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<p>LAVYNIA FERREIRA</p><p>CÍNGULO MEMBRO</p><p>INFERIOR</p><p>1. MORFOFUNCIONALIDADE DA PELVE (OSSO E</p><p>ARTICULAÇÃO):</p><p>CÍNGULO DO MEMBRO INFERIOR/CINTURA</p><p>PÉLVICA:</p><p>↳ É formada pelos 2 ossos do quadril/ ossos coxais;</p><p>↳ os ossos do quadril se unem anteriormente</p><p>na articulação chamada de sínfise púbica, e</p><p>posteriormente com o sacro nas articulações</p><p>sacroilíacas.</p><p>↳ O anel completo (ossos do quadril, sínfise púbica,</p><p>sacro e cóccix) forma uma estrutura profunda, em</p><p>forma de bacia, chamada de pelve óssea.</p><p>↠ Os ossos do quadril são largos, apresentam um</p><p>formato irregular e na infância consistem de três ossos</p><p>separados: o ílio (superior), o ísquio (posteroinferior) e</p><p>o púbis (anteroinferior); apenas por volta dos 23 anos</p><p>de idade que os 3 ossos se fundem.</p><p>↳ No ponto da fusão do ílio, ísquio e púbis encontra-se</p><p>uma profunda cavidade hemisférica chamada de</p><p>acetábulo ("taça de vinho") sobre a superfície lateral da</p><p>pelve. O acetábulo recebe a cabeça do fêmur, o osso</p><p>da coxa, formando a articulação do quadril.</p><p>➤ ÍLIO (FLANCO):</p><p>↳ Região alargada que forma a parte superior do osso</p><p>do quadril, composto por asa superior e corpo inferior;</p><p>↳ Crista ilíaca - margens - espinha ilíaca</p><p>anterossuperior; espinha ilíaca anteroinferior; espinha</p><p>ilíaca posterossuperior; espinha ilíaca posteroinferior.</p><p>ATENÇÃO: as espinhas servem de pontos de inserção</p><p>dos tendões dos músculos do tronco, quadril e coxas.</p><p>OBS.: abaixo da espinha ilíaca posteroinferior tem-se a</p><p>incisura isquiática maior, pela qual passa o nervo</p><p>isquiático (mais longo do corpo), juntamente com outros</p><p>nervos e músculos.</p><p>↳ Face medial do ílio contém a fossa ilíaca, uma</p><p>concavidade onde está fixado o tendão do músculo</p><p>ilíaco; posteriormente a essa fossa encontra-se a</p><p>tuberosidade ilíaca, ponto de fixação para o ligamento</p><p>sacroilíaco;</p><p>LAVYNIA FERREIRA</p><p>↳ Face auricular se articula com o sacro para formar a</p><p>articulação sacroilíaca; projetando-se anterior e</p><p>inferiormente, há uma crista, a linha arqueada.</p><p>↳ Outros acidentes notáveis: 3 linhas nas faces laterais,</p><p>linha glútea superior, linha glútea anterior e linha glútea</p><p>inferior, onde os músculos glúteos se fixam ao ílio.</p><p>➤ ÍSQUIO:</p><p>↳ Parte posteroinferior do osso do quadril, semelhante a</p><p>um L/ arco, compreende um corpo superior e um ramo</p><p>inferior (parte que se funde com o púbis);</p><p>↳ Acidentes anatômicos: proeminente espinha</p><p>isquiática (ponto de fixação para o ligamento</p><p>sacroespinal), abaixo da espinha a incisura isquiática</p><p>menor ( passagem de nervos e vasos sanguíneos para</p><p>suprir a área urogenital) e um túber isquiático rugoso</p><p>e espesso (sustenta nosso peso quando sentamos).</p><p>BISU: o ramo e o púbis circundam o forame obturado, o</p><p>maior forame do esqueleto. O forame é assim chamado</p><p>porque, mesmo que vasos sanguíneos e nervos</p><p>passem por ele, ele é quase que completamente</p><p>fechado pela fibrosa membrana obturadora.</p><p>➤ PÚBIS:</p><p>↳ Osso púbico, é a parte anteroinferior do osso do</p><p>quadril, composto por um ramo superior, um ramo</p><p>inferior e um corpo.</p><p>↳ Margem anterossuperior é a crista púbica e em sua</p><p>extremidade lateral há uma projeção chamada de</p><p>tubérculo púbico, começo da linha elevada, linha</p><p>pectínea, a qual se estende superior e lateralmente ao</p><p>longo do ramo superior para se fundir com a linha</p><p>arqueada do ílio.