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<p>Volume 2</p><p>TÉCNICO EM</p><p>SEGURANÇA DO</p><p>TRABALHO</p><p>Técnico em</p><p>Segurança</p><p>do Trabalho</p><p>Ciência e Tecnologia</p><p>de Produção e seus</p><p>Processos</p><p>Processos de Perícia,</p><p>Auditoria e Fiscalização</p><p>em Segurança do</p><p>Trabalho</p><p>Volume 2</p><p>Técnico em</p><p>Segurança do</p><p>Trabalho</p><p>Ciência e Tecnologia</p><p>de Produção e seus</p><p>Processos</p><p>Processos de Perícia,</p><p>Auditoria e Fiscalização</p><p>em Segurança do Trabalho</p><p>Volume 2</p><p>Material de</p><p>Apoio do</p><p>Estudante</p><p>Créditos</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho © Senac Rio, 2013</p><p>Direitos desta edição reservados ao Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial –</p><p>Administração Regional do Rio de Janeiro.</p><p>Vedada, nos termos da lei, a reprodução total ou parcial deste livro.</p><p>SISTEMA FECOMÉRCIO-RJ</p><p>SEnAC RIO</p><p>Presidência do Conselho Regional: Orlando Diniz</p><p>Diretoria Geral do Senac Rio: Julio Pedro</p><p>Diretoria de Produtos Educacionais</p><p>Diretoria: Eduardo Diniz</p><p>Gerência Corporativa de Grupo de Produtos de Saúde e Beleza</p><p>Gerência: Ana Paula Alfredo</p><p>Gerência de Produto Segurança e Meio Ambiente</p><p>Gerência: Marcelo Pereira Barbosa</p><p>Módulo 3: Ciência e Tecnologia de Produção e seus Processos</p><p>Tecnologia e Processos Industriais</p><p>Validação Técnica: José Antônio Cirillo</p><p>Conteúdo: Fábio Bezzoco</p><p>Segurança na Construção Civil</p><p>Validação Técnica: José Antônio Cirillo</p><p>Conteúdo: Gustavo Ornilo dos Santos Silva</p><p>Segurança em Instalações Elétricas</p><p>Validação Técnica: José Antônio Cirillo</p><p>Conteúdo: Carlos Eduardo Ribeiro Fontella Pereira</p><p>Segurança na Área de Petróleo e Gás</p><p>Validação Técnica: Ana Cláudia Sena do Santos</p><p>José Antônio Cirillo</p><p>Conteúdo: Gustavo Ornilo dos Santos Silva</p><p>Elaboração de um Relatório de Análise de Segurança de um Processo Produtivo</p><p>Validação Técnica: José Antônio Cirillo</p><p>Conteúdo: Fábio Bezzoco</p><p>Módulo 4: Processos de Perícia, Auditoria e Fiscalização em Segurança do Trabalho</p><p>Organização e normas do Trabalho</p><p>Validação Técnica: Ana Cláudia Sena do Santos</p><p>José Antônio Cirillo</p><p>Conteúdo: Leclerc Victor Caetano</p><p>Legislação Aplicada à Segurança do Trabalho</p><p>Validação Técnica: José Antônio Cirillo</p><p>Conteúdo: Benedita Creusa de Jesus Rosa</p><p>Prevenção e Controle de Perdas</p><p>Validação Técnica: Ana Cláudia Sena do Santos</p><p>Conteúdo: Cleuber Galante Souza</p><p>Ação Integradora: Elaboração de Relatório-resposta a uma Fiscalização (Real ou</p><p>Simulada) do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE</p><p>Validação Técnica: Ana Cláudia Sena do Santos</p><p>Conteúdo: Cleuber Galante Souza</p><p>Gerência Corporativa de Educação</p><p>Gerência: Wilma B. A. Freitas</p><p>Gerência de Desenvolvimento Metodológico</p><p>Gerência: Maria Teresa Moraes Nori</p><p>Validação Pedagógica: Elizabeth Batista de Souza</p><p>Lázaro Santos</p><p>Diretoria de Operações Comerciais</p><p>Diretoria: Marcelo Loureiro</p><p>Gerência Corporativa de Publicação</p><p>Gerência: Manuel Vieira</p><p>Gerência de Mídias Educacionais</p><p>Gerência: Manuel Vieira</p><p>Coordenação de Produção: Miriely Casotto</p><p>Coordenação Pedagógica: Marina Mendonça</p><p>Desenho Instrucional: Francine de Souza</p><p>Juliana Garcia</p><p>Revisão Técnica: Juliana Garcia</p><p>Copidesque: Isis Pinto</p><p>Jander de Melo M. Araújo</p><p>Taís Cavalcanti</p><p>Projeto Gráfico: Aline Coelho</p><p>Filipe Moura</p><p>Iconografia: Clarisse Paiva</p><p>Nathalia Dias</p><p>Diagramação: Mônica Vaz</p><p>Ilustração: Clarisse Paiva</p><p>Gabi Aoyagi</p><p>Impressão: Vix Comercial Ltda.</p><p>1ª edição: abril 2013</p><p>2ª edição: xxxxx 2014</p><p>CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE</p><p>SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ</p><p>___________________________________ ________________________________________ ________________________________________ ___________________________________________________</p><p>T253</p><p>vol.2</p><p>Técnico em segurança do trabalho, volume 2 : ciência e tecnologia de produção e seus processos :</p><p>processos de perícia, auditoria e fiscalização em segurança do trabalho / Senac Rio. – Rio de Janeiro</p><p>: Ed. Senac Rio de Janeiro, 2012.</p><p>286 p. : il. ; 28 cm</p><p>Inclui bibliografia</p><p>ISBN 978-85-7756-220-6</p><p>1. Técnicos em segurança do trabalho – Manuais, guias etc. 2. Segurança do trabalho –Orientação</p><p>profissional. 3. Segurança do trabalho – Manuais, guias etc. 4. Higiene do trabalho – Manuais, guias</p><p>etc. 5. Serviços de saúde ocupacional – Administração. I. Senac Rio.</p><p>12-8788. CDD: 363.11</p><p>CDU: 331.4</p><p>___________________________________ ________________________________________ ________________________________________ ______________ _______________________________________</p><p>Bem-vindo!</p><p>O técnico em segurança do trabalho está habilitado a orientar e a coordenar</p><p>os sistemas de segurança de trabalho investigando riscos e causas de</p><p>acidentes, e analisando esquemas de prevenção com o intuito de reduzir,</p><p>para níveis mínimos, ou eliminar, se possível, os riscos de acidentes no</p><p>trabalho.</p><p>Esse profissional deve participar da elaboração e de implementação de</p><p>políticas de segurança do trabalho, entre outras funções, como: informar</p><p>ao empregador e aos trabalhadores sobre os riscos presentes no ambiente</p><p>de trabalho e promover campanhas e outros eventos de divulgação das</p><p>normas de segurança e saúde no ambiente laboral, além do estudo dos</p><p>dados estatísticos sobre acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.</p><p>Esperamos que este material o ajude durante o curso e que o estimule</p><p>ao contínuo aperfeiçoamento profissional – necessário para acompanhar as</p><p>novas tendências de mercado.</p><p>Bom estudo!</p><p>– Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>7</p><p>Estrutura do Material de Apoio do Estudante</p><p>Para que você tenha o máximo de aproveitamento, o volume 2 contém os módulos 3 e 4,</p><p>onde serão estudadas as Unidades Curriculares apresentadas a seguir.</p><p>Técnico em Segurança</p><p>do Trabalho</p><p>Módulo 3 – Ciência e</p><p>Tecnologia de Produção</p><p>e seus Processos</p><p>Unidades</p><p>Curriculares</p><p>Tecnologia e Processos</p><p>Industriais</p><p>Segurança na Área de</p><p>Petróleo e Gás</p><p>Ação Integradora: Elaboração</p><p>de um Relatório de Análise</p><p>de Segurança de um Processo</p><p>Produtivo</p><p>Segurança na Construção Civil</p><p>Segurança nas Instalações</p><p>Elétricas</p><p>Módulo 4 – Processos</p><p>de Perícia, Auditoria</p><p>e Fiscalização em</p><p>Segurança do Trabalho</p><p>Unidades</p><p>Curriculares</p><p>Organização do Trabalho e</p><p>Segurança</p><p>Prevenção e Controle de</p><p>Perdas</p><p>Ação Integradora:</p><p>Elaboração de Relatório-</p><p>resposta a uma Fiscalização</p><p>(Real ou Simulada) do</p><p>Ministério do</p><p>Trabalho e Emprego – MTE</p><p>Legislação Aplicada à</p><p>Segurança do Trabalho</p><p>– Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>13</p><p>Módulo 4: Processos de Perícia, Auditoria e</p><p>Fiscalização em Segurança do Trabalho</p><p>Organização do Trabalho e Segurança 169</p><p>1. Matriz de Treinamento 171</p><p>2. Lista de Verificação 172</p><p>3. Planta Baixa – Matriz 173</p><p>4. Laudo Pericial 174</p><p>5. Conceitos de Planejamento e de Melhoria Contínua 176</p><p>6. Planejamento: Etapa Fundamental de qualquer Projeto 178</p><p>7. SGI na Construção Civil 179</p><p>Legislação Aplicada à Segurança do Trabalho 180</p><p>1. Organização Internacional do Trabalho 183</p><p>2. Trabalho Escravo 185</p><p>3. Segurança e Saúde no Trabalho/Relação das</p><p>Convenções da OIT 186</p><p>4. Princípio da legalidade e Estado Democrático de Direito 187</p><p>5. Modalidades de Culpa 188</p><p>6. Código Penal Brasileiro – Artigo 129 189</p><p>– Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>14</p><p>7. LEI nº 8.213, de 24 de Julho de 1991 – Artigo 11 191</p><p>8. LEI nº 8.213, de 24 de Julho de 1991 – Artigo 19 193</p><p>9. LEI nº 8.213, de 24 de Julho de 1991 – Artigo 20 194</p><p>10. LEI nº 8.213, de 24 de Julho de 1991 –</p><p>Artigos 21, 22 e 23 195</p><p>11. LEI nº 8.213, de 24 de Julho de 1991 –</p><p>Artigos 86 e 118 197</p><p>12. Portaria MTB n° 3.214, de 08 de junho de 1978 198</p><p>13. Adicional de Insalubridade 200</p><p>14. Portaria n° 3.275, de setembro de 1989 201</p><p>15. Parecer Técnico 203</p><p>16. Perfil Profissiográfico Previdenciário – PPP 205</p><p>Prevenção e Controle de Perdas 233</p><p>1.</p><p>de benefícios por incapacidade, a partir de 1º de</p><p>janeiro de 2004, a Perícia Médica do INSS poderá solicitar o PPP à empresa, com vistas à fundamentação</p><p>do reconhecimento técnico do nexo causal e para avaliação de potencial laborativo, objetivando o processo</p><p>de reabilitação profissional.</p><p>A exigência da apresentação do LTCAT será dispensada a partir de 1º de janeiro de 2004, data da vigência</p><p>do PPP, devendo, entretanto, permanecer na empresa à disposição da Previdência Social.</p><p>Entretanto, para períodos laborados até 31 de dezembro de 2003, será aceito o DIRBEN-8030 (antigo SB-40,</p><p>DISES-BE 5235, DSS-8030), desde que emitido até essa data.</p><p>Quando o PPP for apresentado contemplando períodos laborados até 31 de dezembro de 2003, não é ne-</p><p>cessária a apresentação do DIRBEN-8030 (antigo SB-40, DISES-BE 5235, DSS-8030).</p><p>Fonte: <http://www1.previdencia.gov.br/pg_secundarias/paginas_perfis/perfil_Empregador_10_07.asp>.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>207</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>O que é e para que serve o LTCAT?</p><p>Antes da Instrução Normativa 99, de 05 de dezembro de 2003, o Laudo Técnico de Condições de Ambiente</p><p>de Trabalho (LTCAT) era tido como matéria-prima fundamental indispensável para elaboração do PPP. Hoje,</p><p>de acordo com a referida Instrução Normativa, o PPP deve se basear, não no LTCAT, mas principalmente no</p><p>seu substituto, o PPRA (Programa de Prevenção de Risco Ambientais) e no PCMSO (Programa de Controle</p><p>Médico de Saúde Ocupacional). A elaboração do LTCAT, portanto, NÃO É OBRIGATÓRIA desde 1o de janeiro de</p><p>2004, como infelizmente, tem sido divulgado por muitas empresas de medicina do trabalho. A elaboração</p><p>do LTCAT pelo empregador é facultativa.</p><p>A Instrução Normativa 99, bem como toda a legislação pertinente a esse informativo, pode ser lida, na</p><p>íntegra, no site: <http://www.previdencia.gov.br/buscaGeral.php>.</p><p>O Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) é um documento histórico-laboral que contém várias informa-</p><p>ções relativas às atividades do trabalhador na empresa - dados administrativos e resultado de monitoração</p><p>biológica e ambiental. É um documento apresentado em formulário instituído pelo Instituto Nacional do</p><p>Seguro Social (INSS), que contém informações detalhadas sobre as atividades do trabalhador, exposição a</p><p>agentes nocivos à saúde e outras informações de caráter administrativo.</p><p>O primeiro modelo do formulário foi apresentado no Anexo XV da Instrução Normativa nº 84 do INSS, de</p><p>17/12/2002. Esse modelo foi aprimorado e sua versão final pode ser obtida no sítio da Previdência, no</p><p>Anexo XV da IN n° 99/2003.</p><p>No entanto, convém esclarecer o seguinte, na Lei Federal no 8.213, de 24 jul. 1991 em seu § 1° do art. 58</p><p>consta o seguinte: Art. 58. A relação dos agentes nocivos químicos, físicos e biológicos ou associação de</p><p>agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física considerados para fins de concessão da aposentadoria</p><p>especial de que trata o artigo anterior será definida pelo Poder Executivo. (Redação dada pela Lei nº 9.528,</p><p>de1997),<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9528.htm#art58>.</p><p>* * § 1º A comprovação da efetiva exposição do segurado aos agentes nocivos será feita mediante formu-</p><p>lário, na forma estabelecida pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, emitido pela empresa ou seu</p><p>preposto, com base em laudo técnico de condições ambientais do trabalhoexpedido por médico do trabalho</p><p>ou engenheiro de segurança do trabalho nos termos da legislação trabalhista. (Redação dada pela Lei nº</p><p>9.732, de 11.12.98, <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9732.htm#art58%C2%A71>.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>208</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>InSTRUçãO nORMATIVA InSS/DC nº 99 – DE 5 DE DEZEMBRO DE 2003 – DOU DE 10/12/2003 – Revogado</p><p>Revogada pela InSTRUçãO nORMATIVA/nº 118/InSS/DC, DE 14 DE ABRIL DE 2005 – DOU DE</p><p>18/4/2005</p><p>Alterada pela InSTRUçãO nORMATIVA InSS/DC nº 111 InSS/DC, DE 30/09/2004 – DOU DE 20/10/2004)</p><p>Estabelece critérios a serem adotados pelas áreas de Benefícios e da Receita Previdenciária.</p><p>FUNDAMENTAÇÃO LEGAL:</p><p>Lei nº 8.212, de 24/07/1991;</p><p>Lei nº 8.213, de 24/07/1991;</p><p>Lei nº 10.741, de 1º/10/2003;</p><p>Medida Provisória nº 138, de 19/11/2003;</p><p>Decreto nº 3.048, de 6/05/1999;</p><p>Decreto nº 4.827, de 3/09/2003;</p><p>Decreto nº 4.882, de 18/11/2003;</p><p>Portaria MPS nº 1.635, de 25/11/2003.</p><p>A DIRETORIA COLEGIADA DO INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL-INSS, em Reunião Extraordinária</p><p>realizada no dia 5 de dezembro de 2003, no uso da competência conferida pelo Decreto nº 4.688,</p><p>de 7 de maio de 2003,</p><p>Considerando o disposto nas Leis nº 8.212 e nº 8.213, ambas de 24 de julho de 1991;</p><p>Considerando o preceituado no Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto nº 3.048,</p><p>de 6 de maio de 1999;</p><p>Considerando a necessidade de estabelecer rotinas tendentes a agilizar e a uniformizar a análise dos pro-</p><p>cessos de reconhecimento, manutenção e revisão de direitos dos beneficiários da Previdência Social, para</p><p>melhor aplicação das normas jurídicas pertinentes, com observância dos princípios estabelecidos no artigo</p><p>37 da Constituição Federal-CF,</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>209</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>RESOLVE:</p><p>Art. 1º A Instrução Normativa nº 095 INSS/DC, de 7 de outubro de 2003, passa a vigorar com as seguintes</p><p>alterações:</p><p>Art. 60. .................................................................................................................</p><p>§ 3º O trabalhador rural para fazer jus à aposentadoria com redução de idade (60 anos se homem, 55 se</p><p>mulher), deverá comprovar a idade mínima e a carência exigida, sendo que para verificação do direito de-</p><p>verão ser analisadas, exclusivamente, as contribuições efetuadas em razão do exercício da atividade rural</p><p>e para fins de cálculo da Renda Mensal Inicial–RMI, constituirão os seus salários-de-contribuição todas as</p><p>contribuições à Previdência Social, exigidas 180 (cento e oitenta) contribuições ou caso esteja enquadrado</p><p>na situação a seguir descrita, o número de contribuições especificado na tabela do artigo 142 da Lei nº</p><p>8.213/91:</p><p>c) completou a carência necessária a partir de 11/91, de acordo com a tabela constante do artigo 142 da</p><p>Lei nº 8.213/91, considerando o disposto no parágrafo 3º do artigo 26 do RPS.</p><p>Art. 127. ......................................................................................................................</p><p>§ 1º. Para subsidiar o fornecimento da declaração por parte dos sindicatos de que trata o inciso IV do artigo</p><p>124, poderão ser aceitos, entre outros, os seguintes documentos, desde que neles conste a profissão ou</p><p>qualquer outro dado que evidencie o exercício da atividade rurícola e seja contemporâneo ao fato nele</p><p>declarado, sem exigir que se refira ao período a ser comprovado, observado o disposto no artigo 130 desta</p><p>Instrução Normativa:</p><p>....................................................................................................................................</p><p>§ 3º Quando o sindicato emitir declaração com base em provas exclusivamente testemunhais, deverá ser</p><p>observado o disposto nos artigos 129 e 130 desta Instrução Normativa.</p><p>Subseção IV</p><p>Do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP)</p><p>Art. 146. O Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) constitui-se em um documento histórico-laboral do</p><p>trabalhador que reúne, entre outras informações, dados administrativos, registros ambientais e resultados</p><p>de monitoração biológica, durante todo o período em que este exerceu suas atividades.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>210</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>Art. 147. O PPP tem como finalidade:</p><p>I - comprovar as condições para habilitação de benefícios e serviços previdenciários, em especial, o bene-</p><p>fício de que trata a Subseção V desta Seção;</p><p>II -</p><p>prover o trabalhador de meios de prova produzidos pelo empregador perante a Previdência Social, a</p><p>outros órgãos públicos e aos sindicatos, de forma a garantir todo direito decorrente da relação de trabalho,</p><p>seja ele individual, ou difuso e coletivo;</p><p>III – prover a empresa de meios de prova produzidos em tempo real, de modo a organizar e a individualizar</p><p>as informações contidas em seus diversos setores ao longo dos anos, possibilitando que a empresa evite</p><p>ações judiciais indevidas relativas a seus trabalhadores;</p><p>IV - possibilitar aos administradores públicos e privados acesso a bases de informações fidedignas, como</p><p>fonte primária de informação estatística, para desenvolvimento de vigilância sanitária e epidemiológica,</p><p>bem como definição de políticas em saúde coletiva.</p><p>Art. 148. A partir de 1º de janeiro de 2004, a empresa ou equiparada à empresa deverá elaborar PPP, con-</p><p>forme Anexo XV, de forma individualizada para seus empregados, trabalhadores avulsos e cooperados, que</p><p>laborem expostos a agentes nocivos químicos, físicos, biológicos ou associação de agentes prejudiciais à</p><p>saúde ou à integridade física, considerados para fins de concessão de aposentadoria especial, ainda que</p><p>não presentes os requisitos para a concessão desse benefício, seja pela eficácia dos equipamentos de pro-</p><p>teção, coletivos ou individuais, seja por não se caracterizar a permanência.</p><p>§ 1º A exigência do PPP referida no caput, em relação aos agentes químicos e ao agente físico ruído, fica</p><p>condicionada ao alcance dos níveis de ação de que trata o subitem 9.3.6, da Norma Regulamentadora-NR</p><p>nº 09, do Ministério do Trabalho e Emprego-MTE, e aos demais agentes, à simples presença no ambiente</p><p>de trabalho.</p><p>§ 2º Após a implantação do PPP em meio magnético pela Previdência Social, este documento será exigido</p><p>para todos os segurados, independentemente do ramo de atividade da empresa e da exposição a agentes</p><p>nocivos, e deverá abranger também informações relativas aos fatores de riscos ergonômicos e mecânicos.</p><p>§ 3º A empresa ou equiparada à empresa deve elaborar, manter atualizado o PPP para os segurados refe-</p><p>ridos no caput, bem como fornecer a estes, quando da rescisão do contrato de trabalho ou da desfiliação</p><p>da cooperativa, sindicato ou Órgão Gestor de Mão de Obra-OGMO, conforme o caso, cópia autêntica desse</p><p>documento.</p><p>§ 4º O PPP deverá ser emitido pela empresa empregadora, no caso de empregado; pela cooperativa de</p><p>trabalho ou de produção, no caso de cooperado filiado; pelo OGMO, no caso de trabalhador avulso portuário</p><p>e pelo sindicato da categoria, no caso de trabalhador avulso não portuário.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>211</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>§ 5º O sindicato de categoria ou OGMO estão autorizados a emitir o PPP, bem como o formulário que ele</p><p>substitui, nos termos do parágrafo 14, somente para trabalhadores avulsos a eles vinculados.</p><p>§ 6º O PPP deverá ser emitido com base nas demais demonstrações ambientais de que trata o artigo 152.</p><p>§ 7º O PPP deverá ser atualizado sempre que houver alteração que implique mudança das informações</p><p>contidas nas suas seções, com a atualização feita pelo menos uma vez ao ano, quando permanecerem</p><p>inalteradas suas informações.</p><p>§ 8º O PPP será impresso nas seguintes situações:</p><p>I - por ocasião da rescisão do contrato de trabalho ou da desfiliação da cooperativa, sindicato ou OGMO, em</p><p>duas vias, com fornecimento de uma das vias para o trabalhador, mediante recibo;</p><p>II - para fins de requerimento de reconhecimento de períodos laborados em condições especiais;</p><p>III - para fins de análise de benefícios por incapacidade, a partir de 1º de janeiro de 2004, quando solicitado</p><p>pelo INSS;</p><p>IV - para simples conferência por parte do trabalhador, pelo menos uma vez ao ano, quando da avaliação</p><p>global anual do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais-PPRA, até que seja implantado o PPP em</p><p>meio magnético pela Previdência Social;</p><p>V - quando solicitado pelas autoridades competentes.</p><p>§ 9º O PPP deverá ser assinado por representante legal da empresa, com poderes específicos outorgados</p><p>por procuração, contendo a indicação dos responsáveis técnicos legalmente habilitados, por período, pelos</p><p>registros ambientais e resultados de monitoração biológica.</p><p>§ 10. A comprovação da entrega do PPP, na rescisão de contrato de trabalho ou da desfiliação da coopera-</p><p>tiva, sindicato ou OGMO, poderá ser feita no próprio instrumento de rescisão ou de desfiliação, bem como</p><p>em recibo à parte.</p><p>§ 11. O PPP e a comprovação de entrega ao trabalhador, na rescisão de contrato de trabalho ou da desfilia-</p><p>ção da cooperativa, sindicato ou OGMO, deverão ser mantidos na empresa por vinte anos.</p><p>§ 12. A prestação de informações falsas no PPP constitui crime de falsidade ideológica, nos termos do</p><p>artigo 297 do Código Penal.</p><p>§ 13. As informações constantes no PPP são de caráter privativo do trabalhador, constituindo crime nos</p><p>termos da Lei nº 9.029, de 13 de abril de 1995, práticas discriminatórias decorrentes de sua exigibilidade</p><p>por outrem, bem como de sua divulgação para terceiros, ressalvado quando exigida pelos órgãos públicos</p><p>competentes.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>212</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>§ 14. O PPP substitui o formulário para comprovação da efetiva exposição dos segurados aos agentes</p><p>nocivos para fins de requerimento da aposentadoria especial, a partir de 1º de janeiro de 2004, conforme</p><p>determinado pelo parágrafo 2º do artigo 68 do RPS, alterado pelo Decreto nº 4.032, de 2001.</p><p>Subseção V</p><p>Da Aposentadoria Especial Dos Conceitos Gerais</p><p>Art. 149. O trabalho exercido em condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física,</p><p>com exposição a agentes nocivos de modo permanente, não ocasional nem intermitente, está tutelado</p><p>pela Previdência Social mediante concessão da aposentadoria especial, constituindo-se em fato gerador</p><p>de contribuição previdenciária para custeio deste benefício.</p><p>Art. 150. São consideradas condições especiais que prejudicam a saúde ou a integridade física, conforme</p><p>definido no Anexo IV do RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048, de 6 de maio de 1999, a exposição a agen-</p><p>tes nocivos químicos, físicos ou biológicos ou a exposição à associação desses agentes, em concentração</p><p>ou intensidade e tempo de exposição que ultrapasse os limites de tolerância ou que, dependendo do</p><p>agente, torne a simples exposição em condição especial prejudicial à saúde.</p><p>§ 1º Os agentes nocivos não arrolados no Anexo IV do RPS não serão considerados para fins de concessão</p><p>da aposentadoria especial.</p><p>§ 2º As atividades constantes no Anexo IV do RPS são exemplificativas, salvo para os agentes biológicos.</p><p>Art. 151. O núcleo da hipótese de incidência tributária, objeto do direito à aposentadoria especial, é</p><p>composto de:</p><p>I – nocividade, que no ambiente de trabalho é entendida como situação combinada ou não de substân-</p><p>cias, energias e demais fatores de riscos reconhecidos, capazes de trazer ou ocasionar danos à saúde ou</p><p>à integridade física do trabalhador;</p><p>II – permanência, assim entendida como o trabalho não ocasional nem intermitente, durante quinze,</p><p>vinte ou vinte cinco anos, no qual a exposição do empregado, do trabalhador avulso ou do cooperado</p><p>ao agente nocivo seja indissociável da produção do bem ou da prestação do serviço, em decorrência da</p><p>subordinação jurídica a qual se submete.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>213</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>§ 1º Para a apuração do disposto no inciso I, há que se considerar se o agente nocivo é:</p><p>I) apenas qualitativo, sendo a nocividade presumida e independente de mensuração, constatada pela simples</p><p>presença do agente no ambiente de trabalho, conforme constante nos Anexos 6, 13, 13-A e 14 da Norma Re-</p><p>gulamentadora nº 15 (NR 15) do Ministério do Trabalho e Emprego-MTE e no Anexo</p><p>IV do RPS, para os agentes</p><p>iodo e níquel;</p><p>II) quantitativo, sendo a nocividade considerada pela ultrapassagem dos limites de tolerância ou doses, dispos-</p><p>tos nos Anexos 1, 2, 3, 5, 8, 11 e 12 da NR-15 do MTE, por meio da mensuração da intensidade ou da concen-</p><p>tração, consideradas no tempo efetivo da exposição no ambiente de trabalho.</p><p>§ 2º O agente constante no Anexo 9 da NR-15 do MTE, poderá ser considerado nocivo, mediante laudo de ins-</p><p>peção do ambiente de trabalho, baseado em investigação acurada sobre o caso concreto.</p><p>§ 3º Quanto ao disposto no inciso II, não quebra a permanência o exercício de função de supervisão, controle ou</p><p>comando em geral ou outra atividade equivalente, desde que seja exclusivamente em ambientes de trabalho</p><p>cuja nocividade tenha sido constatada.</p><p>Art. 152. As condições de trabalho, que dão ou não direito à aposentadoria especial, deverão ser comprovadas</p><p>pelas demonstrações ambientais, que fazem parte das obrigações acessórias dispostas na legislação previden-</p><p>ciária e trabalhista.</p><p>Parágrafo Único. As demonstrações ambientais de que trata o caput, constituem-se, entre outros, nos seguintes</p><p>documentos:</p><p>I - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA;</p><p>II - Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR;</p><p>III - Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção – PCMAT;</p><p>IV - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO;</p><p>V - Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho – LTCAT;</p><p>VI - Perfil Profissiográfico Previdenciário – PPP;</p><p>VII - Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT.</p><p>Art. 153. As informações constantes do Cadastro Nacional de Informações Sociais – CNIS serão observadas para</p><p>fins do reconhecimento do direito à aposentadoria especial, nos termos do artigo 19 e parágrafo 2º do artigo</p><p>68, ambos do RPS.</p><p>§ 1º Fica assegurado ao INSS a contraprova das informações referidas no caput no caso de dúvida justificada,</p><p>promovendo de ofício a alteração no CNIS, desde que comprovada mediante o devido processo administrativo.