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Histórico, conceitos e funções dos 
solos
Apresentação
Os solos correspondem a um compartimento ambiental que contribui direta e indiretamente para 
que as atividades humanas possam ser realizadas pela atual e pelas futuras gerações.
Dentre as principais preocupações atuais acerca da manutenção da qualidade dos recursos 
naturais, pode-se destacar a preservação do solo, em especial qualitativamente. Todavia, as 
funções que tal corpo natural apresenta evidenciam que a preocupação com perdas quantitativas 
também é válida.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai saber mais sobre a dinâmica que envolve o solo, recurso 
tão importante para a nossa vida contemporânea. Além disso, vai aprender sobre alguns conceitos 
básicos e as principais funções que os solos podem desempenhar.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Sintetizar o histórico da ciência do solo.•
Definir o solo como um corpo natural.•
Listar as funções dos solos na paisagem.•
Desafio
Atualmente, sabe-se que a degradação de pastagens pode gerar enormes perdas, tanto econômicas 
quanto ambientais. Esse processo de degradação vem sendo estudado para que se possa reverter o 
problema, de modo a manter a produtividade dos solos e reduzir o risco de desmatamentos para 
novas áreas de pastagens.
Acompanhe a situação:
 
Responda aos questionamentos a seguir:
a) Como você faria para checar o nível de degradação da pastagem?
b) Quais seriam as práticas que você recomendaria para recuperar esta área?
Infográfico
Uma das principais funções que um solo pode apresentar está relacionada à produção de 
alimentos. Existem inúmeras técnicas de agricultura hoje que permitem que o plantio seja realizado 
de uma forma mais "responsável", ou seja menos prejudicial ao meio ambiente. Infelizmente, 
muitas vezes, não há políticas e planos que reforcem a importância do solo e que reduzam impactos 
que parecem inevitáveis, mas não o são.
Neste Infográfico, você conhecerá uma problemática muito discutida acerca da produtividade do 
solo, bem como conhecer outras medidas que podem ser adotadas para preservar esse recurso 
natural tão importante.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/9b39e8dd-24f7-44d4-b0a7-81f6b852e830/bfa9a2fe-2a1e-4a11-a119-7c5ef9f23547.jpg
 
Conteúdo do livro
A manutenção da vida humana depende, dentre muitos fatores, do uso responsável dos recursos 
naturais. O solo é um corpo natural que permite que atividades humanas sejam realizadas, tais 
como a obtençao de alimentos e água.
Dessa forma, é evidente a necessidade de se preservar, recuperar e remediar o solo, promovendo 
práticas mais adequadas. É necessário entender e valorizar os inúmeros processos da pedogênese, 
uma vez que eles definem a capacidade de suporte de um determinado solo.
No capítulo Histórico, conceitos e funções dos solos, da obra Morfologia e gênese do solo, você vai 
conhecer a história da ciência do solo, alguns conceitos básicos e as principais funções que os solos 
podem apresentar.
Boa leitura.
MORFOLOGIA E 
GÊNESE DO SOLO
Natalia de Souza Pelinson
Histórico, conceitos e 
funções dos solos
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Sintetizar o histórico da ciência do solo.
 � Definir o solo como um corpo natural.
 � Listar as funções dos solos na paisagem.
Introdução
A sustentabilidade das comunidades humanas depende do uso racional 
dos recursos naturais do meio que ocupam. Os solos contribuem para que 
as necessidades humanas básicas sejam viabilizadas, como a produção 
de alimentos e a explotação de água para múltiplos usos. 
No mundo globalizado do século XXI, a preservação do solo de-
pende não apenas das escolhas de manejo por agricultores, silvicultores 
e planejadores de terras agrárias, mas também de decisões políticas 
sobre regras e legislações, valorização fundiária e subsídios. Dessa forma, 
o conhecimento sobre propriedades desse recurso natural pode, inclusive,
garantir a preservação da sua qualidade.
Neste capítulo, você vai estudar a história e a importância do uso do 
solo. Também vai ver os conceitos básicos e as principais funções que 
os solos podem apresentar.
1 Ciência do solo: histórico e importância
Nas últimas décadas, houve grandes avanços na compreensão da importância 
dos solos para ecossistemas e produção de alimentos. Entretanto, a necessidade 
de preservação e utilização mais consciente dos recursos naturais, em especial 
do solo, continua sendo um desafio para a sociedade. Para que os processos 
de conservação do solo possam ser melhorados e sejam efetivos, precisamos 
desenvolver uma melhor compreensão dos processos do solo. Observe que o 
termo “solo” é empregado de forma distinta por profissionais de diferentes 
formações acadêmicas, que podem considerar modelos e aspectos distintos 
em cada contexto, adotando, portanto, diferentes conceitos para um mesmo 
material geológico (PEJON; ZUQUETTE; AUGUSTO FILHO, 2019). 
Neste material, quando o termo “solo” é utilizado no sentido amplo, estamos 
nos referindo ao espaço volumétrico, composto por materiais sólidos (minerais 
e matéria orgânica) e espaços vazios (que podem ser ocupados por água e/ou 
ar), da superfície terrestre, independentemente de sua profundidade e formação.
A importância do solo
O solo é uma mistura complexa de sólidos inorgânicos e orgânicos, ar, água, 
solutos, microrganismos, raízes de plantas e outros tipos de biota. Isso torna os 
processos que ocorrem nesse ambiente complexos e dinâmicos. Microrganismos 
catalisam reações de intemperismo do solo, e as raízes das plantas absorvem 
produtos químicos inorgânicos que alteram a distribuição e a solubilidade 
dos íons. Embora seja difícil separar os processos do solo, os cientistas que 
o tomam por objeto de estudo organizaram subdisciplinas que estudam pro-
cessos físicos, biológicos e químicos, formação e distribuição do solo. Dessa 
forma, existem especialistas que estudam tópicos específicos ou aplicados 
de inúmeras áreas da ciência do solo (STRAWN; BOHN; CONNOR, 2020). 
De maneira geral, há fatores que agem durante a formação geológica de 
uma estrutura como o solo. Esses processos podem ser apresentados, basica-
mente, como intemperismos químicos e físicos, que propiciam a desagregação 
de partículas das rochas, bem como a decomposição de outras substâncias.
Os solos são cruciais para a manutenção da vida na Terra, e os processos 
causadores dos impactos ambientais a que são submetidos, com intensas perdas 
da qualidade tanto dos solos quanto das águas, podem afetar de múltiplas for-
mas o que acontece nesse compartimento ambiental. Com a maior urbanização, 
passamos a ter menos contato direto com o solo, ainda que apenas com sua 
utilização responsável seja possível pensar na continuidade da vida humana, 
uma vez que o nosso grau de dependência a esse recurso tende a aumentar, não 
a diminuir. Tal afastamento provavelmente se refere ao nosso distanciamento 
do sentimento de pertencer aos sistemas ecológicos (BRADY; WEIL, 2013).
