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O PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM DE HISTÓRIA: ENTENDENDO OS CONTEÚDOS CURRICULARES ATRAVÉS DE DIFERENTES LINGUAGENS HISTÓRICAS. Gerson Prestes1 Alfredo Moreira da Silva Junior (Orientador)2 Resumo: Este artigo busca analisar a implementação do projeto PDE: O Processo ensino-aprendizagem de História: Entendendo os conteúdos curriculares através de diferentes linguagens históricas, realizado com os alunos do 9º Ano “B”, na Escola Estadual Professor Luiz Petrini no município de Jundiaí do Sul - Paraná, durante o primeiro semestre de 2017. Este trabalho foi desenvolvido sob a perspectivas das Novas Linguagens Culturais, tendo como aparato teórico metodológico autores como Selva Guimarães Fonseca, Maria Auxiliadora Schmidt, Circe Maria Fernandes Bittencourt, entre outros que discutem a utilização de diferentes linguagens culturais usadas na aula de História, com a finalidade de auxiliar os alunos na compreensão dos conteúdos curriculares de história. Foi trabalhado o recorte histórico: Os Movimentos de Resistência da Primeira República Brasileira utilizando quatro das novas linguagens culturais (música, vídeo, literatura e imagem). O objetivo principal deste trabalho foi o de auxiliar os estudantes na compreensão dos conhecimentos históricos por meio de “elementos facilitadores” e estratégias metodológicas diversificadas com vista a favorecer o ensino aprendizagem levando em conta o conhecimento prévio que trazem para a escola a partir de suas vivências em outros meios sociais. Palavras-chave: Ensino de História; Linguagens; Metodologia. 1Especialista, Professor de História da Secretaria de Estado da Educação, Núcleo de Jacarezinho, gersonprestes@seed.pr,gov,br. 2 Mestre em História pela Universidade Estadual Paulista – UNESP, Doutor em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUCSP, Professor Adjunto de História do Brasil do Centro de Ciências Humanas e Educação do Campus Jacarezinho da Universidade Estadual do Norte do Paraná – UENP. mailto:gersonprestes@seed.pr INTRODUÇÃO Existem uma diversidade de formas de ensinar e aprender história, ou seja, o que o professor ensina ou deixa de ensinar, bem como aquilo que o aluno aprende ou deixa de aprender, na visão de Fonseca (2003), vai além do proposto nos livros didáticos, nos currículos e diretrizes escolares e até mesmo de projetos pedagógicos, democratizando o saber e possibilitando o confronto e o debate de diferentes visões, estimulando a incorporação e o estudo, a complexidade da cultura e da experiência histórica. No entanto observamos ainda hoje uma predominância de metodologias com práticas discursivas, baseada apenas na repetição e transposição didática de conteúdo. Essa realidade motivou a elaboração do projeto PDE e a implementação de uma Produção Didática que visasse superar e/ou minimizar as dificuldades enfrentadas pelos educandos em sala de aula através das diversas linguagens culturais, tendo como referência o cotidiano e a sua realidade social. Neste sentido, o trabalho buscou o desenvolvimento de novas estratégias metodológicas por meio das novas linguagens culturais vistas como como ferramenta de trabalho docente, e um elemento mediador e facilitador, visto que possibilita a utilização de argumentos e recursos que proporcionam à aula o desenvolvimento de um contexto significativo para o processo ensino aprendizagem. Com isso é relevante considerar que a sala de aula é um espaço de grande complexidade que se destina ao ensino-aprendizagem. Um espaço de socialização, de formação de valores, e identidade, onde existem conflitos, interesses, representações e expectativas diversas, algumas vezes manifestas em forma de preconceitos e desrespeito às diferenças, ou seja, é um lugar de interação onde ações geram reações que, por sua vez, levam a novas ações. Este local onde ocorre a relação teoria e prática mediada pelo professor deve ser um espaço que oportunize ao educando segundo Schmidt (2002), “participar do processo do fazer, do construir a História”, isto porque A sala de aula não é apenas um espaço onde se transmite informações, mas onde uma relação de interlocutores constroem sentidos. Trata-se de um espetáculo impregnado de tensões em que se torna inseparável o significado da relação teoria e prática, ensino e pesquisa. Na sala de aula se evidencia de forma mais explícita, os dilaceramentos da profissão de professor e os embates da relação pedagógica. (Schmidt, 2002, p. 57) Neste sentido o trabalho visou criar