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F B O N L I N E . C O M . B R
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PROFESSOR(A): DAWISON SAMPAIO
ASSUNTO: EXPANSÃO MARÍTIMA EUROPEIA E PERÍODO PRÉ-COLONIAL
FRENTE: HISTÓRIA
OSG.: 117255/17
AULA 1
EAD – MEDICINA
CIÊNCIAS HUMANAS 
E SUAS TECNOLOGIAS
Resumo Teórico
EXPANSÃO MARÍTIMA EUROPEIA
1. Introdução
• Contexto histórico: Transição do Feudalismo × Capitalismo
Feudalismo Capitalismo
Economia Agrária, 
Subsistência
Comercial – 
Urbana
Renascimento 
comercial e 
urbano.
Sociedade,
Trabalho
Estamental, 
trabalho servil
Com mobilidade 
social, trabalho 
assalariado
Burguesia, 
artesão, 
trabalhador livre.
Política Descentralização 
política
Estado 
centralizado
Estado Moderno 
Absolutismo.
Cultura Teocêntrica Antropocêntrica
Renascimento 
cultural.
2. O que foi: Período em que as nações europeias iniciaram um 
processo de exploração e conquistas em novos territórios, que 
ampliou o mundo até então conhecido.
3. Quando ocorreu? Principalmente entre os séculos XV e XVI.
4. Causas e motivações
• Busca de especiarias nas Índias. Tentativa de romper o monopólio 
comercial das cidades italianas;
• Busca de metais preciosos;
• Expansão da fé cristã (justificativa);
• Fortalecimento das monarquias nacionais e desenvolvimento da 
política mercantilista.
Observações:
a) A expansão comercial europeia, iniciada nos séculos XI e XII, foi 
bloqueada por uma crise econômica do final do século XVI. Parecia 
ter sido atingido o limite máximo de consumo das mercadorias 
orientais, principalmente especiarias. Além disto, havia a falta de 
metal nobre – ouro e prata – para a confecção das moedas.
b) A necessidade de se encontrar a liga metálica em outros lugares 
e também buscar novos caminhos marítimos que levassem as 
especiarias diretamente da fonte produtora, eliminando os vários 
intermediários existentes. Daí os Grandes descobrimentos dos 
séculos XV e XVI.
5. Razões do pioneirismo português.
A. Centralização Política: Formação do Estado Português (pequena 
cronologia).
• Invasão dos muçulmanos no século VIII (711).
• Formação dos reinos cristãos (Leão – Castela – Navarra – Aragão). 
Nas Astúrias, sob o comando de D. Afonso VI e apoio de 
D. Henrique de Borgonha (FRA) = Guerra da Reconquista.
• Nasce o Condato Portucalense (1094).
• Em 1139 o Condato torna-se um Estado Nacional independente 
sob o comando de D. Afonso Henriques. (Nasce a dinastia de 
Borgonha).
antes 914
914-1080
(Francos)(Francos)
LeãoLeão NavarraNavarra
PortugalPortugal AragãoAragão
CastelaCastela
CórdobaCórdoba
GranadaGranada
1080-1130
1130-1210
1210-1250
1250-1480
1480-1492
A Reconquista
Disponível em: <http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pt-Reconquista2.jpg>
• A necessidade de manter a autonomia fortaleceu o poder 
central.
• A crise do século XIV (Peste, Fome e Guerras) de certa forma 
favoreceu Portugal, pois desviou a rota terrestre para o 
Mediterrâneo onde tornou-se um dos principais entrepostos 
comerciais.
• A sucessão do trono português com a morte de D. Fernando, 
O Formoso (1383). A sucessão com D. Beatriz (filha de 
D. Fernando), que era casada com D. João I, rei de Leão e Castela, 
gerou oposição da burguesia que temia a perda de autonomia.
• 1383-85 Revolução de Avis (apoio da burguesia a D. João I, 
Mestre de Avis).
Observação: A Expansão Marítima só foi possível graças a ação 
coordenadora de um Estado centralizado que foi capaz de reunir os 
capitais necessários para um empreendimento desse nível. Até aquela 
época, o capital privado ainda não tinha força suficiente para montar 
uma empresa ultramarina.
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MÓDULO DE ESTUDO
OSG.: 117255/17
B. Burguesia ávida de lucros (a concentração em algumas áreas da
Península Ibérica de capitais interessados na expansão comercial
e que financiaram os empreendimentos marítimos);
C. Fascínio pelas Índias;
D. Paz interna e externa;
E. Tradição pesqueira e a Escola de Sagres;
F. Surgimento e aperfeiçoamento de novos aparelhos para a
navegação (bússola, astrolábio, caravela, desenvolvimento da
cartografia...);
G. Localização geográfica favorável;
H. O engajamento da nobreza e do clero, imprimindo um caráter
cruzadístico à expansão.
6. Rotas, Bulas e Tratados
• A circunavegação dos espanhóis = 1492, expulsão definitiva 
dos Mouros da Europa;
• O Périplo Africano = 1415, iniciado com a tomada da Ceuta e 
concluído com a chegada a Calicute, em 1498, por Vasco da 
Gama (aproximadamente 6.000%);
LISBOALISBOA
CanáriasCanárias
Cabo Verde
BezeguicheBezeguiche
MelindeMelinde
Porto SeguroPorto Seguro
QuíloaQuíloa
SofalaSofala
AngedivaAngediva
CananorCananor CALECUTECALECUTE
CochimCochim
I. de MoçambiqueI. de Moçambique
Viagem de Cabral ao Brasil e Calecute, 1500
Primeiras e
Segundas
Primeiras e
Segundas
C. da
Boa Esparança
C. da
Boa Esparança
Oceano
Atlântico
Norte
Oceano
Atlântico
Sul
Oceano
Índico
Disponível em: <http://upload.wikimedia/commons/c/ca/Cabral_voyage_1500_PT>
• A Bula inter Coetera (Papa Alexandre VI) em 1493;
• O Tratado de Tordesilhas em 1494.
Espanha
Portugal
Ilhas de
Cabo Verde
OCEANO
ATLÂNTICOOCEANO
PACÍFICO
Terras pertencentes à Portugal
Tratado de Tordesilhas.
PERÍODO PRÉ-COLONIAL (1500-1530)
1. O que foi? Corresponde aos primeiros 30 anos da história do Brasil.
2. Principal característica: relativo desinteresse de Portugal pelo Brasil
• O comércio das especiarias era bastante lucrativo;
• Inicialmente não encontraram ouro;
• Pequena disponibilidade de mão de obra.
3. Expedições exploradoras (reconhecimento)
A. Gaspar de Lemos – 1501
B. Gonçalo Coelho – 1503
4. Expedições Guarda-Costeiras (defesa)
A. Cristóvão Jaques – 1516 – 1526
5. Expedição colonizadora – 1530
A. Comando: Martin Afonso de Souza.
B. 1ª Vila: São Vicente.
C. 1º Engenho: Engenho do Governador.
Observação: Martim Afonso possuía amplos poderes. Designado 
Capitão-mor da esquadra e do território descoberto, deveria fundar 
núcleos de povoamento, exercer justiça civil e criminal, tomar posse 
das terras em nome do rei, nomear funcionários e distribuir sesmarias.
6. Exploração do Pau Brasil
A. Primeira atividade econômica.
B. Localização: Mata Atlântica (RN ao RJ).
C. Usado na fabricação de Corantes.
D. Exploração predatória e assistemática.
E. Gênero estancado aos cristãos novos.
F. Fundação de feitorias: entrepostos comerciais.
G. Mão-de-obra indígena – trabalho em forma de escambo.
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/ 
Ficheiro:Brazil-16-map.jpg>
Detalhe do mapa Terra Brasilis, 1519, o pau-brasil representado ao longo da costa da 
Mata Atlântica
Observação: Carta de Pero Vaz de Caminha
• 1º documento do Brasil.
• Depois de tomar conhecimento por meio da famosa carta de
Caminha das terras do Brasil, o Rei D. Manuel resolveu enviar às
novas terras expedições para conhecer melhor o território recém-
-descoberto.
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MÓDULO DE ESTUDO
Exercícios
1. (Enem/2014) Todo homem de bom juízo, depois que tiver 
realizado sua viagem, reconhecerá que é um milagre manifesto 
ter podido escapar de todos os perigos que se apresentam em 
sua peregrinação; tanto mais que há tantos outros acidentes que 
diariamente podem aí ocorrer que seria coisa pavorosa àqueles 
que aí navegam querer pô-los todos diante dos olhos quando 
querem empreender suas viagens.
J. PT. “Histoire de plusieurs voyages aventureux”. 1600. 
In: DELUMEAU, J. História do medo no Ocidente: 1300-1800. 
São Paulo Cia. das Letras. 2009 (adaptado).
 Esse relato, associado ao imaginário das viagens marítimas da 
época moderna, expressa um sentimento de 
a) gosto pela aventura. 
b) fascínio pelo fantástico. 
c) temor do desconhecido. 
d) interesse pela natureza. 
e) purgação dos pecados. 
2. (Unesp/2012) Leia o texto a seguir.
 Nas primeiras três décadas que se seguiram à passagem da armada 
de Cabral, além das precárias guarnições das feitorias [...], apenas 
alguns náufragos [...] e “lançados” atestavam a soberania do rei 
de Portugal nolitoral americano do Atlântico Sul.
Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota. História do Brasil: 
uma interpretação, 2008. 
 No processo de ocupação portuguesa do atual território do Brasil, 
as primeiras três décadas que se seguiram à passagem da armada 
de Cabral podem ser caracterizadas como um período em que 
a) Portugal não se dedicou regularmente à sua colonização, pois 
estava voltado prioritariamente para a busca de riquezas no 
Oriente. 
b) prevaleceram as atividades extrativistas, que tinham por 
principal foco a busca e a exploração de ouro nas regiões 
centrais da colônia. 
c) Portugal estabeleceu rotas regulares de comunicação, 
interessado na imediata exploração agrícola das férteis terras 
que a colônia oferecia. 
d) prevaleceram as disputas pela colônia com outros países 
europeus e sucessivos episódios de invasão holandesa e 
francesa no litoral brasileiro. 
e) Portugal implantou fortificações ao longo do litoral e 
empenhou-se em estender seus domínios em direção ao sul, 
chegando até a região do Prata. 
3. (Unesp/2016) Entre os motivos do pioneirismo português nas 
navegações oceânicas dos séculos XV e XVI, podem-se citar 
a) a influência árabe na Península Ibérica e a parceria com os 
comerciantes genoveses e venezianos. 
b) a centralização monárquica e o desenvolvimento de 
conhecimentos cartográficos e astronômicos. 
c) a superação do mito do abismo do mar e o apoio financeiro e 
tecnológico britânico. 
d) o avanço das ideias iluministas e a defesa do livre-comércio 
entre as nações. 
e) o fim do interesse europeu pelas especiarias e a busca de formas 
de conservação dos alimentos. 
4. (Fuvest/2012) Deve-se notar que a ênfase dada à faceta cruzadística 
da expansão portuguesa não implica, de modo algum, que os 
interesses comerciais estivessem dela ausentes – como tampouco o 
haviam estado das cruzadas do Levante, em boa parte manejadas 
e financiadas pela burguesia das repúblicas marítimas da Itália. 
Tão mesclados andavam os desejos de dilatar o território cristão com 
as aspirações por lucro mercantil que, na sua oração de obediência 
ao pontífice romano, D. João II não hesitava em mencionar entre 
os serviços prestados por Portugal à cristandade o trato do ouro da 
Mina, “comércio tão santo, tão seguro e tão ativo” que o nome do 
Salvador, “nunca antes nem de ouvir dizer conhecido”, ressoava 
agora nas plagas africanas…
Luiz Felipe Thomaz, “D. Manuel, a Índia e o Brasil”. Revista de História (USP), 
161, 2º Semestre de 2009, p.16-17. Adaptado.
 Com base na afirmação do autor, pode-se dizer que a expansão 
portuguesa dos séculos XV e XVI foi um empreendimento 
a) puramente religioso, bem diferente das cruzadas dos séculos 
anteriores, já que essas eram, na realidade, grandes empresas 
comerciais financiadas pela burguesia italiana. 
b) ao mesmo tempo religioso e comercial, já que era comum, à 
época, a concepção de que a expansão da cristandade servia 
à expansão econômica e vice-versa. 
c) por meio do qual os desejos por expansão territorial portuguesa, 
dilatação da fé cristã e conquista de novos mercados para a 
economia europeia mostrar-se-iam incompatíveis. 
d) militar, assim como as cruzadas dos séculos anteriores, e no qual 
objetivos econômicos e religiosos surgiriam como complemento 
apenas ocasional. 
e) que visava, exclusivamente, lucrar com o comércio intercontinental, 
a despeito de, oficialmente, autoridades políticas e religiosas 
afirmarem que seu único objetivo era a expansão da fé cristã. 
5. (Unicamp simulado/2011) Segundo o historiador indiano K.M. 
Panikkar, a viagem pioneira dos portugueses à Índia inaugurou 
aquilo que ele denominou como a época de Vasco da Gama da 
história asiática. Esse período pode ser definido como uma era de 
poder marítimo, de autoridade baseada no controle dos mares, 
poder detido apenas pelas nações europeias.
Adaptado de C.R. Boxer, O império marítimo português, 1415-1835. 
Lisboa: Ed. 70, 1972, p. 55.
 Os domínios estabelecidos pelos portugueses na Índia e na 
América 
a) se diferenciavam, pois na Índia a presença dos portugueses 
visava o comércio, e para este fim eles estabeleciam feitorias, 
enquanto na América o território se tornaria uma possessão de 
Portugal, por meio de um empreendimento colonial destinado 
a produzir mercadorias para exportação. 
b) se diferenciavam, pois a colonização dos portugueses na 
Índia buscava promover o comércio de especiarias e de 
escravos, enquanto na América estabeleceu-se uma colônia de 
exploração, que visava apenas a extração de riquezas naturais 
que serviriam às manufaturas europeias. 
c) tinham semelhanças e diferenças entre si, porque em ambas 
se estabeleceu um sistema colonial baseado na monocultura, 
no latifúndio e na escravidão, mas na América este sistema 
era voltado para a produção de açúcar, enquanto na Índia 
produziam-se especiarias. 
d) tinham semelhanças e diferenças entre si, porque ambas 
sofreram exploração econômica, mas na Índia uma civilização 
mais desenvolvida apresentou resistência à dominação, levando 
à sua destruição, ao contrário do Brasil, onde a colonização foi 
mais pacífica, por meio da civilização dos índios. 
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MÓDULO DE ESTUDO
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6. (Enem/2007) A identidade negra não surge da tomada 
de consciência de uma diferença de pigmentação ou 
de uma diferença biológica entre populações negras e 
brancas e(ou) negras e amarelas. Ela resulta de um longo 
processo histórico que começa com o descobrimento, no 
século XV, do continente africano e de seus habitantes pelos 
navegadores portugueses, descobrimento esse que abriu o 
caminho às relações mercantilistas com a África, ao tráfico 
negreiro, à escravidão e, enfim, à colonização do continente 
africano e de seus povos.
K. Munanga. Algumas considerações sobre a diversidade e a identidade negra 
no Brasil. In: Diversidade na educação: reflexões e experiências. 
Brasília: SEMTEC/MEC, 2003, p. 37.
 Com relação ao assunto tratado no texto acima, é correto afirmar 
que
a) a colonização da África pelos europeus foi simultânea ao 
descobrimento desse continente.
b) a existência de lucrativo comércio na África levou os 
portugueses a desenvolverem esse continente.
c) o surgimento do tráfico negreiro foi posterior ao início da 
escravidão no Brasil.
d) a exploração da África decorreu do movimento de expansão 
europeia do início da Idade Moderna.
e) a colonização da África antecedeu as relações comerciais entre 
esse continente e a Europa.
7. (UNIFOR/2009.2) Analise o texto.
 De fato, gestando-se no processo de expansão mercantil da época 
dos descobrimentos e articulando-se ao não menos importante 
processo de formação dos Estados, a faina colonizadora tendeu 
sempre a ampliar a área de dominação (competição entre os 
Estados) e a montar uma empresa de exploração predatória, 
itinerante, compelindo o trabalho para intensificar a acumulação 
de capital nos centros metropolitanos.
Fernando A. Novais. Condições da privacidade na colônia. In: História da vida 
privada no Brasil: cotidiano e vida privada na América Portuguesa. 
São Paulo: Companhia das Letras, 1997. p. 30
 Pode-se associar corretamente ao texto que
a) a colonização do Novo Mundo articulou-se de maneira 
direta aos processos correlatos de formação dos Estados 
e de expansão do comércio que marcaram a abertura da 
modernidade europeia.
b) a colonização do tipo plantation, que prevaleceu na América 
portuguesa, determinou a formação de uma população 
dispersa, que se deslocava intensamente no território.
c) o trabalho na colônia era executado pelos escravos africanos 
e ameríndios sob a supervisão de Portugal, que tinha como 
objetivo fazer a metrópole produzir em grande escala para as 
colônias.
d) as metrópoles europeias, no processo colonizador, dividiam 
as áreas de dominação por meio de tratados comerciais que 
fossem vantajosos para todos os Estados signatários.
e) a colonização moderna foi um fenômenoessencialmente 
demográfico, portanto, foi impulsionada por pressões 
demográficas como ocorreu na colonização grega da 
Antiguidade Clássica.
• Texto para a próxima questão: 
 “O Descobrimento da América, no quadro da expansão marítima 
europeia, deu lugar à unificação microbiana do mundo. No troca-
-troca de vírus, bactérias e bacilos com a Europa, África e Ásia, 
os nativos da América levaram a pior. Dentre as doenças que 
maior mortandade causaram nos ameríndios estão as ‘bexigas’, 
isto é, a varíola, a varicela e a rubéola (vindas da Europa), 
a febre amarela (da África) e os tipos mais letais de malária 
(da Europa mediterrânica e da África). Já a América estava infectada 
pela hepatite, certos tipos de tuberculose, encefalite e pólio. 
Mas o melhor ‘troco’ patogênico que os ameríndios deram nos 
europeus foi a sífilis venérea, verdadeira vingança que os vencidos 
da América injetaram no sangue dos conquistadores. Traços do 
trauma provocado por essas doenças parecem ter-se cristalizado na 
mitologia indígena. Quatro entidades maléficas se destacavam na 
religião tupi no final do Quinhentos: Taguaigba (‘Fantasma ruim’), 
Macacheira ou Mocácher (‘O que faz a gente se perder’), Anhanga 
(‘O que encesta a gente’) e Curupira (‘O coberto de pústulas’). 
É razoável supor que o curupira tenha surgido no imaginário tupi 
após o choque microbiano das primeiras décadas da descoberta.”
Luiz Felipe de Alencastro. “Índios perderam a guerra Bacteriológica”. 
Folha de S. Paulo, 12.10.1991, p. 7. Adaptado. 
8. (PUC-SP/2017) O texto expõe uma das características mais 
importantes da expansão marítima europeia dos séculos XV e XVI, 
a) seu esforço saneador, que garantiu o acesso das populações 
americana, asiática e africana aos avanços técnicos europeus. 
b) sua dimensão eurocêntrica, que assegurou uma dominação 
pacífica da América e da África pelos conquistadores europeus. 
c) seu caráter globalizador, que permitiu articular os continentes, 
estabelecendo maior circulação de pessoas e mercadorias. 
d) sua concepção lógica, que orientou o planejamento minucioso 
da conquista, evitando que os europeus enfrentassem 
imprevistos. 
9. (UFU/2015) Se essa passagem de século tem hoje um sentido para 
nós, um sentido que talvez não tinha nos séculos anteriores, é 
porque vemos que aí é que surgem as primícias da globalização. 
E essa globalização é mais que um processo de expansão de 
origem ibérica. Em 1500, ainda estamos bem longe de uma 
economia mundial. No limiar do século XVI, a globalização 
corresponde ao fato de setores do mundo que se ignoravam ou 
não se frequentavam diretamente serem postos em contato uns 
com os outros. 
GRUZINSKI, Serge. A passagem do século: 1480-1520 – as origens da globalização. 
São Paulo: Companhia das Letras, 1999, p. 96-98. Adaptado. 
 Na busca das raízes do conceito de globalização, os historiadores 
têm voltado suas atenções às grandes navegações, porque este 
momento histórico 
a) permitiu, com anuência da Igreja, a formação de um verdadeiro 
mercado global de mão de obra escrava, composta de 
indígenas. 
b) tornou a Igreja uma força política global, com hegemonia, por 
exemplo, sobre todo o continente americano. 
c) representou a unificação dos mercados coloniais principalmente 
a partir do fornecimento de gêneros de subsistência. 
d) foi decisivo na expansão da atividade comercial para além das 
fronteiras europeias e na ampliação dos mercados. 
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MÓDULO DE ESTUDO
10. (UPE/2013) Segundo Alexandre de Freitas, “A globalização 
caracteriza-se, portanto, pela expansão dos fluxos de informações 
— que atingem todos os países, afetando empresas, indivíduos e 
movimentos sociais —, pela aceleração das transações econômicas 
— envolvendo mercadorias, capitais e aplicações financeiras que 
ultrapassam as fronteiras nacionais — e pela crescente difusão 
de valores políticos e morais em escala universal”.
BARBOSA, Alexandre de Freitas. O mundo globalizado: política, sociedade e 
economia. São Paulo: Contexto, 2010, p. 12-13.
 Com base na definição acima e nos estudos sobre globalização, 
é correto afirmar que 
a) o autor não leva em consideração a internet e a tecnologia 
para a construção de computadores no processo de 
globalização. 
b) segundo a definição de Freitas, a globalização se restringe aos 
eventos em escala internacional. 
c) a globalização, por sua natureza planetária, é um duro golpe 
contra a expansão religiosa. 
d) há autores que consideram a Expansão Marítima do século XVI 
como primeiro ato na história do processo de globalização. 
e) por suas carências políticas, sociais e financeiras, os países 
pobres não participam do processo de globalização. 
11. (Enem/2009 – Prova cancelada) Distantes uma da outra quase 
100 anos, as duas telas seguintes, que integram o patrimônio 
cultural brasileiro, valorizam a cena da Primeira Missa no Brasil, 
relatada na carta de Pero Vaz de Caminha. Enquanto a primeira 
retrata fielmente a carta, a segunda – ao excluir a natureza e os 
índios – critica a narrativa do escrivão da frota de Cabral. Além 
disso, na segunda, não se vê a cruz fincada no altar.
Primeira Missa no Brasil. Victor Meirelles (1861). Disponível em: 
<http://www.moderna.com.br.> Acesso em: 3 nov. 2008.
Primeira Missa no Brasil. Cândido Portinari (1948).Disponível em: 
<http://www.casadeportinari.com.br>Acesso em: 3 nov. 2008.
 Ao comparar os quadros e levando-se em consideração a 
explicação dada, observa-se que
a) a influência da religião católica na catequização do povo nativo 
é objeto das duas telas.
b) a ausência dos índios na segunda tela significa que Portinari 
quis enaltecer o feito dos portugueses.
c) ambas, apesar de diferentes, retratam um mesmo momento 
e apresentam uma mesma visão do fato histórico.
d) a segunda tela, ao diminuir o destaque da cruz, nega a 
importância da religião no processo dos descobrimentos.
e) a tela de Victor Meirelles contribuiu para uma visão romantizada 
dos primeiros dias dos portugueses no Brasil.
12. (PUC-RS/2010) Entre 1500 e 1530, os interesses da coroa 
portuguesa, no Brasil, focavam o pau-brasil, madeira abundante 
na Mata Atlântica e existente em quase todo o litoral brasileiro, 
do Rio Grande do Norte ao Rio de Janeiro. A extração era feita de 
maneira predatória e assistemática, com o objetivo de abastecer o 
mercado europeu, especialmente as manufaturas de tecido, pois a 
tinta avermelhada da seiva dessa madeira era utilizada para tingir 
tecidos. A aquisição dessa matéria-prima brasileira era feita por 
meio da 
a) exploração escravocrata dos europeus em relação aos índios 
brasileiros. 
b) criação de núcleos povoadores, com utilização de trabalho 
servil. 
c) utilização de escravos africanos, que trabalhavam nas feitorias. 
d) exploração da mão de obra livre dos imigrantes portugueses, 
franceses e holandeses. 
e) exploração do trabalho indígena, no estabelecimento de uma 
relação de troca, o conhecido escambo. 
13. (Fuvest/2003) Os portugueses chegaram ao território, depois 
denominado Brasil, em 1500, mas a administração da terra só 
foi organizada em 1549. Isso ocorreu porque, até então,
a) os índios ferozes trucidavam os portugueses que se 
aventurassem a desembarcar no litoral, impedindo assim a 
criação de núcleos de povoamento.
b) a Espanha, com base no Tratado de Tordesilhas, impedia a 
presença portuguesa nas Américas, policiando a costa com 
expedições bélicas.
c) as forças e atenções dos portugueses convergiam para o 
Oriente, onde vitórias militares garantiam relações comerciais 
lucrativas.
d) os franceses, aliados dos espanhóis, controlavam as tribos 
indígenas ao longo do litoral bem como as feitorias da costa 
sul-atlântica.
e) a população de Portugal era pouco numerosa, impossibilitando 
o recrutamento de funcionários administrativos.
14. (Unicamp/2011) Em carta ao rei D. Manuel, Pero Vaz de 
Caminha narrou os primeiros contatos entre os indígenase os 
portugueses no Brasil: “Quando eles vieram, o capitão estava 
com um colar de ouro muito grande ao pescoço. Um deles 
fitou o colar do capitão, e começou a fazer acenos com a mão 
em direção à terra, e depois para o colar, como se quisesse 
dizer-nos que havia ouro na terra. Outro viu umas contas de rosário, 
brancas, e acenava para a terra e novamente para as contas e para 
o colar do capitão, como se dissesse que dariam ouro por aquilo. 
Isto nós tomávamos nesse sentido, por assim o desejarmos! 
Mas se ele queria dizer que levaria as contas e o colar, isto nós não 
queríamos entender, porque não havíamos de dar-lhe!”
Adaptado de Leonardo Arroyo, A carta de Pero Vaz de Caminha. 
São Paulo: Melhoramentos; Rio de Janeiro: INL, 1971, p. 72-74.
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MÓDULO DE ESTUDO
OSG.: 117255/17
 Esse trecho da carta de Caminha nos permite concluir que o 
contato entre as culturas indígena e europeia foi 
a) favorecido pelo interesse que ambas as partes demonstravam 
em realizar transações comerciais: os indígenas se integrariam 
ao sistema de colonização, abastecendo as feitorias, voltadas 
ao comércio do pau-brasil, e se miscigenando com os 
colonizadores. 
b) guiado pelo interesse dos descobridores em explorar a nova 
terra, principalmente por meio da extração de riquezas, 
interesse que se colocava acima da compreensão da cultura dos 
indígenas, que seria quase dizimada junto com essa população. 
c) facilitado pela docilidade dos indígenas, que se associaram 
aos descobridores na exploração da nova terra, viabilizando 
um sistema colonial cuja base era a escravização dos povos 
nativos, o que levaria à destruição da sua cultura. 
d) marcado pela necessidade dos colonizadores de obterem 
matéria-prima para suas indústrias e ampliarem o mercado 
consumidor para sua produção industrial, o que levou à busca 
por colônias e à integração cultural das populações nativas. 
15. (Enem/2013) De ponta a ponta, é tudo praia-palma, muito chã 
e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito 
grande, porque, a estender olhos, não podíamos ver senão terra 
com arvoredos, que nos parecia muito longa. Nela, até agora, não 
pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de 
metal ou ferro; nem lho vimos. Porém a terra em si é de muito 
bons ares [...]. Porém o melhor fruto que dela se pode tirar me 
parece que será salvar esta gente.
Carta de Pero Vaz de Caminha. In: MARQUES, A.; BERUTTI, F.; FARIA, R. História 
moderna através de textos. São Paulo: Contexto, 2001.
 A carta de Pero Vaz de Caminha permite entender o projeto 
colonizador para a nova terra. Nesse trecho, o relato enfatiza o 
seguinte objetivo: 
a) Valorizar a catequese a ser realizada sobre os povos nativos. 
b) Descrever a cultura local para enaltecer a prosperidade 
portuguesa. 
c) Transmitir o conhecimento dos indígenas sobre o potencial 
econômico existente. 
d) Realçar a pobreza dos habitantes nativos para demarcar a 
superioridade europeia. 
e) Criticar o modo de vida dos povos autóctones para evidenciar 
a ausência de trabalho. 
Anotações
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RESOLUÇÃORESOLUÇÃO
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HISTÓRIA
AULA 1: EXPANSÃO 
MARÍTIMA E PERÍODO 
PRÉ-COLONIAL
EXERCÍCIOS
1. O texto indica um dos elementos que permeava o imaginário popular e o inconsciente coletivo na época das Grandes Navegações: o 
temor do desconhecido. A mentalidade medieval sob a influência dos valores religiosos propiciou a disseminação de tais elementos. 
O próprio Oceano Atlântico era conhecido como “Mar Tenebroso”. Naufrágios e mortes também contribuíram para a mentalidade 
descrita no fragmento. 
Resposta: C
2. Após a chegada dos portugueses ao Brasil observou-se, por parte dos lusos, relativo desinteresse que perdurou por cerca de 30 anos. 
Nesse período foram fundadas feitorias que serviam de entrepostos comerciais. Apesar da exploração de aves exóticas, couros e 
peles, predominava a exploração do pau-brasil que contava com a mão de obra dos nativos que trabalhavam na base do escambo. 
A justificativa para os portugueses terem relegado a nova possessão a uma condição subalterna se dá pelos lucros obtidos com a 
exploração do comércio oriental de especiarias que se apresentava muito mais lucrativo neste momento. 
Resposta: A
3. Questão clássica que propõe a identificação dos fatores responsáveis pelo pioneirismo português nas Grandes Navegações. O crescente 
interesse no ocidente pelas especiarias orientais somado às adversidades para aquisição desses gêneros em virtude do ataque dos 
piratas mouros e do monopólio das cidades italianas, levou os lusitanos a se lançaram ao oceano em busca de uma rota alternativa 
que os levassem até a fonte dos valiosos produtos orientais. Para esse fim, contribuiu decisivamente a prematura centralização do 
poder na mão do rei, processo iniciado com a dinastia de Borgonha no século XII e que teve seu ápice no século XIV com a chamada 
Revolução de Avis. Os investimentos dos soberanos de Avis se somavam ao contexto favorável de incremento dos conhecimentos 
técnicos que favoreceram a navegação oceânica, como era o caso dos instrumentos de orientação, como a bússola, astrolábio e ainda 
o aperfeiçoamento das cartas náuticas. 
Resposta: B
4. Ainda que os interesses econômicos, como a busca de metais preciosos e das especiarias devido à necessidade de um novo caminho para 
o oriente (monopólio das cidades italianas e dos riscos da navegação no Mediterrâneo), estejam entre as mais importantes motivações 
da expansão marítima, não devemos esquecer que, além da burguesia mercantil e do Estado moderno que procurava fortalecer-se, a 
Igreja também tinha interesses associados a esse empreendimento, pois ali estava uma oportunidade de expandir a fé cristã católica 
(motivação religiosa), conferindo um caráter cruzadístico servindo inclusive para legitimar o movimento em questão. 
Resposta: B
5. Dentro do contexto da formação dos impérios coloniais, resultado da Expansão Marítima, Portugal teve papel de destaque, figurando 
entre suas principais motivações a busca de especiarias e de metais preciosos bem como a aquisição de matérias-primas que contribuíssem 
para uma balança comercial favorável. Nesse sentido, a relação de Portugal com as Índias se estruturava em linhas gerais em torno da 
fundação de feitorias (entrepostos comerciais), que permitiam aos lusos adquirir as especiarias tão apreciadas na Europa. Já as terras 
recém-descobertas no novo mundo assumiam uma tarefa complementar à metrópole, oferecendo gêneros tropicais, além de servir 
de mercado consumidor para os produtos manufaturados, constituindo uma típica colônia de exploração assentada no latifúndio, 
monocultor, escravista e exportador. Devemos no entanto, considerar que, o sistema de feitorias também foi implantado, por exemplo, 
na exploração do Pau-Brasil nos primeiros anos da colonização.
Resposta: A
6. É importante observar a importância da África no processo de expansão marítima europeia dos séculos XV e XVI. A tomada de Ceuta, 
marco inicial das Grandes Navegações pelos portugueses em 1415, é indicativo de tal importância. O projeto português consistia no 
contorno do litoral africano (Périplo Africano) até chegar às Índias, o que se concretizou em 1498. Na passagem portuguesa no litoral 
africano, ainda que não se observe esforços para colonizar o continente, fato que os europeus, via de regra, só farão no contexto do 
neocolonialismo no século XIX, manifestavam-se as primeiras relações de exploração em que os portugueses retiravam alguns produtos 
que tivessem relevância econômica dentro da lógica mercantilista e principalmente o tráfico humano de escravos. Esses elementos 
posteriormente passaram a constituir a principal mão de obra para os gêneros do plantation do Brasil. Essa exploração,ao longo do 
tempo, contribuiu para o quadro de miséria na África e que só seria agravado nos séculos seguintes.
Resposta: D
7. Dentre os acontecimentos que assinalaram a passagem para os tempos modernos, destacam-se, pela profundidade de suas 
consequências, as Grandes Navegações. Nessa época, os europeus contornaram a África, estabeleceram novas rotas comerciais com o 
Oriente, circunavegaram o mundo e chegaram às Américas. Reconhecido por muitos historiadores como o primeiro passo no complexo 
processo de globalização do planeta, o expansionismo marítimo possibilitou aos europeus, especialmente Portugal e Espanha, pioneiros 
nesse processo, o domínio de várias regiões do mundo durante um longo período.
Resposta: A
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OSG.: 117301/17
RESOLUÇÃO – HISTÓRIA
8. O trecho destaca as consequências do contato entre os povos dos três continentes evidenciando que houve uma espécie de 
globalização resultante da Expansão Marítimo-Comercial.
Resposta: C
9. Tem sido comum a análise feita por alguns autores associando o processo histórico da Expansão Marítima como sendo a origem da 
globalização. Tal pensamento se justifica na medida em que os empreendimentos marítimos, sobretudo os ibéricos, contribuíram com 
suas descobertas (Novo Mundo), para uma irreversível expansão e integração comercial.
Resposta: D
10. Pela interpretação do fragmento oferecido na questão, podemos afirmar que o processo de globalização trata-se de um fenômeno 
amplo e com implicações econômicas, sociais, culturais entre outras e que tende a se acelerar pela “expansão dos fluxos de informação”. 
De fato, os avanços tecnológicos ao longo da história contribuíram para diminuir as distâncias entre países permitindo uma ampliação 
das relações comerciais e de alguma forma também a integração de culturas distintas, sendo estes considerados elementos constitutivos 
do que se convencionou chamar de globalização. Alguns autores interpretam a expansão marítima como uma manifestação da 
globalização pois permitiu uma ampliação do conceito de mundo conhecido além da expansão do comércio. Ainda que tal expansão 
econômica tenha ocorrido praticamente de maneira unilateral dentro de uma postura eurocêntrica e etnocêntrica submetendo a 
América a uma rígida dominação e exploração, desprezando e até suprimindo por vezes sua realidade cultural.
Resposta: D
11. A riqueza de detalhes da pintura de grandes dimensões, representando múltiplas expressões e situações, eternizaram a versão histórica 
oficial da descoberta do Brasil como um ato heroico e pacífico, celebrado em ecumenismo por colonizadores e indígenas. Essa visão 
romantizada da chegada dos portugueses projeta a ideologia da classe dominante, ou seja, da história oficial. Rendeu homenagens a 
Victor Meirelles, como a Ordem da Rosa, também originou as primeiras críticas, justamente pelo que seria “um excesso de imaginação”. 
O item E responde à questão, na qual o quadro de Victor Meirelles repassa excesso de imaginação dos primeiros dias da ocupação 
portuguesa no Brasil.
Resposta: E
12. O pau-brasil foi a primeira atividade econômica fonte de lucros dos portugueses no Brasil. Para obtenção da madeira, criaram um sistema 
de feitorias que, por meio do escambo, intermediava com os índios o corte e o transporte do pau-brasil para os navios. Entenda-se 
por escambo uma relação de troca que, nesse caso específico, os índios recebiam produtos de pequeno valor pelo seu trabalho.
Resposta: E
13. Nos trinta primeiros anos (1500 – 1530), denominados pela historiografia tradicional como período pré-colonial, Portugal não 
promoveu ações concretas no sentido de iniciar efetivamente a colonização do Brasil, tal fato só ocorreria a partir da década de 1530 
com a expedição colonizadora de Martim Afonso de Sousa e a implantação do sistema de Capitanias Hereditárias. Dentre as razões 
desse relativo desinteresse pelo Brasil, destacamos o fato de o comércio oriental das especiarias ser mais lucrativo e por não terem 
inicialmente encontrado metais preciosos. Porém, deve-se ressaltar que Portugal não abandonou o território, destacando para a área 
recém-descoberta expedições que visavam o reconhecimento, exploração (expedições exploradoras em 1501 e 1503) e a defesa contra 
as investidas das demais nações europeias (expedições guarda-costeiras em 1516 e 1526).
Resposta: C
14. É possível perceber, desde os primeiros registros, a perspectiva econômica que os navegadores atribuíram sobre a terra 
recém-“descoberta”. De fato, essa visão é reflexo da mentalidade mercantilista que predominava naquele momento, em que a busca de 
metais preciosos e de especiarias era prioritário para a consagração do projeto expansionista no qual Portugal se insere. Desta maneira, 
a lógica do sistema colonial orientava-se para a busca de matérias-primas e gêneros de primeira necessidade para que fossem transformados 
em manufaturados (note que, nesse período, ainda não se pode falar em industrialização, que será capitaneada pela Inglaterra no 
séc. XVIII), sendo as colônias uma reserva de mercado para tais produtos.
 Percebe-se ainda que tal mentalidade contribuía para que os europeus não percebessem e não respeitassem os valores culturais e 
econômicos dos povos nativos, o que gerou muitos conflitos e mortes (genocídio), além da tentativa de imposição dos valores europeus 
(etnocídio). 
Resposta: B
15. A Carta de Pero Vaz de Caminha evidencia a visão dos europeus sobre as terras recém-descobertas revelando ainda uma das motivações 
do projeto expansionista levado a cabo pelos portugueses no qual a Igreja teve importante papel. Logo, diante da frustração inicial 
por não terem encontrado metais preciosos, a Carta destaca como maior valor a catequese dos nativos.
Resposta: A
SUPERVISOR/DIRETOR: MARCELO – AUTOR: DAWISON SAMPAIO
DIG.: CINTHIA – REV.: RITA
CIÊNCIAS HUMANAS 
E SUAS TECNOLOGIAS
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PROFESSOR(A): DAWISON SAMPAIO
ASSUNTO: ADMINISTRAÇÃO COLONIAL
FRENTE: HISTÓRIA I
OSG.: 117376/17
AULA 02
EAD – MEDICINA
Resumo Teórico
ADMINISTRAÇÃO COLONIAL
Introdução
A. Por que colonizar o Brasil?
– Crise do comércio das especiarias.
– Constantes navegações estrangeiras.
– Esperança de encontrar metais preciosos.
B. Colonizar não é uma tarefa fácil.
– Colonizar = povoar + administrar + defender + desenvolver + 
sistematizar.
– Custo elevado x situação econômica de Portugal.
ESTRUTURA ADMINISTRATIVA MONTADA 
NO BRASIL COLONIAL
REI PODER CENTRAL – METRÓPOLE
PODER CENTRAL – COLÔNIA
PODER REGIONAL
PODER LOCAL
GOVERNO GERAL
CAPITANIAS HEREDITÁRIAS
CÂMARAS MUNICIPAIS 
Sistema de Capitanias Hereditárias - 1534
A. D. João III, O Colonizador, 1534.
B. Causas: 
• Experiência nas ilhas do Atlântico. 
• A coroa transferia para os particulares as despesas da 
colonização.
C. Documentos básicos.
• Carta de Doação: Documento que definia as condições de 
posse da capitania.
• Foral: era onde vinham detalhados os direitos e deveres dos 
donatários, além dos impostos e tributos a serem pagos.
9 Direitos – aplicar a justiça, escravizar índios e doar sesmarias.
9 Deveres – fundar povoados, cobrar impostos e defender o 
território.
D. Participação de particulares: os donatários eram membros da baixa 
nobreza.
E. Estrutura descentralizada: autonomia (doação das sesmarias)
F. No Brasil houve feudalismo?
9 No feudalismo: a economia é voltada para o consumo interno, 
subsistência. 
9 Nas capitanias visava o mercado externo.
9 No feudalismo: a mão de obra é basicamente servil. 
9 Nas capitanias a mão de obra é essencialmente escrava.
G. Razões do fracasso econômico do sistema.
9 Distância da metrópole.
9 Falta de recurso dos donatários.
9 Conflito com os índios.
9 Má administração.
9 Exceções: Pernambuco e São Vicente.
Governo Geral (1548/1549) 
A. Objetivo: Criado com a função de coordenar e reerguer as 
capitanias hereditárias.
B. Política centralizada – Regimento Geral ou Regimento de Tomé 
de Sousa.
C.O Governo Geral não acabou com o sistema de Capitanias 
hereditárias (1759, fim da última capitania).
D. Órgãos Auxiliares:
9 Ouvidor: Responsável pela justiça.
9 Provedor: Responsável pelas finanças ou fazenda.
9 Capitão: Pela defesa do litoral.
Observação: Lembre que o Governo Geral não acabou com 
o sistema de Capitanias (1759, fim da última capitania).
E. Primeiros Governadores
• Tomé de Souza (1549 – 1553): 
9 Desenvolvimento da agricultura e pecuária
9 Fundou a primeira cidade do Brasil (Salvador).
9 Criou o primeiro bispado.
9 Fundou o primeiro colégio (Cia. de Jesus).
9 Vinda dos padres jesuítas para o Brasil chefiados por Manuel 
da Nóbrega.
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MÓDULO DE ESTUDO
OSG.: 117376/17
• Duarte da Costa (1553 – 1558): 
9 Fundação do Colégio São Paulo
9 Invasão dos franceses no Rio de Janeiro, fundando a França 
Antártica.
• Mem de Sá (1558 – 1572): 
9 Fundação da segunda cidade do Brasil: (Rio de Janeiro)
9 Expulsão dos franceses do RJ com a ajuda de seu sobrinho 
Estácio de Sá.
Câmaras Municipais 
A. Representação do poder local. 
B. Primeira Câmara – São Vicente em 1532
C. As funções das Câmaras Municipais:
9 Estabelecer impostos e taxas, 
9 Fixar o valor de moedas, salários e produtos, 
9 Criar leis e aprovar a criação de povoados.
D. Composição: aristocracia rural brasileira e lideranças religiosas – 
homens bons (homens brancos e ricos proprietários de terra). 
E. As Câmaras Municipais possuíam um espírito autonomista.
F. Para limitar o poder das Câmaras Municipais foi criado o Conselho 
Ultramarino que objetivava a maior fiscalização portuguesa.
Observação: Conflito à vista: As Câmaras Municipais possuíam 
um espírito autonomista, que questionava a política mercantilista 
portuguesa e a autoridade do Governo Geral.
Conselho Ultramarino (1642)
A. Após a restauração do trono português, D. João IV criou o 
Conselho Ultramarino em 1640, regulamentado em 1642. 
B. Foi um passo decisivo para a centralização administrativa colonial. 
C. Com o Conselho Ultramarino, os poderes dos donatários, que já 
haviam sido limitados com a criação do governo-geral, diminuíram 
sensivelmente. 
A ADMINISTRAÇÃO COLONIAL APÓS A RESTAURAÇÃO
REI
Conselho
Ultramarino
Governo
Geral
Donatarias Câmaras
Municipais
A Divisão Da Colônia: 
9 1573 – 1578
– Grande extensão territorial.
– Perigo de invasões.
– Brasil do Norte (Salvador*).
– Brasil do Sul (Rio de Janeiro*). 
9 1621 – 1675
– Estado do Brasil (Salvador*).
– Estado do Maranhão (São Luís*).
A marca administrativa do Marquês de Pombal
9 Marquês de Pombal: representante do Despotismo Esclarecido 
em Portugal.
9 Tentativa de modernizar Portugal, diminuindo influência inglesa 
no país.
9 Estratégia: aumentar a exploração sobre o Brasil, combatendo 
a sonegação e o contrabando.
9 Aumento do controle administrativo.
9 Criação de companhias de comércio (reforço do monopólio).
9 Criação da Derrama.
9 Expulsão de Jesuítas de Portugal – destruição das missões no RS.
Exercícios
01. (FGV/2008) “...se V.A. não socorre a essas capitanias e costas do 
Brasil, ainda que nós percamos a vida e fazendas, V.A. perderá o 
Brasil.”
Carta, de 1548, enviada ao rei de Portugal, pelo capitão Luís de Góis, 
da capitania de São Vicente.
 O documento:
A) mostra que São Paulo e São Vicente foram as duas únicas 
capitanias que não conseguiram prosperar.
B) alerta a Coroa portuguesa a que mude com urgência a política, 
para não perder sua nova colônia.
C) revela a disputa entre donatários, para convencer o Rei a enviar 
auxílio para suas respectivas capitanias.
D) exagera o risco de invasão do território, quando não havia 
interesse estrangeiro de explorá-lo.
E) demonstra a incapacidade dos primeiros colonizadores de 
estabelecer atividade econômica no território.
02. (Puccamp/2017) Do Brasil descoberto esperavam os portugueses 
a fortuna fácil de uma nova Índia. Mas o pau-brasil, única riqueza 
brasileira de simples extração antes da “corrida do ouro” do início 
do século XVIII, nunca se pôde comparar aos preciosos produtos 
do Oriente. (...) O Brasil dos primeiros tempos foi o objeto dessa 
avidez colonial. A literatura que lhe corresponde é, por isso, de 
natureza parcialmente superlativa. Seu protótipo é a carta célebre 
de Pero Vaz de Caminha, o primeiro a enaltecer a maravilhosa 
fertilidade do solo.
MERQUIOR, José Guilherme. De Anchieta a Euclides − Breve história da literatura 
brasileira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1977, p. 3-4)
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OSG.: 117376/17
MÓDULO DE ESTUDO
 A colonização portuguesa, no século XVI, se valeu de algumas 
estratégias para usufruir dos produtos economicamente rentáveis 
no território brasileiro, e de medidas para viabilizar a ocupação 
e administração do mesmo. São exemplos dessas estratégias e 
dessas medidas, respectivamente, 
A) a prática do escambo com os indígenas e a instituição de 
vice-reinos, comarcas, vilas e freguesias. 
B) a implementação do sistema de plantation no interior e a 
construção, por ordem da Coroa, de extensas fortalezas e 
fortes. 
C) a imposição de um vultoso pedágio aos navios corsários de 
distintas procedências e a instalação de capitanias hereditárias. 
D) a introdução da cultura da cana-de-açúcar com uso de trabalho 
compulsório e a instituição de um governo-geral. 
E) o comércio da produção das missões jesuíticas e a fundação 
da Companhia das Índias Ocidentais. 
03. (Unesp/2014) Em 1534, a Coroa portuguesa estabeleceu o regime 
de capitanias hereditárias no Brasil Colônia. Entre as funções dos 
donatários, podemos citar 
A) a nomeação de funcionários e a representação diplomática. 
B) a erradicação de epidemias e o estímulo ao crescimento 
demográfico.
C) a interação com os povos nativos e a repressão ao trabalho 
escravo.
D) a organização de entradas e bandeiras e o extermínio dos 
indígenas.
E) a fundação de vilas e cidades e a cobrança de impostos.
04. (UFTM/2012) Observe o mapa.
 O mapa faz alusão 
A) ao Tratado de Madri, que dividiu as terras americanas entre 
Portugal e Espanha, colocando fim a décadas de disputas. 
B) à estratégia imaginada pelos portugueses para enfrentar o 
avanço dos franceses sobre suas terras na América. 
C) ao Tratado de Tordesilhas e ao sistema de capitanias, doação 
hereditária feita pela coroa a colonos portugueses. 
D) à ação de Martim Afonso de Souza, encarregado de iniciar a 
colonização efetiva das terras brasileiras. 
E) ao sistema de sesmarias, utilizado pelos portugueses para 
garantir a posse da terra contra ameaças estrangeiras. 
05. (Unifesp/2004.1) Entre os donatários das capitanias hereditárias 
(1531-1534), não havia nenhum representante da grande nobreza. 
Esta ausência indica que:
A) a nobreza portuguesa, ao contrário da espanhola, não teve 
perspicácia com relação às riquezas da América.
B) a Coroa portuguesa concedia à burguesia, e não à nobreza, 
os principais favores e privilégios.
C) no sistema criado para dar início ao povoamento do Brasil, não 
havia nenhum resquício de feudalismo.
D) na América portuguesa, ao contrário do que ocorreu na África 
e na Ásia, a Coroa foi mais democrática.
E) as possibilidades de bons negócios aqui eram menores do que 
em Portugal e em outros domínios da Coroa.
06. (Uespi/2007) A dificuldade em ocupar do território o Brasil colônia 
fez Portugal criar o sistema de capitanias hereditárias para manter 
sua dominação. Com essa criação, Portugal:
A) teve êxito econômico imediato, crescendo a produção de açúcar 
e a criação de gado.
B) fortaleceu a centralização administrativa e a atuação das 
companhias de comércio inglesas.
C) favoreceu a montagem da exploração econômica, protegendo 
mais a colônia contra ataques de inimigos.
D) ajudou na expansão das expedições exploradoras, encarregadas 
de descobrir ouro e diamantes.
E) ocupou a colônia de maneira uniforme, sem grandes conflitos 
com os indígenas.
07. (Mackenzie/2001) A divisão do Brasil em capitaniashereditárias 
não seria apenas a primeira tentativa oficial de colonização 
portuguesa na América, mas também a primeira vez que europeus 
transportaram um modelo civilizatório para o Novo Mundo. A esse 
respeito é correto afirmar que:
A) o modelo implantado era totalmente desconhecido dos 
portugueses e cada donataria tinha reduzidas dimensões.
B) representava uma experiência feudal em terras americanas, 
sem nenhum componente econômico mercantilista.
C) atraiu sobretudo a alta nobreza pelas possibilidades de lucros 
rápidos.
D) a coroa com sérias dívidas transferia, para os particulares, as 
despesas da colonização, temendo perder a colônia para os 
estrangeiros que ameaçavam nosso litoral.
E) o sistema de capitanias fracassou e não deixou como consequências 
a questão fundiária e a estrutura social excludente.
08. (Enem/2012) A experiência que tenho de lidar com aldeias de diversas 
nações me tem feito ver, que nunca índio fez grande confiança de 
branco e, se isto sucede com os que estão já civilizados, como não 
sucederá o mesmo com esses que estão ainda brutos.
NORONHA, M. Carta a J. Caldeira Brant. 2 jan. 1751. Apud CHAIM, M. M. 
Aldeamentos indígenas (Goiás: 1749-1811). São Paulo: 
Nobel, Brasília: INL, 1983. Adaptado.
 Em 1749, ao separar-se de São Paulo, a capitania de Goiás foi 
governada por D. Marcos de Noronha, que atendeu às diretrizes 
da política indigenista pombalina que incentivava a criação de 
aldeamentos em função
A) das constantes rebeliões indígenas contra os brancos 
colonizadores, que ameaçavam a produção de ouro nas regiões 
mineradoras.
B) da propagação de doenças originadas do contato com os 
colonizadores, que dizimaram boa parte da população indígena.
C) do empenho das ordens religiosas em proteger o indígena da 
exploração, o que garantiu a sua supremacia na administração 
colonial.
D) da política racista da Coroa Portuguesa, contrária à 
miscigenação, que organizava a sociedade em uma hierarquia 
dominada pelos brancos.
E) da necessidade de controle dos brancos sobre a população 
indígena, objetivando sua adaptação às exigências do trabalho 
regular.
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MÓDULO DE ESTUDO
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09. (UFMG/2010) Leia este trecho do documento: Eu el-rei faço saber 
a vós [...] fidalgo de minha casa que vendo eu quanto serviço de 
Deus e meu é conservar e enobrecer as capitanias e povoações 
das terras do Brasil e dar ordem e maneira com que melhor e 
seguramente se possam ir povoando para exaltamento da nossa 
santa fé e proveito de meus reinos e senhorios e dos naturais 
deles ordenei ora de mandar nas ditas terras fazer uma fortaleza 
e povoação grande e forte em um lugar conveniente para daí 
se dar favor e ajuda às outras povoações e se ministrar justiça e 
prover nas coisas que cumprirem a meus serviços e aos negócios 
de minha fazenda e a bem das partes [...]
 É correto afirmar que, nesse trecho de documento, se faz referência 
A) à criação do Governo-Geral, com sede na Bahia. 
B) à implantação do Vice-Reinado no Rio de Janeiro. 
C) à implementação da Capitania-sede em São Vicente. 
D) ao estabelecimento de Capitanias Hereditárias, no Nordeste. 
10. (Unifesp/2008) Encerrado o período colonial no Brasil, entre 
as várias instituições que a metrópole implantou no país, uma 
sobreviveu à Independência. Trata-se das 
A) Províncias gerais. 
B) Milícias rurais. 
C) Guardas nacionais. 
D) Câmaras Municipais. 
E) Cortes de justiça. 
11. (Ufal/2009) Como o sistema de capitanias gerais não conseguiu 
sucesso na colonização do Brasil, devido a várias dificuldades, 
Portugal resolveu organizar o governo-geral, que:
A) centralizou a exploração econômica e reorganizou a 
administração das riquezas até 1822.
B) conseguiu superar certos obstáculos e evitar, sem maiores 
dificuldades, o isolamento das capitanias.
C) teve o cuidado de fortalecer a colônia contra as invasões 
estrangeiras e de melhorar as relações com os indígenas.
D) se chocou com os objetivos da Igreja Católica, preocupada com 
a libertação dos nativos e dos escravos.
E) manteve a dominação portuguesa de forma violenta, 
fracassando, no entanto, na superação das dificuldades já 
existentes.
12. (PUC-MG/2006) A expressão “Círculo de ferro da opressão 
colonial”, do historiador Caio Prado Jr., sintetiza admiravelmente 
a nova política adotada por Portugal com o fim da União Ibérica, 
em 1640. 
 Com relação a essa nova política administrativa, é correto afirmar:
A) O Conselho Ultramarino se tornou o órgão supremo da 
administração responsável por todos os negócios das colônias 
portuguesas.
B) As Câmaras Municipais se tornaram soberanas e independentes 
expressando o poder máximo dos grandes senhores rurais.
C) A Intendência do Ouro, órgão especial de arrecadação 
tributária, passou a se subordinar diretamente ao controle do 
governador da Capitania das Gerais.
D) Os Capitães donatários adquirem mais prestígio, principalmente, 
após a instalação do Vice-Reinado na América portuguesa.
13. (Fatec/2005) O papel das Câmaras Municipais, durante o Brasil 
Colônia, foi o de:
A) criar um sistema administrativo próprio, capaz de suprir a falta 
de experiência dos donatários.
B) ter completa autonomia jurídico-administrativa para levar 
adiante os negócios públicos.
C) contribuir para acabar com os frequentes atritos entre colonos 
e capitães donatários.
D) consolidar a colonização por meio de uma política administrativa 
local.
E) unificar o sistema de governo das capitanias, valendo-se de 
um juiz ordinário, nomeado pela Coroa, para supervisioná-las.
14. (ENCCEJA) Perde-se o Brasil, Senhor (...) porque alguns ministros 
de Sua Majestade não vêm cá buscar o nosso bem, vêm buscar 
nossos bens. (...) Esse tomar o alheio, ou seja, o do Rei ou o dos 
povos, é a origem da doença da colônia brasileira. 
Adaptado de Padre Antônio Vieira, século XVII, in FAORO, R. 
Os donos do poder. S. Paulo: Globo, 1991. 
 De acordo com o Padre Antônio Vieira, no século XVII, o maior 
problema da colônia brasileira era 
A) o abuso do poder do Rei de Portugal. 
B) a corrupção praticada por ministros portugueses. 
C) a doença causada pela ignorância do povo. 
D) o mau aproveitamento das riquezas pelo povo.
15. (Fuvest/2001) “Eu, el-rei D. João lII, faço saber a vós, Tomé de 
Sousa, fidalgo da minha casa que ordenei mandar fazer nas terras 
do Brasil uma fortaleza e povoação grande e forte na Baía de 
Todos-os-Santos. (...) Tenho por bem enviar-vos por governador 
das ditas terras do Brasil.”
“Regimento de Tomé de Sousa”, 1549
 As determinações do rei de Portugal estavam relacionadas
A) à necessidade de colonizar e povoar o Brasil para compensar 
a perda das demais colônias agrícolas portuguesas do Oriente 
e da África.
B) aos planos de defesa militar do Império português para garantir 
as rotas comerciais para a Índia, Indonésia, Timor, Japão e 
China.
C) a um projeto que abrangia conjuntamente a exploração 
agrícola, a colonização e a defesa do território.
D) aos projetos administrativos da nobreza palaciana visando à 
criação de fortes e feitorias para atrair missionários e militares 
ao Brasil.
E) ao plano de inserir o Brasil no processo de colonização escravista 
semelhante ao desenvolvido na África e no Oriente.
Anotações
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RESOLUÇÃORESOLUÇÃO
OSG.: 117377/17
HISTÓRIA I
ADMINISTRAÇÃO 
COLONIAL
AULA02
EXERCÍCIOS
01. O texto datado de 1548 é um pedido de auxílio e nos remete às dificuldades encontradas pelos donatários para efetivar a posse 
da terra como emissários que eram da Coroa, pois eram cada vez mais frequentes a presença de estrangeiros que ignoravam as 
determinações do Tratado de Tordesilhas e, desta forma, o risco de perder a terra era iminente, sugerindo uma maior presença 
militar em terras brasileiras.Essas condições, somadas ao fracasso econômico da maior parte das capitanias, levaria o Rei a criar o 
Governo-Geral neste mesmo período. 
 Resposta: B
02. Em paralelo montagem à do equipamento administrativo no Brasil (Capitanias e posteriormente Governo-Geral), Portugal buscou 
viabilizar a colonização do território mediante a exploração de gêneros que se enquadrassem na lógica comercial mercantilista. 
Diante da frustração inicial por não terem encontrado metais preciosos, os portugueses se voltaram para a produção da cana-de-açúcar 
estruturada nos moldes do plantation (latifúndio, monocultor, escravista e exportador) 
 Resposta: D
03. A escolha do sistema de capitanias hereditárias atendia bem aos interesses portugueses, primeiro porque os lusitanos já tinham uma 
certa experiência no uso desse sistema (ilhas do Atlântico), segundo porque, na prática, a responsabilidade (entenda-se custos também) 
de colonizar passava a ser do donatário. Em troca, os donatários desfrutavam de um alto grau de autonomia na administração dos 
territórios a eles confiados. Essa articulação entre os deveres e direitos dos donatários era definida nos Forais que estabeleciam, entre 
outras coisas, ao capitão donatário o direito de fundar vilas e cidades, cobrar impostos e doar sesmarias. 
 Resposta: E
04. O pioneirismo ibérico exigiu a delimitação de fronteiras das áreas descobertas a fim de evitar confronto entre as potências coloniais. 
Nesse contexto, surgia o Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494. Sua linha imaginária distaria 370 léguas da ilha de Cabo Verde, 
sendo a leste possessões portuguesas e a oeste possessões espanholas. Com a chegada dos portugueses ao Brasil em 1500 e passados 
os trinta anos iniciais de relativo desinteresse pelas novas terras, veio a expedição de Martim Afonso de Sousa, denominada de 
colonizadora, em 1530, mas foi somente em 1534 que efetivamente foi implantado, a partir da experiência portuguesa, o sistema de 
capitanias hereditárias que se vê demarcado no mapa oferecido na questão. 
 Resposta: C
05. Com a implantação do sistema de Capitanias Hereditárias, em 1534, portugueses oriundos da pequena nobreza, funcionários do 
Estado e comerciantes, possuindo em comum vínculos com a Coroa, tornaram-se donatários. A ausência inicial de elementos da 
grande nobreza se justifica pela falta de atrativos econômicos no Brasil que superassem as perspectivas de lucros do comércio oriental. 
Embora não possamos dizer que a implantação do sistema de capitanias representou uma transplantação do modelo feudal para o 
Brasil, já que o tipo de mão de obra e a função econômica das capitanias se diferenciava do feudo, não podemos deixar de observar 
algumas semelhanças, especialmente no caráter essencialmente agrícola e no alto grau de autonomia que possuíam os donatários.
 Resposta: E
06. Mesmo enfrentando grandes dificuldades, devemos destacar a importante contribuição do sistema de capitanias hereditárias na 
efetivação do projeto colonizador português no Brasil. Vale lembrar que o sistema que concedia alto grau de autonomia também 
impunha algumas obrigações aos donatários, dentre as quais a de garantir a segurança e de viabilizar a exploração econômica. 
Ainda que o sistema não viabilizasse uma ocupação homogênea do vasto território, tendo a mesma se dado mais na faixa litorânea e 
mediante o fracasso econômico da maior parte das unidades, os portugueses conseguiram, com base nesse modelo administrativo, 
alguns importantes objetivos estratégicos em seu projeto colonizador, especialmente no que se à refere defesa do território. 
 Resposta: C
07. A adoção do sistema de Capitanias Hereditárias em, 1534, no Brasil se explica pela realidade histórica vivida por Portugal que, desgastada 
pelo declínio do comércio oriental, buscava uma alternativa econômica para aliviar seu quadro de crise. A decisão pela efetiva colonização 
do Brasil se deu também pela constante presença estrangeira que ameaçava as possessões lusitanas no Novo Mundo. O sistema já 
experimentado trazia como vantagem a transferência de boa parte dos custos para particulares escolhidos pelo rei para administrar 
os lotes por ele divididos. Ainda que se encontre certa semelhança entre o sistema de capitanias hereditárias e o modelo feudal, 
especialmente no que se refere à estrutura descentralizada e à economia de caráter essencialmente agrário, entre os dois encontramos 
substanciais diferenças. Diferente do feudo que, a rigor, cumpria uma função de subsistência sustentado no trabalho servil, a economia 
colonial, na qual se inserem as capitanias, era voltada para a produção destinada à exportação e sustentada pelo trabalho escravo. 
O fato de muitos dos donatários, membros em geral da baixa nobreza, terem poucos recursos, somado à inexperiência administrativa e 
à falta de uma maior fiscalização, levaram ao fracasso da maior parte das capitanias. Finalmente, devemos lembrar como a distribuição 
das capitanias e a doção de sesmarias pelos donatários contribuíram para a construção de uma estrutura fundiária concentradora e 
excludente. 
 Resposta: D
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OSG.: 117377/17
RESOLUÇÃO – HISTÓRIA I
08. A Era Pombalina caracterizou-se por forte política nacionalista portuguesa, que precisava confirmar o poder do Estado Absolutista. 
O Governo Lusitano de D. José I criou decisões que enfrentavam a influência dos Jesuítas e que buscavam aumentar a procura por 
riquezas, no intuito de financiar o reerguimento de Portugal. A consolidação do poder estatal nacionalista, o crescimento do colonialismo 
e a aceleração de uma economia diversificada em solo português inserem a Era Pombalina no “Despotismo Esclarecido”. 
 Resposta: E
09. O fragmento oferecido na questão faz parte de um importante documento da vida administrativa do Brasil colonial. Trata-se do 
Regimento Geral em que o Rei atribui a Tomé de Sousa a responsabilidade de fundar o Governo-Geral no Brasil, com sede em Salvador. 
Sua implantação faz parte de um contexto marcado pelo fracasso econômico da maior parte das capitanias hereditárias e pelo risco 
iminente de “invasores” se fixarem no Brasil, notadamente franceses.
 Resposta: A
10. De fato, ainda hoje, podemos comprovar a atuação das Câmaras Municipais como órgão administrativo ligado ao poder local. 
Atualmente é formada por vereadores com número variando proporcionalmente à população da cidade. Convém lembrar que essa 
instituição criada nos primórdios da colonização, mais precisamente em 1532 quando da criação da vila de São Vicente, continuou 
existindo mesmo depois da Independência em 1822.
 Resposta: D
11. O Governo-Geral foi o dispositivo administrativo criado em 1548 pelos portugueses na tentativa de recuperar a economia colonial, 
ante ao fracasso das capitanias hereditárias, mas que também tinha a função de promover a estabilidade interna buscando relações 
mais amistosas com os índios (tendo os jesuítas importante papel neste sentido), além de garantir a segurança do território, ante as 
ameaças constantes de invasões de europeus não portugueses. O Governo-Geral que perdurou até 1808, quando da chegada da 
Corte ao Brasil, a despeito da centralização política que aplicou, encontrou enormes dificuldades para concretizar, pelo menos em 
parte, seus objetivos.
 Resposta: C
12. Com a criação do Governo-Geral em 1548, a Coroa portuguesa pretendia imprimir um maior controle da colônia brasileira submetendo 
os donatários ao poder do Governador-Geral. Porém, em 1580, ante aos problemas de sucessão do trono, Portugal foi submetido á 
tutela espanhola, o que ficou conhecido como União Ibérica, tendo durado até 1640, período em que o controle sobre a colônia ficou 
relativamente prejudicado. Após a Guerra de Restauração em 1640, Portugal materializou seu desejo de estabelecer o pleno controle 
sobre as atividades coloniais com a criação do Conselho Ultramarino. Além de regulamentar os monopólios, o Conselho diminuiu 
sensivelmente o poder das CâmarasMunicipais, que possuíam um espírito autonomista, com a criação do cargo de Juiz de Fora.
 Resposta: A
13. Transplantadas para as áreas coloniais, as Câmaras Municipais eram representações da administração voltadas para o provimento das 
necessidades locais (municipais), sendo a primeira em São Vicente em 1532, assumindo as mais variadas funções neste nível, que 
iam desde cuidar da limpeza e conservação pública até a questão dos impostos e da nomeação de funcionários. A participação neste 
órgão era restrita a um grupo seleto a que a historiografia convencionou chamar de homens bons (grandes proprietários de terras e 
membros do Clero).
 Resposta: D
14. É inegável que os portugueses enfrentaram enormes dificuldades econômicas, administrativas e até mesmo militares para efetivar 
a colonização do Brasil. Não alheio a tudo isso, o texto traz uma situação que historicamente tem sido um dos maiores entraves ao 
desenvolvimento do Brasil. Trata-se da corrupção, em que o cargo público é usado não em benefício da sociedade mas em proveito 
próprio.
 Resposta: B
15. A criação do Governo-Geral, em 1548, decorre do insucesso econômico da maior parte das capitanias devido a inúmeros fatores, 
dentre os quais a falta de recursos dos donatários e a má administração das áreas concedidas pela Coroa. Note que a criação do 
Governo-Geral não extinguiu as capitanias, apenas eliminou boa parte da autonomia de que desfrutavam os donatários. Como prova 
disso, estava entre as funções do Governador-Geral, a de dar favor e auxílio às capitanias. Dessa forma, por indicação estratégica, que 
se observa nas determinações reais, foi montada a sede da nova administração na Bahia.
 Resposta: C
SUPERVISOR/DIRETOR: Marcelo Pena – AUTOR: Dawison Sampaio
DIG.: Renan Oliveira – REV.: Rita de Cássia
 
