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Introdução 
A enfermagem, por muito tempo, foi reconhecida como uma ocupação, pois os serviços 
prestados pelos enfermeiros eram compreendidos como uma extensão de cuidados prestados 
por esposas e mães. Recentemente, essa prática tem sido reconhecida como 
uma profissão (LOGAN et al., 2004). 
Glossário 
Ocupação: é um trabalho ou carreira. 
Profissão: é uma vocação ou ocupação que possui status de superioridade. 
 
As profissões são valorizadas porque as atividades executadas pelos profissionais são 
benéficas para a população. As características de uma profissão incluem: conhecimento; 
poder e autoridade sobre treinamento e ensino; registro; serviço altruísta; código de ética; 
socialização; e autonomia (RUTTY, 1998). 
Historicamente, os enfermeiros demoraram muito tempo para identificar e organizar o 
conhecimento profissional. Além disso, o ensino ainda não está padronizado, o sistema de 
ingresso à prática em três níveis (diploma, grau associado e bacharelado), provavelmente, 
dificulta a profissionalização (LOGAN et al., 2004; RUTTY, 1998). 
A base de conhecimentos da enfermagem, no passado, dependia da fisiologia, sociologia, 
psicologia e medicina para sustentar a área acadêmica e prática. Atualmente, as áreas que 
identificam a enfermagem como disciplina distinta são: filosofia identificável, estrutura 
conceitual e abordagens metodológicas para a busca e o desenvolvimento do conhecimento 
(OLDNALL, 1995). 
Para tanto, podemos argumentar, com sucesso, que a enfermagem é uma profissão aspirante, 
em constante evolução (LOGAN et al., 2004). 
Nesta Unidade, abordaremos temas relevantes como a filosofia, a ciência e a enfermagem, 
bem como a sistematização da assistência de enfermagem e as etapas do processo de 
enfermagem. A Unidade está dividida em tópicos para facilitar o entendimento, conforme a 
seguir. 
Filosofia, Ciência e Enfermagem 
Primeiramente, precisamos compreender que a ciência e a filosofia compartilham o objetivo 
de aumentar o conhecimento. A ciência preocupa-se com a causalidade, ou seja, causa e 
efeito. É caracterizada pela observação, verificação e experiência. Já a filosofia preocupa-se 
com a finalidade da vida humana, a natureza do ser e da realidade, a teoria e os limites do 
conhecimento (REED, 1995). 
No que diz respeito à filosofia da enfermagem, ela se refere ao sistema de crença – da 
profissão – e proporciona perspectiva para a prática, o ensino e a pesquisa. Nenhuma filosofia 
isoladamente tem prevalecido na disciplina de Enfermagem (GORTNER, 1990). 
Por sua vez, a ciência da enfermagem refere-se ao sistema de relacionamentos das respostas 
humanas na saúde e na doença, incluindo os domínios biológico, comportamental, social e 
cultural. O objetivo dessa ciência é representar a natureza da enfermagem, ou seja, entendê-la, 
explicá-la e usá-la em benefício das pessoas e proporcionar o conhecimento em todos os 
aspectos, além de orientar e direcionar a prática de enfermagem. Logo, é impossível falarmos 
de uma prática ética e humana sem considerarmos as teorias de enfermagem (GORTNER; 
SCHULTZ, 1988). 
A filosofia da ciência da enfermagem estabelece o significado da ciência por meio do 
entendimento e do exame de conceitos, teorias, leis e metas de enfermagem conforme se 
relacionam com a prática (POLIFRONI; WELCH, 1999). 
O intuito do desenvolvimento do conhecimento é melhorar a prática de enfermagem. As 
abordagens utilizadas para o desenvolvimento do conhecimento são: ontologia, epistemologia 
e metodologia. A ontologia refere-se ao que existe; a epistemologia, às maneiras de conhecer; 
e a metodologia, à maneira de adquirir conhecimento (WAINWRIGHT, 1997). 
Na epistemologia, existem vários tipos básicos de conhecimento, sendo eles: empírico (o 
conhecimento vem da observação), pessoal (a partir do pensamento), intuitivo (sentimentos e 
palpites), somático (conhecimento do corpo em relação ao movimento físico), metafísico 
(aspectos do conhecimento espiritual, incluindo mágica, milagres, psicocinese, entre outros), 
estético (incorpora a arte, a criatividade e os valores) e moral ou ético (valores e normas 
sociais e culturais de comportamento) (WAINWRIGHT, 1997). 
Epistemologia da Enfermagem 
Quatro padrões fundamentais foram identificados para o conhecimento de enfermagem: 
 bullet 
Conhecimento Empírico: é objetivo e abstrato. Recorre às ideias tradicionais, que podem ser 
verificadas pela observação e comprovadas por meio de testes de hipóteses. Muito enfatizado 
na enfermagem, pois é necessário entender como o conhecimento pode ser organizado em leis 
e teorias com o intuito de descrever, explicar e prever os fenômenos de interesse para os 
enfermeiros; 
 bullet 
Conhecimento Estético: é expressivo, subjetivo, exclusivo e experimental. Inclui a 
sensibilidade, a percepção, é criativo e incorpora a empatia e o entendimento. É evidente 
mediante ações, condutas, atitudes e interações entre o enfermeiro e o outro; 
 bullet 
Conhecimento Pessoal: é subjetivo, incorpora experiência, conhecimento, encontros e 
atualização de si mesmo na prática, além de referir-se à maneira como os enfermeiros veem a 
si mesmo e o paciente; 
 bullet 
Conhecimento Ético: refere-se ao código moral da enfermagem com base na obrigação de 
servir e respeitar a vida humana. 
A integração de todos os padrões de conhecimento é essencial para a prática de enfermagem, 
e nenhum padrão deve ser utilizado de maneira isolada (CARPER, 1978). 
No entanto, outros autores e estudiosos incluíram mais três tipos de padrões de conhecimento 
de enfermagem: 
 bullet 
Conhecimento Clínico: refere-se ao conhecimento pessoal do enfermeiro. Resulta do uso de 
vários meios de conhecimento para solucionar os problemas do paciente durante a prestação 
do atendimento; 
 bullet 
Conhecimento Conceitual: é abstraído e generalizado além da experiência pessoal. Utiliza o 
conhecimento da enfermagem e de outras disciplinas e incorpora a curiosidade, a imaginação, 
a persistência e o compromisso; 
 bullet 
Conhecimento Empírico: resulta da pesquisa experimental, histórica ou fenomenológica 
(SCHULTZ; MELEIS, 1988). 
É importante que várias formas de conhecimento sejam incorporadas e reconhecidas na 
disciplina de Enfermagem. Isso contribuirá para: 
 bullet 
Incentivar o uso de diversos tipos de conhecimento na prática, no ensino, no desenvolvimento 
da teoria e da pesquisa; 
 bullet 
Incentivar o uso de métodos diferentes na prática e na pesquisa; 
 bullet 
Tornar o ensino de enfermagem relevante para os enfermeiros com distintos antecedentes de 
aprendizado; 
 bullet 
Identificar os enfermeiros nos diferentes níveis de competência clínica; 
 bullet 
Promover um atendimento de qualidade e satisfação do paciente (KIDD; MORRISON, 1988). 
Metodologia da Pesquisa e Ciência da Enfermagem 
Em meados de 1900, a enfermagem começou a desenvolver-se como disciplina científica e os 
métodos quantitativos eram usados exclusivamente na pesquisa. Entre os anos de 1960 e 
