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PRESCRIÇÃO DO TREINAMENTO DE 
FORÇA PARA OS DIFERENTES 
DESVIOS POSTURAIS
 
 
 
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA 3 
Ementa 3 
Objetivo geral 3 
Objetivos específicos 4 
Habilidades e competências 4 
Organização do Caderno de Estudos 4 
 
1. INTRODUÇÃO E CONCEITOS GERAIS 8 
Avaliação postural estática 8 
Testes de flexibilidade 12 
Cadeia posterior: Teste de dedos ao chão 13 
Cadeia anterior: teste de flexibilidade da cadeia anterior 15 
 
2. PRINCIPAIS DESVIOS POSTURAIS 17 
Principais desvios posturais 17 
Hiperlordose lombar 18 
Hipercifose Torácica 19 
Hiperlordose Cervical 20 
 
3. TRATAMENTO DOS DESVIOS POSTURAIS PELO 
TREINAMENTO DE FORÇA 22 
Prescrição do treinamento de força 23 
 
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 30 
 
 
 3 
PRESCRIÇ O DO TREINAMENTO DE FORÇA PARA OS DIFERENTES DESVIOS POSTURAIS 
- Copia 
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA 
Caro aluno, 
Nesta disciplina abordaremos a importância e os processos envolvidos na 
avaliação da postura estática, descreveremos alguns testes para avaliar 
alterações funcionais e estudaremos os efeitos do treinamento de força com o 
objetivo de melhorar ou restaurar a postura equilibrada e funcional. 
Para compreender esta temática será necessário revisar a anatomia 
musculoesquelética com foco nos planos anatômicos, anamnese postural, os 
principais ossos e articulações e um pouco de cinemática e alinhamento 
corporal. 
Após assistir a aula presencial e o estudo deste material, você está apto a 
prescrever o treinamento de força com o objetivo de melhorar a postura dos 
seus clientes. Ademais, após a leitura e estudo desta temática você irá realizar 
as questões que possuem o objetivo de certificar e mensurar o seu 
conhecimento sobre este conteúdo. 
Com o conhecimento em mãos, você poderá aplicar este conteúdo na sua 
prática profissional, oferecendo aos seus clientes, pacientes e alunos um serviço 
de qualidade. 
Desejamos a você, bons estudos e sucesso na carreira! 
 
Ementa 
Planos anatômicos. Avaliação e anamnese postural. Músculos, ossos e 
articulações. Cinemática e alinhamento corporal. Benefícios e prescrição do 
treinamento de força. 
 
Objetivo geral 
 
 4 
PRESCRIÇ O DO TREINAMENTO DE FORÇA PARA OS DIFERENTES DESVIOS POSTURAIS 
- Copia 
Compreender a os conceitos básicos de anatomia que envolve os músculos, 
ossos e articulações e aplicar este conhecimento para uma adequada avaliação 
postural estática permitindo a definição de objetivos a serem atingidos por 
meio do treinamento de força. 
 
Objetivos específicos 
 Descrever os planos anatômicos. 
 Saber realizar uma avaliação postural e anamnese. 
 Revisar a anatomia e fisiologia muscular, óssea e articular. 
 Compreender e definir alinhamento corporal. 
 Benefícios e prescrição do treinamento de força para correção dos 
principais desvios posturais. 
 
Habilidades e competências 
 Estimular a autonomia, a pró-atividade e o gerenciamento do tempo em 
relação aos estudos e formação profissional. 
 Aplicar os conceitos descritos em sua prática profissional. 
 Desenvolver a boa comunicação técnica e científica. 
 
Organização do Caderno de Estudos 
Para facilitar o seu estudo, o material foi organizado em unidades, 
subdivididas em capítulos, de forma didática e objetiva. Além disso, este 
conteúdo foi baseado levando em consideração a aula presencial. A temática foi 
 
 5 
PRESCRIÇ O DO TREINAMENTO DE FORÇA PARA OS DIFERENTES DESVIOS POSTURAIS 
- Copia 
abordada por meio de textos básicos, com a inserção de ícones para estimular 
a reflexão, organizar as ideias e tornar a sua leitura mais agradável. 
Ao final, serão indicadas, também, as referências bibliográficas utilizadas 
neste material. Fique à vontade para utilizá-las como fonte de consulta para 
aprofundar seus estudos. 
A seguir, apresentamos a breve descrição dos ícones utilizados na 
organização deste Cadernos de Estudos. 
 
 
Atenção 
Chamadas inseridas no texto para direcionar 
o seu pensamento a pontos importantes. 
 
Provocação 
Questões que buscam instigar o estudante a 
refletir (a ter a sua opinião) sobre 
determinado assunto. 
 
Saiba Mais 
Links ou informações complementares para 
complementar ou elucidar o assunto 
abordado. 
 
