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<p>SÉRIE REFRIGERAÇÃO E CLIMATIZAÇÃO</p><p>COMANDOS</p><p>ELÉTRICOS</p><p>SÉRIE REFRIGERAÇÃO E CLIMATIZAÇÃO</p><p>COMANDOS</p><p>ELÉTRICOS</p><p>CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI</p><p>Robson Braga de Andrade</p><p>Presidente</p><p>DIRETORIA DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA – DIRET</p><p>Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti</p><p>Diretor de Educação e Tecnologia</p><p>SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL – SENAI</p><p>Conselho Nacional</p><p>Robson Braga de Andrade</p><p>Presidente</p><p>SENAI – Departamento Nacional</p><p>Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti</p><p>Diretor Geral</p><p>Gustavo Leal Sales Filho</p><p>Diretor de Operações</p><p>SÉRIE REFRIGERAÇÃO E CLIMATIZAÇÃO</p><p>COMANDOS</p><p>ELÉTRICOS</p><p>SENAI</p><p>Serviço Nacional de</p><p>Aprendizagem Industrial</p><p>Departamento Nacional</p><p>Sede</p><p>Setor Bancário Norte • Quadra 1 • Bloco C • Edifício Roberto</p><p>Simonsen • 70040-903 • Brasília – DF • Tel.: (0xx61) 3317-</p><p>9001 Fax: (0xx61) 3317-9190 • http://www.senai.br</p><p>© 2016. SENAI – Departamento Nacional</p><p>© 2016. SENAI – Departamento Regional de Santa Catarina</p><p>A reprodução total ou parcial desta publicação por quaisquer meios, seja eletrônico, mecâ-</p><p>nico, fotocópia, de gravação ou outros, somente será permitida com prévia autorização, por</p><p>escrito, do SENAI.</p><p>Esta publicação foi elaborada pela equipe do Núcleo de Educação a Distância do SENAI de</p><p>Santa Catarina, com a coordenação do SENAI Departamento Nacional, para ser utilizada por</p><p>todos os Departamentos Regionais do SENAI nos cursos presenciais e a distância.</p><p>SENAI Departamento Nacional</p><p>Unidade de Educação Profissional e Tecnológica – UNIEP</p><p>SENAI Departamento Regional de Santa Catarina</p><p>Gerência de Educação e Tecnologia – GEDUT</p><p>FICHA CATALOGRÁFICA</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>S491c</p><p>Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional.</p><p>Comandos elétricos / Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial.</p><p>Departamento Nacional, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial.</p><p>Departamento Regional de Santa Catarina. Brasília : SENAI/DN, 2016.</p><p>137 p. : il. (Série Refrigeração e Climatização).</p><p>ISBN 978-85-505-0086-7</p><p>1. Detectores. 2. Máquinas elétricas. 3. Motores elétricos. 4. Disjuntores</p><p>elétricos. 5. Motores elétricos – Controle eletrônico. 6. Contatores. I. Serviço</p><p>Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Regional de Santa Catarina.</p><p>II. Título. III. Série.</p><p>CDU: 621.313</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>Lista de ilustrações</p><p>Figura 1 - Comandos elétricos ......................................................................................................................................16</p><p>Figura 2 - Sistemas de climatização ............................................................................................................................17</p><p>Figura 3 - Motores elétricos ...........................................................................................................................................18</p><p>Figura 4 - Transformador monofásico ........................................................................................................................20</p><p>Figura 5 - Transformador trifásico ................................................................................................................................21</p><p>Figura 6 - Componentes de motores elétricos .......................................................................................................22</p><p>Figura 7 - Representação do motor CC ......................................................................................................................23</p><p>Figura 8 - Comutador e bobina ....................................................................................................................................23</p><p>Figura 9 - Estator ou bobina de campo .....................................................................................................................24</p><p>Figura 10 - Carcaça do motor ........................................................................................................................................24</p><p>Figura 11 - Escovas (esquerda) e localizador de escova (direita) .....................................................................25</p><p>Figura 12 - Movimento do rotor em motores CC ...................................................................................................25</p><p>Figura 13 - Coletor da escova ........................................................................................................................................26</p><p>Figura 14 - Motor de ímã permanente ......................................................................................................................27</p><p>Figura 15 - Rotor com duas bobinas de campo em série....................................................................................27</p><p>Figura 16 - Rotor com bobina de campo em paralelo .........................................................................................28</p><p>Figura 17 - Rotor e sua bobina de campo .................................................................................................................28</p><p>Figura 18 - Rotor com as bobinas de campo série e em paralelo ....................................................................29</p><p>Figura 19 - Classificação de motores de Corrente Alternada (CA) ...................................................................30</p><p>Figura 20 - Motor de uma hidroelétrica ....................................................................................................................31</p><p>Figura 21 - Classificação dos motores síncronos ....................................................................................................31</p><p>Figura 22 - Máquina síncrona e a ligação de suas bobinas ................................................................................32</p><p>Figura 23 - Classificação dos motores quanto ao arranjo auxiliar de partida ..............................................34</p><p>Figura 24 - Vantagens e desvantagens dos motores monofásicos assíncronos .........................................35</p><p>Figura 25 - Esquema elétrico de um motor de indução trifásico de rotor bobinado ...............................37</p><p>Figura 26 - Componentes do motor elétrico trifásico ..........................................................................................37</p><p>Figura 27 - Plaqueta de identificação .........................................................................................................................40</p><p>Figura 28 - Condutores elétricos ..................................................................................................................................42</p><p>Figura 29 - Tipos de cabos elétricos ............................................................................................................................43</p><p>Figura 30 - Cores específicas dos condutores .........................................................................................................43</p><p>Figura 31 - Barramento de terra ...................................................................................................................................44</p><p>Figura 32 - Barramento de neutro ...............................................................................................................................45</p><p>Figura 33 - Barramento de fase ....................................................................................................................................45</p><p>Figura 34 - Composição dos fusíveis ..........................................................................................................................52</p><p>Figura 35 - Fusível NH no circuito ................................................................................................................................53</p><p>Figura 36 - Fusível NH ......................................................................................................................................................54</p><p>a ele.</p><p>Isol.</p><p>Indica a classe de isolação do motor, que define a temperatura máxima suportada pelas</p><p>bobinas. As classes de isolamento utilizadas em máquinas elétricas e os respectivos limites</p><p>de temperatura conforme ABNT NBR 17094 e IEC 60034-1, são as seguintes: Classe A (até</p><p>105ºC), Classe E (até 120ºC), Classe B (até 130ºC), Classe F (até 155ºC) e Classe H (até 180ºC).</p><p>Ip / In</p><p>É o valor da corrente de partida em relação ao número de vezes o valor da corrente nominal</p><p>do motor.</p><p>IP</p><p>Índice de proteção do motor. Indica a proteção que o equipamento elétrico oferece contra</p><p>agentes externos, tais como resíduos sólidos, poeira e água. O primeiro algarismo indica a</p><p>proteção contra sólidos e o segundo contra água.</p><p>Tensão Nominal Indica as tensões de trabalho do motor. No caso do exemplo, 220/380 V.</p><p>Corrente Nominal (In) Indica as correntes de trabalho, de acordo com a tensão aplicada ao motor.</p><p>Reg. Duty Indica o regime de operação do motor. S1 = contínuo, sob carga constante.</p><p>∆ Esquema de ligação triângulo – para este motor trabalhar em 220 V.</p><p>Y Esquema de ligação estrela – para este motor trabalhar em 380 V.</p><p>Modelo O fabricante informa o modelo de carcaça do motor</p><p>Quadro 5 - Códigos da placa de identificação – parte 2</p><p>Fonte: adaptado de catálogo WEG – guia de especificação de motores elétricos (2015)</p><p>Outros dados importantes que podem ainda constar na placa de identificação das características do</p><p>motor são: modelo de rolamentos, tipos de lubrificante adequado, frequência de lubrificação, tipo de car-</p><p>caça, número de série, dentre outros – sempre conforme o fabricante.</p><p>2.3.2 CONDUTORES ELÉTRICOS</p><p>Os condutores elétricos são elementos metálicos, normalmente de configuração cilíndrica, que possibi-</p><p>litam a passagem de cargas e sinais elétricos.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS42</p><p>Para a constituição dos condutores, o alumínio e o cobre são os metais com maior utilização na sua fa-</p><p>bricação. O cobre é frequentemente mais utilizado na fabricação de condutores elétricos, principalmente</p><p>os condutores isolados, devido suas características elétricas e mecânicas.</p><p>O alumínio é empregado principalmente nas linhas de transmissão e ainda podem ser fabricados tam-</p><p>bém com isolamento.</p><p>Comumente, nas instalações elétricas industriais, comerciais ou residenciais, utilizam-se três modelos</p><p>de condutores: fios, cabos e barramento.</p><p>Confira, a seguir, as características de cada condutor:</p><p>Fios: como condutores elétricos, podem ser utilizados nus ou isolados, ou ainda, podem ser produtos</p><p>com acabamento rústico reservado à fabricação de cabos.</p><p>Os fios em que a seção transversal deixe de ser circular são denominados fios perfilados, devido ao seu</p><p>formato, que geralmente pode ser quadrado ou retangular.</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 28 - Condutores elétricos</p><p>Fonte: adaptado de Souza [2016?]</p><p>Os fios com isolamento utilizam isolantes elétricos que são compostos por materiais com pouca quan-</p><p>tidade de elétrons e que possuam resistência a eles. Pode-se citar como materiais com essas características:</p><p>plásticos (PVC5), silicone, borracha etileno-propileno (EPR), termofixo (XLPE)6, vidro, cerâmica, entre outros.</p><p>Cabos: são um conjunto de fios em formato de cordão, com a possibilidade de serem ou não isolados</p><p>entre si, assim como o próprio conjunto de fios. Os cabos elétricos possuem denominações quanto às suas</p><p>características construtivas, na qual pode-se mencionar os cabos unipolares e os multipolares.</p><p>5 Do inglês Polyvinyl chloride, policloreto de polivinila (também conhecido como cloreto de vinila ou policloreto de vinil) é um</p><p>plástico não 100% originário do petróleo.</p><p>6 Blindagem da isolação em material semicondutor de fácil remoção e em fios de cobre nu.</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 43</p><p>D</p><p>en</p><p>ilz</p><p>a</p><p>Pe</p><p>re</p><p>ira</p><p>d</p><p>os</p><p>S</p><p>an</p><p>to</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 29 - Tipos de cabos elétricos</p><p>Fonte: do Autor (2016)</p><p>O cabo unipolar é aquele composto por um único condutor isolado. Já o cabo multipolar é composto</p><p>por dois ou mais condutores isolados e providos de cobertura. Esses condutores isolados são conhecidos</p><p>como veias.</p><p>Os cabos multipolares contendo duas, três, ou mais veias, são conhecidos respectivamente como bipo-</p><p>lares, tripolares, tetrapolares, etc.</p><p>A Norma NBR 5410:2004 recomenda ainda a utilização de cores específicas para os condutores de acor-</p><p>do com sua função em uma instalação elétrica, conforme descriminado a seguir:</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 30 - Cores específicas dos condutores</p><p>Fonte: adaptado de Thinkstock (2016)</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS44</p><p>Barramento elétrico: normalmente de cobre, resistente ao calor e à corrosão, também é um condutor</p><p>elétrico. Pode ser produzido em formato de tubo ou seção perfilada.</p><p>O barramento elétrico possui maleabilidade podendo ser dobrado, cortado e furado, permitindo uma</p><p>flexibilidade na montagem do sistema elétrico conforme a necessidade do consumidor. Sua função é con-</p><p>duzir e distribuir melhor a energia dentro de um sistema elétrico, como em quadros de distribuição, qua-</p><p>dros de luz, etc., sem provocar uma sobrecarga nos circuitos elétricos.</p><p>Conforme você pode ver na figura a seguir, existem três tipos de barramentos eletrolíticos:</p><p>a) Barramento de terra – por meio de desvios de possíveis fugas de energia para o solo, protege as</p><p>pessoas de possíveis acidentes com energia elétrica.</p><p>Figura 31 - Barramento de terra</p><p>Fonte: adaptado de Senai (2016)</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 45</p><p>b) Barramento de neutro – tem a função de ligar os fios e terminais ao ponto neutro de cada circuito.</p><p>A</p><p>nd</p><p>re</p><p>ss</p><p>a</p><p>Vi</p><p>ei</p><p>ra</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 32 - Barramento de neutro</p><p>Fonte: adaptado de Senai (2016)</p><p>c) Barramento de fase – este barramento possui a função de distribuir corrente elétrica para os circuitos.</p><p>A</p><p>nd</p><p>re</p><p>ss</p><p>a</p><p>Vi</p><p>ei</p><p>ra</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 33 - Barramento de fase</p><p>Fonte: adaptado de Senai (2016)</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS46</p><p>DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES (BITOLAS) E ISOLAÇÃO</p><p>O dimensionamento técnico de um circuito corresponde ao pré-estabelecimento das dimensões ou</p><p>proporções correspondentes à seção de um condutor e do seu dispositivo de proteção, em conformidade</p><p>com as normas da ABNT7 NBR 5410:2004 – Instalações elétricas de baixa tensão.</p><p>Essa norma estabelece seção mínima dos condutores de acordo com o tipo de instalação, podendo ser</p><p>utilizado cabo com bitolas maiores, porém, nunca menores do que determina a NBR 5410:2004.</p><p>Os condutores elétricos necessitam de compatibilidade com a capacidade dos dispositivos de proteção</p><p>contra curto-circuito e sobrecarga.</p><p>FIQUE</p><p>ALERTA</p><p>A seção nominal de um fio ou cabo é calculada por meio da área da seção transver-</p><p>sal do fio ou do somatório das seções dos fios que compõem o cabo.</p><p>Em instalações elétricas residenciais, geralmente se escolhe o condutor do circuito de distribuição ba-</p><p>seando-se apenas nos critérios da seção mínima e máxima corrente.</p><p>Nas instalações em circuitos residenciais os condutores fase e neutro devem conter a mesma bitola. Os</p><p>condutores podem ser de cobre com isolamento em PVC, EPR e XLPE, sendo estes do tipo não propagador</p><p>de chamas.</p><p>A diferença principal entre fios e cabos está relacionada à flexibilidade que o condutor proporciona.</p><p>Sendo assim, à medida que a bitola do condutor aumenta, a sua flexibilidade diminui. Dessa maneira,</p><p>conclui-se que os fios são mais flexíveis que os cabos.</p><p>O método de instalação dos condutores elétricos influi diretamente na troca térmica entre eles e o</p><p>ambiente. Quanto maior a dissipação de calor em um condutor, menor será o aumento da sua resistência</p><p>elétrica e melhor será a capacidade de condução de corrente no circuito.</p><p>Os critérios para o dimensionamento serão definidos conforme o tipo de instalação dos condutores.</p><p>Na maioria das instalações utilizam-se condutores isolados ou cabos unipolares em eletroduto de seção</p><p>circular embutido em alvenaria, conforme previsão do projeto.</p><p>É importante que o dimensionamento dos condutores siga as especificações dos projetos elaborados,</p><p>conforme as cargas elétricas previstas para</p><p>aquele tipo de sistema.</p><p>A NBR 5410:2004 prevê algumas regras quanto ao uso dos condutores (fios e cabos) elétricos, acompanhe.</p><p>a) Nas instalações residenciais só podem ser utilizados condutores de cobre, excetos nos condutores de</p><p>aterramento e proteção.</p><p>b) Nas instalações comerciais pode ser permitido a utilização de condutores de alumínio com seções</p><p>nominais ≥ 50 mm2.</p><p>7 Associação Brasileira de Normas Técnicas.</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 47</p><p>c) Nas instalações industriais podem ser empregados condutores de alumínio, desde que sejam obede-</p><p>cidas concomitantemente as seguintes condições:</p><p>i) seção nominal dos condutores seja ≥ 10 mm2;</p><p>ii) potência instalada ≥ 50 kW;</p><p>iii) instalação e manutenção qualificadas.</p><p>Para que seja determinado o dimensionamento do condutor de acordo com o método citado, se faz ne-</p><p>cessária a utilização de critérios que são: capacidade de corrente e queda de tensão. Acompanhe a seguir.</p><p>Capacidade de corrente e tensão</p><p>Para a obtenção do valor da capacidade de corrente, calcula-se primeiramente a corrente nominal em</p><p>cada circuito e, posteriormente, aplicam-se os fatores de correção Fator de Correção de Temperatura (FCT)</p><p>e Fator de Correção para Números de Circuitos (FCNC).</p><p>Para a definição da corrente de fase utiliza-se:</p><p>CIRC CIRC</p><p>CIRC</p><p>CIRC CIRC</p><p>P S</p><p>I</p><p>V VFP</p><p>= =</p><p>´</p><p>Sendo:</p><p>ICIRC = corrente do circuito</p><p>PCIRC = potência do circuito</p><p>SCIRC = carga resistiva do circuito</p><p>VCIRC = voltagem ou tensão elétrica do circuito</p><p>FP = fator de potência do circuito</p><p>S = carga resistiva</p><p>P = potência</p><p>P</p><p>FP</p><p>S</p><p>=</p><p>Nas instalações residenciais, comerciais e industriais, utiliza-se uma quantidade maior de carga resisti-</p><p>va8 (chuveiros, fornos elétricos, assadeiras, etc.). Porém, caso haja acréscimo de algum dispositivo, se faz</p><p>necessário ter um cuidado com o FP (fator de potência do circuito) desses equipamentos, evitando assim</p><p>8 Conectar uma carga resistiva ao circuito elétrico significa que a corrente e a tensão mudarão de polaridade em fase. A corren-</p><p>te que circula por essa carga alterna-se e acompanha a tensão aplicada. Na pratica a carga resistiva é a quantidade de corrente</p><p>e tensão empregadas para o funcionamento de equipamentos que utilizam resistência elétrica, como os chuveiros elétricos,</p><p>cafeteiras, fornos elétricos, entre outros.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS48</p><p>que os condutores de um circuito sejam de dimensões inferiores, causando sobrecargas, quedas de tensão</p><p>ou ainda, a falta na carga correta.</p><p>Para a correção do projeto do circuito, aplicam-se os fatores:</p><p>CIRC</p><p>PROJ FCT N</p><p>I</p><p>C</p><p>I</p><p>FC</p><p>=</p><p>´</p><p>Onde:</p><p>IPROJ = Corrente do projeto</p><p>ICIRC = Corrente do circuito</p><p>FCT = Fator de Correção de Temperatura</p><p>FCNC = Fator de Correção para Números de Circuitos</p><p>Essa correção é considerada importante, devido à troca de calor entre os condutores e o ambiente.</p><p>Veja, na tabela a seguir, os valores dos fatores de correção:</p><p>Tabela 2 - Fatores de correção</p><p>T (TEMPERATURA) °C FCT PARA PVC FCT PARA EPR OU XLPE</p><p>10 1,22 1,15</p><p>15 1,17 1,12</p><p>20 1,12 1.08</p><p>25 1.06 1,04</p><p>30 1,00 1,00</p><p>35 0.94 0.96</p><p>40 0,87 0,91</p><p>NÚMERO DE CIRCUITOS NO</p><p>TRECHO MAIS OCUPADO 1 2 3 4 5 6</p><p>FCNC 1,00 0,80 0,70 0,65 0,60 0,57</p><p>Fonte: adaptado de Souza [2016?]</p><p>Para determinar o condutor elétrico relacionado à corrente do projeto ou circuito, utiliza-se a tabela a</p><p>seguir, que relaciona as bitolas dos condutores com as suas capacidades de condução de corrente.</p><p>Tabela 3 - Capacidade de condução de corrente</p><p>SEÇÃO NOMINAL</p><p>(MM²)</p><p>I FIO (A)</p><p>(MONOFÁSICO E BIFÁSICO)</p><p>I FIO (A)</p><p>(TRIFÁSICO)</p><p># 1,5 17,5 15,5</p><p># 2,5 24,0 21,0</p><p># 4,0 32,0 28,0</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 49</p><p># 6,0 41,0 36,0</p><p># 10,0 57,0 50,0</p><p># 16,0 76,0 68,0</p><p># 25,0 101,0 89,0</p><p>Fonte: adaptado de Souza [2016?]</p><p>Veja, a seguir, um exemplo de dimensionamento de condutores de circuito utilizando os dados já es-</p><p>tudados.</p><p>Exemplo:</p><p>Condutor correto para a instalação de um circuito de chuveiro monofásico com potência de 4500 W.</p><p>Sendo que T = 30° e o número de circuitos agrupados é 3.</p><p>Chuveiro: FP = 1, P = 4500 W e V = 220 V</p><p>CIRC</p><p>CIRC</p><p>CIRC</p><p>CIRC</p><p>PROJ</p><p>P 4500 4500</p><p>20,45A</p><p>V FP 220 1 220</p><p>20,45 20,45</p><p>29</p><p>I</p><p>,22A</p><p>FCT FCNC 1 0,70 ,</p><p>I</p><p>0 7</p><p>I</p><p>= = = =</p><p>´ ´</p><p>= = = =</p><p>´ ´</p><p>Onde:</p><p>PCIRC = 4500W</p><p>VCIRC = 220V</p><p>FCT = 1(conforme tabela de fatores de correção sendo a temperatura de 30°)</p><p>FCNC = 0,70 (conforme tabela de número de circuitos agrupados, que nesse caso é o 3)</p><p>Diante do resultado desse cálculo (29,22 A) e a comparação com a tabela de capacidade de condução,</p><p>o condutor apropriado será o da seção 6,0 mm².</p><p>O que determina a bitola do condutor elétrico?</p><p>Após calcular o dimensionamento dos condutores pelos critérios apresentados, a bitola do condutor</p><p>será aquela que atenda esses critérios, ou seja, verificar o posicionamento do resultado calculado na tabela</p><p>de capacidade de condução de corrente e utilizar o valor subsequente maior, caso este não seja igual</p><p>ao existente na referida tabela. Além disso, conforme a NBR 5410:2004, a seção mínima dos condutores</p><p>para utilização em circuitos de força e iluminação, necessariamente deve ser de 1,5 mm² para circuitos de</p><p>iluminação e de 2,5 mm² para circuito de força.</p><p>De acordo com a NBR 5410:2004 (item 6.2.7.2), os aparelhos consumidores de energia elétrica são pro-</p><p>jetados para funcionar em determinado valor de tensão com tolerância reduzida. À medida que a distância</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS50</p><p>entre o medidor de energia e a potência da carga aumenta, a queda de tensão ao longo do condutor tam-</p><p>bém aumentará. Em baixa tensão, em hipótese alguma, a queda de tensão nos circuitos terminais deve ser</p><p>superior a 4%.</p><p>Dimensionamento do neutro</p><p>O condutor neutro não deve ser comum a mais de um circuito. Em um circuito monofásico, o condutor</p><p>neutro deve ter ainda a mesma seção do condutor fase. Já nos circuitos trifásicos pode ser necessário à utiliza-</p><p>ção de um condutor neutro com a seção superior ao do condutor fase, depende exclusivamente do projeto.</p><p>Dimensionamento do condutor de proteção (terra)</p><p>O aterramento é uma ligação elétrica proposital com o solo e tem como função prever um caminho</p><p>adequado e seguro ao percurso de correntes elétricas indesejáveis e inseguras.</p><p>Quando um sistema elétrico está aterrado, favorece a proteção de pessoas contra os choques indiretos,</p><p>devido a maior parte da corrente ser conduzida pelo condutor de proteção.</p><p>Esse aterramento, além disso, fornece um plano de referência estático e sem perturbações, no qual a</p><p>maioria dos equipamentos eletrônicos, por exemplo, computadores, podem funcionar regularmente com</p><p>baixas e altas frequências.</p><p>O condutor de aterramento utiliza a mesma bitola do condutor fase do circuito de maior bitola até 16</p><p>mm².</p><p>Segundo a NBR 5410:2004, os elementos metálicos a seguir não são admitidos como condutores de</p><p>proteção:</p><p>a) tubulações de água;</p><p>b) tubulações de gases ou líquidos combustíveis ou inflamáveis;</p><p>c) elementos de construção sujeitos a esforços mecânicos em serviço normal;</p><p>d) eletrodutos flexíveis, exceto quando concebidos para esse fim;</p><p>e) partes metálicas flexíveis;</p><p>f) armadura do concreto;</p><p>g) estruturas e elementos metálicos da edificação.</p><p>Isolação</p><p>Em relação à isolação, sua principal finalidade é manter em confinamento o campo elétrico produzido</p><p>pela tensão elétrica aplicada nos condutores. Esse confinamento impede curtos-circuitos no contato dire-</p><p>to da parte condutora com outros condutores ou qualquer outra massa condutora, assim como também</p><p>choques elétricos em pessoas e animais.</p><p>Um bom exemplo desse confinamento é a água que percorre uma tubulação; caso não fosse o tubo,</p><p>essa água sairia para o meio externo antes da sua chegada ao destino.</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 51</p><p>Algumas características devem ser observadas nos materiais de isolamento de condutores elétricos,</p><p>como: resistência a envelhecimento; não sensíveis à umidade; relativa ou boa resistência a altas tempera-</p><p>turas e a combustão. Com o desenvolvimento tecnológico na produção de materiais isolantes – e com a</p><p>elaboração de normas especificas de segurança – as exigências dos isolantes</p><p>de condutores elétricos tem</p><p>aumentado de forma considerável.</p><p>Conheça alguns tipos de isolação de condutores e a sua resistência térmica no quadro a seguir:</p><p>TIPOS DE ISOLAÇÃO QUALIDADE DA RESISTÊNCIA</p><p>TÉRMICA</p><p>MATERIAIS DE FABRICAÇÃO</p><p>Propagadores de chama</p><p>Os materiais isolantes ao que entrar em</p><p>contato direto com a chama, entram em</p><p>combustão.</p><p>- EPR</p><p>- XLPE</p><p>Não propagadores</p><p>Materiais que cessam a combustão quando</p><p>a chama é removida.</p><p>- PVC</p><p>- Neoprene</p><p>Resistente à chama (curto-circuito)</p><p>A chama não se propaga sobre o material</p><p>isolante, inclusive durante combustão</p><p>prolongada.</p><p>- Sintenax antiflan (Pirelli)</p><p>- Noflan (Ficap)</p><p>Resistente ao fogo (incêndios)</p><p>Materiais de características diferenciadas,</p><p>incombustíveis.</p><p>- Afumex (Pirelli)</p><p>- Afitox (Ficap)</p><p>Quadro 6 - Resistência térmica</p><p>Fonte: adaptado de Souza [2016?]</p><p>O isolamento dos condutores define a resposta nas variações da corrente elétrica e na temperatura do</p><p>condutor.</p><p>Veja a seguir um quadro de temperaturas aceitáveis para uma temperatura ambiente de 30°C em média.</p><p>MATERIAL ISOLANTE</p><p>TEMPERATURA DE</p><p>OPERAÇÃO EM REGIME</p><p>CONTÍNUO</p><p>(CONDUTOR) °C</p><p>TEMPERATURA LIMITE</p><p>DE SOBRE CARGA</p><p>(CONDUTOR) °C</p><p>TEMPERATURA LIMITE</p><p>DE CURTO CIRCUITO</p><p>(CONDUTOR) °C</p><p>PVC 70°C 100°C 160°C</p><p>Polietileno reticulado (PET) 70°C 90°C 150°C</p><p>XLPE 90°C 130°C 250ºC</p><p>EPR 90°C 130°C 250°C</p><p>Quadro 7 - Temperatura</p><p>Fonte: adaptado de SOUZA [2016?]</p><p>2.3.3 FUSÍVEIS</p><p>Os fusíveis são dispositivos de proteção na alimentação de diversas cargas. A sua principal função é de</p><p>proteger os sistemas elétricos contra curto-circuito, e ainda, atuar como limitador das correntes de sobrecarga.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS52</p><p>A atuação dos fusíveis é possível pela fusão do elemento constituído de uma liga fusível (chumbo, esta-</p><p>nho, cádmio, bismuto, mercúrio), acoplado em seu interior.</p><p>O fusível é um condutor de seção transversal dimensionado para que obtenha, com a passagem de cor-</p><p>rente elétrica, um aquecimento maior do que os outros condutores em consequência de sua alta resistência.</p><p>O corpo do fusível normalmente é de porcelana ou de outro mineral, sendo hermeticamente fechado.</p><p>Ele possui, além disso, um elemento indicador, que favorece a vistoria de seu funcionamento. É também en-</p><p>volto por um material granulado extintor, utilizando-se normalmente areia de quartzo com granulometria</p><p>adequada.</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 34 - Composição dos fusíveis</p><p>Fonte: adaptado de Bisoni, Vaz e Júnior (2010)</p><p>O material fundível do fusível pode ser de várias formas, dependendo da corrente nominal de cada fusível.</p><p>É formado por um ou mais fios ou lâminas em paralelo, com segmentos de seção reduzida.</p><p>De acordo com o que você estudou até aqui, o princípio de operação dos fusíveis é pela fusão total ou</p><p>parcial do seu elemento fusível (elo), seccionando o circuito elétrico e cessando a passagem de corrente. O</p><p>tempo para a fusão do elemento fusível (elo) é equivalente ao quadrado da corrente empregada e a inércia</p><p>térmica do conjunto que origina o elemento fusível.</p><p>Para cada tipo de fusível há faixas de tempo de fusão, devido à corrente aplicada, por isso existem cur-</p><p>vas características para cada tipo de fusível, que apresenta a relação entre o tempo necessário para inter-</p><p>rupção em função da corrente. Conforme se modificam os dispositivos que constituem o elemento fusível,</p><p>pode-se obter fusíveis de ação retardada, rápida e ainda, ultrarrápida.</p><p>Existe uma norma que é estabelecida pela International Electrotechnical Commission – Comissão Eletrotéc-</p><p>nica Internacional (IEC) e utiliza a nomenclatura com duas letras, para designar a atuação dos fusíveis, sendo:</p><p>a) a primeira letra (minúscula), que denomina a faixa de interrupção: com que tipo de sobrecorrente</p><p>o fusível irá funcionar, assim:</p><p>g – atuação para sobrecarga e curto; a – atuação apenas para curto-circuito.</p><p>b) a segunda letra (maiúscula) se refere à categoria de utilização: para que tipo de equipamento o</p><p>fusível é indicado, assim:</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 53</p><p>L – proteção de cabos de uso geral; G – proteção de cabos de uso geral. M – proteção de motores; R –</p><p>proteção de circuitos com semicondutores.</p><p>TIPOS DE FUSÍVEIS</p><p>Os fusíveis podem ser do tipo:</p><p>a) Fusíveis de ação retardada – são adequados para utilização em circuitos em que a corrente de par-</p><p>tida atinge valores elevados da corrente nominal e ainda, em circuitos sujeitos a sobrecargas de curta</p><p>duração, como motores elétricos. Os mais utilizados são:</p><p>Fusíveis tipo NH: toleram elevações de corrente durante um espaço de tempo sem que ocorra a fusão.</p><p>Esses fusíveis são utilizados em circuitos que podem receber picos de corrente e em cargas indutivas e</p><p>capacitivas. Devido à sua constituição, há um favorecimento para valores de corrente padrão que tem uma</p><p>variação entre 6 a 1000 A. Sua capacidade de rompimento é continuamente superior a 70 kA com uma</p><p>tensão máxima de 500 V (Tensão).</p><p>Os fusíveis NH são formados por duas partes: base e fusível. A base é constituída de material isolante</p><p>(esteatita, plástico ou termo fixo), onde são acoplados os contatos com formato de garras, que a ela estão</p><p>fixadas as molas, que adicionam uma pressão de contato. Nas extremidades do corpo de porcelana há</p><p>duas lâminas (facas) de metal que acoplam as garras da base. O elo fusível, normalmente é de cobre ou</p><p>prata, em forma de lâminas vazadas em alguns pontos, com a intenção de redução da seção condutora.