Prévia do material em texto
matriz de Atividade INDIVIDUAL Estudante: Disciplina: Análise das Demonstrações Contábeis Turma: 1. Introdução O Magazine Luiza é uma destacada empresa brasileira no varejo, reconhecida tanto pelo seu comércio eletrônico quanto pelas lojas físicas. Fundada em 1957, cresceu para se tornar uma das principais varejistas do país, conhecida por sua ampla variedade de produtos e estratégias inovadoras de marketing. Além disso, se destaca por sua abordagem pioneira no comércio digital, investindo em tecnologia e logística para oferecer uma experiência de compra online de qualidade. Nesse sentido, este relatório tem como objetivo fornecer uma análise detalhada dos índices de liquidez, composição do endividamento, indicadores de lucratividade e rentabilidade do Magazine Luiza durante os anos de 2019 e 2020. Como uma das principais empresas varejistas do Brasil, o Magazine Luiza desempenha um papel crucial no cenário econômico e financeiro do país, tanto no mercado de varejo físico quanto no e-commerce, principalmente nos anos analisados onde deu-se em 2020 o começo da crise da covid 19. Concomitante a isso, serão conduzidas avaliações tanto vertical quanto horizontal do balanço patrimonial e da demonstração de resultados do Magazine Luiza. A análise vertical oferece uma abordagem para examinar a estrutura proporcional de cada item em relação ao total, permitindo uma compreensão mais profunda da composição financeira da empresa. Por outro lado, a análise horizontal visa detectar padrões e tendências ao longo do tempo, possibilitando a comparação do desempenho financeiro da empresa em períodos distintos. Essas análises não apenas proporcionarão insights valiosos sobre a trajetória da situação econômica e financeira do Magazine Luiza, mas também permitirão uma avaliação mais abrangente e sofisticada de seu desempenho financeiro ao longo dos anos em análise. Ao término deste estudo, será possível formular uma conclusão substancial sobre a situação econômica e financeira do Magazine Luiza durante os anos de 2019 e 2020. Essa conclusão será embasada em análises detalhadas e sofisticadas, fornecendo informações fundamentais para investidores, analistas financeiros e outras partes interessadas que buscam compreender o desempenho e a saúde financeira da empresa. 2. Análise horizontal A análise horizontal é uma metodologia sofisticada de avaliação financeira que se concentra na comparação de dados financeiros ao longo de múltiplos períodos temporais, com o intuito de discernir padrões, identificar tendências e analisar variações nos resultados financeiros de uma empresa. Essa abordagem permite uma compreensão profunda de como números e itens específicos nos demonstrativos financeiros, como o balanço patrimonial e a demonstração de resultados, evoluíram ao longo do tempo. Ao empregar a análise horizontal, os dados financeiros de períodos anteriores são utilizados como referência para comparação com os dados do período atual, possibilitando que analistas detectem mudanças significativas em contas específicas ao longo de um determinado período. Essa comparação permite a avaliação do desempenho da empresa em termos de crescimento, estabilidade ou declínio em diferentes áreas de seu funcionamento financeiro. Ao fazer essa análise para o Magazine Luiza para os anos de 2019 e 2020, podemos observar que as aplicações de curto prazo (Ativo Circulante) cresceram 21,74%, onde embora as aplicações financeiras tiveram uma abrupta queda de 72,56%, o seu disponível (Caixa e equivalente de caixa) cresceram em 608,84%. Esse crescimento de caixa foi financiado pelo aumento do passivo, onde a empresa buscou mais captação de recursos se comparado ao exercício anterior. Isso se deve ao fato do cenário econômico que o país enfrentou no começo de 2020 com a crise da covid 19. Nesse sentido, a dívida da empresa no curto prazo (Passivo Circulante) teve um aumento significativo de 59,82% causado principalmente pelo enorme aumento de 20239,88% nos empréstimos e financiamentos de curto prazo, mesmo ocorrendo a diminuição das obrigações trabalhistas devida à contenção das despesas com o pessoal por conta das demissões e fechamento de unidades devido ao lockdown sofrido no país. Enquanto isso, as dívidas de longo prazo diminuíram em comparação ao exercício anterior, tiveram uma queda de 10%, o