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Capítulo 13344
exercícios de reforço
8. (Fuvest-SP) Na formação das imagens na retina 
da vista humana normal, o cristalino funciona 
como uma lente:
a) convergente, formando imagens reais, direitas 
e diminuídas.
b) divergente, formando imagens reais, direitas 
e diminuídas.
c) convergente, formando imagens reais, inver-
tidas e diminuídas.
d) divergente, formando imagens virtuais, direi-
tas e ampliadas.
e) convergente, formando imagens virtuais, 
invertidas e diminuídas.
9. (UF-PA) O olho humano pode ser considerado, 
de forma simplificada, como um sistema óptico 
que atua como uma lente biconvexa. Para que a 
imagem de um objeto se forme sempre na retina, 
é necessário que a vergência do globo ocular se 
altere. Um objeto muito distante (no infinito) 
pode se aproximar de um observador até o ponto 
próximo, distância mínima necessária para visão 
distinta. Para uma pessoa de visão normal, o 
ponto próximo pode ser assumido como 25 cm. 
A variação da vergência do globo ocular durante 
esse processo é denominada amplitude de acomo-
dação visual.
Com base no enunciado, responda:
a) Quais as características da imagem formada 
na retina?
b) Enquanto o objeto se aproxima do olho do 
observador, o que acontece com os raios de 
curvatura da lente do globo ocular (não se 
alteram, aumentam ou diminuem)?
10. Uma pessoa hipermetrope enxerga muito bem de 
longe, mas tem dificuldade de enxergar objetos 
próximos. Determine a amplitude de acomodação 
visual de um hipermetrope que focaliza objetos a 
uma distância mínima de 2,0 m. Considere que a 
máxima distância seja infinita.
11. (U. E. Ponta Grossa-PR) Sobre o olho humano e 
suas anomalias, assinale o que for correto.
01. Para um olho normal, a imagem de um 
objeto situado no infinito se forma sobre a 
retina.
02. Acomodação é o ajustamento da distância 
focal do cristalino por ação dos músculos 
ciliares.
04. O cristalino funciona como uma lente con-
vergente e forma uma imagem real, invertida 
e diminuída sobre a retina.
08. Se a superfície do globo ocular não apre-
sentar absoluta simetria, em relação ao eixo 
óptico, ele apresenta um defeito conhecido 
como astigmatismo.
Dê como resposta a soma das corretas.
12. A figura nos mostra um olho humano com alguns 
detalhes: A é a córnea, B é o cristalino, mas 
entre ambos se percebem a íris (estriada) e a 
pupila (orifício escuro). Como sabemos, a córnea 
é responsável por 70% da vergência do olho e o 
cristalino pelos outros 30%. A retina encontra-se 
no fundo do olho. 
A
B
Podemos afirmar que: 
a) a íris é um diafragma que regula o fluxo de 
luz pela pupila; a córnea e o cristalino são 
lentes convergentes responsáveis pela focali-
zação da imagem na retina.
b) a retina funciona como um espelho côncavo 
e a córnea como uma lente convergente. Esse 
sistema óptico é responsável pela acomodação 
visual.
c) ao entrarmos numa sessão cinematográfica 
com a luz apagada, a íris se contrai, fechando 
a pupila, mas em compensação a retina fica 
mais sensível.
d) o cristalino e a córnea formam um sistema de 
lentes divergentes nos míopes e convergentes 
nos hipermetropes.
e) o cristalino é uma lente divergente e a córnea 
convergente; suas vergências se subtraem e o 
resultado é a vergência do olho; esse sistema 
é responsável pela focalização da imagem na 
retina.
13. (Unesp-SP) Para que alguém, com o olho normal, 
possa distinguir um ponto separado de outro, é 
necessário que as imagens desses pontos, que são 
projetadas em sua retina, estejam separadas uma 
da outra a uma distância de 0,005 mm.
z
A
p
T
Óptica da visão 345
1 mm
0,005 mm
15 mmx
fora de escala
Adotando-se um modelo muito simplificado do 
olho humano, no qual ele possa ser considerado 
uma esfera cujo diâmetro médio é igual a 15 mm, 
a maior distância x, em metros, que dois pontos 
luminosos, distantes 1 mm um do outro, podem 
estar do observador, para que este os perceba 
separados, é:
a) 1 d) 4
b) 2 e) 5
c) 3
6. Ametropias do olho 
Chamemos de ametropia qualquer deficiência no globo ocular 
que resulte na alteração do posicionamento do ponto próximo (pp) ou 
do ponto remoto (pr). São exemplos: a miopia, a hipermetropia e a 
presbiopia. As ametropias não são consideradas doenças, mas apenas 
defeitos.
Conforme vimos anteriormente, num olho emetrope (normal), 
com os músculos ciliares relaxados, isto é, sem nenhum esforço visual, 
o foco do sistema está na retina, na fóvea central. Sua vergência é de 
60 dioptrias, aproximadamente. Assim, se um feixe de luz cilíndrico 
incidir sobre o olho emetrope, paralelamente ao seu eixo óptico, os 
raios refratados no interior do globo convergirão para esse foco na 
retina, a fóvea (fig. 11). Isso não ocorrerá se houver alguma anomalia 
no globo ocular.
