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COMPUTAÇÃO EM NUVEM: USO BÁSICO E ACESSÍVEL 
CLOUD COMPUTING: BASIC AND ACCESSIBLE USAGE 
 
UCHOA, Tarcisio Cavalcante1 
Pós-Graduando em Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação – INSTITUTO 
BRASIL DE ENSINO – IBRA 
 
 
RESUMO 
Neste artigo apresento o conceito de computação em nuvem e sua evolução, com 
exemplos e dicas de uso básico e acessível, desmistificando a tecnologia e 
apresentando aplicações práticas que muitos usuários já vivenciam no dia a dia sem 
perceber e/ou que possam vir a utilizar, buscando principalmente segurança, além de 
produtividade e entretenimento, em casa ou no trabalho. 
Palavras-chave: Computação em nuvem. Internet. Inovações tecnológicas. 
Tecnologia da Informação. 
 
ABSTRACT 
In this article, I present the cloud computing concept and its evolution, with examples 
and tips of basic and accessible usage, demystifying the technology and presenting 
practical applications that many users already experience daily without noticing that 
and / or that they may use, seeking for safety, productivity and entertainment, at home 
or at work. 
Keywords: Cloud computing. Internet. Technological innovations. Information 
Technology. 
 
 
1 Pós-Graduando em Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação - INSTITUTO BRASIL DE 
ENSINO – IBRA; tcavalcante@outlook.com 
2 
1 INTRODUÇÃO 
Este artigo apresenta um estudo sobre a computação em nuvem, abordando 
sua conceituação técnica, estrutura, modelos, atores e cenários, mas com o principal 
propósito de abordar sua utilização diária na prática, em casa ou no trabalho. 
O objetivo é levar o leitor a reconhecer o quanto a computação em nuvem já 
está inserida em seu dia a dia e aprender como utilizar-se ainda mais do conceito para 
melhoria de produtividade, segurança e entretenimento. 
 
2 UMA NOVA “FONTE DE ENERGIA” 
Há pouco mais de um século, as empresas deixaram de produzir sua própria 
energia e plugaram-se às redes elétricas recém-construídas. Não era mais necessário 
produzir sua própria energia para então produzir seus produtos. 
A luz elétrica alterou os ritmos da vida, as linhas de montagem elétricas 
redefiniram o mundo da indústria e do trabalho, e os aparelhos elétricos 
levaram a Revolução Industrial para dentro de casa. A eletricidade barata e 
abundante deu forma ao mundo em que vivemos hoje (CARR, 2008). 
A oferta de eletricidade abundante e barata para as empresas (e residências) 
provocou uma reação em cadeia de transformações econômicas e sociais que gerou 
o mundo moderno. Hoje, uma revolução semelhante está em pleno curso na indústria 
da Tecnologia da Informação. Usinas gigantescas de processamento de dados nos 
entregam informações e códigos de software via internet. 
O que aconteceu à geração da energia elétrica, há um século, agora está 
acontecendo com o processamento de informações. Sistemas privados de 
computação, construídos e operados por empresas individuais, estão sendo 
suplantados por serviços oferecidos por intermédio de uma rede comum – a 
internet – por centrais de processamento de dados. A computação está 
transformando-se em um serviço público (...) (CARR, 2008). 
Essa transformação tem um impacto muito grande para a indústria da 
informação e para a sociedade como um todo, com recursos sendo rapidamente 
otimizados, provisionados, acessados, criados e compartilhados, acelerando o 
desenvolvimento intelectual, ampliando o poder de processamento e armazenamento. 
A internet está se transformando (se já não o é) em um supercomputador mundial. 
Assim como não conhecemos – ou não precisamos conhecer – todo o 
processo de geração e transmissão de eletricidade, bastando que tenhamos acesso 
3 
a ela na forma de serviço, Carr (2008) compara que a proposta básica da computação 
em nuvem é que a provisão de recursos computacionais seja de responsabilidade das 
empresas especializadas, de forma que apenas especialistas venham a se preocupar 
em gerenciá-los e mantê-los, e que os recursos nos sejam disponibilizados como 
serviços. 
Já estamos vivendo essa transformação em tempo real e numa incrível 
velocidade. Até poucos anos atrás, a computação em nuvem era tida como uma 
tendência. Artigos, livros e matérias sobre o tema tratavam-na como uma novidade a 
ser desbravada e os verbos se referiam à tecnologia quase sempre no futuro. 
Desde então vemos a cada dia novas empresas e serviços sendo lançados 
baseados em nuvem ou no que a computação em nuvem favoreceu, trazendo seu 
conceito e utilização para tão perto que às vezes nem notamos que já estamos nas 
nuvens: redes sociais, serviços de armazenamento e backup on-line, softwares on-
line, streaming de música e vídeo, jogos e aplicativos de smartphones, entre outros. 
 
