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RESUMOS DE DOENÇAS INFECCIOSAS PARVOVIROSE Etiologia: DNA não envelopado (sobrevive por meses ou anos), variantes a, b e c, CPV-2, causa enterite canina parvoviral Suscetibilidade: animais jovens 6 semanas a 6 meses, adultos tem sinais mais brandos, morbidade e mortalidade Raças predispostas: Doberman, Rottweiler, Pastor Alemão e Pitbull. Transmissão: oronasal, fezes, fomites, ambiente Patogenese: Replicação inicial em células linfoide Viremia 3-5 dias Enterite, neutropenia, linfopenia e trombocitopenia Sepse, SIRS, CID, tromboembolismo e morte Sinai Clínicos: Animais jovens e imunocomprometidos: anorexia, apatia, febre e vomito no inicio, diarreia amarela ou sanguinolenta, dor abdominal e choque hipovolêmico, miocardite (encefalopatia hepática, traumas, abcessos, intoxicações. Encefalomielite Equina do Oeste (EEO) RNA vírus Familia Togovaridae Gênero Alfavírus Subtipos: EEO, Virus Highlands J (HJ), Fort Morgan, Buggy Creed Vírus Aves e pequenos roedores são reservatórios Manifestação somente em equinos Incubação - 1 a 3 semanas Febre Inquietude Incoordenação (tropeça, anda em círculos) Sonolência Tetraparesia Decubito lateral - pedalagem Morte (entre 1 a 2 dias após afetar SNC) RT-PCR Sorológico Presuntivo Tratamento inespecífico e de suporte (igual a EEL) Encefalomielite Equina da Venezuela (EEV) RNA vírus Familia Togovaridae Gênero Alfavírus Subtipos: I, II, III, IV (pixuna - brasil), V, VI, I-AB, I-C, I-E, I-F (Brasil) Mosquito é infectado a partir de pequenos roedores, infecta o cavalo, outro mosquito é infectado picando o cavalo, e a partir do mosquito que picou o cavalo é transmitido para humanos A replicação do EEV em equinos determina depleção da medula óssea, baço e linfonodos, necrose pancreática e sinais de encefalite Os animais apresentam viremia e leucopenia, mais acentuadas naqueles com sinais clínicos graves da doença Incubação - 1 a 3 dias Febre Anorexia e depressão Após 4 a 6 dias (AC) - recuperação sem sequelas Encefalomielite Ranger de dentes Diarreia Constipação intestinal Morte (5 dias após SNC) RT-PCR Sorológico Presuntivo Tratamento inespecífico e de suporte (igual a EEL) Vacinação (não há imunidade cruzada) Reforço semestral ou anual GARROTILHO Doença infectocontagiosa, caracterizada por linfadenite e infeção do trato respiratório superior em equídeos, causada pela bactéria Streptococcus equi Etiologia Gram positiva Cocos Anaerobicos facultativo Sem flagelos Estreptococos e estafilococos são os principais microrganismos da microbiota da cavidade oronasal, pele, das mucosas e conjuntivas Capsula e proteína M antifagocitária (causando prevalência e resistência na bateria) Epidemiologia Uma das doenças mais frequentes em equinos no mundo Acomete equinos, muares e asininos, e animais entre 1 e 5 anos (após desmame) Transmissão Introdução de animais portadores assintomáticos (fomites, cordas, arreios, raspadeiras, tesouras, tratadores) Aglomeração de animais Resistencia no ambiente (2 a 3 meses) Direta: contato direto com animal, aerossóis Indireta: secreções nasais, agua, ração, pasto, fomites, cordas… Patogenia Ingresso via oral ou nasal, aderência nas mucosas (proteína M), na resistência contra fagocitose ela começa a se multiplicar em macrofagos, dps nos linfonodos regionais, criando abscessos e secreção purulenta Sinais: Incubação de 1 a 3 semanas Febre Linfadenopatia (submandibular e retrofaringeo) Descarga nasal (mucopurulenta) Inapetencia Tosse Dificuldade respiratória e de deglutição Empiema de bolsa gutural Diagnóstico Microbiológico: isolamento da bacteria (linfonodos, bolsa gultural, nasal) Clinico-epidemiológico: histórico Hematológico: Leucocitose e neutrofilia, Fibrinogênio ELISA: proteína M PCR Tratamento Antibiotico: penicilina, ceftiofur, ampicilina, eritromicina, azitromicina Suporte: lavagem linfonodos, solução salina ou de Dakin, iodo (3 a 5%) Controle e profilaxia: Controle de fluxo de animais Aquisição de animais Quarentenário Isolamento Desinfecção de ambiente e utensílios Vacina: 2 doses para adultos potros (após 4 meses) com intervalo de 30 dias, gestantes 60 e 30 dias antes do parto. PNEUMONIA ENZOÓTICA SUÍNA Doença altamente contagiosa, tem como agente etilógico o Mycoplasma hypneumoniae encontrado nas mucosas respiratórias, aderido ao epitélio ciliado da traqueia, brônquios e bronquiolos. Etiologia Extracelular Gram negativa Sem parede celular Comumente platas e animais Produzem hemosilinas e protease Extremamente suscetíveis ao calor, detergentes, desinfetantes (amônia quaternária) Transmissão: tosse causa inalação, pode ser transmitido pela secreção respiratória, aerossóis e fomites Fatores de risco Variação de temperatura e umidade relativa do ar (UR%) Densidade das baias (superlotação) Uniformidade dos lotes (não por um porco de fora na baia) Contato com animais mais velhos Ausencia de vazio sanitário (não trocar lote de suínos de cara, dar um intervalo para desinfecção do ambiente) Maternidades sem “all-in, all-out” Patogenia: Penetração na mucosa do trato respiratório, formação de microcolonias no ápice dos cílios, ciliostase e morte celular, suscetibilidade de infecções secundárias, ataca brônquios e bronquiolos = quadro clinico + imunossuressão Sinais: Tosse seca não produtiva: cronica, pior conversão alimentar, perda de peso Relacionados a infecções secundarias: febre, prostração, redução do apetite Diagnóstico: Isolamento bacteriano: pouco utilizado, demorado, caro, padrão ouro ELISA: mais utilizado, maior eficácia, soro, colostro PCR: alta sensibilidade, não funciona em casos crônicos, após 12 semanas ainda pode estar positivo. Nercrópsia: Hepatização: purpura a cinza (maior em região crânio ventral), corte transversal (focos pálidos, atelectasia) Tratamento: antibióticos que não atuam na parede celular (oxitetraciclina, tirosina, eritromicina, enrofloxacina) Controle e Profilaxia Acumulo de gases Variação de temperatura e UR% Densidade das baias Uniformidade dos lotes Contato com animais mais velhos Ausencia de vazio sanitário das salas Ausencia de cortinas Materinadades sem all in, all out Vacinação: Marrãs - 70 e 90 dias de gestação Primíparas ou mais - 90 dias de gestação Leitões 1 ou 2 duses CAMPILOBACTERIOSE Mais de 23 especies, 8 importantes Autolimitantes Doenças enterica Sinais Diarreia aquosa e mucoide, ocasionalmente hemorrágicas, desidratação e vomito Cães com menos de 6 meses normalmente são assintomáticos, e os sintomáticos em animais debilitados Gatos com menos de 6 meses com confecção de giárdia e isospora Diagnóstico: cultura de fezes e antibiograma, PCR Tratamento: antibiotico Profilaxia: evitar contato com fezes CAMPILOBACTERIOSE GENITAL BOVINA Veneria Repetições de cio Morte embrionária Abortamentos Aumento do IEP (intervalo entre parto) Queda produção de leite Bezerros fracos/fundo de lote Esterilidade enzoótica temporária Etiologia Gram - Bastonetes Sem esporos Contém flagelos Trato reprodutivo, microaerofilia Não sobrevive no meio ambiente, se mantém no trato reprodutivo Fonte de infecção Machos e fêmeas infectados, mas normalmente o macho passa para fema Fomites Semen Fontes de risco Grandes rebanhos Monta natural Aquisição de novos animais Toros velhos Criptas prepuciais Quanto mais velho, maior a predominância Patogenia Copula no útero com fecundação ou não (embriogênese normal), Morte embrionária (inflamações) Em machos, penetra as criptas prepuciais, vão até as glândulas penianas e uretra distal e se multiplicam Utero: reação severa Na cervix é mais branda Evolução da doença 3-6 ciclos sem copula Abortamento pode ser em qualquer fase Sinais: Touro: assintomático Abortamentos em qualquer fase (5-6 meses) Autólise placentária e do feto Retorno de cio em intervalos aumentados e irregulares (28-35 dias), mas se migra para o corno uterino, ocasionará em uma salpingite, consequentemente uma infertilidade permanente Novilhas tardias (suscetibilidade) Aumento do IEP Bezerros fracos (fêmea portadora) Fetos: Autolise/Mumificação (não reabsorção) Broncopneumonia superlativa Hepatite intersticial Placentite ou não Diagnóstico Clinico/Epidemiológico (indices zootécnicos) Isolamento e identificação (baixa viabilidade) Imunoflurescência direta Touros - lavado prepucial - funciona bem Fêmeas - muco cervical Não diferencia subespécies Simples, economica, recomendada pela OIE Aglutinação muco cérvico-vaginal Baixa sensibilidade Estro - falso negativo Não detecta portadores PCR e ELISA (detecta IgA no muco) Custo Falta de metodologia padrão Tratamento Fêmeas: 3 ciclos de repouso sexual Endometrites ou abortamentos: antibioticoterapia Touros: antibioticoterapia Controle: Utilização de IA + Resync Estação de monta/descarte das vazias Abortamento - descarte Touro velho - descarte Touros emprestadosRufiões com desvio, não somente vasectomizados Segregação dos saudáveis Compra de animais virgens Transmissão mecânica Vacinação 23 dias de diferença Primovacinação 2x 30d Reforço anual Novilhas - 60d e 30d antes da estação de monta RAIVA Doença infecciosa aguda causada por um vírus da família dos rabdovírus, transmitida ao homem pela mordida de animais infectados, caracterizada por lesões do sistema nervoso central que provocam convulsão, tetania e paralisia respiratória, danação, hidrofobia. Sinônimos: hidrofobia, doença do cachorro louco, raiva paralítica, rabies Histórico Modificações sobrenaturais: possuídos por demônios Sempre relatada: egípicios, Mesopotâmia (XXIII a.C.), Grécia antiga Mordidas de animais raivosos: cauterização ferro em brasa, excisão cirúrgica, se vivesse, inúmeras cicatrizes. A doença Animais de sangue quente: mamíferos Encefalopatia grave 99,99999..