Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Imprimir
INTRODUÇÃO
Olá, estudante! A assistência de enfermagem a pacientes com distúrbios neurológicos e cardiovasculares é
essencial para o seu bem-estar e os cuidados com a sua saúde. Para fornecer um cuidado adequado,
planejado e organizado, o enfermeiro deve ter conhecimento acerca de cada distúrbio e suas características,
logo, nesta aula, você aprenderá o conceito, �siopatologia, manifestações clínicas, diagnóstico, tratamento e
assistência de enfermagem a pacientes com Esclerose Lateral Amiotró�ca (ELA), Síndrome de Guillain-Barré
e Miastenia Gravis. Com esse aprendizado, você desenvolverá habilidades e um pensamento crítico
fundamentais a um atendimento e�ciente, considerando o contexto e as particularidades de cada caso. 
Vamos aprender um pouco mais?
Aula 1
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM
DOENÇAS NEUROMUSCULARES
Conhecer a estrutura morfofuncional dos sistemas urinário, digestório, endócrino, nervoso,
cardiovascular, respiratório, tegumentar, locomotor e reprodutor masculino e feminino,
estimulando a re�exão sobre os processos �siopatológicos.
25 minutos
DISTÚRBIOS NEUROLÓGICOS E
CARDIOVASCULARES
 Aula 1 - Assistência de enfermagem ao paciente com doenças
neuromusculares
 Aula 2 - Insu�ciência cardíaca 
 Aula 3 - Assistência de enfermagem ao paciente com
insu�ciência cardíaca 
 Aula 4 - Assistência de enfermagem ao paciente com problemas
de circulação periférica
 Aula 5 - Revisão da unidade
 Referências
149 minutos
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
DISTÚRBIOS NEUROLÓGICOS E SEUS SINTOMAS
Distúrbios neurológicos são condições caracterizadas por alguma anormalidade no cérebro, medula
espinhal, nervos ou terminações nervosas. Existem diversos exemplos desses distúrbios que, geralmente,
acarretam condições que impactam diretamente a rotina e a qualidade de vida dos pacientes acometidos,
resultando, usualmente, em alterações na capacidade motora, cognição e comportamento (Monsalve, 2022).
Um exemplo é a Esclerose Lateral Amiotró�ca (ELA), que se trata de uma doença caracterizada pela
progressão degenerativa dos neurônios motores superiores (NMS) e neurônios motores inferiores (NMI). A
degeneração dos NMS causa espasticidade, falta de jeito ou alterações motoras �nas nas mãos e re�exos
rápidos; já a degeneração dos NMI causa fraqueza muscular, atro�a, cãibras e fasciculações.
Os sintomas, geralmente, passam a aparecer após os 50 anos, como a perda gradual de força e
coordenação muscular, incapacidade de realizar tarefas rotineiras e di�culdades para respirar e engolir. Ela
possui prevalência de 5 a 7 a cada 100.000 pessoas, e apesar de a capacidade intelectual permanecer
preservada na doença, sua progressão é rápida, causando óbito em cerca de 5 anos. As causas da ELA ainda
são desconhecidas, embora haja correlação com mutações e anomalias genéticas, desequilíbrio químico no
cérebro, doenças autoimunes e mau uso de proteínas (Leite, 2017).
Outro exemplo de distúrbio neurológico é a síndrome de Guillain-Barré, caracterizada por ser uma doença
autoimune em que o sistema imunológico do próprio corpo ataca parte do sistema nervoso. Nela, acontece
a in�amação aguda de nervos e raízes nervosas devido à perda da bainha de mielina e dos re�exos
tendinosos, o que interfere na condução do estímulo nervoso até os músculos. Seus sintomas se iniciam na
fase adulta, na maioria dos pacientes, e podem variar de acordo com o grau de agressividade da doença,
sendo que, geralmente, o primeiro sintoma é a fraqueza progressiva, que começa como uma sensação de
dormência ou queimação nos membros inferiores e, depois, progride para tronco, braços, cabeça e pescoço.
Outros sintomas associados são a dor neuropática lombar e nas pernas, sonolência, confusão mental, perda
da coordenação muscular, tremores e redução ou perda do tono muscular. A incidência anual da síndrome
de Guillain-Barré é de 1 a 4 casos a cada 100.000 habitantes e sua causa não é completamente conhecida,
mas possui relação com doenças virais ou bacterianas adquiridas pelos pacientes previamente, gerando
uma resposta imunológica mais intensa do que o necessário, em que o sistema de defesa do organismo
ataca, além do agente infeccioso, a bainha de mielina que reveste os nervos periféricos (Oliveira, 2021).
A Miastenia Gravis também é uma doença autoimune caracterizada pela fraqueza muscular, mas, nesse
caso, é decorrente de distúrbios na transmissão do impulso nervoso na junção entre nervos e músculos
causados pelo ataque do sistema imunológico a essas conexões. O impacto na transmissão dos impulsos
nervosos causa o enfraquecimento dos músculos, e as musculaturas mais afetadas, geralmente, são
pálpebras e músculos relacionados aos olhos, musculatura mastigatória, respiratória e de braços e pernas.
Essa fraqueza acarreta sintomas como ptose palpebral (pálpebras caídas), fadiga e di�culdades na
mastigação e respiração. Sua prevalência é de 100 a 200 casos por milhão de habitantes, mais frequente em
mulheres entre 20 e 35 anos, e em homens em torno dos 70 anos. Suas causas não são conhecidas, mas
existem relações entre a Miastenia Gravis e tumores do timo, uma glândula ligada ao sistema imunológico e
que produz anticorpos. Pode também ser adquirida por herança genética em sua forma congênita
(Estephan, 2022).
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTOS DE DISTÚRBIOS NEUROLÓGICOS 
Como distúrbios neurológicos apresentam alguns sintomas similares, é muito importante que o diagnóstico
seja preciso, a �m de que o tratamento e os cuidados com o paciente sejam adequados. Análise clínica e
exame físico são os principais meios de se chegar ao diagnóstico, logo, deve-se sempre estar atento ao
histórico do paciente, aos seus sintomas e manifestações clínicas, às suas particularidades, contexto de
saúde e tudo que a envolve (Farias, 2022).
No caso da ELA, por exemplo, os sinais e sintomas mais comumente identi�cados na avaliação do paciente
são a fraqueza muscular progressiva, tremores, espasmos, re�exos alterados, contrações musculares e
atro�a muscular. A principal análise clínica de diagnóstico de ELA é a eletroneuromiogra�a, que identi�ca
lesões no sistema nervoso e sua �siopatologia por meio de correntes elétricas e estímulos com agulhas
descartáveis, mas também são importantes para o diagnóstico o teste respiratório, para avaliar a
musculatura do local, os testes genético e de deglutição e a punção lombar. Outros exames devem ser
solicitados para descartar outras doenças possíveis, como exames de sangue, tomogra�a computadorizada
e ressonância magnética (Monsalve, 2022).
A cura para ELA ainda não foi descoberta; seu tratamento tem como objetivo o controle dos sintomas e a
melhora da qualidade de vida e autonomia do paciente, prevenindo complicações e facilitando o convívio
com a doença. Existem medicamentos que reduzem a velocidade de progressão da ELA, retardando sua
perda funcional, o que pode prolongar a vida do portador, e é muito importante que seu tratamento envolva
uma equipe multidisciplinar, para que todos os âmbitos afetados sejam cuidados (Leite, 2017).
No caso da doença de Guillain-Barré, a eletroneuromiogra�a também é um dos principais métodos de
diagnóstico; além dela, também é realizada a análise laboratorial do líquido cefalorraquidiano, em busca de
uma dissociação proteína-citológica. Um histórico clínico bem realizado e o descarte de outras doenças
autoimunes são especialmente importantes, pois a eletroneuromiogra�a e a análise do líquido
cefalorraquidiano podem não apresentar alterações em alguns pacientes (Oliveira, 2021).
O tratamento adequado para casos de Guillain-Barré, por sua vez, envolve a plasmaferese — técnica que
permite �ltrar o plasma do sangue do paciente —, e a administração intravenosa de imunoglobulina
também é um importante tratamento, que tem como objetivo impedir a ação deletéria dos anticorpos
agressores. A �sioterapia é um diferencial para a preservação dos movimentos do paciente, evidenciando,novamente, a importância de uma equipe multipro�ssional nos cuidados (Castro, 2021).
No diagnóstico da Miastenia Gravis, são utilizados, além da história clínica, a eletroneuromiogra�a e os
exames de sangue. A eletroneuromiogra�a nos mostra a condução dos sinais elétricos, já os exames de
sangue investigam a presença de alguns tipos de anticorpos especí�cos que estão presentes na maioria dos
casos. A investigação de um tumor no timo é realizada por meio de tomogra�a computadorizada, assim
como a ressonância magnética, para se descartar outras doenças.
O tratamento medicamentoso para Miastenia Gravis tem como objetivo melhorar a condução dos sinais
nervosos na junção neuromuscular e diminuir a produção de anticorpos; no caso de tumor no timo,
também é realizada cirurgia para remoção do órgão. Existem algumas condições que podem piorar os
quadros de Miastenia Gravis, logo, os pacientes devem se atentar para prevenção da gripe e buscar
aconselhamento com especialistas em caso de gravidez (Estephan, 2022).
OS CUIDADOS COM PACIENTES COM DISTÚRBIOS NEUROLÓGICOS
Distúrbios neurológicos impactam a vida das pessoas portadoras em vários âmbitos, como na mobilidade,
na capacidade de realizar tarefas, na nutrição, na saúde mental ou nas interações sociais.
Considerando o risco de qualidade de vida prejudicada de pacientes com distúrbios neurológicos, o
tratamento com equipe multipro�ssional é indispensável. A enfermagem é uma das pro�ssões essenciais no
cuidado e bem-estar desses pacientes, impactando signi�cativamente o tratamento e reduzindo os
agravamentos e impactos dessas doenças na vida de quem a possui. Sua atuação deve acontecer em todas
as diferentes necessidades de saúde e está relacionada à promoção da saúde e à recuperação da qualidade
de vida das pessoas acometidas por distúrbios neurológicos. O incentivo à autonomia do paciente, a ajuda
da família e a empatia devem nortear o cuidado prestado (Bittencourt, 2015).
O cuidado de enfermagem a pacientes portadores de distúrbios neurológicos deve ser baseado na
Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e suas etapas: histórico de enfermagem, diagnóstico de
enfermagem, planejamento de enfermagem, implementação e avaliação. O histórico de enfermagem, em
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
que constam informações relevantes, como histórico familiar e pessoal de doenças, principais sintomas,
data de início e demais condições �siológicas e psicossociais, deve auxiliar no direcionamento do cuidado. A
partir das informações coletadas, realiza-se diagnósticos de enfermagem baseados em taxonomias
especí�cas que guiarão as tomadas de decisão. No caso de pacientes com distúrbios neurológicos, é comum
aparecerem diagnósticos relacionados à atividade, repouso, nutrição, cognição, autopercepção e segurança
(Castro, 2021).
No planejamento de enfermagem, a partir do histórico e de diagnósticos, são elencadas as ações
necessárias para se obter os resultados esperados do cuidado com o paciente, e as ações e intervenções
serão realizadas na etapa da implementação. No caso de pacientes portadores de distúrbios neurológicos,
os cuidados, geralmente, estão associados à orientação do paciente e da família a respeito da doença,
monitorização de sinais vitais e de sintomas neurológicos, administração de medicamentos, assistência no
autocuidado, alimentação, higiene, comunicação e apoio emocional. Em casos mais graves, o paciente pode
necessitar de cuidados mais intensivos, relacionados à imobilidade, intubação e sedação, como a
monitorização de ventilação mecânica e a prevenção de lesão por pressão; aliás, toda a fase de intervenção
deve ser debatida com outros pro�ssionais envolvidos no cuidado, como �sioterapeutas, psicólogos,
médicos e fonoaudiólogos. A família do paciente também deve ser sempre orientada e incluída no cuidado
(Weizemann, 2022).
En�m, a etapa de avaliação envolve o registro de dados e a evolução do paciente, a �m de se veri�car se o
resultado esperado foi alcançado e realizar mudanças e adaptações caso sejam necessárias (Castro, 2021).
Todas as etapas da SAE e o cuidado fornecido devem considerar o contexto e a particularidade de cada
paciente, pois suas necessidades podem variar de caso para caso, a depender da gravidade, do tempo de
início dos sintomas, da presença ou não de rede de apoio e de aspectos de saúde mental da pessoa
portadora de distúrbios neurológicos (Faria, 2022).
VIDEO RESUMO
Olá, estudante! Nesta aula, você aprendeu um pouco sobre alguns distúrbios neurológicos, suas causas,
sintomas, diagnósticos e tratamentos, bem como entendeu a importância da enfermagem como parte da
equipe multipro�ssional no cuidado e na qualidade de vida dos pacientes portadores desses distúrbios,
considerando a individualidade e o contexto de cada caso.
Frente a isso, convidamos você a assistir ao vídeo resumo da aula, em que abordamos os distúrbios de
forma mais lúdica e explicativa.
Bons estudos !
 Saiba mais
O paciente com distúrbios neurológicos demanda cuidados especí�cos que devem ser baseados na
Sistematização da Assistência de Enfermagem. O capítulo 9 do livro Assistência de enfermagem aos
pacientes com doença neurológica traz recomendações e detalhes sobre a Sistematização, bem
como aprofunda o conhecimento de suas etapas.
INTRODUÇÃO
Olá, estudante! 
A insu�ciência cardíaca é um distúrbio cardiovascular que demanda conhecimento e técnica. Nesta aula,
você aprenderá os tipos de insu�ciência cardíaca, suas causas, �siopatologia, manifestações clínicas,
sintomas e tratamento. O conteúdo apresentado permitirá que você desenvolva habilidades e pensamento
crítico para atender e fornecer um cuidado e�ciente, considerando o contexto e a gravidade de cada caso,
Aula 2
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA 
Nesta aula, você aprenderá os tipos de insu�ciência cardíaca, suas causas, �siopatologia,
manifestações clínicas, sintomas e tratamento.
27 minutos
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
https://atenaeditora.com.br/catalogo/ebook/assistencia-de-enfermagem-aos-pacientes-com-doenca-neurologica
https://atenaeditora.com.br/catalogo/ebook/assistencia-de-enfermagem-aos-pacientes-com-doenca-neurologica
levando em consideração a particularidade de cada paciente. Esses conhecimentos são essenciais para a
tomada de decisão referente ao cuidado com pacientes que têm essa condição, buscando melhorar sua
qualidade de vida, recuperar e preservar sua saúde.
Vamos aprender um pouco mais?
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
Distúrbios cardiovasculares são doenças ou síndromes relacionadas com a anatomia ou o funcionamento
do coração, veias e artérias, impactando o seu correto funcionamento, que visa a transportar sangue rico
em oxigênio para todo o corpo. A insu�ciência cardíaca é um exemplo de distúrbio cardiovascular; ela
acontece quando o coração não realiza sua contração ou seu relaxamento de forma e�caz, levando-o a não
cumprir sua função de bombeamento do sangue de forma adequada a atender às necessidades do corpo
(Marcondes-Braga, 2021).
A insu�ciência cardíaca pode acontecer em qualquer idade, mas é mais comum em idosos, devido a maior
chance de outras morbidades estarem associadas. Além disso, ela está entre as maiores causas de
hospitalização e óbitos no Brasil, o que a torna um problema de saúde pública que requer bastante atenção
e foco na conscientização e prevenção. Suas manifestações clínicas, sintomas, diagnóstico e tratamento
dependerão do tipo de insu�ciência cardíaca (Marcondes-Braga, 2021).
Suas causas podem estar relacionadas ao próprio sistema cardiovascular, a distúrbios em outros sistemas
do corpo e que afetam o coração de forma indireta ou a uma combinação de fatores. A doença arterial
coronariana, caracterizada pelo estreitamento dos vasos sanguíneos, é uma causa comum ligada ao sistema
cardiovascular, assim como a miocardite, que é a in�amação do tecido muscular do coração. Portadores de
Doença de Chagas também costumam desenvolver insu�ciência cardíaca, devido ao aumento do tamanho
docoração, e as valvulopatias, doenças que afetam o funcionamento adequado das válvulas do coração,
também são causas da insu�ciência cardíaca ligadas diretamente ao sistema vascular.
Distúrbios genéticos, medicamentos e toxinas também podem dani�car o músculo cardíaco e impactar o
funcionamento do coração. Entre as principais causas da insu�ciência cardíaca não ligadas ao sistema
cardiovascular estão o tratamento inadequado à hipertensão arterial, diabetes e obesidade, que, com o
tempo, dani�cam o tecido muscular do coração (Paz, 2019).
O organismo, como resposta à insu�ciência cardíaca, possui alguns mecanismos de compensação, que
podem ser hormonais, como a liberação de adrenalina e noradrenalina, na tentativa de acelerar e energizar
o bombeamento e a quantidade de sangue, porém, em pessoas com o coração já dani�cado, esse
mecanismo pode piorar a situação, acelerando a sua deterioração.
Outro tipo de mecanismo compensatório são as respostas renais, relacionadas ao aumento de sal e água
retidos pelos rins para se aumentar o volume de sangue e manter a pressão sanguínea. Esse aumento
também acarreta o aumento das câmaras do coração, o que também é prejudicial ao órgão a longo prazo;
aliás, o espessamento das paredes musculares dos ventrículos é outro mecanismo de compensação à
insu�ciência cardíaca, ocorrendo devido ao esforço exigido do coração. Inicialmente, esse aumento permite
que mais sangue entre no coração, mas, com o tempo, o órgão se enrijece cada vez mais e as válvulas
acabam se abrindo, agravando a insu�ciência cardíaca (Cavalcanti, 2014).
TIPOS E MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
Os tipos de insu�ciência cardíaca podem ser classi�cados de diversas formas: anatômica, funcional ou de
acordo com o débito cardíaco, e essa classi�cação é de extrema importância para que o tratamento correto
seja aplicado (Paz, 2019).
Classi�cação anatômica:
•  Insu�ciência cardíaca esquerda: trata-se do caso mais comum e está ligada, geralmente, à insu�ciência
ventricular esquerda e à di�culdade de contrair e relaxar.
•  Insu�ciência cardíaca direita: ligada à insu�ciência ventricular direita, geralmente, como consequência da
insu�ciência esquerda ou de hipertensão/tromboembolismo pulmonar.
•  Insu�ciência cardíaca congestiva/biventricular: insu�ciência dos dois lados, geralmente, iniciada do lado
esquerdo, evoluindo para o direito.
Classi�cação funcional:
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
•  Insu�ciência cardíaca sistólica: acontece devido à di�culdade de contração do miocárdio e ejeção ine�caz
do sangue, relacionada a doenças cardiovasculares.
•  Insu�ciência cardíaca diastólica: acontece devido ao relaxamento ine�caz do miocárdio e enchimento
ine�caz do coração, estando relacionada a doenças cardiovasculares.
Classi�cação de acordo com o débito cardíaco:
•  Insu�ciência cardíaca de alto débito: relacionada ao aumento do trabalho cardíaco por tentativa de suprir
alguma demanda metabólica, como na anemia grave, cirrose e sepse.
•  Insu�ciência cardíaca de baixo débito: relacionada à disfunção cardíaca sistólica, quando o coração não
bombeia o sangue de forma adequada.
Os sintomas da insu�ciência cardíaca aparecem de forma gradual na maioria dos pacientes e, geralmente,
demoram a aparecer. Os mais comuns são falta de ar, fadiga, acúmulo de líquidos (edema) nos membros
inferiores e abdome, incapacidade de realizar atividades que exijam esforço e tosse, principalmente à noite.
A gravidade da insu�ciência é de�nida com base em quão bem a pessoa é capaz de realizar atividades
cotidianas (Paz, 2019).
O diagnóstico de insu�ciência cardíaca é realizado com base na história clínica do paciente e achados no
exame físico. O paciente, normalmente, apresenta pulsação fraca, redução da pressão arterial, ausculta
cardíaca anormal, acúmulo de líquido nos pulmões, crescimento cardíaco, veias jugulares inchadas,
aumento do fígado e edema em membros inferiores e abdome; diante disso, exames de sangue,
eletrocardiograma, radiogra�a de tórax e ecocardiograma são exames realizados para fechar o diagnóstico,
o tipo e a causa da insu�ciência cardíaca (Marcondes-Braga, 2021).
A insu�ciência cardíaca é crônica na maioria dos pacientes, portanto, não possui cura. Seu tratamento
depende da história clínica de cada paciente e está vinculado a mudanças no estilo de vida, tratamento da
causa, medicamentos, suporte mecânico circulatório e transplante cardíaco. A realização de atividades leves,
dieta saudável e com pouco sódio, abolição ou minimização do tabagismo e consumo de álcool costumam
ser hábitos que auxiliam no dia a dia da pessoa com insu�ciência cardíaca, aliviando sintomas e
minimizando riscos. Os medicamentos têm como função minimizar os sintomas e aumentar a sobrevida do
paciente, e o tipo depende da classi�cação da insu�ciência (Gomes, 2015).
A prevenção da insu�ciência cardíaca está ligada à redução dos fatores de risco cardiovasculares, como
tabagismo, sedentarismo e ingestão de álcool. Tratamento adequado para outras condições cardíacas
também é fundamental para a prevenção da insu�ciência cardíaca, como hipertensão arterial e diabetes;
além disso, consultas e acompanhamento regular em serviços de saúde também são importantes para um
diagnóstico precoce (Cavalcanti, 2014).
CUIDADOS COM O PACIENTE COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
Considerando que a insu�ciência cardíaca é uma condição que impacta diretamente a vida do paciente, suas
atividades diárias, vida social e até saúde mental, fornecer um cuidado adequado ainda que não tenha a
cura como objetivo é extremamente importante. O alívio dos sintomas, aumento da sobrevida, prevenção
de agravos e melhoria do estado funcional contribuem signi�cativamente para a qualidade de vida da
pessoa portadora de insu�ciência cardíaca. Todo esse processo deve considerar as particularidades do
paciente, seu contexto de doença, social e psicológico, já que o plano de cuidados depende de diversos
fatores para ser e�ciente. Uma equipe multipro�ssional atuando também garante que o atendimento seja
mais especí�co e leve em consideração a diversos âmbitos relacionados à saúde e à recuperação do
paciente (Paz, 2019).
Inicialmente, um histórico completo é essencial para se estabelecer caminhos e prioridades. Queixa
principal, história da doença atual, sintomas apresentados, histórico familiar e pessoal de saúde,
medicamentos em uso, exames anteriores e hábitos pessoais, principalmente em relação à alimentação, a
exercícios físicos, tabagismo e consumo de álcool, são bons parâmetros de início. Um exame físico
minucioso com foco no sistema cardiovascular aponta sinais de gravidade e prioridades, logo, deve-se dar
atenção especial à capacidade de locomoção e realização de atividades, coloração e temperatura da pele,
ausculta cardíaca e pulmonar, pressão arterial, pulso e presença de edemas, especialmente em membros
inferiores e abdome (Cavalcanti, 2014).
Os principais diagnósticos de enfermagem presentes em pacientes com insu�ciência cardíaca estão
relacionados ao débito cardíaco, volume de líquidos, atividade, integridade da pele, troca de gases
prejudicada e conhecimento de�ciente, e esses diagnósticos devem ser elencados após toda a coleta de
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
histórico e exame físico do paciente, norteando os cuidados oferecidos (Cavalcanti, 2014).
O paciente nessas condições deve sempre ser orientado sobre sua condição e tratamento, assim como sua
família e rede de apoio. Um conhecimento adequado sobre seu estado de saúde, hábitos adequados e
prejudiciais, bem como a correta realização do tratamento indicado aumenta as chances de melhora na
qualidade de vida. Além disso, a monitorização contínua de sinais vitais, sintomas e manifestações clínicas
também nos permite observar sinais de melhora ou piora no quadro do paciente e sua resposta ao
tratamento, e essa monitorização deve focar, especialmente, o sistema cardiovascular, a retenção de
líquidos e a realização de atividades.
O debatecom outros membros da equipe pro�ssional de�nirá o tratamento medicamentoso e não
medicamentoso recomendado para o paciente, bem como seu limite de realização de atividades, dieta e
restrição líquida. Manter um ambiente confortável, seguro e prover apoio emocional também são ações
bené�cas para o paciente e sua rede de apoio, bem como registrar os dados para observar a sua evolução e
promover possíveis ajustes no plano de cuidados (Gomes, 2015).
A insu�ciência cardíaca, apesar de comum e grave, pode ter seus riscos minimizados e não comprometer a
vida do paciente em termos graves e signi�cativos. Para que isso aconteça, é fundamental que os
pro�ssionais de saúde tenham total conhecimento da condição, da �siopatologia, dos riscos, da prevenção e
do tratamento, de acordo com o tipo e gravidade do quadro (Gomes, 2015).
VÍDEO RESUMO
Olá, estudante!
Nesta aula, você pôde entender o distúrbio cardiovascular chamado insu�ciência cardíaca, seus sintomas e
manifestações clínicas, causas, tratamento e prevenção. Esses conhecimentos são essenciais diante de uma
condição comum e grave, de modo que o melhor tratamento e cuidado possam ser oferecidos ao paciente
que possui essa condição, considerando sua causa, gravidade, particularidades e o contexto do portador.
Diante disso, convidamos você a assistir a esta vídeo aula, uma vez que o assunto será abordado de forma
mais lúdica e aprofundada.
 Saiba mais
Para um conhecimento mais prático acerca do distúrbio cardiovascular estudado, a pesquisa Cuidados
de enfermagem à pessoa com insu�ciência cardíaca descompensada trata de um relato de caso real
que exempli�ca todo o processo de cuidado envolvido acerca de um paciente com insu�ciência
cardíaca.
INTRODUÇÃO
Olá, estudante!
A presença do pro�ssional de enfermagem na assistência ao paciente portador de um distúrbio
cardiovascular é essencial em meio a uma equipe multidisciplinar. Uma assistência sistematizada, com
diagnósticos e intervenções adequados e pensados de acordo com o contexto de vida e de saúde de cada
paciente, é a base de um cuidado e�ciente. A insu�ciência cardíaca, como um desses distúrbios, tem
características e particularidades que demandam a ação direta do enfermeiro, seja na prevenção, seja no
diagnóstico, no tratamento, na recuperação ou na qualidade de vida do paciente. 
Nesta aula, você saberá mais sobre essa assistência, incluindo a avaliação do paciente, diagnósticos mais
comuns, intervenções e avaliações de enfermagem.
Aula 3
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA 
A presença do pro�ssional de enfermagem na assistência ao paciente portador de um
distúrbio cardiovascular é essencial em meio a uma equipe multidisciplinar.
23 minutos
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/9295
https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/9295
https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/9295
A SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
A insu�ciência cardíaca — distúrbio cardiovascular caracterizado pela incapacidade do coração de cumprir
sua função de forma adequada e atender às necessidades do corpo — impacta diretamente a rotina e a
qualidade de vida de seu portador. Por isso, os cuidados da equipe de enfermagem são essenciais durante o
diagnóstico, tratamento e reabilitação do paciente com insu�ciência cardíaca, buscando tornar esse
processo o mais adequado possível para ele e sua rede de apoio (Rohde, 2018).
No entanto, para que o atendimento fornecido atenda aos objetivos, deve ser baseado na metodologia da
Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), que tem como objetivo garantir que a gestão e o
cuidado no processo de enfermagem sejam adequados. A SAE organiza todo o processo de enfermagem,
planejando os procedimentos realizados, os instrumentos e os trabalhos necessários de equipe, bem como
possui cinco etapas que permitem o estabelecimento de prioridades para se tomar decisão e gerenciar o
tempo, os materiais e a equipe necessária para o cuidado prestado (Santos, 2021).
A primeira etapa da SAE se refere à anamnese: coleta de dados ou histórico de enfermagem. Nela, o
pro�ssional deve obter o máximo de informações relevantes possível para de�nir as ações e cuidados
relacionados ao paciente. Essas informações podem ser coletadas por meio do próprio paciente, por sua
família, pela rede de apoio ou por outras pessoas envolvidas; aliás, um exame físico bem realizado também
traz informações importantes a respeito das condições do paciente (Santos, 2021).
No caso de um paciente com insu�ciência cardíaca, dados gerais como alergias, histórico pessoal e familiar
de doenças e cirurgias, informações sobre hábitos e rotina, uso de medicamentos, conhecimento de sua
condição e questões psicossociais são importantes para analisar o paciente de forma integral, assim como o
cuidado fornecido deve ser. De forma mais especí�ca, o pro�ssional deve se informar sobre sinais e
sintomas presentes no momento, como di�culdade de realizar atividades físicas, falta de ar e fadiga, bem
como se certi�car de quando os sintomas iniciaram e seus fatores de melhora e piora (Silva, 2022).
O exame físico deve ser realizado pelo enfermeiro de forma completa e minuciosa, com base nas
informações que já coletou, porém, sem descartar outros sistemas que não apresentaram gravidade
durante a anamnese. Peso corporal, estado nutricional e hidratação são exemplos de informações gerais
que podem ser importantes no processo do cuidado. Para o exame do sistema cardiovascular, que deve
receber bastante atenção, deve-se checar o pulso do paciente em busca de uma possível taquicardia ou
bradicardia, assim como analisar a amplitude e se o ritmo está regular ou irregular.
A coloração e a temperatura da pele podem dar uma ideia da qualidade da perfusão sanguínea no paciente.
A pressão arterial também deve ser aferida com cuidado, já que a hipertensão arterial tem grande ligação
com a insu�ciência cardíaca. A pressão venosa central, provavelmente, estará elevada, e é possível observar
a veia jugular mais proeminente que o normal. Para a ausculta cardíaca no paciente com insu�ciência, pode-
se observar crepitações e terceira bulha (ritmo de galope), assim como um possível sopro cardíaco; já para a
ausculta pulmonar, atentar-se às crepitações e sons que indicam derrame pleural ou edema pulmonar. A
percussão dos campos pulmonares e a frequência respiratória também podem ajudar na identi�cação
desses sintomas. Por �m, também é importante identi�car edemas periféricos e abdominais e sua
intensidade, consistência, elasticidade e temperatura da pele (Rodhe, 2018).
Todas essas informações devem ser devidamente registradas para que os próximos passos da SAE ocorram
de forma adequada.
PRINCIPAIS DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM RELACIONADOS À
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA 
Na próxima etapa da SAE, os dados coletados na anamnese, histórico de enfermagem e exame físico devem
ser agrupados e interpretados pelo enfermeiro, para elencar diagnósticos de enfermagem para a situação.
Os diagnósticos de enfermagem norteiam as intervenções e o plano de cuidado relacionados ao paciente,
bem como são descritos por bibliogra�as e taxonomias especí�cas. Uma taxonomia comumente utilizada
que padroniza os diagnósticos de enfermagem é a NANDA International (NANDA-I), que apresenta títulos,
de�nições, fatores relacionados e características de�nidoras para cada diagnóstico (Herdman, 2021).
Alguns diagnósticos da NANDA são comuns em pacientes com insu�ciência cardíaca, e um deles é o “débito
cardíaco diminuído”, de�nido pela taxonomia como “volume de sangue bombeado pelo coração inadequado
para atender às demandas metabólicas do organismo”. Esse diagnóstico possui muitas características
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
de�nidoras em comum, com sinais e sintomas de insu�ciência cardíaca, como frequência/ritmo cardíaco
alterado, edema, fadiga, distensão da veia jugular, entre outros (Mota, 2020; Herdman,2021).
O diagnóstico “volume de líquidos excessivo”, de�nido como “entrada excessiva e/ou retenção de líquidos”,
também é comum em pacientes com insu�ciência cardíaca, e algumas características relacionadas à
condição são: alteração na pressão arterial, aumento da pressão venosa central, distensão da veia jugular e
edema (Pereira, 2016; Herdman, 2021).
Outros dois diagnósticos similares relacionados à insu�ciência cardíaca são “intolerância à atividade” e
“fadiga”, que são de�nidos pela NANDA, respectivamente, como energia �siológica ou psicológica
insu�ciente para suportar ou completar as atividades diárias requeridas ou desejadas e sensação opressiva
e prolongada de exaustão e capacidade diminuída de realizar trabalho físico e mental no nível habitual. Suas
principais características são desconforto ao esforço, resposta anormal da frequência cardíaca e pressão
arterial à atividade, aumento da necessidade de descanso e capacidade prejudicada para manter as rotinas
habituais (Mota, 2020; Herdman, 2021).
Esses diagnósticos propostos pela NANDA devem ser incluídos nos registros do paciente, uma vez que
nortearão o plano de cuidados no caso de insu�ciência cardíaca. Eles permitem que o enfermeiro estabeleça
prioridades e ações e priorize seu atendimento aos diagnósticos estabelecidos; além disso, faz-se
importante frisar que nem todo paciente com insu�ciência cardíaca apresentará a mesma gravidade, nem
os mesmos sinais e sintomas; cada caso possui suas particularidades, por isso, é importante que o
enfermeiro olhe o paciente como um ser integral ao elencar seus diagnósticos, para que o cuidado seja
especí�co e centrado nas principais necessidades de cada caso (Nascimento, 2019; Herdman, 2021).
A próxima etapa da SAE é o planejamento de enfermagem. Baseando-se em toda a coleta de dados e
diagnósticos de enfermagem, o enfermeiro deve ter a tomada de decisão e determinar quais as ações
necessárias para se atingir os objetivos dos cuidados e os resultados esperados. As intervenções devem
considerar as prioridades estabelecidas para o paciente, assim como o método, o pessoal e os instrumentos
a serem utilizados. Para essa etapa, é possível que o enfermeiro faça uso de outras taxonomias relacionadas
a intervenções e resultados esperados, e assim como as etapas anteriores, essa também deve ser
devidamente registrada (Nascimento, 2019).
PLANO DE CUIDADOS E INTERVENÇÕES RELACIONADAS À INSUFICIÊNCIA
CARDÍACA
A partir de todas as informações e o planejamento que possui, o próximo passo do plano de cuidados do
enfermeiro dentro da SAE é a implementação. As ações e intervenções serão postas em prática pela equipe
de enfermagem nessa etapa e podem envolver desde cuidados mais simples, como higiene pessoal, até
cuidados mais complexos, como administração de medicamentos e apoio emocional (Santos, 2021).
Por se tratar de um distúrbio cardiovascular, muitas intervenções relacionadas à insu�ciência cardíaca serão
caracterizadas por cuidados com esse sistema, mas o plano não deve se restringir a isso. A orientação sobre
seu distúrbio, condição de saúde e cuidados deve ser feita ao paciente antes de qualquer atendimento ser
realizado; muitas vezes, a falta de conhecimento prejudica sua condição, por isso, é importante orientar o
paciente acerca da �siopatologia da insu�ciência cardíaca e de fatores de risco e agravamento do quadro,
bem como orientá-lo quanto aos hábitos e às mudanças que podem ajudar no tratamento e na diminuição
de sinais e sintomas. Incluir a família e rede de apoio nessas orientações e no plano de cuidados também é
muito importante, assim como fornecer apoio emocional (Gomes, 2015).
A monitorização de sinais vitais e a regulação hemodinâmica são cuidados essenciais a serem
implementados, para que seja possível avaliar a condição do paciente, assim como riscos e evoluções, bem
como os sinais característicos de redução de débito cardíaco. Devido à possível presença de edema,
também é preciso realizar a monitorização hídrica do paciente, gerenciando líquidos e controlando a
hipervolemia. A administração de medicamentos conforme prescrição médica também é um componente
essencial no plano de cuidados, visando à estabilização e ao conforto do paciente (Gomes, 2015; Pereira,
2016).
Em relação à di�culdade de realização de atividades, faz-se importante identi�car as causas da fadiga.
Algumas intervenções incluem estratégias de conservação de energia sem abrir mão de atividades físicas,
dentro de um limite saudável para o paciente e que não comprometam o débito cardíaco. A introdução de
períodos de repouso entre as atividades e controle do ritmo respiratório são exemplos disso, e a diminuição
do esforço ao se realizar certas atividades do dia a dia também pode ajudar a reduzir a exaustão, como
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
tomar banho sentado, apoiar os cotovelos ao escovar os dentes, pedir auxílio etc. Aliás, conforme a condição
do paciente for se estabilizando, será possível encorajar o aumento gradual de atividades (Nascimento,
2019; Gomes, 2015).
Após a implementação do plano de cuidados, a próxima e última etapa da SAE é a avaliação de enfermagem,
que está relacionada ao registro de todos os dados de forma sistemática e contínua, identi�cando a
evolução do paciente e relatando se os objetivos e resultados foram alcançados ou não com as
intervenções. A partir desses registros, o enfermeiro deve avaliar a necessidade de adaptações e mudanças
no plano de cuidado e nas etapas do processo de enfermagem, bem como compartilhar e discutir essas
informações com a equipe, para garantir um atendimento mais completo e integral ao paciente por meio de
um cuidado interdisciplinar (Santos, 2021)
VIDEO RESUMO
Olá, estudante! Nesta aula, você aprendeu a Sistematização da Assistência de Enfermagem, suas etapas,
diagnósticos e intervenções dentro do plano de cuidados ao paciente com insu�ciência cardíaca; agora,
convidamos você a assistir ao vídeo resumo da aula, em que esse assunto será abordado de forma mais
lúdica e prática.
Bons estudos!
 Saiba mais
Os diagnósticos de enfermagem são uma parte importante do plano de cuidados e implementação da
assistência de enfermagem. O artigo Diagnósticos de enfermagem no paciente com insu�ciência
cardíaca: Estudo de caso mostra a identi�cação de diagnósticos de enfermagem prevalentes em
pacientes com insu�ciência cardíaca.
INTRODUÇÃO
A insu�ciência arterial e a insu�ciência venosa são tipos de distúrbios cardiovasculares relacionados à
circulação periférica que precisam de muita atenção e cuidados especí�cos, para que a situação não se
agrave e não proporcione mais riscos ao paciente que tem essa condição. O enfermeiro é um importante
pro�ssional envolvido nesse processo, e, para que esse atendimento seja e�ciente, é importante que ele
tenha conhecimento das manifestações clínicas, causas, sintomas, tratamento e principais complicações
desses distúrbios.
Nesta aula, você aprenderá um pouco mais sobre esses tópicos e obterá conhecimentos para fornecer um
cuidado efetivo a pacientes com insu�ciência arterial e venosa.
Bons estudos!
PRINCIPAIS PROBLEMAS RELACIONADOS À CIRCULAÇÃO PERIFÉRICA
O coração é um órgão que tem como principal função bombear o sangue e levar oxigênio e outras
substâncias a órgãos e tecidos do corpo humano. A circulação é o trajeto que o sangue percorre após ser
bombeado, e o sistema cardiovascular é longo e complexo para garantir que cada parte do corpo cumpra
com sua função. Quando se trata de membros mais afastados do coração, como pernas e braços,
denominamos circulação periférica, e existem diversos fatores e distúrbios que podem afetar os vasos
Aula 4
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM
PROBLEMAS DE CIRCULAÇÃO PERIFÉRICA
A insu�ciência arterial e a insu�ciência venosa são tipos de distúrbios cardiovasculares
relacionados à circulação periférica que precisam de muita atenção e cuidados especí�cos,
para que a situação não se agrave e não proporcione maisriscos ao paciente que tem essa
condição.
29 minutos
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/17021/13850
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/17021/13850
sanguíneos dessas regiões e prejudicar essa circulação periférica ou torná-la insu�ciente ao prejudicar ou
interromper o �uxo sanguíneo no local. Essa situação pode ser perigosa e extremamente prejudicial aos
órgãos envolvidos e à saúde e qualidade de vida da pessoa envolvida (Alvim, 2018).
As artérias são canais responsáveis por levar o sangue rico em oxigênio e nutrientes para o corpo, e a
insu�ciência arterial, também chamada de doença arterial periférica, é caracterizada pela obstrução parcial
ou total das artérias dos membros inferiores, reduzindo o �uxo sanguíneo na região e nas extremidades
envolvidas. Na maioria dos casos, essa obstrução deve-se ao acúmulo de placas de gordura, perda da
�exibilidade nas paredes dos vasos sanguíneos e excesso de in�amação localizada. Entre as causas e fatores
de risco da doença arterial periférica estão: tabagismo, obesidade, diabetes, hipertensão arterial, colesterol
alto, dislipidemia e idade avançada.
A principal manifestação clínica, por sua vez, é a claudicação intermitente, caracterizada por dor similar a
câimbra ou sensação de peso nas pernas durante a deambulação, apresentando melhora ao repouso.
Cansaço e fadiga nos membros inferiores, �sgadas e dores são outros sintomas de insu�ciência arterial,
porém muitos casos só apresentam esses sintomas ao se tornarem graves, já que a doença tende a
progredir de forma assintomática, di�cultando o diagnóstico precoce (Alvim, 2018; Lourenço, 2021).