cenário seria melhor se invertesse a condição e a empresa tivesse recorrido a mais dívidas de longo prazo do que de curto prazo. Isso porque a nas dívidas de longo prazo os juros são menores e há um folga e tempo maior para a empresa ter folego financeiro e arcar com suas dívidas em um período maior que 12 meses. O que não ocorre nas dívidas de curto prazo em que a emprese tem que arcar com suas obrigações dentro de 12 meses. Observa-se então, que as origens de recursos passam a ser muito mais vindas de capital de terceiros do que vindas de capital próprio (patrimônio líquido), onde ocorreu uma queda de 3,17% influenciada pela queda nas reservas de capital da empresa. Agora, ao se deparar com a DRE, encontramos um aumento de 41,31% nas receitas com vendas líquidas, porém isso não refletiu no lucro do período pois de 2019 para 2020, o Magazine Luiza teve que realizar muito mais esforço de vendas, então, as despesas operacionais cresceram significativamente em 53,64% fazendo com que o lucro do período tivesse uma queda de 57,51% em 2020 se comparada a 2019. Nessa linha de pensamento, é sabido que a pandemia teve um impacto significativo na estratégia de gestão de recursos do Magazine Luiza, conforme a empresa se viu compelida a ajustar suas operações para enfrentar os desafios impostos pela crise. Isso implicou em negociações complexas com fornecedores, visando garantir o abastecimento contínuo de produtos e, consequentemente, sustentar suas atividades comerciais. Paralelamente, houve uma necessidade premente de conter despesas relacionadas à força de trabalho, embora isso tenha sido contrabalançado pelo incremento do esforço de vendas, exigindo uma gestão delicada e multifacetada das operações. Ademais, diante da conjuntura desafiadora, a empresa se viu compelida a realocar seus investimentos, priorizando o fortalecimento do comércio eletrônico como uma via estratégica para impulsionar as vendas. Esse redirecionamento estratégico foi acompanhado por uma busca ativa por benefícios fiscais e incentivos governamentais, com o intuito de mitigar os impactos econômicos adversos da pandemia e garantir a continuidade das operações empresariais. Para comprovar os dados mencionados acima, os cálculos da análise horizontal mostrando a variação percentual comparando o ano de 2020 com o ano base de 2019, estão abaixo apresentados no Balanço Patrimonial e na Demonstração do Resultado do Exercício. 3. Análise vertical A análise vertical, conforme Limeira, et al. (2015), “é de grande importância, principalmente quando aplicada à demonstração de resultado do exercício, porque possibilita detectar a composição percentual das receitas, custos e despesas, evidenciando aquelas que mais influenciaram na formação do lucro ou prejuízo”. A análise vertical é uma técnica avançada de avaliação financeira que se concentra na decomposição percentual de cada item específico em um demonstrativo financeiro, como o balanço patrimonial ou a demonstração de resultados, em relação ao total correspondente para o mesmo período. Essencialmente, essa abordagem examina a participação proporcional de cada elemento dentro do conjunto total, fornecendo uma visão detalhada da composição e relevância relativa de cada componente nos demonstrativos financeiros da empresa. Ao destacar a importância relativa de cada item em relação ao todo, a análise vertical proporciona insights valiosos sobre a estrutura financeira da empresa, permitindo a identificação de áreas críticas ou potenciais oportunidades de otimização. Nesse contexto, a seguir, exponho as análises verticais referentes aos anos de 2019 e 2020, tanto no Balanço Patrimonial quanto na Demonstração de Resultadodo Exercício. Para dar início as análise é de importante valor observar Em 2019, o caixa e equivalente de caixa representavam apenas 0,97% do ativo total, enquanto em 2020 esse valor saltou para 5,75%. Essa alteração significa um aumento substancial na proporção de recursos disponíveis em caixa e equivalente de caixa em relação ao total de ativos da empresa. Essa elevação pode indicar uma estratégia de maior liquidez adotada pela empresa em resposta a um ambiente de incerteza econômica, como o ocorrido durante a pandemia da COVID-19 em 2020. Ter uma proporção maior de caixa e equivalente de caixa pode oferecer à empresa uma reserva financeira adicional para enfrentar