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BL03P07 Leia o texto abaixo. Pais e filhos: amizade, superproteção e autoritarismo De acordo com a psicóloga Fernanda Kimie Mishima, é necessário autoconhecimento e autoconfiança dos pais no entendimento de seus próprios limites para construir uma relação saudável com os filhos Dificuldades no relacionamento entre pais e filhos são comuns. Afinal, são pessoas diferentes, com ideias e pensamentos distintos. No entanto, é preciso que o amor e o respeito prevaleçam. A afirmação é da psicóloga Fernanda Kimie Tavares Mishima, da USP, que adianta ser necessário também autoconhecimento e autoconfiança dos pais no entendimento de seus próprios limites para construir uma relação saudável com os filhos. [...] Pais superprotetores [...] Fernanda afirma que o comportamento prejudica o amadurecimento da relação entre pais e filhos, além de impedir os pais de confiarem na capacidade dos filhos. Para Fernanda, dizer “eu superprotejo meu filho porque ele não pode ter frustração, ele não pode saber que há limites” confunde a mente da criança, “que passa a acreditar que pode tudo e suas vontades devem ser sempre respeitadas porque são as corretas”. Para a estudante de pedagogia L.A.F., de 22 anos, que [...] prefere não se identificar, ter mãe superprotetora trouxe consequências negativas para sua vida adulta, a insegurança. A jovem conta que saiu de casa no ano passado e, no início, sofreu por depender emocionalmente da mãe. Relata ter tido dificuldade em ficar longe e realizar sozinha as tarefas do dia a dia. Ter que tomar decisões e encarar o mundo sozinha deixava a estudante ansiosa, já que ela “nunca tinha feito isso antes, nunca tive essa oportunidade de poder amadurecer e crescer”. Hoje, após vencer as dificuldades, a estudante afirma ter mais autonomia. Pais amigos Relacionamento amigável com os pais foi relatado pela estudante de jornalismo Luana de Camargo Pena, de 22 anos, como benéfico. “É uma sensação de segurança. Eu sei que eu posso contar com eles e eles também podem contar comigo.” Seja para pedir conselhos ou para compartilhar situações boas e ruins Luana se sente confortável com os pais [...]. PIERRI, Vitória. Pais e filhos: amizade, superproteção e autoritarismo. Jornal da USP. 5 mar. 2021. Disponível em: https://jornal.usp.br/atualidades/pais-e-filhos-amizade-superprotecao-e-autoritarismo/. Acesso em: 11 jan. 2024. Fragmento. (P00045072_SUP) 01) (P00045072) Nesse texto, o trecho que mostra uma opinião é: A) “Dificuldades no relacionamento entre pais e filhos são comuns. Afinal, são pessoas diferentes, com ideias e pensamentos distintos.”. B) “Para Fernanda, dizer ‘eu superprotejo meu filho porque ele não pode ter frustração, ele não pode saber que há limites’ confunde a mente da criança,...”. C) “A jovem conta que saiu de casa no ano passado...”. D) “Relacionamento amigável com os pais foi relatado pela estudante de jornalismo...”. 02) (P00045076) Nesse texto, no trecho “... já que ela ‘nunca tinha feito isso antes,...’”, o pronome destacado faz referência A) à estudante de pedagogia. B) à Fernanda Kimie Tavares Mishima. C) à Luana de Camargo Pena. D) à mãe superprotetora. P0707 1 BL03P07 P0707 2 Leia novamente o texto “Pais e filhos: amizade, superproteção e autoritarismo” para responder às questões abaixo. 03) (P00045074) Esse texto é um exemplo de A) artigo de opinião. B) carta de leitor. C) notícia. D) reportagem. 04) (P00045075) Nesse texto, no trecho “‘... suas vontades devem ser sempre respeitadas porque são as corretas.’”, a palavra destacada expressa ideia de A) adição. B) conclusão. C) explicação. D) oposição. 