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Gravitação 485 O efeito estilingue Quando uma nave espacial é enviada a um planeta mui- to distante, em vez de ir diretamente ao planeta ela con- torna algumas vezes planetas intermediários. Por exemplo, a nave exploratória Galileu, lançada em outubro de 1989, com destino a Júpiter, descreveu a trajetória indicada na fi gura 33, contornando uma vez o planeta Vênus e duas vezes a Terra, antes de se dirigir a Júpiter. A cada vez que a sonda contornou um planeta ela ganhou energia e, assim, economizou combustível. PrOCUre nO Cd Veja, no CD, mais detalhes de como ocorre o efeito estilingue. Figura 33. exercícios de Aplicação 53. Um satélite de massa m gira em torno de um planeta esférico e homogêneo de massa M, com órbita circular de raio d. a) Qual é a energia potencial do satélite? b) Mostre que a energia cinética do satélite é dada por E C = 1 2 GMm d . c) Mostre que a energia mecânica do satélite é E = – 1 2 GMm d . 54. Um satélite artificial de massa m = 500 kg gira em torno da Terra, com órbita circular de raio 8 · 106 m. São dados: massa da Terra = 6 · 1024 kg; raio da Terra = 6,4 · 106 m e G = 6,7 · 10–11 (SI). Calcule: a) a energia potencial do satélite; b) a energia cinética do satélite; c) a energia mecânica do satélite. 55. Um projétil é lançado verticalmente a partir de um ponto da superfície da Terra, com velocidade inicial de módulo v 0 = 6,5 · 103 m/s. Qual é a altura máxima h atingida pelo projétil? São dados: raio da Terra = 6,4 · 106 m; massa da Terra = 6,0 · 1024 kg. Resolu•‹o: Sendo M a massa da Terra e m a massa do projétil, a energia mecânica inicial do projétil é: E i = E Ci + E Pi = mv2 0 2 – GMm R No ponto mais alto a velocidade do projétil será nula; portanto, nesse ponto só haverá energia potencial: E f = E Cf + E Pf = 0 – GMm d = –GMm d Como a energia mecânica é constante, devemos ter E i = E f : mv2 0 2 – GMm R = GMm d ⇒ GM d = GM R – v2 0 2 ⇒ ⇒ 1 d = 1 R – v2 0 2GM ⇒ 1 d = 2GM – Rv2 0 2GMR ⇒ ⇒ d = 2GMR 2GM – Rv2 0 = = 2(6,7 · 10–11)(6,0 · 1024)(6,4 · 106) 2(6,7 · 10–11)(6,0 · 1024) – (6,4 · 106)(6,5 · 103)2 IL U ST r A ç õ ES : C O N C EI TO G r A f Capítulo 24486 Terra = 6 · 1024 kg; raio da Terra = 6,4 · 106 m e G = 6,7 · 10–11 (SI). 57. Calcule a velocidade de escape do planeta Terra sabendo que sua massa é 5,98 · 1024 kg, seu raio médio é 6,38 · 106 m e G = 6,67 · 10–11 N · m2/kg2. 58. A velocidade de escape da Terra é 11,2 km/s. Calcule o valor aproximado da velocidade de esca- pe do planeta Urano, sabendo que sua massa é 15 vezes maior que a massa da Terra e o seu raio é 4 vezes maior que o raio da Terra. d ≅ 9,6 · 106 m h = d – R ≅ (9,6 · 106 m) – (6,4 · 106 m) h ≅ 3,2 · 106 m = 3 200 km 56. Um projétil é lançado vertical- mente para cima a partir de um ponto próximo à superfície da Terra, com velocidade inicial v 0 = 7 · 103 m/s. Calcule a altura máxima atingida pelo projétil. São dados: massa da exercícios de reforço 59. (UF-GO) Um satélite de massa 450 kg orbita em torno da Terra, numa trajetória circular de raio r conforme a figura.conforme a figura. a) Determine a altura, h, da órbita do satélite sabendo-se que, nessa órbita, g' = 4 9 g, sendo g a gravidade na superfície da Terra. b) Determine a energia cinética do satélite nessa órbita. c) Determine a energia mecânica total do satéli- te, adotando-se referencial no infinito. 60. Sabendo que a velocidade de escape de um corpo lançado de um dos polos da Terra (desprezando a resistência do ar) é 11,2 km/s e que a aceleração da gravidade ao nível do mar, no mesmo local, vale aproximadamente 9,83 m/s2, determine: (Dados: G = 6,67 · 10–11 N · m2 · kg–2; M = 6,0 · 1024 kg e R = 6,4 · 103 km.) a) a velocidade de escape no planeta Marte, cuja massa e raio valem, respectivamente, 0,11 M e 0,55 R, onde M e R são, respectivamente, a massa e o raio da Terra; b) a aceleração da gravidade nos polos do plane- ta Marte. 