3 CONCEITO DE COMPUTAÇÃO EM NUVEM 
Quando se fala em computação em nuvem, fala-se na possibilidade de 
acessar arquivos e executar diferentes tarefas pela internet (a “nuvem”). Você não 
precisaria mais instalar aplicativos ou armazenar arquivos no seu computador, pois 
tudo estaria disponível “na nuvem” (AMOROSO, 2012). Basta ter acesso à internet. 
A nuvem é considerada uma metáfora para a internet, sendo baseada em 
abstrações que ocultam a complexidade de infraestruturas, onde cada parte é 
disponibilizada como serviço e hospedada em centros de dados que utilizam hardware 
compartilhado para computação e armazenamento. Os consumidores poderão 
acessar aplicações e dados da “nuvem” a partir de qualquer lugar no mundo (BUYYA 
et al., 2008). 
A Microsoft (2018) resume a computação em nuvem como a distribuição de 
serviços de computação – servidores, armazenamento, banco de dados, redes, 
software, análises, inteligência e muito mais pela internet (“a nuvem”), proporcionando 
inovações mais rápidas, recursos flexíveis e economia na escala. O usuário 
normalmente paga apenas pelos serviços de nuvem que utiliza, ajudando a reduzir os 
4 
custos operacionais, a executar sua infraestrutura com mais eficiência e a dimensionar 
conforme as necessidades de sua empresa mudam. 
De forma mais simples, Armbrust et al. (2010) definem a computação em 
nuvem como aplicações fornecidas via internet e o hardware e software localizados 
nos centros de dados os quais provém esses serviços. Já o Glossário de TI da Gartner 
(2016) define a computação em nuvem como um estilo de computação onde recursos 
de TI escaláveis e elásticos são entregues como serviço utilizando a internet. 
 
