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Aula 01 – Direito Tributário Tributos em espécie Prof. Me. Flávia Martins UNIP – Santos IPTU e ITR IPTU ITR Imposto municipal Imposto territorial urbano Imposto federal Imposto territorial rural IPTU Imposto predial territorial urbano Função fiscal - arrecadatória Pode ter função extrafiscal Sujeito ativo = Município Sujeito passivo = Proprietário, titular do domínio útil ou possuidor com animus domini de Fato gerador: imóvel territorial urbano Critério temporal – I.º de janeiro de cada ano. Critério espacial – município FATO GERADOR Art. 156.CRFB/88- Compete aos Municípios instituir impostos sobre: I - propriedade predial e territorial urbana; Art. 32. CTN. O imposto, de competência dos Municípios, sobre a propriedade predial e territorial urbana tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel por natureza ou por acessão física, como definido na lei civil, localizado na zona urbana do Município. SUJEITO PASSIVO a propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel por natureza ou por acessão física. ANIMUS DOMINI Ex: promitente comprador Usufrutuário usucapiente Locatário... comodatário não tem animus domini Súmula 399 do STJ: Cabe à legislação municipal estabelecer o sujeito passivo do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Exemplo: (PROMESSA DE COMPRA E VENDA) Lei municipal pode estabelecer solidariedade entre promitente comprador e promitente vendedor. ATENÇÃO! Locatário não é sujeito passivo, NÃO TEM ANIMUS DOMINI. Art. 123. Salvo disposições de lei em contrário, as convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes. Imóvel desapropriado até o momento da imissão na posse, a responsabilidade pelo recolhimento do IPTU é do proprietário. Caso de expropriação - não deve ser mais responsável pelo IPTU. Zona urbana Art. 32. § 1º Para os efeitos deste imposto, entende-se como zona urbana a definida em lei municipal; observado o requisito mínimo da existência de melhoramentos indicados em pelo menos 2 (dois) dos incisos seguintes, construídos ou mantidos pelo Poder Público: I - meio-fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais; II - abastecimento de água; III - sistema de esgotos sanitários; IV - rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição domiciliar; V - escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima de 3 (três) quilômetros do imóvel considerado. § 2º A lei municipal pode considerar urbanas as áreas urbanizáveis, ou de expansão urbana, constantes de loteamentos aprovados pelos órgãos competentes, destinados à habitação, à indústria ou ao comércio, mesmo que localizados fora das zonas definidas nos termos do parágrafo anterior. Critério geográfico ITR – Decreto Lei 57-66 Art 15. O disposto no art. 32 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, não abrange o imóvel de que, comprovadamente, seja utilizado em exploração extrativa vegetal, agrícola, pecuária ou agro-industrial, incidindo assim, sôbre o mesmo, o ITR e demais tributos com o mesmo cobrados. STF e STJ Critério da localização não deve ser utilizado para os imóveis de exploração extrativa vegetal, agrícola... Critério: destinação do imóvel IPTU OU ITR? Imóvel rural em área urbana pagará ITR e não IPTU. Base de cálculo Art. 33. A base do cálculo do imposto é o valor venal do imóvel. Parágrafo único. Na determinação da base de cálculo, não se considera o valor dos bens móveis mantidos, em caráter permanente ou temporário, no imóvel, para efeito de sua utilização, exploração, aformoseamento ou comodidade. É possível atualizar base de cálculo do IPTU por ato do Executivo – Decreto (atualização do valor do imóvel – com base no índice oficial do mercado imobiliário – sendo proibido atualizado com índice superior ao legal). – ANTERIORIDADE DO PRÓXIMO EXERCICIO FINANCEIRO Súmula 160 STJ: É defeso, ao Município, atualizar o IPTU, mediante decreto, em percentual superior ao índice oficial de correção monetária O.B.S – ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA ≠ MAJORAÇÃO Progressividade das alíquotas Art. 156. CRFB/88 - § 1º Sem prejuízo da progressividade no tempo a que se refere o art. 182, § 4º, inciso II, o imposto previsto no inciso I poderá: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000) I – ser progressivo em razão do valor do imóvel; e (Incluído pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000) II – ter alíquotas diferentes de acordo com a localização e o uso do imóvel. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000) Progressividade ordinária que atende ao princípio da capacidade contributiva Súmula 668 – STF É inconstitucional a lei municipal que tenha estabelecido, antes da Emenda Constitucional 29/2000, alíquotas progressivas para o IPTU, salvo se destinada a assegurar o cumprimento da função social da propriedade urbana. Espécies de alíquotas 1 - Desrespeito à função social da propriedade 2 - Diferença do valor venal do imóvel – Após EC 29/2000 Súmula 668 STFÉ INCONSTITUCIONAL A LEI MUNICIPAL QUE TENHA ESTABELECIDO, ANTES DA EMENDA CONSTITUCIONAL 29/2000, ALÍQUOTAS PROGRESSIVAS PARA O IPTU, SALVO SE DESTINADA A ASSEGURAR O CUMPRIMENTO DA FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE URBANA. 