Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

UFCD 10649 
Fundamentos
da Pedagogia
Formadora: Beatriz Resende
50 horas
Identificar as principais correntes pedagógicas e os 
seus autores.
Caracterizar os modelos pedagógicos.
Identificar as influências determinantes para a 
construção do pensamento atual, que fundamenta 
a organização curricular na educação básica.
Reconhecer os pressupostos postulados por 
importantes figuras da educação e da psicologia.
Objetivos 
Gerais
Principais correntes pedagógicas
Fröebel Montessori Decroly Freinet Piaget
Teorias da aprendizagem
Comportamentalista Cognitivista Construtivista
Modelos pedagógicos e implicação na organização e funcionamento dos espaços educativos
Modelos pedagógicos em diferentes contextos educativos
Conteúdos Programáticos
MODELOS PEDAGÓGICOS EM DIFERENTES CONTEXTOS
EDUCATIVOS
Ciência que trata da educação dos 
jovens, que estuda os problemas 
relacionados com o seu 
desenvolvimento como um todo.
Conjunto de métodos que asseguram a 
adaptação recíproca do conteúdo 
informativo aos indivíduos que se deseja 
formar.
É um conjunto de técnicas, princípios, 
métodos e estratégias da educação e do 
Ensino, relacionados à administração de 
escolas e à condução dos assuntos 
educacionais num determinado 
contexto.
A pedagogia estuda os ideais de 
educação, segundo uma determinada 
conceção de vida e dos processos e 
técnicas mais eficientes para realizá-los, 
visando aperfeiçoar e estimular a 
capacidade das pessoas, seguindo 
objetivos definidos.
Pedagogia
MODELOS PEDAGÓGICOS
Movimento da Escola Moderna (MEM)
Este é um modelo construtivista criado nos anos 60, com base nos trabalhos de Freinet. Algumas 
características:
Os meios pedagógicos como 
veículo.
A atividade escolar como contrato 
social e educativo.
Os processos de trabalho como 
processos sociais de construção 
da cultura.
Partilha da informação.
As práticas escolares com sentido 
social imediato.
Os alunos como intervenientes no 
meio social.
Este sistema desenvolve-se a 
partir de um conjunto de seis 
áreas básicas de atividades, 
distribuídas à volta da sala 
(conhecidas também por oficinas 
ou ateliers na tradição de Freinet), 
e de uma área central polivalente 
para trabalho coletivo.
Nos espaços pedagógicos que 
não dispõem de cozinha acessível 
às crianças, organiza-se, também, 
uma área para cultura e educação 
alimentar.
As áreas básicas desenvolvem-se em espaços para:
BIBLIOTECA E 
DOCUMENTAÇÃO
A biblioteca dispõe, geralmente, de um tapete com almofadas que convidam à 
consulta dos documentos que aquela contém, para além de livros e revistas, 
trabalhos produzidos no âmbito das atividades e projetos das crianças que 
frequentam atualmente o jardim-de-infância ou de outras crianças que já o 
frequentaram e dos amigos correspondentes ou de outras escolas.
OFICINA DE ESCRITA E 
REPRODUÇÃO
A oficina de escrita integra a máquina de escrever e, sempre que 
possível, o computador com impressora. Nesse espaço expõem-se, 
de preferência, os textos enunciados pelas crianças e captados para 
a escrita pela educadora e as variadas tentativas de pré-escrita e 
escrita realizadas nesse espaço ou noutro qualquer.
LABORATÓRIO DE CIÊNCIAS E 
EXPERIÊNCIAS
O laboratório de ciências proporciona as atividades de medições e de pesagens, 
livres ou aplicadas (com medidas de capacidade, de comprimento, balanças, 
etc.), criação e observação de animais (aves, peixes, coelhos, etc.), roteiros de 
experiências em ficheiros ilustrados, o registo das variações climatéricas (mapa 
do tempo) e outros materiais de apoio ao registo de observações e à resolução 
de problemas no âmbito da iniciação científica.
CARPINTARIA E 
CONSTRUÇÕES
A oficina de carpintaria serve para a produção de 
diversas construções, improvisadas ou 
concebidas para servir outros projetos, como, por 
exemplo, a montagem de maquetes ou de 
instrumentos musicais.
A cozinha, ou um espaço de substituição, polariza 
as atividades de cultura e educação alimentar e 
nela encontram-se livros de receitas para crianças 
e utensílios básicos para confeção de alimentos. 
Aí se expõem, também, regras de higiene 
alimentar enunciadas e ilustradas pelas crianças e 
algumas normas sociais de estar à mesa.
ATIVIDADES PLÁSTICAS E OUTRAS 
EXPRESSÕES ARTÍSTICAS
O atelier de atividades plásticas e outras 
expressões artísticas integra os dispositivos para 
a pintura, desenho, modelagem e tapeçaria.
CANTO DOS BRINQUEDOS, 
JOGOS E “FAZ DE CONTA”
O canto dos brinquedos inclui outras atividades de 
“faz de conta” e jogos tradicionais de sala. É neste 
espaço que as crianças dispõem de uma arca que 
guarda roupas e adereços que as ajudam a compor 
as suas personagens para atividades de “faz de 
conta” e projetos de representação dramática. Por 
vezes, integra uma tradicional casa de bonecas. 
A área polivalente é constituída por um conjunto de 
mesas e cadeiras suficientes para todo o tipo de 
encontros coletivos do grande grupo (acolhimento, 
conselho, comunicações e outros encontros) e que 
vai servindo de suporte para outras atividades de 
pequeno grupo, ou individuais ou de apoio do 
educador às tarefas de escrita e de leitura.
O ambiente geral da sala deve ser 
agradável e altamente estimulante, 
utilizando as paredes como expositores 
das produções das crianças onde 
rotativamente se reveem nas suas obras 
de desenho, pintura, tapeçaria ou texto. 
Será também numa das paredes, de 
preferência perto de um quadro preto à 
sua altura, que as crianças poderão 
encontrar todo o conjunto de mapas de 
registo que ajudem a planificação, 
gestão e avaliação da atividade 
educativa participada por elas.
Aí irá ser disposto o Plano de Atividades, 
a Lista Semanal dos Projetos, o Quadro 
Semanal de Distribuição das Tarefas de 
manutenção da sala e de apoio às 
rotinas, o Mapa de Presenças e o Diário 
do grupo, instrumentos orientadores e 
condutores da ação educativa que 
poderão ser completados por outros, 
quando se justifique.
High-Scope
Rotina diária estruturada 
(pouco flexível no início do 
ano letivo)
A aprendizagem ativa e 
experiências chave
A rotina diária com o ciclo: 
planear – fazer – rever
A organização do espaço e 
materiais
Este é um modelo com base nas teorias de Piaget de orientação cognitivista e construtivista. Começou a ser 
estruturado nos anos sessenta, em Ypsilanti (Michigan, USA), recebendo o nome da instituição em que se 
desenvolveu. Algumas características:
• O projeto pré-escolar High/Scope tem como “lei” a aprendizagem ativa da 
criança, ou seja, acredita que as vivências diretas e imediatas que as 
crianças vivem no seu dia-a-dia, são muito importantes se essa criança 
retirar delas algum significado através da reflexão.
Aprendizagem pela ação
• Esta aprendizagem ativa que o Currículo High/Scope tanto fala, depende
inequivocamente da interação positiva entre os adultos e as crianças. Os
adultos deverão apoiar as conversas e brincadeiras das crianças, deverão
ouvi-las com atenção e fazer os seus comentários e observações que
considere pertinentes. Desta forma a criança sentir-se-á confiante e com
liberdade para manifestar os seus pensamentos e sentimentos.
Interação Adultos-Criança
• O Currículo High/Scope dá uma grande importância ao planeamento 
da estrutura da pré-escola e à seleção dos materiais adequados. As 
crianças integradas num contexto de aprendizagem ativa, têm a 
oportunidade de realizar escolhas e tomar as suas próprias decisões. 
Deste modo, os adultos dividem o espaço de brincadeira em áreas de 
interesse específicos. Estas diferentes áreas contêm materiais 
facilmente acessíveis que as crianças podem escolher para depois 
usarem conforme o que tinham planeado, para levar a cabo as suas 
brincadeiras e jogos. Quando a criança termina a tarefa que realizou, 
arruma devidamente no lugar os materiais que utilizou. Para que isto 
aconteça é necessário que todos os materiais se encontrem em 
prateleiras baixas, dentro de caixas transparentes aonde esteja coladouma etiqueta com o símbolo do que a caixa contém..
