalmente das actidades produtoras geradoras de redito da entidade e , geralmente derivadas de transações e outros acontecimentos que contribuem para a formação dos resultados. A apresesntacao de fluxos de caixa resultantes das actividades de investimento é importante pois tais fluxos representam os dispêndios que foram feitos para obter recursos destinados a gerar futuros rendimentos e fluxos de caixa. A apresentação separada de fluxos de caixa resultantes das actividades de financiamento é importante porque é útil para rever pedidos de fluxos de caixa futuros pelas entidades financiadoras da entidade. Tabela 4: DFC pelo método indireto A seguir é exposto um esquema que resume as atividades que pertencem a DFC: Fonte: Braga e Marques (2001, pg. 09) MODELO MÉTODO INDIRETO – DFC Fluxo de caixa das atividades operacionais Recebimento de clientes por vendas à vista ou cobranças; Pagamento a fornecedores por compras à vista ou a prazo; Pgtos. de salários, encargos sociais, comissões, férias, etc.; Pagamento de aluguéis e fretes;Pagamento de juros e encargos de dívidas; Recebimento de juros e rendimentos;Recebimento de dividendos e juros s/capital próprio; Pagamentos e antecipações de impostos e contribuições; Outros recebimentos e pagamentos operacionais Fluxo de caixa das atividades de investimentos Ativo Circulante Passivo Fluxo de caixa das atividades de financiamento Circulante Aplicações em títulos de curto ou longo prazos; Resgate e liquidação do principal de aplicações; Pgtos. pela aquisição de participantes societários; Recbtos pela alienação de participações societárias; Pagamentos por compras de ativos de longo prazo; Recebimentos de vendas de ativos de longo prazo; Outros recebimentos e pagamentos de investimento Realizável a L. P. Exigível a L. P. Ativo Patrimônio Permanente Líquido Contratação de empréstimos e financiamentos; Liquidação e pagamentos do principal de dívidas; Produto recebido na emissão de debêntures, assemelhados;Pagamentos do principal de debêntures e assemelhados;Pagtos de dividendos e juros s/capital próprio; Aumentos de capital em dinheiro;Contribuições recebidas para reservas de capital; Compra, reembolso e resgate de ações próprias; Outros recebtos e pagamentos de financiamento a) Atividades operacionais Lucro líquido 24.000 (+) Despesas econômicas (não afetam o caixa): 10.000 Depreciação 34.000 Ajustes por mudança no capital de giro (aumento ou redução durante o ano) Ativo circulante -70.000 Duplicatas a receber – aumento (reduz o caixa) -30.000 Estoque (aumenta o caixa) -100.000 Passivo circulante 20.000 Fornecedores – aumento (melhora caixa) 10.000 Salário a pagar – aumento (melhora caixa) -54.000 Impostos a recolher – redução (piora caixa) -24.000 -124.000 Fluxo das atividades operacionais -90.000 b) Atividades de investimentos Não houve variação do imobilizado 10.000 Vendas de ações de coligadas 10.000 Recebimento de empresas coligadas 20.000 c) Atividades de financiamento 50.000 Novos financiamentos 40.000 Aumento de capital em dinheiro -50.000 Dividendos 40.000 60.000 Redução do caixa no ano -30.000 Saldo inicial de caixa 40.000 Saldo final de caixa 10.000 Fonte: (MARION, 2012, p. 57). Conforme Silva (2010), o método indireto chega a variação de caixa, no entanto com menor número de informações. Inicia-se no lucro líquido e passa por uma série de ajustes para chegar ao fluxo de caixa operacional líquido. Francisco et al. (2011) afirmam que este “método é o mais elaborado pelas companhias, em função do grau de facilidade de demonstração das trajetórias dos fluxos de caixa gerado pelas atividades da companhia. É mais utilizado devido ao grau de objetividade das atividades da empresa”. De acordo com Padoveze (2010), o método indireto é o que mais tem sido utilizado em publicações internacionais e, nele, parte do lucro líquido passa por modificações se ajustando por itens que não apresentam a efetiva saída ou entrada de caixa, como demonstra a Tabela 2. Quanto aos tipos de fluxo de caixa, pode-se destacar o fluxo operacional, fluxo de investimentos e fluxos de financiamentos. Segundo Gitman (2010), os fluxos operacionais constituem as entradas e saídas de caixa diretamente relacionadas à venda e produção de bens e serviços. Quanto aos fluxos de investimento, representam os fluxos de caixa associados à compra e venda de ativo imobilizado e investimentos em participações societárias evidentemente, as transações de compra resultam em saídas de caixa e as de venda, em entradas de caixa. Finalmente os fluxos de financiamento provêm de transações financeiras com capital de terceiros (dívidas) ou capital próprio. Também para Marion (2004), as atividades da estruturação da DFC subdividem-se em operacional, financiamentos e investimentos. O operacional resulta do caixa gerado pela venda de bens e serviços, subtraindo-se as despesas operacionais, impostos, participações, entre outros. Os financiamentos são resultantes da obtenção de caixa por meio de financiamento e aporte de capitais, ou seja, da captação de recursos e das amortizações dos recursos aplicados. Finalmente, os investimentos são as aquisições de ativos permanentes e participações em outras empresas. 