Leitura 
Complementar 
Sugestões de leituras adicionais (artigos 
científicos), vídeos e sites confiáveis para 
aprofundamento do estudo. 
 
 6 
PRESCRIÇ O DO TREINAMENTO DE FORÇA PARA OS DIFERENTES DESVIOS POSTURAIS 
- Copia 
 
Sintetizando 
Texto que resume o conteúdo, facilitando a 
compreensão pelo aluno sobre trechos mais 
complexos. 
 
 
 
 
 
 
 
8 
PRESCRIÇ O DO TREINAMENTO DE FORÇA PARA OS DIFERENTES DESVIOS POSTURAIS 
- Copia 
1. INTRODUÇÃO E CONCEITOS GERAIS 
 
Nesta primeira Unidade o 
objetivo é compreender os conceitos 
básicos de anatomia muscular, óssea 
e articular, os planos corporais e os 
critérios envolvidos em uma 
adequada avaliação postural 
estática, em alguns testes 
dinâmicos. 
 
Avaliação postural estática 
O termo “postura” pode ser 
definido como a posição o corpo 
adota no espaço, bem como a 
relação direta de suas estruturas 
com a linha do centro de gravidade. 
Para que um indivíduo apresente 
uma “boa postura”, é necessário a 
harmonia e equilíbrio do sistema 
neuromusculoesquelético. Mas 
antes de avançarmos na avaliação 
postural propriamente dita, revise 
os planos anatômicos a seguir. 
Em anatomia, os planos 
anatômicos são planos hipotéticos 
determinados para dividir o corpo 
humano de forma a descrever a 
localização de estruturas ou a 
direção dos movimentos. 
Atualmente são utilizados três 
planos elementares: 
 Plano sagital: plano 
paralelo à linha sagital. Divide o 
 
 
9 
PRESCRIÇ O DO TREINAMENTO DE FORÇA PARA OS DIFERENTES DESVIOS POSTURAIS 
- Copia 
corpo nas porções esquerda e 
direita. 
 Plano frontal ou coronal: 
divide o corpo nas porções anterior 
(frente) e posterior (costas). 
 Plano transversal: divide 
o corpo nas porções cranial 
(superior) e caudal (inferior). 
 
Figura 1. Planos anatômicos. Disponível em: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Plano_anatómi
co#/media/Ficheiro:Human_anatomy_plane
s-ES.png. 
A postura de cada indivíduo 
pode ser determinada por cadeias 
musculares, fáscias, ligamentos e 
estruturas ósseas, que possuem 
solução de continuidade, são 
interdependentes entre si e 
abrangem todo o organismo. No 
entanto, cada pessoa possui 
características individuais de 
postura que podem vir a ser 
influenciadas por diversos fatores 
externos e internos, como por 
exemplo: 
 anomalias congênitas e/ou 
adquiridas; 
 obesidade; 
 atividade física sem 
orientação e/ou inadequada; 
 distúrbios respiratórios; 
 desequilíbrios musculares; 
 frouxidão ligamentar; 
 doenças psicossomáticas. 
 
 
Atenção 
Podemos definir como “postura ideal” 
àquela em que há um equilíbrio entre as 
estruturas de suporte envolvendo uma 
quantidade mínima de esforço e sobrecarga 
com uma máxima eficiência do corpo 
(CAMPIGNION, 2019). 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Plano_anat%C3%B3mico#/media/Ficheiro:Human_anatomy_planes-ES.png
https://pt.wikipedia.org/wiki/Plano_anat%C3%B3mico#/media/Ficheiro:Human_anatomy_planes-ES.png
https://pt.wikipedia.org/wiki/Plano_anat%C3%B3mico#/media/Ficheiro:Human_anatomy_planes-ES.png
https://paperpile.com/c/4urx8n/LYxT
 
 
10 
PRESCRIÇ O DO TREINAMENTO DE FORÇA PARA OS DIFERENTES DESVIOS POSTURAIS 
- Copia 
Portanto, um ponto muito 
importante deste conteúdo é que 
você saiba como avaliar a postura 
estática, ou seja, aquela em que o 
indivíduo permanece sem 
movimento no espaço. Para isso, 
uma boa avaliação e anamnese pode 
ser compreendida pelos 
procedimentos que favorecem o 
reconhecimento do outro, da 
pessoa, de suas necessidades e 
desejos implícitos, medos e 
ansiedades. 
Existem diversos métodos de 
realizar uma avaliação postural 
estática, sendo o métododescrito 
por Kendall uma proposta bastante 
interessante para se determinar as 
possíveis alterações da postura 
corporal. Basicamente, você deve 
posicionar o paciente em 
ortostatismo à frente de um espaço 
quadriculado e, com auxílio de um 
fio de prumo e avaliar a postura. 
A localização correta de pontos 
anatômicos é um pré-requisito 
importante para uma excelente 
análise postural. Em vista lateral o 
fio deverá ascender logo à frente do 
maléolo lateral; em vista anterior 
entre os maléolos mediais e na vista 
posterior entre os maléolos mediais. 
No indivíduo normal o fio passará 
pelas seguintes estruturas: 
 
 
Figura 2. Estruturas laterais para avaliação 
postural. 
 
