Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

<p>TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ</p><p>2ª CÂMARA CRIMINAL</p><p>Autos nº. 0006850-44.2023.8.16.0034</p><p>Apelação Criminal n° 0006850-44.2023.8.16.0034 Ap</p><p>Vara Criminal de Piraquara</p><p>EDUARDO ALVES DE LIMAApelante(s):</p><p>MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁApelado(s):</p><p>Relator: Desembargador Luís Carlos Xavier</p><p>APELAÇÃO CRIME – EMBRIAGUEZ AO VOLANTE (ARTIGO 306 DO</p><p>CTB) – PROCEDÊNCIA DA DENÚNCIA.</p><p>APELO DA DEFESA – 1. PLEITO ABSOLUTÓRIO –</p><p>IMPOSSIBILIDADE – AUTORIA E MATERIALIDADE</p><p>COMPROVADAS – 2. PRETENSÃO RECURSAL DE ALTERAÇÃO DO</p><p>REGIME DE CUMPRIMENTO DA PENA, DE SEMIABERTO PARA</p><p>ABERTO – DESCABIMENTO INTELIGÊNCIA DO ART. 33, §2º, DO CP –</p><p>3.1. ADEQUAÇÃO DE OFÍCIO DOSIMETRIA DA PENA – – REDUÇÃO</p><p>DA REPRIMENDA EM RAZÃO DA INCIDÊNCIA DA ATENUANTE DA</p><p>PRAZOCONFISSÃO ESPONTÂNEA – 3.2. REDUÇÃO DE OFÍCIO DO</p><p>FIXADO PARA SUSPENSÃO DA HABILITAÇÃO PARA DIRIGIR</p><p>VEÍCULO AUTOMOTOR – PENA QUE DEVE GUARDAR</p><p>PROPORCIONALIDADE COM A REPRIMENDA PRIVATIVA DE</p><p>LIBERDADE – RECURSO DESPROVIDO.</p><p>1. O conjunto probatório revela a autoria e materialidade do delito de</p><p>embriaguez ao volante, tendo restado comprovado que o acusado conduzia</p><p>veículo automotor em via pública com concentração de álcool superior ao</p><p>limite previsto em lei, devendo ser mantida a sua condenação pelo delito</p><p>previsto no art. 306 do CTB.</p><p>2. Em análise ao parágrafo 2° do art. 33, do CP, extrai-se que o condenado</p><p>a pena de detenção e reincidente, deverá cumprir a pena no regime</p><p>semiaberto, como estabeleceu o objurgado.decisum</p><p>3.1. Segundo dispõe a Súmula 545 do STJ, verifica-se que “quando a</p><p>confissão for utilizada para a formação do convencimento do julgador, o réu</p><p>, o quefará jus à atenuante prevista no artigo 65, III, ‘d’, do Código Penal”</p><p>ocorreu no caso em análise.</p><p>3.2. A penalidade de suspensão da habilitação para conduzir veículo</p><p>automotor deve ser fixada na mesma proporção da pena privativa de</p><p>liberdade aplicada.</p><p>VISTOS, relatados e discutidos estes autos de Apelação Crime nº 0006850-44.2023.8.16.0034, da</p><p>Comarca da Região Metropolitana de Curitiba – Foro Regional de Piraquara – Vara Criminal, em</p><p>que é Apelante EDUARDO ALVES DE LIMA e Apelado o MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO</p><p>DO PARANÁ.</p><p>Trata-se de Apelação interposta contra a sentença proferida nos autos nº 0003440-08.2023.8.16.0024</p><p>(mov. 96.1), a qual julgou procedente a denúncia para o fim condenar o acusado EDUARDO ALVES</p><p>DE LIMAcomo incurso nas sanções do artigo 306, da Lei 9.503/97.</p><p>A pena para o delito de embriaguez foi fixada em 07 (sete) meses e 06 (seis) dias de detenção e 10 (dez)</p><p>dias-multa. Estabelecendo o regime semiaberto para o início do cumprimento da pena. A pena de</p><p>suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor foi</p><p>aplicada pelo período de um ano.</p><p>Concedeu ao réu o direito de recorrer em liberdade e condenou o acusado ao pagamento das custas</p><p>processuais.</p><p>O apelante EDUARDO ALVES DE LIMA, por meio de seu defensor constituído, interpôs recurso de</p><p>apelação (mov. 115.1) alegando ausência de provas acerca da autoria do delito, aduz que não foi</p><p>demonstrado alteração da capacidade psicomotora do recorrente, dessa forma requer a absolvição, nos</p><p>termos do art. 386, VII, do CPP.</p><p>Pugna pelo afastamento da agravante da reincidência aplicando-se o regime aberto para cumprimento da</p><p>pena.</p><p>Devidamente intimado, o apresentouMINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ</p><p>contrarrazões (mov. 120.1), defendendo pelo conhecimento e desprovimento do apelo.