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ESCOLA PRESBITERIANA JOÃO CALVINO 2 ANO “A” MATUTINO
ANNA CLARA GADELHA MODESTO
DAVI SILVA DO NASCIMENTO
PEDRO LUCAS DE SOUZA SALUM 
CENÁRIO ATMOSFÉRICO DO ARQUEANO
Trabalho de rotas de biologia, sob orientação do Prof.ª Cícero Nascimento Rabelo.
RIO BRANCO,ACRE
NOVEMBRO 2024
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO - Pág 3
2. DESENVOLVIMENTO - Pág 4
3. CONCLUSÃO - Pág 7
10
4. REFERÊNCIAS - Pág 8
1. INTRODUÇÃO
 O Arqueano ou Éon Arqueano é o segundo período geológico que integra o chamado Éon Pré-Cambriano. Estima-se que tenha começado há cerca de 4.0 bilhões de anos, quando a Terra foi formada em seus estágios geológicos e atmosféricos mais primitivos. O Arqueano está dividido em 4 eras: o Eoarqueano (3.85 - 3.6 b.a.); o Paleoarqueano (3.6 - 3.2 b.a.), quando surgiram os primeiros continentes, como o Vaalbara, que se formou no final desta era; o Mesoarqueano (3.2 - 2.8 b.a.), quando os estromatólitos proliferavam na Terra e o supercontinente Vaalbara começou a se partir ao final desta era; e o Neoarqueano (2.8 - 2.5 b.a.), quando a tectônica de placas pode ter sido bastante similar à atual, com existência de água predominantemente líquida e bacias oceânicas profundas, originando formações ferríferas bandadas, entre outros depósitos.
 Durante o Arqueano, as condições na Terra começaram a se estabilizar o suficiente para permitir o surgimento de novas vidas na Terra, o estudo do Eon Arqueano é fundamental para compreensão das primeiras condições da Terra e os processos que levaram ao desenvolvimento da vida no planeta.
 Durante o Eon Arqueano, a atmosfera da Terra era dominada por gases como dióxido de carbono, metano, vapor d’água e nitrogênio, resultantes da intensa atividade vulcânica. Essa composição gasosa criava um ambiente hostil, onde o oxigênio livre era praticamente inexistente. As condições eram propícias para o surgimento de organismos primitivos, como arqueas e cianobactérias, que conseguiram se adaptar a esse ambiente extremo.
 Com o tempo, essas cianobactérias passaram a realizar fotossíntese, produzindo oxigênio como subproduto e dando início à lenta transformação atmosférica. Esse processo, conhecido como Grande Evento de Oxigenação, permitiu que o oxigênio começasse a se acumular na atmosfera e nas águas. Esse marco foi essencial para a evolução da vida, pois preparou o ambiente para organismos mais complexos e deu início a uma série de mudanças químicas que moldariam a Terra como a conhecemos hoje.
2. DESENVOLVIMENTO
2.1 A COMPOSIÇÃO DA ATMOSFERA DURANTE O ARQUEANO
 A composição da atmosfera durante o Eon Arqueano era muito diferente da atmosfera atual. Era dominada por gases como dióxido de carbono (CO₂), metano (CH₄), amônia (NH₃), nitrogênio (N₂) e vapor d’água (H₂O), com uma quantidade quase insignificante de oxigênio livre (O₂). Essa ausência de oxigênio fazia com que o ambiente fosse fortemente redutor, e a temperatura era elevada, em parte devido ao efeito estufa criado pelo dióxido de carbono e pelo metano, além de sua composição básica, a atmosfera da Terra apresentava características únicas e altamente dinâmicas. Em vez de uma camada de ozônio como temos hoje, a Terra possuía uma atmosfera que deixava a superfície mais vulnerável à radiação ultravioleta (UV) do Sol, o que teria influenciado a química e a estrutura das moléculas orgânicas primitivas. Essa exposição à radiação UV, junto com a energia de raios e vulcões ativos, pode ter impulsionado reações químicas complexas que contribuíram para o surgimento das primeiras moléculas precursoras da vida.
 Outro aspecto importante para ser citado é que como um ambiente sem oxigênio, o ferro dissolvido nos oceanos e na atmosfera era altamente solúvel, o que levou à formação de vastos depósitos de ferro nas rochas sedimentares conhecidas como formações ferríferas bandadas. Essas formações, visíveis até hoje, são importantes evidências geológicas da química única dos oceanos e da atmosfera do Arqueano.