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>214</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>§ 2º As demonstrações ambientais de que trata o artigo 152 deverão embasar o preenchimento da GFIP</p><p>e do formulário para requerimento da aposentadoria especial, nos termos dos parágrafos 2º e 7º do</p><p>artigo 68, do RPS.</p><p>§ 3º Presumem-se verdadeiras as informações prestadas pela empresa na GFIP, para a concessão ou não</p><p>da aposentadoria especial, constituindo crime a prestação de informações falsas neste documento.</p><p>§ 4º A empresa deverá apresentar, sempre que solicitadas pelo INSS, as demonstrações ambientais de</p><p>que trata o artigo 152, para fins de verificação das informações.</p><p>Da habilitação ao Benefício</p><p>Art. 154. A partir de 29 de abril de 1995, data da publicação da Lei nº 9.032, de 28 de abril de 1995,</p><p>o trabalhador que estiver exposto, de modo permanente, não ocasional nem intermitente, a condições</p><p>especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física, durante quinze, vinte ou vinte e cinco anos,</p><p>terá direito à concessão de aposentadoria especial nos termos do artigo 57 da Lei nº 8.213, de 1991,</p><p>observada a carência exigida.</p><p>Art. 155. Para instrução do requerimento da aposentadoria especial, deverão ser apresentados os se-</p><p>guintes documentos:</p><p>I - para períodos laborados de 5 de setembro de 1960 até 28 de abril de 1995, será exigido do segurado</p><p>o formulário para requerimento da aposentadoria especial e a Carteira Profissional-CP ou a Carteira de</p><p>Trabalho e Previdência Social – CTPS, bem como LTCAT, obrigatoriamente para o agente físico ruído;</p><p>II - para períodos laborados entre 29 de abril de 1995 a 13 de outubro de 1996, será exigido do segurado</p><p>formulário para requerimento da aposentadoria especial, bem como LTCAT ou demais demonstrações</p><p>ambientais, obrigatoriamente para o agente físico ruído;</p><p>III - para períodos laborados entre 14 de outubro de 1996 a 31 de dezembro de 2003, será exigido do</p><p>segurado formulário para requerimento da aposentadoria especial, bem como LTCAT ou demais demons-</p><p>trações ambientais, qualquer que seja o agente nocivo;</p><p>IV - para períodos laborados a partir de 1º de janeiro de 2004, o único documento exigido do segurado</p><p>será o formulário para requerimento deste benefício.</p><p>§ 1º Quando for apresentado o documento que trata o parágrafo 14, do artigo 148 desta Instrução No-</p><p>mativa, contemplando também os períodos laborados até 31 de dezembro de 2003, serão dispensados</p><p>os demais documentos referidos neste artigo.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>215</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>§ 2º Poderão ser aceitos, em substituição ao LTCAT, ou ainda de forma complementar a este, os seguintes</p><p>documentos:</p><p>I - laudos técnico-periciais emitidos por determinação da Justiça do Trabalho, em ações trabalhistas,</p><p>acordos ou dissídios coletivos;</p><p>II - laudos emitidos pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (FUN-</p><p>DACENTRO);</p><p>III - laudos emitidos pelo MTE ou, ainda, pelas DRT;</p><p>IV - laudos individuais acompanhados de:</p><p>a) autorização escrita da empresa para efetuar o levantamento, quando o responsável técnico não for</p><p>seu empregado;</p><p>b) cópia do documento de habilitação profissional do engenheiro de segurança do trabalho ou médico do</p><p>trabalho, indicando sua especialidade;</p><p>c) nome e identificação do acompanhante da empresa, quando o responsável técnico não for seu em-</p><p>pregado;</p><p>d) data e local da realização da perícia.</p><p>V - os programas PPRA, PGR, PCMAT e PCMSO, de que trata o artigo 152.</p><p>§ 3º Para o disposto no parágrafo anterior, não será aceito:</p><p>I - laudo elaborado por solicitação do próprio segurado;</p><p>II - laudo relativo à atividade diversa, salvo quando efetuada no mesmo setor;</p><p>III - laudo relativo a equipamento ou setor similar;</p><p>IV - laudo realizado em localidade diversa daquela em que houve o exercício da atividade;</p><p>V - laudo de empresa diversa.</p><p>§ 4º Na impossibilidade de apresentação de algum dos documentos obrigatórios mencionados neste arti-</p><p>go, o segurado poderá protocolizar junto ao INSS um processo de Justificação Administrativa-JA, conforme</p><p>estabelecido por capítulo próprio desta Instrução Normativa, observado:</p><p>I - a JA somente será permitida, no caso de empresa ou estabelecimento legalmente extintos, podendo</p><p>ser dispensada a apresentação do formulário para requerimento da aposentadoria especial;</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>216</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>II - para períodos anteriores a 28 de abril de 1995, a JA deverá ser instruída com base nas informações</p><p>constantes da CP ou da CTPS em que conste a função exercida, verificada a correlação entre a atividade</p><p>da empresa e a profissão do segurado, salvo nos casos de exposição a agentes nocivos passíveis de</p><p>avaliação quantitativa;</p><p>III - a partir de 28 de abril de 1995 e, em qualquer época, nos casos de exposição a agentes nocivos</p><p>passíveis de avaliação quantitativa, a JA deverá ser instruída, obrigatoriamente, com laudo de avaliação</p><p>ambiental, coletivo ou individual, nos termos dos parágrafos 2º e 3º.</p><p>§ 5º A empresa e o segurado deverão apresentar os originais ou cópias autênticas dos documentos pre-</p><p>vistos nesta Subseção.</p><p>Art. 156. Consideram-se formulários para requerimento da aposentadoria especial os antigos formulá-</p><p>rios SB-40, DISES BE 5235 e DSS-8030, bem como o atual formulário DIRBEN 8030, constante do Anexo</p><p>I, segundo seus períodos de vigência, considerando-se, para tanto, a data de emissão do documento.</p><p>§ 1º Os formulários de que trata o caput deixarão de ter eficácia para os períodos laborados a partir de</p><p>1º de janeiro de 2004, conforme disposto no parágrafo 14 do artigo 148.</p><p>§ 2º Mesmo após 1º/01/2004 serão aceitos os formulários referidos no caput, referentes a períodos</p><p>laborados até 31/12/2003 quando emitidos até esta data, observando</p><p>as normas de regência vigentes</p><p>nas respectivas datas de emissão.</p><p>Art. 157. A partir de 29 de abril de 1995, a aposentadoria especial somente será concedida aos segura-</p><p>dos empregados, trabalhadores avulsos e, a partir de 13 de dezembro de 2002, data da publicação da</p><p>Medida Provisória-MP nº 83, de 12 de dezembro de 2002, também aos cooperados filiados à cooperativa</p><p>de trabalho ou de produção.</p><p>Parágrafo Único. Os demais segurados classificados como contribuinte individual não têm direito à apo-</p><p>sentadoria especial.</p><p>Art. 158. É considerado período de trabalho sob condições especiais, para fins desta Subseção, os perío-</p><p>dos de descanso determinados pela legislação trabalhista, inclusive férias, os de afastamento decorren-</p><p>tes de gozo de benefícios de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez acidentárias, bem como os</p><p>de percepção de salário-maternidade, desde que, à data do afastamento, o segurado estivesse exercen-</p><p>do atividade considerada especial.</p><p>Art. 159. O direito à concessão de aposentadoria especial aos quinze e aos vinte anos, constatada a no-</p><p>cividade e a permanência nos termos do artigo 151, aplica-se às seguintes situações:</p><p>I - quinze anos: trabalhos em mineração subterrânea, em frentes de produção, com exposição à associa-</p><p>ção de agentes físicos, químicos ou biológicos;</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>217</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>II - vinte anos:</p><p>a) trabalhos com exposição ao agente químico asbestos (amianto);</p><p>b) trabalhos em mineração subterrânea, afastados das frentes de produção, com exposição à associação</p><p>de agentes físicos, químicos ou biológicos.</p><p>Art. 160. O direito à aposentadoria especial não fica prejudicado na hipótese de exercício de atividade</p><p>em mais de um vínculo, com tempo de trabalho concomitante (comum e especial), desde que constatada</p><p>a nocividade do agente e a permanência em, pelo menos, um dos vínculos nos termos do artigo 151.</p><p>Art. 161. A redução de jornada de trabalho por acordo, convenção coletiva de trabalho ou sentença nor-</p><p>mativa não descaracteriza a atividade exercida em condições especiais.</p><p>Art. 162. Qualquer que seja a data do requerimento dos benefícios previstos no Regime Geral da Previ-</p><p>dência Social-RGPS, as atividades exercidas deverão ser analisadas, considerando no mínimo os elemen-</p><p>tos obrigatórios do artigo 155, conforme quadro abaixo:</p><p>PERÍODO TRABALhADO EnqUADRAMEnTO</p><p>De 05/09/1960 a</p><p>28/04/1995</p><p>Quadro Anexo ao Decreto nº 53.831, de 1964. Anexos I e II do RBPS,</p><p>aprovado pelo Decreto nº 83.080, de 1979.</p><p>Formulário; CP/CTPS; LTCAT, obrigatoriamente para o agente físico ruído</p><p>De 29/04/1995 a</p><p>13/10/1996</p><p>Código 1.0.0 do Quadro Anexo ao Decreto nº 53.831, de 1964. Anexo I do</p><p>RBPS, aprovado pelo Decreto nº 83.080, de 1979.</p><p>Formulário; LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais, obrigatoriamente</p><p>para o agente físico ruído.</p><p>De 14/10/1996 a</p><p>05/03/1997</p><p>Código 1.0.0 do Quadro Anexo ao Decreto nº 53.831, de 1964. Anexo I do</p><p>RBPS, aprovado pelo Decreto nº 83.080, de 1979.</p><p>Formulário; LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais, para todos os</p><p>agentes nocivos.</p><p>De 06/03/1997 a</p><p>31/12/1998</p><p>Anexo IV do RBPS, aprovado pelo Decreto nº 2.172, de 1997.</p><p>Formulário; LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais, para todos os</p><p>agentes nocivos.</p><p>De 01/01/1999 a</p><p>05/05/1999</p><p>Anexo IV do RBPS, aprovado pelo Decreto nº 2.172, de 1997.</p><p>Formulário; LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais, para todos os</p><p>agentes nocivos, que deverão ser confrontados com as informações relativas</p><p>ao CNIS para homologação da contagem do tempo de serviço especial, nos</p><p>termos do art. 19 e § 2º do art. 68 do RPS, com redação dada pelo Decreto</p><p>nº 4.079, de 2002.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>218</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>PERÍODO TRABALhADO EnqUADRAMEnTO</p><p>De 06/05/1999 a</p><p>31/12/2003</p><p>Anexo IV do RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048, de 1999.</p><p>Formulário; LTCAT ou demais Demonstrações Ambientais, para todos os</p><p>agentes nocivos, que deverão ser confrontados com as informações relativas</p><p>ao CNIS para homologação da contagem do tempo de serviço especial, nos</p><p>termos do art. 19 e § 2º do art. 68 do RPS, com redação dada pelo Decreto</p><p>nº 4.079, de 2002</p><p>A partir de</p><p>01/01/2004</p><p>Anexo IV do RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048, de 1999.</p><p>Formulário, que deverá ser confrontado com as informações relativas ao</p><p>CNIS para homologação da contagem do tempo de serviço especial, nos</p><p>termos do art. 19 e § 2º do art. 68 do RPS, com redação dada pelo Decreto</p><p>nº 4.079, de 2002.</p><p>§ 1º As alterações trazidas pelo Decreto nº 4.882, de 18 de novembro de 2003, não geram efeitos retro-</p><p>ativos em relação às alterações conceituais por ele introduzidas.</p><p>§ 2º Na hipótese de atividades concomitantes sob condições especiais, no mesmo ou em outro vínculo</p><p>empregatício, será considerada aquela que exigir menor tempo para a aposentadoria especial.</p><p>§ 3º Em caso de divergência entre o formulário e o CNIS ou entre estes e outros documentos ou evidên-</p><p>cias, o INSS deverá analisar a questão no processo administrativo, com adoção das medidas necessárias.</p><p>§ 4º Serão consideradas evidências, de que trata o parágrafo anterior, entre outros, os indicadores epi-</p><p>demiológicos dos benefícios previdenciários cuja etiologia esteja relacionada com os agentes nocivos.</p><p>§ 5º Reconhecido o tempo especial sem correspondência com as informações constantes em GFIP, a fis-</p><p>calização será acionada para levantamento dos débitos cabíveis.</p><p>Art. 163. Serão consideradas as atividades e os agentes arrolados em outros atos administrativos, decre-</p><p>tos ou leis previdenciárias que determinem o enquadramento por atividade para fins de concessão de</p><p>aposentadoria especial, exceto as circulares emitidas pelas então Regionais ou Superintendências Esta-</p><p>duais do INSS, que, de acordo com o Regimento Interno do INSS, não possuíam a competência necessária</p><p>para expedi-las, ficando expressamente vedada a sua utilização.</p><p>Art. 164. Deverão ser observados os seguintes critérios para o enquadramento do tempo de serviço como</p><p>especial nas categorias profissionais ou nas atividades abaixo relacionadas:</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>219</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>I - telefonista em qualquer tipo de estabelecimento:</p><p>a) o tempo de atividade de telefonista poderá ser enquadrado como especial no código 2.4.5 do quadro</p><p>anexo ao Decreto nº 53.831, de 25 de março de 1964, até 28 de abril de 1995;</p><p>b) se completados os vinte e cinco anos, exclusivamente na atividade de telefonista, até 13 de outubro</p><p>de 1996, poderá ser concedida a aposentadoria especial;</p><p>c) a partir de 14 de outubro de 1996, data da publicação da MP nº 1.523, de 11 de outubro de 1996, não</p><p>será permitido o enquadramento em função da denominação profissional de telefonista.</p><p>II - guarda, vigia ou vigilante até 28 de abril de 1995:</p><p>a) entende-se por guarda, vigia ou vigilante o empregado que tenha sido contratado para garantir a</p><p>segurança patrimonial, impedindo ou inibindo a ação criminosa em patrimônio das instituições finan-</p><p>ceiras e de outros estabelecimentos públicos ou privados, comerciais, industriais ou entidades sem</p><p>fins lucrativos, bem como pessoa contratada por empresa especializada em prestação de serviços de</p><p>segurança, vigilância e transporte de valores, para prestar serviço relativo a atividade de segurança</p><p>privada a pessoa e a residências;</p><p>b) a atividade do guarda, vigia ou vigilante na condição de contribuinte individual não será considerada</p><p>como especial;</p><p>c) em relação ao empregado em empresa prestadora de serviços de vigilância, além das outras infor-</p><p>mações necessárias à caracterização da atividade, deverá constar no formulário para requerimento</p><p>da aposentadoria especial os locais e empresas onde o segurado esteve desempenhando a atividade;</p><p>d) os empregados contratados por estabelecimentos financeiros ou por empresas especializadas</p><p>em</p><p>prestação de serviços de vigilância ou de transporte de valores, deverão apresentar comprovante de</p><p>habilitação para o exercício da atividade a partir de 21 de junho de 1983, data de vigência da Lei nº</p><p>7.102, de 20 de junho de 1983;</p><p>e) os demais empregados deverão apresentar comprovante de habilitação a partir de 29 de março de</p><p>1994, data da publicação da Lei nº 8.863, de 28 de março de 1994.</p><p>III - professor: a partir da Emenda Constitucional nº 18, de 30 de junho de 1981, não é permitida a con-</p><p>versão do tempo de exercício de magistério para qualquer espécie de benefício, exceto se o segurado</p><p>implementou todas as condições até 29 de junho de 1981, considerando que a Emenda Constitucional</p><p>retirou esta categoria profissional do quadro anexo ao Decreto nº 53.831, de 1964, para incluí-la em</p><p>legislação especial e específica, que passou a ser regida por legislação própria;</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>220</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>IV – servente, auxiliar ou ajudante, de qualquer das atividades constantes dos quadros anexos ao De-</p><p>creto nº 53.831, de 1964, e ao Decreto nº 83.080, de 24 de janeiro de 1979, até 28 de abril de 1995:</p><p>o enquadramento será possível desde que o trabalho, nessas funções, seja exercido nas mesmas con-</p><p>dições e no mesmo ambiente em que trabalha o profissional a que presta serviços;</p><p>V – atividades, de modo permanente, com exposição aos agentes nocivos eletricidade, radiações não</p><p>ionizantes e umidade: o enquadramento somente será possível até 5 de março de 1997;</p><p>VI – atividades, de modo permanente, com exposição a agentes biológicos:</p><p>a) até 5 de março de 1997, o enquadramento poderá ser caracterizado, para trabalhadores expostos</p><p>ao contato com doentes ou materiais infecto-contagiantes, de assistência médica, odontológica,</p><p>hospitalar ou outras atividades afins, independentemente da atividade ter sido exercida em esta-</p><p>belecimentos de saúde;</p><p>b) a partir de 6 de março de 1997, tratando-se de estabelecimentos de saúde, somente serão enqua-</p><p>dradas as atividades exercidas em contato com pacientes portadores de doenças infecto-contagio-</p><p>sas ou com manuseio de materiais contaminados, no código 3.0.1 do Anexo IV do RBPS, aprovado</p><p>pelo Decreto nº 2.172, de 5 de março de 1997 ou do Anexo IV do RPS, aprovado pelo Decreto nº</p><p>3.048, de 1999;</p><p>c) as atividades de coleta, industrialização do lixo e trabalhos em galerias, fossas e tanques de esgoto,</p><p>de modo permanente, poderão ser enquadradas no código 3.0.1 do Anexo IV do RPS, aprovado pelo</p><p>Decreto nº 3.048, de 1999, mesmo que exercidas em períodos anteriores, desde que exista exposi-</p><p>ção a microorganismos e parasitas infecto-contagiosos vivos e suas toxinas;</p><p>Art. 165. O período em que o empregado esteve licenciado da atividade para exercer cargo de admi-</p><p>nistração ou de representação sindical, exercido até 28 de abril de 1995, será computado como tempo</p><p>de serviço especial, desde que, à data do afastamento, o segurado estivesse exercendo atividade</p><p>considerada especial.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>221</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>Da Conversão do Tempo de Serviço</p><p>Art. 166. Somente será permitida a conversão de tempo especial em comum, sendo vedada a conver-</p><p>são de tempo comum em especial.</p><p>Art. 167. O tempo de trabalho exercido sob condições especiais prejudiciais à saúde ou à integridade</p><p>física do trabalhador, conforme a legislação vigente à época da prestação do serviço, será somado,</p><p>após a respectiva conversão, ao tempo de trabalho exercido em atividade comum, qualquer que seja o</p><p>período trabalhado, com base no Decreto nº 4.827, de 3 de setembro de 2003, aplicando-se a seguinte</p><p>tabela de conversão, para efeito de concessão de qualquer benefício:</p><p>TEMPO DE</p><p>ATIVIDADE</p><p>A SER</p><p>COnVERTIDO</p><p>PARA 15 PARA 20 PARA 25 PARA 30 PARA 35</p><p>De 15 anos 1,00 1,33 1,67 2,00 2,33</p><p>De 20 anos 0,75 1,00 1,25 1,50 1,75</p><p>De 25 anos 0,60 0,80 1,00 1,20 1,40</p><p>Art. 168. Para o segurado que houver exercido sucessivamente duas ou mais atividades sujeitas a</p><p>condições especiais prejudiciais à saúde ou à integridade física, sem completar em qualquer delas o</p><p>prazo mínimo exigido para a aposentadoria especial, os respectivos períodos serão somados, após a</p><p>conversão do tempo relativo às atividades não preponderantes, cabendo, dessa forma, a concessão da</p><p>aposentadoria especial com o tempo exigido para a atividade preponderante não convertida.</p><p>Parágrafo Único. Será considerada atividade preponderante aquela que, após a conversão para um</p><p>mesmo referencial, tenha maior número de anos.</p><p>Art. 169. Serão considerados, para fins de alternância entre períodos comum e especial, o tempo de</p><p>serviço militar, mandato eletivo, aprendizado profissional, tempo de atividade rural, contribuinte em</p><p>dobro ou facultativo, período de certidão de tempo de serviço público (contagem recíproca), benefício</p><p>por incapacidade previdenciário (intercalado).</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>222</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>Dos Procedimentos Técnicos de Levantamento Ambiental</p><p>Art. 170. Os procedimentos técnicos de levantamento ambiental, ressalvada disposição em contrário,</p><p>deverão considerar:</p><p>I - a metodologia e os procedimentos de avaliação dos agentes nocivos estabelecidos pelas Normas de</p><p>Higiene Ocupacional – NHO da FUNDACENTRO;</p><p>II - os limites de tolerância estabelecidos pela NR 15 do MTE.</p><p>§ 1º Para o agente químico benzeno, também deverão ser observados a metodologia e os procedimen-</p><p>tos de avaliação, dispostos nas Instruções Normativas MTE/SSST nº 1 e 2, de 20 de dezembro de 1995.</p><p>§ 2º As metodologias e procedimentos de avaliação não contemplados pelas NHO da FUNDACENTRO</p><p>deverão estar definidos por órgão nacional ou internacional competente e a empresa deverá indicar</p><p>quais as metodologias e os procedimentos adotados nas demonstrações ambientais de que trata o</p><p>artigo 152.</p><p>§ 3º Para os agentes quantitativos que não possuam limites de tolerância estabelecidos pela NR 15 do</p><p>MTE, deverão ser utilizados os limites de tolerância da última edição da ACGIH ou aqueles que venham</p><p>a ser estabelecidos em negociação coletiva de trabalho, desde que mais rigorosos do que os critérios</p><p>técnicos-legais estabelecidos, nos termos da alínea “c”, item 9.3.5.1 da NR-9 do MTE.</p><p>§ 4º Deverão ser consideradas as normas referenciadas nesta Subseção, vigentes à época da avaliação</p><p>ambiental.</p><p>§ 5º As metodologias e os procedimentos de avaliação que foram alterados por esta Instrução Nor-</p><p>mativa somente serão exigidos para as avaliações realizadas a partir de 1º de janeiro de 2004, sendo</p><p>facultado à empresa a sua utilização antes desta data.</p><p>Art. 171. A exposição ocupacional a ruído dará ensejo à aposentadoria especial quando os níveis de</p><p>pressão sonora estiverem acima de oitenta dB (A), noventa dB (A) ou oitenta e cinco dB (A), conforme</p><p>o caso, observado o seguinte:</p><p>I - até 5 de março de 1997, será efetuado o enquadramento quando a exposição for superior a oitenta</p><p>dB(A), devendo ser anexado o histograma ou memória de cálculos;</p><p>II - a partir de 6 de março de 1997 e até 18 de novembro de 2003, será efetuado o enquadramento</p><p>quando a exposição for superior a noventa dB(A), devendo ser anexado o histograma ou memória de</p><p>cálculos;</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>223</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>III - a partir de 19 de novembro de 2003, será efetuado o enquadramento quando o NEN se situar</p><p>acima de oitenta e cinco dB (A) ou for ultrapassada a dose unitária, aplicando-se a NHO-01 da FUNDA-</p><p>CENTRO, que define as metodologias e os procedimentos de avaliação;</p><p>IV - será considerada a adoção de Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) que elimine ou neutralize a</p><p>nocividade, desde que asseguradas as condições de funcionamento do EPC ao longo do tempo, confor-</p><p>me especificação técnica do fabricante</p><p>e respectivo plano de manutenção, estando essas devidamente</p><p>registradas pela empresa;</p><p>V - será considerada a adoção de Equipamento de Proteção Individual (EPI) que atenue a nocividade</p><p>aos limites de tolerância, desde que respeitado o disposto na NR 06 do MTE e assegurada e devida-</p><p>mente registrada pela empresa a observância:</p><p>a) da hierarquia estabelecida no item 9.3.5.4 da NR 09 do MTE (medidas de proteção coletiva, me-</p><p>didas de caráter administrativo ou de organização do trabalho e utilização de EPI, nesta ordem,</p><p>admitindo-se a utilização de EPI somente em situações de inviabilidade técnica, insuficiência ou</p><p>interinidade à implementação do EPC ou, ainda, em caráter complementar ou emergencial);</p><p>b) das condições de funcionamento e do uso ininterrupto do EPI ao longo do tempo, conforme especi-</p><p>ficação técnica do fabricante, ajustada às condições de campo;</p><p>c) do prazo de validade, conforme Certificado de Aprovação do MTE;</p><p>d) da periodicidade de troca definida pelos programas ambientais, comprovada mediante recibo assi-</p><p>nado pelo usuário em época própria;</p><p>e) da higienização.</p><p>Art. 172. A exposição ocupacional a temperaturas anormais, oriundas de fontes artificiais, dará ensejo</p><p>à aposentadoria especial quando:</p><p>I - para o agente físico calor, forem ultrapassados os limites de tolerância definidos no Anexo 3 da NR-15</p><p>do MTE ou NHO-06 da FUNDACENTRO;</p><p>II - para o agente físico frio, se for constatada a nocividade nos termos do Anexo 9 da NR-15, obser-</p><p>vado o disposto no artigo 253 da CLT.</p><p>Parágrafo Único. Considerando o disposto no item 2 do Quadro I do Anexo 3 da NR-15 do MTE e no arti-</p><p>go 253 da CLT, os períodos de descanso são considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais.</p><p>Art. 173. A exposição ocupacional a radiações ionizantes dará ensejo à aposentadoria especial quando</p><p>forem ultrapassados os limites de tolerância estabelecidos no Anexo 5 da NR-15 do MTE.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>224</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>Parágrafo Único. Quando se tratar de exposição aos raios X em serviços de radiologia, deverá ser obe-</p><p>decida a metodologia e os procedimentos de avaliação constantes na NHO-05 da FUNDACENTRO; para</p><p>os demais casos, aqueles constantes na Resolução CNEN - NE-3. 01.</p><p>Art. 174. A exposição ocupacional a vibrações localizadas ou de corpo inteiro dará ensejo à aposenta-</p><p>doria especial quando forem ultrapassados os limites de tolerância definidos pela Organização Inter-</p><p>nacional para Normalização – ISO, em suas Normas ISO nº 2.631 e ISO/DIS nº 5.349, respeitando-se as</p><p>metodologias e os procedimentos de avaliação que elas autorizam.</p><p>Art. 175. A exposição ocupacional a agentes químicos e a poeiras minerais constantes do Anexo IV do</p><p>RPS dará ensejo à aposentadoria especial, devendo considerar os limites de tolerância definidos nos</p><p>Anexos 11 e 12 da NR-15 do MTE, sendo avaliada segundo as metodologias e procedimentos adotados</p><p>pelas NHO-02, NHO-03, NHO-04 e NHO-07 da FUNDACENTRO.</p><p>Art. 176. A exposição ocupacional a agentes nocivos de natureza biológica infecto-contagiosa, cons-</p><p>tantes do Anexo IV do RPS dará ensejo à aposentadoria especial exclusivamente nas atividades pre-</p><p>vistas neste Anexo.</p><p>Parágrafo Único. Tratando-se de estabelecimentos de saúde, a aposentadoria especial ficará restrita aos</p><p>segurados que trabalhem de modo permanente com pacientes portadores de doenças infecto-contagiosas,</p><p>segregados em áreas ou ambulatórios específicos, e aos que manuseiam exclusivamente materiais conta-</p><p>minados provenientes dessas áreas.</p><p>Da Evidenciação Técnica das Condições Ambientais do Trabalho</p><p>Art. 177. A partir da publicação desta IN, para as empresas obrigadas ao cumprimento das Normas</p><p>Regulamentadoras do MTE, nos termos do item 1.1 da NR-1 do MTE, o LTCAT será substituído pelos</p><p>programas de prevenção PPRA, PGR e PCMAT.</p><p>§ 1º As demais empresas poderão optar pela implementação dos programas referidos no caput, em</p><p>substituição ao LTCAT.</p><p>§ 2º Os documentos referidos no caput deverão ser atualizados pelo menos uma vez ao ano, quando</p><p>da avaliação global, ou sempre que ocorrer qualquer alteração no ambiente de trabalho ou em sua</p><p>organização, por força dos itens 9.2.1.1 da NR-9, 18.3.1.1 da NR-18 e da alínea “g” do item 22.3.7.1 e</p><p>do item 22.3.7.1.3, todas do MTE.