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Ciência Política e Teoria Geral do Estado Responsável pelo Conteúdo: Prof.ª Me. Marize Oliveira dos Reis Revisão Textual: Prof.ª Dr.ª Selma Aparecida Cesarin Revisão Técnica: Prof. Dr. Reinaldo Zychan Democracia e Participação Política Democracia e Participação Política • Conhecer as espécies Democráticas e suas principais características; • Debater questões importantes ao exercício da cidadania; • Assumir postura crítico-reflexiva. OBJETIVOS DE APRENDIZADO • A Democracia e seu Significado; • Sufrágio e Voto; • Partidos Políticos e Sistemas Partidários. UNIDADE Democracia e Participação Política A Democracia e seu Significado “Governo do Povo, Pelo Povo, para o Povo!” Abraham Lincoln Etimologicamente, a palavra Democracia significa o governo do povo ou o governo da maioria. Na Grécia antiga, as formas de governo defendidas eram três, sendo a Monar- quia o governo de um só, a Aristocracia o governo de alguns, e a Democracia o governo de muitos, da maioria. Para Aristóteles, a melhor forma de governo e organização da polis seria uma junção da Democracia, governo da maioria, e da Aristocracia, governo dos melhores, daqueles que se destacavam publicamente e detinham o conhecimento para a con- dução do interesse público. O significado de governo da maioria, no modelo grego antigo, era restrito, vez que apenas alguns eram considerados membros da polis e integrantes do grupo de homens livres, reconhecidos politicamente como cidadãos. No Livro III de “A Política”, Aristóteles faz a classificação dos governos, dizendo que o governo pode caber a um só indivíduo, a um grupo ou a todo o povo. Mas ele próprio já esclarecera que o nome de cidadão só se deveria dar com propriedade àqueles que tivessem parte na autoridade deliberativa e na autori- dade judiciária. E diz, taxativamente, que a cidade-modelo não deverá jamais admitir o artesão no número de seus cidadãos. Isso porque a virtude política, que é a sabedoria para mandar e obedecer, só pertence àqueles que não tem necessidade de trabalhar para viver, não sendo possível praticar a virtude quando se leva a vida de artesão ou de mercenário. Esclarece, finalmente, que, em alguns Estados, tinha sido adotada orientação mais liberal,quanto à concessão do título de cidadão, mas que isso fora feito em situações de emergência, para remediar a falta de verdadeiros e legítimos cidadãos (DALLARI, 2019, p. 144). Aqueles que se inseriam nesse grupo de cidadãos políticos, reuniam-se no es- paço público, na Ágora, para discutir as ações políticas e deliberar publicamente por meio do voto. 8 9 A análise da Democracia na polis grega não corresponde totalmente ao modelo utilizado no Estado Moderno, que faz da Democracia uma forma de legitimação do seu próprio poder. Figura 1 – Pólis grega Fonte: Wikimedia Commons Entretanto, não podemos esquecer que foi ali que despontaram alguns dos impor- tantes ideais políticos modernos, como justiça, cidadania e governo constitucional. Como vimos, a Democracia surgiu utilizando uma forma direta de participação política, na qual a parcela da Sociedade considerada apta à participação política deliberava e decidia, em Assembleias Gerais. A doutrina afirma que, atualmente, a conceituação de Democracia deve levar em conta dois aspectos ou sentidos distintos: • Como sistema de governo, no qual o exercício do poder político pelo gover- nante é eletivo e temporário, ordenado por uma Constituição que reconhece e garante os Direitos Fundamentais do indivíduo; • Como Sistema de Organização Política, as diretrizes para a consecução do inte- resse público são atribuídas à maioria do povo por meio de normas jurídicas que garantam a efetiva participação dos cidadãos. Segundo Maluf, a Democracia reuniria os dois aspectos acima, de forma a cons- tituir uma Sistema de Organização Política, no qual: • todo poder emana do povo, sendo exercido em seu nome e no seu interesse; • as funções de mando são temporárias e eletivas; • a ordem pública baseia-se em uma constituição escrita, respeitando o princípio da tripartição do poder de estado; • é admitido o sistema de pluralidade de partidos políticos, com a garantia de livre crítica; 9 UNIDADE Democracia e Participação Política • os direitos fundamentais do homem são reconhecidos e declarados em ato