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Aula 02
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário -
Área Judiciária) Direito Processual Civil
Autor:
Ricardo Torques
28 de Janeiro de 2023
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
 
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Sumário 
Competência Interna .......................................................................................................................................... 3 
1 – Introdução ................................................................................................................................................. 3 
2 – Classificação da competência ................................................................................................................... 5 
3 – Critérios .................................................................................................................................................... 6 
3.1 – Critério objetivo ................................................................................................................................ 7 
3.2 Critério territorial ................................................................................................................................ 9 
3.3 – Critério funcional .............................................................................................................................. 9 
4 – Justiças Cíveis .......................................................................................................................................... 9 
4.1 – Justiça Federal ................................................................................................................................. 10 
4.2 – Justiça Comum ................................................................................................................................ 11 
5 – Competência Interna do CPC ................................................................................................................. 11 
6 – Método para Identificar o Juízo Competente ......................................................................................... 24 
7 – Modificação da Competência ................................................................................................................. 26 
8 – Incompetência ........................................................................................................................................ 34 
9 – Conflito de Competência ........................................................................................................................ 38 
Cooperação Nacional ....................................................................................................................................... 39 
Destaques da Legislação e da Jurisprudência Correlata .................................................................................. 41 
Enunciados do Fórum Permanente de Processualistas Civis ........................................................................... 48 
Considerações Finais ........................................................................................................................................ 49 
Questões Comentadas ...................................................................................................................................... 50 
FCC .............................................................................................................................................................. 50 
CESPE .......................................................................................................................................................... 87 
VUNESP .................................................................................................................................................... 104 
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2 
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FGV ............................................................................................................................................................ 116 
CONSULPLAN ......................................................................................................................................... 134 
Outras Bancas ............................................................................................................................................. 141 
Lista de Questões ........................................................................................................................................... 186 
FCC ............................................................................................................................................................ 186 
CESPE ........................................................................................................................................................ 198 
VUNESP .................................................................................................................................................... 204 
FGV ............................................................................................................................................................ 208 
CONSULPLAN ......................................................................................................................................... 214 
Outras Bancas ............................................................................................................................................. 217 
Gabarito .......................................................................................................................................................... 234 
 
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COMPETÊNCIA 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
Na aula de hoje vamos estudar os arts. 42 a 69 do CPC. Veremos o tema competência. Passaremos por análise 
teórica da competência, competência no âmbito interno e cooperação nacional. 
Boa aula! 
COMPETÊNCIA INTERNA 
1 – Introdução 
A competência é a capacidade de exercer a jurisdição. 
A jurisdição, como parcela do Poder Estatal, é a capacidade genérica de dizer o direito de forma definitiva. A 
competência, por sua vez, retrata essa capacidade aplicada ao caso concreto. 
Ao passo que a jurisdição é um poder nacional para dizer o direito, a competência é o exercício dessa 
jurisdição no caso concreto. Assim, enquanto todos os magistrados possuem jurisdição, apenas um deles 
será competente para resolver determinado caso. 
Estudar a competência interna, portanto, é desvendar quem é o juiz concretamente competente. Portanto, 
a finalidade principal da competência é organizar o sistema judiciário brasileiro, atribuindo a diferentes 
juízes a jurisdição no caso concreto. 
Já podemos reunir algumas informações conceituais relevantes: 
 
Agora vamos ao CPC: 
Art. 42. As causas cíveis serão processadas e decididas pelo juiz nos limites de sua 
competência, RESSALVADO às partes o direito de instituir juízo arbitral, na forma da lei. 
A
 C
O
M
P
ET
ÊN
C
IA constitui a capacidade de exercer a jurisdição no caso concreto.
tem por finalidade organizar o sistema judiciário brasileiro.
é outorgada a apenas um juízo, não obstante todos tenham jurisdição e a 
exerçam em todo o território nacional.
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O CPC não aborda a competência nos processos criminais. A aplicação se dá sobre as causas cíveis (ou não 
penais). Além disso, é importante registrar que o CPC é diretamente aplicável às causas cíveis que tramitam 
perante a justiça comum, estadual ou federal; e, aplica-se de forma subsidiáriaforo para julgar 
eventual demanda relacionada a negócio jurídico específico, modificando a regra de competência 
originariamente prevista. 
O art. 63, CPC, estabelece algumas exigências para que o foro de eleição seja admitido. Vamos sintetizá-las 
antes da leitura do artigo de lei: 
 
Vejamos a literalidade do art. 63: 
Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, 
elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. 
• A cláusula deve constar de instrumento escrito e se referir expressamente a
determinado negócio jurídico específico.
• O foro contratual se transmite aos herdeiros e sucessores das partes contratantes.
• Se abusiva a cláusula de eleição de foro, poderá ser reputada ineficaz pelo
magistrado, com determinação de remessa dos Autos ao foro de domicílio do réu.
• Se não declarada abusiva pelo magistrado de ofício (o que é possível até a citação do
réu), cabe à parte alegar a abusividade na contestação, sob pena de preclusão.
FORO DE ELEIÇÃO
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§ 1o A eleição de foro só produz efeito quando constar de instrumento escrito e aludir 
expressamente a determinado negócio jurídico. 
§ 2o O foro contratual obriga os herdeiros e sucessores das partes. 
§ 3o Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz 
de ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do 
réu. 
§ 4o Citado, incumbe ao réu alegar a abusividade da cláusula de eleição de foro na 
contestação, sob pena de preclusão. 
Para encerrar o tópico, vamos analisar objetivamente os arts. 60 e 61 do CPC, que trazem regras específicas. 
 O art. 60 estabelece que, aos imóveis situados em mais de um Estado, uma comarca, uma seção ou uma 
subseção judiciária, aplica-se a regra de prevenção (registro ou distribuição da petição inicial) para fixação 
da competência. 
Art. 60. Se o imóvel se achar situado em mais de um Estado, comarca, seção ou subseção 
judiciária, a competência territorial do juízo prevento estender-se-á sobre a totalidade do 
imóvel. 
 O art. 61 do CPC fixa a regra de que a ação acessória segue a ação principal no que diz respeito à fixação 
da competência: 
Art. 61. A ação acessória será proposta no juízo competente para a ação principal. 
8 – Incompetência 
Ao longo desta aula vimos um complexo de normas que definem o juízo competente. Há, inclusive, situações 
em que é possível modificar o juízo que seria teoricamente o competente. Tudo isso é feito, evidentemente, 
dentro de limites definidos pela lei. 
Devido à normatização e à possibilidade ou não de flexibilização das regras, surge a relevância de se estudar 
a incompetência, ou seja, ações que são ajuizadas em violação às regras de competência que estudamos 
acima. 
Essa incompetência poderá ser relativa ou absoluta. 
No complexo de normas que estudamos, existem regras que estão pautadas em critérios de ordem pública, 
cuja violação não será admitida, nem pode ser relevada. Há, contudo, regras fixadas a partir do interesse das 
partes, que admitem certa flexibilização. Nesse caso específico, a violação à regra de competência depende 
de manifestação da parte que se sentir prejudicada. Não havendo tal manifestação, ocorre aquilo que se 
denomina de prorrogação da competência. E o juízo que, em tese, seria incompetente, torna-se 
definitivamente competente para o caso concreto. 
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Para saber quando estamos diante de uma regra absoluta ou relativa de competência, devemos voltar nossa 
atenção para os critérios que definem a competência. Está lembrado? Leia: 
Art. 62. A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é 
inderrogável por convenção das partes. 
Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, 
elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. 
Assim, quando a competência for fixada a partir da matéria, da pessoa ou da função, trata-se de critério 
absoluto, que não admite flexibilização por vontade das partes. Por outro lado, se fixada a competência em 
razão do valor ou do território, como o foi em razão de interesses privados, haverá maleabilidade, ou seja, o 
critério é relativo. 
Para fins de prova, memorize: 
 
Para auxiliar no esclarecimento, vamos retratar dois exemplos. 
Se a causa envolver a União e for ajuizada perante a Justiça Estadual teremos uma incompetência que viola 
o critério de fixação pautado na pessoa. 
Por se tratar de um critério absoluto, essa incompetência não poderá ser relevada (tecnicamente, leia-se: 
não poderá ser prorrogada). Isso significa dizer, em síntese, que o processo será inválido, nulo. 
Agora, outro exemplo: 
Dois contratantes elegem um foro distinto de seus domicílios para discussões judiciais relativa àquele 
contrato. Ao ajuizar a ação, entretanto, o autor demanda no foro do domicílio do réu. 
Há uma incompetência, que poderá ser suscitada pelo réu em preliminar de contestação. Caso não o faça, 
por se tratar de critério que leva em consideração o território e que, portanto, está pautado no interesse das 
partes, haverá prorrogação de modo que o juízo tornar-se-á efetivamente competente para aquela ação em 
específico. 
Dito isso, vamos desenvolver um quadro detalhado que compara as diferenças e peculiaridades que 
envolvem uma ou outra hipótese. 
 
regras absolutas de competência são fixadas a 
partir:
da matéria;
da pessoa; ou
da função.
regras relativas de competência são fixadas a 
partir:
do território; e
do valor da causa.
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COMPETÊNCIA ABSOLUTA COMPETÊNCIA RELATIVA 
Estabelece regras de competência a partir do 
interesse público. 
Fixa regras de competência a partir do interesse 
particular. 
A incompetência absoluta “deve” ser alegada em 
preliminar de contestação. Contudo, a 
incompetência poderá ser alegada a qualquer 
tempo, por qualquer uma das partes. Caso alegada 
após o momento da contestação, o réu irá arcar 
com as despesas pela mora do processo. 
Deve ser alegada pelo réu em preliminar de 
contestação, sob pena de preclusão. Nesse caso, 
tem-se que a incompetência relativa prorroga-se, 
tornando estável. 
 
Pode ser reconhecida de ofício. NÃO pode ser reconhecida de ofício. 
NÃO pode ser alterada por vontade das partes. As partes têm a prerrogativa de eleger o foro. 
NÃO admite conexão e continência. Admite conexão e continência. 
Abrange as regras e a fixação das competências 
material, em razão da pessoa e funcional. 
Abrange as regras de competência territorial e de 
competência sobre o valor da causa. 
Bom frisar que em alguns casos particulares é 
possível verificar competência territorial absoluta 
(por exemplo, ações possessórias) e competência 
em razão do valor também absoluta se envolver os 
juizados especiais de fazenda pública, estadual ou 
federal. 
Se houver violação à regra de competência, são preservados os atos decisórios, pois, embora não haja 
competência, há jurisdição. Desse modo, os atos são preservados até a análise pelo juiz efetivamente 
competente. Significa dizer que CPC adotou um sistema que tem por finalidade conservar os efeitos do 
que foi decidido, ainda que o juiz seja declarado incompetente (translatio iudicii). 
Por exemplo, determinado juiz é declarado incompetente devido a violação de regra de competência 
(absoluta ou relativa). Apurada a incompetência, determina-se a remessa dos autos ao Juiz competente 
para julgá-la.Segundo a sistemática do “translatio iudicii”, os efeitos materiais e processuais daquele 
processo permanecem válidos, mesmo que proferidos por juiz incompetente. Esses efeitos somente 
deixarão de persistir quando o magistrado efetivamente competente analisar o assunto novamente, caso 
decida por retificá-los. 
Se a ação transitar em julgado é cabível a ação 
rescisória. 
NÃO cabe ação rescisória, pois há prorrogação da 
competência. 
Alteração superveniente da competência implica o 
deslocamento da causa para outro juízo. 
Mudança superveniente de competência relativa 
não produz efeitos. 
O quadro acima é construído a partir dos arts. 64 e 65, abaixo citados: 
Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de 
contestação. 
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§ 1º A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição 
e deve ser declarada de ofício. 
§ 2º Após manifestação da parte contrária, o juiz decidirá imediatamente a alegação de 
incompetência. 
§ 3º Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao juízo 
competente. 
§ 4º SALVO decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão 
proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo 
competente. 
O art. 65, por sua vez, estabelece a prorrogação da competência relativa: 
Art. 65. Prorrogar-se-á a competência relativa SE o réu NÃO alegar a incompetência em 
preliminar de contestação. 
Parágrafo único. A incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério Público nas 
causas em que atuar. 
Para encerrar, confira uma questão: 
 
(TRT23ªR - 2014) Analise as proposituras abaixo e responda: 
I. A Jurisdição é uma função do Estado, por meio da qual ele soluciona os conflitos de interesse de forma 
coercitiva, aplicando a lei geral e abstrata aos casos concretos que lhe são submetidos. 
II. A Jurisdição possui como características a substitutividade, a definitividade, imperatividade, 
inafastabilidade, a inércia e indelegabilidade. 
III. Reconhecida a incompetência absoluta, deve o juiz remeter os autos ao juízo competente, sendo nulos 
os atos decisórios praticados até então. Mesmo que a sentença transite em julgado, a incompetência 
absoluta ensejará o ajuizamento de ação rescisória. 
IV. A incompetência relativa deve ser arguida por meio de exceção de incompetência, no prazo da 
contestação, sob pena de preclusão, contudo o juiz poderá declará-la de ofício, caso haja prejuízo para 
quaisquer das partes. 
V. As ações possessórias em regra são consideradas reais imobiliárias e a competência para julgá-las é do 
foro de situação da coisa. 
a) Apenas a propositura IV é falsa. 
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b) São verdadeiras apenas as assertivas I, II e V. 
c) São verdadeiras apenas as assertivas II, III e V. 
d) Apenas a propositura V é falsa. 
e) As assertivas I e IV são corretas. 
Comentários 
O item I está perfeito e retrata o conceito clássico de jurisdição. 
O item II também está correto, retratando características relevantes da jurisdição. Importante registrar que 
a imperatividade é considerada por alguns como característica, dado o poder de ser lei no caso concreto. 
O item III está incorreto à luz do CPC, conforme consta do §4º, do art. 64; exceto no caso de decisão judicial 
em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo juízo incompetente até que outra 
seja proferida, se for o caso, pelo juízo competente. 
O item IV também está incorreto à luz do CPC, pois a incompetência relativa deve ser arguida em preliminar 
de contestação. Além disso, não poderá ser declarada de ofício. 
O item V está correto conforme o art. 47 do CPC. 
Desse modo, está correta a alternativa B. 
9 – Conflito de Competência 
O conflito de competência envolve o fato de dois ou mais juízes se darem por competentes (conflito positivo) 
ou incompetentes (conflito negativo) para o julgamento da mesma causa ou de mais uma causa2. 
Portanto: 
 
Importante destacar que não há conflito de competência se, entre os juízes, houver diferença hierárquica. 
Por exemplo, suposto conflito entre juiz de direito de determinado estado e o Tribunal de Justiça da mesma 
unidade da federação. Nesse caso, o magistrado de primeiro grau vincula-se à decisão de segundo grau. 
 