2.5. Vantagens e Desvantagens do fluxo de caixa Uma das principais finalidades do Fluxo de Caixa é de indicar à empresa sua real condição de pagamento das dívidas. Com isso o gestor financeiro tem a possibilidade de estimar, com a devida antecedência, os problemas de caixa que poderão surgir devido à redução de ingressos e aumento do volume de egressos e, em decorrência, a necessidade de obter recursosexternos. Além destas, há inúmeras outras finalidades e, por conseqüência,pode-se dizer que o fluxo de caixa apresenta, também, inúmeras vantagens. Algumas vantagens da utilização do fluxo de caixa conforme Zdanowicz (1998, p.284) são as seguintes: a) Permite programar os ingressos e egressos de caixa; b) demonstra o momento adequado para as retiradas de caixa, sem, contudo, acarretar problemas financeiros para a empresa; c) auxilia na verificação dos períodos em que a empresa terá excedentes de caixa; d) possibilita à empresa fazer uso de suas disponibilidades de caixa de maneira racional e mais lucrativa possível, sem comprometer sua liquidez; e) através da elaboração do fluxo de caixa, independentemente do método utilizado, ele obriga a empresa a planejar e a controlar seus recursos financeiros f) instrumento fundamental no processo decisório da empresa; g) proteja as necessidades financeiras futuras, permitindo que se busque alternativas de suprimento de caixa mais rápidas e em tempo real; h) é considerado de fácil entendimento pelos usuários, permitindo aprimorar a comunicação contabilidade- usuário; i) possibilita a interligação entre os vários setores da empresa com setor financeiro. Apesar das vantagens do fluxo de caixa, também podem ser lista das algumas desvantagens, segundo Zdanowicz (1998, p. 285) como: a) é tão manipulável como qualquer outra informação contabilística; b) deve ser elaborado com base em informações confiáveis e corretas e caso não o seja, perde sua função de gestão; c) sua análise é fundamental: se a empresa não tiver percepção de seu fluxo de caixa para adotar ações corretivas, quando necessárias, sua utilidade torna-se inválida. 2.6. Equilíbrio e Desequilíbrio Financeiro O Equilíbrio financeiro é de fundamental importância para saber como a empresa se apresenta e planeja possíveis situações para que a empresa não tenha decaída. O equilíbrio financeiro surge quando a empresa mantém um volume de negócios elevados com capitais reduzidos. 2.6.1. Equilíbrio financeiro É fundamental, em todas as empresas que seus gestores tenham controlo da sua situação financeira, ou seja, estejam cientes de como a empresa se apresenta para preservar seu equilíbrio financeiro e planejar acções que possam corrigir possíveis situações capazes de fazer com que a empresa não sofra problemas financeiros graves que possam levá-la à falência. Para melhor entendimento do equilíbrio financeiro nas empresas, faz-se necessário comentar sobre o capital de giro, já que este está profundamente inserido no contexto das decisões financeiras das empresas. O termo giro refere-se aos recursos correntes (curto prazo) da empresa, identificada como aqueles capazes de serem convertidos em caixa, no prazo máximo de um ano. 2.6.1.1. Capital Giro Pelo conceito contabilístico, o capital de giro consiste na diferença entre o Activo Circulante e o Passivo Circulante. Resultando um valor positivo, afirma-se que o capital de giro da empresa é próprio. Se negativo, o capital de giro será de terceiros (ZDANOWICZ, 2000 p. 109). Ele é expresso da seguinte forma: CG = AC – PC Onde: CG = capital de giro AC = activo circulante PC = passivo circulante Figura 3 Ciclo de Conversao de caixa CAIXA (Disponibilidades) VENDAS (Vista/a Prazo) COMPRAS (fornecedores) Fonte: Adaptado de Silva, 2008 A figura 3 Demonstra o Ciclo de conversão de caixa, no qual a empresa, através de capital próprio ou de terceiros, compra as mercadorias dos fornecedores, à vista ou a prazo põe à venda. Quando não consegue fazer a venda destes produtos o estoque fica acumulado. Ao fazer a venda, que pode ser à vista ou a prazo, a empresa gera caixa, pois precisa pagar as obrigações necessárias, como salários, impostos, e partir para a compra de novas mercadorias. Este ciclo evidencia a necessidade de haver equilibrio entre os prazos de pagamentos e recebimentos, assim como no controlo dos prazos de estoque. 