3 - Localização 4 - Uso Política urbana – Plano Diretor Progressividade- sanção Art. 182.CRFB/88 - A política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder Público municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem- estar de seus habitantes. § 1º O plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal, obrigatório para cidades com mais de vinte mil habitantes, é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana. § 2º A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor. § 3º As desapropriações de imóveis urbanos serão feitas com prévia e justa indenização em dinheiro. § 4º É facultado ao Poder Público municipal, mediante lei específica para área incluída no plano diretor, exigir, nos termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente, de: I - parcelamento ou edificação compulsórios; II - imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressivo no tempo; III - desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão previamente aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os juros legais. Só pode aplicar essa progressividade com plano diretor! Imunidade Pessoas imunes do Art. 150 CRFB/88: Templos de qualquer culto; Partidos políticos e suas fundações; Entidades sindicais de trabalhadores; Instituições de saúde sem fins lucrativos; Autarquias e órgãos estaduais e federais; Empresas públicas e sociedades de economia mista estaduais e federais que sejam prestadoras de serviços público exclusivo (CORREIOS) Súmula 724 STF: Ainda quando alugado a terceiros, permanece imune ao IPTU o imóvel pertencente a qualquer das entidades referidas pelo art. 150, VI, "c", da Constituição, desde que o valor dos aluguéis seja aplicado nas atividades essenciais de tais entidades. Imóvel público alienado para particular Imunidade recíproca dos entes federativos Art.156. CRFB/88 -3º As vedações do inciso VI, "a", e do parágrafo anterior não se aplicam ao patrimônio, à renda e aos serviços, relacionados com exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados, ou em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário, nemexonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel. Súmula 583 STF: Promitente comprador de imóvel residencial transcrito em nome de autarquia é contribuinte do imposto predial territorial urbano. Critério temporal 1.º de janeiro de cada ano Lançamento Lançamento de oficio pela entidade da Administração Tributária Municipal. Súmula 397 STJ O contribuinte do IPTU é notificado do lançamento pelo envio do carnê ao seu endereço. O.B.S: Basta que a Administração Tributária comprove que enviou o carnê independente do recebimento. IMPOSTO TERRIROTIAL RURAL ITR ITR – Imposto sobre propriedade territorial rural Previsão legal: Art. 153, VI , CRFB/88 Art. 29 a 31 do CTN Dl 57/66 Lei 9.393/96 Decreto n.º 4.382/2002 Fato gerador CRFB/88 - Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: VI - propriedade territorial rural; CTN - Art. 29. O imposto, de competência da União, sobre a propriedade territorial rural tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel por natureza, como definido na lei civil, localização fora da zona urbana do Município. Imóvel localizado na zona rural Zona urbana ou zona rural Art. 32. O imposto, de competência dos Municípios, sobre a propriedade predial e territorial urbana tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel por natureza ou por acessão física, como definido na lei civil, localizado na zona urbana do Município. § 1º Para os efeitos deste imposto, entende-se como zona urbana a definida em lei municipal; observado o requisito mínimo da existência de melhoramentos indicados em pelo menos 2 (dois) dos incisos seguintes, construídos ou mantidos pelo Poder Público: I - meio-fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais; II - abastecimento de água; III - sistema de esgotos sanitários; IV - rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição domiciliar; V - escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima de 3 (três) quilômetros do imóvel considerado. DL 57/66 Art 15. O disposto no art. 32 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, não abrange o imóvel de que, comprovadamente, seja utilizado em exploração extrativa vegetal, agrícola, pecuária ou agro-industrial, incidindo assim, sôbre o mesmo, o ITR e demais tributos com o mesmo cobrados. (Revogação suspensa pela RSF nº 9, de 2005) Mesmo que seja zona urbana Sujeito ativo = União Sujeito passivo = Proprietário, titular do domínio útil ou possuidor com animus domini. Critério temporal: I.º de janeiro de cada ano. Critério espacial – Todo território nacional – área rural Art. 153 - § 4º O imposto previsto no inciso VI do caput: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003) I - será progressivo e terá suas alíquotas fixadas de forma a desestimular a manutenção de propriedades improdutivas; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003) II - não incidirá sobre pequenas glebas rurais, definidas em lei, quando as explore o proprietário que não possua outro imóvel; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003) III - será fiscalizado e cobrado pelos Municípios que assim optarem, na forma da lei, desde que não implique redução do imposto ou qualquer outra forma de renúncia fiscal.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003) (Regulamento) Município – receita do ITR Art. 158. Pertencem aos Municípios: II - cinqüenta por cento do produto da arrecadação do imposto da União sobre a propriedade territorial rural, relativamente aos imóveis neles situados, cabendo a totalidade na hipótese da opção a que se refere o art. 153, § 4º, III; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003) QUANDO O MUNICÍPIO FISCALIZAR E ARRECADAR O TRIBUTO ELE FICARÁ COM 100% DA RECEITA SE NÃO ARRECAR NEM COBRAR, RECEBERÁ APENAS 50% Base de cálculo: valor da terra nua CTN - Art. 30. A base do cálculo do imposto é o valor fundiário. image3.jpeg image4.png