situações instigantes para que os alunos pudessem comparar as informações contidas nas diferentes fontes bibliográficas e documentais, e expressassem suas próprias compreensões e opiniões sobre os assuntos, bem como investigassem outras possibilidades de explicação para os acontecimentos estudados. Isto porque conforme Bittencourt (2004, p.189), No que se refere ao conhecimento histórico, essa posição torna-se ainda mais relevante, levando em conta as experiências históricas vividas pelos alunos e as apreensões da história apresentada pela mídia – cinema e televisão, em particular – por parte das crianças e jovens, em seu cotidiano. A história escolar não pode ignorar os conceitos espontâneos formado por intermédio de tais experiências. Ao iniciar a implementação, foi apresentado aos estudantes a proposta de trabalho do PDE, com exposição oral por meio de slides. Nestas aulas expositivas foi priorizado a relação dialógica com os discentes, buscando envolvê-los em todas as etapas das atividades e ao mesmo tempo, salientando a importância deste trabalho para o seu aprendizado, sendo com isso fundamental a colaboração de todos nesse processo. Foi analisado imagens, letras de música, trechos de obra literária e vídeos sobre os Movimentos de Resistências da Primeira República Brasileira, a fim de subsidiar a ação docente. Durante a implementação foi utilizado slides, para auxiliar os momentos de aprendizagem e uma pesquisa com a função de ampliar os estudos e construir a autonomia dos alunos pela busca do conhecimento, além de atividades de oficina para socializar a pesquisa e a análise das fontes históricas utilizadas. Também no decorrer das atividades, foi definido os critérios de avaliação, levando em conta sempre que a avaliação segundo Brodbeck (2012), “deve assumir uma dimensão orientadora e norteadora” possibilitando ao aluno como destaca a autora a tomada de consciência de seus avanços e dificuldades objetivando sempre o crescimento intelectual do mesmo. O acompanhamento das atividades foi feito por meio de registros em fichas específicas para cada atividade. Desenvolver atividades que tornem as aulas de história mais agradáveis e atrativas é fundamental para possibilitar aos estudantes a construção do conhecimento histórico, bem como sua formação crítica, autônoma e atuante na sociedade em que estão inseridos. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Conforme Molina (2012) a década de 1980 e 1990 foram marcadas por inúmeros estudos e pesquisas sobre o Ensino de História no Brasil. Tais investigações ganharam atenção especial em virtude da expansão dos programas de pós-graduação e da mobilização dos professores pesquisadores que encontraram pauta nas discussões e reflexões graças ao Encontro Nacional de Pesquisadores do Ensino de História (ENPEH) e do Perspectivas do Ensino de História. Ao pensar o ensino de história é relevante considerarmos sua função na Educação Básica que na visão de Gonçalves (2012) não é a de abordar toda história nem tampouco fixar-se a uma memorização temporária das informações, mas sim relacionar aprendizagem de conteúdos específicos problematizando-os com vista a proporcionar uma compreensão, problematização e construção de sentidos. Isto porque o ensino desta disciplinade acordo com Monteiro (2007) além de necessário é essencial, visto que auxilia os alunos na compreensão da historicidade da vida social, superando com isso as visões imediatistas e fatalistas que naturalizam o social. Uma das questões que se coloca relevante e urgente é buscar alternativas para tornar mais atrativa e dinâmica as aulas de história, a qual, segundo Monteiro (2007), requer mobilização de saberes, habilidades e competências, envolvendo subjetividades e apropriações. Essa preocupação com a formação do aluno é fundamental, isso porque na visão de Fonseca (2003, p. 107) ...a escola tem a responsabilidade não só de ampliar a compreensão do mundo, mas de formar indivíduos aptos a participar e intervir na realidade. Portanto a educação é vital na busca da felicidade, do bem comum, nas relações humanas, na promoção do humanismo. Educar é um ato de libertação, socialização, formação e transformação dos homens. É um direito do cidadão para o exercício da cidadania. Há muito tempo, descrito por Schmidt e Cainelli (2004), as imagens, como fotografias e gravuras, povoam o universo de livros e materiais didáticos de história. A partir do século XIX, as imagens de personagens considerados relevantes para a história da nação passaram a ilustrar o discurso