Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

PRÓTESE FIXA – MATERIAIS RESTAURADORES ATUAIS 
· Restaurações metalocerâmicas = necessidade de alta estabilidade (por exemplo na região posterior ou no caso de próteses fixas de múltiplos elementos) 
· Restaurações totalmente cerâmicas = reabilitação dental unitária com altas demandas estéticas 
· Esses materiais eram tradicionalmente processados por tecnologias de fabricação manual, como fundição, injeção ou estratificação 
· Atualmente: 
· Tecnologias digitais: capturas ópticas intraorais e procedimentos de desenho/manufatura (CAD/CAM) 
· Cerâmicas e resinas compostas de alta resistência 
· Restaurações fabricadas por meio de fresamento auxiliado por computador a partir de discos ou blocos pré-fabricados 
Requisitos para materiais restauradores 
1. Biocompatibilidade
· Pressupõe que o material não deve causar danos aos tecidos vivos 
· Como todo material se dilui ou se degrada parcialmente dependendo da qualidade do ambiente, a extensão da decomposição e a qualidade/quantidade de substâncias liberadas determinam o grau de complicações biológicas. 
· Toxicidade localizada ou sistêmica, hipersensibilidade ou genotoxicidade 
· Devido às rígidas regulamentações para dispositivos médicos, os fabricantes devem provar a biocompatibilidade de seus materiais 
· Reações adversas biológicas e imunológicas aos materiais dentários são raras e os efeitos adversos relatados são aceitáveis. 
2. Longevidade 
· Desempenho mecânico 
· Durabilidade do material 
· Natureza do design 
· Qualidade do processamento 
· Eficácia do acabamento 
3. Material 
Propriedades estruturais 
· Elasticidade: capacidade do material de retomar sua forma inicial após a aplicação de uma carga (GPa) 
· Forçar um material além do seu limite de elasticidade leva á deformação plástica 
· Cerâmica = pouca ou nenhuma plasticidade = fratura após atingir o limite de elasticidade 
· Resistência à flexão: tensão onde ocorre a fratura (Mpa) 
· Tenacidade à fratura: resistência contra o crescimento de trincas (MPa√m) 
Propriedade de superfície 
4. Dureza: resistência à deformação localizada induzida por indentação mecânica ou abrasão 
· Materiais mais duros = menos risco de danos à superfície 
Risco de falha mecânica de restaurações 
· Falhas na superfície que podem atuar como um ponto de partida para microtrincas 
· Aplicação de carga de tração = uma microtrinca se abre e a tensão se desenvolve na ponta da trinca 
· A tensão que excede a resistência do material leva à propagação de trincas 
· Com o tempo, a trinca cresce significativamente. Finalmente a falha catastrófica ocorre quando a secção transversal residual é muito pequena para suportar a carga 
· Ponta da trinca nos metais: arredondada por escoamento plástico (risco de fratura rreduzido) 
· Ponta de trinca na cerâmica: escoamento plástico não é possível por conta das ligações covalentes. A ponta da trinca permanece afiada e o crescimento da trinca é um risco significativamente maior 
· Para aumentar a resistência, são empregados meios de fortalecimento em nível microscópico para impedir a propagação de trincas (compressão interna ou por partículas que atuam como obstáculo para o crescimento de trincas) 
5. Durabilidade: características mecânicas + resistência ao desgaste e ao envelhecimento 
· Suscptibilidade ao meio bucal incluindo umidade, temperatura e características de carga 
· A água = pode atacar ligações do material, especialmente nos limites das fases ou microtrincas, promovendo assim a degradação. 
