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APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES
APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA 
CONCURSOS 
 
 
 
 
 
BELÉM 
2016
Esta obra pode ser utilizada para fins educacionais, desde que sejam dados os devidos créditos à 
autora. 
Olá bibliotecário e concurseiro! 
Sou a bibliotecária Nilzete Gomes, formada pela UFPA, especialista em Biblioteconomia e 
aprovada e classificada em vários concursos, tais como Fundação Cultural do Pará (Centur) e UFRA 
(2010, meu trabalho atual), além do Evandro Chagas, UEPA etc. Já ministrei alguns cursos para 
concursos em Belém do Pará, com excelentes resultados. 
É com enorme satisfação que apresento o APOSTILÃO de BIBLIOTECONOMIA para 
concursos, esse material está todo atualizado, com temas frequentes em provas de concursos, com 
esquemas, figuras, quadros, baseados nos autores conceituados na área de biblioteconomia, os quais 
são cobrados por todas as bancas que realizam concursos. 
Tenho o intuito de ajudá-lo na aprovação, recomendo que ao estudar você consulte sempre a obra 
original (a bibliografia está completa nas referências) e principalmente nunca deixe de acreditar nos 
seus sonhos e também na sua fé, pois eles são a força e o caminho para sua realização. 
Acredite em você, porque eu acredito e sei que você será o próximo servidor público. 
FORÇA, FOCO e FÉ!!!! 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO: Conceitos 
e evolução. Legislação Profissional. Bibliotecário: perfil profissional, ética, competências e 
habilidades. Direitos Autorais e Difusão da Informação. ISBN, ISSN............................................. 
 
3 
GESTÃO EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO: Gestão da informação e do conhecimento. 
Planejamento, Organização, Gerenciamento e avaliação de bibliotecas, redes e sistemas de 
informação. Produtos e serviços de informação: planejamento e avaliação. Marketing e 
qualidade total. Estudo de usuários. Atribuições e funções gerenciais. Elaboração e 
desenvolvimento de projetos. Bibliotecas universitárias. Avaliação do MEC em 
bibliotecas......................................................................................................................................... 
 
 
 
22 
FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES IMPRESSAS E 
ELETRÔNICAS: Política de desenvolvimento de coleções; seleção, aquisição, desbaste e 
descarte. Avaliação de coleções. Conservação e preservação de acervos impressos e 
digitais............................................................................................................................................. 
 
 
46 
REPRESENTAÇÃO DESCRITIVA E TEMÁTICA DA INFORMAÇÃO: Tratamento das 
informações (classificação, indexação, recuperação); Linguagens de indexação (bases teóricas e 
aplicações); Catalogação descritiva: Código de Catalogação Anglo-americano - AACR2 (revisão 
2002); Descrição de Recursos e Acesso (RDA); Requisitos Funcionais para Registros 
Bibliográficos (FRBR); Requisitos Funcionais para Dados de Autoridades (FRSAD); Descrição 
Bibliográfica Internacional Normalizada (ISBD); Tabela de Cutter; Formatos de Intercambio de 
dados: MARC21; Funções e formas de catálogos; Sistemas de Classificação Bibliográfica – 
CDD: Classificação Decimal de Dewey e CDU: classificação Decimal 
Universal............................................................................................................................................ 
 
 
 
 
 
62 
SERVIÇO DE REFERÊNCIA E INFORMAÇÃO: princípios e fundamentos. Fontes de 
Informação. Referencia eletrônica. Serviços e produtos de informação. Disseminação Seletiva da 
Informação e Serviço de Alerta. Acessibilidade. Comunicação científica. 
Repositórios....................................................................................................................................... 
 
120 
NORMAS DE DOCUMENTAÇÃO NACIONAIS E INTERNACIONAIS: Uso e aplicação 
das Normas ISO, ABNT, VANCOUVER, APA. Normalização de trabalhos.................................. 
 
141 
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO: Softwares para utilização em 
bibliotecas, redes e sistemas de informação. Base de dados documentais. Documentos 
eletrônicos, Metadados. Web semântica. Novas tecnologias em serviços de informação. 
Bibliotecas Digitais, Redes Sociais, Portais, Programas Cooperativos. RSS.................................... 
 
 
163 
REFERÊNCIAS............................................................................................................................... 193 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
3 
 
BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO: Conceitos e evolução. 
BIBLIOTECONOMIA 
EVOLUÇÃO/HISTORICO: 
A história da Biblioteconomia inicia-se com GABRIEL NAUDÉ (1600-1653), com sua obra “Advis 
pour dresser um bibliothéque” (1627), primeiro manual para bibliotecários no qual formalizou as bases 
conceituais da Biblioteconomia, tal obra também marca a “transição da biblioteconomia empírica para a 
moderna prática bibliotecária” (FONSECA, 1979, p. 11). 
APÓS A REVOLUÇÃO FRANCESA (MODERNIDADE): As bibliotecas inserem-se numa 
lógica liberal, que privilegia o direito à liberdade e à individualidade – marco: fundação, em 1800, da 
Library of Congress. 
SÉCULO XIX: consolidação de teorias e regras de catalogação (como as de Panizzi, de 1841, e de 
Jewett, de 1852) e dos sistemas de classificação bibliográfica: CDD (1878), Bliss, Brown, Cutter. 
CIENTIFICISMO - melhoria dos métodos biblioteconômicos 
Biblioteconomia é vista como um “conjunto sistemático de conhecimentos relativos ao livro e à biblioteca”. 
HUMANISMO: consolidação das teorias sobre o PAPEL SOCIAL das bibliotecas. 
REPRESENTANTES: Butler (Introduction to library science de 1933), Nitecki, Shera, Egan e outros. 
DÉCADA DE 40 EM DIANTE: Biblioteconomia trata questões relacionadas à produção e 
comunicação do conhecimento científico, inicia também um diálogo com a Ciência da Informação. 
(ARAÚJO, 2010). 
CONCEITOS: 
Segundo Ortega (2009), o termo Biblioteconomia é utilizado, de modo restritivo, para indicar a 
atividade de gestão e custódia de acervos de bibliotecas. 
A biblioteconomia responde aos problemas dos: 
 Acervos: formação, desenvolvimento, classificação, catalogação, conservação; 
 Bibliotecas: regulamento, pessoal, contabilidade, local e mobiliário; 
 Leitores/usuários: direitos e deveres, acesso aos livros, empréstimos. (CUNHA; CAVALCANTE, 
2008) 
Para Le Coadic (1996) a biblioteconomia “não é ciência, nem técnica rigorosa, mas sim uma prática de 
organização caracterizada por sua unidade”. 
Souto (2005) divide a biblioteconomia em duas grandes áreas: 
Administração e organização: estrutura organizacional, cultura e clima organizacional, gestão estratégica, 
planejamento, gestão pela qualidade, comportamento humano no trabalho. 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
4 
 
Recursos humanos em unidades de Informação (profissionais): atuação profissional – autoridade, chefia 
e liderança, motivação e conflitos, treinamentos, educação continuada e avaliação de desempenho, função 
gerencial em Unidades de informação (UI), práticas profissionais e criatividades. 
PARADIGMAS DA BIBLIOTECONOMIA 
A Biblioteca vista como uma INSTITUIÇÃO SOCIAL bem definida e única, tendo como principal 
enfoque, dar acesso à sua coleção de documentos, ou seja, o uso. (MIKSA, 1992). Desenvolveu-se usando 
ideias e metodologias buscadas nos campos da sociologia e da educação. 
Foco: BIBLIOTECA EM SI MESMO 
FUNÇÃO SOCIAL DA BIBLIOTECA: Ser o fio condutor entre indivíduos e o conhecimento de 
que eles necessitam. 
“Atualmente se discute a mudança do paradigma do acervo para o da informação”. (VALENTIM, 
1995, p.4) 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
5 
 
DOCUMENTAÇÃO 
Processo que consiste na criação,Projeto é um instrumento elaborado e executado para proporcionar soluções para problemas que usualmente 
não podem ser resolvidos de imediato, individualmente e com poucos recursos. É o resultado de esforços 
congregados para resolver problemas que afetam várias pessoas, necessitam de alocação de recursos 
financeiros, materiais e humanos, geram comprometimentos institucionais e pessoais e demandam um certo 
tempo de execução. (GOMES NETO, 2007). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte:www.crescabrasil.com.br/pessoas/10540/material/Como%20elaborar%20e%20gerenciar%20projetos%20diagrama%C3%
A7%C3%A3o.pdf 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 http://image.slidesharecdn.com/gestodeprojetoseferramentas-nei-131002104357-phpapp01/95/gesto-de-projetos-e-ferramentas-9-
638.jpg?cb=1380721974 
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BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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43 
 
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA (BU) 
 
CONCEITOS: 
Biblioteca universitária é “a 
que é mantida por uma 
instituição de ensino superior 
e que atende às necessidades 
de informação dos corpos 
docente, discente e 
administrativo, tanto para 
apoiar as atividades de ensino, 
quanto de pesquisa e 
extensão. Pode ser uma única 
biblioteca ou várias 
organizadas em um sistema ou 
rede” (CUNHA, 2008). 
“Tem por objetivo apoiar as 
atividades de ensino, pesquisa 
e extensão por meio de seu 
acervo e dos seus serviços. 
Atende alunos, professores, 
pesquisadores e comunidade 
acadêmica em geral. É 
vinculada a uma unidade de 
ensino superior, podendo ser 
uma instituição pública ou 
privada. A Biblioteca 
Universitária dá continuidade 
ao trabalho iniciado pela 
Biblioteca Escolar” 
(SISTEMA..., 2016). 
Medeiros (2016) diz que 
é a “Biblioteca que serve 
aos estabelecimentos de 
ensino superior, 
destinada aos docentes e 
discentes, 
excepcionalmente 
acessível ao público em 
geral”. 
 A biblioteca 
universitária é 
considerada “uma 
extensão da instituição, 
podendo ser considerada 
como o espelho da 
instituição de ensino a 
que serve. O objetivo 
primordial dessas 
instituições é o ensino, 
formação e investigação 
e à biblioteca cabe 
apoiar essas atividades”. 
(REBELO, 2011) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/2011bibunivertaubateimagem-110330131735-phpapp02/95/biblioteca-universitria-a-evoluo-do-
conceito-na-ambincia-das-redes-sociais-5-728.jpg?cb=1301491798 
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BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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44 
 
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS NA ATUALIDADE 
 
Os objetivos da biblioteca universitária hoje devem unir o papel tradicional das bibliotecas acadêmicas de 
pesquisa, de adquirir e preservar material bibliográfico impresso, ao papel inovador de incorporar as novas 
tecnologias da informação e comunicação, procurando: 
Selecionar, tratar e armazenar tanto publicações impressas quanto outros tipos de materiais; 
 Disponibilizar acesso e busca à informação por meios eletrônicos e digitais, de forma remota e 
segura; 
 Criar novos formatos de disseminação da informação; 
 Treinar seus usuários para o uso das novas tecnologias; 
 Manter constante atualização na identificação de novas tecnologias necessárias à melhoria dos 
serviços prestados e às necessidades dos usuários, entre outros. 
(ALCÂNTARA; BERNARDINO, 2012) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 http://www.revistaespacios.com/a15v36n12/07-01.png 
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AVALIAÇÃO DO MEC EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS 
 
A avaliação institucional na educação superior brasileira inicia-se na década de 90 com a criação do 
Programa de Avaliação Institucional das Universidades Brasileiras (PAIUB). Em seguida as ações foram 
acentuadas a partir da criação da Lei n° 10.861/2004, que instituiu o Sistema Nacional de Avaliação da 
Educação Superior (SINAES), a qual é a lei ainda vigente sob a coordenação da Comissão Nacional de 
Avaliação da Educação Superior (CONAES) e operacionalizado pelo Instituto Nacional de Estudos e 
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), a quem cabe criar os instrumentos e os critérios de 
avaliação. (PASSOS; OLIVEIRA; VIEIRA, [2010?]. 
O SINAES se apresenta a partir de 3 indicadores: 
1) A avaliação das instituições, 
na perspectiva de identificar seu 
perfil e o significado da sua 
atuação, por meio de suas 
atividades, cursos, programas, 
projetos e setores, respeitando a 
diversidade e as especificidades 
das diferentes organizações 
acadêmicas; 
São de 2 tipos: 
Autoavaliação (interna) – CPAS 
das IES; 
Avaliação (externa) – comissões 
MEC 
2) A avaliação dos cursos de 
graduação com o objetivo de 
identificar as condições de ensino 
oferecidas, perfil do corpo 
docente, instalações físicas e 
organização didático-pedagógica. 
Podem ser de 3 tipos: 
Autorização (abertura de curso); 
Reconhecimento (1ª turma entra 
na 2ª metade do curso); 
Renovação de reconhecimento 
(a cada 3 anos). 
 
3) A avaliação do desempenho 
dos estudantes dos cursos de 
graduação, realizada pelo Exame 
Nacional de Desempenho dos 
Estudantes (ENADE), com a 
finalidade de aferir o desempenho 
dos estudantes em relação aos 
conteúdos programáticos, suas 
habilidades e competências. 
 
O SINAES avalia todos os aspectos que giram em torno desses três eixos: o ensino, a pesquisa, a extensão, a 
responsabilidade social, o desempenho dos alunos, a gestão da instituição, o corpo docente, as instalações e 
vários outros aspectos. 
Fonte: INEP, 2016; Passos, Oliveira e Vieira, [2010?]. 
 
 
 
 
 
 
 
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BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
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Fonte: Rocha (2012) 
A biblioteca está presente nos seguintes documentos institucionais, também usado na avaliação dos cursos 
das IES: 
Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI). 
Projeto Pedagógico Institucional (PPI). 
Projeto Pedagógico do Curso (PPC). 
Fonte: Rocha (2012) 
Nos padrões de qualidade do MEC a biblioteca constitui-se em uma unidade de análise no item 
infraestrutura e equipamentos dos cursos, o que demonstra sua avaliação somente como instalação e não 
com uma função acadêmica e pedagógica. 
Fonte: Oliveira (2002) 
Na Dimensão Infraestrutura existem três INDICADORES que dizem respeito ao Acervo Bibliográfico: 
3 6. – Bibliografia Básica; 
3.7 – Bibliografia Complementar; 
3.8 – Periódicos Especializados. 
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DO MEC PARA BUS: 
Bibliografia Básica: 
Conceito 5 (máximo) 
Bibliografia Complementar: 
Conceito 5 (máximo) 
Periódicos Especializados: 
Exigência Mínima de Três 
Títulos (informatizado e 
tombado) 
Exigência de Dois Exemplares 
ou com acesso virtual. 
Assinatura/Acesso e Impresso ou 
Virtual, atualizado - (Portal 
Capes) 
Fonte: Silvestre (2016) 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
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FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES IMPRESSAS E 
ELETRÔNICAS 
POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES (PDC) 
Vergueiro (1989) afirma que o 
desenvolvimento de coleções é acima 
de tudo, um trabalho de 
planejamento, um processo 
ininterrupto, sem que se possa 
indicar um começo e um fim. Não é 
algo que começa hoje e tem um 
prazo estipulado para seu término. 
Nem é, tampouco, um processo 
homogêneo, idêntico em toda e 
qualquer biblioteca. O tipo de 
biblioteca, os objetivos específicos 
que cada uma delas busca atingir, a 
comunidade específica a ser 
atendida, influem grandemente nas 
atividades do desenvolvimento de 
coleções. 
 
 
Weitzel (2006) define a política de 
desenvolvimento de coleções como 
“um instrumento importante para 
desencadear o processo de formação 
e crescimento de coleções, 
constituindo-se num documento 
formal elaborado pela equipe 
responsável pelas atividades que 
apoiam o processo de 
desenvolvimentode coleções como 
um todo”. 
Uma política de desenvolvimento de 
coleções estabelece cada um dos 
passos necessários para o processo de 
seleção e aquisição do acervo, como 
também define critérios de escolha e 
sugere a necessidade de criar uma 
Comissão que se responsabilize pelo 
processo de decisões. 
É um elemento básico para qualquer 
tomada de decisão. Ela contempla 
aspectos relativos à função e 
objetivos da biblioteca e 
universidade, usuários e 
necessidades, abrangências e níveis 
das coleções, tipos de materiais, 
critérios e responsabilidade pela 
seleção, modalidade de aquisição, 
critérios para alocação de recursos 
financeiros, de descarte e outros. 
(SAGÁS, et al., 2011) 
PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES SEGUNDO VERGUEIRO (1989) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://biblioideiaseestudos.com.br/wp-content/uploads/2015/06/fdc44.jpg 
 
http://biblioideiaseestudos.com.br/wp-content/uploads/2015/06/fdc44.jpg
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
48 
 
Segundo Vergueiro (1989) para elaborar a PDC são necessários vários dados iniciais como: 
a) O estado atual da coleção, seu pontos fortes e fracos; 
b) A comunidade a ser servida; 
c) Outros recursos disponíveis, tanto localmente como através de empréstimo entre bibliotecas. 
Estes dados convergem para a elaboração de um plano detalhado, escrito e preestabelecido denominado de 
Política de Formação e Desenvolvimento de Coleções, que deve ser revisada a cada 2 anos pela comissão 
composta nas BUS por 1 bibliotecário, 1 representante das principais áreas de atuação (ou departamentos 
acadêmicos) da IES e 1 representante da área administrativa (setor de compras) (ROMANI; BORSZCZ, 
2006) : 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://image.slidesharecdn.com/aula3-101203192250-phpapp02/95/bibliotecas-virtuais-e-desenvolvimento-de-colees-15-
728.jpg?cb=1291737678 
A PDC deve informar sobre: 
A comunidade a que 
busca atender e as 
necessidades 
específicas; 
As fontes de 
informação (conteúdo, 
formato); 
Os critérios de 
inserção das fontes no 
acervo (política de 
seleção, aquisição, 
etc.); 
O método de 
avaliação das 
fontes; 
 
Os critérios de 
retirada de fontes do 
acervo (políticas de 
desbastamento e 
descarte). 
 (VERGUEIRO, 1989) 
ETAPAS DA FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://biblioideiaseestudos.com.br/wp-content/uploads/2015/06/fdc3.jpg 
http://image.slidesharecdn.com/aula3-101203192250-phpapp02/95/bibliotecas-virtuais-e-desenvolvimento-de-colees-15-728.jpg?cb=1291737678
http://image.slidesharecdn.com/aula3-101203192250-phpapp02/95/bibliotecas-virtuais-e-desenvolvimento-de-colees-15-728.jpg?cb=1291737678
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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49 
 
SELEÇÃO DE ACERVOS: 
Vergueiro (2010) afirma que a seleção “É um momento de decisão”, momento em que apenas, num simples 
ato, o bibliotecário decide o universo de informações a que seus usuários terão acesso, ou seja, o 
bibliotecário detém o poder de compor a coleção. No entanto, na biblioteca universitária esse procedimento 
ocorre baseado nos planos de ensino e suas respectivas bibliografias. (MIRANDA, 2007). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://biblioideiaseestudos.com.br/wp-content/uploads/2015/06/pol_sel1.jpg 
 
Segundo Vieira (2014) “elaborar uma política de seleção de documentos significa traçar normas pelas quais 
devem ser norteados todos os processos que visem adquirir novos documentos para a unidade de 
informacional pelo profissional atuante e por seus sucessores”. Ele ressalta ainda que o documento de 
política de seleção deve ser composto pelos critérios utilizados no processo, os instrumentos auxiliares de 
seleção, os documentos correlatos (se necessário), a identificação dos responsáveis, além de ser de fácil 
utilização e entendimento, compreensão e veracidade. 
Vergueiro (2010) aborda procedimentos comuns à seleção de materiais que estariam necessariamente 
presentes em qualquer tipo de instituição bibliotecária, são elas: 
ASSUNTO 
(área de cobertura 
da coleção 
estudo de 
comunidade) 
USUÁRIO 
(estudo da 
comunidade real ou 
potencial; 
adequação do 
material 
selecionado) 
 
DOCUMENTO 
(em si, sua relação 
com os demais itens 
da coleção 
avaliação da 
coleção); 
PREÇO 
(custos do material; 
recursos disponíveis; 
análise do custo X 
benefício da 
aquisição) 
 
OUTRAS QUESTÕES 
COMPLEMENTARES 
(furto, vandalismo ou 
mutilações, objeções do 
usuário; assuntos 
polêmicos; material 
valioso (que gera custos); 
qualidade dos 
documentos). 
http://biblioideiaseestudos.com.br/wp-content/uploads/2015/06/pol_sel1.jpg
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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http://image.slidesharecdn.com/fonteseducar-150331191254-conversion-gate01/95/fontes-de-informao-em-educao-7-
638.jpg?cb=1427829248 
INSTRUMENTOS AUXILIARES DA SELEÇÃO 
CATÁLOGOS DE 
EDITORES, 
FOLHETOS, ETC 
 
RESENHAS 
 
BIBLIOGRAFIAS E 
LISTAS DE LIVROS 
RECOMENDADOS 
 
INSTRUMENTOS 
AUXILIARES 
PARA A SELEÇÃO 
DE PERIÓDICOS 
 
FATOR 
SUBJETIVO DO 
BIBLIOTECÁRIO 
 
(VERGUEIRO, 1989) 
SELEÇÃO DE DOCUMENTOS ELETRÔNICOS 
ASPECTOS CONSIDERADOS 
CONTEÚDO ACESSO SUPORTE CUSTO 
- Adequar aos objetivos da 
biblioteca e interesse do 
usuário; 
- Vantagens e limitações 
- Facilidade para buscas 
específicas; 
- Compatibilidade do 
documento com o sistema 
de automação da 
biblioteca; 
- Autorização do 
fornecedor (uso); 
- Comutação bibliográfica. 
- Treinamento ao usuário; 
- Disponibilidade de 
elementos complementares 
aos docs. eletrônicos; 
- Qualidade de manuais de 
instruções; 
- Disponibilidade de 
suporte técnico; 
- Qualidade das instruções 
técnicas. 
- Valor da compra do 
produto; 
- Atualização; 
- Manutenção e uso; 
- Custo X benefício; 
- Equipamentos; 
- Treinamentos de pessoal; 
- Impressão de 
informações dos docs. 
pertinentes. 
Fonte: Vergueiro (2010) 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
51 
 
CRITÉRIOS QUE ABORDAM O CONTEÚDO DOS DOCUMENTOS 
ELETRÔNICOS 
 
 
 
 
AUTORIDADE 
De “natureza intelectual, editorial, técnica (responsável pela arquitetura e 
aparência, ou manutenção etc.) ou de patrocínio do sítio ou da página 
onde o documento eletrônico está contido, pois a página, muitas vezes, é 
produto do trabalho de uma grande equipe ou de equipes 
interinstitucionais ou, ainda, de empresas de consultoria” (WEITZEL, 
2012). 
Reputação de seu autor, editor ou patrocinador (VERGUEIRO, 1995) 
 
ATUALIDADE 
Publicação recente no site; Falta de clareza sobre a origem da data em 
páginas ou sítios; Referências correntes. 
 
 
COBERTURA/CONTEÚDO 
O conteúdo diz respeito ao tema/tópico em si, tratado no documento. A 
cobertura está relacionada com a extensão do tema/tópico tratado no 
documento, isto é, se o tema foi abordado em profundidade ou 
superficialmente. 
Nível de profundidade explorado 
 
OBJETIVIDADE 
- Avaliação dos aspectos e das finalidades dos documentos a serem 
selecionados; 
- Imparcialidade da informação 
 
PRECISÃO 
Informação verdadeira, oficial, autorizada, reconhecida, e validada 
institucionalmente, sem erros gramaticais. 
 
 
ACESSO 
O fato de a informação estar disponível na rede mundial nem sempre 
significa que é acessível para todos na velocidade desejada. Em alguns 
casos são necessários pré-requisitos a serem observados para acessar a 
página ou sítio. 
 
APARÊNCIA 
Relacionado com a estética quanto com a disposição das informações em 
termos de organização dos conteúdos (design e à arquitetura da 
informação). 
 
 
CARACTERÍSTICAS ESPECIAIS 
Ferramentas de busca, presença de anúncios e propagandas, 
suscetibilidade de alteração, Estratégia de impressão, Uso de frames 
(molduras construídasem páginas ou sítios essencialmente para orientar a 
“navegação”). 
 Fonte: St. Norbert College (2016); Weitzel (2012). 
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52 
 
PROCESSO DE AQUISIÇÃO 
O processo de aquisição é a execução das decisões 
tomadas no processo de seleção, ou seja, é o 
procedimento destinado à obtenção dos documentos 
(MIRANDA, 2007). 
É um trabalho minucioso de identificação, 
localização dos itens e obtenção para o acervo, 
possibilitando concretizar o que foi planejado para o 
desenvolvimento de coleções sendo definidos pela 
seleção e implementando o plano de 
desenvolvimento de coleções. As modalidades de 
aquisição são: compra, permuta e doação. 
(DIAS; PIRES, 2003) 
AQUISIÇÃO: COMPRA, DOAÇÃO, PERMUTA, AFILIAÇÃO INSTITUCIONAL E 
SISTEMA DE DEPÓSITO 
 
 
 
 
 
COMPRA 
A compra de materiais passa por diversos aspectos antes de sua concretização. Podem ser 
aspectos culturais, financeiros, burocráticos, etc., dependendo da subordinação da biblioteca. (...) 
O custo da informação deve ser avaliado de acordo com sua disponibilização, quanto à 
quantidade de usuários, a um suporte que contemple a grande maioria de usuários, ao custo da 
informação e de sua manutenção, armazenamento (físico, on-line), interesse para a formação do 
acervo em relação ao número de usuários que usarão o mesmo (VIEIRA, 2014). 
 
A aquisição por compra em bibliotecas ligadas à administração pública (municipal, estadual ou 
federal) esbarra em uma legislação que obriga a realização de concorrências públicas para a 
aquisição de materiais bibliográficos disponíveis no mercado nacional (VERGUEIRO, 1989). 
 
 
 
 
 
 
 
DOAÇÃO 
As doações são um importante instrumento de aquisição, na medida em que forem devidamente 
direcionadas pelo bibliotecário, por intermédio de uma política de doações, parte integrante do 
documento de política para desenvolvimento de coleções (VERGUEIRO, 1989). 
 
Doações solicitadas – obtenção de publicações oferecidas em doação, principalmente as que 
podem ser obtidas de instituições governamentais ou privadas e, mais diretamente de pessoas 
físicas; doações espontâneas – são compostas de materiais cuja biblioteca não fez qualquer tipo 
de solicitação, sendo oferecidos pelos mais diversos motivos. Em ambas as categorias de 
doações é necessária a avaliação criteriosa, obedecendo às diretrizes definidas pelas políticas de 
desenvolvimento de coleções (DIAS; PIRES, 2003, p. 59-60, grifo meu). 
Para que os materiais doados sejam incorporados ao acervo é necessário que atendam a alguns 
critérios básicos como: atualidade, materiais não vandalizados, valor histórico-documental, obras 
raras e outros critérios particulares, que dependem das especificações da instituição (VIEIRA, 
2014, p. 42). 
 É a troca de material, normalmente sem utilidade para os usuários de uma biblioteca, mas que 
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53 
 
 
 
 
PERMUTA ou 
INTERCÂMBIO 
ou COMUTAÇÃO 
BIBLIOGRÁFICA 
podem ser úteis para os de outra. Em tese pode-se trocar obras em qualquer suporte, desde que 
não exista mais utilidade ou interesse por parte da unidade, assim como utilidade de material 
para os usuários, ou ainda, caso possua mais de um exemplar do material (VIEIRA, 2014). 
 
Consiste, em um acordo preestabelecido entre instituições, no compromisso mútuo de 
fornecimento de publicações. (...) É comum confeccionar lista de duplicatas destinadas a 
oferecer exemplares retirados definitivamente do acervo (DIAS; PIRES, 2003, p. 59). 
 
As bibliotecas, principalmente as universitárias e especializadas, têm nas atividades ligada à 
permuta ou intercâmbio de materiais um valioso instrumento para o desenvolvimento de 
coleções (VERGUEIRO, 1989, p.70). 
AFILIAÇÃO 
INSTITUCIONAL 
é outra maneira que a biblioteca pode usar para adquirir documentos. A partir da associação 
institucional à várias sociedades científicas e instituições a biblioteca passa a ter o direito de 
receber materiais e recursos publicados pelas instituições ao qual são afiliadas (KHAN; KHAN 
2010, p. 9). 
SISTEMA DE 
DEPÓSITO 
dá direito a uma biblioteca especialmente designada, receber cópias gratuitas de documentos 
publicados pelo governo, organizações nacionais e internacionais e de outros tipos (KHAN; 
KHAN 2010, p. 9). 
DESBASTE E DESCARTE DE COLEÇÕES 
DESCARTE: 
Operação que consiste em separar ou 
retirar do acervo de uma biblioteca, os 
documentos supérfluos, antiquados ou 
que não se acham em condições de 
uso. Os documentos retirados devem 
ser registrados no inventário, como 
baixas no acervo. Há três tipos de 
descarte: 
a) Retirada das estantes e passagem 
para a reserva; 
a) Retirada do acervo e doação; 
c) Destruição (eliminação) do 
documento depois de avaliação 
criteriosa. 
(CAVALCANTE; CUNHA, 2008) 
 
Representa uma decisão final de 
análise de análise da situação de cada 
item, a definição de que o mesmo não 
preenche aquelas condições que 
justificaram sua aquisição, seja porque 
as necessidades informacionais da 
comunidade se modificaram e as que o 
item originalmente buscava atender 
deixaram de manifestar-se, seja 
porque as informações por ele 
veiculadas, devido a cada vez mais 
rápida evolução do conhecimento 
humano, ficaram desatualizadas e 
deixaram de apresentar grande 
contribuição à comunidade servida. 
(VERGUEIRO, 1989) 
“Descarte, consiste na retirada 
definitiva do material do acervo da 
biblioteca, com a correspondente 
baixa nos arquivos de registro da 
mesma” (MACIEL; MENDONÇA, 
2006, p. 25). 
 
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54 
 
DESBASTAMENTO 
Segundo Vergueiro (1989) 
desbastamento é a rotina de 
remanejamento de alguns itens do 
acervo, que não tiveram muitas 
consultas nos últimos tempos, para 
um acervo inativo, podendo ou não 
voltar ao acervo ativo, dependendo 
da procura pelos usuários. 
Existem três tipos de desbastamento 
de fontes de informação da coleção: 
Descarte: retirada definitiva 
(exclusão); 
Remanejamento: retirada do acervo 
principal (deslocamento); 
Conservação: retirada para 
recuperação física. 
(SOUZA, 2011) 
Desbaste “é o ajuste do acervo às 
necessidades da comunidade e à 
missão institucional. A 
implementação de suas ações trazem 
como consequência a renovação de 
espaços para o armazenamento, 
contribuindo ainda mais para 
melhorar o acesso dos usuários ao 
material”. 
(WEITZEL, 2013, p. 65). 
Consiste na retirada de documentos 
pouco utilizados pelos usuários, de 
uma coleção de uso frequente para 
outros locais – os depósitos 
especialmente criados para abrigar 
este material de consultas eventuais. 
(MACIEL; MENDONÇA, 2000) 
OBS: 
 
 
 
CRITÉRIOS PARA REMANEJAMENTO 
Títulos de valor histórico, não utilizados nos últimos cinco anos; 
Coleção de periódicos de valor histórico, não utilizados nos últimos cinco anos; 
Coleção de periódicos encerrados com possibilidade de vir a ser reativada. 
CRITÉRIOS PARA DESCARTE/DOAÇÃO 
INADEQUAÇÃO Por modificação ou alteração já não possuem mais interesse para a 
instituição; 
DESATUALIZAÇÃO Obras superadas ou ultrapassadas pelo tempo de publicação; 
DESUSO Obras que deixaram de ser interessantes ou procuradas pelos usuários; 
DUPLICIDADE Títulos cuja demanda é menor que o número de exemplares disponíveis; 
DESGASTE Obras gastas e/ou danificadas pelo tempo e/ou uso e que não justifique o 
restauro. Obras que não sejam consideradas raras e nem sem valor 
Não podemos esquecer também do REMANEJAMENTO que consiste em: 
Retirar obras da coleção ativa e depositar em local menos acessível, ficando organizados e à disposição dos 
usuários quando solicitado. 
 
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55 
 
expressivo para o acervo e obras que sejam facilmente repostas. 
TÍTULOS DE PERIÓDICOS 
DESCONTÍNUOS 
Os quais não são mais de interessepara a Unidade de Informação. 
Fonte: (ROMANI; BORSCCZ, 2006, com adaptações) 
AVALIAÇÃO DE COLEÇÕES 
É a etapa do processo a diagnosticar 
se o desenvolvimento de coleções 
está ocorrendo de forma prevista ou 
não. (...) a avaliação permitirá ao 
bibliotecário verificar se as etapas 
anteriores do processo, do estudo da 
comunidade ao desbastamento, estão 
sendo realizadas de forma coerente. 
Permitirá ainda, efetuar as 
necessárias correções para que esta 
coerência seja obtida o mais 
rapidamente possível. 
(VERGUEIRO, 1989, p. 83) 
É o processo de determinar o valor 
ou grau de sucesso na realização de 
um objetivo predeterminado. 
Estabelecer padrões, com base em 
medidas e números para avaliar 
coleções, é uma das funções do setor 
que cuida da formação e do 
desenvolvimento de coleções. 
As coleções podem ser avaliadas 
segundo os níveis de: 
Completeza, pesquisa, estudo, básico 
e mínimo. 
Avaliar significa verificar a 
eficiência da política de 
desenvolvimento de coleções 
mediante métodos e técnicas 
adequados e, também subsidiar o 
desbastamento da coleção, ou seja, p 
deslocamento ou a retirada de 
material. 
(DIAS; PIRES, 2003, p. 61-62). 
A avaliação da coleção deve ser 
sistemática e entendida como um 
processo empregado para determinar 
a importância e a adequação do 
acervo com os objetivos da 
Biblioteca e da instituição, 
possibilitando traçar parâmetros 
quanto à aquisição, à acessibilidade e 
ao descarte. 
Os métodos utilizados para avaliar o 
acervo são: quantitativos (tamanho 
e crescimento) e qualitativos 
(julgamento por especialistas, análise 
do uso real), em que os resultados 
são comparados e analisados, 
assegurando o alcance dos objetivos 
da avaliação da coleção, garantindo 
uma melhor qualidade da política de 
desenvolvimento de coleções. 
(MIRANDA, 2007) 
Dias e Pires (2003, p. 63) apontam critérios para a avaliação de acervos: 
 
 
 
 
Miranda (2007) complementa com outros itens para essa avaliação: 
 
 
a) Distribuição percentual do acervo por área; 
b) A análise das estatísticas de uso do material consistirá na determinação dos títulos que 
requerem mais exemplares e daquele cuja duplicação é desnecessária. 
 Custo ou esforço investido na entrada do sistema; 
 Efetividade: capacidade de atingir um objetivo (processo de conversão de inputs em outputs); 
 Custo/efetividade: capacidade de atingir um objetivo a um custo ótimo; 
 Benefícios: valor do serviço para o usuário. 
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56 
 
A seguir apresento uma listagem dos métodos de avaliação de coleções segundo Figueiredo (1979 apud, 
NASCIMENTO, 2010). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AVALIAÇÃO DE COLEÇÕES DE PERIÓDICOS: 
Para o estudo de coleções de periódicos, Nascimento (2000) propõe três vertentes: 
A primeira apoia-se no estudo da coleção de revistas propriamente dita; 
A segunda assenta-se na análise da organização universitária e de sua comunidade acadêmica; 
Já a terceira está diretamente ligada às parcerias e aos compartilhamentos estabelecidos externamente entre 
bibliotecas, consubstanciados nos consórcios. 
 
 
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57 
 
CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO DE ACERVOS IMPRESSOS E DIGITAIS. 
Primeiramente vamos entender a diferença entre CONSERVAÇÃO, PRESERVAÇÃO E 
RESTAURAÇÃO: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://images.slideplayer.com.br/2/5596270/slides/slide_2.jpg 
OUTROS CONCEITOS: 
Para Vieira (2014, p. 187/88) 
conservação preventiva, em sentido 
geral, pode ser entendida como uma 
preservação abrangente, ou toda ação 
com objetivo de salvaguardar ou 
recuperar às condições físicas dos 
materiais nos diversos suportes da 
informação. É formada por três 
processos intimamente ligados: a 
conservação, a restauração e a 
preservação, além da reformatação, 
ou seja, a determinação da escolha de 
novos suportes para a transferência 
da preservação da informação. Antes 
de tudo são práticas de proteção com 
atuação na deterioração do acervo, 
objetivando a prevenção de danos. 
Preservação: Medidas empreendidas 
com a finalidade de proteger, cuidar, 
manter e reparar ou restaurar os 
documentos. 
 
Conservação: conjunto de medidas 
empreendidas com a finalidade de 
preservar e restaurar documentos. 
 
Restauração: aplicação das técnicas 
para reparar documentos danificados, 
com a intenção de contribuir para sua 
preservação. 
(CAVALCANTE; CUNHA, 2008) 
 
Preservação: É um conjunto de 
medidas e estratégias de ordem 
administrativa, política e operacional 
que contribuem direta ou 
indiretamente para a preservação da 
integridade dos materiais. 
 
Conservação: É um conjunto de 
ações estabilizadoras que visam 
desacelerar o processo de degradação 
de documentos ou objetos, por meio 
de controle ambiental e de 
tratamentos específicos 
(higienização, reparos e 
acondicionamento). 
 
Restauração: É um conjunto de 
medidas que objetivam a 
estabilização ou a reversão de danos 
físicos ou químicos adquiridos pelo 
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58 
 
documento ao longo do tempo e do 
uso, intervindo de modo a não 
comprometer sua integridade e seu 
caráter histórico. 
(CASSARES, 2000) 
EXISTEM 2 TIPOS DE CONSERVAÇÃO: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://image.slidesharecdn.com/conservaodeacervosbibliogrficos-130728173306-phpapp01/95/conservao-de-
acervos-bibliogrficos-3-638.jpg?cb=1375032848 
ASPECTOS QUE INTERFEREM NA PRESERVAÇÃO DE ACERVOS 
BIBLIOGRÁFICOS: 
Fatores ambientais (que 
causam a degradação do 
acervo) 
 
 
Agentes biológicos 
 
 
Ação do homem 
 
Situações de emergência, 
como incêndios e 
inundações. 
 
Fonte: Estabel e Moro (2014) 
FATORES QUE INTERFEREM NA DEGRADAÇÃO DE ACERVOS: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/ambienteconservaaovol-131224061841-phpapp01/95/ambiente-conservaao-2-semestre-conservao-restauro-
ufpel-14-638.jpg?cb=1387866213 
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59 
 
AÇÕES CORRETIVAS PARA OS FATORES DE DEGRADAÇÃO: 
FATOR DE DEGRADAÇÃO AÇÃO CORRETIVA 
 
 
TEMPERATURA E UMIDADE 
Manter a temperatura entre 19 e 23º e a umidade 
relativa do ar entre 50º e 60º, utilizando 
equipamentos específicos como ar-condicionado, 
ventilador, higrômetro, termo-higrômetro e 
desumidificador. 
ILUMINAÇÃO 
 
Uso de filtros protetores nas janelas, lâmpadas e uso 
de persianas, amenizam a ação da luz solar. 
 
 
 
POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA 
Uso de filtros em sistemas de ventilação e ar-
condicionado amenizam ou eliminam a maior parte 
dos contaminantes, principalmente a poeira. Em 
relação aos gases ácidos, o uso de filtros de carvão 
ativado é o mais indicado (devem ser substituídos 
periodicamente). Não se deve esquecer o uso de 
EPIS (máscaras, luvas, guarda-pó e óculos de 
proteção) devido a possibilidade da existência de 
fungos. 
 
AGENTES DE BIODETERIORAÇÃO OU 
AGENTES BIOLÓGICOS 
(insetos, roedores e fungos) 
- Conhecê-los é a melhor medida para evitar ou 
eliminar o problema; 
- Limpeza constante dos ambientes e documentos, 
controle da temperatura ambiental e observação 
constante; 
- Utilização de produtos químicos, por ex. Timol. 
 
 
 
AÇÃO DO HOMEM 
Adoção de normas e procedimentos básicos 
(treinamento de pessoal) contribui 
consideravelmente para a conservação preventiva do 
acervo. Além de vários outros procedimentos, tais 
como: manuseio de livros; água; goteiras; uso de 
fitas adesivas colas, grampos etc; fumo, alimentos; 
posição das obras; anotações; transporte; retirada 
dos livros da estante etc. 
 
