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<p>Alto Contraste A- A+ Imprimir INTRODUÇÃO À GESTÃO DE PROJETOS Aula 1 GESTÃO DE PROJETOS: CONCEPÇÕES INICIAIS Gestão de projetos: concepções iniciais Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação profissional. Vamos assisti-la? Clique aqui para acessar os slides da sua videoaula. Bons estudos!</p><p>Ponto de Partida Olá, estudante! Seja bem-vindo aos estudos de gestão de projetos. Pode ser que, até este momento, você ainda não tenha lido a respeito do gerenciamento de projetos, mas, com certeza, você já deve ter planejado e executado algum projeto ao longo da sua vida. Isso porque os projetos estão presentes em nosso cotidiano tanto no campo profissional quanto pessoal. Mas o que caracteriza um projeto como tal? Quais são os processos e práticas inerentes à gestão de projetos? E como os projetos estão diretamente associados à elaboração e alcance de objetivos organizacionais? Qual é a contribuição deste campo? Tais questionamentos aqui apresentados, logo no início de nossos estudos, não são ao acaso: é a partir deles que você vai começar a se apropriar deste conteúdo, desenvolvendo conhecimentos importantes e de forma contextualizada para que, ao final da disciplina, você seja capaz de gerenciar projetos com excelência e efetividade. Nesta aula, nosso objetivo será conhecer as principais características de um projeto, compreendendo o campo da gestão de projetos e suas áreas centrais.</p><p>facilitar essa tarefa. Os conceitos que abordaremos a seguir servirão como um base para você dar início ao seu projeto de reforma! Vamos começar? Vamos Começar! Gestão de projetos: conceitos gerais Ao iniciarmos nossos estudos de gestão de projetos, é importante abordar sua definição: o que é um projeto? Projeto é o mesmo que processo? Imagine a seguinte situação: em suas férias, você deseja realizar uma viagem para um lugar que ainda não conhece, uma experiência, pois, diferente de todas as outras que já tenha realizado ao longo de sua vida. Mas qual seria o destino da viagem? Ela aconteceria nas próximas férias ou ainda não há prazo determinado? Quais são os recursos que você tem disponíveis para executar essa viagem? Note que, sem ter as respostas para esses questionamentos, o seu desejo fica em um campo bastante abstrato e sem perspectiva de quando seria realizado. No entanto, à medida que você define o lugar, organiza seus recursos (financeiros e de tempo) para a sua efetiva realização, bem como define prazo - por exemplo, a viagem ocorrerá nas férias do ano que vem -, esse desejo passa, então, a se tornar palpável. Ademais, a definição do local requer pesquisa e planejamento, assim como a delimitação dos recursos disponíveis exige a organização do capital e de quais atividades serão necessárias para obtê-lo caso não o tenha ainda, como guardar uma quantia mensal</p><p>seguintes, você embarque rumo ao seu sonho. Mas o que este exemplo tem a ver com a gestão de projetos? Ora, é justamente a delimitação de um objetivo, a determinação de um prazo começo, meio e fim para a conclusão desse objetivo - e a estimativa dos recursos necessários para tal alcance é que o configuram como um projeto. São várias as definições de projeto encontradas na literatura. Apresentaremos, aqui, a definição dada pelo Project Management Institute (PMI), instituição internacional sem fins lucrativos totalmente voltada aos profissionais de gestão de projetos. PMI está presente em mais de 180 países e é referência no campo da gestão e produção de conteúdo no campo de projetos. Segundo o instituto, "um projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo. Os projetos e as operações diferem, principalmente, no fato de que os projetos são temporários e exclusivos, enquanto as operações são contínuas e repetitivas" (2014, p. 40). Ou seja, quando o PMI diz que o projeto é um esforço temporário, é porque é preciso que exista uma determinação de tempo previamente planejada. Um projeto é feito para acabar: deve possuir começo, meio e fim. Logo, atividades contínuas e rotineiras das organizações não podem ser consideradas projetos. Além disso, quando o PMI associa o projeto a algo exclusivo, isso quer dizer que, de maneira geral, ele não pode ser replicado na íntegra, pois deve-se sempre considerar as características e especificidades que configuram tal exclusividade. Nesse contexto, imagine, agora, outra situação; imagine que você trabalha com planejamento e execução de projetos de pontes. Cada ponte construída, ainda que você utilize muito de sua experiência e</p><p>Tais diferenciações, assim, tornam cada ponte única e inédita. Logo, devemos associar a premissa da exclusiva em projetos a seu objeto, resultado e aos elementos que o compõem. Outro elemento primordial a ser considerado na definição e caracterização de um projeto com relação à gestão de custos é o orçamento. A própria delimitação do objetivo/produto do projeto e de seu cronograma depende substancialmente da quantidade de recursos disponível. De uma maneira geral, porém, a gestão sempre trabalha com recursos limitados, devendo tal orçamento, então, ser elaborado previamente a fim de que seja respeitado, ao máximo, ao longo da execução do projeto. Partindo dessa definição de projeto apresentada pelo PMI, é possível, pois, compreender de que maneira os projetos estão presentes no nosso cotidiano. Dos mais simples aos mais complexos, elaborar e executar projetos é fundamental para que consigamos alcançar objetivos e otimizar resultados dentro e fora das organizações. Siga em Frente... Evolução do campo da gestão de projetos Os estudos em gestão de projetos não são recentes. A área vem ganhando espaço desde a década de 1960, aproximadamente. A Figura 1 a seguir ilustra, de forma didática, a linha do tempo quanto à evolução do campo.</p><p>1990 Surgem as Estagnação Cresce GP Crescimento associações Destaque: no mundo exponencial IPMA e PMI Softwares do número de em GP Profissionais Certificados e Publicações PERT CPM Início da Primeira segunda onda onda Era anterior Projetos Organização Figura 1 Evolução do gerenciamento de projetos. Fonte: Carvalho e Rabechini Júnior (2018, p. 5). Na imagem, é possível perceber que o gerenciamento de projetos enquanto área de pesquisa teve seu início ainda no pós-guerra e passou a se disseminar em maiores proporções a partir de 1980. A primeira edição do PMBOK, Project Management Body of Knowledge, guia do conhecimento em gerenciamento de projetos desenvolvido pelo PMI para os profissionais do setor, foi publicada em 1996, tornando-se um marco, então, para a formalização de conhecimentos no campo. guia é publicado a cada quatro anos e está em sua edição. Em 1997, vale destacar, Maximiano classifica os projetos em quatro grandes categorias, associando níveis de incerteza e complexidade a eles. Quanto à complexidade, leva-se em consideração a multidisciplinaridade presente no projeto, a diversidade e o volume de dados, stakeholders envolvidos etc. Já a