As veias são canais responsáveis por levar o sangue do corpo de volta para o coração; ao longo delas,
existem válvulas que se abrem, auxiliando no transporte do sangue, e se fecham, após o sangue passar,
evitando que ele retorne ou se acumule na região. Quando a circulação inadequada acontece nas veias dos
membros inferiores, impedindo o �uxo normal de sangue e di�cultando seu retorno para o coração, a
condição é chamada de insu�ciência venosa, e ela acontece devido ao mau funcionamento das válvulas
existentes nas veias, que impedem que o sangue �ua no sentido contrário, ou quando algo dilata os vasos
do membro.
O histórico de trombose venosa profunda é importante fator de risco para se desenvolver essa condição, já
que o tecido cicatricial do coágulo pode dani�car as válvulas nas veias. Entre outros fatores de risco da
insu�ciência venosa estão: defeitos congênitos nas válvulas dos vasos sanguíneos, alterações ou lesões na
parede dos vasos, idade avançada, gravidez, uso de anticoncepcionais orais, obesidade, tabagismo e
permanência por longos períodos de pé ou sentado. As principais manifestações clínicas são edema nos
membros inferiores, sensação de peso, fadiga e cansaço nas pernas, formigamento, maior sensibilidade na
região, dor ou sensação de pernas latejando, principalmente à noite, com melhora com elevação do
membro. Além disso, pode acontecer o aparecimento de vasinhos, varizes, inchaço, descamação e manchas
escuras na perna (Vasconcelos, 2022).
COMPLICAÇÕES E DIAGNÓSTICO DAS INSUFICIÊNCIAS ARTERIAL E VENOSA 
Qualquer problema relacionado ao sistema cardiovascular tem riscos importantes para o corpo humano e
deve ser devidamente diagnosticado e tratado, para se evitar complicações e agravamentos. Na insu�ciência
arterial, devido à circulação ine�ciente causada pela obstrução das artérias que levam o sangue para os
membros inferiores, uma das complicações é a necrose tecidual; além disso, também podem aparecer
úlceras circundadas por tecido necrótico, com grande potencial de infecção. Geralmente, elas estão
localizadas nos dedos ou calcanhares após algum trauma no local e são dolorosas, mas alguns pacientes
com sensibilidade reduzida podem não sentir dor.
Essas complicações podem acarretar a amputação do membro, caso o procedimento de revascularização
não seja possível (Alvim, 2018), já as complicações da insu�ciência venosa estão relacionadas ao edema
presente, devido à di�culdade de retorno do sangue, que pode resultar em um tecido cicatricial que retém
líquido, aumentando e endurecendo os tecidos da panturrilha do paciente de forma permanente. Essa
situação leva ao desenvolvimento de úlceras com difícil cicatrização, localizadas, geralmente, na parte
interna do osso do tornozelo, e outros exemplos de complicações são trombo�ebite, embolia pulmonar, dor
crônica e trombose venosa profunda (Pires, 2016).
A prevenção dos distúrbios ou das complicações e agravamentos está relacionada à mudança dos fatores de
risco. Alimentação saudável, prática de exercícios físicos e tratamento de outros distúrbios cardiovasculares
são exemplos de atitudes preventivas; aliás, é importante que o paciente que apresenta fatores de risco
realize consultas de acompanhamento de forma frequente, já que pode ser assintomático ou apresentar
sintomas inespecí�cos em ambos os casos de insu�ciência (Vasconcelos, 2022; Pires, 2016).
Outra forma de prevenir complicações é o diagnóstico correto e realizado o mais rápido possível, para que o
tratamento e os cuidados adequados sejam fornecidos antes do agravamento do quadro. Em ambos os
casos de insu�ciência, o diagnóstico iniciará com um histórico e exame físico bem detalhados e completos,
já que, muitas vezes, diferentes distúrbios cardiovasculares possuem sintomas semelhantes (Reis, 2015). Em
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
um paciente que apresenta sinais e sintomas de insu�ciência arterial, utiliza-se, para complementar o
diagnóstico, o índice tornozelo-braquial, realizado com doppler ultrassom e caracterizado pela razão entre a
pressão sistólica nas artérias do pé com a pressão sistólica na artéria braquial. A ultrassonogra�a, com o
objetivo de avaliar o �uxo nas artérias e a estrutura da parede vascular, e a angiogra�a computadorizada,
para se estudar as artérias dos membros inferiores, também são exames complementares para diagnóstico
da insu�ciência arterial (Lourenço, 2021).
Já em um paciente com manifestações clínicas relacionadas à insu�ciência venosa, os sintomas e a
aparência são su�cientes para o diagnóstico. A ultrassonogra�a dos membros inferiores é indicada para
con�rmar se o edema não é causado por uma trombose venosa profunda (Vasconcelos, 2022). Após o
diagnóstico, deve-se considerar as prioridades e os fatores de risco, a �m de se planejar o tratamento da
condição, além de levar em consideração os hábitos, o estilo de vida, o contexto físico, social e psicológico
do paciente e sua rede de apoio.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AOS PROBLEMAS DE CIRCULAÇÃO
PERIFÉRICA 
Para um processo de cuidado adequado, com o objetivo de diminuir sinais e sintomas e melhorar a
qualidade de vida da pessoa com problemas de circulação periférica, como insu�ciência arterial ou venosa,
uma equipe multipro�ssional é muito importante, visando a um atendimento integral ao paciente como um
todo. O enfermeiro, por sua vez, é um pro�ssional indispensável nessa situação, e a assistência deve seguir
os passos do processo de enfermagem, de modo que o cuidado seja organizado e gerido de acordo com as
particularidades do paciente e dos serviços disponíveis para o tratamento e a reabilitação (Reis, 2015).
Na primeira etapa da Sistematização da Assistência de Enfermagem, o enfermeiro deve realizar um histórico
pessoal e familiar bem completo, com doenças pregressas, hábitos de vida, principais queixas, sintomas e
caracterização da dor; deve-se focar, principalmente, as informações relacionadas ao sistema circulatório,
como uma possível hipertensão arterial ou diabetes, e os hábitos do paciente, como tabagismo e
sedentarismo. Aliás, um exame físico minucioso também é importante nessa etapa; pacientes com
problemas de circulação periférica devem ter os membros inferiores, especialmente, bem avaliados, para
avaliar edemas, pulsação, coloraçãoda pele e dores.
Quanto ao sistema circulatório, este é complexo e os problemas em relação a ele podem ser confundidos,
por isso, essa etapa deve ser realizada com muito cuidado e atenção, uma vez que tais informações
de�nirão o diagnóstico e o plano de cuidados adequado para cada situação (Furtado, 2015).
Em seguida, no próximo passo, o enfermeiro deve elencar alguns diagnósticos de enfermagem, para nortear
os cuidados prestados, e os mais comuns relacionados à problema na circulação periférica são “perfusão
tissular periférica ine�caz” e, relacionados à integridade da pele, possíveis feridas, dor e hábitos de vida.
Após elencar os diagnósticos mais adequados, a fase de planejamento de enfermagem deve organizar o
trabalho pro�ssional quanto ao método, ao pessoal e aos instrumentos necessários, com o objetivo de
determinar os resultados esperados em relação à prevenção, ao controle ou à resolução dos problemas de
saúde (Furtado, 2015).
As ações determinadas no planejamento serão postas em prática na etapa de implementação dos cuidados,
e essa etapa pode envolver tratamento medicamentoso ou não medicamentoso, cuidados diretos, como
higiene e nutrição, orientação do paciente e familiares sobre a condição e cuidados, auxílio na mudança de
hábitos, fatores de risco e apoio emocional. No caso da insu�ciência arterial, é comum o uso de
medicamentos que tenham como objetivo evitar a obstrução das artérias, além de medicamentos de
controle de doenças cardíacas pregressas. A prevenção e o tratamento de feridas, bem como o controle da
dor também são importantes, assim como a orientação a respeito de alimentação saudável e a realização de
exercícios dentro dos limites do paciente (Lourenço, 2018; Furtado, 2015).
Já na insu�ciência venosa, os cuidados estão relacionados à diminuição do edema com elevação dos
membros inferiores e compressão com uso de faixas e meias compressivas, bem como pode acontecer a
administração de medicamentos com o objetivo de diminuir sinais, sintomas e processos in�amatórios,
além de anticoagulantes. A realização de curativos em caso de úlceras e feridas, orientações ao paciente a
respeito da alimentação e exercícios físicos são outros exemplos de cuidados. Nos dois tipos de insu�ciência
relacionados à circulação periférica, casos mais graves podem precisar de intervenção cirúrgica
(Vasconcelos, 2022; Pires 2016).
A última etapa, por �m, envolve o registro dos cuidados e a sua adaptação, se necessário.
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
VIDEO RESUMO
Nesta aula, aprendemos os principais problemas relacionados à circulação periférica, seus fatores de risco,
diagnóstico, tratamento e assistência de enfermagem. Para ver um pouco mais esse conteúdo de forma
didática, convidamos você a assistir à videoaula referente ao assunto, buscando aprender mais sobre o
cuidado e�ciente à paciente com essas condições.
 Saiba mais
O artigo Assistência de Enfermagem a um paciente com doença arterial obstrutiva periférica: relato de
caso mostra, de forma prática, a assistência de enfermagem a um paciente com insu�ciência arterial,
com detalhes de diagnósticos e intervenções.
SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM DISTÚRBIOS
NEUROLÓGICOS E CARDIOVASCULARES
Nesta revisão, você verá os principais conceitos e re�exões relacionados ao conteúdo visto nesta unidade, a
�m de que possa ter um embasamento teórico e crítico para fornecer atendimento a pacientes que
apresentam distúrbios neurológicos e cardiovasculares.
Distúrbios neurológicos são condições caracterizadas por alguma anormalidade no cérebro, medula
espinhal, nervos ou terminações nervosas que, geralmente, impactam diretamente a rotina e a qualidade de
vida dos pacientes acometidos, resultando em alterações na capacidade motora, cognição e
comportamento. Alguns exemplos são a Esclerose Lateral Amiotró�ca (ELA), Síndrome de Guillain-Barré e
Miastenia Gravis (Monsalve, 2022).
Distúrbios cardiovasculares são doenças ou síndromes relacionadas à anatomia ou ao funcionamento do
coração, veias e artérias, impactando o seu correto funcionamento, que visa transportar sangue rico em
oxigênio para todo o corpo. Exemplos comuns desses distúrbios são a insu�ciência cardíaca, insu�ciência
arterial e insu�ciência venosa (Gomes, 2015; Furtado, 2015).
Para que o atendimento fornecido atenda aos objetivos, ele deve ser baseado na metodologia da
Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), que possui cinco etapas e tem como objetivo garantir
que a gestão e o cuidado no processo de enfermagem sejam adequados. A primeira etapa da SAE é a coleta
de dados, em que o pro�ssional deve obter o máximo de informações relevantes possível para de�nir as
ações e os cuidados relacionados ao paciente. Dados gerais, como histórico pessoal e familiar de doenças e
cirurgias, hábitos e rotina, uso de medicamentos, conhecimento sobre sua condição, sintomas atuais e
questões psicossociais são importantes para analisar o paciente de forma integral; aliás, o exame físico deve
ser realizado de forma completa e minuciosa (Santos, 2021).
Em pacientes com sintomas de distúrbios neurológicos, deve-se prestar atenção especialmente na
mobilidade, fadiga, tremores, resposta muscular e sensibilidade (Farias, 2022); já em distúrbios
cardiovasculares, é preciso se atentar à pressão arterial, frequência cardíaca, ausculta, edemas, fadiga,
temperatura e coloração da pele (Gomes, 2015; Vasconcelos, 2022).
Na próxima etapa da SAE, os dados coletados devem ser agrupados e interpretados pelo enfermeiro, para
elencar diagnósticos de enfermagem que nortearão as intervenções e os planos de cuidado relacionados ao
paciente (Santos, 2021). No caso de pacientes com distúrbios neurológicos, geralmente, estes estão
relacionados à atividade, repouso, nutrição, cognição, autopercepção e segurança (Farias, 2022); já em
distúrbios cardiovasculares, é comum diagnósticos relacionados a débito cardíaco, edemas, fadiga e
perfusão tissular (Gomes, 2015). A próxima etapa da SAE é o planejamento de enfermagem, em que o
enfermeiro deve ter a tomada de decisão e determinar quais as ações necessárias para se atingir os
objetivos referentes aos cuidados e os resultados esperados (Santos, 2021).
Aula 5
REVISÃO DA UNIDADE
34 minutos
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
https://revistas.ufpi.br/index.php/nupcis/article/view/3449/pdf_1
As ações e intervenções serão postas em prática pela equipe de enfermagem na etapa de implementação
(Santos, 2021); no caso de pacientes portadores de distúrbios neurológicos, os cuidados, geralmente, estão
associados à orientação do paciente e da família a respeito da doença, monitorização de sinais vitais e de
sintomas neurológicos, administração de medicamentos, assistência no autocuidado, alimentação, higiene,
comunicação e apoio emocional (Farias, 2022).
No caso de distúrbios cardiovasculares, as intervenções estão relacionadas à orientação e ao controle dos
hábitos e fatores de risco, monitorização hídrica e de sinais vitais, avaliação e diminuição de edema,
administração de medicamentos, estratégias de realização de atividades físicas, controle da dor, prevenção
e tratamento de feridas (Gomes, 2015; Furtado, 2015; Vasconcelos, 2022). Por �m, após a implementação do
plano de cuidados, a próxima e última etapa da SAE é a avaliação de enfermagem, relacionada ao registro
de todos os dados e à identi�cação da evolução, realizando as adaptações que forem necessárias (Santos,
2021)
REVISÃO DA UNIDADE
Nesta unidade, você aprendeu e desenvolveu um raciocínio crítico para prestar uma assistência de
enfermagem efetiva a pacientes com distúrbios neurológicos e cardiovasculares baseada na Sistematização
da Assistência de Enfermagem e seus cinco passos, tendo como objetivo um cuidado integral para a
melhoria da qualidade de vida do paciente.
Na videoaula a seguir, abordaremos o tema da Unidade 1 de forma resumida e didática.
Bons estudos!
ESTUDO DE CASO
Para contextualizar sua aprendizagem, considere que vocêtrabalha como enfermeiro em uma Unidade de
Saúde. Você recebe uma paciente que faz uso de cadeira de rodas e está acompanhada pela mãe; elas
relatam que o motivo do atendimento é a realização de curativo em uma ferida na região do tornozelo, da
qual não se sabe a procedência. Ao conversar com as duas, você descobre que a paciente tem 36 anos e é
portadora da síndrome de Guillain-Barré, diagnosticada há cerca de 3 meses. A paciente, então, relata ter
contraído uma infecção pelo vírus Zika e, apesar de ter se curado da doença, outros sintomas começaram a
aparecer em seguida. Ela faz tratamento com o uso de plasmaferese e imunoglobulina, e quando
questionada sobre seu histórico, hábitos e rotinas, relatou que em sua família, há um número expressivo de
pessoas com problemas cardíacos.
Antes de contrair o vírus Zika, nunca tinha tido problemas graves de saúde; ela foi tabagista por 10 anos e
sua única experiência com comprimidos foi o uso de pílulas anticoncepcionais. O primeiro sintoma da
síndrome apresentado foi a sensação de dormência nos membros inferiores, que evoluiu para fraqueza
muscular, com dor e tremores, e, posteriormente, também nos membros superiores e pescoço.
Ultimamente, ela tem sentido peso nas pernas e sensação de cansaço também; faz uso da cadeira de rodas
há 2 meses, pois não possui força e coordenação muscular para se manter em pé e andar, e relata estar
começando a ter di�culdade com movimentos nos membros superiores — hábitos como se alimentar ou
escovar os dentes estão se tornando cada vez mais difíceis.
A paciente também relata ter medo de se levantar e cair, por isso, prefere passar o dia sentada na cadeira e
não faz acompanhamento com �sioterapeuta ou educador físico, o que sua mãe relaciona à preguiça por
parte da paciente. Ao realizar exame físico, as principais manifestações clínicas da síndrome de Guillain-
Barré que chamam sua atenção como enfermeiro são a perda de tônus e fraqueza muscular, além de alguns
tremores em membros superiores e uma fraqueza inicial no pescoço. Ao avaliar a ferida — queixa principal
da paciente —, você observa que os membros inferiores estão com presença de edema e algumas varizes
visíveis. A ferida tem cerca de 3 centímetros de extensão, localizada na parte interna do osso do tornozelo.
 Re�ita
 Olá, estudante! A partir do estudo de caso, você deve analisar de forma crítica a melhor estratégia de
cuidados com a paciente. Para um processo de enfermagem adequado e organizado, baseie-se na
metodologia da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), planejando os procedimentos
realizados, os instrumentos e os trabalhos de equipe necessários, estabelecendo prioridades para a
tomada de decisão, considerando o contexto da paciente e integrando a família nos cuidados. Descreva
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
suas condutas nas cinco etapas do processo: que perguntas faria no histórico de enfermagem; o que
focaria em seu exame físico; quais os âmbitos prioritários que necessitam de diagnósticos de
enfermagem; como seria seu planejamento e implementação; quais seriam os cuidados, as condutas e
as orientações em relação às queixas e hábitos da paciente; por �m, como registraria e realizaria a
avaliação de enfermagem nesse caso. Não se esqueça de olhar a paciente como um todo e considerar
aspectos �siológicos, psicológicos e sociais.
RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO
O cuidado de enfermagem deve ser baseado na Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e suas
etapas. Na primeira etapa, histórico de enfermagem, deve-se constar informações sobre a síndrome de
Guillain-Barré, seu histórico, principais sintomas, tratamento, rede de apoio e desa�os relacionados à
síndrome; em relação à queixa de ferida, obter informações a respeito de sua data de aparecimento,
origem, tamanho, presença ou não de dor, fatores que agravam a ferida e outros sintomas em membros
inferiores. Para o exame físico, deve-se atentar ao sistema muscular da paciente e gravidade dos sintomas
da síndrome, como tônus e fraqueza muscular, coordenação motora, presença de tremores ou dor, bem
como avaliar a ferida, seu tamanho, aspecto e gravidade, além da situação do membro em que ela se
encontra, como está a circulação do membro, aspecto da pele, edema e presença de varizes.
Na próxima etapa, considerando as informações obtidas, você deve elencar alguns diagnósticos de
enfermagem para nortear os cuidados fornecidos. Em relação à síndrome de Guillain-Barré, podem
aparecer diagnósticos relacionados à atividade, ao repouso, à segurança, à nutrição e à cognição; já em
relação à ferida, os diagnósticos de enfermagem mais prováveis dizem respeito à integridade da pele, à
circulação e à perfusão tissular nesse caso.
Na etapa de planejamento, baseando-se em toda a coleta de dados e diagnósticos de enfermagem, você,
como enfermeiro, deve ter a tomada de decisão e determinar quais as ações necessárias para atingir os
objetivos dos cuidados e os resultados esperados. Tudo isso será posto em prática na etapa de
implementação, e uma intervenção importante nesse caso são as orientações, tanto para a paciente como
para sua mãe e rede de apoio.
Algumas orientações acerca da síndrome de Guillain-Barré e da suspeita de insu�ciência venosa podem
incluir: �siopatologia de forma compreensível, formas de amenizar dores e sintomas, a importância da
movimentação e de atividades físicas orientadas por um pro�ssional adequado, de se evitar �car na posição
sentada o dia todo, elevar membros inferiores para diminuição do edema, orientar a família quanto à
alimentação e hábitos de higiene, fatores de risco de agravamentos e a importância de se monitorar a piora
de sinais e sintomas.
Como enfermeiro, você também deve orientá-la quanto à origem da úlcera e a di�culdade de cicatrização;
aliás, a suspeita de insu�ciência venosa pode ser con�rmada com exames, então, é importante encaminhar
a paciente para um pro�ssional especializado, além de realizar um curativo e orientá-la acerca do
acompanhamento correto da ferida. Após a implementação do plano de cuidados, a próxima e última etapa
da SAE é a avaliação de enfermagem, que está relacionada ao registro de todos os dados de forma
sistemática e contínua, identi�cando a evolução do paciente e relatando se os objetivos e resultados foram
alcançados ou não com as intervenções, avaliando-se mudanças e adaptações.
RESUMO VISUAL
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
Aula 1
BITTENCOURT, J. F. V.; CORDEIRO, A. L. P. C. Esclerose lateral amiotró�ca: o processo de cuidar em
enfermagem e as tecnologias em saúde. CuidArte, Enferm., [S. l.], v. 9, n. 2, p. 172-177, jul./dez.2015.
CASTRO, T. M. G. et al. Sistematização da assistência de enfermagem com paciente portadora de Síndrome
de Guillain-Barré: relato de caso. Revista Eletrônica Acervo Saúde, [S. l.], v. 13, n. 1, jan. 2021.
ESTEPHAN, E. de P.; BAIMA, J. P. S.; ZAMBON, A. A. Myasthenia gravis in clinical practice. Arq Neuropsiquiatr,
[S. l.], v. 80, n. 5, p. 257–265, maio 2022.
FARIAS, A. P. E. C. et al. Assistência de enfermagem aos pacientes com doença neurológica. Ponta
Grossa: Atena Editora, 2022. Disponível em: https://atenaeditora.com.br/catalogo/ebook/assistencia-de-
enfermagem-aos-pacientes-com-doenca-neurologica. Acesso em: 14 ago. 2023.
LEITE, L.; CONSTANTINI, A. C. Disartria e qualidade de vida em pacientes com esclerose lateral amiotró�ca.
Revista CEFAC, [S. l.], v. 19, n. 5, p. 664–673, set./out. 2017.
MONSALVE, C. A. J. et al. Caracterização do sistema nigroestriatal em uma amostra de pacientes com
esclerose lateral amiotró�ca. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, [S. l.], v. 80, n. 8, p. 806–811, ago. 2022.
OLIVEIRA, D. R. DA C. A. B. et al.. Epidemiological and clinical aspects of Guillain-Barré syndrome and its
variants. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, [S. l.], v. 79, n. 6, p. 497-503, jun. 2021.
WEIZEMANN, L. P. et al. Cuidados de enfermagem ao paciente com Miastenia Grave: Revisão integrativa de
literatura. Research, Society and Development,[S. l.], v. 11, n. 17, 2022.
Aula 2
CAVALCANTI, A. C. D.; PEREIRA, J. M. V. Diagnósticos de enfermagem de pacientes com insu�ciência cardíaca:
revisão integrativa. Online brazilian journal of nursing, [S. l.], v. 13, n. 1, p. 113-125. Disponível em:
http://www.objnursing.u�.br/index.php/nursing/article/view/3916. Acesso em: 13 ago. 2023.
GOMES, A. T. de L. et al. Cuidados de enfermagem à pessoa com insu�ciência cardíaca descompensada.
Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde, Vitória, v. 16, n. 2, 2014. Disponível em:
https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/9295. Acesso em: 14 ago. 2023.
MARCONDES-BRAGA, F. G. et al. Atualização de tópicos emergentes da diretriz brasileira de insu�ciência
cardíaca – 2021. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, [S. l.], v. 116, n. 6, p. 1174–1212, jun. 2021. Disponível
em: https://doi.org/10.36660/abc.20210367. Acesso em: 14 ago. 2023.
PAZ, L. F. de A. et al. Quality of life related to health for heart failure patients. Revista Brasileira de
Enfermagem, [S. l.], v. 72, n. 2, p. 148–154, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2018-
0368. Acesso em: 14 ago. 2023.
REFERÊNCIAS
11 minutos
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
http://www.objnursing.uff.br/index.php/nursing/article/view/3916
https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/9295
https://doi.org/10.36660/abc.20210367
https://doi.org/10.1590/0034-7167-2018-0368
https://doi.org/10.1590/0034-7167-2018-0368
Aula 3
GOMES, A. T. de L. et al. Cuidados de enfermagem à pessoa com insu�ciência cardíaca descompensada.
Brazilian Journal of Health Research, [S. l.], v. 16, n. 2, 2015. Disponível em:
https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/9295. Acesso em: 14 ago. 2023.
HERDMAN, T. H.; KAMITSURU, S.; LOPES, C. T. (Org.). Diagnósticos de enfermagem da NANDA-I: de�nições
e classi�cação – 2021-2023. São Paulo: Artmed, 2021.
MOTA, F. G. A. et al.  Diagnósticos de enfermagem no paciente com insu�ciência cardíaca: Estudo de caso.
Brazilian Journal Health Review, Curitiba, v. 3, n. 5, p. 13028-13040, set./out. 2020. Disponível em:
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/17021/13850. Acesso em: 14 ago. 2023.
NASCIMENTO M. N. R. et al. Diagnósticos de enfermagem para pessoas com insu�ciência cardíaca:
mapeamento cruzado. Rev Enferm. UFPE, [S. l.], v. 13, 2019. Disponível em:
https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/viewFile/240194/32470. Acesso em: 14 ago.
2023.
PEREIRA, J. M. V. et al. Diagnósticos de enfermagem em pacientes com insu�ciência cardíaca hospitalizados:
estudo longitudinal. Rev. Esc. Enferm. USP, São Paulo, v. 50, n. 6, p. 929-936, 2016. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/reeusp/a/mrPj45n6WFZ9Lk6Qs3TjMWj/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 14 ago.
2023.
ROHDE, L. E. P. et al. Diretriz brasileira de insu�ciência cardíaca crônica e aguda. Arquivos Brasileiros de
Cardiologia, Rio de Janeiro, v. 111. n. 3, p. 436-539, 2018. Disponível em:
http://publicacoes.cardiol.br/portal/abc/portugues/2018/v11103/pdf/11103021.pdf. Acesso em: 14 ago.
2023.
SANTOS, G. L. A. et al. Implicações da sistematização da assistência de enfermagem na prática pro�ssional
brasileira. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 55, 2021. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/reeusp/a/JkL8WQXJZFvNSYMc4McTZct/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 14 ago.
2023.
SILVA, M. N.; CALLEJAS, R. A. Insu�ciência Cardíaca, uma revisão sistemática. Rev. Bras. de Iniciação
Cientí�ca, Itapetininga, v.9, p. 1-21, 2022. Disponível em:
https://periodicoscienti�cos.itp.ifsp.edu.br/index.php/rbic/article/view/311/377. Acesso em: 14 ago. 2023.
Aula 4
ALVIM, R. de O. et al. Prevalência de Doença Arterial Periférica e Fatores de Risco Associados em uma
População Rural Brasileira: Estudo Corações de Baependi. International Journal of Cardiovascular
Sciences, v. 31, n. 4, p. 405–413, jul. 2017. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/ijcs/a/VMkpDW7rrgnYtwxNGQmk68q/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 14 ago.
2023.
FURTADO, L. B. et al. Assistência de Enfermagem a um paciente com doença arterial obstrutiva periférica:
relato de caso. Rev. Pre. Infec. e Saúde, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 82-88, 2015. Disponível em:
https://revistas.ufpi.br/index.php/nupcis/article/view/3449/pdf_1. Acesso em: 14 ago. 2023.
LOURENÇO, A. L. G.; SILVA, J. L. da; LEITE, J. C. Repercussão da doença arterial periférica na tolerância ao
exercício e na qualidade de vida de idosos e o papel da �sioterapia cardiovascular: artigo de revisão. Jornal
Vascular Brasileiro, [S. l], v. 20, p. 1-6, 2021. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/jvb/a/DFmkKKM66tJM5M9cjNsWf7F/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 14 ago. 2023. 
PIRES, J. O.; OLIVEIRA, R. F.; CRUZ, N. R. Assistência de enfermagem no controle e manejo da úlcera venosa.
Rev. Transformar, [S. l.], v. 8, n. 8, p. 151-161, 2016. Disponível em:
http://www.fsj.edu.br/transformar/index.php/transformar/article/view/59/55. Acesso em: 14 ago. 2023.
REIS, D. B. et al. Cuidados às pessoas com úlcera venosa: percepção dos enfermeiros da estratégia de saúde
da família. Revista Mineira de Enfermagem, [S. l.], v. 17, n. 1, p. 102-107, jan./mar. 2013. Disponível em:
https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/lil-684231. Acesso em: 14 ago. 2023.
VASCONCELOS, A. S.; OLIVEIRA, A. C. D. A atuação da enfermagem frente aos cuidados de úlcera venosa.
Revista Multidisciplinar do Nordeste Mineiro, [S. l.], v. 10, p. 1-14, 2022. Disponível em:
https://revistas.unipacto.com.br/storage/publicacoes/2022/1135_a_atuacao_da_enfermagem_frente_aos_cui
dados_de_ulcera_venosa.pdf. Acesso em: 14 ago. 2023.
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/9295
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/17021/13850
https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/viewFile/240194/32470
https://www.scielo.br/j/reeusp/a/mrPj45n6WFZ9Lk6Qs3TjMWj/?format=pdf&lang=pt
http://publicacoes.cardiol.br/portal/abc/portugues/2018/v11103/pdf/11103021.pdf
https://www.scielo.br/j/reeusp/a/JkL8WQXJZFvNSYMc4McTZct/?format=pdf&lang=pt
https://periodicoscientificos.itp.ifsp.edu.br/index.php/rbic/article/view/311/377
https://www.scielo.br/j/ijcs/a/VMkpDW7rrgnYtwxNGQmk68q/?format=pdf&lang=pt
https://revistas.ufpi.br/index.php/nupcis/article/view/3449/pdf_1
https://www.scielo.br/j/jvb/a/DFmkKKM66tJM5M9cjNsWf7F/?format=pdf&lang=pt
http://www.fsj.edu.br/transformar/index.php/transformar/article/view/59/55
https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/lil-684231
https://revistas.unipacto.com.br/storage/publicacoes/2022/1135_a_atuacao_da_enfermagem_frente_aos_cuidados_de_ulcera_venosa.pdf
https://revistas.unipacto.com.br/storage/publicacoes/2022/1135_a_atuacao_da_enfermagem_frente_aos_cuidados_de_ulcera_venosa.pdf
Imagem de capa: Storyset e ShutterStock.
Aula 5
FARIAS, A. P. E. C. et al. Assistência de enfermagem aos pacientes com doença neurológica. Ponta
Grossa: Atena Editora, 2022. Disponível em: https://atenaeditora.com.br/catalogo/ebook/assistencia-de-
enfermagem-aos-pacientes-com-doenca-neurologica. Acesso em: 14 ago. 2023.
FURTADO, L. B. et al. Assistência de enfermagem a um paciente com doença arterial obstrutiva periférica:
relato de caso. Rev. Pre. Infec. e Saúde, Ribeirão Preto, v. 1, p. 82-88, 2015. Disponível em:
https://revistas.ufpi.br/index.php/nupcis/article/view/3449/pdf_1. Acesso em: 14 ago. 2023.
GOMES, A. T. de L. et al. Cuidados de enfermagem à pessoa com insu�ciência cardíaca descompensada.
Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde, Vitória, v. 16, n. 2, p. 124-129, abr./jun. 2014. Disponível em:
https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/9295. Acesso em: 14 ago. 2023.
MONSALVE, C. A. J. et al. Caracterização do sistema nigroestriatal em uma amostra de pacientes com
esclerose lateral amiotró�ca. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, [S. l.], v. 80, n. 8, p. 806–811, ago. 2022.
SANTOS, G. L. A. et al. Implicações da sistematização da assistência de enfermagem na prática pro�ssional
brasileira.Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 55, 2021. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/reeusp/a/JkL8WQXJZFvNSYMc4McTZct/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 14 ago.
20223.
VASCONCELOS, A. S.; OLIVEIRA, A. C. D. A atuação da enfermagem frente aos cuidados de úlcera venosa.
Revista Multidisciplinar do Nordeste Mineiro, [S. l.], v. 10, 2022. Disponível em:
https://revistas.unipacto.com.br/storage/publicacoes/2022/1135_a_atuacao_da_enfermagem_frente_aos_cui
dados_de_ulcera_venosa.pdf. Acesso em: 14 ago. 2023.
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
https://storyset.com/
https://www.shutterstock.com/pt/
https://atenaeditora.com.br/catalogo/ebook/assistencia-de-enfermagem-aos-pacientes-com-doenca-neurologica
https://atenaeditora.com.br/catalogo/ebook/assistencia-de-enfermagem-aos-pacientes-com-doenca-neurologica
https://revistas.ufpi.br/index.php/nupcis/article/view/3449/pdf_1
https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/9295
https://www.scielo.br/j/reeusp/a/JkL8WQXJZFvNSYMc4McTZct/?format=pdf&lang=pt
https://revistas.unipacto.com.br/storage/publicacoes/2022/1135_a_atuacao_da_enfermagem_frente_aos_cuidados_de_ulcera_venosa.pdf
https://revistas.unipacto.com.br/storage/publicacoes/2022/1135_a_atuacao_da_enfermagem_frente_aos_cuidados_de_ulcera_venosa.pdf
Imprimir
INTRODUÇÃO
Olá, estudante! Nesta aula, abordaremos a assistência de enfermagem ao paciente com anemia, leucopenia
e trombocitopenia, distúrbios hematológicos que afetam a composição e o funcionamento do sangue.
Compreender esses distúrbios e fornecer assistência adequada é fundamental para a segurança e bem-
estar dos pacientes. A enfermagem desempenha um papel crucial na identi�cação precoce, monitoramento,
administração de terapias, cuidados integrados e suporte emocional e educativo. Ao adquirir conhecimentos
nesta área, você estará preparado para atuar de forma competente e empática, melhorando a qualidade de
vida dos pacientes que apresentam essas condições. 
Aula 1
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM
DISTÚRBIOS HEMATOLÓGICOS (ANEMIA, LEUCOPENIA,
TROMBOCITOPENIA)
Nesta aula, abordaremos a assistência de enfermagem ao paciente com anemia, leucopenia e
trombocitopenia, distúrbios hematológicos que afetam a composição e o funcionamento do
sangue.
25 minutos
DISTÚRBIOS HEMATOLÓGICOS E
ONCOLÓGICOS
 Aula 1 - Assistência de enfermagem ao paciente com distúrbios
hematológicos (anemia, leucopenia, trombocitopenia)
 Aula 2 - Assistência de Enfermagem ao paciente com leucemia
 Aula 3 - Assistência de Enfermagem ao paciente oncológico  
 Aula 4 - Assistência de enfermagem ao paciente em cuidados
paliativos 
 Aula 5 - Revisão da unidade
 Referências
143 minutos
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
ANEMIA
Para compreender os distúrbios hematológicos, é imprescindível de�nir hematologia, que abrange a função
e os distúrbios dos elementos formados a partir do sangue, como as hemácias (glóbulos vermelhos),
leucócitos (glóbulos brancos) e plaquetas (geradas na medula óssea), bem como os fatores que controlam a
hemostasia (Carmo, 2021). O estudo desses elementos é fundamental para diagnosticar e tratar diversas
condições de saúde.
A anemia pode ser de�nida como qualquer distúrbio em que há redução da quantidade total de glóbulos
vermelhos em um indivíduo. A massa de glóbulos vermelhos é medida pela quantidade de hemoglobina
(Hb), que é responsável pela tonalidade avermelhada no sangue. Também pode ser utilizado a porcentagem
de hematócritos, que é a proporção de hemoglobinas na corrente sanguínea (Paula, [s. d.]).
Podemos classi�car essa condição de acordo com as alterações na produção de hemácias, seja quando a
taxa de produção diminui ou nos distúrbios que resultam na destruição ou perda de hemácias. O tipo mais
comum de anemia é a ferropriva, diagnosticada geralmente em crianças, e pode causar efeito no
crescimento e desenvolvimento de habilidades cognitivas, comportamentos, de linguagem e capacidades
motoras (Carmo, 2021).
Embora a de�ciência de ferro seja responsável por cerca de 50% dos casos de anemia, a etiologia da
condição geralmente é multifatorial, envolvendo fatores como desnutrição, carências nutricionais (folato,
vitaminas B12 e A), processos in�amatórios, alguns tipos de câncer e doenças hereditárias (Carmo, 2021).
Dessa forma, é importante categorizar os três mecanismos principais que podem causar anemia: perda de
sangue excessiva, produção inadequada de glóbulos vermelhos e destruição excessiva de glóbulos
vermelhos (Braunstein, 2022).
Tabela 1 | Valores laboratoriais para o diagnóstico de anemia, estabelecendo os níveis de hemoglobina e hematócritos considerados
normais para mulheres e homens:
Mulheres Homens
Hemoglobina < 12 g/dL < 13 g/dL
Hematócritos < 35% < 41%
Fonte: adaptada de Mariath et al. (2006).
Nas hemácias, encontra-se presente uma proteína denominada hemoglobina, cuja função é transportar o
oxigênio dos pulmões para as demais partes do corpo. Em casos de redução no número de hemácias, como
ocorre na anemia, o sangue não é capaz de transportar uma quantidade su�ciente de oxigênio, o que
resulta nos sintomas característicos da anemia devido à falta de oxigenação adequada nos tecidos.
Portanto, a diminuição do número de hemoglobina também pode ser um indício de anemia (Braunstein,
2022).
A apresentação dos sintomas da anemia pode variar de acordo com a gravidade e a rapidez do
desenvolvimento da condição, sendo fortemente in�uenciada pelo estilo de vida, idade e histórico clínico e
de saúde do indivíduo. Enquanto algumas pessoas podem ser assintomáticas, outras podem experienciar
fadiga, fraqueza, palidez, tontura, desfalecimento e dispneia. Adicionalmente, sintomas como palpitações
cardíacas, di�culdade de concentração, irritabilidade, unhas frágeis e quebradiças, boca seca, língua inchada
e úlceras orais também são comuns. Assim, é de suma importância proporcionar um atendimento em saúde
adequado, a �m de não negligenciar quaisquer achados clínicos que sejam decisivos para o tratamento
(Braunstein, 2022).
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
LEUCOPENIA E TROMBOCITOPENIA  
A leucopenia é caracterizada como a redução do número de leucócitos no sangue. Existem dois tipos
principais de leucócitos: os linfócitos, responsáveis pela produção de anticorpos e pela imunidade das
células, e os fagócitos, que fagocitam e destroem microrganismos (Brasil, 2010).
Os níveis de leucócitos variam de 4.000 a 11.000/mm³. Indivíduos de raça negra ou negroide podem
apresentar a “falsa leucopenia”, com nível de leucócitos em torno de 3.000/mm³ (Silveira et al., 2014). O
primeiro passo é determinar qual tipo de célula está diminuída: neutró�los (neutropenia), um tipo de
fagócito, ou linfócitos (linfopenia), para determinar o tratamento adequado (Brasil, 2010).
Podemos classi�car a causa da leucopenia entre dois fatores (Silveira et al., 2014):
• Leucopenia ocupacional: corresponde a uma das causas mais frequentes de leucopenia, e é comum em
trabalhos que envolvem substâncias químicas, ingeridas, manuseadas e/ou inaladas, como gasolina,
inseticida, querosene, tintas etc., ou agentes físicos, como radiação ionizante.
• Leucopenia racial/constitucional: os valores considerados normais são diferentes para as diferentes etnias,
portanto, deve haver um parâmetro próprio para cada indivíduo. Desse modo, caso a leucometria normal
do indivíduo seja desconhecida, consideramos "constitucional" toda leucopenia persistente e constante que,
mesmo após ampla investigação, nenhuma causa relativa tenha sido apontada como justi�cativa.
As leucopenias também podem ser causadas por infecções (rubéola, varicela, parvovírus, Epstein-Barr,
citomegalovírus, leptospirose, hepatites virais, HIV e tuberculose); hiperesplenismo; doenças
reumatológicas; de�ciência nutricional/endocrinopatias e doenças renais, e uso de medicamentos. Entre as
causas, também está a quimioterapia ou radioterapia, transplante de medula, uso de esteroides, fatores
genéticos e doenças autoimunes (TelessaúdeRS-UFRGS,2021).
Os sintomas vão estar relacionados à doença e/ou às manifestações clínicas, que são diretamente a causa
do distúrbio plaquetário. Na maioria dos casos, não é observado sintoma especí�co algum (Silveira et al.,
2014).
Quanto à trombocitopenia, podemos classi�cá-la como um distúrbio hematológico que ocorre quando a
medula óssea produz um número reduzido de plaquetas (trombócitos) ou quando uma quantidade elevada
de plaquetas são destruídas ou se acumulam dentro do baço aumentado (Kuter, 2022).
As plaquetas constituem a primeira linha de defesa contra hemorragias, responsáveis pelo processo de
adesão e agregação plaquetária, portanto, sua diminuição pode acarretar problemas como hemorragias
(Paiva, 2019). A diminuição da produção de plaquetas na medula óssea, devido a condições como leucemia,
é uma das causas desse distúrbio (Kuter, 2022).
Infecções virais, como hepatite C, HIV e Epstein-Barr, também podem causar trombocitopenia. Além disso,
certas condições médicas, transfusões maciças de glóbulos vermelhos, distúrbios que levam ao aumento do
baço e o uso de certos medicamentos podem afetar a quantidade de plaquetas no sangue (Kuter, 2022).