</p><p>Nesta instância, a douta exarou parecer (mov. 14.1-TJ), manifestando-seProcuradoria Geral de Justiça</p><p>no sentido de ser conhecido e desprovido o recurso.</p><p>É o relatório.</p><p>VOTO</p><p>Presentes os pressupostos de admissibilidade é de se conhecer o recurso.</p><p>O recurso não merece provimento.</p><p>Da conduta</p><p>A defesa alega ausência de provas acerca da autoria do delito, aduz que não foi demonstrado alteração da</p><p>capacidade psicomotora do recorrente, dessa forma requer a absolvição, nos termos do art. 386, VII, do</p><p>CPP.</p><p>Não lhe assiste razão.</p><p>Narra a denúncia:</p><p>“No dia 03 de setembro de 2023, por volta de 22:00hs, em via pública, na Rua Francisco</p><p>Schuartz, nº 149, próximo ao Colégio Romário Martins, Bairro Centro, nesta cidade e Foro</p><p>Regional de Piraquara/PR, o denunciado EDUARDO ALVES DE LIMA, consciente da</p><p>ilicitude e reprovabilidade de sua conduta, e com vontade de realizá-la, conduzia o veículo</p><p>automotor de marca/modelo Chevrolet Prisma LT, cor preta, placas AXT-9D06, sob a</p><p>influência de álcool, eis que apresentava os seguintes sinais de alteração da capacidade</p><p>psicomotora: sonolência, olhos vermelhos, desordem nas vestes, fala alterada, hálito etílico,</p><p>dificuldade de equilíbrio, além de estar exaltado, disperso, eloquência e arrogância,</p><p>conforme Termo de Constatação de Sinais de Alteração da Capacidade Psicomotora de mov.</p><p>5.5 e Resolução nº 206/06 do Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN, além do Auto de</p><p>Prisão em Flagrante de mov. 1.1, Boletim de Ocorrência de mov. 5.1, Auto de Interrogatório</p><p>de mov. 1.6, Termos de Depoimentos de mov. 1.2 e 1.4”.</p><p>Primeiramente, cumpre destacar que no caso em comento, tanto a materialidade quanto a autoria delitiva</p><p>restaram suficientemente comprovadas pelo auto de prisão em flagrante delito (mov. 1.1); boletim de</p><p>ocorrência nº 2023/993536 (mov. 5.1); termo de constatação de sinais de alteração da capacidade</p><p>psicomotora (mov. 5.5); e ainda por toda prova oral colhida no presente caderno processual.</p><p>O Boletim de Ocorrência (mov. 5.1) narra em sua descrição que:</p><p>DESCRIÇÃO SUMÁRIA DA OCORRÊNCIA:</p><p>“EQUIPE EM PATRULHAMENTO PELA AVENIDA GETÚLIO VARGAS QUANDO AVISTOU</p><p>O VEÍCULO PLACA AXT-9D06, CHEVROLET PRISMA LT DE COR PRETA, QUE NA FRENTE</p><p>DA VIATURA POLICIAL MILITAR AVANÇOU SEMÁFORO VERMELHO SENTIDO CENTRO</p><p>DE PIRAQUARA, A EQUIPE ENTÃO REALIZOU O ACOMPANHAMENTO DESTE VEÍCULO</p><p>ONDE NA ALTURA DA RUA FRANCISCO SCHUARTZ O VEÍCULO FOI ABORDADO. EM</p><p>ABORDAGEM DOIS SUSPEITOS SAÍRAM DO VEÍCULO ONDE FOI REALIZADO A BUSCA</p><p>PESSOAL ONDE NADA DE ILÍCITO FOI ENCONTRADO, EM VERIFICAÇÃO DOS</p><p>DOCUMENTOS O MOTORISTA O SR. EDUARDO ALVES DE LIMA QUE POSSUIA</p><p>CARTEIRA DE HABILITAÇÃO SUSPENSA DE 13/02/2023 A 08/02/2024 E APRESENTAVA</p><p>VISÍVEIS SINAIS DE EMBRIAGUEZ E CONFUSÃO MENTAL, O QUAL, MESMO COM</p><p>CELULAR VISÍVEL NA SUA FRENTE O INDIVÍDUO NÃO CONSEGUIA VISUALIZAR PELO</p><p>SEU ESTADO DE EMBRIAGUEZ. ASSIM, FOI OFERECIDO O TESTE DO ETILOMETRO BAF-</p><p>300 N.S: 05413, MAS O SR. EDUARDO RECUSOU NO LOCAL, SENDO DADO VOZ DE</p><p>PRISAO AO SR. EDUARDO ALVES DE LIMA POR EMBRIAGUEZ AO VOLANTE SENDO O</p><p>MESMO CONDUZIDO PARA DELEGACIA PARA MEDIDAS CABÍVEIS. JÁ O SR. MAICON</p><p>DOUGLAS DA SILVA ZEFERINO AO SER REVISTADO A TODO MOMENTO QUESTIONAVA</p><p>A EQUIPE PELO MOTIVO DA ABORDAGEM ONDE DEBOCHAVA DA EQUIPE E COM TOM</p><p>IRÔNICO FALOU QUE OS POLICIAIS ESTAVAM ERRADOS EM FAZER A ABORDAGEM O</p><p>MESMO SENDO ALGEMADO E CONDUZIDO PARA DELEGACIA PARA LAVRATURA DE</p><p>TERMO CIRCUNSTANCIADO PELO MOTIVO DE DESACATO AOS POLÍCIAS PRESENTES</p><p>NA ABORDAGEM, SENDO REGISTRADO O BO 2023/993741. AMBOS FORAM</p><p>CONDUZIDOS COM ALGEMAS COM A BASE A SÚMULA VINCULANTE 11 PELO MOTIVO</p><p>DO QUESTIONAMENTO E REVOLTA DE AMBOS ABORDADOS. O VEÍCULO PLACA</p><p>AXT9D06 FOI LIBERADO PARA UM CONDUTOR HABILITADO O SR. VALDECI DE LIMA</p><p>CNH:02367127221 COM VALIDADE 28/07/2032. AS SEGUINTES NOTIFICAÇÕES FORAM</p><p>LAVRADAS 1161100-T000845545. 