2.6.2. O desequilíbrio financeiro O desequilíbrio financeiro pode, também, ser definido como Overtrading ou Superexpansão. O desequilíbrio surge quando a empresa tenta negociar mais que a capacidade financeira, ou, ainda, mantém um volume de negócios elevados com capitais reduzidos. Estar em uma situação de Overtrading significa dizer que as fontes operacionais não cobrem os acréscimos da necessidade de capital de giro (NCG), a empresa pratica vendas acima de sua capacidade de sustentação dos capitais próprios, sendo que a cada unidade vendida, mais prejuízo é gerado, porque esta unidade adicional está sendo financiada por recursos onerosos. ESTOQUES DE MERCADORIA Cada empresa tem uma certa capacidade de manter um determinado volume de negócios a que ela não deve transpor sob pena de sofrer duras e indesejáveis consequências. 2.6.2.1. Sintomas do desequilíbrio financeiro Segundo Zdanowicz (2000, p. 44) os sintomas do desequilíbrio financeiro são os seguintes: a) insuficiência crônica de caixa; b) a constatação da rotação do capital de trabalho em relação às vendas; c) diminuição de disponibilidades; d) aumento do passivo circulante; e) aumento de dívidas desproporcionais em relação ao aumento de contas a receber, ou prazos médios de recebimentos superiores ao de pagamento; f) recurso sistemático ao crédito a curto prazo (pagamentos excessivos de juros, dividendos, gratificações, implicando descapitalização); g) obtenção de prejuízos por não conhecimento do seu verdadeiro custo; h) sensação de esforço desmedido; i) sensação de quebra repentina; j) perda do controle empresarial 2.6.2.2. Causas do desequilíbrio financeiro São inúmeros os motivos para que o desequilíbrio financeiro se instale.Zdanowicz (1998, p. 45) relata que as causas podem ser de dois tipos:internas e externas.São causas internas: a) excesso de investimentos em estoque; b) excesso de imobilizações; c) aumento desmesurado das despesas financeiras como consequência do grande volume de recursos tomados por empréstimos sem a compensação de um aumento expressivo nas vendas; d) decréscimo na relação Patrimonio Liquido/ Activo Permanente, significando, também escassez de capital giro; e) tendência à continuidade de certas despesas fixas e encargos, apesar da inexistência de receita adequada, o que deteriora ainda mais a situação; São causas externas: a) Inflacao e alta de preços b) Necessidade de estoque forcados c) Aumento desmesurado dos impostos 2.6.2.3. Consequências do desequilíbrio financeiro Uma vez detectados os sintomas e causas do desequilíbrio financeiro, segundo Zdanowicz (2000, p. 44) a empresa terá consequências, as quais são relatadas abaixo: a) Vulnerabilidade ante as flutuações de mercado; b) Atrasos nos pagamento de dívidas; c) Tensões Internas; d) Concordata; e) Falência 2.7. Características básicas das informações no Fluxo de caixa Como uma das principais, quiçá a melhor ferramenta de gestão, será de grande auxílio ao gestor das pequenas empresas, desde que suas informações sejam claras e de fácil entendimento. A montagem de um demonstrativo de gestão que proporcione informações claras tem como características básicas na proposta de Kassai (1997) para empresas de pequeno porte: Simplicidade: as informações devem ser de entendimento intuitivo, não sendo necessário o conhecimento dos princípios e convenções contábeis que regem a contabilidade; Facilidade de obtenção: as informações devem ser fáceis de levantar, sem necessidade de registros históricos ou complexos; Relevância: Preocupação inicial com as informações relevantes, desconsiderando-se os valores menores; Atualidade: Propõe-se um modelo de informação voltada para os fatos e eventos presentes e futuros, através da utilização de modelos prospectivos e orçamentos Funcionalidades e Simulações: um instrumento entendido e utilizado demaneira simples, fácil e que permita simular o crescimento ou a queda das vendas, aumento ou diminuição dos custos / despesas e outras variáveis que possam auxiliar na tomada de decisões; Facilidade de manipulação das informações: a popularização dos microcomputadores possibilitou o desenvolvimento de modelos de softwares conhecidos e de fácil