FURTO E VANDALISMO 
Implantar uma política de proteção com alarmes, 
câmeras, detectores internos, manter janelas 
fechadas e trancadas, etc. 
DESASTRES 
(incêndios,inundações etc.) 
Planejamento de programas de proteção contra 
incêndios e inundações. 
OBS: Mais informações ler a pag. 192 do Vieira 
(2008) 
Fonte: Vieira (2008, p. 189-192) 
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PRESERVAÇÃO DIGITAL 
 
 
 
 
 
http://www.latindex.org/ciri2010/parte_03/03_09/img/09_01_img.jpg 
CONCEITOS 
Conjunto de processos responsáveis por garantir o 
acesso continuado à informação digital durante 
longos períodos de tempo. Contundo as vantagens 
da utilização digital esbarram em um problema 
estrutural que ameaça sua longevidade: não pode ser 
consumida sem hardwares e softwares atualizados 
ou compatíveis, o que torna a informação eletrônica 
vulnerável à rápida obsolescência a que a tecnologia 
está sujeita. 
(CHEN, 2001 apud VIEIRA 2008) 
Processo de armazenamento, em condições 
adequadas para o uso, de documentos ou objetos 
produzidos em formato digital. Os problemas 
relacionados com a preservação estão vinculados à 
obsolescência do equipamento, do programa de 
computador e mesmo do suporte físico que 
armazena o acervo digital. Para reduzi-los é 
necessária uma política formal de migração ou 
atualização regular de equipamentos, programas e 
suportes. Arquivamento digital, preservação. 
(CUNHA; CAVALCANTE, 2008) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/apresentaomanoel-111016143459-phpapp01/95/direito-de-autor-e-acervos-digitais-manoel-
joaquim-pereira-dos-santos-2-728.jpg?cb=1318776667 
 
 
 
 
http://www.latindex.org/ciri2010/parte_03/03_09/img/09_01_img.jpg
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PRESERVAÇÃO DIGITAL: TIPOS 
FÍSICA Está centrada nos conteúdos armazenados em mídia magnética (fitas cassete de 
áudio e de rolo, fitas VHS e DAT etc.) e discos óticos (CD-ROMs, WORM, discos 
óticos regraváveis). 
LÓGICA Procura na tecnologia formatos atualizados para inserção dos dados (correio 
eletrônico, material de áudio e audiovisual, material em rede etc.), novos software e 
hardware que mantenham vigentes seus bits, para conservar sua capacidade de 
leitura. 
INTELECTUAL O foco são os mecanismos que garantem a integridade e autenticidade da 
informação nos documentos eletrônicos. 
Fonte: Arellano (2004) 
 
 
PRESERVAÇÃO DIGITAL: TÉCNICAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs/index.php/atoz/article/viewFile/41313/25239/154201 
 
 
 
 
 
 
http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs/index.php/atoz/article/viewFile/41313/25239/154201
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http://image.slidesharecdn.com/unb-nov2014ambienteautnticodepreservaoeacessoemlongoprazodedocumentosarquivsticosdigitais-rdc-arq-150228130545-
conversion-gate02/95/unb-nov2014-ambiente-autntico-de-preservao-e-acesso-em-longo-prazo-de-documentos-arquivsticos-digitais-rdcarq-prof-dr-daniel-flores-
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63 
 
REPRESENTAÇÃO DESCRITIVA E TEMÁTICA DA INFORMAÇÃO 
TRATAMENTO DAS INFORMAÇÕES (CLASSIFICAÇÃO, INDEXAÇÃO, RECUPERAÇÃO); 
CLASSIFICAÇÃO INDEXAÇÃO RECUPERAÇÃO 
Ato mental que visa entender ou 
relacionar coisas e ideias; ou ainda, o 
ato de separar por semelhanças ou 
diferenças, dividir em grupos ou 
classes de acordo com as 
considerações exigidas pelo 
material/documento/ideias, etc 
(VIEIRA, 2014) 
Representação do conteúdo temático 
de um documento por meio dos 
elementos de uma linguagem 
documentária ou de termos extraídos 
do próprio documento (palavras-
chave, frases-chave). 
(CUNHA; CAVALCANTE, 2008) 
Restituição dos dados constantes do 
sistema, para obtenção de 
informações específicas ou 
genéricas. A restituição, ou 
recuperação, abrange o processo total 
de identificação, busca, encontro e 
extração da informação armazenada. 
Recuperação de dados, informação 
ou documentos de uma coleção ou 
acervos a partir de um pedido 
formulado. 
(CUNHA; CAVALCANTE, 2008) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte:http://image.slidesharecdn.com/mini-cursomdulo3-130507073758-phpapp01/95/minicurso-mdulo-3-representao-de-imagens-fotogrficas-e-digitais-teoria-e-
prtica-6-638.jpg?cb=1376228628 
 
CATALOGAÇÃO: CLASSIFICAÇÃO: 
Descrição dos aspectos físicos (objetivos) dos 
documentos (autor, título, edição, editora, local de 
publicação, ano de publicação, quantidade de 
páginas/folhas, etc) – chamada de 
representação/catalogação descritiva; 
◦ descrição do conteúdo do documento: 
a) lugar do documento na coleção organizada por 
assunto; 
b) sistemas de classificação (CDD e CDU) para 
representar o assunto (DIAS; NAVES, 2007). 
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64 
 
◦descrição do conteúdo do documento – catalogação 
por assunto (pontos de acesso ou pistas). (SOUZA, 2011) 
Catalogação é o estudo, preparação e organização de 
mensagens codificadas, com base em itens existentes ou 
passíveis de inclusão em um ou vários acervos, de forma 
a permitir interseção entre as mensagens contidas nos 
itens e as mensagens internas dos usuários. (MEY, 1995) 
CONCEITOS: 
REPRESENTAÇÃO DESCRITIVA OU 
CATALOGAÇÃO 
REPRESENTAÇÃO TEMÁTICA 
A descrição do conteúdo compreende a análise 
documentária como área teórica e metodológica que 
abrange as atividades de catalogação de assunto, 
indexação, classificação e elaboração de resumos, 
observando as diferentes finalidades de recuperação da 
informação (GUINCHAT; MENOU, 1994). 
 
Catalogação descritiva = descrição bibliográfica + 
pontos de acesso => catálogo de autores. 
Os elementos que o constituem são os nomes de pessoas 
físicas ou de colectividades e por títulos (quando o autor 
é desconhecido). 
 
Representação descritiva, ou bibliográfica, na prática, é 
o ato de descrever detalhadamente o documento a fim 
de que forneça uma descrição clara do item ao 
pesquisador/usuário, de forma que: 
a) contenha informações que permita a distinção de um 
item dos outros; 
b) contenha informações suficientes que permitam ao 
usuário selecionar o(s) item (ens) bibliográfico (s) que 
melhor responda (m) as suas necessidades naquele 
momento; 
c) seja suficientemente breve para permitir que uma 
seleção bem rápida (VIEIRA, 2014, p. 113). 
 
O tratamento descritivo refere-se propriamente à 
“A representação temática de documentos em 
bibliotecas é percorrida pelo catalogador, através do 
processo de análise de assunto, que tem o objetivo de 
propiciar o entendimento do conteúdo, para produzir a 
informação documentária, que será disponibilizada no 
catálogo.Com isso, compreende-se que a representação 
temática de livros deve estar amparada por um processo 
que realmente contribua para a identificação condizente 
do assunto abordado no documento” 
“(...) Sob este foco, a indexação é uma operação que 
lida com a representação do conteúdo dos documentos, 
para permitir posterior recuperação no acervo da 
biblioteca” (SOUSA, 2013). 
 
Descrição do conteúdo de um documento por meio da 
utilização de um ou vários termos selecionados em um 
vocabulário controlado, utilizados na localização e 
posterior recuperação dos usuários de uma 
biblioteca/unidade informacional (LANCASTER, 2004, 
p. 7-9). 
 
O tratamento temático, em bibliotecas, diz respeito ao 
assunto tratado no documento, ou seja, compreende a 
análise documentária como área teórica e metodológica 
que abrange as atividades de classificação, elaboração 
de resumos, indexação e catalogação de assunto, 
considerando as diferentes finalidades de recuperação 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
65 
 
LINGUAGENS DE INDEXAÇÃO (BASES TEÓRICAS E APLICAÇÕES): 
INDEXAÇÃO: CONCEITOS 
Ato de incluir um registro de um 
documento num índice, ou repositório 
de informação que formam o catálogo 
de uma biblioteca. Os registros são 
compostos por informações que 
descrevem o documento objetivando 
sua localização no acervo. Na 
descrição dos documentos é 
necessário que se inclua o cabeçalho 
(informações básicas) do autor, 
assunto, etc. (...) Para que se faça uma 
boa indexação de um documento, a 
determinação do assunto e sua 
inclusão num vocabulário controlado 
é de suma importância, pois toda 
recuperação da informação desejada 
será feita com sucesso ou insucesso a 
partir desse ponto, que pode evitar o 
silêncio ou o ruído durante a pesquisa. 
(VIEIRA, 2014, p. 122-123) 
Representação do conteúdo temático 
de um documento por meio dos 
elementos de uma linguagem 
documentária ou termos extraídos do 
próprio documento (palavras-chave, 
frases-chave) análise de 
conteúdo, resumo. 
Descrição do conteúdo de um 
documento por meio de uma 
linguagem documentária a fim de 
facilitar a memorização da 
informação em arquivos, fichários, 
bases e bancos de dados. 
(CUNHA; CAVALCANTE, 2008) 
O processo de indexação, portanto, 
compreende dois estágios: o 
analítico, em que é realizada a 
compreensão do texto como um 
todo, a identificação e a seleção de 
conceitos válidos para a indexação e 
o estágio de tradução, que consiste 
na representação de conceitos por 
termos de uma linguagem de 
indexação: 
• Determinação do assunto: 
estabelecimento dos conceitos 
tratados num documento; 
• Representação de conceitos por 
termos de uma linguagem de 
indexação: a tradução dos conceitos 
nos termos da linguagem de 
indexação. 
(FUJITA, 2003) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/mini-cursomdulo3-130507073758-phpapp01/95/minicurso-mdulo-3-representao-de-imagens-fotogrficas-e-
digitais-teoria-e-prtica-18-638.jpg?cb=1376228628 
catalogação, ou seja, à representação descritiva da 
forma física do documento (autor, título, edição, casa 
publicadora, data, número de páginas etc.) (FUJITA, 
2009, p.23). 
da informação (FUJITA, 2009, p.23). 
http://image.slidesharecdn.com/mini-cursomdulo3-130507073758-phpapp01/95/minicurso-mdulo-3-representao-de-imagens-fotogrficas-e-digitais-teoria-e-prtica-18-638.jpg?cb=1376228628
http://image.slidesharecdn.com/mini-cursomdulo3-130507073758-phpapp01/95/minicurso-mdulo-3-representao-de-imagens-fotogrficas-e-digitais-teoria-e-prtica-18-638.jpg?cb=1376228628
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
66 
 
OUTRAS DEFINIÇÕES IMPORTANTES SEGUNDO LANCASTER (2004): 
ATINÊNCIA Seleção de conceitos que realmente sintetizem o assunto do texto. 
 
INDEXAÇÃO POR EXTRAÇÃO 
Palavras ou expressões que realmente ocorrem num determinado 
documento são selecionadas para representar seu conteúdo temático. 
 
INDEXAÇÃO POR ATRIBUIÇÃO 
Envolve a atribuição de termos a um documento a partir de uma fonte que 
não é o próprio documento. 
 
 
VOCABULÁRIO CONTROLADO 
Lista de termos autorizados. Essa estrutura destina-se especialmente, a: 
 Controlar sinônimos; 
 Diferençar homógrafos e 
 Reunir ou ligar termos cujos significados apresentem um relação 
mais estreita entre si. 
ÍNDICES PÓS-COORDENADOS Possibilita que uma busca combine os termos de qualquer maneira 
 
ÍNDICES PRÉ-COORDENADOS 
Características: 
1. É difícil representar a multidimensionalidade das relações entre os 
termos; 
2. Os termos somente podem ser listados numa determinada 
seqüência (A, B, C, D, E), o que implica que o primeiro termo é 
mais importante do que os outros; 
3. Não é fácil (senão completamente imposível) combinar termos no 
momento em que se faz uma busca. 
 
ÍNDICE KWIC 
É um índice rotado, derivado, em sua forma mais comum, dos títulos de 
documentos. Cada palavra-chave que aparece num título torna-se um ponto 
de entrada, destacada de alguma forma, aparecendo, comumente, realçada 
no centro da página. 
 
ÍNDICE KWOC 
Palavras-chave que se tornam ponto de acesso são repetidas fora do 
contexto, sendo comumente destacadas na margem esquerda da página ou 
usadas como se fossem cabeçalhos de assuntos. 
ETAPAS DA INDEXAÇÃO: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/aula2-preparatoriosantabiblioteconomia-postar-150621231738-lva1-app6891/95/preparatrio-santa-
biblioteconomia-foco-uff-e-aeronutica-aula-2-16-638.jpg?cb=1434929416 
 APOSTILÃO 
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67 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://www.scielo.org.co/img/revistas/rib/v35n3/v35n3a2q1.jpg 
LINGUAGEM DOCUMENTÁRIA 
“Conjunto de termos, símbolos e regras 
preestabelecidas para indicação/registro 
de assuntos constantes no documento” 
(VIEIRA, 2014). 
 
“As linguagens documentárias, 
caracterizadas como sistemas de 
organização do conhecimento e 
correspondentes às listas de cabeçalhos 
de assunto e aos tesauros, têm como 
primeira função representar o conteúdo 
dos documentos contidos em um 
sistema de recuperação da informação – 
função pelo conteúdo –, e, como 
segunda função, mediar a recuperação 
da informação por meio da 
representação das perguntas formuladas 
pelos usuários – função pelo uso” 
(BOCCATO, 2008). 
São linguagens artificialmente 
construídas que visam 
“traduzir” sinteticamente 
conteúdos documentais, 
utilizadas nos sistemas 
documentários para indexação, 
armazenamento e recuperação 
da informação. 
(ALVARES, 2016) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/1trabalhoemdupla-111004114130-phpapp02/95/fundamentos-da-lingustica-para-a-formao-do-profissional-da-
informao-34-638.jpg?cb=1422570357 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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68 
 
LINGUAGEM DOCUMENTÁRIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://images.slideplayer.com.br/7/1718698/slides/slide_4.jpg 
 
LINGUAGEM NATURAL 
“a expressão normalmente se refere às palavras que ocorrem em textos impressos, considerando-se como 
seu sinônimo a expressão “texto livre”” (LANCASTER, 2004). 
LINGUAGEM ARTIFICIAL OU CONTROLADA 
LINGUAGENS PRÉ-COORDENADAS: cabeçalhos de assunto e as classificações bibliográficas 
LINGUAGENS PÓS – COORDENADAS: sistemas automatizados (Sistema Unitermo, Tesauros, 
Ontologias, taxonomias, redes semânticas). 
DEFINIÇÕES DAS LINGUAGENS MAIS IMPORTANTES: 
PRÉ-COORDENADAS 
SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO (CDD e CDU) 
(CLASSIFICATÓRIAS) 
Os tradicionais sistemas de classificação são esquemas 
gerais; geral‟ diz respeito à cobertura de assunto. 
LISTA DE CABEÇALHOS DE ASSUNTOS 
(ALFABÉTICAS) 
Os cabeçalhos de assuntos representam os assuntos sob 
forma de cabeçalhos estruturados. 
Fonte: ALVARES, 2016 
PÓS-COORDENADAS 
 
 
TESAURO 
Lista de descritores (termos controlados) que 
representam osconceitos de um domínio do 
conhecimento. E se organiza em estrutura hierárquica 
com relações semânticas entre si (MOREIRO 
GONZÁLES, 2011, p. 63). 
http://images.slideplayer.com.br/7/1718698/slides/slide_4.jpg
 APOSTILÃO 
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69 
 
 
TAXONOMIAS 
Listas de termos preferenciais com estrutura hierárquica. 
Uma taxonomia serve para ordenar informação em uma 
hierarquia, utilizando a relação pai-filho (generalização 
ou “tipo de”). (...) são estruturas classificatórias que 
servem como instrumento para organização e 
recuperação de informação nas empresas e instituições. 
(MOREIRO GONZÁLES, 2011, p. 51). 
 
ONTOLOGIAS 
Visão do domínio da hierarquia, a similaridade dos seus 
relacionamentos e as interações entre os conceitos 
(VIEIRA, 2014). 
 
 
REDES SEMÂNTICAS 
Uma rede semântica é uma notação gráfica composta por 
nodos interconectados. As redes semânticas podem ser 
usadas para representação de conhecimento, ou como 
ferramenta de suporte para sistemas automatizados de 
inferências sobre o conhecimento. (SOWA, 2002) 
AVALIAÇÃO DE EFICIÊNCIA NA RECUPERAÇÃO EM UM SISTEMA DE 
INDEXAÇÃO 
REVOCAÇÃO ou 
RECALL: 
PRECISÃO Ou 
RELEVÂNCIA: 
EXAUSTIVIDADE ESPECIFICIDADE 
A capacidade de revocação 
diz respeito ao número de 
documentos recuperados e 
pode ser mensurada por meio 
da relação entre o número de 
documentos relevantes sobre 
determinado tema, 
recuperados pelo sistema de 
busca, e o número total de 
documentos sobre o tema, 
existentes nos registros do 
mesmo sistema (RUBI, 2009, 
p. 85). 
 
“Relação entre a quantidade 
de documentos relevantes 
recuperados pelo sistema e o 
total de documentos sobre o 
tema existente no acervo 
registrado no sistema” 
“A capacidade de precisão, ou 
relevância, está relacionada 
ao número de documentos 
recuperados para atendimento 
das solicitações encaminhadas 
pelo usuário. Também pode 
ser mensurada por meio da 
relação entre os documentos 
relevantes recuperados e 
número total de documentos 
recuperados” (RUBI, 2009, p. 
85). 
 
“Diz respeito à qualidade de 
informações/documentos 
recuperados pelo sistema. 
Para se calcular a precisão na 
recuperação, divide-se a 
quantidade de documentos 
relevantes recuperados pelo 
“A exaustividade diz respeito 
ao número de termos 
atribuídos como descritores 
do assunto do documento, ou 
seja, em que medida todos os 
assuntos discutidos no 
documento são reconhecidos 
durante a indexação e 
traduzidos na linguagem 
documentária da biblioteca. 
Quanto mais exaustiva for a 
indexação, mais termos ela 
vai empregar” (RUBI, 2009, 
p. 85). 
 
Uma medida de extensão em 
que todos os assuntos 
discutidos em um certo 
documentos são reconhecidos 
na operação de indexação e 
A especificidade está 
relacionada ao nível de 
abrangência que a biblioteca e 
a linguagem documentária 
permitem especificar os 
conceitos identificados 
documento. 
(RUBI, 2009, p. 85) 
 
Grau de precisão de um 
sistema de indexação, quando 
este é aplicado ao(s) 
assunto(s) de um documento. 
Proporção entre o número de 
documentos não pertinentes 
que não foram selecionados e 
o número total de documentos 
registrados não pertinentes 
que se encontram registrados 
no sistema (VIEIRA, 2014). 
 APOSTILÃO 
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70 
 
(VIEIRA, 2014) 
 
 
 
número total de documentos 
recuperados pelo sistema”. 
(VIEIRA, 2014) 
traduzidos na linguagem do 
sistema. Assim, um alto nível 
de exaustividade na 
indexação produz uma alta 
revocação e uma baixa 
precisão (VIEIRA, 2014). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/1aulaindexacao2013-130515205248-phpapp01/95/1-aula-indexacao-2013-44-638.jpg?cb=1368651242 
OBS: Neste contexto Relevância = Precisão 
POLÍTICA DE INDEXAÇÃO 
“...A política de indexação é um conjunto de 
procedimentos, materiais, normas e técnicas 
orientadas por decisões que refletem a prática e 
princípios teóricos da cultura organizacional de um 
sistema de informação” (FUJITA, 2012). 
 
o objetivo de uma política de indexação é principalmente 
definir as variáveis que influem no desempenho do serviço 
de indexação. Além das variáveis, cita os objetivos de “[...] 
estabelecer princípios e critérios que servirão de guia na 
tomada de decisões para otimização do serviço, 
racionalização dos processos e consistência das operações 
nele envolvidas [...] (CARNEIRO, 1985) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 (FUJITA, 2012) 
 APOSTILÃO 
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71 
 
CATALOGAÇÃO DESCRITIVA: 
CÓDIGO DE CATALOGAÇÃO ANGLO-AMERICANO - AACR2 
O código tem como objetivo a normalização da catalogação a nível internacional, subsidiando o tratamento 
da informação. Utiliza sistema de pontuação e a catalogação pode ser feita pelo suporte físico da obra. 
Publicado em 1978, com três revisões em língua inglesa: 1988, 1998 e recentemente em 2002, sem contar as 
alterações de 2003, 2004 e 2005. A tradução de 2002 para o português, teve revista a redação e numeração 
das regras e inclusão de novos exemplos. 
ESTRUTURA DO AACR 
Dividi-se em duas partes: Parte I – Descrição e Parte II – Pontos de Acesso, Títulos Uniformes, Remissivas 
PARTE I – DESCRIÇÃO 
CAPÍTULOS NORMA 
1 Regras Gerais de Descrição 
2 Livros, Folhetos e Folhas Impressas 
3 Materiais Cartográficos 
4 Manuscritos (incluindo Coleções Manuscritas) 
5 Música 
6 Gravação de Som 
7 Filmes Cinematográficos 
8 Materiais Gráficos 
9 Recursos Eletrônicos 
10 Artefatos Tridimensionais e Realia 
11 Microforma 
12 Recursos Contínuos 
13 Análise 
 
PARTE II - PONTOS DE ACESSO, TÍTULOS UNIFORMES, REMISSIVAS. 
21 Escolha dos Pontos de Acesso 
22 Cabeçalhos para Pessoas 
23 Nomes Geográficos 
24 Cabeçalhos para Entidades 
25 Títulos Uniformes 
26 Remissivas 
Apêndices A 
Maiúsculas e 
Minúsculas 
B 
Abreviaturas C 
Numerais D 
Glossário E 
Artigos 
Iniciais 
F 
ÍNDICE 
Fonte: (ANZOLIN, 2007) 
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72 
 
Cada zona, onde se vão inscrever os elementos da descrição, tem uma determinada fonte principal de informação. 
Qualquer elemento retirado de outra fonte, que não a principal, deve ser referenciado entre parênteses rectos [ ] , ou 
dado como nota. 
O Corpo da Entrada é constituído por sete zonas que se inscrevem numa área demarcada da ficha. 
ÁREAS/ZONAS E FONTES PRINCIPAIS DE INFORMAÇÃO PARA DESCRIÇÃO 
BIBLIOGRÁFICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: A CATALOGAÇÃO, [200-?] 
 
 
 
 
 
 
 
Segundo o AACR2 os pontos de acesso podem ser para: 
Obras de autoria de uma única pessoa (21.4) 
Obras originárias de uma única entidade coletiva (21.4B e 21.1B2) 
Obras de Chefes de Estado, Papas, etc. (21.4D1 e 21.4D2) 
Responsabilidade compartilhada (21.6) 
Responsabilidade principal indicada (21.6B) 
Responsabilidade principal não indicada (21.6C) 
Coletâneas de obras por diferentes pessoas ou entidades (21.7) 
Coletâneas com título coletivo (21.7B) 
Na catalogação utilizam-se os PONTOS DE ACESSO PRINCIPAL E SECUNDÁRIOS. 
PONTO DE ACESSO: é um nome, termo, título ou expressão, pelo qual o usuário pode procurar e 
encontrar, ou acessar, a representação bibliográfica de um recurso, ou o próprio recurso eletrônico de 
acesso remoto. Os pontos de acesso reúnem os recursos por uma dada característica ou semelhança. 
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73 
 
Sem título coletivo (21.7C) 
Obras de responsabilidade mista (21.8) 
Obras de autoria de uma única pessoa (21.4) 
Obras originárias de uma única entidade coletiva (21.4B e 21.1B2 
Fonte: (COUTO, et al., 2014). 
Os cabeçalhos de entrada podem ser para: 
NOMES PESSOAIS (CAPÍTULOS 22 e 24-AACR2) 
Regra geral (22.1A – 22.1B) 
Escolha entrenomes diferentes (22.2) 
Pessoas que têm entrada pelo prenome (22.3C1, ver também 22.8) 
Pessoas que tem entrada pelo sobrenome (22.5) 
Entrada pelo título de nobreza (22.6) 
Entrada pelo prenome, etc. (22.8) 
Entrada por iniciais, letras ou numerais (22.10) Acréscimos (22.16) 
Entrada para Santos (22.13) 
Entrada pelo Espírito (22.14) 
Entrada para papas, bispos, cardeais, e outras autoridades religiosas (22.17B, 22.17C E 22.17 D) 
Fonte: (COUTO, et al., 2014). 
EXEMPLOS DE ENTRADAS PARA NOMES PESSOAIS 
ENTRADAS: EXEMPLOS: 
SOBRENOMES SIMPLES: Martins, Beatriz Araújo 
SOBRENOMES COM PALAVRAS INDICANDO 
PARENTESCO: 
Bittencourt Filho, José 
Oliveira Neto, José Carlos 
SOBRENOMES COMPOSTOS: Machado de Assis, Joaquim Maria 
Santa Ana, Júlio de 
Lula da Silva, Luis Inácio 
Levi-Strauss, Claude 
SOBRENOMES ESPANHÓIS: Rivera Dias, Diego 
García Marques, Gabriel 
 
SOBRENOMES FRANCESES: Le Rouge, Gustave 
De Chardin, Teillard 
SOBRENOMES ITALIANOS: 
 
D’Arienzo, Nicola 
Di Pierro, Maria Clara 
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74 
 
Da Ponte, Lorenzo 
SOBRENOMES ALEMÃES com prefixos que consistem 
na contração de um artigo e de uma preposição (ex.: VOM= 
von dem; AM= an dem; ZUM= zu der): 
Am Thym, August 
Zur Linde, Otto 
Vom Ende, Erich 
Zum Busch 
SOBRENOMES ALEMÃES precedidos de: 
Artigos (DER, DIE, DAS, DEM), preposições (VON, ZU) 
e/ou conjunção (UND): 
Goethe Johann Wolfang von 
Muhll, Peter von der 
 
SOBRENOMES HOLANDESES: 
(entrar pelo último sobrenome, exceto se o prefixo que o 
precede for VER): 
Gripp, Klauss van der 
Brink, Jan ten 
Ver Boven, Daisy 
 
 
 
 
ENTRADA DE AUTORES CORPORATIVOS: 
Universidad Católica Madre y Maestría. Departamento 
de Medicina 
Brasil. Ministério das Relações Exteriores 
São Paulo (Estado). Secretaria de Economia e 
Planejamento 
Congresso Latino-Americano de Biblioteconomia e 
Documentação (2. : 1994 : Belo Horizonte) 
Conference on Cancer Public Education (1973 : Dulles 
Airport) 
Fonte: Ortega (2006) 
 
 
 
 
 
 
ENTIDADES COLETIVAS (CAPÍTULO 23 e 24) 
 
 
 
 
 
 
 
 
As regras para as entidades coletivas segundo o AACR2 estão descritas a seguir: 
Regra geral (24.1) 
Forma do nome (24.2) 
Nome que contém ou consiste de iniciais 
Regra básica: A entrada de entidade deve ser dada pelo nome com que é predominantemente identificada, 
exceto para aquelas que se constituem como subdivisão de uma entidade maior, ou ainda, para as que 
entram pelo nome do governo, a saber: país, Estado ou município. 
A determinação da forma e do nome da entidade é feita na língua que aparece na página de rosto das 
publicações ou através das fontes de referência (SOUZA, 2003). 
Cuidado para não confundir a regra da NBR 6023 (REFERÊNCIAS) com do AACR2. 
NBR 6023, o sobrenome do autor deve ser indicado em letras maiúsculas. 
Na AACR2, o sobrenome é indicado apenas com a primeira letra maiúscula. 
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75 
 
Latinização 
Mudanças de nome 
Formas do nome 
Nome em diversas línguas (24.3A) 
Ordens e sociedades religiosas (24.3D) 
Acréscimos (24.4c) 
Duas ou mais entidades com nomes iguais ou semelhantes (24.4C1) 
Regra geral (24.1) 
Conferências, Congressos, etc. (24.7 – 24.8) 
Filiais, ramais, etc. (24.9) 
Igrejas locais, etc. (24.10B) 
Entidades subordinadas e relacionadas não governamentais (24.12 – 24.15) 
Com entrada subordinada (24.13) 
Sub-cabeçalho Direto ou Indireto (24.14) 
Comissões, Comitês, etc. (24.15) 
Entidades governamentais e oficiais (24.17) 
Com entrada subordinada (24.18) 
Sub-cabeçalho Direto ou Indireto (24.19) 
Cabeçalhos especiais 
Conferências, Congressos, etc. (24.7 – 24.8) 
Filiais, ramais, etc. (24.9) 
Igrejas locais, etc. (24.10B) 
Entidades subordinadas e relacionadas não governamentais (24.12 – 24.15) 
Com entrada subordinada (24.13) 
Subcabeçalho Direto ou Indireto (24.14) 
Fonte: (COUTO, et al., 2014). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APOSTILÃO 
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76 
 
REGRAS PARA O PONTO DE ACESSO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://2.bp.blogspot.com/-vH4bItcDznY/Uydv2YbzbhI/AAAAAAAAHq0/kzamuFwBcHI/s1600/determina%C3%A7%C3%A3o+ponto+de+acesso+2.jpg 
SOBRE PONTO DE ACESSO: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://sites.google.com/site/infsassumpcao/_/rsrc/1312506370938/news-1/pontosdeacesso/Tipos%20de%20pontos%20de%20acesso.png 
EXEMPLOS DE ENTRADAS SEGUNDO O AACR2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.efdeportes.com/efd116/uso07.gif 
http://www.efdeportes.com/efd116/uso07.gif
 APOSTILÃO 
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77 
 
FORMA DE ENTRADA PARA CONFERÊNCIAS, CONGRESSOS, REUNIÕES ETC. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 http://4.bp.blogspot.com/-RNdMOU5dXHQ/UkCFQigt51I/AAAAAAAADi0/7tXTkcB2Cv0/s1600/fichacat.jpg 
EXEMPLO DE ENTRADA PARA ASSOCIAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Souza (2003) 
MODELO DE FICHA DE GRAVAÇÃO DE SOM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.amemoria.com.br/download.htm 
 
 
 Associação de Universidades Amazônicas 
 Diagnóstico regional de unidades de informação pan- 
amazônicas / Associação de Universidades Amazônicas, 
Universidade Federal do Pará; [coordenado por] Lena Vânia 
Ribeiro Pinheiro... [et al.]. – Belém: UNAMAZ, UFA, 1991. 
 125 p. : il.; 22 cm. – (Informação Amazônica; 1) 
 Bibliografia : p. 64 
 ISBN 85-247-0060-2 
 
 1. Serviços de informação – Pan- Amazônia – diagnóstico. I. 
Pinheiro, Lena Vânia Ribeiro, coord. II. Universidade Federal do 
Pará. III. Título. IV. Série. 
 
http://www.amemoria.com.br/download.htm
 APOSTILÃO 
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78 
 
MODELO DE FICHA DE RECURSOS ELETRÔNICOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.amemoria.com.br/cap11.pdf 
 
 
SIGLAS: (Recomendações da Biblioteca Nacional) 
Não use siglas para os seguintes tipos de entidades: 
- Bancos; 
- Comissões e Conselhos, com exceção para o CNPq; 
- Congressos; 
- Escolas, Faculdades e Universidades; 
- Entidades que entram subordinadamente; 
- Entidades governamentais a nível estadual ou municipal. 
Fonte: (COUTO, et al., 2014). 
OBS: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Este material não substitui a consulta ao AACR2. 
Não deixe de consultar Anzolin (2007) e Couto et al. (2005) pois estes materiais possuem 
descritos todo o processo de entradas autorizadas pelo AACR2, assim como o livro de 
Antônia Memória Ribeiro (2009) que possui muitos exemplos de catalogação e de entradas. 
 
Ver siglas completas em Anzolin (2007) e Couto (2014). 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
79 
 
DESCRIÇÃO DE RECURSOS E ACESSO (RDA) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://image.slidesharecdn.com/2015catalogacaowsld-150203104136-conversion-gate01/95/a-catalogao-sob-o-conceito-da-web-semntica-e-dos-dados-
ligados-perspectivas-para-os-bibliotecrios-e-estudantes-de-biblioteconomia-4-638.jpg?cb=1422960340 
CONCEITOS: 
O RDA (Resource 
Description and Access) é o 
novo padrão de catalogação 
que substituirá o AACR2. 
RDA oferece a bibliotecas o 
potencial de alterar 
significativamente como os 
dados bibliográficos são 
criados e usados. 
Desenvolvido pelo Joint 
Steering Committee for 
the Development of RDA, 
essa ferramenta on-line com 
base na Web foi laçada em 
julho de 2010. Os editores 
são a Associação Americana 
de Bibliotecas, a Associação 
Canadense de Bibliotecas e 
o CILIP (Chartered Institute 
of Library and Information 
Professionals). 
A OCLC participou 
ativamente do processo de 
criação do RDA (...). 
(RDA..., 2016a; SOBRE..., 
2016) 
RDA é a nova norma de 
catalogação que substituirá, 
em 2009, o Código de 
Catalogação Anglo-
Americano, segunda edição. 
O RDA vaialém dos códigos 
de catalogação anteriores ao 
prover orientações sobre 
como catalogar recursos 
digitais e auxiliar melhor os 
usuários para encontrar, 
identificar, selecionar e obter 
a informação desejada. O 
RDA também contribui para 
o agrupamento de registros 
bibliográficos visando 
mostrar relações entre obras e 
seus criadores. Essa 
importante e nova 
característica torna os 
usuários mais conscientes das 
diferentes edições, traduções 
ou formatos físicos das obras 
– um significativo 
desenvolvimento. 
(RDA, 2016b) 
RDA é sigla para Resource 
Description and Access (Descrição 
e Acesso a Recursos), uma 
proposta de padrão sucessora ao 
AACR2. Como mencionado acima, 
seu desenvolvimento caracteriza-
se por uma mudança na direção de 
ser um código internacional (ou de 
aceitação global), que 
diferentemente do atual (em uso), 
não se regule por regras rígidas, 
mas por diretrizes de ampla 
aplicação, e com foco centrado no 
usuário e nas suas necessidades de 
informação. 
(MODESTO, 2008) 
 
A RDA busca abranger não 
apenas o ambiente digital, mas 
também descrever os materiais 
já presentes na biblioteca, diga-
se, os materiais impressos, sem 
deixar de trazer proposta para 
os futuros suportes que ainda 
farão parte da vida dos usuários 
O FUNDAMENTO DO 
RDA 
O RDA está construído sobre 
dois modelos conceituais, 
desenvolvidos pela Federação 
Internacional de Associações 
de Bibliotecas e Instituições, 
FIABI (sigla em inglês, 
IFLA): 
- Requisitos Funcionais para 
Dados Bibliográficos 
(RFDB), em inglês Functional 
Requirements for 
Bibliographic Data (FRBR) e; 
- Requisitos Funcionais para 
Dados de Autoridade 
(RFDA), em inglês, 
Functional Requirements for 
Authority Data (FRAD). 
FRBR e FRAD identificam as 
relações que uma obra pode 
ter com seu criador, assim 
como suas relações com 
quaisquer traduções, 
interpretações, adaptações ou 
formatos físicos dessa mesma 
http://www.rda-jsc.org/index.html
http://www.rda-jsc.org/index.html
http://www.rda-jsc.org/index.html
http://www.collectionscanada.gc.ca/jsc/rda.html
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
80 
 
e que serão exigidos nas UIs. 
(MACHADO, 2014, grifo meu) 
obra (RDA, 2016b). 
RESUMINDO: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://image.slidesharecdn.com/2011frbrrdamarcaulard2-121113111134-phpapp01/95/frbr-rda-aacr-formato-marc-breve-
introduo-42-638.jpg?cb=1352805257 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://image.slidesharecdn.com/rda-1205955993962198-3/95/rda-31-728.jpg?cb=1205927195 
http://image.slidesharecdn.com/rda-1205955993962198-3/95/rda-31-728.jpg?cb=1205927195
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
81 
 
Segundo Oliver (2011, p. 2) a RDA “trata-se de uma norma projetada para focar a atenção n usuário e nas tarefas que ele 
executa no processo de descobrimento de recursos. A finalidade de registrar dados é apoiar as tarefas dos usuários. Cada instrução 
na RDA reporta-se ao usuário e às tarefas que ele deseja executar. Essas tarefas do usuário têm sua origem nos modelos FRBR e 
FRAD”. 
DIFERENÇAS ENTRE AACR2 E RDA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/2011frbrrdamarcaulard2-121113111134-phpapp01/95/frbr-rda-aacr-formato-marc-breve-introduo-48-
638.jpg?cb=1352805257 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/rda-ufmgoficial-130614204718-phpapp01/95/rda-como-novo-cdigo-de-catalogao-64-638.jpg?cb=1371243181 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
82 
 
REQUISITOS FUNCIONAIS PARA REGISTROS BIBLIOGRÁFICOS (FRBR) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://images.slideplayer.com.br/7/1728000/slides/slide_10.jpg 
FAMÍLIA FRRB 
FRBR – Functional 
Requirements for 
Bibliographic Records, 
ou Requisitos Funcionais 
para Registros 
Bibliográficos [1998] 
FRANAR E FRSAR FRAD – Functional 
Requirements of 
Authority Data, ou 
Requisitos Funcionais de 
Dados de Autoridade (ou 
Dados Autorizados) 
[2009] 
FRSAD – Functional 
Requirements for 
Subject Authority Data, 
ou Requisitos Funcionais 
para Dados de 
Autoridade de Assunto 
(ou Dados Autorizados 
de Assunto) [2010] 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: (MEY, 2012, p. 15) 
FRBR 
Usa o modelo entidade-relacionamentos, que é formado por três componentes: 
 ENTIDADES; 
 ATRIBUTOS OU CARACTERÍSTICAS DAS ENTIDADES e; 
 RELAÇÕES ENTRE AS ENTIDADES. 
Fonte: (OLIVER, 2011) 
http://images.slideplayer.com.br/7/1728000/slides/slide_10.jpg
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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Fonte: http://image.slidesharecdn.com/2011frbrrdamarcaulard2-121113111134-phpapp01/95/frbr-rda-aacr-formato-marc-breve-introduo-7-
638.jpg?cb=1352805257 
 
GRUPOS DO FRBR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://www.ofaj.com.br/images/img_6_2_808_1.jpg 
http://www.ofaj.com.br/images/img_6_2_808_1.jpg
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http://image.slidesharecdn.com/20070utpalestracatalogacao-091012144328-phpapp02/95/catalogo-o-que-h-de-novo-17-728.jpg?cb=1255358622 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/20070utpalestracatalogacao-091012144328-phpapp02/95/catalogo-o-que-h-de-novo-18-728.jpg?cb=1255358622 
 
ELEMENTOS DO FRBR QUE NÃO EXISTEM NO AACR2: 
Características do arquivo 
(recursos digitais) 
Características de Braille 
 
Língua das pessoas, etc. Formato de vídeo URLs 
Informação sobre custódia 
(recursos arquivísticas) 
Identificadores de entidades (pessoas, 
entidades corporativas, obras) 
(MODESTO, 2010 p. 10) 
 
 
 
 
 
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http://fabricioassumpcao.com/blog/wp-content/uploads/2012/07/Relacionamentos-entre-as-entidades-grupos-1-e-2-FRBR.png 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/rda-ufmgoficial-130614204718-phpapp01/95/rda-como-novo-cdigo-de-catalogao-38-638.jpg?cb=1371243181
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REQUISITOS FUNCIONAIS PARA DADOS DE AUTORIDADES (FRSAD) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/rda-ufmgoficial-130614204718-phpapp01/95/rda-como-novo-cdigo-de-catalogao-47-638.jpg?cb=1371243181 
FRSAD - CARACTERÍSTICAS: 
Foi publicado em 2010; 
O FRSAD faz parte do que se convencionou chamar de “família” FRBR; 
Modelo Entidade-Relacionamento; 
Modelo conceitual das entidades do grupo três do modelo FRBR; 
 
TAREFAS DO FRSAD (INCLUIU EXPLORAR QUE NÃO EXISTIA NO FRBR): 
ENCONTRAR Um ou mais assuntos e/ou suas denominações que correspondam aos critérios 
estabelecidos pelo usuário, usando atributos e relacionamentos; 
IDENTIFICAR Um assunto e/ou a sua denominação com base em seus atributos ou relacionamentos 
(ou seja, distinguir entre dois ou mais assuntos ou denominações com características 
semelhantes para confirmar que o assunto ou denominação apropriada foi 
encontrado); 
SELECIONAR Um assunto e/ou a sua denominação adequada às necessidades do usuário (ou seja, 
escolher ou rejeitar com base nos requisitos e necessidades do usuário); 
 
EXPLORAR Os relacionamentos entre os assuntos e/ou suas denominações (por exemplo, 
explorar os relacionamentos a fim de compreender a estrutura de um domínio do 
conhecimento e sua terminologia). 
Fonte: (IFLA, 2010 apud MELO; BRASCHER, 2014, p. 109, com adaptações). 
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BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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http://image.slidesharecdn.com/rda-ufmgoficial-130614204718-phpapp01/95/rda-como-novo-cdigo-de-catalogao-48-638.jpg?cb=1371243181 
ENTIDADES DO FRSAD: 
Thema: 
(assunto de uma obra) 
“qualquer entidade que é usada como assunto de uma 
obra” (IFLA, 2010, p. 15). 
Nomen: 
(Nome de um tema) 
“qualquer signo ou sequência de signos (caracteres 
alfanuméricos, símbolos, sons, etc.) pelo qual um thema 
é conhecido por, referenciado a, ou tratado como” (IFLA, 
2010, p. 18). 
No catálogo bibliográfico a entidade thema pode ser compreendida sob diferentes perspectivas: do catalogador e do 
usuário. 
CATALOGADOR: os themas de uma obra são analisados com o objetivo de atribuir um ou mais nomens que os 
representem em um tesauro ou sistema de classificação bibliográfica. 
USUÁRIO: o usuário analisa os themas da sua necessidade de informação para representá-los em nomens que 
tenham sido atribuídos às obras de seu interesse. 
ATRIBUTOS DO FRSAD 
Existem dois tipos de atributos: 
 
TIPO DE 
THEMA 
é a categoria a que pertence um thema 
(obra, expressão, manifestação, item, 
pessoa, entidade coletiva, conceito, 
objeto, evento e lugar) no contexto de 
um determinado sistema de 
organização do conhecimento 
 
NOTA DE 
ESCOPO 
é um texto que descreve e, ou define o 
thema, especificando o seu escopo 
dentro de determinado sistema de 
autoridade assunto. A nota de escopo é 
atribuída a um thema de um sistema 
de organização do conhecimento para 
ajudar os usuários a entenderem o 
domínio em que o thema está inserido. 
http://fabricioassumpcao.com/blog/wp-content/uploads/2014/06/requisitos-funcionais-para-
dados-de-autoridade-de-assunto-frsad.png 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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88 
 
