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APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS BELÉM 2016 Esta obra pode ser utilizada para fins educacionais, desde que sejam dados os devidos créditos à autora. Olá bibliotecário e concurseiro! Sou a bibliotecária Nilzete Gomes, formada pela UFPA, especialista em Biblioteconomia e aprovada e classificada em vários concursos, tais como Fundação Cultural do Pará (Centur) e UFRA (2010, meu trabalho atual), além do Evandro Chagas, UEPA etc. Já ministrei alguns cursos para concursos em Belém do Pará, com excelentes resultados. É com enorme satisfação que apresento o APOSTILÃO de BIBLIOTECONOMIA para concursos, esse material está todo atualizado, com temas frequentes em provas de concursos, com esquemas, figuras, quadros, baseados nos autores conceituados na área de biblioteconomia, os quais são cobrados por todas as bancas que realizam concursos. Tenho o intuito de ajudá-lo na aprovação, recomendo que ao estudar você consulte sempre a obra original (a bibliografia está completa nas referências) e principalmente nunca deixe de acreditar nos seus sonhos e também na sua fé, pois eles são a força e o caminho para sua realização. Acredite em você, porque eu acredito e sei que você será o próximo servidor público. FORÇA, FOCO e FÉ!!!! APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES CONTEÚDO PROGRAMÁTICO BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO: Conceitos e evolução. Legislação Profissional. Bibliotecário: perfil profissional, ética, competências e habilidades. Direitos Autorais e Difusão da Informação. ISBN, ISSN............................................. 3 GESTÃO EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO: Gestão da informação e do conhecimento. Planejamento, Organização, Gerenciamento e avaliação de bibliotecas, redes e sistemas de informação. Produtos e serviços de informação: planejamento e avaliação. Marketing e qualidade total. Estudo de usuários. Atribuições e funções gerenciais. Elaboração e desenvolvimento de projetos. Bibliotecas universitárias. Avaliação do MEC em bibliotecas......................................................................................................................................... 22 FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES IMPRESSAS E ELETRÔNICAS: Política de desenvolvimento de coleções; seleção, aquisição, desbaste e descarte. Avaliação de coleções. Conservação e preservação de acervos impressos e digitais............................................................................................................................................. 46 REPRESENTAÇÃO DESCRITIVA E TEMÁTICA DA INFORMAÇÃO: Tratamento das informações (classificação, indexação, recuperação); Linguagens de indexação (bases teóricas e aplicações); Catalogação descritiva: Código de Catalogação Anglo-americano - AACR2 (revisão 2002); Descrição de Recursos e Acesso (RDA); Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos (FRBR); Requisitos Funcionais para Dados de Autoridades (FRSAD); Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada (ISBD); Tabela de Cutter; Formatos de Intercambio de dados: MARC21; Funções e formas de catálogos; Sistemas de Classificação Bibliográfica – CDD: Classificação Decimal de Dewey e CDU: classificação Decimal Universal............................................................................................................................................ 62 SERVIÇO DE REFERÊNCIA E INFORMAÇÃO: princípios e fundamentos. Fontes de Informação. Referencia eletrônica. Serviços e produtos de informação. Disseminação Seletiva da Informação e Serviço de Alerta. Acessibilidade. Comunicação científica. Repositórios....................................................................................................................................... 120 NORMAS DE DOCUMENTAÇÃO NACIONAIS E INTERNACIONAIS: Uso e aplicação das Normas ISO, ABNT, VANCOUVER, APA. Normalização de trabalhos.................................. 141 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: Softwares para utilização em bibliotecas, redes e sistemas de informação. Base de dados documentais. Documentos eletrônicos, Metadados. Web semântica. Novas tecnologias em serviços de informação. Bibliotecas Digitais, Redes Sociais, Portais, Programas Cooperativos. RSS.................................... 163 REFERÊNCIAS............................................................................................................................... 193 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 3 BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO: Conceitos e evolução. BIBLIOTECONOMIA EVOLUÇÃO/HISTORICO: A história da Biblioteconomia inicia-se com GABRIEL NAUDÉ (1600-1653), com sua obra “Advis pour dresser um bibliothéque” (1627), primeiro manual para bibliotecários no qual formalizou as bases conceituais da Biblioteconomia, tal obra também marca a “transição da biblioteconomia empírica para a moderna prática bibliotecária” (FONSECA, 1979, p. 11). APÓS A REVOLUÇÃO FRANCESA (MODERNIDADE): As bibliotecas inserem-se numa lógica liberal, que privilegia o direito à liberdade e à individualidade – marco: fundação, em 1800, da Library of Congress. SÉCULO XIX: consolidação de teorias e regras de catalogação (como as de Panizzi, de 1841, e de Jewett, de 1852) e dos sistemas de classificação bibliográfica: CDD (1878), Bliss, Brown, Cutter. CIENTIFICISMO - melhoria dos métodos biblioteconômicos Biblioteconomia é vista como um “conjunto sistemático de conhecimentos relativos ao livro e à biblioteca”. HUMANISMO: consolidação das teorias sobre o PAPEL SOCIAL das bibliotecas. REPRESENTANTES: Butler (Introduction to library science de 1933), Nitecki, Shera, Egan e outros. DÉCADA DE 40 EM DIANTE: Biblioteconomia trata questões relacionadas à produção e comunicação do conhecimento científico, inicia também um diálogo com a Ciência da Informação. (ARAÚJO, 2010). CONCEITOS: Segundo Ortega (2009), o termo Biblioteconomia é utilizado, de modo restritivo, para indicar a atividade de gestão e custódia de acervos de bibliotecas. A biblioteconomia responde aos problemas dos: Acervos: formação, desenvolvimento, classificação, catalogação, conservação; Bibliotecas: regulamento, pessoal, contabilidade, local e mobiliário; Leitores/usuários: direitos e deveres, acesso aos livros, empréstimos. (CUNHA; CAVALCANTE, 2008) Para Le Coadic (1996) a biblioteconomia “não é ciência, nem técnica rigorosa, mas sim uma prática de organização caracterizada por sua unidade”. Souto (2005) divide a biblioteconomia em duas grandes áreas: Administração e organização: estrutura organizacional, cultura e clima organizacional, gestão estratégica, planejamento, gestão pela qualidade, comportamento humano no trabalho. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 4 Recursos humanos em unidades de Informação (profissionais): atuação profissional – autoridade, chefia e liderança, motivação e conflitos, treinamentos, educação continuada e avaliação de desempenho, função gerencial em Unidades de informação (UI), práticas profissionais e criatividades. PARADIGMAS DA BIBLIOTECONOMIA A Biblioteca vista como uma INSTITUIÇÃO SOCIAL bem definida e única, tendo como principal enfoque, dar acesso à sua coleção de documentos, ou seja, o uso. (MIKSA, 1992). Desenvolveu-se usando ideias e metodologias buscadas nos campos da sociologia e da educação. Foco: BIBLIOTECA EM SI MESMO FUNÇÃO SOCIAL DA BIBLIOTECA: Ser o fio condutor entre indivíduos e o conhecimento de que eles necessitam. “Atualmente se discute a mudança do paradigma do acervo para o da informação”. (VALENTIM, 1995, p.4) APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 5 DOCUMENTAÇÃO Processo que consiste na criação,Projeto é um instrumento elaborado e executado para proporcionar soluções para problemas que usualmente não podem ser resolvidos de imediato, individualmente e com poucos recursos. É o resultado de esforços congregados para resolver problemas que afetam várias pessoas, necessitam de alocação de recursos financeiros, materiais e humanos, geram comprometimentos institucionais e pessoais e demandam um certo tempo de execução. (GOMES NETO, 2007). Fonte:www.crescabrasil.com.br/pessoas/10540/material/Como%20elaborar%20e%20gerenciar%20projetos%20diagrama%C3% A7%C3%A3o.pdf http://image.slidesharecdn.com/gestodeprojetoseferramentas-nei-131002104357-phpapp01/95/gesto-de-projetos-e-ferramentas-9- 638.jpg?cb=1380721974 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 43 BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA (BU) CONCEITOS: Biblioteca universitária é “a que é mantida por uma instituição de ensino superior e que atende às necessidades de informação dos corpos docente, discente e administrativo, tanto para apoiar as atividades de ensino, quanto de pesquisa e extensão. Pode ser uma única biblioteca ou várias organizadas em um sistema ou rede” (CUNHA, 2008). “Tem por objetivo apoiar as atividades de ensino, pesquisa e extensão por meio de seu acervo e dos seus serviços. Atende alunos, professores, pesquisadores e comunidade acadêmica em geral. É vinculada a uma unidade de ensino superior, podendo ser uma instituição pública ou privada. A Biblioteca Universitária dá continuidade ao trabalho iniciado pela Biblioteca Escolar” (SISTEMA..., 2016). Medeiros (2016) diz que é a “Biblioteca que serve aos estabelecimentos de ensino superior, destinada aos docentes e discentes, excepcionalmente acessível ao público em geral”. A biblioteca universitária é considerada “uma extensão da instituição, podendo ser considerada como o espelho da instituição de ensino a que serve. O objetivo primordial dessas instituições é o ensino, formação e investigação e à biblioteca cabe apoiar essas atividades”. (REBELO, 2011) http://image.slidesharecdn.com/2011bibunivertaubateimagem-110330131735-phpapp02/95/biblioteca-universitria-a-evoluo-do- conceito-na-ambincia-das-redes-sociais-5-728.jpg?cb=1301491798 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 44 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS NA ATUALIDADE Os objetivos da biblioteca universitária hoje devem unir o papel tradicional das bibliotecas acadêmicas de pesquisa, de adquirir e preservar material bibliográfico impresso, ao papel inovador de incorporar as novas tecnologias da informação e comunicação, procurando: Selecionar, tratar e armazenar tanto publicações impressas quanto outros tipos de materiais; Disponibilizar acesso e busca à informação por meios eletrônicos e digitais, de forma remota e segura; Criar novos formatos de disseminação da informação; Treinar seus usuários para o uso das novas tecnologias; Manter constante atualização na identificação de novas tecnologias necessárias à melhoria dos serviços prestados e às necessidades dos usuários, entre outros. (ALCÂNTARA; BERNARDINO, 2012) http://www.revistaespacios.com/a15v36n12/07-01.png APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 45 AVALIAÇÃO DO MEC EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS A avaliação institucional na educação superior brasileira inicia-se na década de 90 com a criação do Programa de Avaliação Institucional das Universidades Brasileiras (PAIUB). Em seguida as ações foram acentuadas a partir da criação da Lei n° 10.861/2004, que instituiu o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), a qual é a lei ainda vigente sob a coordenação da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (CONAES) e operacionalizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), a quem cabe criar os instrumentos e os critérios de avaliação. (PASSOS; OLIVEIRA; VIEIRA, [2010?]. O SINAES se apresenta a partir de 3 indicadores: 1) A avaliação das instituições, na perspectiva de identificar seu perfil e o significado da sua atuação, por meio de suas atividades, cursos, programas, projetos e setores, respeitando a diversidade e as especificidades das diferentes organizações acadêmicas; São de 2 tipos: Autoavaliação (interna) – CPAS das IES; Avaliação (externa) – comissões MEC 2) A avaliação dos cursos de graduação com o objetivo de identificar as condições de ensino oferecidas, perfil do corpo docente, instalações físicas e organização didático-pedagógica. Podem ser de 3 tipos: Autorização (abertura de curso); Reconhecimento (1ª turma entra na 2ª metade do curso); Renovação de reconhecimento (a cada 3 anos). 3) A avaliação do desempenho dos estudantes dos cursos de graduação, realizada pelo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE), com a finalidade de aferir o desempenho dos estudantes em relação aos conteúdos programáticos, suas habilidades e competências. O SINAES avalia todos os aspectos que giram em torno desses três eixos: o ensino, a pesquisa, a extensão, a responsabilidade social, o desempenho dos alunos, a gestão da instituição, o corpo docente, as instalações e vários outros aspectos. Fonte: INEP, 2016; Passos, Oliveira e Vieira, [2010?]. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 46 Fonte: Rocha (2012) A biblioteca está presente nos seguintes documentos institucionais, também usado na avaliação dos cursos das IES: Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI). Projeto Pedagógico Institucional (PPI). Projeto Pedagógico do Curso (PPC). Fonte: Rocha (2012) Nos padrões de qualidade do MEC a biblioteca constitui-se em uma unidade de análise no item infraestrutura e equipamentos dos cursos, o que demonstra sua avaliação somente como instalação e não com uma função acadêmica e pedagógica. Fonte: Oliveira (2002) Na Dimensão Infraestrutura existem três INDICADORES que dizem respeito ao Acervo Bibliográfico: 3 6. – Bibliografia Básica; 3.7 – Bibliografia Complementar; 3.8 – Periódicos Especializados. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DO MEC PARA BUS: Bibliografia Básica: Conceito 5 (máximo) Bibliografia Complementar: Conceito 5 (máximo) Periódicos Especializados: Exigência Mínima de Três Títulos (informatizado e tombado) Exigência de Dois Exemplares ou com acesso virtual. Assinatura/Acesso e Impresso ou Virtual, atualizado - (Portal Capes) Fonte: Silvestre (2016) APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 47 FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES IMPRESSAS E ELETRÔNICAS POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES (PDC) Vergueiro (1989) afirma que o desenvolvimento de coleções é acima de tudo, um trabalho de planejamento, um processo ininterrupto, sem que se possa indicar um começo e um fim. Não é algo que começa hoje e tem um prazo estipulado para seu término. Nem é, tampouco, um processo homogêneo, idêntico em toda e qualquer biblioteca. O tipo de biblioteca, os objetivos específicos que cada uma delas busca atingir, a comunidade específica a ser atendida, influem grandemente nas atividades do desenvolvimento de coleções. Weitzel (2006) define a política de desenvolvimento de coleções como “um instrumento importante para desencadear o processo de formação e crescimento de coleções, constituindo-se num documento formal elaborado pela equipe responsável pelas atividades que apoiam o processo de desenvolvimentode coleções como um todo”. Uma política de desenvolvimento de coleções estabelece cada um dos passos necessários para o processo de seleção e aquisição do acervo, como também define critérios de escolha e sugere a necessidade de criar uma Comissão que se responsabilize pelo processo de decisões. É um elemento básico para qualquer tomada de decisão. Ela contempla aspectos relativos à função e objetivos da biblioteca e universidade, usuários e necessidades, abrangências e níveis das coleções, tipos de materiais, critérios e responsabilidade pela seleção, modalidade de aquisição, critérios para alocação de recursos financeiros, de descarte e outros. (SAGÁS, et al., 2011) PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES SEGUNDO VERGUEIRO (1989) Fonte: http://biblioideiaseestudos.com.br/wp-content/uploads/2015/06/fdc44.jpg http://biblioideiaseestudos.com.br/wp-content/uploads/2015/06/fdc44.jpg APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 48 Segundo Vergueiro (1989) para elaborar a PDC são necessários vários dados iniciais como: a) O estado atual da coleção, seu pontos fortes e fracos; b) A comunidade a ser servida; c) Outros recursos disponíveis, tanto localmente como através de empréstimo entre bibliotecas. Estes dados convergem para a elaboração de um plano detalhado, escrito e preestabelecido denominado de Política de Formação e Desenvolvimento de Coleções, que deve ser revisada a cada 2 anos pela comissão composta nas BUS por 1 bibliotecário, 1 representante das principais áreas de atuação (ou departamentos acadêmicos) da IES e 1 representante da área administrativa (setor de compras) (ROMANI; BORSZCZ, 2006) : Fonte: http://image.slidesharecdn.com/aula3-101203192250-phpapp02/95/bibliotecas-virtuais-e-desenvolvimento-de-colees-15- 728.jpg?cb=1291737678 A PDC deve informar sobre: A comunidade a que busca atender e as necessidades específicas; As fontes de informação (conteúdo, formato); Os critérios de inserção das fontes no acervo (política de seleção, aquisição, etc.); O método de avaliação das fontes; Os critérios de retirada de fontes do acervo (políticas de desbastamento e descarte). (VERGUEIRO, 1989) ETAPAS DA FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES Fonte: http://biblioideiaseestudos.com.br/wp-content/uploads/2015/06/fdc3.jpg http://image.slidesharecdn.com/aula3-101203192250-phpapp02/95/bibliotecas-virtuais-e-desenvolvimento-de-colees-15-728.jpg?cb=1291737678 http://image.slidesharecdn.com/aula3-101203192250-phpapp02/95/bibliotecas-virtuais-e-desenvolvimento-de-colees-15-728.jpg?cb=1291737678 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 49 SELEÇÃO DE ACERVOS: Vergueiro (2010) afirma que a seleção “É um momento de decisão”, momento em que apenas, num simples ato, o bibliotecário decide o universo de informações a que seus usuários terão acesso, ou seja, o bibliotecário detém o poder de compor a coleção. No entanto, na biblioteca universitária esse procedimento ocorre baseado nos planos de ensino e suas respectivas bibliografias. (MIRANDA, 2007). Fonte: http://biblioideiaseestudos.com.br/wp-content/uploads/2015/06/pol_sel1.jpg Segundo Vieira (2014) “elaborar uma política de seleção de documentos significa traçar normas pelas quais devem ser norteados todos os processos que visem adquirir novos documentos para a unidade de informacional pelo profissional atuante e por seus sucessores”. Ele ressalta ainda que o documento de política de seleção deve ser composto pelos critérios utilizados no processo, os instrumentos auxiliares de seleção, os documentos correlatos (se necessário), a identificação dos responsáveis, além de ser de fácil utilização e entendimento, compreensão e veracidade. Vergueiro (2010) aborda procedimentos comuns à seleção de materiais que estariam necessariamente presentes em qualquer tipo de instituição bibliotecária, são elas: ASSUNTO (área de cobertura da coleção estudo de comunidade) USUÁRIO (estudo da comunidade real ou potencial; adequação do material selecionado) DOCUMENTO (em si, sua relação com os demais itens da coleção avaliação da coleção); PREÇO (custos do material; recursos disponíveis; análise do custo X benefício da aquisição) OUTRAS QUESTÕES COMPLEMENTARES (furto, vandalismo ou mutilações, objeções do usuário; assuntos polêmicos; material valioso (que gera custos); qualidade dos documentos). http://biblioideiaseestudos.com.br/wp-content/uploads/2015/06/pol_sel1.jpg APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 50 http://image.slidesharecdn.com/fonteseducar-150331191254-conversion-gate01/95/fontes-de-informao-em-educao-7- 638.jpg?cb=1427829248 INSTRUMENTOS AUXILIARES DA SELEÇÃO CATÁLOGOS DE EDITORES, FOLHETOS, ETC RESENHAS BIBLIOGRAFIAS E LISTAS DE LIVROS RECOMENDADOS INSTRUMENTOS AUXILIARES PARA A SELEÇÃO DE PERIÓDICOS FATOR SUBJETIVO DO BIBLIOTECÁRIO (VERGUEIRO, 1989) SELEÇÃO DE DOCUMENTOS ELETRÔNICOS ASPECTOS CONSIDERADOS CONTEÚDO ACESSO SUPORTE CUSTO - Adequar aos objetivos da biblioteca e interesse do usuário; - Vantagens e limitações - Facilidade para buscas específicas; - Compatibilidade do documento com o sistema de automação da biblioteca; - Autorização do fornecedor (uso); - Comutação bibliográfica. - Treinamento ao usuário; - Disponibilidade de elementos complementares aos docs. eletrônicos; - Qualidade de manuais de instruções; - Disponibilidade de suporte técnico; - Qualidade das instruções técnicas. - Valor da compra do produto; - Atualização; - Manutenção e uso; - Custo X benefício; - Equipamentos; - Treinamentos de pessoal; - Impressão de informações dos docs. pertinentes. Fonte: Vergueiro (2010) APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 51 CRITÉRIOS QUE ABORDAM O CONTEÚDO DOS DOCUMENTOS ELETRÔNICOS AUTORIDADE De “natureza intelectual, editorial, técnica (responsável pela arquitetura e aparência, ou manutenção etc.) ou de patrocínio do sítio ou da página onde o documento eletrônico está contido, pois a página, muitas vezes, é produto do trabalho de uma grande equipe ou de equipes interinstitucionais ou, ainda, de empresas de consultoria” (WEITZEL, 2012). Reputação de seu autor, editor ou patrocinador (VERGUEIRO, 1995) ATUALIDADE Publicação recente no site; Falta de clareza sobre a origem da data em páginas ou sítios; Referências correntes. COBERTURA/CONTEÚDO O conteúdo diz respeito ao tema/tópico em si, tratado no documento. A cobertura está relacionada com a extensão do tema/tópico tratado no documento, isto é, se o tema foi abordado em profundidade ou superficialmente. Nível de profundidade explorado OBJETIVIDADE - Avaliação dos aspectos e das finalidades dos documentos a serem selecionados; - Imparcialidade da informação PRECISÃO Informação verdadeira, oficial, autorizada, reconhecida, e validada institucionalmente, sem erros gramaticais. ACESSO O fato de a informação estar disponível na rede mundial nem sempre significa que é acessível para todos na velocidade desejada. Em alguns casos são necessários pré-requisitos a serem observados para acessar a página ou sítio. APARÊNCIA Relacionado com a estética quanto com a disposição das informações em termos de organização dos conteúdos (design e à arquitetura da informação). CARACTERÍSTICAS ESPECIAIS Ferramentas de busca, presença de anúncios e propagandas, suscetibilidade de alteração, Estratégia de impressão, Uso de frames (molduras construídasem páginas ou sítios essencialmente para orientar a “navegação”). Fonte: St. Norbert College (2016); Weitzel (2012). APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 52 PROCESSO DE AQUISIÇÃO O processo de aquisição é a execução das decisões tomadas no processo de seleção, ou seja, é o procedimento destinado à obtenção dos documentos (MIRANDA, 2007). É um trabalho minucioso de identificação, localização dos itens e obtenção para o acervo, possibilitando concretizar o que foi planejado para o desenvolvimento de coleções sendo definidos pela seleção e implementando o plano de desenvolvimento de coleções. As modalidades de aquisição são: compra, permuta e doação. (DIAS; PIRES, 2003) AQUISIÇÃO: COMPRA, DOAÇÃO, PERMUTA, AFILIAÇÃO INSTITUCIONAL E SISTEMA DE DEPÓSITO COMPRA A compra de materiais passa por diversos aspectos antes de sua concretização. Podem ser aspectos culturais, financeiros, burocráticos, etc., dependendo da subordinação da biblioteca. (...) O custo da informação deve ser avaliado de acordo com sua disponibilização, quanto à quantidade de usuários, a um suporte que contemple a grande maioria de usuários, ao custo da informação e de sua manutenção, armazenamento (físico, on-line), interesse para a formação do acervo em relação ao número de usuários que usarão o mesmo (VIEIRA, 2014). A aquisição por compra em bibliotecas ligadas à administração pública (municipal, estadual ou federal) esbarra em uma legislação que obriga a realização de concorrências públicas para a aquisição de materiais bibliográficos disponíveis no mercado nacional (VERGUEIRO, 1989). DOAÇÃO As doações são um importante instrumento de aquisição, na medida em que forem devidamente direcionadas pelo bibliotecário, por intermédio de uma política de doações, parte integrante do documento de política para desenvolvimento de coleções (VERGUEIRO, 1989). Doações solicitadas – obtenção de publicações oferecidas em doação, principalmente as que podem ser obtidas de instituições governamentais ou privadas e, mais diretamente de pessoas físicas; doações espontâneas – são compostas de materiais cuja biblioteca não fez qualquer tipo de solicitação, sendo oferecidos pelos mais diversos motivos. Em ambas as categorias de doações é necessária a avaliação criteriosa, obedecendo às diretrizes definidas pelas políticas de desenvolvimento de coleções (DIAS; PIRES, 2003, p. 59-60, grifo meu). Para que os materiais doados sejam incorporados ao acervo é necessário que atendam a alguns critérios básicos como: atualidade, materiais não vandalizados, valor histórico-documental, obras raras e outros critérios particulares, que dependem das especificações da instituição (VIEIRA, 2014, p. 42). É a troca de material, normalmente sem utilidade para os usuários de uma biblioteca, mas que APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 53 PERMUTA ou INTERCÂMBIO ou COMUTAÇÃO BIBLIOGRÁFICA podem ser úteis para os de outra. Em tese pode-se trocar obras em qualquer suporte, desde que não exista mais utilidade ou interesse por parte da unidade, assim como utilidade de material para os usuários, ou ainda, caso possua mais de um exemplar do material (VIEIRA, 2014). Consiste, em um acordo preestabelecido entre instituições, no compromisso mútuo de fornecimento de publicações. (...) É comum confeccionar lista de duplicatas destinadas a oferecer exemplares retirados definitivamente do acervo (DIAS; PIRES, 2003, p. 59). As bibliotecas, principalmente as universitárias e especializadas, têm nas atividades ligada à permuta ou intercâmbio de materiais um valioso instrumento para o desenvolvimento de coleções (VERGUEIRO, 1989, p.70). AFILIAÇÃO INSTITUCIONAL é outra maneira que a biblioteca pode usar para adquirir documentos. A partir da associação institucional à várias sociedades científicas e instituições a biblioteca passa a ter o direito de receber materiais e recursos publicados pelas instituições ao qual são afiliadas (KHAN; KHAN 2010, p. 9). SISTEMA DE DEPÓSITO dá direito a uma biblioteca especialmente designada, receber cópias gratuitas de documentos publicados pelo governo, organizações nacionais e internacionais e de outros tipos (KHAN; KHAN 2010, p. 9). DESBASTE E DESCARTE DE COLEÇÕES DESCARTE: Operação que consiste em separar ou retirar do acervo de uma biblioteca, os documentos supérfluos, antiquados ou que não se acham em condições de uso. Os documentos retirados devem ser registrados no inventário, como baixas no acervo. Há três tipos de descarte: a) Retirada das estantes e passagem para a reserva; a) Retirada do acervo e doação; c) Destruição (eliminação) do documento depois de avaliação criteriosa. (CAVALCANTE; CUNHA, 2008) Representa uma decisão final de análise de análise da situação de cada item, a definição de que o mesmo não preenche aquelas condições que justificaram sua aquisição, seja porque as necessidades informacionais da comunidade se modificaram e as que o item originalmente buscava atender deixaram de manifestar-se, seja porque as informações por ele veiculadas, devido a cada vez mais rápida evolução do conhecimento humano, ficaram desatualizadas e deixaram de apresentar grande contribuição à comunidade servida. (VERGUEIRO, 1989) “Descarte, consiste na retirada definitiva do material do acervo da biblioteca, com a correspondente baixa nos arquivos de registro da mesma” (MACIEL; MENDONÇA, 2006, p. 25). APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 54 DESBASTAMENTO Segundo Vergueiro (1989) desbastamento é a rotina de remanejamento de alguns itens do acervo, que não tiveram muitas consultas nos últimos tempos, para um acervo inativo, podendo ou não voltar ao acervo ativo, dependendo da procura pelos usuários. Existem três tipos de desbastamento de fontes de informação da coleção: Descarte: retirada definitiva (exclusão); Remanejamento: retirada do acervo principal (deslocamento); Conservação: retirada para recuperação física. (SOUZA, 2011) Desbaste “é o ajuste do acervo às necessidades da comunidade e à missão institucional. A implementação de suas ações trazem como consequência a renovação de espaços para o armazenamento, contribuindo ainda mais para melhorar o acesso dos usuários ao material”. (WEITZEL, 2013, p. 65). Consiste na retirada de documentos pouco utilizados pelos usuários, de uma coleção de uso frequente para outros locais – os depósitos especialmente criados para abrigar este material de consultas eventuais. (MACIEL; MENDONÇA, 2000) OBS: CRITÉRIOS PARA REMANEJAMENTO Títulos de valor histórico, não utilizados nos últimos cinco anos; Coleção de periódicos de valor histórico, não utilizados nos últimos cinco anos; Coleção de periódicos encerrados com possibilidade de vir a ser reativada. CRITÉRIOS PARA DESCARTE/DOAÇÃO INADEQUAÇÃO Por modificação ou alteração já não possuem mais interesse para a instituição; DESATUALIZAÇÃO Obras superadas ou ultrapassadas pelo tempo de publicação; DESUSO Obras que deixaram de ser interessantes ou procuradas pelos usuários; DUPLICIDADE Títulos cuja demanda é menor que o número de exemplares disponíveis; DESGASTE Obras gastas e/ou danificadas pelo tempo e/ou uso e que não justifique o restauro. Obras que não sejam consideradas raras e nem sem valor Não podemos esquecer também do REMANEJAMENTO que consiste em: Retirar obras da coleção ativa e depositar em local menos acessível, ficando organizados e à disposição dos usuários quando solicitado. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 55 expressivo para o acervo e obras que sejam facilmente repostas. TÍTULOS DE PERIÓDICOS DESCONTÍNUOS Os quais não são mais de interessepara a Unidade de Informação. Fonte: (ROMANI; BORSCCZ, 2006, com adaptações) AVALIAÇÃO DE COLEÇÕES É a etapa do processo a diagnosticar se o desenvolvimento de coleções está ocorrendo de forma prevista ou não. (...) a avaliação permitirá ao bibliotecário verificar se as etapas anteriores do processo, do estudo da comunidade ao desbastamento, estão sendo realizadas de forma coerente. Permitirá ainda, efetuar as necessárias correções para que esta coerência seja obtida o mais rapidamente possível. (VERGUEIRO, 1989, p. 83) É o processo de determinar o valor ou grau de sucesso na realização de um objetivo predeterminado. Estabelecer padrões, com base em medidas e números para avaliar coleções, é uma das funções do setor que cuida da formação e do desenvolvimento de coleções. As coleções podem ser avaliadas segundo os níveis de: Completeza, pesquisa, estudo, básico e mínimo. Avaliar significa verificar a eficiência da política de desenvolvimento de coleções mediante métodos e técnicas adequados e, também subsidiar o desbastamento da coleção, ou seja, p deslocamento ou a retirada de material. (DIAS; PIRES, 2003, p. 61-62). A avaliação da coleção deve ser sistemática e entendida como um processo empregado para determinar a importância e a adequação do acervo com os objetivos da Biblioteca e da instituição, possibilitando traçar parâmetros quanto à aquisição, à acessibilidade e ao descarte. Os métodos utilizados para avaliar o acervo são: quantitativos (tamanho e crescimento) e qualitativos (julgamento por especialistas, análise do uso real), em que os resultados são comparados e analisados, assegurando o alcance dos objetivos da avaliação da coleção, garantindo uma melhor qualidade da política de desenvolvimento de coleções. (MIRANDA, 2007) Dias e Pires (2003, p. 63) apontam critérios para a avaliação de acervos: Miranda (2007) complementa com outros itens para essa avaliação: a) Distribuição percentual do acervo por área; b) A análise das estatísticas de uso do material consistirá na determinação dos títulos que requerem mais exemplares e daquele cuja duplicação é desnecessária. Custo ou esforço investido na entrada do sistema; Efetividade: capacidade de atingir um objetivo (processo de conversão de inputs em outputs); Custo/efetividade: capacidade de atingir um objetivo a um custo ótimo; Benefícios: valor do serviço para o usuário. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 56 A seguir apresento uma listagem dos métodos de avaliação de coleções segundo Figueiredo (1979 apud, NASCIMENTO, 2010). AVALIAÇÃO DE COLEÇÕES DE PERIÓDICOS: Para o estudo de coleções de periódicos, Nascimento (2000) propõe três vertentes: A primeira apoia-se no estudo da coleção de revistas propriamente dita; A segunda assenta-se na análise da organização universitária e de sua comunidade acadêmica; Já a terceira está diretamente ligada às parcerias e aos compartilhamentos estabelecidos externamente entre bibliotecas, consubstanciados nos consórcios. