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<p>Universidade Estadual do Maranhão</p><p>Disciplina: Teoria do Direito Constitucional</p><p>Docente:</p><p>Discente:</p><p>Turma: Direito – 2° período</p><p>FICHAMENTO DE CONTEÚDO</p><p>Referência: FERNANDES, Bernardo Gonçalves. Poder Constituinte. In: Fernandes, Bernardo Gonçalves. Curso de Direito Constitucional. Salvador: JusPodivm, 2020. p.125-166.</p><p>A princípio, verifica-se um conceito introdutório e geral acerca do que é o Poder Constituinte. Assim, é abordado, por várias vertentes do Direito Constitucional, como poder encarregado de criar (Poder Constituinte Originário), alterar (Poder Constituinte Derivado-Reformador) e complementar (Poder Constituinte Decorrente) uma Constituição. Seu surgimento se consolidou a partir do aparecimento das Constituições escritas.</p><p>· Poder Constituinte Originário:</p><p>Em linhas gerais, eventualmente, é conceituado enquanto uma prerrogativa que objetiva desconstituir uma ordem anterior e constituir uma nova ordem para o corpo social.</p><p>Alguns teóricos certificam que o Poder Constituinte Originário deve ser concebido como um poder inicial, ilimitado, incondicionado e autônomo. Ademais, é compreendido que o Poder Constituinte Originário, ao romper um ordenamento antecessor e constituir um novo, o faz por intermédio de um golpe de estado, ou de uma revolução, ou de um consenso jurídico-político.</p><p>É relevante salientar, ainda, o processo denominado por Jon Elster de “bootstrapping”, que corresponde ao fato da assembleia constituinte se desassociar de laços com as autoridades institucionais que a legitimou, para se tornar possível a elaboração de uma nova constituição.</p><p>a) O Poder Constituinte pode ser classificado quanto:</p><p>A Dimensão, cujo o Poder Constituinte pode ser especificado em material (que diz respeito à elaboração do conteúdo de um nova Constituição, uma vez concretizada a ruptura jurídica-política) ou formal (no qual formaliza o conteúdo de direito do elaborado pelo poder material). E quanto a Manifestação histórica, em que o Poder Constituinte é especificado em fundacional (que nasceu com o novo Estado nacional e a consequente necessidade de uma constituição) e o pós-fundacional (que surge nos Estados nacionais, possibilitando a ruptura da constituição e a elaboração de uma nova).</p><p>b) No que tange às características do Poder Constituinte Originário, podem ser elencadas em:</p><p>Inicial, haja vista que é o ponto de estreia do novo ordenamento jurídico-político. Autônomo, pois determina as bases que a nova constituição se fundamentará. Ilimitado, a partir da perspectiva do Direito positivado que o antecedeu. Incondionado, visto que desenvolve as próprias regras da nova Constituição. Permanente, sua existência não é afetada pela criação de uma nova Constituição.</p><p>Na contemporaneidade, o Poder Constituinte é dado mediante a expressão de marcos democráticos, que protagoniza o povo enquanto titular. À luz dessa ótica, ele, antes visto com ilimitado, passa a ser visto com limitações de natureza espacial, cultural e relativas aos Direitos Humanos. Portanto, não é mais percebido como dotado de senso absoluto. Outrossim, no tocante à titularidade, a compreensão clássica valida a nação enquanto titular, já a versão moderna aponta a titularidade como sendo pertencente ao povo.</p><p>c) A respeito da Dinâmica Constitucional, quatro fenômenos se mostram proeminentes e necessários de serem entendidos:</p><p>A Recepção que é a recepção de normas infraconstitucionais de uma Constituição anterior, por uma nova Constituição, desde que não a contrarie. A Desconstitucionalização, que ocorre quando as normas de uma Constituição anterior são recepcionadas pela nova ordem jurídico, contudo, na categoria de infraconstitucionais. A Repristinação, que se trata do retorno à nova Constituição da vigência de normas que haviam sido revogadas por uma Constituição anterior. E, por último, a Recepção Material das normas, que se refere a capacidade de normas de uma Constituição antecessora poderem ser recebidas pelo nova Constituição com a mesma categoria de norma constitucional.</p><p>· Poder Constituinte Derivado de Reforma da Constituição:</p><p>Nos dias atuais, o Poder Constituinte derivado de reforma é, conceitualmente, limitado e condicionado (posto que se subordina aos delineamentos do Poder Constituinte Originário). Na realidade brasileira, tem-se duas categorias do Poder Constituinte derivado de reforma: a de revisão (reforma geral do texto constitucional) e as emendas (reformas específicas do texto).</p><p>Quanto as características que remetem a limitação desse Poder, destaca-se a temporalidade (que pode impedir as manifestações do Poder Constituinte de reforma em um dado período de tempo), a circunstancialidade (que pode a redação constitucional pode vedar alterações em momentos de desequilíbrio social), a formalidade (quando a redação constitucional apresenta um procedimento próprio que permita as alterações textuais) e as substantivas ou materiais (normas que impossibilitam a inserção de matérias novas na Constituição ou as normas que impedem a supressão de temáticas estabelecidas no texto constitucional, denominadas de cláusulas pétreas).</p><p>Nesse ínterim, se por um lado, constata-se em uma análise do Poder Constituinte derivado de revisão duas correntes que se contrapõem (1- os que acreditam ser possível uma emenda constitucional iniciar uma nova revisão e 2 - os que acreditam na inviabilidade desse processo, já que contraria o Poder Constituinte Originário), por outro, concede-se uma análise específica do Poder Constituinte derivado de reforma via emendas acerca dos limites que o permeia, como: limites formais (objetivos e subjetivos), circunstanciais e limites materiais (implícitos e explícitos).</p><p>· Poder Constituinte (Derivado) Decorrente:</p><p>Diz respeito à capacidade dos Estados-membros de se auto-organizarem mediante as suas próprias Constituições estaduais. Esse poder intenciona complementar a Constituição a partir das Constituições Estaduais.</p><p>Uma vez se tratando de um poder derivado, subordinado e condicionado, submete-se a normas da Constituição da República, como: os princípios constitucionais sensíveis (cujo descumprimento demanda intervenção federal), os princípios federais extensíveis (normas centrais comuns à União, Estados, Municípios) e princípios constitucionais estabelecidos.</p><p>É pertinente destacar a existência de normas de preordenação, que são normas de reprodução obrigatória pelos Estados-membros, pois essas normas além de serem respeitadas devem ser alocadas nas Constituições Estaduais. Ao contrário das preordenadas, têm-se as de imitação, que são facultativas quanto a locação ou não nas Constituições estaduais.</p><p>Esse Poder pode ser caracterizado em Poder Constituinte Derivado Decorrente inicial (que pode estabelecer a Constituição Estadual) e em Poder Constituinte Derivado Decorrente de reforma estadual (com o poder de rever e modificar o texto Constitucional Estadual, desde que esta revisão esteja prevista nesse mesmo texto).</p><p>· Poder Constituinte e Patriotismo Constitucional:</p><p>Habermas abrange a ideia de povo de forma mais profunda, que ultrapasse a concepção comunitarista, através da noção de Patriotismo Constitucional. Tal noção objetiva a desassociação de concepções nacionalistas vetustas, e busca desenvolver um potencial inclusivo, que sustenta a união entre os cidadãos, apesar das diferenças étnicas e culturais.</p><p>image1.jpg</p>

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