manipulação. A maioria dos relatórios financeiros podem ser desenvolvidos em planilhas de cálculo como a Excel, Lotus e outras. A demonstração do Fluxo de Caixa é uma ferramenta de gestão para auxiliar e evitar problemas de liquidez. É utilizada para demonstrar como serão pagos os compromissos, como será gerado o caixa, quais as políticas financeiras serão adotadas pela empresa, enfim para planejar e administrar as fontes e necessidades de caixa. A demonstração do Fluxo de Caixa não deve ser vista como uma preocupação única do setor financeiro, mas deve ter o comprometimento de todos os setores da organização com os resultados líquidos de caixa, entre outros: a) Setor de Produção: Alterações nos prazos de fabricação, nos custos de produção, têm importantes reflexos sobre o caixa. b) Setor de Compras: Mudanças na política de compras, nos prazos de pagamento devem ser tomadas de maneira ajustada com os saldos disponíveis de caixa. Deve haver sincronização com o Fluxo de Caixa e o setor de vendas. c) Política de cobrança: Ágeis e eficientes, permitem colocar recursos financeiros mais rapidamente à disposição da empresa, são importantes reforços de caixa d) Área de Vendas: Manter um controle mais próximo sobre os prazos concedidos e hábitos de pagamento dos clientes de maneira a pressionar negativamente o Fluxo de Caixa. e) Setor Financeiro: deve avaliar o perfil de seu endividamento, de forma que seus desembolsos ocorram concomitantemente à geração de caixa da empresa. Como vimos pela explanação da literatura um dos propósitos da Demonstração do Fluxo de Caixa é prover informações sobre os recebimentos e pagamentos de caixa de uma organização, durante o período, outro é de prover informações aproximadas das atividades operacionais, atividades de investimento e atividades de financiamento da entidade durante o período 2.8. Indicadores financeiros As demonstrações financeiras fornecem por meio de indicadores, informação relevante sobre as situações das empresas e a DFC não é diferente. Ela serve de base para cálculo de muitos indicadores financeiros. A importância da DFC está ligada ao facto que através dela se conhece a situação financeira da entidade e sua análise tem como consequência a diminuição dos riscos e aumento de oportunidades. Assim, como as demais demonstrações, a DFC serve de base para o cálculo de indicadores financeiros. As medidas mais importantes conforme sua percepção são os quocientes de cobertura de caixa, quocientes de qualidade do resultado, quociente de dispêndio de capital e retornos do fluxo de caixa (BRAGA; MARQUES, 2001). Os indicadores financeiros, na gestão empresarial, revelam a real situação financeira da empresa e, dessa forma, auxiliam na tomada de decisões. A medição de desempenho gera relatórios que posicionam a empresa em relação às metas estabelecidas. Com isso, torna-se possível controlar e monitorar o desempenho económico, financeiro e operacional da organização, bem como, sua capacidade de proporcionar satisfação aos stakeholders. Conforme Braga e Marques (2001, pg. 11) “as medidas mais importantes encontram- se dispostas em quatro categorias distintas”, que segundo os autores seriam: Quociente de cobertura de caixa Quocientes de qualidade do resultado Quocientes de dispêndio de capital Retornos do fluxo de caixa A análise mais detalhada de cada indicador resulta numa melhor visualização da situação financeira da empresa, como também deixa mais claro os resultados obtidos com a gestão dos recursos financeiros. A seguir são relacionados os principais indicadores que podem ser extraídos numa análise da demonstração do fluxo de caixa de acordo com as categorias expostas acima: Quociente de cobertura de caixa Cobertura de juros com caixa Braga e Marques (2001, pg. 11) citam que este indicador “informa o número de períodos que as saídas de caixa pelos juros, são cobertas pelos fluxos de FCO, excluindo destes os pagamentos de juros e encargos de dívidas, imposto de renda e contribuição social sobre o lucro”. E pode ser obtido através da expressão: Onde: CJC- cobertura de juros com caixa FCO- fluxo de caixa operacional J- juros Cobertura de dívidas com caixa Serve para verificar a capacidade da entidade em honrar suas obrigações seja ela passivo circulante ou exigível a longo prazo (BRAGA E MARQUES, 2001, pg. 12). Este indicador pode ser calculado por meio da expressão: Cobertura de dívidas com caixa = (FCO - dividendo total) ÷ exigível Cobertura de dividendos com caixa Este indicador fornece evidência da capacidade da entidade em pagar dividendos