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<p>Gestão da Tecnologia</p><p>da Informação</p><p>Material Teórico</p><p>Responsável pelo Conteúdo:</p><p>Prof. Me. Fábio Peppe Beraldo</p><p>Revisão Textual:</p><p>Prof.ª Esp. Kelciane da Rocha Campos</p><p>Gestão de Infraestrutura de TI</p><p>• Fundamentos de Gestão de Infraestrutura de TI;</p><p>• Tendências Contemporâneas da Plataforma de Hardware;</p><p>• TI Verde;</p><p>• Planejamento de TI – PDTI.</p><p>• Estudar os fundamentos de gestão de infraestrutura de tecnologia</p><p>da informação e governança de tecnologia da informação com</p><p>COBIT®, além dos fundamentos da TI verde, e como este conceito está</p><p>mudando o mundo de forma permanente e economizando milhões de</p><p>dólares em recursos.</p><p>OBJETIVO DE APRENDIZADO</p><p>Gestão de Infraestrutura de TI</p><p>Orientações de estudo</p><p>Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem</p><p>aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua</p><p>formação acadêmica e atuação profissional, siga</p><p>algumas recomendações básicas:</p><p>Assim:</p><p>Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte</p><p>da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e</p><p>horário fixos como seu “momento do estudo”;</p><p>Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma</p><p>alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;</p><p>No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos</p><p>e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você</p><p>também encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão</p><p>sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;</p><p>Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-</p><p>são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o</p><p>contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e</p><p>de aprendizagem.</p><p>Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte</p><p>Mantenha o foco!</p><p>Evite se distrair com</p><p>as redes sociais.</p><p>Mantenha o foco!</p><p>Evite se distrair com</p><p>as redes sociais.</p><p>Determine um</p><p>horário fixo</p><p>para estudar.</p><p>Aproveite as</p><p>indicações</p><p>de Material</p><p>Complementar.</p><p>Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma</p><p>Não se esqueça</p><p>de se alimentar</p><p>e de se manter</p><p>hidratado.</p><p>Aproveite as</p><p>Conserve seu</p><p>material e local de</p><p>estudos sempre</p><p>organizados.</p><p>Procure manter</p><p>contato com seus</p><p>colegas e tutores</p><p>para trocar ideias!</p><p>Isso amplia a</p><p>aprendizagem.</p><p>Seja original!</p><p>Nunca plagie</p><p>trabalhos.</p><p>UNIDADE Gestão de Infraestrutura de TI</p><p>Contextualização</p><p>Em uma pesquisa realizada pela IDC e Accenture, conforme escreve Giardino</p><p>(2009), em uma escala de 1 a 5, as 150 maiores companhias instaladas no Brasil</p><p>receberam nota 2,4 no quesito de melhores práticas em gestão de infraestrutura</p><p>em tecnologia da informação - contra uma média mundial de 4.</p><p>“Esse cenário é preocupante, já que o Brasil desponta como uma das economias</p><p>que mais crescem em investimentos de TI e telecomunicações, superando os países</p><p>da América Latina e deixando para trás Coréia e Índia, entre os emergentes”, explica</p><p>Roberto Gutierrez, diretor da IDC. Isso ocorre por várias causas, uma delas é que</p><p>as empresas estão utilizando suas verbas orçamentárias concentradas em atividades</p><p>de manutenção do parque de equipamentos existentes nas suas corporações e não</p><p>em novas tecnologias e processos ou em inovação.</p><p>Outro ponto está nas formas de se implementar políticas, que em nosso país</p><p>estão em fase embrionária. Como se o consumo de energia atual fosse adequado.</p><p>Não é! Recursos de hardware antigos incluindo aí seus processadores, fontes e</p><p>partes móveis possuem consumo energético inadequado frente a novas formas</p><p>disponíveis atualmente, o que acarreta, entre outras coisas, ambientes mais quentes,</p><p>que exigem maior potência dos equipamentos de condicionamento de ar, gerando</p><p>custos que elevam o valor do rateio da área de tecnologia da informação frente ao</p><p>negócio, fazendo com que as margens de rentabilidade do negócio caiam, ou seja,</p><p>sejam insuficientes diante da competição por preço entre as empresas globalizadas.</p><p>Sustentabilidade da Gestão De TI</p><p>A TI verde é a nova maneira de pensar em tecnologia não apenas na produção,</p><p>mas também nas soluções para problemas como lixo tecnológico e impactos</p><p>ambientais. Silva (2012) escreve que, de acordo com o Greenpeace, as grandes</p><p>potências mundiais já aderiram não somente ao desenvolvimento de legislação</p><p>sobre sustentabilidade, mas também ao que tange à filosofia de reduzir custos</p><p>empregando soluções mais limpas quanto à fonte de energia, equipamentos mais</p><p>econômicos, que geram menor calor, entre outras técnicas.Nosso país também já</p><p>adotou políticas desse tipo, mas empresas admitem que o atrativo principal para</p><p>as políticas verdes ainda é a redução dos custos, o posicionamento da marca e a</p><p>reputação. Mais de 70% das empresas brasileiras adotaram os benefícios da TI</p><p>verde, um exemplo é a AmBev, que implantou o sistema da TI verde e reduziu</p><p>custos, evitou o descarte de mais de 15 mil máquinas no período de 2002 a 2010</p><p>e aumentou a vida útil dos computadores.</p><p>8</p><p>9</p><p>Fundamentos de Gestão</p><p>de Infraestrutura de TI</p><p>Para a tecnologia da informação de uma organização, a gestão da infraestrutura</p><p>trata da gestão dos componentes essenciais para sua operação, tais como políticas,</p><p>processos, equipamentos, dados, recursos humanos e os contatos externos para a</p><p>sua eficácia global.A gestão de infraestrutura é dividida em categorias de gerencia-</p><p>mento de sistemas, gerenciamento de rede e gerenciamento de armazenamento.</p><p>Produtos de gerenciamento de infraestrutura estão disponíveis a partir de um nú-</p><p>mero de fornecedores, como, por exemplo, a HP-Hewlett-Packard, DELL, IBM,</p><p>Microsoft e Oracle.