116100-T000845547 E 116100-T000845549”.</p><p>Assim sendo, restou devidamente demonstrado que o recorrido estava alcoolizado no momento em que</p><p>foi abordado pela autoridade policial, fato este confirmado pelo termo de constatação de sinais de</p><p>alteração psicomotora, o qual registrou olhos vermelhos, sonolência, desordem nas vestes, hálito etílico,</p><p>arrogância, falante, dispersão, dificuldade de equilíbrio e fala alterada. (mov. 5.5).</p><p>Os fatos imputados ao apelante ocorreram quando já vigorava o § 1º, II, e § 2º do artigo 306 do CTB,</p><p>com a redação dada pela Lei 12.760/2012, de modo que a não realização do teste etilométrico não é óbice</p><p>à comprovação delitiva,</p><p>posto que se admite a prova da embriaguez por meio de sinais que identifiquem</p><p>alteração da capacidade psicomotora.</p><p>A propósito, o seguinte precedente do Superior Tribunal de Justiça:</p><p>“RECURSO EM HABEAS CORPUS. EMBRIAGUEZ AO VOLANTE.</p><p>ART. 306 DA LEI N.º 9.503/97.  TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL.</p><p>EXCEPCIONALIDADE. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE JUSTA</p><p>CAUSA. INOCORRÊNCIA. FATO POSTERIOR AO ADVENTO DA LEI</p><p>N.º 12.760/12. ADMISSÃO DA COMPROVAÇÃO DO ESTADO DE</p><p>EMBRIAGUEZ POR QUALQUER MEIO DE PROVA. INEXISTÊNCIA</p><p>DE PROVA TARIFADA NO ART. 306, § 2º, DA LEI N.º 9.503/97.</p><p>RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.</p><p>(...) 2.  O art.  306, § 2º, do Código de Trânsito Brasileiro - CTB, com redação</p><p>conferida pela Lei n. 12.971/2014, estabelece que "a verificação do disposto</p><p>neste artigo poderá ser obtida mediante teste de alcoolemia ou toxicológico,</p><p>exame clínico, perícia, vídeo, prova testemunhal ou outros meios de prova</p><p>em direito admitidos, observado o direito à contraprova."</p><p>3. O Código Brasileiro de Transito não procede à tarifação dos meios de</p><p>provas, prestigiando o livre convencimento motivado do juiz ao admitir</p><p>diversidade probatória para demonstrar a embriaguez, sem colocar o exame</p><p>pericial em patamar superior. A Lei n. 12.760/12 passou a admitir, inclusive,</p><p>a prova a testemunhal para a comprovação da embriaguez. Precedente.</p><p>4. No caso dos autos, o Magistrado de primeira instância fundamentou que,</p><p>de acordo com os depoimentos colhidos na ocasião do Auto de Prisão em</p><p>Flagrante, o denunciado derrubou os cones de demarcação da fiscalização,</p><p>apresentando sinais aparentes de embriaguez, tais como olhos vermelhos,</p><p>fala arrastada, odor etílico no hálito, dificuldade de locomoção e respostas</p><p>displicentes nas perguntas efetuadas pelos agentes de trânsito.  Assim, não há</p><p>falar em prevalência da prova pericial realizada mais de duas horas após o</p><p>flagrante, tendo tal aspecto temporal sido levado em consideração pelo</p><p>Magistrado de piso. Recurso ordinário em habeas corpus desprovido.” (STJ,</p><p>RHC 73.589/DF, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, DJe</p><p>06.03.2017)</p><p>Pois bem. O artigo 306 da Lei nº 9.503/97 estabelece que:</p><p>"Art. 306. Conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora</p><p>alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa</p><p>que determine dependência. Penas - detenção, de seis meses a três anos,</p><p>multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para</p><p>dirigir veículo automotor.