 E por causa disso que a alta concentração de dióxido de carbono e metano proporcionou um efeito estufa intenso que ajudou a manter a temperatura do planeta elevada, apesar de o Sol ser mais fraco do que atualmente. Esse aquecimento foi crucial para compensar a menor emissão de radiação solar, permitindo a manutenção de água líquida na superfície.
 Esses gases, resultantes de intensas atividades vulcânicas e da própria formação inicial da Terra, criaram um ambiente ideal para o surgimento das primeiras formas de vida microbiana, que não dependiam de oxigênio. Somente com a evolução das cianobactérias, capazes de realizar fotossíntese, o oxigênio começou a ser liberado lentamente na atmosfera, marcando o início de uma transformação que mais tarde levaria ao aumento significativo do oxigênio no Eon Proterozoico.
2.2 EVOLUÇÃO DA ATMOSFERA TERRESTRE 
 Evolução da atmosfera terrestre estima-se que a atmosfera terrestre tenha surgido há cerca de quatro bilhões de anos. Todos os gases que compõem o ar já estiveram debaixo da terra, grudados às rochas,a atmosfera terrestre foi evoluindo com o tempo, surgindo cinco atmosfera.
 A atmosfera terrestre evoluiu em várias etapas ao longo de bilhões de anos, moldando as condições para o desenvolvimento da vida. Inicialmente, a Terra tinha uma atmosfera primordial composta por hidrogênio e hélio, que se dissiparam rapidamente devido à baixa gravidade e à intensa radiação solar. Com a intensa atividade vulcânica, surgiu uma nova atmosfera secundária, rica em dióxido de carbono, metano, vapor d'água e amônia, mas ainda sem oxigênio, o que criava um ambiente altamente redutor e hostil.
 A mudança crucial ocorreu com Grande Evento de Oxigenação, introduziu oxigênio na atmosfera e reagiu com elementos, como o ferro nos oceanos, formando as primeiras formações ferríferas. Ao longo de milhões de anos, a concentração de oxigênio aumentou, possibilitando a formação da camada de ozônio na estratosfera, que começou a filtrar a radiação ultravioleta, tornando a superfície mais habitável.
 Finalmente, Cada etapa da evolução atmosférica foi fundamental para o desenvolvimento da vida na Terra, influenciando as condições de temperatura, proteção contra radiação e disponibilidade de gases essenciais à vida, com a evolução a atmosfera atingiu sua composição atual, com predominância de nitrogênio e oxigênio, e um equilíbrio de gases que sustenta a biodiversidade. Cada fase dessa evolução atmosférica foi essencial para estabelecer as condições para a vida como a conhecemos hoje.
2.3 IMPACTO DAS MUDANÇAS ATMOSFÉRICAS NA VIDA PRIMITIVA 
 As mudanças atmosféricas desempenharam um papel crucial na evolução e adaptação da vida primitiva na Terra, moldando o destino de espécies e ecossistemas ao longo de bilhões de anos. Tais alterações impactaram profundamente os organismos, seja ao criar condições favoráveis para o surgimento de formas de vida mais complexas, seja ao impor desafios que resultaram em extinções em massa. Esses eventos mostram como a atmosfera não foi apenas um pano de fundo inerte, mas um elemento dinâmico e transformador na história da vida.
 Um dos impactos mais significativos foi o efeito do Grande Evento de Oxigenação, quando o aumento do oxigênio na atmosfera tornou o ambiente tóxico para muitas espécies anaeróbicas. Esse evento não apenas levou à extinção em massa de organismos incapazes de lidar com o novo gás, mas também possibilitou a evolução de formas de vida aeróbicas, que exploraram o oxigênio como uma fonte eficiente de energia. Esse processo marcou uma transição crucial na história da vida, permitindo o surgimento de organismos multicelulares mais complexos.
 Não só... mas também, mudanças na composição atmosférica frequentemente desencadearam eventos climáticos extremos, como eras glaciais ou períodos de intenso aquecimento global. Esses eventos forçaram os organismos a se adaptarem a novas condições ambientais, levando a redistribuições ecológicas e a uma pressão seletiva intensa. Por exemplo, flutuações nos níveis de dióxidode carbono influenciaram a temperatura global e a disponibilidade de habitats, impactando diretamente a sobrevivência e evolução de inúmeras espécies.