incerteza define o risco quando se ousa fazer algo. A organização de um projeto simples e de menor porte, assim, terá um nível de complexidade versus incerteza menor do que um projeto de grandes proporções (Carvalho; Rabechini Júnior, 2018). Áreas centrais para a gestão de projetos</p><p>Integração: visão sistêmica e holística ao longo de todo o projeto. Escopo: definição clara e bem delimitada do objetivo do projeto. Tempo: cronograma bem estabelecido. Custo: orçamento previamente determinado a fim de evitar desperdícios. Qualidade: resultados adequados às expectativas das partes interessadas, gerando satisfação. Aquisição: relacionamento com fornecedores. Gestão de pessoas: gerenciamento efetivo da equipe, já que um projeto é planejado, executado e controlado por pessoas. Comunicação: primordial para a efetividade do projeto e, por essa razão, esta é uma área que requer atenção. Gestão de riscos: saber lidar com as incertezas de forma proativa e preventiva. Gerenciamento de stakeholders: gerenciamento das partes interessadas. Ou seja, de todos os envolvidos e interessados no projeto. Além dessa delimitação de áreas de conhecimento, uma contribuição importante da última edição do PMBOK são as noções de flexibilidade e mutabilidade, essenciais para que os gestores de projeto saibam filtrar e lidar com as necessidades de adequações e mudanças no decorrer do projeto. Vamos Exercitar? Com base no que estudamos até agora, que tal associarmos esses conceitos ao seu projeto de reforma? Em termos gerais, a definição de projeto apresentada pelo PMI que considera o projeto como um empreendimento temporário, com</p><p>como essa combinação de objetivo, tempo e custo, quando bem gerenciados, pode otimizar resultados e contribuir para o sucesso organizacional. Então, como podemos aplicar as áreas centrais da gestão de projetos à nossa reforma? Antes de iniciar qualquer projeto, é essencial definir claramente o escopo da reforma. Isso envolve identificar os objetivos da reforma, estabelecer um orçamento, determinar as áreas a serem reformadas e quaisquer requisitos específicos que a reforma precisará atender. Na integração, definição de escopo, orçamento e cronograma, é criado um plano detalhado que aborda todos os aspectos da reforma, incluindo cronogramas, recursos necessários, fornecedores, contratantes e autorizações legais. As áreas que envolvem aquisição e gestão de stakeholders podem abranger tanto a aquisição de materiais e contratação de prestadores de serviços, como as bases para a execução da própria reforma. Além disso, durante toda a reforma, é importante monitorar o progresso do projeto para garantir que ele esteja dentro do cronograma e do orçamento planejados. Isso envolve a realização de reuniões regulares com os membros da equipe, inspeções no local e a resolução proativa de quaisquer problemas que possam surgir. É importante ressaltar que estes são apenas alguns dos elementos envolvidos na aplicação da gestão de projetos em uma reforma de casa. Ao entender a reforma como um projeto, essa área gerencial pode ajudar a garantir que a reforma seja concluída com sucesso, dentro do prazo e do orçamento planejados, e atenda às expectativas dos envolvidos.</p><p>projetos pessoais, por exemplo - e associe-os aos conceitos que estudamos até o momento. Saiba Mais A quinta edição do guia PMBOK explica as fases do projeto, desde o seu planejamento até o encerramento. Vale a leitura: PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE (PMI USA). Um guia de conhecimento em gerenciamento de projetos (Guia 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2014. O artigo Práticas PMBOK e corrente crítica: antagonismos e oportunidades de complementação, de Luiz, Souza e Luiz (2017), é uma leitura interessante para a ampliação de repertório no que tange ao uso do PMBOK enquanto guia. LUIZ, J. V. R.; SOUZA, F. B. de; LUIZ, O. R. Práticas PMBOK e corrente crítica: antagonismos e oportunidades de complementação. Gestão & Produção, São Carlos, V. 24, n. 3, p. 464-476, jul./set. 2017. Referências CARVALHO, M. M.; RABECHINI R. Fundamentos em gestão de projetos: construindo competências para gerenciar projetos. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2018. CAVALCANTI, F. R. P.; SILVEIRA, J. A. N. Fundamentos de gestão de projetos. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2016. LUIZ, J. V. R.; SOUZA, F. B. de; LUIZ, O. R. Práticas e corrente crítica: antagonismos e oportunidades de</p><p>MAXIMIANO, A. Administração de projetos. São Paulo: Atlas, 1997. PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE (PMI USA). Um guia de conhecimento em gerenciamento de projetos (Guia 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2014. PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE (PMI USA). Guia de conhecimento em gerenciamento de projetos (Guia 7. ed. Pennsylvania: Project Management Institute, 2021. Aula 2 GESTOR DE PROJETOS O gestor de projetos Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação profissional. Vamos assisti-la? Clique aqui para acessar os slides da sua videoaula. Bons estudos!</p><p>Ponto de Partida Olá, estudante! Desejamos boas-vindas a você em mais uma aula da disciplina Gestão de Projetos. Agora que você já sabe o que é um projeto segundo a definição do PMBOK e conheceu os principais pressupostos que o caracterizam como tal, apresentaremos quem é o responsável por gerenciar e liderar as atividades que precisam ser desenvolvidas ao longo de um projeto: o gestor de projetos. Quais são os conhecimentos, as habilidades e atitudes importantes a um gestor de projetos para que suas atribuições sejam bem executadas? Aliás, quais são as responsabilidades da função? Para responder a esses questionamentos, abordaremos conteúdos como gestão por competências, liderança, gestão de equipes, entre outros temas bastante interessantes que ampliarão o seu repertório na área. Ademais, esse conteúdo pode servir de base para uma autoanálise, na medida em que você poderá identificar como aprimorar as suas próprias competências e quais delas é preciso ainda desenvolver. Ainda, uma contribuição bem bacana é que todo esse conteúdo pode servir de base para uma autoanálise à medida que você</p><p>Vamos considerar um exemplo prático. Imagine que você é o gestor de projeto de um evento: a Bienal do Livro, que acontece a cada dois anos na cidade de São Paulo. Em sua edição, no ano de 2022, a Bienal contou com mais de 180 expositores e um público estimado em mais de 660 mil visitantes somando os 8 dias de realização do evento. Considerando a magnitude desse evento, tem-se uma ideia de quão complexo deve ser gerenciá-lo a fim de garantir que sua realização tenha êxito e que atenda às necessidades e expectativas de todas as partes interessadas. Logo, convidamos você a refletir sobre as fases do projeto - planejamento, organização, execução e controle - e conceber como deveria ser o organograma da equipe envolvida na realização da bienal. Vamos lá? Boa aula! Vamos