O sintoma mais comum para trombocitopenia é a hemorragia cutânea, como pontos vermelhos (petéquias),
nos membros inferiores. É comum também o surgimento de pequenas lesões e hematomas, e
sangramentos nas gengivas, ou fezes com presença de sangue. A gravidade da hemorragia é proporcional
ao número diminuído de plaquetas (Kuter, 2022).
Pode haver também redução nos números de hemoglobina, neutró�los e plaquetas de maneira
concomitante, ou seja, causando ao mesmo tempo condições como anemia, leucopenia e trombocitopenia,
que podem estar relacionadas a diversos problemas ligados à medula óssea, que carecem de investigação
profunda. O distúrbio hematológico que causa redução nas três categorias é denominado pancitopenia
(Brasil, 2022).
Tabela 2 | Valores laboratoriais para o diagnóstico de pancitopenia
Categoria Hemoglobina (g/dL)
Contagem de neutró�los
(x10 /L)
Plaquetas (x10 /L)
Normal
> 12 em mulheres
> 13 em homens
> 1,8 > 150
9
9
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
Citopenia
< 12 em mulheres
< 13 em homens
< 1,8 < 150
Fonte: Brasil (2022, p. 1).
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
A assistência de enfermagem desempenha um papel essencial no cuidado de pacientes com distúrbios
hematológicos, como anemia, leucopenia e trombocitopenia. Além da coleta deste exame de sangue, o
pro�ssional de enfermagem deve realizar uma boa triagem e um bom exame físico para detectar sinais e
sintomas de agravos ou achados clínicos importantes para o tratamento e recuperação do paciente (Kuter,
2022).
No caso da anemia, o enfermeiro é responsável por realizar uma avaliação minuciosa dos sintomas e sinais
de baixa contagem de glóbulos vermelhos, bem como determinar a causa subjacente. Por meio da coleta do
histórico médico, estilo de vida e exame físico, o enfermeiro pode identi�car possíveis fatores de risco e
orientar o paciente acerca da importância da adesão ao tratamento, incluindo a suplementação de ferro e
vitaminas, bem como orientar a respeito da importância de uma mudança na alimentação, incluindo
alimentos com alta concentração de ferro, como carnes vermelhas e de aves, peixes, mariscos crus, folhas
verde-escuras, grãos integrais ou enriquecidos, castanhas e nozes, rapadura, melado de cana etc. (P�zer,
2021).
No diagnóstico de trombocitopenia, o exame utilizado é a contagem de plaquetas e a coagulação, pelo
hemograma completo. O diagnóstico é feito por exclusão, ou seja, todos os exames realizados normais, com
exceção da contagem de plaquetas. Geralmente, o reconhecimento do distúrbio acontece com o
hemograma quando o indivíduo apresenta hematomas ou hemorragias (Paiva, 2019).
No atendimento de enfermagem em suspeitos de trombocitopenia, é importante se atentar aos seguintes
fatores: histórica clínica e achados no exame físico e investigação de possíveis outras causas de
trombocitopenia (Carmo, 2021). Deve-se revisar todas as medicações, especialmente aquelas que podem
causar problemas de coagulação, como antiagregantes, anticoagulantes, antibióticos beta-lactâmicos,
nitratos, bloqueadores beta, antidepressivos tricíclicos e inibidores seletivos de recaptação de serotonina
(Paiva, 2019).
O tratamento da condição varia de acordo com a causa. Em casos de trombocitopenia induzida por
medicamentos, a interrupção do medicamento costuma resolver o problema. Para a trombocitopenia
autoimune, são utilizados medicamentos como a prednisona, além de terapias para aumentar a produção
de plaquetas e, em alguns casos, a cirurgia de remoção do baço é indicada (Kuter, 2022).
Pessoas com baixa contagem de plaquetas e sangramentos anormais devem evitar medicamentos que
afetem a função plaquetária, e ter cuidado com atividades físicas. Em situações graves, pode ser necessária
a transfusão de plaquetas, embora haja o risco de destruição das plaquetas transfundidas devido ao
distúrbio subjacente (Kuter, 2022).
VIDEO RESUMO
Olá, estudante! Con�ra o vídeo a seguir, o qual abordará de forma abrangente os conceitos-chave
relacionados aos distúrbios hematológicos discutidos nesta aula. O vídeo também explora a sintomatologia,
os tratamentos disponíveis e o prognóstico associados a esses distúrbios. Ao revisar esses pontos essenciais
do tema, você estará mais bem preparado para prestar uma assistência e�caz, de qualidade e personalizada
aos indivíduos que apresentam essas condições, atendendo às suas necessidades especí�cas.
 Saiba mais
Você sabia que muitos pacientes com distúrbios hematológicos necessitam de transfusão sanguínea? A
prática voluntária da doação de sangue pode salvar muitas vidas. Anualmente, no dia 14 de junho, é
comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue. Con�ra no site do Ministério da Saúde, o artigo
Doação de sangue, sobre o que você precisa saber para conscientizar e informar a população acerca
da importância de ser um doador.
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/sangue
Con�ra também os diagnósticos de enfermagem mais utilizados na interpretação de distúrbios
hematológicos, no artigo Diagnósticos e intervenções de enfermagem na interpretação de exames
laboratoriais.
INTRODUÇÃO
Olá, estudante! A leucemia é uma forma de câncer que afeta os tecidos responsáveis pela produção de
sangue, incluindo a medula óssea. Essa doença apresenta diversos tipos e sintomas associados. Para que o
pro�ssional enfermeiro possa prestar uma assistência adequada ao paciente, é fundamental aprofundar
seus conhecimentos acerca da patologia. Isso inclui compreender como a doença se desenvolve, identi�car
os fatores de risco envolvidos, reconhecer os sintomas característicos de cada tipo de leucemia e conhecer
as diferentes opções de tratamento disponíveis para cada caso. Ao adquirir esse conhecimento, você estará
mais preparado para atuar de forma e�caz e compassiva no cuidado e suporte aos pacientes com leucemia.
Sua dedicação em aprender esse tema é essencial para ofertar um cuidado de qualidade e contribuir
positivamente no enfrentamento dessa condição clínica desa�adora.
Aula 2
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM
LEUCEMIA
A leucemia é uma forma de câncer que afeta os tecidos responsáveis pela produção de
sangue, incluindo a medula óssea.
25 minutos
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
http://faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/50IavFWR43hRnpg_2019-11-12-21-30-27.pdf
http://faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/50IavFWR43hRnpg_2019-11-12-21-30-27.pdf
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E FATORES DE RISCO
A leucemia é uma doença que afeta os glóbulos brancos e tem como principal característica o acúmulo de
células doentes, substituindo as células normais na medula óssea. É dentro da medula óssea que as células-
tronco se dividem e amadurecem para formar as células sanguíneas. Durante esse processo, as células
podem se tornar linfócitos (glóbulosbrancos) ou então células mieloides, que dão origem aos glóbulos
vermelhos, glóbulos brancos (exceto linfócitos) ou plaquetas (ACS, 2018). 
Na leucemia, uma célula sanguínea imatura sofre uma mutação genética que a torna uma célula cancerosa.
Essa célula anormal não funciona de forma adequada, multiplicando-se rapidamente. Desse modo, as
células sanguíneas saudáveis vão sendo substituídas pelas células anormais e cancerosas (Brasil, 2022).
Quadro 1 | Os quatro tipos mais comuns de leucemia
Tipo Característica
Leucemia Linfocítica Aguda (LLA)
Causa danos às células linfoides e tem evolução
rápida. É o tipo mais comum em crianças.
Leucemia Linfocítica Crônica (LLC)
Lesiona células linfoides e tem progresso demorado.
Afeta principalmente pessoas com idade acima de
55 anos.
Leucemia Mieloide Aguda (LMA)
Acomete as células mieloides é de progresso rápido,
ocorrendo em crianças e em adultos. A incidência
aumenta com a idade. É o tipo mais comum.
Leucemia Mieloide Crônica (LMC)
Prejudica as células mieloides e tem uma evolução
lenta, no começo.
Fonte: P�zer (2020, [s. p.]).
Os sinais e sintomas da leucemia podem variar de acordo com o subtipo da doença e seu estágio de
evolução. No caso das leucemias crônicas, o indivíduo pode ser assintomático, ou seja, não apresentar
sintoma algum. Há também o risco de o paciente confundi-lo com outras doenças ou condições, portanto, é
importante reforçar a importância de procurar atendimento em saúde no caso de qualquer anormalidade
(ACS, 2018).
Os principais sintomas da leucemia acontecem devido ao acúmulo de células cancerosas na medula óssea,
prejudicando ou impedindo a produção de células sanguíneas. A leucemia também pode reduzir a produção
de glóbulos brancos, resultando em uma diminuição da imunidade, deixando o indivíduo mais suscetível a
doenças e infecções (P�zer, 2020).
Quando a redução dos glóbulos vermelhos acontece, os sintomas mais comuns são fadiga, dispneia,
palpitação, cefaleia, palidez, apatia e cansaço intenso. A diminuição de plaquetas pode provocar
sangramentos, manchas roxas e/ou pontos roxos na pele, assim como gânglios linfáticos inchados (indolor),
nas regiões do pescoço e axilas, febre ou suores noturnos, perda de peso sem motivo, desconforto
abdominal (inchaço do baço ou fígado) e dores nos ossos e articulações. Nos casos em que o sistema
nervoso central é afetado, podem surgir dores de cabeça, náuseas, vômitos, visão dupla e desorientação
(Brasil, 2022).
A causa da leucemia ainda não pode ser totalmente de�nida, mas alguns fatores aumentam o risco de
desenvolver a doença, principalmente de alguns subtipos especí�cos. Os fatores de risco podem ser
hereditários, como síndrome de Down, quimioterapia, síndrome mielodisplásica, e outras condições que
afetam o sangue; ambientais, como radiação (radioterapia, raio-x); benzeno (substância presente na fumaça
do cigarro, gasolina e utilizado em indústrias químicas) e comportamentais, como o tabagismo (Albert
Einstein, [s. d.]).
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO 
O diagnóstico da leucemia geralmente ocorre por meio de exames de sangue, realizados rotineiramente ou
por outros propósitos de saúde. O hemograma revela mudanças caracterizadas por baixa hemoglobina
(menor que 12 g/dl), contagem reduzida de plaquetas (< 100.000/mm³) e presença de linfoblastos igual ou
superior a 20%, detectados na aspiração do sangue periférico ou na medula óssea. A con�rmação do
diagnóstico de leucemia requer diversos exames, junto com avaliação clínica e exames físicos regulares.
Além do hemograma, os testes laboratoriais padrão-ouro incluem imunofenotipagem, citogenética e
estudos de biologia molecular (Santos et al., 2019).
O mielograma, exame no qual é realizada uma punção na crista ilíaca posterior/anterior, ou no osso esterno,
é de extrema importância. O material hematopoiético é aspirado, confeccionado e corado em lâminas, de
acordo com o padrão laboratorial. Dessa forma, é feita a análise dos linfoblastos, que são a principal
alteração tanto na LLA quanto na LMA. Todos os exames são importantes para indicar o tratamento
adequado durante e após remissão da doença, assim como possível reaparecimento da condição (Sanchez,
2020).
O paciente também é orientado a submeter-se a um conjunto de avaliações, que englobam:
• Avaliação da função renal.
• Avaliação da função hepática (incluindo desidrogenase lática).
• Dosagem de ácido úrico.
• Dosagem de amilase.
• Medição dos níveis de triglicerídios e colesterol.
• Exames sorológicos abrangendo HIV 1 e 2, Hepatite B e C, HTLV 1 e 2, e sí�lis.
• Radiogra�a de tórax.
Outros exames complementares são requisitados de acordo com a necessidade clínica. Esse procedimento
visa obter informações abrangentes da saúde do paciente, proporcionando uma avaliação completa de
diferentes sistemas e funções do organismo (Santos et al., 2019).
O tratamento para a leucemia consiste em uma abordagem multivariada, levando em conta a idade do
paciente, o estágio da doença e o seu subtipo, além das especi�cidades de cada indivíduo. No geral,
podemos de�nir o tratamento como medicamentoso, como a quimioterapia, imunoterapia e/ou terapia
direcionada. Em alguns casos, o transplante de medula óssea (TMO) é indicado, assim como a radioterapia
ou cirurgias (Rodríguez et al., 2020).
O TMO não é a primeira opção de tratamento, pois essa opção é indicada para os casos em que houver
recidiva após o tratamento quimioterápico e para os indivíduos que puderem utilizar a própria medula
óssea ou que tiverem um doador compatível. Os candidatos ao TMO deverão ter sensibilidade comprovada
aos quimioterápicos e devem ter menos de 55 anos, assim como suas funções vitais preservadas (Hemorio,
2009a).
A quimioterapia consiste na administração de medicamentos que eliminam as células cancerosas que estão
se multiplicando, mas células sadias também acabam sendo dani�cadas. Na imunoterapia, será utilizado o
próprio sistema imunológico do paciente para matar as células de câncer. Na terapia direcionada, ou
terapia-alvo, é administrado um medicamento que ataca os mecanismos biológicos inatos de uma célula
cancerosa (Emadi; Law, 2022).
As complicações da leucemia podem estar relacionadas ao fato de as células leucêmicas
ocuparem/invadirem a medula óssea, substituindo as células sadias. Essa interferência pode levar à
quantidade inadequada de glóbulos vermelhos, causando anemia; glóbulos brancos, aumentando o risco de
infecções e plaquetas, que contribui para o risco de hemorragia (Emadi; Law, 2022). Há também o risco de,
pelo número excessivo de leucócitos na corrente sanguínea, o sangue tornar-se muito espesso, favorecendo
a obstrução de vasos; com isso, há também o aumento do risco de acidente vascular encefálico (Hemorio,
2009b).
PAPEL DA ENFERMAGEM NO TRATAMENTO 
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
Apesar dos avanços na terapia oncológica, a leucemia ainda se apresenta como uma doença de prognóstico
relacionado ao medo da morte, sobrecarregada de con�itos que afetam não somente o indivíduo
diagnosticado, mas toda a família. Dessa forma, in�uencia negativamente o processo de aceitação da
doença. Os pro�ssionais de saúde tornam-se suporte assistencial e psicológico e, além da educação em
saúde como forma de orientar o tratamento, é importante que o enfermeiro articule conhecimento técnico
e cientí�co, contemplando afetividade para ofertar cuidado para a promoção da saúde, qualidade de vida,
conforto e o bem-estar (Oliveira et al., 2021).
A assistência de enfermagem prestada ao paciente geralmente engloba uma série de técnicas que se refere
à alimentação, higiene, administração de medicamentos e coleta de material para exames gerais. Essas
intervenções costumam: avaliar exames laboratoriais e sinais vitais; atentar para queixas de dor;
recomendar dieta hipercalórica e hiperproteica regularmente; aplicar compressa em caso de sangramento;
assegurar medidas de segurança antes, durante e após transfusão sanguínea;auxiliar nas medidas de
higiene; realizar exame físico e demais controles pertinentes; manter paciente informado acerca de medidas
terapêuticas, procedimentos e diagnósticos, bem como esclarecer qualquer dúvida que possa surgir, vinda
do paciente e sua família (Pinheiro; Silva, 2021).
Dessa forma, �ca evidente quão fundamental para o tratamento desses pacientes é o preparo que os
pro�ssionais de enfermagem devem ter. Sendo a classe pro�ssional que mais atua diretamente com o
paciente e a ciência do cuidar, é necessário que toda a equipe seja capacitada para promover cuidados de
qualidade. Além disso, os pro�ssionais devem agir para implementação e operacionalização de ações que
visem à sistematização do cuidado integral e individual ao paciente, com medidas interventivas, mas com
habilidades e cuidados humanizados, levando em conta o contexto psicossocial, mensurando a dor, o medo,
a depressão, a ansiedade e os demais sentimentos vividos (Oliveira et al., 2021).
Uma das possibilidades é a abordagem dos Cuidados Paliativos (CP) no paciente com câncer. O enfermeiro,
com a equipe interdisciplinar, auxilia o paciente e a família, desde o diagnóstico até as fases terminais da
doença. Dentre seus principais gerais, o CP pode compreender: fornecer alívio para dor e outros sintomas
estressantes; rea�rmar a vida e a morte como processos naturais; integrar os aspectos psicológicos, sociais
e espirituais à condição clínica do paciente; não apressar ou adiar a morte; fornecer sistema de apoio para
famílias e para o próprio paciente, mantendo-o ativo até o ponto em que for possível, e realizar o suporte de
�nal de vida e assistência ao luto (Brasil, 2022).
No processo de cuidar do paciente, o enfermeiro deve sempre manifestar o respeito pela vida, respeitando
os valores e crenças do indivíduo e de sua família, de forma que durante todos os tratamentos, ou mesmo
no cuidado paliativo, haja dignidade humana para aquele paciente, com base na ética e no cuidado
empático, na busca do saber cientí�co e do fazer de forma correta (Ferreira, 2020).
VIDEO RESUMO
Olá, estudante! Con�ra o vídeo a seguir, que abordará de forma abrangente os conceitos-chave relacionados
à leucemia e a doenças hemato-oncológicas discutidas nesta aula. O vídeo também explora a
sintomatologia, os tratamentos disponíveis e o prognóstico associados a essas condições. Ao revisar esses
pontos essenciais do tema, você estará mais bem preparado para prestar uma assistência de enfermagem
e�caz, de qualidade e personalizada aos indivíduos que apresentam essas doenças, atendendo às suas
necessidades especí�cas.
 Saiba mais
Quer aprender mais a respeito da diferença entre a leucemia aguda ou crônica? Con�ra a matéria
completa no SANAR, Leucemias agudas e crônicas. É muito importante saber diferenciá-los, pois os
sintomas são distintos e os tratamentos também. Além disso, é imprescindível orientar a população
para que o diagnóstico dessas doenças não seja tardio e, assim, haja mais possibilidades de
tratamenato.
Aula 3
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE
ONCOLÓGICO  
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
https://www.sanarmed.com/leucemias-agudas-e-cronicas-colunistas
INTRODUÇÃO
Olá, estudante! Nesta aula, abordaremos a biologia molecular do câncer, a carcinogênese, as nomenclaturas
comuns e o estadiamento dos tumores. Compreender esses conceitos é fundamental para oferecer um
cuidado de qualidade e de excelência para pacientes oncológicos. Com esse conhecimento, você estará apto
para identi�car as particularidades de cada caso, ofertar tratamentos e assistência adequados e
proporcionar apoio emocional aos pacientes e suas famílias. A enfermagem oncológica é uma área
grati�cante e desa�adora, e os pro�ssionais envolvidos nesse cuidado tem grande impacto na vida e na
saúde daqueles que enfrentam o câncer. 
BIOLOGIA MOLECULAR E CLASSIFICAÇÃO DO CÂNCER 
A biologia molecular do câncer concentra-se no estudo das alterações genéticas e moleculares que ocorrem
nas células cancerígenas. As células normais têm mecanismos regulatórios que controlam o crescimento
celular, a replicação do DNA e a morte celular programada (apoptose). No entanto, as células cancerosas
não respondem aos sinais de regulação do organismo, crescendo e se dividindo e, assim, se acumulam e
tornam-se tumores (Gale, 2022a).
As mutações podem ser hereditárias, mas a maioria delas é adquirida ao longo da vida, devido à exposição
frequente e prolongada a fatores carcinogênicos. A carcinogênese ou oncogênese refere-se ao processo
pelo qual uma célula sadia se transforma em uma célula cancerosa, proliferando até que se dê origem a um
tumor visível. A exposição a diferentes agentes carcinógenos causam efeitos cumulativos, que são
responsáveis pelo início, promoção, progresso e a inibição do tumor (Brasil, 2022).
Dentre os fatores que podem contribuir para a carcinogênese, 80% a 90% estão associados a fatores
ambientais, como a exposição a substâncias químicas tóxicas, radiação ionizante, infecções virais
persistentes e graves, estilo de vida não saudável (como tabagismo, obesidade e dieta inadequada) e
predisposição genética (Albert Einstein, [s. d.]).
Para que haja uma comunicação clara e padronizada entre os pro�ssionais de saúde, é essencial utilizar a
nomenclatura adequada para descrever os diferentes tipos de câncer. A nomenclatura do câncer é baseada
no órgão ou tipo de tecido em que o tumor maligno se originou. Os termos utilizados podem variar, mas
geralmente incluem o su�xo "-oma" para tumores benignos (por exemplo, adenoma) e as terminações "-
carcinoma" para tumores malignos de origem epitelial (por exemplo, adenocarcinoma) e "-sarcoma" para
tumores malignos de origem mesenquimal (por exemplo, adenossarcoma) (Ramos, 2020).
O estadiamento é um sistema utilizado para descrever a extensão do câncer no momento do diagnóstico,
sendo crucial para de�nir o prognóstico e o plano de tratamento mais adequado. Diversos sistemas de
estadiamento podem ser utilizados, mas um dos mais comuns é o sistema TNM (tumor, linfonodo,
metástase) desenvolvido pela American Joint Committee on Cancer (AJCC) e a União Internacional de
Controle do Câncer (UICC).
Veja, a seguir, o sistema TNM de estadiamento (Brasil, 2004):
• T – extensão do tumor primário.
• N – ausência ou presença e a extensão de disseminação em linfonodos regionais.
• M – ausência ou presença de metástase à distância.
Tabela 1 | Sistema de estadiamento T, N e M
Sistema TNM de estadiamento
Categoria T
TX – tumor não pode ser avaliado.
T0 – não há evidência do tumor primário.
Tis (T1, T2, T3 e T4)  – descreve o tamanho e a disseminação da doença nas
proximidades.
Nesta aula, abordaremos a biologia molecular do câncer, a carcinogênese, as nomenclaturas
comuns e o estadiamento dos tumores.
23 minutos
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
Categoria N
NX – linfonodos não podem ser avaliados.
N0 – não há evidência de câncer nos linfonodos vizinhos.
Nis (N1, N2 e N3)  – descreve tamanho, localização e/ou o número de linfonodos
com a doença.
Categoria M
M0 – nenhuma disseminação encontrada.
M1 – metástase à distância foi encontrada.
Fonte: adaptada de Brasil (2004).
Os estágios são numerados de 0 a IV, sendo o estágio 0 associado a lesões pré-cancerosas, e o estágio IV
indicando um câncer avançado com disseminação para outras partes do corpo. Quanto maior o grau, maior
a gravidade da doença. Os procedimentos que auxiliam a avaliação das categorias TNM são o exame físico e
o diagnóstico por imagem (Brasil, 2004). 
Compreender os mecanismos moleculares envolvidos na formação do câncer e utilizar a terminologia
adequada são aspectos essenciais para a abordagem adequada e a comunicação e�caz entre os
pro�ssionais de saúde.
QUIMIOTERAPIA
A quimioterapia antineoplásica é uma modalidade terapêutica essencial no tratamento do câncer, que
consiste na administração de medicamentos citotóxicos que agem no ciclo de crescimento e divisão celular,
inibindo a proliferaçãodas células tumorais. A utilização de cateteres venosos centrais desempenha um
papel fundamental nesse processo, possibilitando o acesso venoso seguro e e�ciente para a administração
dos quimioterápicos. A assistência de enfermagem nesse contexto é de extrema importância para garantir o
sucesso do tratamento e o bem-estar do paciente (Brasil, 2013).
Os cateteres venosos centrais são dispositivos médicos inseridos em veias de grande calibre,
proporcionando acesso contínuo e prolongado à corrente sanguínea. São três as principais categorias:
cateter totalmente implantável, cateter de inserção periférica e cateter de inserção central não implantável.
A abordagem intravenosa é a mais comum, e os cateteres venosos centrais são preferidos pela facilidade de
acesso, menor desconforto para o paciente e menor risco de extravasamento dos medicamentos (Queiroz;
Cardoso, 2021).
Nesse contexto, a assistência de enfermagem desempenha um papel crucial antes, durante e após a
quimioterapia. Antes do tratamento, o enfermeiro deve esclarecer todas as dúvidas do paciente e da família,
sendo um pro�ssional capacitado e atualizado, fornecendo informações detalhadas acerca do
procedimento, possíveis efeitos colaterais e medidas para aliviá-los. É fundamental criar um ambiente
acolhedor e empático, uma vez que o diagnóstico de câncer e o início da quimioterapia podem gerar
ansiedade e apreensão no paciente (Costa, 2020).
Durante a administração da quimioterapia, a competência do enfermeiro é vital para garantir a segurança e
a e�cácia do tratamento, agindo com conhecimento técnico-cientí�co especí�cos. Este pro�ssional é
responsável por preparar, administrar e monitorar a infusão dos medicamentos, seguindo rigorosamente as
orientações de saúde e as normas de controle de infecção. O enfermeiro deve estar atento a qualquer sinal
de reação adversa, como extravasamento, di�culdades no �uxo, manutenção da punção e catéter, e sinais
de infecção, além à qualidade dos curativos (Costa, 2020).
Os cateteres venosos centrais requerem cuidados especiais para prevenir complicações, como infecções e
trombose. O enfermeiro deve fazer curativos estéreis, garantindo a limpeza e a integridade do sítio de
inserção do cateter. Além disso, é importante fazer a troca periódica dos curativos para evitar infecções
locais e seguir os protocolos estabelecidos para cada tipo de cateter e local implantado (EBSERH, 2022).
O enfermeiro deve monitorar todas as condições envolvendo o local da punção do cateter, pois todo o
tratamento do paciente pode �car extremamente comprometido caso haja di�culdade no sistema de
infusão dos agentes antineoplásicos (Rezende; Lino; Morais, 2021).
Após a sessão de quimioterapia, o enfermeiro deve seguir acompanhando o paciente, avaliando possíveis
efeitos colaterais tardios. O paciente também deve ser orientado quanto a mudanças no estilo de vida,
como iniciar uma alimentação saudável, cuidados com a pele, especialmente com o local de punção do
cateter, receber recomendação para a prática de atividades físicas (seguindo orientações médicas e
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
�sioterapêuticas) e reforçar a ingestão de líquidos na quantidade correta, assim como outros cuidados
adicionais que possam ser necessários, inclusive fornecendo suporte emocional, empatia e encorajamento
(Queiroz; Cardoso, 2021).
Em suma, a quimioterapia antineoplásica é uma abordagem terapêutica vital para pacientes com câncer. A
utilização de cateteres venosos centrais é essencial para garantir a e�cácia do tratamento. A assistência de
enfermagem desempenha um papel determinante ao oferecer cuidados técnicos de qualidade, garantir a
segurança do paciente e proporcionar apoio emocional para enfrentar os desa�os do tratamento
oncológico. O trabalho conjunto entre pro�ssionais de saúde, pacientes e familiares é fundamental para
alcançar os melhores resultados possíveis no combate ao câncer e suas consequências (EBSERH, 2022).
RADIOTERAPIA 
A radioterapia consiste no uso de radiações para atacar as células tumorais, de modo localizado. Os raios
são disparados no local adequado, embora, neste processo, algumas células sadias também possam ser
afetadas. Normalmente este tipo de tratamento é indicado para tumores mais brandos e bem localizados,
ou então para tumores agressivos, que impedem o paciente de passar pelo tratamento cirúrgico. Essa
abordagem curativa ou paliativa é efetiva em diversos tipos de câncer, podendo ser combinada com cirurgia
ou quimioterapia para obter melhores resultados (Cardoso, 2022).
A radioterapia pode ser interna ou externa e ambas as formas têm suas indicações especí�cas, a escolha
entre elas vai depender do tipo de câncer, localização da lesão, estágio da doença e características
individuais do paciente. O tratamento é sempre planejado e executado por uma equipe multidisciplinar,
envolvendo, além da enfermagem, oncologistas, físicos médicos, radioterapeutas e dosimetristas (Cardoso,
2022).
A radioterapia externa, como a radioterapia 3D e a radioterapia IMRT, é administrada por máquinas que
emitem feixes de radiação a partir do exterior do corpo, direcionando-os para a área alvo do tumor. As
doses de radiação são entregues de forma fracionada, ao longo de várias sessões, permitindo maior
precisão e minimizando danos aos tecidos saudáveis ao redor da lesão (HCor, 2018).
A radioterapia interna, ou braquiterapia, utiliza fontes de radiação colocadas próximas ou dentro do
tumor. Esse tipo de tratamento permite administrar doses mais altas de radiação diretamente na área
afetada, reduzindo a exposição dos tecidos sadios à radiação. A braquiterapia pode ser de baixa taxa de
dose, em que a fonte permanece no paciente por um período determinado, ou de alta taxa de dose, em que
a fonte é inserida temporariamente e posteriormente removida (HCor, 2018).
A assistência de enfermagem na radioterapia oncológica é fundamental para garantir a segurança e o bem-
estar dos pacientes durante o tratamento. As principais intervenções de enfermagem incluem a realização
do exame físico e o registro do peso do paciente para monitorar possíveis alterações ao longo do
tratamento. Além disso, é essencial avaliar a área irradiada e a toxicidade presente nos tecidos, tratando as
lesões de pele com coberturas especí�cas para minimizar desconfortos e complicações (Souza, 2017).
A enfermagem também desempenha um papel crucial ao monitorar os sinais vitais e orientar as atividades
de autocuidado, visando promover a qualidade de vida durante o processo terapêutico. Prevenir
complicações e traumas, posicionar adequadamente o paciente antes da técnica radioterápica e oferecer
apoio emocional, com tratamento humanizado, são outras importantes atribuições do enfermeiro nesse
contexto (Souza, 2017).
Os efeitos adversos a este tipo de tratamento podem ser leves ou agudos, a depender da área e da condição
de saúde do paciente. No geral, o paciente pode apresentar letargia, fadiga excessiva, mucosite,
manifestações dermatológicas (eritema, prurido, descamação etc.), esofagite, pneumonite, hepatite,
sintomas gastrointestinais (náusea, vômito, diarreia) e do trato urinário (frequência, urgência, disúria) e
supressão da medula óssea (Gale, 2022b).
Em conjunto com o tratamento radioterápico, para potencializar ou inibir a resposta do organismo, o
paciente pode ser submetido a imunoterapia, em que são usados os modi�cadores de resposta biológica,
que são substâncias/medicamentos que aumentam a e�cácia do tratamento ou reduzem seus efeitos
colaterais. A utilização de modi�cadores da resposta biológica pode aprimorar os resultados do tratamento,
tornando-o mais e�caz e seguro (Gale, 2022b).
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
VÍDEO RESUMO
Olá, estudante! O vídeo a seguir vai abordar os conceitos principais da assistência de enfermagem ao
paciente oncológico, assim como os diferentes tipos de tratamento e de assistência. É extremamente
importante para o pro�ssional enfermeiro saber quais sãoesses tratamentos, suas principais indicações e
seus efeitos colaterais, para fornecer ao paciente um tratamento especí�co, individualizado e de qualidade. 
 Saiba mais
Con�ra a cartilha educativa 21 fatos sobre câncer, produzida pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA),
em parceria com o Ministério da Saúde. Este tipo de material auxilia tanto os pro�ssionais de saúde
que lidam com a doença no dia a dia da pro�ssão, como também orienta, de maneira dinâmica,
pacientes oncológicos e familiares.
INTRODUÇÃO
Nesta aula abordaremos os cuidados humanizados para pacientes com doenças crônicas e/ou terminais,
focando a qualidade de vida e o alívio do sofrimento por meio do cuidado paliativo. Aprenderemos também
como a enfermagem deve ofertar conforto físico e emocional, fornecendo amparo para o paciente e seus
familiares. É importante desenvolver habilidades técnico-cientí�cas para controle da dor, praticar a
comunicação e o cuidado empático e holístico. O objetivo é que você, como enfermeiro, possa aprimorar as
capacidades de cuidar e reconhecer as necessidades únicas do indivíduo em cuidados paliativos, tornando-
se um pro�ssional capacitado acerca desse tema tão complexo. 
CONCEITO E ASPECTOS ÉTICOS E JURÍDICOS  
O cuidado paliativo (CP) é uma abordagem ativa e abrangente de saúde, direcionada a indivíduos com
doença grave, progressiva e potencialmente ameaçadora à continuidade e qualidade de vida. Seu propósito
é elevar a qualidade de vida do paciente e de seus familiares, por meio da prevenção e alívio do sofrimento,
identi�cação precoce de situações demandantes, avaliação minuciosa e tratamento de dor e outros
sintomas físicos, psicossociais e espirituais (Brasil, 2023).
O diagnóstico de doenças graves ou crônicas, além de sintomas físicos, pode intensi�car medos, separações
familiares, con�itos passados e desa�os práticos, como isolamento social e queda de renda. Lidar
integralmente com pacientes em CP requer uma equipe multipro�ssional, que inclui médicos, enfermeiros,
�sioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, capelães e assistentes sociais, para abordar as diversas
e complexas necessidades do paciente e família (ANCP, [s. d.]).
É inegável que os avanços tecnológicos na área da saúde têm trazido benefícios. Entretanto, quando lidamos
com enfermidades crônicas e incuráveis, especialmente em estágios avançados, é crucial ponderar o tipo de
atendimento que é pertinente para alguém com uma expectativa de vida limitada. Diante disso, qualquer
tomada de decisão que envolva questões éticas na área da saúde deve ser precedida por uma análise dos
princípios da bioética, que são (Maiello et al., 2020):
Autonomia do paciente: os pacientes devem ser informados de maneira clara e completa a respeito de sua
condição médica, bem como das opções de tratamento disponíveis. Eles têm o direito de tomar decisões
informadas acerca de seu próprio cuidado, incluindo a recusa de tratamento.
Bene�cência e não male�cência: os pro�ssionais de saúde devem buscar o máximo benefício para o
paciente, aliviando o sofrimento e mantendo a dignidade, evitando causar dano adicional ou sofrimento
desnecessário.
Aula 4
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE EM
CUIDADOS PALIATIVOS 
Nesta aula abordaremos os cuidados humanizados para pacientes com doenças crônicas e/ou
terminais, focando a qualidade de vida e o alívio do sofrimento por meio do cuidado paliativo.
25 minutos
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//publicacao-21fatos-inca-dmc2021-final-08-02-21.pdf
Justiça: o acesso ao cuidado paliativo deve ser equitativo e não discriminatório, independente da condição
social, econômica ou cultural do paciente.
Além disso, é importante também considerar os aspectos jurídicos que permeiam o CP (Fromme, 2023):
Privacidade e con�dencialidade: a privacidade do paciente e a con�dencialidade de suas informações
médicas devem ser respeitadas em todos os momentos.
Dignidade e respeito: os pacientes devem ser tratados com dignidade, respeito e empatia. Suas crenças
religiosas, culturais e valores pessoais devem ser levados em consideração na prestação do cuidado.
Consentimento informado: os pro�ssionais de saúde devem obter o consentimento informado do
paciente ou de seu representante legal antes de iniciar qualquer tratamento, incluindo cuidados paliativos.
Isso envolve explicar os benefícios, riscos e alternativas de maneira compreensível.
Diretivas antecipadas de vontade: pacientes têm o direito de expressar suas vontades antecipadas em
relação ao tratamento médico em situações em que não possam tomar decisões por si próprios.
Alívio da dor e sofrimento: os médicos podem prescrever medicamentos para aliviar a dor e o sofrimento,
mesmo que isso possa acelerar o processo de morte. As leis podem variar em relação a esse aspecto, mas
muitas jurisdições permitem o uso de medicamentos para o alívio do sofrimento.
Eutanásia e suicídio assistido: as leis que tratam de eutanásia (ato de conduzir o indivíduo à morte para
aliviar o sofrimento) e suicídio assistido (fornecer os meios para que alguém tire a própria vida) variam
amplamente de país para país e, em alguns casos, até de estado para estado. No Brasil, ambos os processos
são proibidos.
Cuidados de �m de vida: as decisões a respeito da suspensão ou retirada de tratamentos médicos, como
suporte de vida, podem ser tomadas desde que sejam consistentes com as vontades do paciente.
Con�dencialidade e registro médico: a con�dencialidade das informações médicas dos pacientes deve ser
mantida de acordo com as leis de privacidade de dados e regulamentações de saúde.
MANEJO DOS SINAIS E SINTOMAS  
Os distúrbios hematológicos e oncológicos representam um desa�o complexo na área da saúde, pois
frequentemente resultam em sintomas debilitantes que comprometem signi�cativamente a qualidade de
vida dos pacientes. Nesse contexto, os cuidados paliativos desempenham um papel fundamental, buscando
proporcionar conforto e dignidade aos indivíduos em uma fase delicada de suas jornadas médicas. O
manejo adequado dos sinais e sintomas associados a essas condições é essencial para alcançar esses
objetivos (INCA, 2023).
O manejo dos sinais e sintomas incluem (Maiello et al., 2020):
Dor: o enfermeiro desempenha um papel central na avaliação da intensidade da dor, considerando escalas
de dor apropriada, e na escolha de intervenções farmacológicas (os medicamentos mais comuns são
codeína, tramadol, mor�na, metadona, oxicodona e fentanil) e não farmacológicas adequadas. Além disso, o
enfermeiro, além da administração correta desse medicamento, também deve monitorar a resposta à
terapia medicamentosa, como sinais de tolerância, dependência física, vício e fatores de risco.
Náusea/vômito: a anamnese da náusea/vômito deve identi�car a intensidade, início, fatores
desencadeantes, melhorias, características e sintomas associados. O exame físico deve ter foco em buscar
por distensão abdominal, sinais de desidratação, meningismo e ascite. O manejo inclui orientações para
alívio, como optar por alimentos gelados ou em temperatura ambiente, mastigar devagar, fazer pequenas
refeições em intervalos menores e evitar alimentos gordurosos e doces, manter o ambiente arejado e livre
de odores fortes e em excesso. O tratamento farmacológico inclui metoclopramida, haloperidol e
ondansetrona, a depender da origem da náusea.
Dispneia: na dispneia, o enfermeiro deve atentar-se para os fatores desencadeantes, histórico de tabagismo
e outras comorbidades, assim como mensurar o impacto na funcionalidade e na qualidade de vida do
indivíduo, abordando possíveis causas e monitorando a resposta ao tratamento. O exame físico deve ser
focado nas funções respiratórias e outras complicações relacionadas. O tratamento é direcionado à causa,
utilizando medidas farmacológicas, como broncodilatadores, corticoides, anticoagulantes, antibióticos e
antifúngicos; e medidas não farmacológicas, que podemincluir radioterapia, laser, stents, oxigenioterapia
ou ventilação não invasiva (VNI), associados a �sioterapia respiratória.
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
Delirium: o delirium é uma síndrome cerebral aguda que causa alteração na consciência, atenção e
cognição. Fatores de risco incluem idade avançada, dé�cit cognitivo, imobilidade, demência, desnutrição,
desidratação, uso de psicofármacos e múltiplas doenças. O diagnóstico baseia-se no quadro clínico e o
instrumento utilizado é o Confusion Assessment Method, que avalia o início do quadro, nível dos distúrbios
e alterações de consciência. O tratamento aborda a causa subjacente, com medidas farmacológicas e não
farmacológicas, pela equipe de saúde multidisciplinar. O haloperidol é a droga mais comum, mas deve ser
administrada com precaução, seguindo as recomendações e com atenção para possíveis efeitos colaterais.
Hipodermóclise: a hipodermóclise é uma técnica importante para a administração subcutânea de líquidos e
medicamentos em pacientes com di�culdade vascular. O enfermeiro deve estar apto a realizar essa técnica
de forma segura e e�caz, proporcionando hidratação e medicações necessárias.
Sedação paliativa: a intensidade da sedação paliativa deve ser a menor possível para atingir o controle dos
sintomas, reduzindo o nível de consciência e aliviando sintomas refratários. A equipe de enfermagem deve
procurar um acesso exclusivo para infusão da sedação. Normalmente as medicações utilizadas são o
midazolam, clorpromazina ou fenobarbital. O enfermeiro deve prestar cuidados antes, durante e após a
sedação paliativa, cuidando do local do acesso, infusão e das dúvidas que possam surgir do paciente e sua
família, mantendo a monitorização e acompanhamento durante todo o tempo.
DIRETIVAS E PLANEJAMENTO DO CUIDADO  
As diretivas antecipadas de vontade (DAV) e o planejamento avançado de cuidados (PAC) ganharam
bastante reconhecimento no contexto dos cuidados paliativos para pacientes com distúrbios hematológicos
e oncológicos. Essas diretrizes proporcionam aos pacientes maiores de idade e lúcidos a oportunidade de
expressar seus desejos e preferências em relação aos cuidados médicos futuros, garantindo que suas vozes
sejam ouvidas mesmo quando a capacidade de tomar decisões estiver comprometida (Rocha et al., 2022).