</p><p>A</p><p>nd</p><p>re</p><p>ss</p><p>a</p><p>Vi</p><p>ei</p><p>ra</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 35 - Fusível NH no circuito</p><p>Fonte: Senai (2016)</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS54</p><p>Sa</p><p>br</p><p>in</p><p>a</p><p>da</p><p>S</p><p>ilv</p><p>a</p><p>Fa</p><p>ria</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 36 - Fusível NH</p><p>Fonte: adaptado de Senai (2005)</p><p>Fusível tipo D (diametral ou diazed) – permitem a sua ação de forma rápida ou retardada. São utiliza-</p><p>dos em circuitos resistivos (ausência de picos de corrente), fabricados para suportarem valores máximos</p><p>até 200 A e a sua capacidade de ruptura é de 70 kA e com uma tensão de 500 V. Os conjuntos de fusíveis</p><p>diazed são formados por base (aberta ou protegida), tampa, fusível, parafuso de ajuste e anel.</p><p>A</p><p>nd</p><p>re</p><p>ss</p><p>a</p><p>Vi</p><p>ei</p><p>ra</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 37 - Fusível diazed 2</p><p>Fonte: Senai (2016)</p><p>A base é constituída de porcelana e em seu interior encontra-se um elemento metálico roscado inter-</p><p>namente e acoplado externamente a um borne. O outro borne está isolado do primeiro e unido ao para-</p><p>fuso de ajuste.</p><p>A tampa normalmente é de porcelana e fixa o fusível à base e não sofre danos com a queima do fusível.</p><p>A tampa permite que se faça uma inspeção visual do indicador do fusível e ainda a sua substituição.</p><p>O parafuso de ajuste possui a finalidade de impedir a utilização de fusível de capacidade superior à</p><p>desejada para o circuito.</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 55</p><p>A</p><p>nd</p><p>re</p><p>ss</p><p>a</p><p>Vi</p><p>ei</p><p>ra</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 38 - Fusível e base</p><p>Fonte: Senai (2016)</p><p>O anel é o dispositivo de porcelana com rosca na parte interna que possui a função de proteção da</p><p>rosca metálica da base aberta, evitando o possível contato durante a troca de fusível.</p><p>Confira, no quadro a seguir, as principais características dos fusíveis NH e D:</p><p>CORRENTE NOMINAL</p><p>Quantidade de corrente máxima que o fusível comporta sucessivamente sem</p><p>que haja interrupção do trabalho do circuito. No corpo do fusível há o valor</p><p>especificado.</p><p>CORRENTE DE CURTO-</p><p>CIRCUITO</p><p>Quantidade máxima de corrente que pode circular no circuito e que possa ser</p><p>interrompida instantaneamente.</p><p>CAPACIDADE DE</p><p>ROMPIMENTO (KA)</p><p>Valor de corrente que o fusível é capaz de cessar com segurança. Independe da</p><p>tensão nominal de instalação.</p><p>TENSÃO NOMINAL</p><p>De acordo com a constituição do fusível. Normalmente os fusíveis para baixa</p><p>tensão são apontados para tensões de trabalho de até 500V em CA e 600 em CC.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS56</p><p>RESISTÊNCIA ELÉTRICA</p><p>Grandeza elétrica que está sujeita ao material e a pressão exercida. A resistência</p><p>de contato entre a base e o fusível é a responsável por casuais aquecimentos que</p><p>possam promover a queima do fusível.</p><p>CURVA DE RELAÇÃO TEMPO</p><p>DE FUSÃO X CORRENTE</p><p>São curvas que indicam</p><p>o tempo que o fusível induz o desligamento do circuito.</p><p>Esses valores são variáveis conforme o tempo, a corrente e o tipo de fusível. Esses</p><p>valores são fornecidos por tabelas de fabricantes dos produtos (fusíveis).</p><p>Quadro 8 - Características dos fusíveis NH e D</p><p>Fonte: do Autor (2016)</p><p>b) Fusíveis com cartucho de vidro – são produzidos e lacrados durante a sua fabricação. São compostos</p><p>por um corpo oco, que não conduz eletricidade, sendo ele de vidro ou plástico, em que o dispositivo</p><p>condutor está ligado interiormente a dois recipientes de metal (terminais), situados nas extremidades.</p><p>As características de funcionamento são semelhantes aos modelos de fusíveis anteriormente citados,</p><p>pois também são dispositivos inseridos nos circuitos com a função de interromper o seu funcionamento</p><p>em situações anormais de corrente, como por exemplo em um curto-circuito ou sobrecargas de longa</p><p>duração. Esses fusíveis são comumente utilizados para proteção de circuitos eletrônicos, filtros de linha,</p><p>estabilizadores de tensão, aparelhos eletrônicos diversos, dentre outros.</p><p>Pode-se citar, como exemplo de uso desse tipo de fusível, sua utilização para proteção das placas de</p><p>comando eletrônicas existentes nos modelos de arcondicionado split residenciais. Na figura seguinte veja</p><p>exemplos desse fusível.</p><p>Vv</p><p>oe</p><p>Va</p><p>le</p><p>([</p><p>20</p><p>--</p><p>?]</p><p>)</p><p>Figura 39 - Fusível de vidro</p><p>Fonte: Thinksock (2016)</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 57</p><p>INSTALAÇÃO DOS FUSÍVEIS</p><p>Os fusíveis devem ser instalados no início do circuito que requer a proteção. A instalação deve ser rea-</p><p>lizada de maneira que favoreça o manuseio sem causar danos ou perigo de ocorrerem choques elétricos</p><p>com o operador. Os locais de instalação devem ter uma boa circulação de ar, mantendo uma temperatura</p><p>ambiente. Além disso, devem possuir um acesso facilitado para a realização de inspeção e manutenção.</p><p>Confira, em Casos e relatos a seguir, o exemplo de uma situação prática em que foi necessária a troca</p><p>de fusível.</p><p>CASOS E RELATOS</p><p>Trovoadas de verão</p><p>Seu Jorge, em mais um dia de trabalho, constatou o não funcionamento do sistema de ar con-</p><p>dicionado da empresa onde trabalha como auxiliar de serviços. Era um dia quente de verão e o</p><p>desconforto dos funcionários já era visível. Seu Jorge então foi até o quadro de distribuição de</p><p>energia e percebeu que o disjuntor estava desarmado. Imediatamente acionou o técnico eletricis-</p><p>ta responsável pela manutenção do sistema para verificar a anomalia. O técnico, ao inspecionar o</p><p>sistema, percebeu que havia um ponto com ausência de fase, devido à queima de um fusível, que</p><p>pode ter sido causada por trovoadas presentes na noite anterior ao fato, bloqueando o comando</p><p>de todo o sistema. O dispositivo foi então substituído pelo técnico eletricista e o sistema voltou a</p><p>funcionar normalmente.</p><p>DIMENSIONAMENTO DO FUSÍVEL</p><p>Para a seleção do fusível compatível para o circuito, pondera-se a corrente nominal da rede e a malha ou</p><p>circuito que almeja proteger. Os circuitos elétricos necessitam de um dimensionamento compatível com a</p><p>carga nominal a qual se pretende conectar. A indicação do fusível ideal deve ser efetuada com a finalidade</p><p>de restringir que uma eventual anormalidade elétrica no circuito fique limitada ao setor onde ela ocorra,</p><p>sem a possibilidade de atingir outros setores. Para dimensionar um fusível, é fundamental analisar as gran-</p><p>dezas da corrente nominal do circuito ou ramal, a corrente do curto-circuito e a tensão nominal.</p><p>2.3.4 DISJUNTORES</p><p>Os disjuntores são dispositivos eletromecânicos para proteção de circuitos elétricos contra danos pro-</p><p>venientes de sobrecargas e curtos-circuitos. De forma resumida, o disjuntor vigia e controla a corrente</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS58</p><p>elétrica no circuito, suspendendo imediatamente o seu percurso em caso de picos que excedam o consi-</p><p>derado como apropriado e seguro.</p><p>A maior diferença entre um disjuntor e um fusível é que ao haver uma sobrecarga de energia, o fusível</p><p>sofre a queima e necessita ser substituído, porém o disjuntor somente desarma e pode ser reativado.</p><p>São funções dos disjuntores:</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 40 - Funções dos disjuntores</p><p>Fonte: Adaptado de Senai e Thinkstock (2016)</p><p>Quanto a sua atuação, os disjuntores podem ser do tipo: térmicos, magnéticos, termomagnéticos, mo-</p><p>tores, interruptores e diferenciais residuais. Confira mais informações a seguir.</p><p>Disjuntores térmicos: sua função é promover a interrupção do funcionamento do circuito elétrico</p><p>quando a temperatura se torna elevada. São utilizados para prevenir que ocorram incêndios ou danos aos</p><p>circuitos devido à variação da tensão ou em demais situações elétricas de caráter perigoso.</p><p>Os disjuntores térmicos possuem em sua construção placas bimetálicas, que sofrem deformação quan-</p><p>do sofre aquecimento.</p><p>A partir de uma sobrecarga de corrente elétrica, a placa bimetálica que consta no disjuntor térmico</p><p>sofre um aquecimento, ocasionando a sua deformação.</p><p>A deformação gerada provoca mecanicamente a interrupção do contato entre a placa e os demais com-</p><p>ponentes de passagem da corrente, produzindo o corte na energia ao restante do circuito elétrico defendido.</p><p>O disjuntor térmico é um dispositivo eletromecânico de acionamento simplificado, porém potente;</p><p>contudo, deixa de ser preciso devido ao seu tempo de reação ser demorado.</p><p>Disjuntores magnéticos: são comumente utilizados para a proteção de equipamentos contra irregu-</p><p>laridades, como curtos-circuitos. São indicados para proteção de equipamentos que requerem muita pre-</p><p>cisão no seu funcionamento.</p><p>Durante o funcionamento do disjuntor magnético há uma grande variação de intensidade de corrente</p><p>que percorre os aspirais da bobina, gerando uma variação do campo magnético.</p><p>O campo magnético, ora criado, desencadeia a movimentação de um núcleo de ferro que amplia meca-</p><p>nicamente o circuito, e dessa maneira, favorece a proteção da fonte e de parte da instalação elétrica para a</p><p>qual foi instalado, especialmente os condutores elétricos.</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 59</p><p>A interrupção da corrente elétrica pode ser imediata quando for utilizada uma bobina rápida ou bobina</p><p>controlada – bobina que favorece disparos controlados.</p><p>Devido suas características de funcionamento, esse tipo de disjuntor pode substituir os fusíveis, quando</p><p>relacionados à proteção contra curtos-circuitos.</p><p>Disjuntores termomagnéticos: são frequentemente utilizados em instalações elétricas residenciais e</p><p>comerciais com a finalidade de proteção contra curtos-circuitos e sobrecargas. Pode também ser utilizado</p><p>para manobras de ligar e desligar os circuitos.</p><p>As propriedades de acionamento do disjuntor são fornecidas pelos fabricantes por meio de informa-</p><p>ções relevantes como a corrente nominal e a curva de disparo.</p><p>A</p><p>nd</p><p>re</p><p>ss</p><p>a</p><p>Vi</p><p>ei</p><p>ra</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 41 - Disjuntores termomagnéticos</p><p>Fonte: Senai (2016)</p><p>Para o dimensionamento do disjuntor, as propriedades importantes são a tensão nominal, a corrente má-</p><p>xima de intervenção do disjuntor e a quantidade de polos, que podem ser unipolares, bipolares ou tripolares.</p><p>As funções do disjuntor termomagnético são:</p><p>a) proteção contra curto-circuito – um atuador magnético realiza a abertura do disjuntor quando existe</p><p>aumento imediato da corrente elétrica no circuito;</p><p>b) abertura ou fechamento espontâneo do circuito;</p><p>c) proteção contra a sobrecarga que é executada com o auxílio de um atuador bimetálico sensível ao</p><p>calor e que favorece a abertura do disjuntor quando a corrente elétrica persiste por um período, com</p><p>carga além da corrente nominal prevista para o disjuntor.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS60</p><p>Disjuntores motores: são utilizados para a proteção de circuitos elétricos e de partida e/ou proteção</p><p>de motores. Possui grande capacidade de interrupção de corrente, o que favorece a sua aplicação em ins-</p><p>talações que possuem alto índice de curtos-circuitos.</p><p>Possibilitam proteção a todo circuito e ao motor por intermédio de seus atuadores térmicos, que são</p><p>ajustáveis para que possam proteger contra sobrecargas,</p><p>curtos-circuitos e ainda, suportar a corrente de</p><p>partida do motor elétrico.</p><p>Um disjuntor motor pode ser acionado por botões de acionamento por pressão ou rotativos, depen-</p><p>dendo da configuração ou modelo estabelecido pelo fabricante. Possui a função de indicador de disparo,</p><p>favorecendo ao usuário a verificação visual do desligamento manual do disjuntor ou do seu disparo, por</p><p>meio de seu mecanismo de proteção.</p><p>A</p><p>nd</p><p>re</p><p>ss</p><p>a</p><p>Vi</p><p>ei</p><p>ra</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 42 - Disjuntor motor (com e sem tampa)</p><p>Fonte: Senai (2016)</p><p>Esse tipo de disjuntor é um dispositivo de segurança, atuando na proteção de motores e substituindo</p><p>os relês e fusíveis tradicionais, agrupando-os em um único dispositivo e obtendo vantagens, como:</p><p>a) função de chave geral;</p><p>b) desligamento conjugado de todas as fases;</p><p>c) ligação exata entre as curvas de proteção térmica e magnética;</p><p>d) caso haja um disparo, devido a um curto-circuito, é possível religá-lo sem necessidade de substi-</p><p>tuição do dispositivo. A curva de disparo do disjuntor motor oferece como propriedade o tempo de</p><p>disparo relacionado à corrente nominal.</p><p>As curvas apresentam valores médios das faixas de tolerância aceitáveis para temperatura ambiente</p><p>de 20°C, quando inicialmente está em estado frio. Quando a operação está em temperatura de trabalho, o</p><p>tempo de disparo térmico reduz para 25% do valor exibido.</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 61</p><p>Nas condições normais de trabalho, os três contatos do disjuntor devem conduzir energia. As informa-</p><p>ções específicas sobre a curva de disparo podem ser obtidas nos catálogos ou manuais dos fabricantes do</p><p>dispositivo.</p><p>Interruptores diferenciais residuais (DRs ou IDRs): são dispositivos utilizados com a finalidade de</p><p>proteger pessoas e circuitos elétricos contra os efeitos do contato direto e indireto e na proteção contra os</p><p>efeitos da corrente de fuga (terra) que possam ocorrer no circuito elétrico.</p><p>Esse dispositivo assegura ainda a proteção contra incêndios e choques contra pessoas. A intensidade de</p><p>choque é reduzida a valores mínimos, para que não causem danos ao corpo humano.</p><p>Em se tratando de choques elétricos há duas situações distintas: os contatos diretos e os indiretos.</p><p>A</p><p>nd</p><p>re</p><p>ss</p><p>a</p><p>Vi</p><p>ei</p><p>ra</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 43 - Interruptor IDR</p><p>Fonte: Senai (2016)</p><p>Os contatos diretos, de acordo com a norma ABNT NBR 5410:2004, são os que ocorrem diretamente</p><p>com as partes energizadas (sobtensão), em condições de trabalho normais. Pode-se citar como exemplo</p><p>o toque acidental de uma pessoa com o barramento energizado de um circuito de distribuição. Existem</p><p>várias situações de segurança para evitar o contato direto, como:</p><p>a) proteção por isolação das partes vivas;</p><p>b) proteção por meio de barreiras ou invólucros;</p><p>c) proteção por meio de obstáculos;</p><p>d) proteção por colocação fora de alcance;</p><p>e) proteção por meio de relés operados por corrente residual.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS62</p><p>Sa</p><p>br</p><p>in</p><p>a</p><p>da</p><p>S</p><p>ilv</p><p>a</p><p>Fa</p><p>ria</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 44 - Exemplo de contato direto</p><p>Fonte: Adaptado de Siemens (2009)</p><p>Os contatos indiretos são contatos de pessoas ou animais com estruturas metálicas ou condutores</p><p>que, acidentalmente, tornaram-se energizadas ou por falha de isolação.</p><p>Sa</p><p>br</p><p>in</p><p>a</p><p>da</p><p>S</p><p>ilv</p><p>a</p><p>Fa</p><p>ria</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 45 - Exemplo de contato indireto</p><p>Fonte: adaptado de Siemens (2009)</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 63</p><p>Os DRs são funcionais no controle de isolação da instalação evitando que haja desperdício de energia</p><p>por consumo excessivo de corrente elétrica, e dessa maneira promovendo a qualidade da instalação com</p><p>a economia.</p><p>A utilização do dispositivo DR não exime a utilização de protetores de sobrecarga e também não dis-</p><p>pensa a utilização do aterramento das massas.</p><p>Uma característica a ser analisada em um DR, na aplicação contra riscos diretos e indiretos, ou somente</p><p>na proteção contra contatos indiretos, é a sensibilidade ou corrente diferencial residual nominal de atuação</p><p>do dispositivo.</p><p>Um dispositivo com a corrente diferencial residual nominal de 30 mA terá capacidade de ser aplicado</p><p>na proteção contra contatos diretos e indiretos, devido as suas características de alta sensibilidade.</p><p>Porém o dispositivo que possui corrente diferencial residual nominal de 300 mA ou acima é tido como</p><p>de baixa sensibilidade e poderá ser aplicado apenas na proteção contra contatos indiretos ou contra riscos</p><p>de incêndio em ambientes com materiais inflamáveis armazenados, como por exemplo papeis, resíduos</p><p>de madeira, plásticos, líquidos inflamáveis, limitando as correntes de fuga à terra.</p><p>O interruptor diferencial possui a função de monitorar, por meio de um transformador de corrente, a</p><p>soma vetorial das correntes que percorrem todo o circuito.</p><p>Em condições de trabalho normais em que o circuito opera sem problemas, a soma vetorial das correntes</p><p>deverá ser praticamente nula.</p><p>Porém, se o circuito apresentar falha no isolamento de um equipamento que está alimentado por ele</p><p>e que ocasione uma fuga de corrente à terra, a soma vetorial das correntes que alimentam este circuito</p><p>protegido pelo dispositivo, deixará de ser nula. Essa diferença de corrente é o que o DR tem a função de</p><p>apontar. Caso uma pessoa toque a parte sobtensão do circuito protegido, a corrente tende a circular pelo</p><p>corpo humano, causando um desequilíbrio na soma vetorial das correntes elétricas. Esse desequilíbrio será</p><p>detectado pelo DR, como se fosse uma corrente de falta à terra.</p><p>O dispositivo DR aponta e desarma o circuito em caso de fugas de corrente elétrica, deixando de atuar</p><p>como um disjuntor. Dessa maneira, se faz necessário a utilização de um disjuntor em parceria com o DR</p><p>para o circuito elétrico, dependendo do projeto específico.</p><p>Disjuntor diferencial residual (DDR): é um dispositivo que atua como interruptor e disjuntor, agindo</p><p>na instalação elétrica como protetor contra sobrecargas, fuga de corrente elétrica e curto-circuito, que pos-</p><p>sam causar danos ao próprio circuito ou ainda à pessoas que por ventura tiverem contato com a instalação.</p><p>Contudo, são pouco utilizados devido ao seu custo elevado.</p><p>TIPOS DE CONEXÃO DOS DISJUNTORES</p><p>Os disjuntores são divididos em categorias de conexão, com três tipos de curvas diferentes, que você</p><p>conhecerá no quadro a seguir:</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS64</p><p>TIPOS DE DISJUNTORES FUNÇÕES</p><p>Disjuntor unipolar</p><p>A</p><p>nd</p><p>re</p><p>ss</p><p>a</p><p>Vi</p><p>ei</p><p>ra</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Como o próprio nome reconhece, trata-se de um dis-</p><p>positivo disjuntor indicado para atender a circuitos com</p><p>apenas uma fase.</p><p>Exemplo de uso: circuitos de iluminação e tomadas de</p><p>sistema monofásico, com fase de 127 ou 220 V.</p><p>Disjuntor bipolar</p><p>A</p><p>nd</p><p>re</p><p>ss</p><p>a</p><p>Vi</p><p>ei</p><p>ra</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Esse modelo de disjuntor é indicado para circuitos de</p><p>duas fases.</p><p>Exemplo de uso: em chuveiros e torneiras com sistemas</p><p>bifásicos, com fase de 220 V.</p><p>Disjuntor tripolar</p><p>A</p><p>nd</p><p>re</p><p>ss</p><p>a</p><p>Vi</p><p>ei</p><p>ra</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>É indicado para atender a circuitos trifásicos, com fases</p><p>de 220 e 380 V. Exemplo de uso: em equipamentos e</p><p>máquinas industriais.</p><p>Tabela 4 - Tipos de disjuntores</p><p>Fonte: adaptado de Senai (2005)</p><p>Além desses tipos de disjuntores citados, há ainda o disjuntor tetrapolar que é recomendado para ins-</p><p>talações de circuitos com três condutores em que haja a necessidade de deixar um dos polos do disjuntor</p><p>livre. Esse dispositivo pode ser utilizado em quadros de distribuição de energia.</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 65</p><p>CURVAS DE ATUAÇÃO</p><p>A funcionalidade do disjuntor pode ser entendida a partir de gráficos de atuação. A atuação do disjun-</p><p>tor é apresentada em um gráfico nomeado de curva de disparo. O gráfico considera o tempo e a corrente</p><p>na qual o disjuntor necessita para disparar. Dessa maneira, a curva de disparo apresenta o tempo em se-</p><p>gundos que o disjuntor necessita para interromper o circuito, em ocasiões de curto, sob o valor de corrente</p><p>que incide por ele. Essa curva é determinada a partir da corrente nominal do disjuntor, que é a corrente</p><p>para a qual ele foi projetado.</p><p>A formação do gráfico se determina por um eixo horizontal – que define a quantidade de vezes que</p><p>a</p><p>corrente que atravessa o disjuntor excede a corrente nominal – e outro vertical – que define o tempo que</p><p>o disjuntor necessita para a desativação, ou seja, o desarme, o tempo de disparo ou tempo de interrupção.</p><p>De acordo com a norma NBR IEC NM 60898:2004, os disjuntores são classificados conforme a corrente</p><p>nominal para qual eles foram planejados e conforme o seu desempenho perante a sobrecarga até o disparo.</p><p>Então, são divididos em curvas de disparo B, C e D – curvas em relação à sensibilidade e acionamento do</p><p>disjuntor, quando há uma ocorrência de curto-circuito. Veja na figura a seguir um exemplo gráfico da curva</p><p>de disparo.</p><p>Sa</p><p>br</p><p>in</p><p>a</p><p>da</p><p>S</p><p>ilv</p><p>a</p><p>Fa</p><p>ria</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 46 - Gráfico de curvas de atuação do disjuntor</p><p>Fonte: adaptado de Portal o setor elétrico (1999)</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS66</p><p>A norma de proteção NBR IEC NM 60898:2004 determina que os disjuntores devam atuar conforme as</p><p>curvas de atuação que você pode ver no quadro a seguir.</p><p>TIPOS ATUAÇÃO INDICAÇÃO EXEMPLOS DE</p><p>APLICAÇÃO</p><p>Disjuntores de</p><p>curva B</p><p>Devem atuar para proteção em</p><p>correntes com possibilidades de</p><p>curto-circuito de baixa intensidade.</p><p>Sua ruptura deve ser de 3 a 5 vezes</p><p>da corrente nominal.</p><p>São indicados para</p><p>atuar em cargas resistivas</p><p>com pouca corrente de</p><p>partida.</p><p>Fornos elétricos e aquecedo-</p><p>res.</p><p>Disjuntores de</p><p>curva C</p><p>Devem atuar para proteção em</p><p>correntes com possibilidades de</p><p>curto-circuito de intensidade mé-</p><p>dia. Sua ruptura deve ser de 5 a 10</p><p>vezes da corrente nominal.</p><p>São indicados para car-</p><p>gas de média corrente de</p><p>partida, normalmente de</p><p>cargas indutivas.</p><p>Motores elétricos em geral,</p><p>máquinas de lavar roupas,</p><p>sistemas de comando, ligação</p><p>de bobinas, etc.</p><p>Disjuntores de</p><p>curva D</p><p>Devem atuar para proteção em</p><p>correntes com possibilidades de</p><p>curto-circuito de alta intensidade.</p><p>Sua ruptura deve ser de 10 a 20</p><p>vezes da corrente nominal.</p><p>São indicados para car-</p><p>gas com grande corrente</p><p>de partida.</p><p>Redes com grandes cargas,</p><p>como os transformadores e</p><p>motores de grande porte.</p><p>Quadro 9 - Quadro curvas de atuação</p><p>Fonte: adaptado de apostila Senai (2009)</p><p>Além da classificação por curva de atuação (disparo), os disjuntores podem ser divididos em três cate-</p><p>gorias determinadas pelo coeficiente de proteção que determinam ao circuito.</p><p>Essas categorias são nomeadas de classe de proteção, que podem ser 1, 2 e 3, sendo a classe 1 os</p><p>disjuntores de maior proteção, a classe 2 os disjuntores de média proteção e a classe 3 os disjuntores de</p><p>menor proteção.</p><p>Essas classes foram definidas pelo Inmetro (Portaria 348/07) e referem-se a disjuntores residenciais de</p><p>até 63 A. O nível de proteção é definido pela corrente de disparo em relação à corrente nominal do disjun-</p><p>tor em um tempo inferior a 0,1 segundos.</p><p>DIMENSIONAMENTO E SELEÇÃO DO DISJUNTOR</p><p>No momento da escolha do disjuntor é necessário levar em conta a segurança da instalação, as caracte-</p><p>rísticas do circuito e a classificação dos dispositivos. Considere:</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 67</p><p>a) a corrente nominal do circuito;</p><p>b) a capacidade de condução de corrente pelos condutores;</p><p>c) a corrente de curto-circuito conveniente para o disjuntor;</p><p>d) o tipo de carga atuando no circuito (indutiva, capacitiva ou resistiva);</p><p>e) o local da instalação, se residencial, comercial ou industrial;</p><p>f) influências externas que possam interferir no circuito, como água, poeira, etc.</p><p>Para o dimensionamento de um disjuntor deve-se considerar a corrente nominal do circuito e a cor-</p><p>rente do condutor (fio), em que a sua bitola foi dimensionada no processo de dimensionamento de con-</p><p>dutores. Para obter-se o resultado, utiliza-se a seguinte fórmula:</p><p>COND DISJ CIRCUITOI I I³ ³</p><p>Sendo:</p><p>ICOND – corrente máxima suportada pelo condutor utilizado</p><p>IDISJ – corrente de convencional do disjuntor</p><p>ICIRCUITO – corrente media do circuito que será alimentado</p><p>De acordo com a norma NBR NM 60898:2004, os valores padrão de corrente nominal dos disjuntores</p><p>em amperes (A) são:</p><p>2 A – 4 A – 6 A – 10 A – 13 A– 16 A – 20 A – 25 A – 32 A – 40 A – 50 A – 63 A – 80 A – 100 A – 125 A</p><p>Confira um exemplo de dimensionamento de disjuntor:</p><p>O condutor já foi previamente dimensionado (bitola do fio = 4 mm²). A corrente do circuito = 20,45 A,</p><p>consequentemente a corrente nominal do fio é de 32,0 A. Utilizando a fórmula:</p><p>COND DISJ CIRCUITO</p><p>DISJ32,0A 20,45</p><p>I I</p><p>A</p><p>I</p><p>I³ ³</p><p>³ ³</p><p>Como você pôde perceber nesse exemplo, o disjuntor que atende ao circuito é de 25 A, que está dentro</p><p>da faixa determinada pela fórmula, porém, se o circuito for alimentar dispositivos com correntes de partida</p><p>superiores aos de regime de trabalho, recomenda-se a aplicação de um disjuntor de classe D, conforme</p><p>dimensionamento calculado.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS68</p><p>2.3.5 BOTÕES E CHAVES</p><p>Botões e chaves elétricas de acionamento manual e que apresentam um contato aberto e outro fechado</p><p>são conhecidos por botoeiras. Servem para ligar e desligar motores elétricos ou outro dispositivo elétrico.</p><p>So</p><p>ph</p><p>ie</p><p>Ja</p><p>m</p><p>es</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 47 - Painel de comando</p><p>Fonte: Thinkstock (2016)</p><p>Dependendo do tipo de sinal emitido ao comando elétrico, as botoeiras podem ser determinadas como</p><p>botoeiras pulsadoras ou com trava.</p><p>A botoeira pulsada é acionada quando o botão é pressionado, por meio da ação de uma mola, e desa-</p><p>tivada, retornando à posição inicial quando cessada a pressão sobre ele.</p><p>No botão pulsador liso há um contato aberto (13 e 14) e um contato fechado (11 e 12), permitindo a</p><p>passagem de corrente elétrica para o equipamento ou motor a qual está conectado, enquanto o botão</p><p>não é acionado. Porém, quando o botão é acionado, os contatos sofrem inversão, de maneira que o con-</p><p>tato fechado (11 e 12) abre e o aberto (13 e 14) fecha. Quando o botão é liberado da pressão, os contatos</p><p>regressam à posição original, devido à ação de uma mola que favorece o retorno.</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 69</p><p>A</p><p>nd</p><p>re</p><p>ss</p><p>a</p><p>Vi</p><p>ei</p><p>ra</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 48 - Botoeiras pulsadoras</p><p>Fonte: Senai (2016)</p><p>As botoeiras com trava, diferentes das botoeiras pulsadoras, conservam-se acionadas e travadas mes-</p><p>mo após a interrupção do acionamento. Para desligá-las é necessário pressioná-las novamente. Há mode-</p><p>los de botoeiras com trava do tipo botão giratório e do tipo cogumelo.</p><p>a) Botão giratório com trava: esse modelo de botão possui como característica um contato fechado</p><p>e um aberto. Quando o botão é acionado (girado) o contato fechado abre e o contato aberto fecha e</p><p>mantem-se fechado, mesmo após a cessão do acionamento. Para que os contatos retornem à posição</p><p>original, se faz necessário girar do botão no sentido inverso ao acionamento primário.</p><p>b) Botão tipo cogumelo com trava: esse modelo de botão é muito utilizado para acionamento de</p><p>emergência, onde haja necessidade de desligamento do comando elétrico em momentos críticos.</p><p>A</p><p>nd</p><p>re</p><p>ss</p><p>a</p><p>Vi</p><p>ei</p><p>ra</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 49 - Botão cogumelo de emergência</p><p>Fonte: Senai (2016)</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS70</p><p>Quando esse botão é acionado, os contatos sofrem inversão e mantêm-se travados. Para retornar à</p><p>posição original de acionamento, executa-se um giro no sentido horário.</p><p>Há dois tipos de contatos dos interruptores: normalmente aberto (NA ou NO – Normally Open) e normal-</p><p>mente fechado (NF ou NC – Normally Closed).</p><p>Quando uma botoeira NA está na posição desativada, os contatos estão abertos, ou seja, sem condução</p><p>de energia, até o momento em que seja aplicada uma ação sobre ela. A marcação dos contatos é execu-</p><p>tada por meio de dois dígitos. O primeiro dígito representa o número sequencial do contato e o segundo</p><p>representa o código da função, na qual a marcação dos contatos auxiliares NA são 3 e 4.</p><p>Na botoeira NF, os contatos estão fechados, conduzindo energia e ao ser aplicada uma ação sobre ela,</p><p>a passagem de energia é cessada. A marcação é executada, também, por meio de dois dígitos. O primeiro</p><p>dígito representa o número sequencial do contato e o segundo determina o código da função, na qual a</p><p>marcação dos contatos auxiliares NF são 1 e 2.</p><p>Os botões de contato podem ser identificados por cores que definem a sua aplicação nas instalações elé-</p><p>tricas, de acordo com a norma IEC 73 e VDE 0199. Identifique estas aplicações das cores no quadro adiante.</p><p>CORES SIGNIFICADO APLICAÇÕES TÍPICAS</p><p>Vermelho</p><p>Sa</p><p>br</p><p>in</p><p>a</p><p>da</p><p>S</p><p>ilv</p><p>a</p><p>Fa</p><p>ria</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>a) Parar, desligar.</p><p>b) Emergência.</p><p>a) Parada de um ou mais motores.</p><p>b) Parada de unidades de uma máquina.</p><p>c) Parada de ciclo de operação.</p><p>d) Parada em caso de emergência.</p><p>e) Desligar em caso de sobreaquecimento</p><p>perigoso.</p><p>Verde ou preto</p><p>Sa</p><p>br</p><p>in</p><p>a</p><p>da</p><p>S</p><p>ilv</p><p>a</p><p>Fa</p><p>ria</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Sa</p><p>br</p><p>in</p><p>a</p><p>da</p><p>S</p><p>ilv</p><p>a</p><p>Fa</p><p>ria</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>a) Partir, ligar, pulsar.</p><p>a) Partida de um ou mais motores.</p><p>b) Partir unidades de uma máquina.</p><p>c) Operação por pulsos.</p><p>d) Energizar circuitos de comando.</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 71</p><p>Amarelo</p><p>Sa</p><p>br</p><p>in</p><p>a</p><p>da</p><p>S</p><p>ilv</p><p>a</p><p>Fa</p><p>ria</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>a) Intervenção.</p><p>a) Retrocesso.</p><p>b) Interromper condições anormais.</p><p>Azul ou branco</p><p>Sa</p><p>br</p><p>in</p><p>a</p><p>da</p><p>S</p><p>ilv</p><p>a</p><p>Fa</p><p>ria</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Sa</p><p>br</p><p>in</p><p>a</p><p>da</p><p>S</p><p>ilv</p><p>a</p><p>Fa</p><p>ria</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>a) Qualquer função, exceto as acima.</p><p>a) Reset de relés térmicos.</p><p>b) Comando de funções auxiliares que não te-</p><p>nham correlação direta com o ciclo de operação</p><p>da máquina.</p><p>Quadro 10 - Cores botões</p><p>Fonte: Adaptado de apostila Senai de instalações elétricas industriais, 2010, p. 45</p><p>2.3.6 CHAVES DE COMANDO</p><p>As chaves de comando elétrico são dispositivos com a função de permitir ou não a circulação de cor-</p><p>rente elétrica no circuito.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS72</p><p>A</p><p>nd</p><p>re</p><p>ss</p><p>a</p><p>Vi</p><p>ei</p><p>ra</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 50 - Chaves de comando</p><p>Fonte: Senai (2016)</p><p>As chaves mais comuns são:</p><p>Chave sem retenção ou impulso: esse tipo de dispositivo permanece acionado mediante o emprego</p><p>de uma força externa, porém, com a cessão dessa força, o dispositivo retorna à posição de origem. Geral-</p><p>mente esse dispositivo pode ser constituído por contatos normalmente abertos (NA) ou ainda, normal-</p><p>mente fechados (NF). São utilizados em comandos de máquinas e motores como um torno, uma fresa, um</p><p>exaustor, entre outros.