Histórico, conceitos e funções dos solos2
A qualidade desse recurso natural, o solo, pode determinar qual será a 
capacidade de tamponar efeitos negativos e de manter a vida, seja ela humana, 
seja de plantas e demais seres vivos. São muitas as funções que o solo apresenta 
e todas têm sua importância devida, fundamental e inter-relacionada de uma 
forma ampla. 
Breve histórico da ciência do solo
As atuais análises ambientais nos indicam que, com o aumento populacional 
e a urbanização, precisamos nos preocupar em proteger, remediar e recuperar 
nossos recursos naturais, de forma que eles não sejam esgotados em níveis 
irrecuperáveis técnica e financeiramente. Nesse sentido, Strawn, Bohn e 
O’Connor (2020) fazem uma curiosa ligação, resgatando um fato histórico 
interessante: há cerca de 2.500anos, o Senado da Atenas antiga já debateu 
a produtividade do solo e expressou preocupações em manter e aumentar a 
sua produtividade. Tal colocação sobre a produtividade é questionada até 
hoje, em especial porque o risco do esgotamento dos recursos naturais não 
é desejável e poderia inviabilizar as próximas gerações, não apenas sob o 
sistema econômico adotado atualmente.
Segundo Brevik e Hartemink (2010), os seres humanos sempre apresenta-
ram uma íntima relação com o solo, uma vez que, mesmo antes do início da 
agricultura “sedentária” (quando as sociedades passaram a ser organizar de 
maneira sedentária, e não mais nômade), os solos eram reconhecidos como 
fontes importantes para o cultivo de alimentos, fibras e combustíveis. Quando o 
cultivo dessas culturas começou, foram percebidas diferenças nas propriedades 
e tipos de solo, o que determinava a maneira como as pessoas cultivavam o 
solo e as culturas que cultivavam em cada região. 
O surgimento da ciência do solo se deu a partir das diferenças na per-
cepção e no desenvolvimento do pensamento científico, que foi propiciado, 
inicialmente, seguindo as ciências básicas, como geologia, biologia, física e 
química. Isso foi intensificado e valorizado na última parte do século XIX, 
para que a ciência do solo se tornasse uma ciência consolidada e respeitada 
(BREVIK; HARTEMINK, 2010). 
A agricultura provavelmente colaborou para o surgimento da definição de 
propriedades do solo, uma vez que, direta ou indiretamente, isso influencia nas 
decisões sobre o uso da terra. A evidência mais antiga conhecida de práticas 
agrícolas vem de um local próximo à vila de Jarmo, no Iraque, onde foram 
encontrados instrumentos para colheita e lavoura que remontam a 11.000 BP 
3Histórico, conceitos e funções dos solos
(TROEH; HOBBS; DONAHUE, 2004). A abordagem inicial provavelmente 
era baseada em tentativa e erro para determinar onde as propriedades agrícolas 
seriam estabelecidas, em locais nos quais os solos eram adequados e as condi-
ções eram favoráveis ao crescimento das culturas (BREVIK; HARTEMINK, 
2010), talvez considerando a disponibilidade hídrica como fator decisório. 
Evidências de irrigação foram encontradas no sul do Iraque, datando de 9.500 
BP (TROEH; HOBBS; DONAHUE, 2004).
Vejamos a seguir uma breve evolução da ciência do solo.
Oriente Médio
A área entre os rios Tigre e Eufrates, no Iraque, tornou-se o lar das civilizações 
da Mesopotâmia. Tanto os sumérios quanto os babilônios desenvolveram um 
sistema avançado de canais de irrigação na região. A irrigação poderia estar 
conectada ao desaparecimento de civilizações mesopotâmicas, no entanto, 
posteriormente, durante a Idade Média, as sociedades islâmicas foram for-
madas e se espalharam da Península Arábica, tendo expoentes mundiais em 
ciências e tecnologia, incluindo as ciências agrícolas e do solo (BREVIK; 
HARTEMINK, 2010). 
Egito, Grécia e Império Romano
Importantes observações podem ser tecidas a partir de narrativas aparentemente 
desconexas. Por exemplo, os egípcios desenvolveram uma civilização ao redor 
do rio Nilo que durou de cerca de 3.300 a 332 a.C. (BREVIK; HARTEMINK, 
2010). A civilização egípcia era baseada na irrigação, e a fertilidade de seus 
solos agrícolas foi naturalmente mantida por meio das frequentes inundações 
do rio Nilo (TROEH; HOBBS; DONAHUE, 2004). Os fenícios, por sua vez, 
estiveram no auge entre 1.200 e 800 a.C. e foram os primeiros a construir 
terraços em encostas íngremes no Líbano e na Síria. 
Conquistados pelos romanos, os cartagineses eram excelentes agricultores, 
com sistemas avançados de cultivo e irrigação, porém a erosão causada pelo 
vento e pela água acabou removendo a camada superior do solo em torno 
de Cartago. Hoje a região já não pode suportar, em termos de produtividade 
agrícola, as mesmas populações que antes suportava (TROEH; HOBBS; 
DONAHUE, 2004). 
Histórico, conceitos e funções dos solos4
Brevik e Hartemink (2010) citam que os celtas, na Grã-Bretanha, cultivavam 
plantações do outro lado da encosta para diminuir a erosão. Os terraços de 
bancada, que remontam aos fenícios, eram usados na França moderna, e essa 
prática possivelmente se iniciou na Polônia por volta de 5.500 a.C.
Em geral, as técnicas agrícolas foram aprimoradas na Europa com a ocupa-
ção dos romanos, cujo conhecimento agrícola foi desenvolvido, inicialmente, 
sob a influência dos gregos. Posteriormente, houve incorporações de técni-
cas, como uso de esterco e adubo verde; plantio em terraços para reduzir a 
erosão do solo; e classificação do solo, que incluía tamanho, densidade das 
partículas, cor e fertilidade (TROEH; HOBBS; DONAHUE, 2004; BREVIK; 
HARTEMINK, 2010). 
Considerando que o Império Romano ocupou as áreas do Mar Mediterrâneo, 
suas contribuições para a ciência do solo foram substanciais, incluindo, por 
exemplo, a descrição dos solos do Império Bizantino (BREVIK; HARTE-
MINK, 2010). A agricultura declinou na Europa após a queda do Império 
Romano; o declínio incluiu tanto a área de terra cultivada quanto a produção 
agrícola (BREVIK; HARTEMINK, 2010). Por fim, o cultivo de campos 
na encosta e outras medidas de conservação foram desenvolvidas nas Ilhas 
Britânicas também bastante cedo (TROEH; HOBBS; DONAHUE, 2004).
