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22/08/2017 1 Precipitação Conceito Precipitação é a água proveniente do vapor d’água da atmosfera, que chega a superfície terrestre, sob a forma de: garoa, chuva, neve, granizo, saraiva, geada ou orvalho. Para as condições climáticas do Brasil, a chuva é a mais significativa em termos de volume. A garoa é a precipitação líquida uniforme constituída por gotas com diâmetro inferior a 0,5 mm, apresentando, em geral, baixa intensidade ( 5 mm) e pequeno diâmetro (de pontos. • Uma vez definida a equação, as falhas podem ser preenchidas. – método de ponderação regional com base em regressões lineares Atividade Na tabela são apresentadas as precipitações totais correspondentes ao mês de agosto observadas em 4 postos localizados no RS. Preencha o registro correspondente ao ano 7 na estação 4. ano estação 1 estação 2 estação 3 estação 4 1 1160.00 3083.00 2110.00 1413.00 2 1750.00 3300.00 2700.00 1775.00 3 1470.00 3195.00 2420.00 1630.00 4 1220.00 3125.00 2170.00 1245.00 5 2170.00 4435.00 3120.00 2255.00 6 2450.00 4252.00 3400.00 2710.00 7 2115.00 3615.00 3065.00 X 22/08/2017 13 c) Verificação da homogeneidade dos dados Mudanças na locação ou exposição de um pluviômetro podem causar um efeito significativo na quantidade de precipitação que ele mede, conduzindo a dados inconsistentes (dados de natureza diferente dentro do mesmo registro). A verificação da homogeneidade dos dados é feita através da análise de dupla-massa. Este método compara os valores acumulados anuais (ou sazonais) da estação X com os valores da estação de referência, que é usualmente a média de diversos postos vizinhos. – análise de consistência de séries pluviométricas. Consistência dos dados (Diagrama Duplo-Acumulativo) 22/08/2017 14 22/08/2017 15 Representação temporal da precipitação O hietograma • HIETOGRAMA: relaciona intensidade média de precipitação com o tempo. Representando em abscissa os tempos, divididos em intervalos iguais ao período de observação pluviométrica. • Desenha-se retângulos de área proporcional às alturas de precipitação correspondentes a esses intervalos. 22/08/2017 16 Hietograma 2.52.83.03.84.14.3 6.97.6 27.4 29.0 7.67.6 6.16.1 4.63.83.83.03.03.03.03.03.03.0 0 5 10 15 20 25 30 35 15 45 75 10 5 13 5 16 5 19 5 22 5 25 5 28 5 31 5 34 5 Tempo (min) P re c ip ( m m ) Hietograma Hietograma Acumulado Adimensional 1.7 3.5 5.5 8.0 10.7 13.5 18.0 23.0 41.0 60.0 65.0 70.0 74.0 78.0 81.0 83.5 86.088.090.092.094.096.098.0100.0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 4. 2 12 .5 20 .8 29 .2 37 .5 45 .8 54 .2 62 .5 70 .8 79 .2 87 .5 95 .8 Tempo (%Duração) P re c ip ( % T o ta l) Hietograma Acumulado Adimensional 22/08/2017 17 Intensidades x Tempo 0.20.20.20.20.20.20.20.30.30.30.41.90.50.40.30.30.30.20.2 0.40.50.51.8 0.0 0.2 0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0 1.2 1.4 1.6 1.8 2.0 0 50 100 150 200 250 300 350 400 Tempo (min) In te n s id a d e ( m m /m in ) Gráfico de Intensidade x Tempo Precipitação média numa área (Representação Espacial) 22/08/2017 18 Distribuição Global de Precipitação Variabilidade Espacial da Chuva A forma para representar a variabilidade espacial da chuva, seja para um evento isolado, seja para um mês, um ano, ou períodos maiores, é a utilização das chamadas isoietas (linhas de mesma precipitação) desenhadas em mapas. Distribuição Global de Precipitação 22/08/2017 19 Distribuição Global de Precipitação Isoietas das Precipitações Médias Anuais – Período: 1976 a 2002 (RS) Fonte: Patrícia Wagner Sotério, Márcia Conceição Pedrollo, José Leonardo Andriotti3 Distribuição Global de Precipitação Variabilidade sazonal 22/08/2017 20 Distribuição Global de Precipitação Sazonalidade das Precipitações Ano hidrológico O que é o Ano Hidrológico? O mês de Outubro é normalmente a altura do ano em que as reservas hídricas atingem o seu mínimo