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Era Vargas – Estado Novo
HISTÓRIA DO BRASIL
ERA VARGAS – ESTADO NOVO
ESTADO NOVO (1937–45)
Trata-se de um dos mais longos períodos da chamada “Era Vargas”. Nasceu de um golpe 
de Estado, logo, trata-se do Estado ditatorial de Getúlio Vargas. Naquela época, Vargas 
controlava até mesmo a imprensa, por meio do chamado Departamento de Imprensa (DIP).
Como Vargas não precisava dividir a sua decisão com ninguém, é nessa época que 
ocorrem os maiores feitos de seu governo, como o surgimento de indústrias e da Conso-
lidação das Leis do Trabalho (CLT).
O Brasil participa da Segunda Guerra Mundial, o que gera problemas para Vargas.
Caracterizado como o momento de mais forte centralismo político e intervencionismo.
A Constituição de 1937, que foi outorgada, ficou conhecida como “Polaca” por ter 
sido elaborada seguindo a inspiração do fascismo europeu dos governos da Itália, Polô-
nia e Turquia:
• Centralização política, com o fortalecimento do poder do presidente.
• Extinção do Legislativo, cujas funções passariam a ser exercidas pelo Executivo.
• Subordinação do poder Judiciário ao Executivo.
• Indicação dos Governadores (interventores) dos estados pelo presidente.
• Legislação trabalhista (ampliação e aprimoramento). 
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Era Vargas – Estado Novo
HISTÓRIA DO BRASIL
Vargas foi uma figura amada por alguns e odiada por outros. Apesar de suas atitudes 
tidas como ditatoriais, foi um dos presidentes que mais atuou em prol dos trabalhado-
res. Ou seja, trata-se de um governo pautado em violência e em concessões. Essas con-
cessões, inclusive, traziam uma força política para Vargas.
A seguir, um exemplo de propaganda que circulava durante o governo de Vargas:
Vargas aumentou a sua intervenção, inclusive no serviço público:
• Criação do Departamento de Administração do Serviço Público (DASP), para aumen-
tar a presença do Estado no controle da máquina administrativa em cada unidade 
da federação, buscando combater o nepotismo.
• Criação do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) em 1939, cujo aspecto 
mais fundamental era promover o culto getulista, aproximando o governo dos cida-
dãos e, para isso, fez uso, principalmente do rádio.
Vale lembrar que o DIP ditava a regra do que era cultura no Brasil, cerceando tudo 
aquilo que não fosse de agrado do governo. 
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Era Vargas – Estado Novo
HISTÓRIA DO BRASIL
O rádio passou a ser uma ferramenta eficaz para aproximar a população do governo, 
fazendo o povo se sentir coparticipante da construção do país.
Obs.: � vale lembrar que o Dia do Trabalhador não foi criado por Vargas, mas ele foi quem 
ressignificou o dia 1º de maio.
O estilo político urbano, personificado por lideranças carismáticas que promoviam 
concessões com relação às massas, por meio de medidas nacionalistas e trabalhistas, foi 
liderado por Vargas, que fazia uso do DIP para fortalecer sua imagem.
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Era Vargas – Estado Novo
HISTÓRIA DO BRASIL
O populismo era a estratégia para se garantir o controle das massas urbanas em 
meio a um padrão de industrialização tardio que chegava à América Latina, somando-se 
à conjuntura internacional, que revelava, após a 1ª GM, um cenário de fascismo, socia-
lismo, crise do liberalismo e a Grande Depressão.
Uma significativa parte das massas que compuseram a força de trabalho no contexto da 
Era Vargas estava relacionada aos migrantes rurais (praticantes do êxodo) que constituíam 
um universo pouco politizado, podendo ser manipulado de forma mais rápida, se compara-
dos aos proletariados influenciados pelo contexto anarcos-sindicalista da República Velha.
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Era Vargas – Estado Novo
HISTÓRIA DO BRASIL
O professor destaca que existiu uma Delegacia de Ordem Política e Social durante a 
Era Vargas. A seguir, um documento emitido por essa delegacia:
É importante destacar que Vargas punia, investigava e determinava prisões daqueles 
que desrespeitavam as ordens do Estado Novo. 