Ásia 
Na Índia, comunidades agrícolas neolíticas (séculos III a II a.C.) foram 
encontradas em áreas com solos férteis no planalto de Deccan (BREVIK; 
HARTEMINK, 2010). O início da agricultura na China se concentrava na 
fértil planície de inundação do rio Amarelo. Os chineses estabeleceram uma 
classificação específica baseada em fertilidade, cor, textura, umidade e vege-
tação de cobertura, e medidas de conservação do solo começaram na China 
por volta de 950 a.C., consistindo, principalmente, em terraços de contorno 
(TROEH; HOBBS; DONAHUE, 2004). 
A agricultura japonesa foi influenciada pelos chineses até o século 
IX d.C., após o que os japoneses interromperam a imigração. A falta de terras, 
quantitativa e qualitativamente, levou os japoneses a valorizarem a fertilidade 
do solo e várias práticas foram incluídas, como a aplicação de esterco e adubo 
verde, crescimento de leguminosas, rotação de culturas e terraceamento em 
encostas (TROEH; HOBBS; DONAHUE, 2004).
5Histórico, conceitos e funções dos solos
Américas
No século V a.C., a agricultura mexicana já adotava técnicas de plantio em 
terraços e irrigação (BREVIK; HARTEMINK, 2010). As três civilizações 
indígenas principais, Asteca, Maia e Inca, cultivavam terras de vale, em 
terraços nas encostas das montanhas. Em teoria, são as civilizações antigas 
mais bem-sucedidas em minimizar a erosão do solo e criar sistemas agrícolas 
sustentáveis (TROEH; HOBBS; DONAHUE, 2004). Os astecas desenvolveram 
ainda uma classificação do solo com base nas propriedades do solo (fertilidade, 
textura, umidade e gênese), localização topográfica, vegetação e práticas 
dos agricultores (BREVIK; HARTEMINK, 2010). Há pesquisas acerca da 
formação de um solo escuro na região que, possivelmente, foi influenciada 
pelo manejo dos povos indígenas do passado. 
Solos na Revolução Científica: das sombras 
à independência científica 
Nas sociedades ocidentais, a Idade Média (entre os séculos V e XIV d.C.) 
representou um período de repressão à ciência que incluía uma negação, 
inclusive, ao conhecimento do solo que havia sido adquirido pelos gregos e 
romanos. Essa não aceitação da ciência se deu paralelamente ao forte domínio 
da religião na vida ocidental e à ausência de uma próspera comunidade cien-
tífica. Certamente, o conhecimento dos solos locais existia na Idade Média, 
e, em algumas partes do mundo onde a religião teve menos influência, ele 
pôde ser expandido. Entretanto, somente no Renascimento e no subsequente 
desenvolvimento das ciências naturais é que o estudo científico dos recursos 
naturais, incluindo o solo, começou no mundo ocidental efetivamente (BRE-
VIK; HARTEMINK, 2010). 
O século XVI marcou o início do Renascimento na Europa, um período 
em que a ciênciae o pensamento científico voltaram a ser valorizados e a 
crescer. Há uma série de eventos significativos que ocorreram no estudo de 
solos durante esse período. A ciência do solo não era um campo científico 
distinto oficialmente, mas muitos dos fenômenos investigados ocorrem no 
solo, como o suprimento de nutrientes das plantas e as mudanças no uso do 
solo ao longo do tempo. 
Histórico, conceitos e funções dos solos6
Alguns dos primeiros trabalhos de solos realizados por pesquisas geológicas 
estadunidenses foram aclamados por historiadores da ciência do solo. A teoria 
do húmus da nutrição de plantas persistiu no século XIX e gerou um grande 
número de experimentos, que deram origem ao campo da química do húmus 
do solo e ao trabalho de cientistas como H. Davy e J. Berzelius (BREVIK; 
HARTEMINK, 2010). 
Segundo Brevik e Hartemink (2010), no final da década de 1820, C. Sprengel 
refutou a teoria do húmus e propôs uma teoria sobre a nutrição mineral de 
plantas. Em 1840, a teoria do húmus foi oficialmente substituída pela teoria 
mineral da nutrição de plantas, quando von Liebig (1840) publicou Química 
como um suplemento à agricultura e fisiologia das plantas. Lepsch (2011) 
complementa que o húmus foi então considerado apenas um produto transi-
tório entre a matéria orgânica e os nutrientes minerais. As teorias dos estudos 
de Liebig são consideradas revolucionárias e originaram a lei do mínimo, 
que ainda é usada na agricultura para determinar os fertilizantes minerais a 
suplementarem solos deficientes (LEPSCH, 2011).
Lepsch (2011) apresenta uma das mais figuras esquemáticas mais comuns para ilustrar a 
lei do mínimo, desenvolvida a partir das discussões de Liebig, que você pode visualizar 
na Figura 1. De maneira simplificada, a lei do mínimo considera o seguinte: de nada 
adianta que haja excesso de inúmeros nutrientes no solo se houver a deficiência 
de algum fator essencial, uma vez que uma quantidade abaixo da requerida pode 
impedir o bom desenvolvimento vegetal. A alusão à capacidade de armazenamento 
de água parece ideal: o elemento requerido mais próximo à deficiência deve ser o 
indicador da intervenção necessária para que um solo se torne mais “saudável”, e é o 
que “determina” a sua capacidade produtiva para certa cultura vegetal. 
7Histórico, conceitos e funções dos solos
Figura 1. Lei do mínimo de Leibig.
Fonte: Adaptada de Lepsch (2011).
Brevik e Hartemink (2010) relatam que geólogos dos Estados Unidos 
incluíam solos no escopo de seus trabalhos no início do século XIX. Uma das 
principais contribuições do trabalho das pesquisas geológicas americanas foi 
a descoberta de que nutrientes poderiam ser obtidos de minerais geológicos. 
Por exemplo, eles descobriram que o potássio era um nutriente derivado do uso 
da glauconita — também chamada de “areia verde”, que você pode visualizar 
na Figura 2 — e que poderia ser utilizado como fertilizante nas plantações.
Grandes avanços foram feitos na cartografia e no mapeamento de solos 
no século XIX. Staszic compilou um mapa de geologia-geomorfologia-solos 
de várias folhas da Europa Oriental em 1806 e em 1856. A cartografia do solo 
teve origem na Alemanha, França, Áustria, Holanda e Bélgica nas décadas de 
1850 e 1860, com base em ideias e classificações desenvolvidas em agrogeologia 
(BREVIK; HARTEMINK, 2010). A área de mapeamento e classificação de 
solos não é universal e pode ser considerada ainda em constante evolução.
Histórico, conceitos e funções dos solos8
Figura 2. Mineral glauconita.
Fonte: Glauconite (2018, documento on-line).
Um importante conceito de ciência do solo que se desenvolveu durante o 
século XIX foi o perfil do solo. Dokuchaiev figurou entre os principais estu-
diosos que possibilitaram o desencadeamento da ciência genética do solo no 
final do século XIX. Ele sintetizou o conceito de perfil do solo e introduziu 
os horizontes A, B e C como eles são usados atualmente na ciência do solo. 