de livros didáticos, inclusive com gravuras encomendadas, que retratam episódios considerados expressivos para o fortalecimento de determinadas visões da história da pátria. Essa divulgação contribuiu para que o passado se confundisse com a própria imagem, tornando-as canônicas. Desta forma, parafraseando Netto, Amaro (2012), a utilização de imagens como abordagem histórico-metodológica possibilita de forma real e concreta a construção de metodologias que garantam a execução de um trabalho mais dinâmico com a disciplina de história. Para Netto, Amaro (2012, p. 66) “... as imagens trazem em si um potencial de positividade interpretativa histórica bastante pertinente e que não deve ser posto de lado por um ranço oriundo de um modismo acadêmico”. A partir do final do século XIX o desenvolvimento e a expansão de novas linguagens culturais, como a fotografia, o cinema, a televisão e a informática, trouxeram novos desafios ao historiador e ao professor de história. Isso porque, esses profissionais tiveram que enfrentar o desafio de compreender a natureza das novas linguagens e incorporá-las, entendendo-as como fonte de estudo e reconstrução do passado, isto porque segundo BRASIL (2013. p. 24 e 25): Não seria exagero dizer que estamos vivendo em uma “ecologia digital” repleta de novas subjetividades fabricadas nas relações sociais estabelecidas por meio das tecnologias. Alguns autores chegam mesmo a dizer que estamos em uma situação na qual máquinas e seres humanos estariam fundidos em uma espécie de amalgama. Este processo seria representado pela metáfora do ciborgue como um misto de máquina e organismo, um novo ser humano cuja existência é mediada pela tecnologia digital. Nesta perspectiva, nossa íntima relação com ela teria transformado nossa habilidades, desejos, formas de pensamento, estruturas cognitivas, temporalidade e localização espacial. Tratando-se das análises das representações construídas para atender às exigências educacionais, o olhar dos pesquisadores dirige-se a várias situações – uma delas ligada à apreensão e construção do conhecimento em sala de aula, isto é, a relação de aprendizagem existente entre os professores e os alunos -, e a outra, às múltiplas mercadorias produzidas pela indústria cultural, como vídeos, livros, filmes, gravuras, fotografias, enfim, todos os materiais considerados didáticos e que por si constituem-se em ricas fontes de conteúdos históricos. Conteúdos estes, que envolvem um conjunto de relações existentes entre os significantes (imagens e palavras) e os seus significados (as representações). De acordo com Siman (2001), tomando por pressuposto que grande parte das atividades desenvolvidas em sala de aula é orientada pelo professor e realizada em conjunto, a atuação do professor em sala de aula parte de uma abordagem que privilegia a linguagem como mediadora da ação humana, buscando compreender como as situações de mudança conceitual estão subordinadas às interações discursivas mediadas pelo professor ao uso que faz de mediadores culturais baseados no movimento dialógico produzido na prática cotidiana. Nesse sentido, a partir da observação do funcionamento discursivo e das interações linguísticas, pode-se verificar outras dimensões das atividades sociais cotidianas, em especial, as imagens e as representações sociais que os atores buscam construir e as relações que buscam estabelecer pelas atividades discursivas. “O trabalho do professor consiste em introduzir o aluno na leitura das diversas fontes de informação, para que adquira, pouco a pouco, autonomia intelectual” (BRASIL, 1997, p. 49). O percurso do trabalho escolar inicia, dentro dessa perspectiva, com a identificação das especificidades das linguagens dos documentos – textos escritos, desenhos, filmes -, das suas simbologias e das formas de construção dessas mensagens. E, ainda, valorizando os procedimentos que envolvem um trabalho mais específico com leitura de obras com conteúdos históricos, como reportagem de jornais, mitos e lendas, textos de livros didáticos, documentários em vídeos, telejornais, entre outros. O destaque para a leitura das obras de cunho histórico sustenta-se no diagnóstico feito por inúmeros educadores, que afirmam que as crianças na atualidade têm acesso a um grande número de informações, pelos meios de comunicação de massa, convívio social, sem contudo, selecionar ou comparar com outras informações provenientes de outras fontes, acreditando que tudo o que ouvem ou leem constitui-se „verdades absolutas‟ (BRASIL, 1997, p. 61). De acordo com