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4/4/2025 2
 A criação dos meios de pagamento e o sistema
monetário
 Os agregados monetários e o conceito de liquidez
 Base monetária, os Encaixes e o Redesconto
 O balancete dos Bancos Comerciais e a criação de
credito e moeda
 O Banco Central e o Sistema monetário
Oferta de Moeda
A criação dos meios de pagamento e o 
sistema monetário
 No caso do Brasil, o primeiro passo na criação de
papel-moeda é que a Casa da Moeda, órgão da
Secretaria do Tesouro Nacional, produz as notas e
moedas de dinheiro.
 Ela depois as transfere para o Banco Central, que
paga por elas creditando o seu valor na conta que o
Tesouro Nacional tem no BACEN.
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Os Meios de Pagamento
 O sistema monetário é entendido como o conjunto
das instituições responsáveis pela emissão de
moeda no país, a moeda ganha um nome técnico:
meios de pagamento.
 Em termos agregados, a quantidade de meios de
pagamento presente numa economia num dado
momento está relacionada com a quantidade de
papel-moeda existente (moeda corrente) e com
os depósitos à vista do público nos bancos
comerciais (moeda escritural).
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A criação dos meios de pagamento e o sistema 
monetário
 A moeda em uma economia (conjunto dos meios de
pagamento): consiste na totalidade de ativos
possuídos pelo público que pode ser utilizado a
qualquer momento para a liquidação de qualquer
compromisso futuro ou à vista.
 Sendo assim:
 MP = PMPP + DVBC 
MP= Moeda manual + Moeda Escritural
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A criação dos meios de pagamento e o sistema 
monetário
 papel-moeda emitido (inclusive moedas metálicas) = PME
menos: Caixa do BACEN (CBACEN)
igual a: Montante de papel-moeda em circulaçäo (PMC)
menos: caixa em moeda corrente dos bancos comerciais ou encaixe 
técnico ( Et )
igual a: Moeda Manual (Mm) ou saldo de Papel-Moeda em Poder do 
Público (PMPP)
 mais: Moeda Escritural (ou bancária): depósitos à vista nos bancos 
comerciais (DVBC )
igual a: Meios de Pagamento (MP)
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A criação dos meios de pagamento e o sistema 
monetário
 Como : MP = PMPP + DVBC 
 Por essa definição, a criação de meios de 
pagamento só pode ser realizada: 
 a) pelo Banco Central, que tem o poder legal de 
emitir papel-moeda; 
 b) pelos bancos comerciais (e outras instituições 
bancárias), que têm depósitos à vista.
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A criação dos meios de pagamento e o sistema 
monetário
 Os saldos de cartões de crédito não são considerados 
MP, porque são tidos apenas como um meio de se 
obter crédito que deverá ser honrada com moeda 
manual ou escritural em uma data futura. 
 Um estabelecimento comercial que aceita parcelar 
suas vendas com cheques pré-datados concede crédito.
 Um supermercado que aceita que seus clientes paguem 
seus gastos ao final de cada mês concede crédito.
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A criação dos meios de pagamento e o sistema 
monetário
 O Sistema Monetário ou bancário de uma economia é 
formado pelos seus bancos comerciais(cria moeda 
escritural) e pelo BACEN (cria moeda manual).
 As demais instituições financeiras não autorizadas a 
receber depósitos à vista, tais como bancos de 
desenvolvimento, bancos de investimentos, sociedades 
de poupança (cadernetas de poupança), formam o 
Sistema Financeiro Não-Monetário).
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A criação da moeda escritural
 Os Bancos Comerciais são instituições autorizadas 
pelo BACEN a receber depósitos à vista.
Operação Contábil-Bancária de Concessão de 
crédito e de criação de MP
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Balancete Estilizado do Banco Comercial 
Ativo Passivo 
(1) Empréstimo novo de 5.000 u.m. 
(2) Saldo das demais contas 
 
 
Depósitos à Vista novo 5.000 u.m. (3) 
 Saldo das demais contas (4) 
 
Total do Ativo = (1) + (2) Total do Passivo (3) + (4) 
 
