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Fluidostática – Lei de Stevin 491 5. Apresente a equação dimensional da pressão. 6. A pressão é grandeza escalar ou vetorial? 7. Nos postos de combustíveis há aparelhos destina- dos a “acertar” a pressão do ar dentro dos pneus dos veículos. Em geral, esses aparelhos estão graduados em kgf/cm2 ou na unidade do Sistema Britânico de Engenharia: libra por polegada qua- drada (lb/in2), também indicada pela sigla psi, formada com as iniciais de pound/square inch. Lembrando que 1 kgf = 9,81 N, lb = 4,448 N e 1 in = 2,54 cm, transforme: a) 1 kgf/cm2 em N/m2; b) 1 lb/in2 em N/m2. Resoluç‹o: a) 1 cm = 10–2 m ⇒ 1 cm2 = (10–2 m)2 = 10–4 m2 1 kgf 1 cm2 = 9,81 N 10–4 m2 ⇒ 1 kgf/cm2 = 9,81 · 104 N/m2 b) 1 in = 2,54 cm = 2,54 · 10–2 m ⇒ 1 in2 = = (2,54 · 10–2 m)2 ≅ 6,45 · 10–4 m2 1 lb 1 in2 = 4,448 N 6,45 · 10–4 m2 ⇒ ⇒ 1 lb/in2 = 1 psi ≅ 6,9 · 103 N/m2 8. Usando os dados da questão anterior, transforme: a) 1 Pa em kgf/cm2; b) 1 Pa em psi. Exercícios de Reforço 9. Um tubo cilíndrico con- tém mercúrio até uma altura h = 80,0 cm. Adotando g = 9,81 m/s2 e sabendo que a massa espe- cífica do mercúrio é 13,6 · · 103 kg/m3, calcule a pres- são exercida por ele na base do tubo em Pa. 10. (UF-RS) Um gás está contido em um recipiente cúbico, tendo cada face área igual a 2,0 m2. As moléculas do gás bombardeiam continuamente as faces do recipiente exercendo sobre elas uma pressão média de 5,0 · 103 Pa. Qual o módulo da força média exercida pelo gás sobre cada face? a) 1,0 · 104 N d) 2,5 · 103 N b) 7,5 · 103 N e) 1,0 · 103 N c) 5,0 · 103 N 11. (U. F. Santa Maria-RS) Referindo-se à estrutura física, uma das causas importantes da degrada- ção do solo na agricultura é a sua compactação por efeito das máquinas e da chuva. Um trator tem rodas de grande diâmetro e largura para que exerça contra o solo pequeno(a): a) pressão. c) peso. e) atrito. b) força. d) energia. 12. (UF-SC) Uma pessoa comprime um lápis entre os seus dedos, da maneira indicada na figura. Adotando como A a área de superfície de con- tato entre a ponta do lápis e o dedo polegar e como B a área de contato entre o lápis e o dedo indicador, e admitindo-se que A seja menor que B, verifique a(s) proposição(ões) correta(s) e dê como resposta a soma dos números que antece- dem as proposições corretas. (01) A intensidade da força do polegar sobre A é maior do que a do indicador sobre B. (02) A pressão exercida pela força do polegar sobre A é maior do que a do indicador sobre B. (04) A pressão exercida pela força do polegar sobre A é igual à do indicador sobre B. (08) Pressão é sinônimo de força. (16) A pressão exercida por uma força sobre uma superfície só depende da intensidade da força. (32) A intensidade da força do polegar sobre A é igual à do indicador sobre B. 13. (Unicamp-SP) Uma das aplicações mais comuns e bem-sucedidas de alavancas são os alicates. Esse instrumento permite amplificar a força aplicada (F a ), seja para cortar (F c ) ou para segurar mate- riais pela ponta do alicate (F p ). Z A P t A l B E r t o D E S t E F A N o g h Capítulo 25492 (a) (b) Figura 5. d p d c F c F a F p d a a) Um arame de aço tem uma resistência ao corte de 1,3 · 109 N/m2, ou seja, essa é a pressão mínima que deve ser exercida por uma lâmina para cortá- lo. Se a área de contato entre o arame e a lâmina de corte do alicate for de 0,1 mm2, qual a força F c necessária para iniciar o corte? b) Se esse arame estivesse na região de corte do alicate a uma distância d c = 2 cm do eixo de rotação do alicate, que força F a deveria ser aplicada para que o arame fosse cortado? (d a = 10 cm) 2. Líquido em equilíbrio estático Consideremos um líquido em equilíbrio estático (repouso) dentro de um recipiente de formato qualquer e sob a ação da gravidade (fig. 4a). A superfície livre do líquido deve ficar perpendicular à aceleração da gravidade g, isto é, na horizontal. g (a) Situação estável. r (b) Situação instável. press‹o atmosfŽrica (c) A