2 DIDER JR., Fredie. Curso de Direito Processual Civil: introdução ao Direito Processual Civil, Parte 
Geral e Processo de Conhecimento. Vol. 1, 18ª edição, rev., ampl. e atual., Bahia: Editora JusPodvim, 
2016, p. 239. 
CONFLITO DE 
COMPETÊNCIA
negativo 
ambos os juízes 
reputam-se 
incompetentes
positivo
ambos os juízes 
reputam-se 
competentes
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Além das hipóteses de conflito positivo e negativo de competência (incisos I e II do art. 66 do CPC), há regra 
no inc. III, segundo o qual há conflito quando restar controversa a possibilidade, ou não, de reunião ou de 
separação de processos. No final das contas, trata-se da discussão quanto à reunião ou não dos processos. 
Veja: 
Art. 66. Há conflito de competência quando: 
I - 2 (dois) ou mais juízes se declaram competentes; 
II - 2 (dois) ou mais juízes se consideram incompetentes, atribuindo um ao outro a 
competência; 
III - entre 2 (dois) ou mais juízes surge controvérsia acerca da reunião ou separação de 
processos. 
Parágrafo único. O juiz que não acolher a competência declinada deverá suscitar o 
conflito, SALVO se a atribuir a outro juízo. 
O conflito deve ser suscitado pelo magistrado que não concordar com o juiz anterior, não acolhendo a 
competência declinada, exceto se ele remeter a ação a um terceiro juiz. Esse terceiro poderá acolher a 
competência ou, se não concordar, deverá suscitar o conflito. 
Importante registrar que o julgamento do conflito de competência se dá pela autoridade judiciária superior 
aos dois ou mais juízes conflitantes e, pelas regras do CPC, será sempre um tribunal. Veja alguns exemplos: 
 se o conflito for entre dois Juízes do mesmo estado → competência do TJ 
 se o conflito for entre dois Juízes Federais do mesmo TRF → competência do TRF 
 se o conflito for entre juízes estaduais de Estados distintos → competência do STJ 
 se o conflito for entre juízes federais de Estados distintos → competência do STJ 
 se for conflito entre juiz estadual e juiz federal → competência do STJ 
COOPERAÇÃO NACIONAL 
Para finalizarmos o conteúdo teórico pertinente à aula de hoje, vamos estudar a questão relativa à 
cooperação nacional, estabelecida entre os arts. 67 e 69 do CPC. 
A cooperação decorre da ausência de competência do juízo responsável pela causa. Nesses casos a 
transposição dessa dificuldade pode requerer solicitação de auxílio ao juízo que detém competência efetiva. 
Determinado juízo de vara cível de Curitiba necessita ouvir testemunha localizada na cidade de Foz do Iguaçu. 
Como aquele juízo não detém competência naquele território, buscará entre os instrumentos de cooperação 
aquele que proporcionar a colheita da prova pelo juízo que detém competência naquele espaço territorial, 
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no caso o juízo cível correspondente para oitiva da testemunha pretendida. O resultado desse ato cooperativo 
será encaminhado ao juízo de Curitiba para compor os autos do processo. 
Prevê o CPC que osórgãos jurisdicionais devem atuar em cooperação recíproca na condução da atividade 
jurisdicional, independentemente da instância ou se justiça estadual ou federal: 
Art. 67. Aos órgãos do Poder Judiciário, estadual ou federal, especializado ou comum, em 
todas as instâncias e graus de jurisdição, inclusive aos tribunais superiores, incumbe o 
dever de recíproca cooperação, por meio de seus magistrados e servidores. 
Nesse contexto, podem ser praticados quaisquer atos processuais no exercício da cooperação, conforme 
prevê o art. 68. Já o art. 69 estabelece alguns exemplos de atos que podem ser praticados pela via da 
cooperação, sem a necessidade de maiores formalidades. Leia: 
Art. 68. Os juízos poderão formular entre si pedido de cooperação para prática de 
QUALQUER ato processual. 
Art. 69. O pedido de cooperação jurisdicional deve ser prontamente atendido, prescinde 
de forma específica e pode ser executado como: 
I - auxílio direto; 
II - reunião ou apensamento de processos; 
III - prestação de informações; 
IV - atos concertados entre os juízes cooperantes. 
Vamos, objetivamente, definir os itens acima listados. 
O auxílio direto envolve a comunicação de informações a respeito do processo entre juízos distintos, sem 
tantas formalidades. 
A reunião ou apensamento de processos envolve a verificação de conexão ou continência entre ações, que 
irão exigir a reunião dos autos para evitar julgamentos díspares. 
A prestação de informações envolve a mais simples forma de comunicação, na qual um dos juízos requer 
informações relativas a processo que tramita em outro. Por exemplo, há situações em que a ação cível 
depende da verificação de determinado fato delituoso em juízo criminal. Nesse caso, suspende-se o processo 
cível até julgamento na esfera criminal. Para se certificar do julgamento naquele juízo, há solicitação de 
informações a respeito do processo. 
Por fim, por atos concertados entre juízos devemos compreender como verdadeiros acordos entre juízos 
cooperantes para a prática de certos atos processuais. Como exemplo, cita-se a deliberação consensual entre 
juízo trabalhista e de falência para tratar a respeito da liquidação dos créditos da empresa, assegurando-se 
das diversas partes envolvidas. 
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Além dos instrumentos acima, a cooperação nacional pode se dar por intermédio das cartas (de ordem, 
precatória e arbitral), conforme prevê o §1º abaixo descrito. Sem necessidade de maior aprofundamento 
neste momento, leia: 
§ 1o As cartas de ordem, precatória e arbitral seguirão o regime previsto neste Código. 
§ 2o Os atos concertados entre os juízes cooperantes poderão consistir, além de outros, no 
estabelecimento de procedimento para: 
I - a prática de citação, intimação ou notificação de ato; 
II - a obtenção e apresentação de provas e a coleta de depoimentos; 
III - a efetivação de tutela provisória; 
IV - a efetivação de medidas e providências para recuperação e preservação de empresas; 
V - a facilitação de habilitação de créditos na falência e na recuperação judicial; 
VI - a centralização de processos repetitivos; 
VII - a execução de decisão jurisdicional. 
§ 3o O pedido de cooperação judiciária pode ser realizado entre órgãos jurisdicionais de 
diferentes ramos do Poder Judiciário. 
Do §3º acima, nota-se que a cooperação não está limitada a mesmos ramos do Poder Judiciário (por exemplo, 
Juízo Cível com Juízo Cível; ou Juízo Estadual com Juízo Estadual), mas entre órgãos de diferentes ramos do 
Poder Judiciário (Juízo Cível com Juízo Criminal; Juízo Federal com Juízo Trabalhista). 
Com isso, encerramos o conteúdo teórico pertinente à aula de hoje. 
DESTAQUES DA LEGISLAÇÃO E DA JURISPRUDÊNCIA CORRELATA 
 art. 43 do CPC: 
Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição 
inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente, SALVO quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência 
absoluta. 
 art. 44 do CPC: 
Art. 44. Obedecidos os limites estabelecidos pela Constituição Federal, a competência é 
determinada pelas normas previstas neste Código ou em legislação especial, pelas 
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normas de organização judiciária e, ainda, no que couber, pelas constituições dos 
Estados. 
 art. 45 do CPC: 
Art. 45. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo 
federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades 
autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na 
qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações: 
I - de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho; 
II - sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. 
§ 1o Os autos NÃO serão remetidos se houver pedido cuja apreciação seja de competência 
do juízo perante o qual foi proposta a ação. 
§ 2o Na hipótese do § 1o, o juiz, ao não admitir a cumulação de pedidos em razão da 
incompetência para apreciar qualquer deles, não examinará o mérito daquele em que 
exista interesse da União, de suas entidades autárquicas ou de suas empresas públicas. 
§ 3o O juízo federal restituirá os autos ao juízo estadual sem suscitar conflito se o ente 
federal cuja presença ensejou a remessa for excluído do processo. 
 art. 46 do CPC: 
Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será 
proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
§ 1o Tendo mais de um domicílio, o réu será demandado no foro de qualquer deles. 
§ 2o Sendo incerto ou desconhecido o domicílio do réu, ele poderá ser demandado onde 
for encontrado ou no foro de domicílio do autor. 
§ 3o Quando o réu não tiver domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta no foro 
de domicílio do autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta em 
qualquer foro. 
§ 4o Havendo 2 (dois) ou mais réus com diferentes domicílios, serão demandados no foro 
de qualquer deles, à escolha do autor. 
§ 5o A execução fiscal será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou 
no do lugar onde for encontrado. 
 art. 47 do CPC: 
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Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de 
situação da coisa. 
§ 1o O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio 
NÃO recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de 
terras e de nunciação de obra nova. 
§ 2o A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo 
tem competência absoluta. 
 art. 48 do CPC: 
Art. 48. O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o 
inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, 
a impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o 
espólio for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
Parágrafo único. Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente: 
I - o foro de situação dos bens imóveis; 
II - havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes; 
III - não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio. 
 art. 49 do CPC: 
Art. 49. A ação em que o ausente for réu será proposta no foro de seu último domicílio, 
também competente para a arrecadação, o inventário, a partilha e o cumprimento de 
disposições testamentárias. art. 50 do CPC: 
Art. 50. A ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de domicílio de seu 
representante ou assistente. 
 art. 51 do CPC: 
Art. 51. É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja autora a 
União. 
Parágrafo único. Se a União for a demandada, a ação poderá ser proposta no foro de 
domicílio do autor, no de ocorrência do ato ou fato que originou a demanda, no de 
situação da coisa ou no Distrito Federal. 
 art. 52 do CPC: 
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Art. 52. É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja autor Estado 
ou o Distrito Federal. 
Parágrafo único. Se Estado ou o Distrito Federal for o demandado, a ação poderá ser 
proposta no foro de domicílio do autor, no de ocorrência do ato ou fato que originou a 
demanda, no de situação da coisa ou na capital do respectivo ente federado. 
 art. 53 do CPC: 
Art. 53. É competente o foro: 
I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou 
dissolução de união estável: 
a) de domicílio do guardião de filho incapaz; 
b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz; 
c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do casal; 
II - de domicílio ou residência do alimentando, para a ação em que se pedem alimentos; 
III - do lugar: 
a) onde está a sede, para a ação em que for ré pessoa jurídica; 
b) onde se acha agência ou sucursal, quanto às obrigações que a pessoa jurídica contraiu; 
c) onde exerce suas atividades, para a ação em que for ré sociedade ou associação sem 
personalidade jurídica; 
d) onde a obrigação deve ser satisfeita, para a ação em que se lhe exigir o cumprimento; 
e) de residência do idoso, para a causa que verse sobre direito previsto no respectivo 
estatuto; 
f) da sede da serventia notarial ou de registro, para a ação de reparação de dano por ato 
praticado em razão do ofício; 
IV - do lugar do ato ou fato para a ação: 
a) de reparação de dano; 
b) em que for réu administrador ou gestor de negócios alheios; 
V - de domicílio do autor ou do local do fato, para a ação de reparação de dano sofrido 
em razão de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves. 
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Ä art. 54 do CPC: 
Art. 54. A competência relativa poderá modificar-se pela conexão ou pela continência, 
observado o disposto nesta Seção. 
 art. 55 do CPC: 
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou 
a causa de pedir. 
§ 1o Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, SALVO se um 
deles já houver sido sentenciado. 
§ 2o Aplica-se o disposto no caput: 
I - à execução de título extrajudicial e à ação de conhecimento relativa ao mesmo ato 
jurídico; 
II - às execuções fundadas no mesmo título executivo. 
§ 3o Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de 
prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo 
sem conexão entre eles. 
 art. 56 do CPC: 
Art. 56. Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade 
quanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange 
o das demais. 
 art. 58 do CPC: 
Art. 58. A reunião das ações propostas em separado far-se-á no juízo prevento, onde 
serão decididas simultaneamente. 
 art. 59 do CPC: 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
 art. 63 do CPC: 
Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, 
elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. 
§ 1o A eleição de foro só produz efeito quando constar de instrumento escrito e aludir 
expressamente a determinado negócio jurídico. 
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§ 2o O foro contratual obriga os herdeiros e sucessores das partes. 
§ 3o Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz 
de ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do 
réu. 
§ 4o Citado, incumbe ao réu alegar a abusividade da cláusula de eleição de foro na 
contestação, sob pena de preclusão. 
 art. 62 do CPC: 
Art. 62. A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é 
inderrogável por convenção das partes. 
 art. 63 do CPC: 
Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, 
elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. 
 art. 64 do CPC: 
Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de 
contestação. 
§ 1º A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição 
e deve ser declarada de ofício. 
§ 2º Após manifestação da parte contrária, o juiz decidirá imediatamente a alegação de 
incompetência. 
§ 3º Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao juízo 
competente. 
§ 4º SALVO decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão 
proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo 
competente. 
O art. 65, por sua vez, estabelece a prorrogação da competência relativa: 
Art. 65. Prorrogar-se-á a competência relativa SE o réu NÃO alegar a incompetência em 
preliminar de contestação. 
Parágrafo único. A incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério Público nas 
causas em que atuar. 
 Súmula STJ 59: não se cogita conflito de competência se uma das causas já foi julgada. 
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Súmula STJ 59 
Não há conflito de competência se já existe sentença com trânsito em julgado, proferida 
por um dos Juízos conflitantes. 
 Súmula STJ 33: o reconhecimento da competência relativa depende de provocação, sob pena de 
prorrogação da competência. 
Súmula STJ 33 
A incompetência relativa não pode ser declarada de ofício. 
 Súmula STJ 150: para que a demanda seja deslocada para a Justiça Federal, basta a presença de interesse 
jurídico da União ou de suas autarquias ou empresas públicas para deslocamento do processo. 
Súmula STJ 150 
Compete à Justiça Federal decidir sobre a existência de interesse jurídico que justifique a 
presença, no processo, da União, suas autarquias ou empresas públicas. 
 Súmula STJ 181: exemplo de ação declaratória admissível à luz do art. 19 do CPC. 
Súmula STJ 181 
É admissível ação declaratória, visando a obter certeza quanto à exata interpretação de 
cláusula contratual. 
 Súmula STF 508, 517, 556 e Súmula 42 STJ: à Justiça Federal compete apenas processar e julgar ações em 
que a União, as autarquias federais e as empresas públicas federais forem partes, não abrangendo 
sociedades de economia mista. 
Súmula STF 508 
Compete à Justiça Estadual, em ambas as instâncias, processar e julgar as causas em que 
for parte o Banco do Brasil S.A. 
Súmula STF 517 
As sociedades de economia mista só têm foro na Justiça Federal, quando a União intervém 
como assistente ou opoente. 
Súmula STF 556: 
É competente a Justiça Federal para julgar as causas em que são partes a COBAL e a 
CIBRAZEM. 
Súmula 42 STJ 
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Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar as causas cíveis em que é parte 
sociedade de economia mista e os crimes praticados em seu detrimento. 
 Súmula 1 STJ: dada a hipossuficiência da parte e consentâneo com a nova normativa do CPC, em ações 
que envolvam alimentos e investigações de paternidade, o foro competente será o do domicílio/residência 
do incapaz. 
Súmula 1 STJ 
O foro do domicílio ou da residência do alimentando é o competente para a ação de 
investigação de paternidade, quando cumulada com a de alimentos. 
 Súmula 383 STJ: fundada na hipossuficiência da parte, fixa-se o foro do domicílio daquele que detém a 
guarda do incapaz para ações que envolver interesses de menor. 
Súmula 383 STJ 
A competência para processar e julgar as ações conexas de interesse de menor é, em 
princípio, do foro do domicílio do detentor de sua guarda. 
ENUNCIADOS DO FÓRUM PERMANENTE DE 
PROCESSUALISTAS CIVIS 
Em relação ao que estudamos na aula de hoje vale destacar os seguintes enunciados: 
 Enunciado FPPC 237 
O rol do art. 55, § 2º, I e II, é exemplificativo. 
 Enunciado FPPC 238 
O aproveitamento dos efeitos de decisão proferida por juízo incompetente aplica-se tanto à competência 
absoluta quanto à relativa. 
 Enunciado FPPC 488 
No mandado de segurança, havendo equivocada indicação da autoridade coatora, o impetrante deve ser 
intimado para emendar a petição inicial e, caso haja alteração de competência, o juiz remeterá os autos ao 
juízo competente. 
 Enunciado FPPC 668 
A convenção de arbitragem e a cláusula de eleição de foro para os atos que necessitem da participação do 
Poder Judiciário não se excluem, ainda que inseridas em um mesmo instrumento contratual. 
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CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Chegamos ao final da nossa aula! Trata-se de uma aula curta, porém, repleta de regras específicas. Estude e 
revise esse assunto com cuidado. 
Qualquer dúvida, estou à disposição no fórum do curso. 
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QUESTÕES COMENTADAS 
FCC 
 (FCC/TJ-CE - 2022) Alcides reside em Fortaleza mas possui imóvel em Juazeiro do Norte, que foi 
invadido por terceiro'. Para se ver reintegrado na posse, deverá ajuizar ação na Comarca 
(A) de Juazeiro do Norte, que possui competência absoluta para julgamento do processo. 
(B) de Fortaleza, que possui competência absoluta para julgamento do processo. 
(C) de Juazeiro do Norte ou Fortaleza, à sua escolha, por se tratar de hipótese de competência relativa. 
(D) do domicílio do réu, ainda que não se trate de Fortaleza ou de Juazeiro do Norte, tratando-se de hipótese 
de competência absoluta. 
(E) de Juazeiro do Norte ou do domicílio do Réu, à sua escolha, por se tratar de hipótese de competência 
relativa. 
Comentários 
De acordo com o art. 47, § 2º, a ação possessória deve ser proposta no foro da situação da coisa, foro que 
tem competência absoluta: 
Art. 47. [...] 
§ 2º A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo 
tem competência absoluta. 
Assim, a alternativa A é correta e é o gabarito da questão. 
 (FCC/TRF 4ª Região - 2019) João, domiciliado em São Paulo, pretende ajuizar contra Antônio, 
domiciliado em Salvador, ação para postular a declaração da propriedade de automóvel que foi licenciado 
no município de Aracaju e se acha na posse de Ricardo, que tem domicílio em Manaus. Nesse caso, 
segundo as regras de competência previstas no Código de Processo Civil, a ação deverá ser proposta no 
foro de 
a) São Paulo. 
b) Salvador. 
c) Aracaju. 
d) Manaus. 
e) São Paulo, Salvador, Aracaju ou Manaus, segundo exclusivo critério do autor. 
Comentários 
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A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Nos termos do art. 46 do Código de Processo Civil: "a 
ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro de 
domicílio do réu." Considerando que a ação versa sobre a propriedade do automóvel (bem móvel), esta 
deverá ser proposta em Salvador. 
As alternativas A, C, D e E estão incorretas pois não correspondem à previsão legal adequada ao caso 
hipotético apresentado. 
 (FCC/TRF 3ª Região - 2019) XYZ Indústria Farmacêutica S.A. ajuizou, perante a Justiça Comum, 
pedido de recuperação judicial, cujo processamento foi deferido pelo juiz. No curso do processo, a União 
compareceu nos autos informando ter interesse no feito, por ter contratado a recuperanda para o 
fornecimento de medicamentos em âmbito nacional, cuja interrupção comprometeria o sistema de saúde 
do país. Nesse caso, o processo deverá 
a) ser remetido à Justiça Federal, desde que tenha havido requerimento da União nesse sentido; no entanto, 
caso o Juízo Federal não vislumbre interesse jurídico da União, deverá devolver o processo à Justiça Comum. 
b) ser remetido à Justiça Federal, desde que tenha havido requerimento da União nesse sentido; no entanto, 
caso o Juízo Federal não vislumbre interesse jurídico da União, deverá suscitar conflito de competência. 
c) ser remetido à Justiça Federal, independentemente de requerimento da União nesse sentido; no entanto, 
caso o Juízo Federal não vislumbre interesse jurídico da União, deverá devolver o processo à Justiça Comum. 
d) ser remetido à Justiça Federal, independentemente de requerimento da União nesse sentido; no entanto, 
caso o Juízo Federal não vislumbre interesse jurídico da União, deverá suscitar conflito de competência. 
e) permanecer tramitando na Justiça Comum, ainda que a União tenha expressamente requerido sua 
remessa à Justiça Federal. 
Comentários 
A alternativa E é a correta e o gabarito da questão, pois no caso de recuperação judicial, a intervenção da 
União no processo não causa a remessa dos autos à Justiça Federal. Nesse sentido, o art. 45 do CPC ao 
apresentar as suas exceções: 
Art. 45. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo 
federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades 
autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na 
qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações: 
I - de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho; 
II - sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. 
 (FCC/TRF 3ª Região - 2019) Determinada autarquia federal moveu contra uma mesma associação 
privada duas ações distintas, com pedidos e causas de pedir diversos uma da outra, mas ambas versando 
sobre o mesmo bem. Os processos das ações foram distribuídos a diferentes Varas da Justiça Federal. 
Nesse caso, 
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a) existe conexão entre os processos, que deverão ser reunidos para julgamento conjunto, ainda que um 
deles já tenha sido sentenciado. 
b) existe conexão entre os processos, que deverão ser reunidos para julgamento conjunto, salvo se algum 
deles tiver sido sentenciado. 
c) existe conexão entre os processos, mas nenhum deles poderá ser reunido ao outro, dado que distribuídos 
a juízos distintos. 
d) não existe conexão entre os processos, mas eles deverão ser reunidos parajulgamento conjunto, caso 
exista o risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias, salvo se um deles já houver sido 
sentenciado. 
e) como não existe conexão entre os processos, eles não poderão ser reunidos para julgamento conjunto em 
nenhuma hipótese. 
Comentários 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Considerando que os pedidos e as causas de pedir 
são diversos, não cabe conexão entre os processos (art. 55, caput). No entanto, os processos serão reunidos 
para julgamento conjunto pois podem gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso 
decididos separadamente (art. 55, §3º). Por fim, não será possível a reunião dos processos caso um deles já 
tenha sido sentenciado (art. 55, §1º). Para melhor fixação, vejamos os dispositivos que fundamentam a 
resposta: 
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a 
causa de pedir. 
§ 1º Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um 
deles já houver sido sentenciado. 
§ 3º Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de 
prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo 
sem conexão entre eles. 
As alternativas A, B e C estão incorretas pois, como visto, não há conexão entre eles (não há pedido comum 
ou causa de pedir). 
A alternativa E está incorreta visto que o art.55, 3º permite a reunião de processos, ainda que não haja 
conexão entre eles, desde que haja o risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso 
decididos separadamente. 
 (FCC/TRF 3ª Região - 2019) De acordo com o Código de Processo Civil, o pedido de cooperação 
jurisdicional, no âmbito nacional, 
a) exige forma prevista em lei, podendo ser executado como atos concertados entre os juízes cooperantes. 
b) exige forma prevista em lei, podendo ser executado como prestação de informações. 
c) exige forma prevista em lei, podendo ser executado como reunião de processos. 
d) prescinde de forma específica, podendo ser executado como auxílio direto. 
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e) prescinde de forma específica, desde que realizado entre órgãos jurisdicionais do mesmo ramo do Poder 
Judiciário. 
Comentários 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. A alternativa está em conformidade com o art. 69, I 
do CPC. Para melhor visualização, apresentaremos o dispositivo na íntegra: 
Art. 69. O pedido de cooperação jurisdicional deve ser prontamente atendido, prescinde 
de forma específica e pode ser executado como: 
I - auxílio direto; 
II - reunião ou apensamento de processos; 
III - prestação de informações; 
IV - atos concertados entre os juízes cooperantes. 
As alternativas A, B e C estão incorretas pois, como visto no caput do art. 69, o pedido de cooperação 
jurisdicional prescinde de forma específica. 
A alternativa E está incorreta pois o art. 69, §3º prevê que "o pedido de cooperação judiciária pode ser 
realizado entre órgãos jurisdicionais de diferentes ramos do Poder Judiciário." 
 (FCC/MPE-MT - 2019) Em relação à competência, considere os enunciados: 
I. A incompetência absoluta deve ser alegada como questão preliminar de contestação; a relativa, como 
exceção, a ser autuada e julgada como incidente processual. 
II. A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada 
de ofício. 
III. A incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério Público nas causas em que atuar. 
IV. Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo juízo 
incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo competente. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) III e IV. 
b) I e II. 
c) I, II e III. 
d) I, III e IV. 
e) II, III e IV. 
Comentários 
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O Item I está incorreto. De acordo com o caput do art. 65 do CPC, a incompetência, absoluta ou relativa, 
deverá ser suscitada como questão preliminar de contestação. Não há mais a exceção de incompetência. 
O Item II está correto. Nos termos do art. 64, §1º: "A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer 
tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício." 
O Item III está correto. O item está em conformidade com o art. 65, parágrafo único do CPC: "A 
incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério Público nas causas em que atuar." 
O Item IV está correto. O item apresenta a literalidade do art. 64, §4º: "Salvo decisão judicial em sentido 
contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo juízo incompetente até que outra seja 
proferida, se for o caso, pelo juízo competente." 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
 (FCC/TRT-6/2018) Em relação às modificações de competência, 
a) o foro contratual eleito pelas partes é personalíssimo e, portanto, não obriga os herdeiros e sucessores 
das partes. 
b) a determinada em razão da matéria, da pessoa ou do valor é inderrogável por convenção das partes. 
c) quando houver continência e a ação continente houver sido proposta anteriormente, no processo relativo 
à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão 
necessariamente reunidas. 
d) a abusividade da cláusula de eleição de foro deve ser alegada pela parte a quem aproveita, não podendo 
ser examinada de ofício pelo juiz, salvo em relações consumeristas. 
e) serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões 
conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, desde que haja conexão entre eles. 
Comentários 
A alternativa correta e gabarito da questão é a letra C, pois, de acordo com o artigo 57 do CPC, a continência 
pode gerar a reunião dos processos ou a extinção peremptória do processo, sem resolução do mérito, a 
depender do caso: 
Art. 57. Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, 
no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso 
contrário, as ações serão necessariamente reunidas. 
Vejamos as demais alternativas de modo objetivo: 
A alternativa A está incorreta, porque o foro contratual obriga os herdeiros e sucessores das partes (art. 63, 
§2º, do CPC). 
A assertiva B está errada, pois, pela conjugação dos artigos 62 e 63 do CPC, a competência em razão da 
matéria e da pessoa de fato são inderrogáveis, mas a competência em razão do valor é passível de 
modificação por vontade das partes. Confira: 
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Art. 62. A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é 
inderrogável por convenção das partes. 
Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, 
elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. 
A alternativa D está errada, uma vez que o magistrado pode, de ofício, antes da citação, reputar ineficaz a 
cláusula de eleição de foro se entender que esta é abusiva, determinando a remessa dos autos ao juízo do 
foro do domicílio do réu (art. 63, §3º, do CPC). 
A assertiva E está incorreta, pois vai de encontro com o que preconiza o art. 55, §3º, do CPC: 
§3º Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de 
prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo 
sem conexão entre eles. 
 (FCC/TRT-6 - 2018) Analise os enunciados a seguir,relativos à competência: 
I. Argui-se exclusivamente, por meio de exceção, a incompetência relativa. 
II. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo 
irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando 
suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta. 
III. Quando o réu não tiver domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta no foro de domicílio do 
autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta em qualquer foro. 
IV. Acolhida a alegação de incompetência absoluta, que se refere à matéria, à função e à pessoa, o processo 
será extinto sem resolução do mérito, interrompida porém a prescrição. 
V. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) II, III e V. 
b) I, III, IV e V. 
c) I, II e IV. 
d) II, IV e V. 
e) II, III, IV e V. 
Comentários 
O item I está incorreto, pois com o CPC/2015 a incompetência, independentemente de sua natureza, será 
alegada pelo réu como preliminar de contestação (art. 64, caput, do CPC). 
O item II está correto, pois traz a previsão do art. 43 do CPC: 
Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição 
inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
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235 
posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência 
absoluta. 
O item III está correto, pois expõe o que prevê o art. 46, §3º, do CPC: 
§3º Quando o réu não tiver domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta no foro 
de domicílio do autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta em 
qualquer foro. 
O item IV está incorreto, pois acolhida a alegação de incompetência absoluta, que se refere à matéria, à 
função e à pessoa, o processo não será extinto, mas sim remetido ao juízo competente (art. 64, §3º, do CPC). 
Contudo, frise-se que nesse caso haverá sim a interrupção da prescrição, nos termos do art. 202 do CC. 
O item V, por fim, está correto, haja vista que se trata de transcrição do CPC: 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
Logo, a alternativa correta e gabarito da questão é a letra A, pois apenas os itens II, III e V estão certos. 
 (FCC/DPE-AM - 2018) Carlos e Vitória se casaram na cidade de Tabatinga (AM), onde residiram por 
cerca de três anos e tiveram dois filhos. Há cerca de dois anos se mudaram para Tefé (AM). Em razão de 
desentendimentos entre o casal, acabaram rompendo o relacionamento e, após a separação de fato, 
Vitória se mudou para Parintins (AM), enquanto Carlos voltou com as crianças para a sua cidade natal, 
Eurunepé (AM). O único imóvel do casal está situado na cidade de Manaus (AM). Caso Carlos venha a 
ajuizar ação de divórcio, a competência territorial neste caso será da Comarca de 
a) Tabatinga. 
b) Parintins. 
c) Manaus. 
d) Eurunepé. 
e) Tefé. 
Comentários 
A alternativa correta e gabarito da questão é a letra D. O CPC/2015 criou duas regras, a depender da 
existência de filho incapaz, para definir o foro competente para as ações de divórcio, separação, anulação 
de casamento e reconhecimento ou dissolução de união estável. De acordo com o dispositivo legal, há foros 
subsidiários, com preferência legal estabelecida na seguinte ordem: 
Art. 53. É competente o foro: 
I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou 
dissolução de união estável: 
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a) de domicílio do guardião de filho incapaz; 
b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz; 
c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do casal; 
Deste modo, considerando a existência de filhos incapazes e que estes se encontram sob a guarda de Carlos, 
em Eurunepé (AM), esse é foro competente para a ação de divórcio, nos termos do artigo supramencionado. 
 (FCC/PGE-AP - 2018) No tocante à modificação da competência, 
a) quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à 
ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão 
necessariamente reunidas. 
b) caso a alegação de incompetência seja acolhida, o processo será sempre extinto sem resolução do mérito, 
interrompida porém a prescrição. 
c) a competência relativa poderá modificar-se pela conexão, litispendência ou pela continência. 
d) os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, mesmo que um deles já tenha sido 
sentenciado. 
e) a incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação; se relativa 
a incompetência pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício. 
Comentários 
A alternativa correta e gabarito da questão é a letra A, pois é o que prevê o art. 57 do CPC: 
Art. 57. Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, 
no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso 
contrário, as ações serão necessariamente reunidas. 
A alternativa B está incorreta, pois caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos 
ao juízo competente (art. 64, §3º, CPC). 
A assertiva C está incorreta, uma vez que a competência relativa poderá se modificar pela conexão ou pela 
continência (art. 54 do CPC), mas não pela litispendência. 
A alternativa D está errada, haja vista que os processos de ações conexas serão reunidos para decisão 
conjunta, salvo se um deles já foi sentenciado (art. 55, §1º, do CPC). 
A assertiva E está errada, visto que é a incompetência absoluta que pode ser alegada em qualquer tempo e 
grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício. Nesse sentido: 
Art. 64 do CPC: A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão 
preliminar de contestação. 
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§1º A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e 
deve ser declarada de ofício. 
 (FCC/MPE-PB - 2018) Em relação à competência, 
a) a ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de domicílio dele próprio ou do lugar em que foi 
contraída a obrigação, desde que mais favorável ao incapaz. 
b) é ela determinada no momento em que o juiz ordena a citação do réu. 
c) a ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro 
de domicílio do autor. 
d) o foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a partilha, a 
arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a impugnação ou anulação de partilha 
extrajudicial e para todas as ações em que o espólio for réu, ressalvados os casos de incompetência absoluta, 
ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
 e) nas ações em que o Estado for autor, o foro competente é sua Capital, podendo a ação ser proposta no 
foro de domicílio do autor se o Estado for réu. 
Comentários 
A alternativa correta e gabarito da questão é a letra D, pois coaduna com o que prescreve o art. 48, CPC. 
Art. 48. O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o 
inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a 
impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espóliofor réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
Ocorre que, como bem fala a alternativa, apesar de regra de foro especial, o art. 48 supratranscrito cria tão 
somente uma regra de competência territorial, relativa por natureza, e, sempre que houver conflito com 
norma de competência absoluta, esta deverá prevalecer. Assim, tratando-se de demanda que verse sobre 
algum dos direitos reais imobiliários previstos no art. 47 do CPC, o foro do local do imóvel tem preferência 
sobre o foro previsto no art. 48 do CPC. Há, entretanto, competência absoluta do juízo do inventário para 
julgar ação anulatória de testamento, ainda que outro juízo tenha sido responsável pela ação de abertura, 
registro e cumprimento do testamento. 
Vejamos o erro das demais alternativas. 
A alternativa A está incorreta, pois outro é o foro previsto no CPC: 
Art. 50. A ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de domicílio de seu 
representante ou assistente. 
A alternativa B está errada, uma vez que a competência é determinada no momento do registro ou da 
distribuição da petição inicial (art. 43 do CPC). 
A assertiva C está errada, haja vista que a ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens 
móveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu (art. 46 do CPC). 
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A alternativa E está incorreta, pois outra é a previsão do CPC: 
Art. 52. É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja autor Estado 
ou o Distrito Federal. 
Parágrafo único. Se Estado ou o Distrito Federal for o demandado, a ação poderá ser 
proposta no foro de domicílio do autor, no de ocorrência do ato ou fato que originou a 
demanda, no de situação da coisa ou na capital do respectivo ente federado. 
 (FCC/SEAD-AP - 2018) Joaquim, com dezesseis anos de idade, assistido por sua mãe, Silvana, 
domiciliada em São Bernardo do Campo-SP, celebrou, no Rio de Janeiro-RJ, com Fabrísio, domiciliado em 
Macapá-AP, contrato de compra e venda de um relógio, pelo preço de R$ 3.000,00. Operou-se, então, a 
tradição do bem, mas, injustificadamente, não se realizou o pagamento. Assim, considerando que não 
houve eleição de foro, Fabrísio deverá propor contra Joaquim ação de cobrança do preço no foro da 
comarca de 
a) São Bernardo do Campo-SP ou Macapá-AP, à sua escolha. 
b) Rio de Janeiro-RJ. 
c) Macapá-AP. 
d) São Bernardo do Campo-SP. 
e) São Bernardo do Campo-SP, Macapá-AP ou Rio de Janeiro-RJ, à sua escolha. 
Comentários 
A alternativa correta e gabarito da questão é a letra D, pois Joaquim é incapaz (menor de 18 anos), de modo 
que o foro competente para as ações em que ele for réu, é o domicílio de sua assistente, no caso, em São 
Bernardo do Campo/SP. Confira a previsão do CPC nesse sentido: 
Art. 50. A ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de domicílio de seu 
representante ou assistente. 
 (FCC/SEF-SC - 2018) Em relação à competência, é correto afirmar: 
a) Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo 
à ação contida será proferida sentença com resolução de mérito, caso contrário, as ações serão 
necessariamente reunidas. 
b) Independentemente de sua natureza, prorrogar-se-á se o réu não alegar a incompetência em preliminar 
de contestação. 
c) Caso a alegação de incompetência absoluta seja acolhida, o processo será sempre extinto sem resolução 
do mérito; se for acolhida a alegação de incompetência relativa, os autos serão remetidos ao juízo 
competente. 
d) Proposta a execução fiscal, a posterior mudança de domicílio do executado não desloca a competência já 
fixada. 
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e) A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é derrogável por convenção 
das partes. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. O CPC prevê que quando houver continência e a ação continente tiver sido 
proposta anteriormente, na ação contida será proferida sentença SEM resolução de mérito, caso contrário, 
as ações serão reunidas (art. 57). 
A assertiva B está errada, pois, ocorrerá prorrogação da competência de natureza relativa caso não seja 
alegada em preliminar de contestação (art. 65 do CPC). Tratando-se de incompetência absoluta, poderá ser 
reconhecida a qualquer momento do processo, inclusive após o seu fim por intermédio de ação rescisória, 
nos termos do art. 966, II, do CPC. 
A alternativa C está incorreta. Nos termos do art. 64, §3º, do CPC, reconhecida a incompetência – absoluta 
ou relativa –, o processo será remetido ao juízo competente, de forma que tais matérias são consideradas, 
ao menos em regra, dilatórias, ou seja, seu acolhimento somente fará com que o tempo de duração do 
processo seja prolongado. 
Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de 
contestação. 
§3º Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao juízo 
competente. 
A alternativa correta é a letra D, pois traz a previsão de Súmula do STJ: 
Súmula 58/STJ: Proposta a execução fiscal, a posterior mudança de domicílio do executado 
não desloca a competência já fixada. 
A assertiva E está incorreta, pois essas competências são inderrogáveis, conforme consta do CPC: 
Art. 62. A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é 
inderrogável por convenção das partes. 
 (FCC/PGE-AP - 2018) No tocante à modificação da competência, 
a) a incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação; se relativa 
a incompetência pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício. 
b) quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à 
ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão 
necessariamente reunidas. 
c) caso a alegação de incompetência seja acolhida, o processo será sempre extinto sem resolução do mérito, 
interrompida porém a prescrição. 
d) a competência relativa poderá modificar-se pela conexão, litispendência ou pela continência. 
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e) os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, mesmo que um deles já tenha sido 
sentenciado. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. O examinador troca “incompetência absoluta” por “incompetência relativa”, 
para tentar confundir o candidato. Veja (art. 64, § 1º, CPC): 
Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de 
contestação. 
§ 1º A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e 
deve ser declarada de ofício. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Segundo o art. 57 do CPC: 
Art. 57. Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, 
no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso 
contrário, as ações serão necessariamente reunidas. 
A alternativa C está incorreta. Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao 
juízo competente (art. 64, § 3º, do CPC). 
A alternativa D está incorreta. A litispendência não modifica competência, ela enseja a extinção do processo 
sem resolução de mérito (art. 485, V, do CPC). O art. 54 do CPC fala apenas em conexão e continência. 
Observe: 
Art. 54. A competência relativa poderá modificar-se pela conexão ou pela continência, 
observado o disposto nesta Seção. 
E a alternativaE está incorreta. Caso um dos processos já tenha sido sentenciado, não haverá reunião para 
decisão conjunta (art. 55, § 1º, do CPC). 
 (FCC/CLDF - 2018) No que tange aos critérios de modificação de competência, 
a) a competência determinada em razão do território, pessoa ou função é derrogável por convenção das 
partes. 
b) reputam-se conexas duas ou mais ações quando lhes for comum pedido, as partes e a causa de pedir. 
c) os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, ainda que um deles já tenha sido 
sentenciado. 
d) a reunião das ações propostas em separado far-se-á no juízo prevento, ocorrendo a prevenção com o 
oferecimento da contestação pelo réu. 
e) quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à 
ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão 
necessariamente reunidas. 
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Comentários 
A alternativa A está incorreta. Como visto em aula, às partes é facultado convencionar sobre a competência 
quando ela é relativa, quer dizer, quando fundada, em regra, em critérios de território ou de valor. Ao 
contrário, quando a competência é absoluta, quer dizer, quando ela é fundada em razão da matéria, da 
pessoa ou da função, ela é inderrogável por convenção das partes (art. 62, CPC). É por isso que está incorreta 
a afirmativa. Ao dizer que a competência fundada em razão da pessoa ou da função é derrogável pelas partes, 
ela contraria a literal disposição do art. 62 e a regra que diferencia a competência absoluta da relativa. 
A alternativa B também está incorreta. Quando, em duas ações, coincidirem o pedido, as partes e a causa 
de pedir (os três elementos identificadores da ação), teremos, se a ação estiver em curso, litispendência, e, 
se a ação já tiver transitado em julgado, coisa julgada, nunca conexão. A conexão só ocorrerá quando 
tivermos duas ou mais ações com o pedido ou a causa de pedir em comum (art. 55, CPC). Confira: 
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido OU 
a causa de pedir. 
A alternativa C também está incorreta. Isso por contrariar a expressa disposição do art. 55, § 1º, do Código. 
Vejamos: 
 Art. 55. (...) 
§ 1º Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um 
deles já houver sido sentenciado. 
A alternativa D igualmente está incorreta, uma vez que o que gera a prevenção, como sabemos, é o registro 
ou a distribuição da petição inicial (art. 59, CPC), nunca “o oferecimento da contestação pelo réu”: 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
E a alternativa E, finalmente, é a alternativa correta e o gabarito da questão. De acordo com o art. 57 do 
Código: 
Art. 57. Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, 
no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso 
contrário, as ações serão necessariamente reunidas. 
 (FCC/TRT-15ªR - 2018) É competente o foro 
a do domicílio do réu, somente, para a ação de reparação de dano sofrido em razão de delito ou acidente de 
veículos, inclusive aeronaves. 
b do lugar da sede da serventia notarial ou de registro, para a ação de reparação de dano por ato praticado 
em razão do ofício. 
c de domicílio do autor, exclusivamente, para as causas em que sejam autores Estado, Distrito Federal ou 
União. 
d) de domicílio do autor ou do réu na ação em que este último for incapaz. 
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e) de situação da coisa, sempre, para as ações fundadas em direito pessoal sobre bens móveis. 
Comentários 
A questão cobra do candidato conhecimentos sobre as disposições gerais acerca da competência (arts. 42 a 
53 do CPC) e, logo em uma primeira análise, podemos perceber que a alternativa B é cópia literal da 
disposição do art. 53, III, “f”. Vejamos: 
Art. 53. É competente o foro: 
(...) 
III - do lugar: 
(...) 
f) da sede da serventia notarial ou de registro, para a ação de reparação de dano por ato 
praticado em razão do ofício; 
Sendo assim, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
Vejamos o erro das demais alternativas: 
A alternativa A está incorreta, porque o foro competente para a ação de reparação de dano sofrido em razão 
de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves, não é, somente, o do domicílio do réu, mas também 
o do domicílio do autor ou o do local do fato, conforme art. 53, V, do CPC. 
A alternativa C está incorreta, porque, para as causas em que sejam autores Estado, Distrito Federal ou 
União, o foro competente será o do domicílio do réu (art. 51 e art. 52, do CPC), e não o do domicílio do autor. 
A alternativa D está incorreta, porque a ação em que o réu for incapaz será proposta no foro de domicílio 
de seu representante ou assistente (art. 50, do CPC), e não no domicílio do autor. 
E a alternativa E está incorreta, uma vez que é competente o foro da situação da coisa para as ações fundadas 
em direito real sobre bens imóveis (art. 47, caput, do CPC), e não para as ações fundadas em direito pessoal 
sobre bens móveis, como afirma a alternativa. 
 (FCC/TRT-2ªR - 2018) Sobre a competência, nos termos preconizados pelo Código de Processo Civil, 
é correto afirmar: 
a) Após a consumação da citação do réu a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz 
pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro do domicílio do réu. 
b) Tramitando uma ação de recuperação judicial perante a justiça estadual, havendo intervenção nos autos 
de uma empresa pública federal como terceiro interveniente, os autos serão encaminhados imediatamente 
ao juízo federal competente. 
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c) Quando o réu não tiver domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta, em regra, no foro do 
domicílio do autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta obrigatoriamente em 
Brasília, na capital federal. 
d) A ação possessória imobiliária será proposta, em regra, no foro de situação da coisa, mas o autor pode 
optar por demandar no foro do domicílio do réu. 
e) Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo 
à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão 
necessariamente reunidas. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Vejamos o que dispõe o art. 63, §3º, do CPC: 
§ 3o Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz 
de ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do 
réu. 
A alternativa B está incorreta. A ação de recuperação judicial é uma exceção prevista no art. 45, I, da Lei nº 
13.105/15: 
Art. 45. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo 
federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades 
autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na 
qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações: 
I - de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho; 
A alternativa C está incorreta, pois a ação será proposta em qualquer foro, conforme prevê o art. 46, §3º, da 
referida Lei: 
§ 3o Quando o réu não tiver domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta no foro 
de domicílio do autor, e, se este também residir fora do Brasil, a açãoserá proposta em 
qualquer foro. 
A alternativa D está incorreta. De acordo com o §2º do art. 47 do CPC, a ação possessória imobiliária será 
proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. 
A alternativa E é correta e gabarito da questão, pois é o que dispõe o art. 57 da Lei nº 13.105/15: 
Art. 57. Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, 
no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso 
contrário, as ações serão necessariamente reunidas. 
 (FCC/TRF-5ªR - 2017) A ação de falência tramitando na Justiça Estadual 
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a) será remetida à Justiça Federal se a União for credora do falido, mas desde que tenha habilitado o seu 
crédito na falência. 
b) será remetida à Justiça Federal se a União for credora do falido, independentemente de ter ou não 
habilitado o seu crédito na falência. 
c) será remetida à Justiça Federal sempre que houver interesse jurídico da União, ainda que não seja credora 
do falido. 
d) não deve ser remetida à Justiça Federal, salvo se a União expressamente o requerer, e houver a 
concordância do administrador judicial e do Ministério Público com o pedido. 
e) não deve ser remetida à Justiça Federal, nem mesmo se nela intervier a União. 
Comentários 
De acordo com o art. 45, I, do CPC, não haverá competência da Justiça Federal nas causas que envolvem 
falência. 
Art. 45. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo 
federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades 
autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na 
qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações: 
I - de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho; 
Além disso, veja o que dispõe o art. 109, I, da CF/88: 
Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar: 
I - as causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública federal forem 
interessadas na condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes, exceto as de falência, 
as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho; 
Portanto, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
 (FCC/TRT-RN - 2018) Reinaldo move em face de Fernanda ação de execução fundada em título 
extrajudicial que é objeto de ação anulatória contra ele ajuizada por Fernanda. Distribuídos a juízos 
distintos da mesma comarca e ainda não sentenciados, esses processos 
a) deverão ser reunidos perante o juízo prevento, assim considerado aquele para o qual tiver sido distribuída 
em primeiro lugar a petição inicial de qualquer uma das ações. 
b) deverão ser reunidos perante o juízo prevento, assim considerado aquele que houver despachado em 
primeiro lugar qualquer uma das ações. 
c) não deverão ser reunidos, pois entre eles não existe conexão. 
d) somente serão reunidos se forem ajuizados embargos à execução, em relação aos quais se estabelece 
conexão com a ação anulatória. 
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e) deverão ser reunidos perante o juízo prevento, assim considerado aquele perante o qual tiver sido 
aperfeiçoada a primeira citação válida. 
Comentários 
De acordo com o art. 55, §2º, I, do CPC, as ações ajuizadas por Reinaldo e Fernanda são conexas, já que a 
ação de execução e a anulatória dizem respeito ao mesmo título executivo. 
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a 
causa de pedir. 
§ 2o Aplica-se o disposto no caput: 
I - à execução de título extrajudicial e à ação de conhecimento relativa ao mesmo ato 
jurídico; 
Desse modo, as ações deverão ser reunidas no juízo prevento, conforme estabelece o art. 58: 
Art. 58. A reunião das ações propostas em separado far-se-á no juízo prevento, onde serão 
decididas simultaneamente. 
Além disso, com base no art. 59, o que torna o juízo prevento é o registro da petição inicial ou a sua 
distribuição. 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
Portanto, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
 (FCC/SABESP -2018) O juízo estadual, verificando que certa ação de ressarcimento de danos é 
proposta em face de Mévio e da Caixa Econômica Federal, dá-se por incompetente e remete os autos ao 
juízo federal que, por sua vez, após ouvir as partes, exclui do processo a referida empresa pública e devolve 
os autos ao juízo estadual. Nessa situação, segundo dispõe o Código de Processo Civil de 2015, o juízo 
a) estadual, se discordar da decisão do juízo federal, deverá a este reenviar os autos, expondo as razões do 
seu convencimento. 
b) federal, após excluir a Caixa Econômica Federal do feito, deveria ter suscitado conflito negativo de 
competência. 
c) estadual, se discordar da decisão do juízo federal, deverá suscitar conflito negativo de competência, no 
prazo preclusivo de 5 dias. 
d) federal agiu acertadamente ao devolver os autos ao juízo estadual após excluir a Caixa Econômica Federal 
do feito, não se cogitando, no caso, de conflito de competência. 
e) estadual, ao verificar que a relação processual envolvia a Caixa Econômica Federal, deveria desde logo, ter 
suscitado o conflito de competência perante o Tribunal competente, sobretudo se, de acordo com o seu 
pensamento, a Caixa Econômica Federal fosse, sim, parte legítima no feito. 
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Comentários 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Nesse caso, de acordo com o art. 45, caput e §3º do 
CPC, o juízo federal restituirá os autos ao juízo estadual sem suscitar conflito se o ente federal cuja presença 
ensejou a remessa for excluído do processo. 
Art. 45. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo 
federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades 
autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na 
qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações: 
I - de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho; 
II - sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. 
§ 3º O juízo federal restituirá os autos ao juízo estadual sem suscitar conflito se o ente 
federal cuja presença ensejou a remessa for excluído do processo. 
Vejamos o erro das demais alternativas: 
As alternativas A e C estão incorretas, uma vez que o Juiz Estadual não pode discordar da decisão do Juiz 
Federal, nesse caso. A decisão do Juízo Federal que exclui da relação processual o ente federal não pode ser 
reexaminada pelo Juízo Estadual porque a competência para decidir se há interesse jurídico da União ou não, 
no caso, é da Justiça Federal (art. 109, I, da CF) e somente dela. Confira o teor da Súmula 254-STJ: 
A decisão do Juízo Federal que exclui da relação processual ente federal não pode ser reexaminada no Juízo 
Estadual. 
A alternativa B também está incorreta. Como vimos (art. 45, § 3º, CPC), a Justiça Federal não deve suscitar 
conflito de competência. 
E a alternativa E está incorreta também, uma vez que não cabe à Justiça Estadual decidir se a Caixa 
Econômica Federal é ou não parte legítima no feito (Súmula 150-STJ): 
Compete à Justiça Federal decidir sobre a existência de interesse jurídico que justifique a presença, no 
processo, da União, suas autarquias ou empresas públicas. 
 (FCC/TRT-24ªR - 2017) Sobre a competência interna, de acordo com o Código de Processoàs causas que tramitam 
perante a justiça especializada, que envolve a justiça eleitoral, do trabalho e a militar. 
No art. 43, temos a tratativa do momento em que é determinada a competência, ou seja, o exato instante 
em que a jurisdição brasileira deixa de ser genérica, para atribuir especificamente a competência a 
determinado magistrado. Esse momento é o do registro ou da distribuição da petição inicial, momento em 
que ocorre a perpetuação da competência. 
Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da 
petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito 
ocorridas posteriormente, SALVO quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a 
competência absoluta. 
Registro difere de distribuição. 
A melhor forma de compreender a diferença é pensar em comarcas/unidades judiciárias únicas e 
comarcas/unidades judiciárias com várias varas. No primeiro caso, temos a perpetuação da competência 
com o registro da demanda pelo cartório, uma vez que a demanda somente poderá ser atribuída a um juízo. 
No segundo caso, temos o registro e após a distribuição entre um dos vários juízos igualmente competentes. 
Devemos pensar: qualquer um dos juízos poderia julgar a ação, logo, temos que aplicar regras de distribuição 
(leia-se, de rateio de processos) para saber quem será o juízo concretamente competente. 
Além disso, o artigo acima traz uma ressalva importante. Nos casos de supressão do órgão judiciário ou de 
alteração da competência absoluta há incompetência superveniente. Essas duas hipóteses constituem 
exceção à regra da perpetuação da competência. 
Assim: 
 
Vamos a alguns exemplos: 
Uma ação, ajuizada em 2003, que trata sobre relação de trabalho diversa de relação de relação de emprego 
foi distribuída perante a justiça estadual. A justiça do trabalho até então julgava apenas ações que envolviam 
relação de emprego. Com a EC 45/2004 houve alteração de regra de competência absoluta, que deslocou 
essas relações de trabalho da justiça estadual para a justiça do trabalho. Nesse caso, não obstante já fixada 
a competência daquela ação ajuizada em 2003, a demanda será redistribuída na justiça do trabalho. 
FIXAÇÃO DA 
COMPETÊNCIA -
registro ou distribuição 
da petição:
regra:
a perpetuação da competência se 
dá com o registro/distribuição.
exceções:
supressão do órgão judiciário; e
alteração da competência 
absoluta.
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Determinada comarca possui três varas cíveis. Nesse caso, a ação poderia ser distribuída a qualquer um 
desses juízos. Vamos supor que a ação foi distribuída à 3º vara cível. Alguns meses mais tarde, em razão de 
uma Lei de Organização Judiciária, essa 3ª vara cível é extinta. Dada a supressão do órgão judiciário, haverá 
necessidade de redistribuição da ação, não obstante a competência já estivesse fixada. 
O art. 44 define quais são as normas aplicáveis à tarefa administrativa de distribuir e de organizar o exercício 
da jurisdição. A delimitação da competência não é algo simples, pois passará pela: 
 Constituição Federal, que traz as balizas gerais de distribuição da competência. Temos, 
na CF, a partir do art. 92, disciplina expressa da organização do Poder Judiciário Brasileiro; 
 tratados internacionais, que podem ser aplicados em determinadas hipóteses tal como 
se estuda na parte de jurisdição internacional; 
 legislação nacional, que traz um complexo de normas infraconstitucionais 
disciplinadoras da competência. Evidentemente que o principal exemplo aqui é o CPC. 
Contudo, além dele, temos a aplicação de vários diplomas específicos como as leis de Ação 
Civil Pública, da Ação Popular, dos Juizados Especiais, o Código de Defesa do Consumidor, 
entre outros; 
 legislação estadual, a abranger tanto a Constituição dos Estados, que definem 
parâmetros para competência dos Tribunais de Justiça, como, por exemplo, a delimitação 
do foro por prerrogativa de função e nas denominadas leis de organização judiciária, que 
distribuem a competência do Estado entre as Comarcas e Varas. 
Veja, agora, o dispositivo: 
Art. 44. Obedecidos os limites estabelecidos pela Constituição Federal, a competência é 
determinada pelas normas previstas neste Código ou em legislação especial, pelas 
normas de organização judiciária e, ainda, no que couber, pelas constituições dos 
Estados. 
Estabelecidas essas premissas iniciais, vamos estudar as regras de competência. 
2 – Classificação da competência 
Vamos citar as classificações tradicionais para que você as conheça. Na medida em que o assunto evoluir, 
essas classificações serão importantes para compreensão de como é definido o juízo competente. 
 competência de foro X competência do Juízo 
COMPETÊNCIA DO FORO (TERRITORIAL) COMPETÊNCIA DO JUÍZO 
O foro deve ser compreendido como o local em que 
o magistrado exerce sua competência. 
Uma vez definido o local, deve-se perquirir qual é o 
Juízo competente, ou seja, qual, entre os vários 
juízes do foro, é concretamente competente. 
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Na primeira espécie, define-se o local (por exemplo, comarca de Cascavel/PR). Na segunda, já sabendo do 
local, temos a escolha do juízo que ficará responsável pela causa (por exemplo, 2ª Vara Cível). 
 competência originária X competência derivada 
COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA COMPETÊNCIA DERIVADA 
Define o órgão jurisdicional para conhecer o 
processo pela primeira vez. 
Estabelece a responsabilidade de julgar recursos a 
partir da decisão do órgão originariamente 
competente. 
No primeiro caso, definimos o órgão judiciário que iniciará o trâmite da ação. O segundo envolve o 
recebimento de processos que já tiveram parte do trâmite. Agora estão, por exemplo, em fase recursal. 
Nesse contexto, o tribunal é, como regra, órgão que exerce competência derivada. Contudo, é importante 
destacar que os tribunais também podem exercer competência originária, a exemplo do que ocorre com a 
ação rescisória, que é distribuída diretamente no tribunal. 
 competência relativa X competência absoluta 
COMPETÊNCIA ABSOLUTA COMPETÊNCIA RELATIVA 
Estabelece regras de competência a partir do 
interesse público. 
Fixa regras de competência a partir do interesse 
particular. 
Em relação à última classificação, agora, fixe os conceitos. Mais adiante vamos aprofundar a análise da 
distinção entre competência absoluta e relativa. 
3 – Critérios 
Para a fixação dessa competência, de forma sistematizada, temos três critérios: o objetivo, o funcional e o 
territorial. O critério objetivo distingue-se em razão da matéria, da pessoa ou do valor. 
Assim: 
 
Vamos estudá-los? 
CRITÉRIOS
objetivo
em razão da matéria
em razão da pessoa
em razão do valorfuncional
territorial
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A finalidade desses critérios é estabelecer uma forma sistemática e prática de identificação da competência 
a partir do emaranhado de regras e órgãos judiciários que temos. 
3.1 – Critério objetivo 
O critério objetivo leva em consideração a demanda apresentada. Desse modo, o estudo dos elementos da 
ação é relevante. Você lembra quais são os três elementos da ação? 
 
Do estudo desses elementos são extraídos três subcritérios: 
 competência em razão da pessoa (que leva em consideração o elemento parte) 
Nesse caso, devido à qualidade da parte envolvida na relação processual, temos a fixação da competência. 
Por exemplo, quando a Fazenda Pública é parte nas ações, participarão do processo entes da Administração 
Direta, autárquica ou fundacional.Civil, é 
correto afirmar: 
a) Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu não alegar a incompetência em preliminar de contestação. 
b) A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, podendo o autor, contudo, optar 
pelo foro do domicílio do réu ou de eleição. 
c) Tramitando processo de recuperação judicial na Justiça Estadual, os autos serão remetidos ao juízo federal 
competente no caso de intervenção de uma determinada empresa pública federal. 
d) O foro da Capital do Estado é competente para as causas em que seja autora a União. 
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e) A citação válida torna prevento o juízo e, ainda quando ordenada por juiz incompetente, constitui em 
mora o devedor e interrompe a prescrição. 
Comentários 
O tema competência sempre é muito importante para o estudo do Direito Processual Civil. Nessa questão, a 
banca cobrou alguns temas específicos, porém relevantes da competência. Vejamos cada uma das 
alternativas. 
A alternativa A está correta. A competência é classificada em competência absoluta e em competência 
relativa. 
De forma sintética, você precisa lembrar: 
Competência Absoluta Competência Relativa 
interesse público interesse particular 
alegada em preliminar de contestação. 
* poderá ser alegada a qualquer tempo, por qualquer das 
partes. 
alegada pelo réu em preliminar de 
contestação 
* gera preclusão (prorrogação da 
competência) 
conhecimento provocado ou de ofício conhecimento provocado 
não pode ser alterada por vontade das partes eleição de foro 
não admite conexão e continência conexão e continência. 
Em relação à competência relativa, caso o réu não a alegue no prazo oportuno ocorre a preclusão e, portanto, 
temos a prorrogação da competência (art. 65, CPC). Lembre-se que, em regra, o réu deve arguir a 
incompetência relativa em preliminar de contestação (art. 64, CPC), exceto se envolver fato superveniente 
cuja alegação deverá ocorrer no prazo de 15 dias a contar do conhecimento dos fatos. 
A alternativa B está incorreta. Segundo o art. 47, § 2º, a ação possessória imobiliária será proposta no foro 
de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. 
A alternativa C também está incorreta. Na definição da competência da Justiça Federal, devemos observar 
o art. 109 da CF e o art. 45 do CPC. Ambas as normas tratam, em síntese, que a Justiça Federal é competente 
para processar e julgar ações que têm em um dos polos da demanda a União e respectivas empresas públicas, 
entidades autárquicas, fundações públicas ou conselhos de fiscalização de atividade profissional. Contudo, 
ainda que essas partes estejam no processo, não serão da competência da Justiça Federal os processos que 
envolvam: 
 recuperação judicial e falência; 
 insolvência civil; 
 acidente de trabalho; 
 ações da Justiça do Trabalho; e 
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 ações da Justiça Eleitoral. 
Portanto, as ações que envolvam recuperação judicial não serão remetidas à Justiça Federal caso haja 
intervenção de empresa pública federal. 
A alternativa D está incorreta, pois o foro da Capital do Estado não é foro das ações da União. Em relação a 
essas ações devemos observar o seguinte esquema, formulado a partir da análise dos arts. 51 e 52 do CPC: 
 