Contexto de Aprendizagem
• Todos os dias, os adultos fazem um plano de uma rotina que apoiará a
aprendizagem ativa da cada criança. Os adultos ficam a saber o que as
crianças pretendem fazer (processo planear – fazer – rever)
questionando-os. As crianças põem depois em prática aquilo que
planearam, e cabe ao adulto depois incentivá-las a rever as suas
experiências. Isto não significa que elas tenham que contar de forma
oral todos os passos que deram dentro da área aonde estiveram a fazer
o que havia sido planeado. A criança pode fazer uma revisão da sua
experiência e do que acha que aprendeu, através de um simples
desenho. Por outro lado, além dos planos individuais, podem criar-se
pequenos grupos numa sala, devendo o educador encorajar as
crianças a explorar e a experimentar novos materiais. Quando se
trabalha em grandes grupos pode optar-se por atividades de música e
de movimento e de jogo cooperativo (incentivando a coesão de grupo).
Rotina Diária
• Avaliar segundo a abordagem pré-escolar High/Scope implica um 
conjunto de tarefas. Os professores deverão fazer um registo diário de 
notas ilustrativas, baseando-se naquilo que veem e ouvem quando 
observam as crianças. Avaliar significa então trabalhar em equipa para 
construir e apoiar o trabalho nos interesses e competências de cada 
criança. O espaço é, segundo o Currículo High-Scope, um meio 
fundamental de aprendizagem que deve exigir do educador grande 
investigação e investimento no seu arranjo e equipamento. É 
fundamental que os materiais sejam interessantes para as crianças, 
diversos, mutáveis, organizados e guardados de forma visível e 
acessível. Devem estar estruturados em áreas de interesse bem 
identificadas, flexíveis para que a criança possa usá-los de maneiras 
diferentes, descobrindo formas alternativas de os usar e jogar com 
eles.
Avaliação
João de Deus
É um modelo que ainda hoje é usado nos 
espaços pedagógicos que têm o mesmo 
nome. O primeiro jardim de infância João de 
Deus foi criado em Coimbra em 1911 e a 
metodologia usada é sólida e consistente e 
assenta na cartilha maternal (1876) para a 
iniciação precoce da leitura e da escrita. É 
um modelo centrado na preparação 
académica da criança e a educadora tem um 
papel ativo e diretivo.
A organização do espaço traduz-se por uma 
decoração simples, mas onde a arte tem 
Presença. Valoriza-se uma arquitetura 
funcional e atraente de características 
nacionais e Regionais. Existem diversos 
materiais para as atividades programadas 
em cada dia: para a Educação sensorial, 
percetiva, motora e física, materiais para os 
trabalhos manuais e Atividades plásticas, 
materiais de apoio para a aprendizagem da 
matemática. Para os mais pequenos existem 
materiais para imitar; para Aprender a viver e 
integrar-se no meio social; a loja, a casa das 
bonecas e os jogos de Trânsito.
Reggio Emília
É um modelo pedagógico que nasceu depois da segunda guerra
mundial, em 1945, no Norte de Itália, em Villa Cella, próximo da cidade de
Reggio Emília, pela necessidade de se construir uma escola para as crianças
pequenas, após a destruição de todas as existentes, durante a guerra. Nesta
missão participaram as famílias, principalmente as Mães das crianças. Deste
modo surge a primeira escola daquele que virá a ser conhecido como um dos
Modelos pedagógicos de educação de infância de maior qualidade no mundo
o modelo Curricular de Reggio Emília. Na educação e formação das crianças
participam os pais, a comunidade, a sociedade em geral. O monitor/educador
tem um papel ativo no apoio educativo.
Pedagogia de Projeto - Para que serve?
TODOS NÓS TRABALHAMOS COM 
PROJETOS EM TODOS OS MOMENTOS 
DA NOSSA VIDA. NA ESCOLA OU NO 
JARDIM DE INFÂNCIA, O PROJETO É UMA 
FORMA DE AJUDAR A CRIANÇA A 
APRENDER DE MANEIRA PRÁTICA, 
TORNANDO A APRENDIZAGEM 
ATRAENTE E EFICAZ.
A REALIZAÇÃO DE UM PROJETO EXIGE 
PROCESSOS MENTAIS, TAREFAS FÍSICAS 
E PROPOSTAS DE PROBLEMAS E 
RESPOSTAS A VÁRIAS QUESTÕES. O 
PROJETO PARTE DE UMA SITUAÇÃO 
PROBLEMA, UM DESAFIO PARA O 
ENCONTRO DA SOLUÇÃO.
1) desenvolver 
atividades com 
objetivos 
concretos;
2) realizar tarefas 
produtivas;
3) desenvolver a 
compreensão por 
meio da 
experiência;
4) desenvolver a 
iniciativa e a 
responsabilidade;
5) estimular a 
perseverança na 
realização de 
tarefas;
6) valorizar o 
trabalho 
cooperativo;
7) desenvolver o 
pensamento 
reflexivo;
8) ampliar campos 
de interesses.
Através do projeto, a criança é incentivada a:
Fases de um projeto
1 - Intenção e incentivo: inicia-se um projeto quando se percebe um grande interesse por parte das crianças por um
determinado assunto ou situação concreta. O educador/professor deve aproveitar esse interesse para desenvolver o assunto e
propor questões (desafios) para a resolução do problema ou situação.
2 - Preparação do plano de trabalho: realizam se pesquisas, procurando os instrumentos necessários, planeando as
atividades para a solução dos problemas. Esse roteiro funcionará como referência para a realização do trabalho.
3 - Execução: é a fase da ação e a mais estimulante para as crianças. Nesta fase podem surgir dificuldades, erros e imprevistos 
e as crianças serão orientadas a resolvê-los e a continuar o trabalho. O educador/professor deve estar atento e estimular as 
crianças, valorizando o seu desenvolvimento e acompanhando as suas dificuldades. O trabalho deve ser sempre feito pelas 
crianças.
4 - Avaliação: serão avaliados, pelas crianças, o objetivo, o planeamento, as atividades e o resultado. Com a ajuda e orientação 
do educador/professor, as crianças farão uma análise do seu trabalho, apresentando críticas e comentários apropriados sobre o 
projeto.
Culminância é o atingir do 
objetivo básico do projeto
através de uma apresentação, 
exposição, exibição do resultado
obtido o educador/professor 
deve facilitar a integração dos 
conteúdos dos diversos
materiais e oferecer
oportunidades para o exercício
da liberdade e uso de direitos a 
criança aprende fazendo e a 
aprendizagem é mais
consistente e duradoura.
A função do educador/professor 
é a de orientador, sensibilizador, 
conselheiro, desafiador, em que 
exerce e controla as atividades, 
avaliando as crianças e o seu
próprio desempenho. Uma 
discussão na sala pode ser uma
forma de avaliar um projeto, 
dando oportunidades para 
refletir sobre a contribuição e a 
validade do projeto. A avaliação
deve ser constante, através de 
observações, atividades, 
participação e colaboração.
MODELOS PEDAGÓGICOS E IMPLICAÇÃO NA ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DOS ESPAÇOS 
EDUCATIVOS
Organização do espaço educativo em ATL 
É importante como o espaço de ATL é organizado. Uma vez que influencia e 
condiciona toda a atividade da criança, as suas escolhas, a concretização dos seus 
planos, utilização de materiais e a relação com os outros. Ele deverá ser um espaço 
onde a criança se possa movimentar, expressar, criar, construir, explorar, 
experimentar, brincar, jogar e levar a cabo todos os seus projetos.
Assim, tendo em conta que a qualidade do meio que rodeia a criança é 
fundamental para a progressiva conquista da sua autonomia, a organização do 
espaço constitui um dos suportes para a atividade educativa, uma vez que o 
espaço é a condição básica para poder levar avante muitos outros aspetos 
organização do espaço educativo em ATL.
É por isso fundamental que o monitor/educador reflita sobre as potencialidades 
educativas que oferece, planifique e avalie o modo como o espaço contribui para 
o desenvolvimento efetivo das crianças.
A organização do espaço não 
deve ser rígida ao longo de 
todo o ano deve até ser 
bastante flexível, 
possibilitando a 
transformação do mesmo, 
de modo a poder responder a 
posteriores necessidades 
que possam surgir (seja 
durante um dia em que se 
tenha de fazer o recreio no 
interior, por motivos como a 
alteração climatérica, seja 
pelo facto de não existirem 
outros espaços para a 
realização deatividades de 
expressão corporal).
O importante é que as 
crianças participem na 
organização e manutenção 
do espaço, para que saibam 
onde podem fazer o quê e 
onde estão os materiais que 
necessitam para a execução 
de determinadas atividades.