05) (P00045073) Qual é o assunto desse texto? A) A busca dos jovens por autonomia longe da casa dos pais. B) A construção de uma relação saudável entre pais e filhos. C) A dificuldade dos filhos em compreender os pais. D) A importância do autoconhecimento dos pais. BL01P07 Leia o texto abaixo. Sou mãe e professora, e sei bem o quanto dizer não é importante, mas ao mesmo tempo sofrido.A reportagem abordou vários elementos e soube respeitar tanto os pais quanto as crianças e os adolescentes. Aos pais, cabe a educação moral dos filhos e isso está sendo deixado para a escola, o que certamente traz consequências negativas para todos. Essa reflexão é importante para a sociedade, pois, a partir dela, pode-se pensar em um futuro melhor, com pessoas mais altruístas e conscientes. S. M. P. G., CAMPINAS, SP Armazém de texto. 15 out. 2021. Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/2021/10/carta-do-leitor-cartas-comportamento.html. Acesso em: 10 jan. 2024. (P00045054_SUP) 06) (P00045054) Qual trecho desse texto apresenta uma opinião? A) “Sou mãe e professora, e sei bem quanto dizer não é importante,...”. B) “A reportagem abordou vários elementos...”. C) “... soube respeitar tanto os pais quanto as crianças e os adolescentes.”. D) “... isso está sendo deixado para a escola,...”. 07) (P00045058) Esse texto é um exemplo de A) artigo de opinião. B) carta de leitor. C) diário. D) notícia. 08) (P00045059) Nesse texto, no trecho “A reportagem abordou vários elementos...”, a palavra destacada pode ser substituída por A) apresentou. B) costurou. C) defendeu. D) separou. 09) (P00045057) De acordo com o trecho “Sou mãe e professora, e sei bem o quanto dizer não é importante, mas ao mesmo tempo sofrido.”, a autora do texto A) evita dizer não aos seus filhos. B) incentiva os filhos a dizerem não. C) tem conhecimento para falar sobre educação de crianças. D) tem uma relação ruim com a educação de suas crianças. 10) (P00045056) De acordo com esse texto, os pais devem A) cuidar da educação moral dos filhos. B) deixar crianças e adolescentes na escola. C) pensar em um futuro melhor para os filhos. D) respeitar as crianças e os adolescentes. P0707 3 BL02P07 Leia o texto abaixo. Fuga Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo [...] barulho [...]. − Para com esse barulho, meu filho − falou, sem olhá‑lo. Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas: não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira. − Pois então para de empurrar a cadeira. − Eu vou embora − foi a resposta. Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de juntar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de madeira com apenas três rodas, um pedaço de biscoito, uma chave [...], metade de uma tesourinha enferrujada, um botão [...]. A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante. De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão: − Viu um menino saindo desta casa? − gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua, sentado no meio-fio. − Saiu agora mesmo com uma trouxinha − informou ele. Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. [...] Chamou-o, mas ele apertou o passinho [...]. − Meu filho, cuidado! O motorista do ônibus deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço [...]: − Que susto que você me passou, meu filho! − e apertava‑o contra o peito [...]. − Deixa eu descer, papai. [...] Trouxe‑o para casa e o largou novamente na sala − tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave [...]. − Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando. − Fico, mas vou empurrar esta cadeira. E o barulho recomeçou. SABINO, Fernando. Fuga. Portal da Crônica Brasileira. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13176/fuga. Acesso em: 11 jan. 2024. Fragmento. (P00045060_SUP) 11) (P00045064) Qual é o assunto abordado nesse texto? A) A educação no trânsito para crianças. B) As brincadeiras preferidas das crianças. C) O relacionamento entre um pai e seu filho. D) Os direitos garantidos aos jovens e às crianças. 12) (P00045061) Nesse texto,o narrador A) conhece os sentimentos dos personagens. B) julga as atitudes tomadas pelos personagens. C) participa da história como pai do menino. D) reproduz a história contada pelo pai do menino. P0707 4 BL02P07 P0707 5 Leia novamente o texto “Fuga” para responder às questões abaixo. 13) (P00045062) Nesse texto, no trecho “A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante.” (7º parágrafo), a expressão destacada significa o mesmo que A) definitivamente silenciosa. B) essencialmente terrível. C) um pouco preocupante. D) um tanto quanto exigente. 14) (P00045063) Nesse texto, no trecho “Chamou-o,mas ele apertou o passinho...” (10º parágrafo), a palavra destacada indica A) adição. B) explicação. C) finalidade. D) oposição. 15) (P00045065) Nesse texto, no trecho, “− Saiu agora mesmo com uma trouxinha − informou ele.” (9º parágrafo), o termo destacado refere-se ao A) menino. B) motorista do ônibus. C) operário. D) pai do menino. BL06P07 Leia o texto abaixo. De Onde Vem a Água do Rio? [...] “Você sabia que os rios são como pessoas? Eles também nascem, vivem [...]: brotam das nascentes, descem cachoeiras, passam por baixo de pontes, atravessam cidades, nos trazem peixes, carregam os nossos barcos [...]. Mas isso não termina aí. Assim como o Sol nasce todos os dias pela manhã [...], os rios também vivem um ciclo sem fim. E a isso damos o nome de ciclo da água: a gente nem percebe, mas toda a água líquida que existe no planeta está sempre evaporando. Esse vapor sobe muito, muito alto, até lugares bem frios na atmosfera. Esse frio faz o vapor virar gotinhas, formando nuvens, que são carregadas pelo vento. Nesse caminho, elas vão se encontrando com mais e mais gotinhas, que se juntam em uma quantidade muito grande, e vai pesando, pesando… no fim, fica tão pesada que cai sob a forma de chuva. Então, essa chuva vai penetrando pelo solo, sempre procurando por caminhos por onde ela possa passar mais facilmente – ou seja, onde a terra é mais permeável e absorve melhor a água. Assim, fios de água seguem por caminhos escuros embaixo da terra até encontrar uma saída. A essa saída nós damos o nome de nascente, que é onde o riozinho recomeça sua jornada em direção ao oceano. Nesse caminho, ele se encontra com outros riozinhos que seguem seu caminho juntos até terminar no mar, e então começa tudo de novo.” DE ONDE Vem a Água do Rio? Universidade das crianças. Disponível em: https://meulink.fit/fiTIUlJIqpIKeVl. Acesso em: 17 jan. 2024. Adaptado para fins didáticos. Fragmento. (P00046267_SUP) 16) (P00046267) Qual é o assunto desse texto? A) A origem da água do rio. B) As pontes de uma cidade. C) O nascimento do Sol. D) Os lugares frios do planeta. Leia o texto abaixo. O Cãozinho Aventureiro Era uma vez um cãozinho chamado Pipo. Ele era muito curioso e adorava explorar novos lugares. Um dia, Pipo decidiu sair da casinha e se aventurar pela floresta. Ele pulou por entre as árvores e encontrou animais diferentes. Fez amizade com o macaco, o coelho e até um bicho preguiça dorminhoco. O macaco, muito falante, disse para Pipo: “Pipo, a floresta é muito bonita, mas para quem não a conhece, ela pode ser perigosa também”. O coelho, sempre muito esperto, acrescentou: “É verdade! Ontem mesmo a onça quase me pegou!” A conversa estava tão animada que até a preguiça resolveu falar: “Cuidado Pipo…não fique na floresta à noite… zzzzz” Para a sorte de Pipo, estava por perto uma coruja sábia que o ajudou a encontrar o caminho de volta para casa. Ao retornar, Pipo percebeu que a aventura era emocionante, mas também valorizou o conforto e a segurança de seu lar. Ele aprendeu que é legal sair de casa de vez em quando, desde que com autorização dos pais e voltando cedo. O CÃOZINHO Aventureiro. In: Maxflex. 