EXISTEM DOIS CONJUNTOS DE RELACIONAMENTOS NO FRSAD: 
EXEMPLO DE APLICAÇÃO: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: (MEY, 2012, p.35) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: (MEY, 2012, p. 50) 
obra-to-thema; thema-to-nomen 
entidades de diferentes tipos 
foi definido no modelo FRBR e indica que qualquer das entidades do 
modelo pode ser o assunto de uma obra. É uma relação de muitos para 
muitos entre as instâncias de obras e instâncias de themas. 
thema-to-thema; nomen-to-nomen 
entidades de mesmo tipo 
 
foi introduzido pelo modelo FRSAD e evidencia que qualquer thema pode 
ter múltiplos nomens, como ocorre em diferentes idiomas e sistemas de 
organização do conhecimento. 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
89 
 
ISBD 
O AACR2 incorporou as regras estabelecidas na Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada Geral - 
ISBD (G). 
HISTÓRICO: 
1969 Estudos iniciais - Reunião Internacional de Especialistas em Catalogação (também conhecido 
como Encontro de Copenhague) 
1971 Primeira das ISBDs - Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada das Publicações 
Monográficas (ISBD(M)) 
1974 Revisão da “Primeira edição normalizada” do ISBD(M) 
1975/78 Criação do ISBD(G) - “Primeira edição normalizada revista” 
1981 Revisão e reformulação das ISBDs (final dos anos 80 completou-se a revisão). 
Década de 90 Revisão total das ISBDs 
Ano 2000 e 2001 Sucessivas revisões e disponibilização online para consulta pública. 
Fonte: (FEDERAÇÃO, 2005; CUNHA, 1979) 
As ISBDs são revistas de 5 em 5 anos, podendo ser de dois tipos: 
Pequenas intervenções – introdução de mais exemplos e definições, interpretações de casos dúbios e correcção de 
erros; • Intervenções de fundo - produção de uma nova norma ou o cessar de uma existente. (GALVÃO, 2016) 
Programa desenvolvido pela IFLA, resultante da reunião 
de Grenoble, que apresenta um conjunto de normas para 
a descrição bibliográfica; existem vários textos para cada 
tipo de documento: 
ISBD (M) – monografias impressas ou em Braille 
publicados depois de 1801 (inclusive). 
ISBD (A) - monografias impressas publicadas até 1800. 
Livro Antigo. 
ISBD (NBM) – material não livro. Non Book Material. 
Ex. Microfilme. 
ISBD (CM) – material catográfico. 
ISBD (PM) – música impressa. Printed Music. 
ISBD (S) – publicações em série impressas. Substituído 
pelo ISBD (CR). 
ISBD (G) – é considerada a norma-padrão geral; surge 
como resultado de uma tentativa de harmonização das 
restantes ISBD; utiliza uma terminologia mais genérica 
que pode ser aplicada a qualquer tipo de documento. Por 
exemple, utiliza termo “manufactura” em vez de 
“impressão”, de forna a englobar material não impresso. 
A ISBD foi concebida para servir como um instrumento 
de comunicação internacional da informação 
bibliográfica. Seus principais objetivos são: 
 Permitir a permuta de dados oriundos de fontes 
diversas; 
 Facilitar sua interpretação malgrado as barreiras 
linguísticas; 
 Auxiliar a conversão dos dados bibliográficos em 
forma legível a máquina. 
(CUNHA, 1979, p. 7) 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
90 
 
DESTINAM-SE às agências bibliográficas nacionais e a 
outras agências catalogadoras. 
Fonte: CATALOGAÇÃO (2016) 
OBJETIVOS DO ISBD 
Estabelecer orientações para uma catalogação descritiva 
compatível a fim de facilitar a permuta internacional de 
registos bibliográficos. 
Ao especificar os elementos que abrangem uma 
descrição bibliográfica e ao determinar a ordem pela qual 
os elementos deverão ser registados, as ISBD propõem: 
a. Fazer com que os registos oriundos de diferentes 
fontes e de diferentes países sejam permutáveis, de tal 
modo que os registos feitos num país possam ser 
facilmente aceites para catálogos de bibliotecas ou outras 
listas bibliográficas em qualquer outro país. 
b. Ajudar à interpretação de registos transpondo barreiras 
linguísticas, podendo os utilizadores interpretar o registo 
numa língua que não domine a partir da pontuação. Para 
tal, a pontuação tem que ser unívoca. 
c. Ajudar a converter registos bibliográficos em registos 
de forma legível para computador. 
Fonte: CATALOGAÇÃO (2016) 
 
Dar as directivas que permitam uma catalogação 
descritiva compatível à escala mundial, de forma a 
facilitar a troca internacional de referências bibliográficas 
entre agências bibliográficas nacionais e entre a 
comunidade internacional das bibliotecas e da 
documentação. Ao definir os elementos necessários 
numa descrição bibliográfica, prescrevendo a sua ordem 
de apresentação e a pontuação que os delimitam, as 
ISBDs visam: 
A. tornar intercomunicáveis as referências bibliográficas 
produzidas por diferentes fontes, de forma que as 
referências produzidas produzida num país possam ser 
facilmente integradas nos catálogos ou na bibliografia de 
qual outro país; 
B. ajudar à compreensão das referências apesar das 
barreiras linguísticas, de forma que as referências 
produzidas para os utilizadores de uma língua, possam 
ser entendidas pelos utilizadores de outras línguas; 
C. facilitar a conversão das referências bibliográficas em 
formato legível por máquina. 
Fonte: (FEDERAÇÃO, 2005) 
As informações descritivas do ISBD estão divididas em 8 áreas: 
 TED PUDESE NONU 
I – Título e indicação de responsabilidade; 
II – Edição; 
III – Detalhes Específicos do material (ou tipo de publicação) 
IV – PUblicação, distribuição etc.; 
V – DEscrição física; 
VI – SÉrie 
VII – Notas 
VIII – NÚmero normalizado e modalidades de aquisição. 
Fonte: biblioquestoesesquematizadas.zip.net 
 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
91 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://image.slidesharecdn.com/2011frbrrdamarcaulard2-121113111134-phpapp01/95/frbr-rda-aacr-formato-marc-breve-introduo-51-
638.jpg?cb=1352805257 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://image.slidesharecdn.com/2015isbdconsolidada-151102203111-lva1-app6891/95/isbd-consolidada-introduo-bsica-verso-2015-8-
638.jpg?cb=1446496543 
 
OBS:coleta, organização e disseminação 
de documentos ou informações. 
A teoria da documentação surgiu a 
partir de 1870, em decorrência do 
desenvolvimento da indústria gráfica. 
Paul Otlet e Henri La Fontaine foram 
seus grandes líderes. 
(CUNHA; CAVALCANTE, 2008) 
A Documentação ganhou maior 
ênfase na Europa. 
A Documentação, posterior à 
Biblioteconomia, voltou-se ao 
desenvolvimento de técnicas e 
princípios preocupados com a 
organização e recuperação 
informacional, voltada ao tratamento 
documental. Essas ações engendram-
se independente do tipo de 
documental ou de suporte, 
permitindo enxergar o documento em 
seu contexto de aplicação 
(ORTEGA, 2008). 
Foi substituída pela CI. 
(SIQUEIRA, 2010) 
A Documentação acompanha o 
documento desde o instante em que 
ele surge da pena do autor até o 
momento em que impressiona o 
cérebro do leitor (OTLET, 1937). 
 
A história da Documentação conta, 
entre outras com documentalistas 
francesas, como: Suzanne Briet 
(1894-1989), funcionária da 
Biblioteca Nacional da França, 
discípula e continuadora de Otlet. É 
também considerada a pioneira da 
CI. 
(ORTEGA, 2009) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/trabalholuciana-cap01-100530191107-phpapp01/95/origens-e-evoluo-da-cincia-da-informao-3-728.jpg?cb=1275246900 
 
A história da Documentação no Brasil pode ser identificada em ao menos três momentos: no início do Século 
XX, por envolvimento com o projeto do IIB; a partir dos anos 1940, em movimento que levou à criação do 
Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD)v em 1954 até a introdução da corrente 
estadunidense de Ciência da Informação no Brasil; e a partir dos anos 1980, com o início dos estudos do Grupo 
Temma, da Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo (ECA/USP) (ORTEGA, 2009). 
http://image.slidesharecdn.com/trabalholuciana-cap01-100530191107-phpapp01/95/origens-e-evoluo-da-cincia-da-informao-3-728.jpg?cb=1275246900
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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6 
 
 CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO (CI) 
EVOLUÇÃO/HISTORICO: 
1958 - Conferência Internacional sobre Informação Científica 
1961 e 1962 – Conferências do Georgia Institute of Technology 
Final do século XIX - ações e propostas de Otlet e La Fontaine: 
 Conferência Internacional de Bibliografia, em 1895; 
 Criação do Instituto Internacional de Bibliografia; 
 Criação da Classificação Decimal Universal e a ideia do Repertório Bibliográfico Universal 
 (ARAÚJO, 2010). 
CI NO BRASIL: 
DÉCADA DE 1970 - com a implantação do curso de mestrado em Ciência da Informação, do Instituto 
Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD). 
ÁREAS DE ORIGEM DA CI: 
Documentação, Bibliografia, Recuperação da Informação, Teoria matemática e Bibliometria. 
OBRAS IMPORTANTES: 
Vannevar Bush (1945) - As we may thing 
Norbert Wiener (1948) - Cybernetics or control and communication in the animal and machine 
Claude Shannon e Warren Weaver (1949) - The mathematical theory of communication 
Borko (1968) - Information Science: what is it? 
CONCEITOS: 
“DISCIPLINA que investiga as 
propriedades e o comportamento da 
informação, as forças que governam 
seus fluxos e os meios de 
processamento para otimização do 
acesso e uso”. (BORKO, 1968) 
“CIÊNCIA INTERDISCIPLINAR 
derivada e relacionada com vários 
campos como a matemática, a 
logística, a linguística, a psicologia, a 
tecnologia computacional, as 
operações de pesquisa, as artes 
gráficas, as comunicações, a 
biblioteconomia, a gestão e outros 
campos similares” (BORKO, 1968) 
Oliveira (2011) define a CI como o 
“Conjunto de teorias e práticas e, 
como campo científico, produz 
intercâmbio com outras disciplinas. 
Uma delas é a biblioteconomia, área 
com a qual ela tem falado mais de 
perto (...)”. 
 
Para Le Coadic (2004, p. 25) a CI 
“tem por objeto o estudo das 
propriedades gerais da informação 
(natureza, gênese, efeitos) e a análise 
de seus processos de construção, 
comunicação e uso”. 
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BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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7 
 
PARADIGMAS DA CI 
Ideias relacionadas com o movimento da informação em um sistema de comunicação humana. 
Esse paradigma enfatiza o FLUXO DE INFORMAÇÃO que ocorre em um sistema no qual os documentos 
são procurados e recuperados em resposta à pergunta realizada pelo interagente. (OLIVEIRA, 2005). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte:https://www.google.com.br/search?q=fluxo+da+informa%C3%A7%C3%A3o&biw=1467&bih=702&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwj0jr730c_KAhXLFZAKHc6
IACwQ_AUIBigB#tbm=isch&q=fluxo+da+informa%C3%A7%C3%A3o+and+biblioteconomia+and+ciencia+da+informa%C3%A7%C3%A3o&imgrc=oX35H9bixgFJgM%3A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://images.slideplayer.com.br/19/5998175/slides/slide_13.jpg 
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BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL 
 
LEI 4.084 DE 30 DE JUNHO DE 1962 
DISPÕE SOBRE A PROFISSÃO DE BIBLIOTECÁRIO E REGULA SEU EXERCÍCIO. 
É composta de 37 artigos 
Regula itens como: 
 Exercício da Profissão do Bibliotecário e das suas Atribuições 
 Conselhos de Biblioteconomia 
 Anuidades e Taxas 
 
ARTIGOS MAIS IMPORTANTES NOS ESTUDOS PARA CONCURSOS: 
Art. 2 - Exercício da profissão de Bibliotecário 
Art. 8 - Fiscalização do exercício da profissão do Bibliotecário 
Art. 9 - Personalidade jurídica do CFB e CRBs 
Art. 11 – Composição do CFB 
Art. 14 - Mandato do Presidente 
Art. 15 - Atribuições do CFB 
Art. 20 - Atribuições dos CRB 
Art. 21 - Escolha dos conselheiros regionais 
Art. 21 (Parágrafo único) – Membros natos 
Art. 26 – Pagamento anuidade 
Art. 29 - Renda do CFB 
Art. 30 - Renda dos CRB 
Fonte: Brasil (1962) 
 
 
 
DECRETO n° 56.725, de 16 de agosto de 1965 – Regulamenta a Lei nº 4.084, de 30 de junho de 1962, que 
dispões sobre o exercício da profissão de Bibliotecário. 
 
 
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LEI N. 12.244 DE 24 DE MAIO DE 2010 
UNIVERSALIZAÇÃO DAS BIBLIOTECAS NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO DO PAÍS 
 
Art.1º Define que todas às instituições de ensino públicas e privadas do País terão bibliotecas. 
Art. 2º Conceitua que é biblioteca escolar como a coleção de livros, materiais videográficos e 
documentos registrados em qualquer suporte destinados a consulta, pesquisa, estudo ou leitura. 
Quanto ao acervo das bibliotecas escolares determina a obrigatoriedade de “no mínimo, um título 
para cada aluno matriculado”. 
Art. 3º Prevê a efetivação da lei quanto à instalação de bibliotecas escolares em no máximo 10 ANOS, 
juntamente com o bibliotecário. 
Fonte: Brasil (2010). 
 
RESOLUÇÃO N. 42 DE 11 DE JANEIRO DE 2002 
CÓDIGO DE ÉTICA DOS BIBLIOTECÁRIOS 
Tem por objetivo fixar normas de conduta para as pessoas físicas e jurídicas que exerçam as atividades 
profissionais em Biblioteconomia 
O código de Ética rege as condutas quanto à: 
 DEVERES E OBRIGAÇÕES 
 DIREITOS 
 PROIBIÇÕES 
 INFRAÇÕES DISCIPLINARES E PENALIDADES: a) advertência reservada; b) censura 
pública; c) suspensão do registro profissional pelo prazo de até três anos; d) cassação do 
exercício profissional com apreensão de carteira profissional; e) Multa de 1 a 50 cinquenta 
vezes o valor atualizado da anuidade. 
 APLICAÇÃO DE SANÇÕES ÉTICAS 
 HONORÁRIOS PROFISSIONAIS 
Fonte: (CONSELHO..., 2002) 
 
 
 
 
 
 
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BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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BIBLIOTECÁRIO: 
PERFIL PROFISSIONAL, ÉTICA, COMPETÊNCIAS E 
HABILIDADES 
 
BIBLIOTECÁRIO: PERFIL PROFISSIONAL 
Segundo Valentim (2002, p. 118): 
“Os profissionais da informação precisam, cada vez mais, ter uma formação que permita atender uma determinada 
demanda social. No entanto, só a formação também não resolve a questão, ou seja, para que os profissionais da 
informação ocupem os espaços a eles destinados no mercado de trabalho, é necessário que a formação defina um. 
Os ISBDs “DESTINAM-SE às agências bibliográficas nacionais e a outras agências 
catalogadoras. Assim, é de recomendar que a agência bibliográfica nacional de cada 
país, tendo como responsabilidade criar o registo definitivo para cada documento, 
prepare uma descrição que contenha todos os elementos (obrigatório, recomendado, 
facultativo)” (CATALOGAÇÃO, 2016). 
 
http://image.slidesharecdn.com/2015isbdconsolidada-151102203111-lva1-app6891/95/isbd-consolidada-introduo-bsica-verso-2015-8-638.jpg?cb=1446496543
http://image.slidesharecdn.com/2015isbdconsolidada-151102203111-lva1-app6891/95/isbd-consolidada-introduo-bsica-verso-2015-8-638.jpg?cb=1446496543
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TABELA DE CUTTER 
“A tabela de notação de Autor, ou de 
Cutter Sanborn, tem a função de 
atribuir uma codificação para a 
autoria da obra pela notação de autor, 
que consiste no arranjo alfa-numérico 
que codifica (representa) a autoria da 
obra que está sendo classificada. Para 
o processamento da notação de autor, 
é necessário primeiramente 
determinar seu número de 
classificação geral, fazendo uso, para 
tanto, do sistema de classificação 
CDD ou CDU adotado pela 
biblioteca. 
Em segundo momento, a partir da 
determinação da autoria da obra, 
acessa-se a Tabela de Cutter Saborn 
(2000) on line, buscando o número 
referente à notação do autor. A partir 
das letras iniciais do sobrenome do 
autor ou nome da entidade, se for o 
caso, determina-se o número da 
Tabela de Cutter, constituindo a 
notação de autor. Este número deve 
ser antecedido da primeira letra do 
sobrenome do autor ou nome da 
entidade” (ESTABEL; MORO, 2014, 
p. 30). 
O esquema de notação de autor mais 
popular foi desenvolvido por Charles 
Ammi Cutter. De acordo com Wynar 
(1976), inicialmente, Cutter 
desenvolveu a tabela de dois dígitos 
que, posteriormente, a tabela foi 
expandida para três dígitos por Kate 
F. Sanborn. Ela não usou a tabela de 
dois dígitos como base para sua tabela 
e por isso Cutter resolveu expandir a 
sua própria tabela para três dígitos. 
Portanto, há três variações das tabelas: 
1) a tabela de dois dígitos; 2) a tabela 
de três dígitos de Cutter-Sanborn1 (a 
mais empregada no Brasil); e 3) a 
tabela de três dígitos de Cutter2 . Em 
um primeiro momento a notação do 
autor parece não ter lógica. Mas tem. 
A principal função da notação de 
autor de Cutter-Sanborn é ordenar as 
diversas obras de um mesmo autor 
dentro de um mesmo assunto (número 
de classificação). 
O número de Cutter para um item é 
retirado das primeiras letras da 
entrada principal (que não artigo) 
seguido de seu número 
correspondente advindo da tabela que 
assim, determina o número para cada 
nome em ordem alfabética. 
(SANTOS, 2011) 
A classificação de Cutter, ou 
classificação expansiva, foi criada por 
Charles Ammi Cutter (1837-1903), 
considerado um dos maiores 
bibliotecários norte-americanos. Foi 
autor do Rules for Dictionary Catalog, 
o segundo catálogo de classificação 
norte-americano, publicado em 1876 e 
reeditado posteriormente. 
Criou tabelas para individualizar 
autores, usada no momento da 
formação do número de chamada, 
conhecidas no Brasil como Tabela 
Cutter ou Tabela Cutter Sanborn. 
O sistema divide-se em 7 tabelas 
“expansivas” que vão tornando-se mais 
minuciosas, sempre do dado mais geral 
para o mais específico, dependendo da 
necessidade descritiva da coleção 
existente na unidade informacional, 
podendo chegar ao nível máximo 
descritivo, ou seja, a sétima tabela de 
classificação, que não foi completada 
devido à morte de Cutter. 
(VIEIRA, 2014, P. 92) 
Já existe a versão digital do CUTTER desenvolvida pela OCLC: 
 
 
 
 
 
Fonte: http://biblioideiaseestudos.com.br/wp-content/uploads/2010/06/dna.jpg
http://biblioideiaseestudos.com.br/wp-content/uploads/2010/06/dna.jpg
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QUADRO RESUMO DA APLICAÇÃO DAS REGRAS DA TABELA DE CUTTER: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: (SANTOS, 2011) 
REGRAS PARA APLICAÇÃO DA TABELA DE CUTTER: 
NOTAÇÃO/ REGRA EXEMPLO: 
1 - Notação de autor para sobrenome do 
autor/entidade: 
Primeiras letras do sobrenome do autor ou 
entidade e a primeira letra do título da obra, 
desconsiderando-se artigos (se houver). 
 BANDEIRA, Pedro 
 Tabela = 214 Band 
 Cutter = B214 
 
 
Para uma obra de Pedro Bandeira com o título: A Marca de uma 
lágrima, usa-se a primeira letra do título ficando assim: B214m 
2 – Em algumas situações, as primeiras 
letras do sobrenome não estão na tabela: 
Nesse caso, a orientação é que seja utilizado 
o número das letras anteriores mais 
próximas. 
 VERÍSSIMO, Érico 
 Tabela = 517 Verin 
 Cutter = V517 
 
 
Para uma obra de Érico Veríssimo com o título: Um certo capitão 
Rodrigo, fica a notação assim: V517c 
3 – Um autor possui dois ou mais títulos que 
apresentem as mesmas iniciais: 
Deve ser acrescentada outra letra do título. 
 
 
Autor: Érico Veríssimo 
Título: Um certo capitão 
Rodrigo 
Autor: Érico Veríssimo 
Título: Clarissa 
Cutter = V517c Cutter = V517cl 
 
4 – Quando o título da obra iniciar por 
números, a orientação é de que as iniciais do 
título sejam transformadas em palavras. 
 
1000 perguntas e respostas sobre os animais: 1000 = m 
Cutter = M 618 
5- Quando não for possível: 
a) Identificar a autoria da obra ou 
b) A obra possuir mais de três autores ou 
c) Se for resultante do trabalho de eventos 
Utiliza-se a Tabela para identificação do 
título e não é colocada a segunda letra após o 
número. 
 
 
 
Título: ENCICLOPÉDIA da fantasia: todas as fábulas 
Cutter = E 56 
6 – Quando o sobrenome do autor for 
composto por grau de parentesco, a notação 
será elaborada pelo sobrenome que antecede 
ao grau de parentesco. 
 
Luís Estabel Neto 
Estabel Neto = E79 
7 - Sobrenome com apóstrofo: 
Ignora-se o apóstrofo: O’Hara equivale a 
Ohara e Sant’Anna equivale a Santanna; 
Samarra de John O’Hara (Rendez-vous) 
Cutter = O 36r 
 
 
212 Band 
213 Banc 
214 Band 
215 Bane 
 515 Verhu 
 516 Veri 
 517 Verin 
 518 Verj 
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8 - Sobrenomes constituídos por contrações 
de Mc, M’c ou M ’ equivalem a Mac. 
James Alan McPherson (A Region Not Home) 
Cutter = M478r 
9 - Sobrenome composto: 
Notação de autor para a primeira palavra do 
sobrenome composto 
Insurreição do queimado em cordel e prosa de Teodorico 
Boa Morte. 
Cutter = B662i 
10 - Sobrenome com prefixo: 
Somente para prefixo que fazem parte do 
nome 
União Européia de François d’Arcy. 
Cutter = A675u 
11- Sobrenome com hífen ou traço: 
Notação de autor para a primeira palavra 
que compõe a hifenização. 
Le Petit Prince de Antoine de Saint-Exupéry 
Cutter = S137p 
12 - a notação de autor para autor 
corporativo/entidade coletiva refere-se ao 
nome da corporação das que possuem 
atividade fim definida ou que possuem 
nome próprio: academias; arquivos; asilos; 
associações; bancos; bibliotecas etc... 
Concurso Nacional de Cronicas, Premio Luiz Fernando 
Verissimo da Associação Bamerindus. 
Cutter = A849c 
13 - Títulos uniforme: 
Deve ser atribuída ao tradutor. 
Bíblia Sagrada traduzida em português por João Ferreira de 
Almeida 
Cutter = A447b 
14 – Tradução 
Ela é indicada a partir do título original 
sucedida por ponto, pela letra inicial da 
língua em maiúscula e pela inicialdo 
sobrenome do tradutor. 
As areias do tempo de Sidney Sheldon ; tradução de A. B. 
Pinheiro de Lemos. Título original: The sands of time. 
Cutter = S544s.Pl 
15 - Biografias: objetiva reunir obras de 
mesma pessoa. 
O Cutter deve ser atribuído a partir do 
sobrenome do biografado e, em vez de 
colocar a primeira letra do título, será 
utilizada a primeira letra do sobrenome do 
biografado. 
Curtindo os netos : (viagens e historinhas) memórias de Eno 
Teodoro Wanke. 
Cutter = W262a 
16 - Autobiografias: 
Sugere-se não incluir a inicial em 
autobiografias. Isso faz com que as 
autobiografias de uma personalidade 
antecedam as biografias. 
Outra alternativa é suceder a notação de 
autor pela letra “a” na primeira 
autobiografia da coleção. Às autobiografias 
adquiridas subsequentemente acrescenta-se 
o número de acordo com a ordem de 
aquisição. 
Eno Teodoro Wanke, sua vida e obra : biografia e analise da 
obra do trovador, engenheiro, poeta, pesquisador, escritor, 
contista, biografo, trovologo, ensaísta literário, etc., de 
Therezinha Radetic. 
 
Cutter = W262r 
Fonte: (ESTABEL; MORO, 2014; SANTOS, 2011, com adaptações) 
OBS: 
 
 
 
 
O número de chamada completo é composto pelo arranjo entre o número de classificação e 
a notação de autor para determinado documento, compondo a sua localização no acervo. 
(ESTABEL; MORO, 2014, grifo meu) 
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95 
 
FORMATOS DE INTERCAMBIO DE DADOS: MARC21 
CONCEITOS E HISTÓRICO: 
MARC é a abreviação de Machine 
Readable Catalog (em português, 
catalogação legível por máquina), 
utilizada para denominar o projeto 
desenvolvido pela biblioteca do 
Congresso nos Estados Unidos com o 
objetivo de organizar e disseminar os 
dados bibliográficos num determinado 
formato, de forma que possam ser 
legíveis por máquinas. Essa iniciativa, 
que começou há cerca de 40 anos, 
fornece o mecanismo pelo qual os 
computadores interpretam, utilizam e 
trocam entre si informações 
bibliográficas, e que juntos formam a 
base da maioria dos catálogos de 
bibliotecas usados atualmente. 
A sigla MARC tornou-se USMARC na 
década de 1980 e MARC 21 no final, 
de 1990. Porém houve outras variações 
como segue: 
- INTERMAC: França; 
- AUSMARC: Austrália; 
- NORMAC: Noruega; 
- DANMARC2: Dinamarca; 
- CMARC: China; 
- KMARC: Coréia do Sul; 
- UNIMARC: IFLA (1977); 
- MARC 21: harmonização entre 
USMARC, CAN/MARC e UKMARC. 
(VIEIRA, 2014) 
O formato MARC é um conjunto de 
códigos e designações de conteúdos 
definido para codificar registros que 
serão interpretados por máquina. Sua 
principal finalidade é possibilitar o 
intercâmbio de dados, ou seja, importar 
dados de diferentes instituições ou 
exportar dados de sua instituição para 
outros sistemas ou redes de bibliotecas 
através de programas de computador 
desenvolvidos especificamente para 
isto. 
O formato MARC 21 para dados 
bibliográficos inclui informação sobre 
material textual impresso ou 
manuscrito, arquivo de computador, 
mapas, música, recurso contínuo, 
material visual e material misto; os 
dados bibliográficos normalmente 
incluem título, nome, assunto, nota, 
dado de publicação e descrição física. 
(MARC..., 2015) 
O formato MARC - Machine 
Readable Catalog é desenvolvido 
e mantido pela US Library of 
Congress (Biblioteca do 
Congresso Norte Americano), 
padroniza a representação 
descritiva automatizada dos 
acervos bibliográficos, e tem sido 
considerado um padrão a nível 
internacional. 
(FERREIRA, 2013) 
 
As principais finalidades da 
adoção do padrão MARC são: 
 Possibilidade de realizar 
intercâmbio de dados entre 
diferentes instituições. 
 Prevenir a duplicidade de 
trabalho e proporcionando 
economia de tempo. 
 Permitir que as bibliotecas 
substituam um sistema 
automatizado por outro 
sem prejuízo dos dados. 
A adoção do formato MARC 21 
em sistemas automatizados de 
gestão de bibliotecas traz 
avanços para o compartilhamento 
de informações bibliográficas e 
para a manutenção da própria 
base. 
Os softwares de grande porte, 
gerenciadores de bibliotecas, 
utilizados atualmente no Brasil, 
adotam o formato MARC 21 
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como padrão. 
Os softwares específicos para 
armazenamento e processamento 
dos catálogos de acervos 
bibliográficos foram elaborados 
para reproduzir e substituir os 
catálogos manuais, em todas as 
características, e para tanto o 
processo tecnológico deve prever 
todas as etapas do processo de 
catalogação e formação de 
catálogos. 
(SILVA; BAPTISTA, 2013) 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://image.slidesharecdn.com/marc-21-denise-1217972849769008-8/95/marc-21-24-728.jpg?cb=1221026629 
COMPOSIÇÃO DO FORMATO MARC 21 
ELEMENTOS: 
Um registro MARC é composto por três elementos: A estrutura do registro é uma implementação dos padrões 
internacionais ANSI Z39.2 e ISO 2709. As indicações de conteúdo são códigos e convenções estabelecidos para 
identificar e caracterizar os dados dentro do registro e permitir sua manipulação. 
Os conteúdos dos dados que compõe um registro MARC geralmente são definidos por PADRÕES EXTERNOS AO 
FORMATO, como: International Standard Bibliographic Description (ISBD), Anglo-American Cataloguing Rules 
(AACR2), Library of Congress Subject Headings (LCSH) ou outros códigos usados pela instituição criadora do 
registro. (MARC..., 2015) 
 
COMPONENTES DO REGISTRO: 
Um registro bibliográfico MARC 21 consiste de três componentes principais: o Lider, o Diretório e os Campos 
Variáveis. 
Líder – Dados que fornecem informações para o processamento do registro. Estes dados contém números ou códigos e 
são identificados pela sua posição relativa. O Líder possui o tamanho de 24 caracteres e é o primeiro campo de um 
registro MARC. 
Diretório – Uma série de entradas que contém a posição inicial e o tamanho de cada etiqueta (TAG) dentro do registro 
bibliográfico. Cada notação possui 12 caracteres/posição e apresenta três partes: a tag, ou etiqueta d campo, o tamanho 
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97 
 
do campo e a posição inicial do campo. No Diretório, as notações para campos de controle variável aparecem primeiro, 
seguidas pelas etiquetas numa ordem numérica crescente. Em seguida entram os campos de dados variáveis, arrumados 
em ordem crescente, de acordo com o primeiro caractere da etiqueta. É gerado automaticamente pelo sistema. 
Campos Variáveis: os dados organizados em campos variáveis, identificados por uma tag ou etiqueta de 3 caracteres 
numéricos, que estão registrados na entrada do diretório, referente a cada campo. São de 2 tipos: de Controle variável 
e de Dados variáveis. 
Campos Controle variável – são os campos 00X. Eles podem conter ou um único dado ou uma série de dados de 
tamanho fixo, identificados pela posição relativa do caractere. Não contem indicadores, nem subcampos; 
Campos de dados variáveis: São os restantes dos campos variáveis definidos no formato. Além de serem 
identificados por uma etiqueta no Diretório, esses dados contém duas posições para indicadores, localizadas no começo 
de cada campo. Eles são agrupados em blocos, de acordo com o primeiro caractere da etiqueta/ tag, o qual, com 
algumas exceções, identifica a função do dado dentro do registro. O tipo de informação no campo é identificada pelo 
restante da etiqueta. 
É dentro desse campo também que se encontram os indicadores de conteúdo: Indicador e Subcampos. 
Indicador: As duas primeiras posições, no início de cada campo de dados variáveis, que interpretam ou 
complementam os dados contidos no campo. (...) O valor dos indicadores pode ser uma letra minúscula ou um 
caractere numérico. O espaço em branco representado por #, é usado em uma posição de indicador indefinido. Numa 
posição de indicador definida, o espaço em branco pode ter umsignificado ou pode significar “não há informação”. 
Códigos de Subcampos: Dois caracteres diferenciam os dados dentro do campo, os quais requerem tratamento 
separado. O código do subcampo consiste no delimitador, representado por “$” seguido de um identificado de 
subcampo. Esses identificadores podem ser letras minúsculas ou caracteres numéricos. 
Fonte: (FERREIRA, 2013) 
CAMPOS DO MARC 21 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: (SILVA; BAPTISTA, 2013) 
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Fonte: (BRAGA; LIMA, [2013?] 
CAMPO CAMPOS DENTRO DOS PRINCIPAIS 
100 - AUTOR Entrada Principal - Nome Pessoal – 100 
Entrada Principal - Entidade – 110 
Entrada Principal - Evento – 111 
Entrada Principal - Título Uniforme – 130 
200 - TÍTULO Título Abreviado – 210 
Título-Chave – 222 
Título Uniforme/Original – 240 
Título Traduzido pela Instituição Catalogadora – 242 
Título Uniforme Coletivo – 243 
Título Principal – 245 
Formas Variantes do Título – 246 
Título Anterior – 247 
300 – DESCRIÇÃO 
FÍSICA 
Descrição Física - 300 
Tempo de Duração – 306 
Horário, etc. – 307 
Última Periodicidade - 310 
Preço – 365 
Lugar Associado (R) - 370 
Idioma/Linguagem associado - 377 
Características do Público (R) - 385 
400 - SÉRIES Título de série relacionado - 490 (indicação de série e indicações secundárias de 
série) 
 
500 – NOTAS* 
Nota Geral – 500 
Nota Iniciada com a Palavra “Com” – 501 
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/en_nome.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/en_entidade.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/en_evento.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/en_titulo.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ti_abreviado.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ti_chave.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ti_uniforme.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ti_traduzido.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ti_coletivo.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ti_principal.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ti_formas.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ti_anterior.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/desc_fisica.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/tempo_dur.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/horario.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ult_perio.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/preco.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/lug_ass.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/idi_lin.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/car_pub.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/tit_rel.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_geral.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_ini.html
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*A lista das notas 
deve ser lida com 
bastante atenção, pois 
são elas que 
geralmente caem mais 
em concursos. 
Nota de Dissertação ou Tese – 502 
Nota de Bibliografia, etc. – 504 
Nota de Conteúdo – 505 
Nota de Restrição de Acesso – 506 
Nota de Escala para Material Gráfico – 507 
Nota dos créditos de Criação/Produção – 508 
Nota de Citação / Referências – 510 
Nota do Participante ou do Executor – 511 
Nota do Tipo de Relatório e Período de Cobertura – 513 
Nota de Qualidade dos Dados – 514 
Nota de Peculiaridade na Numeração – 515 
Nota sobre o Tipo de Arquivo de Computador ou sobre os Dados – 516 
Nota da Data/Hora e Local de um Evento – 518 
Nota de Resumo, etc – 520 
Nota de Público Alvo – 521 
Nota de Cobertura Geográfica – 522 
Nota de Citação Preferida do Material Descrito - 524 
Nota de Suplemento – 525 
Nota do Programa de Estudo – 526 
Nota de outros Formatos Disponíveis – 530 
Nota de Reprodução – 533 
Nota de Versão Original – 534 
Nota de Localização dos Originais/Duplicatas -535 
Nota de Informação sobre Financiamento – 536 
Nota de Detalhes do Sistema – 538 
Nota de Termos que Gerenciam o Uso e a Reprodução – 540 
Nota da Fonte Imediata de Aquisição – 541 
Nota de Materiais de Arquivo Associados – 544 
Nota Biográfica ou Histórica – 545 
Nota de Idioma – 546 
Nota de Títulos Anteriores – 547 
Nota de Publicação – 550 
Nota de Atributo e Unidade – 552 
Nota de Índice Cumulativo e Instrumento de Pesquisa – 555 
Nota sobre documentação – 556 
Nota de Origem - 561 
Nota de Identificação de Cópia e Versão – 562 
Informação sobre encadernação – 563 
Nota sobre Características do Arquivo – 565 
Nota de Metodologia – 567 
Nota de Ligação e Entrada – 580 
Nota de Publicações sobre o Material Descrito – 581 
Nota de Processamento – 583 
Nota de Soma e Freqüência De Uso – 584 
Nota de Exposição – 585 
Nota de Premiação – 586 
Notas locais – 59X 
600- ASSUNTO Assunto – Nome Pessoal – 600 
Assunto – Entidade – 610 
Assunto – Eventos – 611 
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_diss.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_bibl.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_cont.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_rest.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_esc.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_cred.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_cit.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_part.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_rel.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_qual.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_pec.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_arq.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_data.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_res.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_pub.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_cob.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_cita.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_suple.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_prog.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_form.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_reprod.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_versao.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_loc.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_fin.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_det.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_termos.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_fonte.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_mate.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_bibli.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_idioma.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_tit.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_publ.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_atrib.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_ind.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_doc.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_or.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_ident.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/inf_enc.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_caract.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_met.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_lig.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_desc.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_process.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_soma.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_exp.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/nota_prem.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/notas_locais.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ass_nome.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ass_ent.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ass_ev.html
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
100 
 
Assunto - Título Uniforme – 630 
Assunto - Termo Cronológico – 648 
Assunto - Tópico – 650 
Assunto - Nome Geográfico – 651 
Termo de índice – ocupação - 656 
700- ENTRADA 
SECUNDÁRIA 
Entrada Secundária – Nome Pessoal – 700 
Entrada Secundária – Entidade – 710 
Entrada Secundária – Evento – 711 
Entrada Secundária - Nome não Controlado – 720 
Entrada Secundária - Título Uniforme – 730 
Entrada Secundária - Título Relacionado E Analítico não Controlado – 740 
Entrada Secundária – Nome geográfico - 751 
Entrada Secundária - Forma Hierárquica do Nome Geográfico – 752 
Detalhes do Sistema para Arquivos de Computador – 753 
Entrada Secundária - Identificação Taxonômica - 754 
800- SÉRIE Entrada Secundária de Série – Nome Pessoal – 800 
Entrada Secundária de Série – Entidade/Nomecorporativo – 810 
Entrada Secundária de Série – Eventos – 811 
Entrada Secundária de Série – Título Uniforme – 830 
Entrada Secundária de Série – Instituição depositária – 850 
Entrada Secundária de Série – Localização e acesso eletrônico – 856 
Fonte: http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/conteudo.html e Ferreira (2013) 
EXEMPLO DO MARC 21 E SEUS CAMPOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
st Este texto não substitui à consulta ao MARC 21. 
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ass_unif.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ass_ter.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ass_top.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ass_geo.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ent_nome.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ent_enti.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ent_evento.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ent_cont.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ent_unif.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ent_rel.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ent_forma.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/det_arq.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ent_ident.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ent_senop.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ent_sen.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ent_sev.html
http://www.dbd.puc-rio.br/MARC21/ent_tui.html
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
101 
 
FUNÇÕES E FORMAS DE CATÁLOGOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://pt.slideshare.net/Modesto/reflexes-sobre-rda-isbd-aacr-novos-principios-e-web-semntica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://image.slidesharecdn.com/2015catalogacaowsldversao2-150203110036-conversion-gate02/95/a-catalogao-sob-o-conceito-da-web-
semntica-e-dos-dados-ligados-perspectivas-para-os-bibliotecrios-e-estudantes-de-biblioteconomia-15-638.jpg?cb=1422961514 
http://pt.slideshare.net/Modesto/reflexes-sobre-rda-isbd-aacr-novos-principios-e-web-semntica
http://image.slidesharecdn.com/2015catalogacaowsldversao2-150203110036-conversion-gate02/95/a-catalogao-sob-o-conceito-da-web-semntica-e-dos-dados-ligados-perspectivas-para-os-bibliotecrios-e-estudantes-de-biblioteconomia-15-638.jpg?cb=1422961514
http://image.slidesharecdn.com/2015catalogacaowsldversao2-150203110036-conversion-gate02/95/a-catalogao-sob-o-conceito-da-web-semntica-e-dos-dados-ligados-perspectivas-para-os-bibliotecrios-e-estudantes-de-biblioteconomia-15-638.jpg?cb=1422961514
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
102 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
file:///C:/Users/Cliente/Downloads/Reuniao_Tecnica_FRBR3%20(1).pdf 
Segundo Mey (1995, p. 9-10) as qualidades que um catálogo manual deve ter são: 
FLEXIBILIDADE Inserção de representações de novos tipos de recursos e itens 
informacionais; 
FACIILIDADE DE MANUSEIO Além da facilidade de manuseio, possuir sinalização (local da 
biblioteca). 
A organização de um catálogo impresso/manual ocorre da seguinte forma: 
1. Por autor; 
2. Por título; 
3. Pela forma física; 
4. Pela subdivisão de período (tempo); 
5. Pela subdivisão geográfica (lugar); 
6. Por identificação de idioma; 
7. Pelas características dos materiais e 
8. Por assunto. 
Em decorrência dos tipos de catálogos que a biblioteca comporta, as fichas catalográficas deverão ser 
confeccionadas de acordo com o elemento que serve de entrada principal do documento, com os respectivos 
pontos de acesso. 
(SOUZA; FUJITA, 2012, p. 62-63) 
CATÁLOGO: FORMA DE APRESENTAÇÃO DO SUPORTE 
MANUAL Forma de livros. 
IMPRESSA Em forma de listas. 
SEMI- AUTOMATIZADA Englobam a forma manual, a elétrica ou ótica. 
AUTOMATIZADA São os registrados em suporte legíveis pelo computador (eletrônicos, em 
linha ou on-line) são os OPACs (Online Public Access Catalog). 
Fonte: (GUINCHAT; MENOU, 1994). 
file:///C:/Users/Cliente/Downloads/Reuniao_Tecnica_FRBR3%20(1).pdf
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
103 
 
PRINCIPAIS CATÁLOGOS MANUAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://images.slideplayer.com.br/1/279269/slides/slide_18.jpg 
 
OPACs: CATÁLOGOS AUTOMATIZADOS ou EM LINHA ou 
ON LINE DE ACESSO PÚBLICO. 
Catálogo online é um processo automatizado, no 
qual uma ferramenta é disposta num banco de dados, 
que a partir de um determinado servidor armazena e 
recupera os mais variados tipos de informações em 
formatos eletrônicos pertencentes à biblioteca, 
garantindo uma maior velocidade e qualidade de 
acesso a informação. (QUEIROZ; ARAÚJO, 2008). 
Catálogo automatizado no qual o usuário faz o 
acesso direto, sem necessidade de intermediário, 
utilizando interfaces amigáveis. A maioria dos 
catálogos de bibliotecas disponíveis na internet é 
desse tipo. 
(CUNHA; BASTOS, 2008, p. 73) 
HISTÓRICO: 
DÉCADA 70 Seu início foi impulsionado pelo Formato MARC da OCLC. 
DÉCADA 80 Implantação dos OPACs em outros países, entre eles o Brasil. 
DÉCADA 90 Os OPACs são mais aperfeiçoados com o uso crescente das Tecnologias da 
Informação (redes eletrônicas). 
(MALINCONICO; FASANA, 1979 apud QUEIROZ, ARAÚJO, 2008). 
 