As estatais facilitariam a expansão de empresas de bens duráveis e não duráveis, das 
indústrias de máquinas e equipamentos, para que o país alcançasse uma relativa auto-
nomia econômica industrial.
Vargas entendia que o Brasil não tinha uma base para a indústria. Assim, os primeiros 
investimentos neste caminho foram no sentido de implementar uma indústria pesada. 
Entretanto, ao longo desse caminho, acabou reconhecendo a necessidade de se investir 
em conhecimento.
Assim, houve a criação de vários órgãos como o Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística – IBGE (1938), o Conselho Nacional do Petróleo (1938), e o Conselho Nacional 
de Águas e Energia Elétrica (1939).
A iniciativa privada não tinha “fôlego” suficiente para a aplicação de recursos de 
tamanho montante, necessário para a montagem de uma infraestrutura tão ampla.
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Era Vargas – Estado Novo
HISTÓRIA DO BRASIL
A medida que a 2ª GM avançava pela Europa, o Brasil era pressionado a ter que se 
manifestar diplomaticamente:
• O governo ora pendia para os Aliados, ora pendia para o Eixo;
• Ao longo da República Velha e no início da Era Vargas, o Brasil tinha fortes laços 
comerciais com a Alemanha, sendo os germânicos importadores de matérias-pri-
mas brasileiras;
• Os EUA, gradualmente, vinham ampliando as importações e em breve seriam os 
maiores importadores de matérias-primas brasileiras;
• A decisão do governo varguista foi realista quanto ao alinhamento à nação que mais 
poderia oferecer benefícios diretos, perfil ao qual logo os EUA se encaixariam; 
• A transferência de empréstimos para a montagem da Companhia Siderúrgica Nacio-
nal (1940) e da mineradora Vale do Rio Doce (1942) foi decisiva para a posição bra-
sileira de apoio aos Aliados;
• A opinião pública favorável ao alinhamento aos EUA foi importante para a decisão do 
governo brasileiro;
• A política da Boa Vizinhança e do Pan-americanismo difundida pelo governo do presi-
dente norte-americano Franklin Delano Roosevelt, que reafirmava a união dos ame-
ricanos para o desenvolvimento do continente influenciou a decisão do Brasil;
• A interferência norte-americana não se manteve somente no campo político, nos 
planos econômico e cultural também houve forte influência, principalmente no 
ramo alimentício, de cinema (criação do personagem Zé Carioca) e do rádio;
• Em janeiro de 1942, o Brasil rompeu relações com a Alemanha, em agosto do mesmo 
ano, declarava guerra, diante do afundamento de navios brasileiros no Atlântico.
A indústria pesada, concentrada nas empresas estatais, parecia estar além da capa-
cidade do empresariado nacional por demandar grandes investimentos e só proporcio-
nar retorno a longo prazo.
As maiores estatais se dedicavam aos setores de:
• Siderurgia (Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, 1940);
• Mineração (Companhia Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, 1942);
• Mecânica pesada (Fábrica Nacional de Motores, no Rio de Janeiro, 1943);
• Química (Fábrica Nacional de Álcalis, em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, 1943);
• Hidreletricidade (Companhia Hidrelétrica do Vale do São Francisco, 1945). 
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Era Vargas – Estado Novo
HISTÓRIA DO BRASIL
Presidente norte-americano Franklin D. Roosevelt (1882-1945) – à frente, ao lado do motorista 
–junto de Vargas – atrás carregando uma bengala –, em visita à base militar de Natal.
Vale lembrar que houve um momento em que a comunicação em italiano, japonês ou 
alemão foi proibido no Brasil. Entretanto, existiam muitas colônias de pessoas dessas 
nacionalidades no sul do país. Essas pessoas foram obrigadas a não se comunicarem mais. 
Existem relatos de que as pessoas que moravam nessas colônias e quase não falavam 
o português, pois era comum o uso da língua de seus países de origem para a comunicação.
Em contrapartida aos apoios e recursos financeiros trazidos pelos norte-americanos, 
foram concedidas autorizações para o uso de bases militares pelos EUA dentro do Brasil.