1970, as escolas de enfermagem alinharam a pesquisa de enfermagem com a pesquisa 
científica, com o objetivo de obter reconhecimento ao ambiente acadêmico. Nessa época, os 
enfermeiros pesquisadores e educadores valorizavam os métodos de pesquisa quantitativa 
(FRY, 1992). 
Na década de 1980, alguns enfermeiros experientes afirmaram que a enfermagem não estava 
sendo explorada de forma adequada com o uso de métodos quantitativos. Então, os métodos 
qualitativos começaram a ser utilizados (RUTTY, 1998). 
Enfermagem como uma Ciência Humana 
A ciência humana exige conceitos, métodos e teorias fundamentalmente diferentes daqueles 
das ciências naturais. Ela estuda a vida, valoriza as experiências vivenciadas, busca entender a 
vida e os padrões de significado e valor. Nesse sentido, a enfermagem tem sido cada vez mais 
referida como uma ciência humana (CODY; MITCHELL, 1992). 
Visão Global das Teorias de Enfermagem 
O termo “teoria”,que possui vários significados na literatura, tem sido descrito como a 
explicação sistemática de um evento no qual os componentes e os conceitos são identificados, 
os relacionamentos são propostos e as previsões realizadas. Também se define como uma 
estruturação de ideias, criativa e rigorosa. Por fim, a teoria tem sido denominada como um 
conjunto de pressupostos ou princípios interpretativos que auxiliam para explicar uma ação 
(STREUBERT-SPEZIALE; CARPENTER, 2003). 
Antes do desenvolvimento das teorias, a enfermagem estava subordinada à medicina e era 
prescrita por outros. Suas tarefas eram tradicionais, ritualistas, havendo pouca importância 
com a justificativa. Os teóricos tinham como objetivo esclarecer os domínios intelectuais e 
interativos para distinguir a enfermagem especializada da simples realização de tarefas 
(OMREY; KASPER; PAGE, 1995). 
O uso da teoria oferece estrutura e organização ao conhecimento de enfermagem, além de 
proporcionar um meio sistemático de coletar os dados para descrever, explicar e prever a 
prática. As teorias tornam a prática de enfermagem mais determinada, não apenas com foco 
na prática mas também nas metas e nos resultados específicos. Assim, a teoria de enfermagem 
propõe um cuidado coordenado e menos fragmentado e distingue-se de outras profissões, 
estabelecendo seus limites profissionais (ALLIGOOD; TOMEY, 2002; CHIN; KRAMER, 
2004; MCKENNA, 1993). 
As teorias de enfermagem representam um dos elementos que compõem a linguagem 
específica da enfermagem, com o objetivo de consolidar-se como ciência e arte na área da 
saúde. Identificam que as ações de enfermagem surgem da necessidade de ajuda ao ser 
humano (podendo ser um indivíduo, uma família ou uma comunidade ou um paciente). Esse 
ser humano deve ser compreendido de forma holística para que as ações não se reduzam à 
cura das doenças, mas vislumbrem um cuidado dentro da perspectiva social, emocional, 
espiritual e biológica (GALBREATH; CALLISTA, 2000). 
As teorias e os modelos conceituais desenvolvidos pelos enfermeiros influenciaram a prática a 
fim de: 
 bullet 
Identificar padrões para a prática de enfermagem; 
 bullet 
Identificar os cenários em que a prática de enfermagem deve ocorrer e as características que o 
autor do modelo considera importantes para o cuidado de enfermagem; 
 bullet 
Incluir os parâmetros para investigação do paciente, os problemas deste, uma estratégia para o 
planejamento, um tipo de intervenção e os critérios para avaliação dos resultados da 
intervenção; 
 bullet 
Dirigir o fornecimento dos serviços de enfermagem; 
 bullet 
Servir de base para os sistemas de informação clínica (dados de admissão, prescrições de 
enfermagem, plano de cuidados, anotações de evolução e sumário de alta); 
 bullet 
Orientar o desenvolvimento dos sistemas de classificação do cliente; 
 bullet 
Dirigir os programas de garantia de qualidade (FAWCETT, 1992). 
Desenvolvimento da Teoria na Enfermagem 
Florence Nightingale, que estudaremos com mais detalhes adiante, foi a primeira a delinear o 
que considerava a meta da enfermagem. Ela postulou que ser “enfermeiro” significava ter o 
encargo da saúde pessoal de alguém. O papel do enfermeiro era visto como a colocação do 
paciente na melhor condição para que a natureza aja sobre ele. Na sua visão, os enfermeiros 
deveriam observar atentamente os doentes e seu ambiente, registrar as observações realizadas 
e desenvolver o conhecimento sobre os fatores que auxiliariam na cura. O conhecimento 
desenvolvido e usado por enfermeiros deveria ser diferente do conhecimento médico, e sua 
estrutura para a enfermagem enfatizava o uso do conhecimento empírico. Os enfermeiros 
treinados deveriam controlar e formar o pessoal e administrar a prática de enfermagem nos 
lares e hospitais (CHINN; KRAMER, 2004; KALISCH; KALISCH, 2004). 
Estudiosos dessa área desenvolveram trabalhos filosóficos para descrever a enfermagem e 
orientar sua prática. Foram descritos cinco estágios do desenvolvimento da teoria e da 
filosofia da enfermagem, conforme o Quadro a seguir: 
Quadro 1 – Estágios do Desenvolvimento das Teorias de Enfermagem 
Estágio Fonte de Conhecimento Informações Relevantes 
Conhecimento 
Silencioso 
Obediência cega à 
autoridade médica. 
 O ensino e a prática eram fundamentados em 
regras, princípios e tradições; 
 O ensino e a prática de enfermagem 
concentravam-se no desempenho das habilidades 
técnicas e na aplicação de poucos princípios 
básicos, como a técnica asséptica e os princípios 
da mobilidade. 
Estágio Fonte de Conhecimento Informações Relevantes 
Conhecimento 
Recebido 
Aprender ouvindo os outros. 
 Em 1950, foi publicado pela primeira vez o 
periódico Nursing Research; 
 Os livros sobre métodos de pesquisa e teorias 
explícitas de enfermagem começaram a surgir; 
 Em 1956, foram autorizados pelo Health 
Amendments Act fundos para auxílio financeiro 
para promover ensino de graduação em tempo 
integral e preparar os enfermeiros para a 
administração, a supervisão e o ensino. 
Conhecimento 
Subjetivo 
Um novo sentido do eu 
emergiu. 
 Durante os anos de 1960, o desenvolvimento da 
teoria de enfermagem foi fortemente influenciado 
por três filósofos (James Dickoff, Patricia James e 
Ernestine Weidenbach) que descreveram a 
natureza da teoria para uma disciplina prática; 
 As teorias pioneiras eram caracterizadas pela 
visão funcional da enfermagem e da saúde; 
 As descrições e os modelos de enfermagem foram 
desenvolvidos a partir das experiências pessoais, 
profissionais e educacionais e refletiam a 
percepção da prática ideal. 
Conhecimento de 
Procedimentos 
Conhecimento separado e 
conectado. 
 Em 1972, a National League for 
Nursing implementou uma exigência de que o 
currículo de enfermagem fosse fundamentado em 
estruturas conceituais; 
 Os enfermeiros discutiam se era necessário um 
modelo conceitual para enfermagem ou vários 
modelos que descrevessem os relacionamentos 
entre enfermeiro, paciente, ambiente e saúde. 
Conhecimento 
Construído 
 
Diferentes tipos de 
conhecimento (intuição, 
raciocínio e 
autoconhecimento). 
 