Ao longo dos anos os catálogos de acesso público, passaram por diversas transformações em seu 
conceito e fases, dando a suas características ao seu formato devido à incidência cada vez maior das novas 
tecnologias de informação (QUEIROZ, ARAÚJO, 2008). 
A figura a seguir apresenta às gerações dos OPACs. 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
104 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/santana-140501102008-phpapp02/95/servios-de-descoberta-webscale-discovery-services-8-
638.jpg?cb=1398955132 
CATÁLOGO EM LINHA: CARACTERÍSTICAS 
 
FLEXIBILIDADE 
 
Que permite inserção de representações de novos itens; exclusão de 
representações de itens descartados ou perdidos e mudanças nas 
representações, quando necessário; 
FACILIDADE DE MANUSEIO Que significa, além da facilidade para ser manuseado propriamente, ter 
boa sinalização – no caso de catálogos manuais, interna e externa; estar 
em local visível e acessível e apresentar instruções de uso; 
PORTABILIDADE Que permite ser consultado fora da biblioteca, ou em diferentes locais da 
biblioteca; 
COMPACIDADE Que significa ocupar pouco espaço. 
Fonte: Mey (1995, p.10) 
BENEFÍCIOS DOS OPACs 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os OPACs constituem-se em sistemas informáticos 
capazes de integrar as funções bibliotecárias clássicas 
como consulta, empréstimo individual, empréstimo 
entre bibliotecas, processamento técnico e 
recuperação da informação. Também é possível 
pelos módulos do OPAC realizar pesquisas por 
autor, título e assunto, cumprindo as funções das 
tradicionais fichas catalográficas, porém com mais 
rapidez (recuperação da informação). Dessa forma, 
contribuindo consideravelmente para a otimização da 
operação de tratamento da informação em bibliotecas, 
assim como sua recuperação. (SOUSA; FUJITA, 
2012, p. 65, grifo meu). 
 
http://image.slidesharecdn.com/slides-opac-119315720873518-2/95/slides-opac-5-
728.jpg?cb=1193132009 
 
http://image.slidesharecdn.com/slides-opac-119315720873518-2/95/slides-opac-5-728.jpg?cb=1193132009
http://image.slidesharecdn.com/slides-opac-119315720873518-2/95/slides-opac-5-728.jpg?cb=1193132009
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
105 
 
SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA – 
CDD CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY. 
Também conhecida como “tabela de 
classificação”, que é um conjunto de 
classes subdivididas por disciplinas 
fundamentais. Por exemplo: ramos 
do conhecimento humano como 
Religião, História, Ciências Sociais, 
etc., e seus correlatos ou 
subdisciplinas, que podem ser 
aplicados aos grupos maiores como 
adjetivo de especificação. 
Além disso, a classificação tem como 
características, o método indutivo e 
dedutivo, sendo que primeiro será doespecífico para o geral e o outro do 
geral para o específico. 
(VIEIRA, 2014, p. 70-71) 
Um conjunto de agrupamentos de 
assuntos coordenados e subordinados 
por determinadas características. 
Esses grupos são chamados de 
classes, que é o nome dado à reunião 
dos assuntos que apresentam entre si 
certo grau de semelhança. 
Todo sistema de classificação 
apresenta classes coordenadas e 
classes subordinadas. 
(BARBOSA, 1969) 
 
 
1. Esquema específico de classificação. 
2. Plano para o arranjo de documentos 
de acordo com os princípios 
determinados. 
Classificação Bibliográfica. 
(CUNHA; CAVALCANTE, 2008) 
 
Segundo Vieira (2014) existem também 
outras definições de classificação: 
Social: faz parte da natureza humana, é 
inerente ao ser humano e compõe parte 
de sua personalidade, auxiliando-a 
cotidianamente na organização mental e 
na classificação do que lhe interessa; 
Filosófica: É mais elaborada e tem por 
finalidade a definição e a hierarquização 
do conhecimento humano; 
Bibliográfica: Sua finalidade é a 
organização e a disposição física dos 
documentos no acervo, visando à sua 
localização e recuperação com 
eficiência. (VIEIRA, 2014, p. 74-75) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/aula1classificacoesbibliograficasintroducao-131007184253-phpapp01/95/classificacoes-bibliogrficas-uma-introduo-39-
638.jpg?cb=1381171529 
http://image.slidesharecdn.com/aula1classificacoesbibliograficasintroducao-131007184253-phpapp01/95/classificacoes-bibliogrficas-uma-introduo-39-638.jpg?cb=1381171529
http://image.slidesharecdn.com/aula1classificacoesbibliograficasintroducao-131007184253-phpapp01/95/classificacoes-bibliogrficas-uma-introduo-39-638.jpg?cb=1381171529
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
106 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://images.slideplayer.com.br/3/1269925/slides/slide_41.jpg 
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DAS CLASSIFICAÇÕES DOCUMENTÁRIAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: (EDUVIRGES, 2011) 
http://images.slideplayer.com.br/3/1269925/slides/slide_41.jpg
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
107 
 
ASPECTOS E REQUISITOS DE UM SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO: 
CLASSES PRINCIPAIS Divisões 
Subdivisões 
Seções 
Subseções etc. 
OBRAS GERAIS Enciclopédias, revistas, periódicos, coleções etc., como 
também a Bibliografia e a Biblioteconomia. Considerou que, 
embora não sendo propriamente de âmbito geral, esses 
assuntos tem ligação, de um modo ou de outro, com os 
assuntos incluídos no sistema. Procurou dar-lhes uma 
sinonímia com as subdivisões de forma. 
TABELAS AUXILIARES Forma 
Língua 
Geográfica 
Cronológica 
NOTAÇÃO Simples 
Flexível 
Memorizável 
ÍNDICE – 
Relativo e Específico 
Relativo 
Terminologia atual 
Referencias e remissivas 
APRESENTAÇÃO Sumários 
Instruções de uso (Notas explicativas) 
Exemplos 
Terminologia atual (atualização dos sistemas) 
Fonte: (PRÍNCIPE, 1969) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwj29Zmuk5nLAhUHkx4KHQwdD-
EQjBwIBA&url=http%3A%2F%2Fs3.amazonaws.com%2Fmagoo%2FABAAAgkTMAJ-
2.jpg&psig=AFQjCNEMDf289H81IUiRiRpLm4havxWhzg&ust=1456703975432667 
 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
108 
 
CLASSIFICAÇÃO DECIMAL DE DEWEY (CDD) 
Idealizada em 1873 por Melvil 
Dewey (1851-1931) para uso em 
sua biblioteca (Amberst College). 
Classificação voltada para os 
princípios americanos. 
Nasceu para atender às 
necessidades do arranjo 
sistemático dos livros nas 
prateleiras, com o intuito de livre 
acesso (busca direta nas estantes) 
pelos usuários. 
(GUARIDO, 2010) 
A CDD foi desenvolvida por 
Melvil Dewey (1851-1931), 
sendo um dos sistemas mais 
utilizado em todo o mundo, 
especialmente em bibliotecas 
públicas. Sua primeira edição foi 
publicada em 1876 
anonimamente, idealizando um 
sistema de classificação baseado 
no uso de números decimais e 
influenciada pelo sistema de W. 
T. Harris, sob o título 
Classification and subject index 
for cataloging and arranging the 
books and pamphlets of a library 
e também de Natale Battezati 
(Itália, 1971). Posteriormente, na 
16ª edição, o nome de Dewey 
passou a fazer parte do título 
(BARBOSA, 1969, p. 199). 
A CDD representa um mapa 
completo das áreas do 
conhecimento, divide o sistema 
em 10 classes principais – 000, 
100, 200, 300, 400, 500, 600, 700, 
800 e 900 – fazendo as suas 
relações com a evolução do 
conhecimento humano. 
A CDD apresenta a divisão do 
conhecimento em hierarquias, 
com tópicos organizados dos mais 
amplos aos mais específicos. A 
classe principal é representada por 
três algarismos para que o assunto 
fique mais específico; um ponto 
decimal terá de ser colocado 
depois do terceiro dígito. 
(ESTABEL; MORO, 2014) 
 
CDD: CARACTERÍSTICAS 
SISTEMA HIERÁRQUICO Ideias e conceitos são representados em suas 
múltiplas relações de coordenação, de subordinação 
e de superordenação (sistema orgânico de partes) 
SISTEMA DECIMAL Divisão do conhecimento em dez partes (disciplinas 
e subdisciplinas). 
BIBLIOGRÁFICA Destinada a servir de base à organização de 
documentos e de seus sucedâneos (fichas, listas 
bibliográficas, catálogos). 
ESTRUTURADA Em dez partes (dez classes principais, sete classes 
menores, notação e índice alfabético. 
ENUMERATIVA Relaciona todos os assuntos e todas as 
combinações/associações/relações possíveis entre os 
mesmos, juntamente com seus 
símbolos/combinações de símbolos “ready-made” 
para consumo, sem (maiores) intervenções do 
classificador. 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
109 
 
SINTÉTICA Forma as notações que representam assuntos 
compostos, ou aspectos de assuntos para os quais 
não há números prontos nas tabelas. 
Existem dois tipos: 
a) de dois ou mais números das tabelas 
auxiliares justapostos a um número das 
tabelas principais; 
b) de dois ou mais números das próprias tabelas 
principais. 
Fonte: (SILVA, [20--?]) 
CDD: ESTRUTURA 
TABELAS PRINCIPAIS 
000 GENERALIDADES 
100 FILOSOFIA E DISCIPLINAS RELACIONADAS 
200 RELIGIÃO 
300 CIÊNCIAS SOCIAIS 
400 FILOLOGIA/LÍNGUAS 
500 CIÊNCIAS PURAS 
600 TECNOLOGIA (ciências aplicadas) 
700 ARTES, RECREAÇÃO E ARTES CÊNICAS 
800 LITERATURA 
900 HISTÓRIA, BIOGRAFIA, GEOGRAFIA 
TABELAS AUXILIARES 
TABELA 1 SUBDIVISÃO STANDARD É utilizada junto às classes principais na representação 
das subdivisões de formas intrínsecas e extrínsecas, 
relativas à forma de exposição do tema. 
TABELA 2 ÁREAS Subdivide geograficamente, com subdivisões políticas 
(países, estados, cidades), físicas (continentes, ilhas, 
rios, mares etc.), socioeconômicos (regiões urbanas, 
rurais etc.) e locais extraterrestres (lua, planetas, 
galáxias etc). 
TABELA 3 SUBDIVISÕES PARA LITERATURA Subdivide a classe 800, literatura e suas características. 
TABELA 4 SUBDIVISÕES PARA LÍNGUAS Subdivide a classe 400 (línguas) e seus aspectos. 
TABELA 5 GRUPOS RACIAIS, ÉTNICOS, 
NACIONAIS 
Relaciona símbolos para raças, nacionalidade e etnias e 
seu uso depende de uma ordem expressa do sistema. 
TABELA 6 LÍNGUAS Elenca línguas e seus símbolos para serem empregados 
somente se o sistema determinar expressamente. 
TABELA 7 PESSOAS É utilizada para relacionar características pessoais à 
classe principal. 
Fonte: (VIEIRA, 2014) 
ÍNDICE 
 
 
A CDD tem um índice do tipo relativo, ou seja, indica todos os pontos do sistema onde se encontram 
aspectos de cada assunto, além de entradas relativas tabelas auxiliares. É considerado o melhor índice 
de sistemas de classificação bibliográfica (VIEIRA, 2014). 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
110 
 
EXEMPLOS PRÁTICOS DE CLASSIFICAÇÕES NA CDD: 
1) No número 636.59201-.592 08 (Fazendas, perus novos, produção e manutenção, perus para fins 
específicos, ciências veterinárias, há a nota: 
“acrescentar ao número base 636.592 0 os dígitos que se seguem ao 636.0 (na sequência 636.01 – 636.08)”, 
p.ex. criação de perus para carne 636.592 088 3”. Assim, o classificador com um documento sobre Eripsela 
nos perus escreve 636.592 0; em seguida acrescenta 89 (trazido do 636.089); então seguindo a instrução 
encontrada no 636.089, de acrescentar àquele número os dígitos que se seguem ao 61, no 610-619, ele 
acrescenta 694, encontrado no 616.942, e obtém a notação 636.592 089 694 2. 
 
2) Síntese a partir de tabelas auxiliares (extra, especiais) encontradas junto a certos números das tabelas 
principais. 
91 GEOGRAFIA (número base de apenas dois dígitos) + 
52 JAPÃO, produz o seguinte resultado: 
915.2 GEOGRAFIA DO JAPÃO 
 
3) 331.3-331.6 Força de trabalho em relação a características pessoais, onde há a nota: “a menos que 
ocorram outras (diferentes) instruções classifique assuntos complexos com aspectos em duas ou mais 
subdivisões desta tabela no número que ocorrer antes na tabela, por exemplo, Operárias chinesas jovens em 
331.344 089 951 (e não em 331.4 ou em 331.6251”. 
Fonte: (SILVA, [20--?]) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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111 
 
CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL (CDU) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/classificaodecimaluniversal1-111130100935-phpapp01/95/classificao-decimal-universal-1-4-728.jpg?cb=1322717114 
TABELAS PRINCIPAIS: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://images.slideplayer.com.br/3/1260588/slides/slide_7.jpg 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/sistemasdeclassificaobibliogrficaperspectivasdabiblioteconomiacontempornea-120902115423-
phpapp02/95/sistemas-de-classificao-bibliogrfica-perspectivas-da-biblioteconomia-contempornea-34-728.jpg?cb=1346587070 
http://images.slideplayer.com.br/3/1260588/slides/slide_7.jpg
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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112 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://images.slideplayer.com.br/3/1251765/slides/slide_9.jpg 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: (ANDRADE, BRUNA e SALES, 2011) 
TABELAS AUXILIARES COMUNS (Não são de uso obrigatório): 
Indicam características geralmente repetitivas, aplicáveis em todas as tabelas principais. Dividem-se em: 
DE RELAÇÃO 
Indica relacionamento entre dois ou mais números 
Coordenação ou adição, extensão consecutiva, relação 
simples, subagrupamento ou colchetes, ordenação ou 
http://images.slideplayer.com.br/3/1251765/slides/slide_9.jpg
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
113 
 
principais ou auxiliares. doispontos duplos. 
INDEPENDENTES 
Podem ser utilizados em qualquer posição da notação, no 
começo, meio ou fim. 
Língua, forma, lugar, raça e tempo. 
LINFOLURATEM 
DEPENDENTES 
Eles são sempre sufixos, ou seja, são sempre 
acrescentados aos números principais. 
Propriedades; materiais; relações, processo e operação; 
pessoas; asteriscos e extensões alfabéticas. 
Fonte: Souza (2010) 
AUXILIARES DE RELAÇÃO 
 + SINAL DE COORDENAÇÃO OU ADIÇÃO 
 Liga dois ou mais números não consecutivos da CDU; 
 Indica assunto composto; 
 Separa subdivisões geográficas e cronológicas. 
Ex: 
53+913 (Física e geografia) 
32+34+61 (Política, direito e medicina) 
327”197+199”(81) A educação superior no Brasil, na 
década de 70 e 90 do século XX. 
/ EXTENSÃO CONSECUTIVA 
 Liga números e assuntos consecutivos 
 Indica uma série de conceitos; 
 Liga locais e épocas com notações consecutivas; 
 Liga o primeiro e todos os demais números até último da 
série. 
Ex: 
53/55 (Física, química e geociências) 
02”1970/1991”(81) (A biblioteconomia no Brasil de 
70 a 90 do século XX 
592/599 (Zoologia sistemática) 
553.3/.9 (Recursos naturais) 
: RELAÇÃO SIMPLES 
 Geral, coordenada e recíproca entre dois ou mais conceitos; 
 Limita ao invés de ampliar os assuntos que liga. 
Ex: 
51:52 ou 52:51 (Matemática e astronomia) 
17:7 ou 7:17 (Arte e ética) 
005.32 e não 159.9:005 Psicologia industrial 
:: DOIS PONTOS DUPLOS OU SINAL DE 
ORDENAÇÃO 
 Indicadores de relação e; 
 Fixam a ordem dos números (irreversibilidade). 
 
Ex: 
061.1(100)::[54+66] (UIQPA) 
575::576.3 (Citogenética) 
77.044::355 (Fotografias de guerra) 
[ ] COLCHETES OU SINAL DE SUBAGRUPAMENTOS 
 Não afetam a ordem de arquivamento quando começam a 
notação; 
 Dentro dos colchetes os números podem ser separados 
pelos sinais “mais” ou “dois pontos” ou mesmo pela “barra 
consecutiva”, de acordo com o significado de relação 
existente entre eles. 
Os colchetes podem ser empregados de 3 formas: 
a) Como sinal de intercalação, para alterar a ordem de 
citação dos conceitos. Pode ser utilizado no lugar dos 
dois pontos (:). Observe o exemplo abaixo. 
Ex: 339.3:633.73 Comércio interno de café 
 339[633.73].3 Comércio de café, interno 
b) Como símbolo sub-agrupador, para deixar mais 
 APOSTILÃO 
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114 
 
claro o tipo de relação que existe entre vários conceitos 
ligados pelos símbolos + ou : . 
Ex: 
336.2[633.73+633.77] Taxas sobre o café e o 
mate 
633.73+633.77]336.23 (o primeiro sinal foi suprimido) 
 
c) Em lugar dos dois pontos, quando se trata de tópicos 
subordinado e não houver necessidade de fazer uma 
entrada para o segundo assunto. 
Ex: 
339[633.73] no lugar de 
339:633.73 Comércio cafeeiro 
Fonte: Souza (2010) 
AUXILIARES INDEPENDENTES (LINFOLURATEM) 
=... AUXILIARES DE LÍNGUA. TABELA 1c 
É empregado para indicar a língua ou o idioma em que o 
documento se expressa; 
Apóstrofo é usado para detalhar períodos do 
desenvolvimento histórico 
Ex: 
37(035)=134.2 Manual de educação em espanhol 
811.124.3’08 Estudo do latim ressucitado 
61=133.1 Livro de medicina em francês 
81’374.8-022.214 Dicionário monolíngue 
(0...) - AUXILIARES DE FORMA. TABELA 1d 
Abrange aspectos como: forma física, formato de 
apresentação e forma de disponibilidade. Pode-se indicar 
ainda se é: bibliografia; livro; livro de referência 
(enciclopédia, compêndio, guia, dicionário, etc.); 
documento pessoal (carta, correspondência, circular, etc.); 
artigo; periódico; documento administrativo; documento 
didático; publicação comercial; apresentação histórica; e 
muitas outras formas. 
Ex: 
331 (091) História do trabalho 
61 (038) Dicionário de medicina 
(0.05) Documentos para determinados tipos de 
usuários 
82-31 Romance 
(083.73) Códigos secretos 
02(083.75) Criptografia da biblioteconomia 
(089.3) Curiosidades, anedotas 
(1/9) - AUXILIARES DE LUGAR. TABELA 1e 
Aspecto geográfico ou espacial, localização ou aspecto 
espacial do número principal; 
Auxiliar comum de lugar permite a combinação com outros 
auxiliares da CDU como: o mais, a barra inclinada, os dois 
pontos, o asterisco e com letras. 
Permite a intercalação; 
Ex: 
598.2(215) Aves do Hemisfério sul 
548(262.4) Cristalografia do mar Egeu 
329(439) Partidos políticos da Hungria 
(1-664) Países socialistas 
(202) Espaço extra-atmosférico 
(44) França 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
115 
 
Abrange ainda: fronteiras, pontos cardeais, unidades 
administrativas, lugares extraterrestres etc. 
(44-37) Distrito da França 
(71=111) Canadá de língua inglesa 
(=...) - AUXILIARES DE RAÇA, GRUPOS ÉTNICOS 
E NACIONALIDADE. TABELA 1f 
Aspectos étnicos ou nacional de um ou mais grupos; 
Pode-se compor com o auxiliar de lugar dentro do mesmo 
parêntese; 
 Ex: 
1(=411.21) Filosofia dos árabes 
39(=1:24) Etmologia dos trogloditas 
(=1:81) Cidadão brasileiro 
 
"..." - AUXILIARES DE TEMPO. TABELA 1g 
- Aspectos cronológico,fenomenológico ou temporais em 
que um conceito é tratado dentro do documento; 
- Não se refere à data de publicação ou da edição da obra; 
- Indica ainda eras pré-históricas; 
- O período anterior a era cristã é precedido de sinal de 
menos (-); 
- São também previstos sistemas não-cristãos de contagem. 
Ex: 
34”198” O direito nos anos 80 do século XX 
17.023.34”345:324” A ética dos prazeres da noite no 
inverno 
“2” 3º milênio 
“0033” Ano 33 d. C 
“-0033” Ano 33 a.C 
“513.15” ou “513*15” a cada 15 minutos 
 
 
DEMAIS TABELAS AUXILIARES 
.00 - AUXILIAR COMUM DE PONTO DE VISTA 
Indicam os pontos de vista mais gerais sob os quais um 
assunto pode ser considerado: conceito, teoria, função, 
atividade, processo; 
São aplicáveis a toda CDU, mas são mais usados nas 
classes 5,6 e 7 para expressar o tratamento de objetos e 
materiais técnicos. 
 Ex: 
343.914.058.13(761)(055) Boletim de notícias sobre 
delinquência feminina no Alabama, sob o ponto de 
vista social de classe média 
233.14.00028(430.2) Pecado original sob o ponto de 
vista sob o ponto de vista cristão, na Alemanha. 
Fonte: Souza (2010); Guarido (2010) 
AUXILIARES DEPENDENTES 
-02 PROPRIEDADE 
Está inserida na TABELA 1K, junto com as tabelas de 
materiais; Relações, processos e operações e pessoas, todos 
começando por um traço. Ela é derivada da Tabela de ponto 
de vista e foi criada para substituí-la e vem cobrir uma série 
de aspectos importantes para qualificar assuntos. 
 
Ex: 
-021 Propriedades de existência, como: verdadeiro, 
falso; real, virtual; 
-025 Propriedade de arrumação, como: ordenado, 
desordenado, regular. 
-029:2 Propriedades espirituais 
5/6-027.11(100) Desenvolvimento científico e 
tecnológico no mundo. 
-03 - AUXILIARES COMUM DE MATERIAIS OU Ex: 
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116 
 
CARACTERISTICAS GERAIS 
Indica os elementos ou os materiais de que constituem os 
objetos ou produtos e são aplicáveis nas tabelas principais, 
especialmente em 66/67. Atingem os materiais minerais de 
ocorrência natural, os metais, os materiais de origem 
orgânica e até borrachas e plásticos. Seus números já vem 
prontos na Tabela. 
-32.27 Águas minerais 
-035.22 Relva. Grama 
-037.71 Barbante. Corda. 
737.2-034.3 Medalhas de cobre 
666.1-033.76”1991”(815.6) Fabricação de vidros 
refratários em SP, em 1991. 
-04 - AUXILIAR DE RELAÇÃO, PROCESSOS E 
OPERAÇÕES 
Contém sub-itens relacionados com tabelas do grupo 1 k; 
contém sub-itens relacionados com processos, operações e 
atividades diversas que estão apresentados assim: processos 
de existência, de arranjo, de valor, de ordenação e 
sequência, de número e grau; processos relacionados com o 
tempo, dimensão, tamanho, forma, com as condições de 
superfície e com a mudança de forma; processos de 
estrutura, de posição e relacionamentos com estados da 
matéria; operações e atividades em geral. 
 
Ex: 
-042.75 Interdependência. Simbiose 
-043.82 Ciclo da vida 
-044.262 Simplificação 
69.01-044.74 A manipulação de remédios caseiros 
-045.35 Inserção 
-044.76 Interrupção 
-05 - AUXILIAR COMUM DE PESSOAS E 
CARACTERÍSTICAS PESSOAIS 
- Indica características pessoais, mas não se referem a 
objetos ou disciplinas segundo sua aplicação pessoal. 
Podem ser aplicados a todos os números das tabelas 
principais; 
- Pode-se utilizar dois auxiliares de pessoas numa mesma 
notação; 
- É relativamente completo, abrangendo além das 
características pessoais, as características étnicas, idade, 
saúde, hereditariedade, ocupação, educação, situação social 
e outros contextos; 
- Vem pronto na tabela para ser utilizado. 
Ex: 
-054(23) Montanheses 
-054(=2/=8) Pessoas de cor 
53-051 Físicos 
929-052 Usuários de bibliotecas 
001.102-052 Usuários de informação 
78-056.45(=214.58) Prodígios musicais ciganos 
 
 
 
 
 
OUTRAS POSSIBILIDADES COM A CDU: 
* ASTERÍSTICO 
- Introduz uma notação que não corresponde a um número 
autorizado da CDU. Pode ser até uma classificação externa 
à CDU, como no caso da classe 630*2; 
 Ex: 
913(817.4)*71.745-501 Posição geográfica da 
quadra 25, conjunto 1, lote 10 no Park Way, conforme 
o CEP; 
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117 
 
- Pode ser utilizado também para expressar um conceito 
inexistente na CDU. 
625.7(81)*BR-040 Engenharia rodoviária na Rodovia 
BR-040 
A/Z SUBDIVISÃO ALFABÉTICA 
É acrescentada diretamente ao número básico da CDU, sem 
espaço em branco ou qualquer outra coisa e sua posição na 
notação é muito diversificada; 
- Ela aparece especialmente em biografia, filosofia, música, 
pintura, literatura e em alguns outros assuntos; 
- Na especificação dos auxiliares de lugar, estes devem vir 
dentro dos parênteses, junto com o número ao qual se 
relaciona. 
Ex: 
025.45CDU Classificação Decimal Universal 
929Schiller Biografia de Friedrich Schiller 
75REM Pintura de Rembrandt 
 
Fonte: Souza (2010); Guarido (2010) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/slidesdecdu-100807092446-phpapp02/95/slides-de-cdu-35-728.jpg?cb=1281174013 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/cducompleto-150401142404-conversion-gate01/95/classificao-decimal-universal-aula-completa-55-
638.jpg?cb=1427898729 
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118 
 
AUXILIARES ESPECIAIS OU ANALÍTICAS 
.01/.09 ANALÍTICA DE PONTO 
- Possui utilização muito diversificada e desenvolvida com 
detalhes, indicando conjuntos e subconjuntos de conceitos, 
tais como: estudos, atividades, processos, operações, 
instalações e equipamentos. É mais ampla do o -1/19. 
- Já vem especificada na própria tabela sistemática 
Ex: 
35.07/08 Estrutura administrativa e pessoal, no 
serviço público. 
34.082.5 Acumulação de cargos do pessoal jurídico 
35.08 Pessoal judiciário 
7.01/.09 Suas analíticas são aplicáveis 
-1/-9 ANALÍTICA DE TRAÇO 
- Serve para indicar elementos, componentes, propriedades 
e outros detalhes do número principal; 
- É aplicável apenas em algumas classes; 
- É mais restrita que o .01/.09. 
Ex: 
62-1/-9 Se aplicam (com algumas exceções) em 62/69, 
para detalhes mecânicos; 
82-1/-9 Aplicáveis em 821, para indicar formas 
literárias. 
233-145.3 A providência divina no Hinduísmo 
Analítica extraída de 2-145.3 
 
’ APÓSTRO 
- Sua função é principalmente sintética ou integrativa e não 
partitiva ou analítica; 
- É utilizado para aglutinar ou simplificar subdivisões 
dentre de um mesmo número ou subdivisões paralelas; 
- Substitui o ponto ou traço. 
Ex: 
329.12’23 Partido liberal-republicano 
547.29’26 Ésteres ácidos-álcoois 
669.35’24 Ligas de cobre e níquel 
81’221 Comunicação não-verbal 
...1/...9 CHAMADOS DE ALGARISMOS FINAIS 
 
Esses números se transformam em analíticas de ponto, 
dentro das classes onde eles apareciam. 
.1/.9 ANALÍTICAS (Índices terminais) 
Possuem as mesmas funções do .01/.09 e aparecem 
praticamente em todas as classes da tabela, acrescentado 
conceitos e subconceitos ao número principal. 
Ex: 
342.37 Governo parlamentar 
621.398 Controle remoto da televisão 
772.932 Xerografia 
Fonte: Souza (2010) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONSULTAR O AUTOR SEBASTIÃO DE SOUZA (2010) PARA ESTUDAR 
OS DETALHES DE CADA TABELA. 
 APOSTILÃO 
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119 
 
ORDEM DE CITAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/sistemasdeclassificaobibliogrficaperspectivasdabiblioteconomiacontempornea-120902115423-phpapp02/95/sistemas-de-
classificao-bibliogrfica-perspectivas-da-biblioteconomia-contempornea-44-728.jpg?cb=1346587070 
 
ORDEM DE ARQUIVAMENTO: 
Indica a ordem de arrumação dos livros nas estantes ou a ordem de arquivamentosdas fichas no catálogo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/cducompleto-150401142404-conversion-gate01/95/classificao-decimal-universal-aula-completa-72-638.jpg?cb=1427898729 
CDU: VANTAGENS E DESVANTAGENS 
CARACTERÍSTICAS NEGATIVAS CARACTERÍSTICAS POSITIVAS 
Como desvantagem do uso da CDU cita-se: 
 De uso relativamente difícil para aplicação em 
bibliotecas que tem acervo aberto porque causa problema 
no ordenamento de livro por funcionários e usuários 
(para evitar tal problema deve ser usada resumidamente); 
 Possui erros, falhas e projeto gráfico complicado 
 Tem índice falho; 
 Propicia notações duplas ou tríplices – subjetividade; 
 Nas edições completas cada classe é publicada em 
volumes separadamente. 
Como vantagem do uso da CDU cita-se: 
 Uso universal; 
 Multidimensional; 
 Tradução em português; 
 Grande divulgação através do IBICT; 
 Sempre atualizada; 
 Inclui instruções e exemplos de uso; 
 Permanente assistência do UDC Consortium; 
 “Considerada analítico-sintética”, é a primeira 
tentativa de uma classificação facetada. 
 
Fonte: Santos (2009) 
http://image.slidesharecdn.com/sistemasdeclassificaobibliogrficaperspectivasdabiblioteconomiacontempornea-120902115423-phpapp02/95/sistemas-de-classificao-bibliogrfica-perspectivas-da-biblioteconomia-contempornea-44-728.jpg?cb=1346587070
http://image.slidesharecdn.com/sistemasdeclassificaobibliogrficaperspectivasdabiblioteconomiacontempornea-120902115423-phpapp02/95/sistemas-de-classificao-bibliogrfica-perspectivas-da-biblioteconomia-contempornea-44-728.jpg?cb=1346587070
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Fonte: Andrade, Bruna e Sales (2009). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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121 
 
SERVIÇO DE REFERÊNCIA E INFORMAÇÃO: PRINCÍPIOS E FUNDAMENTOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://image.slidesharecdn.com/srd-110326190617-phpapp01/95/srd-5-728.jpg?cb=1301166595 (com adaptações) 
CONCEITOS: 
Para Almeida Júnior (1999, p. 53) o 
Serviço de Referência e Informação 
é considerado o serviço fim da 
biblioteca, onde se dá, efetivamente, 
a interação entre a necessidade 
informacional do usuário e a 
informação que a atende, responde e 
satisfaz. 
 
 
 
 
 
[...] o atendimento pessoal do 
bibliotecário – profissional 
preparado para esse fim – ao usuário 
que, em momento determinado, o 
procura para obter uma publicação 
ou informação por ter alguma 
dificuldade, ou para usar a biblioteca 
e seus recursos e precisar de 
orientação; ou ainda, não 
encontrando a informação na 
biblioteca, precisar ser encaminhado 
para outra instituição. 
(MACEDO, 1990, p. 12). 
A expressão ‘serviço de referência 
presencial’ designa um lugar físico, 
um espaço onde as pessoas são 
recebidas e onde lhe são fornecidas 
informações, seja este espaço na 
biblioteca, no serviço de 
documentação ou no arquivo, em 
lugar de ou junto com um serviço a 
distância. 
(ACCART, 2012, p. 13) 
 
 
OBS: Para efeito de concurso o assunto mais cobrado é o processo de referência de Grogan (1995), esse 
processo está descrito na figura a seguir. 
http://image.slidesharecdn.com/srd-110326190617-phpapp01/95/srd-5-728.jpg?cb=1301166595
 APOSTILÃO 
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122 
 
PROCESSO DE REFERÊNCIA: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://lh4.googleusercontent.com/-gWub7V1kYm0/TXQziZW2l2I/AAAAAAAAAEQ/Ol5cKgFzbpU/s1600/Processo+de+refer%25C3%25AAncia+Grogan.jpg 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/2009seminardiadema-091031115640-phpapp02/95/uso-de-tecnologias-para-a-informao-perspectivas-para-as-
bibliotecas-na-era-das-redes-sociais-7-728.jpg?cb=1256990758 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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123 
 
EXISTEM 4 GRAUS DE NECESSIDADES DE INFORMAÇÃO: 
VISCERAL: CONSCIENTE: FORMALIZADA: NEGOCIADA: 
Ainda não expressa, que 
pode ser manifestada por 
vaga insatisfação. 
Não é uma questão. 
Indefinida, que pode ou 
não ser expressa de uma 
forma ambígua. 
Descreve em termos 
concretos. 
Já começou a sua 
pesquisa e na biblioteca 
dá início, via entrevista 
de referência, a 
negociação da questão. 
Fonte: http://biblioideiaseestudos.com.br/servico-de-referencia4/(com adaptações). 
POLÍTICA DE REFERÊNCIA: OBJETIVOS 
SERVIÇO DE REFERÊNCIA COMO IMAGEM DA 
INSTITUIÇÃO 
Imagem positiva da instituição (espaço físico, 
localização, sinalização, pessoal qualificado/ bom 
atendimento). 
SERVIÇO DE REFERÊNCIA COMO POLO DE 
EXCELÊNCIA PARA A RECEPÇÃO, 
ORIENTAÇÃO E A PESQUISA DE INFORMAÇÃO 
Trata-se de um objetivo componente da abordagem de 
qualidade da instituição. Para atingir esse objetivo são 
necessários recursos humanos, materiais e financeiros. 
Mas um serviço de referência de qualidade se apoia 
sobretudo em importantes qualidades profissionais, 
humanas e sociais. 
SERVIÇO DE REFERÊNCIA COMO 
INTERMEDIÁRIO ENTRE UMA NECESSIDADE 
DE INFORMAÇÃO E AS FONTES DE 
INFORMAÇÃO. 
O usuário é a figura central do sistema que se chama 
‘serviço de referência’. Ele nem sempre dispõe dos meios 
de acesso aos acervos ou à informação de que precisa. 
Ao adotar uma atitude orientada para o usuário, o serviço 
de referência vale-se de todos os recursos que estejam à 
sua disposição para atender melhor a necessidade de 
informação que foi expressada. 
(ACCART, 2012, p.32-33) 
TIPO DE QUESTÕES DO SERVIÇO DE REFERÊNCIA 
PONTUAIS E PRÁTICAS Horário de funcionamento; prazos e custos dos serviços; inscrições etc. 
SOBRE FATOS ATUAIS 
OU FIGURAS PÚBLICAS 
Sobre um acontecimento recente, uma personalidade pública etc. 
BIBLIOGRÁFICAS Obtenção de referências de documentos, localização e cópia; ajuda sobre 
fontes de informação etc. 
TEMÁTICAS Assuntos abrangidos pela biblioteca ou serviço de informação etc. 
BIOGRÁFICAS Âmbito local, regional ou nacional. 
GEOGRÁFICAS Lugar determinado, cidade, região etc. 
HISTÓRICAS Personalidade, fato, acontecimento etc. 
COMPLEXAS Redação de trabalhos acadêmicos, tese, artigo científico etc. 
TÉCNICAS Utilização do catálogo em linha, de bases de dados, acesso aos recursos 
eletrônicos, senhas perdidas etc. 
FORA DAS 
INFORMAÇÕES 
TRADICIONAIS 
Sugestão de aquisições, pedidos de contato e entrevistas etc. 
(ACCART, 2012, p.111, com adaptações) 
http://biblioideiaseestudos.com.br/servico-de-referencia4/
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
124 
 
SERVIÇOS PRESTADOS NO SETOR DE REFERÊNCIA DAS BIBLIOTECAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(FIGUEIREDO, 1991) 
SERVIÇO DE REFERÊNCIA VIRTUAL (SRV) 
É tido como um prolongamento do 
serviço de referência presencial, 
embora possa ser tratado como um 
serviço à parte. 
(ACCART, 2012) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O Processo de Referência Virtual caracteriza-
se pela interação virtual do bibliotecário e 
usuário em todas as etapas do processo. Os 
recursos de tecnologia como chats, 
teleconferência e outros possibilitam uma 
interação em tempo real, por meio da 
elaboração de perguntas e respostas de 
referência pelos usuários e bibliotecários. O e-
mail é outro recurso disponível e, talvez, o 
mais utilizado na execução do processo de 
referência. Porém, o tempo de resposta dos 
bibliotecários às perguntas dos usuários, 
realizadas por e-mail pode variar de biblioteca 
para biblioteca e geralmente ocorre no prazo 
de 24 a 48 horas. 
(ROSTIROLLA, 2006)Referência eletrônica é o serviço 
provido via internet, usualmente 
por meio de correio eletrônico, 
sistema de mensagens rápidas 
(bate-papo) ou formulário de 
perguntas e que são respondidos 
pela biblioteca, em tempo real ou 
em períodos predeterminados; 
referência digital, referência em 
linha. 
(CUNHA; CAVALCANTE, 
2008) 
 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
125 
 
SERVIÇOS OFERECIDOS NO SRV 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: (MARCONDES; MENDONÇA; CARVALHO, 2005, p.4) 
REFERENCIA ELETRÔNICA=REFERÊNCIA DIGITAL= REFERÊNCIA VIRTUAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: https://verticebooks.files.wordpress.com/2014/10/38.jpg?w=640&h=361 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
126 
 
FONTES DE INFORMAÇÃO 
CONCEITO: 
Origem física da informação, ou lugar onde pode ser encontrada. 
Tanto pode ser uma pessoa, como uma instituição ou um 
documento. As fontes podem ser primárias, secundárias ou 
terciárias de acordo com a natureza da informação (CUNHA; 
CAVALCANTE, 2008). 
Fontes de informação designam todos os tipos de 
meios (suportes) que contêm informações 
suscetíveis de serem comunicadas (ARRUDA, 
2002). 
 
FONTES DE INFORMAÇÃO: TIPOS 
PRIMÁRIA SECUNDÁRIA TERCIÁRIA 
Por sua natureza, são dispersas e 
desorganizadas do ponto de vista da 
produção, divulgação e controle. 
Registram informações que estão 
sendo lançadas, no momento de sua 
publicação, no corpo de 
conhecimento científico e 
tecnológico. As fontes primárias são, 
por essas razões, difíceis de serem 
identificadas e localizadas. 
(GROGAN, 1992 apud CAMPELO, 2000) 
Tem a função de facilitar o uso do 
conhecimento disperso nas fontes 
primárias. As fontes secundárias 
apresentam a informação filtrada e 
organizada de acordo com um 
arranjo definido, dependendo de sua 
finalidade. São representadas, por 
exemplo, pelas enciclopédias, 
dicionários, manuais, tabelas, 
revisões da literatura, tratados, certas 
monografias e livros-texto, anuários 
e outras. 
(CAMPELO; CENDÓN; KREMER 2000) 
São aquelas que têm a função de 
guiar o usuário pára as fontes 
primárias e secundárias. São as 
bibliografias, os serviços de 
indexação e resumos, os catálogos 
coletivos, os guias de literatura, os 
diretórios e outras. 
(CAMPELO; CENDÓN; KREMER 2000) 
 
Campelo, Cendón e Kremer (2000) apresentam como fontes de informação os seguintes itens: 
ORGANIZAÇÕES PESQUISAS EM 
ANDAMENTO 
ENCONTROS 
CIENTÍFICOS 
PERIÓDICO 
CIENTÍFICO 
LITERATURA 
CINZENTA 
RELATÓRIOS 
TÉCNICOS 
PUBLICAÇÕES 
GOVERNAMENTAIS 
TESES E 
DISSERTAÇÕES 
TRADUÇÕES NORMAS 
TÉCNICAS 
PATENTE LITERATURA 
COMERCIAL 
REVISÕES DE 
LITERATURA 
OBRAS DE 
REFERÊNCIA 
SERVIÇOS DE 
INDEXAÇÃO 
E RESUMO 
ÍNDICES DE 
CITAÇÃO 
GUIAS DE 
LITERATURA 
INTERNET 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://metis.fe.up.pt/ci/projeto_feup/2/fontes.png 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
127 
 
EXEMPLOS DE FONTES DE INFORMAÇÃO POR TIPO: 
PRIMÁRIA SECUNDÁRIA TERCIÁRIA 
• Anais de Congressos, conferências e 
simpósios; 
• Legislação; 
• Nomes e marcas comerciais; 
• Normas técnicas; 
• Patentes; 
• Periódicos; 
• Projetos de Pesquisa em andamento; 
• Relatórios técnicos; 
• Teses e dissertações (também podem 
ser secundários); 
• Traduções; 
• Artigos periódicos científicos 
reportando resultados de pesquisa 
experimental; 
• Conjuntos de dados, como 
estatísticas do censo; 
• Trabalhos de literatura (poemas e 
ficções); 
• Diários; 
• Autobiografias; 
• Cartas e correspondências; 
• Discursos; 
• Artigos de jornal (também podem ser 
secundários); 
• Documentos governamentais; 
• Fotografias e trabalhos de arte; 
• Documentos originais (como 
certificado de nascimento); 
• Comunicações via Internet (e-mail, 
listas de discussões). 
• Bases de dados e bancos de dados; 
• Bibliografias e índices (também 
podem ser terciárias); 
• Biografias; 
• Catálogos de bibliotecas; 
• Centros de pesquisa e laboratórios; 
• Dicionários e enciclopédias (também 
podem ser terciárias); 
• Dissertações ou teses (geralmente 
primárias); 
• Dicionários bilíngües e multilíngues; 
• Feiras e exposições; 
• Filmes e vídeos; 
• Fontes históricas 
• Livros; 
• Manuais; 
• Museus, arquivos e coleções 
científicas; 
• Siglas e abreviaturas; 
• Tabelas, Unidades de medidas e 
estatísticas; 
• Comentários; 
• publicações secundárias as 
bibliografias; 
• publicações ou periódicos de 
indexação e resumos; 
• artigos de revisão. 
• Bibliografias (também podem ser 
secundárias); 
• Serviços de indexação e resumos; 
• Catálogos coletivos; 
• Guias de Literatura; 
• Bibliografias de bibliografias; 
• Bibliotecas e Centros de Informação. 
Fonte: http://magisterandre.blogspot.com.br/2013/02/fontes-primarias-secundarias-e.html 
TIPOS DE FONTES DE INFORMAÇÃO: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://images.slideplayer.com.br/3/1248769/slides/slide_3.jpg 
 
 
 
 
Consultar a obra “Introdução às fontes de informação”, de Bernadete Campello e Paulo da Terra Caldeira (2008), 
pois a mesma trata dos vários tipos de fontes detalhadamente, inclusive o histórico das mesmas, nessa obra você 
encontrará fontes, tais como: Enciclopédias, Dicionários, Fontes biográficas, Fontes de Informação Geográfica, 
Jornais, Televisão, Bibliotecas, Arquivos, Museus e Internet. 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
128 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://images.slideplayer.com.br/11/2960019/slides/slide_4.jpg 
As organizações constituem importante fonte de informação. O acesso às informações de uma organização 
pode se dar através dos indivíduos a ela ligados ou dos documentos que ela gera (CAMPELO, 2000) como 
pode ser observado no quadro abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://www.scielo.br/img/revistas/pci/v14n2/a05tab01.gif 
 
OUTROS EXEMPLOS DE ORGANIZAÇÃO COMO FONTE DE INFORMAÇÃO: 
Diretórios Listas telefônicas 
(páginas amarelas) 
Guias Sites de internet 
Universidades, centros ou 
institutos de pesquisa, 
bibliotecas, arquivos, 
museus e academias. 
 