preferenciais e ordinários atuais com base o fluxo de caixa operacional. Segundo Braga e Marques (2001, pg. 13) esse indicador “avalia a habilidade da empresa em pagar todos os dividendos estabelecidos no estatuto social”. E o seu cálculo pode ser feito da seguinte maneira: CJC = FCO antes de juros e impostos ÷Juros Cobertura de dividendos com caixa = FCO ÷ dividendos totais Quocientes de qualidade do resultado Nível de recebimento de vendas A qualidade de vendas é muito importante para as empresas é onde as empresas conseguem maior captação de recursos para financiar seus encargos, no entendimento de Braga e Marques (2001, pg. 13) este indicador “mede a proporção das receitas de vendas convertidas em dinheiro no exercício pelos recebimentos e cobranças de clientes. Marion (2007, pg. 217) complementa que “esse indicador é bom quando comparado com anos anteriores e com as concorrentes, avaliando-se política de créditos, cobrança etc”. Pode ser calculado da seguinte forma: Qualidade do resultado Este indicador fornece a medida da dispersão entre os fluxos de caixa e os lucros divulgados. Compara fluxos FCO ao resultado operacional, como pode ser visto a seguir: Qualidade do resultado = FCO ÷ resultado operacional Quocientes de dispêndio de capital Aquisições de capital No entendimento de Braga e Marques (2001, pg. 14) este indicador “sinaliza a habilidade do negócio em atender suas necessidades por dispêndios líquidos de capital (aquisições menos alienações), sendo calculado como fluxos de caixa operacionais retidos divididos pelas aquisições líquidas de ativos produtivos (imobilizado)”. Deste modo calcula- se este indicador da seguinte maneira: Nível de recebimento de vendas = Caixa gerado nas vendas ÷ vendas Aquisições de capital = (FCO – dividendo total) ÷ caixa pago por investimentos de capital Investimento x financiamento Esta relação pode revelar como os investimentos vêm sendo financiados. Ela compara os fluxos líquidos necessários para finalidades de investimento, com aqueles gerados de financiamento, BRAGA E MARQUES (2001, pg. 15). Calcula-se da seguinte forma: Investimento x financiamento = Fluxo de caixa líquido para investimentos ÷ Fluxo de caixa líquido de financiamentos Quocientes de retornos do fluxo de caixa Fluxo de caixa por ação O uso deste indicador é muito importante para a tomada de decisão, pois sinaliza o fluxo de caixa operacional atribuível a cada ação ordinária. Este indicador serve para fins da avaliação de retornos sobre os preços das ações, BRAGA E MARQUES (2001, pg. 15). Entretanto, o Comitê de procedimentos Contábeis através do procedimento técnico nº 3, entende que “as demonstrações contábeis não devem divulgar o valor dos fluxos de caixa por ação”. Essa postura tomada pelo comitê tem seus aspectos técnicos e legais,não cabendo a este trabalho discuti-los, porém, pode-se contribuir gerencialmente na busca e análise deste indicador, pois o mesmo é muito importante para a gestão financeira. É obtido pela expressão: Fluxo de caixa por ação = (FCO – dividendos preferenciais) ÷ quantidade de ações ordinárias A respeito de indicadores que avaliam a recuperação (retorno) sobre o investimento pode ser evidenciado o retorno de caixa sobre os ativos que pode ser obtido por meio da seguinte expressão: FCO antes juros e impostos dividido pelos ativos totais, nesta relação evidencia-se a geração de caixa sobre os ativos totais. No que concerne ao retorno sobre o passivo e patrimônio líquido, este pode ser calculado da seguinte maneira: FCO dividido PL mais o exigível a longo prazo, sendo este indicador financeiro responsável pela sinalização do potencial de recuperação de caixa do negócio para os credores e investidores, (BRAGA E MARQUES (2001, pg. 16). Ainda a respeito dos indicadores financeiros que avaliam a recuperação de caixa, pode ser observado o retorno sobre o patrimônio líquido que esclarece aos acionistas a taxa de recuperação de caixa de seus investimentos, podendo ser extraído calculando o FCO e dividendo pelo patrimônio líquido da entidade. Os indicadores até aqui expostos fornecem base para a orientação sobre a capacidade da entidade em gerar fluxos de caixa futuros. Cabe ressaltar que na análise das demonstrações contábeis não deve ser utilizado indicadores financeiros de forma isolada, tem que compará- los e tirar o máximo de suas relações. É com o auxílio das demonstrações contábeis e seus relatórios gerenciais que atingimos um melhor aproveitamento do conjunto de indicadores aqui apresentados. De uma forma mais resumida De acordo com Almeida (2000), o