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Programa de necessidades e anteprojeto
Apresentação
Ainda que a construção de um edifício seja uma operação complexa, na qual há sobreposições de 
etapas, é possível dividi-la em fases para facilitar a compreensão do fenômeno. É nas fases iniciais 
do projeto que as características essenciais da edificação são definidas.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai saber quais são as etapas iniciais de um projeto. Além 
disso, vai refletir sobre o que significa o partido geral de um projeto, assim como as técnicas e os 
critérios para a sua avaliação.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer as etapas iniciais do projeto.•
Sintetizar o estudo do partido geral.•
Selecionar as técnicas de avaliação do partido geral.•
Desafio
O programa de necessidades caracteriza o empreendimento e tem o objetivo de propiciar a 
compreensão do projeto. Por meio das informações obtidas com o cliente, são representados 
documentos com organogramas, fluxogramas e esquemas que reúnem as expectativas 
(considerações objetivas e subjetivas em relação ao projeto) e exigências de ordem técnica.
Você foi contratado por uma família para elaborar o projeto de uma casa. Nas conversas iniciais, os 
clientes informaram que gostariam que sua nova residência tivesse, além da suíte do casal, um 
quarto para cada um dos dois filhos, os quais deveriam compartilhar o banheiro e um quarto de 
hóspedes.
Com base nessas informações, preencha a tabela fornecida, que servirá de base para a elaboração 
do programa de necessidades completo dessa residência, contendo: nome do cômodo, área 
estimada, observações e dúvidas como, por exemplo, dimensões, orientação solar e configuração. 
Preencha com os ambientes que julgar mais convenientes e adequados.
Infográfico
O estudo preliminar é a primeira aproximação feita pelo projetista em relação ao problema que tem 
a sua frente. Por isso, é preciso que os desenhos apresentados para o cliente sejam claros o 
suficiente para que as decisões de projeto possam ser entendidas por ele.
Neste Infográfico, você vai ver os diferentes desenhos apresentados em um estudo preliminar, 
assim como suas funções para a compreensão do projeto.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
Conteúdo do livro
São as etapas iniciais de um projeto que irão definir as suas características fundamentais. Não é à 
toa que as escolas de arquitetura dedicam tantos semestres para desenvolver em seus estudantes 
habilidades de lançamento e avaliação de projetos de arquitetura. O trabalho de muitos 
profissionais que ingressarão depois no processo de construção dependerá da qualidade das 
decisões tomadas nesses estágios iniciais.
No capítulo Programa de necessidades e anteprojeto, da obra Arquitetura e urbanismo, base teórica 
desta Unidade de Aprendizagem, você vai refletir sobre essas etapas iniciais de projeto, assim como 
sobre o impacto que elas têm nas etapas posteriores. Além disso, vai entrar em contato com 
técnicas e critérios para a sua avaliação.
Boa leitura.
ARQUITETURA 
E URBANISMO
Programa de necessidades 
e anteprojeto
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 Reconhecer as etapas iniciais do projeto.
 Sintetizar o estudo do partido geral.
 Selecionar técnicas de avaliação do partido geral.
Introdução
A construção de um edifício é um fenômeno complexo. Ela envolve 
relações de interdependência entre recursos, profissionais e saberes 
distintos. Uma tentativa de simplificação desse fenômeno pode ser feita 
para trazer maior clareza quanto a sua estrutura, ressalvadas as distorções 
inerentes a operações redutivas. Sendo assim, podemos afirmar que a 
construção de um edifício apresenta duas fases: projeto e obra, e que a 
fase projetual, por sua vez, divide-se em etapa inicial, intermediária e final.
Neste capítulo, você estudará as etapas iniciais do projeto: do pro-
grama de necessidades ao anteprojeto. Reconhecerá que são essas as 
etapas garantidoras da qualidade da edificação, uma vez que representam 
o momento em que o projetista tem controle do todo, e as consequências 
das decisões tomadas podem ser rapidamente reavaliadas. Além disso, 
você reconhecerá o partido geral, além de técnicas para sua avaliação.
Etapas iniciais de um projeto de arquitetura
Imagine que você está planejando uma viagem internacional. Em um pri-
meiro momento, escolheu o país, as cidades, os hotéis e até mesmo separou 
alguns restaurantes e pontos turísticos que gostaria de visitar. Passada uma 
semana, alguns amigos se empolgaram com a ideia e resolveram viajar junto, 
desde que o destino fosse alterado para um país vizinho do destino original. 
Identificação interna do documento 9RPS73OHKU-X3BNCF1
Como até aquele momento a viagem era apenas uma ideia, uma mudança no 
planejamento original seria fácil e envolveria apenas um redirecionamento 
para outro destino. Agora, imagine que a mesma alteração fosse proposta na 
véspera da sua viagem, quando as passagens aéreas já estivessem compradas, 
o hotel confi rmado a reserva e algumas agências de turismo já houvessem 
enviado para o seu e-mail orientações sobre os passeios programados. Certa-
mente seria possível abandonar o planejamento, esquecer os gastos feitos até 
aquele momento e elaborar um roteiro alternativo. No entanto, não há dúvida 
de que a mudança no segundo cenário seria mais custosa, tanto em termos 
de recursos como de energia.
Algo semelhante ocorre com o projeto arquitetônico. A origem do verbo 
projetar é a palavra latina proiectus, que é a união do prefixo pro (à frente) 
com iactus (particípio passado do verbo iacere, jogar). Esse "jogar à frente" 
chegou até nós com o sentido de planejar algo. Logo, o projeto arquitetônico 
corresponde ao planejamento da arquitetura. Trata-se de uma ferramenta para 
testar, validar e invalidar hipóteses de concretização de um edifício. Assim 
como no exemplo da viagem, nas etapas iniciais desse projeto, correções 
ou alterações de curso são mais fáceis, pois envolvem menos interferência 
no trabalho de outras pessoas e menor custo. Tradicionalmente, os teóricos 
dividem o projeto de arquitetura em três fases: inicial, intermediária e final. 
A nomenclatura não é consensual, Ludovico Quaroni (1980) afirma existir 
uma fase inicial de “aproximação”; uma fase de “anteprojeto”, intermediária, 
na qual uma proposta é desenvolvida em nível esquemático levando em conta 
as críticas apresentadas pelo cliente e pelo projetista; e uma fase “executiva”, 
destinada aos executores do projeto arquitetônico. Alfonso Corona Martínez 
(2000) chama essas fases de “croquis preliminares”, “anteprojeto” e “projeto”. 
A nomenclatura mais comum, no entanto, que é a mesma adotada pela Norma 
Técnica (NBR) 6492, que disciplina a representação de projetos de arquitetura, 
é a divisão do projeto em estudo preliminar, anteprojeto e projeto executivo 
(ASSOCIAÇ Ã O BRASILEIRA DE NORMAS TÉ CNICAS — ABNT, 1994). 
Essas etapas dizem respeito à maneira de desenvolver um projeto arquitetô-
nico. Em relação ao objeto, existe outra ferramenta chamada programa de 
necessidades, que é um documento que descreve as necessidades, exigências 
e expectativas do cliente. 
Programa de necessidades e anteprojeto2
Identificação interna do documento 9RPS73OHKU-X3BNCF1
Programa de necessidades
O programa de necessidades é um instrumento cujo objetivo é trazer maior 
entendimento para o que deve ser feito; qual será o objeto do projeto. Conforme 
a NBR 6492, não se trata de uma fase do projeto, mas sim da “(...) caracterização 
do empreendimento cujo(s) edifício(s) será(ão) projetado(s)” (ASSOCIAÇÃO 
BRASILEIRA DE NORMAS TÉ CNICAS — ABNT, 1994, p. 4). Ao enco-
mendar um projeto de arquitetura, o cliente, em geral, tem uma ideia do que 
está contratando: uma casa ou um edifício para determinado terreno, uma 
loja em uma sala comercial etc. Essa noção inicialtambém já pode estar um 
pouco desenvolvida: uma casa com três quartos ensolarados e uma piscina. O 
programa de necessidades é a formalização dessas demandas, daí seu nome. 
Quanto a sua forma, geralmente é apresentado como uma lista de ambientes 
ou funções que podem vir acompanhados de informações complementares, 
como áreas e dimensões mínimas e máximas, dimensões de equipamentos 
que devem ser considerados e alturas.
Trata-se, portanto, de um documento que reúne expectativas (conside-
rações objetivas e subjetivas em relação ao projeto) e exigências de ordem 
técnica (previstas em normas, por exemplo). Portanto, sua elaboração tem 
chances maiores de êxito se for elaborada em conjunto pelo cliente (pois 
conhece melhor do que ninguém suas expectativas) e pelos projetistas, que 
contam com o saber técnico para auxiliá-los. Esse instrumento individualiza 
o objeto; logo, é possível utilizar desde técnicas simples (questionário para os 
clientes) a técnicas sofisticadas como pesquisa de marketing e levantamentos 
a partir de bancos de dados de projetos semelhantes, como em projetos 
de incorporação imobiliária. Independentemente das técnicas adotadas, 
sua função é criar subsídios para que os projetistas possam elaborar uma 
proposta precisa com base em critérios objetivos e na formalização de 
critérios subjetivos.
Por fim, adiantando os pontos que veremos a seguir, a congruência entre 
o projeto e o programa de necessidades é uma das técnicas de avaliação da 
solução adotada.