3.1 Principais benefícios da computação em nuvem 
A computação em nuvem, é uma grande mudança na forma tradicional de se 
usar recursos de TI. Estes são alguns dos motivos mais comuns pelos quais as 
organizações estão adotando os serviços de computação em nuvem: 
3.1.1 Baixo custo 
A computação em nuvem elimina o gasto com a aquisição de hardware e 
software, instalação e execução de datacenters locais, disponibilidade constante de 
eletricidade para energia e resfriamento, além de especialistas de TI para o 
gerenciamento da infraestrutura (MICROSOFT, 2018). 
Em vez de investir em uma infraestrutura cara, basta comprar os serviços de 
computação necessários para o negócio. Como toda a estrutura computacional fica 
em servidores virtuais, espaço físico e recursos são reduzidos (RUIZ, 2018). 
3.1.2 Mobilidade 
Uma das maiores vantagens de utilizar a computação em nuvem numa 
empresa é poder acessar todos os arquivos a partir de qualquer lugar, a partir de 
qualquer dispositivo, como computador, smartphone ou tablet, bastando fazer login e 
ter o acesso à internet. Dessa forma, não é mais necessário o uso de HD externo, 
pendrives, servidores físicos e outros equipamentos (AUGUSTO, 2014). 
Qualquer colaborador, com a devida permissão, pode acessar informações 
relevantes da empresa sem precisar estar fisicamente no escritório. Em outras 
palavras, a nuvem seria um ponto de acesso centralizado para as necessidades 
5 
computacionais de seus usuários, estandodisponível o tempo todo e em qualquer 
lugar (BUYYA et al., 2008). 
3.1.3 Colaboração 
Com a computação em nuvem, vários usuários podem ter acesso aos 
arquivos de um projeto simultaneamente e, se aplicável, ao mesmo tempo. Com 
ferramentas como o Google Apps e Office 365, o usuário tem acesso a todos os 
recursos e ferramentas de escritório e concentra todos os arquivos na nuvem, 
facilitando o acesso e a edição dos documentos por todos os colaboradores, inclusive 
ao mesmo tempo, com modificações aparecendo automaticamente na tela para quem 
está trabalhando no documento. Além disso, por manter o armazenamento na nuvem, 
não ocupa espaço do computador, podendo ser usado, inclusive, em smartphones 
(ECO IT, 2015). 
3.1.4 Flexibilidade 
Recurso conhecido também como elasticidade ou escalabilidade, é 
provavelmente a característica mais inovadora da computação em nuvem. É a 
capacidade de disponibilizar, aumentar ou remover recursos computacionais em 
tempo de execução. Para o usuário, os recursos parecem ser ilimitados e podem ser 
adquiridos em qualquer quantidade, podendo ser alterado a qualquer momento, de 
forma rápida e transparente (BORGES et al., 2011). 
Com a computação em nuvem, é possível alterar a infraestrutura de 
tecnologia com toda facilidade. Esse benefício é particularmente bom para quem tem 
uma empresa com negócios sazonais, que tem picos de vendas e movimento. Os 
recursos à disposição podem ser aumentados ou diminuídos com facilidade, conforme 
a necessidade do negócio (AUGUSTO, 2014). 
A capacidade de armazenamento de arquivos em nuvem é ilimitada. Caso a 
empresa queira aumentar ainda mais seu espaço, basta alocar mais espaço ou mais 
um disco à ferramenta (RUIZ, 2018). 
3.1.5 Produtividade 
Datacenters locais normalmente exigem pilhas de equipamentos e 
implementações, como configuração de hardware, correção de software e outras 
6 
tarefas demoradas de gerenciamento da TI. A computação em nuvem remove a 
necessidade de muitas destas tarefas, para que as equipes de TI possam investir seu 
tempo na obtenção de suas metas comerciais mais importantes (MICROSOFT, 2018). 
Com a computação em nuvem, a equipe de TI não terá mais que ter uma 
grande carga para infraestrutura, aplicações e usuários desktop. Dessa forma, seu 
potencial poderá ser direcionado para soluções inovadoras para a empresa, focar em 
estratégias de crescimento e novos negócios (AUGUSTO, 2014). 
3.1.6 Segurança 
Muitos provedores em nuvem oferecem um amplo conjunto de políticas, 
tecnologias e controles que fortalecem sua postura geral de segurança, ajudando a 
proteger os dados, os aplicativos e a infraestrutura contra possíveis ameaças 
(MICROSOFT, 2018). 
Um computador ou dispositivo móvel com problemas na nuvem não afeta o 
armazenamento de informações e os documentos permanecem intactos. Isso ocorre 
porque os servidores ficam a milhares de quilômetros de distância entre si e, se algum 
deles sair do ar, os sistemas e arquivos armazenados continuarão disponíveis. Em 
casos de desastres naturais ou incidentes, como uma enchente, um incêndio ou uma 
falha na energia, os dados em nuvem são preservados (RUIZ, 2018). 
 
3.2 Modelos de serviço da nuvem 
O National Institute of Standards and Technology (NIST, 2011) definiu três 
camadas de modelos de serviço para computação em nuvem: 
• Software como Serviço (Software as a Service – SaaS); 
• Plataforma como Serviço (Platform as a Service – PaaS); 
• Infraestrutura como Serviço (Infrastructure as a Service – IaaS). 
Cada um com um tipo de serviço e público-alvo diferente. No quadro 1 estão 
detalhadas a especificação de cada camada, seu público-alvo e exemplos de serviços. 
 