Esta participação ativa das 
crianças na organização do 
espaço acaba por promover 
um trabalho centrado nas 
iniciativas e necessidades 
das crianças quando não 
existe esta integração na 
organização do espaço, o 
trabalho acaba por ser 
estruturado pelo 
monitor/educador, o que 
condiciona fortemente a 
autonomia da criança.
Logo, uma boa 
organização dos 
espaços pressupõe a 
existência de espaços 
abertos e amplos com 
possibilidade de 
diferenciação em 
áreas de jogo bem 
definidas e 
identificadas, as quais 
promovem uma maior 
dinâmica de trabalho 
pois as crianças 
podem ser divididas 
pelas várias áreas, 
passando, no entanto, 
por todas elas, só que 
em tempos diferentes.
A reflexão do espaço é 
assim indispensável 
para evitar espaços 
estereotipados e 
padronizados que não 
sejam desafiadores 
para as crianças.
Apesar da 
possibilidade de 
existir uma grande 
diversidade de 
espaços, os materiais 
existentes em cada 
um deles 
condicionam aquilo 
que as crianças 
podem fazer e 
aprender, assim 
sendo, cada área 
deverá incluir 
materiais adequados 
ao tipo de atividades 
que nela se podem 
realizar estes devem ir 
ao encontro das 
necessidades, níveis 
de desenvolvimento e 
interesses das 
crianças.
• O espaço exterior é também
outro aspeto a ter em conta,
este é igualmente um espaço
educativo, possibilitando tanto
a vivência de atividades
intencionalmente planeadas
pelo como a vivência de
atividades informais.
Áreas de conteúdo
É de referir que, seguindo qualquer um dos modelos pedagógicos, o monitor/educador ou professor precisa de 
planificar as suas atividades usando, para isso, metodologias adequadas.
Área da organização do trabalho
Sentido curricular: Atividades cognitivas: (mapas)
• Desenvolver a capacidade de planeamento;
• Permitir à criança ter intervenção no trabalho a 
desenvolver;
• Experimentação de atividades desafiadoras para o 
seu nível de desenvolvimento. 
• Adquirir a noção de tempo;
• Aprender a gerir opções e a desenvolver etapas de 
realização de planos; 
• Desenvolver o sentido crítico;
• Estruturar os seus conhecimentos e adquirir novas
competências.
Área dos Livros 
Sentido curricular: Atividades cognitivas: (mapas)
• Proporcionar momentos de partilha (de livros) quer 
individualmente, quer em grupo;
• Trabalhar o repouso físico e /ou o relaxamento;
• Estimular o gosto pela leitura e pelas diferentes 
formas de comunicação. 
• Perceber e discriminar: escutar contos, contar 
histórias; ouvir música; 
• Desenvolver a capacidade de memorizar e recontar;
• Contactar com o código escrito. 
Área da Expressão Plástica
Sentido curricular: Atividades cognitivas: (mapas)
• Estimular o sentido da curiosidade e a necessidade 
de experimentação da criança; (nesta área o que 
tem mais sentido é o processo de exploração, de 
captação e de funcionamento do que os resultados 
ou produto elaborado. 
• Misturar materiais, cores e texturas; 
• Manusear diferentes materiais; Cortar, colar, rasgar, 
dobrar, etc.
• Criar e observar as alterações produzidas nos 
materiais manuseados. 
Área da Casinha 
Sentido curricular: Atividades cognitivas: (mapas)
• Converter a criança para o centro dos jogos de 
simulação;
• Experimentar, atuar, elaborar coisas/situações 
banais que lhes são familiares, próximas e 
significativas do seu meio vital: papeis, situações, 
Pessoas e conflitos;
• Permitir o trabalho em equipa, o comentário das 
coisas, valorizar a expressão de sentimentos e 
ideias;
• Verbalizar as ações do jogo. 
• Dramatizar;
• Explorar experiências; Imaginar;
• Usar ferramentas, utensílios, instrumentos de vida 
diária;
• Vivenciar o “fazendo de conta”. 
Área dos jogos de chão ou dos blocos 
Sentido curricular: Atividades cognitivas: (mapas)
• Os blocos permitem uma grande variedade de 
utilização, tanto a nível individual como de grupo;
• Facilitam o desenvolvimento da capacidade de 
manuseamento das estruturas: verticais, circulares 
de inclusão, etc.;
• Trabalham também o pensamento espacial: o 
equilíbrio; 
• Explorar;
• Construir individualmente e/ou em grupo; 
• Classificar;
• Agrupar; 
• Comparar; 
• Ordenar objetos;
• Representar experiências. 
Área da garagem 
Sentido curricular: Atividades cognitivas: (mapas)
• Área facilitadora da socialização;
• Permite à criança brincar individualmente ou em 
pares; Permite à criança deitar se ou rolar no tapete 
de chão.
• Representar vivências da utilização da 
via pública;
• Percorrer percursos, contornando 
obstáculos.
Área das brincadeiras
Sentido curricular: Atividades cognitivas: (mapas)
• Convidar a criança para criar situações imaginárias; 
Proporcionar à criança momentos lúdicos;
• Dar a oportunidade de se expressar livremente 
utilizando ou não acessórios que a caracterizem. 
• Dramatizar;
• Explorar experiências; Imaginar;
• Passar o tempo: dançando, vestindo-se e despindo-
se, olhando ao espelho, “fazer de conta”. 
Área dos jogos de mesa
Sentido curricular: Atividades cognitivas: (mapas)
• Jogos simples, de pequeno grupo ou individual;
• Atividade calma e de concentração; 
• Desenvolver noções lógico matemáticas (juntar, 
classificar, comparar);
• Formar classes e ou modelos;
• Fomentar a coordenação oculo manual;
• Desenvolver a motricidade fina. 
Área dos animais e das plantas
Sentido curricular: Atividades cognitivas: (mapas)
• Familiarizar a criança com a natureza e os seus 
ritmos;
• Contribuir para que aprendam a cuidar e a ter 
responsabilidade acerca de outros seres;
• Desenvolver uma sensibilidade ambiental; 
• Criar a noção acerca dos tempos de alimentação e 
dos cuidados necessários a ter com outros seres 
vivos. 
Área dos jogos
Sentido curricular: Atividades cognitivas: (mapas)
• Atividade motora por excelência, de socialização e de 
expressão dramática;
• Atividades estruturadas e livres de partilha entre 
pares ou grupo alargado. 
• Experiências físicas ativas, correr, saltar, baloiçar, 
esconder, etc.;
• Jogos coletivos onde se desenvolvem noções 
variadas: número, conjunto, espaciais, etc.; 
3. TEORIAS DA APRENDIZAGEM
Denominam-se teorias da aprendizagem, em Psicologia e em Educação, aos diversos modelos que visam 
explicar o processo de aprendizagem pelos indivíduos. Embora desde a Grécia antiga se hajam formulado 
diversas teorias sobre a aprendizagem, as de maior destaque na educação contemporânea são a de Jean Piaget 
e a de Lev Vygotsky.
3.1. Comportamentalista
O behavorismo, ou teoria comportamental, foi desenvolvido nos Estados Unidos da América 
John Watson (1878-1958) e na Rússia por Ivan Petrovich Pavlov (1849-1936). Embora as bases 
desta teoria tenham sido desenvolvidas por estes pesquisadores, foi Burrhus Frederic Skiiner 
(1904-1990) que a popularizou, através de experimentos com ratos. Em seus experimentos, os 
ratos eram condicionados a determinadas ações, com recompensas boas ou ruins pelos seus atos. 
Assim, se moldava o comportamento destes a partir de um sistema de estímulo, resposta e 
recompensa.
Nesta teoria, o comportamento deve ser estudado e sistematizado para que se possa modificá-lo. De 
acordo com esta teoria, a maneira como o indivíduo aprende é uma grandeza possível de ser mensurada tal e 
qual um fenômeno físico. Nesta teoria, a aprendizagem, independente da pessoa, deverá seguir as seguintes 
etapas:
Identificação do 
problema
Questionamentos 
acerca dos 
problemas
Hipóteses
Escolha das 
hipótesesVerificação
Generalização. O 
cérebro a utilizará ao 
identificar problemas 
futuros semelhantes.
3.2. Cognitivista 
Esta teoria defende que, a 
capacidade do aluno em 
aprender coisas novas depende 
diretamente dos conhecimentos 
prévios que ele possui. Para 
estes teóricos, é necessário 
investigar quais os saberesdo 
aluno acerca do assunto que 
será ensinado. Depois, deve-se 
auxiliar o aluno para que ele 
consiga sistematizar e organizar 
os novos conhecimentos, através 
de associações com o seu 
conhecimento prévio.
3.3. Construtivista
O construtivismo é uma abordagem 
psicológica desenvolvida a partir da teoria da 
epistemologia genética, elaborada por Jean 
Piaget. Nesta teoria, o indivíduo aprende a 
partir da interação entre ele e o meio em que 
ele vive. O professor é visto como um 
mediador do conhecimento.
