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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS Instituto de Ciências Biológicas APOSTILA TEÓRICO-PRÁTICA DE ANATOMIA APLICADA À EDUCAÇÃO FÍSICA Coordenadora: Micena R. M. Alves e Silva 1 ! PROFESSORES: ▪ MICENA ROBERTA MIRANDA ALVES E SILVA (COORDENADORA DA DISCIPLINA) ▪ GISELLE FOUREAUX Este roteiro foi criado pelo Prof. Ezequiel Rubenstein (in memorian) e adaptado pela Prof.ª Micena, com o auxílio dos seguintes colaboradores: ▪ Marilda Luz de Andrade de Maria – Educadora Física e Doutora em Biologia Celular ▪ Robson Izoton – Graduando em Educação Física ANTES DE INICIAR SUA JORNADA, ATENTE PARA AS SEGUINTES REGRAS, PARA MELHOR APROVEITAR OS ESTUDOS: USO OBRIGATÓRIO: - Jaleco branco; - Calças compridas; - Calçado fechado; - Cabelos presos, quando longos; - Luvas, ao manipular peças com formol. É PROÍBIDO: - Fotografar as peças; - Alimentar-se; - Brincar com as peças; - Retirar peças anatômicas do laboratório. MANIPULE AS PEÇAS CUIDADOSAMENTE, evitando estragar as estruturas. Lembre-se de que este material será usado por outros alunos. 2 SUMÁRIO 1. ROTEIROS PRÁTICOS – ANATOMIA SISTÊMICA ................................................................. 3 2. MEMBRO INFERIOR – PARTE TEÓRICA ............................................................................... 5 3. MEMBRO INFERIOR – PARTE PRÁTICA ............................................................................. 13 4. MEMBRO SUPERIOR – PARTE TEÓRICA ........................................................................... 16 5. MEMBRO SUPERIOR – PARTE PRÁTICA............................................................................ 19 6. ANATOMIA FUNCIONAL DA COLUNA VERTEBRAL ........................................................... 22 7. ROTEIRO PRÁTICO DE ESTRUTURAS AXIAIS ................................................................... 28 8. ROTEIRO PRÁTICO PARA AULA DE SISTEMA RESPIRATÓRIO ....................................... 30 9. MECÂNICA RESPIRATÓRIA ................................................................................................. 31 10. ROTEIRO PRÁTICO DE MECÂNICA RESPIRATÓRIA ............................................................ 2 11. ROTEIRO PRÁTICO DE ABDOME .......................................................................................... 3 3 Você pode utilizar os marcadores de cada tópico para confirmar as estruturas e itens vistos. Visto Revisto 1. ROTEIROS PRÁTICOS – ANATOMIA SISTÊMICA 1.1. Roteiro Prático para aula de SISTEMA ESQUELÉTICO □ No esqueleto articulado relembre o conceito de posição anatômica □ Identifique as partes correspondentes ao esqueleto axial e ao esqueleto apendicular □ Identifique cintura escapular e pélvica □ Identifique os ossos constituintes do crânio: frontal, nasal, lacrimal, zigomático, maxila, mandíbula, parietal, temporal, esfenoide, etmoide, vômer, occipital, concha nasal superior, média e inferior □ Identifique os três tipos de vértebras (cervicais, torácicas e lombares) e suas características próprias de cada grupo (DE MODO GERAL) □ Identifique os tipos de ossos: longo, curto, plano, pneumático, irregular e sesamoides □ Identifique alguma das partes constituintes de um osso longo: epífise, diáfise e cavidade medular □ Identifique osso compacto e esponjoso □ Identifique os seguintes acidentes ósseos: incisura, sulco, fossa, forame, canal, meato, fissura, seio paranasal, côndilo, cabeça, tubérculo e trocanter 1.2. Roteiro Prático para aula de SISTEMA ARTICULAR □ Identifique fontanelas □ Identifique sindesmose tibiofibular, sínfise púbica, sínfise manubrioesternal e sincondrose xifo-esternal □ Identifique nas articulações sinoviais: cápsula articular, cavidade articular, cartilagem articular, ligamentos extracapsular e intracapsular □ Identifique menisco medial e lateral □ Identifique disco esternoclavicular e temporomandibular □ Realize os movimentos de flexão e extensão; abdução e adução; rotação medial e rotação lateral; circundução (Entenda os planos e Eixos de cada um desses movimentos). 1.3. Roteiro Prático para aula de SISTEMA MUSCULAR IDENTIFIQUE: □ Ventre muscular, tendão e aponeurose □ Fáscia muscular □ Músculo longo, largo e em leque □ Músculo unipenado e bipenado □ Músculo bíceps, tríceps e quadríceps □ Músculo policaudado □ Músculo digástrico e poligástrico 4 1.4. Roteiro Prático para aula de SISTEMA CIRCULATÓRIO 1.4.1. IDENTIFIQUE NO CORAÇÃO: □ Pericárdio fibroso ■ Pericárdio seroso (IDENTIFICAR PRECISAMENTE AS DUAS LÂMINAS) □ Lâmina parietal □ Lâmina visceral ou epicárdio □ Miocárdio □ Endocárdio □ Átrio esquerdo □ Átrio direito □ Ventrículo esquerdo □ Ventrículo direito □ Aurícula esquerda □ Aurícula direita □ Valva atrioventricular direita ou tricúspide □ Valva atrioventricular esquerda ou bicúspide □ Valva da aorta □ Valva do tronco pulmonar □ Músculos papilares □ Cordas tendíneas □ Septo interatrial □ Septo interventricular 1.4.2. IDENTIFIQUE OS VASOS: □ Artéria aorta □ Veia cava superior □ Veia cava inferior □ Artéria tronco pulmonar □ Artérias pulmonares □ Veias pulmonares □ Artérias coronárias direita e esquerda 1.5. Roteiro prático para aula de SISTEMA NERVOSO IDENTIFIQUE □ Foice do cérebro □ Tenda do cerebelo □ Foice do cerebelo □ Meninges: dura-máter, aracnoide e pia- máter □ Corpo caloso □ Telencéfalo □ Diencéfalo (tálamo e hipotálamo) □ Mesencéfalo, Ponte e Bulbo □ cerebelo □ Ventrículo lateral □ III Ventrículo □ IV Ventrículo □ Aqueduto cerebral ou do mesencéfalo □ Substância branca e cinzenta □ Núcleos da base □ Plexo braquial 5 2. MEMBRO INFERIOR – PARTE TEÓRICA 2.1. Ossos da cintura pélvica e do membro inferior O esqueleto é comumente dividido em duas partes principais: o esqueleto axial e o esqueleto apendicular. O esqueleto axial é formado pelo crânio, pela coluna vertebral, pelas costelas e pelo esterno, enquanto o esqueleto apendicular é formado pelos membros superiores (úmero, rádio, ulna e ossos da mão) e pelos membros inferiores (fêmur, tíbia, fíbula, patela e ossos do pé). As uniões entre o esqueleto axial e o esqueleto apendicular são realizadas pelas cinturas ou cíngulos. Unindo cada membro inferior ao esqueleto axial está o cíngulo do membro inferior (cintura pélvica), que na infância é formada pelos ossos ílio, ísquio e púbis, unidos por cartilagem. Durante a adolescência estes três ossos se fundem, formando um osso único, o osso do quadril. Para realizar um estudo proveitoso, faça uma leitura atenta do livro-texto observando suas figuras, bem como as do atlas e identifique, na peça óssea, os elementos descritos tendo como referência os citados no QUADRO 1. Procure sempre estudar o osso em sua posição anatômica. Para isso é necessário determinar a qual lado ele pertence. Não use lápis ou caneta para apontar os acidentes ósseos, evitando, assim, danificá-los. Utilize um palito, por exemplo. 2.2. Articulações do membro inferior Antes de iniciar o estudo das articulações do membro inferior, lembre-se que elas estão fixadas pelo formol, o que reduz a sua amplitude de movimentos em comparação com o vivente. Assim, não force as peças e observe em você mesmo ou em um colega a amplitude in vivo. Não se limite a identificar as estruturas relacionadas na seção 3.2. Analise a forma das superfícies articulares, pense sobre o grau de congruência destas e sobre os mecanismos de estabilização. Faça sempre as classificações morfológica e funcional das articulações estudadas. Os ligamentos capsulareslateral do esterno apresentam variações com relação à presença ou não de uma cavidade articular. Na articulação da 1ª costela, a cartilagem costal está firmemente fixada ao manúbrio, formando, portanto, uma juntura cartilaginosa, do tipo sincondrose. Da 2ª à 7ª costelas as junturas são sinoviais planas. Contudo, existem muitas variações, podendo até a cavidade articular desaparecer, tal a quantidade de fibrocartilagem presente nestes casos. Das junturas do esterno, a articulação manubrioesternal é exemplo de juntura cartilaginosa, do tipo sínfise, sendo que a compressibilidade da matriz cartilaginosa a torna resistente e flexível, enquanto a articulação xifoesternal, também é cartilaginosa (tipo sincondrose), mas já no adulto jovem começa a ossificar-se. A maioria das costelas se articula com a coluna vertebral em dois pontos: a articulação costovertebral (sinovial plana), entre a cabeça da costela e as fóveas costais superior e inferior dos corpos de duas vértebras adjacentes e a articulação costotransversal, entre o tubérculo da costela e a fóvea costal transversal do processo transverso da vértebra correspondente. Na articulação costovertebral, sinovial, envolvida pela cápsula articular, a cavidade articular é dividida em duas, superior e inferior, pela presença de um ligamento intra-articular, curto, situado horizontalmente, que vai da cabeça da costela para o disco intervertebral. A cápsula articular está reforçada anteriormente, pelo ligamento radiado. A articulação costotransversal, também sinovial, é revestida por uma cápsula articular que é espessa, inferiormente, mas delgada nas outras porções. Os ligamentos costotransversais próprio, lateral e superior reforçam a articulação. 