pressão atmosférica dificulta a evaporação.Figura 4. Z A P t lu IZ A u G u S t o r IB E Ir o C o N C E It o G r A F Esse fato pode ser demonstrado usando a lei de Stevin, que será estudada mais adiante. Mas, por enquanto, vamos apresentar uma justificação mais simples. Supo- nhamos que, após perturbarmos o recipiente da figura 4a, o líquido fique, momenta- neamente, na situação da figura 4b. Como o líquido é facilmente deformável, o peso do líquido situado acima do plano representado pela linha r força um retorno à situação da figura 4a. Convém também observar que, para dificultar a evaporação do líquido, este deve estar em contato com a atmosfera, isto é, a pressão exercida pela atmosfera (fig. 4c) dificulta a saída de moléculas do líquido (mais adiante veremos como calcular o valor da pressão atmosférica). Se o recipiente for pequeno em comparação com o tamanho da terra, podemos admitir que, em todos os pontos da região onde está o recipiente, a aceleração da gravidade tem o mesmo módulo, a mesma direção e o mesmo sentido (fig. 5a). Desse modo, a superfície livre do líquido é plana e horizontal. Mas, para grandes quantidades de líquido, cujo tamanho seja comparável com o tamanho da terra, a superfície livre será curva. Por exemplo, a superfície livre dos oceanos é uma superfície aproximada- mente esférica (fig. 5b). Fluidostática – Lei de Stevin 493 Líquido em recipiente acelerado A figura 6a representa um recipiente aberto, contendo certa quantidade de líquido, em equilíbrio estático, sobre uma super- fície plana horizontal. A superfície livre do líquido é horizontal e está sujeita à pressão atmosférica. Suponhamos agora que seja aplicada uma força sobre o re- cipiente, de modo que ele adquira uma aceleração horizontal a (fig. 6b). Por inércia, a tendência inicial do líquido é ficar “para trás”; depois de uma breve oscilação, o líquido fica em equilíbrio estático em relação ao recipiente, com sua superfície livre for- mando um ângulo θ com a horizontal. Para determinar o ângulo θ consideremos um referencial fixo no recipiente, o qual não é inercial. Como vimos no capítulo 12, para um observador fixo no reci- piente, tudo se passa como se, além da aceleração da gravidade g, houvesse uma aceleração da gravidade adicional –a (fig. 7) resultando numa aceleração da gravi- dade aparente g A , de modo que a superfície livre do líquido fica perpendicular a g A . Da figura 7 tiramos: tg θ = a g e g A = a2 + g2 (a) Figura 6. (b) θ a Figura 7. θ θ a gg A –a IM A G E S o u r C E /G E t t y I M A G E S C o N C E It o G r A F Exercícios de Aplicação 14. Uma caixa cúbica, de aresta y = 16 cm e aberta na parte de cima, tem movimento horizontal de aceleração a. Dentro da caixa há um líquido cuja superfície livre forma ângulo α com a vertical. São dados: sen α = 0,80; cos α = 0,60; g = 10 m/s2 e x = 14 cm. a x y α Calcule: a) o módulo de a; b) o volume de água. 15. Uma caixa cúbica e aberta na parte superior, cuja aresta mede 20 cm, contém um líquido em repou- so, como mostra a figura, numa região em que g = 10 m/s2. Aplica-se à caixa uma força hori- zontal de modo que a caixa adquire uma acelera- ção horizontal a, perpendicular a uma das faces. Qual o máximo valor de |a| de modo que o líquido não saia da caixa? 12 cm Z A P t Z A P t 3. Tensão superficial No item anterior afirmamos que líquidos contidos em recipientes pequenos em com- paração com o tamanho da terra, e sob a ação da gravidade, apresentam superfície livre plana e horizontal. No entanto, se enchermos um copo com água até a boca, é possível (com algum cuidado) colocar um pouco mais de água (fig. 8) de modo que a superfície livre adquira uma forma curva, um pouco acima da boca do copo. Como explicar esse fato? Isso é possível porque a superfície livre da água comporta-secomo uma membrana esticada, podendo resistir a “pequenas” pressões. Essa propriedade da água e de outros líquidos é chamada tensão superficial. Figura 8. Água não trans- borda.