</p><p>§ 1º As condutas previstas no caput serão constatadas por:</p><p>I - concentração igual ou superior a 6 decigramas de álcool por litro de</p><p>sangue ou igual ou superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar</p><p>alveolar; ou</p><p>II - sinais que indiquem, na forma disciplinada pelo Contran, alteração da</p><p>capacidade psicomotora.</p><p>§ 2º A verificação do disposto neste artigo poderá ser obtida mediante teste</p><p>de alcoolemia, exame clínico, perícia, vídeo, prova testemunhal ou outros</p><p>meios de prova em direito admitidos, observado o direito à contraprova.</p><p>§ 3º O Contran disporá sobre a equivalência entre os distintos testes de</p><p>alcoolemia para efeito de caracterização do crime tipificado neste artigo”.</p><p>O acusado EDUARDO ALVES DE LIMA, na delegacia (mov. 1.2) declarou que “estava na casa de</p><p>uma amiga, depois foi numa distribuidora, ficamos lá um tempo, deu carona para um amigo, foi quando</p><p>foi parado, confessou que bebeu cerveja e estava com a carteira de habilitação na data dos fatos”.</p><p>Em juízo duardo relatou que , E “foi na distribuidora, tomou uma cerveja, encontrou um conhecido seu; o</p><p>seu conhecido perguntou se podia dar uma carona para ele ir para casa, deu a carona. Saiu e na hora</p><p>do semáforo, estava no laranja ainda, foi para passar, mas acredita que na hora que passou ele ficou</p><p>vermelho e a polícia viu. Não estava bêbado, tinha tomado apenas uma cerveja. Foi em um final de</p><p>(mov. 86.1)semana”.</p><p>Dyandro Assis Correia Prado, policial militar, lotado no 29 batalhão, declarou na delegacia, que não</p><p>conhece nenhum dos envolvidos, que a equipe estava em patrulhamento em Piraquara, avistaram um</p><p>veículo vermelho, em alta velocidade, abordaram o veículo e os indivíduos estavam bem embriagados, o</p><p>motorista estava com a CNH cassada, motorista e passageiro foram algemados e levados para delegacia</p><p>por que causaram problemas. O condutor do veículo estava com a CNH cassada pelo mesmo motivo que</p><p>foi abordado, embriaguez ao volante. (mov. 1.3)</p><p>Em Juízo, Mauricio Bastos de Faria, policial militar, relatou que “a equipe policial estava em</p><p>patrulhamento pela Avenida Getúlio Vargas em sentido linha do trem, quando no semáforo da igreja</p><p>Matriz, enquanto um está aberto, os demais estão fechados. Que o semáforo estava aberto para a viatura</p><p>policial sentido linha do trem. Esse veículo vinha em sentido contrário em direção ao Fórum e a</p><p>Prefeitura, e passou consequentemente no vermelho, porque estava aberto para a viatura policial.</p><p>Narrou que fizeram o retorno, foram acompanhando esse veículo, fizeram sinais de parada, ele virou</p><p>alguns metros a direita, virando próximo ao Colégio Romário Martins. Que o veículo parou, desceram</p><p>dois indivíduos, o acusado estava de motorista. Como procedimento policial, sempre param perto,</p><p>pedem para que os abordados vão para trás do veículo. Realizaram a abordagem, os objetos que tinham</p><p>nos bolsos retiraram e colocaram no tampão traseiro do veículo. Foi feita toda verificação, e de início</p><p>foi possível ver que o réu cambaleava, tinha falas desconexas, na própria revista, não consegui parar em</p><p>pé direito. O acusado começou a procurar o celular no bolso, por isso mencionou a questão do celular</p><p>que haviam deixado na parte traseira do carro, o celular estava do lado do acusado e ele não conseguia</p><p>perceber. Solicitada a habilitação do acusado, ele disse que não tinha, em consulta ao sistema foi</p><p>verificado que a carteira de habilitação estava cassada. Disse que o acusado já havia sido detido por</p><p>embriaguez ao volante, o veículo estava em dia. Com relação ao passageiro, ele estava bastante</p><p>alterado. O acusado não provocou nenhum acidente, apenas o perigo de furar o semáforo”.