</p><p>Entre outros fins, a gestão de infraestrutura visa a:</p><p>• reduzir a duplicação de esforços;</p><p>• garantir a adesão aos padrões;</p><p>• melhorar o fluxo de informações em todo um sistema de informação;</p><p>• promover a adaptabilidade necessária para um ambiente mutável;</p><p>• garantir a interoperabilidade entre as entidades organizacionais e as entida-</p><p>des externas;</p><p>• manter eficaz a mudança de gestão de políticas e práticas.</p><p>Apesar de todas as atividades comerciais dependerem da infraestrutura, pla-</p><p>nejamento e projetos, a gestão efetiva é normalmente desvalorizada ou posta em</p><p>segundo plano, em detrimento da organização.</p><p>A Infraestrutura de TI fornece a fundação para servir os clientes, trabalhando com</p><p>fornecedores e gerenciamento de processos de negócios. Ela define as capacidades</p><p>da empresa hoje e no futuro próximo.</p><p>Figura 1 – Conexão entre a empresa, os recursos de TI, infraestrutura e business</p><p>Fonte: fe.up.p</p><p>9</p><p>UNIDADE Gestão de Infraestrutura de TI</p><p>Os serviços que uma empresa é capaz de fornecer aos seus clientes, fornecedores</p><p>e funcionários é uma função direta de sua infraestrutura de TI. Idealmente, esta infra-</p><p>estrutura deve suportar os negócios da empresa e estratégia de sistemas de informa-</p><p>ção, e as novas tecnologias da informação têm um forte impacto sobre negócios e</p><p>estratégias de TI, bem como os serviços que podem ser prestados aos clientes.</p><p>A infraestrutura pode ser vista como a tecnologia ou como grupos de serviços,</p><p>e podemos entender como serviços aquilo prestado pelo hardware e software,</p><p>plataformas de computação, telecomunicações, gerenciamento de instalações físicas,</p><p>software de aplicação, gerenciamento de dados, gestão de TI, padrões de TI, TI</p><p>educação, treinamento, pesquisa e desenvolvimento.A infraestrutura vista como uma</p><p>perspectiva de plataforma de serviços destaca o valor para o negócio fornecido.</p><p>Observe:</p><p>Podemos perceber 5 estágios na evolução da infraestrutura. Na primeira ilus-</p><p>tração, vemos um conceito típico da máquina eletrônica de contabilidade entre</p><p>os anos 30 e 50 do século XX, que era a utilização de grandes máquinas pesadas</p><p>com software residente no hardware para classificação, inclusão e comunicação</p><p>de dados.</p><p>Na ilustração seguinte, vemos</p><p>grandes máquinas de</p><p>propósito ge-</p><p>ral, conhecidas como mainframes</p><p>e mais adiante microcomputado-</p><p>res, a partir do final da década de</p><p>50 do século passado e vigentes</p><p>até os dias de hoje.</p><p>Os mainframes foram os pri-</p><p>meiros computadores poderosos</p><p>que poderiam fornecer comparti-</p><p>lhamento de tempo, multitarefa e</p><p>memória virtual e com poder sufi-</p><p>ciente para suportar milhares de</p><p>terminais remotos.</p><p>A era do mainframe foi um</p><p>período de computação altamente</p><p>centralizado, controlado por pro-</p><p>gramadores e operadores de siste-</p><p>mas. Minicomputadores podero-</p><p>sos e mais baratos começaram a</p><p>mudar esse padrão, permitindo a</p><p>computação descentralizada cus-</p><p>tomizável para departamentos ou</p><p>unidades de negócios.</p><p>Figura 2 – Histórico evolucionário da Infraestrutura de TI</p><p>Fonte: fe.up.pt</p><p>10</p><p>11</p><p>A terceira ilustração mostra um computador pessoal cujo início remonta aos</p><p>anos 80 do século XX, com o PC da IBM amplamente utilizado pelas empresas</p><p>americanas. Foram criados para serem sistemas autônomos e somente na década</p><p>de 1990 é que puderam ser conectados em rede.</p><p>A quarta refere-se à era cliente/servidor, com computadores que usam dados do</p><p>computador servidor e com clientes em rede, estes servidores proveem os clientes</p><p>com serviços e capacidades.O trabalho de processamento do computador é dividido</p><p>entre estes dois tipos de máquinas. O cliente é o ponto de entrada do usuário,</p><p>enquanto o servidor normalmente processa e armazena dados compartilhados,</p><p>serve páginas da Web ou gerencia as atividades de rede.</p><p>O termo servidor refere-se tanto à aplicação de software quanto ao computador</p><p>físico no qual o software de rede é executado. O servidor pode ser um mainframe,</p><p>mas servidores hoje normalmente são versões mais poderosas de computadores</p><p>pessoais. Distribuir o trabalho por meio de uma série de pequenas máquinas baratas</p><p>custa muito menos do que os minicomputadores ou mainframes.</p><p>Por fim, a última ilustração mostra que em uma rede cliente/servidor com várias</p><p>camadas, pedidos de clientes para o serviço são manipulados por diferentes níveis</p><p>de servidores.A partir daí, podemos imaginar uma variação dessa figura, que seria</p><p>o que chamamos de modelo empresa da internet que usa a tecnologia de rede para</p><p>internet como o TCP/IP, que permite às empresas vincular diferentes dispositivos</p><p>e também as redes locais LANs.</p><p>Ambientes computacionais integrados permitem reunir e distribuir muito mais</p><p>rápido os dados. Há cinco características importantes de tecnologia da informação,</p><p>hoje, que atuam como direcionadores à expansão e desenvolvimento de tecnologia.</p><p>Estes incluem: Lei de Moore e Poder Microprocessamento, feita em 65 do</p><p>século passado e diz que o poder de processamento dobra a cada dois anos.Isso</p><p>foi possível porque numa CPU construída nos dias de hoje cabem muito mais</p><p>transistores que as anteriores; fora isso, o custo baixou drasticamente. Para se</p><p>ter uma ideia, um processador Intel pode conter até 1 bilhão de transistores e</p><p>pode ser fabricado em grandes volumes com transistores que custam menos de</p><p>10-4 centavos a unidade. Isso é um pouco menor do que o custo de um caractere</p><p>impresso em um livro.</p><p>Atualmente, os esforços estão voltados para o aprimoramento das tecnologias</p><p>nanoscópicas, ou nanotecnologia, que usa átomos e moléculas para criar chips de</p><p>computador milhares de vezes menores do que as tecnologias atuais permitem.</p><p>Os nanotubos, que são minúsculos tubos, cerca de dez mil vezes mais finos que</p><p>um cabelo humano, consistem em folhas enroladas de hexágonos de carbono.