3Programa de necessidades e anteprojeto
Identificação interna do documento 9RPS73OHKU-X3BNCF1
No livro Manual do arquiteto: planejamento, dimensionamento e projeto, de Pamela 
Buxton, você encontra exemplo de programa de necessidades e mais informações 
sobre o tema.
Estudo preliminar
O estudo preliminar é a primeira aproximação feita pelo projetista em relação 
ao problema. É, por defi nição, uma etapa de alto grau de abstração. Imagine, 
por exemplo, que você desenha um esquema de distribuição dos espaços de 
uma residência em uma folha de papel. As linhas que o grafi te de sua lapiseira 
deixou no papel representam paredes de alvenaria? Se representam, qual a sua 
espessura? 15, 25, 30 cm? É natural, e veremos que também é desejável, que 
essas e outras defi nições não sejam abordadas nesse primeiro momento. É mais 
importante que a atenção e a energia do projetista estejam concentradas em 
aspectos mais amplos do projeto, como a relação das partes da edifi cação com 
o entorno, dos espaços previstos no programa de necessidades entre si, e em 
estratégias compositivas, para citar alguns exemplos. Uma das críticas feitas 
ao lançamento de projetos de arquitetura diretamente no computador, seja em 
softwares de CAD (Computer Aided-Design ou, em português, “desenho assis-
tido por computador”), ou ainda ferramentas mais sofi sticadas como softwares 
BIM (Building Information Model ou, em português, Modelo da Informação 
da Construção), é o grau de precisão e defi nição que essas ferramentas exigem 
desde os estágios iniciais, o que pode constituir uma distração principalmente 
para aqueles que estão iniciando o estudo da arquitetura.
A NBR 6492 destaca que nesta primeira fase do projeto “(...) devem estar 
representados os elementos construtivos, ainda que de forma esquemática, 
de modo a permitir a perfeita compreensão do funcionamento do programa e 
partido adotados, incluindo níveis e medidas principais, áreas, acessos, deno-
minação dos espaços, topografia, orientação” (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA 
DE NORMAS TÉCNICAS — ABNT, 1994, p. 5).
Giorgio Grassi (2003) é um arquiteto e teórico italiano que sustenta que uma 
boa solução arquitetônica sempre expressa o problema de onde se parte. Uma 
das interpretações que pode ser dada a essa afirmativa é que um bom projeto 
Programa de necessidades e anteprojeto4
Identificação interna do documento 9RPS73OHKU-X3BNCF1
deve responder às premissas das quais parte, aos condicionantes do projeto 
(programa de necessidades, exigências normativas, condições topográficas, 
clima, etc.). Esses fatores nunca apontarão para uma única solução. Por isso, 
é normal que durante o estudo preliminar coexistam soluções distintas para 
o projeto, que o projetista poderá apresentar ou não para o cliente, conforme 
um juízo de conveniência. O mais usual, contudo, é que o cliente não chegue 
a conhecer a maioria das alternativas consideradas nesta etapa, uma vez que é 
normal o descarte de muitas soluções por se mostrarem inviáveis ou inferiores. 
A Figura 1, a seguir, mostra a etapa preliminar de um projeto, onde é realizado 
um estudo de zoneamento do ambiente.
Figura 1. Planta baixa esquemática produzida em etapa de estudo preliminar de um projeto 
comercial. Observe que nessa etapa acontece um estudo mais geral de zoneamento dos 
ambientes. 
Anteprojeto
O Instituto de Arquitetos do Brasil (2007, documento on-line) defi ne o anteprojeto 
como “[...] a confi guração fi nal da solução arquitetônica proposta para a obra, 
considerando todas as exigê ncias contidas no programa de necessidades e o estudo 
preliminar aprovado pelo cliente”. Se no estudo preliminar é comum, e desejável, 
que soluções distintas sejam colocadas à prova, há um momento, no entanto, em 
que essa postura se mostra inviável. Imagine que, para um determinado edifício, 
um escritório de arquitetura chegasse a três opções viáveis para construção e 
desenvolvesse as três até o nível de detalhamento. Isso seria ignorar uma das 
fi nalidades de um projeto, que é promover o uso racional e otimizado de recursos. 
Ao mesmo tempo que um projeto de arquitetura defi ne uma possibilidade ele exclui 
5Programa de necessidades e anteprojeto
Identificação interna do documento 9RPS73OHKU-X3BNCF1
inúmeras outras, promovendo a concentração de recursos fi nanceiros, materiais 
e humanos em uma alternativa que se julgou superior às demais.
No anteprojeto, uma das alternativas apresentadas no estudo preliminar é 
desenvolvida. Esse avanço é feito em dois sentidos: no aprofundamento das 
questões globais consideradas na etapa anterior com cognição sumária, e na 
investigação de soluções técnicas da edificação. Um exemplo da primeira 
afirmativa seria o seguinte: imagine um projeto residencial em que a piscina 
foi locada em determinado lugar porque ali haveria insolação mais favorável. 
No âmbito do anteprojeto, um modelo poderia ser feito com as informações 
geográficas pertinentes à aferição da quantidade de horas que aquela piscina 
estaria exposta aos raios solares no período do verão e do inverno. Um exemplo 
da segunda afirmativa seria o desenvolvimento de um edifício de escritórios 
em que os projetistas estejam considerando a viabilidade técnica de soluções 
estruturais distintas, como estrutura metálica ou em concreto armado, ou 
ainda, dentro de uma estrutura de concreto armado, entre o uso de laje plana 
e laje nervurada. O diferimento dessas decisões para uma segunda etapa é 
compreensível, uma vez que não faria sentido tal aprofundamento para todas 
as alternativas rejeitadas. Isso não significa, porém, que não exista conside-
ração por questões técnicas e construtivas no estudo preliminar; apenas que 
o refinamento dessas questões é feito em etapa posterior.
É no anteprojeto que são chamados ao processo de projeto outras pessoas que 
atuarão como parceiros: consultores (p. ex., sustentabilidade, conforto térmico), 
representantes de soluções industrializadas (p. ex., tipos de revestimentos, soluções 
para piso, aquecimento), projetistas complementares (p. ex., projeto estrutural, 
hidrossanitário, elétrico). A NBR 6492 salienta que esta segunda fase é a “(...) 
definição do partido arquitetônico e dos elementos construtivos, considerando 
os projetos complementares (estrutura, instalações, etc.). Nesta etapa, o projeto 
deve receber aprovação final do cliente e dos órgãos oficiais envolvidos e pos-
sibilitar a contratação da obra” (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS 
TÉCNICAS — ABNT, 1994, p. 5). A complexidade do projetoaumenta nesta 
etapa, e é impossível que o arquiteto domine todas essas competências. Contudo, 
é necessário que ele atue como coordenador desta equipe multidisciplinar, pois é 
o arquiteto que tem a imagem “do todo” em mente. Como disse René Descartes 
(2011), não há tanta perfeição nas obras feitas pelas mãos de vários mestres quanto 
naquelas trabalhadas por um único artista. Na Figura 2, vemos o mesmo projeto 
do exemplo anterior (Figura 1), mas agora na fase de anteprojeto.
Programa de necessidades e anteprojeto6
Identificação interna do documento 9RPS73OHKU-X3BNCF1
Figura 2. O mesmo projeto do exemplo anterior representado agora na fase de anteprojeto, 
na qual podemos observar maior detalhamento, como disposição e tamanho do mobiliário. 
A NBR 6492 – Representação de projetos de arquitetura (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE 
NORMAS TÉCNICAS — ABNT, 1994), visando a perfeita interpretação, trata das condições 
exigíveis para a representação gráfica destes projetos, elencando as definições das 
representações gráficas, as condições gerais e técnicas de como devem ser apresen-
tadas e as condições gerais de cada uma das três fases do projeto, que envolvem o 
Estudo Preliminar, o Anteprojeto e o Projeto Executivo. Neste capítulo estamos nos 
reportando apenas aos dois primeiros, que compreendem as fases iniciais, antes da 
execução do projeto.
Estudo do partido geral
O termo partido pode ser defi nido como o resultado formal dos fatores consi-
derados pelo projetista. Para formar essa imagem, é realizada uma sucessão de 
operações racionais e de menor racionalidade, dependendo da complexidade 
da operação sensível contemplada (QUARONI, 1980). O que signifi ca dizer 
que projetistas diferentes darão respostas diferentes para o mesmo problema. 
7Programa de necessidades e anteprojeto
Identificação interna do documento 9RPS73OHKU-X3BNCF1
O termo partido, usado com frequência nas escolas e escritórios de arqui-
tetura, tem uma série de significados. Fernando Aliata (2013) cita a expressão 
francesa prende parti, ou “tomar partido”, como parte do léxico da École de 
Beaux-Arts. Edson Mahfuz (1995, p. 16) oferece uma análise mais extensa 
da origem do termo: 
(a) na Heráldica (estudo de brasões), “parti” é “emblema”, ou um objeto 
que representa outro; (b) também poderia representar um grupo de pessoas 
que compartilham uma mesma opinião, ex.: “parti politique”; (c) também 
pode ser uma conjugação do verbo "partage", que significa parcelar; e (d) “a 
expressã o ‘parti’ é a resoluç ã o que algué m toma a respeito da melhor maneira 
de abordar um problema”.