</p><p>Art. 178. As empresas desobrigadas ao cumprimento das NR do MTE, nos termos do item 1.1 da NR-1</p><p>do MTE, que não fizeram opção pelo disposto no parágrafo 1º do artigo anterior, deverão elaborar LTCAT,</p><p>respeitada a seguinte estrutura:</p><p>I - reconhecimento dos fatores de riscos ambientais;</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>225</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>II - estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle;</p><p>III - avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores;</p><p>IV - especificação e implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia;</p><p>V - monitoramento da exposição aos riscos;</p><p>VI - registro e divulgação dos dados;</p><p>VII - avaliação global do seu desenvolvimento, pelo menos uma vez ao ano ou sempre que ocorrer</p><p>qualquer alteração no ambiente de trabalho ou em sua organização, contemplando a realização dos</p><p>ajustes necessários e estabelecimento de novas metas e prioridades.</p><p>§ 1º Para o cumprimento do inciso I, deve-se contemplar:</p><p>a) a identificação do fator de risco;</p><p>b) a determinação e localização das possíveis fontes geradoras;</p><p>c) a identificação das possíveis trajetórias e dos meios de propagação dos agentes no ambiente de</p><p>trabalho;</p><p>d) a identificação das funções e determinação do número de trabalhadores expostos;</p><p>e) a caracterização das atividades e do tipo da exposição;</p><p>f) a obtenção de dados existentes na empresa, indicativos de possível comprometimento da saúde</p><p>decorrente do trabalho;</p><p>g) os possíveis danos à saúde, relacionados aos riscos identificados, disponíveis na literatura técnica;</p><p>h) a descrição das medidas de controle já existentes.</p><p>§ 2º Quando não forem identificados fatores de riscos do inciso I, o LTCAT poderá resumir-se aos incisos</p><p>I, VI e VII, declarando a ausência desses.</p><p>§ 3º O LTCAT deverá ser assinado por engenheiro de segurança do trabalho, com o respectivo número</p><p>da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) junto ao Conselho Regional de Engenharia e Arquite-</p><p>tura (CREA) ou por médico do trabalho, indicando os registros profissionais para ambos.</p><p>Art. 179. Considera-se o LTCAT atualizado aquele que corresponda às condições ambientais do período</p><p>a que se refere, observado o disposto no parágrafo 2º do artigo 177 e inciso VII do artigo 178.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>226</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>Art. 180. São consideradas alterações no ambiente de trabalho ou em sua organização, entre outras,</p><p>aquelas decorrentes de:</p><p>I - mudança de layout;</p><p>II - substituição de máquinas ou de equipamentos;</p><p>III - adoção ou alteração de tecnologia de proteção coletiva;</p><p>IV - alcance dos níveis de ação estabelecidos no subitem 9.3.6 da NR-9, aprovadas pela Portaria nº</p><p>3.214, de 1978, do MTE, se aplicável;</p><p>V - extinção do pagamento do adicional de insalubridade.</p><p>Art. 181. Os documentos de que tratam os artigos 177 e 178, emitidos em data anterior ao exercício da</p><p>atividade do segurado, poderão ser aceitos para garantir direito relativo ao enquadramento de tempo</p><p>especial, após avaliação por parte do INSS.</p><p>Art. 182. Os documentos de que tratam os artigos 177 e 178, emitidos em data posterior ao exercício</p><p>da atividade do segurado, poderão ser aceitos para garantir direito relativo ao enquadramento de</p><p>tempo especial, após avaliação por parte do INSS.</p><p>Das Ações das APS</p><p>Art. 183. Caberá às Agências da Previdência Social-APS a análise dos requerimentos de benefícios e</p><p>dos pedidos de recurso e revisão, com inclusão de períodos de atividades exercidas em condições es-</p><p>peciais, para fins de conversão</p><p>de tempo de contribuição ou concessão de aposentadoria especial, com</p><p>observação dos procedimentos a seguir:</p><p>I – verificar o cumprimento das exigências das normas previdenciárias vigentes, no formulário para</p><p>requerimento da aposentadoria especial e no LTCAT, quando exigido;</p><p>II – preencher o formulário “Despacho e Análise Administrativa da Atividade Especial” (DIRBEN-8247),</p><p>com obrigatoriedade da indicação das informações do CNIS sobre a exposição do segurado a agentes</p><p>nocivos, por período especial requerido;</p><p>III – encaminhar o formulário para requerimento da aposentadoria especial e o LTCAT, quando exigido,</p><p>ao Serviço ou à Seção de Gerenciamento de Benefícios por Incapacidade – GBENIN, para análise técni-</p><p>ca, somente para requerimento, revisão ou recurso relativo a enquadramento por exposição à agente</p><p>nocivo;</p><p>IV – promover o enquadramento, quando relativo à categoria profissional ou atividade, ainda que para</p><p>o período analisado conste também exposição à agente nocivo.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>227</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>Parágrafo Único. Ressalta-se que, nos casos de períodos já reconhecidos como de atividade especial,</p><p>deverão ser respeitadas as orientações vigentes à época, sendo que a análise pela Perícia Médica dar-</p><p>-se-á nas situações em que houver períodos com agentes nocivos a serem enquadrados, por motivo</p><p>de requerimento de revisão ou mesmo de recurso.</p><p>Da Auditoria Fiscal e da Inspeção Médico Pericial do InSS</p><p>Art. 184. O Auditor Fiscal da Previdência Social – AFPS auditará a regularidade dos controles internos</p><p>das empresas relativos ao gerenciamento dos riscos ocupacionais, de modo a assegurar a correta cor-</p><p>respondência das informações declaradas no CNIS com a evidenciação técnica das condições ambien-</p><p>tais de trabalho, conforme disposto nos artigos 177 e 178.</p><p>Art. 185. O Médico Perito da Previdência Social-MPPS emitirá parecer técnico na avaliação dos bene-</p><p>fícios por incapacidade e realizará análise médico-pericial dos benefícios de aposentadoria especial,</p><p>proferindo despacho conclusivo no devido processo administrativo ou judicial que instrua concessão,</p><p>revisão ou recurso dos referidos benefícios, inclusive para fins de custeio.</p><p>§ 1º O MPPS poderá, sempre que julgar necessário, solicitar as demonstrações ambientais de que</p><p>trata o artigo 152 e outros documentos pertinentes à empresa responsável, bem como inspecionar o</p><p>ambiente de trabalho.</p><p>§ 2º O MPPS não poderá realizar avaliação médico-pericial nem analisar qualquer das demonstrações</p><p>ambientais de que trata o artigo 152, quando essas tiverem a sua participação, nos termos do artigo</p><p>120 do Código de Ética Médica e do artigo 12 da Resolução CFM nº 1.488, de 11 de fevereiro de 1998.</p><p>§ 3º Em caso de embaraço, inércia ou negativa por parte da empresa quanto a disponibilização ao</p><p>MPPS da documentação mencionada no caput, deverá o AFPS proceder à intimação cabível.</p><p>Art. 186. Em análise médico-pericial, inclusive a relativa a benefício por incapacidade, além das outras</p><p>providências cabíveis, o MPPS emitirá:</p><p>I – Representação Administrativa-RA ao Ministério Público do Trabalho – MPT competente e ao Serviço</p><p>de Segurança e Saúde do Trabalho – SSST da Delegacia Regional do Trabalho – DRT do MTE, sempre</p><p>que, em tese, ocorrer desrespeito às normas de segurança e saúde do trabalho que reduzem os riscos</p><p>inerentes ao trabalho ou às normas previdenciárias relativas aos documentos LTCAT, CAT, PPP e GFIP,</p><p>quando relacionadas ao gerenciamento dos riscos ocupacionais;</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>228</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>II - Representação Administrativa – RA, aos Conselhos Regionais das categorias profissionais, com cópia</p><p>para o MPT competente, sempre que a confrontação da documentação apresentada com os ambientes</p><p>de trabalho revelar indícios de irregularidades, fraudes ou imperícia dos responsáveis técnicos pelas</p><p>demonstrações ambientais de que trata o artigo 152;</p><p>III - Representação para Fins Penais – RFP, ao Ministério Público Federal ou Estadual competente, sem-</p><p>pre que as irregularidades previstas nesta Subseção ensejarem a ocorrência, em tese, de crime ou</p><p>contravenção penal;</p><p>IV - Informação Médico Pericial – IMP, à Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS na Gerência-</p><p>-Executiva a que está vinculado o MPPS, para fins de ajuizamento de ação regressiva contra os em-</p><p>pregadores ou subempregadores, quando identificar indícios de dolo ou culpa destes, em relação</p><p>aos acidentes ou às doenças ocupacionais, incluindo o gerenciamento ineficaz dos riscos ambientais,</p><p>ergonômicos e mecânicos ou outras irregularidades afins.</p><p>§ 1º As representações deste artigo deverão ser remetidas por intermédio do Serviço ou Seção de</p><p>Gerenciamento de Benefícios por Incapacidade.</p><p>§ 2º O Serviço ou Seção de Gerenciamento de Benefícios por Incapacidade deverá enviar cópia da</p><p>representação de que trata este artigo ao Serviço ou Seção de Fiscalização e à Procuradoria Federal</p><p>Especializada junto ao INSS, bem como remeter um comunicado, constante no Anexo XVIII, sobre sua</p><p>emissão para o sindicato da categoria do trabalhador.</p><p>§ 3º A Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS deverá emitir um comunicado, constante no</p><p>Anexo XVIII, para o sindicato da categoria do trabalhador para as ações regressivas decorrentes das IMP</p><p>de que trata o inciso IV deste artigo.</p><p>§ 4º A Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS deverá auxiliar e orientar a elaboração das</p><p>representações de que trata este artigo, sempre que solicitado.</p><p>Da Perda do Direito ao Benefício</p><p>Art. 187. A aposentadoria especial requerida e concedida a partir de 29 de abril de 1995, em virtude</p><p>da exposição do trabalhador a agentes nocivos, será automaticamente cancelada pelo INSS, se o bene-</p><p>ficiário permanecer ou retornar à atividade que enseje a concessão desse benefício, na mesma ou em</p><p>outra empresa, qualquer que seja a forma de prestação de serviço ou categoria de segurado.</p><p>§ 1º A cessação do benefício de que trata o caput ocorrerá da seguinte forma:</p><p>I - em 14 de dezembro de 1998, data publicação da Lei nº 9.732, de 11 de dezembro de 1998, para as</p><p>aposentadorias concedidas a partir de 29 de abril de 1995 até 13 de dezembro de 1998;</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>229</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>II – a partir da data do efetivo retorno ou da permanência, para as aposentadorias concedidas a partir</p><p>de 14 de dezembro de 1998.</p><p>§ 2º Os valores indevidamente recebidos deverão ser devolvidos ao INSS, na forma dos artigos 154 e</p><p>365 do RPS.</p><p>Das Disposições Finais Transitórias</p><p>Art. 188. Os pedidos de revisão protocolados até 7 de agosto de 2003, efetuados com fundamento nas</p><p>decisões proferidas na Ação Civil Pública-ACP nº 2000.71.00.030435-2 (liminar, sentença e acórdão</p><p>regional), pendentes de decisão final, devem ser analisados de acordo com os dispositivos constantes</p><p>nesta IN.</p><p>§ 1º Aplica-se o disposto no caput aos processos com decisões definitivas das Juntas de Recurso da</p><p>Previdência Social (JRPS) ou das Câmaras de Julgamento-CaJ, cujo acórdão não contemplou os critérios</p><p>da referida ACP.</p><p>§ 2º Não será permitida revisão para períodos de tempo especial reconhecidos e amparados pela le-</p><p>gislação vigente à época, em benefícios já concedidos, salvo se identificada irregularidade.</p><p>§ 3º A revisão prevista no caput não será objeto de reforma do benefício, se ocasionar prejuízo ao</p><p>segurado.</p><p>§ 4º A correção das parcelas decorrentes da revisão de que trata o caput deverá ocorrer:</p><p>I - a partir da data do pedido da revisão, se o segurado não tiver interposto recurso;</p><p>II - de acordo com as normas estabelecidas para esse caso, se o benefício estiver em fase de recurso.</p><p>§ 5º Para pedidos de revisão que tenham por objeto outro elemento diverso do abrangido pela ACP</p><p>referida no caput, deverão ser adotados</p><p>os seguintes procedimentos:</p><p>I – promover a revisão somente no que tange ao objeto da ACP e a correção das parcelas nos termos</p><p>do disciplinado no caput;</p><p>II – após concluída a revisão referida no inciso anterior, deverá ser processada nova revisão relativa ao</p><p>objeto diverso, devendo a correção obedecer aos critérios disciplinados para esse procedimento.</p><p>§ 6º Ficam convalidados os atos praticados com base nas decisões referidas no caput, disciplinados nas</p><p>IN INSS/DC nº 42, de 22 de janeiro de 2001; nº 49, de 3 de maio de 2001; nº 57, de 10 de outubro de</p><p>2001; nº 78, de 16 de julho de 2002 e nº 84, de 17 de dezembro de 2002.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>230</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>................................................................................................................................</p><p>Art. 410. Observado o disposto no artigo 400 desta Instrução Normativa, o titular do benefício poderá</p><p>solicitar transferência entre órgãos mantenedores, devendo, para tanto, formalizar pedido junto à APS</p><p>da nova localidade em que reside.</p><p>Parágrafo Único. Os benefícios poderão ser pagos mediante depósito bancário, em nome do beneficiá-</p><p>rio, observando que no caso de benefício pago por meio de conta e tendo o INSS tomado conhecimento</p><p>de fatos que levem à sua cessação, com data retroativa, a APS deverá proceder ao levantamento dos</p><p>valores creditados após a data da efetiva cessação e emitir GPS ao Órgão Pagador-OP.</p><p>.............................................. .................................................................................</p><p>Art. 432. Os prazos da decadência para requerimento de revisão, historicamente, são assim conside-</p><p>rados: a partir do dia primeiro do mês seguinte ao do recebimento da primeira prestação ou, quando</p><p>for o caso, ao do dia em que tomar conhecimento da decisão indeferitória definitiva no âmbito admi-</p><p>nistrativo.</p><p>PERÍODO FUNDAMENTAÇÃO LEGAL PRAZO</p><p>Até 27/06/1997 Não havia previsão legal sem prazo</p><p>De 28/06/1997 a 22/10/1998</p><p>MP nº 1523-9, de 1997, convertida</p><p>na Lei nº 9.528, de 1997.</p><p>dez anos</p><p>A partir de 23/10/1998</p><p>MP 1663-15, de 1998, convertida na</p><p>Lei nº 9.711, de 1998</p><p>cinco anos</p><p>A partir de 20/11/2003</p><p>MP nº 138, de 19/11/2003,</p><p>acrescenta o artigo 103-A a Lei nº</p><p>8.213/1991.</p><p>Restabelece o prazo de dez anos</p><p>Art. 512. É de dez anos o prazo de decadência de todo e qualquer direito ou ação do segurado ou be-</p><p>neficiário para a revisão do ato de concessão de benefício, a contar do dia primeiro do mês seguinte</p><p>ao do recebimento da primeira prestação ou, quando for o caso, do dia em que tomar conhecimento</p><p>da decisão indeferitória definitiva, no âmbito administrativo, observando-se a seguinte série histórica:</p><p>I – até 27 de junho de 1997 não havia prazo decadencial para pedido de revisão de ato concessório</p><p>de benefício;</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>231</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>II – de 28 de junho de 1997 a 22 de outubro de 1998, período de vigência da MP nº 1.523-9, de 1997,</p><p>e reedições posteriores, convertida na Lei nº 9.528, de 1997, o segurado teve o prazo de dez anos para</p><p>requerer revisão do ato concessório ou indeferitório definitivo, no âmbito administrativo;</p><p>III – a partir de 23 de outubro de 1998, data da publicação da MP nº 1663-15, convertida na Lei nº</p><p>9.711, publicada em 21 de novembro de 1998, o prazo decadencial passou a ser de cinco anos;</p><p>IV – a partir de 10 de novembro de 2003, o prazo voltou a ser de dez anos, nos termos da MP nº</p><p>138/2003, conforme no caput deste artigo.</p><p>§ 1º Em se tratando de pedido de revisão de benefícios com decisão indeferitória definitiva no âmbito</p><p>administrativo, em que não houver a interposição de recursos, se apresentado no prazo de dez anos,</p><p>contados do dia em que o requerente tomou conhecimento da referida decisão, terá o seguinte tra-</p><p>tamento:</p><p>§ 2º Para os benefícios em manutenção em 23 de outubro de 1998 (data de publicação da Medida Pro-</p><p>visória nº 1.663-15), o prazo decadencial de dez anos para revisão (MP nº 138/2003) começa a contar</p><p>a partir de 1º de dezembro de 1998, não importando a data de sua concessão.</p><p>Art. 514. Em conformidade com o preceituado no artigo 103-A, da Lei nº 8.213/91, acrescido com a</p><p>edição da MP 138/2003, é vedado ao INSS cessar ou suspender o benefício, ou reduzir o seu valor, se</p><p>concedido ou revisto há mais de dez anos, salvo comprovada má-fé.</p><p>§ 1º Se comprovada má-fé, o benefício será cancelado, a qualquer tempo, nos termos do art. 179 do</p><p>RPS, subsistindo a obrigação do segurado de devolver as quantias pagas de uma só vez, conforme de-</p><p>terminado no parágrafo único do artigo 115, da Lei nº 8.213/91, e o parágrafo 2º do artigo 154 do RPS.</p><p>§ 2º Para os benefícios concedidos ou revistos até 19/11/1998, não se aplica o novo prazo decadencial</p><p>previsto no artigo 103-A, da Lei nº 8.213/91, acrescentado pela MP 138/2003, mas o disposto nos arti-</p><p>gos 53 e 54, da Lei nº 9.784/99, tendo decaído o direito do INSS de revê-los, salvo comprovada má-fé.</p><p>Art. 515. As revisões determinadas em dispositivos legais, ainda que decorridos mais de dez anos da</p><p>data em que deveriam ter sido pagas, devem ser processadas, observando-se a prescrição qüinqüenal.</p><p>619.......................................................................................................................</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>232</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>III - a partir de 1º de janeiro de 2004, a idade mínima para o idoso passa a ser de 65 (sessenta e cinco)</p><p>anos, conforme o artigo 34 da Lei nº 10.741/2003.</p><p>................................................</p><p>Art. 621..........................................................................................................</p><p>§ 1º O valor do benefício assistencial concedido a outros membros do mesmo grupo familiar passa a</p><p>integrar a renda para efeito de cálculo per capta do novo benefício requerido .</p><p>§ 2º A partir de 1º de janeiro de 2004, o benefício assistencial ao idoso (espécie 88), já concedido a</p><p>qualquer membro da família, não será computado para fins de cálculo da renda per capta do novo be-</p><p>nefício requerido da mesma espécie, conforme o artigo 34 da Lei nº 10.741/2003 (Estatuto do Idoso).</p><p>.............................................. .................................................................................</p><p>Art. 2º Revogam-se os artigos 189 a 197 da Instrução Normativa nº 095/INSS/DC, de 7 de outubro de</p><p>2003.</p><p>Art. 3º Fica alterado o Anexo XV e instituído o Anexo XVIII.</p><p>Art. 4º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.</p><p>TAITI INENAMI</p><p>Diretor-Presidente</p><p>JOÃO ERNESTO ARAGONÉS VIANNA</p><p>Procurador-Chefe da Procuradoria Especializada</p><p>JOÃO ÂNGELO LOURES</p><p>Diretor de Orçamento, Finanças e Logística</p><p>LÚCIA HELENA DE CARVALHO</p><p>Diretora de Recursos Humanos</p><p>CARLOS ROBERTO BISPO</p><p>Diretor da Receita Previdenciária</p><p>BENEDITO ADALBERTO BRUNCA</p><p>Diretor de Benefícios</p><p>AnEXO XV – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP</p><p>AnEXO XVIII – COMUnICADO</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>233</p><p>Módulo 4</p><p>Processos de Perícia,</p><p>Auditoria e Fiscalização</p><p>em Segurança do</p><p>Trabalho</p><p>Organização do Trabalho e</p><p>Segurança</p><p>Prevenção e Controle de</p><p>Perdas</p><p>Legislação Aplicada à</p><p>Segurança do Trabalho</p><p>Ação Integradora:</p><p>Elaboração de Relatório-resposta</p><p>a uma Fiscalização (Real ou</p><p>Simulada) do Ministério do</p><p>Trabalho e Emprego – MTE</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>234</p><p>Prevenção e Controle de Perdas</p><p>ESTA UnIDADE CURRICULAR COnTÉM 19 AnEXOS. VEJA-OS A SEGUIR.</p><p>1. Procedimentos para a redução e controle em perdas e danos ao patrimônio, ao ambiente e às</p><p>pessoas</p><p>2. A pirâmide de segurança</p><p>3. Modelo causal de perdas</p><p>4. Teoria dos dominós</p><p>5. Análise Preliminar de Riscos</p><p>6. Impactos da mineração</p><p>7. Segurança sistêmica</p><p>8. Análise Preliminar de Perigos</p><p>Técnico</p><p>em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>235</p><p>9. Técnica HAZOP</p><p>10. Aplicabilidade do HAZOP</p><p>11. Análise comparativa APP e HAZOP</p><p>12. FAP – Fator Acidentário de Prevenção</p><p>13. FMEA (Failure Model and Effect Analysis)</p><p>14. Aplicação da AAF e o quadro de símbolos</p><p>15. Novas concepções para a compreensão dos acidentes</p><p>16. Planilha WHAT-IF (WI)/Checklist</p><p>17. Riscos dos sistemas de refrigeração</p><p>18. Reportagem</p><p>19. Estudo de caso</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>236</p><p>1 – PROCEDIMEnTOS PARA A REDUçãO E O COnTROLE EM PERDAS E</p><p>DAnOS AO PATRIMônIO, AO AMBIEnTE E àS PESSOAS*</p><p>A Falha de natureza humana</p><p>Acidentes de maior gravidade se caracterizam por contínuas falhas de avaliação, em seus processos primários</p><p>e no estudo investigativo sobre os incidentes. A participação do elemento humano no que chamamos causas</p><p>raízes, é fundamental para a compreensão do problema. Ratificando que um acidente é o somatório da resul-</p><p>tante de varias causas, logo, existe o somatório de erros humanos envolvidos. A aplicação de novos e modernos</p><p>processos tecnológicos na operação das unidades de fabricação objetiva reduzir a participação do elemento</p><p>humano diretamente no controle das operações de falhas, pois mesmo com o aprimoramento dos processos</p><p>são passíveis de falhas.</p><p>Técnicas de análise de riscos, como Árvore de Falhas (Fault Tree) e Análise de Modos de Falhas e Efeitos (FMEA),</p><p>têm auxiliado de forma incisiva na identificação de possíveis desvios nos processos industriais e também auxi-</p><p>liado na escolha de prevenções e proteções.</p><p>Caso de Chernobyl:</p><p>O ano de 1986, foi marcado pelo maior desastre nuclear até então registrado, no dia 26 de abril, por volta das</p><p>1h30, duas gigantescas explosões foram ouvidas na central nuclear de Chernobyl. A atmosfera foi impregnada</p><p>de fragmentos fundidos após a cúpula do reator, que pesava mais de 100t, ter sido arrancada com força das</p><p>explosões. A contaminação por radiação atingiu 110 km quadrados. O nº de mortos contabilizado passou de 30</p><p>no primeiro momento, e várias pessoas foram contaminadas pela radiação. O risco de câncer e outras patologias</p><p>ficaram evidenciados por toda a Ucrânia, e pelo Leste Europeu. Chernobyl é um acidente marcado por vários</p><p>fatores, contudo, a falha humana é o ponto de maior evidência nesse desastre.</p><p>As questões de maior evidência são:</p><p>- Procedimentos de segurança não observados e transgredidos de forma intencional, consciente, culposa, por</p><p>funcionários treinados e competentes.</p><p>- Tais falhas podem ocorrer em outros reatores espalhados nos Países de primeiro mundo.</p><p>- As respostas passam pela dinâmica da construção de uma central nuclear, que vai do antiprojeto ao projeto</p><p>final, e do plano do plano de contigência ao plano de emergência.</p><p>Texto adaptado por José Cirillo de: ALVES, Jose Luiz Lopes. “Procedimentos para a Redução e Controle em Perdas</p><p>e Danos ao Patrimônio, ao Ambiente e às Pessoas”. Disponível em: <www.apes.eng.br/riscos.htm>. Acesso em:</p><p>12 nov. 2010.</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>237</p><p>2 – A PIRÂMIDE DE SEGURAnçA*</p><p>Com objetivo de estabelecer uma relação de proporcionalidade entre os diversos tipos de riscos e acidentes exis-</p><p>tentes na indústria, estudiosos buscam mensurar níveis de severidade. O trabalho mais expressivo e significativo</p><p>foi realizado por Frank E. Bird Jr. Nascido em 1921 e formado Bacharel em Ciências em 1949 nos Estados Unidos</p><p>da América. É um experiente profissional, direcionando sua carreira para atividades ligadas à saúde ocupacional,</p><p>ao controle de perdas e segurança patrimonial, tendo ocupado altos cargos de direção tanto no Governo quanto</p><p>na iniciativa privada. Em 1966, Bird publicou os resultados de suas pesquisas junto à Companhia Siderúrgica</p><p>Luckens Steel, com mais de 5000 trabalhadores, situada na Filadélfia, tendo analisado 90.000 acidentes ocorri-</p><p>dos na empresa durante os sete anos anteriores. Os resultados obtidos por Bird são apresentados na Figura 1,</p><p>a seguir:</p><p>FIGURA 1: Pirâmide resultante dos estudos de Bird – 1966</p><p>Em 1969, nasce o conceito do “Controle Total de Perdas”. Foi elaborado por Bird visando aos controles das perdas</p><p>por acidentes somadas a perdas evitáveis, criando assim a “Pirâmide de Frank Bird”, fundamentada em estatís-</p><p>ticas levantadas com dados extraídos de quase dois milhões de acidentes, de 297 empresas de diferentes seg-</p><p>mentos, envolvendo 1.750.000 empregados e mais de 3 bilhões de homens-hora trabalhadas (SHERIQUE,2006).</p><p>Nesta pirâmide, ele relacionou os acidentes nessas empresas, classificados de acordo com o nível de severidade,</p><p>bem como com a sua frequência de ocorrência, chegando aos números mostrados na Figura 2 seguinte:</p><p>FIGURA 2: Pirâmide resultante dos estudos de Bird - 1966</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>238</p><p>2 – A PIRÂMIDE DE SEGURAnçA (COnTInUAçãO)</p><p>Assim, pode-se estabelecer uma classificação para definir quatro tipos de eventos :</p><p>• Acidentes com lesões graves: são aqueles que levam à incapacidade do empregado e até à morte (Acidente</p><p>Sério);</p><p>• Acidentes com lesões leves: são aqueles que requerem um tratamento médico, podendo, inclusive, levar a um</p><p>trabalho restrito, temporariamente (Acidente Menor);</p><p>• Acidentes com danos à propriedade: são aqueles que causam uma perda material às instalações sem, contudo,</p><p>causar danos a pessoas (Acidente com Perda de Propriedade);</p><p>• Quase - acidente: são aqueles que não chegaram a causar danos, nem a pessoas e nem a propriedade, mas</p><p>tinham potencial para tal (Quase-Acidente).</p><p>Estes dados possibilitaram a análise estatística, registrando uma distribuição natural dos acidentes de acordo</p><p>com sua gravidade e o impacto geral na organização (danos físicos e materiais).</p><p>Com estes dados, pode-se verificar nas empresas estudadas:</p><p>• a ocorrência de um acidente sério foi precedida por dez acidentes menores;</p><p>• estes acidentes menores, por sua vez, foram precedidos por trinta acidentes com perda de propriedade de</p><p>qualquer tipo;</p><p>• os trinta acidentes, com perda de propriedade de qualquer tipo, foram precedidos, por sua vez de seiscentos</p><p>quase-acidentes, cujas causas podem ser as mais variadas, como condições inseguras, atos inseguros, sistema</p><p>de gerenciamento etc.</p><p>O objetivo deste estudo estatístico era verificar que as empresas capazes de identificar, previamente, os 600</p><p>casos de acidentes menores ou quase-acidentes, poderiam ter evitado os eventos mais significativos dos níveis</p><p>mais altos da pirâmide, incluindo o acidente sério.</p><p>O conceito de pirâmide de segurança permite que as empresas promovam uma cultura de segurança sólida,</p><p>através de um Sistema de Gerenciamento capaz de:</p><p>• capacitar as pessoas para identificar e trabalhar em condições inseguras existentes nas instalações;</p><p>• definir um inventário de comportamentos esperados, diretamente ligados a cada atividade específica dentro</p><p>do processo produtivo, aumentando-se a probabilidade de se evitar acidentes mais graves.