Alguns problemas de visão resultam da incorreta relação entre a 
vergência e a distância da retina ao cristalino, como, por exemplo, na 
miopia e na hipermetropia.
Num olho míope, se o cristalino estiver relaxado e um feixe de luz 
cilíndrico incidir sobre ele, paralelamente ao seu eixo óptico, os raios 
refratados no interior do globo convergirão para um foco situado an-
tes da retina (fig. 12). A vergência é excessiva em relação à distância da 
retina ao cristalino. Geralmente, a córnea é muito abaulada, sua face 
tem pequeno raio de curvatura, causando vergência muito grande.
Num olho hipermetrope, se o cristalino estiver relaxado e um feixe 
de luz cilíndrico incidir sobre ele, paralelamente ao seu eixo óptico, os 
raios refratados no interior do globo convergirão para um foco situado 
atrás da retina (fig. 13). A vergência é pequena em relação à distância 
da retina ao cristalino. Geralmente, a superfície da córnea tem pouca 
curvatura, o que diminui a sua vergência.
Miopia 
Num olho normal, o ponto remoto encontra-se no infinito, ao passo que num olho 
míope ele se encontra a uma distância finita do olho, o que lhe traz certa dificuldade 
para enxergar até mesmo a médias distâncias. Caso o observador tente fazer um esfor-
ço de acomodação, os músculos ciliares contrairão o cristalino e a vergência aumentará, 
piorando a focalização do objeto.
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Figura 11. Olho emetrope; cristalino 
relaxado.
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Figura 12. Olho míope; cristalino re-
laxado.
F'
Figura 13. Olho hipermetrope; crista-
lino relaxado.
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Capítulo 13346
Considera-se, na prática, que um olho é míope 
quando não enxerga nitidamente além dos 10 m.
O olho do míope tem o ponto próximo (PP) a 
uma distância inferior a 25 cm, sem que isso lhe acar-
rete nenhum problema; aliás, há até uma vantagem: 
objetos colocados mais próximos do olho são enxer-
gados sob maior ângulo visual e, portanto, com mais 
detalhes. A zona de acomodação do olho míope é um 
segmento finito (fig. 14).
Como o olho míope tem excesso de vergência, 
para corrigi-lo recomenda-se uma lente divergente, 
que possui vergência negativa.
Hipermetropia 
Num olho normal, o ponto próximo encontra-se a uma distância relativamente peque-
na, convencionalmente a 25 cm do globo ocular, ao passo que num olho hipermetrope 
ele se encontra mais afastado, o que lhe traz certa dificuldade para “visão de perto”. Co-
tidianamente, considera-se hipermetrope o olho com distância mínima de visão distinta 
superior a 25 cm (à vista desarmada, a leitura de um livro tornar-se-ia impraticável).
para uma hipermetropia não muito acentuada, o 
olho não apresenta problemas de focalização de obje-
tos infinitamente afastados (fig. 15). Basta um peque-
no esforço de acomodação.
Como o olho hipermetrope tem vergência insufi-
ciente, para corrigi-lo recomenda-se uma lente con-
vergente, que possui vergência positiva.
Presbiopia (“vista cansada”) 
Com o avançar da idade, o cristalino vai perdendo 
sua elasticidade, o que dificulta o trabalho dos múscu-
los ciliares. O ponto próximo (pp) afasta-se do globo 
ocular (d > 25 cm), como na hipermetropia (fig. 16). 
Essa anomalia, que não chega a ser considerada umadoença do olho, é denominada presbiopia (popular-
mente, "vista cansada"). Aquele que tem presbiopia 
será um presbiope ou presbita.
No começo, a presbiopia só atrapalha a leitura, 
não tendo grande interferência na visão a longa dis-
tância. Assim, basta corrigir esse defeito com os famo-
sos “oculozinhos de leitura”, dotados de lentes con-
vergentes. Assim, corrige-se a presbiopia do mesmo 
modo que se corrige a hipermetropia.
Com o passar do tempo a visão longa também in-
comodará. A amplitude de acomodação vai diminuindo 
com a evolução da presbiopia. Costuma-se dizer que 
o pp e o pr estão se aproximando. Desse modo o por-
tador de presbiopia é obrigado a usar dois óculos: um 
para perto e outro para longe. Existe ainda a opção das 
famosas lentes bifocais (fig. 17). Modernamente exis-
tem as lentes multifocais, que apresentam graduações 
progressivas, como se mostra na figura 18.
D < 10 m
d < 25 cm
PPPR
d > 25 cm
PPPR no ∞
d > 25 cm
PPPR
D
Figura 14. Zona de acomodação do olho míope.
Figura 15. Zona de acomodação do olho hipermetrope.
Figura 16. Zona de acomodação do olho presbiope.
visão de
longe
visão de
perto
Figura 17. Lente bifocal.
Figura 18. Lente com graduação progressiva.
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visão de longe
visão de perto
visão intermedi‡ria

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