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AVALIAÇÃO DE MÁQUINAS, 
EQUIPAMENTOS, INSTALAÇÕES E 
BENS INDUSTRIAIS EM GERAL
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1.
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Rosangela Bomtempo de Siqueira
Londrina 
Editora e Distribuidora Educacional S.A. 
2020
AVALIAÇÃO DE MÁQUINAS, EQUIPAMENTOS, 
INSTALAÇÕES E BENS INDUSTRIAIS EM GERAL
1ª edição
3
2020
Editora e Distribuidora Educacional S.A.
Avenida Paris, 675 – Parque Residencial João Piza
CEP: 86041-100 — Londrina — PR
e-mail: editora.educacional@kroton.com.br
Homepage: http://www.kroton.com.br/
Presidente
Rodrigo Galindo
Vice-Presidente de Pós-Graduação e Educação Continuada
Paulo de Tarso Pires de Moraes
Conselho Acadêmico
Carlos Roberto Pagani Junior
Camila Braga de Oliveira Higa
Carolina Yaly
Giani Vendramel de Oliveira
Henrique Salustiano Silva
Juliana Caramigo Gennarini
Mariana Gerardi Mello
Nirse Ruscheinsky Breternitz
Priscila Pereira Silva
Tayra Carolina Nascimento Aleixo
Coordenador
Mariana Gerardi Mello
Revisor
Lucas dos Santos Araujo Claudino
Editorial
Alessandra Cristina Fahl
Beatriz Meloni Montefusco
Gilvânia Honório dos Santos
Mariana de Campos Barroso
Paola Andressa Machado Leal
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
_________________________________________________________________________________________ 
Siqueira, Rosangela Bomtempo de
S618a Avaliação de máquinas, equipamentos, instalações e 
 bens industriais em geral/ Rosangela Bomtempo de 
 Siqueira, – Londrina: Editora e Distribuidora Educacional 
 S.A. 2020.
 43 p. 
 ISBN 978-65-87806-71-6
 
 1. Avaliação de máquinas 2. Avaliação de bens 
industriais 3. Avaliação de equipamentos elétricos I. Título. 
 CDD 620 ____________________________________________________________________________________________
Raquel Torres – CRB 6/278
© 2020 por Editora e Distribuidora Educacional S.A.
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser 
reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, 
eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de 
sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização, 
por escrito, da Editora e Distribuidora Educacional S.A.
4
SUMÁRIO
Introdução à avaliação de bens industriais __________________________ 05
Etapas gerais do processo de avaliação _____________________________ 21
Procedimentos específicos para avaliação __________________________ 35
Elaboração de Laudos de Avaliações _______________________________ 48
AVALIAÇÃO DE MÁQUINAS, EQUIPAMENTOS, INSTALAÇÕES 
E BENS INDUSTRIAIS EM GERAL
5
Introdução à avaliação 
de bens industriais
Autoria: Rosangela Bomtempo de Siqueira 
Leitura crítica: Lucas dos Santos Araujo Claudino
Objetivos
• Estudar os princípios para a carreira de avaliador de 
máquinas e equipamentos.
• Aprimorar o conhecimento pautado no estudo 
da norma técnica que regulamente o exercício da 
avaliação de bens em máquinas e equipamentos.
• Distinguir as habilidades específicas para trabalhos 
de avaliação de bens multidisciplinares. 
6
1. Introdução aos conceitos da avaliação de 
máquinas e equipamentos
A avaliação de bens é um ramo que contempla diversas áreas da 
engenharia, e, por ser tão vasto o campo de aplicação, a norma que 
regulamenta essa profissão foi escrita e composta por diversas partes, 
sendo uma delas a parte 5 (ABNT, 2006), pertinente ao trabalho de 
avaliação de máquinas e equipamentos. Para ser um avaliador de 
máquinas e equipamentos, é primordial conhecer as normas e diretrizes 
que regem a profissão, inclusive as instruções do sistema CREA/CONFEA 
(Conselho Regional de Engenharia e Agronomia/ Conselho Federal de 
Engenharia e Agronomia), que com suas resoluções regulamentam a 
habilitação de distintos profissionais.
Neste tema, estudaremos sobre as diretrizes do avaliador de máquinas 
e equipamentos, entre elas a norma ABNT 14.653 parte 5 (ABNT, 2006), 
além de aprendermos os principais conceitos presentes nesse tipo de 
avaliação, assim como suas respectivas finalidades.
1.1 Introdução
O termo avaliação, conforme o dicionário da língua portuguesa, 
significa “ato ou efeito de avaliar; valor determinado pelos avaliadores. 
Determinar a valia ou o valor. Calcular. Trabalho do avaliador” (FERREIRA, 
2017, p. 83).
O campo de avaliação de máquinas e equipamentos é amplo. Quando 
se pensa em uma indústria, de qualquer segmento e porte, vemos que 
ela é composta por dezenas ou centenas de máquinas, conjuntos de 
processos produtivos que formam um complexo industrial.
Todo esse horizonte de máquinas e equipamentos que compõe uma 
fábrica, indústria ou qualquer outro setor se torna peça fundamental 
7
no processo produtivo daquela empresa. Assim, ao pensar nesse tipo 
de avaliação, é preciso direcionar o ponto de vista para uma situação 
isolada. Por exemplo, em uma roçadeira agrícola, podemos pensar em 
uma situação isolada instalada que forma um conjunto, como uma 
fazenda com instalações industriais para a ordenha e a produção de 
leite.
Todo o conjunto forma um processo produtivo com valor significativo 
no mercado, que, aos olhos da contabilidade, quando retratado em 
uma linha de tempo de depreciação, respeitando sua vida útil conforme 
dados contábeis, já é considerado nos ativos como depreciado. No 
entanto, aos olhos da engenharia, por ainda produzirem renda, 
equipamentos com fichas e controle efetivo de manutenção preditiva, 
preventiva e corretiva podem sim ser bens de alto valor agregado que 
compõem aquela empresa e que, apesar de seu obsoletismo, ainda 
estão em pleno funcionamento, com capacidade produtiva eficaz.
Empresas, produtores rurais, entre outros possuidores de bens como 
máquinas e equipamentos têm sob seu domínio um conjunto de 
instalações que formam um patrimônio de expressivo valor agregado. 
Raul Cavallari, autor do livro Avaliação de Máquinas, Equipamentos e 
Complexos Industriais, diz:
O valor pelo qual se realizaria uma compra e venda entre partes desejosas, 
mas não obrigadas à transação, ambas perfeitamente conhecedoras do 
negócio e do mercado, admitindo um prazo razoável para se encontrarem. 
(CAVALLARI, 2014, p. 25)
Pela forma como coloca, o autor também reconhece que diante de 
máquinas e equipamentos estamos falando de situações em que, 
estando ambos cientes de seu valor e necessidade, podem efetuar 
transações entre si. É o que ressalta o autor Julio Cesar Teixeira de 
Siqueira sobre a máquina de costura, em sua obra Recuperação Judicial: 
Guia prático para credores e devedores:
8
O trabalho de avaliação não somente traz a situação do bem em valor, 
como também determina indicadores de viabilidade de sua utilização 
econômica, por exemplo, uma máquina de costura com 25 anos de uso 
pode estar em pleno funcionamento, no entanto, após o trabalho de 
avaliação, ela pode ter sido depreciada o suficiente e ser considerada 
sucata. Por esse motivo, cabe ao especialista avaliar e dizer por meio 
de técnicas o valor real do bem, haja vista que ele funciona e produz. 
(SIQUEIRA, 2016, p. 169)
Quando o bem é colocado na posição de algo que ainda produz e gera 
renda, seu papel no mercado é outro. O que não serve mais para uma 
pessoa pode ser útil a outro empresário, ou o que ainda é ferramenta 
de trabalho pode servir como patrimônio para financiamentos de 
novas máquinas e para um novo processo produtivo. Tais afirmações 
revelam a importância das empresas em garantir que suas máquinas 
e seus equipamentos estejam em condições seguras e efetivas de 
funcionamento, pois, da mesma forma que um imóvel se deprecia com o 
passar dos anos, bens como máquinas, equipamentos, veículos, móveis 
e utensílios também podem sofrer depreciação caso não haja a correta 
manutenção e conservação.
1.2	 Qual	é	o	profissionalda	engenharia	que	avalia	
máquinas e equipamentos?
Ao pensarmos em máquinas e equipamento, podemos nos sentir 
limitados. Diante disso, é importante, antes mesmo de conhecer a 
ABNT NBR 14.653-5 (ABNT, 2006), entender o que diz a Resolução n. 
