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PROCESSAMENTO DO mRNA • A transcrição ocorre no núcleo, mas a síntese de proteínas ocorre nos ribossomos, que se encontram no citoplasma • Para que um mRNA possa ser traduzido, ele deverá ser transportado para fora do núcleo por pequenos poros existentes no envelope nuclear • Essas reações ocorrem quando o RNA ainda está sendo transcrito • As enzimas responsáveis pelo processamento do RNA são transportadas sobre a cauda fosforilada da RNA Polimerase II conforme ela sintetiza uma molécula de RNA e processam o transcrito à medida que ele emerge da polimerase o A fosforilação da cauda da RNA Polimerase II (Domínio C-Terminal CTD) permite o arranjo das proteínas de processamento do RNA o O CTD funciona como um sitio de ligação para os complexos enzimáticos envolvidos no processamento do mRNA ▪ A associação dessas enzimas de processamento ao CTD da polimerase II é responsável pela sua especificidade no processamento do mRNA o Um novo conjunto de proteínas na cauda da polimerase atua no alongamento da transcrição e no processamento do mRNA o A polimerase não somente transcreve DNA em RNA, mas também transporta proteínas processadoras de RNA em sua cauda CAPEAMENTO E POLIADENILAÇÃO • CAPEAMENTO o Primeiro há a modificação da extremidade do 5’ do transcrito pela adição de uma estrutura ▪ Cap de 7-metilguanosina ⇾ consiste em nucleotídeo de guanina modificado ▪ O cap é adicionado após a transcrição dos primeiros 20-30 (25) nucleotídeos do RNA o A colocação do cap é iniciada pela adição de um GTP, em orientação reversa, no 5’ terminal do RNA ▪ Grupos de metila são adicionados a este resíduo de G e às riboses de um ou dois nucleotídeos de 5’ da cadeia de RNA ▪ Fosfatase – remove um fosfato da extremidade 5’ do RNA nascente ▪ Guaniltransferase – ligação 5’ para 3’ em vez de 3’⇾ 5’ o No núcleo, o cap se liga a um complexo proteico denominado complexo de ligação ao cap (CBC) o O cap 5’ estabiliza o RNA, assim como alinha os mRNAs durante a tradução • POLIADENIZAÇÃO o A extremidade 3’ não é determinada pelo termino da transcrição, mas pela clivagem do transcrito primário e adição de uma cauda de poli-A o Os sinais para a poliadenização ▪ Hexanucleotídeo altamente conservado – AAUAAA • É reconhecido por uma série de proteínas de ligação ao RNA e por enzimas do processamento do RNA ▪ Elemento de sequência rico em GU de localização próxima à extremidade 3’ o As sequencias são reconhecidas por um complexo de proteínas ▪ A endonuclease cliva a cadeia de RNA e a poli-A polimerase adiciona a cauda de poli-A o A clivagem e a poliadenização sinalizam o termino da transcrição, que ocorre a várias centenas de nucleotídeos após o sitio de adição da cauda de poli-A o A cauda de poli-A regula tanto a tradução quanto a estabilidade do mRNA o Uma vez que a clivagem da extremidade 3’ tenha ocorrido, o RNA recém sintetizado que emerge das polimerases não apresenta o cap 5’ o Esse RNA desprotegido é rapidamente degradado por uma exonuclease 5’-3’ presente na cauda da polimerase o Essa degradação interrompe e finaliza a transcrição o Poliadenilação ⇾ fim da transcrição - CPSF: fator de especificidade de clivagem e poliadenização - CstF: fator de estimulação da clivagem - Sinal de poliadenização - Sítio de poliadenização • Estas duas modificações – capeamento e poliadenização – aumentam a estabilidade de um mRNA, facilitando a exportação do núcleo para o citoplasma, e também são utilizadas pela maquinaria de síntese de proteínas, antes do início, como um indicador de que ambas as extremidades do mRNA estão presentes e de que essa mensagem está completa. SPLICING DO RNA • A maioria dos genes que codificam proteínas tem suas sequencias codificadoras interrompidas por sequências não intervenientes longas e não codificadoras – íntrons • As porções codificadoras dispersas (ÉXONS), são mais curtas do que os íntrons e representam uma pequena fração do gene • Os íntrons são removidos de pré-mRNA pelo splicing SPLICING • Remover as sequencias de íntrons de pré-mRNA recentemente transcritos e união dos éxons • Como a célula determina quais segmentos do transcrito de RNA serão removidos durante o splicing? o Cada íntron contem poucas sequências nucleotídicas curtas essenciais que direcionam sua remoção do pré-RNA o Essas sequencias se encontram nos limites dos íntrons ou próximas a eles o Guiada por essas sequencias, a maquinaria de splicing remove o íntron sob a forma de uma estrutura em laço • O splicing é realizado em grande parte por moléculas de RNA, em vez de proteínas o Essas moléculas