2 A forma das superfícies articulares do tubérculo e do processo transverso determina o movimento que a costela pode realizar. Assim, as facetas articulares da 1ª à 6ª costelas acomodam-se em fóveas caliciformes e profundas nos processos transversos, o que obriga o tubérculo a girar em torno do eixo que une as articulações costovertebral e costotransversal e descrever uma rotação de sentido inferior (portanto, trata-se de uma sinovial trocoide), a qual, devido à obliquidade craniocaudal da costela, eleva a sua extremidade anterior. Este movimento é conhecido como “braço de bomba” e aumenta o diâmetro anteroposterior do tórax. Já da 7ª à 10ª costelas (as 11ª e 12ª costelas não possuem tubérculo e, portanto, não têm articulações costotransversais) as facetas articulares destas e dos respectivos processos transversos são planas, o que leva o tubérculo costal a se deslocar superior e inferiormente sobre o processo transverso, ao longo de um eixo que vai da articulação costovertebral à articulação esternocondral ou intercondral. Este movimento, associado à obliquidade das costelas, faz com todo o arco costal se mova lateralmente, aumentando assim o diâmetro laterolateral do tórax e é tradicionalmente conhecido como “alça de balde”, por lembrar o movimento de uma alça de balde em torno de suas dobradiças. Enquanto estes movimentos provocam aumentos anteroposteriores e laterolaterais, a contração do diafragma, retificando suas cúpulas e deslocando-o no sentido da cavidade abdominal, aumenta o diâmetro longitudinal do tórax. Este é o principal aumento dos diâmetros torácicos, sendo que a inspiração tranquila é feita basicamente às custas do diafragma (ENTRETANTO, não se esqueça de que o movimento realizado nas articulações costotransversais é feito à custa dos intercostais externos). Do nascimento aos sete anos de vida as costelas vão progressivamente adquirindo sua obliquidade, de tal forma que dentro deste período de vida, a inspiração, tranquila ou não, depende quase exclusivamente dos movimentos do M. diafragma. Quando cessa a contração dos músculos que elevam as costelas e a do diafragma, termina a inspiração. Segue-se então a expiração, por ascensão do diafragma e retração elástica da parede torácica e dos pulmões. A expiração é, assim, um fenômeno passivo. No entanto, na expiração forçada, os intercostais internos se contraem, embora seja mais importante a ação dos músculos da parede abdominal. Do mesmo modo, na inspiração forçada, músculos acessórios podem estar ativos como os escalenos e os esternocleidomastóideos. Existem diversas opiniões com relação a participação dos músculos intercostais nos movimentos das costelas. A posição dos intercostais externos sugere que eles elevam as costelas, enquanto que os intercostais internos as abaixam. Contudo, parece que estas não seriam suas ações mais importantes. Os intercostais externos e internos teriam função estabilizadora, transmitindo, durante a inspiração, uma tração regular de costela a costela, evitando assim o colapso dos espaços intercostais. Durante a expiração, quando a pressão intratorácica vai subindo, a musculatura costal evitaria o abaulamento dos tecidos intercostais. Os Mm. escalenos e esternocleidomastóideos por sua ação de elevar a porção mais superior do tórax, também parecem ser mais importantes do que afirma a descrição tradicional. Por outro lado, parece certo que a ação de vários músculos que se inserem nas costelas, durante a respiração, é desprezível. 10. ROTEIRO PRÁTICO DE MECÂNICA RESPIRATÓRIA IDENITFIQUE: □ Mm. intercostais internos □ Mm. intercostais externos Observe novamente todos os acidentes anatômicos das costelas, vértebras e esterno. 3 □ Diafragma □ Centro tendíneo □ Hiato aórtico □ Hiato esofágico □ Forame da veia cava inferior □ Pleura parietal □ Pleura visceral ■ Pulmão esquerdo □ Lobo superior □ Lobo inferior □ Fissura oblíqua ■ Pulmão direito □ Lobo superior □ Lobo médio □ Lobo inferior □ Fissura oblíqua □ Fissura horizontal 11. ROTEIRO PRÁTICO DE ABDOME IDENITFIQUE: □ M. oblíquo externo do abdome – ligamento inguinal □ M. oblíquo interno do abdome □ M. transverso do abdome □ M. reto do abdome – ventre muscular e intersecções tendíneas □ Lâmina anterior da bainha do M. reto do abdome □ Lâmina posterior da bainha do M. reto do abdome □ Linha alba □ Linha semilunar □ Linha arqueada □ Lig. arqueado medial □ Lig. arqueado lateral □ M. psoas maior □ M. psoas menor □ M. ilíaco □ M. quadrado lombar □ Aponeurose toracolombar Verificar novamente o M. diafragma e suas estruturas.descritos nos livros-texto nem sempre são de fácil visualização nas peças disponíveis, pois são áreas mais espessadas da cápsula articular, não tendo, portanto, limites nítidos. 2.2.1. ARTICULAÇÃO DO QUADRIL – Articulação sinovial do tipo esferoide. ■ Faces articulares: Cabeça redonda do fêmur com o acetábulo em forma de taça. A profundidade do acetábulo é aumentada pelo lábio do acetábulo e pelo Lig. Transverso do acetábulo. ■ Cápsula fibrosa: Estende-se desde o acetábulo e Lig. transverso do acetábulo até o colo do fêmur. Anteriormente, ela se fixa na linha intertrocantérica do fêmur e raiz do trocanter maior. Posteriormente ela atravessa o colo, fixando-se acima da crista intertrocantérica. As fibras mais profundas da cápsula apresentam um trajeto circular em torno do colo do fêmur, formando a zona orbicular. Isso ajuda a tensionar a cápsula e manter a cabeça do fêmur no acetábulo. ! 6 ■ Ligamentos: Em alguns lugares observa-se um espessamento da cápsula, formando-se assim os ligamentos. Lig. iliofemoral – em forma de Y invertido, e se estende da espinha ilíaca anteroinferior até a linha intertrocantérica, impedindo a hiperextensão do quadril. Lig. pubofemoral – reforça anterior e inferiormente a cápsula, estendendo-se da crista obturatória do púbis para fundir-se com a cápsula fibrosa. Impede abdução excessiva da articulação do quadril. Lig. isquiofemoral – apresenta contorno espiralado. Estende-se da parte isquiática da margem do acetábulo para se fixar no trocanter maior. Impede a hiperextensão. Lig. da cabeça do fêmur – não apresenta muita importância no reforço da articulação do quadril. Suas fibras dirigem da incisura semilunar e Lig. transverso do acetábulo até a fóvea da cabeça do fêmur. 2.2.2. ARTICULAÇÃO DO JOELHO – Articulação sinovial do tipo condilar. ■ Faces articulares: São consideradas 3 articulações envolvidas nessa articulação do joelho: entre côndilos mediais do fêmur e a tíbia; entre côndilos laterais do fêmur e a fíbula; entre patela e fêmur. A estabilidade dessa articulação depende da força e das ações dos músculos adjacentes e seus tendões e dos Ligg. que conectam fêmur e tíbia, sendo que o músculo mais importante que contribui para a estabilidade é o quadríceps femoral. ■ Cápsula articular: É fina e deficiente em algumas áreas. Fixa-se proximal às margens articulares dos côndilos (anteriormente) e fossa intercondilar (posteriormente) e distal na margem articular da tíbia, exceto onde o M. poplíteo cruza o osso. ■ Ligamentos extracapsulares da articulação do joelho – reforçam a cápsula externamente: Ligamento da patela – é forte e resistente. Representa a parte distal do tendão do quadríceps femoral. Estende-se do ápice e margens adjacentes da patela até tuberosidade da tíbia, ajudando a reforçar a cápsula anteriormente. Ligamento colateral fibular – dirige-se do epicôndilo lateral do fêmur até a face lateral da cabeça da fíbula. É separado do menisco lateral pelo tendão do M. poplíteo. Ligamento colateral tibial – dirige-se do epicôndilo medial do fêmur até côndilo medial da tíbia. Suas fibras se prendem ao menisco medial. Ele é mais fraco que o colateral fibular. 7 Ligamento poplíteo oblíquo – é uma continuação do tendão do M. semimembranáceo. Estende- se do côndilo medial da tíbia, dirigindo-se superior e lateralmente para fundir com a cápsula fibrosa. Ligamento poplíteo arqueado – estende-se da face posterior da cabeça da fíbula, segue superior e medialmente, passando sobre o tendão do M. poplíteo para fixar-se na parte posterior da cápsula fibrosa. ■ Ligamentos intracapsulares da articulação do joelho – reforçam a cápsula internamente: Ligamentos cruzados – cruzam a articulação, mas não estão dentro da cavidade articular, sendo separadas dela por membrana sinovial. Ligamento cruzado anterior (LCA) – estende-se da área intercondilar anterior, seguindo lateral e posteriormente para se fixar no côndilo lateral do fêmur. Esse ligamento fica tenso quando está estendido, impedindo o deslocamento anterior da tíbia sobre o fêmur, ou o deslocamento posterior do fêmur sobre a tíbia. Dessa forma, ele impede a hiperextensão. Ligamento cruzado posterior (LCP) – Origina-se da área intercondilar posterior, passando acima e anteriormente do lado medial do LCA para se fixar no côndilo medial do fêmur. Durante a flexão, ele é estirado e impede o deslocamento posterior da tíbia sobre o fêmur (ou o deslocamento anterior do fêmur sobre a tíbia). Meniscos – situam-se sobre as faces articulares da tíbia, aprofundando-as e amortecendo choques. São fixados às áreas intercondilares nas suas extremidades. Suas margens externas fixam-se à cápsula fibrosa da articulação. Menisco medial – em forma de C, é mais alargado posteriormente. Sua extremidade anterior se prende à área intercondilar anteriormente ao LCA. Sua extremidade posterior se fixa na área intercondilar posterior, anteriormente ao LCP. Está preso ao Lig. Colateral tibial. Menisco lateral – quase circular, menor e mais móvel que o medial. Ligamento transverso do joelho – une as margens anteriores dos meniscos, permitindo que se movam juntos durante os movimentos do joelho. Ligamento meniscofemoral posterior – une menisco lateral ao côndilo medial do fêmur e ao LCP. 2.2.3. ARTICULAÇÃO TIBIOFIBULAR PROXIMAL – Articulação sinovial plana. ■ Faces articulares: Face articular fibular e face articular da cabeça da fíbula. ■ Cápsula: Prende-se nas margens das faces articulares. É reforçada por ligamentos: 8 Lig. Anterior da cabeça da fíbula – estende-se da face anterior da cabeça da fíbula e se dirige para a face anterior o côndilo lateral da tíbia. Lig. Posterior da cabeça da fíbula – estende-se da face posterior da cabeça da fíbula para a parte posterior do côndilo lateral da tíbia. 