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Helenismo
Denomina-se helenismo o período histórico e cultural caracterizado pela difusão da civilização grega
(helênica) pelo mundo mediterrânico, euro-asiático e no Oriente, misturando-se com a cultura local. Este
conceito foi usado pela primeira vez pelo historiador alemão Johann Gustav Droysen (1808-1884).
A civilização helenística nasceu da junção da cultura grega com as culturas da Ásia Menor, Eurásia, Ásia
Central, Síria, África do Norte, Fenícia, Mesopotâmia, Índia e Irã. Este período foi um marco entre o
domínio da cultura grega e o surgimento da civilização romana.
Histórico
Foto:
Reprodução
Cronologicamente, o helenismo se desenvolveu entre 323 a.C., data da morte do imperador Alexandre,
o Grande, e 30 a.C., quando os romanos conquistaram o Egito. As conquistas militares sob o reinado de
Alexandre Magno (Alexandre III ou Alexandre, o Grande) levaram a civilização grega até a Anatólia e o
Egito. Neste período, grande parte do Oriente antigo recebeu a influência helênica e houve a fusão da
cultura greg
Características do helenismo
O helenismo foi caracterizado pelo florescimento, expansão e domínio da cultura grega no mundo
antigo, tendo como base a fusão entre a tradição grega e a cultura oriental. Os principais pensadores do
período helênico foram Plotino, Cícero, Zenão e Epicuro e os conhecimentos produzidos na época se
desenvolveram em diversas direções, como na geometria, astronomia e geografia.
Alexandria era o grande centro da cultura helenística, com o florescimento das mais significativas
edificações do período, como o Museu (englobava o Jardim Botânico, Zoológico e o Observatório
Astronômico) e a biblioteca, que abrigava ao menos 200.000 livros e contava com oficinas direcionadas
para a produção de papiro.
Durante o helenismo, ocorreu um grande desenvolvimento da história, com Polibius; da matemática e da
física, com Euclides e Arquimedes; a astronomia, com Aristarcus; e a gramática, com Dionisius Tracius.
Na literatura destacou-se o poeta Teocritus, com as suas poesias idílicas e bucólicas que exerceram
grande influência.
No pensamento filosófico surgiram quatro correntes que buscavam explicar a fórmula da felicidade. São
eles: os cínicos, os estóicos e os epicuristas e o neoplatonismo. Os cínicos gregos e romanos clássicos
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consideravam que a virtude era inteiramente suficiente para o alcance da felicidade, procurando
libertarem-se de convenções e das coisas transitórias, vivendo de acordo com a natureza. Os estóicos e
os epicuristas acreditavam em um individualismo moral; já o neoplatonismo foi o movimento inspirado
pelos pré-socráticos Demócrito e Heráclito.
No que se refere à religião, o helenismo passou a representar a contraposição pagã à nova religião – o
Cristianismo – que dominaria o cenário histórico a partir da hegemonia de Roma. O predomínio dos
valores cristãos não acabou com o espírito grego, que posteriormente seria uma das bases do
Renascimento.
As artes do período helênico deixaram para a posteridade alguns dos clássicos da Era Antiga, como a
Vênus de Milo, Vitória de Samotrácia e o grupo do Laocoonte.