Anuários 
 
Prossiga 
 
Sociedades científicas 
Associações profissionais ORGANIZAÇÕES 
intergovernamentais 
(ONU, FAO, 
UNESCO, ISSO etc) 
Redes de informação ONGs 
(CAMPELO, 2000, adaptado) 
http://www.scielo.br/img/revistas/pci/v14n2/a05tab01.gif
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
129 
 
SERVIÇOS E PRODUTOS DE INFORMAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/aulamarketingecomercializaodeprodutoseservios-140421125204-phpapp01/95/aula-marketing-e-comercializao-de-produtos-e-
servios-6-638.jpg?cb=1398084794 
 
DIFERENÇAS ENTRE SERVIÇOS E PRODUTOS DE INFORMAÇÃO 
SERVIÇOS PRODUTOS 
Todo processo de auxílio ao usuário na busca de 
informação ou na satisfação de suas necessidades 
informacionais; 
É a interface direta entre a informação e o usuário; 
Atividade destinada à identificação, aquisição, 
processamento e transmissão de informação e ao seu 
fornecimento em um serviço ou produto de informação. 
São organizados em dois grupos: 
Serviços de atendimento à demanda (sob encomenda) e; 
Serviços de antecipação à demanda (antes mesmo de se 
tornarem demandas explícitas de informação) 
 
 
Podem ser considerados como estruturas de 
informacionais resultantes de serviços. Os produtos, 
diferentemente dos serviços de informação, caracterizam-
se pela tangibilidade – que se apresenta através de 
propriedades tais como formato, apresentação, suporte e 
outros. 
São de quatro tipos: 
Referencial, 
Noticioso, 
Analítico e 
Estatístico. 
Fonte: (BORGES, 2007) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Compreender o comportamento do usuário do serviço ou produto de informação é essencial,pois mostra 
como e porque esse usuário escolhe e utiliza ou não determinado serviço ou produto de informação 
informacional, possibilitando-se a avaliação e adequação do mesmo. A partir disso, é possível determinar 
as melhorias apropriadas dos serviços ou produtos, de acordo com o comportamento do usuário” 
(BORGES, 2007). 
 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
130 
 
EXEMPLOS DE PRODUTOS E SERVIÇOS EM BIBLIOTECAS (UFMG) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.bu.ufmg.br/bu/index.php/produtos-e-servicos-2/servico-de-alerta 
OUTROS EXEMPLOS DE SERVIÇOS E PRODUTOS DA INFORMAÇÃO: 
SERVIÇOS PRODUTOS 
Disseminação Seletiva da Informação – DSI; Livro 
Comutação Bibliográfica – COMUT; Periódico 
Rich Site Summary – RSS (para serviços na internet); Folder; 
Apresentação de mostruários e exposições; Recurso em Braille; 
Realização de eventos e campanhas; Texto falado; 
Divulgação na web; Videotexto; 
Serviços de sinalização; Audiolivro; 
Serviço de disponibilização de salas individuais; Computador para consulta à base de dados; 
Serviço que primam por acessibilidade; Informações aos visitantes em forma de brindes; 
Levantamento bibliográfico; Panfleto; 
Pesquisa de opinião (enquetes, estudos, outros); Clipagem; 
Respostas técnicas; Manual; 
Acesso público a internet; Catálogo; 
Alertas bibliográficos; Base de dados; 
Análise de ambientes; Inventário; 
Uso das Redes sociais para divulgar informações; Lista; 
Blogs com informações úteis; Cartilha. 
Serviços de referência digital e virtual; 
Pergunta ao bibliotecário/Perguntas frequentes; 
Referência online 
Formação de interagentes; 
Treinamentos específicos; 
Diretório de recursos eletrônicos; 
Base de dados; 
Assistência por telefone; 
Serviço de informação utilitária; 
Serviço de automação; 
. Serviço de atendimento aos deficientes visuais; 
Biblioterapia. 
Fonte: Duarte et al. (2015)
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
131 
 
DISSEMINAÇÃO SELETIVA DA INFORMAÇÃO E SERVIÇO DE ALERTA. 
 
DISSEMINAÇÃO SELETIVA DA INFORMAÇÃO 
CONCEITOS: 
Difusão automática, 
selecionada, permanente e 
personalizada de 
informações correntes, 
relativas a assuntos 
específicos. A divulgação 
pode ser por meio de 
índices, resumos, boletins, 
cópias de sumários e outros 
documentos semelhantes; 
divulgação seletiva de 
informação, notificação 
seletiva. 
(CUNHA. CAVALCANTE, 
2008) 
Disseminação Seletiva da 
Informação é um Serviço 
que divulga ao usuário os 
documentos atuais e 
pertinentes à sua área de 
atuação baseada em um 
"perfil" pré-estabelecido. 
(SAMPAIO; MORESCHI, 
1990) 
 
 
 
 
 
 
 
DSI é um serviço ou uma 
publicação destinada a alertar 
os estudiosos, pesquisadores, 
leitores, clientes ou 
empregados para a literatura 
publicada recentemente em 
seu campo (s) de 
especialização, geralmente 
disponíveis em bibliotecas 
especializadas, servindo as 
empresas, organizações e 
instituições em que o acesso 
a informações atualizadas é 
essencial. 
(REITZ, 2004 apud CUNHA; 
EIRÃO, 2012). 
Souto (2010) define 
disseminação seletiva da 
informação como um 
processo que a partir do 
perfil individual ou de um 
grupo, encaminha aos 
usuários, um pacote 
informacional, resultante da 
seleção realizada por meio 
de ação humana, de um 
sistema automatizado ou da 
combinação de ambos, a 
partir da combinação dos 
perfis de usuários com os 
recursos informacionais 
disponíveis. 
 
SERVIÇO DE ALERTA 
Serviço de informação que comunica a usuários 
potenciais, informações sobre publicações recentes, 
relevantes ou importantes para seus trabalhos; 
atualização permanente, serviço de notificação corrente. 
Serviço corrente de alerta: comunica aos usuários 
informações recentes sobre assuntos de seu interesse. O 
produto deste serviço pode ser apresentado sob diferentes 
formatos, p. ex.: boletim de alerta; boletim corrente de 
alerta; correio eletrônico de alerta, ficha de alerta, 
informações correntes, serviço de informações correntes, 
serviço de notificação corrente. 
(CUNHA; CAVALCANTE, 2008) 
Serviço de notificação corrente ou de alerta “descreve ou 
representa o conceito de um processo que busca notificar 
os usuários, periodicamente, sobre informações de seu 
interesse, a partir de seu perfil. (...) utilizam-se de vários 
métodos sendo o DSI um deles”. 
(SOUTO, 2010) 
OBS: 
 
 
A DIFERENÇA DO DSI PARA OUTROS SERVIÇOS DE ALERTA É A POSSIBILIDADE DE 
MODIFICAÇÃO DO PERFIL DO USUÁRIO DE ACORDO COM A SUA NECESSIDADE DE 
INFORMAÇÃO. 
 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
132 
 
Segundo NOCETTI (1980 apud SAMPAIO; MORESCHI, 1990), as etapas da DSI se subdividem da 
seguinte forma: 
a) levantamento dos perfis; 
b) análise e tradução numa linguagem compreensível pelo sistema; 
c) arquivamento dos perfis de interesse; 
d) recuperação da informação; 
e) controle de qualidade das listagens; 
f) expedição aos usuários. 
Já Souto (2010) aponta os seguintes elementos os componentes da DSI: 
RECURSOS INFORMACIONAIS Fontes de informação científicas, técnicas e/ou informais, podendo incluir 
indivíduos, entendendo-os também como fontes de informação. 
 
PERFIS DOS USUÁRIOS Conjunto de indicadores, identificados explícita (usuário autoriza) ou 
implicitamente (usuário não tem consciência), que caracterizam o perfil 
dos usuários. 
Esses perfis precisam representar a/o necessidade/expectativa/interesse do 
usuário, a partir do contexto de uso. A caracterização do perfil de um 
mesmo indivíduo ou de indivíduos diferentes pode ter diferenças a partir 
dos diferentes contextos, como por exemplo: trabalho, família, educação, 
entre outros etc. 
SELECIONADOR DE RECURSOS 
INFORMACIONAIS COM BASE NOS 
PERFIS DOS USUÁRIOS 
Consiste no meio para comparar os recursos informacionais com os perfis 
dos usuários. Os agentes para isso podem ser manuais (diretamente pelo 
bibliotecário, a partir da literatura) ou automatizados (comparação dos 
recursos informacionais com os perfis dos usuários e enviados 
periodicamente a eles). 
PACOTE INFORMACIONAL Representação de partes da informação potencial, que o sistema envia aos 
usuários, ou sua total inclusão, em mensagens resultantes do cruzamento 
dos recursos informacionais com os perfis dos usuários. O pacote 
informacional é o produto dos serviços de disseminação seletiva de 
informações. 
ACESSO ÀS INFORMAÇÕES Consiste nas diversas possibilidades de acesso aos recursos 
informacionais. Pode ser tanto acesso físico (na instituição ou por 
intercâmbio e comutação) quanto remoto (documentos digitais, 
pertencentes ou não à instituição). 
RETROALIMENTAÇÃO Feedback dado pelo usuário quanto à satisfação em relação ao uso do 
serviço. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: (SOUTO, 2010, p.12. Com adaptações) 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
133 
 
DSI: GERAÇÕES 
1ª GERAÇÃO 
(SERVIÇO MANUAL) 
2ª GERAÇÃO 
(SERVIÇO AUTOMATIZADO) 
3º GERAÇÃO 
(NA INTERNET) 
Ênfase na relação entre o 
profissional que executava o 
serviço e o usuário 
 
 
 
Ênfase na recuperação da 
informação, a partir de sistemas 
de recuperação de informações, 
com automação de parte do 
processo de disseminação seletiva 
de informações. 
Ênfase na autonomia do usuário 
sendo que a automação pode 
atingir a totalidade do processo de 
disseminação seletiva de 
informações. 
Fonte: (SOUTO, 2010, p.18). 
 
ALGUNS EXEMPLOS DE DSI: 
Atendimento telefônico e 
presencial 
Resumos e solicitação de cópias 
de Livros e artigos científicos 
Tecnologia Push 
Correio Eletrônico (e-mail) Noticiário em linha das agências 
de notícias, jornais, rádio e 
televisão 
RSS/ MySDI 
Bases de Dados Sites blogs 
Sumário corrente Boletins informativos Listas bibliográficasperfil 
de profissional que deseja e tão importante quanto a formação é que haja ações que divulguem o profissional para o 
mercado empregador”. 
Em outro trabalho, Valentim (2000, p. 150, com adaptações) destaca que para atuar no terceiro 
milênio com qualidade, o profissional da informação deve repensar a seguintes questões: 
a) remodelagem da 
unidade / sistema de 
informação, buscando 
uma interação profunda 
entre os atores deste 
cenário. 
b) capacitação contínua 
dos profissionais de 
informação, buscando os 
conhecimentos 
necessários, uma vez que 
este cenário é mutante e 
dinâmico, para atuar com 
competência. 
c) clareza quanto à 
vocação da unidade de 
trabalho/ informação que 
deve ser dirigida para 
serviços informacionais, 
buscando se antecipar às 
necessidades dos 
usuários / clientela. 
d) visualização da 
unidade de trabalho / 
sistema de informação de 
forma crítica, buscando a 
melhoria contínua. 
 
Blattmann, Rados e Fragoso (2003) afirmam também que “o bibliotecário deve apresentar um perfil 
próativo, ser atuante e preocupado com a democratização da informação e com a recepção de seu leitor, o 
que contribuirá para uma imagem positiva e relevante a respeito de sua profissão na sociedade”. 
Já Almeida Júnior (2002, p. 133) destaca que “o que o mercado procura atualmente é um profissional 
que tenha conhecimentos e competências específicos, mas que os integre em concepções mais gerais, com 
aplicações que ultrapassem o restrito espaço determinado”. 
 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
11 
 
BIBLIOTECÁRIO: COMPETÊNCIAS E HABILIDADES 
DEFINIÇÕES: 
Perrenoud (1999) afirma que COMPETÊNCIA é “uma capacidade de agir eficazmente em um determinado 
tipo de situação, apoiada em conhecimentos, mas sem limitar-se a eles”. 
 
COMPETÊNCIA, em administração (conceito esse trazido para muitas profissões, inclusive a de 
Bibliotecário) “é a integração e a coordenação de um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes 
(C.H.A.) que na sua manifestação produzem uma atuação diferenciada” (VIEL, 2010). 
 
HABILIDADE: Pertence ao domínio psicomotor, está relacionada com o “saber como fazer”. É a 
capacidade de fazer uso produtivo do conhecimento; Capacidade de o indivíduo buscar em suas experiências 
anteriores o conhecimento necessário para examinar e solucionar um determinado problema. (RIGONI, 
2014) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://image.slidesharecdn.com/mc-mod4-teoriadasmltiplasinteligncias-140327121606-phpapp02/95/unibr-mercado-e-carreira-mod-4-
teoria-das-mltiplas-inteligncias-14-638.jpg?cb=1395922722 
 
 
E QUAIS AS COMPETÊNCIAS EXIGIDAS PELOS BIBLIOTECÁRIOS? 
 
Com a crescente introdução de novas tecnologias de informação e comunicação (TICs), os 
bibliotecários passam a ter um novo papel no universo do conhecimento, antes ele era tido como guardião do 
saber, onde “preservava, catalogava e armazenava as informações. Atualmente esta postura mudou, o 
bibliotecário, atual profissional da informação, é visto como aquele que filtra, analisa, sintetiza, dissemina a 
informação e desenvolve, implanta e opera os dispositivos para executar estas atividades” (LIMA et al., 
2008). 
 
 
 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
12 
 
Fonte: Valentim (2002) (com adaptações) 
 
 
COMPETÊNCIAS ATUAIS DOS BIBLIOTECÁRIOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/16h00-regina-130716183847-phpapp01/95/competncias-um-novo-design-e-perspectivas-na-contemporaneidade-
17-638.jpg?cb=1374000119 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COMPETÊNCIAS DE 
COMUNICAÇÃO E 
EXPRESSÃO 
COMPETÊNCIAS 
TÉCNICO-CIENTÍFICAS 
MAIS RELACIONADAS 
AO FAZER TÉCNICO 
DO PROFISSIONAL 
BIBLIOTECÁRIO 
 
COMPETÊNCIAS 
GERENCIAIS 
 
COMPETÊNCIAS 
SOCIAIS E POLÍTICAS 
Gerenciamento de projetos, 
técnicas de marketing, 
liderança, 
Orientação na utilização de 
recursos de informação, 
elaboração de produtos de 
informação, 
Planejar e executar estudos 
de usuários, proporcionando 
dessa forma atendimento 
especializado e diferenciado 
aos seus usuários. 
Selecionar, 
Registrar, 
Armazenar, 
Recuperar e 
Difundir informações 
Direção, administração, 
organização e coordenação 
de unidades, 
Gerenciamento de projetos, 
marketing, liderança e 
relações públicas, 
planejamento e organização 
de redes de informação. 
Assessorar e intervir no 
planejamento de políticas de 
informação, normas 
jurídicas, 
 
Formular políticas de 
pesquisa em 
Biblioteconomia e Ciência 
da Informação entre outras. 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
13 
 
DIREITOS AUTORAIS E DIFUSÃO DA INFORMAÇÃO 
LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998 – Lei dos direitos autorais. 
Lei que rege a utilização das obras autorais. Divide-se da seguinte forma: 
Título I - Disposições Preliminares 
Título II - Das Obras Intelectuais 
Capítulo I - Das Obras Protegidas 
Capítulo II - Da Autoria das Obras Intelectuais 
Capítulo III - Do Registro das Obras Intelectuais 
Título III - Dos Direitos do Autor 
Capítulo I - Disposições Preliminares 
Capítulo II - Dos Direitos Morais do Autor 
Capítulo III - Dos Direitos Patrimoniais do Autor e de sua Duração 
Capítulo IV - Das Limitações aos Direitos Autorais 
Capítulo V - Da Transferência dos Direitos de Autor 
Título IV - Da Utilização de Obras Intelectuais e dos Fonogramas 
Capítulo I - Da Edição 
Capítulo II - Da Comunicação ao Público 
Capítulo III - Da Utilização da Obra de Arte Plástica 
Capítulo IV - Da Utilização da Obra Fotográfica 
Capítulo V - Da Utilização de Fonograma 
Capítulo VI - Da Utilização da Obra Audiovisual 
Capítulo VII - Da Utilização de Bases de Dados 
Capítulo VIII - Da Utilização da Obra Coletiva 
Título V - Dos Direitos Conexos 
Capítulo I - Disposições Preliminares 
Capítulo II - Dos Direitos dos Artistas Intérpretes ou Executantes 
Capítulo III - Dos Direitos dos Produtores Fonográficos 
Capítulo IV - Dos Direitos das Empresas de Radiodifusão 
Capítulo V - Da Duração dos Direitos Conexos 
Título VI - Das Associações de Titulares de Direitos de Autor e dos que lhes são Conexos 
Título VII - Das Sanções às Violações dos Direitos Autorais 
Capítulo I - Disposição Preliminares 
Capítulo II - Das Sanções Civis 
Título VIII - Disposições Finais e Transitórias 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
14 
 
O QUE É DIREITO AUTORAL? 
É o direito do autor, do criador, do tradutor, do pesquisador, do artista, de controlar o uso que se faz de sua 
obra. 
DIREITO DO AUTOR OU DIREITO AUTORAL: é uma subárea de uma área maior chamada 
PROPRIEDADE INTELECTUAL (MAGNUS, 2009). 
 
O que é o domínio público 
No Direito da Propriedade Intelectual, domínio público é o conjunto de bens culturais, de tecnologia ou de 
informação cujos direitos econômicos não são de exclusividade de nenhum indivíduo ou entidade. Tais bens, 
por pertencerem à herança cultural da humanidade, são de livre uso de todos. (DOMÍNIO..., 2016). 
 
COPYRIGHT 
(DIREITOS AUTORAIS/ RESTRIÇÃO DE USO, DISTRIBUIÇÃO E MODIFICAÇÃO DO 
SOFTWARE) 
Direito de cópia ou reprodução de uma obra, resguarda aquele que tem o direito de utilizá-la, sejam estas 
literárias, artísticas ou científicas, da forma que lhe convier, sendo requerida autorização para sua 
reprodução parcial ou total (SEGNINI; ZAFALON, 2010). 
 
COPYLEFT 
(POSSIBILITA VENDA DO CÓDIGO / GARANTE OS DIREITOS DO USUÁRIO) 
É um mecanismo jurídico para se garantir que detentores de direitos de propriedade intelectual possam 
licenciar o uso de suas obras além dos limites da lei, ainda que amparados por esta. Por meio das licenças 
inspiradas no copyleft, aos licenciados seria garantido, de maneira genérica, valer-se das obras de terceiros 
nos termos da licença pública outorgada (LEMOS; BRANCO JÚNIOR, [2006?]). 
 
EXEMPLOS PARA SIMPLIFICAR: 
 
 
 
COPYRIGHT:http://images.slideplayer.com.br/12/3998697/slides/slide_17.jpg 
 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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134 
 
ACESSIBILIDADE 
Acessibilidade está relacionada 
com inclusão social e inclusão 
digital. 
A inclusão social é o processo 
pelo qual a sociedade se adapta 
para poder incluir, em seus 
sistemas sociais gerais, pessoas 
com defi ciência que se preparam 
para nela (sociedade) assumir seus 
papéis. 
 
‘Inclusão digital’ como um meio 
de promover a melhoria da 
qualidade de vida, garantir maior 
liberdade social, gerar 
conhecimento e troca de 
informações, ou uma forma de 
facilitar o acesso às tecnologias, 
como o computador e Internet, 
por todas as pessoas, 
independentemente de sua 
condição física ou social. 
(DE PAULA; CARVALHO, 2009) 
 
Possibilidade de o usuário obter, 
rápida e corretamente, a 
informação que procura. Termo 
genérico que pode ser empregado 
em relação a: 
a) Dificuldade ou o não acesso 
das pessoas aos recursos da 
internet, da informática ou dos 
sistemas de telecomunicações; 
b) Capacidade de acessar um 
recurso independentemente do 
sistema de acesso a ele. 
Qualidade dos sistemas 
informatizados e sistemas de 
informação que define a 
facilidade que oferecem aos 
usuários em termos de instalação 
e utilização. 
 
Acessibilidade digital: conceito 
que inclui os direitos e a 
capacidade das pessoas com 
necessidades especiais a terem 
maior grau de utilização dos 
produtos e serviços da sociedade 
da informação. 
(CUNHA; CAVALCANTE, 2008) 
A acessibilidade significa não 
apenas permitir que pessoas com 
deficiências participem de 
atividades que incluem o uso de 
produtos, serviços e informação, 
mas a inclusão e extensão do uso 
desses por todas as parcelas 
presentes em uma determinada 
população. 
 
 
Diz respeito a locais, produtos, 
serviços ou informações 
efetivamente disponíveis ao maior 
número e variedade de pessoas, 
independente de suas capacidades 
físico-motoras e perceptivas, 
culturais e sociais. Isto requer a 
eliminação de barreiras 
arquitetônicas, a disponibilidade 
de comunicação, de acesso físico, 
de equipamentos e programas 
adequados, de conteúdo e 
apresentação da informação. 
(SOUZA et al., 2013, p. 8) 
LEGISLAÇÃO: 
A Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, define normas gerais e critérios para a promoção da 
acessibilidade para pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida e conceitua em seu Art. 2º, inciso 
I, a acessibilidade como: 
“possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, 
mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, inclusive 
seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e instalações abertos ao público, de uso 
público ou privados de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com deficiência 
ou com mobilidade reduzida” (BRASIL, 2000). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/aiadaula12bibliodigitais-121206065804-
phpapp01/95/acessibilidade-em-bibliotecas-digitais-10-638.jpg?cb=1354777353 
 
 
http://images.slideplayer.com.br/3/1267004/slides/slide_27.jpg 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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135 
 
TIPOS DE ACESSIBILIDADE 
ARQUITETÔNICA Não deve haver barreiras ambientais físicas nas casas, nos edifícios, nos espaços 
ou equipamentos urbanos e nos meios de transportes individuais ou coletivos 
COMUNICACIONAL Não deve haver barreiras na comunicação interpessoal, escrita e virtual; 
METODOLÓGICA Não deve haver barreiras nos métodos e técnicas de estudo, de trabalho, de 
ação comunitária e de educação dos filhos; 
INSTRUMENTAL Não deve haver barreiras nos instrumentos, utensílios e ferramentas de estudo, de 
trabalho, e de lazer ou recreação; 
PROGRAMÁTICA Não deve haver barreiras invisíveis embutidas em políticas públicas e normas 
ou regulamentos; 
ATITUDINAL Não deve haver preconceitos, estigmas, estereótipos e discriminações. 
Fonte: http://portaldobibliotecario.com/2015/06/16/acessibilidade-nas-bibliotecas-uma-necessidade-para-promover-a-inclusao-social/ 
 
SOFTWARES E EQUIPAMENTOS PARA DEFICIENTES VISUAIS EM BIBLIOTECAS: 
 
 
 
DOSVOX 
Sistema operacional que se comunica com o usuário através de 
síntese de voz, em português, o qual foi produzido pelo Núcleo de 
Computação Eletrônica da UFRJ e possui distribuição gratuita. 
Oferece ambiente de trabalho com jogos adultos e infantis, editor de 
textos, calculadora, navegador para internet, lente de aumento para 
pessoa com visão subnormal. Permite que se imprima em Braille, 
caso haja uma impressora Braille acoplada ao computador. Pode ser 
baixado gratuitamente no site do Núcleo de Computação Eletrônica . 
 
 
VIRTUAL VISION 
Software pago e desenvolvido em 1997 pela empresa Micropower, 
dos Estados Unidos. O Virtual Vision lê para o usuário todo conteúdo 
da tela selecionado por meio do teclado, inclusive planilhas, tabelas e 
sites na Internet. Roda em ambiente Windows e é capaz de interagir 
com diversos programas como os do pacote Office, Internet Explorer, 
MSN, Skype, dentre outros; 
 
 
JAWS 
 
Software pago e considerado um dos leitores de tela mais populares e 
mais completos do mundo, produzido pela empresa norte 
americana Freedom Scientific, roda em português e possui um 
software de sintetizador de voz que utiliza a própria placa de som do 
computador; 
 
 
 
OPENBOOK 
 
Converte o texto escaneado em texto eletrônico para ser lido pelo 
sintetizador de voz ou convertido em MP3. As pessoas com visão 
subnormal podem escolher entre a exibição visual por 
ampliação, espaçamento especial entre caracteres e ajuste de cores de 
alto contraste, é um OCR (Optical Character), uma tecnologia para 
reconhecimento óptico dos caracteres. A versão mais atual é a 
OpenBook 9.0. 
 
MAGIC 
 
 
É um programa que traz as funções de síntese de voz e ampliação 
simultaneamente. Próprio para usuários com visão subnormal. Pode 
ser ajustado de acordo com as necessidades do usuário e aumenta de 
2 a 16 vezes a informação selecionada ou Braille. 
 
 
DELTA TALK 
Programa nacional que permite a interação com o computador de 
maneira natural. O programa fala adequadamente e existe a opção de 
escolha de três vozes diferentes. Números, datas, horas e abreviações 
são lidos com entonação determinada automaticamente, através de 
análise linguísticas do texto. 
Fonte: (FIALHO; SILVA, 2012).
http://portaldobibliotecario.com/2015/06/16/acessibilidade-nas-bibliotecas-uma-necessidade-para-promover-a-inclusao-social/
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BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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136 
 
COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA. 
Conhecimento sobre determinado 
fenômeno é obtido segundo uma 
metodologia científica, ou seja, é o 
resultado de pesquisas realizadas por 
cientistas, de acordo com regras 
definidas e controladas, então 
aumentam muito as probabilidades 
de que nossa compreensão desse 
fenômeno seja correta. 
(MUELLER, 2000) 
Conceito proposto por John Bernal, 
no final dos anos trinta, para designar 
o processo específico de produção, 
consumo e transferência de 
informação no campo científico. Em 
termos de comunicação, as duas 
características mais importantes de 
um cientista são a quantidade de 
informação que ele comunica e a 
qualidade dessa informação. 
(CUNHA; CAVALCANTE, 2008) 
(...) a produção e comunicação 
científica estão ligadas à 
disseminação dos resultados de 
pesquisa e troca de informações entre 
os pares dessa comunidade. E tem 
como objetivo, além 
da publicização do conhecimento, a 
troca de ideias entre pesquisadores e 
o registro do conhecimento. 
(ALVES, 2011) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/aulas34-141117184309-conversion-gate02/95/cincia-sistema-de-comunicao-cientfica-e-literatura-cientfica-21-
638.jpg?cb=1416249881http://images.slideplayer.com.br/3/1252653/slides/slide_6.jpg 
OBS: 
COMUNICAÇÃO ESCRITA CANAL FORMAL 
 COMUNICAÇÃO ORAL CANAIS INFORMAIS 
Não confundir Comunicação Científica com Divulgação Científica, pois: 
Comunicação científica é a forma de estabelecer o diálogo com o público da comunidade científica – comunicação 
entre os pares, já a divulgação científica visa à comunicação para o público diversificado, fora da comunidade 
científica (VALÉRIO; PINHEIRO, 2008). 
 
http://images.slideplayer.com.br/3/1252653/slides/slide_6.jpg
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http://image.slidesharecdn.com/comunicaocientfica-competnciainformacionalic-140902075548-phpapp02/95/comunicao-cientfica-aspectos-introdutrios-30-638.jpg?cb=1409644688 
MODELO TRADICIONAL DE DIVULGAÇÃO DA COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA 
1º MODELO PROPOSTO: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/aulas34-141117184309-conversion-gate02/95/cincia-sistema-de-comunicao-cientfica-e-literatura-cientfica-25-638.jpg?cb=1416249881 
NOVO MODELO DE DIVULGAÇÃO DA COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 http://images.slideplayer.com.br/3/1249674/slides/slide_10.jpg 
OBS: 
http://image.slidesharecdn.com/comunicaocientfica-competnciainformacionalic-140902075548-phpapp02/95/comunicao-cientfica-aspectos-introdutrios-30-638.jpg?cb=1409644688
http://images.slideplayer.com.br/3/1249674/slides/slide_10.jpg
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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138 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://images.slideplayer.com.br/7/1843110/slides/slide_28.jpg (com adaptações) 
MODELO TRADICIONAL X MODELO ACESSO ABERTO DA COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://kuramoto.files.wordpress.com/2011/04/ciclo_com.jpg 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/comunicaocientfica-competnciainformacionalic-140902075548-phpapp02/95/comunicao-cientfica-aspectos-introdutrios-54-
638.jpg?cb=1409644688 
 
 A criação dos repositórios digitais vem atender a demanda do movimento de acesso livre à informação por meio do 
Open Archives (OA), logo após a crise dos periódicos (década de 90). 
 
http://images.slideplayer.com.br/7/1843110/slides/slide_28.jpg
https://kuramoto.files.wordpress.com/2011/04/ciclo_com.jpg
http://image.slidesharecdn.com/comunicaocientfica-competnciainformacionalic-140902075548-phpapp02/95/comunicao-cientfica-aspectos-introdutrios-54-638.jpg?cb=1409644688
http://image.slidesharecdn.com/comunicaocientfica-competnciainformacionalic-140902075548-phpapp02/95/comunicao-cientfica-aspectos-introdutrios-54-638.jpg?cb=1409644688
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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139 
 
REPOSITÓRIOS 
Os repositórios digitais (RDs) são 
bases de dados online que reúnem de 
maneira organizada a produção 
científica de uma instituição ou área 
temática. Os RDs armazenam arquivos 
de diversos formatos. Ainda, resultam 
em uma série de benefícios tanto para 
os pesquisadores quanto às instituições 
ou sociedades científicas, 
proporcionam maior visibilidade aos 
resultados de pesquisas e possibilitam 
a preservação da memória científica 
de sua instituição. Os RDs podem ser 
institucionais ou temáticos. Os 
repositórios institucionais lidam com a 
produção científica de uma 
determinada instituição. Os 
repositórios temáticos com a produção 
científica de uma determinada área, 
sem limites institucionais. 
Constituem uma das estratégias 
propostas pelo Movimento de Acesso 
Aberto para promoção da literatura 
científica de forma livre e sem custos 
de acesso. 
(REPOSITÓRIOS..., 2016) 
Conjunto ou base de dados com 
informações importantes. 
Biblioteca digital. 
Na Open Archives Initiative, um 
repositório que é gerenciado por 
um fornecedor de dados 
(havesters). 
(CUNHA; CAVALCANTE, 
2008) 
 
 
É um serviço de informação 
científica (em ambiente digital e 
interoperável) dedicado ao 
gerenciamento da produção 
intelectual de uma instituição de 
ensino e pesquisa. Contempla a 
reunião, armazenamento, 
organização, preservação, 
recuperação e, sobretudo, a ampla 
disseminação da informação 
científica produzida na instituição. 
Disponível em: 
https://santabiblioteconomia.files.
wordpress.com/2014/03/o-que-
c3a9-um-r.jpg (adaptado) 
 
Os repositórios surgem como sistemas de 
informação de acesso aberto com o 
objetivo de maximizar a disseminação e 
visibilidade dos resultados de pesquisas 
científicas. 
(ASSIS, 2013) 
 
Leite (2009, p. 19) caracteriza três tipos 
de repositórios digitais: 
a. Repositórios institucionais: voltados à 
produção intelectual de uma instituição, 
especialmente universidades e institutos 
de pesquisa. 
b. Repositórios temáticos ou 
disciplinares: voltados a comunidades 
científicas específicas. Tratam, portanto, 
da produção intelectual de áreas do 
conhecimento em particular. 
c. Repositórios de teses e dissertações 
(Electronic Theses and Dissertation – 
ETDs): repositórios que lidam 
exclusivamente com teses e dissertações. 
Muitas vezes a coleta das muitas ETDs é 
centralizada por um agregador. 
(LEITE, 2009, p. 19) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://images.slideplayer.com.br/11/3260223/slides/slide_11.jpg 
https://santabiblioteconomia.files.wordpress.com/2014/03/o-que-c3a9-um-r.jpg
https://santabiblioteconomia.files.wordpress.com/2014/03/o-que-c3a9-um-r.jpg
https://santabiblioteconomia.files.wordpress.com/2014/03/o-que-c3a9-um-r.jpg
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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140 
 
ARQUIVOS ABERTOS E MOVIMENTO DE ACESSO LIVRE À INFORMAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/s3ak4opesquisadorbrasileirooacessoabertoeacapes-141013052910-conversion-gate02/95/o-pesquisador-brasileiro-o-acesso-aberto-
e-a-capes-uma-anlise-durkheimiana-8-638.jpg?cb=1413178208 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/workshopabecrepositf3riosrevisto03out20071-1233054569030848-2/95/repositrios-digitais-versus-revistas-eletrnicas-60-
728.jpg?cb=1233033100 (com adaptações) 
CONCEITOS IMPORTANTES NOS REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS: 
OPEN ARCHIVAL INFORMATION 
SYSTEM – OAIS 
É um padrão ISO, que especifica um modelo de referência de um 
sistema aberto de informação arquivística (OAIS) (DE PAULA, 2014). 
VERSÃO PRÉ-PRINT (PRÉ-
IMPRESSÃO) 
Versão do autor – manuscrito digital (DIADORIM..., 2012) 
VERSÃO PÓS-PRINT (PÓS-
IMPRESSÃO) 
Versão de publicação do artigo, tanto a versão avaliada pelos pares e 
corrigida pelos autores quanto o PDF da revista (DIADORIM..., 2012) 
 
AUTO-ARQUIVAMENTO 
Este termo refere-se ao direito do autor para disponibilizar uma cópia 
digital de alguma versão de seu artigo (pré-impressão, pós-impressão ou 
versão publicada) em página da internet do autor ou de seu departamento 
A Iniciativa de Arquivos Abertos e o Movimento de Acesso Livre modificaram inteiramente o cenário 
da comunicação científica. Tanto no que diz respeito ao processo de aquisição, quanto ao processo de 
produção, disseminação, uso e modo como os cientistas publicam os resultados de suas pesquisas e se 
relacionam com seus pares. Estes fenômenos possibilitaram mudanças estruturais no sistema de 
comunicação da ciência. 
 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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141 
 
SOFTWARES DE REPOSITÓRIOS DIGITAIS: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/viewFile/13706/12570 
 
ALÉM DESSES AINDA EXISTE O GREENSTONE. 
 
 
acadêmico, bem como em um repositório institucional, como o 
Repositório Institucional PUCRS (POLÍTICAS..., 2016). 
PERÍODO DE EMBARGO A editora do periódico pode permitir a postagem de uma versão do artigo 
no repositórioapós um “período de embargo” (POLÍTICAS..., 2016). 
DECLARAÇÃO DE PERMISSÃO A editora permite que autores depositem uma versão específica do seu 
artigo em repositórios institucionais com o uso de uma declaração de 
autorização (POLÍTICAS..., 2016). 
OBS: 
Entre os softwares mais usados pelos repositórios estão o DSPACE e EPRINTs. 
DSPACE: É um sistema de repositório digital, desenvolvido conjuntamente pelas 
bibliotecas do MIT e pelo Hewlett-Packard (HP). DSpace está disponível 
livremente como um sistema de livre acesso que possa adaptar-se e estender-se 
à captação, armazenamento, indexação, preservação e redistribuição de 
documentos em formatos digitais. No Brasil representado pelo IBICT. 
EPRINTs Foi criado e ainda está a ser desenvolvido pela School of Electronics and 
Computer Science of University of Southampton, UK Está livremente 
disponível como software de acesso livre e é descrito como a maneira mais fácil 
e mais rápida de criar repositórios de acesso livre na investigação da literatura, 
bases de dados científicos, teses, relatórios e multimédia. Centrado no acesso 
livre à investigação na literatura, Eprints é a plataforma mais usada para 
repositórios institucionais, ainda que apenas alguns sejam significativos de outro 
tipo dos materiais (materiais de aprendizagem, etc.). 
Fonte: Martins; Rodrigues; Nunes (2016). 
https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/viewFile/13706/12570
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142 
 
NORMAS DE DOCUMENTAÇÃO NACIONAIS E INTERNACIONAIS: 
USO E APLICAÇÃO DAS NORMAS ISO, ABNT, VANCOUVER, APA. 
NORMALIZAÇÃO INTERNACIONAL: ISO 
ISO ABNT VANCOUVER APA 
A ISO foi fundada em 
1945 por uma comissão de 
25 paises, incluindo o 
Brasil, eles queriam criar 
um organismo mundial que 
tivesse o propósito de 
facilitar a coordenação 
internacional e a 
harmonização de normas 
industriais. No Brasil, a 
ISO é representada pela 
ABNT. 
A ABN TECNOLOGIA 
DA INFORMAÇÃO T é 
maior organização de 
regulamentação técnica do 
Brasil. Foi fundada em 1940, 
“para fornecer a base 
necessária ao 
desenvolvimento tecnológico 
brasileiro” (ABNT, 1998, 
p.18). Dentre os vários 
objetivos, vale destacar o 
principal que é a elaboração 
e o incentivo do uso de 
normas técnicas, mantendo-
as sempre atualizadas. 
O Estilo Vancouver 
surgiu em 1978 por um 
pequeno grupo de 
editores científicos da 
área médica no Canadá, 
especialmente na cidade 
de Vancouver, com o 
intuito de criar e 
estabelecer padrões para 
o formato de originais 
submetidos a suas 
publicações. 
O Comitê Internacional 
de Editores de Revistas 
Médicas – ICMJE ficou 
conhecido como Grupo 
de Vancouver. 
Estilo desenvolvido 
pela American 
Psychological 
Association (APA), é 
amplamente aplicado 
no mundo académico 
em áreas do 
conhecimento como 
a Psicologia e as 
Ciências Sociais. 
Fonte: (VARGAS, 2006) 
NORMALIZAÇÃO ISO 690:2010 
A norma ISO 690:2010 - Information and documentation: guidelines for bibliographic references and 
citations to information resources, foi desenvolvida pela ISO (International Organization for 
Standardization), e fornece indicações para a elaboração de citações e referências bibliográficas. 
No que diz respeito à formatação de citações e referências bibliográficas, esta norma permite a escolha entre 
os dois formatos principais: 
 Autor-Data 
 Numerado 
NOTA: As diferenças a assinalar entre ambos os formatos são: 
 A forma de citação: em Numerado é apresentada da seguinte maneira: (1), (2), etc..., ficando a lista 
final organizada numericamente, de acordo com a ordem de inserção das referências no documento. 
 APOSTILÃO 
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143 
 
No formato Autor-Data é apresentada tal como exemplificado em seguida, ficando a lista de 
referências ordenada alfabeticamente. 
 A data de publicação: no formato Numerado, a data de publicação de um documento vem no final 
da referência; em Autor-Data deve vir logo após o nome dos autores. 
REFERÊNCIAS ISO:690 
De acordo com a norma ISO:690 (Autor-Data), o formato da citação é igual para todo o tipo de 
documentos, devendo apresentar, entre parênteses, os seguintes elementos: 
 