 No final da década de 1980, os estudiosos 
começaram a concentrar-se na necessidade de 
desenvolver teorias substantivas para proporcionar 
fundamentos significativos para a prática de 
enfermagem. 
 
Fonte: Adaptado de KIDD; MORRISON, 1988, p. 222-224 
Classificação das Teorias de Enfermagem 
As classificações das teorias são baseadas no alcance/âmbito ou na abstração e no tipo ou na 
finalidade da teoria (descrição, previsão, produção de situação). A seguir, descreveremos cada 
uma delas: 
 bullet 
Âmbito da Teoria: refere-se à complexidade e ao grau de abstração. Inclui o nível de 
especificidade e o concretismo de seus conceitos e proposições. A classificação usa os termos 
“metateoria”, “filosofia” ou “visão de mundo” para descrever a base filosófica da disciplina. 
Para caracterizar a estrutura conceitual, utiliza a teoria de médio alcance para definir 
estruturas que são relativamente mais focadas que as grandes teorias. Já microteoria, teoria 
específica à situação ou teoria prática são utilizadas para descrever as de âmbito menor 
(HIGGINS; MOORE, 2000; PETERSON, 2004); 
 bullet 
Metateoria: foca, na enfermagem, os aspectos amplos, como os processos de geração de 
conhecimento e o desenvolvimento da teoria. Os aspectos metateóricos relacionam-se com a 
filosofia da enfermagem e abordam quais os níveis de desenvolvimento da teoria são 
necessários para a prática, a pesquisa e o ensino de enfermagem (WALKER; AVANT, 2005); 
 bullet 
Grandes Teorias (Macroteoria): são as mais complexas e as de âmbito mais abrangente. 
Elas tentam explicar as amplas áreas dentro da disciplina e podem incorporar outras teorias. 
Inespecíficas, utilizam conceitos abstratos e são desenvolvidas por meio da avaliação atenta e 
profunda das ideias existentes, em oposiçãoà pesquisa empírica (FAWCETT, 2000); 
 bullet 
Teorias de Médio Alcance: têm ideias mais circunscritas e concretas. São específicas e 
englobam um número limitado de conceitos e um aspecto restrito do mundo real. Pode ser a 
descrição de determinado fenômeno, a explicação do relacionamento entre os fenômenos ou a 
previsão dos efeitos de um fenômeno ou outro (FAWCETT, 2000); 
 bullet 
Teorias Práticas: explicam um pequeno aspecto da realidade e tendem a ser prescritivas. São 
limitadas a populações ou campos específicos da prática e, com frequência, usam o 
conhecimento de outras disciplinas. Exemplos: o vínculo entre mãe e bebê e o controle da dor 
oncológica (MCKENNA, 1993); 
 bullet 
Teorias Parciais: são aquelas em estágio de desenvolvimento, alguns conceitos foram 
identificados e algumas relações entre eles foram definidas, porém a teoria ainda não está 
completa (KECK, 1998); 
 bullet 
Finalidade das Teorias: as teorias são definidas como invenções intelectuais destinadas a 
descrever, explicar, prever ou prescrever os fenômenos. Foram descritos quatro tipos de 
teorias, conforme o quadro a seguir. 
Quadro 2 – Tipos de Teorias 
Tipo de Teoria Conceito Exemplos 
Teorias de isolamento dos fatores 
(teorias descritivas). 
Proporcionam observação e 
significado referentes aos 
fenômenos. 
Desenvolvimento de um modelo 
teórico para descrever a experiência 
das mães cujas gestações foram 
Tipo de Teoria Conceito Exemplos 
complicadas pela síndrome de 
HELLP. 
Teorias do relacionamento dos 
fatores (teorias explicativas). 
Demonstram como e por que os 
conceitos são relacionados e podem 
lidar com a causa e o efeito e as 
correlações que regulam as 
interações. 
Modelo da dispneia crônica: define-
se e descreve-se juntamente com os 
antecedentes fisiológicos da 
dispneia crônica e suas 
consequências. 
Teorias relacionadas com a situação 
(teorias previsíveis). 
 
Defendem que a eficácia na 
prestação de atendimento depende 
de inúmeros fatores, como as 
características do prestador de 
cuidados, as interações 
interpessoais, o preparo educacional 
do prestador de cuidados, bem 
como fatores de adaptação, 
estabilidade econômica e 
mecanismos de enfrentamento. 
 
Criado modelo teórico destinado a 
prever o bem-estar entre as 
sobreviventes de câncer de mama. 
 
Teorias produtoras de situações 
(teorias prescritivas). 
 
Abordam a terapêutica de 
enfermagem e as consequências das 
intervenções. 
 
Desenvolvimento de uma teoria de 
médio alcance de intervenção 
cronoterapêutica para a dor pós-
cirúrgica. 
 