Bittencourt (2004, p.366), “a fotografia como um produto cultural transformou-se em objeto de estudos de semiólogos, antropólogos, sociólogos e outros cientistas sociais”. Ela pode ser usada como proposta didática dos conteúdos históricos escolares. A partir da linguagem fotográfica, a preocupação com as técnicas, os materiais e os estilos de vestimentas, habitações e transportes, as diferentes lembranças das pessoas sobre uma mesma época, o arquivamento de documentos, as diferenças de atendimentos de serviços públicos da cidade, o que envolve a confecção de um jornal ou de uma revista, as funções sociais de uma escritura de terra ou a de uma propaganda divulgada em um jornal. O que se pretende é que os alunos não aceitem facilmente as informações, e sim que construam atitudes questionadoras, procurem informações são apenas por meio daquilo que imaginam inicialmente, mas também, a partir de detalhes que não foram considerados, e aprendam a comparar e a confrontar os dados coletados na pesquisa. O trabalho de leitura de documentos, no Ensino Fundamental também propicia o contato com outras linguagens comunicativas, como a língua escrita, matemática e artes. Por isso são favoráveis às atividades que envolvem estudos sobre as histórias das ciências e dos meios de comunicação, considerando-se as particularidades de suas linguagens. As imagens trazidas pelos livros didáticos, principalmente, são indicadoras de como o passado aconteceu, mas não representação do real e por isso, o trabalho com documento histórico em sala de aula é importante para a desconstrução de determinadas imagens canonizadas a respeito do passado. Para Bittencourt (2004, p. 327) Recorrer ao uso de documentos nas aulas de História pode ser importante, segundo alguns educadores, por favorecer a introdução do aluno no pensamento histórico, a iniciação aos próprios métodos de trabalho do historiador. Fonseca (2003), coloca que o discurso histórico e o literário têm em comum o fato de ambos serem narrativos. Odiscurso histórico visa explicar o real por meio de um diálogo que se dá entre o historiador e os testemunhos, os documentos que evidenciam o acontecido. Com base nesse diálogo, o pesquisador explicita o real em movimento, a dinâmica, as contradições, as mudanças e as permanências. A obra literária não tem o compromisso, nem a preocupação de explicar o real, nem tampouco de comprovar os fatos. Trata-se de uma criação, um “teatro mental”, o que implica o afastamento do real. Desse modo, para a autora, a leitura de textos literários pode oferecer pistas, referências no modo de ser, viver e agir das pessoas, dos valores e costumes de uma determinada época, por ser uma fonte e/ou um documento que evidencia e auxilia o desvendar da realidade, as mudanças menos perceptíveis, os detalhes sobre lugares e paisagens, as mudanças naturais, os modos de o homem relacionar-se com a natureza em diferentes épocas. O filme, segundo Fonseca (2003, p, 179), “se ajusta a um amplo universo temático, possibilitando um trabalho multi e interdisciplinar”. Em conjunto com outros materiais, outros filmes, textos bibliográficos, etc. ele facilita a aquisição e a elaboração de conceitos importantes para o entendimento do modo de organização e da qualidade de vida na organização capitalista, facilitando o entendimento do aluno. Assim, a produção textual dos alunos, verbal ou escrita, será resultante das trocas entre seus pares (os colegas de classe), e também da pluralidade de pensamentos, de diferentes épocas e lugares, que a linguagem escrita e outras formas de comunicação permitem que se tornem disponíveis, como coloca Nikitiuk (2004). Desta forma, é preciso valorizar os trabalhos de leitura e crítica através de diferentes linguagens, e optar por aprendizagens qualitativas e não simplesmente quantitativas, que visam apenas o acesso a informações históricas de caráter cumulativo. Por isso é importante que o professor considere que tanto as informações mais explícitas nas obras quanto aquelas obtidas por leituras críticas contribuem para a ampliação do repertório cultural e histórico dos alunos. O ensino de História, segundo Nikitiuk (2004, p. 71), “não deve ser, portanto, encarado como um produto e, sim, como um processo que admite diferentes enfoques, conclusões provisórias e relativas”. E a atividade do pensar, além de recriar o pensamento, deixa marcas mnemônicas no sujeito, passíveis de serem resgatadas no futuro, a fim de serem aplicadas em diferentes situações da vida cotidiana. O professor deve ter um modo democrático