Os distúrbios hematológicos e oncológicos frequentemente apresentam desa�os clínicos complexos e uma
jornada de tratamento muitas vezes imprevisível. Nesse cenário, as DAV desempenham um papel crucial ao
permitir que os pacientes determinem antecipadamente o tipo de tratamento que desejam ou não desejam
receber. Isso é particularmente relevante em situações em que a progressão da doença pode resultar em
decisões difíceis a respeito de intervenções médicas agressivas versus cuidados focados na qualidade de
vida e no alívio dos sintomas (Nunes, 2016).
As DAV podem abordar uma ampla gama de tópicos, desde a preferência por medidas de suporte, como
ventilação mecânica ou ressuscitação cardiopulmonar, até questões especí�cas relacionadas à terapia
oncológica, como a participação em ensaios clínicos ou a recusa de certos tratamentos, devido a
preocupações com a qualidade de vida. Ao discutir e documentar essas preferências, os pacientes capacitam
suas equipes de saúde a tomar decisões informadas e alinhadas com seus valores e objetivos (Governo do
Distrito Federal, 2018).
Além das DAV, o planejamento avançado de cuidados envolve uma abordagem mais ampla e holística para o
cuidado do paciente. Isso inclui discussões acerca de metas de tratamento, controle de sintomas, suporte
psicossocial e cuidados espirituais. No contexto dos distúrbios hematológicos e oncológicos, o PAC pode
desempenhar um papel fundamental na gestão de sintomas debilitantes, como dor, fadiga e dispneia, além
de abordar as necessidades emocionais e psicológicas do paciente e de seus entes queridos (Albuquerque,
2021).
A equipe de saúde desempenha um papel crucial na facilitação das DAV e do PAC. É fundamental que os
pro�ssionais de saúde estejam bem-informados a respeito dessas questões e tenham as habilidades
necessárias para conduzir conversas sensíveis e compassivas com os pacientes, com empatia e sem
julgamentos. Essas discussões devem ocorrer de forma contínua ao longo do curso da doença, permitindo
que as preferências do paciente adaptem-se às mudanças nas circunstâncias médicas e pessoais (Brasil,
2022).
É importante reconhecer que as DAV e o PAC não são apenas relevantes para pacientes em estágios
avançados da doença. Mesmo no diagnóstico inicial, os pacientes podem se bene�ciar ao começar a
considerar suas preferências e valores em relação aos cuidados futuros. O incentivo à comunicação aberta e
honesta desde cedo pode fortalecer a relação médico-paciente e melhorar a tomada de decisões ao longo
do tempo (Cobbs; Blackstone; Lynn, 2021).
Portanto, é imprescindível que o enfermeiro atuante em cuidados paliativos se empenhe para compreender,
se atualizar e aplicar corretamente as diretivas antecipadas de vontade e o planejamento avançado de
cuidados, trazendo humanização para o processo de morte e morrer, ao enfatizar e promover a autonomia
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
do paciente em decisões terminais. Além da implementação dessas práticas, a promoção de CP, combate à
dor crônica, apoio social, emocional e espiritual nos serviços de saúde são cruciais para uma prestação
adequada de cuidados. Os pro�ssionais de saúde têm obrigação de honrar a dignidade de seus pacientes,
proporcionando um atendimento de qualidade em todos os estágios da jornada de tratamento (Miname;
Santos; Santana, 2023).
VIDEO RESUMO
Olá, estudante! Con�ra no vídeo os principais conceitos desta aula, para que você saiba como ofertar
cuidados de modo integral aos pacientes em cuidados paliativos. É importante que o enfermeiro esteja
atualizado em relação ao assunto e conheça os aspectos éticos e jurídicos do CP, o manejo correto dos
sintomas e, além disso, saiba o que são e para que servem as Diretivas Antecipadas de Vontade e o
Planejamento Avançado de Cuidados. 
 Saiba mais
No início da década de 1990 foram criadas as primeiras iniciativas de cuidados paliativos. Atualmente,
em 2022, o SUS incluiu a prática em serviços de oncologia. Saiba mais a respeito dos cuidados
paliativos no Brasil e ao redor do mundo, na reportagem O que são cuidados paliativos, quem
precisa deles e como devem ser feitos.
DISTÚRBIOS HEMATOLÓGICOS E ONCOLÓGICOS
Olá, estudante! Você teve acesso às condutas e competências necessárias para reconhecer, prestar
assistência adequada e avaliar as condições de saúde envolvendo os distúrbios hematológicos. Nesta
unidade, mergulhamos nos conceitos fundamentais que constituem a base dos campos da hematologia,
oncologia e cuidados paliativos, fornecendo uma compreensão sólida para a sua futura prática como
pro�ssional de enfermagem.
Distúrbios hematológicos: anemia, leucopenia e trombocitopenia
A anemia, leucopenia e trombocitopenia são desordens que impactam a constituição sanguínea. A anemia
se caracteriza pela redução de glóbulos vermelhos; leucopenia, pela diminuição de glóbulos brancos; e
trombocitopenia, pela baixa contagem de plaquetas. Compreender tais conceitos é essencial para identi�car
seus sintomas clínicos e planejar uma adequada assistência de enfermagem (Carmo, 2021).
É crucial considerar os sintomas especí�cos e os fatores de risco associados a cada condição. O cuidado de
enfermagem envolve a condução de avaliações físicas regulares, monitorização de sinais vitais e colaboração
na administração de tratamentos, como transfusões sanguíneas, além de uma frequente supervisão dos
níveis dos componentes sanguíneos por meio do hemograma (Brasil, 2022a).
Leucemia: manifestações clínicas e assistência de enfermagem
Na leucemia, uma célula sanguínea jovem passa por uma mutação genética que a transforma em uma célula
cancerosa. Essa célula modi�cada não desempenha sua função de maneira adequada,se multiplicando de
forma rápida e substituindo as células sanguíneas saudáveis (Brasil, 2022b).
Os sintomas variam de acordo com o tipo e estágio da doença. Leucemias crônicas podem não apresentar
sintomas e serem confundidas com outras condições, destacando a importância de buscar cuidados
médicos (ACS, 2018). Em contraste, nas leucemias agudas, a progressão e o surgimento dos sintomas
podem ser mais rápidos e agressivos. O acúmulo de células cancerosas na medula óssea prejudica a
produção de células sanguíneas, resultando em menos glóbulos brancos e, consequentemente, afetando a
imunidade (P�zer, 2020).
A assistência de enfermagem engloba a análise de exames, acompanhamento dos sinais vitais, gestão da
dor, práticas de higiene, administração de transfusões, orientação ao paciente e à família, bem como apoio
emocional (Pinheiro; Silva, 2021).
Aula 5
REVISÃO DA UNIDADE
34 minutos
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
https://www.cnnbrasil.com.br/saude/o-que-sao-cuidados-paliativos-quem-precisa-deles-e-como-devem-ser-feitos/
https://www.cnnbrasil.com.br/saude/o-que-sao-cuidados-paliativos-quem-precisa-deles-e-como-devem-ser-feitos/
Oncologia e terapêutica antineoplásica
A biologia molecular do câncer investiga as mudanças genéticas que conduzem ao crescimento desenfreado
das células. A carcinogênese abrange mutações que ativam oncogenes e desativam genes supressores de
tumores, dando início ao processo maligno. O estadiamento TNM é um sistema que categoriza a extensão
da doença (Gale, 2022).
Na quimioterapia, medicamentos antineoplásicos combatem as células cancerosas. Cateteres venosos
centrais facilitam a administração segura e e�caz desses agentes, minimizando prejuízos aos tecidos e vasos
periféricos. A assistência de enfermagem engloba a observação de efeitos colaterais tardios, assistência aos
cuidados de saúde diretos e indiretos e apoio emocional (Queiroz; Cardoso, 2021; Brasil, 2013).
A radioterapia utiliza radiações ionizantes para eliminar localmente as células cancerosas. Modi�cadores da
resposta biológica otimizam a ação da radiação. Pro�ssionais de enfermagem desempenham um papel
essencial no preparo do paciente, monitorização de reações adversas e orientação sobre cuidados após o
tratamento (Cardoso, 2022).
Cuidados Paliativos e planejamento avançado de cuidado
Os cuidados paliativos buscam aprimorar a qualidade de vida de pacientes portadores de enfermidades
graves, atenuando manifestações físicas e emocionais (Brasil, 2023). Considerações éticas e legais garantem
o respeito à independência do paciente e a colaboração nas decisões. A gestão dos sintomas engloba
abordagens multidisciplinares para gerir dor, vômito, dispneia e delírio. A hipodermóclise provê hidratação
subcutânea. A sedação paliativa controla sintomas refratários (Fromme, 2023).
As diretivas antecipadas de vontade facultam aos pacientes expressar suas preferências quanto a
tratamentos futuros. O planejamento avançado de cuidados abarca discussões relativas a objetivos e
aspirações, garantindo uma abordagem global e adaptada (Maiello et al., 2020).
REVISÃO DA UNIDADE
O vídeo abordará os pontos mais importantes que tratam dos distúrbios hematológicos, oncológicos e não
oncológicos. Exploraremos desa�os clínicos, diagnóstico precoce e abordagens terapêuticas. Discutiremos
os conceitos principais, sintomas debilitantes, tratamentos de qualidade e individualizados e qualidade de
vida, assim como o papel da enfermagem em cada etapa do tratamento desses distúrbios. 
ESTUDO DE CASO
Imagine-se como um enfermeiro atuante no setor oncológico de um grande hospital. Hoje, você se depara
com uma situação desa�adora envolvendo um paciente com câncer em estágio avançado.
Paciente:
Joana, 60 anos, foi diagnosticada com câncer de mama metastático e está em tratamento de quimioterapia
há alguns meses. Ela tem lidado bravamente com os efeitos colaterais, mas nas últimas semanas, tem
apresentado uma deterioração signi�cativa de seu estado geral de saúde. Joana está enfrentando fadiga
extrema, náuseas persistentes e perda de peso considerável.
Dilema:
A família de Joana está profundamente preocupada com sua condição e procura sua orientação como
enfermeiro. Eles desejam saber se o tratamento de quimioterapia deve ser continuado, considerando os
efeitos colaterais prejudiciais e a aparente falta de melhora, ou se é hora de considerar uma abordagem
mais focada em cuidados paliativos, para melhorar a qualidade de Joana e, consequentemente, também de
toda a família.
Desa�os:
Decisão de continuar a quimioterapia: como enfermeiro, você precisa avaliar cuidadosamente os prós e
contras da continuação da quimioterapia para Joana. Isso envolve considerar não apenas os aspectos
médicos, mas também o impacto emocional e físico da terapia agressiva em seu bem-estar geral.
Abordagem de cuidados paliativos: ao mesmo tempo, você deve discutir as opções de cuidados paliativos
com a família, explicando como essa abordagem pode melhorar o conforto e a qualidade de vida de Joana.
Você também deve esclarecer que os cuidados paliativos não signi�cam desistir da luta contra o câncer, mas
sim direcionar o foco para o alívio dos sintomas e o suporte emocional.
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
Sua tarefa:
Agora é sua vez de entrar em ação como o enfermeiro responsável por essa situação. Considere as
informações apresentadas, aplique seus conhecimentos de quimioterapia, cuidados paliativos, comunicação
sensível e tomada de decisão compartilhada. Com base nisso, elabore uma estratégia de ação que aborde
os desa�os e atenda às necessidades de Joana e de sua família. Lembre-se de considerar tanto os
aspectos �siológicos quanto os emocionais ao tomar sua decisão. Sua habilidade em avaliar
cuidadosamente as opções e comunicá-las de maneira compreensível e compassiva será fundamental para
orientar Joana e sua família nesse momento crucial.
 Re�ita
Diante da complexa situação envolvendo a paciente Joana, é crucial aplicar as estratégias discutidas
anteriormente para tomar uma decisão informada e compassiva. Ao analisar o cenário, você verá que a
avaliação abrangente de Joana é o ponto de partida. Isso implica conversar diretamente com ela para
compreender a extensão de seus sintomas e o impacto em sua qualidade de vida.
Em seguida, você analisará a importância de conduzir uma discussão sensível com a família. Durante
essa conversa, é essencial apresentar os detalhes médicos de forma compreensível, destacando os
desa�os que Joana enfrenta com a quimioterapia e os benefícios possíveis dos cuidados paliativos.
Lembre-se: o objetivo é empoderar a família a participar da tomada de decisão.
Ao elaborar o plano de ação, você se concentrará nas escolhas disponíveis. Se a decisão for manter a
quimioterapia, você colaborará com a equipe médica para ajustar o tratamento e monitorar Joana
atentamente. No entanto, caso optem pelos cuidados paliativos, será crucial destacar que essa
abordagem não signi�ca desistir, mas sim buscar qualidade de vida e conforto.
Por �m, re�ita a respeito da importância contínua do suporte emocional. Sua capacidade de estar
presente, responder a dúvidas e fornecer apoio emocional constante é fundamental para ajudar Joana
e sua família a enfrentar esse momento desa�ador. Lembre-se de que o foco é aprimorar a qualidade
de vida de Joana e tomar decisões que estejam alinhadas com suas metas de cuidado. Suas ações
solidi�carão a importância de uma abordagem compassiva e informada diante de situações complexas.
RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO
Diante da situação delicada envolvendo Joana e sua família, como enfermeiro, sua abordagem deve ser
guiada pela busca do equilíbrio entre o tratamento de quimioterapia e os cuidados paliativos, priorizando a
qualidade de vida e o bem-estar emocional de Joana.
Comunicação sensível:
Deve-se ter uma conversa franca e compassiva com Joana e sua família. É necessário explicar, de maneira
clara, os detalhes de seu atual estado de saúde, incluindoos possíveis efeitos colaterais da quimioterapia. É
essencial estabelecer um ambiente acolhedor que permita à família expressar suas preocupações e ouvir
suas expectativas em relação ao tratamento, sem nenhum tipo de julgamento.
Avaliação dos efeitos colaterais e benefícios da quimioterapia:
Em colaboração com a equipe multidisciplinar, deve-se avaliar a resposta de Joana à quimioterapia até o
momento, os benefícios alcançados, como a redução do tumor, em relação aos efeitos colaterais
signi�cativos que ela está enfrentando. Essa análise objetiva deve ser compartilhada com Joana e sua
família, para que eles possam tomar uma decisão informada.
Exploração das opções de cuidados paliativos:
É preciso destacar os benefícios dos cuidados paliativos, incluindo o alívio dos sintomas, o suporte
emocional e a melhoria da qualidade de vida. Essa abordagem busca proporcionar conforto e dignidade,
independentemente do tratamento direcionado ao câncer. O pro�ssional deve se certi�car de que Joana e
sua família compreendem que os cuidados paliativos são complementares e não excludentes à busca da
cura.
Tomada de decisão compartilhada:
Deve-se apoiar Joana e sua família na tomada de decisão compartilhada. Eles devem ser incentivados a
expressar seus desejos e valores, levando em consideração a opinião médica e as informações fornecidas. A
responsabilidade do enfermeiro é fornecer informações claras e apoiar emocionalmente a família,
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
independentemente da escolha feita.
Planejamento de cuidados individualizados:
Caso a decisão seja continuar com a quimioterapia, a equipe deve desenvolver estratégias de manejo dos
efeitos colaterais, como náuseas e fadiga, minimizando o impacto na qualidade de vida de Joana. Se a família
optar por cuidados paliativos, deve-se garantir uma transição suave, coordenando com a equipe de
cuidados paliativos para criar um plano individualizado que atenda às necessidades de Joana.
Essa abordagem holística e centrada no paciente visa garantir que Joana e sua família tenham as
informações necessárias para tomar uma decisão informada, e que a escolha feita leve em consideração
não apenas o tratamento médico, mas também a qualidade de vida e o conforto emocional de Joana
durante sua jornada.
RESUMO VISUAL
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
Aula 1
AGUIAR, C.; OLIVEIRA, V.; MUNIZ, E. Diagnósticos e intervenções de enfermagem na interpretação de
exames laboratoriais. 2019. Disponível em:
http://faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/50IavFWR43hRnpg_2019-11-12-21-30-27.pdf.
Acesso em: 3 ago. 2023.
REFERÊNCIAS
11 minutos
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
BRASIL. Ministério da Educação. Protocolo clínico de pancitopenia. Brasília, 2022. Disponível em:
https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-nordeste/ch-ufc/acesso-a-
informacao/protocolos-e-pops/hospital-universitario-walter-cantidio/protocolos/clinica-medica/pro-ucm-
004-v1-protocolo-clinico-de-pancitopenia-1.pdf/view. Acesso em: 16 maio 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Doação de sangue: o que é a doação de sangue. Brasília, [s. d.] Disponível
em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/sangue. Acesso em: 16 maio 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Qual a abordagem inicial de um paciente com leucopenia? Núcleo de
Telessaúde Rio Grande do Sul, 2010. Disponível em: https://aps-repo.bvs.br/aps/qual-a-abordagem-inicial-
de-um-paciente-com-leucopenia/. Acesso em: 16 maio 2023.
BRAUNSTEIN, E. M. Etiologia da anemia. Manual MSD, 2022. Disponível em:
https://www.msdmanuals.com/pt/pro�ssional/hematologia-e-oncologia/abordagem-ao-paciente-com-
anemia/etiologia-da-anemia. Acesso em: 20 maio 2023.
CARMO, S. A. et al. Assistência de enfermagem a crianças e adolescentes com doenças hematológicas. In:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENFERMAGEM, SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENFERMEIROS PEDIATRAS.
Programa de Atualização em Enfermagem: Saúde da Criança e do Adolescente: Ciclo 16. Porto Alegre:
Artmed Panamericana; 2021. p. 11-64. Disponível em: https://portal.secad.artmed.com.br/artigo/assistencia-
de-enfermagem-a-criancas-e-adolescentes-com-doencas-hematologicas. Acesso em: 16 maio 2023.
DALE, D. C. Visão geral das leucopenias. Manual MSD, 2023. Disponível em:
https://www.msdmanuals.com/pt-br/pro�ssional/hematologia-e-oncologia/leucopenias/vis%C3%A3o-geral-
da-leucopenias. Acesso em: 23 jul. 2023.
KUTER, D. J. Considerações gerais sobre trombocitopenia. Manual MSD: versão saúde para a família, 2022.
Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-sangue/dist%C3%BArbios-
das-plaquetas/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-a-trombocitopenia. Acesso em: 16 maio 2023.
MARIATH, A. B. et al. Prevalência de anemia e níveis séricos de hemoglobina em adolescentes segundo
estágio de maturidade sexual. Rev bras epidemiol [Internet], v. 9, n. 4, p. 454-461, 2006. Disponível em:
https://doi.org/10.1590/S1415-790X2006000400006. Acesso em: 16 maio 2023.
PAIVA, A. I. R. Trombocitopenia imune primária do adulto. 2019. 44 f. Dissertação (Mestrado em Medicina)
– Universidade da Beira Interior, Covilhã (Portugal), 2019. Disponível em: http://hdl.handle.net/10400.6/8754.
Acesso em: 16 maio 2023.
PAULA, E. V. Anemias. Campinas: Hemocentro Unicamp, [s. d.]. Disponível em:
https://www.hemocentro.unicamp.br/doencas-de-sangue/anemias/. Acesso em: 16 maio 2023.
PFIZER. Anemia não é causada apenas por má alimentação: saiba tudo sobre a doença. P�zer, 2021.
Disponível em: https://www.p�zer.com.br/sua-saude/anemia. Acesso em: 16 maio 2023.
SILVEIRA, S. et al. Secretária de Saúde. Leucopenia: orientações básicas aos pacientes e familiares.
Governo do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: HEMORIO, 2014. Instituto Estadual de Hematologia
Arthur de Siqueira Cavalcanti. Disponível em:
http://www.hemorio.rj.gov.br/html/pdf/Manuais/Leucopenia.pdf. Acesso em: 16 maio 2023.
TELESSAÚDERS-UFRGS. Quais as causas e qual a investigação inicial de leucopenia? Porto Alegre:
TelessaúdeRS, 29 jul. 2021. Disponível em: https://www.ufrgs.br/telessauders/perguntas/leucopenia/. Acesso
em: 8 set. 2023.
Aula 2
ALBERT EINSTEIN. Leucemia. Sociedade Bene�cente Israelita Brasileira, [s. d.]. Disponível em:
https://www.einstein.br/especialidades/oncologia/tipos-cancer/leucemia. Acesso em: 25 jul. 2023.
AMERICAN CANCER SOCIETY (ACS). Acute Myeloid Leukemia (AML) in Adults. ACS, 2018. Disponível em:
https://www.cancer.org/cancer/types/acute-myeloid-leukemia.html. Acesso em: 25 jul. 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Leucemia. Instituto Nacional de Câncer (INCA), 2022. Disponível em:
https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/leucemia. Acesso em: 25 jul. 2023.
EMADI, A.; LAW, J. Y. Considerações gerais sobre leucemia. Manual MSD, 2022. Disponível em:
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-
sangue/leucemias/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-a-leucemia. Acesso em: 25 jul. 2023.
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
https://aps-repo.bvs.br/aps/qual-a-abordagem-inicial-de-um-paciente-com-leucopenia/
https://aps-repo.bvs.br/aps/qual-a-abordagem-inicial-de-um-paciente-com-leucopenia/
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/hematologia-e-oncologia/abordagem-ao-paciente-com-anemia/etiologia-da-anemia
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/hematologia-e-oncologia/abordagem-ao-paciente-com-anemia/etiologia-da-anemia
https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/hematologia-e-oncologia/leucopenias/vis%C3%A3o-geral-da-leucopenias
https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/hematologia-e-oncologia/leucopenias/vis%C3%A3o-geral-da-leucopenias
https://doi.org/10.1590/S1415-790X2006000400006
https://www.einstein.br/especialidades/oncologia/tipos-cancer/leucemia
FERREIRA, V. L. da S. et al. Enfermagem no cuidado paliativo a criança com leucemia. Electronic Journal
Collection Health, v. 13, n. 2, p. e5956, 2020. DOI: https://doi.org/10.25248/reas.e5956.2021. Acesso em: 25
jul. 2023.
HEMORIO. Leucemia Mieloide Aguda. Manual do Paciente.Instituto Estadual de Hematologia Arthur de
Siqueira Cavalcanti, 2019. Disponível em:
http://www.hemorio.rj.gov.br/Html/pdf/manuais_2010/Leucemia_mieloide_aguda.pdf. Acesso em: 25 jul.
2023.
HEMORIO. Leucemia Mieloide Crônica. Manual do Paciente. Instituto Estadual de Hematologia Arthur de
Siqueira Cavalcanti, 2019. Disponível em:
http://www.hemorio.rj.gov.br/html/pdf/manuais/leucemia_mieloide_cronica.pdf. Acesso em: 25 jul. 2023.
OLIVEIRA, A. P. da C. et al. Cuidado de enfermagem às crianças com leucemia em um hospital de alta
complexidade. Research, Society and Development, v. 10, n. 3, p. e14410313142, 2021. DOI:
http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v10i3.13142. Acesso: 25 jul. 2023.
RODRÍGUEZ, M. J. M. et al. Leucemia linfoblástica aguda diagnostico. RECIMUNDO: Revista Cientí�ca de la
Investigación y el Conocimiento, v. 4, n. 2, p. 53-63, 2020 DOI: 10.26820/recimundo/4.(2).mayo.2020.53-63.
Acesso em: 25 jul. 2023.
PFIZER. Leucemia. P�zer, 2020. Disponível em: https://www.p�zer.com.br/sua-saude/oncologia/leucemia.
Acesso em: 25 jul. 2023.
PINHEIRO, A. C. A; SILVA, C. S. da. Os cuidados de enfermagem aos pacientes com leucemia nas emergências
e unidades de cuidados intensivos. Rev. Eletrôn. Atualiza Saúde, v. 9, n. 9, p. 16-23, 2021. Disponível em:
https://atualizarevista.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Os-cuidados-de-enfermagem-aos-pacientes-
com-leucemia-nas-emergencias-e-unidades-de-cuidados-intensivos-v-9-n-9.pdf. Acesso em: 25 jul. 2023.
SANAR. Leucemias agudas e crônicas. Sanar, 2022. Disponível em: https://www.sanarmed.com/leucemias-
agudas-e-cronicas-colunistas. Acesso em 25 jul. 2023.
SANCHEZ, L. de H. B. Diagnóstico laboratorial das leucemias agudas. Academia de Ciência e Tecnologia.
São José do Rio Preto, 2020. Disponível em:
http://www.ciencianews.com.br/arquivos/ACET/IMAGENS/biblioteca-
digital/hematologia/serie_branca/leucemias_linfomas_mieloma/leucemias/79.pdf. Acesso em: 25 jul. 2023.
SANTOS, M. M. F. de et al. Leucemia mioloide, aguda e crônica: diagnósticos e possíveis tratamentos. Saúde
em Foco, 2019. Disponível em: https://portal.unisepe.com.br/uni�a/wp-
content/uploads/sites/10001/2019/02/022_LEUCEMIA-MIELOIDE-AGUDA-E-CR%C3%94NICA-
DIAGN%C3%93STICOS-E-POSS%C3%8DVEIS-TRATAMENTOS.pdf. Acesso em: 25 jul. 2023.
Aula 3
ALBERT EINSTEIN. Câncer. Sociedade Bene�cente Israelita Brasileira, [s. d.]. Disponível em:
https://www.einstein.br/especialidades/oncologia/tipos-cancer/cancer . Acesso em: 27 jul. 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. 21 fatos sobre câncer. Instituto Nacional do Câncer (INCA). 2021. Disponível
em: https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/�les//media/document//publicacao-21fatos-inca-
dmc2021-�nal-08-02-21.pdf . Acesso em: 27 jul. 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Como surge o câncer? Instituto Nacional de Câncer (INCA). [s. d.]. Disponível
em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer . Acesso em: 27 jul. 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 874, de 16 de maio de 2013. Institui a Política Nacional para a
Prevenção e Controle do Câncer na Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas no âmbito
do Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt0874_16_05_2013.html . Acesso em: 27 jul. 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. TNM: classi�cação de tumores malignos. Secretaria de Atenção à Saúde.
Instituto Nacional de Câncer. 6. ed. Rio de Janeiro: INCA, 2004. Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/inca/tnm2.pdf. Acesso em: 27 jul. 2023.
COSTA, C. O. et al. Atuação do enfermeiro na punção do cateter venoso central totalmente implantado:
relato de experiência. Hematology, Transfusion and Cell Therapy, v. 42, p. 456, 2020. Disponível em:
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137920310543?via%3Dihub . Acesso em: 27 jul.
2023.
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
http://www.hemorio.rj.gov.br/html/pdf/manuais/leucemia_mieloide_cronica.pdf
https://www.einstein.br/especialidades/oncologia/tipos-cancer/cancer
https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//publicacao-21fatos-inca-dmc2021-final-08-02-21.pdf
https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//publicacao-21fatos-inca-dmc2021-final-08-02-21.pdf
https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt0874_16_05_2013.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/inca/tnm2.pdf
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137920310543?via%3Dihub
CARDOSO, A. P. Quimioterapia ou radioterapia? Saiba mais sobre esses tratamentos. Hospital Israelita
Albert Einstein. 2022. Disponível em: https://vidasaudavel.einstein.br/quimioterapia-ou-radioterapia . Acesso
em: 27 jul. 2023.
EBSERH – Hospitais Universitários Federais. Uso seguro de quimioterápicos antioneoplásicos.
Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Hospital de Clínicas. Minas Gerais, 2022. Disponível em:
https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-sudeste/hc-uftm/documentos/protocolos-
assistenciais/USO_SEGURO_DE_QUIMIOTERAPICOS�nal.docx.pdf . Acesso em: 27 jul. 2023.
GALE, R. P. Bases moleculares e celulares do tumor. Manual MSD. 2022. Disponível em:
https://www.msdmanuals.com/pt-br/pro�ssional/hematologia-e-oncologia/vis%C3%A3o-geral-sobre-
c%C3%A2ncer/bases-moleculares-e-celulares-do-tumor . Acesso em: 27 jul. 2023.
GALE, R. P. Prevenção e tratamento do câncer. Manual MSD. Disponível em:
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/c%C3%A2ncer/preven%C3%A7%C3%A3o-e-tratamento-do-
c%C3%A2ncer  Acesso em: 27 jul. 2023.
HOSPITAL DO CORAÇÃO (HCor). Radioterapia: tratamento não invasivo é aliado na luta contra o
câncer. Associação Bene�cente Síria, 2018. Disponível em: https://www.hcor.com.br/hcor-
explica/oncologia/radioterapia-tratamento-nao-invasivo-e-aliado-na-luta-contra-o-cancer/. Acesso em: 27 jul.
2023.
QUEIROZ, R. P.; CARDOSO, F. R. Guia de orientações ao paciente com câncer: uma abordagem
multidisciplinar. MSD, [s. d.]. Disponível em: https://saude.msd.com.br/wp-
content/uploads/sites/91/2023/01/Guia_de_Orientacao_ao_Paciente_com_Cancer.pdf . Acesso em: 27 jul.
2023.
RAMOS, S. G. Departamento de Patologia e Medicina Legal. Neoplasias – Conceitos Gerais. FMRP –
Universidade de São Paulo, 2020. Disponível em:
https://edisciplinas.usp.br/plugin�le.php/5365911/mod_resource/content/1/Neoplasias%20conceitos%20ger
ais.pdf  Acesso em: 27 jul. 2023.
REZENDE, G. M. R.; LINO, A. I. A.; MORAIS, T. C. P. Assistência de enfermagem aos pacientes com
extravasamento de medicamentos antineoplásicos: revisão integrativa. Com. Ciências Saúde, 32, v. 1, p. 69-
76, 2021. Disponível em: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2022/03/1357962/633-�nal.pdf . Acesso em: 27
jul. 2023.
SOUZA, N. R. de et al. Atuação de enfermeiros em serviços de radioterapia. Rev. enferm. UERJ, p. e26130,
2017. DOI: http://dx.doi.org/10.12957/reuerj.2017.26130 . Acesso em: 27 jul. 2023.
Aula 4
ACADEMIA NACIONAL DE CUIDADOS PALIATIVOS (ANCP). O que são os cuidados paliativos? ANCP, [s. d].
Disponível em: https://paliativo.org.br/cuidados-paliativos/o-que-sao . Acesso em: 7 ago. 2023.
ALBUQUERQUE, A. Plano Avançado de Cuidado. Instituto Brasileiro de Direito do Paciente (IBDPAC), 2021.
Disponível em: https://ibdpac.com.br/plano-avancado-de-cuidado/ . Acesso em: 7 ago. 2023.
BRASIL. Ministério da saúde. A avaliação do paciente em cuidados paliativos. Instituto Nacional do
Câncer (INCA), 2022. Disponível em:
https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/�les/media/document/completo_serie_cuidados_paliativos_vo
lume_1.pdf . Acesso em: 7 ago. 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Cuidados paliativos. Instituto Nacional do Câncer (INCA), 2023. Disponível em:
https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tratamento/cuidados-paliativo s. Acesso em: 7 ago. 2023.
COBBS, E. L.; BLACKSTONE, K.; LYNN, J. Paciente terminal. Manual MSD, 2021. Disponível em:
https://www.msdmanuals.com/pt-br/pro�ssional/t%C3%B3picos-especiais/paciente-terminal/paciente-terminal . Acesso em: 7 ago. 2023.
GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL. Diretriz para Cuidados Paliativos em pacientes críticos adultos
admitidos em UTI: norteando as prioridades de cuidado. DF: Comissão Permanente de Protocolos de
Atenção à Saúde da SES-DF – CPPAS, 2018. Disponível em:
https://www.saude.df.gov.br/documents/37101/87400/Diretrizes+para+Cuidados+Paliativos+em+Pacientes+
Cr%C3%ADticos+Adultos+Admitidos+em+UTI.pdf/b0db4a00-199e-66f7-4242-29c4b962fd0b?
t=1648645556436 . Acesso em: 7 ago. 2023.
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
https://vidasaudavel.einstein.br/quimioterapia-ou-radioterapia
https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-sudeste/hc-uftm/documentos/protocolos-assistenciais/USO_SEGURO_DE_QUIMIOTERAPICOSfinal.docx.pdf
https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-sudeste/hc-uftm/documentos/protocolos-assistenciais/USO_SEGURO_DE_QUIMIOTERAPICOSfinal.docx.pdf
https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/hematologia-e-oncologia/vis%C3%A3o-geral-sobre-c%C3%A2ncer/bases-moleculares-e-celulares-do-tumor
https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/hematologia-e-oncologia/vis%C3%A3o-geral-sobre-c%C3%A2ncer/bases-moleculares-e-celulares-do-tumor
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/c%C3%A2ncer/preven%C3%A7%C3%A3o-e-tratamento-do-c%C3%A2ncer
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/c%C3%A2ncer/preven%C3%A7%C3%A3o-e-tratamento-do-c%C3%A2ncer
https://www.hcor.com.br/hcor-explica/oncologia/radioterapia-tratamento-nao-invasivo-e-aliado-na-luta-contra-o-cancer/
https://www.hcor.com.br/hcor-explica/oncologia/radioterapia-tratamento-nao-invasivo-e-aliado-na-luta-contra-o-cancer/
https://saude.msd.com.br/wp-content/uploads/sites/91/2023/01/Guia_de_Orientacao_ao_Paciente_com_Cancer.pdf
https://saude.msd.com.br/wp-content/uploads/sites/91/2023/01/Guia_de_Orientacao_ao_Paciente_com_Cancer.pdf
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5365911/mod_resource/content/1/Neoplasias%20conceitos%20gerais.pdf
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5365911/mod_resource/content/1/Neoplasias%20conceitos%20gerais.pdf
https://docs.bvsalud.org/biblioref/2022/03/1357962/633-final.pdf
http://dx.doi.org/10.12957/reuerj.2017.26130
https://paliativo.org.br/cuidados-paliativos/o-que-sao
https://ibdpac.com.br/plano-avancado-de-cuidado/
https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/completo_serie_cuidados_paliativos_volume_1.pdf
https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/completo_serie_cuidados_paliativos_volume_1.pdf
https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tratamento/cuidados-paliativo
https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/t%C3%B3picos-especiais/paciente-terminal/paciente-terminal
https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/t%C3%B3picos-especiais/paciente-terminal/paciente-terminal
https://www.saude.df.gov.br/documents/37101/87400/Diretrizes+para+Cuidados+Paliativos+em+Pacientes+Cr%C3%ADticos+Adultos+Admitidos+em+UTI.pdf/b0db4a00-199e-66f7-4242-29c4b962fd0b?t=1648645556436
https://www.saude.df.gov.br/documents/37101/87400/Diretrizes+para+Cuidados+Paliativos+em+Pacientes+Cr%C3%ADticos+Adultos+Admitidos+em+UTI.pdf/b0db4a00-199e-66f7-4242-29c4b962fd0b?t=1648645556436
https://www.saude.df.gov.br/documents/37101/87400/Diretrizes+para+Cuidados+Paliativos+em+Pacientes+Cr%C3%ADticos+Adultos+Admitidos+em+UTI.pdf/b0db4a00-199e-66f7-4242-29c4b962fd0b?t=1648645556436
Imagem de capa: Storyset e ShutterStock.
FROMME, E. K. Ethical issues in palliative care. UpToDate, ago. 2023. Disponível em:
https://www.uptodate.com/contents/ethical-issues-in-palliative-care. Acesso em: 7 ago. 2023.
MAIELLO, A. P. M. V. et al. Manual de cuidados paliativos [Internet]. São Paulo: Hospital Sírio-Libanês, 2020.
Disponível em: https://cuidadospaliativos.org/uploads/2020/12/Manual-Cuidados-Paliativos.pdf. Acesso em:
7 ago. 2023.
MINAME, F. C. B. R.; SANTOS, M. J.; SANTANA; F. L. P. Testamento vital sob a ótica de enfermeiros que
assistem pacientes em situação de terminalidade. Rev. eletrônica enferm., v 25, 2023. DOI:
https://doi.org/10.5216/ree.v25.74482. Acesso em: 7 ago. 2023.
NEUMAM, C. O que são cuidados paliativos, quem precisa deles e como devem ser feitos. CNN Brasil, 29
set. 2021. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/o-que-sao-cuidados-paliativos-quem-precisa-
deles-e-como-devem-ser-feitos/ . Acesso em: 7 ago. 2023.
NUNES, R. Diretivas antecipadas de vontade. Brasília (DF), 2016. Disponível em: https://sbgg.org.br/wp-
content/uploads/2017/01/diretivas_antecipadas_de_vontade_-_rui_nunes.pdf. Acesso em: 7 ago. 2023.
ROCHA, G. C. R. et al. Diretivas antecipadas de vontade em pacientes adultos e idosos em cuidados paliativos
e a avaliação da qualidade de vida: uma revisão integrativa. Res., Soc. Dev., v. 11, n. 11, p. e343111133587,
2022. DOI: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v11i11.33587. Acesso em: 7 ago. 2023.
Aula 5
COFEN – Conselho Federal de Enfermagem. Resolução COFEN-358/2009. 2009. Disponível em:
http://www.cofen.gov.br/resoluo-cofen-3582009_4384.html Acesso em: 16 ago. 2022.
HERDMAN, T. H.; KAMITSURU, S.; LOPES, C. T. (org.). Diagnósticos de enfermagem da NANDA-I: de�nições
e classi�cação – 2021-2023. Porto Alegre: Artmed, 2021.
HINKLE, J. L. Brunner e Suddarth: manual de enfermagem médico-cirúrgica.14. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2019.
PELLICO, L. H. Enfermagem médico-cirúrgica. Tradução: Ana Cavalcanti Carvalho Botelho e Carlos
Henrique de Araújo Cosendey. 1. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015.
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
https://storyset.com/
https://www.shutterstock.com/pt/
https://cuidadospaliativos.org/uploads/2020/12/Manual-Cuidados-Paliativos.pdf
https://www.cnnbrasil.com.br/saude/o-que-sao-cuidados-paliativos-quem-precisa-deles-e-como-devem-ser-feitos/
https://www.cnnbrasil.com.br/saude/o-que-sao-cuidados-paliativos-quem-precisa-deles-e-como-devem-ser-feitos/
http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v11i11.33587
http://www.cofen.gov.br/resoluo-cofen-3582009_4384.html
Imprimir
INTRODUÇÃO
Olá, estudante! Nesta aula, você vai estudar a Doença de Crohn, bem como aprender como essa doença se
desenvolve, possíveis causas, sinais, sintomas, diagnóstico, tratamento, complicações e prevenção. A partir
desses conceitos, será possível compreender o papel do enfermeiro e a aplicação do processo de
enfermagem ao paciente com essa doença gastrointestinal. Por ser uma doença comum e crônica, é
importante que o enfermeiro tenha conhecimento da patologia e da assistência de enfermagem adequada. 
Esta aula promoverá o conhecimento teórico da Doença de Crohn e dará ferramentas para o
desenvolvimento de um raciocínio clínico e crítico, prezando pelo desenvolvimento de um cuidado
individualizado ao paciente. 
Estudante, vamos iniciar nossa aula e aprender a cuidar do paciente com doença de Crohn?
Aula 1
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM
DOENÇA DE CROHN
Nesta aula, você vai estudar a Doença de Crohn, bem como aprender como essa doença se
desenvolve, possíveis causas, sinais, sintomas, diagnóstico, tratamento, complicações e
prevenção.
30 minutos
DISTÚRBIOS
GASTROINTESTINAIS E
HEPÁTICOS
 Aula 1 - Assistência de enfermagem ao paciente com Doença de
Crohn
 Aula 2 - Assistência de enfermagem ao paciente com ostomias 
 Aula 3 - Assistência ao paciente com cirrose hepática 
 Aula 4 - Diálises 
 Aula 5 - Revisão da unidade
 Referências
170 minutos
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
O QUE É A DOENÇA DE CROHN?
Doença de Crohn (DC) é uma doença crônica in�amatória que atinge o sistema gastrointestinal, podendo
ocorrer em qualquer segmento, desde a boca até o ânus, sendo mais comum na parte inferior do intestino
delgado (íleo) e no intestino grosso (cólon), e cuja origem ainda é desconhecida (Hammer, 2016; Hinkle,
2019). 
A Doença de Crohn, geralmente, é diagnosticada pela primeira vez na adolescência ou início da fase adulta,
mas ela pode ocorrer em qualquer faixa etária. Acredita-se que a causa da Doença de Crohn seja
multifatorial, e uma teoria defende queela ocorre em pacientes com predisposição genética para defeitos
no sistema imune, que possibilita a proliferação de bactérias na mucosa do estômago, causando uma
resposta imune hiperativa (Hinkle, 2019). Além disso, outra causa possível são os fatores ambientais, como
hábitos alimentares, microbiota intestinal, tabagismo, fatores psicossociais e microrganismos, como vírus e
bactérias (Smith; Harris, 2014; Hammer, 2016).