Ele via A + B como constituindo o solo e C como rocha-mãe ou subsolo 
(BREVIK; HARTEMINK, 2010). 
Podemos considerar então que os solos ganharam independência científica 
com a criação e aprofundamento da pedologia ou da pedogênese. Pedologia 
é a ciência da gênese, morfologia e classificação dos solos.
O livro de Charles Darwin, The Formation of Vegetable Mould through the Action of 
Worms (Formação de Húmus Vegetal pela Ação das Minhocas), de 1881, traz conceitos 
importantes de biologia do solo, em especial sobre as interações de minhocas e o solo. 
Como contribuição para o estudo de solos, traz um perfil de solo com as designações 
A–B–C–D para os horizontes, que você pode visualizar na Figura 3, sendo A a camada 
vegetal, B o solo superficial, C a linha da pedra e D a rocha (BREVIK; HARTEMINK, 2010). 
Não é o perfil mais aceito hoje, mas com certeza apresenta a importância do trabalho 
científico multidisciplinar.
9Histórico, conceitos e funções dos solos
Figura 3. Perfil de dolo proposto por Darwin em 1881.
Fonte: Adaptada de Brevik e Hartemink (2010).
Solos no Brasil
A preocupação inicial do russo Dokuchaiev, ao que concerne à pedologia, 
corrobora para a criação das ciências do solo atual, que tem por objetivos 
explicar a formação e estabelecer um sistema de classificação de solos. 
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística associa tal fato à necessidade 
dos seguintes pontos (IBGE, 2015):
 � correção da fertilidade natural dos solos;
 � elevação da fertilidade dos solos;
 � neutralização da acidez do solo;
 � agrupamento e indicações de solos apropriados para determinadas 
culturas;
 � preservação dos solos (por exemplo, contra a erosão).
Histórico, conceitos e funções dos solos10
No Brasil, em 1887, foi criada a Estação Agronômica de Campinas, que, 
mais tarde, receberia o nome de Instituto Agronômico de Campinas (IAC) 
(IBGE, 2015). Algumas instituições antigas são a Imperial Escola de Medicina 
Veterinária e de Agricultura Prática, fundada em Pelotas (1883), e a Escola 
Agrícola Prática São João da Montanha, fundada em Piracicaba (1901), hoje 
internacionalmente conhecida como Escola Superior de Agricultura “Luiz de 
Queiroz” (ESALQ), da Universidade de São Paulo (USP).
Ainda segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2015), 
podemos observar três marcos históricos brasileiros importantes: 
 � Em 1947, foi criada a Comissão de Solos, do Centro Nacional de Ensino 
e Pesquisas Agronômicas (antigo CNEPA) do Ministério da Agricultura.
 � Em 1970, o Departamento Nacional da Produção Mineral (antigo 
DNPM) começou a execução de projetos de sensoriamento remoto 
e geoprocessamento para análise dos recursos naturais da Amazônia 
(RADAM).
 � Em 1976, o Projeto Radam — Radar na Amazônia foi estendido para 
todo o território nacional e passou a ser chamado de Projeto Radam-
-Brasil; por isso, hoje todo o território nacional tem mapas de solos na 
escala de, no mínimo, 1:1 000 000.
No Brasil, é evidente a importância da universidade pública na manutenção de pes-
quisas sobre as ciências de solos, desde a ESALQ até universidades federais como as 
de Lavras, Viçosa, Pelotas e muitas outras, que mantêm um alto nível em muitas linhas 
de pesquisa diferentes, em um esforço conjunto com a Empresa Brasileira de Pesquisa 
Agropecuária (Embrapa), o IBGE e outros órgãos governamentais.
11Histórico, conceitos e funções dos solos
Duas formas de obtenção de dados brasileiros muito facilitadas são o site do IBGE e 
o da Embrapa.
 � O IBGE tem uma página voltada à pedologia, com disponibilização de informa-
ções acerca da cartografia temática de solos, como mapas, arquivos vetoriais e 
documentos. Pesquise “IBGE pedologia” no seu navegador da internet, que você 
encontrará rapidamente o link para a página.
 � A Embrapa tem uma unidade de pesquisa específica para solos e disponibiliza 
informações e publicações específicas sobre a temática. Pesquise “Embrapa solos” 
no seu navegador da internet e encontre o link para a página.
Esta foi uma breve introdução à longa eimportante da história da ciência 
do solo, sem os aprofundamentos que sistemas agrários florestais poderiam 
conferir à análise. Nas próximas seções, você vai ver que as funções múltiplas 
serão evidenciadas; é imprescindível entendermos os solos para que possamos 
estabelecer critérios de uso e ocupação mantendo a conservação, sempre com 
ênfase na real relevância desse recurso natural não renovável para a manutenção 
da vida humana na Terra, bem como na preservação dos meios bióticos e na 
qualidade dos meios abióticos. 
2 O solo como um corpo natural
O solo da Terra consiste, na verdade, em numerosos indivíduos de solo, e 
cada um pode ser descrito como um corpo tridimensional natural na paisa-
gem (STRAWN; BOHN; O’CONNOR, 2020). A concepção de o solo ser um 
corpo natural se origina da análise de que o solo, em ambientes complexos 
e produtivos, estabelece relações interfaciais entre as rochas (litosfera), o ar 
(atmosfera), a água (hidrosfera) e os seres vivos (biosfera) (BRADY; WEIL, 
2013; WEIL, BRADY, 2017). O produto dessa interface pode ser chamado 
de pedosfera, que pode ser definida como a camada mais externa da Terra 
(“composta por solo e sujeita a processos de formação”) ou como o conjunto 
de solos em nível mundial (LEPSCH, 2011). Um quinto componente da Terra 
é a antroposfera, que descreve a interação e a influência humana no meio 
ambiente (STRAWN; BOHN; O’CONNOR, 2020). Essas relações podem ser 
observadas na Figura 4.
Histórico, conceitos e funções dos solos12
Figura 4. Relações entre as diferentes esferas da Terra.
Fonte: Perez, Brefin e Polidoro (2016, p. iii).
Strawn, Bohn e O’Connor (2020) destacam que, independentemente de 
como o ambiente é compartimentado para a análise, os processos químicos 
que ocorrem no solo são aspectos importantes que afetam ambientes saudáveis 
e ambientalmente mais adequados (sustentáveis). A forma como ocorre essa 
interface do solo com os outros quatro compartimentos podem apresentar 
variações conforme a escala analisada (WEIL; BRADY, 2017):
 � Em uma escala de quilômetros: o solo concentra e direciona a água 
da chuva para os rios e transfere os elementos, dos minerais das rochas 
para os oceanos (exutório da bacia hidrográfica). Ainda nessa escala, 
o solo também pode remover e adicionar significativas quantidades 
de gases atmosféricos, o que poderia causar alterações no balanço de 
gases como o dióxido de carbono e o metano.