4. PRINCIPAIS CORRENTES PEDAGÓGICAS
4.1. Fröebel
Foi um pedagogo e pedagogista alemão 
com raízes na escola Pestalozzi. 
Foi o fundador do primeiro jardim de 
infância. O seu pai era um pastor 
protestante. Os seus princípios 
filosóficos teológicos apontam um 
Fröbel com um espírito profundamente 
religioso que desejava manifestar ao 
exterior o que lhe acontecia 
interiormente na sua união com Deus.
As suas ideias reformularam a educação. 
A essência da sua pedagogia está 
centrada nos princípios educacionais da 
atividade e da liberdade.
Esses princípios e sua crença determinaram alguns dos seus postulados, tais como:
o educando tem de ser tratado de acordo com a sua dignidade de filho de Deus, dentro de um 
clima de compreensão e liberdade.
o educador é obrigado a respeitar o discípulo em toda a sua integridade.
o educador deve manifestar-se como um guia experimentado e amigo fiel que exija e 
oriente com mão flexível, mas firme. Não é somente um guia, mas também sujeito ativo 
da educação: dá e recebe, orienta, mas deixa em liberdade, é firme, mas concede.
o educador deve conhecer os diversos graus de desenvolvimento do homem para realizar a sua 
tarefa com êxito, sendo três as fases de desenvolvimento, que vão desde quando o homem 
nasce até a adolescência.
Em 1837 Fröbel abriu o primeiro jardim de infância onde as crianças eram consideradas como plantinhas 
de um jardim do qual o professor seria o jardineiro. A criança expressar-se-ia através das atividades de 
perceção sensorial, a linguagem e do brinquedo. A linguagem oral associariar-se-ia à natureza e à vida. Fröbel 
foi um defensor do desenvolvimento genético. Para ele o desenvolvimento ocorre segundo as seguintes 
etapas:
A infância A meninice A 
puberdade
A 
mocidade
A 
maturidade
Observava, portanto, a gradação e a continuidade do desenvolvimento, bem como a unidade das fases de 
crescimento. Enfim, a educação da infância realiza-se através de três tipos de operações:
A ação - atividade importante 
para o desenvolvimento infantil, 
pois havia um termo utilizado 
por Fröbel que era a ' auto 
atividade ', ou seja, dizia que a 
criança aprende através da ação 
dela sobre determinado objeto.
O jogo O trabalho
Fröebel foi o primeiro 
educador a enfatizar o 
brinquedo, a atividade lúdica, 
a apreender o significado da 
família nas relações humanas.
É interessante frisar que, para Froebel o 
brincar caracteriza a ação da criança e 
que o próprio ato de brincar é uma 
linguagem, pois apreende, no ato de 
brincar, a linguagem gestual/corporal, 
sonora, verbal, entre outras
Idealizou
recursos
sistematizados
para as crianças
se expressarem:
Blocos de construção que eram utilizados pelas 
crianças nas suas atividades criadoras, papel, papelão, 
argila e serragem. 
O desenho e as atividades que envolvem o movimento e 
os ritmos eram muito importantes. Para a criança se 
conhecer, o primeiro passo seria chamar a atenção para 
os membros de seu próprio corpo, para depois chegar 
aos movimentos das partes do corpo. 
Valorizava também a utilização de histórias, mitos, 
lendas, contos de fadas e fábulas, assim como as 
excursões e o contato com a natureza.
Fröbel afirma,
em sua obra
"A educação
do homem"
(1826):
• “A educação é o processo pelo qual
o indivíduo desenvolve a condição
humana autoconsciente, com todos
os seus poderes funcionando
completa e harmoniosamente, em
relação à natureza e à sociedade.
Além domais, era omesmo
processo pelo qual a humanidade,
como um todo, originariamente se
elevara acima do plano animal e
continuara a se desenvolver até a
sua condição atual. Implica tanto a
evolução individual quanto a
universal.”
Cada objeto é parte de algo mais geral e é também uma unidade, se for
considerado em relação a si mesmo. No campo das relações humanas,
o indivíduo é, para ele, uma unidade, quando considerado em si mesmo,
mas mantém uma relação com o todo, isto é, incorpora-se a outros
homens para atingir certos objetivos.
Principais conceções educacionais
A educação deve basear-se na 
evolução natural das 
atividades da criança.
O objetivo do ensino é sempre 
extrair mais do homem do que 
colocar mais e mais dentro 
dele. A criança não deve ser 
iniciada em nenhum novo 
assunto enquanto não estiver 
madura para ele.
O verdadeiro desenvolvimento 
advém de atividades 
espontâneas.
Na educação inicial da criança 
o brinquedo é um processo 
essencial.
Os currículos das escolas 
devem basear-se nas 
atividades e interesses de 
cada fase da vida da criança.
A sua proposta pode ser caracterizada 
como um "currículo por atividades", no 
qual o caráter lúdico é o fator determinante 
da aprendizagem das crianças.
A grande tarefa da educação consiste em ajudar 
o homem a conhecer a si próprio, a viver em paz 
com a natureza e em união com Deus. É o que 
ele chamou de educação integral. A sua 
conceção de ser humano era profundamente 
religiosa.
Entende a educação como suporte no processo 
de apropriação do mundo pelo homem. É um 
modelo de educação esférica, onde os alunos 
aprendem em contato com o real, com as 
coisas sua volta, com os objetos de 
aprendizagem. Logo, a Matemática só é 
entendida quando o sujeito for capaz de 
estruturar a realidade.
Uma das melhores ideias com que Froebel contribuiu para a pedagogia moderna foi a de que o ser humano é 
essencialmente dinâmico e produtivo, e não meramente articulável, recetivo e depositário. O homem é uma 
força autogeradora e não uma esponja que absorve conhecimento do exterior.
Outro acerto de Fröebel foi o de não esquecer as diferentes etapas que marcam a evolução do homem, 
especialmente a infância. Cabe lembrar que sua doutrina pedagógica, em síntese, consiste basicamente na 
atividade e na liberdade; o homem deve aprender a trabalhar e a produzir, manifestando sua atividade em obras 
exteriores.
Friedrich Wilhelm August Fröbel (1782 1852) foi o fundador do primeiro Jardim de Infância Kindergarten) e o 
primeiro a desenvolver brinquedos didáticos. Estes brinquedos não só iriam ser copiados por empresas como a 
Lego, como também exerceram influência positiva em pessoas, como por exemplo, o arquiteto Frank Lloyd 
Wright.
A ideia mais luminosa com que este visionário contribuiu para a pedagogia foi a de que o ser humano é 
essencialmente dinâmico e produtivo e não meramente recetivo: «O homem é uma força autogeradora e não 
uma esponja que absorve conhecimento do exterior».
4.2. Montessori
O método montessori é o resultado de pesquisas científicas e empíricas desenvolvidos pela 
médica e pedagoga Maria Montessori.
De acordo com a sua criadora, o ponto mais importante do método é, não tanto o seu material 
ou a sua prática, mas a possibilidade criada pela utilização deste, de se libertar a verdadeira 
natureza do indivíduo, para que esta possa ser observada, compreendida, e para que a 
educação se desenvolva com base na evolução da criança. A criança é o centro do método 
montessoriano e o professor tem o papel de acompanhador o processo de aprendizado. Ele 
guia, aconselha, mas não dita e nem impõe o que vai ser aprendido pela criança.
É caracterizado por uma ênfase na autonomia, liberdade com limites e respeito pelo 
desenvolvimento natural das habilidades físicas, sociais e psicológicas da criança. A pedagogia 
Montessoriana insere-se no movimento das Escolas Novas. Opõe-se aos métodos tradicionais 
que não respeitem as necessidades e os mecanismos evolutivos do desenvolvimentoda 
criança. Ocupa um papel de destaque neste movimento pelas novas técnicas que apresentou 
para os jardins de infância e para o ensino fundamental do ensino tradicional.
O material criado por Montessori tem um papel preponderante no seu trabalho educativo partindo do 
concreto (o material didático) para o pensamento abstrato.
A criança literalmente vê 
e sente através do 
material didático 
preparado, o tema a ser 
aprendido;
01
A criança deixa de usar o 
material didático quando 
a abstração para o tema 
aprendido já é completa;
02
O meio preparado e o 
material didático têm 
como função, estimular 
e desenvolver na criança 
um impulso interior que 
se manifesta no trabalho 
espontâneo do intelecto. 