Os agregados monetários e o conceito de 
liquidez
 Para indicar o total da oferta de meios de pagamento 
(oferta monetária), M1, pode ser empregada a seguinte 
expressäo: 
 M1 = PMPP + DVBC ,
 A constituição de 1988 regula que os recursos do 
tesouro devem ser depositados exclusivamente no 
BACEN e os depósitos de pessoas físicas, jurídicas, 
governo estaduais e municípios nos bancos comerciais.
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Os agregados monetários e o conceito de 
liquidez
 O conceito de oferta monetária correspondente aos 
meios de pagamento, já visto, que inclui apenas a 
moeda manual e a moeda escritural, é denominado de
M1. 
 Outros conceitos, denominados M2 e M3, abrangem 
outros ativos financeiros. No Brasil, o Banco Central 
adota ainda o conceito M4. Em síntese, estes conceitos 
säo os seguintes:
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Os agregados monetários e o conceito de 
liquidez
 M1: PMPP + DVBC . 
 M2: (M1) + depósitos especiais remunerados + depósitos de poupança
+ títulos emitidos por instituições depositárias.
 M3: (M2) + quotas de fundos de renda fixa + operações
compromissadas no Selic.
 M4: (M3) + títulos públicos de alta liquidez.
 M5: foi introduzido pelo Banco Central, mediante a Lei n. 8.024, de
12.04.90, que, entre outras medidas, implementou a inconversibilidade
temporária de significativa parcela dos haveres financeiros, como forma
de permitir o controle do processo inflacionário, que ficou à ordem do
Banco Central no período de março de 1990 a julho de 1992,
considerada, portanto, liquidez de longo prazo.
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Período M1 
Depósito 
Especial 
Remunerado 
Depósito para 
investimentos 
Depósitos 
de 
poupamça 
Títulos 
privados 
M2 
Quotas de 
fundos de 
investimentos 
Operações 
compromissadas 
com títulos 
federais 
M3 
Títulos 
federais 
(Selic) 
Títulos 
estaduais e 
municipais 
M4 
2014/Jan 313 132 - 0 604 825 1 023 775 1 941 731 1 740 245 145 955 3 827 931 588 619 0 4 416 550 
Fev 316 246 - 0 609 877 1 034 588 1 960 711 1 758 328 134 133 3 853 172 621 991 0 4 475 163 
Mar 309 930 - 0 614 876 1 047 747 1 972 553 1 785 131 119 400 3 877 085 634 151 0 4 511 235 
Abr 309 227 - 0 616 831 1 057 385 1 983 443 1 790 695 140 598 3 914 735 640 404 0 4 555 139 
Mai 303 690 - 0 622 340 1 076 372 2 002 402 1 825 309 140 806 3 968 518 652 238 0 4 620 756 
Jun 305 835 - 0 628 926 1 088 118 2 022 880 1 851 408 127 276 4 001 564 675 123 0 4 676 688 
Jul 302 285 - 0 636 447 1 092 826 2 031 558 1 874 805 151 678 4 058 040 669 603 0 4 727 644 
Ago 306 457 - 0 640 564 1 101 150 2 048 171 1 922 119 189 669 4 159 959 678 934 0 4 838 893 
Set 313 959 - 0 645 474 1 112 909 2 072 342 1 939 101 193 070 4 204 513 671 654 0 4 876 167 
Out* 312 267 - 0 649 650 1 118 555 2 080 472 1 960 670 192 267 4 233 409 706 021 0 4 939 430 
Nov* 326 195 - 0 653 702 1 120 462 2 100 358 1 975 885 198 785 4 275 028 735 140 0 5 010 168 
Dez* 351 148 - 0 662 700 1 126 150 2 139 998 1 976 698 193 889 4 310 585 707 957 0 5 018 541 
 
 
Jan* 321 241 - 0 663 691 1 132 365 2 117 296 2 002 400 205 757 4 325 452 740 144 0 5 065 597 
 