 � Em uma escala de metros: o solo poderia ser considerado uma zona 
de transição entre a rocha-base e a superfície terrestre (atmosfera), 
favorecendo o armazenamento da água e do oxigênio a serem disponi-
bilizados às plantas. De uma forma genérica, o solo pode disponibilizar 
minerais provenientes das rochas para as plantas, bem como realizar 
a decomposição e o armazenamento de restos orgânicos de plantas e 
animais.
13Histórico, conceitos e funções dos solos
 � Em uma escala milimétrica: o solo favorece a produção de diversos 
ecossistemas para microrganismos diversos que atuam no solo, con-
duzindo a água e outros nutrientes para as raízes das plantas. O solo 
fornece superfícies e condutos para soluções mesmo com inúmeras 
reações bioquímicas sendo processadas simultaneamente.
 � Em escala de micrômetros ou até menor: o solo fornece superfícies 
ordenadas e complexas, minerais ou orgânicas, que atuam como meio 
suporte para a ocorrência de reações químicas de interação da água 
com os seus solutos. 
O conceito de solo como corpos naturais organizados a partir de sua pró-
pria gênese — ou seja, os solos são mais do que materiais não consolidados 
localizados na superfície da Terra (PEREIRA et al., 2019) — e sua formação 
envolve fatores ainda mais complexos do que puramente os intemperismos 
(químicos e físicos). Dessa forma, as características e a distribuição geográfica 
dos solos na paisagem apresentam relação com as condições ambientais em 
um determinado local ao longo do tempo, como ilustra a Figura 5.
Figura 5. Fatores interferentes da dinâmica da formação do solo.
Fonte: Adaptada de Pereira et al. (2019, p. 5).
Histórico, conceitos e funções dos solos14
Como os solos têm um impacto significativo nas condições ambientais, 
existe uma ligação direta entre processos evolutivos e os diferentes tipos de 
solos. Segundo Strawn, Bohn e O’Connor (2020), alguns pesquisadores até 
teorizam que as primeiras formas de vida evoluíram das interações de carbono 
e nitrogênio com minerais argilosos, que é um tipo comumente observado nos 
solos; supõe-se que as argilas catalisam os primeiros polímeros prebióticos 
orgânicos. Embora não haja consenso absoluto para essa teoria, o papel dos 
solos na manutenção da vida e do meio ambiente se mantém óbvio.
Classificar um solo quanto à sua origem (considerando materiais geológicos 
originais, possíveis ciclos e processos de formação) nos permite entender as 
propriedades atuais de um solo. Os processos de formação de solos ocorrem 
de maneira contínua ao longo do tempo geológico e viabilizam a formação de 
incontáveis tipos de solos, como podemos facilmente perceber observando as 
paisagens terrestres. Nesse contexto de formação pedológica, os constantes 
intemperismo possibilitam alterações significativas em cenários regionais, 
que tornam os solos, muitas vezes, indivíduos únicos (PEREIRA et al., 2019). 
Ao considerarmos a influência da infiltração da água no solo e o escoamento 
superficial em topos e encostas, por exemplo, podemos afirmar que a infil-
tração e o escoamento superficial aceleram, respectivamente, os processos de 
intemperismo químico e de erosão (desagregação e carreamento de partículas). 
De maneira geral, quanto mais inclinado um terreno, menor será a infiltração 
e maior será o escoamento superficial da água. Um exemplo seriam os solos 
aluviares, aluvionares ou aluviões, que são solos transportados e depositados 
pela água, sendo pouco desenvolvidos e de pequena espessura (na Figura 4, 
anterior, corresponde à zona de “alúvio”). Desta forma, percebemos que a 
espessura e o desenvolvimento das camadas e/ou horizontes estão diretamente 
relacionados aos materiais originais e aos fatores de formação do solo (WEIL; 
BRADY, 2017).
O perfil do solo e suas camadas (horizontes genéticos)
A pedologia busca compreender a interação entre os fatores e processos de 
formação do solo e sua influência nos atributos morfológicos, físicos, químicos 
e mineralógicos do solo. Conforme a intensidade dos processos pedogenéti-
cos, eles poderiam explicar a variabilidade dos tipos de solo que podem ser 
observados na paisagem (PEREIRA et al., 2019).
15Histórico, conceitos e funções dos solos
Para que os perfis de solos possam ser observados, os pedólogos abriram 
verdadeiras trincheiras, expondo as camadas da seção vertical a serem avaliadas, 
como o exemplo mostrado na Figura 6. Pejon, Zuquette e Augusto Filho (2019) 
explicitam que o material que, em geral, é localizado entre a superfície terrestre 
e o substrato rochoso pode receber diversos nomes, como regolito, materiais não 
consolidados, solos, depósitos superficiais e/ou materiais superficiais. 
O regolito, de uma forma geral, interliga os diferentes compartimentos: 
atmosfera, rocha, água e seres vivos. Diante disso, podemos considerar que 
os quatro principais componentes do solo são o ar, a água, os minerais e a 
matéria orgânica (BRADY; WEIL, 2013). Dessa forma, o solo pode segu-
ramente ser definido como um ecossistema e, considerando que há muitos 
solos, um ecossistema extremamente diverso. Cada tipo de solo poderia ser 
caracterizado por um conjunto único de horizontes (WEIL; BRADY, 2017), 
apesar de podermos usar esquemas simplificados a partir da definição bá-
sica de horizontes genéticos. A proporção entre os componentes (minerais, 
matéria orgânica, água e ar), bem como as espessuras de cada horizonte que 
o solo pode apresentar, têm relação com as múltiplas funções que podem ser 
desempenhadas.
Figura 6. Trincheira de observação de um solo escuro. Imagem capturada no Chiledurante 
uma reunião científica de pedólogos, em 1984.
Fonte: Adaptada de Lepsch (2011).
Histórico, conceitos e funções dos solos16
De maneira genérica, um solo é o resultado de processos sintetizadores 
tanto construtivos quanto destrutivos. Weil e Brady (2017) descrevem que o 
intemperismo das rochas e a decomposição de resíduos orgânicos são exemplos 
de processos destrutivos, enquanto a formação de novos minerais, como 
argilas e “novos compostos orgânicos estáveis”, podem ser considerados 
exemplos de síntese ou adição. Um dos resultados desses processos de síntese 
e reorganização de matérias resulta na formação das camadas contrastantes, 
chamadas de horizontes do solo. O desenvolvimento desses horizontes na parte 
superior do regolito é uma característica particular de cada solo, que o diferencia 
da sua porção mais inferior (BRADY; WEIL, 2013 WEIL; BRADY, 2017). 
Embora os horizontes do solo sejam camadas, nem toda camada de solo é, necessa-
riamente, um horizonte genético. 
Um exemplo de modelo esquemático de horizontes pode ser visualizado na 
Figura 7. Cada solo em particular é caracterizado por um conjunto único de 
propriedades e horizontes, expressos no seu perfil e na natureza das camadas 
de solo, visto que, nesta situação, ele pode estar relacionado à natureza das 
condições ambientais locais (STRAWN; BOHN; O’CONNOR, 2020).