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 57 CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO DE ACERVOS IMPRESSOS E DIGITAIS. Primeiramente vamos entender a diferença entre CONSERVAÇÃO, PRESERVAÇÃO E RESTAURAÇÃO: Fonte: http://images.slideplayer.com.br/2/5596270/slides/slide_2.jpg OUTROS CONCEITOS: Para Vieira (2014, p. 187/88) conservação preventiva, em sentido geral, pode ser entendida como uma preservação abrangente, ou toda ação com objetivo de salvaguardar ou recuperar às condições físicas dos materiais nos diversos suportes da informação. É formada por três processos intimamente ligados: a conservação, a restauração e a preservação, além da reformatação, ou seja, a determinação da escolha de novos suportes para a transferência da preservação da informação. Antes de tudo são práticas de proteção com atuação na deterioração do acervo, objetivando a prevenção de danos. Preservação: Medidas empreendidas com a finalidade de proteger, cuidar, manter e reparar ou restaurar os documentos. Conservação: conjunto de medidas empreendidas com a finalidade de preservar e restaurar documentos. Restauração: aplicação das técnicas para reparar documentos danificados, com a intenção de contribuir para sua preservação. (CAVALCANTE; CUNHA, 2008) Preservação: É um conjunto de medidas e estratégias de ordem administrativa, política e operacional que contribuem direta ou indiretamente para a preservação da integridade dos materiais. Conservação: É um conjunto de ações estabilizadoras que visam desacelerar o processo de degradação de documentos ou objetos, por meio de controle ambiental e de tratamentos específicos (higienização, reparos e acondicionamento). Restauração: É um conjunto de medidas que objetivam a estabilização ou a reversão de danos físicos ou químicos adquiridos pelo APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 58 documento ao longo do tempo e do uso, intervindo de modo a não comprometer sua integridade e seu caráter histórico. (CASSARES, 2000) EXISTEM 2 TIPOS DE CONSERVAÇÃO: Fonte: http://image.slidesharecdn.com/conservaodeacervosbibliogrficos-130728173306-phpapp01/95/conservao-de- acervos-bibliogrficos-3-638.jpg?cb=1375032848 ASPECTOS QUE INTERFEREM NA PRESERVAÇÃO DE ACERVOS BIBLIOGRÁFICOS: Fatores ambientais (que causam a degradação do acervo) Agentes biológicos Ação do homem Situações de emergência, como incêndios e inundações. Fonte: Estabel e Moro (2014) FATORES QUE INTERFEREM NA DEGRADAÇÃO DE ACERVOS: http://image.slidesharecdn.com/ambienteconservaaovol-131224061841-phpapp01/95/ambiente-conservaao-2-semestre-conservao-restauro- ufpel-14-638.jpg?cb=1387866213 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 59 AÇÕES CORRETIVAS PARA OS FATORES DE DEGRADAÇÃO: FATOR DE DEGRADAÇÃO AÇÃO CORRETIVA TEMPERATURA E UMIDADE Manter a temperatura entre 19 e 23º e a umidade relativa do ar entre 50º e 60º, utilizando equipamentos específicos como ar-condicionado, ventilador, higrômetro, termo-higrômetro e desumidificador. ILUMINAÇÃO Uso de filtros protetores nas janelas, lâmpadas e uso de persianas, amenizam a ação da luz solar. POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA Uso de filtros em sistemas de ventilação e ar- condicionado amenizam ou eliminam a maior parte dos contaminantes, principalmente a poeira. Em relação aos gases ácidos, o uso de filtros de carvão ativado é o mais indicado (devem ser substituídos periodicamente). Não se deve esquecer o uso de EPIS (máscaras, luvas, guarda-pó e óculos de proteção) devido a possibilidade da existência de fungos. AGENTES DE BIODETERIORAÇÃO OU AGENTES BIOLÓGICOS (insetos, roedores e fungos) - Conhecê-los é a melhor medida para evitar ou eliminar o problema; - Limpeza constante dos ambientes e documentos, controle da temperatura ambiental e observação constante; - Utilização de produtos químicos, por ex. Timol. AÇÃO DO HOMEM Adoção de normas e procedimentos básicos (treinamento de pessoal) contribui consideravelmente para a conservação preventiva do acervo. Além de vários outros procedimentos, tais como: manuseio de livros; água; goteiras; uso de fitas adesivas colas, grampos etc; fumo, alimentos; posição das obras; anotações; transporte; retirada dos livros da estante etc. FURTO E VANDALISMO Implantar uma política de proteção com alarmes, câmeras, detectores internos, manter janelas fechadas e trancadas, etc. DESASTRES (incêndios,inundações etc.) Planejamento de programas de proteção contra incêndios e inundações. OBS: Mais informações ler a pag. 192 do Vieira (2008) Fonte: Vieira (2008, p. 189-192) APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 60 PRESERVAÇÃO DIGITAL http://www.latindex.org/ciri2010/parte_03/03_09/img/09_01_img.jpg CONCEITOS Conjunto de processos responsáveis por garantir o acesso continuado à informação digital durante longos períodos de tempo. Contundo as vantagens da utilização digital esbarram em um problema estrutural que ameaça sua longevidade: não pode ser consumida sem hardwares e softwares atualizados ou compatíveis, o que torna a informação eletrônica vulnerável à rápida obsolescência a que a tecnologia está sujeita. (CHEN, 2001 apud VIEIRA 2008) Processo de armazenamento, em condições adequadas para o uso, de documentos ou objetos produzidos em formato digital. Os problemas relacionados com a preservação estão vinculados à obsolescência do equipamento, do programa de computador e mesmo do suporte físico que armazena o acervo digital. Para reduzi-los é necessária uma política formal de migração ou atualização regular de equipamentos, programas e suportes. Arquivamento digital, preservação. (CUNHA; CAVALCANTE, 2008) http://image.slidesharecdn.com/apresentaomanoel-111016143459-phpapp01/95/direito-de-autor-e-acervos-digitais-manoel- joaquim-pereira-dos-santos-2-728.jpg?cb=1318776667 http://www.latindex.org/ciri2010/parte_03/03_09/img/09_01_img.jpg APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 61 PRESERVAÇÃO DIGITAL: TIPOS FÍSICA Está centrada nos conteúdos armazenados em mídia magnética (fitas cassete de áudio e de rolo, fitas VHS e DAT etc.) e discos óticos (CD-ROMs, WORM, discos óticos regraváveis). LÓGICA Procura na tecnologia formatos atualizados para inserção dos dados (correio eletrônico, material de áudio e audiovisual, material em rede etc.), novos software e hardware que mantenham vigentes seus bits, para conservar sua capacidade de leitura. INTELECTUAL O foco são os mecanismos que garantem a integridade e autenticidade da informação nos documentos eletrônicos. Fonte: Arellano (2004) PRESERVAÇÃO DIGITAL: TÉCNICAS http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs/index.php/atoz/article/viewFile/41313/25239/154201 http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs/index.php/atoz/article/viewFile/41313/25239/154201 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 62 http://image.slidesharecdn.com/unb-nov2014ambienteautnticodepreservaoeacessoemlongoprazodedocumentosarquivsticosdigitais-rdc-arq-150228130545- conversion-gate02/95/unb-nov2014-ambiente-autntico-de-preservao-e-acesso-em-longo-prazo-de-documentos-arquivsticos-digitais-rdcarq-prof-dr-daniel-flores- ufsm-10-638.jpg?cb=1425128990 http://image.slidesharecdn.com/conteudosdigitais-090419113543-phpapp01/95/conteudos-digitais-5-728.jpg?cb=1240141004 http://image.slidesharecdn.com/unb-nov2014ambienteautnticodepreservaoeacessoemlongoprazodedocumentosarquivsticosdigitais-rdc-arq-150228130545-conversion-gate02/95/unb-nov2014-ambiente-autntico-de-preservao-e-acesso-em-longo-prazo-de-documentos-arquivsticos-digitais-rdcarq-prof-dr-daniel-flores-ufsm-10-638.jpg?cb=1425128990 http://image.slidesharecdn.com/unb-nov2014ambienteautnticodepreservaoeacessoemlongoprazodedocumentosarquivsticosdigitais-rdc-arq-150228130545-conversion-gate02/95/unb-nov2014-ambiente-autntico-de-preservao-e-acesso-em-longo-prazo-de-documentos-arquivsticos-digitais-rdcarq-prof-dr-daniel-flores-ufsm-10-638.jpg?cb=1425128990 http://image.slidesharecdn.com/unb-nov2014ambienteautnticodepreservaoeacessoemlongoprazodedocumentosarquivsticosdigitais-rdc-arq-150228130545-conversion-gate02/95/unb-nov2014-ambiente-autntico-de-preservao-e-acesso-em-longo-prazo-de-documentos-arquivsticos-digitais-rdcarq-prof-dr-daniel-flores-ufsm-10-638.jpg?cb=1425128990 http://image.slidesharecdn.com/conteudosdigitais-090419113543-phpapp01/95/conteudos-digitais-5-728.jpg?cb=1240141004 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 63 REPRESENTAÇÃO DESCRITIVA E TEMÁTICA DA INFORMAÇÃO TRATAMENTO DAS INFORMAÇÕES (CLASSIFICAÇÃO, INDEXAÇÃO, RECUPERAÇÃO); CLASSIFICAÇÃO INDEXAÇÃO RECUPERAÇÃO Ato mental que visa entender ou relacionar coisas e ideias; ou ainda, o ato de separar por semelhanças ou diferenças, dividir em grupos ou classes de acordo com as considerações exigidas pelo material/documento/ideias, etc (VIEIRA, 2014) Representação do conteúdo temático de um documento por meio dos elementos de uma linguagem documentária ou de termos extraídos do próprio documento (palavras- chave, frases-chave). (CUNHA; CAVALCANTE, 2008) Restituição dos dados constantes do sistema, para obtenção de informações específicas ou genéricas. A restituição, ou recuperação, abrange o processo total de identificação, busca, encontro e extração da informação armazenada. Recuperação de dados, informação ou documentos de uma coleção ou acervos a partir de um pedido formulado. (CUNHA; CAVALCANTE, 2008) Fonte:http://image.slidesharecdn.com/mini-cursomdulo3-130507073758-phpapp01/95/minicurso-mdulo-3-representao-de-imagens-fotogrficas-e-digitais-teoria-e- prtica-6-638.jpg?cb=1376228628 CATALOGAÇÃO: CLASSIFICAÇÃO: Descrição dos aspectos físicos (objetivos) dos documentos (autor, título, edição, editora, local de publicação, ano de publicação, quantidade de páginas/folhas, etc) – chamada de representação/catalogação descritiva; ◦ descrição do conteúdo do documento: a) lugar do documento na coleção organizada por assunto; b) sistemas de classificação (CDD e CDU) para representar o assunto (DIAS; NAVES, 2007). APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 64 ◦descrição do conteúdo do documento – catalogação por assunto (pontos de acesso ou pistas). (SOUZA, 2011) Catalogação é o estudo, preparação e organização de mensagens codificadas, com base em itens existentes ou passíveis de inclusão em um ou vários acervos, de forma a permitir interseção entre as mensagens contidas nos itens e as mensagens internas dos usuários. (MEY, 1995) CONCEITOS: REPRESENTAÇÃO DESCRITIVA OU CATALOGAÇÃO REPRESENTAÇÃO TEMÁTICA A descrição do conteúdo compreende a análise documentária como área teórica e metodológica que abrange as atividades de catalogação de assunto, indexação, classificação e elaboração de resumos, observando as diferentes finalidades de recuperação da informação (GUINCHAT; MENOU, 1994). Catalogação descritiva = descrição bibliográfica + pontos de acesso => catálogo de autores. Os elementos que o constituem são os nomes de pessoas físicas ou de colectividades e por títulos (quando o autor é desconhecido). Representação descritiva, ou bibliográfica, na prática, é o ato de descrever detalhadamente o documento a fim de que forneça uma descrição clara do item ao pesquisador/usuário, de forma que: a) contenha informações que permita a distinção de um item dos outros; b) contenha informações suficientes que permitam ao usuário selecionar o(s) item (ens) bibliográfico (s) que melhor responda (m) as suas necessidades naquele momento; c) seja suficientemente breve para permitir que uma seleção bem rápida (VIEIRA, 2014, p. 113). O tratamento descritivo refere-se propriamente à “A representação temática de documentos em bibliotecas é percorrida pelo catalogador, através do processo de análise de assunto, que tem o objetivo de propiciar o entendimento do conteúdo, para produzir a informação documentária, que será disponibilizada no catálogo.Com isso, compreende-se que a representação temática de livros deve estar amparada por um processo que realmente contribua para a identificação condizente do assunto abordado no documento” “(...) Sob este foco, a indexação é uma operação que lida com a representação do conteúdo dos documentos, para permitir posterior recuperação no acervo da biblioteca” (SOUSA, 2013). Descrição do conteúdo de um documento por meio da utilização de um ou vários termos selecionados em um vocabulário controlado, utilizados na localização e posterior recuperação dos usuários de uma biblioteca/unidade informacional (LANCASTER, 2004, p. 7-9). O tratamento temático, em bibliotecas, diz respeito ao assunto tratado no documento, ou seja, compreende a análise documentária como área teórica e metodológica que abrange as atividades de classificação, elaboração de resumos, indexação e catalogação de assunto, considerando as diferentes finalidades de recuperação APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 65 LINGUAGENS DE INDEXAÇÃO (BASES TEÓRICAS E APLICAÇÕES): INDEXAÇÃO: CONCEITOS Ato de incluir um registro de um documento num índice, ou repositório de informação que formam o catálogo de uma biblioteca. Os registros são compostos por informações que descrevem o documento objetivando sua localização no acervo. Na descrição dos documentos é necessário que se inclua o cabeçalho (informações básicas) do autor, assunto, etc. (...) Para que se faça uma boa indexação de um documento, a determinação do assunto e sua inclusão num vocabulário controlado é de suma importância, pois toda recuperação da informação desejada será feita com sucesso ou insucesso a partir desse ponto, que pode evitar o silêncio ou o ruído durante a pesquisa. (VIEIRA, 2014, p. 122-123) Representação do conteúdo temático de um documento por meio dos elementos de uma linguagem documentária ou termos extraídos do próprio documento (palavras-chave, frases-chave) análise de conteúdo, resumo. Descrição do conteúdo de um documento por meio de uma linguagem documentária a fim de facilitar a memorização da informação em arquivos, fichários, bases e bancos de dados. (CUNHA; CAVALCANTE, 2008) O processo de indexação, portanto, compreende dois estágios: o analítico, em que é realizada a compreensão do texto como um todo, a identificação e a seleção de conceitos válidos para a indexação e o estágio de tradução, que consiste na representação de conceitos por termos de uma linguagem de indexação: • Determinação do assunto: estabelecimento dos conceitos tratados num documento; • Representação de conceitos por termos de uma linguagem de indexação: a tradução dos conceitos nos termos da linguagem de indexação. (FUJITA, 2003) http://image.slidesharecdn.com/mini-cursomdulo3-130507073758-phpapp01/95/minicurso-mdulo-3-representao-de-imagens-fotogrficas-e- digitais-teoria-e-prtica-18-638.jpg?cb=1376228628 catalogação, ou seja, à representação descritiva da forma física do documento (autor, título, edição, casa publicadora, data, número de páginas etc.) (FUJITA, 2009, p.23). da informação (FUJITA, 2009, p.23). http://image.slidesharecdn.com/mini-cursomdulo3-130507073758-phpapp01/95/minicurso-mdulo-3-representao-de-imagens-fotogrficas-e-digitais-teoria-e-prtica-18-638.jpg?cb=1376228628 http://image.slidesharecdn.com/mini-cursomdulo3-130507073758-phpapp01/95/minicurso-mdulo-3-representao-de-imagens-fotogrficas-e-digitais-teoria-e-prtica-18-638.jpg?cb=1376228628 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 66 OUTRAS DEFINIÇÕES IMPORTANTES SEGUNDO LANCASTER (2004): ATINÊNCIA Seleção de conceitos que realmente sintetizem o assunto do texto. INDEXAÇÃO POR EXTRAÇÃO Palavras ou expressões que realmente ocorrem num determinado documento são selecionadas para representar seu conteúdo temático. INDEXAÇÃO POR ATRIBUIÇÃO Envolve a atribuição de termos a um documento a partir de uma fonte que não é o próprio documento. VOCABULÁRIO CONTROLADO Lista de termos autorizados. Essa estrutura destina-se especialmente, a: Controlar sinônimos; Diferençar homógrafos e Reunir ou ligar termos cujos significados apresentem um relação mais estreita entre si. ÍNDICES PÓS-COORDENADOS Possibilita que uma busca combine os termos de qualquer maneira ÍNDICES PRÉ-COORDENADOS Características: 1. É difícil representar a multidimensionalidade das relações entre os termos; 2. Os termos somente podem ser listados numa determinada seqüência (A, B, C, D, E), o que implica que o primeiro termo é mais importante do que os outros; 3. Não é fácil (senão completamente imposível) combinar termos no momento em que se faz uma busca. ÍNDICE KWIC É um índice rotado, derivado, em sua forma mais comum, dos títulos de documentos. Cada palavra-chave que aparece num título torna-se um ponto de entrada, destacada de alguma forma, aparecendo, comumente, realçada no centro da página. ÍNDICE KWOC Palavras-chave que se tornam ponto de acesso são repetidas fora do contexto, sendo comumente destacadas na margem esquerda da página ou usadas como se fossem cabeçalhos de assuntos. ETAPAS DA INDEXAÇÃO: http://image.slidesharecdn.com/aula2-preparatoriosantabiblioteconomia-postar-150621231738-lva1-app6891/95/preparatrio-santa- biblioteconomia-foco-uff-e-aeronutica-aula-2-16-638.jpg?cb=1434929416 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 67 Fonte: http://www.scielo.org.co/img/revistas/rib/v35n3/v35n3a2q1.jpg LINGUAGEM DOCUMENTÁRIA “Conjunto de termos, símbolos e regras preestabelecidas para indicação/registro de assuntos constantes no documento” (VIEIRA, 2014). “As linguagens documentárias, caracterizadas como sistemas de organização do conhecimento e correspondentes às listas de cabeçalhos de assunto e aos tesauros, têm como primeira função representar o conteúdo dos documentos contidos em um sistema de recuperação da informação – função pelo conteúdo –, e, como segunda função, mediar a recuperação da informação por meio da representação das perguntas formuladas pelos usuários – função pelo uso” (BOCCATO, 2008). São linguagens artificialmente construídas que visam “traduzir” sinteticamente conteúdos documentais, utilizadas nos sistemas documentários para indexação, armazenamento e recuperação da informação. (ALVARES, 2016) http://image.slidesharecdn.com/1trabalhoemdupla-111004114130-phpapp02/95/fundamentos-da-lingustica-para-a-formao-do-profissional-da- informao-34-638.jpg?cb=1422570357 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 68 LINGUAGEM DOCUMENTÁRIA Fonte: http://images.slideplayer.com.br/7/1718698/slides/slide_4.jpg LINGUAGEM NATURAL “a expressão normalmente se refere às palavras que ocorrem em textos impressos, considerando-se como seu sinônimo a expressão “texto livre”” (LANCASTER, 2004). LINGUAGEM ARTIFICIAL OU CONTROLADA LINGUAGENS PRÉ-COORDENADAS: cabeçalhos de assunto e as classificações bibliográficas LINGUAGENS PÓS – COORDENADAS: sistemas automatizados (Sistema Unitermo, Tesauros, Ontologias, taxonomias, redes semânticas). DEFINIÇÕES DAS LINGUAGENS MAIS IMPORTANTES: PRÉ-COORDENADAS SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO (CDD e CDU) (CLASSIFICATÓRIAS) Os tradicionais sistemas de classificação são esquemas gerais; geral‟ diz respeito à cobertura de assunto. LISTA DE CABEÇALHOS DE ASSUNTOS (ALFABÉTICAS) Os cabeçalhos de assuntos representam os assuntos sob forma de cabeçalhos estruturados. Fonte: ALVARES, 2016 PÓS-COORDENADAS TESAURO Lista de descritores (termos controlados) que representam osconceitos de um domínio do conhecimento. E se organiza em estrutura hierárquica com relações semânticas entre si (MOREIRO GONZÁLES, 2011, p. 63). http://images.slideplayer.com.br/7/1718698/slides/slide_4.jpg APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 69 TAXONOMIAS Listas de termos preferenciais com estrutura hierárquica. Uma taxonomia serve para ordenar informação em uma hierarquia, utilizando a relação pai-filho (generalização ou “tipo de”). (...) são estruturas classificatórias que servem como instrumento para organização e recuperação de informação nas empresas e instituições. (MOREIRO GONZÁLES, 2011, p. 51). ONTOLOGIAS Visão do domínio da hierarquia, a similaridade dos seus relacionamentos e as interações entre os conceitos (VIEIRA, 2014). REDES SEMÂNTICAS Uma rede semântica é uma notação gráfica composta por nodos interconectados. As redes semânticas podem ser usadas para representação de conhecimento, ou como ferramenta de suporte para sistemas automatizados de inferências sobre o conhecimento. (SOWA, 2002) AVALIAÇÃO DE EFICIÊNCIA NA RECUPERAÇÃO EM UM SISTEMA DE INDEXAÇÃO REVOCAÇÃO ou RECALL: PRECISÃO Ou RELEVÂNCIA: EXAUSTIVIDADE ESPECIFICIDADE A capacidade de revocação diz respeito ao número de documentos recuperados e pode ser mensurada por meio da relação entre o número de documentos relevantes sobre determinado tema, recuperados pelo sistema de busca, e o número total de documentos sobre o tema, existentes nos registros do mesmo sistema (RUBI, 2009, p. 85). “Relação entre a quantidade de documentos relevantes recuperados pelo sistema e o total de documentos sobre o tema existente no acervo registrado no sistema” “A capacidade de precisão, ou relevância, está relacionada ao número de documentos recuperados para atendimento das solicitações encaminhadas pelo usuário. Também pode ser mensurada por meio da relação entre os documentos relevantes recuperados e número total de documentos recuperados” (RUBI, 2009, p. 85). “Diz respeito à qualidade de informações/documentos recuperados pelo sistema. Para se calcular a precisão na recuperação, divide-se a quantidade de documentos relevantes recuperados pelo “A exaustividade diz respeito ao número de termos atribuídos como descritores do assunto do documento, ou seja, em que medida todos os assuntos discutidos no documento são reconhecidos durante a indexação e traduzidos na linguagem documentária da biblioteca. Quanto mais exaustiva for a indexação, mais termos ela vai empregar” (RUBI, 2009, p. 85). Uma medida de extensão em que todos os assuntos discutidos em um certo documentos são reconhecidos na operação de indexação e A especificidade está relacionada ao nível de abrangência que a biblioteca e a linguagem documentária permitem especificar os conceitos identificados documento. (RUBI, 2009, p. 85) Grau de precisão de um sistema de indexação, quando este é aplicado ao(s) assunto(s) de um documento. Proporção entre o número de documentos não pertinentes que não foram selecionados e o número total de documentos registrados não pertinentes que se encontram registrados no sistema (VIEIRA, 2014). APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 70 (VIEIRA, 2014) número total de documentos recuperados pelo sistema”. (VIEIRA, 2014) traduzidos na linguagem do sistema. Assim, um alto nível de exaustividade na indexação produz uma alta revocação e uma baixa precisão (VIEIRA, 2014). http://image.slidesharecdn.com/1aulaindexacao2013-130515205248-phpapp01/95/1-aula-indexacao-2013-44-638.jpg?cb=1368651242 OBS: Neste contexto Relevância = Precisão POLÍTICA DE INDEXAÇÃO “...A política de indexação é um conjunto de procedimentos, materiais, normas e técnicas orientadas por decisões que refletem a prática e princípios teóricos da cultura organizacional de um sistema de informação” (FUJITA, 2012). o objetivo de uma política de indexação é principalmente definir as variáveis que influem no desempenho do serviço de indexação. Além das variáveis, cita os objetivos de “[...] estabelecer princípios e critérios que servirão de guia na tomada de decisões para otimização do serviço, racionalização dos processos e consistência das operações nele envolvidas [...] (CARNEIRO, 1985) (FUJITA, 2012) APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 71 CATALOGAÇÃO DESCRITIVA: CÓDIGO DE CATALOGAÇÃO ANGLO-AMERICANO - AACR2 O código tem como objetivo a normalização da catalogação a nível internacional, subsidiando o tratamento da informação. Utiliza sistema de pontuação e a catalogação pode ser feita pelo suporte físico da obra. Publicado em 1978, com três revisões em língua inglesa: 1988, 1998 e recentemente em 2002, sem contar as alterações de 2003, 2004 e 2005. A tradução de 2002 para o português, teve revista a redação e numeração das regras e inclusão de novos exemplos. ESTRUTURA DO AACR Dividi-se em duas partes: Parte I – Descrição e Parte II – Pontos de Acesso, Títulos Uniformes, Remissivas PARTE I – DESCRIÇÃO CAPÍTULOS NORMA 1 Regras Gerais de Descrição 2 Livros, Folhetos e Folhas Impressas 3 Materiais Cartográficos 4 Manuscritos (incluindo Coleções Manuscritas) 5 Música 6 Gravação de Som 7 Filmes Cinematográficos 8 Materiais Gráficos 9 Recursos Eletrônicos 10 Artefatos Tridimensionais e Realia 11 Microforma 12 Recursos Contínuos 13 Análise PARTE II - PONTOS DE ACESSO, TÍTULOS UNIFORMES, REMISSIVAS. 21 Escolha dos Pontos de Acesso 22 Cabeçalhos para Pessoas 23 Nomes Geográficos 24 Cabeçalhos para Entidades 25 Títulos Uniformes 26 Remissivas Apêndices A Maiúsculas e Minúsculas B Abreviaturas C Numerais D Glossário E Artigos Iniciais F ÍNDICE Fonte: (ANZOLIN, 2007) APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 72 Cada zona, onde se vão inscrever os elementos da descrição, tem uma determinada fonte principal de informação. Qualquer elemento retirado de outra fonte, que não a principal, deve ser referenciado entre parênteses rectos [ ] , ou dado como nota. O Corpo da Entrada é constituído por sete zonas que se inscrevem numa área demarcada da ficha. ÁREAS/ZONAS E FONTES PRINCIPAIS DE INFORMAÇÃO PARA DESCRIÇÃO BIBLIOGRÁFICA Fonte: A CATALOGAÇÃO, [200-?] Segundo o AACR2 os pontos de acesso podem ser para: Obras de autoria de uma única pessoa (21.4) Obras originárias de uma única entidade coletiva (21.4B e 21.1B2) Obras de Chefes de Estado, Papas, etc. (21.4D1 e 21.4D2) Responsabilidade compartilhada (21.6) Responsabilidade principal indicada (21.6B) Responsabilidade principal não indicada (21.6C) Coletâneas de obras por diferentes pessoas ou entidades (21.7) Coletâneas com título coletivo (21.7B) Na catalogação utilizam-se os PONTOS DE ACESSO PRINCIPAL E SECUNDÁRIOS. PONTO DE ACESSO: é um nome, termo, título ou expressão, pelo qual o usuário pode procurar e encontrar, ou acessar, a representação bibliográfica de um recurso, ou o próprio recurso eletrônico de acesso remoto. Os pontos de acesso reúnem os recursos por uma dada característica ou semelhança. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 73 Sem título coletivo (21.7C) Obras de responsabilidade mista (21.8) Obras de autoria de uma única pessoa (21.4) Obras originárias de uma única entidade coletiva (21.4B e 21.1B2 Fonte: (COUTO, et al., 2014). Os cabeçalhos de entrada podem ser para: NOMES PESSOAIS (CAPÍTULOS 22 e 24-AACR2) Regra geral (22.1A – 22.1B) Escolha entrenomes diferentes (22.2) Pessoas que têm entrada pelo prenome (22.3C1, ver também 22.8) Pessoas que tem entrada pelo sobrenome (22.5) Entrada pelo título de nobreza (22.6) Entrada pelo prenome, etc. (22.8) Entrada por iniciais, letras ou numerais (22.10) Acréscimos (22.16) Entrada para Santos (22.13) Entrada pelo Espírito (22.14) Entrada para papas, bispos, cardeais, e outras autoridades religiosas (22.17B, 22.17C E 22.17 D) Fonte: (COUTO, et al., 2014). EXEMPLOS DE ENTRADAS PARA NOMES PESSOAIS ENTRADAS: EXEMPLOS: SOBRENOMES SIMPLES: Martins, Beatriz Araújo SOBRENOMES COM PALAVRAS INDICANDO PARENTESCO: Bittencourt Filho, José Oliveira Neto, José Carlos SOBRENOMES COMPOSTOS: Machado de Assis, Joaquim Maria Santa Ana, Júlio de Lula da Silva, Luis Inácio Levi-Strauss, Claude SOBRENOMES ESPANHÓIS: Rivera Dias, Diego García Marques, Gabriel SOBRENOMES FRANCESES: Le Rouge, Gustave De Chardin, Teillard SOBRENOMES ITALIANOS: D’Arienzo, Nicola Di Pierro, Maria Clara APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 74 Da Ponte, Lorenzo SOBRENOMES ALEMÃES com prefixos que consistem na contração de um artigo e de uma preposição (ex.: VOM= von dem; AM= an dem; ZUM= zu der): Am Thym, August Zur Linde, Otto Vom Ende, Erich Zum Busch SOBRENOMES ALEMÃES precedidos de: Artigos (DER, DIE, DAS, DEM), preposições (VON, ZU) e/ou conjunção (UND): Goethe Johann Wolfang von Muhll, Peter von der SOBRENOMES HOLANDESES: (entrar pelo último sobrenome, exceto se o prefixo que o precede for VER): Gripp, Klauss van der Brink, Jan ten Ver Boven, Daisy ENTRADA DE AUTORES CORPORATIVOS: Universidad Católica Madre y Maestría. Departamento de Medicina Brasil. Ministério das Relações Exteriores São Paulo (Estado). Secretaria de Economia e Planejamento Congresso Latino-Americano de Biblioteconomia e Documentação (2. : 1994 : Belo Horizonte) Conference on Cancer Public Education (1973 : Dulles Airport) Fonte: Ortega (2006) ENTIDADES COLETIVAS (CAPÍTULO 23 e 24) As regras para as entidades coletivas segundo o AACR2 estão descritas a seguir: Regra geral (24.1) Forma do nome (24.2) Nome que contém ou consiste de iniciais Regra básica: A entrada de entidade deve ser dada pelo nome com que é predominantemente identificada, exceto para aquelas que se constituem como subdivisão de uma entidade maior, ou ainda, para as que entram pelo nome do governo, a saber: país, Estado ou município. A determinação da forma e do nome da entidade é feita na língua que aparece na página de rosto das publicações ou através das fontes de referência (SOUZA, 2003). Cuidado para não confundir a regra da NBR 6023 (REFERÊNCIAS) com do AACR2. NBR 6023, o sobrenome do autor deve ser indicado em letras maiúsculas. Na AACR2, o sobrenome é indicado apenas com a primeira letra maiúscula. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 75 Latinização Mudanças de nome Formas do nome Nome em diversas línguas (24.3A) Ordens e sociedades religiosas (24.3D) Acréscimos (24.4c) Duas ou mais entidades com nomes iguais ou semelhantes (24.4C1) Regra geral (24.1) Conferências, Congressos, etc. (24.7 – 24.8) Filiais, ramais, etc. (24.9) Igrejas locais, etc. (24.10B) Entidades subordinadas e relacionadas não governamentais (24.12 – 24.15) Com entrada subordinada (24.13) Sub-cabeçalho Direto ou Indireto (24.14) Comissões, Comitês, etc. (24.15) Entidades governamentais e oficiais (24.17) Com entrada subordinada (24.18) Sub-cabeçalho Direto ou Indireto (24.19) Cabeçalhos especiais Conferências, Congressos, etc. (24.7 – 24.8) Filiais, ramais, etc. (24.9) Igrejas locais, etc. (24.10B) Entidades subordinadas e relacionadas não governamentais (24.12 – 24.15) Com entrada subordinada (24.13) Subcabeçalho Direto ou Indireto (24.14) Fonte: (COUTO, et al., 2014). APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 76 REGRAS PARA O PONTO DE ACESSO http://2.bp.blogspot.com/-vH4bItcDznY/Uydv2YbzbhI/AAAAAAAAHq0/kzamuFwBcHI/s1600/determina%C3%A7%C3%A3o+ponto+de+acesso+2.jpg SOBRE PONTO DE ACESSO: https://sites.google.com/site/infsassumpcao/_/rsrc/1312506370938/news-1/pontosdeacesso/Tipos%20de%20pontos%20de%20acesso.png EXEMPLOS DE ENTRADAS SEGUNDO O AACR2 http://www.efdeportes.com/efd116/uso07.gif http://www.efdeportes.com/efd116/uso07.gif APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 77 FORMA DE ENTRADA PARA CONFERÊNCIAS, CONGRESSOS, REUNIÕES ETC. http://4.bp.blogspot.com/-RNdMOU5dXHQ/UkCFQigt51I/AAAAAAAADi0/7tXTkcB2Cv0/s1600/fichacat.jpg EXEMPLO DE ENTRADA PARA ASSOCIAÇÃO Fonte: Souza (2003) MODELO DE FICHA DE GRAVAÇÃO DE SOM http://www.amemoria.com.br/download.htm Associação de Universidades Amazônicas Diagnóstico regional de unidades de informação pan- amazônicas / Associação de Universidades Amazônicas, Universidade Federal do Pará; [coordenado por] Lena Vânia Ribeiro Pinheiro... [et al.]. – Belém: UNAMAZ, UFA, 1991. 125 p. : il.; 22 cm. – (Informação Amazônica; 1) Bibliografia : p. 64 ISBN 85-247-0060-2 1. Serviços de informação – Pan- Amazônia – diagnóstico. I. Pinheiro, Lena Vânia Ribeiro, coord. II. Universidade Federal do Pará. III. Título. IV. Série. http://www.amemoria.com.br/download.htm APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 78 MODELO DE FICHA DE RECURSOS ELETRÔNICOS http://www.amemoria.com.br/cap11.pdf SIGLAS: (Recomendações da Biblioteca Nacional) Não use siglas para os seguintes tipos de entidades: - Bancos; - Comissões e Conselhos, com exceção para o CNPq; - Congressos; - Escolas, Faculdades e Universidades; - Entidades que entram subordinadamente; - Entidades governamentais a nível estadual ou municipal. Fonte: (COUTO, et al., 2014). OBS: Este material não substitui a consulta ao AACR2. Não deixe de consultar Anzolin (2007) e Couto et al. (2005) pois estes materiais possuem descritos todo o processo de entradas autorizadas pelo AACR2, assim como o livro de Antônia Memória Ribeiro (2009) que possui muitos exemplos de catalogação e de entradas. Ver siglas completas em Anzolin (2007) e Couto (2014). APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 79 DESCRIÇÃO DE RECURSOS E ACESSO (RDA) Fonte: http://image.slidesharecdn.com/2015catalogacaowsld-150203104136-conversion-gate01/95/a-catalogao-sob-o-conceito-da-web-semntica-e-dos-dados- ligados-perspectivas-para-os-bibliotecrios-e-estudantes-de-biblioteconomia-4-638.jpg?cb=1422960340 CONCEITOS: O RDA (Resource Description and Access) é o novo padrão de catalogação que substituirá o AACR2. RDA oferece a bibliotecas o potencial de alterar significativamente como os dados bibliográficos são criados e usados. Desenvolvido pelo Joint Steering Committee for the Development of RDA, essa ferramenta on-line com base na Web foi laçada em julho de 2010. Os editores são a Associação Americana de Bibliotecas, a Associação Canadense de Bibliotecas e o CILIP (Chartered Institute of Library and Information Professionals). A OCLC participou ativamente do processo de criação do RDA (...). (RDA..., 2016a; SOBRE..., 2016) RDA é a nova norma de catalogação que substituirá, em 2009, o Código de Catalogação Anglo- Americano, segunda edição. O RDA vaialém dos códigos de catalogação anteriores ao prover orientações sobre como catalogar recursos digitais e auxiliar melhor os usuários para encontrar, identificar, selecionar e obter a informação desejada. O RDA também contribui para o agrupamento de registros bibliográficos visando mostrar relações entre obras e seus criadores. Essa importante e nova característica torna os usuários mais conscientes das diferentes edições, traduções ou formatos físicos das obras – um significativo desenvolvimento. (RDA, 2016b) RDA é sigla para Resource Description and Access (Descrição e Acesso a Recursos), uma proposta de padrão sucessora ao AACR2. Como mencionado acima, seu desenvolvimento caracteriza- se por uma mudança na direção de ser um código internacional (ou de aceitação global), que diferentemente do atual (em uso), não se regule por regras rígidas, mas por diretrizes de ampla aplicação, e com foco centrado no usuário e nas suas necessidades de informação. (MODESTO, 2008) A RDA busca abranger não apenas o ambiente digital, mas também descrever os materiais já presentes na biblioteca, diga- se, os materiais impressos, sem deixar de trazer proposta para os futuros suportes que ainda farão parte da vida dos usuários O FUNDAMENTO DO RDA O RDA está construído sobre dois modelos conceituais, desenvolvidos pela Federação Internacional de Associações de Bibliotecas e Instituições, FIABI (sigla em inglês, IFLA): - Requisitos Funcionais para Dados Bibliográficos (RFDB), em inglês Functional Requirements for Bibliographic Data (FRBR) e; - Requisitos Funcionais para Dados de Autoridade (RFDA), em inglês, Functional Requirements for Authority Data (FRAD). FRBR e FRAD identificam as relações que uma obra pode ter com seu criador, assim como suas relações com quaisquer traduções, interpretações, adaptações ou formatos físicos dessa mesma http://www.rda-jsc.org/index.html http://www.rda-jsc.org/index.html http://www.rda-jsc.org/index.html http://www.collectionscanada.gc.ca/jsc/rda.html APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 80 e que serão exigidos nas UIs. (MACHADO, 2014, grifo meu) obra (RDA, 2016b). RESUMINDO: Fonte: http://image.slidesharecdn.com/2011frbrrdamarcaulard2-121113111134-phpapp01/95/frbr-rda-aacr-formato-marc-breve- introduo-42-638.jpg?cb=1352805257 Fonte: http://image.slidesharecdn.com/rda-1205955993962198-3/95/rda-31-728.jpg?cb=1205927195 http://image.slidesharecdn.com/rda-1205955993962198-3/95/rda-31-728.jpg?cb=1205927195 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 81 Segundo Oliver (2011, p. 2) a RDA “trata-se de uma norma projetada para focar a atenção n usuário e nas tarefas que ele executa no processo de descobrimento de recursos. A finalidade de registrar dados é apoiar as tarefas dos usuários. Cada instrução na RDA reporta-se ao usuário e às tarefas que ele deseja executar. Essas tarefas do usuário têm sua origem nos modelos FRBR e FRAD”. DIFERENÇAS ENTRE AACR2 E RDA http://image.slidesharecdn.com/2011frbrrdamarcaulard2-121113111134-phpapp01/95/frbr-rda-aacr-formato-marc-breve-introduo-48- 638.jpg?cb=1352805257 http://image.slidesharecdn.com/rda-ufmgoficial-130614204718-phpapp01/95/rda-como-novo-cdigo-de-catalogao-64-638.jpg?cb=1371243181 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 82 REQUISITOS FUNCIONAIS PARA REGISTROS BIBLIOGRÁFICOS (FRBR) Fonte: http://images.slideplayer.com.br/7/1728000/slides/slide_10.jpg FAMÍLIA FRRB FRBR – Functional Requirements for Bibliographic Records, ou Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos [1998] FRANAR E FRSAR FRAD – Functional Requirements of Authority Data, ou Requisitos Funcionais de Dados de Autoridade (ou Dados Autorizados) [2009] FRSAD – Functional Requirements for Subject Authority Data, ou Requisitos Funcionais para Dados de Autoridade de Assunto (ou Dados Autorizados de Assunto) [2010] Fonte: (MEY, 2012, p. 15) FRBR Usa o modelo entidade-relacionamentos, que é formado por três componentes: ENTIDADES; ATRIBUTOS OU CARACTERÍSTICAS DAS ENTIDADES e; RELAÇÕES ENTRE AS ENTIDADES. Fonte: (OLIVER, 2011) http://images.slideplayer.com.br/7/1728000/slides/slide_10.jpg APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 83 Fonte: http://image.slidesharecdn.com/2011frbrrdamarcaulard2-121113111134-phpapp01/95/frbr-rda-aacr-formato-marc-breve-introduo-7- 638.jpg?cb=1352805257 GRUPOS DO FRBR Fonte: http://www.ofaj.com.br/images/img_6_2_808_1.jpg http://www.ofaj.com.br/images/img_6_2_808_1.jpg APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 84 http://image.slidesharecdn.com/20070utpalestracatalogacao-091012144328-phpapp02/95/catalogo-o-que-h-de-novo-17-728.jpg?cb=1255358622 http://image.slidesharecdn.com/20070utpalestracatalogacao-091012144328-phpapp02/95/catalogo-o-que-h-de-novo-18-728.jpg?cb=1255358622 ELEMENTOS DO FRBR QUE NÃO EXISTEM NO AACR2: Características do arquivo (recursos digitais) Características de Braille Língua das pessoas, etc. Formato de vídeo URLs Informação sobre custódia (recursos arquivísticas) Identificadores de entidades (pessoas, entidades corporativas, obras) (MODESTO, 2010 p. 10) APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 85 http://fabricioassumpcao.com/blog/wp-content/uploads/2012/07/Relacionamentos-entre-as-entidades-grupos-1-e-2-FRBR.png http://image.slidesharecdn.com/rda-ufmgoficial-130614204718-phpapp01/95/rda-como-novo-cdigo-de-catalogao-38-638.jpg?cb=1371243181 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 86 REQUISITOS FUNCIONAIS PARA DADOS DE AUTORIDADES (FRSAD) http://image.slidesharecdn.com/rda-ufmgoficial-130614204718-phpapp01/95/rda-como-novo-cdigo-de-catalogao-47-638.jpg?cb=1371243181 FRSAD - CARACTERÍSTICAS: Foi publicado em 2010; O FRSAD faz parte do que se convencionou chamar de “família” FRBR; Modelo Entidade-Relacionamento; Modelo conceitual das entidades do grupo três do modelo FRBR; TAREFAS DO FRSAD (INCLUIU EXPLORAR QUE NÃO EXISTIA NO FRBR): ENCONTRAR Um ou mais assuntos e/ou suas denominações que correspondam aos critérios estabelecidos pelo usuário, usando atributos e relacionamentos; IDENTIFICAR Um assunto e/ou a sua denominação com base em seus atributos ou relacionamentos (ou seja, distinguir entre dois ou mais assuntos ou denominações com características semelhantes para confirmar que o assunto ou denominação apropriada foi encontrado); SELECIONAR Um assunto e/ou a sua denominação adequada às necessidades do usuário (ou seja, escolher ou rejeitar com base nos requisitos e necessidades do usuário); EXPLORAR Os relacionamentos entre os assuntos e/ou suas denominações (por exemplo, explorar os relacionamentos a fim de compreender a estrutura de um domínio do conhecimento e sua terminologia). Fonte: (IFLA, 2010 apud MELO; BRASCHER, 2014, p. 109, com adaptações). APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 87 http://image.slidesharecdn.com/rda-ufmgoficial-130614204718-phpapp01/95/rda-como-novo-cdigo-de-catalogao-48-638.jpg?cb=1371243181 ENTIDADES DO FRSAD: Thema: (assunto de uma obra) “qualquer entidade que é usada como assunto de uma obra” (IFLA, 2010, p. 15). Nomen: (Nome de um tema) “qualquer signo ou sequência de signos (caracteres alfanuméricos, símbolos, sons, etc.) pelo qual um thema é conhecido por, referenciado a, ou tratado como” (IFLA, 2010, p. 18). No catálogo bibliográfico a entidade thema pode ser compreendida sob diferentes perspectivas: do catalogador e do usuário. CATALOGADOR: os themas de uma obra são analisados com o objetivo de atribuir um ou mais nomens que os representem em um tesauro ou sistema de classificação bibliográfica. USUÁRIO: o usuário analisa os themas da sua necessidade de informação para representá-los em nomens que tenham sido atribuídos às obras de seu interesse. ATRIBUTOS DO FRSAD Existem dois tipos de atributos: TIPO DE THEMA é a categoria a que pertence um thema (obra, expressão, manifestação, item, pessoa, entidade coletiva, conceito, objeto, evento e lugar) no contexto de um determinado sistema de organização do conhecimento NOTA DE ESCOPO é um texto que descreve e, ou define o thema, especificando o seu escopo dentro de determinado sistema de autoridade assunto. A nota de escopo é atribuída a um thema de um sistema de organização do conhecimento para ajudar os usuários a entenderem o domínio em que o thema está inserido. http://fabricioassumpcao.com/blog/wp-content/uploads/2014/06/requisitos-funcionais-para- dados-de-autoridade-de-assunto-frsad.png APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 88 EXISTEM DOIS CONJUNTOS DE RELACIONAMENTOS NO FRSAD: EXEMPLO DE APLICAÇÃO: Fonte: (MEY, 2012, p.35) Fonte: (MEY, 2012, p. 50) obra-to-thema; thema-to-nomen entidades de diferentes tipos foi definido no modelo FRBR e indica que qualquer das entidades do modelo pode ser o assunto de uma obra. É uma relação de muitos para muitos entre as instâncias de obras e instâncias de themas. thema-to-thema; nomen-to-nomen entidades de mesmo tipo foi introduzido pelo modelo FRSAD e evidencia que qualquer thema pode ter múltiplos nomens, como ocorre em diferentes idiomas e sistemas de organização do conhecimento. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 89 ISBD O AACR2 incorporou as regras estabelecidas na Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada Geral - ISBD (G). HISTÓRICO: 1969 Estudos iniciais - Reunião Internacional de Especialistas em Catalogação (também conhecido como Encontro de Copenhague) 1971 Primeira das ISBDs - Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada das Publicações Monográficas (ISBD(M)) 1974 Revisão da “Primeira edição normalizada” do ISBD(M) 1975/78 Criação do ISBD(G) - “Primeira edição normalizada revista” 1981 Revisão e reformulação das ISBDs (final dos anos 80 completou-se a revisão). Década de 90 Revisão total das ISBDs Ano 2000 e 2001 Sucessivas revisões e disponibilização online para consulta pública. Fonte: (FEDERAÇÃO, 2005; CUNHA, 1979) As ISBDs são revistas de 5 em 5 anos, podendo ser de dois tipos: Pequenas intervenções – introdução de mais exemplos e definições, interpretações de casos dúbios e correcção de erros; • Intervenções de fundo - produção de uma nova norma ou o cessar de uma existente. (GALVÃO, 2016) Programa desenvolvido pela IFLA, resultante da reunião de Grenoble, que apresenta um conjunto de normas para a descrição bibliográfica; existem vários textos para cada tipo de documento: ISBD (M) – monografias impressas ou em Braille publicados depois de 1801 (inclusive). ISBD (A) - monografias impressas publicadas até 1800. Livro Antigo. ISBD (NBM) – material não livro. Non Book Material. Ex. Microfilme. ISBD (CM) – material catográfico. ISBD (PM) – música impressa. Printed Music. ISBD (S) – publicações em série impressas. Substituído pelo ISBD (CR). ISBD (G) – é considerada a norma-padrão geral; surge como resultado de uma tentativa de harmonização das restantes ISBD; utiliza uma terminologia mais genérica que pode ser aplicada a qualquer tipo de documento. Por exemple, utiliza termo “manufactura” em vez de “impressão”, de forna a englobar material não impresso. A ISBD foi concebida para servir como um instrumento de comunicação internacional da informação bibliográfica. Seus principais objetivos são: Permitir a permuta de dados oriundos de fontes diversas; Facilitar sua interpretação malgrado as barreiras linguísticas; Auxiliar a conversão dos dados bibliográficos em forma legível a máquina. (CUNHA, 1979, p. 7) APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 90 DESTINAM-SE às agências bibliográficas nacionais e a outras agências catalogadoras. Fonte: CATALOGAÇÃO (2016) OBJETIVOS DO ISBD Estabelecer orientações para uma catalogação descritiva compatível a fim de facilitar a permuta internacional de registos bibliográficos. Ao especificar os elementos que abrangem uma descrição bibliográfica e ao determinar a ordem pela qual os elementos deverão ser registados, as ISBD propõem: a. Fazer com que os registos oriundos de diferentes fontes e de diferentes países sejam permutáveis, de tal modo que os registos feitos num país possam ser facilmente aceites para catálogos de bibliotecas ou outras listas bibliográficas em qualquer outro país. b. Ajudar à interpretação de registos transpondo barreiras linguísticas, podendo os utilizadores interpretar o registo numa língua que não domine a partir da pontuação. Para tal, a pontuação tem que ser unívoca. c. Ajudar a converter registos bibliográficos em registos de forma legível para computador. Fonte: CATALOGAÇÃO (2016) Dar as directivas que permitam uma catalogação descritiva compatível à escala mundial, de forma a facilitar a troca internacional de referências bibliográficas entre agências bibliográficas nacionais e entre a comunidade internacional das bibliotecas e da documentação. Ao definir os elementos necessários numa descrição bibliográfica, prescrevendo a sua ordem de apresentação e a pontuação que os delimitam, as ISBDs visam: A. tornar intercomunicáveis as referências bibliográficas produzidas por diferentes fontes, de forma que as referências produzidas produzida num país possam ser facilmente integradas nos catálogos ou na bibliografia de qual outro país; B. ajudar à compreensão das referências apesar das barreiras linguísticas, de forma que as referências produzidas para os utilizadores de uma língua, possam ser entendidas pelos utilizadores de outras línguas; C. facilitar a conversão das referências bibliográficas em formato legível por máquina. Fonte: (FEDERAÇÃO, 2005) As informações descritivas do ISBD estão divididas em 8 áreas: TED PUDESE NONU I – Título e indicação de responsabilidade; II – Edição; III – Detalhes Específicos do material (ou tipo de publicação) IV – PUblicação, distribuição etc.; V – DEscrição física; VI – SÉrie VII – Notas VIII – NÚmero normalizado e modalidades de aquisição. Fonte: biblioquestoesesquematizadas.zip.net APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 91 Fonte: http://image.slidesharecdn.com/2011frbrrdamarcaulard2-121113111134-phpapp01/95/frbr-rda-aacr-formato-marc-breve-introduo-51- 638.jpg?cb=1352805257 Fonte: http://image.slidesharecdn.com/2015isbdconsolidada-151102203111-lva1-app6891/95/isbd-consolidada-introduo-bsica-verso-2015-8- 638.jpg?cb=1446496543 OBS:coleta, organização e disseminação de documentos ou informações. A teoria da documentação surgiu a partir de 1870, em decorrência do desenvolvimento da indústria gráfica. Paul Otlet e Henri La Fontaine foram seus grandes líderes. (CUNHA; CAVALCANTE, 2008) A Documentação ganhou maior ênfase na Europa. A Documentação, posterior à Biblioteconomia, voltou-se ao desenvolvimento de técnicas e princípios preocupados com a organização e recuperação informacional, voltada ao tratamento documental. Essas ações engendram- se independente do tipo de documental ou de suporte, permitindo enxergar o documento em seu contexto de aplicação (ORTEGA, 2008). Foi substituída pela CI. (SIQUEIRA, 2010) A Documentação acompanha o documento desde o instante em que ele surge da pena do autor até o momento em que impressiona o cérebro do leitor (OTLET, 1937). A história da Documentação conta, entre outras com documentalistas francesas, como: Suzanne Briet (1894-1989), funcionária da Biblioteca Nacional da França, discípula e continuadora de Otlet. É também considerada a pioneira da CI. (ORTEGA, 2009) http://image.slidesharecdn.com/trabalholuciana-cap01-100530191107-phpapp01/95/origens-e-evoluo-da-cincia-da-informao-3-728.jpg?cb=1275246900 A história da Documentação no Brasil pode ser identificada em ao menos três momentos: no início do Século XX, por envolvimento com o projeto do IIB; a partir dos anos 1940, em movimento que levou à criação do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD)v em 1954 até a introdução da corrente estadunidense de Ciência da Informação no Brasil; e a partir dos anos 1980, com o início dos estudos do Grupo Temma, da Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo (ECA/USP) (ORTEGA, 2009). http://image.slidesharecdn.com/trabalholuciana-cap01-100530191107-phpapp01/95/origens-e-evoluo-da-cincia-da-informao-3-728.jpg?cb=1275246900 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 6 CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO (CI) EVOLUÇÃO/HISTORICO: 1958 - Conferência Internacional sobre Informação Científica 1961 e 1962 – Conferências do Georgia Institute of Technology Final do século XIX - ações e propostas de Otlet e La Fontaine: Conferência Internacional de Bibliografia, em 1895; Criação do Instituto Internacional de Bibliografia; Criação da Classificação Decimal Universal e a ideia do Repertório Bibliográfico Universal (ARAÚJO, 2010). CI NO BRASIL: DÉCADA DE 1970 - com a implantação do curso de mestrado em Ciência da Informação, do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD). ÁREAS DE ORIGEM DA CI: Documentação, Bibliografia, Recuperação da Informação, Teoria matemática e Bibliometria. OBRAS IMPORTANTES: Vannevar Bush (1945) - As we may thing Norbert Wiener (1948) - Cybernetics or control and communication in the animal and machine Claude Shannon e Warren Weaver (1949) - The mathematical theory of communication Borko (1968) - Information Science: what is it? CONCEITOS: “DISCIPLINA que investiga as propriedades e o comportamento da informação, as forças que governam seus fluxos e os meios de processamento para otimização do acesso e uso”. (BORKO, 1968) “CIÊNCIA INTERDISCIPLINAR derivada e relacionada com vários campos como a matemática, a logística, a linguística, a psicologia, a tecnologia computacional, as operações de pesquisa, as artes gráficas, as comunicações, a biblioteconomia, a gestão e outros campos similares” (BORKO, 1968) Oliveira (2011) define a CI como o “Conjunto de teorias e práticas e, como campo científico, produz intercâmbio com outras disciplinas. Uma delas é a biblioteconomia, área com a qual ela tem falado mais de perto (...)”. Para Le Coadic (2004, p. 25) a CI “tem por objeto o estudo das propriedades gerais da informação (natureza, gênese, efeitos) e a análise de seus processos de construção, comunicação e uso”. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 7 PARADIGMAS DA CI Ideias relacionadas com o movimento da informação em um sistema de comunicação humana. Esse paradigma enfatiza o FLUXO DE INFORMAÇÃO que ocorre em um sistema no qual os documentos são procurados e recuperados em resposta à pergunta realizada pelo interagente. (OLIVEIRA, 2005). Fonte:https://www.google.com.br/search?q=fluxo+da+informa%C3%A7%C3%A3o&biw=1467&bih=702&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwj0jr730c_KAhXLFZAKHc6 IACwQ_AUIBigB#tbm=isch&q=fluxo+da+informa%C3%A7%C3%A3o+and+biblioteconomia+and+ciencia+da+informa%C3%A7%C3%A3o&imgrc=oX35H9bixgFJgM%3A Fonte: http://images.slideplayer.com.br/19/5998175/slides/slide_13.jpg APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 8 LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL LEI 4.084 DE 30 DE JUNHO DE 1962 DISPÕE SOBRE A PROFISSÃO DE BIBLIOTECÁRIO E REGULA SEU EXERCÍCIO. É composta de 37 artigos Regula itens como: Exercício da Profissão do Bibliotecário e das suas Atribuições Conselhos de Biblioteconomia Anuidades e Taxas ARTIGOS MAIS IMPORTANTES NOS ESTUDOS PARA CONCURSOS: Art. 2 - Exercício da profissão de Bibliotecário Art. 8 - Fiscalização do exercício da profissão do Bibliotecário Art. 9 - Personalidade jurídica do CFB e CRBs Art. 11 – Composição do CFB Art. 14 - Mandato do Presidente Art. 15 - Atribuições do CFB Art. 20 - Atribuições dos CRB Art. 21 - Escolha dos conselheiros regionais Art. 21 (Parágrafo único) – Membros natos Art. 26 – Pagamento anuidade Art. 29 - Renda do CFB Art. 30 - Renda dos CRB Fonte: Brasil (1962) DECRETO n° 56.725, de 16 de agosto de 1965 – Regulamenta a Lei nº 4.084, de 30 de junho de 1962, que dispões sobre o exercício da profissão de Bibliotecário. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 9 LEI N. 12.244 DE 24 DE MAIO DE 2010 UNIVERSALIZAÇÃO DAS BIBLIOTECAS NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO DO PAÍS Art.1º Define que todas às instituições de ensino públicas e privadas do País terão bibliotecas. Art. 2º Conceitua que é biblioteca escolar como a coleção de livros, materiais videográficos e documentos registrados em qualquer suporte destinados a consulta, pesquisa, estudo ou leitura. Quanto ao acervo das bibliotecas escolares determina a obrigatoriedade de “no mínimo, um título para cada aluno matriculado”. Art. 3º Prevê a efetivação da lei quanto à instalação de bibliotecas escolares em no máximo 10 ANOS, juntamente com o bibliotecário. Fonte: Brasil (2010). RESOLUÇÃO N. 42 DE 11 DE JANEIRO DE 2002 CÓDIGO DE ÉTICA DOS BIBLIOTECÁRIOS Tem por objetivo fixar normas de conduta para as pessoas físicas e jurídicas que exerçam as atividades profissionais em Biblioteconomia O código de Ética rege as condutas quanto à: DEVERES E OBRIGAÇÕES DIREITOS PROIBIÇÕES INFRAÇÕES DISCIPLINARES E PENALIDADES: a) advertência reservada; b) censura pública; c) suspensão do registro profissional pelo prazo de até três anos; d) cassação do exercício profissional com apreensão de carteira profissional; e) Multa de 1 a 50 cinquenta vezes o valor atualizado da anuidade. APLICAÇÃO DE SANÇÕES ÉTICAS HONORÁRIOS PROFISSIONAIS Fonte: (CONSELHO..., 2002) APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 10 BIBLIOTECÁRIO: PERFIL PROFISSIONAL, ÉTICA, COMPETÊNCIAS E HABILIDADES BIBLIOTECÁRIO: PERFIL PROFISSIONAL Segundo Valentim (2002, p. 118): “Os profissionais da informação precisam, cada vez mais, ter uma formação que permita atender uma determinada demanda social. No entanto, só a formação também não resolve a questão, ou seja, para que os profissionais da informação ocupem os espaços a eles destinados no mercado de trabalho, é necessário que a formação defina um. Os ISBDs “DESTINAM-SE às agências bibliográficas nacionais e a outras agências catalogadoras. Assim, é de recomendar que a agência bibliográfica nacional de cada país, tendo como responsabilidade criar o registo definitivo para cada documento, prepare uma descrição que contenha todos os elementos (obrigatório, recomendado, facultativo)” (CATALOGAÇÃO, 2016). http://image.slidesharecdn.com/2015isbdconsolidada-151102203111-lva1-app6891/95/isbd-consolidada-introduo-bsica-verso-2015-8-638.jpg?cb=1446496543 http://image.slidesharecdn.com/2015isbdconsolidada-151102203111-lva1-app6891/95/isbd-consolidada-introduo-bsica-verso-2015-8-638.jpg?cb=1446496543 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 92 TABELA DE CUTTER “A tabela de notação de Autor, ou de Cutter Sanborn, tem a função de atribuir uma codificação para a autoria da obra pela notação de autor, que consiste no arranjo alfa-numérico que codifica (representa) a autoria da obra que está sendo classificada. Para o processamento da notação de autor, é necessário primeiramente determinar seu número de classificação geral, fazendo uso, para tanto, do sistema de classificação CDD ou CDU adotado pela biblioteca. Em segundo momento, a partir da determinação da autoria da obra, acessa-se a Tabela de Cutter Saborn (2000) on line, buscando o número referente à notação do autor. A partir das letras iniciais do sobrenome do autor ou nome da entidade, se for o caso, determina-se o número da Tabela de Cutter, constituindo a notação de autor. Este número deve ser antecedido da primeira letra do sobrenome do autor ou nome da entidade” (ESTABEL; MORO, 2014, p. 30). O esquema de notação de autor mais popular foi desenvolvido por Charles Ammi Cutter. De acordo com Wynar (1976), inicialmente, Cutter desenvolveu a tabela de dois dígitos que, posteriormente, a tabela foi expandida para três dígitos por Kate F. Sanborn. Ela não usou a tabela de dois dígitos como base para sua tabela e por isso Cutter resolveu expandir a sua própria tabela para três dígitos. Portanto, há três variações das tabelas: 1) a tabela de dois dígitos; 2) a tabela de três dígitos de Cutter-Sanborn1 (a mais empregada no Brasil); e 3) a tabela de três dígitos de Cutter2 . Em um primeiro momento a notação do autor parece não ter lógica. Mas tem. A principal função da notação de autor de Cutter-Sanborn é ordenar as diversas obras de um mesmo autor dentro de um mesmo assunto (número de classificação). O número de Cutter para um item é retirado das primeiras letras da entrada principal (que não artigo) seguido de seu número correspondente advindo da tabela que assim, determina o número para cada nome em ordem alfabética. (SANTOS, 2011) A classificação de Cutter, ou classificação expansiva, foi criada por Charles Ammi Cutter (1837-1903), considerado um dos maiores bibliotecários norte-americanos. Foi autor do Rules for Dictionary Catalog, o segundo catálogo de classificação norte-americano, publicado em 1876 e reeditado posteriormente. Criou tabelas para individualizar autores, usada no momento da formação do número de chamada, conhecidas no Brasil como Tabela Cutter ou Tabela Cutter Sanborn. O sistema divide-se em 7 tabelas “expansivas” que vão tornando-se mais minuciosas, sempre do dado mais geral para o mais específico, dependendo da necessidade descritiva da coleção existente na unidade informacional, podendo chegar ao nível máximo descritivo, ou seja, a sétima tabela de classificação, que não foi completada devido à morte de Cutter. (VIEIRA, 2014, P. 92) Já existe a versão digital do CUTTER desenvolvida pela OCLC: Fonte: http://biblioideiaseestudos.com.br/wp-content/uploads/2010/06/dna.jpg http://biblioideiaseestudos.com.br/wp-content/uploads/2010/06/dna.jpg APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 93 QUADRO RESUMO DA APLICAÇÃO DAS REGRAS DA TABELA DE CUTTER: Fonte: (SANTOS, 2011) REGRAS PARA APLICAÇÃO DA TABELA DE CUTTER: NOTAÇÃO/ REGRA EXEMPLO: 1 - Notação de autor para sobrenome do autor/entidade: Primeiras letras do sobrenome do autor ou entidade e a primeira letra do título da obra, desconsiderando-se artigos (se houver). BANDEIRA, Pedro Tabela = 214 Band Cutter = B214 Para uma obra de Pedro Bandeira com o título: A Marca de uma lágrima, usa-se a primeira letra do título ficando assim: B214m 2 – Em algumas situações, as primeiras letras do sobrenome não estão na tabela: Nesse caso, a orientação é que seja utilizado o número das letras anteriores mais próximas. VERÍSSIMO, Érico Tabela = 517 Verin Cutter = V517 Para uma obra de Érico Veríssimo com o título: Um certo capitão Rodrigo, fica a notação assim: V517c 3 – Um autor possui dois ou mais títulos que apresentem as mesmas iniciais: Deve ser acrescentada outra letra do título. Autor: Érico Veríssimo Título: Um certo capitão Rodrigo Autor: Érico Veríssimo Título: Clarissa Cutter = V517c Cutter = V517cl 4 – Quando o título da obra iniciar por números, a orientação é de que as iniciais do título sejam transformadas em palavras. 1000 perguntas e respostas sobre os animais: 1000 = m Cutter = M 618 5- Quando não for possível: a) Identificar a autoria da obra ou b) A obra possuir mais de três autores ou c) Se for resultante do trabalho de eventos Utiliza-se a Tabela para identificação do título e não é colocada a segunda letra após o número. Título: ENCICLOPÉDIA da fantasia: todas as fábulas Cutter = E 56 6 – Quando o sobrenome do autor for composto por grau de parentesco, a notação será elaborada pelo sobrenome que antecede ao grau de parentesco. Luís Estabel Neto Estabel Neto = E79 7 - Sobrenome com apóstrofo: Ignora-se o apóstrofo: O’Hara equivale a Ohara e Sant’Anna equivale a Santanna; Samarra de John O’Hara (Rendez-vous) Cutter = O 36r 212 Band 213 Banc 214 Band 215 Bane 515 Verhu 516 Veri 517 Verin 518 Verj APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 94 8 - Sobrenomes constituídos por contrações de Mc, M’c ou M ’ equivalem a Mac. James Alan McPherson (A Region Not Home) Cutter = M478r 9 - Sobrenome composto: Notação de autor para a primeira palavra do sobrenome composto Insurreição do queimado em cordel e prosa de Teodorico Boa Morte. Cutter = B662i 10 - Sobrenome com prefixo: Somente para prefixo que fazem parte do nome União Européia de François d’Arcy. Cutter = A675u 11- Sobrenome com hífen ou traço: Notação de autor para a primeira palavra que compõe a hifenização. Le Petit Prince de Antoine de Saint-Exupéry Cutter = S137p 12 - a notação de autor para autor corporativo/entidade coletiva refere-se ao nome da corporação das que possuem atividade fim definida ou que possuem nome próprio: academias; arquivos; asilos; associações; bancos; bibliotecas etc... Concurso Nacional de Cronicas, Premio Luiz Fernando Verissimo da Associação Bamerindus. Cutter = A849c 13 - Títulos uniforme: Deve ser atribuída ao tradutor. Bíblia Sagrada traduzida em português por João Ferreira de Almeida Cutter = A447b 14 – Tradução Ela é indicada a partir do título original sucedida por ponto, pela letra inicial da língua em maiúscula e pela inicialdo sobrenome do tradutor. As areias do tempo de Sidney Sheldon ; tradução de A. B. Pinheiro de Lemos. Título original: The sands of time. Cutter = S544s.Pl 15 - Biografias: objetiva reunir obras de mesma pessoa. O Cutter deve ser atribuído a partir do sobrenome do biografado e, em vez de colocar a primeira letra do título, será utilizada a primeira letra do sobrenome do biografado. Curtindo os netos : (viagens e historinhas) memórias de Eno Teodoro Wanke. Cutter = W262a 16 - Autobiografias: Sugere-se não incluir a inicial em autobiografias. Isso faz com que as autobiografias de uma personalidade antecedam as biografias. Outra alternativa é suceder a notação de autor pela letra “a” na primeira autobiografia da coleção. Às autobiografias adquiridas subsequentemente acrescenta-se o número de acordo com a ordem de aquisição. Eno Teodoro Wanke, sua vida e obra : biografia e analise da obra do trovador, engenheiro, poeta, pesquisador, escritor, contista, biografo, trovologo, ensaísta literário, etc., de Therezinha Radetic. Cutter = W262r Fonte: (ESTABEL; MORO, 2014; SANTOS, 2011, com adaptações) OBS: O número de chamada completo é composto pelo arranjo entre o número de classificação e a notação de autor para determinado documento, compondo a sua localização no acervo. (ESTABEL; MORO, 2014, grifo meu) APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 95 FORMATOS DE INTERCAMBIO DE DADOS: MARC21 CONCEITOS E HISTÓRICO: MARC é a abreviação de Machine Readable Catalog (em português, catalogação legível por máquina), utilizada para denominar o projeto desenvolvido pela biblioteca do Congresso nos Estados Unidos com o objetivo de organizar e disseminar os dados bibliográficos num determinado formato, de forma que possam ser legíveis por máquinas. Essa iniciativa, que começou há cerca de 40 anos, fornece o mecanismo pelo qual os computadores interpretam, utilizam e trocam entre si informações bibliográficas, e que juntos formam a base da maioria dos catálogos de bibliotecas usados atualmente. A sigla MARC tornou-se USMARC na década de 1980 e MARC 21 no final, de 1990. Porém houve outras variações como segue: - INTERMAC: França; - AUSMARC: Austrália; - NORMAC: Noruega; - DANMARC2: Dinamarca; - CMARC: China; - KMARC: Coréia do Sul; - UNIMARC: IFLA (1977); - MARC 21: harmonização entre USMARC, CAN/MARC e UKMARC. (VIEIRA, 2014) O formato MARC é um conjunto de códigos e designações de conteúdos definido para codificar registros que serão interpretados por máquina. Sua principal finalidade é possibilitar o intercâmbio de dados, ou seja, importar dados de diferentes instituições ou exportar dados de sua instituição para outros sistemas ou redes de bibliotecas através de programas de computador desenvolvidos especificamente para isto. O formato MARC 21 para dados bibliográficos inclui informação sobre material textual impresso ou manuscrito, arquivo de computador, mapas, música, recurso contínuo, material visual e material misto; os dados bibliográficos normalmente incluem título, nome, assunto, nota, dado de publicação e descrição física. (MARC..., 2015) O formato MARC - Machine Readable Catalog é desenvolvido e mantido pela US Library of Congress (Biblioteca do Congresso Norte Americano), padroniza a representação descritiva automatizada dos acervos bibliográficos, e tem sido considerado um padrão a nível internacional. (FERREIRA, 2013) As principais finalidades da adoção do padrão MARC são: Possibilidade de realizar intercâmbio de dados entre diferentes instituições. Prevenir a duplicidade de trabalho e proporcionando economia de tempo. Permitir que as bibliotecas substituam um sistema automatizado por outro sem prejuízo dos dados. A adoção do formato MARC 21 em sistemas automatizados de gestão de bibliotecas traz avanços para o compartilhamento de informações bibliográficas e para a manutenção da própria base. Os softwares de grande porte, gerenciadores de bibliotecas, utilizados atualmente no Brasil, adotam o formato MARC 21 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 96 como padrão. Os softwares específicos para armazenamento e processamento dos catálogos de acervos bibliográficos foram elaborados para reproduzir e substituir os catálogos manuais, em todas as características, e para tanto o processo tecnológico deve prever todas as etapas do processo de catalogação e formação de catálogos. (SILVA; BAPTISTA, 2013) Fonte: http://image.slidesharecdn.com/marc-21-denise-1217972849769008-8/95/marc-21-24-728.jpg?cb=1221026629 COMPOSIÇÃO DO FORMATO MARC 21 ELEMENTOS: Um registro MARC é composto por três elementos: A estrutura do registro é uma implementação dos padrões internacionais ANSI Z39.2 e ISO 2709. As indicações de conteúdo são códigos e convenções estabelecidos para identificar e caracterizar os dados dentro do registro e permitir sua manipulação. Os conteúdos dos dados que compõe um registro MARC geralmente são definidos por PADRÕES EXTERNOS AO FORMATO, como: International Standard Bibliographic Description (ISBD), Anglo-American Cataloguing Rules (AACR2), Library of Congress Subject Headings (LCSH) ou outros códigos usados pela instituição criadora do registro. (MARC..., 2015) COMPONENTES DO REGISTRO: Um registro bibliográfico MARC 21 consiste de três componentes principais: o Lider, o Diretório e os Campos Variáveis. Líder – Dados que fornecem informações para o processamento do registro. Estes dados contém números ou códigos e são identificados pela sua posição relativa. O Líder possui o tamanho de 24 caracteres e é o primeiro campo de um registro MARC. Diretório – Uma série de entradas que contém a posição inicial e o tamanho de cada etiqueta (TAG) dentro do registro bibliográfico. Cada notação possui 12 caracteres/posição e apresenta três partes: a tag, ou etiqueta d campo, o tamanho APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 97 do campo e a posição inicial do campo. No Diretório, as notações para campos de controle variável aparecem primeiro, seguidas pelas etiquetas numa ordem numérica crescente. Em seguida entram os campos de dados variáveis, arrumados em ordem crescente, de acordo com o primeiro caractere da etiqueta. É gerado automaticamente pelo sistema. Campos Variáveis: os dados organizados em campos variáveis, identificados por uma tag ou etiqueta de 3 caracteres numéricos, que estão registrados na entrada do diretório, referente a cada campo. São de 2 tipos: de Controle variável e de Dados variáveis. Campos Controle variável – são os campos 00X. Eles podem conter ou um único dado ou uma série de dados de tamanho fixo, identificados pela posição relativa do caractere. Não contem indicadores, nem subcampos; Campos de dados variáveis: São os restantes dos campos variáveis definidos no formato. Além de serem identificados por uma etiqueta no Diretório, esses dados contém duas posições para indicadores, localizadas no começo de cada campo. Eles são agrupados em blocos, de acordo com o primeiro caractere da etiqueta/ tag, o qual, com algumas exceções, identifica a função do dado dentro do registro. O tipo de informação no campo é identificada pelo restante da etiqueta. É dentro desse campo também que se encontram os indicadores de conteúdo: Indicador e Subcampos. Indicador: As duas primeiras posições, no início de cada campo de dados variáveis, que interpretam ou complementam os dados contidos no campo. (...) O valor dos indicadores pode ser uma letra minúscula ou um caractere numérico. O espaço em branco representado por #, é usado em uma posição de indicador indefinido. Numa posição de indicador definida, o espaço em branco pode ter umsignificado ou pode significar “não há informação”. Códigos de Subcampos: Dois caracteres diferenciam os dados dentro do campo, os quais requerem tratamento separado. O código do subcampo consiste no delimitador, representado por “$” seguido de um identificado de subcampo. Esses identificadores podem ser letras minúsculas ou caracteres numéricos. Fonte: (FERREIRA, 2013) CAMPOS DO MARC 21 Fonte: (SILVA; BAPTISTA, 2013) APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 98 Fonte: (BRAGA; LIMA, [2013?] CAMPO CAMPOS DENTRO DOS PRINCIPAIS 100 - AUTOR Entrada Principal - Nome Pessoal – 100 Entrada Principal - Entidade – 110 Entrada Principal - Evento – 111 Entrada Principal - Título Uniforme – 130 200 - TÍTULO Título Abreviado – 210 Título-Chave – 222 Título Uniforme/Original – 240 Título Traduzido pela Instituição Catalogadora – 242 Título Uniforme Coletivo – 243 Título Principal – 245 Formas Variantes do Título – 246 Título Anterior – 247 300 – DESCRIÇÃO FÍSICA Descrição Física - 300 Tempo de Duração – 306 Horário, etc. – 307 Última Periodicidade - 310 Preço – 365 Lugar Associado (R) - 370 Idioma/Linguagem associado - 377 Características do Público (R) - 385 400 - SÉRIES Título de série relacionado - 490 (indicação de série e indicações secundárias de série) 500 – NOTAS* Nota Geral – 500 Nota Iniciada com a Palavra “Com” – 501 http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/en_nome.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/en_entidade.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/en_evento.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/en_titulo.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ti_abreviado.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ti_chave.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ti_uniforme.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ti_traduzido.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ti_coletivo.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ti_principal.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ti_formas.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ti_anterior.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/desc_fisica.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/tempo_dur.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/horario.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ult_perio.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/preco.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/lug_ass.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/idi_lin.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/car_pub.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/tit_rel.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_geral.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_ini.html APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 99 *A lista das notas deve ser lida com bastante atenção, pois são elas que geralmente caem mais em concursos. Nota de Dissertação ou Tese – 502 Nota de Bibliografia, etc. – 504 Nota de Conteúdo – 505 Nota de Restrição de Acesso – 506 Nota de Escala para Material Gráfico – 507 Nota dos créditos de Criação/Produção – 508 Nota de Citação / Referências – 510 Nota do Participante ou do Executor – 511 Nota do Tipo de Relatório e Período de Cobertura – 513 Nota de Qualidade dos Dados – 514 Nota de Peculiaridade na Numeração – 515 Nota sobre o Tipo de Arquivo de Computador ou sobre os Dados – 516 Nota da Data/Hora e Local de um Evento – 518 Nota de Resumo, etc – 520 Nota de Público Alvo – 521 Nota de Cobertura Geográfica – 522 Nota de Citação Preferida do Material Descrito - 524 Nota de Suplemento – 525 Nota do Programa de Estudo – 526 Nota de outros Formatos Disponíveis – 530 Nota de Reprodução – 533 Nota de Versão Original – 534 Nota de Localização dos Originais/Duplicatas -535 Nota de Informação sobre Financiamento – 536 Nota de Detalhes do Sistema – 538 Nota de Termos que Gerenciam o Uso e a Reprodução – 540 Nota da Fonte Imediata de Aquisição – 541 Nota de Materiais de Arquivo Associados – 544 Nota Biográfica ou Histórica – 545 Nota de Idioma – 546 Nota de Títulos Anteriores – 547 Nota de Publicação – 550 Nota de Atributo e Unidade – 552 Nota de Índice Cumulativo e Instrumento de Pesquisa – 555 Nota sobre documentação – 556 Nota de Origem - 561 Nota de Identificação de Cópia e Versão – 562 Informação sobre encadernação – 563 Nota sobre Características do Arquivo – 565 Nota de Metodologia – 567 Nota de Ligação e Entrada – 580 Nota de Publicações sobre o Material Descrito – 581 Nota de Processamento – 583 Nota de Soma e Freqüência De Uso – 584 Nota de Exposição – 585 Nota de Premiação – 586 Notas locais – 59X 600- ASSUNTO Assunto – Nome Pessoal – 600 Assunto – Entidade – 610 Assunto – Eventos – 611 http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_diss.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_bibl.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_cont.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_rest.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_esc.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_cred.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_cit.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_part.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_rel.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_qual.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_pec.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_arq.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_data.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_res.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_pub.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_cob.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_cita.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_suple.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_prog.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_form.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_reprod.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_versao.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_loc.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_fin.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_det.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_termos.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_fonte.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_mate.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_bibli.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_idioma.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_tit.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_publ.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_atrib.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_ind.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_doc.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_or.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_ident.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/inf_enc.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_caract.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_met.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_lig.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_desc.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_process.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_soma.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_exp.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_prem.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/notas_locais.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ass_nome.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ass_ent.