Quando o arquiteto adota um partido arquitetônico, está expressando uma 
série de decisões valorativas que são expressas através da forma. Ao fazê-lo, 
demonstra preferência por certas soluções e condicionantes em detrimento 
de outros. 
Um conceito que pode gerar confusão com o de partido, em arquitetura, 
é o de tipo, ainda que sejam coisas bastante diferentes. Enquanto o partido é 
uma decisão, uma manifestação de tomada de posição do projetista, o tipo é 
um princípio ordenador segundo o qual uma série de elementos, governados 
por relações precisas, adquirem uma determinada estrutura (MARTÍ ARÍS, 
2014). O tipo pressupõe uma série de objetos que compartilhem características 
comuns; um exemplo é a planta em cruz latina para igrejas ou a casa-pátio 
romana. É equivocado, portanto, dizer que o projetista elaborou um tipo de 
projeto, uma vez que este é fruto da história e do acúmulo de experiências 
ao longo do século; ainda que os tipos arquitetônicos possam influenciar 
na solução individual. Segundo nosso exemplo, é possível que um arquiteto 
contemporâneo use a configuração da casa-pátio romana como partido de um 
projeto. Uma representação da casa-pátio romana pode ser vista na Figura 3, 
a seguir.
Programa de necessidades e anteprojeto8
Identificação interna do documento 9RPS73OHKU-X3BNCF1
Figura 3. Representação da casa-pátio romana, estruturada ao redor de um pátio central.
Fonte: Morphart Creation/Shutterstock.com.
O partido geral em arquitetura é, portanto, uma tomada de posição. É uma 
síntese do que se estudou, analisou e testou em etapas anteriores, e apresenta-se 
como uma solução viável para o problema em questão. É importante lembrar 
que sua manifestação se dá pela forma, mas que intrinsecamente carrega 
decisões importantes em relação aos condicionantes do projeto. Assim, deve 
resistir ao escrutínio quanto à sua validade como alternativa projetual viável 
— o que analisaremos a seguir.
9Programa de necessidades e anteprojeto
Identificação interna do documento 9RPS73OHKU-X3BNCF1
Técnicas de avaliação do partido geral
Até meados do séc. XVIII, boa arquitetura era aquela que apresentava um 
equilíbrio entre os três componentes da tríade vitruviana: fi rmitas, utilitas e 
venustas (QUARONI, 1980). Edison Mahfuz (2003) propõe uma redefi nição de 
seus aspectos essenciais através de um quaterno composto por três condições 
internas e uma externa ao problema projetual: lugar, construção ( fi rmitas), 
programa (utilitas) e materiais de projeto (venustas), respectivamente. Piñ ó n 
transpõe para a arquitetura quatro conceitos de textos de Le Corbusier e Ozenfant 
sobre o purismo: economia, rigor, precisão e universalidade (MAHFUZ, 2003). 
Francisco de Gracia Soria (2013) apresenta como valores universais da arquitetura 
— cujo resgate acredita necessário — os ideais de ordem e de perfeição. Esse 
panorama demonstra o esforço constante para formular categorias, conceitos e 
critérios que sejam aceitos como válidos para projetar e para avaliar a arquite-
tura produzida; sã o exemplos de um processo de racionalização da experiência 
precedente enquanto noções culturais através das quais se procura obter um 
resultado justo (GREGOTTI, 2010). Demonstra também que um consenso sobre 
quais sejam esses critérios não foi alcançado. Ainda assim, é possível elencar 
algumas técnicas de aferição de validade das soluções projetuais.
A primeira dela, como mencionado no início deste capítulo, é a congruência 
entre o programa de necessidades e a solução proposta. Segundo Alfonso 
Corona Martínez (2000), Guadet dizia que os arquitetos deveriam utilizar o 
programa de necessidades dado pelo cliente sem interferir neste, enquanto 
Viollet-le-Duc “[...] mencionava como origem ou motor do processo projetual 
um programa escrito” (MARTINEZ, 2000, p. 89). Imagine o projeto de um 
edifício institucional que preveja espaço para 500 funcionários, e cuja proposta 
contemple 100 espaços de trabalho. Independentemente dos méritos que a 
proposta possa ter, é difícil sustentar que se trate de uma proposta adequada. 
Além dos aspectos objetivos, a compatibilidade com demandas subjetivas dos 
clientes também deve ser avaliada, embora sua avaliação seja mais difícil. 
A tríade vitruviana
Marcus Vitruvius Pollio apresentou, na sua obra De architectura, uma tentativa de sistema-
tização daquilo que seriam os três elementos fundamentais da arquitetura: firmitas, que se 
refere à estabilidade e ao aspecto construtivo da arquietura; utilitas, associada à utilidade 
ou finalidade da construção; e venustas, correspondente à beleza e à apreciação estética.
Programa de necessidades e anteprojeto10
Identificação interna do documento 9RPS73OHKU-X3BNCF1
O paradigma do funcionalismo restrito (mensuração da qualidade do projeto 
levando em consideração estritamente o atendimento ao programa de necessi-
dades) foi superado. Obviamente, o atendimento ao programa continua sendo 
um critério importante, porém, um rol significativo de outras preocupações se 
faz presente, como as de ordem ambiental e social, por exemplo. Edson Mahfuz 
(2003) coloca o atendimento ao programa como um dos quatro pilares para a 
construção do que ele chama de “forma pertinente”, ou, em outras palavras, um 
projeto arquitetônico de qualidade. Na Figura 4, vemos resumido o quaterno 
contemporâneo de Mahfuz.
Figura 4. Imagem resumo do quaterno contemporâneo de Mahfuz.
condiçãoINTERNA ao projeto condição INTERNA ao projeto
condição INTERNA ao projeto
LUGAR CONSTRUÇÃO
PROGRAMA
ESTRUTURAS
FORMAIS
condição EXTERNA ao projeto
FORMA
PERTINENTE
Segundo Edson Mahfuz (2003), o atendimento ao programa de necessi-
dades não deve ser utilizado apenas como uma lista de espaços necessários, 
mas sim como um conjunto de atividades humanas que serão realizadas 
naquele espaço. Levar em consideração apenas o atendimento ao programa 
de necessidades seria desconsiderar que as construções são objetos perenes. 
Aldo Rossi (2001), no clássico Arquitetura da Cidade, chama a atenção para 
aquilo que denomina “funcionalismo ingênuo”, uma vez que as edificações 
serão usadas por décadas ou até mesmo séculos. Por este motivo, é preciso 
que o projeto seja flexível o suficiente para receber, de maneira satisfatória, 
novos usos.
Além dos aspectos funcionais, as soluções adotadas podem ser avaliadas 
quanto a sua eficiência energética. Nos últimos anos, os selos de qualificação 
ambiental se tornaram um verdadeiro fetiche no mercado arquitetônico. À 
11Programa de necessidades e anteprojeto
Identificação interna do documento 9RPS73OHKU-X3BNCF1
parte da função mercadológica, também sustentam preocupações legítimas 
como as consequências sociais e ambientais da construção.
Como foi dito no início deste tópico, os critérios utilizados para avaliar a 
qualidade de um projeto variam de acordo com a época e os valores vigentes. 
Alguns permanecem constantes, como o atendimento ao propósito da edifi-
cação — feita a ressalva de que podem acumular tipos diferentes de usos ao 
longo da sua existência. Preocupações mais recentes, como as reflexões sobre 
os impactos sociais e ambientais da construção, começar a ser apontadas como 
critérios de avaliação.
O partido arquitetônico deve traduzir o programa de necessidades, levando 
em consideração os condicionantes internos e externos ao projeto, e responder 
aos problemas e necessidades apresentados. A solução projetual apontada 
deve organizar as partes e fornecer condições para a materialização do projeto 
em uma obra construída. Como já tratado por J.N.L Durand no século XIX.
Combinar entre si os diversos elementos, passar seguidamente às diferentes 
partes do conjunto; este é o caminho que deve ser seguido quando se aprende a 
compor [...]. Dado o programa de um edifício, deve-se examinar antes de tudo 
se, de acordo com o uso a que está destinado esse edifício, todas as partes que 
o compõem devem estar reunidas ou separadas, e se, consequentemente, deve 
oferecer em sua planta uma única massa ou várias; se essa massa ou massas 
devem ser cheias ou vazadas [...], examinar quais são as partes principais e 
quais que estão subordinadas a elas [...] (MARTINEZ, 2000, p. 20).
Esta definição vai de encontro ao conceito do quaterno contemporâneo 
de Mahfuz, no qual os condicionantes internos ao projeto — programa, lugar 
e construção — devem ser sintetizados através do repertório de estruturas 
formais. A composição das partes deve responder a esses condicionantes para 
que exista uma arquitetura coerente com seu lugar, seu tempo e sua função.
ALIATA, F. Estrategias proyectuales: los géneros del proyecto moderno. Buenos Aires: 
Sociedad Central de Arquitectos, 2013.
ASSOCIAÇ Ã O BRASILEIRA DE NORMAS TÉ CNICAS — ABNT. NBR 6492: representação 
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Programa de necessidades e anteprojeto12
Identificação interna do documento 9RPS73OHKU-X3BNCF1
DESCARTES, R. Discurso do método. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2011.
GRACIA SORIA, F. Pensar, componer, construir: una teorí a (in)ú til de la arquitectura. San 
Sebastiá n: Nerea, 2013.
