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1www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Sujeito II LÍNGUA PORTUGUESA SUJEITO II RELEMBRANDO É necessário que se tenha três conhecimentos sobre o sujeito: • A identificação, o sujeito é o termo com o qual o verbo estabelece concordância, assim a identificação do sujeito passa pela concordância entre sujeito e o verbo, bem como por outras propriedades. • A relação entre o questionamento “o quê?” e “quem?” para se identificar o sujeito, que constitui mais uma forma, assim como saber que o sujeito é um termo não preposi- cionado, ou seja, não é iniciado por preposição, pois o núcleo do sujeito é sempre um substantivo sem preposição, bem como a existência de sujeitos oracionais (cujo o núcleo são verbos). • E que não se separa o sujeito do verbo por vírgula, ou seja, entre o sujeito e o verbo não haverá uma vírgula, mas pode ser marcado por duas vírgulas, intercalação, o que implica dizer que nem sempre a ocorrência de duas vírgulas marcará uma in- tercalação. www.grancursosonline.com.br 2www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Sujeito II LÍNGUA PORTUGUESA Tipos de Sujeito • Expressos: são visíveis, são sujeitos que estão verbalmente representados, estão escritos. S + V + C (sujeito + verbo + complemento) O sujeito expresso pode ser simples ou composto, que diferem apenas em relação a quantidade de núcleos. O sujeito simples possui apenas um núcleo e o sujeito composto possui mais de um núcleo. • Não Expressos: não são visíveis, não estão verbalmente representados na frase. Não apresenta o sujeito, apesar da sua posição estar marcada de alguma forma, soma- dos ao verbo e ao complemento. O sujeito não expresso marca a ocorrência do sujeito elíptico que também pode receber o nome de sujeito oculto ou desinencial. Há ainda a ocorrência do sujeito indeterminado. A dife- rença básica entre esses tipos de sujeito é a que o sujeito elíptico, apesar de não expresso, é identificável no texto ou no discurso. Enquanto o sujeito indeterminado não é identificável nem no texto e nem no discurso. 5m www.grancursosonline.com.br 3www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Sujeito II LÍNGUA PORTUGUESA Para entender o que é discurso, é necessário relembrar os elementos da comunicação. Entre os elementos da comunicação existe o emissor e o receptor, toda vez que ocorrer uma situação comunicativa. Além disso, o discurso marca a existência de três pessoas: a primeira pessoa do discurso, a segunda pessoa do discurso e a terceira pessoa do discurso. A primeira pessoa do discurso é aquela que fala, o emissor, que sempre é identificável. De maneira semelhante existem os receptores ou receptor que é a segunda pessoa do discurso, aquela para quem se fala ou com quem se fala, os receptores são identificáveis, pois toda vez que o emissor produz uma comunicação, o faz sabendo que há um receptor. Dessa forma, primeira e segunda pessoa do discurso serão sempre identificáveis, ou seja, eles exis- tem mesmo que não seja possível nominalizar cada um. . • Ocorrência no sujeito elíptico, oculto ou desinencial: – Verbo estará sempre na 1ª (eu e nós) ou na 2ª (tu e vós) pessoas do singular ou do plural; – Verbo na 3ª (ele/ela) pessoa do singular que servirá de indicação para saber no texto a referência desse sujeito; – Verbo no infinitivo pessoal não expresso; – Verbo na 3ª (eles/elas) pessoa do plural, apenas quando houver referente iden- tificável. • Ocorrência de sujeito indeterminado: – Verbo na 3ª (eles/elas) pessoa do plural sem referente textual; – Verbo na 3ª (eles/elas) pessoa do singular seguido do pronome “se”, que assumirá a função de índice de indeterminação do sujeito; – Infinitivo impessoal. ANÁLISE DO SUJEITO 5. Mentes tão bem. / Tu mentes tão bem. Na primeira frase “mentes tão bem” ao se perguntar “quem mente tão bem”, a resposta é “tu”, que não está verbalmente representado na frase, até porque se estivesse verbalmente representado no texto a frase seria “tu mentes tão bem”, em que “tu” seria o sujeito simples por estar verbalmente representado, mas a partir do momento que o sujeito é não expresso, 10m 15m www.grancursosonline.com.br 4www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Sujeito II LÍNGUA PORTUGUESA ele estará indicado pelo verbo “mentes” como sendo a 2ª pessoa do singular (tu), é o sujeito elíptico, embora não esteja expresso é identificável. O nome sujeito elíptico, decorre da elipse que é a omissão de um termo na sentença. Também chamado de desinencial por ser identificado a partir da terminação do verbo. E oculto, que não é a melhor terminologia, uma vez que o sujeito o receptor da mensagem é identificável. 