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ass_ev.html APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 100 Assunto - Título Uniforme – 630 Assunto - Termo Cronológico – 648 Assunto - Tópico – 650 Assunto - Nome Geográfico – 651 Termo de índice – ocupação - 656 700- ENTRADA SECUNDÁRIA Entrada Secundária – Nome Pessoal – 700 Entrada Secundária – Entidade – 710 Entrada Secundária – Evento – 711 Entrada Secundária - Nome não Controlado – 720 Entrada Secundária - Título Uniforme – 730 Entrada Secundária - Título Relacionado E Analítico não Controlado – 740 Entrada Secundária – Nome geográfico - 751 Entrada Secundária - Forma Hierárquica do Nome Geográfico – 752 Detalhes do Sistema para Arquivos de Computador – 753 Entrada Secundária - Identificação Taxonômica - 754 800- SÉRIE Entrada Secundária de Série – Nome Pessoal – 800 Entrada Secundária de Série – Entidade/Nomecorporativo – 810 Entrada Secundária de Série – Eventos – 811 Entrada Secundária de Série – Título Uniforme – 830 Entrada Secundária de Série – Instituição depositária – 850 Entrada Secundária de Série – Localização e acesso eletrônico – 856 Fonte: http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/conteudo.html e Ferreira (2013) EXEMPLO DO MARC 21 E SEUS CAMPOS st Este texto não substitui à consulta ao MARC 21. http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ass_unif.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ass_ter.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ass_top.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ass_geo.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ent_nome.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ent_enti.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ent_evento.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ent_cont.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ent_unif.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ent_rel.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ent_forma.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/det_arq.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ent_ident.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ent_senop.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ent_sen.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ent_sev.html http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ent_tui.html APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 101 FUNÇÕES E FORMAS DE CATÁLOGOS http://pt.slideshare.net/Modesto/reflexes-sobre-rda-isbd-aacr-novos-principios-e-web-semntica Fonte: http://image.slidesharecdn.com/2015catalogacaowsldversao2-150203110036-conversion-gate02/95/a-catalogao-sob-o-conceito-da-web- semntica-e-dos-dados-ligados-perspectivas-para-os-bibliotecrios-e-estudantes-de-biblioteconomia-15-638.jpg?cb=1422961514 http://pt.slideshare.net/Modesto/reflexes-sobre-rda-isbd-aacr-novos-principios-e-web-semntica http://image.slidesharecdn.com/2015catalogacaowsldversao2-150203110036-conversion-gate02/95/a-catalogao-sob-o-conceito-da-web-semntica-e-dos-dados-ligados-perspectivas-para-os-bibliotecrios-e-estudantes-de-biblioteconomia-15-638.jpg?cb=1422961514 http://image.slidesharecdn.com/2015catalogacaowsldversao2-150203110036-conversion-gate02/95/a-catalogao-sob-o-conceito-da-web-semntica-e-dos-dados-ligados-perspectivas-para-os-bibliotecrios-e-estudantes-de-biblioteconomia-15-638.jpg?cb=1422961514 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 102 file:///C:/Users/Cliente/Downloads/Reuniao_Tecnica_FRBR3%20(1).pdf Segundo Mey (1995, p. 9-10) as qualidades que um catálogo manual deve ter são: FLEXIBILIDADE Inserção de representações de novos tipos de recursos e itens informacionais; FACIILIDADE DE MANUSEIO Além da facilidade de manuseio, possuir sinalização (local da biblioteca). A organização de um catálogo impresso/manual ocorre da seguinte forma: 1. Por autor; 2. Por título; 3. Pela forma física; 4. Pela subdivisão de período (tempo); 5. Pela subdivisão geográfica (lugar); 6. Por identificação de idioma; 7. Pelas características dos materiais e 8. Por assunto. Em decorrência dos tipos de catálogos que a biblioteca comporta, as fichas catalográficas deverão ser confeccionadas de acordo com o elemento que serve de entrada principal do documento, com os respectivos pontos de acesso. (SOUZA; FUJITA, 2012, p. 62-63) CATÁLOGO: FORMA DE APRESENTAÇÃO DO SUPORTE MANUAL Forma de livros. IMPRESSA Em forma de listas. SEMI- AUTOMATIZADA Englobam a forma manual, a elétrica ou ótica. AUTOMATIZADA São os registrados em suporte legíveis pelo computador (eletrônicos, em linha ou on-line) são os OPACs (Online Public Access Catalog). Fonte: (GUINCHAT; MENOU, 1994). file:///C:/Users/Cliente/Downloads/Reuniao_Tecnica_FRBR3%20(1).pdf APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 103 PRINCIPAIS CATÁLOGOS MANUAIS Fonte: http://images.slideplayer.com.br/1/279269/slides/slide_18.jpg OPACs: CATÁLOGOS AUTOMATIZADOS ou EM LINHA ou ON LINE DE ACESSO PÚBLICO. Catálogo online é um processo automatizado, no qual uma ferramenta é disposta num banco de dados, que a partir de um determinado servidor armazena e recupera os mais variados tipos de informações em formatos eletrônicos pertencentes à biblioteca, garantindo uma maior velocidade e qualidade de acesso a informação. (QUEIROZ; ARAÚJO, 2008). Catálogo automatizado no qual o usuário faz o acesso direto, sem necessidade de intermediário, utilizando interfaces amigáveis. A maioria dos catálogos de bibliotecas disponíveis na internet é desse tipo. (CUNHA; BASTOS, 2008, p. 73) HISTÓRICO: DÉCADA 70 Seu início foi impulsionado pelo Formato MARC da OCLC. DÉCADA 80 Implantação dos OPACs em outros países, entre eles o Brasil. DÉCADA 90 Os OPACs são mais aperfeiçoados com o uso crescente das Tecnologias da Informação (redes eletrônicas). (MALINCONICO; FASANA, 1979 apud QUEIROZ, ARAÚJO, 2008). Ao longo dos anos os catálogos de acesso público, passaram por diversas transformações em seu conceito e fases, dando a suas características ao seu formato devido à incidência cada vez maior das novas tecnologias de informação (QUEIROZ, ARAÚJO, 2008). A figura a seguir apresenta às gerações dos OPACs. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 104 http://image.slidesharecdn.com/santana-140501102008-phpapp02/95/servios-de-descoberta-webscale-discovery-services-8- 638.jpg?cb=1398955132 CATÁLOGO EM LINHA: CARACTERÍSTICAS FLEXIBILIDADE Que permite inserção de representações de novos itens; exclusão de representações de itens descartados ou perdidos e mudanças nas representações, quando necessário; FACILIDADE DE MANUSEIO Que significa, além da facilidade para ser manuseado propriamente, ter boa sinalização – no caso de catálogos manuais, interna e externa; estar em local visível e acessível e apresentar instruções de uso; PORTABILIDADE Que permite ser consultado fora da biblioteca, ou em diferentes locais da biblioteca; COMPACIDADE Que significa ocupar pouco espaço. Fonte: Mey (1995, p.10) BENEFÍCIOS DOS OPACs Os OPACs constituem-se em sistemas informáticos capazes de integrar as funções bibliotecárias clássicas como consulta, empréstimo individual, empréstimo entre bibliotecas, processamento técnico e recuperação da informação. Também é possível pelos módulos do OPAC realizar pesquisas por autor, título e assunto, cumprindo as funções das tradicionais fichas catalográficas, porém com mais rapidez (recuperação da informação). Dessa forma, contribuindo consideravelmente para a otimização da operação de tratamento da informação em bibliotecas, assim como sua recuperação. (SOUSA; FUJITA, 2012, p. 65, grifo meu). http://image.slidesharecdn.com/slides-opac-119315720873518-2/95/slides-opac-5- 728.jpg?cb=1193132009 http://image.slidesharecdn.com/slides-opac-119315720873518-2/95/slides-opac-5-728.jpg?cb=1193132009 http://image.slidesharecdn.com/slides-opac-119315720873518-2/95/slides-opac-5-728.jpg?cb=1193132009 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 105 SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA – CDD CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY. Também conhecida como “tabela de classificação”, que é um conjunto de classes subdivididas por disciplinas fundamentais. Por exemplo: ramos do conhecimento humano como Religião, História, Ciências Sociais, etc., e seus correlatos ou subdisciplinas, que podem ser aplicados aos grupos maiores como adjetivo de especificação. Além disso, a classificação tem como características, o método indutivo e dedutivo, sendo que primeiro será doespecífico para o geral e o outro do geral para o específico. (VIEIRA, 2014, p. 70-71) Um conjunto de agrupamentos de assuntos coordenados e subordinados por determinadas características. Esses grupos são chamados de classes, que é o nome dado à reunião dos assuntos que apresentam entre si certo grau de semelhança. Todo sistema de classificação apresenta classes coordenadas e classes subordinadas. (BARBOSA, 1969) 1. Esquema específico de classificação. 2. Plano para o arranjo de documentos de acordo com os princípios determinados. Classificação Bibliográfica. (CUNHA; CAVALCANTE, 2008) Segundo Vieira (2014) existem também outras definições de classificação: Social: faz parte da natureza humana, é inerente ao ser humano e compõe parte de sua personalidade, auxiliando-a cotidianamente na organização mental e na classificação do que lhe interessa; Filosófica: É mais elaborada e tem por finalidade a definição e a hierarquização do conhecimento humano; Bibliográfica: Sua finalidade é a organização e a disposição física dos documentos no acervo, visando à sua localização e recuperação com eficiência. (VIEIRA, 2014, p. 74-75) http://image.slidesharecdn.com/aula1classificacoesbibliograficasintroducao-131007184253-phpapp01/95/classificacoes-bibliogrficas-uma-introduo-39- 638.jpg?cb=1381171529 http://image.slidesharecdn.com/aula1classificacoesbibliograficasintroducao-131007184253-phpapp01/95/classificacoes-bibliogrficas-uma-introduo-39-638.jpg?cb=1381171529 http://image.slidesharecdn.com/aula1classificacoesbibliograficasintroducao-131007184253-phpapp01/95/classificacoes-bibliogrficas-uma-introduo-39-638.jpg?cb=1381171529 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 106 http://images.slideplayer.com.br/3/1269925/slides/slide_41.jpg PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DAS CLASSIFICAÇÕES DOCUMENTÁRIAS Fonte: (EDUVIRGES, 2011) http://images.slideplayer.com.br/3/1269925/slides/slide_41.jpg APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 107 ASPECTOS E REQUISITOS DE UM SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO: CLASSES PRINCIPAIS Divisões Subdivisões Seções Subseções etc. OBRAS GERAIS Enciclopédias, revistas, periódicos, coleções etc., como também a Bibliografia e a Biblioteconomia. Considerou que, embora não sendo propriamente de âmbito geral, esses assuntos tem ligação, de um modo ou de outro, com os assuntos incluídos no sistema. Procurou dar-lhes uma sinonímia com as subdivisões de forma. TABELAS AUXILIARES Forma Língua Geográfica Cronológica NOTAÇÃO Simples Flexível Memorizável ÍNDICE – Relativo e Específico Relativo Terminologia atual Referencias e remissivas APRESENTAÇÃO Sumários Instruções de uso (Notas explicativas) Exemplos Terminologia atual (atualização dos sistemas) Fonte: (PRÍNCIPE, 1969) https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwj29Zmuk5nLAhUHkx4KHQwdD- EQjBwIBA&url=http%3A%2F%2Fs3.amazonaws.com%2Fmagoo%2FABAAAgkTMAJ- 2.jpg&psig=AFQjCNEMDf289H81IUiRiRpLm4havxWhzg&ust=1456703975432667 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 108 CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY (CDD) Idealizada em 1873 por Melvil Dewey (1851-1931) para uso em sua biblioteca (Amberst College). Classificação voltada para os princípios americanos. Nasceu para atender às necessidades do arranjo sistemático dos livros nas prateleiras, com o intuito de livre acesso (busca direta nas estantes) pelos usuários. (GUARIDO, 2010) A CDD foi desenvolvida por Melvil Dewey (1851-1931), sendo um dos sistemas mais utilizado em todo o mundo, especialmente em bibliotecas públicas. Sua primeira edição foi publicada em 1876 anonimamente, idealizando um sistema de classificação baseado no uso de números decimais e influenciada pelo sistema de W. T. Harris, sob o título Classification and subject index for cataloging and arranging the books and pamphlets of a library e também de Natale Battezati (Itália, 1971). Posteriormente, na 16ª edição, o nome de Dewey passou a fazer parte do título (BARBOSA, 1969, p. 199). A CDD representa um mapa completo das áreas do conhecimento, divide o sistema em 10 classes principais – 000, 100, 200, 300, 400, 500, 600, 700, 800 e 900 – fazendo as suas relações com a evolução do conhecimento humano. A CDD apresenta a divisão do conhecimento em hierarquias, com tópicos organizados dos mais amplos aos mais específicos. A classe principal é representada por três algarismos para que o assunto fique mais específico; um ponto decimal terá de ser colocado depois do terceiro dígito. (ESTABEL; MORO, 2014) CDD: CARACTERÍSTICAS SISTEMA HIERÁRQUICO Ideias e conceitos são representados em suas múltiplas relações de coordenação, de subordinação e de superordenação (sistema orgânico de partes) SISTEMA DECIMAL Divisão do conhecimento em dez partes (disciplinas e subdisciplinas). BIBLIOGRÁFICA Destinada a servir de base à organização de documentos e de seus sucedâneos (fichas, listas bibliográficas, catálogos). ESTRUTURADA Em dez partes (dez classes principais, sete classes menores, notação e índice alfabético. ENUMERATIVA Relaciona todos os assuntos e todas as combinações/associações/relações possíveis entre os mesmos, juntamente com seus símbolos/combinações de símbolos “ready-made” para consumo, sem (maiores) intervenções do classificador. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 109 SINTÉTICA Forma as notações que representam assuntos compostos, ou aspectos de assuntos para os quais não há números prontos nas tabelas. Existem dois tipos: a) de dois ou mais números das tabelas auxiliares justapostos a um número das tabelas principais; b) de dois ou mais números das próprias tabelas principais. Fonte: (SILVA, [20--?]) CDD: ESTRUTURA TABELAS PRINCIPAIS 000 GENERALIDADES 100 FILOSOFIA E DISCIPLINAS RELACIONADAS 200 RELIGIÃO 300 CIÊNCIAS SOCIAIS 400 FILOLOGIA/LÍNGUAS 500 CIÊNCIAS PURAS 600 TECNOLOGIA (ciências aplicadas) 700 ARTES, RECREAÇÃO E ARTES CÊNICAS 800 LITERATURA 900 HISTÓRIA, BIOGRAFIA, GEOGRAFIA TABELAS AUXILIARES TABELA 1 SUBDIVISÃO STANDARD É utilizada junto às classes principais na representação das subdivisões de formas intrínsecas e extrínsecas, relativas à forma de exposição do tema. TABELA 2 ÁREAS Subdivide geograficamente, com subdivisões políticas (países, estados, cidades), físicas (continentes, ilhas, rios, mares etc.), socioeconômicos (regiões urbanas, rurais etc.) e locais extraterrestres (lua, planetas, galáxias etc). TABELA 3 SUBDIVISÕES PARA LITERATURA Subdivide a classe 800, literatura e suas características. TABELA 4 SUBDIVISÕES PARA LÍNGUAS Subdivide a classe 400 (línguas) e seus aspectos. TABELA 5 GRUPOS RACIAIS, ÉTNICOS, NACIONAIS Relaciona símbolos para raças, nacionalidade e etnias e seu uso depende de uma ordem expressa do sistema. TABELA 6 LÍNGUAS Elenca línguas e seus símbolos para serem empregados somente se o sistema determinar expressamente. TABELA 7 PESSOAS É utilizada para relacionar características pessoais à classe principal. Fonte: (VIEIRA, 2014) ÍNDICE A CDD tem um índice do tipo relativo, ou seja, indica todos os pontos do sistema onde se encontram aspectos de cada assunto, além de entradas relativas tabelas auxiliares. É considerado o melhor índice de sistemas de classificação bibliográfica (VIEIRA, 2014). APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 110 EXEMPLOS PRÁTICOS DE CLASSIFICAÇÕES NA CDD: 1) No número 636.59201-.592 08 (Fazendas, perus novos, produção e manutenção, perus para fins específicos, ciências veterinárias, há a nota: “acrescentar ao número base 636.592 0 os dígitos que se seguem ao 636.0 (na sequência 636.01 – 636.08)”, p.ex. criação de perus para carne 636.592 088 3”. Assim, o classificador com um documento sobre Eripsela nos perus escreve 636.592 0; em seguida acrescenta 89 (trazido do 636.089); então seguindo a instrução encontrada no 636.089, de acrescentar àquele número os dígitos que se seguem ao 61, no 610-619, ele acrescenta 694, encontrado no 616.942, e obtém a notação 636.592 089 694 2. 2) Síntese a partir de tabelas auxiliares (extra, especiais) encontradas junto a certos números das tabelas principais. 91 GEOGRAFIA (número base de apenas dois dígitos) + 52 JAPÃO, produz o seguinte resultado: 915.2 GEOGRAFIA DO JAPÃO 3) 331.3-331.6 Força de trabalho em relação a características pessoais, onde há a nota: “a menos que ocorram outras (diferentes) instruções classifique assuntos complexos com aspectos em duas ou mais subdivisões desta tabela no número que ocorrer antes na tabela, por exemplo, Operárias chinesas jovens em 331.344 089 951 (e não em 331.4 ou em 331.6251”. Fonte: (SILVA, [20--?]) APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 111 CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL (CDU) http://image.slidesharecdn.com/classificaodecimaluniversal1-111130100935-phpapp01/95/classificao-decimal-universal-1-4-728.jpg?cb=1322717114 TABELAS PRINCIPAIS: http://images.slideplayer.com.br/3/1260588/slides/slide_7.jpg http://image.slidesharecdn.com/sistemasdeclassificaobibliogrficaperspectivasdabiblioteconomiacontempornea-120902115423- phpapp02/95/sistemas-de-classificao-bibliogrfica-perspectivas-da-biblioteconomia-contempornea-34-728.jpg?cb=1346587070 http://images.slideplayer.com.br/3/1260588/slides/slide_7.jpg APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 112 http://images.slideplayer.com.br/3/1251765/slides/slide_9.jpg Fonte: (ANDRADE, BRUNA e SALES, 2011) TABELAS AUXILIARES COMUNS (Não são de uso obrigatório): Indicam características geralmente repetitivas, aplicáveis em todas as tabelas principais. Dividem-se em: DE RELAÇÃO Indica relacionamento entre dois ou mais números Coordenação ou adição, extensão consecutiva, relação simples, subagrupamento ou colchetes, ordenação ou http://images.slideplayer.com.br/3/1251765/slides/slide_9.jpg APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 113 principais ou auxiliares. doispontos duplos. INDEPENDENTES Podem ser utilizados em qualquer posição da notação, no começo, meio ou fim. Língua, forma, lugar, raça e tempo. LINFOLURATEM DEPENDENTES Eles são sempre sufixos, ou seja, são sempre acrescentados aos números principais. Propriedades; materiais; relações, processo e operação; pessoas; asteriscos e extensões alfabéticas. Fonte: Souza (2010) AUXILIARES DE RELAÇÃO + SINAL DE COORDENAÇÃO OU ADIÇÃO Liga dois ou mais números não consecutivos da CDU; Indica assunto composto; Separa subdivisões geográficas e cronológicas. Ex: 53+913 (Física e geografia) 32+34+61 (Política, direito e medicina) 327”197+199”(81) A educação superior no Brasil, na década de 70 e 90 do século XX. / EXTENSÃO CONSECUTIVA Liga números e assuntos consecutivos Indica uma série de conceitos; Liga locais e épocas com notações consecutivas; Liga o primeiro e todos os demais números até último da série. Ex: 53/55 (Física, química e geociências) 02”1970/1991”(81) (A biblioteconomia no Brasil de 70 a 90 do século XX 592/599 (Zoologia sistemática) 553.3/.9 (Recursos naturais) : RELAÇÃO SIMPLES Geral, coordenada e recíproca entre dois ou mais conceitos; Limita ao invés de ampliar os assuntos que liga. Ex: 51:52 ou 52:51 (Matemática e astronomia) 17:7 ou 7:17 (Arte e ética) 005.32 e não 159.9:005 Psicologia industrial :: DOIS PONTOS DUPLOS OU SINAL DE ORDENAÇÃO Indicadores de relação e; Fixam a ordem dos números (irreversibilidade). Ex: 061.1(100)::[54+66] (UIQPA) 575::576.3 (Citogenética) 77.044::355 (Fotografias de guerra) [ ] COLCHETES OU SINAL DE SUBAGRUPAMENTOS Não afetam a ordem de arquivamento quando começam a notação; Dentro dos colchetes os números podem ser separados pelos sinais “mais” ou “dois pontos” ou mesmo pela “barra consecutiva”, de acordo com o significado de relação existente entre eles. Os colchetes podem ser empregados de 3 formas: a) Como sinal de intercalação, para alterar a ordem de citação dos conceitos. Pode ser utilizado no lugar dos dois pontos (:). Observe o exemplo abaixo. Ex: 339.3:633.73 Comércio interno de café 339[633.73].3 Comércio de café, interno b) Como símbolo sub-agrupador, para deixar mais APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 114 claro o tipo de relação que existe entre vários conceitos ligados pelos símbolos + ou : . Ex: 336.2[633.73+633.77] Taxas sobre o café e o mate 633.73+633.77]336.23 (o primeiro sinal foi suprimido) c) Em lugar dos dois pontos, quando se trata de tópicos subordinado e não houver necessidade de fazer uma entrada para o segundo assunto. Ex: 339[633.73] no lugar de 339:633.73 Comércio cafeeiro Fonte: Souza (2010) AUXILIARES INDEPENDENTES (LINFOLURATEM) =... AUXILIARES DE LÍNGUA. TABELA 1c É empregado para indicar a língua ou o idioma em que o documento se expressa; Apóstrofo é usado para detalhar períodos do desenvolvimento histórico Ex: 37(035)=134.2 Manual de educação em espanhol 811.124.3’08 Estudo do latim ressucitado 61=133.1 Livro de medicina em francês 81’374.8-022.214 Dicionário monolíngue (0...) - AUXILIARES DE FORMA. TABELA 1d Abrange aspectos como: forma física, formato de apresentação e forma de disponibilidade. Pode-se indicar ainda se é: bibliografia; livro; livro de referência (enciclopédia, compêndio, guia, dicionário, etc.); documento pessoal (carta, correspondência, circular, etc.); artigo; periódico; documento administrativo; documento didático; publicação comercial; apresentação histórica; e muitas outras formas. Ex: 331 (091) História do trabalho 61 (038) Dicionário de medicina (0.05) Documentos para determinados tipos de usuários 82-31 Romance (083.73) Códigos secretos 02(083.75) Criptografia da biblioteconomia (089.3) Curiosidades, anedotas (1/9) - AUXILIARES DE LUGAR. TABELA 1e Aspecto geográfico ou espacial, localização ou aspecto espacial do número principal; Auxiliar comum de lugar permite a combinação com outros auxiliares da CDU como: o mais, a barra inclinada, os dois pontos, o asterisco e com letras. Permite a intercalação; Ex: 598.2(215) Aves do Hemisfério sul 548(262.4) Cristalografia do mar Egeu 329(439) Partidos políticos da Hungria (1-664) Países socialistas (202) Espaço extra-atmosférico (44) França APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 115 Abrange ainda: fronteiras, pontos cardeais, unidades administrativas, lugares extraterrestres etc. (44-37) Distrito da França (71=111) Canadá de língua inglesa (=...) - AUXILIARES DE RAÇA, GRUPOS ÉTNICOS E NACIONALIDADE. TABELA 1f Aspectos étnicos ou nacional de um ou mais grupos; Pode-se compor com o auxiliar de lugar dentro do mesmo parêntese; Ex: 1(=411.21) Filosofia dos árabes 39(=1:24) Etmologia dos trogloditas (=1:81) Cidadão brasileiro "..." - AUXILIARES DE TEMPO. TABELA 1g - Aspectos cronológico,fenomenológico ou temporais em que um conceito é tratado dentro do documento; - Não se refere à data de publicação ou da edição da obra; - Indica ainda eras pré-históricas; - O período anterior a era cristã é precedido de sinal de menos (-); - São também previstos sistemas não-cristãos de contagem. Ex: 34”198” O direito nos anos 80 do século XX 17.023.34”345:324” A ética dos prazeres da noite no inverno “2” 3º milênio “0033” Ano 33 d. C “-0033” Ano 33 a.C “513.15” ou “513*15” a cada 15 minutos DEMAIS TABELAS AUXILIARES .00 - AUXILIAR COMUM DE PONTO DE VISTA Indicam os pontos de vista mais gerais sob os quais um assunto pode ser considerado: conceito, teoria, função, atividade, processo; São aplicáveis a toda CDU, mas são mais usados nas classes 5,6 e 7 para expressar o tratamento de objetos e materiais técnicos. Ex: 343.914.058.13(761)(055) Boletim de notícias sobre delinquência feminina no Alabama, sob o ponto de vista social de classe média 233.14.00028(430.2) Pecado original sob o ponto de vista sob o ponto de vista cristão, na Alemanha. Fonte: Souza (2010); Guarido (2010) AUXILIARES DEPENDENTES -02 PROPRIEDADE Está inserida na TABELA 1K, junto com as tabelas de materiais; Relações, processos e operações e pessoas, todos começando por um traço. Ela é derivada da Tabela de ponto de vista e foi criada para substituí-la e vem cobrir uma série de aspectos importantes para qualificar assuntos. Ex: -021 Propriedades de existência, como: verdadeiro, falso; real, virtual; -025 Propriedade de arrumação, como: ordenado, desordenado, regular. -029:2 Propriedades espirituais 5/6-027.11(100) Desenvolvimento científico e tecnológico no mundo. -03 - AUXILIARES COMUM DE MATERIAIS OU Ex: APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 116 CARACTERISTICAS GERAIS Indica os elementos ou os materiais de que constituem os objetos ou produtos e são aplicáveis nas tabelas principais, especialmente em 66/67. Atingem os materiais minerais de ocorrência natural, os metais, os materiais de origem orgânica e até borrachas e plásticos. Seus números já vem prontos na Tabela. -32.27 Águas minerais -035.22 Relva. Grama -037.71 Barbante. Corda. 737.2-034.3 Medalhas de cobre 666.1-033.76”1991”(815.6) Fabricação de vidros refratários em SP, em 1991. -04 - AUXILIAR DE RELAÇÃO, PROCESSOS E OPERAÇÕES Contém sub-itens relacionados com tabelas do grupo 1 k; contém sub-itens relacionados com processos, operações e atividades diversas que estão apresentados assim: processos de existência, de arranjo, de valor, de ordenação e sequência, de número e grau; processos relacionados com o tempo, dimensão, tamanho, forma, com as condições de superfície e com a mudança de forma; processos de estrutura, de posição e relacionamentos com estados da matéria; operações e atividades em geral. Ex: -042.75 Interdependência. Simbiose -043.82 Ciclo da vida -044.262 Simplificação 69.01-044.74 A manipulação de remédios caseiros -045.35 Inserção -044.76 Interrupção -05 - AUXILIAR COMUM DE PESSOAS E CARACTERÍSTICAS PESSOAIS - Indica características pessoais, mas não se referem a objetos ou disciplinas segundo sua aplicação pessoal. Podem ser aplicados a todos os números das tabelas principais; - Pode-se utilizar dois auxiliares de pessoas numa mesma notação; - É relativamente completo, abrangendo além das características pessoais, as características étnicas, idade, saúde, hereditariedade, ocupação, educação, situação social e outros contextos; - Vem pronto na tabela para ser utilizado. Ex: -054(23) Montanheses -054(=2/=8) Pessoas de cor 53-051 Físicos 929-052 Usuários de bibliotecas 001.102-052 Usuários de informação 78-056.45(=214.58) Prodígios musicais ciganos OUTRAS POSSIBILIDADES COM A CDU: * ASTERÍSTICO - Introduz uma notação que não corresponde a um número autorizado da CDU. Pode ser até uma classificação externa à CDU, como no caso da classe 630*2; Ex: 913(817.4)*71.745-501 Posição geográfica da quadra 25, conjunto 1, lote 10 no Park Way, conforme o CEP; APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 117 - Pode ser utilizado também para expressar um conceito inexistente na CDU. 625.7(81)*BR-040 Engenharia rodoviária na Rodovia BR-040 A/Z SUBDIVISÃO ALFABÉTICA É acrescentada diretamente ao número básico da CDU, sem espaço em branco ou qualquer outra coisa e sua posição na notação é muito diversificada; - Ela aparece especialmente em biografia, filosofia, música, pintura, literatura e em alguns outros assuntos; - Na especificação dos auxiliares de lugar, estes devem vir dentro dos parênteses, junto com o número ao qual se relaciona. Ex: 025.45CDU Classificação Decimal Universal 929Schiller Biografia de Friedrich Schiller 75REM Pintura de Rembrandt Fonte: Souza (2010); Guarido (2010) http://image.slidesharecdn.com/slidesdecdu-100807092446-phpapp02/95/slides-de-cdu-35-728.jpg?cb=1281174013 http://image.slidesharecdn.com/cducompleto-150401142404-conversion-gate01/95/classificao-decimal-universal-aula-completa-55- 638.jpg?cb=1427898729 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 118 AUXILIARES ESPECIAIS OU ANALÍTICAS .01/.09 ANALÍTICA DE PONTO - Possui utilização muito diversificada e desenvolvida com detalhes, indicando conjuntos e subconjuntos de conceitos, tais como: estudos, atividades, processos, operações, instalações e equipamentos. É mais ampla do o -1/19. - Já vem especificada na própria tabela sistemática Ex: 35.07/08 Estrutura administrativa e pessoal, no serviço público. 34.082.5 Acumulação de cargos do pessoal jurídico 35.08 Pessoal judiciário 7.01/.09 Suas analíticas são aplicáveis -1/-9 ANALÍTICA DE TRAÇO - Serve para indicar elementos, componentes, propriedades e outros detalhes do número principal; - É aplicável apenas em algumas classes; - É mais restrita que o .01/.09. Ex: 62-1/-9 Se aplicam (com algumas exceções) em 62/69, para detalhes mecânicos; 82-1/-9 Aplicáveis em 821, para indicar formas literárias. 233-145.3 A providência divina no Hinduísmo Analítica extraída de 2-145.3 ’ APÓSTRO - Sua função é principalmente sintética ou integrativa e não partitiva ou analítica; - É utilizado para aglutinar ou simplificar subdivisões dentre de um mesmo número ou subdivisões paralelas; - Substitui o ponto ou traço. Ex: 329.12’23 Partido liberal-republicano 547.29’26 Ésteres ácidos-álcoois 669.35’24 Ligas de cobre e níquel 81’221 Comunicação não-verbal ...1/...9 CHAMADOS DE ALGARISMOS FINAIS Esses números se transformam em analíticas de ponto, dentro das classes onde eles apareciam. .1/.9 ANALÍTICAS (Índices terminais) Possuem as mesmas funções do .01/.09 e aparecem praticamente em todas as classes da tabela, acrescentado conceitos e subconceitos ao número principal. Ex: 342.37 Governo parlamentar 621.398 Controle remoto da televisão 772.932 Xerografia Fonte: Souza (2010) CONSULTAR O AUTOR SEBASTIÃO DE SOUZA (2010) PARA ESTUDAR OS DETALHES DE CADA TABELA. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 119 ORDEM DE CITAÇÃO http://image.slidesharecdn.com/sistemasdeclassificaobibliogrficaperspectivasdabiblioteconomiacontempornea-120902115423-phpapp02/95/sistemas-de- classificao-bibliogrfica-perspectivas-da-biblioteconomia-contempornea-44-728.jpg?cb=1346587070 ORDEM DE ARQUIVAMENTO: Indica a ordem de arrumação dos livros nas estantes ou a ordem de arquivamentosdas fichas no catálogo. http://image.slidesharecdn.com/cducompleto-150401142404-conversion-gate01/95/classificao-decimal-universal-aula-completa-72-638.jpg?cb=1427898729 CDU: VANTAGENS E DESVANTAGENS CARACTERÍSTICAS NEGATIVAS CARACTERÍSTICAS POSITIVAS Como desvantagem do uso da CDU cita-se: De uso relativamente difícil para aplicação em bibliotecas que tem acervo aberto porque causa problema no ordenamento de livro por funcionários e usuários (para evitar tal problema deve ser usada resumidamente); Possui erros, falhas e projeto gráfico complicado Tem índice falho; Propicia notações duplas ou tríplices – subjetividade; Nas edições completas cada classe é publicada em volumes separadamente. Como vantagem do uso da CDU cita-se: Uso universal; Multidimensional; Tradução em português; Grande divulgação através do IBICT; Sempre atualizada; Inclui instruções e exemplos de uso; Permanente assistência do UDC Consortium; “Considerada analítico-sintética”, é a primeira tentativa de uma classificação facetada. Fonte: Santos (2009) http://image.slidesharecdn.com/sistemasdeclassificaobibliogrficaperspectivasdabiblioteconomiacontempornea-120902115423-phpapp02/95/sistemas-de-classificao-bibliogrfica-perspectivas-da-biblioteconomia-contempornea-44-728.jpg?cb=1346587070 http://image.slidesharecdn.com/sistemasdeclassificaobibliogrficaperspectivasdabiblioteconomiacontempornea-120902115423-phpapp02/95/sistemas-de-classificao-bibliogrfica-perspectivas-da-biblioteconomia-contempornea-44-728.jpg?cb=1346587070 http://image.slidesharecdn.com/cducompleto-150401142404-conversion-gate01/95/classificao-decimal-universal-aula-completa-72-638.jpg?cb=1427898729 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 120 Fonte: Andrade, Bruna e Sales (2009). APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 121 SERVIÇO DE REFERÊNCIA E INFORMAÇÃO: PRINCÍPIOS E FUNDAMENTOS Fonte: http://image.slidesharecdn.com/srd-110326190617-phpapp01/95/srd-5-728.jpg?cb=1301166595 (com adaptações) CONCEITOS: Para Almeida Júnior (1999, p. 53) o Serviço de Referência e Informação é considerado o serviço fim da biblioteca, onde se dá, efetivamente, a interação entre a necessidade informacional do usuário e a informação que a atende, responde e satisfaz. [...] o atendimento pessoal do bibliotecário – profissional preparado para esse fim – ao usuário que, em momento determinado, o procura para obter uma publicação ou informação por ter alguma dificuldade, ou para usar a biblioteca e seus recursos e precisar de orientação; ou ainda, não encontrando a informação na biblioteca, precisar ser encaminhado para outra instituição. (MACEDO, 1990, p. 12). A expressão ‘serviço de referência presencial’ designa um lugar físico, um espaço onde as pessoas são recebidas e onde lhe são fornecidas informações, seja este espaço na biblioteca, no serviço de documentação ou no arquivo, em lugar de ou junto com um serviço a distância. (ACCART, 2012, p. 13) OBS: Para efeito de concurso o assunto mais cobrado é o processo de referência de Grogan (1995), esse processo está descrito na figura a seguir. http://image.slidesharecdn.com/srd-110326190617-phpapp01/95/srd-5-728.jpg?cb=1301166595 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 122 PROCESSO DE REFERÊNCIA: https://lh4.googleusercontent.com/-gWub7V1kYm0/TXQziZW2l2I/AAAAAAAAAEQ/Ol5cKgFzbpU/s1600/Processo+de+refer%25C3%25AAncia+Grogan.jpg http://image.slidesharecdn.com/2009seminardiadema-091031115640-phpapp02/95/uso-de-tecnologias-para-a-informao-perspectivas-para-as- bibliotecas-na-era-das-redes-sociais-7-728.jpg?cb=1256990758 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 123 EXISTEM 4 GRAUS DE NECESSIDADES DE INFORMAÇÃO: VISCERAL: CONSCIENTE: FORMALIZADA: NEGOCIADA: Ainda não expressa, que pode ser manifestada por vaga insatisfação. Não é uma questão. Indefinida, que pode ou não ser expressa de uma forma ambígua. Descreve em termos concretos. Já começou a sua pesquisa e na biblioteca dá início, via entrevista de referência, a negociação da questão. Fonte: http://biblioideiaseestudos.com.br/servico-de-referencia4/(com adaptações). POLÍTICA DE REFERÊNCIA: OBJETIVOS SERVIÇO DE REFERÊNCIA COMO IMAGEM DA INSTITUIÇÃO Imagem positiva da instituição (espaço físico, localização, sinalização, pessoal qualificado/ bom atendimento). SERVIÇO DE REFERÊNCIA COMO POLO DE EXCELÊNCIA PARA A RECEPÇÃO, ORIENTAÇÃO E A PESQUISA DE INFORMAÇÃO Trata-se de um objetivo componente da abordagem de qualidade da instituição. Para atingir esse objetivo são necessários recursos humanos, materiais e financeiros. Mas um serviço de referência de qualidade se apoia sobretudo em importantes qualidades profissionais, humanas e sociais. SERVIÇO DE REFERÊNCIA COMO INTERMEDIÁRIO ENTRE UMA NECESSIDADE DE INFORMAÇÃO E AS FONTES DE INFORMAÇÃO. O usuário é a figura central do sistema que se chama ‘serviço de referência’. Ele nem sempre dispõe dos meios de acesso aos acervos ou à informação de que precisa. Ao adotar uma atitude orientada para o usuário, o serviço de referência vale-se de todos os recursos que estejam à sua disposição para atender melhor a necessidade de informação que foi expressada. (ACCART, 2012, p.32-33) TIPO DE QUESTÕES DO SERVIÇO DE REFERÊNCIA PONTUAIS E PRÁTICAS Horário de funcionamento; prazos e custos dos serviços; inscrições etc. SOBRE FATOS ATUAIS OU FIGURAS PÚBLICAS Sobre um acontecimento recente, uma personalidade pública etc. BIBLIOGRÁFICAS Obtenção de referências de documentos, localização e cópia; ajuda sobre fontes de informação etc. TEMÁTICAS Assuntos abrangidos pela biblioteca ou serviço de informação etc. BIOGRÁFICAS Âmbito local, regional ou nacional. GEOGRÁFICAS Lugar determinado, cidade, região etc. HISTÓRICAS Personalidade, fato, acontecimento etc. COMPLEXAS Redação de trabalhos acadêmicos, tese, artigo científico etc. TÉCNICAS Utilização do catálogo em linha, de bases de dados, acesso aos recursos eletrônicos, senhas perdidas etc. FORA DAS INFORMAÇÕES TRADICIONAIS Sugestão de aquisições, pedidos de contato e entrevistas etc. (ACCART, 2012, p.111, com adaptações) http://biblioideiaseestudos.com.br/servico-de-referencia4/ APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 124 SERVIÇOS PRESTADOS NO SETOR DE REFERÊNCIA DAS BIBLIOTECAS (FIGUEIREDO, 1991) SERVIÇO DE REFERÊNCIA VIRTUAL (SRV) É tido como um prolongamento do serviço de referência presencial, embora possa ser tratado como um serviço à parte. (ACCART, 2012) O Processo de Referência Virtual caracteriza- se pela interação virtual do bibliotecário e usuário em todas as etapas do processo. Os recursos de tecnologia como chats, teleconferência e outros possibilitam uma interação em tempo real, por meio da elaboração de perguntas e respostas de referência pelos usuários e bibliotecários. O e- mail é outro recurso disponível e, talvez, o mais utilizado na execução do processo de referência. Porém, o tempo de resposta dos bibliotecários às perguntas dos usuários, realizadas por e-mail pode variar de biblioteca para biblioteca e geralmente ocorre no prazo de 24 a 48 horas. (ROSTIROLLA, 2006)Referência eletrônica é o serviço provido via internet, usualmente por meio de correio eletrônico, sistema de mensagens rápidas (bate-papo) ou formulário de perguntas e que são respondidos pela biblioteca, em tempo real ou em períodos predeterminados; referência digital, referência em linha. (CUNHA; CAVALCANTE, 2008) APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 125 SERVIÇOS OFERECIDOS NO SRV Fonte: (MARCONDES; MENDONÇA; CARVALHO, 2005, p.4) REFERENCIA ELETRÔNICA=REFERÊNCIA DIGITAL= REFERÊNCIA VIRTUAL Fonte: https://verticebooks.files.wordpress.com/2014/10/38.jpg?w=640&h=361 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 126 FONTES DE INFORMAÇÃO CONCEITO: Origem física da informação, ou lugar onde pode ser encontrada. Tanto pode ser uma pessoa, como uma instituição ou um documento. As fontes podem ser primárias, secundárias ou terciárias de acordo com a natureza da informação (CUNHA; CAVALCANTE, 2008). Fontes de informação designam todos os tipos de meios (suportes) que contêm informações suscetíveis de serem comunicadas (ARRUDA, 2002). FONTES DE INFORMAÇÃO: TIPOS PRIMÁRIA SECUNDÁRIA TERCIÁRIA Por sua natureza, são dispersas e desorganizadas do ponto de vista da produção, divulgação e controle. Registram informações que estão sendo lançadas, no momento de sua publicação, no corpo de conhecimento científico e tecnológico. As fontes primárias são, por essas razões, difíceis de serem identificadas e localizadas. (GROGAN, 1992 apud CAMPELO, 2000) Tem a função de facilitar o uso do conhecimento disperso nas fontes primárias. As fontes secundárias apresentam a informação filtrada e organizada de acordo com um arranjo definido, dependendo de sua finalidade. São representadas, por exemplo, pelas enciclopédias, dicionários, manuais, tabelas, revisões da literatura, tratados, certas monografias e livros-texto, anuários e outras. (CAMPELO; CENDÓN; KREMER 2000) São aquelas que têm a função de guiar o usuário pára as fontes primárias e secundárias. São as bibliografias, os serviços de indexação e resumos, os catálogos coletivos, os guias de literatura, os diretórios e outras. (CAMPELO; CENDÓN; KREMER 2000) Campelo, Cendón e Kremer (2000) apresentam como fontes de informação os seguintes itens: ORGANIZAÇÕES PESQUISAS EM ANDAMENTO ENCONTROS CIENTÍFICOS PERIÓDICO CIENTÍFICO LITERATURA CINZENTA RELATÓRIOS TÉCNICOS PUBLICAÇÕES GOVERNAMENTAIS TESES E DISSERTAÇÕES TRADUÇÕES NORMAS TÉCNICAS PATENTE LITERATURA COMERCIAL REVISÕES DE LITERATURA OBRAS DE REFERÊNCIA SERVIÇOS DE INDEXAÇÃO E RESUMO ÍNDICES DE CITAÇÃO GUIAS DE LITERATURA INTERNET Fonte: http://metis.fe.up.pt/ci/projeto_feup/2/fontes.png APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 127 EXEMPLOS DE FONTES DE INFORMAÇÃO POR TIPO: PRIMÁRIA SECUNDÁRIA TERCIÁRIA • Anais de Congressos, conferências e simpósios; • Legislação; • Nomes e marcas comerciais; • Normas técnicas; • Patentes; • Periódicos; • Projetos de Pesquisa em andamento; • Relatórios técnicos; • Teses e dissertações (também podem ser secundários); • Traduções; • Artigos periódicos científicos reportando resultados de pesquisa experimental; • Conjuntos de dados, como estatísticas do censo; • Trabalhos de literatura (poemas e ficções); • Diários; • Autobiografias; • Cartas e correspondências; • Discursos; • Artigos de jornal (também podem ser secundários); • Documentos governamentais; • Fotografias e trabalhos de arte; • Documentos originais (como certificado de nascimento); • Comunicações via Internet (e-mail, listas de discussões). • Bases de dados e bancos de dados; • Bibliografias e índices (também podem ser terciárias); • Biografias; • Catálogos de bibliotecas; • Centros de pesquisa e laboratórios; • Dicionários e enciclopédias (também podem ser terciárias); • Dissertações ou teses (geralmente primárias); • Dicionários bilíngües e multilíngues; • Feiras e exposições; • Filmes e vídeos; • Fontes históricas • Livros; • Manuais; • Museus, arquivos e coleções científicas; • Siglas e abreviaturas; • Tabelas, Unidades de medidas e estatísticas; • Comentários; • publicações secundárias as bibliografias; • publicações ou periódicos de indexação e resumos; • artigos de revisão. • Bibliografias (também podem ser secundárias); • Serviços de indexação e resumos; • Catálogos coletivos; • Guias de Literatura; • Bibliografias de bibliografias; • Bibliotecas e Centros de Informação. Fonte: http://magisterandre.blogspot.com.br/2013/02/fontes-primarias-secundarias-e.html TIPOS DE FONTES DE INFORMAÇÃO: http://images.slideplayer.com.br/3/1248769/slides/slide_3.jpg Consultar a obra “Introdução às fontes de informação”, de Bernadete Campello e Paulo da Terra Caldeira (2008), pois a mesma trata dos vários tipos de fontes detalhadamente, inclusive o histórico das mesmas, nessa obra você encontrará fontes, tais como: Enciclopédias, Dicionários, Fontes biográficas, Fontes de Informação Geográfica, Jornais, Televisão, Bibliotecas, Arquivos, Museus e Internet. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 128 Fonte: http://images.slideplayer.com.br/11/2960019/slides/slide_4.jpg As organizações constituem importante fonte de informação. O acesso às informações de uma organização pode se dar através dos indivíduos a ela ligados ou dos documentos que ela gera (CAMPELO, 2000) como pode ser observado no quadro abaixo. Fonte: http://www.scielo.br/img/revistas/pci/v14n2/a05tab01.gif OUTROS EXEMPLOS DE ORGANIZAÇÃO COMO FONTE DE INFORMAÇÃO: Diretórios Listas telefônicas (páginas amarelas) Guias Sites de internet Universidades, centros ou institutos de pesquisa, bibliotecas, arquivos, museus e academias. Anuários Prossiga Sociedades científicas Associações profissionais ORGANIZAÇÕES intergovernamentais (ONU, FAO, UNESCO, ISSO etc) Redes de informação ONGs (CAMPELO, 2000, adaptado) http://www.scielo.br/img/revistas/pci/v14n2/a05tab01.gif APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 129 SERVIÇOS E PRODUTOS DE INFORMAÇÃO http://image.slidesharecdn.com/aulamarketingecomercializaodeprodutoseservios-140421125204-phpapp01/95/aula-marketing-e-comercializao-de-produtos-e- servios-6-638.jpg?cb=1398084794 DIFERENÇAS ENTRE SERVIÇOS E PRODUTOS DE INFORMAÇÃO SERVIÇOS PRODUTOS Todo processo de auxílio ao usuário na busca de informação ou na satisfação de suas necessidades informacionais; É a interface direta entre a informação e o usuário; Atividade destinada à identificação, aquisição, processamento e transmissão de informação e ao seu fornecimento em um serviço ou produto de informação. São organizados em dois grupos: Serviços de atendimento à demanda (sob encomenda) e; Serviços de antecipação à demanda (antes mesmo de se tornarem demandas explícitas de informação) Podem ser considerados como estruturas de informacionais resultantes de serviços. Os produtos, diferentemente dos serviços de informação, caracterizam- se pela tangibilidade – que se apresenta através de propriedades tais como formato, apresentação, suporte e outros. São de quatro tipos: Referencial, Noticioso, Analítico e Estatístico. Fonte: (BORGES, 2007) “Compreender o comportamento do usuário do serviço ou produto de informação é essencial,pois mostra como e porque esse usuário escolhe e utiliza ou não determinado serviço ou produto de informação informacional, possibilitando-se a avaliação e adequação do mesmo. A partir disso, é possível determinar as melhorias apropriadas dos serviços ou produtos, de acordo com o comportamento do usuário” (BORGES, 2007). APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 130 EXEMPLOS DE PRODUTOS E SERVIÇOS EM BIBLIOTECAS (UFMG) https://www.bu.ufmg.br/bu/index.php/produtos-e-servicos-2/servico-de-alerta OUTROS EXEMPLOS DE SERVIÇOS E PRODUTOS DA INFORMAÇÃO: SERVIÇOS PRODUTOS Disseminação Seletiva da Informação – DSI; Livro Comutação Bibliográfica – COMUT; Periódico Rich Site Summary – RSS (para serviços na internet); Folder; Apresentação de mostruários e exposições; Recurso em Braille; Realização de eventos e campanhas; Texto falado; Divulgação na web; Videotexto; Serviços de sinalização; Audiolivro; Serviço de disponibilização de salas individuais; Computador para consulta à base de dados; Serviço que primam por acessibilidade; Informações aos visitantes em forma de brindes; Levantamento bibliográfico; Panfleto; Pesquisa de opinião (enquetes, estudos, outros); Clipagem; Respostas técnicas; Manual; Acesso público a internet; Catálogo; Alertas bibliográficos; Base de dados; Análise de ambientes; Inventário; Uso das Redes sociais para divulgar informações; Lista; Blogs com informações úteis; Cartilha. Serviços de referência digital e virtual; Pergunta ao bibliotecário/Perguntas frequentes; Referência online Formação de interagentes; Treinamentos específicos; Diretório de recursos eletrônicos; Base de dados; Assistência por telefone; Serviço de informação utilitária; Serviço de automação; . Serviço de atendimento aos deficientes visuais; Biblioterapia. Fonte: Duarte et al. (2015) APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 131 DISSEMINAÇÃO SELETIVA DA INFORMAÇÃO E SERVIÇO DE ALERTA. DISSEMINAÇÃO SELETIVA DA INFORMAÇÃO CONCEITOS: Difusão automática, selecionada, permanente e personalizada de informações correntes, relativas a assuntos específicos. A divulgação pode ser por meio de índices, resumos, boletins, cópias de sumários e outros documentos semelhantes; divulgação seletiva de informação, notificação seletiva. (CUNHA. CAVALCANTE, 2008) Disseminação Seletiva da Informação é um Serviço que divulga ao usuário os documentos atuais e pertinentes à sua área de atuação baseada em um "perfil" pré-estabelecido. (SAMPAIO; MORESCHI, 1990) DSI é um serviço ou uma publicação destinada a alertar os estudiosos, pesquisadores, leitores, clientes ou empregados para a literatura publicada recentemente em seu campo (s) de especialização, geralmente disponíveis em bibliotecas especializadas, servindo as empresas, organizações e instituições em que o acesso a informações atualizadas é essencial. (REITZ, 2004 apud CUNHA; EIRÃO, 2012). Souto (2010) define disseminação seletiva da informação como um processo que a partir do perfil individual ou de um grupo, encaminha aos usuários, um pacote informacional, resultante da seleção realizada por meio de ação humana, de um sistema automatizado ou da combinação de ambos, a partir da combinação dos perfis de usuários com os recursos informacionais disponíveis. SERVIÇO DE ALERTA Serviço de informação que comunica a usuários potenciais, informações sobre publicações recentes, relevantes ou importantes para seus trabalhos; atualização permanente, serviço de notificação corrente. Serviço corrente de alerta: comunica aos usuários informações recentes sobre assuntos de seu interesse. O produto deste serviço pode ser apresentado sob diferentes formatos, p. ex.: boletim de alerta; boletim corrente de alerta; correio eletrônico de alerta, ficha de alerta, informações correntes, serviço de informações correntes, serviço de notificação corrente. (CUNHA; CAVALCANTE, 2008) Serviço de notificação corrente ou de alerta “descreve ou representa o conceito de um processo que busca notificar os usuários, periodicamente, sobre informações de seu interesse, a partir de seu perfil. (...) utilizam-se de vários métodos sendo o DSI um deles”. (SOUTO, 2010) OBS: A DIFERENÇA DO DSI PARA OUTROS SERVIÇOS DE ALERTA É A POSSIBILIDADE DE MODIFICAÇÃO DO PERFIL DO USUÁRIO DE ACORDO COM A SUA NECESSIDADE DE INFORMAÇÃO. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 132 Segundo NOCETTI (1980 apud SAMPAIO; MORESCHI, 1990), as etapas da DSI se subdividem da seguinte forma: a) levantamento dos perfis; b) análise e tradução numa linguagem compreensível pelo sistema; c) arquivamento dos perfis de interesse; d) recuperação da informação; e) controle de qualidade das listagens; f) expedição aos usuários. Já Souto (2010) aponta os seguintes elementos os componentes da DSI: RECURSOS INFORMACIONAIS Fontes de informação científicas, técnicas e/ou informais, podendo incluir indivíduos, entendendo-os também como fontes de informação. PERFIS DOS USUÁRIOS Conjunto de indicadores, identificados explícita (usuário autoriza) ou implicitamente (usuário não tem consciência), que caracterizam o perfil dos usuários. Esses perfis precisam representar a/o necessidade/expectativa/interesse do usuário, a partir do contexto de uso. A caracterização do perfil de um mesmo indivíduo ou de indivíduos diferentes pode ter diferenças a partir dos diferentes contextos, como por exemplo: trabalho, família, educação, entre outros etc. SELECIONADOR DE RECURSOS INFORMACIONAIS COM BASE NOS PERFIS DOS USUÁRIOS Consiste no meio para comparar os recursos informacionais com os perfis dos usuários. Os agentes para isso podem ser manuais (diretamente pelo bibliotecário, a partir da literatura) ou automatizados (comparação dos recursos informacionais com os perfis dos usuários e enviados periodicamente a eles). PACOTE INFORMACIONAL Representação de partes da informação potencial, que o sistema envia aos usuários, ou sua total inclusão, em mensagens resultantes do cruzamento dos recursos informacionais com os perfis dos usuários. O pacote informacional é o produto dos serviços de disseminação seletiva de informações. ACESSO ÀS INFORMAÇÕES Consiste nas diversas possibilidades de acesso aos recursos informacionais. Pode ser tanto acesso físico (na instituição ou por intercâmbio e comutação) quanto remoto (documentos digitais, pertencentes ou não à instituição). RETROALIMENTAÇÃO Feedback dado pelo usuário quanto à satisfação em relação ao uso do serviço. Fonte: (SOUTO, 2010, p.12. Com adaptações) APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 133 DSI: GERAÇÕES 1ª GERAÇÃO (SERVIÇO MANUAL) 2ª GERAÇÃO (SERVIÇO AUTOMATIZADO) 3º GERAÇÃO (NA INTERNET) Ênfase na relação entre o profissional que executava o serviço e o usuário Ênfase na recuperação da informação, a partir de sistemas de recuperação de informações, com automação de parte do processo de disseminação seletiva de informações. Ênfase na autonomia do usuário sendo que a automação pode atingir a totalidade do processo de disseminação seletiva de informações. Fonte: (SOUTO, 2010, p.18). ALGUNS EXEMPLOS DE DSI: Atendimento telefônico e presencial Resumos e solicitação de cópias de Livros e artigos científicos Tecnologia Push Correio Eletrônico (e-mail) Noticiário em linha das agências de notícias, jornais, rádio e televisão RSS/ MySDI Bases de Dados Sites blogs Sumário corrente Boletins informativos Listas bibliográficasperfil de profissional que deseja e tão importante quanto a formação é que haja ações que divulguem o profissional para o mercado empregador”. Em outro trabalho, Valentim (2000, p. 150, com adaptações) destaca que para atuar no terceiro milênio com qualidade, o profissional da informação deve repensar a seguintes questões: a) remodelagem da unidade / sistema de informação, buscando uma interação profunda entre os atores deste cenário. b) capacitação contínua dos profissionais de informação, buscando os conhecimentos necessários, uma vez que este cenário é mutante e dinâmico, para atuar com competência. c) clareza quanto à vocação da unidade de trabalho/ informação que deve ser dirigida para serviços informacionais, buscando se antecipar às necessidades dos usuários / clientela. d) visualização da unidade de trabalho / sistema de informação de forma crítica, buscando a melhoria contínua. Blattmann, Rados e Fragoso (2003) afirmam também que “o bibliotecário deve apresentar um perfil próativo, ser atuante e preocupado com a democratização da informação e com a recepção de seu leitor, o que contribuirá para uma imagem positiva e relevante a respeito de sua profissão na sociedade”. Já Almeida Júnior (2002, p. 133) destaca que “o que o mercado procura atualmente é um profissional que tenha conhecimentos e competências específicos, mas que os integre em concepções mais gerais, com aplicações que ultrapassem o restrito espaço determinado”. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 11 BIBLIOTECÁRIO: COMPETÊNCIAS E HABILIDADES DEFINIÇÕES: Perrenoud (1999) afirma que COMPETÊNCIA é “uma capacidade de agir eficazmente em um determinado tipo de situação, apoiada em conhecimentos, mas sem limitar-se a eles”. COMPETÊNCIA, em administração (conceito esse trazido para muitas profissões, inclusive a de Bibliotecário) “é a integração e a coordenação de um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes (C.H.A.) que na sua manifestação produzem uma atuação diferenciada” (VIEL, 2010). HABILIDADE: Pertence ao domínio psicomotor, está relacionada com o “saber como fazer”. É a capacidade de fazer uso produtivo do conhecimento; Capacidade de o indivíduo buscar em suas experiências anteriores o conhecimento necessário para examinar e solucionar um determinado problema. (RIGONI, 2014) Fonte: http://image.slidesharecdn.com/mc-mod4-teoriadasmltiplasinteligncias-140327121606-phpapp02/95/unibr-mercado-e-carreira-mod-4- teoria-das-mltiplas-inteligncias-14-638.jpg?cb=1395922722 E QUAIS AS COMPETÊNCIAS EXIGIDAS PELOS BIBLIOTECÁRIOS? Com a crescente introdução de novas tecnologias de informação e comunicação (TICs), os bibliotecários passam a ter um novo papel no universo do conhecimento, antes ele era tido como guardião do saber, onde “preservava, catalogava e armazenava as informações. Atualmente esta postura mudou, o bibliotecário, atual profissional da informação, é visto como aquele que filtra, analisa, sintetiza, dissemina a informação e desenvolve, implanta e opera os dispositivos para executar estas atividades” (LIMA et al., 2008). APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 12 Fonte: Valentim (2002) (com adaptações) COMPETÊNCIAS ATUAIS DOS BIBLIOTECÁRIOS http://image.slidesharecdn.com/16h00-regina-130716183847-phpapp01/95/competncias-um-novo-design-e-perspectivas-na-contemporaneidade- 17-638.jpg?cb=1374000119 COMPETÊNCIAS DE COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO COMPETÊNCIAS TÉCNICO-CIENTÍFICAS MAIS RELACIONADAS AO FAZER TÉCNICO DO PROFISSIONAL BIBLIOTECÁRIO COMPETÊNCIAS GERENCIAIS COMPETÊNCIAS SOCIAIS E POLÍTICAS Gerenciamento de projetos, técnicas de marketing, liderança, Orientação na utilização de recursos de informação, elaboração de produtos de informação, Planejar e executar estudos de usuários, proporcionando dessa forma atendimento especializado e diferenciado aos seus usuários. Selecionar, Registrar, Armazenar, Recuperar e Difundir informações Direção, administração, organização e coordenação de unidades, Gerenciamento de projetos, marketing, liderança e relações públicas, planejamento e organização de redes de informação. Assessorar e intervir no planejamento de políticas de informação, normas jurídicas, Formular políticas de pesquisa em Biblioteconomia e Ciência da Informação entre outras. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 13 DIREITOS AUTORAIS E DIFUSÃO DA INFORMAÇÃO LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998 – Lei dos direitos autorais. Lei que rege a utilização das obras autorais. Divide-se da seguinte forma: Título I - Disposições Preliminares Título II - Das Obras Intelectuais Capítulo I - Das Obras Protegidas Capítulo II - Da Autoria das Obras Intelectuais Capítulo III - Do Registro das Obras Intelectuais Título III - Dos Direitos do Autor Capítulo I - Disposições Preliminares Capítulo II - Dos Direitos Morais do Autor Capítulo III - Dos Direitos Patrimoniais do Autor e de sua Duração Capítulo IV - Das Limitações aos Direitos Autorais Capítulo V - Da Transferência dos Direitos de Autor Título IV - Da Utilização de Obras Intelectuais e dos Fonogramas Capítulo I - Da Edição Capítulo II - Da Comunicação ao Público Capítulo III - Da Utilização da Obra de Arte Plástica Capítulo IV - Da Utilização da Obra Fotográfica Capítulo V - Da Utilização de Fonograma Capítulo VI - Da Utilização da Obra Audiovisual Capítulo VII - Da Utilização de Bases de Dados Capítulo VIII - Da Utilização da Obra Coletiva Título V - Dos Direitos Conexos Capítulo I - Disposições Preliminares Capítulo II - Dos Direitos dos Artistas Intérpretes ou Executantes Capítulo III - Dos Direitos dos Produtores Fonográficos Capítulo IV - Dos Direitos das Empresas de Radiodifusão Capítulo V - Da Duração dos Direitos Conexos Título VI - Das Associações de Titulares de Direitos de Autor e dos que lhes são Conexos Título VII - Das Sanções às Violações dos Direitos Autorais Capítulo I - Disposição Preliminares Capítulo II - Das Sanções Civis Título VIII - Disposições Finais e Transitórias APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 14 O QUE É DIREITO AUTORAL? É o direito do autor, do criador, do tradutor, do pesquisador, do artista, de controlar o uso que se faz de sua obra. DIREITO DO AUTOR OU DIREITO AUTORAL: é uma subárea de uma área maior chamada PROPRIEDADE INTELECTUAL (MAGNUS, 2009). O que é o domínio público No Direito da Propriedade Intelectual, domínio público é o conjunto de bens culturais, de tecnologia ou de informação cujos direitos econômicos não são de exclusividade de nenhum indivíduo ou entidade. Tais bens, por pertencerem à herança cultural da humanidade, são de livre uso de todos. (DOMÍNIO..., 2016). COPYRIGHT (DIREITOS AUTORAIS/ RESTRIÇÃO DE USO, DISTRIBUIÇÃO E MODIFICAÇÃO DO SOFTWARE) Direito de cópia ou reprodução de uma obra, resguarda aquele que tem o direito de utilizá-la, sejam estas literárias, artísticas ou científicas, da forma que lhe convier, sendo requerida autorização para sua reprodução parcial ou total (SEGNINI; ZAFALON, 2010). COPYLEFT (POSSIBILITA VENDA DO CÓDIGO / GARANTE OS DIREITOS DO USUÁRIO) É um mecanismo jurídico para se garantir que detentores de direitos de propriedade intelectual possam licenciar o uso de suas obras além dos limites da lei, ainda que amparados por esta. Por meio das licenças inspiradas no copyleft, aos licenciados seria garantido, de maneira genérica, valer-se das obras de terceiros nos termos da licença pública outorgada (LEMOS; BRANCO JÚNIOR, [2006?]). EXEMPLOS PARA SIMPLIFICAR: COPYRIGHT:http://images.slideplayer.com.br/12/3998697/slides/slide_17.jpg APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 134 ACESSIBILIDADE Acessibilidade está relacionada com inclusão social e inclusão digital. A inclusão social é o processo pelo qual a sociedade se adapta para poder incluir, em seus sistemas sociais gerais, pessoas com defi ciência que se preparam para nela (sociedade) assumir seus papéis. ‘Inclusão digital’ como um meio de promover a melhoria da qualidade de vida, garantir maior liberdade social, gerar conhecimento e troca de informações, ou uma forma de facilitar o acesso às tecnologias, como o computador e Internet, por todas as pessoas, independentemente de sua condição física ou social. (DE PAULA; CARVALHO, 2009) Possibilidade de o usuário obter, rápida e corretamente, a informação que procura. Termo genérico que pode ser empregado em relação a: a) Dificuldade ou o não acesso das pessoas aos recursos da internet, da informática ou dos sistemas de telecomunicações; b) Capacidade de acessar um recurso independentemente do sistema de acesso a ele. Qualidade dos sistemas informatizados e sistemas de informação que define a facilidade que oferecem aos usuários em termos de instalação e utilização. Acessibilidade digital: conceito que inclui os direitos e a capacidade das pessoas com necessidades especiais a terem maior grau de utilização dos produtos e serviços da sociedade da informação. (CUNHA; CAVALCANTE, 2008) A acessibilidade significa não apenas permitir que pessoas com deficiências participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informação, mas a inclusão e extensão do uso desses por todas as parcelas presentes em uma determinada população. Diz respeito a locais, produtos, serviços ou informações efetivamente disponíveis ao maior número e variedade de pessoas, independente de suas capacidades físico-motoras e perceptivas, culturais e sociais. Isto requer a eliminação de barreiras arquitetônicas, a disponibilidade de comunicação, de acesso físico, de equipamentos e programas adequados, de conteúdo e apresentação da informação. (SOUZA et al., 2013, p. 8) LEGISLAÇÃO: A Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, define normas gerais e critérios para a promoção da acessibilidade para pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida e conceitua em seu Art. 2º, inciso I, a acessibilidade como: “possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida” (BRASIL, 2000). http://image.slidesharecdn.com/aiadaula12bibliodigitais-121206065804- phpapp01/95/acessibilidade-em-bibliotecas-digitais-10-638.jpg?cb=1354777353 http://images.slideplayer.com.br/3/1267004/slides/slide_27.jpg APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 135 TIPOS DE ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA Não deve haver barreiras ambientais físicas nas casas, nos edifícios, nos espaços ou equipamentos urbanos e nos meios de transportes individuais ou coletivos COMUNICACIONAL Não deve haver barreiras na comunicação interpessoal, escrita e virtual; METODOLÓGICA Não deve haver barreiras nos métodos e técnicas de estudo, de trabalho, de ação comunitária e de educação dos filhos; INSTRUMENTAL Não deve haver barreiras nos instrumentos, utensílios e ferramentas de estudo, de trabalho, e de lazer ou recreação; PROGRAMÁTICA Não deve haver barreiras invisíveis embutidas em políticas públicas e normas ou regulamentos; ATITUDINAL Não deve haver preconceitos, estigmas, estereótipos e discriminações. Fonte: http://portaldobibliotecario.com/2015/06/16/acessibilidade-nas-bibliotecas-uma-necessidade-para-promover-a-inclusao-social/ SOFTWARES E EQUIPAMENTOS PARA DEFICIENTES VISUAIS EM BIBLIOTECAS: DOSVOX Sistema operacional que se comunica com o usuário através de síntese de voz, em português, o qual foi produzido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ e possui distribuição gratuita. Oferece ambiente de trabalho com jogos adultos e infantis, editor de textos, calculadora, navegador para internet, lente de aumento para pessoa com visão subnormal. Permite que se imprima em Braille, caso haja uma impressora Braille acoplada ao computador. Pode ser baixado gratuitamente no site do Núcleo de Computação Eletrônica . VIRTUAL VISION Software pago e desenvolvido em 1997 pela empresa Micropower, dos Estados Unidos. O Virtual Vision lê para o usuário todo conteúdo da tela selecionado por meio do teclado, inclusive planilhas, tabelas e sites na Internet. Roda em ambiente Windows e é capaz de interagir com diversos programas como os do pacote Office, Internet Explorer, MSN, Skype, dentre outros; JAWS Software pago e considerado um dos leitores de tela mais populares e mais completos do mundo, produzido pela empresa norte americana Freedom Scientific, roda em português e possui um software de sintetizador de voz que utiliza a própria placa de som do computador; OPENBOOK Converte o texto escaneado em texto eletrônico para ser lido pelo sintetizador de voz ou convertido em MP3. As pessoas com visão subnormal podem escolher entre a exibição visual por ampliação, espaçamento especial entre caracteres e ajuste de cores de alto contraste, é um OCR (Optical Character), uma tecnologia para reconhecimento óptico dos caracteres. A versão mais atual é a OpenBook 9.0. MAGIC É um programa que traz as funções de síntese de voz e ampliação simultaneamente. Próprio para usuários com visão subnormal. Pode ser ajustado de acordo com as necessidades do usuário e aumenta de 2 a 16 vezes a informação selecionada ou Braille. DELTA TALK Programa nacional que permite a interação com o computador de maneira natural. O programa fala adequadamente e existe a opção de escolha de três vozes diferentes. Números, datas, horas e abreviações são lidos com entonação determinada automaticamente, através de análise linguísticas do texto. Fonte: (FIALHO; SILVA, 2012). http://portaldobibliotecario.com/2015/06/16/acessibilidade-nas-bibliotecas-uma-necessidade-para-promover-a-inclusao-social/ APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 136 COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA. Conhecimento sobre determinado fenômeno é obtido segundo uma metodologia científica, ou seja, é o resultado de pesquisas realizadas por cientistas, de acordo com regras definidas e controladas, então aumentam muito as probabilidades de que nossa compreensão desse fenômeno seja correta. (MUELLER, 2000) Conceito proposto por John Bernal, no final dos anos trinta, para designar o processo específico de produção, consumo e transferência de informação no campo científico. Em termos de comunicação, as duas características mais importantes de um cientista são a quantidade de informação que ele comunica e a qualidade dessa informação. (CUNHA; CAVALCANTE, 2008) (...) a produção e comunicação científica estão ligadas à disseminação dos resultados de pesquisa e troca de informações entre os pares dessa comunidade. E tem como objetivo, além da publicização do conhecimento, a troca de ideias entre pesquisadores e o registro do conhecimento. (ALVES, 2011) http://image.slidesharecdn.com/aulas34-141117184309-conversion-gate02/95/cincia-sistema-de-comunicao-cientfica-e-literatura-cientfica-21- 638.jpg?cb=1416249881http://images.slideplayer.com.br/3/1252653/slides/slide_6.jpg OBS: COMUNICAÇÃO ESCRITA CANAL FORMAL COMUNICAÇÃO ORAL CANAIS INFORMAIS Não confundir Comunicação Científica com Divulgação Científica, pois: Comunicação científica é a forma de estabelecer o diálogo com o público da comunidade científica – comunicação entre os pares, já a divulgação científica visa à comunicação para o público diversificado, fora da comunidade científica (VALÉRIO; PINHEIRO, 2008). http://images.slideplayer.com.br/3/1252653/slides/slide_6.jpg APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 137 http://image.slidesharecdn.com/comunicaocientfica-competnciainformacionalic-140902075548-phpapp02/95/comunicao-cientfica-aspectos-introdutrios-30-638.jpg?cb=1409644688 MODELO TRADICIONAL DE DIVULGAÇÃO DA COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA 1º MODELO PROPOSTO: http://image.slidesharecdn.com/aulas34-141117184309-conversion-gate02/95/cincia-sistema-de-comunicao-cientfica-e-literatura-cientfica-25-638.jpg?cb=1416249881 NOVO MODELO DE DIVULGAÇÃO DA COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA http://images.slideplayer.com.br/3/1249674/slides/slide_10.jpg OBS: http://image.slidesharecdn.com/comunicaocientfica-competnciainformacionalic-140902075548-phpapp02/95/comunicao-cientfica-aspectos-introdutrios-30-638.jpg?cb=1409644688 http://images.slideplayer.com.br/3/1249674/slides/slide_10.jpg APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 138 http://images.slideplayer.com.br/7/1843110/slides/slide_28.jpg (com adaptações) MODELO TRADICIONAL X MODELO ACESSO ABERTO DA COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA https://kuramoto.files.wordpress.com/2011/04/ciclo_com.jpg http://image.slidesharecdn.com/comunicaocientfica-competnciainformacionalic-140902075548-phpapp02/95/comunicao-cientfica-aspectos-introdutrios-54- 638.jpg?cb=1409644688 A criação dos repositórios digitais vem atender a demanda do movimento de acesso livre à informação por meio do Open Archives (OA), logo após a crise dos periódicos (década de 90). http://images.slideplayer.com.br/7/1843110/slides/slide_28.jpg https://kuramoto.files.wordpress.com/2011/04/ciclo_com.jpg http://image.slidesharecdn.com/comunicaocientfica-competnciainformacionalic-140902075548-phpapp02/95/comunicao-cientfica-aspectos-introdutrios-54-638.jpg?cb=1409644688 http://image.slidesharecdn.com/comunicaocientfica-competnciainformacionalic-140902075548-phpapp02/95/comunicao-cientfica-aspectos-introdutrios-54-638.jpg?cb=1409644688 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 139 REPOSITÓRIOS Os repositórios digitais (RDs) são bases de dados online que reúnem de maneira organizada a produção científica de uma instituição ou área temática. Os RDs armazenam arquivos de diversos formatos. Ainda, resultam em uma série de benefícios tanto para os pesquisadores quanto às instituições ou sociedades científicas, proporcionam maior visibilidade aos resultados de pesquisas e possibilitam a preservação da memória científica de sua instituição. Os RDs podem ser institucionais ou temáticos. Os repositórios institucionais lidam com a produção científica de uma determinada instituição. Os repositórios temáticos com a produção científica de uma determinada área, sem limites institucionais. Constituem uma das estratégias propostas pelo Movimento de Acesso Aberto para promoção da literatura científica de forma livre e sem custos de acesso. (REPOSITÓRIOS..., 2016) Conjunto ou base de dados com informações importantes. Biblioteca digital. Na Open Archives Initiative, um repositório que é gerenciado por um fornecedor de dados (havesters). (CUNHA; CAVALCANTE, 2008) É um serviço de informação científica (em ambiente digital e interoperável) dedicado ao gerenciamento da produção intelectual de uma instituição de ensino e pesquisa. Contempla a reunião, armazenamento, organização, preservação, recuperação e, sobretudo, a ampla disseminação da informação científica produzida na instituição. Disponível em: https://santabiblioteconomia.files. wordpress.com/2014/03/o-que- c3a9-um-r.jpg (adaptado) Os repositórios surgem como sistemas de informação de acesso aberto com o objetivo de maximizar a disseminação e visibilidade dos resultados de pesquisas científicas. (ASSIS, 2013) Leite (2009, p. 19) caracteriza três tipos de repositórios digitais: a. Repositórios institucionais: voltados à produção intelectual de uma instituição, especialmente universidades e institutos de pesquisa. b. Repositórios temáticos ou disciplinares: voltados a comunidades científicas específicas. Tratam, portanto, da produção intelectual de áreas do conhecimento em particular. c. Repositórios de teses e dissertações (Electronic Theses and Dissertation – ETDs): repositórios que lidam exclusivamente com teses e dissertações. Muitas vezes a coleta das muitas ETDs é centralizada por um agregador. (LEITE, 2009, p. 19) http://images.slideplayer.com.br/11/3260223/slides/slide_11.jpg https://santabiblioteconomia.files.wordpress.com/2014/03/o-que-c3a9-um-r.jpg https://santabiblioteconomia.files.wordpress.com/2014/03/o-que-c3a9-um-r.jpg https://santabiblioteconomia.files.wordpress.com/2014/03/o-que-c3a9-um-r.jpg APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 140 ARQUIVOS ABERTOS E MOVIMENTO DE ACESSO LIVRE À INFORMAÇÃO http://image.slidesharecdn.com/s3ak4opesquisadorbrasileirooacessoabertoeacapes-141013052910-conversion-gate02/95/o-pesquisador-brasileiro-o-acesso-aberto- e-a-capes-uma-anlise-durkheimiana-8-638.jpg?cb=1413178208 http://image.slidesharecdn.com/workshopabecrepositf3riosrevisto03out20071-1233054569030848-2/95/repositrios-digitais-versus-revistas-eletrnicas-60- 728.jpg?cb=1233033100 (com adaptações) CONCEITOS IMPORTANTES NOS REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS: OPEN ARCHIVAL INFORMATION SYSTEM – OAIS É um padrão ISO, que especifica um modelo de referência de um sistema aberto de informação arquivística (OAIS) (DE PAULA, 2014). VERSÃO PRÉ-PRINT (PRÉ- IMPRESSÃO) Versão do autor – manuscrito digital (DIADORIM..., 2012) VERSÃO PÓS-PRINT (PÓS- IMPRESSÃO) Versão de publicação do artigo, tanto a versão avaliada pelos pares e corrigida pelos autores quanto o PDF da revista (DIADORIM..., 2012) AUTO-ARQUIVAMENTO Este termo refere-se ao direito do autor para disponibilizar uma cópia digital de alguma versão de seu artigo (pré-impressão, pós-impressão ou versão publicada) em página da internet do autor ou de seu departamento A Iniciativa de Arquivos Abertos e o Movimento de Acesso Livre modificaram inteiramente o cenário da comunicação científica. Tanto no que diz respeito ao processo de aquisição, quanto ao processo de produção, disseminação, uso e modo como os cientistas publicam os resultados de suas pesquisas e se relacionam com seus pares. Estes fenômenos possibilitaram mudanças estruturais no sistema de comunicação da ciência. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 141 SOFTWARES DE REPOSITÓRIOS DIGITAIS: https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/viewFile/13706/12570 ALÉM DESSES AINDA EXISTE O GREENSTONE. acadêmico, bem como em um repositório institucional, como o Repositório Institucional PUCRS (POLÍTICAS..., 2016). PERÍODO DE EMBARGO A editora do periódico pode permitir a postagem de uma versão do artigo no repositórioapós um “período de embargo” (POLÍTICAS..., 2016). DECLARAÇÃO DE PERMISSÃO A editora permite que autores depositem uma versão específica do seu artigo em repositórios institucionais com o uso de uma declaração de autorização (POLÍTICAS..., 2016). OBS: Entre os softwares mais usados pelos repositórios estão o DSPACE e EPRINTs. DSPACE: É um sistema de repositório digital, desenvolvido conjuntamente pelas bibliotecas do MIT e pelo Hewlett-Packard (HP). DSpace está disponível livremente como um sistema de livre acesso que possa adaptar-se e estender-se à captação, armazenamento, indexação, preservação e redistribuição de documentos em formatos digitais. No Brasil representado pelo IBICT. EPRINTs Foi criado e ainda está a ser desenvolvido pela School of Electronics and Computer Science of University of Southampton, UK Está livremente disponível como software de acesso livre e é descrito como a maneira mais fácil e mais rápida de criar repositórios de acesso livre na investigação da literatura, bases de dados científicos, teses, relatórios e multimédia. Centrado no acesso livre à investigação na literatura, Eprints é a plataforma mais usada para repositórios institucionais, ainda que apenas alguns sejam significativos de outro tipo dos materiais (materiais de aprendizagem, etc.). Fonte: Martins; Rodrigues; Nunes (2016). https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/viewFile/13706/12570 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 142 NORMAS DE DOCUMENTAÇÃO NACIONAIS E INTERNACIONAIS: USO E APLICAÇÃO DAS NORMAS ISO, ABNT, VANCOUVER, APA. NORMALIZAÇÃO INTERNACIONAL: ISO ISO ABNT VANCOUVER APA A ISO foi fundada em 1945 por uma comissão de 25 paises, incluindo o Brasil, eles queriam criar um organismo mundial que tivesse o propósito de facilitar a coordenação internacional e a harmonização de normas industriais. No Brasil, a ISO é representada pela ABNT. A ABN TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO T é maior organização de regulamentação técnica do Brasil. Foi fundada em 1940, “para fornecer a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro” (ABNT, 1998, p.18). Dentre os vários objetivos, vale destacar o principal que é a elaboração e o incentivo do uso de normas técnicas, mantendo- as sempre atualizadas. O Estilo Vancouver surgiu em 1978 por um pequeno grupo de editores científicos da área médica no Canadá, especialmente na cidade de Vancouver, com o intuito de criar e estabelecer padrões para o formato de originais submetidos a suas publicações. O Comitê Internacional de Editores de Revistas Médicas – ICMJE ficou conhecido como Grupo de Vancouver. Estilo desenvolvido pela American Psychological Association (APA), é amplamente aplicado no mundo académico em áreas do conhecimento como a Psicologia e as Ciências Sociais. Fonte: (VARGAS, 2006) NORMALIZAÇÃO ISO 690:2010 A norma ISO 690:2010 - Information and documentation: guidelines for bibliographic references and citations to information resources, foi desenvolvida pela ISO (International Organization for Standardization), e fornece indicações para a elaboração de citações e referências bibliográficas. No que diz respeito à formatação de citações e referências bibliográficas, esta norma permite a escolha entre os dois formatos principais: Autor-Data Numerado NOTA: As diferenças a assinalar entre ambos os formatos são: A forma de citação: em Numerado é apresentada da seguinte maneira: (1), (2), etc..., ficando a lista final organizada numericamente, de acordo com a ordem de inserção das referências no documento. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 143 No formato Autor-Data é apresentada tal como exemplificado em seguida, ficando a lista de referências ordenada alfabeticamente. A data de publicação: no formato Numerado, a data de publicação de um documento vem no final da referência; em Autor-Data deve vir logo após o nome dos autores. REFERÊNCIAS ISO:690 De acordo com a norma ISO:690 (Autor-Data), o formato da citação é igual para todo o tipo de documentos, devendo apresentar, entre parênteses, os seguintes elementos: A respetiva referência bibliográfica deve constar numa lista no final do documento (organizada alfabeticamente), e conter os elementos essenciais sobre a obra: Autor(es), Ano de publicação. Título. Local de publicação: Editor. ISBN. TIPLER, Paul A. and Gene MOSCA, 2009. Física para cientistas e engenheiros. Rio de Janeiro: LTC. ISBN 978-85-216-1711-2. EXEMPLOS: http://libguides.fe.up.pt/c.php?g=299937&p=2002995 (Apelido do(s) autor(es) Ano de publicação) (Tipler and Mosca 2009) http://libguides.fe.up.pt/c.php?g=299937&p=2002995 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 144 CITAÇÃO: http://libguides.fe.up.pt/c.php?g=299937&p=2003161 Existem ainda outras normas ISO que servem para as bibliotecas/Unidades de Informação: NORMA ISO 9000-2005 Sistema de Gestão da Qualidade: fundamentos e vocabulário NORMA ISO 9004-2010 Gestão para o sucesso sustentado de uma organização: uma abordagem da gestão de qualidade Norma ISO 2789:1991 Information and documentation – International library statistics Norma ISO 11620:1998 – Information and documentation – Library performance indicators (INDICADOR DE DESEMPENHO) Norma ISO 9001:2000 – Sistema de gestão de qualidade. Requisitos APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 145 ABNT NORMAS MAIS USADAS NBR 14724:2011 Trabalhos acadêmicos – Apresentação NBR 6023:2002 Referências – Elaboração NBR 10520:2002 Citações em documentos – Apresentação NBR 6024:2003 Numeração progressiva das seções de um documento escrito – Apresentação. NBR 6028: 2003 Resumos – Apresentação NBR 6027:2003 Sumário – Apresentação NORMAS QUE TAMBÉM CAEM EM CONCURSOS: NBR 6029:2006 Livros e folhetos – Estrutura - Apresentação NBR 6032:1989 Abreviação de títulos de periódicos e publicações seriadas. NBR 6021:2003 Publicação periódica científica impressa NBR 6022: 2003 Artigo em publicação periódica científica impressa – Apresentação NBR 6034:2004 Índice – Apresentação NBR 10518:2005 Guias de unidades informacionais – Elaboração NBR 14724:2011 – ESTRUTURA DOS TRABALHOS ACADÊMICOS http://cdn1.mundodastribos.com/611770-Regras-ABNT-atualizadas-2013-2.png APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 146 NBR 6023:2002 – REREFÊNCIAS AUTORIA: http://4.bp.blogspot.com/-8pajucvCckA/U775bzewupI/AAAAAAAABXs/HUIoGavvaaI/s1600/rrrr.jpg EVENTOS: Observar os modelos de referências mais diferentes, além dos tradicionais livros e periódicos, tais como: Documentos jurídicos (legislação, jurisprudência e doutrina); Patentes; Eventos; Imagem em movimento; Documento iconográfico, cartográfico e sonoro; Partituras e Documentos tridimensionais. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 147 PATENTES: DOCUMENTO JURÍDICO IMAGEM EM MOVIMENTO DOCUMENTO ICONOGRÁFICO APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 148 DOCUMENTO CARTOGRÁFICO DOCUMENTO SONORO PARTITURA DOCUMENTO TRIDIMENSIONAL Fonte: ABNT 6023 http://biblioteca.sites.ufms.br/files/2015/07/33.pngAPOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 149 NBR 10520:2002 - CITAÇÕES Esta Norma específica às características exigíveis para apresentação de citações em documentos Localização: As citações podem aparecer: a) no texto; b) em notas de rodapé http://images.slideplayer.com.br/12/3765049/slides/slide_2.jpg SISTEMA DE CHAMADA: http://images.slideplayer.com.br/12/3765049/slides/slide_3.jpg DEFINIÇÕES IMPORTANTES: NOTAS DE REFERÊNCIA: Notas que indicam fontes consultadas ou remetem a outras partes da obra onde o assunto foi abordado. NOTAS DE RODAPÉ: Indicações, observações ou aditamentos ao texto feitos pelo autor, tradutor ou editor, podendo também aparecer na margem esquerda ou direita da mancha gráfica. NOTAS EXPLICATIVAS: Notas usadas para comentários, esclarecimentos ou explanações, que não possam ser incluídos no texto. http://images.slideplayer.com.br/12/3765049/slides/slide_3.jpg APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 150 http://image.slidesharecdn.com/aula5-citaoevitandooplgio-141013132450-conversion-gate01/95/aula-5-citao-evitando-o-plgio-22-638.jpg?cb=1413206774 http://image.slidesharecdn.com/aula5-citaoevitandooplgio-141013132450-conversion-gate01/95/aula-5-citao-evitando-o-plgio-21-638.jpg?cb=1413206774 http://images.slideplayer.com.br/3/1222965/slides/slide_79.jpg APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 151 6024:2003 – NUMERAÇÃO PROGRESSIVA DAS SEÇÕES DE UM DOCUMENTO SEÇÕES DO DOCUMENTO: REGRAS GERAIS DE APRESENTAÇÃO: São empregados algarismos arábicos na numeração. O indicativo de seção é alinhado na margem esquerda, precedendo o título, dele separado por um espaço. Deve-se limitar a numeração progressiva até a seção quinária. O indicativo das seções primárias deve ser grafado em números inteiros a partir de 1. O indicativo de uma seção secundária é constituído pelo indicativo da seção primária a que pertence, seguido do número que lhe for atribuído na seqüência do assunto e separado por ponto. Repete-se o mesmo processo em relação às demais seções. Não se utilizam ponto, hífen, travessão ou qualquer sinal após o indicativo de seção ou de seu título. Destacam-se gradativamente os títulos das seções, utilizando os recursos de negrito, itálico ou grifo e redondo, caixa alta ou versal e outro. O título das seções (primárias, secundárias etc.) deve ser colocado após sua numeração, dele separado por um espaço. O texto deve iniciar-se em outra linha. Todas as seções devem conter um texto relacionado com elas. Quando for necessário enumerar os diversos assuntos de uma seção que não possua título, esta deve ser subdividida em alíneas. Quando as alíneas forem cumulativas ou alternativas, pode ser acrescentado, após a penúltima, e/ou conforme o caso. As alíneas, exceto a última, terminam em ponto-e-vírgula. Fonte: ABNT 6024/2003 Esta Norma estabelece um sistema de numeração progressiva das seções de documentos escritos, de modo a expor numa sequência lógica o inter-relacionamento da matéria e a permitir sua localização. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 152 NBR 6028: 2003 - RESUMOS RESUMOS: TIPOS http://image.slidesharecdn.com/comofazerumresumo-120203055433-phpapp01/95/como-fazer-um-resumo-6-728.jpg?cb=1328248685 http://image.slidesharecdn.com/resumoresenhalevantamentodedados-140908095651-phpapp01/95/resumo-resenha-levantamento-de-dados-6-638.jpg?cb=1410170261 , http://image.slidesharecdn.com/resumoeresenha-130225143339-phpapp02/95/resumo-e-resenha-9-638.jpg?cb=1361803745 Esta Norma estabelece os requisitos para redação e apresentação de resumos. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 153 NBR 6027: 2013 - SUMÁRIO Esta norma especifica os princípios gerais para a elaboração de sumários em qualquer tipo de documento. Fonte: ABNT 6027/2013 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 154 Fonte: (UFRA, 2016) APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 155 VANCOUVER http://www.trabalhosuniversitarios.com.br/wp-content/uploads/2015/01/formatacao_vancouver.png APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 156 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ESTILO VANCOUVER: ELABORAÇÃO AUTORES: PESSOA FÍSICA: ATÉ 6: citar todos os autores e separa por vírgula. MAIS DE 6: citar todos os seis primeiros autores seguidos da expressão latina “et al” sem itálico. ORGANIZAÇÕES: Duas ou mais: separe-as por ponto-e-vírgula AUTOR E ORGANIZAÇÃO: Indicar o(s) autor(es) (pessoa física) e a organização, separando-os por ponto e vírgula. COORDENADOR, EDITOR, ORGANIZADOR: Acrescentar a denominação após o nome. AUSÊNCIA DE AUTORIA: Entrar pelo título INSTITUIÇÃO: Entrar pelo nome por extenso ARTIGO DE PERIÓDICOS (REGRAS GERAIS) Somente a 1ª letra do título do artigo do periódico ou do livro deve estar em maiúscula; Os títulos dos periódicos devem ser abreviados; Quando as páginas do artigo consultado apresentarem números coincidentes, eliminar os dígitos iguais. Ex: p. 320-329; usar 320-9 Denominamos número (fascículo) a identificação da sequência do volume, sendo que o algarismo fica entre parênteses. Ex.: 347(4). Periódico com paginação contínua em um volume: mês e número podem ser omitidos (opcional). Ex.: Halpern SD, Ubel PA, Caplan AL. Solid-organ transplantation in HIV-infected patients. N Engl J Med. 2002;347:284-7. LIVROS E MONOGRAFIAS: Na identificação da cidade da publicação, a sigla do estado ou província pode ser também acrescentada entre parênteses. Ex.: Berkeley (CA); e quando se tratar de país pode ser acrescentado por extenso. Ex.: Adelaide (Austrália); Quando for a primeira edição do livro, não há necessidade de identificá-la; A indicação do número da edição será de acordo com a abreviatura em língua portuguesa. Ex.: 4ª ed. “Editor” é um termo em inglês que se refere ao editor literário. DISSERTAÇÃO, TESE E TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Exemplo: Borkowski MM. Infant sleep and feeding: a telephone survey of Hispanic Americans [dissertação]. Mount Pleasant (MI): Central Michigan University; 2002. ANAIS DE CONGRESSO Exemplo: Harnden P, Joffe JK, Jones WG, editores. Germ cell tumours V. Proceedings of the 5th Germ Cell Tumour Conference; 2001 Sep 13-15; Leeds, UK. New York: Springer; 2002. ARTIGO DE PERIÓDICO EM Exemplo: Abood S. Quality improvement initiative in nursing homes: the ANA acts in an advisory role. Am J Nurs [periódico na Internet]. 2002 Jun [acesso em 2002 Aug APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 157 FORMATO ELETRÔNICO Observe que o disponível não fica entre como na ABNT 12];102(6):[aproximadamente 3 p.]. Disponível em: http://www.nursingworld.org/AJN/2002/june/Wawatch.htm E-Book Irfan A. Protocols for predictable aesthetic dental restorations [Internet]. Oxford: Blackwell Munksgaard; 2006 [citado 21 Maio 2009]. Available from Netlibrary: http://cclsw2.vcc.ca:2048/ login?url=http://www.netLibrary.com/urlapi.asp?action=summary&v=1&bookid=181691 Fonte: (NORMAS..., 2016a) CITAÇÕES SEGUNDO VANCOUVER: CITAÇÕES NUMÉRICAS: REGRA GERAL: Apenas a letra inicial do sobrenome em maiúscula e todo o restante em minúscula, independentemente de a citação estar dentro ou fora dos parênteses. Exemplos: (Lobo, 1998) Segundo Padilha e Lopes (2004),... (Gitz, Limon, Payne, Massie, Sullivan, Tuncer et al, 2011) (Cardiac Society..., 2006) Fonte: (GREGÓRIO, 2014) As citações numéricas são as mais frequentemente encontradas em artigos publicados sob as normas de Vancouver. Neste caso, as citações no texto de seu artigo são identificadas com um número entre parênteses. Ex: Santos (8) argumentou que a maioridade… http://www.nursingworld.org/AJN/2002/june/Wawatch.htm APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 158 NORMAS APA APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 159 Fonte: (NORMAS, 2016b) Fonte: (NORMAS, 2016b) APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 160 Fonte: (NORMAS, 2016b) APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 161 REFERÊNCIAS SEGUNDO A APA: TIPO DE MATERIAL EXEMPLO LIVROS (OBRA COMPLETA) Sobrenome, Nome abreviado. (ano de publicação). Título: subtítulo. Local de Publicação: Editora. Toffler, A. (1994). O choque do futuro (5a ed.). Rio de Janeiro: Record. OBRAS COM EDITORES Sobrenome, Nome abreviado. (Ed. OU Coord. OU Org.). (ano de publicação). Título: subtítulo (Vol., ed., pp.). Local de Publicação: Editora. Ackroyd, S., & Fleetwood, S. (Eds.). (2000). Realist perspectives on management and organizations. London: Routledge. COLEÇÃO Sobrenome, Nome abreviado. (ano de publicação). Título: subtítulo (Vol., ed., pp.). (Coleção tal). Local de Publicação: Editora. ECR Brasil (1998). ECR Brasil visão geral: potencial de redução de custos e otimização de processos. (Coleção ECR Brasil). SãoPaulo: Associação ECR Brasil. CAPÍTULO OU ARTIGO Sobrenome, Nome abreviado. (ano de publicação). Título do capítulo. In Nome abreviado. Sobrenome (Ed. OU Coord. OU Org.). Título: subtítulo (Vol., ed., pp.). Local de Publicação: Editora. Watson, M. W. (1994). Vector autoregressions and cointegration. In R. F. Engle, & D. L. McFadden (Ed.). Handbook of Econometrics (Vol. 4, Chap. 47, pp. 2843-2915). Amsterdam: Elsevier. PERIÓDICOS CIENTÍFICOS, REVISTAS E BOLETINS Indicar o número do volume (em itálico) e número da edição (quando houver) para periódicos científicos, revistas e boletins informativos. Sobrenome, Nome abreviado. (ano de publicação). Título do artigo. Nome do Periódico, volume (número), páginas. Peci, A. (2007). Reforma regulatória brasileira dos anos 90 à luz do modelo de Kleber Nascimento. Revista de Administração Contemporânea, 11(1), 11-30. PERIÓDICO ELETRÔNICO Sobrenome, Nome abreviado. (ano de publicação). Título do artigo. Nome do Periódico, volume(número), páginas. Recuperado em dia mês, ano, de endereço eletrônico completo Porter, M. (1981). The contributions of industrial organization to strategic management. The Academy of Management Review, 6(4), 609-620. Retrieved November 12, 2002, from http://www.jstor.org/journals/aom.html VERSÃO ELETRÔNICA DE PERIÓDICO IMPRESSO Sobrenome, Nome abreviado. (ano de publicação). Título do artigo [Versão eletrônica], Nome do Periódico, volume(número), páginas. Rodrigues, A. L., & Malo, M. C. (2007). Estruturas de governança e empreendedorismo coletivo: o caso dos doutores da alegria [Versão eletrônica], Revista de Administração Contemporânea, 10(3), 29- 50. ARTIGO DE REVISTA http://www.jstor.org/journals/aom.html APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 162 Indicar a data apresentada na publicação – ano e mês para publicações mensais ou ano, mês e dia para publicações semanais e/ou diárias, acrescentar o volume o número, se houver, e páginas (número de páginas [p. ou pp.]). Sobrenome, Nome abreviado. (ano de publicação, mês dia). Título do artigo. Nome da Revista Periódico, volume(número), páginas. Schwartz, J. (1993, September 30). Obesity affects economic, social status. The Washington Post, pp .A1, A4. ANAIS /PROCEEDINGS Ayres, K. (2000, setembro). Tecno-stress: um estudo em operadores de caixa de supermercado. Anais do Encontro Nacional da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração, Florianópolis, SC, Brasil, 24. TESE E DISSERTAÇÃO Sobrenome, Nome abreviado. (ano de publicação). Título do Trabalho. Tipo do documento, Instituição, cidade, estado, país. Ariffin, N. (2000). The internationalisation of innovative capabilities: the Malaysian electronics industry. Tese de doutorado, Science and Technology Policy Research (SPRU), University of Sussex, Brighton, England. DOCUMENTOS ELETRÔNICOS Sobrenome, Nome abreviado. (ano de publicação). Título: subtítulo. Cidade, outros dados. Recuperado em dia mês, ano, de http://www.endereço eletrônico Gambetta, D. (2000). Can we trust trust? In D. Gambetta (Ed.). Trust: making and breaking cooperative relations (Chap. 13, pp. 213-237). Oxford: Department of Sociology, University of Oxford. Retrieved May 01, 2003, from http://www.sociology.ox.ac.uk/papers/gambetta213-237.pdf LEIS/CONSTITUIÇÃO Lei n. 9.984, de 17 de julho de 2000 (2000). Dispõe sobre a criação da Agência Nacional de Águas - ANA, entidade federal de implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e de coordenação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, e dá outras providências. Brasília, DF. Recuperado em 10 abril, 2007, de http://www.planalto.gov.br/ccivil/Leis/L9984.htm Fonte: (NORMAS, 2016b) CITAÇÕES SEGUNDO APA : CASOS: EXEMPLO: PÁGINAS No caso de citação direta usar “pp.” se a fonte é mais de uma página OU “p.” se a fonte é uma página. Giddens, 1989, p. 270 Giddens, 1989, pp. 270-271 O método empregado pelas Normas APA é autor-data, isto é, o sobrenome do autor e o ano de publicação. O texto deve ser documentado citando o autor e a data de publicação dos trabalhos pesquisados e consultados. Todos os autores citados no texto, e apenas eles, devem estar presentes nas referências com as informações completas. Este procedimento é obrigatório. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 163 TRABALHO DENTRO DO PARÊNTESES Citação de dois ou mais trabalhos dentro dos mesmos parênteses, devem ser apresentados na mesma ordem que aparecem na lista de referências: Organizar dois ou mais trabalhos do(s) mesmos autor(es) na ordem (crescente) por ano de publicação. Exemplo: (Edeline & Weinberger, 1991, 1993) Organizar dois ou mais trabalhos do(s) mesmos autor(es) na ordem (crescente) por ano de publicação. As citações em produção (in press) devem ser colocadas por último. Exemplo: (Edeline & Weinberger, 1991, 1993, in press); Citações de diversos autores no mesmo parênteses devem ser organizados em ordem alfabética pelo sobrenome do primeiro autor. Separar as citações por ponto e vírgula. Exemplo: (Balda, 1980; Kamil, 1988; Pepperberg & Funk, 1990). AUTORES COM O MESMO SOBRENOME Citação de diversos autores com o mesmo sobrenome, deve ser incluída as iniciais do primeiro autor em todas as citações do texto, mesmo que o ano de publicação seja diferente. R. O. Luce (1959) e P. A. Luce (1986) também colocam que... J. M. Goldberg e Neff (1961) e M. R. Goldberg e Wurtz (1972) estudaram ... Fonte: (NORMAS, 2016b) APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 164 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO SOFTWARES PARA UTILIZAÇÃO EM BIBLIOTECAS, REDES E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO. Na aquisição do software adequado às bibliotecas/Unidades de Informação deve levar em consideração os formatos de intercâmbio e padrões internacionais, tais como: MARC 21 É utilizado como um padrão internacional de descrição automatizada de acervos bibliográficos; É um formato de intercâmbio destinado a padronizar a representação dos itens bibliográficos em sistemas informatizados; Serve principalmente para estruturar a comunicação entre sistemas de processamento de dados; É baseado na norma ISO 2709; São normas de representação e comunicação de informações bibliográficas e afins em forma legível por máquina. AACR2 É o padrão internacional de descrição dos acervos bibliográficos a partir do qual foi desenvolvido o Formato Marc21. PROTOCOLO Z39.50 É um conjunto de convenções para o intercâmbio de dados, com regras de formato e controle de entrada, transmissão e saída de dados; Um protocolo é para os computadores o que uma linguagem é para as pessoas; É um padrão cliente-servidor (intercâmbio); É baseado na norma ISO: 23950:1998; É utilizado para recuperação da informação em redes eletrônicas. É um protocolo de comunicação entre os computadores, que permite a pesquisa e recuperação da informação. ISO 2709 Esta norma especifica os requisitos para o formato de intercâmbio de registros bibliográficos que descrevem todas as formas de documentos sujeitos à descrição bibliográfica. Não define a extensão do conteúdo de documentos individuais e nem designa significado algum para os parágrafos, indicadores ou identificadores, sendo essas especificações as funções dos formatos de implementação. NBR 6023 Especificação dos elementos a serem incluídos nas referências. Fonte: Romani e Borszcz (2006); QUINTA... (2016); Côrte et al. (1999). REQUISITOS GERAIS A SEREM OBSERVADOS NA AQUISIÇÃO DE UM SOFTWARE TREINAMENTO Habilitação do usuário na utilização dos produtos da biblioteca INSTALAÇÃO, TESTES E GARANTIA Garantirá agilidade e segurança na implementação das rotinas SUPORTE TÉCNICO E MANUTENÇÃO Suporte técnico e manutenção preventiva e corretiva DOCUMENTAÇÃO Documentação do produto seja apresentada em português (Brasil ), na forma impressa, e que o fornecedor entregue um conjunto completo de manuais técnicos e do usuário. CONDIÇÕES INSTITUCIONAIS Atender às necessidades de informação, ser compatível com o desenho e cultura organizacional, com o parque computacional instalado, tamanho do acervo e o perfil dos usuários, respeitadas suas características quantitativas e qualitativas. CONVERSÃO RETROSPECTIVA Converter os dados existentes para o novo formato. Fonte: Côrte et al. (1999) APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 165 REQUISITOS ESPECÍFICOS A SEREM OBSERVADOS NA AQUISIÇÃO DE UM SOFTWARE TECNOLOGIA Itens que identificam a capacidade do sistema de trabalhar com modernos recursos tecnológicos, possibilitando segurança e intercâmbio de dados. SELEÇÃO E AQUISIÇÃO Caracterizam-se por ser o módulo gerenciador do processo de aquisição de materiais bibliográficos, por doação, permuta e compra. PROCESSAMENTO TÉCNICO DOS DOCUMENTOS Módulo gerenciador do registro das informações bibliográficas, segundo padrões internacionais. EMPRÉSTIMO DE DOCUMENTOS Módulo que gerencia o uso e circulação dos documentos da Biblioteca. RECUPERAÇÃO DE INFORMAÇÕES Constituem-se em recursos especiais de pesquisa para localizar documentos em múltiplas bases de dados, com filtragem de resultados e combinações de conjuntos. DIVULGAÇÃO DA INFORMAÇÃO Módulo gerenciador das atividades de divulgação, contribuindo para o processo de disseminação de informações. PROCESSO GERENCIAL Módulo que permite o acompanhamento e avaliação das atividades da biblioteca do ponto de vista gerencial. Fonte: Côrte et al. (1999) http://image.slidesharecdn.com/softwaresparabibliotecas-apresentao-blog20121006-121006111547-phpapp01/95/softwares-para-bibliotecas- apresentao-blog-20121006-3-728.jpg?cb=1349523579 https://www.marilia.unesp.br/Home/Instituicao/Docentes/EdbertoFerneda/automacaobiblio-06.pdf https://www.marilia.unesp.br/Home/Instituicao/Docentes/EdbertoFerneda/automacaobiblio-06.pdf APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 166 http://image.slidesharecdn.com/softwaresparabibliotecas-apresentao-blog20121006-121006111547-phpapp01/95/softwares-para-bibliotecas- apresentao-blog-20121006-12-728.jpg?cb=1349523579 OUTROS SOFTWARES PARA AUTOMAÇÃO SOPHIA Sistema integrado para gestão de bibliotecas para qualquer tamanho de acervo, que contempla funções que abrangem as principais rotinas de uma biblioteca ou acervo de um centro de documentação e informação. Site: http://www.prima.com.br/institucional/ MULTIACERVO Software que automatiza as principais funções de bibliotecas (catalogação, pesquisa, empréstimo, controle de periódicos, aquisição e intercâmbio) e centros de documentação, seja de instituições de ensino ou organizações não- acadêmicas. Site: http://www.multiacervo.com.br/ BIBLIOBASE Sistema integrado para gestão de Bases de Dados em CDS/ISIS que permite várias funções das bibliotecas. Site: http://www.bibliosoft.pt/pt/content/5-produtos/13-bibliobase PERGAMUM Sistema implementado na arquitetura cliente/servidor, com interface gráfica – programação Delphi, utilizando um banco de dados relacional SQL. O sistema funciona de forma integrada da aquisição ao empréstimo. Site: http://www.pergamum.pucpr.br/redepergamum/index.php ARCHES LIB É um software para controle de bibliotecas. INFORMA – BIBLIOTECA ELETRÔNICA Software desenvolvido para trabalhar especificamente no ambiente Windows. Gerencia todas as rotinas técnicas das bibliotecas ou centro de documentação. Site: http://www.informa.com.br/wp/ Fonte: Romani e Borszcz (2006) ALÉM DOS MAIS USADOS, EXISTEM OUTROS: Softwares proprietários AINFO – Embrapa, Aleph, Alexandria, Argonauta, BiblioBase, Biblioshop, Biblium, BNWeb, Caribe, Dixi, GIZ Biblioteca, Informa, Ortodocs, Sábio, Siabi, Sophia, Thesaurus, Virtua, Zeus. Softwares Grátis Biblio Express, Biblioteca Fácil, BiblioteQ, Minibiblio Softwares Open Source Emilda, Evergreen, Koha, Library a la carte, NewGenLib, OpenBiblio, PHL, PMB, Scriblio Fonte: http://bsf.org.br/2009/09/02/sistemas-softwares-de-organizacao-gerenciamento-automacao-de-bibliotecas/ http://www.informa.com.br/wp/ APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 167 BASE DE DADOS DOCUMENTAIS BASES DE DADOS: CONCEITOS Coleção de valores de dados inter-relacionados de tal natureza que, de acordo com o sistema de gerenciamento de bases de dados, os arquivos que contém os dados podem integrar-se temporariamente em uma única estrutura conectada ou integrar-se somente por ocasião de consulta. (CUNHA; CAVALCANTE, 2008) Bases de dados de referências encaminham ou orientam o usuário para uma outra fonte, que pode ser um documento, uma instituição ou um indivíduo, afim de obter informações adicionais ou conseguir o texto integral de um documento. (BASES..., 2016) Conjunto organizado de referências bibliográficas de documentos que se encontram armazenados fisicamente em vários locais. (GUINCHAT; MENOU (1994, p. 295) É uma coleção geral e integrada de dados junto com a descrição deles, gerenciada de formaa atender a diferentes necessidades de seus usuários. As bases de dados são mantidas e gerenciadas por sistemas responsáveis por inserir programas que permitam a geração, operação e alimentação delas. (ROWLEY, 2002) BASES DE DADOS: OBJETIVO BASES DE DADOS: TIPOS BASE DE DADOS DE REFERENCIAS (RESUMOS) Encaminham ou orientam o usuário para uma outra fonte, que pode ser um documento, uma instituição ou um indivíduo, afim de obter informações adicionais ou conseguir o texto integral de um documento. BASE DE DADOS DE FONTES (FACTUAIS E TEXTO COMPLETO) Contém os dados originais e constituem um tipo de documento eletrônico. Após ter feito uma consulta bem sucedida numa base de dados de fontes, o usuário terá em mãos as informações de que precisa, sem ter de ir buscá-las numa fonte original. TIPOS DE BASES REFERENCIAIS E DE FONTES (respectivamente) BASES DE DADOS BIBLIOGRÁFICOS: Incluem citações ou referências bibliográficas e, às vezes, resumos de trabalhos publicados. Informam ao usuário sobre o que foi publicado e onde se publicou e, na hipótese de a base conter resumos, apresentarão uma síntese do conteúdo do documento original; BASE DE DADOS NUMÉRICOS Que contém dados numéricos de vários tipos, inclusive dados estatísticos e de resultados de pesquisas. BASE DE DADOS CATALOGRÁFICOS: Mostram o acervo de uma determinada biblioteca ou rede de biblioteca. Comumente, essas bases relacionam quais as monografias, títulos de periódicos e outros itens que a BASES DE DADOS DE TEXTO INTEGRAL Que contém notícias de jornal, especificações técnicas, programas de computador, etc. Fornecer informação atualizada (recursos estruturais) precisa e confiável (não dar a informação pela metade) e de acordo com a demanda (oferecer o que o usuário necessita). As Bases de Dados foram criadas com o propósito de disponibilizar, em um único site, centenas de revistas científicas, evitando o desperdício de tempo por parte do pesquisador (TEIXEIRA, 2011). APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 168 biblioteca possui em seu acervo, porém não proporcionam informações adicionais sobre o conteúdo desses documentos. As bases de dados catalográficos são um tipo especial de base de dados bibliográficos, porém, em virtude de sua orientação ser bastante diferente da de outras bases de dados bibliográficos convém identifica-las como uma categoria à parte. BASES DE DADOS REFERENCIAIS: Que referenciam informações ou dados, como nomes e endereços de instituições, e outros dados característicos de guias, cadastros, etc. BASES DE DADOS TEXTUAIS E NUMÉRICOS Que contém um mistura de dados textuais e numéricos. BASES DE DADOS GRÁFICOS Apresentam fórmulas químicas, imagens, logotipos. Fonte: (BASES..., 2016; ALBRECHT; OHIRA, 2000; ROWLEY, 2002). Lancaster (2004) considera que uma base de dados deve ser avaliada pela sua utilidade ao responder as necessidades de informação, de acordo com quatro critérios principais: a) cobertura; b) recuperação; c) previsibilidade; d) atualidade. BASES DE DADOS : EXEMPLOS Fonte: http://images.slideplayer.com.br/3/1257805/slides/slide_4.jpg (com adaptações) http://images.slideplayer.com.br/8/1359782/slides/slide_14.jpg (com adaptações) http://images.slideplayer.com.br/3/1257805/slides/slide_4.jpg http://images.slideplayer.com.br/8/1359782/slides/slide_14.jpg APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 169 http://image.slidesharecdn.com/bibliotecafeauspbasesdedadosmaio2015-150511142717-lva1-app6891/95/biblioteca-feausp-tutorial-bases-de- dados-maio-2015-5-638.jpg?cb=1432930738 http://image.slidesharecdn.com/pri-oficinadebasesdedadosworkshopmar20121-120830193137-phpapp01/95/oficina-de-bases-de-dados-da-rea-de-humanidades- 12-728.jpg?cb=1346428766 http://images.slideplayer.com.br/1/292433/slides/slide_5.jpg (com adaptações) http://images.slideplayer.com.br/1/292433/slides/slide_5.jpg APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 170 DOCUMENTOS ELETRÔNICOS Documento que existe na forma eletrônica e cujo acesso é feito mediante equipamento informático; arquivo eletrônico, documento legível por máquina. (CUNHA; CAVALCANTE, 2008) É o documento processado por meio eletrônico, em formato digital. Entretanto, há outros documentos que, embora não sendo digitais, são processados eletronicamente. É o caso das fitas de áudio e eletromagnéticas analógicas, que também podem ser entendidas como documentos eletrônicos. (RONDINELLI, 2002, p.130) O documento eletrônico é aquele que oferece, em questão de segundos, inúmeros recursos de edição e recuperação de dados como nenhum outro, características que influencia diretamente no seu processo de seleção e aquisição pelas unidades de informação. (VETTER, 2010) DOCUMENTOS ELETRÔNICOS: EXEMPLOS Base de dados Monografias Publicações seriadas, Resultados de pesquisa Arquivos variados (imagem, som, texto), Documento gopher Mensagens eletrônicas como mensagem pessoal Mensagem enviada para lista de discussão Mensagem enviada para lista de discussão com anotações e comentários de terceiros Documentos da World Wide Web (WWW) Arquivos para File Transfer Protocol (FTP) Documento telnet, disponíveis em CD- áudio, winchester, disco Zip, disquete, CD-ROM, cartão magnético, fita DAT, CDs, fita magnética entre outros. Fonte: (ALVES, 2004) NÃO CONFUNDA DOCUMENTO ELETRÔNICO COM DIGITAL, HÁ DIFERENÇAS: http://images.slideplayer.com.br/8/2340947/slides/slide_12.jpg APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 171 http://images.slideplayer.com.br/2/5630221/slides/slide_3.jpg http://images.slideplayer.com.br/1/300061/slides/slide_3.jpg Para solucionar o problema da enorme massa documental que surge todos os dias, além de garantir a confiabilidade e o acesso à informação surge a tecnologia do Gerenciamento Eletrônico de Documentos (GED) que “pode acabar com o problema da quantidade de documentos em meio físico, mas para que ela surta tal efeito é necessário que as instituições desenvolvam mecanismos de proteção para resguardar essas mídias. Um dos grandes benefícios do GED é aumentar o espaço físico das instituições” (SILVA, 2014). https://eciti.files.wordpress.com/2012/07/cd1.jpg CICLO DOCUMENTAL http://images.slideplayer.com.br/2/5630221/slides/slide_3.jpg http://images.slideplayer.com.br/1/300061/slides/slide_3.jpg APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 172 Para Koch (1997, p. 23), “O GED visa a gerenciar o ciclo de vida das informações desde sua criação até o seu arquivamento. As informações podem originalmente estar armazenadas em mídias analógicas ou digitais em todas as fases de sua vida”. METADADOS Metadados são um conjunto de dados-atributos, devidamente estruturados e codificados, com base em padrões internacionais, para representar informações de um recurso informacional em meio digital ou não digital, contendo uma série de características e objetivos. (ROSETTO, 2003) O termo metadado é anterior à WEB. Sua criação é atribuída a Jack E. Myers. (MÉNDEZ RODRIGUEZ, 2016) Os metadados são conjuntos de atributos, mais especificamente dados referenciais, que representam o conteúdo informacional de um recurso que pode estar em meio eletrônico ou não. Já os formatos de metadados, também chamados de padrõesde metadados, são estruturas padronizadas para a representação do conteúdo informacional que será representado pelo conjunto de dados- atributos (metadados). (ALVES, 2005, p.115) São descrições de dados armazenados em banco de dados, ou como é comumente definido “dados sobre dados a partir de um dicionário digital de dados”. Esse dicionário de dados normalmente é utilizado para organizar os metadados. Ele poderá conter uma seção descrevendo, numa visão geral, como os dados são subdivididos em arquivos, que campos de registros se relacionam e possuir tópicos tais como: convenções adotadas em sua definição. (SOUZA, CATARINO, SANTOS, 1997) OBJETIVOS: http://image.slidesharecdn.com/aulametadados2012-120416131730-phpapp02/95/aula-metadados-2012-4-728.jpg?cb=1334582852 Localizar, identificar e recuperar dados de um recurso informacional. Propiciar controles de ordem gerencial e administrativo permitindo conexões e remissões (links) para pontos internos e externos ao sistema. Possibilitar a interoperabilidade entre sistemas de informação, dentro de padrões. Informar sobre as condições de acesso e uso da informação. Ser legível tanto pelo homem como pela máquina. Possibilitar a elaboração de índices (ROSETTO, 2003). http://image.slidesharecdn.com/aulametadados2012-120416131730-phpapp02/95/aula-metadados-2012-4-728.jpg?cb=1334582852 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 173 http://image.slidesharecdn.com/pesquisametadados-091031212915-phpapp02/95/metadados-18-728.jpg?cb=1260003889 Fonte: http://image.slidesharecdn.com/aulametadados2012-120416131730-phpapp02/95/aula-metadados-2012-46-728.jpg?cb=1334582852 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 174 DUBLIN CORE (DC) http://image.slidesharecdn.com/dublincore-111121052726-phpapp02/95/dublin-core-2-728.jpg?cb=1321854782 http://image.slidesharecdn.com/2007-metadados-c-r-b-s-j-r-p2203/95/2007-metadados-c-r-b-s-j-r-p-12-728.jpg?cb=1182185679 O Padrão Dublin Core utiliza uma estrutura sintática a fim de estabelecer um padrão comum na leitura humana e computacional, que também é usada nas bibliotecas digitais e web semântica, tais estruturas são as seguintes: eXtensible Markup Language – XML Linguagem de computação baseada em marcação voltada para o processamento de documentos. A XML atua como linguagem (forma de comunicação) livre, aberta, sem restrições em sua codificação, pois é gravada em texto puro. É extremamente versátil, permitindo o desenvolvedor ser capaz de estabelecer suas marcações para que os demais softwares possam recuperá-la. Resource Definition Framework – RDF A RDF é uma linguagem baseada em XML que descreve informações contidas em um recurso, seja uma página web, um site completo ou qualquer item eletrônico que contenha informação. É recomendada pela W3C. Fonte: (FELIPE, 2012) APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 175 WEB SEMÂNTICA OU 3.0 A Web semântica representa a evolução da Web atual. Ela visa fornecer estruturas e dar significado semântico ao conteúdo das páginas web, criando um ambiente onde agentes de software e usuários possam trabalhar de forma cooperativa. (BERNERS-LEE; HEDLER; LASSILA, 2001 apud CAMPOS; CAMPOS; CAMPOS, 2006) 1. Evolução da web atual, cujos proponentes foram Tim Bernes-Lee, Hendler e Lassila. Visa fornecer estruturas e dar significado semântico ao conteúdo das páginas web, criando um ambiente no qual software e usuários possam trabalhar de forma cooperativa. 