Fonte: Adaptado de DICKOFF; JAMES, 1968, p. 197-203 
As Teorias de Enfermagem 
A seguir, discutiremos as teorias de enfermagem e sua importância no cuidado ao paciente. 
Florence Nightingale (Teoria Ambiental – 1860) 
Considerada a fundadora da enfermagem moderna, Florence Nightingale conhecia a teoria 
dos germes e, antes de sua ampla publicação, tinha deduzido que a limpeza, o ar fresco, os 
aspectos sanitários, o conforto e a socialização eram necessários para a cura. Os três 
princípios da filosofia de Nightingale são: a cura, a liderança e a ação global, sendo 
classificada como uma grande teoria com filosofia indutiva, abstrata e de natureza descritiva. 
O modelo educacional era baseado na antecipação e no preenchimento das necessidades dos 
pacientes, assim como orientado para os trabalhos que o enfermeiro deve realizar para 
satisfazer tais necessidades (DOSSEY, 2000; SELANDERS, 1993). 
Ela acreditava que um ambiente saudável era essencial para a cura, o ruído era prejudicial e 
deveria ser evitado para que o repouso fosse efetivo. A alimentação nutritiva, leitos e roupas 
de cama apropriados, além da higiene pessoal, e o contato social eram essenciais para a cura 
(OLIVEIRA, 2011). 
A autora de Notas sobre Enfermagem defendia que as enfermeiras deveriam observar seus 
pacientes com precisão e ser capazes de relatar o estado do paciente ao médico. Além disso, 
deveriam pensar criticamente sobre o cuidado do paciente e fazer o que for necessário e 
apropriado para auxiliar na cura (NIGHTINGALE, 1860). 
Reflita 
Para você, quais fatores do meio ambiente podem interferir no processo de cura? 
Para Nightingale (1999), é necessário que o ambiente seja: 
 bullet 
Ventilado: ambiente com ventilação, mas sem corrente de ar; 
 bullet 
Iluminado: além do ar puro, há necessidade de iluminação com luz solar direta; 
 bullet 
Aquecido: é fundamental para a recuperação da saúde e a prevenção da perda de calor vital; 
 bullet 
Limpo: ambientes limpos são fundamentais para prevenção de infecções; 
 bullet 
Silencioso: é preciso sempre se atentar à prevenção de ruídos, pois nem a boa assistência será 
benéfica para o doente sem o silêncio necessário; 
 bullet 
Livre de Odores: o cheiro exalado dos ferimentos deve ser evitado com a frequente troca dos 
curativos; 
 bullet 
Abastecido de Alimentação Saudável: a reposição de nutrientes por meio de uma 
alimentação saudável é essencial para o processo de cura. 
Leitura 
A Teoria Ambientalista no Ensino e na Prática Profissional em Enfermagem: 
Uma Revisão Integrativa 
Leia o artigo a seguir para entender a aplicabilidade da teoria na prática. 
Clique no botão para conferir o conteúdo. 
ACESSE 
Hildegard Peplau (Teoria das Relações Interpessoais em Enfermagem – 1952) 
Primeira teorista de enfermagem publicada após Florence Nightingale, a enfermeira 
americana Hildegard Peplau tinha como foco as relações entre paciente e cuidador, em que 
este deve ser capaz de reconhecer a necessidade de ajudar aquele a reagir à doença. O 
processo interpessoal terapêutico, mediante a relação entre enfermeiro e paciente, ajuda a 
atingir a maturidade e facilita uma vida criativa, construtiva e produtiva. Desse modo, tal 
processo passa por quatro fases: orientação, identificação, exploração e resolução, cada uma 
delas é caracterizada por um conjunto de funções, relacionadas aos problemas de saúde, que 
se desenvolvem à medida que o cuidador e o paciente trabalham conjuntamente com o intuito 
de sanar as dificuldades. 
https://bit.ly/3Hpvc5o
 1 
1 
Fase de Orientação: é necessário compreender, para se obter sucesso nesta fase, que pessoas 
diferentes reagem de formas diferentes diante da doença. O profissional deve compreender 
quais necessidades educativas o paciente possui e como pode auxiliá-lo a entender o que está 
por acontecer no processo da doença e de recuperação. Nesta fase, é fundamental que o 
profissional de enfermagem estimule o paciente a participar das etapas de diagnóstico e 
avaliação do seu problema, para que adquira conhecimentos que serão aplicados em um 
momento futuro. Você pode encorajar o paciente a expor seus receios, seus medos e suas 
ansiedades. Isso é importante para que não se acumule inquietações que irão refletir 
negativamente na recuperação da saúde. Assim, o paciente se sentirá mais forte e menos 
impotente no enfrentamento da doença. No entanto, nem todos os pacientes lidam bem com a 
difícil situação da doença, que, muitas vezes, envolve o afastamento da família, incluindo os 
filhos. O paciente aceita a ajuda do profissional de enfermagem, mas, algumas vezes, a rejeita, 
sentindo-se diminuído por não poder se autocuidar; 
 2 
2 
Fase de Identificação: o paciente reage seletivamente no enfermeiro; ambos precisam 
esclarecer as percepções e expectativas mútuas. Ou seja, o paciente reconhece a necessidade 
de ajuda e colabora com aqueles que fornecerão apoio; enquanto a enfermeira faz o 
diagnóstico e estabelece um plano de ação. No final desta fase o paciente começa a lidar com 
o problema, o que diminui a sensação de desamparo e desespero; 
 3 
3 
Fase de Exploração: depois da identificação entre o paciente e o profissional cuidador, é 
possível que o indivíduo usufrua de todos os serviços oferecidos pela equipe de enfermagem. 
Esta fase se caracteriza por uma posição derecuo e avanço por parte do paciente e se 
sobrepõe sobre as fases que estudamos anteriormente. Podemos comparar a fase de 
exploração com o comportamento de um adolescente que muda rapidamente de opinião e, 
muitas vezes, não sabe que direção seguir; 
 4 
4 
Fase de Resolução: quando o paciente tem suas necessidades satisfeitas, é comum que ele 
passe a estabelecer novas metas para sua vida, por exemplo: atividade física, ingestão de 
alimentos saudáveis, entre outras (PEPLAU, 1993). 
Leitura 
Aplicação da Teoria Interpessoal de Peplau com Puérpara Adolescente 
Clique no botão para conferir o conteúdo. 
ACESSE 
Virginia Henderson (Teoria das Necessidades Básicas – 1955) 
https://bit.ly/3w9Z6ru
Educadora de enfermagem bastante conhecida, Virginia Henderson, juntamente com outros 
colaboradores, criou, em 1937, um currículo básico de enfermagem no qual o ensino era 
centralizado no paciente e organizado em torno dos problemas de enfermagem, e não nos 
diagnósticos médicos (HENDERSON, 1991). Visto que o conceito de enfermagem foi 
derivado de sua prática e educação, seu trabalho é indutivo. O principal pressuposto da teoria 
é que os enfermeiros cuidem dos pacientes até que eles tenham condições de se cuidarem 
novamente. Ademais, os enfermeiros devem ser educados em nível acadêmico, tanto na arte 
quanto na ciência. 
Henderson definiu 14 atividades para assistência ao paciente, conforme o Quadro a seguir: 
Quadro 3 – 14 Atividades para Assistência ao Paciente Segundo Henderson 
1 Respirar normalmente. 
2 Comer e beber de forma adequada. 
3 
Eliminar resíduos orgânicos. 
 
