Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

TRAUMATOLOGIA 
FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Podemos conceituar trauma como sendo a atuação de uma energia externa 
sobre o indivíduo, com intensidade suficiente para causar desvio da 
normalidade ou alterar o funcionamento do organismo. 
 
Quanto à lesão, podemos dizer que é uma alteração estrutural oriunda de 
uma agressão ao organismo. 
 
Uma lesão é considerada violenta quando é causada por traumatismo. 
 
Agentes de lesão são os instrumentos ou meios que atuam no organismo 
dando origem à lesão. 
 
Introdução ao Estudo da Traumatologia Forense 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
As energias vulnerantes podem ser divididas em três: 
 
 Ordem Física: mecânica, barométrica, térmica, elétrica e radiante; 
 Ordem Química: cáusticos e venenos; 
 Ordem Físico-Química: asfixias. 
 
O estudo das lesões se dá com base no modo de ação dos instrumentos. 
Introdução ao Estudo da Traumatologia Forense 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Espécies de lesão: 
Introdução ao Estudo da Traumatologia Forense 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Lesões 
Ativa: o agente 
vulnerante está em 
movimento 
Passiva:o agente 
vulnerante está 
parado 
Mista: ambos os 
agentes estão em 
movimento 
Outra classificação das lesões é em: 
a) Linha: ação cortante; 
b) Ponto: ação perfurante; e 
c) Plano: ação contundente. 
 
Dito isso podemos conceituar traumatologia como sendo o ramo da 
medicina legal que estuda os traumas, as lesões, os instrumentos e as ações 
vulnerantes como objetivo de esclarecer como se deram os fatos. 
Introdução ao Estudo da Traumatologia Forense 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
ENERGIAS DE ORDEM 
FÍSICA 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Energias físicas são aquelas que modificam o estado físico do corpo ou de 
parte do corpo sobrevindo lesões orgânicas e até a morte da vítima. 
 
São consideradas energias de ordem física: mecânica, barométrica, térmica, 
elétrica e radiante. 
Energias de Ordem FÍSICA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Agentes mecânicos são aqueles que transferem energia cinética para a parte 
do corpo com que tenha contato, ou seja, ao incidir sobre o corpo são 
capazes de modificar o seu estado de repouso ou movimento. 
 
Assim, por exemplo, se você colocar um tijolo sob sua cabeça não haverá 
lesão, mas se esse mesmo tijolo for atirado e atingir sua cabeça, certamente 
lhe causará uma lesão, já que a energia gerada no movimento será 
transmitida ao organismo (no ponto em que houver o impacto). 
 
1. Energia MECÂNICA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
 Leis de Newton 
I. todo corpo continua em seu estado de repouso ou de movimento 
uniforme em uma linha reta, a menos que seja forçado a mudar 
aquele estado por forças aplicadas sobre ele. 
II. a mudança de movimento é proporcional à força motora imprimida e 
é produzida na direção de linha reta na qual aquela força é aplicada. 
III. a toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade. 
 
Vamos relembrar uma fórmula que aprendemos quando estudamos física: 
 
E = m.v² 
1. Energia MECÂNICA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Essa fórmula nos diz que energia é igual a massa multiplicada pela 
velocidade ao quadrado. Assim, podemos concluir que a intensidade da lesão 
vai variar de acordo com a massa do objeto e com a velocidade que este 
atinge o organismo; sendo perfeitamente possível que um objeto com 
pequena massa cause uma lesão intensa se estiver em alta velocidade. 
 
As lesões poderão ser causadas por diferentes agentes físicos que vão agir 
essencialmente pela alteração da inércia. 
 
As contusões poderão ser ativas/diretas (o instrumento vulnerante vem de 
encontro ao corpo) ou passivas/indiretas (o corpo vai de encontro ao 
instrumento). 
 
1. Energia MECÂNICA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
As ações mecânicas podem ser simples ou mistas. 
 
As simples podem ser de 03 (três) espécies: contundentes, cortantes e 
perfurantes e as mistas resultam da combinação das simples podendo ser: 
cortocontundentes, perfurocortantes e perfurocontundentes. 
 
A forma das lesões (desenho, extensão, profundidade, etc) podem auxiliar na 
identificação do instrumento utilizado. 
 
1. Energia MECÂNICA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Obs.: Lesão com assinatura é aquela em 
que o instrumento deixa marca própria e 
inconfundível. Ex.: salto de sapato, ferro 
de passar roupa. 
1. Energia MECÂNICA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
As lesões podem ser feitas na pessoa viva ou morta e é possível diferenciá-
las já que quando feitas em pessoa viva, tem-se reações vitais (camada 
seroalbuminosa, sangue, crosta...) que não existem quando feitas na pessoa 
morta (quando as lesões são feitas no cadáver ou a pessoa morre logo após 
a agressão, as escoriações assumem aspecto de pergaminho). 
 
Vale lembrar que é a ação produzida e não o instrumento que determinará 
a espécie de lesão. 
 
Dito isso vamos passar ao estudo das ações e respectivas lesões produzidas 
por agentes mecânicos. 
1. Energia MECÂNICA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
LESÃO CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
 
A primeira coisa que você deve decorar: agente contundente NÃO é aquele 
que contunde é aquele que SÓ contunde. Assim, agente contundente será, 
geralmente, um objeto rombo capaz de agir de forma traumática sobre o 
organismo. Ex.: paus, pedras, barra de ferro, chutes, socos, cabeçadas, 
parede, chão. 
 