2. Conhecimento semântico estruturado (TOUTAIN, 2006). A Web Semântica consiste em uma rede onde os documentos podem ser representados de forma estruturada, possibilitando uma indexação mais eficaz e apresentando resultados mais condizentes com as necessidades informacionais dos usuários. (VILLALOBOS; SILVA, 2010) http://image.slidesharecdn.com/da-ficha-lascada-aos-metadados-novos-rumos-para-a-catalogao3111/95/da-ficha-lascada-aos-metadados-novos- rumos-para-a-catalogao-4-728.jpg?cb=1244644325 COMPONENTES BÁSICOS PARA IMPLEMENTAR A WEB SEMÂNTICA AGENTES INTELIGENTES Que proporcionarão uma busca e recuperação mais efetiva a partir do estabelecimento de regras e do acesso a coleções de recursos devidamente estruturados, representados e definidos semanticamente; ONTOLOGIAS Que proporcionam a definição semântica dos dados representados pelos metadados em uma determinada comunidade de interesse; LINGUAGEM DE MARCAÇÃO XML Que possibilita uma melhor estruturação dos recursos e uma maior flexibilidade e extensibilidade para a representação e intercâmbio dos dados e metadados; METADADOS Que proporcionam a necessária representação de um recurso informacional para sua posterior recuperação; ARQUITETURA DE METADADOS Mais especificamente a arquitetura de metadados RDF – Resource Description Framework, recomendada pela W3C para garantir a interoperabilidade dos dados em nível semântico, estrutural e sintático. Fonte: (JORENTE; SANTOS, VIDOTTI, 2009). http://image.slidesharecdn.com/da-ficha-lascada-aos-metadados-novos-rumos-para-a-catalogao3111/95/da-ficha-lascada-aos-metadados-novos-rumos-para-a-catalogao-4-728.jpg?cb=1244644325 http://image.slidesharecdn.com/da-ficha-lascada-aos-metadados-novos-rumos-para-a-catalogao3111/95/da-ficha-lascada-aos-metadados-novos-rumos-para-a-catalogao-4-728.jpg?cb=1244644325 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 176 WEB 2.0 WEB 2.0 É composta por páginas dinâmicas onde a participação do homem na criação de conteúdos tem promovido uma maior interatividade (PEREIRA; BRITO; SILVA, 2010). Fonte: (PEREIRA; BRITO, SILVA, 2010) http://www.hiperbytes.com.br/wp-content/uploads/2011/06/evolucao-da-web.png http://image.slidesharecdn.com/websemantica-nosql-fgsl-new-130129070057-phpapp01/95/web-semntica-e-bancos-de-dados-nosql-7-638.jpg?cb=1359443028 http://image.slidesharecdn.com/websemantica-nosql-fgsl-new-130129070057-phpapp01/95/web-semntica-e-bancos-de-dados-nosql-7-638.jpg?cb=1359443028 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 177 http://www.hazhistoria.net/sites/default/files/web2_0.png https://lh6.googleusercontent.com/DPbfEDKN0EsjIiHIqhTaPU-HyYhx0Y0ilOYXy7ez3Jc0Xv1nOEv_- q_OXw14pXtFAdq5bQG8NRKYX7Jy9vYWqKrLUrozYatTwk-LIc-Q_hFh7mpldeo http://image.slidesharecdn.com/roadshowtiwebsemantica-150502092247-conversion-gate02/95/web-semntica-roadshow-ti-senac-sp-14- 638.jpg?cb=1430576683 http://www.hazhistoria.net/sites/default/files/web2_0.png APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 178 NOVAS TECNOLOGIAS EM SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO. http://image.slidesharecdn.com/cbbu-090413085559-phpapp01/95/pilotando-bibliotecas-hibridas-nos-turbulentos-mares-da-ead-2- 728.jpg?cb=1239633439 http://www.scielo.br/img/fbpe/ci/v31n2/12907f6.gif APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 179 SERVIÇOS QUE PODEM SER OFERECIDOS COM AS NOVAS TECNOLOGIAS PROVISÃO DE DOCUMENTOS Pesquisa on-line do acervo da biblioteca (acesso remoto) Comutaçãobibliográfica on-line (formulário on-line, tutorial, hiper link de acesso direto a sites que disponibilizam o serviço de comutação bibliográfica); Fornecimento de cópias on-line (Criação de links dos materiais); Empréstimo entre bibliotecas (formulário online e tutorial - consórcios ou por meio de redes de cooperação entre bibliotecas); Entrega de material (via e-mail, FTP e/ou utilizando-se programas específicos); Preparação de traduções (links com tradutores on-line) PROVISÃO DE AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO Questões de referência simples e Questões de referência complexas Pergunte à biblioteca, e-mail ou formulário previamente elaborados e disponibilizados no site da Biblioteca, que permitem aos usuários elaborar e sanar dúvidas em questões de referência mais complexas. Localização de material (localizar e indicar ou referenciar ao usuário, através de email, o material solicitado); Fazer levantamento bibliográfico em assuntos especializados (formulários on- line); SERVIÇOS DE ALERTA ELETRÔNICO Informais (divulgação de novos serviços e produtos oferecidos pela biblioteca, de cursos oferecidos e promoções, através de boletins informativos on-line ou alerta eletrônico no site da biblioteca) Formais (lista de novas aquisições on-line, lista de duplicatas, formulário on- line para solicitação de novas aquisições, formulário on-line para solicitação de duplicatas); ORIENTAÇÃO AO USUÁRIO Orientação e normalização técnica por meio da Web (tutorias e manuais explicativos); Elaboração de vocabulário controlado (Disponível na forma virtual, através de documento de texto ou a partir do próprio software); Elaboração índice de assuntos (Com finalidade de padronizar a terminologia técnica utilizada na unidade de informação, visando agilizar a recuperação da informação por parte do usuário). A utilização desses recursos, além de otimizar significativamente os serviços presenciais, cria uma concepção de serviço de informação on-line nunca visto antes, que permite o acesso a acervos documentais em vários formatos, com a disponibilização de textos completos para download, possibilitando o uso simultâneo da mesma informação por múltiplos usuários, ao mesmo tempo, e de ferramentas avançadas de recuperação da informação, que auxiliam o usuário a encontrar a informação de que necessita no menor espaço de tempo. Fonte: (SOUSA; LIMA, 2008) http://slideplayer.com.br/slide/45463/ APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 180 BIBLIOTECAS DIGITAIS CONCEITO: A Biblioteca digital tem como base informacional conteúdos em texto completo em formatos digitais – livros, periódicos, teses, imagens, vídeos e outros – que estão armazenados e disponíveis para acesso, segundo processos padronizados, em servidores próprios ou distribuídos e acessados via rede de computadores em outras bibliotecas ou redes de bibliotecas da mesma natureza. (TOUTAIN, 2006) Bibliotecas digitais são organizações que disponibilizam os recursos, incluindo pessoal especializado, para selecionar, estruturar, oferecer acesso intelectual, interpretar, distribuir, preservar a integridade e assegurar a persistência ao longo do tempo que eles estejam prontos e economicamente disponíveis para o uso de uma comunidade definida ou um conjunto de comunidades (DLF apud SAYÃO, 2009, p. 2009). http://images.slideplayer.com.br/11/2982554/slides/slide_44.jpg http://image.slidesharecdn.com/bibliotecasdigitaiserepositriosinstitucionais1-120614205216-phpapp01/95/bibliotecas-digitais-e-repositrios-institucionais-9- 728.jpg?cb=1339708160 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 181 Fonte: (BIBLIOTECAS...., 2016). https://ebuco.bc.ufg.br/up/220/o/Mini_curso_Bibliotecas_Digitais.pdf https://ebuco.bc.ufg.br/up/220/o/Mini_curso_Bibliotecas_Digitais.pdf APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 182 http://images.slideplayer.com.br/1/283277/slides/slide_4.jpg. http://image.slidesharecdn.com/bibliotecasdigitaiserepositriosinstitucionais1-120614205216-phpapp01/95/bibliotecas-digitais-e- repositrios-institucionais-12-728.jpg?cb=1339708160 http://images.slideplayer.com.br/1/283277/slides/slide_4.jpg http://image.slidesharecdn.com/bibliotecasdigitaiserepositriosinstitucionais1-120614205216-phpapp01/95/bibliotecas-digitais-e-repositrios-institucionais-12-728.jpg?cb=1339708160 http://image.slidesharecdn.com/bibliotecasdigitaiserepositriosinstitucionais1-120614205216-phpapp01/95/bibliotecas-digitais-e-repositrios-institucionais-12-728.jpg?cb=1339708160 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 183 http://joaodemeira.wikispaces.com/file/view/estrategdigitalbib.png/354936048/527x385/estrategdigitalbib.png EXEMPLOS DE BIBLIOTECAS DIGITAIS DOMÍNIO PÚBLICO BIBLIOTECA BRASILIANA GUITA E JOSÉ MINDLIN BIBLIOTECA DIGITAL PAULO FREIRE BIBLIOTECA NACIONAL DIGITAL BRASIL BIBLIOTECA MUNDIAL DIGITAL BIBLIOTECA DIGITAL BRASILEIRA DE TESES E DISSERTAÇÕES (BDTD) BIBLIOTECA DIGITAL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL BIBLIOTECA DIGITAL DA UNICAMP BIBLIOTECA DIGITAL DA UNESP BIBLIOTECA DIGITAL DO MUSEU NACIONAL BIBLIOTECA DIGITAL DA ESCOLA DE MÚSICA DA UFRJ BIBLIOTECA DIGITAL E SONORA PROJECT GUTENBERG Biblioteca Digital UGF http://noticias.universia.com.br/tempo-livre/noticia/2014/06/16/1099001/conheca-13-sites-gratuitos-bibliotecas-digitais.html http://posugf.com.br/biblioteca/ APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 184 REDES SOCIAIS As redes sociais sempre existiram: são os contatos e as interações feitas no dia a dia entre as pessoas, os laços de amizade, de trabalho, de estudo, de vizinhança. No entanto, a partir das novas formas de comunicação e interação proporcionadas pelas TICs, esses relacionamentos expandiram-se, alargaram-se e as redes sociais passaram a ser também virtuais. Essas redes, reconfiguradas no ciberespaço, servem também para oferecer aos leitores da biblioteca um canal de comunicação mais interativo, onde o compartilhamento e a produção de conteúdo sejam efetivos, integrando-se perfeitamente ao serviço de referência e informação e educação de usuários (ESTABEL; MORO, 2014). Redes sociais referem-se a um conjunto de pessoas (ou organizações ou outras entidades sociais) conectadas por relacionamentos sociais, motivados pela amizade e por relações de trabalho ou compartilhamento de informações e, por meio dessas ligações, vão construindo e re-construindo a estrutura social. (TOMAÉL; MARTELETO, 2006). http://image.slidesharecdn.com/usodasredessociaisemmarketingdebibliotecas-130905161750-/95/uso-das-redes-sociais-em-marketing-de-bibliotecas-3- 638.jpg?cb=1378397927 http://image.slidesharecdn.com/redessociais01-150411103213-conversion-gate01/95/redes-sociais-01-2-638.jpg?cb=1428766402 http://image.slidesharecdn.com/redessociais01-150411103213-conversion-gate01/95/redes-sociais-01-2-638.jpg?cb=1428766402 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 185 EXEMPLOS DE REDES SOCIAIS FACEBOOK Maior e mais importante rede social atualmente, o Facebook inclui funcionalidades de diversos outros sites. Por meio dele, é possível montar a sua base de seguidores (a exemplo do Twitter) e fazer postagenssem limitações de caracteres. Soma-se a isso ainda a possibilidade de inserir fotos, vídeos e de se utilizar aplicações diversas (de jogos a sistemas bancários) (BRASIL, 2012). Exemplos da utilização do facebook para os serviços das bibliotecas: Criação de Enquetes, Sugestão de novas aquisições, Divulgação de eventos, Videoaula, Bate-papo (chat), Publicação de novas aquisições (GODEIRO; SERAFIM, 2013). ORKUT Funciona através de perfis e comunidades, sua estrutura permite criar aplicativos, conectar-se a vários outros perfis e é um pouco mais restrito do que outras Redes Sociais, porque só os usuários que fazem parte da mesma rede podem visualizar os perfis (RECUERO, 2009) TWITTER O Twitter caracteriza-se por possibilitar o envio de mensagens curtas de forma pública ou direcionada, possibilita também formar uma rede de membros “seguidores” que a partir de suas páginas conseguem visualizar todas as mensagens emitidas (PONTES; SANTOS, 2011). Microblog. No ambiente de bibliotecas é útil para divulgar palestras, serviços de permuta de obras, dicas de leituras ou novas aquisições (ESTABEL; MORO, 2014, p. 131) BLOG Apresenta escrita variada e híbrida que agrega informações em diversas mídias, com sons, imagens, textos, vídeos e links. Os blogs, com seus seguidores, possibilitam o contato entre os internautas, que iniciam discussões ou expressam suas opiniões pelos “comentários” que esta ferramenta disponibiliza. São espaços de leitura, interação e lazer – e fontes de informação excelente, devido ao seu caráter colaborativo, além de divulgarem serviços e ações desenvolvidos pelas instituição e/ou setor (ESTABEL; MORO, 2014, p. 130) DELICIOUS É uma rede social bookmarki, que permite acessar e compartilhar os sites preferidos (antes restritos aos “favoritos” do computador pessoal) de qualquer computador, com possibilidade de inserir tags e descrevê-los. Pode ser usado nas bibliotecas guias de fontes de informação e os usuários também podem acrescentar tags às fontes de informação pré-selecionadas (AGUIAR, 2012). Delicious é uma rede social que permite ao usuário organizar seus websites favoritos e compartilhar com qualquer pessoa. Permite ao usuário classificar e catalogar seus sites favoritos e acessá-los de qualquer local. É possível compartilhar seu bookmarks com amigos e realizar pesquisas sobre quaisquer assuntos (SILVEIRA, 2010). FLICKR É uma rede social de compartilhamento de fotos, introduziu o conceito de compartilhamento e álbum colaborativo. Através dele e de outras ferramentas com as mesmas características, o usuário pode descarregar fotos, criar álbuns temáticos e campos descritivos para posterior recuperação, postar comentários e tags, convidar pessoas para participar da rede e visualizar imagens ou até mesmo deixá-las disponíveis em um grande banco de imagens para acesso coletivo (CURTY, 2008). FOURSQUARE O Foursquare é um aplicativo gratuito que ajuda você e os seus amigos a aproveitarem ao máximo o lugar que estão. Quando estiver fora de casa, use o Foursquare para compartilhar e salvar os lugares que você visitar. Quando quiser ideias sobre o que fazer, forneceremos http://image.slidesharecdn.com/formasdecomunicaonoead-estratgiassncronaseassncronas- 110830164459-phpapp02/95/formas-de-comunicao-no-ead-estratgias-sncronas-e-assncronas-7- 728.jpg?cb=1314723105 http://image.slidesharecdn.com/aularedessociais-101118120359-phpapp01/95/curso-sobre-redes-sociais-por- rebeca-rebs-9-638.jpg?cb=1422649204 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 186 recomendações personalizadas e ofertas com base nos locais que você, seus amigos e pessoas com gostos parecidos visitaram. Nas bibliotecas deve ser usado para o marketing institucional e digital (divulgação do espaço e produtos). (PRADO, 2013). LIBRARYTHING Catálogo social. É uma rede social e um aplicativo de catalogação online para a partilha de livros e catálogos de armazenamento e vários tipos de livro de metadados. Ele é usado por pessoas físicas, autores, as bibliotecas e editoras (REDE..., 2016). MYSPACE O MySpace foi mais uma rede social destronada pelo Facebook, mas que ainda sobrevive. Criada em 2003, a rede trazia funcionalidades básicas deste tipo de serviço, como mensagens, e-mail interno, fóruns e grupos. Chegou a liderar por muitos anos e se manter como uma das mais populares dos Estados Unidos, mas foi também ultrapassada pela rede de Mark Zuckerberg rapidamente (SOUZA, 2014). SKOOB Rede social voltada para os interesses relacionados a livros, autores, editoras e que reúne participantes que apreciam a leitura e querem compartilhar seus interesses literários e fazer novas amizades (ESTABEL; MORO, 2014, p. 131). YOUTUBE Rede exclusivamente focada em vídeos, permitindo que usuários possam fazer uploads (publicação), visualizar e fazer downloads de vídeos de forma gratuita. Atualmente, o Youtube é a maior videoteca existente no mundo, com extratos de filmes e trailers e um sem-número de filmagens pessoais sobre absolutamente todos os temas (BRASIL, 2012). GLOGSTER Cartaz virtual que permite a incorporação de música, foto, vídeo, imagens e texto, com muitos efeitos especiais e animações. Plataforma muito dinâmica, usada também por educadores (ESTABEL; MORO, 2014, p. 130). INSTAGRAM É uma plataforma para compartilhar fotos obtidas especialmente por meio de aparelhos como tablets e telefones celulares. Oferece filtros para melhorar a imagem e a opção de envio para outras redes sociais, como Facebook, Twitter ou Tumblr (ESTABEL; MORO, 2014, p. 131) LINKEDLN Esta rede social reúne pessoas com os mesmos interesses de carreira, gerenciando a identidade profissional de seus membros. Também divulga postos de serviço, cursos e contatos que auxiliam no aprimoramento de áreas de interesse referentes ao trabalho dos participantes. PINTEREST Painel online para “pendurar” fotos, pensamentos e compartilhar o que gosta. PREZI Alternativa às apresentações com slides, como o Power point e os editores virtuais tip Docs/Drive ou Skydrive, o Prezi é uma plataforma online que permite a incorporação de imagens e vídeos do youtube, além de textos. Oferece a opção de dowloands e também roda em aparelhos móveis. Baseia-se em zooms e rotações, recursos que conferem dinamismo e movimento às apresentações e está sempre com novidades, como novas cores e temas. SKOOB Rede social voltada para os interesses relacionados a livros, autores, editoras e que reúne participantes que apreciam a leitura e querem compartilhar seus interesses literários e fazer novas amizades. NING Caracteriza-se por ser uma plataforma que permite que qualquer pessoa crie uma rede social e desenvolva-a de acordo com as suas ideias, necessidades e ambições (PONTES; SANTOS, 2011). Fonte: Godeiro e Serafim (2013) apud Aguiar (2012). APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 187 PORTAIS Portal é um “aplicativo capaz de proporcionar aos usuários um único ponto de acesso a qualquer informação necessária aos negócios, esteja ela dentro ou fora da corporação” (DIAS, 2001, p. 52). os portais de bibliotecas universitárias são entendidos como um conjunto de informações agrupadas com o intuito de oferecer produtos e serviços relacionados à sua comunidade em geral. Nesses portais, encontra-se uma vasta quantidade de benefícios e serviços e, na maioria deles, os serviços são gratuitos e visam a agrupar uma quantidade maior de usuários (LÓPEZ CARREÑO, 2007). SERVIÇOS OFERTADOS EM PORTAIS DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS Renovação, reservas, busca bibliográfica dentre outros, com uma ressalva, os serviços disponibilizados nos portais são feitos em qualquer horário independentemente da sua localidade. PRODUTOS OFERTADOS EM PORTAIS DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS Catálogos on-line; redes de cooperação; desenvolvimento de coleçõesVocê criou uma imagem e quer que a mesma mantenha a característica original, afinal aquilo foi o que você idealizou. Quem a repassar deve a manter sem alterações e citar seu autor. COPYLEFT: se você publica sua imagem sob a licença copyleft, você está permitindo que outros a modifiquem e repassem. Mesmo assim, estes por questão de ética devem citar o autor original. Fonte: (DIFERENÇA…, 2016). APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 15 CREATIVE COMMONS O projeto Creative Commons foi concebido nos Estados Unidos, tendo como objetivo principal fornecer instrumentos legais padronizados para facilitar a circulação e o acesso de obras intelectuais tanto na internet quanto fora dela. O Brasil aderiu à iniciativa pioneiramente, tendo sido o terceiro país a adotar as licenças. (BRANCO; BRITO, 2013). Fonte: (UNIVERSIDADE..., 2014) LICENÇAS CREATIVE COMMONS http://www.juventude.gov.pt/Eventos/Tecnologia/PublishingImages/licencas.JPG APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 16 VANTAGENS DO CREATIVE COMMONS: • Gratuitas, rápidas de gerar e simples de entender; • Globais, com enquadramento legal em mais de 100 países, inclusive no Brasil; • Trabalho contínuo de atualização de especialistas de todo o mundo (última versão, 4.0, enquadrada na jurisdição Brasileira); • Disponíveis em várias línguas inclusive em Português; • Aplicam-se a qualquer objeto suscetível de licenciamento: qualquer criação intelectual do domínio literário, científico e artístico; • Pode licenciar o próprio titular do direito de autor ou do direito conexo do trabalho ou um terceiro autorizado; • O licenciante tem o direito de: reproduzir o trabalho, distribuir o trabalho, apresentar o trabalho ao público, incorporar o trabalho numa ou mais coleções e, opcionalmente, transformar o trabalho para criar um ou mais trabalhos derivados; • Protegem os direitos morais do autor ou do artista; • Apresentam-se em 3 formatos: resumo para leigos, licença jurídica na íntegra e código HTML. As Creative Commons facilitam o Acesso Livre às obras na Internet, o que tem vantagens para autores, público, instituições de ensino e bibliotecas. Ao mesmo tempo que estas licenças promovem o Acesso Livre à informação e ao conhecimento, através da recolha, divulgação e distribuição das obras na Internet, permitem que os autores escolham os direitos que querem partilhar com o público, através das condições de uso estabelecidas por cada licença. (LICENÇAS..., 2016) SUGESTÃO DE VÍDEO PARA MELHOR ENTENDIMENTO DO ASSUNTO: https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=izSOrOmxRgE https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=izSOrOmxRgE APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 17 ISBN, ISSN ISBN O ISBN - International Standard Book Number - é um sistema internacional padronizado que identifica numericamente os livros segundo o título, o autor, o país, a editora, individualizando-os inclusive por edição. Utilizado também para identificar software, seu sistema numérico é convertido em código de barras, o que elimina barreiras linguísticas e facilita a circulação e comercialização das obras. Criado em 1967 e oficializado como norma internacional em 1972, o ISBN - International Standard Book Number - é um sistema que identifica numericamente os livros segundo o título, o autor, o país e a editora, individualizando-os inclusive por edição. O sistema é controlado pela Agência Internacional do ISBN, que orienta e delega poderes às agências nacionais. No Brasil, a Fundação Biblioteca Nacional representa a Agência Brasileira desde 1978, com a função de atribuir o número de identificação aos livros editados no país. A partir de 1º de janeiro de 2007, o ISBN passou de dez para 13 dígitos, com a adoção do prefixo 978. Para diferenciá-los, escreve-se ISBN-10 e ISBN-13. O objetivo foi aumentar a capacidade do sistema, devido ao crescente número de publicações, com suas edições e formatos. Para cumprir a missão de informar e atender aos editores, livreiros, bibliotecas e distribuidores brasileiros, a Fundação Biblioteca Nacional reúne neste novo portal da Agência Brasileira todas as informações referentes ao sistema ISBN no país. O ISBN 13 dígitos é atribuído a qualquer formato de publicação. PUBLICAÇÕES QUE RECEBEM ISBN Agendas com texto de grande predominância de texto e/ou texto e fotografias (muito mais texto/conteúdo do que espaço para anotações, que tem que ser ínfimo, ou seja, quase nenhum); Anais, seminários, encontros....(recebem ISBN para cada volume e recebem ISSN paelo titúlo da série, que permanecerá o mesmo para todas as partes ou volumes da série. Quando um ISBN e um ISSN são atribuídos a mesma publicação, devem estar claramente identificados); Artigos de uma publicação em série específica (não a publicação em série na sua totalidade): quando os artigos individuais forem separadamente disponibilizados por um editor, estes estarão qualificados como publicações e receberá um ISBN; Aulas e cursos em vídeo somente se forem educacionais e comercializados (enviar o material para análise da Agência); APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 18 MAIS INFORMAÇÕES CONSULTE: http://www.isbn.bn.br/website/ Capítulos individuais separados e disponibilizados pelo editor; Catálogos de exposição; com textos explicativos; Diário de bordo vinculado estritamente a projetos educacionais – ensino fundamental Discursos; Guias; Livros em fita cassete, CD, DVD (audiolivros); Livros impressos; Mapas (especificando sua escala); Publicação infanto juvenil (jogos e passatempos que contenham atividades educacionais) (é obrigatório o envio de tais publicações para análise da Agência); Publicações em braille; Publicações eletrônicas, na Internet ou em suportes físicos (fitas lidas por máquinas, disquetes ou em CD Rom) Software educacional ou instrutivo Relatórios (que são públicos) Cópias digitalizadas de publicações impressas; Cadernos, diários, álbum de bebê, livro de bebê. SOMENTE RECEBERÃO ISBN SE CONTER TEXTOS SIGNIFICANTES E EXPLICATIVOS. (é obrigatório o envio de tais publicações para análise da Agência) (norma válida a partir de setembro de 2014) Informamos que em consonância com a Lei do Livro- cap.II - artº IV – será atribuído ISBN para: Álbum para colorir, pintar, recortar ou armar (direcionados a conteúdos educativos e com textos significativos e explicativos) A Agência atribuíra ISBN para tais publicações, porém, serão consideradas efêmeras. http://www.isbn.bn.br/website/ APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 19 ISSN A Rede ISSN (ISSN Network) é uma organização intergovernamental representada por 88 centros nacionais e regionais, em todo o mundo. A Rede foi criada em 1971, com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), e implantada três anos mais tarde para apoiar o controle bibliográfico mundial de publicações seriadas, por meio de um código único, o ISSN (International Standard Serial Number). A Rede ISSN é coordenada pelo Centro Internacional do ISSN, com sede em Paris, e já possui, em todo o mundo, mais de 1 milhão de títulos de publicações seriadas identificadas com esse código. Constitui a mais completa e abrangente fonte de informação sobre publicações seriadas. Desde 1975, o IBICT vem desenvolvendo as funções de Centro Nacional da Rede ISSN. Em 1980, o IBICT se estabeleceu como Centro Brasileiro do ISSN (CBISSN), por meio de acordo firmado entre o Centro Internacional do ISSN e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ao(cadastros e lista de novas aquisições), processamento técnico (catálogo on-line, bases de dados, bibliotecas digital e virtual), atendimento ao público (levantamento bibliográfico, manual para normalização de trabalhos acadêmicos) e dentre outros produtos ofertados pelos portais. (BENINE; ZANAGA, 2009) http://image.slidesharecdn.com/portaisdebibliotecasuniversitriaseosnovoscontextosa-091007084839-phpapp01/95/portais-de-bibliotecas- universitarias-e-os-novos-contextos-de-aprendizagem-uneb-2009-37-728.jpg?cb=1254905423 http://image.slidesharecdn.com/portaisdebibliotecasuniversitriaseosnovoscontextosa-091007084839-phpapp01/95/portais-de-bibliotecas-universitarias-e-os-novos- contextos-de-aprendizagem-uneb-2009-36-728.jpg?cb=1254905423 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 188 PROGRAMAS COOPERATIVOS Cooperação bibliotecária: ações, formais ou informais, realizadas por duas ou mais bibliotecas visando a otimização de seus recursos, produtos e serviços informacionais; cooperação interbibliotecária rede de bibliotecas. (VIEIRA, 2008) COMUTAÇÃO BIBLIOGRÁFICA Serviço de acessibilidade que permite a uma biblioteca ou usuário a obtenção, em outras bibliotecas, de cópias de documentos não existentes em seu acervo. EMPRÉSTIMO INTERBIBLIOTECÁRIO Serviço de acessibilidade que permite a uma biblioteca ou a um usuário a obtenção, através de empréstimo em outras bibliotecas, de documentos não existentes em seu acervo. (RODRIGUES, 2016) Com as facilidades possibilitadas pelas TIC, gestores de vários tipos de bibliotecas, em especial, as universitárias, motivam-se para desenvolver ações cooperativas com vistas à elevação da qualidade de serviços de informação, a baixos custos, elevando a satisfação dos usuários, tais como intercâmbio /compartilhamento de livros, periódicos, preprints, catálogos, listas de publicações, boletins informativos, decisões políticas, eventos, notícias flash etc. (BANDEIRA; CYSNE, 2012) file:///C:/Users/Cliente/Downloads/anexo11-comut.pdf http://image.slidesharecdn.com/redesdeinformaoetransfernciadedados-sistemaembrapadebibliotecas-130926124343-phpapp01/95/sistema- embrapa-de-bibliotecas-21-638.jpg?cb=1380199907 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 189 VANTAGENS DA COOPERAÇÃO Possibilita uma maior racionalização do uso das verbas para aquisição; Aumenta o universo de publicações disponíveis aos usuários; Permite acesso a um volume maior de informações; Promove a otimização da pesquisa científica, ao oferecer subsídios de informação para aquisição e transmissão do conhecimento. Fonte: (AMARAL; BRITO, CALABREZ, 2013) CONCEITOS IMPORTANTES: AQUISIÇÃO PLANIFICADA Os programas de aquisição planificada constituem-se em elementos de infraestrutura imprescindíveis a uma eficiente cooperação interbibliotecária. Como tal, vem sendo desenvolvidos nos diversos sistemas dedicados à transferência da informação, ou estabelecidos, mediante acordos ou convênios, entre instituições da mesma área geográfica ou à mesma especialização, embora desvinculadas administrativamente entre si. (CAVALCANTI, 1978). É composta dos seguintes elementos: Infraestrutura (catálogos, políticas, manuais) Formulários (para padronização das informações) e Bibliotecários (recursos humanos) (AMARAL; BRITO, CALABREZ, 2013). CATÁLOGO COLETIVO NACIONAL DE PERIÓDICOS (CCN) Facilita o acesso à publicações periódicas científicas e técnicas, reunindo informações de centenas de catálogos produzidos pelas principais bibliotecas do país em um único catálogo nacional de acesso público. É coordenado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT (CATÁLOGO..., 2016). CATALOGAÇÃO COOPERATIVA Trabalho realizado por vários serviços de informação e enviado a uma Central, responsável pela normalização e reprodução e distribuição dos registros a uma coletividade. Catalogação compartilhada (share cataloging) (MODESTO, 2007). COMUT Auxilia os usuários na localização e busca do material bibliográfico não disponível no acervo e possibilita a solicitação de cópias de artigos publicados em periódicos técnico-científicos existentes em bibliotecas de todo o país. Funciona como uma rede, cujas bibliotecas-base constituem os elementos de sustentação da rede, são as instituições com acervo mais adequado para o atendimento de demandas em uma ou mais áreas de assunto e com infraestrutura de instalações, equipamentos para reprodução de documentos e pessoal (AMARAL; BRITO, CALABREZ, 2013; CAMPELO, 1986). http://image.slidesharecdn.com/unidadeiibndl-120112083150-phpapp02/95/depsito-legal-12-728.jpg?cb=1326357364 http://image.slidesharecdn.com/unidadeiibndl-120112083150-phpapp02/95/depsito-legal-12-728.jpg?cb=1326357364 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 190 POR EXEMPLOS DE SERVIÇOS COOPERATIVOS http://image.slidesharecdn.com/introduoacbu-120112081916-phpapp02/95/introduo-a-cbu-24-728.jpg?cb=1326356631 http://image.slidesharecdn.com/introduoacbu-120112081916-phpapp02/95/introduo-a-cbu-26-728.jpg?cb=1326356631 http://image.slidesharecdn.com/catalogao-cooperativa-parte-2-atualidade-1205956373814768-3/95/catalogao-cooperativa-parte-2-atualidade-18- 728.jpg?cb=1205927574 http://image.slidesharecdn.com/introduoacbu-120112081916-phpapp02/95/introduo-a-cbu-24-728.jpg?cb=1326356631 http://image.slidesharecdn.com/introduoacbu-120112081916-phpapp02/95/introduo-a-cbu-26-728.jpg?cb=1326356631 http://image.slidesharecdn.com/catalogao-cooperativa-parte-2-atualidade-1205956373814768-3/95/catalogao-cooperativa-parte-2-atualidade-18-728.jpg?cb=1205927574 http://image.slidesharecdn.com/catalogao-cooperativa-parte-2-atualidade-1205956373814768-3/95/catalogao-cooperativa-parte-2-atualidade-18-728.jpg?cb=1205927574 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 191 http://image.slidesharecdn.com/apresentacaoportalcapes01-130206091400-phpapp01/95/apresentacao-portal-capes-01-3- 638.jpg?cb=1360142075 EXEMPLOS DE PROGRAMAS COOPERATIVOS Rede ANTARES BIREME Sistema de Informação Especializado na área de Odontologia (SIEO) Bibliografia Brasileira de Odontologia (BBO) Programa de Informação e Comunicação para Ciência e Tecnologia (PROSSIGA) Scientific Electronic Library Online (SciELO) Programa Biblioteca Eletrônica (PROBE)/FAPESP USP, UNESP, UNICAMP, UNIFESP/ BIREME e UFSCar. Portal.periódicos da CAPES (Portal Brasileiro de Informação Científica) Consórcio de Periódicos Eletrônicos (COPERE) Coordenado pelo SENAC, formada pelo consórcio SENAC/PUCCAMPINAS,UNISANTOS, NAERP, Universidade São Camilo e Universidade São Francisco Sistemas de Bibliotecas Acadêmicas, Fundação Biblioteca Nacional (FNB) e IBICT (Bibliotecas Digitais) Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD) Sistema cooperativo abrangente, operando integralmente na Internet, com vistas a criar mecanismos de acesso livre à informação científica, para uso da comunidade brasileira em C&T. Portal Domínio Público Biblioteca Virtual, do Centro de Documentação e Informação/FAPESP Fonte: (KRZYZANOWSKI, 2007) http://image.slidesharecdn.com/ibictcinform2013-130820130006-phpapp01/95/acesso- incluso-preservao-ibict-cinform-2013-3- 638.jpg?cb=1377003802638.jpg?cb=1377003802 http://image.slidesharecdn.com/ibictcinform2013-130820130006-phpapp01/95/acesso-incluso-preservao-ibict-cinform-2013-19- 638.jpg?cb=1377003802 http://image.slidesharecdn.com/ibictcinform2013-130820130006-phpapp01/95/acesso-incluso-preservao-ibict-cinform-2013-19- http://image.slidesharecdn.com/ibictcinform2013-130820130006-phpapp01/95/acesso-incluso-preservao-ibict-cinform-2013-19- APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 192 RSS CONCEITOS: O RSS é um conjunto de especificações voltadas para a agregação e distribuição de conteúdos da web, que facilita o processo de consulta e partilha de informação proveniente de diversas fontes de informação, periodicamente sujeitas a alterações ou atualizações, gerando uma economia de tempo com a leitura de informações de diversos sítios em um único ambiente e a possibilidade de agregar somente aquelas informações que pertencem à área de interesse da pessoa. (CUNHA; EIRÃO, 2012) RSS: é um serviço na web, semelhante às chamadas de notícias, que contém o título, um pequeno texto e o link para a página principal, ou seja, permite que o usuário receba as últimas atualizações de vários sites, sem precisar se dirigir a cada um deles, possibilitando também que vários sites, ou pelo menos as atualizações deles, possam ser vistos em uma única página. (VILLALOBOS; SILVA, 2010) O RSS trata-se de um formato estrutural que auxilia os usuários a agregarem informações de muitas origens diferentes na web, proporcionando a divulgação de publicações provenientes da Internet. Qualquer dado na Internet pode se tornar um feed RSS, por exemplo, uma notícia de jornal, um artigo científico etc. Algumas vantagens do uso do RSS são: a informação mais atual de um feed RSS está sempre disponível; ele permite que as informações sejam capturadas por programas leitores; seus assinantes não precisam usar sua caixa de e- mail para acessar as informações; ele é gratuito; e trata-se de um protocolo de conteúdo estruturado e reusável. (ROCHA; BEZERRA, 2010, p. 91) http://image.slidesharecdn.com/rssapresentao4-130121063943-phpapp02/95/ferramenta-rss-8-638.jpg?cb=1358750451 COM O RSS AO INVÉS DA PESSOA PROCURAR PELA INFORMAÇÃO, É A INFORMAÇÃO QUE SEGUE O INDIVÍDUO. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 193 http://cendon.eci.ufmg.br/documentos/RSS%20em%20Bibliotecas.pdf USUÁRIO E TECNOLOGIA RSS Fonte: (EIRÃO, 2011) VANTAGENS DO USO DO RSS: A informação mais atual de um feed RSS está sempre disponível; Ele permite que as informações sejam capturadas por programas leitores; Seus assinantes não precisam usar sua caixa de e-mail para acessar as informações; Ele é gratuito; Trata-se de um protocolo de conteúdo estruturado e reusável. Fonte: (ROCHA; BEZERRA, 2010) APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 194 REFERÊNCIAS A CATALOGAÇÃO. [S.n.]: [S.l.], [200-?]. Material de aula. ABNT 14724:2011. Trabalhos acadêmicos: apresentação. ABNT 6023:2002. Referências: elaboração. ABNT 10520:2002. Citações em documentos: apresentação. ABNT 6024:2003. Numeração progressiva das seções de um documento escrito: apresentação. ABNT 6028:2003. Resumos: apresentação. ABNT 6027:2013. Sumário: apresentação. ACCART, J. P. 