emprego de índices de fluxo de caixa pode ajudar as empresas a reconhecer seus problemas em tempo hábil e, dessa forma, adotar medidas corretivas. Esse autor considera os indicadores relacionados por categoria distinta, para análise das demonstrações de fluxo de caixa, conforme demostra o Quadro abaixo: Categorias Índices Fórmulas 1ª Categoria Índices de liquidez Cobertura de dívidas = FCO / Passivo Circulante Cobertura de dividendos = FCO/Dividendos ou Juros sobre o capital próprio (JPC) 2ª Categoria Índices de solvência Cobertura de dívida de longo prazo = FCO / Passivo Total Cobertura de Juros = FCO + Juros Pago + IR Pago / Juros Pagos 3ª Categoria Índices de Financiamento dos Investimentos = FCI / FCO + Fluxo de Caixa Financeiro (FCF) Cobertura dos investimentos = investimentos FCO / Fluxo de Caixa Investimentos (FCI) Reinvestimentos = FCO – Dividendos pagos/ Ativo Não Circ. + Capital Circ. Liquido. 4ª Categoria Índices de retorno Retorno total = FCO / FCF + FCI Retorno sobre vendas = FCO /Vendas Retorno sobre lucro = FCO / Lucro Líquido do Exercício. 3. METODOLOGIA De acordo com Andrade (200, p. 122), metodologia é o conjunto de métodos ou caminhos que são percorridos na busca do conhecimento. Na mesma perspectiva Ruiz (2008, p. 14), acrescenta que a metodologia cuida de procedimentos, ferramentas e caminhos para se atingir a realidade teórica e prática. Sendo assim, para a materialização do presente trabalho serão percorridos vários caminhos que classificam-se da seguinte maneira: 3.1. Pesquisa quanto a Abordagem No presente estudo combinar-se-ão duas modalidades de pesquisa, nomeadamente a qualitativa e quantitativa. Neste tipo de pesquisa, a preocupação não é apenas com a quantificação de dados, mas procurar descrever a interacção, as relações de causalidade que se estabelecem entre variáveis, neste caso a gestão do fluxo de caixa e o processo de tomada de decisões na Sousa Consultores Lda. Segundo Richardson apud Boaventura (2007, p. 56), a pesquisa é quantitativa ao empregar a “quantificação tanto nas modalidades de colecta de informações, como no tratamento dessas através de técnicas estatísticas, desde as mais simples como percentual, média, desvio-padrão, às mais complexas, como coeficiente de correlação, análise de regressão, etc.” Uma pesquisa é qualitativa ao considerar o ambiente natural como fonte directa de dados, isto é, “é uma pesquisa descritiva em que os investigadores se interessando mais pelo processo do que pelos resultados, examinam os dados de maneira indutiva e privilegiam o significado” (Bogdan e Sari apud Boaventura, 2007, p. 56). 3.2. Pesquisa quanto a Natureza Quanto a natureza, a presente pesquisa caracteriza-se por ser de natureza básica, uma vez que, far-se-á uma reflexão em torno da gestão do fluxo de caixa como forma de auxiliar a administração na tomada de decisão neste caso na empresa Sousa Consultores Lda. Segundo Siena (2007, p. 60), a pesquisa de natureza básica procura trazer novas abordagens, que poderão ter sua aplicação no futuro. 3.3. Pesquisa quanto aos Objectivos No que tange aos objectivos o presente estudo aplicará a pesquisa descritiva, uma vez que pretende identificar e caracterizar um determinado fenómeno e interpretar os factores que influenciam a sua ocorrência, que neste caso vertente, é o fenómeno da gestão dos fluxos de caixa e o seu impacto no processo de tomada de decisões na Sousa Consultores Lda. Segundo Lakatos e Marconi (2001, p. 137), a pesquisa descritiva é aplicada nos casos em que a finalidade de pesquisa é identificar, levantar e interpretar os factores que influenciam a ocorrência de um determinado facto, seja na organização ou num outro ambiente. 3.4. Pesquisa quanto aos Procedimentos Relativamente aos procedimentos, o presente estudo aplicará o método de estudo de caso, tendo em conta que para a sua comprovação prática será desenvolvido um estudo da empresa Sousa Consultores Lda, de modo a apurar de que forma os fluxos de caixa podem afectar as decisões tomadas pelos administradores das empresas de pequena dimensão. Segundo Gil (2008, p. 153), o método monográfico tem como princípio de que o estudo de um caso em profundidade pode ser considerado representativo de muitos outros ou mesmo de todos os casos semelhantes. Nessa situação, o processo de pesquisa visa examinar o tema seleccionado de modo a observar todos os factores que o influenciam, analisando-o em todos os seus aspectos. 