218 (CONFEA, 1973) do sistema CREA/CONFEA sobre a habilitação para 
o exercício da profissão. Essa resolução, em seu art. 1º, envolve 18 
atividades, como segue:
Art. 1º - Para efeito de fiscalização do exercício profissional correspondente 
às diferentes modalidades da Engenharia, Arquitetura e Agronomia em 
nível superior e em nível médio, ficam designadas as seguintes atividades: 
9
Atividade 01 – Supervisão, coordenação e orientação técnica; 
Atividade 02 – Estudo, planejamento, projeto e especificação; 
Atividade 03 – Estudo de viabilidade técnico-econômica; 
Atividade 04 – Assistência, assessoria e consultoria; 
Atividade 05 – Direção de obra e serviço técnico; 
Atividade 06 – Vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer 
técnico;
Atividade 07 – Desempenho de cargo e função técnica; 
Atividade 08 – Ensino, pesquisa, análise, experimentação, ensaio e 
divulgação técnica; extensão; 
Atividade 09 – Elaboração de orçamento; 
Atividade 10 – Padronização, mensuração e controle de qualidade; 
Atividade 11 – Execução de obra e serviço técnico; 
Atividade 12 – Fiscalização de obra e serviço técnico; 
Atividade 13 – Produção técnica e especializada; 
Atividade 14 – Condução de trabalho técnico; 
Atividade 15 – Condução de equipe de instalação, montagem, operação, 
reparo ou manutenção; 
Atividade 16 – Execução de instalação, montagem e reparo; 
Atividade 17 – Operação e manutenção de equipamento e instalação; 
Atividade 18 – Execução de desenho técnico.
10
Art. 12 – Compete ao ENGENHEIRO MECÂNICO ou ao ENGENHEIRO 
MECÂNICO E DE AUTOMÓVEIS ou ao ENGENHEIRO MECÂNICO E DE 
ARMAMENTO ou ao ENGENHEIRO DE AUTOMÓVEIS ou ao ENGENHEIRO 
INDUSTRIAL MODALIDADE MECÂNICA: 
I - O desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, 
referentes a processos mecânicos, máquinas em geral; instalações 
industriais e mecânicas; equipamentos mecânicos e eletromecânicos; 
veículos automotores; sistemas de produção de transmissão e de utilização 
do calor; sistemas de refrigeração e de ar condicionado; seus serviços afins 
e correlatos. (CONFEA, 1973)
Dessa maneira, de acordo com a determinação da resolução, cabe aos 
engenheiros mecânicos e afins o exercício da profissão de avaliador de:
• Máquinas e equipamentos, como exemplificado pela Figura 1.
• Móveis e utensílios.
• Veículos.
• Complexos industriais (somente o que lhe for pertinente avaliar).
Figura 1 – Máquinas agrícolas que podem se 
tornar objeto de avaliação
Fonte: Yuriy Golub ID da foto: 1147895648
https://www.shutterstock.com/pt/g/Yuriy%2BGolub
11
É muito importante que o profissional de avaliação, ao ser contratado 
para esse tipo de trabalho, identifique de forma clara o que lhe será 
pertinente avaliar e o que será destinado a outro profissional, devido ao 
tipo de avaliação. Para melhor compreensão, vejamos um exemplo.
Imaginemos que um profissional é contratado para avaliar um complexo 
industrial (Figura 2) que produz tintas, sendo importante levar em 
conta que o proprietário está em fase de recuperação judicial e todo 
o complexo será avaliado. Ao se reunir com os proprietários, ele 
efetivamente percebe que será necessário avaliar:
• O terreno e as edificações com suas benfeitorias.
• Máquinas e equipamentos.
• Móveis e utensílios.
• A estação de tratamento de água.
• A subestação.
• Veículos.
Por fim, o profissional percebe também que a empresa gera um passivo 
ambiental. Diante dessa situação, esse trabalho precisará dos seguintes 
profissionais:
• Engenheiro civil: para avaliar o terreno e as edificações com suas 
benfeitorias e a estação de tratamento de água.
• Engenheiro mecânico: para avaliar as máquinas, os 
equipamentos, os móveis, os utensílios e os veículos.
• Engenheiro eletricista: para avaliar a subestação, que é composta 
por transformadores, torres, painéis elétricos etc.
12
• Engenheiro ambiental: para avaliar o passivo ambiental.
Figura 2 – Planta de um determinado complexo industrial
Fonte: acervo da autora.
Dessa forma, o trabalho será realizado de uma maneira multidisciplinar, 
sendo várias habilitações necessárias para a sua conclusão. Diante disso, 
fica claro que é possível oferecer esse tipo de serviço por um preço 
justo, uma vez que o processo de avaliação completo para a composição 
do valor justo de mercado envolve vários profissionais da engenharia, 
e todos eles irão trabalhar para, ao final, seus laudos comporem o 
resultado final da avaliação do patrimônio.
1.3 Qual é a norma que regulamenta esse trabalho?
Como já mencionado, a ABNT NBR 14.653 (ABNT, 2019) é o 
procedimento normativo para esse trabalho. A Parte 1 traz, em sua 
íntegra, os procedimentos gerais para a avaliação, sendo de extrema 
importância que o avaliador tenha pleno conhecimento desses 
13
procedimentos para que seu trabalho não fuja da temática e obedeça 
aos critérios rigorosos da norma (ABNT, 2019).
Depois de conhecer a Parte 1 dessa norma, é preciso se aprofundar na 
Parte 5, na qual é tratada de forma específica a avaliação de máquinas 
e equipamentos. Assim, por meio dele, o avaliador irá ampliar sua visão 
sobre os conceitos de avaliação e suas aplicações.
Logo no início, a NBR 14.653-5 traz conceitos importantes para o 
avaliador, são eles:
bem similar: Bem com características relevantes na formação de valor, 
equivalentes ao avaliando, tais como função, desempenho operacional e 
estrutura construtiva.
custo direto de instalação: recursos monetários referentes a gastos de 
montagem, fretes, taxas e impostos diretos.
custo indireto de instalação: recursos monetários referentes a projetos, 
gerenciamento da montagem, taxas e impostos inerentes e despesas 
financeiras.
depreciação inicial: Perda de valor de um bem em função da 
descaracterização do bem como novo.
depreciação por desmontagem: Depreciação de um bem devido a efeitos 
deletérios decorrentes dos trabalhos normais necessários à remoção do 
equipamento.
equipamento: Qualquer unidade auxiliar componente de máquina.
good-will: Diferença entre o valor econômico de uma unidade industrial e 
o seu valor patrimonial.
idade aparente: Idade estimada de um bem, em função de suas 
características e estado de conservação no momento da vistoria.
14
instalações: Conjunto de materiais, sistemas, redes, equipamentos 
e serviços, para apoio operacional a uma máquina isolada, linha de 
produção ou unidade industrial, conforme o grau de agregação.
linha de produção: Conjunto de máquinas e equipamentos integrados em 
um processo produtivo.
máquina: Todo e qualquer aparelho, composta por um ou mais 
equipamentos, destinado a executar uma ou mais funções específicas a 
um trabalho ou à produção industrial.
manutenção: Conjunto de ações preventivas ou corretivas necessárias 
para preservar as condições normais de utilização de um bem.
manutenção corretiva: Conjunto de ações que visam corrigir falhas 
operacionais de um bem.
manutenção preventiva: Conjunto de ações de caráter programado 
em um bem, envolvendo a inspeção ou troca prévia de componentes, de 
acordo com planejamento que vise garantir o seu perfeito funcionamento.
manutenção preditiva: Conjunto de ações de caráter programado em um 
bem, por meio de monitoramento contínuo de seus componentes e com o 
auxílio de inspeção não destrutiva (análise de vibrações, termografia, entre 
outros).
módulo: Conjunto de máquinas, equipamentos e instalações que constitui 
uma unidade integrada a um processo, segmento ou etapa de produção 
e que pode ser montada ou fabricada externamente (exemplos: city-gates, 
subestação elétrica compacta, turbinas e outros).
preço de liquidação forçada: Quantia auferível pelo bem na hipótese de 
uma venda compulsória ou em prazo menor que o médio de absorção 
pelo mercado.
reforma(“rebuild”): Ações que visam restaurar as condições operacionais 
e o desempenho original de um bem.
15
repotenciação (“upgrade”/“retrofitting”): Ações que visam melhorar as 
condições operacionais ou o desempenho original de um bem.
salvado: Objeto que se consegue resgatar de um sinistro e que ainda 
possui valor.
seguro: É uma transferência de risco garantida por contrato, pelo qual 
uma das partes se obriga, mediante cobrança de prêmio, a indenizar outra 
pela ocorrência de sinistro coberto pela apólice.
sinistro: É um evento que causa perda financeira.
sistema: Conjunto de máquinas, equipamentos e instalações para serviços 
específicos da unidade industrial. Exemplo: sistema de vapor, elétrico, ar 
comprimido etc.
sistema integrado: Conjunto de máquinas projetadas para executar 
um determinado trabalho ou função, de forma sincronizada, por meio 
de ligações mecânicas ou elétricas ou eletrônicas que são valorados em 
grupo.
unidade industrial: Conjunto de terreno, infra-estruturas, edificações e 
benfeitorias, máquinas, equipamentos, instalações, móveis e utensílios, 
destinados à produção industrial.
valor de desmonte: Valor de reedição no fornecedor de um bem ou 
conjunto de bens, deduzidas as despesas de desmontagem, remoção, 
revisão, recondicionamento e comercialização.
valor econômico: Valor presente da renda líquida auferível pelo módulo 
ou unidade industrial, durante sua vida econômica, a uma taxa de 
desconto correspondente ao custo de oportunidade de igual risco.
valor de mercado para compra: Valor provável que o proprietário 
industrial reporia um bem isolado no mercado, no estado em que se 
encontra. Exemplo: aquisição de máquinas operatrizes pela indústria no 
mercado de usados.