2023. Disponível em: https://www.maxflex.com.br/blog/historia-infantil-para-dormir. Acesso em: 17 jan. 2023. (P00046256_SUP) 17) (P00046258) Nesse texto, no trecho “‘... ela pode ser perigosa...’” (7º parágrafo), a palavra em destaque substitui A) casa. B) coruja. C) floresta. D) onça. P0707 6 BL06P07 Leia o texto abaixo. ARIONAURO. Celular pode distrair [...]. Arionauro Cartuns. 17 set. 2018. Disponível em: https://linker.fit/kXLWzsJhFfTtLGa. Acesso em: 26 jan. 2024. (P00047293_SUP) 18) (P00047293) Esse texto faz uma crítica A) ao desrespeito aos direitos dos animais. B) ao excesso de informação nas redes. C) ao número de carros nas vias. D) ao uso indevido de celular no trânsito. 19) (P00047294) Esse texto é uma A) charge. B) entrevista. C) pesquisa. D) propaganda. Leia o texto abaixo. Carta aberta ao meu melhor amigo: você merece o mundo! Parece-me que você nem está ciente de como é um bom amigo. Na verdade, você não está ciente disso na maioria das vezes. É por isso que estou escrevendo esta carta – uma simples carta sincera ao meu melhor amigo, [...] da “minha pessoa”, para você. O único que me conhece tão profundamente, e escolhe me amar com tanto orgulho. Tenho que admitir que muitas vezes me pego imaginando o que fiz para merecer você. Você veio exatamente no momento certo da minha vida. [...] Agradeço [...] todos os dias que nossos caminhos se cruzaram porque você é a melhor coisa que me aconteceu há muito tempo. [...] Espero que você saiba como você é amado, adorado e apreciado. Por mim e por todos em cuja vida você entrou desinteressadamente. Você é uma joia que brilha mais que o sol. Continue sendo você e eu continuarei amando você, não importa aonde a vida me leve. Todo o amor deste mundo [...] CARTA aberta ao meu melhor amigo: você merece o mundo! Resiliência Mag. Disponível em: https://meulink.fit/OpUiufUZocueWXl. Acesso em: 18 jan. 2024. Fragmento. (P00047289_SUP) 20) (P00047289) Nesse texto, no trecho “... todos os dias que nossos caminhos se cruzaram...” (4º parágrafo), a palavra destacada significa A) deslocaram. B) encontraram. C) movimentaram. D) passaram. P0707 7 BL07P07 Leia o texto abaixo. João da Água João da Água tinha 19 anos e era o filho mais velho de dona Maria, mãe de três outras crianças. Todos os dias, João acordava bem cedo e, antes mesmo de o sol raiar, caminhava até o riacho fundo para pegar água. Levava sempre nos ombros um pedaço de bambu com dois latões amarrados, um de cada lado. Por esta razão, todos o chamavam de João da Água. [...] João adorava o caminho do rio. Por onde passava, encontrava pessoas que o cumprimentavam [...]. Chegando no rio, João enchia os latões e, alegre como sempre, voltava para casa, sorrindo, apreciando a vida e a natureza que o sol começava a colorir. Entretanto, um dos latões que João carregava estava furado e vazava por todo o caminho. Quando João da Água chegava em casa, só restava um latão e meio de água para sua mãe usar na cozinha. Muitas vezes, os amigos de João avisavam: ‒ João da Água, seu latão está furado! [...] ‒ Mas João da Água [...] respondia: ‒ Não se preocupem, amigos, o meu latão está ótimo! [...] Um belo dia, [...] seus irmãos decidiram trocar o latão e, assim, fazer uma surpresa para ele. Entretanto, quando João da Água percebeu a troca, chamou as crianças e perguntou: ‒ Queridos irmãozinhos, vocês sabem como eu gosto de ir todos os dias buscar água para vocês, não sabem? ‒ Sim, João, nós