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PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO 
Secretaria Municipal de Educação (SME) 
8ª Coordenadoria Regional de Educação 
E. M. 08.17.028 Presidente Médici 
Disciplina: História | Prof.: Danilo de Lima | Ano: 6º | Turma: __________ | Data: _____/ _____/ _______ 
Estudante: __________________________________________________________________ Nº: _____ 
 
 
 
AS CIVILIZAÇÕES FLUVIAIS NA ÁFRICA E NA ÁSIA 
 
Conforme estudamos no 1º bimestre, durante o Paleolítico, as po-
pulações mudavam constantemente de lugar – isto é, eram nômades 
– em busca de alimentos e melhores condições de vida. Esses grupos 
humanos viviam temporariamente em cavernas e outros abrigos. 
A fixação dos humanos no território começou a ocorrer no período 
Neolítico, com o desenvolvimento da agricultura e da pecuária. Esse 
processo de fixação em um lugar chama-se sedentarização. As mo-
radias começaram a se transformar, pois passou a ser necessário 
construir habitações mais resistentes que abrigassem as pessoas por 
mais tempo. Os habitantes passaram a se organizar em grupos sociais 
e aos poucos foram surgindo os primeiros povoados e cidades. 
As primeiras cidades se formaram próximas a rios. Os vales dos 
rios atraíam os grupos humanos porque as terras eram férteis para a 
prática da agricultura e havia oferta de água para as atividades 
cotidianas e a criação de animais. O rio também era via de transporte 
para o deslocamento de pessoas e de mercadorias. Por meio dele, era 
possível se comunicar com outros povos, e isso facilitava a troca de 
informações e o comércio entre eles. 
Nos vales dos rios Nilo, Tigre, Eufrates, Indo, Amarelo e Azul, di-
versos povos se organizaram e desenvolveram as primeiras 
civilizações conhecidas, entre 4.000 a.C. e 2.000 a.C. Por se desen-
volverem próximo a rios, praticando atividades que dependiam deles, 
elas foram chamadas civilizações fluviais. 
 
 
 
 
Civilização é o conjunto de valores e de características culturais e 
materiais compartilhados por uma sociedade em determinado es-
paço ao longo do tempo. Os costumes, as regras, as leis, as insti-
tuições, o desenvolvimento econômico, as crenças religiosas, os va-
lores sociais, tudo isso diz respeito ao conceito de civilização. En-
tretanto, ao empregar essa palavra devemos ter cuidado, pois, du-
rante muito tempo, o conceito de civilização foi usado como sinô-
nimo de bom, culto, educado. E não ser civilizado era ser inculto, 
não educado. Ou seja, o conceito de civilização era utilizado para 
julgar (e condenar) sociedades com culturas diferentes das já co-
nhecidas. Hoje sabemos que existiram e ainda existem muitas 
civilizações no mundo e que nenhuma delas pode ser considerada 
superior ou inferior às outras. 
 
 
Nesse material, iremos estudar duas civilizações fluviais: os povos 
da Mesopotâmia e o Antigo Egito. Observe o mapa a seguir: 
 
 
A Mesopotâmia é o nome de uma região do Oriente Médio 
localizada entre os rios Tigre e Eufrates. Atualmente, essa região é 
formada por países como Iraque, Kuwait, Síria e Irã. Na Antiguidade, 
no entanto, essa região atraiu diversos povos e foi ocupada 
(em geral, de modo violento) por eles, o que justifica a expressão 
“povos da Mesopotâmia”. Entre estes, destacaram-se os sumérios, 
babilônios, assírios e caldeus. 
Já a civilização egípcia se desenvolveu em uma região desértica 
no nordeste da África, às margens do rio Nilo. Segundo estudos ar-
queológicos, desde cerca de 8.000 a.C. essa região já era ocupada 
por grupos seminômades, que sobreviviam praticando a caça, a pesca 
e a coleta de frutos e de cereais. Por volta de 5.000 a.C., vários desses 
grupos já haviam se tornado sedentários e aproveitavam a fertilidade 
propiciada pelo rio para desenvolver a agricultura e a criação de ani-
mais. 
Ao longo do tempo, esses grupos se unificaram, formando núcleos 
populacionais maiores. Aos poucos, esses núcleos também se reuni-
ram politicamente, dando origem a dois grandes reinos: o Baixo Egito 
e o Alto Egito. Em 3.100 a.C., forças militares do Alto Egito conquista-
ram a região do Baixo Egito. Assim, os dois reinos foram submetidos 
ao comando de um único governante: o faraó. 
Tanto os mesopotâmicos quanto os egípcios dependiam dos rios 
para se desenvolver e sobreviver. Diante disso, ambas as civilizações 
desenvolveram técnicas de irrigação, como a construção de canais 
e diques, de modo que pudessem controlar as águas dos rios. 
 