16
valor de mercado para venda: Valor provável que o proprietário 
industrial de um bem isolado obteria no mercado para a sua venda no 
estado e no local em que se encontra.
valor de sucata: Valor de mercado dos materiais reaproveitáveis de um 
bem, na condição de desativação, sem que estes sejam utilizados para fins 
produtivos.
valor em uso: Valor de um bem, em condições de operação, no estado 
atual, como uma parte integrante útil de uma indústria, incluídas, quando 
pertinentes, as despesas de projeto, embalagem, impostos, fretes, 
montagem.
valor em risco: Valor representativo da parcela do bem que se deseja 
segurar e que corresponde ao valor máximo segurável.
valor patrimonial: Somatório dos valores dos bens que compõem 
o objeto da avaliação. Na impossibilidade de se identificar o valor de 
mercado de algum bem, considera-se a sua melhor aproximação, como, 
por exemplo, o valor de reedição no destino ou o valor de desmonte. 
(ABNT, 2006)
Esses conceitos sempre farão parte do processo desse tipo de avaliação 
pericial, servindo como um norte de pensamento crítico por parte do 
avaliador. O laudo a ser elaborado precisa levantar, evidenciar, investigar 
e relatar os fatos com base em vários desses conceitos previamente 
definidos, o que o guiará à conclusão adequada do trabalho.
A norma também traz diversas classificações para a avaliação, vejamos 
(ABNT, 2019):
Classificação	por	setor	econômico
• Setor primário.
• Setor secundário.
17
• Setor terciário.
Classificação	do	bem	por	tipo
• Máquinas.
• Equipamentos.
• Moldes, estampos e gabaritos.
• Instalações.
• Veículos de transporte.
• Móveis e utensílios.
Classificação	por	situação
• Bens isolados, instalados ou não.
• Bens instalados, integrados no processo de unidade industrial.
Um exemplo de classificação seria a avaliação em uma empresa 
que possui uma estação de tratamento de água e esgoto. Esse setor 
está situado no lado externo e conta com uma benfeitoria edificada 
(avaliada por um engenheiro civil), além de máquinas e bombas em 
funcionamento (avaliadas por engenheiro mecânico). A classificação 
da avaliação é do tipo bens instalados, integrados no processo de 
unidade industrial, visto que estão construídos de forma integrada ao 
processo da unidade industrial.
De maneira geral, um complexo industrial está repleto de bens que 
precisam ser classificados e separados individualmente. Dessa forma, a 
norma classifica os bens recorrentes dessa unidade industrial como:
• Terreno.
18
• Infraestrutura.
• Edificações.
• Máquinas, equipamentos e acessórios.
• Sistema de utilidades.
• Veículos de transporte (terrestre, ferroviário, marítimo e/ou aéreo).
• Móveis e utensílios.
Dessa forma, a própria norma conduz o usuário a um roteiro de 
trabalho otimizado, que permite um olhar amplo e uma definição clara 
do que será ou não avaliado.
Na jornada de avaliação, é importante que o avaliador saiba qual a 
finalidade da sua contratação. A norma também apresenta um roteiro 
de razões pela qual um engenheiro avaliador pode ser contratado. 
Conforme ABNT NBR 14.653-5, essas razões são:
Avaliações para alienação;
Avaliações para fusões, cisões e incorporações;
Avaliações para leilões;
Avaliações para garantias e penhoras;
Avaliações para seguros;
Avaliações patrimoniais;
Reavaliação de ativos imobilizados;
Avaliações para comércio exterior. (ABNT, 2019, p. 8)
19
1.4 Conclusão
Como pode ser percebido, assim como todos os outros tipos de 
avaliação, o ato de avaliar bens como máquinas e equipamentos exige 
um minucioso conhecimento das normas pertinentes ao tema. No 
entanto, não é interessante deixar o trabalho limitado somente à norma, 
pois existem literaturas muito interessantes sobre o tema e artigos que 
são defendidos e apresentados em congressos importantes pelo País.
O trabalho de avaliação de bens como máquinas e equipamentos está 
bastante presente no setor bancário, para fins de alienação ou garantias 
financeiras. Aos empresários, é muito importante ter como prestador de 
serviços um profissional alinhado com os procedimentos e as diretrizes 
normativas, de modo a atingir o objeto da avaliação (a entrega de um 
trabalho que retrate a real situação do bem, suas condições, idade e 
produtividade), de modo que o bem possa ser valorizado e apresente ao 
final o seu real valor de mercado.
Assim como para as demais normas, avaliar máquinas, equipamentos, 
móveis, utensílios, veículos e complexos industriais, o ato de vistoriar é 
um dos fatores primordiais para o sucesso desse trabalho. Dessa forma, 
buscar apoio na literatura de grandes escritores sobre o assunto pode 
contribuir significativamente para a execução de um bom trabalho
É importante lembrar que os laudos, os pareceres e as avaliações estão 
sob regência do sistema CREA/CONFEA, cabendo ao avaliador recolher a 
ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) pertinente ao seu trabalho. 
Feito isso já no início das atividades, é hora de mãos à obra!
Referências	Bibliográficas
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 14.653: Avaliação de bens. 
Rio de Janeiro: ABNT, 2019.
20
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 14.635-5: Avaliações de 
máquinas, equipamento, instalações e bens industriais em geral. Rio de Janeiro, 
2006.
CAVALLARI, Raul. Avaliação de Máquinas, Equipamentos e Complexos 
industriais. São Paulo: Leud, 2014.
CONFEA. Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia. Resolução n. 
218, de 29 de junho de 1973. Discrimina atividades das diferentes modalidades 
profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia. Rio de Janeiro: CONFEA, 
[1973]. Disponível em: http://normativos.confea.org.br/downloads/0218-73.pdf. 
Acesso em: 30 set. 2020.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Mini Aurélio: dicionário da língua 
portuguesa. 8. ed. Curitiba: Positivo, 2017.
SIQUEIRA, Rosangela Bomtempo de. Frentes gerenciais após o deferimento: Laudo 
de avaliações dos ativos. In: SIQUEIRA, Julio Cesar Teixeira de. Recuperação judicial 
de empresas médias e pequenas: Guia prático para o credor e devedor. São 
Paulo: Trevisan, 2016. cap. 8. p. 166-171.
http://normativos.confea.org.br/downloads/0218-73.pdf
21
Etapas gerais do 
processo de avaliação
Autoria: Rosangela Bomtempo de Siqueira
Leituracrítica: Lucas dos Santos Araujo Claudino
Objetivos
• Estudar os procedimentos metodológicos e 
normativos para identificar valores e custos de um 
bem.
• Desenvolver habilidade específica para a coleta de 
dados no mercado de usados e novos.
• Entender o significado e o real valor de um bem para 
as aplicações de engenharia.
• Distinguir os diferentes bens no mercado e suas 
formas de avaliação.
22
1. O início dos trabalhos desde a contratação
O trabalho de avaliação de máquinas e equipamentos pode ter diversos 
objetivos. O mercado para esse tipo de avaliação é amplo, uma vez 
que todos os empresários, de diferentes setores, possuem máquinas, 
equipamentos, entre outros bens tangíveis e intangíveis que precisam 
de valor de mercado para a composição de seu patrimônio, seja por 
razões de financiamento, garantias ou até mesmo para fins de falência e 
recuperação.
2. Fase de orçamento
Ser avaliador e estar diante de um trabalho novo não é simplesmente 
uma oportunidade de agregar renda ao seu negócio por meio 
da cobrança de honorários. Ser avaliador é estar diante de uma 
problemática na qual o cliente ou o magistrado precisa do seu intelectual 
para avaliar e, quando falamos em intelectual, direcionamos o valor 
ao conhecimento adquirido em seu estudo. Avaliar bens é uma arte 
e requer muito mais do que habilidades matemáticas; exige um olhar 
crítico, sistematizado e direto para o negócio do cliente.
Diante de um novo trabalho, o primeiro passo é estimar quantas 
horas serão necessárias para executá-lo, a quantidade de vistorias que 
serão necessárias e quais os custos de toda essa dedicação. Para isso, 
é importante ter, desde o início, ciência do que será avaliado e qual 
o objetivo. É importante lembrar que, se o objeto avaliando for um 
complexo industrial, isso engloba uma equipe multidisciplinar e um 
inventário completo de máquinas, equipamentos, móveis, utensílios, 
imóveis, veículos, instalações fixas etc.
A importância de saber qual a finalidade da avaliação é tão grande que 
a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), na NBR 14.653, 
23
Parte 5 (ABNT, 2006), apresenta uma associação entre a finalidade de 
avaliação, o grau de agregação e os tipos de valores, como podemos ver 
no Quadro 1.
Quadro 1 – Finalidades das avaliações e os tipos de valor admissíveis
Bem isolado
Fora do Processo Industrial
Finalidade Não instalado Instalado
Integrado ao
processo
industrial
(instalado)
Módulo
industrial ou
sistema
integrado
Unidade
industrial
Alienação
Valor de 
mercado para 
desimobilização.
Valor de desmonte.
Valor de sucata.
Valor de 
mercado para 
desimobilização.
Valor de 
desmonte.
Valor de sucata.
Valor de 
mercado para 
desimobilização.