potenciais dificuldades financeiras ou aproveitar oportunidades de investimento que possam surgir. Por outro lado, esse aumento na participação do caixa também pode refletir uma menor alocação de recursos em ativos de longo prazo, o que poderia afetar a capacidade da empresa de gerar retorno sobre seus investimentos a longo prazo. Os estoques também saltaram de 18,86% do ativo total em 2019 para 24,48% em 2020. um aumento nos estoques pode implicar em custos adicionais associados ao armazenamento e à manutenção desses itens, o que pode impactar negativamente a rentabilidade da empresa, especialmente se os produtos não forem vendidos rapidamente. Nesse sentido, é essencial que a empresa avalie cuidadosamente os motivos por trás desse aumento nos estoques e implemente estratégias eficazes de gestão para garantir um equilíbrio adequado entre oferta e demanda, minimizando assim os potenciais impactos negativos em sua operação e desempenho financeiro. As dívidas de curto prazo com terceiros também tiveram uma substancial elevação dado seu passivo total. Foram de 38,70% para 51,63%, ou seja, mais da metade dos recursos obtidos da empresa em 2020 foram adquiridos via dívidas de curto prazo. Embora o financiamento por meio de dívidas de curto prazo possa oferecer flexibilidade financeira, é importante considerar os riscos associados, como taxas de juros variáveis e a necessidade de refinanciamento em um curto espaço de tempo. Esse aumento na proporção de dívidas de curto prazo também pode indicar pressão sobre o fluxo de caixa da empresa ou dificuldades para obter financiamento de longo prazo. Por outro lado, o capital de terceiros que representava 40,65% do passivo total do Magazine Luiza, em 2020 passou a representar 32,85%, ou seja, houve uma queda de 7,79%. Isto é, a empresa passou a obter mais recursos de terceiros do que vindos de capital próprio. Essa mudança na fonte de financiamento não é necessariamente negativa, desde que os recursos obtidos por meio de empréstimos e financiamentos sejam adequadamente gerenciados. De fato, quando bem utilizados, esses novos recursos podem proporcionar oportunidades de crescimento, investimento em projetos estratégicos e expansão das operações da empresa. No entanto, é fundamental que a empresa mantenha uma gestão eficaz desses recursos, garantindo que sejam aplicados de forma produtiva e que os custos associados ao financiamento sejam controlados. Além disso, é importante considerar a capacidade da empresa de gerar retorno sobre esses investimentos e de cumprir as obrigações decorrentes dos empréstimos de forma sustentável. Portanto, embora a mudança na fonte de financiamento possa representar oportunidades para o crescimento da empresa, é essencial que haja uma análise cuidadosa e uma gestão prudente dos novos recursos obtidos por meio de empréstimos e financiamentos. 3. Cálculo dos índices de liquidez Para aprimorar as análises horizontal e vertical, o cálculo dos indicadores de liquidez, de endividamento, de lucratividade e de rentabilidade se fazem necessários. A começar pelos indicadores de liquidez, sendo eles o Índice de Liquidez Corrente (ILC), Índice de Liquidez Imediata (ILI), Índice de Liquidez Seca (ILS) e Índice de Liquidez Geral (ILG). O ILC do Magazine Luiza em ambos os anos foi acima de 1, o que implica que a empresa detém um volume de ativos circulantes, tais como disponibilidades em caixa, contas a receber e estoque, que excede o montante de seus passivos circulantes, incluindo contas a pagar e dívidas de curto prazo, os quais devem ser honrados no período de um ano. Esta condição é geralmente interpretada como um indicador favorável da saúde financeira da empresa, uma vez que sugere que ela possui uma reserva financeira suficiente para satisfazer seus compromissos de curto prazo sem necessidade de recorrer a fontes adicionais de financiamento externo. Significa então que para cada 1 real da dívida de curto prazo a empresa possui 1,29 (em 2020) e 1,69 (em 2019) reais de capital de giro para cobrir essa dívida, ou seja, há uma folga financeira. Já na ILI quanto mais próximo de zero, melhor para a empresa. Isso significa que a empresa está com uma boa gestão de tesouraria. Em 2019, a condição da empresa era extremamente eficiente, com a pandemia e seus desdobramentos tendo que aumentar seu disponível e seu passivo