Por fim, incorreta a alternativa E, pois a citação é válida, segundo o art. 240, caput, do CPC, ainda que 
ordenada por juiz INCOMPETENTE: 
 induz a litispendência; 
 torna litigiosa a coisa; e 
 constitui em mora o devedor. 
A prevenção, por outro lado, decorre do registro ou da distribuição (art. 59). 
 (FCC/DPE-ES - 2016) A respeito da competência, o novo Código de Processo Civil dispõe que 
a) a ação em que se pleiteia somente o reconhecimento da paternidade, deve ser proposta no foro do 
domicílio do autor. 
b) a incompetência relativa do juízo deve ser alegada em exceção de competência, no prazo para a resposta. 
c) o inventário deve ser proposto, em regra, ao foro de situação dos bens imóveis do autor da herança. 
d) como regra, nas ações de divórcio, é competente o foro do guardião do filho incapaz e, caso não haja filho 
incapaz, o foro do último domicílio do casal. 
COMPETÊNCIA PARA JULGAR AÇÕES ENVOLVENDO UNIÃO, ESTADOS-MEMBROS E DISTRITO FEDERAL
Se os entes 
públicos forem 
autores
domicílio do réu
Se os entes públicos forem réus
foro do domicílio 
do autor;
no local de 
ocorrência do ato 
ou fato;
no foro da 
situação da coisa; 
ou
no Distrito 
Federal (União) 
ou na capital do 
respectivo ente 
federado (Estados 
ou DF).
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e) a ação possessória imobiliária deve ser proposta no foro de situação da coisa, mas por se tratar de 
competência territorial, se prorroga caso não venha a ser alegada no momento oportuno. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 46, caput, da Lei nº 13.105/15, a ação de reconhecimento 
de paternidade deve ser proposta no foro do domicílio do réu, seguindo a regra geral. 
Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será 
proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
A alternativa B está incorreta. Devem ser arguidas em preliminar de contestação tanto a incompetência 
relativa quanto a absoluta, nos termos do art. 64, caput, da referida Lei: 
Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de 
contestação. 
Não há mais que se falar em exceção de competência, atualmente a alegação de incompetência – seja 
relativa ou absoluta – é feita por intermédio da preliminar de contestação ou simples petição. 
A alternativa C está incorreta. Com base no art. 48 do CPC, o inventário deve ser proposto no foro de 
domicílio do autor da herança. 
Art. 48. O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o 
inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a 
impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio 
for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
Apenas subsidiariamente, se o autor da herança não possuía domicílio certo é que se levará em consideração 
o foro de situação dos bens imóveis (art. 48, parágrafo único): 
Art. 48. (...) 
Parágrafo único. Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente: 
I - o foro de situação dos bens imóveis; 
II - havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes; 
III - não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, pois é o que dispõe o art. 53, I, da Lei nº 13.105/15: 
Art. 53. É competente o foro: 
I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou 
dissolução de união estável: 
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a) de domicílio do guardião de filho incapaz; 
b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz; 
c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do casal; 
A alternativa E está incorreta. Não há que se falar em prorrogação ao se tratar de competência absoluta, 
ainda que não suscitada no momento oportuno. A competência absoluta poderá ser alegada ou declarada 
de ofício a qualquer tempo e em qualquer grau de jurisdição. 
Confira o que dispõe o §2º do art. 47 da referida Lei: 
§ 2o A ação possessóriaimobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo 
tem competência absoluta. 
Lembre-se de que, aqui, nós temos uma exceção à regra. Apesar de a competência ser territorial, ela será 
absoluta por expressa determinação legal. 
 (FCC/TRT-20ªR - 2016) Joana ajuizou ação de reintegração de posse contra Pietra. A ação tem como 
objeto um imóvel. Tal ação deverá ser proposta no foro 
a) do domicílio dos réus, cujo juízo tem competência absoluta. 
b) do domicílio dos réus, cujo juízo tem competência relativa. 
c) da situação do imóvel, cujo juízo tem competência absoluta. 
d) do domicílio dos autores, cujo juízo tem competência relativa. 
e) da situação do imóvel, cujo juízo tem competência relativa. 
Comentários 
A regra é de que a competência territorial é relativa. Ao se tratar de ação de direito de propriedade, 
vizinhança, servidão, divisão e demarcação de terras e nunciação de obra nova, a competência territorial 
será absoluta. Ademais, no caso de ação possessória imobiliária, será proposta no foro de situação da coisa, 
cujo juízo tem competência absoluta. É o que dispõe o art. 47 e §§ do CPC: 
Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de 
situação da coisa. 
§ 1o O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio 
não recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de 
terras e de nunciação de obra nova. 
§ 2o A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo 
tem competência absoluta. 
Desse modo, a alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 
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 (FCC/PGE-MT - 2016) A respeito de competência absoluta e relativa, segundo legislação vigente, 
a) a incompetência relativa não pode ser conhecida de ofício pelo Magistrado, pois deve ser alegada pelo 
réu em exceção de incompetência, em peça apartada, no mesmo prazo da contestação. 
b) a competência prevista em lei para a execução fiscal, é de natureza funcional e, assim, absoluta, de modo 
que pode ser declinada de ofício pelo Magistrado. 
c) a incompetência, seja absoluta ou relativa, deve ser alegada pelo réu em preliminar de contestação; 
todavia, caso não o faça no prazo legal, somente esta última se prorroga. 
d) o Código prevê que é possível a reunião de duas ações conexas no juízo prevento, ainda que se trate de 
competência em razão da matéria, desde que haja interesse público que justifique a união das demandas 
para único julgamento. 
e) a incompetência territorial é relativa e, por isso, não pode ser conhecida de ofício pelo Magistrado, razão 
pela qual se prorroga, caso não seja alegada no momento oportuno. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. O CPC passou a prever que tanto a incompetência relativa quanto a 
incompetência absoluta devem ser arguidas em preliminar de contestação. Vejamos o art. 64: 
Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de 
contestação. 
Como já dito, o Código de Processo Civil não abarca mais a antiga “exceção de competência”. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o §5º do art. 46 da referida Lei, a fixação de competência para 
o ajuizamento de execução fiscal é relativa, e não absoluta. 
§ 5o
 A execução fiscal será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou 
no do lugar onde for encontrado. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, pois é o que dispõe o caput do art. 64, combinado 
com o caput do art. 65 da Lei nº 13.105/15: 
Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de 
contestação. 
Art. 65. Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu não alegar a incompetência em 
preliminar de contestação. 
A alternativa D está incorreta. Se a competência for estabelecida em razão da matéria, não haverá, em regra, 
conexão, pois a competência estabelecida em razão da matéria é absoluta. 
A alternativa E está incorreta. A fixação de competência territorial é relativa, porém, em alguns casos, a 
competência territorial será absoluta. As exceções estão previstas nos §§ do art. 47, do CPC: 
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Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de 
situação da coisa. 
§ 1º O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio 
não recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de 
terras e de nunciação de obra nova. 
§ 2o
 A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo 
tem competência absoluta. 
Observe que, apesar de a alternativa E trazer a regra, devemos marcar a questão como errada, diante da 
alternativa C, que é incontestavelmente correta. Em geral, minha sugestão é que, diante da regra, você não 
traga para a questão exceções não escritas, mas, nesse caso, prevaleceu a máxima de que em provas de 
múltipla escolha o candidato deve marcar a alternativa “mais correta”. 
Infelizmente, questões como essa não são raras. É preciso prestar muita atenção. 
 (FCC/Prefeitura de Campinas – SP - 2016) No que tange à incompetência absoluta e à incompetência 
relativa, é correto afirmar: 
a) A competência determinada em razão de matéria, da pessoa ou da função é derrogável por convenção 
das partes. 
b) Prorrogar-se-ão as competências relativa e absoluta se o réu não alegar a incompetência em preliminar 
de contestação. 
c) A incompetência absoluta será alegada como preliminar de contestação, enquanto a relativa será arguida 
por meio de exceção. 
d) Caso a alegação de incompetência seja acolhida, o processo será extinto, sem resolução de mérito. 
e) A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada 
de ofício. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Com base no art. 62 do CPC, é inderrogável por convenção das partes a 
competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função. 
Art. 62. A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é 
inderrogável por convenção das partes. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 65, caput, da Lei nº 13.105/15, somente a competência 
relativa pode ser prorrogada caso não suscitada em preliminar de contestação. 
Art. 65. Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu não alegar a incompetência em 
preliminar de contestação. 
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A alternativa C está incorreta. Segundo o art. 64, caput, da referida Lei, tanto a incompetência absoluta 
quanto a relativa devem ser alegadas em preliminar de contestação. 
Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de 
contestação. 
A alternativa D está incorreta. Os autos deverão ser remetidos ao juízo competente, caso a alegação de 
incompetência seja acolhida. Vejamos o §3º do art. 64 do CPC: 
§ 3o Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao juízo 
competente. 
A alternativa E é correta e gabarito da questão, conforme prevê o §1º, do art. 64, da Lei nº 13.105/15: 
§ 1o A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e 
deve ser declarada de ofício. 
 (FCC/TJ-SE - 2015) P adquiriu, a prestações, terreno de propriedade de D, pessoa física sem atuação 
no ramo de imóveis, subscrevendo contrato que continha cláusula de eleição de foro, amplamente 
discutida e aceita pelos contratantes, segundoa qual a cobrança de parcelas em atraso se daria na Comarca 
de Campinas, no Estado de São Paulo, embora as partes possuam domicílio em Aracaju. Inadimplido o 
contrato, D ajuizou ação no foro contratualmente eleito para a cobrança das parcelas em atraso, e P não 
opôs exceção declinatória nem o juiz declarou a nulidade da cláusula de eleição de foro. De acordo com o 
Código de Processo Civil, o processo, 
a) deverá ser remetido à Comarca de Aracaju, porque, embora se trate de incompetência relativa, a nulidade 
da cláusula de eleição de foro pode ser declarada a qualquer tempo e grau de jurisdição, desde que tenha 
havido requerimento em preliminar de contestação. 
b) deverá ser remetido, inclusive de ofício, à Comarca de Aracaju, porque a ação se funda em direito real e 
não há prorrogação da competência em caso de incompetência absoluta. 
c) deverá ser remetido à Comarca de Aracaju, porque, embora se trate de incompetência relativa, a nulidade 
da cláusula de eleição de foro pode ser declarada, inclusive de ofício, a qualquer tempo ou grau de jurisdição. 
d) continuará a tramitar em Campinas, porque a competência se prorroga se a incompetência absoluta não 
é alegada por meio de exceção declinatória. 
e) continuará a tramitar perante a Comarca de Campinas, porque se prorrogou a competência, que possui 
natureza relativa. 
Comentários 
De acordo com o CPC, o processo continuará a tramitar perante a Comarca de Campinas, porque se 
prorrogou a competência, que possui natureza relativa. Vejamos o art. 47, §1º: 
Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de 
situação da coisa. 
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§ 1º O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio 
não recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de 
terras e de nunciação de obra nova. 
Dessa forma, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
O aluno poderia perguntar: “Mas professor, aqui a questão não trata sobre bens imóveis?”. E a resposta 
seria: “Não”. A questão aqui trata sobre um contrato, que é o contrato de locação, e sobre uma obrigação 
inadimplida, que é a obrigação de pagar. Sendo assim, estamos diante da regra geral, e não da exceção. 
 (FCC/TRT-14ª - 2016) Isael, advogado, viaja para a Espanha para fazer um curso com duração de 6 
meses na Universidade de Salamanca. Durante o trâmite do curso, Isael acaba se envolvendo em um 
acidente automobilístico e vem a óbito no local. Isael tem domicílio na cidade de Guajará-Mirim, Rondônia, 
onde reside sozinho há mais de dez anos e todos os seus bens imóveis estão situados na cidade de Salvador 
(Bahia), onde nasceu e foi criado. Os filhos de Isael, únicos herdeiros, residem na cidade de São Paulo, 
onde cursam universidades. Isael saiu do Brasil rumo à Espanha do Aeroporto Internacional do Rio de 
Janeiro. Neste caso, nos termos estabelecidos pelo Código de Processo Civil, a competência para 
processamento do inventário será o foro da 
a) comarca de São Paulo, onde residem os herdeiros do falecido. 
b) comarca do Rio de Janeiro, último local onde o falecido esteve no Brasil. 
c) comarca de Salvador, onde estão situados os bens imóveis do falecido. 
d) cidade de Salamanca, na Espanha, onde ocorreu o óbito. 
e) comarca de Guajará-Mirim, no estado de Rondônia, onde está situado o domicílio do autor da herança. 
Comentários 
Nos termos estabelecidos pelo Código de Processo Civil, a competência para processamento do inventário 
será o foro da comarca de Guajará-Mirim, no estado de Rondônia, onde está situado o domicílio do autor da 
herança. 
Vejamos o art. 48, do CPC. 
Art. 48. O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o 
inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a 
impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio 
for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
Parágrafo único. Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente: 
I - o foro de situação dos bens imóveis; 
II - havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes; 
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III - não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio. 
Portanto, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
 (FCC/DPE-BA - 2016) Sobre a competência, 
a) a ação fundada em direito real sobre bem móvel será proposta, em regra, no foro da situação da coisa. 
b) a ação possessória imobiliária será proposta no foro da situação da coisa, cujo juízo tem competência 
absoluta. 
c) são irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente ao registro ou 
à distribuição da petição inicial, ainda que alterem competência absoluta. 
d) serão remetidos à Justiça Federal os processos nos quais intervier a União, incluindo as ações de 
recuperação judicial e falência. 
e) uma vez remetidos os autos à Justiça Federal, em razão de intervenção da União, o juízo federal suscitará 
conflito de competência se, posteriormente, esta for excluída do processo. 
Comentários 
Questão que aborda o conhecimento da competência territorial interna, segundo a disciplina do CPC. 
A alternativa A está incorreta, pois o art. 46 do CPC disciplina que, no caso de “ação fundada em direito 
pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu”, e não 
sobre o foro da situação da coisa. 
A alternativa B é a correta e gabarito da questão. Ela cobrou expressamente o §2º do art. 47 do CPC, que 
prevê competência do juízo da situação da coisa para a ação possessória. Lembrando que essa é uma 
hipótese excepcional no qual a competência territorial é absoluta. 
A alternativa C está incorreta. De fato, são irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito 
ocorridas posteriormente ao registro ou à distribuição da petição inicial, exceto no caso de modificação da 
competência absoluta, hipótese em que o princípio da perpetuatio jurisdictionis deverá ser mitigado (art. 43, 
CPC). 
A alternativa D também está incorreta, pois as ações de recuperação judicial e falência constituem exceções 
à regra de remessa à Justiça Federal quando for parte a União, autarquias públicas e empresas públicas 
federais, o que se extrai do art. 45 do CPC. 
A alternativa E está incorreta, pois o §3º, do art. 45 do CPC, é expresso em sentido contrário ao prever que 
o juízo federal restituirá os autos ao juízo estadual sem suscitar conflito se o ente federal cuja presença 
ensejou a remessa for excluído do processo. 
 (FCC/TRE-PB - 2015) No tocante a competência interna prevista no Código de Processo Civil 
brasileiro, considere: 
I. Sendo incerto ou desconhecido o domicílio do réu, ele será demandado onde for encontrado ou no foro 
do domicílio do autor. 
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II. Havendo dois ou mais réus, com diferentes domicílios, serão demandados necessariamente no foro do 
autor. 
III. A competência em razão da matéria e da hierarquia é inderrogável por convenção das partes; mas estas 
podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo foro onde serão propostas as 
ações oriundas de direitos e obrigações. 
IV. A competência, em razão do valor e do território, poderá modificar-se pela conexão ou continência. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) I, III e IV. 
b) II e III. 
c) I, II e IV. 
d) II e IV. 
e) I e III.Comentários 
Vamos analisar cada um dos itens. 
O item I está correto, prevê o art. 46, §2º, do CPC. 
§ 2o
 Sendo incerto ou desconhecido o domicílio do réu, ele poderá ser demandado onde 
for encontrado ou no foro de domicílio do autor. 
O item II está incorreto. De acordo com o art. 46, §4º, havendo dois ou mais réus, com diferentes domicílios, 
serão demandados no foro de qualquer um deles, à escolha do autor. 
§ 4o
 Havendo 2 (dois) ou mais réus com diferentes domicílios, serão demandados no foro 
de qualquer deles, à escolha do autor. 
O item III está correto, pois reproduz os art. 62 e 63. 
Art. 62. A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é 
inderrogável por convenção das partes. 
Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, 
elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. 
O item IV está correto. Vejamos o art. 54. 
Art. 54. A competência relativa poderá modificar-se pela conexão ou pela continência, 
observado o disposto nesta Seção. 
Assim, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
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 (FCC/TRE-AP - 2015) Considere as seguintes hipóteses: O Processo A e o Processo B possuem em 
comum o objeto. O Processo C e o Processo D possuem em comum a causa de pedir. Nestes casos, 
a) há continência entre os processos A e B e entre os processos C e D. 
b) há conexão entre os processos A e B e entre os processos C e D. 
c) há conexão entre os processos A e B e continência entre os processos C e D. 
d) há continência entre os processos A e B e conexão entre os processos C e D. 
e) não há continência e nem conexão entres os processos A e B, nem entre os processos C e D. 
Comentários 
A conexão e a continência estão previstas nos art. 55 e 56 do CPC. 
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou 
a causa de pedir. 
Art. 56. Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade 
quanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o 
das demais. 
Nesses casos, há conexão entre os processos A e B e entre os processos C e D. Você deve ler “objeto” como 
“pedido”. 
Dessa forma, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
Mas por que não há continência? Como apontado no art. 56, para que haja continência é preciso que haja 
(i) identidade entre as partes, (ii) identidade entre as causas de pedir e (iii) um pedido (objeto) mais amplo 
do que outro. Ou seja, a lei exige três requisitos para que haja continência (enquanto, para que haja conexão, 
ela exige apenas um: identidade de (i) pedido (objeto) OU de (ii) causa de pedir). Logo, como o enunciado da 
questão só apontou uma característica dos Processos A e B e uma característica dos Processos C e D, nunca 
poderíamos falar em continência. 
 (FCC/TRE-AP - 2015) Considere a seguinte situação hipotética: Marcos, advogado recém-formado, 
irá ajuizar duas ações. A ação A é fundada em direito pessoal e a ação B é fundada em direito real sobre 
bem móvel. Nestes casos, de acordo com o Código de Processo Civil brasileiro, em regra, 
a) a ação A será ajuizada no foro do domicílio do autor e a ação B no foro do domicílio do réu. 
b) ambas as ações serão ajuizadas no foro do domicílio do réu. 
c) a ação A será ajuizada no foro do domicílio do réu e a ação B no foro do domicílio do autor. 
d) ambas as ações serão ajuizadas no foro do domicílio do autor. 
e) em ambas as ações o autor poderá escolher entre o foro do domicílio do autor ou do domicílio do réu. 
Comentários 
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A ação A é fundada em direito pessoal e a ação B é fundada em direito real sobre bem móvel. Nesses casos, 
de acordo com o CPC, em regra, ambas as ações serão ajuizadas no foro do domicílio do réu, conforme art. 
46 do CPC. 
Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será 
proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
Portanto, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
Não confunda: 
Foro competente 
Ação fundada em direito real sobre bens móveis Ação fundada em direito real sobre bens imóveis 
Foro de domicílio do réu Foro de situação da coisa 
Art. 46, caput, CPC Art. 47, caput, CPC 
Competência relativa Competência absoluta 
 (FCC/TJ-AL - 2015) A nulidade da cláusula de eleição de foro, em contrato de adesão, pode ser 
declarada de ofício pelo juiz, que declinará de competência para o juízo de domicílio do réu. 
Esta norma refere-se à competência 
a) em razão da pessoa. 
b) funcional. 
c) absoluta. 
d) relativa. 
e) em razão da matéria. 
Comentários 
Essa norma refere-se à competência relativa, pois somente ela, ao contrário da competência absoluta, 
poderá ser alterada por acordo entre as partes, por prorrogação ou quando dela declinar o juiz. A cláusula 
de eleição de foro refere-se à fixação de competência territorial a qual, em regra, é relativa. Vejamos o art. 
63, §3º e §4º, do CPC. 
§ 3o
 Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz 
de ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do 
réu. 
§ 4o
 Citado, incumbe ao réu alegar a abusividade da cláusula de eleição de foro na 
contestação, sob pena de preclusão. 
Assim, a alternativa D está correta e é gabarito da questão. 
 (FCC/TCM-RJ - 2015) A respeito da competência, considere 
I. A incompetência absoluta deve ser arguida no âmbito de exceção de incompetência. 
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II. Declarada a incompetência absoluta, todos os atos do processo são declarados nulos, por afrontarem 
expressa disposição de lei. 
III. Declarada a incompetência absoluta, o processo é extinto sem resolução de mérito, por ausência de 
condições da ação. 
IV. Duas ou mais ações são conexas quando comum o objeto ou a causa de pedir. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) IV. 
b) II, III e IV. 
c) I, II e III. 
d) I, II e IV. 
e) I e III. 
Comentários 
Vamos analisar cada um dos itens. 
O item I está incorreto. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de 
contestação (não existe mais a antiga “exceção de competência”, do CPC/73), conforme prevê o art. 64, do 
CPC. Contudo, diz o § 1º, do mesmo artigo, que a incompetência absoluta poderá ser alegada a qualquer 
tempo e em qualquer grau de jurisdição. 
O item II está incorreto. Conforme art. 64, §4º, salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão 
os efeitos de decisão proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo 
competente. 
O item III está incorreto. Ainda com base no art. 64, o §3º, caso a alegação de incompetência seja acolhida, 
os autos serão remetidos ao juízo competente. 
O item IV está correto. De acordo com o art. 55, reputam-se conexas duas ou mais ações quando lhes for 
comum o pedido ou a causa de pedir (a questão fala em “objeto”, não em “pedido”, por conta da redação 
do CPC de 1973 (art. 103, CPC/73), mas você pode tomar as duas expressões como sinônimas). 
Assim, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
 (FCC/TCE-CE - 2015) As ações fundadas em direito real sobre bens 
a) móveis serão propostas, em regra, no foro do domicílio do réu, tratando-se de competência relativa. 
b) móveis serão propostas, em regra, no foro da situação da coisa, tratando-se de competência absoluta. 
c) imóveis serãopropostas sempre no foro da situação da coisa, tratando-se de competência relativa. 
d) móveis serão propostas sempre no foro do domicílio do réu, tratando-se de competência absoluta. 
e) imóveis serão propostas sempre no foro do domicílio do réu, tratando-se de competência absoluta. 
Comentários 
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Com base no art. 46 do CPC, as ações fundadas em direito real sobre bens móveis serão propostas, em regra, 
no foro do domicílio do réu. Além disso, trata-se de competência relativa, pois as partes poderão dispor de 
forma diversa em contrato. 
Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será 
proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
Portanto, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
Lembre-se de que está incorreto afirmar que "o foro de ações sobre bem imóveis é o da situação da coisa, 
cuja competência é relativa" porque essa NÃO É A REGRA. Em regra, é ABSOLUTO o foro de situação da coisa 
para ajuizamento de ações que envolvam bens imóveis. 
Excepcionalmente, nas hipóteses do §1º do art. 47 do CPC, temos a possibilidade de flexibilização (ou melhor, 
de relativização) da competência. 
Assim, embora a alternativa permita interpretação correta, ela inverte a regra de competência, o que a torna 
incorreta. 
 (FCC/TJ-RR - 2015) Quanto à competência, 
a) se reconhecida a incompetência absoluta, o processo será extinto, sem resolução do mérito. 
b) sua estabilidade se dá no momento do registro ou da distribuição da petição inicial. 
c) da decisão que reconhecer a incompetência relativa, não cabe recurso, por ausência de gravame às partes. 
d) como regra geral, são relevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente 
à determinação da competência. 
e) as ações fundadas em direito real sobre móveis devem ser propostas em regra no foro da situação da 
coisa, no momento da propositura. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Se reconhecida a incompetência absoluta do juízo, os autos serão 
encaminhados ao juízo, sem a necessidade de sentença, conforme art. 64, §3º, do CPC. 
§ 3º Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao juízo competente. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, pois se refere ao art. 43. 
Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da 
petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência 
absoluta. 
A alternativa C está incorreta. Da decisão que reconhece a incompetência relativa, cabe sim recurso. Quanto 
à essa recorribilidade, não obstante não haver previsão específica no art. 1.015 do CPC a doutrina entende 
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que é cabível o agravo de instrumento. Cito, por exemplo, o Prof. Marinoni. Outros doutrinadores entendem 
que dada a taxatividade do dispositivo do Código a parte somente poderia recorrer na apelação. 
Cumpre destacar, contudo, que há decisão do STJ que parece apoiar a primeira corrente. Confira: 
“O rol do art. 1.015 do CPC é de taxatividade mitigada, por isso admite a interposição de 
agravo de instrumento quando verificada a urgência decorrente da inutilidade do 
julgamento da questão no recurso de apelação”. (STJ. Corte Especial. REsp 1704520/MT, 
Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 05/12/2018) 
A alternativa D está incorreta. Como citado acima, o art. 43 prevê que são irrelevantes as modificações do 
estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou 
alterarem a competência absoluta. Trata-se do princípio da perpetuatio jurisdictionis, que vimos durante a 
aula. 
A alternativa E está incorreta. De acordo com o art. 47, as ações fundadas em direito real sobre imóveis 
devem ser propostas, em regra, no foro da situação da coisa. 
Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de 
situação da coisa. 
 (FCC/TER-RR - 2015) No tocante à competência territorial, considere: 
I. Quando o réu não tiver domicílio nem residência no Brasil, a ação será proposta no foro do domicílio do 
autor. Se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta obrigatoriamente no foro do réu. 
II. O foro do domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a partilha, a 
arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade e todas as ações em que o espólio for réu, 
exceto se o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
III. Nas ações de reparação do dano sofrido em razão de delito ou acidente de veículos, será competente o 
foro do domicílio do autor ou do local do fato. 
IV. Nas ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro da situação da coisa. Pode o autor, 
entretanto, optar pelo foro do domicílio ou de eleição, não recaindo o litígio sobre direito de propriedade, 
vizinhança, servidão, posse, divisão e demarcação de terras e nunciação de obra nova. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I, III e IV. 
b) I e II. 
c) I, II e III. 
d) III e IV. 
e) II, III e IV. 
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Vamos analisar cada um dos itens. 
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O item I está incorreto. Segundo o art. 46, §3º, do CPC, quando o réu não tiver domicílio ou residência no 
Brasil, a ação será proposta no foro de domicílio do autor e, se este também residir fora do Brasil, a ação 
será proposta em qualquer foro. 
O item II está incorreto. De acordo com o art. 48, o foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o 
competente para o inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, 
a impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio for réu, ainda 
que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
O item III está correto, pois está previsto no art. 53, V. 
Art. 53. É competente o foro: 
V - de domicílio do autor ou do local do fato, para a ação de reparação de dano sofrido em 
razão de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves. 
O item IV está correto. Vejamos o art. 47, §1º. 
Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de 
situação da coisa. 
§ 1º O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio 
não recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de 
terras e de nunciação de obra nova. 
Portanto, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
 (FCC/TCM-GO - 2015) Quanto à competência, é correto afirmar: 
a) As mudanças de domicílio do réu, depois de ajuizada a demanda, não alteram a competência, já 
estabilizada com a propositura da ação. 
b) Sendo incerto ou desconhecido o domicílio do réu, ele será demandado no foro de seu último domicílio. 
c) A ação fundada em direito pessoal e a ação fundada em direito real sobre bens móveis serão propostas, 
em regra, no foro do domicílio do autor. 
d) A competência é determinada no momento em que a ação é proposta; são, porém, relevantes, como regra 
geral, as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente. 
e) A ação intentada perante tribunal estrangeiro induz litispendência, obstando a que a autoridade judiciária 
brasileira conheça da mesma causa e das que lhe são conexas. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. As mudanças de domicílio do réu, depois de ajuizada 
a demanda, não alterama competência. Trata-se do princípio da perpetuação da competência (ou 
perpetuatio jurisdictionis). Vejamos o art. 43 do CPC. 
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Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição 
inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência 
absoluta. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 46, §2º, sendo incerto ou desconhecido o domicílio do 
réu, a ação poderá ser proposta no local onde o réu for encontrado ou no foro de domicílio do autor. 
A alternativa C está incorreta. A ação fundada em direito pessoal e a ação fundada em direito real sobre 
bens móveis serão propostas, em regra, no foro do domicílio do réu, conforme art. 46. 
A alternativa D está incorreta. Como já citado, a competência é determinada no momento em que a ação é 
proposta; são, porém, irrelevantes, como regra geral, as modificações do estado de fato ou de direito 
ocorridas posteriormente. 
A alternativa E está incorreta. Com base no art. 24, a ação proposta perante tribunal estrangeiro não induz 
litispendência e não obsta que a autoridade judiciária brasileira conheça da mesma causa e das que lhe são 
conexas. 
Art. 24. A ação proposta perante tribunal estrangeiro não induz litispendência e não obsta 
a que a autoridade judiciária brasileira conheça da mesma causa e das que lhe são conexas, 
ressalvadas as disposições em contrário de tratados internacionais e acordos bilaterais em 
vigor no Brasil. 
 (FCC/TCM-GO - 2015) No tocante à competência, 
a) ocorrendo em separado ações conexas perante juízes que têm a mesma competência territorial, 
considera-se prevento aquele que saneou o feito em primeiro lugar. 
b) a conexão de causas é matéria de ordem privada, dependendo de requerimento da parte para ser 
conhecida pelo juiz. 
c) para a ação em que se pedem alimentos, é competente o foro do domicílio ou da residência do 
alimentante. 
d) quando decorrer da matéria e do território poderá modificar-se pela conexão ou continência. 
e) como regra normativa, nas ações de reparação do dano sofrido em razão de delito ou acidente de veículos, 
será competente o foro do domicílio do autor ou do local do fato. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 59, correndo em separado ações conexas perante juízes 
que têm a mesma competência territorial, considera-se prevento o juízo para o qual foi primeiro distribuído 
o processo. Confira: 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
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A alternativa B está incorreta. A conexão de causas é matéria de ordem pública, e pode ser conhecida de 
ofício pelo juiz, ou também requerida da parte. 
A alternativa C está incorreta. Para a ação de alimentos, é competente o foro do domicílio ou da residência 
do alimentando, conforme art. 53, II. 
Art. 53. É competente o foro: 
II - de domicílio ou residência do alimentando, para a ação em que se pedem alimentos; 
A alternativa D está incorreta. Competência em razão da matéria não pode ser modificada por conexão ou 
continência, pois se trata de competência absoluta. Só podem ser modificadas por conexão ou continência 
as competências em razão do valor e do território. 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão, com base no art. 53, V ,do CPC, que prevê a 
competência do domicílio do autor ou do local do fato, para a ação de reparação de dano sofrido em razão 
de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves. 
 (FCC/TRT – 6ª REGIÃO (PE) - 2015) José e Pedro celebraram contrato de compra e venda a prestação 
de um veículo. Tendo Pedro deixado de pagar as prestações, José moveu ação de cobrança e Pedro, ação 
de rescisão de contrato, por vício redibitório. Nesse caso, há, entre as ações propostas, 
a) coisa julgada. 
b) conexão. 
c) afinidade que não acarreta conexão, litispendência ou continência. 
d) litispendência. 
e) continência. 
Comentários 
Nessa questão, temos o mesmo objeto (o contrato), mas não temos a mesma causa de pedir. Para haver 
continência, nos termos do artigo 56 do CPC, é necessário haver identidade de partes e de causa de pedir, o 
que não ocorre aqui. 
Entretanto, perceba que, se forem julgados em separado, corre-se o risco de haver decisão conflitante. 
Segundo o CPC: 
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou 
a causa de pedir. 
§ 3º Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de 
prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo 
sem conexão entre eles. 
Portanto, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
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Uma dica é a de que sempre que houver essas ações “cruzadas” (o autor de uma é o réu da outra e vice-
versa) haverá conexão (e não continência). 
A alternativa A está incorreta. Não há que se falar em coisa julgada se ainda não houve julgamento de 
quaisquer das ações, conforme art. 337, §4º. 
Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar: 
§ 4º Há coisa julgada quando se repete ação que já foi decidida por decisão transitada em 
julgado. 
A alternativa C está incorreta. Como já citado, há conexão entre as ações. 
A alternativa D está incorreta. A litispendência pressupõe a equivalência dos três elementos identificadores 
da demanda, quais sejam, as partes, a causa de pedir e o pedido, previsto no art. 337, §§ 1º, 2º e 3º. Nesse 
caso não há essa equivalência. 
§ 1o
 Verifica-se a litispendência ou a coisa julgada quando se reproduz ação anteriormente 
ajuizada. 
§ 2º Uma ação é idêntica a outra quando possui as mesmas partes, a mesma causa de pedir 
e o mesmo pedido. 
§ 3º Há litispendência quando se repete ação que está em curso. 
Mas, atenção! Nós aprendemos que, como regra, duas ações são idênticas quando elas possuem a tríplice 
identidade, quer dizer, quando elas possuem as mesmas partes, o mesmo pedido e as mesmas causas de 
pedir. Mas, em determinadas situações, a teoria da tríplice identidade não resolve o problema, como é o 
caso da questão em tela. Apesar de as duas ações terem as mesmas partes e pedidos conexos (ambos girando 
em torno do contrato), elas não possuem a mesma causa de pedir (dívida devida vs. vício redibitório). Mas, 
mesmo assim, nós conseguimos perceber que, no fundo, as duas ações tratam da mesma questão, sendo 
diferentes apenas por uma razão técnica. Para solucionar esse impasse foi desenvolvida a teoria da 
identidade da relação jurídica. Muito mais do que comparar os elementos da relação jurídica de direito 
processual, essa teoria compara os elementos da relação jurídica de direito material para aferir a identidade 
entre as duas demandas. De acordo com ela, as duas demandas do enunciado, no fundo, seriam a mesma, 
uma vez que as duas são baseadas na mesma relação jurídica (a obrigação de pagar entre o credor e o 
devedor). Em algumas provas de carreira do ano de 2018 e de 2019, esse entendimento já começou a ser 
cobrado. Apesar de ser um entendimento mais sofisticado, vale fazer esse apontamento aqui para evitarmos 
surpresas. 
A alternativa E está incorreta. Nesse caso, as causas de pedir são diversas, como já vimos. 
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CESPE 
 (CESPE/TJ-AM - 2019) Acerca do disposto no Código de Processo Civil (CPC) sobre as normas 
processuais civis, os deveres das partes e dos procuradores, a intervenção de terceiros e a forma dos atos 
processuais, julgue o item a seguir. 
Situação hipotética: Ao celebrarem contrato de parceria, duas sociedades empresárias firmaram cláusula de 
eleição de foro que estabelecia que eventual litígio de natureza patrimonial referente ao contrato deveria 
ser julgado na comarca de Manaus. Assertiva: Nessa situação hipotética, a referida cláusula possui natureza 
de negócio processual típico. 
Comentários 
A assertiva está correta. O negócio processual típico é aquele que encontra previsão expressa no Código de 
Processo Civil. A possibilidade de eleição de foro pelas partes apresenta-se positivada no art. 63: “As partes 
podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo foro onde será proposta ação 
oriunda de direitos e obrigações." 
 (CESPE/DP-DF - 2019) A respeito da função jurisdicional, dos sujeitos do processo, dos atos 
processuais e da preclusão, julgue o item seguinte. 
Na execução fiscal, cabe à fazenda pública decidir se a dívida será executada no foro de domicílio do réu, no 
de residência dele ou no do lugar onde ele for encontrado. 
Comentários 
A assertiva está correta e em conformidade com o art. 46, §5º do Código de Processo Civil: "A execução fiscal 
será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou no do lugar onde for encontrado." 
 (CESPE/TJ-PA - 2019) De acordo com o Código de Processo Civil (CPC), o domicílio para fins de 
competência do foro em ação ajuizada em desfavor de sociedade sem personalidade jurídica que tenha 
descumprido obrigação contratual será o do local onde 
a) a obrigação tiver sido contraída. 
b) a obrigação deverá ser satisfeita. 
c) o representante for encontrado. 
d) o representante legal tiver residência fixa. 
e) a sociedade exercer suas atividades. 
Comentários 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. O art. 53, III, "c" do Código de Processo Civil estabelece 
que é competente o foro do lugar "onde exerce suas atividades, para a ação em que for ré sociedade ou 
associação sem personalidade jurídica." 
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As alternativas A, B, C e D estão incorretas pois não correspondem ao comando legal aplicável ao caso 
apresentado. 
 (CESPE/TJ-SC - 2019) Matheus e Isaac — o primeiro residente e domiciliado em São Paulo – SP, e o 
segundo em Recife – PE — resolveram adquirir, em condomínio, imóvel localizado na praia de Jurerê, em 
Florianópolis – SC, pertencente a Tarcísio, residente e domiciliado em Recife – PE. Após a celebração da 
promessa de compra e venda com caráter irrevogável e irretratável e depois do pagamento do preço 
ajustado, Tarcísio se recusou a lavrar a escritura pública definitiva do imóvel, sob a alegação de que o 
preço deveria ser reajustado, em razão da recente instalação de dois famosos beach clubs na região. 
Inconformados, Matheus e Isaac resolveram buscar tutela judicial, a fim de obrigar Tarcísio a cumprir o 
negócio jurídico. 
Nessa situação hipotética, é correto afirmar, à luz das regras do Código de Processo Civil (CPC) e da 
jurisprudência majoritária do STJ, que o mecanismo jurídico adequado para a tutela pretendida é 
a) a ação de adjudicação compulsória, que independerá do prévio registro do compromisso de compra e 
venda no cartório de imóveis competente e deverá ser ajuizada em Florianópolis – SC ou Recife – PE, mas 
não em São Paulo – SP. 
b) a ação reivindicatória, que independerá do prévio registro do compromisso de compra e venda no cartório 
de imóveis competente e deverá ser ajuizada necessariamente em Florianópolis – SC. 
c) a ação de adjudicação compulsória, que independerá de prévio registro do compromisso de compra e 
venda no cartório de imóveis competente e deverá ser ajuizada necessariamente em Florianópolis – SC. 
d) a ação reivindicatória, que dependerá do prévio registro do compromisso de compra e venda no cartório 
de imóveis competente e deverá ser ajuizada em Florianópolis – SC ou Recife – PE, mas não em São Paulo – 
SP. 
e) a ação de adjudicação compulsória, que dependerá do prévio registro do compromisso de compra e venda 
no cartório de imóveis e deverá ser ajuizada em Florianópolis – SC ou Recife – PE, mas não em São Paulo – 
SP. 
Comentários 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. O candidato deveria ter conhecimento acerca da 
Súmula 239 do Superior Tribunal de Justiça e do artigo 47 do Código de Processo Civil: 
STJ - Súmula 239 - O direito à adjudicação compulsória não se condiciona ao registro do 
compromisso de compra e venda no cartório de imóveis. 
Código de Processo Civil - Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é 
competente o foro de situação da coisa. (Florianópolis - SC) 
As alternativas A, B, D e E estão incorretas pois não apresentam mecanismos jurídicos adequados e em 
conformidade com a disposição legal e jurisprudencial. 
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 (CESPE/TJ-PR -2019) De acordo com o Código de Processo Civil, no que concerne ao julgamento de 
ação reivindicatória da propriedade de bem imóvel localizado em território nacional, a competência 
internacional da justiça brasileira e a competência territorial do foro do local do imóvel são consideradas, 
respectivamente, como 
a) exclusiva e absoluta. 
b) exclusiva e relativa. 
c) concorrente e absoluta. 
d) concorrente e relativa. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. A ação reivindicatória da propriedade de bem imóvel 
localizado em território nacional é de competência exclusiva da jurisdição brasileira, conforme o art. 23, I do 
CPC: "Compete à autoridade judiciária brasileira, com exclusão de qualquer outra: conhecer de ações 
relativas a imóveis situados no Brasil." A competência territorial do foro do local do imóvel, por sua vez, é 
absoluta, nos termos do art. 47, §2º do CPC: "A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação 
da coisa, cujo juízo tem competência absoluta." 
As alternativas B, C e D estão incorretas, pois não correspondem às previsões legais. 
 (CESPE/PGE-PE - 2019) Por ter sofrido sucessivos erros em cirurgias feitas em hospital público de 
determinado estado, João ficou com uma deformidade no corpo, razão pela qual ajuizou ação de 
reparação de danos em desfavor do referido estado. 
Tendo como referência essa situação hipotética e os dispositivos do Código de Processo Civil, julgue o item 
subsecutivo. 
O foro competente para o ajuizamento da referida ação será o da ocorrência do fato, não podendo ser 
escolhido o foro do domicílio de João. 
Comentários 
O art. 52, parágrafo único, do CPC, prevê que em demandas contra o Estado, o autor poderá demandá-lo, a 
sua escolha, perante: 
 foro de domicílio do autor; 
 foro de ocorrência do ato ou fato que originou a demanda; 
 foro de situação da coisa; ou 
 foro da capital do respectivo ente federado. 
Logo, incorreto afirmar que o autor não poderá ajuizar a demanda em foro próprio. 
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 (CESPE/Prefeitura de João Pessoa - 2018) Gabriel e Mateus envolveram-se em uma colisão no 
trânsito com seus respectivos veículos. Como eles não chegaram a um acordo, Mateus decidiu ingressar 
com ação judicial contra Gabriel. 
Conforme o Código de Processo Civil, o foro competente para processar e julgar a referida demandaé o do 
a) domicílio de Gabriel. 
b) domicílio de Gabriel ou do local do fato. 
c) domicílio de Gabriel ou de Mateus. 
d) domicílio de Mateus ou do local do fato. 
e) local de registro do veículo de Mateus. 
Comentários 
Veja o que diz o CPC: 
Art. 53. É competente o foro: 
V - de domicílio do autor ou do local do fato, para a ação de reparação de dano sofrido em 
razão de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves. 
Segundo essa regra, nas hipóteses de dano sofrido em razão de delito ou acidente de veículos, a regra é de 
foros concorrentes entre o foro do lugar do ato/fato e do domicílio do autor, assim, é de escolha do autor o 
foro no qual irá propor a ação. Logo, no caso em tela, Mateus poderá ajuizar a ação em seu domicílio ou no 
local do fato, de modo que a alternativa correta e gabarito da questão é a letra D. 
 (CESPE/EBSERH - 2018) Considerando as regras do atual Código de Processo de Civil acerca das 
competências e da formação do processo, julgue o seguinte item. 
Em regra, as demandas devem ser distribuídas aos órgãos jurisdicionais de acordo com critérios de 
competência, observando-se os princípios do juiz natural e da perpetuação da jurisdição, os quais compõem 
o sistema de estabilidade do processo. 
Comentários 
A alternativa está correta, pois, de fato, os princípios do juiz natural e da perpetuatio jurisdictionis regem os 
critérios de competência. Pelo primeiro princípio, entende-se que ninguém será processado senão pela 
autoridade competente (art. 5º, LIII, da CF), o que gera duas consequências: (a) a impossibilidade de escolha 
do juiz para o julgamento de determinada demanda, escolha essa que deverá ser sempre aleatória em 
virtude de aplicação de regras gerais, abstratas e impessoais de competência; (b) além disso, o princípio 
também veda a criação de tribunais de exceção, conforme previsão expressa do art. 5º, XXXVII, da CF. Nesse 
sentido, o CPC preconiza que: 
Art. 42. As causas cíveis serão processadas e decididas pelo juiz nos limites de sua 
competência, ressalvado às partes o direito de instituir juízo arbitral, na forma da lei. 
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De outro lado, a perpetuatio jurisdictionis (ou perpetuação da competência) visa a impedir que alterações 
supervenientes de fato ou de direito afetem a competência da demanda, visto que obsta que o processo seja 
itinerante, mais precisamente aqueles gerados por mudanças de fato (p.e.: domicílio) ou de direito (p.e.: 
uma nova lei). Ademais, a fixação também serve para evitar eventuais obstáculos processuais criados por 
partes agindo de má-fé, que poderiam gerar constantes mudanças de fato para postergar a entrega da 
prestação jurisdicional. Nesta esteira, veja o que diz o CPC: 
Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição 
inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência 
absoluta. 
 (CESPE/PC-SE - 2018) Túlio, cidadão idoso, natural de Aracaju ‒ SE e domiciliado em São Paulo ‒ SP, 
caminhava na calçada em frente a um edifício em sua cidade natal quando, da janela de um apartamento, 
caiu uma garrafa de refrigerante cheia, que lhe atingiu o ombro e provocou a fratura de sua clavícula e de 
seu braço. Em razão do incidente, Túlio permaneceu por dois meses com o membro imobilizado, o que 
impossibilitou seu retorno a São Paulo para trabalhar. Por essas razões, Túlio decidiu ajuizar ação de 
indenização por danos materiais. Apesar da tentativa, ele não descobriu de qual apartamento caiu ou foi 
lançada a garrafa. 
Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue. 
A ação de reparação de danos materiais deverá ser ajuizada por Túlio na capital paulista, conforme a previsão 
do Código de Processo Civil de que, em situações como a descrita, o foro competente para o julgamento da 
ação é o do domicílio do autor. 
Comentários 
A assertiva está incorreta, pois o foro competente será o do local do fato (art. 53, IV, a, do CPC). Isso porque 
o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03) dispõe em seus arts. 79 e 80 hipóteses de competência absoluta do foro 
do domicílio do idoso nas ações de responsabilidade por ofensa aos direitos assegurados no aludido Estatuto: 
Art. 79. Regem-se pelas disposições desta Lei as ações de responsabilidade por ofensa aos 
direitos assegurados ao idoso, referentes à omissão ou ao oferecimento insatisfatório de: 
I – acesso às ações e serviços de saúde; 
II – atendimento especializado ao idoso portador de deficiência ou com limitação 
incapacitante; 
III – atendimento especializado ao idoso portador de doença infecto-contagiosa; 
IV – serviço de assistência social visando ao amparo do idoso. 
Parágrafo único. As hipóteses previstas neste artigo não excluem da proteção judicial 
outros interesses difusos, coletivos, individuais indisponíveis ou homogêneos, próprios do 
idoso, protegidos em lei. 
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Art. 80. As ações previstas neste Capítulo serão propostas no foro do domicílio do idoso, 
cujo juízo terá competência absoluta para processar a causa, ressalvadas as competências 
da Justiça Federal e a competência originária dos Tribunais Superiores. 
Ocorre que o caso em tela diz respeito à responsabilidade civil fundada em reparação de dano, que não está 
abrangida no art. 79 do Estatuto do Idoso, de modo que incide na situação a competência fixada no CPC: 
Art. 53. É competente o foro: 
IV - do lugar do ato ou fato para a ação: 
a) de reparação de dano; 
 (CESPE/PC-SE - 2018) Túlio, cidadão idoso, natural de Aracaju ‒ SE e domiciliado em São Paulo ‒ SP, 
caminhava na calçada em frente a um edifício em sua cidade natal quando, da janela de um apartamento, 
caiu uma garrafa de refrigerante cheia, que lhe atingiu o ombro e provocou a fratura de sua clavícula e de 
seu braço. Em razão do incidente, Túlio permaneceu por dois meses com o membro imobilizado, o que 
impossibilitou seu retorno a São Paulo para trabalhar. Por essas razões, Túlio decidiu ajuizar ação de 
indenização por danos materiais. Apesar da tentativa, ele não descobriu de qual apartamento caiu ou foi 
lançada a garrafa. 
Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue. 
Em relação à ação de dano por acidente proposta por Túlio, o foro de São Paulo tem competência absoluta 
em razão da pessoa, haja vista a condição de idoso de Túlio. 
Comentários 
A assertiva está incorreta, pois o foro competente será o do local do fato (art. 53, IV, a, do CPC). Isto porque 
o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03) dispõe em seus arts. 79 e 80 hipóteses de competência absoluta do foro 
do domicílio do idoso nas ações de responsabilidade por ofensa aos direitos assegurados no aludido Estatuto. 
Ocorre que o caso em tela diz respeito à responsabilidade civil fundada em reparação de dano, que não está 
abrangida no art. 79 do Estatuto do Idoso, de modo que incide na situação a competência fixada no CPC, em 
seu art. 53, IV, a. 
 (CESPE/PC-SE - 2018) Túlio, cidadão idoso, natural de Aracaju ‒ SE e domiciliado em São Paulo ‒ SP, 
caminhava na calçada em frente a um edifício em sua cidade natal quando, da janela de um apartamento, 
caiu uma garrafa de refrigerante cheia, que lhe atingiu o ombro e provocou a fratura de sua clavícula e de 
seu braço. Em razão do incidente, Túlio permaneceu por dois meses com o membro imobilizado, o que 
impossibilitou seu retorno a São Paulo para trabalhar. Por essas razões, Túlio decidiu ajuizar ação de 
indenização por danos materiais. Apesar da tentativa, ele não descobriu de qual apartamento caiu ou foilançada a garrafa. 
Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue. 
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Eventual impugnação do réu relativa à competência do foro no qual a ação foi ajuizada deverá ser manejada 
por meio de exceção de incompetência. 
Comentários 
A assertiva está incorreta, pois, com o CPC/2015, a incompetência, independentemente de sua natureza, 
será alegada pelo réu como preliminar de contestação. Vejamos o art. 64: 
Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de 
contestação. 
 (CESPE/PC-SE - 2018) A empresa Soluções Indústria de Eletrônicos Ltda. veiculou propaganda 
considerada enganosa relativa a determinado produto: as especificações eram distintas das indicadas no 
material publicitário. Em razão do anúncio, cerca de duzentos mil consumidores compraram o produto. 
Diante desse fato, uma associação de defesa do consumidor constituída havia dois anos ajuizou ação civil 
pública com vistas a obter indenização para todos os lesados. 
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item seguinte. 
Na hipótese de existir outra ação com idêntica causa de pedir da ação civil pública proposta e de tal ação ter 
sido sentenciada por outro juízo, o fenômeno da conexão exigirá que as duas demandas sejam reunidas. 
Comentários 
A assertiva está incorreta, pois de acordo com entendimento jurisprudencial e previsão legal, os processos 
conexos, quando um deles já tiver sido sentenciado, não serão reunidos. Nesse sentido: 
Súmula STJ 235: A conexão não determina a reunião dos processos, se um deles já foi 
julgado. 
Art. 55. §1º Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se 
um deles já houver sido sentenciado. 
 (CESPE/PC-MA - 2018) De acordo com o CPC, a incompetência relativa 
a) é vício que não pode ser superado por acordo entre as partes. 
b) deve ser alegada mediante exceção de incompetência relativa. 
c) não pode ser alegada pelo MP. 
d) pode ser declarada de ofício pelo juiz. 
e) será prorrogada se o réu não a alegar na contestação. 
Comentários 
A incompetência relativa, se não for alegada em preliminar de contestação, será prorrogada. Confira o que 
dispõe o art. 65 do CPC: 
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Art. 65. Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu não alegar a incompetência em 
preliminar de contestação. 
Logo, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
Vejamos o erro das demais alternativas: 
A alternativa A está incorreta, porque o vício da incompetência relativa pode sim ser superado pela vontade 
das partes (art. 63, CPC). 
A alternativa B está incorreta, porque não existe mais no CPC/15 a antiga “exceção de competência”, do 
CPC/73. Atualmente, a incompetência deve ser alegada em preliminar de contestação (art. 64, caput, CPC). 
A alternativa C está incorreta, porque a incompetência relativa pode, sim, ser alegada pelo Ministério 
Público, nas causas em que atuar (art. 65, parágrafo único, CPC). 
E a alternativa D está incorreta, porque o juiz não pode declarar a incompetência relativa de ofício. Caso ela 
não seja alegada pelo réu, em preliminar de contestação, será prorrogada (art. 65, CPC). 
 (CESPE/PGM-AM - 2018) Considerando a jurisprudência do STF a respeito do direito de greve dos 
servidores públicos, julgue o item seguinte. 
A competência para analisar a legalidade de uma greve de servidores públicos de autarquias e fundações é 
da justiça comum, estadual ou federal, ainda que eles sejam regidos pela CLT. 
Comentários 
A assertiva está correta. Segundo o STF, a justiça comum, federal ou estadual, é competente para julgar a 
abusividade de greve de servidores públicos celetistas da administração direta, autarquias e fundações 
públicas. 
Confira: 
“A Justiça Comum Federal ou Estadual é competente para julgar a abusividade de greve de 
servidores públicos celetistas da administração direta, autarquias e fundações de direito 
público”3. 
Observações: 
1) E se os servidores fossem empregados públicos de Sociedade de Economia Mista ou de Empresa 
Pública? Aí a competência seria da Justiça do Trabalho; 
2) Se os servidores forem municipais ou estaduais → regra → Justiça Estadual (competência originária 
do Tribunal de Justiça); 
 