</p><p>A definição de quase-acidente, de acordo com Frank Bird, é aquele evento não planejado que poderia ter cau-</p><p>sado um acidente, mas que, por razões diversas, não se materializa.</p><p>Desta forma, cada organização precisa analisar suas ocorrências e definir a sua própria pirâmide, que correspon-</p><p>da à proporção entre os diferentes tipos de acidentes ligados à sua realidade, através do comprometimento de</p><p>todos os níveis da organização e o foco no comportamento das pessoas, diretamente envolvidas no processo</p><p>industrial.</p><p>Texto adaptado por Ana Claudia Sena de: MACHADO, Maurizio Mendes. Análise da contribuição do programa de</p><p>Segurança Comportamental na prevenção de acidentes do trabalho: um estudo de caso numa empresa quími-</p><p>ca. 118f. Dissertação (Mestrado em Gestão Integrada em Saúde e Meio Ambiente) – Centro Universitário Senac</p><p>– Campus Santo Amaro, São Paulo, 2008.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>239</p><p>3 – MODELO CAUSAL DE PERDAS*</p><p>A ocorrência de um acidente ou incidente raramente é ocasionado apenas por um fator, mas sim por um con-</p><p>junto de eventos que acabam levando a uma perda.</p><p>O tipo e o grau dessas perdas variam de acordo com a gravidade de seus efeitos, que poderão ser insignificantes</p><p>ou catastróficos, gerando custos para a empresa.</p><p>Visando alcançar a menor quantidade possível de perdas, faz-se necessário conhecermos as causas que as ge-</p><p>ram, e, consequentemente, tentar evitá-las.</p><p>Usaremos, então, o Modelo Causal de Perdas abaixo para exemplificar a sequência em que um acidente ou</p><p>incidente pode acontecer.</p><p>Falta de controle</p><p>A falta de controle é o princípio da sequência de fatores causais que originam um acidente, que, dependendo</p><p>de sua gravidade, pode gerar poucas ou muitas perdas.</p><p>Por isso, o controle é uma das funções essenciais em uma administração efetiva, não importando o segmento</p><p>que ela tiver.</p><p>Um bom administrador deve utilizar sempre planejamento, organização, direção e controle de suas principais</p><p>funções.</p><p>Ele deve conhecer os padrões, planejar e organizar o trabalho, de modo a satisfazê-los e guiar seu grupo de</p><p>trabalho na satisfação e cumprimento desses padrões.</p><p>Avaliar seu próprio desempenho e o dos outros, avaliar os resultados e as necessidades e corrigir de forma cons-</p><p>trutiva o desempenho das mesmas.</p><p>As razões mais comuns para que ocorra a falta de controle são:</p><p>Um programa inadequado</p><p>É o desenvolvimento de um programa com quantidades insuficientes de atividades, que variam de acordo com</p><p>a extensão, a natureza e o segmento da empresa.</p><p>Padrões inadequados do programa</p><p>É a formulação dos padrões de maneira pouco específica, pouco clara e/ou nível pouco elevado, sem propor-</p><p>cionar às pessoas conhecerem o que é esperado delas, e nem permite uma medição significativa do grau de</p><p>cumprimento dos padrões.</p><p>Cumprimento inadequado dos padrões</p><p>É uma das origens da falta de controle, sendo uma das razões do fracasso no controle de perdas derivadas dos</p><p>acidentes.</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>240</p><p>3 – MODELO CAUSAL DE PERDAS (COnTInUAçãO)</p><p>Causas básicas</p><p>As causas básicas são o fato de ocorrerem os atos e as condições abaixo do padrão.</p><p>Também são chamadas de causas raízes, causas reais, causas indiretas, causas fundamentais ou de contribuição</p><p>de um acidente ou incidente.</p><p>Geralmente são bem evidentes, mas, para se ter um controle administrativo eficiente, faz-se necessário um</p><p>pouco mais de investigação sobre elas.</p><p>Com este conhecimento, pode-se explicar por que as pessoas cometem práticas abaixo dos padrões e por que</p><p>essas condições existem.</p><p>É importante considerarmos também duas categorias de causas imediatas, os fatores pessoais e os fatores de</p><p>trabalho (ambiente de trabalho), que são exemplificados a seguir:</p><p>Fatores pessoais:</p><p>• Capacidade física/fisiológica inadequada;</p><p>• Capacidade mental/psicológica inadequada;</p><p>• Tensão física/fisiológica;</p><p>• Tensão mental/psicológica;</p><p>• Falta de conhecimento;</p><p>• Falta de habilidade;</p><p>• Motivação deficiente.</p><p>Fatores de trabalho (ambiente de trabalho)</p><p>• Liderança e/ou supervisão inadequada;</p><p>• Engenharia inadequada;</p><p>• Compra inadequada;</p><p>• Manutenção inadequada;</p><p>• Ferramentas, equipamentos e materiais inadequados;</p><p>• Padrões de trabalho inadequados;</p><p>• Uso e desgaste;</p><p>• Abuso e maltrato.</p><p>Disponível em: <www.fundacentro.gov.br/.../6%20Acidentes%20de%20origem%20elétrica%2005102005.</p><p>ppt>. Acesso em: 09 dez. 2010.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>241</p><p>4 – TEORIA DOS DOMInóS*</p><p>hEInRICh</p><p>A Teoria de Heinrich, referente ao campo da segurança do trabalho, mostra que o acidente e, consequente-</p><p>mente, a lesão são causados pelo fato de que o homem está operando um equipamento, ou manuseando uma</p><p>ferramenta; logo, todo acidente não ocorre por acaso, porque :</p><p>a) o homem não se encontra devidamente preparado e comete atos inseguros;</p><p>b) ou então existem condições inseguras que comprometem a segurança do trabalhador.</p><p>Portanto, os atos inseguros e as condições inseguras constituem o fator principal da causa dos acidentes.</p><p>Para demonstrar a ocorrência de acidentes e lesões, Heinrich imaginou o efeito dominó , a partir de cinco pedras</p><p>do jogo:</p><p>a) a primeira representando a personalidade; ao iniciar o trabalho em uma empresa, o trabalhador traz consigo</p><p>um conjunto de características positivas e negativas, de qualidades e defeitos, que constituem a sua persona-</p><p>lidade. Esta se formou através dos anos, por influência de fatores hereditários e do meio social e familiar em</p><p>que o indivíduo se desenvolveu. Algumas dessas características (irresponsabilidade, irrascibilidade, temerida-</p><p>de, teimosia etc.) podem se constituir em razões próximas para a prática de atos inseguros ou para a criação</p><p>de condições inseguras.</p><p>b) a segunda das falhas humanas, no exercício do trabalho: devido aos traços negativos de sua personalidade,</p><p>o homem seja qual for a sua posição hierárquica, pode cometer falhas no exercício do trabalho, do que resul-</p><p>tarão as causas de acidentes.</p><p>c) a terceira das causas de acidentes (atos e condições inseguras): estas englobam, como já vimos, as condições</p><p>inseguras e os atos inseguros.</p><p>d) a quarta, o acidente: sempre que existirem condições inseguras ou forem praticados atos inseguros, pode-se</p><p>esperar as suas consequências, ou seja, a ocorrência de um acidente.</p><p>e) a quinta, as lesões: toda vez que ocorre um acidente, corre-se o risco de que o trabalhador venha a sofrer</p><p>lesões, embora nem sempre os acidentes provoquem lesões.</p><p>PE</p><p>RS</p><p>ON</p><p>AL</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>FA</p><p>LH</p><p>AS</p><p>H</p><p>UM</p><p>AN</p><p>AS</p><p>AT</p><p>OS</p><p>I</p><p>NS</p><p>EG</p><p>UR</p><p>OS</p><p>CO</p><p>ND</p><p>IÇ</p><p>ÕE</p><p>S</p><p>IN</p><p>SE</p><p>GU</p><p>RA</p><p>S</p><p>AC</p><p>ID</p><p>EN</p><p>TE</p><p>LE</p><p>SÃ</p><p>O</p><p>É necessário desenvolver uma ação para eliminar os traços negativos da personalidade, para não resultar em</p><p>falhas no comportamento do homem no trabalho que promovam atos inseguros e condições inseguras, os quais</p><p>terão como consequência o acidente e as lesões.</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>242</p><p>4 – TEORIA DOS DOMInóS (COnTInUAçãO)</p><p>Assim tombando a pedra “personalidade”, ela ocasionará a queda, em sucessão a todas as demais, conforme</p><p>demonstra a figura abaixo.</p><p>LESÃO</p><p>ACID</p><p>ENTEAT</p><p>OS</p><p>I</p><p>NS</p><p>EG</p><p>UR</p><p>OS</p><p>CO</p><p>ND</p><p>IÇ</p><p>ÕE</p><p>S</p><p>IN</p><p>SE</p><p>GU</p><p>RA</p><p>S</p><p>FA</p><p>LH</p><p>AS</p><p>H</p><p>UM</p><p>AN</p><p>AS</p><p>PE</p><p>RS</p><p>ON</p><p>AL</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>Dada a dificuldade em modificar, na estrutura, a personalidade de toda força de trabalho, para evitar as falhas</p><p>humanas no trabalho, deve-se procurar eliminar as causas de acidentes. Devido à dificuldade em modificar a</p><p>personalidade do trabalhador, é mais viável atuar na eliminação das condições inseguras, iniciando pelo in-</p><p>vestimento da empresa na conscientização de Segurança e Saúde do trabalhador. Em seus administradores ou</p><p>supervisores, estes serão multiplicadores, que farão um trabalho de sensibilização com os operários. Neste tra-</p><p>balho de conscientização, os multiplicadores enfrentarão a resistência (trabalhadores teimosos, desobedientes,</p><p>temerários, irascíveis), mas estarão despertando a percepção de riscos para que não pratiquem atos inseguros.</p><p>Procedimentos para a Redução e a Controle em</p><p>Perdas e Danos ao Patrimônio, ao Ambiente</p><p>e às Pessoas 236</p><p>2. A Pirâmide de Segurança 237</p><p>3. Modelo Causal de Perdas 239</p><p>4. Teoria dos Dominós 241</p><p>5. Análise Preliminar de Riscos 244</p><p>6. Impactos da Mineração 247</p><p>– Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>15</p><p>7. Segurança Sistêmica 249</p><p>8. Análise Preliminar de Perigos 252</p><p>9. Técnica HAZOP 256</p><p>10. Aplicabilidade do HAZOP 258</p><p>11. Análise Comparativa APP e HAZOP 263</p><p>12. FAP – Fator Acidentário de Prevenção 264</p><p>13. FMEA (Failure Model and Effect Analysis) 266</p><p>14. Aplicação da AAF e o Quadro de Símbolos 270</p><p>15. Novas Concepções para a Compreensão dos Acidentes 272</p><p>16. Planilha WHAT – IF (WI)/Checklist 277</p><p>17. Riscos dos Sistemas de Refrigeração 278</p><p>18. Reportagem 279</p><p>19. Estudo de Caso 280</p><p>Ação Integradora:</p><p>Elaboração de Relatório-resposta a uma</p><p>Fiscalização (Real ou Simulada) do Ministério</p><p>do Trabalho e Emprego – MTE 281</p><p>1. Conto do Tratorão 283</p><p>2. Verificação de Segurança 284</p><p>3. Notificação para Apresentação de Documentos</p><p>e Informações (NAD) 285</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>169</p><p>Módulo 4</p><p>Ação Integradora:</p><p>Elaboração de Relatório-resposta</p><p>a uma Fiscalização (Real ou</p><p>Simulada) do Ministério do</p><p>Trabalho e Emprego – MTE</p><p>Processos de Perícia,</p><p>Auditoria e Fiscalização</p><p>em Segurança do</p><p>Trabalho</p><p>Organização do Trabalho e</p><p>Segurança</p><p>Prevenção e Controle de</p><p>Perdas</p><p>Legislação Aplicada à</p><p>Segurança do Trabalho</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>170</p><p>Organização do Trabalho e</p><p>Segurança</p><p>ESTA UnIDADE CURRICULAR COnTÉM SETE AnEXOS. VEJA-OS A SEGUIR.</p><p>1. Matriz de treinamento</p><p>2. Lista de Verificação</p><p>3. Planta baixa – matriz</p><p>4. Laudo pericial</p><p>5. Conceitos de planejamento e de melhoria contínua</p><p>6. Planejamento: etapa fundamental de qualquer projeto</p><p>7. SGI na construção civil</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>171</p><p>1 – MATRIZ DE TREInAMEnTO</p><p>CURSO</p><p>(o quê)</p><p>JUSTIFICATIVA</p><p>(por quê)</p><p>MÉTODO</p><p>(como)</p><p>LOCAL</p><p>(onde)</p><p>PARTICIPANTE</p><p>(quem)</p><p>QUANDO</p><p>(data e horário)</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>172</p><p>2 – LISTA DE VERIFICAçãO</p><p>DADOS DA InSPEçãO</p><p>a) Local b) Data</p><p>c) Inspetor(es) d) Acompanhantes</p><p>e) Responsável pelo local f) Ramal</p><p>g) Característica do local</p><p>h) Referências técnicas (além das NRs) i) Nº funcionários lotados na área</p><p>DESCRIÇÃO NR/ITEM SIM NÃO COMENTÁRIOS</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>173</p><p>3 – PLAnTA BAIXA – MATRIZ</p><p>__</p><p>Projeto SOHO (Small O�ce / Home O�ce)</p><p>Planta Baixa - Matriz</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>174</p><p>4 – LAUDO PERICIAL*</p><p>Laudo pericial é o resultado da perícia expresso em conclusões escritas e fundamentadas, onde serão</p><p>apontados os fatos, circunstâncias, princípios e parecer sobre a matéria submetida a exame do especialista.</p><p>Assim, um laudo pericial judicial deve ser claro, objetivo, fundamentado e conclusivo, capaz de convencer</p><p>o juiz.</p><p>Na falta de disposições legais ou contratuais, a decisão do juiz pode recorrer à jurisprudência, à analogia, à</p><p>equidade e a outros princípios e normas gerais do Direito – principalmente do Direito do Trabalho – e, ainda,</p><p>de acordo com os usos e costumes, ao Direito Comparado (art. 8º da CLT).</p><p>O perito, diante das leis e normas que determinam a avaliação qualitativa do agente, deverá recorrer aos</p><p>princípios e às normas da Higiene Industrial e da Segurança e Medicina do Trabalho para caracterizar a</p><p>insalubridade.</p><p>Um laudo de insalubridade deve avaliar quatro aspectos importantes:</p><p>• Presença de agente nocivo (físico, químico, biológico);</p><p>• Constatação, por laudo técnico, se o trabalhador está exposto ao agente;</p><p>• Medidas de proteção coletiva ou individual que são capazes de neutralizar a exposição ao agente acima</p><p>do LT.</p><p>• Evidências objetivas de controle por parte do empregador em relação a treinamento, qualificação, higie-</p><p>nização e inspeção quanto ao uso do Equipamento de Proteção Individual (EPI).</p><p>A avaliação ambiental nas demandas judiciais de adicionais de risco apresenta as seguintes premissas:</p><p>• O direito do empregado ao adicional de risco independe de ter sofrido danos pessoais. Ou seja, independe</p><p>de apresentar sequelas de acidentes ou de doenças do trabalho. A perícia judicial trata da caracterização</p><p>de uma situação de trabalho em condição insalubre, baseando-se nos critérios técnicos legais;</p><p>• A caracterização da condição insalubre restringe-se às situações definidas pela NR-15, não prevalecendo</p><p>conceitos genéricos e subjetivos de risco, pois não foi intenção do legislador englobar todos os riscos de</p><p>acidentes ou à saúde para garantir o adicional de risco;</p><p>• A perícia técnica de insalubridade não deve ser feita em cima de princípios subjetivos de inspeções de</p><p>segurança.</p><p>Lembrando que...</p><p>nR 15 – ATIVIDADES E OPERAçÕES InSALUBRES item 15.4.1.1: Cabe à autoridade regional competente em</p><p>matéria de segurança e saúde do trabalhador, comprovada a insalubridade por laudo técnico de engenheiro</p><p>de Segurança do Trabalho ou médico do trabalho, devidamente habilitado, fixar adicional devido aos empre-</p><p>gados expostos à insalubridade quando impraticável sua eliminação ou neutralização.</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>175</p><p>4 – LAUDO PERICIAL (COnTInUAçãO)</p><p>nR-28 – FISCALIZAçãO E PEnALIDADES item 28.1.5: Poderão ainda os agentes da inspeção do trabalho lavrar</p><p>auto de infração pelo descumprimento dos preceitos legais e/ou regulamentares sobre segurança e saúde do</p><p>trabalhador, à vista de laudo técnico emitido por engenheiro de Segurança do Trabalho ou médico do trabalho,</p><p>devidamente habilitado.</p><p>O artigo 195 da CLT apresenta que: a caracterização e a classificação da insalubridade e da periculosidade,</p><p>segundo as normas do Ministério do Trabalho, far-se-ão através de perícia a cargo de Médico do Trabalho ou</p><p>Engenheiro do Trabalho.</p><p>REFERênCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>1 - CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO.</p><p>2 - Legislação comentada: NR-15 – Atividades e Operações Insalubres/Serviço Social da Indústria – SESI. De-</p><p>partamento Regional da Bahia. Salvador, 2008.-32 p.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>176</p><p>5 – COnCEITOS DE PLAnEJAMEnTO E DE MELhORIA COnTÍnUA</p><p>5.1 – Planejamento</p><p>Objetivo</p><p>Avaliação</p><p>Benefícios</p><p>Implementação</p><p>Métricas</p><p>Aperfeiçoamento</p><p>Qual é a visão?</p><p>Onde estamos agora?</p><p>Aonde queremos chegar?</p><p>Como chegaremos lá?</p><p>Como podemos checar se</p><p>chegamos?</p><p>Como mantemos?</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>177</p><p>5 – COnCEITOS DE PLAnEJAMEnTO E DE MELhORIA COnTÍnUA</p><p>(COnTInUAçãO)</p><p>5.2 – Melhoria contínua</p><p>CLIENTE</p><p>REQUISITOS</p><p>CLIENTE</p><p>SATISFAÇÃO</p><p>MELHORIA CONTÍNUA DO SGQ</p><p>RESPONSABILIDADE</p><p>DA DIREÇÃO</p><p>RESPONSABILIDADE</p><p>DA DIREÇÃO MEDIÇÃO, ANÁLISE</p><p>E MELHORIA</p><p>REALIZAÇÃO DO</p><p>PRODUTO</p><p>Figura 1: Modelo de um sistema de gestão de qualidade baseado em processo.</p><p>PRODUTO</p><p>ENTRADA</p><p>Atividades que agregam valor Fluxo de informação</p><p>SAÍDA</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>178</p><p>6 – PLAnEJAMEnTO: ETAPA FUnDAMEnTAL DE qUALqUER PROJETO*</p><p>Autor: Patricia Liz</p><p>Através do bom planejamento, o empresário pode prever riscos e antecipar ações para o sucesso da emprei-</p><p>tada.</p><p>Planejamento é o trabalho de preparação para qualquer empreendimento, no qual se estabelecem os ob-</p><p>jetivos, etapas, prazos e meios para a concretização. É o processo de organização de informações e dados</p><p>importantes, fundamental tanto para manter a empresa funcionando, quanto para atingir metas. Apesar de</p><p>não representar garantia de sucesso, um bom planejamento otimiza as chances e colabora para a diminuição</p><p>dos riscos, que são efetivamente calculados.</p><p>O planejamento pode ser operacional,</p><p>PE</p><p>RS</p><p>ON</p><p>AL</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>FA</p><p>LH</p><p>AS</p><p>H</p><p>UM</p><p>AN</p><p>AS</p><p>AC</p><p>ID</p><p>EN</p><p>TE</p><p>LE</p><p>SÃ</p><p>O</p><p>ATOS INSEGUROS</p><p>CONDIÇÕES INSEGURAS</p><p>Eliminadas as causas de acidentes administradores, supervisores e da força de trabalho, cada um com a sua</p><p>personalidade, passíveis de cometer falhas no comportamento no trabalho, mas que através da conscientização,</p><p>não resultará em acidente e as lesões.</p><p>Texto adaptado por Ana Claudia Sena.</p><p>Fonte: <http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/26534/000757875.pdf?sequence=1>.</p><p>Obs.: As teorias de Heirich e Bird fazem parte do acervo histórico e de domínio público.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>243</p><p>4 – TEORIA DOS DOMInóS (COnTInUAçãO)</p><p>Os estudos desenvolvidos por Heinrich, em 1931, por Frank Bird, em 1966, pela Insurance Company of North</p><p>América, em 1969, e John A. Flecher e Hugh M. Douglas, em 1970 (DE CICCO e FANTAZINNI, 1981), constataram</p><p>que os custos indiretos dos acidentes do trabalho eram muito maiores que os custos diretos, e que o número</p><p>de acidentes sem lesão eram muito maiores que os com lesão (Figura 2.1), levando à formulação de propostas</p><p>de abordagens direcionadas à prevenção de acidentes, controle de danos e controle total de perdas, por meio</p><p>de programas com base em análise técnica mais detalhada dos problemas e contemplando práticas adminis-</p><p>trativas, elementos de informação, a investigação, a análise e a revisão de processos, 29 procedimentos de</p><p>prevenção de lesões, danos a equipamentos, instalações e materiais,incêndios, contaminação do ar (DE CICCO e</p><p>FANTAZINNI, 1981).</p><p>Figura abaixo: Pirâmide de Acidentes da Insurance Company of North América (DE CICCO e FANTAZINNI, 1981)</p><p>Ao aplicar as técnicas da Segurança de Sistemas, a partir de 1972, Willie Hammer ampliou os conceitos do Con-</p><p>trole Total de Perdas, propondo uma abordagem de previsão de eventos na identificação e nos tratamentos de</p><p>riscos, em contraposição à abordagem reativa até então vigente. Ao alertar para a necessidade de tratamento</p><p>técnico aos problemas técnicos, sem desconsiderar a importância das medidas administrativas, Hammer contri-</p><p>buiu para a melhor compreensão dos chamados erros humanos que, na maioria dos casos, eram decorrentes de</p><p>projetos inadequados ou deficientes (SOUZA, 1995).</p><p>SILVA, Wolney Cardoso da. Gestão de risco nas organizações de base tecnológica. 118 f. Dissertação (Mestrado</p><p>em Farmácia) – Universidade Católica de Goiás, Universidade Estadual de Goiás, Centro Universitário de Anápolis,</p><p>Goiás, 2008. Disponível em: <:http://tede.biblioteca.ucg.br/tde_arquivos/20/TDE-2009-09-28T154703Z-641/</p><p>Publico/Wolney%20Cardoso%20da%20Silva.pdf>. Acesso em: 16 fev. 2012.</p><p>1</p><p>10</p><p>30</p><p>600</p><p>ACIDEnTE COM LESãO GRAVE</p><p>ACIDEnTE COM LESãO LEVE</p><p>ACIDEnTE COM DAnOS à PROPRIEDADE</p><p>ACIDEnTE SEM LESãO OU DAnOS</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>244</p><p>5 – AnÁLISE PRELIMInAR DE RISCOS</p><p>5.1 – Categorias de Severidade de Ocorrência dos Cenários:</p><p>I. Desprezível – a falha não irá resultar numa degradação maior do sistema, nem irá produzir danos</p><p>funcionais ou lesões, ou contribuir com um risco ao sistema.</p><p>II. Marginal (ou Limítrofe) – a falha irá degradar o sistema numa certa extensão, porém sem envolver</p><p>danos maiores ou lesões, podendo ser compensada adequadamente.</p><p>III. Crítica – a falha irá degradar o sistema causado lesões, danos substanciais ou risco inaceitável, ne-</p><p>cessitando de ações corretivas imediatas.</p><p>IV. Catastrófica – a falha irá produzir severa degradação do sistema, resultando em perda total, lesões</p><p>ou morte.</p><p>5.2 – Matriz de Frequência x Severidade</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>245</p><p>5 – AnÁLISE PRELIMInAR DE RISCOS (COnTInUAçãO)</p><p>5.3 – quadros de Categorias de Frequências de Ocorrência dos Cenários</p><p>CATEGORIA DEnOMInAçãO DESCRIçãO</p><p>A EXTREMAMENTE REMOTA</p><p>Conceitualmente possível, mas extrema-</p><p>mente improvável ocorrer durante a vida útil</p><p>do processo/instalação.</p><p>B REMOTA</p><p>Não esperado ocorrer durante a vida útil do</p><p>processo/instalação.</p><p>C IMPROVÁVEL</p><p>Pouco provável ocorrer durante a vida útil do</p><p>processo/instalação.</p><p>D PROVÁVEL</p><p>Esperado ocorrer até uma vez durante a vida</p><p>útil do processo/instalação.</p><p>E FREQUENTE</p><p>Esperado ocorrer várias vezes durante a vida</p><p>útil do processo/instalação.</p><p>5.4 – quadro de Legenda da Matriz Frequência x Severidade</p><p>SEVERIDADE FREqUênCIA RISCO</p><p>I DesprezÍvel A Extremamente remota 1 Desprezível</p><p>II Marginal B Remota 2 Menor</p><p>III Crítica C Improvável 3 Moderado</p><p>IV Catastrófica D Provável 4 Sério</p><p>E Frequente 5 Crítico</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>246</p><p>5 – AnÁLISE PRELIMInAR DE RISCOS (COnTInUAçãO)</p><p>5.5 – Modelo de APR</p><p>AnÁLISE PRELIMInAR DE RISCOS – APR</p><p>IDEnTIFICAçãO:</p><p>DESCRIçãO DO</p><p>RISCO</p><p>CAUSA EFEITO</p><p>CLASSE DO</p><p>RISCO</p><p>CATEGORIA</p><p>MEDIDAS</p><p>CORRETIVAS OU</p><p>PREVEnTIVAS</p><p>Fonte: Todos os itens referentes à APR são de domínio público e as classificações básicas podem ser</p><p>encontradas em todas as literaturas cujo assunto seja gerenciamento de riscos; uma delas é: <http://</p><p>www.abebro.org.br/biblioteca/ENEGEP1000_A0521.PDF>. Acesso em: 16 de fev. de 2011.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>247</p><p>6 – IMPACTOS DA MInERAçãO*</p><p>1. quais são os impactos da mineração no meio ambiente?</p><p>A mineração é, sem sombra de dúvida, a atividade humana capaz de gerar os impactos mais sérios sobre o</p><p>meio ambiente. Inicialmente, a mineração afeta a cobertura vegetal, ainda que em graus variados. Minas a</p><p>céu aberto levam, evidentemente, à supressão completa da cobertura vegetal na área a ser minerada, para</p><p>que se tenha acesso ao minério. A vegetação também é impactada com a questão dos “rejeitos”, nome dos</p><p>subprodutos da escavação que não interessam à empresa mineradora e que por ela são descartados. Conside-</p><p>rando que o objetivo da empresa é livrar-se dos rejeitos da forma o menos custosa possível, via de regra isso</p><p>significa a criação de uma área de descarte adjacente à área de lavra, sacrificando ainda mais a vegetação</p><p>existente no entorno da mina. Os sistemas de transporte do minério extraído também podem levar a novos</p><p>impactos sobre a vegetação, com a construção de estradas, minerodutos e portos. Além disso, geração de</p><p>ruídos e de vibrações, bem como o lançamento de poeira na atmosfera, são outros impactos quase inevitáveis</p><p>da mineração. O ciclo extração/processamento/transporte implica atividades que envolvem o desmonte de</p><p>grandes volumes de rocha, com explosões, moagem e atividades de carga e descarga de material. Assim, as</p><p>minas e seu entorno sofrem com uma piora na qualidade do ar, enfrentando ainda vibrações e ruídos muitas</p><p>vezes permanentes, pois é usual que a operação desse tipo de atividade se dê ao longo das 24 horas do dia,</p><p>e 7 dias por semana. Os impactos da mineração também afetam a fauna: com a destruição da cobertura ve-</p><p>getal, com as modificações na quantidade e na qualidade da água disponível, e com os ruídos e vibrações, a</p><p>fauna tende a morrer ou pelo menos a fugir da região da mina, quando for possível.</p><p>Finalmente, a atividade mineral interfere de forma bastante negativa na paisagem, com a supressão da co-</p><p>bertura vegetal, a escavação de buracos com dimensões muitas vezes gigantescas – 500 metros de raio é um</p><p>número usual – e a criação de pilhas de rejeitos, também de grandes dimensões.</p><p>2. quais são os impactos da mineração sobre a água?</p><p>A atividade mineral também leva a sérios impactos sobre as águas na região em que ela se desenvolve, tanto</p><p>pela usual presença de lençóis de água no subsolo a ser perfurado ou removido quanto pela necessidade de</p><p>água no processamento e transporte do minério. Com a retirada do subsolo, o lençol deixa de existir ou é pelo</p><p>menos modificado; com a utilização da água no processamento e transporte do minério esta é devolvida para</p><p>a natureza em condições piores do que no momento da sua retirada. Desta forma, em relação à água, são</p><p>usuais modificações relativas à disponibilidade e também à qualidade.</p><p>Há ainda o problema das barragens erguidas para a contenção de rejeitos.</p><p>Estas barragens têm apresentado,</p><p>nos últimos anos, problemas de rompimento, causando acidentes com graves consequências.</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>248</p><p>6 – IMPACTOS DA MInERAçãO</p><p>Em relação aos impactos de uma mineração sobre a água, um excelente exemplo está na mina de Capão</p><p>Xavier, em Nova Lima (MG). Este projeto é desenvolvido pela mineradora MBR em uma região de importantes</p><p>mananciais de abastecimento, e tem sido objeto de questionamentos de toda ordem, inclusive por uma</p><p>Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.</p><p>Fonte: <http://revistadasaguas.pgr.mpf.gov.br/edicoes-da-revista/edicao-11/materias/impacto-da-minera-</p><p>cao-na-agua>. Acesso em: 16 de fev. de 2011.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>249</p><p>7 – SEGURAnçA SISTêMICA*</p><p>Como uma tentativa de reestruturação da engenharia de segurança e da complexidade dos processos de</p><p>produção, a segurança sistêmica compreende as concepções de gerenciamento de segurança, que almejam a</p><p>redução dos riscos de acidentes ou falhas a um mínimo possível, a ser atingido por intermédio do detalhado</p><p>estudo, planejamento e projeto dos sistemas de produção, reforçando a confiabilidade dos mesmos</p><p>Quanto aos acidentes, as abordagens sistêmicas consideram a pluricausalidade do evento acidental, ou seja,</p><p>este é entendido como o resultado do efeito conjugado de uma série de fatores causais, situados em distân-</p><p>cias funcionais distintas em relação ao evento terminal e com influências variáveis segundo a situação .