circulante, houve um aumento na ILI mas continua sendo um número que nos mostra uma boa capacidade da empresa em honrar seus compromissos utilizando somente o disponível de sua empresa. A ILS calcula a capacidade da empresa de pagar suas dívidas imediatas apenas com os ativos que podem ser convertidos rapidamente em dinheiro, como caixa, equivalentes de caixa e contas a receber. Ou seja, é calculada deduzindo o seu estoque. Nesse sentido, quanto mais próximo é o valor da ILS da ILC, melhor é para a empresa pois mostra um baixo grau de dependência do estoque. Para descobrir esse Grau de Dependência do Estoque (GDE) podemos calcular (LC – LS) / LC, ou seja, o GDE para 2019 é 29% e em 2020 é 37%. Isso mostra que o estoque ainda tem uma maior dependência do estoque para cobrir as obrigações de curto prazo, o que pode ter implicações na gestão de estoque e na estratégia financeira da empresa. Por fim, temos o ILG que traz um complemento a análise ao compará-lo com ILC para traduzir se a empresa está alocando suas dívidas no curto ou no longo prazo. O melhor cenário é a empresa ter mais endividamento de longo prazo no passivo não circulante pois assim a empresa consegue negociar juros, ter mais folego financeiro, dentre outros benefícios que não comprometam suas atividades no curto prazo. 4. Cálculo da estrutura de capital Os indicadores de endividamento de uma empresa desempenham um papel crítico na análise financeira, fornecendo insights essenciais sobre as fontes de financiamento empregadas. Esses indicadores são fundamentais para compreender a estrutura de capital da empresa, revelando a proporção de recursos provenientes de fontes externas, como empréstimos e emissões de títulos, em comparação com o capital próprio. Eles fornecem uma compreensão aprofundada da saúde financeira e da estrutura de capital da empresa, desempenhando um papel crucial na avaliação de sua sustentabilidade financeira e na formulação de estratégias para crescimento e gerenciamento de riscos de forma eficaz. Ao examinar os indicadores de endividamento, gestores financeiros e investidores podem avaliar a alavancagem financeira da empresa, isto é, o equilíbrio entre o capital próprio e o capital de terceiros utilizado nas operações. Isso é crucial para entender a capacidade da empresa de cumprir suas obrigações financeiras, bem como para analisar sua gestão de riscos e sua saúde financeira de forma mais ampla. Além disso, esses indicadores permitem comparações com outras empresas do setor, facilitando a análise comparativa da estrutura de capital. Eles também oferecem insights valiosos sobre tendências ao longo do tempo e podem guiar decisões estratégicas, como a necessidade de refinanciamento, a busca por novas fontes de financiamento ou ajustes nas políticas de dividendos. Ao considerar os dados mencionados, é evidente que, com base no Endividamento Geral (EG), a empresa aumentou sua dependência de recursos de terceiros ao longo de 2020. Em 2019, aproximadamente59,35% de seus recursos eram provenientes de fontes externas, enquanto em 2020 essa proporção aumentou para cerca de 67,15%. Esse aumento na dependência de recursos de terceiros pode ter diversas implicações para a empresa. Por um lado, pode indicar uma estratégia de financiamento voltada para a expansão das operações, investimentos em novos projetos ou reestruturação do negócio. Por outro lado, um aumento significativo no endividamento geral também pode elevar os custos financeiros da empresa e aumentar sua exposição ao risco financeiro, especialmente em períodos de instabilidade econômica. Já no indicador de Composição do Endividamento (CE), temos que em ambos os anos a dívida está mais alocada no curto prazo, em 2019 a dívida de curto prazo era de 65,20%, e saltou para 76,89% em 2020, um aumento de 11,69% nesse valor. Esse aumento na proporção da dívida de curto prazo pode indicar uma maior necessidade de financiamento imediato ou uma maior pressão sobre o fluxo de caixa da empresa no curto prazo. Aumenta então o risco financeiro da empresa, especialmente se a capacidade de pagar essas obrigações no curto prazo for afetada por fatores como flutuações na receita ou custos inesperados. O Passivo Oneroso sobre o Ativo (POSA) mostra se a empresa utiliza de recursos onerosos para financiar suas aplicações. Nesse caso o POSA de 2019 foi de 20,70% e de 2020 