de conduzir as interações da sala de aula, não atribuindo-as apenas a si. Os alunos também poderão conduzir ou mediar o processo de construção de novos conhecimentos significativos, desde que haja espaço para a expressão e suas falas, de suas dúvidas, de suas sugestões como processos geradores de possibilidades para a construção de conhecimentos históricos por eles próprios. “O conteúdo conceitual deve ser objetivo, sendo a palavra apenas um acréscimo ao vocabulário” (NIKITIUK, 2004, p. 42). Assim, a palavra do professor deve ser a última, sendo a explicação do conceito encaminhada no processo coletivo que surge da animação dialógica por intermédio de diversas linguagens históricas. É importante ressaltar que é o aluno que lê o mundo, as imagens, os documentos, as obras de arte, etc.; que vivência a percepção, a intuição, a crítica e a criação, e não o professor, que fica com a função de orientador e animador por intermédio das mais diversas linguagens, o aluno deve construir seu objeto de conhecimento, desenvolvendo-se como sujeito investigativo e como autor de valores, ideias, conceitos, palavras, discursos e textos, confrontados com a expressão dos colegas – ultrapassando o conhecimento comum que serviu como incentivo inicial. Vale ainda salientar, que do ponto de vista didático-pedagógico, só é relevante a aprendizagem que seja significativa para o aluno, tendo em vista que o processo de ensino-aprendizagem é uma reconstrução de conhecimentos, e não uma mera justaposição deles. Entretanto, ao se trazer à cena as diferentes falas históricas, sem a preocupação com uma teoria que possa ordená-las e dados que possam suplementa-las, pode-se cair, em um relativismo inconsequente. Assim, para não se fazer simplesmente memória, ao invés de história, há que se desenvolver um esforço teórico para se contextualizar os vários testemunhos e compreender melhor a realidade acessada sob várias óticas. Enfim, “o professor de história precisa ser alguém que entenda de história, não no sentido de que saiba tudo o que aconteceu com a humanidade, mas que saiba como a história é produzida e que consiga ter uma visão crítica do trabalho histórico existente” (CABRINI et al., 2004, p. 23); para que possa entender e utilizar as diferentes linguagens históricas no dia-a-dia da sala de aula e proporcionar ao aluno um melhor entendimento do tema em questão. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS O projeto com o tema O Processo Ensino-aprendizagem de História: Entendendo os conteúdos curriculares através de diferentes linguagens históricas e como recorte histórico os Movimentos de Resistências da Primeira República, foi desenvolvido por meio de uma Produção Didática contendo nove atividades trabalhadas em duas etapas: a primeira contou com quatro ações tendo como objetivos coletar informações diagnósticas sobre o conhecimento prévio dos alunos a respeito do assunto trabalhado, apresentar em linhas gerais o projeto e o período histórico retratado e ampliar as noções históricas dos estudantes a partir de alguns conceitos previamente selecionados, relacionados ao conteúdo trabalhado; a segunda etapa foi utilizada as novas linguagens como metodologia problematizadora (o vídeo, a música, a imagem e a literatura), visando a produção e a ampliação do conhecimento em sala de aula. Etapa 1 - Atividade I - Diagnóstico Levar em conta o conhecimento prévio que os alunos trazem consigo é fundamental para a construção do conhecimento histórico. É relevante considerar que a sala de aula é um espaço de grande complexidade que se destina ao ensino- aprendizagem. Este local onde ocorre a relação teoria e prática mediada pelo professor deve ser um espaço que oportunize ao educando segundo Schmidt (2002), “participar do fazer, do construir a História. Para isso formulamos um questionário adaptado de Salvarani (PDE - 2014), com questões sobre o tema e foi entregue aos estudantes solicitando que cada um respondesse individualmente. Foram utilizadas as seguintes questões: 1)-O que você sabe sobre A Primeira República Brasileira? 2)-Você Sabe quando teve início a Primeira República e quando terminou? 3)-Você conhece algum movimento de resistência desse período? 4)-Em sua casa, na televisão, nas redes sociais alguém já falou sobre a Primeira República. Qual a sua opinião sobre esse período? 5)-Você já ouviu falar de alguma revolta que tenha ocorrido no Brasil? Sabe dizer o nome? 6)-Como nos informamos para estudar História? 