 
A base monetária, os encaixes e o redesconto
 A base monetária (B) ou M0: PMPP + ET = total de moeda 
colocada em circulação pelo BACEN
 ETo = Etec + Ec + Ev 
 ET = Encaixe total dos bancos comerciais
 Et = Encaixe técnico dos bancos comerciais ( o caixa dos bancos) –
garantir a manutenção das suas operações de saques quotidianamente-
serve para cobrir diferenças entre saques e depósitos que por ventura 
venham a ocorrer.
 Ec = Encaixe compulsório dos bancos comerciais junto ao BACEN
 Ev = Encaixe voluntário dos bancos comerciais junto ao BACEN –
enviados para visam a cobrir eventuais diferenças entre cheques 
emitidos a favor e contra o banco. 
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A base monetária, os encaixes e o redesconto
 PME – CBACEN= PMC
 PMC - ET = PMPP
 PME = cBACEN + ET + PMPP
 PME = Papel–moeda emitido
 cBACEN = Caixa do Banco Central
 ET = Encaixe total dos bancos comerciais
 PMPP = Papel-moeda em poder do público
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A base monetária, os encaixes e o redesconto
 Redesconto: é quando os bancos encontram-se em 
dificuldades , por ex,, quando a razão encaixe técnico/ 
Depósito à vista está muito baixa, podem pedir auxilio ao 
BACEN.
 Distinguir operação de redesconto de uma operação de 
credito.
 Redesconto: ocorre quando o BACEN compra títulos. 
 Operação de credito: um empréstimo direto do BACEN 
ao banco que se encontra em dificuldade.
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O Balancete dos Bancos Comerciais e a criação de 
crédito e moeda
Recursos dos Bancos Comerciais
 Recursos próprios ou patrimônio liquido
 Depósitos à vista e a prazo
 Empréstimos tomados do exterior
 Auxílios do Banco Central (redesconto e empréstimos)
 Outras fontes 
↓
 Passivo Bancário
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O Balancete dos Bancos Comerciais e a criação de 
crédito e moeda
 Ativo dos Bancos (Aplicações)
 ↓
 Empréstimos ao setor privado
 Encaixes
 Títulos públicos e privados
 Imobilizado bancário (suas instalações)
 Outras aplicaçoes 
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Balancete Consolidado Sintético dos Bancos 
Comerciais
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Ativo Passivo 
- Encaixes Recursos Monetários 
 - Em moeda corrente - Depósitos à vista 
 - Em depósitos nas Aut.Monetárias 
 – Voluntários Recursos Não-Monetários 
 – Compulsórios - Depósitos a prazo 
- Empréstimos ao setor privado - Redescontos e outros empréstimos 
do Bacen 
- Títulos públicos e particulares - Saldo líquido das demais contas 
 
O BACEN e o Sistema Monetário
As funções típicas de Banco Central são:
 a de banco emissor de papel-moeda; 
 Contralador da Liquidez da economia;
 a de banqueiro dos Bancos; 
 Regulador do Sistema Monetário e Financeiro
 a de depositário das reservas internacionais do país; 
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Balancete Consolidado Sintético da Autoridade Monetária
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Ativo Passivo 
- Reservas internacionais Base Monetária 
- Empréstimos ao Tesouro nacional - Papel-moeda em poder do público 
- Títulos públicos federais - Encaixe dos bancos comerciais 
- Emprést. aos governos estad. munic. - Em moeda corrente 
 Autarquias e outras entidades públicas - Em depóstios nas Autor. 
Monetárias 
- Aplicaçoes especiais/diversas – Voluntários 
- Redescontos e outros empr. aos B. Com. – Compulsórios 
 Recursos Não-Monetários 
 - Depósitos do Tesouro Nacional 
 - Empréstimos externos 
 - Recursos Especiais/Diversos 
 
Balancete Consolidado do Sistema Monetário
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Ativo Passivo 
Aplicações dos Bancos Comerciais Meios de Pagamento 
- Empréstimo ao setor privado - Papel-moeda em poder do público 
- Títulos públicos e particulares - Depósitos à vista nos Bancos Comerciais 
Aplicações do Banco Central Recursos Não-Monetários dos Bcos Com. 
- Reservas internacionais - Depósitos a prazo 
- Empréstimos ao Tesouro Nacional - Saldo líquido das demais contas 
- Títulos públicos federais Recursos Não-Monetários do Bco Central 
- Empréstimos aos governos estad., 
mun., 
- Depósitos do Tesouro Nacional 
 Autarquias e outras entidades 
públicas 
- Empréstimos externos 
- Aplicaçoes especiais/diversas - Recursos especiais/diversas 
 
