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25 LÍNGUA PORTUGUESA Que Deus te abençoe! uita sorte para a nova etapa! Oração É o enunciado que se organiza em torno de umverboou de umalocução verbal. As orações podem ou não ter sentido com- pleto. As orações são a base para a construção dos períodos, e são formadas por vários termos. Alguns termos estão presentes em todas ou na maioria das orações. É o caso do sujeito e predica- do. Outros termos não tão frequentes, ou têm um uso situacio- nal, como os complementos e adjuntos. Exemplo: A mulher trancou toda a casa. A mulher – sujeito trancou toda a casa – predicado Amanheceu logo em seguida. (toda a oração é predicado) Sujeito é aquele ou aquilo de que(m) se fala. Já o predicado é a informação dada sobre o sujeito. Núcleo de um termo é a pa- lavra principal (geralmente um substantivo, pronome ou verbo). Os termos da oração são divididos em três níveis: - Termos Essenciais da Oração: Sujeito e Predicado. - Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e Complementos Verbais (Objeto Direto, Objeto indireto e Agente da Passiva). - Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal, Adjun- to Adverbial, Vocativo e Aposto. Termos Essenciais da Oração: sujeito e predicado. Sujeito: aquele que estabelece concordância com o núcleo do predicado. Quando se trata de predicado verbal, o núcleo é sempre um verbo; sendo um predicado nominal, o núcleo é sempre um nome. Então têm por características básicas: - ter concordância com o núcleo do predicado; - ser elemento determinante em relação ao predicado; - ser formado por um substantivo, ou pronome substantivo ou, uma palavra substantivada. Tipos de sujeito: - Simples: um só núcleo: O menino estudou. - Composto: mais de um núcleo: “O menino e a menina es- tudaram.” - Expresso: está explícito, enunciado: Ela ligará para você. - Oculto (elíptico): está implícito (não está expresso), mas se deduz do contexto: Chegarei amanhã. (sujeito: eu, que se deduz da desinência do verbo); - Agente: ação expressa pelo verbo da voz ativa: O Everest é quase invencível. - Paciente: sofre ou recebe os efeitos da ação marcada pelo verbo passivo: O prédio foi construído. - Agente e Paciente: o sujeito realiza a ação expressa por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe os efeitos dessa ação: João cortou-se com aquela faca. - Indeterminado: não se indica o agente da ação verbal: Fe- riram aquele cachorro com uma pedra. - Sem Sujeito: enunciação pura de um fato, através do predi- cado. São formadas com os verbos impessoais, na 3ª pessoa do singular: Choveu durante a noite. Predicado: segmento linguístico que estabelece concor- dância com outro termo essencial da oração, o sujeito, sendo este o termo determinante (ou subordinado) e o predicado o termo determinado (ou principal). Têm por características bási- cas: apresentar-se como elemento determinado em relação ao sujeito; apontar um atributo ou acrescentar nova informação ao sujeito. Tipos de predicado: - predicado nominal: seu núcleo é um nome, substantivo, adjetivo, pronome, ligado ao sujeito por um verbo de ligação. O núcleo do predicado nominal chama-se predicativo do sujeito, pois atribui ao sujeito uma qualidade ou característica. - predicado verbal:seu núcleo é um verbo, seguido, ou não, de complemento(s) ou termos acessórios). - predicado verbo-nominal: tem dois núcleos significativos: um verbo e um nome Predicação verbal é o modo pelo qual o verbo forma o pre- dicado. Alguns verbos que, tem sentido completo, sendo apenas eles o predicado. São denominados intransitivos. Exemplo: As folhas caem. Outros, para fazerem parte do predicado precisam de ou- tros termos: Chamados transitivos. Exemplos: José comprou o carro. (Sem os seus complementos, o verbo comprou, não trans- mitiria uma informação completa: comprou o quê?) Os verbos de predicação completa denominam-se intran- sitivos e os de predicação incompleta, transitivos. Os verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos, transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos (bitransitivos). Além dos verbos transitivos e intransitivos, existem os ver- bos de ligação que entram na formação do predicado nominal, relacionando o predicativo com o sujeito. - Transitivos Diretos: pedem um objeto direto, isto é, um complemento sem preposição. Exemplo: Comprei um terreno e construí a loja. - Transitivos Indiretos: pedem um complemento regido de preposição, chamado objeto indireto. Exemplo: Não se perdoa ao político que rouba aos montes. - Transitivos Diretos e Indiretos: se usam com dois objetos: direto e indireto, concomitantemente. Exemplo: Maria dava ali- mento aos pobres. - de Ligação: ligam ao sujeito uma palavra ou expressão chamada predicativo. Esses verbos entram na formação do pre- dicado nominal. Exemplo: A Bahia é quente. Predicativo: Existe o predicativo do sujeito e o predicativo do objeto. 