Valor de 
desmonte.
Valor de sucata.
Valor econômico.
Valor de reedição 
no destino.
Valor de 
desmonte.
Valor econômico.
Valor de reedição no 
destino.
Valor de desmonte.
Fusão, cisão e
incorporação
Valor de 
mercado para 
desimobilização.
Valor de mercado 
para reposição.
Valor de desmonte.
Valor de sucata.
Valor de 
mercado para 
desimobilização.
Valor de 
mercado para 
reposição.
Valor de 
desmonte.
Valor de sucata.
Valor de 
mercado para 
desimobilização.
Valor de 
mercado para 
reposição.
Valor de 
utilização.
Valor de 
desmonte.
Valor de sucata.
Valor 
econômico.
Valor de 
mercado para 
desimobilização.
Valor de 
mercado para 
reposição.
Valor de 
desmonte.
Valor de sucata.
Valor econômico.
Valor de mercado para 
desimobilização.
Valor de mercado para 
reposição.
Valor de desmonte.
Valor de sucata.
24
Leilão
Preço de liquidação 
forçada.
Preço de 
liquidação 
forçada.
Preço de 
liquidação 
forçada.
Preço de 
liquidação
forçada.
Preço de liquidação 
forçada.
Garantia e
penhora
Valor de 
mercado para 
desimobilização.
Valor de mercado 
para reposição.
Valor de 
mercado para 
desimobilização.
Valor de 
mercado para 
reposição.
Valor de 
reedição no 
destino.
Valor de 
desmonte.
Valor 
econômico.
Valor de 
reedição no 
destino.
Valor de 
desmonte.
Valor econômico.
Valor de reedição no 
destino.
Valor de desmonte.
Seguro Valor em risco. Valor em risco. Valor em risco. Valor em risco. Valor em risco.
Patrimonial e
reavaliação de
ativos
imobilizados
Valor de mercado 
para reposição.
Valor de reedição 
no destino.
Valor de sucata.
Valor de 
mercado para 
reposição.
Valor de 
reedição no 
destino.
Valor de sucata
Valor de 
mercado para 
reposição.
Valor de 
reedição no 
destino.
Valor de sucata.
Valor de 
mercado para 
reposição.
Valor de 
reedição no 
destino.
Valor de sucata.
Valor de mercado para 
reposição.
Valor de reedição no 
destino.
Valor de sucata.
Comércio
exterior
Custo de 
reprodução.
Valor de mercado 
para compra.
Não aplicável. Não aplicável.
Custo de 
reprodução.
Valor de 
mercado para 
compra.
Custo de reprodução.
Valor de mercado para 
compra.
Fonte: adaptado de ABNT (2006).
25
3. Vistoria
A vistoria faz parte do processo avaliatório, sendo muito importante 
na avaliação. Ao tratar de bens industriais, ela não contempla apenas 
a verificação presencial de suas condições, mas também o estado de 
conservação e funcionamento em que se encontram.
No item Grau de precisão e fundamentação, a ABNT NBR 14.653-5 (ABNT, 
2006) evidencia a importância de vistoriar o bem, a fim de obter um bom 
resultado de avaliação, como podemos ver no Quadro 2:
Quadro 2 – Graus de fundamentação para laudos de avaliação de 
máquinas, equipamentos ou instalações isoladas
Item Descrição Grau
I II III
1
Vistoria
Caracterização completa e
identificação fotográfica do
bem, incluindo seus
componentes, acessórios,
painéis e acionamentos.
Caracterização 
sintética do
bem e seus 
principais
complementos, com
fotografias.
Caracterização 
sintética do
bem, com fotografia.
2
Funcionamento
O funcionamento foi
observado pelo engenheiro
de avaliações e as
condições de produção,
eficiência e manutenção
estão relatadas no laudo.
O funcionamento foi
observado pelo
engenheiro de 
avaliações.
Não foi possível 
observar o
funcionamento.
26
3
Fontes de
informação e
dados de
mercado
Para o valor de reedição:
cotação direta do bem novo
no fabricante para a mesma
especificação, ou pelo
menos três cotações de bens
novos similares.
Para valor de mercado: no
mínimo três dados de mercado
de bens similares no estado
do avaliando.
As informações e condições
de fornecimento devem
estar documentadas no
laudo.
Para valor de 
reedição: cotação 
direta do bem novo 
no fabricante, para a
mesma 
especificação, ou 
pelo menos duas 
cotações de bens 
novos similares.
Para valor de 
mercado: dois dados 
de mercado de bens 
similares no estado
do avaliando.
As informações e
condições de 
fornecimento devem 
estar relatadas no
laudo.
Para valor de 
reedição: uma
cotação direta para 
bem
novo similar.
Para valor de 
mercado: um
dado de mercado 
de bem similar no 
estado do
avaliando.
Citar a fonte de
informação.
4
Depreciação
Implícita no valor de
mercado do bem.
Calculada por 
metodologia
consagrada.
Arbitrada.
Fonte: adaptado de ABNT (2006).
O procedimento normativo é tão interessante para o avaliador que 
o quadro, apresentado pela própria regulamentação, evidencia a 
importância da vistoria e atribui graus para os diferentes níveis de sua 
atuação. Percebamos que o grau III, o mais elevado, engloba a vistoria 
mais completa, que caracteriza o bem e seu funcionamento.
27
Saber caracterizar o bem é muito importante, pois, dessa forma, caso 
alguém que não ofereça um serviço dentro dos padrões normativos 
concorra no mercado com você, será mais fácil argumentar sobre seus 
honorários e justificar seu trabalho. Afinal, com essa formação, você se 
coloca como especialista, e, então, espera-se que o serviço oferecido 
seja excepcional, com qualidade e muito bem fundamentado nos 
procedimentos, nas metodologiase nas boas práticas da profissão.
No momento da vistoria, é muito importante saber caracterizar o bem. 
Vamos a um exemplo prático: vamos imaginar uma indústria (Figura 1) 
em que alguns bens foram selecionados e devem ser avaliados. O que é 
importante observar durante a vistoria?
Figura 1 – Indústria plástica 
Fonte: Istock/yoh4nn.com.
Cada equipamento será avaliado de maneira singular. Assim, até se 
todos estiverem presentes no mesmo laudo e na mesma planilha, cada 
um deverá ser examinado de maneira individual. Durante o processo de 
vistoria é importante:
28
• Fotografar a máquina/equipamento em diversos ângulos.
• Anotar informações do fabricante, constantes na placa de metal 
presente em cada equipamento.
• Verificar as condições visuais e o estado de conservação.
• Averiguar as condições de funcionamento.
• Constatar a existência de nota fiscal e informações de ano da 
aquisição.
• Aferir a existência do manual de uso e operação.
• Certificar a existência da ficha de manutenção e das atualizações 
de manutenções preditiva, preventiva e corretiva.
• Conhecer o quanto esse equipamento ainda é capaz de produzir.
Ao considerar a singularidade de cada equipamento, é importante 
verificar um a um e utilizar recursos de mídia para registros. Dessa 
forma, será possível levar para o escritório evidências que auxiliarão na 
redação do laudo.
4. A escolha do método de avaliação
Após a realização do processo de vistoria, chega o momento de 
organizar e sistematizar os dados, o que poderá ser feito no escritório. É 
importante lembrar que, mesmo que o local de trabalho seja um grande 
espaço com muitos profissionais ou um ambiente dentro de própria 
casa do profissional, a qualidade do trabalho deve ser excepcional.
29
Figura 2 – Local de trabalho coletivo
Fonte: IStock/SolStock
Figura 3 – Ambiente de trabalho 
individual na própria residência
Fonte: IStock/BartekSzewczyk
 
1
Depois de coletadas as informações, a próxima etapa é planilhar os 
dados obtidos. É importante sistematizá-los e, principalmente, se 
for realizada uma avaliação em massa, organizá-los em fichas para 
cada equipamento, com as características fundamentais de cada um, 
conforme exemplo no Quadro 3.
Quadro	3	–	Exemplo	de	ficha	para	a	organização	 
dos dados por equipamento
FICHA TÉCNICA DAS MÁQUINAS E DOS EQUIPAMENTOS
Nº da Ficha: EV-01
Quantidade existente na fábrica: 01
Nº de Patrimônio: S/N
Equipamento: Envernizadora de sapatas.
Descrição: Máquina de aplicação e solidificação por embebimento em 
banho protetivo.
Fabricante: JiLin Province Wanda Electromechanical Equipment Ltd.
Modelo: JF585.
https://www.istockphoto.com/br/portfolio/BartekSzewczyk?mediatype=photography
30
Número de série: s/n.
Data (idade): 2006.
Característica técnica:
Transportadora horizontal com ciclo de gancheiras suspen-
sas, embebimento e cobertura com verniz protetivo, seca-
gem com ar quente; utiliza unidade de queima de gás natural 
e unidade de troca de calor.
Especificações técnicas: ——
Temperatura de cura: Temperatura ambiente – 250ºC (ajustável e controlável).
Potência calorífica: 36 KW.
Potência do ventilador: 2.2 KW.
Potência da transportadora: 0,75 KW.
Velocidade da transportadora: 200 – 2.000 mm/min.
Distância entre as partes suspensas: 150 mm.