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Elaboração de uma política de desenvolvimento de coleções em bibliotecas universitárias. Rio de Janeiro: Interciência; Niterói: Intertexto, 2006.qual era vinculado à época. Assim, o IBICT passou a ser o único membro no Brasil responsável pela atribuição do código ISSN junto aos usuários em geral e editores em particular. O ISSN (International Standard Serial Number), sigla em inglês para Número Internacional Normalizado para Publicações Seriadas, é o código aceito internacionalmente para individualizar o título de uma publicação seriada. Esse número se torna único e exclusivo do título da publicação ao qual foi atribuído, e seu uso é padronizado pela ISO 3297 (International Standards Organization). Por ser um código único, o ISSN identifica o título de uma publicação seriada durante todo o seu ciclo de existência (fase de lançamento, circulação e encerramento da revista), seja qual for o idioma ou suporte físico utilizado (impresso, online, CD-ROM e demais mídias). O ISSN é composto por oito dígitos distribuídos em dois grupos de quatro dígitos cada, ligados por hífen e precedido sempre por um espaço e a sigla ISSN. Exemplo: ISSN 1018-4783 O uso do ISSN não é obrigatório, entretanto como único identificador de padrão internacional, confere vantagens ao editor uma vez que ele possibilita rapidez, produtividade, qualidade e precisão na identificação e controle da publicação seriada nas etapas da cadeia produtiva editorial. Entre as editoras, por exemplo, seu uso facilita a identificação rápida e precisa de suas publicações, o que possibilita uma verificação eficaz e simples no intercâmbio eletrônico de informações. Para livrarias, distribuidoras, agências de assinaturas, varejo automatizado, bancas de jornal, o uso do ISSN agiliza a administração dos serviços de vendas e controle de estoque desses estabelecimentos. Para os serviços institucionais, como Depósito Legal, bases de dados e bibliotecas, a aplicação do ISSN auxilia no controle da produção editorial do país, promove a identificação de títulos, a recuperação e transmissão de dados, além de melhorar a organização de acervos, os empréstimos entre bibliotecas, os APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 20 serviços de indexação e resumos, os serviços de aquisição bibliográficos e a comutação bibliográfica. Nos catálogos coletivos nacionais e regionais, o ISSN facilita as operações de identificação, localização de títulos, transferência de dados e fusão de acervos. COMO E ONDE SOLICITAR O ISSN O ISSN será atribuído mediante solicitação e envio da documentação necessária ao Centro Brasileiro do ISSN, juntamente com o comprovante do pagamento da taxa Administrativa correspondente. Toda solicitação de ISSN deverá vir acompanhada do Formulário de solicitação do código ISSN devidamente preenchido; da documentação solicitada conforme o tipo de publicação (impressa, CD-ROM, on-line); da cópia do comprovante das taxas administrativas - pagamento (GRU). ATRIBUIÇÃO DO ISSN Ao solicitar o ISSN ao Centro Brasileiro do ISSN é importante observar: Um ISSN é intransferível, ou seja, ele nunca pode ser utilizado por outro título, sendo exclusivo do título ao qual foi atribuído; Qualquer mudança no título do periódico deve ser informada ao Centro Brasileiro do ISSN (CBISSN), que irá avaliar a necessidade ou não de atribuição de novo ISSN ao periódico; Títulos editados em diferentes suportes físicos deverão ter seu próprio ISSN, ou seja, uma ISSN para cada formato; Caso a publicação seja editada em diferentes idiomas, cada uma delas deverá ter seu próprio ISSN (excetuando-se as publicações multilíngues); Para publicação online em diferentes idiomas, que utilizam a mesma URL, será atribuído um único ISSN. O ISSN é atribuído também a Anais de Congressos, Seminários, Encontros etc., mas nunca é atribuído a páginas ou a outras peças promocionais de eventos mesmo que sejam eventos científicos. Neste caso, um único ISSN será atribuído a todas as edições desde que não haja alteração no título ou no tipo de suporte físico. Mudança na numeração do evento não é considerada alteração de título, não sendo necessária a atribuição de novo ISSN; Folders, cartazes, hotsites e blogs de Anais de Congressos, Seminários e Encontros não recebem ISSN; Quando uma publicação com o mesmo título é editada em diferentes formatos (meios físicos), cada uma deverá receber um numero de ISSN próprio – um novo ISSN. No entanto, o mesmo ISSN deverá ser utilizado para diferentes formatos de arquivo (ASCII, PostScript, Hipertexto, PDF) da mesma publicação online; APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 21 Publicação que traz em seu exemplar múltiplas formas físicas, como por exemplo: uma publicação impressa acompanhada de CD-ROM e/ou gravação de vídeo, um único ISSN será atribuído à publicação. IMPORTANTE: NÃO SERÁ ATRIBUÍDO ISSN: Para Web sites comerciais, páginas pessoais na web, páginas da Web que contenham apenas links para outras URLs; Para publicações em PDF, cuja página (URL), seja disponibilizada com a extensão PDF. Para folders, cartazes, hotsites e blogs. TRANSFERÊNCIA DE TITULARIDADE: No caso de transferência de titularidade isto é, mudança da editora ou do autor coorporativo, o CBISSN deverá ser informado por meio de correspondência devidamente assinada por ambas às partes e com assinaturas autenticadas em cartório (modelo). DIREITOS AUTORAIS: Não existe nenhum vínculo e nenhuma garantia de direito autoral atrelada ao ato de atribuição do código ISSN ou no seu uso associado com a publicação que ele representa. http://www.ibict.br/informacao-para-ciencia-tecnologia-e-inovacao%20/centro-brasileiro-do-issn/atribuicao-do-issn-1 Fonte: http://images.slideplayer.com.br/1/338108/slides/slide_7.jpg http://www.ibict.br/informacao-para-ciencia-tecnologia-e-inovacao%20/centro-brasileiro-do-issn/atribuicao-do-issn-1/resolveuid/99ffecda18b268143a8614ce57fae6d5 http://www.ibict.br/informacao-para-ciencia-tecnologia-e-inovacao%20/centro-brasileiro-do-issn/atribuicao-do-issn-1/resolveuid/99ffecda18b268143a8614ce57fae6d5 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 22 DOI Fonte: http://www.fc.ul.pt/pt/pagina/3720/issn-isbn-e-doi O DOI (Digital Object Identifier) é um padrão para identificação de documentos em redes de computadores, como a Internet. Atualmente, cresce a preocupação com a segurança de objetos digitais na Internet. Por isso, foi criado o DOI (Digital Object Identifier), um sistema para localizar e acessar materiais na web – especialmente, publicações em periódicos e obras protegidas por copyright, muitas das quais localizadas em bibliotecas virtuais. O DOI representa um sistema de identificação numérico para conteúdo digital, como livros, artigos eletrônicos e documentos em geral. Foi desenvolvido recentemente pela Associação de Publicadores Americanos (AAP) com a finalidade de autenticar a base administrativa de conteúdo digital. É concebido como um número, mas não tem um sistema de codificação pré-definido e também não traduz ou analisa esta numeração. O DOI atribui um número único e exclusivo a todo e qualquer material publicado (textos, imagens, etc). Este número de identificação da obra é composto por duas sequências: (1) um prefixo (ou raiz) que identifica o publicador do documento; (2) um sufixo determinado pelo responsável pela publicação do documento. Por exemplo: 11.1111.1 / ISBN (ou ISSN) O prefixo/raiz DOI é nomeado pela IDF (International DOI Foundation), que garante que cada raiz é única. Os livros ou artigos publicados em periódicos, por exemplo, provavelmente utilizarão como sufixo o número que já consta do ISBN ou ISSN. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 23 GESTÃO EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO: GESTÃO DA INFORMAÇÃO (GI): CONCEITOS “Temo objetivo de garantir que a informação seja gerenciada como um recurso indispensável e valioso e que esteja alinhada com a missão e os objetivos do serviço de informação” (DUARTE; SILVA; COSTA, 2007). Seu principal objetivo é, portanto, “identificar e potencializar os recursos informacionais de uma organização e sua capacidade de informação ensiná-la a aprender e adaptar-se às mudanças ambientais” (TARAPANOFF, 2001, p.44). Dias e Beluzzo (2003) citam que a GI deve contemplar o processo de fluxo, aquisição, processamento, armazenamento, disseminação e utilização da informação. Choo (2003, p. 404) propôs o “MODELO PROCESSUAL DE ADMINISTRAÇÃO DA INFORMAÇÃO”, o qual converge para a GI e possui seis processos a seguir: 1) identificação das necessidades de informação; 2) aquisição da informação; 3) organização e armazenamento da informação; 4) desenvolvimento de produtos e serviços de informação; 5) distribuição da informação e 6) uso da informação. A GI é definida por Davenport (1998, p.173, grifo meu) como “um conjunto estruturado de atividades que incluem o modo como as empresas obtêm, distribuem e usam a informação e o conhecimento”. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 24 GESTÃO DO CONHECIMENTO Fonte: https://tibaudotorg.files.wordpress.com/2011/08/cvco.jpg GESTÃO DO CONHECIMENTO (GC): CONCEITOS Gestão integrada com foco nos fluxos informais, que objetiva desenvolver nas pessoas competências essenciais voltadas ao compartilhamento e a socialização do conhecimento, visando a troca e, portanto a construção de novos conhecimentos. Visa também a aplicação sistemática de métodos e técnicas que propiciem aos sujeitos organizacionais aprenderem a transformar o conhecimento tácito em conhecimento explícito. (VALENTIM, 2008) Terra (2005) conceitua GC como a destinação de recursos e a adoção de técnicas gerenciais na geração, disseminação e administração de conhecimentos estratégicos, com o objetivo de gerar resultados econômicos para a empresa e benefícios para todos os públicos que têm interesses diretos ou indiretos na organização. Mattera (2014) define a GC como um processo de gestão, que agrega metodologias e ferramentas, a fim de desenvolver ambientes de aprendizagem e compartilhamento de informações que promovam maior eficiência organizacional, tendo como resultante a ampliação da capacidade competitiva das organizações. (...) A GC oferece à organização um conjunto de metodologias, práticas e ferramentas para o aperfeiçoamento da sua gestão, visando à excelência empresarial, por meio da aplicação efetiva dos conhecimentos organizacionais, promovendo a melhoria continua e a inovação dos seus processos. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 25 Fonte: http://image.slidesharecdn.com/lipa-km-gestodoconhecimento-completo-2011-04-26-110426191532-phpapp01/95/introduo-conceitos- gerais-e-reflexes-sobre-a-sua-implementao-gesto-do-conhecimento-knowledge-management-12-728.jpg?cb=1332473554 OUTRAS DEFINIÇÕES A RESPEITO DA GC: CONHECIMENTO TÁCITO OU PESSOAL: “é aquele obtido através da prática. Ele é difícil de ser articulado na linguagem formal, formulado e comunicado. (...) O conhecimento tácito envolve fatores intangíveis como, por exemplo, perspectivas e sistemas de valor do ser humano. Encontra-se enraizado nesses valores, nas ações, nas experiências e nas emoções. Também possui uma importante dimensão cognitiva (esquemas, modelos mentais, crenças e percepções), que molda a forma como o mundo é percebido. Subjetividade e intuição são características desse conhecimento” (FIALHO et al., 2006). “É pessoal, específico ao contexto e, portanto, é difícil de ser formulado, o que dificulta a sua transmissão, registro e compartilhamento. Adquirido sobretudo pela experiência, inclui elementos cognitivos (os modelos mentais) e técnicos (que incluem know-how, técnicas e habilidades), de natureza subjetiva e intuitiva” (MATTERA, 2014). CONHECIMENTO EXPLÍCITO OU CODIFICADO: O conhecimento explícito é o modo dominante do conhecimento na filosofia ocidental. É o conhecimento da racionalidade que envolve o conhecimento de fatos e é adquirido principalmente pela informação. Pode ser articulado na linguagem formal e sistemática, em afirmações gramaticais, expressões matemáticas, especificações, manuais etc. (FIALHO et al., 2006). Refere-se ao que pode ser transmitido em linguagem formal e sistemática, e por isso, é facilmente comunicado e compartilhado. É aquele que as organizações conseguem armazenar. (MATTERA, 2014). APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 26 MODELO DE GC PROPOSTO POR NONAKA E TAKEUCHI (1997) Fonte: https://neigrando.files.wordpress.com/2010/03/espiral_do_conhecimento.png RELAÇÕES ENTRE GI E GC A gestão da informação e a gestão do conhecimento são modelos de gestão complementares, pois, enquanto a gestão da informação atua diretamente junto aos fluxos formais, isto é, o que está explicitado, a gestão do conhecimento atua diretamente junto aos fluxos informais, isto é, o que não está explicitado (VALENTIM, 2007). http://www.scielo.org.co/img/revistas/rib/v35n2/v35n2a04f2.jpg http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/viewFile/838/688/2381 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 27 PLANEJAMENTO, ORGANIZAÇÃO, GERENCIAMENTO E AVALIAÇÃO DE BIBLIOTECAS, REDES E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO FUNÇÕES DO PROCESSO GERENCIAL/ADMINISTRATIVO (MACIEL; MENDONÇA, 2006; CHIAVENATO, 2004) Fonte: http://images.slideplayer.com.br/3/1241048/slides/slide_31.jpg FUNÇÕES GERENCIAIS SEGUNDO MACIEL E MENDONÇA (2006) PLANEJAMENTO ORGANIZAÇÃO DIREÇÃO OU COMANDO CONTROLE Consiste em preparar cada ação, ou organizar adequadamente um conjunto de ações interdependentes. (...) Também é acompanhar a ação e não improvisar na solução de problemas que surgem quando as decisões se mostram erradas. (...) Planejar consiste, portanto, em preparar e organizar bem a ação necessária ao alcance dos objetivos fixados, somado ao seu acompanhamento e revisão para confirmar ou corrigir Função que se propõe estabelecer a necessária ESTRUTURA ORGANIZACIONAL para o funcionamento de uma empresa, assim como a determinação dos recursos necessários ao empreendimento, definindo hierarquia e desempenho. É portanto baseada na função de planejar, e antecede a de dirigir e avaliar. Nesta etapa que se define os gráficos organizacionais (organogramas, Função responsável por implementar os planos e acompanha-los na sua execução. Faz o gerenciamento da organização, à medida que se executam os planos, programas e projetos, procurando convertê-los em resultados. Envolve a adoção de políticas e estratégias que subsidiarão diretrizes para o alcance das metas. Nessa função aparece a figura do líder. É muito importante a supervisão das atividades, Destina-se a verificar se os resultados planejados estão sendo alcançados através das operações executadas. Permite adotar ações corretivas visando corrigir os desvios detectados durante o processo de avaliação. Visa aferir o desempenho do grupo, ou de uma determinada função ou serviço, ou mesmo de uma única tarefa ou funcionário. Exemplos de decisões nessa função: Alterar fluxos, rotinas de APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 28o que foi decidido anteriormente. Desdobra-se em três dimensões: preparo do plano de trabalho, acompanhamento das ações programadas e revisão crítica dos resultados obtidos. funcionogramas, fluxogramas etc). para que então possam ser acompanhadas e avaliadas na correção dos eventuais desvios. trabalho que não estejam se mostrando eficazes; Propor mudanças na estrutura organizacional; Alterar planos, programas ou projetos, quando mudanças de políticas, estratégias ou ações não sejam eficazes; Avaliação de recursos materiais, humanos e orçamentários. Alterar objetivos ou metas. Mintzberg (1977, apud MACIEL, 2016) apresenta 3 (três) categorias básicas para os papéis gerenciais: PAPÉIS INTERPESSOAIS Decorrem do status e autoridade inerente aos cargos administrativos, são, em grande parte, de natureza social e legal, implicando no relacionamento do gerente com representantes da organização, com os subordinados e com indivíduos ou grupos externos à organização. PAPÉIS INFORMACIONAIS Estão diretamente ligados às informações recebidas pelos gerentes, com a finalidade de se inteirar do que acontece na organização, e posteriormente transmitidas aos subordinados ou quando se torna o porta-voz da unidade/organização, falando em seu nome. PAPÉIS DECISÓRIOS Relacionam-se às tarefas de tomar decisões, seja através das atividades de planejamento, solucionador de problemas, alocador de recursos, negociador, dentre outras. As organizações possuem 3 níveis de decisão: Estratégico, Tático e Operacional: http://www.treasy.com.br/wp-content/uploads/2015/10/planejamento-estrat%C3%A9gico-t%C3%A1tico-e-operacional-02.png APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 29 O gestor da biblioteca está no nível estratégico, que é o de decisão na organização. PLANEJAMENTO Fonte: http://www.viveresaber.com.br/vs/images/stories/plano_12345.png PLANEJAMENTO SEGUNDO ALMEIDA (2005) “O planejamento não é um acontecimento, mas um processo contínuo, permanente e dinâmico, que fixa objetivos, define linhas de ação, detalha as etapas para atingi-los e prevê os recursos necessários à consecução desses objetivos. É o oposto da improvisação”. VANTAGENS DO PLANEJAMENTO: O planejamento faz acontecer Reduz riscos, ao mesmo tempo em que tira proveito das oportunidades; Compensa incertezas e mudanças. Opera economicamente, pois: • reduz custos, pela ênfase em operações eficientes e compatíveis com as condições existentes; • substitui atividades fragmentárias e não coordenadas por um esforço de grupo; • substitui o fluxo desigual de trabalho por um fluxo uniforme; • substitui julgamentos bruscos e irrefletidos por decisões premeditadas; • traz segurança e favorece a produtividade; • faz o tempo trabalhar a seu favor; • possibilita o monitoramento das ações. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO (PE): CONCEITOS Para Barbalho e Beraquet (1995) o PE é a utilização eficaz dos meios disponíveis Barbalho (1997) entende o PE como “o processo utilizado para o estabelecimento de “É um processo de formulação de estratégias “É o processo contínuo de, sistematicamente e com o maior http://www.viveresaber.com.br/vs/images/stories/plano_12345.png APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 30 na organização para exploração de condições favoráveis existentes no meio- ambiente externo e interno. Enquanto metodologia de pensamento participativo. Inicia-se com o envolvimento da alta administração e gerentes de setores, estendendo-se posteriormente a todas as áreas da organização. É essencial a completa interação das pessoas envolvidas no processo de formulação e implantação do mesmo. É importante também levar em conta a cultura da organização, entendendo-se esta, por aqueles valores, crenças básicas, hábitos e padrões de comportamento que são aceitos e compartilhados por membros da organização. objetivos alinhados com as políticas, metas e princípios, bem como os fatores de relevância ao meio-ambiente organizacional, levando-se em conta o meio externo. Isto implica em uma constante disposição pró-ativa, analisando as tendências do macroambiente utilizando, em ocasião oportuna, as suas vantagens e os possíveis impactos para a Unidade de Informação, buscando a constante melhoria institucional”. organizacionais, no qual se busca a inserção da organização e de sua missão no ambiente em que ela esta atuando” (CHIAVENATO; SAPIRO, 2003, p.39). conhecimento possível do futuro contido, tomar decisões atuais que envolvem riscos; organizar sistematicamente as atividades necessárias à execução dessas decisões e, através de uma retroalimentação organizada e sistemática, medir o resultado dessas decisões em confronto com as expectativas alimentadas” (DRUCKER, 1984, p.133-136). PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO: ETAPAS Fonte: http://www.amdjus.com.br/doutrina/imagem/sebrae/Etapas%20Planejamento%20Estrategico_(2_2_)600.jpg APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 31 Fonte: www.greatgroup.com.br/wp-content/uploads/2013/07/Infografico2.jpg MATRIZ SWOT – ANÁLISE DE RISCOS Segundo Maciel e Mendonça (2006), “a análise do ambiente externo ou macroambiente implica conhecimento e monitoramento das potencialidades, tendências e forças do mercado no qual a biblioteca está inserida, identificando as oportunidades e ameaças com as quais ela pode vir a se defrontar”. Para Barbalho e Beraquet (1995) as OPORTUNIDADES são as forças externas que favorecem e interagem positivamente com a unidade de informação. Seu conhecimento prévio permite a canalização de Fonte: http://nossacausa.com/wp-content/uploads/2014/07/matriz_SWOT.png Fonte: http://2.bp.blogspot.com/-aEcwF1-T2Ss/Up50JJjxsGI/AAAAAAAAMnM/Kq5_ExRWffw/s1600/como- fazer-uma-analise-swot-ou-analise-fofa-coaching-online.png http://www.greatgroup.com.br/wp-content/uploads/2013/07/Infografico2.jpg APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 32 recursos e de esforços em proveito da biblioteca. Já as AMEAÇAS são forças externas que podem ser consideradas lesivas à biblioteca, impedindo o seu crescimento ou manutenção. As ameaças devem ser diagnosticadas antes que avance o processo de planejamento podendo ser conhecidas através da análise das tendências econômicas, políticas e sociais identificadas no contexto. A análise ambiental no plano interno (pontos fortes e fracos) consiste numa avaliação minuciosa de desempenho da própria biblioteca, observando-se os fatores que contribuem positivamente para o alcance da sua eficácia e os entraves que a impedem (MACIEL; MENDONÇA, 2006). Segundo Barbalho e Beraquet (1995) a determinação dos pontos fracos, implica no reconhecimento das atividades que apresentam falhas estruturais e constantes reclamações por parte dos usuários. Já os pontos fortes são detectados através do conhecimento das atividades que a biblioteca melhor realiza e pelo reconhecimento dos suportes de todas as ordens que os viabilizam (MACIEL; MENDONÇA, 2006). FATORES A SEREM CONSIDERADOS NA GESTÃO DE BIBLIOTECAS/UNIDADES INFORMACIONAIS (VIEIRA, 2014). VERBAS RECURSOS HUMANOS RECURSOS MATERIAIS POLÍTICA DE FUNCIONAMENTO PÚBLICO Públicas (federal ou municipal) Pessoal, cargos, auxiliares etc Acervos, materiais, local etc Horário, normas, serviços, etc Tipo de usuários APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 33 PRODUTOS E SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO: PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO. QUALIDADEEM SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO DIFERENÇAS EXISTENTES ENTRE A BUSCA DA QUALIDADE DE UM SERVIÇO E DE UM PRODUTO Fonte: Vergueiro (2002) Apesar das diferenças existe uma característica comum entre os dois: tanto o produto quanto o serviço devem buscar atender ao maior número de necessidades de seus usuários, para satisfazê-lo o máximo possível. (MORO, ESTABEL, BEHR, 2014). Quando tratamos da qualidade de um serviço de informação, o primeiro aspecto a ser considerado é que o prestador entregará ao seu usuário informação, ou seja, esse prestador deve ter as competências necessárias para manipular e acessar esse objeto de interesse dos usuários. Mas é essencial falarmos que a qualidade percebida pelo usuário estará especialmente centrada no fato de estar sendo prestado um serviço, e isso remete a algumas premissas. A disponibilidade, a apresentação pessoal e a clareza de comunicação são essenciais para a avaliação da qualidade de um serviço por parte do usuário. (MORO, ESTABEL, BEHR, 2014). APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 34 AVALIAÇÃO EM BIBLIOTECAS E SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO “Avaliar é atribuir valor, julgar mérito e relevância e medir o grau de eficiência e eficácia e o impacto causado pelas ações de determinada organização ou pela implementação de políticas, programas e projetos de informação”. A PRINCIPAL função da avaliação é produzir conhecimentos relativos à unidade de informação, à organização em que esta se situa e a seu ambiente, para servir de subsídio ao planejamento tanto na fase de elaboração do plano, programa ou projeto, quanto na fase de implementação das ações. A avaliação possibilita a escolha certa, ou seja, a correta definição dos objetivos no momento da concepção do plano. A avaliação é uma ferramenta que auxilia o bibliotecário a alcançar eficácia e eficiência organizacionais e a desenvolver estratégias para melhorar a eficácia e a eficiência do acervo e dos serviços e produtos. ALMEIDA (2005) As práticas de avaliação e correção contínua de desempenho são inspiradas no método de gestão de melhoria contínua dos processos: o Ciclo PDCA Fonte: http://www.segurancadotrabalhoacz.com.br/wp-content/uploads/2014/10/ciclo-pdca-730x400.png Segundo Moro, Estabel e Behr (2014, p. 63) cada fase possui uma razão específica, porém não tem tempo certo para acontecer. Assim, o foco do gestor deve estar em garantir que cada fase seja bem feita, sem se preocupar tanto com velocidade de sua execução. FERRAMENTAS DA QUALIDADE São técnicas que utilizamos com a finalidade de mensurar, definir, analisar e propor soluções para os problemas que interferem no bom desempenho dos processos de trabalho. Elas permitem o maior controle dos processos ou melhorias na tomada de decisões. Fonte: http://www.apostilasdaqualidade.com.br/o-que-sao-as-ferramentas-da-qualidade/#ixzz3zXmzh8c2 A SEGUIR APRESENTO OS 7 TIPOS DE FERRAMENTAS DE QUALIDADE http://www.apostilasdaqualidade.com.br/o-que-sao-as-ferramentas-da-qualidade/#ixzz3zXmzh8c2 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 35 http://4.bp.blogspot.com/-8erCnvs0zjA/UlTChEKiCLI/AAAAAAAAXiI/G5qHlXHEGIA/s1600/ferramentas+da+qualidade.PNG MARKETING E QUALIDADE TOTAL. Fonte: http://1.bp.blogspot.com/-aFdhRd0mtsM/To86KgHlqzI/AAAAAAAAAAk/bdGMLMhJQkQ/s1600/blog.bmp APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 36 MARKETING E QUALIDADE TOTAL CONCEITOS Marketing é a área do conhecimento que engloba todas as atividades concernentes às relações de troca, orientadas para a satisfação dos desejos e das necessidades dos consumidores. Tais necessidades e desejos são satisfeitos mediante a compra de produtos e serviços. Por sua vez essa compra pode ser impulsionada por uma necessidade fisiológica, como alimentação, abrigo, frio ou ainda psicológica, como status, segurança, diversão, etc. (MORO, ESTABEL, BEHR, 2014) Para Kotler (2001) “Marketing é atividade humana dirigida para satisfazer necessidades e desejos por meio de troca”. Kotler e Andreasen (1996) também definem marketing como “uma atividade que identifica as necessidades e os desejos dos clientes, de uma organização e determina qual o seu melhor alvo de mercado e os produtos, serviços e programas apropriados para servir esse mesmo mercado”. “Ou seja, qualquer organização que atue no mercado precisa estar atenta às necessidades dos seus usuários reais e potenciais, ajustando-se a si e aos seus produtos em função dessas necessidades de modo a assegurar a sua satisfação” (ESTABEL; MORO, 2014). Marketing em bibliotecas é definido por Vieira (2014, p.203) “como o conjunto de esforços centrados na promoção eficiente da satisfação de usuários que necessitam e utilizam produtos e serviços de informação”. O marketing em unidades de informação pode ser entendido como uma filosofia de gestão administrativa na qual todos os esforços convergem em promover, com a máxima eficiência possível, a satisfação de quem precisa e de quem utiliza produtos e serviços de informação. É o ato de intercâmbio de bens e satisfação de necessidades. (OTTONI, 1995) Marketing pode ser visto como um processo gerencial, valorizando as trocas voluntárias de valores para garantir a sobrevivência das organizações, sendo entendido como uma combinação de técnicas, cuja aplicação visa ao perfeito processo de troca, beneficiando todos os elementos que nela interagem. O marketing permitirá que, na relação de troca, a necessidade não satisfeita de uma das partes seja atendida pelas condições oferecidas pela outra parte, mediante uma negociação estabelecida entre elas. Da dimensão filosófica da conceituação adotada dependerá o tipo de orientação de uma organização. (AMARAL, 1996) KOTLER, Philip. Administração de Marketing. 10. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2000. RESUMO DOS PRINCIPAIS CONCEITOS: Disponível em: http://www.sintracoopsc.com.br/wp-content/uploads/2009/03/PDF-Marketing-Kotler-2000.pdf http://www.sintracoopsc.com.br/wp-content/uploads/2009/03/PDF-Marketing-Kotler-2000.pdf http://www.sintracoopsc.com.br/wp-content/uploads/2009/03/PDF-Marketing-Kotler-2000.pdf APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 37 Otoni (1995) especifica os itens que devem fazer parte de uma estratégia de marketing básico, são eles: A entidade mantenedora da unidade de informação; A unidade de informação; Análise e segmentação de mercado; Monitoramento dos concorrentes; Análise ambiental; Análise do cliente; Planejamento de produtos; Composição dos serviços; Produtos versus serviços. Ler o artigo na íntegra, pois ele detalha cada item da estratégia de marketing citada anteriormente. OUTRAS DEFINIÇÕES IMPORTANTES: COMPOSTO DE MARKETING ou MARKETING MIX: combinação de elementos variáveis que compõem às atividades de marketing. É composto pelos 4Ps: PRODUTO, PREÇO, PROMOÇÃO e PRAÇA ou PONTO DE VENDA http://www.universoblogueiro.com/wp-content/uploads/2015/05/4Ps.png PROMOÇÃO é uma atividade de marketing referente à comunicação com o propósito de fazer conhecer e efetivar o uso ou adoção de um produto, idéia, comportamento ou serviço. (AMARAL, 2008) SEGMENTAÇÃO DE MERCADO: é o estudo de grupos de clientes com características semelhantes ou relacionadas, que têm necessidades e desejos comuns e que responderão a motivações idênticas e que usarão os mesmos produtos e serviços para satisfazer às suas necessidades(MCKAY 1972, apud OTONI, 1995). APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 38 Segundo Vieira (2014) na segmentação de mercado em unidades de informação devem ser analisados os seguintes fatores: GEOGRÁFICOS: localização do cliente. DEMOGRÁFICOS: escolaridade, idade, renda etc. TAXAÇÃO DE PRODUTOS E SERVIÇOS: preços. PRODUTOS E SERVIÇOS: benefícios, uso, credibilidade. TIPO DE CLIENTE: governo, indústria, universidade, escola etc. RECURSOS DE MARKETING PARA BIBLIOTECAS IMPRESSOS RECURSOS VISUAIS RECURSOS FOTOGRÁFICOS RECURSOS AUDIOVISUAIS RELAÇÕES EXTERNAS OUTRAS RECURSOS DIGITAIS Boletins de circulação, cartazes, displays, banners, avisos, jornal mural, marcadores de página, panfletos, relatórios, cuponagens, pôsteres, regulamento da biblioteca impresso etc. Exposições, vitrines Sinalização da biblioteca, recortes de jornais. Fotos, slides etc. Filmes e propaganda Contatos pessoais e diretos (telemarketing, infomarketing etc), Participação em disciplinas curriculares Amigos da biblioteca, horário do café, carimbos, concursos, conferências, cursos, gincanas, jogos, logotipos, seminários, slogans, treinamentos de usuários, visita orientada, caixa de sugestões, mídia impressa e eletrônica, parcerias com editoras e livrarias para a realização de eventos. DSI Web marketing, e-books intranet Google Forms (ferramenta do google docs) Youtube Wiki twitter, blog, facebook e-mail, RSS, mensagem instantânea, flickr1, Wikipédia, knol, clipping digital, Skoob2, Delicious*3, Filmow4 (ESTABEL; MORO, 2014; ROCHA; SILVA; MAIA, 2012, adaptado) 1 Rede social que compartilha imagens fotográficas, possui informações da biblioteca em seu perfil, divulga as fotos de DVDs e livros que possui em seu acervo, com os respectivos números de chamada, que facilitam para o usuário em tempo e localização. 2 Rede social sobre livros, onde o usuário pode encontrar o acervo literário, bem como fazer sugestão de novas aquisições. 3 Ferramenta para arquivar e catalogar sites preferidos para que se possa acessá-los de qualquer lugar, é também utilizá-lo pela Biblioteca que deixa o link de seus sites “favoritos” que são pertinentes a comunidade servida. Estes sites também podem ser buscados dentro do perfil da Biblioteca por categorias como por exemplo, “fontes de informação” 4 Rede social sobre filmes, mostra quais os filmes têm em seu acervo e quais ainda estão por vir. (ROCHA; SILVA; MAIA, 2012). APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 39 QUALIDADE TOTAL Tálamo (1992, grifo meu) menciona que a qualidade na área de Biblioteconomia e Documentação pode ser encontrada em, pelo menos, duas situações: a) qualidade em relação à elaboração do produto, considerando-se a informação como manufatura, ou seja, o uso de procedimentos técnicos e metodológicos que transformam os dados em informação disponíveis. É importante aqui a aplicação dos princípios gerenciais com base no modelo de motivação e participação efetiva dos profissionais envolvidos no processo de elaboração dos produtos, denominado qualidade total, para que se obtenha um melhor produto, com custos mais baixos e compromisso efetivo de toda a organização. b) qualidade na gestão dos serviços, envolvendo o conceito de que a informação transforma-se em serviços quando ocorre o processo de fato da utilização da informação manufaturada. Assim, o usuário não apenas se beneficia do processo, devendo ser considerado como parte integrante do mesmo. Cardoso, Moreira e Rosa (2013) afirmam que os maiores benefícios proporcionados por um programa de gestão da qualidade em unidades de informação são: Relacionamento no ambiente de trabalho; Mudança de comportamento e comprometimento dos recursos humanos; Melhoria dos processos; Satisfação dos usuários; Obtenção de visão diferenciada e valorizada da biblioteca como uma unidade gerenciadora de informação; Comprometimento da coordenação/direção com a excelência, fornecendo subsídios para melhoria contínua e redução do retrabalho. APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 40 ESTUDO DE USUÁRIOS CONCEITOS: São investigações que se fazem para saber o que os indivíduos precisam em matéria de informação, ou então, para saber se as necessidades de informação por parte dos usuários de uma biblioteca ou de um centro de informação estão sendo satisfeitos de maneira adequada. Estes estudos são, assim, canais de comunicação que se abrem entre a biblioteca e a comunidade a qual ela serve. São estudos necessários também para ajudar a biblioteca na previsão da demanda ou da mudança da demanda de seus produtos ou serviços, permitindo que sejam alocados os recursos necessários na época adequada. (FIGUEIREDO, 1994). O Estudo de usuários deve levar em conta as suas necessidades específicas; para isso, deve observar e questionar com o objetivo de, na medida do possível, atender às suas necessidades e preferências no que tange ao acervo e aos serviços prestados. Além da busca de dados da comunidade, faz-se necessário obter dados dos possíveis usuários, os chamados “usuários potenciais” (VIEIRA, 2014). Investigação que objetiva identificar e caracterizar os interesses, as necessidades e os hábitos de uso de informação de usuários reais e/ou potenciais de um sistema de informação. (DIAS; PIRES, 2004). Existem dois grupos de estudos de usuários: ESTUDO DE USO e ESTUDO DE USUÁRIO. ABORDAGENS DOS ESTUDOS DE USUÁRIOS: http://image.slidesharecdn.com/figueiredo-150511094752-lva1-app6891/95/figueiredo-estudo-de-uso-e-usuarios-da-informacao-11- 638.jpg?cb=1431337717 APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 41 Segundo Vieira (2014) no estudo de usuários se busca dados/informações sobre: Dados genéricos sobre os grupos de usuários; Dados específicos sobre o indivíduo; Dados sobre o sistema informacional; Dados sobre os serviços prestados Estudo de usuários segundo Wilson-Davis (1977, apud CUNHA, 1982): ESTUDOS CENTRADOS NA BIBLIOTECA: A investigação de como as bibliotecas e os centros de informação são utilizados; ESTUDOS CENTRADOS NO USUÁRIO: Como um grupo particular de usuários obtém a informação necessária para conduzir o seu trabalho. Segundo Choo (2003, p. 108) são de dois tipos os estudos de usuários: centrado no SISTEMA e centrado no PRÓPRIO USUÁRIO. http://images.slideplayer.com.br/5/1609123/slides/slide_15.jpg MÉTODOS UTILIZADOS NA COLETA DE DADOS PARA ESTUDO DE USUÁRIOS: PERGUNTAS OBSERVAÇÃO ANÁLISE DOCUMENTÁRIA Questionário Observação participante Diários Entrevista Observação não participante Análise de conteúdo Técnica de Delfos Técnica do incidente crítico5 Análise de Citações Documentos de Biblioteca (CUNHA, 1982) 5 TÉCNICA DE INCIDENTE CRÍTICO: desenvolvida por Flanagan em 1947, é um conjunto de procedimentos usados para coletar observações de comportamento humano, que seriam, em torno, usados para resolver problemas e gerar teorias psicológicas. Disponível em: ABORDAGEM TRADICIONAL: ORIENTADA AO SISTEMA ABORDAGEM ALTERNATIVA: ORIENTADA AO USUÁRIO APOSTILÃO BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS NILZETE GOMES 42 ELABORAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS Fonte: http://brincarcomartecriatividade.com.br/wp-content/uploads/2015/11/imagem-projeto.png