3.5. Delimitação Temporal e Espacial Quanto a delimitação temporal e espacial, o estudo será desenvolvido no período de 2017 a 2019, pelo facto deste ter registado acontecimentos que denunciaram a fragilidade da gestão do fluxo de caixa da Sousa Consultores Lda e por essa via ter afectado a sua vida financeira. Quanto a delimitação espacial, o estudo será desenvolvido na empresa Sousa Consultores Lda, localizada na Cidade de Maputo, por ser uma organização de pequena dimensão e que debate-se com a problemática da falta de gestão dos fluxos de caixa. 3.6. População e Amostragem A população ou universo será constituído por todos os colaboradores da empresa Sousa Consultores Lda, num total de 20, e a amostra será composta por 15 colaboradores seleccionados através da técnica de amostragem intencional, que possibilita ao pesquisador seleccionar indivíduos através do conhecimento que tem destes relacionado com o propósito do estudo. Segundo Babbie, (2001), uma amostra intencional é aquela cuja selecção é baseada no conhecimento sobre a população e o propósito do estudo. O pesquisador está usando uma amostra intencional, pois a cada entrevistado caberá uma visão sobre o tema. 3.7. Procedimentos e Instrumentos de Recolha de Dados A recolha de dados é um momento fundamental no processo de investigação. Sendo assim, foram utilizadas as seguintes técnicas de recolha de dados: pesquisa bibliográfica, pesquisa documental, entrevista e questionário.Relativamente a pesquisa bibliográfica, esta será aplicada através da leitura e consulta de manuais e livros que abordam sobre o tema em estudo de modo a compilar a revisão da literatura capaz de contribuir para a confrontação dos resultados da pesquisa prática que será desenvolvida na Sousa Consultores Lda. Portanto, esta técnica foi o primeiro passo que seguiu-se para a elaboração deste trabalho e através dela, procurou-se encontrar estudos em diferentes abordagens que discutem sobre a questão da gestão do fluxo de caixa associada ao processo de tomada de decisões nas organizações. Segundo Vergara (2008, p. 48), a pesquisa bibliográfica “é um estudo sistematizado desenvolvido com base em material publicado em livros, revistas, jornais, redes electrónicas, isto é, material acessível ao público em geral”. No que tange à pesquisa documental, importa referir que a mesma irá se materializar através da consulta de documentos contabilísticos da empresa objecto de estudo, como é o caso das demonstrações financeiras. De acordo com Gil (2008, p. 51), “a pesquisa documental vale-se de materiais que não receberam ainda um tratamento analítico, ou que ainda podem ser reelaborados de acordo com os objectos da pesquisa”. Sendo assim, a técnica foi de grande valia, pois, ajudou na colecta de dados importantes para a materialização dos objectivos do trabalho. Com base na técnica de entrevista, será possível complementar os dados colhidos através da pesquisa documental, informações, ideias e opiniões colhidas de pessoas abalizadas no assunto, ou seja, será possível compreender através de uma interacção entre o entrevistado e o entrevistador, o que os sujeitos pesquisados sabem e pensam sobre o assunto abordado. Segundo Laville & Dionne (1999, p. 97),“entrevista é um processo entre duas pessoas a fim de uma delas obter informações a respeito de determinado assunto, mediante a conversação de natureza profissional, é uma forma de interacção social”. Será usada a entrevista semi-estruturada, onde o entrevistador dispõe de um roteiro guia, contudo não segue necessariamente a ordem determinada no roteiro, podendo, se oportuno, incluir novos questionamentos durante o encontro, mas nunca perdendo os objectivos da pesquisa. A entrevista será destinada ao Chefe da Contabilidade e ao Director Geral da Sousa Consultores Lda. Quanto ao questionário, se trata de “um instrumento de colecta de dados, constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do entrevistador” (Marconi e Lakatos, 2003, p. 195-201). O inquérito por questionário será administrado aos colaboradores da Sousa Consultores Lda, escolhidos com base em critérios pré-definidos pela autora (acessibilidade e conveniência). A presente pesquisa auxilia a esclarecer acerca do assunto evidenciado, deixando claro a meta a ser atingida e torna mais flexível o planeamento da pesquisa. 3.7.1. Técnicas de Análise de Dados A análise dos dados será feita através da técnica de análise de conteúdo, sendo que os questionários facilitarão a elaboração de gráficos ilustrativos e as entrevistas serão transcritas observando a lógica e construção frásica apresentada por cada entrevistado. Segundo Bardin (1977, p. 30), esta técnica é um conjunto de técnicas de análise das comunicações que tem por objectivo enriquecer a leitura e ultrapassar as incertezas, extraindo conteúdos por trás da mensagem analisada. 