 
 
A respetiva referência bibliográfica deve constar numa lista no final do documento (organizada 
alfabeticamente), e conter os elementos essenciais sobre a obra: 
Autor(es), Ano de publicação. Título. Local de publicação: Editor. ISBN. 
TIPLER, Paul A. and Gene MOSCA, 2009. Física para cientistas e engenheiros. Rio de 
Janeiro: LTC. ISBN 978-85-216-1711-2. 
EXEMPLOS: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 http://libguides.fe.up.pt/c.php?g=299937&p=2002995 
(Apelido do(s) autor(es) Ano de publicação) 
(Tipler and Mosca 2009) 
http://libguides.fe.up.pt/c.php?g=299937&p=2002995
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NILZETE GOMES 
144 
 
CITAÇÃO: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 http://libguides.fe.up.pt/c.php?g=299937&p=2003161 
Existem ainda outras normas ISO que servem para as bibliotecas/Unidades de Informação: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NORMA ISO 9000-2005 Sistema de Gestão da Qualidade: fundamentos e vocabulário 
NORMA ISO 9004-2010 Gestão para o sucesso sustentado de uma organização: uma abordagem da 
gestão de qualidade 
Norma ISO 2789:1991 Information and documentation – International library statistics 
Norma ISO 11620:1998 – Information and documentation – Library performance indicators 
(INDICADOR DE DESEMPENHO) 
Norma ISO 9001:2000 – Sistema de gestão de qualidade. Requisitos 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
145 
 
ABNT 
NORMAS MAIS USADAS 
NBR 14724:2011 Trabalhos acadêmicos – Apresentação 
NBR 6023:2002 Referências – Elaboração 
NBR 10520:2002 Citações em documentos – Apresentação 
NBR 6024:2003 Numeração progressiva das seções de um documento escrito – Apresentação. 
NBR 6028: 2003 Resumos – Apresentação 
NBR 6027:2003 Sumário – Apresentação 
NORMAS QUE TAMBÉM CAEM EM CONCURSOS: 
NBR 6029:2006 Livros e folhetos – Estrutura - Apresentação 
NBR 6032:1989 Abreviação de títulos de periódicos e publicações seriadas. 
NBR 6021:2003 Publicação periódica científica impressa 
NBR 6022: 2003 Artigo em publicação periódica científica impressa – Apresentação 
NBR 6034:2004 Índice – Apresentação 
NBR 10518:2005 Guias de unidades informacionais – Elaboração 
 
 
NBR 14724:2011 – ESTRUTURA DOS TRABALHOS ACADÊMICOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://cdn1.mundodastribos.com/611770-Regras-ABNT-atualizadas-2013-2.png 
 
 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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146 
 
NBR 6023:2002 – REREFÊNCIAS 
 
 
 
 
AUTORIA: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://4.bp.blogspot.com/-8pajucvCckA/U775bzewupI/AAAAAAAABXs/HUIoGavvaaI/s1600/rrrr.jpg 
 
EVENTOS: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Observar os modelos de referências mais diferentes, além dos tradicionais livros e periódicos, tais como: 
Documentos jurídicos (legislação, jurisprudência e doutrina); Patentes; Eventos; Imagem em movimento; 
Documento iconográfico, cartográfico e sonoro; Partituras e Documentos tridimensionais. 
 APOSTILÃO 
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147 
 
PATENTES: 
 
 
 
 
 
 
DOCUMENTO JURÍDICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
IMAGEM EM MOVIMENTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DOCUMENTO ICONOGRÁFICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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148 
 
DOCUMENTO CARTOGRÁFICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DOCUMENTO SONORO 
 
 
 
 
 
 
 
PARTITURA 
 
 
 
 
 
 
 
DOCUMENTO TRIDIMENSIONAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: ABNT 6023 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 http://biblioteca.sites.ufms.br/files/2015/07/33.pngAPOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
149 
 
NBR 10520:2002 - CITAÇÕES 
Esta Norma específica às características exigíveis para apresentação de citações em documentos 
Localização: 
As citações podem aparecer: 
a) no texto; 
b) em notas de rodapé 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://images.slideplayer.com.br/12/3765049/slides/slide_2.jpg 
 
SISTEMA DE CHAMADA: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://images.slideplayer.com.br/12/3765049/slides/slide_3.jpg 
DEFINIÇÕES IMPORTANTES: 
NOTAS DE 
REFERÊNCIA: 
Notas que indicam fontes consultadas ou remetem a outras partes da obra onde o 
assunto foi abordado. 
NOTAS DE RODAPÉ: Indicações, observações ou aditamentos ao texto feitos pelo autor, tradutor ou 
editor, podendo também aparecer na margem esquerda ou direita da mancha 
gráfica. 
NOTAS 
EXPLICATIVAS: 
Notas usadas para comentários, esclarecimentos ou explanações, que não possam 
ser incluídos no texto. 
http://images.slideplayer.com.br/12/3765049/slides/slide_3.jpg
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
150 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/aula5-citaoevitandooplgio-141013132450-conversion-gate01/95/aula-5-citao-evitando-o-plgio-22-638.jpg?cb=1413206774 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/aula5-citaoevitandooplgio-141013132450-conversion-gate01/95/aula-5-citao-evitando-o-plgio-21-638.jpg?cb=1413206774 
 
 
 
 
 
 
 
http://images.slideplayer.com.br/3/1222965/slides/slide_79.jpg 
 
 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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151 
 
6024:2003 – NUMERAÇÃO PROGRESSIVA DAS SEÇÕES DE UM DOCUMENTO 
 
 
 
SEÇÕES DO DOCUMENTO: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REGRAS GERAIS DE APRESENTAÇÃO: 
São empregados algarismos arábicos na numeração. 
O indicativo de seção é alinhado na margem esquerda, precedendo o título, dele separado por um espaço. 
Deve-se limitar a numeração progressiva até a seção quinária. 
O indicativo das seções primárias deve ser grafado em números inteiros a partir de 1. 
O indicativo de uma seção secundária é constituído pelo indicativo da seção primária a que pertence, seguido 
do número que lhe for atribuído na seqüência do assunto e separado por ponto. Repete-se o mesmo processo 
em relação às demais seções. 
Não se utilizam ponto, hífen, travessão ou qualquer sinal após o indicativo de seção ou de seu título. 
Destacam-se gradativamente os títulos das seções, utilizando os recursos de negrito, itálico ou grifo e redondo, 
caixa alta ou versal e outro. O título das seções (primárias, secundárias etc.) deve ser colocado após sua 
numeração, dele separado por um espaço. O texto deve iniciar-se em outra linha. 
Todas as seções devem conter um texto relacionado com elas. 
Quando for necessário enumerar os diversos assuntos de uma seção que não possua título, esta deve ser 
subdividida em alíneas. 
Quando as alíneas forem cumulativas ou alternativas, pode ser acrescentado, após a penúltima, e/ou conforme 
o caso. As alíneas, exceto a última, terminam em ponto-e-vírgula. 
Fonte: ABNT 6024/2003 
Esta Norma estabelece um sistema de numeração progressiva das seções de documentos escritos, de modo a 
expor numa sequência lógica o inter-relacionamento da matéria e a permitir sua localização. 
 APOSTILÃO 
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152 
 
NBR 6028: 2003 - RESUMOS 
 
 
RESUMOS: TIPOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/comofazerumresumo-120203055433-phpapp01/95/como-fazer-um-resumo-6-728.jpg?cb=1328248685 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/resumoresenhalevantamentodedados-140908095651-phpapp01/95/resumo-resenha-levantamento-de-dados-6-638.jpg?cb=1410170261 
 
 
 
 
 
 
 
 
, 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/resumoeresenha-130225143339-phpapp02/95/resumo-e-resenha-9-638.jpg?cb=1361803745
Esta Norma estabelece os requisitos para redação e apresentação de resumos. 
 
 APOSTILÃO 
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153 
 
NBR 6027: 2013 - SUMÁRIO 
Esta norma especifica os princípios gerais para a elaboração de sumários em qualquer tipo de documento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: ABNT 6027/2013 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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154 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: (UFRA, 2016) 
 
 
 APOSTILÃO 
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155 
 
VANCOUVER 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.trabalhosuniversitarios.com.br/wp-content/uploads/2015/01/formatacao_vancouver.png 
 
 
 
 
 
 APOSTILÃO 
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156 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ESTILO VANCOUVER: ELABORAÇÃO 
 
 
 
AUTORES: 
PESSOA FÍSICA: 
ATÉ 6: citar todos os autores e separa por vírgula. 
MAIS DE 6: citar todos os seis primeiros autores seguidos da expressão latina “et 
al” sem itálico. 
ORGANIZAÇÕES: 
Duas ou mais: separe-as por ponto-e-vírgula 
AUTOR E ORGANIZAÇÃO: 
Indicar o(s) autor(es) (pessoa física) e a organização, separando-os por ponto e 
vírgula. 
COORDENADOR, EDITOR, ORGANIZADOR: 
Acrescentar a denominação após o nome. 
AUSÊNCIA DE AUTORIA: 
Entrar pelo título 
INSTITUIÇÃO: 
Entrar pelo nome por extenso 
 
ARTIGO DE 
PERIÓDICOS 
(REGRAS 
GERAIS) 
 Somente a 1ª letra do título do artigo do periódico ou do livro deve estar em 
maiúscula; 
 Os títulos dos periódicos devem ser abreviados; 
 Quando as páginas do artigo consultado apresentarem números coincidentes, 
eliminar os dígitos iguais. Ex: p. 320-329; usar 320-9 
 Denominamos número (fascículo) a identificação da sequência do volume, 
sendo que o algarismo fica entre parênteses. Ex.: 347(4). 
 Periódico com paginação contínua em um volume: mês e número podem ser 
omitidos (opcional). Ex.: Halpern SD, Ubel PA, Caplan AL. Solid-organ 
transplantation in HIV-infected patients. N Engl J Med. 2002;347:284-7. 
 
 
LIVROS E 
MONOGRAFIAS: 
 Na identificação da cidade da publicação, a sigla do estado ou província pode 
ser também acrescentada entre parênteses. 
Ex.: Berkeley (CA); e quando se tratar de país pode ser acrescentado por extenso. 
Ex.: Adelaide (Austrália); 
 Quando for a primeira edição do livro, não há necessidade de identificá-la; 
 A indicação do número da edição será de acordo com a abreviatura em língua 
portuguesa. Ex.: 4ª ed. 
 “Editor” é um termo em inglês que se refere ao editor literário. 
DISSERTAÇÃO, 
TESE E 
TRABALHO DE 
CONCLUSÃO DE 
CURSO 
Exemplo: 
Borkowski MM. Infant sleep and feeding: a telephone survey of Hispanic Americans 
[dissertação]. Mount Pleasant (MI): Central Michigan University; 2002. 
ANAIS DE 
CONGRESSO 
Exemplo: 
Harnden P, Joffe JK, Jones WG, editores. Germ cell tumours V. Proceedings of the 
5th Germ Cell Tumour Conference; 2001 Sep 13-15; Leeds, UK. New York: 
Springer; 2002. 
ARTIGO DE 
PERIÓDICO EM 
Exemplo: 
Abood S. Quality improvement initiative in nursing homes: the ANA acts in an 
advisory role. Am J Nurs [periódico na Internet]. 2002 Jun [acesso em 2002 Aug 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
157 
 
FORMATO 
ELETRÔNICO 
Observe que o 
disponível não fica 
entre como na 
ABNT 
12];102(6):[aproximadamente 3 p.]. Disponível em: 
http://www.nursingworld.org/AJN/2002/june/Wawatch.htm 
E-Book Irfan A. Protocols for predictable aesthetic dental restorations [Internet]. Oxford: 
Blackwell 
Munksgaard; 2006 [citado 21 Maio 2009]. Available from Netlibrary: 
http://cclsw2.vcc.ca:2048/ 
login?url=http://www.netLibrary.com/urlapi.asp?action=summary&v=1&bookid=181691 
Fonte: (NORMAS..., 2016a) 
 
CITAÇÕES SEGUNDO VANCOUVER: 
 
CITAÇÕES NUMÉRICAS: 
 
 
 
 
 
REGRA GERAL: 
Apenas a letra inicial do sobrenome em maiúscula e todo o restante em minúscula, independentemente de a 
citação estar dentro ou fora dos parênteses. 
Exemplos: 
(Lobo, 1998) 
Segundo Padilha e Lopes (2004),... 
(Gitz, Limon, Payne, Massie, Sullivan, Tuncer et al, 2011) 
(Cardiac Society..., 2006) 
Fonte: (GREGÓRIO, 2014)
As citações numéricas são as mais frequentemente encontradas em artigos publicados sob as normas 
de Vancouver. Neste caso, as citações no texto de seu artigo são identificadas com um número entre 
parênteses. 
Ex: Santos (8) argumentou que a maioridade… 
http://www.nursingworld.org/AJN/2002/june/Wawatch.htm
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
158 
 
NORMAS APA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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159 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: (NORMAS, 2016b) 
Fonte: (NORMAS, 2016b) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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160 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: (NORMAS, 2016b) 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
161 
 
REFERÊNCIAS SEGUNDO A APA: 
TIPO DE MATERIAL EXEMPLO 
LIVROS (OBRA COMPLETA) 
Sobrenome, Nome abreviado. (ano 
de publicação). Título: subtítulo. 
Local de Publicação: Editora. 
Toffler, A. (1994). O choque do futuro (5a ed.). Rio de Janeiro: 
Record. 
OBRAS COM EDITORES 
Sobrenome, Nome abreviado. (Ed. 
OU Coord. OU Org.). (ano de 
publicação). Título: subtítulo (Vol., 
ed., pp.). Local de Publicação: 
Editora. 
 
Ackroyd, S., & Fleetwood, S. (Eds.). (2000). Realist perspectives on 
management and organizations. London: Routledge. 
COLEÇÃO 
Sobrenome, Nome abreviado. (ano 
de publicação). Título: subtítulo 
(Vol., ed., pp.). (Coleção tal). Local 
de Publicação: Editora. 
ECR Brasil (1998). ECR Brasil visão geral: potencial de redução 
de custos e otimização de processos. (Coleção ECR Brasil). 
SãoPaulo: Associação ECR Brasil. 
CAPÍTULO OU ARTIGO 
Sobrenome, Nome abreviado. (ano 
de publicação). Título do capítulo. In 
Nome abreviado. Sobrenome (Ed. 
OU Coord. OU Org.). Título: 
subtítulo (Vol., ed., pp.). Local de 
Publicação: Editora. 
Watson, M. W. (1994). Vector autoregressions and cointegration. In 
R. F. Engle, & D. L. McFadden (Ed.). Handbook of Econometrics 
(Vol. 4, Chap. 47, pp. 2843-2915). Amsterdam: Elsevier. 
PERIÓDICOS CIENTÍFICOS, 
REVISTAS E BOLETINS 
Indicar o número do volume (em 
itálico) e número da edição 
(quando houver) para periódicos 
científicos, revistas e boletins 
informativos. 
Sobrenome, Nome abreviado. (ano de 
publicação). Título do artigo. Nome do 
Periódico, volume (número), páginas. 
Peci, A. (2007). Reforma regulatória brasileira dos anos 90 à luz do 
modelo de Kleber Nascimento. Revista de Administração 
Contemporânea, 11(1), 11-30. 
PERIÓDICO ELETRÔNICO 
Sobrenome, Nome abreviado. (ano 
de publicação). Título do artigo. 
Nome do Periódico, 
volume(número), páginas. 
Recuperado em dia mês, ano, de 
endereço eletrônico completo 
Porter, M. (1981). The contributions of industrial organization to 
strategic management. The Academy of Management Review, 6(4), 
609-620. Retrieved November 12, 2002, from 
http://www.jstor.org/journals/aom.html 
VERSÃO ELETRÔNICA DE 
PERIÓDICO IMPRESSO 
Sobrenome, Nome abreviado. (ano 
de publicação). Título do artigo 
[Versão eletrônica], Nome do 
Periódico, volume(número), páginas. 
 
Rodrigues, A. L., & Malo, M. C. (2007). Estruturas de governança e 
empreendedorismo coletivo: o caso dos doutores da alegria [Versão 
eletrônica], Revista de Administração Contemporânea, 10(3), 29-
50. 
ARTIGO DE REVISTA 
http://www.jstor.org/journals/aom.html
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
162 
 
Indicar a data apresentada na publicação 
– ano e mês para publicações mensais 
ou ano, mês e dia para publicações 
semanais e/ou diárias, acrescentar o 
volume o número, se houver, e páginas 
(número de páginas [p. ou pp.]). 
Sobrenome, Nome abreviado. (ano 
de publicação, mês dia). Título do 
artigo. Nome da Revista Periódico, 
volume(número), páginas. 
Schwartz, J. (1993, September 30). Obesity affects economic, social 
status. The Washington Post, pp .A1, A4. 
ANAIS /PROCEEDINGS Ayres, K. (2000, setembro). Tecno-stress: um estudo em operadores de 
caixa de supermercado. Anais do Encontro Nacional da Associação 
Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração, Florianópolis, 
SC, Brasil, 24. 
TESE E DISSERTAÇÃO 
Sobrenome, Nome abreviado. (ano 
de publicação). Título do Trabalho. 
Tipo do documento, Instituição, 
cidade, estado, país. 
Ariffin, N. (2000). The internationalisation of innovative 
capabilities: the Malaysian electronics industry. Tese de doutorado, 
Science and Technology Policy Research (SPRU), University of 
Sussex, Brighton, England. 
DOCUMENTOS ELETRÔNICOS 
Sobrenome, Nome abreviado. (ano 
de publicação). Título: subtítulo. 
Cidade, outros dados. Recuperado 
em dia mês, ano, de 
http://www.endereço eletrônico 
Gambetta, D. (2000). Can we trust trust? In D. Gambetta (Ed.). 
Trust: making and breaking cooperative relations (Chap. 13, pp. 
213-237). Oxford: Department of Sociology, University of Oxford. 
Retrieved May 01, 2003, from 
http://www.sociology.ox.ac.uk/papers/gambetta213-237.pdf 
 
LEIS/CONSTITUIÇÃO 
Lei n. 9.984, de 17 de julho de 2000 (2000). Dispõe sobre a criação da 
Agência Nacional de Águas - ANA, entidade federal de implementação da 
Política Nacional de Recursos Hídricos e de coordenação do Sistema 
Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, e dá outras 
providências. Brasília, DF. Recuperado em 10 abril, 2007, de 
http://www.planalto.gov.br/ccivil/Leis/L9984.htm 
Fonte: (NORMAS, 2016b) 
CITAÇÕES SEGUNDO APA : 
 
 
 
 
 
 
CASOS: EXEMPLO: 
PÁGINAS 
No caso de citação direta usar 
“pp.” se a fonte é mais de uma 
página OU “p.” se a fonte é uma 
página. 
 
Giddens, 1989, p. 270 
Giddens, 1989, pp. 270-271 
 
 
O método empregado pelas Normas APA é autor-data, isto é, o sobrenome do autor e o ano de publicação. O texto deve 
ser documentado citando o autor e a data de publicação dos trabalhos pesquisados e consultados. Todos os autores 
citados no texto, e apenas eles, devem estar presentes nas referências com as informações completas. Este procedimento 
é obrigatório. 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
163 
 
TRABALHO DENTRO DO 
PARÊNTESES 
Citação de dois ou mais trabalhos 
dentro dos mesmos parênteses, 
devem ser apresentados na mesma 
ordem que aparecem na lista de 
referências: 
Organizar dois ou mais trabalhos do(s) mesmos autor(es) na ordem (crescente) 
por ano de publicação. 
Exemplo: (Edeline & Weinberger, 1991, 1993) 
Organizar dois ou mais trabalhos do(s) mesmos autor(es) na ordem (crescente) 
por ano de publicação. 
As citações em produção (in press) devem ser colocadas por último. Exemplo: 
(Edeline & Weinberger, 1991, 1993, in press); 
Citações de diversos autores no mesmo parênteses devem ser organizados em 
ordem alfabética pelo sobrenome do primeiro autor. Separar as citações por 
ponto e vírgula. 
Exemplo: (Balda, 1980; Kamil, 1988; Pepperberg & Funk, 1990). 
AUTORES COM O MESMO 
SOBRENOME 
Citação de diversos autores com o 
mesmo sobrenome, deve ser 
incluída as iniciais do primeiro 
autor em todas as citações do 
texto, mesmo que o ano de 
publicação seja diferente. 
 
 
R. O. Luce (1959) e P. A. Luce (1986) também colocam que... 
J. M. Goldberg e Neff (1961) e M. R. Goldberg e Wurtz (1972) estudaram ... 
Fonte: (NORMAS, 2016b) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
164 
 
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO 
 
SOFTWARES PARA UTILIZAÇÃO EM BIBLIOTECAS, REDES E SISTEMAS DE 
INFORMAÇÃO. 
Na aquisição do software adequado às bibliotecas/Unidades de Informação deve levar em consideração os 
formatos de intercâmbio e padrões internacionais, tais como: 
 
 
MARC 21 
É utilizado como um padrão internacional de descrição automatizada de 
acervos bibliográficos; 
É um formato de intercâmbio destinado a padronizar a representação dos itens 
bibliográficos em sistemas informatizados; 
Serve principalmente para estruturar a comunicação entre sistemas de 
processamento de dados; 
É baseado na norma ISO 2709; 
São normas de representação e comunicação de informações bibliográficas e 
afins em forma legível por máquina. 
AACR2 É o padrão internacional de descrição dos acervos bibliográficos a partir do 
qual foi desenvolvido o Formato Marc21. 
 
 
 
PROTOCOLO Z39.50 
É um conjunto de convenções para o intercâmbio de dados, com regras de 
formato e controle de entrada, transmissão e saída de dados; 
Um protocolo é para os computadores o que uma linguagem é para as pessoas; 
É um padrão cliente-servidor (intercâmbio); 
É baseado na norma ISO: 23950:1998; 
É utilizado para recuperação da informação em redes eletrônicas. É um 
protocolo de comunicação entre os computadores, que permite a pesquisa e 
recuperação da informação. 
ISO 2709 Esta norma especifica os requisitos para o formato de intercâmbio de registros 
bibliográficos que descrevem todas as formas de documentos sujeitos à 
descrição bibliográfica. Não define a extensão do conteúdo de documentos 
individuais e nem designa significado algum para os parágrafos, indicadores ou 
identificadores, sendo essas especificações as funções dos formatos de 
implementação. 
NBR 6023 Especificação dos elementos a serem incluídos nas referências. 
Fonte: Romani e Borszcz (2006); QUINTA... (2016); Côrte et al. (1999). 
 
REQUISITOS GERAIS A SEREM OBSERVADOS NA AQUISIÇÃO DE UM SOFTWARE 
TREINAMENTO Habilitação do usuário na utilização dos produtos da biblioteca 
INSTALAÇÃO, TESTES E 
GARANTIA 
Garantirá agilidade e segurança na implementação das rotinas 
SUPORTE TÉCNICO E 
MANUTENÇÃO 
Suporte técnico e manutenção preventiva e corretiva 
DOCUMENTAÇÃO Documentação do produto seja apresentada em português (Brasil ), na forma 
impressa, e que o fornecedor entregue um conjunto completo de manuais 
técnicos e do usuário. 
CONDIÇÕES 
INSTITUCIONAIS 
Atender às necessidades de informação, ser compatível com o desenho e 
cultura organizacional, com o parque computacional instalado, tamanho do 
acervo e o perfil dos usuários, respeitadas suas características quantitativas e 
qualitativas. 
CONVERSÃO 
RETROSPECTIVA 
Converter os dados existentes para o novo formato. 
Fonte: Côrte et al. (1999) 
 
 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
165 
 
REQUISITOS ESPECÍFICOS A SEREM OBSERVADOS NA AQUISIÇÃO DE UM SOFTWARE 
TECNOLOGIA Itens que identificam a capacidade do sistema de trabalhar com modernos recursos 
tecnológicos, possibilitando segurança e intercâmbio de dados. 
SELEÇÃO E AQUISIÇÃO Caracterizam-se por ser o módulo gerenciador do processo de aquisição de 
materiais bibliográficos, por doação, permuta e compra. 
PROCESSAMENTO 
TÉCNICO DOS 
DOCUMENTOS 
Módulo gerenciador do registro das informações bibliográficas, segundo padrões 
internacionais. 
EMPRÉSTIMO DE 
DOCUMENTOS 
Módulo que gerencia o uso e circulação dos documentos da Biblioteca. 
RECUPERAÇÃO DE 
INFORMAÇÕES 
Constituem-se em recursos especiais de pesquisa para localizar documentos em 
múltiplas bases de dados, com filtragem de resultados e combinações de conjuntos. 
DIVULGAÇÃO DA 
INFORMAÇÃO 
Módulo gerenciador das atividades de divulgação, contribuindo para o processo de 
disseminação de informações. 
PROCESSO GERENCIAL Módulo que permite o acompanhamento e avaliação das atividades da biblioteca do 
ponto de vista gerencial. 
Fonte: Côrte et al. (1999) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/softwaresparabibliotecas-apresentao-blog20121006-121006111547-phpapp01/95/softwares-para-bibliotecas-
apresentao-blog-20121006-3-728.jpg?cb=1349523579 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.marilia.unesp.br/Home/Instituicao/Docentes/EdbertoFerneda/automacaobiblio-06.pdf 
https://www.marilia.unesp.br/Home/Instituicao/Docentes/EdbertoFerneda/automacaobiblio-06.pdf
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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166 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/softwaresparabibliotecas-apresentao-blog20121006-121006111547-phpapp01/95/softwares-para-bibliotecas-
apresentao-blog-20121006-12-728.jpg?cb=1349523579 
 
OUTROS SOFTWARES PARA AUTOMAÇÃO 
SOPHIA Sistema integrado para gestão de bibliotecas para qualquer tamanho de acervo, 
que contempla funções que abrangem as principais rotinas de uma biblioteca ou 
acervo de um centro de documentação e informação. 
Site: http://www.prima.com.br/institucional/ 
MULTIACERVO Software que automatiza as principais funções de bibliotecas (catalogação, 
pesquisa, empréstimo, controle de periódicos, aquisição e intercâmbio) e centros 
de documentação, seja de instituições de ensino ou organizações não-
acadêmicas. 
Site: http://www.multiacervo.com.br/ 
BIBLIOBASE Sistema integrado para gestão de Bases de Dados em CDS/ISIS que permite 
várias funções das bibliotecas. 
Site: http://www.bibliosoft.pt/pt/content/5-produtos/13-bibliobase 
PERGAMUM Sistema implementado na arquitetura cliente/servidor, com interface gráfica – 
programação Delphi, utilizando um banco de dados relacional SQL. O sistema 
funciona de forma integrada da aquisição ao empréstimo. 
Site: http://www.pergamum.pucpr.br/redepergamum/index.php 
ARCHES LIB É um software para controle de bibliotecas. 
 
INFORMA – BIBLIOTECA 
ELETRÔNICA 
Software desenvolvido para trabalhar especificamente no ambiente Windows. 
Gerencia todas as rotinas técnicas das bibliotecas ou centro de documentação. 
Site: http://www.informa.com.br/wp/ 
Fonte: Romani e Borszcz (2006) 
ALÉM DOS MAIS USADOS, EXISTEM OUTROS: 
Softwares proprietários 
AINFO – Embrapa, Aleph, Alexandria, Argonauta, BiblioBase, Biblioshop, Biblium, BNWeb, Caribe, Dixi, GIZ 
Biblioteca, Informa, Ortodocs, Sábio, Siabi, Sophia, Thesaurus, Virtua, Zeus. 
Softwares Grátis 
Biblio Express, Biblioteca Fácil, BiblioteQ, Minibiblio 
Softwares Open Source 
Emilda, Evergreen, Koha, Library a la carte, NewGenLib, OpenBiblio, PHL, PMB, Scriblio 
Fonte: http://bsf.org.br/2009/09/02/sistemas-softwares-de-organizacao-gerenciamento-automacao-de-bibliotecas/ 
 
http://www.informa.com.br/wp/
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
167 
 
BASE DE DADOS DOCUMENTAIS 
BASES DE DADOS: CONCEITOS 
Coleção de valores de dados 
inter-relacionados de tal natureza 
que, de acordo com o sistema de 
gerenciamento de bases de dados, 
os arquivos que contém os dados 
podem integrar-se 
temporariamente em uma única 
estrutura conectada ou integrar-se 
somente por ocasião de consulta. 
(CUNHA; CAVALCANTE, 
2008) 
Bases de dados de referências 
encaminham ou orientam o 
usuário para uma outra fonte, que 
pode ser um documento, uma 
instituição ou um indivíduo, afim 
de obter informações adicionais 
ou conseguir o texto integral de 
um documento. 
(BASES..., 2016) 
Conjunto organizado de referências 
bibliográficas de documentos que se 
encontram armazenados fisicamente 
em vários locais. 
(GUINCHAT; MENOU (1994, p. 295) 
 
É uma coleção geral e integrada de 
dados junto com a descrição deles, 
gerenciada de formaa atender a 
diferentes necessidades de seus 
usuários. As bases de dados são 
mantidas e gerenciadas por sistemas 
responsáveis por inserir programas 
que permitam a geração, operação e 
alimentação delas. 
(ROWLEY, 2002) 
BASES DE DADOS: OBJETIVO 
 
 
 
 
 
BASES DE DADOS: TIPOS 
BASE DE DADOS DE REFERENCIAS 
(RESUMOS) 
Encaminham ou orientam o usuário para uma outra fonte, 
que pode ser um documento, uma instituição ou um 
indivíduo, afim de obter informações adicionais ou 
conseguir o texto integral de um documento. 
BASE DE DADOS DE FONTES 
(FACTUAIS E TEXTO COMPLETO) 
Contém os dados originais e constituem um tipo de 
documento eletrônico. Após ter feito uma consulta bem 
sucedida numa base de dados de fontes, o usuário terá 
em mãos as informações de que precisa, sem ter de ir 
buscá-las numa fonte original. 
TIPOS DE BASES REFERENCIAIS E DE FONTES (respectivamente) 
BASES DE DADOS BIBLIOGRÁFICOS: 
Incluem citações ou referências bibliográficas e, às vezes, 
resumos de trabalhos publicados. Informam ao usuário 
sobre o que foi publicado e onde se publicou e, na hipótese 
de a base conter resumos, apresentarão uma síntese do 
conteúdo do documento original; 
BASE DE DADOS NUMÉRICOS 
Que contém dados numéricos de vários tipos, inclusive 
dados estatísticos e de resultados de pesquisas. 
BASE DE DADOS CATALOGRÁFICOS: 
Mostram o acervo de uma determinada biblioteca ou rede 
de biblioteca. Comumente, essas bases relacionam quais as 
monografias, títulos de periódicos e outros itens que a 
BASES DE DADOS DE TEXTO INTEGRAL 
 
Que contém notícias de jornal, especificações técnicas, 
programas de computador, etc. 
Fornecer informação atualizada (recursos estruturais) precisa e confiável (não dar a informação pela metade) 
e de acordo com a demanda (oferecer o que o usuário necessita). 
As Bases de Dados foram criadas com o propósito de disponibilizar, em um único site, centenas de revistas 
científicas, evitando o desperdício de tempo por parte do pesquisador (TEIXEIRA, 2011). 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
168 
 
biblioteca possui em seu acervo, porém não proporcionam 
informações adicionais sobre o conteúdo desses 
documentos. As bases de dados catalográficos são um tipo 
especial de base de dados bibliográficos, porém, em virtude 
de sua orientação ser bastante diferente da de outras bases 
de dados bibliográficos convém identifica-las como uma 
categoria à parte. 
BASES DE DADOS REFERENCIAIS: 
Que referenciam informações ou dados, como nomes e 
endereços de instituições, e outros dados característicos de 
guias, cadastros, etc. 
BASES DE DADOS TEXTUAIS E NUMÉRICOS 
Que contém um mistura de dados textuais e numéricos. 
 BASES DE DADOS GRÁFICOS 
Apresentam fórmulas químicas, imagens, logotipos. 
Fonte: (BASES..., 2016; ALBRECHT; OHIRA, 2000; ROWLEY, 2002). 
Lancaster (2004) considera que uma base de dados deve ser avaliada pela sua utilidade ao responder as 
necessidades de informação, de acordo com quatro critérios principais: 
a) cobertura; 
b) recuperação; 
c) previsibilidade; 
d) atualidade. 
BASES DE DADOS : EXEMPLOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://images.slideplayer.com.br/3/1257805/slides/slide_4.jpg (com adaptações) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://images.slideplayer.com.br/8/1359782/slides/slide_14.jpg (com adaptações) 
http://images.slideplayer.com.br/3/1257805/slides/slide_4.jpg
http://images.slideplayer.com.br/8/1359782/slides/slide_14.jpg
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BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
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http://image.slidesharecdn.com/bibliotecafeauspbasesdedadosmaio2015-150511142717-lva1-app6891/95/biblioteca-feausp-tutorial-bases-de-
dados-maio-2015-5-638.jpg?cb=1432930738 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/pri-oficinadebasesdedadosworkshopmar20121-120830193137-phpapp01/95/oficina-de-bases-de-dados-da-rea-de-humanidades-
12-728.jpg?cb=1346428766 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://images.slideplayer.com.br/1/292433/slides/slide_5.jpg (com adaptações) 
http://images.slideplayer.com.br/1/292433/slides/slide_5.jpg
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
170 
 
DOCUMENTOS ELETRÔNICOS 
Documento que existe na forma 
eletrônica e cujo acesso é feito 
mediante equipamento 
informático; arquivo eletrônico, 
documento legível por máquina. 
(CUNHA; CAVALCANTE, 2008) 
É o documento processado por meio 
eletrônico, em formato digital. 
Entretanto, há outros documentos que, 
embora não sendo digitais, são 
processados eletronicamente. É o caso 
das fitas de áudio e eletromagnéticas 
analógicas, que também podem ser 
entendidas como documentos 
eletrônicos. 
(RONDINELLI, 2002, p.130) 
O documento eletrônico é 
aquele que oferece, em questão 
de segundos, inúmeros recursos 
de edição e recuperação de 
dados como nenhum outro, 
características que influencia 
diretamente no seu processo de 
seleção e aquisição pelas 
unidades de informação. 
(VETTER, 2010) 
 
DOCUMENTOS ELETRÔNICOS: EXEMPLOS 
Base de dados Monografias Publicações seriadas, Resultados de pesquisa 
Arquivos variados 
(imagem, som, texto), 
Documento gopher Mensagens eletrônicas 
como mensagem pessoal 
Mensagem enviada para 
lista de discussão 
Mensagem enviada para 
lista de discussão com 
anotações e comentários 
de terceiros 
Documentos da World 
Wide Web (WWW) 
Arquivos para File 
Transfer Protocol (FTP) 
Documento telnet, 
disponíveis em CD-
áudio, winchester, disco 
Zip, disquete, CD-ROM, 
cartão magnético, fita 
DAT, CDs, fita 
magnética entre outros. 
Fonte: (ALVES, 2004) 
 
 
NÃO CONFUNDA DOCUMENTO ELETRÔNICO COM DIGITAL, HÁ DIFERENÇAS: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://images.slideplayer.com.br/8/2340947/slides/slide_12.jpg 
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BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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http://images.slideplayer.com.br/2/5630221/slides/slide_3.jpg 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://images.slideplayer.com.br/1/300061/slides/slide_3.jpg 
 
 
Para solucionar o problema da enorme massa documental que surge todos os dias, além de garantir a 
confiabilidade e o acesso à informação surge a tecnologia do Gerenciamento Eletrônico de 
Documentos (GED) que “pode acabar com o problema da quantidade de documentos em meio físico, 
mas para que ela surta tal efeito é necessário que as instituições desenvolvam mecanismos de proteção 
para resguardar essas mídias. Um dos grandes benefícios do GED é aumentar o espaço físico das 
instituições” (SILVA, 2014). 
 
https://eciti.files.wordpress.com/2012/07/cd1.jpg 
CICLO DOCUMENTAL 
http://images.slideplayer.com.br/2/5630221/slides/slide_3.jpg
http://images.slideplayer.com.br/1/300061/slides/slide_3.jpg
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
172 
 
Para Koch (1997, p. 23), “O GED visa a gerenciar o ciclo de vida das informações desde sua criação até o seu 
arquivamento. As informações podem originalmente estar armazenadas em mídias analógicas ou digitais em todas 
as fases de sua vida”. 
METADADOS 
Metadados são um conjunto de 
dados-atributos, devidamente 
estruturados e codificados, com 
base em padrões internacionais, 
para representar informações de 
um recurso informacional em 
meio digital ou não digital, 
contendo uma série de 
características e objetivos. 
(ROSETTO, 2003) 
 
 
O termo metadado é anterior à 
WEB. Sua criação é atribuída a 
Jack E. Myers. 
(MÉNDEZ RODRIGUEZ, 2016) 
Os metadados são conjuntos de 
atributos, mais especificamente 
dados referenciais, que representam o 
conteúdo informacional de um 
recurso que pode estar em meio 
eletrônico ou não. Já os formatos de 
metadados, também chamados de 
padrõesde metadados, são estruturas 
padronizadas para a representação do 
conteúdo informacional que será 
representado pelo conjunto de dados-
atributos (metadados). 
(ALVES, 2005, p.115) 
 
 
 
 
São descrições de dados 
armazenados em banco de dados, 
ou como é comumente definido 
“dados sobre dados a partir de um 
dicionário digital de dados”. Esse 
dicionário de dados normalmente 
é utilizado para organizar os 
metadados. Ele poderá conter uma 
seção descrevendo, numa visão 
geral, como os dados são 
subdivididos em arquivos, que 
campos de registros se relacionam 
e possuir tópicos tais como: 
convenções adotadas em sua 
definição. 
(SOUZA, CATARINO, SANTOS, 1997) 
OBJETIVOS: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/aulametadados2012-120416131730-phpapp02/95/aula-metadados-2012-4-728.jpg?cb=1334582852 
Localizar, identificar e recuperar dados de um recurso informacional. Propiciar controles de ordem 
gerencial e administrativo permitindo conexões e remissões (links) para pontos internos e externos ao 
sistema. Possibilitar a interoperabilidade entre sistemas de informação, dentro de padrões. Informar 
sobre as condições de acesso e uso da informação. Ser legível tanto pelo homem como pela máquina. 
Possibilitar a elaboração de índices (ROSETTO, 2003). 
http://image.slidesharecdn.com/aulametadados2012-120416131730-phpapp02/95/aula-metadados-2012-4-728.jpg?cb=1334582852
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BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
173 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/pesquisametadados-091031212915-phpapp02/95/metadados-18-728.jpg?cb=1260003889 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://image.slidesharecdn.com/aulametadados2012-120416131730-phpapp02/95/aula-metadados-2012-46-728.jpg?cb=1334582852 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
174 
 
DUBLIN CORE (DC) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/dublincore-111121052726-phpapp02/95/dublin-core-2-728.jpg?cb=1321854782 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/2007-metadados-c-r-b-s-j-r-p2203/95/2007-metadados-c-r-b-s-j-r-p-12-728.jpg?cb=1182185679 
O Padrão Dublin Core utiliza uma estrutura sintática a fim de estabelecer um padrão comum na leitura 
humana e computacional, que também é usada nas bibliotecas digitais e web semântica, tais estruturas são as 
seguintes: 
eXtensible Markup Language – XML Linguagem de computação baseada em marcação voltada para 
o processamento de documentos. A XML atua como 
linguagem (forma de comunicação) livre, aberta, sem 
restrições em sua codificação, pois é gravada em texto puro. É 
extremamente versátil, permitindo o desenvolvedor ser capaz 
de estabelecer suas marcações para que os demais softwares 
possam recuperá-la. 
Resource Definition Framework – RDF A RDF é uma linguagem baseada em XML que descreve 
informações contidas em um recurso, seja uma página web, 
um site completo ou qualquer item eletrônico que contenha 
informação. É recomendada pela W3C. 
Fonte: (FELIPE, 2012) 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
175 
 
WEB SEMÂNTICA OU 3.0 
A Web semântica representa a 
evolução da Web atual. Ela visa 
fornecer estruturas e dar significado 
semântico ao conteúdo das páginas 
web, criando um ambiente onde 
agentes de software e usuários possam 
trabalhar de forma cooperativa. 
(BERNERS-LEE; HEDLER; LASSILA, 2001 apud 
CAMPOS; CAMPOS; CAMPOS, 2006) 
1. Evolução da web atual, cujos 
proponentes foram Tim Bernes-Lee, 
Hendler e Lassila. Visa fornecer 
estruturas e dar significado semântico 
ao conteúdo das páginas web, criando 
um ambiente no qual software e 
usuários possam trabalhar de forma 
cooperativa. 
2. Conhecimento semântico 
estruturado (TOUTAIN, 2006). 
A Web Semântica consiste em uma 
rede onde os documentos podem ser 
representados de forma estruturada, 
possibilitando uma indexação mais 
eficaz e apresentando resultados mais 
condizentes com as necessidades 
informacionais dos usuários. 
(VILLALOBOS; SILVA, 2010) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/da-ficha-lascada-aos-metadados-novos-rumos-para-a-catalogao3111/95/da-ficha-lascada-aos-metadados-novos-
rumos-para-a-catalogao-4-728.jpg?cb=1244644325 
COMPONENTES BÁSICOS PARA IMPLEMENTAR A WEB SEMÂNTICA 
AGENTES INTELIGENTES Que proporcionarão uma busca e recuperação mais efetiva a partir do 
estabelecimento de regras e do acesso a coleções de recursos devidamente 
estruturados, representados e definidos semanticamente; 
ONTOLOGIAS Que proporcionam a definição semântica dos dados representados pelos metadados 
em uma determinada comunidade de interesse; 
LINGUAGEM DE 
MARCAÇÃO XML 
Que possibilita uma melhor estruturação dos recursos e uma maior flexibilidade e 
extensibilidade para a representação e intercâmbio dos dados e metadados; 
 