2.2.4. ARTICULAÇÃO TIBIOFIBULAR DISTAL – Articulação fibrosa (sindesmose) – Importante para estabilidade da articulação talocrural. ■ Faces articulares: Face medial da extremidade inferior da fíbula e incisura fibular. A articulação é reforçada pelos ligamentos tibiofibulares anterior e posterior e também pela membrana interóssea (sindesmose). 2.2.5. ARTICULAÇÃO TALOCRURAL – Articulação sinovial do tipo gínglimo. ■ Faces articulares: Extremidades distais da tíbia (face articular inferior e face articular do maléolo), fíbula (face articular do maléolo) e tróclea do tálus. A parte anterior da tróclea é mais alargada, com isso o aperto sobre a tróclea é mais forte na dorsiflexão. Já no movimento de flexão plantar, o encaixe não é feito como na maneira anterior, pois a parte posterior da tróclea é mais estreita, logo ocorre um encaixe mais adequado entre as estruturas. Devido a isso, a maioria das lesões do tornozelo ocorre no movimento de flexão plantar. A cápsula é fina, porém sustentada pelos ligamentos colateral lateral (mais fraco) e colateral medial (mais forte). 2.3. Músculos do membro inferior ■ Ao iniciar o estudo dos músculos do membro inferior, lembre-se de: ▪ Procurar ter uma visão global da peça de sua mesa. ▪ Identificar no esqueleto articulado as origens e inserções de cada músculo estudado. Dessa forma, você entenderá qual a função de cada um. ▪ Observe sempre as peças dos outros grupos e compare-as com as da sua mesa. ▪ Manipule as peças sempre com cuidado. 2.3.1. FÁSCIA DO MEMBRO INFERIOR Cada músculo possui sua fáscia de revestimento. No membro inferior, além destas fáscias individuais, toda a massa muscular está envolvida por um invólucro fascial, que a subdivide em grupos funcionais. Embora seja uma estrutura única, conforme a região do membro possui características peculiares e, às vezes, recebe nomes próprios. Assim, a fáscia da coxa, espessa e resistente é denominada fáscia lata; nas demaisregiões não tem nome próprio: na região glútea é a fáscia glútea (embora alguns a denominem erroneamente de aponeurose glútea), na perna e no pé é a fáscia da perna e do pé. 9 Na maioria das peças só estão presentes restos da fáscia lata, de forma que seu estudo é mais teórico que prático. Contudo, é possível a identificação do trato iliotibial e do músculo tensor da fáscia lata. Da fáscia lata partem septos que subdividem a massa muscular da coxa em grupos funcionais. São eles os septos intermusculares lateral e medial. Estude-os na teoria e faça um esquema mostrando sua disposição. Na perna, os septos intermusculares são de disposição espacial mais complexa que a da coxa. 2.3.2. REGIÃO ANTERIOR DA COXA Ainda na pelve identifique os músculos psoas maior e ilíaco. Observe que ao passarem para a coxa eles se unem, formando uma unidade anatômica e funcional, o músculo iliopsoas. Identifique, também, o músculo pectíneo, situado na porção medial da raiz da coxa. Entre a espinha ilíaca anterossuperior e o tubérculo púbico existe uma estrutura denominada de ligamento inguinal, que é a borda inferior da aponeurose de inserção do músculo oblíquo externo do abdome. Na maioria das peças ele está ausente, mas você pode substituí-lo, para as finalidades deste estudo, por um barbante estirado entre os dois pontos ósseos de referência. O ligamento inguinal será visto com mais detalhes quando do estudo dos músculos do tronco. Note que entre o ligamento inguinal anteriormente e o músculo iliopsoas posteriormente existem “espaços” vazios que são denominados de compartimentos. O “espaço” ocupado pelo músculo iliopsoas e pelo nervo femoral, o qual passa entre as partes ilíaca e psoas maior do músculo iliopsoas, é o compartimento muscular. O outro “espaço”, denominado de compartimento vascular está situado entre o músculo iliopsoas, lateralmente e o músculo pectíneo, medialmente e contém a bainha femoral e seu conteúdo. Qual é o conteúdo da bainha femoral? _______________________________________________________ _______________________________________________________ Identifique, a seguir, os seguintes músculos: M. reto femoral M. vasto lateral M. vasto medial M. vasto intermédio M. sartório M. tensor da fáscia lata M. pectíneo M. iliopsoas 2.3.3. REGIÃO MEDIAL DA COXA Identifique os seguintes músculos: M. grácil M. adutor longo M. adutor curto M. adutor magno M. obturador externo Agora que as regiões medial e anterior da coxa foram vistas, você pode delimitar o trígono femoral e o canal adutor (ou subsartorial). Identifique, no músculo adutor magno, o hiato tendíneo. Qual a importância funcional destas estruturas? ? Os quatro primeiros Mm. formam, em conjunto, o músculo quadríceps femoral (ou da coxa). Qual dos componentes do quadríceps é biarticular? O que você pode deduzir deste fato? 1 0 2.3.4. REGIÃO GLÚTEA Na peça do seu grupo, o músculo glúteo máximo foi rebatido a partir de suas origens no sacro e na crista ilíaca. Se ele não estiver em sua posição, recoloque-o e observe que ele não recobre totalmente o músculo glúteo médio, que lhe é anterior (lembre-se da posição de descrição anatômica). Mobilize o músculo glúteo máximo lateralmente e identifique: M. glúteo médio M. glúteo mínimo M. piriforme M. gêmeo superior M. gêmeo inferior tendão de inserção do músculo obturador interno M. quadrado femoral (ou da coxa) A mobilização do músculo glúteo médio permite a identificação do músculo glúteo mínimo, enquanto a mobilização do músculo quadrado femoral permite a identificação do ventre do músculo obturador externo. Existem peças nas quais foram preservados os ligamentos sacrotuberal e sacroespinal. 2.3.5. REGIÃO POSTERIOR DA COXA Identifique, de lateral para medial, os seguintes músculos: M. bíceps femoral (ou da coxa), com suas cabeças longa e curta M. semitendíneo M. semimembranáceo 2.3.6. FOSSA POPLÍTEA, PERNA E PÉ Identifique os limites e o assoalho da fossa poplítea. Observe o músculo gastrocnêmio, com suas cabeças lateral e medial, o músculo poplíteo e o músculo plantar. Na região posterior da perna identifique: M. gastrocnêmio (cabeça medial e cabeça lateral) M. sóleo M. plantar M. flexor longo do hálux M. flexor longo dos dedos M. tibial posterior M. poplíteo Na região anterior da perna, identifique de medial para lateral, os seguintes músculos: M. tibial anterior M. extensor longo do hálux M. extensor longo dos dedos Identifique o retináculo dos extensores. Na região lateral da perna reconheça os músculos fibulares longo e curto, bem como os retináculos dos fibulares e dos flexores (estes mais posteriormente). Qual a importância funcional dos retináculos? Estes três primeiros compreendem os músculos superficiais do compartimento posterior. Estes quatro últimos são os músculos profundos do compartimento posterior da perna. 1 1 2.4. Vasos do membro inferior 2.4.1. ARTÉRIAS DA COXA Observe na sua peça que a aorta, ainda no abdome, bifurca-se nas artérias ilíacas comuns direita e esquerda. Cada artéria ilíaca comum, por sua vez, bifurca-se em artérias ilíacas externa e interna. A continuação da artéria ilíaca externa, distalmente ao ligamento inguinal, recebe o nome de artéria femoral e é a principal artéria do membro inferior. A partir da artéria femoral surgem alguns ramos. Em uma distância variável de sua origem (um a cinco centímetros) a artéria femoral emite seu principal ramo, a artéria femoral profunda, principal responsável pela irrigação da região posterior da coxa. Geralmente, a partir da a. femoral profunda são originadas as artérias circunflexas (mas elas também podem ser ramos da própria a. femoral). Elas envolvem a coxa, comunicam-se umas com as outras, suprindo os músculos da coxa e extremidade proximal do fêmur. A artéria circunflexa medial do fêmur passa posteriormente ao músculo pectíneo, fornecendo o maior suprimento sanguíneo para a cabeça e colo do fêmur. Em caso de fratura de colo do fêmur é essa artéria que sofre laceração. Em seu trajeto ela segue posterior ao pectíneo e ao iliopsoas, alcançando a parte posterior da coxa. A artéria circunflexa lateral do fêmur segue em direção lateral, profundamente ao sartório e ao reto femoral, onde ela se divide em vários ramos para suprir cabeça do fêmur e músculos na porção lateral da coxa. Com a peça novamente em visão anterior, observe que a artéria femoral emite diversos ramos musculares (cortados) em seu trajeto pelo canal adutor, penetrando, a seguir, no hiato tendíneo do músculo adutor magno. A artéria femoral, juntamente com a veia femoral e nervos, caminham pelo canal dos adutores – um túnel fascial, existente na coxa, que segue do trígono femoral para o hiato dos adutores no músculo adutor magno. Esse canal fornece uma passagem intermuscular para que os vasos femorais possam alcançar, dessa maneira, a fossa poplítea. Coloque a peça em visão posterior e reconheça o hiato tendíneo do músculo adutor magno, que se trata de uma abertura na inserção aponeurótica distal do músculo adutor magno, e que dá passagem à artéria e veias femorais do canal dos adutores para a fossa poplítea. A partir daí a artéria femoral passa a ser chamada de artéria poplítea. 