7 
Quadro 1 – Modelos de serviço da computação em nuvem 
3.2.1 Software como Serviço (Software as a Service – SaaS) 
O modelo SaaS provê serviços de computação para o usuário final. É 
composto por aplicativos que são executados no ambiente da nuvem e os usuários 
acessam o serviço por meio da internet, geralmente pelo navegador, sem precisar 
saber onde o aplicativo está sendo executado. No SaaS, o software já está pronto 
para uso e é acessado por várias pessoas ao mesmo tempo, sem precisar instalar 
nada em suas máquinas (além do navegador de internet ou de um aplicativo exclusivo, 
no caso de smartphones). 
São exemplos de aplicações SaaS: sistemas de armazenamento on-line 
(Dropbox, Google Drive, Microsoft OneDrive), suítes de escritório que funcionam no 
navegador (Google Docs, Microsoft Office 365), redes sociais (Facebook, Twitter), 
softwares especialistas (SketchUp Free, Pixlr), softwares de CRM/ERP (eGestor, 
Microsoft Dynamics CRM, RD Station), blogs (Blogspot, WordPress.com), webmails 
(Hotmail, Outlook, Gmail). 
Nesse modelo, o usuário enxerga apenas o software que precisa usar e não 
tem conhecimento de onde, realmente, estão localizados os recursos 
empregados, nem quais linguagens de programação foram usadas no 
desenvolvimento do serviço, nem o sistema operacional e o hardware sobre 
o qual a aplicação executa (CARISSIMI, 2015). 
3.2.2 Plataforma como Serviço (Platform as a Service – PaaS) 
No modelo PaaS, o cliente final são os desenvolvedores de aplicações e 
software. Nesse ambiente, o desenvolvedor não precisa se preocupar com o hardware 
sobre o qual está desenvolvendo suas aplicações. O PaaS fornece um ambiente 
Camada Função Quem utiliza Serviços Exemplos 
SaaS Aplicações Usuário final 
e-mails, aplicativos de 
escritórios, blogs, redes 
sociais, CRM etc. 
Google Aps, 
Salesforce, Microsoft 
Cloud Services 
PaaS Framework Desenvolvedores 
Desenvolvimento, 
integração, implantação e 
testes 
Google App Engine, 
Microsoft Azure, 
Force.com 
IaaS Hardware 
Gerentes de 
sistemas 
Máquinas virtuais, 
sistemas operacionais, 
redes, CPU, memória etc. 
Amazon EC2, 
Eucalyptus, Open 
Nebula 
Fonte: Elaborado pelo autor. 
8 
completo com os recursos necessários para desenvolvimento de software, como 
linguagens de programação, bibliotecas, serviços, bancos de dados, ferramentas de 
suporte, para que o cliente possa implantar softwares criados ou adquiridos por ele. 
Rountree e Castrillo (apud MEDEIROS, 2015) definem PaaS como um serviço 
pelo qual os clientes recebem uma plataforma para uso de suas necessidades 
computacionais, onde, na maioria das vezes, é utilizada para o desenvolvimento de 
software. E que dependendo do provedor, a plataforma de desenvolvimento pode ser 
simplesmente um sistema operacional ou uma plataforma de desenvolvimento 
completa que inclui um servidor web e bibliotecas de desenvolvimento. 
A plataforma pode ainda ser alugada para hospedar websites ou para prover 
serviços do tipo SaaS. São exemplos de SaaS: Windows Azure Platform, Force.com, 
Google App Engine etc. 
3.2.3 Infraestrutura como Serviço (Infrastructure as a Service – IaaS) 
A IaaS limita-se ao fornecimento de infraestrutura aos seus clientes. Nesse 
modelo é fornecido um sistema computacional composto por processadores, memória 
e armazenamento. Nesse caso, o cliente precisa instalar e configurar todos os 
serviços à utilização do sistema, como compiladores, bancos de dados, softwares, 
inclusive o próprio sistema operacional. Em contraste aos modelos anteriores, a 
cobrança no modelo IaaS considera a quantidade de recurso contratado, destinado 
ao cliente, durante um período de tempo, se considerar se está ou não sento 
efetivamente utilizado. 
O cliente não tem controle sobre a infraestrutura que compõe a nuvem, mas 
tem controle sobre o espaço de armazenamento contratado e as aplicações 
instaladas. Alguns exemplos de provedores de IaaS: Windows Azure, Amazon EC2 e 
Citrix Eucalyptus. 
 