</p><p>As principais técnicas de investigação e análise de riscos de acidentes, com reconhecida aplicação em indús-</p><p>trias químicas de processo, são:</p><p>1 - Análise de árvore de falhas</p><p>Consiste em um modelo gráfico que representa as várias combinações de falhas de equipamentos e erros</p><p>humanos que podem resultar em um acidente. A construção da árvore parte do evento topo (acidente) e,</p><p>através de ramificações ligadas por chaves lógicas booleanas e/ou, chega às causas-raízes. O estabelecimento</p><p>de probabilidades de ocorrência para cada uma das falhas permite a quantificação da probabilidade de ocor-</p><p>rência do evento-topo para cada uma das cadeias de falhas.</p><p>2 - Análise de árvore de eventos</p><p>Técnica que pode ser aplicada quando uma cadeia de eventos deve ocorrer para que um acidente ocorra. O</p><p>evento inicial e a subsequente cadeia de falhas do sistema – que determinam a severidade do acidente –</p><p>representam a sequência do acidente. Semelhantemente ao método da árvore de falhas, uma árvore é con-</p><p>struída através de ramificações ligadas por chaves lógicas booleanas e/ou, tendo como ponto de partida um</p><p>evento inicial selecionado. O uso deste diagrama permite quantificar as frequências das sequências acidentais</p><p>individuais. As árvores de eventos e de falhas são maneiras complementares de modelagem de processos de</p><p>risco, com a primeira se desenvolvendo no sentido das consequências (indutiva), e a segunda no sentido das</p><p>causas da ocorrência de um evento (dedutiva).</p><p>À parte a utilidade da aplicação dos métodos de árvore de falhas e eventos, problemas são intrínsecos à sua</p><p>própria conformação.</p><p>i) A formalização em árvore sugere que todas as possíveis sequências causa-efeito são opções e-ou. Os pro-</p><p>cessos reais são muito mais complexos, sendo que muitos desvios significativos e cadeias de proliferação do</p><p>sistema ocorrem devido a falhas parciais;</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>250</p><p>7 – SEGURAnçA SISTêMICA (COnTInUAçãO)</p><p>ii) A existência de falhas de modos ou causas comuns. Estas falhas podem afetar as probabilidades de vários</p><p>ramos da árvore, destruindo o pressuposto-chave de independência, que é necessário para que se possam</p><p>integrar múltiplas probabilidades nas estimativas de risco globais; quando efetivamente presentes em várias</p><p>seqüuências diferentes, os modos comuns de falhas podem introduzir grandes aumentos nos riscos. Prob-</p><p>lemas relacionados à inadequação 14 de manutenção são exemplos de eventos que podem gerar falhas</p><p>paralelas em vários subsistemas, mudando significativamente os riscos globais, de maneira não facilmente</p><p>capturada em análises de árvore de eventos.</p><p>3 - Método de árvore de causas</p><p>Método qualitativo desenvolvido pela empresa francesa do setor químico Rhône-Poulenc, que compartilha</p><p>os princípios de métodos como o da árvore de falhas, sendo porém simplificado, buscando ser de mais fácil</p><p>aplicação (CCPS-AICE, 1992). Um diagrama lógico é construído relacionando um evento (resultado) aos diver-</p><p>sos fatores causais diretamente necessários para sua ocorrência. Um dos conceitos básicos do método é o de</p><p>variação, “entendida como mudança ocorrida em relação ao funcionamento habitual do sistema, considerada</p><p>indispensável à ocorrência do acidente” (Binder & Almeida, 1997: 751). Assim como acontece com a árvore</p><p>de falhas, o uso deste método possibilita a explicitação de fatores organizacionais e de gerenciamento rela-</p><p>cionados ao acidente.</p><p>É interessante observar a diferença existente entre o modelo defendido por Binder & Almeida (1997) no artigo</p><p>citado e a apropriação do método pelo movimento sindical constante, por exemplo, da cartilha “Construindo a</p><p>Árvore de Causas”, produzida pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas e pelo</p><p>Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Material Plástico e nas Indústrias da Produção de Laminados</p><p>Plásticos de São Paulo (1993). Diferenças aparecem, por exemplo, quanto ao aspecto da representação gráfica</p><p>(sendo o constante da cartilha mais simples) e à formalização das categorias de fatores causais, presente no</p><p>artigo e ausente da cartilha sindical. Esta comparação permite perceber que, paralelamente às possibilidades</p><p>democráticas trazidas pelo método, devem ser consideradas questões importantes para a sua eficiente aplica-</p><p>ção, como as necessidades de treinamento e reciclagens dos usuários, a disponibilidade de tempo e recursos</p><p>para a investigação do acidente e para a construção da árvore e a dimensão social e política associada à</p><p>implementação das ações de prevenção pelas empresas.</p><p>4 - Técnica de investigação de incidentes orientada aos sistemas e causas múltiplas</p><p>O método é uma adaptação da análise de árvore de falhas com uso simplificado de símbolos. O evento-topo</p><p>da árvore é uma lesão, um dano ou uma emissão ambiental. Os eventos de segundo nível já se encontram</p><p>sugeridos por uma árvore genérica base. O encadeamento de 15 eventos é feito a partir deste segundo nível.</p><p>Esta técnica permite estabelecer causas relacionadas ao sistema de gerenciamento.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>251</p><p>7 – SEGURAnçA SISTêMICA (COnTInUAçãO)</p><p>5 - Método da anatomia de acidentes</p><p>O método combina os approaches dedutivo e indutivo. O encadeamento dos acidentes é representado por</p><p>uma árvore, utilizando como base uma árvore genérica. Os conceitos de fluxo de energia e barreira são cen-</p><p>trais para este método. São considerados acidentes os eventos para os quais uma barreira é inadequada ou</p><p>falha em bloquear a ação de um fluxo não intencionado de energia. Esta técnica também permite estabelecer</p><p>causas relacionadas ao sistema de gerenciamento.</p><p>6 - hAZOP (Hazard and Operability Studies)</p><p>Técnica desenvolvida para identificar e avaliar riscos ambientais e à segurança e problemas de operação</p><p>que, embora não perigosos, possam comprometer a capacidade da planta de atingir a produtividade espe-</p><p>rada. Uma equipe, através de um brainstorm sistemático, identifica os problemas resultantes de desvios nas</p><p>variáveis do processo que podem levar a consequências indesejáveis. O resultado do método é apresentado</p><p>na forma de um quadro que contém as causas, efeitos e medidas preventivas (salvaguardas) para os diversos</p><p>desvios em cada nó, seção ou subsistema do processo estudado.</p><p>Esta técnica, assim como as demais apresentadas, operacionaliza-se (ou deveria se operacionalizar) com a</p><p>participação de pessoas com experiência na operação e manutenção das unidades produtivas analisadas.</p><p>A partir das características dos instrumentos apresentados, a utilização das técnicas desenvolvidas pela segu-</p><p>rança sistêmica permite a identificação potencial de fatores causais de acidentes relacionados ao gerencia-</p><p>mento da produção e à organização do trabalho. Entretanto, a aplicação deste ferramental pelos serviços de</p><p>segurança estabelecidos dentro das empresas parece-nos ainda bastante enviesada e reducionista. Por um</p><p>lado, reforça-se a atuação nos componentes técnicos mais diretos e, por outro, ocorre uma supervalorização</p><p>dos fatores humanos, especificamente limitando-os aos “erros” cometidos pelos trabalhadores na linha de</p><p>frente da operação.</p><p>Fonte: SOUZA, Carlos Augusto Vaz de. Análise de acidentes de trabalho em indústrias de processo contínuo</p><p>– estudo de caso na refinaria de Duque de Caxias, RJ. (Mestrado em Saúde do Trabalho ) – FioCruz, Rio de</p><p>Janeiro, 2000. Disponível em: < http://teses.icict.fiocruz.br/pdf/souzacavm.pdf>. Acesso em: 16 fev. 2012.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>252</p><p>8 – AnÁLISE PRELIMInAR DE PERIGOS*</p><p>8.1</p><p>Análise Preliminar de Perigos</p><p>Unidade: Subsistema: Data: Revisão:</p><p>Perigo CAUSA</p><p>MODO DE</p><p>DETECçãO</p><p>Efeitos</p><p>Categoria</p><p>Frequência</p><p>Categoria/</p><p>Severidade</p><p>Categoria/</p><p>Risco</p><p>Recomendações/</p><p>Observações</p><p>Cenário</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>253</p><p>8 – AnÁLISE PRELIMInAR DE PERIGOS (COnTInUAçãO)</p><p>8.2</p><p>quadro 1 – Informações necessárias para a realização da APP</p><p>Região</p><p>- Dados demográficos</p><p>- Dados Climatológicos</p><p>Instalações</p><p>- Premissas de projeto</p><p>- Especificações técnicas de projeto</p><p>- Especificações de equipamento</p><p>- Layout da instalação</p><p>- Descrição dos principais sistemas de proteção e segurança</p><p>Substâncias</p><p>- Propriedades físicas e químicas</p><p>- Características de inflamabilidade</p><p>- Características de toxicidade</p><p>quadro 2 – Composição recomendável de uma equipe de APP</p><p>Função Perfil/Atividades</p><p>Coordenador</p><p>Pessoa responsável pelo evento que deverá:</p><p>- Definir a equipe</p><p>- Reunir informações atualizadas, tais como: fluxogramas de engenharia,</p><p>especificações técnicas do projeto etc;</p><p>- Distribuir material para a equipe;</p><p>- Programar as reuniões;</p><p>- Encaminhar aos responsáveis as sugestões e modificações oriundas da APP.</p><p>Líder</p><p>Pessoa conhecedora da metodologia, sendo responsável por:</p><p>- Explicar a metodologia a ser empregada aos demais participantes;</p><p>- Conduzir as reuniões e definir o ritmo de andamento das mesmas;</p><p>- Cobrar dos participantes pendências de reuniões anteriores.</p><p>Especialista</p><p>Pessoas que estarão ou não ligadas ao evento, mas que detêm informações</p><p>sobre o sistema a ser analisado ou experiência adquirida em sistemas similares.</p><p>Relator</p><p>Pessoa que tenha poder de síntese para fazer anotações, preenchendo as</p><p>colunas da planilha da APP de forma clara e objetiva.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>254</p><p>8 – AnÁLISE PRELIMInAR DE PERIGOS (COnTInUAçãO)</p><p>quadro 3 – Categorias de frequências de ocorrência dos cenários</p><p>Categoria Denominação</p><p>Faixa de Frequência</p><p>(anual)</p><p>Descrição</p><p>A</p><p>EXTREMAMENTE</p><p>REMOTA</p><p>f < 10-4 Conceitualmente possível, mas extremamente improvável</p><p>ocorrer durante a vida útil do processo/instalação.</p><p>B REMOTA 10-4< f < 10-3 Não esperado ocorrer durante a vida útil do processo/</p><p>instalação.</p><p>C IMPROVÁVEL 10-3< f < 10-2 Pouco provável ocorrer durante a vida útil do processo/</p><p>instalação.</p><p>D PROVÁVEL 10-2< f < 10-1 Esperado ocorrer até uma vez durante a vida útil do</p><p>processo/instalação.</p><p>E FREQUENTE f > 10-1 Esperado ocorrer várias vezes durante a vida útil do</p><p>processo/instalação.</p><p>quadro 5 – Categorias de severidade dos perigos identificados</p><p>Categoria Denominação Descrição</p><p>I DESPREZÍVEL</p><p>- Sem danos ou danos insignificantes aos equipamentos, à propriedade e/ou ao meio</p><p>ambiente;</p><p>- Não ocorrem lesões/ mortes de funcionários, de terceiros (não funcionários) e/</p><p>ou pessoas (indústrias e comunidade); o máximo que pode ocorrer são casos de</p><p>primeiros socorros ou tratamento médico menor;</p><p>II MARGINAL</p><p>- Danos leves aos equipamentos, à propriedade e/ou ao meio ambiente; os danos</p><p>materiais são controláveis e/ou de baixo custo de reparo;</p><p>- Lesões leves em empregados, prestadores de serviço ou em membros da</p><p>comunidade;</p><p>III CRÍTICA</p><p>- Danos severos aos equipamentos, à propriedade e/ou ao meio ambiente;</p><p>- Lesões de gravidade moderada em empregados, prestadores de serviço ou em</p><p>membros da comunidade (probabilidade remota de morte);</p><p>- Exige ações corretivas imediatas para evitar seu desdobramento em catástrofe;</p><p>IV CATASTRÓFICA</p><p>- Danos irreparáveis aos equipamentos, à propriedade e/ ou ao meio ambiente</p><p>(reparação lenta ou impossível);</p><p>- Provoca mortes ou lesões graves em várias pessoas (empregados, prestadores de</p><p>serviços ou em membros da comunidade).</p><p>Disponível em: <http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP1998_ART012.pdf>. Acesso em: 19 nov. 2010.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>255</p><p>8 – AnÁLISE PRELIMInAR DE PERIGOS (COnTInUAçãO)</p><p>Perigos:</p><p>• Pequena liberação de líquido inflamável.</p><p>• Grande liberação de gás tóxico.</p><p>• Reação descontrolada (Runaway reaction).</p><p>• Sobrepressão no equipamento.</p><p>• Transbordamento de tanque de armazenamento.</p><p>Causas:</p><p>• Ruptura de: linha, evaporador, mangote, válvulas, filtro, coluna, vaso de processo.</p><p>• Falha no controle de nível.</p><p>• Falha na válvula de alívio de pressão.</p><p>• Vazamento de: trocador de calor, bombas.</p><p>Modos de Detecção:</p><p>• Não detectável.</p><p>• Detectável: (Sensorial: Odor, visual, auditivo, tato); (Instrumental: Alarme de nível baixo, alarme de pressão</p><p>baixa).Efeitos:</p><p>• Liberação de gás inflamável com desdobramento em explosão e/ou incêndio.</p><p>• Rompimento das paredes do vaso de pressão.</p><p>Exemplos de Recomendações/Observações:</p><p>• Prever proteção contra mistura inflamável no vaso.</p><p>• Reavaliar as condições de operações da bomba.</p><p>• Realizar manutenção preventiva na válvula de alívio de pressão PSVs.</p><p>Preenchimento do campo Cenário. São atribuídos números para identificar um cenário. O cenário é uma</p><p>composição de efeito, perigo e suas causas. Exemplos:</p><p>• Cenário nº 1 – Incêndio em poça (efeito) gerado por uma grande liberação de líquido inflamável (perigo),</p><p>decorrente da ruptura de uma válvula de alívio de pressão (causas).</p><p>• Cenário nº 2 – Explosão gerada por incêndio externo abaixo do casco de uma esfera de armazenamento de</p><p>GLP, decorrente de um vazamento de GLP devido ao congelamento da válvula de drenagem da esfera.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>256</p><p>9 – TÉCnICA hAZOP</p><p>(...) HAZOP é uma técnica de identificação de perigos que consiste, fundamentalmente, em uma</p><p>busca estruturada das causas de possíveis desvios em variáveis de processo, ou seja, na tempera-</p><p>tura, pressão,vazão e composição, em diferentes pontos (denominados nós) do sistema, durante</p><p>a operação do mesmo. A busca dos desvios é feita através da aplicação sistemática de uma lista</p><p>de “palavras-guias” para cada modo do sistema. Esta lista deve ser tal que promova um amplo e</p><p>irrestrito raciocínio lógico, visando detectar virtualmente todas as anormalidades concebíveis</p><p>do</p><p>processo. Uma lista de “palavras-guia”, juntamente com os tipos de desvios considerados, são mos-</p><p>trados no Quadro 7.</p><p>O Quadro 8 apresenta uma lista de desvios aplicáveis a processos contínuos.</p><p>O procedimento para execução do HAZOP pode ser sintetizado nos seguintes passos:</p><p>1. Divisão da unidade/sistema em subsistemas a fim de facilitar a realização do HAZOP.</p><p>2. Escolha do ponto de um dos subsistemas a ser analisado, chamado nó.</p><p>3. Aplicação das “palavras-guia”, verificando quais os desvios que são possíveis ocorrer naquele nó.</p><p>Para cada desvio, investigar as causas possíveis de provocá-lo, procurando levantar todas as causas.</p><p>Para cada uma das causas, verificar quais são os meios disponíveis na unidade/sistema para detec-</p><p>ção desta causa e quais seriam as suas possíveis consequências. Em seguida, procura-se verificar</p><p>se não existe alguma coisa que possa ser feita para eliminar a causa do desvio ou para minimizar as</p><p>suas consequências. Caso surja, durante a discussão, alguma dúvida ou alguma pendência, deve-se</p><p>anotá-la para ser dirimida posteriormente. Finalmente, no que ficará responsável pela sua avalia-</p><p>ção e implementação. Uma vez analisados todos os desvios, procede-se à escolha do próximo nó,</p><p>prosseguindo com a análise.(...)</p><p>quadro 7 – Tipos de desvios associados com as “palavras-guia”</p><p>Palavras-Guia Desvios Considerados</p><p>nãO, nEnhUM Negação do propósito do projeto. (ex.: nenhum fluxo)</p><p>MEnOS Decréscimo quantitativo. (ex.: menos temperatura)</p><p>MAIS, MAIOR Acréscimo quantitativo. (ex.: mais pressão)</p><p>TAMBÉM, BEM COMO Acréscimo qualitativo. (ex.: também)</p><p>PARTE DE Decréscimo qualitativo. (ex.: parte de concentração)</p><p>REVERSO Oposição lógica do propósito do projeto. (ex.: fluxo)</p><p>OUTRO qUE, SEnãO Substituição completa. (ex.: outro que ar)</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>257</p><p>9 – TÉCnICA hAZOP (COnTInUAçãO)</p><p>quadro 8 – Lista desvios para hAZOP de processos contínuos</p><p>Parâmetro Palavras-guia Desvio</p><p>Fluxo</p><p>Nenhum</p><p>Menos</p><p>Mais</p><p>Reverso</p><p>Também</p><p>Nenhum fluxo</p><p>Menos fluxo</p><p>Mais Fluxo</p><p>Fluxo reverso</p><p>Contaminação</p><p>Pressão</p><p>Menos</p><p>Mais</p><p>Pressão baixa</p><p>Pressão alta</p><p>Temperatura</p><p>Menos</p><p>Mais</p><p>Temperatura baixa</p><p>Temperatura alta</p><p>nível</p><p>Menos</p><p>Mais</p><p>Nível baixo</p><p>Nível alto</p><p>Viscosidade</p><p>Menos</p><p>Mais</p><p>Viscosidade baixa</p><p>Viscosidade alta</p><p>Reação</p><p>Nenhum</p><p>Menos</p><p>Mais</p><p>Reverso</p><p>Também</p><p>Nenhuma reação</p><p>Reação incompleta</p><p>Reação descontrolada</p><p>Reação reversa</p><p>Reação secundária</p><p>Reação secundária</p><p>Fase 1 Bem como Fase 2</p><p>Fonte: SANTAFÉ JR, Helvio Pessanha Guimarães; COSTA, Helder Gomes; HADDAD, Assed. Integração de técnicas</p><p>de gerenciamento de riscos e análise ulti critério à análise de falhas. Disponível em: <http://www.abepro.</p><p>org.br/biblioteca/ENEGEP1998_ART012.pdf>. Acesso em: 16 fev. 2012.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>258</p><p>10 – APLICABILIDADE DO hAZOP*</p><p>10.1 - Planilha de hAZOP</p><p>Sistema: Equipe: Data:</p><p>Parâmetro: Nó: Pág.:</p><p>Palavra Guia Desvio Causas Detecção Consequências Providências</p><p>Level Switch High & LSHH – Level Switch High High</p><p>Nota: Utilize uma planilha para cada nó.</p><p>Fonte: SANTAFÉ JR, Helvio Pessanha Guimarães; COSTA, Helder Gomes; HADDAD, Assed. Integração de técnicas de geren-</p><p>ciamento de riscos e análise ulti critério à análise de falhas.</p><p>Disponível em: <http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP1998_ART012.pdf>. Acesso em: 16 fev. 2012.</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>259</p><p>10 – APLICABILIDADE DO hAZOP (COnTInUAçãO)</p><p>10.2 - Estudo de Caso: descarregamento de ácido sulfúrico (Aguiar et al., 2001)</p><p>Para avaliar os procedimentos operacionais, as medidas de controle e os riscos oferecidos aos profissionais</p><p>envolvidos, todas as operações de descarregamento foram acompanhadas (Fotos 1 até 14), documentadas</p><p>em registro fotográfico e, posteriormente, foi aplicada a técnica HAZOP.</p><p>Fotos 1 e 2 – Caminhão-tanque posicionado para descarregamento</p><p>Fotos 3 e 4 - Sondagem do nível do tanque e fechamento da tampa de inspeção</p><p>Foto 5 - Preparação do mangote Foto 6 - Carbonato de cálcio</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>260</p><p>10 – APLICABILIDADE DO hAZOP (COnTInUAçãO)</p><p>Foto 7 - Coleta da amostra Foto 8 - Conexão do mangote</p><p>Foto 9 - Amostra para o laboratório Foto 10 - Linha de água de emergência</p><p>Foto 11 - Tampa de visita aberta Foto 12 - Enchimento da linha</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>261</p><p>10 – APLICABILIDADE DO hAZOP (COnTInUAçãO)</p><p>Foto 13 - Abertura da válvula foto Foto 14 - Verificando transferência</p><p>Para investigação dos segmentos do processo e identificação de possíveis desvios das condições normais de</p><p>operação, verificando as causas responsáveis e respectivas consequências, foram consultados os químicos do</p><p>laboratório, o pessoal de manutenção mecânica, bem como os componentes da CIPA, que regularmente par-</p><p>ticipam do descarregamento e possuem a necessária experiência técnica e de campo.</p><p>Como resultado deste processo sistemático, foram identificados e considerados relevantes pelo grupo de es-</p><p>tudos quatro pontos ou nós de referência, representados no desenho esquemático de interfaces e conexões</p><p>(Figura 2), bem como os parâmetros e desvios associados com as palavras-guia no Quadro 10 a seguir.</p><p>quadro 10 - nós de Referência, Parâmentros, Palavras-guia e Desvios do hAZOP</p><p>nós de Referência Parâmetros Palavras Guia Desvio</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>Vazão</p><p>Vazão</p><p>Pressão</p><p>Vazão</p><p>Sim</p><p>Menos</p><p>Mais</p><p>Sim</p><p>Sim Vazão</p><p>Menos Vazão</p><p>Pressão Alta</p><p>Sim Vazão</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>262</p><p>10 – APLICABILIDADE DO hAZOP (COnTInUAçãO)</p><p>Figura 15 - Diagrama esquemático de interfaces e conexões do sistema de transferência de ácidosulfúrico do</p><p>caminhão para o tanque.</p><p>Para cada desvio considerado de ocorrência provável, em cada nó de referência, foram investigadas as causas</p><p>geradoras dos eventos e verificados quais os meios tecnicamente disponíveis para detecção destas causas e</p><p>suas eventuais consequências.</p><p>Fonte: AGUIAR, Laís Alencar de. Metodologias de análise de riscos APP & Hazop. Disponível em: <http://pro-</p><p>fessor.ucg.br/SiteDocente/admin/arquivosUpload/13179/material/APP_e_HAZOP.pdf>. Acesso em: 16 fev.</p><p>2012.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>263</p><p>11 – AnÁLISE COMPARATIVA APP E hAZOP*</p><p>nós de Referência Parâmetros Desvio</p><p>Metodologia Indutiva Qualitativa</p><p>Objetivo</p><p>Identificação de perigos genéricos Identificação dos possíveis desvios das</p><p>condições normais de operação</p><p>Aplicação</p><p>Fase inicial do projeto</p><p>Revisão geral de segurança de unidades em operação</p><p>Modificações de unidades de processo já em</p><p>operação</p><p>natureza dos</p><p>Resultados</p><p>Fornece uma ordenação qualitativa dos</p><p>cenários de acidentes identificados (priorização</p><p>das medidas propostas para redução dos riscos</p><p>da unidade analisada)</p><p>Identificação de todos os desvios acreditáveis</p><p>que possam conduzir a eventos perigosos ou a</p><p>problemas operacionais.</p><p>Uma avaliação das consequências (efeitos)</p><p>destes desvios sobre o processo.</p><p>Qualitativos, não fornecendo estimativas numéricas.</p><p>Geram informações úteis para análises subsequentes, principalmente para Avaliação Quantitativa</p><p>de Riscos.</p><p>Vantagens</p><p>Informa as causas que ocasionam cada um dos</p><p>eventos e das respectivas consequências.</p><p>Sistematicidade, flexibilidade e abrangência</p><p>para identificação de perigos e problemas</p><p>operacionais.</p><p>Obtenção de uma avaliação qualitativa da</p><p>severidade das consequências e frequências de</p><p>ocorrência dos cenários</p><p>e do risco associado.</p><p>Maior entendimento, pelos membros da</p><p>equipe, do funcionamento da unidade em</p><p>condições normais e, principalmente, quando</p><p>da ocorrência de desvios, funcionando a</p><p>análise de forma análoga a um "simulador" de</p><p>processo.</p><p>Disponível em: <http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP1998_ART012.pdf>. Acesso em: 19 nov. 2010.</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>264</p><p>12 – FAP – FATOR ACIDEnTÁRIO DE PREVEnçãO*</p><p>A proteção acidentária é determinada pela Constituição Federal – CF como a ação integrada de Seguridade</p><p>Social dos Ministérios da Previdência Social – MPS, Trabalho e Emprego – MTE e Saúde – MS. Esta proteção</p><p>deriva do art. 1º da Constituição Federal, que estabelece como um dos princípios do Estado de Direito o valor</p><p>social do trabalho. O valor social do trabalho é estabelecido sobre pilares estruturados em garantias sociais</p><p>tais como o direito à saúde, à segurança, à previdência social e ao trabalho. O direito social ao trabalho seguro</p><p>e a obrigação do empregador pelo custeio do seguro de acidente do trabalho também estão inscritas no art.</p><p>7º da CF/1988.</p><p>A fonte de custeio para a cobertura de eventos advindos dos riscos ambientais do trabalho - acidentes e do-</p><p>enças do trabalho, assim como as aposentadorias especiais – baseia-se na tarifação coletiva das empresas, se-</p><p>gundo o enquadramento das atividades preponderantes, estabelecido conforme a SubClasse da Classificação</p><p>Nacional de Atividades Econômicas – CNAE. A tarifação coletiva está prevista no art. 22 da Lei 8.212/1991, que</p><p>estabelece as taxas de 1, 2 e 3% calculadas sobre o total das remunerações pagas aos segurados empregados</p><p>e trabalhadores avulsos. Estes percentuais poderão ser reduzidos ou majorados, de acordo com o art. 10 da</p><p>Lei 10.666/2003. Isto representa a possibilidade de estabelecer a tarifação individual das empresas, flexibili-</p><p>zando o valor das alíquotas: reduzindo-as pela metade ou elevando-as ao dobro.</p><p>A flexibilização das alíquotas aplicadas para o financiamento dos benefícios pagos pela Previdência Social</p><p>decorrentes dos riscos ambientais do trabalho foi materializada mediante a aplicação da metodologia do</p><p>Fator Acidentário de Prevenção. A metodologia foi aprovada pelo Conselho Nacional de Previdência Social –</p><p>CNPS (instância quadripartite que conta com a representação de trabalhadores, empregadores, associações</p><p>de aposentados e pensionistas e do Governo), mediante análise e avaliação da proposta metodológica e</p><p>publicação das Resoluções CNPS Nº 1308 e 1309, ambas de 2009. A metodologia aprovada busca bonificar</p><p>aqueles empregadores que tenham feito um trabalho intenso nas melhorias ambientais em seus postos de</p><p>trabalho e apresentado no último período menores índices de acidentalidade e, ao mesmo tempo, aumentar</p><p>a cobrança daquelas empresas que tenham apresentado índices de acidentalidade superiores à média de seu</p><p>setor econômico.</p><p>A implementação da metodologia do FAP servirá para ampliar a cultura da prevenção dos acidentes e doenças</p><p>do trabalho, auxiliar a estruturação do Plano Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador – PNSST, que vem</p><p>sendo estruturado mediante a condução do MPS, MTE e MS, fortalecendo as políticas públicas neste campo,</p><p>reforçar o diálogo social entre empregadores e trabalhadores, tudo a fim de avançarmos cada vez mais rumo</p><p>às melhorias ambientais no trabalho e à maior qualidade de vida para todos os trabalhadores no Brasil.</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>265</p><p>12 – FAP – FATOR ACIDEnTÁRIO DE PREVEnçãO (COnTInUAçãO)</p><p>Atenção:</p><p>1. Os dados apresentados na página de consulta até as 18 horas do dia 13/10/2009 referenciavam apenas</p><p>o ano de 2008 (por motivo técnico os dados de 2007 estavam ocultos). A partir deste momento estão,</p><p>disponibilizados integralmente.</p><p>2. Devido ao fato de os dados de 2007 terem estado ocultos, os índices de frequência, gravidade e custo e</p><p>respectivos percentuais de ordem mostrados estavam incorretos e isto foi sanado a partir das 16 horas do</p><p>dia 28/10/2009.</p><p>Importante:</p><p>Tais ocultamentos não interferiram nos elementos de cálculo e no valor do próprio FAP divulgados desde o</p><p>dia 30 de setembro.</p><p>Fonte: Ministério da Previdência Social.</p><p><http://www2.dataprev.gov.br/fap/fap.htm>.