</p><p>↳ Sínfise púbica é a articulação entre os dois púbis dos</p><p>ossos do quadril e consiste em um disco de</p><p>fibrocartilagem, inferiormente a essa articulação os</p><p>remos inferior dos dois ossos púbicos convergem para</p><p>formar o arco púbico.</p><p>BISU.: o grau de abertura desse arco diferente da</p><p>masculina para feminina, ademais nos estágios finais</p><p>da gravidez, o hormônio relaxina (produzido pelos</p><p>ovários e pela placenta) aumenta a flexibilidade da</p><p>sínfise púbica a fim de facilitar o parto do bebê. O</p><p>enfraquecimento da articulação, junto com o centro de</p><p>gravidade já alterado decorrente do útero aumentado,</p><p>também altera a marcha da mãe durante a gravidez.</p><p>ATENÇÃO: acetábulo - fossa profunda formada pelo</p><p>ílio, ísquio e púbis. Atua como um soquete que acolhe a</p><p>cabeça redonda do fêmur. Juntos, o acetábulo e a</p><p>cabeça do fêmur formam a articulação do quadril. Na</p><p>parte inferior do acetábulo há um entalhe profundo, a</p><p>incisura do acetábulo, que forma um forame pelo qual</p><p>passam vasos sanguíneos e nervos e que serve de</p><p>ponto de inserção de ligamentos femorais.</p><p>PELVE MAIOR (FALSA) X PELVE MENOR</p><p>(VERDADEIRA):</p><p>↳ Pelve óssea consiste em pelve maior/falsa (superior)</p><p>e pelve menor/verdadeira (inferior), separadas pela</p><p>linha terminal, uma linha oval contínua que se estende</p><p>desde a crista pública até a linha arqueada e o</p><p>promontório do sacro.</p><p>↠ A pelve falsa, superiormente à linha terminal, é</p><p>limitada pelas asas do ílio lateralmente e pelas</p><p>vértebras lombares posteriormente, e anteriormente</p><p>pela parede abdominal. Ela faz parte do abdômen e</p><p>ajuda na sustentação das vísceras abdominais.</p><p>↠ A pelve verdadeira, inferior à linha terminal, é</p><p>praticamente cercada apenas por estruturas ósseas,</p><p>formando uma bacia profunda com os órgãos pélvicos.</p><p>Apresenta uma abertura superior, uma abertura inferior</p><p>e uma cavidade e é limitada pelo sacro e cóccix</p><p>posteriormente, pelas porções inferiores do ílio e ísquio</p><p>lateralmente e pelos ossos púbicos anteriormente.</p><p>- PELVE FEMININA X MASCULINA:</p><p>↳ A maioria das diferenças estruturais pélvicas são</p><p>adaptações às necessidades da gravidez e do parto.</p><p>↳ Pelve feminina mais larga e mais rasa do que</p><p>a masculina. Consequentemente, há mais espaço na</p><p>pelve menor da mulher, sobretudo nas aberturas</p><p>superior e inferior da pelve, para acomodar a passagem</p><p>da cabeça do bebê durante o parto.</p><p>- CARACTERÍSTICAS PELVE FEMININA:</p><p>● estrutura leve e delgada;</p><p>● pelve maior rasa;</p><p>LAVYNIA FERREIRA</p><p>● abertura da pelve superior (linha terminal)</p><p>ampla e mais oval;</p><p>● acetábulo pequeno e orientando anteriormente;</p><p>● forma obturado oval;</p><p>● arco púbico mais de 90°;</p><p>● crista ilíaca menos curvada;</p><p>● ílio menos vertical;</p><p>● incisura isquiática maior larga;</p><p>● cóccix mais móvel e mais curvado</p><p>anteriormente;</p><p>● sacro mais curto, mais largo e menos curvado</p><p>anteriormente.</p><p>- CARACTERÍSTICAS PELVE MASCULINA:</p><p>● estrutura pesada e espessa;</p><p>● pelve maior profunda;</p><p>● abertura da pelve superior (linha terminal)</p><p>estreita e em forma de coração;</p><p>● acetábulo grande e orientando lateralmente;</p><p>● forma obturado redondo;</p><p>● arco púbico menos de 90°;</p><p>● crista ilíaca mais curvada;</p><p>● ílio mais vertical;</p><p>● incisura isquiática maior estreita;</p><p>● cóccix menos móvel e mais curvado</p><p>anteriormente;</p><p>● sacro mais longo, mais estreito e mais curvado</p><p>anteriormente.