 Outro impacto significativo foi a formação da camada de ozônio, que proporcionou uma barreira protetora contra a radiação ultravioleta. Essa mudança foi crucial para a colonização terrestre, permitindo que os organismos deixassem os ambientes aquáticos e ocupassem a superfície terrestre. Sem essa proteção, a vida em terra firme seria inviável, restringindo o potencial evolutivo das espécies.
 Ou seja, as mudanças atmosféricas também contribuíram para a diversificação biológica. Momentos de estabilidade relativa após períodos de grandes mudanças criaram condições para explosões evolutivas, como a Explosão Cambriana, quando formas de vida complexas emergiram em grande variedade. 
3. CONCLUSÃO
 A evolução da atmosfera terrestre desempenhou um papel fundamental na trajetória da vida primitiva, proporcionando condições essenciais para o surgimento, a adaptação e a diversificação dos organismos ao longo do tempo. Durante o Eon Arqueano, a atmosfera inicial, rica em gases como metano, dióxido de carbono e amônia, foi crucial para manter o planeta aquecido e permitir a presença de água líquida, mesmo sob um Sol menos intenso. Esse ambiente fortemente redutor também favoreceu reações químicas que possibilitaram a formação das primeiras moléculas orgânicas precursoras da vida​.
 O Grande Evento de Oxigenação, catalisado pela fotossíntese de cianobactérias, representou uma das maiores transformações atmosféricas, marcando a transição de um ambiente redutor para oxidante. Apesar de causar extinções em massa de organismos anaeróbicos, esse evento abriu caminho para o surgimento de formas de vida aeróbicas e multicelulares mais complexas. A formação da camada de ozônio, por sua vez, estabeleceu uma proteção vital contra a radiação ultravioleta, permitindo a colonização do ambiente terrestre​.
 Assim, cada mudança na composição atmosférica, seja por meio de atividade vulcânica, reações químicas ou interação com os ciclos biogeoquímicos, desempenhou um papel crucial na dinâmica da evolução. Eventos climáticos extremos, associados a variações na concentração de gases, impuseram pressões seletivas que moldaram a biodiversidade e determinaram os rumos evolutivos de inúmeras espécies. Portanto, a atmosfera não foi apenas um pano de fundo para a história da vida, mas um elemento ativo e transformador que moldou as condições da Terra como as conhecemos hoje.
REFERÊNCIAS 
1. TEIXEIRA, W.; FAIRCHILD, T.; TOLEDO, M.C.M. & TAIOLI, F. (2007). Decifrando a Terra. 2ª edição, São Paulo, SP; Companhia Editora Nacional, 623p.
2. PRESS, F.; SIEVER, R.; GROTZINGER, J. e JORDAN, T.H. (2013). Para entender a Terra. Tradução R. Menegat (coord.), 6ª edição, Porto Alegre, RS; Bookman, 656p.
3. http://www.cprm.gov.br/publique/Redes-Institucionais/Rede-de-Bibliotecas---Rede-Ametista/Canal Escola/Breve-Historia-da-Terra-1094.html
4. ARAGUAIA, Mariana. "Terra primitiva"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/biologia/terra-primitiva.htm. Acesso em 17 de novembro de 2024.
5. CARNEIRO, C. dal R. et al. A determinação da idade das rochas. Campinas, Terrae Didática, 2005. 1(1):6-35. il.
6. LISBOA, V. Et al. Tempo geológico. In: _____ -
Paleontologia– Répteis e dinossauros do Triássico gaúcho. Canoas (RS), Ulbra, 2008. 112p. il. p. 51-65.
7. REDEFINING Quaternary. Earth Mgazine (http://www.earthmagazine.org/earth/article/22a-7d9-6-4). Acessado em 19.10.2009.
8. INTERNATIONAL Union of Geological Sciences.http://www.stratigraphy.org/. Acessado em 19.10.2009.
9. Universidade Federal de Brasília - Verbete Escala de tempo GeológicoAcessado em 26.12.2008
10. https://www.sgb.gov.br/breve-historia-da-terra#:~:text=O%20Arqueano%20come%C3%A7ou%20h%C3%A1%203,tr%C3%AAs%20vezes%20maior%20que%20hoje.
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