2.4.2. ARTÉRIAS DA FOSSA POPLÍTEA, DA PERNA E DO PÉ Ao penetrar pelo arco tendíneo do músculo sóleo ou, às vezes, imediatamente antes, a artéria poplítea emite a artéria tibial anterior e continua-se como tronco tibiofibular, o qual, após um curto trajeto, ramifica-se em artéria tibial posterior (medial e, em geral, mais calibrosa) e artéria fibular (lateral e, em geral, menos calibrosa, sendo considerada ramo da tibial posterior). Pode ocorrer que o tronco tibiofibular não exista. Nestes casos, a artéria poplítea trifurca-se nas artériastibial anterior, tibial posterior e fibular. A artéria tibial anterior atravessa, de posterior para anterior, a membrana interóssea e tem seu trajeto anterior entre os músculos tibial anterior e extensor longo do hálux, sendo responsável pela irrigação dos músculos situados no compartimento anterior da perna. Ao passar pelo nível da articulação talocrural (nível este dado por uma linha imaginária entre os pontos médios dos maléolos medial e lateral), ela muda de nome para artéria dorsal do pé. 1 2 A artéria tibial posterior bifurca-se, em geral, a meia distância entre o maléolo medial e a projeção do calcâneo, em artérias plantares medial e lateral. Tanto a artéria tibial posterior quanto a artéria fibular são responsáveis pelo suprimento sanguíneo do compartimento posterior da perna. O compartimento lateral não possui uma artéria própria para sua nutrição, sendo sua irrigação realizada por ramos provenientes das artérias tibial anterior e fibular. 1 3 3. MEMBRO INFERIOR – PARTE PRÁTICA 3.1. Ossos e acidentes ósseos do membro inferior – QUADRO 1 OSSO DO QUADRIL □ Forame obturado □ Acetábulo □ Fossa do acetábulo □ Incisura do acetábulo □ Face semilunar □ Corpo do ílio □ Asa do ílio □ Linha arqueada □ Crista ilíaca □ Espinha ilíaca anterossuperior □ Espinha ilíaca anteroinferior □ Espinha ilíaca posterossuperior □ Espinha ilíaca posteroinferior □ Linhas glúteas anterior, inferior e posterior □ Fossa ilíaca □ Face glútea □ Face sacropélvica □ Face auricular □ Tuberosidade ilíaca □ Corpo do ísquio □ Ramo do ísquio □ Túber isquiático □ Espinha isquiática □ Incisura isquiática maior □ Incisura isquiática menor □ Corpo do púbis □ Face sinfisial □ Crista púbica □ Linha pectínea □ Tubérculo púbico □ Eminência iliopúbica □ Ramo inferior do púbis □ Ramo superior do púbis □ Crista obturatória □ Sulco obturatório FÊMUR □ Epífise □ Diáfise □ Cabeça do fêmur □ Fóvea da cabeça do fêmur □ Colo do fêmur □ Trocanter maior □ Trocanter menor □ Linha intertrocantérica □ Fossa trocantérica □ Crista intertrocantérica □ Linha áspera □ Lábio medial da linha áspera □ Lábio lateral da linha áspera □ Linha pectínea □ Tuberosidade glútea □ Face poplítea □ Linha supracondilar medial □ Linha supracondilar lateral □ Côndilo lateral □ Côndilo medial □ Face patelar □ Fossa intercondilar □ Tubérculo adutor □ Epicôndilo medial □ Epicôndilo lateral PATELA □ Ápice e base □ Face anterior □ Faces articulares para os côndilos lateral e medial do fêmur TÍBIA □ Face articular superior □ Côndilo medial □ Côndilo lateral □ Eminência intercondilar □ Tubérculo intercondilar lateral □ Tubérculo intercondilar medial □ Área intercondilar anterior □ Área intercondilar posterior □ Face articular fibular □ Tuberosidade da tíbia □ Margem interóssea □ Linha do músculo sóleo □ Maléolo medial □ Face articular do maléolo □ Incisura fibular □ Face articular inferior FÍBULA □ Cabeça da fíbula □ Face articular da cabeça da fíbula □ Ápice da cabeça da fíbula □ Colo □ Corpo □ Margem interóssea □ Maléolo lateral □ Face articular do maléolo □ Fossa do maléolo lateral PÉ ARTICULADO □ Calcâneo □ Tálus □ Tróclea do tálus □ Cuboide □ Cuneiformes lateral, intermédio e medial □ Navicular □ Metatarsais □ Falanges proximal, média e distal □ Ossos sesamoides 1 4 3.2. Articulações do membro inferior 3.2.1. ARTICULAÇÃO COXOFEMORAL □ Lábio do acetábulo □ Lig. transverso do acetábulo □ Lig. da cabeça do fêmur □ Lig. iliofemoral □ Lig. isquiofemoral □ Lig. pubofemoral 3.2.2. ARTICULAÇÃO DO JOELHO □ Cápsula articular □ Lig. colateral tibial □ Lig. colateral fibular □ Lig. da patela □ Menisco lateral □ Menisco medial □ Lig. transverso do joelho □ Lig. cruzado anterior □ Lig. cruzado posterior □ Lig. meniscofemoral posterior 3.2.3. ARTICULAÇÃO TIBIOFIBULAR PROXIMAL □ Lig. anterior da cabeça da fíbula □ Lig. posterior da cabeça da fíbula 3.2.4. ARTICULAÇÃO TIBIOFIBULAR DISTAL □ Lig. tibiofibular anterior □ Lig. tibiofibular posterior □ Membrana interóssea 3.2.5. ATICULAÇÃO TALOCRURAL ■ Lig. colateral lateral (IDENTIFICAR CADA LIG. SEPARADAMENTE) □ Lig. Calcaneofibular □ Lig. Talofibular anterior □ Lig. Talofibular posterior ■ Lig. colateral medial (ESTE LIGAMENTO, BEM COMO AS SUAS PARTES, SERÁ OBJETO APENAS DE ESTUDO TEÓRICO) ▪ Lig. Tibionavicular ▪ Lig. Tibiotalar anterior ▪ Lig. Tibiotalar posterior ▪ Lig. Tibiocalcâneo Observe também: □ Cápsula articular □ Cavidade articular □ Lig. da cabeça do fêmur É importante estudar também: ■ Cápsula articular ■ Cavidade articular ■ Porção intracapsular do tendão do M. poplíteo 1 5 3.3. Músculos do membro inferior e região glútea 3.3.1. MÚSCULOS ANTERIORES DA COXA □ Pectíneo □ Iliopsoas □ Tensor da fáscia lata □ Sartório ■ Quadríceps femoral (IDENTIFICAR PRECISAMENTE AS SUAS PARTES) □ Reto femoral □ Vasto medial □ Vasto intermédio □ Vasto lateral 3.3.2. MÚSCULOS MEDIAIS DA COXA □ Adutor longo □ Adutor curto □ Adutor magno □ Grácil 3.3.3. MÚSCULOS GLÚTEOS □ Glúteo máximo □ Glúteo médio □ Glúteo mínimo □ Piriforme □ Gêmeo superior □ Obturador interno □ Gêmeo inferior □ Quadrado femoral 3.3.4. MÚSCULOS POSTERIORES DA COXA □ Semitendíneo □ Semimembranáceo ■ Bíceps femoral (IDENTIFICAR PRECISAMENTE AS SUAS PARTES) □ Cabeça longa □ Cabeça curta 3.4. Vasos do membro inferior □ A. ilíaca comum □ A. ilíaca externa □ A. ilíaca interna □ A. femoral □ A. femoral profunda □ A. circunflexa medial □ A. circunflexa lateral □ A. poplítea □ Tronco tibiofibular □ A. tibial anterior □ A. tibial posterior □ A. fibular □ V. femoral □ V. poplítea □ V. safena magna 3.5. Nervos do membro inferior e região glútea □ N. ilioinguinal □ N. ílio-hipogástrico □ N. genitofemoral □ N. cutâneo lateral da coxa □ N. femoral (identificar ramos musculares e N. safeno) □ N. obturatório □ N. cutâneo posterior da coxa □ N. glúteo superior □ N. glúteo inferior □ N. isquiático □ N. cutâneo medial da sura □ N. cutâneo lateral da sura □ N. sural □ N. fibular comum □ N. fibular profundo □ N. fibular superficial □ N. tibial 1 6 4. MEMBRO SUPERIOR – PARTE TEÓRICA 4.1. Ossos da cintura escapular e do membro superior Faça uma leitura atenta do livro-texto observando suas figuras, bem como as do atlas e identifique, na peça óssea, os elementos citados no QUADRO 2. Procure sempre estudar o osso em sua posição anatômica. Para isso é necessário determinar a qual lado ele pertence. Não use lápis ou caneta para apontar os acidentes ósseos, evitando, assim, danificá-los. Utilize um palito, por exemplo. Procure sempre estudar o osso em sua posição anatômica. Para isso é necessário determinar a qual lado ele pertence. Não use lápis ou caneta para apontar os acidentes ósseos, evitando, assim, danificá-los. Utilize um estilete ou um palito. 4.2. Articulações do membro superior Antes de iniciar o estudo das articulações do membro inferior, lembre-se que elas estão fixadas pelo formol, o que reduz a sua amplitude de movimentos em comparação com o vivente. Assim, não force as peças e observe em você mesmo ou em um colega a amplitude in vivo. Analise a forma das superfícies articulares, pense sobre o grau de congruência destas e sobre os mecanismos de estabilização. Faça sempre as classificações morfológica e funcional das articulações estudadas. O principal mecanismo de estabilização da articulação escapuloumeral é chamado de “manguito rotador”. O que é e quais são seus componentes? ______________________________________________________________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ Porque o Lig. colateral radial não se prende ao rádio? ______________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ O que é supinação e pronação? ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ As demais articulações do membro superior serão objeto somente de estudo teórico. ! ? 1 7 4.3. Músculos do membro superior ■ Ao iniciar o estudo dos músculos do membro inferior, lembre-se de: ▪ Procurar ter uma visão global da peça de sua mesa. ▪ Identificar no esqueleto articulado as origens e inserções de cada músculo estudado. Dessa forma, você entenderá qual a função de cada um. ▪ Observe sempre as peças dos outros grupos e compare-as com as da sua mesa. ▪ Manipule as peças sempre com cuidado. 