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Meu caderno de resumos: Direito Administrativo Poderes Administrativos Controle de leituras: ✅✅✅✅▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢ 1. CONCEITO O Estado atua a serviço da coletividade, e atua por meio de seus agentes. Em razão disso, o ordenamento jurídico confere a esses agentes certas prerrogativas peculiares à sua qualificação de prepostos do Estado ⤷ São os chamados Poderes Administrativos. 2. CARACTERÍSTICAS: · São poderes-deveres: Pois ao mesmo tempo em que confere poderes, o OJ impõe, de outro lado, deveres específicos para que os agentes, atuando em nome do Poder Público, executem as atividades administrativas. · São instrumentais: servem como instrumentos de trabalho, por meio dos quais os órgãos e entidades administrativas executam suas tarefas na gestão de interesses coletivos – caráter de instrumentalidade. · São irrenunciáveis: O administrador não pode dispor deles livremente e somente existem e são legitimamente exercidos enquanto instrumentos necessários à busca do interesse público. - Sem esses poderes, o ente público teria dificuldade em alcançar seu escopo. Seu uso deve ser em conformidade com a lei e na busca do benefício da coletividade. 💡 Há limitações para o exercício desses poderes. 3. ABUSO DE PODER Se tais poderes ultrapassarem o seu caráter de instrumentalidade, agindo em desconformidade com a lei, teremos o ABUSO DE PODER ↦ Ocorre quando a autoridade pública pratica o ato extrapolando a competência legal ou visando a uma finalidade diferente daquela prevista em lei. É uma conduta ilegítima do administrador, quando atua fora dos objetivos expressa ou implicitamente traçados na lei. - Pode decorrer de: 1. Condutas comissivas: ato administrativo é praticado fora dos limites legalmente postos. 2. Condutas omissivas: o agente público deixa de exercer uma atividade imposta a ele por lei, ou seja, quando se omite no exercício de seus deveres. ✎HLM: O abuso de poder tanto pode revestir de forma comissiva quanto omissiva, porque ambas são capazes de afrontar a lei e causar lesão ao direito individual do administrador. A inércia da autoridade administrativa, deixando de executar determinada prestação de serviço a que por lei está obrigada, lesa o patrimônio jurídico individual. É forma omissiva de abuso de poder, quer o ato seja doloso ou culposo. - Formas/Espécies de Abuso de Poder: 1. Excesso de poder: O agente atua fora dos limites de sua competência, ele exorbita/extrapola. - Aqui, ou o agente invade atribuições cometidas a outro agente, ou se arroga o exercício de atividades que a lei não lhe conferiu. - É um vício de competência ↦ torna NULO o ato administrativo praticado. - Lembrando que vício de competência é um vício sanável. 2. Desvio de poder: O agente, embora dentro de sua competência, afasta-se do interesse público. Ou seja, o agente visa alcançar outra finalidade que não aquela prevista em lei, o agente busca fins diversos. - É um vício subjetivo do agente e sempre de difícil comprovação, gerando uma dificuldade na obtenção da prova efetiva do desvio. Porque a ilegitimidade vem dissimulada sob a aparência da perfeita legalidade. - É um vício de finalidade ↦ torna NULO o ato administrativo praticado. - Lembrando que vício de finalidade é um vício insanável. · Ato administrativo praticado com abuso de poder: ⤷ Dotado de ilegalidade ⤷ Submetido a revisão: judicial ou administrativamente ⤷ Será invalidado: esfera administrativa ou ação judicial, inclusive MS ⤷ Em certas circunstâncias há ilícito penal. (CESPE): O excesso de poder é a modalidade de abuso de poder nas situações em que o agente busca alcançar fim diverso daquele que a lei lhe permitiu. (FALSO) – desvio de poder. 