 
 
O shaduf inventado pelos egípcios permitia bombear água de locais mais baixos para 
locais mais altos, alimentando, assim, os canais de irrigação e os reservatórios de água. 
 
As civilizações fluviais de-
sempenharam um papel fun-
damental no surgimento da 
escrita. As primeiras formas 
de escrita surgiram da neces-
sidade de se registrar e contro-
lar a produção de alimentos, 
facilitar as práticas comerciais, 
controlar os impostos arreca-
dados e levantar e planejar a 
estrutura das obras. 
Na Mesopotâmia, por 
volta de 3.500 a.C., os 
sumérios criaram a escrita 
cuneiforme. Essa escrita 
envolvia o uso de mais de 700 
símbolos. Os sinais eram gravados em placas úmidas de argila, que 
depois eram deixadas para secar ao sol. Os escribas, funcionários 
que faziam esses registros, tinham papel de destaque em toda a soci-
edade mesopotâmica. 
MAS O QUE É CIVILIZAÇÃO? 
Comunicado real em escrita cuneiforme, 
peça suméria de cerca de 3.500 anos 
encontrada na Síria. Museu de Idlib, 
Síria, 2016. 
Assim como os sumérios, os egípcios também criaram um sistema 
de escrita que é considerado um dos mais antigos do mundo. No An-
tigo Egito existiam três tipos de escrita: escrita hieroglífica (sagrada): 
utilizada nas paredes de templos e túmulos; escrita hierática (para 
documentos): usada em papiros e placas de barro; e escrita demótica 
(de uso popular). 
 
 
 
EXERCÍCIOS: “AS CIVILIZAÇÕES FLUVIAIS...” – BLOCO I 
ATENÇÃO: Responda às questões em seu caderno de História. 
 