4 
Movimentar-se e manter uma postura desejável. 
 
5 
Dormir e repousar. 
 
6 
Selecionar roupas adequadas (vestir e despir). 
 
7 
Manter a temperatura corporal adequada. 
 
8 
Manter o corpo limpo. 
 
9 
Evitar perigos no ambiente e lesões em terceiros. 
 
10 
Comunicar-se com os outros e expressar emoções. 
 
11 
Seguir padrões religiosos, conforme a própria fé. 
 
12 
Trabalhar de maneira a se satisfazer. 
 
13 
Participar de atividades de recreação. 
 
14 
Aprender e satisfazer a curiosidade que leva ao desenvolvimento da saúde e usar os 
serviços de saúde disponíveis. 
Fonte: Adaptado de HENDERSON, 1991, p. 22-23 
Leitura 
Processo de Enfermagem Fundamentado em Virginia Henderson Aplicado a uma 
Trabalhadora Idosa 
Leia o artigo a seguir para entender a aplicabilidade da teoria na prática. 
Clique no botão para conferir o conteúdo. 
ACESSE 
Faye G. Abdellah (Teoria Centrada nos Problemas – 1960) 
https://bit.ly/3AZTosz
Pioneira americana na pesquisa em enfermagem, Faye G. Abdellah desenvolveu, de forma 
indutiva a partir de sua prática, a abordagem de enfermagem centrada no paciente. A teoria foi 
criada para auxiliar o ensino de enfermagem e é aplicável à educação e à prática. Abdellah foi 
uma das primeiras autoras a referir-se ao diagnóstico de enfermagem (ABDELLAH et al., 
1960). 
Para a autora de Patient – Centered Approaches to Nursing e alguns autores, os enfermeiros 
deveriam: aprender a conhecer o paciente; identificar os dados relevantes e significativos; 
fazer generalizações sobre os dados disponíveis; identificar o plano terapêutico; testar as 
generalizações com o paciente; validar as conclusões do paciente sobre o seu problema; 
observar e avaliar o paciente a fim de identificar qualquer atitude ou indicação que altere seu 
comportamento; explorar a reação do paciente e da família ao plano terapêutico; identificar 
como eles (enfermeiros) se sentem diante dos problemas de enfermagem do paciente; e 
desenvolver um plano completo de cuidados de enfermagem. Nesse sentido, foi desenvolvida 
uma lista com 21 problemas de enfermagem, conforme a seguir: 
 1 
1 
Manter boa higiene e conforto físico; 
 2 
2 
Promover atividade física, repouso e sono; 
 3 
3 
Promover segurança para prevenção tanto de acidentes quanto de transmissão de infecção; 
 4 
4 
Manter boa postura corporal e corrigir deformidades; 
 5 
5 
Facilitar a manutenção de suprimento de oxigênio pelo corpo; 
 6 
6 
Facilitar a nutrição corporal; 
 7 
7 
Facilitar a manutenção das eliminações; 
 8 
8 
Facilitar a manutenção do equilíbrio hidreletrolítico; 
 9 
9 
Reconhecer as respostas fisiológicas do corpo; 
 10 
10 
Facilitar a manutenção das funções reguladoras; 
 11 
11 
Facilitar a manutenção da função sensorial; 
 12 
12 
Identificar e aceitar expressões negativas e positivas, sentimentos e reações; 
 13 
13 
Identificar e aceitar as inter-relações entre emoções e doenças; 
 14 
14 
Facilitar a manutenção da comunicação verbal e não verbal; 
 15 
15 
Promover o desenvolvimento de relações interpessoais produtivas; 
 16 
16 
Facilitar a realização de metas espirituais pessoais; 
 17 
17 
Criar e manter um ambiente terapêutico; 
 18 
18 
Facilitar a conscientização como indivíduo das necessidades físicas, emocionais e de 
desenvolvimento; 
 19 
19 
Aceitar as limitações físicas e emocionais; 
 20 
20 
Usar recursos comunitários para auxiliar na resolução de problemas surgidos com a doença; 
 21 
21 
Compreender o papel dos problemas sociais como fatores que influenciam a causa da doença 
(ABDELLAH et al., 1960). 
Leitura 
Abordagem Situacional do Enfermeiro no Exame Físico Hematológico: Uma 
Reflexão com Faye Abdellah 
Leia este artigo para entender a aplicabilidade da teoria na prática. 
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ACESSE 
Wanda Horta (Teoria das Necessidades Humanas Básicas – 1960) 
Defensora do lema “gente que cuida de gente”, a enfermeira e professora brasileira Wanda 
Horta classifica as necessidades humanas básicas em três grandes dimensões: psicobiológicas, 
https://bit.ly/3Hmx3ru
psicossociais e psicoespirituais. Ela estabelece um relacionamento entre os conceitos de ser 
humano, ambiente e enfermagem. Sua teoria descreve a enfermagem como parte integrante da 
equipe de saúde, que, por meio de um método científico, consegue atuar de maneira eficiente. 
Esse método é denominado Processo de Enfermagem, o qual é a dinâmica das ações 
sistematizadas e inter-relacionadas, visando à assistência ao ser humano, caracterizada por 
seis fases: histórico de enfermagem, diagnóstico de enfermagem, plano assistencial, plano de 
cuidados ou prescrição de enfermagem, evolução e prognóstico. O modelo foi baseado na 
teoria da motivação humana de Abraham Maslow (Figura 1) e em alguns princípios de João 
Mohana. 
 