7)-Você sabe o que são documentos ou fontes históricas? Nas questões de 1 a 4 nenhum estudante conseguiu responder. Isso ocorreu devido ser um assunto previsto para o 9º, porém não tinham estudado aindo. Quanto à questão 5 todos responderam não sei. A questão 6 a maioria escreveu que se aprende história pela internet, pelos livros, na escola, em revistas, por meio de pesquisas, na biblioteca. Quanto à questão 7 nenhum estudante respondeu. Por meio dessa atividade observou-se que os estudantes da referida turma apresentam bastante dificuldade em expressar por meio da escrita o conhecimento histórico que sabem. A coleta de informações diagnósticas sobre o conhecimento prévio dos estudantes foi fundamental para a sequência do projeto. Atividade II - Apresentação do Projeto Foi apresentado àturma através de slides as linhas gerais do projeto, seu objetivo, bem como a positiva experiência do primeiro ano do programa. Ainda por meio de slides foi apresentado aos estudantes as novas linguagens históricas vistas como documentos históricos e estratégias metodológicas de ensino enfatizando as linguagens a serem utilizadas no decorrer do projeto. Feito esta etapa, retomou-se oralmente às questões 6 e 7, onde a maioria demonstrou ter entendido o que são documentos históricos e como aprendemos história. Atividade III - Conhecendo em linhas gerais a Primeira República Nesta atividade foi utilizado o vídeo História do Brasil por Bóris Fausto: República Velha (1889 a 1930) com o objetivo de apresentar aos estudantes os aspectos históricos do período a ser trabalhado durante o projeto. Mediante uma ficha própria para anotações foi solicitado aos mesmos que anotassem as informações contidas no vídeo, sobretudo, as relacionadas aos Movimentos de Resistências ocorridos, bem como os conceitos abordados no vídeo para serem utilizados em atividade posterior. Após o término do vídeo os estudantes foram organizados em grupos e após confrontarem as anotações de cada um, fizeram a socialização das mesmas. Concluindo esta atividade as anotações foram enriquecidas pelo professor por meio de aula expositiva e dialógica. Observou-se ao término desta atividade muita atenção e interação por parte dos estudantes, nas anotações individuais, bem como na apresentação oral das suas conclusões. Atividade IV - Trabalhando com conceitos Nesta atividade o objetivo foi ampliar as noções históricas dos estudantes a partir de alguns conceitos abordados no vídeo da atividade anterior e anotados pelos mesmos e outros propostos pelo professor, pertinentes ao tema. Num primeiro momento foi anotado na lousa conceitos como: República, Oligarquia, Coronelismo, Canudos, Contestado, Ideologia, Constituição, Poder, Província. Em seguida iniciou- se um ambiente de discussão afim de verificar o conhecimentos dos estudantes sobre os referidos conceitos. Após esta primeira discussão, os alunos foram encaminhados ao Laboratório de Informática para aprofundarem os conceitos discutidos por meio da pesquisa na internet. A atividade foi concluída em sala no grande grupo com a socialização dos conceitos pesquisados. Observou-se interesse por parte dos discentes nesta atividade, sobretudo por saírem do espaço de sala de aula e utilizarem o computador. A segunda Etapa contou com 5 atividades onde foi trabalhado com as Novas Linguagens Históricas visando facilitar a compreensão dos Movimentos de Resistência da Primeira República. Utilizar as novas linguagens como metodologia problematizadora é uma possibilidade agregada com outras práticas capazes de direcionar o estudante no processo histórico e que segundo Fonseca (2003, p. 163) “Trata-se de uma opção metodológica que amplia o olhar do historiador, o campo de estudo, tornando o processo de transmissão e produção de conhecimento interdisciplinar, dinâmico e flexível”. Portanto, foi utilizado na Produção Didática o vídeo, a música, a imagem e a literatura, visando a produção e ampliação do conhecimento em sala de aula Atividade I - Trabalhando com vídeo Nesta atividade foi utilizado dois vídeos produzidos pelas emissoras de TV RPC e Rede Record abordando a Guerra do Contestado e a Guerra de Canudos. Os vídeos apesar do cunho jornalístico possibilitaram uma análise e entendimento dos dois conflitos que marcaram a história do Brasil no que diz respeito à resistência frente ao problema do mandonismo existente na Primeira República. Foi solicitado que fizessem anotações a fim de verificar a capacidade de atenção e síntese dos mesmo. Em seguida os estudantes formaram pequenos grupos para concluir a atividade respondendo um questionário para problematizar