26 LÍNGUA PORTUGUESA Predicativo do Sujeito: termo que exprime um atributo, um estado ou modo de ser do sujeito, ao qual se prende por um verbo de ligação, no predicado nominal. Exemplos: A bandeira é o símbolo da nação. Predicativo do Objeto: termo que se refere ao objeto de um verbo transitivo. Exemplo: O juiz declarou o réu culpado. Termos Integrantes da Oração São os termos que completam a significação transitiva dos verbos e nomes. Integram o sentido da oração, sendo assim in- dispensável à compreensão do enunciado. São eles: - Complemento Verbal (Objeto Direto e Objeto Indireto); - Complemento Nominal; - Agente da Passiva. Objeto Direto: complemento dos verbos de predicação in- completa, não regido, normalmente, de preposição. Exemplo: As plantas purificaram o ar. Tem as seguintes características: - Completa a significação dos verbos transitivos diretos; - Geralmente, não vem regido de preposição; - Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um verbo ativo. - Torna-se sujeito da oração na voz passiva. Objeto Indireto: complemento verbal regido de preposição necessária e sem valor circunstancial. Representa, o ser a que se destina ou se refere à ação verbal. É sempre regido de preposi- ção, expressa ou implícita. Complemento Nominal: termo complementar reclamado pela significação transitiva, incompleta, de certos substantivos, adjetivos e advérbios. Vem sempre regido de preposição. Exem- plo: Assistência às aulas. Agente da Passiva: complemento de um verbo na voz pas- siva. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo passivo. Vem regido comumente pela preposição por, e menos frequentemente pela preposição de. Termos Acessórios da Oração São os que desempenham na oração uma função secundá- ria, qual seja a de caracterizar um ser, determinar os substanti- vos, exprimir alguma circunstância. São eles: Adjunto adnominal: termo que caracteriza ou determina os substantivos. Pode ser expresso: Pelos adjetivos: animal feroz; Pelos artigos: o mundo; Pelos pronomes adjetivos: muitos pa- íses. Adjunto adverbial:termo que exprime uma circunstância (de tempo, lugar, modo, etc.) ou, em outras palavras, que mo- difica o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. É expresso: Pelos advérbios: Cheguei cedo; Pelas locuções ou expressões adverbiais: Saí com meu pai. Aposto: palavra ou expressão que explica ou esclarece, de- senvolve ou resume outro termo da oração. Exemplos:David, que foi um excelente aluno, passou no vestibular. O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome subs- tantivo: O aposto não pode ser formado por adjetivos. Os apos- tos, em geral, destacam-se por pausas, indicadas, na escrita, por vírgulas, dois pontos ou travessões. Vocativo: termo usado para chamar ou interpelar a pessoa, o animal ou a coisa personificada a que nos dirigimos. Exemplo: Vamos à escola, meus filhos! O vocativo não pertence à estrutura da oração, por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado. Período O período pode ser caracterizado pela presença de uma ou de mais orações, por isso, pode ser simples ou composto. Período Simples- apresenta apenas uma oração, a qual é chamada de oração absoluta. Exemplo: Já chegamos. Período Composto- apresenta duas ou mais orações. Exem- plo: Conversamosquando euvoltar. O número de orações de- pende do número de verbos presentes num enunciado. Classificação do Período Composto Período Composto por Coordenação- as orações são inde- pendentes entre si, ou seja, cada uma delas têm sentido com- pleto. Exemplo: Entrou na loja ecomprou vários sapatos. Período Composto por Subordinação- as orações relacio- nam-se entre si. Exemplo: Espero terminar meu trabalho antes do meu pa- trão voltar de viagem. Período Composto por Coordenação e Subordinação- há a presença de orações coordenadas e subordinadas. Exemplo: Enquanto elesfalarem, nós vamosescutar. Orações Coordenadas Podem ser sindéticas ou assindéticas, respectivamente, conforme são utilizadas ou não conjunções Exemplos: Orafala, ora nãofala. (oração coordenada sindética, marcada pelo uso da conjunção “ora...ora”). As aulascomeçaram, os deverescomeça- rame a preguiçadeulugar à determinação. (orações coordena- das assindéticas: “As aulas começaram, os deveres começaram”, oração coordenada sindética: “e a preguiça deu lugar à deter- minação”.) As orações coordenadas sindéticas podem ser: - Aditivas: quando as orações expressam soma. Exemplo: Gosto de salgado,mas também gosto de doce. - Adversativas: quando as orações expressam adversidade. Exemplo: Gostava do moço,porémnão queria se casar. - Alternativas: quando as orações expressam alternativa. Exemplo: Fica eleoufico eu. 27 LÍNGUA