</p><p>ARTICULAÇÃO DO QUADRIL:</p><p>↳ Articulação esferóidea formada pela cabeça do fêmur</p><p>e pelo acetábulo do osso do quadril;</p><p>OBS.: Profundidade do acetábulo é aumentada por</p><p>uma borda circular de fibrocartilagem chamada de lábio</p><p>do acetábulo. As superfícies articulares do lábio e da</p><p>cabeça do fêmur apresentam um bom encaixe, por isso</p><p>deslocamentos da articulação do quadril são raros.</p><p>● COMPONENTES ANATÔMICOS:</p><p>- Cápsula articular: densa e forte, se estende da</p><p>margem do acetábulo até o colo do fêmur e envolve</p><p>completamente a articulação; consiste em fibras</p><p>longitudinais e circulares (zona orbicular - formam um</p><p>colar ao redor do colo do fêmur).</p><p>OBS.: ligamentos acessórios (ligamento iliofemoral),</p><p>ligamento pubofemoral e ligamento isquiofemoral</p><p>reforçam as fibras longitudinais da cápsula articular.</p><p>- Ligamento iliofemoral (em forma de V): porção</p><p>espessada da cápsula articular que se estende da</p><p>espinha ilíaca anteroinferior do osso do quadril até a</p><p>linha intertrocantérica do fêmur. É considerado o</p><p>ligamento mais forte do corpo e evita a hiperextensão</p><p>do fêmur na articulação do quadril em posição</p><p>ortostática</p><p>- Ligamento pubofemoral (triangular): porção</p><p>espessada da cápsula articular que se estende da parte</p><p>púbica da margem do acetábulo até o colo do fêmur.</p><p>Esse ligamento evita a abdução excessiva do fêmur na</p><p>articulação do quadril e reforça a cápsula articular.</p><p>- Ligamento isquiofemoral (espiralado)l: Porção</p><p>espessada da cápsula articular que se estende da</p><p>parede isquiática do acetábulo até o colo do fêmur.</p><p>Esse ligamento encontra-se frouxo durante</p><p>a adução,</p><p>tenso durante a abdução e reforça a cápsula articular.</p><p>- Ligamento redondo (da cabeça do fêmur): faixa</p><p>plana e triangular (originalmente uma dobra sinovial)</p><p>que se estende da fossa do acetábulo até a fóvea da</p><p>cabeça do fêmur. Este ligamento permanece frouxo</p><p>durante a maioria dos movimentos do quadril; portanto,</p><p>LAVYNIA FERREIRA</p><p>não é tão importante para a estabilização da</p><p>articulação. De fato, sua função mecânica (se existe) é</p><p>incerta, mas ele contém uma artéria que ajuda a manter</p><p>o suprimento da cabeça do fêmur. Dano a essa artéria</p><p>pode causar uma artrite grave na articulação do quadril.</p><p>- Lábio do acetábulo: uma borda de fibrocartilagem</p><p>fixada à margem do acetábulo que aumenta a sua</p><p>profundidade. Por isso, a luxação do fêmur é rara.</p><p>- Ligamento transverso do acetábulo: forte ligamento</p><p>que cruza a incisura do acetábulo. Sustenta parte do</p><p>lábio do acetábulo e está conectado ao ligamento da</p><p>cabeça do fêmur e à cápsula articular.</p><p>+++++++++ MOVIMENTOS DO QUADRIL +++++++++</p><p>- FLEXÃO: limitada pela face anterior da coxa que entra</p><p>em contato com a parede abdominal anterior quando o</p><p>joelho é flexionado e pela tensão dos músculos</p><p>isquiotibiais quando o joelho está estendido.</p><p>- EXTENSÃO: restrita pela tensão dos ligamentos</p><p>iliofemoral, pubofemoral e isquiofemoral.</p><p>- ABDUÇÃO: contida pela tensão do ligamento</p><p>pubofemoral.</p><p>- ADUÇÃO: contida pelo contato com o membro oposto</p><p>e pela tensão do ligamento da cabeça do fêmur.