Vista anterior: 
 Entre as articulações do 
joelho; 
 Através da sínfise púbica; 
 Sobre a cicatriz onfálica; 
 Sobre o processo xifóide; 
 Sobre a ponta do nariz. 
 
 
 
 
11 
PRESCRIÇ O DO TREINAMENTO DE FORÇA PARA OS DIFERENTES DESVIOS POSTURAIS 
- Copia 
Vista posterior: 
 Entre as articulações dos 
joelhos; 
 Sobre a prega glútea; 
 Corpos vertebrais; 
 Processo espinhoso da 
vértebra cervical 7 (C7). 
Assim, quando você verificar a 
presença de desvio destas posições 
teremos então alterações da postura 
corporal. Interessantemente, a 
globalidade do organismo humano 
faz com que a menor anomalia das 
estruturas de suporte leve a uma 
desarmonia postural. Por exemplo, 
uma tensão inicial nas cadeias 
musculares é responsável por uma 
sucessão de tensões associadas. 
Cada vez que um músculo se 
encurta, ele aproxima suas 
extremidades e desloca os ossos 
sobre os quais ele se insere, assim, as 
articulações se bloqueiam e o corpo 
se deforma. Nesse sentido, todos os 
outros músculos que se inserem 
sobre esse osso, serão alterados pelo 
deslocamento que se propagam 
sobre outros ossos e músculos, e 
assim sucessivamente, 
proporcionando uma postura 
provavelmente fora dos parâmetros 
estabelecidos anteriormente. 
É importante que você saiba 
que o músculo é um tecido 
extremamente plástico, portanto, 
quando ele é alongado e os fatores 
que aumentaram a tensão sobre ele 
são reduzidos ou removidos, o 
músculo aumentará a curva 
comprimento x tensão, deslocando 
menos os ossos e articulações, 
favorecendo a adoção de uma “boa 
postura” (SOUCHARD, 2019, 
[s.d.]). 
 
Saiba Mais 
Você sabia que alterações na 
articulação temporomandibular podem 
favorecer alterações de postura? Atenção, o 
inverso também é verdadeiro! 
Amantéa et al. A importância da 
avaliação postural no paciente com 
disfunção da articulação 
temporomandibular. Acta Ortopédica 
Brasileira. Acta ortop. bras. vol.12 no.3 São 
Paulo July/Sept. 2004. Disponível em: 
doi.org/10.1590/S1413-
https://paperpile.com/c/4urx8n/L5Uf+3KlH
https://paperpile.com/c/4urx8n/L5Uf+3KlH
https://doi.org/10.1590/S1413-78522004000300004r
 
 
12 
PRESCRIÇ O DO TREINAMENTO DE FORÇA PARA OS DIFERENTES DESVIOS POSTURAIS 
- Copia 
78522004000300004, acessado 
03/04/2020. 
Como sugestão, para uma 
adequada avaliação física disponha 
de uma ficha de avaliação 
individual, fita métrica e 
simetrógrafo. Esta ficha pode 
conter um formulário de anamnese 
contendo informações do histórico 
do paciente, e um quadro para 
anotar as observações realizadas na 
visão anterior, posterior e sagital. 
Como veremos a seguir, pode-se 
verificar também, a flexibilidade, 
condição muscular, equilíbrio e 
controle motor. O simetrógrafo é 
utilizado para avaliar a postura por 
meio da observação dos pontos 
anatômicos. Com ele é possível 
determinar os desvios de postura 
estática mais acentuados, como por 
exemplo, a Escoliose e a 
Hiperlordose (discutiremos a 
seguir). Para facilitar a 
padronização, o simetrógrafo possui 
números e letras localizados na 
lateral e na parte superior do 
equipamento para facilitar as 
interpretações do avaliador e 
normalmente apresenta as medidas 
2,15 metros de altura por 1 metro de 
largura. 
 
 
Figura 3. Simetrógrafo do tipo banner. 
 