Começar! gestor de projetos Antes de iniciarmos nossos estudos acerca das competências e responsabilidades de um gestor de projetos e ampliarmos nosso olhar sobre conteúdos adjacentes à sua atuação, é preciso, primeiramente, entendermos qual é o seu papel na gerência. O gerente de projetos é o responsável por coordenar as atividades inerentes ao projeto, atuando como um ponto focal. Ou seja, é ele quem responde pelo sucesso ou fracasso do projeto; é ele quem está à frente, desde o planejamento até a sua execução. Nesse sentido, é importante destacar que o próprio</p><p>maneira colaborativa, com o organizador. Mas, antes de discutirmos as funções e responsabilidades de um gerente de projetos, é preciso compreender o significado de competência, pois além de determinadas habilidades necessárias ao exercício profissional, ele também precisará mobilizar conhecimentos individuais e coletivos presentes em sua equipe visando o sucesso do projeto. Competências: conceitos centrais Para assimilar o conceito de competências, imaginemos a seguinte situação: você, em sua infância, frequentou um curso de piano por cinco anos. Ou seja, durante esses anos, você estudava e praticava esse instrumento cotidianamente, participando, inclusive, de recitais. Partindo desse exemplo, você poderia afirmar que é competente em tocar piano? Vamos responder a esta pergunta utilizando do conceito CHA, sigla utilizada para definir competência a partir de uma junção de conhecimentos + habilidades + atitudes (Dutra, 2016). Assim, imagine que você, mesmo após alguns anos, ainda se lembra de todo o conteúdo teórico que envolve a leitura de partituras e dos conceitos gerais relacionados ao piano e à música. Logo, você tem conhecimento o C da sigla. No entanto, suponhamos que você não treina mais e, quando tenta tocar alguma canção, não consegue mais reproduzir a partitura com destreza, necessitando, então, de horas e horas de ensaio, pois seus dedos não estão mais habilidosos. Ou seja, você não possui mais habilidade (H). Consequentemente, você também não tem mais atitude (A), que seria o ímpeto de praticar, o impulso da ação.</p><p>conjunto de conhecimentos, habilidades - o saber fazer e a atitude para fazer. Conhecimento isolado é apenas conhecimento. Habilidades isoladas são apenas habilidades. Para encerrar nossa exemplificação, note que, durante o seu curso de piano, na época em que você praticava e tocava em recitais, você era competente nessa atividade. Portanto, a ideia de competência é fluida, dinâmica e requer um contínuo processo de desenvolvimento, pois podemos deixar de ser competentes em algo em determinado momento. Fleury e Fleury (2000) nos apresentam uma definição, que continua válida e segue sendo replicada, de competência no ambiente organizacional. Para os autores, o saber agir implica na mobilização e aplicação de conhecimentos e habilidades que agreguem valor ao indivíduo e ao grupo do qual ele faz parte - podendo ser esse grupo uma organização, por exemplo. Por fim, para além dessas conceituações, lembra Keeling (2012), é possível classificar as competências em: orgânicas, profissionais e administrativas. Segundo o autor, as competências orgânicas dizem respeito às características interpessoais do gestor como comunicação, liderança, negociação, criatividade etc. Já as competências profissionais têm a ver com o exercício profissional. E, aqui, temos uma ramificação: essas competências podem ser sobre o assunto do projeto (projetos de eventos esportivos, de construção civil, de desenvolvimento de produtos etc.) ou, também, sobre a gestão de projetos em si (como elaborar um bom escopo de projeto, um bom orçamento, cronograma etc.). Quanto às competências administrativas, elas dizem respeito à administração em si, ou seja, ao domínio sobre as funções administrativas de planejamento, organização, execução e controle.</p><p>projetos Para identificarmos as competências centrais que um gestor de projetos precisa ter, é necessário conhecer as principais funções ou atribuições desse profissional. De maneira geral, os processos e práticas inerentes ao gerenciamento de um projeto estão intimamente relacionados às funções da administração: planejar, organizar, executar, controlar. Assim, conhecimentos e habilidades</p><p>Funções Definição e associação às administr responsabilidades do gestor ativas A função planejamento envolve a delimitação do objetivo a ser alcançado. Ou seja, nesta fase, o gestor de projetos, junto Planejam de sua equipe, deve determinar qual será o ento produto do projeto - neste caso, o resultado a ser entregue e a configuração e especificidades dessa entrega. A fase de organização inclui a mobilização dos recursos necessários para o alcance do objetivo planejado. Ou seja, nessa etapa, o Organizaç gestor, ao lado de sua equipe, precisa ão identificar quais recursos devem estar disponíveis e como angariá-los a fim de viabilizar a execução do projeto. Fase de execução propriamente dita. É o dia a dia, é o fazer. Esta fase envolve, Execução então, a realização de todas as atividades para que a entrega do projeto possa ocorrer na data e com a qualidade previstas. Controle A fase de controle consiste na comparação periódica do previsto com o realizado. Ou seja, é preciso que o gerente de projetos acompanhe e monitore toda a execução</p><p>Quadro 1 Das responsabilidades do gestor e as funções da administração. Fonte: elaborado pela autora. Diante da associação entre atividades e funções administrativas, quais competências você considera importantes para cada fase? Quais conhecimentos são imprescindíveis para viabilizar a execução efetiva em cada fase? Quais habilidades são necessárias ao gestor de projetos? Liderança, organização, comunicação, gestão de crises, negociação, resiliência, flexibilidade, dinamismo, criatividade, pensamento crítico, disciplina, pensamento estratégico e relacionamento interpessoal são só alguns exemplos importantes para a atuação em gestão de projetos. Gerenciamento de equipes em projetos Uma das atribuições mais significativas do gerente de projetos diz respeito à condução da equipe, isto é, das pessoas que atuarão em conjunto para que o projeto tenha êxito - neste caso, os indivíduos que contribuirão nas fases de organização e execução do projeto para que este atenda às expectativas das partes interessadas. De acordo com a quinta edição do PMBOK (2014), o gerenciamento de pessoas no projeto se dá da seguinte forma:</p><p>dos recursos humanos do projeto projeto .1 Entradas .1 Entradas .1 Entradas .1 Plano de gerenciamento do .1 Plano de gerenciamento dos Plano de gerenciamento dos projeto recursos humanos recursos humanos .2 Requisitos de recursos das .2 Fatores ambientais da empresa .2 Designações do do atividades 3 Ativos de processos projeto .3 Fatores ambientais da empresa organizacionais Calendários dos recursos .4 Ativos de processos organizacionais .2 Ferramentas e técnicas .2 Ferramentas e técnicas .1 Pré-designação .1 Habilidades