03
Características de uma Escola Montessoriana
A Association Montessori Internationale (AMI) cita os seguintes elementos como essenciais a uma escola 
montessoriana:
1. O ambiente é organizado e 
atraente;
2. O ambiente é composto por 
materiais didáticos e utensílios 
da vida cotidiana (para fins 
didáticos;
3. As classes são 
agrupamentos de alunos com 
diferentes idades;
4. O professor atua como guia, 
acompanhante do processo de 
aprendizado e interfere só o 
necessário;
5. Material multissensorial e 
aprender fazendo são hábitos 
de aprendizagem;
6. Cada aluno tem 
oportunidade de escolher o 
trabalho (a atividade) que mais 
lhe interesse;
7. A ênfase é na aprendizagem 
ativa e no desenvolvimento 
social em lugar de 
memorização, regras e procura 
de informação para uma única 
pergunta específica;
8. O aluno pode trabalhar o 
tempo que necessite num 
assunto que lhe interesse, sem 
que alguém ou uma campainha 
o interrompa;
Características de uma Escola Montessoriana
A Association Montessori Internationale (AMI) cita os seguintes elementos como essenciais a uma escola 
montessoriana:
9. O aluno tem o direito de 
escolher um lugar para 
trabalhar em vez de um lugar 
fixo;
10. A criança tem o direito de 
escolher se vai trabalhar só ou 
em grupo e com quem vai 
trabalhar;
11. Os alunos são 
estimulados a ensinarem, 
colaborarem e ajudarem uns 
aos outros;
12. Os alunos têm 
oportunidade de trabalharem 
com outros de diferentes 
idades;
13. Os alunos demonstram 
respeito aos professores e ao 
ambiente;
14. Todos os adultos 
demonstram respeito pelo 
aluno;
15. A escola encoraja a 
autodisciplina;
16. Aprender é o maior 
prêmio; não existe motivação 
através de prêmios e 
reconhecimentos exteriores. 
Sem exageros, usando sempre 
o bom senso;
17. Os alunos tendem a ser 
calmos, concentrados, felizes 
e equilibrados). Para isso deve 
contribuir a postura do 
educador. 
Materiais de Desenvolvimento
Na pedagogia montessoriana, utilizam-se objetos desenvolvidos para "auxiliar a criança a pôr ordem no seu 
espírito e facilitar-lhe a compreensão das inúmeras coisas que a envolvem.” 
 O material didático é dividido em cinco áreas:
Exercícios de Vida Prática
Material Sensorial
Material de Linguagem
Material de Matemática
Material de Conhecimento de Mundo 
"Cosmo" (História , Ciências e Geografia)
Estes materiais são 
constituídos por peças 
sólidas de diversos 
tamanhos, formas e 
espessuras diferentes; 
coleções de superfícies de 
diferentes texturas e 
diferentes sons. Tudo 
visando o prazer absoluto 
do aluno e atendendo as 
capacidades e 
necessidades da criança.
O trabalho com o material 
montessoriano pode ser 
feito individualmente ou 
em grupo, de acordo com a 
vontade da criança. A 
criança não está presa a 
um lugar fixo na sala de 
aula, portanto ela pode 
trabalhar com o material 
numa mesa de forma 
tradicional, ou num tapete 
no chão. Com a prévia 
autorização da professora 
ela também pode trabalhar 
noutra sala da escola.
No trabalho com esses 
materiais a concentração é 
um fator importante. As 
tarefas são precedidas por 
uma intensa preparação, e, 
quando terminam, a 
criança fica mais solta, feliz 
com a sua concentração, 
comunicando então com 
os seus semelhantes num 
processo de socialização.
A livre escolha das atividades pela criança é outro aspeto 
fundamental para que exista a concentração e para que a 
atividade seja formadora e imaginativa. Essa escolha realiza-se 
com ordem, disciplina e com um relativo silêncio em 
consideração à perturbação dos professores.
O silêncio também desempenha papel preponderante. A 
criança equilibrada emocionalmente pelo próprio método, 
aprende a expressar-se de modo natural e adequado à situação. 
O professor também se expressa de forma natural, em tom 
adequado.
Pés e mãos tem grande destaque nos exercícios sensoriais (não 
se restringem apenas aos sentidos), fornecendo oportunidade 
às crianças de manipular os objetos, sendo que a coordenação 
se desenvolve com o manuseamento dos instrumentos
Material para Matemática:
• "Material Dourado" é um dos materiais mais
conhecidos criado por Maria Montessori. O
"Material Dourado" desperta no aluno a
concentração, o interesse, além de desenvolver a
sua inteligência e imaginação, pois a criança está
sempre predisposta ao jogo. Além disso, permite o
estabelecimento de relações de graduação e de
proporções, e finalmente, ajuda a contar e a
calcular.
Material de linguagem
Os mais conhecidos são o alfabeto móvel e as letras de lixa.
Material Sensorial
• As Barras vermelhas, a escada 
castanha, cilindros coloridos, caixas de 
cores, tubinhos de cheiro, caixa dos 
rumores, placas do tato, caixa das 
fazendas (com panos de diferentes 
texturas sólidos geométricos) , a torre 
rosa e muitos outros.
Exercícios da 
vida prática
• Para os exercícios da vida
prática são usados todos os
utensílios da vida prática
normal, tentando levar em
consideração o tamanho da
criança. Exemplo: jarras
pequenas para se aprender a
servir água, sapatos infantis
para se aprender a amarrar e
engraxar sapatos, etc. Deste
método pedagógico vem a
ideia de que os móveis no
jardim de infância devem ser
adequados ao tamanho da
criança, conceito este que
usamos hoje no nosso ensino
tradicional.
Pilares da Educação Montessori 
Segundo proponentes desta perspetiva pedagógica, o método Montessori contaria com seis princípios 
responsáveis por formar a base da teoria e prática desta pedagogia. Seriam eles:
AUTOEDUCAÇÃO
Seria a capacidade inata da criança para querer aprender. Por compreender que a 
criança deseja absorver e compreender a realidade que a circunda, e que por isso a 
criança explora, investiga e pesquisa o método Montessori proporcionaria um 
ambiente adequado e materiais interessantes para que a criança possa 
desenvolver-se pelos seus próprios esforços, no seu ritmo e seguindo os seus 
interesses.
• É uma maneira de organizar o conhecimento. De acordo com este princípio, o educador deve levar 
o conhecimento à criança de forma organizada - estimulando a sua imaginação e evidenciando 
que tudo no universo tem a sua tarefa e que o ser humano deve ser consciente de seu papel na 
manutenção e melhora do mundo.
EDUCAÇÃO CÓSMICA
• É a maneira de compreender a criança e o fenômeno educativo de acordo com Montessori, e 
defendida pela ciência de hoje. Em Montessori, o professor utiliza o método científico de 
observações, hipóteses e teorias para entender a melhor forma de ensinar cada criança e para 
verificar a eficácia de seu trabalho no dia a dia.
EDUCAÇÃO COMO CIÊNCIA
• É o local onde a criança desenvolve a sua autonomia e compreende a sua liberdade em escolas e 
lares montessorianos. O ambiente preparado é construído para a criança, atendendo às suas 
necessidades biológicas e psicológicas. Em ambientes preparados encontram-se mobília de 
tamanho adequado e materiais de desenvolvimento para a livre utilização da criança.
AMBIENTE PREPARADO
• É o nome que se dá, em Montessori, para o profissional que auxilia a criança no seu 
desenvolvimento completo. Esse adulto deve conhecer cientificamente as fases do 
desenvolvimento infantil e, por meio da observação e do domínio de ferramentas 
educativas de eficiênciacomprovada, guiar a criança.
ADULTO PREPARADO
• O papel do professor na escola montessoriana é de guia e acompanhador de 
desenvolvimento infantil e não o que impõe ou dita o que e como deve ser aprendido
PROFESSOR ACOMPANHADOR
• É qualquer criança no seu desenvolvimento natural. Por meio da utilização correta do 
ambiente e da ajuda do adulto preparado, as crianças expressam características que 
lhes são inatas. Encontram-se o amor pelo silêncio, pelo trabalho e pela ordem. Todas 
as crianças nascem com estas características e desenvolvem melhor entre os zero e 
seis anos.
CRIANÇA EQUILIBRADA
4.3. 
Decroly
• Ovide Decroly nasceu em 1871, em Renaix, na Bélgica, filho de um
industrial e de uma professora de música. Como estudante, não teve
dificuldade de aprendizagem, mas, por causa do seu mau
comportamento, foi expulso de várias escolas. Formou-se em
medicina e estudou neurologia na bélgica e na Alemanha.
• O desenvolvimento pedagógico didático de Decroly surge dentro da
estrutura do movimento ‘Escola Nova’. Esse movimento começou no
final do século XIX e reúne uma série de princípios que têm como
objetivo a renovação das formas anteriores de educação tradicional.