Testes de flexibilidade 
Por incrível que pareça ainda 
não há uma definição consensual 
para flexibilidade na literatura 
científica. Diferentemente da 
elasticidade, que remete à 
propriedade de um tecido retornar 
ao seu formato inicial, o termo 
flexibilidade pode ter a simples 
definição de “a capacidade de 
dobrar” (CARREGARO; SILVA; 
https://doi.org/10.1590/S1413-78522004000300004r
https://paperpile.com/c/4urx8n/WMAO
 
 
13 
PRESCRIÇ O DO TREINAMENTO DE FORÇA PARA OS DIFERENTES DESVIOS POSTURAIS 
- Copia 
COURY, 2007). Adicionalmente, o 
termo extensibilidade, pode ser 
definido como a amplitude na qual a 
articulação pode ser movida 
passivamente (sem controle 
voluntário), considerando-se a 
influência do comprimento 
muscular. Neste material, iremos 
considerar flexibilidade como a 
capacidade de movimentar uma 
articulação através da sua amplitude 
de movimento (ADM) disponível, 
sem atingir demasiado estresse 
músculo-tendíneo. 
Baseando-se na relação da 
flexibilidade e ADM articular 
(CARREGARO; SILVA; COURY, 
2007), os testes clínicos são 
aplicados para avaliar a 
normalidade ou limitação da ADM. 
Os testes são caracterizados por 
movimentos que aumentam a 
distância entre as inserções 
(proximal e distal) muscular, 
literalmente alongando o músculo 
em questão com o objetivo de testá-
lo. 
Os isquiotibiais (composto 
pelos músculos semitendinoso, 
semimembranoso e bíceps da coxa) 
formam uma grande massa 
muscular que está envolvida 
diretamente nos movimentos do 
quadril e joelho (CARREGARO; 
SILVA; COURY, 2007; 
PALASTANGA et al., 2000). 
Acredita-se que os isquiotibiais 
desempenha uma importante 
influência sobre a inclinação ântero-
posterior da pelve, afetando 
indiretamente a lordose lombar. 
Assim, podemos concluir que a 
flexibilidade alterada dos 
isquiotibiais pode ocasionar desvios 
posturais significativos e afetar a 
funcionalidade da articulação do 
quadril e coluna lombar. Portanto, 
você deve compreender e aplicar 
adequadamente os testes de 
flexibilidade para uma adequada 
avaliação e intervenção. 
Na literatura há disponíveis 
diversos testes, no entanto, os testes 
“sente-e- -alcance” e o “teste de 
dedos ao chão” são bastantes 
simples e podem ser utilizados. A 
seguir, descrevemos 
detalhadamente os procedimentos 
que você deve adotar para realizar 
adequadamente estes testes. 
 
Cadeia posterior: Teste de 
dedos ao chão 
Solicite que o paciente 
mantenha os joelhos 
completamente estendidos e, a 
partir daí, flexione o tronco em 
direção ao chão, com os braços e a 
cabeça relaxados. O momento final 
da flexão deve ser indicado por uma 
sensação de tensão muscular que 
https://paperpile.com/c/4urx8n/WMAO
https://paperpile.com/c/4urx8n/WMAO
https://paperpile.com/c/4urx8n/WMAO
https://paperpile.com/c/4urx8n/WMAO+69A3
https://paperpile.com/c/4urx8n/WMAO+69A3
https://paperpile.com/c/4urx8n/WMAO+69A3
 
 
14 
PRESCRIÇ O DO TREINAMENTO DE FORÇA PARA OS DIFERENTES DESVIOS POSTURAIS 
- Copia 
causa grande desconforto nos 
isquiotibiais e, neste momento, você 
deve medir com uma fita métrica a 
distância dos dedos até o chão. Se o 
paciente atingir uma distância 
inferior a 10 cm com relação ao chão 
e o toque no chão será classificado 
como flexibilidade normal. No 
entanto, se a distância for maior do 
que os 10 cm de distância do chão, o 
paciente deve ser classificado como 
flexibilidade reduzida. 
 
 
Saiba Mais 
Assista ao vídeo sobre o teste de dedos 
ao chão. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=C4lN
8x5o8HY, acessado 03/04/2020. 
 
Figura 4. Teste de dedos ao chão. Retirado do Slide 27 da aula presencial. 
 
https://www.youtube.com/watch?v=C4lN8x5o8HY
https://www.youtube.com/watch?v=C4lN8x5o8HY
 
 
15 
PRESCRIÇ O DO TREINAMENTO DE FORÇA PARA OS DIFERENTES DESVIOS POSTURAIS 
- Copia 
 
Leitura 
ComplementarCARREGARO RL, SILVA LCCB E GIL 
COURY HJC. COMPARAÇÃO ENTRE 
DOIS TESTES CLÍNICOS PARA 
AVALIAR A FLEXIBILIDADE DOS 
MÚSCULOS POSTERIORES DA 
COXA. Rev. bras. fisioter., São Carlos, v. 
11, n. 2, p. 139-145, mar./abr. 2007. 
Disponível em: 
http://www.scielo.br/pdf/rbfis/v11n2/a09
v11n2.pdf, acessado 03/04/2020. 
 