(mov. 86.2)</p><p>Assim, verifica-se que no caso, que a alegação de insuficiência de provas não admite acolhimento,</p><p>porque o recorrente confessou que ingeriu bebida alcoólica no dia dos fatos, bem como, as declarações</p><p>dos policiais que realizaram a abordagem, constatando que este estava embriagado, sendo que tal</p><p>depoimento merece credibilidade e possui relevante valor probatório, pois realizado com observância da</p><p>ampla defesa, motivo pelo qual pode amparar a decisão condenatória, principalmente porque não elidida</p><p>por prova convincente em sentido contrário.</p><p>É sabido que tais agentes públicos, ao serem ouvidos, gozam de presunção de boa-fé, de modo que suas</p><p>palavras somente poderão ser desqualificadas ante provas evidentes e contundentes que afastem a sua</p><p>confiabilidade, o que, certamente, não ocorreu no caso em tela.</p><p>Nesse passo, as declarações de agentes públicos merecem credibilidade, até porque não há nos autos</p><p>evidência de que tivesse interesse em incriminar indevidamente o apelante ou que tenha faltado com a</p><p>verdade.</p><p>Neste sentido, a jurisprudência de nossos Tribunais:</p><p>"(...) CONDENAÇÃO FUNDAMENTADA NO DEPOIMENTO DE</p><p>POLICIAIS – MEIO DE PROVA IDÔNEO – FRAGILIDADE DO</p><p>CONJUNTO PROBATÓRIO NÃO DEMONSTRADA.</p><p>(...) 2. Conforme entendimento desta Corte, o depoimento de policiais</p><p>constitui meio de prova idôneo a embasar o édito condenatório, mormente</p><p>quando prestado ou corroborado em Juízo, no âmbito do devido processo</p><p>legal. Precedentes” (STJ – HC 261.170/SP, Rel. Min. JORGE MUSSI, QUINTA</p><p>TURMA, julg. 01.04.2014, DJe 10.04.2014).</p><p>Nesse sentido, também é o entendimento desta Corte:</p><p>“APELAÇÃO CRIME – SENTENÇA CONDENATÓRIA PELA PRÁTICA</p><p>DO DELITO DE EMBRIAGUEZ AO VOLANTE – ART. 306, §1°, INCISO</p><p>II, DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO – IRRESIGNAÇÃO DA</p><p>DEFESA. PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO, SOB A ALEGAÇÃO DE</p><p>INSUFICIÊNCIA PROBATÓRIA – DESPROVIMENTO</p><p>– AUTORIA E</p><p>MATERIALIDADE DEVIDAMENTE DEMONSTRADAS – CRIME DE</p><p>PERIGO ABSTRATO, HAVENDO DESNECESSIDADE DE PRODUÇÃO</p><p>DE RESULTADO NATURALÍSTICO – CONFISSÃO DO RÉU E</p><p>DEPOIMENTOS DOS GUARDAS MUNICIPAIS EM CONSONÂNCIA –</p><p>VALIDADE E RELEVÂNCIA NA PALAVRA DOS AGENTES PÚBLICOS</p><p>QUANDO CORROBORADAS PELAS DEMAIS PROVAS DOS AUTOS –</p><p>PROVAS SUFICIENTES DA CONDUÇÃO DO VEÍCULO AUTOMOTOR</p><p>COM A CAPACIDADE PSICOMOTORA ALTERADA EM RAZÃO DA</p><p>INFLUÊNCIA DE ÁLCOOL – COMPROVAÇÃO FEITA ATRAVÉS DO</p><p>AUTO DE CONSTATAÇÃO DE EMBRIAGUEZ EM RAZÃO DE</p><p>RECUSA NA REALIZAÇÃO DO TESTE DE ETILÔMETRO. RECURSO</p><p>CONHECIDO E DESPROVIDO.”. (TJPR - 2ª C.Criminal - 0004778-</p><p>04.2020.8.16.0030 - Foz do Iguaçu -  Rel.: JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO</p><p>EM SEGUNDO GRAU MAURO BLEY PEREIRA JUNIOR -  J. 13.06.2022)</p><p>“Apelação crime. Delito de embriaguez ao volante (art. 306 do CTB).</p><p>Condenação. Pleito recursal absolutório fundado na inexistência de provas</p><p>aptas a ensejar a condenação. Tese insubsistente. Autoria e materialidade</p><p>devidamente comprovadas. Redação dada ao art. 306, caput, do Código de</p><p>Trânsito pela Lei 12.760/12, que permite seja a conduta descrita no caput do</p><p>referido artigo constatada, na falta do teste do bafômetro ou do exame</p><p>clínico, pelo termo de constatação lavrado pelos policiais, que confirma a</p><p>alteração da capacidade psicomotora do condutor. Depoimentos</p><p>testemunhais idôneos e harmônicos. Outrossim, crime de perigo abstrato que</p><p>independe da ocorrência de resultado naturalístico. Alegado erro de tipo.