3 RE 846.854, Rel. Min. Luiz Fux, Rel. p/ Acórdão Min. Alexandre de Moraes, Pleno, DJe 6/2/2018. 
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3) Se os servidores forem da União → regra → Justiça Federal (competência originária do Tribunal 
Regional Federal); 
4) Se a greve envolver servidores de mais de um Estado, mas dentro de uma única região da Justiça 
Federal (ex.: greve dos servidores dos Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo) → a competência 
será do respetivo TRF (no caso do exemplo, o TRF da 2ª região); 
5) Se a greve envolver servidores de regiões distintas ou for de âmbito nacional → competência do STJ. 
 (CESPE/EBSERH - 2018) Considerando as regras do atual Código de Processo de Civil acerca das 
competências e da formação do processo, julgue o seguinte item. 
Em regra, as demandas devem ser distribuídas aos órgãos jurisdicionais de acordo com critérios de 
competência, observando-se os princípios do juiz natural e da perpetuação da jurisdição, os quais compõem 
o sistema de estabilidade do processo. 
Comentários 
O art. 43 do CPC criou a regra da perpetuação de competência, ou seja, a competência é determinada no 
momento do registro ou da distribuição da petição inicial. 
Vejamos: 
Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição 
inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência 
absoluta. 
No momento do registro ou da distribuição, a competência é atribuída a determinado magistrado. Com isso, 
o juízo para qual foi distribuído o feito se perpetua para o julgamento da lide, havendo estabilização do 
processo. 
E é isso que exige o princípio do juiz natural, que a competência seja apurada de acordo com regras 
preexistentes. 
Portanto, a assertiva está correta. 
 (CESPE/AGU - 2015) Julgue o item a seguir, referente a jurisdição e competência no processo civil. 
A justiça federal é competente para julgar demanda proposta em face da União com o objetivo de ver 
reconhecido o direito da parte de receber pensão por morte do suposto companheiro, servidor público 
federal, mesmo que para a análise do pedido seja necessário enfrentar questão prejudicial, referente à 
existência de união estável, ainda não apreciada pela justiça estadual. 
Comentários 
A assertiva está correta. A competência para o processamento e julgamento da ação que visa ao direito de 
recebimento de pensão por morte, que envolveo INSS continua sendo da Justiça Federal. Nesse caso, não há 
que se falar em usurpação da competência da justiça estadual, no que se refere à competência para declarar 
a existência da união estável (competência que é, em regra, da Justiça Estadual). 
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Nas palavras do STJ: 
“PROCESSO CIVIL. CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. JUSTIÇA FEDERAL E JUSTIÇA 
ESTADUAL. DEMANDA DEDUZINDO PEDIDO PARA CONCESSÃO DE BENEFÍCIO 
PREVIDENCIÁRIO (PENSÃO POR MORTE). RECONHECIMENTO. UNIÃO ESTÁVEL. 
PREJUDICIAL DE MÉRITO. COMPETÊNCIA DO JUÍZO FEDERAL.1. Cuida-se de conflito 
negativo de competência instaurado entre o Juízo de Direito da 2ª Vara Cível de Assú - RN 
e o Juízo Federal da 11ª Vara da SJ/RN, nos autos de ação ordinária ajuizada em desfavor 
do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, na qual a autora da ação pleiteia a concessão 
de pensão devido a morte de seu companheiro. 2. "A definição da competência para a 
causa se estabelece levando em consideração os termos da demanda (e não a sua 
procedência ou improcedência, ou a legitimidade ou não das partes, ou qualquer outro 
juízo a respeito da própria demanda). O juízo sobre competência é, portanto, lógica e 
necessariamente, anterior a qualquer outro juízo sobre a causa. Sobre ela quem vai decidir 
é o juiz considerado competente (e não o Tribunal que aprecia o conflito). Não fosse assim, 
haveria uma indevida inversão na ordem natural das coisas: primeiro se julgaria (ou pré-
julgaria) a causa e depois, dependendo desse julgamento, definir-se-ia o juiz competente 
(que, portanto, receberia uma causa já julgada, ou, pelo menos, pré-julgada)." (CC 
121.013/SP, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, Primeira Seção, DJe 3/4/2012). 3. A pretensão 
deduzida na inicial não diz respeito ao reconhecimento da união estável, mas somente à 
concessão de benefício previdenciário, o que atrai a competência da Justiça Federal para o 
seu processamento e julgamento. Ainda que o referido Juízo tenha de enfrentar a questão 
referente à caracterização ou não de união estável numa ação em que pleiteia 
exclusivamente beneficio previdenciário, como é o caso dos autos, não restará usurpada a 
competência da Justiça Estadual, na medida em que inexiste pedido reconhecimento de 
união estável, questão que deverá ser enfrentada como uma prejudicial, de forma lateral. 
Conflito conhecido, para declarar competente o Juízo Federal da 11ª Vara da SJ/RN, ora 
suscitado, para processar e julgar o feito”4. 
 (CESPE/TCE-PR - 2016) A respeito da competência, assinale a opção correta. 
a) Declarada a incompetência, poderá ser conservado o efeito de decisão proferida por juiz absolutamente 
incompetente. 
b) Tendo o réu domicílio certo, a propositura de execução fiscal no foro da sua residência enseja a extinção 
do processo caso não seja emendada a inicial. 
c) Sendo demandado estado da Federação, a ação deverá ser proposta pelo réu, obrigatoriamente, no foro 
onde tiver ocorrido o ato que deu origem à demanda. 
d) Por ser matéria de ordem pública, sendo abusiva a cláusula de eleição de foro, a ineficácia pode ser 
alegada a qualquer momento antes da sentença. 
e) A atuação do MP como custos legis impede a arguição de incompetência relativa do juízo. 
Comentários 
 
4 CC 126.489/RN Rel. Min. Humberto Martins, DJe 7/6/2013. 
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A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, conforme art. 64, §4º, do CPC. 
§ 4o
 Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão 
proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo 
competente. 
Atenção! Ainda que a incompetência seja absoluta, esse dispositivo é aplicável. 
A alternativa B está incorreta. Para o STJ, o réu não tem o direito de ser demandado no seu domicílio. O 
art. 45, §3º, do CPC, estabelece três possibilidades, sendo a competência, portanto, alternativa. Confira: 
§ 5º A execução fiscal será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou 
no do lugar onde for encontrado. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o art. 52 do CPC, a ação poderá ser proposta no foro de 
domicílio do autor, no de ocorrência do ato ou fato que originou a demanda. 
Art. 52. É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja autor Estado 
ou o Distrito Federal. 
Parágrafo único. Se Estado ou o Distrito Federal for o demandado, a ação poderá ser 
proposta no foro de domicílio do autor, no de ocorrência do ato ou fato que originou a 
demanda, no de situação da coisa ou na capital do respectivo ente federado. 
A alternativa D está incorreta. A questão da abusividade da cláusula de eleição de foro não pode ser alegada 
a qualquer momento. Segundo o art. 63, §§ 3º e 4º do CPC: (§ 3º) antes da citação, a cláusula de eleição de 
foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo 
do foro de domicílio do réu; e (§ 4º) citado, incumbe ao réu alegar a abusividade da cláusula de eleição de 
foro na contestação, sob pena de preclusão. 
A alternativa E está incorreta. A incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério Público nas causas 
em que atuar. Vejamos o art. 65, parágrafo único, do CPC. 
Parágrafo único. A incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério Público nas 
causas em que atuar. 
 (CESPE/TRE-RS - 2015) Os órgãos do Poder Judiciário exercem a jurisdição, que é delimitada 
seguindo-se as regras de distribuição da competência previstas no ordenamento jurídico brasileiro. Acerca 
desse assunto, assinale a opção correta. 
a) O réu deve, por meio de exceção, alegar a incompetência absoluta, sob pena de preclusão, momento em 
que se prorrogará a competência do foro. 
b) A incompetência absoluta, por não constituir matéria de ordem pública, não pode ser reconhecida pelo 
juiz de ofício, devendo a parte alegá-la na primeira oportunidade em que couber citá-la nos autos, sob pena 
de responder integralmente pelas custas. 
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c) A doutrina classifica a jurisdição, quanto ao organismo que a exerce, como comum e especial. A jurisdição 
comum é exercida pela justiça estadual, enquanto a jurisdição especial é exercida pelas justiças federal, 
trabalhista, eleitoral e militar. 
d) A incompetência absoluta do juízo pode ser reconhecida de ofício. 
e) Havendo conexão, o juiz pode ordenar a reunião de ações propostas separadamente, a fim de que sejam 
decididas simultaneamente. Correndo em separado as ações conexas perante juízes que têm a mesma 
competência territorial, considera-se prevento aquele que promoveu a juntada da citação válida em primeiro 
lugar. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Somente a incompetência relativa poderá ser prorrogada. Ademais, não custa 
destacar que não se fala mais, no CPC, em arguição de exceção no caso de incompetência. Esta deve ser 
oposta como preliminar de contestação, na forma do art. 337 do CPC. 
A alternativa B está incorreta. A competência absoluta é uma regra criada para atender ao interesse público. 
Dessa maneira pode ser reconhecida pelo juiz de ofício, conforme art. 64, §1º, do CPC. 
§ 1o
 A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e 
deve ser declarada de ofício. 
A alternativa C está incorreta. A doutrina classifica a jurisdição, quanto ao organismo que a exerce, como 
comum e especial. A jurisdição comum é exercida pela justiça federal em conjunto com a estadual, ao 
passo que a jurisdição especial é exercida pelas justiças eleitoral, trabalhista e militar. 
A alternativa D está correta, conforme art. 64, §1º, do NPC, mencionado acima. 
A alternativa E está incorreta. O CPC prevê uma única regra determinante da prevenção, o registro ou 
distribuição judicial, com base no art. 59 do CPC. 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
 (CESPE/TRE-MT - 2015) Assinale a opção correta, no que se refere à competência no processo civil. 
a) A competência estabelecida por critérios em razão do valor e territorial pode ser modificada em razão da 
conexão, continência e inércia da parte. 
b) Havendo conexão entre demandas, se os diferentes juízos para os quais foram distribuídasOutro exemplo são as regras de competência que levam em consideração 
autoridades. Nesses casos, temos o foro por prerrogativa de função, de modo que as ações são ajuizadas 
originariamente em tribunais, em razão da pessoa. É o que encontramos no art. 102 (na competência do STF) 
e no art. 105 (na competência do STJ), ambos da CF. 
 competência em razão da matéria (que leva em consideração a causa de pedir) 
A competência é definida em razão da natureza jurídica da relação jurídica controvertida. Leva-se em 
consideração a pretensão da parte. Assim, para aplicá-la vamos analisar os fatos e os fundamentos jurídicos 
do pedido (causa de pedir). Por exemplo, matérias que envolvam direito de família, tal como a anulação do 
casamento e o divórcio. Dada a pretensão específica da parte (anular o casamento ou se divorciar), temos a 
necessidade de que a ação seja ajuizada perante varas de família. 
 competência em razão do valor da causa (que leva em consideração o pedido) 
O critério pautado no valor da causa leva em consideração o objeto discutido em juízo. Embora tenhamos a 
possibilidade de que a discussão envolva diversos tipos de pedidos (pagar quantia em dinheiro, entregar um 
bem, prestar um serviço), será necessário atribuir um valor a esse pedido. A depender do valor, o processo 
poderá tramitar perante os juizados (Especial Cível, Especial Federal ou Especial de Fazenda Pública). 
Nos Juizados Especiais Cíveis, a parte poderá optar por ingressar perante o Juizado, ou não, caso o valor 
atribuído à ação não ultrapasse 40 salários mínimos. Note que utilizamos a expressão "poderá", isso porque, 
nesses casos, a parte autora pode decidir se ajuíza ação no juizado ou se prefere demandar o réu em uma 
vara cível. 
ELEMENTOS DA 
AÇÃO
Partes Pedido Causa de pedir
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No caso dos Juizados Especiais Federais e de Fazenda Pública, o limite é de 60 salários mínimos. Logo, se 
você for demandar, por exemplo, a União, um Estado-membro, um Município você deverá ajuizar a demanda 
em um Juizado Federal (no primeiro caso) ou de Fazenda Pública (nas outras duas hipóteses). 
Diferentemente do parágrafo acima, aqui a expressão utilizada foi “deverá”, de modo que a parte não poderá 
optar, pois se trata de critério de competência absoluto. 
Nesses processos que tramitam perante as varas de Fazenda Pública ou Juizados Especiais Federais temos, 
portanto, uma exceção ao critério relativo da competência em razão do valor da causa. 
Assim: 
 
Desses três subcritérios (pessoa, matéria e valor da causa), os dois primeiros são absolutos, o último é 
relativo. No primeiro caso, como a competência é fixada em razão do interesse público, não se admite 
modificação da competência por vontade da parte. Além disso, se violada, gerará nulidade. No segundo caso, 
como a competência está fixada em razão de interesse privado, admite-se a opção da parte autora, ao menos 
quando falamos em Juizado Especial Cível. 
Portanto, atenção: 
 