Considerando sua �siopatologia, os sinais e sintomas mais comuns da Doença de Crohn são: diarreia,
sangramento, perda de peso e dor abdominal, além de febre, palidez, caquexia, massas abdominais,
�ssuras e fístulas perianais (Brasil, 2014; Lichtenstein et al., 2018). Apesar de a doença acometer o trato
gastrointestinal, os pacientes apresentam sintomas extraintestinais, como distúrbios nas articulações
(artrite), lesões aftosas nas membranas mucosas, nos olhos (uveíte), no fígado (hepatite crônica autoimune),
nos canais biliares (colangite esclerosante) e nos rins (nefrolitíase) (Hammer, 2016).
Os sintomas da doença e sua evolução clínica podem variar, enquanto alguns pacientes apresentam
períodos de melhora (remissão) e de piora (exacerbação) da doença, em outros pacientes, a doença pode
evoluir de forma fulminante (Hinkle, 2019).
Vale destacar que a Doença de Crohn e a Colite Ulcerativa apresentam sinais e sintomas semelhantes, como
a diarreia, e ambas são classi�cadas como doenças in�amatórias intestinais (DII). A Colite Ulcerativa afeta a
camada super�cial (mucosa) do cólon e reto, apresentando-se de forma regular em todo o segmento,
enquanto a Doença de Crohn afeta todas as camadas do segmento acometido, principalmente mucosa e
submucosa, variando entre áreas doentes e áreas saudáveis (Hammer, 2016).
Conforme a Doença de Crohn avança no sistema gastrointestinal, a parede do intestino torna-se espessa e
com tecido �brótico, podendo resultar em aderências das alças intestinais, e, de acordo com a progressão
da in�amação, formam-se fístulas, �ssuras e abscessos (Hinkle, 2019).
Figura 1 | Diferença entre colite ulcerativa e Doença de Crohn
Fonte: MD.Saúde ([s. d., s. p.]). 
A assistência de enfermagem ao paciente com Doença de Crohn envolve cuidados relacionados aos sinais e
sintomas, devendo o enfermeiro realizar anamnese e exame físico especí�cos, com levantamento de
diagnósticos de enfermagem e propondo um plano de cuidado individualizado, a �m de promover a
qualidade de vida e prevenir e identi�car precocemente possíveis complicações (Smith, Harris, 2014).
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
COMPREENDENDO A DOENÇA DE CROHN  
A doença se inicia com a presença de pequenas úlceras rasas de base branca e margem elevada na mucosa
e submucosa do intestino, chamadas de lesões aftoides, que se multiplicam e �cam intercaladas com tecido
mucoso normal. Podem surgir �ssuras e fendas, além de edema na submucosa, que, com o tempo, torna a
parede intestinal espessa e in�exível, prejudicando a absorção dos nutrientes pela mucosa do intestino
(Smith, Harris, 2014). 
Utiliza-se o Índice de Harvey-Bradshaw (IHB) para classi�car a Doença de Crohn em leve à moderada,
moderada à grave ou grave/fulminante, conforme Quadro 1 (Brasil, 2014). 
Figura 2 | Índice de Harvey-Bradshaw
Fonte: Brasil (2014, p. 132).
Esse índice avalia cinco variáveis da doença, como bem-estar geral, dor abdominal, número de evacuações
líquidas por dia, presença de massa abdominal e complicações, somando as pontuações. Quanto maior a
pontuação, pior o estado clínico do paciente (Brasil, 2014):
●  Leve a moderada = 5 a 7 pontos.
●  Moderada a grave = igual ou maior que 8 pontos.
●  Grave/Fulminante = acima de 8 pontos e sem sucesso com tratamento ambulatorial.
O diagnóstico da doença é realizado pelo pro�ssional médico, sendo importante conhecer a história de
saúde do paciente, realizar um exame físico completo e obter resultados de exames laboratoriais que
investiguem anemia, in�amação, desidratação e desnutrição (Lichtenstein et al., 2018).
O diagnóstico clínico pode ser difícil por apresentar sinais e sintomas parecidos com outras doenças
gastrointestinais, no entanto, diversos exames podem auxiliar nesse processo, como a endoscopia,
colonoscopia, videoendoscopia, tomogra�a computadorizada, ressonância magnética,
proctossigmoidoscopia e biópsias (Smith; Harris, 2014; Hinkle, 2019). Além destes, exames complementares
são solicitados para se veri�car presença de sangue oculto nas fezes, anemia, coagulação sanguínea e níveis
de albumina e proteínas sanguíneas (Hinkle, 2019).
A Doença de Crohn é considerada uma doença crônica, que não possui cura, mas possui tratamento por
meio de medicamentos, terapia nutricional, mudanças no estilo de vida e cirurgia, caracterizando-se por
períodos agudos, quando o paciente apresenta sintomas exacerbados da doença, e por períodos de
remissões, quando apresenta melhora dos sintomas (Hinkle, 2019).
O tratamento consiste basicamente em medicamentos para controle da in�amação e dos sintomas e
prevenção de infecção. Os medicamentos mais utilizados no tratamento são: sulfassalazina; mesalazina;
corticosteroides, que reduzem a in�amação; agentes biológicos; antibióticos, para combater possíveis
infecções locais; imunomoduladores; sedativos; antidiarreicos; e antiperistálticos (Hinkle, 2019).
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
Vale ressaltar a importância da boa nutrição do paciente com Doença de Crohn, que deve consistir em dieta
hiperproteica e hipercalórica, pobre em resíduos, com reposição de ferro e suplementação de vitaminas,
evitando leite e alimentos frios, além de ingerir líquidos adequadamente. Caso o paciente apresente
desequilíbrio hidroeletrolítico, deve receber terapia endovenosa; ademais, o paciente deve ser encorajado a
parar de fumar (Hinkle, 2019).
Devido à in�amação crônica intestinal, o paciente pode desenvolver complicações, como obstruções,
fístulas, abscessos e estenose, necessitando de cirurgia, além do risco aumentado para o desenvolvimento
de câncer de cólon e Linfoma de Hodgkin (câncer no sistema linfático) (Brasil, 2014). 
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM DOENÇA DE CROHN  
Enquanto enfermeiro, você se deparará com pacientes portadores da Doença de Crohn em todos os níveis
de atenção à saúde – primária, secundária e terciária. Você poderá atender a um paciente na Unidade Básica
de Saúde, em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e em diversos setores dentro do hospital, como
Unidade de internação (UI), Centro Cirúrgico (CC) e Unidade de Terapia Intensiva (UTI). 
Agora que você já conhece os principais aspectos da Doença de Crohn, vamos aplicar esse conhecimento
por meio do Processo de Enfermagem (PE), que compreende cinco etapas: coleta de dados, diagnósticos de
enfermagem, planejamento de enfermagem, implementação e avaliação (COFEN, 2009). 
Processo de enfermagem
•  Coleta de dados: o enfermeiro deve realizar o levantamento do histórico de saúde do paciente,
investigando problemas de saúde, queixas, sinais, sintomas, hábitos alimentares, hábitos intestinais,
tabagismo, doenças, internações e cirurgias prévias, sedentarismo, histórico familiar, sono e estresse. Após
isso, o pro�ssional deve realizar um exame físico detalhado, atentando-se para alterações oculares,
coloração e hidratação da pele e das mucosas, peso e altura, ausculta cardíaca, pulmonar e abdominal,
percussão e palpação abdominal, exame genital e perianal e avaliação musculoesquelética.
•  Diagnósticos de enfermagem: os diagnósticos de enfermagem para o paciente com DC podem incluir:
ansiedade; conforto prejudicado; fadiga; medo; padrão de sono alterado; dor aguda; dor crônica; náusea;
diarreia; nutrição desequilibrada: menor que as necessidades corporais; conhecimento de�ciente;
mobilidade física prejudicada; hipertermia; risco de volume de líquido diminuído; risco de baixa autoestima
situacional; risco de constipação; risco de desequilíbrio hidroeletrolítico; risco de infecção; risco de
sangramento; risco de integridadeda pele prejudicada (Lopes et al., 2019; Herdman et al., 2021).
•  Planejamento: a partir dos diagnósticos de enfermagem, o enfermeiro deve traçar metas e resultados a
serem atingidos e prescrever cuidados para a melhora e recuperação do paciente de forma individualizada
(COFEN, 2009).
•  Implementação: os cuidados de enfermagem a serem implementados ao paciente com Doença de Crohn
devem considerar os aspectos biopsicossociais, a depender dos achados na coleta de dados, dos
diagnósticos de enfermagem e dos riscos de complicações (Lopes et al., 2019):
�  - Promover a autonomia e autoestima.
�  - Escutar suas angústias e medos e tirar dúvidas.
�  - Promover momentos de relaxamento e manejo do estresse.
�  - Ofertar apoio emocional e psicológico. 
�  - Orientar sobre higiene do sono.
�  - Educar sobre avaliação e manejo da dor.
�  - Orientar sobre alimentação fracionada várias vezes ao dia.
�  - Reduzir ingestão de alimentos com alto teor de gordura e açúcar.
�  - Evitar alimentos industrializados, transgênicos e com conservantes.
�  - Promover ingestão hídrica adequada.
�  - Realizar controle do peso.
�  - Supervisionar as eliminações intestinais.
�  - Revisar o uso dos medicamentos e orientar sobre eventos adversos.
�  - Educar sobre sinais e sintomas de complicações e infecção.
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
�  - Educar paciente e familiares/cuidadores sobre a Doença de Crohn.
�  - Incentivar a prática de atividade física.
�  - Orientar sobre descontinuação do tabagismo.
•  Avaliação: na última etapa do PE, deve-se avaliar se as ações de enfermagem alcançaram os resultados
esperados e reiniciar o processo de enfermagem, realizando mudanças e adaptações necessárias (Herdman
et al., 2021). 
Diante do exposto nesta aula, podemos concluir que o papel do enfermeiro deve ser de facilitador do
cuidado, prestando assistência individualizada e humanizada ao portador da Doença de Crohn, educando o
paciente e seus familiares, promovendo qualidade de vida e prevenindo complicações. 
VIDEO RESUMO
Olá, estudante! Neste vídeo, você verá um resumo dos principais aspetos da Doença de Crohn: de�nição,
causas, sinais e sintomas, diagnóstico, tratamentos e complicações, bem como terá a oportunidade de
aplicar os conhecimentos por meio do Processo de Enfermagem ao paciente com essa patologia,
compreendendo o papel do enfermeiro e desenvolvendo um pensamento crítico e re�exivo. 
 Saiba mais
A Doença de Crohn não afeta apenas o aspecto físico do paciente como também os aspectos sociais,
emocionais e psicológicos. Para compreender melhor como a doença afeta a vida do portador dessa
doença, sugerimos que leia o artigo Compreendendo a vivência do paciente portador da Doença de
Crohn, que possui falas dos próprios pacientes explicando suas experiências e di�culdades.
INTRODUÇÃO
Olá, estudante! Nesta aula, você entenderá as ostomias, que correspondem a uma abertura arti�cial que
conecta órgãos internos com o meio externo, como parte do sistema respiratório, digestório ou urinário,
com a �nalidade de auxiliar no processo de respiração, alimentação ou eliminação de �uídos corporais em
pacientes com alguma doença ou condição clínica que exija esse procedimento. 
Apesar de as ostomias abrangerem diversos sistemas, nesta aula, focaremos o sistema digestório. Você
entenderá as ostomias de alimentação e eliminação, suas principais indicações e localizações, �nalidades,
possíveis complicações e os cuidados de enfermagem, bem como a aplicação prática do processo de
enfermagem ao paciente com ostomias, destacando o pro�ssional enfermeiro, que tem ganhado destaque
nos últimos anos pelo cuidado humanizado, individualizado e de qualidade.
Vamos aprender mais sobre ostomias e compreender o papel do enfermeiro nesse contexto? 
Aula 2
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM
OSTOMIAS 
Conhecer a estrutura morfofuncional do sistema digestório, estimulando a re�exão sobre os
processos �siopatológicos.
32 minutos
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
https://doi.org/10.1590/S0103-21002008000400015
https://doi.org/10.1590/S0103-21002008000400015
CONCEITO E TIPOS DE OSTOMIAS
Ostoma ou estoma é uma palavra grega que tem como signi�cado “abertura”, “orifício” ou “boca”. Ostomia
consiste em um procedimento cirúrgico realizado para criar uma abertura arti�cial entre órgãos internos e
meio externo, exteriorizando parte do sistema respiratório, digestório e/ou urinário, podendo ser
temporária ou permanente, realizada em pacientes de diversas faixas etárias, desde recém-nascidos a
idosos (Sobest, 2021). 
As condições de saúde que requerem esse procedimento envolvem o câncer, doenças in�amatórias
intestinais, diverticulite, isquemia, malformações congênitas, traumas abdominais, entre outras, e têm como
objetivo recuperar a saúde e promover a qualidade de vida do paciente. As ostomias são classi�cadas de
acordo com sua �nalidade – respiração, alimentação ou eliminação – e possuem terminologias, a depender
do segmento que é exteriorizado (BRASIL, 2021), como exempli�cado no quadro a seguir:
Quadro 1 | Terminologias de acordo com o segmento ostomizado
Terminologia Finalidade Segmento ostomizado
Gastrostomia Alimentação Estômago
Jejunostomia Alimentação Jejuno
Ileostomia Eliminação Íleo
Colostomia Eliminação Cólon
Nefrostomia ou pielostomia Eliminação Rins
Ureterostomia Eliminação Ureteres
Cistostomia Eliminação Bexiga
Fonte: elaborado pela autora.
Nesta aula, apresentaremos as ostomias de alimentação e eliminação do sistema digestório.
Ostomias de alimentação
A depender da doença e do quadro clínico dos pacientes, para promover nutrição adequada, alguns
necessitam de sonda para alimentação, que são introduzidas pelo nariz ou pela boca até o estômago ou
intestino, sendo estas as sondas gástricas ou enterais. No entanto, quando o tempo de utilização da sonda é
prolongado ou existe alguma obstrução no trato gastrointestinal, faz-se necessária a ostomia para
alimentação, que são as gastrostomia ou jejunostomia (Brasil, 2021).
Figura 1 | Gastrostomia
Fonte: Tua Saúde (2023, [s. p.]).
A gastrostomia refere-se à uma abertura arti�cial do estômago com a inserção de uma sonda, já a
jejunostomia diz respeito à colocação de uma sonda no intestino delgado. Essas intervenções podem ser
realizadas por meio da laparotomia (abertura da parede abdominal) ou por via endoscópica, que apresenta
menos complicações (SANTOS et al., 2011).
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
As principais complicações das ostomias de alimentação são vômito, diarreia, constipação, distensão
abdominal, re�uxo e regurgitação, obstrução ou dobra da sonda, infecção do sítio cirúrgico, irritação da pele
ao redor do estoma e síndrome de Buried Bumper (penetração do próprio balonete da sonda de
gastrostomia na mucosa gástrica) (Brasil, 2021).
Ostomias de eliminação
As ostomias de eliminação têm a �nalidade de eliminar fezes, gases e/ou urina, criando uma abertura e
exteriorização de parte do sistema digestório ou urinário (Brasil, 2009). As ostomias intestinais são indicadas
em casos de lesão, obstrução e disfunção, como doença in�amatória intestinal, câncer, trauma com
perfuração intestinal, entre outras (Brasil, 2021).
Trata-se de uma ileostomia quando a abertura é realizada no segmento distal do intestino delgado (íleo) e
de uma colostomia quando realizada no intestino grosso. Essas ostomias são realizadas em alças intestinais
que possuem comprimento e mobilidade que permitam sua exteriorização pela parede do abdome (Sobest,
2021). Em alguns casos, é possível reverter a ostomia e reconstruir o trânsito intestinal por meio de
procedimento cirúrgico
Figura 2 | Colostomia e Ileostomia
Fonte: A.C.Camargo Câncer Center (2020, [s. p.]).
De acordo com o segmento do intestino grosso, a colostomia pode ser classi�cada em ostomia ascendente,
transversa, descendente ou sigmoide, bem como pode ser terminal (extremidade distal), em alça (uma boca
funcional e outra não funcionante), em duas bocas (porção distale proximal) ou úmida (eliminação de fezes
e urina) (Sobest, 2021). 
As complicações das ostomias de eliminação envolvem edema, estenose, abscesso, foliculite, varizes e
hérnias periostomias, hemorragia, necrose, prolapso, retração e lesão na pele ao redor do estoma (Brasil,
2021).
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
CUIDADOS COM AS OSTOMIAS DE ALIMENTAÇÃO E ELIMINAÇÃO 
O cuidado com o paciente com ostomia abrange aspectos físicos, emocionais e psicológicos, necessitando
de assistência da equipe multipro�ssional de saúde. Os cuidados especí�cos demandam atenção com a
própria ostomia, a pele ao redor, manejo da sonda de alimentação e remoção e colocação de bolsa coletora,
além da prevenção de complicações (Brasil, 2021).
Cuidados com as ostomias de alimentação
Devido ao risco de infecção, deve-se manter o curativo estéril por 7 dias nas inserções por técnica cirúrgica
ou endoscópica e, na técnica radiológica, por até 14 dias (Brasil, 2021).
A sonda deve permanecer �xada para evitar tracionamento e retirada acidental, bem como ser mantida
fechada quando não estiver em uso; aliás, seu posicionamento deve ser avaliado diariamente. Para
alimentação, deve-se utilizar equipo especí�co, administrar a dieta com cabeceira elevada acima de 45º e
manter paciente nessa posição após a infusão da dieta. Após alimentação ou medicações, administrar 20 a
40 ml de água; diluir as medicações, administrar dieta lentamente e interrompê-la em caso de náusea,
vômito ou extravasamento de �uído gástrico ou da dieta pelo estoma (Brasil, 2021).
Aliás, a dieta deve conter nutrientes que atinjam as necessidades individuais da pessoa com ostomia,
podendo ser formulada industrialmente ou com alimentos naturais, de acordo com a orientação da equipe
de saúde (Brasil, 2021).
Cuidados com as ostomias de eliminação
No pré-operatório, é realizada a demarcação do local da ostomia pelo enfermeiro estomaterapeuta ou
cirurgião, que escolherá o local mais confortável e adequado, evitando proeminências ósseas, cicatrizes,
hérnias e dobras (Sobest, 2021).
Nas ostomias de eliminações, faz-se necessário o uso de bolsa coletora �exível à prova de odor, umidade e
vazamento, atóxica e hipoalergênica, podendo ser fechada ou drenável. A bolsa fechada é utilizada em
pacientes que conseguem programar suas eliminações, já a bolsa drenável possui uma placa adesiva colada
na pele ao redor do estoma, garantindo bom acoplamento para a drenagem de �uidos (Brasil, 2021).
Figura 3 | Bolsa de colostomia
Fonte: Coloplast Care ([s. d., s. p.]). 
A bolsa possui uma base colável que deve ser medida e recortada de acordo com o tamanho e o formato do
estoma, bem como ser descolada delicadamente, de preferência com água morna, evitando-se produtos
que possam causar reação alérgica. A bolsa deve ser esvaziada quando atingir 1/3 de sua capacidade, antes
de dormir e antes de realizar atividades externas (Hinkle, 2019).
A dermatite é uma complicação comum nos pacientes com ostomias, sendo um processo in�amatório na
pele periestoma de origem química, irritativa, de contato, alérgica, por trauma mecânico ou por infecção;
aliás, os sinais e sintomas são hiperemia, eritema, algia, temperatura local aumentada e lesões na pele
(Brasil, 2021).
O enfermeiro deve avaliar a pele ao redor do estoma e orientar o paciente sobre a limpeza do local com
água e sabão neutro, bem como a secagem de forma delicada, com material macio. Além disso, o paciente
deve manter os pelos aparados e utilizar produtos prescritos para a proteção da pele ao redor do estoma
(Hinkle, 2019).
O paciente ostomizado deve realizar alimentação fracionada, evitar alimentos com excesso de açúcar e/ou
que causem gases e/ou diarreia, ingerir �bras em pequena quantidade e aumentar a ingestão hídrica (8 a 10
copos de 200 ml ao dia), a �m de evitar a obstrução da ostomia. O acompanhamento nutricional regular se
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
faz necessário para atender às demandas de cada paciente (Brasil, 2021).
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE OSTOMIZADO 
O papel do enfermeiro é prestar assistência de qualidade, orientar paciente e familiares quanto aos
cuidados com as ostomias, promover o autocuidado, trabalhar com outros pro�ssionais de saúde e aplicar
as cinco etapas do processo de enfermagem (COFEN, 2009):
1.  Coleta de dados: na anamnese, investigar idade, pro�ssão, hábitos de vida, atividade física, capacidade
cognitiva, motivo da cirurgia, tipo de estoma, tempo de permanência, doenças prévias, rede de apoio e
aspectos emocionais. O exame físico deve focar o sistema gastrointestinal e o estoma, observando-se sua
localização, características, consistência dos �uidos eliminados e presença de complicações. O aspecto
normal do estoma possui cor vermelho-vivo ou rosa escuro, com aspecto úmido e brilhante e mucosa
íntegra (Hinkle, 2019).
2.  Diagnósticos de enfermagem: os principais diagnósticos de enfermagem ao paciente ostomizado são:
conhecimento de�ciente; ansiedade; baixa autoestima situacional; imagem corporal perturbada; dé�cit de
autocuidado alimentar; nutrição desequilibrada (menos do que as necessidades corporais); risco de
constipação; continência intestinal prejudicada; diarreia; interação social prejudicada; padrão de sexualidade
ine�caz; integridade da pele prejudicada; conforto prejudicado; náusea; prontidão para o autocuidado
aprimorado; risco de isolamento social; e risco de infecção do sítio cirúrgico (Herdman et al., 2021).
3.  Planejamento: a partir dos diagnósticos, o enfermeiro deve traçar metas e resultados a serem atingidos e
prescrever cuidados de forma individualizada ao paciente (COFEN, 2009). 
Quadro 2 | Planejamento de enfermagem
Diagnóstico de
enfermagem
Meta
Cuidado de
enfermagem
Pro�ssional
responsável
Prontidão para o
autocuidado aprimorado.
O paciente deve ser
capaz de trocar a bolsa
de colostomia sozinho
em 7 dias.
Orientar o paciente e
familiares sobre a
remoção cuidadosa e
colocação correta da
bolsa de colostomia,
preservando a
integridade da pele
periostomia.
Enfermeiro e equipe de
enfermagem.
Fonte: elaborado pela autora.
Implementação: de acordo com a Associação Brasileira de Estomaterapia (2021), os cuidados de
enfermagem estão listados a seguir. 
Cuidados gerais:
•  Educar o paciente e familiares para o autocuidado com as ostomias.
•  Orientar sobre sinais �ogísticos e possíveis complicações.
•  Realizar visitas de acompanhamento a cada 2, 4 ou 6 semanas.
•  Manter comunicação aberta e clara para minimizar angústias e dúvidas.
•  Abordar o impacto da ostomia na imagem corporal, vida social, sexual e laboral. 
•  Encaminhar paciente para psicólogo, nutricionista e assistente social.
Cuidados com ostomias de alimentação:
•  Manter a sonda �xada para evitar tracionamento.
•  Avaliar posicionamento da sonda. 
•  Utilizar equipo especí�co para sonda de alimentação.
•  Administrar dieta com cabeceira elevada > 45º.
•  Administrar 20 a 40 ml de água após alimentação ou medicações via sonda.
•  Avaliar a ferida operatória e realizar curativo estéril por 7 a 14 dias.
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
Cuidados com ostomias de eliminação:
•  Tomar banho morno com ou sem a bolsa de colostomia.
•  Remover a barreira adesiva da bolsa com água morna ou produto especí�co.
•  Prescrever lenço removedor para retirada da bolsa de colostomia. 
•  Limpar região periostomia com água e sabão neutro ou produto especí�co. 
•  Prescrever produtos de barreira para proteção da pele periostomia. 
•  Evitar remoção frequente da bolsa para evitar lesões na pele.
•  Recortar a base adesiva de acordo com tamanho e formato do estoma. 
•  Realizar colagem da bolsa pela parte inferior, laterais e, por último, a parte superior.
•  Avaliar aspecto do estoma e pele periostomia.
•  Esvaziar bolsa coletora quando atingir 1/3 de sua capacidade, ao sair e antes de dormir. 
•  Manter os pelos curtos para evitar foliculite. 
•  Realizar orientações alimentares e hídricas. 
•  Estimular prática deatividade física.
5.  Avaliação: o enfermeiro deve avaliar se as ações de enfermagem alcançaram os resultados esperados e
reiniciar o processo de enfermagem, realizando mudanças e adaptações necessárias (Herdman et al., 2021). 
VIDEO RESUMO
Olá, estudante! Neste vídeo, você aprenderá o conceito e as terminologias de ostomias, tipos de ostomias de
alimentação e eliminação, principais cuidados de enfermagem e possíveis complicações, bem como os
cuidados com as ostomias, a pele ao redor do estoma, administração da dieta e troca da bolsa de
colostomia. 
Vale ressaltar que o enfermeiro possui um papel fundamental e de destaque nos cuidados ao paciente
ostomizado, podendo ser uma área de especialidade desse pro�ssional. 
 Saiba mais
O Instituto Nacional do Câncer (INCA) publicou, em 2018, a cartilha Cuidados com estomias intestinais e
urinárias, com informações em uma linguagem acessível aos usuários e com diversas ilustrações.
Aproveite para conhecer a cartilha e aprender mais sobre os cuidados com ostomias. Além disso,
futuramente, você poderá indicar esse material a algum paciente. Boa leitura!
INTRODUÇÃO
Olá, estudante! Nesta aula, você vai entender a �siopatologia da cirrose hepática, seus três tipos, principais
causas, sinais e os sintomas da forma compensada e descompensada dessa doença, bem como exames
diagnósticos e as formas de tratamento. Enquanto enfermeiro, você aprenderá a aplicar o processo de
enfermagem ao paciente com cirrose hepática por meio de anamnese e exame físico, levantamento de
diagnósticos de enfermagem, planejamento e implementação dos cuidados de enfermagem e avaliação.
Além disso, a educação em saúde para prevenção de promoção da saúde é fundamental nesse processo,
tanto quanto a assistência individualizada e humanizada. 
Vamos iniciar os estudos? 
Aula 3
ASSISTÊNCIA AO PACIENTE COM CIRROSE HEPÁTICA 
Conhecer a estrutura morfofuncional do sistema digestório, estimulando a re�exão sobre os
processos �siopatológicos.
28 minutos
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/livro-cuidados-com-a-sua-estomia.pdf
https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/livro-cuidados-com-a-sua-estomia.pdf
FISIOPATOLOGIA DA CIRROSE HEPÁTICA 
O fígado pode ser acometido por diversos tipos de doenças crônicas, como hepatites virais (principalmente
B e C), esteatose hepática, doença hepática alcoólica, cirrose biliar e doenças autoimunes, podendo
progredir para a cirrose (Pellico, 2015). 
A cirrose hepática é uma doença crônica em que o tecido normal do fígado é substituído por tecido �brótico,
ou seja, tecido cicatricial, comprometendo sua estrutura e funcionamento. Essa doença é mais comum em
adultos entre 40 e 60 anos, atinge duas vezes mais homens do que mulheres e suas principais causas são
consumo excessivo de bebida alcoólica, de�ciência nutricional com redução do aporte de proteínas,
exposição às substâncias químicas (arsênio, fósforo, tetracloreto de carbono e naftaleno clorado) ou
esquistossomose infecciosa (Hinkle, 2019). 
Figura 1 | Comparação entre fígado normal e cirrótico
Fonte: Freitas (2018, [s. p.]).
Independentemente da causa, a lesão hepática causa in�amação e consequente regeneração do tecido
hepático com formação de septos e nódulos �brosos, alterando a estrutura dos vasos sanguíneos e dos
tecidos do fígado. Assim, conforme a �brose progride, ocorre o aumento da bilirrubina, redução dos fatores
de coagulação, aumento da pressão portal com desenvolvimento de ascite e varizes esofágicas (Smith et al.,
2019).
A cirrose pode ser classi�cada em:
• Cirrose alcoólica: causada por alcoolismo crônico.
• Cirrose pós-necrótica: complicação tardia da hepatite viral aguda.
• Cirrose biliar: decorrente de infecção ou obstrução biliar crônica.
Os sinais e sintomas da cirrose hepática podem variar de acordo com sua forma, podendo ser compensada
ou descompensada. Em geral, a forma compensada é assintomática, podendo permanecer por anos até
atingir sua forma descompensada ou, então, apresentar sinais e sintomas sutis, que são detectados por
meio da anamnese e exame físico detalhados, como febre baixa, eritema palmar (vermelhidão das palmas),
epistaxe (sangramento nasal), edema nos tornozelos, indigestão matutina, dor abdominal, aumento do
fígado e do baço, dispepsia �atulenta e angiomas araneiformes (aranhas vasculares). A cirrose
descompensada pode desenvolver ascite (acúmulo anormal de líquido na cavidade abdominal), varizes
gastrointestinais, icterícia (coloração amarela da pele), hipotensão, emagrecimento, fraqueza, atro�a
muscular, púrpura e equimoses (devido à redução de plaquetas), baqueteamento digital com unhas
esbranquiçadas, pelos corporais esparsos e atro�a das gônadas (Pellico, 2015).
Para auxiliar no diagnóstico de cirrose, são realizados exames de função hepática (fosfatase alcalina, alanina
aminotransferase, gamaglutamil transferase, colinesterase, bilirrubina, aspartato aminotransferase),
gasometria arterial, tempo de protrombina, ultrassom, tomogra�a computadorizada, ressonância
magnética, cintologra�a hepática com radioisótopos e biópsia, sendo este o exame de�nitivo para con�rmar
a doença (Hinkle, 2019).
As complicações da cirrose hepática estão relacionadas ao aporte reduzido de proteínas, alteração nos
fatores de coagulação e nas consequência da hipertensão portal, que podem resultar em obstrução portal,
ascite, infecção do peritônio, varizes gastrointestinais, hidrotórax hepático (acúmulo de líquido na cavidade
pleural), carcinoma hepatocelular,  anemia, de�ciência de vitaminas A, C e K, hemorragias, excesso de
volume de líquidos, encefalopatia hepática, coma hepático e morte (Pellico, 2015; Hinkle, 2019; Premkumar;
Anand, 2022).
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
MANEJO DA CIRROSE HEPÁTICA 
O manejo da cirrose hepática abrange uso de medicamentos, como diuréticos, antiácidos, estatinas e
imunossupressores, repouso; dieta adequada com uso de suplementos e vitaminas e abstinência alcoólica;
cuidados com a pele; controle do volume de líquidos; paracentese; monitorização das complicações; e
educação em saúde (Hinkle, 2019).
O repouso torna-se fundamental para recuperação do fígado, e o paciente deve ser posicionado de forma
que facilite a respiração, principalmente quando apresenta ascite, que interfere nos movimentos
respiratórios; além disso, a administração de oxigênio pode ser necessária para pacientes com insu�ciência
hepática (Pellico, 2015).
A dieta do paciente com cirrose deve ser rica em proteína e suplementada com vitaminas A, C, K e do
complexo B, com refeições pequenas e frequentes, com uso de suplementos proteicos, se necessário
(Hinkle, 2019). Ácido fólico e ferro são prescritos para evitar anemia, e a restrição do sódio é necessária para
evitar ascite. Pacientes com anorexia (falta de apetite) que não conseguem ingerir alimentos ou que
apresentam vômitos frequentes podem necessitar de dieta via enteral ou parenteral (Pellico, 2015). Além
disso, o paciente deve cessar o uso de álcool, logo, se necessário, ser encaminhado para o Centro de
Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS-AD), Comunidades Terapêuticas, um Serviço Hospitalar de
Referência e/ou para os Alcoólicos Anônimos (AA) (Brasil, 2011).
Os cuidados com a pele são necessários em razão de edema, icterícia, da imobilidade do paciente e do risco
de lesões e infecções cutâneas. Para tanto, deve-se realizar mudança de decúbito, hidratação da pele, evitar
o uso de sabonetes irritantes e esparadrapo, bem como manter as unhas cortadas, para evitar que o
paciente se arranhe e lesione a pele. Para evitar lesões e sangramento, o paciente deve utilizar barbeador
elétrico, escova de dentes com cerdas macias, proteção lateral no leito ou cama e solicitar ajuda quando
necessário (Hinkle, 2019).
Considerando a possibilidade de excesso de volume de líquido corporal no paciente com cirrose, é preciso
controlar o peso do paciente diariamente,medir a circunferência abdominal, avaliar edema, monitorar
equilíbrio hídrico, administrar diuréticos, avaliar estado cardiovascular e respiratório e restringir líquidos
(Hinkle, 2019). Para o manejo da ascite, pode-se realizar a paracentese, que consiste na retirada de líquido
da cavidade abdominal por meio de punção ou pequena incisão cirúrgica próxima ao umbigo, de forma
asséptica, podendo ser guiada por ultrassonogra�a, devido ao risco elevado de sangramento (Pellico, 2015).
Figura 2 | Procedimento de paracentese
Fonte: Pellico (2015, p. 579).
Faz-se importante monitorar as possíveis complicações da cirrose hepática, atentando-se para: o estado
mental do paciente, de modo que o tratamento para encefalopatia seja iniciado precocemente; sinais e
sintomas de sangramento ou hemorragia; níveis sanguíneos de eletrólitos, a �m de corrigi-los; febre e dor
abdominal, que podem indicar peritonite bacteriana ou outra infecção; e baixa saturação de oxigênio
(Hinkle, 2019).
O enfermeiro deve atuar como educador e facilitador dos cuidados ao paciente com cirrose por meio de
orientações para a alta hospitalar, explicando a dieta e a abstinência alcoólica e a redução do consumo de
sódio; auxiliando na transição para o domicílio com suporte de equipe multipro�ssional; encaminhando o
paciente para o serviço de atendimento domiciliar; incentivando o repouso; e orientando a família sobre as
principais complicações, como encefalopatia, infecção e hemorragias, podendo ser ofertadas de forma
escrita, para facilitar os cuidados no dia a dia (Hinkl, 2019). 
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM CIRROSE 
Enquanto enfermeiro, você cuidará do paciente com cirrose em diferentes níveis de atenção, como uma
visita domiciliar ou uma consulta na Unidade Básica de Saúde, no entanto, é mais comum encontrar
paciente com cirrose nas Unidades de Internação, Pronto Socorro e Unidade de Terapia Intensiva. 
Agora que você já conhece essa patologia, vamos aplicar esse conhecimento na prática, por meio do
Processo de Enfermagem (PE) que compreende cinco etapas (COFEN, 2009): 
1.  Coleta de dados: durante a anamnese, o enfermeiro deve conhecer o histórico de saúde do paciente; a
data do início dos sinais e sintomas; levantar os fatores de risco, como alcoolismo crônico (volume e
duração); as características da dieta; condições físicas e mentais; e exposição a compostos tóxicos e
substância hepatotóxicas (drogas ilícitas, inalantes, medicamentos, anestésicos). Além disso, também é
preciso investigar o trabalho, suas atividades domésticas e seus relacionamentos familiar e social. O exame
físico deve focar a avaliação do estado mental; as características nutricionais, como peso e circunferência
abdominal; características da pele, como icterícia e hematomas; e o abdome, atentando-se para distensão,
ascite e sangramento gastrointestinal (Pellico, 2015).
2.  Diagnósticos de enfermagem: os principais diagnósticos de enfermagem ao paciente com cirrose
hepática são (Herdman et al., 2021):
�  - Conhecimento de�ciente.
�  - Comportamento de saúde propenso a risco.
�  - Baixa autoestima situacional.
�  - Intolerância à atividade.
�  - Função hepática prejudicada.
�  - Nutrição desequilibrada: menor do que as necessidades corporais.
�  - Volume de líquido excessivo.
�  - Risco de desequilíbrio eletrolítico.
�  - Risco de retenção urinária.
�  - Risco de integridade da pele prejudicada.
�  - Risco de confusão aguda.
�  - Risco de sangramento.
�  - Risco de infecção.
�  - Risco de quedas.
�  - Risco de isolamento social.
3.  Planejamento: os objetivos a serem alcançados são: a melhora do estado nutricional, participação nas
atividades e autocuidado, recuperação e manutenção da integridade da pele, melhora do estado mental e
prevenção das complicações.
4.  Implementação: as intervenções de enfermagem são (Pellico, 2015):
�  - Manter repouso no leito com cabeceira elevada.
�  - Aumentar a atividade gradativamente, conforme a melhora do paciente.
�  - Monitorar o estado mental.
�  - Orientar o paciente sobre tempo e espaço.
�  - Manter grades elevadas.
�  - Pesar e medir circunferência abdominal. 
�  - Realizar balanço hídrico.
�  - Avaliar edema e presença de ascite.
�  - Monitorar função renal.
�  - Auxiliar no procedimento de paracentese, quando necessário.
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
�  - Administrar oxigênio, se necessário. 
�  - Realizar mudança no leito a cada 2 horas.
�  - Evitar uso de sabonetes irritantes e �tas adesivas.
�  - Avaliar integridade da pele, icterícia, hidratação, equimoses e hematomas.
�  - Estimular dieta rica em proteína.
�  - Manter as unhas aparadas. 
�  - Orientar uso de escova de dentes com cerdas macias e uso de barbeador elétrico. 
�  - Monitorar sinais vitais.
�  - Monitorar temperatura, dor abdominal e sinais de infecção. 
�  - Avaliar função cardiovascular e respiratória.
�  - Monitorar sangramentos e hemorragias.
�  - Reforçar a importância da suplementação com ácido fólico e vitaminas A, C, K e do complexo B.
�  - Orientar alimentações leves e frequentes. 
�  - Observar evacuações e presença de sangue nas fezes.
�  - Educar paciente e familiares para a alta hospitalar.
�  - Orientar sobre abstinência alcoólica.
�  - Encaminhar o paciente para os Alcoólicos Anônimos e uma equipe multipro�ssional. 
5.  Avaliação: na última etapa do PE, deve-se avaliar se as ações de enfermagem alcançaram os resultados
esperados e reiniciar o processo de enfermagem, realizando mudanças e adaptações necessárias (Herdman
et al., 2021). 
Assim, podemos concluir que o enfermeiro possui um papel de facilitador do cuidado, avaliando o estado de
saúde e propondo cuidados para uma assistência individualizada e humanizada ao portador de cirrose
hepática, além de promover educação em saúde e qualidade de vida e prevenir complicações. 
VÍDEO RESUMO
Olá, estudante! Neste vídeo, você aprenderá a �siopatologia da cirrose hepática, suas causas, sinais e
sintomas, classi�cação, exames que auxiliam no diagnóstico, principais complicações e o manejo dessa
doença. Vamos revisar, juntos, os principais cuidados de enfermagem ao paciente portador de cirrose, como
repouso; dieta adequada, com uso de suplementos e vitaminas; abstinência alcoólica; cuidados com a pele;
controle do volume de líquidos; paracentese; monitorização das complicações; e educação em saúde para
paciente e familiares. 
Vamos lá?
 Saiba mais
O artigo cientí�co, Diagnósticos de enfermagem em pacientes com cirrose hepática em um serviço
hospitalar de emergência, publicado no ano de 2022 descreveu as características clínicas,
sociodemográ�cas e os diagnósticos de enfermagem de 59 pacientes com cirrose hepática atendidos
em um serviço de emergência hospitalar.
Leia o artigo completo para aprofundar seu conhecimento dos diagnósticos de enfermagem ao
paciente com cirrose e compreender o per�l da população que desenvolve essa doença.
Aula 4
DIÁLISES 
Hemodiálise: conceito e indicação; diálise peritoneal: conceito e indicação; e assistência de
enfermagem ao paciente em hemodiálise e em diálise peritoneal.
29 minutos
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
https://periodicos.ufjf.br/index.php/hurevista/article/view/36042
https://periodicos.ufjf.br/index.php/hurevista/article/view/36042
INTRODUÇÃO
Olá, estudante! Nesta aula, você vai aprender os conceitos, tipos e indicações das diálises, além de
aprofundar os conhecimentos de hemodiálise e diálise peritoneal, compreendendo os principais cuidados
de enfermagem. Enquanto enfermeiro, você vai aprender a aplicar o processo de enfermagem ao paciente
em hemodiálise ou diálise peritoneal por meio da anamnese e exame físico, levantamento de diagnósticos
de enfermagem, planejamento e implementação dos cuidados e avaliação. Além disso, a especialização na
área pode ser um diferencial para o enfermeiro que deseja prestar assistência humanizada e individualizada
ao paciente com doença renal. 
Vamos iniciar osestudos? 
CONCEITOS E INDICAÇÕES DE DIÁLISES 
 A preservação do bom funcionamento do sistema renal é essencial para a sobrevivência humana, uma vez
que os rins regulam a homeostase corporal, secretam hormônios, realizam a excreção de metabólitos por
meio da urina, realizam o equilíbrio hídrico e acidobásico, além de controlar a pressão sanguínea (Figura 1)
(Santos, 2021). 
Figura 1 | Funções do sistema renal
Fonte: Santos (2021, p. 52) .