Figura 1 – Pirâmide de Maslow 
Fonte: Adaptada de MARCONDES, 2021, n. p 
A classificação de necessidades de Mohana elenca três dimensões: psicobiológica, 
psicossocial e psicoespiritual. Um dos fatos que fizeram com que Horta adotasse essa 
classificação foi colocar a espiritualidade como uma necessidade humana básica e como uma 
dimensão mais elevada nas necessidades. O princípio fundamental do conceito da autora 
de Processo de Enfermagem é assistir o ser humano no atendimento de suas necessidades 
básicas e torná-lo independente dessa assistência mediante a educação. 
Quadro 4 – Classificação das Necessidades Humanas Básicas Segundo Horta 
Necessidades Psicobiológicas Necessidades Psicossiais Necessidades Psicoespirituais 
 Oxigenação; 
 Hidratação; 
 Eliminação; 
 Sono e Repouso; 
 Exercício e Atividade física; 
 Sexualidade; 
 Abrigo; 
 Mecânica corporal; 
 Motilidade; 
 Integridade cutâneo-mucosa; 
 Integridade física; 
 Regulação: térmica, 
hormonal, neurológica, 
hidrossalina, eletrolítica, 
imunológico, crescimento 
celular, vascular; 
 Locomoção; 
 Percepção: olfativa, visual, 
auditiva, tátil, gustativa, 
dolorosa; 
 Ambiente; 
 Terapêutica. 
 Segurança; 
 Amor; 
 Liberdade; 
 Comunicação; 
 Criatividade; 
 Aprendizagem (educação à 
saúde); 
 Gregária; 
 Recreação; 
 Lazer; 
 Espaço; 
 Orientação no tempo e 
espaço; 
 Aceitação; 
 Auto-realização; 
 Auto-estima; 
 Participação; Auto-imagem; 
 Atenção. 
 Religiosa ou teológica; 
 Ética ou de filosofia de Vida. 
Fonte: Adaptado de HORTA, 1979, p. 40 
Leitura 
Aplicabilidade da Teoria de Wanda Horta no Autocuidado a Pacientes 
Ostomizados 
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ACESSE 
Myra Estrin Levine (Teoria Holística – 1967) 
Reconhecida pela formulação da teoria da conservação, a enfermeira, teórica, autora e 
pesquisadora americana Myra Estrin Levine elaborou um modelo direcionado ao paciente que 
procura por assistência em um estabelecimento de saúde ao sofrer de algum tipo de alteração 
do seu estado normal de saúde. Esse modelo é constituído em quatro princípios de 
conservação, sendo eles: conservação da energia, conservação da integridade estrutural, 
conservação da integridade pessoal e conservação da integridade social. As intervenções de 
https://bit.ly/3HpxscT
enfermagem são baseadas na conservação da integridade do paciente em cada um dos 
domínios de conservação. A eficácia das intervenções é medida pela manutenção da 
integridade do paciente (LEVINE, 1973). 
À vista disso, é de suma importância entender os princípios de conservação: 
 bullet 
Conservação da Energia: está baseada nas intervenções de enfermagem para conservar 
energia por uma decisão deliberada; 
 bullet 
Conservação da Integridade Estrutural: é a base para as intervenções de enfermagem 
visando limitar a quantidade de envolvimento do tecido; 
 bullet 
Conservação da Integridade Pessoal: está baseada nas intervenções de enfermagem que 
permitem ao indivíduo tomar ou participar das decisões; 
 bullet 
Conservação da Integridade Social: está baseada nas intervenções de enfermagem com o 
intuito de preservar as interações do paciente com a família e com o sistema social (LEVINE, 
1973). 
O modelo de Levine foi utilizado no Departamento de Emergência do Hospital da 
Universidade da Pennsylvania. Sua utilização fortaleceu a comunicação e melhorou o cuidado 
de enfermagem no hospital pela colaboração entre as disciplinas. Além disso, foi considerado 
útil para dirigir a prática de enfermagem no atendimento de crianças, no diagnóstico de 
enfermagem em unidade de atendimento neurológico e na maternidade para estudar a 
integridade perineal (POND; TANEY, 1991; ROBERTS; FLEMING; GIESE, 1991; 
TAYLOR, 1989). 
Leitura 
Cuidados Paliativos em Pediatria: Um Estudo Reflexivo 
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ACESSE 
Dorothy Johnson (Teoria do Sistema Comportamental – 1968) 
Enfermeira, autora, pesquisadora e teórica norte-americana, Dorothy Johnson criou um 
modelo sobre as necessidades, o ser humano como um sistema comportamental e o alívio do 
estresse como cuidado de enfermagem. Ela considera que se deve reduzir o estresse para que 
o paciente se recupere. Nessa perspectiva, o enfermeiro deve agir para suprir as necessidades 
do paciente e perceber a incapacidade deste, ser capaz de adaptar-se e oferecer uma 
assistência para solucionar os problemas. A teoria foi utilizada, por exemplo, para descrever o 
impacto do medo do crime sobre a saúde das pessoas idosas e os comportamentos de busca da 
saúde e da qualidade de vida. Outra aplicabilidade foi para investigar e intervir em um grupo 
de cuidadores de indivíduos com a doença de Alzheimer (BENSON, 1997; FRUEHWIRTH, 
1989). 
https://bit.ly/3HpxUrB
Johnson delineou sete subsistemas aos quais o modelo se aplicava: 
 bullet 
Subsistema de Apego ou Aflição: atende à necessidade de segurança por meio da inclusão; 
 bullet 
Subsistema da Dependência: é destinado a obter atenção, reconhecimento e assistência 
física; 
 bullet 
Subsistema de Ingestão: relaciona-se à necessidade de suprir as exigências biológicas de 
alimentos e líquidos; 
 bullet 
Subsistema de Eliminação: diz respeito à excreção dos resíduos; 
 bullet 
Subsistema Sexual: atende à exigência biológica de reprodução; 
 bullet 
Subsistema de Agressão: funciona na proteção e preservação própria e social; 
 bullet 
Subsistema de Realização: domina e controla o próprio eu e o ambiente. 
Além disso, existem três exigências funcionais dos seres humanos neste modelo: 
 bullet 
Proteger-se das influências nocivas; 
 bullet 
Nutrir-se pelo fornecimento de suprimentos; 
 bullet 
Estimular-se a favorecer o crescimento e prevenir a estagnação (JOHNSON, 1980). 
Leitura 
Instrumentos para o Processo de Enfermagem do Neonato Pré-termo à Luz da 
Teoria de Dorothy Johnson 
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ACESSE 
Irmã Callista Roy (Teoria da Adaptação – 1970) 
Formada em 1963, com Doutorado em Sociologia em 1977, a teórica de enfermagem, 
professora e autora americana Callista Roy, que era freira, compreende o paciente como um 
https://bit.ly/3rlTuri
ser biopsicossocial em constante interação com o meio em mudança. Isso implica a 
necessidade de a pessoa adaptar-se continuamente, com vistas a manter sua integridade física 
e mental. Ela desenvolveu um modelo composto de quatro modos adaptativos constituintes 
das categorias específicas que servem como uma estrutura para a investigação. São eles: 
 bullet 
Modo Fisiológico-físico: processos físicos e químicos envolvidos na função e nas atividades 
dos organismos vivos; 
 bullet 
Modo de Identidade do Grupo de Autoconceito: foco na integridade psicológica e 
espiritual; 
 bullet 
Modo de Função do Papel: papel que o indivíduo ocupa na sociedade preenchendo a 
necessidade de integridade social; 
 bullet 
Modo da Interdependência: relacionamento próximo de pessoas e suas finalidades, estrutura 
e desenvolvimento individual e grupal (ROY; ANDREWS, 1999). 
Leitura 
Leia os artigos a seguir para entender a aplicabilidade da teoria na prática. 
Aplicabilidade do Modelo de Adaptação de Roy no Cuidado ao Paciente 
Diabético 
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ACESSE 
Aplicação da Teoria de Enfermagem de Callista Roy ao Paciente com Acidente 
Vascular Cerebral 
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ACESSE 
Aplicação da Teoria de Callista Roy a Pais/Cuidadores de Crianças 
Autistas: Uma Proposta Intervencionista 
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ACESSE 
Martha Rogers (Teoria do Homem Unitário – 1970) 
Enfermeira americana que se dedicou à pesquisa e à publicação de teorias e livros na área da 
enfermagem, Martha Rogers criou uma teoria embasada no conceito de que o conhecimento 
pregresso é fundamental para a compreensão presente da enfermagem e a atualização dos 
princípios e das teorias que devem orientar sua prática. Baseia-se na teoria geral dos sistemas, 
que, por sua vez, tem como pressupostos: 
 bullet 
O ambiente influencia o indivíduo por meio das suas trocas de energia; 
 bullet 
https://bit.ly/3rlWiod
https://bit.ly/3ARqYRB
https://bit.ly/3gkyOcY
O ser humano manifesta suas características individuais, mas possui uma integralidade, 
tornando-se um todo unificado; 
 bullet 
A vida tem processos que evoluem irreversivelmente ao longo do tempo; 
 
 
 
 
 