Juizado Especial 
Cível
Lei nº 9.099/1995
40 salários 
mínimos
facultativo
Juizado Especial 
Federal
Lei nº 
10.259/2001
60 salários 
mínimos
obrigatório
Juiz Especial de 
Fazenda Pública
Lei nº 
12.153/2009
60 salários 
mínimos
obrigatório
COMPETÊNCIA EM RAZÃO DA 
PESSOA
absoluta
COMPETÊNCIA EM RAZÃO DA 
MATÉRIA
absoluta
COMPETÊNCIA EM RAZÃO DO 
VALOR
relativa
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3.2 Critério territorial 
Cada órgão judicial tem delimitada a sua circunscrição para o exercício válido da jurisdição. Um juiz estadual 
da comarca de Cascavel exercerá a jurisdição no caso concreto dentro dos limites dessa comarca, que 
abrange Cascavel e cidades vizinhas, de acordo com o Código de Organização e Divisão Judiciária do Estado 
do Paraná. 
Na prática, podemos ter a certeza de que a demanda deve ser ajuizada perante uma Vara de Fazenda Pública 
ou perante uma Vara de Família. Mas qual será o foro? Dito de outro modo, ajuizaremos à ação na comarca 
de Cascavel mesmo ou será ajuizada do foro de Curitiba? É isso que define a competência territorial. 
Como temos um critério que leva em consideração o interesse das partes, trata-se de hipótese relativa de 
competência. 
Embora haja legislação para além do CPC sobre o tema, o assunto é preponderantemente tratado entre os 
arts. 42 a 63 do Código. Esses artigos servirão para definir, dentro da competência da justiça comum, 
estadual ou federal, onde a demanda será proposta. 
3.3 – Critério funcional 
No critério funcional são levados em consideração aspectos internos do processo, relacionando-se com as 
atribuições do magistrado no processo. O critério funcional envolve a distinção entre: 
 competência originária e recursal; 
 competência de acordo com a fase do processo (cognição, cautelar ou execução); 
 competência em razão de assunção de competência, instituto próprio do atual CPC, que 
está previsto no art. 947; 
 competência decorrente de arguição de inconstitucionalidade em controle difuso, 
disciplinada no CPC, art. 948. 
São exemplos cujo aprofundamento não é feito neste momento. Agora é o momento de reconhecer e 
compreender os vários critérios acima. 
4 – Justiças Cíveis 
A distribuição da competência no Brasil é efetuada a partir da Constituição, que atribui competência ao STF 
no art. 102, ao STJ no art. 105, à Justiça Federal nos arts. 108 e 109, e às “justiças especiais” (eleitoral, militar 
e trabalhista) nos arts. 111–124. 
Para nós interessa a distribuição de competência cível, razão pela qual não vamos tratar da distribuição da 
competência penal. Além disso, dentro da competência cível, vamos deixar de lado o estudo da distribuição 
da competência da Justiça Eleitoral, Militar e Trabalhista. 
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O nosso foco será, portanto, o estudo da competência cível da Justiça Estadual e da Justiça Federal. 
4.1 – Justiça Federal 
A competência da Justiça Federal é assentada em dois elementos da ação: partes e causa de pedir. 
O critério mais comum é o da parte, em vista do que estabelece o art. 109, I, da CF, segundo o qual é da 
competência da Justiça Federal processar e julgar ações das quais participem a União, autarquias federais 
(por exemplo, INSS, IBAMA) e empresas públicas federais (por exemplo, Caixa Econômica Federal e Correios). 
Segundo o dispositivo constitucional, se os entes acima forem autores, réus ou terceiros interessados, a ação 
deverá ser ajuizada perante a Justiça Federal. 
É importante destacar que não compete à Justiça Federal o julgamento de ações de sociedades de economia 
mista federal, como Banco do Brasil e Petrobras. 
Além disso, temos, no art. 109 da CF, quatro exceções que, embora tenham a União, autarquias e empresas 
públicas como partes ou interessadas, implicam que o processo não será julgado perante a Justiça Federal. 
São elas: 
 matéria trabalhista (por exemplo, reclamatória trabalhista contra a Caixa); 
 matéria eleitoral (por exemplo, ação eleitoral em que se apura irregularidade praticada 
pela Caixa Econômica em doações eleitorais); 
 falência e recuperação judicial; e 
 acidente de trabalho típico, quando o INSS é parte. 
O outro critério que define a competência da Justiça Federal leva em consideração a causa de pedir. 
É o que temos, por exemplo, em ações fundadas na aplicação de tratados e de convenções internacionais. 
Aqui não interessa a parte que está presente na ação, mas a causa de pedir. Veja: 
Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar: 
III - as causas fundadas emas ações não 
tiverem a mesma competência territorial, a prevenção será daquele que primeiro realizou a citação válida 
do réu. 
c) Em se tratando de ação fundada em direito real sobre imóvel, a competência é relativa se o litígio recai 
sobre direito de vizinhança. 
d) Distribuídas ações a diferentes juízos, para a modificação da competência pela conexão, exige-se a 
demonstração de que entre as demandas há identidade do objeto e da causa de pedir. 
e) A declaração de incompetência absoluta importa em reconhecimento da invalidade de todos os atos até 
então praticados perante o juízo incompetente. 
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Comentários 
A alternativa A está correta. Segundo o art. 63, do CPC, as partes podem modificar a competência em razão 
do valor e do território. 
Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, 
elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. 
Além disso, como você sabe, se a competência relativa não for arguida pelo réu em preliminar de 
contestação, ela deve ser prorrogada (art. 65, CPC): 
Art. 65. Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu não alegar a incompetência em 
preliminar de contestação. 
A alternativa B está incorreta. Com a entrada em vigor do Novo Código de Processo Civil, a regra da 
prevenção é estabelecida com a distribuição/registro da petição inicial, conforme prevê o art. 59. 
A alternativa C está incorreta. Com base no art. 47, §1º, do CPC, o autor não pode optar pelo foro do 
domicílio do réu ou de eleição quando o litígio recair sobre direito de vizinhança. A competência é absoluta 
e, portanto, a ação deve ser proposta no foro da situação da coisa. 
§ 1o
 O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio 
não recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de 
terras e de nunciação de obra nova. 
A alternativa D está incorreta. A conexão ocorre quando forem comuns o pedido OU a causa de pedir. 
A alternativa E está incorreta. O art. 64, §4º, menciona que os “efeitos da decisão proferida pelo juízo 
incompetente” serão conservados. 
4o
 Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão 
proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo 
competente. 
 (CESPE/DPE-AL - 2017) Julgue os itens seguintes, a respeito de demandas que envolvam instituição 
de ensino superior particular. 
I. Caso a demanda verse sobre inadimplemento de mensalidade, a competência, em regra, é da justiça 
federal. 
II. A competência para o processamento do feito que verse sobre credenciamento de entidade perante o 
MEC é da justiça federal. 
III. Tratando-se de demanda sobre registro de diploma perante o MEC, a competência da justiça federal pode 
ser derrogada para a justiça comum estadual em decorrência do foro de eleição constante no contrato de 
prestação de serviços educacionais. 
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IV. Em se tratando de demanda sobre cobrança de taxas escolares oriunda de um mandado de segurança, a 
competência será da justiça federal. 
Estão certos apenas os itens 
a) I e II. 
b) II e IV 
c) III e IV. 
d) I, II e III. 
e) I, III, IV. 
Comentários 
Vamos analisar cada um dos itens. 
O item I está incorreto. Caso a demanda verse sobre questões privadas relacionadas ao contrato de 
prestação de serviços firmado entre a instituição de ensino superior e o aluno, a competência, em regra, é 
da Justiça Estadual. 
O item II está correto, conforme dispõe a súmula nº 570, do STJ: 
Súmula 570 - Compete à Justiça Federal o processo e julgamento de demanda em que se 
discute a ausência de ou o obstáculo ao credenciamento de instituição particular de ensino 
superior no Ministério da Educação como condição de expedição de diploma de ensino a 
distância aos estudantes. 
Vale, também, destacar a redação da tese firmada no Tema/Repetitivo 584, do STJ (REsp 1344771/PR): 
Em se tratando de demanda em que se discute a ausência/obstáculo de credenciamento 
da instituição de ensino superior pelo Ministério da Educação como condição de expedição 
de diploma aos estudantes, é inegável a presença de interesse jurídico da União, razão pela 
qual deve a competência ser atribuída à Justiça Federal, nos termos do art. 109, I, da 
Constituição Federal de 1988. 
O item III está incorreto. De acordo com o art. 63 do CPC, as partes podem modificar a competência em 
razão do valor e do território, elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. 
Por fim, o item IV está correto. Nos termos do art. 109 da Constituição Federal, a competência para 
processamento do feito será da Justiça Federal. 
Dessa forma, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
 (CESPE/DPU - 2017) A respeito da competência, julgue o item subsequente com base no 
entendimento doutrinário e jurisprudencial sobre o assunto. 
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O julgamento de ação contra o INSS que objetive o reconhecimento exclusivo do direito de receber pensão 
decorrente de morte de companheiro não será de competência da justiça federal caso seja necessário 
enfrentar questão prejudicial referente à existência da união estável. 
Comentários 
A assertiva está incorreta. Compete à Justiça Federal processar e julgar demanda proposta em face do INSS 
com o objetivo de ver reconhecido exclusivamente o direito da autora de receber pensão decorrente da 
morte do alegado companheiro, ainda que seja necessário enfrentar questão prejudicial referente à 
existência, ou não, da união estável (STJ, CC 126489). 
 (CESPE/TJ-PR - 2017) Ao receber a petição inicial de processo eletrônico que tramita pelo 
procedimento comum, o magistrado, postergando o contraditório, deferiu liminarmente a tutela 
provisória de evidência requerida e intimou o réu para cumprimento no prazo de cinco dias. Considerou o 
juiz que as alegações do autor foram comprovadas documentalmente e que havia tese firmada em 
julgamento de casos repetitivos que amparava a medida liminar. Posteriormente, o réu apresentou 
manifestação alegando a incompetência absoluta do juízo e equívoco do magistrado na concessão da 
tutela provisória. 
Acerca dessa situação hipotética, assinale a opção correta. 
a) O magistrado cometeu error in procedendo, porque viola a ampla defesa a concessão de tutela da 
evidência antes da manifestação do réu. 
b) Ainda que venha a ser reconhecida a incompetência absoluta do juízo, os efeitos da decisão serão 
conservados até que outra seja proferida pelo órgão jurisdicional competente. 
c) O magistrado agiu de forma equivocada, porque o CPC não autoriza a concessão de tutela provisória da 
evidência pelos motivos indicados pelo juiz. 
d) Se reconhecer sua incompetência absoluta, o juiz deverá extinguir o processo sem resolução do mérito, 
justificando a medida na impossibilidade técnica em remeter os autos eletrônicos para o juízo competente. 
Comentários 
As alternativas A e C estão incorretas. De acordo com o art. 311 do CPC, a lei processual admite que a tutela 
da evidência seja concedida liminarmente, antes da manifestação do réu. 
Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de 
perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando: 
I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório 
da parte; 
II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente ehouver tese 
firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante; 
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III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do 
contrato de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto 
custodiado, sob cominação de multa; 
IV - a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos 
do direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável. 
Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o juiz poderá decidir liminarmente. 
Portanto, não há que se falar em erro de procedimento na conduta do magistrado. 
A alternativa D está incorreta. Vejamos o que dispõe o art. 64, §3º, do CPC, a respeito da incompetência: 
§ 3o Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao juízo 
competente. 
Por fim, a alternativa B é correta e gabarito da questão, pois é o que dispõe o §4º, do art. 64 da Lei nº 
13.105/15: 
§ 4o Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão 
proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo 
competente. 
 (CESPE/EMAP - 2018) Julgue o item seguinte, relativo a atos processuais, mandado de segurança e 
processo de execução. 
São exemplos de negócios processuais típicos: a fixação de calendário processual para a prática dos atos 
processuais; a eleição de foro; as hipóteses da tutela provisória. 
Comentários 
A assertiva está incorreta. São exemplos de negócios típicos: 
o Eleição negocial do foro - art. 63 do CPC: 
Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, 
elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. 
o Renúncia ao prazo - art. 225 do CPC: 
Art. 225. A parte poderá renunciar ao prazo estabelecido exclusivamente em seu favor, 
desde que o faça de maneira expressa. 
o Acordo para suspensão do Processo - art. 313, II, do CPC: 
Art. 313. Suspende-se o processo: 
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II - pela convenção das partes; 
o Convenção sobre ônus da prova - art. 373, §§3º e 4º, do CPC: 
§ 3º A distribuição diversa do ônus da prova também pode ocorrer por convenção das 
partes, salvo quando: 
I - recair sobre direito indisponível da parte; 
II - tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito. 
§ 4º A convenção de que trata o § 3o pode ser celebrada antes ou durante o processo. 
o Calendário processual - art. 191, §§1º e 2º, do CPC: 
Art. 191. De comum acordo, o juiz e as partes podem fixar calendário para a prática dos 
atos processuais, quando for o caso. 
§ 1o O calendário vincula as partes e o juiz, e os prazos nele previstos somente serão 
modificados em casos excepcionais, devidamente justificados. 
§ 2º Dispensa-se a intimação das partes para a prática de ato processual ou a realização de 
audiência cujas datas tiverem sido designadas no calendário. 
o Convenção sobre adiamento da audiência – art. 362, I, do CPC: 
Art. 362. A audiência poderá ser adiada: 
I - por convenção das partes; 
 (CESPE/FUNPRESP-EXE - 2016) Julgue o item seguinte, relativo à intervenção de terceiros e à 
resposta do réu. 
O meio adequado para a arguição de incompetência do juízo, independentemente de sua natureza, é a 
oposição de exceção de incompetência, que deverá ser devidamente instruída com a indicação do juízo 
competente para o julgamento da demanda. 
Comentários 
A assertiva está incorreta. Com a entrada do CPC em vigor, a arguição da incompetência do juízo, seja ela 
absoluta ou relativa, passou a ser realizada como preliminar de contestação. Vejamos o que dispõe o art. 64, 
caput: 
Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de 
contestação. 
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VUNESP 
 (VUNESP/Pref SJRP - 2019) No que diz respeito ao conflito de competência, incompetência e 
modificação de competência, assinale a alternativa correta. 
a) A competência absoluta poderá se modificar pela conexão ou pela continência. 
b) A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é inderrogável por convenção 
das partes. 
c) A incompetência relativa será alegada como questão preliminar de contestação; a absoluta somente pode 
ser declarada de ofício. 
d) Não há conflito de competência, quando entre 2 (dois) ou mais juízes surge controvérsia acerca da 
separação de processos. 
e) Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões 
conflitantes caso decididos separadamente, desde que tenha conexão entre eles. 
Comentários 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. A alternativa apresenta a literalidade do artigo 62 do 
Código de Processo Civil: "A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é 
inderrogável por convenção das partes." 
A alternativa A está incorreta. Nos termos do art. 54 do CPC: "A competência relativa poderá modificar-se 
pela conexão ou pela continência." 
A alternativa C está incorreta. A incompetência absoluta ou relativa devem ser alegadas como questão 
preliminar de contestação, conforme os ditames do art. 64 do CPC. 
A alternativa D está incorreta. O art. 66, III do CPC prevê exatamente o oposto: "Há conflito de competência 
quando: entre 2 (dois) ou mais juízes surge controvérsia acerca da reunião ou separação de processos." 
A alternativa E está incorreta. De acordo com o art. 55, §3º não há a necessidade de conexão: "Serão 
reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes 
ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles." 
 (VUNESP/TJ-MT - 2018) Analise as proposições abaixo referentes ao tema da incompetência no 
processo civil e assinale aquela que se encontra CORRETA à luz da legislação aplicável. 
a) Não há conflito de competência quando entre 2 (dois) ou mais juízes surge controvérsia acerca da reunião 
ou separação de processos. 
b) Prorrogar-se-á a competência absoluta se o réu não alegar a incompetência em preliminar de contestação. 
c) Apenas a incompetência absoluta será alegada como questão preliminar de contestação. 
d) O juiz que não acolher a competência declinada deverá suscitar o conflito, salvo se a atribuir a outro juízo. 
Comentários 
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A alternativa A está incorreta, pois contraria a redação do CPC, em seu art. 66. Observe que nesse caso há, 
sim, conflito. 
Art. 66. Há conflito de competência quando: 
III - entre 2 (dois) ou mais juízes surge controvérsia acerca da reunião ou separação de 
processos. 
A assertiva B está errada, pois, ocorrerá prorrogação da competência de natureza relativa caso esta não seja 
alegada em preliminar de contestação (art. 65 do CPC). Tratando-se de incompetência absoluta, poderá ser 
reconhecida a qualquer momento do processo, inclusive após o seu fim por intermédio de ação rescisória, 
nos termos do art. 966, II, do CPC. 
A alternativa C está errada, pois nos termos do art. 64, caput, do CPC, tanto a incompetência absoluta, 
quanto a relativa serão alegadas como questão preliminar de contestação. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, pois está em total consonância com o que consta no 
art. 66, parágrafo único, doCPC: 
Parágrafo único. O juiz que não acolher a competência declinada deverá suscitar o conflito, 
salvo se a atribuir a outro juízo. 
 (VUNESP/TJ-MT - 2018) João e José formam um casal homoafetivo, sem filhos, que possuem 
domicílio certo em Cuiabá. A empresa Y atua no ramo de produção de cosméticos e também está localizada 
na capital do Estado do Mato Grosso. Com base nessas informações e nas regras de competência fixadas 
no CPC/2015, assinale a alternativa correta. 
a) No caso de falecimento de José ocorrido no estrangeiro, o foro de situação dos bens imóveis será o 
competente para processar e julgar a ação de inventário. 
b) No caso de ação de dissolução da união estável de João e José, será competente o foro do último domicílio 
do casal. 
c) Se a empresa Y demandar ação de reparação de danos contra serventia notarial com sede no interior do 
Estado, por ato praticado em razão do ofício, será competente o foro da Comarca de Cuiabá. 
d) Tramitando no juízo da Comarca de Cuiabá ação de falência da empresa Y, a intervenção da União como 
interessada no feito implicará na remessa dos autos à Justiça Federal. 
e) Caso José proponha uma ação possessória imobiliária, terá competência relativa o juízo do foro de 
situação da coisa. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 48 do CPC, ainda que o óbito tenha ocorrido no 
estrangeiro, o foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é que se será o competente para julgar a ação 
de inventário, e não o foro de situação dos bens imóveis. Confira: 
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Art. 48. O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o 
inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a 
impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio 
for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
O foro de situação dos bens imóveis só será levado em consideração se o autor da herança não possuía 
domicílio certo (art. 48, parágrafo único, CPC): 
Parágrafo único. Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente: 
I - o foro de situação dos bens imóveis; 
II - havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes; 
III - não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Como João e José não possuem filhos, segundo o 
enunciado, aplica-se a regra do art. 53, I, “b”. Veja: 
Art. 53. É competente o foro: 
I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou 
dissolução de união estável: 
a) de domicílio do guardião de filho incapaz; 
b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz; 
c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do casal; 
A alternativa C está incorreta. Nesse caso, o foro competente será o do lugar da sede da serventia notarial 
(art. 53, III, “f”, do CPC). 
A alternativa D está incorreta. A Justiça Federal não julga ação de falência, por expressa vedação 
constitucional (art. 109, I, da CF): 
Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar: 
I - as causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública federal forem 
interessadas na condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes, EXCETO as de falência, 
as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho; 
E a alternativa E, também, está incorreta. Nesse caso, a competência será absoluta (art. 47, § 2º, do CPC): 
§ 2º A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo 
tem competência absoluta. 
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 (VUNESP/PC-BA - 2018) A respeito dos critérios para a modificação da competência do juízo cível, 
é correto afirmar que 
a) a competência absoluta poderá modificar-se pela conexão ou pela continência. 
b) reputam-se continentes 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. 
c) antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício pelo juiz, 
que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu. 
d) se dá a conexão entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto às partes e à causa de 
pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais. 
e) a citação do réu torna prevento o juízo. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Os dispositivos da conexão e continência somente são aplicáveis aos casos 
em que a competência é relativa. É o que dispõe o art. 54, da Lei nº 13.105/15: 
Art. 54. A competência relativa poderá modificar-se pela conexão ou pela continência, 
observado o disposto nesta Seção. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 55, da referida Lei, quando duas ou mais ações tiverem 
por comum o pedido ou a causa de pedir, considerar-se-ão conexas. 
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a 
causa de pedir. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, nos termos do §3º, do art. 63, do CPC: 
§ 3o Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz 
de ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do 
réu. 
A alternativa D está incorreta, pois, nesse caso, dá-se continência, e não conexão. Vejamos o que dispõe o 
art. 56, da Lei nº 13.105/15: 
Art. 56. Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto 
às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das 
demais. 
A alternativa E está incorreta. Com base no art. 59, da referida Lei, o que torna prevento o juízo, é o registro 
ou a distribuição da petição inicial, e não a citação do réu. 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
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 (VUNESP/PC-BA - 2018) As causas cíveis serão processadas e decididas pelo juiz nos limites de sua 
competência, ressalvado às partes o direito de instituir juízo arbitral, na forma da lei. A respeito do 
instituto da competência, é correto afirmar que 
a) as suas regras são exclusivamente determinadas pelas normas previstas no Código de Processo Civil ou 
em legislação especial. 
b) tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele 
intervier a União, excluindo-se dessa regra, dentre outras, as ações de insolvência civil. 
c) a ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência 
relativa para sua análise. 
d) se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente o foro do domicílio do inventariante para 
análise do inventário. 
e) a ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de seu domicílio. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Vejamos o que dispõe o art. 44 do CPC: 
Art. 44. Obedecidos os limites estabelecidos pela Constituição Federal, a competência é 
determinada pelas normas previstas neste Código ou em legislação especial, pelas normas 
de organização judiciária e, ainda, no que couber, pelas constituições dos Estados. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, conforme dispõe o art. 45, I, da Lei nº 13.105/15: 
Art. 45. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo 
federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades 
autárquicas e fundações, ouconselho de fiscalização de atividade profissional, na 
qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações: 
I - de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho; 
II - sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o §2º do art. 47 da referida Lei, a ação possessória imobiliária 
será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. 
A alternativa D está incorreta. Vejamos as hipóteses previstas no parágrafo único do art. 48, do CPC: 
Parágrafo único. Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente: 
I - o foro de situação dos bens imóveis; 
II - havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes; 
III - não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio. 
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A alternativa E está incorreta. Com base no art. 50 da Lei nº 13.105/15, a ação em que o incapaz for réu será 
proposta no foro de domicílio de seu REPRESENTANTE ou ASSISTENTE. 
 (VUNESP/TJ-SP - 2017) Em matéria de competência, assinale a alternativa correta. 
a) A competência determinada por critério territorial é sempre relativa. 
b) A prevenção é efeito da citação válida. 
c) No caso de continência, as demandas devem ser reunidas para julgamento conjunto, salvo se a ação 
continente preceder a propositura da ação contida, caso em que essa última terá seu processo extinto sem 
resolução do mérito. 
d) Compete à autoridade judiciária brasileira julgar as ações em que as partes se submetam à jurisdição 
nacional, desde que o façam expressamente. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. A regra é a de que a competência territorial seja relativa. Porém, ao se tratar 
de ação de direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de terras e nunciação de obra 
nova, a competência territorial será absoluta. Além disso, a ação possessória imobiliária será proposta no 
foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. 
Vejamos o art. 47 do CPC: 
Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de 
situação da coisa. 
§ 1º O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio 
não recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de 
terras e de nunciação de obra nova. 
§ 2º A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo 
tem competência absoluta. 
Outros exemplos de competência territorial absoluta: 
1) Lei de Ação Civil Pública (art. 2º): 
Art. 2º As ações previstas nesta Lei serão propostas no foro do local onde ocorrer o dano, 
cujo juízo terá competência funcional para processar e julgar a causa. 
2) Estatuto da Criança e do Adolescente (art. 209): 
Art. 209. As ações previstas neste Capítulo serão propostas no foro do local onde ocorreu 
ou deva ocorrer a ação ou omissão, cujo juízo terá competência absoluta para processar a 
causa, ressalvadas a competência da Justiça Federal e a competência originária dos 
tribunais superiores. 
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3) Estatuto do Idoso (art. 80): 
Art. 80. As ações previstas neste Capítulo serão propostas no foro do domicílio do idoso, 
cujo juízo terá competência absoluta para processar a causa, ressalvadas as competências 
da Justiça Federal e a competência originária dos Tribunais Superiores. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 59 da Lei nº 13.105/15, o registro ou a distribuição da 
petição inicial é o que torna o juízo prevento, e não a citação válida. 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, com base no art. 57 da referida Lei: 
Art. 57. Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, 
no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso 
contrário, as ações serão necessariamente reunidas. 
A alternativa D está incorreta. Compete à autoridade judiciária brasileira julgar as ações em que as partes se 
submetam à jurisdição nacional, expressa ou tacitamente. Vejamos o art. 22, III, do CPC: 
Art. 22. Compete, ainda, à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações: 
III - em que as partes, expressa ou tacitamente, se submeterem à jurisdição nacional. 
 (VUNESP/Prefeitura de Registro-SP - 2016) Em um contrato de adesão constou uma cláusula de 
eleição de foro que prejudicava a parte mais vulnerável da relação jurídica. Nessa situação hipotética, no 
que diz respeito à competência prevista no Código de Processo Civil, está correto afirmar que 
a) qualquer ação judicial só poderá ser proposta no foro de eleição, por se tratar de competência relativa. 
b) apenas se a parte prejudicada requerer a nulidade de tal cláusula, a competência pelo foro de eleição 
poderá ser afastada. 
c) é possível que em casos como este o juiz declare a nulidade de tal cláusula de ofício, declinando a 
competência para o domicílio do réu. 
d) por se tratar de competência absoluta, a parte que sentir-se lesada pela eleição do foro deverá manejar 
exceção de incompetência. 
e) é possível que em casos como este o juiz declare a nulidade de tal cláusula de ofício, declinando a 
competência para o domicílio do autor. 
Comentários 
A questão exige o conhecimento do art. 63, §3º, do CPC: 
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§ 3o Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz 
de ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do 
réu. 
Nesse caso, a competência estabelecida em cláusula de eleição de foro é relativa, razão pela qual pode ser 
afastada pelo juiz quando considerada abusiva. 
Portanto, a alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 
 (VUNESP/Câmara Municipal de Poá – SP - 2016) Há conflito de competência quando 
a) entre dois ou mais juízes surge controvérsia acerca da reunião ou separação de processos. 
b) em caso de incompetência absoluta, um juiz aceita a causa e determina a citação do réu. 
c) em matéria de competência relativa, o réu não arguir por exceção essa questão, mas em contestação. 
d) não deduzida em contestação, for reconhecida de ofício a incompetência absoluta. 
e) a ação for proposta em foro contrário ao convencionado em contrato, podendo o juiz reconhecê-la de 
ofício. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. O art. 66 do CPC estabelece quando haverá conflito 
de competência: 
Art. 66. Há conflito de competência quando: 
I - 2 (dois) ou mais juízes se declaram competentes; 
II - 2 (dois) ou mais juízes se consideram incompetentes, atribuindo um ao outro a 
competência; 
III - entre 2 (dois) ou mais juízes surge controvérsia acerca da reunião ou separação de 
processos. 
 (VUNESP/Prefeitura de Rosana-SP - 2016) Compreende-se pelo princípio da perpetuatio 
iurisdictionis: 
a) o mandamento constitucional que veda a instituição de tribunais para julgamento de fatos e condutas 
específicas. 
b) a regra geral que veda a modificação da competência, que é fixada no momento da propositura da ação. 
c) a extraordinária possibilidade de estabilização da competência em juízo absolutamente incompetente. 
d) a vedação à extinção de órgão judiciário em que ainda haja processos em trâmite. 
e) a vinculação do processo à pessoa física do magistrado, fixada no momento da distribuição da ação.Comentários 
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Vejamos o art. 43 do CPC: 
Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição 
inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência 
absoluta. 
Segundo a regra da perpetuatio iurisdictionis, a competência é fixada no momento da propositura da ação. 
Assim, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
 (VUNESP/TJ-RJ - 2016) O Ministério Público ingressou com ação civil pública em face da 
Administração Pública estadual perante uma das Varas da Fazenda Pública, para o cumprimento de 
obrigação de fazer no âmbito estadual. Conselho de Classe, considerado autarquia federal, requereu o 
ingresso no feito como litisconsorte ativo facultativo. 
Diante desse fato, assinale a alternativa correta. 
a) Eventual conflito de competência será dirimido pelo Tribunal Regional Federal, pois trata-se de 
litisconsórcio facultativo. 
b) Considerando tratar-se de autarquia federal, compete à Justiça Federal processar e julgar o feito, ainda 
que na condição de litisconsorte facultativo. 
c) O juiz estadual pode decidir pelo ingresso, mas remeter os autos à Justiça Federal, exceto nos casos de 
litisconsorte facultativo. 
d) A mera intervenção do órgão de classe não justifica o deslocamento do feito para a Justiça Federal, sendo 
competente a Justiça Estadual para julgar a ação. 
e) O juiz estadual pode decidir pelo ingresso e considerando a natureza jurídica do direito tutelado, julgar a 
ação. 
Comentários 
Vejamos as exceções previstas no art. 45 do CPC: 
Art. 45. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo 
federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades 
autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na 
qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações: 
I - de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho; 
II - sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. 
Ademais, a súmula nº 150 do STJ prevê que compete à justiça federal decidir sobre a existência de interesse 
jurídico que justifique a presença, no processo, da União, suas autarquias ou empresas públicas. 
Assim, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
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Vejamos o erro das demais alternativas: 
A alternativa A está incorreta. Nesse caso, quem vai decidir sobre a competência é o próprio juiz federal, de 
modo que não haverá conflito. Confira o teor das Súmulas nº 224 e 254, do STJ: 
 Súmula 224-STJ: “Excluído do feito o ente federal 
 (VUNESP/MPE-SP - 2015) Havendo modificação de competência no curso de um processo, em razão 
de incompetência absoluta, os atos processuais já praticados 
a) são ineficazes, devendo a ação prosseguir com nova citação. 
b) são nulos. 
c) estão automaticamente invalidados. 
d) são inexistentes. 
e) terão seus efeitos conservados, salvo decisão judicial em sentido contrário. 
Comentários 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. No CPC, há aplicação do princípio do aproveitamento 
dos atos processuais. Assim, apenas de declarados inválidos pelo juízo competente, os atos praticados serão 
afastados do processo. 
Vejamos o art. 64, § 4º, do CPC. 
§ 4o
 Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão 
proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo 
competente. 
 (VUNESP/PauliPrev – SP - 2018) A respeito da petição inicial, no procedimento comum do processo 
de conhecimento, é correto afirmar que 
a) para postular em juízo é necessário que o autor tenha interesse processual e possibilidade jurídica do 
pedido, como condições da ação. 
b) deverá ser indeferida pelo magistrado, por inépcia, quando os defeitos ou as irregularidades capazes de 
dificultar o julgamento do mérito não forem sanados pelo autor, no prazo de 10 dias. 
c) o seu registro ou a sua distribuição torna prevento o juízo. 
d) formulado pedido sucessivo e alternativo pelo autor, a escolha do descumprimento da prestação caberá 
ao devedor. 
e) poderá ser formulado pedido genérico pelo autor, se tiver por objeto calcado em prestações sucessivas. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 17 do CPC, para postular em juízo é necessário ter 
interesse e legitimidade. A possibilidade jurídica do pedido não é mais uma condição da ação. 
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A alternativa B está incorreta, pois ó prazo é de 15 dias. Vejamos o que dispõe o art. 321, da Lei nº 13.105/15: 
Art. 321. O juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos dos arts. 319 e 
320 ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de 
mérito, determinará que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a emende ou a complete, 
indicando com precisão o que deve ser corrigido ou completado. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, nos termos do art. 59 da referida Lei: 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
A alternativa D está incorreta. O parágrafo único do art. 326 do CPC estabelece que é lícito formular mais de 
um pedido, alternativamente, para que o JUIZ acolha um deles. 
A alternativa E está incorreta. O §1º do art. 324 da Lei nº 13.105/15 prevê em quais hipóteses é permitido 
formular pedido genérico: 
§ 1º É lícito, porém, formular pedido genérico: 
I - nas ações universais, se o autor não puder individuar os bens demandados; 
II - quando não for possível determinar, desde logo, as consequências do ato ou do fato; 
III - quando a determinação do objeto ou do valor da condenação depender de ato que 
deva ser praticado pelo réu. 
 (VUNESP/DPE-RO - 2017) A Defensoria Pública de Rondônia propõe ação civil pública contra o 
Município de Porto Velho para que seja mantido o funcionamento de creches e escolas de educação 
infantil da rede municipal de ensino nos meses de dezembro e janeiro, de forma contínua e ininterrupta, 
sob pena de multa diária, pois se não for mantido o funcionamento, os responsáveis pelas crianças ficarão 
impossibilitados de trabalhar. No curso da ação, que se encontrava na fase de instrução, a associação dos 
pais de alunos de escolas públicas municipais, apontando idêntica causa de pedir propõe ação civil pública 
pleiteando que seja mantido o funcionamento de creches e escolas de educação infantil da rede municipal 
de ensino de Porto Velho no mês de janeiro. A partir destes fatos hipotéticos, assinale a alternativa 
correta. 
a) Não se configura a litispendência, pois não há coincidência dos elementos da ação. Não há identidade de 
partes, nem de pedido. 
b) Como a ação da Defensoria Pública já se encontra em fase de instrução, não é mais possível a reunião com 
o processo da Associação dos Pais para fins de julgamento conjunto. 
c) A ação movida pela Associação de Pais deve ser julgada extinta, sem julgamento do mérito, em decorrência 
de litispendência parcial. 
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d) Há continência porque a ação proposta pela Defensoria Pública contém pedido mais amplo, sendo 
continente, ao passo que a segunda ação, propostapela Associação dos Pais, por estar abrangido pela ação 
anterior, é conteúdo, ensejando necessidade de julgamento conjunto. 
e) Existe conexão entre as ações movidas pela Defensoria Pública e a Associação dos Pais, motivo porque há 
deslocamento do feito para o juízo em que tramita a ação da Defensoria Pública para julgamento conjunto. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Vejamos o que dispõem os §§ 2º e 3º do art. 337 do CPC: 
§ 2o Uma ação é idêntica a outra quando possui as mesmas partes, a mesma causa de pedir 
e o mesmo pedido. 
§ 3o Há litispendência quando se repete ação que está em curso. 
No caso da questão, ainda a primeira ação tenha sido ajuizada pela Defensoria Pública e a segunda ação 
tenha sido ajuizada pela Associação de Pais, ambos atuam no processo como substituto processual dos pais 
dos alunos. Assim, há identidade de partes. O que não há, de fato, é identidade de pedidos, uma vez que um 
dos pedidos é mais amplo do que o outro (razão pela qual há continência, como veremos). 
A alternativa B está incorreta. O fato de a ação ajuizada pela Defensoria Pública já estar em fase de instrução 
não impede a reunião dos processos para julgamento conjunto. É o que dispõem os arts. 56 e 57 da Lei nº 
13.105/15: 
Art. 56. Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto 
às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das 
demais. 
Art. 57. Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, 
no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso 
contrário, as ações serão necessariamente reunidas. 
Apesar disso, não haverá reunião, como veremos. 
A alternativa C é correta e gabarito da questão. De acordo com o art. 57 da referida Lei, quando a ação 
continente precede a ação contida, a ação contida deve ser julgada extinta, sem resolução de mérito. A esse 
fenômeno podemos dar o nome de litispendência parcial (o que é um sinônimo para esse caso de 
continência). Lembrando, há continência porque: (i) há identidade de causas de pedir (dado pelo enunciado); 
(ii) há identidade de partes (já vimos); e (iii) um pedido é mais amplo do que outro (um fala em “dezembro 
e janeiro”, e o outro só em “janeiro”). 
Assim, a alternativa D está incorreta. Não haverá julgamento conjunto porque o pedido posterior é menor 
do que o anterior (art. 57). A segunda ação deve ser julgada extinta sem resolução de mérito. 
Por fim, a alternativa E está incorreta. O caso da questão adequa-se à definição de continência e não de 
conexão. Além disso, como a ação continente foi ajuizada em momento anterior ao da ação contida, não 
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haverá modificação da competência de deslocamento para julgamento conjunto. A ação contida deverá ser 
extinta sem resolução de mérito. 
Cabe destacar, por fim, que apesar de a afirmação da questão ser categórica, o assunto não é tão pacífico 
assim. Para Antônio Gidi, o procedimento deve ser esse da questão (a segunda ação coletiva deve ser extinta, 
por conta da litispendência). Mas para Ada Pelegrini Grinover, não. Para a autora, ainda que haja identidade 
total entre as demandas, a segunda deve ser reunida com a primeira, para que haja um julgamento 
simultâneo. Isso porque essa reunião privilegiaria um debate mais aprofundado sobre o tema. Fique atento. 
Só para não perder a oportunidade, relembre a Súmula 489-STJ: 
Reconhecida a continência, devem ser reunidas na Justiça Federal as ações civis públicas 
propostas nesta e na Justiça estadual 
FGV 
 (FGV/MPE-RJ - 2019) No que se refere às regras de competência adotadas pelo CPC/15, é correto 
afirmar que: 
a) a decisão sobre a alegação de incompetência independe da manifestação prévia da parte contrária; 
b) a incompetência absoluta gera a automática invalidação dos atos decisórios praticados; 
c) a arguição de incompetência deve ser manejada via exceção de incompetência; 
d) a competência territorial pode ser modificada por foro de eleição; 
e) determina-se a competência no momento de citação do réu. 
Comentários 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. A alternativa está de acordo com o art. 63 que 
estabelece que "as partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo foro 
onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações." 
A alternativa A está incorreta pois contraria o art. 64, §2º do CPC: "após manifestação da parte contrária, o 
juiz decidirá imediatamente a alegação de incompetência." 
A alternativa B está incorreta. O Código de Processo Civil visa preservar os atos praticados. Nesse sentido, o 
art. 64, §4º: "Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo 
juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo competente." 
A alternativa C está incorreta. Não mais subsiste a exceção de incompetência no CPC de 2015. Desse modo, 
nos termos do art. 64, a incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de 
contestação. 
A alternativa E está incorreta. Prevê o art. 43 do CPC: "determina-se a competência no momento do registro 
ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito 
ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta." 
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 (FGV/MPE-RJ - 2019) Sobre o instituto da conexão, é correto afirmar que: 
a) reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando as partes e os pedidos forem comuns; 
b) a prevenção dos processos de ações conexas será do juízo em que houver a primeira citação válida; 
c) os processos de ações conexas devem ser reunidos para decisão conjunta, mesmo quando um deles já 
tiver sido sentenciado; 
d) reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto às partes e à causa de pedir, 
mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais; 
e) serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões 
conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o caput do art. 55: "Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais 
ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir." 
A alternativa B está incorreta. Prevê o art. 59 do CPC que a prevenção ocorre pelo registro ou a distribuição 
da petição inicial e não pela citação válida. Assim, conjugando com o art. 58, a reunião das ações propostas 
em separado far-se-á no juízo em que houve o registro ou a distribuição da petição inicial. 
A alternativa C está incorreta. Não há que se falar em reunião de processos quando houver sentença. Nesse 
sentido, o artigo 55, §1º: "Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um 
deles já houver sido sentenciado." 
A alternativa D está incorreta. A descrição apresentada na alternativa refere-se à continência, conforme o 
art. 56 do CPC: "Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto às partes 
e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais." 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. A alternativa apresenta o disposto no art. 55, §3º do 
Código de Processo Civil: "Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de 
prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão 
entre eles." 
 (FGV/TJ-CE - 2019) Menor absolutamente incapaz, regularmente representado por sua mãe,ajuizou ação em foro relativamente incompetente, o que, todavia, deixou de ser arguido pelo réu na 
primeira oportunidade de que dispunha. Todavia, ao ser intimado para atuar no feito, o Ministério Público 
suscitou o vício de incompetência, no prazo legal; 
Nesse cenário: 
a) a incompetência relativa se prorrogará, pois o Ministério Público não pode suscitá-la; 
b) a incompetência relativa pode ser arguida pelo réu a qualquer tempo e grau de jurisdição; 
c) caso a arguição de incompetência relativa seja acolhida, o processo deverá ser extinto sem resolução de 
mérito; 
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==1365fc==
 
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d) o juiz da causa pode pronunciar de ofício a incompetência relativa, remetendo os autos ao juízo 
competente; 
e) a incompetência relativa pode ser arguida pelo Ministério Público, nas causas em que atuar. 
Comentários 
A alternativa E é a correta e gabarito da questão. O MP tem legitimidade para arguir a incompetência 
relativa, nas causas em que atuar. Confira: 
Art. 65. Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu não alegar a incompetência em 
preliminar de contestação. 
Parágrafo único. A incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério Público nas 
causas em que atuar. 
A alternativa A está incorreta justamente porque contraria a alternativa E. Observe que conforme dispositivo 
citado acima, o MP pode suscitar a incompetência relativa. 
A alternativa B está incorreta, pois apenas a incompetência absoluta pode ser alegada a qualquer tempo e 
em qualquer grau de jurisdição. 
A alternativa C está incorreta, pois não haverá extinção do processo nesse caso. 
A alternativa D está incorreta, pois apenas a incompetência absoluta pode ser alegada de ofício. 
 (FGV/TJ-CE - 2019) Helena, domiciliada em Fortaleza, recebeu a informação de que um imóvel de 
sua propriedade, situado em Sobral, havia sido invadido pelo ex-namorado, Menelau. Apurada a 
veracidade da notícia, Helena propôs ação de reintegração de posse em face do invasor, tendo distribuído 
a sua petição inicial na Comarca de Fortaleza. 
Nesse cenário, é correto afirmar que a demanda foi proposta no: 
a) foto competente; 
b) foro relativamente incompetente, podendo a sua competência ser prorrogada caso a parte ré não suscite 
o vício; 
c) foto relativamente incompetente, devendo tal vício ser reconhecido de ofício pelo juiz; 
d) foto absolutamente incompetente, podendo a sua competência ser prorrogada caso a parte ré não suscite 
o vício. 
e) foro absolutamente incompetente, devendo tal vício ser reconhecido de ofício pelo juiz. 
Comentários 
No caso de ação de reintegração de posse – seguindo o art. 47, § 2º, CPC – o foro competente será o de 
Sobral. Logo, a alternativa E é a correta e gabarito da questão. Importante registrar que, por se tratar de 
hipótese de competência fixada por critério absoluto, ela deverá ser reconhecida pelo juiz. 
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Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de 
situação da coisa. 
§ 2º A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo 
tem competência absoluta. 
Vejamos, objetivamente as demais alternativas. 
A alternativa A está incorreta, pois o foro competente é o de Sobral. 
A alternativa B está incorreta, pois o critério que fixa a competência para as ações possessórias é absoluto e 
releva em consideração o foro do local do imóvel. 
A alternativa C está incorreta igualmente incorreta. Embora possa ser reconhecida de ofício pelo juiz, trata-
se de critério de competência cuja regra é absoluta. 
A alternativa D, por fim, peca na medida em que não há prorrogação de incompetência absoluta. 
 (FGV/MPE-AL - 2018) Sobre a competência no Código de Processo Civil, assinale a afirmativa 
correta. 
a) A reunião de ações conexas pode se dar a qualquer tempo, independentemente da prolação de sentença 
em algum dos processos. 
b) As decisões do juízo absolutamente incompetente são nulas. 
c) A cláusula de eleição de foro abusiva pode ser decretada ineficaz de ofício pelo juiz a qualquer tempo. 
d) Quando houver continência, as ações serão necessariamente reunidas. 
e) Serão reunidos, para julgamento conjunto, os processos que possam gerar risco de prolação de decisões 
conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois diferente do que consta em seu enunciado, os processos de ações 
conexas serão reunidos para decisão conjunta, ressalvado o caso de um deles já ter sido sentenciado (art. 
55, §1º, do CPC). 
A alternativa B está errada. Nos termos do art. 64, §3º, CPC, reconhecida a incompetência – absoluta ou 
relativa –, o processo será remetido ao juízo competente, de forma que tais matérias são consideradas, ao 
menos em regra, dilatórias. O §4º do mesmo dispositivo prevê que os atos praticados por juízo incompetente 
são válidos, devendo ser revistos ou ratificados (ainda que tacitamente) pelo juízo competente. 
A assertiva C está errada, pois o juiz só poderá decretar a ineficácia da cláusula de eleição de foro antes da 
citação do réu, conforme prevê o § 3º do art. 63 do CPC: 
§3º Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz 
de ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do 
réu. 
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A alternativa D também está incorreta, pois quando a ação continente (pedido da ação é mais abrangente), 
tiver sido proposta antes da ação contida (pedido menos abrangente), será proferida sentença sem 
resolução de mérito na ação contida e seu mérito será analisado na ação continente. Contudo, se a ação 
contida houver sido proposta antes e, posteriormente, propuser-se uma ação continente, reunir-se-ão os 
processos. Nesse sentido: 
Art. 57. Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, 
no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso 
contrário, as ações serão necessariamente reunidas. 
A alternativa correta e gabarito da questão é a letra E, pois é transcrição do §3º do art. 55 do CPC: 
§3º Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de 
prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo 
sem conexão entre eles. 
 (FGV/ALE-RO - 2018) Determinado credor ajuizou ação de cobrança em face do devedor, 
postulando a condenação deste ao pagamento da quantia de cem mil reais, relativa ao crédito derivado 
de um contrato de mútuo. 
Na sessão de conciliação, as partes não obtiveram a autocomposição. Transcorrido o prazo legal, o réu não 
apresentou contestação, o que lhe valeu o decreto de revelia. Na sequência, o devedor ajuizou, em face do 
credor, ação declaratória de inexistência do contrato de mútuo. 
 Nesse cenário, o feito correspondente à demanda declaratória deve ser 
a) reunido com o primeiro, em razão da conexão. 
b) reunido com o primeiro, em razão da continência. 
c) julgado extinto, sem resolução do mérito. 
d) julgado extinto, com resolução do mérito. 
e) regularmente processado, após ser submetido à livre distribuição. 
Comentários 
Questão muito interessante! Nós aprendemos que, como regra, duas ações são idênticas quando elas 
possuem a tríplice identidade, quer dizer, quando elas possuem as mesmas partes, o mesmo pedido e as 
mesmas causas de pedir. Mas, em determinadas situações, a teoria da trípliceidentidade não resolve o 
problema, como é o caso da questão em tela. Apesar de as duas ações terem as mesmas partes, não 
podemos dizer que elas possuem os mesmos pedidos (cobrança vs. declaração), ou a mesma causa de pedir 
(dívida devida vs. contrato nulo). Mas, mesmo assim, nós conseguimos perceber que, no fundo, as duas ações 
tratam da mesma questão, sendo diferentes apenas por uma razão técnica. Para solucionar esse impasse foi 
desenvolvida a teoria da identidade da relação jurídica. Muito mais do que comparar os elementos da 
relação jurídica de direito processual, essa teoria compara os elementos da relação jurídica de direito 
material para aferir a identidade entre as duas demandas. De acordo com ela, as duas demandas do 
enunciado, no fundo, seriam uma só, uma vez que as duas são baseadas na mesma relação jurídica (a 
obrigação de pagar entre o credor e o devedor). Como as duas ações, em verdade, são a mesma, o que temos 
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aqui é litispendência e, por isso, o feito correspondente à ação declaratória deve ser julgado extinto, sem 
resolução do mérito, por força do art. 485, V. 
É por isso que o gabarito da questão é a alternativa C. 
 (FGV/ALE-RO - 2018) Credor de uma obrigação, um ano depois de ter tido ciência da sentença que 
julgou extinto o processo por falta de interesse de agir, decisão que restou irrecorrida, deu-se conta de 
que o juízo prolator daquela sentença era absolutamente incompetente. Nesse cenário, é-lhe possível 
a) impetrar mandado de segurança, sob o fundamento da incompetência absoluta do juízo originário. 
b) interpor recurso de apelação, já que há error in procedendo, vício que afasta a preclusão temporal. 
c) propor ação anulatória, já que a sentença é terminativa e não há coisa julgada material. 
d) interpor reclamação, uma vez que houve usurpação da competência do órgão jurisdicional de segundo 
grau. 
e) propor, perante o juízo competente, e em face do mesmo réu, nova ação de cobrança. 
Comentários 
A incompetência absoluta, como preconiza o art. 64 do CPC deve ser alegada como questão preliminar de 
contestação (o que é repetido pelo art. 337, II). Apesar disso, o art. 64, § 1º, declara que, em verdade, ela 
pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e, ainda, declarada de ofício. Como se não 
bastasse, o art. 966, II, ainda reforça que a decisão de mérito transitada em julgado pode ser rescindida se 
for proferida por juízo absolutamente incompetente, o que significa que aquele “a qualquer tempo”, do art. 
64, § 1º, inclui, inclusive, o tempo após o trânsito em julgado. 
No caso da questão, contudo, temos uma decisão terminativa, que não produz coisa julgada material. Logo, 
nada impede que seja proposta uma nova ação de cobrança, dessa vez, perante o juízo competente. Razão 
pela qual está correta a alternativa E, gabarito da questão. 
Vejamos as demais alternativas: 
A alternativa A está incorreta. O mandado de segurança não pode ter como objeto a sentença irrecorrível. 
Como vimos, a saída adequada, aqui, é o ajuizamento de uma nova ação de cobrança. 
A alternativa B está incorreta. A apelação é o recurso que desafia a sentença, mas, claro, dentro do prazo de 
15 (quinze) dias estipulado pelo Código. Passado esse prazo ocorre a preclusão e, daí em diante, não há mais 
que se falar em apelação. 
A alternativa C está incorreta. Apesar de a sentença ser terminativa e de não haver coisa julgada material, 
não há que se falar em ação anulatória. Isso porque a ação anulatória não serve para atacar ato judicial, mas 
sim para atacar o ato jurídico praticado pelas partes (ex.: o contrato), o que não é o caso. 
E a alternativa D, por fim, também está incorreta. A reclamação é instrumento específico que só cabe nas 
hipóteses do art. 988. 
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Você poderia perguntar: “Professor, mas e a ação rescisória?”. Não há que se falar em ação rescisória aqui. 
Isso porque a decisão não é de mérito (regra; art. 966, caput) e nem está enquadrada nas hipóteses em que 
a ação rescisória pode atacar julgados que não o sejam (art. 966, § 2º). 
 (FGV/ALE-RO - 2018) Proprietário de imóvel situado em Vilhena, tendo sido informado de que o 
mesmo fora invadido por uma pessoa, intentou ação de reintegração de posse em desfavor da mesma. A 
petição inicial, distribuída na Comarca de Porto Velho, onde o autor é domiciliado, recebeu juízo positivo 
de admissibilidade. Uma vez citado, deve o réu 
a) suscitar o vício da incompetência relativa, como preliminar de contestação. 
b) suscitar o vício da incompetência relativa, pela via da exceção. 
c) suscitar o vício da incompetência absoluta, como preliminar de contestação. 
d) suscitar o vício da incompetência absoluta, pela via da exceção. 
e) abster-se de suscitar o tema da competência, pois a ação foi proposta no foro correto. 
Comentários 
De acordo com o art. 47, § 2º, do CPC, a ação possessória deve ser proposta no foro de situação da coisa, 
cujo juízo tem competência absoluta, e não no foro de domicílio do autor. Além disso, esse vício de 
competência deve ser trazido à luz na primeira oportunidade de manifestação do réu, qual seja, na preliminar 
de contestação (art. 337, II, CPC, e art. 64, caput, do CPC). 
É por isso que a alternativa C, “suscitar o vício da incompetência absoluta, como preliminar de contestação”, 
está correta e é o gabarito da questão. 
As demais alternativas vão contra os dispositivos legais mencionados, vejamos: 
a) suscitar o vício da incompetência relativa, como preliminar de contestação. 
b) suscitar o vício da incompetência relativa, pela via da exceção. 
d) suscitar o vício da incompetência absoluta, pela via da exceção. 
e) abster-se de suscitar o tema da competência, pois a ação foi proposta no foro correto. 
 (FGV/TJ-SC - 2018) Define-se a prevenção do juízo para processar e julgar duas ações conexas, 
propostas perante órgãos jurisdicionais distintos, pela: 
a) distribuição da petição inicial; 
b) prolação do despacho liminar positivo; 
c) prolação de qualquer despacho, ainda que se limite a determinar a emenda da petição inicial; 
d) citação válida; 
e) citação, ainda que inválida. 
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Comentários 
O art. 59 do CPC estabelece que o registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
Dessa forma, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
 (FGV/TRT-12ªR - 2017) Joaquim, que reside em Minas Gerais, pretende ajuizar uma ação 
postulando a reparação de danos causados por uma empresa construtora, com sede localizada na cidade 
de São Paulo. 
Considerando que o ato causador do dano ocorreu na cidade de Florianópolis, para a propositura dessa ação 
o foro competente é o: 
a) do domicílio do autor; 
b) do lugar da sede da empresa; 
c) do lugar do fato ou ato; 
d) do domicílio do autor ou do lugar da sede da empresa; 
e) do domicílio do autor, do lugar da sede da empresa, ou do lugar do fato ou ato. 
Comentários 
Para o processo que tenha por objeto reparação de danos é competente o foro do lugar do ato ou fato, 
conforme estabelece o art. 53, IV, “a”, do CPC: 
Art. 53. É competente o foro: 
IV - do lugar do ato ou fato para a ação: 
a) de reparação de dano; 
Assim, a alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 
 (FGV/COMPESA - 2016) A respeito das disposições sobre Função Jurisdicional, assinale a afirmativa 
incorreta. 
a) A continência entre duas ou mais ações ocorre quando há identidade quantoàs partes e à causa de pedir, 
mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais. 
b) Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido 
sentenciado. 
c) A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é inderrogável por convenção 
das partes. 
d) As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo foro onde será 
proposta ação oriunda de direitos e obrigações, mas a cláusula de eleição de foro não vincula os herdeiros e 
sucessores. 
e) A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação. 
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Comentários 
A alternativa A está correta, nos termos do art. 56 do CPC: 
Art. 56. Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto 
às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das 
demais. 
A alternativa B está correta, com base no §1º do art. 55 da Lei nº 13.105/15: 
§ 1o Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles 
já houver sido sentenciado. 
A alternativa C está correta, segundo o art. 62 da referida Lei: 
Art. 62. A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é 
inderrogável por convenção das partes. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. A primeira parte da assertiva está correta, nos termos 
do art. 63, caput, do CPC: 
Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, 
elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. 
Porém, o §2º estabelece que o foro contratual obriga os herdeiros e sucessores das partes. Veja: 
§ 2º O foro contratual obriga os herdeiros e sucessores das partes. 
A alternativa E está correta, pois é o que dispõe o art. 64, caput, da Lei nº 13.105/15: 
Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de 
contestação. 
 (FGV/MPE-RJ - 2016) Pedro, proprietário de um bem imóvel situado na Comarca de Niterói, ao 
saber que o mesmo foi ocupado, sem a sua autorização, por Luiz, intentou ação reivindicatória na Comarca 
do Rio de Janeiro, onde é domiciliado. De acordo com a sistemática processual vigente, o réu: 
a) deve alegar o vício de incompetência como preliminar de sua contestação, sem que o juiz possa conhecer 
ex officio da matéria; 
b) deve alegar o vício de incompetência como preliminar de sua contestação, embora o juiz possa conhecer 
ex officio da matéria; 
c) deve alegar o vício de incompetência pela via da exceção, sem que o juiz possa conhecer ex officio da 
matéria; 
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d) deve alegar o vício de incompetência pela via da exceção, embora o juiz possa conhecer ex officio da 
matéria; 
e) não pode alegar o vício de incompetência, já que a possibilidade de o autor intentar a ação na comarca de 
seu domicílio compatibiliza-se com a garantia constitucional do pleno acesso à jurisdição. 
Comentários 
Primeiramente, lembre-se de que quando a ação for referente a bem imóvel, a competência será fixada no 
foro em que este estiver localizado. 
Além disso, de acordo com o art. 47 do CPC se a lide for referente a direito de propriedade, vizinhança, 
servidão, divisão e demarcação de terras, ou nunciação de obra nova, a competência do foro do local do 
imóvel será absoluta, razão pela qual a incompetência do juízo poderá ser declarada por ele de ofício. 
Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de 
situação da coisa. 
§ 1º O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio 
não recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de 
terras e de nunciação de obra nova. 
§ 2º A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo 
tem competência absoluta. 
Por fim, como sabemos, a incompetência, seja ela absoluta ou relativa, deve ser alegada em preliminar de 
contestação (não existe mais, no CPC/15, a figura da exceção de competência): 
Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de 
contestação. 
Desse modo, a alternativa B é correta e gabarito da questão. 
 (FGV/MPE-RJ - 2016) Diante do descumprimento de obrigação contratual, o credor ajuizou ação de 
cobrança em face do devedor. A petição inicial foi distribuída à 1ª Vara Cível da Comarca da Capital no dia 
22 de março de 2016, com juízo positivo de admissibilidade da demanda em 04 de abril e citação válida do 
réu em 19 de abril. Por seu turno, o devedor também propôs demanda, pleiteando a declaração de 
nulidade do mesmo contrato, tendo a sua peça exordial sido distribuída à 9ª Vara Cível da mesma comarca, 
no dia 24 de março de 2016, com juízo positivo de admissibilidade da ação em 01 de abril e citação válida 
em 25 de abril. À luz da sistemática processual vigente, os feitos: 
a) não podem ser reunidos, devendo cada qual tramitar perante o juízo cível para onde a respectiva petição 
inicial foi distribuída; 
b) devem ser reunidos, em razão do vínculo da continência, estando prevento o juízo da 1ª Vara Cível da 
Comarca da Capital; 
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c) devem ser reunidos, em razão do vínculo da continência, estando prevento o juízo da 9ª Vara Cível da 
Comarca da Capital; 
d) devem ser reunidos, em razão do vínculo da conexão, estando prevento o juízo da 1ª Vara Cível da 
Comarca da Capital; 
e) devem ser reunidos, em razão do vínculo da conexão, estando prevento o juízo da 9ª Vara Cível da 
Comarca da Capital. 
Comentários 
Primeiramente, nota-se que a hipótese é de conexão e não de continência. Essas expressões são 
estabelecidas pelo art. 55, caput e art. 56, caput, ambos do CPC. Vejamos: 
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a 
causa de pedir. 
Art. 56. Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto 
às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das 
demais. 
Além disso, o art. 59 da Lei nº 13.105/15 prevê a respeito da prevenção: 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
Assim, os feitos devem ser reunidos, em razão do vínculo da conexão, estando prevento o juízo da 1ª Vara 
Cível da Comarca da Capital. Portanto, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
Lembre-se da dica: quando o enunciado trouxer essas demandas “cruzadas” (em que o autor de uma é o réu 
da outra, e vice-versa), haverá conexão e não continência. 
 (FGV/TJ-PI - 2015) Günther, empresário alemão com domicílio em Teresina/PI, vem a falecer 
durante visita à Alemanha, deixando bens em território brasileiro. Nesse caso, à luz do disposto na 
Constituição e no Código de Processo Civil, a justiça brasileira: 
a) não é competente para conhecer de ações em que o espólio de Günther for réu, nem para processar o 
inventário de seus bens; 
b) é competente para processar o inventário dos bens deixados por Günther no Brasil, bem como para 
conhecer de ações em que o seu espólio for réu; 
c) é competente para processar o inventário dos bens deixados por Günther no Brasil e no exterior, mas não 
para conhecer de ações em que o seu espólio for réu; 
d) é competente para processar o inventário dos bens deixados por Günther no Brasil, mas não para 
processar o inventário de eventuais bens deixados no exterior econhecer de ações em que o seu espólio for 
réu; 
e) é competente para processar o inventário dos bens deixados por Günther no Brasil e no exterior, bem 
como para conhecer de ações em que o seu espólio for réu. 
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Comentários 
Nesse caso, à luz do disposto na Constituição e no Novo Código de Processo Civil, a justiça brasileira é 
competente para processar o inventário dos bens deixados por Günther no Brasil, bem como para conhecer 
de ações em que o seu espólio for réu. 
Vejamos o art. 48 do CPC: 
Art. 48. O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o 
inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a 
impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio 
for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
Parágrafo único. Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente: 
I - o foro de situação dos bens imóveis; 
II - havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes; 
III - não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio. 
Portanto, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
 (FGV/TJ-RO - 2015) No curso de um processo, em que o genitor pede em face da genitora a guarda 
unilateral de seu filho, o juízo identificou que ali já tramitava outro feito referente ao mesmo pedido, 
embora formulado pela avó materna em face da genitora. 
Em razão dessa circunstância, deverá o juiz: 
a) determinar o prosseguimento de ambos os processos, sem reuni-los, uma vez que as partes não 
coincidem; 
b) determinar a reunião de ambos os feitos para julgamento em conjunto, por força da conexão entre as 
causas e da necessidade de se afastar o risco de prolação de decisões conflitantes; 
c) extinguir o segundo processo distribuído, porque já está sendo discutida a guarda do menor em outro 
feito; 
d) extinguir o segundo processo, porque configurada a hipótese de litispendência; 
e) determinar a reunião de ambos os feitos para julgamento em conjunto, dada a identidade do polo passivo, 
embora não ocorra a conexão. 
Comentários 
Em razão dessa circunstância, deverá o juiz determinar a reunião de ambos os feitos para julgamento em 
conjunto, por força da conexão entre as causas e da necessidade de se afastar o risco de prolação de decisões 
conflitantes. 
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Visto que há identidade de objetos nas duas causas, há conexão, conforme art. 55 do CPC. 
Consequentemente, deve haver reunião das duas ações a fim de que sejam decididas ao mesmo tempo. 
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou 
a causa de pedir. 
§ 1o
 Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um 
deles já houver sido sentenciado. 
§ 2º Aplica-se o disposto no caput: 
I - à execução de título extrajudicial e à ação de conhecimento relativa ao mesmo ato 
jurídico; 
II - às execuções fundadas no mesmo título executivo. 
§ 3o
 Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de 
prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, 
mesmo sem conexão entre eles. 
Dessa forma, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
 (FGV/TJ-BA - 2015) A incompetência territorial: 
a) pode ter natureza absoluta, quando fundada em critérios de ordem pública; 
b) deve ser alegada na primeira oportunidade, sob pena de preclusão; 
c) deve ser arguida pela parte que propôs a demanda; 
d) pode ser conhecida no curso do processo, em qualquer tempo ou grau de jurisdição; 
e) pode levar à extinção do processo sem resolução do mérito. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. A legislação processual excepciona alguns casos em 
que a competência territorial é absoluta. Vejamos o art. 47, §1º, do CPC. 
Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de 
situação da coisa. 
§ 1º O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio 
não recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de 
terras e de nunciação de obra nova. 
A alternativa B está incorreta. A incompetência territorial deve ser alegada na primeira oportunidade em 
que couber à parte falar nos autos, sob pena de sofrer prorrogação. Há preclusão do prazo para alegar a 
incompetência com a entrega da contestação pela parte ré. 
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A alternativa C está incorreta. O autor propõe a ação no juízo que entende competente para processá-la e 
julgá-la, cumprindo ao réu, ou ao Ministério Público, em casos específicos, arguir a sua incompetência. 
A alternativa D está incorreta. A incompetência relativa deve ser arguida, por meio de preliminar à 
contestação, sob pena de prorrogação. A incompetência absoluta não está sujeita à prorrogação, podendo 
ser conhecida no curso do processo, de ofício ou mediante requerimento da parte, a qualquer tempo e em 
qualquer grau de jurisdição. 
A alternativa E está incorreta. Como regra geral, a declaração da incompetência relativa leva à remessa dos 
autos ao juiz competente, e não à extinção do processo. 
 (FGV/DPE-RO - 2015) O princípio constitucional do juiz natural identifica o juiz competente para o 
julgamento da causa com base em regras estabelecidas previamente à ocorrência do fato em questão. 
Esse princípio garante a imparcialidade da própria pessoa do juiz. 
Nesse sentido, o nosso ordenamento jurídico: 
a) proíbe a instituição de juízo ou tribunal de exceção; 
b) admite que se escolha o juízo da causa por foro de eleição; 
c) proíbe que se ajuíze novamente uma mesma demanda quando a primeira foi extinta por carência de ação; 
d) proíbe a criação de varas especializadas nas comarcas; 
e) admite que os juízes sejam substituídos, de ofício, pelo Presidente do Tribunal para julgar as demandas, 
em casos de repercussão nacional. 
Comentários 
O princípio do juiz natural é considerado decorrência de dois direitos fundamentais previstos na Constituição 
Federal, o de que ninguém será processado e julgado por juízo ou tribunal de exceção e o de que ninguém 
será processado senão pela autoridade competente. É o que dispõe o art. 5º, XXXVII e LIII, da CF: 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se 
aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à 
liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 
XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção; 
LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente; 
O estabelecimento dessas garantias tem por objetivo evitar que determinado fato seja propositadamente 
dirigido a uma autoridade especialmente designada para julgá-lo, colocando em risco ou anulando a 
imparcialidade do julgamento. 
A determinação do juízo competente para a causa deve ser feita por critérios impessoais, objetivos e 
preeestabelecidos. Tribunal de exceção é aquele designado ou criado por deliberação legislativa ou não, para 
julgar determinado caso. Os juízes de exceção são juízes “ad hoc” e são vedados. 
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Portanto, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
A alternativatratado ou contrato da União com Estado estrangeiro ou 
organismo internacional; 
Outro exemplo são as demandas que envolvem a disputa sobre direitos indígenas. Veja: 
Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar: 
XI - a disputa sobre direitos indígenas. 
Com isso, encerramos o estudo das regras gerais de competência da Justiça Federal. 
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4.2 – Justiça Comum 
A competência da justiça estadual é determinada por exclusão. Se não for da competência das “justiças 
especiais” ou da Justiça Federal, será atribuída à Justiça Comum. 
Quando começamos o tópico, mencionamos existir regras que fixam a competência da Justiça do Trabalho, 
Eleitoral, Militar e Federal. Não há um conjunto de regras fixando a competência da Justiça Comum. Desse 
modo, o raciocínio deve ser feito por exclusão: tudo o que não é dos demais ramos do Poder Judiciário, será 
da Justiça Comum! 
5 – Competência Interna do CPC 
O art. 46 do CPC afirma a regra clássica de distribuição de competência quando envolver questões de direito 
pessoal e de direito real fundada em bens móveis. Como regra, as ações serão ajuizadas no foro do domicílio 
do réu. 
Veja: 
Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será 
proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
§ 1o Tendo mais de um domicílio, o réu será demandado no foro de qualquer deles. 
§ 2o Sendo incerto ou desconhecido o domicílio do réu, ele poderá ser demandado onde 
for encontrado ou no foro de domicílio do autor. 
§ 3o Quando o réu não tiver domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta no foro 
de domicílio do autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta em 
qualquer foro. 
§ 4o Havendo 2 (dois) ou mais réus com diferentes domicílios, serão demandados no foro 
de qualquer deles, à escolha do autor. 
§ 5o A execução fiscal será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou 
no do lugar onde for encontrado. 
Primeiramente, devemos compreender o que se entende por ações fundadas em “direito pessoal” ou 
“direito real sobre bens móveis”. As ações fundadas em direito pessoal são aquelas que decorrem de um 
vínculo obrigacional entre duas ou mais pessoas, a exemplo de uma relação contratual. Assim, por exemplo, 
se você firmar contrato com alguém, cumprir com a sua parte da obrigação, mas a outra parte não lhe prestar 
a contraprestação devida, surge a possibilidade de ajuizamento de uma ação fundada em direito pessoal 
para exigir a contraprestação. Temos, ainda, as ações fundadas em direito real sobre bens móveis, a exemplo 
da disputa judicial pela propriedade de um determinado carro. Nesse caso se discute um direito real, fundado 
em um bem móvel. 
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Para essas ações, a regra é o ajuizamento da demanda no foro do domicílio do réu. Cuidado, entretanto, com 
as particularidades. Essas sim são cobradas em provas! 
Mas se o réu possuir dois ou mais domicílios? Nesse caso, o autor poderá escolher um dentre os vários 
domicílios do réu. 
Se incerto ou desconhecido o domicílio do réu, o autor poderá ajuizar a ação no local em que o réu for 
encontrado ou no foro do próprio domicílio. 
Situação semelhante envolve os casos em que o réu não tiver domicílio no Brasil. Nesse caso, ajuíza-se a ação 
no local em que possuir domicílio o próprio autor. 
Por fim, temos ainda a possibilidade de existirem dois réus, ou seja, um litisconsórcio passivo. Se esses réus 
tiverem mesmo domicílio, a ação será ajuizada no foro do domicílio dos réus. Mas se esses réus tiverem 
domicílio em locais distintos? Nesse caso, cabe ao autor optar um por dos foros de domicílio dos réus. 
Para encerrar a análise do artigo, temos que compreender a hipótese do §5º, que envolve execuções fiscais. 
Se uma pessoa não fizer o pagamento do seu imposto de renda, haverá um lançamento tributário, que 
resultará, inicialmente, em cobrança administrativa. No insucesso de cobrança administrativa, a Receita 
Federal constituirá a certidão de dívida ativa, que é um título executivo extrajudicial. Esse título será exigido 
judicialmente pela Procuradoria da Fazenda Nacional, por intermédio de uma execução fiscal. A Procuradoria 
irá ajuizar a ação no domicílio do réu (que nada mais é do que a regra geral), no local de residência do réu 
ou, ainda, no local onde for encontrado o réu. 
Feito isso, vamos esquematizar o conteúdo em duas partes: ações fundadas em direito pessoal ou direito 
real sobre bens móveis em geral e execuções fiscais. 
 