constitucional, proporcionando o estado os meios e as garantias tendentes a torná-los efetivos; • o princípio da igualdade se realiza no plano jurídico, tendo em mira como conciliar as desigualdades humanas, especialmente, as de ordem econômica; • é assegurada a supremacia da lei como expressão da soberania popular; • os atos dos governantes são submetidos permanentemente aos prin- cípios da Responsabilidade e do Consenso Geral como condição de validade. (MALUF, 2019, p. 301) Modernamente, a Democracia despontou de outra forma que não aquela direta manifestada na polis grega, a denominada forma indireta ou representativa, na qual se manteve a ideia de soberania popular, com a transferência do exercícios das ativi- dades decisórias e de governo aos escolhidos como representantes do povo. A ideia de um Estado Democrático como modelo perfeito é de tal forma dissemi- nada que até mesmo estados claramente totalitários se autoproclamam democráticos. Entretanto, para efetivamente se caracterizarem como Democráticos, os Estados devem reconhecer e concretizar os Princípios Fundamentais consubstanciados na supremacia da vontade popular, na preservação da liberdade e na igualdade dos direitos. É a obediência a esses princípios que põe limites e direciona a atividade política, de forma que é a efetiva participação popular (supremacia da vontade) na organiza- ção, na formação e na atuação do governo garantidora das liberdades e da igualdade. A Democracia é uma forma de governo e organização do Estado, na qual a titu- laridade do poder está na totalidade de seus membros. Democracia Direta A Democracia Direta consiste no modelo de exercício político no qual os cida- dãos atuam nas decisões de governo, por meio de Assembleias Gerais, sem qualquer intervenção ou representação. Nesse modelo democrático, o povo participaria diretamente da vida política do Esta- do, exercendo os Poderes Governamentais, elaborando Leis, administrando e julgando. Como visto, a forma direta de Democracia tem efetivamente, nas cidades gregas, na Grécia antiga, o melhor exemplo de atuação. A participação política exercida pelos homens considerados cidadãos era re- alizada diretamente, sem qualquer intermediário, na Ágora, praça pública, local de discussões e deliberações políticas, no qual o voto de todos conduzia a deci- sões majoritárias 10 11 É importante destacar que tal modelo era aplicado em Sociedades relativamente pequenas, e a participação de todos, na realidade, consistiria na participação de de- terminados indivíduos, normalmente homens, filhos ou netos dos fundadores da ci- dade, excluindo-se do grupo de cidadãos as mulheres, os escravos e os estrangeiros. No Estado Moderno, no qual a quantidade de cidadãos é gigantesca e a atuação estatal cada vez mais necessária, requerendo atuação legislativa frenética, é imprati- cável a manifestação frequente e na forma direta. Assim, atualmente, a forma representativa de exercício da Democracia é aquela majoritariamente utilizada nos Estados. No período anterior à redemocratização política recente no Brasil, foi realizada uma grande campanha popular com o título Diretas Já!.Tal campanha não pode ter seu objetivo con- fundido com a defesa do modelo de Democracia Direta, pois, na realidade, buscava tão somente que a eleição do novo Chefe do Poder Executivo, após muitos anos de ditadura, fosse realizada pelos cidadãos brasileiros. Como sabemos, por ocasião da redemocratização, o Congresso Nacional, escolheu entre os dois candidatos, Tancredo Neves e Paulo Maluf, aquele que deveria governar o Brasil. Assim, tratou-se de uma eleição indireta do Chefe do Poder Executivo.Figura 2 – Diretas Já! Fonte: Wikimedia Commons 11 UNIDADE Democracia e Participação Política Democracia Indireta A Democracia Indireta ou Representativa é aquela na qual o povo exerce seu poder por meio de representantes eleitos periodicamente, a quem são delegadas funções de Governo. O poder político é exercido pela população eleitoral, os cidadãos, por meio de representantes eleitos, que recebem um mandato para atuar em seu nome e por sua autoridade. Dessa forma, os representantes eleitos são legitimados pela soberania popular, pela vontade suprema do povo. Necessário destacar, como dito, que diante de Estados com população grande- mente numerosa, a participação pessoal