foi 22,99%. Esse aumento no POSA indica que a empresa está dependendo de fontes de financiamento mais onerosas para sustentar suas atividades em comparação com o ano anterior. Recursos onerosos geralmente se referem a empréstimos ou dívidas que têm taxas de juros mais altas ou condições mais desfavoráveis para a empresa. Um POSA mais elevado sugere uma maior exposição ao risco financeiro, pois a empresa pode enfrentar maiores encargos financeiros devido ao pagamento de juros mais altos sobre sua dívida. Isso pode afetar negativamente a lucratividade e a capacidade da empresa de gerar retornos sobre seus investimentos. Agora ao se tratar de Imobilização do Capital próprio (IPL), mostra se o capital próprio é suficiente sozinho de suprir os investimentos permanentes. Enquanto a Imobilização dos Recursos Não Correntes (IRNC) adicionam ao item anterior os recursos de longo prazo, para observar se são capazes de cobrir os investimentos permanentes. Esses dados apresentados indicam que em 2020 uma maior parte do PL foi utilizada nos investimentos permanentes, subindo de 65,61% para 80,70%, o PL foi suficiente para financiar esses investimentos permanentes sozinho, porém ainda representam uma grande parte de seu total. O que diminui ao colocarmos na equação os recursos não correntes de longo prazo, onde o valor de 2020 foi de 54,82% e de 2019 foi de 43,51%. 5. Cálculo da lucratividade Os indicadores de lucratividade são divididos em Margem Bruta (MB), Margem Operacional (MO), Margem Líquida (ML) e Giro do Ativo (GA). A MB indicada pela empresa em 2020 foi menor que em 2019, caindo de 27,19% para 24,72%. . Esta diminuição na Margem Bruta sugere uma redução na eficiência operacional da empresa em transformar suas vendas em lucro bruto durante o período comparado. Uma queda na Margem Bruta pode ser resultado de diversos fatores, como aumento nos custos dos produtos vendidos, redução nos preços de venda, deterioração da eficiência operacional ou mudanças na estrutura de custos da empresa. Essa redução na Margem Bruta deve ser cuidadosamente analisada pela empresa, pois pode afetar sua rentabilidade geral e sua capacidade de gerar lucros. A MO está associada é calculada dividindo-se o lucro operacional pelo total das vendas da empresa e expressa a proporção de cada unidade monetária de vendas que se transforma em lucro operacional. Em outras palavras, a Margem Operacional mostra o quanto de cada real vendido a empresa consegue manter como lucro operacional, após cobrir todos os custos e despesas relacionados à produção e comercialização de seus produtos ou serviços. Nesse caso, a MO que em 2019 era 6,57%, passou a ser 1,45% em 2020, essa queda pode se dar às elevadas despesas operacionais que o Magazine Luiza teve. Ou seja, a empresa obteve mais esforços para conseguir realizar as suas vendas e não foi refletido no faturamento das suas vendas. A ML por sua vez é um indicativo de eficiência financeira e operacional, pois mostra que a empresa está gerando um lucro líquido substancial a partir de suas atividades operacionais, após o pagamento de todas as despesas. Uma Margem Líquida baixa pode indicar margens operacionais estreitas, altos custos operacionais, pressões competitivas no mercado ou ineficiências na gestão financeira. Em 2019 a ML era de 4,99% e caiu para 1,50% em 2020, isso mostra que mesmo a empresa vendendo muito mais em 2020 em comparação com 2019, ela não conseguiu converter essas vendas em lucro. E, por fim o Giro do Ativo (GA) é quantas vezes o capital girou no período. Um GA alto geralmente indica uma utilização eficiente dos ativos da empresa para gerar receitas, o que pode ser um indicativo de boa gestão operacional e eficiência financeira. Por outro lado, um GA baixo pode sugerir subutilização dos ativos da empresa ou ineficiências operacionais. Em 2019 o GA era de 0,99 e em 2020 foi para 1,17, ou seja, indica uma melhoria na eficiência operacional da empresa em transformar seus ativos em vendas. 