sabemos! ‒ E vocês também sabem que eu gosto muito do meu latão furado, não sabem? ‒ Sim, João, mas... Mesmo sabendo que você gosta muito do seu latão furado, nós não entendemos por que você o carrega assim, vazando por todo o caminho ‒ disse o irmão mais velho. [...] ‒ Crianças, agradeço muito a preocupação de vocês. Obrigado. Mas [...] eu adoro carregar o meu latão furado. Vou lhes contar o porquê: prestem atenção no caminho que eu faço, todos os dias, do rio para a nossa casa ‒ pediu o moço. O que vocês veem? ‒ Bem, eu vejo uma estrada de terra... ‒ disse o irmão mais velho. ‒ Eu vejo uma estrada de terra bem bonita... ‒ disse o irmão do meio. ‒ Eu vejo uma estrada de terra, bonita e cheia de flores... ‒ disse o irmão mais novo. ‒ E eu ‒ disse João da Água [...] ‒ eu vejo uma estrada com floresde um lado só, flores que eu rego todos os dias com a água do rio, com os pingos que vazam do meu latão furado, de que eu gosto tanto. [...] SECCO, Patrícia Engel. João da Água. 3ª ed. São Paulo: Fundação Educar DPaschoal, 2019. Disponível em: https://online.pubhtml5.com/bczq/dowj/index.html#p=1. Acesso em: 19 jan. 2024. Fragmento. (P00045096_SUP) 21) (P00045096) A forma como o narrador conta essa história mostra que ele A) conhece os sentimentos dos personagens. B) conta fatos que ouviu de uma outra pessoa. C) fala diretamente para o leitor da história. D) vivenciou a história como um personagem. 22) (P00045097) De acordo com esse texto, João da Água A) admirou-se com a atitude de seus irmãos. B) estava cansado de carregar os latões de água. C) quis testar os conhecimentos de seus irmãos. D) sentia-se orgulhoso por regar as plantas. P0707 8 BL07P07 Leia o texto abaixo. Conheça as senhoras italianas que preparam a massa mais rara e especial do mundo Uma boa massa melhora o dia! Mas nas antigas aldeias da Sardenha italiana, onde a arte da massa artesanal é um ritual [...], existem segredos ancestrais de dar água na boca que nem mesmo o mais fino fettuccine pode comparar. Estamos falando aqui de massas nas formas mais bonitas, raras e complexas que você já viu. Trançada, esticada, torcida e crocheteada, elas são feitas por senhoras que usam técnicas antigas hipnotizantes. [...] Andarinos Então, vamos falar de receitas raras, começando pelosAndarinos. Feito em apenas uma aldeia da Sardenha, essas delicadas massas espirais são torcidas à mão e secas ao sol. [...] É feito de um tipo simples de massa; farinha de sêmola de trigo duro, água morna e sal – depois torcido em espirais, rolando pequenas cordas de massa sobre uma superfície finamente enrugada. [...] Culurgiones Essa massa recheada é uma espécie de prima do mundialmente famoso ravióli, mas com pecorino e batata no interior. “Nada de especial”, você pode dizer, mas aqui está a particularidade: o macarrão rondel é fechado com uma trança romântica. [...] Lorighittas Parece joia. Esta variedade de massa trançada em forma de anel é originária do oeste da Sardenha do século 16 [...]. Como de costume, misture a farinha de semolina e três ou quatro pitadas de sal; aos poucos, acrescente a água e bata com as mãos até ficar macia e lisa. Prepare algumas tiras de massa parecidas com macarrão [...]. Agora pegue o macarrão e arredonde-o duas vezes ao redor dos dedos indicador e médio juntos. Por fim, segure a tira com uma das mãos enquanto com a outra rola os dois “anéis”, entrelaçando-os. [...] REDAÇÃO HYPENESS. Conheça as senhoras italianas que preparam a massa mais rara e especial do mundo. 