61. (UE-PA) Os planetas do Sistema Solar, em seu movimento ao redor do Sol, obedecem às leis de Kepler. Eles percorrem órbitas elípticas nas quais o Sol está em um dos focos. O ponto da órbita mais distante do Sol é chamado de afélio (A) e o ponto mais próximo é chamado de periélio (P). Essas características estão ilustradas na figura abaixo. Analise as afirmativas abaixo sobre o movimento dos planetas ao redor do Sol. I. Se existisse um planeta com o raio médio de sua órbita igual a duas vezes a distância média da Terra ao Sol, o período de revolução desse planeta seria de dois anos. II. No afélio, a energia potencial do sistema é máxima, e parte dela se converte em energia cinética até o periélio. III. A quantidade de movimento de um planeta é maior no periélio do que no afélio. IV. O trabalho realizado sobre um planeta pela força gravitacional, durante uma órbita com- pleta, é nulo. Estão corretas somente as afirmativas: a) I, II e IV b) I e III c) I e IV d) II e III e) II, III e IV IL U ST r A ç õ ES : C O N C EI TO G r A f Gravitação 487 7. Marés Um fato que qualquer pessoa que viva à beira-mar pode perceber facilmente é que as águas do mar têm um movimento periódico de “sobe e desce”: são as marés. Na fi- gura 34a temos a foto da maré baixa em uma praia e na 34b temos a foto da maré alta. Na média, a diferença de nível entre as marés é da ordem de 1 metro. mas há locais da Terra em que essa diferença chega a 15 metros, como na praia de moreré, Bahia. O que ocasiona essa movimentação das águas? Figura 34. Praia de Moreré, Bahia. (a) Maré baixa e (b) maré alta. ZI G k O C H /N A TU r EZ A B r A SI LE Ir A ZI G k O C H /N A TU r EZ A B r A SI LE Ir A PrOCUre nO Cd No CD apresentamos, com detalhes, a explicação sobre o movimento das marés. Figura 36. Figura 35. (a) (b)Antes de Newton publicar sua obra, alguns cientistas já suspeitavam que as marés seriam causadas pela atra- ção da Lua. Eles argumentavam que, se a Terra estivesse isolada da ação de outros corpos, o nível da água do mar seria o mesmo ao redor de todo o globo terrestre (fig. 35a). Porém, como a Terra não está isolada, a atração da Lua provoca o deslocamento das águas do mar (fig. 35b), produzindo uma maré alta em A e uma maré baixa em B. A ideia parece boa, mas há um problema: por essa teoria teríamos apenas uma maré alta e uma maré baixa por dia! E quem mora no litoral sabe que há duas marés altas e duas baixas diariamente, isto é, a cada instante há uma maré alta no lado da Terra virado para a Lua (fig. 36) e outra maré alta no lado oposto. Como explicar isso? Um dos sucessos da Lei da Gravitação de Newton foi ex- plicar esse fato. IL U ST r A ç õ ES : C O N C EI TO G r A f exercícios de Aprofundamento 62. (Unifesp-SP) A massa da Terra é aproximadamente oitenta vezes a massa da Lua e a distância entre os centros de massa desses astros é aproximada- mente sessenta vezes o raio da Terra. A respeito do sistema Terra-Lua, pode-se afirmar que: a) a Lua gira em torno da Terra com órbita elíp- tica e em um dos focos dessa órbita está o centro de massa da Terra. b) a Lua gira em torno da Terra com órbita cir- cular e o centro de massa da Terra está no centro dessa órbita. c) a Terra e a Lua giram em torno de um ponto comum, o centro de massa do sistema Terra- Lua, localizado no interior da Terra. d) a Terra e a Lua giram em torno de um ponto comum, o centro de massa do sistema Terra- Lua, localizado no meio da distância entre os centros de massa da Terra e da Lua. e) a Terra e a Lua giram em torno de um ponto comum, o centro de massa do sistema Terra- Lua, localizado no interior da Lua. A B Gravitação 487