Tamanho exterior das máquinas: 18500 x 2700 x 2950 mm.
Produtividade: 120 – 1.200 peças/h.
Peso 2.500 Kg.
Fonte: elaborado pela autora.
Além de ordenar os dados de forma individual, é preciso também 
organizá-los em planilhas, pois é por meio delas que serão aplicados os 
conceitos de avaliação.
Independentemente do método escolhido, será importante apresentar 
algumas informações primordiais para a avaliação. Vejamos a seguir 
uma sugestão de como isso poderá ser feito (Quadro 4).
31
Quadro 4 – Exemplo de quadro para a listagem de equipamentos
DESCRIÇÃO COMPLETA DO BEM AVALIANDO FABRICANTE QTDE.
(n)
Idade real ou 
aparenteVIDA 
ÚTIL
Máquina de Solidificação por Embebimento em Cola 
JF585 – Envernizadora de Sapatas
JiLin Province Wan-
da Electromechani-
cal Equipment Ltd.
1 15 5
Fonte: elaborado pela autora.
O Quadro 4 traz tanto idade real quanto aparente, uma vez que a 
norma permite atribuir uma idade aparente ao bem. Assim, caberá ao 
avaliador verificar qual será utilizada, pois alguns equipamentos, quando 
colocados em um contexto de manutenção preditiva e preventiva, 
podem se mostrar mais conservados do que aqueles que não são 
inseridos nesses projetos de manutenção. Dessa forma, atribuir uma 
idade aparente ao bem pode facilitar a caracterização em relação ao seu 
estado de conservação.
Após os dados serem planilhados e organizados, chega o momento de 
escolher o método de avaliação. Segundo a norma ABNT NBR 14.653-5:
O método adotado deverá considerar a finalidade da avaliação, conforme 
o apresentado na tabela 1 e os procedimentos específicos detalhados no 
item 11, relativos à identificação de valor patrimonial, valor de desmonte, 
valor em risco e valor para garantia; à avaliação para comércio exterior; e à 
reavaliação de ativos.
Metodologia aplicável
Para atender as finalidades previstas na Tabela 1 – Finalidades das 
avaliações e tipos de valor admissíveis e os procedimentos específicos 
do item 11, recomenda-se observar os seguintes métodos definidos no 
item 8 da NBR 14653-1:
32
Método comparativo direto de dados de mercado: Para máquinas 
isoladas, apura o valor através de bens similares usados. As características 
diferentes devem ser tratadas por critérios fundamentados pelo 
engenheiro de avaliações, contempladas as diferentes funções, 
desempenhos operacionais (volume de produção, qualidade do produto 
produzido, custo unitário das peças produzidas), estruturas construtivas 
(carcaça, acionamentos e comandos) e itens opcionais, dentre outros.
Método involutivo: Apura o valor do terreno da unidade industrial, na 
impossibilidade de comparações com terrenos de portes similares, com 
adoção dos procedimentos previstos na NBR 14653-2.
Método evolutivo: Apura o valor do imóvel (terrenos e edificações) nas 
avaliações patrimoniais de unidades industriais, quando for possível obter 
o fator de comercialização em mercado semelhante, com adoção dos 
procedimentos previstos na NBR 14653-2.
Método	da	capitalização	da	renda: Apura o valor econômico da unidade 
industrial, com adoção dos procedimentos previstos na NBR 14653-4.
Métodos	de	custos	(comparativo	direto	e	quantificação): Apuram 
o valor de prédios e benfeitorias, através do custo de reedição. Para 
máquinas, na impossibilidade de uso do método comparativo direto de 
dados de mercado, utiliza-se a cotação de preços de bens novos junto 
a fabricantes dos mesmos ou similares, com aplicação da depreciação. 
(ABNT, 2006)
Conforme a própria norma permite, o método de custos é uma das 
opções para avaliar bens, máquinas e equipamentos. No entanto, não 
basta apenas aplicar procedimentos matemáticos para a avaliação; 
é preciso, assim como no método comparativo direto de dados de 
mercado, apurar o valor de mercado do bem em seu estado novo.
A vantagem é que, para esse tipo de avaliação, é necessária apenas uma 
amostra. Dessa forma, se estamos no mercado para avaliar um trator, 
por exemplo, é preciso coletar na vistoria todas as especificações desse 
33
bem. Então, feito isso, basta buscar no mercado uma amostra desse 
bem na condição de “novo”.
É nesse momento que a avaliação pode se tornar trabalhosa, pois, ao 
escolher o método do custo, dependendo da idade do bem, poderá ser 
difícil encontrar no mercado um outro com as mesmas especificações, 
principalmente se o avaliando já estiver em estado de obsoletismo. 
Diante dessa temática, é importante sempre ter responsabilidade no 
trato da idade real e da idade aparente, pois são dados importantes para 
o resultado final da avaliação do bem de forma individualizada.
O método do custo de reprodução é bastante conhecido no setor 
da engenharia mecânica, pois o avaliador conta diretamente com 
o apoiodo fabricante. Assim, é possível, após uma breve conversa, 
obter a amostra que substitui o bem avaliando, assim como todas as 
informações pertinentes aos itens sobressalentes que irão e deverão ser 
apontados e incluídos nessa fase de orçamento/cotação.
Raul Cavallari, no livro Avaliação de Máquinas, Equipamentos e Complexos 
Industriais (2014), traz alguns métodos que podem ser escolhidos, 
conforme o que for pertinente ao cenário do bem:
• Métodos diretos: custo de reprodução, comparativo de mercado e 
custo histórico.
• Métodos indiretos: método da renda, método residual, involutivo 
e evolutivo.
5. Conclusão
Neste tema, aprendemos sobre a importância do preparo e da vistoria 
que antecedem o trabalho de avaliação de bens. Vimos também que 
existem diversos métodos distintos para escolher na hora de avaliar e, 
34
principalmente, aprendemos que caracterizar a avaliação quanto a sua 
finalidade irá impactar diretamente no processo de avaliação.
Avaliar é uma arte, e o trabalho do avaliador não pode se resumir ao 
processo matemático, devendo conter também a sistematização de todo 
o processo de avaliação, que, ao final, será transformado no objeto final 
da contratação: O Laudo de Avaliação de Bens.
Referências	Bibliográficas
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 14.653: Avaliação de bens. 
Rio de Janeiro: ABNT, 2019.
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 14.635-5: Avaliações de 
máquinas, equipamento, instalações e bens industriais em geral. Rio de Janeiro, 
2006.
CAVALLARI, Raul. Avaliação de Máquinas, equipamentos e complexos 
industriais. São Paulo: Leud, 2014. cap. 8.
35
Procedimentos 
específicos	para	avaliação	
Autoria: Rosangela Bomtempo de Siqueira
Leitura crítica: Lucas dos Santos Araujo Claudino
Objetivos
• Desenvolver habilidade específica para identificação 
e caracterização dos bens.
• Entender o cenário a ser avaliado para a escolha do 
método específico de avaliação.
• Aplicar as diferentes formas de avaliação de bens.
• Aplicar o conceito de valor justo de mercado para o 
resultado final de uma boa avaliação.
36
1.	Caracterização	dos	Bens
O trabalho de caracterização dos bens é de extrema importância no 
processo de avaliação. Ao ser contratado ou nomeado para um trabalho 
de avaliação de máquinas e equipamentos, o perito avaliador precisa 
visitar o local do equipamento ou as instalações pessoalmente.
Na qualidade de técnico, o profissional deve possuir habilitação técnica 
e conhecimento específico. No momento da perícia, deve atentar-se a 
alguns pontos importantes:
• Descrição sintética.
• Fabricante.
• Modelo, tipo e número de série.
• Data de aquisição.
• Nota fiscal de referência.
• Dimensões, capacidade e/ou potência.
• Características especiais.
Comumente, o avaliador, ao analisar complexos industriais, depara-se 
com equipamentos que podem ter suas caracterizações prejudicadas 
devido à falta de informações, por ser muito antigo ou por ter sido 
montado pela própria empresa. Dessa forma, é importante recorrer 
ao nome do equipamento e a suas funções junto com as equipes de 
colaboradores que o utilizam e realizam as respectivas manutenções, 
além de buscar no acervo da empresa as notas fiscais que comprovem 
os itens que foram adquiridos para a sua montagem. Já quando a 
descrição estiver prejudicada pela idade ou pela depreciação do 
equipamento, o perito avaliador poderá contar com a mesma equipe de 
37
manutenção, que irá direcionar à especificação correta do equipamento, 
quer seja por meio de registros de manutenção ou por nota fiscal de 
aquisição.
Muitos avaliadores se descuidam e não têm em mãos o número de 
série do equipamento, pois julgam que esse item não é importante. No 
entanto, é por meio dessa informação que o equipamento poderá ser 
rastreado no fabricante, uma vez que, ao se tratar de um fabricante 
que ainda esteja ativo no mercado, o avaliador poderá ter acesso a 
informações como especificação, projetos, orçamentos etc.
2.	A	escolha	do	método	específico	para	a	
avaliação
Diante do levantamento realizado acerca dos bens que serão avaliados, 
o perito deverá criar uma listagem para as diversas máquinas e 
equipamentos ou então uma ficha de descrição, caso apenas um único 
equipamento específico seja avaliado. O fato é que, independentemente 
de quantos forem os equipamentos, todos precisam obedecer às regras 
de caracterização e ser avaliados, afinal esse é o objetivo do trabalho.