As doenças renais podem ocorrer em qualquer idade, mas seu aumento está relacionado ao avanço da
idade populacional e ao aumento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), principalmente
hipertensão arterial e diabetes mellitus (Santos, 2021). 
Nesse contexto, destaca-se a insu�ciência renal como um problema de saúde pública mundial, atingindo
750 milhões de indivíduos em todo o mundo, podendo ser aguda, com duração de horas ou dias, ou crônica,
com duração de meses ou anos, a depender do tempo e acometimento do sistema renal. De acordo com o
estágio da doença, os tratamentos recomendados podem ser: uso de medicamentos, suporte nutricional,
modi�cações no estilo de vida e diálises (Santos, 2021). 
Tanto na doença renal aguda quanto na crônica pode ser indicada a realização de diálise, a �m de se evitar
complicações ao paciente, como acidose metabólica, hiperpotassemia, edema pulmonar ou pericardite. O
paciente é encaminhado ao centro de diálise quando o tratamento conservador não é su�ciente para
manter a homeostase do corpo (Santos, 2021; Pellico, 2015).
De�ne-se como Terapias de Substituição Renal os tratamentos para a insu�ciência renal, sendo elas (Pellico,
2015):
•  Hemodiálise: é o método de diálise mais comum, em que o sangue do paciente é desviado para uma
máquina (dialisador ou rim arti�cial) que remove as toxinas e líquidos em excesso e devolve o sangue para o
corpo do paciente, por meio de um acesso nos vasos sanguíneos. A hemodiálise é realizada, em média, 3
vezes na semana, com duração de 3 a 5 horas cada sessão (Pellico, 2015).
•  Hemo�ltração: sistema semelhante à hemodiálise, indicado para pacientes que apresentam instabilidade
hemodinâmica durante a hemodiálise, como hipotensão. Essa técnica realiza uma ultra�ltração lenta e
contínua, principalmente dos líquidos, por isso, seus efeitos hemodinâmicos são mais bem tolerados pelos
pacientes (Pellico, 2015). 
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
•  Diálise peritoneal: é mais lenta quando comparada à hemodiálise, e o próprio peritônio do paciente é
usado como �ltro. Realiza-se a inserção de um cateter na cavidade peritoneal, por onde é introduzido um
líquido de diálise estéril, que, por osmose, remove o líquido em excesso. Trata-se de uma terapia indicada
para pacientes sem acesso à corrente sanguínea, que não toleram mudanças hídricas, eletrolíticas e
metabólicas rápidas, portadores de diabetes, doenças cardiovasculares, idosos e para pacientes com riscos
de complicações com o uso de heparina (Pellico, 2015).
•  Transplante renal: tratamento indicado para pacientes com insu�ciência renal em estágio terminal, em
que o paciente recebe rim de um doador vivo, podendo ser parente ou amigo ou doador cadáver (Pellico,
2015).
Agora que você já conhece os tipos de diálises e suas indicações, no próximo bloco, vamos aprofundar o
conhecimento de hemodiálise e diálise peritoneal.
CUIDADOS COM A HEMODIÁLISE E DIÁLISE PERITONEAL  
Hemodiálise
A hemodiálise funciona como um rim arti�cial, removendo toda água e substância tóxicas que se encontram
em excesso no sangue. Inicialmente, é estabelecido um acesso vascular que permite que o sangue arterial
seja direcionado para o dialisador (máquina que possui milhares de túbulos) e uma solução de diálise
(dialisado), em que a troca de resíduos, por meio de uma membrana semipermeável, ocorre por osmose,
difusão e ultra�ltração. Após isso, o sangue retorna ao paciente por uma veia; aliás, utiliza-se heparina para
evitar coagulação sanguínea durante esse processo (Pellico, 2015).
Figura 2 | Hemodiálise
Fonte: MSD (2023, [s. p.]).
Em relação ao acesso vascular, o padrão-ouro estabelecido é a criação de uma fístula arteriovenosa,
procedimento cirúrgico realizado para fazer anastomose (ligação) entre artéria e veia, geralmente no
antebraço. Outra forma de acesso é a colocação de um enxerto arteriovenoso, quando o paciente não
possui condições adequadas para realização da fístula ou possui diabetes mellitus (Pellico, 2015).
Durante a hemodiálise, podem ocorrer complicações, como hipotensão, taquicardia, tontura, náuseas e
vômito, câimbras, arritmias, embolismo, dor torácica, oclusão do dialisador e síndrome do desequilíbrio da
diálise, devido ao desvio do líquido cefalorraquidiano, que causa agitação, cefaleia, náusea, vômito, redução
do nível de consciência e convulsões (Pellico, 2015).
As complicações tardias que podem ocorrer por causa da hemodiálise são: anemia; fadiga; apatia; elevação
sanguínea dos triglicérides; insu�ciência cardíaca; acidente vascular encefálico; dor de angina; doença da
artéria coronária; insu�ciência vascular periférica; doença cardiovascular aterosclerótica; úlceras gástricas;
dor e fraturas ósseas; má nutrição; infecção; prurido; neuropatia; e distúrbio do sono (Pellico, 2015).
Diálise peritoneal
Diferentemente da hemodiálise, que possui um equipamento dialisador, na diálise peritoneal, a própria
membrana peritoneal que cobre os órgãos abdominais atua como membrana semipermeável ou dialisante.
Assim, o líquido dialisado estéril (glicose 1,5%, 2,5% ou 4,25%) entra na cavidade abdominal pela ação da
gravidade; por meio de um cateter, permanece na cavidade abdominal por tempo determinado, removendo
os metabólitos tóxicos por meio da difusão, bem como o excesso de líquido por meio de osmose, e, então, o
líquido �nal é drenado para uma bolsa fechada estéril (Pellico, 2015).
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
Figura 3 | Diálise peritoneal
Fonte: Grupo Nefroclínicas (2022, [s. p.]).
A diálise peritoneal é composta de ciclos ou trocas, que corresponde à infusão, permanência e drenagem do
dialisado. A infusão dura de 5 a 10 minutos, com administração de 2 litros de líquido, e a permanência pode
variar em horas, de acordo com a abordagem da diálise; já a drenagem, por sua vez, dura de 10 a 30
minutos, sendo seu resíduo sem cor ou com cor de palha (Pellico, 2015).
As abordagens da diálise peritoneal podem ser (Pellico, 2015):
•  Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua (DPAC): realizadas 4 ou 5 trocas ao dia, 24 horas por dia, 7 dias na
semana, em intervalos agendados. O líquido permanece na cavidade abdominal por 4 a 6 horas. 
•  Diálise Peritoneal Cíclica Contínua (DPCC): realizadas 3 a 5 trocas durante a noite, paciente permanece
com 1,5 a 2,5 litros de líquido no peritônio durante o dia até a próxima conexão com a máquina cíclica, à
noite.
A inserção do cateter peritoneal pode ser realizada em centro cirúrgico ou à beira do leito, com
administração de antibiótico para se evitar infecção. As principais complicações da diálise peritoneal são a
peritonite (infecção do peritônio), perfuração dos órgãos, extravasamento do dialisado, sangramento,
drenagem incompleta do líquido, aumento dos triglicérides no sangue, doenças cardiovasculares, hérnias
abdominais, hérnia de hiato, hemorroidas, lombalgia e anorexia (Pellico, 2015).
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE EM HEMODIÁLISE OU DIÁLISE
PERITONEAL 
Enquanto enfermeiro, você cuidará do paciente submetido à hemodiálise ou diálise peritoneal em diferentes
níveis de atenção, sendo necessário conhecer os cuidados de enfermagem e aplicar o Processo de
Enfermagem (PE) ao paciente (Cofen, 2009): 
Coleta de dados
A anamnese deve investigar a doença renal, fatores de risco, sinais e sintomas, hábitos alimentares, padrão
das eliminações, doenças prévias, uso de medicamentos, tipo e frequência da diálise, além de conhecer o
trabalho, vínculo social e familiar, lazer, questões emocionais e psicológicas do paciente. O exame físicodeve
ser completo, avaliando nível de consciência, função cardíaca e pulmonar, avaliação da fístula arteriovenosa
ou cateter peritoneal, avaliação da integridade da pele, presença de edema e avaliação abdominal
completa. 
Diagnósticos de enfermagem
Os principais diagnósticos de enfermagem são (Herdman et al., 2021):
•  Ansiedade.
•  Impotência.
•  Conhecimento de�ciente.
•  Baixa autoestima situacional ou crônica.
•  Imagem corporal perturbada.
•  Eliminação urinária prejudicada.
•  Padrão de sexualidade ine�caz.
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
•  Excesso de volume de �uidos.
•  Risco de nutrição desequilibrada.
•  Risco de desequilíbrio eletrolítico.
•  Risco de constipação.
•  Risco de integridade da pele prejudicada.
•  Risco de função cardiovascular prejudicada.
•  Risco de sangramento.
•  Risco de infecção.
•  Risco de isolamento social.
Planejamento 
Os objetivos a serem alcançados são a adesão ao tratamento, redução da ansiedade, manutenção da fístula
arteriovenosa ou cateter peritoneal, mudanças na dieta, promoção das relações sociais, participação no
autocuidado e prevenção das complicações.
Implementação
As intervenções de enfermagem são (Pellico, 2015):
•  Gerais: 
�  Acolher o paciente e orientá-lo sobre a importância da adesão ao tratamento. 
�  Avaliar ansiedade e promover relaxamento.
�  Preparar o equipamento e os suprimentos necessários.
�  Monitorar os sinais vitais.
�  Monitorar os níveis séricos dos eletrólitos.
�  Monitorar possíveis complicações com o paciente e equipamento.
�  Encaminhar paciente para nutricionista, psicólogo ou psiquiatra, quando necessário. 
�  Conversar com o paciente sobre as relações sociais e sexualidade. 
�  Orientar sobre autocuidado e tirar dúvidas do paciente e familiares.
•  Hemodiálise: 
�  Veri�car a presença de frêmito na fístula arteriovenosa ou enxerto.
�  Não pressionar, coletar sangue, aferir pressão arterial ou puncionar no local da fístula arteriovenosa.
�  Observar fístula arteriovenosa, dor, calor, hiperemia, edema e sangramento.
�  Puncionar o acesso vascular especí�co para hemodiálise.
�  Veri�car pressão arterial e pulso durante a sessão.
�  Orientar dieta restrita em proteína (1,2 a 1,3 g/kg/dia), sódio (2 a 3 g/dia), potássio, fósforo e líquidos. 
�  Administrar os medicamentos de uso diário após a diálise.
�  Orientar paciente que a dieta incorreta pode resultar em hipertensão e dispneia.
•  Diálise peritoneal:
�  Administrar antibiótico antes da inserção do cateter peritoneal.
�  Orientar paciente esvaziar bexiga e intestino.
�  Preparar o equipamento e os suprimentos necessários.
�  Administrar heparina, antibiótico, cloreto de potássio e insulina conforme prescrição médica. 
�  Aquecer o líquido dialisado à temperatura corporal. 
�  Veri�car a perviedade do cateter (inspeção de dobras, clampes ou ar).
�  Manter cateter �xo, curativo seco e evitar manipulação excessiva. 
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
�  Orientar paciente e familiares a manter técnica asséptica na troca de curativos e manejo do dialisado. 
�  Lavar o local da inserção do cateter com água e sabão líquido.
�  Orientar dieta balanceada, rica em proteínas, �bras e com redução do carboidrato. 
•  Avaliação: avaliar os resultados alcançados e reiniciar o processo de enfermagem, realizando mudanças e
adaptações necessárias (Herdman et al., 2021). 
Assim, o enfermeiro possui um papel de facilitador do cuidado, avaliando o estado de saúde e propondo
cuidados para uma assistência individualizada e humanizada ao paciente que necessita realizar diálise. 
VIDEO RESUMO
Olá, estudante! Neste vídeo, vamos à revisão da importância da função renal e das principais doenças que
levam à insu�ciência renal. Você aprenderá as Terapias de Substituição Renal, com foco na hemodiálise e
diálise peritoneal, em relação aos conceitos, tipos, principais indicações, preparo para a realização dos
procedimentos, cuidados e possíveis complicações. Vamos revisar juntos os principais cuidados de
enfermagem ao paciente submetido à hemodiálise ou diálise peritoneal e compreender a importância do
enfermeiro enquanto cuidador, educador e facilitador do cuidado. 
Vamos lá?
 Saiba mais
Pacientes que realizam hemodiálise ou diálise peritoneal necessitam de um atendimento de qualidade,
integral, individualizado e humanizado. De acordo com a Política Nacional de Humanização do SUS, a
música pode ser utilizada como um recurso complementar à terapêutica clínica, com efeitos bené�cos
aos pacientes.
Leia o artigo Resposta emocional de pacientes à terapia com música na hemodiálise: uma ferramenta
de humanização que avaliou a resposta emocional dos pacientes à terapia com música durante sessão
de hemodiálise.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AOS DISTÚRBIOS GASTROINTESTINAIS,
HEPÁTICOS E RENAIS
Olá, estudante! Chegamos ao �nal de mais uma unidade; agora, vamos revisar os principais conceitos
apresentados até aqui.
Vale relembrarmos que os sistemas gastrointestinal, hepático e renal exercem funções vitais em nosso
organismo, sendo necessários para alimentação, digestão, eliminação e equilíbrio de líquidos, eletrólitos,
entre outros. Quando esses sistemas são afetados por alguma doença ou condição adversa, seu
funcionamento pode ser afetado parcialmente ou totalmente, necessitando de tratamentos e cuidados.
Assim, torna-se fundamental que o enfermeiro conheça a �siopatologia das doenças, as terapias disponíveis
e compreenda os cuidados de enfermagem.
Aprendemos que a Doença de Crohn é um tipo de Doença In�amatória Intestinal (DII) que se difere da Colite
Ulcerativa por acometer qualquer segmento do sistema gastrointestinal, envolvendo todas as camadas e
intercalando áreas doentes com áreas sadias. Trata-se de uma doença sem cura, mas seus sintomas podem
ser controlados com uso de medicamentos, cessação do tabagismo, mudanças alimentares e cirurgia. Suas
principais complicações são �ssuras, fístulas e abscessos, e os principais cuidados de enfermagem envolvem
a orientação ao paciente e familiares sobre a doença, os cuidados alimentares, controle do peso, observação
das eliminações intestinais, uso de medicamentos, prática de atividade física e cessação do tabagismo.
Aula 5
REVISÃO DA UNIDADE
36 minutos
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
http://abmanacional.com.br/wp-content/uploads/2017/07/37-1-Resposta-emocional-de-pacientes-%C3%A0-terapia-com-m%C3%BAsica-na-hemodi%C3%A1lise.pdf
http://abmanacional.com.br/wp-content/uploads/2017/07/37-1-Resposta-emocional-de-pacientes-%C3%A0-terapia-com-m%C3%BAsica-na-hemodi%C3%A1lise.pdf
http://abmanacional.com.br/wp-content/uploads/2017/07/37-1-Resposta-emocional-de-pacientes-%C3%A0-terapia-com-m%C3%BAsica-na-hemodi%C3%A1lise.pdf
Conhecemos os tipos de ostomias e aprofundamos nosso conhecimento em ostomias de alimentação
(gastrostomia e jejunostomia) e eliminação (ileostomia e colostomia) cujos pacientes necessitam de uma
assistência multipro�ssional, uma vez que essa condição afeta o físico, o emocional, o psicológico e o social
do indivíduo. Os cuidados com as ostomias de alimentação requerem cuidados com o curativo no local da
inserção da sonda e com o preparo e administração da dieta; já os cuidados com as ostomias de eliminação
envolvem os cuidados com o estoma, com a pele periestoma e a bolsa coletora. O paciente com ostomia
necessita de avaliação constante da equipe de saúde.
Além disso, também aprendemos mais sobre a cirrose hepática, sendo esta uma doença crônica em que o
tecido do fígado é substituído por um tecido �brótico/cicatricial, que interfere em seu funcionamento. A
causa da cirrose está fortemente relacionada ao uso crônico de álcool, podendo se apresentar de forma
compensada (assintomática) ou de forma descompensada com diversos sinais e sintomas: aumento do
fígado, dor abdominal, epistaxe, febre baixa, dispepsia, entre outros. As principais complicações da cirrose
são ascite, varizes gastrointestinais, icterícia, hipotensão, anemia, de�ciência de vitaminas,sangramento e
perda de peso, podendo levar à morte. O manejo da cirrose envolve uso de medicamentos, repouso, dieta
adequada, abstinência alcoólica, cuidados com a pele, controle dos líquidos e paracentese.
Para �nalizar, estudamos a hemodiálise e diálise peritoneal, que são alternativas de tratamento para
pacientes com insu�ciência renal aguda ou crônica. Na hemodiálise, o sangue do paciente é direcionado
para um rim arti�cial, para remover excesso de líquidos e toxinas, por meio de uma fístula arteriovenosa; já
a diálise peritoneal é realizada pela inserção de um cateter no peritônio, por onde recebe o líquido da
diálise, que permanece algumas horas no peritônio e, depois, é drenado para fora do organismo. Em geral,
os cuidados de enfermagem devem ser realizados antes dos procedimentos cirúrgicos (fístula arteriovenosa
ou inserção de cateter peritoneal), durante a sessão de diálise e após, por meio de orientação sobre
autocuidado, alimentação, eliminação e possíveis complicações.
REVISÃO DA UNIDADE
Convido você a assistir ao vídeo que apresenta um resumo dessa unidade e os assuntos apresentados
durante as aulas. Você vai revisar os principais tópicos da Doença de Crohn, ostomias, cirrose hepática e
diálises, bem como compreender a importância do papel do enfermeiro nesse processo, enquanto cuidador
e facilitador do cuidado. 
Vamos lá? 
ESTUDO DE CASO
Para aprofundar seu conhecimento, imagine que você é enfermeiro de uma enfermaria adulto composta de
10 leitos de internação. Você trabalha das 7:00 às 13:00 horas e, na manhã de hoje, �cou responsável por 4
pacientes. O enfermeiro do turno da noite lhe passou plantão com as seguintes informações:
•  Paciente 1: P.D., 24 anos, estudante, diagnóstico médico de Doença de Crohn (DC) durante internação
atual, nega outras doenças, tabagista, nega etilismo, não faz uso de medicamentos contínuos, internado há
5 dias. Apresenta-se com bom estado geral, sinais vitais estáveis, sinais e sintomas da DC controlados,
eliminações presentes e normais, sem queixas. Possui alta hospitalar programada para às 10:00 horas.
•  Paciente 2: R.C.B., 62 anos, deu entrada no Pronto Atendimento na noite anterior e foi transferido para o
setor de internação às 06:30, porém não foi possível realizar coleta de dados do paciente. Possui diagnóstico
médico de cirrose hepática e está aguardando resultado de exames de sangue. 
•  Paciente 3: M.J.C., 50 anos, tabagista, hipertensa, em uso de losartana 25 mg pela manhã, com histórico
familiar de câncer de intestino, internada há 10 dias com queixa de perda de peso, falta de apetite, dor
abdominal, fraqueza e presença de sangue nas fezes. Após realizar exames de imagem, foi detectada
neoplasia maligna do cólon ascendente. Às 6:00 horas estava consciente, orientada, ansiosa, com PA
135/110 e demais sinais vitais estáveis, pesando 49 kg, altura 1,58 m, abdome globoso, RHA diminuídos,
maciço à percussão e com dor à palpação. Paciente foi encaminhada ao Centro Cirúrgico às 6:30 para
retirada do tumor e realização de ostomia.
•  Paciente 4: M.A, 77 anos, viúva, aposentada, reside sozinha, mas mora na casa ao lado da �lha, possui
hipertensão arterial e diabetes mellitus descompensada, parou com uso dos medicamentos há 3 anos e
possui alimentação desequilibrada. Internada há 4 dias com queixa de oligúria, edema em membros
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
inferiores (MMII), cansaço, falta de ar e falta de apetite. Paciente foi diagnosticada com insu�ciência renal,
possui fístula arteriovenosa e realizará sessão de hemodiálise hoje, às 9:00 horas. De acordo com o exame
físico, apresenta confusão mental, sinais vitais estáveis e edema em MMII.
Enquanto enfermeiro responsável por esses 4 pacientes, responda:
•  Quais orientações você daria para o Paciente 1 antes da alta hospitalar? Cite pelo menos 3. 
•  Como você realizaria a anamnese e exame físico do Paciente 2? Descreva pelo menos 5 perguntas
relevantes e 5 pontos importantes do exame físico.
•  Levante 3 diagnósticos de enfermagem para a Paciente 3 e prescreva 6 cuidados de enfermagem para
essa paciente após retornar da cirurgia. 
•  Como você cuidaria do Paciente 4 durante a sessão de hemodiálise? Cite, pelo menos, 4 cuidados. 
 Re�ita
Olá, estudante! 
No nosso estudo de caso apresentado anteriormente, você é enfermeiro de uma unidade de
internação e �cou responsável por cuidar de 4 pacientes com diferentes diagnósticos médicos e com
necessidades de cuidados diferentes. 
Relembrando a Resolução COFEN Nº 358 de 2009, o enfermeiro deve realizar a Sistematização da
Assistência de Enfermagem (SAE) e aplicar o Processo de Enfermagem (PE) por meio das cinco etapas.
Sendo assim, você deverá organizar o seu trabalho e promover o bom funcionamento do setor de
internação, lembrando que você é responsável por providenciar recursos materiais, pessoais e
organizar o �uxo de trabalho. 
Pre�ra iniciar seu trabalho organizando o ambiente, veri�cando se todos os pro�ssionais de saúde
compareceram ao trabalho, se possui os materiais e equipamentos necessários e planeje a ordem de
prioridade entre os pacientes, ou seja, comece pelo paciente mais grave ou instável ou, então, com o
paciente que possui alguns procedimento ou cirurgia agendada. 
Para realizar o PE, lembre-se de realizar uma anamnese detalhada e um exame físico completo,
cefalopodálico ou por sistemas, a �m de levantar a maior quantidade e qualidade de informações. Para
auxiliar na elaboração dos diagnósticos de enfermagem, você pode utilizar a taxonomia NANDA; aliás, o
planejamento e a implementação exigem de você conhecimento teórico das patologias e dos
procedimentos, bem como seu manejo, ou seja, perceba como é importante saber o papel do
enfermeiro e planejar as ações de acordo com as prioridades. 
RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO
Isso aí, estudante. Se a sua resposta foi pneumotórax secundário a um trauma, você conseguiu realizar
adequadamente o raciocínio clínico sobre esse caso.
Os principais sinais clínicos que nos fazem chegar a essa hipótese são: verbalização de cansaço aos
pequenos esforços com piora progressiva, dispneia e dor torácica à direita. História de queda da própria
altura há 1 dia, frequência respiratória: 26 respirações por minuto (parâmetro normal: 16-20 respirações por
minuto); saturação de oxigênio: 83% (parâmetro normal: 100-90%); expansibilidade torácica limitada à
direita, murmúrios vesiculares diminuídos à direita; presença de crepitação de terceiro e quarto arco costal,
sinalizando possível fratura. 
•  Diagnósticos de enfermagem: padrão respiratório ine�caz; dor aguda; troca de gases prejudicada;
ventilação espontânea prejudicada; risco de infecção.
•  Resultados de enfermagem: estado respiratório: permeabilidade de vias aéreas; estado respiratório:
ventilação.
•  Intervenções de enfermagem: monitorização respiratória, monitorização de sinais vitais, assistência
ventilatória, assistência no procedimento de drenagem de tórax (quando indicado), cuidados com dreno de
tórax, entre outros.
RESUMO VISUAL
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
Aula 1
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas.
Brasília: Ministério da Saúde, 2014. v. 3. Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolos_clinicos_diretrizes_terapeuticas_v3.pdf Acesso em:
16 ago. 2022.
COFEN – Conselho Federal de Enfermagem. Resolução COFEN-358/2009. 2009. Disponível em:
http://www.cofen.gov.br/resoluo-cofen-3582009_4384.html Acesso em: 16 ago. 2022.
HAMMER, G. D. Fisiopatologia da doença: uma introdução à medicina. Tradução: Geraldo de Alencar Serra
e Patricia Lydie Voeux. 7. ed. Porto Alegre: AMGH, 2016.
HERDMAN, T. H.; KAMITSURU, S.; LOPES, C. T. (org.). Diagnósticos de enfermagem da NANDA-I: de�nições
e classi�cação – 2021-2023. Porto Alegre: Artmed, 2021.
HINKLE, J. L. Brunner e Suddarth: manual de enfermagem médico-cirúrgica.14. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2019.
LICHTENSTEIN,G. R. et al. Diretriz clínica ACG: manejo da doença de crohn em adultos. American Journal of
Gastroenterology. [S. l.], v. 113, n. 4, p. 481-517, jul. 2018.
LOPES, A. M. et al. Diagnósticos e atividades de enfermagem para o cuidado ao paciente com doença de
crohn. Rev. Enferm. [S. l.], v. 8, n. 2, p.45-51, 2019.
SMITH, C. J.; HARRIS, H. Doença de crohn: assumindo o controle de um distúrbio ao longo da
vida. Enfermagem, [S. l.], v. 44, n. 12, p. 36-42, 2014.
Aula 2
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n. 400, de 16 de novembro de 2009. Brasília, DF, 2009. Disponível
em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2009/prt0400_16_11_2009.html.  Acesso em: 19 jun.
2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Especializada em Saúde. Departamento de Atenção
Especializada e Temática. Guia de atenção à saúde da pessoa com estomia. Brasília: Ministério da Saúde,
2021. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_atencao_saude_pessoa_estomia.pdf.
Acesso em: 19 jun. 2023.
COFEN – Conselho Federal de Enfermagem. Resolução COFEN-358/2009. 2009. Disponível em:
http://www.cofen.gov.br/resoluo-cofen-3582009_4384.html Acesso em: 16 ago. 2022.
HERDMAN, T. H.; KAMITSURU, S.; LOPES, C. T. (org.). Diagnósticos de enfermagem da NANDA-I: de�nições
e classi�cação – 2021-2023. Porto Alegre: Artmed, 2021.
HINKLE, J. L. Brunner e Suddarth: manual de enfermagem médico-cirúrgica.14. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2019.
REFERÊNCIAS
15 minutos
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolos_clinicos_diretrizes_terapeuticas_v3.pdf
http://www.cofen.gov.br/resoluo-cofen-3582009_4384.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2009/prt0400_16_11_2009.html
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_atencao_saude_pessoa_estomia.pdf
http://www.cofen.gov.br/resoluo-cofen-3582009_4384.html
Imagem de capa: Storyset e ShutterStock.
SANTOS, J. S. et al. Gastrostomia e jejunostomia: aspectos da evolução técnica e da ampliação das
indicações. Medicina, Ribeirão Preto, v. 44, n. 1, p. 39-50, 2011. Disponível em:
https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/47321/51057. Acesso em: 19 jun. 2023.
SANTOS, V. L. C. G.; CESARETTI, I. U. R. Assistência em estomaterapia: cuidando de pessoas com estomia.
São Paulo: Atheneu, 2015.
SOBEST – Associação Brasileira de Estomaterapia. Consenso brasileiro de cuidado às pessoas adultas
com estomias de eliminação 2020. 1. ed.  São Paulo: Segmento Farma Editores, 2021. Disponível em:
https://sobest.com.br/wp-content/uploads/2021/11/CONSENSO_BRASILEIRO.pdf Acesso em: 19 jun. 2023.
Aula 3
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 3.088, de 23 de dezembro de 2011. Institui a Rede de Atenção
Psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de
crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília, DF, 2011. Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt3088_23_12_2011_rep.html. Acesso em: 6 jul. 2023.
COFEN – Conselho Federal de Enfermagem. Resolução COFEN-358/2009. 2009. Disponível em:
http://www.cofen.gov.br/resoluo-cofen-3582009_4384.html Acesso em: 16 ago. 2022.
HERDMAN, T. H.; KAMITSURU, S.; LOPES, C. T. (org.). Diagnósticos de enfermagem da NANDA-I: de�nições
e classi�cação – 2021-2023. Porto Alegre: Artmed, 2021.
HINKLE, J. L. Brunner e Suddarth: manual de enfermagem médico-cirúrgica.14. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2019.
PELLICO, L. H. Enfermagem médico-cirúrgica. Tradução: Ana Cavalcanti Carvalho Botelho e Carlos
Henrique de Araújo Cosendey. 1. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015.
PREMKUMAR, M.; ANAND, A. C. Overview of complications in cirrhosis. J. Clin. Exp. Hepatol., [S. l.], v.12, n. 4,
p. 1150-1174, jul./ago. 2022. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35814522/. Acesso em: 16 ago.
2023.
SMITH, A.; BAUMGARTNER, K.; BOSITIS, C. Cirrhosis: diagnosis and management. Am Fam Physician., [S. l.],
v. 100, n. 12, p. 759-770, dez. 2019. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31845776/. Acesso em:
16 ago. 2023.
Aula 4
COFEN – Conselho Federal de Enfermagem. Resolução COFEN-358/2009. 2009. Disponível em:
http://www.cofen.gov.br/resoluo-cofen-3582009_4384.html Acesso em: 16 ago. 2022.
HERDMAN, T. H.; KAMITSURU, S.; LOPES, C. T. (org.). Diagnósticos de enfermagem da NANDA-I: de�nições
e classi�cação – 2021-2023. Porto Alegre: Artmed, 2021.
PELLICO, L. H. Enfermagem médico-cirúrgica. Tradução: Ana Cavalcanti Carvalho Botelho e Carlos
Henrique de Araújo Cosendey. 1. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015.
SANTOS, L. M. Assistência de enfermagem ao paciente crítico: sistemas neurológico e renal. São Paulo:
Platos Soluções Educacionais S.A., 2021.
Aula 5
COFEN – Conselho Federal de Enfermagem. Resolução COFEN-358/2009. 2009. Disponível em:
http://www.cofen.gov.br/resoluo-cofen-3582009_4384.html Acesso em: 16 ago. 2022.
HERDMAN, T. H.; KAMITSURU, S.; LOPES, C. T. (org.). Diagnósticos de enfermagem da NANDA-I: de�nições
e classi�cação – 2021-2023. Porto Alegre: Artmed, 2021.
HINKLE, J. L. Brunner e Suddarth: manual de enfermagem médico-cirúrgica.14. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2019.
PELLICO, L. H. Enfermagem médico-cirúrgica. Tradução: Ana Cavalcanti Carvalho Botelho e Carlos
Henrique de Araújo Cosendey. 1. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015.
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
https://storyset.com/
https://www.shutterstock.com/pt/
https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/47321/51057
https://sobest.com.br/wp-content/uploads/2021/11/CONSENSO_BRASILEIRO.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt3088_23_12_2011_rep.html
http://www.cofen.gov.br/resoluo-cofen-3582009_4384.html
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35814522/
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31845776/
http://www.cofen.gov.br/resoluo-cofen-3582009_4384.html
http://www.cofen.gov.br/resoluo-cofen-3582009_4384.html
INTRODUÇÃO
Nesta aula, apresentaremos os conceitos e de�nições que permeiam a pneumonia, ou seja, uma infecção
aguda que acomete o parênquima pulmonar e que ocupa o terceiro lugar como causa de mortalidade na
população de forma geral (Corrêa et al., 2018). 
Como pro�ssional, esta aula auxiliará você na realização do raciocínio clínico sobre a �siopatologia dessa
doença, assim como suas manifestações clínicas, os tipos de pneumonia, como deve ser o seu tratamento e
as medidas preventivas, a �m de que possa promover um cuidado de enfermagem holístico, individualizado
e direcionado, por meio do processo de enfermagem.
Portanto, se você pretende ser um enfermeiro que executa o cuidado de enfermagem com base em
evidências de qualidade, o conhecimento desta aula torna-se indispensável para a aplicação das melhores
práticas clínicas no cuidado com o paciente com pneumonia. 
Aula 1
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM
PNEUMONIA
Nesta aula, apresentaremos os conceitos e de�nições que permeiam a pneumonia, ou seja,
uma infecção aguda que acomete o parênquima pulmonar e que ocupa o terceiro lugar como
causa de mortalidade na população de forma geral (Corrêa et al., 2018). 
29 minutos
DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS,
ENDÓCRINOS E
DERMATOLÓGICOS
 Aula 1 - Assistência de enfermagem ao paciente com pneumonia
 Aula 2 - Assistência de enfermagem ao paciente com
pneumotórax e derrame pleural 
 Aula 3 - Assistência de enfermagem ao paciente com
hipertireoidismo e hipotireoidismo 
 Aula 4 - Assistência de enfermagem ao paciente com distúrbios
dermatológicos 
 Aula 5 - Revisão da unidade
 Referências
163 minutos
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
PNEUMONIA: INDICADORES DE SAÚDE E CLASSIFICAÇÕES
A pneumonia é de�nida como uma doença respiratória infecciosa aguda que afeta, principalmente, o
parênquima pulmonar, atingindo os alvéolos pulmonares, presentes ao �nal dos bronquíolos, assim como o
interstício pulmonar (Norris, 2021; Correa et al., 2018). Segundo os dados epidemiológicos fornecidos pelo
Data SUS (2022), essadoença atinge mais de 600 mil pessoas ao ano no Brasil e é responsável por uma alta
taxa de morbimortalidade em todas as faixas etárias, principalmente nos extremos de idades, ou seja, na
primeira infância e em idosos, com maior incidência até os 5 anos de vida e menor incidência entre os 15 e
25 anos. Outro grupo mais propenso a adquirir pneumonia é o de pessoas imunodeprimidas e pessoas
residentes em países subdesenvolvidos, devido às más condições de higiene e nutrição (Sociedade Brasileira
de Pneumologia e Tisiologia, 2018).  
No começo do século XX, a pneumonia era considerada uma das principais causas de óbito, representando
incidência de morbimortalidade de aproximadamente 30%, contudo, a partir da descoberta do antibiótico,
pelo médico pesquisador Alexander Fleming, em 1928, a inserção das políticas de vacinação e o avanço da
ciência e das tecnologias em saúde, esses índices foram sendo gradativamente reduzidos. Outro ponto
associado à melhora desses índices é o acesso ao sistema de saúde, principalmente em âmbito nacional,
devido ao funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) (Sociedade Brasileira de Pneumologia e
Tisiologia, 2018). 
A doença pode ser classi�cada de diversas formas, como pela área do pulmão afetada (pneumonia lobar;
broncopneumonia e pneumonia intersticial) e pelo agente causador/etiológico (bacteriana, pneumonia viral,
pneumonia fúngica, pneumonia por infecção por protozoário, pneumonia por infecção por helminto e
pneumonia química). Na infância, especi�camente, essa classi�cação tem como base a gravidade dos sinais
e sintomas, recebendo a denominação de não grave, grave ou muito grave (Norris, 2021; Sociedade
Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, 2018). 
No entanto, a forma mais comum de classi�cação é pelo formato de aquisição (adquirida na comunidade
(PAC); pneumonia nosocomial ou hospitalar; pneumonia do hospedeiro imunocomprometido e pneumonia
por aspiração), logo, vamos conhecer uma pouco melhor essa classi�cação: 
•  Pneumonia adquirida na comunidade: é a pneumonia que ocorre fora do ambiente hospitalar ou é
desenvolvida nas primeiras 48 horas após a internação. O micro-organismo de maior prevalência nesse tipo
de pneumonia é o Streptococcus pneumoniae, seguido do Staphylococcus aureus e Haemophilos in�uenzae
(Corrêa et al., 2018). 
•  Pneumonia nosocomial ou hospitalar: é de�nida como a pneumonia que surge após 48 horas ou mais de
uma internação hospitalar ou até 15 dias após a alta do paciente, sendo subdividida em pneumonia
adquirida no hospital (PAH) e pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV). Ela apresenta como fatores
predisponentes desse quadro infeccioso: tempo prolongado de hospitalização, pacientes que residem em
casa de repouso e pacientes que utilizaram antibioticoterapia endovenosa recentemente ou em uso de
quimioterapia nos últimos 30 dias da infecção atual (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, 2007).
•  Pneumonia do hospedeiro imunocomprometido: é a pneumonia que acomete pessoas imunodeprimidas,
causada por agentes etiológicos incomuns, apesar de ser causada, também, pelos patógenos prevalentes na
pneumonia adquirida na comunidade (Corrêa et al., 2009).
•  Pneumonia por aspiração: é o processo in�amatório que, posteriormente, torna-se infeccioso, causado
pela aspiração de secreções da orofaringe ou estomacal. Pacientes com rebaixamento do nível de
consciência ou alterações neurológicas apresentam maior propensão ao desenvolvimento desse quadro
(Norris, 2021). 
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
PNEUMONIA: COMPREENDENDO AS CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS  
Para entender essa patologia, conhecer a �siopatologia, as manifestações clínicas, os fatores de risco, os
diagnósticos e o tratamento torna-se fundamental.
Com relação à �siopatologia da pneumonia, esta é desencadeada pela penetração de um agente infeccioso
ou irritante nos alvéolos, que pode ser de etiologia típica (bacteriana, viral, fúngico ou um alérgeno) ou
atípica (protozoário e helmintos) (Corrêa et al., 2018). A partir desse contato, inicia-se uma resposta imune
ao processo in�amatório infeccioso local, com a migração de células de defesa macrófagos e neutró�los, o
que gera o aumento da produção de exsudato in�amatório, mais conhecido como muco. A liberação de
mediadores químicos relacionados à in�amação, como a prostaglandina, que ativa o hipotálamo, eleva a
resposta imune e a temperatura corporal, levando a hipertermia (Norris, 2021; Corrêa et al., 2018).
A penetração desses agentes na via respiratória inferior ocorre, em sua maioria, por aspiração do micro-
organismo presente na orofaringe, por aspiração de gotículas e aerossóis de saliva ou secreção
contaminados de terceiros, por disseminação hematogênica, penetração exógena, devido a ferimento
torácico, ou intubação orotraqueal e broncoaspiração (Norris, 2021; Corrêa et al., 2018).
Quanto aos fatores de risco, estes podem ser classi�cados em modi�cáveis e não modi�cáveis. Entre os
modi�cáveis, encontramos: tabagismo (pelo processo in�amatório causado pelos componentes tóxicos do
cigarro); colonização da orofaringe; etilismo (interferência no sistema imunológico e na �ora microbiana da
orofaringe); dé�cit nutricional; imunossupressão; alguns fatores ambientais; e a não adesão a condutas de
prevenção/vacinação (Norris, 2021; Corrêa et al., 2018).  Já entre os não modi�cáveis, a mudança brusca de
temperatura torna-se um fator agravante para o desenvolvimento da pneumonia, principalmente na época
do inverno. Há comprometimento da ação dos pelos nasais responsáveis pela �ltragem do ar inspirado,
aumentando a exposição aos micro-organismos. Além disso, outros fatos contribuem nesse aspecto, como a
idade (primeira infância ou idade acima dos 65 anos), doença obstrutiva crônica, insu�ciência cardíaca
(devido ao aumento do �uido alveolar) e alteração do estado neurológico (broncoaspiração) (Norris, 2021;
Corrêa et al., 2018; Gomes, 2001).
Devido a todas as alterações �siológicas desencadeadas, as manifestações clínicas surgem, sendo as mais
prevalentes e típicas: dor torácica em “pontada”, dispneia e taquipneia, insu�ciência respiratória, tosse com
expectoração de muco purulento, febre, prostração, hipoxemia e hipercapnia (Norris, 2021; Corrêa et al.,
2018). Em relação ao tratamento, este estará diretamente relacionado à etiologia principal da pneumonia,
portanto, controlar os fatores de risco modi�cáveis é uma boa estratégia para iniciar o tratamento do
paciente. Para a infecção em si, poderão ser administradas medicações como antimicrobianos (antibióticos e
antifúngicos); no caso de pneumonias bacterianas, a administração precoce poderá evitar que o paciente
desenvolva um quadro de sepse; já para o controle dos sinais e sintomas, poderão ser administrados:
hidratação, oxigenoterapia, antitérmicos, mucolíticos, broncodilatadores, entre outros (Corrêa et al., 2018).
O tratamento multipro�ssional, com a atuação do �sioterapeuta, auxiliará na expansão e na expectoração
de secreção pulmonar, a partir dos exercícios respiratórios próprios para cada caso, re�etindo na melhora
da oxigenação do paciente. A retenção de muco torna-se um fator agravante na pneumonia pelo fato de
ocupar o espaço alveolar, di�cultando a troca gasosa, e por se tornar um meio de cultura para a proliferação
bacteriana, portanto, a expectoração é de extrema importância (Corrêa et al., 2018). Já o enfermeiro deverá
estar atento às necessidades de cuidado desse paciente, tema que será aprofundado no próximo bloco
desta aula.