AÇÕES DE DIREITO PESSOAL OU 
DIREITO REAL SOBRE BENS MÓVEIS
REGRA:
foro do 
domicílio do 
réu.
ESPECIFICIDADES:
mais de um 
domicílio:
qualquer 
um deles;
domicílio 
incerto ou 
desconhecido:
onde for 
encontrado; 
OU
domicílio do 
autor.
não tiver 
domicílio ou 
residência no 
Brasil:
domicílio do 
autor.
2 réus com 
domicílios 
diferentes:
qualquer 
um deles, à 
escolha do 
autor
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Sigamos! 
O art. 47 do CPC estabelece competência para as ações fundadas em direito real e ações possessórias 
imobiliárias. Nesse caso, como a discussão envolve imóveis, vamos voltar nossas atenções para o local onde 
estiver situado o imóvel. Fala-se, portanto, em foro de situação da coisa (forum rei sitae) 
Confira: 
Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de 
situação da coisa. 
§ 1o O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio 
NÃO recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de 
terras e de nunciação de obra nova. 
§ 2o A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo 
tem competência absoluta. 
Assim, se a ação versar sobre ação fundada em direito real sobre bens imóveis, o autor deverá ajuizar a 
demanda no foro de local onde estiver situado o bem imóvel. 
Agora atenção! 
O §1º disciplina que podem as partes optar pelo foro de domicílio do réu ou de eleição nas ações que 
envolvam direito real imobiliário. Assim, num primeiro momento teríamos três possibilidades: o autor 
poderá ajuizar a ação no foro de situação do bem imóvel (prevista no caput), no foro de domicílio do réu ou, 
ainda, no foro de eleição (essas duas últimas hipóteses previstas no §1º). 
Veremos adiante que os critérios que fixam a competência podem ser pautados em normas de ordem pública 
(quando são chamados absolutos) ou respeitam a vontade das partes (quando são chamados de relativos). 
No primeiro caso não podem as partes optar por outro foro a não ser o previsto em lei. No segundo caso há 
uma regra prevista em lei, contudo, nada impede que as partes optem por outro foro (por exemplo, fiquem 
um foro em cláusula contratual, o denominado “foro de eleição”). 
AS EXECUÇÕES 
FISCAIS SERÃO 
AJUIZADAS NO 
FORO
de domicílio do réu;
no de sua 
residência; ou
no do lugar onde 
for encontrado.
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A partir da regra acima, podemos concluir que nas ações que envolverem direito real 
imobiliário a regra de competência é absoluta ou relativa? 
Cuidado! 
Não obstante a competência definida em razão do foro seja, como regra, relativa, o §1º, ao contrário do que 
possa parecer, reforça a natureza absoluta das ações que envolvem direito real imobiliário. Na segunda parte 
do §1º,B está incorreta. A eleição de foro não corresponde à escolha do juízo para apreciar a causa, 
mas apenas a uma convenção acerca da competência territorial para a apreciação dela. Vejamos o que 
dispõe o art. 46 do CPC: 
Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será 
proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
A alternativa C está incorreta. A carência da ação é um dos fundamentos para a extinção do processo sem 
resolução do mérito, que leva à formação de coisa julgada apenas formal. Logo, não havendo formação de 
coisa julgada material, a ação poderá ser, como regra, novamente proposta. 
A alternativa D está incorreta. Segundo o STF, a criação de varas especializadas não viola o princípio do juiz 
natural, possuindo o Poder Judiciário competência para dispor sobre a sua organização. 
A alternativa E está incorreta. A substituição do juiz não poderá ocorrer senão com base em alguma exceção 
legal, sob pena de violação do princípio do juiz natural. 
 (FGV/DPE-MT - 2015) Servidor de um município, em razão do cometimento de grave ilícito 
funcional, respondeu a processo administrativo disciplinar, que culminou na edição de pena de demissão 
em seu desfavor. Inconformado, intentou demanda, pelo rito ordinário, pleiteando a invalidação da 
sanção demissória, sob o fundamento de não haver praticado a falta disciplinar que lhe fora atribuída. 
A referida ação foi distribuída a uma das varas da comarca dotada de competência para matéria fazendária. 
Dez dias depois de distribuída a demanda, o mesmo servidor ajuizou uma segunda ação em face do ente 
federativo municipal, postulando a invalidação do mesmo ato punitivo, já então alegando, como fundamento 
de seu pedido, não ter sido observado o seu direito à ampla defesa e ao contraditório no processo 
administrativo disciplinar. A nova demanda, à qual também se atribuiu o rito ordinário, foi distribuída a um 
outro juízo fazendário da mesma comarca. 
Nesse cenário, a consequência deve ser 
a) o reconhecimento da litispendência, com a extinção do feito em que a citação válida ocorreu em segundo 
lugar. 
b) o reconhecimento da litispendência, com a extinção do feito em que se proferiu o provimento ordenatório 
da citação em segundo lugar. 
c) o reconhecimento da carência de ação, diante da ausência de interesse de agir, com a extinção do feito 
cuja inicial foi distribuída em segundo lugar. 
d) o reconhecimento da conexão entre as ações, reunindo-se os correspondentes feitos para julgamento 
simultâneo, perante o juízo fazendário em que ocorreu a citação válida em primeiro lugar. 
e) o reconhecimento da conexão entre as ações, reunindo-se os correspondentes feitos para julgamento 
simultâneo, perante o juízo fazendário para quem primeiro se distribui a petição inicial. 
Comentários 
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O pedido de ambas as ações é a invalidação da demissão e como os juízos fazendários são da mesma comarca 
é prevento aquele para quem a petição inicial foi distribuída primeiro. 
Vejamos alguns arts. do CPC que tratam a respeito: 
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a 
causa de pedir. 
§ 1o Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um 
deles já houver sido sentenciado. 
Art. 58. A reunião das ações propostas em separado far-se-á no juízo prevento, onde serão 
decididas simultaneamente. 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
Assim, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
 (FGV/MPE-RJ - 2014) Proprietário de bem imóvel situado na Comarca de Teresópolis, constatando 
ter sido o mesmo ocupado por pessoa não autorizada, intentou ação reivindicatória na Comarca do Rio de 
Janeiro, onde reside. Diante da prova documental que instruiu a petição inicial, o juiz deferiu a tutela 
antecipatória de mérito requerida pelo autor, decretando o imediato despejo da parte ré. Sobre essa 
decisão interlocutória, é correto afirmar que foi proferida por juízo: 
a) relativamente incompetente, devendo o réu suscitar o vício por meio de exceção, sob pena de prorrogação 
da competência; 
b) relativamente incompetente, embora tal vício possa ser reconhecido ex officio; 
c) absolutamente incompetente, impondo-se a remessa dos autos para um dos juízos cíveis da Comarca de 
Teresópolis; 
d) absolutamente incompetente, embora a sua validade deva ser preservada, em homenagem à garantia 
constitucional da plena efetividade do processo; 
e) absolutamente incompetente, embora o reconhecimento desse vício dependa da iniciativa da parte ré no 
sentido de suscitá-lo. 
Comentários 
O art. 47, caput, do CPC, estabelece como regra geral a competência do foro da situação da coisa para 
processar e julgar as ações fundadas em direito real sobre imóveis. 
Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de 
situação da coisa. 
Já os §§ 1º e 2º preveem como foros concorrentes, para tanto, o do domicílio do réu e o de eleição, tornando 
evidente se tratar a regra de fixação de competência relativa. 
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Porém, o mesmo dispositivo legal determina que a escolha por um desses foros concorrentes não será 
possível nos casos em que as ações versarem sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e 
demarcação de terras e de nunciação de obra nova, hipóteses em que a competência será absoluta do foro 
da situação da coisa. 
§ 1o O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio 
não recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de 
terras e de nunciação de obra nova. 
§ 2o A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo 
tem competência absoluta. 
Por isso, ao se tratar de ação em que se discute a posse ilegítima do imóvel, a ação deve ser processada e 
julgada no foro em que está ele localizado, que nesse caso é o da comarca de Teresópolis (competência 
absoluta). 
Uma vez declarada a incompetência absoluta, devem os autos serem remetidos ao juízo competente, por 
expressa disposição de lei, conforme estabelecem os §§ 2º e 3º do art. 64 do CPC: 
§ 2o Após manifestação da parte contrária, o juiz decidirá imediatamente a alegação de 
incompetência. 
§ 3o Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao juízo 
competente. 
Vale lembrar, que os atos proferidos pelo juiz incompetente não são nulos e conservam os seus efeitos, salvo 
decisão judicial em contrário: 
§ 4º Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão 
proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo 
competente. 
Desse modo, a alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 
 (FGV/DPE-DF - 2014) Proprietário de imóvel situado em São Paulo, tendo sido informado de que 
este se encontrava indevidamente ocupado por uma família, ajuizou ação reivindicatória na Comarca do 
Rio de Janeiro, onde reside, pleiteando em sua petição inicial, além da prestação jurisdicional definitiva, a 
antecipação dos efeitos da tutela para o fim de obter uma ordem imediata de desocupação contra os réus. 
Convencido da presença dos requisitos legais, o juiz para o qual foi distribuída a ação concedeu a tutela de 
urgência requerida. Inconformados com a decisão, os réus interpuseram recurso de agravo de 
instrumento. O Desembargador a quem couber a relatoria do recurso deverá concluir pela configuração 
do vício: 
a) de incompetência relativa do foro da Comarca do Rio de Janeiro, sem anular a decisão agravada.Ricardo Torques
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b) de incompetência relativa do foro da Comarca do Rio de Janeiro, anulando a decisão agravada, dada a sua 
drástica repercussão na esfera jurídica dos réus. 
c) de incompetência absoluta do foro da Comarca do Rio de Janeiro, determinando a remessa dos autos para 
o foro competente. 
d) de incompetência absoluta do foro da Comarca do Rio de Janeiro, sem anular a decisão agravada por 
reputar presentes os pressupostos para a concessão da tutela antecipada. 
e) de incompetência absoluta do foro da Comarca do Rio de Janeiro, extinguindo o processo sem resolução 
do mérito. 
Comentários 
A competência para as ações fundadas em direito real sobre bem imóvel admite algumas exceções à regra 
de que as competências territoriais são sempre relativas, não lhe sendo aplicável, portanto, o princípio da 
perpetuatio jurisdictionis. Nessas hipóteses excepcionais, a competência territorial é considerada absoluta. 
Vejamos o que dispõe o art. 47, caput e §1º do CPC: 
Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de 
situação da coisa. 
§ 1o O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio 
não recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de 
terras e de nunciação de obra nova. 
Tratando-se de competência absoluta do juízo do foro em que localizado o imóvel, ou seja, de São Paulo, 
resta admitido o reconhecimento pelo relator do recurso da incompetência absoluta do juízo da comarca do 
Rio de Janeiro para processar e julgar o feito. 
Em decorrência desse reconhecimento, devem os autos serem remetidos ao juízo competente (art. 64, § 3º). 
Assim, a alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 
 (FGV/DPE-RJ - 2014) De acordo com o Código de Processo Civil, duas ou mais ações são 
consideradas conexas quando: 
a) houver a denominada tríplice identidade, coincidindo as partes, causas de pedir e pedidos. 
b) houverem sido despachadas na mesma data, se idêntica a competência territorial, ou determinada a 
citação no mesmo dia, se diversas as comarcas. 
c) houver identidade de partes e comunhão probatória, reunindo-se as ações perante um mesmo juízo. 
d) pela natureza da relação jurídica, o juiz tiver de decidir de modo uniforme para todas as partes. 
e) lhes for comum o objeto, ocasião em que o juiz poderá reuni-las para julgamento simultâneo. 
Comentários 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão, conforme prevê o art. 55 do CPC: 
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Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a 
causa de pedir. 
Lembre-se: o termo “objeto” era o usado na redação do CPC/73 (art. 103). Hoje, devemos lê-lo como 
“pedido”. 
CONSULPLAN 
 (CONSULPLAN/TJ-MG - 2019) Segundo as normas e princípios contidos no Código de Processo Civil, 
analise as afirmativas a seguir. 
I. A competência em razão da matéria é derrogável pela vontade das partes. 
II. A conexão não determina a reunião dos processos, se um deles já foi julgado. 
III. Para se postular em juízo é necessário que se tenha interesse, legitimidade e que o pedido seja 
juridicamente possível. 
IV. É possível ter capacidade de ser parte e não ter capacidade processual. 
Estão corretas as afirmativas 
a) I, II, III e IV. 
b) II e IV, apenas. 
c) I, II e III, apenas. 
d) I, III e IV, apenas. 
Comentários 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Vamos analisar item a item: 
O Item I está incorreta. O item vai de encontro ao disposto no art. 62: "A competência determinada em razão 
da matéria, da pessoa ou da função é inderrogável por convenção das partes." 
O Item II está correta. O art. 55, §1º prevê que "os processos de ações conexas serão reunidos para decisão 
conjunta, salvo se um deles já houver sido sentenciado." Logo, se um dos processos já tiver sentença, não há 
que se falar em reunião de processos. 
O Item III está incorreta. O Código de Processo Civil de 2015 não exige expressamente que o pedido seja 
possível. Nesse sentido é o art. 17: "Para postular em juízo é necessário ter interesse e legitimidade." 
O Item IV está correta. A capacidade de ser parte é a aptidão para figurar em um dos polos da relação 
processual. Já a capacidade processual é a aptidão para agir em juízo sem necessidade de assistência ou 
representação. O caso clássico é do bebê recém-nascido: ele tem capacidade para ser parte e pleitear 
alimentos, mas não tem capacidade processual, devendo ser representado em juízo. 
 (CONSULPLAN/MPE-PA - 2019) Antônio José, um andarilho de 64 anos, é encontrado morto no 
município de Porteirinha/MG, em 20 de maio de 2019. Apesar de viver em situação de rua por mais de 
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quinze anos, Antônio José deixara bens imóveis, sendo que dois situam-se na cidade de Belém e um na 
cidade de Altamira, todos no Estado do Pará. Em razão de seu óbito, seu único filho e herdeiro necessário 
Alessandro, domiciliado em Ananindeua/PA, faz a abertura do inventário. 
Diante da situação hipotética apresentada, é correto afirmar que: 
a) O foro competente para o inventário é o local do óbito, o município de Porteirinha/MG. 
b) O foro competente para o inventário é o local onde se situam a maioria dos bens imóveis, o município de 
Belém/PA. 
c) O foro competente para o inventário é o local do domicílio do inventariante (Alessandro), o município de 
Ananindeua/PA. 
d) O foro competente para o inventário é qualquer dos locais em que se situam os bens imóveis, ou o 
município de Belém/PA, ou o município de Altamira/PA. 
Comentários 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. A questão versa sobre o parágrafo único do art. 48 
do Código de Processo Civil. Considerando que Antônio José era um andarilho (não possuía domicílio certo) 
e apresentava bens imóveis em foros diferentes (dois em Belém e um em Altamira), qualquer destes será 
competente para a ação. 
Art. 48. O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o 
inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a 
impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio 
for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
Parágrafo único. Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente: 
I - o foro de situação dos bens imóveis; 
II - havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes; 
III - não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio. 
As alternativas A, B e C estão incorretas pois não correspondem à previsão legal adequada ao caso hipotético 
apresentado. 
 (CONSULPLAN/CM-BH - 2018) Sobre Modificação da Competência no Direito Processual Civil, 
assinale a alternativa INCORRETA. 
a) Reputam-se conexas duas ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. 
b) Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido 
sentenciado. 
c) As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo foro onde será 
proposta ação oriunda de direitos e obrigações. 
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d) Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões 
conflitantes ou contraditóriascaso decididos separadamente, desde que haja conexão entre eles. 
Comentários 
Questão literal e tranquila para estudarmos. 
A alternativa incorreta e gabarito da questão é a letra D, pois vai de encontro com o final do art. 55, §3º, do 
CPC: 
§3º Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de 
prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo 
sem conexão entre eles. 
Vejamos as demais alternativas. 
A alternativa A está correta, pois é o que prevê o art. 55 do CPC: 
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a 
causa de pedir. 
A alternativa B está certa, uma vez que transcreve o § 1º do art. 55 do CPC: 
§1º Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles 
já houver sido sentenciado. 
A alternativa C também está correta, pois é transcrição do CPC: 
Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, 
elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. 
 (CONSULPLAN/TRF-2ªR - 2017) “Sérgio, rico empresário, possui diversas propriedades rurais no 
interior do Mato Grosso do Sul utilizadas para cultivo de soja transgênica. Reside, contudo, em bairro da 
zona nobre do Estado de São Paulo, de onde administra seus negócios. No fim do ano, em viagem para 
uma de suas fazendas, constata que um grupo de ruralistas sem-terra invadira sua propriedade alegando 
se tratar de propriedade improdutiva e pugnando pela desapropriação da área para fins de reforma 
agrária. Sérgio é informado que os mesmos estavam ocupando o local há, aproximadamente, três meses.” 
Com base no caso hipotético narrado, assinale a alternativa correta. 
a) Sérgio poderá optar entre propor a respectiva ação possessória no Estado do Mato Grosso do Sul, foro de 
situação da coisa, ou no local de seu domicílio, qual seja, o Estado de São Paulo. 
b) Diante do grande número de pessoas que figuram no polo passivo da demanda possessória de 
reintegração ajuizada por Sérgio, os ocupantes que forem encontrados no local deverão ser prioritariamente 
citados por edital. 
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c) Diante dos princípios da ampla defesa e da não surpresa que regem o ordenamento processual vigente, 
ainda que a petição inicial esteja documentalmente instruída, o Código de Processo Civil de 2015 veda 
peremptoriamente o deferimento, sem prévia oitiva dos réus, de mandado liminar de reintegração de posse 
em favor de Sérgio. 
d) Tratando-se de litígio coletivo pela posse de terra rural, O Ministério Público será intimado para, no prazo 
de trinta dias, intervir como fiscal da ordem jurídica, hipótese em que terá vista dos autos depois das partes, 
sendo intimado de todos os atos do processo, bem como poderá produzir provas, requerer as medidas 
processuais pertinentes e recorrer. 
Comentários 
Dois são os conteúdos necessários para responder à questão: competência para ação possessória imobiliária 
e regras gerais sobre a ação possessória coletiva. 
Do enunciado extraímos que Sérgio teve propriedade esbulhada no estado do Mato Grosso do Sul, muito 
embora resida no estado de São Paulo. 
Em relação a ações possessórias, e que discutem, portanto, imóvel, devem observar a regra específica 
estabelecida no art. 47 do CPC, que pode ser assim esquematizada: 
 