</p><p>Observe, no quadro a seguir, a ilustração da chave de retenção na posição estacionada e acionada.</p><p>CHAVE IMPULSO ESTACIONADO ACIONADO</p><p>NA</p><p>Sa</p><p>br</p><p>in</p><p>a</p><p>da</p><p>Si</p><p>lv</p><p>a</p><p>Fa</p><p>ria</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Sa</p><p>br</p><p>in</p><p>a</p><p>da</p><p>Si</p><p>lv</p><p>a</p><p>Fa</p><p>ria</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>NF</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Quadro 11 - Chave sem retenção</p><p>Fonte: adaptado de Júnior, R. C. [2016?]</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 73</p><p>Chave com retenção ou trava: nessa configuração, o dispositivo, sendo uma vez acionado, só retorna</p><p>à situação original por meio de um novo acionamento. A sua constituição pode possuir contatos normal-</p><p>mente abertos (NA) ou normalmente fechados (NF), de acordo com a finalidade da sua utilização.</p><p>Observe na figura a seguir a representação da chave com retenção ou trava.</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 51 - Chave com retenção</p><p>Fonte: adaptado de Júnior, R. C. [2016?]</p><p>Chave de contatos múltiplos com ou sem retenção: como sua denominação já diz, esse modelo de</p><p>dispositivo possui contatos múltiplos tanto NA ou NF, com ou sem retenção.</p><p>Observe, na figura a seguir, a representação da chave de comandos múltiplos.</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 52 - Chave de contatos múltiplos</p><p>Fonte: adaptado de Júnior, R. C. [2016?]</p><p>Chave seletora: é um dispositivo com duas ou mais posições de contato, com a capacidade de selecio-</p><p>nar várias funções em um sistema específico. Apresenta ainda, um ponto de contato comum (C), quando</p><p>relacionado aos demais contatos.</p><p>Observe na figura a representação da chave seletora.</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 53 - Chave seletora</p><p>Fonte: adaptado de Júnior, R. C. [2016?]</p><p>Para a seleção correta das chaves de comando, devem ser observadas as especificações de tensão no-</p><p>minal e a máxima corrente suportável pelos contatos. Lembre-se de que é necessário seguir as orientações</p><p>das informações fornecidas pelos fabricantes.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS74</p><p>SIMBOLOGIA E NUMERAÇÃO</p><p>Os símbolos, letras e números são comumente utilizados como marcação padrão em dispositivos, pro-</p><p>jetos, diagramas elétricos, etc, com a finalidade de fornecer informações importantes sobre a instalação ou</p><p>circuito. Veja alguns exemplos nos quadros a seguir.</p><p>SÍMBOLO DESCRIÇÃO SÍMBOLO DESCRIÇÃO</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Botoeira NA.</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Botoeira NF.</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Botoeira NA com retorno</p><p>por meio de mola.</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Botoeira NF com retorno</p><p>por meio de mola.</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Contatos tripolares NA.</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Fusível.</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Acionamento eletromag-</p><p>nético.</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Contato normalmente</p><p>aberto (NA).</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Relé térmico.</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Contato normalmente</p><p>fechado (NF).</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6) Disjuntor com dispositi-</p><p>vos térmicos e magné-</p><p>ticos. Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Acionamento temporiza-</p><p>do no circuito.</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6) Disjuntor com dispositivo</p><p>magnético, proteção</p><p>contra curtos-circuitos. Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Lâmpada/sinalização.</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Transformador trifásico.</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Motor trifásico.</p><p>Quadro 12 - Símbolos utilizados em circuitos</p><p>Fonte: adaptado de Henrique, H. [2016?]</p><p>Além dos símbolos, há também uma denominação específica. Confira.</p><p>DENOMINAÇÃO APARELHOS</p><p>b0 Botão de comando – desliga</p><p>b1 Botão de comando – liga</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 75</p><p>b2 – b22 Botão de comando – esquerda/direita</p><p>k1 – k2 – k3 – k4 – k5 Contator principal</p><p>d1 – d2 – d3 Contator auxiliar – relé temporizador ou auxiliar</p><p>f1 – f2 – f3 Fusível principal</p><p>f7 – f8 – f9 Relé bimetálico</p><p>f21 – f22 Fusível para comando</p><p>h1 Armação de sinalização</p><p>h2 Armação de sinalização direita/esquerda</p><p>M1 Motor, transformador – principal</p><p>M2 Autotransformador</p><p>R S T Circuito de medição – corrente alternada</p><p>Quadro 13 - Denominações utilizadas e circuitos</p><p>Fonte: adaptado de Junior (2016?)</p><p>2.3.7 CONTATORES</p><p>Os contatores são dispositivos de comutação eletromagnética, com comando a distância, tendo apenas</p><p>uma posição de descanso e livre de travamento. Esses dispositivos são constituídos para suportar cargas</p><p>de alta potência de corrente, capazes de determinar, transmitir e interromper correntes em condições nor-</p><p>mais do circuito, e ainda suportar sobrecargas durante o funcionamento.</p><p>A</p><p>nd</p><p>re</p><p>ss</p><p>a</p><p>Vi</p><p>ei</p><p>ra</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 54 - Contatores</p><p>Fonte: Senai (2016)</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS76</p><p>Você sabe qual é o princípio de funcionamento dos contadores? A construção de um contator consiste,</p><p>fundamentalmente, de um núcleo magnético alimentado por uma bobina. Uma fração do núcleo magné-</p><p>tico é móvel e é excitado por forças de ação magnética – quando a bobina é percorrida por corrente gera</p><p>um fluxo magnético, porém, quando não há circulação de corrente pela bobina de excitação, essa fração</p><p>do núcleo é recuada por meio da ação de molas.</p><p>Os contatos elétricos são dispostos solidariamente a essa fração móvel do núcleo, formando um aglo-</p><p>merado de contatos fixos.</p><p>Cada conjunto de contatos fixos e móveis pode ser do tipo NA ou NF.</p><p>Veja na figura a seguir um diagrama de contator.</p><p>D</p><p>en</p><p>ilz</p><p>a</p><p>Pe</p><p>re</p><p>ira</p><p>d</p><p>os</p><p>S</p><p>an</p><p>to</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 55 - Diagrama de um contator com dois terminais NA e um NF</p><p>Fonte: adaptado de Fumep (2005)</p><p>Os contadores possuem contatos auxiliares do tipo NA e NF, com menores capacidades de corrente,</p><p>que têm como função o auxílio nos circuitos de comando e sinalização,</p><p>possibilitando o acionamento de</p><p>mais dispositivos elétricos do sistema, que na prática é um dispositivo que contém um conjunto de conta-</p><p>tos para acoplamento ao contator principal.</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 77</p><p>A</p><p>nd</p><p>re</p><p>ss</p><p>a</p><p>Vi</p><p>ei</p><p>ra</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 56 - Contato auxiliar</p><p>Fonte: Senai (2016)</p><p>Os contadores são classificados em contadores principais e contadores auxiliares.</p><p>Os contatores principais possuem corrente máxima de até 600 A. Geralmente contém três contatos</p><p>principais do tipo NA, destinados a manobras de cargas trifásicas.</p><p>Já os contatores auxiliares possuem corrente máxima de 10 A e contém de quatro a oito contatos,</p><p>podendo atingir até 12 contatos.</p><p>CLASSIFICAÇÃO DOS CONTADORES PRINCIPAIS</p><p>É importante salientar que durante a utilização dos contatores são geradas faíscas devido ao impacto</p><p>no momento da comutação dos contatos. Esse fenômeno causa um desgaste natural destes, e, além disso,</p><p>podem causar danos à saúde humana.</p><p>A amplitude das faíscas pode se agravar em ambientes que contenham umidade e também com a in-</p><p>tensidade de corrente circulando no circuito.</p><p>Para que esses fenômenos sejam evitados, foram empregadas formas distintas de proteção que de-</p><p>finem uma classificação desses dispositivos em quatro categorias de utilização de contatores principais:</p><p>a) AC1 – para aplicação em cargas ôhmicas ou com mínima indução. Exemplo: os fornos elétricos e</p><p>aquecedores que possuem resistência.</p><p>b) AC2 – para aplicação em acionamento de motores de indução que possuem rotor do tipo bobinado.</p><p>Exemplo: Ventiladores, exaustores e bombas em geral.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS78</p><p>c) AC3 – para aplicação em motores com rotor de gaiola e com cargas nominais. Exemplo: os compres-</p><p>sores e bombas d’agua.</p><p>d) AC4 – para aplicação em equipamentos que requerem manobras pesadas. Exemplo: acionar o mo-</p><p>tor de indução em plena carga, executar a reversão durante a marcha, e para execução de operação</p><p>alternada.</p><p>Os contatores devem ser instalados preferencialmente na posição vertical e em locais que não sofram</p><p>trepidações.</p><p>CONTATOS ELÉTRICOS DE FORÇA E COMANDO</p><p>Os contatores, no que se refere a contatos de força e comando, podem ser divididos em dois modelos</p><p>principais: contatores de potência (força) e contatores auxiliares (comando).</p><p>Os contatores de potência são dispositivos concebidos para manobras em circuitos de força, cargas</p><p>resistivas ou indutivas e ainda projetados para resistir a uma quantidade de manobras elétricas e mecâni-</p><p>cas, de acordo com a sua especificação e constituição.</p><p>Podem ser utilizados com a finalidade de ligar e desligar motores e cargas elétricas. Os contatores de</p><p>potência possuem algumas características mecânicas e elétricas importantes.</p><p>a) Possuem dois tipos de contatos com capacidades de carga diferentes (principais e auxiliares).</p><p>b) Sua construção é reforçada.</p><p>c) Favorece a inclusão de relés de proteção.</p><p>d) Possui câmara de exclusão para o arco voltaico.</p><p>e) Favorece a utilização de uma bobina com eletroímã.</p><p>f) Possui medidas de acordo com a potência a ser conduzida.</p><p>Os contatores auxiliares são semelhantes aos de potência, porém com algumas características elétricas</p><p>e mecânicas diferentes.</p><p>Esses contatores possuem utilidades importantes; acompanhe.</p><p>a) Incrementar o número de contatos auxiliares dos contatores de força.</p><p>b) Comandar os contatores que possuem um grande consumo na bobina.</p><p>c) Evitar a ocorrência de repique (falha de passagem de corrente).</p><p>d) Ligar e desligar circuitos de comando, sinalização, controle, etc.</p><p>Os contatos auxiliares (comando) aplicados na comutação de circuitos auxiliares podem ser do tipo NA</p><p>e NF e possuírem acionamento adiantados ou retardados, conforme as propriedades do contato.</p><p>O acionamento eletromagnético dos contatos é executado por meio da alimentação da bobina, que</p><p>pode ser de CA ou CC, devido aos contatos possuírem dispositivos específicos (núcleo e bobina) para cada</p><p>modelo de corrente.</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 79</p><p>São características dos contatos auxiliares:</p><p>a) medidas de construção de tamanho variável, de acordo com o número de contatos;</p><p>b) possuem uma potência no eletroímã praticamente constante;</p><p>c) mantém a carga de corrente nominal máxima de 10A para todos os contatos;</p><p>d) sem necessidade da utilização de relé de proteção e de câmara de extinção.</p><p>CLASSES DE ACIONAMENTO</p><p>Os métodos de acionamento dos contatos podem ser dos tipos: corrente alternada ou corrente contínua.</p><p>No acionamento por CA, durante a alimentação da bobina é gerado um campo magnético que atrai o</p><p>núcleo móvel, causando dessa maneira a movimentação dos contatos principais e auxiliares.</p><p>Nos contatores que são acionados por corrente alternada, há anéis de curto circuito que se encontram</p><p>fixados sobre o núcleo do contator. Entretanto, os contatores que possuem um anel na parte fixa e outro</p><p>na parte móvel devem ser montados com um anel voltado para cima e outro para baixo, para que possam</p><p>evitar ruídos provocados pela passagem da corrente alternada.</p><p>Um entreferro – espaço entre o indutor e o circuito ferromagnético ao qual está acoplado – diminui a</p><p>remanência9 após a cessão da tensão de comando, evitando a fixação do núcleo.</p><p>Depois de cessada a energização da bobina de acionamento, a restauração dos contatos auxiliares e</p><p>principais para a posição inicial de descanso é realizado por meio de molas.</p><p>Acionamento por CC</p><p>A diferença entre o acionamento de corrente contínua do acionamento de corrente alternada é a com-</p><p>posição do circuito magnético, que no caso do CC não possui anéis de curto circuito, além disso, possui</p><p>uma bobina de enrolamento com derivação, ou seja, uma parte para atracamento e outra para manuten-</p><p>ção, um contato normalmente fechado, com retardo na abertura do curto-circuito em parte do enrolamen-</p><p>to, durante o atracamento.</p><p>Com a derivação desse enrolamento, reduz-se a potência concentrada pela bobina depois do fecha-</p><p>mento do contator e dessa maneira, impede-se a queima da bobina.</p><p>O acionamento de corrente contínua é recomendado para circuitos ou instalações em que os equipa-</p><p>mentos de acionamento da bobina contenham sensibilidade aos efeitos provocados pela tensão induzida</p><p>do campo magnético da corrente alternada, como por exemplo, em circuitos com inversores de frequência.</p><p>A norma IEC 947-4 padroniza a identificação de contatores e outros dispositivos de manobra de baixa</p><p>tensão e fornece informações importantes para a execução das instalações elétricas nos circuitos, que são</p><p>9 Indução magnética que permanece em um circuito após a remoção do campo magnético.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS80</p><p>informações sobre a função de cada terminal, a localização desse terminal em relação a outros, e orientam</p><p>e uniformizam a execução de projetos e a montagem de painéis.</p><p>Por exemplo, as bobinas são identificadas de forma alfanumérica. Os terminais do circuito de potência</p><p>são identificados por sistema alfanumérico e por números. Observe a figura a seguir.</p><p>A</p><p>nd</p><p>re</p><p>ss</p><p>a</p><p>Vi</p><p>ei</p><p>ra</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 57 - Identificação terminais</p><p>Fonte: do Autor (2016)</p><p>Acompanhe as seguintes informações sobre estes terminais.</p><p>a) 1L1,3L2,5L3 – Terminais normalmente conectados aos dispositivos de seccionamento ou proteção.</p><p>Os terminais do contator ficam direcionados para a rede (fonte de alimentação).</p><p>b) 2T1, 4T2, 6T3 – Terminais conectados diretamente a carga ou relés de sobre carga.</p><p>c) Contato auxiliar nº11 - O primeiro algarismo indica posicionamento dos contatos e o segundo alga-</p><p>rismo indica (NF) Normalmente Fechado.</p><p>d) Contato auxiliar nº13 - O primeiro algarismo indica posicionamento do contato e o segundo algaris-</p><p>mo indica (NA) Normalmente Aberto.</p><p>e) O número de função 5,6 são denominações de contatos normalmente fechados (NF) retardados na</p><p>abertura. Todavia, os números de função 7,8 são denominações para contatos normalmente abertos</p><p>(NA) adiantados no fechamento.</p><p>f) Os traços que antecedem os números indicam a sequência.</p><p>De acordo com a norma padrão, os terminais que pertencem a um mesmo dispositivo de contato terão</p><p>que receber</p><p>o mesmo número sequencial, porém, contatos com o mesmo número de função terão que</p><p>receber números de sequência diferente.</p><p>TENSÕES DE ALIMENTAÇÃO</p><p>A tensão é a diferença do potencial elétrico entre dois pontos e medida em volts (V), sendo que, quanto</p><p>maior a quantidade de volts, mais energia pode incidir, mesmo que a intensidade da corrente, em amperes</p><p>(A), seja a mesma.</p><p>As bobinas dos contatores são definidas para tensões alternadas de 12, 24, 110, 127, 220, 380 e 440 V.</p><p>Para as correntes contínuas as tensões são definidas de 12, 24, 48, 110, 125 e 220 V.</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 81</p><p>Para que um contator possa ser utilizado, é necessário considerar a tensão de sua bobina (que determi-</p><p>na como o contator é acionado) e a corrente máxima de seus contatos. A especificação para os contatores</p><p>é determinada por uma corrente nominal (In), que deve ser considerada de acordo com o projeto ou ins-</p><p>talação a ser executado.</p><p>O quadro a seguir, informa as diferentes categorias de utilização de contatores.</p><p>CATEGORIA SERVIÇO NORMAL</p><p>(LIGAR)</p><p>SERVIÇO NORMAL</p><p>(DESLIGAR)</p><p>SERVIÇO</p><p>OCASIONAL</p><p>(LIGAR)</p><p>SERVIÇO</p><p>OCASIONAL</p><p>(DESLIGAR)</p><p>AC1 1. In 1. In 1.5. In 1.5. In</p><p>AC2 2.5. In 1. In 4. In 4. In</p><p>AC3 6. In 1. In 10. In 8. In</p><p>AC4 6. In 6. In 12. In 10. In</p><p>Quadro 14 - Categorias de utilização de contatores</p><p>Fonte: adaptado de Instituto Newton Braga (2014)</p><p>De acordo com Braga (2014), dessa maneira, um contator da categoria AC1 pode suportar uma corrente</p><p>igual a nominal (In) quando ligar e desligar e eventualmente (serviço ocasional), uma corrente 1,5 vezes</p><p>maior que a nominal.</p><p>Dimensionamento do contator</p><p>Para que haja o dimensionamento de um contator, se faz necessário a obtenção de um catálogo do</p><p>fabricante do dispositivo, para se conhecer os dados técnicos sobre as correntes admitidas pelo contator,</p><p>a quantidade de contatos, o fusível de proteção e as dimensões de acordo com o modelo do dispositivo.</p><p>Deve-se considerar para o dimensionamento dos contatores a corrente nominal (In) do motor (menor</p><p>ou igual a corrente nominal do contator principal) e ainda, o fator de serviço do motor (FS).</p><p>Veja o procedimento para o dimensionamento de contatores. Exemplo: um motor elétrico com as es-</p><p>pecificações a seguir.</p><p>Fabricante: uma empresa x</p><p>Potência: 5 CV.</p><p>Alimentação: Trifásica 220 V/60 Hz.</p><p>Corrente nominal: 13,8 A e FS = 1,0, IV polos com partida direta e regime AC-3.</p><p>Com a obtenção desses dados, como proceder no dimensionamento?</p><p>a) Pesquise em um catálogo do fabricante com os dados I = 13,8 x 1,0 = 13,8A.</p><p>b) A partir dos valores acima (13,8 A), encontre no catálogo um contator com . superior a esse valor.</p><p>Conforme o catálogo do fabricante x, o contator Y irá atender às necessidades desse circuito.</p><p>O assunto a seguir é relé. Você conhece um relé ou sabe como esse dispositivo funciona? Continue seus</p><p>estudos para descobrir.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS82</p><p>2.3.8 RELÉS TÉRMICOS OU DE SOBRECARGA</p><p>Os relés térmicos são dispositivos de proteção de sobrecarga que visam a proteção contra o sobreaque-</p><p>cimento.</p><p>A</p><p>nd</p><p>re</p><p>ss</p><p>a</p><p>Vi</p><p>ei</p><p>ra</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 58 - Relé de sobrecarga</p><p>Fonte: Senai (2016)</p><p>Os relés de sobrecarga são compostos por um par de lâminas metálicas, aplicadas por fase, em que seu</p><p>princípio de funcionamento se dá por meio das diferentes dilatações térmicas que os metais podem apre-</p><p>sentar quando estão sujeitos a uma variação de temperatura; também possuem em seu invólucro isolante</p><p>um mecanismo de disparo.</p><p>Os relés de sobrecarga ou térmicos são utilizados para a proteção contra o aquecimento de equipamen-</p><p>tos, como os motores elétricos e transformadores.</p><p>O aquecimento acentuado dos motores pode ser ocasionado por vários fatores como:</p><p>a) variações excessivas de tensão;</p><p>b) alternância de frequência da rede;</p><p>c) sobrecarga mecânica nos componentes;</p><p>d) tempo elevado de partida do motor;</p><p>e) ausência de fases, etc.</p><p>Os relés térmicos usuais são de dois tipos: eletromecânico e eletrônico.</p><p>O relé eletromecânico funciona da seguinte maneira: quando há uma circulação de corrente pela bo-</p><p>bina, é gerado um campo magnético com a capacidade de atrair um ou uma série de contatos com fe-</p><p>chamento ou abertura de circuitos; porém, quando a corrente da bobina é cessada, o campo magnético</p><p>também cessa e os contatos retornam à posição inicial.</p><p>Faixas de atuação e ajustes: quando há uma circulação de corrente nominal, os bimetais que fazem</p><p>parte da composição do relé tendem a curvar-se. Essa curvatura ocorre devido ao bimetal, que é composto</p><p>por uma liga metálica com coeficientes de dilatação diferentes e sofre uma deformação física. A curvatura</p><p>será para o sentido em que o coeficiente de dilatação for inferior, contudo, a curvatura dos bimetais deixa</p><p>de ser suficiente para o desarme do relé. Para que ele ocorra, é necessário que haja uma sobrecarga, na</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 83</p><p>qual os bimetais sofram uma curvatura maior e executem o processo. A atuação do relé independe da va-</p><p>riação de temperatura ambiente, que não causa influência ao bimetal.</p><p>O ponto de atuação do relé (curvatura das lâminas) pode ser ajustado por meio de um dial, dispositivo</p><p>que permite o ajustamento do valor de corrente. A relação entre tempo e corrente de desarme de relés</p><p>térmicos de sobrecarga é denominada curva característica, que você verá na figura a seguir.</p><p>D</p><p>en</p><p>ilz</p><p>a</p><p>Pe</p><p>re</p><p>ira</p><p>d</p><p>os</p><p>S</p><p>an</p><p>to</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 59 - Curvas características</p><p>Fonte: adaptado da Apostila Senai (2009)</p><p>Na imagem podem-se observar no eixo horizontal os valores múltiplos da corrente de regulagem e no</p><p>eixo vertical encontra-se o tempo de desarme. Observa-se ainda, a curva 3 que aponta o comportamento</p><p>dos relés quando são submetidos a sobrecarga tripolar e na curva 2 a sobrecarga bipolar. Torna-se impor-</p><p>tante salientar que os valores de desarme apontados nas curvas características são válidos para temperatu-</p><p>ra ambiente ou em estado frio. Os relés em operação sob corrente nominal e em temperatura de operação</p><p>são considerados pré-aquecidos, com um tempo de atuação em média de 25 a 30% dos valores das curvas.</p><p>Esse pré-aquecimento promove a movimentação dos bimetálicos em aproximadamente 70% do que</p><p>seria ideal para o desarme.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS84</p><p>De acordo com a norma IEC 947, um relé térmico de sobrecarga deve ter a capacidade de operar em</p><p>uma faixa de temperatura de 5°C a 40°C, podendo haver variações, conforme o fabricante e a configuração</p><p>do dispositivo. Para a instalação dos relés, é importante consultar as orientações do fabricante.</p><p>De maneira geral, os relés podem ser fixados em paredes verticais e com inclinações de até 30° e em</p><p>planos horizontais com até 90°.</p><p>Diferentes dos relés de sobrecarga térmicos, que monitoram indiretamente a corrente de trabalho do</p><p>motor por meio do aquecimento dos seus bimetais, os relés de sobrecarga eletrônicos utilizam circuitos</p><p>digitais microprocessados que executam a medição direta e efetiva da corrente de trabalho do motor,</p><p>proporcionando uma maior proteção contra sobrecargas ou faltas de fase.</p><p>O circuito eletrônico desse dispositivo monitora cada fase que alimenta o motor e proporciona um</p><p>tempo inferior de atuação em eventuais faltas de fase, contribuindo para uma maior eficácia na proteção</p><p>de motores elétricos.</p><p>Podem ser empregados diretamente no contator, da mesma maneira que são empregados os relés de</p><p>sobrecarga térmicos, além de suas características permitirem substituir os relés térmicos por eletrônicos.</p><p>Devido aos seus componentes eletrônicos, possuem baixa perda de potência, reduzindo consideravel-</p><p>mente o consumo de energia em relação aos relés térmicos.</p><p>Faixa de atuação e ajustes: os relés de sobrecarga eletrônicos são autoalimentados e desenvolvidos</p><p>para aproveitamento em partidas normais e pesadas de motores e possuem classes de atuação com as</p><p>seguintes características:</p><p>a) classes de disparo de 5 até 30;</p><p>b) classe de disparos ajustáveis;</p><p>c) proteção contínua para cargas com ajuste de corrente (0,1 a 63 A);</p><p>d) rearme com retorno automático do relé;</p><p>e) tem a possibilidade</p><p>de emissão de sinais sonoros para sinalização por meio de aparelhos de medição.</p><p>Os relés eletrônicos possuem na parte frontal as funções teste e rearme ou reset, que possibilitam a ope-</p><p>ração de ajuste da opção de rearme adequada ao circuito. Além disso, possui uma janela de sinalização de</p><p>disparo que favorece que o usuário a identifique visualmente o estado de conservação do relé.</p><p>Esse relé ainda possui contatos auxiliares independentes (12 V, 10 mA), que fazem a sinalização do es-</p><p>tado de conservação e o cumprimento das suas funções.</p><p>Veja na figura a seguir o tempo de atuação e ajuste dos relés eletrônicos.</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 85</p><p>D</p><p>en</p><p>ilz</p><p>a</p><p>Pe</p><p>re</p><p>ira</p><p>d</p><p>os</p><p>S</p><p>an</p><p>to</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 60 - Tempo de atuação</p><p>Fonte: adaptado de catálogo da WEG (2015)</p><p>Assim sendo, um relé de sobrecarga eletrônico pode ser aplicado em cargas de baixa, média ou alta</p><p>inércia e para isso é suficiente selecionar a classe de disparo que atenda a necessidade do tempo de partida.</p><p>CONTATOS DOS RELÉS</p><p>Há relés de diversos modelos quanto aos seus contatos que podem ser NA, NF ou conter os dois tipos</p><p>de contatos.</p><p>Os contatos NA são os que se encontram abertos quando a bobina deixa de estar energizada e se fe-</p><p>cham quando ela recebe corrente.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS86</p><p>Os contatos NF possuem a abertura quando a bobina recebe corrente, ao inverso do NA.</p><p>Já no contato central (C), que é um contato comum dos relés, quando o contato NA fecha e a distribui-</p><p>ção de corrente é interrompida, é com o contato (C) que se determina a condução elétrica.</p><p>Esse tipo de contato central (C) é comum aos contatos NF e NA, por isso a denominação (C).</p><p>Uma característica inerente aos relés eletromecânicos é o desgaste mecânico dos seus contatos, dada a</p><p>sua frequente movimentação. Geralmente esses dispositivos possuem um limite mecânico de chaveamen-</p><p>to que pode ter uma variação de um milhão de ciclos para os contatores e até vinte milhões de ciclos para</p><p>os relés de pequeno porte, desde que o relé esteja chaveando uma carga menor do que a sua capacidade.</p><p>Todavia, esse relé pode ter uma redução de sua capacidade de operação se estiver operando com car-</p><p>gas no limite de sua capacidade.</p><p>Os relés eletromecânicos dividem-se em partes, que são:</p><p>a) bobina ou eletroímã - composto por fio de cobre envolto de um núcleo de ferro macio que favorece</p><p>um percurso de baixa resistência para o fluxo magnético;</p><p>b) armadura de ferro móvel;</p><p>c) grupo de contatos;</p><p>d) mola de reativação;</p><p>e) terminais (podem variar de acordo com as aplicações).</p><p>Os relés eletromecânicos são utilizados frequentemente com a finalidade de:</p><p>a) ajustar os níveis de tensão entre dois pontos;</p><p>b) ajustar os níveis de potência entre dois pontos;</p><p>c) multiplicar os contatos;</p><p>d) isolar dois circuitos.</p><p>2.3.9 RELÉS DE FALTA DE FASE OU DE NEUTRO</p><p>O relé de falta de fase atua na proteção de motores elétricos trifásicos e tem a função de diagnosticar</p><p>uma possível falta de fase ou de neutro no circuito.</p><p>Assim que é percebida a falta de fase, o relé abre o contato auxiliar e interrompe o comando elétrico do</p><p>motor a ser resguardado.</p><p>Esse tipo de relé é ativado à rede elétrica trifásica 220/380/440 V e possui contatos NA e NF. Possui ainda</p><p>uma entrada R-S-T (alimentação) pela qual a rede elétrica é monitorada, ou seja, um potenciômetro regula</p><p>a sensibilidade adequada à instalação elétrica. Observe a figura a seguir.</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 87</p><p>D</p><p>en</p><p>ilz</p><p>a</p><p>Pe</p><p>re</p><p>ira</p><p>d</p><p>os</p><p>S</p><p>an</p><p>to</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 61 - Relé de falta de fase ou de neutro</p><p>Fonte: Senai (2016)</p><p>Relé de falta de fase com neutro</p><p>O relé de fase com neutro no circuito tem a função de proteção ao controle de sistema trifásico com</p><p>neutro. O dispositivo verifica a falta de fase de uma ou mais fases, monitora a tensão do neutro e executa a</p><p>interrupção, caso a falta ocorra. Obrigatoriamente o neutro deve estar conectado ao dispositivo.</p><p>Esses dispositivos são fabricados com contato reversor com retardo no desligamento de até cinco se-</p><p>gundos, evitando desligamentos eventuais durante a partida do motor. Esse processo pode causar quedas</p><p>de tensão maiores que a determinada para a atuação do relé.</p><p>Os relés da falta de fase ou neutro são utilizados para instalações e circuitos de comandos elétricos tri-</p><p>fásicos industriais, deixando de ser aplicados em instalações residenciais.</p><p>2.3.10 RELÉS SEQUENCIAIS DE FASES</p><p>Os relés sequenciais de fase são dispositivos adequados para o monitoramento e controle de instala-</p><p>ções trifásicas e têm a intenção de impedir a inversão da sequência das fases (L1 – L2 – L3). O dispositivo</p><p>aponta qualquer inversão de sequência de fases e devido a essa característica é comumente utilizado para</p><p>a proteção de motores trifásicos, circuitos de comando e outros acionamentos de CA. Acompanhe o dia-</p><p>grama de funcionamento a seguir.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS88</p><p>D</p><p>en</p><p>ilz</p><p>a</p><p>Pe</p><p>re</p><p>ira</p><p>d</p><p>os</p><p>S</p><p>an</p><p>to</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 62 - Diagrama funcionamento do relé</p><p>Fonte: adaptado de catálogo WEG (2015)</p><p>Veja que o relé de sequência de fase não substitui a saída 15-18 contato aberto do relé, dificultando que</p><p>o circuito no qual esteja inserido entre em funcionamento. Esse fato ocorre devido à inversão de fases na</p><p>alimentação do circuito. Observe o diagrama de alimentação na sequência.</p><p>D</p><p>en</p><p>ilz</p><p>a</p><p>Pe</p><p>re</p><p>ira</p><p>d</p><p>os</p><p>S</p><p>an</p><p>to</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 63 - Diagrama de alimentação</p><p>Fonte: adaptado de catálogo WEG (2015)</p><p>A saída do relé somente será substituída (15-18 contato fechado) para a situação que determina o fun-</p><p>cionamento do circuito se a rede elétrica estiver conectada com a sequência de fase apropriada.</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 89</p><p>2.3.11 TEMPORIZADORES</p><p>Os temporizadores são dispositivos eletrônicos com funcionamento destinado ao comando de tempo</p><p>(curta duração) e têm a finalidade de imprimir um sinal de saída de corrente elétrica, de acordo com a fun-</p><p>ção e o tempo determinado.</p><p>A</p><p>nd</p><p>re</p><p>ss</p><p>a</p><p>Vi</p><p>ei</p><p>ra</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 64 - Temporizadores</p><p>Fonte: Senai (2016)</p><p>Esses dispositivos podem ser configurados com uma ou duas saídas de contato NA/NF.</p><p>Os relés de tempos podem ser aplicados na automação de equipamentos industriais, preferencialmente</p><p>em sequenciamento, interrupções de comando e ainda em chaves de partida de motores, etc.</p><p>Como exemplo de aplicações pode-se citar o painel de comando de uma fresadora, de um torno mecânico,</p><p>entre outros.</p><p>Esses relés serão aplicados de acordo com as configurações do equipamento e também do próprio relé.</p><p>Conheça a seguir as principais configurações de temporizadores:</p><p>a) Relé de tempo com retardo na energização (RE): Quando há energização do relé, inicia-se a conta-</p><p>gem do tempo (T) previamente ajustado no dial (mostrador, indicador). Após esse período de tempo</p><p>ocorrerá a comutação dos contatos de saída, que continuarão nesse estado até que a alimentação</p><p>seja cessada.