% letalidade (morbidade e mortalidade baixas) Aguda Notificação obrigatória imediata de qualquer caso suspeito Antropozoonose de alta gravidade Mamíferos por susceptibilidade Mais receptores de acetilcolina = mais susceptível Altissima susceptibilidade: raposas, coiotes, chacais, lobos, certos roedores Alta susceptibilidade: morcegos, bovinos, familia felidae Moderada susceptibilidade: caes, ovinos, caprinos, equinos e primatas Baixa susceptibilidade: aves Etiologia: Familia Rhabdoviridae Genero Lyssavirus Especie rabies vírus (RABV) RNA fita simples envelopado Neurotropismo e glândulas salivares 16 genótipos Resistência: Pouco resistente: éter, clorofórmio, ácidos e alcali fortes, sabão/detergente, alor, dessecação, luminosidade, luz ultravioleta 30ºC - 14 dias 80ºC por 2 min Variantes e cepas Virus de rua Animais infectados naturalmente 12 perfis antagônicos (5 no brasil): 2 em cães e 3 em morcegos (2 em não hematófagos), há duas em silvestres (cachorro-do-mato e sagui do rufo branco) Virus fixo Utilizado nas vacinas, variações da cepa de Pasteur Ciclos: Ciclo urbano: cães e gatos Ciclo aéreo: morcegos Ciclo rural: herbívoros Ciclo silvestre: raposa, guaxinins, saguis, jaritatacas Vias de infecção: Mordedura Arranhadura Lambedura Oral e nasal (aerossóis) Transplantes Consumo de carcaças infectadas Transplacentária e transmamária em animais Vias de eliminação Saliva de portadores Aerossóis Contato com sangue, leite, urina ou vezes (mais difícil) Periodo de transmissão Virus na saliva 2-7 dias antes dos sinais Observar caes e gatos por 10 dias após agressão (OMS): alterações comportamentais, mortem em 10 dias Importante: Todo cão e gato que comete agressão é suspeito Todo cão ou gato atropelado é suspeito Todo animal com sinal neurológico é suspeito Periodo de incubação e patogenia Media 2 a 12 semanas (1ano) Localização da mordida (proximidade SNC) Carga viral inoculada Outros órgãos afetados: Pulmão Coração Bexiga e rins Utero/testiculos Folículos piloso Glândulas salivares Periodo de incubação média Humanos - 2s - 5m Canina - 10d - 6s Herbívoros: 25 dias - 3 meses (até 6 meses em equinos) Quirópteros - muito prolongado Sinais clínicos - 3 fases Prodômica - antecede Agitação inusitada, febre, sialorêeia ou não, mudança de comportamento, mansos ficam bravos e o contrário também pode acontecer Excitatória Agressivos, morder objetos, automutilação, sialorêeia, midríase, latido rouco ou bitonal, abandonar casas e andar a ermo, fotofobia, aerofobia e intolerancia ao barulho, disfagia presente ou não (hidrofobia), convulsões Fase paralitica Convulsões, incoordenação motora, tremores musculares, paralisia de tronco e membros, disfagia, agressões Patologia clínica Macro: hiperemia e dema difusos (inespecificos ou ausentes) Micro: inclusões virais intracitoplasmáticas (não intranucleares): degeneração neural, desmielinização, lesões espongiformes, corpúsculos de Negri Diagnóstico Antes da morte: clínico Após a morte (encéfalo): histopatológico, imunoflourescência direta, isolamento viral CUIDADO COM EUTANÁSIA PRECOCE Profilaxia: Inativada (2 a 8ºC) Todos os cães e gatos (GTA interestadual) Animais de produção em áreas endêmica - obrigatória (ou a critério do produtor/veterinário) VACINAÇÃO SE ATACADO LAVE O LOCAL DA LESÃO COM ÁGUA E SABÃO, ALCOOL E IODO, E EM SEGUIDA PROCURE UMA UNIDADE DE SAÚDE Envio do material: Animais silvestres: inteiros Cães e gatos: cabeça ou cérebro Ruminantes: encefalo Equinos: encefalo e medula OU CABEÇA INTEIRA Diagnóstico diferencial: Pequenos animais: cinomose e intoxicações Animais de produção: intoxicação por chumbo, polioencefalomalácia, intoxicação por sal, deficiência de Vitamina A, encefalomielite equina leste, oeste e venezuelana, listeriose, abscessos cerebelares e medulares. MORMO O mormo é uma doença infecciosa causada pela bactéria Burkholderia mallei que afeta principalmente equinos, mas também pode ser transmitida para humanos e outras espécies animais. A seguir estão algumas informações sobre o mormo em equinos: Epidemiologia: O mormo é uma doença altamente contagiosa e pode ocorrer em várias partes do mundo. A principal forma de infecção ocorre por contato direto com animais infectados ou com materiais contaminados, incluindo água, alimentos, utensílios e equipamentos compartilhados. A doença pode se manifestar de forma aguda ou crônica. Etiologia: A bactéria Burkholderia mallei é a causadora do mormo em equinos. Ela pode sobreviver por longos períodos no ambiente em condições adequadas e é altamente resistente ao calor, à luz solar e à desinfecção. Transmissão: A transmissão do mormo ocorre principalmente por meio do contato direto com animais infectados através de secreções nasais, descargas oculares, saliva, urina e lesões cutâneas. A infecção também pode ocorrer por meio da inalação de partículas contaminadas ou pela ingestão de alimentos ou água contaminados. Patogenicidade: A bactéria B. mallei invade o organismo do animal através das vias respiratórias, causando inflamação e disseminando-se pelo corpo. A infecção pode afetar o sistema respiratório, linfonodos, pele, ossos e órgãos internos, levando a uma variedade de sintomas e complicações. Sinais clínicos: Os sinais clínicos do mormo em equinos podem variar, mas geralmente incluem febre, descarga nasal purulenta, tosse, linfonodos inchados, úlceras e nódulos na pele, dificuldade respiratória, perda de peso, fraqueza e letargia. Em casos crônicos, os sintomas podem ser mais sutis e afetar diferentes sistemas do corpo. Diagnóstico: O diagnóstico do mormo em equinos é geralmente realizado com base nos sinais clínicos, histórico de exposição e exames laboratoriais, como cultura bacteriana, testes sorológicos e detecção de DNA da bactéria. Além disso, exames de imagem, como radiografias, podem ser realizados para avaliar a extensão da infecção. Tratamento: Não há tratamento específico para o mormo em equinos. Animais infectados geralmente são sacrificados para evitar a disseminação da doença. Em alguns casos, antibióticos podem ser administrados precocemente para tentar controlar a infecção, mas a eficácia é limitada. Prevenção: A prevenção do mormo em equinos envolve principalmente medidas de biossegurança, como isolamento de animais doentes, uso de equipamentos individuais, higiene adequada das instalações e desinfecção regular de materiais. Além disso, vacinas estão disponíveis em alguns países, embora sua eficácia possa variar. É importante seguir as normas e regulamentações locais em relação ao controle do mormo. image1.jpege 35ºC na forma de levedura Areas tropicais e subtropicais Transmissão: Implante traumatico na pele ou via inalatoria Fisiopatogenia: Oportunista de deficiencias imunológicas Inoculação por trauma na pele Disseminação linfatica em alguns casos Sinais Clínicos Cutanea: ulceras exsudativas (seropurulenta), crostas sanguineopurulentas (cancro), lesões papilares e nodulares (ulcera necrótica). Linfocutanea e disseminada: Disseminação na pele (nódulos subcutâneos, ulceras e linfadenite) Sinais respiratórios (espirros, lesões na mucosas e seios nasais) Anorexia, letargia e febre. Diagnóstico: Lesões cutâneas: Citologia (fácil execução, baixo custo e alta sensibilidade) Histopatologia e imuno-histoquimica (biopsia de pele e/ou linfonodos). PCR e Sorologia (humanos). Citologia com swab e cultura. Diagnóstico diferencial: micobacteriose, piodermite, leishmaniose, nocardiose, criptococose, granuloma eosinofílico, rodococose, actinomicose, histoplasmose, doenças autoimunes e