de todos os componentes da Sociedade nos atos decisórios do Estado se mostra impraticável. Por meio de eleições periódicas, elege-se uma pessoa ou um grupo de pessoas para representarem os cidadãos nos seus interesses comuns, por meio de instituições como o Poder Legislativo e o Poder Executivo. A Democracia Indireta é uma democracia eleitoral, na qual, por meio do voto da maioria, são escolhidos os representantes de um povo ou de uma população para agir, legislar e decidir em nome do povo. Diferentemente da Democracia Direta, observada na Grécia antiga, na qual a participação política restringia-se a alguns membros da Sociedade, na Democracia Indireta ou Representativa, a determinação do sufrágio universal é a garantia da par- ticipação da efetiva maioria dos indivíduos do Estado, como cidadãos. A Constituição, norma máxima do Estado, é elaborada por parlamentares cons- tituintes, escolhidos pelo povo para tal atribuição e, assim, dotados do exercício do Poder Constituinte, cujo titular é o próprio povo. Na Norma Constitucional, são traçados os requisitos mínimos necessários para o exercício do Poder Político, de forma mais abrangente possível, determinando os requisitos para o exercício dos Direitos Políticos Positivos, manifestados por meio da capacidade eleitoral ativa e da capacidade eleitoral passiva. Direitos Políticos: São instrumentos por meio dos quais a CF/88 estabelece o exercício da soberania popular, atribuindo poderes aos cidadãos para interferirem na condução da coisa pública, seja direta ou indiretamente. Capacidade Eleitoral Ativa Alistabilidade, capacidade de ser eleitor. É o exercício da cidadania por meios do voto. 12 13 R equisitos para o exercício da capacidade eleitoral ativa: • Alistamento eleitoral; • Nacionalidade brasileira; • Idade mínima de 16 anos; • Não ser c onscrito (a quele convocado, recrutado, para o Serviço Militar obrigatório). C apacidade Eleitoral Passiva Elegibilidade, capacidade de ser eleito. É a possibilidade de um cidadão eleger-se concorrendo a um mandato eletivo. Só se t orna absoluto se o cidadão preencher as condições de elegibilidade e não incidir em algum impedimento constitucional. Condições de Elegibilidade: • Nacionalidade brasileira; • Pleno exercício dos Direitos Políticos; • Alistamento eleitoral; • Domicílio eleitoral na circunscrição; • Filiação partidária; • Idade mínima, conforme o cargo de candidatura: » 18 anos para vereador; » 21 anos para prefeito, vice-prefeito, deputado estadual e deputado federal; » 30 anos para governador e vice-governador; » 35 anos para presidente, vice-presidente da República e senador. Figura 3 – O Congresso Nacional Fonte: Wikimedia Commons 13 UNIDADE Democracia e Participação Política Democracia Semidireta A Democracia Semidireta ou Participativa é aquela que concilia a participa- ção direta e pessoal da cidadania e os mecanismos que mesclam a participação direta e indireta. Denomina-se Democracia Participativa e, por alguns, Democracia Mista, porque, ainda que utilizando um Sistema Político Representativo, é admitida esporadicamente a utilização de manifestação direta dos cidadãos em determinadas deliberações decisórias. Na Constituição Federal de 1988, foram previstos os seguintes mecanismos de participação direta dos cidadãos: • Referendo: é a manifestação do povo a respeito de uma Lei ou Ato Normativo. Trata do direito dos cidadãos aprovarem ou não as decisões já tomadas pelas autoridades que o representam. No referendo, é feita uma consulta à opinião pública, após a elaboração de uma Norma, a fim de que esta seja confirmada; Em 23 de outubro de 2005, foi realizado um referendo em nosso país sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e munições, com o objetivo de obter aprovação ou não do disposto no Art. 35 da Lei nº 10.826, de 23 de dezembro de 2003, conhecida como Estatuto do Desarmamento. Nessa consulta, a maioria do eleitorado preferiu votar pelo “não”, isto é, contra a proibição da comercialização das armas de fogo. Figura 4 – Urna eletrônica – Referendo Fonte: Wikimedia Commons • Plebiscito: é um mecanismo jurídico por meio do qual o povo é chamado a aprovar ou não um fato, um acontecimento concernente à estrutura do Estado ou de seu governo. Normalmente, é utilizado quando se pretende consultar a opinião pública sobre a