bullet 
A abstração, a linguagem, a sensação, a criação e o pensamento caracterizam o ser humano. 
Baseando-se nesses pressupostos, a teoria estabelece os seguintes blocos: 
 Campo de energia; 
 Abertura; 
 Padrão; 
 Pandimensionalidade. 
Assim, a teoria de Rogers sugere que o indivíduo seja visto pela enfermagem como um 
processo de interação com o ambiente, e não como um ser isolado (ROGERS, 1990). 
Leitura 
Toque no Bebê Hospitalizado Sob a Luz da Teoria de Martha Elizabeth Rogers: 
Reflexões de Enfermagem 
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ACESSE 
Dorothea E. Orem (Teoria do Déficit do Autocuidado – 1971) 
Enfermeira e empresárianorte-americana, Dorothea E. Orem desenvolveu sua teoria a partir 
de um marco conceitual. Para ela, o profissional de enfermagem, juntamente com o cliente, 
deve identificar déficits de capacidade no atendimento das necessidades individuais de 
autocuidado, procurando desenvolver, nesses indivíduos, os potenciais já existentes para a 
prática do autocuidado. Dessa forma, o profissional de enfermagem funciona como regulador 
do sistema. Ele identifica os déficits de competência em relação à demanda de autocuidado, 
faz pelo indivíduo aquilo que ele não pode fazer, ensina, orienta e promove o 
desenvolvimento das capacidades do indivíduo para que ele possa se tornar independente da 
assistência de enfermagem, assumindo seu autocuidado. Nesse sentido, a autora 
de Nursing: Concepts of Practice delineia três teorias sequenciais: teoria do autocuidado, 
teoria do déficit de autocuidado e teoria dos sistemas de enfermagem. 
Ainda, segundo Orem, existem três requisitos de autocuidado: 
 bullet 
https://bit.ly/3ol99Fh
Universais: relacionados aos processos de vida e à manutenção da estrutura e do 
funcionamento humano. Podemos citar, como exemplo, as atividades do dia a dia comuns a 
todos os indivíduos; 
 bullet 
Desenvolvimento: são processos universais desenvolvidos de maneira particular, individual, 
isto é, a capacidade de o indivíduo adaptar-se a uma nova condição. Como exemplo, podemos 
citar o desempenho de uma nova atividade laboral ou a adaptação a uma limitação física; 
 bullet 
Desvio de Saúde: em condições de ferimento, doença ou moléstia, este requisito é exigido; 
além disso, pode-se exigi-lo em consequência de medidas médicas para correção ou, ainda, no 
diagnóstico de uma condição. O indivíduo deve desenvolver a capacidade de lidar com a 
condição reversa à saúde (OREM, 1995). 
Leitura 
Aplicação do Processo de Enfermagem Baseado na Teoria de OREM: Estudo de 
Caso com uma Adolescente Grávida 
Leia o artigo a seguir para entender a aplicabilidade da teoria na prática. 
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ACESSE 
Imogene M. King (Teoria do Alcance de Metas – 1971) 
Pioneira no desenvolvimento da teoria de enfermagem, a enfermeira norte-americana 
Imogene M. King criou uma teoria interacionista, pautada no cuidado de enfermagem que não 
se restringe ao âmbito individual, mas pode ser prestado a um grupo social com o qual a 
enfermeira estabelece contato. O paciente está no centro do processo e é envolvido em todas 
as etapas, tendo por objetivo obter os melhores resultados e satisfazer suas necessidades a 
partir da definição de metas. A autora de A Systems Framework for Nursing descreve vários 
pressupostos relacionados aos indivíduos, às interações entre o enfermeiro e o paciente e à 
enfermagem (KING, 1995). 
 bullet 
Pressupostos Relacionados aos Indivíduos: o modelo estabelece que as pessoas são seres 
sociais, racionais e reagentes. São controláveis, orientadas por ações e pelo tempo quanto aos 
seus comportamentos (KING, 1995); 
 bullet 
Pressupostos Relacionados às Interações entre o Enfermeiro e o Paciente: as percepções 
do enfermeiro e do paciente influenciam o processo de interação (as metas, as necessidades e 
os valores do enfermeiro e do paciente), os indivíduos têm o direito de saber sobre eles 
mesmos, participar das decisões, aceitar ou rejeitar o cuidado (KING, 1981); 
 bullet 
Pressupostos Relacionados à Enfermagem: compreende o cuidado aos seres humanos. A 
enfermagem é perceber, pensar, relacionar, julgar e agir de acordo com o comportamento dos 
indivíduos. A meta da enfermagem é ajudar indivíduos e grupos a atingir, manter e restaurar a 
saúde (KING, 1995; KING, 1981). 
https://bit.ly/3HrUr72
Para compreender melhor, a teoria de alcance de metas engloba diversas relações, muitas 
delas complexas. A seguir, apresentamos, em formato de tópicos, algumas relações entre os 
conceitos da teoria: 
 bullet 
Enfermeiro e paciente são sistemas interagindo de forma proposital; 
 bullet 
As percepções, os julgamentos e as ações do enfermeiro e do paciente produzem transações 
dirigidas às metas; 
 bullet 
Se a exatidão estiver presente nas interações entre o enfermeiro e o paciente, as transações 
serão positivas; 
 bullet 
Se o enfermeiro e o paciente fizerem as transações, as metas serão atingidas e o crescimento e 
o desenvolvimento serão favorecidos; 
 bullet 
Quando as metas forem atingidas, haverá satisfação e o cuidado de enfermagem será efetivo; 
 bullet 
Se houver conflito de papel do enfermeiro, do paciente ou de ambos, haverá estresse nas 
interações (entre enfermeiro e paciente); 
 bullet 
Se os enfermeiros possuírem conhecimento e habilidades especiais para comunicar 
informações adequadas aos pacientes, estabelecerá metas mútuas e suas realizações (KING, 
1981). 
Leitura 
Estabelecimento de Metas no Planejamento da Aposentadoria: Reflexão à Luz de 
Imogene King 
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ACESSE 
Betty Neuman (Modelo dos Sistemas – 1972) 
Enfermeira e teórica de enfermagem estadunidense, Betty Neuman desenvolveu o modelo dos 
sistemas holísticos, com foco nos aspectos psicológicos, fisiológicos, socioculturais e 
desenvolvimentistas de seres humanos. Usa uma abordagem de sistemas focalizada nas 
necessidades humanas de proteção e de alívio do estresse. O modelo é fundamentado nas 
reações do paciente ao estresse ao manter os limites para assegurar sua estabilidade. É 
delineado em três passos: diagnóstico de enfermagem, metas de enfermagem e resultados de 
https://bit.ly/3GmHLNv
enfermagem. Ademais, o modelo foi reconhecido para uso na prática de enfermagem na 
administração dos cuidados ao paciente, nas áreas de medicina, cirurgia, saúde mental, saúde 
da mulher, enfermagem pediátrica e gerontologia (HASSELL, 1996). 
Os dez pressupostos do modelo dos sistemas de Neuman são: 
 1 
1 
Cada sistema do paciente é único; 
 2 
2 
Existem estressores conhecidos, desconhecidos e universais. Cada um deles atua de maneira 
diferente para perturbar o nível de estabilidade habitual do paciente; 
 3 
3 
Cada paciente desenvolve uma série de respostas ao ambiente, a qual é chamada de linha de 
defesa normal; 
 4 
4 
Quando a linha de defesa não é capaz de proteger o paciente contra um estressor ambiental, a 
linha normal de defesa é rompida; 
 5 
5 
O paciente no estado de saúde ou doença é um composto dos inter-relacionamentos das 
variáveis; 
 6 
6 
Em cada sistema do paciente estão implícitos os fatores de resistência, que funcionam para 
estabilizar e conduzir o paciente ao estado de saúde habitual; 
 7 
7 
A prevenção primária relaciona-se com o conhecimento geral aplicado na investigação do 
paciente, na identificação e na redução dos fatores de risco a fim de prevenir uma possível 
reação; 
 8 
8 
A prevenção secundária relaciona-se com a sintomatologia que acompanha a reação aos 
estressores; 
 9 
9 
A prevenção terciária está relacionada com os processos de ajustes que ocorrem à medida que 
a reconstituição começa e os fatores de manutenção levam o paciente de volta à prevenção 
primária; 
 10 
10 
O paciente está em troca de energia dinâmica e constante com o ambiente. 
 