neoplasias. Tratamento: antifúngico de amplo espectro Prognóstico: reservado a desfavorável Controle: controle populacional e redução de animais errantes COMPLEXO RESPIRATÓRIO CANINO Traqueobronquite infecciosa canina ou tosse dos canis Etiologia e epidemiologia: Bordetella bronchiseptica (tosse dos canis) Parainfluenza virus (CPIV) - não resistente ao ambiente Adenovirus canino tipo 2 - resistente ao ambiente Ocorre com mais frequência no frio Transmissão: Via oronasal Patogense: Replicação nas células do trato respiratório superior e inferior Pico: 3-6 dias após a infecção Inflamação trato respiratório (rinite e traqueobronquite) Quebra de barreira epitelial, tem predisposição para outros microorganismos Sinais Clínicos Tosse seca e secreção nasal serosa ou mucoide Crises de tosse com palpação traqueal ou estresse respiratório Secreção ao final da tosse Sinais de curta duração - 7-10 dias Diagnóstico Histórico + sinais clínicos Radiografia de tórax Tratamento Tratamento de suporte Antibioticoterapia Glicorticoides e supressores da tosse Prevenção Vacinação COMPLEXO RESPIRATÓRIO FELINO Formado por Calicivirose + Rinotraqueite + Clamidiose Doença multietiológica, contagiosa, de manifestações respiratórias e oculares Apresentação aguda com sequelas crônicas Doença contagiosa Baixa mortalidade - alta morbidade Etiologia Herpesvirus felino tipo 1 (FHV-1) Causa rinotraqueite Virus DNA envelopado Replicação e destruição celular (trato respiratório, olhos e neurônios) Migração para gânglio trigeminal (sinusite recorrente, estresse pode trazer de volta os sinais) Eliminado por secreção nasal, ocular e oral Etiologia Calicivírus Felino (FCV) Amplamente distribuido na população felina Eliminado por secreções respiratórias, oculares e orais Viremia inicial na orofaringe Severidade depende da virulencia e resposta do hospedeiro Gatos imunizados não desenvolvem a doença Filhotes e animais imunossuprimidos - doença grave Lesões na cavidade oral Alguns animais podem desenvolver gengivite/estomatite crônica Espirros, secreções nasai, pneumonia e claudicação Mutação viral Chlamydophila felis (clamidiose) Bacteria gram negativa intracelular obrigatória Causadora de conjuntivite e ocasionalmente sinais respiratórios (hiperemia, secreção ocular, blefaroespasmos e quemose) Secreção oculares - contato próximo Risco de exposição para humanos Mycoplasma spp Bacteria gram negativa sem parede celular Organismo comensal do trato respiratório superior Papel primario ou secundario no trato respiratório e conjuntivite Bodetella bronchiseptica Bacteria gram negativa Normalmente secundaria ou oportunista - 15% dos casos Tosse - principal sinal clinico relacionado Diagnóstico Sinais agudos de trato respiratório superior e/ou conjuntivite em filhotes ou animais exposto não vacinados Diferenciado nos patógenos - sem relevancia clinica (suporte) Sinais de pneumonia - lavado traqueobrônquico PCR, sorologia e cultura Tratamento Suporte nutricional e de enfermagem Congestão nasal + ulceras orais = anorexia (dieta semissólida de alta palatabilidade, sonda nasoesofágica ou esofágica) Fluidoterapia em alguns casos Enfermagem (remoção de secreções nasais e oculares + nebulização) Antibioticoterapia Avaliação oftalmológica detalhada e tratamento especializado Pneumonia: tratamento hospitalar, oxigenoterapia, antibióticos por via parenteral, fluidoterapia e cuidados de enfermagem Prevenção: Cuidado com aglomerações Evitar estresse Manejo ambiental Limpeza de fomites Vacina DERMATOFITOSE Grupo de fungos que se relacionam e contém a capacidade invadir tecidos queratinizados como pele, unhas e pelos Etiologia/epidemiologia Invade tecidos queratinizados Também conhecida como “tinha” ou tinea Infecção cutanea, restrita à camada córnea Raramente invade tecidos profundos e órgãos Uma das zoonoses mais comuns do mundo É variável em diversos locais no mundo Infecção pode ser moderada a severa, dependendo do sistema imune do animal Acomete animais e humanos Patogenia Infecção ocorre a partir de da exposição As hifas fúngicas se alastram da superficie do pelé para o bulbo do pelo, liberando enzimas queratoliticas que permite a penetração dos elementos fúngicos depositados na epiderme Imunossupressão e locais do ambiente colaboram com a modulação patogênica dos elementos fúngicos depositados na epiderme Não sobrevivem a reações inflamatórias, fazendo com que se desloquem para outros locais da pele A resolução espontânea acontece com reações inflamatórias forem estimuladas ou quando os pelos infectados entram em fase telogenica Infeções em caes e gatos são autolimitantes Principais gêneros: TRichophytin, Microsporum, Epidermophyton Sinais clínicos: Incubação variável 4 dias - 4 semanas Infecção quase sempre folicular Uma ou varias zonas alopecicas com grau variável de descamação Lesão com forma de anel (cães) Foliculite e furunculose simétrica facil ou nasal Pode acarretar infecção bacteriana secundaria Infecções generalizadas pod-se observar quadro de saboreia Diagnóstico Historico clinico Diagnostico laboratorial (cultivo, microscopico, prova de urease…) Tratamento/prevenção Tratamento topico: destro e previne a disseminação do material infectante Tratamento sistemico: reduz oo tempo de infecção do animal Tratamento do ambiente para previnir novas infecções ou reinfecções MALASSEZIOSE Etiologia: levedura saprófita da pele de mamíferos e aves, gosta de regiões ricas em lipídeos, aproximadamente 13 especies conhecidas, causa dermatites e otites em cães em gatos Fisiopatogenia: Agente comensal de cães e gatos Raças com defeito de queratinização e/ou hipotireoidismo Infecção oportunista Fatores predisponentes: atopia, hipersensibilidade alimentar, dermatite alérgica por picada de ectoparasitas, seborreia, piodermites, endocrinopatias (hiperadrenocorticismo e hiper/hipotireoidismo) Neoplasias cutâneas Sinais Clínicos Lesões: focais, multifocais ou generalizadas Máculas eritematosas, descamação, liquidificação, hiperpigmentação, seborreia, alopecia, erupções pustulares Cães: PRURIDO, região interdigital, dobras cutâneas, cervical dorsal, abdominal ventral, axilar, pavilhão auricular e nariz Prurido e autotraumatismo Odor fetido caracteristico (dermatite seborrea) Felinos: lesões similares as dos cães, dermatite esfiliativa localizada ou generalizada, eritema, prurido variável, crostas escuras no pavilhão auricular, alopecia Diagnóstico Exame citológico Diagnósticos diferenciais Cultura Tratamento Tópico (xampu desengorduraste e antifúngico) Sistemico (itraconazol cetoconazol) Otites: relacionada a produção excessiva de cerume Outras dermatopatias: alérgicas, seborreia, infestação por ácaros, umidade excessiva, produtos irritantes, traumas, endocrinopatias Apresentação clinica: exame fisico e otoscopia (eritema, cerume castanho escuro e enegrecido, odor desagradável, meneio cefálico constante, coceira com membro posterior, Oto-hematomas Diagnostico: otoscopia e citologia Tratamento: remoção do cerume, redução da população de leveduras Controle e prevenção Malasseziose: limpeza cuidadosa eperiódica do pavilhão auricular, não arrancar ou cortar pelos das orelhas RETROVIROSES EM FELINOS FIV e FELV Doença infecciosa mais comum em gatos RNA virus não envelopado FIV: Vírus da imunodeficiência felina AIDS felina Deterioração gradativa do sistema imune Susceptibilidade a infecções oportunistas 1/3 da população felina Transmissão horizontal entre gatos adultos Machos não castrados com acesso a rua Virus presente na saliva Transmissão sexual (pouco provável) Prevalencia desconhecida Gosta de macrofagos e linfócitos Sinais clínicos de todos os tipos Media de sobrevida 4,9 anos Tem boa resposta terapeutica Não há cura nem vacina Diagnóstico: cultivo viral, RT-PCR, contato com animais infectados, testes imunocromatográficos Tratamento de suporte, antiretroviral, imunomoduladores FELV Virus da leucemia felina Redução gradual de prevalencia devido a separação de animais infectado e vacinação Permanece com uma das principais doenças infecciosas em felinos Transmissão horizontal: oronasal e por mordeduras Replicação em tecido linfoide local (timo, finfonodos e baço) Virus infectante (saliva, leite, secreções nasais fezes e urina) Infecção abortiva: resposta imune suficiente (eliminação do vírus) Infecção regressiva: resposta imune limita a replicação viral Infecção progressiva: resposta imune insuficiente (alta replicação viral) Sinais clínicos de todos os tipos Medula ossea: supressão medular, anemia, leucopenia e trombocitopenia Neoplasias: 6x mais chance de desenvolver linfoma, medula espinhal, renal, ocular