Cadeia anterior: teste de 
flexibilidade da cadeia anterior 
Conforme o apresentado no 
slide 28 da aula presencial, para 
realizar este teste você deve solicitar 
ao paciente “desfazer a lordose 
lombar” sem aumentar a cifose e 
fletindo o mínimo possível o joelho. 
Em seguida, o paciente deve subir o 
púbis em direção ao umbigo. Para 
uma classificação de flexibilidade 
normal, o paciente deve realizar o 
endireitamento sem auxílio; flexão 
de joelhos mínima = 15 graus; flexão 
aumentada indica encurtamento 
dos psoas e adutores. 
 
 
Figura 5. Teste de flexibilidade da cadeia 
anterior. 
 
http://www.scielo.br/pdf/rbfis/v11n2/a09v11n2.pdf
http://www.scielo.br/pdf/rbfis/v11n2/a09v11n2.pdf
 
 
 
 
 
 
 17 
PRESCRIÇ O DO TREINAMENTO DE FORÇA PARA OS DIFERENTES DESVIOS POSTURAIS 
- Copia 
2. PRINCIPAIS DESVIOS POSTURAIS 
Nesta Unidade iremos discutir 
os principais desvios posturais, que 
são: escoliose, hiperlordose lombar, 
hipercifose torácica e hiperlordose 
cervical. 
 
Principais desvios posturais 
 
Escoliose 
A Escoliose é classificada 
como um alteração tridimensional 
da coluna. Esta alteração pode 
ocorrer em dois tipos: no formato 
em C ou em S. O tipo mais comum é 
a escoliose em S já que o organismo 
tenta se reequilibrar de um desvio 
criando outro desvio para o lado 
oposto. 
Estes desvios variam de forma e 
de ângulo, sendo alguns muito sutis 
e imperceptíveis, e outros, 
exagerados e que afetam a aparência 
do paciente. Obviamente que para 
um adequado diagnóstico da 
escoliose você precisará realizar 
uma uma avaliação postural, e se 
possível, se orientar por meio por 
exames de imagens. 
A etiologia da escoliose é 
dividida em: 
 Estrutural: possui uma 
curva rígida e fixa que não 
 
 18 
PRESCRIÇ O DO TREINAMENTO DE FORÇA PARA OS DIFERENTES DESVIOS POSTURAIS 
- Copia 
desaparece quando tratada a causa. 
Pode ser idiopática, congênita, 
degenerativa, neuromuscular etc. 
 Não-estrutural: possui 
causa e quando a causa é corrigida, 
o desvio da coluna desaparece. Pode 
ser causada por discrepância de 
membros inferiores, espasmos 
musculares, dores na coluna, 
postura inadequada no trabalho etc. 
 
Figura 6. Escoliose. 
Sugerimos que você assista ao 
vídeo abaixo para compreender 
melhor a fisiopatologia da escoliose 
e as opções de tratamento. 
 
Saiba 
Mais 
Assista ao 
vídeo 
ESCOLIOSE - O 
que é & 
Tratamento. 
Disponível em 
https://youtu.be
/O4KdX-edTJ0, 
acessado 
03/04/2020. 
Hiperlordose lombar 
É muito provável que em algum 
momento profissional você irá 
atender algum aluno com alterações 
nas curvaturas fisiológicas da 
coluna. A hiperlordose lombar está 
entre eles e precisa ser tratada por 
meio do movimento, ou seja, por 
meio do exercício físico. 
Chamamos de hiperlordose 
lombar um desvio não-fisiológico na 
altura da coluna lombar que 
aumenta a lordose dessa região. A 
hiperlordose é visível 
principalmente no plano sagital e 
seu diagnóstico acontece por meio 
de exames de imagens (ex.: 
radiografia) e avaliação da postura. 
Normalmente, pacientes com 
hiperlordose lombar costumam 
apresentar também anteversão 
pélvica excessiva. A redução de 
mobilidade da pelve também pode 
estar entre os motivos do 
surgimento da hiperlordose. Por 
exemplo, sedentarismo (sentado por 
longo período de tempo) e má 
postura no trabalho podem 
contribuir para o desenvolvimento 
de hiperlordose lombar. 
https://youtu.be/O4KdX-edTJ0
https://youtu.be/O4KdX-edTJ0
 
 19 
PRESCRIÇ O DO TREINAMENTO DE FORÇA PARA OS DIFERENTES DESVIOS POSTURAIS 
- Copia 
No entanto, não podemos 
esquecer das outras possíveis 
causas, são elas: 
 Gravidez; 
 Obesidade; 
 Genética; 
 Movimentos repetitivos; 
 Lesões e traumas; 
 Hérnia de disco; 
 Fraqueza e encurtamentos 
musculares; 
 Espondilolistese. 
 