A Determinaçäo do Estoque Monetário 
 A qtde ofertada de base monetária é estabelecida pelo 
BACEN.
 A demanda pela base é realizada pelo público e pelos 
bancos.
 Os bancos demandam base pela necessidade de 
manter reservas (encaixes).
 O público demanda base para transformá-la em meios 
de pagamento.
 A questão é que a qtde total dos meios de pagamentos 
(MP) é um múltiplo da base monetária (B).
 Multiplicador monetário = MP/B > 1 e positiva
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 MP = PMPP + DVBC
 PMPP = MP - DVBC
 B = PMPP + ET
 PMPP = B - ET
 logo, PMPP = MP – DVBC = B - ET
 B = MP - DVBC + ET ÷ MP
 B / MP = MP/MP - DVBC /MP + ET / MP
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A Determinaçäo do Estoque Monetário 
o Multiplicador Monetário
 é a proporçäo do estoque monetário em relaçäo ao 
estoque da base monetária.
 B / MP = MP/MP - DVBC /MP + ET / MP
 Dividindo-se e multiplicando o último termo por 
DVBC tem-se: 
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 Devemos resumir o comportamento do público, dos 
bancos e do BACEN no processo de oferta monetária 
através de três variáveis:
 a proporção de depósitos à vista em relação ao total 
dos meios de pagamento = d = ;
 a proporçäo de reservas / depósitos à vista = e = ; e
 o estoque de base monetária (B ).
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o Multiplicador Monetário
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o Multiplicador Monetário
Multiplicador monetário = MP/B > 1 e positiva
 Logo, uma variação da base monetária multiplicada 
por α (multiplicador monetário) é igual à variação dos 
meios de pagamentos, isto é,
 ΔMP = α ΔB
 α = 1,54
 ΔB = 100 milhões de u.m.
 ΔMP = ?
 α = f(d, e) ∂ α /∂d >0; ∂ α /∂ede depósitos
 e/i 0 e/Ec > 0 e/ > 0 
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Razäo Reservas-Depósitos (e)
A Criação e Destruição de Base Monetária e 
Meios de Pagamento
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Os bancos criam meios de pagamento:
 quando descontam (compram) títulos do público;
 quando adquirem do público, pagando em moeda, 
quaisquer bens ou serviços;
 quando adquirem moeda estrangeira de exportadores 
(compra de divisas em troca de moeda nacional);
 quando emprestam para o público não bancário, etc.
Os bancos destroem meios de pagamento
 quando vendem ao público quaisquer haveres não 
monetários em troca do recebimento de moeda. Assim, há 
destruição de meios de pagamento:
 quando o público resgata um empréstimo previamente 
contraído no sistema bancário; 
 quando o público deposita dinheiro a prazo nos bancos; 
 quando os bancos vendem ao público, mediante 
recebimento em moeda, quaisquer títulos, bens ou 
serviços;
 quando os bancos vendem cambio aos exportadores 
(vendem divisas estrangeiras em troca de moeda nacional) 
etc.
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Sem criação e destruição dos MP
 Um banco de investimento compra dólares de um 
exportador. O pagamento é feito em moeda cash. Tal 
operação não foi realizada entre o setor monetário da 
economia e o público não bancário, mas sim entre o 
setor financeiro não monetário (o banco de 
investimento) e o público não-bancário (a empresa 
exportadora).
 Taxas de limpeza urbana são recolhidas por um banco 
comercial que deposita esses recursos na conta da 
prefeitura. Nessa situação nenhuma conta do ativo do 
balancete do sistema monetário teve seu valor 
alterado, assim como nenhuma conta do passivo não-
monetário.
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As Operações do Banco Central e a Base Monetária
 Operações de Open Market: São transações de compra e 
venda de títulos no mercado aberto dos bancos centrais. 
 A Janela de Redesconto: são os empréstimos aos bancos. 
A taxa de juros utilizada é a taxa de redesconto. 
 Os bancos privados usam essa opção de crédito para dois 
propósitos diferentes: 
 (1) ajustar as suas reservas de dinheiro para o caso de 
ficarem abaixo do nível desejado ou exigido pelo banco 
central; e 
 (2) para obter fundos que o banco possa emprestar aos 
clientes, se as condições de mercado forem favoráveis para 
isso.
As Operações do Banco Central e a Base Monetária
 Operações de Câmbio: compra e vende ativos em 
moeda externa. No caso mais simples, o banco 
central compra ou vende moeda estrangeira em 
troca de moeda nacional. 
 Em outros casos, o banco central compra ou vende 
um ativo remunerado em moeda estrangeira, 
normalmente um título do tesouro de outra nação. 
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O Controle do Banco Central sobre a Oferta Monetária
 O banco central pode influir na oferta monetária
de várias maneiras,, mas não pode controlá-la
totalmente.
 O banco central tem um controle razoavelmente
efetivo sobre o estoque da base monetária por
meio das operações de open market, podendo
esterilizar as alterações em B decorrentes de outras
fontes, como empréstimos na janela de redesconto
e nas operações de câmbio.
 A autoridade monetária tem menos controle sobre
o multiplicador que sobre a base monetária.