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GREGOTTI, V. Territó rio da arquitetura. Sã o Paulo: Perspectiva, 2010.
INSTITUTO DE ARQUITETOS DO BRASIL. Roteiro para desenvolvimento do projeto de 
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MARTÍ ARÍ S, C. Las variaciones de la identidad: ensayo sobre el tipo en arquitectura. 
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ROSSI, A. A arquitetura da cidade. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
13Programa de necessidades e anteprojeto
Identificação interna do documento 9RPS73OHKU-X3BNCF1
Identificação interna do documento 9RPS73OHKU-X3BNCF1
Dica do professor
O programa de necessidades é um documento que sintetiza as exigências e as expectativas do 
cliente em relação ao projeto. Embora ele seja o sujeito mais adequado para externar esses 
requisitos, nem sempre tem conhecimento técnico para fazê-lo de maneira satisfatória.
Nesta Dica do Professor, você vai conhecer mais características relativas ao programa de 
necessidades, bem como situações comuns, técnicas e soluções para melhorar a qualidade dessa 
importante ferramenta pré-projetual.
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Exercícios
1) Os projetos de arquitetura são, tradicionalmente, divididos em três fases, cuja nomenclatura 
não é consenso na literatura. A NBR 6492, no entanto, adota a nomenclatura mais comum 
para as etapas de projeto, utilizada pela maioria dos profissionais da área.
De acordo com a referida NBR, quais são as três principais fases de um projeto 
arquitetônico?
A) Aproximação, anteprojeto e executiva.
B) Estudo preliminar, anteprojeto e projeto executivo.
C) Croquis preliminares, aproximação e projeto.
D) Aproximação, estudo preliminar e projeto.
E) Croquis preliminares, anteprojeto e projeto construtivo.
2) O programa de necessidades é uma ferramenta amplamente utilizada para o 
desenvolvimento de um projeto e que pode ser de grande auxílio tanto ao profissional 
quanto ao cliente.
Sobre esse instrumento, é correto afirmar que:
A) faz parte da fase do projeto executivo e descreve os ambientes projetados de maneira 
detalhada, como especificações de revestimentos.
B) é elaborado nas etapas iniciais do projeto e costuma se apresentar como uma lista de 
ambientes e suas respectivas áreas e dimensões mínimas.
C) deve ser elaborado pelo cliente, sem envolvimento do projetista, devendo reunir as 
expectativas plásticas e funcionais para o projeto.
D) por se tratar de um documento técnico, deve ser elaborado pelo projetista e não tem 
necessidade de validação do cliente.
E) o programa de necessidades é elaborado ao longo do desenvolvimento do projeto, sendo 
concluído na etapa do projeto executivo.
3) Única etapa de um projeto de arquitetura cujo nome é consenso na literatura, o anteprojeto 
pode englobar diversas atividades. Sobre essa etapa do processo projetual, considere as 
afirmações a seguir:
I. As informações contidas no anteprojeto são suficientes para a execução de uma obra.
II. É normal que durante o anteprojeto coexistam soluções distintas para o projeto, as quais 
o projetista poderá apresentar ou não para o cliente, conforme juízo de conveniência.
III. No anteprojeto, juntam-se ao processo de projeto outros profissionais, como consultores 
e projetistas complementares.
Qual(is) das afirmações está(ão) correta(s)?
A) II e III.
B) III.
C) I e II.
D) I.
E) II.
4) Não raras vezes, condunde-se "partido arquitetônico" com "tipo". Embora tratem de 
assuntos semelhantes, eles têm definições distintas.
Sobre esse dois conceitos, muito abordados na literatura específica, é correto afirmar que:
A) o partido é um princípio ordenador, segundo o qual uma sériede elementos adquire 
determinada estrutura.
B) o tipo pode ser entendido como uma tomada de decisão que sintetiza o que se estudou, 
analisou e testou em etapas anteriores.
C) o partido arquitetônico pressupõe uma série de objetos que compartilhem características 
comuns.
D) uma planta baixa em cruz latina, encontrada em igrejas, e a casa-pátio romana exemplificam o 
conceito de tipo.
E) é possível definir tipo como o resultado formal dos fatores considerados pelo projetista.
5) Edson Mahfuz redefine os aspectos essenciais da arquitetura por meio de um quaterno 
composto por três condicionantes internos ao projeto e um externo a ele. Esse conceito tem 
como foco a criação da forma pertinente, na qual o repertório de estruturas formais fornece 
meios para sintetizar a função, a construção e o local. Considere as seguintes afirmações 
sobre o conceito de forma pertinente:
I. Estruturas formais, lugar e construção são condições externas ao projeto.
II. O programa é uma das três condições internas ao projeto.
III. As estruturas formais são a única condição externa ao projeto.
Qual(is) das afirmações está(ão) correta(s)?
A) I e II.
B) II.
C) III.
D) II e III.
E) I.
Na prática
Umas das ferramentas utilizadas para ilustrar a resolução do programa de necessidades são os 
diagramas de uso, nos quais o arquiteto demonstra a distribuição espacial dos diferentes usos 
contidos nele.
Neste Na Prática, você vai ver como um arquiteto representou graficamente a distribuição espacial 
de um programa de necessidades extenso.
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Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Partido arquitetônico
Leia a dissertação de mestrado intitulada “Diagramas de partido arquitetônico: um estudo 
comparativo entre concursos estudantis de arquitetura e trabalhos finais de graduação”, em que 
Tácia Daniele Schaerff debate sobre o modo de representar graficamente o partido arquitetônico, a 
etapa da conceituação inicial do projeto, por meio de diagramas, utilizando os concursos de 
arquitetura e os trabalhos finais de graduação como uma importante fonte de análise.
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Organização, análise e comunicação entre projetos
No artigo “Esquemas e diagramas: 30 exemplos de como organizar, analisar e comunicar projetos”, 
Fabian Dejtiar demonstra uma série de casos, com seus esquemas e diagramas, que servem como 
inspiração para construir uma expressão gráfica que organiza e comunica as ideias essenciais para a 
concepção do processo criativo. Confira.
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Casa de Ubatuba II
Confira a entrevista com os arquitetos Tatiana Ozzetti e Angelo Bucci sobre o projeto da Casa em 
Ubatuba II e reconheça a importância das ideias geradoras do projeto e o papel de destaque que 
ocupam no desenvolvimento de projetos de arquitetura.
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Aplicação: unidade habitacional de 
pequeno porte	
Apresentação
Para o desenvolvimento de um projeto arquitetônico que atenda às expectativas do cliente e seja 
implantado no terreno de forma a otimizar a sua utilização, faz-se necessário o desenvolvimento de 
uma fase pré-projetual consistente, que abranja todos os requisitos apresentados pelos usuários da 
edificação.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você irá compreender as etapas de um pré-projeto, identificando 
como configura-se um partido arquitetônico e finalizando com a organização da fase pré-projetual 
em uma residência unifamiliar de pequeno porte.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Listar as etapas do pré-projeto.•
Explicar as concepções de um partido arquitetônico residencial.•
Organizar a fase pré-projetual de uma composição arquitetônica residencial.•
Desafio
O sonho de ter a casa própria é algo que muitas pessoas gostariam de realizar antes de iniciar uma 
família. Para que esse processo seja tranquilo e atenda a todas as expectativas do usuário, deve-se 
sempre procurar um profissional capacitado, que possa guiá-lo e apresentar as alternativas mais 
adequadas para a realização desse sonho.
 
Você, como profissional de arquitetura, foi procurado por um jovem casal para realizar o projeto 
arquitetônico de sua residência.
 
 
Diante da situação apresentada anteriormente, apresente quais etapas precedem o projeto 
arquitetônico e qual a ordem na qual deverão ser realizadas para atender às expectativas dos 
clientes. 
Infográfico
A elaboração de uma fase pré-projetual bem embasada garante um projeto de qualidade e que 
atenda às expectativas dos usuários. Compreender como as atividades desenvolvidas no local 
podem ser otimizadas e adequadas à rotina da família compõe a gama de exigências funcionais a 
serem identificadas.
Neste Infográfico, você irá acompanhar as etapas a serem seguidas para desenvolver a fase inicial 
da etapa de pré-projeto, partindo da entrevista com os usuários, até a elaboração do programa de 
necessidades.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Conteúdo do livro
A fase inicial de projeto necessita de um embasamento correto e coerente com os objetivos a 
serem atendidos. Para isso, faz-se necessária a realização das etapas pré-projetuais com o máximo 
de informações possíveis, para elucidar as dúvidas que possam surgir no decorrer do processo 
projetual.
No capítulo Aplicação: unidade habitacional de pequeno porte, da obra Projeto de arquitetura e 
urbanismo II, você vai encontrar a listagem das etapas de pré-projeto, com a indicação dos 
elementos compositores do partido arquitetônico. Ao final, poderá visualizar os passos a serem 
seguidos, a fim de atender a demanda da fase pré-projetual, garantindo uma composição 
arquitetônica que atenda às expectativas do cliente.
Boa leitura.
PROJETO DE 
ARQUITETURA E 
URBANISMO II 
Jaqueline Ramos Grabasck
Aplicação: unidade 
habitacional de 
pequeno porte
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Listar as etapas do pré-projeto.
 � Explicar as concepções de um partido arquitetônico residencial.