4 APLICAÇÕES PRÁTICAS E ACESSÍVEIS DA COMPUTAÇÃO EM NUVEM 
Após conceituar a computação em nuvem e explanar seus modelos de 
serviço, fica fácil perceber como já vivemos imersos “na nuvem”, reconhecer serviços 
9 
que já utilizamos em nosso dia a dia e – como objetivo desteartigo – conhecer melhor 
esses e outros serviços em nuvem e aprender como tirar melhor proveito deles. 
 
4.1 Backup e armazenamento em nuvem 
Uma atividade comumente ignorada pela maioria dos usuários (inclusive em 
empresas), até que um problema maior aconteça. Alguns usuários podem alegar falta 
de tempo ou de recursos e custos para aquisição de equipamentos específicos ou um 
disco rígido extra, por exemplo. 
Com o advento da computação em nuvem, atualmente já é possível 
armazenar grandes quantidades de seus dados mais importantes (ou todos eles) em 
serviços de armazenamento e backup em nuvem, com opções gratuitas ou bem 
acessíveis. Inclusive alguns desses serviços, como o Microsoft OneDrive, já vem 
integrado ao sistema operacional, sincronizando os arquivos automaticamente, sem 
que o usuário precise lidar com configurações mais complicadas. 
A maior vantagem de se trabalhar com armazenamento em nuvem é ter 
facilidade de acesso e possibilidade de recuperação instantânea. Uma vez na nuvem, 
é possível acessar os arquivos a partir de qualquer dispositivo padrão conectado à 
internet: computador, tablet ou smartphone. 
Os arquivos podem ser sincronizados em mais de um dispositivo, por 
exemplo, ter os mesmos arquivos no computador de casa e do trabalho, ambos 
sincronizados na nuvem. Ao criar um arquivo em casa ou fazer a edição de um arquivo 
existente, ele é automaticamente sincronizado com a nuvem e ao chegar no trabalho, 
o arquivo novo ou que foi alterado em casa já está no computador do trabalho. 
Se o computador do usuário for roubado ou sofrer alguma pane, todos os 
arquivos pessoais armazenados na nuvem continuam disponíveis, podendo ser 
acessados a partir de qualquer outro dispositivo. E quando comprar um novo 
computador, só baixar uma cópia dos arquivos mantendo-os sincronizados na nuvem. 
Se o usuário mantém os arquivos no Microsoft OneDrive, por exemplo, serviço de 
armazenamento em nuvem integrado ao Windows (desde a versão 8). Se perder o 
computador (por roubo ou pane), ao configurar sua conta Microsoft num novo 
10 
computador, automaticamente os arquivos armazenados do OneDrive serão baixados 
e sincronizados no novo computador. 
4.1.1 Dropbox2 
Lançado em 2008 como um serviço de armazenamento e compartilhamento 
de arquivos com opção de sincronização. Conquistou grande popularidade devido à 
forma como contabiliza o espaço disponível nas contas gratuitas: inicialmente com 2 
GB para armazenar o que quiser, mas com possibilidade de aumentar o espaço ao 
convidar amigos para usarem o Dropbox. Quando um novo usuário convidado se 
cadastra no Dropbox, quem convidou recebe mais 500 MB de espaço adicional. 
Possui aplicativo de sincronização, que funciona semelhante aos demais 
serviços disponíveis no mercado. Ao instalar a aplicação, uma pasta é criada no 
computador e tudo o que for colocado nessa pasta é sincronizado na nuvem do 
Dropbox, podendo então ser acessado por qualquer outro dispositivo. 
O Dropbox conta ainda com histórico de versões dos arquivos. Útil para quem 
trabalha com arquivos de texto ou programação, que precisa ocasionalmente 
recuperar ou revisar versões anteriores. Nas contas gratuitas, o Dropbox armazena 
históricos de alterações dos arquivos por até 30 dias. 
É uma ótima alternativa para quem precisa de um pouco de espaço para 
armazenar os arquivos mais importantes ou trabalhos que precisam estar sempre 
disponíveis online, mas também conta com versões pagas (a partir de US$ 8,25 por 
mês) com mais espaço disponível e outros recursos. Atualmente o Dropbox conta com 
os planos Plus (1 TB de espaço de armazenamento) e Professional (2 TB) para 
pessoas físicas e Standard (3 TB) e Advanced (ilimitado) para equipes. 
4.1.2 Microsoft OneDrive3 
Lançado pela Microsoft em 2008 como SkyDrive (alterou o nome para 
OneDrive em 2014), oferece 5 GB de espaço de armazenamento gratuito para contas 
novas com possibilidade de ganhar mais 500 MB a cada amigo convidado (o amigo 
 