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS90</p><p>b) Relé de tempo com retardo após energização ou desenergização (RD): quando o relé é alimenta-</p><p>do – por meio da energização do terminal de comando – os contatos de saída comutam instantane-</p><p>amente, do mesmo modo que regressam à situação original quando se retira o comando, depois de</p><p>transcorrido o tempo (T) regulado no dial.</p><p>c) Relé de tempo estrela-triângulo (ET): nessa configuração, depois da energização do relé, os conta-</p><p>tos de saída estrela comutam instantaneamente, conservando-se ativados durante o tempo (T) trans-</p><p>corrido e ajustado pelo dial. Depois de um período de tempo, determinado de acordo com as confi-</p><p>gurações do dispositivo, os terminais triângulo serão ativados e continuarão nesse estado até que a</p><p>alimentação seja terminada.</p><p>d) Relé de tempo Cíclico (CI): depois de energizado o relé, os contatos de saída são ativados e desati-</p><p>vados em ciclos. O dial superior de ajuste estabelece o tempo em que os contatos permanecem ativos</p><p>(T – on). O dial inferior estabelece o tempo no qual os contatos conservam-se desativados (T – off).</p><p>e) Relé de tempo Cíclico Ajuste Ligado (CIL): depois da energização do relé, os contatos de saída são</p><p>Figura 37 - Fusível diazed 2 ............................................................................................................................................54</p><p>Figura 38 - Fusível e base ................................................................................................................................................55</p><p>Figura 39 - Fusível de vidro ............................................................................................................................................56</p><p>Figura 40 - Funções dos disjuntores ...........................................................................................................................58</p><p>Figura 41 - Disjuntores termomagnéticos ................................................................................................................59</p><p>Figura 42 - Disjuntor motor (com e sem tampa) ....................................................................................................60</p><p>Figura 43 - Interruptor IDR .............................................................................................................................................61</p><p>Figura 44 - Exemplo de contato direto ......................................................................................................................62</p><p>Figura 45 - Exemplo de contato indireto ..................................................................................................................62</p><p>Figura 46 - Gráfico de curvas de atuação do disjuntor ........................................................................................65</p><p>Figura 47 - Painel de comando .....................................................................................................................................68</p><p>Figura 48 - Botoeiras pulsadoras ..................................................................................................................................69</p><p>Figura 49 - Botão cogumelo de emergência ...........................................................................................................69</p><p>Figura 50 - Chaves de comando ...................................................................................................................................72</p><p>Figura 51 - Chave com retenção ..................................................................................................................................73</p><p>Figura 52 - Chave de contatos múltiplos ..................................................................................................................73</p><p>Figura 53 - Chave seletora ..............................................................................................................................................73</p><p>Figura 54 - Contatores .....................................................................................................................................................75</p><p>Figura 55 - Diagrama de um contator com dois terminais NA e um NF ........................................................76</p><p>Figura 56 - Contato auxiliar ............................................................................................................................................77</p><p>Figura 57 - Identificação terminais .............................................................................................................................80</p><p>Figura 58 - Relé de sobrecarga .....................................................................................................................................82</p><p>Figura 59 - Curvas características ................................................................................................................................83</p><p>Figura 60 - Tempo de atuação ......................................................................................................................................85</p><p>Figura 61 - Relé de falta de fase ou de neutro ........................................................................................................87</p><p>Figura 62 - Diagrama funcionamento do relé ........................................................................................................88</p><p>Figura 63 - Diagrama de alimentação ........................................................................................................................88</p><p>Figura 64 - Temporizadores ...........................................................................................................................................89</p><p>Figura 65 - Painel de controle com sinaleiros (esquerda) e sinaleiro (direta) ..............................................91</p><p>Figura 66 - Indicadores sonoros e luminosos ..........................................................................................................93</p><p>Figura 67 - Funcionamento do termostato biométrico .......................................................................................94</p><p>Figura 68 - Termostato tipo fole ...................................................................................................................................94</p><p>Figura 69 - Controlador de temperatura ...................................................................................................................95</p><p>Figura 70 - Pressostato (parte superior e inferior) .................................................................................................96</p><p>Figura 71 - Funcionamento pressostatos .................................................................................................................96</p><p>Figura 72 - Pressostato com óleo .................................................................................................................................97</p><p>Figura 73 - Diagrama elétrico ..................................................................................................................................... 102</p><p>Figura 74 - Diagrama funcional ................................................................................................................................. 103</p><p>Figura 75 - Diagrama unifilar ...................................................................................................................................... 104</p><p>Figura 76 - Diagrama trifilar ........................................................................................................................................ 105</p><p>Figura 77 - Diagrama multifilar .................................................................................................................................. 105</p><p>Figura 78 - Representação numérica de contator de potência ..................................................................... 108</p><p>Figura 79 - Representação numérica de um contator auxiliar ....................................................................... 108</p><p>Figura 80 - Símbolos literais de diagramas ........................................................................................................... 109</p><p>Figura 81 - Dispositivos de comando ...................................................................................................................... 111</p><p>Figura 82 - Circuito de partida direta com sinalização ...................................................................................... 112</p><p>Figura 83 - Circuito de comando e potência para partida do motor com reversão ............................... 113</p><p>Figura 84 - (a) Ligação estrela com tensão de triângulo e (b) Ligação triângulo com tensão de</p><p>triângulo ............................................................................................................................................................................ 114</p><p>Figura 85 - Quadro elétrico ......................................................................................................................................... 116</p><p>Figura 86 - Trilhos de fixação ......................................................................................................................................</p><p>ativados e após o período de tempo determinado pelo dial de ajuste, os contatos serão desativados e</p><p>o processo prosseguirá ciclicamente. Somente com uma seleção prevalece o tempo ligado e o tempo</p><p>desligado do relé.</p><p>f) Relé de tempo Cíclico Ajuste Desligado (CID): quando há a energização do relé, os contatos de saí-</p><p>da continuam desativados e depois de percorrido o período de tempo selecionado do dial de ajuste,</p><p>os contatos serão ativados. Esse processo permanecerá funcionando ciclicamente e uma única sele-</p><p>ção estabelece o tempo ligado e o tempo desligado do relé.</p><p>g) Relé de tempo cíclico (CIR 2 ajustes início/desligado): nesse processo, após a energização do relé,</p><p>inicia-se a contagem do tempo “desligado”. Após esse período de tempo os contatos de saída são ati-</p><p>vados e começa a contagem de tempo “ligado”. Essa sequência é contínua ciclicamente. Nesse caso</p><p>o dial superior estabelece o tempo ligado (T – on), no qual os contatos permanecem ativados. O dial</p><p>inferior estabelece o tempo desligado (T – off), no qual os contatos permanecem desativados.</p><p>DIMENSIONAMENTO DE RELÉS</p><p>O dimensionamento do relé é executado conforme a corrente da carga a ser ativada e o contator em-</p><p>pregado. O fabricante do contator recomenda o relé adequado ao conjunto.</p><p>A função do relé é impedir que a corrente que alimenta o motor tenha uma elevação maior do que a</p><p>corrente de operação deste motor (In x FS).</p><p>a) motores com fator de serviço (FS) >= 1,15 - Ir = 1,25 In</p><p>b) motores com fator de serviço (FS) < 1,15 - Ir = 1,15 In</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 91</p><p>Veja um exemplo:</p><p>Para dimensionar um relé de sobrecarga para dar proteção a um motor elétrico com as seguintes espe-</p><p>cificações:</p><p>Fabricante: SN</p><p>Potência: 5 CV.</p><p>Alimentação: Trifásica 220 V/60 Hz.</p><p>IV polos com tempo de partida 5s.</p><p>De acordo com o catálogo do fabricante de motores, tipo W21, tem-se:</p><p>In = 14 A; FS = 1,15.</p><p>Como FS >= 1,15 - Ir = 1,25*In,</p><p>Conclui-se então: Ir = 1,25 * 14 = 17,5 A.</p><p>Especificação completa de acordo com o catálogo do fabricante:</p><p>RW27-1D3-U023: faixa de ajuste de 15 a 23ª com fusível máximo de 50 A.</p><p>2.3.12 SINALIZAÇÃO E ALARMES</p><p>Os sinaleiros ou lâmpadas de sinalização são identificadores luminosos (lâmpadas ou LEDs) com a fina-</p><p>lidade de apontar visualmente possíveis eventos que possam ocorrer nos sistemas elétricos.</p><p>m</p><p>m</p><p>m</p><p>xx</p><p>([</p><p>20</p><p>--</p><p>?]</p><p>)</p><p>Figura 65 - Painel de controle com sinaleiros (esquerda) e sinaleiro (direta)</p><p>Fonte: Thinkstock (2016) e Senai (2016)</p><p>Cada cor apontada no dispositivo define um tipo de aplicação, de acordo com a norma IEC 73:2009.</p><p>Veja, no quadro a seguir, a equivalência de cores para sinalização.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS92</p><p>CORES SIGNIFICADO APLICAÇÕES TÍPICAS</p><p>Vermelho</p><p>D</p><p>en</p><p>ilz</p><p>a</p><p>Pe</p><p>re</p><p>ira</p><p>d</p><p>os</p><p>S</p><p>an</p><p>to</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>a) Condições anormais.</p><p>b) Perigo ou alarme.</p><p>a) Temperatura acima dos limites de</p><p>segurança.</p><p>b) Aviso de paralização do sistema.</p><p>Ex.: sobrecarga</p><p>Amarelo</p><p>D</p><p>en</p><p>ilz</p><p>a</p><p>Pe</p><p>re</p><p>ira</p><p>d</p><p>os</p><p>S</p><p>an</p><p>to</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>a) Atenção, cuidado.</p><p>a) O valor de uma grandeza aproxi-</p><p>ma-se de seu limite.</p><p>Verde</p><p>D</p><p>en</p><p>ilz</p><p>a</p><p>Pe</p><p>re</p><p>ira</p><p>d</p><p>os</p><p>S</p><p>an</p><p>to</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>a) Condição de serviço segura.</p><p>a) Indicação de que o equipamento</p><p>está pronto para operar.</p><p>Branco</p><p>D</p><p>en</p><p>ilz</p><p>a</p><p>Pe</p><p>re</p><p>ira</p><p>d</p><p>os</p><p>S</p><p>an</p><p>to</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>a) Circuito sob tensão, funcionamento</p><p>normal.</p><p>a) Equipamento em movimento.</p><p>Azul</p><p>D</p><p>en</p><p>ilz</p><p>a</p><p>Pe</p><p>re</p><p>ira</p><p>d</p><p>os</p><p>S</p><p>an</p><p>to</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>a) Informações especiais, exceto as acima</p><p>citadas.</p><p>a) Sinalização de comando remoto.</p><p>b) Sinalização de preparação da</p><p>máquina.</p><p>Quadro 15 - Quadro de identificação luminosa</p><p>Fonte: Adaptado de Apostila Senai, Instalações elétricas industriais, 2010, p. 45</p><p>SIRENES</p><p>Os indicadores sonoros elétricos, como as sirenes e buzinas, fornecem sinais que podem ser captados</p><p>pela audição e têm a finalidade de indicar falhas ou emergências que possam eventualmente surgir nos</p><p>sistemas. São utilizadas normalmente em locais onde os indicadores luminosos são pouco visíveis e ainda</p><p>que se tenha a intenção de atender a um grande número de pessoas e locais.</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 93</p><p>vi</p><p>iw</p><p>ee</p><p>([</p><p>20</p><p>--</p><p>?]</p><p>)</p><p>Figura 66 - Indicadores sonoros e luminosos</p><p>Fonte: Thinkstosck (2016)</p><p>2.3.13 TERMOSTATOS</p><p>Os termostatos são dispositivos com propriedades físicas e de funcionamento distintos entre si. São</p><p>compostos basicamente por dois elementos: sensor e controlador.</p><p>O sensor é o mecanismo que indica a variação térmica gerada pelo sistema e o controlador regula a</p><p>variação e corrige as anomalias de temperatura, conservando-a dentro do intervalo planejado.</p><p>A função principal de um termostato é evitar que a variação de temperatura de um sistema ultrapasse</p><p>os limites planejados.</p><p>Os termostatos normalmente atuam por meio de temperatura e são ativados por efeito de uma lâmina</p><p>biométrica (termostato biométrico) ou por pressão de fluidos (termostato tipo fole).</p><p>Conheça os dois modelos a seguir.</p><p>Termostato biométrico: o termostato biométrico funciona a partir da elevação de temperatura em</p><p>torno do dispositivo biométrico, onde os metais (A) e (B) iniciam a expansão. Todavia, o metal (A) está</p><p>selecionado para expandir mais rápido que o metal (B). Esse processo provocará a curvatura do bimetal e</p><p>ele fechará os contatos. Quando a temperatura é reduzida, o metal (A) contrai com mais velocidade que</p><p>o metal (B) e assim volta à posição de origem, abrindo os contatos. Veja o exemplo de funcionamento na</p><p>figura seguinte.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS94</p><p>D</p><p>en</p><p>ilz</p><p>a</p><p>Pe</p><p>re</p><p>ira</p><p>d</p><p>os</p><p>S</p><p>an</p><p>to</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 67 - Funcionamento do termostato biométrico</p><p>Fonte: adaptado de Apostila IFSC (2008)</p><p>Termostato tipo fole: esse modelo de termostato atua por meio de pressão de fluido. A dilatação ou</p><p>contração da molécula do gás (dióxido sulfúrico, cloreto de metila ou similares) contidos no bulbo provoca</p><p>a movimentação do fole conectado a uma peça móvel que atua no fechamento e abertura dos contatos, e</p><p>dessa maneira liga ou desliga o compressor.</p><p>D</p><p>en</p><p>ilz</p><p>a</p><p>Pe</p><p>re</p><p>ira</p><p>d</p><p>os</p><p>S</p><p>an</p><p>to</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 68 - Termostato tipo fole</p><p>Fonte: Adaptado de Apostila IFSC (2008)</p><p>Os modelos de termostato eletrônicos mais modernos fazem que durante a sua operação a resistência</p><p>elétrica se altere de acordo com a variação de temperatura, emitindo um sinal para a placa eletrônica que</p><p>comanda o elemento que favorece o funcionamento do equipamento.</p><p>O funcionamento desse termostato é baseado no princípio da dilatação dos corpos.</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 95</p><p>Sa</p><p>br</p><p>in</p><p>a</p><p>da</p><p>S</p><p>ilv</p><p>a</p><p>Fa</p><p>ria</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 69 - Controlador de temperatura</p><p>Fonte: adaptado de Apostila IFSC (2008)</p><p>Esses modelos proporcionam um controle preciso da temperatura e um melhor procedimento de me-</p><p>dição, além da indicação visual de temperatura e funções como resfriamento instantâneo.</p><p>Um exemplo de utilização dos termostatos é o controle de temperatura de refrigeradores, ar condicio-</p><p>nados, ferros elétricos, entre outros.</p><p>2.3.14 PRESSOSTATOS</p><p>Os pressostatos são dispositivos automáticos de controle de pressão que atuam na parte interna de</p><p>inúmeros sistemas, como nos de refrigeração, compressores de ar, entre outros. Esses dispositivos têm</p><p>a função de analisar a variação de pressão inferior ou superior do equipamento e compará-los a valores</p><p>previamente estabelecidos.</p><p>A imagem a seguir representa um pressostato utilizado em um compressor de ar, porém há vários mo-</p><p>delos desse dispositivo, inclusive mais modernos e com configurações diferenciadas.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS96</p><p>Va</p><p>po</p><p>rt</p><p>ec</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 70 - Pressostato (parte superior e inferior)</p><p>Fonte: Senai (2016)</p><p>Os pressostatos geralmente são constituídos por um sensor, um mecanismo de ajuste e uma chave</p><p>(aberto ou fechado).</p><p>Durante o funcionamento do sistema, a pressão proveniente do processo produz um pequeno desloca-</p><p>mento (deflexão) do diafragma para cima. Esse deslocamento rebate a força que a mola está executando</p><p>para baixo. Desssa maneira a pressão tem a possibilidade de atingir o ponto crítico de disparo (ativação),</p><p>na</p><p>qual foi previamente ajustada. A deflexão do diafragma é conduzida por meio de uma haste até a mi-</p><p>crochave, comutando-a.</p><p>O pressostato é um dispositivo que tem a finalidade de proteger os equipamentos, máquinas ou pro-</p><p>cessos industriais, evitando a sobre pressão ou a subpressão que possam interferir em seu funcionamento.</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 71 - Funcionamento pressostatos</p><p>Fonte: adaptado de apostila IFSC (2008)</p><p>Há quatro tipos mais comuns de pressostatos quanto às suas características que são:</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 97</p><p>a) Pressostato de baixa – tem como característica abrir os contatos quando a pressão que incide no</p><p>fole for menor que a pressão ideal de funcionamento. Os pressostatos de baixa, aplicados ao lado</p><p>de mínima pressão, apontam as eventuais quedas de pressão que podem ser causadas por fuga de</p><p>fluidos. No caso da refrigeração e climatização, serve para analisar a pressão dos fluidos refrigerantes.</p><p>b) Pressostato de alta – possui como característica abrir os contatos quando a pressão que incide no</p><p>fole for maior que a pressão ideal de funcionamento. Os pressostatos de alta, aplicados ao lado de</p><p>máxima pressão, atuam quando a pressão adquire valores acima dos toleráveis pelos sistemas ou</p><p>pelo equipamento.</p><p>c) Pressostato de alta e baixa – possuem as mesmas características de funcionamento e utilização dos</p><p>pressostatos de alta e baixa separadamente.</p><p>d) Pressostato de óleo – tem como característica controlar a variação de pressão dos fluidos lubrificantes</p><p>dos equipamentos, motores e compressores. Caso haja uma diminuição excessiva de pressão, o disposi-</p><p>tivo será desligado e dessa maneira as partes mecânicas serão protegidas da falta de lubrificação.</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 72 - Pressostato com óleo</p><p>Fonte: adaptado de apostila IFSC (2008)</p><p>Regulagens e ajustes</p><p>Os pressostatos, quanto ao tempo de regulagem e ajuste, entre a atuação e o desarme podem ser</p><p>equipados com diferencial fixo e diferencial ajustável. O fixo disponibiliza apenas um ponto de ajuste, o</p><p>de set-point (valor alvo de um sistema de controle automático), sendo este o intervalo entre os pontos de</p><p>atuação e o de desativação. O ajustável favorece a regulagem de set-point e a alteração do intervalo entre</p><p>o ponto de atuação e a desativação.</p><p>Ainda para os ajustes e regulagens, o mecanismo de set-point geralmente dispõe de uma mola com</p><p>faixa de ajuste selecionada de acordo com a pressão necessária para o funcionamento do sistema. Um</p><p>microinterruptor também pode ser utilizado como dispositivo de alteração de estado, porém, admite-se o</p><p>emprego de uma ampola com mercúrio para acionamento de uma chave interruptora.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS98</p><p>Quanto aos tipos de contatos presentes nos dispositivos, são compostos normalmente por um terminal</p><p>comum, um contato NA e um NF, ou por um dispositivo de duplo contato, que são dois terminais comuns,</p><p>sendo dois NAs e dois NFs.</p><p>2.3.15 CONTROLADORES ELETRÔNICOS DE PRESSÃO E TEMPERATURA</p><p>O controle eletrônico de pressão é utilizado como controle proporcional para a sinalização dos padrões</p><p>de utilização da pressão na faixa de operação (sub ou sobrepressão), ou ainda, para sinalizar um sensor</p><p>desativado. Esse controle permite a economia de energia elétrica e o aumento da vida útil dos sistemas,</p><p>devido ao controle proporcional, que ajusta a potência dos equipamentos de acordo com a rotação do</p><p>motor, diminuindo o desgaste dos elementos, além de impedir os picos de corrente durante as partidas</p><p>desses equipamentos ou sistemas.</p><p>O controle eletrônico de pressão geralmente opera em faixas de pressão conforme as necessidades dos</p><p>sistemas ou equipamentos.</p><p>Os controladores de temperatura são também desenvolvidos para aplicação em centrais de refrige-</p><p>ração que necessitem de controle de temperatura, sucção e descarga. O seu funcionamento consiste em</p><p>controlar o degelo por meio de intervalos de tempos provenientes de estacionamento do compressor,</p><p>aquecimento elétrico ou gás aquecido, com inversão de ciclo. Como exemplo de uso em refrigeração e na</p><p>climatização tem-se o uso em balcões de frios em supermercados.</p><p>RECAPITULANDO</p><p>Neste capítulo você conheceu alguns comandos elétricos, a composição dos motores elétricos e</p><p>aprofundou seus conhecimentos no que diz respeito às suas características de construção, tipos</p><p>de motores, aplicação de cada modelo, importância de cada componente, alimentação, função,</p><p>sua aplicação específica e a correta instalação do componente de acordo com o circuito ou projeto</p><p>especificado. Também desenvolveu seu aprendizado sobre a tecnologia envolvida nos compo-</p><p>nentes do sistema de comandos elétricos, no que diz respeito à aplicação individual de cada dispo-</p><p>sitivo, seja essa aplicação nos projetos e equipamentos de instalações residenciais ou também em</p><p>instalações comerciais e industriais, principalmente na área de climatização e refrigeração. Você</p><p>percebeu a função específica de cada modelo de dispositivo elétrico e a importância da sua corre-</p><p>ta utilização, respectivamente nos circuitos, projetos ou instalações elétricas.</p><p>Siga em frente e bons estudos!</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 99</p><p>Anotações:</p><p>3</p><p>Construção e Montagem de</p><p>Quadros Elétricos</p><p>Neste capítulo você estudará sobre a construção e montagem de quadros elétricos, adqui-</p><p>rindo conhecimentos sobre os seus componentes e suas aplicações. A partir da aquisição des-</p><p>ses conhecimentos e com o final dos estudos deste capitulo você terá subsídios para:</p><p>a) interpretar e elaborar esquemas e diagramas elétricos de sistema de climatização;</p><p>b) realizar medições, ajustes e regulagens nas instalações;</p><p>c) verificar os parâmetros elétricos de funcionamento de instalações de sistemas de clima-</p><p>tização;</p><p>d) realizar montagem e instalação de quadros elétricos de acionamento, controle e proteção;</p><p>e) testar o funcionamento dos componentes eletroeletrônicos de sistemas de climatização;</p><p>f) reconhecer a importância dos equipamentos de proteção individual e coletiva;</p><p>g) identificar, diagnosticar e solucionar falhas elétricas;</p><p>h) realizar substituição de componentes de quadros elétricos de acionamento, controle e</p><p>proteção;</p><p>i) dimensionar componentes eletroeletrônicos e eletromecânicos de sistemas de climatização.</p><p>Bons estudos!</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS102</p><p>3.1 APLICAÇÃO DE SIMBOLOGIAS E DIAGRAMAS ELÉTRICOS</p><p>A utilização de símbolos gráficos para demonstrar uma instalação elétrica ou uma fração dela denomina-se</p><p>diagrama elétrico.</p><p>Os desenhos apresentados nesses diagramas utilizam uma linguagem visual universal em que a escrita</p><p>pode ser diferente, porém o fundamento do diagrama não terá diferenciação.</p><p>Lo</p><p>ne</p><p>ly</p><p>__</p><p>([</p><p>20</p><p>--</p><p>?]</p><p>)</p><p>Figura 73 - Diagrama elétrico</p><p>Fonte: Thinkstock (2016)</p><p>O diagrama elétrico tem a função de informar detalhadamente ao profissional as particularidades de</p><p>como montar um comando elétrico. Assim, para a execução de um bom trabalho, o profissional eletricista</p><p>necessita fazer uma correta leitura e interpretação do diagrama elétrico, e para isso ele deve ter um bom</p><p>conhecimento dos símbolos gráficos. Esses símbolos e significados estão de acordo com as abreviaturas</p><p>das normas nacionais e internacionais e são utilizadas para representar o planejamento detalhado para</p><p>a construção e instalação de sistemas elétricos, seus componentes e outros dispositivos da área elétrica.</p><p>3 CONSTRUÇÃO E MONTAGEM DE QUADROS ELÉTRICOS 103</p><p>3.1.1 CONSTRUÇÃO DE DIAGRAMAS ELÉTRICOS</p><p>A função da simbologia é representar os componentes e as suas relações na aplicação em diagramas</p><p>elétricos e desenhos técnicos. No diagrama dos sistemas elétricos, as informações descritas permitem sa-</p><p>ber, por exemplo, a distribuição da carga, o percurso da instalação, os condutores de energia, etc. Essa sim-</p><p>bologia pode ser empregada nos setores industriais, comerciais e residenciais, ou ainda em outros, onde</p><p>a perfeita execução e eficiência elétrica necessitem ser bem detalhadas por meio de esquemas gráficos.</p><p>Os diagramas podem ser: funcional,</p><p>unifilar, trifilar ou multifilar. Confira mais informações na sequência.</p><p>Diagrama funcional: é comumente utilizado como referência de uma parte da instalação elétrica onde</p><p>se encontram os condutores e componentes que estão ligados em um circuito elétrico.</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 74 - Diagrama funcional</p><p>Fonte: adaptado de Mattede (2016?)</p><p>O diagrama funcional favorece a interpretação clara do funcionamento do circuito. Porém, esse modelo</p><p>de diagrama não demonstra com exatidão o funcionamento e posicionamento dos componentes.</p><p>Diagrama unifilar: é desenhado sobre a planta arquitetônica e traz informações sobre os dispositivos</p><p>e o percurso dos condutores em suas posições físicas. Nesse modelo de diagrama, todos os condutores de</p><p>um mesmo trajeto têm a sua representação por um único traço e por símbolos que representam outros</p><p>condutores. O funcionamento da instalação não é apresentado claramente nesse diagrama devido à falta</p><p>de visualização correta do trajeto da corrente elétrica. Entretanto, são os mais utilizados nas instalações</p><p>prediais pelos eletricistas.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS104</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 75 - Diagrama unifilar</p><p>Fonte: do Autor (2016)</p><p>O diagrama unifilar tem a finalidade específica de identificar quantos condutores percorrerão determi-</p><p>nados eletrodutos e ainda quais os seus trajetos.</p><p>Diagrama trifilar: representa no sistema elétrico cada uma das três fases de um circuito ou sistema</p><p>elétrico e as suas derivações correspondentes. Esse modelo de diagrama é utilizado normalmente em sis-</p><p>temas de comandos elétricos e equipamentos trifásicos.</p><p>3 CONSTRUÇÃO E MONTAGEM DE QUADROS ELÉTRICOS 105</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 76 - Diagrama trifilar</p><p>Fonte: adaptado de Mattede (2016?)</p><p>Diagrama multifilar: identifica claramente uma instalação elétrica, apresentando todos os seus conduto-</p><p>res e elementos. Representa ainda os componentes da instalação e a posição correta de cada um deles. Esse</p><p>diagrama é utilizado com muita frequência na representação de circuitos e instalações elétricas de máquinas.</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 77 - Diagrama multifilar</p><p>Fonte: adaptado de Saber elétrica (2016?)</p><p>3.1.2 REPRESENTAÇÃO DE COMPONENTES</p><p>Como você já sabe, a representação dos mais diversos componentes elétricos nos diagramas deve ser</p><p>feita por meio de uma simbologia própria. Essa simbologia não deve deixar dúvidas sobre o que ela está</p><p>representando para que não cause riscos a pessoas, instalações e prejuízos financeiros.</p><p>Conheça no quadro a seguir alguns exemplos de representação de componentes utilizados em diagra-</p><p>mas de acordo com a norma NBR 5444:1989.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS106</p><p>SIGNIFICADO ABNT</p><p>Massa</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Fusível</p><p>Sa</p><p>br</p><p>in</p><p>a</p><p>da</p><p>S</p><p>ilv</p><p>a</p><p>Fa</p><p>ria</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Ligação delta ou triângulo</p><p>Sa</p><p>br</p><p>in</p><p>a</p><p>da</p><p>S</p><p>ilv</p><p>a</p><p>Fa</p><p>ria</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Ligação Y ou estrela</p><p>Sa</p><p>br</p><p>in</p><p>a</p><p>da</p><p>S</p><p>ilv</p><p>a</p><p>Fa</p><p>ria</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Ligação estrela com neutro acessível</p><p>Sa</p><p>br</p><p>in</p><p>a</p><p>da</p><p>S</p><p>ilv</p><p>a</p><p>Fa</p><p>ria</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Ligação em V ou triângulo aberto</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Bobina eletromagnética</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Relé com retardo na operação</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Relé térmico ou bimetálico (uma fase)</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Relé eletromagnético de sobrecarga</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Botoeiras NF</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>3 CONSTRUÇÃO E MONTAGEM DE QUADROS ELÉTRICOS 107</p><p>Botoeira NF com mola de retorno</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Terra</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Contato NA</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Contato NF</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Contato tripolar NA</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Disjuntor com elemento magnético</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Pressostato</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Interruptor ativado por alteração de temperatura</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Lâmpada/sinalização</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Quadro 16 - Representação de componentes</p><p>Fonte: adaptado de Normas NBR 5444:1989</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS108</p><p>Além da representação simbólica de componentes nos circuitos de comando elétrico, há ainda a re-</p><p>presentação literal, que corresponde à numeração dos contatos seguindo um padrão de acordo com as</p><p>normas NBR 5280:1983.