 � Organizar a fase pré-projetual de uma composição arquitetônica 
residencial.
Introdução
A fase pré-projetual é fundamental para o desenvolvimento de um projeto 
de qualidade que atenda às expectativas dos usuários e seja coerente 
com o entorno no qual o projeto será inserido. Um embasamento bem 
definido garantirá que as expectativas dos usuários serão atendidas e que 
as aspirações do profissional serão compreendidas em sua totalidade.
Neste capítulo, você vai encontrar a listagem das etapas pré-projetuais 
que compõem o processo de projeto. Entre elas, será abordado o partido 
arquitetônico, especificando a sua composição no ambiente residencial e 
a sua aplicabilidade. Também será apresentado um breve detalhamento 
das etapas que compreendem a fase pré-projetual em uma edificação 
residencial. 
Etapas do pré-projeto
O processo de projeto é apresentado de forma linear, seguindo uma série 
de passos. Entretanto, o seu desenvolvimento dá-se por meio de um ciclo 
interativo, que passa por diversas alterações e ajustes até que se obtenham as 
aspirações desejadas. A seguir, estão identificados os passos a serem seguidos 
no desenvolvimento do processo de projeto, conforme Ching e Binggeli (2013):
 � definir o problema;
 � elaborar o programa de necessidades;
 � desenvolver o conceito do projeto;
 � avaliar as alternativas;
 � tomar decisões de projeto;
 � desenvolver e refinar o projeto;
 � implementar o projeto;
 � reavaliar o projeto final.
O problema a ser definido corresponde às necessidades dos usuários a serem 
supridas pelo projeto. Quando o cliente procura o arquiteto,ele apresenta o 
problema que deverá ser resolvido, podendo ser uma reforma, uma revita-
lização, uma readequação ou uma edificação nova, que deve ser elaborada 
conforme as expectativas dos usuários e as exigências que serão apresentadas 
no decorrer do processo.
A programação arquitetônica é apresentada por Patterson e Abrahão (2011) 
como a conexão da expectativa do cliente e a concretização do ambiente 
desejado por ele, em que o arquiteto analisa as necessidades do usuário para 
adequar as intenções de projeto a todas as funções a serem exercidas no local. 
Os autores apresentam o desenvolvimento do processo em três etapas: pré-
-projeto, projeto e pós-projeto.
A etapa de pré-projeto tem por objetivo atender à demanda inicial do projeto, 
gerando um programa estratégico com o objetivo de englobar as necessidades, 
os objetivos e as intenções do cliente. A etapa de projeto compreende o de-
senvolvimento do estudo preliminar, do anteprojeto, do projeto em si e do seu 
detalhamento, gerando, ao final do processo, o orçamento que será necessário 
para implantar o projeto em questão. Já a etapa de pós-projeto corresponde 
à avaliação pós-ocupação do ambiente construído, a fim de analisar pontos 
estratégicos que necessitam de melhorias, bem como determinar metodologias 
referenciais para futuros projetos (PATTERSON; ABRAHÃO, 2011).
As constituintes da etapa de pré-projeto são essenciais para o desenvolvi-
mento adequado de um projeto arquitetônico que atenda todas as expectativas 
do cliente. Elas compreendem as averiguações iniciais, como a entrevista com 
os clientes, para se inteirar das necessidades dos usuários e das expectativas que 
o projeto em questão gera nos envolvidos. Mediante as informações coletadas 
nessa entrevista, será elaborado o programa de necessidades.
Aplicação: unidade habitacional de pequeno porte2
O programa de necessidades apresenta as especificações do projeto de 
forma a indicar os principais condicionantes que determinam a função, cons-
trução, materialidade e relação com o terreno (FARRELLY, 2014). Com as 
expectativas apresentadas pelos clientes e as necessidades a serem atendidas 
por essa edificação, determina-se os ambientes compositores do programa de 
necessidades, podendo variar conforme o estilo familiar e suas influências 
culturais.
Com o programa de necessidades, a proximidade entre cada um dos am-
bientes é definida. Conforme a relação das atividades exercidas em cada 
cômodo, cria-se um zoneamento da edificação. Mediante a identificação das 
funções, os ambientes podem ser agrupados, criando setores denominados 
íntimo, social e serviço. O setor íntimo abrange os dormitórios e sanitários. 
O setor social compreende o hall de entrada, o lavabo, a sala de estar e a de 
jantar. Já o setor de serviço é composto pela cozinha, pela área de serviço ou 
lavanderia e pela garagem. A Figura 1 traz um exemplo de zoneamento de 
atividades em uma edificação, indicando também os acessos aos ambientes.
Figura 1. Zoneamento de uma edificação.
Fonte: Ching e Binggeli (2013, p. 66).
3Aplicação: unidade habitacional de pequeno porte
Além de indicar a disposição dos ambientes, o programa de necessidades 
deve determinar também sua permeabilidade por meio das aberturas, da 
iluminação natural, da ventilação dos ambientes, dos isolamentos térmico e 
acústico, das áreas de circulação e dos acessos. Todas essas especificações são 
geradas ao analisar e sintetizar as expectativas e preferências dos usuários.
O levantamento físico do terreno deve apresentar as condicionantes e as 
oportunidades do contexto, considerando, principalmente, as condicionantes 
ambientais, como sol, ventos e precipitações, que são fatores essenciais para 
a definição das aberturas e dos materiais a serem aplicados na edificação. As 
características topográficas, as visuais da paisagem e os recursos hídricos, 
caso encontrem-se disponíveis na área a ser trabalhada, devem ser analisados 
e integrados ao projeto. As influências históricas e culturais também devem 
ser analisadas e aplicadas de forma a atender às expectativas dos usuários 
(CHING; JUROSZEK, 2012). 
A etapa de levantamento é o momento ideal para analisar os possíveis 
acessos e os meios de aproximação ao terreno, a fim de facilitar a escolha 
das vistas e paisagens que o profissional irá privilegiar, assim como o posi-
cionamento da edificação no terreno. Na Figura 2, Ching e Juroszek (2012) 
apresentam um diagrama indicando o acesso à edificação, a configuração do 
terreno, a orientação solar e a paisagem que recebeu destaque nesse projeto 
do arquiteto Mario Botta.
Figura 2. Diagrama indicando a configuração do terreno e as projeções visuais da paisagem.
Fonte: Ching e Juroszek (2012, p. 322).
Aplicação: unidade habitacional de pequeno porte4
Ao analisar e compreender o entorno imediato, o profissional estará ga-
rantindo que o projeto seja realizado de maneira coerente com a área em que 
será inserido, criando uma conexão direta com o terreno e o seu entorno 
(FARRELLY, 2014). Com o programa de necessidades definido e o levan-
tamento físico do terreno realizado, parte-se para a elaboração do conceito 
arquitetônico. Para Farrelly (2014), o conceito é a ideia propulsora do projeto, 
que relaciona função, terreno e programa de necessidades, podendo também 
estar ligado aos precedentes históricos e tipológicos. Para Ching e Juroszek 
(2012), o conceito é uma ideia ou uma imagem mental que servirá de emba-
samento para o projeto. 
Para que o conceito tenha aplicabilidade, faz-se necessária a sua com-
preensão por todos os envolvidos, principalmente, pelos profissionais que 
intervirão no projeto, garantindo que esse conceito seja respeitado e seguido 
do início ao fim do processo projetual. Muitos autores afirmam que o conceito 
está diretamente ligado ao processo criativo do profissional, que é capaz de 
associar figuras cotidianas às necessidades projetivas e aplicá-las de forma 
sensível e funcional aos elementos construtivos.
O processo criativo pode ser desenvolvido com a utilização de referências 
arquitetônicas. O profissional deverá analisar e avaliar elementos que foram 
efetivos em outros projetos e utilizá-los como inspiração para a resolução dos 
problemas encontrados no projeto que deverá ser elaborado. Cabe ressaltar 
que as referências jamais deverão ser copiadas, devendo ser utilizadas apenas 
como mecanismo para aflorar o processo criativo.
Além dos quesitos estéticos, o profissional deve atentar-se também para 
as questões formais que compreendem o projeto. Ching e Juroszek (2012) 
listam alguns parâmetros que devem ser observados na elaboração do projeto 
arquitetônico, como: as relações de figura e fundo, assim como as relações de 
cheios e vazios, que serão determinadas por meio das aberturas e paredes cegas; 
os princípios ordenadores, como simetria e ritmo; os elementos estruturais; 
os elementos de vedação e sua distribuição nas fachadas; os elementos de 
proteção climática e vistas a serem privilegiadas; a hierarquia na organização 
dos espaços; a volumetria e a sua configuração geométrica; a proporção dos 
elementos e a escala utilizada em seus constituintes. As questões formais con-
figuram os espaços e os planos constituintes da volumetria, interferindo tanto 
no espaço interno como no externo. Elementos que poderiam ser puramente 
estéticos devem ser elaborados para atender a questões formais, configurando, 
assim, edificações com maior valor agregado.
5Aplicação: unidade habitacional de pequeno porte
Para determinar a área necessária para a elaboração do projeto solicitado, 
o profissional deve realizar um pré-dimensionamento dos ambientes, em 
que devem ser respeitadas as dimensões mínimas para se obter conforto e 
segurança para circular no interior da edificação. O pré-dimensionamento é 
utilizado para determinar a área necessária em cada ambiente, respeitando 
requisitos de conforto e segurança para os usuários. Com a realização de um 
pré-dimensionamento preciso, é possívelestabelecer a área mínima que a 
edificação deverá apresentar.