interpessoais .2 Ferramentas e técnicas .2 Negociação .2 Treinamento .1 Organogramas e descrições .3 Contratação .3 Atividades de construção da do cargos .4 Equipes virtuais equipe .2 Networking .5 Análise de decisão envolvendo .4 Regras básicas .3 Teoria organizacional critérios múltiplos .5 Agrupamento .4 especializada e .5 .3 Saídas recompensas .1 Designações do pessoal do .7 Ferramentas de avaliação .3 Saídas projeto dos funcionários .1 Plano de gerenciamento dos .2 Calendários dos recursos recursos humanos .3 Atualizações no plano de .3 do projoto .1 Avaliações do dosemponho da equipe 9.4 Gerenciar a equipe .2 Atualizações nos fatores ambientais da empresa do projeto .1 Entradas .1 Plano de gerenciemento dos recursos humanos .2 do pessoal do projeto .3 Avaliações do desempenho da equipe .4 Registro das questões .5 Relatórios de desempenho do trabalho .6 Ativos de processos organizacionais .2 e técnicas .1 Observação e conversas .2 Avaliações de desempenho do projeto .3 Gerenciamento de conflitos .4 Habilidades interpessoais Saidas .1 Solicitações de mudança .2 Atualizações no plano de gerenciamento do projeto .3 Atualizações nos documentos do projeto .4 Atualizações nos fatores ambientais da empresa .5 Atualizações nos ativos de processos organizacionais Figura 1 Visão geral dos processos de gestão de recursos humanos do projeto. Fonte: PMI (2014, p. 100). Ainda segundo o PMI (2014), liderar a equipe de projetos inclui o poder de influência que o gestor exercerá sobre o time a fim de impactar positivamente o desenvolvimento do projeto, englobando noções de clima e ambiente, comunicação e relacionamento interpessoal, bem como de comportamento ético e profissional, assumindo o compromisso de atuar com responsabilidade e comprometimento com relação às atividades a serem desempenhadas.</p><p>GP MR Papel Responsabilidades Autoridade Organograma Matriz de responsabilidades Descrição dos papéis (hierarquico) (matricial) (texto) Figura 2 Ferramentas para o planejamento e gestão de recursos humanos em projetos. Fonte: PMI (2014, p. 101). O organograma é interessante para o desenho das funções, alocação de áreas e estabelecimento de relações entre os envolvidos, deixando as atividades mais fluidas e organizadas. Já a matriz de responsabilidades vem para complementar, pois é utilizada para ilustrar as conexões entre pacotes de trabalho ou atividades e os membros da equipe do projeto. Por fim, temos o descritivo dos papéis a serem desempenhados ao longo do projeto que fornecem informações, tais como responsabilidades, autoridade, competências e qualificações, e apresentam um detalhamento do que precisa ser realizado. Vamos Exercitar? Com base no que aprendemos na aula e considerando o exemplo prático em que você é o gestor do projeto da Bienal do Livro, um evento que em São Paulo a cada dois anos, podemos começar entendendo o processo. O planejamento envolve definição de objetivos do evento, a identificação de tarefas, alocação de recursos e criação de cronograma. A organização é a fase onde a equipe é estruturada e as tarefas distribuídas. Durante a execução, o plano é colocado em ação, com o progresso sendo monitorado e os problemas sendo resolvidos. A fase de controle envolve a avaliação</p><p>Agora, vamos começar a criar o organograma da equipe para este evento. Lembre-se, não há uma estrutura padrão, mas é crucial que sua equipe possua as competências necessárias para desempenhar cada função relacionada à realização deste evento. Para tornar este conceito mais tangível, um possível organograma da equipe de gestão deste projeto poderia ser estruturado da seguinte maneira: Diretor executivo da Bienal do Livro de São Paulo Responsável pela supervisão geral do projeto e pela coordenação de todas as atividades relacionadas à Bienal. Gerente de projeto Supervisiona e coordena todas as atividades operacionais e administrativas da Bienal. Reporta-se diretamente ao Diretor executivo. Coordenadores de área Coordenador de programação cultural: encarregado da curadoria e organização das atividades culturais, como palestras, mesas-redondas, lançamentos de livros, entre outros. Coordenador de exposições e stands: responsável pela coordenação da montagem e disposição dos estandes dos expositores, além da organização do espaço de exposições. Coordenador de marketing e comunicação: encarregado da elaboração e execução das estratégias de marketing e comunicação para promover o evento, atrair público e gerar engajamento. Coordenador de logística e infraestrutura: responsável por planejar e coordenar todos os aspectos logísticos do evento,</p><p>gestão financeira do projeto, incluindo orçamento, controle de despesas, prestação de contas e negociação com fornecedores. Equipe de apoio Esta equipe é formada por assistentes administrativos, técnicos de apoio e outros profissionais que executam as tarefas operacionais e logísticas necessárias para o funcionamento do evento. Este organograma é um exemplo básico de como poderia ser estruturada a equipe de gestão do projeto da Bienal do Livro de São Paulo. É importante lembrar que a complexidade e o tamanho da equipe podem variar dependendo do escopo do projeto e das necessidades específicas da organização. Saiba Mais Para ampliar o entendimento de gestão de pessoas em projetos, em especial no que tange ao gestor de projetos e suas funções, indicamos as seguintes obras: CAVALCANTI, F. R. P.; SILVEIRA, J.A. N. Fundamentos de gestão de 2016. DIAS, D. S. et al. Perfil da liderança na gestão de projetos: uma pesquisa com profissionais da área. Revista de Gestão e Projetos, São Paulo, V. 8, n. 1, p. 72-89, jan./abr. 2017. Referências DIAS, D. S. et al. Perfil da liderança na gestão de projetos: uma pesquisa com profissionais da área. Revista de Gestão e Projetos,</p><p>experiências. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2016. FLEURY, A. C. C.; FLEURY, M. T. L. Estratégias empresariais e formação de competências: um quebra-cabeça caleidoscópico da indústria brasileira. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2000. KEELING, R. Gestão de projetos: uma abordagem global. São Paulo: Saraiva, 2012. PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE Um guia de conhecimento em gerenciamento de projetos (Guia 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2014. Aula 3 A TRIPLA RESTRIÇÃO NO GERENCIAMENTO DE PROJETOS A tripla restrição no gerenciamento de projetos Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação profissional. Vamos assisti-la? Clique acessar os slides da sua videoaula. Bons estudos!