PORTUGUESA - Conclusivas: quando as orações expressam conclusão. Exemplo: Estão de acordo,entãovamos. - Explicativas: quando as orações expressam explicação. Exemplo: Fizemos a tarefa hojeporquetivemos tempo. Orações Subordinadas Asorações subordinadaspodem ser substantivas, adjetivas ou adverbiais, conforme a sua função. - Substantivas: quando as orações têm função de substanti- vo. Exemplo: Espero que eles consigam. - Adjetivas: quando as orações têm função de adjetivo. Exemplo: Os concorrentes que se preparam mais têm um de- sempenho melhor. - Adverbiais: quando as orações têm função de advérbio. Exemplo: À medida que crescem, aumentam os gastos. QUESTÕES 01. Pref. De Caucaia/CE – Agente de Suporte e Fiscalização – 2016 - CETREDE Dos rituais No primeiro contato com os selvagens, que medo nos dá de infringir os rituais, de violar um tabu! É todo um meticuloso cerimonial, cuja infração eles não nos perdoam. Eu estava falando nos selvagens? Mas com os civilizados é o mesmo. Ou pior até. Quando você estiver metido entre grã-finos, é preciso ter muito, muito cuidado: eles são tão primitivos! Mário Quintana Em relação à oração “eles são tão primitivos!”, assinale o item INCORRETO. a) Refere-se a grã-finos. b) O sujeito é indeterminado. c) O predicado é nominal. d) Tem verbo de ligação e) Apresenta predicativo do sujeito. 02. CISMEPAR/PR – Advogado – 2016 - FAUEL O assassino era o escriba Paulo Leminsky Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente. Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida, regular como um paradigma da 1ª conjugação. Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial, ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito assindético de nos torturar com um aposto. Casou com uma regência. Foi infeliz. Era possessivo como um pronome. E ela era bitransitiva. Tentou ir para os EUA. Não deu. Acharam um artigo indefinido em sua bagagem. A interjeição do bigode declinava partículas expletivas, conectivos e agentes da passiva, o tempo todo. Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça. Na frase “Entre uma oração subordinada e um adjunto ad- verbial”, o autor faz referência à oração subordinada. Assinale a alternativa que NÃO corresponde corretamente à compreensão da relação entre orações: Parte superior do formulário a) Oração subordinada é o nome que se dá ao tipo de oração que é indispensável para a compreensão da oração principal. b) Diferentemente da coordenada, a oração subordinada é a que complementa o sentido da oração principal, não sendo possível compreender individualmente nenhuma das orações, pois há uma relação de dependência do sentido. c) Subordinação refere-se a “estar ordenado sob”, sendo indiferente a classificação de uma oração coordenada ou subor- dinada, pois as duas têm a mesma validade. d) A oração principal é aquela rege a oração subordinada, não sendo possível seu entendimento sem o complemento. 03. EMSERH – Auxiliar Operacional de Serviços Gerais – 2017 – FUNCAB A carta de amor No momento em que Malvina ia por a frigideira no fogo, entrou a cozinheira com um envelope na mão. Isso bastou para que ela se tornasse nervosa. Seu coração pôs-se a bater pre- cipitadamente e seu rosto se afogueou. Abriu-o com gesto de- cisivo e extraiu um papel verde-mar, sobre o qual se liam, em caracteres energéticos, masculinos, estas palavras: “Você será amada...”. Malvina empalideceu, apesar de já conhecer o conteúdo dessa carta verde-mar, que recebia todos os dias, havia já uma semana. Malvina estava apaixonada por um ente invisível, por um papel verde-mar, por três palavras e três pontos de reticên- cias: “Você será amada...”. Há uma semana que vivia como ébria. Olhava para a rua e qualquer olhar de homem que se cru- zasse com o seu, lhe fazia palpitar tumultuosamente o coração. Se o telefone tilintava, seu pensamento corria célere: talvez fos- se “ele”. Se não conhecesse a causa desse transtorno, por certo Malvina já teria ido consultar um médico de doenças nervosas. Mandara examinar por um grafólogo a letra dessa carta. Fora em todas as papelarias à procura desse papel verde-mar e, incons- cientemente, fora até o correio ver se descobria o remetente no ato de atirar o envelope na caixa. Tudo em vão. Quem escrevia conseguia manter-se incógni- to. Malvina teria feito tudo quanto ele quisesse. Nenhum em- pecilho para com o desconhecido. Mas para que ela pudesse realizar o seu sonho, era preciso que ele se tornasse homem de carne e osso. Malvina imaginava-o alto, moreno, com grandes olhos negros, forte e espadaúdo. O seu cérebro trabalhava: seria ele casado? Não, não o era. Seria pobre? Não podia ser. Seria um grande industrial? Quem sabe? As cartas de amor, verde-mar, haviam surgido na vida de Malvina como o dilúvio, transformando-lhe o cérebro.