e em que o período mais chuvoso se inicia, representando desta forma o início de um novo ano hidrológico. Em Portugal, o ano hidrológico tem início em Outubro e termina em Setembro do ano seguinte. Valores de precipitação mensal acumulada (período entre 1 de Outubro de 2010 e 30 de Setembro de 2011) Ano hidrológico – Média das Estações Brasileira 0,0 50,0 100,0 150,0 200,0 250,0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez P re c ip it a ç ã o m é d ia ( m m ) Meses Normal climática 1961-1990 (Brasil) 22/08/2017 21 Distribuição Global de PrecipitaçãoSazonalidade das Precipitações Ano hidrológico Distribuição Global de Precipitação 22/08/2017 22 Cálculo da Chuva Média sobre uma Bacia Problema Prático: Qual é o volume precipitado sobre uma bacia situada em uma região que possui diversos postos que registram valores variados? Previsão para hoje: chuvas acima da média 22/08/2017 23 CuiabáPorto Alegre Chuvas médias mensais • Precipitação = variável com grande heterogeneidade espacial Precipitação média numa bacia 22/08/2017 24 Distribuição Global de Precipitação Precipitação média em uma bacia hidrográfica O pluviômetro fornece a medida da precipitação em um dado ponto de uma área qualquer. Freqüentemente é necessário obter-se, a partir dos dados de vários pluviômetros a precipitação média em uma determinada área de interesse, no caso, de uma bacia hidrográfica. Existem diversos métodos para a realização de tal estimativa, a saber: a) Média aritmética. b) Polígonos de Thiessen. c) Isoietas. Distribuição Global de Precipitação Média aritmética Este é o método mais simples para a estimativa da precipitação em uma bacia hidrográfica a partir de registros pluviométricos. Por esta razão é que este é o método mais comumente utilizado, principalmente em regiões de topografia relativamente plana. Onde: h – precipitação média na bacia hidrográfica, mm; Pi – precipitação observada em cada posto pluviométrico, mm; e n – número de postos pluviométricos ou de pluviômetros. 22/08/2017 25 Distribuição Global de Precipitação Para a aplicação deste método é necessário que os dados de precipitação coletados em cada um dos postos pluviométricos não sejam muito discrepantes entre si. Recomenda-se que o método da média aritmética somente seja aplicado quando em que Pmáx – precipitação máxima observada nos postos pluviométricos, mm; e Pmín – precipitação mínima observada nos postos pluviométricos, mm. 50 mm 66 mm 44 mm 40 mm 42 mm • Média aritmética (método mais simples) • 66+50+44+40= 200 mm • 200/4 = 50 mm • Pmédia = 50 mm Exemplo 22/08/2017 26 Distribuição Global de Precipitação Atividade Na Figura tem-se uma bacia hidrográfica na qual existem seis postos pluviométricos. Considerando que os valores presentes referem-se às lâminas precipitadas que foram medidas nos pluviômetros de cada um dos postos, pede-se para calcular a precipitação média nesta bacia hidrográfica por intermédio do método da média aritmética. Distribuição Global de PrecipitaçãoResultado 22/08/2017 27 50 mm 70 mm 120 mm Polígonos de Thiessen Distribuição Global de Precipitação A precipitação média é calculada pela média ponderada entre a precipitação de cada posto pluviométrico e o peso a ela atribuído, isto é, a área de influência de posto. Para tal, utiliza-se a equação. Onde: Ai é a área de influência de cada posto pluviométrico, ha. O Método de Thiessen é mais preciso que o Método da Média Aritmética, mas também apresenta limitações, pois não leva em consideração a influência do relevo na precipitação média dentro da bacia hidrográfica. 