Imaginemos uma situação de avaliação de uma série de máquinas 
injetoras pertencentes a uma indústria de fabricação de plástico. É 
comum que, nesse tipo de avaliação, sejam encontrados diversos 
equipamentos iguais ou semelhantes, mas com idades distintas. Há 
diversos métodos que poderão ser escolhidos para prosseguir com essa 
avaliação. Porém, neste tema, utilizaremos a avaliação de bens por meio 
do Método do Custo com mais especificidade.
O item 10 da ABNT NBR 14.653-5 apresenta a definição desse método da 
seguinte forma:
38
Métodos	de	custos	(comparativo	direto	e	quantificação): Apuram 
o valor de prédios e benfeitorias, através do custo de reedição. Para 
máquinas, na impossibilidade de uso do método comparativo direto de 
dados de mercado, utiliza-se a cotação de preços de bens novos junto 
a fabricantes dos mesmos ou similares, com aplicação da depreciação. 
(ABNT, 2006)
O Método do Custo é um dos mais utilizados em avaliações de 
complexos industriais. O autor Agnaldo Calvi Benvenho traz a seguinte 
definição acerca da abordagem de custo:
A Abordagem de Custo fornece uma indicação de valor usando o princípio 
econômico de que um comprador não pagará, por um ativo de igual 
utilidade, por compra ou construção.
Esta abordagem baseia-se no princípio de que o preço que um comprador 
no mercado pagaria por um ativo objeto de avaliação, não seria superior 
ao custo de comprar ou construir um ativo equivalente, a menos que 
estejam envolvidas restrições de tempo, inconvenientes, riscos e outros 
fatores. Muitas vezes o ativo sendo avaliado é menos atraente do que o 
alternativo que poderia ser comprado ou construído em virtude de idade 
e obsolescência. Quando este for o caso podem ser necessários ajustes 
ao custo do ativo alternativo dependendo da base de valor requerida. 
(BENVENHO, 2019, p. 93-94)
De maneira geral, a escolha do Método do Custo para esse tipo de 
avaliação é uma boa opção e deve seguir um roteiro básico, sendo ele:
1. Caracterização e identificação do equipamento/máquina a ser 
avaliado.
2. Identificação da idade do bem, estado de conservação, 
singularidades operacionais e condições de produtividade.
3. Coleta de informações de mercado de um bem similar ou novo.
4. Definição do método de depreciação a ser adotado, lembrando 
que no mercado existem vários, como Ross Heidecke, Vitoy, 
Linear, Kuentzle etc.
39
5. Determinação da vida útil conforme índices de vida útil publicados 
pelo Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia 
(IBAPE). (Neste item, não podemos confundir a vida útil contábil 
com a vida útil determinada pela engenharia, pois é exatamente 
esta última que possibilita conservar o bem que ainda produz, 
mesmo que este esteja em estado de obsoletismo).
6. Cálculo do valor após aplicada a depreciação.
7. Determinação do coeficiente de depreciação, conforme o método.
8. Valor do bem após a aplicação dos coeficientes de depreciação.
Ao seguir os passos anteriores, é possível que o avaliador chegue ao 
valor justo de mercado do bem, conforme suas reais condições. Por isso, 
é importante que o perito trabalhe em função do que ele enxerga na 
vistoria do bem a olho nu.
Figura 1 – Injetora de indústria de produção 
de artefatos de plástico
Fonte: IStock/izusek.com.
https://www.istockphoto.com/br/portfolio/izusek?mediatype=photography
40
3. Método do Custo
O autor Agnaldo Calvi Benvenho, no livro Avaliação de Máquinas, 
Equipamentos, Instalações e Complexos Industriais, traz a seguinte 
expressão para o método do custo:
V =(Vnovo – Vr) x DP + Vr
Sendo:
V = Valor depreciado do bem
Vnovo = Valor na condição de novo, de um bem idêntico ou similar
Vr = Valor residual do bem ao final de sua vida útil
DP = Coeficiente de depreciação, calculado de acordo com a idade, vida 
útil, valor residual, estado de conservação e uso atual do bem. (BENVENHO, 
2019, p. 94)
A fórmula apresentada traz uma diretriz importante, ou seja, a pesquisa 
e a apuração do bem similar ou idêntico na condição de novo.
Ao executar essa pesquisa, o avaliador deverá buscar o fabricante do 
equipamento/máquina, pois por meio dele será mais fácil e eficiente 
apurar as mudanças que ocorreram desde a fabricação do produto até 
os modelos atuais. No entanto, é possível e comum que o fabricante 
não exista mais ou tenha sido incorporado por outra empresa. Dessa 
forma, o avaliador precisará buscar, cuidadosamente, fornecedores que 
tenham equipamentos/máquinas similares e conversar com eles para 
compreender o que se altera de um equipamento para o outro.
Já na ausência total de informações, o avaliador poderá recorrer a 
ábacos produzidos por alguns fabricantes, embora esta seja uma 
41
alternativa com baixa precisão. Por isso, essa abordagem deve ser feita 
apenas na ausência de informações suficientes no mercado.
Figura	2	–	Exemplo	de	gráficos	e	ábacos	construídos	a	partir	da	 
literatura da própria indústria
Fonte: IStock/Chaosamran_Studio.com.
Esses índices podem ser encontrados na literatura do próprio fabricante. 
Principalmente em indústrias internacionais, algumas possuem em seus 
acervos índices de estimativa de preço conforme idade e produção.
Ainda sobre as possibilidades de se encontrar o valor do bem na 
condição de novo no mercado e as grandes dificuldades nessa apuração, 
o perito avaliador poderá, por meio da documentação do equipamento, 
buscar atualizar o valor de aquisição conforme a documentação. Porém, 
é muito importante que se atente para não atualizar o valor por índices 
monetários, visto que há uma variação conforme a inflação, o que pode 
ser prejudicial para a avaliação correta do bem.
Pode-se, por exemplo, buscar no fabricante ou em fabricantes 
de similares, ou até mesmo com os próprios proprietários dos 
equipamentos, índices que se relacionem com o bem de forma 
https://www.istockphoto.com/br/portfolio/Chaosamran-Studio?mediatype=photography
42
harmoniosa, permitindo que este tenha seu valor corrigido de acordo com 
as condições técnicas, como o preço de suas principais matérias-primas.
Já quando se está diante de equipamentos produzidos pelo próprio 
dono da indústria, o que é muito comum nesse setor, precisa-se ter o 
devido cuidado com a apuração dos valores que foram gastos na época 
de sua construção. Se a indústria for bem organizada, terá o histórico 
de documentos que comprovem a construção do equipamento, com 
dados importantes para a consolidação de seu valor. A partir dessas 
informações, o perito avaliador, utilizando-se da capacidade de engenhar, 
irá aplicar outros custos, tais como projeto, ART, mão de obra etc.
Vida útil
Esta expressão pode ser facilmente confundida com a vida útil tabelada 
pela receita federal e muito utilizada pelos contabilistas. Porém, na 
engenharia, como já é sabido, aquilo que produz e gera receita pode 
ter uma vida útil diferenciada, como é o caso das máquinas de costura, 
pois, mesmo que ainda existam máquinas fantásticas e modernas, 
computadorizadas e digitais, há também as antigas, que fazem um 
ótimo trabalho e são consideradas pérolas na indústria de produção de 
roupas.
Dessa forma, é importante que o avaliador busque estimar 
criteriosamente a vida útil dos equipamentos determinada por meio 
de estudos específicos, que podem ser encontrados no IBAPE ou em 
literaturas sobre o tema.
Depreciação
A depreciação é outro item que tem vários vieses nas diferentes áreas, 
mas, para nós, o que vale é a depreciação da engenharia.
Ela está diretamente ligada à perda de valor pelas condições do 
equipamento/máquina conforme a evolução do tempo; no entanto, 
43
pode ser reduzida pela forma de manutenção, capaz de prolongar a vida 
do equipamento. Já no caso de obsolescência total do bem, este já se 
enquadra em uma condição mais avançada de depreciação, pois deve-
se considerar o cenário atual e moderno das evoluções tecnológicas dos 
equipamentos que vieram posteriormente para substitui-lo.
Segundo Calvi Benvenho (2019), as distintas formas de depreciar o bem 
podem ser representadas da seguinte maneira:
Figura 3 – Diagrama das forças de depreciação
Fonte: adaptada de Benvenho (2019, p. 128).
Figura 4 – Modelo de planilha para a avaliação de bens 
pelo método do custo
Descrição Fabricante Qtde
 Valor de 
Novo (V) 
 Valor 
Residual (Vr) 
Vida 
Útil (n)
 Valor 
Depreciável 
(Vd) 
 Parcela de 
Dep. Linear 
(d) 
Idade 
Aparente do 
Bem
 Dep. 
Linear 
 Dep. 
Kuentzle 
 Dep. 
Vitoy 
 Dep. Ross 
Heidecke 
 Método 
Apurado x 
Quantidade 
 AVALIAÇÃO DE BENS - MÉTODO DO CUSTO 
Fonte: elaborada pela autora.