Saiba Mais 
Assista ao vídeo Hiperlordose Lombar - 
Desvios Posturais. Disponível em 
https://youtu.be/tODOh1qPvlE, acessado 
03/04/2020. 
 
Hipercifose Torácica 
A hipercifose torácica também é 
um desvio de postura comum, 
especialmente em idosos devido a 
osteopenia e/ou osteoporose. Essas 
doenças fazem com que a morfologia 
das vértebras seja alterada 
significativamente. Como 
consequência dessas alterações 
biomecânicas, há prejuízo na 
sustentação de uma boa postura, 
caracterizando a hipercifose 
torácica. Estima-se que entre 20% e 
40% dos idosos apresentam este 
tipo de desvio postural. Além disso, 
muitos dos casos de hipercifose 
torácica possuem causas não-
patológicas. Grande dos pacientes 
podem possuir a hipercifose 
torácica postural. Ela ocorre 
devido a posição que a pessoa adota 
por longo período de tempo nas suas 
atividades diárias de vida (ex.: 
estudantes, jogadores de futebol, 
indivíduos obesos etc). 
 
Saiba Mais 
Faça a leitura do Artigo: 
Antuani Rafael Baptistella, Andiara 
Miranda Zanella, Viviane Zotti, Karine 
Lorenzi, Janaina Silva. Alterações 
posturais e avaliação do peso da 
mochila em escolares do 1º ao 4º ano. 
https://youtu.be/tODOh1qPvlE
 
 20 
PRESCRIÇ O DO TREINAMENTO DE FORÇA PARA OS DIFERENTES DESVIOS POSTURAIS 
- Copia 
Disponível em 
http://dx.doi.org/10.22298/rfs.2018.v6.n1.
4371, acessado 06/04/2020. 
Por incrível que pareça, 
características psicossociais podem 
também ser as causas das alterações 
posturais. Por exemplo, pessoas 
tímidas, com características 
depressivas ou com sentimentos de 
fragilidade costumam aumentar a 
cifose torácica. Assim, podemos 
concluir que as alterações posturais 
podem ser dependentes de diversos 
fatores e que o tratamento deve 
envolver treinamento físico e até 
mesmo psicológico dependendo do 
caso (CANALES, 2009). 
 
Hiperlordose Cervical 
Aumento da lordose cervical 
também é bastante afetada por 
desvios posturais. Ele pode ser 
causado por: 
 Má postura; 
 Fraquezas e desequilíbrios 
musculares; 
 Alterações das articulações 
temporomandibulares; 
 Deformidade ósseas; 
 Hipercifose na região 
torácica. 
Normalmente, os pacientes 
com hiperlordose cervical 
apresentam hipertrofia da 
musculatura anterior e 
enfraquecimento da musculatura 
posterior do pescoço. O sinal mais 
comum é a protrusão da cabeça e o 
sintoma é a dor cervical que pode 
irradiar para os ombros. 
http://dx.doi.org/10.22298/rfs.2018.v6.n1.4371
http://dx.doi.org/10.22298/rfs.2018.v6.n1.4371
https://paperpile.com/c/4urx8n/4DmQ
 
 
 
 
 22 
PRESCRIÇ O DO TREINAMENTO DE FORÇA PARA OS DIFERENTES DESVIOS POSTURAIS 
- Copia 
3. TRATAMENTO DOS DESVIOS POSTURAIS PELO 
TREINAMENTO DE FORÇA 
Como demonstrado nas 
unidades anteriores, desvios 
posturais são problemas complexos 
que alteram toda a biomecânica do 
organismo. Como resultado das 
alterações posturais há 
compensações, tensões, fraquezas e 
desequilíbrios musculares pelo 
corpo. 
O objetivos principal do 
tratamento é: 
 Recuperar as curvaturas 
fisiológicas da coluna; 
 Reduzir ou evitar a dor; 
 Aumentar a estabilidade para 
as estruturas vertebrais; 
 Aumentar a mobilidade para 
as estruturas vertebrais; 
 Impedir o aumento das 
curvaturas não-fisiológicas. 
Durante a prescrição do 
treinamento de força, independente 
do exercício realizado é muito 
importante que as curvaturas 
fisiológicas da coluna vertebral 
sejam mantidas. Assim, realizar o 
treinamento de força com 
estabilidade em excesso pode 
 
 23 
PRESCRIÇ O DO TREINAMENTO DE FORÇA PARA OS DIFERENTES DESVIOS POSTURAIS 
- Copia 
reduzir as curvaturas normais da 
coluna vertebral e impedir o 
movimentocorreto. 
Basicamente, você deve ficar 
atento para equilibrar os exercícios 
de força com mobilidade e 
estabilidade. 
 