2021. Disponível em: . Acesso em: 4 ago. 2021. Fragmento. (P081168I7_SUP) 23) (P080133H6) Esse texto foi escrito para A) apresentar uma informação de forma detalhada. B) defender uma opinião orientada por argumentos. C) ensinar uma norma de convivência em grupo. D) narrar uma história criada em torno de um enredo. P0707 9 BL07P07 Leia o texto abaixo. História triste de tuim João-de-barro é um bicho bobo que ninguém pega, embora goste de ficar perto da gente; mas de dentro daquela casa de joão-de-barro vinha uma espécie de choro, um chorinho fazendo tuim, tuim, tuim... A casa estava num galho alto, mas ummenino subiu até perto, depois com uma vara conseguiu tirar a casa sem quebrar e veio baixando até o outro menino apanhar. Dentro havia três filhotes, não de joão-de-barro, mas de tuim. Você conhece, não? De todos esses periquitinhos que tem no Brasil, tuim é capaz de ser o menor. Tem bico redondo e rabo curto e é todo verde, mas o macho tem umas penas azuis para enfeitar. Três filhotes, um mais feio que o outro, ainda sem penas, os três chorando. O menino levou-os para casa, inventou comidinhas para eles; um morreu, outro morreu, ficou um. Geralmente se cria em casa é casal de tuim, [...]. Mas aquele tuim macho foi criado sozinho e, como se diz na roça, criado no dedo. [...] Mas o pai disse: “menino, você está criando muito amor a esse bicho, quero avisar: tuim é acostumado a viver em bando. [...]” E o menino vivia de ouvido no ar com medo de ouvir o bando de tuim. Foi de manhã, ele estava catando minhoca para pescar quando viu o bando chegar; não tinha engano: era tuim, tuim, tuim... Todos desceram ali mesmo em mangueiras, mamonas e num bambuzal, divididos em pares. E o seu? Já tinha sumido, estava no meio deles; o menino gritava com o dedo esticado para o tuim voltar; nada. Só parou de chorar quando o pai chegou a cavalo, soube da coisa e disse: “venha cá”. E disse: “[...] estava avisado do que ia acontecer, portanto, não chore mais”. O menino parou de chorar, porque tinha brio, mas como doía seu coração! De repente, olhe o tuim na varanda. Foi uma alegria na casa que foi uma beleza, até o pai confessou que ele também estivera muito infeliz com o sumiço do tuim. Houve quase um conselho de família quando acabaram as férias: deixar o tuim, levar o tuim para São Paulo? Voltaram para a cidade com o tuim. [...] Soltar um pouquinho no quintal não devia ser perigoso, desde que ficasse por perto; se ele quisesse voar para longe era só chamar, que voltava; mas uma vez não voltou. De casa em casa, o menino foi indagando pelo tuim: “que é tuim?” perguntavam [...]. “Tuim?” Que raiva! Pedia licença para olhar no quintal de cada casa, perdeu a hora de almoçar e ir para a escola, foi para outra rua, para outra. [...] Teve uma ideia, foi ao armazém de “seu” Perrota: “tem gaiola para vender?” Disseram que tinha. “Venderam alguma gaiola hoje?” Tinham vendido uma para uma casa ali perto. Foi lá, chorando, disse ao dono da casa: “se não prenderam o meu tuim, então por que o senhor comprou gaiola hoje?” O homem acabou confessando que tinha aparecido um periquitinho verde sim, de rabo curto, não sabia que chamava tuim. [...] Voltou para casa com o tuim no dedo. BRAGA, Rubem. História triste de tuim. In: ANDRADE, Carlos Drummond de, et al. São Paulo. Editora Ática, 2021. p. 30-33. Fragmento. (P00045102_SUP) 24) (P00045107) Nesse texto, no trecho “Foi de manhã, ele estava catando minhoca...” (9° parágrafo), a palavra destacada está substituindo o A) homem. B) menino. C) pai. D) tuim. P0707 10 BL07P07 Leia novamente o texto “História triste de tuim” para responder às questões abaixo. 25) (P00045104) Nesse texto, no trecho “De casa em casa, o menino foi indagando pelo tuim:...” (14º parágrafo), a palavra destacada pode ser substituída por A) julgando. B) observando. C) perguntando. D) refletindo. 26) (P00045103) Esse texto é um exemplo de A) crônica. B) fábula. C) lenda. D) romance. P0707 11