</p><p>Foram descobertos na década de 90 do século passado por pesquisadores da</p><p>NEC, com usos potenciais como fios minúsculos ou em dispositivos eletrônicos e o</p><p>potencial de servirem como condutores muito poderosos de corrente elétrica.</p><p>11</p><p>UNIDADE Gestão de Infraestrutura de TI</p><p>O postulado do armazenamento digital em massa é um tipo de “lei” que de-</p><p>monstra que enquanto a quantidade de informação digital produzida no mundo</p><p>dobra a cada ano, o custo de armazenamento de informação digital está caindo a</p><p>uma taxa exponencial.Para termos ideia, entre os anos 80 e 90 do século XX, as</p><p>capacidades dos discos rígidos para PCs cresceram a uma taxa de 25% a cada ano;</p><p>porém, depois dos anos 90, o crescimento acelerou para mais de 65% a cada ano.</p><p>Outro fato está associado ao fator custo de armazenamento de dados, que</p><p>vem declinando exponencialmente desde os anos 50 do século passado. Desde</p><p>o primeiro dispositivo de armazenamento magnético, que foi utilizado em 1955,</p><p>o custo de armazenamento de um kilobyte de dados caiu de forma exponencial,</p><p>dobrando a quantidade de armazenamento digital para cada unidade monetária</p><p>gasta a cada 15 meses em média.A Lei Metcalf e Economia de Rede, na década</p><p>de 1970, descrevia que o valor de uma rede crescia exponencialmente conforme</p><p>ocorria o aumento na adesão à rede. A demanda por tecnologia da informação</p><p>tem sido impulsionada pelo valor social e de negócios das redes digitais, que</p><p>rapidamente multiplicaram o número de ligações reais e potenciais entre os</p><p>membros da rede.Outro fator complementar à lei Metcalf diz respeito aos custos</p><p>em declínio, tanto das comunicações, quanto da Internet.Uma das razões para o</p><p>crescimento da população da Internet é o rápido declínio na ligação entre ela e os</p><p>custos de comunicação em geral. O custo por kilobit de acesso à Internet caiu,</p><p>e modems a cabo agora entregam um kilobit de comunicação por um preço de</p><p>menos de 2 centavos.</p><p>Por fim, há o fator normas e efeitos de rede, que são padrões de tecnologia,</p><p>especificações que estabelecem a compatibilidade dos produtos e a capacidade de</p><p>se comunicar em uma rede, proporcionar poderosas economias de escala.Algumas</p><p>das normas, arquiteturas e empresas importantes que moldaram a infraestrutura</p><p>de TI incluem ASCII, UNIX, o TCP/IP, Ethernet, Apple, IBM, Microsoft, Intel, o</p><p>computador pessoal e a www.</p><p>Componentes de Infraestrutura</p><p>A infraestrutura é composta por sete componentes principais:</p><p>1. Plataformas de hardware de computador, que incluem máquinas, cliente</p><p>e servidor, bem como mainframes modernos destinados a um único</p><p>aplicativo dedicado;</p><p>2. Plataformas de sistema operacional, que incluem plataformas para</p><p>computadores clientes, dominadas por sistemas operacionais Windows</p><p>e servidores, dominadas por várias formas de UNIX ou Linux. Sistemas</p><p>operacionais são softwares que gerenciam os recursos e as atividades do</p><p>computador e atuam como uma interface para o utilizador;</p><p>3. Aplicativos de software empresariais, que incluem SAP, Oracle, PeopleSoft</p><p>e software para middleware, que são usados para ligar os sistemas de</p><p>uma empresa aos aplicativos existentes;</p><p>12</p><p>13</p><p>4. Gestão de dados e de armazenamento, que são tratados pelo software de</p><p>gestão de dados e dispositivos de armazenamento que incluem métodos tra-</p><p>dicionais de armazenamento, tais como arrays de disco e bibliotecas de fi tas</p><p>e tecnologias mais recentes, baseadas em rede de armazenamento, como</p><p>redes de área de armazenamento SANs, que permitem conectar vários dis-</p><p>positivos de armazenamento dedicados em redes de alta velocidade;</p><p>5. Plataformas de redes e telecomunicações, que incluem sistemas operacio-</p><p>nais Windows Server, Novell, Linux e UNIX, quase todas as LANs e muitas</p><p>redes de longa distância WANs que usam os padrões TCP/IP para a rede;</p><p>6. Plataformas de Internet, que se sobrepõem e têm de se relacionar com</p><p>a infraestrutura da empresa, a rede geral e plataformas de hardware e</p><p>software. Infraestrutura de Internet inclui o hardware, software e serviços</p><p>para manter sites corporativos, intranets e extranets, incluindo serviços</p><p>de hospedagem e software web e ferramentas de desenvolvimento de</p><p>aplicativos. Um serviço de hospedagem mantém um servidor Web grande,</p><p>ou uma série de servidores;</p><p>7. Serviços de integração de sistema e consultoria são invocados para a inte-</p><p>gração de uma empresa que possua sistemas legados com novas tecnolo-</p><p>gias e infraestrutura e que precise de conhecimentos técnicos para imple-</p><p>mentação de novas infraestruturas, juntamente</p><p>com alterações relevantes</p><p>nos processos de negócios, treinamento e integração de software. Siste-</p><p>mas legados são geralmente sistemas mais antigos de processamento de</p><p>transações, criados para computadores mainframe ou em tecnologia que</p><p>sofreu sucessivas atualizações ou mudanças graves, que continuam a ser</p><p>usados, todavia, para evitar o alto custo de substituí-los ou redesenhá-los.