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>266</p><p>13 – FMEA (FAILURE MODEL AND EFFECT ANALySIS)*</p><p>13.1 – Avaliação dos Riscos</p><p>Nesta fase, são definidos pelo grupo os índices de severidade (S), ocorrência (O) e detecção (D) para cada cau-</p><p>sa de falha, de acordo com critérios previamente definidos (um exemplo de critérios que podem ser utilizados</p><p>é apresentado nas tabelas abaixo, mas o ideal é que a empresa tenha os seus próprios critérios adaptados a</p><p>sua realidade específica). Depois são calculados os coeficientes de prioridade de risco (R), por meio da multi-</p><p>plicação dos outros três índices.</p><p>SEVERIDADE</p><p>Índice Severidade Critério</p><p>1 Mínima O cliente mal percebe que a falha ocorre.</p><p>2</p><p>3</p><p>Pequena</p><p>Ligeira deterioração no desempenho, com leve</p><p>descontentamento do cliente.</p><p>4</p><p>5</p><p>6</p><p>Moderada</p><p>Deterioração significativa no desempenho de um sistema,</p><p>com descontentamento do cliente.</p><p>7</p><p>8</p><p>Alta</p><p>Sistema deixa de funcionar e grande descontentamento</p><p>do cliente.</p><p>9</p><p>10</p><p>Muito Alta Idem ao anterior, porém, afeta a segurança.</p><p>OCORRênCIA</p><p>Índice Ocorrência Proporção Cpk</p><p>1 Remota 1:1.000.000 Cpk > 1,67</p><p>2</p><p>3</p><p>Pequena</p><p>1:20.000</p><p>1:4.000</p><p>Cpk > 1,00</p><p>4</p><p>5</p><p>6</p><p>Moderada</p><p>1:1000</p><p>1:400</p><p>1:80</p><p>Cpk <1,00</p><p>7</p><p>8</p><p>Alta</p><p>1:40</p><p>1:20</p><p>9</p><p>10</p><p>Muito Alta</p><p>1:8</p><p>1:2</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>267</p><p>13 – FMEA (FAILURE MODEL AND EFFECT ANALySIS) (COnTInUAçãO)</p><p>DETECçãO</p><p>Índice Severidade Critério</p><p>1</p><p>2</p><p>Muito grande Certamente será detectado</p><p>3</p><p>4</p><p>Grande Grande probabilidade de ser detectado</p><p>5</p><p>6</p><p>Moderada Provavelmente será detectado</p><p>7</p><p>8</p><p>Pequena Provavelmente não será detectado</p><p>9</p><p>10</p><p>Muito pequena Certamente não será detectado</p><p>Observações Importantes:</p><p>1. quando o grupo estiver avaliando um índice, os demais não podem ser levados em conta, ou seja, a ava-</p><p>liação de cada índice é independente. Por exemplo, se estamos avaliando o índice de severidade de uma</p><p>determinada causa cujo efeito é significativo, não podemos colocar um valor mais baixo para este índice</p><p>somente porque a probabilidade de detecção seja alta.</p><p>2. No caso de FMEA de processo, pode-se utilizar os índices de capacidade da máquina (Cpk) para determinar</p><p>o índice de ocorrência.</p><p>Melhoria</p><p>Nesta fase, o grupo, utilizando os conhecimentos, criatividade e até mesmo outras técnicas como brainstorming,</p><p>lista todas as ações que podem ser realizadas para diminuir os riscos. Estas medidas podem ser:</p><p>• medidas de prevenção total ao tipo de falha;</p><p>• medidas de prevenção total de uma causa de falha;</p><p>• medidas que dificultam a ocorrência de falhas;</p><p>• medidas que limitem o efeito do tipo de falha;</p><p>• medidas que aumentam a probabilidade de detecção do tipo ou da causa de falha.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>268</p><p>13 – FMEA (FAILURE MODEL AND EFFECT ANALySIS) (COnTInUAçãO)</p><p>Estas medidas são analisadas quanto a sua viabilidade, sendo então definidas as que serão implantadas. Uma</p><p>forma de se</p><p>fazer o controle do resultado destas medidas é pelo próprio formulário FMEA, por meio de colunas</p><p>onde ficam registradas as medidas recomendadas pelo grupo, nome do responsável e prazo, medidas que</p><p>foram realmente tomadas e a nova avaliação dos riscos.</p><p>Continuidade</p><p>O formulário FMEA é um documento “vivo”, ou seja, uma vez realizada uma análise para um produto/pro-</p><p>cesso qualquer, esta deve ser revisada sempre que ocorrerem alterações neste produto/processo específico.</p><p>Além disso, mesmo que não haja alterações, deve-se regularmente revisar a análise confrontando as falhas</p><p>potenciais imaginadas pelo grupo com as que realmente vêm ocorrendo no dia a dia do processo e uso do</p><p>produto, de forma a permitir a incorporação de falhas não previstas, bem como a reavaliação, com base em</p><p>dados objetivos, das falhas já previstas pelo grupo.</p><p>Importância</p><p>A metodologia FMEA é importante porque pode proporcionar para a empresa:</p><p>• uma forma sistemática de se catalogar informações sobre as falhas dos produtos/processos;</p><p>• melhor conhecimento dos problemas nos produtos/processos;</p><p>• ações de melhoria no projeto do produto/processo, baseado em dados e devidamente monitoradas (me-</p><p>lhoria contínua);</p><p>• diminuição de custos por meio da prevenção de ocorrência de falhas;</p><p>• o benefício de incorporar dentro da organização a atitude de prevenção de falhas, a atitude de cooperação</p><p>e trabalho em equipe e a preocupação com a satisfação dos clientes.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>269</p><p>13 – FMEA (FAILURE MODEL AND EFFECT ANALySIS) (COnTInUAçãO)</p><p>13.2 – Formulário FMEA</p><p>13.3 – Exemplo de FMEA da atividade de almoxarifado</p><p>Disponível em: <www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP1999_A0165.PDF>. Acesso em: 19 nov. 2010.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>270</p><p>14 – APLICAçãO DA AAF E O qUADRO DE SÍMBOLOS*</p><p>14.1 - Exemplo de Análise de Árvore de Falhas – AAF</p><p>Não consegui chegar a</p><p>tempo na palestra</p><p>Houve atraso no transporte Deixei o hotel atrasado</p><p>Houve atraso</p><p>no trajeto</p><p>Demora em</p><p>aprontar-se</p><p>Jantar prolongou-seHouve atraso</p><p>na saída</p><p>A roupa passada</p><p>atrasou</p><p>Atrasei meu</p><p>cronograma</p><p>Outros</p><p>improvistos</p><p>Acidente</p><p>de trajeto</p><p>Excesso</p><p>de tráfego</p><p>O restaurante</p><p>é demorado O papo</p><p>estava bom</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>271</p><p>14 – APLICAçãO DA AAF E O qUADRO DE SÍMBOLOS (COnTInUAçãO)</p><p>14.2 – Simbologia</p><p>Disponível em: <http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP1998_ART012.pdf>. Acesso em: 9 dez. 2010.</p><p>Módulo ou comporta “E”.</p><p>Módulo ou comporta “OU”.</p><p>Módulo ou comporta de inibição. Permite aplicar uma condição</p><p>ou restrição à sequência.</p><p>Identi�cação de um evento particular, topo ou contribuinte.</p><p>Falha primária de um ramo ou série. Evento básico.</p><p>Normalmente um evento que sempre ocorre, a menos</p><p>que ocorra falha.</p><p>Evento não desenvolvido. Falta de informação ou</p><p>de consequência su�ciente.</p><p>Indica ou estipula restrições.</p><p>Símbolo de conexão a outra parte da árvore.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>272</p><p>15 – nOVAS COnCEPçÕES PARA A COMPREEnSãO DOS ACIDEnTES*</p><p>Literatura de Cordel</p><p>ACIDEnTE DE TRABALhO</p><p>Autores: Antonio de Lisboa, Edmilson Ferreira, Chico de Assis e João Santana</p><p>Conte pra gente, conte com a gente</p><p>Um dos grandes problemas que o Governo Federal está atacando pra valer é o dos acidentes e das mortes no</p><p>trabalho. É uma situação dramática, que vem marcando, matando e calando, sobretudo, a nossa juventude</p><p>trabalhadora.</p><p>O Ministério da Saúde está com um importante papel nesta luta, o de implementar a Política Nacional de</p><p>Notificação de Acidentes e Doenças no Trabalho. Uma das ações é a expansão da Rede Nacional de Atenção</p><p>à Saúde do Trabalhador (Renast) dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), cuja meta é constituir 130 Centros</p><p>de Referência em Saúde do Trabalhador, em todo o País, até 2006, sendo que 111 já estão habilitados. Outra</p><p>ação importante é a campanha Conte pra Gente, Conte com a Gente, lançada em Brasília, no dia 28 de abril,</p><p>para incentivar a notificação dos acidentes e das doenças relacionadas ao trabalho, dentro da rede do SUS.</p><p>Também integra a Política Nacional de Notificação de Acidentes e Doenças um amplo trabalho de educação</p><p>e de comunicação, envolvendo os gestores da rede pública de saúde, as universidades, os artistas, os movi-</p><p>mentos sociais e os próprios trabalhadores e seus aliados.</p><p>Aliás, muitos desTes aliados já chegaram: é o caso dos poetas repentistas. Expressão máxima do movimento</p><p>popular artístico e cultural nordestino, o cordel e a cantoria, em verso e trova, emprestam sua voz e dão vez a</p><p>mais um grito de alerta contra esses acidentes, contra essas mortes, a favor da vida... de vida em abundância.</p><p>É com grande orgulho que o Ministério da Saúde oferece mais uma bela obra exarada por lideranças do mo-</p><p>vimento dos poetas repentistas, como Chico de Assis, Donzílio Luiz, Ismael Pereira, João Santana, Edmilson</p><p>Ferreira e Antonio de Lisboa. Com maestria, traduziram um cenário de sangria e dor numa evocação à luta,</p><p>em nome da esperança e em nome do futuro.</p><p>Quem agradece aos nossos trovadores – verdadeiros tradutores da alma popular – é o povo brasileiro.</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>273</p><p>15 – nOVAS COnCEPçÕES PARA A COMPREEnSãO DOS ACIDEnTES</p><p>(COnTInUAçãO)</p><p>Ministério da Saúde</p><p>Acidentes de trabalho Atualmente ao pensarmos</p><p>Há no campo e na cidade, Sobre os tipos de acidentes,</p><p>Atingem categorias Que às vezes têm causas simples</p><p>De grande diversidade, Com efeitos contundentes,</p><p>E a falta de prevenção Lembramos, de imediato,</p><p>Dobra sua gravidade. De alguns que são mais freqüentes.</p><p>Acidentes são causados Segurança no trabalho</p><p>Por tarefas inseguras, É, pra todos, um direito.</p><p>Com máquinas, produtos químicos, Todo tipo de serviço,</p><p>Trabalho em grandes alturas, Sem dúvida, pode ser feito</p><p>Tanto em indústrias terrestres Sem que o trabalhador seja</p><p>Quanto no mar, nas funduras. A acidentes sujeito.</p><p>Na indústria e nos serviços Prevenção contra acidentes</p><p>Os acidentes são fortes, É um ideal maduro,</p><p>A armazenagem de cargas, É garantir a família</p><p>A construção e os transportes, E preparar o futuro</p><p>São, segundo indicadores, Com qualidade de vida</p><p>Os que mais provocam mortes. Num ambiente seguro.</p><p>No trânsito, esses acidentes A prevenção é, também,</p><p>Com homens, ocorrem mais Economia real,</p><p>Dos vinte aos quarenta anos, Com acidentes, bilhões</p><p>Com danos materiais, São nosso gasto anual,</p><p>E inúmeras perdas de vida, Saídos do cofre da</p><p>Fora as lesões corporais. Previdência Social.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>274</p><p>15 – nOVAS COnCEPçÕES PARA A COMPREEnSãO DOS ACIDEnTES</p><p>(COnTInUAçãO)</p><p>Coisas trágicas repentinas Um programa preventivo</p><p>Chocantes, sem dúvida, são: Toda empresa tem que ter,</p><p>Incêndio; queda de andaime; O trabalhador autônomo</p><p>De gases a inalação; Precisa se precaver,</p><p>Cortes de serras elétricas; Quem não é bem informado</p><p>Mortes por descompressão. Não sabe se proteger.</p><p>Há os que são, lentamente, A legislação possui</p><p>Por situações nocivas, Capítulos sobre acidente,</p><p>Causadores de doenças Cabe, a patrões e empregados,</p><p>E de lesões progressivas, Conhecer a lei vigente</p><p>Que podem ser evitados Para a proteção de todos</p><p>Por medidas preventivas. Ser feita corretamente.</p><p>Em empresas desconformes Que além de perdermos vidas,</p><p>Decepções são diárias, Milhões de reais gastamos</p><p>Acidentes são comuns,</p><p>E as condições são precárias, E nos sensibilizamos</p><p>Por falta de prevenção Ao saber que atualmente</p><p>E</p><p>informações necessárias. Morrem oito diariamente</p><p>No trabalho rotineiro,</p><p>CIPA é comissão interna TRABALHADOR BRASILEIRO</p><p>De prevenção de acidentes, DIGA NÃO AO ACIDENTE.</p><p>Composta por empregados</p><p>E patrões que, conscientes, Em 2002 se leram</p><p>Lutam pra poder tornar Muitos dados violentos,</p><p>Os riscos inexistentes. Mais de dois mil e quinhentos</p><p>Trabalhadores morreram,</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>275</p><p>15 – nOVAS COnCEPçÕES PARA A COMPREEnSãO DOS ACIDEnTES</p><p>(COnTInUAçãO)</p><p>A CIPA é a ferramenta Mais de quinze mil sofreram</p><p>Que observa e relata, Invalidez permanente.</p><p>De maneira imediata, Para que daqui pra frente</p><p>Se existem riscos ou não, Se tome um melhor roteiro,</p><p>Promovendo discussão, TRABALHADOR BRASILEIRO</p><p>Debatendo e informando, DIGA NÃO AO ACIDENTE.</p><p>Aos patrões solicitando</p><p>Medidas de prevenção.</p><p>Empresas particulares</p><p>E órgãos por nós conhecidos,</p><p>Com empregados regidos</p><p>Pela Consolidação</p><p>Das Leis do Trabalho, são</p><p>Obrigados a manter</p><p>Uma CIPA, com o dever</p><p>De implementar prevenção.</p><p>Patrões e empregados, vamos</p><p>Tomar seríssimas medidas,</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>276</p><p>15 – nOVAS COnCEPçÕES PARA A COMPREEnSãO DOS ACIDEnTES</p><p>(COnTInUAçãO)</p><p>Fonte:</p><p>MINISTÉRIO DA SAÚDE</p><p>Secretaria de Atenção à Saúde</p><p>Departamento de Ações Programáticas Estratégicas Área Técnica de Saúde do Trabalhador</p><p>Esplanada dos Ministérios, bloco G, 6.º andar, sala 603</p><p>Brasília – DF</p><p>CEP.: 70.058-900</p><p>Tels.: (61) 3315-2610/3315-3395</p><p>Fax: (61) 3226-6406</p><p>e-mail: cosat@saude.gov.br</p><p>A coleção institucional do Ministério da Saúde pode ser acessada gratuitamente na Biblioteca Virtual do Mi-</p><p>nistério da Saúde: <http://www.saude.gov.br/bvs></p><p>O conteúdo desta e de outras obras da Editora do Ministério da Saúde pode ser acessado gratuitamente na</p><p>página: <http://www.saude.gov.br/editora></p><p>EDITORA MS</p><p>Coordenação-Geral de Documentação e Informação/SAA/SE</p><p>MINISTÉRIO DA SAÚDE</p><p>(Normalização, revisão, editoração, impressão, acabamento e expedição)</p><p>SIA, Trecho 4, Lotes 540/610 – CEP: 71200-040</p><p>Telefone: (61) 3233-2020 Fax: (61) 3233-9558</p><p>E-mail: editora.ms@saude.gov.br</p><p>Home page: http://www.saude.gov.br/editora</p><p>Brasília – DF, julho de 2005</p><p>OS 0461/2005</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>277</p><p>16 – PLAnILhA WHAT-IF (WI)/CHECKLIST*</p><p>Atividade O que aconteceria se? Causas Consequências Observação e Recomendação</p><p>Exemplo de preenchimento:</p><p>Atividade O que aconteceria se? Causas Consequências Observação e Recomendação</p><p>Seleção de</p><p>roupas</p><p>Fossem misturadas</p><p>roupas claras com</p><p>escuras</p><p>Falta de</p><p>critério ou</p><p>conhecimento</p><p>Roupas escuras com</p><p>fiapos brancos e</p><p>roupas claras com</p><p>manchas escuras</p><p>Criar critério de separação</p><p>entre roupas claras e escuras</p><p>e instruir o responsável pela</p><p>atividade</p><p>Seleção de</p><p>roupas</p><p>Fossem misturadas</p><p>roupas boas e ruins</p><p>Falta de</p><p>critério ou</p><p>conhecimento</p><p>Roupas boas, sujas</p><p>por fiapos</p><p>Disponível em: <http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP1998_ART012.pdf>. Acesso em: 19 nov. 2010.</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>278</p><p>17 – RISCOS DOS SISTEMAS DE REFRIGERAçãO*</p><p>As instalações frigoríficas, porque trabalham com refrigerantes com características físico-químicas especiais</p><p>e em condições de temperatura, pressão e umidade diferenciadas do habitual, apresentam riscos específicos</p><p>à segurança e à saúde, relacionados com o tipo agente refrigerante utilizado, assim como com as instalações</p><p>e equipamentos.</p><p>As maiores preocupações são os vazamentos com formação de nuvem tóxica de amônia e as explosões.</p><p>As causas de acidentes são falhas no projeto do sistema e danos aos equipamentos provocados pelo calor,</p><p>corrosão ou vibração, assim como por manutenção inadequada ou ausência de manutenção de seus compo-</p><p>nentes, como válvulas de alívio de pressão, compressores, condensadores, vasos de pressão, equipamentos</p><p>de purga, evaporadores, tubulações, bombas e instrumentos em geral. É importante observar que mesmo</p><p>os sistemas mais bem projetados podem apresentar vazamentos de amônia, se operados e/ou mantidos de</p><p>forma precária.</p><p>São frequentes os vazamentos causados por:</p><p>• abastecimento inadequado dos vasos;</p><p>• falhas nas válvulas de alívio, tanto mecânicas quanto por ajuste inadequado da pressão;</p><p>• danos provocados por impacto externo por equipamentos móveis, como empilhadeiras;</p><p>• corrosão externa, mais rápida em condições de grande calor e umidade, especialmente nas porções de</p><p>baixa pressão do sistema;</p><p>• rachaduras internas de vasos que tendem a ocorrer nos/ou próximo aos pontos de solda;</p><p>• aprisionamento de líquido nas tubulações, entre válvulas de fechamento;</p><p>• excesso de líquido no compressor;</p><p>• excesso de vibração no sistema, que pode levar à sua falência prematura.</p><p>BRASÍLIA. Ministério do Trabalho e Emprego. Nota Técnica 003/2004. Refrigeração industrial por amônia –</p><p>riscos, segurança e auditoria fiscal. 2005. Disponível em: <www.mte.gov.br/seg_sau/pub_cne_refrigeracao.</p><p>pdf>. Acesso em: 20 nov. 2010.</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>279</p><p>18 – REPORTAGEM</p><p>“Em busca de melhores resultados na prevenção de acidentes e na promoção da saúde dos traba-</p><p>lhadores, empresas adotam modelos internacionais ou desenvolvem seus próprios Sistemas de Ges-</p><p>tão. Além de atender às exigências legais, indicam oportunidades de melhoria e, assim, contribuem</p><p>com a sustentabilidade da organização.”</p><p>Para monitorar os indicadores que compõem a SST Segurança e Saúde de Trabalho o ideal é unificar</p><p>em um programa as ações de prevenção de acidentes e de doenças relacionadas ao trabalho e, com</p><p>a obtenção dos resultados pode-se então traçar estratégias de melhoria contínua- PDCA (em inglês:</p><p>planejar, fazer, avaliar e agir).</p><p>O Fator Acidentário de Prevenção – FAP – dissemina a cultura da prevenção dos acidentes e doenças</p><p>do trabalho no ambiente coorporativo, contribuindo com o negócio da empresa: tanto em seus re-</p><p>sultados econômicos quanto em sua imagem institucional.</p><p>Fonte:<http://www.dataprev.gov.br/fap.htm>. Acesso em 4 out. de 2011.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>280</p><p>19 – ESTUDO DE CASO</p><p>quadro 1</p><p>Acidente 2007 2008 2009 2010 (*)</p><p>Com afastamento < 5 dias 15 17 10 13</p><p>Com afastamento > 15 dias 9 11 7 1</p><p>Sem afastamento 34 40 24 12</p><p>Com prejuízos materiais 8 9 5 11</p><p>Fonte: Setor de QSMS da Tecno Mais.</p><p>(*) Resultado apurado até ago/2010.</p><p>O setor de gestão financeira apresentou os seguintes resultados dos gastos realizados nestes mesmos anos,</p><p>por conta gerencial, para treinamentos em MR$:</p><p>quadro 2</p><p>Conta Gerencial 2007 2008 2009 2010 (*)</p><p>Fabricação 8,7 9,2 8,4 7,8</p><p>Administração 4,6 5,2 5,8 6,3</p><p>Garantia 3,5 4,9 5,4 5,2</p><p>SMS 8,4 2,4 10,6 8,4</p><p>Fonte: Gestão Administrativa da Tecno Mais.</p><p>(*) Resultado apurado até ago/2010.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>281</p><p>Módulo 4</p><p>Ação Integradora:</p><p>Elaboração de Relatório-</p><p>resposta a uma Fiscalização</p><p>(Real ou Simulada) do</p><p>Ministério do</p><p>Trabalho e Emprego – MTE</p><p>Processos de Perícia,</p><p>Auditoria e Fiscalização</p><p>em Segurança do</p><p>Trabalho</p><p>Organização do Trabalho e</p><p>Segurança</p><p>Prevenção e Controle de</p><p>Perdas</p><p>Legislação Aplicada à</p><p>Segurança do Trabalho</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>282</p><p>Ação Integradora:</p><p>Elaboração de Relatório-</p><p>resposta a uma Fiscalização</p><p>(Real ou Simulada) do Ministério</p><p>do Trabalho e Emprego – MTE</p><p>ESTA UnIDADE CURRICULAR COnTÉM 3 AnEXOS, VEJA-OS A SEGUIR.</p><p>1. Conto do tratorão</p><p>2. Verificação de segurança</p><p>3. Notificação para apresentação</p><p>de documentos e informações (NAD)</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>283</p><p>1 – COnTO DO TRATORãO*</p><p>Um jovem aprendiz da área administrativa caminhava pela área de lavagem de caminhões à espera de sua</p><p>carona para casa quando viu uma mancha escura no chão. Curioso, perguntou a seu colega de trabalho se</p><p>aquela mancha no chão seria óleo, o que em sua concepção a tornaria perigosa, pois o ajudante do mecâ-</p><p>nico tinha acabado de passar por cima dela com uma caixa de ferramentas que era pesada e pontiaguda.</p><p>O colega, que trabalhava na limpeza de janelas e calhas da garagem e do depósito, disse que já tinha visto</p><p>o supervisor brigar com o rapaz que faxinava o local, dizendo que ficaria feio da próxima vez que a fiscali-</p><p>zação batesse à porta. O colega deu de ombros e disse que não se importava, pois não era trabalho dele,</p><p>afinal a limpeza do chão da garagem era de responsabilidade da equipe de manutenção.</p><p>Ao terminar de se arrumar, o colega virou-se e chamou o jovem, que prontamente pulou em sua moto e,</p><p>com ele, foi de carona para casa.</p><p>Mais tarde, nesta garagem, o laboratorista, que era responsável por coletar o material para examinar a</p><p>qualidade, resolveu ir ao depósito pegar os kits de teste, mas a mancha, que havia se espalhado e escorrido</p><p>até a porta pela qual ele passava, fez com que ele escorregasse e caísse.</p><p>Embora o Técnico de Segurança do Trabalho tivesse, em sua última vistoria, verificado a condição de risco</p><p>e a tivesse relatado, considerando os riscos de acidente, para o supervisor de manutenção da fábrica, a</p><p>limpeza do local não ocorria a contento.</p><p>Esta situação gerou um acidente de trabalho. Socorrido pelo responsável no local da CIPA, que acionou o ser-</p><p>viço de saúde e o encaminhou à UTI móvel, o laboratorista foi levado ao hospital e teve diagnosticada lesão</p><p>na coluna cervical. Após avaliação clínica e cirurgia de emergência, o acidentado ficou imobilizado por 90 dias.</p><p>Após este período, foi retirado o gesso, e o acidentado foi encaminhado para sessões de fisioterapia. Porém,</p><p>as mesmas não surtiram o efeito desejado, e foi diagnosticada lesão permanente em sua coluna cervical.</p><p>O acidentado foi considerado incapaz de voltar às atividades laborais por estar paraplégico e aposentado</p><p>por invalidez permanente.</p><p>Considerando a perda na qualidade de vida e os recursos financeiros, foi realizada uma reunião que previu</p><p>a substituição de toda a equipe de manutenção e limpeza da garagem e depósito. Esta medida foi tomada</p><p>porque as ações de conscientização e aperfeiçoamento em segurança não tinham o necessário impacto na</p><p>mudança de cultura da equipe, gerando riscos à saúde e segurança em vários aspectos.</p><p>O laboratorista perdeu sua chance de crescer na empresa e tornar-se um dos acionistas, como almejava,</p><p>bem como viu despedaçado seu sonho de medalha em competições de caiaque, para o que ele tanto se</p><p>esforçava nos fins de semana.</p><p>O aprendiz manteve seu emprego, mas ficou ainda mais alerta às situações não somente de perigo, mas</p><p>também de desperdício, pois viu que sua preocupação, que não fora infundada, gerou a demissão do colega</p><p>que não deu importância devida à mancha, do ajudante do mecânico que não limpou a garagem, do me-</p><p>cânico que não utilizou os meios devidos de contenção de óleo durante sua troca e de outros funcionários</p><p>que ali trabalhavam.</p><p>Benedita Creusa de Jesus</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>284</p><p>2 – VERIFICAçãO DE SEGURAnçA</p><p>Verificação de Segurança – Modelo Simplificado</p><p>Empresa: n° documento: 01</p><p>Área/Setor:</p><p>n° funcionários:</p><p>Data: ____/____/____</p><p>Jornada de Trabalho: ( ) administrativo ( ) manhã ( ) tarde ( ) noite</p><p>Item Situação a ser observada Sim não Observações</p><p>1 Os extintores estão abastecidos?</p><p>2</p><p>Existem obstáculos nos corredores</p><p>de passagem?</p><p>Observações complementares:</p><p>________________________________________________________ _____________________________________________________________</p><p>Responsável pela verificação Responsável pelo setor</p><p>Verificação de Segurança – Modelo Integrado ao Sistema de Gestão SST</p><p>Empresa: n° documento: 01</p><p>Área/Setor:</p><p>n° funcionários:</p><p>Data: ____/____/____</p><p>Jornada de Trabalho: ( ) administrativo ( ) manhã ( ) tarde</p><p>( )</p><p>noite</p><p>Medidas de Controle</p><p>Funções Agentes</p><p>Categoria de</p><p>Risco</p><p>Implementadas Falta Implementar</p><p>Torneiro</p><p>Ruído Importante Protetor Auricular Exame Audiométrico</p><p>Limalhas Importante</p><p>óculos de Segurança</p><p>Luva de Vaqueta</p><p>Fatores de Risco Ações Preventivas</p><p>qualificações Prioridades</p><p>Itens A B C MD PA Medidas Propostas 1 2 3 4</p><p>Uso de máscara com</p><p>lentes filtrantes</p><p>Falta comprar lente</p><p>12</p><p>Qualificação: A = Atendido 100% B = Atendido 75% C = Atendido 50% D = Atendido Deficiente</p><p>PA = Pendente de Avaliação</p><p>Prioridades: 1 = Prioridade máxima 2 = Prioridade mínima</p><p>Observações complementares:</p><p>________________________________________________________ _____________________________________________________________</p><p>Responsável pela verificação Responsável pelo setor</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>285</p><p>3 – nOTIFICAçãO PARA APRESEnTAçãO DE DOCUMEnTOS E InFORMAçÕES</p><p>(nAD)</p><p>MInISTÉRIO DE TRABALhO E EMPREGO</p><p>SEçãO DE SEGURAnçA E SAÚDE DO TRABALhADOR/RJ</p><p>NOTIFICAÇÃO PARA APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS E INFORMAÇÕES (NAD) No. ________________________________</p><p>EMPREGADOR: ________________________________________________________________________________________________________________</p><p>ENDEREÇO: ____________________________________________________________________________________________________________________</p><p>CNPJ: ______________________CEP: _______________________ TEL: _______________________ CNAP:________________________</p><p>Notificamos o empregador acima a apresentar, às ______________ horas do dia ______________, os documentos</p><p>abaixo assinalados, naquilo que se aplicar conforme as relações de trabalho, nos termos do disposto na</p><p>Consolidação das Leis do trabalho, na Lei 8213/ 1991 e na Lei 10.593/2001. O não cumprimento desta noti-</p><p>ficação importará em autuação na forma da lei. Esclarecimentos pelo tel: ________________________________</p><p>Local de apresentação: ________________________________________________________________________________________________</p><p>( ) Livro de Inspeção do Trabalho e carta de preposto.</p><p>( ) Relação dos trabalhadores separados por relação de trabalho (estatutário, temporário, celetista) e por</p><p>secretaria, incluindo os demitidos nos últimos seis meses e estatuto dos servidores.</p><p>( ) Relação de estabelecimentos/locais de trabalho com endereço, número de empregados e CNPJ (se</p><p>houver).</p><p>( ) Relação de terceirizados: discriminados CNPJ, endereço e descrição sucinta dos serviços realizados.</p><p>( ) PPRA (documento-base, duas ultimas revisões atuais e todos os documentos relativos ao LTCAT, e rela-</p><p>tórios de periculosidade e insalubridade).</p><p>( ) Comprovante de entrega de EPI e notas fiscais de compra (últimos três meses).</p><p>( ) Certificados de todos os treinamentos em segurança e saúde no trabalho realizados nos últimos anos.</p><p>( ) Perfis profissiográficos previdenciários dos empregados desligados nos últimos seis meses.</p><p>( ) Último relatório GFIP/SEFIP (relatório completo) acompanhado da folha de pagamento analítica.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>286</p><p>3 – nOTIFICAçãO PARA APRESEnTAçãO DE DOCUMEnTOS</p><p>E InFORMAçÕES</p><p>(nAD) (COnTInUAçãO)</p><p>( ) Guias GFIP e GPS dos últimos três meses quitadas.</p><p>( ) PCMSO (documento atualizado do programa) e comprovantes de vacinação dos trabalhadores.</p><p>( ) Dois últimos relatórios, quadro III da NR-7, com análise escrita dos resultados anormais.