6. Estamos chocados com esses crimes. “Quem – estamos chocados com esses crimes?”, a resposta é “nós”, 3ª pessoa do plural, sujeito elíptico por não estar expresso, mas ser possível a sua identificação. 7. Disseram palavras de amor. / Eles disseram palavras de amor. “Quem – disseram palavras de amor?”, a resposta é “eles ou elas”, 3ª pessoa do plural, sujeito elíptico que por não estar verbalmente representado e por não ser possível identificar o referente textual, constitui sujeito indeterminado. E, na forma da segunda frase “Eles disseram palavras de amor” constitui um sujeito simples. 8. Ouvi os poetas. Disseram palavras de amor. Aqui há dois períodos simples: Primeiro período: “Quem – ouvi os poetas?”, resposta “eu”, 1ª pessoa do singular, sujeito elíptico. Segundo período: “Quem – disseram palavras de amor?”, resposta “eles”, agora é possí- vel dizer quem são “eles” com base no primeiro período, “eles” são os poetas, portanto, com referente textual, sujeito elíptico. Textualmente, há momentos em que é possível colocar 3ª pessoa do plural com referente textual, e momento em que se pode colocar a 3ª pessoa do plural sem referente textual, ou seja, se pode produzir tanto um sujeito elíptico quanto um sujeito indeterminado com a 3ª pessoa do plural. O que não é possível com a 1ª pessoa do singular sem referente textual. 20m 25m www.grancursosonline.com.br 5www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Sujeito II LÍNGUA PORTUGUESA 9. Necessita-se de alimentos mais saudáveis. Omitindo a partícula “se” e questionando: “quem necessita de alimentos saudáveis?”, a resposta é ele ou ela, 3ª pessoa do singular. O verbo “necessita” está acompanhado da partícula “se”. Perceba que nessa sentença o único elemento dotado de substantivo é “alimentos”. Importante frisar que o termo “de alimentos mais saudáveis” pode ser qualquer classificação menos sujeito, uma vez que é iniciado por preposição. Dessa forma, na frase não há um termo que desempenhe a função de sujeito, pois o possível sujeito “alimentos” está preposi- cionado e sabe-se que o sujeito não pode ser preposicionado. Nesse caso, a partícula “se” atua como índice de indeterminação do sujeito, e o “necessita” marca a ocorrência de sujeito indeterminado. 10. É preciso confiar em Deus. Existem dois verbos “é” e “confiar”, portanto, período composto. Pergunta-se: “o que – é preciso?”, resposta “confiar em Deus”, sujeito oracional com núcleo simples do verbo “é”. O verbo “confiar” está no infinitivo, ao perguntar “quem – confia em Deus”, não há resposta, pode ser qualquer pessoa, é um exemplo de infinitivo impessoal, de sujeito indeterminado. 11. Chegou o tempo de o povo confiar em Deus. Há novamente dois verbos: “chegou” e “confiar”. “O que – chegou?”, resposta “o tempo” que é o sujeito simples do verbo “chegou”. “Quem – confia em Deus?”, resposta “o povo”, sujeito simples do verbo “confiar”. Perceba que apesardo verbo estar no infinitivo o sujeito está expresso. É um caso de infinitivo com sujeito, infinitivo pessoal. Há um único caso na língua portuguesa em que não é possível realizar a fusão entre “de” (preposição) e “o” (artigo), como nesse caso, se o houver a fusão, o sujeito ficará pre- posicionado. 30m 35m www.grancursosonline.com.br 6www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Sujeito II LÍNGUA PORTUGUESA 12. O povo precisa de esperança e não desanimará. É preciso confiar em Deus. Há quatro verbos: “precisa”, “desanimará”, “é” e “confiar”. “Quem – precisa de esperança?” a resposta é “o povo”, sujeito simples do verbo “precisa”. É importante frisar que, como “o povo” é sujeito simples do verbo “precisa” não poderá ser sujeito dos demais verbos. “Quem – não desanimará?”, a resposta é “ele” marcando a ocorrência de um sujeito elíp- tico, uma vez que “o povo” não pode mais ser sujeito de outro verbo, mas poderá ser o refe- rente do sujeito elíptico de outro verbo. “O que – é preciso?”, a resposta é “confiar em Deus”, sujeito oracional simples cujo núcleo é o verbo. “Quem – confia em Deus?”, a resposta é “o povo”, em outras palavras “ele”, trata-se de um verbo no infinitivo que possui um referente textual, portanto, sujeito elíptico, infinitivo pes- soal não expresso. 40m ��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula preparada e ministrada pelo professor Elias Gomes Santana. A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu- siva deste material. www.grancursosonline.com.br