22/08/2017 28 50 mm 120 mm 70 mm 82 mm75 mm Polígonos de Thiessen 50 mm 120 mm 70 mm 82 mm75 mm 1 – Linha que une dois postos pluviométricos próximos Definição dos Polígonos de Thiessen Polígonos de Thiessen 22/08/2017 29 50 mm 120 mm 70 mm 82 mm75 mm 2 – Linha que divide ao meio a linha anterior Definição dos Polígonos de Thiessen Polígonos de Thiessen 50 mm 120 mm 70 mm 82 mm75 mm 2 – Linha que divide ao meio a linha anterior Região de influência dos postos Definição dos Polígonos de Thiessen Polígonos de Thiessen 22/08/2017 30 50 mm 120 mm 70 mm 82 mm75 mm 3 – Linhas que unem todos os postos pluviométricos vizinhos Definição dos Polígonos de Thiessen Polígonos de Thiessen 50 mm 120 mm 70 mm 75 mm 82 mm 4 – Linhas que dividem ao meios todas as anteriores Definição dosPolígonos de Thiessen Polígonos de Thiessen 22/08/2017 31 50 mm 120 mm 70 mm 75 mm 82 mm 5 – Influência de cada um dos postos pluviométricos Definição dos Polígonos de Thiessen Polígonos de Thiessen 50 mm 120 mm 70 mm 75 mm 82 mm 5 – Influência de cada um dos postos pluviométricos Definição dos Polígonos de Thiessen Polígonos de Thiessen 22/08/2017 32 50 mm 120 mm 70 mm 75 mm 82 mm 5 – Influência de cada um dos postos pluviométricos Definição dos Polígonos de Thiessen Polígonos de Thiessen 50 mm 120 mm 70 mm 75 mm 82 mm 5 – Influência de cada um dos postos pluviométricos Definição dos Polígonos de Thiessen Polígonos de Thiessen 22/08/2017 33 50 mm 120 mm 70 mm 75 mm 82 mm 5 – Influência de cada um dos postos pluviométricos Definição dos Polígonos de Thiessen Polígonos de Thiessen 50 mm 120 mm 70 mm 75 mm 82 mm 5 – Influência de cada um dos postos pluviométricos 40% 30% 15% 10% 5% Definição dos Polígonos de Thiessen Polígonos de Thiessen 22/08/2017 34 Distribuição Global de Precipitação Polígonos de Thiessen Método de Thiessen, pode ser utilizado mesmo quando não há distribuição uniforme dos postos pluviométricos dentro da bacia hidrográfica Distribuição Global de PrecipitaçãoAtividade Calcular a precipitação média na bacia hidrográfica da Figura abaixo por intermédio do Método de Thiessen. 22/08/2017 35 Distribuição Global de Precipitação Solução Distribuição Global de Precipitação Método das Isoietas Este é considerado como o método mais preciso para estimativa da precipitação média em uma bacia hidrográfica. Este método utiliza, ao invés de dados de precipitação oriundos de postos pluviométricos isolados, curvas que unem pontos de igual precipitação, as chamadas isoietas. 22/08/2017 36 Posto 1 1600 mm Posto 2 1400 mm Posto 3 900 mm Precipitação média na bacia Posto 1 1600 mm Posto 2 1400 mm Posto 3 900 mm 900 1000 1200 1300 1700 1400 1200 1100 1700 1600 1500 SIG Precipitação média na bacia 22/08/2017 37 Distribuição Global de PrecipitaçãoA precipitação média sobre uma bacia hidrográfica pode ser calculada ponderando-se a precipitação média entre isoietas sucessivas pela área entre estas, posteriormente totaliza-se este produto e divide-o pela área total (área da bacia), de acordo com a equação hi – valor de precipitação na isoieta, mm; e Ai – área entre duas isoietas sucessivas, ha. A precisão do método depende altamente da habilidade do analista no traçado das isoietas. Distribuição Global de Precipitação Atividade Calcular a precipitação média na bacia hidrográfica da figura abaixo por intermédio do Método da Isoietas. 22/08/2017 38 Solução Distribuição Global de Precipitação A probabilidade ou freqüência de ocorrência (para chuva considerando: série total; parcial e anual) pode ser dada por: 1 n i FP (Fórmula de Kimball) 09375,0 131 3 F anosT FP Tr 67,10 09375,0 111 Para i = 3 Os dados observados podem ser considerados em sua totalidade , o que constitui uma série total; Apenas os superiores a um certo limite inferior, série parcial Só o máximo de cada ano, série anual. Análise de frequência dos dados de chuva 22/08/2017 39 Ano P (mm) 1930 720 1931 680 1932 912 1933 1030.5 1934 670 1935 720 1936 480 1937 650 Exemplo Ano P (mm) Rol decrescente P(mm) Ordem 1930 720 1030.5 1 1931 680 912 2 1932 912 720 3 1933 1030.5 720 4 1934 670 680 5 1935 720 670 6 1936 480 650 7 1937 650 480 8 Ano P (mm) Rol decrescente Kimball P(mm) Ordem 1930 