</p><p>IT Infrastructure Ecosystem</p><p>Data Management</p><p>and Storage</p><p>IBM DB2</p><p>Oracle</p><p>SQL Server</p><p>Sybase</p><p>MySQL</p><p>EMC Systems</p><p>Internet Platforms</p><p>Apache</p><p>Microsoft IIS, .NET</p><p>UNIX</p><p>Cisco</p><p>Java</p><p>Operating Systems</p><p>Platforms</p><p>Microsoft Windows</p><p>UNIX</p><p>Linux</p><p>Mac OS X</p><p>Enterprise Software</p><p>Applications</p><p>(including middleware)</p><p>SAP</p><p>Oracle</p><p>Microsoft</p><p>BEA</p><p>Consultants and</p><p>System Integrators</p><p>IBM</p><p>EDS</p><p>Accenture</p><p>Networking/</p><p>Telecommunications</p><p>Microsoft Windows Server</p><p>Linux</p><p>Novell</p><p>Cisco</p><p>Lucent</p><p>Nortel</p><p>AT&T, Verizon</p><p>Computer Hardware</p><p>Platforms</p><p>Dell</p><p>IBM</p><p>Sun</p><p>HP</p><p>Apple</p><p>Linux machines</p><p>Figura 3 – Ecossistema de Infraestrutura de TI</p><p>13</p><p>UNIDADE Gestão de Infraestrutura de TI</p><p>Tendências Contemporâneas</p><p>da Plataforma de Hardware</p><p>Embora o custo da computação tenha caído, as despesas de infraestrutura</p><p>de TI têm crescido devido ao aumento do custo de serviços de computação,</p><p>softwares e do aumento da intensidade e sofisticação da computação.Plataformas</p><p>de telecomunicações e computação têm convergido: no nível do cliente, com a</p><p>fusão de PDAs e telefones celulares, e no nível do servidor e de rede, com a</p><p>ascensão da telefonia via Internet. Computação em Grid utiliza os recursos ociosos</p><p>computacionais separados, os computadores geograficamente distantes para criar</p><p>um único supercomputador virtual. Neste processo, um computador servidor quebra</p><p>dados e aplicações em pedaços discretos que são divididos entre as máquinas do</p><p>grid.A computação em grid ofereceu redução de custos; aumentaram a velocidade</p><p>computacional e a agilidade.</p><p>Computação sob demanda, ou computação utilitária, refere-se a empresas que</p><p>podem atender ao pico de demanda de outras pelo poder computacional que</p><p>possuem e grandes centros de processamento de dados.Isso permite às outras,</p><p>que usam este serviço, reduzirem seus investimentos em infraestrutura de TI,</p><p>investindo apenas em poder de computação, tanto quanto necessário, em média,</p><p>e pagando por energia adicional. Este acordo oferece às empresas agilidade muito</p><p>maior e flexibilidade na sua infraestrutura.Computação autonôma é um esforço da</p><p>indústria para desenvolver sistemas que podem configurar, otimizar, reparar e se</p><p>proteger contra invasores e vírus. Software de proteção com atualizações de vírus</p><p>automáticas é um exemplo de computação autonômica.Computação de borda</p><p>é um multi-tier, esquema de balanceamento de carga para aplicações baseadas</p><p>na Web, em que partes do conteúdo do site e de processamento são executadas</p><p>por servidores menores e mais econômicos. Em uma computação de borda, o</p><p>cliente solicita o fornecimento de conteúdo como apresentações estáticas, códigos</p><p>reutilizáveis, enquanto componentes de lógica de banco de dados e de negócios</p><p>são entregues pelos servidores localizados na empresa.</p><p>Das empresas que estão implantando centenas ou milhares de servidores, muitas</p><p>descobriram que estão gastando mais em eletricidade para alimentar e resfriar seus</p><p>sistemas do que quando adquiriram o hardware. O consumo de energia pode ser</p><p>reduzido por meio da virtualização e de processadores multicore.</p><p>Virtualização é o processo de apresentação de um conjunto de recursos de</p><p>computação (com o poder de computação ou armazenamento de dados), para</p><p>que possam ser acessados de forma que não se restrinjam à configuração física ou</p><p>localização geográfica.Virtualização de servidores permite às empresas executarem</p><p>mais de um sistema operacional ao mesmo tempo, em uma única máquina. A</p><p>maioria dos servidores é executada em apenas 10% a 15% da capacidade, e a</p><p>virtualização pode aumentar as taxas de utilização do servidor para 70% ou mais.</p><p>14</p><p>15</p><p>Um processador de vários núcleos é um circuito integrado que contém dois ou</p><p>mais processadores. Essa tecnologia permite motores de processamento de dois ou</p><p>mais processadores com as necessidades de energia e dissipação de calor reduzidos</p><p>para realizar tarefas mais rapidamente do que um chip de recursos simples, com</p><p>um núcleo de processamento.</p><p>Plataforma de Software e Tecnologias Emergentes</p><p>Há cinco grandes temas da evolução contemporânea na plataforma de software:</p><p>1. Software de código aberto é um software produzido por uma comunidade</p><p>de centenas de milhares de programadores ao redor do mundo e está</p><p>disponível gratuitamente para ser modifi cado por usuários, com o mínimo</p><p>de restrições. A premissa de que software livre é superior à de software</p><p>comercial baseia-se na capacidade de milhares de programadores</p><p>modifi cando e melhorando o software a uma taxa muito mais rápida. Em</p><p>troca de seu trabalho, os programadores recebem prestígio e acesso a</p><p>uma rede de outros programadores, adicionais pagos em consultoria e</p><p>oportunidades de trabalho. O processo de melhoria de software de código</p><p>aberto é monitorado e auto-organizado por comunidades de programação</p><p>profi ssionais. Milhares de programas de código aberto, que vão desde</p><p>sistemas operacionais até suítes de escritório, estão disponíveis a partir de</p><p>centenas de sites. Linux, um sistema operacional relacionado com Unix, é</p><p>um dos mais bem conhecidos softwares de código aberto e é o S.O. mais</p><p>rápido do mundo para cliente e servidor;</p><p>A ascensão do software de código aberto, particularmente o Linux e as</p><p>aplicações que ele suporta, tem implicações profundas para plataformas</p><p>de softwares corporativos, como a redução de custos, confi abilidade,</p><p>resiliência e integração. Por causa de sua confi abilidade, baixo custo e</p><p>recursos de integração, o Linux tem o potencial de quebrar o monopólio</p><p>da Microsoft nos computadores desktop;</p><p>2. Java, uma linguagem de programação orientada a objetos, tornou-se o</p><p>ambiente de programação principal para a Web e seu uso migrou para</p><p>telefones celulares, carros, tocadores de música e muito mais. Para cada um</p><p>dos ambientes de computação em que o Java é utilizado, a Sun criou uma</p><p>máquina virtual Java que interpreta o código Java de programação para</p><p>essa máquina. Desta maneira, o código é escrito uma vez e pode ser usado</p><p>em qualquer máquina para a qual não existe uma máquina virtual Java. Um</p><p>PC Macintosh, um IBM PC com o Windows, um servidor Sun executando</p><p>Unix e até mesmo um telefone celular inteligente ou assistente pessoal</p><p>digital pode compartilhar o mesmo aplicativo Java. Java é normalmente</p><p>usado para criar programas pequenos da Web chamados applets, mas</p><p>também é