</p><p>Ponto de Partida Olá, estudante! Seja bem-vindo a mais uma aula de Gestão de Projetos. Até aqui, estudamos os conceitos centrais do campo e conhecemos o papel do gestor de projetos. Nesta aula, a fim de ampliarmos nosso entendimento na área, falaremos de métodos e da gestão do que nomeamos tripla restrição - ou tríplice restrição. A tripla restrição refere-se à tríade central do contexto de um projeto: seu escopo, custos e tempo de duração. Como discutimos anteriormente, todo projeto trabalha com recursos limitados e escopo, tempo e custo ilustram justamente essas principais limitações, as quais precisam ser gerenciadas com muita responsabilidade a fim de garantir a qualidade do projeto e atender as expectativas/necessidades das partes interessadas. Imagine o projeto de um evento como o Rock in Rio. Depois de muito planejamento e de uma série de estudos com relação às suas várias frentes, uma data é definida (geralmente o mês de setembro). Então um cronograma é elaborado para que, até essa data, toda a estrutura esteja pronta para que o evento possa acontecer. Da mesma forma, o levantamento do orçamento da construção da Cidade do Rock e dos serviços associados ao evento precisa ser</p><p>parâmetros de qualidade definidos. Complexo, não é mesmo? Mas não se preocupe, pois a ideia é justamente você se inteirar dessa complexidade para que possa desenvolver um ótimo trabalho em seu campo de atuação. Então, vamos focar na questão do planejamento de um cronograma, certo? Boa aula! Vamos Começar! Gestão de projetos e a tripla restrição escopo nada mais é que o resultado, a finalidade do projeto. Ou seja, é o descritivo do próprio objetivo do projeto, abarcando seus elementos centrais. Assim, definir o escopo de um projeto diz respeito ao desenvolvimento de um descritivo detalhado e bastante robusto do projeto em si e de seu produto, sua finalidade. E por qual motivo é preciso gerenciar o escopo do projeto, definindo- o e descrevendo-o de forma detalhada? De maneira geral, alguns dos principais benefícios desse processo, segundo o próprio PMBOK, são a delimitação dos limites do projeto e de quais características é preciso garantir para que as partes interessadas se sintam satisfeitas com o resultado, bem como a viabilização da gestão de custos e tempo no desenvolvimento de todas as fases do projeto. Um escopo bem elaborado e bem definido é primordial para o sucesso do projeto, pois todos os requisitos a serem entregues são especificados, norteando, então, a execução e o controle do projeto ao longo de seu desenvolvimento.</p><p>expectativas das partes interessadas. Logo, além do cumprimento com relação aos custos e tempo/cronograma, um projeto de sucesso é aquele que impacta positivamente o ambiente no qual está inserido, atendendo à sua finalidade de maneira efetiva frente aos seus públicos. Gestão do tempo em projetos Como saber quanto tempo um projeto vai durar? Se um projeto pretende entregar seu resultado em um determinado mês do ano, quando se deve começar sua operacionalização para que seja viabilizado no tempo previsto? Segundo o Project Management Institute (PMI), através do PMBOK, a elaboração de um bom cronograma é um item indispensável para a gestão efetiva de qualquer projeto a fim de garantir que as partes interessadas recebam as entregas no tempo previsto/esperado. A elaboração do cronograma inicia-se com a definição das atividades que precisam ser executadas ao longo do projeto. Depois de identificadas, tendo em mãos a lista de tudo o que deve ser feito, elas são sequenciadas. Sequenciar as atividades é o processo de identificação e documentação dos relacionamentos entre as atividades do projeto. O principal benefício deste processo é definir a sequência lógica do trabalho a fim de obter o mais alto nível de eficiência em face de todas as restrições do projeto (PMI, 2014, p. 66).</p><p>tecnologias etc. - e, partindo desta, a estimativa de tempo de duração das atividades. Fica claro, assim, como as atividades dependem uma das outras para mobilizar as equipes e os recursos de maneira correta e qual é a melhor ordem de execução delas, quais recursos deverão ser empregados e quanto tempo durará cada etapa. Somente após essa análise é que será possível, portanto, criar um cronograma com datas de início e fim das etapas do projeto e, consequentemente, com prazo para sua finalização e encerramento. Siga em Frente... Gestão de custos do projeto Podemos concluir, deste modo, que a gestão de custos está diretamente associada à gestão do escopo e à gestão do tempo. Isso porque as atividades necessárias demandam recursos específicos que geram gastos de diferentes classificações e proporções. Logo, a elaboração de um bom orçamento depende de uma estimativa assertiva com relação a tudo o que o projeto demanda em termos de recursos a serem empregados. Segundo o PMBOK, a definição do orçamento envolve alguns componentes, conforme apresenta a Figura 1 a seguir.</p><p>Estimativas de custos Reservas de de pacotes de contingência das trabalho atividades Estimativas dos custos das atividades Componente do orçamento do projeto Figura 1 Componentes do orçamento do projeto. Fonte: PMI (2014, p. 86). É possível notar que reservas gerenciais e reservas de contingências precisam ser consideradas como forma de trazer maior segurança e confiabilidade ao projeto. Mas a gestão de custos, assim como a do tempo, não termina com a elaboração do orçamento e do cronograma, pois ambos precisam ser controlados ao longo da execução. Nesse sentido, controlar os custos consiste no monitoramento durante o andamento do projeto com o propósito de identificar o correto uso da linha de base de custos, ou, ainda, possíveis desvios e atualizações necessárias. O controle dos custos, em síntese, envolve: Influenciar os fatores que criam mudanças na linha de base de custos autorizada; Assegurar que todas as solicitações de mudança sejam feitas de maneira oportuna; Gerenciar as mudanças reais quando e conforme elas ocorrem; Assegurar que os desembolsos de custos não excedam os recursos financeiros autorizados por período, por atividade, e no total do projeto; Monitorar o desempenho de custos para isolar e entender as variações a partir da linha de base de custos aprovada; Monitorar o desempenho do trabalho em relação aos recursos financeiros gastos; Evitar que mudanças não</p><p>associados; e levar os excessos de custos não previstos para dentro dos limites aceitáveis (PMI, 2014, p.87). Gestão da qualidade do projeto Gerenciar a qualidade implica comparar a execução e a entrega das atividades frente ao desempenho/resultado esperado. Realizar essa comparação entre o previsto e o realizado permite identificar possíveis desvios, bem como a causa deles, a fim de que medidas corretivas possam ser empregadas sem que o resultado do projeto seja afetado. Além disso, tal controle da qualidade viabiliza uma entrega final bem aceita pelas partes interessadas, tendo então suas expectativas atendidas. Vamos Exercitar? No início desta aula, mencionamos o caso exemplar da elaboração do cronograma do Rock in Rio. Agora imagine que você esteja na fase de elaboração do planejamento desse cronograma e, como ferramenta auxiliar, você utilizará o gráfico de Gantt. O gráfico de Gantt - ou diagrama de Gantt - é uma ferramenta bastante utilizada na elaboração de cronogramas (Carvalho; Rabechini Júnior, 2018). Seu criador foi Henry Gantt e sua principal intenção ao criar o instrumento foi desenvolver um diagrama que fosse capaz de mostrar as atividades a serem realizadas com suas durações esperadas e, ao mesmo tempo, a relação entre elas - no sentido do que pode ser feito em concomitância -, ou os graus de interdependência entre términos e inícios de atividades predecessoras e sucessoras.