4. FORMAS DE EXERCÍCIO DOS PODERES: Discricionariedade e vinculação Para MC a discricionariedade e vinculação não são espécies de poderes, e sim, formas de exercício desses poderes. Base para diferenciar: grau de liberdade do agente público para atuar. Cada um dos poderes administrativos pode se manifestar por atos vinculados ou discricionários, dependendo da previsão legislativa. Tanto a vinculação quanto a discricionariedade, sempre vêm pautadas na lei. Ocorre que a vinculação é sem margem de escolha pelo administrador, enquanto na discricionariedade é dado uma margem de escolha a este. 💡 Não são poderes autônomos, são atributos de outros poderes ou competências da administração. 4.1 PODER VINCULADO Onde a lei estabelece todos os critérios objetivos da prática do ato, neste caso, a forma de exercício do poder é vinculada. Aquele que estabelece um único comportamento possível a ser tomado pelo administrador, sem nenhuma liberdade para juízo de conveniência e oportunidade. (HLM) Ato vinculado: ato que possui todos os elementos e pressupostos já preenchidos previamente por lei. O agente público é um simples executor da vontade legal. 4.2 PODER DISCRICIONÁRIO O administrador também está subordinado à lei, porém, há situações em que a própria lei estabelece uma margem de oportunidade e conveniência para que o administrador escolha a solução mais adequada. Prerrogativa conferida à administração para eleger, dentre várias condutas possíveis, a que se mostrar mais conveniente e oportuna. Essa escolha é chamada de: mérito administrativo. ❌ A discricionariedade não pode ser confundida com arbitrariedade, pois esta é uma atuação fora dos limites da lei. A discricionariedade pode ser praticada: - na prática do ato - na revogação do ato Nem sempre essa escolha estará estabelecida em lei, a lei terá conceitos vagos e indeterminados, onde será permitida essa margem de escolha ao agente. Ex: Determinada norma de polícia estabelece que a Administração tem a atribuição de dissolver passeata se houver tumulto. O que vem a ser tumulto? A lei não estabelece, então a compreensão do termo é feita com base no juízo de conveniência e oportunidade. 💡 Controle judicial: É admitido sobre o exercício do poder discricionário, exceto quanto ao mérito do ato administrativo. 5. ESPÉCIES DE PODERES ADMINISTRATIVOS 5.1 PODER NORMATIVO/REGULAMENTAR Quando edita leis, o Poder Legislativo nem sempre possibilita que elas sejam executadas. Diante disso, cabe à Administração criar mecanismos de complementação das leis indispensáveis à sua efetiva aplicabilidade. Competência atípica da Administração Pública. Facilita a compreensão do texto legal. Seus atos são sempre inferiores à lei: Lei > atos administrativos normativos. ⤷ Logo, não podem alterar a lei, nem desrespeitar seus termos. Se alterar, teremos abuso de poder, pois estará invadindo a competência do P. Legislativo. 💡 O Poder Regulamentar INDEPENDE que a lei diga que precisa ser regulamentada. O poder normativo pode expedir diversos atos normativos, tais como: - regimentos, deliberações, instruções normativas, etc. REGULAMENTOS OU DECRETOS? - Regulamento e decreto são referências ao mesmo ato normativo ↦ O regulamento é expedido por meio de um decreto. - O decreto é a forma do regulamento. - O regulamento é um ato privativo do chefe do poder executivo. - Para a doutrina tradicional, o poder regulamentar = poder normativo. Ocorre que não é bem assim, pois o poder regulamentar é mais restrito, refere-se apenas a edição de regulamentos, mas expede outros atos normativos como deliberações e resoluções. Diante disso, melhor ter o entendimento de que o Poder Regulamentar é apenas uma das espécies do poder normativo. - Poder Regulamentar – edita regulamentos: atribuição típica e exclusiva do chefe do Poder Executivo (presidente, governador, prefeito). PODER NORMATIVO - É o poder geral conferido às autoridades públicas de editarem normas gerais e abstratas, nos limites da lei. - Gerais: se aplicam a um universo indeterminado de destinatários. - Abstratas: incidem sobre quantidade indeterminada de situações concretas, não se esgotando na primeira aplicação. 