4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DE RESULTADOS 4.1. Historial da Sousa Consultores Lda Sousa Consultores é uma empresa voltada ao ramo de consultoria que presta serviços nas áreas de: HR consulting, Consultoria empresarial, marketing e branding. Localizada na cidade de Maputo, uma empresa jovem teve suas actividades iniciadas no ano de 2003. É constituída por 2 sócios sendo eles irmãos, ambos administram o negócio. Inicialmente prestavam serviços de HR consulting mas com o andar do tempo viu-se a necessidade de expandir seus serviços em outras áreas daí que 4 anos depois optaram pela Consultoria empresarial e Markenting, em 2012 com vista a atender a necessidade do mercado introduziram um novo serviço, o branding. 4.2. Fluxo de caixa da Sousa Consultores, lda DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA da SOUSA CONSULTORES LDA (Em milhares de meticais) MÉTODO INDIRETO 2019 2018 2017 Resultado do Exercício -2.125 -10.562 -9.500 Ajustes por: Depreciação e amortização 15.495 13.977 11.607 Constituição/reversão de provisões líquidas -3.149 -750 -1.781 Provisão para créditos de liquidação duvidosa 298 - - Impostos Diferidos -4.524 -5.373 -1.494 Custo residual dos bens vendidos 11.337 8.213 2.896 Custo residual dos intangíveis baixados 946 377 3.008 Juros e variações cambiais não realizadas 40.933 38.162 21.921 Equivalência patrimonial - - - Participação dos acionistas não controladores - - 783 Variações nos ativos e passivos Redução (Aumento) em contas a receber -25.317 -3.440 -9.559 Redução (aumento) em aplicações financeiras e contas correntes vinculadas 16.665 -24.352 -3.491 (Aumento) redução nos estoques 1.994 -3.608 -6.915 Redução (aumento) em outros créditos 5.072 -11.760 -4.615 Redução (aumento) em impostos e contribuições a recuperar 2.242 -4.477 3.082 (Aumento) no crédito -2.444 -12.944 -5.271 Redução (aumento) em despesas antecipadas 2.073 -5.870 -4.565 (Aumento) redução em imóveis a comercializar -3.037 375 37 (Redução) aumento de fornecedores -2.361 9.585 -13.479 (Redução) receita diferida - - - Aumento (redução) demais contas a pagar 1.588 -1.245 -1.119 Aumento em impostos e contribuições parcelados 1.893 11.019 11.170 Aumento em obrigações tributárias 41.557 12.486 3.409 Aumento em salários e encargos sociais 557 539 3.173 Aumento (redução) em adiantamentos de clientes 374 -1.390 2.209 Aumento em comissões a pagar 657 71 -446 Caixa líquido proveniente das atividades operacionais 100.724 9.033 1.060 Fluxos de caixa nas atividades de Investimentos Aquisição de Activos tangíveis -17.528 -15.630 -16.390 Aquisição de Activo Intangível -684 -2.176 -647 Investimentos - 244 372 Caixa líquido proveniente das atividades de investimentos -18.212 -17.562 -16.665 Fluxos de caixa nas atividades de Financiamentos Empréstimos obtidos 456.635 250.503 289.442 Empréstimos pagos (principal e juros) -526.122 -236.294 -267.212 Mutuo activo com partes relacionadas -8.829 -11.263 -5.044 Caixa líquido proveniente das atividades de Financiamentos -78.316 2.946 17.186 Aumento (redução) do caixa e equivalentes de caixa 4.196 -5.583 1.581 Demonstração do aumento (redução) do caixa e equivalentes a caixa No início do exercício 1.561 7.144 5.563 No fim do exercício 5.757 1.561 7.144 Com base no Mapa da DFC (método indirecto), verifica-se o melhor desempenho em relação ao valor líquido (actividade operacional), nos períodos analisados, no ano de 2019. Neste período, computou-se um montante de 100.724.000 meticais. As atividades de investimentos consumiram o equivalente a 18.212.000 meticais e as atividades de financiamentos consumiram o montante de 78.316.000 meticais. No período, tivemos um aumento de caixa de 4.196.000 meticais. Análise de risco por meio dos indicadores financeiros Como as PME’s representam mais de 99% das empresas Moçambicanas, a competição entre elas é acirrada, por isso, aumenta a necessidade de respostas rápidas e eficazes. O fluxo de caixa é uma das ferramentas mais importantes para o gestor da empresa, pois, é por meio desta que será possível visualizar antecipadamente as necessidades ou sobras de caixa. Com a utilização desta ferramenta, é possível controlar e planear melhor, pois é mais fácil observar dados relevantes sobre as movimentações financeiras da microempresa. Dessa forma, influenciando diretamente na decisão do gestor, beneficiando a empresa e diminuindo possíveis prejuízos.