Prescrição do treinamento de 
força 
 
Diversas evidências científicas 
demonstraram a presença de 
diversos desvios posturais em 
praticantes de treinamento de força, 
especialmente na coluna vertebral, 
predispondo ao surgimento de 
doenças discais, degenerações 
vertebrais e compressões nervosas 
em vários graus (BARONI et al., 
2010; SANTOS; DOS SANTOS, 
2014). 
Em adolescentes, foi relatado 
que os principais desvios ocorreram 
na coluna vertebral (hiperlordose 
cervical e lombar e hipercifose 
torácica), enquanto que em homens 
adultos, foram detectados a postura 
escoliótica, projeção anterior da 
cabeça e ombros e retração da cadeia 
muscular posterior. 
Em mulheres, a maior 
prevalência é a ocorrência de 
hiperlordose lombar, atitude 
escoliótica, anteroversão da pelve e 
joelhos valgos. Estas alterações 
podem parecer sutis, no entanto, já 
é bem consolidado na literatura 
científica que elas podem favorecer 
compressões discais, pinçamento 
nervosos, dor na região pélvica, nos 
joelhos, dor patelofemoral com 
degeneração de cartilagem articular 
e lesões meniscais. 
Sobre a prescrição do 
treinamento de força, é muito 
importante que você tenha em 
mente como o programa de 
treinamento precisa ser organizado 
para atingir os objetivos específicos 
(resistência muscular localizada; 
hipertrofia; força; potência). Analise 
com atenção a figura abaixo. 
 
 
 
 
 
 
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https://paperpile.com/c/4urx8n/tk3m+Z9Pr
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 24 
PRESCRIÇ O DO TREINAMENTO DE FORÇA PARA OS DIFERENTES DESVIOS POSTURAIS 
- Copia 
 
Figura 7. Organização e prescrição do treinamento de força. 
Além disso, é muito importante 
que você deve respeite as diretrizes 
vigentes ao prescrever o 
treinamento de força (LLOYD et al., 
2014). A seguir, listamos as 
principaisvariáveis para uma 
adequada prescrição do 
treinamento de força. 
Para crianças e 
adolescentes: 
● Iniciante: frequência de 2 a 
3 vezes na semana; em dias 
alternados; 1 a 2 séries por exercício; 
10 a 15 repetições; 1 minuto de 
intervalo entre séries e exercícios; 
velocidade de movimento 
moderada; intensidade (carga) entre 
50 a 70% de 1RM ou Percepção 
Subjetiva de Esforço (PSE) 
moderado; incluir exercícios multi e 
monoarticulares; incluir exercícios 
para membros inferiores (MMII) e 
superiores (MMSS). 
● Intermediário: frequência 
de 2 a 3 vezes na semana; em dias 
alternados; 2 a 3 séries por 
https://paperpile.com/c/4urx8n/ZhNU
https://paperpile.com/c/4urx8n/ZhNU
 
 25 
PRESCRIÇ O DO TREINAMENTO DE FORÇA PARA OS DIFERENTES DESVIOS POSTURAIS 
- Copia 
exercício; 8 a 12 repetições por 
exercício; 1 a 2 minutos de intervalo 
entre séries e exercícios; velocidade 
de movimento moderada; 
intensidade entre 60 a 80% de 1RM 
ou PSE moderado; incluir exercícios 
multi e monoarticulares; incluir 
exercícios para MMII e MMSS. 
● Avançado: frequência de 3 
a 4 vezes na semana; em dias 
alternados; mais do que 3 séries por 
exercício; 6 a 10 repetições por 
exercício; 2 a 3 minutos de intervalo 
entre séries e exercícios; velocidade 
de movimento moderada; 
intensidade (carga) entre 70 a 85% 
de 1RM ou PSE Moderado-Vigoroso; 
incluir exercícios multi e 
monoarticulares; incluir exercícios 
para MMII e MMSS. 
Para indivíduos adultos as 
recomendações (AMERICAN 
COLLEGE OF SPORTS MEDICINE, 
2009), são: 
 
Tabela 1. Caracterização das formas de manifestação da força para iniciantes (PRESTES et al., 
2016). 
 
 
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https://paperpile.com/c/4urx8n/cSsG
https://paperpile.com/c/4urx8n/cSsG
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 26 
PRESCRIÇ O DO TREINAMENTO DE FORÇA PARA OS DIFERENTES DESVIOS POSTURAIS 
- Copia 
Tabela 2. Caracterização das formas de manifestação da força para intermediários (PRESTES et 
al., 2016). 
 
Tabela 3. Caracterização das formas de manifestação da força para avançados (PRESTES et al., 
2016). 
 
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PRESCRIÇ O DO TREINAMENTO DE FORÇA PARA OS DIFERENTES DESVIOS POSTURAIS 
- Copia 
Para indivíduos idosos saudáveis, veja a tabela a seguir com as 
recomendações (FRAGALA et al., 2019). 
 