</p><p>( ) Atestados de saúde ocupacional (ASO): admissionais, últimos dois periódicos, e demissionais</p><p>(últimos três meses).</p><p>( ) Laudos audiométricos dos empregados expostos a ruídos (todos), separados por empregado.</p><p>( ) Planilhas com o histórico dos resultados de monitoramento biológico dos empregados expos-</p><p>tos a agentes químicos listados no quadro I da NR 7, contendo a data da coleta e o setor do</p><p>empregado amostrado, assinadas pelo médico PCMSO.</p><p>( ) Relação de acidentes e doenças ocupacionais ocorridos entre 01/2009 e o período atual,</p><p>cópias das respectivas CATs ou do documento de enquadramento previdenciário (NTEP) e</p><p>relatórios de análise dos acidentes e doenças. No caso de ausência de acidentes ou doenças</p><p>ocupacionais no período solicitado, apresentar declaração de não ocorrência assinada pelo</p><p>representante legal.</p><p>( ) Relação de todos os afastamentos previdenciários em forma de planilha com o motivo do</p><p>afastamento (CID).</p><p>( ) Comprovantes de treinamentos de tratoristas e operadores de máquinas.</p><p>( ) Comprovantes de formação e de treinamentos da NR-10 de eletricistas e ajudantes.</p><p>As informações acima devem ser apresentadas PESSOALMENTE pelos seus respectivos responsá-</p><p>veis técnicos.</p><p>As informações acima se aplicam aos trabalhadores da Prefeitura e das seguintes empresas ter-</p><p>ceirizadas:</p><p>_________________________, ____/___/______</p><p>_________________________________________</p><p>Auditor – Fiscal do Trabalho CIF_________________________</p><p>Recebi a 1ª. Via em ____/___/______</p><p>Assinatura com qualificação: __________________________</p><p>para acompanhar o dia a dia da empresa, ou para obter recursos. Neste</p><p>último caso, será necessário o detalhamento de vários itens, conforme a necessidade do investidor.</p><p>Um planejamento mostra como o empresário pode aproveitar uma grande oportunidade. Mostra também</p><p>como otimizar os recursos disponíveis, pois, quando se planeja, pode-se visualizar cada parte da empresa. Ao</p><p>mesmo tempo, o planejamento permite ver a empresa como um todo, o que ajuda a desenvolver métodos e</p><p>estratégias eficientes para o crescimento.</p><p>Algumas dicas para elaborar o planejamento:</p><p>- Seja objetivo e tenha clareza ao descrever as informações, tomando cuidado para não omitir detalhes im-</p><p>portantes.</p><p>- Tenha um foco claro de atuação. Se o planejamento for para a compra de um bem ou busca de recurso</p><p>externo, você precisará definir claramente qual o retorno dentro da empresa. Não basta uma visão geral; é</p><p>preciso explicar em que aquele bem ou capital irá contribuir para a ampliação do negócio.</p><p>- Projete suas vendas com base no mercado, e não na produção. Não adianta apenas analisar o quanto você</p><p>pode oferecer; é preciso dimensionar a produção conforme a demanda.</p><p>- Não chute os números! Ao elaborar o seu plano, projete os custos e as receitas com base no histórico que a</p><p>empresa apresenta ou nos dados levantados em pesquisa, sem inventar valores.</p><p>- Avalie os riscos percebidos no planejamento e já elabore estratégias para essas situações, mostrando pre-</p><p>paração e atenção ao mercado.</p><p>LIZ, Patrícia. Planejamento: etapa fundamental de qualquer projeto</p><p>Fonte: <http://www.sebrae.com.br/atender/momento/quero-melhorar-minha-empresa//integra_</p><p>bia?ident_unico=1121>.</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>179</p><p>7 – SGI nA COnSTRUçãO CIVIL*</p><p>O Sistema de Gestão Integrada (SGI – qualidade, segurança, meio ambiente e responsabilidade</p><p>social) tem sido adotado pelas empresas do setor da construção civil com o propósito de garantir a</p><p>redução de riscos de acidentes e de oferecer vantagens competitivas e econômicas, visando a obter</p><p>benefícios como a melhoria na qualidade de seus produtos e serviços, e, consequentemente, sua</p><p>imagem perante o mercado.</p><p>Por exemplo, a construtora “ARMEnGUE”, que adotou o SGI:</p><p>Inicialmente, a construtora desejava certificar-se e, então, articulou um planejamento para sua or-</p><p>ganização, dando o “pontapé inicial” por meio de um acompanhamento semanal das máquinas, das</p><p>manutenções, entre outras exigências, que foram observadas pontualmente em cada área, e regis-</p><p>trando suas respectivas respostas quanto à utilização de ferramentas gerenciais que promovessem</p><p>a sua mudança e o seu crescimento sustentável.</p><p>A implementação do SGI, por meio do estímulo da satisfação e a motivação da força de trabalho,</p><p>teve que lidar com o paradigma resistência às mudanças Com a nova gestão centrada no envolvi-</p><p>mento da alta direção da empresa, “exemplo pela liderança”, a resistência foi enfraquecendo e este</p><p>obstáculo sendo superado.</p><p>O investimento em SGI envolveu a contratação de consultorias especializadas e de um representan-</p><p>te da direção, salas de treinamento, logística deslocamento de equipe, cursos técnicos, entre outros.</p><p>Foi criado, na Construtora “ARMEnGUE”, um núcleo educacional. As mudanças ocorridas na empre-</p><p>sa a influenciaram numa nova cultura e na renovação de sua imagem, resultando na obtenção da</p><p>tão almejada certificação por meio de uma política bem estruturada, com base no empenho da alta</p><p>administração, que foi o exemplo para todos os colaboradores.</p><p>Texto adaptado por Ana Claudia Sena de CUNHA, Aline. Construção e negócios. São Paulo: Magazine, 2007.</p><p>* O Senac Rio se reservou ao direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado</p><p>pelos possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus</p><p>autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>180</p><p>Módulo 4</p><p>Processos de Perícia,</p><p>Auditoria e Fiscalização</p><p>em Segurança do</p><p>Trabalho</p><p>Organização do Trabalho e</p><p>Segurança</p><p>Prevenção e Controle de</p><p>Perdas</p><p>Legislação Aplicada à</p><p>Segurança do Trabalho</p><p>Ação Integradora:</p><p>Elaboração de Relatório-resposta</p><p>a uma Fiscalização (Real ou</p><p>Simulada) do Ministério do</p><p>Trabalho e Emprego – MTE</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>181</p><p>Legislação Aplicada à</p><p>Segurança do Trabalho</p><p>ESTA UnIDADE CURRICULAR COnTÉM 16 AnEXOS. VEJA-OS A SEGUIR.</p><p>1. Organização Internacional do Trabalho</p><p>2. Trabalho escravo</p><p>3. Segurança e saúde no trabalho/Relação das convenções da OIT</p><p>4. Princípio da Legalidade e Estado Democrático de Direito</p><p>5. Modalidades de culpa</p><p>6. Código Penal brasileiro – artigo 129</p><p>7. LEI nº 8.213, de 24 de julho de 1991 – Artigo 11</p><p>8. LEI nº 8.213, de 24 de julho de 1991 – Artigo 19</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>182</p><p>9. LEI nº 8.213, de 24 de julho de 1991 – Artigo 20</p><p>10. LEI nº 8.213, de 24 de julho de 1991 – Artigos 21, 22 e 23</p><p>11. LEI nº 8.213, de 24 de julho de 1991 – Artigos 86 e 118</p><p>12. Portaria MTB n° 3.214, de 08 de junho de 1978</p><p>13. Adicional de insalubridade</p><p>14. Portaria n° 3.275, de setembro de 1989</p><p>15. Parecer técnico</p><p>16. Perfil Profissiográfico Previdenciário – PPP</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>183</p><p>1 – ORGAnIZAçãO InTERnACIOnAL DO TRABALhO*</p><p>Em 1926, no início do século passado, a Convenção relativa à Escravidão priorizava a adoção de</p><p>medidas úteis para evitar que o trabalho forçado ou obrigatório produzisse condições análogas</p><p>à escravidão. Corroborando suas disposições, advieram a Convenção sobre o Trabalho Forçado,</p><p>de 1930, e a Convenção Suplementar relativa à Abolição da Escravidão, de 1956; esta última</p><p>visou à abolição completa da escravidão por dívidas e da servidão. Finalmente, a 40ª sessão da</p><p>Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT) adotou, no dia 25 de junho, a</p><p>Convenção sobre Abolição do Trabalho Forçado, que impôs aos Estados-membros o compromis-</p><p>so de envidar esforços institucionais no sentido de suprimir o trabalho forçado ou obrigatório</p><p>e a ele não recorrer, seja como forma de medida de coerção ou de educação política ou como</p><p>sanção contra opiniões e ideologias, seja como método de mobilização e utilização de mão de</p><p>obra para o desenvolvimento econômico, seja como medida de trabalho, seja como punição por</p><p>participação em greves, ou seja, ainda, como medida de discriminação racial, social, nacional ou</p><p>religiosa. Bem mais recentemente, a Declaração da Organização Internacional do Trabalho sobre</p><p>os Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho (de 18 jun. 1998) declarou, em seu artigo 2º,</p><p>que todos os membros da OIT têm o compromisso de respeitar, promover e tornar realidade, de</p><p>boa fé e em conformidade com a Constituição da Organização, os princípios relativos aos direitos</p><p>fundamentais que são objeto dessas convenções, dentre os quais a eliminação de todas as formas</p><p>de trabalho forçado ou obrigatório.</p><p>À vista desse quadro, não há que se negar que o Estado brasileiro, signatário da maior parte des-</p><p>sas convenções, tem um compromisso internacional com o combate e com a abolição do trabalho</p><p>forçado ou obrigatório e, muito especialmente, do trabalho em condição análogo a de escravos</p><p>(manifestação mais grave daquele fenômeno, que configura o crime capitulado no artigo 149</p><p>do Código Penal brasileiro). E esse compromisso obviamente não se cinge à União, uma vez que</p><p>também os Estados, os Municípios e o Distrito Federal compõem a República Federativa do Brasil</p><p>(artigo 18, caput, da CRFB).</p><p>RESUMO – COnVEnçãO 29</p><p>O trabalho forçado (1930): dispõe sobre a eliminação do trabalho forçado ou obrigatório em todas</p><p>as suas formas. Admitem-se algumas exceções, tais</p><p>como o serviço militar, o trabalho penitenci-</p><p>ário adequadamente supervisionado e o trabalho obrigatório em situações de emergência, como</p><p>guerras, incêndios, terremotos etc.</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>184</p><p>1 – ORGAnIZAçãO InTERnACIOnAL DO TRABALhO* (COnTInUAçãO)</p><p>RESUMO – COnVEnçãO 105</p><p>Abolição do trabalho forçado (1957): proíbe o uso de toda forma de trabalho forçado ou obrigató-</p><p>rio como meio de coerção ou de educação política; como castigo por expressão de opiniões políti-</p><p>cas ou ideológicas; a mobilização de mão de obra; como medida disciplinar no trabalho, punição</p><p>por participação em greves ou como medida de discriminação.</p><p>O trabalho forçado ou obrigatório não é um problema recente. Remonta aos primórdios das ci-</p><p>vilizações humanas – e, em sua versão contemporânea (após a condenação universal às formas</p><p>históricas de escravidão), tampouco é uma questão deste século.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>185</p><p>2 – TRABALhO ESCRAVO*</p><p>O Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco denunciou à Justiça Federal quatro responsá-</p><p>veis pela Usina União Indústria, situada na Fazenda Bonfim, no município de Primavera. Ilvo Mon-</p><p>teiro de Meirelles, Carlos Henrique Alves, José Alexandre de Meirelles e Jair Furtado de Meirelles</p><p>Neto são acusados de submeter trabalhadores ligados às atividades de corte, carregamento e</p><p>transporte da cana-de-açúcar da usina, à condições degradantes de trabalho, bem como a jorna-</p><p>das exaustivas.</p><p>O caso está sob responsabilidade dos procuradores da República Paulo Roberto Olegário de Sousa,</p><p>Leandro Bastos Nunes e Anderson Góis dos Santos. Em caso de condenação, cada um dos denun-</p><p>ciados poderá ser penalizado com até oito anos de prisão e pagamento de multa.</p><p>O crime foi descoberto em fevereiro do ano passado, durante fiscalização do grupo móvel nacional</p><p>de combate ao trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Emprego. De acordo com a denúncia,</p><p>dentre as condutas delituosas identificadas destacam-se o não pagamento de horas extras, a não</p><p>concessão de descanso semanal e a exigência de jornadas exaustivas, de até 24 horas consecu-</p><p>tivas.</p><p>O grupo de fiscalização verificou que a ausência de repouso semanal se estendia por toda safra, o</p><p>que corresponde a aproximadamente oito meses de trabalho. O pagamento pelo trabalho noturno</p><p>era feito em valor menor do que o previsto em lei.</p><p>Outras irregularidades encontradas foram o não fornecimento de água potável e de alimentação</p><p>para os lavradores, ausência de instalações sanitárias, bem como a não efetuação de exame mé-</p><p>dico admissional e de exames periódicos anuais.</p><p>Também não havia no local material de primeiros socorros. Depoimentos de cortadores de cana</p><p>revelam que, quando alguém se feria no trabalho, era preciso conseguir carona até o posto de</p><p>saúde ou hospital mais próximo.</p><p>Os denunciados são acusados ainda de não disponibilizar ferramentas de trabalho, como enxadas,</p><p>e equipamentos de proteção individual, como luvas e botas. O próprio empregado era obrigado a</p><p>arcar com o custo dessas ferramentas e equipamentos.</p><p>Disponível em: <http://pe360graus.globo.com/noticias/cidades/>. Acesso em: 21 dez. 2010.</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>186</p><p>3 – SEGURAnçA E SAÚDE nO TRABALhO/RELAçãO DAS COnVEnçÕES</p><p>DA OIT</p><p>nÚMERO: CRITÉRIOS</p><p>115 Proteção contra radiações.</p><p>127 Peso máximo (transporte manual de carga).</p><p>136 Proteção contra os riscos de intoxicação ocupacional pelo benzeno.</p><p>139 Prevenção e controle de riscos profissionais causados por substâncias ou agentes cancerígenos.</p><p>148 Contaminação do ar, ruído e vibrações.</p><p>152 Segurança e higiene nos trabalhos portuários.</p><p>155 Segurança e saúde dos trabalhadores.</p><p>161 Serviços de saúde do trabalho.</p><p>170 Segurança na utilização de produtos químicos no trabalho.</p><p>174</p><p>Prevenção de acidentes industriais maiores (Anexo: Recomendação nº 181 sobre a prevenção de</p><p>acidentes maiores).</p><p>DIREITO DO TRABALhO</p><p>29 Convenção sobre o Trabalho Forçado, 1930.</p><p>81 Inspeção do trabalho.</p><p>103 Convenio sobre la protección de la maternidad (revisado), 1952. (em espanhol)</p><p>105 Convenção sobre a Abolição do Trabalho Forçado, 1957.</p><p>111 Convenção sobre a Discriminação (Emprego e Profissão), 1958.</p><p>132 Convenção sobre Férias Remuneradas (revista), 1970.</p><p>138 Convenção sobre a Idade Mínima, 1973.</p><p>147 Convenção sobre a Marinha Mercante (Normas Mínimas), 1976.</p><p>154 Convenio sobre la negociación colectiva, 1981. (em espanhol)</p><p>182 Convenção sobre as piores formas de trabalho infantil, 1999.</p><p>182 Convenio sobre las peores formas de trabajo infantil, 1999. (em espanhol)</p><p>Disponível em: <http://www.trabalhoseguro.com/OIT/OITconvencoes.htm>. Acesso em: 12 nov. 2010.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>187</p><p>4 – PRInCÍPIO DA LEGALIDADE E ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO*</p><p>Princípio da Legalidade – História. No Brasil, todas as Constituições, exceto a Carta de 1937, adotaram o princípio</p><p>da Legalidade. A atual Constituição repete o texto das de 1891, 1934, 1946, 1967, e, em uma análise aprofun-</p><p>dada pode-se notar que entre a Carta Política de 1824 à de 1988, só há uma diferença; que a primeira afirmava</p><p>“nenhum cidadão podia ser obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude da lei”, quando as demais</p><p>se referem a “ninguém” em seus textos. Então, por conta desta mudança na forma de expressão pelo legislador,</p><p>foi estendida aos estrangeiros a Legalidade.</p><p>O princípio da Legalidade na carta atual vem elencado logo no art. 5°, II.</p><p>Princípio da Legalidade – Conceito</p><p>Para poder falar em princípio de Legalidade, torna-se desde logo necessário entender o que significa a submis-</p><p>são e o respeito à lei, e que esta lei deve provir de uma das espécies normativas devidamente elaboradas de</p><p>acordo com as regras de processo legislativo constitucional, e emanadas de órgãos de representação popular</p><p>(Congresso Nacional, Assembleias Legislativas...), ou por atos equiparados tais como Leis Delegadas ou Medidas</p><p>Provisórias. Sempre, no entanto, respeitando os limites e requisitos impostos pela legislação.</p><p>O inciso II do art. 5° da Constituição visa, fundamentalmente, combater o poder arbitrário do Estado; ali está</p><p>expressa o princípio da Legalidade, que é base fundamental do Estado Democrático de Direito . É imposto que</p><p>somente a lei pode criar obrigações para o indivíduo, uma vez que ela é expressão legítima da nação.</p><p>É importante que não se confunda legalidade com legitimidade. Esta, segundo Otávio Piva, não se traduz em um</p><p>conceito puramente jurídico, mas sim numa visão de cunho político-ideológico. Desta forma, podemos encontrar</p><p>uma norma que obedece o princípio de legalidade, mas que, no âmbito político jurídico, não atende às necessi-</p><p>dades ou expectativas da sociedade.</p><p>No entanto, pode-se afirmar que o Sistema Jurídico Brasileiro não prevê o controle da legitimidade das normas,</p><p>mas tão somente o da legalidade.</p><p>A principal diferença do princípio da legalidade para os particulares e para a administração pública está no fato</p><p>de que aqueles podem fazer tudo que a lei não proíba, já a administração pública só pode fazer o que a lei de-</p><p>termine ou autorize. Desta forma, para que a administração possa atuar, não basta a inexistência de proibição</p><p>legal, é necessária a existência de determinação ou autorização da atuação administrativa na lei.</p><p>O princípio da legalidade administrativa tem, portanto, para o administrador público, um conteúdo muito mais</p><p>restritivo do que</p><p>a legalidade geral aplicável à conduta dos particulares. Já para o administrado o princípio da</p><p>legalidade representa uma garantia constitucional, porque isso lhe assegura que a atuação da administração</p><p>estará limitada ao que dispuser a lei.</p><p>RODRIGUES, Luiz Fernando. Princípio da legalidade.</p><p>Fonte: <http://www.jurisway.org.br>. Acesso em: 12 de nov. de 2010.</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>188</p><p>5 – MODALIDADES DE CULPA</p><p>CULPA IN ELIGENDO: quando provém da falta de cautela ou providência na escolha de preposto ou pessoa a</p><p>quem é dada a responsabilidade para a execução de um ato ou serviço. Caracteriza-se, exemplificativamente,</p><p>o fato de admitir ou de manter o preponente a seu serviço, o trabalhador não legalmente habilitado ou sem as</p><p>competência requeridas, ou seja, a má escolha do representante ou preposto.</p><p>Ex.: responsabilidade do superintendente pelo encarregado de obras que descumpre normas de segurança.</p><p>CULPA IN VIGILANDO: é a que origina da inexistência de fiscalização por parte do empregador sobre a ação labo-</p><p>ral de seus empregados ou Preposto.</p><p>Ex.: responsabilidade do líder, encarregado, ou mestre de obra, por acidente causado por seu funcionário, por</p><p>falta de fiscalização.</p><p>CULPA IN COMITENDO: é a que o indivíduo pratica ato positivo (doloso ou culposo), na forma de imprudência.</p><p>Ex.: excesso de velocidade.</p><p>CULPA IN OMITENDO: é a que tem como fonte de abstenção, o descuido ou a negligência.</p><p>Ex.: responsabilidade decorrente da não proibição do início da construção de uma valeta ou fundação, não ha-</p><p>vendo matérias para escoramento.</p><p>CULPA IN CUSTODIENDO: Ë a que emana da falta de cautela ou atenção, cautela ou precaução de gente a respeito</p><p>de algo que se encontra sob a sua responsabilidade e cuidados e atenção.</p><p>Ex.: Rresponsabilidade civil do proprietário de um veículo que o empresta para um terceiro, que causa acidente.</p><p>Outras Modalidades de Culpa</p><p>IMPRUDÊNCIA: é a forma de culpa que consiste na falta involuntária de observância de medidas de precaução,</p><p>prevenção e segurança de consequências previsíveis, que se faziam necessárias no momento para evitar o mal</p><p>ou a infração da lei. É chamado também de culpa em agendo.</p><p>Ex.: transporte de passageiros ou trabalhadores em carrocerias de caminhão ou tratores.</p><p>IMPERÍCIA: diz-se da falta de aptidão especial, habilidade ou experiência no exercício de determinada função,</p><p>profissão ou ofício. É um dos elementos de responsabilidade civil e do crime culposo.</p><p>Ex.: erro médico; avaliação inadequada dos riscos de uma atividade.</p><p>NEGLIGÊNCIA: é a omissão voluntária, consciente de cuidado, falta ou demora em prevenir ou obstar um dano.</p><p>Ex.: responsabilidade do proprietário do veículo, que não toma as precauções necessárias para o bom funciona-</p><p>mento do mesmo, como a não verificação dos freios, condição dos pneus e direção.</p><p>Texto adaptado por Jose Cirillo.</p><p>Fonte – Autor: Valério Saavedra, em 28/04/2005 – Reeditado em 03/03/2009 – Código do texto: T13569. Esta</p><p>obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que</p><p>seja dado crédito ao autor original (SOUZA, Marcus Valério Saavedra Guimarães de). Você não pode fazer uso</p><p>comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.</p><p>br/textosjuridicos/13569>.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>189</p><p>6 – CóDIGO PEnAL BRASILEIRO – ARTIGO 129*</p><p>O Capítulo II do Código Penal Brasileiro assim define o crime de lesão corporal:</p><p>Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem:</p><p>Pena - detenção, de três meses a um ano.</p><p>Lesão corporal de natureza grave</p><p>§ 1º Se resulta em:</p><p>I - incapacidade para as ocupações habituais, por mais de trinta dias;</p><p>II - perigo de vida;</p><p>III - debilidade permanente de membro, sentido ou função;</p><p>IV - aceleração de parto:</p><p>Pena - reclusão, de um a cinco anos.</p><p>Em que pese o código penal brasileiro não mencionar lesão de natureza gravíssima nem leve, tradicionalmente</p><p>no Direito usa-se como lesões corporais gravíssimas aquelas que têm maior potencial lesivo e que, portanto</p><p>implicam penalidades mais severas. (Mas não há descrição destas situacoes como gravíssimas no código penal).</p><p>Lesão corporal de natureza gravíssima.</p><p>§ 2° Se resulta em:</p><p>I - incapacidade permanente para o trabalho;</p><p>II - enfermidade incuravel;</p><p>III - perda ou inutilização do membro, sentido ou função;</p><p>IV - deformidade permanente;</p><p>V - aborto:</p><p>Pena - reclusão, de dois a oito anos.</p><p>Lesão corporal seguida de morte</p><p>§ 3° Se resulta em morte, e as circunstâncias evidenciam que o agente não quis o resultado, nem assumiu o</p><p>risco de produzi-lo:</p><p>Pena - reclusão, de quatro a doze anos.</p><p>Diminuição de pena</p><p>§ 4° Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral ou sob o domínio de</p><p>violenta emoção, logo em seguida à injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um</p><p>terço.</p><p>Substituição da pena</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>190</p><p>6 – CóDIGO PEnAL BRASILEIRO – ARTIGO 129 (COnTInUAçãO)</p><p>§ 5° O juiz, não sendo graves as lesões, pode ainda substituir a pena de detenção pela de multa:</p><p>I - se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior;</p><p>II - se as lesões são recíprocas.</p><p>Lesão corporal culposa</p><p>§ 6° Se a lesão é culposa: (Vide Lei nº 4.611, de 1965)</p><p>Pena – detenção, de dois meses a um ano.</p><p>Aumento de pena</p><p>§ 7° No caso de lesão culposa, aumenta-se a pena de um terço, se ocorre qualquer das hipóteses do art. 121, §</p><p>4°(§ 4° No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o crime resulta de inobservância de</p><p>regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura</p><p>diminuir as consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena</p><p>é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60</p><p>(sessenta) anos. (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003).</p><p>§ 8º Aplica-se igualmente à lesão culposa o disposto no § 5º do artigo 121 (§ 5º - Na hipótese de homicídio</p><p>culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as consequências da infração atingirem o próprio agente de</p><p>forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária). (Incluído pela Lei nº 6.416, de 24.5.1977). (Reda-</p><p>ção dada pela Lei nº 8.069, de 1990).</p><p>Violência doméstica</p><p>§ 9° Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem</p><p>conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de</p><p>hospitalidade: (Redação dada pela Lei nº 11.340, de 2006).</p><p>Pena - detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos. (Redação dada pela Lei nº 11.340, de 2006).</p><p>§ 10. Nos casos previstos nos §§ 1o a 3o deste artigo, se as circunstâncias são as indicadas no § 9o deste artigo,</p><p>aumenta-se a pena em 1/3 (um terço). (Incluído pela Lei nº 10.886, de 2004).</p><p>§ 11. Na hipótese do § 9o deste artigo, a pena será aumentada de um terço se o crime for cometido contra pes-</p><p>soa portadora de deficiência. (Incluído pela Lei nº 11.340, de 2006).</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>191</p><p>7 – LEI nº 8.213, DE 24 DE JULhO DE 1991 – ARTIGO 11*</p><p>Art. 11. São seguradas obrigatórias da Previdência Social as seguintes pessoas físicas:</p><p>I - como empregados:</p><p>a) aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual,</p><p>sob sua subor-</p><p>dinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado;</p><p>b) aquele que, contratado por empresa de trabalho temporário, definida em legislação específica, presta</p><p>serviço para atender a necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou a acrés-</p><p>cimo extraordinário de serviços de outras empresas;</p><p>c) o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em sucur-</p><p>sal ou agência de empresa nacional no exterior;</p><p>d) aquele que presta serviço no Brasil à missão diplomática ou à repartição consular de carreira estrangeira e</p><p>a órgãos a elas subordinados, ou a membros dessas missões e repartições, excluídos o não brasileiro sem</p><p>residência permanente no Brasil e o brasileiro amparado pela legislação previdenciária do país da respec-</p><p>tiva missão diplomática ou repartição consular;</p><p>e) o brasileiro civil que trabalha para a União, no exterior, em organismos oficiais brasileiros ou internacionais</p><p>dos quais o Brasil seja membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo se segurado na forma</p><p>da legislação vigente do país do domicílio;</p><p>f) o brasileiro ou estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em empresa</p><p>domiciliada no exterior, cuja maioria do capital votante pertença a empresa brasileira de capital nacional;</p><p>II - como empregado doméstico: aquele que presta serviço de natureza contínua a pessoa ou família, no âmbito</p><p>residencial desta, em atividades sem fins lucrativos;</p><p>III - como empresário: o titular de firma individual urbana ou rural, o diretor não empregado, o membro de</p><p>conselho de administração de sociedade anônima, o sócio solidário, o sócio de indústria e o sócio cotista que</p><p>participe da gestão ou receba remuneração decorrente de seu trabalho em empresa urbana ou rural;</p><p>IV - como trabalhador autônomo:</p><p>a) quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem</p><p>relação de emprego;</p><p>b) a pessoa física que exerce, por conta própria, atividade econômica de natureza urbana, com fins lucrativos</p><p>ou não;</p><p>V - como equiparado a trabalhador autônomo, além dos casos previstos em legislação específica:</p><p>a) a pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade agropecuária, pesqueira ou de extração de</p><p>minerais, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou através de prepostos e com auxílio de</p><p>empregados, utilizados a qualquer título, ainda que de forma não contínua;</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>192</p><p>7 – LEI nº 8.213, DE 24 DE JULhO DE 1991 – ARTIGO 11 (COnTInUAçãO)</p><p>b) o ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem</p><p>religiosa, este quando por ela mantido, salvo se filiado obrigatoriamente à Previdência Social em razão de</p><p>outra atividade ou a outro sistema previdenciário, militar ou civil, ainda que na condição de inativo;</p><p>c) o empregado de organismo oficial internacional ou estrangeiro em funcionamento no Brasil, salvo quando</p><p>coberto por sistema próprio de Previdência Social;</p><p>d) o brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial internacional do qual o Brasil é membro</p><p>efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo quando coberto por sistema de previdência social do</p><p>país do domicílio;</p><p>VI - como trabalhador avulso: quem presta, a diversas empresas, sem vínculo empregatício, serviço de natureza</p><p>urbana ou rural definidos no Regulamento;</p><p>VII - como segurado especial: o produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais, o garimpeiro, o pescador</p><p>artesanal e o assemelhado, que exerçam suas atividades, individualmente ou em regime de economia familiar,</p><p>ainda que com o auxílio eventual de terceiros, bem como seus respectivos cônjuges ou companheiros e filhos</p><p>maiores de 14 (quatorze) anos ou a eles equiparados, desde que trabalhem, comprovadamente, com o grupo</p><p>familiar respectivo.