Note, na Figura 7, que o solo nesse perfil representativo pode ser definido 
como sendo composto pelos horizontes O, A, B e C, sendo que o horizonte R 
é o próprio material rochoso consolidado, ou seja, a base rochosa da região 
do perfil, não necessariamente do material intemperizado que compõe o solo 
localizado acima dele. O horizonte O é a camada exposta do solo. Em geral, 
apresenta maior concentração de materiais orgânicos, podendo incluir a turfa 
e a camada de folhas mortas (serrapilheira). O horizonte A pode apresentar 
matéria orgânica, porém já é uma camada com sinais de intemperismo, que 
são percebidos de uma forma mais evidente no horizonte B. O horizonte B, 
portanto, é a camada mais intemperizada, conhecida como a máxima expressão 
da gênese do solo. O horizonte C é uma camada composta por rochas decom-
postas — que não necessariamente correspondem ao material do horizonte R. 
17Histórico, conceitos e funções dos solos
Figura 7. Perfil de solo com representação de horizontes 
genéticos.
Fonte: Adaptada de Weil e Brady (2017).
Os horizontes de transição podem ser apresentados como mesclas entre essas termi-
nologias (AB, BA, BC, CB). Nesse caso, a primeira letra indicaria a aproximação maior. Por 
exemplo, se dizemos que um horizonte é BC, queremos dizer que ele é uma camada 
de transição entre os horizontes B e C, mas que se aproxima mais do horizonte B do 
que do C.
Histórico, conceitos e funções dos solos18
3 Funções dos solos na paisagem
Os ecossistemas fornecem bens e serviços que podem ser valorados econo-
micamente (serviços ecossistêmicos monetizados), mas apresentam um valor 
inestimável, como os listados a seguir (WEIL; BRADY, 2017):
 � aprovisionamento e fornecimento de bens (por exemplo, água, alimentos 
e princípios ativos medicinais);
 � regulação e processos de tratamento dos recursos naturais (purificação 
de águas, decomposição de resíduos, controle de pragas e modificações 
de gases atmosféricos);
 � suporte e auxílio quanto à ciclagem de nutrientes, dispersão de sementes 
e produção primária de biomassa;
 � promoção de oportunidades de lazer ao ar livre.
A capacidade de um solo executar suas funções ecológicas reflete a com-
binação de propriedades físicas, químicas e biológicas, que pode ser gene-
ricamente chamada de qualidade do solo (BRADY; WEIL, 2013). Entre as 
principais funções que os solos podem desempenhar, ilustradas na Figura 8, 
podemos destacar as seguintes (LEPSCH, 2011; BRADY; WEIL, 2013; WEIL; 
BRADY, 2017):
 � Suporte: apoio ao crescimento das plantas, fornecendo suporte físico 
para as raízes e elementos nutricionais para as plantas. A capacidade 
de suporte de um solo varia de acordo com os nutrientes, animais e 
vegetações; portanto, a capacidade de suporte varia de acordo com o 
ecossistema analisado.
 � Fornecimento de água: os solos podem regular a disponibilidade 
hídrica. A perda, utilização, contaminação e purificação da água são 
afetadas pelo solo. 
 � Sistema de tratamento da natureza: o solo funciona como um com-
partimento para tratamento de resíduos e ciclagem de nutrientes (bio-
disponilização e redisponibilização de nutrientes provenientes dos 
materiais decompostos).
19Histórico, conceitos e funções dos solos
Figura 8. Funções básicas que um solo pode desempenhar.
Fonte: Adaptada de Weil e Brady (2017).
 � Habitat para animais: a diversidade de animais e microrganismos é 
muito vasta e será mais ampla quanto mais saudável for o solo.
 � Equilíbrio gás-solo: os solos podem ajudar no controle da qualidade 
do ar, absorvendo ou liberando gases, muitas vezes utilizando como 
facilitadores os microrganismo que ali estão armazenados. O equilíbrio 
térmico também pode ser considerado e, nesse caso, os solos exercem 
uma função de isolamento da temperatura;
 � Meio de engenharia: o solo desempenha um papel importante ao 
propiciar a execução de obras de engenharia para que os ambientes 
sejam adaptados à vida humana (fornecendo a base para a construção, 
mas também insumos para isso).
Histórico, conceitos e funções dos solos20
Podemos observar algumas peculiaridades dessas seis principais funções 
do solo. Sobre o solo atuando como suporte físico, quando o consideramos 
um meio para crescimento de plantas, não é desejável que ele seja muito 
compactado, principalmente porque a zona radicular precisa se estabelecer 
e a estrutura das raízes pode variar grandemente de acordo com as culturas 
vegetais. De uma forma geral, esse ambiente onde as raízes crescem apresentam 
muitos microrganismos, que contam com mecanismos como a capacidade 
catiônica do solo (CTC) para realizar a retenção de nutrientes, que podem ser 
biodisponibilizados no meio. 
O solo é um ambiente que “mantém” uma riqueza de organismos com 
diversas atividades e funções (VAN ELSAS, 2019). Entre esses organismos, 
os microrganismos têm um papel de relevante importância, pois desempe-
nham atividades essenciais nos principais processos do solo. No entanto, um 
problema-chave em qualquer discussão sobre o solo como habitat microbio-
lógico é nossa visualização conceitual do solo. 
O solo consiste em frações inorgânicas e orgânicas. As partículas inor-
gânicas do solo são classificadas em três grupos principais, de acordo com 
seu tamanho: areia, silte e argila. As proporções desses grupos em qualquer 
solo determinam a textura do solo, bem como a possibilidade de interação 
entre microrganismos, partículas do meio e fluidos do solo. A fração de argila 
pode ser correlacionada à função, por exemplo, de suporte para atividades de 
engenharia em obras de fundamentos e estruturas de base, que demandam 
solos mais estruturados e estáveis geotecnicamente. Além disso, as argilas 
podem também ser correlacionadas à CTC do solo, uma vez que permitem que 
íons sejam aderidos à superfície do meio poroso do solo (FETTER; BOVING; 
KREAMER, 2018). Um solo mais poroso permite uma condutividade hidráulica 
de fluidos em seu meio, porém retém menos os elementos que o atravessam.
Na caracterização geotécnica de um solo, é desejável que conheçamos seu compor-
tamento no estado natural e indeformado (IBGE, 2015).
21Histórico, conceitos e funções dos solos
Sobre a produção e/ou filtração da água, podemos correlacionar tal fun-
ção com as recargas dos aquíferos e mesmo com os próprios reservatórios 
subterrâneos. A água pode ser armazenada subsuperficialmente em zonas 
distintas do perfil geológico, dependendo da proporção relativa do espaço 
poroso ocupado pela água, como ilustrado na Figura 9. A zona saturada tem 
os poros preenchidos com água; já em uma zona de aeração sobreposta, os 
poros contêm gases (principalmente,ar e vapor de água) e água (BEAR, 1972). 