Mesmo que o país não tivesse um grande quantitativo de armas ou soldados para 
participar de uma guerra, a presença dos norte-americanos em Natal, no Amapá e em 
outras regiões fazia com que o Brasil tivesse um papel de conter um avanço nazista em 
direção à América e, também, seria uma proteção para o território.
Em 22 de agosto de 1942, Vargas fez uma declaração oficial de guerra aos países do 
Eixo, colocando-se ao lado dos Aliados.
Brasil passou a ter uma condição de “aliado especial” de Washington.
Grupos de nazistas no Brasil – diretamente ligados ao partido de Hitler na Alemanha 
– foram colocados na ilegalidade e mesmo reprimidos.
Vargas tentava afastar de sua imagem representações do nazifascismo.
Após a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial ao lado dos Estados Unidos, a 
repressão foi intensificada.
Alemães, italianos e japoneses, bem como seus descendentes, passaram a ser vistos 
como potenciais suspeitos.
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Era Vargas – Estado Novo
HISTÓRIA DO BRASIL
Vale lembrar que o Decreto n. 5.812/1943 promoveu a criação de vários territórios 
federais, como o do Amapá, de Guaporé, do Rio Branco, de Ponta-Porã e do Iguaçu. 
Os territórios federais eram administrados pelo governo federal, por meio de um 
governador nomeado. Alguns desses territórios se tornaram estados tempos depois: o 
de Amapá, o de Guaporé (Rondônia) e o de Rio Branco (Roraima).
BRASIL NA SEGUNDA GUERRA
Foi organizada, nesse período, a Força Expedicionária Brasileira – FEB, formada por 
25 mil soldados e que também contou com a presença da Força Aérea Brasileira, havendo 
destaque para a participação brasileira na campanha italiana em Monte Castelo.
A vitória dos Aliados na 2ª GM trouxe grandes repercussões ao Brasil. Com a derrota 
do Eixo, ocorria a falência dos regimes totalitários de extrema direita (nazismo e fas-
cismo), o que, somando às pressões internas no Brasil pelo retorno à democracia, levou 
fatalmente o Estado Novo ao colapso.
 
Patrulheiros da Força Expedicionária Brasileira (FEB), fotografia de João Rodrigues da Costa, s.d. 
ANV-FEB.
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Era Vargas – Estado Novo
HISTÓRIA DO BRASIL
Diziam que era mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na Segunda Guerra 
Mundial. Mas a cobra fumou. O Brasil participou da guerra ao lado dos Aliados. Cerca de 
25 mil homens foram enviados à Itália para lutar junto com as tropas do V Exército Nor-
te-Americano. Participaram da conquista de Monte Castelo, Castelnuovo e Montese. No 
uniforme, levavam o emblema da FEB: uma cobra fumando.
Schwarcz, Lilia Moritz; Starling, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia (p. 1020). Companhia das 
Letras. Edição do Kindle.
O Brasil também teve outro grupo de “soldados”, que não lutaram diretamente na 
guerra. São os chamados “soldados da borracha”, homens e mulheres que foram para a 
região amazônica para extrair o látex para a produção de borracha. 
A percepção aguçada do governo varguista, prevendo o aumento da pressão contra o 
atual governo e a favor da redemocratização com o retorno das tropas brasileiras vito-
riosas no combate aos totalitarismos, possibilitou o uso estratégico da criação de uma 
emenda constitucional que permitia o retorno dos partidos políticos.
Vargas participou da fundação de dois partidos, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), 
considerado como o representante das camadas populares, e o Partido Social Demo-
crata (PSD), apoiado pelos dirigentes do Estado.
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Era Vargas – Estado Novo
HISTÓRIA DO BRASIL
O Partido Comunista Brasileiro (PCB) retornou à legalidade após a aprovação da 
emenda constitucional e se aglutinou com a oposição, dando origem a União Democrá-
tica Nacional (UDN).
Há, portanto, uma contradição de Vargas ditador lutando contra regimes ditatoriais. 
Assim, o que se tem notícia é de que essas contradições acabaram fazendo com que 
Vargas fosse retirado do governo.
� Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Admilson Costa. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do con-
teúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela lei-
tura exclusiva deste material.