44
A planilha contida na Figura 4 apresenta, na íntegra, a forma correta 
para avaliar um bem conforme o Método do Custo. No entanto, é 
importante lembrar que ela é apenas um momento da avaliação, na 
qual as informações estarão compiladas e sintetizadas para trazer 
apenas o resultado final, que será a avaliação do bem na condição já de 
depreciado. Para chegar a essa etapa, é preciso seguir todos os outros 
passos anteriormente orientados.
Na Figura 4, são apresentados tipos de depreciação:
a. Depreciação Linear.
b. Depreciação de Kuentzle.
c. Depreciação de Vitoy.
d. Depreciação de Ross Heidecke.
Após essa constatação, qual tipo de depreciação deve ser escolhido?
Se por meio da planilha for possível estudar as quatro opções, ao final 
será possível escolher a que melhor se encaixou na condição de valor de 
usado do bem no mercado de compra e venda.
• Depreciação Linear:
Vnovo – (Parcela de depreciação linear x idade parente do bem)
• Depreciação	de	Kuentzle:
Valor depreciável x (1-idade aparente do bem2/ vida útil2 ) + Valor 
residual
• Depreciação de Vitoy:
Valor depreciável x (1-idade aparente do bem0,76/ vida útil0,76) + 
Valor residual
• Depreciação de Ross Heidecke:
45
Vnovo – ½ x (idade aparente do bem / vida útil2 ) + Valor 
depreciável
Apesar das fórmulas, o processo de avaliação não pode ser mecânico. 
Assim, é preciso ter profundo conhecimento de cada forma de avaliar, 
tal como anteriormente é preciso aprofundar o conhecimento na 
literatura dos artigos de cada profissional que trabalhou para gerar 
métodos que nos levem a condições de depreciação aceitáveis no 
mercado de avaliação.
Outro método muito interessante para estudar e aprofundar o 
conhecimento é o método desenvolvido por Hélio Roberto Ribeiro 
de Caires, detalhadamente retratado em sua obra literária Novos 
Tratamentos Matemáticos em temas de Engenharia de Avaliações (CAIRES, 
1978), na qual o autor considera fatores importantes para a depreciação 
dos avaliandos, tais como:
• Fator Trabalho.
• Fator Manutenção.
Esses fatores são de grande importância para o processo avaliatório.
Além do método tradicional descrito, muitos outros podem ser 
utilizados, como o Método Comparativo Direto de Dados de Mercado, 
normalmente aplicado na avaliação de veículos, dada a facilidade de 
sua utilização nesse tipo de bem, uma vez que os dados amostrais são 
facilmente coletados no mercado de usados. Além disso, o avaliador 
conta com as tabelas da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas 
(FIPE), que apresentam os valores dos veículos na condição de usados.
Porém, é preciso fazer uma ressalva: o bem avaliado é singular e deve-
se buscar no mercado amostras semelhantes. Assim, ao escolher o 
Método Comparativo Direto de Dados de Mercado, o avaliador precisa 
ter cautela no processo de coleta de amostras.
46
Figura 5 – Veículo usado à venda
Fonte: IStock/red_moon_rise.com.
É muito importante que o perito vistorie os veículos, afira as reais 
condições,busque amostras similares e destaque as diferenças entre 
eles. Também é necessária a atenção às condições, como ano, modelo, 
quilometragem e utilização do veículo. Além disso, deve-se ressaltar se 
o bem sofria fortes condições de trabalho, como no caso de veículos de 
frota, fator que o torna distinto de um veículo de uso pessoal.
Outra maneira de avaliar um bem é pelo Método da Renda. Se 
pensarmos em equipamentos de terraplanagem ou máquinas agrícolas 
que trabalham sob condições de locação, estes são bens isolados não 
instalados que provêm rendimentos aos seus proprietários e, por essa 
razão, podem ser avaliados por essa metodologia.
Existem também métodos diretos, como Custo de Reprodução e Custo 
Histórico. Independentemente da escolha, o importante para o perito 
avaliador é percorrer o caminho para optar pelo melhor método de 
avaliação e entender como ele pode ser aplicado de forma eficiente 
https://www.istockphoto.com/br/portfolio/red_moon_rise?mediatype=photography
47
para que o bem avaliando tenha seu valor relativamente encaixado no 
mercado de usados.
4. Conclusão
Neste tema, aprendemos como avaliar, o caminho para buscar 
novas literaturas e novos tipos de avaliação. Também vimos como é 
importante caracterizar o bem e tratá-lo de forma singular no processo 
avaliatório. Assim, cabe ao perito avaliador buscar sempre o contato 
com congressos, eventos, artigos, livros e publicações científicas para se 
atualizar e aprimorar o seu entendimento no processo avaliatório a partir 
das novidades que surgem na área.
Ademais, é importante lembrar que cada bem se comporta de maneira 
diferente de acordo com o seu estado de conservação. A forma como o 
proprietário do bem executa suas manutenções preditivas, preventivas e 
corretivas impacta significativamente na avaliação. Além disso, as condições 
de trabalho do bem poderão ser outro fator que impactará na avaliação.
Por fim, temos por sentimento real que o bem será sempre diferenciado 
de uma empresa para outra, tudo conforme a tratativa dada para a 
longevidade do equipamento.
Referências	Bibliográficas
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 14635-5: Avaliações de 
máquinas, equipamento, instalações e bens industriais em geral. Rio de Janeiro. 
2006.
BENVENHO, Agnaldo Calvi. Avaliação de Máquinas, equipamentos, instalações e 
complexos industriais. São Paulo: Leud, 2019.
CAIRES, Hélio Roberto Ribeiro. Novos Tratamentos Matemáticos em Temas de 
Engenharia de Avaliações. São Paulo: Pini, 1978.
CAVALLARI, Raul. Avaliação de Máquinas, equipamentos e complexos 
industriais. São Paulo: Leud, 2014.
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Elaboração de Laudos 
de Avaliações 
Autoria: Rosangela Bomtempo de Siqueira
Leitura crítica: Lucas dos Santos Araujo Claudino
Objetivos
• Desenvolver habilidade específica para elaboração 
de distintos tipos de laudos de avaliação de bens.
• Sistematizar o trabalho de forma a facilitar a 
concepção de cada laudo.
• Entender sobre a singularidade de trabalho de 
avaliação.
• Entender que o laudo de avaliação de bens é o 
produto final de um longo trabalho.
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1. Consolidação das Informações
Conforme a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NBR 
14.653-5 (ABNT, 2006), no decorrer do trabalho, o perito avaliador 
precisa ter pleno entendimento quanto à finalidade de sua avaliação. O 
mercado atual exige essa atividade para fins distintos:
• Avaliações para alienação.
• Avaliações para fusões, cisões e incorporações.
• Avaliações para leilões.
• Avaliações para garantias e penhoras.
• Avaliações para seguros.
• Avaliações patrimoniais.
• Reavaliação de ativos imobilizados.
• Avaliações para comércio exterior.
Para cada laudo, é importante, antes de iniciar a execução, a 
caracterização do trabalho, pois sua finalidade, a constar nas folhas 
iniciais, é uma das informações mais importantes.
O quadro a seguir traz um exemplo dessa primeira parte do laudo, em 
que se apresentam a caracterização e o objetivo da avaliação.
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Quadro	1	–	Exemplo	de	caracterização	de	um	laudo	(dados	fictícios)
Empresas/Localização:
Indústria de Laudos Ltda.
Rua Dr. Viana Coutinho, 500 – Jardim Palmeiras – Cordeirópolis – 
São Paulo
RESPONSÁVEL LEGAL:
Mário Lacerda
CPF: XXX.XXX.XXX-XX
Telefone: (11) 3711-0000
Tipo: Móveis e utensílios – máquinas e equipamentos – veículos.
Utilização: Indústria de fabricação de sacolas plásticas.
Objetivo: Avaliação de bens – Determinação de valor de mercado.
Finalidade: Judicial para fins de falência.
Data base: Julho de 2010.
Fonte: elaborado pela autora.
Como pode ser visto no quadro anterior, são elementos importantes 
para apresentar no início do laudo, a fim de caracterização:
1. A quem se destina o documento.
2. Tipo de avaliação.
3. Onde será utilizado.
4. Objetivo da avaliação.
5. Finalidade do laudo.
6. Data-base da avaliação.
Além disso, deixar claro a quem e para que o laudo em questão se 
destina é importante, para que o trabalho não seja utilizado por 
terceiros ou para outros fins de forma indevida.
51
No item “tipo de avaliação”, deve-se definir o que está sendo avaliado. 
No universo que estamos estudando, de avaliação de máquinas e 
equipamentos, diversos itens poderão ser determinados, tais como:
• Máquinas e equipamentos.
• Veículos.
• Móveis e utensílios.
• Imóveis.
• Computadores e periféricos.
• Entre outros.
O objetivo da avaliação é um item importante para que se deixe claro 
a forma de avaliar. Uma vez definido, ele deverá ser criteriosamente 
respeitado, pois a conclusão da avaliação definirá o valor justo do bem 
em relação ao objetivo que se propõe. Como já foi dito no começo deste 
tema, há diversos objetivos possíveis para uma avaliação, os quais foram 
listados anteriormente.