</p><p>m m</p><p>ades 1 2 3 4 5 6 7 8 Defini ção das ativid ades Seque ento das ativida des Estim ativa de recurs os Estim ativa de duraç ão Elabo ração do crono gram a</p><p>No exemplo hipotético em questão, é possível perceber que a elaboração de um cronograma levaria em torno de 8 semanas para ficar pronto. Primeiramente, você definiria as atividades, tendo duas semanas para esta tarefa. Ao final, as sequenciaria nas duas semanas seguintes. Por fim, paralelamente, você realizaria a estimativa de recursos e duração para que, ao final dessas duas semanas, o cronograma pudesse ser elaborado. Saiba Mais Para aprofundar os conhecimentos acerca da gestão do escopo, tempo e custos em projetos, indicamos, novamente, o PMBOK. O guia possui capítulos específicos para cada frente, apontando ferramentas úteis e indicando as melhores práticas na área. PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE (PMI USA). Um guia de conhecimento em gerenciamento de projetos (Guia 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2014. O artigo a seguir, Introdução da análise da corrente crítica como um novo processo de gerenciamento de tempo aderente ao guia PMBOK, de Lemos Oliveira et al., é uma fonte bastante interessante sobre gestão do tempo em projetos, trazendo conteúdos que ampliam nosso entendimento no campo. LEMOS OLIVEIRA, A. C. et al. Introdução da análise da corrente crítica como um novo processo de gerenciamento de tempo aderente ao guia Revista de Gestão e Secretariado, São Paulo, V. 14, n. 9, p. 14832-14850, 2023.</p><p>gestão de projetos: construindo competências para gerenciar projetos. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2018. CAVALCANTI, F. R. P.; SILVEIRA, J. A. N. Fundamentos de gestão de projetos. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2016. LEMOS OLIVEIRA, A. C. et al. Introdução da análise da corrente crítica como um novo processo de gerenciamento de tempo aderente ao guia Revista de Gestão e Secretariado, São Paulo, V. 14, n. 9, p. 14832-14850, 2023. MAXIMIANO, A. C. A. Administração de projetos. São Paulo: Atlas, 1997. PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE (PMI USA). Um guia de conhecimento em gerenciamento de projetos (Guia 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2014. Aula 4 CICLO DE VIDA DO PROJETO Ciclo de vida do projeto Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação profissional. Vamos assisti-la?</p><p>Ponto de Partida Olá, estudante! Seja bem-vindo a mais uma aula de Gestão de Projetos. Agora que você tem um conhecimento bastante amplo sobre o gerenciamento de projetos e dos elementos que podem impactá-los positivamente ou prejudicar, de alguma forma, o seu desenvolvimento e o alcance dos objetivos de forma exitosa, vamos tratar dos fundamentos que configuram uma gestão estratégica a fim de otimizar os resultados e potencializar os fatores de sucesso. Em outras palavras, o que precisamos saber sobre o ciclo de vida do projeto? Quais são os tipos de estruturas organizacionais e como elas se relacionam com o planejamento, a organização, a execução e o controle em projetos? Como organizar as atividades do projeto de forma estratégica e quais ferramentas podemos usar neste campo? Nossa intenção, diante de tais questionamentos, é respondê-los de forma que você desenvolva um conhecimento robusto na área e seja capaz de aplicá-lo em diferentes contextos, independentemente do tipo ou do porte do projeto. Também, como exemplo prático, imagine que a empresa em que</p><p>situação? Boa aula! Vamos Começar! Gestão do ciclo de vida do projeto Como vimos anteriormente, o ciclo de vida do projeto consiste em uma representação do processo pelo qual um projeto passa desde o seu início até a sua conclusão. Ele é composto por fases distintas, cada uma com suas próprias características e atividades específicas. Entender e seguir um ciclo de vida apropriado é crucial para o sucesso e a eficiência na gestão de projetos. ciclo de vida de um projeto pode ser definido ou moldado de acordo com aspectos exclusivos da organização, setor ou tecnologia empregada. Embora todos os projetos tenham um início e um fim definidos, as entregas e atividades específicas conduzidas nesse ínterim poderão variar muito de um para outro. ciclo de vida, pois, oferece uma estrutura básica para o gerenciamento do projeto, independentemente do trabalho específico envolvido (PMI, 2014). Ou seja, cada projeto terá um ciclo de vida bastante específico considerando suas especificidades. Os projetos variam em tamanho e complexidade, no entanto, eles podem ser mapeados para a estrutura genérica apresentada a seguir: Início do projeto. Organização e preparação. Execução do trabalho do projeto. Encerramento do projeto.</p><p>tradicional em cascata, o modelo iterativo ou os métodos ágeis. A determinação do ciclo de vida apropriado depende da natureza do projeto, dos requisitos do cliente e das características do ambiente organizacional. Além disso, a flexibilidade para adaptar o ciclo de vida conforme necessário é crucial para lidar com as mudanças inevitáveis ao longo do desenvolvimento do projeto. As fases aqui apresentadas são ilustradas na Figura 1. Iniciar Organização Execução do trabalho Encerramento 0 projeto e preparação do projeto e de Saídas do Termo de Plano de Entregas Arquivamento gerenciamento abertura gerenciamento aceitas dos documentos do projeto do projeto do projeto Tempo do projeto Figura 1 Ciclo de vida do projeto. Fonte: PMI (2014, p. 28). Segundo o PMBOK, na fase de iniciação acontece a definição do projeto em si, ou seja, nela há a identificação do que será o produto do projeto e a elaboração de um documento chamado termo de abertura do projeto (TAP), o qual inclui justificativa, objetivos, benefícios esperados, requisitos e condições gerais. Já na fase de organização e preparação, ocorre o estudo da tríplice restrição - ou seja, são determinados os recursos que serão empregados no projeto envolvendo custos e tempo. Daí resulta o plano de gerenciamento do projeto para que a próxima etapa - a de execução possa acontecer. E, por fim, a etapa de encerramento do projeto marca a sua finalização.