2 www.dropbox.com 
3 onedrive.live.com 
11 
convidado também ganha mais 500 MB somado aos 5 GB iniciais), com o limite 
máximo de 10 GB adicionais. 
Tem a vantagem de vir integrado ao sistema operacional Windows, desde a 
versão 8 (em versões anteriores é necessário instalar o aplicativo de sincronização) e 
trabalhar integrado com o pacote de escritório Microsoft Office, inclusive com a opção 
de edição colaborativa em tempo real com outros usuários. A sincronia dos arquivos 
funciona semelhante ao Dropbox, com uma pasta específica no computador para 
sincronizar com a nuvem e é possível acessar os arquivos a partir de qualquer 
dispositivo com acesso à internet. 
O plano gratuito e com o aumento de espaço com os convites, é suficiente 
para armazenar arquivos mais importantes ou os que precisam estar sempre 
disponíveis on-line, mas também tem versões pagas mais acessíveis que o Dropbox 
para pessoa fisica, com pagamento em Reais. É possível adquirir 50 GB de espaço 
de armazenamento por R$ 7,00 por mês, mas o OneDrive fica mais interessante 
quando é feita uma assinatura do Office 365 Personal por R$ 239,00 por ano (R$ 
24,00 por mês), onde o usuário adquire 1 TB de espaço de armazenamento do 
OneDrive junto com a suíte completa de escritório Microsoft Office. Existe ainda a 
assinatura do pacote Office 365 Home (R$ 299,00 por ano ou R$ R$ 29,00 por mês), 
uma espécie de pacote família, onde é possível compartilhar a assinatura com 5 
usuários, cada um com 1 TB de espaço de armazenamento mais uma instalação do 
pacote Office. Há também outros planos de assinatura disponíveis para empresas, 
com mais espaço de armazenamento e outras vantagens específicas para 
corporações. 
4.1.3 Google Drive4 
Uma experiência completa – e gratuita – de computação em nuvem, com 
aplicativos de escritório, e-mail, armazenamento de arquivos e outros. O Google Drive 
é o serviço de armazenamento do Google, integrado com todos os outros serviços 
gratuitos da empresa, como o Gmail e Google Docs (suíte de escritório gratuita e on-
line). Oferece 15 GB de espaço de armazenamento gratuito, porém esse espaço é 
compartilhado com os demais serviços do Google, como o Gmail e o Photos, o que 
 
4 drive.google.com 
12 
pode ser um inconveniente para quem tem muitos arquivos ou trabalha com muitos e-
mails. Na figura 1 é exibido um gráfico real de utilização de armazenamento em uma 
conta do Google Drive, onde o Gmail ocupa a maior parte do espaço. 
Figura 1 – Gráfico de utilização de armazenamento na conta do Google Drive 
 
Fonte: Print screen do site em execução. 
O Google One (versão paga do Google Drive) tem planos que vão de 100 GB 
(R$ 6,99 por mês) a 30 TB (R$ 1.049,99 por mês). 
4.1.4 Mega5 
Lançado em 2013 pelo criador da plataforma de compartilhamento de 
arquivos Megaupload (fechada pelo FBI em 2012). O Mega reformulou a plataforma 
de compartilhamento de arquivos, surgindo como serviço armazenamento em nuvem 
com foco em segurança. 
O grande atrativo do serviço é a oferta gratuita de 50 GB de espaço de 
armazenamento (sujeito à participação no programa de conquistas, como instalar o 
aplicativo ou convidar outros usuários). Assim como os demais serviços citados, 
oferece aplicativo de sincronização com o computador, acesso via navegador e por 
dispositivos como tablets e smartphones. 
 