 
 
 
 
 
FRENTE: HISTÓRIA I 
 
 
 
PROFESSOR: DAWISON SAMPAIO 
 
 
 
 
 
 
ASSUNTO: ECONOMIA E SOCIEDADE AÇUCAREIRA 
 
 
 
OSG.: 117385/17 
 
 
CIÊNCIAS HUMANAS 
 E SUAS TECNOLOGIAS 
EAD – MEDICINA 
AULA 03 
 
AGROMANUFATURA AÇUCAREIRA 
1. Introdução 
 
2. Montagem da empresa açucareira 
9 
9 
9 
SOCIEDADE COLONIAL 
1. Introdução 
2. Sociedade açucareira 
9 
9 
9 
9 
9 
 
 
 
 
 
 
 2 OSG.: 117385/17 
MÓDULO DE ESTUDO 
3. Comunidade indígena – coletivismo 
9 
9 
9 
4. Branco europeu. 
9 
9 
9 
5. O Negro e a questão da mão de obra 
 
 
 
 
 
 
 3 OSG.: 117385/17 
MÓDULO DE ESTUDO 
 
 
 
 
 
 
 4 OSG.: 117385/17 
MÓDULO DE ESTUDO 
 
 
 
 
 
 
 
 5 OSG.: 117385/17 
MÓDULO DE ESTUDO 
SG.: 117386/17 
DISCIPLINA 
ECONOMIA E SOCIEDADE 
AÇUCAREIRA 
AULA 03 
EXERCÍCIOS 
RESOLUÇÃO 
 RESOLUÇÃO – DISCIPLINA
 
 
 
 2 OSG.: 117386/17 
 RESOLUÇÃO – DISCIPLINA
 
 
 
 3 OSG.: 117386/17 
CIÊNCIAS HUMANAS 
E SUAS TECNOLOGIAS
F B O N L I N E . C O M . B R
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PROFESSOR(A): DAWISON SAMPAIO
ASSUNTO: MINERAÇÃO E PRODUTOS COMPLEMENTARES
FRENTE: HISTÓRIA I
OSG.: 117401/17
AULA 04
EAD – MEDICINA
Resumo Teórico
Mineração
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Lavagem de diamantes em Serro Frio, MG, 
por Carlos Julião, c. 1770.
1) Período: Século XVIII na região de MG, MT e GO.
2) Ação dos Bandeirantes.
• A construção mítica dos bandeirantes: heróis desbravadores × 
vilões assassinos.
3) Para onde foi o ouro brasileiro? 
• Tratado de Methuem (1703): “O ouro brasileiro deixou buracos 
no Brasil, templos em Portugal e fábricas na Inglaterra.“ (Eduardo 
Galeano).
4) Tipos básicos de exploração
• Faiscação: percorriam o leito dos rios, possibilidade de 
mão de obra livre, exploração rudimentar.
• Lavra: grande propriedade, predomínio de mão de obra escrava, 
uso de recursos tecnológicos.
5) Fiscalização: 
• Intendência de Minas – 1702 (distribuição das datas)
• Casas de Fundição – 1719/1720 – fundição do ouro
6) Cobrança de impostos
• Quinto: 20% da produção
• Captação: 17g de ouro por escravo (1715 -51) 
• Derrama: o Quinto foi fixado em 100 arrobas, posteriormente 
passou a ser cobrada a Derrama aos que não atingissem a 
meta.
 Observação: Lembre que com o aumento da tributação a 
insatisfação aumenta. Ex. Revolta de Vila Rica e Inconfidência 
Mineira.
7) O Distrito Diamantino
• Maior controle de PORTUGAL. (M. de Pombal)
• Até 1740 cobrava-se normalmente o Quinto. (Livre extração).
• A partir de 1740: Monopólio Real
– Concessão de contrato.
– O Contratador pagava antecipado o Quinto.
• A partir de 1771: Real extração – monopólio de Portugal.
8) Principais consequências da Mineração para o Brasil Colonial 
a) Aumento populacional.
b) Aparecimento concreto de um segmento médio na sociedade.
c) Maior mobilidade social.
d) Ativação do mercado interno.
e) O referencial de status na sociedade passou a ser também a 
posse de dinheiro.
f) Aparecimento concreto de núcleos urbanos.
g) Mudança do pólo econômico do Nordeste para o Centro-Sul.
h) Mudança da capital do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro.
i) Melhoria nas estradas e nas comunicações.
j) Incentivo às artes (barroco).
k) Maior exploração da mão de obra escrava.
Produtos Complementares
1) Pecuária 
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Cena da Província do Rio Grande do artista 
Jean Baptista Debret.
A. Economia complementar da cana-de-açúcar e mineração. 
B. Atividade essencialmente voltada para o mercado interno. 
C. Responsável pela ocupação do sertão nordestino: Penetração 
do gado para o interior: Formação do CE, PB, PI, SE e AL.
D. Fatores favoráveis no Nordeste e principalmente no Ceará.
• Investimento inicial era baixo (comparado a outras atividades)
• Necessitava de pequena disponibilidade de mão de obra.
• Disponibilidade de terra. (Doação de sesmaria)
• O Ceará foi favorecido pela adaptação do gado à caatinga, 
salinização do solo e a abundância de pastagens.
2F B O N L I N E . C O M . B R
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MÓDULO DE ESTUDO
OSG.: 117401/17
E. Uso de mão de obra livre: 
• Por que não o trabalho escravo?
• Facilidade das fugas, 
• Economia que exigia mais atenção e zelo. 
• Custo da mão de obra escrava.
• O símbolo de resistência nordestina – o Vaqueiro. 
• Sistema de quartiamento – recebia o pagamento em espécie 
(1/4) dos animais nascidos vivos.
• A “civilização do couro”: além de fornecer carne e leite, o 
couro do gado passou a ser usado na fabricação de quase 
tudo que era necessário para vingar a vida no isolamento do 
sertão.
• Sociedade rústica, conservadora, machista e católica.
2) Outros Produtos 
A. Algodão: contexto da Revolução Industrial – Maranhão e Ceará; 
plantation.
B. Drogas do sertão: ocupação do Norte: Drogas do sertão, 
comando dos jesuítas e uso de mão de obra indígena.
C. Tabaco: Produto complementar da cana, Bahia, plantation, era 
um importante moeda de troca por escravos.
Exercícios
01. (Unesp/2017) Em meados do século o negócio dos metais não 
ocuparia senão o terço, ou bem menos, da população. O grosso 
dessa gente compõe-se de mercadores de tenda aberta, oficiais 
dos mais variados ofícios, boticários, prestamistas, estalajadeiros, 
taberneiros, advogados, médicos, cirurgiões-barbeiros, burocratas, 
clérigos, mestres-escolas, tropeiros, soldados da milícia paga. Sem 
falar nos escravos, cujo total, segundo os documentos da época, 
ascendia a mais de cem mil. A necessidade de abastecer-se toda 
essa gente provocava a formação de grandes currais; a própria 
lavoura ganhava alento novo.
Sérgio Buarque de Holanda. “Metais e pedras preciosas”. 
História geral da civilização brasileira, vol. 2, 1960. Adaptado.
De acordo com o excerto, é correto concluir que a extração de 
metais preciosos em Minas Gerais no século XVIII 
A) impediu o domínio do governo metropolitano nas áreas de 
extração e favoreceu a independência colonial. 
B) bloqueou a possibilidade de ascensão social na colônia e forçou 
a alta dos preços dos instrumentos de mineração. 
C) provocou um processo de urbanização e articulou a economia 
colonial em torno da mineração. 
D) extinguiu a economiacolonial agroexportadora e incorporou 
a população litorânea economicamente ativa. 
E) restringiu a divisão da sociedade em senhores e Escravos e 
limitou a diversidade cultural da colônia. 
02. (Fuvest/2013) A economia das possessões coloniais portuguesas 
na América foi marcada por mercadorias que, uma vez exportadas 
para outras regiões do mundo, podiam alcançar alto valor e 
garantir, aos envolvidos em seu comércio, grandes lucros. Além 
do açúcar, explorado desde meados do século XVI, e do ouro, 
extraído regularmente desde fins do XVII, merecem destaque, 
como elementos de exportação presentes nessa economia: 
A) tabaco, algodão e derivados da pecuária. 
B) ferro, sal e tecidos. 
C) escravos indígenas, arroz e diamantes. 
D) animais exóticos, cacau e embarcações. 
E) drogas do sertão, frutos do mar e cordoaria. 
03. (FGV/2014) O trabalho escravo nas minas tinha singularidade, era 
uma realidade bem distinta das áreas agrícolas. O complexo meio 
social lhe permitia maior iniciativa e mobilidade.
Neusa Fernandes, A Inquisição em Minas Gerais no século XVIII. p. 66.
Acerca da singularidade citada, é correto afirmar: 
A) O Regimento das Minas, publicado em 1702, determinava que 
depois de sete anos de cativeiro, os escravos da mineração 
seriam automaticamente alforriados. 
B) A presença de escravos nas regiões mineiras foi pequena, pois 
a especialização da exploração do ouro exigia um número 
reduzido de trabalhadores. 
C) A dinâmica da economia mineira, no decorrer do século XVIII, 
comportou o aumento do número das alforrias pagas, gratuitas 
ou condicionais. 
D) A exploração aurífera nas Minas Gerais organizava-se por meio 
de grandes empresas, o que impediu a formação de quilombos 
na região. 
E) A preponderância do trabalho livre na mineração do século 
XVIII permitiu melhores condições de vida para os escravos 
indígenas e africanos. 
04. (Puccamp/2016) Também no Brasil o século XVIII é momento 
da maior importância, fase de transição e preparação para a 
Independência. Demarcada, povoada, defendida, dilatada a terra, 
o século vai lhe dar prosperidade econômica, organização política 
e administrativa, ambiente para a vida cultural, terreno fecundo 
para a semente da liberdade. (...) A literatura produzida nos fins 
do século XVIII reflete, de modo geral, esse espírito, podendo- se 
apontar a obra de Tomás Antônio Gonzaga como a sua expressão 
máxima.
COUTINHO, Afrânio. Introdução à Literatura no Brasil. 
Rio de Janeiro: EDLE, 1972, 7. Ed. p. 127 e p. 138. 
É correto afirmar que, no século a que o texto de Afrânio Coutinho 
se refere, a mineração, ao atuar como polo de atração econômica, 
A) foi responsável pela entrada no país de uma grande quantidade 
de produtos sofisticados que incentivou a criação de uma 
estrutura para o desenvolvimento da indústria nacional. 
B) reforçou os laços de dependência e monopólio do sistema 
colonial ao garantir aos comerciantes portugueses o comércio 
de importação e exportação e impedir a concorrência nacional. 
C) promoveu a descentralização administrativa colonial para 
facilitar o controle da produção pela metrópole e fez surgir o 
movimento de interiorização conhecido como bandeirismo de 
contrato. 
D) iniciou o processo de integração das várias regiões até então 
dispersas e desarticuladas e fez surgir um fenômeno antes 
desconhecido na colônia: a formação de um mercado interno. 
E) alterou qualitativamente o sistema social pois, ao estimular a 
entrada de imigrantes, promoveu a transformação dos antigos 
senhores de terras e minas em capitães de indústria brasileira. 
05. (UFSM/2015) 
3 F B O N L I N E . C O M . B R
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OSG.: 117401/17
MÓDULO DE ESTUDO
A igreja de São Francisco (foto), construída em Ouro Preto no 
século XVIII, é um marco do barroco e da arquitetura brasileira. 
O contexto histórico que explica a realização dessa obra é criado 
pelo(a)
A) crise do sistema colonial e eclosão das revoltas regenciais. 
B) deslocamento do centro administrativo da Colônia para a 
cidade de Ouro Preto. 
C) exploração econômica das minas de ouro e consolidação da 
agricultura canavieira. 
D) ciclo da mineração e decorrente diversificação do sistema 
produtivo. 
E) distanciamento em relação a autoridade colonial e consequente 
maior liberdade de expressão. 
06. (Fuvest/2010) “E o pior é que a maior parte do ouro que se tira das 
minas passa em pó e em moeda para os reinos estranhos e a menor 
quantidade é a que fica em Portugal e nas cidades do Brasil...”
João Antonil. 
Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas, 1711.
Essa frase indica que as riquezas minerais da colônia 
A) produziram ruptura nas relações entre Brasil e Portugal. 
B) foram utilizadas, em grande parte, para o cumprimento do 
Tratado de Methuen entre Portugal e Inglaterra. 
C) prestaram-se, exclusivamente, aos interesses mercantilistas da 
França, da Inglaterra e da Alemanha. 
D) foram desviadas, majoritariamente, para a Europa por meio do 
contrabando na região do rio da Prata. 
E) possibilitaram os acordos com a Holanda que asseguraram a 
importação de escravos africanos. 
07. (Unicamp/2011) A arte colonial mineira seguia as proposições do 
Concílio de Trento (1545-1553), dando visibilidade ao catolicismo 
reformado. O artífice deveria representar passagens sacras. Não 
era, portanto, plenamente livre na definição dos traços e temas 
das obras. Sua função era criar, segundo os padrões da Igreja, as 
peças encomendadas pelas confrarias, grandes mecenas das artes 
em Minas Gerais.
Adaptado de Camila F. G. Santiago, “Traços europeus, cores mineiras: três pinturas 
coloniais inspiradas em uma gravura de Joaquim Carneiro da Silva”, em Junia 
Furtado (org.), Sons, formas, cores e movimentos na modernidade atlântica. Europa, 
Américas e África. São Paulo: Annablume, 2008, p. 385.
Considerando as informações do enunciado, a arte colonial 
mineira pode ser definida como 
A) renascentista, pois criava na colônia uma arte sacra própria do 
catolicismo reformado, resgatando os ideais clássicos, segundo 
os padrões do Concílio de Trento. 
B) barroca, já que seguia os preceitos da Contrarreforma. Era 
financiada e encomendada pelas confrarias e criada pelos 
artífices locais. 
C) escolástica, porque seguia as proposições do Concílio de Trento. 
Os artífices locais, financiados pela Igreja, apenas reproduziam 
as obras de arte sacra europeias. 
D) popular, por ser criada por artífices locais, que incluíam 
escravos, libertos, mulatos e brancos pobres que se colocavam 
sob a proteção das confrarias.
08. (UFG/2012) No século XVIII, um dos instrumentos utilizados para 
a extração de ouro em Goiás foi a bateia: um prato na forma de 
cone, com o qual os mineradores executavam um movimento 
circular, separando o solo proveniente do leito dos rios e o ouro. 
A utilização desse instrumento na atividade mineradora 
A) demonstrava o interesse pelo desenvolvimento técnico da 
mineração, com inserção de mecanismos de retardamento do 
processo de decantação. 
B) demandava mão de obra especializada, capaz de estabelecer 
critérios de contraste entre translucidez aurífera e opacidade 
da bateia. 
C) isentava a obrigatoriedade régia da fundição do ouro, ao 
facilitar a extração do minério, quando exposto ao sol, por 
meio da refração. 
D) dispensava a utilização de outros instrumentos de trabalho, 
tendo em vista a eficiência do processo de decantação aplicado 
ao sistema de extração. 
E) tornava o trabalho nas minas desgastante, pois havia a 
exigência constante em produzir um processo de centrifugação 
na bateia. 
09. (PUC-RS/2009.2) No século XVI, a economia do Brasil colonial era 
voltada à monocultura de exportação da cana-de-açúcar. Outras 
atividades econômicas complementares contribuíram também 
para a manutenção deste modelo, tais como
A) pecuária, fumo, mandioca e algodão.
B) drogas do sertão, hortaliças e gado.
C) avicultura, café e algodão.
D) café, indústria de pequeno porte e fumo.
E) mandioca, suinocultura e artesanato.10. (Fuvest/2009) A criação, em território brasileiro, de gado e de 
muares (mulas e burros), na época da colonização portuguesa, 
caracterizou-se por:
A) ser independente das demais atividades econômicas voltadas 
para a exportação.
B) ser responsável pelo surgimento de uma nova classe de 
proprietários que se opunham à escravidão.
C) ter estimulado a exportação de carne para a metrópole e a 
importação de escravos africanos.
D) ter-se desenvolvido, em função do mercado interno, em 
diferentes áreas no interior da colônia.
E) ter realizado os projetos da Coroa portuguesa para intensificar 
o povoamento do interior da colônia.
11. (Vunesp/2008) Entre aproximadamente 1770 e 1830, a região 
maranhense conheceu um ciclo de prosperidade econômica, 
graças
A) à produção e exportação do algodão, matéria-prima então 
muito requisitada por causa da Revolução Industrial em curso 
na Inglaterra.
B) à criação da pecuária e à indústria do charque, para abastecer 
o mercado interno então em expansão por causa da crise do 
sistema colonial.
C) ao extrativismo dos produtos florestais, cuja demanda pelo 
mercado internacional teve lugar exatamente naquele 
momento.
D) à produção e exportação de arroz, cacau e fumo, cujos 
produtos começaram a ter aceitação no mercado mundial de 
matérias-primas.
E) à produção e exportação do açúcar, o qual, com o aumento da 
demanda, exigiu novas áreas de cultivo, além da nordestina.
12. (Enem/2010) Os tropeiros foram figuras decisivas na formação 
de vilarejos e cidades do Brasil colonial. A palavra tropeiro vem 
de “tropa” que, no passado, se referia ao conjunto de homens 
que transportava gado e mercadoria. Por volta do século XVIII, 
muita coisa era levada de um lugar a outro no lombo de mulas. 
O tropeirismo acabou associado à atividade mineradora, cujo 
auge foi a exploração de ouro em Minas Gerais e, mais tarde, 
em Goiás. A extração de pedras preciosas também atraiu grandes 
contingentes populacionais para as novas áreas e, por isso, era 
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MÓDULO DE ESTUDO
OSG.: 117401/17
cada vez mais necessário dispor de alimentos e produtos básicos. 
A alimentação dos tropeiros era constituída por toucinho, feijão 
preto, farinha, pimenta-do-reino, café, fubá e coité (um molho 
de vinagre com fruto cáustico espremido).
Nos pousos, os tropeiros comiam feijão quase sem molho com 
pedaços de carne de sol e toucinho, que era servido com farofa 
e couve picada. O feijão tropeiro é um dos pratos típicos da 
cozinha mineira e recebe esse nome porque era preparado pelos 
cozinheiros das tropas que conduziam o gado.
Disponível em <http://www.tribunadoplanalto.com.br.> Acesso em: 27 nov. 2008.
A criação do feijão tropeiro na culinária brasileira está relacionada à 
A) atividade comercial exercida pelos homens que trabalhavam 
nas minas. 
B) atividade culinária exercida pelos moradores cozinheiros que 
viviam nas regiões das minas. 
C) atividade mercantil exercida pelos homens que transportavam 
gado e mercadoria. 
D) atividade agropecuária exercida pelos tropeiros que necessitavam 
dispor de alimentos. 
E) atividade mineradora exercida pelos tropeiros no auge da 
exploração do ouro. 
13. (Enem/2006) No princípio do século XVII, era bem insignificante 
e quase miserável a Vila de São Paulo. João de Laet dava-lhe 200 
habitantes, entre portugueses e mestiços, em 100 casas; a Câmara, 
em 1606, informava que eram 190 os moradores, dos quais 65 
andavam homiziados*.
*homiziados: escondidos da justiça. 
Nelson Werneck Sodré. Formação histórica do Brasil. 
São Paulo: Brasiliense, 1964.
Na época da invasão holandesa, Olinda era a capital e a cidade 
mais rica de Pernambuco. Cerca de 10% da população, calculada 
em aproximadamente 2.000 pessoas, dedicavam-se ao comércio, 
com o qual muita gente fazia fortuna. Cronistas da época 
afirmavam que os habitantes ricos de Olinda viviam no maior luxo.
Hildegard Féist. Pequena história do Brasil holandês. 
São Paulo: Moderna, 1998 (com adaptações).
Os textos acima retratam, respectivamente, São Paulo e Olinda 
no início do século XVII, quando Olinda era maior e mais rica. 
São Paulo é, atualmente, a maior metrópole brasileira e uma das 
maiores do planeta. Essa mudança deveu-se, essencialmente, ao 
seguinte fator econômico:
A) Maior desenvolvimento do cultivo da cana-de-açúcar no 
planalto de Piratininga do que na Zona da Mata Nordestina.
B) Atraso no desenvolvimento econômico da região de Olinda e 
Recife, associado à escravidão, inexistente em São Paulo.
C) Avanço da construção naval em São Paulo, favorecido pelo 
comércio dessa cidade com as Índias.
D) Desenvolvimento sucessivo da economia mineradora, 
cafeicultura e industrial no Sudeste.
E) Destruição do sistema produtivo de algodão em Pernambuco 
quando da ocupação holandesa.
14. (Mackenzie/2009) “De todas as colônias inglesas, a melhor é o 
reino de Portugal”
Dito popular, Portugal – século XVIII, citado por Teixeira, F. M. P., 
Brasil História e Sociedade.
Assinale a alternativa que explica, corretamente, a afirmação acima.
A) As relações econômico-comerciais entre Inglaterra e Portugal 
estavam baseadas no Pacto Colonial, o que garantia vultosos 
lucros aos ingleses.
B) A Inglaterra participava dos lucros da mineração brasileira, 
visto as trocas comerciais favoráveis a ela, estabelecidas com 
Portugal pelo Tratado de Methuen.
C) O declínio do setor manufatureiro em Portugal, decorrente 
do Embargo Espanhol, tornou a economia lusa altamente 
dependente das exportações agrícolas inglesas.
D) A Revolução Industrial inglesa foi possível, graças à importação 
de matéria-prima barata proveniente de Portugal.
E) Portugal e Inglaterra eram parceiros no comércio com as 
colônias portuguesas na Ásia, entretanto o transporte era 
realizado por navios ingleses, o que lhes garantia maior 
participação nos lucros daí advindos.
15. (Cesgranrio/2010) Analise os dados relativos ao século XVIII 
apresentados no quadro a seguir.
OS ALTOS PREÇOS COBRADOS NAS MINAS
Mercadorias Valor em São Paulo Valor nas Minas
1 cavalo 10 mil réis 120 mil réis
1 libra de açúcar 120 réis 1.200 réis
1 boi de corte 2 mil réis 120 mil réis
FREIRE, Américo e outros. História em curso – O Brasil e suas 
relações com o mundo ocidental. Rio de Janeiro: FGV, 2008, p. 91.
A justificativa das cifras apresentadas é que 
A) os preços das mercadorias em São Paulo tornaram-se os menores 
do Brasil com a urbanização e o povoamento das regiões 
mineradoras, já que os trabalhadores e, consequentemente, 
os consumidores migraram para o interior da colônia. 
B) os preços tornaram-se elevados na região das Minas, devido à 
necessidade de abastecimento da população em crescimento, 
à dificuldade de acesso à região e à pequena disponibilidade 
de mão de obra, empregada preferencialmente na mineração. 
C) os preços tornaram-se exorbitantes na área da mineração 
porque não havia disponibilidade de mão de obra na região 
mineira, já que a escravidão era proibida e todo e qualquer 
trabalho deveria ser assalariado ou contratado. 
D) os preços elevados dos alimentos e do transporte na região das 
Minas serviu como atrativo para a manutenção da população 
que retornava para a área açucareira de Pernambuco e 
constituiu uma tentativa de manter Minas Gerais como polo 
econômico da colônia. 
E) o alto valor das mercadorias, com a decadência da mineração, 
foi mantido pela Corte Portuguesa, atendendo aos comerciantes 
mineiros, como forma de garantir seu poder político e frear o 
deslocamento da população para São Paulo, onde já corriam 
boatos sobre a emancipação. 
SUPERVISOR/DIRETOR: Marcelo Pena – AUTOR: Dawison Sampaio
naldo/REV.: Rita de Cássia
Anotações
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RESOLUÇÃORESOLUÇÃO
OSG.: 117402/17
HISTÓRIA I
ASSUNTO: 
MINERAÇÃO E PRODUTOS 
COMPLEMENTARES
AULA 04
EXERCÍCIOS
01. O desenvolvimento da exploração de metais preciosos no Brasil provocou transformações políticas, econômicas e sociais entre as quais 
podemosdestacar a criação de um fluxo imigratório espontâneo daqueles que pretendiam e sonhavam em enriquecer contribuindo 
para o surgimento concreto de um segmento médio na sociedade. Observa-se ainda uma maior mobilidade social. Além disso, a busca 
do ouro contribuiu para a interiorização do território, resultado de iniciativas como a dos bandeirantes. À medida que se expandem 
as fronteiras, também ocorre, paralelamente, um surto de urbanização a fim de criar uma infraestrutura. Em termos econômicos, 
observou-se o fortalecimento do mercado interno e o dinheiro passou a ser também um referencial de status na sociedade. Em termos 
políticos, foi exemplo a mudança da capital de Salvador para o Rio de Janeiro.
Resposta: C
02. A lógica mercantilista moldou a economia colonial brasileira na medida em que as principais atividades econômicas aqui desenvolvidas 
se destinavam a atender os interesses metropolitanos, em geral matérias-primas e gêneros de elevado valor comercial para os europeus. 
Durante o período colonial, embora a cana-de-açúcar figurasse como atividade principal, não podemos deixar de destacar o papel 
do tabaco, do algodão e dos derivados da pecuária (couro, por exemplo) na sustentação das bases da economia brasileira no período 
colonial.
Resposta: A
03. Como já colocamos em outras questões, a exploração aurífera foi responsável por transformações em diferentes níveis. Vale destacar 
que a criação de um fluxo imigratório crescente daqueles que sonhavam em enriquecer, contribuiu para o surgimento concreto de 
um segmento médio na sociedade. Esse acréscimo da população na região das Gerais fez surgir um segmento médio que fortalecia 
progressivamente o mercado interno ao mesmo tempo que se consolidava o espaço urbano. Ainda que sustentada pelo trabalho 
escravo, era possível observar condições nas quais alguns cativos poderiam obter a sua liberdade. Podemos concluir dessa forma que 
a atividade mineradora se diferenciava, entre outras coisas, da canavieira por permitir uma maior mobilidade social.
Resposta: C
04. Ainda que a mineração tenha contribuído para a dinamização da economia não se pode afirmar que a exploração aurífera favoreceu o 
desenvolvimento da indústria nacional. Aliás, a descoberta do ouro provocou uma postura ainda mais rígida por parte de Portugal no 
trato com a colônia, especialmente com o Marquês de Pombal que procurou desenvolver medidas que combatessem a sonegação e o 
contrabando do ouro. No entanto, mesmo sendo constatado o reforço dos laços de dependência e monopólio, é equivocado afirmar 
que coube aos comerciantes portugueses o controle de importação e exportação impedindo a concorrência nacional. O controle das 
atividades coloniais estava nas mãos de Cias de Comércio comandadas pela metrópole. Por fim, podemos concluir que o desenvolvimento 
da exploração de metais preciosos no Brasil provocou transformações políticas, econômicas e sociais entre as quais podemos destacar 
a criação de um fluxo imigratório espontâneo daqueles que sonhavam em enriquecer, contribuindo para o surgimento concreto de 
um segmento médio na sociedade. Observa-se ainda uma maior mobilidade social. Além disso, a busca do ouro contribuiu para a 
interiorização do território, resultado de iniciativas como a dos bandeirantes. À medida que se expandem as fronteiras também ocorre 
paralelamente um surto de urbanização a fim de criar uma infraestrutura. Em termos econômicos, observou-se o fortalecimento do 
mercado interno e o dinheiro passou a ser também um referencial de status na sociedade.
Resposta: D
05. Entre as várias transformações provocadas pela exploração aurífera no Brasil colonial destacamos o desenvolvimento da arte barroca. 
Vinculada ao contexto religioso (produção de obras sacras), resultado da ação de missionários católicos no contexto da contrarreforma, 
o barroco é visto por muitos especialistas como uma das primeiras manifestações de uma arte nacional.
Resposta: D
06. Apesar da euforia com que a notícia da descoberta de ouro foi recebida em Portugal nos momentos finais do século XVII, podemos 
perceber que o principal beneficiado desta notícia foi mesmo a Inglaterra, local onde a maior parte do ouro brasileiro foi parar, 
confirmando a famosa frase de Eduardo Galeano que diz “O ouro brasileiro deixou buracos no Brasil, templos em Portugal e fábricas 
na Inglaterra.” As razões para tal relação se deve ao Tratado de Methuen ou dos Panos e Vinhos assinado em 1703 entre Portugal e 
Inglaterra. Nesta troca de tecidos por vinhos Portugal, acumulava sucessivos déficits que eram então pagos com o ouro brasileiro.
Resposta: B
07. Entre as várias transformações provocadas pela exploração aurífera no Brasil colonial destacamos o desenvolvimento da arte barroca. 
Vinculada ao contexto religioso (produção de obras sacras), resultado da ação de missionários católicos no contexto da contrarreforma, 
o barroco é visto por muitos especialistas como uma das primeiras manifestações de uma arte nacional.
Resposta: B
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OSG.: 117402/17
RESOLUÇÃO – HISTÓRIA I
08. A descoberta do ouro foi sobretudo consequência das investidas de grupos particulares que saíam de São Vicente e que organizaram as 
chamadas bandeiras de prospecção. Quanto às formas de exploração, existiam duas categorias: uma era a lavra, uma grande propriedade 
em que havia um considerável contingente de escravos, e a outra era uma forma mais simplificada, na qual os mineradores percorriam 
o leito dos rios fazendo uso de alguns poucos instrumentos, como era o caso da bateia. Essa exploração rudimentar era denominada 
de faiscação, pois o minerador deveria girar a água retirada do fundo dos rios na peneira a fim de separar o ouro dos detritos muitas 
vezes arremessando-os contra o sol no intuito de que reluzissem ou faiscassem. Essa atividade era exaustiva e nem sempre produzia 
bons resultados, fazendo com que as esperanças de muitos de ficar rico facilmente virassem um verdadeiro pesadelo.
Resposta: E
09. O desenvolvimento de atividades econômicas no Brasil obedecia em, linhas gerais, à lógica do sistema colonial com a colônia 
funcionando como área fornecedora de matérias-primas, com destaque para a agromanufatura açucareira. Mas devemos lembrar que 
outras atividades tiveram sua importância na pauta de exportações brasileiras, tais como o fumo, a mandioca e o algodão. Observe 
que a indicação da pecuária como atividade associada ao modelo monocultor e exportador pode gerar confusão e certa estranheza, 
já que, a princípio, a criação de gado, neste período, se orientava para o mercado interno. Devemos, no entanto, estar atentos ao 
enunciado que se refere a atividades econômicas complementares que contribuíram para a manutenção do modelo em questão e não 
necessariamente que tais atividades se baseiem nele, o que viabilizaria o item correto já que sabemos que pecuária desempenhava 
importante atividade complementar à cana-de-açúcar.
Resposta: A
10. A criação de gado e mulas era uma atividade complementar e que estava presente em várias regiões do país. Embora esteja especialmente 
ligada ao sertão nordestino e à região Sul, quase sempre esteve vinculada a uma atividade principal, como a cana-de-açúcar ou a 
mineração, na qual a criação desses animais destinava-se ao consumo ou como força de tração, atendendo ao mercado interno. Após 
a proibição de ser realizada no litoral para não prejudicar a produção de açúcar, a pecuária foi penetrando no interior contribuindo, 
por exemplo, com a ocupação do sertão nordestino. Era uma atividade que não exigia um investimento inicial tão elevado até por 
não necessitar de uma grande quantidade de mão de obra.
Resposta: D
11. No final do século XVIII e início do século XIX a cultura do algodão encontrou espaço para se desenvolver no Brasil, especialmente no 
Maranhão e no Ceará. Observe que as condições internacionais eram especialmente favoráveis, já que a expansão econômica inglesa, 
impulsionada pela indústria têxtil,necessitava cada vez mais fontes abastecedoras de matérias-primas.
Resposta: A
12. Os tropeiros foram essenciais para o crescimento da economia de extração de metais preciosos no interior do Brasil porque abasteciam 
essa região de produtos que seriam utilizados pelos mineradores no dia a dia, como o alimento e a vestimenta. Enquanto os moradores 
da região da mineração viviam da própria extração do ouro, os tropeiros eram sustentados pelo lucro da venda das mercadorias. 
É importante salientar que o tema culinária, que é assunto cultural, foi usado como elemento de ligação para os aspectos econômicos.
Resposta: C
13. A condição atual de subordinação econômica da região Nordeste a outros centros, especialmente ao Sudeste, encontra raízes históricas. 
Na comparação entre Olinda e São Paulo, é possível perceber as transformações, com base nos números oferecidos nestes fragmentos. 
Para essas transformações, contribuíram bastante o desenvolvimento de atividades econômicas no Sudeste, tais como a mineração, 
a cafeicultura e a atividade industrial.
Resposta: D 
14. Após o rompimento da relação estabelecida para a produção de açúcar com os holandeses, expulsos do Brasil em 1654, Portugal 
acabou estabelecendo vínculos econômicos com a Inglaterra, nação que se fortalecia a partir das práticas comerciais, especialmente 
impulsionadas pela indústria têxtil. Exemplo dessa ligação foi o Tratado de Methuen ou dos Panos e Vinhos, assinado em 1703, em que 
Portugal comprava tecidos ingleses e, em troca, a Inglaterra se comprometia a dar preferência, em seu mercado interno, aos vinhos 
portugueses. Esse acordo, no entanto, favorecia especialmente aos britânicos que acumulavam sucessivos superávits em balança 
comercial. Em desvantagem, Portugal utilizou o ouro brasileiro para saldar seus déficits comerciais com a Inglaterra.
Resposta: B
15. A descoberta de ouro no Brasil no final do século XVII e início do século XVIII provocou diversas transformações sociais, econômicas e políticas. 
Destaque na questão para os fatores sociais e econômicos, já que o desenvolvimento da atividade mineradora levou o Brasil à condição de 
polo atrativo, resultando em um grande crescimento populacional. Diante desse quadro, e pela pequena disponibilidade de mão de obra, 
direcionada prioritariamente para a mineração, o fluxo de produção não atendia a demanda que cresceu gerando inflação.
Resposta: B
SUPERVISOR/DIRETOR: Marcelo Pena – AUTOR: Dawison Sampaio 
naldo/REV.: Rita de Cássia
 
 
 
 
 
 
FRENTE: HISTÓRIA I 
 
 
 
PROFESSOR: DAWISON SAMPAIO 
 
 
 
 
 
 
ASSUNTO: INVASÕES ESTRANGEIRAS, OCUPAÇÃO E EXPANSÃO TERRITORIAL 
 
 
 
OSG.: 117987/17 
 
 
CIÊNCIAS HUMANAS 
E SUAS TECNOLOGIAS 
EAD – MEDICINA 
AULA 05 
 
Invasões Estrangeiras 
 
 
01. Introdução (Panorama Geral). 
a) Contexto: Não reconhecimento do Tratado de Tordesilhas. 
 
Observação 
 
 
que forma 
Francisco I Rei da França 
 
b) Expansão Marítima tardia da França, Holanda e Inglaterra. 
c) A importância das Reformas Protestantes (contestação da 
hegemonia católica e identificação com os valores burgueses.) 
 