Para realizar o pré-dimensionamento, o profissional deverá conhecer o 
número de habitantes da residência para determinar o agrupamento funcional 
dos móveis, criando os locais de acessos e as circulações, possibilitando a 
movimentação durante as atividades dentro desses ambientes, de maneira a 
criar interações sociais apropriadas e distâncias confortáveis no interior da 
residência (CHING; BINGGELI, 2013). Com o programa de necessidades e o 
pré-dimensionamento definidos, o profissional pode criar um organograma, 
a fim de facilitar e agilizar a consulta às informações obtidas. O Quadro 1 
traz um exemplo desse organograma, em que são indicados os ambientes 
de cada um dos setores, com os seus respectivos quantitativos, a descrição 
do mobiliário que o ambiente deverá apresentar, a população fixa e variável 
que utilizará esses ambientes e a área necessária para implantar todas essas 
especificações nesse ambiente.
Se
to
r
Ambiente Quantidade Mobiliário
População Área 
necessária 
(m2)Fixa Variável
Quadro 1. Exemplo de organograma
Ao definir todos os ambientes que a edificação deverá apresentar, o pro-
fissional pode montar um fluxograma, indicando as conexões e os acessos 
que os ambientes devem ter, estabelecendo a proximidade entre os espaços. 
Para padronizar as informações, o profissional pode determinar a utilização 
de cores distintas na elaboração dos setores, entretanto, esse sistema deve ser 
Aplicação: unidade habitacional de pequeno porte6
respeitado tanto no organograma como no fluxograma, para não gerar conflitos 
na utilização das informações. A Figura 3 traz um exemplo de fluxograma 
para uma residência unifamiliar.
Figura 3. Fluxograma de uma residência unifamiliar.
Hall
Lavabo Sala de estar Sala de jantar Cozinha Lavanderia
GaragemSanitárioCirculação
Dormitório 1Dormitório
casal
Sanitário
Dormitório 2
Social
Íntimo
Serviço
Legenda
A tipologia da edificação pode ser definida na etapa do programa de neces-
sidades, de acordo com as exigências dos usuários, ou após o levantamento de 
todas as informações, de forma a sugerir ao cliente qual alternativa melhor se 
adapta às suas expectativas. Na arquitetura, a tipologia consiste no estudo de 
tipos elementares e, para utilização residencial, podem ser utilizadas as seguin-
tes tipologias: casa geminada, sobrado, bangalô, lofts, edícula, flat, quitinete, 
apartamento Studio, apartamento e vila. Com a definição da tipologia a ser 
utilizada, determina-se a volumetria proposta para configurar a edificação. A 
volumetria enfatiza formas, dimensões, movimentos, plasticidade e materiais, 
a fim de definir a configuração da edificação, associando sua funcionalidade 
à composição plástica (RIBEIRO; LIMA, 2007).
A consulta às legislações específicas também é um fator essencial para 
definir a área de uma edificação, assim como para determinar o seu posicio-
namento no terreno. O Plano Diretor e o Código de Obras regem as restrições 
e as especificações de projetos e de construções, e cada cidade possui a sua 
própria legislação. Essas legislações definem as dimensões mínimas que cada 
ambiente pode apresentar, a área máxima do terreno que pode ser utilizada, 
7Aplicação: unidade habitacional de pequeno porte
os afastamentos entre divisas e ajardinamento, a altura máxima da edificação, 
entre outras determinações, que devem ser respeitadas para que o projeto 
possa ser aprovado pelo órgão competente e para que receba a liberação para 
ser construído.
O estudo de viabilidade permite analisar e avaliar a interpolação dos requi-
sitos legais e burocráticos com o programa de necessidades a ser implantado. 
Ele deve facilitar a produção do estudo preliminar, que deverá apresentar so-
luções técnicas que configurem o desenvolvimento da edificação, gerando, até 
mesmo, soluções alternativas para os problemas apresentados pelos usuários.
Literaturas específicas apresentam as dimensões necessárias para configurar os am-
bientes, mas o profissional deve sempre atentar para as necessidades dos usuários. 
Características como faixa etária e restrições motoras podem exigir dimensionamentos 
especiais, assim como equipamentos ou mobiliários específicos. No livro Manual do 
arquiteto: planejamento, dimensionamento e projeto, Pamela Buxton traz alguns exemplos 
de dimensionamento de ambientes.
Concepções de um partido arquitetônico 
residencial
O partido arquitetônico não corresponde a uma etapa projetual, mas a uma 
síntese de diversas características e etapas que compõem o processo de pro-
jeto, compreendendo aspectos técnicos, essenciais para a materialização do 
projeto, e aspectos criativos, que são os responsáveis pela idealização do 
projeto arquitetônico. Neves (2011) afirma que, para idealizar um projeto, são 
necessários dois procedimentos: o primeiro corresponde à escolha do arqui-
teto, que deverá optar por uma ideia base de projeto para a edificação a fim 
de atender à proposta temática; e o segundo compreende o desenvolvimento 
da ideia escolhida, para resultar no projeto final. Do primeiro procedimento 
resulta o partido, enquanto o projeto resulta do aprimoramento desse primeiro 
procedimento, que é definido como segundo procedimento.
Aplicação: unidade habitacional de pequeno porte8
Essa ideia inicial corresponde a um ato criativo resultante da combinação 
de dois conjuntos de ideias que são: o resultante das informações básicas, que 
surgem na etapa inicial do planejamento do projeto, e o resultante após essa 
etapa, que compreende as ideias complementadas com as decisões de projeto 
(NEVES, 2011). A base teórica que define o projeto admite as informações 
básicas conceituais e os parâmetros referenciais, que são responsáveis pelo 
embasamento do partido arquitetônico. O conceito do projeto resulta do ato 
de filosofar sobre determinados temas, que podem abranger a sociedade, os 
usuários e as atividades a serem desenvolvidas na edificação, algo intuitivo 
e simples para profissionais experientes. 
Indiferentemente da forma como as informações serão coletadas e anali-
sadas, Neves (2011) indica que, em primeiro lugar, devem ser apresentadas as 
informações com aspectos conceituais, para só então apresentar os aspectos 
físicos do terreno onde a edificação será implantada. Esses aspectos conceituais 
apresentam informações básicas, que são indicadas nos seguintes tópicos: 
conceito do tema; caracterização dos clientes e das funções; programa arqui-
tetônico; relações do programa; e pré-dimensionamento do edifício.
O conceito do tema abrange a finalidade da edificação, ao interpretar o 
objetivo para o qual a edificação será executada e as principais atividades 
que serão exercidas no local. O tema residência unifamiliar, por exemplo, 
corresponde a uma unidade habitacional destinada a uma família, podendo 
ser térrea, com múltiplos pavimentos, de grande porte ou pequeno porte. 
Esses aspectos são determinados conforme as preferências do usuário e a sua 
disponibilidade orçamentária.
A caracterização dos clientes deve ser realizada com o objetivo de identificar 
as necessidades funcionais básicas que a edificação deve apresentar, de modo a 
atender às exigências de cada um dos ocupantes da edificação. Ao caracterizar 
os clientes, identifica-se as funções que a edificação deverá apresentar para 
garantir o conforto e uma convivência tranquila no local.
O programa arquitetônico é gerado mediante identificação das atividades 
exercidas na edificação. Os ambientes a serem executados devem ser previstos 
conforme as necessidades e as expectativas dos usuários. Uma residência 
unifamiliar, por exemplo, poderá apresentar em seu programa: cozinha, sala 
de estar, sala de jantar, sanitários, dormitórios, garagem e área de serviço. 
O quantitativo de cada um desses ambientes será determinado conforme as 
exigências dos clientes e do orçamento que será aplicado na execução da 
edificação.
9Aplicação: unidade habitacional de pequeno porte
As relaçõesdo programa estão diretamente ligadas à adoção do partido 
arquitetônico, pois serão responsáveis por determinar a disposição dos ambien-
tes na edificação, relacionando-os conforme a proximidade que esses espaços 
devem apresentar entre si e as funções que serão exercidas em cada local.
O pré-dimensionamento é utilizado para indicar as áreas necessárias em 
cada um dos ambientes de forma a atender às necessidades dos usuários, 
considerando as determinações legais apresentadas pelo Plano Diretor e pelo 
Código de Obras. Cada um desses ambientes deve ser analisado, e deve-se 
indicar as dimensões mínimas que os espaços podem apresentar para, então, 
determinar a área mínima necessária para a implantação da edificação.
A consulta às legislações faz-se necessária também para apontar a localiza-
ção da edificação no terreno onde será implantada, pois cada cidade apresenta 
especificações a serem respeitadas, conforme o bairro em que o terreno se 
encontra. Além dos tópicos apresentados anteriormente, o partido arquitetô-
nico é caracterizado também pelas especificações técnicas necessárias para 
a realização do projeto, que são fatores determinantes para a compreensão e 
materialização das intenções e aspirações dos envolvidos.