METADADOS 
Que proporcionam a necessária representação de um recurso informacional para sua 
posterior recuperação; 
ARQUITETURA DE 
METADADOS 
 
Mais especificamente a arquitetura de metadados RDF – Resource Description 
Framework, recomendada pela W3C para garantir a interoperabilidade dos dados 
em nível semântico, estrutural e sintático. 
Fonte: (JORENTE; SANTOS, VIDOTTI, 2009). 
http://image.slidesharecdn.com/da-ficha-lascada-aos-metadados-novos-rumos-para-a-catalogao3111/95/da-ficha-lascada-aos-metadados-novos-rumos-para-a-catalogao-4-728.jpg?cb=1244644325
http://image.slidesharecdn.com/da-ficha-lascada-aos-metadados-novos-rumos-para-a-catalogao3111/95/da-ficha-lascada-aos-metadados-novos-rumos-para-a-catalogao-4-728.jpg?cb=1244644325
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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176 
 
WEB 2.0 
 
WEB 2.0 
É composta por páginas dinâmicas onde a participação do homem na 
criação de conteúdos tem promovido uma maior interatividade 
(PEREIRA; BRITO; SILVA, 2010). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: (PEREIRA; BRITO, SILVA, 2010) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.hiperbytes.com.br/wp-content/uploads/2011/06/evolucao-da-web.png 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/websemantica-nosql-fgsl-new-130129070057-phpapp01/95/web-semntica-e-bancos-de-dados-nosql-7-638.jpg?cb=1359443028 
http://image.slidesharecdn.com/websemantica-nosql-fgsl-new-130129070057-phpapp01/95/web-semntica-e-bancos-de-dados-nosql-7-638.jpg?cb=1359443028
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
177 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.hazhistoria.net/sites/default/files/web2_0.png 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://lh6.googleusercontent.com/DPbfEDKN0EsjIiHIqhTaPU-HyYhx0Y0ilOYXy7ez3Jc0Xv1nOEv_-
q_OXw14pXtFAdq5bQG8NRKYX7Jy9vYWqKrLUrozYatTwk-LIc-Q_hFh7mpldeo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/roadshowtiwebsemantica-150502092247-conversion-gate02/95/web-semntica-roadshow-ti-senac-sp-14-
638.jpg?cb=1430576683 
http://www.hazhistoria.net/sites/default/files/web2_0.png
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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178 
 
NOVAS TECNOLOGIAS EM SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/cbbu-090413085559-phpapp01/95/pilotando-bibliotecas-hibridas-nos-turbulentos-mares-da-ead-2-
728.jpg?cb=1239633439 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.scielo.br/img/fbpe/ci/v31n2/12907f6.gif 
 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
179 
 
SERVIÇOS QUE PODEM SER OFERECIDOS COM AS NOVAS TECNOLOGIAS 
 
 
 
 
PROVISÃO DE DOCUMENTOS 
Pesquisa on-line do acervo da biblioteca (acesso remoto) 
Comutaçãobibliográfica on-line (formulário on-line, tutorial, hiper link de 
acesso direto a sites que disponibilizam o serviço de comutação 
bibliográfica); 
Fornecimento de cópias on-line (Criação de links dos materiais); 
Empréstimo entre bibliotecas (formulário online e tutorial - consórcios ou por 
meio de redes de cooperação entre bibliotecas); 
Entrega de material (via e-mail, FTP e/ou utilizando-se programas 
específicos); 
Preparação de traduções (links com tradutores on-line) 
 
 
 
PROVISÃO DE AUXÍLIO 
BIBLIOGRÁFICO 
 
Questões de referência simples e 
 
Questões de referência complexas 
Pergunte à biblioteca, e-mail ou 
formulário previamente elaborados e 
disponibilizados no site da 
Biblioteca, que permitem aos 
usuários elaborar e sanar dúvidas em 
questões de referência mais 
complexas. 
Localização de material (localizar e indicar ou referenciar ao usuário, através 
de email, o material solicitado); 
Fazer levantamento bibliográfico em assuntos especializados (formulários on-
line); 
SERVIÇOS DE ALERTA 
ELETRÔNICO 
Informais (divulgação de novos serviços e produtos oferecidos pela 
biblioteca, de cursos oferecidos e promoções, através de boletins informativos 
on-line ou alerta eletrônico no site da biblioteca) 
Formais (lista de novas aquisições on-line, lista de duplicatas, formulário on-
line para solicitação de novas aquisições, formulário on-line para solicitação 
de duplicatas); 
 
 
ORIENTAÇÃO AO USUÁRIO 
Orientação e normalização técnica por meio da Web (tutorias e manuais 
explicativos); 
Elaboração de vocabulário controlado (Disponível na forma virtual, através 
de documento de texto ou a partir do próprio software); 
Elaboração índice de assuntos (Com finalidade de padronizar a terminologia 
técnica utilizada na unidade de informação, visando agilizar a recuperação da 
informação por parte do usuário). 
A utilização desses recursos, além de otimizar significativamente os serviços presenciais, cria uma concepção de serviço 
de informação on-line nunca visto antes, que permite o acesso a acervos documentais em vários formatos, com a 
disponibilização de textos completos para download, possibilitando o uso simultâneo da mesma informação por 
múltiplos usuários, ao mesmo tempo, e de ferramentas avançadas de recuperação da informação, que auxiliam o usuário 
a encontrar a informação de que necessita no menor espaço de tempo. 
Fonte: (SOUSA; LIMA, 2008) 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://slideplayer.com.br/slide/45463/
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
180 
 
BIBLIOTECAS DIGITAIS 
CONCEITO: 
A Biblioteca digital tem como base 
informacional conteúdos em texto completo em 
formatos digitais – livros, periódicos, teses, 
imagens, vídeos e outros – que estão 
armazenados e disponíveis para acesso, segundo 
processos padronizados, em servidores próprios 
ou distribuídos e acessados via rede de 
computadores em outras bibliotecas ou redes de 
bibliotecas da mesma natureza. (TOUTAIN, 
2006) 
Bibliotecas digitais são organizações que disponibilizam 
os recursos, incluindo pessoal especializado, para 
selecionar, estruturar, oferecer acesso intelectual, 
interpretar, distribuir, preservar a integridade e assegurar 
a persistência ao longo do tempo que eles estejam 
prontos e economicamente disponíveis para o uso de 
uma comunidade definida ou um conjunto de 
comunidades (DLF apud SAYÃO, 2009, p. 2009). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://images.slideplayer.com.br/11/2982554/slides/slide_44.jpg 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/bibliotecasdigitaiserepositriosinstitucionais1-120614205216-phpapp01/95/bibliotecas-digitais-e-repositrios-institucionais-9-
728.jpg?cb=1339708160 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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Fonte: (BIBLIOTECAS...., 2016). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://ebuco.bc.ufg.br/up/220/o/Mini_curso_Bibliotecas_Digitais.pdf 
 
https://ebuco.bc.ufg.br/up/220/o/Mini_curso_Bibliotecas_Digitais.pdf
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http://images.slideplayer.com.br/1/283277/slides/slide_4.jpg. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/bibliotecasdigitaiserepositriosinstitucionais1-120614205216-phpapp01/95/bibliotecas-digitais-e-
repositrios-institucionais-12-728.jpg?cb=1339708160 
 
 
 
 
 
http://images.slideplayer.com.br/1/283277/slides/slide_4.jpg
http://image.slidesharecdn.com/bibliotecasdigitaiserepositriosinstitucionais1-120614205216-phpapp01/95/bibliotecas-digitais-e-repositrios-institucionais-12-728.jpg?cb=1339708160
http://image.slidesharecdn.com/bibliotecasdigitaiserepositriosinstitucionais1-120614205216-phpapp01/95/bibliotecas-digitais-e-repositrios-institucionais-12-728.jpg?cb=1339708160
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BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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http://joaodemeira.wikispaces.com/file/view/estrategdigitalbib.png/354936048/527x385/estrategdigitalbib.png 
 
EXEMPLOS DE BIBLIOTECAS DIGITAIS 
DOMÍNIO PÚBLICO BIBLIOTECA BRASILIANA 
GUITA E JOSÉ MINDLIN 
BIBLIOTECA DIGITAL PAULO 
FREIRE 
BIBLIOTECA NACIONAL 
DIGITAL BRASIL 
BIBLIOTECA MUNDIAL 
DIGITAL 
BIBLIOTECA DIGITAL 
BRASILEIRA DE TESES E 
DISSERTAÇÕES (BDTD) 
BIBLIOTECA DIGITAL DO 
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL 
BIBLIOTECA DIGITAL DA 
UNICAMP 
BIBLIOTECA DIGITAL DA 
UNESP 
BIBLIOTECA DIGITAL DO 
MUSEU NACIONAL 
BIBLIOTECA DIGITAL DA 
ESCOLA DE MÚSICA DA UFRJ 
BIBLIOTECA DIGITAL E 
SONORA 
PROJECT GUTENBERG Biblioteca Digital UGF 
http://noticias.universia.com.br/tempo-livre/noticia/2014/06/16/1099001/conheca-13-sites-gratuitos-bibliotecas-digitais.html
http://posugf.com.br/biblioteca/
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184 
 
REDES SOCIAIS 
As redes sociais sempre existiram: são os contatos e as 
interações feitas no dia a dia entre as pessoas, os laços de 
amizade, de trabalho, de estudo, de vizinhança. No entanto, a 
partir das novas formas de comunicação e interação 
proporcionadas pelas TICs, esses relacionamentos 
expandiram-se, alargaram-se e as redes sociais passaram a ser 
também virtuais. Essas redes, reconfiguradas no ciberespaço, 
servem também para oferecer aos leitores da biblioteca um 
canal de comunicação mais interativo, onde o 
compartilhamento e a produção de conteúdo sejam efetivos, 
integrando-se perfeitamente ao serviço de referência e 
informação e educação de usuários (ESTABEL; MORO, 
2014). 
Redes sociais referem-se a um conjunto de 
pessoas (ou organizações ou outras entidades 
sociais) conectadas por relacionamentos 
sociais, motivados pela amizade e por 
relações de trabalho ou compartilhamento de 
informações e, por meio dessas ligações, vão 
construindo e re-construindo a estrutura 
social. (TOMAÉL; MARTELETO, 2006). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/usodasredessociaisemmarketingdebibliotecas-130905161750-/95/uso-das-redes-sociais-em-marketing-de-bibliotecas-3-
638.jpg?cb=1378397927 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/redessociais01-150411103213-conversion-gate01/95/redes-sociais-01-2-638.jpg?cb=1428766402 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/redessociais01-150411103213-conversion-gate01/95/redes-sociais-01-2-638.jpg?cb=1428766402
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EXEMPLOS DE REDES SOCIAIS 
FACEBOOK Maior e mais importante rede social atualmente, o Facebook inclui funcionalidades de diversos 
outros sites. Por meio dele, é possível montar a sua base de seguidores (a exemplo do Twitter) 
e fazer postagenssem limitações de caracteres. Soma-se a isso ainda a possibilidade de inserir 
fotos, vídeos e de se utilizar aplicações diversas (de jogos a sistemas bancários) (BRASIL, 
2012). 
Exemplos da utilização do facebook para os serviços das bibliotecas: Criação de Enquetes, 
Sugestão de novas aquisições, Divulgação de eventos, Videoaula, Bate-papo (chat), 
Publicação de novas aquisições (GODEIRO; SERAFIM, 2013). 
ORKUT Funciona através de perfis e comunidades, sua estrutura permite criar aplicativos, conectar-se a 
vários outros perfis e é um pouco mais restrito do que outras Redes Sociais, porque só os 
usuários que fazem parte da mesma rede podem visualizar os perfis (RECUERO, 2009) 
TWITTER O Twitter caracteriza-se por possibilitar o envio de mensagens curtas de forma pública ou 
direcionada, possibilita também formar uma rede de membros “seguidores” que a partir de 
suas páginas conseguem visualizar todas as mensagens emitidas (PONTES; SANTOS, 2011). 
Microblog. No ambiente de bibliotecas é útil para divulgar palestras, serviços de permuta de 
obras, dicas de leituras ou novas aquisições (ESTABEL; MORO, 2014, p. 131) 
BLOG Apresenta escrita variada e híbrida que agrega informações em diversas mídias, com sons, 
imagens, textos, vídeos e links. Os blogs, com seus seguidores, possibilitam o contato entre os 
internautas, que iniciam discussões ou expressam suas opiniões pelos “comentários” que esta 
ferramenta disponibiliza. São espaços de leitura, interação e lazer – e fontes de informação 
excelente, devido ao seu caráter colaborativo, além de divulgarem serviços e ações 
desenvolvidos pelas instituição e/ou setor (ESTABEL; MORO, 2014, p. 130) 
DELICIOUS É uma rede social bookmarki, que permite acessar e compartilhar os sites preferidos (antes 
restritos aos “favoritos” do computador pessoal) de qualquer computador, com possibilidade 
de inserir tags e descrevê-los. Pode ser usado nas bibliotecas guias de fontes de informação e 
os usuários também podem acrescentar tags às fontes de informação pré-selecionadas 
(AGUIAR, 2012). 
Delicious é uma rede social que permite ao usuário organizar seus websites favoritos e 
compartilhar com qualquer pessoa. Permite ao usuário classificar e catalogar seus sites 
favoritos e acessá-los de qualquer local. É possível compartilhar seu bookmarks com amigos e 
realizar pesquisas sobre quaisquer assuntos (SILVEIRA, 2010). 
FLICKR É uma rede social de compartilhamento de fotos, introduziu o conceito de compartilhamento e 
álbum colaborativo. Através dele e de outras ferramentas com as mesmas características, o 
usuário pode descarregar fotos, criar álbuns temáticos e campos descritivos para posterior 
recuperação, postar comentários e tags, convidar pessoas para participar da rede e visualizar 
imagens ou até mesmo deixá-las disponíveis em um grande banco de imagens para acesso 
coletivo (CURTY, 2008). 
FOURSQUARE O Foursquare é um aplicativo gratuito que ajuda você e os seus amigos a aproveitarem ao 
máximo o lugar que estão. Quando estiver fora de casa, use o Foursquare para compartilhar e 
salvar os lugares que você visitar. Quando quiser ideias sobre o que fazer, forneceremos 
http://image.slidesharecdn.com/formasdecomunicaonoead-estratgiassncronaseassncronas-
110830164459-phpapp02/95/formas-de-comunicao-no-ead-estratgias-sncronas-e-assncronas-7-
728.jpg?cb=1314723105 
http://image.slidesharecdn.com/aularedessociais-101118120359-phpapp01/95/curso-sobre-redes-sociais-por-
rebeca-rebs-9-638.jpg?cb=1422649204 
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BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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186 
 
recomendações personalizadas e ofertas com base nos locais que você, seus amigos e pessoas 
com gostos parecidos visitaram. 
Nas bibliotecas deve ser usado para o marketing institucional e digital (divulgação do espaço e 
produtos). (PRADO, 2013). 
LIBRARYTHING Catálogo social. É uma rede social e um aplicativo de catalogação online para a partilha de 
livros e catálogos de armazenamento e vários tipos de livro de metadados. Ele é usado por 
pessoas físicas, autores, as bibliotecas e editoras (REDE..., 2016). 
MYSPACE O MySpace foi mais uma rede social destronada pelo Facebook, mas que ainda sobrevive. 
Criada em 2003, a rede trazia funcionalidades básicas deste tipo de serviço, como mensagens, 
e-mail interno, fóruns e grupos. Chegou a liderar por muitos anos e se manter como uma das 
mais populares dos Estados Unidos, mas foi também ultrapassada pela rede de Mark 
Zuckerberg rapidamente (SOUZA, 2014). 
SKOOB Rede social voltada para os interesses relacionados a livros, autores, editoras e que reúne 
participantes que apreciam a leitura e querem compartilhar seus interesses literários e fazer 
novas amizades (ESTABEL; MORO, 2014, p. 131). 
YOUTUBE Rede exclusivamente focada em vídeos, permitindo que usuários possam fazer uploads 
(publicação), visualizar e fazer downloads de vídeos de forma gratuita. Atualmente, o Youtube 
é a maior videoteca existente no mundo, com extratos de filmes e trailers e um sem-número de 
filmagens pessoais sobre absolutamente todos os temas (BRASIL, 2012). 
GLOGSTER Cartaz virtual que permite a incorporação de música, foto, vídeo, imagens e texto, com muitos 
efeitos especiais e animações. Plataforma muito dinâmica, usada também por educadores 
(ESTABEL; MORO, 2014, p. 130). 
INSTAGRAM É uma plataforma para compartilhar fotos obtidas especialmente por meio de aparelhos como 
tablets e telefones celulares. Oferece filtros para melhorar a imagem e a opção de envio para 
outras redes sociais, como Facebook, Twitter ou Tumblr (ESTABEL; MORO, 2014, p. 131) 
LINKEDLN Esta rede social reúne pessoas com os mesmos interesses de carreira, gerenciando a identidade 
profissional de seus membros. Também divulga postos de serviço, cursos e contatos que 
auxiliam no aprimoramento de áreas de interesse referentes ao trabalho dos participantes. 
PINTEREST Painel online para “pendurar” fotos, pensamentos e compartilhar o que gosta. 
PREZI Alternativa às apresentações com slides, como o Power point e os editores virtuais tip 
Docs/Drive ou Skydrive, o Prezi é uma plataforma online que permite a incorporação de 
imagens e vídeos do youtube, além de textos. Oferece a opção de dowloands e também roda 
em aparelhos móveis. Baseia-se em zooms e rotações, recursos que conferem dinamismo e 
movimento às apresentações e está sempre com novidades, como novas cores e temas. 
SKOOB Rede social voltada para os interesses relacionados a livros, autores, editoras e que reúne 
participantes que apreciam a leitura e querem compartilhar seus interesses literários e fazer 
novas amizades. 
NING Caracteriza-se por ser uma plataforma que permite que qualquer pessoa crie uma rede social e 
desenvolva-a de acordo com as suas ideias, necessidades e ambições (PONTES; SANTOS, 2011). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Godeiro e Serafim (2013) apud Aguiar (2012). 
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187 
 
PORTAIS 
Portal é um “aplicativo capaz de proporcionar aos 
usuários um único ponto de acesso a qualquer 
informação necessária aos negócios, esteja ela 
dentro ou fora da corporação” (DIAS, 2001, p. 52). 
os portais de bibliotecas universitárias são 
entendidos como um conjunto de informações 
agrupadas com o intuito de oferecer produtos e 
serviços relacionados à sua comunidade em geral. 
Nesses portais, encontra-se uma vasta quantidade de 
benefícios e serviços e, na maioria deles, os serviços 
são gratuitos e visam a agrupar uma quantidade 
maior de usuários (LÓPEZ CARREÑO, 2007). 
SERVIÇOS OFERTADOS EM PORTAIS DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS 
Renovação, reservas, busca bibliográfica dentre outros, com uma ressalva, os serviços disponibilizados nos 
portais são feitos em qualquer horário independentemente da sua localidade. 
 
PRODUTOS OFERTADOS EM PORTAIS DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS 
Catálogos on-line; redes de cooperação; desenvolvimento de coleçõesVocê criou uma imagem e quer que a mesma mantenha a característica original, afinal 
aquilo foi o que você idealizou. Quem a repassar deve a manter sem alterações e citar seu autor. 
COPYLEFT: se você publica sua imagem sob a licença copyleft, você está permitindo que outros a 
modifiquem e repassem. Mesmo assim, estes por questão de ética devem citar o autor original. 
Fonte: (DIFERENÇA…, 2016). 
 
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15 
 
CREATIVE COMMONS 
O projeto Creative Commons foi concebido nos Estados Unidos, tendo como objetivo principal fornecer 
instrumentos legais padronizados para facilitar a circulação e o acesso de obras intelectuais tanto na internet 
quanto fora dela. O Brasil aderiu à iniciativa pioneiramente, tendo sido o terceiro país a adotar as licenças. 
(BRANCO; BRITO, 2013). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: (UNIVERSIDADE..., 2014) 
LICENÇAS CREATIVE COMMONS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.juventude.gov.pt/Eventos/Tecnologia/PublishingImages/licencas.JPG 
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16 
 
VANTAGENS DO CREATIVE COMMONS: 
• Gratuitas, rápidas de gerar e simples de entender; 
• Globais, com enquadramento legal em mais de 100 países, inclusive no Brasil; 
• Trabalho contínuo de atualização de especialistas de todo o mundo (última versão, 4.0, enquadrada na 
jurisdição Brasileira); 
• Disponíveis em várias línguas inclusive em Português; 
• Aplicam-se a qualquer objeto suscetível de licenciamento: qualquer criação intelectual do domínio 
literário, científico e artístico; 
• Pode licenciar o próprio titular do direito de autor ou do direito conexo do trabalho ou um terceiro 
autorizado; 
• O licenciante tem o direito de: reproduzir o trabalho, distribuir o trabalho, apresentar o trabalho ao público, 
incorporar o trabalho numa ou mais coleções e, opcionalmente, transformar o trabalho para criar um ou mais 
trabalhos derivados; 
• Protegem os direitos morais do autor ou do artista; 
• Apresentam-se em 3 formatos: resumo para leigos, licença jurídica na íntegra e código HTML. 
 
 
As Creative Commons facilitam o Acesso Livre às obras na Internet, o que tem vantagens para autores, 
público, instituições de ensino e bibliotecas. Ao mesmo tempo que estas licenças promovem o Acesso Livre 
à informação e ao conhecimento, através da recolha, divulgação e distribuição das obras na Internet, 
permitem que os autores escolham os direitos que querem partilhar com o público, através das condições de 
uso estabelecidas por cada licença. (LICENÇAS..., 2016) 
 
SUGESTÃO DE VÍDEO PARA MELHOR ENTENDIMENTO DO ASSUNTO: 
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=izSOrOmxRgE 
 
 
 
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=izSOrOmxRgE
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17 
 
ISBN, ISSN 
 
ISBN 
O ISBN - International Standard Book Number - é um sistema internacional padronizado que identifica 
numericamente os livros segundo o título, o autor, o país, a editora, individualizando-os inclusive por 
edição. Utilizado também para identificar software, seu sistema numérico é convertido em código de barras, 
o que elimina barreiras linguísticas e facilita a circulação e comercialização das obras. 
Criado em 1967 e oficializado como norma internacional em 1972, o ISBN - International Standard Book 
Number - é um sistema que identifica numericamente os livros segundo o título, o autor, o país e a 
editora, individualizando-os inclusive por edição. 
O sistema é controlado pela Agência Internacional do ISBN, que orienta e delega poderes às agências 
nacionais. No Brasil, a Fundação Biblioteca Nacional representa a Agência Brasileira desde 1978, com a 
função de atribuir o número de identificação aos livros editados no país. 
A partir de 1º de janeiro de 2007, o ISBN passou de dez para 13 dígitos, com a adoção do prefixo 978. 
Para diferenciá-los, escreve-se ISBN-10 e ISBN-13. 
O objetivo foi aumentar a capacidade do sistema, devido ao crescente número de publicações, com suas 
edições e formatos. 
Para cumprir a missão de informar e atender aos editores, livreiros, bibliotecas e distribuidores brasileiros, a 
Fundação Biblioteca Nacional reúne neste novo portal da Agência Brasileira todas as informações referentes 
ao sistema ISBN no país. 
O ISBN 13 dígitos é atribuído a qualquer formato de publicação. 
 
 
PUBLICAÇÕES QUE RECEBEM ISBN 
Agendas com texto de grande predominância de 
texto e/ou texto e fotografias (muito mais 
texto/conteúdo do que espaço para anotações, que 
tem que ser ínfimo, ou seja, quase nenhum); 
Anais, seminários, encontros....(recebem ISBN para 
cada volume e recebem ISSN paelo titúlo da série, 
que permanecerá o mesmo para todas as partes ou 
volumes da série. Quando um ISBN e um ISSN são 
atribuídos a mesma publicação, devem estar 
claramente identificados); 
Artigos de uma publicação em série específica (não 
a publicação em série na sua totalidade): quando os 
artigos individuais forem separadamente 
disponibilizados por um editor, estes estarão 
qualificados como publicações e receberá um ISBN; 
 
Aulas e cursos em vídeo somente se forem 
educacionais e comercializados (enviar o material 
para análise da Agência); 
 
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18 
 
 
 
MAIS INFORMAÇÕES CONSULTE: 
http://www.isbn.bn.br/website/ 
Capítulos individuais separados e disponibilizados 
pelo editor; 
Catálogos de exposição; com textos explicativos; 
Diário de bordo vinculado estritamente a projetos 
educacionais – ensino fundamental 
Discursos; 
Guias; Livros em fita cassete, CD, DVD (audiolivros); 
Livros impressos; Mapas (especificando sua escala); 
Publicação infanto juvenil (jogos e passatempos que 
contenham atividades educacionais) 
(é obrigatório o envio de tais publicações para 
análise da Agência); 
 
Publicações em braille; 
 
Publicações eletrônicas, na Internet ou em suportes 
físicos (fitas lidas por máquinas, disquetes ou em CD 
Rom) 
 
Software educacional ou instrutivo 
 
Relatórios (que são públicos) Cópias digitalizadas de publicações impressas; 
Cadernos, diários, álbum de bebê, livro de bebê. 
 
SOMENTE RECEBERÃO ISBN SE CONTER TEXTOS SIGNIFICANTES E EXPLICATIVOS. 
(é obrigatório o envio de tais publicações para análise da Agência) 
(norma válida a partir de setembro de 2014) 
Informamos que em consonância com a Lei do Livro- cap.II - artº IV – será atribuído ISBN para: 
Álbum para colorir, pintar, recortar ou armar (direcionados a conteúdos educativos e com textos 
significativos e explicativos) 
A Agência atribuíra ISBN para tais publicações, porém, serão consideradas efêmeras. 
http://www.isbn.bn.br/website/
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19 
 
ISSN 
A Rede ISSN (ISSN Network) é uma organização intergovernamental representada por 88 centros nacionais 
e regionais, em todo o mundo. A Rede foi criada em 1971, com o apoio da Organização das Nações Unidas 
para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), e implantada três anos mais tarde para apoiar o controle 
bibliográfico mundial de publicações seriadas, por meio de um código único, o ISSN (International Standard 
Serial Number). 
A Rede ISSN é coordenada pelo Centro Internacional do ISSN, com sede em Paris, e já possui, em todo o 
mundo, mais de 1 milhão de títulos de publicações seriadas identificadas com esse código. Constitui a mais 
completa e abrangente fonte de informação sobre publicações seriadas. 
Desde 1975, o IBICT vem desenvolvendo as funções de Centro Nacional da Rede ISSN. Em 1980, o IBICT 
se estabeleceu como Centro Brasileiro do ISSN (CBISSN), por meio de acordo firmado entre o Centro 
Internacional do ISSN e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ao(cadastros e lista de novas 
aquisições), processamento técnico (catálogo on-line, bases de dados, bibliotecas digital e virtual), 
atendimento ao público (levantamento bibliográfico, manual para normalização de trabalhos acadêmicos) e 
dentre outros produtos ofertados pelos portais. 
(BENINE; ZANAGA, 2009) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/portaisdebibliotecasuniversitriaseosnovoscontextosa-091007084839-phpapp01/95/portais-de-bibliotecas-
universitarias-e-os-novos-contextos-de-aprendizagem-uneb-2009-37-728.jpg?cb=1254905423 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/portaisdebibliotecasuniversitriaseosnovoscontextosa-091007084839-phpapp01/95/portais-de-bibliotecas-universitarias-e-os-novos-
contextos-de-aprendizagem-uneb-2009-36-728.jpg?cb=1254905423 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
188 
 
PROGRAMAS COOPERATIVOS 
Cooperação bibliotecária: ações, 
formais ou informais, realizadas 
por duas ou mais bibliotecas 
visando a otimização de seus 
recursos, produtos e serviços 
informacionais; cooperação 
interbibliotecária rede de 
bibliotecas. 
(VIEIRA, 2008) 
COMUTAÇÃO BIBLIOGRÁFICA 
Serviço de acessibilidade que permite a 
uma biblioteca ou usuário a obtenção, 
em outras bibliotecas, de cópias de 
documentos não existentes em seu 
acervo. 
EMPRÉSTIMO 
INTERBIBLIOTECÁRIO 
Serviço de acessibilidade que permite a 
uma biblioteca ou a um usuário a 
obtenção, através de empréstimo em 
outras bibliotecas, de documentos não 
existentes em seu acervo. 
(RODRIGUES, 2016) 
Com as facilidades 
possibilitadas pelas TIC, 
gestores de vários tipos de 
bibliotecas, em especial, as 
universitárias, motivam-se para 
desenvolver ações cooperativas 
com vistas à elevação da 
qualidade de serviços de 
informação, a baixos custos, 
elevando a satisfação dos 
usuários, tais como intercâmbio 
/compartilhamento de livros, 
periódicos, preprints, catálogos, 
listas de publicações, boletins 
informativos, decisões políticas, 
eventos, notícias flash etc. 
(BANDEIRA; CYSNE, 2012) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
file:///C:/Users/Cliente/Downloads/anexo11-comut.pdf 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/redesdeinformaoetransfernciadedados-sistemaembrapadebibliotecas-130926124343-phpapp01/95/sistema-
embrapa-de-bibliotecas-21-638.jpg?cb=1380199907 
 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
189 
 
VANTAGENS DA COOPERAÇÃO 
 Possibilita uma maior racionalização do uso das verbas para aquisição; 
 Aumenta o universo de publicações disponíveis aos usuários; 
 Permite acesso a um volume maior de informações; 
 Promove a otimização da pesquisa científica, ao oferecer subsídios de informação para aquisição e 
transmissão do conhecimento. 
Fonte: (AMARAL; BRITO, CALABREZ, 2013) 
 
CONCEITOS IMPORTANTES: 
AQUISIÇÃO PLANIFICADA Os programas de aquisição planificada constituem-se em elementos de 
infraestrutura imprescindíveis a uma eficiente cooperação interbibliotecária. 
Como tal, vem sendo desenvolvidos nos diversos sistemas dedicados à 
transferência da informação, ou estabelecidos, mediante acordos ou convênios, 
entre instituições da mesma área geográfica ou à mesma especialização, 
embora desvinculadas administrativamente entre si. (CAVALCANTI, 1978). 
É composta dos seguintes elementos: Infraestrutura (catálogos, políticas, 
manuais) Formulários (para padronização das informações) e Bibliotecários 
(recursos humanos) (AMARAL; BRITO, CALABREZ, 2013). 
CATÁLOGO COLETIVO 
NACIONAL DE PERIÓDICOS 
(CCN) 
Facilita o acesso à publicações periódicas científicas e técnicas, reunindo 
informações de centenas de catálogos produzidos pelas principais bibliotecas 
do país em um único catálogo nacional de acesso público. É coordenado pelo 
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT 
(CATÁLOGO..., 2016). 
CATALOGAÇÃO COOPERATIVA Trabalho realizado por vários serviços de informação e enviado a uma Central, 
responsável pela normalização e reprodução e distribuição dos registros a uma 
coletividade. Catalogação compartilhada (share cataloging) (MODESTO, 
2007). 
COMUT Auxilia os usuários na localização e busca do material bibliográfico não 
disponível no acervo e possibilita a solicitação de cópias de artigos publicados 
em periódicos técnico-científicos existentes em bibliotecas de todo o país. 
Funciona como uma rede, cujas bibliotecas-base constituem os elementos de 
sustentação da rede, são as instituições com acervo mais adequado para o 
atendimento de demandas em uma ou mais áreas de assunto e com 
infraestrutura de instalações, equipamentos para reprodução de documentos e 
pessoal (AMARAL; BRITO, CALABREZ, 2013; CAMPELO, 1986). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/unidadeiibndl-120112083150-phpapp02/95/depsito-legal-12-728.jpg?cb=1326357364 
 
 
 
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 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
190 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
POR EXEMPLOS DE SERVIÇOS COOPERATIVOS 
 
 
 
 
 
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http://image.slidesharecdn.com/introduoacbu-120112081916-phpapp02/95/introduo-a-cbu-26-728.jpg?cb=1326356631 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/catalogao-cooperativa-parte-2-atualidade-1205956373814768-3/95/catalogao-cooperativa-parte-2-atualidade-18-
728.jpg?cb=1205927574 
http://image.slidesharecdn.com/introduoacbu-120112081916-phpapp02/95/introduo-a-cbu-24-728.jpg?cb=1326356631
http://image.slidesharecdn.com/introduoacbu-120112081916-phpapp02/95/introduo-a-cbu-26-728.jpg?cb=1326356631
http://image.slidesharecdn.com/catalogao-cooperativa-parte-2-atualidade-1205956373814768-3/95/catalogao-cooperativa-parte-2-atualidade-18-728.jpg?cb=1205927574
http://image.slidesharecdn.com/catalogao-cooperativa-parte-2-atualidade-1205956373814768-3/95/catalogao-cooperativa-parte-2-atualidade-18-728.jpg?cb=1205927574
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
191 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/apresentacaoportalcapes01-130206091400-phpapp01/95/apresentacao-portal-capes-01-3-
638.jpg?cb=1360142075 
EXEMPLOS DE PROGRAMAS COOPERATIVOS 
Rede ANTARES BIREME 
Sistema de Informação Especializado na área de Odontologia 
(SIEO) 
Bibliografia Brasileira de Odontologia (BBO) 
Programa de Informação e Comunicação para Ciência e 
Tecnologia (PROSSIGA) 
Scientific Electronic Library Online (SciELO) 
Programa Biblioteca Eletrônica (PROBE)/FAPESP 
USP, UNESP, UNICAMP, UNIFESP/ BIREME e UFSCar. 
Portal.periódicos da CAPES (Portal Brasileiro de 
Informação Científica) 
Consórcio de Periódicos Eletrônicos (COPERE) 
Coordenado pelo SENAC, formada pelo consórcio 
SENAC/PUCCAMPINAS,UNISANTOS, NAERP, 
Universidade São Camilo e Universidade São Francisco 
Sistemas de Bibliotecas Acadêmicas, Fundação Biblioteca 
Nacional (FNB) e IBICT (Bibliotecas Digitais) 
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD) 
Sistema cooperativo abrangente, operando integralmente na 
Internet, com vistas a criar mecanismos de acesso livre à 
informação científica, para uso da comunidade brasileira em 
C&T. 
Portal Domínio Público 
Biblioteca Virtual, do Centro de Documentação e 
Informação/FAPESP 
 
Fonte: (KRZYZANOWSKI, 2007) 
http://image.slidesharecdn.com/ibictcinform2013-130820130006-phpapp01/95/acesso-
incluso-preservao-ibict-cinform-2013-3-
638.jpg?cb=1377003802638.jpg?cb=1377003802 
 
http://image.slidesharecdn.com/ibictcinform2013-130820130006-phpapp01/95/acesso-incluso-preservao-ibict-cinform-2013-19- 
638.jpg?cb=1377003802 
http://image.slidesharecdn.com/ibictcinform2013-130820130006-phpapp01/95/acesso-incluso-preservao-ibict-cinform-2013-19-
http://image.slidesharecdn.com/ibictcinform2013-130820130006-phpapp01/95/acesso-incluso-preservao-ibict-cinform-2013-19-
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
192 
 
RSS 
CONCEITOS: 
O RSS é um conjunto de 
especificações voltadas para a 
agregação e distribuição de 
conteúdos da web, que facilita o 
processo de consulta e partilha de 
informação proveniente de 
diversas fontes de informação, 
periodicamente sujeitas a 
alterações ou atualizações, 
gerando uma economia de tempo 
com a leitura de informações de 
diversos sítios em um único 
ambiente e a possibilidade de 
agregar somente aquelas 
informações que pertencem à área 
de interesse da pessoa. 
(CUNHA; EIRÃO, 2012) 
RSS: é um serviço na web, 
semelhante às chamadas de notícias, 
que contém o título, um pequeno 
texto e o link para a página principal, 
ou seja, permite que o usuário receba 
as últimas atualizações de vários 
sites, sem precisar se dirigir a cada 
um deles, possibilitando também que 
vários sites, ou pelo menos as 
atualizações deles, possam ser vistos 
em uma única página. 
(VILLALOBOS; SILVA, 2010) 
 
O RSS trata-se de um formato estrutural que 
auxilia os usuários a agregarem informações 
de muitas origens diferentes na web, 
proporcionando a divulgação de publicações 
provenientes da Internet. Qualquer dado na 
Internet pode se tornar um feed RSS, por 
exemplo, uma notícia de jornal, um artigo 
científico etc. Algumas vantagens do uso do 
RSS são: a informação mais atual de um 
feed RSS está sempre disponível; ele 
permite que as informações sejam 
capturadas por programas leitores; seus 
assinantes não precisam usar sua caixa de e-
mail para acessar as informações; ele é 
gratuito; e trata-se de um protocolo de 
conteúdo estruturado e reusável. 
(ROCHA; BEZERRA, 2010, p. 91) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/rssapresentao4-130121063943-phpapp02/95/ferramenta-rss-8-638.jpg?cb=1358750451 
 
COM O RSS AO INVÉS DA PESSOA PROCURAR PELA INFORMAÇÃO, É A 
INFORMAÇÃO QUE SEGUE O INDIVÍDUO. 
 
 
 
 
 
 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
193 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://cendon.eci.ufmg.br/documentos/RSS%20em%20Bibliotecas.pdf 
 
 USUÁRIO E TECNOLOGIA RSS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: (EIRÃO, 2011) 
 
VANTAGENS DO USO DO RSS: 
A informação mais atual de um feed RSS está sempre disponível; 
Ele permite que as informações sejam capturadas por programas leitores; 
Seus assinantes não precisam usar sua caixa de e-mail para acessar as informações; 
Ele é gratuito; 
Trata-se de um protocolo de conteúdo estruturado e reusável. 
Fonte: (ROCHA; BEZERRA, 2010) 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
194 
 
REFERÊNCIAS 
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ABNT 14724:2011. Trabalhos acadêmicos: apresentação. 
 
ABNT 6023:2002. Referências: elaboração. 
 
ABNT 10520:2002. Citações em documentos: apresentação. 
 
ABNT 6024:2003. Numeração progressiva das seções de um documento escrito: apresentação. 
 
ABNT 6028:2003. Resumos: apresentação. 
 
ABNT 6027:2013. Sumário: apresentação. 
 
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Rev. ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, v.5, n. 5, 2000. 
 
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processo de ensino-aprendizagem nas bibliotecas universitárias na cidade de Juazeiro do Norte – CE. 
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CIÊNCIA E GESTÃO DA INFORMAÇÃO, 15., 2012. Cariri, CE: 2012. 
 
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públicas. 1999. Tese (Doutorado em Ciência da Informação e Documentação) – Escola de Comunicações e 
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ALVARES, L. Linguagem documentária. Disponível em: 
. Acesso em: 15 fev.2016. 
 
ALVES, L. Informação e os sistemas de comunicação científica na Ciência da Informação. Data Grama 
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. Acesso em: 25 fev.2016. 
 
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Cient. FFC, v. 4, n. 2, 2004. 
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BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 25., 2013. Anais... 
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ANDRADE, L. V.; BRUNA, D.; SALES, W. N. Classificação: uma análise comparativa entre a 
classificação decimal universal-CDU e a classificação decimal de Dewey. Biblos: Revista do Instituto de 
Ciências Humanas e da Informação, v. 25, n. 2, p. 31-42, jul./dez. 2011. 
 
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Acesso em: 10 fev.2016. 
 
ARAÚJO, C. A. A. Ciência da informação como integrador para as áreas de biblioteconomia, arquivologia e 
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ARELLANO, M. A. Preservação de documentos digitais. Ci. Inf., Brasília, v. 33, n. 2, p. 15-27, maio/ago. 
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SEMINÁRIO REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS E DE OBJETOS VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM: 
Socializando as melhores práticas, 2009. Disponível em: 
. Acesso em: 29 fev. 2016. 
 
ARRUDA, S. M. Glossário de biblioteconomia e ciências afins. Florianópolis: Cidade Futura, 2002. 
 
ASSIS, T. B. Análise das políticas de autoarquivamento nos repositórios institucionais brasileiros e 
portugueses. InCID: R. Ci. Inf. e Doc., Ribeirão Preto, v. 4, n. 2, Ed. esp., p. 212-227, jul./dez. 2013. 
 
BANDEIRA, L. A. N.; CYSNE, M. R F. Cooperação bibliotecária entre bibliotecas do IFCE. In: 
CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES, Niterói, RJ,2012. Anais.... Niterói, RJ: 2012. 
 
BARBALHO, Célia Regina Simonetti. Planejamento estratégico: uma análise metodológica. Inf. Inf., 
Londrina, v.2, n.1, p.29-44, jan./jun. 1997. 
 
______.; BERAQUET, V. S. M. Planejamento estratégico para unidades de informação. São Paulo: 
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BASES de dados. tipos que caem nos concursos públicos. Disponível em: 
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BENINE, F.; ZANAGA, M. P. Organização da informação em portais de bibliotecas universitárias. Revista 
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BIBLIOTECAS digitais: conceitos e planejamento. Disponível em: 
. Acesso em: 03 mar. 2016 . 
 
BLATTMANN, U.; RADOS, G. J. V.; FRAGOSO, G. M. Bibliotecários na sociedade da informação: 
mudança de rótulos, funções ou habilidades? In: BLATTMANN, U.; FRAGOSO, G. M. (Org.). O zapear a 
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BORKO, H. Information Science: What is it? American Documentation, v.19, n.1, p.3-5, jan. 1968. 
 
BOCCATO, V. R. C. A linguagem documentária como instrumento de organização e recuperação da 
informação. In: HOFFMANN, W. A. M.; FURNIVAL, A. C. (Org.). Olhar: ciência, tecnologia e sociedade. 
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BRANCO, S.; BRITO, W. O que é Creative Commons?: novos modelos de direito autoral em um mundo 
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BRAGA, A.; LIMA, A. P. Noções introdutórias de MARC 21: formato bibliográfico. [S. l.]:[2013?]. 
Disponível em: . Acesso em: 20 
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BRASIL. Lei nº 12.244 de 24 de maio de 2010. Dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas 
instituições de ensino do País. Disponível em: . Acesso em: 30 jan. 2016. 
 