Tabela 1. Recomendações gerais de prescrição do treinamento de 
força para indivíduos idosos saudáveis. 
Variáveis Recomendação Detalhes 
Séries 
1 a 3 séries por 
exercício e grupo 
muscular 
Iniciar com 1 série e 
evoluir para múltiplas 
séries (2 a 3) por 
exercício. 
Repetições 8 a 12 ou 10 a 15 
realizar variações no 
número de repetições. 
Intensidade 70 a 85% 1RM 
Iniciar com a 
intensidade tolerada 
(leve) pelo indivíduo e 
progredir para 70 a 85% 
de 1RM. 
Seleção dos exercícios 
8 a 10 exercícios 
diferentes 
selecionar exercícios 
para grandes grupos 
musculares e 
multiarticulares. 
Modalidade 
exercícios em 
máquinas ou pesos 
livres 
inicialmente priorizar 
máquinas e exercícios 
guiados, evoluir para 
exercícios livres. 
Frequência 
2 a 3 vezes por 
semana, por grupo 
muscular 
realizar exercícios 2 a 3 
vezes por semana não 
consecutivos favorecem 
as adaptações, aumento 
ou manutenção. 
Treinamento de potência 40 a 60% de 1RM 
incluir exercícios 
explosivos (potência) no 
programa de 
treinamento. 
Movimentos funcionais exercícios que incluir exercícios em 
https://paperpile.com/c/4urx8n/p1Uv
 
 28 
PRESCRIÇ O DO TREINAMENTO DE FORÇA PARA OS DIFERENTES DESVIOS POSTURAIS 
- Copia 
mimetize as 
atividades de vida 
diária 
diferentes posturas, 
complexos e dinâmicos. 
 
 
 
 
 
 30 
PRESCRIÇ O DO TREINAMENTO DE FORÇA PARA OS DIFERENTES DESVIOS POSTURAIS 
- Copia 
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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SBRUZZI, G. Intensity of physical 
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capacity in COPD: systematic review 
and meta-analysis. Jornal 
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publicação oficial da Sociedade 
Brasileira de Pneumologia e 
Tisilogia, v. 45, n. 6, p. e20180011, 
26 set. 2019. 
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MEDICINE. American College of 
Sports Medicine position stand. 
Progression models in resistance 
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Medicine and science in sports 
and exercise, v. 41, n. 3, p. 687–
708, mar. 2009. 
BARONI, B. M. et al. Prevalência 
de alterações posturais em 
praticantes de 
musculaçãoFisioterapia em 
Movimento, 2010. Disponível em: 
 
BEAUMONT, M. et al. Effects of 
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patients: A systematic review and 
meta-analysis. The clinical 
respiratory journal, v. 12, n. 7, p. 
2178–2188, jul. 2018. 
BISCA, G. W. et al. Simple Lower 
Limb Functional Tests in Patients 
With Chronic Obstructive 
Pulmonary Disease: A Systematic 
Review. Archives of physical 
medicine and rehabilitation, v. 
96, n. 12, p. 2221–2230, dez. 2015. 
CAMPIGNION, P. Cadeias 
posteroanteriores e 
anteroposteriores: Cadeias 
musculares e articulares - 
método GDS. [s.l.] Summus 
Editorial, 2019. 
CANALES, J. Z. Fisioterapia em 
transtorno depressivo maior: 
avaliação da postura e imagem 
corporal. [s.l.] Universidade de 
São Paulo, 12 fev. 2009. 
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COURY, H. G. Comparação entre 
dois testes clínicos para avaliar 
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Brasileira de Fisioterapia, 
2007. Disponível em: 
 
FRAGALA, M. S. et al. Resistance 
Training for Older Adults: Position 
Statement From the National 
Strength and Conditioning 
Association. Journal of strength 
and conditioning research / 
http://paperpile.com/b/4urx8n/cSsGhttp://paperpile.com/b/4urx8n/cSsG
http://paperpile.com/b/4urx8n/cSsG
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http://paperpile.com/b/4urx8n/Z9Pr
http://dx.doi.org/10.1590/s0103-51502010000100013
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PRESCRIÇ O DO TREINAMENTO DE FORÇA PARA OS DIFERENTES DESVIOS POSTURAIS 
- Copia 
National Strength & 
Conditioning Association, v. 33, 
n. 8, p. 2019–2052, ago. 2019. 
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B. Alterações posturais de 
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SOUCHARD, P. Autoposturas da 
RPG: O método do Stretching 
Global Ativo (SGA). [s.l.] 
Summus Editorial, 2019. 
SOUCHARD, P. RPG 
REEDUCAÇAO POSTURAL 
GLOBAL. [s.l.] Elsevier Brasil, 
[s.d.]. 
http://paperpile.com/b/4urx8n/p1Uv
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