Por �m, quanto à prevenção, o controle dos fatores de risco modi�cáveis apresenta-se como uma estratégia
para a prevenção da pneumonia, como a higienização das mãos, a não aglomeração e o não contato com
pessoas sabidamente infectadas. Aliás, a vacinação para in�uenza e pneumococos pode reduzir a gravidade
do quadro de gripe e pneumonia (Corrêa et al., 2018; Gomes, 2001).
PNEUMONIA E O PROCESSO DE ENFERMAGEM: PROMOVENDO O CUIDADO
SISTEMATIZADO  
O pro�ssionalenfermeiro, como membro da equipe multipro�ssional em saúde, tem como atribuição o
atendimento individualizado e holístico do paciente com pneumonia. Entre essas atribuições, é de grande
relevância a educação em saúde, a qual ocorre desde as orientações e intervenções educativas baseadas no
nível de letramento em saúde do paciente até o acompanhamento da adesão das medidas preventivas
dessa infecção (Barros et al., 2022; Galavote et al., 2016).
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
Suprir as necessidades de cuidado com foco na melhoria da saúde e da qualidade de vida desse paciente é
um dos principais objetivos no momento de tratamento, seja na atenção primária, seja na atenção terciária
(Barros et al., 2022; Galavote et al., 2016). 
Para isso, o processo de enfermagem, como forma de sistematizar a assistência de enfermagem (SAE),
torna-se uma das principais ferramentas do cuidado e um grande aliado dos enfermeiros (Barros et al.,
2022). Segundo Barros e Lopes (2010) a SAE instrumentaliza e favorece a prática clínica do enfermeiro e tem
como base o conhecimento, o raciocínio crítico e a tomada de decisão fundamentada nas melhores
evidências cientí�cas.
Na etapa inicial da SAE, no histórico de enfermagem, o enfermeiro deve focar a coleta de dados do paciente,
atentando-se às queixas principais, história pregressa, antecedentes de saúde, antecedentes familiares,
entre outros, bem como questionar o paciente sobre a presença dos fatores de risco da pneumonia, como a
adesão às vacinas de prevenção gripal e de pneumonia.
Para o exame físico, a investigação ocorrerá seguindo-se o sentido céfalo podálico, priorizando o exame
torácico e pulmonar, por meio das 4 técnicas básicas da semiologia: inspeção, ausculta, palpação e
percussão (Barros et al., 2022). 
Após o levantamento das necessidades de cuidado obtidas a partir do histórico de enfermagem, o
enfermeiro deve proceder com a etapa do Diagnóstico de Enfermagem (DE), em que pode utilizar um
sistema de linguagem padronizado, como o North American Nursing Diagnosis Association (NANDA-I), a
nomenclatura padronizada de DE mais utilizada em âmbito internacional (NANDA, 2021; Barros et al., 2022). 
Os diagnósticos são elencados com base no caso especí�co de cada paciente, porém alguns podem ser
citados como de maior prevalência nessa população, entre eles (Alves et al., 2015; Queiroz et al., 2020;
NANDA, 2021): 
•  Troca de gases prejudicada.
•  Padrão respiratório ine�caz. 
•  Desobstrução de vias aéreas ine�caz. 
•  Ventilação espontânea prejudicada.
•  Risco de infecção.
•  Termorregulação ine�caz.
Na etapa do planejamento de enfermagem, serão determinados os resultados que se pretende alcançar, a
partir das intervenções de enfermagem que serão prescritas e implementadas. Para se elencar os
resultados, o enfermeiro pode utilizar o Nursing Outcomes Classi�cation (NOC) (Moorhead et al., 2018), e
para as intervenções de enfermagem, o Nursing Interventions Classi�cation (NIC) (Bulechek et al., 2016).
Como exemplo de resultado de enfermagem para o DE Padrão Respiratório Ine�caz, segundo a NOC, tem-se
o estado respiratório: permeabilidade de vias aéreas, com os seguintes indicadores (Canto; Almeida, 2013;
Moorhead et al., 2018):
•  Estado respiratório: permeabilidade de vias aéreas.
•  Equilíbrio eletrolítico e ácido-base.
•  Gravidade da infecção.
•  Estado cardiopulmonar.
•  Estado respiratório.
•  Estado respiratório: ventilação.
Já como exemplos de intervenções de enfermagem para o DE Padrão Respiratório Ine�caz, temos:
monitorização respiratória, monitorização de sinais vitais, assistência ventilatória, aspiração de vias aéreas,
entre outros (Bulechek et al., 2016).
A partir da implementação das intervenções pela equipe de enfermagem, o enfermeiro na etapa da
avaliação deve monitorar a evolução do paciente, adaptando as intervenções sempre que necessário,
conforme a demanda clínica dele (Barros et al., 2022). 
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
VIDEO RESUMO
Após a leitura deste material teórico, convidamos você a re�etir sobre essa temática assistindo ao vídeo que
abordará a síntese dos pontos mais relevantes sobre o conteúdo aqui apresentado. Neste vídeo, trataremos
dos principais tipos de pneumonia, da �siopatologia, de manifestações clínicas e da importância da
aplicação da sistematização da assistência de enfermagem para o sucesso do cuidado ao paciente com
pneumonia. Até lá!
 Saiba mais
Para complementar os seus estudos, indicamos a leitura das Recomendações para o manejo da
pneumonia adquirida na comunidade 2018.
INTRODUÇÃO
Olá, estudante. 
Convidamos você a explorar o tema desta aula, que apresentará, de forma integral, os conceitos e as
de�nições que permeiam o quadro de derrame pleural e pneumotórax. Tais distúrbios que acometem o
espaço pleural são classi�cados como adversidades secundárias a diversas patologias primárias, nas quais
iremos nos aprofundar para conhecer um pouco mais.
Perante esses quadros clínicos, que, em muitos momentos, representam uma emergência médica, o
pro�ssional enfermeiro deve estar apto a intervir utilizando as melhores práticas e evidência. Logo, esta aula
contribuirá para a execução do raciocínio clínico sobre a �siopatologia dessa alteração clínica, suas
manifestações clínicas, os tipos de pneumotórax e derrame pleural e seu tratamento. Para tanto, torna-se
indispensável o conhecimento desta aula para quem visa aplicar o cuidado de enfermagem baseado em
evidências de qualidade ao paciente com pneumotórax e derrame pleural. 
Aula 2
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM
PNEUMOTÓRAX E DERRAME PLEURAL 
Convidamos você a explorar o tema desta aula, que apresentará, de forma integral, os
conceitos e as de�nições que permeiam o quadro de derrame pleural e pneumotórax.
32 minutos
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
https://www.scielo.br/j/jbpneu/a/9S7zVZvTdSw5DBs7nC3JV5J/?lang=en
https://www.scielo.br/j/jbpneu/a/9S7zVZvTdSw5DBs7nC3JV5J/?lang=en
PNEUMOTÓRAX E DERRAME PLEURAL: CONCEITOS E MANIFESTAÇÕES
CLÍNICAS
A pleura é uma membrana serosa formada por células mesoteliais e composta de duas camadas: uma que
reveste internamente a parede torácica, o mediastino e o diafragma e outra que reveste o parênquima
pulmonar. O folheto que recobre a parede interna do tórax, o mediastino e o diafragma recebe o nome de
pleura parietal, já a lâmina serosa que recobre o tecido pulmonar recebe o nome de pleura visceral
(Andrade Filho; Campos; Haddad, 2006).
Entre essas duas pleuras, existe um espaço virtual, denominado cavidade pleural ou espaço pleural, que é
lubri�cado por uma pequena quantidade de �uido seroso produzido pelas túnicas, o líquido pleural. O seu
principal objetivo é reduzir o atrito entre o parênquima pulmonar e a parede intratorácica durante os
movimentos ventilatórios, mas esse espaço virtual também propicia a troca de líquido e células com o tecido
pulmonar, bem como ajuda a manter a pressão negativa, que varia de -3 a -12 mmHg durante a respiração,
um importante mecanismo para que ocorra a expansão pulmonar (Genofre; Chibante; Macedo, 2006;
Andrade Filho; Campos; Haddad, 2006).
Alguns distúrbios que acometem o equilíbrio clínico desse espaço podem acarretar acúmulo de líquido ou
ar, levando à alteração da pressão negativa intrapleural e impedindo a expansão adequada do parênquima
pulmonar. Entre esses distúrbios, ressaltamos o pneumotórax e o derrame pleural (Genofre; Chibante;
Macedo, 2006; Andrade Filho; Campos; Haddad, 2006).
Pneumotórax: conceitos
O termo pneumotórax vem do grego pneumo: ar e thorax: peitoral, caracterizando-se por uma emergência
médica devido à presença de ar livre no espaço pleural. Esse distúrbio é causado pela ruptura da pleura,
dando acesso à entrada de ar nesse espaço, levando ao colapso pulmonar e desencadeando sinais clínicos
graves, podendo ser classi�cado como pneumotórax espontâneo ou pneumotórax adquirido (Andrade Filho;
Campos; Haddad, 2006; Hopkins et al., 2011).
O pneumotórax espontâneoé subdividido em primário, quando não há uma patologia pulmonar detectada,
e secundário, relacionado a complicações de doenças pulmonares já diagnosticadas, como Doença
Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC); obstrução de vias aéreas relacionada à rolha de secreção, asma, entre
outras. Estudos demonstram que o pneumotórax espontâneo primário ocorre com uma maior incidência
em homens tabagistas, com idade entre 20 e 40 anos (Sahn; He�ner, 2000; Hopkins et al., 2011).
Já o pneumotórax adquirido é subdividido em iatrogênico, traumático e barotrauma. O pneumotórax
iatrogênico está relacionado a acidentes na assistência à saúde, como em casos de punções de veias
centrais, em biópsias transtorácicas e transbrônquicas, por toracocentese, drenagem torácica inadequada e
cirurgia laparoscópica; já o pneumotórax traumático ocorre por trauma fechado ou trauma penetrante; por
�m, o pneumotórax por barotrauma vincula-SE ao aumento excessivo da pressão intrapulmonar e ruptura
dos alvéolos (Sahn; He�ner, 2000; Hopkins et al., 2011).
Derrame pleural: conceitos
O derrame pleural é caracterizado pelo acúmulo excessivo de �uido entre as pleuras, relacionado a
alterações que levam ao desequilíbrio entre a produção e absorção desse líquido. O seu volume no espaço
pleural é de, aproximadamente, 0,2 ml/Kg, em uma taxa de produção de 0,6 ml/h, formando-se o derrame
em caso de alteração na dinâmica de produção e absorção desse líquido (Genofre; Chibante; Macedo, 2006).
O derrame pleural pode ser classi�cado de acordo com o tipo de líquido presente no espaço pleural
(Genofre; Chibante; Macedo, 2006):
• Transudato: (maior incidência no desequilíbrio de produção e absorção do líquido pleural e processos
in�amatórios).
• Exsudato (pus): Empiema (maior incidência em casos de infecção do sistema respiratório).
• Conteúdo hemático: Hemotórax (maior incidência em casos de traumas).
• Lipídios: Quilotórax (maior incidência em casos de obstrução dos vasos linfáticos da pleura).
• Urina: Urinotórax (condição rara, em casos de obstrução urinária).
A manifestação clínica-pneumotórax e derrame pleural está intimamente relacionada à gravidade do
quadro, mas o paciente apresenta com maior frequência: dispneia; taquipneia; dor torácica progressiva e
intensa, principalmente durante a ventilação; tosse seca; cianose labial e de extremidades; fraqueza
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
generalizada; hipoxemia; hipercapnia; sonolência; confusão mental; e, em casos mais graves, parada
respiratória seguida de parada cardíaca (Andrade Filho; Campos; Haddad, 2006; Genofre; Chibante; Macedo,
2006).
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
PNEUMOTÓRAX E DERRAME PLEURAL: DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO 
Diagnósticos
Faz parte do processo de diagnóstico dessas adversidades a investigação da história clínica a partir da
anamnese direcionada e detalhada, com coleta da história pregressa e atual e presença de fatores de risco
seguida do exame físico completo, com con�rmação por exame de imagem e laboratorial (em caso de
derrame pleural) (Andrade Filho; Campos; Haddad, 2006; Genofre; Chibante; Macedo, 2006).
Como os sinais clínicos do pneumotórax e do derrame pleural são semelhantes, o exame de imagem
possibilitará maior esclarecimento do quadro, possibilitando uma avaliação mais global do paciente e a
determinação mais adequada do tratamento que será proposto (Sahn; He�ner, 2000; Hopkins et al., 2011).
Um dos métodos de diagnóstico diferencial é o exame de imagem, especialmente a radiogra�a de tórax
anterior posterior, posterior anterior e lateral, com o paciente na posição ereta (Genofre; Chibante; Macedo,
2006; Hopkins et al., 2011).
Na Tomogra�a Computadorizada (TC), o pneumotórax também será visualizado com essas características,
porém, nesse método de imagem, a extensão do pneumotórax consegue ser estimada de forma mais
�dedigna.  Entre 25 e 40% dos casos de pneumotórax não detectados em uma radiogra�a simples são
visualizados por meio da tomogra�a computadorizada (Sahn; He�ner, 2000; Hopkins et al., 2011).
Segundo a British Thoracic Society, pneumotórax como borda abaixo de 2 cm entre a do pulmão e a parede
torácica pode ser classi�cado como pequeno, já os iguais ou acima de 2 cm são classi�cados como grandes.
A ultrassonogra�a pulmonar tem alta sensibilidade para detectar o pneumotórax de incidência traumática;
como uma das complicações mais graves desse quadro clínico, o pneumotórax hipertensivo pode acometer
cerca de 1 a 2% dos casos de pneumotórax, com desvio de traqueia e mediastino (Genofre; Chibante;
Macedo, 2006).
Nos casos de derrame pleural, independentemente da sua etiologia e do conteúdo líquido presente entre as
pleuras, os exames de imagem são os mesmos indicados para os casos de pneumotórax. A toracocentese
com coleta do líquido para análise clínica em laboratório vem como um método diagnóstico para con�rmar
a presença e as características do líquido intrapleural.
Alguns exames laboratoriais que podem ser realizados no líquido pleural são: lactato desidrogenase (LDH),
proteína no líquido pleural, contagem de eritrócitos, níveis de colesterol, culturas para se avaliar se há
crescimento de micro-organismos, presença de marcadores tumorais (em caso de suspeita de câncer),
procalcitonina, entre outros, de acordo com a suspeita clínica (Genofre; Chibante; Macedo, 2006).
Tratamento
O objetivo inicial do tratamento desses distúrbios é melhorar os sinais clínicos do paciente em sofrimento
respiratório, principalmente se estiver em uma emergência clínica, em risco de vida. Diante disso, serão
realizadas medidas medicamentosas e, em alguns casos, medidas invasivas, como a administração
cautelosa de oxigenoterapia, analgesia, medidas de controle de distúrbios ácido-básico (hipercapnia), acesso
venoso de amplo calibre, entubação orotraqueal, entre outros, de acordo com o quadro clínico do paciente
(Genofre; Chibante; Macedo, 2006; Andrade Filho; Campos; Haddad, 2006).
Outro ponto importante é a reversão dos fatores primários que estão levando o paciente às intercorrências
clínicas; para isso, o diagnóstico é de extrema importância. A toracocentese pode ser utilizada pelo médico
para realizar o esvaziamento da cavidade pleural e aliviar os sinais e sintomas pulmonares e de desconforto
respiratório, em caso de pequena quantidade de líquido (Genofre; Chibante; Macedo, 2006; Andrade Filho;
Campos; Haddad, 2006; Hopkins et al., 2011). Já a drenagem torácica, com inserção do dreno de tórax, é um
método de tratamento frequentemente utilizado tanto no pneumotórax quanto no derrame pleural. Esse
dispositivo invasivo, que será apresentado no próximo tópico, tem como principal objetivo remover o
conteúdo que está presente no espaço pleural e restabelecer a pressão negativa, propiciando a manutenção
da função cardiorrespiratória e a estabilidade hemodinâmica (Genofre; Chibante; Macedo, 2006; Kusahara;
Chanes, 2011; Hopkins et al., 2011).
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM PNEUMOTÓRAX E
DERRAME PLEURAL: CUIDADO SISTEMATIZADO 
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
A assistência de enfermagem direcionada ao paciente com pneumotórax e derrame pleural inicia-se a partir
do primeiro contato com o paciente e do levantamento das suas necessidades de cuidado. Para isso, o
pro�ssional enfermeiro pode colocar em prática uma importante ferramenta, a Sistematização da
Assistência de Enfermagem (SAE) (Barros et al., 2022).
Como mencionado anteriormente nesta aula, o cuidado de enfermagem despendido a esse per�l de
paciente está intimamente relacionado à gravidade do quadro clínico, às condições primárias que levaram o
paciente a desenvolver esse distúrbio respiratório e, também, às medidas de tratamento delimitadas (Barros
et al., 2022).
No histórico de enfermagem, a atenção será voltada à coleta de informações, principalmente nas queixas
principais, história pregressa, antecedentes de saúde, antecedentes familiares, entre outros; já durante o
exame físico, o foco será dado ao exame torácico e pulmonar(Barros et al., 2022). Na fase do Diagnóstico de
Enfermagem (DE), serão selecionados, com base em um sistema de linguagem padronizado, como o North
American Nursing Diagnosis Association (NANDA-I), os diagnósticos mais acurados para cada caso. A seguir,
apresentaremos alguns diagnósticos de enfermagem de maior prevalência em casos de pacientes com
pneumotórax e derrame pleural (NANDA, 2021): 
• Troca de gases prejudicada.
• Padrão respiratório ine�caz.
• Desobstrução de vias aéreas ine�caz.
• Ventilação espontânea prejudicada.
• Dor Aguda.
No planejamento de enfermagem, inicialmente, deve-se determinar os resultados a serem alcançados junto
às intervenções de enfermagem a partir do Sistema de linguagem padronizado, que pode direcionar o
enfermeiro nessa etapa, como o Nursing Outcomes Classi�cation (NOC), para a determinação dos
resultados de enfermagem (Moorhead et al., 2018) e o Nursing Interventions Classi�cation (NIC), para as
intervenções de enfermagem (Bulechek et al., 2016).
Com relação a uma das principais intervenções, os cuidados de enfermagem com o dreno de tórax são
essenciais para o tratamento e a melhora clínica desse per�l de paciente. Esse dispositivo é composto de um
tubo rígido, radiopaco, com múltiplas fenestras e de diversos calibres (Kusahara; Chanes, 2011; Masukawa;
Vieira; Klein, 2018; Cavalcanti et al., 2021); aliás, ele possui quatro estruturas: dreno distal, conector
intermediário, tubo de extensão e câmara de coleta.
Entre as condutas de enfermagem relacionadas aos cuidados com dreno de tórax, podemos citar (Brasil,
2013; Masukawa; Vieira; Klein, 2018; Cavalcanti et al., 2021):
• Aplicação de técnicas assépticas, com a �nalidade de prevenir infecções vinculadas à assistência à saúde.
• Trocar o sistema de drenagem: antissepsia das mãos e utilização de luvas de procedimento, limpeza da
extensão e do exterior do frasco com álcool 70%; pinçar a extensão, abrir o frasco do dreno, esvaziar o
débito e observar as características do conteúdo, bem como confeccionar novo selo d´água com água
destilada, de modo que a coluna interna do dreno �que submersa 2 cm do selo d´água.
• Quanti�car e anotar o débito do dreno (volume e características do conteúdo).
• Realizar o curativo da inserção do dreno de forma estéril, observando os aspectos desse local (integridade
dos pontos e da pele ao redor do dreno, se há exteriorização do dreno ou saída de secreção).
• Ordenhar o dreno no caso de obstrução.
• Cuidar do dreno durante o transporte do paciente, para não haver exteriorização acidental.
Orientação do paciente com relação ao posicionamento correto do frasco do dreno (abaixo do nível do
tórax).
VIDEO RESUMO
Com base neste material teórico, convidamos você a complementar o seu conhecimento assistindo ao vídeo
que sumariza os principais pontos deste conteúdo. O vídeo trará em destaque tópicos importantes sobre o
pneumotórax e o derrame pleural, como a de�nição, manifestação clínica, tratamento e a importância da
aplicação da sistematização da assistência de enfermagem para o sucesso do cuidado desse paciente. Até
lá! 
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
 Saiba mais
Para complementar os seus estudos, indicamos a leitura das Boas práticas – dreno de tórax, do
Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo.
INTRODUÇÃO
Esta unidade tem como principal objetivo explorar com você os conceitos e as de�nições relacionadas aos
distúrbios de um órgão de essencial importância para o equilíbrio hormonal �siológico: a tireoide. 
Tais distúrbios tireoidianos são disfunções que comprometem a atividade adequada dessa glândula,
acarretando o mau funcionamento do organismo como um todo. Conforme a Sociedade Brasileira de
Endocrinologia e Metabologia, cerca de 60% dos brasileiros podem vir a desenvolver distúrbios da tireoide
em algum momento da vida.
Assim, o conteúdo desta aula auxiliará você no desenvolvimento do raciocínio clínico, principalmente
voltado à �siopatologia, suas manifestações clínicas, métodos diagnósticos e tratamento, direcionando-o na
realização da Sistematização da Assistência de Enfermagem. Portanto, o conhecimento desta aula torna-se
indispensável para quem busca atuar no cuidado de enfermagem com qualidade, baseando-se nas
melhores práticas voltadas ao paciente com hipertireoidismo ou hipotireoidismo. 
HIPERTIREOIDISMO E HIPOTIREOIDISMO: CONCEITOS 
A tireoide é a primeira glândula endócrina a ser formada durante o período embrionário, por volta do
vigésimo quarto dia de gestação. Trata-se de uma glândula única, em um formato anatômico que se
assemelha ao de uma borboleta, composta de dois lobos ligados por um istmo (Nunes, 2003).
No homem, essa glândula pode chegar a pesar 25 gramas, localizando-se na face anterior da traqueia, entre
a cartilagem cricoide e a incisura supraesternal, na altura da 5ª vértebra cervical e a 1ª torácica. A sua ação
está relacionada a diversas atividades corporais, atuando em todo o organismo, como na homeostase,
termogênese e atividades metabólicas celulares, relacionadas diretamente ao aumento da transcrição de
genes. Portanto, quanto maior a produção de hormônios tireoideanos, maior o metabolismo celular. No
sistema cardiovascular, produz os efeitos cronotrópico e inotrópico positivo, aumentando o �uxo sanguíneo,
a frequência cardíaca, débito e a força contrátil do miocárdio (Nunes, 2003). 
Entre os hormônios metabolicamente ativos produzidos pela tireoide, a Tiroxina (T4) corresponde a 93%
dessa produção; já a Triiodotironina (T3), somente 7%. A síntese desses hormônios é mediada,
especi�camente, pelo hormônio estimulante da tireoide (TSH), produzido pela hipó�se anterior, e os
distúrbios na produção e liberação dos hormônios T3 e T4 podem estar relacionados à de�ciência de iodo,
ingerido por meio da alimentação, ou aos autoanticorpos, que atuam em locais especí�cos da glândula
(Nunes, 2003).
A alteração da produção desses hormônios, tanto para mais quanto para menos, altera drasticamente o
metabolismo basal. Na redução da síntese e liberação da secreção tireoidiana, o metabolismo pode decair
de 40 a 50% do normal, já em seu excesso, pode chegar a aumentar de 60 a 100% (Nunes, 2003).
Quando há o excesso de síntese de hormônios tireoidianos, esse distúrbio recebe o nome de
hipertireoidismo, caracterizado pela hiperatividade da tireoide, que desencadeia a aceleração das funções
vitais do corpo. As principais causas do hipertireoidismo estão relacionadas à doença de Graves (causa mais
comum de hipertireoidismo), ao bócio multinodular tóxico tireoidite e ao nódulo tóxico individual.
Aula 3
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM
HIPERTIREOIDISMO E HIPOTIREOIDISMO 
Esta unidade tem como principal objetivo explorar com você os conceitos e as de�nições
relacionadas aos distúrbios de um órgão de essencial importância para o equilíbrio hormonal
�siológico: a tireoide. 
27 minutos
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
https://portal.coren-sp.gov.br/sites/default/files/dreno-de-torax.pdf
A doença de Graves é um distúrbio autoimune hereditário que ativa a hiperprodução hormonal na tireoide,
ocasionando o aumento da tireoide em alguns casos (Maia et al., 2013).  Já no Bócio multinodular tóxico ou
doença de Plummer, há a presença de vários nódulos, que podem começar a secretar hormônios
tireoidianos de forma excessiva. No caso do nódulo tóxico da tireoide, este é caracterizado por um
crescimento celular anormal e benigno, mas que também altera a função de síntese e liberação dos
hormônios tireoidianos, independentemente do estímulo do TSH. Outras causas que podem levar ao
hipertireoidismo é a tireoidite, ou seja, a in�amação da tireoide, que também pode levar à hipersecreção
dos hormônios tireoidianos, porém de forma temporária e de fácil reversão, com o uso de alguns
medicamentos e, em casos raros, a hiperestimulação da tireoide, devido à ativação excessiva da hipó�se
(Maia et al., 2013).
Ao contrário do hipertireoidismo, no hipotireoidismo ocorre a diminuição da produção e excreçãodos
hormônios tireoidianos, e esse distúrbio ocorre com maior frequência e prevalência em mulheres idosas. O
hipotireoidismo pode ser classi�cado em primário e secundário, sendo o mixedema a forma mais grave
desse distúrbio (Sgarbi et al., 2013).
No hipotireoidismo primário a causa está relacionada diretamente ao declínio da função da tireoide, como
na tireoidite de Hashimoto, à tireoidite, ao tratamento para hipertireoidismo, para câncer de tireoide ou, até
mesmo, à de�ciência de iodo.  Já no hipotireoidismo secundário, a causa está relacionada à falha de
funcionamento da hipó�se, em secretar o TSH (Sgarbi et al., 2013).
HIPERTIREOIDISMO E HIPOTIREOIDISMO: MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS,
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO 
Manifestações clínicas
As manifestações clínicas dos distúrbios da tireoide estão diretamente relacionadas a sua forma e
gravidade. No hipertireoidismo, pode-se observar a presença de bócio, devido ao aumento da glândula, dor
e sensibilidade nessa região e aumento metabólico das funções orgânicas, como taquicardia, hipertensão
arterial, arritmias, sudorese, tremores �nos, insônia, perda de peso, acompanhado de aumento da fome,
alteração na menstruação, entre outros (Maia et al., 2013; Sgarbi et al., 2013).
Na doença de Graves, é comum observar as alterações cutâneas e oculares, como espessamento da pele do
tipo “casca de laranja”, edemas periorbitário, exoftalmia, fotofobia e lacrimejamento excessivo, devido à
in�amação das órbitas e dos músculos que movem os olhos, tornando a movimentação mais vagarosa,
causando, ainda, a diplopia (MAIA et al., 2013).
No caso do hipotireoidismo, os principais sinais e sintomas são: desaceleração do metabolismo e funções
corporais; mudanças de expressão facial, em que a pessoa aparenta aborrecimento ou, até mesmo,
depressão; ptose palpebral; voz rouca e fala lenti�cada; edema facial; alopecia; ressecamento cutâneo, entre
outros. Pode, ainda, haver a apatia, ganho de peso, constipação, bradicardia e hipercolesterolemia. A
complicação de maior gravidade do hipotireoidismo, no caso de ausência de tratamento, é chamada de
Coma Mixedematoso, em que a pessoa chega a apresentar redução do nível de consciência e consequente
coma, relacionado à diminuição do �uxo sanguíneo cerebral e bradipneia. Outras complicações são anemia,
hipotermia e insu�ciência cardíaca (Sgarbi et al., 2013).
Diagnóstico
No caso dos distúrbios da tireoide, o diagnóstico é essencialmente clínico, a partir dos achados do exame
físico, anamnese e laboratorial, com a dosagem dos níveis de hormônios da tireoide e estimulantes da
tireoide no sangue. Portanto, é realizada, inicialmente, a dosagem do TSH, que estará acima dos
parâmetros, no caso do hipotireoidismo, ou abaixo, no caso do hipertireoidismo, após a dosagem dos
hormônios tireoidianos no sangue. Se houver suspeita de nódulos na tireoide, um exame de imagem, como
um ultrassom, poderá ser feito para con�rmação (Maia et al., 2013; Sgarbi et al., 2013).
Tratamento
• Hipertireoidismo: no caso do hipertireoidismo, o tratamento é realizado para que ocorra o controle das
causas, sinais, sintomas e complicações. O uso de betabloqueadores impedirá os efeitos causados pelo
excesso dos hormônios tireoidianos; as medicações para bloquear a síntese de hormônios tireoidianos e o
uso de iodo radioativo, para inativar parcialmente ou totalmente as funções da glândula tireoidiana ou
tireoidectomia total ou parcial, também podem ser uma opção de tratamento (Maia et al., 2013).
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
• Hipotireoidismo: no caso do hipotireoidismo, o tratamento é baseado na reposição hormonal, ou seja, a
administração de medicamentos orais compostos de hormônios tireoidianos. Uma opção é a utilização de
levotiroxina, forma sintética de T4 prescrita em doses que aumentam gradativamente ao longo do
tratamento, diminuindo os efeitos colaterais. Já no coma mixedematoso, as formas sintéticas de T3 e T4
podem ser administradas por via intravenosa (Sgarbi et al., 2013).
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM HIPERTIREOIDISMO E
HIPOTIREOIDISMO: CUIDADO SISTEMATIZADO 
Frente à importância das alterações clínicas relacionadas aos distúrbios da tireoide, a assistência de
enfermagem atuará, principalmente, durante o processo de tratamento clínico e cirúrgico, utilizando como
base para o delineamento a Sistematização da Assistência de Enfermagem. No histórico de enfermagem,
primeira etapa desse processo, o enfermeiro deverá atentar-se aos sinais e sintomas típicos do
hipertireoidismo/hipotireoidismo, explorando de forma direcionada a história do paciente e os seus sinais e
sintomas durante o exame físico (Barros et al., 2022).
A partir da identi�cação das necessidades de cuidado, em que a enfermagem pode intervir, haverá a
determinação dos diagnósticos de enfermagem mais acurados, com base no quadro clínico especí�co do
paciente, com posterior delineamento dos resultados a serem alcançados e intervenções a serem aplicadas
na etapa do planejamento de enfermagem (Barros et al., 2022). Já na etapa da implementação, a equipe de
enfermagem aplicará as intervenções prescritas na etapa anterior, com a posterior avaliação de
enfermagem, com o objetivo de veri�car a e�cácia das intervenções e realizar as adaptações necessárias no
processo de enfermagem (Barros, et al., 2022).
Quando olhamos especi�camente para o tratamento medicamentoso, seja no caso de hipertireoidismo, seja
no caso de hipotireoidismo, a enfermagem atuará orientando e monitorando a adesão medicamentosa, os
efeitos colaterais e o manejo dos sinais e sintomas durante as consultas de enfermagem (Leite;
Vasconcellos, 2003). Quando há indicação de tratamento cirúrgico, no caso da tireoidectomia total ou parcial
ou nos casos de biopsia da tireoide, a assistência de enfermagem deve se fazer presente em todo o período
transoperatório, com atuações no pré-operatório mediato, quando ocorre a indicação cirúrgica do
procedimento pelo médico cirurgião, orientando o paciente a respeito de toda proposta cirúrgica,
esclarecendo as possíveis dúvidas e programando o preparo cirúrgico que será realizado, como no caso dos
exames laboratoriais e de imagem (Santos et al., 2021).
No pré-operatório imediato, já em âmbito de saúde, o paciente passará por acompanhamento da equipe
multipro�ssional, em que poderá ser acolhido, com foco na redução da ansiedade comum nesse momento
e em todas as alterações e adversidades relacionadas. Haverá o direcionamento do banho pré-operatório e
a tricotomia da região cervical (se necessário) próximo ao horário da cirurgia, com a manutenção do jejum
de, no mínimo, 8 horas — pontos importantes de atuação da equipe de enfermagem (Santos et al., 2021).
Já no período intraoperatório, o paciente será recepcionado pela enfermagem, que o transportará para a
sala cirúrgica, posicionando-o adequadamente, para que o procedimento cirúrgico ocorra, garantindo um
posicionamento confortável e seguro ao paciente, além de acompanhar todo o procedimento cirúrgico,
provendo os materiais e equipamentos necessários para a realização da cirurgia (SANTOS et al., 2021). 
Tanto no pós-operatório imediato como no tardio, o monitoramento da recuperação do paciente é um
ponto crucial da assistência. Entre as principais complicações no pós-operatório de tireoidectomia total ou
parcial, encontram-se: hipocalemia; paralisia das cordas vocais (permanente ou temporária), relacionada à
lesão do nervo laríngeo; infecção; e hematoma (Lopes; Amaral, 2019).
VÍDEO RESUMO
Após a leitura deste material teórico, con�ra o vídeo que sumariza os principais pontos deste conteúdo. Ele
tem como principal objetivo complementar o seu aprendizado, trazendo temas importantes relacionados
aos distúrbios da tireoide, como a de�nição, manifestação clínica, tratamento e a importância da aplicação
da sistematização da assistência de enfermagem para o sucesso do cuidado desse paciente. 
 Saiba mais
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
Para complementar os seus estudos,indicamos a leitura do Consenso brasileiro para a abordagem
clínica e tratamento do hipotireoidismo subclínico em adultos: recomendações do Departamento de
Tireoide, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.
INTRODUÇÃO
É um prazer reencontrar você na nossa última aula desta unidade. Ela tem como foco trazer ao seu
conhecimento pontos importantes, como conceitos, de�nições e manifestações clínicas relacionados a
alguns dos principais distúrbios dermatológicos, como a foliculite, a furunculose, a celulite, a erisipela e a
psoríase.
A dermatologia tem como base o estudo da pele, o maior órgão do corpo humano, que possui diversas
funções, entre elas a de proteção, de termorregulação, de mediação de sensações, entre outros. Ela re�ete
os processos patológicos, a partir de sinais clínicos, exteriorizando doenças que acometem todo o
organismo (Neto; Cucé; Reis, 2019).  
Para estar apto a desenvolver um plano de cuidado, o conhecimento cientí�co e o raciocínio clínico frente a
esses distúrbios tornam-se indispensáveis para a atuação do enfermeiro, portanto, o conteúdo desta aula
trará a base para quem busca intervir com o cuidado de enfermagem de qualidade, voltado às práticas
baseadas em evidências na área dos distúrbios dermatológicos. 
PIODERMITES BACTERIANAS, ERISIPELA E PSORÍASE: CONCEITOS 
Como mencionado anteriormente, a pele é reconhecida como o maior órgão do corpo humano, constituída
de uma complexa estrutura, composta de diversos tipos de tecidos, células e estrutura especializados ao
longo de sua extensão. A pele representa cerca de 15% do peso corporal e possui a função de intermediar o
meio orgânico interno e externo, exercendo atividades de termorregulação, proteção o sistema imunológico
contra agentes exógenos de origem física, química ou biológica, bem como realiza a interface das sensações
e evita a desidratação (Neto; Cucé; Reis, 2019; Porto; Porto, 2013).
Com relação a sua estrutura anatômica, esta é constituída de três camadas: a epiderme, a derme e a
hipoderme. A epiderme é a estrutura mais externa ao corpo humano, formada por um tecido pavimentoso
estrati�cado, junto aos queratinócitos, que são organizados em camadas que se renovam de forma
contínua, em um ciclo de 26 dias. Sua espessura atinge cerca de 0,04 a 1,5 milímetros (Porto; Porto, 2013).
Já a derme, camada mediana da estrutura anatômica da pele, situa-se abaixo da epiderme e é formada por
estomas �broelásticos – colágeno (70-80%), elastina (1-3%) e proteoglicanos – junto à rede vascular e
nervosa. Ela possui a capacidade de elasticidade, retornando à posição de origem após sofrer estiramento, e
é composta, ainda, de diferentes células, incluindo �broblastos, macrófagos, neutró�los, eosinó�los, entre
outros, abrangendo os melanócitos, que absorvem a luz solar, gerando a liberação de melanina e a
coloração da pele (Neto; Cucé; Reis, 2019).
A camada mais interna da pele, a hipoderme, está estruturada em lóbulos de gordura, vascularização, rede
linfática e nervos. Devido a sua composição com células adiposas, tem a ação termo isolante e de absorver
choque (Neto; Cucé; Reis, 2019; Porto; Porto, 2013). Além das camadas da pele, ainda pode evidenciar os
anexos cutâneos, como as unidades pilossebáceas (responsáveis pela sustentação dos pelos e produção da
oleosidade da pele) e as glândulas sudoríparas (produção e excreção do suor) (Neto; Cucé; Reis, 2019; Porto;
Porto, 2013).
Após essa breve revisão das estruturas da pele, vamos entender os distúrbios dermatológicos.
• Piodermites: Pio= Pus; Dermato= Pele; Ite= Infecção. Trata-se de um conjunto de adversidades patológicas
causadas por infecção local cutânea, provocada por um agente etiológico bacteriano que, na maioria das
vezes, trata-se do Staphylococcus Aureus e do Streptococcus pyogenes. Essas doenças são comuns e
Aula 4
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM
DISTÚRBIOS DERMATOLÓGICOS 
Esta aula tem como foco trazer ao seu conhecimento pontos importantes, como conceitos,
de�nições e manifestações clínicas relacionados a alguns dos principais distúrbios
dermatológicos, como a foliculite, a furunculose, a celulite, a erisipela e a psoríase.
28 minutos
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
https://www.scielo.br/j/abem/a/rtN69TFwHzvnYhHR7KZq6mg/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/abem/a/rtN69TFwHzvnYhHR7KZq6mg/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/abem/a/rtN69TFwHzvnYhHR7KZq6mg/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/abem/a/rtN69TFwHzvnYhHR7KZq6mg/?format=pdf&lang=pt
atingem crianças e adultos; além disso, sua classi�cação está diretamente relacionada ao agente etiológico e
à camada da pele que acomete (Azulay, 2017).
• Foliculite: são infecções que podem acometer os folículos pilossebáceos de toda a estrutura corpórea; são
causadas por Staphylococcus Aureus e se apresentam como lesões infectadas em forma de pequenas
pústulas centradas por um pelo (Azulay, 2017).
• Furunculose: semelhante à foliculite, a furunculose é uma infecção das células pilossebáceas centrada por
um pelo e causada por Staphylococcus Aureus. As principais diferenças da foliculite são o tamanho da lesão,
que se apresenta em maior dimensão, e a presença de sinais �ogísticos (Azulay, 2017).
• Celulite: trata-se de um processo in�amatório-infeccioso agudo da hipoderme que afeta o funcionamento
do sistema linfático, tendo como principal agente etiológico o Streptococcus pyogenes (Azulay, 2017).
• Erisipela: infecção bacteriana aguda que atinge a derme, com comprometimento da rede linfática. Ela tem
como principal agente etiológico o Streptococcus beta hemolítico tipo A (Azulay, 2017).
Psoríase: Diferentemente das demais lesões apresentadas anteriormente, a psoríase não é uma doença
aguda causada por um agente etiológico; ela se caracteriza por um distúrbio crônico da pele, não
transmissível, de causa ainda desconhecida. Nesse distúrbio dermatológico, o paciente apresenta manchas
avermelhadas e planas, com escamação esbranquiçada (Azulay, 2017).
PIODERMITES BACTERIANAS, ERISIPELA E PSORÍASE: MANIFESTAÇÕES
CLÍNICAS, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO  
As manifestações clínicas das piodermites e da erisipela são muito semelhantes entre si, devido a ambos os
distúrbios dermatológicos estarem relacionados a algum processo in�amatório infeccioso (Neto; Cucé; Reis,
2019).
Como mencionado anteriormente, a foliculite apresenta como sinal clínico a presença de lesões em forma
de pústulas em torno de um pelo, muitas vezes, acompanhadas de prurido. Sua causa está, geralmente,
relacionada à depilação com lâminas, o que oportuniza a entrada de microrganismos e favorece o processo
infeccioso, devido a microlesões que são causadas na pele.
Na foliculite e na furunculose, por serem distúrbios que acometem a camada mais super�cial da pele,
observa-se, além da coleção de pus, sinais �ogísticos locais (dor, calor, eritema/vermelhidão e edema), já a
ocorrência de sinais e sintomas sistêmicos tem uma menor frequência (Neto; Cucé; Reis, 2019).
Tanto na erisipela quanto na celulite, há o comprometimento da circulação linfática, o que agrava o edema e
di�culta a circulação dos capilares sanguíneos locais. Elas podem apresentar bolhas e, geralmente, são
unilaterais, com �lia pelos membros inferiores. As principais diferenças entre a celulite e a erisipela ocorrem
devido à localização dessas lesões (Azulay, 2017; Neto; Cucé; Reis, 2019).
Enquanto a celulite encontra-se na hipoderme, a erisipela instala-se na derme, o que apresenta uma certa
diferenciação. Na celulite, as bordas não são delimitadas e o eritema é menor, já na erisipela a lesão é
endurecida, as bordas são bem delimitadas e o eritema mais visível. A erisipela pode apresentar, ainda,
sinais sistêmicos, como febre, alteração de leucograma, sinais de sepse e choque séptico (no caso de piora
do quadro clínico) (Azulay, 2017; Neto; Cucé; Reis, 2019). 