</p><p>- ROTAÇÃO MEDIAL: limitada pela tensão no</p><p>ligamento isquiofemoral.</p><p>- ROTAÇÃO LATERAL: limitada pela tensão dos</p><p>ligamentos iliofemoral e pubofemoral.</p><p>2. DENSIDADE ÓSSEA E METABOLISMO:</p><p>- DENSIDADE MINERAL ÓSSEA:</p><p>↳ Resultado de um processo dinâmico de formação e</p><p>reabsorção do tecido ósseo chamado de remodelação.</p><p>ATENÇÃO: crescimento ósseo requer os hormônios</p><p>apropriados e quantidades adequadas de proteínas e</p><p>de cálcio.</p><p>OBS.: Durante a infância e a adolescência, tanto a</p><p>deposição quanto a formação da massa óssea</p><p>excedem a reabsorção, implicando aumento do</p><p>conteúdo mineral ósseo (CMO) e da densidade mineral</p><p>óssea (DMO) em fases que coincidem com o</p><p>crescimento ponderoestatural acelerado. É durante as</p><p>fases finais da puberdade (11 a 14 anos para meninas</p><p>e 13 a 17 para os meninos) e início da fase adulta que</p><p>se observa maior formação da massa óssea,</p><p>caracterizando o chamado “pico de formação óssea”.</p><p>- METABOLISMO ÓSSEO:</p><p>↳ Remodelação óssea é a substituição contínua do</p><p>tecido ósseo antigo por tecido ósseo novo. Esse</p><p>processo envolve reabsorção óssea, que consiste na</p><p>remoção de minerais e fibras de colágeno do osso</p><p>pelos osteoclastos, e deposição óssea, que é a adição</p><p>de minerais e fibras de colágeno ao osso pelos</p><p>osteoblastos.</p><p>ENVELHECIMENTO:</p><p>↳ Desde o nascimento até a adolescência, mais tecido</p><p>ósseo é produzido do que perdido durante a</p><p>remodelação óssea.</p><p>↳ Em adultos jovens, as taxas de deposição e</p><p>reabsorção óssea são mais ou menos as mesmas.</p><p>↳ Com o declínio do nível dos hormônios sexuais na</p><p>meia-idade, especialmente depois da menopausa,</p><p>ocorre diminuição da massa óssea porque a</p><p>reabsorção óssea realizada pelos osteoclastos</p><p>ultrapassa a deposição óssea feita pelos osteoblastos.</p><p>LAVYNIA FERREIRA</p><p>↳ Na velhice, a perda óssea por reabsorção ocorre mais</p><p>rápido do que o ganho.</p><p>BISU: os ossos das mulheres geralmente são menores</p><p>e menos compactos do que os dos homens, por isso a</p><p>perda de massa óssea nos idosos exerce efeito</p><p>adverso maior sobre as mulheres.</p><p>↠ Com o envelhecimento, a quantidade de matriz</p><p>também diminui porque sua taxa de formação pelos</p><p>osteoblastos se torna mais lenta do que a taxa de</p><p>quebra de matriz pelos osteoclastos.</p><p>↠ A matriz em um osso mais velho é mais frágil do que</p><p>a de um osso novo porque a redução da produção de</p><p>colágeno resulta em relativamente mais fibras minerais</p><p>e poucas fibras de colágeno.</p><p>↠ A perda de massa óssea resulta da</p><p>desmineralização, que consiste na perda de cálcio e</p><p>outros minerais da matriz óssea extracelular.</p><p>- OSTEOPOROSE:</p><p>↳ A manutenção da DMO é muito importante para a</p><p>prevenção da osteoporose, caracterizada por uma</p><p>diminuição acentuada da DMO, no qual a matriz e os</p><p>minerais ósseos são perdidos devido ao excesso de</p><p>reabsorção óssea em relação à formação. Esse</p><p>processo é normalmente associado ao avanço da idade</p><p>e à ocorrência da menopausa e leva a uma maior</p><p>incidência de fraturas. Embora a perda óssea seja mais</p><p>intensa nas mulheres, os homens também apresentam</p><p>uma diminuição devido a idade avançada.