entre outras Infecções secundárias: maior causa de morbidade e mortalidade Diagnóstico: PCR, detecção antígeno p27, realizar testes antes da vacinação Prevenção: desinfecção correta do ambiente, evitar altas densidades populacionais, não compartilhar comedouros e bebedouros (vacina ainda não tem muita eficácia) Tratamento: separar animais positivos , melhorar nutrição e maximizar os cuidados de criação, evitar exposições, avaliações semestrais, imunomoduladores, antiretrovirais. TUBERCULOSE Epidemiologia: zoonose, queda de produção, redução da produção de leite, rejeição parcial ou total de carcaça, problemas comerciais e sanitários, problemas reprodutivos. Maior prevalência em países em desenvolvimento Introdução da doença no rebanho: animais infectados, eventos, proximidade com outros rebanhos, animais domésticos, homens, silvestres Manutenção da doença no rebanho Etiologia Genero: Mycobacterium Bacilos curtos Sem flagelos Intracelular facultativo Parece celular complexa Muito resistente ao ambiente Transmissão Fontes de infecção: animais doentes ou infectados Vias de eliminação: gotículas e secreções respiratórias, leite, colostro, semen, fezes e urina Vias de transmissão: aerossóis, pastagens, água e alimentos contaminados Porta de entrada: trato respiratório, trato digestivo, mucosa e pele lesada Patogenia: Infecção respiratória Bacilos - alveolos Multiplicação - macrofagos (resistente a enzimas lisossomais/parede celular) Fim da multiplicação - granuloma; necrose caseosa (lenta) Propagação do bacilo para o linfonodo satélite Evolução do processo: Desaparecimento ou calcificação Estabilização Progressão Sinais Clínicos Animais infectados assintomático Animais infectados doentes: emagrecimento, hipertrofia ganglionar, dispneia, tosse seca Diagnóstico Clínico: sinais difícil Laboratorial direto: presença do agente, isolamento em meio stonebrink, biologia molecular Laboratório indireto: tuberculinização, IFI (imuno influerecência indireta), teste de ELISA Tuberculinização: teste de prega caudal (TPC), teste da cervical simples (TCS), teste de cervical comparativo (TCC) Veterinário habilitado (curso) Diagnóstico diferencial: complexo respiratório bovino, abcessos por pneumonia por aspiração, actinobacilose, leucose Controle: remoção de animais infectados, prevenção da disseminação e impedimento de introdução posterior Vacina com pouca eficacia, não usada PLEUROPNEUMONIA SUÍNA Etiologia: bacteria gram negativa, sem flagelo, não esporulado, baixa resistência, 16 sorotipos, Epidemiologia: muito importante no brasil, cosmopolita, perdas econômicas Transmissão: aerógena, contato direto, fomites Sinais: assintomáticos, nódulos pulmonares, abcessos, tonsilas Patogenia: inalação, coloniza tonsilas, adere o epitélio alveolar, fagocitado por macrofagos, edema, congestão, dilatação linfática, fibrina, causando inflamação, produzindo toxinas, resiste ao sistema imune, microtrombose, necro-hemorragia. Evolução: aguda (pleuropneumonia fibrinonecro-hemorrágica) cronica (nódulos pulmonares encapsulados com aderência de pleura. Sinais clínicos: Superaguda (febre alta, apatia, anorexia, cianose, dispneia, posição “cão sentado”, encontrado mortos, sangue nas narinas e bocas) aguda (sinais respiratório mais acentuados, marcada dispneia, tosse forte, epistaxe, cianose, anorexia, febre alta, sangue nado-bucal, se sobreviver a doença se torna crônica) crônica (tosse esporádica, piora do desempenho, condenações da carcaça e pulmão, e muitas vezes assintomático) Diagnóstico: ELISA, isolamento e identificação do agente, PCR Tratamento: antibióticos, tratamento parenteral Controle: vacina CLOSTRIDIOSE Clostridioses são infecções, intoxicações ou toxinfecções de caracter agudo, superagudo ou hiperagudo, causado por diferentes espécies do gênero Clostridium São microrganismos de maior importancia em animais de produção com causas primárias de doenças Etiologia: Bacilos, gram positivos, anaeróbico, foram endósporos termoestáveis, temperatura ideal de 37ºC, contém flagelos, são encontrados em solos, pastagem, água, trato intestinal e fezes. Resistencia: Forma Vejetativa: desinfetante, calor e oxigênio Forma Esporulada: Fervura (3-4h), 105ºC por 100min, esterco, solo, carcaças enterradas ou expostas, água (6 meses) Patogenese: Quantidade de toxina superior Pode ser divididos segundo as características de patogenicidade: neurológico (C. tetania, botulinum), histológico (C.Chauvoei), enteropatogênicos (C.Perfringers) Neurotóxicos Botulinum (botulismo): intoxicação neuroparalítica, caracterizada por paralisia flácida Gram+, anaerobico obrigatório, esporos, 7 tipos de toxina (A a G) Acomete animais de produção Está presente no solo, água e carcaças de animais contaminados Fontes de intoxicação: materiais oriundos de animais contaminados, plantas contaminadas, infecção de feridas, alimentos deteriorados Ingestão - absorção - circulação - sistema nervoso periférico Paralisia Flácida: locomoção, deglutição, respiração Sinais Clinicos: incoordenação muscular, dispneia, decubito, profusão da língua, distúrbios de preensão, mastigação e deglutição de alimentos Diagnóstico: toxina no plasma, tecidos ou carcaça. Toxina nos alimentos, conteúdo estomacal ou vomito (aplicada em camundongos). Cultivo. PCR Tratamento: suporte (modificar posição, laxativos via oral, purgativos, vomito), soro antitoxina, fluidoterapia, antibioticoterapia (penicilina) Prevenção: vacinação, suplementação mineral, remoção de carcaças Tetani (tétano): intoxicação neuroparalitica caracterizada por espasmos musculares e convulsões. A intoxicação se deve a uma proteína, a neurotoxina. Todos os mamíferos são suscetíveis Etiologia: bastonete gram-, anaerobico obrigatório, na forma esporulada pode sobreviver por 40 anos, produz duas toxinas (tetanolisina e tetanopasmina), encontrada no solo Transmissão: ferimentos penetrantes em pata ocasionados por prego, realização cirúrgica em curral, uso de fitas de borracha para castração e caudectomia em ovinos, colocação de brincos, injeções, ferimento de tosquia, infecção teria pós-parto, infecção umbilical do neonato. Sinais Clínicos: prolapso da terceira palpebra, expressão de alerta/angustia, dilatação das narinas, aumento de rigidez muscular, cauda em bandeira, opistótomo. Diagnóstico: sinais clínicos, esfregaço (bacteria em forma de raquete de tênis), cultivo em agar, PCR Tratamento: antitoxina, antibiotico, sedativos/relaxante muscular, limpeza dos ferimentos Prevenção: vacina Histotóxicos Chauvoei: causamiosite endógena necrosante enfisematosa (carbunculo sintomático ou blackleg), em bovinos (6 meses a 3 anos) Etiologia: gram+, anaeróbico obrigatório, flagelos, produz esporos subterminal ou subcentral, várias toxinas potentes Transmissão: habita o intestino, fígado e outros tecidos de espécies animais suscetíveis e resistentes. Solo contaminado, carcaças. Patogenia: ingestão, latência, traumas (anaerobiose) (alfa toxina, lise celular, necrose, edema e hemorragia intestinal, fermentação de glicogênio. Sinais Clinicos: início subito, febre, apatia, claudicação, tumor (edema e dor) - palpação crepitação, decúbito, rigor mortis (30 a 60min) - cavalete Diagnóstico: clinico, necropsia, cultura, imunoflourescência direta, PCR Tratamento: Antibiotico (penicilina) e fluidoterapia Prevenção: queimar carcaças, vacinação Gangrena gasosa ou edema maligno: inflamação do tecido celular subcutâneo com edema, gangrena gasosa para os casos de miosite com formação de bolhas gasosas no músculo Suscetíveis: equinos, ovinos, bovinos e muitas outras especies, inclusive humanos Transmissão: castrações, tosquias, partos e punções venosas, contaminação de feridas decorrente de práticas cirúrgicas e/ou de mane sem cuidados assépticos, cordão umbilical. Uma vez instaurada, a infecção promove fermentação dos carboidratos nos tecidos, produzindo dióxido de carbono hidrogênio. estes gases produzem o efeito de crepitação Sinais clínicos: febre, anorexia, depressão, taquicardia, claudicação severa. O tecido subcutâneo torna-se edematoso e/ou crepitante. O aumento de volume tende a ocorrer nas áreas baixas do corpo do animal, acumulando gás e transudato no ventre e membros inferiores. Diagnóstico: epidemiologia, os sinais clínicos, os achados de necropsia e histopatologia, isolamento e identificação dos agentes envolvidos, imunoflurescência direta (IFD), imunoistoquímica (IHQ) e reação em cadeia da polimerase (PCR) Tratamento: derribamento do tecido necrótico, penicilinas ou antibióticos de amplo espectro Clostrídios Enteropatogênicos: é uma desordem intestinal caracterizado por inicio susto de