uma linguagem robusta projetada para lidar com textos, dados,</p><p>gráfi cos, som e vídeo e permite que os usuários de PC manipulem dados</p><p>em sistemas de rede usando navegadores da Web, reduzindo a necessidade</p><p>de escrever software especializado;</p><p>15</p><p>UNIDADE Gestão de Infraestrutura de TI</p><p>Um navegador da Web é uma ferramenta de software fácil de usar, com</p><p>uma interface gráfica de usuário para exibir páginas da Web e para acessar</p><p>a web e outros recursos da Internet;</p><p>3. Software para integração empresarial é uma das prioridades mais</p><p>urgentes hoje, que precisam integrar o software legado existente com</p><p>a mais recente tecnologia. Substituição dos sistemas isolados que não</p><p>podem se comunicar com o software da empresa é uma solução; no</p><p>entanto, muitas empresas não podem simplesmente descartar aplicativos</p><p>de mainframe legados essenciais. Alguma integração pode ser alcançada</p><p>por middleware, software que cria uma interface ou uma ponte entre</p><p>dois sistemas diferentes.</p><p>Figura 4 – Software de Integração Empresarial – EAI contra a Integração Tradicional</p><p>Fonte: fe.up.pt</p><p>4. Software EAI usa middleware especial que cria uma plataforma comum</p><p>com a qual todos os aplicativos podem se comunicar livremente uns com</p><p>os outros. EAI exige programação muito menor do que a integração ponto</p><p>a ponto tradicional;</p><p>5. Serviços web, componentes</p><p>de software de baixo acoplamento que usam</p><p>padrões de comunicação Web, podem trocar informações entre diferentes</p><p>sistemas independentemente do sistema operacional da linguagem de</p><p>programação.</p><p>Tecnologia de serviços Web é fundada em XML, que foi desenvolvida</p><p>como uma linguagem de marcação mais poderosa do que a HTML, uma</p><p>linguagem de descrição de página especificando como o conteúdo aparece</p><p>em páginas da web. Ao marcar dados com tags XML, os computadores</p><p>podem interpretar, manipular e trocar dados de diferentes sistemas.</p><p>Serviços Web se comunicam por mensagens XML via protocolos padrão</p><p>da Web, tais como:</p><p>» SOAP, que é um conjunto de regras para a estruturação de mensagens que</p><p>permite que aplicativos passem dados e instruções para o outro;</p><p>» WSDL é um framework para descrever as tarefas realizadas por um serviço</p><p>Web e os comandos e dados que ele vai aceitar, de modo que ele possa ser</p><p>usado por outros aplicativos;</p><p>16</p><p>17</p><p>UDDI permite que um serviço Web seja listado em um diretório de serviços da</p><p>Web de modo que possa ser facilmente localizado.</p><p>Usando estes protocolos, um aplicativo de software pode se conectar livremente</p><p>para outras aplicações sem programação personalizada para cada aplicação</p><p>diferente com a qual deseja se comunicar.A coleção de serviços da Web usados para</p><p>construir sistemas de uma empresa de software constitui uma arquitetura orientada</p><p>a serviços SOA, que é uma maneira inteiramente nova de desenvolvimento de</p><p>software para uma empresa.No passado, as aplicações eram separadas, foram</p><p>escritas para diferentes divisões e tarefas e não podiam se comunicar umas com as</p><p>outras. Em um ambiente SOA, um único aplicativo pode ser usado e reutilizado</p><p>como um “serviço” que pode ser usado por outros serviços.Por exemplo, um</p><p>“serviço de fatura” pode ser o único programa escrito que a empresa responsável</p><p>para calcular as informações de fatura e relatórios utiliza.</p><p>TI Verde</p><p>Também chamada de computação verde, descreve o estudo e a utilização de</p><p>recursos de informática de uma forma eficiente. TI Verde começa com fabricantes</p><p>produzindo produtos ecologicamente corretos e incentivando os departamentos</p><p>de TI das corporações a considerar opções mais amigáveis, como virtualização,</p><p>gerenciamento de energia e hábitos de reciclagens adequadas.Os governos também</p><p>propõem novas regras de conformidade que funcionarão para os centros de dados</p><p>com a futura certificação verde. Alguns critérios incluem a utilização de materiais de</p><p>baixa emissão de calor em sua produção (energia) e poluentes, reciclagem, uso de</p><p>tecnologias alternativas de energia e outras tecnologias tidas como verdes.</p><p>Todas as empresas estão cada vez mais dependentes da tecnologia e as empresas</p><p>de pequeno porte não são exceção. Nós trabalhamos em nossos computadores,</p><p>notebooks e smartphones durante todo o dia, conectados a servidores rodando</p><p>24 horas por 7 dias. Por ser o ciclo da tecnologia tão rápido, estes dispositivos</p><p>tornam-se obsoletos e, em algum momento – mais frequentemente, mais cedo do</p><p>que mais tarde – dispomos de equipamentos antigos e os substituímos por novos.</p><p>Nós usamos grandes quantidades de papel e tinta para imprimir documentos.</p><p>Nesse processo, a maioria das empresas desperdiça recursos, na forma de</p><p>energia, papel, tempo e dinheiro, recursos que poderiam investir para desenvolver</p><p>novos produtos ou serviços ou para contratar e treinar funcionários. Mesmo que</p><p>você não seja um ambientalista, é um bom negócio para o seu ambiente de TI</p><p>verde e cultura.</p><p>Em poucas palavras, TI Verde é composta de duas coisas:</p><p>• minimizar o impacto negativo do uso de tecnologia da informação no ambiente;</p><p>• utilizar a tecnologia de informação para ajudar a resolver problemas ambientais.</p><p>17</p><p>UNIDADE Gestão de Infraestrutura de TI</p><p>Em nossa vida, a tecnologia nos ajuda a fazer de tudo, desde enviar uma piada</p><p>para nossos amigos por e-mail, ou avisar cidades sobre tsunamis e terremotos. Nós</p><p>precisamos dela, e ela não vai desaparecer tão cedo.Por outro lado, um computador</p><p>típico é composto de milhares de produtos químicos e se colocássemos todos os</p><p>computadores do mundo juntos, eles usariam grandes quantidades de eletricidade.</p><p>O computador contém mais de um Kg de chumbo e um verdadeiro coquetel de</p><p>produtos químicos, incluindo antimônio, arsênio, boro, fósforo, ácido nítrico, ácido</p><p>fluorídrico e fluoreto de hidrogênio, só para citar alguns.