</p><p>ATENÇÃO: A osteoporose é mais comum em mulheres</p><p>após a menopausa, quando a concentração de</p><p>estrogênio cai. No entanto, homens mais velhos</p><p>também desenvolvem osteoporose. Para evitar a</p><p>osteoporose na idade avançada, as mulheres jovens</p><p>precisam manter uma dieta adequada em cálcio e</p><p>realizar exercícios com sustentação do peso do corpo,</p><p>como corrida ou exercícios aeróbios que aumentem a</p><p>densidade óssea. A perda de massa óssea inicia aos</p><p>30 anos, muito antes de as pessoas pensarem estar em</p><p>risco, e muitas mulheres sofrem de baixa massa óssea</p><p>(osteopenia) muito antes de estarem cientes do</p><p>problema.</p><p>3. MEDIDAS PREVENTIVAS DE ACIDENTE</p><p>DOMÉSTICO PARA IDOSOS:</p><p>↠ Quedas em idosos são consideradas um problema de</p><p>saúde pública, devido ao seu alto índice (PAIVA)</p><p>↠ Este evento pode ocasionar graves consequências,</p><p>como: a diminuição da autonomia e capacidade</p><p>funcional, o isolamento social e até mesmo provocar a</p><p>morte. As quedas podem ser ocasionadas por vários</p><p>fatores, como: psicológicos, fisiológicos ou ambientais,</p><p>que na maioria das vezes se encontram associados</p><p>(RODRIGUES et. al, 2016).</p><p>O principal fator psicológico relacionado às</p><p>quedas é o próprio medo de cair. Estudos mostram que</p><p>indivíduos que sofrem uma queda desenvolvem um</p><p>medo de cair, que pode levar a comportamentos</p><p>cautelosos auxiliares na prevenção de quedas ou</p><p>reduzir a confiança, o que pode causar um maior risco</p><p>de quedas (RODRIGUES et. al, 2016).</p><p>Dentre os fatores fisiológicos, podemos citar</p><p>aqueles que são inerentes ao processo de</p><p>envelhecimento, como: a hipotrofia, sarcopenia,</p><p>diminuição da mobilidade articular, mudanças no</p><p>equilíbrio, diminuição da acuidade visual, entre outros</p><p>(RODRIGUES et. al, 2016).</p><p>Juntamente com o processo fisiológico, estão</p><p>os fatores ambientais. A estrutura das cidades em geral</p><p>não está muito bem preparada para receber os idosos,</p><p>ao passo que existem muitas calçadas desniveladas,</p><p>ruas esburacadas, degraus muito altos para entrada</p><p>nos ônibus, semáforos com tempo de travessia muito</p><p>curto, etc (RODRIGUES et. al, 2016).</p><p>Além disso, a residência dos idosos muitas das</p><p>vezes não está adaptada às suas necessidades, por</p><p>exemplo: presença de tapetes, pisos escorregadios,</p><p>degraus, ausência de bancos ou barras de apoio no</p><p>banheiro, ausência de corrimão nas escadas, entre</p><p>outros (RODRIGUES et. al, 2016)</p><p>↠ Várias intervenções têm sido descritas: abordagem</p><p>multifatorial dos fatores de risco identificados,</p><p>programas de exercício físico, revisão terapêutica,</p><p>correção de deficiências visuais, tratamento da</p><p>hipotensão postural, abordagem de alterações do ritmo</p><p>e de frequência cardíaca, tratamento de afecções do</p><p>pé, modificação de fatores de risco ambientais do</p><p>domicílio e a educação do indivíduo (BENTO; SOUSA).</p><p>- ADAPTAÇÕES INFRAESTRUTURAIS</p><p>↠ Segundo (BAIXINHO; DIXIE) algumas adaptações</p><p>podem ser utilizadas para minimizar o risco de queda</p><p>em idosos:</p><p>➢ Adaptar o espaço do quarto do idoso de modo a</p><p>facilitar a sua mobilidade;</p><p>➢ Remover obstáculos que dificultem a marcha no</p><p>quarto;</p><p>➢ Reajustar a altura da cama durante a noite, para que</p><p>esta fique mais baixa;</p><p>➢ Manter a cadeira travada sempre que parada;</p><p>➢ Verificar se o piso da casa não está molhado;</p><p>➢ Manter as barras laterais de apoio no banheiro na</p><p>posição de utilização;</p><p>➢ Assegurar que as zonas de circulação estejam bem</p><p>iluminadas.</p>

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