</p><p>Escusas pessoais que não têm o condão de afastar o dolo. Recurso</p><p>desprovido. A partir da vigência da Lei nº 12.760/12, que alterou o art. 306</p><p>do Código de Trânsito Brasileiro, pode-se constatar a alteração da</p><p>capacidade psicomotora, decorrente de embriaguez, por sinais que</p><p>demonstrem essa situação, e não necessariamente pelo teste do bafômetro.”.</p><p>(TJPR - 2ª C.Criminal - 0000861-87.2021.8.16.0176 - Wenceslau Braz -  Rel.:</p><p>DESEMBARGADOR JOSÉ MAURICIO PINTO DE ALMEIDA -  J.</p><p>06.06.2022)</p><p>Cumpre observar, ainda, que o crime em referência é de perigo abstrato, dispensando-se a demonstração</p><p>da efetiva potencialidade lesiva da conduta daquele que conduz veículo em via pública com a</p><p>concentração de álcool por litro de sangue maior do que a admitida pelo tipo penal, e o qual tem como</p><p>escopo o bem-estar da coletividade e a segurança viária.</p><p>Com efeito, o objetivo da lei penal é prevenir potenciais danos à vida e à saúde das pessoas, evitando que</p><p>esses bens jurídico-penais – que são vitais às relações sociais –, sejam lesionados, mediante a prática de</p><p>eventos de graves consequências.</p><p>Por isso, a sociedade demanda uma intervenção penal firme, para se prevenir a consumação de mortes e</p><p>de lesões corporais.</p><p>Note-se que, em sendo o caso a tratar de tutelar a incolumidade pública, e sendo a conduta perpetrada</p><p>pelo acusado evidentemente um crime de mera conduta, irrelevante, portanto, para a sua configuração, a</p><p>ocorrência de resultado naturalístico ou demonstração de que dirigia de maneira anormal.</p><p>Assim sendo, a aventada absolvição não se aplica ao caso, uma vez que devidamente comprovado que o</p><p>recorrente conduzia veículo automotor, na via pública, estando com sinais de embriaguez, restando</p><p>evidente, portanto, a prática do delito previsto no art. 306 do CTB.</p><p>Regime de cumprimento de pena</p><p>A defesa requer a alteração para o regime aberto.</p><p>Embora a pena tenha sido estabelecida em patamar inferior a 04 (quatro) anos, inviável a aplicação do</p><p>regime aberto, pela consideração da reincidência, o que justifica a aplicação do regime mais gravoso, nos</p><p>termos do artigo 33, § 2º, “c”, do Código Penal.</p><p>A manutenção do regime semiaberto em hipóteses análogas tem sido reiteradamente confirmada na</p><p>jurisprudência, inclusive do Supremo Tribunal Federal:</p><p>“EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CRIME DE</p><p>RECEPTAÇÃO. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DA PENA.</p><p>REINCIDÊNCIA. FIXAÇÃO DE REGIME SEMIABERTO.</p><p>POSSIBILIDADE.</p><p>1. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está</p><p>condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame</p><p>das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal e a eventual</p><p>reincidência do apenado, conforme remissão do artigo 33, § 2º e § 3º, do</p><p>mesmo diploma legal.</p><p>2. “A circunstância especial de o agente ser reincidente constitui fundamento</p><p>idôneo para a imposição de regime mais severo (semiaberto), medida que se</p><p>mostra adequada e necessária para a repressão e prevenção do crime e</p><p>atende ao disposto no art. 33 do Código Penal” (HC 175.433-AgR/SP, Rel.</p><p>Min. Alexandre de Moraes, 1ª Turma, DJe 25.10.2019). 3. Agravo regimental</p><p>conhecido e não provido.” (HC 185325 AgR, Relator(a): Rosa Weber, Primeira</p><p>Turma, Public 07.12.2020)</p><p>No mesmo sentido, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça:</p><p>“AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. EMBRIAGUEZ AO</p><p>VOLANTE. ART. 306, § 1°, INCISO II, DO CÓDIGO DE TRÂNSITO</p><p>BRASILEIRO. DOSIMETRIA. PENA-BASE. CIRCUNSTÂNCIAS DO</p><p>CRIME. FUNDAMENTAÇÃO VÁLIDA. PENA INFERIOR A 4 ANOS DE</p><p>RECLUSÃO. REGIME SEMIABERTO E NEGATIVA DE</p><p>SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR</p><p>RESTRITIVAS DE DIREITOS. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS</p><p>DESFAVORÁVEIS. AGRAVO IMPROVIDO.</p><p>1. Na hipótese, as circunstâncias do delito foram consideradas desfavoráveis</p><p>em razão das particularidades do caso, que desbordam as elementares do</p><p>tipo penal, não havendo ilegalidade a ser reconhecida quanto ao ponto.</p><p>2. Consoante entendimento deste Tribunal Superior, reconhecida a</p><p>existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis, correta a fixação do</p><p>regime inicial mais gravoso - semiaberto -, bem como a negativa da</p><p>substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, nos</p><p>termos dos arts. 33, § 3º, e 44, III, c/c o art. 59, todos do Código Penal.</p><p>3. Agravo regimental improvido.” (AgRg no HC 620.699/SC, Rel. Ministro</p><p>Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe 27.11.2020)</p><p>Portanto, mantém-se o regime inicial semiaberto de cumprimento de pena.</p><p>Da dosimetria da pena</p><p>Pela análise dos autos, verifica-se que o magistrado fixou a pena acima do mínimo legal, pora quo</p><p>considerar a reincidência do acusado:</p><p>“No presente caso, constata-se a agravante da reincidência, prevista no art. 61, I do Código</p><p>Penal, tendo em vista que o acusado foi condenado pelo delito de embriaguez ao volante, nos</p><p>autos de nº 0003301-65.2019.8.16.0034, com transito em julgado no dia 29/04/2022,</p><p>conforme certidão fornecida pelo Sistema Oráculo (#7.1)</p><p>Diante da previsão legal expressa, eis que preponderantes os motivos, a personalidade do</p><p>agente e a reincidência, imponho aumento de pena ao condenado, à razão de um quinto,</p><p>fixando, assim, a pena provisória em sete meses e seis dias de detenção”.</p><p>Da leitura dos fundamentos utilizados na majoração da pena, verifica-se o acerto do sentenciante</p><p>considerar a agravante da reincidência, devendo o aumento ser mantido.</p><p>No entanto, o apelante de fato faz jus à causa de diminuição de pena prevista no artigo 65, inciso III, “d”,</p><p>do Código Penal.</p><p>Com efeito, verifica-se que o acusado afirmou, tanto na delegacia, quanto em Juízo que tomou cerveja no</p><p>dia dos fatos.</p><p>Neste aspecto, de acordo com jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça: "quando a confissão for</p><p>utilizada para a formação do convencimento do julgador, o réu fará jus à atenuante prevista no art. 65,</p><p>III, d, do Código Penal" (Súmula n. 545/STJ), ainda que parcial ou qualificada.” (AgRg no AREsp n.</p><p>1.122.872/RN, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, DJe 17.12.2021).</p><p>Portanto, impõe-se compensar a atenuante da confissão com a agravante da reincidência, uma vez que</p><p>são igualmente preponderantes, restando a pena definitiva fixada em 06 (seis) meses de detenção e 10</p><p>(dez) dias-multa, no valor unitário de 1/30 do salário mínimo vigente à época dos fatos.</p><p>Da mesma forma, deve ser readequada de ofício a pena de suspensão da habilitação para dirigir veículo</p><p>automotor.</p><p>um ano de suspensão do direito de dirigir. Todavia, a penalidade de</p><p>A r. sentença suspensão ou de</p><p>deve ser fixada naproibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor</p><p>mesma proporção da pena privativa de liberdade aplicada, consoante entendimento do Superior Tribunal</p><p>de Justiça:</p><p>“AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. DELITOS DE</p><p>TRÂNSITO. SUSPENSÃO DA HABILITAÇÃO PARA CONDUZIR</p><p>VEÍCULO AUTOMOTOR. VIABILIDADE DA ANÁLISE DO TEMA NA</p><p>VIA ELEITA. REPRIMENDA CUMULATIVA. OFENSA À LIBERDADE</p><p>DE LOCOMOÇÃO EM SEU SENTIDO AMPLO. APLICAÇÃO DA PENA.