5 mega.co.nz 
13 
Também oferece pacotes pagos de armazenamento, que vão de 200 GB (por 
4,99 € por mês) a 8 TB (R$ 29,99 € por mês). 
 
4.2 Sistemas e softwares online 
Armazenar arquivos na nuvem já é um grande passo de produtividade e 
segurança: não depender de um computador ou servidor local e ainda ter acesso aos 
arquivos a partir de qualquer dispositivo. Mas dependendo da atividade a ser 
executada, o usuário ainda está dependente de um software e espaço emdisco para 
abrir ou editar documentos, criar gráficos, editar fotografias, conversar com amigos, 
ler livros etc. 
Hoje, o desenvolvimento de softwares em nuvem está acelerado. Empresas 
estão deixando de adquirir servidores, licenças de software, contratar equipes de 
especialistas e desenvolvedores, para investir em sistemas em nuvem, com 
armazenamento e plataforma de acesso, tudo via navegador da web ou aplicativo para 
smartphone ou tablet. 
Gestão financeira, plataforma de gerenciamento de tarefas e soluções de 
CRM (Customer Relationship Management – Gestão de Relacionamento com o 
Cliente) são opções bastante difundidas atualmente como soluções em nuvem, em 
vez dos velhos softwares de prateleira engessados vendidos para empresas sem a 
possibilidade de modificações ou atualizações. Softwares em nuvem costumam ter 
atualizações e melhorias constantes, além da possibilidade de personalização para 
cada cliente. 
Em linhas gerais, qualquer aplicação do nosso dia a dia poderia ser rodada 
em nuvem. Bastaria instalá-la em máquinas virtuais provenientes de servidores, ter 
acesso remoto a esse conteúdo e pronto (CANAL COMSTOR, 2013). A SPS 
Consultoria6, por exemplo, trabalha com instalação e integração de sistemas de 
diversas áreas comerciais, entre elas, com o sistema SAP Business One (um famoso 
sistema de ERP – Enterprise Resource Planning, ou Sistema Integrado de Gestão 
Empresarial), onde o sistema é executado em máquinas virtuais nos servidores da 
SPS e os clientes utilizam a aplicação via acesso remoto e podem utilizar de 
 
6 www.spsconsultoria.com.br/ 
14 
integrações, como um portal de vendas, via navegador da web, com o CRMB1, um 
portal de vendas para o SAP Business One, da Arkab Tecnologia da Informação7. 
Programas como o Evernote8, Google Keep9 e Microsoft OneNote10 e tantos 
outros semelhantes disponíveis no mercado ajudam a coletar, organizar e 
compartilhar ideias, anotações, tarefas, listas de compras, atividades etc. Também 
funcionam como clipping, para organizar textos, artigos, links e outros tipos de 
conteúdo. Podendo ser utilizados individualmente ou com colaboração entre equipe 
ou compartilhamento. 
O Google Docs11 é um pacote de escritório completamente on-line e gratuito 
contendo editor de texto, de planilhas, apresentações e formulários. Permite aos 
usuários criar e editar documentos on-line ao mesmo tempo, colaborando em tempo 
real com outros usuários (função adicionada ao Microsoft Office 365, inclusive com 
versão on-line que funciona diretamente no navegador) e utiliza o espaço de 
armazenamento do Google Drive. Os aplicativos são compatíveis com programas já 
consagrados como o OpenOffice.org/BrOffice.org, KOffice e Microsoft Office e é 
possível baixar os arquivos criados no Google Docs para o computador com extensão 
compatível com outros softwares. 
Antes restrito a softwares poderosos como o Adobe Photoshop, Corel 
PhotoPaint ou GIMP, hoje é possível realizar edições simples e medianas em 
softwares on-line e gratuitos, como Fotor12, Canva13, Fotojet14 e tantos outros. 
Retoques em fotografias, aplicação de efeitos, recortes e criações gráficas. 
Até aplicações mais complexas como a criação de modelos 3D já utiliza o 
poder da computação em nuvem. O software de modelagem 3D SketchUp sempre 
trabalhou com aplicativos para download em versão gratuita (SketchUp Make) e paga 
(SketchUp Pro), mas na sua última atualização, a versão gratuita (agora SketchUp 
Free15) passou a ser disponibilizada somente via navegador. 
 