Figura 2 – Diagrama do modelo de sistemas de Neuman 
Fonte: NEUMAN; FAWCETT, 2011 
Leitura 
Intervenção de Enfermagem Baseada na Teoria de Neuman Mediada por Jogo 
Educativo 
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ACESSE 
Jean Watson (Teoria do Cuidado Transpessoal – 1979) 
Enfermeira, teórica e professora de enfermagem estadunidense, Jean Watson elaborou uma 
teoria que pode ser classificada como interacionista, uma vez que sua prática acontece por 
meio das interações entre paciente e enfermeiro. Essa influência mútua no cuidado é uma 
experiência quenecessita de diálogo entre pessoas, no qual cada uma delas sente a 
disponibilidade, a proximidade e a compreensão uma da outra, além de partilhar histórias de 
vida, trajetórias e angústias. A autora de Caring Science as Sacred Science propõe que o 
cuidado e o amor são “forças cósmicas” universais e misteriosas que compreendem a energia 
psíquica primária e universal. 
Os pressupostos explícitos dessa teoria são: 
 bullet 
Pressuposto ontológico de unicidade, totalidade, relação e conexão; 
 bullet 
Pressuposto epistemológico segundo o qual existem várias formas de conhecer; 
 bullet 
Diversidade de conhecimento; 
 bullet 
Um modelo de ciência do cuidado torna essas diversas perspectivas explícitas e diretas; 
 bullet 
A integração da moral e da metafísica à ciência evoca o espírito. 
 bullet 
A emergência da ciência do cuidado, baseada nos novos pressupostos, torna explícita uma 
visão do mundo unitária, expandida, energética, com ética de atendimento humano relacional 
e uma ontologia como ponto inicial (WATSON, 2005). 
Leitura 
Aplicabilidade da Teoria de Jean Watson em Cuidados com a Pessoa Idosa: Uma 
Revisão Bibliográfica 
Leia o artigo a seguir para entender a aplicabilidade da teoria na prática. 
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https://bit.ly/3CLUYPN
ACESSE 
Sistematização da Assistência de Enfermagem – SAE 
A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é uma metodologia desenvolvida a 
partir da prática do enfermeiro, com o objetivo de organizar a gestão dos cuidados no 
processo de enfermagem. A SAE planeja o trabalho da equipe de enfermagem e os 
instrumentos que serão utilizados conforme a necessidade de cada procedimento. É utilizada 
como método científico para instrumentalizar a resolução de problemas dos pacientes e tornar 
o cuidado individualizado, além de planejar, executar e avaliar o cuidado. Trata-se de uma 
atividade privativa do enfermeiro, que realiza ações que contribuem para promoção, 
prevenção, recuperação e reabilitação da saúde do indivíduo, da família e da comunidade 
(CHAVES, 2009; COREN, 2002). 
Leitura 
Percepção da Equipe de Enfermagem sobre a Implementação do Processo de 
Enfermagem em uma Unidade de um Hospital Universitário 
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ACESSE 
Processo de Enfermagem 
O processo de enfermagem surgiu na década de 1950, por meio de educadores dos Estados 
Unidos, como um método para nortear os alunos de enfermagem no desenvolvimento de 
habilidades de pensamento crítico necessárias à profissão. O conceito “processo de 
enfermagem” foi mencionado pela primeira vez por Lydia Hall, em 1955. Posteriormente, 
Dorothy Johnson, Ida Orlando e Ernestine Wiedenbach, nos anos 1959, 1961 e 1963, 
respectivamente, desenvolveram o modelo de processo de enfermagem constituído por três 
etapas. Já em 1967, Helen Yura e Mary Walsh descreveram um modelo constituído por quatro 
etapas: histórico, planejamento, implementação e avaliação (IYER; TAPTICH; 
BERNOCCHI-LOSEY, 1993). 
Até então, o diagnóstico de enfermagem não existia como uma fase distinta do processo de 
enfermagem, era considerado como a primeira etapa. A coleta de dados, nessa época, era 
voltada para identificação de problemas (CRUZ, 2010). 
Em 1970, Bloch, Roy, Aspinall, Mundinger e Jauron acrescentaram a etapa de diagnósticos de 
enfermagem entre as fases de histórico e planejamento, o que gerou um modelo constituído 
em cinco etapas: histórico, diagnóstico, planejamento, implementação e avaliação. A 
incorporação do diagnóstico surgiu com a necessidade de interpretação das observações 
obtidas a partir das avaliações clínicas dos pacientes (CRUZ, 2010). 
No Brasil, na segunda metade da década de 1960, Wanda de Aguiar Horta apresentou um 
modelo composto de seis etapas: histórico, diagnóstico, plano assistencial, plano de cuidados 
ou prescrição de cuidados, evolução e prognóstico (HORTA, 1979). 
Mudanças ocorridas na área da saúde dos Estados Unidos, bem como na prática profissional 
de enfermagem, transformaram, assim, o processo de enfermagem. 
Quadro 5 – Gerações do Processo de Enfermagem 
https://bit.ly/3s8WarC
https://bit.ly/3ol7yQ0
Primeira Geração do 
Processo de Enfermagem 
(1950-1970) 
 Geração marcada pela identificação de problemas de pacientes e pela 
solução desses problemas; 
 As intervenções de enfermagem estavam vinculadas às prescrições 
médicas e limitavam a individualização da assistência; 
 Em 1973, na 1ª Conferência Nacional do Grupo Norte-Americano para 
Classificação dos Diagnósticos de Enfermagem, nos Estados Unidos, os 
diagnósticos de enfermagem são apontados como determinantes para 
inclusão da etapa no processo de enfermagem. 
Segunda Geração do 
Processo de Enfermagem 
(1970-1990) 
 Geração marcada pela ênfase no raciocínio clínico a partir dos problemas 
identificados e na tomada de decisões clínicas para solucionar os 
problemas; 
 Em 1973, a publicação dos Standards of Nursing Practice estabeleceu o 
processo de enfermagem como padrão para assistência de enfermagem e 
o modelo descrito continha cinco etapas. 
Terceira Geração do 
Processo de Enfermagem 
(1990 em diante) 
 Geração influenciada pela ênfase na especificação de resultados 
decorrentes da assistência à saúde; 
 Em 1995, a American Nurses Association enfatizou a atenção na 
avaliação dos resultados decorrentes das intervenções de enfermagem. 
Fonte: Adaptado de BARROS; LEMOS, 2017 PG. 14-15 
Processo de Enfermagem na Atualidade 
O processo de enfermagem é considerado um método clínico que direciona o raciocínio 
clínico e o terapêutico necessário para a prática profissional, sendo constituído por cinco 
etapas, conforme a seguir: 
 
Figura 3 – Etapas do processo de enfermagem 
O que Significa cada Etapa do Processo de Enfermagem? 
 bullet 
Investigação: coleta de informações sobre um indivíduo, uma família, um grupo ou uma 
comunidade com o objetivo de identificar evidências de necessidades de saúde e/ou fatores de 
risco; 
 bullet 
Diagnóstico de Enfermagem: análise e julgamento crítico sobre as informações coletadas 
com a finalidade de identificar as causas das necessidades de saúde; 
 bullet 
Planejamento: elaboração de um plano assistencial, a fim de determinar as prioridades dos 
pacientes e dos resultados esperados, além das intervenções de enfermagem para alcançar os 
resultados; 
 bullet 
Avaliação: investiga se os resultados esperados foram alcançados e se outras necessidades de 
saúde e/ou novos fatores de risco surgiram. A avaliação é uma nova investigação, podendo 
conduzir ao estabelecimento de outros diagnósticos – consequentemente, em outro plano 
assistencial (ALFARO-LEFEVRE, 2014); 
 bullet 
No Brasil, a Resolução 358, de 2009, do Conselho Federal de Enfermagem, preconiza que a 
assistência de enfermagem seja sistematizada por meio do processo de enfermagem em todos 
os ambientes em que o cuidado de enfermagem é prestado (COFEN, 2009). 
Você Sabia? 
A mera aplicação do processo de enfermagem não é capaz de garantir a 
qualidade da assistência de enfermagem. Essa qualidade está vinculada às 
atitudes e aos saberes dos enfermeiros que realizam o diagnóstico das 
necessidades das pessoas, assim como planejam e implementam a assistência.

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