TRATADO DE TORDESILHAS EM MAPA ATUAL VISÃO GERAL 
 
 
 
Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/ 
Tratado_de_Tordesilhas >.(adaptado) 
 
As tentativas francesas no Rio de Janeiro 
e no Maranhão 
 
 
 
a) França Antártica (Rio de Janeiro 1555). 
 Antecedentes: contrabando do pau-brasil. 
  Objetivo: fundar uma colônia de povoamento. 
 Composição: predominantemente huguenotes perseguidos. 
 Líder: Nicolau Durand de Villegaignon. 
 Os Franceses promoveram uma aliança com os índios 
 Tamoios: Confederação dos Tamoios. 
 Ação mediadora da Igreja: Anchieta e Nóbrega atuam 
 em favor dos portugueses. 
  Estácio de Sá sobrinho de Mem de Sá, é responsável 
 pela expulsão dos franceses do RJ, com a ajuda dos 
 índios Termiminós. 
 
b) França Equinocial (Maranhão 1612). 
 Contexto: expulsão dos franceses do Rio de Janeiro e a 
União Ibérica enfraquecimento de Portugal. 
 Objetivo de saquear os navios espanhóis que traziam 
 prata. 
  Comando de Daniel de La Touche. 
  Passagem no Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norde e 
 Pará. 
  Fundação do Forte de São Luís (homenagem ao Rei Luís IX 
 líder de uma das Cruzadas) 
  Expulsos por coligação luso-espanhola. 
 
As tentativas Holandesas na Bahia e em 
Pernambuco 
 
 
01. Introdução. 
 a) Contexto: União Ibérica (1580 1640): Período de 60 anos 
 em que Portugal subordinou-se a Espanha. 
b) Consequências da União Ibérica. 
 Acordo com nobreza portuguesa determina 
 manutenção de órgãos administrativos portugueses 
 nas colônias, portanto, internamente não houve 
 alterações no Brasil. 
 Tratado de Tordesilhas começa a ser ultrapassado. 
 Inimigos da Espanha na Europa invadem o Brasil em 
 represália ao Governo espanhol. 
 Holanda, um dos inimigos da Espanha, é impedida de 
fazer comércio em qualquer possessão espanhola. 
 
 
 
 
 
 
 
 2 OSG.: 117987/17 
 
MÓDULO DE ESTUDO 
 Comércio do açúcar no Brasil que tinha participação 
holandesa é atingido. 
 Holandeses invadem o Brasil tentando romper o bloqueio 
espanhol ao comércio de açúcar. 
02. As Invasões Holandesas (1624 1654): 
a) Tentativa de romper o bloqueio econômico imposto pelo 
Governo espanhol ao comércio do açúcar. 
 
b) 1624 Invasão da Bahia (fracasso). 
 Curta duração. 
 Ação da Igreja (Jesuítas) 
 
c) Criação da W.I.C. (Cia. das Índias Ocidentais Empresa 
holandesa responsável por viabilizar recursos para invadir 
novamente o Brasil). 
d) 1630 1654 Invasão de Pernambuco (destaque mundial 
de produção açucareira). 
 Resistência do Arraial do Bom Jesus 
 A polêmica figura de Calabar. Foi mesmo um traidor? 
e) Administração de Maurício de Nassau (1637 1644) 
representante da W.I.C 
 Financiamento para donos de engenho. 
 Modernização e urbanização. 
 Embelezamento de cidades (vinda de artistas holandeses). 
 Liberdade de culto. 
 Substituído em 1644 pela W.I.C (Agravamento das 
tensões) 
f) Insurreição Pernambucana (1645 1654): movimento 
luso-brasileiro que expulsou os holandeses do Brasil. 
g) Consequência da expulsão dos holandeses: início da crise 
do ciclo do açúcar (concorrência antilhana) 
 
As Incursões Inglesas 
 
 
01. Introdução: Atuaram de forma diferente dos franceses e 
holandeses. 
a) Ataques de piratas e corsários. 
b) Sobretudo durante a União Ibérica. 
c) Cidades litorâneas (Santos e Recife). 
d) Não se fixaram nem fundaram colônias. 
 
Ocupação e expansão territorial 
do Brasil 
 
 
01. Introdução 
a) Contexto da União Ibérica: Na prática significou a anulação 
do Tratado de Tordesilhas. 
b) Desinteresse espanhol. 
 
02. Aspectos econômicos da expansão. 
a) Região Norte: busca de drogas do sertão e instalação de 
reduções jesuíticas (ambos feitos a partir da Bacia do rio 
Amazonas). 
b) Região Nordeste: defesa da costa (litoral), caça e 
massacre de indígenas (litoral e interior), criação de gado 
(ocupação do interior). 
c) Região Centro-sul: pecuária, mineração e a atividade 
bandeirante. 
d) Região Sul: Interesse português no comércio da Bacia do 
Prata, Pecuária (secundário) e fundação de cidades costeiras 
para garantir o comércio português no Prata. 
 
 
Quadro geral de ocupação do território brasileiro (Expansão territorial). 
03. Tratados de limites: O Tratado de Madri (1750): 
a) Principal dos tratados. 
b) Configuração semelhante ao Brasil atual. 
c) Uti Possidetis posse por ocupação reconhecida. 
d) Sete Povos das Missões = Portugal. 
e) Colônia do Sacramento = Espanha. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 3 OSG.: 117987/17 
 
MÓDULO DE ESTUDO 
 
01. (Enem P PL/2014) Os holandeses desembarcaram em 
Pernambuco no ano de 1630, em nome da Companhia das 
Índias Ocidentais (WIC), e foram aos poucos ocupando a costa 
que ia da foz do rio São Francisco ao Maranhão, no atual 
Nordeste brasileiro. Eles chegaram ao pontode destruir 
Olinda, antiga sede da capitania de Duarte Coelho, para 
erguer no Recife uma pequena Amsterdã. 
NASCIMENTO, R. L. X. A toque de caixas. 
Revista de História da Biblioteca Nacional, ano 6, n. 70, jul. 2011. 
 Do ponto de vista econômico, as razões que levaram os 
holandeses a invadirem o nordeste da Colônia decorriam do 
fato de que essa região 
A) era a mais importante área produtora de açúcar na 
América portuguesa. 
B) possuía as mais ricas matas de pau-brasil no litoral das 
Américas. 
C) contava com o porto mais estratégico para a navegação no 
Atlântico Sul. 
D) representava o principal entreposto de escravos africanos 
para as Américas. 
E) constituía um reduto de ricos comerciantes de açúcar de 
origem judaica. 
02. (Enem/2009) 
 
 
BETHEL, L . História da América. V. I. São Paulo: Edusp, 1997. 
 
 As terras brasileiras foram divididas por meio de tratados 
entre Portugal e Espanha. De acordo com esses tratados, 
identificados no mapa, conclui-se que 
A) Portugal, pelo Tratado de Tordesilhas, detinha o controle 
da foz do rio Amazonas. 
B) o Tratado de Tordesilhas utilizava os rios como limite físico 
da América portuguesa. 
C) o Tratado de Madri reconheceu a expansão portuguesa 
além da linha de Tordesilhas. 
D) Portugal, pelo Tratado de San Ildefonso, perdia territórios 
na América em relação ao de Tordesilhas. 
E) o Tratado de Madri criou a divisão administrativa da 
América portuguesa em Vice-Reinos Oriental e Ocidental. 
 
03. (Enem cancelado/2009) Quando tomaram a Bahia, em 1624-1625, 
os holandeses promoveram também o bloqueio naval de 
Benguela e Luanda, na costa africana. Em 1637, Nassau 
enviou uma frota do Recife para capturar São Jorge da Mina, 
entreposto português de comércio do ouro e de escravos no 
litoral africano (atual Gana). Luanda, Benguela e São Tomé caíram 
nas mãos dos holandeses entre agosto e novembro de 1641. 
A captura dos dois polos da economia de plantações 
mostrava-se indispensável para o implemento da atividade 
açucareira. 
ALENCASTRO, L. F. Com quantos escravos se constrói um país? In: 
Revista de História da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro, ano 4, n. 39, dez. 
2008 (adaptado). 
 
 Os polos econômicos aos quais se refere o texto são 
A) as zonas comerciais americanas e as zonas agrícolas 
africanas. 
B) as zonas comerciais africanas e as zonas de transformação 
e melhoramento americanas. 
C) as zonas de minifúndios americanas e as zonas comerciais 
africanas. 
D) as zonas manufatureiras americanas e as zonas de 
entreposto africano no caminho para Europa. 
E) as zonas produtoras escravistas americanas e as zonas 
africanas reprodutoras de escravos. 
 
04. (Fuvest/2007) 
 
 
 
 Este quadro, pintado por Franz Post por volta de 1660, pode 
ser corretamente relacionado 
A) à iniciativa pioneira dos holandeses de construção dos 
primeiros engenhos no Nordeste. 
B) à riqueza do açúcar, alvo principal do interesse dos 
holandeses no Nordeste. 
C) à condição especial dispensada pelos holandeses aos 
escravos africanos. 
D) ao início da exportação do açúcar para a Europa por 
determinação de Maurício de Nassau. 
E) ao incentivo à vinda de holandeses para a constituição de 
pequenas propriedades rurais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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MÓDULO DE ESTUDO 
05. (Fuvest/2016) Eu por vezes tenho dito a V. A. aquilo que me 
parecia acerca dos negócios da França, e isto por ver por 
conjecturas e aparências grandes aquilo que podia suceder 
dos pontos mais aparentes, que consigo traziam muito 
prejuízo ao estado e aumento dos senhorios de V. A. E tudo 
se encerrava em vós, Senhor, trabalhardes com modos 
honestos de fazer que esta gente não houvesse de entrar nem 
possuir coisa de vossas navegações, pelo grandíssimo dano 
que daí se podia seguir. 
Serafim Leite. Cartas dos primeiros jesuítas do Brasil, 1954. 
 O trecho acima foi extraído de uma carta dirigida pelo padre 
jesuíta Diogo de Gouveia ao Rei de Portugal D. João III, escrita 
em Paris, em 17/02/1538. Seu conteúdo mostra 
A) a persistência dos ataques franceses contra a América, que 
Portugal vinha tentando colonizar de modo efetivo desde a 
adoção do sistema de capitanias hereditárias. 
B) os primórdios da aliança que logo se estabeleceria entre as 
Coroas de Portugal e da França e que visava a combater as 
pretensões expansionistas da Espanha na América. 
C) a preocupação dos jesuítas portugueses com a expansão 
de jesuítas franceses, que, no Brasil, vinham exercendo 
grande influência sobre as populações nativas. 
D) o projeto de expansão territorial português na Europa, o 
qual, na época da carta, visava à dominação de territórios 
franceses tanto na Europa quanto na América. 
E) a manifestação de um conflito entre a recém-criada ordem 
jesuíta e a Coroa portuguesa em torno do combate à 
pirataria francesa. 
06. (Enem/2001) Rui Guerra e Chico Buarque de Holanda 
escreveram uma peça para teatro chamada Calabar, pondo 
em dúvida a reputação de traidor que foi atribuída a Calabar, 
pernambucano que ajudou decisivamente os holandeses na 
invasão do Nordeste brasileiro, em 1632. 
 Calabar traiu o Brasil que ainda não existia? Traiu Portugal, 
nação que explorava a colônia onde Calabar havia nascido? 
Calabar, mulato em uma sociedade escravista e discriminatória, 
traiu a elite branca? 
 Os textos referem-se também a esta personagem. 
 Texto I: a 
inflexível História, lhe chamará infiel, desertor e traidor, por 
todos os séculos. 
Visconde de Porto Seguro, In: SOUZA JÚNIOR, A. 
Do Recôncavo aos Guararapes. Rio de Janeiro: Bibliex, 1949. 
 
 Texto II: 
minas de Belchior Dias com a gente da Casa da Torre; ajudara 
Matias de Albuquerque na defesa do Arraial, onde fora 
ferido, e desertara em consequência de vários crimes 
roubo). 
CALMON, P. História do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1959. 
 
 Pode-se afirmar que: 
A) A peça e os textos abordam a temática de maneira parcial 
e chegam às mesmas conclusões. 
B) A peça e o Texto I refletem uma postura tolerante com 
relação à suposta traição de Calabar, e o Texto II mostra 
uma posição contrária à atitude de Calabar. 
C) Os Textos I e II mostram uma postura contrária à atitude de 
Calabar, e a peça demostra uma posição indiferente em 
relação ao seu suposto ato de traição. 
D) A peça e o Texto II são neutros com relação à suposta 
traição de Calabar, ao contrário do Texto I, que condena a 
atitude de Calabar. 
E) A peça questiona a validade da reputação de traidor que o 
Texto I atribui a Calabar, enquanto o Texto II descreve 
ações positivas e negativas dessa personagem. 
 
07. (UEG/2011) 
 
Brigam Espanha e Holanda 
Pelos direitos do mar 
O mar é das gaivotas 
Que nele sabem voar 
O mar é das gaivotas 
E de quem sabe navegar 
Brigam Espanha e Holanda 
Pelos direitos do mar 
Brigam Espanha e Holanda 
Porque não sabem que o mar 
É de quem o sabe amar 
DINIZ, Leila. Leila Diniz. São Paulo: Editora Brasiliense,1983 
 A final da Copa do Mundo de 2010 reproduziu de modo 
simbólico um conflito que tem origens históricas: a disputa 
entre Espanha e Holanda pela hegemonia do comércio 
marítimo mundial no século XVII. Um evento diretamente 
relacionado a essa disputa pelo domínio marítimo foi 
A) a criação da Companhia das Índias Ocidentais, pela 
Holanda, com o objetivo de explorar as colônias e 
possessões espanholas. 
B) a Guerra dos Trinta Anos, motivada pelos interesses 
ingleses e holandeses em estabelecer colônias no 
continente africano. 
C) a tomada do Cabo da Boa Esperança em 1650 pelas tropas 
portuguesas, que criam na região a Cidade do Cabo. 
D) a Guerra dos Emboabas, motivada pelo controle do 
comércio escravista nas regiões mineradoras brasileiras. 
08. (UPE-SSA 1/2016) Os holandeses ocuparam, durante 24 anos, 
o Nordeste brasileiro: Pernambuco, Paraíba, Rio Grande doNorte e Itamaracá (1630-1654). Nesse período, Pernambuco 
se transformou numa verdadeira metrópole, com uma vida 
cultural intensa, onde poetas, cientistas e filósofos tornaram o 
Brasil um centro intelectual único na América do Sul. Nesse 
contexto, os judeus puderam constituir uma comunidade com 
escolas, sinagogas e cemitério, dando sua contribuição ao 
enriquecimento da vida cultural da região. 
LEVY, Daniela Tonello. Judeus e Marranos no Brasil Holandês. Pioneiros na 
colonização de Nova York. Século XVII. São Paulo: USP, 2008. (Adaptado) 
 
 
 
 
 
 
 
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MÓDULO DE ESTUDO 
 Uma característica sociopolítica da ocupação holandesa no 
contexto mencionado foi 
A) a retração da produção de açúcar. 
B) o florescimento de um movimento antimodernizador. 
C) o estabelecimento da tolerância e da liberdade religiosa. 
D) a preocupação apenas em explorar comercialmente o 
território. 
E) a manutenção de boas relações comerciais com o mundo 
ibérico. 
 
09. Navegamos pelo espaço de quatro dias, até que, a dez de 
novembro, encontramos a barra de um grande rio chamado 
de Guanabara, pelos nativos (devido à sua semelhança com 
um lago) e de Rio de Janeiro pelos primeiros descobridores do 
local. [...] o Senhor de Villegagnon, para se garantir contra 
possíveis ataques selvagens, que se ofendem com extrema 
facilidade, e também contra os portugueses, se estes alguma 
vez quisessem aparecer por ali, fortificou o lugar da melhor 
maneira que pôde. Os víveres eram-nos fornecidos pelos 
selvagens e constituídos dos alimentos do país, a saber, peixes 
e veação diversa, constante de carne de animais selvagens 
(pois eles, diferentemente de nós, não criam gado), além de 
farinha feita de raízes [...] Pão e vinho não havia. Em troca 
destes víveres, recebiam de nós alguns objetos de pequeno 
valor, como facas, podões e anzóis. 
THEVET, André. As singularidades da França Antártica. 
Belo Horizonte/São Paulo: Itatia/Edusp. 1978, p. 93-94. 
 
 O frei franciscano André Thevet esteve em terras brasileiras 
entre 1555 e 1556, junto com outros franceses comandados 
por Nicolas de Villegagnon. A leitura do trecho do relato 
dessa expedição permite 
A) constatar a aceitação, pelo reino francês, da partilha do 
Novo Mundo realizada por portugueses e espanhóis. 
B) identificar as diferenças entre as práticas coloniais e o 
tratamento dispensado aos indígenas pelos portugueses e 
franceses. 
C) perceber as diferenças culturais entre os povos indígenas e 
os conquistadores europeus. 
D) reconhecer a necessidade da escravidão africana como 
base para a montagem das estruturas produtoras coloniais. 
E) diferenciar as orientações religiosas dos protestantes 
franceses das referências católicas ibéricas. 
10. (Unifor/2009.2) Reflita sobre o texto. 
 Na versão dos estudiosos das bandeiras, o bandeirante, que 
em suas ações é homem de seu tempo, na perspectiva 
histórica realmente rompe com o curso dos eventos, ele altera 
as disposições de Portugal, Espanha e da Santa Sé sobre a 
distribuição geográfica do Novo Mundo, modifica os 
desígnios da expansão espanhola e jesuítica, faz descobertas 
que redirecionam o curso da história (...). 
Carlos Davidoff. Bandeirantismo: verso e reverso. 
São Paulo: Brasiliense, 1982. p. 88-9 
 De acordo com o autor do texto, o movimento bandeirante 
A) direcionou o interesse metropolitano para o interior do 
território espanhol a fim de explorar os recursos naturais 
dessa região. 
B) possibilitou o abastecimento de escravos ameríndios nas 
regiões da colônia espanhola, durante a dominação 
francesa no Brasil. 
C) expandiu as fronteiras geográficas do território português 
no continente americano, ao avançar além de seus limites 
oficiais. 
D) fundou núcleos populacionais para servir de escoadouro 
dos produtos oriundos das capitanias do Sul, em um 
projeto da metrópole portuguesa. 
E) manteve a integridade do território português no 
continente americano ao assegurar a atividade produtora 
açucareira, durante o domínio holandês. 
 
11. (UFG/2013) O Tratado de Madri (1750) pretendeu atender à 
disputa de territórios entre Portugal e Espanha, representando 
também uma estratégia para melhor administrar os domínios 
ibéricos na chamada região das Missões. A tentativa de 
impô-lo gerou uma guerra que, ao seu final, terminou por 
definir o controle sobre as colônias que ocupavam a região 
dos Pampas. Esse tratado 
A) determinou a troca entre os sete povos das missões, no 
Uruguai, e a colônia de Sacramento, no Brasil. 
B) redefiniu as fronteiras territoriais na América do Sul, com 
base no Uti Possidetis. 
C) permitiu aos jesuítas exercer um domínio que se estendeu 
por toda a região do Prata. 
D
Igreja Católica. 
E) possibilitou a anexação da região das Missões ao território 
argentino e do Chaco ao Uruguai. 
 
12. (Fuvest/2008) A atividade extrativista desenvolvida na 
Amazônia, durante o período colonial, foi importante, porque: 
A) garantiu a ocupação da região e aproveitou a mão-de-obra 
indígena local. 
B) reproduziu, na região, a estrutura da grande propriedade 
monocultora. 
C) gerou riquezas e permitiu a abertura de estradas na região. 
D) permitiu a integração do norte do Brasil ao contexto 
andino. 
E) inviabilizou as aspirações holandesas de ocupação da 
floresta. 
 
13. (Enem/2010) Os tropeiros foram figuras decisivas na formação 
de vilarejos e cidades do Brasil colonial. A palavra tropeiro 
vem de "tropa" que, no passado, se referia ao conjunto de 
homens que transportava gado e mercadoria. Por volta do 
século XVIII, muita coisa era levada de um lugar a outro no 
lombo de mulas. O tropeirismo acabou associado à atividade 
mineradora, cujo auge foi a exploração de ouro em Minas 
Gerais e, mais tarde, em Goiás. A extração de pedras 
preciosas também atraiu grandes contingentes populacionais 
para as novas áreas e, por isso, era cada vez mais necessário 
dispor de alimentos e produtos básicos. A alimentação dos 
tropeiros era constituída por toucinho, feijão preto, farinha, 
pimenta-do-reino, café, fubá e coité (um molho de vinagre 
com fruto cáustico espremido). 
 
 
 
 
 
 
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MÓDULO DE ESTUDO 
 Nos pousos, os tropeiros comiam feijão quase sem molho com 
pedaços de carne de sol e toucinho, que era servido com 
farofa e couve picada. O feijão tropeiro é um dos pratos típicos 
da cozinha mineira e recebe esse nome porque era preparado 
pelos cozinheiros das tropas que conduziam o gado. 
 
Disponível em: <http://www.tribunadoplanalto.com.br>. 
Acesso em: 27 nov. 2008. 
 
 A criação do feijão tropeiro na culinária brasileira está 
relacionada à 
A) atividade comercial exercida pelos homens que 
trabalhavam nas minas. 
B) atividade culinária exercida pelos moradores cozinheiros 
que viviam nas regiões das minas. 
C) atividade mercantil exercida pelos homens que transportavam 
gado e mercadoria. 
D) atividade agropecuária exercida pelos tropeiros que 
necessitavam dispor de alimentos. 
E) atividade mineradora exercida pelos tropeiros no auge da 
exploração do ouro. 
 
14. (Enem/2003) O mapa a seguir apresenta parte do contorno da 
América do Sul destacando a Bacia amazônica. Os pontos 
assinalados representam fortificações militares instaladas no 
século XVIII pelos portugueses. A linha indica o Tratado de 
Tordesilhas revogado pelo Tratado de Madri, apenas em 1750. 
 
 
 
Adaptado de Carlos de Meire Mattos. Geopolítica e teoria de fronteiras. 
 
 Pode-se afirmar que a construção dos Fortes pelos 
portugueses visava, principalmente, dominar 
A) militarmente a Bacia Hidrográfica do Amazonas. 
B) economicamente as grandes rotas comerciais. 
C) as fronteiras entre nações indígenas. 
D) o escoamento da produção agrícola. 
E) o potencial de pesca da região. 
 
15. (UFSJ/2013) estado de Tocantins, ano 
de 1750. Um grupo de homensdescalços, sujos e famintos se 
aproxima de uma aldeia carajá. Cautelosamente, convencem 
os índios a permitirem que acampem na vizinhança. Aos 
poucos, ganham a amizade dos anfitriões. Um belo dia, 
entretanto, mostram a que vieram. De surpresa, durante a 
madrugada, invadem a aldeia. Os índios são acordados pelo 
barulho de tiros de mosquetão e correntes arrastando. Muitos 
tombam antes de perceber a traição. Mulheres e crianças 
gritam e são silenciadas a golpes de machete. Os 
sobreviventes do massacre, feridos e acorrentados, iniciam, 
sob chicote, uma marcha de 1500 quilômetros até a vila de 
São Paulo 
TORAL, A.; BASTOS, G. Os brutos que conquistaram o Brasil. In: Revista 
Superinteressante, abr. 2000. 
Disponível em: <http://super.abril.com.br/historia/brutos-conquistaram-brasil-
441292.shtml>. Acesso em 29 ago. 2012 
 
 Ações desse gênero, ocorridas na América portuguesa, eram 
frequentemente empreendidas pelos 
A) bandeirantes paulistas. 
B) jesuítas ibéricos. 
C) funcionários da Coroa portuguesa. 
D) invasores franceses. 
 
Resoluções 
 
 
 
01. Devido aos embargos promovidos pela Espanha durante a 
União Ibérica os holandeses promoveram incursões no 
Nordeste brasileiro, principal região produtora de açúcar, a 
fim de recuperar os investimentos e manter os altos lucros 
proporcionados por esse produto. 
 RESPOSTA: A 
02. O Tratado de Tordesilhas foi assinado em 1494 e delimitava as 
possessões portuguesas e espanholas nas terras recém-descobertas 
no Novo Mundo. No período colonial brasileiro, houve um 
avanço da ocupação para além dos limites difundidos pelo 
Tratado de Tordesilhas, especialmente por motivos 
econômicos, pela ação de bandeirantes e missões jesuítas. A 
expansão territorial brasileira provocou conflitos com a 
Espanha, especialmente devido à colônia do Sacramento, 
demandando uma nova definição das fronteiras luso-
espanholas na América do Sul. No Tratado de Madri, a 
Espanha reconheceu a posse portuguesa das terras ocupadas 
além da linha de Tordesilhas, bem como a cessão da colônia 
dos Sete Povos das Missões. Em troca, Portugal cedeu a 
colônia do Sacramento à Espanha. 
 RESPOSTA: C 
03. O projeto de invasão holandês ao Nordeste brasileiro, 
motivada pela rivalidade com os espanhóis que controlavam 
Portugal no contexto da União Ibérica, se orientava no 
propósito de não abrir mão do lucrativo comércio açucareiro 
onde tinham substancial experiência. Ainda assim sabiam eles 
que uma empresa deste porte exigia mais do que experiência 
e disponibilidade de créditos para investimentos. O texto 
explicita tal situação onde era preciso garantir grandes 
extensões de terras (que a propósito eles não possuíam) com 
condições de solo e clima que se adequassem a produção do 
produto (zonas produtoras escravistas americanas). Além disso 
precisavam também controlar as áreas capazes de garantir o 
abastecimento de mão de obra escrava na África (zonas 
africanas reprodutoras de escravos). 
 RESPOSTA: E 
 
 
 
 
 
 
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MÓDULO DE ESTUDO 
04. A montagem da empresa açucareira no Brasil embora fosse 
uma iniciativa portuguesa esta contou com um forte apoio 
dos holandeses que em virtude da disponibilidade de capitais 
e da marinha comercial atuavam desde o financiamento dos 
engenhos, até a refino, comercialização e distribuição do 
produto. A figura do pintor holandês Fraz Post se relaciona a 
segunda invasão dos holandeses ao Brasil, quando por 
ocasião da proibição imposta pela Espanha, no contexto da 
União Ibérica, os holandeses procuravam recuperar o monopólio 
do comércio do açúcar. Fraz Post estava incumbido de 
documentar a topografia, a arquitetura militar e civil, cenas de 
batalhas navais e terrestres. Mesmo tendo retornado a 
Holanda em 1644, continuou ele a retratar cenas brasileiras. 
 RESPOSTA: B 
05. O texto remete a preocupação com a constante presença 
francesa no Brasil e o risco da permanência desses invasores 
nas terras portuguesas. A França não aceitava os termos do 
Tratado de Tordesilhas que beneficiava Portugal e Espanha. 
Os franceses que para cá vieram e se instalaram no Rio de 
Janeiro eram protestantes (huguenotes). Portugal procurava 
dessa forma confirmar a posse do território americano nos 
termos de Tordesilhas. Os jesuítas portugueses foram 
elementos importantes para a expulsão dos invasores quer 
sejam franceses ou holandeses. 
 RESPOSTA: A 
06. A interpretação do texto estabelece vínculo direto com a 
resposta. A figura de Calabar dentro da historiografia 
tradicional tem sido apresentado por anos a fio como traidor, 
por ter se aliado aos holandeses no contexto das invasões 
estrangeiras ao Brasil. Note que os fragmentos apresentados 
estabelecem diferentes pontos de vista a respeito do assunto. 
Enquanto a peça teatral questiona o tema de maneira crítica 
apresentando argumentos, o Texto I reforça a condição 
irrefutável de infidelidade aos valores nacionais a que Calabar 
faz jus merecer da história condenação eterna. O Texto II 
ressalta características do personagem histórico sem 
necessariamente atribuir juízo de valor. 
 RESPOSTA: E 
07. Com disponibilidade de capitais e com experiência marítima 
destacada o fortalecimento da Holanda especialmente com a 
criação da Companhia das Índias Ocidentais entrava em rota 
de colisão com os interesses dos castelhanos que passava 
agora a ter um forte concorrente na busca pela hegemonia 
marítima. No contexto da União Ibérica (1580 a 1640) 
período em que Portugal e suas colônias ficaram sob o 
controle espanhol a situação se agravou pois os holandeses 
impedidos pela Espanha de manter as lucrativas relações 
comerciais com o Brasil resolveram invadir o território 
fornecedor desta matéria-prima. Foram duas tentativas. A 
primeira foi de curta duração na Bahia, já em Pernambuco a 
experiência foi mais duradoura (24 anos) até a expulsão dos 
holandeses em 1654. Ressalte-se que a resposta correta pode 
ter causado dúvida aos alunos por se referir ao desejo 
holandês de explorar colônias espanholas, já que o Brasil era 
colônia portuguesa. Mas destaca-se que neste período 
Portugal e suas colônias estavam sob o controle do rei Felipe II 
da Espanha devido a União Ibérica. 
 RESPOSTA: A 
08. O texto aponta para adoção de alguns elementos que eram 
considerados símbolo da modernidade e que foram 
introduzidos pelos holandeses em sua passagem no Nordeste, 
especialmente em Pernambuco. Na sequência, o trecho 
aponta para um traço da passagem dos holandeses, ou pelo 
menos durante a era nassoviana, que foi a tolerância e 
liberdade religiosa. 
 RESPOSTA: C 
09. A leitura do texto aponta para uma descrição feita pelos 
franceses relatando sua chegada ao Rio de Janeiro em 
meados do século XVI. No trecho fica evidente a preocupação 
com a segurança e no estabelecimento de relações amistosas 
com os nativos a fim de que esses não se rebelassem contra a 
sua presença bem como a avaliação dos hábitos alimentares 
dos nativos em contraposição aos dos franceses. 
 RESPOSTA: C 
10. A atividade bandeirante surgiu das próprias dificuldades 
encontradas pelos colonos na região de São Vicente 
(São Paulo), sendo uma iniciativa geralmente particular. Os 
grupos se internavam pelos sertões com apoio de alguns 
(bandeiras de apresamento) ou busca de metais preciosos 
(bandeiras de prospecção). Rompendo a linha imaginária do 
Tratado de Tordesilhas, sem dúvida, os bandeirantes 
contribuíram para o alargamento das fronteiras do Brasil. 
 RESPOSTA: C 
11. Dentro do contexto da expansão territorial do Brasil 
resultante, entre outros fatores, da exploração econômica nas 
diversas regiões e do momento da União Ibérica, tornava-se 
necessário rediscutir os limites oficiais outrora determinados 
pelo Tratado de Tordesilhas assinado em 1494. Baseado no 
Uti Possidetis osse útil, e contando 
com a habilidosa ação do diplomataAlexandre de Gusmão, 
foi assinado em 1750 o Tratado de Madri que deu ao Brasil 
uma feição espacial próxima da atual. 
 REPOSTA: B 
12. A região Norte se apresentou desde o início do projeto 
colonizador como um desafio aos portugueses, quer seja 
pelas adversidades impostas pela natureza ou pela falta de 
produtos de grande valor dentro da lógica mercantilista 
vigente. Mesmo com todas essas dificuldades a exploração 
ativismo vegetal, 
contribuiu para a ocupação do território. Destaque-se que o 
sucesso dessa atividade, pelo próprio conhecimento do 
território, dependia do trabalho indígena, estes eram aldeados 
pelos jesuítas que controlavam essa atividade. 
 RESPOSTA: A 
 
 
 
 
 
 
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MÓDULO DE ESTUDO 
13. Os tropeiros foram essenciais para o crescimento da economia 
de extração de metais preciosos no interior do Brasil porque 
abasteciam essa região de produtos que seriam utilizados 
pelos mineradores no dia a dia, como o alimento e a 
vestimenta. Enquanto os moradores da região da mineração 
viviam da própria extração do ouro, os tropeiros eram 
sustentados pelo lucro da venda das mercadorias. É 
importante salientar que o tema culinária, que é assunto 
cultural, foi usado como elemento de ligação para os aspectos 
econômicos. 
 RESPOSTA: C 
14. A construção de Fortes e fortalezas sempre foi recurso 
utilizado pelos portugueses para garantir a segurança das 
áreas colonizadas, especialmente no litoral do Brasil onde a 
ocupação era mais intensa, mas no caso específico da 
questão, a localização das fortificações mostra claramente que 
elas circundam a área da Bacia Amazônica e buscavam 
assegurar o controle de pontos estratégicos do curso dos rios. 
Estas construções seriam úteis aos portugueses para ocupação 
e exploração econômica. Observe que na região exploravam-se as 
função de combater a presença de estrangeiros como os 
espanhóis ou mesmo franceses. 
 RESPOSTA: A 
15. A atividade bandeirante surgiu das próprias dificuldades 
encontradas pelos colonos na região de São Vicente (São Paulo), 
sendo uma iniciativa geralmente particular. Os grupos se 
em busca de índios para escravizar (bandeiras de apresamento) ou 
busca de metais preciosos (bandeiras de prospecção). 
A historiografia oficial contribuiu para a visão romanceada da 
atividade bandeirante, sendo seus integrantes vistos como 
corajosos desbravadores. Porém a análise feita por alguns 
historiadores dos relatos e documentos das ações bandeirantes 
revelam seu caráter cruel na sua relação com os índios. 
 RESPOSTA: A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUPERVISOR(A)/DIRETOR(A): DESIRÉE AUTOR: DAWISON SAMPAIO 
DIG.: JULIANA REV.: KATIARY 
CIÊNCIAS HUMANAS 
E SUAS TECNOLOGIAS
F B O N L I N E . C O M . B R
//////////////////
Professor(a): Dawison sampaio
assunto: Crise Do Sistema Colonial: Revoltas Nativistas e Separatistas
frente: História i 
OSG.: 118288/17
AULA 06
EAD – MEDICINA
Resumo Teórico
Crise do sistema colonial em 
face das transformações do 
Antigo Regime europeu
Introdução
a) Contexto: Declínio do Antigo Regime e a ascensão do ideal liberal 
burguês na Europa. 
b) Crise do Sistema Colonial: século XVIII.
c) Influência da Independência dos EUA (1776) e da Revolução 
Francesa (1789).
Revoltas Nativistas
1. Características gerais
a) Ocorreram no final do século XVII e início do século XVIII.
b) Eram em geral de perfil elitista e regional.
c) Não possuía base ideológica definida.
d) Não questionava o Antigo Regime.
e) Não queriam a independência do Brasil.
f) Criticavam especificamente o fiscalismo exagerado e a forma 
de monopólio.
2. Revolta de Beckmam (1684/MA) – Questão da Cia de Comércio 
do Maranhão e da escravidão dos índios. 
3. Guerra dos Emboabas (1709/MG) – Disputa pela região 
mineradora entre bandeirantes e forasteiros.
4. Guerra dos Mascates (1710/PE) – Disputa entre senhores de 
engenho de Olinda e comerciantes portugueses do Recife.
5. Revolta de Vila Rica ou Felipe dos Santos (1720/MG) – contexto 
da criação das Casas de Fundição.
Revoltas Separatistas ou de Libertação Nacional
1. Características gerais:
a) Ocorreram entre o final do século XVIII e início do XIX. 
b) Tiveram repercussão nacional.
c) Questionavam o Antigo Regime.
d) Possuíam base ideológica no Iluminismo.
e) Influência da Independência dos EUA (1776), Independência do 
Haiti (1791) e da Revolução Francesa (1789).
f) Queriam a ruptura do Pacto Colonial.
2. A Inconfidência Mineira (1789):
a) Influência: Independência dos EUA de 1776.
b) Composição: classe dominante (elite rica e letrada). 
c) Causas:
• Crise econômica com o esgotamento do ouro; 
• Exploração abusiva de Portugal (derrama, proibição de produção 
de manufaturados na colônia – Alvará de D. Maria I);
• Penetração de ideais iluministas.
d) Objetivos: 
• Fim do Pacto Colonial;
• Proclamação da República;
• Estímulo ao desenvolvimento de manufaturas; 
• Criação de uma universidade em Vila Rica. 
Bandeira com a inscrição “Libertas quae 
sera tamen” (Liberdade ainda que tardia).
Disponível em: <https://pt.wikipedia.org> 
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e) Líderes: elite mineira (Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio 
Gonzaga, Alvarenga Peixoto, exceto por Joaquim José da Silva 
Xavier – o “Tiradentes”);
f) Traição: Denunciada por Joaquim Silvério dos Reis;
g) Repressão: A maioria dos líderes foram presos e degredados 
para a África. Tiradentes é enforcado e esquartejado (para servir 
de exemplo).
 Obra: Tiradentes esquartejado de Pedro Américo – 1893
http://pt.wikipedia.org 
Observação: O incidente literário ou Conjuração Carioca (1794):
A. Manifestações contrárias ao absolutismo.
B. Ideais iluministas (sociedade literária).
C. Líderes presos e libertados a seguir por falta de provas.
D. Sociedade literária é fechada.
Observações: 
Conjuração Carioca (1794):
• Um incidente literário em meio a um contexto de manifestações 
contrárias ao absolutismo.
• Ideais iluministas (sociedade literária).
• Líderes presos e libertados a seguir por falta de provas.
• Sociedade literária é fechada.
3. Conjuração Baiana (Alfaiates) – 1798
A. Influência: mais influenciada pelo ideário da Revolução Francesa. 
(Liberdade – Igualdade – Fraternidade).
B. Composição: segmentos médios e populares.
C. Causas:
• Crise da lavoura tradicional e política de mandonismo da 
Aristocracia Rural;
• Extrema pobreza;
• Desigualdades sociais.
D. Objetivos:
• Independência;
• República; 
• Liberdade de comércio; 
• Igualdade em todos os níveis; 
• Abolição da escravidão.
E. Líderes: João de Deus Nascimento, Manuel Faustino dos Santos 
(alfaiates e mulatos), Luís Gonzaga das Virgens, Lucas Dantas 
Amorim Torres (soldados e mulatos), entre outros. 
INCONFIDÊNCIA 
MINEIRA 1789
CONJURAÇÃO 
BAIANA 1798
composição
predominantemente 
elitista
segmentos médios e 
populares
influência 
destacada
Indep. dos EUA 
de 1776
Rev. Francesa de 1789 
e Indep. do Haiti de 
1791 – 1804
causas
aspecto político + 
crise da mineração
aspecto social + crise 
do abastecimento
modelo político
predominantemente 
republicano
republicano
propostas sociais moderadas radicias (abolicionismo)
objetivo comum fim do Pacto Colonial fim do Pacto Colonial
 
Adaptado de: SCHIMIDT, Mário Furley. Nova História Crítica do Brasil: 500 anos
de história malcontada. São Paulo – Nova Geração.
Exercícios
01. (Fuvest/2017) Os ensaios sediciosos do final do século XVIII 
anunciam a erosão de um modo de vida. A crise geral do Antigo 
Regime desdobra-se nas áreas periféricas do sistema atlântico – 
pois é essa a posição da América portuguesa –,apontando para a 
emergência de novas alternativas de ordenamento da vida social.
István Jancsó, “A Sedução da Liberdade”. In: Fernando Novais. História da Vida 
Privada no Brasil, v. 1. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. Adaptado.
 A respeito das rebeliões contra o poder colonial português na 
América, no período mencionado no texto, é correto afirmar que, 
A) em 1789 e 1798, diferentemente do que se dera com as 
revoltas anteriores, os sediciosos tinham o claro propósito de 
abolir o tráfico transatlântico de escravos para o Brasil. 
B) da mesma forma que as contestações ocorridas no Maranhão 
em 1684, a sedição de 1798 teve por alvo o monopólio exercido 
pela companhia exclusiva de comércio que operava na Bahia. 
C) em 1789 e 1798, tal como ocorrera na Guerra dos Mascates, 
os sediciosos esperavam contar com o suporte da França 
revolucionária. 
D) tal como ocorrera na Guerra dos Emboabas, a sedição de 
1789 opôs os mineradores recém-chegados à capitania aos 
empresários há muito estabelecidos na região. 
E) em 1789 e 1798, seus líderes projetaram a possibilidade de 
rompimento definitivo das relações políticas com a metrópole, 
diferentemente do que ocorrera com as sedições anteriores. 
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02. (Enem/2010 – 2ª aplicação) O alfaiate pardo João de Deus, que, 
na altura em que foi preso, não tinha mais do que 80 réis e oito 
filhos, declarava que “Todos os brasileiros se fizesse franceses, 
para viverem em igualdade e abundância”.
MAXWELL, K. Condicionalismos da independência do Brasil. SILVA, M. N. (Org.). 
O império luso-brasileiro, 1750-1822. Lisboa: Estampa, 1986.
 O texto faz referência à Conjuração Baiana. No contexto da crise 
do Sistema Colonial, esse movimento se diferenciou dos demais 
movimentos libertários ocorridos no Brasil por 
A) defender a igualdade econômica, extinguindo a propriedade, 
conforme proposto nos movimentos liberais da França 
napoleônica. 
B) introduzir no Brasil o pensamento e o ideário liberal que 
moveram os revolucionários ingleses na luta contra o 
absolutismo monárquico. 
C) propor a instalação de um regime nos moldes da República dos 
Estados Unidos, sem alterar a ordem socioeconômica escravista 
e latifundiária. 
D) apresentar um caráter elitista burguês, uma vez que sofrera 
influência direta da Revolução Francesa, propondo o sistema 
censitário de votação. 
E) defender um governo democrático que garantisse a 
participação política das camadas populares, influenciado pelo 
ideário da Revolução Francesa. 
03. (Unicamp/2012) Emboaba: nome indígena que significa 
“o estrangeiro”, atribuído aos forasteiros pelos paulistas, primeiros 
povoadores da região das minas. Com a descoberta do ouro em 
fins do século XVII, milhares de pessoas da colônia e da metrópole 
vieram para as minas, causando grandes tumultos. Formaram-se 
duas facções, paulistas e emboabas, que disputavam o governo 
do território, tentando impor suas próprias leis.
Adaptado de Maria Beatriz Nizza da Silva (coord.), Dicionário da História da 
Colonização Portuguesa no Brasil. Lisboa: Verbo, 1994, p. 285.
 Sobre o período em questão, é correto afirmar que: 
A) as disputas pelo território emboaba colocaram em confronto 
paulistas e mineiros, que lutaram pela posse e exploração das 
minas. 
B) a região das minas foi politicamente convulsionada desde sua 
formação, em fins do século XVII, o que explica a resistência 
local aos inconfidentes mineiros. 
C) a luta dos emboabas ilustra o processo de conquista de fronteiras 
do império português nas Américas, enquanto na África os 
portugueses se retiravam definitivamente no século XVIII. 
D) a monarquia portuguesa administrava territórios distintos e 
vários sujeitos sociais, muitos deles em disputa entre si, como 
paulistas e emboabas, ambos súditos da Coroa. 
04. (ESPM/2016) Das minas e seus moradores bastava dizer que é 
habitada de gente intratável. A terra parece que evapora tumultos; 
a água exala motins; o ouro toca desaforos; destilam liberdades os 
ares; vomitam insolências as nuvens; influem desordens os astros; o 
clima é tumba da paz e berço da rebelião; a natureza anda inquieta 
consigo, e amotinada lá por dentro é como no inferno.
Lilia Schwarcz e Heloisa Starling. Brasil: uma Biografia.
 O texto é parte do discurso histórico e político sobre a sublevação 
que nas minas houve no ano de 1720 e que o governador Pedro 
Miguel de Almeida e Portugal, o conde de Assumar, fez chegar 
às mãos das autoridades régias em Lisboa.
 A respeito da Sedição de Vila Rica, em 1720, é correto assinalar: 
A) Os sediciosos planejavam forçar a Coroa a suspender o 
estabelecimento das casas de fundição, onde se registrava o 
ouro em barras e se deduzia o quinto por arroba, o imposto 
devido ao rei. 
B) Os sediciosos planejavam forçar a Coroa a abolir a derrama, 
que determinava a cobrança de todos os impostos atrasados. 
C) Os sediciosos rebelaram-se contra forasteiros, que eram 
beneficiados pela Coroa com privilégios na exploração das 
jazidas auríferas. 
D) Os projetos dos sediciosos eram o rompimento com Portugal, 
a adoção de um regime republicano é a criação de uma 
universidade em Vila Rica. 
E) A sublevação desafiou a ação do marquês de Pombal que havia 
determinado o monopólio régio sobre a extração de diamantes. 
05. (FGV – Economia/2011) Ele virou um herói nacional, antecessor 
de Tiradentes e coisas do tipo. [Ele] foi enforcado realmente, 
punido pela Coroa porque prendeu o governador e o mandou 
de volta para a metrópole. Mas quais eram suas reivindicações? 
Primeiro, reivindicava que a Coroa chamasse os jesuítas de 
volta para Portugal, porque eles atrapalhavam o uso dos índios, 
impedindo sua escravização. Segundo, como não se tinha índios 
para trabalhar, tinha-se que comprar escravos africanos. Mas só se 
podia comprar da Companhia de Comércio, que colocava o preço 
nas nuvens. Logo, as grandes reivindicações desse herói eram o 
direito de escravizar índios e de comprar africanos a preço baixo.
Fernando Novaes. Tendência e debate, no 4, abril, maio e junho de 2000. 
Apud Luiz Koshiba e Denise Manzi Frayze Pereira. História do 
Brasil no contexto da história ocidental, 2003.
 A rebelião analisada ocorreu no contexto
A) do reforço das restrições mercantilistas, decorrente das frágeis 
condições do Império português após a Restauração de 1640.
B) das Reformas Pombalinas, na segunda metade do século XVIII, 
que impuseram ao Brasil uma série de mecanismos opressores.
C) das primeiras descobertas de ouro em Minas Gerais, que 
geraram relações tensas entre os paulistas e os emboabas ou 
forasteiros.
D) da transição das capitanias hereditárias à organização do 
governo-geral, no século XVI, que trouxe grande prejuízo aos 
senhores de terra.
E) da exploração dos bandeirantes paulistas em terras à oeste de 
Minas Gerais, como Goiás e Mato Grosso, a partir de 1720.
06. (Unesp/2017) A Inconfidência Mineira (1789) e a Conjuração 
Baiana (1798) tiveram semelhanças e diferenças significativas. 
É correto afirmar que 
A) as duas revoltas tiveram como objetivo central a luta pelo fim 
da escravidão. 
B) a revolta mineira teve caráter eminentemente popular e a 
baiana, aristocrático e burguês. 
C) a revolta mineira propunha a independência brasileira e a 
baiana, a manutenção dos laços com Portugal. 
D) as duas revoltas obtiveram vitórias militares no início, mas 
acabaram derrotadas. 
E) as duas revoltas incorporaram e difundiram ideias e princípios 
iluministas. 
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07. (Fuvest/1999) A elevação de Recife à condição de vila; os protestos 
contra a implantação das Casas de Fundição e contra a cobrança 
de quinto; a extrema miséria e carestia reinantes em Salvador, 
no final do século XVIII, foram episódios que colaboraram, 
respectivamente, para as seguintes sublevações coloniais:A) Guerra dos Emboabas, Inconfidência Mineira e Conjura dos 
Alfaiates.
B) Guerra dos Mascates, Motim do Pitangui e Revolta dos Malês.
C) Conspiração dos Suassunas, Inconfidência Mineira e Revolta 
do Maneta.
D) Confederação do Equador, Revolta de Felipe dos Santos e 
Revolta dos Malês.
E) Guerra dos Mascates, Revolta de Felipe dos Santos e Conjura 
dos alfaiates. 
08. (UFRN/2000) A Guerra dos Emboabas, a dos Mascates e a Revolta 
de Vila Rica, verificadas nas primeiras décadas do século XVIII, 
podem ser caracterizadas como
A) movimentos isolados em defesa de ideias liberais, nas diversas 
capitanias, com a intenção de se criarem governos republicanos.
B) movimentos de defesa das terras brasileiras, que resultaram 
num sentimento nacionalista, visando à independência política.
C) manifestações de rebeldia localizadas, que contestavam 
aspectos da política econômica de dominação do governo 
português.
D) manifestações das camadas populares das regiões envolvidas, 
contra as elites locais, negando a autoridade do governo 
metropolitano.
09. (Uece/2016.2) Atente às seguintes afirmações acerca da 
Inconfidência Mineira (1789): 
I. A constituição de um regime republicano no Brasil estava entre 
os objetivos de boa parte dos conspiradores de Vila Rica;
II. Havia, por parte dos inconfidentes, a preocupação com o 
desenvolvimento de produtos manufaturados, pois objetivavam 
a diminuição da dependência de artigos importados;
III. Constituía interesse dos conspiradores a criação de uma nova 
capital localizada em uma área mais favorável à expansão 
da lavoura e da pecuária — atividades fundamentais para a 
subsistência dos mineradores.
 Está correto o que se afirma em: 
A) I e II apenas. 
B) I e III apenas. 
C) II e III apenas. 
D) I, II e III.
10. (Fatec/2007.1) No século XVIII, a colônia Brasil passou por vários 
conflitos internos.
 Entre eles, temos a
A) Guerra dos Emboabas, luta entre paulistas e gaúchos pelo 
controle da região das Minas Gerais. Essa guerra impediu a 
entrada dos forasteiros nas terras paulistas e manteve o controle 
da capitania de São Paulo sobre a mineração.
B) Revolta Liberal, tentativa de reagir ao avanço conservador 
da monarquia portuguesa, que usava de seus símbolos 
monárquicos e das baionetas do Exército da Guarda Nacional, 
como forma de cooptar e intimidar os colonos portugueses.
C) Revolta de Filipe dos Santos, levante ocorrido em Vila Rica e 
liderado pelo tropeiro Filipe dos Santos. O motivo foi a cobrança 
do quinto, a quinta parte do ouro fundido pelas Casas de 
Fundição controladas pelo poder imperial.
D) Farroupilha, revolta que defendia a Proclamação da República 
Rio-Grandense (República dos Farrapos), como forma de obter 
liberdades políticas, fim dos tributos coloniais e proibição da 
importação do charque argentino.
E) Cabanagem, movimento de elite dirigido por padres, militares 
e proprietários rurais, que propunham a proclamação da 
república como forma de combater o controle econômico 
exercido pelos comerciantes portugueses.
11. (Vunesp/2008) Observe o quadro.
 