7 www.arkabit.com 
8 www.evernote.com 
9 keep.google.com 
10 www.onenote.com 
11 docs.google.com 
12 www.fotor.com/pt 
13 www.canva.com/pt_br 
14 www.fotojet.com/pt 
15 www.sketchup.com/products/sketchup-free 
15 
4.3 Smartphones, aplicativos, streaming e jogos na nuvem 
Aplicações comuns já presentes em nosso dia a dia são exemplos do poder 
da computação em nuvem. Desde o lançamento dos smartphones, mais 
especificamente do Apple iPhone em 2007, que levou o poder da internet e 
possibilidade de instalação de aplicativos para os aparelhos, temos acesso 
virtualmente a qualquer tipo de aplicação, de jogos a utilitários e redes sociais, 
bastando a instalação de um “app” que funciona como porta de entrada na nuvem. Os 
dados de nossos amigos virtuais, textos e imagens publicados no Facebook, Twitter 
e Instagram são armazenados nos servidores dessas empresas. 
Com o avanço da internet e da computação em nuvem, entramos em mundos 
virtuais, como nos jogos de MMORPG (Massively Multiplayer Online Role Playing 
Game), com acesso de milhares de jogadores em tempo real, seja em apps para 
smartphones e tablets, seja em softwares para computador ou diretamente no 
navegador. 
A evolução da internet, a facilidade de acesso e o aumento da velocidade de 
conexão, junto com a computação em nuvem, favoreceu também o crescimento do 
mercado de streaming (transmissão contínua) de música e filmes, o que impactou e 
mudou o rumo dessas indústrias, diminuindo inclusive a pirataria desses tipos de 
conteúdo (HIGA, 2016). Os exemplos mais promissores e bem presentes em nossos 
dispositivos são a Netflix16 para filmes e o Spotify17 para música. 
 
5 CONCLUSÃO 
O termo computação em nuvem – ou cloud computing – pode ainda parecer 
restrito a livros e publicações técnicas, mas ao entender melhor o seu funcionamento 
e perceber a sua larga utilização com os exemplos apresentados neste artigo, 
percebemos como já estamos familiarizados – e até dependentes – da computação 
em nuvem no nosso dia a dia, seja no trabalho ou em casa. 
Para além de simplesmente entender melhor a computação em nuvem e 
reconhecer que já a utilizamos em larga escala, espero que as dicas aqui 
 
16 www.netflix.com 
17 www.spotify.com 
16 
apresentadas permitam que o leitor possa ir além e aproveitar melhor o poder da 
tecnologia para sua produtividade e segurança. 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
AMOROSO, Danilo. O que é computação em nuvens? TecMundo, 2012. 
Disponível em https://www.tecmundo.com.br/computacao-em-nuvem/738-o-que-e-
computacao-em-nuvens-.htm. Acesso em: 17 nov. 2018. 
ARMBRUST, Michael; FOX, Armando; GRIFFITH, Rean; JOSEPH, Anthony D.; 
KATZ, Randy; KONWINSKY, Andy; LEE, Gunho; PATTERSON, David; RABKIN, 
Ariel; STOICA, Ion; ZAHARIA, Matei. A View of Cloud Computing. 
Communications of the ACM, Vol. 53, Nº 4, 2010. Disponível em 
https://cacm.acm.org/magazines/2010/4/81493-a-view-of-cloud-computing/fulltext. 
Acesso em: 17 nov. 2018. 
AUGUSTO, Henrique. 5 benefícios da Cloud Computing para a sua empresa. Qi 
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