pretensão de alteração de algum ponto relevante na política do Governo ou para obter previamente a opinião popular sobre algum tema de futura atuação legislativa; 14 15 Em 21 de abril de 1993, foi realizado um plebiscito em nosso país, sobre a forma de governo e o sistema de governo (Monarquia Parlamentar ou República, Parlamentarismo ou Pre- sidencialismo) a ser aplicado no Brasil. Nesse plebiscito, a maior parte do povo brasileiro optou por manter a forma de Governo republicana e o Sistema de Governo Presidencialista. • I niciativa Popular: é um mecanismo democrático por meio do qual o Processo Legislativo pode ser iniciado por parte do povo, cabendo ao Poder Legislativo discutir e votar pela aprovação ou não do Projeto de Lei. Aqui a manifestação não se efetiva pelo voto, mas pela apresentação de um Projeto de Lei assinado por, no mínimo, 1% do eleitorado nacional, distribuídos por pelo menos 5 estados, com não menos de 0,3% dos eleitores de cada um deles. A Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/2010), que torna inelegíveis para cargos eleti- vos pessoas que no passado tenham cometido algum crime de natureza eleitoral ou alguma outra infração relacionada ao seu mandato é um exemplo de norma que teve seu Projeto apresentado por meio de iniciativa popular. A Norma determina que quem não tem qual- quer condenação passada ou é suspeito de ter cometido algum crime ou infração, é “ficha limpa”. Do contrário, a pessoa é considerada “ficha suja” e não pode participar das eleições nos próximos oito anos. Sufrágio e Voto Sufrágio é direito subjetivo democrático e político de votar e ser votado, englo- bando, assim, o direito de eleger e de ser eleito, que encontra seu fundamento na soberania popular e no princípio representativo. Os cidadãos podem escolher seus representantes e até mesmo se candidatarem aos postos eletivos graças ao direito de sufrágio. O direito de sufrágio se classifica como universal ou restritivo: • Universal: apresenta-se quando o direito de votar e ser votado é amplo e irres- trito. Manifesta a universalidade na previsão de que todos os nacionais podem participar do sufrágio, independentemente do local de nascimento, nome da fa- mília, grau cultural, condição econômica, raça, sexo, religião ou qualquer outra capacidade específica ou condição discriminatória; • Restritivo: também chamado de censitário, capacitário ou qualificatório, é aquele em que o direito de votar e ser votado é conferido apenas aos ricos, bem nasci- dos, ou detentores de capacidades especiais. O sufrágio é censitário quando o di- reito é baseado na propriedade de bens móveis e imóveis, no valor dos impostos pagos e na comprovação de renda. O sufrágio é capacitário quando concedido diante de determinados atributos intelectuais. 15 UNIDADE Democracia e Participação Política Figura 5 – O sufrágio universal Fonte: Wikimedia Commons Características do voto: • Direto: cidadão vota nocandidato sem intermediário; • Secreto: não há publicidade da opção do eleitor, mantendo-se o sigilo absoluto; • Universal: é acessível a todo cidadão, sem a possibilidade de qualquer discriminação; • Periódico: os prazos determinados para exercício dos mandatos exigem elei- ções de tempos em tempos; • Livre: o cidadão é quem faz a opção por um ou outro candidato, podendo, inclusive, anular seu voto ou deixá-lo em branco; • Personalíssimo: o cidadão exerce o voto pessoalmente, sem a possibilidade de nomear um procurador para tal; • Igualitário: o voto tem valor igual para todos, o mesmo peso. Partidos Políticos e Sistemas Partidários O sistema democrático representativo é fundado na existência de partidos políti- cos, colocados como peças importantes ao exercício organizado da manifestação da vontade popular. Entende-se como partido político o agrupamento de indivíduos que possuem um mesmo entendimento a respeito da forma ideal de vida em comunidade e da 16 17 atuação do Estado, atuando com objetivo de conquistar o poder político e exercer um determinado projeto. É a ligação entre homens em nome de uma ideologia político-administrativa: O Partido Político é uma organização de pessoas reunidas em torno de um mesmo programa político com a finalidade de assumir o poder e de mantê-lo ou, ao menos, de influenciar na gestão da coisa pública através de críticas e oposição. (BASTOS, 