</p><p>Observe:</p><p>TIPOS DE CONTATOS NUMERAÇÃO DOS CONTATOS LOCALIZAÇÃO</p><p>Terminais de força 1, 3 e 5 Circuito de entrada (linha)</p><p>Terminais de força 2, 4 e 6 Circuito de saída (terminal)</p><p>Contatos auxiliares 1 e 2</p><p>Contato (NF)</p><p>1 = entrada</p><p>2 = saída</p><p>Contatos auxiliares 3 e 4</p><p>Contato (NA)</p><p>3 = entrada</p><p>4 = saída</p><p>Relés e contatores A1 e A2 Terminais da bobina</p><p>Quadro 17 - Representação de contatosFonte: adaptado NBR 5280:1983</p><p>Acompanhe a representação na figura a seguir.</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 78 - Representação numérica de contator de potência</p><p>Fonte: Adaptado de Apostila acionamentos elétricos, prof. Neemias S. Souza, 2008</p><p>Perceba na figura apresentada a numeração de um contator de potência, que possui dois contatos</p><p>auxiliares (NF e NA).</p><p>Na figura a seguir, você pode ver a representação numérica de um contator auxiliar com quatro conta-</p><p>tos NA e dois contatos NF.</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 79 - Representação numérica de um contator auxiliar</p><p>Fonte: Adaptado de Apostila acionamentos elétricos, prof. Neemias S. Souza, 2008</p><p>3 CONSTRUÇÃO E MONTAGEM DE QUADROS ELÉTRICOS 109</p><p>Confira, no quadro a seguir, alguns símbolos literais utilizados em diagramas de acordo com a norma</p><p>NBR 5280:1983.</p><p>SÍMBOLO COMPONENTE EXEMPLOS</p><p>F Dispositivo de proteção Fusíveis, para-raios, disparadores, relés</p><p>H Dispositivo de sinalização Indicadores acústicos e óticos</p><p>K Contatores Contatores de potência e auxiliares</p><p>Q</p><p>Dispositivos de manobra (circuitos de</p><p>potência)</p><p>Disjuntores, seccionadores, interruptores</p><p>S</p><p>Dispositivos de manobra (seletores auxi-</p><p>liares)</p><p>Dispositivos e botões de comando e de posição</p><p>(fim-de-curso) e seletores</p><p>T Transformadores</p><p>Transformadores de distribuição, de potência,</p><p>de potencial, de corrente, autotransformadores</p><p>Figura 80 - Símbolos literais de diagramas</p><p>Fonte: Adaptado de NBR 5280:1983</p><p>Conheça, no próximo quadro, algumas simbologias e seus significados mais utilizados em circuitos.</p><p>SÍMBOLO SIGNIFICADO</p><p>In Corrente nominal do motor</p><p>Ie Capacidade do contator, conforme a categoria de emprego</p><p>Ip Corrente de partida do motor</p><p>Ip/In Fator para obter “Ip”</p><p>IF Corrente nominal do fusível</p><p>IFmax Corrente máxima do fusível para contatores e relés</p><p>Tp Tempo de partida</p><p>IL Corrente de linha</p><p>Z Impedância10 do motor</p><p>I∆ Corrente de fase em triângulo</p><p>IY Corrente de fase em estrela</p><p>Un Tensão nominal da rede</p><p>IK1 Corrente no contator K1</p><p>IK2 Corrente no contator K2</p><p>IK3 Corrente no contator K3</p><p>IK4 Corrente no contator K4</p><p>K Fator de redução de tensão</p><p>Is Corrente no secundário do autotransformador</p><p>IPR Corrente no primário</p><p>ZEQ Impedância equivalente</p><p>IR Corrente reduzida para ligação em série</p><p>Quadro 18 - Símbolos e seus significados no diagrama</p><p>Fonte: adaptado de Apostila Senai – Instalações elétricas industriais</p><p>10 Medida da capacidade de resposta de um circuito elétrico percorrido por uma corrente alternada (símbolo: Z).</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS110</p><p>3.1.3 ACIONAMENTO E COMANDO DE CHAVES DE PARTIDA</p><p>Quanto às características de acionamento, os motores elétricos normalmente podem ser acionados de</p><p>quatro maneiras específicas, que você conhecerá a seguir:</p><p>Partida direta de motor elétrico de indução: nesse sistema de partida, o motor recebe em seus ter-</p><p>minais uma carga de tensão integral no momento da partida. É um processo simples de partida em que</p><p>deixam de ser aplicados dispositivos especiais de acionamento do motor. São utilizados exclusivamente</p><p>contatores, disjuntores ou chaves interruptoras que favoreçam a alimentação do motor com a carga inte-</p><p>gral de tensão no momento da partida.</p><p>Os motores elétricos podem ainda ter a</p><p>sua partida diretamente da rede, desde que atendam algumas</p><p>condições:</p><p>a) a capacidade nominal da rede terá que ser elevada o suficiente para tornar a partida do motor insig-</p><p>nificante;</p><p>b) o motor deve possuir uma potência mínima de acordo com sua corrente de partida;</p><p>c) o motor deve ter a sua partida sem carga, reduzindo a duração da corrente de partida, amenizando</p><p>as implicações no sistema de alimentação.</p><p>Alguns fatores dificultam a partida dos motores elétricos diretamente da rede secundária pública de</p><p>alimentação. Conheça-os:</p><p>a) a potência do motor elétrico não pode ser superior ao valor máximo, geralmente determinado de 7,5 CV;</p><p>b) a carga de energia a ser mobilizada necessita de acionamento lento e progressivo.</p><p>Observe na figura seguinte a combinação entre os dispositivos de comando estudados e a partida di-</p><p>reta de um motor.</p><p>3 CONSTRUÇÃO E MONTAGEM DE QUADROS ELÉTRICOS 111</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 81 - Dispositivos de comando</p><p>Fonte: Adaptado de Apostila acionamentos elétricos, prof. Neemias S. Souza, 2008</p><p>O quadro a seguir apresenta a nomenclatura referente aos símbolos utilizados no diagrama de disposi-</p><p>tivos de comando apresentado anteriormente.</p><p>Discriminação dos componentes do circuito potência e comando:</p><p>COMPONENTES SÍMBOLOS</p><p>Disjuntor tripolar Q1</p><p>Disjuntor bipolar Q2</p><p>Relé térmico F2</p><p>Contator K1</p><p>Botoeira NF S0</p><p>Botoeira NA S1</p><p>Motor trifásico M1</p><p>Quadro 19 - Discriminação dos componentes</p><p>Fonte: Adaptado de: Apostila acionamentos elétricos, prof. Neemias S. Souza, 2008</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS112</p><p>A figura a seguir apresenta um circuito com partida direta de motor elétrico com as devidas sinaliza-</p><p>ções. Observe.</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 82 - Circuito de partida direta com sinalização</p><p>Fonte: Adaptado de Apostila acionamentos elétricos, prof. Neemias S. Souza, 2008</p><p>O quadro a seguir apresenta a nomenclatura referente aos símbolos utilizados no diagrama dos compo-</p><p>nentes do circuito de partida direta com sinalização, apresentado anteriormente.</p><p>COMPONENTES SÍMBOLOS</p><p>Disjuntor tripolar Q1</p><p>Disjuntor bipolar Q2</p><p>Relé térmico F2</p><p>Contator K1</p><p>Botoeira NF S0</p><p>Botoeira NA S1</p><p>Lâmpada verde H1</p><p>Lâmpada amarela H2</p><p>Lâmpada vermelha H3</p><p>Motor trifásico M1</p><p>Quadro 20 - Componentes circuito de partida</p><p>Fonte: Adaptado de Souza (2008)</p><p>SAIBA</p><p>MAIS</p><p>Você pode obter mais informações importantes sobre aplicações, ajustes e dimensio-</p><p>namento a respeito dos dispositivos de circuitos elétricos em sites de fabricantes. Utili-</p><p>ze sites de busca e procure pelos fabricantes.</p><p>3 CONSTRUÇÃO E MONTAGEM DE QUADROS ELÉTRICOS 113</p><p>Partida de motor elétrico com reversão: o objetivo desse tipo de partida é ativar de forma automática</p><p>um motor elétrico com a reversão do sentido de rotação. Veja um exemplo na figura a seguir.</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 83 - Circuito de comando e potência para partida do motor com reversão</p><p>Fonte: Adaptado de Apostila acionamentos elétricos (2008)</p><p>Confira, no quadro a seguir, a discriminação dos componentes do circuito para partida com reversão.</p><p>COMPONENTES SÍMBOLOS</p><p>Disjuntor tripolar Q1</p><p>Disjuntor bipolar Q2</p><p>Relé térmico F2</p><p>Contator K1</p><p>Contator K2</p><p>Botoeira NF S0</p><p>Botoeira NA S1</p><p>Botoeira NA S2</p><p>Motor trifásico M1</p><p>Quadro 21 - Componentes de circuito para partida com reversão</p><p>Fonte: Adaptado de Souza (2008)</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS114</p><p>3.1.4 ACIONAMENTO E COMANDO DE CHAVE DE PARTIDA ESTRELA-TRIÂNGULO (Y–Δ)</p><p>Esse tipo de chave de partida é utilizado em circuitos e instalações industriais, sobretudo nas sobrecar-</p><p>regadas, com a finalidade de atenuar os efeitos de partida dos motores elétricos.</p><p>Para haver o acionamento de um motor por meio da chave estrela-triângulo, este motor deve possuir</p><p>seis terminais acessíveis, além de dupla tensão nominal, tal qual 220/380 V, 380/660 V ou 440/760 V.</p><p>Quando o motor é ligado na configuração estrela e atinge uma velocidade próxima da velocidade de</p><p>atuação, ou seja, 90% da velocidade nominal, nesse instante, essa conexão é desfeita e realizada a conexão</p><p>em triângulo. Essa troca de conexão durante a partida favorece uma elevação de corrente, impondo que as</p><p>vantagens de sua redução desapareçam se a comutação for antecipada em relação ao ponto ideal.</p><p>No momento da partida em estrela, o conjugado e a corrente de partida se tornam reduzidas a 1/3 de</p><p>seus valores nominais, portanto, um motor elétrico pode somente dar a partida por meio de chave estrela-</p><p>-triângulo no momento em que o seu conjugado, na ligação em estrela, for superior ao conjugado da carga</p><p>do eixo do motor.</p><p>As chaves de partida estrala-triângulo são mais específicas para aplicação em motores cuja partida se dá</p><p>no vazio (sem carga), devido ao motor estar com redução no torque de partida, proporcional à diminuição</p><p>da corrente de partida.</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 84 - (a) Ligação estrela com tensão de triângulo e (b) Ligação triângulo com tensão de triângulo</p><p>Fonte: Adaptado de Souza (2008)</p><p>Como todo sistema, existem algumas vantagens e desvantagens. Confira.</p><p>Vantagens:</p><p>a) possui custo reduzido;</p><p>b) conta com um grande número de manobras;</p><p>c) possui uma corrente de partida reduzida a 1/3 da corrente nominal;</p><p>d) Possui dimensões reduzidas.</p><p>3 CONSTRUÇÃO E MONTAGEM DE QUADROS ELÉTRICOS 115</p><p>Desvantagens:</p><p>a) sua aplicação se restringe a motores com dupla tensão nominal com disposição de seis terminais</p><p>acessíveis;</p><p>b) é necessário que a tensão da rede coincida com a tensão em triângulo do motor elétrico;</p><p>c) a velocidade do motor precisa atingir 90% de sua velocidade de trabalho, para que, no momento da</p><p>comutação, a corrente de pico não obtenha valores elevados e semelhantes ao da corrente de partida</p><p>com acionamento direto.</p><p>3.1.5 ACIONAMENTO E COMANDO DE CHAVE DE PARTIDA COMPENSADORA</p><p>A chave de partida compensadora é constituída basicamente por um autotransformador contendo vá-</p><p>rias derivações com a finalidade de regular os procedimentos de partida do motor elétrico. Essa configu-</p><p>ração de partida é recomendada para acionamentos em que a carga disponibilizada para o motor se torna</p><p>superior a 33% da carga suportada por este mesmo motor. Um autotransformador é inserido no circuito</p><p>para auxiliar a partida do motor e dessa forma, reduz a tensão de alimentação do motor.</p><p>Esse modelo de partida é aplicado em motores com elevada potência e com cargas que contenham</p><p>alto índice de atrito. Pode-se citar como exemplos britadeiras, máquinas movidas por correias, calandras,</p><p>entre outros.</p><p>Nos autotransformadores de chaves compensadoras as derivações podem ser de 50%, 65% e 80% da</p><p>tensão. Por meio dos taps (nome dado à saída de tensão do autotransformador) é executado o rebaixa-</p><p>mento da tensão de partida do motor trifásico, com a finalidade de redução da corrente de partida.</p><p>Com os conhecimentos até aqui adquiridos, e com os que lhe serão apresentados a seguir você irá</p><p>aprender a construir e montar quadros elétricos, iniciando por quadro e trilhos de fixação. Prossiga!</p><p>3.2 QUADRO ELÉTRICO</p><p>Os quadros elétricos são um conjunto de dispositivos adequadamente agrupados, incluindo suas ligações,</p><p>estruturas e compartimento, e têm a finalidade de proteger, comandar ou controlar os sistemas elétricos.</p><p>De acordo com a norma NBR 5410:2004, os quadros elétricos de distribuição devem ser instalados em</p><p>locais de fácil acesso, possuir grau de proteção conforme as condições do local onde ele será instalado,</p><p>identificação do lado externo e identificação dos componentes.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS116</p><p>A</p><p>nd</p><p>re</p><p>ss</p><p>a</p><p>Vi</p><p>ei</p><p>ra</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 85 - Quadro elétrico</p><p>Fonte: Senai (2016)</p><p>Antes de iniciar a construção de um quadro elétrico de distribuição é necessário ter ciência da quanti-</p><p>dade de circuitos que serão disponibilizados no quadro. A partir dessa informação é que se tem a noção do</p><p>modelo e a dimensão adequada do quadro.</p><p>Para a sua construção você precisa conhecer os elementos que serão envolvidos nesse projeto. Conhe-</p><p>ça, a seguir, alguns desses elementos.</p><p>Trilhos</p><p>de fixação ou trilhos DIN</p><p>Os trilhos de fixação utilizados nos sistemas elétricos são confeccionados em aço ou alumínio e são</p><p>empregados na fixação de dispositivos como, por exemplo, os contatores, fusíveis, conectores, etc. Esses</p><p>trilhos possuem tamanhos variados e podem ser cortados com uma lâmina de serra na medida que melhor</p><p>atender ao projeto elétrico.</p><p>A</p><p>nd</p><p>re</p><p>ss</p><p>a</p><p>Vi</p><p>ei</p><p>ra</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 86 - Trilhos de fixação</p><p>Fonte: Senai (2016)</p><p>3 CONSTRUÇÃO E MONTAGEM DE QUADROS ELÉTRICOS 117</p><p>Canaletas</p><p>As canaletas são produzidas normalmente com PVC, sendo esse um material rígido e resistente a im-</p><p>pactos, além de não propagar chamas em caso de incêndio e possuir a finalidade de acondicionar os con-</p><p>dutores no projeto elétrico, como no interior dos painéis.</p><p>As canaletas são de fácil manipulação e fixação e ainda podem ser cortadas com uma serra de aço na</p><p>medida correspondente ao projeto.</p><p>Normalmente no trajeto dos condutores onde há necessidade de uma curva de 90° por exemplo, apli-</p><p>ca-se um corte de 45° nas extremidades das canaletas que se encaixarão.</p><p>A figura a seguir apresenta alguns modelos de canaletas.</p><p>A</p><p>nd</p><p>re</p><p>ss</p><p>a</p><p>Vi</p><p>ei</p><p>ra</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 87 - Canaletas</p><p>Fonte: Senai (2016)</p><p>FIQUE</p><p>ALERTA</p><p>Para evitar acidentes durante a execução de uma instalação elétrica, recomenda-se</p><p>que antes de iniciar os procedimentos sejam examinados os condutores por meio de</p><p>uma chave-teste e dessa maneira, certificar-se sobre a sua energização. Recomenda-</p><p>-se ainda que os serviços elétricos sejam executados por profissionais qualificados.</p><p>Existem diversos fabricantes de canaletas e suas dimensões de altura, largura e profundidade são dife-</p><p>renciadas para adequar-se aos diferentes projetos elétricos.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS118</p><p>Conectores</p><p>Os conectores, também conhecidos como bornes, são dispositivos que executam a união elétrica entre</p><p>condutores, com a finalidade de extinguir ou diminuir as fugas de corrente elétrica geradas por emendas</p><p>ou conexões mal realizadas.</p><p>São funções dos conectores:</p><p>a) evitar que ocorram perdas e consumo desnecessário de energia elétrica;</p><p>b) reduzir ou extinguir a quantidade de emendas de fios nas instalações elétricas;</p><p>c) simplificar e organizar o trabalho dos profissionais eletricistas;</p><p>d) facilitar a inspeção, aferição, verificação, reparos e manutenções nos pontos de conexão dos condu-</p><p>tores;</p><p>e) evitar que ocorram isolamentos com possibilidade de causar eventuais acidentes;</p><p>f) conservar a qualidade dos contatos elétricos;</p><p>g) contribuir para a praticidade, segurança, estética e eficiência energética das instalações elétricas.</p><p>Há uma infinidade de modelos de conectores elétricos que variam de acordo com a sua finalidade.</p><p>Fa</p><p>ct</p><p>or</p><p>yT</p><p>h</p><p>([2</p><p>0-</p><p>-?</p><p>])</p><p>Figura 88 - Conectores</p><p>Fonte: Thinkstock (2016)</p><p>Para ter-se boa isolação e qualidade estética nas emendas dos condutores devem ser utilizadas fitas isolan-</p><p>tes ou espaguetes termo retráteis (retraem quando são aquecidos), e para as derivações utilizam-se conectores.</p><p>Os conectores empregados com maior frequência nos diversos tipos de instalações elétricas são os co-</p><p>nectores de passagem. Nos quadros elétricos utiliza-se normalmente os terminais para os condutores, e os</p><p>bornes para as conexões. Veja na figura.</p><p>3 CONSTRUÇÃO E MONTAGEM DE QUADROS ELÉTRICOS 119</p><p>ig</p><p>or</p><p>te</p><p>re</p><p>kh</p><p>ov</p><p>([</p><p>20</p><p>--</p><p>?]</p><p>)</p><p>Figura 89 - Quadro elétrico</p><p>Fonte: Thinkstock (2016)</p><p>CURIOSIDADES</p><p>O choque elétrico, segundo o site Curiosidades, é causado por uma corrente</p><p>elétrica que passa através do corpo humano ou de um animal qualquer. O</p><p>pior choque é aquele que se origina quando uma corrente elétrica entra</p><p>pela mão da pessoa e sai pela outra. Nesse caso, atravessando o tórax, ela</p><p>tem grande chance de afetar o coração e a respiração. Se fizerem parte do</p><p>circuito elétrico o dedo polegar e o dedo indicador de uma mão, ou uma</p><p>mão e um pé, o risco é menor. O valor mínimo de corrente que uma pessoa</p><p>pode perceber é 1 mA. Com uma corrente de 10 mA, a pessoa perde o con-</p><p>trole dos músculos, sendo difícil abrir as mãos para se livrar do contato. O</p><p>valor mortal está compreendido entre 10 mA e 3 A.</p><p>Para facilitar a identificação dos circuitos dentro dos quadros, os cabos devem possuir anilhas coloridas</p><p>e com inscrição por texto que distinguem os circuitos. Segundo a norma NBR 5410:2004 a norma regula-</p><p>mentadora NR10, é necessário que haja uma identificação dos circuitos elétricos com anilhas específicas.</p><p>Essas identificações devem constar nos diagramas do painel. Além disso, a norma exige que o quadro pos-</p><p>sua, externamente, avisos sobre possibilidade de riscos devido a choques e arcos elétricos.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS120</p><p>H</p><p>A</p><p>O</p><p>Z</p><p>H</p><p>A</p><p>N</p><p>G</p><p>/ t</p><p>za</p><p>hi</p><p>V</p><p>([2</p><p>0-</p><p>-?</p><p>])</p><p>Figura 90 - Identificação de conectores e anilhas de identificação</p><p>Fonte: Thinkstock (2016)</p><p>3.2.1 CORTE E FIXAÇÃO DE COMPONENTES - QUADRO E TAMPA</p><p>Os componentes para a montagem dos projetos ou circuitos elétricos são fabricados com dimensões</p><p>diferenciadas de altura, largura e profundidade, para atenderem aos diferentes tipos de projetos elétricos.</p><p>Normalmente o corte dos elementos (calhas e trilhos) é feito por meio de uma serra de aço e a fixação</p><p>no quadro de distribuição é feita por meio de rebites ou parafusos. Os dispositivos elétricos são afixados</p><p>aos trilhos por meio de engates que estão presentes no próprio dispositivo.</p><p>FIQUE</p><p>ALERTA</p><p>Os trilhos e canaletas para um projeto elétrico específico normalmente precisam</p><p>ser cortados. Esses cortes geram rebarbas no metal ou PVC, que podem danificar os</p><p>condutores. Recomenda-se a retirada das rebarbas utilizando uma lima ou lixa, antes</p><p>de aplicar os condutores.</p><p>3.2.2 DICAS PARA MONTAGEM DE UM QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO</p><p>O prof. Luiz Jacques, administrador do site Saber elétrica, afirma que para haver a montagem de um</p><p>quadro de distribuição com eficiência, alguns parâmetros devem ser seguidos:</p><p>1 – Divisão de circuitos</p><p>Qualquer instalação elétrica eficiente deve possuir, de acordo com cada necessidade</p><p>apresentada, a divisão de circuitos e, de acordo com a norma, devem estar identificados</p><p>para a segurança de quem for fazer uma manutenção, ensaios, inspeções e para se evitar</p><p>defeitos no circuito. Deve ser lembrado também que a chave geral do circuito deve estar</p><p>isolada para uma melhor visualização, principalmente em casos de acidentes onde as</p><p>pessoas precisam ir rapidamente até o quadro e desligar mesmo estando desesperadas.</p><p>2 – Previsões</p><p>Todo e qualquer circuito de distribuição distinto deve ser previsto, a fim de pensar nas</p><p>futuras necessidades de controle especifico, não deixando esses circuitos serem afeta-</p><p>dos por falhas de outros circuitos.</p><p>3 CONSTRUÇÃO E MONTAGEM DE QUADROS ELÉTRICOS 121</p><p>Deve ser analisada também a possibilidade de ampliações, que também afeta no grau</p><p>de ocupação dos condutores e nos quadros de distribuição.</p><p>3 – Circuitos individuais</p><p>Nesta etapa, deve ser observada as funções dos equipamentos de utilização a serem ali-</p><p>mentados. Algumas máquinas necessitam de circuitos individuais, sendo distintos dos</p><p>circuitos de tomadas e de iluminação. Levando em considerações as resistências e locais</p><p>de acomodação (hotéis, motéis, etc.), os circuitos com equipamentos de necessidade de</p><p>corrente nominal igual ou acima de 10 A devem ser separados em circuitos individuais.</p><p>4 – Equilíbrio de cargas</p><p>As cargas devem ser distribuídas de tal forma nas instalações alimentadas com 2 ou 3</p><p>fases, de modo a se obter o maior nível de equilíbrio possível entre elas.</p><p>5 – Dimensionamentos</p><p>Para que não ocorram falhas de quedas de energia, curtos-circuitos, queima de equi-</p><p>pamentos e outros problemas mais, se faz necessário o dimensionamento das cargas a</p><p>serem instaladas no circuito, de acordo com todos os equipamentos a serem utilizados.</p><p>(Saber elétrica, 2016?)</p><p>Como você pode perceber, é muito importante seguir as normas e padrões estabelecidos para que um</p><p>projeto elétrico seja implantado com eficiência.</p><p>Confira, agora, o Casos e Relatos que apresenta uma situação prática do que você</p><p>estudou.</p><p>CASOS E RELATOS</p><p>Vendedor atencioso!</p><p>O eletricista Antônio precisa executar a construção de um quadro elétrico, porém estava com difi-</p><p>culdades de dimensionar os componentes. Ele resolveu então, pesquisar na empresa fornecedora</p><p>de materiais elétricos. Lá foi recebido pelo atencioso vendedor Ricardo que lhe apresentou vários</p><p>catálogos de fabricantes de dispositivos elétricos com as informações que Antônio necessitava.</p><p>Antônio também percebeu que a maioria dos fabricantes disponibiliza nos seus catálogos de pro-</p><p>dutos informações importantes para os profissionais da área elétrica. A partir daí Antônio conse-</p><p>guiu elaborar o projeto e concluir com segurança a instalação.</p><p>3.3 IDENTIFICAÇÃO, DIAGNÓSTICO E RESOLUÇÃO DE FALHAS EM CIRCUITOS ELÉTRICOS</p><p>Os circuitos elétricos independentemente da qualidade, da quantidade de dispositivos, da correta ela-</p><p>boração e de uma execução perfeita, seus componentes estão ainda, suscetíveis ao surgimento de anoma-</p><p>lias durante a operação.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS122</p><p>Conheça, no quadro a seguir, alguns exemplos de possíveis anomalias nos sistemas elétricos e as devi-</p><p>das ações de correção.</p><p>COMPONENTE ANOMALIAS PROVÁVEL CAUSA CORREÇÃO</p><p>Bobina Dispositivo queimado</p><p>Variações na rede devido à</p><p>sobrecargas ou por proble-</p><p>mas de distribuição.</p><p>Estabilizar a tensão de</p><p>alimentação.</p><p>Bobina</p><p>Deformação ou escureci-</p><p>mento do dispositivo</p><p>Variação na rede devido à</p><p>elevação da tensão.</p><p>Estabilizar a tensão de</p><p>alimentação.</p><p>Bobina Rompimento de espiras Descargas atmosféricas.</p><p>Verificar a proteção contra</p><p>esse fenômeno.</p><p>Contator Sem funcionamento</p><p>Fusível queimado por</p><p>sobrecarga no circuito.</p><p>Substituir o fusível após a</p><p>localização da anomalia.</p><p>Contator Não permanece fechado</p><p>Perda de conexão ou cabos</p><p>partidos.</p><p>Seguir o diagrama do</p><p>circuito, eliminar o mau</p><p>contato, ou cabos danifi-</p><p>cados.</p><p>Contator</p><p>Não desliga</p><p>(contatos fundidos ou</p><p>danificados)</p><p>Equívocos na instalação ou</p><p>no projeto, corpos estra-</p><p>nhos no painel, ou ainda</p><p>falha no dimensionamento</p><p>de proteção.</p><p>Dimensionar corretamente</p><p>os equipamentos de prote-</p><p>ção contra curto-circuito.</p><p>Contator</p><p>Não desliga</p><p>O dispositivo de comando</p><p>fica localizado distante do</p><p>contator.</p><p>Aproximar o comando do</p><p>circuito de força. Pode-se</p><p>também utilizar contatores</p><p>CC, ou ainda a conexão de</p><p>um resistor em paralelo</p><p>com a bobina do contator.</p><p>Contator Repique de contatos</p><p>Ocorre devido a queima</p><p>dos contatos de força</p><p>do componente ou por</p><p>colamento de contato,</p><p>provocando repetidos</p><p>fechamentos e aberturas</p><p>do contator.</p><p>Verificar o dimensionamen-</p><p>to dos componentes de</p><p>acordo com a função. Em</p><p>partidas estrela-triângulo,</p><p>assegurar-se de que há</p><p>uma correta comutação</p><p>nos contatos.</p><p>Contator</p><p>Contatos de força danifi-</p><p>cados</p><p>A permanência de subten-</p><p>sões no contator. Tensões</p><p>inferiores a 0,8 x Uc, causa-</p><p>das por oscilações na rede,</p><p>sobrecargas, fins de linha,</p><p>problemas de distribuição.</p><p>Manter a tensão de alimen-</p><p>tação estável.</p><p>3 CONSTRUÇÃO E MONTAGEM DE QUADROS ELÉTRICOS 123</p><p>Contator</p><p>Falhas no dimensiona-</p><p>mento</p><p>O mau dimensionamento</p><p>do regime de operação</p><p>do contator. O número de</p><p>manobras do contator está</p><p>acima do limite.</p><p>Redimensionar o contator</p><p>para seu regime correto de</p><p>operação, de acordo com o</p><p>ciclo de carga.</p><p>Contator Ruído no dispositivo</p><p>Presença de qualquer cor-</p><p>po entranho no núcleo do</p><p>dispositivo ou ainda, algum</p><p>elemento quebrado.</p><p>Limpar e remover o corpo</p><p>estranho presente no</p><p>interior do contator.</p><p>Relé</p><p>Relé de sobrecarga desar-</p><p>ma</p><p>Sobrecarga no circuito.</p><p>Aguardar o resfriamento</p><p>e rearmar o relé, verificar</p><p>o circuito em busca da</p><p>possível anomalia.</p><p>Fusível</p><p>Dispositivo queimado ou</p><p>não funciona</p><p>Fusível queimado por</p><p>sobrecarga no circuito.</p><p>Substituir o fusível após a</p><p>localização da anomalia.</p><p>Quadro 22 - Anomalias em dispositivos</p><p>Fonte: adaptado de Zancan (2008)</p><p>3.3.1 MEDIÇÃO DE GRANDEZAS EM QUADROS ELÉTRICOS</p><p>Para medir grandezas elétricas em quadros elétricos de acionamento, controle e proteção, se faz neces-</p><p>sário a constatação dos valores agregados aos dispositivos que estão presentes nesses circuitos. Essa cons-</p><p>tatação é executada por intermédio da medição das grandezas de tensão, corrente, resistência e potência.</p><p>A medição da grandeza de tensão é executada por meio de um multímetro ou voltímetro.</p><p>Os multímetros são instrumentos de medidas com a finalidade de medir diversas grandezas elétricas,</p><p>que podem ser obtidas de forma analógica ou digital. No multímetro analógico, os valores são mostrados</p><p>por meio da deflexão de um ponteiro e de uma escala graduada de fundo, e no multímetro digital, os va-</p><p>lores são mostrados diretamente em um display, de acordo com o valor de fundo da escala selecionada.</p><p>A</p><p>le</p><p>xa</p><p>nd</p><p>er</p><p>G</p><p>ul</p><p>ev</p><p>ic</p><p>h</p><p>([2</p><p>0-</p><p>-?</p><p>])</p><p>Figura 91 - Multímetro analógico (esquerda) e multímetro digital (direita)</p><p>Fonte: Senai (2016) e Thinkstock (2016)</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS124</p><p>Os voltímetros são instrumentos de tensão, função que os multímetros também possuem. Para uma</p><p>correta medição de tensão, as pontas de prova do voltímetro ou multímetro devem estar em contato com</p><p>os dois pontos do circuito (em paralelo), no qual se pretende realizar a medição.</p><p>Para a medição de uma tensão, deve-se primeiramente selecionar no multímetro o tipo de tensão (VDC)</p><p>ou (VAC) e o fundo de escala de acordo com a precisão desejada.</p><p>O amperímetro é outra função do multímetro e tem a finalidade de medição de corrente (CC) e (CA).</p><p>Para a medição de uma corrente, o circuito deve ser aberto no local desejado e fechado por meio do</p><p>amperímetro, fazendo que a corrente circule por ele. Assim, o amperímetro deve ser ligado em série no</p><p>circuito. Para a realização de uma medida de corrente, deve-se previamente selecionar no multímetro ou</p><p>amperímetro o tipo de corrente (ADC) ou (AAC) e a escala de fundo adequada para uma medição precisa. O</p><p>amperímetro comum faz as medições, porém depende da abertura do circuito, o que na maioria das vezes</p><p>é uma tarefa complicada.</p><p>Para uma medição mais simplificada e de forma direta nas instalações elétricas, utiliza-se frequente-</p><p>mente um multímetro alicate ou alicate amperímetro.</p><p>N</p><p>ik</p><p>on</p><p>lik</p><p>e</p><p>([2</p><p>0-</p><p>-?</p><p>])</p><p>Figura 92 - Amperímetro alicate</p><p>Fonte: Thinkstock (2016)</p><p>O funcionamento do amperímetro alicate baseia-se no princípio de que, assim que uma corrente elé-</p><p>trica percorre um condutor, em sua volta surge um campo magnético com intensidade proporcional à</p><p>corrente. Caso a corrente seja alternada, o campo magnético também será. Um condutor imerso em um</p><p>campo magnético alternado sofre indução de corrente alternada, na qual sua intensidade depende do</p><p>campo magnético.</p><p>O multímetro alicate possui também as demais funções do multímetro, porém as medições devem ser</p><p>realizadas pelas pontas de provas conectadas em seus bornes correspondentes.</p><p>3 CONSTRUÇÃO E MONTAGEM DE QUADROS ELÉTRICOS 125</p><p>O ohmímetro é também mais uma das funções do multímetro e possui a finalidade de medição da</p><p>resistência elétrica. Para que seja medida essa resistência (fixa, variável ou conjunto de resistências interli-</p><p>gadas), é necessário que elas não estejam subordinadas a uma tensão, pois provocaria o erro na medição</p><p>ou danos ao multímetro. Se faz necessário desconectar do circuito um dos terminais do dispositivo para a</p><p>medição de sua resistência.</p><p>Deve-se conectar as pontas de provas do ohmímetro em paralelo com o dispositivo no qual será me-</p><p>dida a sua resistência. Para medir a resistência de um circuito, deve-se selecionar no multímetro ou ohmí-</p><p>metro o fundo de escala de acordo com a precisão que se deseja. Recomenda-se não segurar a resistência</p><p>com a mão para evitar que a resistência do corpo interfira na medição.</p><p>Para a obtenção da potência que flui em um circuito elétrico, multiplica-se os valores de tensão e cor-</p><p>rente para resultar em um valor em watts. Pode-se utilizar também o auxílio de um wattímetro, aparelho</p><p>que executa esse processo.</p><p>Agora que você já conhece os instrumentos</p><p>utilizados para medições de grandezas elétricas, está na</p><p>hora de saber como fazer a manutenção preventiva e corretiva desses instrumentos, para garantir uma</p><p>medição correta. Acompanhe.</p><p>3.3.2 MANUTENÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO</p><p>A preocupação e a execução de manutenção em qualquer sistema que produz trabalho deve ser uma</p><p>constante. Isso também é valido para os sistemas elétricos, principalmente nos seus quadros de força, sen-</p><p>do que a manutenção preventiva, talvez seja a execução mais importante, já que ela deve ser realizada</p><p>periodicamente, evitando dessa maneira futuras anomalias.</p><p>Sh</p><p>in</p><p>yf</p><p>am</p><p>ily</p><p>([</p><p>20</p><p>--</p><p>?]</p><p>)</p><p>Figura 93 - Manutenção</p><p>Fonte: Thinkstock (2016)</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS126</p><p>Em muitos casos, quando bem realizada a manutenção preventiva, evita-se a manutenção corretiva,</p><p>que poderá ser mais onerosa em tempo e custos.</p><p>Acompanhe no quadro a seguir alguns itens que devem ser verificados nas manutenções corretivas e</p><p>preventivas das chaves de acionamento.</p><p>MANUTENÇÃO PREVENTIVA MANUTENÇÃO CORRETIVA</p><p>a) Estado de conservação dos condutores e suas ligações.</p><p>b) Verificação da conexão dos eletrodutos.</p><p>c) Substituição dos contatos.