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Maria Eduarda Eugênia Vichesi RA: 20222948 1. Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Lei n° 14.133/21), modalidades, tipos de licitação, etapas existentes no processo licitatório e princípios de sua importância. A licitação é o procedimento mediante o qual a Administração Pública convocará interessados e garantirá a existência de uma competição, visando escolher a proposta que melhor atenda o interesse público. O seu objetivo é assegurar a seleção da proposta mais vantajosa para a Administração Pública, assegurar o tratamento igualitário e justo entre os participantes, evitar contratações cujos valores estejam acima ou abaixo dos praticados no mercado e incentivar o desenvolvimento sustentável. As modalidades são pregão, a concorrência, o concurso, o leilão e o diálogo competitivo. Os critérios para escolha será: menor preço, maior desconto, técnica e preço, maior lance, maior retorno econômico e melhor técnica ou conteúdo artístico. O processo de licitação terá início quando for identificada a necessidade de celebrar contratos com terceiros para atender a uma demanda administrativa e de interesse público, sendo nesse momento determinado o objeto a ser licitado. Há 22 príncipios que deverão ser observados no processo licitatório, sendo eles: igualdade, impessoalidade, legalidade, moralidade, publicidade, transparência, vinculação ao edital, segurança jurídica, razoabilidade, julgamento objetivo, eficiência, eficácia, motivação, interesse público, economicidade, segregação das funções, celeridade, planejamento e competitividade. 2. Contratos Administrativos e distinção entre Direito Público e Administrativo Um contrato é definido como um acordo de vontades no qual as partes assumem obrigações mútuas para uma prestação ou aquisição, e não pode ser alterado ou encerrado unilateralmente. No entanto, a doutrina reconhece dois tipos de contratos: os contratos de Direito Privado da Administração, que seguem as normas do Direito Privado; e os contratos administrativos, que estão sujeitos às regras e princípios estabelecidos pelo Direito Público. A diferença entre eles é a presença da Administração Pública, estabelecendo as condições do contrato a ser celebrado, de forma a sempre prevalecer seu interesse. O contrato administrativo é um acordo estabelecido entre a Administração Pública e um terceiro, frequentemente o vencedor do processo licitatório, que define os termos para a realização de um serviço ou fornecimento contínuo relacionado ao objeto da licitação. É importante ressaltar que o contrato é regulado de maneira a garantir o interesse público, ao mesmo tempo em que são respeitados os interesses patrimoniais do particular envolvido. Dentro desses contratos de colaboração, temos os de serviço e fornecimento contínuos, que se caracterizam em manter o funcionamento adequado das funções administrativas. 3. O contrato administrativo de serviço e fornecimento contínuo e o princípio da competitividade Durante a elaboração do edital, é fundamental que o agente público busque torná-lo o mais abrangente possível. Essa abordagem visa evitar restrições aos potenciais participantes interessados, promovendo assim a competição durante a abertura do procedimento licitatório. Ao restringir a competitividade, a Administração estará sujeita a receber um número reduzido de propostas, o que pode resultar na ausência de disputa entre os interessados. Como consequência, as chances de se obter a proposta mais vantajosa serão significativamente diminuídas.