</p><p>Seu computador também é rico em recursos minerais: a eletrônica consome</p><p>dez por cento da produção mundial de ouro, dos quais apenas trinta por cento</p><p>é recuperado a partir da sucata; também usa muito cobre. Este coquetel tóxico e</p><p>ineficiente é de onde o lixo eletrônico vem.Isso é muito preocupante e tem a ver,</p><p>principalmente, com a fome contínua da nossa sociedade globalizada para novos</p><p>componentes eletrônicos, que nos lembra de que a Terra tem recursos finitos.</p><p>Quando usamos minerais como ouro e prata e não recuperamos, esses minerais</p><p>são deduzidos da nossa oferta global. Eventualmente, as reservas vão ficar tão</p><p>baixas que não vamos ter mais esses recursos disponíveis, caso não reciclemos o</p><p>que usamos.</p><p>Conforme estudos feitos pela Green IT, um computador desktop típico usa</p><p>868 kW de eletricidade por ano. E praticamente todas as empresas no mundo</p><p>desenvolvido tem um computador de algum tipo. Muitas organizações têm milhares</p><p>de computadores. Imagine o seguinte: uma empresa com 20.000 computadores.</p><p>Se calcularmos as emissões de carbono de 20 mil computadores usando 868kW</p><p>de eletricidade por ano, veremos que isso equivale a 12.467 toneladas métricas de</p><p>CO2, lembrando que a matriz energética preponderante no mundo é carvão, que</p><p>quando queima nas usinas gera esse gás também conhecido como gás do efeito</p><p>estufa. Essas emissões equivaleriam a:</p><p>• emissões anuais de gases de efeito estufa de 2.384 veículos de passageiros;</p><p>• emissões de 28.994 barris de petróleo;</p><p>• emissões do uso de eletricidade de 1.619 casas por um ano;</p><p>• carbono sequestrado por 2.658 hectares de florestas de pinheiros ou eucaliptos.</p><p>Lembre-se: trata-se de apenas uma empresa. Em casa, a maioria das pessoas,</p><p>nos países desenvolvidos, é suscetível a ter um computador, uma console de jogos ou</p><p>uma TV. E muitas vezes eles vão ter todos os três, ou mesmo vários computadores</p><p>e várias TVs.</p><p>Se tomarmos a população de um país de vinte milhões de pessoas e assumirmos</p><p>que três quartos dela têm pelo menos um computador, teremos 15.000.000 de</p><p>computadores usando 13.020.000.000 KW por ano. Essa eletricidade custa o</p><p>equivalente a 935.049 toneladas métricas de CO2.</p><p>18</p><p>19</p><p>Virtualização</p><p>Quando as pessoas falam sobre virtualização, elas geralmente estão se referindo</p><p>à virtualização de servidores, o que significa o particionamento de um servidor</p><p>físico em vários servidores virtuais, ou máquinas virtuais. Cada máquina virtual</p><p>pode interagir de forma independente com outros dispositivos, aplicações, dados e</p><p>usuários, como se fosse um recurso físico separado.</p><p>Diferentes máquinas virtuais podem executar sistemas operacionais diferentes e</p><p>múltiplas aplicações ao compartilhar os recursos de um único computador físico.</p><p>E, uma vez que cada máquina virtual é isolada a partir de outras máquinas virtuais,</p><p>se uma falha ocorrer, não afetará as outras.</p><p>Hypervisor</p><p>É um software que torna a virtualização possível. Este software, também conhe-</p><p>cido como gerenciador de virtualização, fica entre o hardware e o sistema opera-</p><p>cional e desacopla o sistema operacional e os aplicativos do hardware.</p><p>O hypervisor atribui a quantidade de acesso que os sistemas operacionais e</p><p>aplicativos têm com o processador e outros recursos de hardware, como memória</p><p>e disco para operações de I/O.</p><p>Além de usar a tecnologia de virtualização de uma partição em diversas máquinas</p><p>virtuais, você também pode usar as soluções de virtualização para combinar</p><p>múltiplos recursos físicos em um único recurso virtual.</p><p>Um bom exemplo disso é a virtualização de armazenamento, na qual os recursos</p><p>de armazenamento de múltiplas redes</p><p>são agrupados em algo que aparecerá como</p><p>se fosse um único dispositivo de armazenamento para o gerenciamento mais fácil</p><p>e eficiente desses recursos. Outros tipos de virtualização podem incluir também:</p><p>• a virtualização de rede, que divide a largura de banda disponível na rede em</p><p>canais independentes que podem ser atribuídos a servidores ou dispositivos</p><p>específicos;</p><p>• a virtualização de aplicativos, que separa aplicativos do hardware e do sistema</p><p>operacional, colocando-os em um recipiente que pode ser realocado sem</p><p>interromper outros sistemas;</p><p>• a virtualização de desktops, que permite que um servidor centralizado possa</p><p>fornecer e gerenciar desktops remotamente individualizados. Isso dá aos</p><p>usuários uma experiência de cliente completo, mas permite que a equipe de</p><p>TI possa gerenciar, atualizar e corrigi-los virtualmente, em vez de fisicamente.</p><p>A virtualização foi introduzida pela primeira vez na década de 60 do século</p><p>XX, pela IBM, para impulsionar a utilização de grandes sistemas de mainframe,</p><p>dividindo-os em máquinas lógicas virtuais separadas que podiam executar vários</p><p>19</p><p>UNIDADE Gestão de Infraestrutura de TI</p><p>aplicativos e processos ao mesmo tempo.Nos anos 80 e 90 do século passado,</p><p>este modelo de mainframe centralizado, porém compartilhado, deu lugar a um</p><p>modelo de computação distribuída, cliente-servidor, em que muitos servidores</p><p>de baixo custo, tipo PC e desktops, poderiam executar de forma independente</p><p>outros aplicativos.</p><p>Embora a virtualização tenha desaparecido dos holofotes por um tempo, agora é</p><p>uma das tendências mais quentes da indústria. Como organizações visam a aumentar</p><p>a utilização, flexibilidade e custo-efetividade em um ambiente de computação</p><p>distribuída, sistemas de virtualização, como Citrix, IBM, Oracle, RedHat, Microsoft,</p><p>VMWare e muitos outros fornecedores, oferecem soluções de virtualização. É uma</p><p>tecnologia considerada verde porque poupa dinheiro. Estimativas indicam que a</p><p>maioria dos servidores x86 está funcionando a uma média de apenas 10 a 15 por</p><p>cento da capacidade total.