💡 No entanto, há casos em que serão, GERAIS e CONCRETOS ↦ Ex: regulamentos revogadores expedidos com finalidade específica de extinguirato normativo anterior – o ato se esgota imediatamente após cumprir a tarefa de revogar o regulamento pretérito. COMPETÊNCIA · Poder Regulamentar: Chefes do poder executivo (art. 84, caput, CF) Regra: Indelegável Exceção: Art. 84, parágrafo único: Presidente da República pode delegar para: - Ministros de Estado - Procurador da República - AGU Em que situações? 1. Organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar em aumento de espessa nem criação ou extinção de órgãos públicos. 2. Extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos. ESPÉCIES DE REGULAMENTOS: a) Regulamentos executivos - São aqueles editados para a fiel execução das leis. - Não podem inovar no OJ. - Complementam a lei. - Submissos à lei. b) Regulamentos autônomos - Atuam substituindo a lei; - Inovam no OJ; - Expedidos sem contemplar lei anterior; A regra é o regulamento executivo, todavia, excepcionalmente se admite duas espécies de regulamentos autônomos, quais sejam: as duas situações previstas no art. 84, VI da CF. São exceções à regra geral de que o chefe do poder executivo edita decretos para fiel execução da lei, sem caráter de inovação da ordem jurídica. Regulamentos executivos Regulamentos autônomos Explicita a lei para a sua fiel execução. Trata de questão ainda não prevista em lei. Art. 84, IV da CF. Art. 84, VI da CF – alterado com a EC de 32. Art. 84: Compete privativamente ao PR: IV – sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para a sua fiel execução. Art. 84: Compete privativamente ao PR: VI – dispor, mediante decreto, sobre: a) Organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; b) Extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos. Não inova do OJ. Inova do OJ. Ato normativo secundário. Ato normativo primário. Não admite delegação. Admite delegação. 5.2 PODER HIERÁRQUICO Atribuição concedida ao administrador para organizar, distribuir e escalonar as funções de seus órgãos. Poder de se estruturar internamente, determinando uma relação de hierarquia e subordinação entre seus órgãos e agentes. - Poder de estruturação INTERNO ↦não existe manifestação de hierarquia externa, ou seja, de pessoas jurídicas diferentes. Não há hierarquia entre os diferentes entes da federação. A hierarquia: controle interno entre órgãos e agentes de uma mesma PJ. - A hierarquia pode se manifestar por meio de atos de coordenação (relação horizontal) e subordinação (relação vertical). - A lei do processo administrativo (lei 9784) prevê em seus artigos 11 e ss, dois institutos relacionados com o poder hierárquico: AVOAÇÃO E DELEGAÇÃO de competência. - AVOCAÇÃO: Ato pelo qual o chefe chama para si, de forma temporária, competência que deveria inicialmente ser exercida pelo agente subalterno. - Só se avoa competência de agente subordinado. - É ato discricionário; - Tomada temporária de competência; - Não é possível quando se trata de competência exclusiva do subordinado. - Medida excepcional e temporária. - Deve ser devidamente fundamentada. - DELEGAÇÃO: Distribuição de atribuições de um órgão a outro de mesma hierarquia, ou de hierarquia inferior, desde que não sejam exclusivos. - É admitido para agente da mesma hierarquia ou inferior. - É temporária; - Não configura transferência de competência, mas sim uma ampliação, pois o agente delegante não perde a competência delegada ↦ cláusula de reserva. - Competência: é delegada de forma restritiva ↦ deve estar expresso no ato a competência delegada e a quem é, os limites, a duração, o objetivo, poderes transferidos e etc... Não se admite ato genérico de delegação! ❓De quem é a responsabilidade pela prática do ato delegado? ⤷ Súmula 510, STF: Praticado o ato por autoridade, no exercício de competência delegada, contra ela cabe o mandado de segurança ou a medida judicial. ❌VEDAÇÃO DA DELEGAÇÃO/AVOCAÇÃO: CENORA · Competência exclusiva (a privativa pode ser delegada) · Decisão de recursos hierárquicos · Edição de atos