4.3.1. FÁSCIA DO MEMBRO SUPERIOR Cada músculo possui sua fáscia de revestimento. No membro superior, além destas fáscias individuais, toda a massa muscular está envolvida por um invólucro fascial, que a subdivide em grupos funcionais. Esta fáscia do membro é contínua com a da cintura escapular e com a da região peitoral. Nas peças disponíveis, a fáscia do membro superior foi retirada, em sua maior extensão, para expor estruturas a ela subjacentes. Seu estudo, portanto, é mais teórico que prático. Na maioria das peças os retináculos flexor e extensor estão presentes e devem ser identificados. 4.3.2. MM. DO OMBRO E DO DORSO RELACIONADOS AO MEMBRO SUPERIOR A peça do seu grupo pode não ter preservado todas as relações anatômicas e/ou não apresentar em sua totalidade os músculos trapézio, grande dorsal, serrátil anterior, romboides maior e menor e levantador da escápula. Estude-os teoricamente e veja-os na mesa neutra. Também na mesa neutra, observe a peça com o músculo trapézio rebatido e veja como o músculo grande dorsal se insere na face medial do úmero. Estude agora o músculo deltoide, que está rebatido parcialmente. Identifique suas porções e veja como ele determina o contorno do ombro. Profundamente ao músculo deltoide estão os músculos supraespinal, infraespinal, redondo menor e redondo maior (observe como o tendão de inserção do músculo redondo maior situa-se próximo ao tendão de inserção do músculo grande dorsal). Os músculos redondos maior e menor juntamente com o úmero delimitam um espaço de formato triangular, o qual é subdividido pela cabeça longa do músculo tríceps braquial em espaços quadrangular (mais lateral) e triangular (mais medial). Identifique os músculos subescapular, serrátil anterior, peitoral maior e peitoral menor. Estes s, devido à dissecação, não tiveram preservadas suas relações com a parede torácica. 4.3.3. MÚSCULOS DO BRAÇO; FOSSA CUBITAL Identifique, anteriormente, os seguintes músculos: M. bíceps braquial – cabeças curta e longa; M. braquial; M. coracobraquial. Examine as cabeças do M. bíceps braquial e determine qual é a longa e qual é a curta. O tendão de inserção do M. bíceps braquial é recoberto anteriormente por um espessamento da fáscia muscular, a aponeurose bicipital, que está ausente da sua peça. 1 8 Na região posterior do braço, o único músculo existente é o M. tríceps braquial. Identifique suas três cabeças (longa, lateral e medial). Coloque a peça novamente em visão anterior. Reconheça a fossa cubital e identifique os músculos pronador redondo e braquiorradial, que formam os limites medial e lateral da fossa. 4.3.4. MÚSCULOS DO ANTEBRAÇO A identificação dos músculos do antebraço deve ser feita pelos seus tendões de inserção, já que grande número destes músculos possui uma origem comum, o que torna difícil a identificação inicial pelo ventre. Após identificar o tendão, tente identificar o ventre muscular correspondente. Na região anterior do antebraço, identifique: M. pronador redondo M. flexor radial do carpo M. palmar longo M. flexor ulnar do carpo M. flexor superficial dos dedos M. flexor profundo dos dedos M. flexor longo do polegar M. pronador quadrado Na região posterior do antebraço, identifique: M. braquiorradial M. extensor radial longo do carpo M. extensor radial curto do carpo M. extensor dos dedos M. extensor do dedo mínimo M. extensor ulnar do carpo M. abdutor longo do polegar M. extensor curto do polegar M. extensor longo do polegar M. extensor do indicador Identifique a tabaqueira anatômica. Quais são seus limites? _________________________________________________ ___________________________________________________ Observe como diversos destes músculos tem origem na membrana interóssea. Qual outra função pode ser atribuída a ela? ? 1 9 5. MEMBRO SUPERIOR – PARTE PRÁTICA 5.1. Ossos e acidentes ósseos da cintura escapular e do MS – QUADRO 2 CLAVÍCULA □ Extremidade esternal □ Face articular esternal □ Extremidade acromial □ Face articular acromial □ Sulco do músculo subclávio □ Tubérculo conoide □ Linha trapezoide □ Impressão do ligamento costoclavicular ESCÁPULA □ Espinha da escápula □ Acrômio □ Processo coracoide □ Fossa subescapular (face costal) □ Margem lateral □ Margem medial □ Margem superior □ Ângulos superior e inferior □ Colo da escápula □ Cavidade glenoidea □ Tubérculo infraglenoidal □ Tubérculo supraglenoidal □ Fossa infraespinal □ Fossa supraespinal ÚMERO □ Cabeça do úmero □ Colo anatômico □ Tubérculos maior e menor □ Sulco intertubercular □ Epicôndilos medial e lateral □ Colo cirúrgico □ Crista do tubérculo maior □ Crista do tubérculo menor □ Tuberosidade deltoidea □ Sulco do nervo radial □ Sulco do nervo ulnar □ Cristas supraepicondilares medial e lateral □ Capítulo □ Tróclea □ Fossa radial □ Fossa coronoide □ Fossa do olécrano ULNA □ Olécrano □ Processo coronoide □ Incisura troclear □ Tuberosidade da ulna □ Crista do músculo supinador □ Incisura radial □ Margem interóssea □ Cabeça da ulna □ Processo estiloide □ Circunferência articular RÁDIO □ Cabeça do rádio □ Fóvea articular □ Circunferência articular □ Colo do rádio □ Tuberosidade do rádio □ Margem interóssea □ Incisura ulnar □ Face articular carpal MÃO ARTICULADA □ Escafoide □ Semilunar □ Piramidal □ Pisiforme □ Trapézio □ Trapezoide □ Capitato (grande osso) □ Hamato (uncinado) □ Metacárpicos □ Falanges proximal, média e distal 5.2. Articulações da cintura escapular e do membro superior 5.2.1. ARTICULAÇÃO ESTERNOCLAVICULAR □ Disco articular □ Lig. esternoclavicular anterior □ Lig. esternoclavicular posterior 5.2.2. ARTICULAÇÃO ACROMIOCLAVICULAR □ Lig. acromioclavicular ■ Lig. coracoclavicular – extracapsular (IDENTIFICAR SEPARADAMENTE) □ ligamento conoide □ ligamento trapezoide 2 0 5.2.3. ARTICULAÇÃO ESCÁPULO-UMERAL (DO OMBRO) □ Lig. glenoumeral □ Lig. coracoumeral □ Lig. coracoacromial □ Lig. transverso do úmero □ Cápsula articular □ Tendão da cabeça longa do bíceps braquial □ Lábio glenoidal □ Mm. do manguito rotador □ (IDENTIFICAR SEPARADAMENTE) □ Subescapular □ Supraespinal □ Infraespinal □ Redondo menor 5.2.4. ARTICULAÇÃO DO COTOVELO □ Cápsula articular □ Lig. colateral radial □ Lig. colateral ulnal 5.2.5. ARTICULAÇÃO RADIOULNAR PROXIMAL □ Lig. anular do rádio 5.2.6. ARTICULAÇÃO RADIOULNAR DISTAL □ Lig. triangular 5.2.7. SINDESMOSE RADIOULNAR □ Membrana interóssea do antebraço 5.3. Músculos da cintura escapular e do membro superior 5.3.1. MÚSCULOS DO EXQUELETO AXIAL E CINTURA ESCAPULAR □ Trapézio □Grande dorsal □ Romboides (não é necessário diferenciar entre romboide maior e romboide menor) □ Levantador da escápula □ Peitoral maior □ Peitoral menor □ Subclávio □ Serrátil anterior ■ Mm. do manguito rotador (IDENTIFICÁ-LOS SEPARADAMENTE) □ Subescapular □ Supraespinal □ Infraespinal □ Redondo menor □ Redondo maior ■ Deltoide (IDENTIFICAR AS SUAS PARTES) □ Clavicular □ Acromial □ Escapular 5.3.2. MÚSCULOS ANTERIORES DO BRAÇO □ Coracobraquial □ Braquial ■ Bíceps braquial □ Cabeça longa □ Cabeça curta As demais articulações devem ser estudadas no livro- texto, levando-se em conta as informações mencionadas na sala de aula. 2 1 5.3.3. MÚSCULOS POSTERIORES DO BRAÇO ■ Tríceps braquial □ Cabeça longa □ Cabeça lateral □ Cabeça curta □ Ancôneo 5.3.4. MÚSCULOS ANTERIORES DO ANTEBRAÇO □ Pronador redondo □ Flexor radial do carpo □ Palmar longo □ Flexor superficial dos dedos □ Flexor ulnar do carpo □ Flexor profundo dos dedos □ Flexor longo do polegar □ Pronador quadrado 5.3.5. MÚSCULOS POSTERIORES DO ANTEBRAÇO □ Braquiorradial □ Extensor radial longo do carpo □ Extensor radial curto do carpo □ Extensor dos dedos □ Extensor do dedo mínimo □ Extensor ulnar do carpo □ Supinador □ Abdutor longo do polegar □ Extensor curto do polegar □ Extensor longo do polegar □ Extensor do dedo indicador 5.4. Vasos da cintura escapular e do membro superior □ A. axilar □ A. braquial □ A. braquial profunda □ A. radial □ A. ulnar □ V. cefálica □ V. basílica □ V. intermédia do cotovelo 5.5. Nervos da cintura escapular e do membro superior □ N. torácico longo □ N. supraescapular □ N. subescapular □ N. toracodorsal □ N. peitoral lateral □ N. peitoral medial □ N. cutâneo medial do braço □ N. cutâneo medial do antebraço □ N. musculocutâneo e seu ramo (N. cutâneo lateral do antebraço) □ N. mediano e suas raízes medial e lateral □ N. ulnar □ N. radial e seus ramos superficial e profundo □ N. axilar 2 2 6. ANATOMIA FUNCIONAL DA COLUNA VERTEBRAL 6.1. Introdução A coluna vertebral é o eixo ósseo do corpo, situada no dorso, na linha mediana, capaz de sustentar, amortecer e transmitir o peso corporal. Além disto, supre a flexibilidade necessária à movimentação, protege a medula espinhal e forma com as costelas e o esterno o tórax ósseo, sendo importante para os movimentos respiratórios. A frequência de problemas clínicos ou cirúrgicos é alta. Pesquisas mostram que 50 a 80% dos adultos serão vítimas, no decurso de suas vidas, de alguma forma de dor decorrente de afecções da coluna vertebral, muitas vezes, por uma postura errada durante o trabalho ou o repouso. A coluna é formada de 33 vértebras: 24 pré-sacrais, sendo 7 cervicais, 12 torácicas e 5 lombares; pelo sacro composto de 5 vértebras fundidas e pelo cóccix formado por 3 ou 4 vértebras rudimentares fundidas entre si, sendo que a 1a vértebra coccígea, um pouco mais volumosa, se articula com o ápice do sacro através de um disco intervertebral rudimentar. 