Pedro Américo, Tiradentes esquartejado — óleo sobre tela 262 x 162cm — 
Museu Mariano Procópio, Juiz de Fora-MG.
 Pode-se afirmar que a representação de Pedro Américo do 
inconfidente mineiro
A) data dos primeiros anos da República, sugerindo a semelhança 
entre o drama de Tiradentes e o de Cristo.
B) foi elaborada durante o período da Independência, como 
expressão dos ideais nacionalistas da dinastia de Bragança.
C) caracteriza-se pela denúncia da interferência da Igreja católica 
nos destinos políticos e culturais nacionais.
D) foi censurada pelo governo de Getúlio Vargas, porque expressa 
conteúdos revolucionários e democráticos.
E) foi proibida de ser exposta publicamente, por incitar o 
preconceito contra o governo português, responsável pela 
morte de Tiradentes.
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12. (FGV/2008) Leia os quatro trechos seguintes.
I. Acreditavam os conspiradores que a derrama seria o estopim 
que faria explodir a rebelião contra a dominação colonial. Em 
uma de suas reuniões criaram até a palavra de ordem para 
começarem a agir. “Tal dia faço o batizado” era a senha;
II. Dois envolvidos (...) escaparam às garras da repressão: José 
Basílio da Gama, que fugiu para Lisboa quando começaram 
as prisões, e Manoel Arruda da Câmara, que era sócio 
correspondente da Sociedade Literária do Rio de Janeiro, mas 
vivia no exterior. (...) O fato é que um ano após a prisão dos 
acusados nada de grave fora apurado, até porque recorreram 
ao recurso de negar articulação contra o domínio português. 
Em geral, admitiram que suas reuniões eram marcadas por 
discussões filosóficas e científicas;
III. (...) dentre os 33 presos e processados, havia 11 escravos, 
cinco alfaiates, seis soldados, três oficiais, um negociante e 
um cirurgião. (...) Suas ideias principais envolviam o seguinte: 
a França constituía o modelo a seguir; o fim da escravidão; 
a separação entre Igreja e Estado (...);
IV. Criou-se um Governo Provisório (...), integrado por representantes 
de cinco segmentos da sociedade: Domingos Teotônio Jorge 
(militares), Domingos José Martins (comerciantes), Manoel 
Correia de Araújo (agricultores), padre João Ribeiro Pessoa de 
Melo Montenegro (sacerdotes) e doutor José Luís Mendonça 
(magistrados);
 (...) Empenhado em ampliar o movimento anticolonial, o 
Governo Provisório enviou emissários a outras capitanias: 
Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Alagoas e Bahia.
Rubim Santos Leão Aquino et alii, Sociedade brasileira: 
uma história através dos movimentos sociais.
 Os trechos de I a IV tratam, respectivamente, dos seguintes eventos:
A) Conjuração Mineira; Confederação do Equador; Conjuração 
Baiana; Guerra dos Mascates.
B) Conjuração Mineira; Conjuração do Rio de Janeiro; Conjuração 
Baiana; Revolução de 1817.
C) Revolta de Vila Rica; Conjuração do Rio de Janeiro; Conjuração 
Baiana; Revolução de 1817.
D) Conjuração Mineira; Conjuração do Rio de Janeiro; Revolução 
de 1817; Revolta dos Cabanos.
E) Conjuração Baiana; Conjuração Mineira; Revolução de 1817; 
Conspiração dos Suassuna.
13. (IFCE/2008) Em relação aos movimentos de libertação colonial, é 
coerente dizer que:
A) A Inconfidência Mineira, que foi de caráter popular, preconizava 
o fim da escravidão.
B) A Conjura Carioca, de caráter literário, teve em Tiradentes 
um de seus principais expoentes e líderes, principalmente ao 
propagar as ideias liberais.
C) A Conjura Carioca foi motivada pela crise da Mineração e 
pelo desejo dos falidos mineradores de se verem livres de suas 
dívidas, como buscando a implantação de uma República 
Independente em Minas Gerais.
D) A Conjuração Baiana, também chamada de Conjuração dos 
Alfaiates, contou com a participação popular e teve projetos 
sociais radicais, como a abolição da escravidão.
E) A Revolta de 1817, que só ocorreu no Ceará, foi de tendência 
separatista e estava amparada nas ideias restauradoras, ou seja, 
defendia um projeto de aliança com Portugal.
14. (Unifesp/2002.2) “Não resta outra coisa senão cada um defender-
se por si mesmo; duas coisas são necessárias... a fim de se 
recuperar a mão livre no que diz respeito ao comércio e aos 
índios”.
Manuel Beckman, 1684.
 As duas principais reivindicações do líder da Revolta que leva seu 
nome são
A) a revogação do monopólio da Companhia de Comércio do 
Estado do Maranhão e a expulsão dos jesuítas que se opunham 
à escravidão indígena.
B) a saída dos portugueses do Grão Pará e Maranhão e a supressão 
dos aldeamentos indígenas, que monopolizavam as chamadas 
“drogas do sertão”.
C) a repressão ao contrabando estrangeiro, que prejudicava os 
negócios dos atacadistas portugueses, e a liberdade para 
importar escravos negros.
D) a expulsão dos holandeses do Nordeste, que monopolizavam 
o comércio do açúcar, e a reedição da guerra justa, que proibia 
a escravidão indígena.
E) a revogação do monopólio comercial da Metrópole sobreo Norte e Nordeste da colônia e a proibição para importar 
escravos negros.
15. (IFBA/2012) “De uma perspectiva geral, podemos dizer que a 
conspiração baiana como que atou as pontas das duas vertentes 
subversivas do Brasil Colônia.”
RISÉRIO, Antônio. Em torno da Conspiração dos Búzio. 
In: DOMINGUES, Carlos Vasconcelos; LEMOS, Cícero 
Bathomarco; YGLESIAS, Edyala. (Orgs). Animai-vos, 
Povo Bahiense! A Conspiração dos Alfaiates. 
Salvador: Omar G. Editora, 1999, p. 53.
 A ideia apresentada por Antônio Risério se sustenta historicamente 
no fato de que a Conjuração Baiana foi o movimento anticolonial 
brasileiro que 
A) aliou à luta emancipacionista reivindicações sociais, como a 
questão escravista. 
B) inseriu o ideal de unidade territorial à luta pela independência 
da América Portuguesa. 
C) reduziu a luta libertária à defesa do livre comércio e da 
autonomia administrativa. 
D) defendeu a independência do Brasil e a proclamação de uma 
República de base oligárquica. 
E) apresentou caráter de luta nacionalista à medida que 
representou o ideal de liberdade de todos os brasileiros. 
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Resolução
01. O excerto da questão procura estabelecer a relação entre o 
declínio do Antigo Regime na Europa e as revoltas anticoloniais 
no Brasil. Nesse sentido, devemos considerar o contexto da 
evolução do liberalismo/iluminismo na Europa no decorrer do 
século XVIII que impactou decisivamente as relações entre as 
metrópoles e as colônias, fazendo surgir nas áreas periféricas 
um sentimento de reação à dominação europeia, evidenciando 
as novas demandas sociais que se estabeleciam nessas áreas. 
Destaque-se um certo teor positivista na questão que exigia que o 
aluno, a partir da indicação das datas reconhecesse o que concernia 
a Inconfidência Mineira e Conjuração Baiana, por exemplo. Nesse 
sentido, convém lembrar que o propósito abolicionista só era claro, 
até pela composição de seus participantes, na Conjura Baiana. 
É equivocado afirmar que Revolta no Maranhão ocorrida em 1684 
(Revolta dos Beckmam) e a Conjuração Baiana tiveram por alvo 
a contestação do monopólio da Cia de Comércio do Maranhão. 
Em Salvador, além do questionamento ao Pacto Colonial, foram 
incorporadas demandas sociais resultante do quadro geral 
de desigualdades que marcavam a região do conflito. Ainda 
que a Inconfidência Mineira tenha ocorrido no mesmo ano da 
Revolução Francesa, em termos de influência externa, era muito 
mais evidente em Minas Gerais, o exemplo das 13 Colônias que 
romperam o Pacto Colonial em 1776, além do que, a Guerra dos 
Mascates, ocorrida em 1710 é anterior ao processo revolucionário 
na França ocorrido em 1789, não podendo, dessa forma, receber 
influência da mesma. Por fim, o que diferenciava os movimentos 
da Inconfidência Mineira e Conjuração Baiana dos que os 
antecederam, como a Guerra dos Emboabas, era a proposta de 
romper o Pacto Colonial. 
 Resposta: E
02. A Conjuração Baiana, de 1798, inscreve-se no contexto dos 
movimentos separatistas, durante a crise do Sistema Colonial. 
O movimento se notabilizou, especificamente, pelo fato de 
reunir alfaiates, mestiços, negros e vendedores ambulantes que 
reivindicavam alterações políticas, econômicas e sociais que 
atendessem à demanda das classes populares. Inspirou-se na 
Revolução Francesa de tal maneira que chegou a se utilizar da 
distribuição de panfletos e alguns de seus membros chegaram 
a se autodenominar “jacobinos”. Uma das principais lutas 
dos conjurados estava associada à implantação de um regime 
democrático de governo e contemplando, inclusive, a abolição 
dos escravos. 
 Resposta: E
03. Em grande parte resultado da atividade levada a cabo por particulares 
paulistas que se arriscavam pelo sertão em busca de riquezas, 
conhecidos por bandeirantes, podemos constatar que a notícia de 
descoberta de ouro logo mudou a feição da colônia, tornando-a 
uma área especialmente atrativa. Ainda que buscasse exercer o 
controle sobre a atividade aurífera na colônia, a Coroa estimulava 
a iniciativa dos que demonstrassem ter capacidade de explorar 
eficazmente a região, que naquele momento estava especialmente 
ligado ao número de escravos que o candidato possuísse. 
Tal processo era oficializado pela Intendência de Minas, encarregada 
entre outras coisas, de distribuir os lotes denominados “datas”. 
Os paulistas (bandeirantes) questionavam o favorecimento 
concedido pelas autoridades metropolitanas na aquisição destes 
lotes a grupos que chegaram a região mineradora posteriormente, 
a que eles denominavam de “emboabas” (estrangeiros), tratava-se 
não só de elementos vindos da metrópole (portugueses), mas de 
elementos oriundos de outras regiões da colônia. Tais divergências 
se intensificaram e resultaram no conflito conhecido como a 
Guerra dos Emboabas.
 Resposta: D
04. Ao fazer referência a Revolta de Vila Rica o aluno deveria associá-la 
a indignação dos mineradores ante a determinação da criação das 
Casas de Fundição que elevaria ainda mais o custo de exploração 
devido as novas exigências estabelecidas. 
 Resposta: A 
05. O texto de Fernando Novaes oferece informações que nos permite 
concluir que se trata da Revolta de Beckmam, em 1684, no 
Maranhão, afinal mencionou que seu líder antecedeu Tiradentes 
e que foi submetido ao castigo exemplar, indicou que o retorno 
dos jesuítas a Portugal figurava entre as suas reivindicações, já que 
estes obstaculavam a escravização dos índios, questionava ainda o 
monopólio da Cia. de Comércio. As condições que deram origem 
ao movimento estão relacionadas às necessidades do Império 
português se reestruturar após o fim da União Ibérica em 1640, 
sendo para tanto necessário reforçar as amarras do Pacto Colonial 
através do aumento da tributação das colônias. 
 Resposta: A
06 A questão faz a clássica comparação entre os eventos de 1789, 
em Minas, e 1798 na Bahia. Com substanciais diferenças em 
termos de propostas sociais, resultado da composição social de 
cada movimento, ambas tinham em comum a contestação do 
Pacto Colonial e consequência da influência das ideias iluministas. 
 Resposta: E
07. Dentre as várias sublevações que ocorreram no Brasil entre o 
final do século XVII e por todo o século XVIII, tiveram destaque 
os movimentos nativistas, de perfil predominantemente elitista e 
regional que não tiveram por proposta a quebra do Pacto Colonial 
e os movimentos separatistas que buscavam a separação de 
Portugal. Nesta questão, cabe ao aluno reconhecer as motivações 
das revoltas nativistas que ocorreram em Pernambuco (Mascates), 
que foi consequência da disputa entre os senhores de engenho 
de Olinda e os comerciantes portugueses de Recife, e em Minas 
Gerais que foi resultado do aumento da fiscalização sobre a 
atividade mineradora com a introdução das Casas de Fundição. 
No primeiro, teve destaque a elevação de Recife a condição de Vila 
que contrariava os interesses dos senhores de engenho de Olinda. 
No segundo, a execução do líder do movimento Felipe dos Santos 
evidencia o caráter repressor da metrópole. Após esses episódios, 
na segunda metade do século XVIII, devido ao agravamento da 
crise do Sistema Colonial, com a penetração das ideias iluministas, 
além das precárias condições sociais e econômicas na colônia, 
surgiram movimentos como a Conjuração Baiana ou dos Alfaiates 
que aglutinou a insatisfação dos segmentos médios e populares 
assumindo um perfil republicano e abolicionista. 
 Resposta: E 
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08. A partir do final do século XVII os reflexos das transformações 
na Europa se manifestam em movimentos sediciosos no Brasil. 
A Guerra do Emboabas, a Guerra dos Mascates e a Revolta de 
Vila Rica ou Felipe de Santos citadas na questão assim como a 
Revolta de Beckmam são expressões de rebeldia localizada contra o 
fiscalismo exagerado da Coroa. Esses movimentos são comumente 
chamadosde nativistas por serem predominantemente elitistas, 
regionais, sem base ideológica substancial e que não propunham 
a ruptura do Pacto Colonial. 
 Resposta: C
09. CRISE DO SISTEMA COLONIAL – INCONFIDÊNCIA MINEIRA
 Resultado entre outras coisas do aumento da opressão tributária 
associada a difusão das ideias iluministas a Inconfidência Mineira, 
iniciada em 1789, foi uma das mais expressivas manifestações 
da crise do Sistema Colonial no Brasil, sendo tradicionalmente 
considerado o primeiro movimento a propor efetivamente o fim do 
Pacto Colonial. A liderança do movimento ligado à elite econômica 
e intelectual mineira resultou em propostas como a ruptura do 
Pacto Colonial que deveria ter início a partir de Minas Gerais e 
Rio de Janeiro. O modelo republicano, embora fosse contestado 
por alguns que temiam à associação do projeto aos interesses 
populares, era compartilhado pela maioria dos que estavam 
envolvidos no movimento. O fim da proibição das manufaturas, 
a criação de uma universidade em Vila Rica e a transferência da 
capital para São João del Rei estavam presentes também entre 
as propostas. Convém lembrar que a questão da abolição dos 
escravos, embora estivesse entre os pontos discutidos, não figurou 
entre as propostas apresentadas pelos inconfidentes.
 Resposta: D
10. Tomando como referencial o enunciado da questão que se 
reporta ao século XVIII é possível eliminar três itens, já que a 
Cabanagem no Pará, a Farroupilha no Rio Grande do Sul bem 
como a Revolta Liberal são movimentos que ocorreram no séc. XIX. 
Como a referência feita a Guerra dos Emboabas foi equivocada 
ao relacionar este episódio ao conflito entre paulistas e gaúchos 
quando certo era fazer referência aos estrangeiros denominados 
de emboabas, chegamos a conclusão que o movimento que está 
corretamente associado ao séc. XVIII é a Revolta de Felipe dos 
Santos, também conhecida como Revolta de Vila Rica. 
 Resposta: C
11. A análise do conhecido quadro de Pedro Américo, Tiradentes 
esquartejado, faz parte do esforço dos primeiros anos da 
República recém-proclamada em 1889 na intenção de legitimar 
o novo regime buscando resgatar o personagem histórico de 
Tiradentes como herói e mártir, imagem aliás, bem diferente da 
que foi construída durante os anos de vida de Tiradentes e no 
período subsequente a sua morte, pelo menos até a Proclamação 
da República. Entre as mais conhecidas interpretações dadas ao 
quadro, está que o pintor buscava associar o martírio de Tiradentes 
ao do próprio Cristo. 
 Resposta: A
12. A questão traz fragmentos que se reportam a um conjunto 
de movimentos que marcaram a história do Brasil no final do 
séc. XVIII e início do séc. XIX que manifestavam a insatisfação dos 
diferentes setores sociais da colônia e que, ainda que tivessem suas 
particularidades quanto a composição social, modelos políticos 
e objetivos pretendidos, foram caracterizados em geral pela 
influência das ideias liberais-iluministas evidenciando o quadro de 
declínio do Antigo Regime e a crise do Sistema Colonial sinalizando 
que a ruptura do Pacto Colonial era um processo gradativo 
e irreversível. Resultado do fiscalismo exagerado na região 
mineradora a Inconfidência Mineira de 1789 se notabilizou por ser 
o primeiro movimento a questionar efetivamente o Pacto Colonial. 
A Conjuração Carioca por sua vez, para muitos, não passou 
de incidente literário. Esse movimento se contextualiza quando 
os encontros de uma Sociedade Literária que se reunia para 
promover discussões filosóficas e científicas chamou a atenção 
das autoridades metropolitanas. A Conjuração Baiana de 1798, 
influenciada pelos ventos revolucionários que chegavam da França, 
especialmente na fase da República, denominado de Convenção, 
se notabiliza especialmente pela composição social heterogênea, 
com a presença marcante de elementos oriundos das camadas 
médias e baixas da sociedade que resultou em propostas sociais 
consideradas radicais como se evidencia no desejo de por fim a 
escravidão.
 A Revolução Pernambucana em 1817 teve como componente 
extra a crise resultante da chegada da Corte ao Brasil. Esse 
movimento teve como diferencial o sucesso, ainda que por 
algumas semanas, da realização de um projeto anticolonial e 
republicano de governo que inclusive buscou contar com adesão 
de localidades vizinhas. 
 Resposta: B
13. Os movimentos de libertação colonial foram aqueles que 
contestavam a dominação portuguesa e queriam a independência, 
podemos citar os seguintes: Inconfidência Mineira (elitista e não 
queria o fim da escravidão), Conjuração Carioca (de caráter 
literário, não passou de um incidente literário), Conjuração Baiana 
(popular e queria o fim da escravidão), Revolta Suassuna (ocorreu 
em Pernambuco), e a Revolta de 1817, iniciada em Pernambuco, 
e que se expandiu para o Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte 
queria a independência sem vínculo com Portugal sendo de caráter 
liberal. 
 Resposta: D
14. As condições precárias de abastecimentos e altos preços cobrados 
pela Cia. de Comércio do Maranhão motivou elementos 
como os irmãos Beckmam a insurgirem contra a Coroa e suas 
arbitrariedades. O movimento ainda desejava a expulsão dos 
jesuítas que se opunham a escravização dos índios, que serviam 
como alternativa ante ao reduzido plantel de escravos aos quais 
iam comercializados a preços exorbitantes mesmo para os padrões 
da época.
 Resposta: A
15. Tanto a Inconfidência Mineira quanto a Conjuração Baiana 
são reflexos da Crise do Sistema Colonial no contexto do 
declínio do Antigo Regime. Mas ao contrário da Inconfidência 
Mineira, a Conjuração Baiana teve em sua composição social 
e na divulgação panfletária um convite a participação popular, 
em que o questionamento das desigualdades sociais, passava 
invariavelmente pela abolição dos escravos. Podemos ainda 
destacar que o movimento tinha como referencial a famosa 
República instaurada pelos jacobinos no contexto da Revolução 
Francesa. 
 Resposta: A
SUPERVISOR/DIRETOR: MARCELO PENA – AUTOR: DAWISON SAMPAIO
DIG.: REJANE/REV.: KATIARY
CIÊNCIAS HUMANAS 
E SUAS TECNOLOGIAS
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Professor(a): Dawison sampaio
assunto: processo De InDepenDência – PeríoDo Joanino no Brasil
frente: História i 
OSG.: 118289/17
AULA 07
EAD – MEDICINA
Resumo Teórico
Transferência da Corte 
portuguesa para o Brasil
A. Vinda da família real para o Brasil: Contexto histórico: 
• Rivalidades França e Inglaterra: Bloqueio Continental de 1806.
 
• A difícil situação de Portugal.
• Decisão de transferir a Corte portuguesa para o Brasil.
Período Joanino: 1808 a 1821
A. A chamada “inversão”: A colônia virou metrópole.
B. Abertura dos Portos em 1808: significou o rompimento do pacto 
colonial, favorecendo os interesses ingleses na colônia.
C. Algumas realizações de D. João VI no Brasil:
• Liberdade Industrial e Comercial: Liberação para a produção 
de manufaturas (Revogação do Alvará de D. Maria I), porém 
frustrada pela concorrência inglesa.
• Academia militar.
• Banco do Brasil.
• Imprensa Régia.
• Biblioteca Real. 
• Escola de Medicina (BA e RJ).
• Real Teatro de São João.
• Jardim Botânico (RJ).
D. Os Tratados Comerciais de 1810:
• Aliança e Amizade: Eliminação progressiva da escravidão e a 
promessa de D. João VI de não implantar a inquisição no Brasil. 
(Interesse na ampliação de mercados consumidores.)
• Comércio e Navegação: Tarifas preferenciais aos produtos 
ingleses – impostos (Inglaterra: 15% – Portugal: 16% – Nações 
Amigas: 24% ad valorem).
E. Consequências da instalação da Corte no Brasil:
• Costumes importados da Europa no Rio de Janeiro.
• Alta do custo de vida: Aumento de impostos para financiar 
despesas da Corte.
• Crescimento populacional do Rio de Janeiro (urbanização).
• Criação de cargos públicos para ocupar nobres: Distribuição de 
títulos nobiliárquicos.
F. Política externa:
• 1807 – Invasão da Guiana Francesa (devolvida em 1817).
• 1816 – Anexação da Província Cisplatina (Uruguai) –independente 
em 1828.
G. O Brasil como Reino Unido de Portugal – 1815: 
• O Brasil foi elevado a Reino Unido de Portugal para garantir 
participação portuguesa no Congresso de Viena.
Observações: A Revolução Pernambucana de 1817
a) Composição heterogênea.
b) Único movimento de natureza separatista a superar a fase de 
conspiração.
c) Causas:
• A estagnação econômica da região Nordeste.
• Política centralizadora da Corte no Rio de Janeiro.
• Influência dos princípios liberais/iluministas.
• Adesão de AL, PB e RN.
d) Objetivos: 
• Caráter emancipacionista.
• Abolição de impostos sobre gêneros básicos.
• Proclamação de uma República.
• Liberdade de expressão e religiosa.
e) Polêmica a respeito da permanência da escravidão.
f) Forte repressão da Coroa.
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Módulo de estudo
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Revolução liberal do Porto (1820)
A. Local: Cidade do Porto
B. Causa básica: Ascensão da burguesia em Portugal, que pretendia 
pôr fim ao absolutismo por meio da formação de um Parlamento.
C. Objetivos:
• Recolonizar o Brasil.
• Elaboração de uma constituição para Portugal e a redução do 
poder de D. João VI.
• A volta de D. João VI para Portugal.
• Fim da influência inglesa em Portugal.
D. Contradições da revolução: liberal apenas para Portugal, porém 
pretendia restaurar o pacto colonial no Brasil.
Observações: Revolução Liberal do Porto por ter representado 
um risco de recolonização acelerou o processo de independência 
do Brasil.
Regência de D. Pedro no Brasil
A. Após o retorno de D. João VI a Portugal, D. Pedro assume como 
príncipe regente.
B. Janeiro de 1822 e o “Dia do Fico”. 
C. Maio de 1822 e o Decreto do “Cumpra-se”. 
D. Em 7 de setembro de 1822, após receber ultimato de Portugal, 
D. Pedro proclama a independência.
DEBRET, Jean-Baptiste (1768-1848). Retratos de D. João VI e D. Pedro I.
Observações: Por que ao contrário da América de colonização 
espanhola, ao invés de surgirem vários, surgiu apenas um país da 
América portuguesa?
– A transferência da Corte portuguesa para o Rio de Janeiro 
contribuiu para a manutenção de uma estrutura centralizada.
 
Exercícios
01. (Enem/2014) A transferência da Corte trouxe para a América 
portuguesa a família real e o governo da metrópole. Trouxe 
também, e sobretudo, boa parte do aparato administrativo 
português. Personalidades diversas e funcionários régios 
continuaram embarcando para o Brasil atrás da Corte, dos seus 
empregos e dos seus parentes após o ano de 1808.
NOVAIS, F. A.; ALENCASTRO, L. F. (Org.). História da vida privada 
no Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 1997.
 Os fatos apresentados se relacionam ao processo de independência 
da América portuguesa por terem 
A) incentivado o clamor popular por liberdade. 
B) enfraquecido o pacto de dominação metropolitana. 
C) motivado as revoltas escravas contra a elite colonial. 
D) obtido o apoio do grupo constitucionalista português. 
E) provocado os movimentos separatistas das províncias.
02. (UFMG/2008) Analise estas duas representações do chamado 
Grito do Ipiranga, de 7 de setembro de 1822.
 
Independência ou Morte, de Pedro Américo (1888)
Proclamação da Independência, de François René-Moreaux (1844)
 A partir da análise dessas duas representações e considerando-se 
outros conhecimentos sobre o assunto, é correto afirmar que, em 
ambas,
A) a disposição dos atores – coletivos e individuais, bem como dos 
aspectos que compõem o cenário – é diferenciada e expressa 
uma visão particular sobre D. Pedro – na primeira, como o 
protagonista central; na segunda, como líder de uma ação 
popular.
B) as mesmas concepções históricas e estéticas fundamentam 
e explicam a participação dos mesmos grupos sociais e 
personagens históricos – o príncipe, militares, mulheres, 
camponeses e crianças.
C) D. Pedro, embora seja o protagonista, se destaca de modo 
diferente – na primeira, ele recebe o apoio de diversos grupos 
sociais; na segunda, a participação das camadas populares é 
mais restrita.
D) os artistas conseguem causar um mesmo efeito – descrever 
a Independência do Brasil como um ato solene, grandioso, 
sem participação popular e protagonizado por D. Pedro.
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OSG.: 118289/17
Módulo de estudo
03. (Unesp/2011) Artigo 5.º – O comércio de mercadorias inglesas 
é proibido, e qualquer mercadoria pertencente à Inglaterra, 
ou proveniente de suas fábricas e de suas colônias, é declarada 
boa presa.
 (...) Artigo 7.º — Nenhuma embarcação vinda diretamente da 
Inglaterra ou das colônias inglesas, ou lá tendo estado, desde a 
publicação do presente decreto, será recebida em porto algum.
 Artigo 8.º — Qualquer embarcação que, por meio de uma 
declaração, transgredir a disposição acima, será apresada e o 
navio e sua carga serão confiscados como se fossem propriedade 
inglesa.
Excerto do Bloqueio Continental, Napoleão Bonaparte. Citado por 
Kátia M. de Queirós Mattoso. Textos e documentos para o 
estudo da história contemporânea (1789-1963), 1977.
 Esses artigos do Bloqueio Continental, decretado pelo Imperador 
da França em 1806, permitem notar a disposição francesa de
A) estimular a autonomia das colônias inglesas na América, que 
passariam a depender mais de seu comércio interno. 
B) impedir a Inglaterra de negociar com a França uma nova 
legislação para o comércio na Europa e nas áreas coloniais. 
C) provocar a transferência da Corte portuguesa para o Brasil, 
por meio da ocupação militar da Península Ibérica. 
D) ampliar a ação de corsários ingleses no norte do oceano 
Atlântico e ampliar a hegemonia francesa nos mares europeus. 
E) debilitar economicamente a Inglaterra, então em processo de 
industrialização, limitando seu comércio com o restante da 
Europa. 
04. (Enem/2010) Eu, o Príncipe Regente, faço saber aos que o presente 
Alvará virem: que desejando promover e adiantar a riqueza 
nacional, e sendo um dos mananciais dela as manufaturas e a 
indústria, sou servido abolir e revogar toda e qualquer proibição 
que haja a este respeito no Estado do Brasil.
Alvará de liberdade para as indústrias (1º de Abril de 1808). 
In: Bonavides, P.; Amaral, R. Textos políticos da História do 
Brasil. Vol. 1. Brasília: Senado Federal, 2002 (adaptado).
 O projeto industrializante de D. João, conforme expresso no alvará, 
não se concretizou. Que características desse período explicam 
esse fato? 
A) A ocupação de Portugal pelas tropas francesas e o fechamento 
das manufaturas portuguesas. 
B) A dependência portuguesa da Inglaterra e o predomínio 
industrial inglês sobre suas redes de comércio. 
C) A desconfiança da burguesia industrial colonial diante da 
chegada da família real portuguesa. 
D) O confronto entre a França e a Inglaterra e a posição dúbia 
assumida por Portugal no comércio internacional. 
E) O atraso industrial da colônia provocado pela perda de 
mercados para as indústrias portuguesas. 
05. (Enem/2010) Em 2008 foram comemorados os 200 anos da 
mudança da família real portuguesa para o Brasil, onde foi 
instalada a sede do reino. Uma sequência de eventos importantes 
ocorreu no período 1808-1821, durante os 13 anos em que 
D. João VI e a família real portuguesa permaneceram no Brasil.
Entre esses eventos, destacam-se os seguintes:
• Bahia – 1808: Parada do navio que trazia a família real 
portuguesa para o Brasil, sob a proteção da marinha britânica, 
fugindo de um possível ataque de Napoleão;
• Rio de Janeiro – 1808: desembarque da família real portuguesa 
na cidade onde residiriam durante sua permanência no Brasil; 
• Salvador – 1810: D. João VI assina a carta régia de abertura 
dos portos ao comércio de todas as nações amigas, ato 
antecipadamente negociado com a Inglaterra em troca da 
escolta dada à esquadra portuguesa;
• Rio de Janeiro – 1816: D. João VI torna-se rei do Brasil e de 
Portugal, devido à morte de sua mãe, D. Maria I;
• Pernambuco – 1817: As tropas de D. João VI sufocam a 
revolução republicana.
GOMES.L. 1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma Corte 
corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e 
do Brasil. São Paulo: Editora Planeta, 2007 (adaptado).
Uma das consequências desses eventos foi 
A) a decadência do Império britânico, em razão do contrabando 
de produtos ingleses por meio dos portos brasileiros.
B) o fim do comércio de escravos no Brasil, porque a Inglaterra 
decretara, em 1806, a proibição do tráfico de escravos em seus 
domínios. 
C) a conquista da região do rio da Prata em represália à aliança 
entre a Espanha e a França de Napoleão. 
D) a abertura de estradas, que permitiu o rompimento do 
isolamento que vigorava entre as províncias do país, o que 
dificultava a comunicação antes de 1808. 
E) o grande desenvolvimento econômico de Portugal após a vinda 
de D. João VI para o Brasil, uma vez que cessaram as despesas 
de manutenção do rei e de sua família. 
06. (UFSM/2002)
 
TEIXEIRA, Francisco M. P. Brasil História e Sociedade. 
São Paulo: Ática, 2000. p.162.
 O quadro Independência ou Morte, de Pedro Américo, concluído 
em 1888, é uma representação do 7 de setembro de 1822, quando 
o Brasil rompeu com Portugal. Essa representação enaltece o fato 
e enfatiza a bravura do herói D. Pedro, ocultando que
A) o fim do pacto colonial, decretado na Conjuração Baiana, 
conduziu à ruptura entre o Brasil e Portugal.
B) o processo de emancipação política iniciara com a instalação 
da Corte portuguesa no Brasil e que as medidas de D. João 
puseram fim ao monopólio metropolitano.
C) o Brasil continuara a ser uma extensão política e administrativa 
de Portugal, mesmo depois do 7 de setembro.
D) a Abertura dos Portos e a Revolução Pernambucana se 
constituíram nos únicos momentos decisivos da separação 
Brasil-Portugal.
E) a separação estava consumada, o processo estava completo, 
visto que havia, em todo o Brasil, uma forte adesão militar, 
popular e escravista à emancipação.
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Módulo de estudo
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07. (Enem/2007) Após a independência, integramo-nos como 
exportadores de produtos primários à divisão internacional 
do trabalho, estruturada ao redor da Grã-Bretanha. O Brasil 
especializou-se na produção, com braço escravo importado da 
África, de plantas tropicais para a Europa e a América do Norte. 
Isso atrasou o desenvolvimento de nossa economia por pelo 
menos uns oitenta anos. Éramos um país essencialmente agrícola 
e tecnicamente atrasado por depender de produtores cativos. 
Não se poderia confiar a trabalhadores forçados outros 
instrumentos de produção que os mais toscos e baratos.
 O atraso econômico forçou o Brasil a se voltar para fora. Era do 
exterior que vinham os bens de consumo que fundamentavam um 
padrão de vida “civilizado”, marca que distinguia as classes cultas 
e “naturalmente” dominantes do povaréu primitivo e miserável. 
(...) E de fora vinham também os capitais que permitiam iniciar a 
construção de uma infraestrutura de serviços urbanos, de energia, 
transportes e comunicações.
Paul Singer. “Evolução da economia e vinculação internacional”. In: I. Sachs; 
J. Willheim; P. S. Pinheiro (Orgs.). Brasil: um século de transformações. 
São Paulo: Cia. das Letras, 2001, p. 80.
 Levando-se em consideração as afirmações anteriores, relativas 
à estrutura econômica do Brasil por ocasião da independência 
política (1822), é correto afirmar que o país
A) se industrializou rapidamente devido ao desenvolvimento 
alcançado no período colonial.
B) extinguiu a produção colonial baseada na escravidão e 
fundamentou a produção no trabalho livre.
C) se tornou dependente da economia europeia por realizar 
tardiamente sua industrialização em relação a outros países.
D) se tornou dependente do capital estrangeiro, que foi 
introduzido no país sem trazer ganhos para a infraestrutura 
de serviços urbanos.
E) teve sua industrialização estimulada pela Grã-Bretanha, que 
investiu capitais em vários setores produtivos.
08. (Enem/2009) No tempo da independência do Brasil, circulavam 
nas classes populares do Recife trovas que faziam alusão à revolta 
escrava do Haiti: 
 Marinheiros e caiados
Todos devem se acabar.
Porque só pardos e pretos
O país hão de habitar.
AMARAL, F. P. do. Apud CARVALHO, A. Estudos pernambucanos, 
Recife: Cultura Acadêmica, 1907.
 O período da independência do Brasil registra conflitos raciais, 
como se depreende
A) dos rumores acerca da revolta escrava do Haiti, que circulavam 
entre a população escrava e entre os mestiços pobres, 
alimentando seu desejo por mudanças.
B) da rejeição aos portugueses, brancos, que significava a 
rejeição à opressão da metrópole, como ocorreu na Noite das 
Garrafadas.
C) do apoio que escravos e negros forros deram à monarquia, 
com a perspectiva de receber sua proteção contra as injustiças 
do sistema escravista.
D) do repúdio que os escravos trabalhadores dos portos 
demonstravam contra os marinheiros, porque estes 
representavam a elite branca opressora.
E) da expulsão de vários líderes negros independentistas, que 
defendiam a implantação de uma república negra, a exemplo 
do Haiti.
09. (UEMG/2008.2) Leia o trecho do artigo de Rubens Ricupero, 
a seguir.
 “Seria mais correto dizer que o tratado e o predomínio comercial 
britânico, assim como a Abertura dos Portos, faziam parte de 
conjunto de acontecimentos que iriam transferir, de fato e de 
direito, a anacrônica dependência da colônia em relação a uma 
metrópole decadente há séculos para o país hegemônico da 
Revolução Industrial e novo centro do poder econômico e político 
mundial. É esse processo de modernização do modelo de inserção 
do Brasil no sistema internacional que tem como ponto de partida 
formal a Abertura dos Portos de 1808.”
RICUPERO, Rubens. O problema da Abertura dos Portos. Instituto Fernand 
Braudel de Economia Mundial. São Paulo: Faap, 2008. p. 2.
 Considerando a abordagem sobre a Abertura dos Portos 
autorizada por D. João VI, conforme texto apresentado, assinale 
a alternativa que interpreta corretamente o pensamento do autor.
A) O processo de Abertura dos Portos é visto como o fim do 
monopólio lusitano sobre o comércio brasileiro e marca uma 
nova fase das relações internacionais do Brasil com a Inglaterra, 
país modelo da Revolução Industrial.
B) Os acordos realizados após a chegada da família real inauguram 
a fase mercantilista da economia brasileira, ainda marcada pelo 
escambo e pelas propriedades extrativistas.
C) As cláusulas de nação mais favorecida, praticadas nos acordos 
de importação que se seguiram após a abertura, favoreciam os 
privilégios portugueses e colaboravam para manter a ordem 
lusitana sobre o comércio brasileiro.
D) Os acordos realizados no Brasil pela diplomacia britânica, 
às vésperas da emancipação norte-americana, demonstravam 
que o Reino Unido seria tolerante aos interesses dos colonos 
rebeldes da América espanhola, como forma de estabelecer 
um acordo de paz com a França napoleônica.
10. (Fuvest – 2008) Em novembro de 1807, a família real portuguesa 
deixou Lisboa e, em março de 1808, chegou ao Rio de Janeiro. 
O acontecimento pode ser visto como
A) incapacidade dos Braganças de resistirem à pressão da Espanha 
para impedir a anexação de Portugal.
B) ato desesperado do príncipe regente, pressionado pela rainha-
mãe, Dona Maria I.
C) execução de um velho projeto de mudança do centro político 
do Império português, invocado em épocas de crise.
D) culminância de uma discussão popular sobre a neutralidade 
de Portugal com relação à guerra anglo-francesa.
E) exigência diplomática apresentada por Napoleão Bonaparte, 
então primeiro cônsul da França.
11. (IFSC/2015) Em 1806, o Imperador francês Napoleão Bonaparte 
anunciou o Bloqueio Continental à Inglaterra, estabelecendo que 
nenhum país europeu poderia comercializar com os ingleses. O rei 
de Portugal, pressionado pela onda liberal da Revolução Francesa 
e apoiado pela Inglaterra, fugiu para a Colônia portuguesa, 
na América,para esperar a situação se normalizar.
 Com relação à presença da família real portuguesa no Brasil, 
é correto afirmar que 
A) A Revolução Farroupilha, ocorrida no sul do Brasil, tinha como 
principal objetivo expulsar a Corte portuguesa e proclamar a 
independência da Colônia americana. 
B) Salvador foi elevada à condição de capital do Reino Unido 
de Portugal e Algarves, tornando-se o maior centro político, 
econômico e cultural da colônia.
 
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Módulo de estudo
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C) A presença da Corte portuguesa no Brasil, exercendo um 
governo absolutista e conservador, contribuiu para retardar a 
independência do Brasil, pois as melhorias administrativas e 
econômicas deixaram a elite liberal brasileira satisfeita. 
D) Chegando ao Brasil, D. João VI tratou logo de cumprir o 
prometido aos ingleses e decretou a abertura dos portos, 
em 1808, para as nações amigas comercializarem diretamente 
com a colônia. 
E) Em 1821, os franceses foram expulsos de Portugal e D. João VI 
foi chamado para assumir o trono português, mas ele preferiu 
ficar no Brasil. Esse fato ficou conhecido como “Dia do Fico”. 
12. (IBMec – ADM/2010.2) O dia sete de setembro marca anualmente 
as comemorações de nossa independência em relação a Portugal. 
Entre os vários fatores que colaboraram para isto, podemos destacar
A) o apoio recebido pelo príncipe regente D. Pedro por parte das 
tropas portuguesas que aqui se encontravam. 
B) a transferência para Portugal de uma série de repartições criadas 
durante a permanência de D. João VI em nosso território, 
aumentando a insatisfação dos brasileiros com aquela situação 
de dependência.
C) a submissão do príncipe regente às ordens vindas de Portugal, 
levando à formação de um grupo de notáveis, sob a liderança 
de José Bonifácio, que se encarregariam de elaborar a nossa 
primeira constituição.
D) o apoio dos cafeicultores paulistas, que, apesar do início recente 
da exportação cafeeira, já constituíam o grupo econômico mais 
importante do período colonial brasileiro. 
E) a permanência de D. João VI em nosso território, desagradando 
os revolucionários portugueses que participaram de um 
movimento na cidade do Porto que exigia imediatamente a 
volta do monarca a Lisboa.
13. (Mackenzie/2011) No ano de sua independência, o Brasil tinha 
[…] tudo para dar errado. De cada três brasileiros, dois eram 
escravos, negros forros, mulatos, índios ou mestiços. Era uma 
população pobre e carente [...]. O medo de uma rebelião dos 
cativos assombrava a minoria branca. O analfabetismo era geral. 
[…]. Os ricos eram poucos e, com raras exceções, ignorantes. 
O isolamento e as rivalidades entre as províncias prenunciavam 
uma guerra civil […].
Laurentino Gomes, 1822.
 É correto afirmar que a independência do Brasil só não confirmou 
os temores apresentados no trecho,
A) porque ao defender a revolução popular de inspiração camponesa, 
inspirou legisladores como José Bonifácio e Joaquim Nabuco a 
defenderem a emancipação completa em relação a Portugal.
B) porque o povo conseguiu entender os anseios de D. Pedro e da 
elite brasileira, ao pegar em armas e defender até a morte uma 
independência que parecia condenada em sua própria estrutura.
C) porque foi realizada à revelia da população pobre – 
destacadamente de origem africana e indígena –, uma vez 
que suas simpatias pela Revolução Americana ameaçavam os 
poderes da elite branca.
D) porque parcelas significativas da elite brasileira se aglutinaram 
em torno de D. Pedro, a fim de manter as antigas bases de um 
Brasil colonial na estrutura do novo país que nascia em 1822.
E) porque foi inspirada pela Revolução Francesa e pelas 
ideias iluministas, no contexto da crise do Antigo Sistema 
Colonial, sendo liderada pela elite burguesa contra a tirania 
representada por D. Pedro. O movimento de independência 
foi liderado pela elite rural e pela alta burocracia civil e militar 
ligada a D. Pedro I.
14. (Uespi/2007) Houve mudanças na economia brasileira, no 
século XIX, que indicavam crescimento das cidades e sinais de 
modernização. A cidade do Rio de Janeiro, capital do Império,
A) tornou-se o centro político e cultural do Brasil, influenciada 
por hábitos franceses.
B) teve um surto de industrialização bastante significativo para a 
época.
C) comandou o movimento abolicionista, liderado por intelectuais 
socialistas.
D) dinamizou seu comércio, embora não tenham sido feitas 
reformas urbanas.
E) cresceu com a chegada de imigrantes, mas perdeu sua importância 
política.
15. (Enem/2011) No clima das ideias que se seguiram à revolta de São 
Domingos, o descobrimento de planos para um levante armado 
dos artífices mulatos na Bahia, no ano de 1798, teve impacto 
muito especial; esses planos demonstravam aquilo que os brancos 
conscientes tinham já começado a compreender: as ideias de 
igualdade social estavam a propagar-se em uma sociedade em que 
só um terço da população era de brancos e iriam inevitavelmente 
ser interpretados em termos raciais.
MAXWELL, K. “Condicionalismos da independência do Brasil”. 
In: SILVA, M. N. (coord.) O Império luso-brasileiro, 
1750-1822. Lisboa: Estampa, 1986.
 O temor do radicalismo da luta negra no Haiti e das propostas das 
lideranças populares da Conjuração Baiana (1798) levou setores da 
elite colonial brasileira a novas posturas diante das reivindicações 
populares. No período da independência, parte da elite participou 
ativamente do processo, no intuito de
A) instalar um partido nacional, sob sua liderança, garantindo 
participação controlada dos afrobrasileiros e inibindo novas 
rebeliões de negros.
B) atender aos clamores apresentados no movimento baiano, 
de modo a inviabilizar novas rebeliões, garantindo o controle 
da situação.
C) firmar alianças com as lideranças escravas, permitindo a 
promoção de mudanças exigidas pelo povo sem a profundidade 
proposta inicialmente.
D) impedir que o povo conferisse ao movimento um teor libertário, 
o que terminaria por prejudicar seus interesses e seu projeto 
de nação.
E) rebelar-se contra as representações metropolitanas, isolando 
politicamente o príncipe regente, instalando um governo 
conservador para controlar o povo.
Resolução
01. A presença da Corte portuguesa no Brasil representou uma espécie 
de inversão, com a colônia sendo, nestas condições, a sede da 
administração portuguesa. Vale lembrar que, historicamente, 
a transferência da família real para o Brasil e a instalação da 
Corte portuguesa no Rio de Janeiro, em 1808, são consideradas 
marcos no processo de independência do Brasil, especialmente 
com a decretação da Abertura dos Portos, significando o 
enfraquecimento do domínio metropolitano sobre a colônia e, 
na prática, o fim do pacto colonial. 
 Resposta: B 
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Módulo de estudo
OSG.: 118289/17
02. As pinturas destacadas na questão procuram apresentar 
concepções e ângulos diferentes ao se referir ao processo de 
independência do Brasil, parecendo cumprir uma função política 
legitimadora. Ainda que em ambos a condição de D. Pedro, futuro 
Imperador, apareça como personagem principal, é possível verificar 
diferenças nas duas obras. 
 Na primeira, a independência é retratada por um caráter mais 
formal e solene, com D. Pedro rodeado por militares, assumindo, 
desta forma, um papel heroico ao se contrapor as ordens de 
retorno imediato para sua terra natal. Na segunda, o Imperador 
é saudado por elementos de diversos segmentos sociais, o que 
possivelmente foi uma tentativa de auferir um significado popular 
ao processo de independência. 
 Reposta: A
03. Foram as antigas rivalidades entre os franceses e ingleses que 
levaram ao estabelecimento do Bloqueio Continental por 
Napoleão Bonaparte, em 1806. Fracassada na tentativa de 
dominar militarmente (Batalha de Trafalgar), a França pretendia 
debilitar economicamente a Inglaterra, pioneira na Revolução 
Industrial, que seria então privada de fontesde matérias-primas 
e de mercados consumidores na Europa. Tal processo resultou na 
transferência da Corte portuguesa para o Brasil. 
 Resposta: E
04. A questão aborda as dificuldades enfrentadas para a concretização 
de um projeto de industrialização no Brasil. Observe que, mesmo 
com o fim da proibição às manufaturas, promovida pelo Príncipe 
Regente D. João com o Alvará de Liberdade para as indústrias, 
o projeto industrializante não se concretizou, pois a hegemonia 
inglesa sobre Portugal e, consequentemente, sobre o Brasil 
inviabilizava um projeto industrial autônomo na medida em que 
a Inglaterra desfrutava no Brasil de grandes vantagens comerciais 
(alfandegárias). 
 Resposta: B
05. A presença da Corte portuguesa no Brasil foi responsável por 
várias e importantes transformações na mais importante colônia 
lusitana, que culminaram na sua elevação a Reino Unido e 
posterior independência política. A diversidade de eventos citados 
na questão dizem respeito a aspectos da política interna e externa 
de D. João no Brasil. Uma das consequências dessa transferência 
foi a anexação da Guiana Francesa e da Província Cisplatina após 
a declaração de guerra à França napoleônica. 
 Resposta: C
06. A obra Independência ou Morte, atualmente no salão nobre 
do Museu Paulista da USP, é a principal obra do museu e a 
mais divulgada de Pedro Américo, sendo uma das grandes 
representações do patrimônio artístico brasileiro. Para solucionar a 
questão, observemos que o contexto no qual Pedro Américo pintou 
o quadro (1888) era um momento em que o Império caminhava a 
passos largos para o seu fim, que ocorreria no ano seguinte (1889) 
com a Proclamação da República. Acreditava-se que o pintor 
buscava resgatar as raízes (memória) do Brasil independente, 
estabelecendo o rompimento com a Metrópole portuguesa 
como uma atitude heroica de D. Pedro I (pai de D. Pedro II), que 
rompeu com seus patrícios em virtude dos interesses brasileiros. 
 