normativos 5.3 PODER DISCIPLINAR É um poder sancionatório. É o poder da Administração Pública para apurar infrações e aplicar penalidades em relação àqueles sujeitos a disciplina interna da Administração, servidores públicos ou não. Por isso é um poder específico. Aplica sanções a todos aqueles que tenham vínculo de natureza especial com o Estado, seja de natureza contratual ou funcional. A sanção aplicada não é comum, porque a sanção só é aplicada em virtude de um vínculo especial entre a administração pública e o indivíduo penalizado ↦ Sistema punitivo interno ↦ Por isso não se confunde com o exercido pela justiça penal. Ex: particulares que celebram contrato com o poder público. ✎(CESPE): Decorre do poder disciplinar a prerrogativa da administração pública de punir internamente as infrações funcionais de seus servidores e as infrações administrativas cometidas por particulares com quem o ente público tenha algum vínculo. ✅ - Finalidade: aprimorar a prestação do serviço público punindo a malversação do dinheiro público ou atuação em desconformidade com a lei. 💡Diferente do que ocorre com o poder de polícia, onde pode ser aplicada a qualquer particular. - Sanção = não pode ser imposta a particulares que não possuam vínculo com a administração. - Os atos decorrentes do poder disciplinar: DISCRICIONÁRIOS. ⤷ A administração pode escolher com alguma margem de liberdade qual punição é a mais apropriada. (Extensão da sanção – P. da proporcionalidade) ⤷Em relação a valoração de conceitos vagos ou indeterminados. ⤷Quando a lei expressamente reconhece a discricionariedade. 💡 A discricionariedade não é no sentido de punir ou não. Pois conhecendo a infração, o ente público tem a obrigação de instaurar o PAD. Vinculado: dever de punir; Discricionário: Seleção da pena aplicável. - A aplicação de penalidades pelo poder disciplinar não impede que haja responsabilização pelo mesmo fato, na esfera penal e civil ↦ incomunicabilidade das instâncias. ⤷ A decisão do processo administrativo não poderá influenciar nos demais. Exceção à incomunicabilidade das instâncias: Absolvição criminal decorrente da inexistência do fato ou negativa de autoria -> Absolvição na esfera administrativa (art. 126, lei 8112/90). CONTROLE DO PODER DISCIPLINAR Exercido pela própria administração Exercido pelo Poder Judiciário: - Quando o administrador fugir à legalidade -Aplicar sanções no exercício do poder discricionário sem observar o p. da proporcionalidade. STF: Impossibilidade de controle do p. judiciário sobre o mérito administrativo, deve ser relacionado somente à questões de legalidade das sanções aplicadas. 5.4 PODER DE POLÍCIA Conceito: art. 78, CTN. Segundo o art. 78 do CTN, poder de polícia é... -uma atividade realizada pela administração pública -consistente em regular a prática de um ato ou a abstenção de fato, -limitando ou disciplinando direitos, interesses ou liberdades das pessoas -em benefício do interesse público (segurança, higiene, ordem etc.). É a faculdade de que dispõe a Administração Pública para condicionar e restringir o uso e gozo de bens, atividades e direitos individuais, em benefício da coletividade ou do próprio Estado. O Estado pode estipular restrições e limitações ao exercício de liberdades individuais e até mesmo ao direito e propriedade do particular. ⤷ Aqui nasce o Poder de Polícia: se aplica a todos os particulares. *ATENÇÃO CAI EM PROVA -> Na conceituação clássica o poder de polícia limita em benefício da segurança, a conceituação moderna, por sua vez, limita em benefício do interesse público. Segue trecho da Di Pietro: · (...) Pelo conceito clássico, ligado à concepção liberal do século XVIII, o poder de polícia compreendia a atividade estatal que limitava o exercício dos direitos individuais em benefício da segurança. · Pelo conceito moderno, adotado no direito brasileiro, o poder de polícia é a atividadedevendo ser adotada nas provas. Logo, quando a questão perguntar sobre delegação de poder de polícia para Entidades administrativas de direito privado: · É possível delegação (sendo genérica) = CERTO · É possível delegação de todas as fases = ERRADO · As fases delegadas serão: Consentimento, Fiscalização e Sanção= CERTO · A única que não pode agora é a ORDEM! ATRIBUTOS DO PODER DE POLÍCIA: 1. Discricionariedade: consiste na liberdade de escolha da autoridade pública sobre a conveniência e oportunidade do exercício do poder de polícia. 