1. Com base no texto lido, DEFINA o que é civilização. 
 
2. Qual foi a importância dos rios na formação das primeiras cidades? 
 
3. INDIQUE os nomes dos rios onde se desenvolveram os povos da 
Mesopotâmia e a civilização egípcia. 
 
4. Por que, nas sociedades antigas, o ser humano desenvolveu a 
escrita? 
 
Tanto na Mesopotâmia quanto no Egito, o poder dos governan-
tes estava associado aos deuses e à religião. Na Mesopotâmia, os 
reis eram considerados representantes dos deuses na Terra, interme-
diários entre as divindades e os seres humanos. Já no Egito, o faraó 
era considerado um deus encarnado, ou seja, não um representante 
dos deuses, mas o próprio deus em um corpo humano. Como o fun-
damento do poder desses reis era a religião, dizemos que o poder de-
les era teocrático. 
As sociedades das duas civilizações eram rigidamente estratifi-
cadas, isto é, divididas em níveis sociais, nos quais alguns grupos 
exerciam o papel de dominantes e outros de dominados, havendo pou-
cas possibilidades de mudança ou ascensão social. 
Nos reinos mesopotâmicos, o topo da hierarquia social era ocu-
pado pelo rei e sua família. Com os sacerdotes, funcionários do Estado 
e chefes militares, formavam o grupo dominante que desfrutava de be-
nefícios e decidia as questões mais importantes. No grupo intermedi-
ário estavam arquitetos, médicos, comerciantes e artesãos especiali-
zados, que costumavam ser bem pagos por seus serviços. A maioria 
da população dos reinos mesopotâmicos era formada por campone-
ses. Eles estavam na base da sociedade, assim como os trabalhado-
res das cidades e os escravizados (normalmente prisioneiros de 
guerra, pessoas endividadas ou condenadas por crimes). 
No Egito, a posição mais elevada da sociedade era ocupada pelo 
faraó e sua família, seguidos pelos sacerdotes e funcionários do Es-
tado (membros que ocupavam altos cargos na administração e coman-
dantes militares). O funcionário mais importante era o vizir, responsá-
vel por criar impostos e controlar a arrecadação, recrutar pessoas para 
o trabalho nas construções,fiscalizar as obras públicas e presidir o 
tribunal de justiça. Ele contava com o auxílio dos escribas, aos quais 
cabia registrar a cobrança de impostos, escrever leis, fiscalizar as con-
tas do reino e realizar o censo da população. Na base da sociedade 
estavam os camponeses, também chamados de felás, que formavam 
a camada social mais numerosa do Egito, e os escravizados (assim 
como na Mesopotâmia, eram constituídos por prisioneiros de guerra, 
condenados por crimes ou pessoas que não conseguiram quitar as dí-
vidas). 
A agricultura era a base da economia das sociedades mesopotâ-
mica e egípcia. 
Na Mesopotâmia, usando as águas dos rios Tigre e Eufrates, 
cultivava-se principalmente a cevada, o trigo, a lentilha, o linho e as 
tâmaras. Nos espaços entre as plantações cultivavam legumes (como 
o pepino) e hortaliças (como cebolas e alhos). Os camponeses 
criavam ovelhas, cabras, porcos e aves, e utilizavam bois no trabalho 
com o arado ou para puxar carroças. Os povos mesopotâmicos tam-
bém praticavam o comércio e o artesanato. 
No Egito, o rio Nilo facilitou o cultivo de centeio, linho, algodão, 
vinhas, frutas e hortaliças, sendo mais importantes as colheitas de trigo 
e de cevada. Outro produto cultivado era o papiro, planta com fibras 
que eram usadas como suporte para a escrita e o desenho e para pro-
duzir cestos, sandálias e embarcações. Além da agricultura, os egíp-
cios trabalhavam com a criação de bois, cabras, carneiros, patos e 
também com a mineração de ouro e pedras preciosas, que chegaram 
a ser usadas para facilitar o comércio externo. 
A maioria dos povos da Antiguidade era politeísta, ou seja, acre-
ditava em vários deuses. Esses deuses estavam associadas a diver-
sos aspectos da natureza e da existência humana, como as águas dos 
rios, os astros do céu, a guerra, o parto, o lar e o amor. 
Entre as principais divindades 
dos povos mesopotâmicos esta-
vam Marduk, deus da cidade da 
Babilônia; Shamash, deus do Sol e 
da justiça; Anu, deus relacionado 
ao céu; Enlil, relacionado ao ar; 
Ea, deus dos rios, da chuva, das 
águas subterrâneas (ou profundezas) e da criação; Ishtar, deusa do 
amor e da guerra; e Tamus, deus dos alimentos e da vegetação. Cada 
cidade da Mesopotâmia cultuava uma divindade própria. Para cultuá-
la, os mesopotâmicos construíam os zigurates, grandes construções 
em forma de pirâmides, considerados moradias das divindades locais. 
Os povos da Mesopotâmia acreditavam também que, depois da 
morte, o espírito da pessoa ia para um mundo inferior, um lugar depri-
mente e terrível. Assim, não havia a crença de uma vida melhor após 
a morte. Por esse motivo, homens e mulheres queriam aproveitar ao 
máximo sua existência e, talvez por isso, a juventude era considerada 
a melhor fase da vida. 
Já os egípcios acreditavam que as divindades sentiam vontades 
semelhantes às dos seres humanos e, por isso, faziam-lhes oferendas 
de comidas e bebidas. Entre os deuses mais cultuados, estavam 
Hórus, deus do céu; Ísis, deusa da fertilidade; Osíris, deus dos mor-
tos; Tot, deus da escrita e da sabedoria; e Rá, deus do Sol. 
Os egípcios acreditavam na vida após a morte. Por isso, para eles, 
era muito importante que seus corpos ficassem preservados depois 
que morressem. Assim, desenvolveram elaboradas técnicas de 
mumificação para conservar os corpos. 
A crença na vida após a morte tam-
bém esteve relacionada com a constru-
ção de sofisticadas tumbas, o que exigiu 
conhecimentos avançados de Matemá-
tica e Engenharia. As tumbas egípcias 
mais conhecidas são as pirâmides, que 
serviam de túmulos para os faraós. 
 
EXERCÍCIOS: “AS CIVILIZAÇÕES FLUVIAIS...” – BLOCO II 
ATENÇÃO: Responda às questões em seu caderno de História. 
 
5. Por que o poder dos reis da Mesopotâmia e dos faraós do Antigo 
Egito era teocrático? 
 
6. As sociedades mesopotâmica e egípcia eram rigidamente estrati-
ficadas. EXPLIQUE o que isso quer dizer. 
 
7. Nas civilizações fluviais estudadas por nós, as pessoas podiam ser 
escravizadas? JUSTIFIQUE a sua resposta. 
 
8. Por que a maioria dos povos da Antiguidade era politeísta? 
 
9. Quais eram as ideias que os mesopotâmicos e os antigos egípcios 
tinham sobre a morte? COMPARE-AS. 
Hieróglifos localizados na 
tumba do faraó Seti I, século 
XIII a.C. 
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