de RNA são chamadas de snRNAs (pequenos RNAs nucleares), estão unidas a proteínas adicionais para formar as snRNPs (pequenas ribonucleoproteínas nucleares) • As snRNPs reconhecem sequencias de sítios de splicing pelo pareamento de bases complementares entre os seus componentes de RNA e as sequencias no pré-RNAm o U1, U2, U4, U5, U6 o Cada uma das U1, U2 e U5 contém uma única molécula de snRNA o U4, U5 estão complexados um com o outro em uma única snRNP • O splicing ocorre nos splicessomos o Grandes complexos compostos de proteínas e de RNA • A primeira etapa envolve a clivagem junto ao sitio 5’ de splicing e a união da extremidade 5’ do íntron com um A no interior dele (ponto de ramificação) – gera um intermediário em forma de laço, no qual o íntron forma uma alça • A segunda etapa é a clivagem junto ao sitio 3’ de splicing e a ligação simultânea dos éxons, resultando na remoção do íntron sob a forma de uma estrutura em laço • GU – Início do íntron • AG – final do íntron • A – Ponto de ramificação Três sequências de nucleotídeos • Sequência do sitio 5’ de splicing • Sequência do sitio 3’ de splicing • Sequencias dentro do íntron junto ao ponto de ramificação • Fatores de splicing (Proteínas SR) o Ligam-se a cada sequência de éxon no pré-mRNA e, dessa forma, ajudam a guiar as snRNPs para os limites adequados entre Íntron/éxon AUTO-SPLICING SPLICING ALTERNATIVO DO RNA • É a possibilidade de juntar éxons em combinações variadas para fornecer uma nova maneira de controlar a expressão gênica pela geração de múltiplos RNAs a partir do mesmo pré-mRNA • Aumenta consideravelmente a diversidade das proteínas que podem ser codificadas • Processamento do transcrito do RNA de diferentes maneiras e desse modo fazer diferentes cadeias polipeptídicas a partir do mesmo gene EDIÇÃO DO mRNA • Se refere aos eventos de processamento do RNA que alteram as sequencias codificantes de alguns mRNA • Alteração das sequencias de nucleotídeos após a transcrição já ter ocorrido • Dois tipos principais o Desaminação da adenina para formar inosina o Desaminação da citosina para formar uracila ⇾ edição do mRNA para apolipoproteína B, a qual transporta lipídeos no sangue DEGRADAÇÃO DE RNA • Apenas quando as proteínas presentes sobre uma molécula de mRNA coletivamente indicarem que o processamento foi adequadamente finalizado e que o mRNA será exportado para o núcleo rumo ao citosol • Degradação via exossomo nuclear • Exonucleases de RNA 3’ – 5’ o Essas extremidades dos mRNA processados são protegidos pelo cap e pela poliadenilação, portanto, as extremidades desprotegidas dos íntrons são identificadas e degradadas TRANSPORTE DO mRNA • O transporte de mRNA para o citoplasma, onde os mRNAs são traduzidos em proteína, é altamente seletivo o Apenas mRNA processados corretamente são exportados • Esse transporte seletivo é mediado por complexos do poro nuclear o Conectam o nucleoplasma ao citosol e agem como portões que controlam as macromoléculas que podem entrar ou sair do núcleo • Umconjunto especializado de proteínas de ligação ao RNA sinaliza que o mRNA maduro está pronto para ser exportado ao citosol o Conjunto apropriado de proteínas: ▪ Proteínas de ligação à poli-A ▪ Complexo de ligação ao cap ▪ Proteínas que marcam RNAs que sofreram splicing total DEGRADAÇÃO DO RNA NO CITOPLASMA • Decaimento do mRNA mediado por ausência de sentido o A estabilidade de um mRNA no citosol, a eficiência sob a qual ele será traduzido em proteína e seu destino definitivo no citosol podem ser determinados pelas proteínas adquiridas no núcleo e que permanecem ligadas ao RNA após ele deixar o compartimento nuclear INTERFERÊNCIA DE RNA (iRNA) • Fenômeno pelo qual pequenos RNAs não codificadores podem inibir a tradução ou induzir a degradação de um mRNA homólogo (complementar) • Também pode inibir a transcrição • A interferência por RNA (iRNA) é um mecanismo celular responsável pelo silenciamento gênico pós-transcricional MICRO RNA (miRNA) • Características do miRNA o Único miRNA pode regular um conjunto inteiro de mRNAs diferentes o A regulação por miRNA pode ser combinatória o Um miRNA ocupa um espaço relativamente pequeno no genoma quando comparado a uma proteína PEQUENOS RNAs DE INTERFERÊNCIA (siRNAs) • snRNAs e a destruição de RNAs de fita dupla estranhos • RNAs de interferência de fita simples são gerados a partir de RNAs de fita dupla • Eles localizam os RNAs-alvos por meio de pareamento de bases e, nesse ponto, vários destinos são possíveis • Em mamíferos, um sistema baseado em proteínas assumiu em grande parte a tarefa de lutar contra os vírus