Na psoríase, as principais manifestações clínicas são: manchas avermelhadas com liberação de escamas
esbranquiçadas e secas;manchas brancas ou acastanhadas, devido à melhora das lesões avermelhadas;
pele ressecada; prurido; queimação; e dor. Em casos mais graves, tem-se edema e rigidez nas articulações
(Azulay, 2017).
O diagnóstico desses distúrbios dermatológicos é essencialmente clínico a partir da avaliação da história do
paciente e de seu exame físico direcionado. Nos casos de maior gravidade e especí�cos, conforme a história
do paciente, o médico pode solicitar alguns exames laboratoriais, como antibiograma, hemograma,
hemocultura, cultura e análise anatomopatológica do material coletado da lesão (Azulay, 2017; Neto; Cucé;
Reis, 2019). 
O tratamento, por sua vez, será delimitado a partir da análise de cada caso em particular. Em alguns desses
casos, de menor gravidade, a observação clínica da evolução será uma das alternativas, uma vez que o
sistema imunológico do paciente combaterá o distúrbio dermatológico sem a necessidade da introdução de
medicamentos ou terapias complementares (Azulay, 2017; Neto; Cucé; Reis, 2019). Com relação aos
distúrbios dermatológicos causados por um quadro infeccioso, em que o agente etiológico é bacteriano, o
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
tratamento com antibioticoterapia tópica ou sistêmica poderá ser prescrito pelo médico, bem como
medicamentos anti-in�amatórios e terapia de calor e frio. Quando houver coleção purulenta bem
delimitada, a punção do local para drenagem auxiliará no tratamento (Azulay, 2017; Neto; Cucé; Reis, 2019).
No caso da psoríase, existem alguns tipos de tratamento, a depender da gravidade do caso, porém, no geral,
é realizado tratamento tópico, fototerapia com luz ultravioleta, imunossupressores, entre outros
tratamentos sistêmicos (Azulay, 2017; Neto; Cucé; Reis, 2019).
Na hipótese de evolução desses distúrbios dermatológicos para uma lesão aberta, com descontinuidade do
tecido cutâneo, a terapia com curativo poderá ser necessária. Nesse ponto, a atuação efetiva do enfermeiro
é de extrema importância, ponto que será discutido no próximo tópico. 
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM DISTÚRBIOS
DERMATOLÓGICOS 
A assistência de qualidade ao paciente com distúrbios dermatológicos é uma temática importante. Seu
maior impacto é percebido principalmente no campo da enfermagem, por ser a pro�ssão que se encarrega
do cuidado direto e integral ao paciente (Oliveira et al., 2016; Busanello et al., 2013).
Para tanto, o processo de enfermagem caracteriza-se como um importante instrumento para que a
Sistematização da Assistência de Enfermagem ocorra, proporcionando o acompanhamento e a avaliação
contínua do paciente (Oliveira Et Al., 2016; Busanello, et al., 2013). No histórico de enfermagem, além das
informações globais, a coleta pode ser direcionada à avaliação da necessidade de tratamento da lesão e à
prevenção de novas lesões ou complicações (Barreto, 2013; Porto; Porto, 2016). Na avaliação realizada a
partir da anamnese e do exame físico, pelas técnicas de inspeção e palpação, veri�cam-se as condições
sistêmicas que podem in�uenciar a integridade tissular e o processo de cicatrização, como dé�cit de
vascularização/irrigação sanguínea periférica; desequilíbrios nutricionais e hemodinâmicos; presença de
desidratação; �utuações da temperatura; patologias associadas/comorbidades (diabetes, doenças
imunológicas, câncer, insu�ciências vasculares, entre outras); entre outros (Barreto, 2013; Porto; Porto,
2016). 
Avaliações da feridaPara uma avaliação adequada do local da ferida, além dos fatores ambientais
adequados, deve-se haver a limpeza do leito para retirada de tecido desvitalizado e de resíduos de
coberturas e produtos tópicos, devendo-se observar (Barreto, 2013; Porto; Porto, 2016):
•  O aspecto da cobertura removida e o tempo de permanência sobre a ferida. 
•  Características e quantidade do exsudato.
•  Presença de sinais de infecção.
•  Etiologia da ferida. 
•  Localização anatômica.
•  Classi�cação: feridas simples ou complexas, aguda ou crônica. 
•  Leito da ferida. 
•  Presença de bio�lme.
•  Aspecto da borda/margem e pele periferida.
•  Tamanho e profundidade da lesão, se há a presença de túnel. 
•  Presença ou não da dor e suas características. 
Para a etapa seguinte, conhecer os diagnósticos prevalentes nos pacientes com ferida é algo importante,
pois otimizará e facilitará o processo de trabalho, bem como o direcionando para um plano de cuidado mais
adequado a eles. 
Abaixo, apresentaremos o levantamento dos diagnósticos prevalentes em pacientes com feridas (Oliveira et
al., 2014; Oliveira et al., 2017; Herdman; Kamitsuru; Lopes, 2021): 
•  Risco de infecção.
•  Integridade da pele prejudicada/integridade tissular prejudicada.
•  Nutrição alterada: menor que as demandas corporais.
•  Mobilidade física prejudicada.
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
•  Dor aguda/crônica.
•  Ansiedade.
•  Desesperança. 
Já em relação aos resultados e intervenções de enfermagem prevalentes em pacientes com feridas, a seguir,
apresentaremos os principais em pacientes com lesões (Oliveira et al., 2016; Moorhead et al., 2016): 
•  Cicatrização de feridas: primeira intenção.
•  Cicatrização de feridas: segunda intenção.
•  Integridade tissular: pele e mucosas.
•  Estado nutricional.
•  Autocuidado: higiene.
•  Conhecimento: regime do tratamento.
•  Controle de riscos: processo infeccioso. 
Com o levantamento dos possíveis resultados de enfermagem, as intervenções de enfermagem são o
próximo passo, sempre voltadas para cada caso, no entanto, apresentaremos algumas possíveis
intervenções que podem ser prescritas, com base em evidências trazidas em estudos publicados (Barreto,
2013; Bulechek et al., 2016). 
Intervenção de enfermagem: “cuidados com lesões” •  Limpeza da lesão com soro �siológico a 0,9% ou
limpador não tóxico, quando adequado.
•  Manter técnica asséptica durante a realização do curativo ao cuidar da lesão, se adequado.
•  Medir o leito da lesão, quando adequado.
•  Documentação do local, do tamanho e do aspecto da ferida.
•  Avaliações da drenagem, cor, tamanho e odor. 
•  Aplicação de curativo adequado à pele/lesão, se apropriado. 
•  Orientações sobre os procedimentos de cuidado com a ferida no domicílio. 
•  Administração de cuidados a úlceras de pele, conforme a necessidade.
VIDEO RESUMO
Olá, estudante. 
Chegamos ao �nal de mais uma aula desta unidade. Para complementar o seu aprendizado, assista ao vídeo
que trará os pontos mais importantes desta aula. O objetivo é sumarizar os tópicos desta aula, destacando
as temáticas principais aqui expostas, relacionadas aos distúrbios dermatológicos, como a de�nição,
manifestação clínica, tratamento e a importância da sistematização da assistência de enfermagem para a
implementação de um plano de cuidado adequado, humanizado e direcionado a cada caso. 
Até lá!  
 Saiba mais
Para complementar os seus estudos, indicamos a leitura do Consenso brasileiro de psoríase 2020.
DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS, ENDÓCRINOS E DERMATOLÓGICOS
Aula 5
REVISÃO DA UNIDADE
32 minutos
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
http://www.biosanas.com.br/uploads/outros/artigos_cientificos/152/770a01deea02365ae98071043abd3f12.pdf
Esta unidade teve como foco trabalhar os pontos mais importantes dos principais distúrbios respiratórios,
metabólicos e endócrinos, propondo a discussão do raciocínio clínico, o que dá suporte à delimitação do
processo de enfermagem, base do trabalho assistencial e gerencial do enfermeiro.
Iniciamos o conteúdo discutindo sobre os distúrbios respiratórios: pneumonia, pneumotórax e derrame
pleural. A pneumonia é uma doença respiratória infecciosa aguda que afeta o parênquima pulmonar,
atingindo os brônquios e os alvéolos. Ela pode ser classi�cada de diversas formas, porém a mais comum é
pelo formato de aquisição (adquirida na comunidade-PAC): pneumonia nosocomial ou hospitalar;
pneumonia do hospedeiro imunocomprometido e pneumonia por aspiração (Norris, 2021; Corrêa et al.,
2018).
Os principais fatores de risco para a doença são:tabagismo; colonização da orofaringe; etilismo; dé�cit
nutricional; imunossupressão; mudança brusca de temperatura; idade; doença obstrutiva crônica; entre
outros. Já como manifestações clínicas típicas, observa-se a dor torácica em “pontada”, dispneia e
taquipneia, insu�ciência respiratória, tosse com expectoração de muco purulento, febre, prostração,
hipoxemia e hipercapnia (Norris, 2021; Corrêa et al., 2018), e o seu tratamento está intimamente relacionado
à etiologia da pneumonia, à adequada administração de medicamentos, �sioterapia e controle dos fatores
de risco (Corrêa et al., 2018).
Com relação ao pneumotórax, este se caracteriza por uma emergência, devido à presença de ar livre no
espaço pleural. Esse distúrbio é causado pela ruptura da pleura, dando acesso à entrada de ar nesse espaço,
que pode ser classi�cado em espontâneo ou adquirido (Andrade Filho; Campos; Haddad, 2006; Hopkins et
al., 2011). O pneumotórax espontâneo primário ocorre sem ter relação com uma patologia pulmonar, já o
secundário está relacionado a complicações de doenças pulmonares. O pneumotórax adquirido pode ser
subdividido em iatrogênico (quando está relacionado a acidentes na assistência à saúde, como nos casos de
punções de veias centrais e biópsias transtorácicas e transbrônquicas); pneumotórax traumático (em
trauma fechado ou penetrante) e pneumotórax por barotrauma (vinculado ao aumento excessivo da
pressão intrapulmonar) (Sahn; He�ner, 2000; Hopkins et al., 2011).
No caso do derrame pleural, há o acúmulo excessivo e incomum de �uido entre as pleuras. Sua classi�cação
se dá de acordo com o tipo de líquido presente no espaço pleural: transudato; exsudato (pus) – empiema;
conteúdo hemático – hemotórax; lipídios – quilotórax e urina – urinotórax (Genofre; Chibante; Macedo,
2006). Tanto para o pneumotórax quanto para o derrame pleural, as manifestações clínicas estão
relacionadas à gravidade do quadro, em que o paciente pode apresentar dispneia; taquipneia; dor torácica
progressiva; tosse seca; cianose labial e de extremidades; hipoxemia; hipercapnia; e, em casos mais graves,
parada cardiorrespiratória (Andrade Filho; Campos; Haddad, 2006; Genofre; Chibante; Macedo, 2006).
Os métodos diagnósticos mais utilizados para ambos os casos são a radiogra�a de tórax e/ou tomogra�a
computadorizada. A toracocentese com coleta do líquido para análise clínica em laboratório também é uma
alternativa; o tratamento objetiva melhorar o quadro de emergência, em que são administradas medidas
medicamentosas e medidas invasivas, como a drenagem torácica, que, com inserção do dreno de tórax, é
um método de tratamento que consiste em remover o conteúdo que está presente no espaço pleural e
restabelecer a pressão negativa (Genofre; Chibante; Macedo, 2006; Hopkins et al., 2011).
Observa-se, dentro da prática clínica, que a assistência de enfermagem está relacionada a esse dispositivo
que é determinante para o tratamento e melhora clínica do paciente. Entre as intervenções de enfermagem,
podemos citar: aplicação de técnicas assépticas, com a �nalidade de prevenir infecções vinculadas à
assistência à saúde; troca do sistema de drenagem: antissepsia das mãos, utilização de luvas de
procedimento, limpeza da extensão e do exterior do frasco com álcool 70%; pinçamento da extensão,
abertura do frasco do dreno, esvaziamento do débito e observação das características do conteúdo,
confeccionamento de novo selo d´água com água destilada, de modo que a coluna interna do dreno �que
submersa 2 cm do selo d´água; quanti�cação e anotação do débito do dreno (volume e características do
conteúdo); realização do curativo da inserção do dreno de forma estéril, observando os aspectos desse local
(integridade dos pontos e da pele ao redor do dreno, se há exteriorização do dreno ou saída de secreção);
entre outros (Brasil, 2013; Masukawa, Vieira, Klein, 2018; Cavalcanti et al., 2021).
Após aprofundarmos um pouco mais os distúrbios respiratórios, abordamos pontos importantes
relacionados aos distúrbios da tireoide, mais especi�camente sobre o hipertireoidismo e o hipotireoidismo.
O hipertireoidismo ocorre quando há o excesso de síntese de hormônios tireoidianos, caracterizando a
hiperatividade da tireoide, e suas principais causas estão relacionadas à doença de Graves, ao Bócio
multinodular tóxico tireoidite e ao nódulo tóxico individual. Observa-se, como sinais clínicos, a presença de
bócio, dor, sensibilidade e aumento metabólico das funções orgânicas (taquicardia, hipertensão arterial,
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
arritmias, sudorese, tremores �nos, insônia, perda de peso, entre outros); já o seu tratamento está
vinculado ao controle das causas, sinais, sintomas e complicações, sendo essencialmente clínico, por meio
de uso de medicações, ou cirúrgico, por meio de tireoidectomia total ou parcial (Maia et al., 2013).
Já no hipotireoidismo ocorre a diminuição da produção e excreção dos hormônios tireoidianos, sendo o
mixedema a forma mais grave desse distúrbio. Os principais sinais e sintomas são: desaceleração do
metabolismo e funções corporais, mudanças de expressão facial, ptose palpebral, voz rouca e fala
lenti�cada, edema facial, alopecia, ressecamento cutâneo, entre outros. O tratamento está baseado na
reposição hormonal, ou seja, na administração de medicamentos orais compostos de hormônios
tireoidianos (Sgarbi et al., 2013). Aliás, o diagnóstico desses distúrbios é essencialmente clínico e laboratorial,
por meio da dosagem dos níveis de hormônios da tireoide e estimulantes da tireoide no sangue (Maia et al.,
2013; Sgarbi et al., 2013).
Ao �nal da unidade, �zemos um apanhado sobre os distúrbios dermatológicos: piodermites, foliculite
furunculose celulite, erisipela e psoríase.
• Piodermite: infecção local cutânea provocada por um agente etiológico bacteriano, em sua prevalência,
pelo Staphylococcus Aureus e o Streptococcus pyogenes (Azulay, 2017).
• Foliculite: infecções que acometem os folículos pilossebáceos causadas por Staphylococcus Aureus.
Apresentam-se como pequenas pústulas centradas por um pelo. Sua causa está, geralmente, relacionada à
depilação com lâminas (Azulay, 2017).
• Furunculose: infecção das células pilossebáceas centrada por um pelo e causada por Staphylococcus
Aureus. Esse tipo de lesão apresenta-se em maior dimensão (Azulay, 2017).
• Celulite: infecção aguda localizada na hipoderme que afeta o funcionamento do sistema linfático causada,
geralmente, por Streptococcus pyogenes (Azulay, 2017).
• Erisipela: infecção aguda que atinge a derme com comprometimento da rede linfática, causada,
geralmente, por Streptococcus beta hemolítico tipo A (Azulay, 2017).
• Psoríase: doença crônica não infecciosa, não transmissível e de causa ainda desconhecida. O paciente
apresenta manchas avermelhadas, com liberação de escamas esbranquiçadas e secas; manchas brancas ou
acastanhadas, devido à melhora das lesões avermelhadas; pele ressecada; prurido; queimação; e dor. Em
casos mais graves, apresenta edema e rigidez nas articulações (Azulay, 2017).
O diagnóstico desses distúrbios dermatológicos é principalmente clínico, a partir da avaliação da história e
do exame físico do paciente (Azulay, 2017; Neto; Cucé; Reis, 2019).  No tratamento de casos em que há
infecção bacteriana, são prescritos antibioticoterapia tópica ou sistêmica, medicamentos anti-in�amatórios e
terapia de calor e frio. Na presença de coleção purulenta, a punção para drenagem auxiliará no tratamento
(Azulay, 2017; Neto; Cucé; Reis, 2019). Para a psoríase, no geral, é realizado tratamento tópico, fototerapia
com luz ultravioleta, imunossupressores, entre outros (Azulay, 2017; Neto; Cucé; Reis, 2019).
Independentemente dos distúrbios aqui explanados, o enfermeiro tem como atribuição o atendimento
individualizado e holístico do paciente. Entre essas atribuições, faz-se de grande relevância a educação em
saúde, desde as orientações e intervenções educativas, baseada no nível de letramento em saúde do
paciente(Barros et al., 2022; Galavote et al., 2016). Para isso, o processo de enfermagem, como forma de
Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), torna-se uma das principais ferramentas do cuidado e
um grande aliado dos enfermeiros (Barros et al., 2022).
No histórico de enfermagem, o enfermeiro deve focar a coleta de dados do paciente, atentando-se às
queixas principais, à história pregressa, aos antecedentes de saúde, aos antecedentes familiares, entre
outros. Para o exame físico, a investigação deve ocorrer seguindo o sentido céfalo-podálico, utilizando-se
das 4 técnicas básicas da semiologia: a inspeção, ausculta, palpação e percussão (Barros et al., 2022).
Após o levantamento das necessidades de cuidado obtidas a partir do histórico de enfermagem, o
enfermeiro procederá com a etapa do Diagnóstico de Enfermagem (DE), com base em que um sistema de
linguagem padronizado, como o North American Nursing Diagnosis Association (NANDA-I) (Herdman,
Kamitsuru, Lopes, 2021).
Na etapa do planejamento de enfermagem, serão determinados os resultados que se pretende alcançar, a
partir das intervenções de enfermagem que serão prescritas e implementadas. Para se elencar os
resultados, o enfermeiro pode utilizar o Nursing Outcomes Classi�cation (NOC) (Moorhead et al., 2018), e
para as intervenções de enfermagem, o Nursing Interventions Classi�cation (NIC) (Bulechek et al., 2016).
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
Imprimir
A partir da implementação das intervenções pela equipe de enfermagem, o enfermeiro na etapa da
avaliação deve monitorar a evolução do paciente, adaptando as intervenções sempre que necessário,
conforme a demanda clínica do paciente (Barros et al., 2022).
REVISÃO DA UNIDADE
Chegamos ao �nal desta unidade, e, para concluí-la, nada melhor do que assistir aos vídeos, a �m de �xar o
conteúdo e aprimorar o seu aprendizado. A aula de revisão será composta de dois vídeos: no primeiro,
trabalharemos a resolução do estudo de caso apresentado, trazendo os pontos mais importantes, que
valem ser ressaltados; já no segundo, realizaremos a síntese do conteúdo desta unidade, fazendo um
apanhado dos pontos-chave desta unidade. Faça um bom proveito deste conteúdo e até mais.
ESTUDO DE CASO
Identi�cação: paciente D.Q., sexo masculino, 54 anos, motorista de ônibus, casado.
Queixa: paciente chega para atendimento na Unidade de pronto-atendimento em um serviço hospitalar,
onde será atendido inicialmente no setor de classi�cação de risco. Ele refere a você, enfermeiro responsável
pela classi�cação de risco, a queixa de cansaço aos pequenos esforços, com piora progressiva há um dia,
acompanhado de dispneia e dor torácica à direita, bem como relata ter sofrido uma queda da própria altura
há 1 dia e, a partir disso, o aparecimento de tais sinais e sintomas. 
Doenças pré-existentes: hipertensão arterial sistêmica (não faz uso de medicamentos).
Fatores de risco: tabagismos de 1 maço/dia por 30 anos.
Ao exame físico: pressão arterial: 140/80 cmHg; pulso: 88 batimentos por minuto; temperatura: 36,5 C;
frequência respiratória: 26 respirações por minuto (parâmetro normal: 16-20 respirações por minuto);
saturação de oxigênio: 83% (parâmetro normal: 100-90%).
• Estado nutricional: eutró�co.
• Nível de consciência:
• Pele, mucosa e anexos: hidratado, corado, cianose labial.
• Face, crânio, olhos, ouvidos, nariz, boca: sem alterações.
• Toráx: expansibilidade torácica limitada à direita, murmúrios vesiculares diminuídos à direita; presença de
crepitação de terceiro e quarto arco costal, sinalizando possível fratura.
• Abdomem: globoso, �ácido, ruídos hidroaéreos presentes, indolor a palpação.
• Genitourinário: não refere alterações.
• Membros: sem alterações na mobilidade; pulsos palpáveis e rítmicos, tempo de enchimento capilar
adequado.
 Re�ita
Você é o enfermeiro responsável pela classi�cação de risco na unidade de pronto atendimento,
portanto, precisa ter um raciocínio clínico rápido e ser ágil, para direcionar o atendimento adequado ao
paciente. Com base no caso, qual é a hipótese diagnóstica clínica do paciente? Para o direcionamento
assistencial do cuidado de enfermagem, determine 2 diagnósticos de enfermagem, resultados e
intervenções de enfermagem para esse caso.
RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO
Isso aí, estudante. Se a sua resposta foi pneumotórax secundário a um trauma, você conseguiu realizar
adequadamente o raciocínio clínico sobre esse caso.
Os principais sinais clínicos que nos fazem chegar a essa hipótese são: verbalização de cansaço aos
pequenos esforços com piora progressiva, dispneia e dor torácica à direita. História de queda da própria
altura há 1 dia, frequência respiratória: 26 respirações por minuto (parâmetro normal: 16-20 respirações por
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
minuto); saturação de oxigênio: 83% (parâmetro normal: 100-90%); expansibilidade torácica limitada à
direita, murmúrios vesiculares diminuídos à direita; presença de crepitação de terceiro e quarto arco costal,
sinalizando possível fratura. 
•  Diagnósticos de enfermagem: padrão respiratório ine�caz; dor aguda; troca de gases prejudicada;
ventilação espontânea prejudicada; risco de infecção.
•  Resultados de enfermagem: estado respiratório: permeabilidade de vias aéreas; estado respiratório:
ventilação.
•  Intervenções de enfermagem: monitorização respiratória, monitorização de sinais vitais, assistência
ventilatória, assistência no procedimento de drenagem de tórax (quando indicado), cuidados com dreno de
tórax, entre outros.
RESUMO VISUAL
Aula 1
ALVES, J. C. F. et al. Pneumonia nosocomial: diagnóstico e intervenções de enfermagem. Journal of
Management and Primary Health Care, [S. l.], v. 6, n. 1, p. 103-114, 2015. Disponível em:
www.jmphc.com.br/jmphc/article/view/238/Pneumonia%20nosocomial. Acesso em: 15 ago. 2023.
BARROS, A. L. B. L. et al. Processo de enfermagem: guia para a prática. 2 ed. São Paulo: COREN-SP, 2022.
BARROS, A. L. B. L.; LOPES, J. L. A legislação e a sistematização da assistência de enfermagem. Enfermagem
em Foco, [S. l.], v. 1, n. 2, p. 63-65, 2010.
BRASIL. Ministério da Saúde. DATASUS. 2023. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br/. Acesso em: 15
ago. 2023.
BULECHEK, G. et al. NIC: classi�cação das intervenções de enfermagem. 6 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016.
CANTO, D. F.; ALMEIDA, M. A. Resultados de enfermagem para padrão respiratório ine�caz e ventilação
espontânea prejudicada em terapia intensiva. Rev. Gaúcha Enferm., [S. l.], v. 34, n. 4, p. 137-145, 2013.
Disponível em: www.scielo.br/j/rgenf/a/4byBXyqbsg3Mb5TkPvrdrGm/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 15
ago. 2023.
CORRÊA, R. de A. et al. Diretrizes brasileiras para pneumonia adquirida na comunidade em adultos
imunocompetentes – 2009. J. Bras. Pneumol., [S. l.], v. 35, n. 6, p. 574-601, 2009. Disponível em:
http://www.jornaldepneumologia.com.br/details/1143. Acesso em: 09 de abril de 2023]
CORRÊA, R. de A. et al. Recomendações para o manejo da pneumonia adquirida na comunidade 2018. J.
Bras Pneumol., [S. l.], v. 44, n. 5, p. 405-424, 2018. Disponível em:
http://www.jornaldepneumologia.com.br/details-supp/98. Acesso em: 14 ago. 2023.
GALAVOTE, H. S. et al. O trabalho do enfermeiro na atenção primária à saúde. Esc. Anna Nery, [S. l.], v. 20, n.
1, p. 90-98, jan./mar. 2016. Disponível em: www.scielo.br/j/ean/a/8QsxZbDLnCWWBN6zQVwjbxL/?
format=pdf&lang=pt. Acesso em: 15 ago. 2023.
REFERÊNCIAS
15 minutos
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
https://datasus.saude.gov.br/
http://www.scielo.br/j/rgenf/a/4byBXyqbsg3Mb5TkPvrdrGm/?format=pdf&lang=pt
http://www.jornaldepneumologia.com.br/details/1143
http://www.jornaldepneumologia.com.br/details-supp/98
http://www.scielo.br/j/ean/a/8QsxZbDLnCWWBN6zQVwjbxL/?format=pdf&lang=pt
http://www.scielo.br/j/ean/a/8QsxZbDLnCWWBN6zQVwjbxL/?format=pdf&lang=pt
GOMES, L. Fatores de risco e medidas pro�láticas nas pneumonias adquiridas na comunidade J. Pneumol.,
[S. l.], v. 27, n. 2, mar./abr. 2001. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0102-35862001000200008.Acesso
em: 15 ago. 2023.
HERDMAN, T. H.; KAMITSURU, S.; LOPES, C. T. (org.). Diagnósticos de enfermagem da NANDA-I: de�nições
e classi�cação – 2021-2023. Porto Alegre: Artmed, 2021.
MOORHEAD, S. et al. NOC: Classi�cação dos resultados de enfermagem. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018.
NORRIS, T. L. Porth: �siopatologia. 10 ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 2021.
QUEIROZ, A. G. S. et al. Diagnósticos de enfermagem segundo a taxonomia da NANDA internacional para
sistematização da assistência de enfermagem a COVID-19. Health Biol. Sci., [S. l.], v. 8, n. 1, p. 1-6, 2020.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA. 12 de novembro: dia mundial da pneumonia.
2018. Disponível em: https://sbpt.org.br/portal/dia-mundial-pneumonia-2018/. Acesso em: 14 ago. 2023.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA. Diretrizes brasileiras para tratamento das
pneumonias adquiridas no hospital e das associadas à ventilação mecânica – 2007. J. Bras. Pneumol. [S. l.],
v. 33, n. 1, p. 31-50, 2007. Disponível em:
https://cdn.publisher.gn1.link/jornaldepneumologia.com.br/pdf/Suple_132_44_2diretrizes2.pdf. Acesso em:
14 ago. 2023.
Aula 2
BARROS, A. L. B. L. et al. Processo de enfermagem: guia para a prática. 2 ed. São Paulo: COREN-SP, 2022.
LEITE, S.N.; VASCONCELLOS, M. P. C. Adesão à terapêutica medicamentosa: elementos para a discussão de
conceitos e pressupostos adotados na literatura. Ciência & Saúde Coletiva, [S. l.], v. 8, n. 3, p. 775-782,
2003.
LOPES, F. P. R. A.; AMARAL, M. S. Cuidados de enfermagem na SRPA a pacientes submetidos à tireoidectomia
total: uma revisão integrativa. Dossiê de Educação Ambiental e Saúde, [S. l.], v. 15, n. 3, 2019. Disponível
em: https://doi.org/10.5216/rir.v15i3.57845. Acesso em: 15 ago. 2023.
MAIA, A. L., et al. Consenso brasileiro para o diagnóstico e tratamento do hipertireoidismo: recomendações
do Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Arq. Bras.
Endocrinol. Metab., [S. l.], v. 57, n. 3, abr. 2013. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0004-
27302013000300006. Acesso em: 15 ago. 2023.
NUNES, M.T.  Hormônios tiroideanos: mecanismo de ação e importância biológica. Arq. Bras. Endocrinol.
Metab., [S. l.], v. 47, n. 6, dez. 2003. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0004-27302003000600004.
Acesso em: 15 ago. 2023.
SANTOS, K. M. G. et al. Assistência de enfermagem no transoperatório ao paciente cirúrgico. REAS. v. 3, n.
10, out. 2021. Disponível em: https://doi.org/10.25248/REAS.e8878.2021. Acesso em: 15 ago. 2023. 
SGARBI, J. A. et al. Consenso brasileiro para a abordagem clínica e tratamento do hipotireoidismo subclínico
em adultos: recomendações do departamento de tireoide da sociedade brasileira de endocrinologia e
metabologia. Arq. Bras. Endocrinol. Metab., [S. l.], v. 57, n. 3, 2013. Disponível em:
https://doi.org/10.1590/S0004-27302013000300003. Acesso em: 15 ago. 2023.
Aula 3
GOMES, A. T. de L. et al. Cuidados de enfermagem à pessoa com insu�ciência cardíaca descompensada.
Brazilian Journal of Health Research, [S. l.], v. 16, n. 2, 2015. Disponível em:
https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/9295. Acesso em: 14 ago. 2023.
HERDMAN, T. H.; KAMITSURU, S.; LOPES, C. T. (Org.). Diagnósticos de enfermagem da NANDA-I: de�nições
e classi�cação – 2021-2023. São Paulo: Artmed, 2021.
MOTA, F. G. A. et al.  Diagnósticos de enfermagem no paciente com insu�ciência cardíaca: Estudo de caso.
Brazilian Journal Health Review, Curitiba, v. 3, n. 5, p. 13028-13040, set./out. 2020. Disponível em:
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/17021/13850. Acesso em: 14 ago. 2023.
NASCIMENTO M. N. R. et al. Diagnósticos de enfermagem para pessoas com insu�ciência cardíaca:
mapeamento cruzado. Rev Enferm. UFPE, [S. l.], v. 13, 2019. Disponível em:
https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/viewFile/240194/32470. Acesso em: 14 ago.
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
https://doi.org/10.1590/S0102-35862001000200008
https://sbpt.org.br/portal/dia-mundial-pneumonia-2018/
https://cdn.publisher.gn1.link/jornaldepneumologia.com.br/pdf/Suple_132_44_2diretrizes2.pdf
https://doi.org/10.1590/S0004-27302013000300006
https://doi.org/10.1590/S0004-27302013000300006
https://doi.org/10.1590/S0004-27302003000600004
https://doi.org/10.25248/REAS.e8878.2021
https://doi.org/10.1590/S0004-27302013000300003
https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/9295
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/17021/13850
https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/viewFile/240194/32470
2023.
PEREIRA, J. M. V. et al. Diagnósticos de enfermagem em pacientes com insu�ciência cardíaca hospitalizados:
estudo longitudinal. Rev. Esc. Enferm. USP, São Paulo, v. 50, n. 6, p. 929-936, 2016. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/reeusp/a/mrPj45n6WFZ9Lk6Qs3TjMWj/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 14 ago.
2023.
ROHDE, L. E. P. et al. Diretriz brasileira de insu�ciência cardíaca crônica e aguda. Arquivos Brasileiros de
Cardiologia, Rio de Janeiro, v. 111. n. 3, p. 436-539, 2018. Disponível em:
http://publicacoes.cardiol.br/portal/abc/portugues/2018/v11103/pdf/11103021.pdf. Acesso em: 14 ago.
2023.
SANTOS, G. L. A. et al. Implicações da sistematização da assistência de enfermagem na prática pro�ssional
brasileira. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 55, 2021. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/reeusp/a/JkL8WQXJZFvNSYMc4McTZct/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 14 ago.
2023.
SILVA, M. N.; CALLEJAS, R. A. Insu�ciência Cardíaca, uma revisão sistemática. Rev. Bras. de Iniciação
Cientí�ca, Itapetininga, v.9, p. 1-21, 2022. Disponível em:
https://periodicoscienti�cos.itp.ifsp.edu.br/index.php/rbic/article/view/311/377. Acesso em: 14 ago. 2023.
Aula 4
AZULAY, R. D. Dermatologia. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017.
BARRETO, L. M. N. Resultados de enfermagem para o diagnóstico integridade tissular prejudicada em adulto
com úlcera por pressão – Validação por consenso. 2013. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) —
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2013.
BULECHEK, G. et al. NIC: Classi�cação das intervenções de Enfermagem. 6 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016.
BUSANELLO, J. et al. Assistência de enfermagem a portadores de feridas: tecnologias de cuidado
desenvolvidas na atenção primária. Rev Enferm UFSM, Santa Maria, v. 3, n. 1, p. 175-184, jan./abr. 2013.
HERDMAN, T. H.; KAMITSURU, S.; LOPES, C. T. (org.). Diagnósticos de enfermagem da NANDA-I: de�nições
e classi�cação – 2021-2023. Porto Alegre: Artmed, 2021.
MOORHEAD, S. et al. NOC: classi�cação dos resultados de enfermagem. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018.
NETO, C.; CUCÉ, L. C.; REIS, V. M. S. Manual de dermatologia. 5 ed. São Paulo: Manole, 2019.
OLIVEIRA, F. P., et al. Classi�cações de intervenções e resultados de enfermagem
em pacientes com feridas: mapeamento cruzado. Rev Gaúcha Enferm., [S. l.], v. 37, n. 2, p. 1-9, jun. 2016.
Disponível em: https://www.scielo.br/j/rgenf/a/9zDQRbKBmx7GxYbDcjMBCMH/?format=pdf&lang=pt. Acesso
em: 16 ago. 2023.
OLIVEIRA, F. P. et al. Diagnósticos de enfermagem na assistência ambulatorial ao paciente com ferida:
mapeamento cruzado. Rev enferm UERJ, Rio de Janeiro, v. 25, p. 1-6, 2017. Disponível em: https://www.e-
publicacoes.uerj.br/index.php/enfermagemuerj/article/view/20028/21706. Acesso em: 16 ago. 2023.
OLIVEIRA, I. C. et al. A frequência dos diagnósticos de enfermagem em pacientes comferidas. Rev enferm
UFPE, Recife, v. 8, n. 7, p. 1937-1946, jul. 2014.
PORTO, C. C.; PORTO, A. L. Clínica médica na prática diária. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.
Aula 5
ANDRADE FILHO, L. O.; CAMPOS, J. R. M.; HADDAD, R. Pneumotórax. J Bras Pneumol., [S. l.], v. 32, n. 4, p.
212-216, 2006. Disponível em:
https://cdn.publisher.gn1.link/jornaldepneumologia.com.br/pdf/Suple_76_21_8cap%208.pdf. Acesso em: 16
ago. 2023.
AZULAY, R. D. Dermatologia. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017.BARROS, A. L. B. L. et al. Processo de enfermagem: guia para a prática. 2 ed. São Paulo: COREN-SP, 2022.
BRASIL. Resolução – RDC nº 36, de 25 de julho de 2013. Institui ações para a segurança do paciente em
serviços de saúde e dá outras providências. 2013. Disponível em:
bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2013/rdc0036_25_07_2013.html. Acesso em: 16 ago. 2023.
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
https://www.scielo.br/j/reeusp/a/mrPj45n6WFZ9Lk6Qs3TjMWj/?format=pdf&lang=pt
http://publicacoes.cardiol.br/portal/abc/portugues/2018/v11103/pdf/11103021.pdf
https://www.scielo.br/j/reeusp/a/JkL8WQXJZFvNSYMc4McTZct/?format=pdf&lang=pt
https://periodicoscientificos.itp.ifsp.edu.br/index.php/rbic/article/view/311/377
https://www.scielo.br/j/rgenf/a/9zDQRbKBmx7GxYbDcjMBCMH/?format=pdf&lang=pt
https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/enfermagemuerj/article/view/20028/21706
https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/enfermagemuerj/article/view/20028/21706
https://cdn.publisher.gn1.link/jornaldepneumologia.com.br/pdf/Suple_76_21_8cap%208.pdf
Imagem de capa: Storyset e ShutterStock.
BULECHEK, G. et al. NIC: classi�cação das intervenções de enfermagem. 6 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016.
CAVALCANTI, K.S.; et al. Cuidados de enfermagem no manuseio de drenos de tórax na pro�laxia de agravos.
Brazilian Journal of Development, v.7, n.11, p.107730-107743, 2021. Disponível em:
DOI:10.34117/bjdv7n11-415 [Acesso em: 10 de maio de 2023]
CORRÊA, R. de A. et al. Recomendações para o manejo da pneumonia adquirida na comunidade 2018. J.
Bras Pneumol., [S. l.], v. 44, n. 5, p. 405-424, 2018. Disponível em:
http://www.jornaldepneumologia.com.br/details-supp/98. Acesso em: 14 ago. 2023.
GALAVOTE, H. S. et al. O trabalho do enfermeiro na atenção primária à saúde. Esc. Anna Nery, [S. l.], v. 20, n.
1, p. 90-98, jan./mar. 2016. Disponível em: www.scielo.br/j/ean/a/8QsxZbDLnCWWBN6zQVwjbxL/?
format=pdf&lang=pt. Acesso em: 15 ago. 2023.
GENOFRE, E.; CHIBANTE, A. M. S.; MACEDO, A. G. Derrame pleural de origem indeterminada Bras Pneumol.,
[S. l.], v. 32, n. 4, p. 204-210, 2006. Disponível em:
https://cdn.publisher.gn1.link/jornaldepneumologia.com.br/pdf/Suple_75_21_7cap%207.pdf. Acesso em: 15
ago. 2023.
HERDMAN, T. H.; KAMITSURU, S.; LOPES, C. T. (org.). Diagnósticos de enfermagem da NANDA-I: de�nições
e classi�cação – 2021-2023. Porto Alegre: Artmed, 2021.
HOPKINS, T. G. et al. Recurrent pneumothorax. The Lancet, [S. l.], v.377, n. 9777, p. 1624, maio 2011.
Disponível em: www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(11)60072-X/fulltext. Acesso em: 15
ago. 2023.
MAIA, A. L., et al. Consenso brasileiro para o diagnóstico e tratamento do hipertireoidismo: recomendações
do Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Arq. Bras.
Endocrinol. Metab., [S. l.], v. 57, n. 3, abr. 2013. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0004-
27302013000300006. Acesso em: 15 ago. 2023.
MASUKAWA, I.; VIEIRA, B. G; KLEIN, R. T. Instalação e manutenção de dreno de tórax. 2018. Disponível em:
http://www.hu.ufsc.br/setores/ccih/wp-content/uploads/sites/16/2019/02/POP-DRENAGEM-DE-TORAX-
2019.pdf. Acesso em: 15 ago. 2023.
MOORHEAD, S. et al. NOC: Classi�cação dos resultados de enfermagem. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018.
NETO, C.; CUCÉ, L. C., REIS, V. M. S. Manual de dermatologia. 5. ed. São Paulo: Manole, 2019.
NORRIS, T. L. Porth: �siopatologia. 10 ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 2021.
SAHN, S. A.; HEFFNER, J. E. Spontaneous pneumothorax. N. Engl. J. Med., Nova Inglaterra, v. 23, n. 342, p.
868-874, mar. 2000.
SGARBI, J. A. et al. Consenso brasileiro para a abordagem clínica e tratamento do hipotireoidismo subclínico
em adultos: recomendações do departamento de tireoide da sociedade brasileira de endocrinologia e
metabologia. Arq. Bras. Endocrinol. Metab., [S. l.], v. 57, n. 3, 2013. Disponível em:
https://doi.org/10.1590/S0004-27302013000300003. Acesso em: 15 ago. 2023.
0
V
e
r 
a
n
o
ta
çõ
e
s
https://storyset.com/
https://www.shutterstock.com/pt/
http://www.jornaldepneumologia.com.br/details-supp/98
http://www.scielo.br/j/ean/a/8QsxZbDLnCWWBN6zQVwjbxL/?format=pdf&lang=pt
http://www.scielo.br/j/ean/a/8QsxZbDLnCWWBN6zQVwjbxL/?format=pdf&lang=pt
https://cdn.publisher.gn1.link/jornaldepneumologia.com.br/pdf/Suple_75_21_7cap%207.pdf
http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(11)60072-X/fulltext
https://doi.org/10.1590/S0004-27302013000300006
https://doi.org/10.1590/S0004-27302013000300006
http://www.hu.ufsc.br/setores/ccih/wp-content/uploads/sites/16/2019/02/POP-DRENAGEM-DE-TORAX-2019.pdf
http://www.hu.ufsc.br/setores/ccih/wp-content/uploads/sites/16/2019/02/POP-DRENAGEM-DE-TORAX-2019.pdf
https://doi.org/10.1590/S0004-27302013000300003

Mais conteúdos dessa disciplina