</p><p>d) Verificação das vedações de entrada e saída de cabos,</p><p>impedindo a entrada de animais de pequeno porte.</p><p>e) Verificar o isolamento terra.</p><p>f) Medir e certificar-se sobre a grandeza elétrica dos dis-</p><p>positivos (tensão, corrente, resistência e potência).</p><p>A manutenção corretiva ocorre após uma falha percebida</p><p>e vai depender já da anomalia apresentada no sistema,</p><p>para então ser executada.</p><p>Quadro 23 - Manutenção preventiva e corretiva</p><p>Fonte: do Autor (2016)</p><p>Esses estudos sobre algumas das anomalias em sistemas de comando elétricos não abrange todas a</p><p>possibilidades, já que são vastíssimos os fatores que podem contribuir para o aparecimento de anomalias</p><p>elétricas. Esses fatores podem incluir falta de capacidade técnica, deficiência na elaboração do projeto,</p><p>componentes defeituosos já na fabricação, manutenção precária, operação acima da capacidade prevista,</p><p>entre outras.</p><p>É importante também destacar que toda a instalação ou sistema elétrico devem ser manuseados por</p><p>pessoas devidamente qualificadas e habilitadas para tais procedimentos.</p><p>Com esses estudos você conclui seu aprendizado sobre comandos elétricos, mas ainda é importante</p><p>entender alguns temas que envolvem atitudes e comportamentos, como o trabalho em equipe, a organi-</p><p>zação desse trabalho e assuntos que permitem desenvolver capacidades de gerenciamento profissional.</p><p>3 CONSTRUÇÃO E MONTAGEM DE QUADROS ELÉTRICOS 127</p><p>RECAPITULANDO</p><p>Neste capítulo você adquiriu conhecimentos no que diz respeito à construção e montagem de</p><p>quadros e circuitos elétricos, aprendendo a interpretar diagramas, elaborar circuitos e dimensionar</p><p>componentes.</p><p>Além disso, conheceu as técnicas e instrumentos que são aplicados para a execução de medição</p><p>de grandezas em instalações elétricas.</p><p>Aprendeu ainda, a diagnosticar as falhas e anomalias em instalações e circuitos elétricos, por meio</p><p>de inspeções e testes.</p><p>Conheceu os procedimentos de manutenção e substituição de componentes e dispositivos per-</p><p>tencentes às instalações elétricas dos sistemas de climatização e refrigeração.</p><p>Aprofundou seus conhecimentos sobre motores elétricos, atentando para os tipos de acionamen-</p><p>to frequentemente utilizados nos sistemas e projetos elétricos.</p><p>Siga em frente e bons estudos.</p><p>4</p><p>A Importância da Organização</p><p>do Local de Trabalho</p><p>Neste capítulo você estudará um pouco sobre a organização do trabalho e a sua importân-</p><p>cia. Além disso, serão fornecidas informações sobre as estruturas hierárquicas que fazem parte</p><p>dessas organizações, incluindo ainda nesse contexto os tipos de gestão organizacional e os</p><p>conflitos existentes no ambiente de trabalho, suas causas e possíveis consequências. A partir</p><p>desses conhecimentos você terá subsídios para:</p><p>a) participar de atividades de trabalho em equipe;</p><p>b) contribuir na organização do ambiente de trabalho;</p><p>c) compreender como utilizar de forma racional e segura os recursos disponibilizados, con-</p><p>siderando os aspectos técnicos, sociais e econômicos aplicados;</p><p>d) reconhecer a importância de se manter um relacionamento interpessoal;</p><p>e) reconhecer a importância de desenvolver postura ética e responsável.</p><p>Tire o máximo de proveito dessa oportunidade e bons estudos!</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS130</p><p>4.1 TRABALHO ORGANIZADO</p><p>Um ambiente de trabalho organizado é benéfico tanto para a organização quanto ao profissional, pois am-</p><p>bos almejam produtividade e qualidade em seus propósitos. Segundo as alegações do Portal Educação, 2013:</p><p>Independente da área de atuação e do exercício laboral, os indivíduos envolvidos perma-</p><p>necem grande parte do período de suas vidas nesse espaço e, quando o trabalho é rea-</p><p>lizado em ambiente limpo, bem organizado, arejado, poderá interferir de forma positiva,</p><p>repercutindo, segundo estudos, muitas vezes inclusive, na criatividade e produtividade</p><p>(GOELZER, 2005). Sabe-se que na produção, transformação ou criação de produtos, há</p><p>vários processos que exigem exposições a materiais de alta temperatura, com ruídos al-</p><p>tos, poeira e partículas ou que exigem movimentos repetitivos em condições de muita</p><p>pressão. Portanto, é pertinente considerar um ambiente de trabalho o mais adequado</p><p>possível, isto é, considerar ventilação, Iluminação, organização, isolamento, limpeza, sina-</p><p>lização, armazenamento e rotulagem dos materiais utilizados que são itens de extrema</p><p>importância ao considerar um ambiente de trabalho. (Portal educação, 2016?)</p><p>Um ambiente de trabalho organizado favorece o desenvolvimento profissional e pessoal nas empresas,</p><p>e os desafios impostos pelo trabalho impõem uma interação com companheiros de trabalho, gerando</p><p>comportamentos humanos, sobre os quais você verá algumas orientações no decorrer deste capítulo.</p><p>Lo</p><p>ui</p><p>s-</p><p>Pa</p><p>ul</p><p>S</p><p>t-</p><p>O</p><p>ng</p><p>e</p><p>([2</p><p>0-</p><p>-?</p><p>])</p><p>Figura 94 - Ambiente organizado</p><p>Fonte: Thinkstock (2016)</p><p>4 A IMPORTÂNCIA DA ORGANIZAÇÃO DO LOCAL DE TRABALHO 131</p><p>4.2 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO</p><p>Compreende-se como organização do trabalho a determinação do conteúdo, métodos e inter-relações</p><p>entre funções, com a finalidade de satisfazer os requisitos organizacionais e tecnológicos da instituição e</p><p>ainda, os requisitos sociais e individuais de quem ocupa a função.</p><p>FIQUE</p><p>ALERTA</p><p>Um ambiente desorganizado ou insalubre pode gerar danos para a saúde humana,</p><p>inclusive com consequências fatais.</p><p>Saiba um pouco mais sobre este assunto estudando as estruturas hierárquicas, na sequência.</p><p>ESTRUTURAS HIERÁRQUICAS</p><p>Seja na família, na escola ou no trabalho, é possível perceber a divisão das atribuições de cada indivíduo</p><p>e seu poder de decisão perante o grupo. Veja o que se diz Alvarez (2015) sobre a essências das organizações.</p><p>Na origem da maioria das empresas está um empresário com um recurso único que pode</p><p>ser uma ideia, um bom relacionamento com clientes, uma ferramenta ou uma forma ino-</p><p>vadora de gerenciamento. O problema crucial de qualquer empreendedor nos estágios</p><p>iniciais de um negócio é: como incentivar os funcionários a proteger a fonte dos rendi-</p><p>mentos organizacionais? A resposta a esse problema é que vai determinar a estrutura</p><p>interna da organização, o seu crescimento e eventual tamanho. (ALVAREZ, 2015).</p><p>Para ordenar o fluxo das atividades é necessário que o gestor tenha a capacidade de distribuir o poder</p><p>de decisão aos indivíduos da organização; isso é um processo de hierarquização do trabalho, em que cada</p><p>um, de acordo com seu nível, tem papel de decidir ou seguir as determinações.</p><p>4.2.1 GESTÃO ORGANIZACIONAL, SISTEMAS ADMINISTRATIVOS E CONTROLE DE ATIVIDADES</p><p>A finalidade de toda organização é o que se pode chamar de objetivo organizacional ou gestão or-</p><p>ganizacional. Mas a maneira que adotará para alcançá-lo pode variar em função de fatores como cultura</p><p>organizacional, valores institucionais, mercado, etc.</p><p>Cada organização define pela sua maneira de gerenciar, como alcançará os objetivos desejados. Os</p><p>sistemas</p><p>administrativos são ferramentas a serviço da gestão, que podem ser utilizados nas tarefas de pla-</p><p>nejar, organizar, controlar e dirigir os esforços organizacionais.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS132</p><p>SAIBA</p><p>MAIS</p><p>Você pode adquirir mais informações relevantes sobre gestão e sistemas organizacio-</p><p>nais acessando <http://goo.gl/VQxE0Y>.</p><p>A gestão de qualidade da Organização Internacional de Padronização (ISO) estabelece critérios para</p><p>certificar as organizações a nível global. No Brasil, a versão para as empresas da norma ABNT NBR ISO</p><p>9001:2000 visa controlar a qualidade nos processos organizacionais a fim de:</p><p>a) tornar a organização mais consistente em sua atuação de mercado;</p><p>b) melhorar o desempenho operacional com a redução de riscos e aumento de receitas;</p><p>c) favorecer o relacionamento com clientes;</p><p>d) elevar a motivação dos colaboradores.</p><p>A ISO 14000:1993 também possui uma certificação global quanto à responsabilidade ambiental. Veja o</p><p>que essa ISO identifica:</p><p>ISO 14000 é constituída por uma série de normas que determinam diretrizes para</p><p>garantir que determinada empresa (pública ou privada) pratique a gestão ambiental.</p><p>Essa normas são conhecidas pelo Sistema de Gestão Ambiental (SGA), que é defini-</p><p>do pela ISO (International Organization for Standardization). O principal objetivo da ISO</p><p>14000 e de suas normas é garantir o equilíbrio e proteção ambiental, prevenindo a po-</p><p>luição e os potenciais problemas que esta poderia trazer para a sociedade e economia.</p><p>(OHARA, 2016?)</p><p>As empresas que possuem essa certificação demonstram seu engajamento na questão ambiental e sua</p><p>responsabilidade para com a sociedade, podendo atuar no mercado internacional de maneira competitiva.</p><p>O controle de atividades em um sistema administrativo é um procedimento em que as atividades pro-</p><p>postas são confrontadas com o planejamento. Caso haja divergências entre os objetivos e resultados, ações</p><p>corretivas serão aplicadas para garantir a concretização ou alteração dos objetivos. O processo de controle</p><p>de atividades gera informações e as utiliza para propor decisões a respeito da execução das atividades e</p><p>ainda sobre os objetivos a serem alcançados.</p><p>Para que haja o controle é necessário saber o que será controlado, e para que isso ocorra, os registros e fer-</p><p>ramentas de controle (cronogramas, orçamentos, planilhas de recurso, entre outros) devem ser consultados.</p><p>4 A IMPORTÂNCIA DA ORGANIZAÇÃO DO LOCAL DE TRABALHO 133</p><p>CURIOSIDADES</p><p>Você sabe o que quer dizer coaching? A palavra coaching vem da palavra in-</p><p>glesa coach e significa treinador. Esse treinador tem o objetivo de encorajar</p><p>e motivar o seu cliente a atingir um objetivo, ensinando novas técnicas que</p><p>facilitem seu aprendizado. O trabalho de coaching inicia-se criando uma</p><p>meta desejada pelo cliente, que pode abranger as mais diversas áreas e que</p><p>normalmente não tem um tempo determinado para ser atingida. O coa-</p><p>ching tem o objetivo de ajudar profissionais de qualquer área a maximizar</p><p>seu potencial e trazer mais resultados para sua empresa ou para o próprio</p><p>desenvolvimento do seu trabalho. (IBCCOACHING, 2016?)</p><p>Um sistema de controle eficaz gera informações sobre recursos, atividades, objetivos do sistema, para</p><p>que alguma decisão seja implantada e possa beneficiar as organizações, seus funcionários e colaboradores.</p><p>4.3 CONFLITOS NAS ORGANIZAÇÕES</p><p>De acordo com o prof. Nonata Silva Araujo (2008), um conflito nada mais é que percepções e interpre-</p><p>tações divergentes das partes sobre um determinado assunto.</p><p>É sempre visto como algo negativo, um rompimento, um fim. Pela nova ordem sistêmi-</p><p>ca, o conflito é um meio, uma oportunidade de reconstrução de realidades e motor ge-</p><p>rador de energia criativa. Os conflitos existem desde o início da humanidade, o mesmo</p><p>é fonte de ideias novas, podendo levar a discussões abertas sobre determinados assun-</p><p>tos, o que se revela positivo em algumas das vezes quando positivo permite a expressão</p><p>e exploração de diferentes pontos de vista, interesses e valores, ou seja, em certos mo-</p><p>mentos e em determinados níveis, o conflito pode ser considerado necessário, caso não</p><p>queira entrar num processo de estagnação. Assim os conflitos não são necessariamente</p><p>negativos; a maneira como lidamos com eles é que pode gerar algumas reações. Em</p><p>sentido geral organização é o modo como se organiza um sistema. É a forma escolhida</p><p>para arranjar, dispor ou classificar objetos, documentos e informações. (ARAUJO, 2008).</p><p>Os conflitos nas organizações podem surgir de diversas maneiras e por vários motivos, que você conhe-</p><p>cerá na sequência.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS134</p><p>4.3.1 TIPOS DE CONFLITOS</p><p>Sobre os tipos de conflito mais comuns, o prof. Nonata Silva Araujo (2008) afirma que:</p><p>Um conflito, como já se viu, frequentemente pode surgir de uma pequena diferença</p><p>de opiniões, podendo se agravar e atingir um nível de hostilidade que chamamos de</p><p>conflito destrutivo; para lidar com esses é importante conhecê-los, saber qual é sua am-</p><p>plitude e como estamos preparados para trabalhar com eles. Existem inúmeros tipos de</p><p>conflitos e sua identificação pode auxiliar a detectar a estratégia mais adequada e talvez</p><p>possamos a partir dessas informações, saber como superá-los ou utilizá-lo como um</p><p>auxílio de crescimento na organização.</p><p>Você percebeu que os conflitos organizacionais são inúmeros e variados, contudo lhe será apresentado,</p><p>de acordo com o prof. Nonata os principais tipos, que são:</p><p>Conflito latente: não é declarado e não há, mesmo por parte dos elementos envolvidos,</p><p>uma clara consciência de sua existência. Eventualmente nem precisam ser trabalhados.</p><p>Conflito percebido: os elementos envolvidos percebem, racionalmente, a existência do</p><p>conflito, embora não haja ainda manifestações abertas do mesmo;</p><p>Conflito sentido: é aquele que já atinge ambas as partes, e em que há emoção e forma</p><p>consciente;</p><p>Conflito manifesto: trata-se de conflito que já atingiu ambas as partes, já é percebido</p><p>por terceiros e pode interferir na dinâmica da organização. (ARAUJO, 2008)</p><p>W</p><p>av</p><p>eb</p><p>re</p><p>ak</p><p>m</p><p>ed</p><p>ia</p><p>L</p><p>td</p><p>([</p><p>20</p><p>--</p><p>?]</p><p>)</p><p>Figura 95 - Conflitos nas organizações</p><p>Fonte: Thinkstock (2016)</p><p>4 A IMPORTÂNCIA DA ORGANIZAÇÃO DO LOCAL DE TRABALHO 135</p><p>Depois de conhecer os principais tipos de conflitos, prossiga os seus estudos e continue conhecendo</p><p>um pouco mais sobre esse tema.</p><p>4.3.2 CARACTERÍSTICAS DOS TIPOS DE CONFLITOS</p><p>Quanto às características, os conflitos podem ser classificados por três tipos principais: conflitos inter-</p><p>pessoais, hierárquicos e pessoais. Confira o que Araújo (2008) tem a dizer sobre eles.</p><p>Os conflitos interpessoais se dão entre duas ou mais pessoas e podem ocorrer por vá-</p><p>rios motivos: diferenças de idade, sexo, valores, crenças, por falta de recursos materiais,</p><p>financeiros, e por diferenças de papeis, podemos dividir este tipo de conflitos em dois:</p><p>Hierárquicos: colocam em jogo as relações com a autoridade existente. Ocorre quando</p><p>a pessoa é responsável por algum grupo, não encontrando apoio junto aos seus su-</p><p>bordinados e vice-versa. Nesse caso, as dificuldades encontradas no dia a dia deixam</p><p>a maior parte das pessoas envolvidas desamparada quanto à decisão a ser tomada.</p><p>Pessoais: dizem respeito ao indivíduo, à sua maneira de ser, agir, falar e tomar decisões.</p><p>As “rixas pessoais” fazem com que as pessoas não se entendam e, portanto, não se falem.</p><p>Em geral esses conflitos surgem a partir de pequenas coisas ou situações nunca aborda-</p><p>das entre os interessados. O resultado é um confronto tácito que reduz em muito a efici-</p><p>ência das relações. Todos os conflitos podem ser resolvidos, mas nem todos os conflitos</p><p>irão ser resolvidos. A afirmação paradoxal é de George Kohlrieser, psicólogo especiali-</p><p>zado em comportamento organizacional. Desta forma, ele quer demonstrar que não há</p><p>limites para quem está disposto a se esforçar para atingir seus objetivos (ARAUJO, 2008).</p><p>Pode-se afirmar então que conflitos nas organizações são opiniões diferentes de um determinado assunto</p><p>ou questões e que podem surgir de várias maneiras, sendo</p><p>elas por razões pessoais, interpessoais ou hierár-</p><p>quicas. Esses conflitos tendem ainda a agravar-se devido a vários fatores, que você irá conhecer a seguir.</p><p>4.3.3 FATORES INTERNOS E EXTERNOS, CAUSA E CONSEQUÊNCIAS</p><p>Os conflitos nas organizações podem ocorrer por várias razões, como:</p><p>a) concorrência entre pessoas;</p><p>b) por recursos disponíveis, porém insuficientes;</p><p>c) divergência de objetivos.</p><p>Pode-se ainda entender como fontes desses conflitos:</p><p>a) os direitos não atendidos;</p><p>b) a necessidade de crescimento econômico;</p><p>c) expectativas não acatadas;</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS136</p><p>d) falta de informação;</p><p>e) recursos limitados;</p><p>f) diferenças culturais;</p><p>g) discordâncias de metas;</p><p>h) busca de autonomia;</p><p>i) emoções impróprias ou não expressadas;</p><p>j) preconceitos, entre outros.</p><p>No Casos e relatos a seguir você acompanha um exemplo prático de conflito.</p><p>CASOS E RELATOS</p><p>Empresa familiar</p><p>O pai de Sergio tinha uma empresa que inicialmente funcionava no quintal de sua casa. Com o</p><p>avançar da idade, seu pai resolveu deixar a empresa com os filhos. Já no princípio da nova gestão,</p><p>surgiram alguns conflitos e Sérgio resolveu gerenciar o negócio sozinho, porém mantendo a estru-</p><p>tura familiar e com a ajuda da esposa Sandra, que administrava a empresa.</p><p>Essa empresa ficava situada anexa à sua casa. Com o passar do tempo, as consequências desse tipo</p><p>de estrutura começaram a causar danos. A empresa tinha crescido e Sergio e Sandra já admitiam as</p><p>dificuldades de manter o equilíbrio diante das reponsabilidades de trabalho e dos afazeres familia-</p><p>res. Sandra reclamava que, para um cliente chegar ao escritório, precisava passar pela cozinha da</p><p>residência e que o telefone de casa era o mesmo da empresa, retirando a privacidade em horas de</p><p>descanso, como nos finais de semana.</p><p>Desgastada com a situação, Sandra procurou uma organização de apoio a pequenas empresas e</p><p>solicitou informações. Também fez um financiamento que lhes proporcionou crescimento empre-</p><p>sarial e possibilidades de aquisição de um novo local, com estrutura ideal para o porte da empresa.</p><p>A partir daí, os conflitos foram administrados e o casal seguiu com sucesso os seus objetivos.</p><p>Como você pôde perceber, ao se organizar, o casal conseguiu uma melhor administração da empresa e</p><p>possibilitou o sucesso como empresários.</p><p>Sendo os conflitos positivos ou negativos, eles podem ser classificados como úteis por exercerem papel</p><p>fundamental na vida das pessoas. Contudo, nenhuma organização está livre de que ocorram conflitos em</p><p>seu ambiente. Há um lado benéfico nesses conflitos, que é o fato de agir como estimulante para despertar</p><p>o potencial de inovação da organização. A manipulação das situações de conflito constitui uma fonte pro-</p><p>4 A IMPORTÂNCIA DA ORGANIZAÇÃO DO LOCAL DE TRABALHO 137</p><p>motora de mudanças, pois as tensões geradas nos conflitos, devido aos interesses distintos dos conflitantes,</p><p>criam oportunidades de desenvolvimento coletivo, desde que administrados com inteligência e eficácia.</p><p>4.4 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)</p><p>É importante você estar ciente de que em qualquer tipo de trabalho ou, no caso de anomalias em siste-</p><p>mas elétricos, se faz necessária a utilização dos equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados para</p><p>a sua execução. Também é preciso que os procedimentos sejam executados por um profissional habilitado.</p><p>FIQUE</p><p>ALERTA</p><p>Para evitar acidentes na área de trabalho, recomenda-se que o local esteja limpo, or-</p><p>ganizado e livre de materiais inflamáveis.</p><p>De acordo com a NR6, norma que regulamenta os equipamentos de proteção individual, é necessário</p><p>que cada EPI possua um Certificado de Aprovação (CA), emitido por um laboratório homologado para tal.</p><p>Esse certificado garante que o equipamento de proteção está em condições de uso. Esse certificado deve</p><p>ser renovado periodicamente.</p><p>A utilização correta dos EPIs depende do comprometimento das empresas e dos trabalhadores a fim de</p><p>evitar acidentes que comprometam sua saúde e o desenvolvimento do processo de trabalho.</p><p>RECAPITULANDO</p><p>Este capítulo enfatizou os benefícios de se manter o ambiente de trabalho organizado para o bom</p><p>andamento de todo o sistema organizacional.</p><p>Além disso, apresentou o sistema hierárquico nas organizações, contemplando informações sobre</p><p>as suas características e funções.</p><p>Também abordadas informações sobre os sistemas administrativos, citando ainda, os meios de</p><p>gestão organizacional.</p><p>Você conheceu a execução de um controle das atividades profissionais para as organizações, as</p><p>características e fatores que podem influenciar os conflitos no ambiente de trabalho, explorando</p><p>as suas causas, os fatores envolvidos nesses conflitos e as possíveis consequências desses atos, e</p><p>ainda entendeu a importância de se utilizar o EPI no trabalho.</p><p>Agora é com você. Procure estar sempre atualizado na sua área de trabalho e fazer todos os servi-</p><p>ços com atenção e seriedade.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>Ambiente Gelado. Termostato e Pressostato. Disponível em: <http://ambientegelado.com.br/</p><p>v40/dicas-uteis/instalacao-e-manutencao/item/613-termostato-e-pressostato>. Acesso em: 22 fev.</p><p>2016.</p><p>ARAUJO, Nonata. Conflito nas Organizações. Disponível em: <http://www.administradores.com.</p><p>br/artigos/tecnologia/conflitos-nas-organizacoes/23111/>. Acesso em: 29 fev 2016.</p><p>BISONI, P. R.; VAZ, F. S. O.; JÚNIOR, P. R. Instalações elétricas industriais. Florianópolis: SENAI/SC</p><p>DR, 2010.</p><p>Centro Universitário Anhanguera. Eletricidade Aplicada, 2014. Disponível em: <https://www.</p><p>academia.edu/9601165/Centro_Universit%C3%A1rio_Anhanguera>. Acesso em: 23 maio 2015.</p><p>CRUZ, Eduardo. Instalações elétricas. São Paulo: Érica, 2012. p. 27-31.</p><p>Ebah. Disjuntor. Disponível em: <http://www.ebah.com.br/content/ABAAAe0zgAA/disjuntor>.</p><p>Acesso em: 16 fev 2016.</p><p>____. Motores de indução trifásicos. Disponível em: <http://www.ebah.com.br/content/</p><p>ABAAAem6IAH/motores-inducao-trifasicos?part=3>. Acesso em: 03 fev. 2016.</p><p>ELETROBRAS. Confederação Nacional da Indústria – CNI; Programa nacional de conservação de</p><p>energia elétrica (Procel). Motor elétrico: guia básico. Brasília (DF): CNI, 2009.</p><p>Engenharia Eletrotécnica. DR – IDR. Disponível em: <http://www.engenhariaeletrotecnica.com.br/</p><p>Portugues/Informacoes%20Tecnicas/DR%20IDR.htm>. Acesso em: 15 fev 2016.</p><p>FERRAZ, Fábio. Refrigeração – Apostila. Disponível em: <https://fabioferrazdr.files.wordpress.</p><p>com/2008/09/ref1_total1.pdf> Acesso em: 25 fev 2016</p><p>Fundação Municipal de Ensino de Piracicaba (FUMEP); Escola de Engenharia de Piracicaba (EEP);</p><p>Colégio Técnico Industrial de Piracicaba (COTIP). Comandos Elétricos – Apostila, 2005.</p><p>HENRIQUE, Hélio. Comandos elétricos: simbologia, associação de contatos e conceitos básicos.</p><p>[2016?]. Instituto federal de educação, ciência e tecnologia. Disponível em: <http://docente.ifrn.</p><p>edu.br/heliopinheiro/Disciplinas/maquinas-e-acionamentos-eletricos-ii/conceitos-de-comandos-</p><p>eletricos>. Acesso em: 23 maio 2016.</p><p>HEYMANN, Gisela. O motor elétrico. Superinteressante. Disponível em: <http://super.abril.com.br/</p><p>ciencia/o-motor-eletrico>. Acesso em: 16 fev 2016.</p><p>Instituto Newton C. Braga. Como funcionam os contatores. Disponível em: <http://www.</p><p>newtoncbraga.com.br/index.php/como-funciona/3854-el040>. Acesso em: 17 fev 2016.</p><p>_____________________.Relé eletrônico. Disponível em: <http://www.newtoncbraga.com.br/</p><p>index.php/mini-projetos/166-ativadores-e-controladores/4341-min019>. Acesso em: 19 fev 2016.</p><p>JÚNIOR, Romeu. Comandos elétricos. Disponível em: <http://www.corradi.junior.nom.br/</p><p>comandoseletr.pdf>. Acesso em: 16 jan 2016.</p><p>MATTEDE, Henrique. Diagramas elétricos. Disponível em: <http://www.mundodaeletrica.com.br/</p><p>diagramas-eletricos/>. Acesso em: 23 fev 2016.</p><p>NETTO, Luiz Ferraz. Motores elétricos. Disponível em: <http://www.feiradeciencias.com.br/sala22/</p><p>motor_teoria1.asp>. Acesso em: 01 fev 2016.</p><p>OHARA, Luis; SILVA, Alexandre. Normas ISO 14000. Sistema de Gestão. Disponível em: <www.</p><p>qualidade.esalq.usp.br/fase2/iso14000.htm> Acesso em: 30 mar 2016.</p><p>OLIVEIRA, Cezar. Sistemas Administrativos.</p><p>Disponível em: <http://www.professorcezar.adm.br/</p><p>Textos/Sistemas%20Administrativos.pdf>. Acesso em: 29 fev. 2016.</p><p>PhDonline. Diferença entre energia monofásica e trifásica. Disponível em: <http://www.</p><p>phdonline.com.br/informacoes-importantes/diferenca-entre-energia-monofasica-e-trifasica/>.</p><p>Acesso em: 03 fev. 2016.</p><p>Portal Educação. Organização do ambiente de trabalho. Disponível em: <http://</p><p>www.portaleducacao.com.br/psicologia/artigos/42088/organizacao-do-ambiente-de-</p><p>trabalho#ixzz41edwW0rJ>. Acesso em: 25 fev 2016.</p><p>Portal IBC. O que é coaching?. Disponível em: <http://www.ibccoaching.com.br/portal/coaching/</p><p>o-que-e-coaching/> Acesso em: 30 mar 2016.</p><p>Portal O Setor Elétrico. Relés eletromecânicos e de estado sólido. 2009. Disponível em:</p><p><http://www.osetoreletrico.com.br/web/component/content/article/58-artigos-e-materias-</p><p>relacionadas/102-reles-eletromecanicos-e-de-estado-solido.html>. Acesso em: 19 fev 2016.</p><p>_________________. Relés e contatores. Disponível em: <http://www.osetoreletrico.com.br/web/</p><p>a-revista/edicoes/169-reles-e-contatores.html>. Acesso em: 17 fev 2016.</p><p>RDT RAGEMG. Relé falta de fase: esquema de ligação. Disponível em: <http://www.</p><p>robertdicastecnologia.com.br/2014/08/rele-falta-de-fase-esquema-de-ligacao/>. Acesso em: 19 fev</p><p>2016.</p><p>REVISTA ELETRÔNICA DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA DO SENAI-SP. ISSN: 1981-8270. v. 5, n. 10, jun.</p><p>2011. Acesso em: 03 fev 2016.</p><p>Saber elétrica. Dicas de como fazer a montagem de um quadro de distribuição. Disponível em:</p><p><http://www.sabereletrica.com.br/montagem-quadro-de-distribuicao>. Acesso em: 25 fev 2016.</p><p>Salada Elétrica. Comandos elétricos. Disponível em: <http://www.saladaeletrica.com.br/</p><p>comandos-eletricos/>. Acesso em: 17 fev 2016.</p><p>SANTOS, Diego. Relê. Disponível em: <http://www.infoescola.com/eletronica/rele/>. Acesso em: 18</p><p>fev 2016.</p><p>Senai/SP. Comandos elétricos. Disponível em: <http://www.ebah.com.br/content/ABAAABLsoAE/</p><p>comandos-eletricos-senai-sp>. Acesso em: 12 fev. 2016.</p><p>Siemens. Relés eletrônicos ERB. Disponível em: <http://w3.siemens.com.br/automation/br/pt/</p><p>dispositivos-baixa-tensao/reles/reles-de-sobrecarga/3rb/pages/3rb.aspx> Acesso em: 19 fev 2016.</p><p>Site de curiosidades. Curiosidades sobre o choque elétrico. Disponível em: <http://www.</p><p>sitedecuriosidades.com/curiosidade/curiosidades-sobre-o-choque-eletrico.html>. Acesso em: 25</p><p>fev 2016</p><p>SOUZA, Jorge. Condutores elétricos: dimensionamento e instalação. Disponível em: <http://</p><p>www.moretti.agrarias.ufpr.br/eletrificacao_rural/U06_condutores_eletricos_dimensionamento_e_</p><p>instalacao.pdf>. Acesso em: 10 fev 2016.</p><p>SOUSA, Neemias. Acionamentos elétricos – Apostila, 2008. Disponível em: <http://docente.ifrn.</p><p>edu.br/heliopinheiro/Disciplinas/maquinas-e-acionamentos-eletricos-ii/apostila-basica>. Acesso</p><p>em: 22 fev 2016.</p><p>Universidade Federal de Alagoas. Fios e cabos elétricos – Apostila. Disponível em: <http://</p><p>www.docsity.com/pt/fios_e_cabos_el%C3%A9tricos_-_apostilas_-_engenharia_el%C3%A9trica_</p><p>pdf/268007/>. Acesso em: 03 fev 2016.</p><p>WEG. Relés de sobrecarga eletrônico. Disponível em: <http://ecatalog.weg.net/files/wegnet/</p><p>WEG-reles-de-sobrecarga-eletronico-linha-rw_e-50052284-catalogo-portugues-pt.pdf>. Acesso</p><p>em: 19 fev 2016.</p><p>____. Relés temporizadores, protetores e de níveis. Disponível em: <http://www.weg.net/br/</p><p>Produtos-e-Servicos/Controls/Partida-e-Protecao-de-Motores/Reles-Temporizadores-Protetores-e-</p><p>de-Niveis>. Acesso em: 22 fev 2016.</p><p>ZANCAN, Marcos. Acionamentos elétricos: chaves de partida – Apostila, Universidade Federal de</p><p>Santa Maria, 2008.</p><p>MINICURRÍCULO DO AUTOR</p><p>ROGÉRIO DA SILVA MENDONÇA</p><p>Rogério da Silva Mendonça é docente SENAI/SC, participa da elaboração do material didático de</p><p>cursos técnicos e de qualificação nas áreas de manutenção automotiva e climatização e refrigeração.</p><p>Atualmente está cursando graduação em administração de empresas.</p><p>ÍNDICE</p><p>A</p><p>Alarmes, 9, 17, 91, 92, 145</p><p>Amperímetro, 7, 124, 145</p><p>Armadura, 23, 24, 25, 26, 28, 32, 50, 86, 145</p><p>Assíncronos, 5, 7, 29, 32, 33, 35, 38, 39, 145</p><p>B</p><p>Barramentos, 5, 42, 44, 45, 61, 145</p><p>Bifásica, 19, 20, 145</p><p>Bipolar, 64, 83, 111, 112, 113, 145</p><p>Bobina, 5, 23, 24, 28, 31, 38, 58, 59, 75, 76, 78, 79, 81, 82, 85, 86, 106, 108, 122, 145</p><p>Bobina de campo, 5, 24, 28, 145</p><p>Botoeiras, 6, 68, 69, 70, 74, 106, 107, 111, 112, 113, 145</p><p>Botões, 7, 9, 16, 17, 60, 68, 70, 71, 109, 145</p><p>C</p><p>Cabos, 5, 20, 42, 43, 46, 53, 119, 122, 126, 139, 145</p><p>Calhas, 120, 145</p><p>Campos magnéticos, 18, 26, 33, 38, 145</p><p>Canaleta, 145</p><p>Capacitor, 33, 34, 35, 145</p><p>Carcaça, 5, 23, 24, 25, 36, 38, 39, 40, 41, 42, 145</p><p>Chaves, 6, 7, 9, 16, 17, 32, 35, 60, 68, 71, 72, 73, 89, 96, 97, 110, 114, 115, 120, 126, 141, 145</p><p>Chaves e botões, 17, 145</p><p>Circuito, 5, 6, 7, 26, 32, 35, 45, 46, 47, 48, 49, 50, 51, 52, 53, 54, 55, 56, 57, 58, 59, 60, 61, 63, 65, 66,</p><p>67, 68, 71, 74, 75, 77, 79, 80, 81, 84, 86, 87, 88, 92, 98, 103, 104, 108, 111, 112, 113, 115, 119, 120,</p><p>121, 122, 123, 124, 125, 145</p><p>Climatização, 5, 9, 13, 15, 16, 17, 20, 29, 97, 98, 101, 127, 143, 145</p><p>Coletor, 5, 26, 145</p><p>Comutador, 5, 23, 25, 145</p><p>Condutores, 5, 9, 13, 17, 20, 25, 26, 27, 42, 43, 46, 47, 48, 49, 50, 51, 52, 58, 62, 64, 67, 103, 104,</p><p>105, 117, 118, 120, 121, 126, 141, 145</p><p>Conectores, 7, 116, 118, 120, 145</p><p>Contadores, 75, 76, 77</p><p>Contatores, 6, 7, 9, 16, 17, 75, 77, 78, 79, 80, 81, 86, 108, 109, 110, 116, 122, 139, 141</p><p>Contatos, 6, 29, 35, 37, 50, 51, 53, 55, 56, 58, 61, 62, 63, 68, 69, 70, 72, 73, 74, 76, 77, 78, 79, 80, 81,</p><p>82, 84, 85, 86, 87, 88, 89, 90, 93, 94, 97, 98, 107, 108, 118, 119, 122, 124, 126, 140</p><p>Controladores, 9, 16, 17, 98</p><p>Controladores de pressão, 17</p><p>Corrente, 5, 7, 16, 19, 21, 22, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36, 37, 38, 41, 45, 46, 47, 48,</p><p>49, 50, 51, 52, 53, 54, 55, 56, 57, 58, 59, 60, 61, 63, 65, 66, 67, 68, 71, 73, 75, 76, 77, 78, 79, 80, 81,</p><p>82, 83, 84, 85, 86, 89, 90, 98, 103, 109, 110, 114, 115, 118, 119, 121, 123, 124, 125, 126, 140</p><p>Corrente alternada, 5, 19, 22, 29, 30, 32, 36, 37, 38, 75, 79, 124, 140</p><p>Corrente contínua, 19, 22, 25, 26, 28, 31, 79, 140</p><p>Correntes elétricas, 18, 23, 25, 33, 50, 63</p><p>D</p><p>Diagrama, 6, 7, 76, 87, 88, 102, 103, 104, 105, 109, 111, 112, 122</p><p>Disjuntores, 5, 6, 7, 9, 16, 17, 57, 58, 59, 60, 63, 64, 65, 66, 67, 109, 110</p><p>Dispositivos, 6, 7, 13, 16, 17, 32, 34, 35, 38, 46, 47, 51, 52, 55, 56, 57, 58, 60, 61, 63, 64, 67, 68, 71,</p><p>72, 73, 74, 75, 76, 77, 78, 79, 80, 81, 82, 83, 84, 86, 87, 89, 90, 91, 93, 95, 96, 97, 98, 102, 103, 109,</p><p>110, 111, 112, 115, 116, 118, 120, 121, 122, 123, 125, 126, 127</p><p>E</p><p>Energia, 16, 19, 20, 21, 22, 25, 29, 30, 31, 44, 49, 50, 57, 58, 61, 63, 64, 70, 80, 84, 98, 103, 110, 118,</p><p>121, 133, 139</p><p>Enrolamento, 23, 24, 31, 32, 33, 34, 35, 36, 37, 79</p><p>Escovas, 5, 25, 26, 36, 37</p><p>Estator, 5, 18, 19, 24, 26, 31, 32, 33, 34, 36, 37, 38</p><p>F</p><p>Fios, 19, 20, 21, 34, 42, 43, 45, 46, 48, 52, 67, 86, 118, 139</p><p>Fusíveis, 5, 7, 9, 16, 17, 51, 52, 53, 54, 55, 56, 57, 59, 60, 109, 116</p><p>G</p><p>Gaiola, 7, 33, 34, 37, 38, 78</p><p>I</p><p>Indução, 5, 7, 29, 31, 32, 33, 34, 36, 37, 38, 39, 77, 78, 110, 124, 140</p><p>Induzido, 23, 27, 28, 29, 33, 36, 38</p><p>Interpolos, 24</p><p>Interruptores, 20, 58, 61, 70, 109</p><p>Isolação, 41, 46, 50, 51, 61, 62, 63, 118</p><p>M</p><p>Monofásica, 19, 20, 139</p><p>Monofásico, 5, 7, 20, 21, 30, 32, 33, 39, 48, 49, 50, 64</p><p>Motores, 5, 7, 9, 13, 16, 17, 18, 19, 21, 22, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36, 37, 38, 39,</p><p>41, 53, 58, 60, 66, 68, 70, 72, 77, 78, 82, 84, 86, 87, 89, 90, 91, 97, 98, 110, 114, 115, 127, 140</p><p>Motores elétricos, 5, 9, 13, 17, 18, 19, 21, 22, 36, 39, 41, 53, 66, 68, 82, 84, 86, 98, 110, 114, 127,</p><p>140</p><p>Multímetro, 7, 123, 124, 125</p><p>P</p><p>Pressostatos, 6, 9, 17, 95, 96, 97, 107, 141</p><p>Q</p><p>Quadro, 7, 9, 38, 40, 41, 51, 55, 57, 63, 66, 70, 72, 91, 92, 105, 109, 111, 112, 113, 115, 116, 119,</p><p>120, 121, 122, 126, 139</p><p>R</p><p>Refrigeração, 13, 15, 16, 17, 20, 29, 34, 95, 97, 98, 127, 139, 143</p><p>Relé, 6, 74, 75, 79, 81, 82, 83, 84, 85, 86, 87, 88, 89, 90, 91, 106, 111, 112, 113, 123, 139, 141</p><p>Relés, 6, 9, 16, 17, 34, 61, 71, 74, 75, 78, 79, 80, 81, 82, 83,</p><p>116</p><p>Figura 87 - Canaletas ..................................................................................................................................................... 