os vídeos e apresentaram oralmente aos demais. Atividade II - Trabalhando com música A música é um instrumento metodológico precioso para se trabalhar a educação escolar e, sobretudo a história, visto que ela exprime sentimentos e pensamentos e sua linguagem está mais próxima do estudante, onde as letras apresentam situações do cotidiano, questões de ordem social, econômica, cultural e histórica e que podem sugerir inúmeras reflexões. Para Ferreira (2005, p.13), [...] “A principal vantagem que obtemos ao utilizar a música para nos auxiliar no ensino de uma determinada disciplina é a abertura, poderíamos dizer assim, de um segundo caminho comunicativo que não o verbal - mais comumente utilizado”. Desta forma foi utilizado a música “O mestre sala dos mares” e “O Rei do Cangaço” para trabalhar a Revolta da Chibata e o Cangaço. Num primeiro momento as músicas foram ouvidas sem a letra em mãos para que os estudantes pudessem saborear, o ritmo, a melodia e visualizassem as imagens, visto que optou-se por trabalhar a música produzida em vídeo. Após esta estratégia foi distribuído uma cópia da letra da música para que cada estudante ouvisse novamente e passasse a observar a letra da música. Foi realizado também a leitura individual e coletiva da letra da música e anotado as palavras desconhecidas que posteriormente foi pesquisado seus significados. Concluindo esta atividade os estudantes responderam em grupo um questionário para problematizar as músicas e apresentaram aos demais colegas. Atividade III - Trabalhando com imagem Segundo Bittencourt (2005), as gravuras ou as ilustrações são utilizadas como recurso pedagógico no Ensino de História. Ela tem dentre outras funções, “compor um acervo extenso de retratos e cenas históricas diversas, e permite tornar mais concretos os conteúdos abordados em sala de aula” (Brodbeck, 2012, p.36). O trabalho com documento iconográfico traz em si segundo Neto e Amaro (2012) um potencial de positividade interpretativa histórica bastante pertinente. Nesta atividade foi dividida a turma em grupo e utilizado algumas imagens sobre a Revolta da Chibata e da Vacina com questões sugeridas para que os mesmos desenvolvessem o senso de observação identificando elementos como título, o que está sendo retratado, o personagem, as vestimentas, o fato histórico abordado e a importância social. Após registrarem as informações no grupo os mesmos socializaram suas respostas com os demais. Atividade IV - Trabalhando com a literatura. Nesta atividade foi utilizado o poema como estratégia metodológica para trabalhar o Movimento Operário do Brasil na Primeira República, visando estimular o gosto pela leitura e a percepção da construção da consciência social nos estudantes. Para isso foi utilizado o poema “O operário em Construção” de Vinicius de Moraes. Foi distribuído uma cópia do poema para cada aluno, onde foi feito uma leitura individual e posteriormente coletiva. Foi solicitado que identificassem as palavras desconhecidas para posterior pesquisa no laboratório de informática. Em seguida foi apresentado algumas questões a fim de problematizar e contextualizar com o conteúdo histórico estudado. Finalizando a atividade os estudantes socializaram suas interpretações. O objetivo desta atividade é auxiliar os discentes na construção de suas próprias interpretações do passado. Atividade V - Produção de Painel e exposição Nesta atividade os alunos foram divididos em cinco grupos onde organizam um Painel sobre a Primeira República Brasileira destacando os Movimentos de Resistências. Para isso os estudantes foram selecionando durante o projeto, frases, imagens, charges, fotos, textos produzidos e informações obtidas através de pesquisas. Os cartazes produzidos foram expostos a toda comunidade escolar. O objetivo desta atividade foi compartilhar com os demais alunos da comunidade escolar o conhecimento produzido durante o projeto, levando-os a desconstruir verdades históricas estabelecidas e estabelecendonovas mentalidades e visões dos fatos históricos e do mundo. O recurso do painel e do cartaz, conforme Salvarani, (PDE – 2014) é uma forma clara e sugestiva para expor as idéias, as lutas as convicções e a leitura de mundo por parte de um grupo ou de uma sociedade. A sala de aula é formada por um grupo de estudantes que pensa cada um de maneira diferente e estão sequiosos para expor suas idéias e seus conhecimentos. RESULTADOS E DISCUSSÕES A implementação do Projeto ocorreu entre os meses de fevereiro a junho de 2017 no período vespertino. Os alunos tiveram