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30 jan.2016. 
 
______. Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Estabelece normas gerais e critérios básicos para a 
promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras 
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______. Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Manual de orientação para 
atuação em redes sociais. Brasília, DF: 2012. Disponível em: 
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CHIAVENATO, I. Administração nos novos tempos. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.607 p. 607 p. 
 
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WEITZEL, S. R. Elaboração de uma política de desenvolvimento de coleções em bibliotecas 
universitárias. Rio de Janeiro: Interciência; Niterói: Intertexto, 2006.qual era vinculado à época. Assim, o IBICT passou a ser o único membro no Brasil responsável pela 
atribuição do código ISSN junto aos usuários em geral e editores em particular. 
O ISSN (International Standard Serial Number), sigla em inglês para Número Internacional Normalizado 
para Publicações Seriadas, é o código aceito internacionalmente para individualizar o título de uma 
publicação seriada. Esse número se torna único e exclusivo do título da publicação ao qual foi atribuído, e 
seu uso é padronizado pela ISO 3297 (International Standards Organization). 
Por ser um código único, o ISSN identifica o título de uma publicação seriada durante todo o seu ciclo de 
existência (fase de lançamento, circulação e encerramento da revista), seja qual for o idioma ou suporte 
físico utilizado (impresso, online, CD-ROM e demais mídias). 
O ISSN é composto por oito dígitos distribuídos em dois grupos de quatro dígitos cada, ligados por hífen e 
precedido sempre por um espaço e a sigla ISSN. Exemplo: ISSN 1018-4783 
O uso do ISSN não é obrigatório, entretanto como único identificador de padrão internacional, confere 
vantagens ao editor uma vez que ele possibilita rapidez, produtividade, qualidade e precisão na identificação 
e controle da publicação seriada nas etapas da cadeia produtiva editorial. 
Entre as editoras, por exemplo, seu uso facilita a identificação rápida e precisa de suas publicações, o que 
possibilita uma verificação eficaz e simples no intercâmbio eletrônico de informações. Para livrarias, 
distribuidoras, agências de assinaturas, varejo automatizado, bancas de jornal, o uso do ISSN agiliza a 
administração dos serviços de vendas e controle de estoque desses estabelecimentos. 
Para os serviços institucionais, como Depósito Legal, bases de dados e bibliotecas, a aplicação do ISSN 
auxilia no controle da produção editorial do país, promove a identificação de títulos, a recuperação e 
transmissão de dados, além de melhorar a organização de acervos, os empréstimos entre bibliotecas, os 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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20 
 
serviços de indexação e resumos, os serviços de aquisição bibliográficos e a comutação bibliográfica. Nos 
catálogos coletivos nacionais e regionais, o ISSN facilita as operações de identificação, localização de 
títulos, transferência de dados e fusão de acervos. 
COMO E ONDE SOLICITAR O ISSN 
O ISSN será atribuído mediante solicitação e envio da documentação necessária ao Centro Brasileiro do 
ISSN, juntamente com o comprovante do pagamento da taxa Administrativa correspondente. 
Toda solicitação de ISSN deverá vir acompanhada do Formulário de solicitação do código ISSN 
devidamente preenchido; da documentação solicitada conforme o tipo de publicação (impressa, CD-ROM, 
on-line); da cópia do comprovante das taxas administrativas - pagamento (GRU). 
ATRIBUIÇÃO DO ISSN 
Ao solicitar o ISSN ao Centro Brasileiro do ISSN é importante observar: 
 Um ISSN é intransferível, ou seja, ele nunca pode ser utilizado por outro título, sendo exclusivo do 
título ao qual foi atribuído; 
 Qualquer mudança no título do periódico deve ser informada ao Centro Brasileiro do ISSN 
(CBISSN), que irá avaliar a necessidade ou não de atribuição de novo ISSN ao periódico; 
 Títulos editados em diferentes suportes físicos deverão ter seu próprio ISSN, ou seja, uma ISSN para 
cada formato; 
 Caso a publicação seja editada em diferentes idiomas, cada uma delas deverá ter seu próprio ISSN 
(excetuando-se as publicações multilíngues); 
 Para publicação online em diferentes idiomas, que utilizam a mesma URL, será atribuído um único 
ISSN. 
 O ISSN é atribuído também a Anais de Congressos, Seminários, Encontros etc., mas nunca é 
atribuído a páginas ou a outras peças promocionais de eventos mesmo que sejam eventos científicos. 
Neste caso, um único ISSN será atribuído a todas as edições desde que não haja alteração no título 
ou no tipo de suporte físico. Mudança na numeração do evento não é considerada alteração de título, 
não sendo necessária a atribuição de novo ISSN; 
 Folders, cartazes, hotsites e blogs de Anais de Congressos, Seminários e Encontros não recebem 
ISSN; 
 Quando uma publicação com o mesmo título é editada em diferentes formatos (meios físicos), cada 
uma deverá receber um numero de ISSN próprio – um novo ISSN. No entanto, o mesmo ISSN 
deverá ser utilizado para diferentes formatos de arquivo (ASCII, PostScript, Hipertexto, PDF) da 
mesma publicação online; 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
21 
 
 Publicação que traz em seu exemplar múltiplas formas físicas, como por exemplo: uma publicação 
impressa acompanhada de CD-ROM e/ou gravação de vídeo, um único ISSN será atribuído à 
publicação. 
IMPORTANTE: 
NÃO SERÁ ATRIBUÍDO ISSN: 
 Para Web sites comerciais, páginas pessoais na web, páginas da Web que contenham apenas links 
para outras URLs; 
 Para publicações em PDF, cuja página (URL), seja disponibilizada com a extensão PDF. Para 
folders, cartazes, hotsites e blogs. 
TRANSFERÊNCIA DE TITULARIDADE: 
 No caso de transferência de titularidade isto é, mudança da editora ou do autor coorporativo, o 
CBISSN deverá ser informado por meio de correspondência devidamente assinada por ambas às 
partes e com assinaturas autenticadas em cartório (modelo). 
DIREITOS AUTORAIS: 
 Não existe nenhum vínculo e nenhuma garantia de direito autoral atrelada ao ato de atribuição do 
código ISSN ou no seu uso associado com a publicação que ele representa. 
 http://www.ibict.br/informacao-para-ciencia-tecnologia-e-inovacao%20/centro-brasileiro-do-issn/atribuicao-do-issn-1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://images.slideplayer.com.br/1/338108/slides/slide_7.jpg 
 
 
http://www.ibict.br/informacao-para-ciencia-tecnologia-e-inovacao%20/centro-brasileiro-do-issn/atribuicao-do-issn-1/resolveuid/99ffecda18b268143a8614ce57fae6d5
http://www.ibict.br/informacao-para-ciencia-tecnologia-e-inovacao%20/centro-brasileiro-do-issn/atribuicao-do-issn-1/resolveuid/99ffecda18b268143a8614ce57fae6d5
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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22 
 
DOI 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: http://www.fc.ul.pt/pt/pagina/3720/issn-isbn-e-doi 
 
O DOI (Digital Object Identifier) é um padrão para identificação de documentos em redes de 
computadores, como a Internet. 
Atualmente, cresce a preocupação com a segurança de objetos digitais na Internet. Por isso, foi 
criado o DOI (Digital Object Identifier), um sistema para localizar e acessar materiais na web – 
especialmente, publicações em periódicos e obras protegidas por copyright, muitas das quais 
localizadas em bibliotecas virtuais. 
O DOI representa um sistema de identificação numérico para conteúdo digital, como livros, 
artigos eletrônicos e documentos em geral. Foi desenvolvido recentemente pela Associação de 
Publicadores Americanos (AAP) com a finalidade de autenticar a base administrativa de conteúdo 
digital. É concebido como um número, mas não tem um sistema de codificação pré-definido e 
também não traduz ou analisa esta numeração. O DOI atribui um número único e exclusivo a todo 
e qualquer material publicado (textos, imagens, etc). 
Este número de identificação da obra é composto por duas sequências: 
(1) um prefixo (ou raiz) que identifica o publicador do documento; 
(2) um sufixo determinado pelo responsável pela publicação do documento. 
Por exemplo: 11.1111.1 / ISBN (ou ISSN) 
O prefixo/raiz DOI é nomeado pela IDF (International DOI Foundation), que garante que cada 
raiz é única. Os livros ou artigos publicados em periódicos, por exemplo, provavelmente utilizarão 
como sufixo o número que já consta do ISBN ou ISSN. 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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23 
 
GESTÃO EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO: 
GESTÃO DA INFORMAÇÃO (GI): CONCEITOS 
“Temo objetivo de garantir 
que a informação seja 
gerenciada como um 
recurso indispensável e 
valioso e que esteja 
alinhada com a missão e os 
objetivos do serviço de 
informação” (DUARTE; 
SILVA; COSTA, 2007). 
Seu principal objetivo é, 
portanto, “identificar e 
potencializar os recursos 
informacionais de uma 
organização e sua 
capacidade de informação 
ensiná-la a aprender e 
adaptar-se às mudanças 
ambientais” 
(TARAPANOFF, 2001, p.44). 
Dias e Beluzzo (2003) 
citam que a GI deve 
contemplar o processo 
de fluxo, aquisição, 
processamento, 
armazenamento, 
disseminação e 
utilização da 
informação. 
 
Choo (2003, p. 404) propôs 
o “MODELO 
PROCESSUAL DE 
ADMINISTRAÇÃO DA 
INFORMAÇÃO”, o qual 
converge para a GI e possui 
seis processos a seguir: 
1) identificação das 
necessidades de informação; 
2) aquisição da informação; 
3) organização e 
armazenamento da 
informação; 
4) desenvolvimento de 
produtos e serviços de 
informação; 
5) distribuição da 
informação e 
6) uso da informação. 
A GI é definida por 
Davenport (1998, 
p.173, grifo meu) como 
“um conjunto 
estruturado de 
atividades que 
incluem o modo como 
as empresas obtêm, 
distribuem e usam a 
informação e o 
conhecimento”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
24 
 
GESTÃO DO CONHECIMENTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: https://tibaudotorg.files.wordpress.com/2011/08/cvco.jpg 
GESTÃO DO CONHECIMENTO (GC): CONCEITOS 
Gestão integrada com foco nos 
fluxos informais, que objetiva 
desenvolver nas pessoas 
competências essenciais voltadas ao 
compartilhamento e a socialização do 
conhecimento, visando a troca e, 
portanto a construção de novos 
conhecimentos. 
Visa também a aplicação sistemática 
de métodos e técnicas que propiciem 
aos sujeitos organizacionais 
aprenderem a transformar o 
conhecimento tácito em 
conhecimento explícito. 
(VALENTIM, 2008) 
Terra (2005) conceitua GC como a 
destinação de recursos e a adoção de 
técnicas gerenciais na geração, 
disseminação e administração de 
conhecimentos estratégicos, com o 
objetivo de gerar resultados 
econômicos para a empresa e 
benefícios para todos os públicos que 
têm interesses diretos ou indiretos na 
organização. 
Mattera (2014) define a GC como 
um processo de gestão, que agrega 
metodologias e ferramentas, a fim de 
desenvolver ambientes de 
aprendizagem e compartilhamento de 
informações que promovam maior 
eficiência organizacional, tendo 
como resultante a ampliação da 
capacidade competitiva das 
organizações. 
(...) 
A GC oferece à organização um 
conjunto de metodologias, práticas e 
ferramentas para o aperfeiçoamento 
da sua gestão, visando à excelência 
empresarial, por meio da aplicação 
efetiva dos conhecimentos 
organizacionais, promovendo a 
melhoria continua e a inovação dos 
seus processos. 
 
 
 
 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
25 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://image.slidesharecdn.com/lipa-km-gestodoconhecimento-completo-2011-04-26-110426191532-phpapp01/95/introduo-conceitos-
gerais-e-reflexes-sobre-a-sua-implementao-gesto-do-conhecimento-knowledge-management-12-728.jpg?cb=1332473554 
OUTRAS DEFINIÇÕES A RESPEITO DA GC: 
CONHECIMENTO TÁCITO OU PESSOAL: 
“é aquele obtido através da prática. Ele é difícil de ser 
articulado na linguagem formal, formulado e 
comunicado. (...) O conhecimento tácito envolve fatores 
intangíveis como, por exemplo, perspectivas e sistemas 
de valor do ser humano. Encontra-se enraizado nesses 
valores, nas ações, nas experiências e nas emoções. 
Também possui uma importante dimensão cognitiva 
(esquemas, modelos mentais, crenças e percepções), que 
molda a forma como o mundo é percebido. Subjetividade 
e intuição são características desse conhecimento” 
(FIALHO et al., 2006). 
“É pessoal, específico ao contexto e, portanto, é difícil de 
ser formulado, o que dificulta a sua transmissão, registro 
e compartilhamento. Adquirido sobretudo pela 
experiência, inclui elementos cognitivos (os modelos 
mentais) e técnicos (que incluem know-how, técnicas e 
habilidades), de natureza subjetiva e intuitiva” 
(MATTERA, 2014). 
 
CONHECIMENTO EXPLÍCITO OU CODIFICADO: 
O conhecimento explícito é o modo dominante do 
conhecimento na filosofia ocidental. É o conhecimento 
da racionalidade que envolve o conhecimento de fatos e é 
adquirido principalmente pela informação. Pode ser 
articulado na linguagem formal e sistemática, em 
afirmações gramaticais, expressões matemáticas, 
especificações, manuais etc. 
(FIALHO et al., 2006). 
Refere-se ao que pode ser transmitido em linguagem 
formal e sistemática, e por isso, é facilmente comunicado 
e compartilhado. É aquele que as organizações 
conseguem armazenar. (MATTERA, 2014). 
 
 
 
 
 
 APOSTILÃO 
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NILZETE GOMES 
26 
 
MODELO DE GC PROPOSTO POR NONAKA E TAKEUCHI (1997) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: https://neigrando.files.wordpress.com/2010/03/espiral_do_conhecimento.png 
RELAÇÕES ENTRE GI E GC 
A gestão da informação e a gestão do conhecimento são modelos de gestão complementares, pois, enquanto 
a gestão da informação atua diretamente junto aos fluxos formais, isto é, o que está explicitado, a gestão 
do conhecimento atua diretamente junto aos fluxos informais, isto é, o que não está explicitado 
(VALENTIM, 2007). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.scielo.org.co/img/revistas/rib/v35n2/v35n2a04f2.jpg 
 
http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/viewFile/838/688/2381 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
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27 
 
PLANEJAMENTO, ORGANIZAÇÃO, GERENCIAMENTO E AVALIAÇÃO DE 
BIBLIOTECAS, REDES E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 
 
FUNÇÕES DO PROCESSO GERENCIAL/ADMINISTRATIVO 
(MACIEL; MENDONÇA, 2006; CHIAVENATO, 2004) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://images.slideplayer.com.br/3/1241048/slides/slide_31.jpg 
 
FUNÇÕES GERENCIAIS SEGUNDO MACIEL E MENDONÇA (2006) 
PLANEJAMENTO ORGANIZAÇÃO DIREÇÃO OU 
COMANDO 
CONTROLE 
Consiste em preparar cada 
ação, ou organizar 
adequadamente um 
conjunto de ações 
interdependentes. (...) 
Também é acompanhar a 
ação e não improvisar na 
solução de problemas que 
surgem quando as decisões 
se mostram erradas. (...) 
Planejar consiste, portanto, 
em preparar e organizar 
bem a ação necessária ao 
alcance dos objetivos 
fixados, somado ao seu 
acompanhamento e revisão 
para confirmar ou corrigir 
Função que se propõe 
estabelecer a necessária 
ESTRUTURA 
ORGANIZACIONAL 
para o funcionamento de 
uma empresa, assim como 
a determinação dos 
recursos necessários ao 
empreendimento, definindo 
hierarquia e desempenho. 
É portanto baseada na 
função de planejar, e 
antecede a de dirigir e 
avaliar. Nesta etapa que se 
define os gráficos 
organizacionais 
(organogramas, 
Função responsável por 
implementar os planos e 
acompanha-los na sua 
execução. Faz o 
gerenciamento da 
organização, à medida que 
se executam os planos, 
programas e projetos, 
procurando convertê-los 
em resultados. Envolve a 
adoção de políticas e 
estratégias que subsidiarão 
diretrizes para o alcance 
das metas. Nessa função 
aparece a figura do líder. É 
muito importante a 
supervisão das atividades, 
Destina-se a verificar se os 
resultados planejados estão 
sendo alcançados através 
das operações executadas. 
Permite adotar ações 
corretivas visando corrigir 
os desvios detectados 
durante o processo de 
avaliação. 
Visa aferir o desempenho 
do grupo, ou de uma 
determinada função ou 
serviço, ou mesmo de uma 
única tarefa ou funcionário. 
Exemplos de decisões 
nessa função: 
Alterar fluxos, rotinas de 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
28o que foi decidido 
anteriormente. Desdobra-se 
em três dimensões: preparo 
do plano de trabalho, 
acompanhamento das 
ações programadas e 
revisão crítica dos 
resultados obtidos. 
funcionogramas, 
fluxogramas etc). 
 
para que então possam ser 
acompanhadas e avaliadas 
na correção dos eventuais 
desvios. 
 
trabalho que não estejam se 
mostrando eficazes; 
Propor mudanças na 
estrutura organizacional; 
Alterar planos, programas 
ou projetos, quando 
mudanças de políticas, 
estratégias ou ações não 
sejam eficazes; 
Avaliação de recursos 
materiais, humanos e 
orçamentários. 
Alterar objetivos ou metas. 
 
Mintzberg (1977, apud MACIEL, 2016) apresenta 3 (três) categorias básicas para os papéis gerenciais: 
 
 
PAPÉIS INTERPESSOAIS 
Decorrem do status e autoridade inerente aos cargos 
administrativos, são, em grande parte, de natureza social e legal, 
implicando no relacionamento do gerente com representantes da 
organização, com os subordinados e com indivíduos ou grupos 
externos à organização. 
 
PAPÉIS INFORMACIONAIS 
Estão diretamente ligados às informações recebidas pelos gerentes, 
com a finalidade de se inteirar do que acontece na organização, e 
posteriormente transmitidas aos subordinados ou quando se torna o 
porta-voz da unidade/organização, falando em seu nome. 
 
PAPÉIS DECISÓRIOS 
Relacionam-se às tarefas de tomar decisões, seja através das 
atividades de planejamento, solucionador de problemas, alocador 
de recursos, negociador, dentre outras. 
 
As organizações possuem 3 níveis de decisão: Estratégico, Tático e Operacional: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.treasy.com.br/wp-content/uploads/2015/10/planejamento-estrat%C3%A9gico-t%C3%A1tico-e-operacional-02.png 
 APOSTILÃO 
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NILZETE GOMES 
29 
 
O gestor da biblioteca está no nível estratégico, que é o de decisão na organização. 
PLANEJAMENTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://www.viveresaber.com.br/vs/images/stories/plano_12345.png 
 
PLANEJAMENTO SEGUNDO ALMEIDA (2005) 
“O planejamento não é um acontecimento, mas um processo contínuo, permanente e dinâmico, que fixa 
objetivos, define linhas de ação, detalha as etapas para atingi-los e prevê os recursos necessários à 
consecução desses objetivos. É o oposto da improvisação”. 
VANTAGENS DO PLANEJAMENTO: 
 O planejamento faz acontecer 
 Reduz riscos, ao mesmo tempo em que tira proveito das oportunidades; 
 Compensa incertezas e mudanças. 
 Opera economicamente, pois: 
• reduz custos, pela ênfase em operações eficientes e compatíveis com as condições existentes; 
• substitui atividades fragmentárias e não coordenadas por um esforço de grupo; 
• substitui o fluxo desigual de trabalho por um fluxo uniforme; 
• substitui julgamentos bruscos e irrefletidos por decisões premeditadas; 
• traz segurança e favorece a produtividade; 
• faz o tempo trabalhar a seu favor; 
• possibilita o monitoramento das ações. 
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO (PE): CONCEITOS 
Para Barbalho e Beraquet 
(1995) o PE é a utilização 
eficaz dos meios disponíveis 
Barbalho (1997) entende o PE 
como “o processo utilizado 
para o estabelecimento de 
“É um processo de 
formulação de 
estratégias 
“É o processo contínuo 
de, sistematicamente e 
com o maior 
http://www.viveresaber.com.br/vs/images/stories/plano_12345.png
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
30 
 
na organização para 
exploração de condições 
favoráveis existentes no meio-
ambiente externo e interno. 
Enquanto metodologia de 
pensamento participativo. 
Inicia-se com o envolvimento 
da alta administração e 
gerentes de setores, 
estendendo-se posteriormente 
a todas as áreas da 
organização. É essencial a 
completa interação das 
pessoas envolvidas no 
processo de formulação e 
implantação do mesmo. 
É importante também levar em 
conta a cultura da 
organização, entendendo-se 
esta, por aqueles valores, 
crenças básicas, hábitos e 
padrões de comportamento 
que são aceitos e 
compartilhados por membros 
da organização. 
objetivos alinhados com as 
políticas, metas e princípios, 
bem como os fatores de 
relevância ao meio-ambiente 
organizacional, levando-se em 
conta o meio externo. Isto 
implica em uma constante 
disposição pró-ativa, 
analisando as tendências do 
macroambiente utilizando, em 
ocasião oportuna, as suas 
vantagens e os possíveis 
impactos para a Unidade de 
Informação, buscando a 
constante melhoria 
institucional”. 
organizacionais, no qual 
se busca a inserção da 
organização e de sua 
missão no ambiente em 
que ela esta atuando” 
(CHIAVENATO; 
SAPIRO, 2003, p.39). 
conhecimento possível 
do futuro contido, tomar 
decisões atuais que 
envolvem riscos; 
organizar 
sistematicamente as 
atividades necessárias à 
execução dessas 
decisões e, através de 
uma retroalimentação 
organizada e 
sistemática, medir o 
resultado dessas 
decisões em confronto 
com as expectativas 
alimentadas” 
(DRUCKER, 1984, 
p.133-136). 
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO: ETAPAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://www.amdjus.com.br/doutrina/imagem/sebrae/Etapas%20Planejamento%20Estrategico_(2_2_)600.jpg 
 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
31 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: www.greatgroup.com.br/wp-content/uploads/2013/07/Infografico2.jpg 
 
MATRIZ SWOT – ANÁLISE DE RISCOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Segundo Maciel e Mendonça (2006), “a análise do ambiente externo ou macroambiente implica 
conhecimento e monitoramento das potencialidades, tendências e forças do mercado no qual a biblioteca 
está inserida, identificando as oportunidades e ameaças com as quais ela pode vir a se defrontar”. 
Para Barbalho e Beraquet (1995) as OPORTUNIDADES são as forças externas que favorecem e 
interagem positivamente com a unidade de informação. Seu conhecimento prévio permite a canalização de 
Fonte: http://nossacausa.com/wp-content/uploads/2014/07/matriz_SWOT.png 
 
Fonte: http://2.bp.blogspot.com/-aEcwF1-T2Ss/Up50JJjxsGI/AAAAAAAAMnM/Kq5_ExRWffw/s1600/como-
fazer-uma-analise-swot-ou-analise-fofa-coaching-online.png 
http://www.greatgroup.com.br/wp-content/uploads/2013/07/Infografico2.jpg
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
32 
 
recursos e de esforços em proveito da biblioteca. Já as AMEAÇAS são forças externas que podem ser 
consideradas lesivas à biblioteca, impedindo o seu crescimento ou manutenção. As ameaças devem ser 
diagnosticadas antes que avance o processo de planejamento podendo ser conhecidas através da análise das 
tendências econômicas, políticas e sociais identificadas no contexto. 
 A análise ambiental no plano interno (pontos fortes e fracos) consiste numa avaliação minuciosa de 
desempenho da própria biblioteca, observando-se os fatores que contribuem positivamente para o alcance da 
sua eficácia e os entraves que a impedem (MACIEL; MENDONÇA, 2006). 
 Segundo Barbalho e Beraquet (1995) a determinação dos pontos fracos, implica no reconhecimento 
das atividades que apresentam falhas estruturais e constantes reclamações por parte dos usuários. 
 Já os pontos fortes são detectados através do conhecimento das atividades que a biblioteca melhor 
realiza e pelo reconhecimento dos suportes de todas as ordens que os viabilizam (MACIEL; MENDONÇA, 
2006). 
FATORES A SEREM CONSIDERADOS NA GESTÃO DE 
BIBLIOTECAS/UNIDADES INFORMACIONAIS (VIEIRA, 2014). 
VERBAS RECURSOS 
HUMANOS 
RECURSOS 
MATERIAIS 
POLÍTICA DE 
FUNCIONAMENTO 
PÚBLICO 
Públicas (federal 
ou municipal) 
Pessoal, cargos, 
auxiliares etc 
Acervos, materiais, 
local etc 
Horário, normas, 
serviços, etc 
Tipo de usuários 
 
 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
33 
 
PRODUTOS E SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO: PLANEJAMENTO E 
AVALIAÇÃO. 
QUALIDADEEM SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
DIFERENÇAS EXISTENTES ENTRE A BUSCA DA QUALIDADE DE UM SERVIÇO E DE UM 
PRODUTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: Vergueiro (2002) 
 
Apesar das diferenças existe uma característica comum entre os dois: tanto o produto quanto o 
serviço devem buscar atender ao maior número de necessidades de seus usuários, para satisfazê-lo o máximo 
possível. (MORO, ESTABEL, BEHR, 2014). 
Quando tratamos da qualidade de um serviço de informação, o primeiro aspecto a ser 
considerado é que o prestador entregará ao seu usuário informação, ou seja, esse prestador deve ter 
as competências necessárias para manipular e acessar esse objeto de interesse dos usuários. Mas é 
essencial falarmos que a qualidade percebida pelo usuário estará especialmente centrada no fato de 
estar sendo prestado um serviço, e isso remete a algumas premissas. 
A disponibilidade, a apresentação pessoal e a clareza de comunicação são essenciais para a 
avaliação da qualidade de um serviço por parte do usuário. (MORO, ESTABEL, BEHR, 2014). 
 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
34 
 
AVALIAÇÃO EM BIBLIOTECAS E SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO 
 
“Avaliar é atribuir valor, julgar mérito e relevância e medir o grau de eficiência e eficácia e o impacto 
causado pelas ações de determinada organização ou pela implementação de políticas, programas e projetos 
de informação”. 
A PRINCIPAL função da avaliação é produzir conhecimentos relativos à unidade de informação, à 
organização em que esta se situa e a seu ambiente, para servir de subsídio ao planejamento tanto na fase de 
elaboração do plano, programa ou projeto, quanto na fase de implementação das ações. A avaliação 
possibilita a escolha certa, ou seja, a correta definição dos objetivos no momento da concepção do plano. 
A avaliação é uma ferramenta que auxilia o bibliotecário a alcançar eficácia e eficiência organizacionais e a 
desenvolver estratégias para melhorar a eficácia e a eficiência do acervo e dos serviços e produtos. 
ALMEIDA (2005) 
As práticas de avaliação e correção contínua de desempenho são inspiradas no método de gestão de melhoria 
contínua dos processos: o Ciclo PDCA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://www.segurancadotrabalhoacz.com.br/wp-content/uploads/2014/10/ciclo-pdca-730x400.png 
 
Segundo Moro, Estabel e Behr (2014, p. 63) cada fase possui uma razão específica, porém não tem tempo 
certo para acontecer. Assim, o foco do gestor deve estar em garantir que cada fase seja bem feita, sem se 
preocupar tanto com velocidade de sua execução. 
 
FERRAMENTAS DA QUALIDADE 
São técnicas que utilizamos com a finalidade de mensurar, definir, analisar e propor soluções para os 
problemas que interferem no bom desempenho dos processos de trabalho. Elas permitem o maior controle 
dos processos ou melhorias na tomada de decisões. 
Fonte: http://www.apostilasdaqualidade.com.br/o-que-sao-as-ferramentas-da-qualidade/#ixzz3zXmzh8c2 
 
A SEGUIR APRESENTO OS 7 TIPOS DE FERRAMENTAS DE QUALIDADE 
http://www.apostilasdaqualidade.com.br/o-que-sao-as-ferramentas-da-qualidade/#ixzz3zXmzh8c2
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
35 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://4.bp.blogspot.com/-8erCnvs0zjA/UlTChEKiCLI/AAAAAAAAXiI/G5qHlXHEGIA/s1600/ferramentas+da+qualidade.PNG 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MARKETING E QUALIDADE TOTAL. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://1.bp.blogspot.com/-aFdhRd0mtsM/To86KgHlqzI/AAAAAAAAAAk/bdGMLMhJQkQ/s1600/blog.bmp 
 
 
 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
36 
 
MARKETING E QUALIDADE TOTAL 
CONCEITOS 
Marketing é a área do 
conhecimento que engloba 
todas as atividades 
concernentes às relações de 
troca, orientadas para a 
satisfação dos desejos e das 
necessidades dos 
consumidores. Tais 
necessidades e desejos são 
satisfeitos mediante a 
compra de produtos e 
serviços. Por sua vez essa 
compra pode ser 
impulsionada por uma 
necessidade fisiológica, 
como alimentação, abrigo, 
frio ou ainda psicológica, 
como status, segurança, 
diversão, etc. 
(MORO, ESTABEL, 
BEHR, 2014) 
Para Kotler (2001) 
“Marketing é atividade 
humana dirigida para 
satisfazer necessidades e 
desejos por meio de troca”. 
 
Kotler e Andreasen (1996) 
também definem marketing 
como “uma atividade que 
identifica as necessidades e 
os desejos dos clientes, de 
uma organização e 
determina qual o seu 
melhor alvo de mercado e 
os produtos, serviços e 
programas apropriados 
para servir esse mesmo 
mercado”. 
“Ou seja, qualquer 
organização que atue no 
mercado precisa estar 
atenta às necessidades dos 
seus usuários reais e 
potenciais, ajustando-se a 
si e aos seus produtos em 
função dessas necessidades 
de modo a assegurar a sua 
satisfação” (ESTABEL; 
MORO, 2014). 
Marketing em bibliotecas é 
definido por Vieira (2014, 
p.203) “como o conjunto 
de esforços centrados na 
promoção eficiente da 
satisfação de usuários que 
necessitam e utilizam 
produtos e serviços de 
informação”. 
 
O marketing em unidades 
de informação pode ser 
entendido como uma 
filosofia de gestão 
administrativa na qual 
todos os esforços 
convergem em promover, 
com a máxima eficiência 
possível, a satisfação de 
quem precisa e de quem 
utiliza produtos e serviços 
de informação. É o ato de 
intercâmbio de bens e 
satisfação de necessidades. 
(OTTONI, 1995) 
Marketing pode ser visto 
como um processo gerencial, 
valorizando as trocas 
voluntárias de valores para 
garantir a sobrevivência das 
organizações, sendo entendido 
como uma combinação de 
técnicas, cuja aplicação visa 
ao perfeito processo de troca, 
beneficiando todos os 
elementos que nela interagem. 
O marketing permitirá que, na 
relação de troca, a necessidade 
não satisfeita de uma das 
partes seja atendida pelas 
condições oferecidas pela 
outra parte, mediante uma 
negociação estabelecida entre 
elas. Da dimensão filosófica 
da conceituação adotada 
dependerá o tipo de orientação 
de uma organização. 
(AMARAL, 1996) 
 
 
 
KOTLER, Philip. Administração de Marketing. 10. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2000. 
RESUMO DOS PRINCIPAIS CONCEITOS: 
Disponível em: http://www.sintracoopsc.com.br/wp-content/uploads/2009/03/PDF-Marketing-Kotler-2000.pdf 
http://www.sintracoopsc.com.br/wp-content/uploads/2009/03/PDF-Marketing-Kotler-2000.pdf
http://www.sintracoopsc.com.br/wp-content/uploads/2009/03/PDF-Marketing-Kotler-2000.pdf
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
37 
 
Otoni (1995) especifica os itens que devem fazer parte de uma estratégia de marketing básico, são eles: 
 A entidade mantenedora da unidade de informação; 
 A unidade de informação; 
 Análise e segmentação de mercado; 
 Monitoramento dos concorrentes; 
 Análise ambiental; 
 Análise do cliente; 
 Planejamento de produtos; 
 Composição dos serviços; 
 Produtos versus serviços. 
 
 
Ler o artigo na íntegra, pois ele detalha cada item da estratégia de marketing citada anteriormente. 
 
OUTRAS DEFINIÇÕES IMPORTANTES: 
COMPOSTO DE MARKETING ou MARKETING MIX: combinação de elementos variáveis que 
compõem às atividades de marketing. É composto pelos 4Ps: PRODUTO, PREÇO, PROMOÇÃO e 
PRAÇA ou PONTO DE VENDA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.universoblogueiro.com/wp-content/uploads/2015/05/4Ps.png 
 
PROMOÇÃO é uma atividade de marketing referente à comunicação com o propósito de fazer conhecer e 
efetivar o uso ou adoção de um produto, idéia, comportamento ou serviço. (AMARAL, 2008) 
SEGMENTAÇÃO DE MERCADO: é o estudo de grupos de clientes com características semelhantes ou 
relacionadas, que têm necessidades e desejos comuns e que responderão a motivações idênticas e que usarão 
os mesmos produtos e serviços para satisfazer às suas necessidades(MCKAY 1972, apud OTONI, 1995). 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
38 
 
Segundo Vieira (2014) na segmentação de mercado em unidades de informação devem ser analisados os 
seguintes fatores: 
 GEOGRÁFICOS: localização do cliente. 
 DEMOGRÁFICOS: escolaridade, idade, renda etc. 
 TAXAÇÃO DE PRODUTOS E SERVIÇOS: preços. 
 PRODUTOS E SERVIÇOS: benefícios, uso, credibilidade. 
 TIPO DE CLIENTE: governo, indústria, universidade, escola etc. 
RECURSOS DE MARKETING PARA BIBLIOTECAS 
IMPRESSOS RECURSOS 
VISUAIS 
RECURSOS 
FOTOGRÁFICOS 
RECURSOS 
AUDIOVISUAIS 
RELAÇÕES 
EXTERNAS 
OUTRAS RECURSOS 
DIGITAIS 
 
Boletins de 
circulação, 
cartazes, 
displays, 
banners, 
avisos, jornal 
mural, 
marcadores 
de página, 
panfletos, 
relatórios, 
cuponagens, 
pôsteres, 
regulamento 
da 
biblioteca 
impresso 
etc. 
 
 
 
 
 
 
 
Exposições, 
vitrines 
Sinalização da 
biblioteca, 
recortes de 
jornais. 
 
Fotos, slides etc. 
Filmes e 
propaganda 
 
Contatos 
pessoais e 
diretos 
(telemarketing, 
infomarketing 
etc), 
Participação 
em disciplinas 
curriculares 
Amigos da 
biblioteca, 
horário do 
café, 
carimbos, 
concursos, 
conferências, 
cursos, 
gincanas, 
jogos, 
logotipos, 
seminários, 
slogans, 
treinamentos 
de usuários, 
visita 
orientada, 
caixa de 
sugestões, 
mídia 
impressa e 
eletrônica, 
parcerias 
com editoras 
e livrarias 
para a 
realização de 
eventos. 
DSI 
Web 
marketing, 
e-books 
intranet 
Google 
Forms 
(ferramenta 
do google 
docs) 
Youtube 
Wiki 
twitter, blog, 
facebook 
e-mail, RSS, 
mensagem 
instantânea, 
flickr1, 
Wikipédia, 
knol, 
clipping 
digital, 
Skoob2, 
Delicious*3, 
Filmow4 
(ESTABEL; MORO, 2014; ROCHA; SILVA; MAIA, 2012, adaptado) 
 
 
 
 
1 Rede social que compartilha imagens fotográficas, possui informações da biblioteca em seu perfil, divulga as fotos de DVDs e livros que 
possui em seu acervo, com os respectivos números de chamada, que facilitam para o usuário em tempo e localização. 
2 Rede social sobre livros, onde o usuário pode encontrar o acervo literário, bem como fazer sugestão de novas aquisições. 
3 Ferramenta para arquivar e catalogar sites preferidos para que se possa acessá-los de qualquer lugar, é também utilizá-lo pela Biblioteca que 
deixa o link de seus sites “favoritos” que são pertinentes a comunidade servida. Estes sites também podem ser buscados dentro do perfil da 
Biblioteca por categorias como por exemplo, “fontes de informação” 
4 Rede social sobre filmes, mostra quais os filmes têm em seu acervo e quais ainda estão por vir. 
(ROCHA; SILVA; MAIA, 2012). 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
39 
 
QUALIDADE TOTAL 
Tálamo (1992, grifo meu) menciona que a qualidade na área de Biblioteconomia e Documentação pode ser 
encontrada em, pelo menos, duas situações: 
a) qualidade em relação à elaboração do produto, 
considerando-se a informação como manufatura, ou 
seja, o uso de procedimentos técnicos e 
metodológicos que transformam os dados em 
informação disponíveis. É importante aqui a 
aplicação dos princípios gerenciais com base no 
modelo de motivação e participação efetiva dos 
profissionais envolvidos no processo de elaboração 
dos produtos, denominado qualidade total, para que 
se obtenha um melhor produto, com custos mais 
baixos e compromisso efetivo de toda a organização. 
b) qualidade na gestão dos serviços, envolvendo o 
conceito de que a informação transforma-se em 
serviços quando ocorre o processo de fato da 
utilização da informação manufaturada. Assim, o 
usuário não apenas se beneficia do processo, 
devendo ser considerado como parte integrante do 
mesmo. 
 
Cardoso, Moreira e Rosa (2013) afirmam que os maiores benefícios proporcionados por um programa de 
gestão da qualidade em unidades de informação são: 
 Relacionamento no ambiente de trabalho; 
 Mudança de comportamento e comprometimento dos recursos humanos; 
 Melhoria dos processos; 
 Satisfação dos usuários; 
 Obtenção de visão diferenciada e valorizada da biblioteca como uma unidade gerenciadora de 
informação; 
 Comprometimento da coordenação/direção com a excelência, fornecendo subsídios para melhoria 
contínua e redução do retrabalho. 
 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
40 
 
ESTUDO DE USUÁRIOS 
CONCEITOS: 
São investigações que se fazem para 
saber o que os indivíduos precisam 
em matéria de informação, ou então, 
para saber se as necessidades de 
informação por parte dos usuários de 
uma biblioteca ou de um centro de 
informação estão sendo satisfeitos de 
maneira adequada. 
 
Estes estudos são, assim, canais de 
comunicação que se abrem entre a 
biblioteca e a comunidade a qual ela 
serve. São estudos necessários 
também para ajudar a biblioteca na 
previsão da demanda ou da mudança 
da demanda de seus produtos ou 
serviços, permitindo que sejam 
alocados os recursos necessários na 
época adequada. 
(FIGUEIREDO, 1994). 
O Estudo de usuários deve levar em 
conta as suas necessidades 
específicas; para isso, deve observar 
e questionar com o objetivo de, na 
medida do possível, atender às suas 
necessidades e preferências no que 
tange ao acervo e aos serviços 
prestados. Além da busca de dados 
da comunidade, faz-se necessário 
obter dados dos possíveis usuários, 
os chamados “usuários potenciais” 
(VIEIRA, 2014). 
Investigação que objetiva identificar 
e caracterizar os interesses, as 
necessidades e os hábitos de uso de 
informação de usuários reais e/ou 
potenciais de um sistema de 
informação. 
(DIAS; PIRES, 2004). 
Existem dois grupos de estudos de usuários: ESTUDO DE USO e ESTUDO DE USUÁRIO. 
ABORDAGENS DOS ESTUDOS DE USUÁRIOS: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://image.slidesharecdn.com/figueiredo-150511094752-lva1-app6891/95/figueiredo-estudo-de-uso-e-usuarios-da-informacao-11-
638.jpg?cb=1431337717 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
41 
 
Segundo Vieira (2014) no estudo de usuários se busca dados/informações sobre: 
 Dados genéricos sobre os grupos de usuários; 
 Dados específicos sobre o indivíduo; 
 Dados sobre o sistema informacional; 
 Dados sobre os serviços prestados 
Estudo de usuários segundo Wilson-Davis (1977, apud CUNHA, 1982): 
ESTUDOS CENTRADOS NA BIBLIOTECA: A investigação de como as bibliotecas e os centros 
de informação são utilizados; 
ESTUDOS CENTRADOS NO USUÁRIO: Como um grupo particular de usuários obtém a 
informação necessária para conduzir o seu trabalho. 
Segundo Choo (2003, p. 108) são de dois tipos os estudos de usuários: centrado no SISTEMA e centrado no 
PRÓPRIO USUÁRIO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://images.slideplayer.com.br/5/1609123/slides/slide_15.jpg 
MÉTODOS UTILIZADOS NA COLETA DE DADOS PARA ESTUDO DE USUÁRIOS: 
PERGUNTAS OBSERVAÇÃO ANÁLISE 
DOCUMENTÁRIA 
Questionário Observação participante Diários 
Entrevista Observação não participante Análise de conteúdo 
Técnica de Delfos Técnica do incidente crítico5 Análise de Citações 
 Documentos de Biblioteca 
(CUNHA, 1982) 
 
5 TÉCNICA DE INCIDENTE CRÍTICO: desenvolvida por Flanagan em 1947, é um conjunto de procedimentos usados para coletar 
observações de comportamento humano, que seriam, em torno, usados para resolver problemas e gerar teorias psicológicas. Disponível em: 
 
ABORDAGEM 
TRADICIONAL: 
ORIENTADA AO 
SISTEMA 
ABORDAGEM 
ALTERNATIVA: 
ORIENTADA AO 
USUÁRIO 
 APOSTILÃO 
BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS 
NILZETE GOMES 
42 
 
ELABORAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://brincarcomartecriatividade.com.br/wp-content/uploads/2015/11/imagem-projeto.png

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