A posição central que D. Pedro I ocupava no quadro denuncia 
a intenção de ocultar que a independência do Brasil resultou 
de um processo e não de um ato isolado de heroísmo. De fato, 
podemos considerar que o processo de independência do Brasil 
se iniciou com a transferência da Corte portuguesa para o Brasil, 
especialmente a partir da decisão pela Abertura dos Portos de 
1808, que rompeu de maneira efetiva o pacto colonial. Além 
disso, podemos destacar que a montagem, por parte de D. João 
VI, de uma infraestrutura administrativa dotou progressivamente 
a colônia de maior grau de autonomia. 
 Resposta: B
07. A leitura atenta do texto oferecido na questão nos permite 
chegar à resposta correta, no entanto, é preciso contextualizá-la. 
A independência não significou para o Brasil o abandono da 
estrutura social e econômica montada desde os primórdios da 
colonização. A ruptura se deu muito mais ao nível político, em 
relação a sua antiga metrópole. Em termos econômicos, isso não 
se repetiu, pois as vantagens que ingleses começaram a ter no 
Brasil, desde a Abertura dos Portos, estabeleceram fortes laços 
de dependência econômica entre Brasil e Inglaterra, fazendo 
com que o Brasil funcionasse como uma área fornecedora de 
matérias-primas e consumidora de produtos manufaturados, 
contribuindo para que o Brasil tivesse um processo tardio de 
industrialização.
 Resposta: C
08. A questão faz referência à demanda por mudanças que marcavam 
os interesses dos grupos populares, especialmente negros e 
mulatos, no período da independência do Brasil. A autonomia 
política não foi acompanhada por grandes transformações 
econômicas e sociais, mantendo-se velhas estruturas coloniais, 
como o latifúndio, a economia agrária exportadora, a escravidão 
e a exclusão social. Essa situação levou ao surgimento de 
movimentos e ideias que resgatavam o processo de independência 
do Haiti, marcado pelo radicalismo e a violência, principalmente 
contra os brancos.
 Resposta: A
09. O texto do ex-ministro e economista Rubens Ricupero retrata 
o processo de transição da dependência política do Brasil em 
relação a Portugal para dependência econômica em relação a 
Inglaterra, tendo como marco fundamental a Abertura dos Portos 
em 1808, que na prática eliminava o pacto colonial. Os tratados 
comerciais assinados em 1810 favoreceram ainda mais os ingleses, 
que passaram a ter no Brasil um importante mercado para seus 
produtos industrializados. 
 Resposta: A
10. A transferência da Corte portuguesa para o Brasil se explica no 
contexto das Guerras Napoleônicas, em que a França pretendia, 
por meio do Bloqueio Continental, fragilizar a Inglaterra. Eis o 
dilema português, pois dependia economicamente da Inglaterra 
e temia por uma ação militar francesa ao seu território. Ainda que 
não possamos desprezar a questão da impossibilidade ou mesmo 
inviabilidade de Portugal enfrentar os franceses em uma possível 
invasão, sabe-se, por meio de relatos, que não era a primeira vez 
que os portugueses pensavam na hipótese de transferir-se para 
o Brasil, especialmente em momentos de crise. 
 Resposta: C
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Módulo de estudo
OSG.: 118289/17
11. Ao avaliar o momento da transferência da Corte portuguesa para 
o Brasil, percebemos uma singularidade, já que era a primeira 
vez que uma metrópole executava um plano de transferência 
de sua administração para uma de suas colônias, tendo ainda 
esse episódio contribuído para acelerar a independência do 
Brasil. Ainda que por motivações externas – no caso, a pressão 
francesa, que decretou o Bloqueio Continental contra os ingleses, 
ameaçando quem o desrespeitasse –, a presença portuguesa no 
Brasil provocou muitas transformações. A primeira parada ocorreu 
na Bahia, mas a permanência ali duraria pouco. Após a chegada, 
uma das principais medidas decretadas foi a Abertura dos Portos, 
compromisso assumido com os ingleses que fizeram a escolta 
dos navios portugueses. Esse decreto teve várias implicações 
econômicas para a colônia. Entre os seus desdobramentos veio a 
liberdade comercial e a liberação para indústria. 
 Já no Rio de Janeiro foram tomadas inúmeras medidas para dotar 
a capital de um mínimo de infraestrutura. Dessa necessidade 
foram criados o Banco do Brasil, a Imprensa Régia, Biblioteca, 
a Academia Militar, Universidades e o Jardim Botânico. Títulos foram 
concedidos e foi formado um corpo técnico de burocratas. Mais 
tarde, consequência dos episódios na cidade do Porto que exigiam 
o retorno da família real para Portugal, D. João VI retorna, mas 
deixa seu filho no Brasil como príncipe regente. 
 Resposta: D
12. O dia sete de setembro de 1822, data símbolo da independência 
do Brasil, aparece nessa questão como resultado de um 
longo processo que se inicia com a transferência da família 
real portuguesa para o Brasil e da montagem de toda uma 
infraestrutura que dotaria a colônia de um elevado grau de 
autonomia, a ponto de determinados historiadores se referirem a 
esse momento como a fase da “inversão”, já que a colônia virou 
centro das decisões políticas. Porém, o retorno de D. João VI para 
Portugal e a tentativa de refazer o pacto colonial consubstanciado 
nos propósitos da Revolução Liberal do Porto acentuaram as 
divergências entre brasileiros e portugueses. 
 Resposta: B 
13. O processo de independência política do Brasil se caracterizou 
por ser um movimento articulado pelas elites, em especial 
pela aristocracia rural brasileira, que não pretendia alterar 
drasticamente a estrutura econômica e social do Brasil herdada 
do período colonial, que se evidenciou na manutenção do modelo 
agrário, exportador e escravista após o rompimento com a 
metrópole. Para tanto, era indispensável a manutenção do regime 
monárquico, o que explica a aproximação dos segmentos da elite 
agrária e da alta burocracia ao príncipe regente D. Pedro, evitando 
que ele cedesse às pressões para retornar a Portugal. 
 Resposta: D
14. A chegada da Corte despejou quase 15 mil portugueses no Rio 
deJaneiro e contribuiu para mudanças significativas nos costumes 
da sociedade colonial, que procurava cada vez mais copiar os 
hábitos europeus, cujo padrão de comportamento era a França. 
As mudanças não se limitavam aos aspectos socioculturais, pois, 
nesse momento, o Brasil passou a ser a sede da monarquia 
portuguesa e centro das decisões políticas, tendo alcançado seu 
ápice em 1815, quando foi elevado à categoria de Reino Unido 
de Portugal. 
 Resposta: A
15. No processo de crise do sistema colonial no Brasil, ocorreram 
movimentos que contestavam aspectos da estrutura vigente, como 
a Conjuração Baiana, que defendia a liberdade dos escravos e a 
igualdade jurídica; e a Revolução Pernambucana, que criticava o 
regime monárquico. A independência do Brasil ocorreu a partir 
de um ajuste de interesses das elites nacionais que se uniram em 
torno do príncipe regente Dom Pedro, excluindo as massas das 
decisões políticas e preservando as velhas estruturas coloniais. 
 Resposta: D
 
SUPERVISOR/DIRETOR: MARCELO PENA – AUTOR: DAWISON SAMPAIO
DIG.: REJANE/REV.: ALLANA
 
 
 
 
 
 
FRENTE: HISTÓRIA I 
 
 
 
PROFESSOR: DAWISON SAMPAIO 
 
 
 
 
 
 
ASSUNTO: O PRIMEIRO REINADO (1822 A 1831) 
 
 
 
OSG.: 118290/17 
 
 
CIÊNCIAS HUMANAS 
E SUAS TECNOLOGIAS 
EAD – MEDICINA 
AULA 8 
 
Repensando nossa independência 
 
A questão do reconhecimento 
 
 
 
 
o 
o 
 
 
 
Aspectos Políticos – Projetos Constitucionais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 2 OSG.: 118290/17 
MÓDULO DE ESTUDO 
Reação do Nordeste: A Confederação do 
Equador de 1824 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Abdicação de D. Pedro I 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: < http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Liberal_Wars.jpg> 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Charge
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerras_Liberais
http://pt.wikipedia.org/wiki/1831
http://pt.wikipedia.org/wiki/1834
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/cc/Liberal_Wars.jpg
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Liberal_Wars.jpg
 
 
 
 
 
 
 3 OSG.: 118290/17 
MÓDULO DE ESTUDO 
 
 
 
 
 
 
 4 OSG.: 118290/17 
MÓDULO DE ESTUDO 
 
 
 
 
 
 
 5 OSG.: 118290/17 
MÓDULO DE ESTUDO 
Resolução 
 
 
 
 
 
 
 
 6 OSG.: 118290/17 
MÓDULO DE ESTUDO 
 
 
 
 
 
 
 7 OSG.: 118290/17 
MÓDULO DE ESTUDO 

CIÊNCIAS HUMANAS 
E SUAS TECNOLOGIAS
F B O N L I N E . C O M . B R
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Professor(a): Dawison sampaio
assunto: o períoDo Das regências (1831 a 1840)
frente: História i
OSG.: 118291/17
AULA 09
EAD – MEDICINA
Resumo Teórico
Contexto Geral das Regências
1. Debate político: em torno da centralização ou descentralização 
do poder.
2. Intensa agitação política e social em várias províncias:
• Cabanagem (PA), popular.
• Malês (BA), escravos.
• Sabinada (BA), segmentos médios.
• Balaiada (MA), popular.
• Farroupilha(RS), elitista*.
 * Ainda que contassem com a participação de diversos 
 segmentos, inclusive de escravos, a Farroupilha se constituiu 
 como uma revolta ligada aos interesses de latifundiários 
 gaúchos insatisfeitos com o modelo econômico que restringia 
 e prejudicava seus interesses.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Periodo_Regencial_rebeli%C3%B5es.svg
Observações:
As Revoltas Regenciais representavam uma ameaça 
à ordem monárquica na medida em que algumas delas 
possuíam propostas republicanas, outras colocavam em questão 
a escravidão, um dos pilares de sustentação do regime, e todas, de 
maneira geral, expressavam uma crise de autoridade do Governo 
Central em relação aos interesses políticos locais.
 
Tendências políticas do Período
1. Restauradores ou Caramurus: 
• Portugueses, descendentes de portugueses e burocratas ligados 
ao antigo governo de D. Pedro I.
• Contrários a qualquer reforma política (conservadores). 
• Objetivo: volta de D. Pedro I.
2. Liberais Moderados ou Chimangos: 
• Proprietários rurais, especialmente do Sudeste.
• Monarquistas e escravistas.
• Principal força política que controlava o governo na época.
3. Liberais Exaltados ou Farroupilhas ou Jurujubas: 
• Em geral, lutavam pelo Federalismo, pelo fim da Monarquia e 
pela proclamação da República.
• Alguns pregavam ideais democráticos inspirados na Revolução 
Francesa.
• Foco de revoltas.
O Avanço Liberal
1. Predomínio da descentralização política.
2. Regência Trina provisória: Brigadeiro Francisco de Lima e Silva, 
Nicolau Pereira de Campos Vergueiro e José Carneiro de Campos.
• Curta duração (abr/jul 1831).
• Apenas para manter a ordem aristocrática.
  Suspensão provisória do Poder Moderador.
  Proibição de criar novos impostos.
  Proibição de dissolver a Câmara de Deputados.
  Eleição de uma Regência Permanente.
3. Regência Trina Permanente (1831-1834): José da Costa 
Carvalho, João Bráulio Muniz e, novamente, pelo Brigadeiro 
Francisco de Lima e Silva.
a) Feijó: Ministro da Justiça, cria a Guarda Nacional em 1831.
	 	Objetivo: oferecer uma base militar que desse sustentação 
 política às tradicionais oligarquias no poder.
	 	Composição: formada pelos grandes proprietários de terras 
 (Coronel: fazendeiro mais poderoso) e seus seguidores.
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Módulo de estudo
OSG.: 118291/17
 Batalhão de fuzileiros da Guarda Nacional (1840-1845)
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guarda_Nacional_(Brasil)#mediaviewer/
Ficheiro:Batalh%C3%A3o_de_Fuzileiros_da_Guarda_Nacional.jpg
b) Criação do Código de Processo Criminal (1832): 
	 	Autoridade judiciária e policial (nos municípios) aos “juízes 
 de paz”, eleito entre os grandes proprietários.
c) Ato Adicional de 1834: Reforma Constitucional (Ensaio 
republicano ou código da anarquia?)
	 	A Regência Trina passou a ser Regência Una, eletiva por um 
 período de 4 anos (semelhante ao Presidencialismo).
	 	Criação das Assembleias Legislat ivas Provinciais 
 (Assemelhava-se ao federalismo), porém a Capital nomeava 
 os Presidentes de Província.
	 	Foi criado o Município Neutro do Rio de Janeiro (semelhante 
 ao Distrito Federal).
	 	Suspensão do Poder Moderador e do Conselho de Estado.
d) Regência Una de Feijó (1835-1837):
	 	Várias revoltas pelo país (Cabanagem, Sabinada e Revolução 
 Farroupilha).
	 	Divisão nos Liberais Moderados.
 ♦	 Progressistas (posteriormente liberais): classe média 
 urbana, alguns proprietários rurais e alguns membros do 
 clero. Favoráveis a Feijó e ao Ato Adicional.
 ♦	 Regressistas (posteriormente conservadores): maioria 
 dos grandes proprietários, grandes comerciantes e burocratas. 
 Centralizadores e contrários ao Ato Adicional.
	 	Feijó renuncia em 1837 (oposição crescente).
O Regresso Conservador (1837 a 1840)
1. Regência Una de Araújo e Lima (1837-1840).
a) Regressistas no poder.
b) Retorno da centralização monárquica.
c) Lei Interpretativa do Ato Adicional (1840): anulação prática do 
Ato Adicional. Buscava a centralização como forma de enfrentar 
os levantes provinciais que ameaçavam a ordem estabelecida, 
limitando os poderes das Assembleias Legislativas Provinciais.
d) Capital (RJ) com poderes para nomear funcionários públicos, 
controlar órgãos da polícia e da justiça nos estados.
2. Golpe da Maioridade:
a) Contexto: 
	 	Instabilidade das regências (revoltas).
	 	Disputas políticas (liberais × conservadores).
b) Articulado pelos liberais (objetivo de retomar o poder).
	 	Clube da Maioridade.
c) Visto como uma solução política, devido à restauração do 
Poder Moderador.
 Aclamação de D. Pedro II, em 9 de abril de 1831, por Debret.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Aclama%C3%A7%C3%A3o_ 
de_D_Pedro_II_em_1831_by_Debret.jpg
Observações:
Articulado pelos Liberais, a maioridade de D. Pedro II foi a 
solução para a crise, pois teve como consequência a restauração 
do Poder Moderador, além de ser o mecanismo encontrado 
pelas elites imperiais de retorno à ordem com o fim das revoltas 
descentralizadoras que ameaçavam a unidade do Império e dos 
confrontosgerados pelas regências.
Exercícios
01. (Enem 2010 – 1ª aplicação) Após a abdicação de D. Pedro I, 
o Brasil atravessou um período marcado por inúmeras crises: 
as diversas forças políticas lutavam pelo poder e as reivindicações 
populares eram por melhores condições de vida e pelo direito 
de participação na vida política do país. Os conflitos representavam 
também o protesto contra a centralização do governo. Nesse 
período, ocorreu também a expansão da cultura cafeeira e o 
surgimento do poderoso grupo dos “barões do café”, para o 
qual era fundamental a manutenção da escravidão e do tráfico 
negreiro.
 O contexto do Período Regencial foi marcado
A) por revoltas populares que reclamavam a volta da monarquia.
B) por várias crises e pela submissão das forças políticas ao poder 
central.
C) pela luta entre os principais grupos políticos que reivindicavam 
melhores condições de vida.
D) pelo governo dos chamados regentes, que promoveram a 
ascensão social dos “barões do café”.
E) pela convulsão política e por novas realidades econômicas que 
exigiam o reforço de velhas realidades sociais.
02. (Unicamp/2017) O escritor José de Alencar relata como ocorriam 
as reuniões do Clube da Maioridade, realizadas na casa de seu 
pai, em 1840. Discutia-se, nessas ocasiões, a antecipação da 
maioridade do imperador D. Pedro II, então com apenas 14 anos, 
para que ele pudesse assumir o trono antes do tempo determinado 
pela Constituição. No fim da vida, José de Alencar rememora os 
3 F B O N L I N E . C O M . B R
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OSG.: 118291/17
Módulo de estudo
episódios de sua infância e chega a uma surpreendente conclusão: 
os políticos que frequentavam sua casa na ocasião iam lá não 
porque estavam pensando no futuro do país, mas apenas para 
devorar tabletes e bombons de chocolate. Conforme o relato do 
escritor, os membros do Clube da Maioridade, discutindo altos 
assuntos na sala de sua casa, pareciam realmente gente séria e 
preocupada com os destinos do Brasil, até que chegava a hora do 
chocolate. Para Alencar, a discussão política no Brasil se resumia 
a um “devorar de chocolate”, isto é, cada um defendia apenas 
seus interesses particulares e nada mais.
 Daniel Pinha Silva, “O império do chocolate”.
Disponível em: <http://www.revistadehistoria.com.br/secao/leituras/ 
o-imperio-do-chocolate> Acesso em: 01/08/2016.
 Sobre o Golpe da Maioridade e a visão de José de Alencar a esse 
respeito, é correto afirmar que
A) o golpe foi uma manobra das elites políticas, que criaram uma 
forma de alterar a Constituição e contemplar os seus interesses 
durante o período regencial, fato criticado por Alencar ao fazer 
uma anedota com o chocolate.
B) ao entregar o poder a um jovem de 14 anos, alegando ser 
maior de 18, os políticos do Império manifestavam uma 
ousada visão política para evitar a influência da Inglaterra nos 
assuntos brasileiros, preservando seus interesses como donos 
de escravos.
C) o golpe foi uma resposta dos conservadores às propostas 
liberais que pretendiam estabelecer a República no país, e 
Alencar apontou uma prática política dos parlamentares que 
é recorrente na história do país.
D) José de Alencar expressou sua decepção com os políticos e, 
ao registrar sua visão sobre o Clube da Maioridade, o escritor 
contribuiu para inibir procedimentos semelhantes durante o 
Império, assegurando uma transição pacífica e legal para a 
República, em 1889. 
03. (UFC/2007) Leia o texto a seguir.
 O que fazer com a revolução? Havia basicamente três respostas: 
negar (os absolutistas ou ultramonarquistas), completar e encerrar 
(vertente conservadora do liberalismo) e continuar (vertente 
revolucionária do liberalismo). Impossível era ignorá-la. 
MOREL, Marcos. O período das Regências (1831-1840). 
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003, p. 21.
 O texto faz referência ao contexto posterior à abdicação de 
D. Pedro I, detendo-se nas concepções sobre a revolução dos 
três grupos políticos que se embateram durante a Regência Trina 
(1831-1834). Assinale a alternativa que contempla esses três 
grupos.
A) Saquaremas, luzias e caramurus.
B) Restauradores, moderados e exaltados.
C) Partido Brasileiro, Partido Português e Partido Inglês.
D) Partido Conservador, Partido Liberal e Partido Republicano.
E) Partido Conservador, Partido Liberal e Partido Progressista.
04. (Uespi/2012) Durante o Governo Regencial foi criada, no Brasil, 
a Guarda Nacional (1831), que teve entre seus objetivos
A) apoiar o reinado de D. Pedro I na consolidação da Independência. 
B) proteger os grupos que lideravam a oposição à aristocracia 
rural. 
C) substituir as tropas das milícias do exército e reforçar o poder 
das elites agrárias. 
D) proteger as fronteiras quanto a possíveis invasões, sobretudo 
as do Nordeste. 
E) conter as rebeliões e motins que pudessem perturbar a ordem 
institucional militar.
05. (IBMEC/RJ-2009.2) Medida jurídica da maior importância, o Ato 
Adicional de 1834 introduziu as seguintes reformas no Período 
Regencial brasileiro: 
A) reabertura do Banco do Brasil e a transformação da Regência 
Trina em Una.
B) separação entre a Igreja e o Estado e a criação do parlamentarismo.
C) fim do regime de Capitanias Hereditárias e a instituição da Lei 
de Terras.
D) criação das Assembleias Legislativas Provinciais e a supressão 
do Conselho de Estado.
E) suspensão do Poder Moderador e a introdução da eleição 
direta para os cargos de regente, com a participação de todos 
os cidadãos maiores de 21 anos.
06. (Unesp/2015) A escravatura, que realmente tantos males acarreta 
para a civilização e para a moral, criou no espírito dos brasileiros 
este caráter de independência e soberania, que o observador 
descobre no homem livre, seja qual for o seu estado, profissão ou 
fortuna. Quando ele percebe desprezo, ou ultraje da parte de um 
rico ou poderoso, desenvolve-se imediatamente o sentimento de 
igualdade; e se ele não profere, concebe ao menos, no momento, 
este grande argumento: não sou escravo. Eis aqui no nosso modo 
de pensar, a primeira causa da tranquilidade de que goza o Brasil: 
o sentimento de igualdade profundamente arraigado no coração 
dos brasileiros.
 Padre Diogo Antônio Feijó apud Miriam Dolhnikoff. O pacto imperial, 2005.
 O texto, publicado em 1834 pelo Padre Diogo Antônio Feijó, 
A) parece rejeitar a escravidão, mas identifica efeitos positivos que 
ela teria provocado entre os brasileiros.
B) caracteriza a escravidão como uma vergonha para todos os 
brasileiros e defende a completa igualdade entre brancos e 
negros.
C) defende a escravidão, pois a considera essencial para a 
manutenção da estrutura fundiária.
D) revela as ambiguidades do pensamento conservador brasileiro, 
pois critica a escravidão, mas enfatiza a importância comercial 
do tráfico escravagista.
E) repudia a escravidão e argumenta que sua manutenção 
demonstra o desrespeito brasileiro aos princípios da igualdade 
e da fraternidade.
07. (ESPM/2014) Num momento da história do império conhecido 
como “avanço liberal”, durante as regências, foram adotadas 
algumas medidas que concediam maior poder à representação 
local.
Sônia Guarita do Amaral. O Brasil como império.
 Aponte, entre as alternativas, aquela que apresenta duas reformas 
liberais.
A) Ato Adicional – Reforma do Código de Processo Criminal.
B) Lei de Terras – Lei Saraiva Cotegipe.
C) Lei Rio Branco – Código de Processo Criminal.
D) Tarifa Alves Branco – Lei Interpretativa do Ato Adicional.
E) Código de Processo Criminal – Ato Adicional.
08. (UFRGS/2011) O cargo de Juiz de Paz teve suas funções 
regulamentadas pelo Código de Processo Criminal de 1832. 
Esses juízes representavam o liberalismo brasileiro durante o 
Período Regencial. Esses magistrados eram
A) nomeados diretamente pelo Imperador, exercendo as funções 
de chefe de polícia. 
B) designados diretamente pelo Ministro da Justiça, exercendo as 
funções de Promotor Público.
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Módulode estudo
C) eleitos pelos cidadãos para exercer funções conciliatórias e de 
qualificação eleitoral. 
D) eleitos pelos deputados gerais para administrar os bens dos 
órfãos e de pessoas ausentes. 
E) indicados pelo presidente provincial para pacificar os conflitos 
pela terra. 
09. (Fuvest/2009) Nossas instituições vacilam, o cidadão vive receoso, 
assustado; o governo consome o tempo em vãs recomendações... 
O vulcão da anarquia ameaça devorar o Império: aplicai a tempo 
o remédio.
Padre Antônio Feijó, em 1836.
 Essa reflexão pode ser explicada como uma reação à
A) revogação da Constituição de 1824, que fornecia os 
instrumentos adequados à manutenção da ordem.
B) intervenção Armada Brasileira na Argentina, que causou 
grandes distúrbios nas fronteiras.
C) disputa pelo poder entre São Paulo, centro econômico 
importante, e Rio de Janeiro, sede do governo.
D) crise decorrente do declínio da produção cafeeira, que produziu 
descontentamento entre proprietários rurais.
E) eclosão de rebeliões regionais, entre elas a Cabanagem, no 
Pará, e a Farroupilha, no sul do país.
10. (Uern/2015) Após a abdicação de Dom Pedro I, políticos intitulados 
regentes governaram o Brasil em nome do Imperador, já que o 
herdeiro do trono, seu filho Dom Pedro II, tinha apenas 5 anos. 
Essa fase de grande agitação social e política, vai de abril de 1831 
a julho de 1840. 
 Observe as duas gravuras relativas às revoltas sociais características 
desse período histórico específico.
 
 Disponível em: <Figurhttp://www.google.com/search?q=252Fwww.
brasilescola.com%252Fhistoriab%252F.htm%3B367%3B257>.
 
Disponível em: <https://www.google.com.search?q=rebelioes+ 
regenciais&_locale%253Des%3B265%3B400
 É correto afirmar que as gravuras referem-se, respectivamente, a
A) Carrancas e Sabinada.
B) Farroupilha e Cabanagem.
C) Balaiada e Revolta dos Malês.
D) Revolta do Guanais e Setembrada.
11. (Unesp/2013) A Revolução Farroupilha foi um dos movimentos 
armados contrários ao poder central no Período Regencial 
brasileiro (1831-1840). O movimento dos Farrapos teve algumas 
particularidades, quando comparado aos demais.
 “Em nome do povo do Rio Grande, depus o governador Braga 
e entreguei o governo ao seu substituto legal Marciano Ribeiro. 
E em nome do Rio Grande do Sul eu lhe digo que nesta província 
extrema [...] não toleramos imposições humilhantes, nem insultos 
de qualquer espécie. [...] O Rio Grande é a sentinela do Brasil, 
que olha vigilante para o Rio da Prata. Merece, pois, maior 
consideração e respeito. Não pode e nem deve ser oprimido 
pelo despotismo. Exigimos que o governo imperial nos dê um 
governador de nossa confiança, que olhe pelos nossos interesses, 
pelo nosso progresso, pela nossa dignidade, ou nos separaremos 
do centro e com a espada na mão saberemos morrer com honra, 
ou viver com liberdade.”
Bento Gonçalves [Carta ao Regente Feijó, setembro de 1835] 
apud Sandra Jatahy Pesavento. A Revolução Farroupilha, 1986.
 Entre os motivos da Revolução Farroupilha, podemos citar
A) o desejo rio-grandense de maior autonomia política e 
econômica da província frente ao poder imperial, sediado no 
Rio de Janeiro.
B) a incorporação, ao território brasileiro, da Província Cisplatina, 
que passou a concorrer com os gaúchos pelo controle do 
mercado interno do charque.
C) a dificuldade de controle e vigilância da fronteira sul do império, 
que representava constante ameaça de invasão espanhola e 
platina.
D) a proteção do charque rio-grandense pela Corte, evitando a 
concorrência do charque estrangeiro e garantindo os baixos 
preços dos produtos locais.
E) a destruição das lavouras gaúchas pelas guerras de 
independência na região do Prata e a decorrente redução da 
produção agrícola no Sul do Brasil.
12. (Mackenzie/2005) Durante o Período Regencial, o processo de 
integração política do Brasil foi marcado por uma série de rebeliões.
 Assinale a alternativa que apresenta a correta relação entre essas 
rebeliões e o centralismo da época.
a) As rebeliões regenciais foram movimentos de cunho 
exclusivamente econômico, que tiveram em comum o objetivo 
de reduzir a cobrança de impostos e taxas realizada pelo 
governo central.
b) Todos os movimentos chamados rebeliões do período regencial 
tiveram como característica comum a luta pela descentralização 
político-administrativa, visando à autonomia provincial.
c) Para os grandes proprietários rurais, interessava que as 
Assembleias provinciais não tivessem o mínimo de autonomia 
e que sua liberdade de ação fosse controlada pelo governo no 
Rio de Janeiro.
d) Os participantes das rebeliões coloniais (Balaiada, Cabanagem, 
Sabinada e Farroupilha) desejavam, todos, a implantação 
imediata de um regime republicano de governo em todo o 
território brasileiro.
E) Nesse período de transição, do Primeiro Império para o 
Segundo, as lutas das várias correntes políticas regionais 
representavam opiniões diferentes a respeito da maneira de 
organizar a economia do país.
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Módulo de estudo
13. (Uespi/2012) Entre os movimentos sociais que contestavam o 
poder centralizado do Império brasileiro, destaca-se o conflito 
cuja duração se estendeu da Regência ao Segundo Reinado, 
reconhecido como
A) Confederação do Equador, que, iniciando-se em Pernambuco, 
contou com a adesão de grande parte das demais províncias 
nordestinas.
B) Revolução Praieira, que se singularizou pela luta contra o poder 
das oligarquias locais de Pernambuco.
C) Revolta dos Malês, ocorrida em Salvador (BA) e organizada 
por negros de religião muçulmana, sendo considerada a maior 
rebelião de escravos do Brasil.
D) Guerra dos Farrapos, empreendida pelos Republicanos gaúchos, 
denominados de Farroupilhas, em que lutaram juntos grandes 
estancieiros, peões e escravos.
E) Revolta de Beckman, deflagrada no Maranhão pelos colonos, 
contra o poder dos jesuítas e o monopólio comercial português.
14. (Unicamp/Simulado 2011) Desde 1835, cogitava-se antecipar 
a ascensão de D. Pedro II ao trono. A expectativa de um imperador 
capaz de garantir segurança e estabilidade ao país era muito 
grande. Na imagem do monarca, buscava-se unificar um país 
muito grande e disperso.
Lilia Moritz Schwarcz. As barbas do imperador: D. Pedro II, um monarca 
nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 64, 70, 91. Adaptado.
 No Período Regencial, a estabilidade e a unidade do país estavam 
ameaçadas porque 
A) a ausência de um governo central forte causara uma crise 
econômica, devido à queda das exportações e à alta da inflação, 
o que favorecia a ocorrência de distúrbios sociais e o aumento 
da criminalidade.
B) o desenvolvimento econômico ocorrido desde a transferência 
da Corte Portuguesa para o Rio de Janeiro levou as elites 
provinciais a desejarem a emancipação em relação à metrópole. 
C) a ausência de um representante da legitimidade monárquica no 
trono permitia questionamentos ao governo central, levando 
ao avanço do ideal republicano e à busca de maior autonomia 
por parte das elites provinciais.
D) a expansão da economia cafeeira no sudeste levava as elites 
agrárias a desejarem uma maior participação no poder político, 
levando à ruptura da ordem monárquica e à instauração da 
república.
15. (Vunesp/2010.2) Entre as várias rebeliões ocorridas no Período 
regencial, destaca-se a chamada Guerra dos Farrapos, iniciada 
em 1835. O conflito
A) prosseguiu até a metade da década seguinte, quando o 
governo do Segundo Império aumentou os impostos de 
importação dos produtos bovinos argentinos e anistiou os 
revoltosos.
B) demonstra que as disputas comerciais entre Brasil e Argentina 
se iniciaram logo depois da independência e desde então se 
agravaram, até atingir a atual rivalidade entre os dois países.
C) permitiu a adoção de um regime federalista no Brasil, uma 
vez que as negociações entre o governo imperial e os rebeldes 
determinaram a autonomia política riograndense.
D) revelaa impossibilidade de estabelecer relações políticas e 
diplomáticas na América Latina após a independência política 
e durante o período de formação dos estados nacionais.
E) impediu a continuação do Período Regencial e levou à aceitação 
de outra exigência dos participantes da revolta: a antecipação 
da maioridade do futuro imperador Pedro II.
Resolução
01. O debate entre a centralização e descentralização do poder 
estava na ordem do dia no Período Regencial. O quadro de convulsão 
social, envolvendo as diversas forças políticas, é resultado desse 
debate do qual emergem as inúmeras revoltas nas províncias que 
revelam as contradições de interesses dos diversos grupos sociais 
envolvidos. Em comum entre elas, o desejo de maior autonomia 
ante o poder central. 
 Resposta: E
02. O Período Regencial (1831 a 1840) foi marcado por forte 
instabilidade política e social. A antecipação da maioridade era 
vista por determinados grupos como uma forma de amenizar 
as disputas políticas e fortalecer o poder central para que este 
dispusesse de instrumentos para combater as agitações sociais, 
como a Farroupilha, que ameaçava as bases da Monarquia. 
Convém lembrar que o episódio do Golpe da Maioridade, que 
antecipou D. Pedro II no trono, em 1840, com apenas 14 anos, 
foi uma articulação política dos liberais, que pretendiam tomar o 
poder que estava nas mãos dos conservadores. Por fim, o relato de 
José de Alencar, oferecido na questão, retrata metaforicamente o 
comportamento dos grupos políticos que se reuniam no Clube da 
Maioridade, que buscavam tão somente satisfazer seus interesses 
pessoais, em detrimento dos problemas gerais da nação. Essa 
percepção de Alencar converge para a clássica frase de Oliveira 
Viana, que vaticinava que “não há nada mais liberal que um 
conservador governando, e não há nada mais conservador que 
um liberal na oposição”.
 Resposta: A
03. Com a abdicação de D. Pedro I, em 1831, ocorreu uma reformulação 
das correntes políticas que existiam no Primeiro Reinado. Grande 
parte do Partido Português reuniu-se em torno do Partido 
Restaurador, que pretendia, entre outras coisas, trazer de volta a 
figura do Imperador. Já o grupo do Partido Brasileiro, em grande 
parte, migrou para o grupo dos liberais moderados que desejavam 
limitar o poder do Imperador, ainda que mantendo a Monarquia. 
Uma pequena parte ainda compôs, junto com alguns segmentos 
sociais interessados em mudanças no sistema político, o grupo 
dos liberais exaltados. 
 Resposta: B
04. Criada pelo ministro da justiça, Diogo Antônio Feijó, em 1831, 
a Guarda Nacional era comandada por elementos da elite agrária 
numa organização paramilitar que tinha por finalidade manter 
a ordem pública, numa perspectiva elitista, combatendo as ações 
rebeldes nas diversas regiões do Brasil. 
 Resposta: C
05. A Instabilidade política e social foram as principais características 
do Período Regencial, que se estendeu de 1831 a 1840. As tensões 
que resultaram em inúmeras revoltas por todo o país ameaçavam 
a ordem monárquica, já que, via de regra, tais movimentos sociais 
objetivavam a república e o abolicionismo. Destaque-se ainda 
que o avanço destes movimentos colocavam em risco a unidade 
territorial do Brasil. Tentando, pelo menos em parte, solucionar tais 
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Módulo de estudo
problemas, foi instituído um conjunto de medidas denominado 
de Ato Adicional, em 1834, que reformava a Constituição 
vigente desde 1824. Dentre essas medidas destaca-se a criação 
das Assembleias Legislativas Provinciais, que concedia maior 
autonomia para as províncias. 
 Resposta: D
06. Diogo Antônio Feijó, ou simplesmente Pe. Feijó, foi um dos mais 
importantes personagens políticos dos tempos da Regência, 
criador da Guarda Nacional e primeiro regente eleito após as 
modificações promovidas pelo Ato Adicional de 1834. A questão, 
no entanto, depende muito mais da interpretação do texto do 
que do conhecimento histórico do que representou Feijó nesse 
momento. Observe que, no texto, Feijó identifica a escravidão 
como um mal, porém reconhece que o desejo de não ser escravo 
criou entre os brasileiros “caráter de independência e soberania, 
que o observador descobre no homem livre, seja qual for o seu 
estado, profissão ou fortuna”. 
 Resposta: A
07. A fase inicial do Período Regencial, entre 1831 e 1837, foi marcada 
por medidas de caráter liberal, que promoveram uma relativa 
descentralização política ampliando os poderes locais. Entre essas 
medidas podemos destacar a criação do Código de Processo Penal 
ou Criminal em que ganhava destaque a figura do Juiz de Paz, 
e o Ato Adicional, que criou as Assembleias Legislativas Provinciais 
e suprimiu o Poder Moderador.
 Resposta: E
08. Na primeira fase das Regências algumas iniciativas foram tomadas 
no sentido de ampliar o poder local e diminuir o poder central. 
Dentre essas inciativas destacamos a aprovação do Código do 
Processo Criminal, em 1832, que regulamentava a atuação do 
Juízes de Paz que, assim como os coronéis que controlavam a 
Guarda Nacional, eram representativos do poder local. Espécie 
de juiz e delegado, sua escolha se dava por meio do voto dos 
cidadãos qualificados por critério censitário. 
 Resposta: C
09. O texto, de autoria do Pe. Diogo Antônio Feijó, que ocupou o 
cargo de Ministro da Justiça na fase inicial das Regências, tendo 
criado nessa condição a Guarda Nacional, instrumento de controle 
social nas mãos da aristocracia, é um indicativo do quadro político 
e social que marcou todo esse período, marcado por profunda 
instabilidade política, devido a disputa entre os que pretendiam 
promover uma descentralização contra os que eram favoráveis 
à manutenção de uma estrutura centralizada do poder, além da 
intensa agitação social, manifesta em diversas revoltas espalhadas 
pelo país, como a Cabanagem, no Pará, e a Farroupilha, no Rio 
Grande do Sul. 
 Resposta: E
10. Durante a fase das Regências eclodiram diversos movimentos 
provenientes das mais variadas classes, que buscavam contestar 
a ordem política e social. Porém, foi na Balaiada e na Revolta 
dos Malês que evidenciou-se o apelo popular em que escravos, 
ex-escravos, mulatos e demais camadas marginalizadas 
participaram e até mesmo comandaram esses movimentos. 
Observando as imagens, é possível perceber que, na primeira, 
negros estavam a fazer cestos, denominados balaios; na segunda, 
a descrição da obra de Debret indica um negro de origem 
muçulmana, conhecido por malês. 
 Resposta: C
11. A questão procura estabelecer uma análise geral de um dos 
eventos mais importantes da história dos movimentos sociais do 
Brasil, a chamada Revolução Farroupilha. A questão dos impostos 
estava na origem do conflito, que rivalizava os interesses das elites 
locais e o centralismo imperial manifesto na questão dos impostos 
sobre a principal atividade na região, que era produção de charque. 
Ainda que contassem com a participação dos segmentos mais 
baixos da sociedade, inclusive de escravos, não podemos atribuir 
a abolição dos escravos e o desejo de usar a mão de obra livre 
como motivadores do movimento. 
 Resposta: A
12. Os movimentos sociais que permearam toda a fase das 
Regências, chegando até mesmo ao Segundo Reinado, como 
no caso da Farroupilha, tiveram aspectos específicos que se 
explicam a partir das suas composições sociais e das causas 
gerais que os originaram. Porém, o desejo de maior autonomia e 
a crítica feroz ao centralismo monárquico era o que aproximava 
as principais revoltas desta fase da história do Brasil. Ainda que 
os ideais republicanos e abolicionistas estivessem presentes 
nestes movimentos, não podemos generalizá-los colocando-os 
como objetivos comuns de todas as revoltas regenciais. 
 Resposta: B
13. Precisamos destacar que a Farroupilha foi a maior guerra civil da 
história brasileira, com duração aproximada de 10 anos, na qual 
os interesses da elite agrária produtora de charque se chocavamcom a política fiscal do império, que estabelecia vantagens ao 
charque platino. Seu diferencial, no entanto, se deve a que mesmo 
após quase uma década de batalhas, os revoltosos tiveram parte 
de suas reivindicações atendidas (em parte, pela composição 
predominantemente elitista do movimento), dentre elas, 
a mudança de comportamento da política fiscal que beneficiava 
os estrangeiros produtores de charque. 
 Resposta: D
14. A abdicação de D. Pedro I, em 1831, em favor do seu filho de 
apenas 5 anos, gerou, no período conhecido como regencial, 
forte instabilidade política e social, pois a ausência – ou melhor, 
a impossibilidade do herdeiro legal assumir – permitiu disputas 
políticas daqueles que se opunham ao centralismo vigente 
no Primeiro Reinado, que se refletia nas mais diversas revoltas 
espalhadas pelo país. Tais movimentos sociais ainda que tivessem 
óbvias diferenciações de composição e de objetivos, buscavam 
maior autonomia ante ao poder central representando uma 
ameaça à ordem monárquica, por frequentemente firmarem 
compromissos com os ideais republicanos, federalistas e algumas 
até com o abolicionismo. Os críticos alertavam que, em caso de 
sucesso de tais movimentos, seria iminente o risco de que o país 
viesse a perder até a unidade territorial mediante a fragmentação 
do território. 
 Resposta: C
7 F B O N L I N E . C O M . B R
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OSG.: 118291/17
Módulo de estudo
15. Entre os conflitos que se manifestaram nas diversas regiões do 
Brasil na fase das regências, a Farroupilha foi a que teve maior 
duração, se estendendo até o início do Segundo Reinado, em 
quase 10 anos de batalhas. Sua origem remonta à insatisfação dos 
criadores de gado com a política fiscal do Império, que concedia 
vantagens aos produtores de charque da região platina. O conflito 
só foi encerrado depois do estabelecimento de acordos com os 
rebeldes, os quais teriam parte de suas reivindicações atendidas. 
Embora esteja omisso na questão, devemos lembrar que contribuiu 
também para o encerramento do conflito a atuação militar do 
Barão de Caxias, o futuro Duque de Caxias. 
 Resposta: A
Anotações
Supervisor/Diretor: Marcelo Pena – Autor: Dawison Sampaio
Digitadora: Cirlene-29/08/2017 – Revisora: Mayara
CIÊNCIAS HUMANAS 
E SUAS TECNOLOGIAS
F B O N L I N E . C O M . B R
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Professor(a): Dawison sampaio
assunto: o segunDo ReinaDo (1840 a 1889)
frente: HistóRia i
OSG.: 118292/17
AULA 10
EAD – MEDICINA
Resumo Teórico
Contexto Geral do Segundo Reinado
Introdução: Relativa estabilidade
• Os lucros do Café
• Parlamentarismo às avessas.
Fases:
• Estruturação (1840 – 1850).
• Apogeu (1850 – 1870).
• Declínio (1870 – 1889).
Política Interna
Partidos políticos: Liberais x Conservadores
• Sem divergências ideológicas profundas. 
• Ambos representavam elites econômicas.
• Episódio das eleições do “Cacete”. (fraudes e violência)
Funcionamento do Parlamentarismo no Império
 