720 1030.5 1 11% 1931 680 912 2 22% 1932 912 720 3 33% 1933 1030.5 720 4 44% 1934 670 680 5 56% 1935 720 670 6 67% 1936 480 650 7 78% 1937 650 480 8 89% Ano P (mm) Rol decrescente Kimball (%) Tr (anos) P(mm) Ordem 1930 720 1030.5 1 11% 9.0 1931 680 912 2 22% 4.5 1932 912 720 3 33% 3.0 1933 1030.5 720 4 44% 2.3 1934 670 680 5 56% 1.8 1935 720 670 6 67% 1.5 1936 480 650 7 78% 1.3 1937 650 480 8 89% 1.1 Prob. de ocorrer • Microdrenagem urbana: 2 a 5 anos • Drenagem urbana: 5 a 25 anos • Pontes e bueiros com pouco trânsito: 10 a 100 anos • Pontes e bueiros com muito trânsito: 100 a 1000 anos • Grandes obras hidráulicas: 10.000 anos Tempos de retorno adotados 22/08/2017 40 Distribuição Global de Precipitação Análise de chuvas intensas Conjunto de chuvas originadas de uma mesma perturbação meteorológica, cuja intensidade ultrapassa um certo valor (chuva mínima). Conhecimento das precipitações intensas de curta duração é de grande interesse nos projetos de obras hidráulicas, tais como: dimensionamento de galerias de águas pluviais, de telhados e calhas, condutos de drenagem, onde o coeficiente de escoamento superficial é bastante elevado. O conhecimento da frequência de ocorrência das chuvas de alta intensidade é também de importância fundamental para estimativa de vazões extremas para cursos d’água sem medidores de vazão. 22/08/2017 41 Distribuição Global de Precipitação Precipitações máximas Tabela 1 - Freqüência das maiores precipitações em Curitiba (mm). i Durações (min) 5 10 15 20 30 45 60 90 120 1 18,4 26,7 34,2 45,2 54,7 73,1 75,1 81,9 82,4 2 16,9 24,9 32,7 41,0 52,4 65,7 69,6 72,0 72,9 3 15,5 24,8 32,7 37,9 45,8 62,3 69,6 71,8 72,4 4 15,1 23,9 32,4 37,1 41,8 48,7 65,9 70,8 71,8 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 9,7 16,2 19,6 23,3 28,4 31,3 34,6 38,9 39,3 Tabela 2- Precipitações da tabela 1 transformadas em intensidades (mm/min). i Durações (min) 5 10 15 20 30 45 60 90 120 1 3,68 2,67 2,28 2,26 1,82 1,63 1,25 0,91 0,68 2 3,38 2,49 2,18 2,05 1,75 1,46 1,16 0,80 0,61 3 3,10 2,48 2,18 1,90 1,53 1,38 1,16 0,80 0,60 4 3,02 2,39 2,16 1,86 1,39 1,08 1,09 0,79 0,60 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 1,94 1,62 1,31 1,17 0,95 0,70 0,58 0,43 0,33 Precipitações máximas Outro trabalho muito importante e pioneiro, que até hoje é utilizado para o estudo das chuvas intensas, se deve a Otto Pfafstetter e foi apresentado em 1957 sob o título “Chuvas Intensas no Brasil”, publicado pelo Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS). O autor propôs, com base em observações de 98 postos pluviográficos de todo o Brasil (incluindo Ouro Preto), uma relação empírica da forma: dd m tcbtaTrP .1log.. onde: Tr é o período de retorno (anos); a, b e c são coeficientes dependentes do local; td é o tempo de duração da chuva (horas) e m é coeficiente dependente do tempo de duração da chuva. 22/08/2017 42 Precipitações máximas COEFICIENTES a, b e c DA EQUAÇÃO DE CHUVAS INTENSAS PARA O RIO GRANDE DO SUL Localidade a b c Alegrete 0,3 33 20 Bagé 0,5 23 20 Caxias do Sul 0,5 23 20 Cruz Alta 0,5 33 20 Encruzilhada 0,8 22 20 Iraí 0,5 27 20 Passo Fundo 0,7 21 20 Porto Alegre 0,4 22 20 São Luiz Gonzaga 0,5 30 20 Santa Maria 0,4 37 10 Santa Vitória do Palmar 0,4 21 20 Uruguaiana 0,2 28 10 Viamão 0,2 30 20 Outras localidades 0,4 28 20 E qual tempo de duração devemos utilizar? Tduração = Tconcentração da bacia Sendo: Tc = 11,67 + 0,089. A + 0,00017.A2 onde: Tc = tempo de concentração (minutos); A = área da bacia hidrográfica (ha) (Esta equação é válida para bacias cuja relação comprimento: largura é 2:1 e a declividade média é de 5%). 22/08/2017 43 E como corrigir o tc se a bacia não tem relação 2:1 e nem declividade de 5%? Tcc = Tc.1,58.