</p><p>projeto durante todo o seu ciclo de vida? De maneira geral, a estrutura organizacional consiste em um desenho que demonstra a divisão dos cargos das pessoas que compõem a organização, bem como revela a hierarquia, as linhas de comando e as redes de comunicação existentes. Esses desenhos formam o que chamamos de organograma, e tal representação é bastante útil no que diz respeito à organização das atividades, bem como à viabilização da visão sistêmica. Logo, a maneira como as equipes e a organização como um todo se estruturam é fundamental para que o planejamento e a execução do projeto sejam bem gerenciados. Gestor Colaborador nível 1 Colaborador Colaborador Colaborador Colaborador nível 2 nível 2 nível 2 nível 2 Figura 2 Exemplo de organograma funcional. Fonte: elaborada pela Em um organograma funcional tradicional, a realização de um projeto acaba sendo apenas mais uma atividade dentre as outras que a organização realiza. No entanto, ele podem ser desenhado por projeto também, de maneira específica.</p><p>PROJETO 1 PROJETO 2 PROJETO 3 COLABORADOR COLABORADOR COLABORADOR Figura 3 I Exemplo de organograma por projeto. Fonte: elaborada pela autora. De acordo com essas variações, temos as seguintes estruturas organizacionais: estrutura funcional, estrutura projetizada, estrutura matricial. Na estrutura funcional, o projeto é apenas mais um elemento dentro das diversas atividades que os funcionários precisam realizar. Já na estrutura projetizada, ele é o elemento central, existindo, então, um gerente de projetos que está ligado, em termos hierárquicos, diretamente ao principal gestor da empresa (Paes, 2020). A lógica como os recursos são disponibilizados e priorizados, assim, mudam se o projeto é só mais um elemento e disputa recursos com as demais atividades ou se ele, sozinho, recebe o foco da organização. Por fim, têm-se as estruturas matriciais, mescla das estruturas funcionais e projetizadas que possui um líder funcional e um gerente de projetos, os quais dividirão os vários aspectos relacionados ao projeto. Quando, hierarquicamente, o líder funcional está acima do gestor de projetos, tem-se o que chamamos de estrutura matricial fraca, enquanto nas matriciais em que o gestor de projetos está acima do líder funcional, temos uma estrutura matricial forte.</p><p>maneira efetiva e atender às necessidades de todos os envolvidos. Um outro conceito bastante importante, neste contexto, é o escritório de gerenciamento de projetos (Project Management Office - PMO), o qual desempenha um papel fundamental nas organizações, proporcionando uma estrutura que visa aprimorar e padronizar a gestão de projetos. Sua atuação contribui para a maximização da eficiência, o alinhamento estratégico e a entrega bem-sucedida de iniciativas. O PMO é um setor centralizado que define e mantém padrões para a gestão de projetos em uma organização. Ele atua como um guarda-chuva que abrange desde a concepção até o encerramento dos projetos. As funções principais desse escritório de projetos envolvem a padronização de processos, a gestão de recursos e as atividades de monitoramento e controle. Ainda abarcam a gestão de riscos e gestão da qualidade, e a elaboração e controle dos fluxos de comunicação, facilitando o diálogo entre as partes interessadas e fornecendo relatórios regulares sobre o estado e o desempenho dos projetos. Como principais benefícios de sua estruturação, podemos citar um melhor alinhamento estratégico, maior eficiência operacional e otimização de recursos, bem como a adoção de uma postura proativa e preventiva mais efetiva. Nesse sentido, o PMO pode impulsionar a capacidade de uma organização em entregar projetos de forma consistente, eficaz e alinhada aos objetivos estratégicos. Sua implementação bem- sucedida requer comprometimento organizacional, liderança efetiva e habilidade de se adaptar às mudanças no ambiente, sendo</p><p>Vamos Exercitar? Lembra do exemplo prático apresentado no início da aula? Em que a empresa em que você atua decidiu implementar um novo sistema de gestão interna e, para tanto, utilizou-se do gerenciamento de projetos para garantir a eficiência de tal implementação. Agora, aplicando aos conteúdos estudados nesta aula, a implementação do sistema interno de gestão ficaria da seguinte forma: 1. Fase de concepção Após uma análise inicial, a equipe de liderança concebe a ideia de implementar um sistema de gestão interna para otimizar processos, monitorar o desempenho da equipe e melhorar a colaboração entre os departamentos. 2. Fase de planejamento Durante a fase de planejamento, um PMO é estabelecido para gerenciar o projeto. São definidos os objetivos, o escopo e os stakeholders. Além disso, são identificados os recursos necessários, elaborado um plano de projeto detalhado, estimados prazos e custos, e desenvolvidas estratégias para o gerenciamento de riscos. 3. Fase de execução Com o plano em vigor, a implementação do sistema de gestão interna é iniciada. A equipe de projeto, composta por representantes de diferentes departamentos, trabalha em conjunto para garantir a integração harmoniosa do sistema. Durante essa fase, o PMO desempenha um papel central na coordenação de atividades, alocando recursos conforme necessário e garantindo que a execução esteja alinhada com o plano estabelecido.</p><p>projeto, utilizando critérios de desempenho para avaliar o alcance dos objetivos. São identificados desvios em relação ao cronograma inicial, mas o PMO age rapidamente, realocando recursos e ajustando o plano para manter o projeto na trilha certa. Além disso, são realizadas avaliações regulares para garantir que o sistema atenda às expectativas e requisitos iniciais. 5. Fase de encerramento Com a implementação concluída e o sistema de gestão interna em pleno funcionamento, o PMO lidera a fase de encerramento. São documentadas lições aprendidas, e a equipe de projeto compartilha experiências para futuras melhorias. Um relatório final é apresentado aos stakeholders, destacando o sucesso da iniciativa e os benefícios alcançados, como a redução de tempos de resposta e uma comunicação interna mais eficaz. Esse case ilustra a gestão do ciclo de vida de um projeto, desde sua concepção até o encerramento, destacando a importância de um PMO na coordenação e no monitoramento para garantir o sucesso do projeto. Saiba Mais Guia PMBOK possui um capítulo voltado apenas ao ciclo de vida do projeto. Sua leitura pode facilitar a compreensão dos nossos estudos desenvolvidos aqui. PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE (PMI USA). Um guia de conhecimento em gerenciamento de projetos (Guia 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2014. Outra recomendação de leitura é o artigo de Costa Jr. et al., Um estudo sobre os princípios norteadores do ciclo de vida de</p><p>COSTA JR., J.F. el al. Um estudo sobre os princípios norteadores do ciclo de vida de gerenciamento de projetos. Revista de Gestão e Projetos, São Paulo, V. 13, n. 1, p. 171-188, jan./abr. 2022. Referências Bibliográficas G. Gerenciamento de riscos em projetos: ferramentas, técnicas e exemplos para gestão integrada. Rio de Janeiro: Alta Books, 2018. CAMARGO, M. Gerenciamento de projetos. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2018. PAES, E. S. Gestão de projetos. Londrina: Editoria e Distribuidora Educacional S.A, 2020. PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE (PMI USA). Um guia de conhecimento em gerenciamento de projetos (Guia 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2014. WYSOCKI, R. K.; MARQUES, A. S. Gestão eficaz de projetos: o ambiente organizacional de gerenciamento de projetos (Vol. 2). São Paulo: Saraiva, 2020. Encerramento da Unidade INTRODUÇÃO À GESTÃO DE PROJETOS</p><p>Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação profissional. Vamos assisti-la? Clique aqui para acessar os slides da sua videoaula. Bons estudos! Ponto de Chegada Olá, estudante! Chegamos ao fim desta unidade, a qual teve como objetivo permitir o desenvolvimento de um olhar amplo frente aos principais conceitos que sustentam a gestão de projetos e à aplicação destes em diferentes áreas a fim de potencializar os resultados de nossa atuação profissional. Conhecemos, assim, as principais concepções de um projeto, suas características e fundamentos, tais como a tríplice restrição e os elementos da gestão da qualidade, os quais estão diretamente associados à essa tríade. Além disso, para ampliar nosso repertório na área, também estudamos a figura do gestor de projetos, suas competências e</p><p>É Hora de Praticar! Estudo de caso: Planejamento do festival de música TheSounds Festival Para a análise e resolução da atividade proposta, imagine o seguinte caso: O TheSounds Festival é um evento anual de música que ocorre em uma grande cidade do sudeste brasileiro e está em sua terceira edição. O festival atrai milhares de entusiastas da música e oferece apresentações de artistas nacionais e internacionais de diversos gêneros. Realizado em dois finais de semana, a ideia é que, ao longo dos seis dias de festival - de sexta a domingo -, diferentes atrações subam aos palcos, oferecendo entretenimento de qualidade para um público diverso. A equipe do festival enfrentou desafios ao planejar e executar o evento devido à sua escala e complexidade crescentes. Desafios: Escopo ambicioso: o festival tinha uma programação de artistas extensa e várias áreas de entretenimento, incluindo palcos, áreas de alimentação, zona de acampamento e parque de diversões. Orçamento limitado: o orçamento do festival era restrito, e a equipe precisava equilibrar os custos para manter o evento acessível aos participantes. Logística complexa: coordenar a logística de acomodação, transporte, segurança e serviços de alimentação para milhares de pessoas.</p><p>em relação ao festival. Caso proposto: A fim de potencializar o alcance e os resultados - em termos de satisfação e qualidade percebida - frente às partes interessadas pelo evento, a equipe organizadora do festival decidiu implementar fortemente a gestão de projetos no gerenciamento do TheSounds. Você faz parte dessa equipe como líder do projeto e precisa estruturar as fases de iniciação, planejamento, execução e controle do projeto. Cite, deste modo, pelo menos três atividades centrais de cada uma das fases a fim de coordenar sua equipe para o desenvolvimento da terceira edição do evento. A intenção, neste caso, é exercitar os conceitos fundamentais do gerenciamento de projetos e visualizar suas aplicabilidades em diferentes áreas aqui, por exemplo, a área de eventos. Assim, associando a gestão de projetos à gestão de eventos, é possível perceber como os preceitos do campo permitem uma abordagem mais organizada e eficiente para o planejamento, execução e controle dos eventos - no caso, o festival. Ao pensar na solução deste caso, note como o planejamento detalhado, a coordenação eficaz e a comunicação aberta podem ser essenciais no gerenciamento bem-sucedido de projetos. Reflita Diante desse arcabouço de conhecimento, você será capaz, agora, de refletir sob uma ótica crítica e analítica sobre os seguintes questionamentos:</p><p>Afinal, seria possível planejar e gerenciar uma série de atividades a fim de alcançar resultados sem as premissas da gestão de projetos? Dê o play! Clique aqui e acesse os slides do Dê o play! Resolução do estudo de caso Partindo do exemplo apresentado e dos conhecimentos desenvolvidos ao longo desta Unidade, é possível perceber que não existe uma resposta padrão, mas que cada fase do projeto, de certa forma, demanda algumas tarefas/atividades base. Na sequência, então, segue um exemplo de resposta que pode ser norteador neste caso. Iniciação do projeto: Identificação das partes interessadas e de seus objetivos. Definição de metas, escopo e orçamento iniciais. Formação da equipe que atuará no projeto. Planejamento: Desenvolvimento de uma estrutura de trabalho para identificar todas as tarefas e atividades (aqui estariam as atividades de listagem de tarefas, sequenciamento, estudo de tempos etc.). Criação de um cronograma que inclui datas de construção, montagem, apresentações e desmontagem. Alocação de recursos, incluindo pessoal, equipamentos e fornecedores. Identificação de possíveis riscos e de ações proativas.</p><p>alojamento e serviços de segurança. Coordenação das apresentações e atividades do festival. Comunicação regular com patrocinadores e fornecedores para garantir que suas expectativas sejam atendidas. Monitoramento e controle: Acompanhamento do progresso em relação ao cronograma. Verificação constante das áreas de alimentação e serviços para garantir a qualidade e a segurança. Resolução de problemas, como acomodação de emergência para participantes devido a condições climáticas adversas. Dê o play! Assimile Olá, estudante! A fim de consolidar nossos estudos, servindo também como um guia básico que ilustra, de maneira visual, os principais pontos discutidos ao longo desta unidade, apresentamos um infográfico com os conceitos centrais e introdutórios no</p><p>Gestão de projetos // Conceitos centrais que é um projeto? Por que a gestão de Quais as fases Papéis-chave Objetivo projetos é importante? de um projeto? em gestão Temporário Organização Iniciação de projetos Único/exclusivo Eficiência Planejamento Gerente de Resultados Execução projeto Controle Equipe Tripla restrição Encerramento Partes Escopo Benefícios da gestão interessadas Tempo de projetos Custo Entrega no prazo Controle de custos Qualidade Satisfação do cliente Algumas ferramentas Soft skills e Cronogramas gestão de Orçamentos projetos Matriz de Comunicação responsabilidades Liderança Diagrama de Gantt Resolução de problemas Trabalho em equipe Figura Infográfico Gestão de Projetos: conceitos centrais. Fonte: elaborada pela autora. Referências CARVALHO, M. M.; RABECHINI R. Fundamentos em gestão de projetos: construindo competências para gerenciar projetos. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2018. CAVALCANTI, F. R. P.; SILVEIRA, J. A. N. Fundamentos de gestão de projetos. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2016. DIAS, D. S. et al. Perfil da liderança na gestão de projetos: uma pesquisa com profissionais da área. Revista de Gestão e Projetos, São Paulo, V. 8, n. 1, p. 72-89, jan./abr. 2017. PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE (PMI USA). Um guia de conhecimento em gerenciamento de projetos (Guia 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2014.</p>