IMPERADOR
PODER MODERADOR
INDICA O PRES. DO CONSELHO
C. DOS DEPUTADOS
MAIORIA DO PART. “X”
LEGISLATIVO
PRES. DO CONSELHO
PODER EXECUTIVO
FORMA O MINISTÉRIO
MINISTÉRIO
PARTIDO “X”
MANIPULA AS ELEIÇÕES
⇓
⇓
⇓
“Não há nada mais liberal do que um conservador governando; 
não há nada mais conservador do que um liberal na oposição.” 
Oliveira Viana
Revolução Praieira de 1848
1. Influência das ideias liberais/socialistas.
2. Última grande revolta do período.
3. Reduto da revolta: Jornal “Diário Novo” – Rua da Praia.
4. Causas gerais: 
a) Concentração fundiária e crise econômica.
b) O mandonismo da família Cavalcanti. 
c) Controle do comércio pelos portugueses.
5. “O Manifesto ao Mundo”. 
6. Repressão ao movimento.
Observações: Propostas do Manifesto ao Mundo
• Voto Universal. 
• Liberdade de Imprensa. 
• Nacionalização do Comércio.
• Eliminação do Senado. Vitalício e do poder moderador.
• República Federalista. 
• Direito ao trabalho.
Economia no Segundo Reinado
1. Fatores que contribuíram para o desenvolvimento da cafeicultura.
a) Alto valor do produto.
b) Fatores Naturais: Solo (“terra roxa”) e clima favoráveis.
c) Desenvolvimento do mercado externo (EUA/Europa).
2. Zonas produtoras: Vale do Paraíba e Oeste Paulista.
3. Produto de maior importância na pauta de exportações.
a) “O Brasil era o café e o café era o negro” (B. Fausto)
b) Chegou a representar mais de 60% das exportações do Brasil.
DÉCADA EXPORTAÇÕES
1851-60 48,8%
1861-70 45,5%
1871-80 56,6%
1881-90 61,5%
1891-1900 64,5%
 Fonte: Anuário Estatístico do Brasil de 1939
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Módulo de estudo
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4. Promoveu modernização e dinamização da economia.
a) Ascensão dos Barões do Café.
b) Desenvolvimento dos transportes (estradas de ferro, portos) e 
comunicações (telégrafo, telefone).
c) Desenvolvimento de atividades urbanas paralelas (comércio, 
bancos, fábricas)
Observações:
O Brasil, durante o século XIX, especialmente na fase 
do Segundo Reinado, teve sua economia ligada ao setor 
agroexportador, sendo o café o elemento de maior importância, 
chagando a responder por mais de 60% das exportações no 
período. Esse fato se deve à ampliação do consumo mundial do 
café. Observe que, mesmo sendo um produto agrário, o café exigia 
uma melhor infraestrutura que resultou em investimentos em vários 
segmentos, como no setor de transportes, com destaque para os 
portos e ferrovias.
5. A Era Mauá: O surto industrial
a) Lucros obtidos com o café: Aumento do meio circulante.
b) Tarifa Alves Branco (1844): Aumento de tarifas para importados. 
c) Fim do tráfico negreiro (1850): Liberação de capitais para a 
indústria.
Observações:
Em meados do século XIX, os lucros obtidos com o café, a 
criação da Tarifa Alves Branco e o fim do tráfico negreiro, com a Lei 
Euzébio de Queirós, liberaram capitais e permitiram o Brasil viver 
um surto industrial. Ao mesmo tempo, surgia um grave problema 
que era a questão da mão de obra que poderia escassear devido 
ao fim do tráfico negreiro. Estimulando a imigração, o governo 
precisava se certificar que os recém-chegados não se negariam a 
trabalhar nas fazendas de café, e, para isso, editou a Lei de Terras 
que, ao regulamentar o uso e propriedade, dificultou sobremaneira 
o acesso à terra.
d) Motivos do fracasso:
 • Falta de apoio do governo.
 • Sabotagens.
 • Concorrência inglesa.
 • Mentalidade Conservadora dos proprietários de escravos.
Questões socioeconômicas no Segundo 
Reinado 
O problema de mão de obra
1. O problema de mão de obra
a) O Bill Aberdeen (1845): Aumento do valor dos escravos. 
(Aumento do valor dos escravos.)
b) Lei Eusébio de Queirós (1850) e o fim do tráfico. 
 • Fim do tráfico de escravos.
 • Solução imediata: Tráfico interprovincial (NE-SE).
ANO Nº DE ESCRAVOS
1849 54.000
1850 23.000
1851 3.000
1852 700
 PRADO JÚNIOR, Caio. História Econômica do Brasil, p. 152.
2. Alternativas de mão de obra.
a) Solução inicial: Tráfico interprovincial (NE-SE)
b) Estímulo à imigração.
 • Contexto europeu (desemprego gerado pela revolução 
 industrial e as guerras – unificação tardias da Itália e 
 Alemanha)
 • A ideologia do branqueamento.
ANO Nº DE IMIGRANTES
1886 30.000
1887 55.000
1888 133.000
PRADO JÚNIOR, Caio. História Econômica do Brasil, p. 190-1.
3. Tipos de imigração.
a) Sistema de Parceria: iniciativa de Particulares, exploração do 
imigrante – Revolta em Ibicaba/SP.
b) Sistema de Imigração Subvencionada: o Estado custeia parte 
das despesas.
4. Lei de Terras de 1850 e seus desdobramentos.
• Regularização mediante à compra de registro das terras sem 
registro.
• Dificultou o acesso à terra, ampliando a oferta de mão de obra 
para o cultivo do café.
Observações:
A expansão do cultivo do café coincidiu com o momento 
da aprovação da Lei Eusébio de Queiroz publicada em 1850 que 
estabeleceu o fim do tráfico negreiro. Tal dispositivo poderia ter 
criado um grave problema para os cafeicultores que poderiam ficar 
sem a quantidade necessária de mão de obra para a produçãodo 
café. Tal circunstância, no entanto, só não ocorreu, pelo menos 
como se imaginava, pois se recorreu ao tráfico interprovincial 
de escravos, oriundos sobretudo da região nordeste, sendo 
complementado mais tarde com a chegada de imigrantes europeus.
Exercícios
01. (Enem/2013) 
MOREAUX, F. R. Proclamação da Independência
Disponível em: www.tvbrasil.org.br. Acesso em: 14 jun. 2010. 
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OSG.: 118292/17
Módulo de estudo
 FERREZ, M. D. Pedro II
SCHWARCZ, L. M. As barbas do Imperador D. Pedro II, 
um monarca nos trópicos. 
São Paulo: Cia. das Letras, 1998. 
 As imagens, que retratam D. Pedro I e D. Pedro II, procuram 
transmitir determinadas representações políticas acerca dos dois 
monarcas e seus contextos de atuação. A ideia que cada imagem 
evoca é, respectivamente 
A) habilidade militar — riqueza pessoal. 
B) liderança popular — estabilidade política. 
C) instabilidade econômica — herança europeia. 
D) isolamento político — centralização do poder. 
E) nacionalismo exacerbado — inovação administrativa. 
02. (Fuvest/2012) Examine a seguinte tabela:
ANO
Nº DE ESCRAVOS QUE 
ENTRARAM NO BRASIL
1845 19.453
1845 50.325
1847 56.172
1848 60.000
Dados extraídos de Emília Viotti da Costa. Da senzala à colônia. 
São Paulo: Unesp, 1998.
 A tabela apresenta dados que podem ser explicados 
A) pela lei de 1831, que reduziu os impostos sobre os escravos 
importados da África para o Brasil. 
B) pelo descontentamento dos grandes proprietários de terras em 
meio ao auge da campanha abolicionista no Brasil. 
C) pela renovação, em 1844, do Tratado de 1826 com a Inglaterra, 
que abriu nova rota de tráfico de escravos entre Brasil e 
Moçambique. 
D) pelo aumento da demanda por escravos no Brasil, em função da 
expansão cafeeira, a despeito da promulgação da Lei Aberdeen, 
em 1845. 
E) pela aplicação da Lei Eusébio de Queirós, que ampliou a entrada 
de escravos no Brasil e tributou o tráfico interno. 
03. (Mackenzie/2004.1) A tela da atualidade política é uma paisagem 
uniforme; nada a perturba, nada a modifica. Dissera-se um país 
onde o povo só sabe que existe politicamente quando ouve o 
fisco bater-lhe à porta. O que dá razão a este marasmo?
Machado de Assis, crônica publicada no Diário do Rio de Janeiro em 1/12/1861
 A crítica do autor refere-se à política adotada durante o Segundo 
Reinado no Brasil (1840-1889). Com relação a esse período, 
podemos afirmar que:
A) a adoção do parlamentarismo às avessas cooperou para a 
estabilidade política nessa época, impedindo que aspirações 
populares, divergentes dos interesses da elite agrária, fossem 
atendidas.
B) inspirada no modelo parlamentar inglês, as atribuições políticas 
ficam concentradas nas mãos do Poder Moderador, permitindo 
um exercício mais democrático do poder.
C) com a centralização político-administrativa, a monarquia estava 
assegurada, possibilitando que as eleições ocorressem livres de 
pressões ou fraudes.
D) o Senado Vitalício e o Conselho de Estado não eram órgãos 
meramente consultivos do imperador; eles permitiam, mesmo 
que de forma limitada, a atuação de conservadores e liberais.
E) a centralização de poderes no Poder Moderador ameaçava os 
interesses da aristocracia agrária, representada pelos Partidos 
Liberal e Conservador.
04. (PUC/PR/2009.2) O regime monárquico foi marcado na sua 
primeira fase por uma série de revoltas populares e revoluções que 
ameaçaram não só a manutenção da monarquia como também 
a própria integridade territorial do país. O último movimento de 
caráter revolucionário, ocorrido durante o período imperial e que 
foi influenciado pela agitação revolucionária europeia de 1848, 
foi: 
A) a Revolução Federalista, no Sul do Brasil. 
B) a Revolução Constitucionalista, em São Paulo. 
C) a Guerra do Contestado, em Santa Catarina. 
D) a Revolução Praieira, em Pernambuco. 
E) o Levante dos Posseiros, no Paraná.
05. (Unicid/SP/2011) Durante o reinado de D. Pedro II (1840-1889), 
estabeleceu-se no país um “parlamentarismo à brasileira”. 
Entre os pontos que diferenciavam esse sistema político do 
parlamentarismo clássico, pode-se destacar
A) o fato de o governo estar efetivamente nas mãos do primeiro-
ministro.
B) a escolha do primeiro-ministro entre os membros do partido 
mais votado.
C) o fato de o Gabinete ou Conselho de Estado depender da 
confiança da Câmara.
D) o direito de o monarca demitir o primeiro-ministro de acordo 
com sua vontade.
E) a função do rei de representar o Estado e não de governar a 
nação.
06. (UFRN/2004.1) Ironizando a vida política brasileira no Segundo 
Império, o escritor Machado de Assis, no dia 1º de dezembro de 
1861, escreveu no Diário do Rio de Janeiro: O que há de política? 
É a pergunta que naturalmente ocorre a todos, e a que me fará 
o meu leitor, se não é ministro. O silêncio é a resposta. Não há 
nada, absolutamente nada. A tela da atualidade política é uma 
paisagem uniforme; nada a perturba, nada a modifica. Dissera-se 
um país onde o povo só sabe que existe politicamente quando 
ouve o fisco bater-lhe à porta.
Apud ALENCAR, Francisco et al. História da sociedade brasileira. 
Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1985. p. 151.
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 O texto de Machado de Assis se refere à
A) opressão exercida contra a população brasileira, com a 
cobrança de impostos destinados à manutenção de uma corte 
dispendiosa.
B) censura que vigorou no período imperial, decorrente da forma 
autoritária como o Imperador conduzia os destinos do país.
C) permanência das elites no poder, garantida pela convergência 
de interesses entre os partidos liberal e conservador.
D) indiferença da classe política brasileira pelos problemas 
relacionados à administração do Estado.
07. (IFMG/2010.1) Analise a tabela abaixo, referente à representação 
partidária no período imperial brasileiro:
PARTIDO 
CONSERVADOR
PARTIDO 
LIBERAL
Proprietários Rurais 47,54% 47,83%
Comerciantes 13,12% 8,69%
Outros 18,03% 26,09%
Sem informação 21,31% 17,39%
FONTE: CARVALHO, José Murilo. A construção da ordem: teatro de sombras. 
Rio de Janeiro: UFRJ, Relume-Dumará, 1996. p. 192.
 Considerando-se o contexto sócio-político nesse período e as 
informações obtidas na tabela, é correto afirmar que
A) a predominância de proprietários rurais e comerciantes acirrava 
os conflitos internos.
B) os partidos políticos no Império representavam igualmente os 
interesses sociais no Brasil.
C) o índice de filiados sem informação profissional refletia a 
atuação de escravos forros na política.
D) a origem social comum dos membros fazia com que ambos os 
partidos representassem as elites econômicas.
E) a presença de classes populares nos partidos facilitava a 
mobilização de massas através de comitês eleitorais.
08. (Unesp/2010) A expansão da economia do café para o oeste 
paulista, na segunda metade do século XIX, e a grande imigração 
para a lavoura de café trouxeram modificações na história do Brasil 
como 
A) o fortalecimento da economia de subsistência e a manutenção 
da escravidão. 
B) a diversificação econômica e o avanço do processo de 
urbanização. 
C) a divisão dos latifúndios no Vale do Paraíba e a crise da 
economia paulista. 
D) o fim da república oligárquica e o crescimento do movimento 
camponês. 
E) a adoção do sufrágio universal nas eleições federais e a 
centralização do poder.
09. (Enem/2009) 
O suíço Thomas Davatz chegou a São Paulo em 1855 para 
trabalhar como colono na fazenda de café Ibicaba, em Campinas. 
A perspectiva de prosperidade que o atraiu para o Brasil deu lugar 
à insatisfação e revolta, que ele registrou em livro. Sobre o percurso 
entre o porto de Santos e o planalto paulista, escreveu Davatz: 
“As estradas do Brasil, salvo em alguns trechos, são péssimas. 
Em quase toda parte, falta qualquer espécie de calçamento ou 
mesmo de saibro. Constam apenas de terra simples, sem nenhum 
benefício. É fácil preverque nessas estradas não se encontram 
estalagens e hospedarias como as da Europa. Nas cidades maiores, 
o viajante pode naturalmente encontrar aposento sofrível; 
nunca, porém, qualquer coisa de comparável à comodidade que 
proporciona na Europa qualquer estalagem rural. Tais cidades são, 
porém, muito poucas na distância que vai de Santos a Ibicaba e 
que se percorre em cinquenta horas no mínimo”.
Em 1867 foi inaugurada a ferrovia ligando Santos a Jundiaí, 
o que abreviou o tempo de viagem entre o litoral e o planalto 
para menos de um dia. Nos anos seguintes, foram construídos 
outros ramais ferroviários que articularam o interior cafeeiro ao 
porto de exportação.
Santos. DAVATZ, T. Memórias de um colono no Brasil. 
São Paulo: Livraria Martins, 1941 (adaptado).
 O impacto das ferrovias na promoção de projetos de colonização 
com base em imigrantes europeus foi importante, porque
A) o percurso dos imigrantes até o interior, antes das ferrovias, era 
feito a pé ou em muares; no entanto, o tempo de viagem era 
aceitável, uma vez que o café era plantado nas proximidades 
da capital, São Paulo.
B) a expansão da malha ferroviária pelo interior de São Paulo 
permitiu que mão de obra estrangeira fosse contratada para 
trabalhar em cafezais de regiões cada vez mais distantes do 
porto de Santos.
C) o escoamento da produção de café se viu beneficiado pelos 
aportes de capital, principalmente de colonos italianos, que 
desejavam melhorar sua situação econômica.
D) os fazendeiros puderam prescindir da mão de obra europeia e 
contrataram trabalhadores brasileiros provenientes de outras 
regiões para trabalhar em suas plantações.
E) as notícias de terras acessíveis atraíram para São Paulo grande 
quantidade de imigrantes, que adquiriram vastas propriedades 
produtivas.
10. (Unesp/2016) Os colonos que emigram, recebendo dinheiro 
adiantado, tornam-se, pois, desde o começo, uma simples 
propriedade de Vergueiro & Cia. E em virtude do espírito de 
ganância, para não dizer mais, que anima numerosos senhores 
de escravos, e também da ausência de direitos em que costumam 
viver esses colonos na província de São Paulo, só lhes resta 
conformarem-se com a ideia de que são tratados como simples 
mercadorias ou como escravos.
DAVATZ, Thomas. Memórias de um colono no Brasil (1850), 1941.
 O texto aponta problemas enfrentados por imigrantes europeus 
que vieram ao Brasil para 
A) trabalhar nas primeiras fábricas, implantadas na região Sudeste 
do país, para reduzir a dependência brasileira de manufaturados 
ingleses. 
B) substituir a mão de obra escrava nas lavouras de café e cana- 
-de-açúcar, após a decretação do fim da escravidão pela Lei 
Áurea. 
C) trabalhar no sistema de parceria, estando submetidos ao poder 
político e econômico de fazendeiros habituados à exploração 
da mão de obra escrava. 
D) substituir a mão de obra indígena na agricultura e na pecuária, 
pois os nativos eram refratários aos trabalhos que exigiam sua 
sedentarização. 
E) trabalhar no sistema de colonato, durante o período da grande 
imigração, e se estabeleceram nas fazendas de café do Vale do 
Paraíba e litoral do Rio de Janeiro.
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11. (Mackenzie/2011) A linha de força que conduziu os diversos 
estudos sobre a história do São Paulo oitocentista foi o desejo de 
explicar o notável crescimento do seu núcleo urbano. Como se 
sabe, na segunda metade do século XIX, a capital da província 
passou de 11ª maior aglomeração urbana do Brasil, em 1872, para 
a segunda em 1920, perdendo apenas para a capital do país. A 
grande questão era entender como e por que a cidade atingiu 
tão rapidamente tal posição.
 Maria Luiza Ferreira de Oliveira. Uma senhora na rua do Imperador: 
população e transformações urbanas na cidade de São Paulo 
 Dentre as alternativas abaixo, assinale aquela que apresenta uma 
resposta satisfatória à indagação do texto.
A) Apesar de sofrer investimentos advindos dos cafezais, São Paulo 
se beneficiou, principalmente, da produção açucareira.
B) Desde sua fundação, no século XVI, São Paulo despontou como 
centro econômico do Brasil.
C) A cidade de São Paulo se beneficiou de investimentos realizados 
por diversos segmentos, dentre eles, o setor cafeeiro.
D) A cidade só iria se desenvolver realmente com a industrialização, 
na segunda metade do século XX.
E) Diversos fatores explicam as transformações vividas por São 
Paulo, tais como a cafeicultura, a industrialização e a exploração 
das drogas do sertão.
12. (FGV/2011 - Economia) Entre 1779 e 1829, a população escrava 
do município [de Campinas] cresceu de 156 para quase 4800. 
Em 1872, já com o café como a força motriz da economia, 
ela atingira 14 mil. A maior parte do aumento desde 1829 se 
deu antes do final do tráfico africano. Entretanto, o comércio 
interno de escravos, já bastante ativo nas décadas de 1850 e 
1860, recrudesceu nos anos 1870, despejando vários milhares 
de cativos no Oeste paulista, vindos sobretudo do Nordeste e do 
Rio Grande do Sul. Foi só a partir de 1881, com a alta tributação 
sobre o tráfico interno para o Sudeste e a crise da escravidão, 
que os fazendeiros voltaram-se seriamente para trabalhadores 
imigrantes. Sua mudança de atitude coincidiu com uma queda 
nos preços agrícolas da Itália, que expeliu de lá um grande número 
de trabalhadores do campo.
Robert W. Slenes. Senhores e subalternos no Oeste paulista. 
In Luiz Felipe de Alencastro (org.). História da vida privada no Brasil, 
volume 2, 1997.)
 Considerando o texto, sobre a transição do trabalho escravo para 
o trabalho livre na região do Oeste paulista, é possível afirmar que
A) a mentalidade empresarial e arrojada dos fazendeiros paulistas 
orientou para uma rápida e decisiva opção pela mão de obra 
livre, em especial a partir de 1831, com a aprovação da lei que 
extinguiu o tráfico de escravos para o Brasil.
B) a necessidade emergencial de abundante mão de obra para 
as atividades agrícolas de São Paulo, a partir de 1850, uniu os 
proprietários rurais e os burocratas do Império na organização 
da entrada de imigrantes oriundos do extremo Oriente.
C) a opção decisiva, por parte dos proprietários, pelo trabalhador 
imigrante relacionou-se com as dificuldades presentes para a 
obtenção do trabalhador cativo e com a crise na produção 
agrícola em regiões com potencial de fornecer mão de obra 
para o Brasil.
D) mesmo reconhecendo o papel central da produção cafeeira 
nas transformações econômicas e políticas na província de São 
Paulo, em meados do século XIX, a mão de obra imigrante e 
livre foi usada, inicialmente, na produção de algodão.
E) a maciça entrada de imigrantes europeus começou no início 
do século XIX, como uma decorrência imediata das novas 
condições econômicas geradas pelo início do tráfico interno, 
que levou a uma baixa considerável no preço do cativo.
13. (Fuvest/2004) Número de escravos africanos trazidos ao Brasil.
PERÍODO MILHARES DE INDIVÍDUOS
1811-1820 327,7
1821-1830 431,4
1831-1840 334,3
1841-1850 378,4
1851-1860 6,4
1861-1870 0
Fonte: Tabelas de Philip Curtin e David Eltis
 Pelos dados apresentados, pode-se concluir que, no século XIX:
A) a importação de mão de obra escrava diminuiu em decorrência 
da crise da economia cafeeira.
B) o surto industrial da época de Mauá trouxe como consequência 
a queda da importação de mão de obra escrava.
C) a expansão da economia açucareira desencadeou o aumento 
de mão de obra livre em substituição aos escravos.
D) a proibição do tráfico negreiro provocou alteração no 
abastecimento de mão de obra para o setor cafeeiro.
E) o reconhecimento da independência do Brasil pela Inglaterra 
causou a imediata diminuição da importação de escravos.
14. (ESPM/2015) “Durante todo o reinado de D. Pedro II, foi 
necessário administrar conflitos com a Inglaterra, a maior potência 
econômica da época e acostumada, desde a época colonial, a 
gozar de privilégios nas relações comerciais com o Brasil. Os atritoscomeçaram logo em 1842, dois anos após a coroação, quando 
expirou o Tratado de Comércio de 1827. O governo de D. Pedro II 
decidiu não dar continuidade a essa política e o acordo de 1842 não 
foi renovado.” 
Sonia Guarita do Amaral. O Brasil como Império .
 Ao não renovar o Tratado de Comércio de 1827, o governo de 
D. Pedro II adotou em 1844: 
A) a tarifa Alves Branco, uma medida protecionista. 
B) a decisão de romper relações diplomáticas com a Inglaterra. 
C) a decisão de conceder vantagens comerciais para a França. 
D) a decisão de substituir a Inglaterra pelos EUA na condição de 
principal parceiro comercial do Brasil. 
E) a tarifa Silva Ferraz que extinguiu a cobrança de tributos sobre 
produtos importados. 
15. (FGV/2007.2) A Lei de Terras, aprovada em 1850, duas semanas 
após a proibição do tráfico de escravos, “tentou pôr ordem na 
confusão existente em matéria de propriedade rural, determinando 
que, no futuro, as terras públicas fossem vendidas e não doadas, 
como acontecera com as antigas sesmarias, estabeleceu normas 
para legalizar a posse de terras e procurou forçar o registro das 
propriedades.”
Boris Fausto. História do Brasil, 1994.
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 Sobre essa Lei de Terras, é correto afirmar que:
A) sua promulgação coincidiu com a Lei Eusébio de Queiroz, mas 
não há nenhuma relação de causalidade entre ambas.
B) ao entrar em vigor, não foi respeitada, podendo ser considerada 
mais uma “lei para inglês ver”.
C) sua promulgação foi concebida como uma forma de evitar o 
acesso à propriedade da terra por parte de futuros imigrantes.
D) sua aprovação naquele momento decorreu de os Estados 
Unidos terem acabado de aprovar uma lei de terras para o seu 
território.
E) ao entrar em vigor, teve efeito contrário ao de sua intenção 
original, que era a de facilitar o acesso à propriedade.
Resolução
01. A exposição das imagens relativas a duas fases ou representações 
de poder, durante a fase imperial brasileira, evidencia o interesse 
em identificar sua caracterização. Apesar de D. Pedro I representar 
o interesse, o quadro de Moreaux o situou na conta de líder 
popular, pelo que se depreende quanto à existência de membros 
das camadas populares. O segundo quadro relativo a D. Pedro II 
representa uma fase de certa estabilidade política, sem que, para 
isso, seja necessário recorrer à forma como o protagonista político 
se acha apresentado. 
 Resposta B
02. A partir de meados do século XIX, o Brasil voltava a se destacar no 
cenário econômico internacional devido à expansão da produção 
cafeeira. Inicialmente, a produção estruturada nos moldes do 
plantation dependia essencialmente do trabalho escravo. Mas, 
a manutenção do trabalho escravo neste período encontrava 
forte obstáculo devido à grande força e pressão que os ingleses 
exerciam para que o Brasil extinguisse a escravidão, que era um 
entrave à expansão do mercado consumidor. Os compromissos 
assumidos desde os Tratados Comerciais de 1810 para por fim 
ao tráfico e progressivamente à escravidão eram sucessivamente 
descumpridos, como foi o caso da lei aprovada em 1831, que ficou 
conhecida como "lei pra inglês ver”. Entre os esforços ingleses 
para acabar com a escravidão, podemos destacar a lei antitráfico, 
denominada de Bill Aberdeen, aprovada pelo Parlamento inglês 
em 1845. Não obstante a essa proibição, percebemos pelos dados 
oferecidos na tabela a crescente entrada de escravos, fato que só 
será alterado com a aprovação no Brasil da Lei Eusébio de Queirós 
em 1850, quando o número de escravos será sensivelmente 
reduzido. 
 Resposta D
03. O parlamentarismo aplicado no Brasil diferia substancialmente 
do modelo inglês, já que a indicação do Presidente do Conselho 
de Ministros (equivalente ao cargo de 1º Ministro) era de 
responsabilidade do Imperador, que, percebendo a falta de 
diferenças ideológicas expressivas entre os partidos liberal e 
conservador, promovia uma espécie de revezamento entre eles. 
Este mecanismo político foi um dos fatores que contribuiu para 
uma certa estabilidade política no período do II Reinado. 
 Resposta A
04. Ainda que o II Reinado tenha se caraterizado como uma fase 
de maior estabilidade política e social que contrastava com a 
fase histórica anterior que foi marcada por grande instabilidade, 
observamos nele um conflito que foi fortemente influenciado pelos 
ideais liberais e socialistas europeus, que, somado à questão do 
latifúndio, do mandonismo da família Cavalcanti e do sentimento 
lusofobista em Pernambuco, culminou com a chamada Revolução 
Praieira em 1848. 
 Resposta D
05. O parlamentarismo é um sistema de governo que se cristalizou 
com a revolução gloriosa na Inglaterra em 1688/89. Esse modelo 
político estabelece uma clara divisão entre a chefia de Estado, 
que cabe ao presidente, rei ou imperador, e a chefia de governo, 
em que o poder executivo é exercido pelo 1º ministro, indicado 
pela maioria do parlamento. No Brasil, o parlamentarismo foi 
praticado de maneira diferente, já que a indicação do Presidente 
do Conselho de Ministros, cargo equivalente ao de 1º ministro, 
era feita pelo imperador, que usava das prerrogativas do poder 
moderador, sendo lhe dado o direito de substituir o Presidente 
do Conselho de Ministros a qualquer momento para atender às 
conveniências políticas do período. 
 Resposta D
06. O parlamentarismo, como foi implantado no Brasil a partir de 
1847, é conhecido como parlamentarismo às avessas, por ser a 
indicação do Presidente do Conselho de Ministros uma escolha do 
monarca que fazia uso dos atributos do poder Moderador e não 
dos deputados (parlamento) que eram eleitos pelo povo, ainda que 
sob os critérios censitários que limitavam bastante a participação 
verdadeiramente popular. Observe que, ainda que não tivessem 
substanciais diferenças ideológicas, liberais e conservadores 
ao disputarem o poder, poderiam gerar instabilidade política. 
Reconhecendo às vantagens que poderiam desfrutar, liberais e 
conservadores acabavam por reforçar a autoridade monárquica 
que promoveria entre estes partidos hegemônicos uma espécie 
de revezamento no poder. 
 Resposta C
07. Durante o II Reinado, observamos a predominância política de 
dois partidos, o liberal e o conservador. Pela tabela oferecida na 
questão, percebe-se a pouca diferença em termos de composição 
social dos participantes dos dois partidos. Sem dúvida, essa origem 
comum contribuiu para a estabilidade que marcou esse período, 
na medida que, pouco ou quase nada, se observa em termos de 
diferenças ideológicas entre os partidos que representavam, a 
grosso, modo as elites do país. 
 Resposta D
08. Ainda que a atividade cafeicultora tenha surgido nos mesmos 
moldes de outros gêneros, como o açúcar e o algodão, ratificando 
o modelo econômico agroexportador herdado desde os tempos 
coloniais, o café tinha dinâmica própria e exigia uma série de 
investimentos, especialmente na área de infraestrutura (ex. ruas, 
portos, ferrovias e etc.), além de incorporar novidades nas áreas 
de produção e circulação do produto (ex. trabalho assalariado). 
O crescimento da demanda mundial contribuiu também para a 
efetivação de novos segmentos sociais ligados à produção do café 
e que passavam a atuar com frequência cada vez maior em outras 
atividades (diversificação). O fortalecimento deste grupo se deu, 
sobretudo, pelo crescimento do mercado interno, em virtude ao 
aumento do meio circulante e pelo desenvolvimento de atividades, 
especialmente nos espaços urbanos, como bancos e comércio. 
 Resposta B
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09. A economia cafeeira paulista, no século XIX, estruturou-se no 
trabalho escravo negro e no de imigrantes, principalmente 
italianos. Os imigrantes possuíam dificuldade em se adaptar ao 
sistema de parceria, bem como de se deslocar para o interior, já 
que as estradas, como o texto afirma, eram de péssima qualidade,quando comparadas com as europeias, o que também provocava 
um gargalo econômico porque o café, obviamente, também tinha 
dificuldade em ser escoado do interior para o Porto de Santos. 
A construção da estrada de ferro, financiada pelo capital britânico, 
contribuiu para amenizar a problemática do transporte, elevando 
a velocidade do imigrante do litoral para o interior, e do café 
inversamente. 
 Resposta B
10. O incentivo à imigração europeia como solução para o 
abastecimento de mão de obra na lavoura de café tem relação 
direta com a interrupção do tráfico negreiro com a Lei Eusébio de 
Queirós em 1850. O sistema de parceria tinha, a princípio, uma 
iniciativa particular, isto é, sem apoio mais explícito do estado, que 
buscava “seduzir” o colono com a possibilidade de obtenção de 
terras e de prosperidade. Excetuando-se casos isolados e por não 
se darem conta de que já chegavam endividados, os colonos viam 
seus sonhos se transformarem em pesadelo, sendo muitas vezes 
submetidos a formas de controle similares às que eram impostas 
aos escravos. 
 Resposta C
11. Analisar o crescimento econômico de São Paulo em meados do 
século XIX está diretamente relacionado à produção cafeeira que 
expandia na mesma rapidez com que seu consumo se tornava 
mais intenso pelo mundo. O café foi, sobretudo, um agente de 
modernização econômica na medida que exigia investimentos em 
infraestrutura (portos, estradas e ferrovias), fortaleceu o comércio 
e estimulou a atividade bancária e industrial. 
 Resposta C
12. Observe que a transição para o trabalho assalariado não foi 
resultado de um projeto consciente das vantagens que a mão de 
obra assalariada traria, e sim fruto das dificuldades de obtenção de 
escravos que aumentavam progressivamente após a Lei Euzébio de 
Queirós de 1850. Após 1881, como indica o texto, o próprio tráfico 
interprovincial que tinha sido uma solução emergencial também se 
tornou inviável pela alta tributação. O contexto de crise na Europa 
(guerras e desemprego) acabou por favorecer a propaganda que 
atraía milhares de imigrantes para o Brasil, apresentado como a 
terra das oportunidades. Dessa forma, o trabalho do assalariado 
foi deitando raízes especialmente na região do Oeste Paulista.
 Resposta C
13. A expansão da produção de café se deu especialmente em 
meados do século XIX, provocando o aumento da necessidade 
de mão de obra que, a princípio, se assentava, assim como 
outras atividades, no trabalho escravo. Mesmo diante da pressão 
inglesa, o Brasil burlava os compromissos de extinguir o tráfico. 
Em geral, estes acordos foram inócuos até a promulgação da Lei 
Euzébio de Queirós, em 1850, que se mostrou mais eficaz no 
seu intento, como observamos pelos dados oferecidos na tabela. 
Ainda que houvesse uma redução do tráfico, o peso do trabalho 
escravo permanecia grande na atividade cafeeira, obrigando os 
cafeicultores a encontrarem alternativas para suprir a necessidade 
de mão de obra. 
 Resposta D
14. Ainda que o período do II Reinado se apresentasse como uma fase 
mais promissora em termos econômicos, o governo encontrava 
sérias dificuldades para equilibrar suas contas. Dessa maneira, o 
ministro da fazenda, Manuel Alves Branco, determinou a elevação 
das tarifas para produtos importados, o que afetaria diretamente 
os privilégios concedidos aos produtos ingleses no Brasil. 
 Resposta A
15. Com o fim do tráfico negreiro, havia grande receio por parte dos 
cafeicultores de uma crise de abastecimento de mão de obra. 
Uma alternativa que se apresentou foi o estímulo à imigração. 
Esses indivíduos vivendo um quadro de acentuada crise vinham 
para o Brasil em busca de oportunidades, especialmente terras. 
Dessa forma, logo após a Lei Euzébio de Queirós, o governo 
baixou a chamada Lei de Terras, que regulamentava a posse das 
terras especialmente das terras devolutas (desocupadas). As novas 
exigências acabavam por dificultar sobremaneira o acesso às terras 
pelas populações pobres nacionais e estrangeiras (imigrantes). 
 Resposta C
SUPERVISOR/DIRETOR: MARCELO– AUTOR: DAWISON SAMPAIO
DIG.: VICENTINA – REV.: LUCELENA
CIÊNCIAS HUMANAS 
E SUAS TECNOLOGIAS
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Professor(a): Dawison sampaio
assunto: o segunDo ReinaDo (paRte 2) e a CRise Do impéRio
frente: HistóRia i – BRasil
OSG.: 120086/17
AULA 11
EAD – MEDICINA
Resumo Teórico
A política externa do Segundo Reinado
1) A Questão Christie (1862–1865)
– Antecedentes: Cancelamento dos Tratados Comerciais em 
1843 e o Bill Aberdeen em 1845.
– 1° episódio: afundamento de um navio inglês (Príncipe de 
Gales) em 1861.
– 2° episódio: conflitos entre oficiais ingleses e soldados 
brasileiros em 1862.
– William Christie (embaixador inglês no Brasil) aprisiona 
5 navios brasileiros no porto do RJ a título de indenização.
– O BRASIL paga indenização, mas exige desculpas da 
INGLATERRA por invadir porto do RJ.
– Arbítrio internacional de Leopoldo I (BÉLGICA) favorável ao 
BRASIL;
– Negativa inglesa resultou no rompimento de relações 
diplomáticas entre os dois países em 1863
– INGLATERRA desculpa-se oficialmente em 1865 e reata relações 
com o Brasil.
2) A Guerra do Paraguai (1864-1870)
a) Evolução histórica do Paraguai:
• De Francia a Solano Lopez: reformas no Paraguai 
(Haciendas da Pátria, educação, cotonicultura)
b) Causas: 
1) Disputas na região platina: As disputas pela navegação nos 
rios da bacia platina, a existência de territórios fronteiriços 
em litígio, as alianças e contra alianças entre os países 
da região (a intervenção do Brasil na política interna 
do Uruguai, apoiando o Partido Colorado em oposição 
ao Blanco, a aproximação entre Brasil e Argentina de 
Bartolomeu Mitre)
2) Política expansionista de Solano López: Tentativa de formar 
o grande Paraguai em busca de uma saída para o mar
3) Oposição inglesa ao nacionalismo platino.
c) Participação de soldados negros e mulatos, livres e 
escravos, nas tropas brasileiras.
• A participação de negros e mulatos nas tropas do exército 
brasileiro na Guerra do Paraguai, levou os militares a 
condenarem a instituição da escravidão, o que fortaleceu 
as campanhas abolicionistas em curso.
Fonte: Ricardo Salles. Guerra do 
Paraguai. Memórias e imagens. 
Biblioteca Nacional, 2003.
3) Consequências da guerra.
– Paraguai: economicamente ficou arruinado; grande parte da 
população foi vítima do conflito, destruição do seu potencial 
industrial e eliminação das fazendas da pátria.
– Brasil: aumento da dívida externa brasileira, o fortalecimento 
da identidade nacional, por meio dos voluntários e a valorização 
do hino e da bandeira imperiais; a consolidação do Exército 
brasileiro, até então desprestigiado frente ao poder da Guarda 
Nacional; o avanço da questão abolicionista pelo emprego de 
libertos e escravos na guerra.
Observações:
A vitória na Guerra do Paraguai conferiu prestígio, como 
instituição, ao Exército brasileiro, levando os militares a se 
insubordinarem contra os desmandos dos políticos civis. Alguns oficiais, 
influenciados pelos ideais republicanos e pela filosofia positivista 
passaram a contestar o regime monárquico, sendo levados a integrar 
o movimento que destituiu a monarquia em 1889.
Crise do Império – Golpe Republicano
1) Contexto geral da crise do Império: Transformações econômicas, 
sociais e políticas que ocorreram na segunda metade do século XIX. 
a) O fim do tráfico negreiro que acabou por liberar capitais para 
o surto industrial. 
b) A expansão do café para o oeste de São Paulo, que permitiu o 
fortalecimento de uma nova elite econômica que buscava maior 
autonomia de governo, ao mesmo tempo que se mostrava 
disposta a participar mais ativamente das decisões políticas. 
c) O descontentamento do Exército, que voltou fortalecido da 
Guerra do Paraguai, questionando sua posição subalterna na 
esfera política, passando a exigir maior participação política.
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Módulo de estudo
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d) O avanço do abolicionismo,principalmente após a Guerra do 
Paraguai, fez com o Imperador perdesse sua base sociopolítica 
na medida que os escravocratas culpavam o trono pelos 
prejuízos causados pela abolição dos escravos.
e) Por fim, todas essas situações contribuíram para o avanço do 
Republicanismo, que tem no Manifesto Republicano de 1870 
e na fundação do Partido Republicano de 1873 dois momentos 
de grande relevância.
f) Ao que tudo indica, o Império fragilizou-se por não 
conseguir atender às novas expectativas resultantes destas 
transformações, ruindo aos poucos, sem esboçar qualquer 
reação capaz de deter seu desmoronamento.
2) Aspectos específicos da crise
a) A Questão Religiosa:
– Igreja atrelada ao Estado pelo Padroado e Beneplácito. 
(Constituição de 1824)
– 1864 – Bula Syllabus (Papa Pio IX): maçons expulsos dos 
quadros da Igreja.
– D. Pedro II proíbe tal determinação no Brasil.
– Bispos de Olinda e Belém descumprem imperador e são 
presos.
– Posteriormente anistiados.
– Igreja deixa de prestar apoio ao Imperador.
Charge de Bordallo Pinheiro, de 1875, 
fazendo referência à Questão Religiosa.
A legenda original era: Afinal... deu a mão à palmatória! 
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Quest%C3%A3o_religiosa.jpg>. 
Acesso em 15/07/2017.
b) Questão Militar:
– Exército desprestigiado pelo governo: baixos soldos, pouca 
aparelhagem e investimentos.
– Exército fortalecido nacionalmente após a Guerra do 
Paraguai.
– Punições do governo a oficiais que manifestavam-se 
politicamente.
• Sena Madureira, Cunha Matos.
– Penetração de ideias abolicionistas e republicanas positivistas 
nos quadros do Exército associam o Império ao atraso 
institucional e tecnológico do país.
c) Questão Abolicionista:
– Movimento abolicionista: intelectuais, camadas médias 
urbanas, setores do Exército.
– Prolongamento da escravidão por meio de leis inócuas:
• Lei do Ventre Livre (1871): Emancipação dos filhos dos 
escravos.
• Lei dos Sexagenários ou Saraiva-Cotegipe (1885): 
libertação dos escravos com mais de sessenta anos de 
idade, embora estes devessem trabalhar mais cinco anos 
gratuitamente, a título de indenização.
• Lei Áurea (1888): Abolição da Escravidão – aristocracia 
tradicional retira do governo imperial sua última base de 
sustentação. 
– Império é atacado por todos os setores, sendo associado ao 
atraso e decadência.
d) Questão Republicana:
– 1870: Manifesto Republicano (RJ) – dissidência radical do 
Partido Liberal.
– 1873: Fundação do PRP (Partido Republicano Paulista), 
vinculado a importantes cafeicultores do Estado.
– Descompasso entre poderio econômico dos cafeicultores 
do oeste paulista e sua pequena participação política.
– Abolicionismo em contradição com o escravismo defendido 
por velhas elites aristocráticas cariocas.
– Ideia do Federalismo – maior autonomia estadual.
– Apoio de classes médias urbanas, também pouco 
representadas pelo governo imperial.
Observações:
As transformações econômicas e sociais que o Brasil viveu em 
meados do século XIX estiveram em muitos momentos associados 
a ascensão dos cafeicultores do oeste paulista. Este grupo que se 
mostrava disposto a ter maior influência no processo político nacional, 
fez duras críticas ao centralismo imperial definido na Constituição 
de 1824. A síntese do projeto dos cafeicultores do oeste paulista se 
apresenta no Manifesto Republicano de 1870 em que destacamos a 
defesa do federalismo em oposição ao unitarismo monárquico.
e) A Proclamação da República (15/11/1889):
– 1888 – D. Pedro II tenta implementar reformas políticas 
inspiradas no republicanismo por meio do Visconde de Ouro 
Preto:
• Autonomia provincial, liberdade de culto e ensino, 
senado temporário, facilidades de crédito...
– Reformas negadas pelo parlamento que é dissolvido pelo 
imperador.
– Republicanos espalham boatos de supostas prisões de líderes 
militares.
– Marechal Deodoro da Fonseca simboliza historicamente este 
momento.
Observações:
A Proclamação da República figura entre os mais destacados 
temas da história nacional. Para esse episódio, existem as mais variadas 
explicações. Não podemos, no entanto, desconhecer o quadro de 
instabilidade em que estava mergulhado o Império. A relação do Trono 
com a Igreja Católica também estava desgastada, especialmente após 
os episódios envolvendo a Igreja, o Estado e a maçonaria. Após 1870, 
com o término da Guerra do Paraguai, a situação tende a se agravar 
quando a percepção por parte dos militares de sua limitada atuação 
política, estava diretamente associada ao modelo político vigente. 
Além disso, a participação dos escravos naquele conflito contribuiu 
para mudar a visão sobre a escravidão por parte de alguns militares 
que passaram a simpatizar com a causa abolicionista. O avanço 
dessas ideias comprometia, em muito, a relação do Imperador com os 
escravocratas, que cobravam uma atuação do Estado a fim de que não 
tivessem seus interesses econômicos contrariados. Enfim, a condição 
de continuidade de uma monarquia parecia cada vez mais remota 
devido à saúde do Imperador e à questão de gênero da sucessora 
(Princesa Isabel). Na interpretação de muitos, o golpe republicano foi 
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Módulo de estudo
a conjugação de interesses dos cafeicultores, classe média e militares, 
ficando a população mais uma vez marginalizada do contexto histórico 
do seu país como atesta o jornalista Aristides Lobo ao afirmar que 
’’O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem saber o que 
significava. Muitos acreditavam estar vendo uma parada.’’
Homenagem da Revista Illustrada à Proclamação da República.
Disponível em: <http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/71/Republica_no_
brasil.jpg>. Acesso em: 15/07/2017.
3) Diferentes projetos Republicanos: Ainda que unidos em torno 
do ideal republicano, os idealizadores da República divergiam 
quanto ao modelo e aos objetivos a serem alcançados.
a) República Positivista: Pensamento predominante entre 
os militares, pretendiam um governo forte e centralizado 
(unitarismo), valorizador do mérito e disciplinado pela razão, 
evidenciado na proposta de um estado laico. Prevaleceu entre 
1889 e 1894, durante a chamada República da Espada.
b) República Liberal: Especialmente os cafeicultores do oeste Paulista 
pautavam sua proposta nos ideais liberais inspirados no modelo 
federalista norte-americano, isto é, federalismo descentralizado com 
grande autonomia para os estados. Prevaleceu entre 1894 e 1930, 
durante a chamada República Oligárquica.
c) República Jacobina: as camadas médias urbanas, inspiradas 
nas decisões da Convenção Francesa, na qual se destacavam as 
lideranças do partido Jacobino, pretendiam expandir o conceito 
de cidadania com a formação de uma República com forte 
participação popular e favorável à criação de medidas com 
alcance social. Postura predominante entre setores da classe 
média urbana.
Exercícios
01. (Enem 2010 – 2ª aplicação) Leia o texto:
“Para o Paraguai, portanto, essa foi uma guerra pela 
sobrevivência. De todo modo, uma guerra contra dois gigantes 
estava fadada a ser um teste debilitante e severo para uma 
economia de base tão estreita. Lopez precisava de uma vitória 
rápida e, se não conseguisse vencer rapidamente, provavelmente 
não venceria nunca”. 
(LYNCH, J. “As Repúblicas do Prata: da Independência à Guerra do Paraguai”. 
BETHELL, Leslie (Org.). História da América Latina: da independência até 1870, 
v. III. São Paulo: EDUSP, 2004.)
 A Guerra do Paraguai teve consequências políticas importantes 
para o Brasil, pois:
A) representou a afirmação do Exército Brasileiro como um ator 
político de primeira ordem. 
B) confirmou a conquista da hegemonia brasileira sobre a Bacia 
Platina. 
C) concretizou a emancipação dos escravos negros. 
D) incentivou a adoção de um regime constitucional monárquico. 
E) solucionou a crise financeira, em razão das indenizações 
recebidas. 
02. (UFG/2005) Durante o SegundoReinado, as relações entre o Brasil 
e a Inglaterra ficaram tensas. Nesse clima, a Questão Christie 
(1863) foi deflagrada pela
A) resistência das elites escravistas brasileiras em extinguir o tráfico 
de africanos, gerando descontentamento entre os diplomatas 
ingleses.
B) decisão do governo brasileiro de não renovar o tratado de 
comércio com a Inglaterra, favorecendo a situação financeira 
do governo imperial.
C) aprovação da Lei Bill Aberdeen pelo Parlamento inglês, 
proibindo o tráfico de escravos no Atlântico, sob pena da 
apreensão de navios negreiros.
D) pilhagem da carga de um navio inglês naufragado no Brasil e 
pelo aprisionamento, pela Inglaterra, de navios brasileiros no 
Rio de Janeiro.
E) instabilidade nas relações comerciais do Brasil com a 
Inglaterra, decorrente da entrada de produtos industrializados, 
principalmente dos Estados Unidos.
03. (FGV-RJ/2007) No curso do século XIX, os principais conflitos 
militares, em termos de número de vítimas e impactos sociais, 
ocorreram no continente americano: a Guerra de Secessão, nos 
Estados Unidos, entre 1861 e 1865, e a Guerra do Paraguai, 
envolvendo os governos do Paraguai, da Argentina, do Uruguai 
e do Brasil, entre 1864 e 1870.
 Assinale a alternativa que identifica corretamente um efeito 
comum a esses dois episódios.
A) A abolição do regime republicano de governo e o crescimento 
das influências de militares na vida política.
B) A aceleração do crescimento industrial em detrimento da 
expansão das atividades agroexportadoras.
C) A crise do escravismo, fosse por sua abolição, fosse pelo 
aumento de críticas à sua vigência.
D) A corrida armamentista e a implementação do serviço militar 
obrigatório.
E) A adoção de políticas alfandegárias de natureza protecionista 
associadas ao reforço do intervencionismo estatal.
04. (Enem/2010 – 1ª aplicação) Substitui-se então uma história crítica, 
profunda, por uma crônica de detalhes onde o patriotismo e a 
bravura dos nossos soldados encobrem a vilania dos motivos 
que levaram a Inglaterra a armar brasileiros e argentinos para a 
destruição da mais gloriosa república que já se viu na América 
Latina, a do Paraguai.
CHIAVENATTO, J. J. Genocídio americano: A Guerra do Paraguai. 
São Paulo: Brasiliense, 1979 (adaptado).
 O imperialismo inglês, “destruindo o Paraguai, mantém o status 
quo na América Meridional, impedindo a ascensão do seu único 
Estado economicamente livre”. Essa teoria conspiratória vai contra 
a realidade dos fatos e não tem provas documentais. Contudo 
essa teoria tem alguma repercussão.
DORATIOTO, F. Maldita guerra: nova história da Guerra do Paraguai. 
São Paulo: Cia. das Letras, 2002 (adaptado).
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 Uma leitura dessas narrativas divergentes demonstra que ambas 
estão refletindo sobre
A) a carência de fontes para pesquisa sobre os reais motivos dessa 
Guerra.
B) o caráter positivista das diferentes versões sobre essa Guerra.
C) o resultado das intervenções britânicas nos cenários de batalha.
D) a dificuldade de elaborar explicações convincentes sobre os 
motivos dessa Guerra.
E) o nível de crueldade das ações do exército brasileiro e argentino 
durante o conflito.
05. (Unicamp/2012) A política do Império do Brasil em relação ao 
Paraguai buscou alcançar três objetivos. O primeiro deles foi o 
de obter a livre navegação do rio Paraguai, de modo a garantir 
a comunicação marítimo-fluvial da província de Mato Grosso 
com o restante do Brasil. O segundo objetivo foi o de buscar 
estabelecer um tratado delimitando as fronteiras com o país 
guarani. Por último, um objetivo permanente do Império, até o 
seu fim em 1889, foi o de procurar conter a influência argentina 
sobre o Paraguai, convencido de que Buenos Aires ambicionava 
ser o centro de um Estado que abrangesse o antigo vice-reino do 
Rio da Prata, incorporando o Paraguai.
(Adaptado de Francisco Doratioto, Maldita Guerra: nova história da Guerra do 
Paraguai. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 471.)
 Sobre o contexto histórico a que o texto se refere é correto afirmar:
A) A Guerra do Paraguai foi um instrumento de consolidação de 
fronteiras e uma demonstração da política externa do Império 
em relação aos vizinhos, embora tenha gerado desgastes para 
Pedro II.
B) As motivações econômicas eram suficientes para empreender 
a guerra contra o Paraguai, que pretendia anexar territórios 
do Brasil, da Bolívia e do Chile, em busca de uma saída para o 
mar.
C) A Argentina pretendia anexar o Paraguai e o Uruguai, mas foi 
contida pela interferência do Brasil e pela pressão dos EUA, 
parceiros estratégicos que se opunham à recriação do vice-reino 
do Rio da Prata.
D) O mais longo conflito bélico da América do Sul matou milhares 
de paraguaios e produziu uma aliança entre indígenas e negros 
que atuavam contra os brancos descendentes de espanhóis e 
portugueses.
06. (Vunesp/2011) A Guerra do Paraguai (1864-1870) foi definida, 
por alguns historiadores, como um momento de apogeu do 
Império brasileiro. Outros preferiram considerá-la como uma 
demonstração de seu declínio. Tal discordância se justifica porque 
o conflito sul-americano
A) estabeleceu pleno domínio militar brasileiro na região do Prata, 
mas provocou grave crise financeira no Brasil.
B) abriu o mercado paraguaio para as manufaturas brasileiras, 
mas não evitou a entrada no Paraguai de mercadorias 
contrabandeadas.
C) freou o crescimento econômico dos países vizinhos, mas 
permitiu o aumento da influência americana na região.
D) ajudou a profissionalizar e politizar o Exército brasileiro, mas 
contribuiu na difusão, entre suas lideranças, do abolicionismo.
E) fez do imperador brasileiro um líder continental, mas gerou a 
morte de milhares de soldados brasileiros.
07. (UPE/2012) Analise a charge a seguir.
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Quest%C3%A3o_religiosa.jpg>. 
Acesso em 15/07/2017.
 A charge de Bordallo Pinheiro, publicada em 1875, mostra o 
imperador D. Pedro II sendo castigado pelo Papa em clara alusão 
à chamada Questão Religiosa. Sobre esse episódio do final do 
regime monárquico no Brasil, é correto afirmar que 
A) a tensão entre Estado e Igreja não contribuiu para a crise da 
monarquia no Brasil. 
B) a origem da Questão foi a não determinação de expulsão de 
maçons das irmandades religiosas por D. Pedro II, descumprindo 
determinação papal. 
C) apesar da opinião pública contrária, o imperador manteve na 
prisão, até o cumprimento total da pena, os dois bispos por 
não acatarem suas determinações. 
D) na província de Pernambuco, as determinações de D. Pedro II 
foram postas em prática pelo bispo de Olinda. 
E) após o incidente, a Igreja passou a condenar oficialmente a 
prática da escravidão negra no Brasil. 
08. (Enem/2010 – 2ª aplicação) A dependência regional maior ou 
menor da mão de obra escrava teve reflexos políticos importantes 
no encaminhamento da extinção da escravatura. Mas a 
possibilidade e a habilidade de lograr uma solução alternativa – 
caso típico de São Paulo – desempenharam, ao mesmo tempo, 
papel relevante.
FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: EDUSP, 2000.
 A crise do escravismo expressava a difícil questão em torno da 
substituição da mão de obra, que resultou 
A) na constituição de um mercado interno de mão de obra livre, 
constituído pelos libertos, uma vez que a maioria dos imigrantes 
se rebelou contra a superexploração do trabalho. 
B) no confronto entre a aristocracia tradicional, que defendia 
a escravidão e os privilégios políticos, e os cafeicultores, que 
lutavam pela modernização econômica com a adoção do 
trabalho livre. 
C) no “branqueamento” da população, para afastar o predomínio 
das raças consideradas inferiores e concretizar a ideia do Brasil 
como modelo de civilização dos trópicos. 
D) no tráfico interprovincial dos escravos das áreas decadentes 
do Nordeste para o Vale do Paraíba, para a garantia da 
rentabilidade do café. 
E)na adoção de formas disfarçadas de trabalho compulsório com 
emprego dos libertos nos cafezais paulistas, uma vez que os 
imigrantes foram trabalhar em outras regiões do país. 
09. (Enem/2010 – 2ª aplicação) 
 Ó sublime pergaminho
 Libertação geral
 A princesa chorou ao receber
 A rosa de ouro papal
 Uma chuva de flores cobriu o salão
 E o negro jornalista
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Módulo de estudo
 De joelhos beijou a sua mão
 Uma voz na varanda do paço ecoou:
 “Meu Deus, meu Deus
 Está extinta a escravidão”
MELODIA, Z.; RUSSO, N.; MADRUGADA, C. Sublime Pergaminho. 
Disponível em http:// www.letras.terra.com.br. Acesso em: 28 abr. 2010.
 O samba-enredo de 1968 reflete e reforça uma concepção acerca 
do fim da escravidão ainda viva em nossa memória, mas que não 
encontra respaldo nos estudos históricos mais recentes. Nessa 
concepção ultrapassada, a abolição é apresentada como 
A) conquista dos trabalhadores urbanos livres, que demandavam 
a redução da jornada de trabalho.
B) concessão do governo, que ofereceu benefícios aos negros, 
sem consideração pelas lutas de escravos e abolicionistas.
C) ruptura na estrutura socioeconômica do país, sendo responsável 
pela otimização da inclusão social dos libertos.
D) fruto de um pacto social, uma vez que agradaria os agentes 
históricos envolvidos na questão: fazendeiros, governo e 
escravos. 
E) forma de inclusão social, uma vez que a abolição possibilitaria 
a concretização de direitos civis e sociais para os negros. 
10. (Enem/2015) 
Texto I
Em todo o país a Lei de 13 de maio de 1888 libertou 
poucos negros em relação à população de cor. A maioria já havia 
conquistado a alforria antes de 1888, por meio de estratégias 
possíveis. No entanto, a importância histórica da Lei de 1888 não 
pode ser mensurada apenas em termos numéricos. O impacto que 
a extinção da escravidão causou numa sociedade constituída a 
partir da legitimidade da propriedade sobre a pessoa não cabe 
em cifras.
ALBUQUERQUE, W. O jogo da dissimulação: Abolição e cidadania negra no Brasil.
São Paulo: Cia. das Letras. 2009 (adaptado).
 Texto II
Nos anos imediatamente anteriores à Abolição, a 
população livre do Rio de Janeiro se tornou mais numerosa e 
diversificada. Os escravos, bem menos numerosos que antes, e 
com os africanos mais aculturados, certamente não se distinguiam 
muito facilmente dos libertos e dos pretos e pardos livres 
habitantes da cidade. Também já não é razoável presumir que uma 
pessoa de cor seja provavelmente cativa, pois os negros libertos 
e livres poderiam ser encontrados em toda parte.
CHALHOUB, S. Visões da liberdade: uma história das últimas décadas 
da escravidão na Corte. Sâo Paulo: Cia. das Letras. 1990 (adaptado).
 Sobre o fim da escravidão no Brasil, o elemento destacado no 
texto I que complementa os argumentos apresentados no texto 
II é o(a)
A) variedade das estratégias de resistência dos cativos. 
B) controle jurídico exercido pelos proprietários.
C) inovação social representada pela lei.
D) ineficácia prática da libertação.
E) significado político da Abolição.
11. (Enem/2010 – 1ª aplicação) 
I. Para consolidar-se como governo, a República precisava eliminar 
as arestas, conciliar-se com o passado monarquista, incorporar 
distintas vertentes do republicanismo. Tiradentes não deveria 
ser visto como herói republicano radical, mas sim como herói 
cívico-religioso, como mártir, integrador, portador da imagem 
do povo inteiro.
CARVALHO, J. M. C. A formação das almas: O imaginário da República no Brasil. 
São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
II. Ei-lo, o gigante da praça, / O Cristo da multidão!
 É Tiradentes quem passa / Deixem passar o Titão.
ALVES, C. Gonzaga ou a revolução de Minas. In: CARVALHO, J. M. C. A formação das 
almas: O imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
 A Primeira República brasileira, nos seus primórdios, precisava 
constituir uma figura heroica capaz de congregar diferenças e sustentar 
simbolicamente o novo regime. Optando pela figura de Tiradentes, 
deixou de lado figuras como Frei Caneca ou Bento Gonçalves. 
A transformação do inconfidente em herói nacional evidencia que 
o esforço de construção de um simbolismo por parte da República 
estava relacionado
A) ao caráter nacionalista e republicano da Inconfidência, 
evidenciado nas ideias e na atuação de Tiradentes.
B) à identificação da Conjuração Mineira como o movimento 
precursor do positivismo brasileiro.
C) ao fato de a proclamação da República ter sido um movimento 
de poucas raízes populares, que precisava de legitimação.
D) à semelhança física entre Tiradentes e Jesus, que proporcionaria, 
a um povo católico como o brasileiro, uma fácil identificação.
E) ao fato de Frei Caneca e Bento Gonçalves, terem liderado 
movimentos separatistas no Nordeste e no Sul do país.
12. (Unicamp/2013) Assinale a afirmação correta sobre a política no 
Segundo Reinado no Brasil. 
A) Tratava-se de um Estado centralizado, política e administrativamente, 
sem condições de promover a expansão das forças produtivas no país.
B) O imperador se opunha ao sistema eleitoral e exercia os poderes 
Moderador e Executivo, monopolizando os elementos centrais 
do sistema político e jurídico. 
C) O surgimento do Partido Republicano, em 1870, institucionalizou 
uma proposta federalista que já existia em momentos anteriores. 
D) A política imigratória, o abolicionismo e a separação entre a 
Igreja e o Estado fortaleceram a monarquia e suas bases sociais, 
na década de 1870. 
13. (IFMG/2014) Analise a charge publicada em 1887.
AGOSTINI, Ângelo. Revista Ilustrada.
Disponível em: <http://lounge.obviousmag.org. 
Acesso em: 27 jul. 2013.
 Nela, o artista retrata o imperador Dom Pedro II como um 
governante omisso 
A) diante dos graves problemas da nação publicados pelos jornais. 
B) acerca das notícias sobre as pressões inglesas pelo fim do tráfico.
C) frente à onda de manifestações feministas divulgadas pela imprensa.
D) diante das manchetes diárias sobre a destruição das matas 
nacionais.
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14. (IBMEC/2008) Utilize o texto abaixo para responder ao teste 
 “O povo assistiu bestializado à proclamação da República, segundo 
Aristides Lobo; não havia povo no Brasil, segundo observadores 
estrangeiros, inclusive os bem informados como Louis Couty; o 
povo fluminense não existia, afirmava Raul Pompéia. (…)
 O povo sabia que o formal não era sério. Não havia caminhos de 
participação, a República não era para valer. Nessa perspectiva, 
o bestializado era quem levasse a política a sério, era o que se 
prestasse à manipulação.
 Num sentido talvez ainda mais profundo que o dos anarquistas, 
a política era tribofe. Quem apenas assistia, como fazia o povo 
do Rio por ocasião das grandes transformações realizadas a sua 
revelia, estava longe de ser bestializado. Era bilontra.
(CARVALHO, José Murilo de. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a república que não 
foi. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. p. 140 e 160.)
 Glossário: tribofe = deboche e bilontra = esperto
 Segundo o texto do historiador José Murilo de Carvalho, a 
Proclamação da República brasileira:
A) foi uma passeata de militares que lideraram o povo até o Passo 
Imperial e, de lá, tiraram D. Pedro II que foi imediatamente 
deportado para a França; era o início da "república da espada".
B) não contou com a participação do povo que ficou à margem 
no dia 15 de novembro, apenas assistindo às manifestações e 
assim permaneceu nos anos que se seguiram, à margem dos 
interesses públicos.
C) foi realizada no dia 15 de novembro de 1889 por insistência 
do Partido Republicano Paulista, PRP, que desejava criar uma 
ligação entre a nossa proclamação e a Revolução Francesa, 
proclamando-a um século depois.
D) contou com a participação do povo que não assistiu pura e 
simplesmente às ações de Marechal Deodoro e dos republicanos 
históricos.Apesar de ser colocado à margem do processo, o 
povo se posicionou e tomou para si o papel de protagonista 
dessa história.
E) foi liderada por Silva Jardim, do grupo jacobino, os mais 
exaltados do movimento, que desejavam o fim da monarquia 
a qualquer preço e foram incumbidos de tirar a família real do 
palácio e levá-los para a prisão.
15. (Enem/2014)
De volta do Paraguai
Cheio de glória, coberto de louros, depois de ter derramado 
seu sangue em defesa da pátria e libertado um povo da escravidão, 
o voluntário volta ao seu país natal para ver sua mãe amarrada a 
um tronco horrível de realidade!...
AGOSTINI. A vida fluminense, ano 3. n. 128.11 jun. 1870. In: LEMOS. R. (Org.). 
Uma história do Brasil através da caricatura (1840-2001). 
Rio de Janeiro: Letras & Expressões. 2001. Adaptado.
 Na charge, identifica-se uma contradição no retorno de parte 
dos “Voluntários da Pátria" que lutaram na Guerra do Paraguai 
(1864-1870), evidenciada na
A) negação da cidadania aos familiares cativos.
B) concessão de alforrias aos militares escravos.
C) perseguição dos escravistas aos soldados negros.
D) punição dos feitores aos recrutados compulsoriamente
E) suspensão das indenizações aos proprietários prejudicados.
Resoluções
01. A Guerra do Paraguai foi o maior conflito bélico da história sul-
-americana, opondo o Paraguai à Tríplice Aliança composta por 
Brasil, Argentina e Uruguai. O conflito significou a destruição 
de todo o desenvolvimento alcançado pelo Paraguai desde 
a sua independência. Para o Brasil, que lutou praticamente 
sozinho na fase final da guerra, a vitória não fortaleceu o regime 
imperial vigente, contribuindo para a consolidação do exército 
enquanto instituição, que passou a exigir maior participação e 
espaço na política, questionando a escravidão e o próprio regime 
monárquico. 
 Resposta: A
02. A política externa do período monárquico esteve intimamente 
ligada ao relacionamento do Brasil com a Inglaterra. No período 
do Segundo Reinado estas relações com a Inglaterra, que já 
estavam estremecidas pela não renovação dos tratados comerciais 
iniciados em 1810, chegaram ao rompimento diplomático após 
os incidentes da Questão Christie, quando o representante inglês, 
William Christie, exigiu o pagamento de uma indenização após 
o naufrágio do navio inglês Príncipe de Gales, no litoral do Rio 
Grande do Sul. Após novo incidente envolvendo oficiais de sua 
marinha, a Inglaterra aprisionou navios brasileiros no Rio de 
Janeiro. 
 Resposta: D
03. Os eventos militares que marcaram o século XIX na América 
resultaram em questionamentos da ordem social vigente tanto 
nos EUA quanto no Brasil. Nos EUA, a disputa entre o projeto 
industrial nortista se chocava com os interesses da elite agrária 
do Sul, tendo a questão da escravidão como um dos pontos 
centrais da discussão. Mesmo com o fim da escravidão nos 
EUA em 1863, o debate, no que se refere aos direitos sociais e 
políticos dos negros, ainda que encontrassem em grupos radicais, 
como os membros da Ku Klux Klan, forte resistência passavam 
a ser discutidos cada vez mais intensamente por décadas. 
No Brasil, a participação dos escravos no front de batalha no 
contexto da Guerra do Paraguai, contribuiu para o questionamento 
da escravidão como instituição que perdurava no Brasil desde os 
tempos da colonização. O exército fortalecido retornou do conflito 
exigindo maior participação na vida política, o que levou a um 
confronto com o poder monárquico devido à simpatia dos militares 
ao modelo republicano e ao abolicionismo. 
 Resposta: C
04. A questão traz fragmentos com diferentes visões sobre a 
Guerra do Paraguai, especialmente quanto à participação da 
Inglaterra e a defesa de seus interesses na América do Sul. 
No primeiro, o autor coloca que a atuação dos soldados brasileiros 
encobriu a “vilania” dos interesses ingleses. No segundo texto, 
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Módulo de estudo
o autor classifica como “conspiratório” e contrário à realidade 
dos fatos a ideia de que a Guerra do Paraguai foi motivada por 
interesses britânicos. A divergência de opiniões não resulta de falta 
de documentos ou fontes e demonstra a dificuldade de elaborar 
explicações convincentes e definitivas diante da complexidade e 
diversidade de fatos e interesses envolvidos na Guerra do Paraguai. 
 Resposta: D
05. Ainda que não possamos negar os interesses econômicos e a 
influência da Inglaterra que poderia enxergar no Paraguai um 
“perigoso exemplo” a ser seguido, devemos ressaltar que a 
Guerra do Paraguai remonta ao processo de colonização das 
Américas por lusos e espanhóis em que a questão da definição 
de fronteiras frequentemente gerava incidentes diplomáticos e 
militares. Eram as rivalidades platinas. A Guerra da Cisplatina, que 
deu origem ao Uruguai, que separou-se do Império do Brasil, é 
um exemplo dessas rivalidades. Sob a ditadura da família Lopez, 
o Paraguai, que tem a limitação geográfica de não ter saída 
para o mar, desenvolveu uma política imperialista promovendo 
invasões ao Brasil e à Argentina que formaram a tríplice aliança 
com participação do Uruguai na intenção de impedir o projeto do 
“Grande Paraguai”. Se por um lado a vitória do Brasil no conflito 
consolidou sua hegemonia na América do Sul, o fortalecimento 
do exército provocou a fragilização das bases de sustentação do 
Império com o avanço dos ideais republicanos e abolicionistas. 
 Resposta: A
06. Ainda que a Guerra do Paraguai tenha contribuído para 
o fortalecimento do Brasil no contexto da política externa 
na América Latina, internamente provocou uma série de 
transformações especialmente com fortalecimento do exército 
que progressivamente se chocaria com o poder imperial. Para 
esse contexto, colaborou a afirmação do exército que retornou do 
conflito vitorioso e exigindo maior participação na vida política do 
país. Finalmente, a participação dos escravos nas fileiras do exército 
contribuiu decisivamente para a difusão do ideal abolicionista 
entre os militares. 
 Resposta: D
07. A vinculação da Igreja ao Estado, presente desde a Constituição 
de 1824, acabou gerando, no decorrer do Segundo Reinado, uma 
forte querela envolvendo o Trono e o Altar. No cerne da questão 
estava a determinação do Papa Pio IX em expurgar os elementos 
da maçonaria usando para tal a normativa da Bula Syllabus. 
No Brasil, o envolvimento de D. Pedro II com a maçonaria, fez com 
que tal dispositivo papal aqui não tivesse valor, no que se rebelaram 
dois bispos que por desobediência ao Imperador, acabaram presos. 
O impasse conhecido como Questão Religiosa ou episco-maçônica 
acabou contribuindo para a fragilização das bases de sustentação 
do Império, ainda que os bispos tivessem sido anistiados. 
 Resposta: B
08. A crise do escravismo no século XIX, no contexto do Reinado 
no Brasil, é decorrente de fatores internos e externos no qual 
destacamos a Lei Euzébio de Queiroz que, em 1850, extinguiu 
o tráfico negreiro para o Brasil. A produção de café, que 
sustentava a pauta das exportações brasileiras, ficava desta forma 
comprometida devido à questão da falta de mão de obra. Como 
solução inicial, o tráfico interprovincial mostrou-se incapaz de 
assegurar a mão de obra necessária para a produção cafeeira, 
especialmente no Oeste paulista, onde o café se expandia, daí 
a necessidade de estimular a imigração europeia. A chegada do 
imigrante contribuiu decisivamente na transição para o trabalho 
livre, visto que o escravo se tornava cada vez mais antieconômico. 
 Resposta: B
09. No samba-enredo citado na questão é retratada uma visão 
romântica e tradicional acerca do processo de abolição da 
escravidão no Brasil, que seria o resultado de uma ação heroica 
da princesa Isabel, que reconhecia a luta dos escravos por sua 
liberdade e atendia ao clamor dos segmentos abolicionistas. 
 Resposta: B
10. A escravidão, no final do século XIX, já era um sistema arcaico e em 
decadência no Brasil, pois grande parte dosnegros já estava com 
suas liberdades individuais consolidadas, havendo a dificuldade 
em diferenciar negros ladinos e boçais. Apesar do racismo, as 
etnias africanas eram vistas como tendo o direito à liberdade, 
ficando marginalizadas, mas livres. Contudo, o sistema brasileiro 
permitia que o negro se tomasse uma mercadoria que pertencesse 
a “outra” pessoa, ou seja, o escravo não seria considerado uma 
pessoa. A abolição, lendo os dois textos, foi uma revolução 
que destruiu os preceitos da ideologia defendida pela minoria 
aristocrática promovendo um abalo de fortes repercussões.
 Resposta: E
11. A identificação de Tiradentes como herói do republicanismo 
brasileiro foi incentivada pela elite, pois as características da 
Inconfidência Mineira objetivavam uma independência, mas 
sem radicalização, ou seja, o programa político não destruiria 
a estrutura vigente, como a monocultura e o latifúndio. Já 
outros movimentos republicanos se tornaram radicais, como a 
Confederação do Equador, pois permitiam uma relativa ascensão 
popular, o que deixava a aristocracia temerosa, além de quebrar 
a unidade territorial do país. 
 Resposta: C
12. Se os anos anteriores foram marcados por relativa estabilidade 
raramente alterado o período pós 1870 marcou a crise do Império 
que culminou com o golpe Republicano de 1889. A vitória do 
Brasil na Guerra do Paraguai e o consequente fortalecimento 
do Exército e a propagação do ideal abolicionista e republicano 
se chocavam com governo monárquico-centralista e escravista 
de D. Pedro II. Ainda que com divergências quanto ao modelo, 
o partido Republicano aglutinou elementos que interpretavam 
a manutenção da monarquia e da escravidão como entraves 
ao desenvolvimento da nação. Entre as elites agrárias do Oeste 
paulista predominavam a proposta federalista inspirada no 
modelo norte-americano que tinha feito parte do programa de 
reivindicações de várias revoltas que antecederam este período. 
 Resposta: C
13. O uso da imagem para construir uma visão ideologizada de um 
governante ou de um período tem se feito presente em vários 
momentos da história. A clássica representação de D. Pedro II 
como um senhor de idade, buscando vincular o Segundo Reinado 
a um período de estabilidade, ganha aqui outra versão. 
 