</p><p>Com a virtualização, você pode transformar um servidor em uma plataforma</p><p>multitasking e transformar vários servidores em um pool de computação que</p><p>pode se adaptar de forma mais flexível às cargas de trabalho em mudança na</p><p>organização. Isso permite economizar energia, já que as empresas gastam muito</p><p>dinheiro alimentando a capacidade do servidor que não é utilizado.</p><p>A virtualização reduz o número de servidores físicos, reduzindo a energia</p><p>necessária para alimentá-los e arrefecê-los. Economiza tempo, porque com menos</p><p>servidores, você pode gastar menos tempo com as tarefas manuais necessárias para</p><p>a manutenção deles. Além disso, reunindo muitos dispositivos de armazenamento</p><p>em um único de armazenamento virtual, você pode executar tarefas como backup,</p><p>arquivamento e recuperação mais fácil e mais rapidamente. É também muito mais</p><p>rápido implementar uma máquina virtual do que implantar um novo servidor físico.</p><p>Por fim, e não menos importante, você irá reduzir dores de cabeça de</p><p>gerenciamento de desktop, porque a gestão, segurança e atualização de desktops</p><p>virtualizados permitem que você gerencie a partir de um usuário central, tornando</p><p>mais fácil manter desktops atualizados e seguros.</p><p>Porém, a virtualização não é uma mágica que funciona para tudo. Embora</p><p>muitas soluções de softwares e aplicativos sejam grandes candidatas para serem</p><p>executadas virtualmente, as aplicações que necessitam de uma grande quantidade</p><p>de memória, capacidade de processamento ou de I/O talvez seja melhor estarem</p><p>ainda hospedadas em um servidor dedicado.</p><p>Centro de Dados</p><p>O consumo de energia no centro de dados é predominantemente feito por meio</p><p>de duas fontes principais: servidores e refrigeração. O aumento de densidade dos</p><p>componentes dos servidores é o problema. Uma pesquisa do Gartner mostrou que</p><p>mais de 69% dos centros de dados estão limitados pela tríade energia, refrigeração</p><p>e espaço.</p><p>20</p><p>21</p><p>Servidores que consomem menos energia também geram menos calor, exigindo</p><p>menos energia para refrigeração. Abordagens alternativas, incluindo armazena-</p><p>mento de gelo e energia geotérmica, ou até mesmo aceitar a geração de calor e</p><p>focar diretamente na redução do custo de refrigeração do data Center, são medidas</p><p>avaliadas nos dias de hoje.</p><p>O estado da arte neste nicho é impulsionado em rede de software de gestão de</p><p>energia tanto para storages, servers como também em outra categoria fora dos</p><p>centros de dados, para desktops.</p><p>Estações de Trabalho</p><p>Considerar a implantação de estações de trabalho de thinclient. Os thinclients não</p><p>emplacaram como uma forma de reduzir os custos de hardware e manutenção, mas</p><p>com os custos crescentes da energia, isso adicionou um argumento de venda eficaz.</p><p>Thinclients utilizam cerca de metade da eletricidade de um PC desktop típico.</p><p>SaaS (Software as a Service)</p><p>É o mais recente avanço na computação. Com aplicações SaaS, a programação</p><p>e os dados podem existir no servidor, em vez de em seus computadores. Isso</p><p>reduz o custo de compra de software, reduz a demanda por computadores em seu</p><p>site e reduz o consumo de energia. Alguns exemplos de programas de SaaS são</p><p>faturamento, folha de pagamento e videoconferência.</p><p>Outros</p><p>Voz sobre IP ou VoIP reuniu recursos de voz e comunicação de dados com alguns</p><p>benefícios significativos. Entre eles, a redução da infraestrutura de cabeamento de</p><p>telefonia e o custo da operação contínua.Hotelling reduz a metragem quadrada</p><p>necessária por empregado, porque os trabalhadores reservam o espaço somente</p><p>quando eles precisam. Muitos empregos, como vendas, consultoria, serviços</p><p>de campo, não requerem um escritório próprio gastando energia, iluminação e</p><p>refrigeração, usa-se apenas quando é preciso.</p><p>Home-Office é um conceito que está ganhando força no mundo todo, não só</p><p>para a redução de espaço, mas porque, de repente, as empresas estão pensando</p><p>sobre as emissões causadas pelos passageiros dos carros e ônibus que vão até</p><p>o trabalho e voltam todos os dias. Tecnologias de telefonia tornaram prática a</p><p>operação de departamentos inteiros do lado de fora da empresa.</p><p>21</p><p>UNIDADE Gestão de Infraestrutura de TI</p><p>Planejamento de TI – PDTI</p><p>Jason Hiner, em 2011, em um exercício junto a centenas de CIOs das empresas</p><p>de tecnologia, comentou em um grande seminário alguns itens que estão norteando</p><p>estes profissionais chefes da área de tecnologia da informação das empresas a se</p><p>preocuparem e focarem seus esforços nesses princípios. São eles:</p><p>• a informação é tão importante, senão mais importante do que a tecnologia da</p><p>informação;</p><p>• mais de 50% dos gastos anuais em projetos serão direcionados para melhorar</p><p>as condições financeiras de uma empresa;</p><p>• mais de 50% de todas as informações da empresa e os gastos com TI devem</p><p>apoiar diretamente a geração das receitas em vez de processos de despesas</p><p>relacionadas com negócios.</p><p>Também foram propostas as atividades que deveriam ser evitadas quando se faz</p><p>um planejamento:</p><p>• rejeitar incompatibilidade anual entre as prioridades do CEO e a maioria dos</p><p>projetos financiados;</p><p>• terminar o apoio de projetos que não vão melhorar a geração de receita;</p><p>• abandonar prioridades do CIO que não suportam diretamente as prioridades</p><p>do CEO;</p><p>• parar de recomendar megaprojetos de TI;</p><p>• abolir ambiente de pouca ou nenhuma responsabilidade com gastos com TI;</p><p>• encerrar aplicativos existentes que não produzem valor mensurável ao negócio;</p><p>• erradicar a fobia a cloud computing;</p><p>• premiar os níveis 1, 2 e 3 de suporte técnico;</p><p>• parar de esperar projetos não financiados.</p><p>Plano Diretor de TI</p><p>Planejamento de Tecnologia da Informação é uma disciplina dentro da Tecno-</p><p>logia da Informação que se preocupa em fazer o processo de planejamento de</p><p>investimentos de tecnologia da informação e da tomada de decisão de um processo</p><p>mais rápido, mais flexível e mais bem alinhado.