6. Cálculo da rentabilidade A avaliação da rentabilidade de uma empresa pode ser realizada por meio de dois indicadores: a Rentabilidade do Patrimônio Líquido (ROE) e a Rentabilidade dos Investimentos (ROI). O ROE, ou Return on Equity, é uma métrica financeira que avalia a eficácia com que uma empresa utiliza o capital investido pelos acionistas para gerar lucro líquido. Essencialmente, é uma medida da rentabilidade do patrimônio líquido da empresa. Um ROE mais elevado geralmente indica uma gestão mais eficaz dos recursos da empresa e uma maior rentabilidade para os investidores. No caso do Magazine Luiza em 2019, o ROE foi de 12,19%, enquanto a taxa básica de juros da época (Selic) era de 4,5% e a inflação (IPCA) era de 4,31%. Considerando a soma da taxa básica de juros e da inflação, que totalizava 8,81%, isso significa que o retorno obtido pelos investimentos de renda fixa disponíveis no mercado era de 8,81%. Dado que o ROE do Magazine Luiza foi superior a 8,81%, isso sugere que os acionistas da empresa receberam um retorno maior sobre seu investimento em comparação com as alternativas de investimento disponíveis no mercado, como os investimentos de renda fixa. Em outras palavras, a rentabilidade oferecida pelo Magazine Luiza, medida pelo ROE, superou a rentabilidade de investimentos considerados seguros e com menor risco, como os títulos de renda fixa, representados pela soma da taxa básica de juros e da inflação. Em 2020, o ROE do Magazine Luiza foi de 5,35%. Nesse mesmo período, a taxa básica de juros (Selic) estava em 2% e a inflação (IPCA) era de 4,52%. Ao somar a taxa básica de juros e a inflação, obtém-se uma referência da rentabilidade de investimentos de renda fixa, que totalizava 6,52% (2% + 4,52%). Portanto, o ROE de 5,35% do Magazine Luiza em 2020 foi inferior à rentabilidade esperada de investimentos de renda fixa, que era de 6,52%. Isso sugere que, nesse período, os acionistas do Magazine Luiza obtiveram um retorno menor sobre seu investimento em comparação com as alternativas de investimento disponíveis no mercado, como os investimentos de renda fixa representados pela soma da taxa básica de juros e da inflação. Agora, ao falar do ROI, em 2020, o ROI (Return on Investment) do Magazine Luiza foi de 1,76%, enquanto em 2019 foi de 4,95%. O ROI é uma métrica que avalia a eficiência de um investimento ao comparar o lucro líquido gerado por ele com o custo do investimento. Quanto maior o ROI, mais eficaz é o investimento em gerar retorno. Portanto, em 2019, o ROI de 4,95% indica que, para cada unidade monetária investida, a empresa obteve um retorno de 4,95%. Já em 2020, o ROI de 1,76% representa um retornomenor sobre o investimento em comparação com o ano anterior. Essa redução pode indicar uma menor eficiência nos investimentos realizados pela empresa durante o período. 7. Conclusão sobre a situação econômica e financeira da empresa A análise do desempenho do Magazine Luiza nos anos de 2019 e 2020 revela um quadro desafiador e complexo, influenciado principalmente pela pandemia de COVID-19. Durante esse período, a empresa enfrentou uma série de mudanças significativas em sua estratégia e gestão de recursos para lidar com as incertezas econômicas. Uma observação importante é o aumento dos ativos circulantes, como o caixa disponível, que foi uma medida cautelosa para enfrentar os desafios econômicos da pandemia. No entanto, esse aumento foi acompanhado por um aumento correspondente no passivo, especialmente em dívidas de curto prazo, levantando questões sobre a sustentabilidade dessa estratégia. A mudança na estrutura de endividamento, com mais dívidas de curto prazo, aumenta a pressão sobre o fluxo de caixa e o risco financeiro da empresa. Por outro lado, o aumento no uso do capital próprio para financiar investimentos permanentes indica uma busca por estabilidade financeira, embora a dependência contínua de recursos de terceiros permaneça uma preocupação. Do ponto de vista operacional, houve um esforço notável para aumentar as receitas, mas isso foi acompanhado por um aumento proporcional nas despesas operacionais, resultando em uma queda nos lucros. Isso destaca os desafios operacionais enfrentados pela empresa e a necessidade de uma gestão eficaz dos custos. A análise desses indicadores reflete a complexidade dos desafios enfrentados pelo Magazine Luiza durante a pandemia. Enquanto a empresa demonstrou resiliência, as questões financeiras e operacionais destacam a importância de uma abordagem estratégica e cautelosa para garantir o sucesso a longo prazo. Já a análise do Return on Equity (ROE) e do Return on Investment (ROI) do Magazine Luiza nos anos de 2019 e 2020 oferece insights valiosos sobre a eficácia da alocação de capital