• Assim como alguns dos princípios básicos do movimento da Escola
Nova, a proposta educacional de Decroly baseia-se no respeito à
criança e à sua personalidade. Por isso, ele argumenta que a educação
tem como objetivo a preparação das crianças para que elas vivam em
liberdade.
Decroly levanta a necessidade de uma base científica para a intervenção educacional. 
Assim, as suas contribuições são baseadas em disciplinas relacionadas à infância e à 
sociedade, tais como psicologia ou biologia. Ciências que ajudam a desenvolver a sua 
metodologia específica com base nos ‘centros de interesse significativos para a infância’.
Decroly argumenta que são o motor fundamental da educação e que devem ser mobilizados 
para atender às necessidades próprias da fase infantil. Ou seja, é necessário saber quais são 
as necessidades das crianças e quais são os seus interesses para atrair a sua atenção e 
vontade de saber e aprender.
O conceito de interesse é fundamental no pensamento de Decroly. Segundo ele, a 
necessidade gera o interesse e só este leva ao conhecimento.
Para Decroly, há quatro necessidades naturais fundamentais e é em torno delas
que os centros de interesse devem ser agrupados. Ele fala sobre as necessidades de:
Alimentar-se.
Lutar contra o frio e o mau tempo.
Defender-se dos perigos e inimigos.
Agir e trabalhar de forma solidária, divertir-se e melhorar.
Embora o autor coloque essas quatro como as principais, ele também menciona a necessidade
de luz, descanso e ajuda mútua.
Os centros de interesse consistem na razão pela qual entra em jogo o que Decroly chama 
de ‘ação globalizadora ou ‘princípio de globalização.’ Isso constitui um procedimento 
didático que também se aplica ao ensino da alfabetização.
Como consequência, o princípio de globalização baseia-se na ideia de que a criança 
percebe a realidade ao seu redor como um todo. Dessa forma, devemos, então, saber o 
que chama a atenção dela e o que estimula o seu conhecimento, além de atender aos 
seus conhecimentos anteriores. Portanto, para que a ação globalizada entre em ação, 
deve haver um interesse, e esse interesse não surge se não houver uma necessidade.
Dessa forma, os estímulos ambientais adquirem importância para as crianças, 
alcançando, assim, aprendizagens significativas que contribuem para o seu 
desenvolvimento físico, psicológico e social.
Primeiramente, Decroly sugere que, para que os 
centros de interesse funcionem corretamente, as 
classes devem ser relativamente homogêneas. 
Ou seja, as crianças que as compõem devem ter 
ritmos de aprendizagem semelhantes, além de 
mesmas idades e níveis de desenvolvimento. E, 
em segundo lugar, não devem exceder 30 
crianças.
Além disso, os centros de interesse devem seguir diferentes fases ou ser organizados de acordo com três 
tipos de exercícios, que respondem ao nome de ‘tríptico decrolyano ’ e são os:
OBSERVAÇÃO: É ESSENCIAL PARA DESPERTAR OS SENTIDOS E COLOCAR AS CRIANÇAS EM 
CONTATO COM OBJETOS, SERES OU EVENTOS. ESSE É O PONTO DE PARTIDA PARA 
ATIVIDADES INTELECTUAIS REALIZADAS A PARTIR DO CONHECIMENTO DO MEIO AO SEU 
REDOR.
ASSOCIAÇÃO: TRATA-SE DE UM PROCESSO DE ASSOCIAÇÃO E COORDENAÇÃO DAS 
DIMENSÕES ESPACIAIS E TEMPORAIS, COMO AS RELAÇÕES DE CAUSA E EFEITO, POR 
EXEMPLO, DEVEM ESTAR INTERRELACIONADAS. ALÉM DISSO, TAMBÉM HÁ COMPARAÇÕES, 
CLASSIFICAÇÕES E A DEFINIÇÃO DE SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS.
EXPRESSÃO: PARA COMUNICAR O QUE FOI APRENDIDO, OS CONHECIMENTOS. REFERE-SE 
A DOIS TIPOS DE EXPRESSÃO, A CONCRETA E A ABSTRATA. A PRIMEIRA TRATA DE TRABALHOS 
MANUAIS E DESENHOS, INCLUINDO A MÚSICA. E A SEGUNDA TRATA DA TRADUÇÃO DO 
PENSAMENTO POR MEIO DE SÍMBOLOS E CÓDIGOS (LETRAS, NÚMEROS, SINAIS, ETC).
É essencial que a aprendizagem seja 
organizada de acordo com os 
interesses das crianças e que sejam 
o produto das suas necessidades. E 
não apenas isso, também devem 
fazer com que os conhecimentos 
prévios que as crianças têm sejam 
considerados. Essa foi uma grande 
contribuição que Decroly deu à 
educação atual.
Os centros de interesse concentram 
o ensino em torno de assuntos 
atraentes para os alunos e que 
satisfazem as suas necessidades 
básicas. Necessidades como o 
descanso e a diversão, por exemplo, 
ou relacionadas ao seu entorno, tais 
como a família ou o meio ambiente.
Em suma, eles são unidades de 
trabalho que articulam toda a 
aprendizagem que a criança deve 
realizar em torno de um núcleo 
operativo e de maneira global. Sem a 
necessidade, portanto, de 
fragmentar o conteúdo em matérias 
ou disciplinas.
Além disso, colocar em primeiro 
plano o caráter, a individualidade, a 
personalidade e o conhecimento das 
crianças, bem como o contacto com 
o seu ambiente, é algo essencial 
para que o ensino possa ser eficaz.
4.4. 
Freinet
Freinet nasceu a 15 de outubro de 1896, no sul da França. Foi pastor de rebanhos 
antes de estudar. Freinet lutou na Primeira Guerra Mundial em 1914, quando os 
gases tóxicos do campo de batalha afetaram os seus pulmões para o resto da vida.
Crítico da escola tradicional e das escolas novas, Freinet foi criador do movimento 
da escola moderna. O seu objetivo básico era desenvolver uma escola popular. 
Hoje em dia as suas propostas continuam, ainda, a ser uma grande referência para 
a educação. A criança era considerada o centro da educação, pois a educação não 
começa na idade da razão, mas sim desde que a criança nasce.
Em 1920, começou a lecionar na aldeia de Bar-sur Loup, onde pôs em prática 
algumas das suas principais experiências, como a aula - passeio e o livro da vida. 
No ano de 1925, Freinet filiou-se ao Partido Comunista Francês. Em 1928, Freinet e 
a sua esposa (Élise Freinet, sua parceira e divulgadora) mudaram-se para Saint – 
Paul de Vence, iniciando intensa atividade.
Passado cinco anos, foi exonerado do cargo de professor. No ano de 1935, o casal 
Freinet construiu uma escola própria em Vence. Durante a Segunda Guerra 
Mundial o educador foi preso e adoeceu num capo de concentração alemão. Após 
um ano, foi libertado e reorganizou a escola.
Proposta
Pedagógica
Para Freinet, a educação deveria proporcionar ao aluno a realização de um trabalho 
real. A sua carreira como docente teve início construindo os princípios educativos 
da sua prática. Ele propunha uma mudança da escola, pois a considerava teórica e, 
portanto, desligada da vida.
As suas propostas de ensino estão baseadas em investigações a respeito da 
maneira de pensar da criança e de como ela construía o seu conhecimento. 
Através da observação constante ele percebia onde e quando tinha de intervir e 
como despertar a vontade de aprender do aluno. De acordo com Freinet, a 
aprendizagem através da experiência seria mais eficaz, porque se o aluno fizer uma 
experiência e isso der certo, repeti-lo-á e avançará no processo; porém,não 
avançará sozinho, pois precisará da cooperação do professor.
Há princípios no saber Pedagógico que Freinet considerava invariáveis, ou seja, 
independentemente do local ou período histórico, certos pressupostos deveriam 
sempre ser levados em conta na prática educativa. Desta forma, postulou as 
chamadas "Invariantes Pedagógicas", consideradas como pilares de sua proposta 
pedagógica.
Invariantes pedagógicas
A obra de Freinet que apresenta as invariantes pedagógicas foi 
originalmente publicada em 1964. Com esta obra ele pretendia 
realizar um guia de iniciação para novos professores… “que não 
varia nem pode variar, quaisquer que sejam as atitudes pessoais. 
[...] A invariante constitui a base mais sólida, evita tanto as 
deceções como os erros”
Freinet considerava que apenas transmitir conselhos 
técnicos para os professores poderia ser insuficiente e 
por este motivo resolveu dar instruções mais exatas. 
Com este intuito elaborou as invariantes pedagógicas, 
estabelecendo uma nova gama de valores escolares, 
numa procura pela verdade, que deveria ser feita a partir 
da experiência e do bom senso.