6.2. Curvaturas No embrião, a coluna vertebral tem a forma de “C” com concavidade anterior e com o desenvolvimento a curvatura muda progressivamente. À medida que o recém-nascido adquire controle sobre seu corpo a forma da coluna progressivamente se altera. Nas regiões torácica e sacral, a curvatura original permanece, ou seja, com concavidade anterior e nas regiões cervical e lombar a curvatura primitiva desaparece e, gradualmente, aparecem as curvaturas em sentido oposto. A curvatura cervical desenvolve-se à medida que a criança tenta erguer a cabeça – por volta dos 3 meses – e se consolida na época de sentar e do engatinhar; ocasião em que estende a cabeça e o pescoço para olhar para frente. A curvatura lombar, só observada no ser humano, desenvolve-se quando tracionada anteriormente pelos músculos iliopsoas e ligamentos nos esforços de ficar de pé, porém, torna-se firme, bem consolidada, por volta dos 2 anos de idade. No adulto, as curvaturas com mesma direção da coluna embrionária são denominadas primárias e as curvaturas de direção oposta, com concavidade posterior são secundárias. As curvaturas secundárias (cervical e lombar) são extremamente móveis em relação às primárias (torácica e sacral). Das três curvaturas pré-sacrais, a torácica é a menos móvel, enquanto que o sacro, formado de vértebras soldadas, não apresenta quaisquer movimentos entre os seus segmentos. As curvaturas cervical e lombar são compensatórias da postura ereta assumida pelo ser humano. A cervical suporta o peso da cabeça e alivia, em parte, a ação dos músculos da nuca em manter a extensão da cabeça e do pescoço. A lombar compensa a desvantagem da curvatura torácica – de concavidade anterior – e sustenta o peso do corpo. Nas mulheres, a curvatura cervical é mais branda e a lombar mais acentuada. Na intimidade de cada curvatura, a curva é suave e gradual e a estes níveis a coluna é relativamente forte; porém as áreas de transição de uma curvatura para outra são mais agudas, estão sujeitas à maior força de tração, possuem maior mobilidade e são potencialmente mais vulneráveis. 2 3 Na transição lombossacral, o ângulo é de 37° a 48°o (no sexo feminino os valores, em média, são maiores que no masculino) e está sujeito a grande tensão e também à maior frequência de lesões. 6.3. Articulações 6.3.1. ARTICULAÇÕES ENTRE OS CORPOS VERTEBRAIS Os corpos das vértebras unem-se por discos intervertebrais e ligamentos longitudinais anterior e posterior. Os discos intervertebrais (articulação do tipo sínfise), principais meios de união dos corpos das vértebras, estão presentes desde a superfície inferior do corpo do áxis até a junção lombossacral. Nas regiões torácica e lombar, os discos são numerados e denominados de acordo com a vértebra sob a qual se encontram, por exemplo, o disco L3 é aquele que une as vértebras L3 e L4. Na região cervical, este critério não é usado para a identificação do disco intervertebral, pois o primeiro disco cervical une os corpos das vértebras C2 (áxis) e C3. Os discos inserem, acima e abaixo, nas delgadas camadas de cartilagem hialina (placas cartilaginosas) que revestem o osso esponjoso das superfícies superior e inferior dos corpos das vértebras e nas suas margens superior e inferior de osso compacto (anel epifisário). O disco intervertebral consiste de duas partes: o anel fibroso – uma porção periférica de fibrocartilagem, e o núcleo pulposo – uma parte mais central, mucoide, de consistência mais gelatinosa, que se apresenta mais cartilagíneo do que fibroso. O anel fibroso é composto de 12 a 20 camadas fibrosas concêntricas, que passam do corpo da vértebra superior para a inferior em diagonal, ou seja, cada camada fibrosa tem uma obliquidade diferente. O cruzamento em “X” destas camadas dá elasticidade ao anel fibroso: no estiramento do disco o “X” fica alongado e estreito e o oposto ocorre na compressão, o “X” diminui de comprimento e se alarga. O núcleo pulposo é um material mucoide de cor amarelada in vivo, altamente elástico e compressível. No entanto, quando o disco é comprimido o núcleo pulposo libera o material aquoso que embebe o anel fibroso e a reabsorção deste material ocorre quando o disco não está sob tensão, por exemplo, quando a pessoa está deitada. Dentro do anel fibroso, o núcleo pulposo localiza-se posteriormente. Portanto, o anel fibroso – em corte transversal – é mais espesso anteriormente, e delgado posteriormente ao núcleo pulposo. Os discos intervertebrais são responsáveis por 25% do comprimento da coluna pré-sacral que, aproximadamente, mede 70 cm no homem e 60 cm na mulher. Os discos são os únicos responsáveis pela curvatura cervical, porque os corpos das vértebras são ligeiramente mais baixos na parte anterior; já nacurvatura torácica os corpos das vértebras são os principais responsáveis, pois os discos são de espessura uniforme (anterior e posteriormente). Os discos, mais altos anteriormente, são os responsáveis pela curvatura lombar na parte superior; mas na parte inferior tanto o disco como o corpo da vértebra contribuem para a curvatura (o corpo da 5ª vértebra lombar, por exemplo, é mais alto na frente do que atrás e o mesmo ocorre com o 5º disco). A coluna cresce até os 25 anos e diminui na velhice, devido à redução na altura dos discos e dos corpos vertebrais. Com a idade, o núcleo pulposo perde a capacidade de reter água, diminui em altura e tende a tornar-se mais fibroso. Devido à osteoporose, os corpos vertebrais sofrem microfraturas ou por ação de traumatismos leves ou mesmo sem uma causa aparente, levando à 2 4 compressão de seus corpos e às suas consequências associadas como a cifose, lordose, diminuição da capacidade respiratória, protrusão do abdome, compressão vesical, etc. O ligamento longitudinal anterior é uma faixa larga e espessa de tecido conjuntivo denso que une as faces anteriores dos corpos das vértebras e dos discos intervertebrais, amarrando-os, desde o arco anterior do atlas e osso occipital até a face pélvica do sacro. Atua reforçando o contorno anterior dos discos intervertebrais, durante o levantamento de objetos pesados e limitando a extensão da coluna, fato que é particularmente importante na região lombar, onde o peso do corpo tende a acentuar a curvatura normal da região. O ligamento longitudinal posterior é uma faixa de tecido conjuntivo denso que une as faces posteriores dos corpos de todas as vértebras e discos pré-sacrais e, portanto, está localizado na parede anterior do canal vertebral e termina na face superior do canal sacral. Ele é largo e espesso na região cervical e, gradualmente, torna-se estreito e delgado nas regiões torácica e lombar. Nestas regiões estreita-se em nível dos corpos das vértebras; fixando-se em suas bordas superior e inferior, mas na porção média do corpo une-se ao mesmo por tecido conjuntivo frouxo. O ligamento expande-se bilateralmente, inserindo-se nos discos, impedindo, dessa maneira, a herniação ou protrusão posterior do disco. Atua, também, limitando o movimento de flexão da coluna. 6.3.2. ARTICULAÇÕES ENTRE OS ARCOS VERTEBRAIS 6.3.2.1. Articulações zigoapofisárias Os arcos vertebrais adjacentes unem-se através de articulações sinoviais do tipo plana entre as facetas das zigoapófises (ou processos articulares) denominadas articulações zigoapofisárias e por articulações fibrosas que unem as lâminas, os processos espinhosos e transversos adjacentes. A forma e o plano de orientação das facetas das zigoapófises é que determinam os tipos de movimentos entre duas vértebras. As facetas são planas e estão orientadas obliquamente - de superior e anterior para inferior e posterior - na curvatura cervical; são planas e orientadas quase no plano frontal na curvatura torácica. Na região lombar, as facetas das zigoapófises superiores são ligeiramente côncavas e voltadas medialmente, enquanto aquelas das zigoapófises inferiores são ligeiramente convexas e voltadas lateralmente, de forma que o plano destas articulações é quase sagital. No entanto, entre a 5ª vértebra lombar e a 1ª sacral as facetas são quase planas; com orientação oblíqua, entre os planos sagital e frontal, e isso ajuda a prevenir o deslizamento anterior da 5ª lombar sobre a superfície muito inclinada da face superior do sacro. As articulações zigoapofisárias possuem cápsulas articulares delgadas e suficientemente frouxas para permitir uma amplitude de movimento normal nas articulações. As cápsulas, geralmente, não contribuem para orientar ou limitar movimentos; esta função é realizada pelos ligamentos longitudinais anterior ou posterior, pelos ligamentos que unem as diversas partes de arcos vertebrais adjacentes, pelos músculos e discos intervertebrais. No entanto, as cápsulas tornam-se muito tensas em um movimento excessivo ou anormal e contribuem para limitá-lo; sendo que na flexão máxima da coluna lombar, suportam aproximadamente 40% do peso corporal. 