Duarte ([201–?]) apresenta os seguintes tópicos como elementos formais 
para a definição de um partido arquitetônico: conformação topográfica do 
terreno, orientação solar, sistema estrutural a ser adotado, recursos financeiros 
disponíveis, condições locais, normativas aplicáveis à construção, relação da 
edificação com o entorno e intenção plástica do arquiteto.
A conformação topográfica do terreno é um fator essencial a ser analisado 
para confeccionar um projeto e, principalmente, para idealizá-lo. A topografia 
é determinante para realizar a disposição da edificação no terreno, assim como 
para definir a necessidade da ligação de diferentes níveis, com a utilização de 
escadas, taludes ou rampas.
Além da topografia, a vegetação existente no terreno pode gerar impedimen-
tos para a realização do projeto, tanto por conta de questões sentimentais dos 
proprietários do local como por questões ambientais que restringem a retirada 
de determinadas espécies sem que haja autorização do órgão competente. O 
levantamento topográfico e a catalogação da vegetação existente devem ser 
feitos por profissionais responsáveis a fim de determinar a configuração real 
do terreno. A conformação topográfica do terreno e a conceituação do projeto 
são ferramentas utilizadas para determinar o sistema estrutural que deverá 
ser adotado na execução da edificação, de modo a reduzir custos e garantir a 
segurança dos ocupantes.
Aplicação: unidade habitacional de pequeno porte10
A orientação solar deve ser analisada para que os ambientes apresentem 
a luminosidade adequada e o conforto térmico ideal para cada finalidade. A 
relação com o entorno deve ser cuidadosamente estudada, tanto em termos de 
fauna e flora como em relação às edificações vizinhas. O Código de Obras e 
o Plano Diretor devem ser consultados para determinar as áreas mínimas dos 
ambientes, os afastamentos necessários entre divisas, os limites de alturas, 
o limite de ocupação do terreno, as restrições e os requisitos que devem ser 
atendidos, para que a edificação seja legalizada e atenda às normas específicas 
para sua construção. A intenção plástica do arquiteto também compreende os 
determinantes do partido arquitetônico, pois a idealização de uma edificação 
dá-se pelo desenvolvimento da criatividade do profissional, garantindo que a 
funcionalidade e a beleza seguirão juntas na concretização da ideia conceitual.
Organização da fase pré-projetual de uma 
composição arquitetônica residencial
A fase pré-projetual é composta pela determinação de diversas características 
que definem o início do processo de desenvolvimento do projeto. O partido 
arquitetônico surge do levantamento desses dados, a fim de garantir que o 
profissional tenha compreendido todas as expectativas do cliente e formulado 
a melhor alternativa para atender às suas necessidades.
Para projetar uma edificação residencial unifamiliar de pequeno porte, 
o arquiteto deve, primeiramente, averiguar as necessidades dos usuários da 
edificação por meio de entrevistas, para compreender a rotina dos moradores 
e as especificações a serem seguidas. Analisar o número de habitantes, a 
previsão de crescimento familiar e identificar as visitas frequentes são fatores 
definidores para determinar o número de ambientes e as dimensões necessárias 
para cada um desses espaços. Com os dados conceituais delimitados, devem 
ser levantados os dados físicos e as premissas estabelecidas para a confecção 
da edificação. A Figura 4 apresenta as etapas a serem seguidas na fase inicial 
do processo projetual.
11Aplicação: unidade habitacional de pequeno porte
Figura 4. Fase inicial do processo projetual.
Fonte: Ching e Binggeli (2013, p. 40).
Para iniciar um projeto, o arquiteto deve analisar as informações obtidas, 
sintetizar as que apresentam aplicabilidade e avaliar as que deverão ser apli-
cadas no projeto em si. Entretanto, esse processo pode ser retomado quantas 
vezes forem necessárias, até o profissional encontrar a opção mais adequada 
para atender às necessidades dos clientes. 
As etapas de análise, síntese e avaliação compõem uma metodologia de 
projeto utilizada por diversos profissionais, a fim de simplificar o processo 
projetual e facilitar o processo criativo. Na Figura 5, é possível observar que 
essa metodologia compreende um processo interativo, que pode ser refeito 
quantas vezes o profissional achar necessário.
Aplicação: unidade habitacional de pequeno porte12
Figura 5. Metodologia de projeto.
Fonte: Ching e Binggeli (2013, p. 39).
A análise corresponde à interpretação das aspirações de projeto, quando 
são apresentadas as informações espaciais e programáticas. Nessa etapa, 
realiza-se a entrevista com os clientes e o levantamento físico do local onde 
será implantado o projeto, define-se o programa de necessidades e buscam-se 
referências para auxiliar o processo projetual (BARBOSA et al., 2018).
Logo após a análise, inicia-se a síntese do projeto, que compreende o processo 
criativo com a aplicação das informações obtidas na etapa de análise. Nesse 
momento, busca-se tomar decisões para atender às diretrizes e aos condicio-
nantes que foram apresentados pelo cliente, assim como os obtidos com os 
levantamentos físicos. O processo criativo deve ser efetivo, com a finalidade 
de resolver as questões funcionais, estéticas e técnicas, mas, principalmente, 
corresponder às expectativas do cliente, apresentando a resolução de todos os 
requisitos solicitados. A etapa de síntese do projeto é composta pelo estudo 
preliminar, o anteprojeto, o projeto executivo e o detalhamento. 
Na etapa de avaliação, o arquiteto levanta os aspectos positivos e negativos 
encontrados no projeto realizado, a fim de avaliar se todos os objetivos propos-
tos na etapa de análise foram atendidos e evitar que desperdícios sejam gerados 
no decorrer da obra. A etapa de avaliação deve ser considerada satisfatória 
por todos os envolvidos, para que o processo seja concluído. Caso isso não 
ocorra, o processo de análise, síntese e avaliação deve ser retomado quantas 
vezes forem necessárias para atender aos objetivos propostos inicialmente 
(BARBOSA et al., 2018). 
13Aplicação: unidade habitacional de pequeno porte
Na etapa de análise, o profissional pode realizar um fluxograma a fim de apresentar 
as conexões entre os ambientes que compõem o programa de necessidades. Esse 
processo facilita a visualização da distribuição dos cômodos na residência por todos 
os envolvidos no projeto.
Residência unifamiliar de pequeno porte
O levantamento da área a ser trabalhada com a indicação das particularidades 
que o terreno apresenta é um fator que deve ser analisado antes de se iniciar 
os estudos preliminares, para que a edificação projetada seja implantada 
corretamente,de forma a atender às necessidades dos clientes, conforme a 
orientação solar desejada e mais adequada para cada ambiente, as diferenças 
de níveis, internas e externas, e a sua distribuição no terreno, de forma a gerar 
áreas verdes ou pavimentadas, de acordo as intenções desejadas.
A orientação solar deve ser estudada cuidadosamente para que haja con-
forto térmico na edificação durante todas as estações. Conforme a região do 
país onde a edificação se encontra, deve-se analisar o posicionamento mais 
adequado para determinar a distribuição dos ambientes, a fim de privilegiar 
as fachadas que necessitam de maior incidência, devido aos cômodos que 
cada uma comporta.
O levantamento topográfico é essencial para definir as movimentações 
de terras que serão necessárias, para gerar taludes ou para planificar certas 
áreas, conforme as exigências dos usuários ou as intenções de projeto. Esse 
levantamento pode ser realizado com estações totais, que apresentam medidas 
precisas de dimensões e ângulos, ou com a utilização de uma simples trena. 
A definição de qual equipamento deverá ser utilizado se dará pela topografia 
do terreno e pela sua extensão.
A análise da área a ser trabalhada permite destacar paisagens ou bloquear 
visuais ao definir a localização da edificação no terreno, assim como a com-
posição de fachadas que será executada. Para tanto, deve-se reunir todos os 
dados para realizar essas composições na etapa de levantamento físico. Desse 
modo, o programa de necessidades para uma residência unifamiliar de pequeno 
porte para atender uma família composta por três pessoas, um casal com um 
filho pequeno, pode conter: 
Aplicação: unidade habitacional de pequeno porte14
 � sala de estar;
 � sala de jantar;
 � lavabo;
 � cozinha;
 � lavanderia;
 � dormitório do casal;
 � dormitório do filho;
 � sanitário;
 � garagem.
Devido às determinações apresentadas pelos clientes, o profissional deve 
agregar ao programa de necessidades as informações necessárias para atender 
a essas expectativas, podendo indicar a proporção de cheios e vazados, as 
indicações de materiais e, até mesmo, de técnicas construtivas. Nesse caso, 
trabalharemos com as definições de ambientes amplos, área de estar e jantar 
integradas, grandes aberturas que, nas áreas sociais, sejam bloqueadas apenas 
com vidros e cortinas, materiais sustentáveis, telhado verde, cores neutras, 
jardim com árvores frutíferas e com espaço para implantação de uma pequena 
horta. Com o programa de necessidades definido, gera-se o fluxograma, 
apresentado pela Figura 6, que indica a setorização dos ambientes em social, 
íntimo e serviço.
Figura 6. Fluxograma do programa de necessidades.