Para sinalizar os resultados destes testes, foi
utilizado o código pedagógico criado por Freinet, como
código de trânsito:
Verde para quando 
estivessem de acordo 
com a invariante em 
questão
Amarelo para quando 
uma prática estivesse em 
desacordo com a 
invariante
Vermelho para quando a 
atitude for 
circunstancialmente 
benéfica, ou “quando 
mais se afastam das 
invariantes”.
As invariantes pedagógicas de Freinet:
A criança é da mesma 
natureza que o adulto.
Ser maior não significa 
necessariamente estar 
acima dos outros.
O comportamento escolar 
de uma criança depende do 
seu estado fisiológico, 
orgânico e constitucional.
A criança e o adulto não 
gostam de imposições 
autoritárias.
A criança e o adulto não 
gostam de uma disciplina 
rígida, quando isto significa 
obedecer passivamente 
uma ordem externa.
Ninguém gosta de fazer 
determinado trabalho por 
coerção, mesmo que, em 
particular, ele não o 
desagrade. Toda a atitude 
imposta é paralisante.
Todos gostam de escolher o 
seu trabalho mesmo que 
essa escolha não seja a 
mais vantajosa.
Ninguém gosta de trabalhar 
sem objetivo, atuar como 
máquina, sujeitando-se a 
rotinas nas quais não 
participa.
É fundamental a motivação para 
o trabalho.
É preciso abolir a escolástica. - 
Todos querem ser bem-
sucedidos. O fracasso inibe, 
destrói o ânimo e o entusiasmo. - 
Não é o jogo que é natural na 
criança, mas sim o trabalho.
Não são a observação, a 
explicação e a demonstração - 
processos essenciais da escola - 
as únicas vias normais de 
aquisição de conhecimento, mas 
a experiência tateante, que é uma 
conduta natural e universal.
A memória, tão preconizada pela 
escola, não é válida, nem 
preciosa, a não ser quando está 
integrada no tateamento 
experimental, onde se encontra 
verdadeiramente a serviço da 
vida.
As aquisições não são obtidas 
pelo estudo de regras e leis, 
como às vezes se crê, mas sim 
pela experiência. Estudar 
primeiro regras e leis é colocar o 
carro na frente dos bois.
A inteligência não é uma 
faculdade específica, que 
funciona como um circuito 
fechado, independente dos 
demais elementos vitais do 
indivíduo, como ensina a 
escolástica.
A escola cultiva apenas uma 
forma abstrata de inteligência, 
que atua fora da realidade fica 
fixada na memória por meio de 
palavras e ideias.
A criança não gosta de receber 
lições autoritárias.
A criança não se cansa de um 
trabalho funcional, ou seja, que 
atende aos rumos de sua vida.
A criança e o adulto não gostam 
de ser controlados e receber 
sanções. Isso caracteriza uma 
ofensa à dignidade humana, 
sobretudo se exercida 
publicamente. As notas e 
classificações constituem sempre 
um erro.
Fale o menos possível.
A criança não gosta de sujeitar-se 
a um trabalho em rebanho. Ela 
prefere o trabalho individual ou de 
equipe numa comunidade 
cooperativa.
A ordem e a disciplina são 
necessárias na aula.
Os castigos são sempre um erro. 
São humilhantes, não conduzem 
ao fim desejado e não passam de 
paliativo.
A nova vida da escola supõe a 
cooperação escolar, isto é, a 
gestão da vida pelo trabalho 
escolar pelos que a praticam, 
incluindo o educador.
A sobrecarga das classes constitui 
sempre um erro pedagógico.
A conceção atual das grandes 
escolas conduz professores e 
alunos ao anonimato, o que é 
sempre um erro e cria 
barreiras.
A democracia de amanhã 
prepara-se pela democracia na 
escola. Um regime autoritário 
na escola não seria capaz de 
formar cidadãos democratas.
Uma das primeiras condições 
da renovação da escola é o 
respeito à criança e, por sua 
vez, a criança ter respeito aos 
seus professores; só assim é 
possível educar dentro da 
dignidade.
A reação social e política, que 
manifesta uma reação 
pedagógica, é uma oposição 
com o qual temos que contar, 
sem que se possa evitá-la ou 
modificá-la.
É preciso ter esperança 
otimista na vida.
Técnicas desenvolvidas
por Freinet
• A técnicas da pedagogia freinetiana
respeitam a livre expressão, sendo esta uma
postura pedagógica que torna a escola “um
verdadeiro lugar de vida e produção, onde se
faz a aprendizagem da democracia pela
participação cooperativa.” As técnicas se
feitas separadamente ou fora do contexto da
cooperativa escolar não podem ser
consideradas pedagogia Freinet. Devemos
entendê-las como parte de uma totalidade.
A Aula-Passeio: aulas de campo, voltadas para os interesses dos estudantes
A Autoavaliação: fichas criadas por Freinet, preenchidas pelos alunos, como forma de registar a 
própria aprendizagem
A Autocorreção: modalidade de correção de textos feita pelos próprios autores, no caso os alunos, 
sob a orientação do educador
A Correspondência Interescolar: atividade largamente utilizada por Freinet, na qual os alunos se 
comunicavam com outros estudantes de escolas diferentes
O Fichário de consulta: fichas criadas por alunos e professores, para suprir as lacunas deixadas 
pelos livros didáticos convencionais
A Imprensa escolar: os textos escritos pelos alunos tinham uma função social real, já que não 
serviam meramente como forma avaliativa, já que eram publicados e lidos pelos colegas
O Livro da vida: caderno no qual os alunos registam as suas impressões, sentimentos, pensamentos 
em formas variadas, o qual fica como um registo de todo o ano escolar de cada turma
O Plano de trabalho: atividade realizada em pequenos grupos que sob a orientação do educador, com 
base em um dado tema, desenvolvem um plano a ser realizado num certo intervalo de tempo
O Texto Livre: tipo de texto em que o aluno não é obrigado a escrever como nas escolas tradicionais. É livre 
em formato e em tema. Relaciona-se com a técnica da Imprensa Escolar, Livro da vida e Correspondência 
Interescolar.
Cantos de atividades: divisões no espaço físico com diferentes propostas de trabalhos, onde os alunos 
possam executar de maneira autônoma, socializando com outros alunos. “Este tipo de organização 
possibilita a formação de grupos menores e assim há um aprofundamento maior dos contatos. Sem a 
interferência direta dos adultos, a sociabilização das crianças ganha um ritmo próprio.”
O Jornal Mural: Mural feito pelas crianças em criação coletiva, fica em exposição na escola e conta com os 
factos significativos para os alunos, acontecimentos, exposição de trabalhos e projetos.
Estudo do meio: Freinet levava os seus alunos para fora de sala de aula para conhecerem o ambiente, as 
pessoas, a cultura local e para descobrir novos interesses que surgissem no caminho. A aula passeio faz 
parte de uma proposta de estudo do meio que envolve muitas outras ações pedagógicas.
4.5. Piaget
Jean Piaget, nasceu a 9 de agosto 1896, na Suíça, filho de uma família 
abastada e culta. Aos sete anos de idade, Piaget já revelava a sua 
capacidade científica e, aos 10, publica um artigo sobre o Pardal 
Branco, na revista da Sociedade dos Amigosda Natureza. Aos 11 anos, 
torna-se assessor do Museu de História Natural Local de sua cidade 
natal.
Desde o ensino ginasial, Piaget mostrava -se interessado por Filosofia e 
Psicologia, mas é em Biologia que ele se forma, em 1915. Em 1918, 
defende a sua tese de doutorado e inicia, em Zurique, estudos sobre 
Psicologia, especialmente Psicanálise.
No ano seguinte, ingressa na Universidade de Paris, onde é convidado a 
trabalhar com testes de inteligência infantil. Em 1921, passa a fazer 
pesquisas destinadas à formação de professores no Instituto Jean 
Jacques Rousseau, em Genebra. Em 1923, lança o seu primeiro livro, 
intitulado “A linguagem do pensamento da criança.”
Em 1925, começa a lecionar Psicologia, História da Ciência e Sociologia, na cidade em 
Neuchâtel. Em 1929, passa a lecionar História do Pensamento Científico, em Genebra, 
e assume o Gabinete Internacional de Educação dedicado a estudos pedagógicos.
Na década de 30, escreve vários trabalhos sobre as fases do desenvolvimento por 
meio de observações diretas dos seus filhos. Na década de 40, Piaget torna-se 
sucessor de Claperède e assume como professor-diretor, o Laboratório de Psicologia.