cólica abdominal responsável por quadros de gangrena gasosa, enterotoxemia, gastrenterites Etiologia: encontrado no solo, fezes, agua e intestinos. Produz quatro tipos de toxinas Patogenia: quando a dieta do animal propicia adequado substrato à proliferação de C. perfringens tipo D no intestino, a toxina épsilon é produzida, consequentemente ocorre o aumento da permeabilidade vascular, ocasionando edema no sistema pulmonar e nos rins. A toxina épsilon irá agir no lúmen do endotélio dos capilares cerebrais, causando edema e acumulo perivascular de matéria proteináceo eosinofilico. Sinai Clinicos: enterotoxemia, incoordenação motora, convulsão, opistótono e reduzido reflexo palpebral. Diagnóstico: cultivo em agar, PCR, conteúdo intestinal (inoculação em camundongos) Tratamento: aguda (dificil de tratar), antitoxina épsilon (não tem no Brasil), fluidoterapia, AINES, antibiótico Prevenção: vacina e dieta Actinobacilose Doença infecciosa, não contagiosa, cronica e piogranulomatosa, afeta tecidos moles da cadeia linfática da cabeça e pescoço, causando piogranulomas com presença de deusas no seu interior também chamado de lingua de pau, língua de madeira, doença do potro sonolento… Epidemiologia: distribuição mundial, bovinos e pequenos ruminantes mais suscetíveis (Brasil), qualquer idade Habitat as mucosas dos animais: oral, ruminar, intestinal, trato reprodutivo, respiratório Etiologia: cocobacilos, gram-, sem flagelos, aeróbico e anaeróbico facultativo, comensal do trato digestivo bovino, pouca resistencia ao ambiente Infecção: inoculação por lesões na boca ou trocas de dentes Patogenia: lesão em mucosa - infecção local - reação inflamatória (glossite), descarga purulenta, necrose e supuração, lesões granulomatosas, linfonodos regionais, difulcade na apreensão e mastigação. Sinais Clínicos: nódulos e abscessos em cavidade oral, glossite difusa (língua de pau), anorexia, sialorêeia, movimentos mastigatórios, dificuldade em se alimentar, emagrecimento Diagnóstico: clinico, presuntivo, coloração gram, microbiológico Tratamento: iodeto de sódio, iodeto de potassio, antibiotico Profilaxia e controle: alimentos de boa qualidade, isolamento de animais doentes, quarentena de animais vindos de região com histórico Actinomicose Ocorre como um comensal da cavidade bucal e, ocasionalmente, provavelmente em consequência de lesões da mucosa oral, penetra nos tecidos, causando osteomielite localizada preferentemente na mandíbula e maxilar Epidemiologia: mundial, evolução crônica, animais e humanos, besteira oportunista Etiologia: cocoide ou filamentos curtos, gram +, sem flagelos, microaerófilas e anaeróbias, comensal da mucosa bucal, a faringe, as tonsilas e região periodontal. Não apresenta resistência (luz solar direta, desinfectantes, antissépticos, dessecação) Infecção: lesões da cavidade bucal, infecções gengivais e dentárias, lesões bucais podem levar disseminação sistêmica Patogenia: Cavidade oral - produção de enzimas proteoliticas e degranulação dos fagócitos, reação piogranulomatosa - ambiente anaerobiose - destruição tecidual, osso - fistula e extravasamento - osteomielite deformante. Sinais clínicos: 2-4 semanas após infecção, nódulos simples ou múltiplos na cavidade bucal, emagrecimento e debilidade, nódulos mamas (suínos), fistula de cernelha (equinos) Diagnóstico: cultivo em ágar, clinico Tratamento: difícil, debridação ou extirpação cirúrgica, soluções iodo 30 dias VO, antibióticos. Prevenção: evitar alimentos grosseiros, ressecados e pontiagudos Linfadenite Caseosa Linfadenite caseosa e uma doença infectocontagiosa crônica de ovinos e caprinos, caracterizada por inflamação dos linfonodos, abcessos cutâneos e em órgãos, causada pela bactéria Corynebacteriu pseudotuberculosis (caroço, mal do caroço, falsa tuberculose, síndrome da ovelha, síndrome do caprino definhado) Epidemiologia: mundial, perdas econômicas, resistente ao ambiente (solo, pasto, agua, fomites e leite) Etiologia: Bacilos pleomórficos, gram+, intracelular facultativa, anaeróbicos facultativos Infecção: presente nas mucosas dos animais, ambiente: animais infectados contaminam o ambiten, banhos de imersão, caudectomia, colocação de brinco, espinhos Patogenia: mucosas - ferimento - linfonodo local - fagocitose (multiplicação intracelular) - morte celular - formação de abcessos - via linfática - linfonodos internos e pulmão - outros órgãos - debilitação progressiva do animal Sinais clínicos: linfadenite (linfonodo - submandibulares, partidos, retrofaringeos, pre- escapulares, pre-demorais, supramamarios, poplíteos. Disseminação sistêmica: órgãos viscerais, piotroxas ou peritonite, febre, anorexia, dispneia, taquicardia, prostação, decúbito, abcessos de pele e alopecia Diagnóstico: clinico, cultivo Tratamento: antibiotico Prevenção: evitar aglomerações, alimentos de boa qualidade, troca da solução de imersão, desinfecção de fomites, isolamento e descarte de animais infectados e VACINA RODOCOCOSE É uma doença infectocontagiosa, piogranulomatosa, causada pela bactéria Rhodococcus aqui, caracterizada por pneumonia, enterite, linfadenite e lesões com abcessos em animais e humanos (pneumonia abscedante dos potros) Etiologia: bacteria oportunista, intracelular facultativa, cocos, gram +, não esporulada, sem flagelos, solo como habitat, presença de capsula polissacarídica e lipoproteína VapA (resistência - dificulta fagocitose e virulência) Epidemiologia: distribuição mundial, equino principal especie (animais jovens), bactéria do solo Infecção: animais doentes, animais reservatórios, agua, alimentos. Via de contaminação: potros e solo contaminado Vias de eliminação: fezes, secreções respiratórias Patogenia: infecção - macrofagos e neutrofilos - piogranulomas no pulmão - linfadenite mesenterica - colite ulcerativa - infecção intestinal - eliminação nas fezes Sinais Clínicos: inespecíficos (inapetência, febre, letargia, broncopneumonia, dispneia/cianose, infecções entéricas, artrites,perda de peso) pulmonar (taquipneia, dispneia, respiração abdominal, anorexia, decúbito, cianose) entérico (associados aos respiratórios, diarreia, desidratação, inapetência, coloca, ascite, atraso no crescimento) atroarias ( imunocomplexos (Ag-Ac) nas articulações, Artites sépticas) Diagnósticos: clinico, isolamento e citologia, sorológico (ELISA) e PCR Tratamento: antibioticoterapia, broncodilatadores, AINES, suporte (drenagem cirúrgica de abscessos, fluidoterapia e reposição de oxigênio) Prevenção: evitar aglomerações, acumulo de dejetos, limpeza e corte das pastagens, rodízio de piquetes, ingestão colostro, isolamento de doentes, vacina (pouca eficácia) HEMOGLOBINÚRIA BACILAR – “DOENÇA DA URINA VERMELHA” Origem: Histotóxica Etiologia: C. haemolyticum (anteriormente denominado C. novyi tipo D) , Bactéria, Anaeróbica, Produtor de esporos, Toxina fosfolipase C. Epidemiologia: Fatores de risco – Espécie Bovinos Ovinos menos susceptíveis Raro em suínos Fatores de risco - Época Verão e outono Áreas endêmicas Ingestão de material contaminado - Penetração da bactéria pelo trato alimentar - Transporte até o fígado - Lesão hepática e hipóxia Multiplicação (anaeróbica) e produção de toxina fosfolipase C - Hemólise e necrose de hepatócitos - Hemoglobinúria, lesão vascular e toxemia. Sinais clínicos: · Raro desenvolvimento da doença antes de 7 a 10 dias após o contato · Início súbito e curta duração · Dor abdominal · Dorso arqueado · Dispneia grave · Pulso fraco e rápido · Febre (39,5 a 41°C) e depois hipotermia · Edema de barbela · Fezes marrom-escuras podendo até apresentar sangue · Aborto · Urina vermelho-escura. Diagnóstico: Patologia clínica · Anemia · Hemoglobinúria · Altas atividades das enzimas AST e GGT · Aumento discreto a moderado da concentração sérica de bilirrubina · Hemocultura (fase aguda) · Bacteriológico · Histológico Diagnóstico diferencial: · Leptospirose · Babesiose e anaplasmose · Hematúria enzoótica Tratamento · Penicilina G sódica/potássica: 15.000 UI/kg IV, a cada 6 a 8 h · Oxitetraciclina: 15 a 20 mg/kg IV, a cada 24 h · Tratamento de suporte Controle Vacina contendo bacterina contra Clostridium haemolyticum. ENTEROTOXEMIA Etiologia: · C. Perfringens · Cinco tipos · Tipos A-E · Bactéria que reside no trato intestinal de animais domésticos · Produtora de toxina: · α-toxina, β-toxi-na, ε-toxina e ι-toxina Epidemiologia: · Animais sadios · Presentes · Dieta ou excesso de carboidratos ou proteínas que excede a capacidade de absorção intestinal. Sinais clínicos: · Enterotoxemia · Incoordenação motora · Convulsão Diagnóstico: · Bacteriologia 20 a 30 mℓ de conteúdo intestinal, congelado em um