(relação comp.largura/declividade)0,5 onde: Tcc = tempo de concentração corrigido; Tc = tempo de concentração calculado pela fórmula anterior (HORAS – TRANSFORME ANTES DE UTILIZAR); Exemplo Determinar a precipitação provável no tempo de duração da chuva equivalente ao tempo de concentração da bacia hidrográfica, localizada no município de Alegrete/RS, considerando uma bacia de captação de 289ha, com relação de comprimento:largura = 3:1, 5% de declividade média, coeficiente de escoamento superficial médio = 0,70 e período de retorno de 50 anos. 22/08/2017 44Solução: Precipitação máxima de projeto: mmP P ctbtaTP m 9863,97 )05,1.201log(.3305,1.3,0.50 )1log(... 2,0 Distribuição Global de Precipitação Precipitações máximas A relação entre a intensidade, a duração e a freqüência das chuvas intensas pode ser feita de duas formas: com a utilização de gráficos denominados curvas de intensidade-duração-frequência, ou; com a utilização de equações matemáticas. Três grandezas que caracterizam as precipitações máxima: intensidade, duração e frequência ou tempo de retorno) 22/08/2017 45 Distribuição Global de Precipitação Curva IDF para a Cidade de Porto Alegre,RS(DMAE,1972) Equações de curvas IDF 22/08/2017 46 Equações IDF - RS 85,0 d 0,171 619,11t TR1297,9 I 793,0 d 0,143 326,13t TR806,268 I dc I d b t TRa 8o DISME Aeroporto Dissertação mestrado Daniela Bemfica IPH UFRGS Normalmente são equações do tipo: em que os valores de a, b, c e d são determinados empiricamente Exemplos para Porto Alegre: 22/08/2017 47 Curiosidade Chuvas mais Intensas observadas no mundo Atividade Considerando a curva IDF do DMAE para o posto pluviográfico do Parque da Redenção, qual é a intensidade da chuva com duração de 20 minutos que tem 10% de probabilidade de ser igualada ou superada em um ano qualquer em Porto Alegre? Resultado A chuva com 10% de probabilidade de ser igualada ou superada num ano qualquer tem um período de retorno dado por TR = 1/prob TR = 1/0,1 = 10 anos 22/08/2017 48 Resultado hmmi i /71,6428 )1220( 10.1265 052,0 10 88,0 05,0 d b )ct( Tr.a i Distribuição temporal 22/08/2017 49 A distribuição temporal dos volumes precipitados condicionará o volume infiltrado e a forma do hidrograma de escoamento superficial direto originado pela chuva excedente. A distribuição temporal da chuva e o tempo de resposta da bacia hidrográfica vão determinar os valores da vazão máxima do hidrograma e o instante de ocorrência. Distribuição Temporal + Volume infiltrado Forma do hidrograma Distribuição Temporal + Tempo resposta Vazão máxima e instante de ocorrência Distribuição temporal Método do Hietograma Triangular 22/08/2017 50 Valores de coeficientes de avanço de tormentas Constante r Yen e Chow, 1983 fizeram um mapa dos Estados Unidos com a constante r, porém não temos algo semelhante ao Brasil, restando somente uma relação aproximada e aceitável conforme Westphal, 2001: r= 0,375. td Sendo: r= tempo do inicio da chuva até o pico em horas, também chamado de coeficiente de avanço; td= duração da chuva (h). 22/08/2017 51 Exemplo Determine o hietograma triangular para uma altura de precipitação total de 55 mm ocorrida em uma duração de 100 min, sabendo que o coeficiente de avanço é de 0,5. Hietograma pelo Método dos Blocos Alternados 22/08/2017 52 Exemplo: Exemplo: 22/08/2017 53 Exemplo: 1) Um balde com formato cônico foi deixado na chuva durante um evento de 80 minutos de duração. Ao final do evento o balde, que estava inicialmente vazio, apresentava o nível d’água mostrado na figura (h = 6 cm). Qual foi a intensidade da chuva durante este evento (em mm/hora)? A altura do balde é de 40 cm. O diâmetro maior do balde é de 40 cm e o diâmetro menor de 25 cm. Volume de tronco de cone onde R é o raio maior e r o raio menor Exercício 22 rrRRh 3 1 Exercícios 22/08/2017 54 2) Considerando a curva IDF do DMAE para o posto pluviográfico do Parque da Redenção, qual é a intensidade da chuva com duração de 40 minutos que tem 1% de probabilidade de ser igualada ou superada em um ano qualquer em Porto Alegre?