2. Imperatividade: poder que a administração pública tem de impor obrigações a particulares unilateralmente, independentemente da vontade do particular. 3. Autoexecutoriedade: Poder que a administração pública tem de utilizar meios diretos de cumprimento do ato por ele imposto. A administração pública executa o ato diretamente, sem ir ao poder judiciário. 4. Coercibilidade: Poder que a administração tem de exigir o cumprimento do ato por meios de coerção indireta (ex: aplicação de multa, caso estacione em local proibido). *DOD: DISCRICIONARIEDADE AUTOEXECUTORIEDADE COERCIBILIDADE Em regra, a Administração Pública tem a liberdade de definir a oportunidade e conveniência da prática dos atos de poder de polícia. A Administração Pública pode, com os seus próprios meios, executar seus atos e decisões, sem precisar de prévia autorização judicial. Significa que as medidas adotadas pela Administração podem ser impostas coercitivamente aos particulares. Ex: a definição do dia e do local onde haverá uma fiscalização da vigilância sanitária. Ex: pode interditar um estabelecimento comercial sem autorização judicial. Ex: o poder público pode apreender as mercadorias estragadas de um supermercado. Obs: a lei poderá impor que determinado ato de poder de polícia seja vinculado. Ex: licença para o exercício de uma profissão. Obs: nem sempre a autoexe-cutoriedade da Administração será suficiente. É o caso, p. ex., da multa. Se o particular não quiser pagar, será necessário propor ação judicial contra ele. Obs: a autoexecutoriedade e a coercibilidade estão intimamente ligadas e alguns autores trabalham os dois atributos como sendo sinônimos. 💡 Nem todas as medidas de polícia são dotadas de autoexecutoriedade. Ela só existe em 2 situações: 1. Quando estiver prevista expressamente em lei; 2. Mesmo não estando prevista expressamente em lei, se houver situação de urgência que demande a execução direta da medida. PODER DE POLÍCIA ORIGINÁRIO E DELEGADO - Originário: Aquele exercido pelos órgãos dos próprios entes federativos, cujo fundamento é a própria repartição de competências materiais e legislativas constantes na CF. - Delegado: Poder atribuído às pessoas de direito público da administração indireta, delegação esta que deve ser feita por meio de lei do ente federativo que detém o poder de polícia originário. PRAZO PARA APLICAR PENALIDADES As sanções decorrentes do poder de polícia devem respeitar um prazo prescricional de 05 anos. # QUESTÕES QC 01. O poder de polícia administrativa é indelegável a particulares e entre órgãos. (ERRADO) 02. Configura abuso do poder regulamentar a edição de regulamento por chefe do Poder Executivo dispondo obrigações diversas das contidas em lei regulamentada, ainda que sejam obrigações derivadas. (FALSO)* - As obrigações derivadas das contidas em lei regulamentada são legais, temos como exemplos: a comunicação interna, portarias, decretos. São as chamadas normas infralegais, estão logo abaixo das leis ordinárias, disciplinadas e organizadas de forma escalonada na "pirâmide de Kelsen". Trata-se do poder regulamentar. 03. Ao exercer o poder regulamentar, a administração pública pode extrapolar os limites do ato normativo primário, desde que o faça com vistas à finalidade pública. (CORRETO) 04. (AOCP) A possibilidade de a Administração Pública punir internamente as infrações funcionais de seus agentes públicos deriva mediatamente de seu poder HIERÁRQUICO. (CORRETO)* – e deriva imediatamente do poder disciplinar. 