frasco de vidro ou de plástico à prova de vazamento · Cultura anaeróbica · Bioensaio em camundongo · PCR · Esfregaços de superfície mucosa de ID · Citologia: coloração de Gram · Histologia: Jejuno e íleo Diagnóstico diferencial: · Todas as espécies: Salmonelose; Colibacilose entérica; Criptosporidiose Tratamento: · Terapia de suporte · Fluidoterapia · Soro hiperimune · Penicilina Controle: · Vacinação LEISHMANIOSE Etiologia: Protozoário bifásio Classe: Kinetoplasta Família: Trypanosomatidae Gênero: leishimania Subgênero: leishmania e viannia Mesma família do Tripanosoma, pode dar reação cruzada Leishimania infantil – Leishimaniose Viceral nas Américas Vetor: Flebotominio, tem habito crepuscular e noturno e voa poucas distanciasPrognostico bom Estágio 2 Doença moderada com sorologia baixa a alta Linfoadeno, dermatites, onicogrifose, ulcerações, anorexia, perda de peso, febre, epistaxe Anemia regenerativa leve, hiperglobulinemia, hipo albuminemia Tratamento imunoterapia, alopurinol e/ou miltefosina Prognostico bom a reservado Estágio 3 Doença grave sorologia média a alta Sinais de estágios I e II e lesões por imunocomplexos Achado laboratoriais de estágio II e DRC I/II Tratamento imunoterapia, alopurinol e/ou miltefosina, tratamento para DRC Prognóstico reservado a ruim Estágio 4 Muito grave, sorologia média a alta Sinais dos estágios I, II e III, lesões por tromboembolia pulmonar ou síndrome nefrótica e doença renal terminal. Achados anteriores, DRC III/IV Tratamento imunoterapia, alopurinol e/ou miltefosina, tratamento para DRC Prognóstico ruim Prevenção Evitar locais de reprodução: matéria organiza à sombra Manter os animais dentro de casa Telar canis Vacinação Exame sorológico negativo antes da vacinação Primo vacinação a partir de 4 meses → 3 doses (21d de intervalo) Reforço anual (a partir da data da primeira dose) LEPSTOPIROSE Etiologia Bac gram negativa anaeróbica obrigatória Flexíveis Filamentosas Epiroladas Moveis Extremidade em gancho Baixa resistência aos desinfetantes e temperatura Classe: Spirochaetes Familia: Leptospiraceae Gênero: Leptospira Espécies: L. interrogans sens lato e L. biflex sensu lato A interrogans conté todas as cepas patogênicas Hospedeiros: todos animais de sangue quente Distribuição mundial Incidência maior em regiões tropicais e subtropicais e em países em desenvolvimento Sazonal: verão e outono Atividades ocupacionais e recreacionais Epidemia em centros urbanos: chuvas e inundações Epidemiologia Temperatura Umidade relativa Índice pluviométrico Contato animai Saneamento básico Liberado na urina de forma intermitente Transmissão Contato direto ou indireto Porta de entrada: lesões na pele ou conjuntiva Pele intacta: contato prolongado Ingestão de agua contaminada Agua contamidada com urina de animais infectados Portador crônico: disseminador Rato: reservatório da doença Patogenia Penetração ativa da bactéria Alcançam a corrente sanguínea Replicam-se e distribuem-se para os órgãos (rins, fígado, coração) Anticorpos: término leptospiremia Localizam-se nos túbulos renais – leptospinúria Eliminação intermitente: meses ou anos Virulência, resposta imune, dose infectatne Incubação 2 a 20 dias Leptospiremia, duração de uma semana, ocorre em diversos órgãos Anticorpos circulantes começa com 2 semanas e dura meses a anos Leptospinúria inicia em 2 semanas e dura por meses a anos Nefrite intersticial crônica: infiltrado inflamatório perivasclar, periglomerular e intertubular Atrofia tubular e hemorragia renal Hepatite Sinais Clínicos Febre, apatia, inapetência Icterícia Dor a palpação Hematêmese Epitaxe Melena Taquicardia Taquipneia Morte Diagnóstico Clínico-epidemiológico Sinais clinicos Ambiente Vacinas Problemas reprodutivos Microbiológico Isolamento da bactéria Urina, tecidos, sangue Visualização direta Sorológico Soroaglutinação microscópica (MAT) Prevalência OMS Antígenos vivos Aglutinação Ag-Ac sorovalentes Pato-clínica Leucopenia, seguida de leucocitose com discreto desvio a esquerda (fase leptospiremia) Trombocitopenia (fase de leptospiremia) Tempo de coagulação prolongado (fase aguda) Bioquímica Aumento de ALT Aumento Bilirrubina serica ↓albumina Aumento globulina Azotemia Hiponatremia, hipo ou hiperpotassemia, hiperfosfatemia Acidose metabólica Urinalise Isostenuria ou hipostenuria Proteinúria glomerular ou tubular Bilirrubinuria Cilindros granulosos Relação proteína/creatinina urinaria elevada Raramente glicosuria (necrose tubular aguda) Imagem Raiox: densidade alveolar ou intersisticial pulmonar elevado Ultrassom: dimensões renais alteradas e ecogenicidade cortical Molecular Teste direto Fluidos/tecidos Pre e pos mortem Sensibilidade, especificidade Tratamento Reposição de fluidos e eletrólitos Diuréticos Corticais Antimicrobianos Controle Combate aos roedores Tratamento de animais infectados Controle da água Drenagem da água Vacinação GIARDÍASE Protozoário flagelado Classe zoomastigophora Família hexamitidae Gênero Giardia Espécie duodenalis Forma cística: forma ambiental altamente resistente Forma trofozoita forma infectante Ciclo biológico Monoxênico (faz ciclo biológico em único hospedeiro) Contaminação direta Transmissão oro-fecal Baixa dose infectante (10 a 100 cistos) Ocorre o desencistamento no estomago pela ação do pH ácido Libera os trofozoítos no duodeno e jejuno Aderência à superfície da mucosa através do disco suctorial O ciclo se comple pelo encistamento do parasito, principalmente no ceco, e sua eliminação para o exterior através das fezes O trofozoíto inicia o processo de encistamento no baixo íleo nas seguintes condições: pH intestinal, estímulos dos sais biliares e destacamento do trofozoíto da mucosa Divisão binária longitudinal Afeta principalmente cães jovens Menor prevalência em felinos Manifestações clínicas Irá depender do sistema imuo do hospedeiro Boa parte passar por assintomáticos Sinais leves de diareia Resoluções espontâneas Síndrome crônica Patogenia Atrofia das vilosidades, com redução da área de absorção intestinal, infiltração de leucócitos e aumento da secreção de muco Os trofozoítos na luz intestinal tornam-se aderentes ao epitélio e podem invadir a mucosa Ação citotóxica dos macrófagos para os parasitos Ativaão de linfócitos e liberação de linfocinas suficientes para destruir os parasitos na maioria dos casos Ação dos granulócitos sobre os trofozoítos Ação dos anticorpos anti-Giardia: IgA IgG IgM e IgE IgE promove degranulação de mastócitos que liberam histamina: edema e contração do musculo liso com aumento da motilidade intestinal Liberação prostaglandina pelos mastócitos que aumenta a motilidade intestinal Esses fatores podem ocasionar em síndrome da má absorção Sinais clínicos Maior parte assintomática Animais jovens, coinfectados, imuossuprimidos e que vivem em ambientes aglomerados podem desenvolver sinais Diarreia crônica e perda de peso Frequentemente mucoide, com fezes pálidas e pastosas de odor forte Infecção aguda – giardiose Sinais desaparecem espontaneamente em poucos dias a semanas Filhotes, apesar de imunocompetentes, desenvolvem a infecção na forma crônica Diarreia grave por vários meses Complicações da giadiase crônica Ma absorção de gordura e nutrientes Vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) Vitamina b12 Ferro Xilose e lactose Grupo genéticos A Giardia duodenalis contém 8 grupos genéticos que vão de A a H, alguns infectam humanos, alguns são espécie-especifico Importante lembrar que alguns grupos genéticos podem não desenvolver doença em hospedeiros, porém podem ser eliminadas e se proliferar Diagnóstico Clinico Suspeita-se que a giardíase quando o animal apresenta um quadro de diarreia persistente Cães infectados podem apresentar diarreia cinco dias após a exposição ao protozoário (cistos são eliminados 1-2 semanas depois) Em gatos o duodeno e jejuno são mais acometidos (diarreia persistente com má aborção) Presença de cisto em amostra de fezes sem alterações ou de animais sem sintomatologia é um achado comum Exame direto Coproparasitológico Técnica de Faust Promove flutuação dos cistos em solução de sulfato de zinco a 33% Tem a vantagem de ser econômico e de favorecer o diagnóstico de outros agentes parasitários Amostra fecal positiva, o resultado é totalmente confiável Resultados falso-negativos devido à liberação intermitente dos cistos nas fezes (3 amostras) Centrifugoflutuação Imunocromatografico PCR Tratamento Giardicida Prevenção Descontaminação do ambiente Tratamento dos animais Eliminação dos cistos dos pelos e fômites Prevenção da reintrodução da infecção Vacinação, não indicada, diminui a liberação de cistos e atrapalha