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O Controle do Banco Central sobre a Oferta 
Monetária
 O banco central determina as reservas exigidas e a
taxa de redesconto, e ambas influenciam o nível de
reservas bancárias (note que a taxa de redesconto é
a única variável diretamente controlada pelo banco
central que afeta tanto a base monetária quanto o
multiplicador monetário);
 no entanto, não pode determinar a razão
reservas/depósitos e tem menos controle ainda
sobre a proporção entre moeda em circulação e
depósitos.
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Nomes das moedas que circularam no 
Brasil - Fonte: Banco Central do Brasil
 REAL : nome da moeda que vigorou no Brasil desde o 
início da colonização (1500) até 1942. 
 CRUZEIRO: criado no governo do presidente Getúlio 
Vargas, em 5 de outubro de 1942. Ao criar o Cruzeiro, o 
governo realizou o corte de zeros e estabeleceu que cada 
Cruzeiro equivaleria a mil réis. 
 
 CRUZEIRO NOVO: entrou em circulação em 13 de fevereiro 
de 1967, durante o regime militar. Circulou até 14 de maio 
de 1970. Durante sua implantação, o Cruzeiro perdeu três 
zeros. 
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Nomes das moedas que circularam no Brasil
 CRUZEIRO: voltou em 15 de maio de 1970, sem 
corte de zeros. 
 CRUZADO: entrou em circulação em 28 de 
fevereiro de 1986, durante o Plano Cruzado no 
governo de José Sarney. Houve o corte de três zeros 
em relação ao Cruzeiro. 
 CRUZADO NOVO: novamente, em função da 
inflação elevada, houve a criação de uma nova 
moeda e o corte de três zeros em relação a moeda 
anterior. Entrou em circulação em 16 de janeiro de 
1989. 
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Nomes das moedas que circularam no 
Brasil
 CRUZEIRO: em 16 de março de 1990, durante o primeiro 
ano do Governo de Fernando Collor, a moeda retomou o 
nome de Cruzeiro. Nesta mudança não ocorreu corte de 
zeros. 
 CRUZEIRO REAL: já em preparação para o Plano Real, o 
governo de Itamar Franco criou o Cruzeiro Real que entrou 
em circulação em 1 de agosto de 1993. Houve o corte de três 
zeros. 
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Nomes das moedas que circularam no 
Brasil
 REAL: moeda que entrou em circulação em 1 de 
julho de 1994, durante o Plano Real, implementado 
no governo de Itamar Franco. 
 Os brasileiros tiveram que trocar a moeda antiga 
pela nova (2.750 Cruzeiros Reais por 1 Real). O 
Real (R$) é a moeda em circulação até os dias de 
hoje.
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