117</p><p>Figura 88 - Conectores .................................................................................................................................................. 118</p><p>Figura 89 - Quadro elétrico ......................................................................................................................................... 119</p><p>Figura 90 - Identificação de conectores e anilhas de identificação ............................................................. 120</p><p>Figura 91 - Multímetro analógico (esquerda) e multímetro digital (direita) ............................................. 123</p><p>Figura 92 - Amperímetro alicate ............................................................................................................................... 124</p><p>Figura 93 - Manutenção ............................................................................................................................................... 125</p><p>Figura 94 - Ambiente organizado ............................................................................................................................. 130</p><p>Figura 95 - Conflitos nas organizações ................................................................................................................... 134</p><p>Quadro 1 - Componentes do motor monofásico assíncrono ............................................................................33</p><p>Quadro 2 - Vantagens e desvantagens do motor de indução trifásico de rotor de gaiola de</p><p>esquilo. ..................................................................................................................................................................................38</p><p>Quadro 3 - Comparação entre motores de indução .............................................................................................39</p><p>Quadro 4 - Códigos da placa de identificação ........................................................................................................40</p><p>Quadro 5 - Códigos da placa de identificação – parte 2 .....................................................................................41</p><p>Quadro 6 - Resistência térmica .....................................................................................................................................51</p><p>Quadro 7 - Temperatura ..................................................................................................................................................51</p><p>Quadro 8 - Características dos fusíveis NH e D .......................................................................................................56</p><p>Quadro 9 - Quadro curvas de atuação .......................................................................................................................66</p><p>Quadro 10 - Cores botões...............................................................................................................................................71</p><p>Quadro 11 - Chave sem retenção ................................................................................................................................72</p><p>Quadro 12 - Símbolos utilizados em circuitos ........................................................................................................74</p><p>Quadro 13 - Denominações utilizadas e circuitos .................................................................................................75</p><p>Quadro 14 - Categorias de utilização de contatores ............................................................................................81</p><p>Quadro 15 - Quadro de identificação luminosa .....................................................................................................92</p><p>Quadro 16 - Representação de componentes ..................................................................................................... 107</p><p>Quadro 17 - Representação de contatosFonte: adaptado NBR 5280:1983 ............................................... 108</p><p>Quadro 18 - Símbolos e seus significados no diagrama .................................................................................. 109</p><p>Quadro 19 - Discriminação dos componentes .................................................................................................... 111</p><p>Quadro 20 - Componentes circuito de partida.................................................................................................... 112</p><p>Quadro 21 - Componentes de circuito para partida com reversão.............................................................. 113</p><p>Quadro 22 - Anomalias em dispositivos ................................................................................................................ 123</p><p>Quadro 23 - Manutenção preventiva e corretiva ................................................................................................ 126</p><p>Tabela 1 - Composição do motor de indução trifásico ........................................................................................36</p><p>Tabela 2 - Fatores de correção ......................................................................................................................................48</p><p>Tabela 3 - Capacidade de condução de corrente ..................................................................................................48</p><p>Tabela 4 - Tipos de disjuntores .....................................................................................................................................64</p><p>Sumário</p><p>1 Introdução ........................................................................................................................................................................13</p><p>2 Comandos elétricos ......................................................................................................................................................15</p><p>2.1 Definição de comandos elétricos ..........................................................................................................16</p><p>2.2 Aplicações em climatização.....................................................................................................................16</p><p>2.3 Tecnologia de componentes ...................................................................................................................17</p><p>2.3.1 Motores elétricos.......................................................................................................................17</p><p>2.3.2 Condutores elétricos ................................................................................................................42</p><p>2.3.3 Fusíveis ..........................................................................................................................................51</p><p>2.3.4 Disjuntores ..................................................................................................................................57</p><p>2.3.5 Botões e chaves .........................................................................................................................68</p><p>2.3.6 Chaves de comando ................................................................................................................71</p><p>2.3.7 Contatores ...................................................................................................................................75</p><p>2.3.8 Relés térmicos ou de sobrecarga ........................................................................................82</p><p>2.3.9 Relés de falta de fase ou de neutro ....................................................................................86</p><p>2.3.10 Relés sequenciais de fases...................................................................................................87</p><p>2.3.11 Temporizadores .......................................................................................................................89</p><p>2.3.12 Sinalização e alarmes ............................................................................................................91</p><p>84, 85, 86, 87, 88, 89, 90, 91, 106, 108,</p><p>109, 111, 112, 113, 123, 139, 140, 141</p><p>Rotor, 5, 7, 18, 19, 23, 25, 26, 27, 28, 29, 31, 32, 33, 34, 36, 37, 38, 39, 77, 78</p><p>S</p><p>Seção, 42, 44, 46, 47, 48, 49, 50, 52, 53</p><p>Simbologia, 74, 103, 105, 140</p><p>Sinalizadores, 17</p><p>Síncronos, 5, 29, 30, 31, 32, 37, 39</p><p>Sirenes, 92</p><p>Sobrecarga, 6, 9, 16, 44, 46, 51, 52, 58, 59, 63, 65, 82, 83, 84, 85, 91, 92, 106, 122, 123, 140</p><p>T</p><p>Temperatura, 6, 7, 9, 17, 40, 41, 47, 48, 49, 51, 57, 58, 60, 82, 83, 84, 92, 93, 94, 95, 98, 107, 130</p><p>Temporizadores, 6, 9, 16, 17, 89, 141</p><p>Tensão, 7, 20, 26, 27, 28, 29, 30, 36, 40, 41, 46, 47, 48, 49, 50, 53, 54, 55, 56, 57, 58, 59, 73, 79, 80,</p><p>81, 82, 86, 87, 92, 109, 110, 114, 115, 122, 123, 124, 125, 126</p><p>Térmico, 58, 60, 74, 84, 106, 111, 112, 113</p><p>Termostato, 6, 93, 94, 141</p><p>Termostatos, 6, 9, 16, 93, 94, 95, 141</p><p>Transformador, 5, 20, 21, 63, 74, 75</p><p>SENAI – DEPARTAMENTO NACIONAL</p><p>UNIDADE DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA – UNIEP</p><p>Felipe Esteves Morgado</p><p>Gerente executivo</p><p>Luiz Eduardo Leão</p><p>Gerente de Tecnologias Educacionais</p><p>Fabíola de Luca Coimbra Bomtempo</p><p>Coordenação geral do desenvolvimento dos livros didáticos</p><p>Catarina Gama Catão</p><p>Apoio Técnico</p><p>SENAI – DEPARTAMENTO REGIONAL DE SANTA CATARINA</p><p>Mauricio Cappra Pauletti</p><p>Diretor técnico</p><p>Selma Kovalski</p><p>Coordenação do desenvolvimento dos livros didáticos</p><p>Rogério da Silva Mendonça</p><p>Elaboração</p><p>Adair Teixeira</p><p>Revisão técnica</p><p>Karine Marie Arasaki</p><p>Coordenação do projeto</p><p>Evelin Lediani Bao</p><p>Design educacional</p><p>Denise de Mesquita Corrêa</p><p>Revisão ortográfica e gramatical</p><p>Evelin Lediani Bao</p><p>Adair Teixeira</p><p>Fotografias</p><p>Andressa Vieira</p><p>Antonio Mees</p><p>Denilza Pereira dos Santos</p><p>Isadora Luisa Bertotto</p><p>Sabrina da Silva Farias</p><p>Ilustrações e tratamento de imagens</p><p>Thinkstock</p><p>SENAI/SC</p><p>Banco de imagens</p><p>Joaquim Venâncio Lourenço Ribeiro</p><p>Paulo Djalma de Souza</p><p>Robson Ventura de Oliveira</p><p>Wertson da Silva Resende</p><p>Comitê técnico de avaliação</p><p>Tatiana Daou Segalin</p><p>Diagramação</p><p>Tatiana Daou Segalin</p><p>Revisão e Fechamento de Arquivos</p><p>Luciana Effting Takiuchi</p><p>CRB – 14/937</p><p>Ficha Catalográfica</p><p>i-Comunicação</p><p>Projeto Gráfico</p><p>Tikinet Edição LTDA</p><p>Revisão Ortográfica e Gramatical</p><p>Tikinet Edição LTDA</p><p>Normalização</p><p>Trifásica, 19, 20, 32, 36, 38, 81, 87, 91, 139</p><p>Trifásico, 5, 7, 20, 21, 30, 36, 37, 38, 39, 40, 41, 48, 74, 87, 111, 112, 113, 115</p><p>Tripolar, 64, 83, 107, 111, 112, 113</p><p>U</p><p>Unipolar, 43, 64</p><p>V</p><p>Voltímetro, 123, 124</p><p>2.3.13 Termostatos ..............................................................................................................................93</p><p>2.3.14 Pressostatos ..............................................................................................................................95</p><p>2.3.15 Controladores eletrônicos de pressão e temperatura ..............................................98</p><p>3 Construção e montagem de quadros elétricos ............................................................................................... 101</p><p>3.1 Aplicação de simbologias e diagramas elétricos .......................................................................... 102</p><p>3.1.1 Construção de diagramas elétricos ................................................................................. 103</p><p>3.1.2 Representação de componentes ..................................................................................... 105</p><p>3.1.3 Acionamento e comando de chaves de partida ......................................................... 110</p><p>3.1.4 Acionamento e comando de chave de partida estrela-triângulo (Y–Δ) ............. 114</p><p>3.1.5 Acionamento e comando de chave de partida compensadora ........................... 115</p><p>3.2 Quadro elétrico ......................................................................................................................................... 115</p><p>3.2.1 Corte e fixação de componentes - Quadro e tampa ................................................. 120</p><p>3.2.2 Dicas para montagem de um quadro de distribuição.............................................. 120</p><p>3.3 Identificação, diagnóstico e resolução de falhas em circuitos elétricos ............................... 121</p><p>3.3.1 Medição de grandezas em quadros elétricos .............................................................. 123</p><p>3.3.2 Manutenção dos instrumentos de medição ................................................................ 125</p><p>4 A Importância da organização do local de trabalho ...................................................................................... 129</p><p>4.1 Trabalho organizado ............................................................................................................................... 130</p><p>4.2 Organização do trabalho ....................................................................................................................... 131</p><p>4.2.1 Gestão organizacional, sistemas administrativos e controle de atividades ..... 131</p><p>4.3 Conflitos nas organizações ................................................................................................................... 133</p><p>4.3.1 Tipos de conflitos ................................................................................................................... 134</p><p>4.3.2 Características dos tipos de conflitos ............................................................................. 135</p><p>4.3.3 Fatores internos e externos, causa e consequências ................................................ 135</p><p>4.4 Equipamento de Proteção Individual (EPI) ..................................................................................... 137</p><p>Referências ........................................................................................................................................................................ 139</p><p>Minicurrículo do autor .................................................................................................................................................. 141</p><p>Índice .................................................................................................................................................................................. 143</p><p>Introdução</p><p>1</p><p>Prezado aluno!</p><p>Seja bem-vindo à Unidade Curricular de Comandos Elétricos. Nesta unidade você irá adquirir</p><p>capacidades técnicas e conhecimentos importantes sobre os comandos elétricos, percebendo as</p><p>suas aplicações, a tecnologia envolvida na fabricação e o funcionamento dos dispositivos, desta-</p><p>cando aqueles elementos que são destinados ao segmento de climatização e refrigeração.</p><p>Você conhecerá um pouco sobre a construção dos motores elétricos, atentando para os</p><p>seus componentes e as suas funções, e explorará o assunto sobre condutores elétricos, conhe-</p><p>cendo tipos, dimensionamento, bitolas e materiais utilizados para suas constituições.</p><p>No primeiro capítulo, você conhecerá os elementos que fazem parte dos circuitos elétricos</p><p>observando suas funções, materiais utilizados na fabricação, principais aplicações e seus di-</p><p>mensionamentos.</p><p>O capítulo seguinte aborda conhecimentos sobre a construção e montagem de quadros</p><p>elétricos, explorando a aplicação dos dispositivos e elementos envolvidos na construção e ain-</p><p>da, os seus dimensionamentos. Além disso, neste capítulo você obterá informações importan-</p><p>tes a respeito da representação simbólica de circuitos e projetos elétricos, além da elaboração</p><p>de diagramas.</p><p>No outro capítulo você encontrará informações sobre a importância da organização no lo-</p><p>cal de trabalho, as estruturas que envolvem os sistemas organizacionais e os conflitos que po-</p><p>dem surgir nas organizações.</p><p>Preparado para iniciar os estudos? Então, vamos lá!</p><p>2</p><p>Comandos Elétricos</p><p>Você já ouviu falar em comandos elétricos? Sabe o que é ou conhece a importância da sua</p><p>aplicação? Esse é um assunto fundamental para a área em que você vai trabalhar, por isso, pro-</p><p>cure estudar as informações aqui apresentadas com muita atenção e, ao final deste capítulo,</p><p>você estará apto a:</p><p>a) identificar e caracterizar componentes elétricos de acionamento, controle e proteção em</p><p>sistemas de climatização em função de suas características construtivas e operacionais;</p><p>b) consultar normas, manuais técnicos e catálogos de fabricantes;</p><p>c) realizar procedimentos de operação e manutenção de componentes elétricos em siste-</p><p>mas de refrigeração e climatização.</p><p>Aproveite bem essa oportunidade e bons estudos!</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS16</p><p>2.1 DEFINIÇÃO DE COMANDOS ELÉTRICOS</p><p>Comandos elétricos são dispositivos que têm por finalidade estabelecer a condução ou a interrupção</p><p>de corrente elétrica de motores também elétricos, tanto em condições normais como de sobrecarga de</p><p>energia, permitindo dessa maneira um funcionamento adequado e seguro do sistema.</p><p>Pu</p><p>re</p><p>st</p><p>oc</p><p>k,</p><p>([</p><p>20</p><p>--</p><p>?]</p><p>)</p><p>Figura 1 - Comandos elétricos</p><p>Fonte: Thinkstock (2016)</p><p>São exemplos de dispositivos: contatores, relés, disjuntores, fusíveis, temporizadores, controladores,</p><p>termostatos, botões, chaves, entre outros.</p><p>Esses dispositivos são empregados também nos sistemas de climatização e refrigeração e você vai co-</p><p>nhecê-los a seguir.</p><p>2.2 APLICAÇÕES EM CLIMATIZAÇÃO</p><p>Como você sabe, os comandos elétricos, por meio de seus dispositivos, permitem o funcionamento ade-</p><p>quado dos sistemas elétricos. Nesse universo do qual a climatização e refrigeração também fazem parte,</p><p>esses comandos atuam na proteção e acionamento de sistemas elétricos de máquinas ou equipamentos,</p><p>sendo eles residenciais, prediais e industriais, do modelo mais simples aos mais complexos, como em cir-</p><p>cuitos elétricos de redes de ar condicionado, climatizadores residenciais, comerciais e industriais, balcões</p><p>frigoríficos, entre outros sistemas.</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 17</p><p>Pa</p><p>kp</p><p>ho</p><p>to</p><p>([</p><p>20</p><p>--</p><p>?]</p><p>)</p><p>Figura 2 - Sistemas de climatização</p><p>Fonte: Thinkstock (2016)</p><p>2.3 TECNOLOGIA DE COMPONENTES</p><p>Os conhecimentos técnicos e científicos que envolvem os componentes dos sistemas elétricos permi-</p><p>tem a sua aplicação em diversos sistemas. Na sequência você conhecerá um pouco sobre os motores elé-</p><p>tricos, condutores, fusíveis, disjuntores, chaves e botões, contatores, relés, temporizadores, sinalizadores e</p><p>alarmes, pressostatos e controladores de pressão e temperatura.</p><p>2.3.1 MOTORES ELÉTRICOS</p><p>O processo de rotação dos motores elétricos é a base para o funcionamento de muitos equipamentos,</p><p>inclusive os eletrodomésticos utilizados em residências, e de alguns dispositivos empregados nos automó-</p><p>veis, como o motor elétrico</p><p>que aciona os vidros das portas ou os motores que fazem parte dos sistemas</p><p>de climatização e refrigeração. Cada equipamento comporta um motor adequado à sua função, de acordo</p><p>com o torque e a potência exigida.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS18</p><p>Ta</p><p>ita</p><p>i6</p><p>76</p><p>9</p><p>([2</p><p>0-</p><p>-?</p><p>])</p><p>Figura 3 - Motores elétricos</p><p>Fonte: Thinkstock (2016)</p><p>Os motores elétricos em geral são compostos de duas partes, o rotor1, que é a parte móvel e estator2,</p><p>que é a parte fixa.</p><p>Você sabe como funciona um motor elétrico? Seu funcionamento envolve ímãs, campos magnéticos,</p><p>correntes elétricas, entre outros conceitos da física, conforme afirma o prof. Luiz Ferraz Netto, do site Feira</p><p>de Ciências:</p><p>O rotor do motor precisa de um torque para iniciar o seu giro. Este torque (momento)</p><p>normalmente é produzido por forças magnéticas desenvolvidas entre os polos magné-</p><p>ticos do rotor e aqueles do estator.</p><p>Forças de atração ou de repulsão, desenvolvidas entre estator e rotor, puxam ou empur-</p><p>ram os polos móveis do rotor, produzindo torques, que fazem o rotor girar mais e mais</p><p>rapidamente, até que os atritos ou cargas ligadas ao eixo reduzam o torque resultante</p><p>ao valor zero.</p><p>Após esse ponto, o rotor passa a girar com velocidade angular constante. Tanto o rotor</p><p>como o estator do motor devem ser magnéticos, pois são essas forças entre polos que</p><p>produzem o torque necessário para fazer o rotor girar. Todavia, mesmo que ímãs per-</p><p>manentes sejam frequentemente usados, principalmente em pequenos motores, pelo</p><p>menos alguns dos ímãs de um motor devem ser eletroímãs. (NETTO, 2011).</p><p>1 Componente que gira (roda) em uma máquina elétrica. É um enrolamento constituído por barras de alumínio ou cobre, curto-</p><p>-circuitadas nas extremidades. A corrente gerada no circuito do rotor é induzida pela ação do campo girante do estator.</p><p>2 Conhecido também como carcaça, é o conjunto de bobinas, enroladas sobre peças polares, que permanecem estáticas.</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 19</p><p>Esse processo de movimentação do motor elétrico por meio de um rotor, um estator e outros elemen-</p><p>tos, caracterizam a função de conversão de energia elétrica em energia mecânica. Sendo assim, quando</p><p>um motor é conectado à rede elétrica, ele irá receber certa quantidade de energia elétrica e em consequ-</p><p>ência realizará um trabalho mecânico, que movimentará o equipamento.</p><p>Quanto ao tipo de corrente, existem dois tipos de motores: o de corrente alternada (CA ou AC – do in-</p><p>glês Alternating Current) e corrente contínua (CC ou DC – do inglês Direct Current). Mas qual é a diferença</p><p>entre essas duas correntes?</p><p>Uma corrente elétrica é um fluxo de elétrons passando por um fio. Partindo deste pressuposto, se os elé-</p><p>trons se movimentam em um único sentido, essa corrente é chamada de contínua. Agora, se os elétrons mu-</p><p>dam de direção constantemente, essa é uma corrente alternada (Centro Universitário Anhanguera, 2014).</p><p>Na prática, a diferença entre os dois tipos de correntes está na capacidade de transmitir energia para locais</p><p>distantes. Isto porque a energia usada nas residências é produzida por usinas. Essa energia precisa percorrer</p><p>centenas de quilômetros até chegar à tomada. “Quando essa energia é transmitida por uma corrente alter-</p><p>nada, ela não perde muita força no meio caminho. Já na contínua o desperdício é muito grande” (Centro</p><p>Universitário Anhanguera, 2014). Isto porque a corrente alternada atinge, facilmente, uma voltagem mais alta</p><p>que a contínua. E quanto maior é essa voltagem, mais longe a energia pode chega sem perder força.</p><p>Os motores de corrente contínua necessitam do fornecimento de corrente também contínua para o seu</p><p>funcionamento, ou ainda, de um aparelho que faça a conversão de corrente alternada comum em contínua.</p><p>Motores desse tipo proporcionam facilmente ajustes variados e precisos durante o seu funcionamento,</p><p>como a regulagem da sua velocidade de trabalho. Porém, devido às suas características, esses motores</p><p>possuem um custo mais elevado na sua manutenção e instalação.</p><p>Como a maior quantidade de energia originada industrialmente é fornecida em corrente alternada, os</p><p>motores de corrente alternada são mais frequentemente utilizados, e dessa maneira, proporcionam um</p><p>menor custo de instalação e manutenção.</p><p>A energia utilizada nas indústrias e residências é fornecida pelas concessionárias de energia, por meio</p><p>de linhas de alta potência, para isso, é necessário que seja colocada na potência correta para uso dos con-</p><p>sumidores por meio de transformadores. Os motores elétricos podem ter sua alimentação monofásica e/</p><p>ou bifásica, e trifásica. Entenda:</p><p>a) Alimentação monofásica e/ou bifásica: os transformadores monofásicos são alimentados somente</p><p>por uma fase, ou seja, somente um condutor na parte de cima, sendo a energia fornecida ao consu-</p><p>midor por meio de três condutores (cabos ou fios) que saem da parte inferior do equipamento, que</p><p>são: neutro, fase A e fase B.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS20</p><p>Ed</p><p>w</p><p>in</p><p>V</p><p>er</p><p>in</p><p>([</p><p>20</p><p>--</p><p>?]</p><p>)</p><p>Figura 4 - Transformador monofásico</p><p>Fonte: Thinkstock (2016)</p><p>Esse tipo de energia é conduzido por meio de cabos ou fios elétricos até as caixas de distribuição das</p><p>edificações e depois para as tomadas e interruptores, a fim de serem utilizados em ambientes comerciais,</p><p>industriais e domésticos, alimentando equipamentos e aparelhos que são utilizados diariamente nas mais</p><p>diversas situações, como chuveiros, sistemas de refrigeração e climatização, eletrodomésticos, computa-</p><p>dores, iluminação, entre outros.</p><p>b) Alimentação trifásica: no transformador trifásico, a alimentação oriunda dos sistemas de alta ten-</p><p>são ocorre por três condutores (cabos ou fios) na parte de cima do transformador. Já o fornecimento</p><p>para os consumidores industriais, comerciais e em alguns casos os residenciais, é realizado por quatro</p><p>condutores (cabos ou fios) ligados às caixas de alimentação, sendo um neutro e três fases.</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 21</p><p>na</p><p>ifu</p><p>ns</p><p>tu</p><p>di</p><p>o</p><p>([2</p><p>0-</p><p>-?</p><p>])</p><p>Figura 5 - Transformador trifásico</p><p>Fonte: Thinkstock (2016)</p><p>De acordo com PhdOnline (2015), os sistemas trifásicos ocupam a maioria das distribuições de energia</p><p>elétrica no mundo por apresentar algumas vantagens em relação ao sistema monofásico, como:</p><p>a) utiliza uma menor porção em diâmetro de cobre ou alumínio para oferecer a mesma eficácia que um</p><p>sistema monofásico;</p><p>b) é a maneira mais eficaz de distribuir a energia para distâncias acentuadas e proporciona a operação</p><p>eficiente de equipamentos de grande porte pelas indústrias;</p><p>c) há um equilíbrio constante da potência total;</p><p>d) os motores com sistema trifásico são menores e mais leves que os motores monofásicos compatíveis;</p><p>e) os motores trifásicos possuem torque maior e constante e ainda produzem pouca vibração, quando</p><p>comparados com motores monofásicos.</p><p>CURIOSIDADES</p><p>Em 1820, o cientista dinamarquês Hans Christian Oersted (1777-1851) des-</p><p>cobriu um princípio físico fundamental para o funcionamento dos motores</p><p>elétricos. O cientista utilizou a corrente elétrica gerada por uma pilha e por</p><p>um fio condutor e depois aproximou desse fio uma bússola. A agulha (que</p><p>é um ímã) mexeu-se e alinhou-se perpendicularmente ao fio. Ele percebeu</p><p>que em volta do fio havia um campo magnético, que agiu sobre o outro</p><p>campo, o da agulha, e com isso, estabeleceu-se pela primeira vez a relação</p><p>entre eletricidade e magnetismo. (SUPERINTERESSANTE, 1988)</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS22</p><p>CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS E DE FUNCIONAMENTO DOS MOTORES ELÉTRICOS</p><p>Há uma grande variedade de modelos de motores elétricos que são produzidos de acordo com a ne-</p><p>cessidade exigida pelos equipamentos nos quais serão instalados. Os motores elétricos, na sua maioria,</p><p>possuem em comum diversos elementos empregados em sua construção, porém, cada modelo possui</p><p>elementos peculiares que fazem parte de suas características construtivas, que você conhecerá melhor ao</p><p>longo dos estudos de cada tipo de motores.</p><p>Observe, na figura a seguir, os principais componentes presentes na maioria dos motores elétricos.</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura</p><p>6 - Componentes de motores elétricos</p><p>Fonte: adaptado de apostila WEG</p><p>Conheça, a seguir, as características dos tipos de motores mais utilizados, tanto no uso comercial como</p><p>industrial.</p><p>Principais classificações dos motores elétricos</p><p>O motor elétrico é um equipamento capaz de converter energia elétrica em energia mecânica. Essa</p><p>energia mecânica pode ser utilizada na ativação de diversos tipos de máquinas e equipamentos, aplicados</p><p>tanto no setor residencial, comercial e nas indústrias como no transporte de cargas (elevadores, esteiras,</p><p>guindastes, trens), no processamento de materiais (tornos, prensas, lixadeiras, fresas) e no transporte de</p><p>fluidos (compressores, bombas hidráulicas).</p><p>Os motores elétricos são classificados como motores acionados por corrente contínua e motores acio-</p><p>nados por corrente alternada. A seguir, aprenda mais sobre esta classificação.</p><p>a) Motores acionados por corrente contínua</p><p>Os motores de corrente contínua necessitam de uma corrente elétrica também contínua para o seu</p><p>funcionamento. Esse tipo de equipamento possui alto custo de instalação, porém permite o seu funcio-</p><p>namento com velocidade amplamente regulável. É recomendado para equipamentos que necessitam de</p><p>toda a carga durante a partida, como guindastes, elevadores e locomotivas.</p><p>Os principais componentes de um motor de corrente contínua (CC) são:</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 23</p><p>a) rotor (induzido ou armadura);</p><p>b) bobinas (um indutor ou campo);</p><p>c) carcaça.</p><p>Veja a representação do motor de CC, na figura a seguir.</p><p>D</p><p>en</p><p>ilz</p><p>a</p><p>Pe</p><p>re</p><p>ira</p><p>d</p><p>os</p><p>S</p><p>an</p><p>to</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 7 - Representação do motor CC</p><p>Fonte: adaptado de Thinkstock (2016)</p><p>O induzido, ou armadura, é a maior parte da máquina, o qual possui um eixo e um núcleo da armadura</p><p>(confeccionado em aço com ranhuras) onde são localizadas as bobinas conhecidas como enrolamento da</p><p>armadura. Além disso, possui um comutador fixado a um eixo composto por um conjunto de lâminas de</p><p>cobre isoladas entre si, que lhe permitem resistir a altas correntes elétricas.</p><p>Observe, na figura a seguir, um exemplo de comutador e bobina.</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 8 - Comutador e bobina</p><p>Fonte: adaptado de Thinksotck (2016)</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS24</p><p>A bobina de campo, ou estator, é responsável por produzir um campo magnético por meio de seus com-</p><p>ponentes (material ferromagnético envolto em um rolamento de baixa potência) acoplados em volta da ar-</p><p>madura, proporcionando uma interação. O estator permanece estático durante o funcionamento da máquina.</p><p>O</p><p>le</p><p>ks</p><p>an</p><p>dr</p><p>K</p><p>os</p><p>tiu</p><p>ch</p><p>en</p><p>ko</p><p>([</p><p>20</p><p>--</p><p>?]</p><p>)</p><p>Figura 9 - Estator ou bobina de campo</p><p>Fonte: Thinkstock (2016)</p><p>Nos motores de grande porte, pode haver interpolos3 para diminuir o efeito de distorção do fluxo do</p><p>campo magnético, ou ainda, podem conter enrolamentos de compensação.