2 5 6.3.2.2. Articulações fibrosas As lâminas de vértebras adjacentes são unidas internamente por fortes ligamentos elásticos denominados amarelos (flavos), que realmente são amarelos in vivo, devido a sua riqueza em fibras elásticas. Os ligamentos flavos ficam tensos em qualquer posição assumida pela coluna vertebral, sendo importante em sua estabilização. São melhor visualizados do interior do canal vertebral, pois estão localizados na parede posterior do mesmo. Estendem lateralmente sobre as cápsulas articulares, constituindo o limite posterior do forame intervertebral e assim protegem os nervos de serem pinçados (ou beliscados) durante os movimentos de flexão da coluna. As pontas dos processos espinhosos, desde a 7ª vértebra cervical até o sacro são unidas pelo ligamento supraespinal – tecido conjuntivo denso encorpado com orientação longitudinal –, que limita a flexão da coluna. Ele se continua superiormente como o ligamento da nuca, de formato triangular, com a base fixada na protuberância e crista occipitais externas e o ápice na ponta do processo espinhoso da 7a vértebra cervical. Os ligamentos interespinais são delgadas membranas de tecido conjuntivo denso que unem os corpos dos processos espinhosos adjacentes e são contínuos com os ligamentos amarelos e supraespinais. Os ligamentos interespinais são bem desenvolvidos na região lombar, não estão sob tensão e, portanto, não limitam o movimento de flexão. Os ligamentos intertransversais unem lateralmente os processos transversos vizinhos e são mais desenvolvidos na região lombar inferior e tendem a faltar, principalmente, na região cervical. 6.3.3. ARTICULAÇÕES ATLANTOAXIAIS As facetas superiores dos processos articulares do áxis e as inferiores das massas laterais do atlas formam articulações planas. O arco anterior e o ligamento transverso do atlas formam com o dente do áxis uma articulação trocoide. As três articulações funcionam como uma unidade e permitem a rotação da cabeça. 6.3.4. ARTICULAÇÕES ATLANTOOCCIPITAIS Ocorrem entre os côndilos occipitais e as faces superiores das massas laterais do atlas. As duas articulações funcionam como uma unidade, elipsoide e biaxial, permitindo assim os movimentos de flexão, extensão e flexão lateral (ou inclinação lateral) da cabeça. 6.3.5. ARTICULAÇÕES COSTOVERTEBRAIS A maioria das costelas se articula com a coluna vertebral em dois pontos: a articulação costovertebral, entre a cabeça da costela e as fóveas costais superior e inferior dos corpos de duas vértebras adjacentes e a articulação costotransversal, entre o tubérculo da costela e a fóvea costal do processo transverso da vértebra correspondente. Na articulação costovertebral, sinovial plana, envolvida pela cápsula articular, a cavidade articular é dividida em duas, superior e inferior, pela presença de um ligamento intra-articular, curto, situado horizontalmente, que vai da cabeça da costela para o disco intervertebral. A cápsula articular está reforçada anteriormente, pelo ligamento radiado da cabeça da costela. A articulação costotransversal, também sinovial, é revestida por uma cápsula articular que é espessa, inferiormente, mas delgada nas outras porções. Os ligamentos costotransversais, lateral e superior reforçam a articulação. 2 6 6.3.6. ARTICULAÇÃO SACROILÍACA São articulações sinoviais simples do tipo plano, realizando movimentos de deslizamentos em várias direções, mas de amplitude muito limitada. São formadas pelas faces auriculares do íleo e do sacro. A cavidade articular constitui apenas uma parte da articulação entre o sacro e o íleo. Uma grande área, posterossuperior à face auricular do íleo, entre a tuberosidadeilíaca e o sacro, está ocupada pelo forte ligamento sacroilíaco interósseo, o qual posteriormente se confunde com o ligamento sacroilíaco posterior, um forte espessamento da cápsula articular. Anteriormente, a cápsula articular também apresenta um espessamento, o ligamento sacroilíaco anterior, que é bem menos espesso que o posterior. Além destes, a articulação sacroilíaca apresenta dois ligamentos a distância: o ligamento sacrotuberal e o ligamento sacroespinal. 6.4. Anormalidades congênitas e adquiridas da coluna vertebral 6.4.1. Hipercifose Geralmente, é um aumento exagerado na curvatura torácica. Uma pessoa cifótica, em linguagem popular, é conhecida como corcunda. Quando ocorre uma inversão na direção das curvaturas lombar e cervical estas deformidades são conhecidas como cifose cervical e cifose lombar. A cifose torácica pode ser uma compensação de uma lordose lombar ou devido à compressão dos corpos vertebrais, como na osteoporose. Já as cifoses lombar e cervical, geralmente são acompanhadas de escoliose, e são consequentes ao crescimento desigual de vértebras (presença de hemivértebras ou vértebras em forma de cunha). 6.4.2. Hiperlordose A lordose é um aumento exagerado nas curvaturas cervical e lombar. Pode ser uma compensação de uma cifose ou à flacidez muscular com ou sem aumento de peso anterior à coluna – como na obesidade e na gravidez. 6.4.3. Escoliose A escoliose é a deformidade em que existe uma ou mais curvaturas laterais da coluna. Pode ser funcional (ou fisiológica) e estrutural (ou patológica). No primeiro caso, a coluna curva-se lateralmente devido à diferença de peso nas duas metades do corpo em consequência: a) da poliomielite; b) da diferença de comprimento dos membros inferiores, devido a fraturas mal reduzidas ou a uma prótese mal adaptada, c) de uma má postura. A escoliose estrutural, geralmente, aparece na infância e é progressiva. A causa é o crescimento desigual das vértebras, como a presença de vértebras em cunha ou hemivértebras. 6.4.4. Hérnia de disco A hérnia de disco é o extravasamento do núcleo pulposo, devido a uma fraqueza do anel fibroso: o núcleo pulposo hernia e pode comprimir a medula espinhal ou suas raízes nervosas. A protrusão pode ser precipitada por trauma, mas a degeneração – por envelhecimento do disco – é um fator importante. 2 7 A compressão do disco em uma direção movimenta o núcleo pulposo em direção oposta. Assim, a herniação pode acontecer em diversas direções (anterior, posterior, anterolateral e póstero-lateral). Na curvatura cervical, a hérnia é mais frequente no disco entre as vértebras C5 e C6. Na curvatura lombar, a maior frequência acontece no 5º disco, seguido em ordem decrescente no 4º e 3º discos. 6.5. Movimentos da coluna vertebral Os movimentos da coluna vertebral são o resultado de pequenos movimentos permitidos entre as vértebras adjacentes. A amplitude de movimento entre duas vértebras depende, fundamentalmente, da altura do disco: quanto mais alto o disco, maior seu grau de compressão e, em consequência, maior a amplitude de movimento permitida. A direção do movimento, no entanto, depende particularmente da forma e do plano de orientação das facetas zigoapofisárias. Os fatores limitantes de movimento nas articulações em geral, como os ligamentos e o grau de alongamento dos músculos antagonistas aqui também são importantes. A amplitude do movimento de flexão é limitada pelos ligamentos posteriores (longitudinal posterior, flavo, supraespinal e da nuca) e pelos músculos posteriores (ou extensores). O ligamento longitudinal anterior, o contato entre os processos espinhosos e os músculos anteriores (ou flexores) limitam a amplitude do movimento de extensão A amplitude do movimento de flexão lateral é limitada, na curvatura lombar, pelos músculos e ligamentos intertransversais do lado convexo – o oposto ao movimento. Enquanto na região cervical, a amplitude é limitada pelos músculos do lado convexo e pelo contato entre as faces intervertebrais dos corpos das vértebras cervicais no lado côncavo – o do movimento. A extraordinária mobilidade da região cervical deve-se à altura dos discos, ao plano de orientação das facetas das zigoapófises e ao número proporcionalmente grande de articulações para um segmento curto da coluna. A curvatura torácica permite movimentos limitados na parte superior e é mais móvel próxima à junção toracolombar. A pouca mobilidade nas porções superior e média da curvatura é devida à união das dez vértebras superiores com o esterno através das costelas e os discos serem baixos. A direção quase frontal das facetas das zigoapófises limita a flexão e a extensão, exceto na parte inferior em que as facetas se dispõem em um plano que se aproxima do sagital. A extensão além de ser limitada pelo ligamento longitudinal anterior, pela superposição dos processos espinhosos, também o é pela superposição das lâminas. As lâminas das vértebras torácicas são as mais altas da coluna e mais altas que os corpos de suas respectivas vértebras. A flexão lateral e a rotação são mais amplas próximo à junção toracolombar. Na parte superior da curvatura lombar, a flexão, a extensão e a flexão lateral têm relativamente grande amplitude, devido às facetas estarem dispostas no plano sagital e suficientemente afastadas, e à altura dos discos. Nesta porção da curvatura lombar o movimento de rotação é limitado, porque as facetas – neste movimento – se trancam quase de imediato. A 4ª e 5ª vértebras lombares possuem facetas dispostas obliquamente, entre os planos sagital e frontal, que permitem maior amplitude do movimento de rotação. A flexão lateral é acompanhada de certo grau de rotação para o mesmo lado e vice-versa, devido à obliquidade das facetas das zigoapófises. Os movimentos lombares são sincrônicos com os do quadril e os do pescoço com os da cabeça. No ato de tocar os dedos no chão, ocorre inicialmente flexão lombar, seguida da inclinação anterior da pelve no quadril, o que amplia o movimento. 