Lavabo Salas de estar
e jantar
Cozinha
Circulação
Lavanderia
Garagem
Dormitório
casal
Sanitário Dormitório
�lho
Social
Íntimo
Serviço
Legenda
15Aplicação: unidade habitacional de pequeno porte
A determinação do programa de necessidades possibilita a elaboração do 
pré-dimensionamento de maneira que ambas as etapas permitam a geração do 
organograma da residência, facilitando, assim, a determinação das dimensões 
mínimas e dos mobiliários que devem ser dispostos em cada ambiente. A Figura 7 
apresenta um exemplo de distâncias a serem respeitadas em um ambiente 
de estar, criando circulações que garantem conforto tanto aos usuários que 
encontram-se sentados como aos que estão circulando no ambiente.
Figura 7. Pré-dimensionamento de um ambiente de estar.
Fonte: Ching e Binggeli (2013, p. 66).
O Quadro 2 traz o organograma da residência unifamiliar, com as indicações 
de mobiliários a serem utilizados em cada ambiente e as áreas necessárias 
para a sua implantação.
Aplicação: unidade habitacional de pequeno porte16
So
ci
al
Ambiente
Quan-
tidade
Mobiliário
População Área 
necessária 
(m2)Fixa Variável
Estar e 
jantar
1 Mesa e cadeiras
Sofá
Poltronas
Aparador
3 5 15,00
Lavabo 1 Cuba
Bacia
3 5 3,00
Se
rv
iç
o
Cozinha 1 Armários
Geladeira
Fogão
Forno elétrico 
e micro-ondas
3 5 7,00
Lavanderia 1 Máquina de 
lavar e secar 
roupas
Tanque
3 — 4,50
Garagem 1 — 3 — 10,00
Ín
ti
m
o
Dormitório 
casal
1 Armário
Cama
Criado-mudo
2 — 15,00
Dormitório 
filho
1 Armário
Cama
Escrivaninha
1 — 10,00
Sanitário 1 Chuveiro
Cuba
Bacia
3 — 5,50
Quadro 2. Organograma de residência unifamiliar
Com as informações obtidas no levantamento realizado e com o programa 
de necessidades elaborado, o conceito dessa residência unifamiliar é uma 
edificação sustentável que permita a integração total dos seus ambientes com a 
natureza. As solicitações apresentadas pelos clientes predispõem a elaboração 
de uma residência unifamiliar térrea, com volumetria simples, que possibilite 
a fluidez entre interior e exterior.
17Aplicação: unidade habitacional de pequeno porte
A edificação deve ser projetada visando o bem-estar e o conforto dos seus 
usuários, unindo a funcionalidade e o conceito estético, sem deixar de atender 
às expectativas dos que ali residirão. Para que um projeto apresente resultados 
satisfatórios, faz-se necessária a realização de uma fase pré-projetual consis-
tente e com informações completas, de maneira a facilitar o desenvolvimento 
do processo e garantir os resultados esperados.
BARBOSA, M. P. de A. et al. Projeto de interiores residenciais. Porto Alegre: SAGAH, 2018.
CHING, F. D. K.; BINGGELI, C. Arquitetura de interiores ilustrada. 3. ed. Porto Alegre: Book-
man, 2013.
CHING, F. D. K.; JUROSZEK, S. P. Desenho para arquitetos. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 
2012.
DUARTE, M. Morfologia do projeto arquitetônico: o partido arquitetônico. Campina 
Grande: CESED, [201–?].
FARRELLY, L. Fundamentos de arquitetura. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2014.
NEVES, L. P. Adoção do partido na arquitetura. 3. ed. Salvador: EDUFBA, 2011. E-book.
PATTERSON, C. B.; ABRAHÃO, J. I. A programação arquitetônica sob a ótica de ergono-
mia: um estudo de caso no setor público. Revista Ambiente Construído, Porto Alegre, 
v. 11, n. 3, p. 177–195, jul./set. 2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ac/v11n3/
a13v11n3. Acesso em: 2 jul. 2019.
RIBEIRO, A. C. M.; LIMA, A. M. F. de. A definição da volumetria no projeto arquitetônico. 
In: ENCONTRO DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA, 10., 2007, João Pessoa. Anais [...]. João Pessoa: 
UFPB, 2007. Cap. 2 — Cultura. Disponível em: http://www.prac.ufpb.br/anais/IXEnex/
iniciacao/documentos/anais/2.CULTURA/2CTDAMT04.pdf. Acesso em: 2 jul. 2019.
Aplicação: unidade habitacional de pequeno porte18
Dica do professor
O conceito arquitetônico é uma fase constituinte da etapa pré-projetual. A definição do conceito 
está diretamente ligada à função dos ambientes, ao terreno no qual a edificação será implantada e 
ao programa de necessidades dessa edificação.
Nesta Dica do Professor, você irá compreender como é formulado o conceito arquitetônico, 
visualizando, por meio de um exemplo prático, como essa etapa pode ser realizada com 
simplicidade durante o processo projetual.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Exercícios
1) Analise e complete as lacunas da afirmação a seguir.
O________________ analisa as necessidades dos usuários, relacionando com as intenções de 
___________________e as funções que a edificação deve apresentar. O desenvolvimento do 
processo de projeto é identificado por etapas específicas, segundo Patterson e Abrahão 
(2011). A etapa ______________________ é utilizada para gerar um programa estratégico, que 
englobe as ____________________, os objetivos e as intenções dos usuários da edificação.
A) proprietário – projeto – projeto - aspirações
B) arquiteto – pré-projeto – projetual - aspirações
C) projetista – projeto – pós-projeto - aspirações
D) arquiteto – projeto – pré-projetual - necessidades
E) projetista – pré-projeto – projetual - necessidades
2) Uma das etapas do estudo de viabilidade possibilita analisar e avaliar o programa de 
necessidades, relacionando-o aos requisitos legais necessários para efetivar a execuçãoda 
obra, sendo responsável também por fornecer soluções técnicas viáveis e que facilitem o 
desenvolvimento do estudo preliminar. Assinale a alternativa que corresponda à etapa 
definida pela afirmação anterior:
A) Levantamento físico
B) Estudo de viabilidade
C) Pré-dimensionamento
D) Estudo preliminar
E) Projeto executivo
O partido arquitetônico é definido por uma síntese de diversas características e etapas que 
compõem o processo de projeto. Considerando as afirmações abaixo, assinale quais são 
verdadeiras (V) e quais são falsas (F).
3) 
( ) O embasamento do partido arquitetônico se dá pelas informações básicas conceituais e 
pelos parâmetros referenciais.
( ) O partido arquitetônico não apresenta especificações técnicas para a realização do 
projeto.
( ) A conformação topográfica do terreno e a orientação solar são características que 
compreendem o partido arquitetônico.
Indique a ordem de preenchimento correto das informações apresentadas.
A) F - F - V
B) V - V - F
C) V - F - V
D) F - F - F
E) F - V - V
4) As etapas de análise, síntese e avaliação compreendem um processo interativo, que é 
utilizado para facilitar o processo criativo e para simplificar o processo projetual.
Identifique como é nomeado esse processo de análise, síntese e avaliação.
A) Metodologia de projeto
B) Pré-projeto
C) Levantamento físico
D) Projeto
E) Pós-projeto
O processo de desenvolvimento inicial do projeto arquitetônico é definido por diversas 
características que compõem a fase pré-projetual. Relacione as colunas a seguir que definem 
cada uma das etapas pré-projetuais e indique a alternativa correta.
(A) Levantamento físico do terreno
(B) Pré-dimensionamento
5) 
(C) Programa de necessidades
(D) Conceito
( ) Determinar as áreas mínimas necessárias para cada ambiente, a fim de garantir conforto e 
segurança aos usuários.
( ) Ideia que serve de embasamento para o projeto arquitetônico, relacionando a função, o 
terreno e o programa de necessidades.
( ) Indica a orientação solar e a conformação topográfica.
( ) Indica os principais condicionantes que determinam a função, a construção, a 
materialidade e a relação com o terreno.
A) A - B - C - D
B) B - D - C - A
C) B - C - A - D
D) D - C - B - A
E) B - D - A - C
Na prática
Para criar um projeto que seja coerente com o entorno e com o contexto no qual o terreno está 
inserido, é essencial que todas as informações pertinentes sejam documentadas na etapa de 
levantamento físico.
O levantamento físico de um terreno requer a realização de uma análise topográfica completa e 
precisa, que pode ser realizada pelo próprio arquiteto ou por um topógrafo contratado. Devem ser 
indicadas as dimensões do terreno, de forma a conferir se todas as informações apresentadas na 
escritura foram respeitadas pelas edificações vizinhas.
Neste Na Prática, você irá acompanhar as etapas a serem seguidas para que o levantamento físico 
seja realizado com precisão e garanta informações completas ao profissional que irá projetar a 
edificação.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Arquitetura: forma, espaço e ordem
Neste material, você irá encontrar conceitos e exemplos de organização espacial e composições da 
forma arquitetônica. Leitura recomendada dos capítulos 03 - A Forma e o Espaço e 04 – A 
Organização.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Manual do arquiteto: planejamento, dimensionamento e 
projeto
Neste material, você irá encontrar informações para realizar um pré-dimensionamento completo, 
que possibilite a realização de um projeto residencial que garanta conforto e bem-estar aos 
usuários. Leitura recomendada dos capítulos 01 e 02.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Como dimensionar ambientes em arquitetura
Neste vídeo, você irá aprender de forma simples a realizar o pré-dimensionamento de uma sala de 
estar e jantar.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Conceito x Partido
Neste vídeo, você encontra uma breve explicação sobre a diferença de conceito e partido 
arquitetônico.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
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