A zona de saturação pode se estender a certa distância acima do lençol 
freático, dependendo do tipo de solo. De maneira geral, um aquífero é uma 
formação geológica que contém água e permite que a água flua através de 
seu meio poroso em condições de campo (BEAR, 1972; FETTER, 2014; FET-
TER; BOVING; KREAMER, 2018). Sendo assim, os componentes químicos 
presentes na água podem indicar a qualidade da água, mas também algumas 
informações sobre a geologia local, devido à interação água–rocha. Mesmo 
um aquífero podendo ser uma camada geológica não alterada, a interação entre 
as zonas saturadas e não saturadas é muito importante para a manutenção da 
qualidade ambiental.
A contaminação de um solo com substâncias oriundas de atividades an-
trópicas pode prejudicar amplamente a sua capacidade de fornecer habitat 
para os seus seres vivos, além dos riscos de contaminação das plantas que 
poderiam ser direcionadas à alimentação humana ou ainda de contaminação 
das águas (superficiais e subterrâneas). A CTC de um solo pode atuar retendo 
ou retardando a contaminação, em conjunto com atividades microbiológicas que 
promovem a redução desses contaminantes no meio. Entretanto, tais processos 
de depuração, degradação e biorremediação podem ser muito demorados e, 
quando aplicadas técnicas de engenharia, apresentar altos custos econômicos. 
Dessa forma, Strawn, Bohn e O’Connor (2020) lembram que, embora o uso 
sustentável do solo, que proteja a qualidade do meio, deva ser prioridade, 
muitas vezes é necessário, em primeiro lugar, recuperar a qualidade daqueles 
solos que já foram degradados.
Histórico, conceitos e funções dos solos22
Figura 9. Perfil de solo com representação das zonas saturada (com água) e 
não saturada.
Fonte: Grotzinger e Jordan (2013, p. 485).
Com base nos conceitos aqui apresentados e discutidos, você pode perceber 
que a sustentabilidade das comunidades humanas tem relação direta com a 
preservação dos recursos naturais, em especial do solo. A formação e a di-
nâmica de tal recurso estão, por sua vez, ligadas ao manejo da agricultura, à 
exploração mineral e à explotação de recursos hídricos, entre outras atividades 
humanas. Sendo assim, tais análises e estudos corroboram para a correta gestão 
dos solos, que só pode ser executada de forma segura conforme entendemos as 
múltiplas funções que o solo apresenta e como esse corpo natural se relaciona 
com outros compartimentos ambientais. 
23Histórico, conceitos e funções dos solos
BEAR, J. Dynamics of fluids in porous media. New York: Prentice-Hall, 1972. 
BRADY, N. C.; WEIL, R. R. Elementos da Natureza e Propriedades dos Solos. 3. ed. Porto 
Alegre: Bookman, 2013.
BREVIK, E. C.; HARTEMINK, A. E. Early soil knowledge and the birth and development 
of soil science. CATENA, v. 83, n. 1, p. 23–33, 2010.
FETTER, C. W. Applied hydrogeology. 4. ed. New York: Pearson Education, 2014.
FETTER, C. W.; BOVING, T.; KREAMER, D. Contaminant hydrogeology. 3. ed. Illinois: 
Waveland Press, 2018. 
GLAUCONITE. In: ENCYCLOPÆDIA Britannica. [S. l.]: Encyclopædia Britannica, 2018. Dis-
ponível em: https://www.britannica.com/science/glauconite. Acesso em: 13 maio 2020.
GROTZINGER, J.; JORDAN, T. Para entender a Terra. 6. ed. Porto Alegre: Bookman, 2013.
IBGE. Manual técnico de pedologia. 3. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2015. (Manuais técnicos 
em geociências, n. 4). Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/
liv95017.pdf. Acesso em: 13 maio 2020.
LEPSCH, I. F. 19 lições de pedologia. São Paulo: Oficina de Textos, 2011.
PEJON, O. J.; ZUQUETTE, L. V.; AUGUSTO FILHO, O. Geologia e solos. In: CALIJURI, M. 
C.; CUNHA, D. G. F. Engenharia ambiental: conceitos, tecnologia e gestão. 2. ed. Rio de 
Janeiro: Elsevier, 2019. p. 551–566.
PEREIRA, M. G. et al. Formação e caracterização de solos. In: TULLIO, L. (org.). Forma-
ção, classificação e cartografia dos solos. Ponta Grossa: Atena, 2019. p. 1–20. Disponível 
em: http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/202369/1/Formacao-e-
-caracterizacao-de-solos-2019.pdf. Acesso em: 13 maio 2020.
PEREZ, D. V.; BREFIN, M. L. M.; POLIDORO, J. C. Solo, da origem da vida ao alicerce das 
civilizações: uso, manejo e gestão. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 51, n. 9, p. i–iv, 
2016. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/pab/v51n9/0100-204X-pab-51-09-000i.
pdf. Acesso em: 13 maio 2020.
STRAWN, D.; BOHN, H. L.; O’CONNOR, G. A. Soil chemistry. 5. ed. Nova Jersey: Wiley-
-Blackwell, 2020.
TROEH, F. R.; HOBBS, J. A.; DONAHUE, R. L. Soil and water conservation for productivity 
and environmental protection. 4. ed. Upper Saddle River: Prentice Hall, 2004.
VAN ELSAS, D. J. The soil environment. In: VAN ELSAS, D. J. et al. Modern soil microbiology. 
3. ed. Boca Raton: CRC Press, 2019. p. 3–20.
Histórico, conceitos e funções dos solos24
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cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a 
rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de 
local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade 
sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links.
VON LIEBIG, J. Die organische Chemie in ihrer Anwendung auf Agrikultur und Physiologie. 
Braunschweig: F. Vieweg, 1840. Documento on-line: https://ia800902.us.archive.org/31/
items/dieorganischeche00lieb/dieorganischeche00lieb.pdf. Acesso em: 13 maio 2020.
WEIL, R. R.; BRADY, N. C. The nature and properties of soils. 15. ed. Londres: Pearson 
Education Limited, 2017.
Leitura recomendada
FREEZE, R. A.; CHERRY, J. A. Groundwater. Nova Jersey: Prentice-Hall, 1979. 
25Histórico, conceitos e funções dos solos
Dica do professor
Dentre as funções que um solo pode desempenhar, algumas atividades são interligadas. Por 
exemplo, o suporte ao desenvolvimento das plantas está intimamente relacionado à capacidade 
que um solo apresenta ao realizar a ciclagem dos nutrientes.