</p><p>§ 1º Entende-se como regime de economia familiar a atividade em que o trabalho dos membros da família é</p><p>indispensável à própria subsistência e é exercido em condições de mútua dependência e colaboração, sem a</p><p>utilização de empregados.</p><p>§ 2º Todo aquele que exercer, concomitantemente, mais de uma atividade remunerada sujeita ao Regime.</p><p>Fonte: BRASIL. Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social</p><p>e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8213cons.htm>. Acesso</p><p>em: 16 fev. 2012.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>193</p><p>8 – LEI nº 8.213, DE 24 DE JULhO DE 1991 – ARTIGO 19*</p><p>Art. 19. Acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exer-</p><p>cício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do artigo 11 desta Lei, provocando lesão corporal ou</p><p>perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade</p><p>para o trabalho.</p><p>§ 1º A empresa é responsável pela adoção e pelo uso das medidas coletivas e individuais de proteção e se-</p><p>gurança da saúde do trabalhador.</p><p>§ 2º Constitui contravenção penal, punível com multa, deixar a empresa de cumprir as normas de segurança</p><p>e higiene do trabalho.</p><p>§ 3º É dever de a empresa prestar informações pormenorizadas sobre os riscos da operação a executar e do</p><p>produto a manipular.</p><p>§ 4º O Ministério do Trabalho e da Previdência Social fiscalizará, e os sindicatos e entidades representativas</p><p>de classe acompanharão o fiel cumprimento do disposto nos parágrafos anteriores, conforme dispuser o Re-</p><p>gulamento.</p><p>Fonte: BRASIL. Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência So-</p><p>cial e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8213cons.htm>.</p><p>Acesso em: 16 fev. 2012.</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>194</p><p>9 – LEI nº 8.213, DE 24 DE JULhO DE 1991 – ARTIGO 20*</p><p>Art. 20. Consideram-se acidente de trabalho, nos termos do artigo anterior, as seguintes entidades mórbidas:</p><p>I. doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a</p><p>determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previ-</p><p>dência Social;</p><p>II. doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em</p><p>que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, constante da relação mencionada no inciso I.</p><p>§ 1º Não são consideradas como doença do trabalho:</p><p>a) a doença degenerativa;</p><p>b) a inerente a grupo etário;</p><p>c) a que não produza incapacidade laborativa;</p><p>d) a doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva, salvo compro-</p><p>vação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho.</p><p>§ 2º Em caso excepcional, constatando-se que a doença não incluída na relação prevista nos incisos I e II deste</p><p>artigo resultou das condições especiais em que o trabalho é executado e com ele se relaciona diretamente, a</p><p>Previdência Social deve considerá-la acidente de trabalho.</p><p>Fonte: BRASIL. Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência So-</p><p>cial e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8213cons.htm>.</p><p>Acesso em: 16 fev. 2012.</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto,</p><p>não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>195</p><p>10 – LEI nº 8.213, DE 24 DE JULhO DE 1991 – ARTIGOS 21, 22 E 23*</p><p>Art. 21. Equiparam-se também ao acidente de trabalho, para efeitos desta Lei:</p><p>I. o acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído diretamente para</p><p>a morte do segurado, para redução ou perda da sua capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija</p><p>atenção médica para a sua recuperação;</p><p>II. o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em consequência de:</p><p>a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho;</p><p>b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada ao trabalho;</p><p>c) ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de trabalho;</p><p>d) ato de pessoa privada do uso da razão;</p><p>e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior;</p><p>III. a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade;</p><p>IV. o acidente sofrido pelo segurado, ainda que fora do local e horário de trabalho:</p><p>a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa;</p><p>b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito;</p><p>c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada por esta dentro de seus planos</p><p>para melhor capacitação da mão de obra, independentemente do meio de locomoção utilizado, inclusive</p><p>veículo de propriedade do segurado;</p><p>d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de lo-</p><p>comoção, inclusive veículo de propriedade do segurado.</p><p>§ 1º Nos períodos destinados a refeição ou descanso, ou por ocasião da satisfação de outras necessidades</p><p>fisiológicas, no local do trabalho ou durante este, o empregado é considerado no exercício do trabalho.</p><p>§ 2º Não é considerada agravação ou complicação de acidente de trabalho a lesão que, resultante de acidente</p><p>de outra origem, se associe ou se superponha às consequências do anterior.</p><p>Art. 22. A empresa deverá comunicar o acidente de trabalho à Previdência Social até o 1º (primeiro) dia útil</p><p>seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente, sob pena de multa</p><p>variável entre o limite mínimo e o limite máximo do salário-de-contribuição, sucessivamente aumentada nas</p><p>reincidências, aplicada e cobrada pela Previdência Social.</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>196</p><p>10 – LEI nº 8.213, DE 24 DE JULhO DE 1991 – ARTIGOS 21, 22 E 23</p><p>(COnTInUAçãO)</p><p>§ 1º Da comunicação a que se refere este artigo receberão cópia fiel o acidentado ou seus dependentes, bem</p><p>como o sindicato a que corresponda a sua categoria.</p><p>§ 2º Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la o próprio acidentado, seus depen-</p><p>dentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública, não preva-</p><p>lecendo nestes casos o prazo previsto neste artigo.</p><p>§ 3º A comunicação a que se refere o § 2º não exime a empresa de responsabilidade pela falta do cumpri-</p><p>mento do disposto neste artigo.</p><p>§ 4º Os sindicatos e entidades representativas de classe poderão acompanhar a cobrança, pela Previdência</p><p>Social, das multas previstas neste artigo.</p><p>Art. 23. Considera-se como dia do acidente, no caso de doença profissional ou do trabalho, a data do início da</p><p>incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual, ou o dia da segregação compulsória, ou o dia</p><p>em que for realizado o diagnóstico, valendo para este efeito o que ocorrer primeiro.</p><p>Fonte: BRASIL. Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência So-</p><p>cial e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8213cons.htm>.</p><p>Acesso em: 16 fev. 2012.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>197</p><p>11 – LEI nº 8.213, DE 24 DE JULhO DE 1991 – ARTIGOS 86 E 118*</p><p>DO AUXÍLIO-ACIDEnTE</p><p>Art. 86. O auxílio-acidente será concedido ao segurado quando, após a consolidação das lesões decorrentes de</p><p>acidente de trabalho, resultar sequela que implique:</p><p>I. redução da capacidade laborativa que exija maior esforço ou necessidade de adaptação para exercer a mesma</p><p>atividade, independentemente de reabilitação profissional;</p><p>II. redução da capacidade laborativa que impeça, por si só, o desempenho da atividade que exercia à época do</p><p>acidente, porém não o de outra, do mesmo nível de complexidade, após reabilitação profissional; ou</p><p>III. redução da capacidade laborativa que impeça, por si só, o desempenho da atividade que exercia à época do</p><p>acidente, porém não o de outra, de nível inferior de complexidade, após reabilitação profissional.</p><p>§ 1º O auxílio-acidente, mensal e vitalício corresponderá respectivamente, às situações previstas nos incisos I, II</p><p>e III deste artigo, a 30% (trinta por cento), 40% (quarenta por cento) ou 60% (sessenta por cento) do salário-</p><p>-de-contribuição do segurado vigente no dia do acidente, não podendo ser inferior a esse percentual do seu</p><p>salário-de-benefício.</p><p>§ 2º O auxílio-acidente será devido a partir do dia seguinte ao da cessação do auxílio-doença, independente-</p><p>mente de qualquer remuneração ou rendimento auferido pelo acidentado.</p><p>§ 3º O recebimento de salário ou concessão de outro benefício não prejudicará a continuidade do recebimento</p><p>do auxílio-acidente.</p><p>§ 4º Quando o segurado falecer em gozo do auxílio-acidente, a metade do valor deste será incorporada ao valor</p><p>da pensão se a morte não resultar do acidente do trabalho.</p><p>§ 5º Se o acidentado em gozo do auxílio-acidente falecer em consequência de outro acidente, o valor do auxílio-</p><p>-acidente será somado ao da pensão, não podendo a soma ultrapassar o limite máximo previsto no § 2º do art.</p><p>29 desta Lei.</p><p>Art. 118. O segurado que sofre acidente do trabalho tem garantida, pelo prazo mínimo de doze meses, a manu-</p><p>tenção do seu contrato de trabalho na empresa, após a cessação do auxílio-doença acidentário, independente-</p><p>mente de percepção de auxílio-acidente.</p><p>Parágrafo único. O segurado reabilitado poderá ter remuneração menor do que a da época do acidente, desde</p><p>que compensada pelo valor do auxílio-acidente, referido no § 1º do art. 86 desta Lei.</p><p>Fonte: BRASIL. Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social</p><p>e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8213cons.htm>. Acesso</p><p>em: 16 fev. 2012.</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>198</p><p>12 – PORTARIA MTB nº 3.214, DE 08 DE JUnhO DE 1978*</p><p>O Ministro de Estado do Trabalho, no uso de suas atribuições legais, considerando o disposto no art. 200, da</p><p>consolidação das Leis do Trabalho, com redação dada pela Lei n.º 6.514, de 22 de dezembro de 1977, resolve:</p><p>Art. 1º - Aprovar as Normas Regulamentadoras - NR - do Capítulo V, Título II, da Consolidação das Leis do Traba-</p><p>lho, relativas à Segurança e Medicina do Trabalho:</p><p>Aprova as Normas Regulamentadoras – NR – do Capítulo V, Título II, da</p><p>Consolidação das Leis do Trabalho, relativas à Segurança e Medicina do</p><p>Trabalho.</p><p>Este texto não substitui a publicação original.</p><p>nORMAS REGULAMEnTADORAS</p><p>NR-1 – Disposições</p><p>Gerais</p><p>NR-2 – Inspeção Prévia</p><p>NR-3 – Embargo e Interdição</p><p>NR-4 – Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho – SESMT</p><p>NR-5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA</p><p>NR-6 – Equipamento de Proteção Individual – EPI</p><p>NR-7 – Exames Médicos</p><p>NR-8 – Edificações</p><p>NR-9 – Riscos Ambientais</p><p>NR-10 – Instalações e Serviços de Eletricidade</p><p>NR-11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais</p><p>NR-12 – Máquinas e Equipamentos</p><p>NR-13 – Vasos Sob Pressão</p><p>NR-14 – Fornos</p><p>NR-15 – Atividades e Operações Insalubre</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>199</p><p>12 – PORTARIA MTB nº 3.214, DE 08 DE JUnhO DE 1978 (COnTInUAçãO)</p><p>NR-16 – Atividades e Operações Perigosas</p><p>NR-17 – Ergonomia</p><p>NR-18 – Obras de Construção, Demolição, e Reparos</p><p>NR-19 – Explosivos</p><p>NR-20 – Combustíveis Líquidos e Inflamáveis</p><p>NR-21 – Trabalhos a Céu Aberto</p><p>NR-22 – Trabalhos Subterrâneos</p><p>NR-23 – Proteção Contra Incêndios</p><p>NR-24 – Condições Sanitárias dos Locais de Trabalho</p><p>NR-25 – Resíduos Industriais</p><p>NR-26 – Sinalização de Segurança</p><p>NR-27 – Registro de Profissionais</p><p>NR-28 – Fiscalização e Penalidades</p><p>NR-29 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário</p><p>NR-30 – Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário</p><p>NR-31 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária, Silvicultura,</p><p>Exploração Florestal e Aquicultura.</p><p>NR-32 – Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde</p><p>NR-33 – Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados</p><p>Disponível em: <http://www3.dataprev.gov.br/SISLEX/paginas/63/mte/1978/3214.htm>.Acesso em: 21</p><p>dez. 2010.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>200</p><p>13 – ADICIOnAL DE InSALUBRIDADE*</p><p>O que são atividades insalubres?</p><p>Atividades insalubres são aquelas que expõem os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos</p><p>limites legais permitidos. Juridicamente, a insalubridade somente é reconhecida quando a atividade ou</p><p>operação passa a ser incluída em relação baixada pelo Ministério do Trabalho.</p><p>qual a consequência do exercício de trabalho em condições de insalubridade, acima dos limites de</p><p>tolerância estabelecidos pelo MT, sobre o salário do empregado?</p><p>O empregado receberá, além do salário normal, um adicional correspondente à insalubridade, calculado</p><p>em 40%, 20% ou 10% sobre o salário-mínimo da região, conforme o grau de insalubridade.</p><p>O que são atividades perigosas?</p><p>A lei considera atividades ou operações perigosas todas aquelas que, pela natureza ou métodos de traba-</p><p>lho, coloquem o trabalhador em contato permanente com explosivos, eletricidade, materiais ionizantes,</p><p>substâncias radioativas ou materiais inflamáveis, em condições de risco acentuado.</p><p>qual a percentagem correspondente ao adicional de periculosidade?</p><p>Para inflamáveis e explosivos: 30% sobre o salário básico, excluídas gratificações, prêmios e participação</p><p>nos lucros;</p><p>Para eletricidade, de 30% sobre o salário recebido, no caso de permanência habitual em área de risco,</p><p>desde que a exposição não seja eventual.</p><p>É possível ao empregado receber simultaneamente adicionais de insalubridade e periculosidade?</p><p>Não. A lei permite somente o pagamento de um dos dois, à escolha do empregado.</p><p>Como é feita a caracterização da insalubridade e da periculosidade?</p><p>A caracterização é feita por meio de perícia, a cargo do médico ou de engenheiro do trabalho, segundo as</p><p>normas do MTE.</p><p>Fonte: < http://www.portal.mte.gov.br/ouvidoria/atividade-insalubre-e-perigosa.htm >. Acesso em: 12 de</p><p>nov. 2010.</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>201</p><p>14 – PORTARIA nº 3.275, DE SETEMBRO DE 1989*</p><p>A MINISTRA DE ESTADO DO TRABALHO, no uso de suas atribuições, considerando o disposto no art. 6º do</p><p>Decreto 92.530, de 09.04.86, que delega competência ao Ministério do Trabalho para definir as atividades</p><p>do Técnico de Segurança do Trabalho. RESOLVE:</p><p>Art. 1º As atividades do Técnico de Segurança do Trabalho são as seguintes:</p><p>I – informar o empregador, através de parecer técnico, sobre os riscos existentes nos ambientes de trabalho,</p><p>bem como as medidas de eliminas e neutralizar;</p><p>II – informar os trabalhadores sobre os riscos da sua atividade, bem como as medidas de eliminação e</p><p>neutralização, controlar, identificar e analisar.</p><p>III – Analisar o métodos e os processo de trabalho e identificar os fatores de risco de acidentes do trabalho,</p><p>doenças profissionais e do trabalhador, propondo sua eliminação ou seu controle;</p><p>IV – executar os procedimentos de segurança e higiene do trabalho e avaliar os resultados alcançados,</p><p>adequando-os as estratégias utilizadas de maneira a integrar o processo prevencionista em uma planifica-</p><p>ção, beneficiando o trabalhador;</p><p>V – executar programas de prevenção de acidentes do trabalho, doenças profissionais e do trabalho nos</p><p>ambientes de trabalho com a participação dos trabalhadores, acompanhando e avaliando seus resultados,</p><p>bem como sugerindo constante atualização dos mesmos e estabelecendo procedimentos a serem seguidos.</p><p>VI – promover debates, encontros, campanhas, seminários, palestras, reuniões, treinamentos e utilizar ou-</p><p>tros recursos de ordem didática e pedagógica com o objetivo de divulgar as normas de segurança e higie-</p><p>ne do trabalho, assuntos técnicos, administrativos e prevencionista, visando evitar acidentes de trabalho,</p><p>doenças profissionais e do trabalho;</p><p>VII – executar as normas de segurança referentes a projetos de construção, ampliação, reforma, arranjos</p><p>físicos e de fluxos, com vistas à observância das medidas de segurança e higiene do trabalho, inclusive por</p><p>terceiros;</p><p>VIII – encaminhar aos setores e áreas competentes normas, regulamentos, documentação, dados estatísti-</p><p>cos, resultados de análise e avaliações, materiais de apoio técnico, educacional e outros de divulgação para</p><p>conhecimento e autodesenvolvimento do trabalhador;</p><p>IX – indicar, solicitar e inspecionar equipamentos de proteção contra incêndio, recursos audiovisuais e di-</p><p>dáticos e outros materiais considerados indispensáveis, de acordo com a legislação vigente, dentro das</p><p>qualidades e especificações técnicas recomendadas, avaliando seu desempenho;</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>202</p><p>14 – PORTARIA nº 3.275, DE SETEMBRO DE 1989 (COnTInUAçãO)</p><p>X – cooperar com as atividades do meio ambiente, orientando quanto ao tratamento e destinação dos resí-</p><p>duos industriais, incentivando e conscientizando o trabalhador da sua importância para a vida;</p><p>XI – orientar as atividades desenvolvidas por empresas contratadas, quanto aos procedimentos de segu-</p><p>rança e higiene do trabalho previstos na legislação ou constantes em contratos de prestação de serviços;</p><p>XII – executar as atividades ligadas à segurança e higiene do trabalho utilizando métodos e técnicas cien-</p><p>tíficas, observando dispositivos legais e institucionais que objetivem a eliminação, controle ou redução</p><p>permanente dos riscos de acidentes do trabalho e a melhoria das condições do ambiente, para preservar a</p><p>integridade física e mental dos trabalhadores;</p><p>XIII – levantar e estudar os dados estatísticos de acidentes do trabalho, doenças profissionais e do trabalho,</p><p>calcular a frequência e a gravidade destes para ajustes das ações prevencionistas, normas ,</p><p>regulamentos</p><p>e outros dispositivos de ordem técnica, que permitam a proteção coletiva e individual;</p><p>XIV – articular-se e colaborar com os setores responsáveis pelos recursos humanos, fornecendo-lhes resul-</p><p>tados de levantamentos técnicos de riscos das áreas e atividades para subsidiar a adoção de medidas de</p><p>prevenção a nível de pessoal;</p><p>XV – informar os trabalhadores e o empregador sobre as atividades insalubre, perigosas e penosas existen-</p><p>tes na empresa, seus riscos específicos, bem como medidas e alternativas de eliminação ou neutralização</p><p>dos mesmos;</p><p>XVI – avaliar as condições ambientais de trabalho e emitir parecer técnico que subside o planejamento e a</p><p>organização do trabalho de forma segura para o trabalhador;</p><p>XVII – articular-se e colaborar com os órgãos e entidades ligadas à prevenção de acidentes do trabalho,</p><p>doenças profissionais e do trabalho;</p><p>XVIII – participar de seminários, treinamentos, congressos curso visando ao intercâmbio e ao aperfeiçoa-</p><p>mento profissional.</p><p>Art. 2º As dúvidas suscitadas e os casos omissos serão dirimidos pela Secretaria de Segurança e Medicina</p><p>do Trabalho.</p><p>Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>203</p><p>15 – PARECER TÉCnICO*</p><p>Autor(a): Benedita Creusa de Jesus Rosa – Conteudista do Senac Rio.</p><p>Fundamentação Legal: lei 6514/77 e Portaria 3.214/78 – Norma Regulamentadora NR 5</p><p>Empresa: Pedro Ferroso Metalúrgica Ltda.</p><p>CNPJ – 33.213.200/0001-28</p><p>CNAE – 28.32-0</p><p>GR – 4</p><p>GRUPO:</p><p>No de empregados: 200</p><p>Objetivo do parecer: esclarecer com fundamentos nesta NR as adequações de constituição de CIPA.</p><p>Item 5.1 – A Comissão Interna de Acidentes – CIPA – tem como objetivo a prevenção de acidentes e doen-</p><p>ças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação</p><p>da vida e a promoção da saúde do trabalhador.</p><p>Item 5.2 – Devem constituir CIPA, por estabelecimento, e mantê-la em regular funcionamento as empresas</p><p>privadas, públicas, sociedades e economia mista, órgãos da administração direta e indireta, instituições be-</p><p>neficentes, associações recreativas, cooperativas, bem como outras instituições que admitam trabalhadores</p><p>como empregados.</p><p>Item 5.11 – O empregador designará entre seus representantes o Presidente da CIPA, e os representantes</p><p>dos empregados escolherão entre os titulares o Vice-Presente.</p><p>5.6.4 – Quando o estabelecimento não se enquadrar no Quadro I, a empresa designará um responsável pelo</p><p>cumprimento dos objetivos desta NR, podendo ser adotados mecanismos de participação dos empregados,</p><p>através de negociação coletiva.</p><p>5.32 – A empresa deverá promover treinamento para os membros da CIPA, titulares e suplentes antes da</p><p>CIPA.</p><p>Conclusão:</p><p>• Em conformidade com os itens da NR-5 acima citados, na íntegra, esta empresa deverá constituir a CIPA;</p><p>• O Presidente da CIPA deverá ser indicado pelo empregador, e o vice-presidente, escolhido pelos titulares</p><p>e suplentes;</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>204</p><p>15 – PARECER TÉCnICO (COnTInUAçãO)</p><p>• Esta empresa enquadra-se no quadro I desta NR, portanto, esta deverá ser dimensionada para definir o nú-</p><p>mero de representantes dos empregados e de representantes do empregador.</p><p>• Após todo procedimento, a empresa deverá treinar todos os componentes da CIPA.</p><p>Obs.: este parecer tem validade de 30 dias por motivo de possíveis mudanças na legislação.</p><p>A implantação desta NR, não exclui as responsabilidades das outras NRs, hoje contando com 34 NRs, que serão</p><p>implantadas de acordo com a necessidade da empresa, levando em consideração o ramo de atividade.</p><p>TST – Responsável pelo parecer</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>205</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP*</p><p>Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) é um formulário com campos a serem preenchidos com todas as</p><p>informações relativas ao empregado, como, por exemplo, a atividade que exerce, o agente nocivo ao qual</p><p>é exposto, a intensidade e a concentração do agente, exames médicos clínicos, além de dados referentes</p><p>à empresa.</p><p>O formulário deve ser preenchido pelas empresas que exercem atividades que exponham seus empregados</p><p>a agentes nocivos químicos, físicos, biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integri-</p><p>dade física (origem da concessão de aposentadoria especial após 15, 20 ou 25 anos de contribuição). Além</p><p>disso, todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados do Programa de</p><p>Prevenção de Riscos Ambientais e do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, de acordo com</p><p>Norma Regulamentadora nº 9 da Portaria nº 3.214/78 do MTE, também devem preencher o PPP.</p><p>O PPP deve ser preenchido para a comprovação da efetiva exposição dos empregados a agentes nocivos,</p><p>para o conhecimento de todos os ambientes e para o controle da saúde ocupacional de todos os trabalha-</p><p>dores.</p><p>nota:</p><p>É necessário o preenchimento do PPP, pelas empresas, para todos os empregados. De acordo com a Ins-</p><p>trução Normativa/INSS/DC nº 99 de 05/12/2003, após a implantação do PPP em meio magnético, pela</p><p>Previdência Social, esse documento será exigido para todos os segurados, independentemente do ramo de</p><p>atividade da empresa e da exposição a agentes nocivos.</p><p>A comprovação da efetiva exposição a agentes nocivos será feita mediante formulário próprio do INSS, o</p><p>Perfil Profissiográfico Previdenciário, que será preenchido pela empresa ou seu preposto com base em Lau-</p><p>do Técnico de Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT) expedido por médico do trabalho ou engenheiro</p><p>de segurança do trabalho, para fins de comprovação da exposição a agentes nocivos prejudiciais à saúde</p><p>ou à integridade física.</p><p>As cooperativas de produção, em que seus cooperados no exercício das atividades sejam expostos a condi-</p><p>ções especiais, deverão elaborar o PPP dos cooperados conforme a Instrução Normativa/INSS/DC nº 087,</p><p>de 27 de março de 2003. O PPP das cooperativas de trabalho serão elaborados com base nas informações</p><p>fornecidas pela empresa contratante.</p><p>A apresentação do LTCAT será exigida para os períodos de atividade exercida sob condições especiais ape-</p><p>nas a partir de 14 de outubro de 1996, exceto no caso do agente nocivo ruído, que exige apresentação de</p><p>laudo para todos os períodos declarados.</p><p>* O Senac Rio se reservou o direito de não alterar os textos contidos neste manual. Portanto, não pode ser responsabilizado pelos</p><p>possíveis erros ortográficos e gramaticais. O conteúdo dos documentos aqui utilizados é de responsabilidade de seus autores.</p><p>Técnico em Segurança do Trabalho – Volume 2</p><p>206</p><p>16 – PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDEnCIÁRIO – PPP (COnTInUAçãO)</p><p>Quando houver o desligamento do empregado, a empresa é obrigada a fornecer uma cópia autêntica do</p><p>PPP ao trabalhador, sob pena de multa, caso não o faça.</p><p>Observação:</p><p>De acordo com a Instrução Normativa/INSS/DC nº 99, de 05/12/2003, a partir de 1º de janeiro de 2004</p><p>a comprovação do exercício de atividade especial será feita pelo PPP, emitido pela empresa com base em</p><p>laudo técnico de condições ambientais de trabalho expedido por médico do trabalho ou engenheiro de</p><p>segurança. O PPP contemplará, inclusive, informações pertinentes aos formulários acima, os quais deixarão</p><p>de ter eficácia.</p><p>A empresa (ou equiparada à empresa) deverá elaborar PPP de forma individualizada para seus empre-</p><p>gados, trabalhadores avulsos e cooperados expostos a agentes nocivos químicos, físicos, biológicos ou</p><p>associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física, considerados para fins de concessão de</p><p>aposentadoria especial. E ainda, para fins de concessão</p>