e a eficiência dos investimentos da empresa. Em 2019, o ROE foi substancialmente superior à taxa de retorno de investimentos de renda fixa disponíveis no mercado, indicando uma rentabilidade atrativa para os acionistas em comparação com alternativas de menor risco. Este desempenho foi atribuído a uma gestão eficaz dos recursos da empresa, resultando em um retorno sólido sobre o capital investido. No entanto, em 2020, observou-se uma queda significativa no ROE, abaixo da rentabilidade esperada de investimentos de renda fixa. Isso sugere uma diminuição na eficiência da empresa em gerar lucro líquido a partir do capital dos acionistas. Paralelamente, o ROI também diminuiu, indicando uma menor eficiência nos investimentos realizados durante o período. Essa redução pode ser atribuída a uma variedade de fatores, incluindo mudanças nas condições de mercado, impactos da pandemia e decisões estratégicas da empresa. Esses resultados destacam a importância de uma análise abrangente e dinâmica do desempenho financeiro, considerando não apenas as métricas isoladas, mas também o contexto econômico e as estratégias de negócios da empresa. Além disso, ressaltam a necessidade de uma gestão proativa e adaptável para enfrentar os desafios em constante evolução do ambiente empresarial. Referências bibliográficas LIMEIRA, André Luis Fernander; SILVA, Carlos Alberto dos Santos; VIEIRA, Carlos; SILVA, Raimundo Nonato Souza. Gestão Contábil Financeira. 2. ed. [S. l.]: EDITORA FGV, 2015. 99 p. E-book. VEJA o histórico da taxa Selic nos últimos 20 anos: Taxa básica da economia brasileira é definida a cada 45 dias em reunião do Copom, do Banco Central. [S. l.], 2023. Disponível em: https://valor.globo.com/financas/noticia/2023/08/02/veja-o-historico-da-taxa-selic-nos-ultimos-20-anos.ghtml. Acesso em: 20 mar. 2024. 1 2 1 image3.emf A.V. % 31/12/201931/12/2019 ativo total18.611.817 100,00% ativo circulante12.157.015 65,32% caixa e equivalentes de caixa180.799 0,97% aplicações financeiras4.446.143 23,89% contas a receber2.769.649 14,88% estoques3.509.334 18,86% ativos biológicos0,00% tributos a recuperar777.929 4,18% outros ativos circulantes473.161 2,54% ativo não circulante6.454.802 34,68% ativo realizável a longo prazo1.491.070 8,01% investimentos1.240.664 6,67% imobilizado3.196.199 17,17% intangível526.869 2,83% passivo total18.611.817 100,00% passivo circulante7.203.042 38,70% obrigações sociais e trabalhistas309.007 1,66% fornecedores5.413.546 29,09% obrigações fiscais307.695 1,65% empréstimos e financiamentos8.192 0,04% outras obrigações1.164.602 6,26% passivo não circulante3.843.838 20,65% empréstimos e financiamentos838.862 4,51% arrendamento mercantil1.893.790 10,18% tributos diferidos3.725 0,02% provisões fiscais, trabalhistas e cíveis767.938 4,13% lucros e receitas a apropriar339.523 1,82% patrimônio líquido7.564.937 40,65% capital social realizado5.952.282 31,98% reservas de capital198.730 1,07% reservas de lucros1.410.757 7,58% outros resultados abrangentes3.168 0,02% Balanço Patrimonial image4.emf A.V. % 31/12/202031/12/2020 ativo total22.296.830 100,00% ativo circulante14.799.483 66,37% caixa e equivalentes de caixa1.281.569 5,75% aplicações financeiras1.220.095 5,47% contas a receber3.460.711 15,52% estoques5.459.037 24,48% ativos biológicos0,00% tributos a recuperar594.782 2,67% outros ativos circulantes2.783.289 12,48% ativo não circulante7.497.347 33,63% ativo realizável a longo prazo1.585.551 7,11% investimentos1.705.072 7,65% imobilizado3.613.297 16,21% intangível593.427 2,66% passivo total22.296.830 100,00% passivo circulante11.512.179 51,63% obrigações sociais e trabalhistas294.314 1,32% fornecedores7.679.861 34,44% obrigações fiscais331.113 1,49% empréstimos e financiamentos1.666.243 7,47% outras obrigações1.540.648 6,91% passivo não circulante3.459.364 15,52% empréstimos e financiamentos17.725 0,08% arrendamento mercantil2.156.522 9,67% tributos diferidos- 0,00% provisões fiscais, trabalhistas e cíveis998.250 4,48% lucros e receitas a apropriar286.867 1,29% patrimônio líquido7.325.287 32,85% capital social realizado5.952.282 26,70% reservas de capital213.037- -0,96% reservas de lucros1.574.891 7,06% outros resultados abrangentes11.151 0,05% Balanço Patrimonial image5.emf A.V. % 31/12/201931/12/2019 receita de venda de bens e/ou serviços18.491.861100,00% custo dos bens e/ou serviços