o diagnóstico COCCIDIOSES ENTÉRICAS Etiologia Parasitas intracelulares obrigatórios Filo apicomplexa Classe Sporozoasida Ordem Eucoccidiorida Família eimeriidae, Cryptosporidiidae,Sarcocystidae Genero Isospora/Cystoisospora Cocidioios Ciclo assexua e sexuado: hospedeiros diferentes ou iguais Oocistos: estagio resistente presente nas fezes excretadas pelo hospedeiro definitivo Oocisto não esporulado → oocisto esporulado (forma infectante) Viáveis por meses Oocito esporulado contém 2 esporocistos e 2 a 4 esporozoítos dentro de cada esporocisto. Ciclo Geral Ingestao do oocisto esporulado Desencistamento dos esporozoítas no intestino → fomrção de esquizontes ou merontes Multiplicação de merozoitas Ruptura da célula infectada → liberação dos merozoítas do esquizonte → ciclo assexuado Formação de microgametocitos (masculinos) e macrogametocitos (femininos) → fertilização → zigoto protegido por oocisto → ciclo sexuado Clínica geral Diarreia Eliminação intermitente de oocistos Coccidiose causa atrofia das vilosidades intestinais Achados clínicos Hospedeiro imunocompetentes Assintomático Diarreia: coinfecção por outros patógenos Animais recém-nascidos (oumastites sub clínicas Pode ser realizado de maneira individual em cada quarto, ou diretamente no tanque de refrigeração Mastite contagiosa Necessitam dos animais para sobrevivência São encontradas na microbiota da pele Tetos Úbere Canal de teto Glândula mamária Mucosas do ordenhador Fonte de infecção é o momento da ordenha Mastite ambiental Amplamente destruídos no ambiente e são vinculados para a GM através: Solo Fezes Lama Cama dos animais Enterobactérias Klebsiella Estreptococos ambientais Tratamento Precocidade do diagnóstico Tratamento adequado Agente infeccioso Resistência ao tratamento Profilaxia Realização pré ordenha do teste da caneca telada de fundo escuro CMT Semanal, quinzenal ou mensal Lavar tetos com solução antisséptica leve Antes e após ordenha COCCIDIOSES EM RUMINANTES Diarreias em terreiros, são afecções constantes; Alta morbidade Mortalidade elevada Prejuízos Óbito Custo de tratamento Diminuição no ganho de peso Eimeriose Doença entérica Protozoário coccídeo do gênero Eimeria Destruição cosmopolita Formato esférico, oval ou elíptico Cada oocito contém quatro esporocistos (forma infectante) E. zuernii E. bovis E. alabamensis Maior prevalência entre animais jovens (1 mês a 2 anos) Os mais velhos se tornam resistentes Pode ser responsável por surtos por conta da grande eliminação nas fezes Oocistos são resistentes na forma infectante por meses e resistentes a maioria dos desinfectantes comercializados Oocistos não esporulados são liberados pelos hospedeiros No ambiente os oocistos se dividem, tornando-se a forma infectante Após a ingestão dos oocisto pelos animais, ocorre a liberado dos esporozoítos Invasão nas células intestinais Micro ulcerações Redução das vilosidades celulares intestinais Diminuição na capacidade de absorção Dois quadros clínicos possíveis Diarreia profusas e melena Fraqueza, desidratação, acidose Diminuição na capacidade absortiva das células intestinais Diminuição do ganho de peso Diagnóstico Coproparasitológico Identificação dos oocitos Flutuação fecal da câmara de McMaster Tratamento Sulfonamidas 59 mg/kg no primeiro dia 25 mg/kg SID por 21 dias Profilaxia Instalações limpas e secas Higiene dos bezerreiros Utilização de amônia quartenária Incorporação de coccidiostáticos Água Leite Sal mineral TRICOMONOSE BOVINA Enfermidade da esfera reprodutiva Protozoário Tritrichomona foetus Trasmissão venérea Caracteriza-se por: morte embrionária, retorno ao cio, subfertilidade nas fêmeas Tritrichomonas foetus Protozoário multiflagelado Esmegma Uretra Mucosa peniana Dianostico no brasil 1º 1948 em touro doador de sêmen no RS Anaeróbicos Endemica em países com grande quantidade de rebanhos em pasto e em regime de monta natural Estima-se que a prevalência da infecção em machos reprodutores oscile entre 1,8-27% Em países com reprodução IA a doença é erradicada Introdução nos rebanhos se dá através da introdução de touros contaminados Na bainha prepucial o parasita encontra situações de anaerobiose adequadas para sua multiplicação Portadores crônicos, assintomáticos Touros acima de 4 anos determinam maior risco de disseminação Portadores assintomáticos Práticas de IA diminuem a incidência da infecção Vacas são consideradas portadores transitórios Geralmente inativam o protozoário após três episódios de cios consecutivos Neste intervalo se torna uma fonte de contaminação para machos Patogenia Machos Não apresentam lesões clinicas Baixo poder invasivo do T. foetus dificulta a eliminação pela imunidade local As moléculas de adesão impedem que sejam eliminados da uretra pela urina Fêmeas Autolimitantes Metrites (brandas, moderadas a grave) Parto a termo, mesmo com útero infeccionado O processo inflamatório inativa o embrião, sendo reabsorvido Sinal clínico mais característico da doença é a repetição de cio 14 dias após o contato com o sistema reprodutivo, o parasita inicia a multiplicação no epitélio vaginal Infiltrados celulares de granulócitos polimorfonucleares, linfócitos, plasmócitos, macrófagos Nesta fase as vacas podem apresentar descarga uterina Clínica Repetição do cio Intervalos irregulares de cio Metrite clínica Redução no número de bezerros nascidos Diagnóstico Histórico Lote de bezerros desuniformes Identificação do parasito na cavidade prepucial dos touros Infusão e lavagem da bainha peniana com SF, RL, seguido da obliteração do óstio e massagem vigorosa Aspiração do fluido e identificação do parasito nas amostras Coleta de fragmentos de esmegma com swabs Cultivo em cultura Tratamento Controverso Descarte de touros Aplicação tópica triplaflavina diluída em solução fisiológica aquecida a 40ºC, expondo a mucosa prepucial, massageando Seguida da infusão de 20 ml no canal uretral 3-4 vezes por dia 4-8 dias Penicilina G Profilaxia Identificação dos touros infectados Implementação IA PARASITOSES EM OVINOS Helmintoses/Estrongilídeos Haemonchus contortus Espécie mais importante, mais abundante e a maior causadora de mortes em ovinos. Hábito hematófago – causa anemia, morbidade e morte Altamente prolífico – 5000 a 15000 ovos por dia Adultos localizados no abomaso Grande problema de resistência a anti-helmínticos Trichostrongylus sp. Proliferação baixa (100 a 200 ovos/dia) Parasitam abomaso e intestinos Em infecção por muitos parasitas, podem matar o animal Em infecções leves, apenas causa perda de peso e sintomas leves Muito difíceis de serem vistos a olho nú Bunostomum sp. Espécie altamente patogênica (poucos parasitas já podem causar a morte do hospedeiro) Parasitam intestino delgado Assim como Haemonchus, também se alimenta de sangue e causam anemia Oesophagostomum sp. Formam nódulos ao longo da parede intestinal Animais inseridos em pastos muito contaminados sofrem infecção rápida e têm sintomatologia severa Cooperia sp. Menos patogênica Causam sintomatologia apenas em infecções maciças Tem maior importância para bovinos Strongyloides sp. Ocorre em locais com acúmulo de água no solo Pode causar lesões na pele e podridão de casco, devido à penetração larval Animais adultos dificilmente irão eliminar ovos nas fezes Filhotes podem adquirir através do leite materno. Moniezia sp. Céstodeo bastante comum Dificilmente causa sintomatologia clinica Ciclo biológico dos estrongilideos Fase de vida não parasitária Ovos eliminados nas fezes resultam em larvas infectantes no período médio de 7 a 10 dias em condições ótimas As larvas infectantes duram até 90 dias nas pastagens. Em climas frios o tempo de sobrevivência pode ultrapassar um ano. Fatores que reduzem o número de larvas: dessecação, luz solar, fungos nematófagos. Animais se infectam ao ingerir larvas infectantes As larvas realizam migração somática, passando por pulmões Adultos migram de volta ao lúmen gastrointestinal Da ingestão da larvar até a liberação de ovos nas fezes pelos adultos variam de 18 a 21 dias. Fase de vida parasitária Animais se infectam ao ingerir larvas infectantes As larvas realizam migração somática passando pelos pulmões Adultos migram de volta ao lúmen gastrointestinal Da ingestão até a liberação de ovos varia de 18 a 21 dias Diagnóstico Teste de FAMACHA (mucosa ocular!) Os materiais a serem enviados para coleta de exames laboratoriais deve ser o menor possível Armazenar em geladeira ou gelo se a analise for ser realizada mais de 12h após a coleta. Tratamento Sulfa Vermífugos orais, SC Controle Diminuir frequência de tratamento Utilizar vermífugos eficientes Realizar exames de fezes Só trocar