Na Dica do Professor, você vai entender a conexão entre as funções do solo, em especial do 
crescimento das plantas, assim como os procedimentos que podem preservar esse importante 
recurso.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
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Exercícios
1) O solo pode ser definido como a camada superior da superfície terrestre, onde as plantas e 
parte dos animais estão localizados. Um perfil de solo é representado tipicamente por 
camadas que diferem conforme a sua formação. Sobre as possíveis camadas de um perfil, é 
correto afirmar que:
A) o horizonte B apresenta pouco desenvolvimento do solo, sendo mais próximo à rocha 
consolidada do que à camada ou horizonte C.
B) o horizonte O é a camada com maior quantidade de matéria orgânica, incluindo as coberturas 
superficiais, como serapilheira.
C) o horizonte C ou CB é a camada de transição entre rocha e solo, possuindo alta concentração 
de matéria orgânica.
D) o horizonte B corresponde ao mais intemperizado, sendo o mais profundo e com maior 
quantidade de matéria orgânica.
E) o horizonte A pode ser considerado a camada com mais matéria orgânica, podendo ser ainda 
a serapilheira.
2) Fatores e condições climáticas tais como temperatura, tempo geológico, declividade dos 
terrenos, infiltração de água, desprendimento de partículas e presença de microrganismos 
podem interferir em como será a formação do solo de uma região. Sobre os aspectos locais 
na formação dos solos, é possível afirmar que:
A) nas áreas de menor declividade, os solos são mais profundos, já que a velocidade de 
escoamento superficial propicia a infiltração da água.
B) nas áreas de maior declividade, os solos são mais rasos, já que a baixa velocidade de 
escoamento superficial diminui a infiltração da água.
C) os materiais intemperizados geradosa partir de materiais originais são depositados e formam 
horizontes genéticos de alta profundidade.
D) nas áreas com altas declividades, a água permanece um alto tempo em contato com as 
rochas, aumentando a intensidade do intemperismo.
E) os materiais originários (horizontes R) são materiais rochosos que não foram ainda 
submetidos a intemperismos físicos ou químicos.
3) Leia o excerto a seguir:
“Enquanto os cientistas dos pequenos países da Europa estudavam, dentro de laboratórios, o 
solo como um pequeno barril onde nutrientes retirados pelas plantas tinham que ser 
compensados pela sua reposição com fertilizantes, os da Rússia o estudavam examinando-o 
no campo. Em 1877, um naturalista russo de nome Vasily V. Dokuchaev (1846-1903) foi 
convocado pelo Tzar da Rússia para estudar os efeitos de uma grande seca que havia 
ocorrido nos campos, ou estepes, da província da Ucrânia, onde o clima era muito frio e 
relativamente seco.” (LEPSCH, 2019, p. 51)
Considerando o trecho apresentado e os aprendizados acerca da importância da ciência do 
solo, assinale a afirmativa correta:
A) Os estudos dos solos em laboratórios podem ser ignorados, pois não são efetivos.
B) Os estudos iniciados por Dokuchaev propiciaram a criação da área de estudo de Geologia.
C) Os solos podem apresentar diferentes perfis, e isso pode definir seus comportamentos.
D) Os estudos de solos em climas temperados são idênticos aos estudos de climas tropicais.
E) Os microrganismos precisam que o solo esteja seco para poder atuar mais eficientemente.
Normalmente, são atribuídas seis possíveis funções básicas a um solo. Elas podem ser de 
natureza técnica, ecológica ou sociocultural e ainda podem ocorrer concomitantemente.
Leia as assertivas a seguir: 
I - O solo pode ser tóxico a inúmeros organismos, impossibilitando a permanência futura 
destes animais na Terra.
II - O solo pode funcionar como um reator de tratamento, acelerando a decomposição de 
matéria orgânica presente.
III - O solo é essencial para a construção civil, em especial por suas propriedades mecânicas 
de suporte às obras.
IV - O solo pode favorecer a disponibilidade hídrica, propiciando a recarga de aquíferos e a 
captação desse recurso.
4) 
V - O solo é o meio propício para que haja a deposição de materiais orgânicos como 
fármacos, por ser um filtro com capacidade ilimitada.
Considerando as funções que um solo pode desempenhar, assinale a alternativa que 
apresenta as afirmativas corretas:
A) I e III. 
B) II e V. 
C) III e V.
D) I, II e III.
E) II, III e IV.
5) O solo é um corpo natural, apresentando uma estrutura tridimensional que em geral é 
caracterizada por horizontes genéticos ou pedogenéticos bem definidos, originados por 
meio de processos complexos de formação desse substrato. Com base nisso, é correto 
afirmar que o solo é um corpo natural porque:
A) apresenta alterações por meio de ação externa dos fatores climáticos e/ou outros abióticos 
da natureza.
B) define o potencial de produção agrícola, permitindo a obtenção de alimentos acima do limite 
máximo para a segurança alimentar.
C) é definido em sua formação como sendo um material composto por camadas.
D) estabelece a possibilidade de conexão entre a pedosfera, a atmosfera, a biosfera, a 
antroposfera e a litosfera.
E) E 
estabelece uma interface entre os solos e as pessoas que têm interesse em, a partir de 
métodos mais naturais, extrair suas riquezas.
Na prática
Muitas comunidades rurais brasileiras não dispõem dos serviços e das infraestruturas de 
saneamento básico. Essa demanda acaba sendo resolvida parcialmente por projetos locais, 
organizados pelos próprios moradores, com subsídios dos governos regionais e de organizações 
não governamentais.
O solo representa, nesse contexto, uma importante interface com as águas, principalmente se 
levarmos em conta sua função de concentrar, filtrar e permitir a coleta de água de qualidade. A 
proteção e o fornecimento de água é uma função muito importante do solo e que apresenta um 
valor enorme para a qualidade de vida das pessoas.
Veja, Na Prática, o trabalho da agrônoma Marielle e descubra um pouco mais sobre como as 
funções do solo podem apresentar interface com outras funções ecossistêmicas fundamentais à 
manutenção da vida humana.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja a seguir as sugestões do professor:
Porosidade do solo nas lavouras de soja
No vídeo a seguir, você vai perceber como a escolha correta de plantas a serem cultivadas ajuda o 
solo a melhorar sua estrutura e, assim, favorece que esse recurso natural continue a desempenhar 
uma das suas funções: a de funcionar como um suporte para o desenvolvimento das plantas.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Recuperação de voçorocas
Hoje sabemos que a erosão é uma das causas da degradação e deterioração da qualidade do solo, 
podendo ainda acarretar prejuízos sociais e econômicos, bem como redução da qualidade de 
corpos hídricos do entorno. No artigo a seguir, você terá acesso a informações acerca do manejo da 
erosão, em especial em sua expressão máxima, as voçorocas.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Vamos falar sobre o solo
O ano de 2015 foi marcado como o Ano do Solo. No vídeo a seguir, você vai conhecer a explicação 
simplificada de muitos conceitos importantes para o entendimento dos processos de formação e 
manutenção de um solo.
https://www.youtube.com/embed/dJggDzxPBo8
https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/130802/1/25736.pdf
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://www.youtube.com/embed/e8uqY0Aqcf0

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