</p><p>O planejamento de TI tornou-se uma disciplina abrangente dentro do Planeja-</p><p>mento Estratégico, domínio em que a arquitetura</p><p>empresarial o utiliza como um de</p><p>seus vários recursos.</p><p>22</p><p>23</p><p>• Há várias estratégias reconhecidas por oferecer capacidade de planejamento</p><p>de tecnologia, por exemplo:</p><p>• Um repositório de dados de aplicativos: ferramentas de planejamento para</p><p>fornecer um inventário comum de dados de aplicativos, incluindo os custos,</p><p>ciclos de vida e os proprietários, para que os planejadores tenham acesso fácil</p><p>à informação que impulsiona suas decisões;</p><p>• Mapas de capacidade: servem para vincular as capacidades/recursos para</p><p>os processos críticos de negócio que eles suportam. Estas ferramentas de</p><p>software fornecem uma ferramenta gráfica que define claramente como as</p><p>capacidades/recursos de negócios estão ligados aos esforços de TI;</p><p>• Ferramentas de análise de Gap: juntamente com os mapas de capacidade e</p><p>ferramentas de planejamento, capturam as informações sobre o estado futuro</p><p>das capacidades/recursos de negócio como ditado pela estratégia de negócios.</p><p>Usuários aproveitam essa funcionalidade para identificar as áreas nas quais os</p><p>recursos de TI precisam ser constituídos, melhorados ou reduzidos;</p><p>• Modelagem e capacidade analítica. Estas ferramentas permitem às equipes de</p><p>planejamento criar uma variedade de planos nos quais podem ser comparados</p><p>e verificados os prós, os contras e os riscos de cada um. Além disso, seu</p><p>impacto sobre a arquitetura e iniciativas em curso se torna visível. Isso mantém</p><p>planos, fornece equipes com previsão de planejamento de forma holística e</p><p>permite que a TI comunique claramente seus planos e objetivos;</p><p>• Ferramentas de relatórios: servem para orientar as decisões da equipe de</p><p>planejamento, por exemplo as aplicações que têm capacidades redundantes,</p><p>as que não foram atualizadas, ou que sofrem com problemas de alto custo de</p><p>manutenção.</p><p>O Plano Diretor de Tecnologia da Informação é um documento complexo de se</p><p>elaborar devido à sua multidisciplinaridade e investimentos com retorno dependente</p><p>não apenas do hardware, mas do software também.</p><p>Veja esta tabela a seguir para conhecer algumas das fases do PDTI:</p><p>Tabela 1 – Fases e documentos componentes de um processo parcial de construção de uma área de TI</p><p>antenada ao negócio da corporação no qual o PDTI é apenas o primeiro componente da segunda etapa.</p><p>ETAPA 1</p><p>Missão e Macro Arquitetura de Operações</p><p>Metodologia</p><p>Arquitetura de Operação e Objetos de Operação</p><p>Objetos de “Negócios”, Arquitetura de Operação e Objeto de Operação</p><p>Identificação das Macro Funções Planejadas para a Empresa</p><p>23</p><p>UNIDADE Gestão de Infraestrutura de TI</p><p>ETAPA 2</p><p>Plano Diretor de Tecnologia de Informação</p><p>Arquitetura de Processos</p><p>Aplicações Estratégicas de Tecnologia de Informação</p><p>Workshop Informática Estratégica</p><p>Etapas do Trabalho de Pesquisa de usos estratégicos para a TI</p><p>Níveis de Sistemas a serem planejados</p><p>Arquitetura de Aplicações</p><p>Decomposições Primárias dos Processos Essenciais – Projeto Macro das Aplicações</p><p>Arquitetura de Dados – Metodologia para a Modelagem Corporativa de Dados</p><p>Características Construtivas da Arquitetura de Dados</p><p>Informações Gerenciais e de Integração</p><p>Componentes da Arquitetura Tecnológica</p><p>Arquitetura de Organização, Componentes da Arquitetura Organizacional</p><p>ETAPA 3</p><p>Programa de Implementação do Plano de Tecnologia</p><p>Planejamento Financeiro e Econômico do Plano de Tecnologia</p><p>Partindo da grande padronização que esse assunto possui hoje e sua consolidação em nosso</p><p>país, peço a você, aluno, que acesse o artigo “O que é PDTI – Plano Diretor de Tecnologia</p><p>da Informação”. Disponível em: https://bit.ly/4cbZ97k</p><p>Também é fundamental a leitura do documento que trata do Plano Diretor de Tecnologia</p><p>da Informação – PDTI, disponibilizado pelo Ministério da Educação.</p><p>Disponível em: https://bit.ly/46vtCw4</p><p>Ex</p><p>pl</p><p>or</p><p>24</p><p>25</p><p>Material Complementar</p><p>Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:</p><p>Sites</p><p>Plano Diretor de TI – IFC</p><p>https://goo.gl/zA9kgd</p><p>Leitura</p><p>PDTIC/PR 2021-2022: Plano Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação da Presidência da República</p><p>https://bit.ly/4cfiwfU</p><p>Plano Diretor de Tecnologia da Informação</p><p>https://goo.gl/gbBs4Q</p><p>Simulado B – COBIT 4.1 – 40 Questões</p><p>https://bit.ly/46CL2XF</p><p>25</p><p>UNIDADE Gestão de Infraestrutura de TI</p><p>Referências</p><p>AKABANE, Getulio K. Gestão estratégica da tecnologia da informação:</p><p>conceitos, metodologias, planejamento e avalia. 2012. Atlas. Disponível em:</p><p>Acessado em: 11 ago. 2018RICARDI, André Luis Fonseca. Gerenciamento do</p><p>escopo do projeto. EAD – Universidade Cruzeiro do Sul. 2011.</p><p>MARQUES JUNIOR, Artur Ubaldo; MARQUES, Daniela Gonçalves de Moraes.</p><p>Gerenciamento do tempo em projetos. EAD – Universidade Cruzeiro do Sul, 2011.</p><p>MOLINARO, Carneiro Ramos. Gestão de Tecnologia da Informação - Governança</p><p>de TI: Arquitetura e Alinhamento entre Sistemas. 2011. LTC. Disponível em:</p><p>Acessado em: 11 ago. 2018.</p><p>PINHEIRO, Flávio R. Fundamentos em gerenciamento de serviços de TI baseados</p><p>em ITIL. 2006. Disponível em: .</p><p>Apostila-ITIL. Acessado em: 22 jul. 2012.</p><p>SCHMITZ, Leandro Costa. Gerência de projetos: histórico, contextualização,</p><p>principais conceitos e relações. UDESC/ESAG. 2005.</p><p>TURBAN, Efraim; VOLONINO, Linda. Tecnologia da Informação para</p><p>Gestão: Em Busca de um Melhor Desempenho Estratégico e Operacional.</p><p>2013. Bookman, Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/</p><p>books/9788582600160 Acessado em: 11 ago. 2018.</p><p>26</p>

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