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Módulo de estudo
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 Nessa charge de Agostini, de 1887, o imperador aparece dormindo 
com jornal no colo. Não se trata de serenidade, mas apatia, ou 
como diz o próprio comando da questão, omissão, diante do 
quadro de crise decorrente do agravamento da Questão Militar 
e do avanço do abolicionismo que culminariam com o golpe 
republicano de 1889. 
 Resposta: A 
14. A consagrada obra de José Murilo de Carvalho – Os bestializados 
– é constantemente usada na análise da questão da Proclamação 
da República no Brasil, destacando o caráter excludente do 
movimento, que foi conduzido pela elite cafeeira do Oeste 
paulista, pelos militares e segmentos das classes médias urbanas, 
deixando de fora a maior parte da população. Mesmo pós a 
República proclamada, as expectativas de ampliação da cidadania 
logo foram frustradas com a limitação do voto imposta pelo texto 
Constitucional de 1891. De fato, podemos constatar que a maior 
parte da população permaneceu nesse momento a margem do 
processo político de seu país. Detalhe é que, ainda que o item 
certo não aluda esse aspecto especificamente, percebemos que 
o texto lança um outro olhar na medida em que a passagem do 
Império para a República, sem a participação do povo, tenha 
ocorrido não por este ser bestializado (alienado), mas bilontra 
(esperto) em perceber que os grupos que lideravam este processo 
não estariam dispostos a discutir ou mesmo levar em consideração 
os interesses populares. 
 Resposta: B
15. Um dos mais importantes eventos que marcaram a política externa 
do Brasil durante o Segundo Reinado foi a Guerra do Paraguai 
(1864 a 1870). Entre os fatores que merecem destaque, tomando 
como referência a imagem oferecida na questão, destacamos a 
incorporação de escravos ao Exército brasileiro. Essa circunstância, 
potencializada pela vitória do Brasil no conflito, contribuiu para 
uma reflexão sobre a escravidão. De fato, a imagem e o texto 
evidenciam uma contradição, na medida em que, os soldados 
negros obtiveram sua liberdade mas ao retomar para o Brasil 
constatavam a manutenção da escravidão, inclusive de seus 
familiares.
 Resposta: A
SUPERVISOR/DIRETOR: Marcelo Pena – AUTOR: Dawison Sampaio
DIG.: Georgenes – 10/10/17 – REV.: Rita de Cássia
CIÊNCIAS HUMANAS 
E SUAS TECNOLOGIAS
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Professor(a): Dawison sampaio
assunto: a República Da espaDa (1889 a 1894)
frente: HistóRia i
OSG.: 120087/17
AULA 12
EAD – MEDICINA
Resumo Teórico
República da Espada (1889 – 1894)
1. República da Espada (1889 – 1894): 
• Contexto: Período em que o Brasil foi governado por dois 
presidentes militares: Mal. Deodoro da Fonseca (1889 – 1891) 
e Mal. Floriano Peixoto (1891 – 1894). 
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Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto: os presidentes 
militares que consolidaram a República.
2. O Governo Provisório de Deodoro da Fonseca (1889-1891)
A. Primeiras medidas 
1) Decreto do regime republicano.
2) Transformação das antigas províncias em Estados.
3) A grande naturalização.
4) Separação da Igreja do Estado.
5) Instituição do casamento civil.
B. O “Encilhamento” de Rui Barbosa.
1) Objetivo: incentivar o desenvolvimento econômico, 
principalmente a indústria e pagar os salários dos operários.
2) Método: grande emissão de dinheiro por parte dos bancos.
3) Resultado: onda especulativa, empresas fantasmas e inflação 
generalizada
EM TEMPOS DE ENCILHAMENTO, ENQUANTO OS POBRES 
JOGAVAM NO BICHO, OS RICOS JOGAVAM NA BOLSA
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Charge de Angelo Agostini o Encilhamento publicada na 
Revista Ilustrada em 1890/FBN, Rio de Janeiro.
C. A Constituição de 1891.
1) Inspirada no modelo norte-americano: República – 
representativa – federalista e presidencialista.
2) Divisão em 20 estados e 1 distrito federal (antigo município neutro)
3) Tripartição do poder (executivo – legislativo – judiciário)
4) Voto aberto aos homens maiores de 21 anos de idade e alfabetizados.
5) Estado laico.
Observações:
VOTO E A EXCLUSÃO SOCIAL
O voto aberto facilita o controle do eleitorado pelas 
oligarquias. Estavam excluídos: mulheres, membros de ordens 
religiosas, soldados e mendigos.
3. Governo Constitucional de Deodoro e Floriano (1891 – 1894): 
A. Eleição e Renúncia de Deodoro: (1891)
1) Civis (federalistas) x Militares (Centralistas)
2) Apesar da oposição do congresso Deodoro é eleito devido 
a pressão dos militares.
3) Hostilização de Deodoro pelo Congresso.
4) Deodoro decretou o fechamento do Congresso.
5) Ameaçado por protestos resolve renunciar.
B. Assume Floriano Peixoto (1891 – 1894)
1) Destituiu os elementos ligados a Deodoro e reabriu o Congresso.
2) Facilitação do crédito para importação de máquinas e 
concessão de financiamentos aos industriais.
3) O controle da emissão monetária lhe valeu a simpatia das 
camadas urbanas.
4) Autoritarismo: acusado de continuísmo por não convocar 
novas eleições, recebe a alcunha de “Marechal de Ferro”.
5) Revoltas: Manifesto dos 13 generais – Revolta da Armada 
e Revolução Federalista.
RESULTADO DO MANIFESTO POLÍTICO ASSINADO POR 
13 GENERAIS: REFORMAS E PROMOÇÕES EM PENCA
Disponível em: <https://pt.wikipedia.org>.
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Observações:
A gestão do Floriano Peixoto (1891 a 1894) foi marcada 
pela contestação da sua legalidade no cargo pelos grupos que 
tiveram seus interesses contrariados pela facilitação da atividade 
industrial. Pressionado a convocar novas eleições Floriano 
enfrentou manifestações e revoltas nas quais se destacam a Revolta 
da Armada e aRevolução Federalista no Rio Grande do Sul. Ainda 
assim Floriano concluiu o mandato, sendo desta forma conhecido 
como o Marechal de Ferro.
Exercícios
01. (Enem/2009) A definição de eleitor foi tema de artigos nas 
Constituições brasileiras de 1891 e de 1934. Diz a Constituição 
da República dos Estados Unidos do Brasil de 1891:
 Art. 70. São eleitores os cidadãos maiores de 21 anos que se 
alistarem na forma da lei.
 A Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil de 1934, 
por sua vez, estabelece que:
 Art. 180. São eleitores os brasileiros de um e de outro sexo, maiores 
de 18 anos, que se alistarem na forma da lei.
 Ao se comparar os dois artigos, no que diz respeito ao gênero 
dos eleitores, depreende-se que
A) a Constituição de 1934 avançou ao reduzir a idade mínima 
para votar.
B) a Constituição de 1891, ao se referir a cidadãos, referia-se 
também às mulheres.
C) os textos de ambas as Cartas permitiam que qualquer cidadão 
fosse eleitor.
D) o texto da Carta de 1891 já permitia o voto feminino.
E) a Constituição de 1891 considerava eleitores apenas os 
indivíduos do sexo masculino.
02. (Vunesp/2008) Com a proclamação da República no Brasil, as 
antigas províncias receberam a denominação de estados. A 
mudança de província no Império para estado na primeira República 
não foi somente questão de nomenclatura, considerando que
A) os presidentes das províncias indicavam o primeiro ministro no 
parlamentarismo brasileiro e os estados eram administrados 
por interventores nomeados pelo Presidente.
B) os governantes das províncias eram membros das famílias 
tradicionais da sociedade local e os presidentes dos estados 
atendiam aos interesses gerais da nação.
C) os presidentes das províncias exerciam um mandato de quatro 
anos, enquanto na presidência dos estados havia grande 
rotatividade política provocada por lutas partidárias.
D) as províncias substituíam o poder central na manutenção da 
integridade territorial do país, enquanto os estados delegavam 
essa função ao Presidente da República.
E) os presidentes das províncias eram indicados pelo poder 
central, enquanto os presidentes dos estados eram eleitos pelas 
situações políticas e sociais regionais.
03. (Unesp/2016) A chamada crise do Encilhamento, no final do século 
XIX, foi provocada 
A) pela moratória brasileira da dívida contraída junto a casas 
bancárias alemãs e italianas. 
B) pela crise da Bolsa de Valores, que não resistiu ao surto 
especulativo do pós-Primeira Guerra Mundial. 
C) pelo fim da política de proteção à produção e exportação de 
café, que enfrentava forte concorrência colombiana. 
D) pela emissão descontrolada de papel-moeda, que provocou 
especulação financeira e alta inflacionária. 
E) pelo encarecimento dos bens de primeira necessidade, que 
eram majoritariamente importados dos Estados Unidos. 
04. (Uece/2009.1) Pode-se afirmar que a Proclamação da República 
inaugurou uma nova ordem política no Brasil. Neste sentido, 
assinale o correto.
A) O Centralismo presente no período Imperial foi substituído 
pelo Federalismo defendido pelas elites do oeste paulista e de 
Minas Gerais.
B) De imediato, o poder político passou a ser controlado pelas 
oligarquias rurais, mormente de São Paulo e Rio de Janeiro.
C) Os quatro primeiros governos republicanos, na primeira 
República, corresponderam à chamada República da Espada, 
sob a hegemonia dos militares ligados ao exército.
D) A feição política da primeira República explicitou-se num único 
partido: o Partido Republicano, de âmbito nacional, articulado 
e forte.
05. (PUC-PR/2007) O clima de crise permanente que caracterizou o 
mandato de Floriano Peixoto, segundo presidente do Brasil, foi 
provocado
A) pela contestação da legalidade da sucessão do vice-presidente 
e da necessidade de novas eleições após a renúncia de Deodoro 
da Fonseca.
B) pela manutenção da política de Deodoro, sobretudo quanto à 
dissolução do Congresso e à permanência do estado de sítio.
C) pelo descontentamento dos cafeicultores, ainda inconformados 
com a abolição da escravatura.
D) pelo problema da sucessão entre “civilistas” e “militaristas”, 
tendo como foco principal a figura de Rui Barbosa.
E) pelo desencadeamento do problema de Canudos, que envolveu 
grande parte do Exército brasileiro.
06. (Enem – 1ª aplicação) O artigo 402 do Código Penal brasileiro 
de 1890 dizia: Fazer nas ruas e praças públicas exercícios de 
agilidade e destreza corporal, conhecidos pela denominação de 
capoeiragem: andar em correrias, com armas ou instrumentos 
capazes de produzir uma lesão corporal, provocando tumulto ou 
desordens. Pena: Prisão de dois a seis meses.
SOARES, C. E. L. A Negregada instituição: os capoeiras no 
Rio de Janeiro: 1850-1890. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de 
Cultura, 1994 (Adaptado).
 O artigo do primeiro Código Penal republicano naturaliza medidas 
socialmente excludentes. Nesse contexto, tal regulamento expressava
A) a manutenção de parte da legislação do Império com vistas ao 
controle da criminalidade urbana.
B) a defesa do retorno do cativeiro e escravidão pelos primeiros 
governos do período republicano.
C) o caráter disciplinador de uma sociedade industrializada, 
desejosa de um equilíbrio entre progresso e civilização.
D) a criminalização de práticas culturais e a persistência de valores 
que vinculavam certos grupos ao passado de escravidão.
E) o poder do regime escravista, que mantinha os negros como 
categoria social inferior, discriminada e segregada.
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Módulo de estudo
07. (UFU/2016) Saído do regime servil sem condições para se 
adaptar rapidamente ao novo sistema de trabalho, à economia 
urbano-comercial e à modernização, o “homem de cor” 
viu-se duplamente espoliado. Primeiro, porque o ex-agente de 
trabalho escravo não recebeu nenhuma indenização, garantia ou 
assistência; segundo, porque se viu repentinamente em competição 
com o branco em ocupações que eram degradadas e repelidas 
anteriormente, sem ter meios para enfrentar e repelir essa forma mais 
sutil de despojamento social. Só com o tempo é que iria aparelhar-
se para isso, mas de modo tão imperfeito que ainda hoje se sente 
impotente para disputar “o trabalho livre na Pátria livre”.
FERNANDES, Florestan. O negro no mundo dos brancos. São Paulo: Difel, 1971, p.47. 
 Os primeiros anos pós-Abolição, no Brasil, foram marcados por 
ameaças de convulsão social e de reorganização do sistema produtivo. 
Nesse cenário, a força de trabalho estava marcada pelos 
A) fortes fluxos migratórios de ex-escravos para a região Nordeste, 
onde a permanência da lavoura açucareira constituía um 
importante polo de trabalho assalariado. 
B) pela aceleração do emprego nas atividades industriais, cuja 
preponderância do setor de bens de produção propiciou um forte 
crescimento da economia nas primeiras décadas do século XX. 
C) por um processo de transformações, nas quais os imigrantes 
passavam a ocupar um papel de relevo, especialmente por 
causa da marginalização de expressivas parcelas de libertos. 
D) pelo crescimento do trabalho livre em setores de subsistência, 
especialmente após a forte crise do setor cafeeiro provocada 
pela Abolição. 
08. (Furg/2010) Inspirada na Constituição dos Estados Unidos, foi 
promulgada no dia 24 de fevereiro de 1891, a primeira Constituição 
republicana do Brasil a qual apresentava as seguintes definições: 
A) Forma de governo republicano, forma de Estado unitário, 
sistema de governo presidencialista, divisão dos poderes em 
executivo, legislativo e partidário, voto secreto, excetuando-se 
analfabetos, mendigos, soldados e mulheres. 
B) Forma de Governo republicano, forma de Estado federalista, sistema 
de Governo presidencialista, divisão dos poderes em executivo, 
legislativo e judiciário, voto direto garantido aos brasileiros com 
mais de 21 anos, excetuando-se analfabetos, mendigos, soldados, 
mulheres e religiosos sujeitos à hierarquia eclesiástica.C) Forma de Governo republicano, forma de Estado federalista, 
sistema de Governo monarquista, divisão dos poderes em poder 
moderador, legislativo e judiciário, voto direto, excetuando-se apenas 
as mulheres, porque os demais cidadãos eram importantes para 
compor o eleitorado. 
D) Forma de Governo republicano, forma de Estado federalista, 
sistema de Governo presidencialista, divisão dos poderes em 
executivo, legislativo, poder moderador e judiciário, voto direto 
garantido aos brasileiros com mais de 18 anos. 
E) Forma de Governo republicano, forma de Estado federalista, sistema 
de Governo parlamentarista, divisão dos poderes em executivo, 
legislativo e judiciário, voto secreto garantido aos brasileiros com mais 
de 31 anos, excetuando-se apenas os analfabetos.
09. (Ibmec-RJ/2010.1) Uma das mais importantes manifestações 
populares ocorridas no Brasil no final do século XIX, a Revolta de 
Canudos teve a liderança do místico Antônio Mendes Maciel, e 
foi considerada monarquista por se opor a duas decisões tomadas 
pelo governo republicano. Assinale-as. 
A) A abolição da escravatura e a instituição do voto secreto.
B) O banimento da família imperial e a criação da justiça eleitoral. 
C) A separação entre a Igreja e o Estado e o surgimento do 
casamento civil. 
D) A execução do Encilhamento e a assinatura do Funding Loan. 
E) O fim do Poder Moderador e a ligação entre a Igreja e o Estado.
10. (PUC-RS/2010.1) Depois de proclamada a República brasileira e 
instaurado o governo provisório do Mal. Deodoro da Fonseca 
(1889-1891), foram necessár ias medidas no plano 
econômico-financeiro para solucionar a insuficiência de papel-moeda 
em circulação no país. Rui Barbosa, ministro da fazenda, elaborou 
uma rápida solução que ficou conhecida como Encilhamento.
 Esse plano econômico-financeiro tinha como principal característica
A) o confisco do papel-moeda em circulação, o que gerou inflação 
e especulação.
B) a emissão de papel-moeda para a reativação dos negócios, o 
que provocou inflação e especulação.
C) a criação de nova moeda para o país, levando o Brasil à 
condição de nação desenvolvida.
D) a organização do mercado e de novos negócios, a partir da 
criação de mais quatro bancos no país.
E) a distribuição equilibrada da renda, provocando um 
aquecimento na economia do mercado interno.
11. (Uece/2010.2) Muitas eram as tarefas da polícia entre as últimas décadas 
do século XIX e primeiras do século XX na maioria das cidades. Em relação 
às suas funções, são feitas as seguintes afirmações. 
I. A polícia representava a instituição através da qual se dava o 
contato mais frequente do Estado com as camadas mais baixas 
da população; 
II. Tinha a incumbência de manter a ordem e a decência, coibindo, 
na medida do possível, os atos indecorosos em via pública; 
III. Além de manter a ordem no espaço urbano, ainda tinha que 
manter um combate pontual aos vadios e desocupados que 
nele circulavam. 
 É verdadeiro o que se afirma em 
A) II e III, apenas. B) I e III, apenas. 
C) I, II e III. D) I, apenas.
12. (Fuvest/2015) Observe a tabela:
IMIGRAÇÃO: BRASIL, 1881-1930 (EM MILHARES)
Ano Chegadas
1881-1885 133,4
1886-1890 391,6
1891-1895 659,7
1896-1900 470,3
1901-1905 279,7
1906-1910 391,6
1911-1915 611,4
1916-1920 186,4
1921-1925 368,6
1926-1930 453,6
Total 3.964,3
Leslie Bethell (ed.), The Cambridge History of Latin America, 
vol. IV. (Adaptado)
 Os dados apresentados na tabela se explicam, dentre outros fatores, 
A) pela industrialização significativa em estados do Nordeste do 
Brasil, sobretudo aquela ligada a bens de consumo. 
B) pela forte demanda por força de trabalho criada pela expansão 
cafeeira nos estados do Sudeste do Brasil. 
C) pela democracia racial brasileira, a favorecer a convivência 
pacífica entre culturas que, nos seus continentes de origem, 
poderiam até mesmo ser rivais. 
D) pelos expurgos em massa promovidos em países que viviam 
sob regimes fascistas, como Itália, Alemanha e Japão. 
E) pela supervalorização do trabalho assalariado nas cidades, já que no 
campo prevalecia a mão de obra de origem escrava, mais barata. 
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Módulo de estudo
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13. (ESPM/2012) A primeira República no Brasil também é chamada 
pelos historiadores de a República dos Fazendeiros ou das 
Oligarquias Agrárias. Os velhos mandões controlavam as eleições 
e o voto, garantindo com isso, a vitória dos seus parentes e 
protegidos para cargos de prefeitos, vereadores, deputados, 
senadores e até para governadores dos estados.
Francisco e Assis Silva e Pedro Ivo de Assis Bastos. História do Brasil.
 O ordenamento institucional do Estado brasileiro durante a 
República Velha foi dado pela Constituição republicana de 1891, 
a qual estabelecia 
A) eleições indiretas e direito de voto restrito aos membros do 
Congresso Nacional. 
B) eleições diretas e voto a descoberto e censitário. 
C) eleições diretas e voto a descoberto e universal. 
D) eleições diretas e voto secreto e universal. 
E) eleições indiretas e voto secreto e universal, inclusive para 
mulheres e analfabetos. 
14. (UFRGS/2014) Observe a figura abaixo.
Disponível: <http://www.historiapensante.blogspot.com.br/2010/ 
08/o-encilhamento.html>. Acesso em: 21 ago. 2013. (Adaptado).
 Em 1891, ocorreu uma fortíssima crise econômica no Brasil, 
decorrente da política de Encilhamento do Governo Provisório da 
República, um plano econômico que tinha por objetivo aumentar 
a oferta de moeda em circulação, expandir o crédito e promover 
o desenvolvimento nacional.
 Entre as consequências dessa crise, está 
A) o aumento da especulação financeira, a desvalorização da 
moeda e o crescimento do desemprego. 
B) um enorme fluxo de capitais britânicos em direção ao país, 
com a consequente diminuição da dívida externa brasileira. 
C) o crescimento da importação de produtos estrangeiros e o 
enfraquecimento da indústria nacional. 
D) o fortalecimento dos setores médios e populares urbanos, em 
decorrência da valorização da moeda nacional naquele contexto. 
E) a crise na produção do café, substituído pelo açúcar como o 
principal produto brasileiro de exportação. 
15. (IFCE/2004) São aspectos do Governo de Floriano Peixoto:
A) Promulgação da Constituição de 1891, Revolta da Chibata e 
Crise do Encilhamento.
B) A grande naturalização de estrangeiros, Revolta da Vacina e 
Política dos Governadores.
C) A questão da legalidade, a Revolta da Armada e a Revolta 
Federalista no Rio Grande do Sul.
D) Reorganização da Comissão Verificadora de Poderes, aplicação 
de uma nova política econômica marcada pelo Funding Loan 
e fortalecimento da Política do Café com Leite.
E) A Guerra do Contestado, o combate ao coronelismo e o tenentismo.
Resoluções
01. A questão traz uma comparação entre as Constituições de 1891 
e 1934, especificamente quanto à questão da participação 
política dos cidadãos. É fundamental a percepção do que pede 
o comando da questão: a comparação dos artigos quanto ao 
gênero dos eleitores. Assim, está correta a opção E, que afirma 
que a Constituição de 1891 excluía as mulheres da participação 
político-eleitoral, restringindo a cidadania política aos homens. O 
voto feminino e o voto secreto foram inovações implantadas no 
Brasil pela Constituição de 1934.
 Resposta: E
02. Ainda que alguns possam encontrar uma forte herança monárquica 
na fase inicial republicana, sendo por esta razão chamada de 
República Velha, devemos lembrar que ocorreram nesta fase 
mudanças significativas no que se refere a escolha dos governos 
nos estados. Pela Constituição de 1824, cabia ao Imperador a 
nomeação dos presidentes das províncias. Na República a escolha 
era feita através de eleição direta pelos que estivessem aptos a 
votar de acordo com os normativos estabelecidos na Constituição 
de 1891. Vale lembrar que o voto aberto facilitava o controle 
político pelas oligarquias regionais dominantes.
 Resposta: E
03. RuiBarbosa, na fase inicial da República e na condição de Ministro, 
pretendia estimular a atividade industrial no Brasil. Percebendo 
a limitação do nosso mercado interno o Ministro recorre ao 
emissionismo, autorizando a emissão de papel-moeda, ampliando 
o crédito para fomentar os negócios. Porém, grupos econômicos, 
especialmente a elite agrária e os capitalistas estrangeiros, que de 
alguma forma tiveram seus interesses contrariados, contribuíram 
para o quadro de especulação (crise de confiança consequência 
das empresas fantasmas) que culminou com a quebra do 
mercado de ações, na alta da inflação, falências generalizadas e 
desemprego.
 Resposta: D
04. Ainda que Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto tenham como 
legítimos militares controlado o poder nos primeiros anos após a 
Proclamação da República (Rep. da Espada) onde influenciados 
pelo ideal positivista tentaram montar o novo regime sob bases 
unitaristas é impossível não observar a influência dos cafeicultores 
na construção do novo modelo. Diferentemente dos militares, os 
cafeicultores, especialmente do oeste paulista, eram influenciados 
pelo modelo republicano federalista que tomam os EUA como 
referência maior. Isto significava na prática mais autonomia para 
as antigas províncias, agora transformadas em estados. O projeto 
republicano de 1891 consagrava, portanto, o Brasil como uma 
República, representativa, federalista e presidencialista.
 Resposta: A
5 F B O N L I N E . C O M . B R
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Módulo de estudo
05. A posse de Floriano Peixoto na presidência da República se dá 
em meio a uma tentativa frustrada do presidente Deodoro da 
Fonseca de aplicar um golpe. Após fechar o Congresso Deodoro 
foi pressionado e acabou renunciando após praticamente apenas 
8 meses de governo. Embora determinasse a reabertura do 
Congresso algumas medidas de Floriano Peixoto que facilitariam 
a atividade industrial desagradaram aos representantes das 
oligarquias cafeeiras que procuravam uma brecha legal 
para retirá-lo do poder. Desta maneira buscaram amparo na 
Constituição vigente que determinava que nos casos de impedimento 
legal do presidente concluir seu mandato num prazo inferior a dois 
anos, deveriam ser convocadas novas eleições. Confrontado, Floriano 
alegou que tal dispositivo não se atribuía a este caso específico 
pelo fato de Deodoro não ter sido eleito por voto direto, cabendo 
a ele o direito de concluir o restante do mandato. Governando até 
final do seu mandato, teve que enfrentar vários movimentos que 
questionavam a sua permanência no cargo.
 Resposta: A
06. Os primeiros anos de Regime republicano no Brasil foram marcados 
por medidas governamentais e políticas excludentes, seja no Código 
Penal de 1890 ou na própria Constituição de 1891, que excluía 
analfabetos, mendigos e mulheres da participação política.
 Resposta: D
07. Não resta dúvida que mesmo após a Lei Áurea a condição de 
exclusão e discriminação social continuou sendo a realidade 
cotidiana de uma grande maioria de negros recém-libertos que 
dessa forma não conseguiam facilmente ser incorporados ao 
mercado de trabalho devido ao preconceito dos empregadores 
que prefeririam o imigrante. Neste sentido o imigrante ocupava um 
lugar cada vez mais importante a ponto de mobilizar os agentes 
públicos na República a promover medidas como a “grande 
naturalização” a fim de assegurar a mão de obra necessárias para 
as diversas atividades produtivas no Brasil.
 Resposta: C
08. O Projeto Constitucional de 1891 estabeleceu o modelo 
republicano, representativo, federalista e presidencialista. 
Estruturado na divisão em três poderes, transformou ainda as 
antigas províncias em estados e separou a Igreja do Estado. A 
grande decepção ficou por conta do direito à cidadania pelo voto 
que era permitido apenas aos homens, maiores de 21 anos e que 
fossem alfabetizados, excluindo da vida política mulheres, padres, 
soldados, mendigos e analfabetos.
 Resposta: B
09. Além das condições de marginalização social a que eram submetidos 
os nordestinos, foi o messianismo outro importante componente 
para o surgimento de movimentos como o de Canudos no sertão da 
Bahia. Conselheiro não poupava críticas a República recém instituída 
especialmente pela que toca a religiosidade na medida que foi 
estabelecido o Estado laico e a instituição do casamento civil. Não 
raro Conselheiro estimulava seus seguidores, que cresciam dia após 
dia a não pagarem seus impostos.
 Resposta: C
10. A política emissionista, isto é, de emitir papel-moeda, nos remete 
a tentativa do Ministro Rui Barbosa de estimular a atividade 
industrial, mas que acabou resultando em uma grave crise 
denominada de Encilhamento na qual a especulação no mercado 
de ações gerou falências e desemprego.
 Resposta: B
11. No imaginário popular a função da polícia envolve a garantia da 
lei e da ordem reprimindo atos de delinquência, principalmente 
no contexto final do séc. XIX e início do séc. XX com a eclosão de 
diversos movimentos sociais (greves, passeatas e manifestações) 
que de alguma forma ameaçavam o domínio das elites nesse 
período. É bem verdade que a presença e a ação da política de 
segurança pública tem clara distinção de tratamento no contato 
com os diversos segmentos da sociedade, evidenciada quando 
nas incursões nos morros e favelas nas zonas de periferia e nos 
bairros nobres dos grandes centros urbanos.
 Resposta: C
12. Embora pela tabela possamos constatar variações consideráveis 
em relação ao número de imigrantes que entraram no Brasil no 
final do Império e por toda a primeira República, fica evidente 
a importância do elemento imigrante na composição do quadro 
socioeconômico nacional. Desde a interrupção do tráfico 
negreiro em 1850 e mais tarde com a abolição dos escravos 
1888 a imigração foi vista como uma solução ou no mínimo 
uma alternativa para driblar a dificuldade de aquisição de 
mão de obra especialmente para atividade agrícola cafeeira. 
Ressalte-se que para o aumento da importância do imigrante 
concorreu o preconceito e a discriminação que impediam e 
dificultavam o ex-escravo de ser incorporado ao mercado de trabalho.
 Resposta: B
13. Uma das grandes frustrações referentes ao novo regime republicano 
iniciado em 1889 e institucionalizado em 1891 com a nova 
Constituição se refere ao voto. Embora as eleições ocorressem de 
forma direta a expressão universal presente no texto da Constituição 
é incoerente, podendo causar até dúvida aos candidatos, já que a 
grande maioria da população estava excluída como era o caso das 
mulheres, padres soldados e mendigos além dos analfabetos. Na 
prática apenas os homens maiores de 21 anos e alfabetizados podiam 
votar. Outro detalhe é o voto aberto ou descoberto que facilitava 
sobremaneira a manipulação dos grupos oligárquicos mediante a 
concessão de favores ou pela coação física e moral.
 Resposta: C
14. Rui Barbosa, na fase inicial da República e na condição de Ministro, 
pretendia estimular a atividade industrial no Brasil. Percebendo 
a limitação do nosso mercado interno o Ministro recorre ao 
emissionismo, autorizando a emissão de papel-moeda, ampliando 
o crédito para fomentar os negócios. Porém, grupos econômicos, 
especialmente a elite agrária e os capitalistas estrangeiros, que de 
alguma forma tiveram seus interesses contrariados, contribuíram 
para o quadro de especulação (crise de confiança consequência 
das empresas fantasmas) que culminou com a quebra do 
mercado de ações, na alta da inflação, falências generalizadas e 
desemprego.
 Resposta: A
15. A gestão do Floriano Peixoto (1891 a 1894) foi marcada pela 
contestação da sua legalidade no cargo pelos grupos que tiveram 
seus interesses contrariados pela facilitação da atividade industrial. 
Pressionado a convocar novas eleições Floriano enfrentou 
manifestações e revoltas nas quais se destacam a Revolta da 
Armada e a Revolução Federalista no Rio Grande do Sul. Ainda 
assim Floriano concluiu o mandato sendo desta forma conhecidocomo o Marechal de Ferro.
 Resposta: C SUPERVISOR/DIRETOR: Marcelo Pena – AUTOR: Dawison Sampaio
DIG.: Raul – REV.: Katiary
CIÊNCIAS HUMANAS 
E SUAS TECNOLOGIAS
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PROFESSOR(A): DAWISON SAMPAIO
ASSUNTO: A REPÚBLICA DAS OLIGARQUIAS (PARTE 1)
FRENTE: HISTÓRIA
OSG.: 120088/17
AULA 13
EAD – MEDICINA
Resumo Teórico
República das Oligarquias
Introdução
a) Oligarquia = Governo de poucos.
b) Período em que o Brasil foi controlado por cafeicultores da região 
Sudeste, especialmente de SP e MG. No âmbito regional, outras 
oligarquias ligadas ao setor rural estavam no poder.
c) Lista dos presidentes desse período.
1. (1889-1891): Marechal Deodoro da Fonseca.
2. (1891-1894): Marechal Floriano Peixoto.
3. (1894-1898): Prudente de Morais.
4. (1898-1902): Campos Sales.
5. (1902-1906): Rodrigues Alves.
6. (1906-1909): Afonso Pena.
7. (1909-1910): Nilo Peçanha.
8. (1910-1914): Marechal Hermes da Fonseca.
9. (1914-1918): Wenceslau Brás.
10. (1918-1919): Delfi m Moreira.
11. (1919-1922): Epitácio Pessoa.
12. (1922-1926): Arthur Bernardes.
13. (1926-1930): Washington Luís.
O primeiro presidente civil: Prudente de Morais 
(1894-1898)
a) Características Gerais: Típico representante das oligarquias 
cafeeiras
b) Objetivos: obter a pacifi cação interna e reorganizar a economia.
c) Revolta sertaneja de Canudos: (BA 1896-1897): 
d) Barão do Rio Branco – principal responsável pela política externa 
brasileira no período.
– A questão das Palmas (1893-1895):
 • Disputa de BRA e ARG pela antiga região missioneira, no 
atual estado de Santa Catarina.
 • Brasil tem ganho de causa com aval dos EUA.
Consolidação das oligarquias no poder: o 
governo de Campos Sales (1898-1902)
a) Estruturação política do domínio oligárquico
• A política do “café com leite”: consistia no controle do poder 
executivo federal por São Paulo e Minas Gerais.
• Política dos Governadores: acordo fi rmado entre o presidente 
e os governadores estaduais que previa o apoio mútuo e a não 
interferência de ambos em seus governos. 
• Coronelismo: Uso do poder econômico ou da coação no 
controle de votos. Os coronéis usavam seu prestígio pessoal 
ou seu poder econômico para arregimentar votos em troca 
de fi nanciamentos do governo ou obras infraestruturais como 
barganha política. 
• Comissão Verificadora de Poderes: órgão criado para 
diplomar os candidatos eleitos, fi cou conhecida popularmente 
como “degola”, devido aos arranjos políticos para sustentar 
as oligarquias dominantes.
Observações:
Fraudes eleitorais ou manipulação de resultados
• Clientelismo – voto em troca de pequenos favores ou 
“presentes”.
• Voto de Cabresto – voto a partir de intimidações pessoais.
• Manipulação de dados com votos repetidos e/ou “criação” de 
eleitores fantasmas.
• “Degola” política em caso de vitória de opositores: não 
reconhecimento e titulação da vitória por parte da Comissão 
Verifi cadora de Poderes.
 
b) Economia – Recessão e defl ação no Funding Loan (1898) – Gov. 
Campos Sales
• O que foi? Renegociação da dívida brasileira com os Ingleses 
(Casa Rothschild)
• Exigências: Superávit primário, corte dos gastos públicos e 
controle da infl ação.
• Medidas:
 – Novo empréstimo;
 – Promoveu o saneamento fi nanceiro com a restrição do 
crédito, paralisação da emissão de moeda, congelamento 
de salários e a criação de novos impostos (os selos daí o 
apelido Campos “Selos”);
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MÓDULO DE ESTUDO
OSG.: 120088/17
 – Compromisso de retirada do meio circulante e queima de 
moeda, visando a valorização monetária;
 – Decretação de uma moratória: suspensão de juros por 3 
anos, 13 anos para início do pagamento e 63 anos para a 
quitação integral;
 – Garantias: receitas da alfândega do RJ e demais se necessário, 
receitas da Estrada de Ferro Central do Brasil e do serviço de 
abastecimento de água do RJ;
 – Resultado: redução do poder de compra da classe 
trabalhadora assalariada e manutenção dos privilégios dos 
grandes proprietários.
c) Incorporação do Amapá. (1900):
• Brasil e França disputavam a região fronteiriça entre o estado 
do Amapá e a Guiana Francesa.
• Brasil tem ganho de causa com arbítrio da Suíça e incorpora 
defi nitivamente toda a região a leste do rio Oiapoque.
O Governo de Rodrigues Alves (1902-1906)
a) Objetivo: saneamento e urbanização do Rio de Janeiro.
• Objetivo: Projeto de modernização e urbanização do Rio de 
Janeiro.
• Método: demolição do centro e deslocamento da população 
para a periferia (Pereira Passos).
• Ação: Vacinação obrigatória contra a varíola de forma arbitrária. 
(Oswaldo Cruz) 
• Resultado: o descaso, os maus tratos e desinformação 
provocaram a Revolta da Vacina.
b) Economia: O café e a questão da superprodução: O Convênio de 
Taubaté (1906): 
 
100
50
25
0
%
1889-
1897
1898-
1910
1911-
1913
1914-
1918
1919-
1923
1924-
1929
75
FLUTUAÇÕES (%) DA PARTICIPAÇÃO DO CAFÉ
NA PAUTA DE EXPORTAÇÕES DO BRASIL, 1889-1929
FREIRE, Américo et al. História em curso o Brasil e suas relações com o mundo 
ocidental. Rio de Janeiro: Editora do Brasil: FGV/CPDOC, 2004, p. 257.(Adaptado)
• O que foi? Plano de Valorização artifi cial do café. 
• Problema: superprodução do café. (Eixo produtivo: SP + RJ + MG)
• Proposta: valorização artifi cial do café mediante intervenção 
do Estado.
• Medidas:
 – O Governo contraia empréstimos: compra e estocagem do 
excedente.
 – Desestímulo à produção de café. 
 – Pressão pela desvalorização da moeda.
 – Fixação do preço da saca de café.
c) Anexação do Acre (1903):
• Interesse na extração do látex.
• Atritos entre seringueiros brasileiros e bolivianos.
• Brasil compra a região da Bolívia (Tratado de Petrópolis).
• Bolívia recebe em troca do território área que lhe dava acesso 
ao rio Madeira, e, portanto ao oceano Atlântico. 
O Governo de Afonso Pena (1906-1909)
a) Implantação do Plano Nacional de valorização do café.
b) “Governar é povoar”: incentivo à imigração.
c) Remodelação do Exército: serviço militar obrigatório.
d) Atuação de Rui Barbosa em Haia.
NA CARICATURA DE O MALHO.
AFONSO PENA É CRITICADO POR TER JOVENS EM SUA EQUIPE.
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Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:O_Malho_1junho1907_Afonso_
Pena_caricatura.jpg>.
Governo de Nilo Peçanha (1909-1910)
a) Características Gerais:
• Criação do SPI (Serviço de Proteção ao Índio)
• Criação do Ministério da Agricultura
• Descoberta a doença de Chagas
b) Campanha Civilista: 1ª eleição competitiva:
• Rui Barbosa x Hermes da Fonseca
• Vitória de Hermes da Fonseca.
Primeiros abalos no domínio oligárquico 
Governo de Hermes da Fonseca. (1910-1914)
 