Assim, Sérgio deve ajuizar ação no estado do Mato Grosso, no foro de situação da coisa, por se tratar de ação 
possessória imobiliária. 
Desse modo, a alternativa A está incorreta por prever a possibilidade de opção de foro, o que não é 
admissível. 
Nas alternativas B, C e D cobra-se a questão das ações possessórias coletivas. 
A alternativa B está incorreta, pois no caso de ação possessória coletiva, de acordo com o que preveem os 
parágrafos do art. 554 do CPC, a citação deve ocorrer preferencialmente na forma pessoal. A citação por 
edital ocorrerá apenas quando os ocupantes não forem encontrados no local. 
Ações fundadas em direito real sobre imóveis DEVEM SER AJUIZADAS NO 
FORO DA SITUAÇÃO DA COISA 
competência 
relativa 
(EXCEÇÃO)
domicílio do 
réu ou foro 
de eleição
competência 
absoluta (REGRA)
direito de propriedade, de vizinhança, de 
servidão, de divisão e demarcação de terras 
e de nunciação de obra nova
ação 
possessória 
imobiliária
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A alternativa C também está incorreta. O procedimento especial estabelecido nas ações possessórias 
permite, no caso de “força nova” (menos de ano e dia) a concessão de tutela de evidência caso esteja 
suficientemente instruída. Nesse caso, a decisão poderá ser tanto in limine como mediante justificativa. Por 
outro lado, se superior a esse período (superior ao prazo de ano e dia), aplicamos o art. 565 do CPC, regra 
visando à autocomposição. 
A alternativa D é a correta e gabarito da questão. O art. 565, §2º, do CPC prevê a necessidade de o Ministério 
Público ser intimado para participar da audiência de conciliação e mediação em ações coletivas possessórias. 
Contudo, não podemos esquecer da regra do art. 179, III, do CPC, que prevê que o membro do Ministério 
Público quando atuar como fiscal da ordem jurídica será intimado para, no prazo de 30 dias, intervir no 
processo quando houver “litígios coletivos pela posse de terra rural ou urbana”. 
 (CONSULPLAN/TJ-MG - 2015) Considerando‐se as disposições do Código de Processo Civil vigente 
sobre a competência dos órgãos jurisdicionais, é correto afirmar que: 
a) a competência dos órgãos judiciários é estabelecida no momento em que a ação é contestada. 
b) as ações fundadas em direitos reais sobre bens móveis serão propostas, em regra, no foro do domicílio do 
autor. 
c) nas ações de reparação do dano sofrido em razão de delito ou acidente de veículos, será competente o 
foro do domicílio do réu. 
d) a autoridade judiciária brasileira é competente para proceder a inventário e partilha de bens situados no 
Brasil, mesmo que o inventariado seja estrangeiro e tenha residido em outro país. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Segundo o art. 43, do CPC, a competência é estabelecida no momento em 
que a ação é proposta. 
Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da 
petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência 
absoluta. 
A alternativa B está incorreta. As ações fundadas em direitos reais sobre bens móveis serão propostas, em 
regra, no foro do domicílio do réu, conforme art. 46, do CPC. 
Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será 
proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
A alternativa C está incorreta. Com base no art. 53, V, do CPC, nas ações de reparação do dano sofrido em 
razão de delito ou acidente de veículos, será competente o foro do domicílio do autor ou do local do fato. 
V - de domicílio do autor ou do local do fato, para a ação de reparação de dano sofrido em 
razão de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, em razão do que prevê o art. 23, II, do CPC. 
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Art. 23. Compete à autoridade judiciária brasileira, com exclusão de qualquer outra: 
II - em matéria de sucessão hereditária, proceder à confirmação de testamento particular 
e ao inventário e à partilha de bens situados no Brasil, aindaque o autor da herança seja 
de nacionalidade estrangeira ou tenha domicílio fora do território nacional; 
 (CONSULPLAN/TJ-MG - 2015) Sobre a incompetência relativa, observando o CPC, é correto afirmar: 
a) Pode ser suscitada a qualquer tempo e grau de jurisdição. 
b) Será decidida por decisão terminativa. 
c) Será arguida em preliminar de contestação. 
d) Será decidida por sentença definitiva. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. A competência absoluta poderá ser arguida a qualquer tempo e em qualquer 
grau de jurisdição. A competência relativa deve ser alegada como questão preliminar de contestação. 
Vejamos os arts. 64 e 65 do CPC. 
Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de 
contestação. 
§ 1º A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e 
deve ser declarada de ofício. 
§ 2º Após manifestação da parte contrária, o juiz decidirá imediatamente a alegação de 
incompetência. 
§ 3º Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao juízo 
competente. 
§ 4º Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão 
proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo 
competente. 
Art. 65. Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu não alegar a incompetência em 
preliminar de contestação. 
Parágrafo único. A incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério Público nas 
causas em que atuar. 
As alternativas B e D estão incorretas, pois a alegação de incompetência será decidida por decisão 
interlocutória. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. A incompetência não será o objeto principal do 
processo, devendo ser arguida em preliminar de contestação. 
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 (CONSULPLAN/TJ-MG - 2015) Quanto à competência absoluta, assinale a opção correta: 
a) Pode ser alterada apenas até a contestação. 
b) Pode ser prorrogada por convenção das partes. 
c) Pode ser prorrogada pelo juiz. 
d) Não pode ser modificada ou prorrogada pela vontade das partes e do órgão jurisdicional. 
Comentários 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
A competência absoluta não pode ser modificada ou prorrogada pela vontade das partes e do órgão 
jurisdicional. Trata-se de competência legal predeterminada que não pode ser afastada. Apenas competência 
relativa permite prorrogação e escolha das partes. 
 (CONSULPLAN/TJ-MG - 2015) A respeito de competência, marque a alternativa INCORRETA: 
a) A competência territorial é, em regra, relativa. 
b) A incompetência territorial deve ser arguida, segundo a norma legal, por meio de preliminar de 
contestação, na primeira oportunidade em que cumprir à parte se manifestar nos autos. 
c) Reconhecida a incompetência absoluta, remetem-se os autos ao juiz competente, reputando-se nulos 
todos os atos praticados, inclusive os decisórios. 
d) A incompetência absoluta pode ser reconhecida pelo magistrado ex officio. 
Comentários 
A alternativa A está correta. Em regra, a competência territorial é relativa. 
É válido lembrar que a lei processual excepciona alguns casos em que a competência territorial é considerada 
absoluta, quando, por exemplo, determina que será competente o foro da situação da coisa para dirimir 
conflitos sobre direito de propriedade, de vizinhança, de servidão, de posse, de divisão, de demarcação de 
terras e de nunciação de obra nova. 
A alternativa B está correta. Como já citado, a incompetência territorial é relativa. Ela deve ser arguida na 
primeira oportunidade em que cumprir à parte se manifestar nos autos, sob pena de prorrogação, agora, no 
CPC, em preliminar de contestação. 
A alternativa C está incorreta e é o gabarito da questão. Declarada incompetência absoluta, os autos serão 
remetidos ao juízo competente e todos os atos serão conservados, salvo decisão judicial em contrário. É o 
que dispõe o art. 64, § 4º, do CPC. 
A alternativa D está correta, conforme previsto no art. 64, §1º. 
§ 1o
 A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e 
deve ser declarada de ofício. 
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 (CONSULPLAN/TJ-MG - 2015) Sobre a conexão entre ações, marque a alternativa correta: 
a) Ocorrendo a conexão entre ações cujos juízes têm a mesma competência territorial, considera-se prevento 
aquele que teve o processo distribuído em primeiro lugar. 
b) Ocorrendo a conexão entre ações cujos juízes têm competência territorial diversa, considera-se prevento 
aquele que tiver primeiro realizado a citação válida. 
c) Havendo conexão entre as ações o Juiz não pode ex officio ordenar a reunião das ações propostas em 
separado. 
d) Dá-se a conexão entre duas ou mais ações sempre que há identidade quanto às partes e à causa de pedir, 
mas o objeto de uma, por ser mais amplo, abrange o das outras. 
Comentários 
Para responder a essa questão devemos lembrar dos arts. 58 e 59 do CPC. Identificada a conexão ou 
continência, haverá a reunião dos processos que deve ocorrer perante o Juízo prevento. A prevenção é fixada 
no art. 59 em razão do registro ou da distribuição da petição inicial. Veja: 
Art. 58. A reunião das ações propostas em separado far-se-á no juízo prevento, onde 
serão decididas simultaneamente. 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
Assim, a alternativa A está correta, conforme o art. 59 do CPC. 
A alternativa B, por sua vez, está incorreta. Embora fosse esse o gabarito sob a vigência do CPC73, para o 
CPC a citação válida não terá o condão de prevenir a competência. 
A alternativa C está incorreta. A lei processual é expressa em afirmar que, havendo conexão entre as ações, 
o juiz poderá ordenar, de ofício, a reunião delas a fim de que sejam decididas simultaneamente. 
A alternativa D está incorreta. A afirmativa corresponde à de continência e não de conexão. Com base no 
art. 55, reputam-se conexas duas ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. 
Outras Bancas 
 (IBADE/TJRS - 2022) Leonardo Tavares pretende ingressar com determinada demanda de 
Exoneração de Alimentos, tendo em vista que seu filho, João, alcançou a maioridade civil e exerce 
atividade laborativa na sociedade Comunical Ltda., provendo, por si, os recursos para sua subsistência. 
Alega que diante da alteração da capacidade econômico-financeira de João, inexiste o binômio da 
necessidade e possibilidade. Face ao exposto, acerca da competência territorial para o ajuizamento da 
referida demanda, a ação de Exoneração de Alimentos deverá ser ajuizada no foro: 
(A) do domicílio do assistente. 
(B) do domicílio do alimentando. 
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235 
(C) do domicílio do alimentante. 
(D) do domicílio do representante legal. 
(E) do último domicílio do casal. 
Comentários 
Para as ações em que se pedem alimentos, a competência é do foro da competência ou residência do 
alimentando, de acordo com o art. 53, II: 
Art. 53. É competente o foro: 
II - de domicílio ou residência do alimentando, para a ação em que se pedem alimentos; 
Apesar de que não haja menção expressão, o entendimento que prevalece é o de que a mesma regra se 
aplica às demais ações decorrentes da relação alimentícia, como a ação de revisão dos alimentos ou a ação 
de exoneração. 
Assim, a alternativa B é correta e é o gabarito da questão. 
 (FUNDATEC/Pref Maçambará - 2019) No Processo Civil, sobre a abusividade dacláusula de eleição 
de foro, é correto afirmar que: 
a) Pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, a qualquer momento do processo. 
b) Pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, antes da citação do réu. 
c) Não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, podendo a parte demandada alegar a abusividade em 
exceção de incompetência. 
d) Não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, podendo a parte demandada alegar a abusividade em 
preliminar de contestação. 
e) Não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, podendo a parte demandada alegar a abusividade em 
qualquer momento do processo. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Caso o juiz não reconheça a abusividade antes da citação, por se tratar cláusula 
de eleição (competência relativa) haverá a prorrogação da competência. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Prevê o art. 63, §3º do Código de Processo Civil que 
"antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício pelo juiz, que 
determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu." 
As alternativas C, D e E estão incorretas pois enunciam que o juiz não poderá reconhecer de ofício. 
 (IADES/CRN 3 - 2019) Considerando as regras de competência estabelecidas no Código de Processo 
Civil, assinale a alternativa correta. 
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a) A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro 
de domicílio do autor. 
b) Os efeitos de decisão proferida pelo juízo incompetente deverão ser conservados até que outra seja 
proferida pelo juízo competente, se for o caso, salvo decisão judicial em sentido contrário. 
c) A incompetência relativa deverá ser alegada incidentalmente, por meio de exceção de incompetência, por 
instrumento apartado à contestação. 
d) Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele 
intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de 
atividade profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, incluindo as ações de falência e 
recuperação judicial, acidente de trabalho, insolvência civil, bem como as sujeitas à justiça eleitoral e justiça 
do trabalho. 
e) Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo 
irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, ainda quando 
suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta pois, nos termos do caput do art. 46, "a ação fundada em direito pessoal ou 
em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu." 
A alternativa B está correta e corresponde ao disposto no art. 64, §4º do Código de Processo Civil: "Salvo 
decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo juízo incompetente 
até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo competente." 
A alternativa C está incorreta. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar 
de contestação, conforme disposto no caput do art. 64. 
A alternativa D está incorreta. O art. 45 exclui as ações de recuperação judicial, falência, insolvência civil, 
acidente de trabalho e as ações sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. 
Art. 45. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo 
federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades 
autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na 
qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações: 
I - de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho; 
II - sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. 
A alternativa E está incorreta. A supressão de órgão judiciário ou alteração da competência absoluta são 
causas modificativas da competência, conforme o artigo 43 do CPC: "Determina-se a competência no 
momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de 
fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a 
competência absoluta." 
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 (IADES/BRB - 2019) Considere hipoteticamente que o réu tenha assinado um contrato que contém 
uma cláusula abusiva de eleição de foro. As partes escolheram a cidade de Brasília (DF) como competente. 
Dessa forma, diante do inadimplemento da obrigação por parte do réu, o autor ajuizou a demanda 
cobrança, pedindo a condenação do réu, mais juros e correção monetária. Nesse caso, o juiz 
a) pode, depois da citação, de ofício, reputar ineficaz a cláusula de eleição de foro. 
b) pode, antes da citação, de ofício, reputar ineficaz a cláusula de eleição de foro. 
c) deve aguardar inexoravelmente a manifestação do autor para reputar ineficaz a cláusula de eleição de 
foro. 
d) deve aguardar inexoravelmente a manifestação do réu para reputar ineficaz a cláusula de eleição de foro. 
e) deve aguardar a manifestação do Ministério Público para, somente depois, reputar ineficaz a cláusula de 
eleição de foro. 
Comentários 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. O Código de Processo Civil, no art. 63, §4º, estabelece 
que "antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício pelo juiz, 
que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu." Assim, o juiz poderá declarar a 
abusividade da cláusula que elegeu Brasília como o foro competente. 
A alternativa A está incorreta. O dispositivo prevê que o juiz poderá reputar ineficaz antes mesmo da citação. 
As alternativas C, D e E estão incorretas pois o juiz poderá, de ofício, reputar ineficaz a cláusula de eleição 
de foro, sem a obrigação de aguardar a manifestação das partes ou do Ministério Público. 
 (FUNDEP/PGM-Contagem - 2019) No tocante à competência interna, assinale a alternativa correta. 
a) Tendo em vista que a competência absoluta não admite prorrogação, o juiz pode declarar-se 
incompetente a qualquer momento e até mesmo de ofício, independentemente de oitiva prévia da parte 
interessada. 
b) Na hipótese de a Organização das Nações Unidas (ONU) ajuizar ação civil contra o Município de Contagem, 
será da justiça comum estadual a competência para julgar e processar a causa. 
c) A existência de conexão não é fator determinante para reunião e julgamento conjunto das ações que 
possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias, caso decididas separadamente. 
d) Ajuizada ação reivindicatória de imóvel situado em Contagem e Belo Horizonte, compete ao juízo do foro 
no qual está localizada a maior porção de terras julgar a ação civil concernente ao referido bem. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Nos termos do art. 10: "O juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, 
com base em fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, 
ainda que se trate de matéria sobre a qual deva decidir de ofício." Assim, ainda que a incompetência absoluta 
possa ser declara de ofício pelo juiz, este deverá dar oportunidade para que as partes se manifestem. Além 
disso, vale salientar o disposto no art. 64, §2º: "Após manifestação da parte contrária, o juiz decidirá 
imediatamente a alegação de incompetência." 
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A alternativa B está incorreta. A Constituição Federal (art. 109, II) estabelece que "aos juízes federais 
compete processar e julgar: as causas entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e Município ou 
pessoa domiciliada ou residente no País." Assim, a competência será da Justiça Comum Federal. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. De acordo com o art. 55, §3º: "Serão reunidos para 
julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou 
contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles." 
A alternativa D está incorreta pois, de acordo com o art. 60 do CPC, a competência será do juízo prevento (e 
não daquele que apresentar maior porção de terras): "Se o imóvel se achar situado em mais de um Estado, 
comarca, seção ou subseção judiciária, a competência territorial do juízo prevento estender-se-á sobre a 
totalidade do imóvel." 
 (NC-UFPR/ITAIPU - 2019) Sobre a competência do Poder Judiciário brasileiro, identifique como 
verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas: 
( ) A ação proposta perante tribunal estrangeiro não induz litispendência e não obsta a que a autoridade 
judiciária brasileira conheça da mesma causa e das que lhe são conexas, ressalvadas as disposições em 
contrário de tratados internacionais e acordos bilaterais em vigor no Brasil. 
( ) Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações em que o réu, qualquer que seja a 
sua nacionalidade, estiver domiciliado no Brasil. 
( ) Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações em que no Brasil tiver de ser 
cumprida a obrigação. 
( ) Compete à autoridade judiciária brasileira, com exclusão de qualquer outra, conhecer de ações relativas 
a imóveis situados no Brasil. 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo. 
a) F – F – V – F. 
b) V – F – V – F. 
c) V – V – V – V. 
d) F – V – F – V. 
e) F – V – F – F. 
Comentários 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Analisaremos as afirmativas: 
Afirmativa I está Correta. Trata-se da literalidade do caput do art. 24 do Código de Processo Civil: "A ação 
proposta perante tribunal estrangeiro não induz litispendência e não obsta a que a autoridade judiciária 
brasileira conheça da mesma causa e das que lhe são conexas, ressalvadas as disposições em contrário de 
tratados internacionais e acordos bilaterais em vigor no Brasil." 
Afirmativa II e III estão Corretas. As afirmativas correspondem aos incisos I e II do art. 21 do CPC: 
Art. 21. Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações em que: 
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I - o réu, qualquer que seja a sua nacionalidade, estiver domiciliado no Brasil; 
II - no Brasil tiver de ser cumprida a obrigação; 
Afirmativa IV estão, também, Correta. De acordo com o art. 23, I do CPC: "Compete à autoridade judiciária 
brasileira, com exclusão de qualquer outra: conhecer de ações relativas a imóveis situados no Brasil." 
 (FUNDATEC/CM Ituporanga - 2019) A ação possessória imobiliária será proposta no: 
a) Foro da situação da coisa, cujo juízo tem competência relativa. 
b) Foro da situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. 
c) Foro da situação da coisa, mas poderá a parte autora optar pelo domicílio do réu. 
d) Domicílio do autor. 
e) Domicílio do réu. 
Comentários 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão pois apresenta o disposto no art. 47, §2º do Código de 
Processo Civil: "A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem 
competência absoluta." 
As alternativas A, C, D e E estão incorretas pois não correspondem ao dispositivo em questão. 
 (NC-UFPR/Pref Matinhos - 2019) No que tange às normas processuais civis sobre competência e 
incompetência, assinale a alternativa correta. 
a) A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação. 
b) A incompetência relativa e também a absoluta podem ser alegadas em qualquer tempo e grau de 
jurisdição. 
c) As decisões proferidas pelo juízo incompetente serão nulas de pleno direito, logo, seus efeitos não 
poderão ser conservados. 
d) A competência absoluta prorrogar-se-á se o réu não a alegar em preliminar de contestação. 
e) O juiz decidirá imediatamente a alegação de incompetência, sendo desnecessária a manifestação da parte 
contrária. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Nos termos do art. 64, §1º do CPC, apenas "a incompetência absoluta pode 
ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício." 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. A alternativa está em conformidade com o art. 64 do 
Código de Processo Civil: "A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de 
contestação." 
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A alternativa C está incorreta. O art. 64, §4º, busca preservar os efeitos da decisão proferida pelo juízo 
incompetente: "Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida 
pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo competente." 
A alternativa D está incorreta. Não há que se falar em prorrogação de competência absoluta. Segundo o art. 
65, a prorrogação só é aplicável à competência relativa: "Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu não 
alegar a incompetência em preliminar de contestação." 
A alternativa E está incorreta. O art. 64, §2º prevê que "após manifestação da parte contrária, o juiz decidirá 
imediatamente a alegação de incompetência." 
 (MPE-PR/MPE-PR - 2019) Assinale a alternativa correta, no que diz respeito à matéria de 
competência, de acordo com o Código de Processo Civil de 2015: 
a) A ação fundada em direito real sobre bem móvel tem como regra geral a distribuição no foro de domicílio 
da coisa. 
b) Havendo dois ou mais réus com diferentes domicílios, o autor pode distribuir a ação fundada em direito 
pessoal em qualquer foro do país. 
c) A ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de seu domicílio e a ação em que o ausente for réu 
será proposta no foro de seu último domicílio. 
d) É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja autor a União, Estado ou o Distrito 
Federal. 
e) As regras de competência territorial têm natureza absoluta. 
Comentários 
Segundo os arts. 51 e 52 do CPC, nas causas em que a União, Estado ou Distrito Federal figurarem como 
autores, a competência será do foro do domicílio do réu (foro comum). Desse modo, a alternativa correta é 
a letra D, sendo, pois, o gabarito da questão. 
Vejamos as demais alternativas objetivamente. 
A alternativa A está incorreta. O foro comum previsto pelo ordenamento brasileiro, em tradição seguida 
universalmente, é o domicílio do réu. Segundo o art. 46 do CPC, essa regra somente se aplica aos processos 
fundados em direito pessoal e direito real sobre bens móveis. 
Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será 
proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
A alternativa B está incorreta, pois, segundo o art. 46, §4º, do CPC, havendo dois ou mais réus, com 
diferentes domicílios, serão demandados no foro de qualquer um deles, à escolha do autor. 
É importante destacar que, apesar da omissão legislativa, entende-se que nas hipóteses em que a regra de 
competência aponta o domicílio do autor (p.e.: consumidor como autor) e, havendo litisconsórcio ativo, os 
autores poderão optar pelo foro do domicílio de quaisquer deles. 
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A incorreção da alternativa C encontra justificativa no art. 50 do CPC, que estabelece que a competência 
para as ações em que o réu seja incapaz será do foro do domicílio de seu representante ou assistente. 
Por fim, as regras de competência territorial têm natureza relativa, de modo que a alternativa E está 
incorreta. Porém, fique atento, pois há regras de competência territorial e valorativas que têm natureza 
absoluta, tendo em vista que visam a proteger o interesse público. Exemplos: as ações sobre direitos 
imobiliários (art. 47 do CPC), as ações de competência dos Juizados Especiais Federais (art. 3º da Lei 
10.259/01) e as ações civis públicas (art. 2º da LACP). 
 (FUNDATEC/DPE-SC - 2018) No caso dos cônjuges manterem domicílio na mesma cidade em que 
conviviam maritalmente e não havendo filho incapaz, será competente para a ação de divórcio o local do: 
a) Domicílio da mulher. 
b) Domicílio do marido. 
c) Último domicílio do casal. 
d) Casamento. 
e) Onde estão situados os bens imóveis a serem partilhados. 
Comentários 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, pois, para a ação de divórcio, quando não houver filho 
incapaz, o legislador preferiu prestigiar o último domicílio do casal: 
Art. 53 do CPC. É competente o foro: 
I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou 
dissolução de união estável: 
b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz; 
 (FUNDATEC/DPE-SC - 2018) A competência para a propositura da ação de alimentos fundada em 
casamento, união estável ou parentesco é do 
a) domicílio do réu. 
b) último domicílio do casal. 
c) domicílio do genitor que tiver melhor condição financeira. 
d) domicílio ou residência do alimentante. 
e) domicílio ou residência do alimentando. 
Comentários 
A alternativa correta e gabarito da questão é a letra E. O foro competente no caso de ação de alimentos será 
o domicílio ou residência do alimentando. Veja o que prevê o art. 53, II, do CPC. 
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Art. 53. É competente o foro: 
II - de domicílio ou residência do alimentando, para a ação em que se pedem alimentos; 
 (FUNDATEC/DPE-SC - 2018) Reputam-se conexas duas ou mais ações quando 
a) forem da competência do mesmo órgão jurisdicional. 
b) lhes for comum as partes, o pedido e a causa se pedir. 
c) lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. 
d) for caso de litisconsórcio necessário. 
e) houver identidade quanto às partes e a causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange 
o das demais. 
Comentários 
A letra C é a alternativa correta e o gabarito da questão, pois está de acordo com o que preconiza o CPC: 
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a 
causa de pedir. 
Observe que se trata de questão literal! 
 (AOCP/Pref-SL - 2018) Quanto à competência jurisdicional, prevista no Código de Processo Civil 
vigente, assinale a alternativa correta. 
a) As partes não podem escolher juízo arbitral em detrimento do juízo competente previsto no Código de 
Processo Civil. 
b) A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro 
do domicílio do réu. 
c) A ação possessória imobiliária poderá ser proposta no foro da situação da coisa, ou no domicílio do 
requerido, cujo juízo tem competência relativa. 
d) É competente o foro do domicílio da mulher para a ação de divórcio. 
e) É competente o foro do domicílio do autor para a ação de reparação de dano. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, visto que as causas que têm de ser decididas em juízo arbitral podem ter sua 
competência escolhida pelas partes, nos termos do art. 42 do CPC, que excepciona essa possibilidade: 
Art. 42. As causas cíveis serão processadas e decididas pelo juiz nos limites de sua 
competência, ressalvado às partes o direito de instituir juízo arbitral, na forma da lei. 
A alternativa correta e gabarito da questão é a letra B, pois é transcrição da redação do CPC: 
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Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será 
proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
A alternativa C está errada, pois quando se tratar de ação que envolve a posse de bem imóvel, o foro 
competente é o da situação da coisa, que, por sua vez, é de competência territorial absoluta, nos termos do 
art. 47, §2º, do CPC. 
A alternativa D está incorreta, uma vez que no caso de divórcio teremos várias regras de competência a 
depender da existência de filho incapaz. Veja o que prevê o art. 53: 
Art. 53. É competente o foro: 
I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou 
dissolução de união estável: 
a) de domicílio do guardião de filho incapaz; 
b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz; 
c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do casal; 
A alternativa E está errada. Nas ações de reparação de dano a competência será do foro do lugar do ato/fato 
(art. 53, IV, do CPC). 
 (IESES/TJ-CE - 2018) Acerca das regras jurídicas dispostas no Código de Processo Civil e que definem 
a competência interna, assinale a alternativa INCORRETA: 
a) O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a partilha, a 
arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a impugnação ou anulação de partilha 
extrajudicial e para todas as ações em que o espólio for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
b) A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência 
absoluta. 
c) A ação fundada em direito real sobre bens imóveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
d) A ação fundada em direito pessoal será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
Comentários 
A alternativa C está incorreta e é o gabarito da questão, visto que para as ações fundadas em direito real 
sobre imóveis é competente o foro de situação da coisa (art. 47, caput, do CPC). 
 ATENÇÃO! 
DIREITO REAL SOBRE MÓVEL DIREITO REAL SOBRE IMÓVEL 
Foro de domicílio do réu (art. 46 do CPC) Foro da situação do coisa (art. 47 do CPC) 
Vejamos as demais assertivas. 
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A alternativa A está correta, pois é transcrição do texto do CPC: 
Art. 48. O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o 
inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a 
impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio 
for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
A alternativa B também está certa, visto que traz a previsão do art. 47, §2º, do CPC: 
§2º A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo 
tem competência absoluta. 
A assertiva D também está correta com fundamento no CPC: 
Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será 
proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
 (IESES/TJ-CE - 2018) Quando, entre duas ou mais ações, houver identidade quanto às partes e à 
causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais, estaremos diante do 
instituto do Código de Processo Civil denominado de: 
a) Continência. 
b) Comoriência.c) Conexão. 
d) Incompetência. 
Comentários 
A alternativa correta e gabarito da questão é a letra A, pois a continência é uma espécie de conexão 
qualificada por exigir mais requisitos: 
Art. 56. Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto 
às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das 
demais. 
 (CS UFG/APARECIDAPREV - 2018) A competência relativa poderá modificar-se pela conexão ou pela 
continência. 
São consideradas conexas duas ou mais ações quando lhes for comum: 
a) o objeto ou as partes. 
b) a natureza jurídica de seu objeto. 
c) a condição pessoal das partes. 
d) o pedido ou a causa de pedir. 
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Comentários 
A alternativa correta e gabarito da questão é a letra D, pois está de acordo com a definição legal de conexão: 
Art. 55 do CPC: Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o 
pedido ou a causa de pedir. 
 (IBFC/TRF-2 - 2018) No Processo Civil, determina-se a competência no momento: 
a) da citação. 
b) do registro ou da distribuição da petição inicial. 
c) do despacho/decisão positivo que determina a citação. 
d) do primeiro despacho ou decisão proferida pelo órgão julgador. 
e) da estabilização da demanda, se o réu não alegar a incompetência em preliminar de contestação. 
Comentários 
A alternativa B é a correta e gabarito da questão, pois é exatamente o que prevê o art. 43 do CPC. Como 
sabemos, a competência é determinada no momento do registro ou da distribuição da petição inicial. 
Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição 
inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência 
absoluta. 
 (COSEAC-UFF/Prefeitura de Maricá - 2018) João possui uma casa de veraneio em Maricá, tendo 
fixado seu domicílio na cidade do Rio de Janeiro. Além da casa em Maricá, João possui um sítio em 
Conceição de Macabu e uma casa de inverno em Petrópolis. Deixando o mesmo de recolher o IPTU 
referente ao imóvel em Maricá, caberá ao município ajuizar a execução fiscal em: 
a) Maricá, por ser o local onde foi gerada a obrigação. 
b) qualquer um dos locais acima citados (Maricá, Rio de Janeiro, Conceição de Macabu ou Petrópolis), uma 
vez que a ação pode ser ajuizada onde houver atos de expropriação. 
c) Maricá, por ser onde se situa o imóvel que gerou a obrigação tributária. 
d) Rio de Janeiro, por ser onde João fixou seu domicílio. 
e) Maricá, uma vez que é o município o autor da ação. 
Comentários 
A alternativa correta e gabarito da questão é a letra D, pois, de acordo com o art. 46, §5º, do CPC, é 
competente o foro do domicílio do réu, de sua residência ou do lugar onde for encontrado o réu para a 
execução fiscal, tratando-se, segundo a doutrina majoritária, de foros concorrentes. 
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§5º A execução fiscal será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou no 
do lugar onde for encontrado. 
Desse modo, como João fixou seu domicílio no Rio de Janeiro, esse será o foro competente para a execução 
fiscal proposta contra ele pelo Município de Maricá. 
 (IADES/ApexBrasil - 2018) No que tange à representação ativa e passiva em juízo, assinale a 
alternativa correta. 
a) A pessoa jurídica estrangeira será representada pelo seu presidente, que deverá ser citado mediante 
procedimento de carta rogatória. 
b) A massa falida será representada pelo credor mais graduado na ordem de preferência creditória. 
c) As entidades com natureza de serviço social autônomo serão representadas pelo seu gerente de 
contencioso judicial. 
d) A pessoa jurídica será representada por quem os respectivos atos constitutivos designarem ou, não 
havendo essa designação, por seus diretores. 
e) O gerente de filial ou agência deve estar expressamente autorizado pela pessoa jurídica estrangeira a 
receber citação e intimação para qualquer processo, sob pena de nulidade do ato. 
Comentários 
A alternativa D é a correta e gabarito da questão, pois reproduz a previsão do art. 75, VIII, do CPC: 
Art. 75. Serão representados em juízo, ativa e passivamente: 
VIII - a pessoa jurídica, por quem os respectivos atos constitutivos designarem ou, não 
havendo essa designação, por seus diretores; 
Vejamos as demais assertivas de modo objetivo. 
A alternativa A está incorreta, pois não se fala em representação da pessoa jurídica estrangeira pelo seu 
Presidente. Veja: 
Art. 75. Serão representados em juízo, ativa e passivamente: 
X - a pessoa jurídica estrangeira, pelo gerente, representante ou administrador de sua filial, 
agência ou sucursal aberta ou instalada no Brasil; 
A assertiva B está incorreta, pois a massa falida será representada em juízo, ativa e passivamente, pelo 
administrador judicial (art. 75, V, do CPC). 
A alternativa C está errada, pois as entidades com natureza de serviço social autônomo (pessoa jurídica) 
serão representadas por quem os respectivos atos constitutivos designarem ou, não havendo essa 
designação, por seus diretores (art. 75, VIII, do CPC). 
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A assertiva E está incorreta, uma vez que vai de encontro com o previsto no CPC: 
Art. 75. Serão representados em juízo, ativa e passivamente: 
§3º O gerente de filial ou agência presume-se autorizado pela pessoa jurídica estrangeira a 
receber citação para qualquer processo. 
 (FUNRIO/ALE-RR - 2018) O Código de Processo Civil estabelece que a competência é determinada 
no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado 
de fato ou de direito ocorridas posteriormente, entretanto, a própria legislação processual estabelece 
exceções. 
Considerando a legislação processual, NÃO se configura EXCEÇÃO, quando 
a) duas ou mais ações tiverem em comum o pedido ou a causa de pedir. 
b) ocorrer identidade entre duas ou mais ações quanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, 
por ser mais amplo, abrange o das demais. 
c) o Tribunal extinguir um órgão jurisdicional fracionado e os processos forem redistribuídos para outro órgão 
jurisdicional fracionado, também de segundo grau. 
d) se repete ação que está em curso e essas ações são idênticas, pois possuem as mesmas partes, a mesma 
causa de pedir e o mesmo pedido. 
Comentários 
A questão trata do princípio da perpetuatio jurisdictionis, que vem estampado no Código de Processo Civil 
em seu art. 43. Vejamos: 
Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição 
inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência 
absoluta. 
A partir dessa regra, o examinador nos pergunta sobre as exceções e pede que seja marcada a alternativa 
que não apresenta uma delas. 
A alternativa A comporta uma exceção ao princípio da perpetuatio jurisdictionis, que é o fenômeno da 
conexão. Reputam-se conexas duas ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir (art. 
55 do CPC). Nesse caso, os processos devem ser reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver 
sido sentenciado (art. 55, § 1º, do CPC). Daí se dizer que a conexão é uma exceção ao princípio da perpetuatio 
jurisdictionis. 
A alternativa B, também, comporta uma exceção ao princípio que se analisa: a continência. Dá-se acontinência entre duas ou mais ações quando houver identidade quanto às partes e à causa de pedir, mas o 
pedido de uma, por ser mais amplo, abranger o das demais (art. 56 do CPC). Nesse caso, se a ação continente 
tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem 
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resolução de mérito; caso contrário, as ações serão necessariamente reunidas (art. 57, do CPC). Daí 
podermos dizer, também, que a continência é uma exceção ao princípio da perpetuatio jurisdictionis. 
A alternativa C também trata de uma exceção. É aquela estampada no próprio art. 43, parte final. Confira: 
“Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial (...) salvo quando 
suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta”. 
A alternativa D, por fim, é a única que não traz uma exceção, sendo o gabarito da questão. A alternativa 
trata, especificamente, do fenômeno da litispendência, que é aquele fenômeno que ocorre quando se repete 
ação que está em curso (art. 337, § 3º, do CPC), em outras palavras, quando se ajuíza uma ação idêntica (art. 
337, § 2º, do CPC) a outra que está em curso. Como sabemos, a litispendência não gera o deslocamento da 
ação, como a conexão, a continência ou a exceção do art. 43, mas gera a extinção do processo sem resolução 
de mérito (art. 485, V, do CPC). 
 (FUNDEP/MP-MG - 2018) Analise as seguintes assertivas com relação ao papel do Ministério 
Público, nos termos do Código de Processo Civil: 
I. O Ministério Público pode arguir incompetência relativa, pode suscitar conflito de competência e tem 
legitimidade para propor ação rescisória. 
II. O Ministério Público, não sendo o requerente de incidente de resolução de demandas repetitivas, deverá 
intervir obrigatoriamente, assumindo a sua titularidade em caso de desistência ou de abandono. Pode, 
inclusive, proferir sustentação oral no julgamento desse incidente. 
III. O Ministério Público pode interpor recurso na qualidade de fiscal da ordem jurídica. Também pode 
apresentar reclamação com o intuito, por exemplo, de preservar a competência do tribunal ou de garantir a 
autoridade das decisões do tribunal. 
IV. O juiz poderá dispensar a produção das provas requeridas pela parte cujo advogado não tenha 
comparecido à audiência, aplicando-se a mesma regra ao Ministério Público. 
É CORRETO o que se afirma em: 
a) I, II, III e IV. 
b) Apenas em I, II e III. 
c) Apenas em I, III e IV. 
d) Apenas em II e IV. 
Comentários 
Essa é uma questão mais complexa, em que vários dispositivos são cobrados em cada assertiva. 
Vejamos uma a uma: 
A assertiva I está correta. De fato, o Ministério Público pode arguir incompetência relativa (art. 65, parágrafo 
único), pode suscitar conflito de competência (art. 951) e tem legitimidade para propor ação rescisória em 
determinadas hipóteses (art. 967, III). 
A assertiva II está correta. De acordo com o art. 976, § 2º, se não for o requerente, o Ministério Público 
intervirá obrigatoriamente no incidente de resolução de demandas repetitivas e deverá assumir sua 
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titularidade em caso de desistência ou de abandono. Além disso, o parquet pode, sim, proferir sustentação 
oral no julgamento desse incidente (art. 937, § 1º, c/c art. 984 do CPC). 
A assertiva III, igualmente, está correta. Na qualidade de fiscal da ordem jurídica, o MP poderá produzir 
provas, requerer as medidas processuais pertinentes e recorrer (art. 179, II). Além disso, poderá apresentar 
reclamação com o intuito de preservar a competência do tribunal, de garantir a autoridade das decisões do 
tribunal, de garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal 
Federal em controle concentrado de constitucionalidade ou de garantir a observância de acórdão proferido 
em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas ou de incidente de assunção de 
competência (art. 988, incisos). 
Por fim, a assertiva IV também está correta. O juiz poderá dispensar a produção das provas requeridas pela 
parte cujo advogado não tenha comparecido à audiência, aplicando-se a mesma regra ao Ministério Público 
(art. 362, § 2º). 
Estando todas as assertivas corretas, o gabarito da questão é a alternativa A. 
 (CESGRANRIO/TRANSPETRO - 2018) L mora em Recife, mas em férias no Rio de Janeiro, passeando 
pelo bairro de Madureira, choca o carro que dirigia no veículo conduzido por J, que reside em São Paulo. 
A responsabilidade de L pelo acidente é atestada pelo boletim de ocorrência lavrado logo após o acidente. 
Na ocasião, os envolvidos na colisão trocam telefones e endereços residenciais para que os custos do 
reparo no automóvel sejam arcados integralmente por L, uma vez que ele deu causa ao infortúnio. 
Todavia, sem L retornar às insistentes ligações de J, este é forçado a arcar com o valor referente ao reparo 
de seu veículo, realizado na oficina do seu cunhado Y, localizada em Niterói. Sem encontrar outros meios 
de reaver o prejuízo, J decide propor ação de reparação de dano. 
A referida ação deve ser proposta APENAS 
a) no Fórum de Madureira. 
b) em Recife, domicílio do réu. 
c) em São Paulo, domicílio do autor. 
d) em Niterói, local em que o custo pelo reparo do automóvel foi arcado. 
e) no domicílio do autor, no do réu ou na comarca do local em que ocorreu o acidente. 
Comentários 
Nesse caso devemos levar em consideração a regra geral de eleição de foro prevista no art. 46 do CPC: 
Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será 
proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
Mas, também, há regra específica prevista no art. 53, V: 
Art. 53. É competente o foro: 
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V - de domicílio do autor ou do local do fato, para a ação de reparação de dano sofrido em 
razão de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves. 
Assim, a ação poderá ser proposta no domicílio do réu, do autor ou no local onde ocorreu o acidente. 
Portanto, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
 (PUC-PR/TJ-MS - 2017) Considerando a Parte Geral do Código de Processo Civil, é CORRETO afirmar: 
a) O procedimento da carta rogatória perante o Superior Tribunal de Justiça é de jurisdição voluntária. 
b) A gratuidade da justiça compreende as despesas com publicação na imprensa oficial, mas não dispensa a 
publicação em outros meios. 
c) O escrivão ou o chefe de secretaria atenderá, obrigatoriamente, à ordem cronológica de recebimento para 
publicação e efetivação dos pronunciamentos judiciais. 
d) É lícito às partes plenamente capazes, em qualquer caso, estipular mudanças no procedimento para 
ajustá-lo às especificidades da causa e convencionar sobre os seus ônus, poderes, faculdades e deveres 
processuais, desde que haja processo pendente. 
e) O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 36 do CPC, é de jurisdição contenciosa, e não voluntária, 
o procedimento da carta rogatória perante o STJ. 
Art. 36. O procedimento da carta rogatória perante o Superior Tribunal de Justiça é de 
jurisdição contenciosa e deve assegurar às partes as garantias do devido processo legal. 
A alternativa B está incorreta, pois a publicação em outros meios é dispensável, conforme prevê o art. 98, 
§1º, III, da Lei nº 13.105/15: 
§ 1o A gratuidade da justiça compreende: 
III - as despesas compublicação na imprensa oficial, dispensando-se a publicação em outros 
meios; 
A alternativa C está incorreta. Com base no art. 153 da referida lei, a ordem cronológica de recebimento 
para publicação e efetivação dos pronunciamentos judiciais será atendida preferencialmente, e não 
obrigatoriamente, pelo escrivão ou chefe de secretaria. 
Art. 153. O escrivão ou o chefe de secretaria atenderá, preferencialmente, à ordem 
cronológica de recebimento para publicação e efetivação dos pronunciamentos 
judiciais. 
A alternativa D está incorreta. Vejamos o art. 190 do CPC: 
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Art. 190. Versando o processo sobre direitos que admitam autocomposição, é lícito às 
partes plenamente capazes estipular mudanças no procedimento para ajustá-lo às 
especificidades da causa e convencionar sobre os seus ônus, poderes, faculdades e deveres 
processuais, antes ou durante o processo. 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão, pois reproduz o art. 59 da Lei nº 13.105/15: 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
 (BANPARÁ/BANPARÁ - 2017) A respeito da competência regulada pelo Código de Processo Civil 
assinale a alternativa CORRETA: 
a) Tendo em vista que a posse é direito pessoal, a ação para sua defesa deverá ser proposta no domicílio do 
réu independentemente da localização do imóvel. 
b) O foro em que estiver localizado o imóvel, quando a ação tiver por fundamento pretensão demarcatória, 
é o competente para a proposição da ação, mesmo quando as partes tiverem outros domicílios. 
c) O critério forum rei sitae tem natureza relativa, uma vez que o Código de Processo Civil permite a opção 
pelo domicilio do réu ou pelo foro de eleição. 
d) A anulação de contrato está abrangida pela regra que regula o critério forum rei sitae se a anulação causar, 
como consequência, o direito a reintegração de posse. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Além de existir uma grande discussão sobre a natureza jurídica da posse 
(direito real ou pessoal), de acordo com o §2º do art. 47 da Lei nº 13.105/15, a ação possessória imobiliária 
será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, conforme estabelece o §1º do art. 47 da referida Lei: 
§ 1o O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio 
não recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de 
terras e de nunciação de obra nova. 
A alternativa C está incorreta. O critério forum rei sitae (foro de situação da coisa) é absoluto para ação 
possessória. 
A alternativa D está incorreta. A ação de anulação de compromisso de compra e venda é pessoal e o pedido 
de reintegração, como consequência, não acarreta a incidência do art. 95 do CPC, que estabelece a 
competência absoluta, prevalecendo o foro de eleição, se existente. 
 (BANPARÁ/BANPARÁ - 2017) A respeito da competência processual civil tal como regulada pelo 
Código de Processo Civil assinale a alternativa CORRETA: 
a) Compete a Justiça Federal o julgamento das demandas derivadas de litígios a respeito de contrato de 
seguro marítimo. 
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b) Compete a Justiça Federal o julgamento das ações civis propostas contra sociedade de economia mista. 
c) As causas entre consumidor e concessionária de telefonia compete a Justiça Estadual quando a ANATEL 
for litisconsorte passiva necessária. 
d) Na ação de usucapião a intervenção da União desloca a competência do foro da situação do imóvel. 
Comentários 
Essa é uma questão um pouco mais complicada, que exige conhecimento de súmulas. 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, pois é o que dispõe a súmula nº 504 do STF: 
Súmula 504 - Compete à Justiça Federal, em ambas as instâncias, o processo e o julgamento 
das causas fundadas em contrato de seguro marítimo. 
A alternativa B está incorreta, pois diz respeito a uma competência da Justiça Comum, e não da Justiça 
Federal, nos termos da súmula nº 556 do STF: 
Súmula 556 - É competente a Justiça Comum para julgar as causas em que é parte 
sociedade de economia mista. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com a súmula vinculante nº 27, quando a ANATEL não for 
litisconsorte passiva necessária, as causas entre consumidor e concessionária de telefonia competem à 
Justiça Estadual. 
Súmula Vinculante 27 
Compete à Justiça Estadual julgar causas entre consumidor e concessionária de serviço 
público de telefonia, quando a ANATEL não seja litisconsorte passiva necessária, assistente, 
nem opoente. 
A alternativa D está incorreta. Com base na súmula nº 11 do STJ, a intervenção da União na ação de 
usucapião não afasta a competência do foro da situação do imóvel. 
Súmula 11 - A presença da união ou de qualquer de seus entes, na ação de usucapião 
especial, não afasta a competência do foro da situação do imóvel. 
 (FMP Concursos/MPE-RO - 2017) Acerca das regras de competência dispostas no Código de 
Processo Civil, pode-se afirmar: 
a) A ação fundada em direito sobre bens imóveis será proposta, em regra, no foro do domicílio do réu. 
b) Sendo incerto ou desconhecido o domicílio do réu, ele poderá ser demandado onde for encontrado ou no 
foro de domicílio do autor. 
c) Para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou dissolução de união 
estável, é competente o foro do domicílio do réu, mesmo que o autor seja o guardião de filho incapaz. 
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d) Para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou dissolução de união 
estável, é competente o foro do domicílio do réu, mesmo que seja o autor quem reside no último domicílio 
do casal. 
e) É competente o foro de residência da mulher, para a ação de separação dos cônjuges e a conversão desta 
em divórcio e para a anulação de casamento. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 47 do CPC, o foro competente será o de onde se 
encontrar o imóvel. 
Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de 
situação da coisa. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, nos termos do §2º do art. 46 da Lei nº 13.105/15: 
§ 2o Sendo incerto ou desconhecido o domicílio do réu, ele poderá ser demandado onde 
for encontrado ou no foro de domicílio do autor. 
As alternativas C, D e E estão incorretas. Vejamos o art. 53, I, da referida Lei: 
Art. 53. É competente o foro: 
I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou 
dissolução de união estável: 
a) de domicílio do guardião de filho incapaz; 
b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz; 
c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do casal; 
 (FMP Concursos/PGE-AC - 2017) Considere as seguintes afirmativas sobre o tema da competência 
no âmbito do Código de Processo Civil. Assinale a alternativa CORRETA. 
a) Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo 
irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, mesmo quando 
suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta. 
b) A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro 
de domicílio do autor. 
c) A execução fiscal será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou no dotemos o seguinte: é relativo o critério que fixa a competência “se o litígio não recair sobre direito de 
propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de terras e de nunciação de obra nova”. Se 
verificarmos, a rigor, a ampla maioria das situações que envolvem discussões judiciais sobre bens imóveis 
versarão sobre propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de terras e nunciação de obras 
novas. Logo, o §1º dá a entender que temos um critério relativo, quando, na realidade, temos um critério 
absoluto que, excepcionalmente poderá ser relativo, concedendo ao autor optar ainda pelo foro de domicílio 
do réu ou o foro de eleição. 
Existem alguns tipos de contratos que envolvem direito obrigacional sobre bens imóveis, a exemplo da ação 
de rescisão de contrato com reintegração de posse. Trata-se de ação que não é tipicamente real ou 
possessória, mas obrigacional. A essência da lide é o descumprimento do contrato, muito embora, derivada 
desse conflito, haja a necessidade de se discutir direito real sobre bem imóvel (no caso, a posse). Nesses 
casos (que são excepcionais), entende-se que é válida a opção pelo foro do domicílio do réu ou pelo foro de 
eleição. 
Além disso tudo, há uma segunda regra importante, que está prevista no §2º, que afirma categoricamente 
que no caso de ação possessória imobiliária o foro competente será sempre o de situação da coisa. 
Assim: 
 
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Veja como o assunto pode ser cobrado em prova: 
 
(TJDFT - 2015) Julgue o item seguinte, com base no que dispõe o Código de Processo Civil (CPC) a respeito 
de competência, intervenção de terceiros, liquidação de sentença e capacidade postulatória. 
Situação hipotética: Carolina propôs na Circunscrição Judiciária de Brasília ação reivindicatória contra Júlia, 
domiciliada em Brasília – DF, com a finalidade de discutir a propriedade de imóvel localizado em Goiânia – 
GO. Assertiva: Nesse caso, o juiz deve declinar de sua competência de ofício, independentemente de 
oferecimento de resistência pela parte interessada. 
Comentários 
Está correta a assertiva, competindo ao juiz declinar da competência. Trata-se de ação que discute 
propriedade. Nesse caso, a ação deve ser necessariamente ajuizada no foro de situação da coisa, pois o §1º 
do art. 47 no CPC torna a regra relativa absoluta quando a competência territorial fizer referência a direito 
de propriedade (caso da questão), direito de vizinhança, servidão, divisão e demarcação de terras e de 
nunciação de obra nova. 
Sigamos! 
No art. 48, temos a disciplina das regras relativas à sucessão causa mortis, que observa, em regra, o foro do 
domicílio do falecido (de cujus). 
Essa regra é aplicada às situações em que a pessoa falece e deixa bens, imóveis ou móveis. Se no caso de a 
pessoa falecer sem deixar bens? Aí não se fala em ação sucessão causa mortis. Correto?! 
Dito isso, o CPC prevê as seguintes regras sucessivas para essas ações: 
Ações fundadas em direito real sobre imóveis DEVEM SER AJUIZADAS NO 
FORO DA SITUAÇÃO DA COISA 
competência 
relativa 
(EXCEÇÃO):
domicílio do 
réu ou foro 
de eleição.
competência 
absoluta 
(REGRA):
direito de propriedade, de vizinhança, de 
servidão, de divisão e demarcação de terras 
e de nunciação de obra nova; e
ação 
possessória 
imobiliária.
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1ª regra: o último domicílio do falecido; 
2ª regra: se não tiver domicílio certo, será o local da situação dos bens imóveis. Caso, o réu 
tenha bens imóveis em variadas comarcas, o autor poderá ajuizar a ação em qualquer foro; 
3ª regra: se não tiver domicílio nem bens imóveis, a ação poderá ser ajuizada em qualquer 
local dos bens móveis do espólio. 
Você aplicará a segunda regra apenas no caso de o falecido não ter domicílio certo. Do mesmo modo, você 
aplicará a terceira regra caso não tenha domicílio certo e não tenha bens imóveis, mas apenas bens móveis. 
Cuidado! O local do óbito não tem qualquer relevância para definição de onde será ajuizada 
ação sucessão causa mortis. O que importa, em ordem sucessiva, é: domicílio do falecido, 
local dos bens imóveis e local dos bens móveis. 
Veja o dispositivo do CPC: 
Art. 48. O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o 
inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, 
a impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o 
espólio for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
Parágrafo único. Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente: 
I - o foro de situação dos bens imóveis; 
II - havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes; 
III - não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio. 
 