vendidos-13.464.40572,81% resultado bruto5.027.45627,19% despesas/receitas operacionais-3.745.08320,25% despesas com vendas-3.134.58616,95% despesas gerais e administrativas-972.5825,26% perdas pela não recuperabilidade de ativos-69.6760,38% outras receitas operacionais352.0311,90% resultado de equivalência patrimonial79.7300,43% resultado antes do resultado financeiro e dos tributos1.282.3736,93% receitas financeiras647.4213,50% despesas financeiras-714.4103,86% resultado antes dos tributos sobre o lucro1.215.3846,57% imposto de renda e contribuição social sobre o lucro-293.5561,59% lucro/prejuízo do período921.8284,99% Demonstração do Resultado do Exercício image6.emf A.V. % 31/12/202031/12/2020 receita de venda de bens e/ou serviços26.130.544100,00% custo dos bens e/ou serviços vendidos-19.672.09075,28%resultado bruto6.458.45424,72% despesas/receitas operacionais-5.753.92922,02% despesas com vendas-4.476.88717,13% despesas gerais e administrativas-1.295.0414,96% perdas pela não recuperabilidade de ativos-100.3880,38% outras receitas operacionais81.8340,31% resultado de equivalência patrimonial36.5530,14% resultado antes do resultado financeiro e dos tributos704.5252,70% receitas financeiras201.4630,77% despesas financeiras-526.5432,02% resultado antes dos tributos sobre o lucro379.4451,45% imposto de renda e contribuição social sobre o lucro12.2640,05% lucro/prejuízo do período391.7091,50% Demonstração do Resultado do Exercício image7.emf Indicadores20202019 ILC1,29 1,69 ILI0,11 0,03 ILS0,81 1,20 ILG1,09 1,24 Indices de Liquidez image8.emf Indicadores20202019 EG67,15%59,35% CE76,89%65,20% POSA22,99%20,70% IPL80,70%65,61% IRNC54,82%43,51% Indices de Endividamento image9.emf Indicadores20202019 MB24,72%27,19% MO1,45%6,57% ML1,50%4,99% GA1,17 0,99 Indices de Lucratividade image10.emf Indicadores20202019 ROE5,35%12,19% ROI1,76%4,95% Indices de Rentabilidade image1.emf A.H. 31/12/202031/12/2019 receita de venda de bens e/ou serviços26.130.54418.491.86141,31% custo dos bens e/ou serviços vendidos-19.672.090-13.464.40546,10% resultado bruto6.458.4545.027.45628,46% despesas/receitas operacionais-5.753.929-3.745.08353,64% despesas com vendas-4.476.887-3.134.58642,82% despesas gerais e administrativas-1.295.041-972.58233,15% perdas pela não recuperabilidade de ativos-100.388-69.67644,08% outras receitas operacionais81.834352.031-76,75% resultado de equivalência patrimonial36.55379.730-54,15% resultado antes do resultado financeiro e dos tributos704.5251.282.373-45,06% receitas financeiras201.463647.421-68,88% despesas financeiras-526.543-714.410-26,30% resultado antes dos tributos sobre o lucro379.4451.215.384-68,78% imposto de renda e contribuição social sobre o lucro12.264-293.556-104,18% lucro/prejuízo do período391.709921.828-57,51% Demonstração do Resultado do Exercício image2.emf A.H. Δ% 31/12/202031/12/2019 ativo total22.296.830 18.611.817 19,80% ativo circulante14.799.483 12.157.015 21,74% caixa e equivalentes de caixa1.281.569 180.799 608,84% aplicações financeiras1.220.095 4.446.143 -72,56% contas a receber3.460.711 2.769.649 24,95% estoques5.459.037 3.509.334 55,56% ativos biológicos tributos a recuperar594.782 777.929 -23,54% outros ativos circulantes2.783.289 473.161 488,23% ativo não circulante7.497.347 6.454.802 16,15% ativo realizável a longo prazo1.585.551 1.491.070 6,34% investimentos1.705.072 1.240.664 37,43% imobilizado3.613.297 3.196.199 13,05% intangível593.427 526.869 12,63% passivo total22.296.830 18.611.817 19,80% passivo circulante11.512.179 7.203.042 59,82% obrigações sociais e trabalhistas294.314 309.007 -4,75% fornecedores7.679.861 5.413.546 41,86% obrigações fiscais331.113 307.695 7,61% empréstimos e financiamentos1.666.243 8.192 20239,88% outras obrigações1.540.648 1.164.602 32,29% passivo não circulante3.459.364 3.843.838 -10,00% empréstimos e financiamentos17.725 838.862 -97,89% arrendamento mercantil2.156.522 1.893.790 13,87% tributos diferidos- 3.725 -100,00% provisões fiscais, trabalhistas e cíveis998.250 767.938 29,99% lucros e receitas a apropriar286.867 339.523 -15,51% patrimônio líquido7.325.287 7.564.937 -3,17% capital social realizado5.952.282 5.952.282 0,00% reservas de capital213.037- 198.730 -207,20% reservas de lucros1.574.891 1.410.757 11,63% outros resultados abrangentes11.151 3.168 251,99% Balanço Patrimonial image11.emf image12.wmf