2000, p. 157) No Brasil, nossa Constituição indicou, entre os Princípios Fundamentais do Es- tado, o pluralismo político, identificado como a participação plural da Sociedade, que deve se manifestar na variedade de partidos políticos, identificando as correntes sociais, políticas, econômicas, ideológicas e culturais. A aceitação de uma Sociedade pluralista manifesta o respeito à diversidade de opiniões constantemente confrontantes em busca de um ajustamento capaz de pro- mover o interesse coletivo. Assim, adotamos o Sistema Partidário denominado Pluripartidarista ou Multipar- tidarista, caracterizado pela existência de vários partidos com iguais possibilidades de chegar ao poder. Diante das várias características observadas nos Partidos Políticos diante de um Sis- tema Pluripartidarista, a doutrina, hoje, classifica-os em três modalidades principais: • Partidos de Direita: seriam aqueles partidos que se posicionam de forma con- trária à Democracia Social ou ao Socialismo. Aqui se incluiriam aqueles consi- derados conservadores, liberais, nacionalistas e democratas cristãos; • Partidos de Esquerda: seriam aqueles partidos que se posicionam favoráveis às mudanças das Instituições em favor das minorias. Inclui os partidos progres- sistas, sociais-liberais, social-democratas, ambientalistas, socialistas, comunistas e anarquistas; • Partidos de Centro: seriam aqueles com posicionamento mais moderado que, circunstancialmente, gravitam entre movimentos de esquerda ou de direita. Figura 6 – Manifestações Políticas Fonte: Wikimedia Commons Figura 7 – Manifestações Políticas Fonte: Wikimedia Commons 17 UNIDADE Democracia e Participação Política Material Complementar Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: Livros Como as democracias morrem LEVITSKY, S.; ZIBLATT, D. Como as democracias morrem. São Paulo: Zahar, 2018. O que é Democracia ROSENFIELD, D. L. O que é Democracia. 5.ed. São Paulo: Brasiliense, 1994. Filmes Democracia em Preto e Branco Política, futebol e rock ‘n’ roll. Sócrates, Casagrande e Vladimir lideram um movimento histórico no esporte e adotam a democracia dentro de um time como exemplo de protesto ao regime militar no começo da década de 1980. https://youtu.be/lY--gb-Jzb4 Tancredo – A Travessia Um documentário nacional que retrata, por meio de depoimentos, a vida do Presidente Tancredo Neves. Conta a história do homem firme em suas decisões e sereno nas atitudes, do político moderado, mas que durante a sua vida pública enfrentou com ética, retidão e extraordinária coragem grandes desafios em momentos cruciais da história do país. https://youtu.be/kVdXR5HiQFA 18 19 Referências ACQUAVIVA. M. C. Teoria Geral do Estado. 3.ed. Barueri: Manole, 2010. (e-book) AZAMBUJA, D. Introdução à Ciência Política. 2.ed. São Paulo: Globo, 2008. BARROSO, L. R. Curso de Direito Constitucional contemporâneo: os concei- tos fundamentais e a construção do novo modelo. 6.ed. São Paulo: Saraiva, 2017. (e-book) BASTOS, C.; MARTINS, I. G. Comentários à constituição do Brasil. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2000. BOBBIO, N. Estado, Governo, Sociedade. 21.ed. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 2017. BULLOS, U. L. Direito constitucional ao alcance de todos. São Paulo: Saraiva, 2009. CERQUEIRA, T. Direito eleitoral brasileiro: o Ministério Público Eleitoral, as elei- ções em face da Lei nº 9.504/97. 3.ed.rev.ampl.atual. Belo Horizonte: Del Rey, 2004. p. 177. CUNHA. P. F. da. Teoria geral do estado e ciência política. São Paulo: Saraiva Educação, 2018. (e-book) DALLARI, D. de A. Elementos de Teoria Geral do Estado. 33.ed. São Paulo: Saraiva, 2019. DANTAS, P. R. de F. D. Curso de Direito Constitucional. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2014. DE CICCO, C. ; GONZAGA, Á. de A. Teoria geral do estado e ciência política. 8.ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2020. DIAS, R. Ciência política. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2013. (e-book) FERREIRA, A. B. H. 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Manual de filosofia política: para os cursos de teoria do estado e ciência política, filosofia e ciências sociais. 3.ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2018. (e-book) SANTOS, M. F. F. Teoria Geral do Estado. 4.ed. São Paulo: Atlas, 2014. 20