2 8 7. ROTEIRO PRÁTICO DE ESTRUTURAS AXIAIS 7.1. Ossos e acidentes ósseos do esqueleto axial 7.1.1. VÉRTEBRAS CERVICAIS ■ Atlas □ Arco anterior □ Arco posterior □ Massa lateral □ Face articular superior □ Face articular inferior □ Tubérculo anterior □ Tubérculo posterior □ Fóvea do dente □ Processo transverso □ Forame do processo transverso □ Forame vertebral ■ Áxis □ Dente do áxis □ Corpo do áxis □ Face intervertebral □ Face articular superior □ Face articular inferior □ Face articular anterior □ Face articular posterior □ Processo transverso □ Forame do processo transverso □ Processo espinhoso □ Arco vertebral □ Forame vertebral ■ Cervical típica □ Corpo vertebral □ Face intervertebral □ Anel epifisário □ Arco vertebral □ Pedículo do arco vertebral □ Lâmina do arco vertebral □ Processo espinhoso □ Processo transverso □ Forame do processo transverso □ Tubérculo anterior □ Tubérculo posterior □ Forame vertebral □ Processo articular □ Face articular superior □ Face articular inferior □ Incisura vertebral superior □ Incisura vertebral inferior 7.1.2. VÉRTEBRAS TORÁCICAS □ Corpo vertebral □ Face intervertebral □ Anel epifisário □ Fóvea costal superior □ Fóvea costal inferior □ Arco vertebral □ Pedículo do arco vertebral □ Lâmina do arco vertebral □ Processo articular □ Face articular superior □ Face articular inferior □ Processo transverso □ Fóvea costal do processo transverso □ Forame vertebral □ Processo espinhoso □ Incisura vertebral superior □ Incisura vertebral inferior 7.1.3. VÉRTEBRAS LOMBARES □ Corpo vertebral □ Face intervertebral □ Anel epifisário □ Arco vertebral □ Pedículo do arco vertebral □ Lâmina do arco vertebral □ Processo articular □ Face articular superior □ Facearticular inferior □ Forame vertebral □ Processo espinhoso □ Incisura vertebral superior □ Incisura vertebral inferior □ Processo costal □ Processo mamilar □ Processo acessório 7.1.4. SACRO E CÓCCIX 2 9 □ Base do sacro □ Promontório □ Asa do sacro □ Ápice do sacro □ Linhas transversas □ Forames sacrais anteriores □ Forames sacrais posteriores □ Face auricular □ Crista sacral mediana □ Crista sacral intermédia □ Crista sacral lateral □ Processo articular superior □ Canal sacral □ Hiato sacral □ Corno sacral □ Cóccix 7.1.5. CRÂNIO □ Frontal □ Parietal □ Temporal: □ Processo mastoide □ Esfenoide □ Etmoide □ Vômer □ Nasais □ Lacrimais □ Conchas nasais inferiores □ Maxilas □ Mandíbula □ Zigomáticos □ Palatinos □ Occipital: □ Linha nucal superior □ Linha nucal inferior □ Protuberância occipital externa □ Protuberância occipital interna □ Parte basilar □ Processo jugular □ Forame magno □ Côndilos occipitais 7.1.6. ESTERNO □ Manúbrio do esterno □ Incisura jugular □ Incisura clavicular □ Incisura costal (da 1ª à 7ª) □ Corpo do esterno □ Processo xifoide □ Ângulo esternal □ Sínfise manubrioesternal □ Sincondrose xifoesternal 7.1.7. COSTELAS □ Cabeça da costela □ Face articular da cabeça da costela □ Colo da costela □ Tubérculo da costela □ Face articular do tubérculo da costela □ Ângulo da costela □ Corpo da costela 7.2. Articulações do esqueleto axial □ Lig. longitudinal anterior □ Lig. longitudinal posterior □ Lig. radiado da cabeça da costela 7.3. Músculos do dorso 7.3.1. CAMADA SUPERFICIAL □ Trapézio □ Grande dorsal Os demais ligamentos serão objeto somente de estudo teórico. 3 0 7.3.2. CAMADA MÉDIA □ Levantador da escápula □ Romboides (não é necessário diferenciar entre maior e menor) □ Serrátil posterior superior □ Serrátil posterior inferior 7.3.3. CAMADA PROFUNDA □ Esplênio – da cabeça e do pescoço ■ Eretor da espinha: □ Iliocostal ▪ Longuíssimo □ do tórax □ do pescoço □ da cabeça □ Espinal ▪ Semiespinal □ da cabeça □ do pescoço □ do tórax ▪ Multífidos □ Cervical □ Lombar □ Levantadores das costelas 7.4. Músculos da cabeça e do pescoço □ Esternocleidomastoideo ■ Escalenos □ Anterior □ Médio □ Posterior □ Reto posterior menor da cabeça □ Reto posterior maior da cabeça □ Oblíquo superior da cabeça □ Oblíquo inferior da cabeça □ Triângulo suboccipital 8. ROTEIRO PRÁTICO PARA AULA DE SISTEMA RESPIRATÓRIO ■ Nariz □ Raiz do nariz □ Base do nariz □ Narinas □ Abertura piriforme □ Septo nasal □ Cartilagem do septo nasal □ Osso vômer ■ No osso etmoide □ Lâmina crivosa □ Crista etmoidal □ Lâmina perpendicular ■ Conchas nasais □ Superior □ Média □ Inferior ■ Meatos nasais □ Superior □ Médio □ Inferior □ Palato duro □ Palato mole □ Coanas ■ Faringe ▪ Nasofaringe □ Óstio faríngeo da tuba auditiva □ Toro tubário □ Orofaringe □ Laringofaringe 3 1 ■ Laringe ▪ Cartilagens □ Tireoide □ Cricoide □ Aritenoide □ Epiglótica □ Ádito da laringe □ Vestíbulo □ Pregas vestibulares □ Pregas vocais □ Ventrículo □ Glote □ Cavidade infraglótica □ Traqueia □ Brônquios □ Ligg. anulares ■ Pulmões □ Pleura parietal e visceral □ Hilo do pulmão □ Raiz do pulmão 9. MECÂNICA RESPIRATÓRIA 9.1. Tecidos moles da parede torácica A pele do tórax anterolateralmente apresenta um duplo comportamento: medianamente é mais ou menos espessa e móvel, sendo abundante em glândulas sebáceas. No adulto do sexo masculino mostra vários graus de pilosidade. Lateralmente é delgada, flexível, pouco aderida aos planos subjacentes. No dorso é espessa, mobilizável lateralmente e fixa medianamente. A tela subcutânea anterolateral é pouco desenvolvida, escassa em tecido adiposo e une a pele aos planos subjacentes, em especial medianamente. Em nível da região peitoral, há acúmulo de tecido adiposo formando a maior parte do corpo mamário. No dorso é densa medianamente e mais frouxa lateralmente Os músculos do tórax que vão ser descritos a seguir são somente aqueles que agem sobre as costelas. Os Mm. intercostais externos se estendem, em cada espaço intercostal, do ângulo do tubérculo costal à junção costocondral, formando a camada externa da musculatura torácica. As fibras têm uma direção oblíqua, inferior e anterior, prendendo-se na borda inferior da costela e na borda superior da costela subjacente. Os sete músculos mais inferiores estão em íntima conexão com o M. oblíquo externo, da parede do abdome. Ao nível da junção costocondral, o restante do espaço intercostal é recoberto pela membrana intercostal externa, que recobre fibras do M. intercostal interno. Os Mm. intercostais internos constituem a camada média e se estendem da extremidade medial dos espaços intercostais até o ângulo da costela. Suas fibras têm direção oposta à dos intercostais externos, isto é, são oblíquas, dirigindo-se inferior e posteriormente. Prendem-se na borda inferior das costelas e cartilagens costais e na borda superior das costelas e cartilagens costais subjacentes. Ao nível dos ângulos das costelas eles dão lugar à membrana intercostal interna. Mais internamente, observam-se os Mm. subcostais e o M. transverso do tórax. Estes são visíveis apenas após a abertura do tórax, quando a face interna da parede torácica pode ser examinada. Os Mm. subcostais são variáveis em número e mais desenvolvidos nas porções inferiores do tórax. Situam-se nas proximidades dos ângulos das costelas e originam-se nas bordas inferiores das costelas, indo se inserir nas bordas superiores da 2ª ou 3ª costelas subjacentes. Provavelmente levantam às costelas. 1 O Mm. transverso do tórax, também conhecido como esternocostal, origina-se por cintas aponeuróticas da face posterior do processo xifoide e do corpo do esterno, na altura da 3ª cartilagem costal. Sua ação não está esclarecida. Outros músculos agem, também, sobre as costelas. Os Mm. levantadores das costelas (Mm. profundos da camada profunda do dorso), que têm origem nos processos transversos e prendem- se nas costelas subjacentes e que pertencem a camada profunda dos Mm. pós-vertebrais profundos, apesar do nome, têm suas ações pouco conhecidas e mal estudadas, supondo-se que os movimentos realizados por eles são de pequena amplitude e talvez envolvidos principalmente com a manutenção do alinhamento de vértebras adjacentes. Os músculos serráteis posteriores, pertencentes à camada média dos músculos pós-vertebrais, são dois músculos delgados, parcialmente membranosos e de pouca significação. O serrátil posterossuperior, coberto pelo M. romboide, estende-se do ligamento da nuca e dos processos espinhosos da 7ª vértebra cervical e de várias vértebras torácicas superiores até as costelas (2ª a 5ª). O M. serrátil posteroinferior, coberto pelo grande dorsal, estende-se dos processos espinhosos das vértebras torácicas inferiores para as quatro costelas inferiores. Sua ação é insignificante e estão ausentes com certa frequência. Referência deve ser feita também ao M. quadrado lombar. Embora faça parte da parede posterior do abdome, insere-se nos processos transversos de L1 a L4 e na última costela. Sua ação mais importante é a de fixar a costela em posição, antagonizando a tração superior exercida sobre ela pelo M. diafragma durante a inspiração. 9.2. Junturas e movimentos da caixa torácica As articulações do tórax compreendem as que se fazem entre as costelas e as vértebras, entre as costelas e as cartilagens costais, entre o esterno e as cartilagens costais e entre as partes do esterno. As articulações esternocondrais, entre as cartilagens costais e as endentações na borda