Ademais, a finalidade da avaliação também possui extrema importância, 
pois o cliente, por boa prática, não deve utilizar o trabalho realizado para 
um fim alheio ao que se propõe. Por exemplo, um laudo de avaliação em 
massa não pode ser usado para precificar um único item, ou, então, um 
valor apurado para leilão não deve ser aplicado no mercado de compra 
e venda ou no mercado formal.
2. Declaração de valor
Em dado momento do laudo, o perito avaliador também irá declarar o 
valor, e este deverá ser feito conforme permitido pela norma. Assim, o 
52
produto final poderá ser, de acordo com a ABNT NBR 14.653-5 (ABNT, 
2006):
Para bens isolados
• Valor de mercado:
• Para reposição.
• Para desmobilização.
• Valor de reedição:
• No destino.
• No fornecedor.
• Valor de desmonte.
• Valor em risco.
• Valor de sucata.
Valor	de	utilização	–	para	unidades	industriais
• Valor econômico.
• Valor patrimonial.
• Valor em risco.
• Valor de desmonte.
• Valor de utilização.
53
Figura 1 – Exemplo de declaração de valor do bem 
em laudo de avaliação
Fonte: elaborada pela autora.
Para facilitar as informações para o cliente, o magistrado, os advogados 
e todas as partes interessadas no documento, é importante que logo no 
início do laudo seja declarado o valor do bem, pois, assim, ele poderá ser 
conhecido logo de início.
3. Condicionantes da Avaliação
Cada avaliação é única, e diversos fatores podem influenciar o trabalho 
do perito, desde questões ligadas ao bem quanto às condições em 
que a perícia foi realizada. Portanto, é muito importante que sejam 
declaradas todas as premissas e ressalvas que o trabalho apresenta por 
meio do relato das condições de vistoria, da situação em que o bem se 
encontrava, se estava em funcionamento ou não; no caso de veículos, é 
importante relatar a localização em que foram vistoriados, entre outros 
aspectos que o perito julgue importantes e relevantes para serem 
declarados no laudo.
54
Figura 2 – Modelo de premissas e ressalvas
Fonte: elaborada pela autora.
4. Vistoria
Após serem elaboradas as ressalvas e relatadas as condicionantes, 
a próxima etapa será descrever a vistoria. Normalmente, ela é 
acompanhada por alguém da empresa ou por outras pessoa. Dessa 
forma, é importante que consteno laudo o nome e a função de 
todos que estiverem no momento da vistoria do bem, assim como as 
condições para que ela ocorra.
55
Figura 3 – Exemplo de elaboração do item vistoria
Fonte: elaborada pela autora.
Após essas caracterizações, definido e avaliado o bem, chega o 
momento de descrever como foi o processo de avalição:
• O método escolhido e a literatura que o apoia.
• Dados operacionais, tais como: 
• Descrição sintética.
• Fabricante.
• Modelo, tipo e número de série.
• Data de aquisição.
• Nota fiscal de referência.
• Dimensões/ capacidade/ potência.
56
• Características especiais.
• Análises individuais de cada bem, tais como:
• Operacionalidade individual.
• Obsoletismo ou atualismo.
• Estado de conservação.
• Produção real.
• Adaptações porventura existentes.
• Peças de reposição.
• Similaridade.
• Método de depreciação escolhido de forma explicada.
5. Enquadramentos e conclusão do laudo
Respeitando a sequência de informações exigidas pela norma, é 
importante também caracterizar a empresa avaliada, e para isso é 
preciso ter a norma em mãos, para preencher o enquadramento 
conforme setores econômicos apontados na ABNT NBR 14.653-5 (ABNT, 
2006).
Figura 4 – Exemplo de enquadramento de laudo
Fonte: elaborada pela autora.
57
No laudo também é preciso definir o grau de fundamentação e declará-
lo de acordo com a norma. Esta, por sua vez, traz em seu conteúdo um 
quadro no qual são apresentados os requisitos que devem ser atendidos 
para que ocorra o enquadramento.
Figura 5 – Quadro da ABNT NBR 14.653-5
Fonte: adaptada de ABNT (2006).
A Figura 6 apresenta um exemplo de como elucidar no laudo o grau de 
fundamentação:
58
Figura 6 – Apresentação do grau de fundamentação em laudo
Fonte: elaborada pela autora.
Por fim, chega-se ao momento em que o laudo precisa ser finalizado e 
o perito avaliador precisa fazer suas declarações de maneira expressa. 
É nesse momento que ele apresentará o valor total do bem alcançado 
após todo o processo avaliatório. A Figura 7 contém um exemplo desse 
resultado.
Figura	7	–	Exemplo	de	declaração	final	em	laudo	de	avaliação
Fonte: elaborada pela autora.
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Ademais, no final do laudo é preciso constar:
• Anexos.
• Encerramento.
• Data.
• Assinatura.
Apesar de parecer uma “receita de bolo”, é exatamente dessa forma 
que o perito deve trabalhar. Jamais deve-se copiar o trabalho do outro, 
tampouco utilizar laudos de colegas no mercado, pois devem prevalecer 
a ética e o respeito, cada um com seu modelo de laudo único e dentro 
dos padrões normativos.
A ABNT NBR 14.653-5 (ABNT, 2006) traz em suas páginas finais o passo a 
passo da entrega de um laudo completo, conforme segue:
O laudo de avaliação completo deve conter no mínimo os seguintes itens:
a) identificação do solicitante;
b) finalidade do laudo, quando informado pelo solicitante;
c) tipo de avaliação;
d) grau de agregação da avaliação;
e) pressupostos, ressalvas e fatores limitantes, conforme item 7.2. da NBR 
14653- 1:2001;
f) identificação e caracterização do bem avaliando, conforme item 7.3 da 
NBR 14653-1:2001, no que couber;
g) diagnóstico do mercado, conforme item 7.7.2 da NBR 14653-1:2001;
60
h) indicação da metodologia utilizada;
i) tratamento dos dados e identificação do resultado - Explicitar os cálculos 
efetuados, o campo de arbítrio, se for o caso, e justificativas para o 
resultado adotado;
j) especificação da avaliação - Indicar a especificação atingida, com relação 
ao grau de fundamentação, conforme 9;
k) resultado da avaliação e data de referência, com explicitação da 
finalidade, objeto, tipo de valor e alcance da avaliação;
l) qualificação legal completa e assinatura dos profissionais responsáveis 
pela avaliação (ABNT, 2006).
Observação: se o laudo for simplificado, fica o perito avaliador 
dispensado de apresentar os seguintes itens listados anteriormente: (d), 
(e) e (i).
6. Conclusão
Neste tema, aprendemos a elaborar um laudo de avaliação de máquinas 
e equipamentos. Além disso, vimos que se deve, de maneira cuidadosa, 
separar de forma objetiva a destinação do trabalho e deixar claro para o 
que ele deverá ser utilizado. De forma gradativa, também aprendemos 
a elaborar um laudo de avaliação de máquinas e equipamentos, móveis 
e utensílios, veículos ou qualquer outro item atribuído à função do 
engenheiro mecânico dentro da Resolução n. 218 do sistema CREA/
CONFEA (CONFEA, 1973).
Dessa forma, respeitando a ética, a boa conduta e a prática da 
engenharia, você agora, como engenheiro avaliador de bens, poderá 
seguir essa notória carreira e transformar cada trabalho em um trabalho 
61
único e singular a ser utilizado por aqueles que confiaram no seu 
trabalho.
Referências	Bibliográficas
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 14635-5: Avaliações de 
máquinas, equipamento, instalações e bens industriais em geral. Rio de Janeiro. 
2006.
BENVENHO, Agnaldo Calvi. Avaliação	de	Máquinas,	equipamentos,	instalações	e	
complexos industriais. São Paulo: Leud, 2019.
CAVALLARI, Raul. Avaliação de Máquinas, equipamentos e complexos 
industriais. São Paulo: Leud, 2014.
CONFEA. Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia. Resolução n. 
218, de 29 de junho de 1973. Discrimina atividades das diferentes modalidades 
profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia. Rio de Janeiro: CONFEA, 
[1973]. Disponível em: http://normativos.confea.org.br/downloads/0218-73.pdf. 
Acesso em: 30 set. 2020.
http://normativos.confea.org.br/downloads/0218-73.pdf
62
BONS ESTUDOS!
	Sumário
	Introdução à avaliação de bens industriais
	Objetivos
	1. Introdução aos conceitos da avaliação de máquinas e equipamentos
	Referências Bibliográficas
	Etapas gerais do processo de avaliação
	Objetivos
	1. O início dos trabalhos desde a contratação 
	2. Fase de orçamento
	3. Vistoria
	4. A escolha do método de avaliação
	5. Conclusão
	Referências Bibliográficas
	Procedimentos específicos para avaliação 
	Objetivos
	1. Caracterização dos Bens
	2. A escolha do método específico para a avaliação
	3. Método do Custo
	4. Conclusão
	Referências Bibliográficas
	Elaboração de Laudos de Avaliações 
	Objetivos
	1. Consolidação das Informações
	2. Declaração de valor
	3. Condicionantes da Avaliação
	4. Vistoria
	5. Enquadramentos e conclusão do laudo
	6. Conclusão
	Referências Bibliográficas

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