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FAHESP - Faculdade de Ciências Humanas, Exatas e da Saúde do Piauí. IESVAP - Instituto de Educação Superior do Vale do Parnaíba LTDA. Rodovia BR 343, Km 16 Bairro Sabiazal, CEP 64.212-790, Parnaíba-PI 86 33227314 | WWW.iesvap.edu.br TIC´S Semana 10 Descrição dos procedimentos padrão em vigilância para coleta de amostras de caso suspeito de meningite. Quais as estratégias utilizadas pelo LACEN? Quais os frascos e lâminas encaminhados? Quais materiais biológicos? Existem diferenças de adultos e crianças? A confirmação da causa subjacente em casos suspeitos de meningite é fundamental para a vigilância epidemiológica, seja em situações de endemia ou surto. Para qualquer suspeita de meningite bacteriana, recomenda-se o uso do kit de coleta distribuído pelos Lacen para todos os laboratórios locais, a fim de realizar o diagnóstico laboratorial. Esse conjunto de materiais é formado por: Um recipiente com caldo TSB ou BHI com o anticoagulante SPS, para realizar a hemocultura; Um frasco que contém o ágar chocolate base Müller-Hinton e 5% de sangue desfibrinado de carneiro ou cavalo, Três frascos estéreis, sem anticoagulante, preferencialmente com uma tampa de borracha, sendo um utilizado para coletar sangue (obter soro) e os outros dois para coletar o líquido céfalorraquidiano (LCR), para realizar testes citoquímicos, bacterioscópicos, de aglutinação de látex e PCR em tempo real (qPCR); Duas lâminas limpas e sem uso anterior para realizar a bacterioscopia (uma é corada e processada no laboratório do hospital e a outra é enviada para o LACEN). São utilizados: Liquido Céfalorraquidiano A coleta do líquido céfalorraquidiano (LCR) é um procedimento invasivo que exige precauções similares às tomadas durante uma intervenção cirúrgica. É importante que a punção lombar seja realizada somente por um médico capacitado, em um ambiente com as condições básicas necessárias para esse tipo de procedimento. Após a retirada de 3mL de líquido céfalorraquidiano (LCR), o médico deve realizar o seguinte procedimento imediatamente na sala de coleta: Semear 0,5 a 1 mL do LCR em meio de cultura ágar-chocolate. O restante do LCR deve ser dividido em dois frascos distintos: um para realizar os exames de bacterioscopia e citoquímica e o outro para testes de látex e qPCR. FAHESP - Faculdade de Ciências Humanas, Exatas e da Saúde do Piauí. IESVAP - Instituto de Educação Superior do Vale do Parnaíba LTDA. Rodovia BR 343, Km 16 Bairro Sabiazal, CEP 64.212-790, Parnaíba-PI 86 33227314 | WWW.iesvap.edu.br Sangue: No sangue são realizados os exames de cultura (hemocultura), látex e qPCR. A quantidade de sangue de crianças deve ser de 3 a 5 ml enquanto adultos é de 5 a 10 ml, outra diferença é que a diluição final do sangue no frasco de cultura deve ser de 10 a 15% para crianças e de 10 a 20% para adultos. REFERÊNCIAS Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços. Guia de Vigilância em Saúde : volume 1 / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia e Serviços. – 1. ed. atual. – Brasília : Ministério da Saúde, 2017. BATISTA, Letícia Franco; BARBOSA, Silvia Minharro; DIAS, Felipe Moreira. Meningite bacteriana: uma revisão. Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR, v. 26, n. 2, 2022. FERNANDES, Lidiane Aparecida; TRAVINSKI, Rhayane; PORTUGAL, Suellen Chaves. Diagnóstico laboratorial da meningite pneumocócica. Revista Renovare, v. 2, 2020. ROLDI, Lourdes Luchini et al. Revisão bibliográfica: meningite bacteriana em adultos Literature review: bacterial meningitis in adults. Brazilian Journal of Development, v. 8, n. 4, p. 24703-24710, 2022. Augusto Cardoso – 0001065 TIC´S 08 – Clínica Integrada III Profa Dra Gabriele Rolim