05. image1.pngdevendo ser adotada nas provas. Logo, quando a questão perguntar sobre delegação de poder de polícia para Entidades administrativas de direito privado: · É possível delegação (sendo genérica) = CERTO · É possível delegação de todas as fases = ERRADO · As fases delegadas serão: Consentimento, Fiscalização e Sanção= CERTO · A única que não pode agora é a ORDEM! ATRIBUTOS DO PODER DE POLÍCIA: 1. Discricionariedade: consiste na liberdade de escolha da autoridade pública sobre a conveniência e oportunidade do exercício do poder de polícia. 2. Imperatividade: poder que a administração pública tem de impor obrigações a particulares unilateralmente, independentemente da vontade do particular. 3. Autoexecutoriedade: Poder que a administração pública tem de utilizar meios diretos de cumprimento do ato por ele imposto. A administração pública executa o ato diretamente, sem ir ao poder judiciário. 4. Coercibilidade: Poder que a administração tem de exigir o cumprimento do ato por meios de coerção indireta (ex: aplicação de multa, caso estacione em local proibido). *DOD: DISCRICIONARIEDADE AUTOEXECUTORIEDADE COERCIBILIDADE Em regra, a Administração Pública tem a liberdade de definir a oportunidade e conveniência da prática dos atos de poder de polícia. A Administração Pública pode, com os seus próprios meios, executar seus atos e decisões, sem precisar de prévia autorização judicial. Significa que as medidas adotadas pela Administração podem ser impostas coercitivamente aos particulares. Ex: a definição do dia e do local onde haverá uma fiscalização da vigilância sanitária. Ex: pode interditar um estabelecimento comercial sem autorização judicial. Ex: o poder público pode apreender as mercadorias estragadas de um supermercado. Obs: a lei poderá impor que determinado ato de poder de polícia seja vinculado. Ex: licença para o exercício de uma profissão. Obs: nem sempre a autoexe-cutoriedade da Administração será suficiente. É o caso, p. ex., da multa. Se o particular não quiser pagar, será necessário propor ação judicial contra ele. Obs: a autoexecutoriedade e a coercibilidade estão intimamente ligadas e alguns autores trabalham os dois atributos como sendo sinônimos. 💡 Nem todas as medidas de polícia são dotadas de autoexecutoriedade. Ela só existe em 2 situações: 1. Quando estiver prevista expressamente em lei; 2. Mesmo não estando prevista expressamente em lei, se houver situação de urgência que demande a execução direta da medida. PODER DE POLÍCIA ORIGINÁRIO E DELEGADO - Originário: Aquele exercido pelos órgãos dos próprios entes federativos, cujo fundamento é a própria repartição de competências materiais e legislativas constantes na CF. - Delegado: Poder atribuído às pessoas de direito público da administração indireta, delegação esta que deve ser feita por meio de lei do ente federativo que detém o poder de polícia originário. PRAZO PARA APLICAR PENALIDADES As sanções decorrentes do poder de polícia devem respeitar um prazo prescricional de 05 anos. # QUESTÕES QC 01. O poder de polícia administrativa é indelegável a particulares e entre órgãos. (ERRADO) 02. Configura abuso do poder regulamentar a edição de regulamento por chefe do Poder Executivo dispondo obrigações diversas das contidas em lei regulamentada, ainda que sejam obrigações derivadas. (FALSO)* - As obrigações derivadas das contidas em lei regulamentada são legais, temos como exemplos: a comunicação interna, portarias, decretos. São as chamadas normas infralegais, estão logo abaixo das leis ordinárias, disciplinadas e organizadas de forma escalonada na "pirâmide de Kelsen". Trata-se do poder regulamentar. 03. Ao exercer o poder regulamentar, a administração pública pode extrapolar os limites do ato normativo primário, desde que o faça com vistas à finalidade pública. (CORRETO) 04. (AOCP) A possibilidade de a Administração Pública punir internamente as infrações funcionais de seus agentes públicos deriva mediatamente de seu poder HIERÁRQUICO. (CORRETO)* – e deriva imediatamente do poder disciplinar. 05. image1.png