6. Desenho 
· Dimensionamento insuficiente nas paredes coronais ou conectores de PF’s = motivo de falha 
· Bordas afiadas aumentam o risco de falha (desenvolvimento descontrolado da tensão) 
· Restaurações que requerem tratamento térmico 
· Espessura de parede uniforme tanto quanto possível, para obter uma distribuição homogênea das tensões durante o resfriamento 
7. Processamento 
· Processo de modelagem sempre requer usinagem, um tratamento térmico, como sinterização ou injeção, ou um processo de polimerização 
· Processamento inadequado = defeitos no materiais = redução da resistência da restauração 
8. Acabamento 
· Deve ser feito com ferramentas especificas do material e velocidade, alimentação e pressão adequadas para evitar danos à superfície 
· Cerâmica: 
· queima de vitrificação (tratamento térmico sem aplicação de glaze) 
· glazeamento (tratamento térmico com aplicação adicional de glaze) 
· tratamento inadequado: não eliminação do dano subsuperficial = falhas residuais que podem atuam como origem para microtrincas 
9. estética 
· os materiais para restaurar os dentes devem imitar a aparência estética do próprio dente 
· a substituição do tecido dentário duro precisa equilibrar cor, translucidez, refração e reflexão, opalescência e fluorescência 
10. cor: a coloração das resinas e cerâmicas é obtida pelo uso de pigmentos inorgânicos, principalmente óxidos metálicos 
11. translucidez: não há absorção de luz, a luz passa por um material como uma vidraça sem ser espelhada 
12. refração e reflexão 
· refração: a luz passa por uma interface e entra em um material diferente, a direção da propagação da luz é alterada 
· reflexão: depende do ãngulo de indicidência 
1. difração e opalescência 
2. fluorescência: os dentes brilham quando iluminados com luz ultravioleta 
· estimulação dos elétrons = liberação de energia pela emissão de luz visível 
· os materiais para restaurações estéticas devem apresentar efeito semelhante 
3. capacidade de mesclagem: diferença de cor entre os materiais dentários estéticos e os tecidos duros dentais parecem menores 
VISÃO GERAL DOS MATERIAIS ATUAIS PARA PRÓTESES FIXAS 
1. RESINAS COMPOSTAS 
· Pelo menos dois materiais constituintes com propriedades físicas e/ou químicas diferentes 
· Cerâmica + resina (elasticidade da resina neutraliza a friabilidade da cerâmica, tendência ao desgaste da resina é neutralizada pela cerâmica) 
· São fornecidas em blocos feitos de uma matriz polimérica reforçada com partículas de cerâmica infiltrada com polímero 
· Indicações: restaurações de dentes ou implantes em uma sessão por CAD/CAM 
· Excelente precisão de fresagem, estabilidade de bordo, tempo de processamento significativamente reduzido 
2. Polímero preenchido com partículas 
· A matriz resinosa é preenchida com partículas de cerâmica 
· A estrutura básica lembra a resina composta restauradora com conteúdo de carga cerâmica de cerca de 50% em volume ou 80% em massa
· Baixa resistência mecânica 
· Uso em única unidade 
· Indicação: restaurações unitárias posteriores dentossuportadas como inlays, onlays, overlays e coroas parciais 
· Não podem ser recomendados para situações estéticas altamente exisgentes 
· Pode atingir a melhoria estética através de facetas de resina composta 
· Precisam ser cimentados com adesivo no substrato dental. Para aumentar a área de superfície, e, portanto, a resistência de adesão 
· A área de adesão deve ser jateada de acordo com as recomendações do fabricante 
· Primer 
· Metacrilatos se ligam à matriz polimérica 
· Silano se liga ás partículas de carga cerâmicas 
3. Cerâmica infiltrada com polímero 
· Cerâmica porosa sinterizada infiltrada por polímero 
· 86% em massa de uma cerâmica de granulação fina + 14% em massa de uma mistura de UDMA e TEGDMA
· Restaurações unitárias e coroas implantossuportadas 
· Cerâmica + resina (elasticidade da resina neutraliza a friabilidade da cerâmica, tendência ao desgaste da resina é neutralizada pela cerâmica) 
· As trincas são dissipadas e perdem energia 
· Cimentação adesiva 
· Condicionamento com ácido fluorídrico (corrosão microrententiva) 
· Silano na parte interna para melhorar a resistência de união 
4. Cerâmica de silicato 
· Adição de partículas cristalinas para reforçar o material 
· Fornecem propriedades ópticas da cerâmica 
· Quanto mais cristais estão presentes, mais eficazes são os limites de fase e o material fica cada vez mais branco e opaco, porque a luz é cada vez mais refletida 
5. Cerâmica feldspática 
· Óxidos alcalinos, óxidos alcalinos-terrosos, alumina e silicato 
· Propriedadesópticas mais parecidas com os dentes 
· Estabilidade mecânica baixa (restaurações unitárias) 
· Cimentação adesiva ao esmalte + condicionamento com ácido fluorídrico (microrentenção)
· Sialinização (resistência de união suficiente) 
· Facetas, inlays, onlays e coroas parciais 
6. Cerâmica vítrea de silicato de lítio 
· Vidro de silicato (fraco e usinável) 
· Por tratamento térmico os cristiais atuam como reforço de partículas e aumento a resistência enquanto imitam as propriedades ópticas da estrutura dentária 
· Dissilicato é a fase cristalina 
· As cerâmicas vítreas podem ser usinadas no estado totalmente cristalizado ou no estado vítreo e cristalizadas posteriormente 
· O processo de cristalização não influencia a dimensão da peça