anti-hemíntico se já não fizer efeito Diminuir contaminação de pastagem Rodízio e rotação de pastagem Seleção de animais resistentes as verminoses Diminuir superlotação de piquetes Melhorar imunidade Separar animais por categoria Utilizar forrageiras de altura mínima de 15 cm Utilizar pastagens pouco contaminadas para produção de feno Áreas de concentração de animais devem ser acimentadas, com piso ripado ou de areai Submeter o esterco à compostagem antes de utilizar como adubo. BRUCELOSE Enfermidade de distribuição mundial, transmissível, de um caracter crônico, causado porbactérias do gênero Brucella, as quais infectam diversas espécies de mamíferos domésticos, silvestres, aquáticos e o ser humano Nos animais provoca abastos (terço final da gestação), nascimentos prematuros, natimortos, retenção de placenta, repetição do cio e descargas uterinas com grande eliminação de bactérias Sinônimos: Animais: doença de bang, aborto contagioso, aborto infeccioso, aborto enzoótico e Slinking of the Calf Humanos: febre de malta, Gibraltar, mediterranica Etiologia Genero: brucella Cocobacilos Gram-negativo Sem flagelos Intracelular facultativa Morfologia colonial rugosa ou lis Agente etiológico: Bruxelas lisas: B. Abortus, B. Siui, B. melitensis Brucelas rugosas: B. Canis, b. Ovis. Temperatura ideal 37ºC pH ótimo - 6,6 e 7,4 Resiste de meses a 2 anos no ambiente, porém não se multiplica Na carne sobrevivem por pouco tempo, dependendo da quantidade de bactérias presentes, do tipo de tratamento sofrido pela carne e da eliminação dos tecidos que concentram um maior numero da bactéria (tecido mamário, órgãos genitais, linfonodos) A maioria dos disenfetantes são ativos contra as brucelas em soluções aquosas Os raios ultravioletas e ionizantes destroem, também, a bactéria Os desinfetantes aminoácidos não apresentam um boa atividade contra as brucelas Epidemiologia: Dificuldade de estudos: patogenia complexa, baixa atenção sanitária, diferentes sistemas e práticas, intensa movimentação, animais silvestres são reservatórios Transmissão: Linfonodo Fígado Aparelho reprodutor masculino Utero Ubere Varias secreções apresentam a brucella, a principal forma de transmissão para o homem é através do leite contaminado Patogenia Fendas assintomáticas Período de incubação - 2 semanas a 2 meses Bacteria eliminada no perianto Durante a incubação a bacteria localiza-se nas mucosas: útero, placenta, ubere, linfonodos regionais Doença na fêmea: tropismo pelo útero de animais prenhes e placenta - placentite necrótica - aborto, bezerros fracos, natimortos - retenção de placenta, endometrite, infertilidade Abortamento: principalmente no terço final - 2 a 3 abortamentos até parar, dps bezerros fracos - metrite e retenção de placenta Doença no macho: inflamação do sistema reprodutivo (testiculo, epidídimo, vesículas seminais, ampolas seminais, orquite uni ou bilateral (necrose, fibrose ou pus) Não é patognomônico Poucos problemas reprodutivos Bovinos e equinos mesmo ambiente Diagnóstico Metodos diretos (identificação do agente ou parte dele): Bacteriológico, imunohistoquimica, PCR Metodos indiretos (oficiais): prova do antígeno acidificado tamponado (AAT), teste de 2-mercaptoetanol (2-ME), teste do anel em leite (rins test - TAL), fixação de complemento (FC) Facil execução e interpretação Rapido (4h) Baixo custo Provas padronizadas internacionalmente Diagnostico sorológico: Fêmeas com idade superior a 24 meses vacinadas com B19 Fêmeas com idade igual ou superior a 8 meses destinados a reprodução Fêmeas recém paridas (15 dias antes e depois) - meteste 30 a 60 dias após parto ou abortamento Vacinas FEBRE AFTOSA Doença vesicular, infectocontagiosa aguda ou srubaguda que acomete mamíferos de cascos fendido, sendo altamente contagiosa em animais susceptível, particularmente bovinos, ovinos, caprinos, suíno e búfalos indianos. Etiologia: Virus da Febre Aftosa (VFA) Familia Picornaviridae Genero Aphthovirus 25-30 nm (menos virus) Capsídeo icosaédrico Proteina: VP1, VP2, VP3 e VP4 Pouca resistencia: autoclave, ph abaixo de 6 ou acima de 9, desinfetantes químicos, agentes físicos (calor, UV, raios gama e luz solar) Epidemiologia Endemica em boa parte da Africa e Asia Controlada em boa parte da America do Sul Transmissão Ingestão ou inalação Pelo contato direto entre animais doentes Pela agua contaminada ou vento Pelos veículos e pelas pessoas (roupas, sapatos, utensílios) Pelo sangue, urina, fezes, semen (IA) e saliva de animais doentes (antes mesmo dos sinais) Patogenia Incubação 12h a 14 dias Excreção viral começa 24h antes da manifestação clinica Excreção viral persiste por muitos dias Eliminação de virus em todas as excreções e secreções Sinais: Vesiculas em bovinos: Características macroscópicas/tempo de formação Vesícula intacta ou recentemente rompida - 1 dia Ulcera com bordas irregulares, superficie vermelha - 2 dias Ulceras com bordas regulares e deposição de fibrina - 4-5 dias Cicatrização a partir do 6º dia Salivação excessiva Feridas no rumem Vesiculas no tetos Vesiculas interdigais Caracteristica seca Ovinos e caprinos: infecção subclinica, apatia, febre, pequenas vesículas Diagnóstico Clínico: tipo de virus, dose infectante, estado imunológico Laboratorial (conclusivo): colheita de amostras (tecido vesicular ou fluido esofágico/faringeal - probang) Laboratorial (oficial MAPA): métodos diretos (antígeno ou RNA viral) e isolamento viral Diagnóstico diferencial: estomatite vesicular, exantema vesicular do suino, doença vesicular do suíno, língua azul, peste dos pequenos ruminantes, estima contagioso, rinotraqueite infecciosa bovina (IBR), diarreia viral bovina, doença das mucosas (BVD-MD), febre catarral maligna, peste bovina, estomatite papular bovina, varíola bovina. Controle e Profilaxia Diretrizes gerais para a erradicação e a prevenção da febre aftosa: Zona infectada: eliminação dos animais positivos e suscetíveis (raio de 3km - vacinados ou não) Abate Zona periofocal - 5 a 10 km Monitoramento dos animais ELISA Vacinação Bovinos e Bubalinos: todas as idades, sistêmica e obrigatória, paleta ou pescoço (subcutânea) ENCEFALOMIELITE EQUINA A Encefalomielite Equina é uma doença infectocontagiosa, caracterizada por sinais neurológicos e causada por três tipos diferentes, mas relacionados, de Alphavírus: Leste (EEE), Oeste (WEE) e Venezuela (VEE). Os três tipos de vírus pertencem à família Togaviridae e são transmitidos por mosquitos. Ocorrem somente nas Américas: Encefalomielite Equina do Leste (EEL) Etiologia Virus RNA Familia - Togaviridae Genero - Alfavírus Envelope Lipoproteico Se reproduz no interior da célula-alvo Resistencia: -70ºC e ph 7 a 9 Sensibilidade: 56ºC por 10 mim, pH 1 e 3, solventes lipídios, detergente, calor Epidemilogia Acomete: equídeos, humanos, cães, suínos, bovinos, ovinos, catitas são suscetíveis (avestruz e ema) As aves são reservatórios do vírus, mas a transmissão parte a partir dos mosquitos aedes e culex Matas e pantanos tem 2 a 4 vezes mais riscos de infecção nos períodos quentes No brasil o vetor é o mosquito Culex Independente de sexo, raça e idade Acomete a america toda Endemico na Amazonia Patogenia: Inoculação pelo mosquito, multiplicação em miócitos, cai na circulação linfática, vai até infindos, faz sua replicação em macrofagos e linfócitos, e a infecção do SNC ocorre de 3 a 5 dias no córtex cerebral. Sinais clínicos Semelhantes na leste e oeste Febre: 1º pico 24-48h 2º pico 4-6 dias, sintomatologia nervosa Sonolência e fraqueza muscular Cabeça apoiada em objetos Cegueira Paralisia facial e labial Hiperxcitabilidade ao toque/som Diarreia ou constipação, perda de peso, dificuldade em beber água, priapismo, andar em circulo, nistagmo, língua pendente, e convulsões Quando em decubito apresentam movimentos de pedalagem - paralisia generalizada Se não afetar o SNC apenas febre e inapetência Diagnostico: Clinico + epidemiológico (presuntivo) Isolamento viral Necrópsia Histopatologico RT-PCR Não se utiliza mais sorologia IgM, por conta que os anticorpos podem persistir por anos Solorogia pareada Tratamento Não existe tratamento especifico (antiviral), somente sintomático, para aliviar os sinais clinico O prognóstico é desfavorável para equinos com sinais neurológicos AINES Corticoides ou Manitol (reduz edema cerebral) Fenobarbital ou diazepam (convulsões) Baixa acolchoada Trocar decubito Fluidoterapia Nutrição Vitamina B1 Diagnóstico diferencial: raiva, herpesvírus equino, mieloencefalite protozoária equina, migração errática de Habronema e S. Vulgares, meningoencefalite bacteriana, botulismo (sem sinais de SNC), tétano, leucoencefalomalácia,