ótimo envolvimento nas atividades. Acompanhamos todas as implementações sempre nos colocando a disposição e colaborando diretamente com as mesmas, sobretudo na organização do painel. A equipe pedagógica também deu o suporte necessário para o trabalho técnico e pedagógico. Uma dificuldade encontrada durante o projeto foi a ausência de alguns alunos em determinadas aulas devido a maioria ser da zona rural e utilizar o transporte escolar, o qual não traz os estudantes em dias de chuva ou por motivo de quebra mecânica. A utilização das linguagens históricas (vídeo, música, literatura e imagem) despertou o interesse dos estudantes, os temas trabalhados chamaram bastante sua atenção. O vídeo foi uma das estratégias que mais agradou. Percebeu-se que a maioria apesar de não ter conhecimento histórico do tema trabalhado, participou ativamente das aulas respondendo as questões propostas e expondo no grande grupo as considerações anotadas. Quanto a utilização da linguagem música, observou-se que esta metodologia desperta a atenção e leva os estudantes a construirem novos questionamentos acerca do tema indo além do que foi trabalhado. Utilizar a literatura como linguagem, foi bem interessante. Ao utilizar o poema todos fizeram a leitura individual e após terem respondido as questões sugeridas para análise do mesmo e o levantamento dos termos desconhecidos, um dos alunos sugeriu que fosse feito uma recitação em forma de jogral. Cinco alunos recitaram o poema no dia da apresentação final para a comunidade escolar. A utilização da imagem como linguagem histórica possibilitou compreenderem a importância dos documentos imagéticos na construção do conhecimento histórico. A organização dos painéis com imagens, textos, frases, charges, fotos, textos produzidos e informações obtidas através de pesquisas também envolveu todos os estudantes. No dia da apresentação final os alunos organizados em dupla monitoraram os visitantes apresentando as informações contidas noz cartazes. Observou-se satisfação em cada um ao relatar as atividades que haviam realizados. De um modo geral contatou-se que foi positivo utilizar as novas linguagens visando facilitar a compreensão dos alunos nos conteúdos trabalhados. Além de ser um elemento “motivador” e “facilitador” na compreensão dos conteúdos, provocou novos questionamentos e possibilidades de construção do conhecimento histórico dos estudantes. CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente projeto desenvolvido teve como proposta contribuir no processo ensino-aprendizagem dos alunos por meio da incorporação de diferentes linguagens culturais nas aulas de história. Ele consistiu em uma série de atividades sobre a Primeira República com ênfase nos Movimentos de Resistência (Canudos, Contestado, Chibata, Vacina, Cangaço e Movimento Operário). As metodologias aplicadas no projeto envolveram as linguagens culturais: literatura, música, vídeo e imagem. As ações foram de caráter motivacional e sobretudo educacional, na intenção de contribuir na produção do conhecimento e aprendizagem histórica e possibilitar uma educação escolar segundo Fonseca (2009) que possibilite “novas maneiras de ler, compreender, escrever, viver e fazer História”. O principal objetivo foi analisar a importância de se buscar metodologias alternativas para o Ensino de História como forma de desenvolvimento e construção do conhecimento bem como investigar o potencial dos diversos tipos de linguagens para o processo ensino-aprendizagem de História visando contribuir diretamente na formação da consciência histórica dos estudantes. Parafraseando Fonseca (2009), reafirmo que aprender História é possibilitar a compreensão do “eu” e do “nós” e ao mesmo tempo proporcionar a construção da personalidade com vista a inserir o estudante no espaço, no tempo e na sociedade em que vive, se portando como sujeito ativo com capacidade de compreender, construir e transformar a sociedade, seu entorno, o conhecimento e a história. REFERÊNCIAS: BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2004. _____________ (org.). O saber histórico na sala de aula. 7 ed. São Paulo: Contexto, 2002. BRASIL. Formação de professores do Ensino Médio. Etapa I – caderno II: o jovem como sujeito do ensino médio. Ministério da Educação/Secretaria de Educação Básica; [organizadores: Paulo Carrano, Juarez Dayrell]. Curitiba: UFPR/Setor de Educação, 2013. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: História e Geografia. Brasília: MEC/SEF, 1997. 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