Em 1941, com a colaboração de alguns pesquisadores, publica trabalhos sobre a 
formação de conceitos matemáticos e físicos. Em 1946, participa da constituição da 
UNESCO, tornando-se membro do Conselho Executivo e assumindo, diversas vezes, 
a subdireção geral do Departamento de Educação.
Nos anos 50, publica a Epistemologia Genética, a sua primeira tese sobre teoria do 
conhecimento. Em 1955, assume o lugar do filósofo Merleau-Ponty, lecionando na 
Universidade de Sorbonne Paris. No mesmo ano, na cidade de Genebra, Piaget funda 
o Centro Internacional de Epistemologia Genética, destinado a pesquisas 
interdisciplinares sobre a formação da inteligência.
Em 1967, Piaget escreve Biologia e Conhecimento, considerada a principal obra de 
sua maturidade. Em 16 de setembro de 1980, na cidade de Genebra, morre Jean 
Piaget.
A teoria do desenvolvimento cognitivo de Piaget
A TEORIA DO 
DESENVOLVIMENTO 
COGNITIVO DE PIAGET 
FOI UM AVANÇO NA 
ÉPOCA AO COLOCAR
01
O SER HUMANO COMO 
SUJEITO ATIVO NA SUA 
APRENDIZAGEM. O SEU 
FOCO PRINCIPAL ERA 
INVESTIGAR
02
O PROCESSO PELO 
QUAL AS PESSOAS 
ADQUIREM O 
CONHECIMENTO, NÃO 
EM O QUANTO 
ADQUIREM.
03
Os princípios
básicos que 
regem o 
desenvolvimento
cognitivo e a 
evolução
progressiva de 
um estágio até o 
outro são:
Organização e adaptação. De maneira inata, as pessoas organizam em 
mapas mentais a informação que recebem e, assim, adaptam-se às 
exigências do ambiente em que nos desenvolvemos.
Assimilação e acomodação. Moldamos a informação que recebemos 
para acomodá-la aos esquemas mentais do momento. Se ela diverge 
dos nossos esquemas mentais atuais, ajustamo-los para acomodarem 
a informação nova.
Mecanismos de desenvolvimento. Os mecanismos que condicionam 
o desenvolvimento cognitivo e a passagem pelos diferentes estágios, 
serão determinados pela maturação das estruturas físicas herdadas, 
pelas experiências físicas com o ambiente, pela transmissão social de 
informação e pela procura contínua de equilíbrio, que se dará através 
dos processos de assimilação e acomodação.
Os estágios do desenvolvimento cognitivo de Piaget
Piaget acreditava que o conhecimento evoluía no decorrer de uma série de estágios, diferentes qualitativa e 
quantitativamente, e que compartilham quatro características:
A sequência de aparição segue uma ordem fixa pré - determinada
Cada estágio apresenta uma estrutura de conjunto e um modo de funcionamento próprios
Os estágios são hierarquicamente inclusivos, isto é, cada estágio inclui os anteriores
A transição entre os estágios é gradual, não abrupta e apresenta uma grande variabilidade 
individual
As quatro etapas ou estágios que Piaget
identificou são os seguintes:
Estágio sensório-motor (0-2 anos aprox.) O bebê interage com o seu 
ambiente através dos sentidos e das ações motoras que realiza 
através de seu corpo. A repetição dos reflexos inatos permite que ele 
interaja com o seu corpo, inicialmente, e com o exterior, 
posteriormente, através dos sentidos e de ações concretas. Começa a 
criar os primeiros esquemas internos para estruturar as aprendizagens 
que vai adquirindo do mundo que o rodeia
Estágio pré-operacional (2-7 anos) Nesta etapa inicia-se 
uma integração mental de todas as ações/reações realizadas 
no período anterior. Deste modo, começa a abstrair toda esta 
informação, criando esquemas mentais que permitem à 
criança ir desenvolvendo a linguagem e os jogos simbólicos 
(utilizando gestos, palavras, números e imagens). O 
egocentrismo segue presente nesta etapa, mas pouco a 
pouco vai evoluindo para uma abertura até o outro.
As quatro etapas ou estágios que Piaget
identificou são os seguintes:
Estágio das operações concretas (7-11 anos) Neste estágio os processos de 
racionalização tornam-se lógicos e podem ser aplicados para solucionar 
problemas concretos. Alguns dos processos cognitivos que se desenvolvem 
neste período são a seriação, o ordenamento mental de conjuntos e a 
classificação dos conceitos de casualidade, espaço, tempo e velocidade. A nível 
social, as crianças já dispõem de desenvolvimento maduro o suficiente para 
interagir socialmente e são precisamente as suas novas estruturas lógicas que 
permitem solucionar problemas sociais concretos. O egocentrismo da etapa 
anterior, vai transformando-se em um comportamento cada vez mais empático.
Estágio das operações formais (a partir dos 11 anos) De acordo com 
a teoria de Piaget, nesta etapa, que continua durante toda a vida 
adulta, os adolescentes já são capazes de realizar abstrações de 
problemas concretos e utilizá-los em racionalizações lógicas indutivas 
e dedutivas. Isto permite que desenvolvam, de maneira mais 
profunda, a perceção de si mesmos, dos outros e do mundo, o que os 
leva a se interessarem e desenvolver os valores morais.
Apesar das críticas feitas posteriormente à teoria 
de Piaget, e sem desconsiderá-las, vale ressaltar 
que ela gerou uma mudança de paradigma no 
que diz respeito à aprendizagem que as crianças 
têm das suas experiências de vida. Comparado 
com a passividade que lhes era atribuída, sendo 
modeladas unicamente através da sua relação 
com o ambiente ou condicionadas 
exclusivamente pelos seus atributos genéticos, 
Piaget introduziu um modelo inovador que 
integra ambas as influências.
A sua abordagem como agente ativa da sua 
aprendizagem e a descrição dos seus estágios 
iluminaram a pedagogia, que orientou boa parte 
das aplicações educativas realizadas a partir 
deste momento. Sendo assim, nunca devemos 
baixar a guarda; e revisar e repensar as teorias e 
aplicações são uma parte primordial do 
processo educativo para garantir aos nossos 
filhos uma educação com cada vez mais 
qualidade.
Referências bibliográficas
Carolyn Webster-Stratton (2010). Os Anos Incríveis: Guia para pais de crianças com problemas de comportamento dos 
2 aos 8 anos. Psiquilibrios.
Costa J. e Santos, A. L. (2003). A falar como os bebés. O desenvolvimento linguístico das crianças. Primeiros passos. 
Editorial Caminho, SA. Lisboa.
Diane E. Papalia, Ruth Duskin Feldman e Sally Wendkos Olds (2001). O Mundo da Criança. Mc Graw-Hill.
Eduardo Sá (2017). Más Maneiras de Sermos Bons Pais. BIS
Formosinho, J. O. (2008). Modelos Pedagógicos para a Educação em Creche. Porto Editora.
Freire, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
Isabel Lopes da Silva (coord.) (2016). Orientações Curriculares para a Educação Pré- Escolar. Ministério da 
Educação/Direção-Geral da Educação (DGE).
	Slide 1: UFCD 10649 Fundamentos da Pedagogia 
	Slide 2
	Slide 3
	Slide 4
	Slide 5
	Slide 6
	Slide 7
	Slide 8
	Slide 9
	Slide 10
	Slide 11
	Slide 12
	Slide 13
	Slide 14
	Slide 15
	Slide 16
	Slide 17
	Slide 18
	Slide 19
	Slide 20
	Slide 21
	Slide 22
	Slide 23
	Slide 24
	Slide 25
	Slide 26
	Slide27
	Slide 28
	Slide 29
	Slide 30
	Slide 31
	Slide 32
	Slide 33
	Slide 34
	Slide 35
	Slide 36
	Slide 37
	Slide 38
	Slide 39
	Slide 40
	Slide 41
	Slide 42
	Slide 43
	Slide 44
	Slide 45
	Slide 46
	Slide 47
	Slide 48
	Slide 49
	Slide 50
	Slide 51
	Slide 52
	Slide 53
	Slide 54
	Slide 55
	Slide 56
	Slide 57
	Slide 58
	Slide 59
	Slide 60
	Slide 61
	Slide 62
	Slide 63
	Slide 64
	Slide 65
	Slide 66
	Slide 67
	Slide 68
	Slide 69
	Slide 70
	Slide 71
	Slide 72
	Slide 73
	Slide 74
	Slide 75
	Slide 76
	Slide 77
	Slide 78
	Slide 79
	Slide 80
	Slide 81
	Slide 82
	Slide 83
	Slide 84
	Slide 85
	Slide 86
	Slide 87
	Slide 88
	Slide 89
	Slide 90
	Slide 91

Mais conteúdos dessa disciplina