</p><p>DESPROPORCIONALIDADE DO QUANTUM EM RELAÇÃO À</p><p>PRIVATIVA DE LIBERDADE. OFENSA AO ART. 293 DO CÓDIGO DE</p><p>TRÂNSITO BRASILEIRO. SANÇÃO REDIMENSIONADA. DECISÃO</p><p>AGRAVADA EM CONFORMIDADE COM ENTENDIMENTO FIRMADO</p><p>NO STJ. MANTIDO O DECISUM PELOS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS.</p><p>(...)</p><p>2. A pena de suspensão ou de proibição de se obter habilitação ou permissão</p><p>para dirigir veículo automotor, por se cuidar de sanção cumulativa, e não</p><p>alternativa, deve guardar proporcionalidade com a detentiva aplicada,</p><p>observados os limites fixados no art. 293 do Código de Trânsito Brasileiro.</p><p>(...)” (STJ, AgRg no HC 271.383/RJ, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA</p><p>TURMA, julg. 11.02.2014, DJe 25.02.2014) (grifo nosso).</p><p>Essa Corte também já se posicionou sobre o tema:</p><p>“APELAÇÃO CRIME. EMBRIAGUEZ AO VOLANTE (ART. 306 DO</p><p>CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO). AUTORIA E</p><p>MATERIALIDADE DEVIDAMENTE COMPROVADAS. ALTERAÇÃO</p><p>DA CAPACIDADE PSICOMOTORA COMPROVADA PELO LAUDO</p><p>QUE ATESTA A PRESENÇA DE SINAIS DE EMBRIAGUEZ. NÃO</p><p>COMPROVAÇÃO DA DIREÇÃO PERIGOSA PELO RÉU.</p><p>DESNECESSIDADE. CRIME DE PERIGO ABSTRATO. CRIME</p><p>CONFIGURADO. MANUTENÇÃO DA CONDENAÇÃO. DOSIMETRIA</p><p>DA PENA. SUSPENSÃO DA PERMISSÃO DE HABILITAÇÃO PARA</p><p>DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR FIXADA</p><p>DESPROPORCIONALMENTE À PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE.</p><p>REDUÇÃO, DE OFÍCIO. RECURSO DESPROVIDO. 1. A partir da</p><p>vigência da Lei nº 12.760/12, que alterou o art. 306 do Código de Trânsito</p><p>Brasileiro, pode-se constatar a alteração da capacidade psicomotora,</p><p>decorrente de embriaguez, por sinais que demonstrem essa situação, e não</p><p>necessariamente pelo teste do bafômetro. 2. O crime de embriaguez ao</p><p>volante é de perigo abstrato e não exige que o agente conduza o veículo de</p><p>maneira anormal, para que caracterize o delito, bastando que haja</p><p>comprovação do estado de embriaguez, que no caso dos autos, ocorreu por</p><p>meios de constatação de sinais, tais como fala enrolada, odor etílico,</p><p>agressividade, dentre outros. 3. "A suspensão da habilitação deve ser fixada</p><p>de modo proporcional com a sanção privativa de liberdade" (TJPR - 1ª C.</p><p>Criminal - AC - 1375852-2 - Paraíso do Norte - Rel. Des. Campos Marques -</p><p>Unânime - J. 20.08.2015).” (TJPR, 2ª C.Criminal, AC 1454767-0, Paranavaí,</p><p>Rel. José Mauricio Pinto de Almeida, Unânime, J. 31.03.2016).</p><p>Destarte, merece reparo a r. sentença, restando a pena definitiva em 06 (seis) meses de detenção, 10 (dez)</p><p>dias-multa e de suspensão da habilitação para dirigir veículo automotor.02 (dois) meses</p><p>Nestas condições, nega-se provimento ao recurso, adequando-se, de ofício, a pena corporal e o período</p><p>tudo nos termos da fundamentação.de suspensão do direito de dirigir veículo automotor,</p><p>ANTE O EXPOSTO, acordam os Desembargadores integrantes da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de</p><p>Justiça do Estado do Paraná, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, adequando-se,</p><p>de ofício, a pena corporal e o período de suspensão do direito de dirigir veículo automotor.</p><p>O julgamento foi presidido pelo Desembargador Mário Helton Jorge (sem voto) e dele participaram o</p><p>Desembargador , a Desembargadora e oLuís Carlos Xavier (relator) Priscilla Placha Sá</p><p>Desembargador .Kennedy Josue Greca de Mattos</p><p>Curitiba, 06 de setembro de 2024.</p><p>Des. Luís Carlos Xavier – Relator</p>

Mais conteúdos dessa disciplina