</p><p>A carcaça é o ponto de fixação do enrolamento de campo e é formada por chapas. As bobinas são ali</p><p>posicionadas para formar os polos.</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>([</p><p>20</p><p>--</p><p>?]</p><p>)</p><p>Figura 10 - Carcaça do motor</p><p>Fonte: adaptado de Thinkstock (2016)</p><p>3 Também conhecido como polos de comutação – são dispositivos com a função de diminuir o centelhamento das escovas</p><p>durante o processo de comutação.</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 25</p><p>As escovas possuem a função de conduzir a energia do comutador para o rotor (armadura). São fixadas</p><p>a carcaça por meio de molas existentes em seus porta-escovas, para executar a pressão das escovas contra</p><p>o comutador.</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>([</p><p>20</p><p>--</p><p>?]</p><p>)</p><p>Figura 11 - Escovas (esquerda) e localizador de escova (direita)</p><p>Fonte: adaptado de Thinkstock (2016)</p><p>Funcionamento do motor de corrente contínua</p><p>O funcionamento do motor de corrente contínua é baseado no princípio da reação de um condutor</p><p>de energia, inserido em um campo magnético fixo que é percorrido por uma corrente elétrica. O motor</p><p>de corrente contínua contém um campo magnético fixo gerado por bobinas de campo. O envolvimento</p><p>do campo magnético fixo com o campo magnético gerado pela corrente elétrica que circula no condutor</p><p>favorece o surgimento de uma força que empurra o condutor para fora do campo magnético fixo, e dessa</p><p>maneira, produz o movimento. Além disso, possui condutores instalados nesse campo (rotor), que são</p><p>percorridos por correntes elétricas.</p><p>Observe, na figura a seguir, o surgimento do movimento giratório em motores de corrente contínua.</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 12 - Movimento do rotor em motores CC</p><p>Fonte: adaptado de Eletrobras (2009, p. 21)</p><p>Na figura anterior você pôde perceber que a corrente circula pela espira do rotor e possui movimento</p><p>para os dois lados, ou seja, entrada e saída de corrente, causando a formação de duas forças contrárias</p><p>de igual valor, o que resulta em movimento de rotação devido à espira estar presa ao rotor (armadura) e</p><p>suspensa por um mancal (elemento de apoio fixo). Essas forças são inconstantes durante o giro e à medida</p><p>que o condutor se afasta do centro do polo magnético a intensidade das forças diminuem.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS26</p><p>Para que os motores de corrente contínua tenham força constante é necessário que as espiras coloca-</p><p>das nas ranhuras da armadura, estejam defasadas entre si e interligadas ao circuito externo por intermédio</p><p>do coletor das escovas.</p><p>Acompanhe na figura a seguir.</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 13 - Coletor da escova</p><p>Fonte: adaptado de Thinkstock (2016)</p><p>No instante em que o rotor (armadura) do motor CC inicia o giro, os condutores de cobre cessam as</p><p>linhas magnéticas do campo. Esse fenômeno causa uma força eletromotriz induzida que provoca a circu-</p><p>lação de corrente elétrica no circuito da armadura, no sentido contrário à corrente que alimenta o motor.</p><p>Quando a força eletromotriz (fem) induzida for de sentido contrário à tensão aplicada, é dado o nome</p><p>de força contra eletromotriz (fcem).</p><p>FIQUE</p><p>ALERTA</p><p>Para que não haja acidentes na área de trabalho durante os procedimentos de ma-</p><p>nutenção e reparação nos sistemas, recomenda-se a utilização dos EPIs compatíveis</p><p>com o processo.</p><p>Tipos de motores de corrente contínua</p><p>Os motores de corrente contínua são determinados de acordo com o tipo de ligação de seus campos</p><p>magnéticos, que podem ser: motor de ímã permanente, de campo série, paralelo, de excitação indepen-</p><p>dente e composto. Entenda cada um desses tipos.</p><p>a) Motor de imã permanente: os motores de ímã permanente possuem um ímã fixo no estator e um</p><p>rotor bobinado alimentado em CC por meio de um conjunto escova-comutador.</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 27</p><p>Yu</p><p>riy</p><p>C</p><p>ha</p><p>ba</p><p>n</p><p>([2</p><p>0-</p><p>-?</p><p>])</p><p>Figura 14 - Motor de ímã permanente</p><p>Fonte: Thinkstock (2016)</p><p>Os motores de ímã permanente possuem características de pequena potência, contudo, possuem uma</p><p>gama de aplicações na indústria de brinquedos, automotiva, entre outras.</p><p>Esses motores possuem como vantagem a variação de velocidade por meio da alteração da tensão em</p><p>seus terminais, e a desvantagem é a baixa vida útil, devido ao atrito e faiscamento no conjunto escova-</p><p>-comutador, além de produzir ruídos eletromagnéticos nos circuitos eletrônicos.</p><p>b) Motor de campo série: os motores de campo série possuem bobinas constituídas por espiras liga-</p><p>das em série com o rotor (induzido). Essas espiras possuem condutores mais espessos, com a finalida-</p><p>de de suportar a corrente em circulação.</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 15 - Rotor com duas bobinas de campo em série</p><p>Fonte: adaptado de Eletrobras (2009, p. 24)</p><p>Por influência da ação magnética nesse motor, o conjugado4 é diretamente proporcional ao fluxo indu-</p><p>tor e a corrente circulante pelo induzido.</p><p>4 Também conhecido como torque, é o esforço que o motor desenvolve para movimentar a carga mecânica.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS28</p><p>Esses motores possuem partida potente e podem ter regulagem de velocidade.</p><p>É recomendado para os sistemas que necessitam de uma partida com plena carga, como em guindas-</p><p>tes, elevadores, etc.</p><p>c) Motor de campo paralelo: o motor de corrente contínua</p><p>em paralelo possui as bobinas ligadas em</p><p>paralelo com o induzido, e são constituídas por uma variedade de espiras de condutor de menor di-</p><p>âmetro do que o motor de campo série. A bitola do condutor pode ser alterada conforme a potência</p><p>do motor e precisa ser compatível com a corrente do campo paralelo, para que tenha como resultado</p><p>uma velocidade constante.</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 16 - Rotor com bobina de campo em paralelo</p><p>Fonte: adaptado de Eletrobras (2009, p. 25)</p><p>Em virtude da ação eletromagnética, o conjugado se torna proporcional ao fluxo e à corrente elétrica.</p><p>No instante da partida do motor, a corrente elétrica no induzido fica limitada, devido à tensão da fonte que</p><p>o controla, diminuindo o conjugado. É recomendável que nesse modelo de motor o início da partida não</p><p>ocorra em plena carga. Os motores de campo paralelo são aplicados geralmente em equipamentos como</p><p>os tornos, retíficas, entre outros que podem imprimir uma velocidade quase constante.</p><p>d) Motor de excitação independente: o motor de corrente contínua independente possui as bobinas</p><p>de campo ligadas independentemente do induzido. São constituídas por diversas espiras de condu-</p><p>tor de espessura fina que varia conforme a potência do motor e o campo magnético obtido. Com essa</p><p>configuração adquire-se um controle total de velocidade e torque constante, independentemente do</p><p>valor de carga. Isso pode ser adquirido por meio do controle da tensão e da corrente do campo como</p><p>também da corrente da armadura.</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 17 - Rotor e sua bobina de campo</p><p>Fonte: adaptado de Eletrobras (2009, p. 26)</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 29</p><p>Essa configuração de motor é muito utilizada em sistemas industriais que necessitam de velocidade</p><p>constante, como laminadores, alimentadores, extrusoras, etc.</p><p>e) Motor composto: nesse modelo de motor de CC composto ou misto as bobinas de campo são com-</p><p>postas por dois enrolamentos acoplados à mesma sapata polar (polos onde são fixadas as bobinas).</p><p>Um desses enrolamentos possui um condutor de diâmetro mais grosso ligado em série com o induzi-</p><p>do e o outro condutor mais fino e ligado em paralelo ao mesmo induzido.</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 18 - Rotor com as bobinas de campo série e em paralelo</p><p>Fonte: adaptado de Eletrobras (2009, p. 27)</p><p>Nessa configuração de motor, há características peculiares em relação ao motor em série e ao motor em</p><p>paralelo, ou seja, possui uma partida forte e uma velocidade estável em qualquer variação de carga e ainda</p><p>tem a possibilidade de dar a partida com carga. Os motores compostos podem ser aplicados, por exemplo,</p><p>em diversos tipos de prensas.</p><p>f) Motores acionados por corrente alternada:</p><p>Esses motores são mais utilizados em equipamentos industriais que exigem longos e constantes regi-</p><p>mes de trabalhos, tendo em vista maior economia no consumo de energia. São largamente empregados</p><p>em sistemas de refrigeração e climatização nas mais diversas áreas.</p><p>Os motores acionados por corrente alternada (CA) são mais simples, quando comparados com os mo-</p><p>tores de corrente continua (CC). Permitem ainda um funcionamento por longos períodos sem manutenção</p><p>por não possuírem contatos móveis em sua estrutura.</p><p>A faixa de velocidade dos motores de corrente alternada é imposta pela frequência da fonte de alimen-</p><p>tação, resultando em ótimas condições para o seu funcionamento em velocidades constantes.</p><p>Os motores de corrente alternada podem ser classificados quanto à velocidade de rotação do motor</p><p>em sincronismo com a frequência da tensão elétrica gerada para o funcionamento desse motor, que nesse</p><p>caso pode ser do tipo: motores de CA síncronos; ou motores de CA assíncronos ou de indução.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS30</p><p>Caso a classificação seja pela frequência da tensão elétrica gerada pela rede de distribuição, então os</p><p>motores serão do tipo: motor de CA monofásico; ou motor de CA trifásico.</p><p>Confira essas classificações dos motores de CA na figura seguinte.</p><p>D</p><p>en</p><p>ilz</p><p>a</p><p>Pe</p><p>re</p><p>ira</p><p>d</p><p>os</p><p>S</p><p>an</p><p>to</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 19 - Classificação de motores de Corrente Alternada (CA)</p><p>Fonte: adaptado de Eletrobras (2009, p. 45)</p><p>Entenda melhor essa classificação na sequência:</p><p>a) Motor de corrente alternada síncronos: o motor de CA síncrono é um equipamento elétrico com</p><p>rotação que pode ser utilizado como gerador, convertendo a energia mecânica gerada em energia</p><p>elétrica, ou como motor para realização de trabalho mecânico, ou seja, quando a energia elétrica é</p><p>convertida em energia mecânica. A velocidade de rotação do motor é sincronizada com a frequência</p><p>da sua alimentação. Esse tipo de motor pode ser aplicado para geração de energia de potência reativa,</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 31</p><p>com a finalidade de correção do fator de potência imposto por outros motores de indução. Os gerado-</p><p>res síncronos são utilizados em usinas geradoras de eletricidade, seja ela, hidrelétrica ou termoelétrica.</p><p>H</p><p>ra</p><p>m</p><p>ov</p><p>ni</p><p>ck</p><p>([</p><p>20</p><p>--</p><p>?]</p><p>)</p><p>Figura 20 - Motor de uma hidroelétrica</p><p>Fonte: Thinksotck (2016)</p><p>Os motores síncronos são compostos por:</p><p>D</p><p>en</p><p>ilz</p><p>a</p><p>Pe</p><p>re</p><p>ira</p><p>d</p><p>os</p><p>S</p><p>an</p><p>to</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 21 - Classificação dos motores síncronos</p><p>Fonte: do Autor (2016)</p><p>Princípio de funcionamento: nos motores síncronos, assim como nos motores de corrente continua</p><p>(CC), o enrolamento de campo é estimulado por uma fonte de corrente contínua. O enrolamento dos polos</p><p>(bobina polar), fixado no rotor, é conduzido aos anéis coletores. Caso a bobina do estator seja ligada a uma</p><p>fonte CA, a máquina funcionará como um motor síncrono e o rotor irá girar com a velocidade síncrona,</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS32</p><p>em sincronismo com o campo girante gerado pelo enrolamento do estator e imposto pela quantidade de</p><p>polos e a frequência da fonte. Observe essa situação na figura a seguir.</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 22 - Máquina síncrona e a ligação de suas bobinas</p><p>Fonte: Adaptado de Eletrobras (2009, p. 47)</p><p>Como características de operação, os motores síncronos:</p><p>i) possuem dupla excitação;</p><p>ii) a alimentação elétrica é para o enrolamento de campo e para a armadura;</p><p>iii) o torque é em apenas uma velocidade;</p><p>iv) o rotor e campo de fluxo se movimentam sem sincronismo.</p><p>b) Motores assíncronos: são conhecidos, também, por motores de indução. Eles imprimem a rotação</p><p>em uma velocidade próxima à velocidade síncrona. No Brasil, esse sincronismo é realizado com a fre-</p><p>quência da rede de alimentação em corrente alternada de 60HZ.</p><p>Os motores assíncronos podem ser classificados em monofásicos ou trifásicos, confira, a seguir, infor-</p><p>mações sobre o motor monofásico assíncrono.</p><p>Para que um motor monofásico assíncrono entre em funcionamento, são necessários dispositivos</p><p>específicos, como capacitores, anéis em curto circuito, bobinas auxiliares e chaves centrífugas, que favo-</p><p>recem o giro do motor no sentido determinado. A utilização de capacitores ou demais dispositivos para</p><p>sua partida, depende exclusivamente do modelo e necessidade de operação. Este tipo de motor é muito</p><p>utilizado em regiões rurais, devido à dificuldade do fornecimento de rede trifásica.</p><p>São componentes do motor monofásico assíncrono:</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 33</p><p>Estator</p><p>Bi</p><p>gJ</p><p>ok</p><p>er</p><p>([</p><p>20</p><p>--</p><p>?]</p><p>)</p><p>Onde as bobinas de campo estão localizadas, e estas</p><p>têm a sua ligação, formato e disposição de acordo</p><p>com o tipo do motor.</p><p>Rotor</p><p>LM</p><p>33</p><p>11</p><p>([</p><p>20</p><p>--</p><p>?]</p><p>)</p><p>É a parte móvel do motor constituída pelo induzido</p><p>modelo gaiola de esquilo.</p><p>Quadro 1 - Componentes do motor monofásico assíncrono</p><p>Fonte: do Autor (2016)</p><p>E qual é o princípio do funcionamento do motor monofásico assíncrono? Você sabe como ele funcio-</p><p>na? Os motores monofásicos de indução possuem um único enrolamento no estator. Esse enrolamento</p><p>favorece um campo magnético que sofre alterações devido às alternâncias da corrente elétrica. Esse mo-</p><p>vimento gerado não é rotativo. Quando o motor está sem movimentação, o campo magnético do estator,</p><p>durante a expansão e contração, induz correntes elétricas no rotor.</p><p>O campo magnético imposto</p><p>no rotor possui a polaridade oposta à do estator, sendo assim, a oposição</p><p>dos campos executa um conjugado nas partes superior e inferior do rotor, fator que poderia provocar giros</p><p>de 180º em relação à sua posição original. Como o conjugado é igual em ambas as direções, o rotor conti-</p><p>nua parado, já que as forças oriundas do centro do rotor são de sentidos contrários.</p><p>Caso o rotor esteja em giro, o mesmo continuará girando na direção original, porque o conjugado será</p><p>auxiliado pela inércia do rotor e pela indução de seu campo magnético. Com o giro do rotor, a defasagem</p><p>entre os campos magnéticos do rotor e do estator não será superior a 180°. Normalmente, para haver o</p><p>giro inicial do motor, são utilizados dois tipos de partida: campo distorcido e fase auxiliar com capacitor.</p><p>O motor de campo distorcido caracteriza-se por possuir um rotor do tipo gaiola de esquilo e um es-</p><p>tator com semelhanças ao do motor universal. Entretanto, no motor de campo distorcido, há na sapata</p><p>polar uma ranhura em que fica alojado um anel de cobre ou espira em curto-circuito. Essas características</p><p>identificam esses motores como motor de anel e motor de espira em curto-circuito.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS34</p><p>Devido a sua simplicidade, baixo custo e robustez, os motores de campo distorcido são aplicados fre-</p><p>quentemente em ventiladores, exaustores, purificadores de ambiente, sistemas de refrigeração, secadoras</p><p>de roupas, compressores. Outra vantagem está no processo simples de partida, sem uso de capacitores e</p><p>chaves, além da confiabilidade e economia.</p><p>Os motores monofásicos de fase auxiliar são motores que possuem inúmeras aplicações. A sua es-</p><p>trutura mecânica é semelhante à dos motores trifásicos de indução. Desta maneira, o estator possui dois</p><p>enrolamentos:</p><p>a) um enrolamento com fios mais espessos e com inúmeras espiras (enrolamento principal);</p><p>b) um enrolamento com fios estreitos e com poucas espiras (enrolamento auxiliar de partida).</p><p>O enrolamento principal permanece ativo durante todo o tempo de funcionamento do motor, porém</p><p>o enrolamento auxiliar atua somente durante a partida.</p><p>O enrolamento auxiliar é desativado por um dispositivo automático, localizado entre a tampa do motor</p><p>e do rotor. Normalmente, um capacitor é ligado em série com o enrolamento auxiliar e, desta maneira,</p><p>otimiza o conjugado do motor.</p><p>De acordo com o arranjo auxiliar de partida empregado, os motores de indução monofásicos com rotor</p><p>de gaiola – fase auxiliar – podem ser classificados conforme o arranjo auxiliar de partida da seguinte maneira:</p><p>D</p><p>en</p><p>ilz</p><p>a</p><p>Pe</p><p>re</p><p>ira</p><p>d</p><p>os</p><p>S</p><p>an</p><p>to</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 23 - Classificação dos motores quanto ao arranjo auxiliar de partida</p><p>Fonte: adaptado de Eletrobras (2009)</p><p>Entenda melhor a seguir.</p><p>O motor de fase dividida (split phase) possui um enrolamento principal e um auxiliar para a partida,</p><p>com uma defasagem elétrica de 90º no espaço. O enrolamento auxiliar provoca a condução de fase que</p><p>gera o conjugado indispensável para a rotação inicial e a aceleração. À medida que o motor chega a rota-</p><p>ção pré-estabelecida, o enrolamento auxiliar é desconectado da rede por meio da utilização de uma chave,</p><p>geralmente operada por força centrífuga (chave ou disjuntor centrífugo), ou ainda por relés de corrente,</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 35</p><p>chave eletrônica, quando assim for necessário, ou por chave manual ou disjuntor centrifugo, dentre outros</p><p>dispositivos específicos.</p><p>Os motores de fase dividida são aplicados em ventiladores, exaustores, compressores herméticos, bom-</p><p>bas centrífugas, etc.</p><p>O motor com capacitor de partida (capacitor-start) possui semelhanças ao de fase dividida, porém, a</p><p>diferença está na inserção de um capacitor (eletrolítico) em série com o enrolamento auxiliar de partida.</p><p>Esse capacitor favorece a maior defasagem entre as correntes do enrolamento principal e o de partida,</p><p>elevando o conjugado de partida. Quando o motor atinge 80% de sua velocidade de trabalho, o circuito</p><p>auxiliar é desativado. Logo após, o seu funcionamento é semelhante ao do motor de fase dividida devido</p><p>ao elevado conjugado de partida, que pode chegar a 200% ou 350% do seu conjugado nominal.</p><p>O motor de capacitor de partida possui uma variedade de aplicações e a sua fabricação envolve potên-</p><p>cias que atingem de 1/4 CV a 5 CV. Os motores com capacitor de partida são aplicados em lavadoras de</p><p>roupa, ventiladores, exaustores, esmeril, bombas centrifugas, entre outros.</p><p>O motor com capacitor permanente (permanent split) é semelhante ao motor de capacitor de partida,</p><p>porém a diferença está no circuito auxiliar, que fica constantemente ligado ao capacitor eletroestático em-</p><p>pregado. O seu funcionamento é semelhante ao de um motor bifásico, ou seja, possui um campo girante</p><p>e não pulsante, que lhe proporciona um regime de trabalho silencioso, com alto rendimento e potência, e</p><p>baixa corrente de partida.</p><p>Os motores com capacitor permanente são aplicados em equipamentos que deixam de requerer ele-</p><p>vado conjugado de partida, como os ventiladores, sopradores, bombas centrífugas, furadeiras, maquinas</p><p>de costura. São motores de menor tamanho e isentos de manutenção, já que possuem contatos e partes</p><p>moveis, como os estudados acima.</p><p>Os motores com dois capacitores (two-value capacitor) possuem as vantagens dos dois modelos de</p><p>motores apresentados anteriormente: partida igual ao do motor de capacitor de partida e regime de fun-</p><p>cionamento como o de motor de capacitor permanente; porém, dado seu alto custo de produção, é fabri-</p><p>cado apenas em potências superiores a 2 CV.</p><p>As vantagens e desvantagens construtivas e operacionais dos motores monofásicos assíncronos são:</p><p>D</p><p>en</p><p>ilz</p><p>a</p><p>Pe</p><p>re</p><p>ira</p><p>d</p><p>os</p><p>S</p><p>an</p><p>to</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 24 - Vantagens e desvantagens dos motores monofásicos assíncronos</p><p>Fonte: adaptado de Eletrobras (2009)</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS36</p><p>Agora que você já conhece os motores monofásicos, chegou a hora de conhecer os motores trifásicos.</p><p>Os motores de alimentação trifásica são fabricados com características de construção simplificadas e</p><p>com uma variedade de condições de potência. Essa configuração de motores elétricos faz parte de uma</p><p>grande quantidade de aplicações nos sistemas industriais. O motor de indução trifásico é composto basi-</p><p>camente de duas partes: estator e rotor. Observe:</p><p>Tabela 1 - Composição do motor de indução trifásico</p><p>ESTATOR</p><p>Carcaça</p><p>É a estrutura suporte do conjunto; de construção</p><p>robusta em ferro fundido, aço ou alumínio injetado,</p><p>resistente à corrosão e com aletas.</p><p>Núcleo de chapas</p><p>As chapas são de aço magnético, tratadas termica-</p><p>mente para reduzir ao mínimo as perdas no ferro.</p><p>Enrolamento trifásico</p><p>Três conjuntos iguais de bobinas, uma para cada</p><p>fase, formando um sistema trifásico ligado à rede</p><p>trifásica de alimentação.</p><p>ROTOR</p><p>Eixo</p><p>Transmite a potência mecânica desenvolvida pelo</p><p>motor. É tratado termicamente para evitar proble-</p><p>mas como empenamento e fadiga.</p><p>Núcleo de chapas</p><p>As chapas possuem as mesmas características das</p><p>chapas do estator.</p><p>Barras e anéis de curto-circuito</p><p>São de alumínio injetado sob pressão numa única</p><p>peça.</p><p>Fonte: do Autor (2016)</p><p>Dependendo do fabricante, o motor de indução trifásico possui ainda outros componentes, como: tam-</p><p>pa; ventilador; tampa defletora; caixa de ligação elétrica, terminais e rolamentos.</p><p>Os motores elétricos de indução trifásicos de rotor bobinado são motores constituídos para o re-</p><p>gime de trabalho em rede de corrente alternada trifásica, quando se pretende controlar a velocidade do</p><p>motor. Esses modelos de motores proporcionam uma partida forte com uma pequena corrente de partida.</p><p>São motores adequados para potencias elevadas, superiores a 5 CV.</p><p>Os motores trifásicos de rotor bobinado são indicados para partidas com toda a carga, pois não gera in-</p><p>tensidade excessiva de corrente na rede elétrica. Esses motores são muito utilizados para executar tarefas</p><p>que exijam variações de velocidade. O enrolamento que há no rotor desses motores, ao realizar a variação</p><p>de intensidade da corrente que transita</p><p>no induzido, faz variar a velocidade do motor.</p><p>Para a regulagem da velocidade e a inversão de marcha, é realizado um deslocamento de um conjunto</p><p>de escovas que possibilita variar a tensão induzida nos enrolamentos do rotor. Também é possível fazer</p><p>essa regulagem por meio de circuitos eletrônicos, dependo do fabricante.</p><p>Confira, a seguir, quais são os componentes do motor de rotor bobinado trifásico.</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 37</p><p>a) Estator: possui os mesmos modelos de enrolamentos, ligações e distribuição que os motores trifási-</p><p>cos de indução ou síncrono.</p><p>b) Rotor: possui um enrolamento com várias bobinas isoladas, ligadas e formando dois ou três circui-</p><p>tos. Os circuitos são unidos por um ponto comum em um dos lados e no outro, por três anéis coleto-</p><p>res onde são alojadas as escovas coletoras, e por meio dos anéis se estabelece o contato elétrico entre</p><p>o enrolamento do rotor e o reostato de partida externo.</p><p>Observe, na figura a seguir, o esquema de ligação elétrica do motor de rotor bobinado.</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 25 - Esquema elétrico de um motor de indução trifásico de rotor bobinado</p><p>Fonte: Adaptado de Eletrobras (2009, p. 61)</p><p>Os motores de indução trifásicos de rotor bobinado são utilizados com eficácia em guindastes, elevadores,</p><p>calandras e demais equipamentos que necessitam de partida com grandes cargas.</p><p>O motor de indução trifásico de rotor gaiola de esquilo é uma máquina elétrica de corrente alterna-</p><p>da (CA) assíncrona com rotor em curto-circuito, em que a velocidade está sujeita a frequência da fonte de</p><p>alimentação e do número de polos do motor.</p><p>Veja na figura a seguir os componentes desse tipo de motor.</p><p>Is</p><p>ad</p><p>or</p><p>a</p><p>Lu</p><p>is</p><p>a</p><p>Be</p><p>rt</p><p>ot</p><p>to</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 26 - Componentes do motor elétrico trifásico</p><p>Fonte: adaptado de Thinkstock (2016)</p><p>Confira, a seguir, a composição desses motores.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS38</p><p>a) Estator (que inclui a carcaça e o núcleo): a carcaça é a parte externa do motor, fabricada em ferro</p><p>fundido ou chapa de aço. Tem a finalidade de sustentar toda a máquina. O núcleo é fabricado em</p><p>chapas de ferro-silício, no formato de pacote rígido. Na parte interna do núcleo há ranhuras em que</p><p>as bobinas são acopladas.</p><p>b) Induzido ou rotor: forma a parte móvel do motor e é composto por barras condutoras fechadas em</p><p>curto-circuito por meio de anéis. Essas barras possuem o formato de gaiola de esquilo.</p><p>Em se tratando de motores de pequeno porte, as barras condutoras e os anéis de curto-circuito podem</p><p>ser produzidos de uma liga de alumínio, fundida ou injetada diretamente no rotor laminado.</p><p>Princípio de funcionamento</p><p>Assim que a corrente alternada trifásica é imposta aos enrolamentos do estator do motor assíncrono de</p><p>CA, gera um campo magnético rotativo. O campo magnético gerado por uma bobina depende da corrente</p><p>que circula por ela nesse instante.</p><p>Se por acaso a corrente for nula, deixará de haver campo magnético, porém, se ela for máxima, o campo</p><p>magnético também será máximo. Os campos magnéticos individuais combinam entre si e resultam em um</p><p>campo único, cuja posição tem variedade com o tempo. Esse campo único giratório vai atuar sobre o rotor</p><p>e gerar um movimento.</p><p>Confira no quadro a seguir as vantagens e desvantagens do motor de indução trifásico de rotor de</p><p>gaiola de esquilo.</p><p>VANTAGENS DESVANTAGENS</p><p>a) Baixo custo para produção e aquisição.</p><p>b) Bom torque na partida.</p><p>c) Manutenção de baixo custo.</p><p>d) Velocidade constante.</p><p>a) Necessita de inversor eletrônico ou outros dispositivos</p><p>para controle de velocidade.</p><p>b) Possui alta corrente de partida.</p><p>c) Baixo fator de potência, quando mal dimensionado</p><p>para carga.</p><p>Quadro 2 - Vantagens e desvantagens do motor de indução trifásico de rotor de gaiola de esquilo.</p><p>Fonte: do Autor (2016)</p><p>Os motores de indução trifásicos de rotor de gaiola de esquilo podem ser aplicados em ambientes</p><p>diversos, com poeira, umidade e altas temperaturas. Devido a seu eficiente funcionamento, baixo custo</p><p>de aquisição e por gerar pouca manutenção, os motores de indução de rotor de gaiola de esquilo são</p><p>aplicados frequentemente como força motriz em máquinas industriais. Dadas suas características, esse</p><p>modelo de motor é classificado pelo Inmetro como um motor de alto rendimento. Acompanhe no quadro</p><p>a seguir um resumo sobre as principais características dos motores de corrente alternada (CA), de acordo</p><p>com informações da Eletrobras (2009).</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 39</p><p>MOTOR VARIAÇÃO DE</p><p>VELOCIDADE</p><p>CONTROLE DA</p><p>VELOCIDADE</p><p>CAPACIDADE DE</p><p>ARRANQUE APLICAÇÕES</p><p>Assíncrono com motor</p><p>em curto (monofásico ou</p><p>trifásico).</p><p>Varia de 3% a 5% entre</p><p>vazio e plena carga.</p><p>Nenhum, exceto nos tipos</p><p>de velocidade múltipla</p><p>projetados para duas ou</p><p>mais velocidades fixas.</p><p>Baixa e média</p><p>Recomenda-se para</p><p>serviços que não exijam</p><p>velocidades variáveis,</p><p>como partida com carga,</p><p>moinhos, ventiladores,</p><p>prensas, bombas centrífu-</p><p>gas, máquinas operatrizes.</p><p>Assíncrono com rotor</p><p>bobinado (trifásico).</p><p>Varia de 3% a 5% entre</p><p>vazia e plena carga com</p><p>o reostato em curto-</p><p>-circuito.</p><p>A velocidade pode ser</p><p>reduzida em 50% pelo</p><p>reostato. A velocidade</p><p>varia inversamente à</p><p>resistência.</p><p>Alta</p><p>Recomenda-se para os ser-</p><p>viços em que se faz neces-</p><p>sária a velocidade variável</p><p>e partida com carga.</p><p>Motor síncrono (trifásico).</p><p>Não há variação. A</p><p>velocidade é constante</p><p>(síncrona).</p><p>Nenhum, exceto em raros</p><p>motores de duas veloci-</p><p>dades fixas.</p><p>Muito baixa</p><p>Em serviços que exigem</p><p>velocidade constante ou</p><p>em que se deseja corrigir</p><p>o fator potência da rede</p><p>elétrica.</p><p>Quadro 3 - Comparação entre motores de indução</p><p>Fonte: adaptado de Eletrobras (2009)</p><p>SAIBA</p><p>MAIS</p><p>Você pode adquirir mais informações sobre motores elétricos acessando o site de</p><p>fabricantes de motores elétricos, e dessa maneira esclarecer eventuais dúvidas ou</p><p>complementar os estudos, como por exemplo consultar a tabela de aplicação de</p><p>equipamentos. Para fazer essa pesquisa, use uma ferramenta de busca e digite motor</p><p>assíncrono, motores monofásicos.</p><p>Identificando um motor elétrico</p><p>A identificação de um motor elétrico é executada por intermédio de uma placa de identificação, nor-</p><p>malmente fixada na carcaça do motor. Essa placa possui as informações características dos motores elétri-</p><p>cos, de acordo com a norma NBR 17094:2013.</p><p>COMANDOS ELÉTRICOS40</p><p>A figura a seguir representa uma placa de identificação de um motor.</p><p>A</p><p>nt</p><p>on</p><p>io</p><p>M</p><p>ee</p><p>s</p><p>(2</p><p>01</p><p>6)</p><p>Figura 27 - Plaqueta de identificação</p><p>Fonte: adaptado de catálogo WEG – motor trifásico (2015)</p><p>Entenda o significado das indicações numéricas no quadro a seguir.</p><p>CÓDIGO SIGNIFICADO CÓDIGO SIGNIFICADO</p><p>1 Código do motor 16 Fator de serviço</p><p>2 Número de fases 17 Altitude</p><p>3 Tensão nominal de operação 18 Massa</p><p>4 Regime de serviço 19 Especificação do rolamento dianteiro e quantidade de graxa</p><p>5 Rendimento 20 Especificação do rolamento traseiro e quantidade de graxa</p><p>6 Modelo da carcaça 21 Tipo de graxa utilizada nos rolamentos</p><p>7 Grau de proteção 22 Esquema de ligação</p><p>8 Classe de isolamento 23 Tempo de relubrificação do motor (em horas)</p><p>9 Temperatura da classe de isolamento 24 Certificações</p><p>10 Frequência 25 Relação da corrente de partida/corrente nominal</p><p>11 Potência 26 Categoria de conjugado</p><p>12 Rotação nominal por minuto 27 Corrente no fator de serviço</p><p>13 Corrente nominal de operação 28 Data de fabricação</p><p>14 Fator de potência 29 Número de série</p><p>15 Temperatura ambiente</p><p>Quadro 4 - Códigos da placa de identificação</p><p>Fonte: Adaptado de catálogo WEG – motor trifásico (2015)</p><p>2 COMANDOS ELÉTRICOS 41</p><p>No quadro seguinte, mais alguns códigos da placa de identificação.</p><p>CÓDIGOS SIGNIFICADOS</p><p>kW (HP-CV)</p><p>É o valor da potência do motor em duas unidades. No caso desta placa, o número entre</p><p>parênteses indica a potência em CV ou HP. O número fora dos parênteses indica a potência</p><p>em kW.</p><p>RPM Indica o número de rotações por minuto, desenvolvida pelo eixo do motor.</p><p>F.S.</p><p>Fator de serviço. Indica o acréscimo de potência que pode ser aplicada ao motor, sem que</p><p>ocorram danos</p>