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Hermes_da_
Fonseca_%281910%29.jpg>.
3 F B O N L I N E . C O M . B R
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OSG.: 120088/17
MÓDULO DE ESTUDO
a) Contexto: 1910 e primeira eleição competitiva.
b) Rui Barbosa e sua campanha “civilista” x Hermes da Fonseca.
c) As “salvações”: consistia em desalojar do poder as velhas 
oligarquias estaduais que não lhe apoiaram substituindo-as por 
políticos ou militares fi éis ao governo central.
d) Revolta da Chibata.
• Ocorre na Marinha do Rio de Janeiro devido aos castigos e 
humilhações sofridas pelos marinheiros. 
• Causas: maus tratos, baixos soldos, péssima alimentação e 
castigos corporais.
• João Cândido (líder), posteriormente apelidado de “Almirante 
Negro”.
• Reivindicações: fi m dos castigos corporais, melhores condições 
de trabalho e anistia aos revoltosos.
O Governo de Venceslau Brás (1914-1918)
a) Características Gerais:
• Promulgado o Código Civil brasileiro
• Assassinato de Pinheiro Machado
b) Guerra do Contestado (1912-1916): Ver aula 19
c) Surto Industrial
1) O Brasil na Primeira Guerra Mundial: em favor dos aliados com 
quem tinha maior identifi cação.
 a. Enviou matéria-prima, alimentos e médicos;
 b. Consequência: surto industrial.
2) Substituição de importações (difi culdadede importar dos países 
em guerra).
3) Capitais acumulados decorrentes do café: basicamente na 
região Sudeste 
4) Entrada de um grande número de imigrantes (disponibilidade 
de mão de obra).
5) Impulso aos centros urbanos.
6) Bens de consumo não duráveis.
Exercícios
01. (Enem/2014) O problema central a ser resolvido pelo Novo Regime 
era a organização de outro pacto de poder que pudesse substituir 
o arranjo imperial com grau sufi ciente de estabilidade. O próprio 
presidente Campos Sales resumiu claramente seu objetivo: “É de lá, 
dos estados, que se governa a República, por cima das multidões 
que tumultuam agitadas nas ruas da capital da União. A política 
dos estados é a política nacional”. 
CARVALHO, J. M. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. 
São Paulo: Companhia das Letras, 1987. (Adaptado).
 Nessa citação, o presidente do Brasil no período expressa uma 
estratégia política no sentido de 
A) governar com a adesão popular.
B) atrair o apoio das oligarquias regionais.
C) conferir maior autonomia às prefeituras.
D) democratizar o poder do governo central.
E) ampliar a infl uência da capital no cenário nacional.
02. (Enem-PPL/2013) No alvorecer do século XX, o Rio de Janeiro 
sofreu, de fato, uma intervenção que alterou profundamente sua 
fi sionomia e estrutura, e que repercutiu como um terremoto nas 
condições de vida da população.
BENCHIMOL, J. Reforma urbana e Revolta da Vacina na cidade do Rio de Janeiro. 
In: FERREIRA, J.; DELGADO, L. A.N. O Brasil republicano: o tempo do liberalismo 
excludente. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.
 O texto refere-se à reforma urbanística ocorrida na capital da 
República, na qual a ação governamental e seu resultado social 
encontram-se na: 
A) Cobrança de impostos – ocupação da periferia.
B) Destruição de cortiços – revolta da população pobre.
C) Criação do transporte de massa – ampliação das favelas.
D) Construção de hospitais públicos – insatisfação da elite urbana.
E) Edifi cação de novas moradias – concentração de trabalhadores. 
03. (Enem/2013) Nos estados, entretanto, se instalavam as oligarquias, 
de cujo perigo já nos advertia Saint-Hilaire, e sob o disfarce do que 
se chamou “a política dos governadores”. Em círculos concêntricos 
esse sistema vem cumular no próprio poder central que é o sol 
do nosso sistema.
PRADO, P. Retrato do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972.
 A crítica presente no texto remete ao acordo que fundamentou 
o regime republicano brasileiro durante as três primeiras décadas 
do século XX e fortaleceu o(a) 
A) poder militar, enquanto fi ador da ordem econômica.
B) presidencialismo, com o objetivo de limitar o poder dos 
coronéis.
C) domínio de grupos regionais sobre a ordem federativa.
D) intervenção nos estados, autorizada pelas normas constitucionais.
E) isonomia do Governo federal no tratamento das disputas locais. 
04. (Enem/2016) O coronelismo era fruto de alteração na relação de 
forças entre os proprietários rurais e o Governo, e signifi cava o 
fortalecimento do poder do Estado antes que o predomínio do 
coronel. Nessa concepção, o coronelismo é, então, um sistema 
político nacional, com base em barganhas entre o Governo e os 
coronéis. O coronel tem o controle dos cargos públicos, desde o 
delegado de polícia ate a professora primária. O coronel hipoteca 
seu apoio ao Governo, sobretudo na forma de voto.
CARVALHO, J. M. Pontos e bordados: escritos de história política. 
Belo Horizonte: Editora UFMG, 1998 (Adaptado).
 No contexto da primeira República no Brasil, as relações políticas 
descritas baseavam-se na 
A) coação das milícias locais.
B) estagnação da dinâmica urbana.
C) valorização do proselitismo partidário.
D) disseminação de práticas clientelistas.
E) centralização de decisões administrativas.
05. (Enem-PPL/2014) Na primeira década do século XX, reformar 
a cidade do Rio de Janeiro passou a ser o sinal mais evidente 
da modernização que se desejava promover no Brasil. O ponto 
culminante do esforço de modernização se deu na gestão do 
prefeito Pereira Passos, entre 1902 e 1906. “O Rio civilizava-se” 
era frase célebre à época e condensava o esforço para iluminar 
as vielas escuras e esburacadas, controlar as epidemias, destruir 
os cortiços e remover as camadas populares do centro da cidade. 
OLIVEIRA, L. L. Sinais de modernidade na Era Vargas: vida literária, cinema e rádio. 
In: FERREIRA, J.; DELGADO, L. A. (Org.). O tempo do nacional-estatismo: do início ao 
apogeu do Estado Novo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007. 
 O processo de modernização mencionado no texto trazia um 
paradoxo que se expressava no(a) 
A) substituição de vielas por amplas avenidas.
B) impossibilidade de se combaterem as doenças tropicais.
C) ideal de civilização acompanhado de marginalização.
D) sobreposição de padrões arquitetônicos incompatíveis.
E) projeto de cidade incompatível com a rugosidade do relevo.
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06. (Enem/2010 – 2ª aplicação)
 O MESTRE-SALA DOS MARES
Há muito tempo nas águas da Guanabara
O dragão do mar reapareceu
Na fi gura de um bravo marinheiro
A quem a história não esqueceu
Conhecido como o almirante negro
Tinha a dignidade de um mestre-sala
E ao navegar pelo mar com seu bloco de fragatas
Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas
Jovens polacas e por batalhões de mulatas
Rubras cascatas jorravam nas costas
dos negros pelas pontas das chibatas...
BLANC, A., BOSCO, J. O mestre-sala dos mares.
Disponível em: <www.usinadeletras.com.br>. Acesso em: 19 jan. 2009.
 Na história brasileira, a chamada Revolta da Chibata, liderada por 
João Cândido, e descrita na música, foi
A) a rebelião de escravos contra os castigos físicos, ocorrida na 
Bahia, em 1848, e repetida no Rio de Janeiro.
B) a revolta, no porto de Salvador, em 1860, de marinheiros dos 
navios que faziam o tráfi co negreiro.
C) o protesto, ocorrido no Exército, em 1865, contra o castigo de 
chibatadas em soldados desertores na Guerra do Paraguai.
D) a rebelião dos marinheiros, negros e mulatos, em 1910, contra 
os castigos e as condições de trabalho na Marinha de Guerra.
E) o protesto popular contra o aumento do custo de vida no Rio 
de Janeiro, em 1917, dissolvido, a chibatadas, pela polícia.
07. (Enem/2009 – prova cancelada) Houve momentos de profunda 
crise na história mundial contemporânea que representaram, para 
o Brasil, oportunidades de transformação no campo econômico. 
A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e a quebra da Bolsa de 
Nova Iorque (1929), por exemplo, levaram o Brasil a modifi car suas 
estratégias produtivas e a contornar as difi culdades de importação 
de produtos que demandava dos países industrializados. 
Nas três primeiras décadas do século XX, o Brasil
A) impediu a entrada de capital estrangeiro, de modo a garantir 
a primazia da indústria nacional.
B) priorizou o ensino técnico, no intuito de qualifi car a mão de 
obra nacional direcionada à indústria.
C) experimentou grandes transformações tecnológicas na 
indústria e mudanças compatíveis na legislação trabalhista.
D) aproveitou a conjuntura de crise para fomentar a industrialização 
pelo país, diminuindo as desigualdades regionais.
E) direcionou parte do capital gerado pela cafeicultura para 
a industrialização, aproveitando a recessão europeia e 
norte-americana.
08. (Fatec/2011.1) Leia com atenção os versos de cordel a seguir.
“Ele matava de brincadeira,
Por pura perversidade,
E alimentava os famintos
Com amor e caridade.”
“Por onde Lampião anda,
Minhoca fi ca valente,
Macaco briga com onça
E o carneiro não amansa.”
HOSBAWN, Eric. Bandidos. Rio de Janeiro: 
Editora Forense-Universitária, 1976. p. 55.
 Nesses versos, a fi gura de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, 
apresenta algumas características confl itantes e muito valorizadas 
dos grupos de cangaceiros que circulavam pelo sertão, na primeira 
metade do século XX. Essas características, que despertavam 
respeito e identifi cação dapopulação pobre do sertão com esses 
grupos, era(m)
A) o desprezo pela própria vida e pela vida alheia.
B) a violência em alguns momentos e, em outros, a bondade para 
com os pobres.
C) a covardia simbolizada pelas minhocas e, por vezes, a valentia 
simbolizada pela onça.
D) a obediência às palavras do Evangelho – dai pão a quem tem 
fome – e às palavras da lei republicana, propondo a justiça 
social no sertão.
E) a fraqueza diante dos policiais e a valentia para enfrentar os 
camponeses.
09. (Mackenzie/2011) A esperta burguesia, para que os jovens 
operários não despertem contra tanta infâmia, espalha por todos 
os bairros, clubes de futebol, dancings etc... para distraí-los, para 
envenenar-lhes a consciência.
Jornal O Trabalhador Gráfi co, 1907.
 Durante a República Velha, a respeito do movimento operário 
brasileiro e suas reivindicações, é correto afi rmar que
A) a constante divulgação, no meio sindical nacional, pelo Partido 
Comunista Brasileiro, dos ideais marxistas, capacitou a classe 
operária, no início do período republicano, a se tornar mais 
consciente de suas reivindicações políticas.
B) a fundação de Associações Mutualistas e de Grêmios de 
Trabalhadores consistiam, na época, no único espaço de reunião 
e de discussão sindical, onde os operários se organizavam a fi m 
de obter melhorias em suas condições de vida e de trabalho.
C) no meio do movimento operário brasileiro, nas duas primeiras 
décadas da República, ainda era fraca a penetração dos ideais 
anarquistas, devido ao repúdio das lideranças nacionais frente à 
penetração de ideologias estrangeiras, presentes no movimento 
dos trabalhadores europeus.
D) para atingir seus objetivos e buscar suprimir o poder do Estado, 
os sindicatos nacionais se utilizaram do recurso de decretar 
greves e paralisações no setor industrial, estatizando empresas 
estrangeiras, ocasionando prejuízos de ordem econômica e 
fi nanceira ao país.
E) o crescimento do movimento operário brasileiro, nesse período, 
decorreu da intensa imigração europeia ocorrida desde o fi nal 
do século XIX, sendo o nosso operariado composto, de forma 
expressiva, por trabalhadores de origem europeia que sofreram 
forte infl uência do anarcossindicalismo.
10. (Unicamp/2011) A denominação de República Oligárquica é 
frequentemente atribuída aos primeiros 40 anos da República no 
Brasil. Coronelismo, oligarquia e política dos governadores fazem 
parte do vocabulário político necessário ao entendimento desse 
período.
 Maria Efi gênia Lage de Resende, O processo político na Primeira República e o 
liberalismo oligárquico, em Jorge Ferreira e Lucilia de Almeida Neves Delgado (orgs.), 
O tempo do liberalismo excludente — da Proclamação da República à Revolução de 
1930. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006, p. 91. (Adaptado)
 Relacionando os termos do enunciado, a chamada “República 
Oligárquica” pode ser explicada da seguinte maneira:
A) Os governadores representavam as oligarquias estaduais e 
controlavam as eleições, realizadas com voto aberto. Isso 
sustentava a República da Espada, na qual vários coronéis 
governaram o país, retribuindo o apoio político dos governadores.
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MÓDULO DE ESTUDO
B) Diante das revoltas populares do período, que ameaçavam as 
oligarquias estaduais, os governadores se aliaram aos coronéis, 
para que chefi assem as expedições militares contra as revoltas, 
garantindo a ordem, em troca de maior poder político.
C) As oligarquias estaduais se aliavam aos coronéis, que detinham 
o poder político nos municípios, e estes fraudavam as eleições. 
Assim, os governadores elegiam candidatos que apoiariam 
o presidente da República, e este retribuía com recursos aos 
estados.
D) Os governadores excluídos da política do “café com leite” se 
aliaram às oligarquias nordestinas, a fi m de superar São Paulo e 
Minas Gerais. Essas alianças favoreceram uma série de revoltas 
chefi adas por coronéis, que comandavam bandos de jagunços.
11. (Enem/2010 – 2ª aplicação) Para os amigos pão, para os inimigos 
pau; aos amigos se faz justiça, aos inimigos aplica-se a lei.
LEAL, V. N. Cononelismo, enxada e voto. São Paulo: Alfa Omega.
 Esse discurso, típico do contexto histórico da República Velha e 
usado por chefes políticos, expressa uma realidade caracterizada
A) pela força política dos burocratas do nascente Estado 
republicano, que utilizavam de suas prerrogativas para controlar 
e dominar o poder nos municípios.
B) pelo controle político dos proprietários no interior do país, que 
buscavam, por meio dos seus currais eleitorais, enfraquecer a 
nascente burguesia brasileira.
C) pelo mandonismo das oligarquias no interior do Brasil, 
que utilizavam diferentes mecanismos assistencialistas e de 
favorecimento para garantir o controle dos votos.
D) pelo domínio político de grupos ligados às velhas instituições 
monárquicas e que não encontraram espaço de ascensão 
política na nascente república.
E) pela aliança política fi rmada entre as oligarquias do Norte e 
Nordeste do Brasil, que garantiria uma alternância no poder 
federal de presidentes originários dessas regiões.
12. (FGV/2003.1) Rui Barbosa, como candidato à presidência da 
República nas eleições que se realizaram em 1910, declarava: “Mas 
por isso mesmo que quero o exército grande, forte, exemplar, não 
o queria pesando sobre o Governo do país. A nação governa. 
O exército, como os demais órgãos do país, obedece”.
Apud Edgard Carone. A Primeira República. 1889-1930. 
São Paulo, Difel, 1969, p. 51
 Nesta declaração, Rui Barbosa expressava uma
A) crítica ao Governo militar do então presidente Marechal 
Deodoro da Fonseca.
B) crítica à candidatura de seu oponente, o militar Hermes da 
Fonseca.
C) defesa da maior atuação do Exército na política nacional.
D) resposta à tentativa de golpe militar liderada pelo Marechal 
Floriano Peixoto.
E) recusa ao apoio da oligarquia paulista para sua candidatura.
13. (Enem/2010 – 1ª aplicação) As secas e o apelo econômico da 
borracha – produto que no fi nal do século XIX alcançava preços 
altos nos mercados internacionais – motivaram a movimentação 
de massas humanas oriundas do Nordeste do Brasil para o Acre. 
Entretanto, até o início do século XX, essa região pertencia à 
Bolívia, embora a maioria da sua população fosse brasileira e 
não obedecesse à autoridade boliviana. Para reagir à presença 
de brasileiros, o governo de La Paz negociou o arrendamento 
da região a uma entidade internacional, o Bolivian Syndicate, 
iniciando violentas disputas dos dois lados da fronteira. 
O confl ito só terminou em 1903, com a assinatura do Tratado de 
Petrópolis, pelo qual o Brasil comprou o território por 2 milhões 
de libras esterlinas.
Disponível em: <www.mre.gov.br>. Acesso em: 3 nov. 2008. (Adaptado).
 Compreendendo o contexto em que ocorreram os fatos apresentados, 
o Acre tornou-se parte do território nacional brasileiro.
A) pela formalização do Tratado de Petrópolis, que indenizava o 
Brasil pela sua anexação.
B) por meio do auxílio do Bolivian Syndicate aos emigrantes 
brasileiros na região.
C) devido à crescente emigração de brasileiros que exploravam 
os seringais.
D) em função da presença de inúmeros imigrantes estrangeiros 
na região.
E) pela indenização que os emigrantes brasileiros pagaram à 
Bolívia.
14. (Enem/2010 – 1ª aplicação) A serraria construía ramais ferroviários 
que adentravam as grandes matas, onde grandes locomotivas 
com guindastes e correntes gigantescas de mais de 100 metros 
arrastavam, para as composições de trem, as toras que jaziam 
abatidas por equipes de trabalhadores que anteriormente 
passavam pelo local. Quando o guindaste arrastava as grandes 
toras em direção à composição de trem, os ervais nativos que 
existiam em meio às matas eram destruídos por este deslocamento.
MACHADO, P. P. Lideranças do Contestado, Campinas: Unicamp, 2004. (Adaptado).
 No início do século XX, uma série de empreendimentos capitalistas 
chegou à regiãodo meio-oeste de Santa Catarina – ferrovias, 
serrarias e projetos de colonização. Os impactos sociais gerados 
por esse processo estão na origem de chamada Guerra do 
Contestado. Entre tais impactos, encontrava-se
A) a absorção dos trabalhadores rurais como trabalhadores da 
serraria, resultando em um processo de êxodo rural.
B) o desemprego gerado pela introdução das novas máquinas, 
que diminuíam a necessidade de mão de obra.
C) a desorganização da economia tradicional, que sustentava os 
posseiros e os trabalhadores rurais da região.
D) a diminuição do poder dos grandes coronéis da região, que 
passavam disputar o poder político com os novos agentes.
E) o crescimento dos conflitos entre os operários empregados 
nesses empreendimentos e os seus proprietários, ligados ao 
capital internacional.
15. (ESPM/2013) A partir do fi m do século XIX, a cotação do café no 
mercado internacional havia começado a cair, pois outros países 
também produziam café. O excesso de oferta do produto derrubou 
os preços. Os produtores brasileiros não se conformavam com a 
queda na cotação do produto. Em 1906, os governadores de São 
Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro reuniram-se para tratar da 
situação. 
Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota. História do Brasil: uma interpretação.
 Assinale a alternativa que apresente respectivamente o nome da 
reunião mencionada no texto, bem como a política dela derivada. 
A) Convênio de Taubaté – fechamento da Caixa de Conversão.
B) Convênio de Taubaté – compra do excedente pelo Governo a 
fi m de manter o equilíbrio entre oferta e procura.
C) Pacto de Pedras Altas – manutenção do preço mínimo por saca.
D) Pacto de Pedras Altas – empréstimos externos de 15 milhões 
de libras.
E) Tratado de Petrópolis – queima dos estoques excedentes. 
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MÓDULO DE ESTUDO
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Resoluções
01. O presidente Campos Sales procurava destacar em seus discursos 
a importância dos estados como elemento de estabilidade no 
sistema político nacional. Dessa forma atraía a adesão de grupos 
que dariam alicerce ao seu Governo. De fato, os estados eram 
controlados por oligarquias que pactuaram com o presidente 
recebendo dele autonomia e os recursos necessários para a 
manutenção de seu quinhão de poder em troca de fi delidade 
política. Os governadores procuravam eleger deputados e 
senadores comprometidos com o executivo federal a fi m de que 
ele tivesse maioria no legislativo e dessa forma conseguisse aprovar 
seus projetos sem maiores difi culdades. 
 Resposta: B
02. O saneamento e a modernização do Rio de Janeiro na primeira 
década do século XX era meta prioritária do Presidente Rodrigues 
Alves. O crescimento populacional e a defi ciente infraestrutura 
(especialmente a de transportes com destaque para o porto, 
ruas e estradas da capital), somavam-se às constantes epidemias 
que atemorizavam e afastavam imigrantes do país. Tal situação 
contrariava ao projeto governista de estímulo à vinda de imigrantes 
e a atração de capital estrangeiro. Inspirado em exemplos de 
metrópoles europeias como era caso de Paris era preciso dotar 
a capital do Brasil de uma melhor infraestrutura. A execução 
do projeto coube ao prefeito Pereira Passos, conhecido pela 
população como o “Bota Abaixo”. Esta alcunha se deve a sua 
decisão de demolir áreas do centro para reconstruí-las novamente. 
Para concretizar seu projeto, Pereira Passos determinou a 
desapropriação de centenas de prédios, sobretudo cortiços. 
Foram montados então pelotões conhecidos como a turma da 
demolição. O processo foi feito de forma arbitrária e violenta, 
tendo a população, em sua maioria humilde, sido obrigada a se 
deslocar para áreas na periferia. Essas áreas eram de topografi a 
irregular e desde então ali formaram-se comunidades (favelas) 
que ainda hoje marcam a paisagem do Rio de Janeiro. Paralelo a 
esse processo algumas medidas sanitárias foram tomadas sob a 
direção do médico Osvaldo Cruz, entre elas a determinação de 
vacinação obrigatória contra a varíola. Novamente o cumprimento 
da determinação de forma violenta e arbitrária provocou uma 
grande reação popular que a despeito de algumas tentativas 
de politizar o movimento (sob o comando de Lauro Sodré), os 
rebeldes, sobretudo populares, pretendiam acabar com o caráter 
obrigatório da vacinação. Esse movimento entrou para a história 
como a Revolta da Vacina. 
 Resposta: B
03. O texto exprime uma crítica dirigida à uma prática política presente 
no Brasil durante a República Velha e que se denominou como 
Política dos Governadores; esquema e jogo político-administrativo 
que situava o poder exclusivamente nas mãos das oligarquias 
rurais. Essa é a base do questionamento em pauta, quanto à 
caracterização geral desse sistema. A Política dos Governadores 
permitiu o clientelismo entre as várias instâncias do poder federal, 
estadual e regional, alcançado em sua base eleitoral com a prática 
da política de favores e o voto de cabresto.
 Resposta: C
04. No período que se convencionou chamar de República Velha, 
o domínio oligárquico mostrava-se articulado nas esferas 
federal, estadual e local pela política do “café com leite” dos 
governadores e o coronelismo, respectivamente. O coronelismo 
era essencialmente o uso do poder econômico para assegurar o 
controle político local que se materializava na concessão de favores 
que evidenciou a disseminação de práticas clientelistas (troca de 
favores), além, é claro, da coação física e da intimidação aos que 
não colaborassem com os grupos dominantes.
 Resposta: D
05. O processo de modernização do Rio de Janeiro no início do século 
XX, levado a cabo pelo prefeito Pereira Passos, provocou uma 
segregação social e espacial na medida que a população pobre 
foi desalojada do centro e deslocada para a periferia. Da mesma 
forma denúncias davam conta que os “pelotões sanitários” 
encarregados de cumprir as campanhas governamentais tinham 
por vezes tratamento diferenciado nos procedimentos como a 
vacinação, variando a abordagem de acordo com a categoria social 
do cidadão. Embora se constatasse a necessidade empreender 
reformas urbanas a fi m de modernizar a capital federal, não 
podemos esquecer que o processo foi realizado de forma arbitrária 
e violenta provocando revolta na população. 
 Resposta: C
06. Durante a Primeira República no Brasil (1889 a 1930), não obstante 
o controle político exercido pelas oligarquias, surgiram algumas 
manifestações de reação a atitudes arbitrárias, como a dos 
marinheiros que, em 1910, sob a liderança de João Cândido, se 
insurgiram contra seus ofi ciais, no episódio denominado de Revolta da 
Chibata. Essa revolta foi resultado das péssimas condições de trabalho 
(horas de sono, alimentação precária, jornada de trabalho exaustiva, 
preconceito contra negros e mulatos) a que eram submetidos os 
marinheiros, somados ao código disciplinar que estabelecia os 
castigos corporais (chibatadas) como forma de punição. 
 Resposta: D
07. O processo de industrialização ocorrido no Brasil pode ser 
considerado como tardio, uma vez que intensifi cou no período 
posterior a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), todavia, essa 
fase desenvolvimentista teve início na década de 1930 como a 
política de substituições das importações, quando o país passou 
a produzir em território nacional o que antes era importado de 
países europeus. Esse desenvolvimento ocorreu principalmente 
em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do 
Sul defi nindo a grande concentração espacial da indústria, que 
permanece até hoje. 
 Resposta: E
08. O cangaço foi uma manifestação típica da fase inicial da República 
e resulta da situação de abandono das autoridades que não 
se preocupavam com os problemas sociais, especialmente na 
região Nordeste, onde era imperativo o poder dos coronéis. 
Diferentemente dos movimentos messiânicos (temática religiosa), 
os cangaceiros faziam uso da violência. Entre a população havia 
uma dualidade de percepções acerca do movimento oscilando 
entre o temor e o pânico e a admiração pela coragem de reagir e 
enfrentar muitas vezes os coronéis contribuindo para a criação do 
mito de que cangaceiros eram bandidos sociais, isto é, tiravam dos 
ricos para dar aos pobres. Essa dualidade é facilmente percebida 
no trecho do poema oferecido na questão. 
 Reposta: B
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MÓDULO DE ESTUDO
09. O contexto da Primeira Guerra Mundial contribuiu para que o 
Brasil vivenciasse um surto industrial, na medida que, os produtos 
importados tenderam a encarecer. A proporção do crescimento 
industrial só não foi maior que a ganância dos empresários que 
exploravam os operários. A reação que se manifestou na formação 
e mobilização do proletariado se relaciona diretamente com 
a chegada de imigrantes europeus, especialmente italianos e 
espanhóis que trouxeram sua experiência de combatividade com 
ideias anarquistas e posteriormente socialistas. 
 Resposta: E
10. Aos grupos oligárquicos comandados pelos cafeicultores 
estruturou uma correção de poder que compreendia os três níveis, 
federal, estadual e municipal. A nível federal funcionava a política 
do “café com leite” que consistia no controle do poder executivo 
por paulistas e mineiros. Criado pelo Presidente Campos Sales, 
vigorava a nível estadual a chamada política dos governadores 
em que ocorria um acordo. O presidente concedia autonomia e 
apoiava os governadores e em troca exigia apoio aos projetos e 
aos candidatos que apoiassem o Presidente. Por fi m nos municípios 
o controle dos votos se dava pela prática do Coronelismo que 
mediante a realização de favores (clientelismo) controlava o 
eleitorado de determinada região. 
 Resposta: C
11. No período que se segue à Proclamação da República, as elites 
agrárias que se fortaleceram no fi nal do Império buscavam se 
organizar para garantir sua permanência no poder. A perpetuação 
deste grupo no poder no contexto da República Velha foi possível 
principalmente pelas práticas de corrupção facilitada pelo voto 
aberto previsto no texto da Constituição de 1891 e pela articulação 
de todas as esferas de poder que iam desde o nível federal, com 
a política do “café com leite”, até os municípios, com a prática 
do coronelismo. Observe-se que a concessão de favores, isto 
é, a prática do clientelismo, constituía-se em um importante 
instrumento de controle político dos líderes locais. 
 Resposta: C
12. A observação atenta do texto nos remete a campanha civilista de 
Rui Barbosa que destacava os riscos que representavam o retorno 
dos militares à cena política brasileira, devendo a função militar 
se restringir a segurança nacional. Este momento representou a 
primeira eleição competitiva na República Velha bem como um 
abalo a política dos governadores. 
 Resposta: B
13. O texto retrata o processo de ocupação do território do atual 
estado do Acre como consequência da migração de nordestinos 
para trabalhar na exploração do látex das seringueiras. Esse 
processo de ocupação por brasileiros obrigou o Governo a ter 
atenção pela região e, posteriormente, negociar com a Bolívia a 
anexação defi nitiva do Acre. 
 Resposta: C
14. A região do Contestado era um local litigioso onde o poder estatal 
aristocrático tinha difi culdade em controlar devido haver dúvidas 
se pertencia a Santa Catarina e Paraná e também pelo fato de 
ser montanhosa, a elite latifundiária tinha pouco acesso, como 
consequência, os pequenos lavradores possuíam o controle sobre 
o uso da terra. Contudo, a elite passou a usurpar a região quando 
passou a construir uma estrada de ferro utilizando grande parte 
de lavradores como mão de obra em um processo que distanciou 
os pequenos camponeses em relação às pequenas propriedades 
rurais. Com o término, da construção da estrada de ferro, os 
camponeses perderam o emprego e não tiveram mais acesso 
à terra, que agora estavam sofrendo a intromissão de grandes 
latifundiários. A guerra entre os dois grupos foi intensa, e também 
caracterizou-se pelo messianismo. 
 Resposta: C
15. Diante da progressiva desvalorização do preço do café devido ao 
aumento exacerbado da produção, os cafeicultores pressionaram 
o Governo a abandonar o liberalismo com base na lei da oferta 
e da procura a favor da adoção de medidas protecionista. Diante 
da negativa de Rodrigues Alves, os estados que constituíam o 
eixo produtivo cafeeiro (SP + MG + RJ) fi rmaram um acordo 
denominado de Convênio de Taubaté em que fi cou determinado 
a realização de um empréstimo que deveria ser usado na compra 
do excedente cafeeiro, contribuindo ainda que de maneira 
artifi cial para a valorização do produto. Além disso, foram criados 
mecanismo de desestímulo a produção de novos cafezais. 
 Resposta: B
Anotações
SUPERVISOR(A)/DIRETOR(A): MARCELO PENA – AUTOR(A): DAWISON SAMPAIO
DIGITAÇÃO: ESTEFANIA – REVISÃO: KATIARY
 
 
 
 
 
 
FRENTE: HISTÓRIA I 
 
 
 
PROFESSOR: DAWISON SAMPAIO 
 
 
 
 
 
 
ASSUNTO: A REPÚBLICA DAS OLIGARQUIAS (PARTE 2) 
 
 
 
OSG.: 120089/17 
 
 
CIÊNCIAS HUMANAS
E SUAS TECNOLOGIAS
EAD – MEDICINA
AULA 14
 
República das Oligarquias (Parte 2): Declínio 
do regime oligárquico tradicional (Crise dos 
anos 1920) 
 
 
1. O governo provisório de Delfim Moreira (1918-1919) 
A) Assume em virtude da morte do presidente eleito: 
Rodrigues Alves. 
B) Enviou Epitácio Pessoa para o Congresso de Paz em 
Versalhes. 
2. Governo de Epitácio Pessoa (1919-1922) 
A) Contexto: eleição e morte de Rodrigues Alves. 
B) Combate à seca no Nordeste. 
C) Contraiu empréstimos nos EUA. 
D) A Lei de repressão ao Anarquismo. 
 
 
Observações: Movimento Tenentista. 
 Surge no meio dos jovens militares (baixa oficialidade). 
 Questionavam os vícios do modelo oligárquico (voto 
aberto, corrupção, federalismo). 
 Objetivavam ainda uma maior participação política. 
 Bases: moralização política (voto secreto, justiça 
eleitoral), ensino gratuito, centralização política nos moldes 
positivista. 
 Ex. Auge com a Coluna Prestes. 
3. Governo Artur Bernardes (1922 a 1926) 
A) Instabilidade – permanente estado de sítio 
B) Reformas na Constituição: aumento do poder de 
intervenção nos Estados e restrição dos direitos individuais. 
C) Auge do Tenentismo com a Coluna Prestes (1924-1926). 
4. Governo de Washington Luiz (1926 a 1930) 
A) “Governar é abrir estradas” e “A questão social é um caso 
de polícia” 
B) A Lei Celerada de 1927: repressão das atividades políticas 
e sindicais operárias consideradas nocivas. “crime de 
delitos ideológicos”. 
C) 1929 – Crise Mundial desarticula o modelo agroexportador. 
D) 1930 – Eleições presidenciais e o rompimento da política 
do café com leite. 
5. A Revolução de 1930 
 
A) Crise de 1929 abala poder econômico dos cafeicultores. 
B) Governo não tem como valorizar artificialmente o café 
(a caixa de conversão). 
C) Rompimento do pacto do café-com-leite: era a vez de 
Minas gerais indicar o candidato, porém, São Paulo indica 
o paulista Júlio Prestes para a sucessão do presidente 
Washington Luís. 
D) Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba formam 
a Aliança Liberal, sendo Getúlio Vargas (RS) e João Pessoa 
(PB) candidatos para presidente e vice, respectivamente. 
E) A Aliança Liberal recebe apoio de alguns tenentes e classe 
média urbana, além de várias outras oligarquias dissidentes. 
F) Júlio Prestes vence eleição fraudulenta. 
G) Protestos contra o resultado das urnas tomam conta do 
país. 
H) João Pessoa é assassinado. 
I) A agitação popular aumenta. 
J) Exército resolve depor o então presidente Washington Luís 
antes mesmo da posse de Júlio Prestes e entregar a presidência 
ao comandante em chefe da revolta, Getúlio Vargas. 
 
 
 
 
 
 
 
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MÓDULO DE ESTUDO 
 
 
 
01. (IBMEC/RJ_DIR_2010.2) Entre 1924 e 1927, como parte do 
chamado movimento tenentista, a Coluna Prestes percorreu 
milhares de quilômetros em território brasileiro e tinha como 
objetivo 
A)alinhar o Brasil ao modelo nazifascista que vinha crescendo 
na Europa naquele período. 
B) promover uma ampla reforma agrária, contando para isso 
com o apoio explícito de alguns setores oligárquicos da 
região sul. 
C) criar condições para a ocorrência, no menor espaço de 
tempo possível, de um movimento comunista apoiado pela 
União Soviética. 
D) estimular a sindicalização dos trabalhadores rurais, como 
forma de dar a eles um mínimo de garantias trabalhistas. 
E) mudar o esquema político em vigor naquele momento, 
baseado principalmente nas fraudes eleitorais, na corrupção 
e no clientelismo. 
02. (Enem/2011) Até que ponto, a partir de posturas e interesses 
diversos, as oligarquias paulista e mineira dominaram a cena 
política nacional na Primeira República? A união de ambas foi 
um traço fundamental, mas que não conta toda a história do 
período. A união foi feita com a preponderância de uma ou 
de outra das duas frações. Com o tempo, surgiram as 
discussões e um grande desacerto final. 
FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: EdUSP, 2004. (Adaptado) 
 A imagem de um bem-sucedido acordo café com leite entre 
São Paulo e Minas, um acordo de alternância de presidência 
entre os dois estados, não passa de uma idealização de um 
processo muito mais caótico e cheio de conflitos. Profundas 
divergências políticas colocavam-nos em confronto por causa 
de diferentes graus de envolvimento no comércio exterior. 
TOPIK, S. A presença do estado na economia política do Brasil de 1889 a 1930. 
Rio de Janeiro: Record, 1989 (Adaptado) 
 Para a caracterização do processo político durante a Primeira 
República, utiliza-se com frequência a expressão Política do 
Café com Leite. No entanto, os textos apresentam a seguinte 
ressalva à sua utilização: 
A) A riqueza gerada pelo café dava à oligarquia paulista 
a prerrogativa de indicar os candidatos à presidência, sem 
necessidade de alianças. 
B) As divisões políticas internas de cada estado da federação 
invalidavam o uso do conceito de aliança entre estados 
para este período. 
C) As disputas políticas do período contradiziam a suposta 
estabilidade da aliança entre mineiros e paulistas. 
D) A centralização do poder no executivo federal impedia 
a formação de uma aliança duradoura entre as oligarquias. 
E) A diversificação da produção e a preocupação com 
o mercado interno unificavam os interesses das oligarquias. 
 
 
03. (Fuvest/2013) Durante os primeiros tempos de sua existência, 
o PCB prosseguiu em seu processo de diferenciação 
ideológica com o anarquismo, de onde provinha parte 
significativa de sua liderança e de sua militância. Nesse curso, 
foi necessário, no que se refere à questão parlamentar, 
também proceder a uma homogeneização de sua própria 
militância. Houve algumas tentativas de participação em 
eleições e de formulação de propostas a serem apresentadas 
à sociedade que se revelaram infrutíferas por questões 
conjunturais. A primeira vez em que isso ocorreu foi, em 
1925, no município portuário paulista de Santos, onde os 
comunistas locais, apresentando-se pela legenda da Coligação 
Operária, tiveram um resultado pífio. No entanto, como todos 
os atos pioneiros, essa participação deixou uma importante 
herança: a presença na cena política brasileira dos 
trabalhadores e suas reivindicações. Estas, em particular, 
expressavam um acúmulo de anos de lutas do movimento 
operário brasileiro. 
Dainis Karepovs. A classe operária vai ao Parlamento. 
São Paulo: Alameda, 2006, p.169. 
 A partir do texto anterior, pode-se afirmar corretamente que 
A) as eleições de representantes parlamentares advindos de 
grupos comunistas e anarquistas foram frequentes, desde 
a Proclamação da República, e provocaram, inclusive, 
a chamada Revolução de 1930. 
B) comunistas, anarquistas e outros grupos de representantes 
de trabalhadores eram formalmente proibidos de participar 
de eleições no Brasil desde a proclamação da República, 
cenário que só se modificaria com a Constituição de 1988. 
C) as primeiras décadas do século XX representam um 
período de grande diversidade político-partidária no Brasil, 
o que favoreceu a emergência de variados grupos de 
esquerda, cuja excessiva divisão impediu-os de obter 
resultados eleitorais expressivos. 
D) as experiências parlamentares envolvendo operários 
e camponeses, no Brasil da década de 1920, resultaram em 
sua presença dominante no cenário político nacional, após 
o colapso do primeiro regime encabeçado por Getúlio 
Vargas. 
E) as primeiras participações eleitorais de candidatos 
trabalhadores ganharam importância histórica, uma vez 
que a política partidária brasileira da chamada Primeira 
República era dominada por grupos oriundos de grandes 
elites econômicas. 
04. (UEPB/2007) O ano de 1922 é considerado por muitos 
historiadores como o ano chave de um processo de transição 
histórica da sociedade brasileira que se iniciara ainda no início 
do século XIX. Esse ano é marcado pela eclosão de alguns 
acontecimentos que tiveram importantes desdobramentos por 
quase todo o século XX. Assinale a única alternativa que 
contém quatro desses acontecimentos. 
A) Fim da República do Café-com-Leite; centenário da 
emancipação política; Semana de Arte Moderna; Revolta 
da Vacina. 
B) Surgimento do Movimento Integralista; Semana de Arte 
Moderna; início da marcha da Coluna Prestes; Revolução 
Constitucionalista de São Paulo. 
 
 
 
 
 
 
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MÓDULO DE ESTUDO 
C) Semana de Arte Moderna; centenário da emancipação 
política; fundação do Partido Comunista do Brasil; revolta 
dos 18 do Forte de Copacabana. 
D) Criação do Centro Dom Vital; lançamento da Campanha 
Civilista; Revolta da Chibata; revolta do Forte de 
Copacabana. 
E) Surgimento da Aliança Nacional Libertadora; início da 
República do Café-com-Leite; fundação do Partido 
Comunista do Brasil; crise do Encilhamento. 
05. (FGV-RJ/2016) A imagem a seguir é uma foto que retrata 
a marcha dos “18 do Forte”, ocorrida em 5 de julho de 1922, 
quando o Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, foi 
tomado durante um levante militar. 
 
Dezessete militares e um civil percorrem Copacabana em julho de 1922. 
 Esse movimento está relacionado 
A) à indignação dos militares, em relação à política externa 
brasileira, considerada subserviente aos interesses norte- 
-americanos. 
B) à reação contra a chamada Coluna Prestes, que percorria 
o interior do Brasil combatendo as forças do exército. 
C) à repressão ao Partido Comunista Brasileiro, que acabara 
de ser fundado por influência da Revolução Bolchevique. 
D) aos interesses das elites de São Paulo e Minas Gerais, que 
estimulavam o levante contra o centralismo do Rio de Janeiro. 
E) ao tenentismo, movimento nacionalista que propunha 
reformas na estrutura do poder político oligárquico do 
país. 
06. (Fuvest/2009) Em um balanço sobre a Primeira República no 
Brasil, Júlio de Mesquita Filho escreveu: “… a política se 
orienta não mais pela vontade popular livremente manifesta, 
mas pelos caprichos de um número limitado de indivíduos sob 
cuja proteção se acolhem todos quantos pretendem um lugar 
nas assembleias estaduais e federais”. 
 A crise nacional, 1925. 
 De acordo com o texto, o autor 
A) critica a autonomia excessiva do poder legislativo. 
B) propõe limites ao federalismo. 
C) defende o regime parlamentarista. 
D) critica o poder oligárquico. 
E) defende a supremacia política do sul do país. 
 
07. (Vunesp/2007) Observe a caricatura. 
 
Storni. Careta, ano 22, n. 1102, 10 ago. 1929. 
 A caricatura refere-se 
A) às disputas em torno do nome do candidato às eleições 
presidenciais de 1930, vencidas nas urnas por Getúlio 
Vargas. 
B) a Luiz Carlos Prestes, que se contrapunha aos políticos 
tradicionais que dominaram as primeiras décadas 
republicanas. 
C) à revolta do eleitorado feminino diante das fraudes, violências 
e compra de votos que caracterizavam o processoeleitoral 
brasileiro. 
D) ao predomínio de paulistas e mineiros no jogo político 
conhecido como política do café-com-leite e que contou 
com a adesão de Prestes. 
E) à tentativa de golpe efetuada pelo Exército, que pretendia 
derrubar o presidente e colocar Luiz Carlos Prestes no lugar 
de Washington Luiz. 
08. (IFSP/2011) A Revista Feminina de 1920 publicou um 
decálogo para as mulheres casadas, orientando-as para uma 
vida “do lar”, com honra e respeito. Alguns de seus itens 
eram: 
I. “Ama teu esposo acima de tudo na terra e ama o teu 
próximo da melhor maneira que puderes, mas lembra-te 
de que a tua casa é de seu esposo e não do teu 
próximo.”(…) 
II. “Espera teu esposo em teu lar sempre em ordem e o 
semblante risonho, mas não te aflijas excessivamente se 
alguma vez ele não reparar nisso.” (…) 
VI. “Lembra-te sempre que te casaste para partilhar com teu 
esposo as alegrias e as tristezas da existência. Quando 
todos o abandonarem fica tu a seu lado e diz-lhe: Aqui me 
tens! Sou sempre a mesma!”(…) 
X. “Se teu esposo se afastar de ti, espera-o. Se tardar em 
voltar, espera-o! Porque tu não és somente a sua esposa, 
és ainda a honra de seu nome. E quando um dia ele voltar, 
há de te abençoar!” 
MALUF, M. Mott ,M.L. “Recônditos do mundo feminino”. In: SEVCENKO. 
(org) História da vida privada no Brasil. São Paulo: 
Companhia das Letras,1998, v.3, p. 371-372, 395-396. 
 
 
 
 
 
 
 
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MÓDULO DE ESTUDO 
 Os mandamentos das mulheres casadas, citados anteriormente, 
revelam que as mulheres brasileiras, no início do século XX, 
A) viviam em uma sociedade matriarcal, pois cabia a elas 
todos os cuidados com o lar, com o esposo e com os filhos. 
B) tinham uma importante posição ao lado do marido, no lar 
e nos negócios, devendo honrar o nome de seu esposo. 
Era uma sociedade onde os papéis de mulher e homem 
eram iguais. 
C) eram totalmente submissas ao marido, devendo cuidar da 
melhor maneira possível do lar e dos filhos. Deviam 
obediência ao esposo, não deveriam nunca reclamar de 
nada, o que caracterizava uma sociedade patriarcal. 
D) nunca deveriam suportar em silêncio todos os problemas 
da vida, mas sim, compartilhar com os amigos suas 
dificuldades, pois os amigos são o próximo. 
E) tinham uma vida de trabalhos domésticos pesados, mas 
algumas já se libertavam dessa submissão, pois se 
dedicavam à política. 
09. (FGV/2012) Leia o texto. 
 
A Semana de 22 não foi um fato isolado e sem 
origens. As discussões em torno da necessidade de renovação 
das artes surgem em meados da década de 1910 em textos 
de revistas e em exposições, como a de Anita Malfatti em 
1917. Em 1921 já existe, por parte de intelectuais como 
Oswald de Andrade e Menotti Del Picchia, a intenção de 
transformar as comemorações do centenário em momento de 
emancipação artística. (…) 
Disponível em: www.itaucultural.org.br. 
 Em geral, os artistas participantes da Semana de Arte 
Moderna propunham 
A) que a arte, especialmente a literatura, abandonasse as 
preocupações com os destinos brasileiros e se voltasse para 
o princípio da arte pela arte. 
B) a rejeição ao conservadorismo presente na produção 
artística brasileira, defendendo novas estéticas e temáticas, 
como a discussão sobre as questões brasileiras. 
C) que os artistas estabelecessem vínculos com correntes 
filosóficas, mas não com projetos políticos e ideológicos, 
fossem estes progressistas ou conservadores. 
D) o reconhecimento da superioridade da arte europeia e da 
importância da civilização portuguesa no notável 
desenvolvimento cultural brasileiro. 
E) que apenas as artes plásticas, com destaque para a pintura, 
poderiam representar avanços revolucionários em direção 
a uma arte de fato inovadora. 
10. (IBMEC/RJ/2009.2) Antes da Revolução de 30, o processo 
industrializador de São Paulo apresentava como suas 
principais características 
A) dependência em relação à produção cafeeira e forte 
presença de operários estrangeiros de formação 
anarquista. 
B) autonomia de investimentos, que priorizaram os setores 
pesados como a siderurgia; 
C) grande influência estatal e excelentes níveis de 
sindicalização, especialmente junto aos anarquistas. 
D) prevalência dos capitais internacionais e ausência total de 
regulamentações por parte do Estado. 
E) prioridade para a produção de bens de consumo durável, 
como os automóveis e refrigeradores, mas com baixa 
qualificação da mão de obra. 
11. (Uece/2016) O final dos anos 1920 e o início dos anos 1930 
foram marcados por uma crise financeira generalizada, 
agravada pela quebra da bolsa de Nova York, que, no Brasil, 
afetou mais fortemente a 
A) economia cafeeira. 
B) produção algodoeira. 
C) manufatura açucareira. 
D) indústria automobilística. 
12. (Enem/2011) É difícil encontrar um texto sobre a Proclamação 
da República no Brasil que não cite a afirmação de Aristides 
Lobo, no Diário Popular de São Paulo, de que “o povo assistiu 
àquilo bestializado”. Essa versão foi relida pelos enaltecedores 
da Revolução de 1930, que não descuidaram da forma 
republicana, mas realçaram a exclusão social, o militarismo e o 
estrangeirismo da fórmula implantada em 1889. Isto porque 
o Brasil brasileiro teria nascido em 1930. 
MELLO, M. T. C. A república consentida: cultura democrática e científica 
no final do Império. 
Rio de Janeiro: FGV, 2007. (Adaptado) 
 O texto defende que a consolidação de uma determinada 
memória sobre a Proclamação da República no Brasil teve, na 
Revolução de 1930, um de seus momentos mais importantes. 
Os defensores da Revolução de 1930 procuraram construir 
uma visão negativa para os eventos de 1889, porque esta era 
uma maneira de 
A) valorizar as propostas políticas democráticas e liberais 
vitoriosas. 
B) resgatar simbolicamente as figuras políticas ligadas 
à Monarquia. 
C) criticar a política educacional adotada durante a República 
Velha. 
D) legitimar a ordem política inaugurada com a chegada 
desse grupo ao poder. 
E) destacar a ampla participação popular obtida no processo 
da Proclamação. 
13. (PUC-SP/1997) No período de 1928 existiam em São Paulo 
pelo menos três propostas de revolução vindas de 
agrupamentos políticos diferentes: o Partido Democrático, os 
‘tenentes’ e o Bloco Operário e Camponês. 
DECCA, E. de. O Silêncio dos Vencidos. São Paulo: Brasiliense, 1981. p. 81. 
 O trecho anterior aponta algumas das tensões presentes no 
Brasil do final da década de 1920. A presença de tais 
propostas revolucionárias 
A) demonstra a revolta popular contra a política do café-com- 
-leite e a preparação de um levante constitucionalista, que 
viria a ocorrer anos depois em São Paulo. 
B) revela o projeto político golpista resultante da atuação, no 
sul do Brasil, pouco tempo antes, da Coluna Prestes-Miguel 
Costa. 
 
 
 
 
 
 
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C) demonstra a impossibilidade de estabelecimento de um 
projeto comum entre os militares e civis que haviam 
controlado, até então, a República da Espada. 
D) revela o projeto liberal-socialista que, uma década depois, 
seria expresso no Estado Novo. 
E) demonstra a insatisfação político-institucional frente ao 
longo controle político do Estado brasileiro pelos 
cafeicultores paulistas organizados no PRP. 
14. (IFSP/2013) A greve geral dos operários, em julho de 1917, 
em São Paulo, foi a primeira impressionante manifestação 
política urbana da Primeira República. Tendo a participação de 
milhares de operários, o movimento exigia leis que 
estabelecessem jornada diária de trabalho de 8 horas e a 
proibição do trabalho de menores de 14 anos, entre outras 
solicitações. 
 A liderança desse movimento coube 
A) ao PCB (Partido Comunista Brasileiro), fundado em 1889, 
quando da proclamação da República, por ex-escravos 
(libertos no ano anterior, pela Lei Áurea de 1888). 
B) ao PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) fundado por trabalhadores 
brasileirosque ora defendiam o capitalismo, ora o socialismo. 
C) aos anarquistas italianos, que haviam trazido essa ideologia 
da Europa e divulgavam suas ideias em jornais; contavam 
com uma forte simpatia dos anarcossindicalistas. 
D) aos liberais, que desde o século XVIII lutavam pela liberdade 
e pela igualdade civil. No século XX, os liberais abraçaram 
a causa operária. 
E) à imprensa livre, que sempre sofreu forte repressão dos 
governos oligárquicos existentes durante as primeiras 
décadas do Brasil Republicano. 
15. (UERJ/1998) Não nos enganemos. Somos governados por 
uma minoria que, proprietária das fazendas e latifúndios, 
senhora dos meios de produção e apoiada nos imperialismos 
estrangeiros que nos exploram e nos dividem, só será 
dominada pela verdadeira insurreição generalizada, pelo 
levantamento consciente das mais vastas massas das nossas 
populações dos sertões e das cidades (…). 
 LUÍS CARLOS PRESTES. Manifesto de Maio – 1930. Citado por CARONE. 
O tenentismo, São Paulo, Difel, 1975. 
 As palavras de Luís Carlos Prestes referem-se ao movimento 
que ficou conhecido como Revolução de 1930 e tinha 
o seguinte significado: 
A) movimento amplo de caráter militar, aliando tenentes 
e povo contra o domínio oligárquico. 
B) cisão na República do “café-com-leite”, levando à união 
entre as oligarquias paulista e gaúcha. 
C) ruptura parcial dos interesses oligárquicos, acarretando 
o fim da hegemonia política dos cafeicultores. 
D) vitória dos interesses da burguesia industrial, apoiando 
o exército na luta contra os interesses oligárquicos. 
RESOLUÇÃO 
01. A Coluna Prestes foi a mais notável manifestação do 
Movimento Tenentista no Brasil. Com contingente militar 
reduzido, Prestes e seus companheiros percorreram um 
fabuloso trajeto de mais de 24 mil km pelo país. Os tenentes 
criticavam o excesso de autonomia resultado da opção pelo 
modelo federalista, o abandono da educação e os vícios do 
modelo oligárquico, como a corrupção eleitoral fortemente 
facilitada pelo voto aberto e pelo poder concedido aos líderes 
locais, conhecidos como coronéis. Em síntese, podemos 
afirmar que coronelismo, clientelismo, voto de cabresto, curral 
eleitoral e voto a bico de pena, são expressões que ilustram 
tais práticas corruptas combatidas pelo Movimento 
Tenentista. 
 Resposta: E 
02. Os textos se referem à Política do Café com Leite, expressão 
comumente utilizada para designar o domínio político 
nacional das oligarquias de São Paulo e Minas Gerais durante 
a Primeira República (1889-1930). Este domínio era favorecido 
pela riqueza gerada nos dois estados em virtude da 
exportação de café – que dominava a pauta brasileira. Vale 
salientar que São Paulo e Minas Gerais eram também os 
maiores produtores de leite, possuindo ainda o maior número 
de eleitores do Brasil. A leitura atenta dos textos nos permite 
concluir que houve momentos de crise nesta aliança, que não 
esteve marcada somente por harmonia e estabilidade. 
Um exemplo de dissidência ocorreu no processo eleitoral de 
1930, quando o presidente paulista Washington Luís indicou 
outro político do PRP – Júlio Prestes – à sua sucessão, ao invés 
de um filiado ao PRM. 
 
 Resposta: C 
03. A análise atenta do texto pode ajudar o candidato, porém 
ele precisará sem dúvida de embasamento histórico para 
encontrar a resposta correta. É importante destacar que a 
representação operária na política durante a primeira 
república era quase nula. Tal situação só seria em parte 
alterada com a fundação do PCB, que remonta ao ano de 
1922, possibilitando, ainda que de forma pouco expressiva do 
ponto de vista numérico, a eleição de candidatos egressos das 
camadas operárias e de ideologia comunista. Vale salientar 
que o quadro político da chamada República Velha era 
controlado pelas oligarquias agrárias, em que partidos 
regionais se revezavam no controle político do país. 
 
 Resposta: E 
 
04. Na década de 1920, especialmente em 1922 ocorreram vários 
eventos importantes, como a Semana de Arte Moderna, que 
contribuiu para um repensar de nossa cultura, as 
comemorações do centenário da nossa independência política 
de Portugal, a fundação do PCB, que refletia o aumento da 
influência do comunismo no operariado brasileiro, e a Revolta 
dos 18 do forte de Copacabana, que foi a primeira expressão 
 
 
 
 
 
 
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MÓDULO DE ESTUDO 
concreta do Tenentismo, que, como movimento, criticava os 
vícios do modelo oligárquico, tendo contribuído para 
o declínio do modelo agroexportador cafeeiro que se 
estabelecera no Brasil desde a proclamação da República 
e plenamente consolidado após a chegada dos civis ao poder 
com a eleição de Prudente de Morais. 
 Resposta: C 
 
05. A Revolta dos 18 do Forte de Copacabana remete uma das 
primeiras expressões do movimento tenentista que teria seu 
auge anos depois com a chamada Coluna Prestes. 
O Movimento Tenentista que se originou em meio a baixa 
oficialidade criticava os vícios do modelo oligárquico 
e evidenciava o contexto de agitação do final da década de 
1910 e que se agravaria por toda a década seguinte até 
culminar na Revolução de 1930. O Tenentismo como 
movimento fundamentava-se nos princípios do positivismo 
e era mais um integrante do conjunto de forças que 
questionavam o domínio oligárquico. 
 Resposta: E 
06. A crítica feita pelo autor se relaciona ao poder oligárquico 
(que significa poder nas mãos de poucos) dos cafeicultores, 
que criaram mecanismos de controle político nas esferas 
federal (política do café-com-leite), estadual (política dos 
governadores) e municipal (coronelismo). Desta forma, 
a vontade popular sucumbe ao interesse deste grupo 
dominante mediante a concessão de favores (clientelismo) ou 
coerção física. 
 
 Resposta: D 
07. O processo eleitoral de 1930, no qual Vargas foi derrotado 
pelo candidato paulista Júlio Prestes, apoiado pelo presidente 
Washington Luiz, e que desencadeou a Revolução de 1930, 
é apresentado na charge de Storni. A aliança de Vargas (RS), 
com Antônio Carlos de Andrada (MG) e João Pessoa (PB) na 
Aliança Liberal para muitos não representava mais que uma 
disputa intraoligárquica. Para o chargista, o eleitorado via 
como única opção de mudança real do panorama político 
nacional a figura do ex-tenentista Luiz Carlos Prestes. 
 
 Resposta: B 
08. Os trechos apresentados na questão mostram de maneira 
clara o caráter patriarcalista que foi uma das marcas mais 
visíveis da sociedade brasileira desde os tempos da 
colonização. O modelo familiar cristão introduzido pelos 
europeus desejava uma mulher que, especialmente na 
condição de esposa, fosse submissa ao homem. Sua principal 
função estaria ligada às atividades domésticas e ao cuidado 
com o marido e com os filhos. 
 Resposta: C 
 
09. O fragmento de texto procura destacar as origens do 
movimento modernista, que protagonizou a importante 
inciativa de quebrar os padrões artísticos e culturais 
transplantados da Europa e muitas vezes desconexos com 
a realidade cultural brasileira. Evidencia-se ainda no texto uma 
tentativa de relacionar o modernismo ao contexto histórico 
brasileiro, que passava por muitas transformações nos mais 
variados campos. Em defesa da liberdade de criação, 
o movimento modernista abordava o assunto cada vez mais 
em suas obras temáticas nacionais. 
 
 Resposta: B 
 
10. Ainda que o Brasil, durante o período da República Velha, 
tenha mantido o caráter agrário exportador, vivenciamos 
alguns momentos em que a atividade industrial teve 
destaque. Vale lembrar, porém, que durante estes surtos, 
a atividade industrial internamente esteve relacionada aos 
lucros provenientes do café. Em alguns momentos, a dificuldade 
de importar gêneros industrializados dos grandes centros, 
obrigou o Brasil a promover um processo de substituição das 
importações pelas exportações, como no período em que 
ocorreu a 1ª Guerra Mundial. Ainda que não se possa

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