Assim, na sucessão causa mortis: 
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No art. 49, temos a disciplina da competência na ação em que o réu for ausente. 
A ausência é um instituto do Direito Civil aplicada aos casos em que a pessoa desaparece sem deixar um 
representante. Como não há certeza sobre o seu falecimento, não podemos aplicar as regras da sucessão 
causa mortis. Nesse caso, eventuais ações ajuizadas observam o art. 49 do CPC. 
Dada a possibilidade de decretação de morte presumida, à semelhança do que temos no foro para a 
sucessão, a ação deverá ser proposta perante o foro do seu último domicílio. 
Art. 49. A ação em que o ausente for réu será proposta no foro de seu último domicílio, 
também competente para a arrecadação, o inventário, a partilha e o cumprimento de 
disposições testamentárias. 
Para a prova: 
 
 
No art. 50 do CPC está fixado o foro do domicílio do representante ou do assistente para ações em que 
incapaz for réu. 
Por exemplo, ação ajuizada contra adolescente que quebra vidraça do vizinho com uma bola de futebol e se 
nega a reparar o dano. Nesse caso, a ação será ajuizada no foro de domicílio do representante ou do 
assistente do adolescente que, como regra, serão seus pais. 
Veja: 
1ª regra: o último domicílio do falecido.
2ª regra: não havendo domicílio certo, local da situação dos bens imóveis
(se houver bens imóveis em vários foros, o autor escolhe um deles).
3ª regra: não havendo domicílio certo nem bens imóveis, local dos bens 
móveis do espólio.
AÇÃO CONTRA RÉU AUSENTE foro do seu último domicílio
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Art. 50. A ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de domicílio de seu 
representante ou assistente. 
Sigamos! 
 
Nos próximos dois artigos (51 e 52), vamos analisar ações ajuizadas pela ou contra a Fazenda Pública. São 
ações que envolvem o Poder Público, como é o caso da União, autarquias federais (como universidades 
federais), estados-membros, municípios, entre outros. 
O art. 51 do CPC reproduz em grande medida o que encontramos no art. 109, §§ 1º e 2º, da CF, a respeito 
da competência da Justiça Federal, ao determinar que: 
 nas ações ajuizadas pela União, o foro competente será o domicílio do réu; e 
 nas ações ajuizadas contra a União, o jurisdicionado tem quatro possibilidades: 
a) foro do domicílio; 
b) no local do ato ou fato; 
c) no foro da situação da coisa; ou 
d) no Distrito Federal (para ações contra o Distrito Federal e União) e na capital do Estado 
para ações contra estados-membros. 
No segundo caso (ação ajuizada contra a Fazendalugar onde for 
encontrado. 
d) A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência 
relativa. 
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e) A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é modificável por convenção 
das partes. 
Comentários 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, conforme prevê o art. 46, §5º, do CPC: 
§ 5o A execução fiscal será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou 
no do lugar onde for encontrado. 
Vejamos os erros das demais alternativas: 
 Alternativa A: 
Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição 
inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência 
absoluta. 
 Alternativa B: 
Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será 
proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
 Alternativa D: 
§ 2o A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo 
tem competência absoluta. 
 Alternativa E: 
Art. 62. A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é 
inderrogável por convenção das partes. 
 (IESES/ALGÁS - 2017) Sobre a competência processual, podemos afirmar: 
a) As causas cíveis serão processadas e decididas pelo juiz nos limites de sua competência, proibido 
terminantemente a instituição de juízo arbitral. 
b) Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo 
irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando 
suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta. 
c) Obedecidos os limites estabelecidos pela Constituição Federal, a partir de 17 de março do ano de 2015, a 
competência é determinada pelas normas previstas no Código de Processo Civil regulamentado através da 
Lei 5.869/73 ou em legislação especial. 
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d) Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, podendo, 
entretanto, surgir alterações conforme as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. As partes têm o direito de instituir juízo arbitral, conforme prevê o art. 42 da 
Lei nº 13.105/15: 
Art. 42. As causas cíveis serão processadas e decididas pelo juiz nos limites de sua 
competência, ressalvado às partes o direito de instituir juízo arbitral, na forma da lei. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, pois é o que dispõe o art. 43 da referida Lei: 
Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição 
inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência 
absoluta. 
A alternativa C está incorreta. O art. 44 do CPC estabelece que obedecidos os limites estabelecidos pela 
Constituição Federal, a competência é determinada pelas normas previstas no Código de Processo Civil ou 
em legislação especial, pelas normas de organização judiciária e, ainda, no que couber, pelas constituições 
dos Estados. Além disso, ao fazer referência ao Código de 2015 (Lei n. 13.105/15), a questão fala da Lei n. 
5.869/73, que, em verdade, se refere ao CPC/73. 
A alternativa D está incorreta. As alterações conforme as modificações do estado de fato ou de direito 
ocorridas posteriormente são irrelevantes. 
 (IESES/ALGÁS - 2017) A competência relativa poderá modificar-se pela conexão ou pela 
continência, desta forma: 
a) Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade somente quanto ao pedido. 
Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta posteriormente, no processo relativo à 
ação contida será proferida sentença com resolução de mérito. 
b) Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir: à 
execução de título extrajudicial, à ação de conhecimento relativa ao mesmo ato jurídico e às execuções 
fundadas no mesmo título executivo. 
c) Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões 
semelhantes caso decididos separadamente, mesmo havendo conexão entre eles. 
d) Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta mesmo se um deles já houver sido 
sentenciado. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 56 do CPC, dá-se a continência entre duas ou mais ações 
quando houver identidade quanto às partes E à causa de pedir. 
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Art. 56. Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto 
às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das 
demais. 
Ademais, o art. 57 estabelece que quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta 
anteriormente, no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito. 
Art. 57. Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, 
no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso 
contrário, as ações serão necessariamente reunidas. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, conforme dispõe o art. 55, caput, combinado com o 
§2º, da Lei nº 13.105/15: 
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a 
causa de pedir. 
§ 2º Aplica-se o disposto no caput: 
I - à execução de título extrajudicial e à ação de conhecimento relativa ao mesmo ato 
jurídico; 
II - às execuções fundadas no mesmo título executivo. 
A alternativa C está incorreta. Segundo o art. 55, §3º, da referida Lei, serão reunidos para julgamento 
conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso 
decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles. 
A alternativa D está incorreta. O §1º do art. 55 do CPC prevê que os processos de ações conexas serão 
reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido sentenciado. 
 (TRF-2ªR/TRF-2ªR - 2017) Analise as assertivas e, após, marque a opção correta: 
I- Em regra, as questões resolvidas na fase de conhecimento, se a decisão a seu respeito não comportava 
agravo de instrumento, serão cobertas pela preclusão caso não sejam suscitadas em preliminar da apelação, 
eventualmente interposta contra a decisão final, ou nas contrarrazões. 
II- É preclusivo o prazo para arguição de incompetência absoluta. 
III- Das três hipóteses clássicas de preclusão, a temporal, a lógica e a consumativa, o Código de 2015 
prestigiou as duas primeiras e aboliu a última. 
a) Estão corretas apenas as assertivas I e II. 
b) Estão corretas apenas as assertivas I e III. 
c) São falsas apenas as assertivas II e III. 
d) São falsas todas as assertivas. 
e) São falsas apenas as assertivas I e II. 
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Comentários 
Vamos analisar cada uma das assertivas. 
A assertiva I está correta, conforme prevê o §1º, do art. 1.009, do CPC: 
§ 1o As questões resolvidas na fase de conhecimento, se a decisão a seu respeito não 
comportarPública Federal), caberá o autor escolher uma dentre as 
quatro possibilidades acima. 
Veja o dispositivo: 
Art. 51. É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja autora a 
União. 
Parágrafo único. Se a União for a demandada, a ação poderá ser proposta no foro de 
domicílio do autor, no de ocorrência do ato ou fato que originou a demanda, no de 
situação da coisa ou no Distrito Federal. 
O art. 52 aborda as ações que envolvem Estado da Federação ou o Distrito Federal (e autarquias e 
fundações respectivas). De acordo com o dispositivo, é competente o foro do domicílio do réu nas ações em 
que o Estado ou o Distrito forem autores. Agora, quando o Estado ou Distrito Federal forem demandados, a 
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competência será do foro do domicílio do autor, do foro de ocorrência do ato ou fato que originou a 
demanda, do foro da situação da coisa ou do foro da capital do respectivo ente federado. 
Veja: 
Art. 52. É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja autor Estado 
ou o Distrito Federal. 
Parágrafo único. Se Estado ou o Distrito Federal for o demandado, a ação poderá ser 
proposta no foro de domicílio do autor, no de ocorrência do ato ou fato que originou a 
demanda, no de situação da coisa ou na capital do respectivo ente federado. 
Pergunta-se: 
Qual a distinção da regra de competência das ações propostas contra a União e contra os 
Estados e Distrito Federal? 
NENHUMA! São as mesmas regras! 
Assim... 
 
 
Último questionamento: 
Caso se trate de ação contra a Fazenda Pública Municipal? 
Nesse caso, pelo fato de não existir regra específica, aplica-se a regra geral do CPC. 
COMPETÊNCIA PARA JULGAR AÇÕES ENVOLVENDO A UNIÃO, ESTADOS-MEMBROS E DISTRITO FEDERAL
Se os entes 
públicos forem 
autores:
domicílio do réu.
Se os entes públicos forem réus:
foro do domicílio;
no local do ato ou 
fato;
no foro da 
situação da coisa; 
ou
no Distrito 
Federal 
(DF/União) ou 
capital do Estado.
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O art. 53 do CPC fixa a competência tendo em consideração situações específicas. Infelizmente, esse 
dispositivo exige pouca compreensão e muita memorização. Logo, vamos começar com a leitura do artigo 
para, depois, tecer algumas considerações e, ao final, preparar um esquema para auxiliá-lo na decoreba! 
Art. 53. É competente o foro: 
I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou 
dissolução de união estável: 
a) de domicílio do guardião de filho incapaz; 
b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz; 
c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do casal; 
d) de domicílio da vítima de violência doméstica e familiar, nos termos da Lei nº 11.340, 
de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha); 
A competência para ação de divórcio, de separação, de anulação de casamento e de reconhecimento de 
união estável observa o foro da pessoa responsável pelos cuidados do incapaz. Essa regra é interessante, 
pois a pretensão do legislador foi proteger o incapaz que está no turbilhão de um possível conflito entre o 
casal. Assim, independentemente de ser autor ou o réu da ação, a demanda levará em consideração quem 
está responsável pelo menor. Se o guardião for o autor, ele ajuizará ação no foro do seu próprio domicílio. 
Se o guardião for o réu, o autor deverá ajuizar ação no foro do domicílio do responsável pelo incapaz. 
No caso de não terem filhos, a ação deverá ser ajuizada no local em que o casal mantinha domicílio conjunto. 
Na hipótese de estarem casados, mas domiciliados em cidades distintas, a ação deve ser ajuizada no foro do 
domicílio do réu. Nesse último caso, quem for ajuizar a ação buscará o réu no foro do seu domicílio. 
A Lei 13.894/2019 acrescentou a alínea “d” ao inc. I para prever que quando houver vítima de violência 
doméstica e familiar (nos termos da Lei Maria da Penha) ação deverá ser ajuizada no domicílio da vítima. 
Aqui temos mais uma regra protetiva importante. A mulher, vítima de violência doméstica, é vulnerável e 
uma das formas de facilitar a propositura ou a defesa em uma ação de divórcio é atraindo a ajuizamento 
para o local em que ela tem domicílio. 
Temos, entretanto, um problema. 
Esse inc. I, de acordo com a doutrina, trouxe, nas alíneas, hipóteses que devem ser observadas em ordem. 
Assim, primeiro deve-se buscar o domicílio do responsável pelo incapaz (alínea “a”), após o domicílio do casal 
(alínea “b”) e, por último, o domicílio do réu (alínea “c”). 
Assim, pela lógica a alínea “d” somente seria aplicada após a tentativa de aplicar as alíneas anteriores. Se 
isso for aplicado na prática a alínea “d” perderia total sentido, pois não tendo incapaz e não havendo 
domicílio do casal, a ação será ajuizada no foro do domicílio do réu. 
Diante disso, a doutrina construiu argumento no sentido de colocar as alíneas “a” e “d” como preferenciais 
e paralelas. Somente após, aplicamos as alíneas “b” e “c”. Para facilitar, confira como fica: 
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No inciso II, temos o domicílio de residência do alimentando para ação de alimentos. 
II - de domicílio ou residência do alimentando, para a ação em que se pedem alimentos; 
O alimentando é a criança/adolescente que recebe alimentos! 
Por exemplo, a criança, representada por sua mãe, pretende ajuizar ação para exigir alimentos do pai, que 
abandonou o filho logo após o nascimento sem lhe prestar assistência moral, afetiva ou material. Nesse caso, 
o advogado contratado ajuizará a ação no foro de domicílio da criança e não no foro de domicílio do réu que 
seria a regra geral. 
No caso dos incisos III e IV, temos algumas regras específicas, cuja leitura atenta se faz necessária: 
III - do lugar: 
a) onde está a sede, para a ação em que for ré pessoa jurídica; 
b) onde se acha agência ou sucursal, quanto às obrigações que a pessoa jurídica contraiu; 
c) onde exerce suas atividades, para a ação em que for ré sociedade ou associação sem 
personalidade jurídica; 
d) onde a obrigação deve ser satisfeita, para a ação em que se lhe exigir o cumprimento; 
e) de residência do idoso, para a causa que verse sobre direito previsto no respectivo 
estatuto; 
f) da sede da serventia notarial ou de registro, para a ação de reparação de dano por ato 
praticado em razão do ofício; 
IV - do lugar do ato ou fato para a ação: 
AÇÃO DE DIVÓRCIO, SEPARAÇÃO, ANULAÇÃO DE CASAMENTO E RECONHECIMENTO DE UNIÃO ESTÁVEL
a.1) domicílio do responsável pelo incapaz;
a.2) domicílio da vítima de violência doméstica;
b) não havendo incapaz ou vítima de violência doméstica, a competência será último 
domicílio do casal; e
c) se residirem em domicílios distintos do domicílio do casal, a competência será do 
foro do domicílio do réu.
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a) de reparação de dano; 
b) em que for réu administrador ou gestor de negócios alheios; 
V - de domicílio do autor ou do local do fato, para a ação de reparação de dano sofrido em 
razão de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves. 
Resumindo todo o art. 53 do CPC, temos: 
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Finalizamos, assim, mais um ponto muito relevante!• a.1) domicílio do responsável pelo incapaz;
• a.2) domicílio da vítima de violência doméstica;
• b) não havendo incapaz ou vítima de violência do méstica, a competência será último 
domicílio do casal; e
• c) se residirem em domicílios distintos do domicílio do casal, a competência será do foro 
do domicílio do réu.
AÇÃO DE DIVÓRCIO, SEPARAÇÃO, ANULAÇÃO DE CASAMENTO E 
RECONHECIMENTO OU DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL
• domicílio ou residência do alimentando
AÇÃO DE ALIMENTOS
• foro do lugar da sede ou da filiação/sucursal em relação às obrigações assumidas
AÇÃO EM QUE A RÉ FOR PESSOA JURÍDICA
• foro do lugar onde exerce suas atividades
AÇÃO CONTRA SOCIEDADE/ASSOCIAÇÃO SEM PERSONALIDADE
• foro do lugar onde obrigação deve ser satisfeita
AÇÃO DE CUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO
• foro da residência do idoso
AÇÕES DO ESTATUTO DO IDOSO
• foro da sede da serventia notarial ou de registro
AÇÕES CONTRA CARTÓRIO
• do lugar do ato ou fato para a ação
AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANO
• do lugar do ato ou fato para a ação
AÇÃO CONTRA ADMINISTRADOR OU GESTOR DE NEGÓCIOS 
ALHEIOS
• foro do domicílio do autor ou do local do fato
AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANO SOFRIDO EM RAZÃO DE DELITO 
OU ACIDENTE DE VEÍCULOS, INCLUSIVE AERONAVES
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6 – Método para Identificar o Juízo Competente 
Até este ponto, estudamos diversas regras de competência. Percebemos existir uma estrutura de órgãos 
judiciários (Justiça Comum, Federal, do Trabalho, Militar, Eleitoral) de instância originária ou recursal, com 
diversos critérios (competência em razão da pessoa, matéria, função, valor da causa e território). 
Não seria incomum se neste momento do estudo tenhamos dificuldade em organizar o raciocínio para que 
possamos definir o juízo concretamente competente. 
Afinal, como são aplicadas essas regras na prática? 
Conforme sabemos, haverá apenas um único juízo concretamente competente para julgar determinado 
conflito. Assim, do mar de possibilidades, devemos ordenar as regras aplicando-as uma a uma de modo a 
identificar o juízo competente. É o que faremos neste tópico. 
Existem vários métodos criados para a identificação da competência. Esses métodos trilham um caminho 
que deve ser observado para determinar exatamente qual é o Juízo competente. Vamos utilizar um dos 
métodos sugeridos por Fredie Didier Jr.1 que entendemos ser suficientemente didático. 
Confira, em síntese, quais são os passos a serem adotados: 
 
 
1 DIDER JR., Fredie. Curso de Direito Processual Civil: introdução ao Direito Processual Civil, Parte 
Geral e Processo de Conhecimento. Vol. 1, 18ª edição, rev., ampl. e atual., Bahia: Editora JusPodvim, 
2016, p. 214. 
Roteiro para definição do juízo competente
A) verificar se a justiça brasileira é competente para julgar a causa (arts. 21 a 23 do CPC);
B) se for, investigar se é caso de competência originária de Tribunal ou de órgão jurisdicional 
atípico (por exemplo, Senado Federal – art. 52, I e II, da CF);
C) não sendo o caso de competência originária de Tribunal ou de órgão jurisdicional atípico, 
verificar se o caso é afeto à justiça especial (eleitoral, trabalhista ou militar) ou à justiça comum;
D) sendo competência da justiça comum, verificar se é da justiça federal (arts. 108 e 109 da CF), 
pois, não sendo, será residualmente da estadual; 
E) após, deve-se buscar o foro competente, segundo os critérios do CPC (competência absoluta e 
relativa, material, funcional, valor da causa e territorial).
F) determinado o foro competente, verifica-se o juízo competente, de acordo com o sistema de 
regras complementares do CPC (prevenção, p. ex.) e das normas de organização judiciária.
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Vamos destrinchar esse método! 
A) A definição do espaço de atuação do Poder Judiciário brasileiro leva em consideração alguns critérios. 
Por exemplo, para saber se juízes brasileiros irão julgar determinado conflito, devemos verificar se é possível 
cumprir a decisão do Poder Judiciário brasileiro. Se a atuação dos juízes brasileiros for efetiva, poderá ser 
aqui julgado. Além disso, há de se verificar se o Estado brasileiro tem interesse em julgar aquele conflito, 
como ocorre nas disputas de bens imóveis que estejam em nosso território. 
Além disso, o Brasil respeita decisões estrangeiras quando as partes envolvidas no conflito optam ou um 
juízo estrangeiro. Se isso acontecer, ainda que fosse, num primeiro momento tarefa de juiz nacional, aceita-
se a decisão das partes de levar a solução do conflito para outro país. 
Esses critérios todos estão descritos nos arts. 21 a 23 do CPC e não serão estudados agora, mas são relevantes 
no método de definição da competência. 
Assim, antes de iniciarmos propriamente a definição do juízo competente, temos que verificar se o conflito 
será ou não julgado pelo Poder Judiciário brasileiro. Se sim, passamos para a próxima regra. 
B) Agora, cumpre verificar se o processo é de competência originária de Tribunal ou se trata de órgão 
jurisdicional atípico. 
As regras de competência originária estão definidas pela Constituição Federal e pelo Código de Processo Civil 
de forma direta. 
Por exemplo, o art. 102, I, da CF, define que é da competência originária do STF processar e julgar ação direta 
de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal, bem como de extradição solicitada por Estado 
estrangeiro. Se essa for a matéria, o juízo concretamente competente está definido! 
Além disso, devemos verificar se não é o caso de tribunal atípico, a exemplo da competência estabelecida 
pela Constituição ao Senado Federal para processar e julgar o impeachment do Presidente da República, 
conforme art. 52, I, da CF. 
Se for um ou outro, temos a definição do juízo. Caso contrário, precisamos seguir para a próxima etapa. 
C) Nesta etapa vamos enquadrar a ação entre as chamadas “justiças especializadas”, distinguindo-as da 
“justiça comum”. Assim, se for o caso de a ação ser ajuizada perante a Justiça do Trabalho, Militar ou 
Eleitoral, seguimos com as regras de fixação de foro próprias desses ramos especializados, que aqui não 
serão destrinchadas (mas estudadas no Processo Eleitoral, no Processo do Trabalho ou nas regras 
processuais da Justiça Militar). Se for o caso de ajuizamento perante a “Justiça Comum”, seguimos para a 
próxima etapa. 
D) Agora é o momento de aplicar as regras do art. 109, da CF e do art. 45 do CPC, para verificar se a causa é 
da competência da Justiça Federal, caso contrário, por subsidiariedade, será da competência da Justiça 
Estadual. 
Até esse ponto, conseguimos verificar que se trata de demanda a ser julgada perante nosso Judiciário (item 
A), que não envolve situações específicas de competência originária de tribunal ou tribunal atípico (item B), 
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que não constitui demanda a ser analisada pelas “justiças especializadas” (item C). Definimos, ainda, que a 
ação será ajuizada ou na Justiça Federal ou na Justiça Estadual. 
E) Em um ou em outro caso, precisamos definir o foro competente de acordo com os critérios de 
competência estudados ao longo desta aula. Por exemplo: 
 Vamos verificar a possibilidade ou obrigatoriedade de ajuizamento da demanda perante Juizado, 
a depender do valor da causa e, até mesmo, da matéria; 
 Vamos verificar as regras de competência interna definidas pelo CPC e a possibilidade ou não de 
eleição de foro; 
 Vamos analisar as regras de competência interna para que saibamos perante que comarca ou 
unidade judiciária deve ser ajuizadaa petição inicial. 
Após a aplicação dos critérios de competência estabelecidos na legislação processual, chegamos ao foro 
competente. 
F) A definição do foro poderá não ser suficiente, sendo necessário definir dentro do mesmo foro qual o juízo 
competente. Nesse caso, novamente nos voltamos para regras do Código e, também, de organização 
judiciária definidos por lei estadual ou por normas regulamentares dos tribunais para a fixação do juízo 
competente. 
É o que ocorre, por exemplo, em comarcas nas quais temos a especialização de varas. Definido o foro de 
determinada comarca, faz-se necessário verificar se existem Varas de Fazenda Pública, de Família, entre 
outras. Além disso, dentro da mesma comarca (e conforme a extensão!) podemos necessitar de distribuição 
na hipótese de, por exemplo, existirem três ou mais varas cíveis abstratamente competentes. Parte-se, então, 
para aplicação das regras de distribuição. 
Enfim, após todo esse processo detalhado, chegamos à definição do juízo competente. Assim, as regras de 
competência cumprem seu papel fundamental de organizar o exercício da atividade jurisdicional, atribuindo 
aquela causa a um único juízo competente. 
7 – Modificação da Competência 
A competência é fixada no momento em que a petição inicial é registrada ou distribuída. 
Uma vez fixada, somente em situações excepcionais seria possível modificá-la. Dito de outro modo, em casos 
específicos admite-se que um determinado juízo, que não é originariamente competente, passe a ter 
competência para julgar aquela ação. 
A rigor, o nosso estudo deve passar pela compreensão das hipóteses em que é possível, portanto, a 
modificação do juízo competente já fixado. 
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A regra geral do art. 43 do CPC é de que uma vez fixada a competência (pelo registro ou distribuição da 
petição inicial), temos a estabilização do processo. A essa regra se dá o nome de perpetuatio jurisdicionis. 
Dito de outro modo, o juiz para o qual foi encaminhado o feito, desde que corretamente, será competente 
até o final do processo. Por exemplo, as partes ajuízam uma ação para discutir determinado direito pessoal, 
hipótese que deve observar o foro do domicílio do réu. O réu, contudo, no curso da ação, decide mudar de 
domicílio passando a residir em outra comarca. Essa mudança de domicílio não traz consequências para o 
processo, em vista da perpetuação da competência. 
Há, todavia, algumas exceções que implicam modificação da competência; vale dizer, um juízo que não é 
originariamente competente passa a ser. São as denominadas causas modificativas de competência. 
Vamos iniciar com duas hipóteses que estão previstas no art. 43, do CPC, o qual citamos: 
Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição 
inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência 
absoluta. 
A modificação da competência poderá se dar em razão da: 
 supressão do órgão judiciário (art. 43, do CPC); 
É o que ocorre quando a lei de organização judiciária de determinado Estado decide pela agregação de 
determinada vara. De duas varas cíveis, decide-se reduzir para apenas uma. Se isso ocorrer, as ações 
ajuizadas perante a vara agregada passam automaticamente para a vara que se manteve. Há, portanto, 
modificação de competência já fixada. 
 alteração da competência absoluta (art. 43 do CPC); 
É a hipótese de criação de varas especializadas em determinada Comarca. Isso fará com que os processos 
especializados sejam concentrados na nova Vara criada, que receberá os processos em cursos e remeterá os 
processos que não são da matéria específica às demais varas. 
 conexão (art. 55 do CPC) e continência (arts. 56 e 57, ambos do CPC); 
Agora, confira o art. 54 do CPC, que introduz o que será abordado na sequência: 
Art. 54. A competência relativa poderá modificar-se pela conexão ou pela continência, 
observado o disposto nesta Seção. 
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Note que o CPC traz outras duas hipóteses de modificação da competência. Aqui, ao contrário do que vimos 
nas situações anteriores, temos uma característica importante. Somente se fala em modificação da 
competência por conexão ou continência se fixada em razão de regra relativa de competência. Não há 
modificação da competência por conexão ou continência se fixada em razão de regra absoluta. 
Para entender a impossibilidade de modificação de competência quando envolver regra de competência 
absoluta, vejamos um exemplo: 
João arremata em leilão imóvel da Caixa Econômica Federal. Posteriormente ajuíza ação revisional por 
entender haver irregularidade no cálculo do valor na arrematação. Por envolver uma empresa pública 
federal, a ação deve ser ajuizada perante a Justiça Federal, porque leva em consideração a pessoa, regra de 
competência absoluta. Paralelamente, João (o arrematante) é citado em ação de imissão de posse proposta 
por Maria, que diz ser dela o imóvel. Essa ação deve ser ajuizada perante a Justiça Estadual. Nesse caso, há 
(conforme veremos abaixo) conexão. Em razão disso, poderíamos supor que pela existência da conexão, os 
processos deveriam ser julgados conjuntamente, até para se evitar ações conflitantes. A consequência do 
reconhecimento da conexão, caso se trate de competência relativa e na hipótese de não haver sentença, é a 
reunião dos processos. No caso em tela não se fala em reunião dos processos por conexão pois, embora haja 
relação de direito material entre ambas as pretensões, as ações foram ajuizadas observando critério de 
competência absoluta, pelo que não se admite a reunião dos processos. 
Assim, somente falamos em conexão e continência como forma de modificação da competência já fixada se 
estiverem originariamente fixadas em razão de regra de competência relativa. 
Na conexão e na continência ocorre uma identidade parcial dos elementos da ação. Se em determinado 
processo forem identificadas as mesmas partes, a mesma causa de pedir e o mesmo pedido haverá 
identidade na demanda (identidade total) e ocorrerá a litispendência, que leva à extinção do processo sem 
julgamento do mérito dos processos litispendentes. 
Assim: 
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Assim, no caso de identidade parcial dos elementos da demanda – de que decorrem a conexão e a 
continência – haverá a reunião do processo, com a finalidade de que tenhamos uma uniformidade nas 
decisões e, também, para que possam ser aproveitadas as provas. É justamente em razão da reunião das 
causas que verificamos uma exceção à regra da perpetuação da jurisdição, com a modificação da 
competência. 
Feita essa análise, vamos distinguir conexão de continência. 
A conexão ocorre quando forem comuns o pedido ou a causa de pedir. Contudo, para que seja verificada, 
não é necessário que haja correspondência exata desses elementos, interessando a identidade da relação 
material e a conveniência da reunião dos processos a serem julgados conjuntamente. 
É o caso de uma execução de cheque e outra ação anulatória do mesmo título de crédito. Não há formalmente 
o mesmo pedido e a mesma causa de pedir, muito embora haja uma prejudicialidade no julgamento da 
anulação em relação à execução do cheque. Não faz sentido falar em executar o cheque se o documento for 
considerado nulo. 
Veja: 
 
IDENTIDADE DOS ELEMENTOS DA DEMANDA:
se parcial:
é hipótese de
conexão ou continência.
por 
consequência:
reunião dos 
processos.se total:
é hipótese de
litispendência.
por 
consequência:
extinção do 
processo 
litispendente.
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Note que o pedido e a causa de pedir não são, a rigor, as mesmas. Contudo, há relação identidade na relação 
material e total conveniência na reunião das ações. São, portanto, ações conexas. 
Outra hipótese na qual verificamos a conexão são as várias ações pautadas no mesmo título executivo. É a 
hipótese de um título executivo do qual conste dois devedores. Se ajuizadas duas execuções de título 
extrajudicial em separado, uma para cada devedor, temos ações conexas, cuja reunião é recomendada. 
Vamos para a leitura do CPC: 
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a 
causa de pedir. 
§ 1o Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, SALVO se um 
deles já houver sido sentenciado. 
Vamos parar por aqui para uma observação muito importante! 
Não haverá reunião dos processos conexos, casos um deles já esteja sentenciado. 
Se a finalidade da reunião é evitar decisões díspares, se um já estiver sentenciado não há sentido em os 
reunir. 
Sigamos! 
§ 2o Aplica-se o disposto no caput: 
I - à execução de título extrajudicial e à ação de conhecimento relativa ao mesmo ato 
jurídico; 
II - às execuções fundadas no mesmo título executivo. 
§ 3o Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de 
prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo 
sem conexão entre eles. 
EXECUÇÃO DE 
CHEQUE
pedido: execução
causa de pedir: 
existência do 
cheque
AÇÃO ANULATÓRIA pedido: anulação
causa de pedir: 
existência de 
fraude do cheque
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O §3º reforça a finalidade da conexão: evitar a prolação de sentenças conflitantes ou contraditórias. Se for 
possível evitar decisões díspares, haverá reunião, ainda que não haja, entre os processos, conexão em 
sentido formal (identidade exata entre pedido e causa de pedir). É justamente isso que discutimos acima no 
exemplo da execução e anulação de cheques. 
Para fins de prova... 
 
 
A continência, por sua vez, assemelha-se à litispendência, pela proximidade dos elementos da ação. Na 
continência, há identidade entre as partes e a causa de pedir, mas o pedido de uma é mais amplo que o da 
outra. 
Por exemplo, ação que visa anulação de cláusula de determinado contrato e ação que visa anulação do 
contrato todo. Nesse caso, a primeira ação está contida na segunda. A primeira será denominada contida; a 
segunda, continente. 
Confira a previsão do art. 56, CPC: 
Art. 56. Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade 
quanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange 
o das demais. 
Preste atenção! 
CONEXÃO
Hipóteses:
a) identidade da causa de pedir ou do pedido;
b) identidade da relação material, ainda que o pedido 
ou a causa de pedir não sejam idênticos, porém 
semelhantes;
c) execução de título extrajudicial e ação de 
conhecimento relativa ao mesmo ato jurídico; e
d) execuções fundadas no mesmo título executivo.
Consequência: reunião, exceto se um processo já estiver sido julgado.
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Na hipótese de continência podemos ter ou a reunião do processo ou a extinção de um deles sem julgamento 
do mérito. 
Para compreender devemos verificar qual delas foi ajuizada primeiro. 
Se ajuizada por primeiro a ação continente (ação que visa anular o contrato todo), a ação contida (ação que 
visa anular apenas uma cláusula) será extinta sem julgamento do mérito por litispendência. 
Por outro lado, se ajuizada por primeiro a ação contida, haverá reunião do processo. Independentemente 
do juízo em que for apresentada a ação continente, haverá reunião do processo junto ao juízo em que 
tramita a ação contida. 
É o que temos no art. 57, CPC: 
Art. 57. Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, 
no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso 
contrário, as ações serão necessariamente reunidas. 
Assim, é de fundamental relevância identificar qual ação foi ajuizada antes. Para isso, devemos verificar qual 
das ações foi primeiramente distribuída ou registrada. 
Na realidade, tanto na reunião de processos em relação à continência como em relação à conexão, vamos 
aplicar os arts. 58 e 59, ambos do CPC, que fixam a reunião dos autos no juízo prevento. 
Art. 58. A reunião das ações propostas em separado far-se-á no juízo prevento, onde 
serão decididas simultaneamente. 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
Logo, o processo conexo ou continente ajuizado posteriormente será reunido para decisão conjunta no juízo 
prevendo que será aquele que primeiro registrou ou distribuiu a demanda. 
Questiona-se: 
Qual a diferença entre distribuição e registro da demanda? 
Vamos supor que em determinada comarca haja apenas uma vara cível. Nesse caso, a prevenção dar-se-á 
pela distribuição da ação àquele juízo cível. Por outro lado, se houver na comarca duas ou mais vara cíveis, 
além do registro far-se-á necessário distribuir a demanda entre um desses juízos para que se dê efetivamente 
a prevenção. 
Até esse ponto vimos que a modificação da competência pode se dar por: 
• supressão do órgão judiciário (art. 43, CPC); 
• alteração de regra de competência absoluta (art. 43, CPC); 
• conexão (art. 55, CPC); e 
• continência (art. 56, CPC). 
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Temos, ainda, duas outras hipóteses de modificação da competência, uma prevista na Constituição Federal 
e outra disciplinada no CPC. 
 incidente de deslocamento de competência (art. 109, §5º, CF); 
Estabelece esse dispositivo que nos casos de grave violação a direitos humanos, a fim de assegurar o 
cumprimento das obrigações assumidas em tratados internacionais de direitos humanos, é possível ao PGR 
que requeira perante o STJ o deslocamento do processo da Justiça estadual para a Justiça federal. 
Por exemplo, determinada penitenciária estadual institui como regime disciplina dos seus apenados a 
realização de trabalho forçado. Como tal prática não é disciplinada pelo nosso ordenamento e condenada no 
âmbito dos direitos humanos em tratados e convenções internacionais assinados pelo Brasil, se houver a 
implementação do regime disciplinar, temos grave violação a direitos humanos. Em resposta, espera-se que 
autoridades estaduais por intermédio de mecanismos legais de atuação façam cessá-la. Caso não atuem 
satisfatoriamente, e com o intuito de evitar sanções aplicadas à União em razão dos compromissos assumidos 
perante a ONU e a OEA, poderá o PGR suscitar o incidente de deslocamento de competência do processo em 
inquérito ou já na fase judicial que discuta a temática na Justiça Estadual, deslocando-a para a Justiça 
Federal, órgão judiciário responsável por dar conta das demandas que envolvem a União. Note que a 
competência originariamente é da Justiça Estadual, contudo a partir do incidente temos o deslocamento para 
a Justiça Federal. 
 foro de eleição 
Ocorre também a modificação da competência por intermédio do foro de eleição. Como o nome indica, não 
obstante o conjunto de regras objetivas de competência previstas, as partes elegem um

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