A ação contundente resulta da transferência da energia cinética para o 
corpo por meio de uma superfície. Essa ação poderá ser por pressão, por 
deslizamento ou ambas. 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Pode ocorrer de modo ativo (o corpo é atingido pela superfície do objeto, p. 
ex.: pedaço de pau) ou de modo passivo (o corpo é lançado contra a 
superfície, p. ex.: contra a parede). 
 
 
Curiosidade! Excepcionalmente a água e o ar podem causar lesões 
contundentes. 
 
As lesões contusas poderão ser: 
 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
 Fechadas (a pele da região atingida se mantém íntegra, há resistência da 
pele): 
 
1. Rubefação – trauma leve sem extravasamento de sangue; é aquele 
vermelhão que aparece no local atingido. Esse vermelhão aparece em 
razão da dilatação dos vasos pequenos e desaparece em cerca de 10 
(dez) minutos a 24 (vinte e quatro) horas dependendo da área que foi 
atingida, da irrigação sanguínea e da intensidade da ação contundente. A 
rubefação, por óbvio, somente é possível em pessoa viva. 
 Ex. tapa de mão aberta. 
Não configura lesão corporal mas pode configurar vias de 
 fato. 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
2. Tumefação – é aquela palidez com 
elevação da pele (inchaço) no local atingido 
com hiperemia ao redor; é um trauma mais 
intenso que a rubefação. 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
3. Equimose – é a infiltração hemorrágica nas malhas do tecido de sangue 
que extravasou de pequenos vasos que se romperam, com preservação da 
elasticidade e integridade da pele. 
A pele não se arrebenta, mas sim os vasos abaixo dela e em razão disso é 
dada coloração à pele. 
Só aparece se a lesão foi feita com a pessoa viva. Elas podem ser superficiais 
ou profundas (estas podem demorar de 4 a 5 dias para aparecer). 
 
De acordo coma forma recebe diferentes nomes: 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
 Petéquias: equimoses puntiformes, pontos de sangue do tamanho da 
cabeça de um alfinete, frequentes nas mortes rápidas, asfixias e 
coqueluche. Decorrem do aumento da permeabilidade dos vasos 
capilares por hipóxia (diminuição de oxigênio) e/ou aumento da 
pressão nestes vasos (hipertensão capilar). 
1.1– Ação Contundente:Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
 Sugilação: é o agrupamento desses pontos 
(petéquias). 
 Sulfusão: é uma mancha roxa formada em 
razão de um sangramento mais intenso; um 
exemplo é a mancha negra de Sommer. 
 Manchas equimóticas lenticulares de 
Tardieu: possuem o tamanho de uma 
lentilha e são características de asfixia 
mecânica do tipo sufocação direta. 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Mancha negra de Sommer 
 Manchas subpleurais de Paltauf: comum nos casos de 
afogamento e insuficiência respiratória aguda; caracterizam-se 
por serem extensas e com contornos irregulares. 
 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
 Cianose cérvico-facial ou máscara 
equimótica de Morestin: característica nos 
casos de compressão do tórax (sufocação 
indireta). A pressão exercida no tórax 
mantém os vasos cervicais e faciais cheios 
de sangue, causando a equimose. 
Máscara equimótica de Morestin 
 Equimoses perianais ou vulvo-vaginais: são decorrentes de 
parasitoses locais ou alterações dermatológicas provenientes de 
coceira. 
 Mobilidade equimótica: são as equimoses que se deslocam do 
ponto de contusão para regiões mais afastadas e as equimoses 
profundas que somente se tornam visíveis após cerca de 4 a 5 
dias. 
 Equimose retrofaringeana de Brouardel: comum em situações 
de constrição do pescoço (constrição da faringe contra a coluna 
vertebral). 
 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
 Equimose nos tecidos moles subjacentes à pele do pescoço: 
indica estrangulamento, enforcamento, esganadura ou 
contusão local. 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
 Equimose de etiologia não mecânica: 
equimoses não traumáticas, chamadas de 
púrpura e decorrem de entidades mórbidas 
que evoluem deixando manchas arroxeadas 
pelo corpo. 
 
Obs.: Existem equimoses causadas pela emoção 
(equimoses emotivas). 
 
4. Hematoma – o sangue extravasado dos vasos, em razão de 
terem um maior volume, comprime (afasta) os tecidos e ocupa o 
espaço, formando uma cavidade e infiltrando-se nos tecidos ao 
redor da lesão, formando equimose periférica. Os hematomas são 
coleções sanguíneas produzidas pelo sangue derramado. Poderá ser 
fatal dependendo de onde ocorrer, como por exemplo na cabeça. 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Prova: CESPE – 2018 – EBSERH – Técnico em Necrópsia 
Acerca de medicina legal, julgue o item a seguir. 
 
 
Denomina-se hematoma a lesão contusa cutânea na qual ocorra 
rotura de capilares e a infiltração dos tecidos por sangue. 
 
Certo 
Errado 
 
Gabarito: ERRADO 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
5. Sufusão - é uma equimose extensa, que se espalha pela 
superfície do corpo. Aparece quando a vítima é atingida por uma 
superfície plana e larga. 
 
6. Bossa – aparecem nos locais em que há osso embaixo do local 
da lesão, o qual impossibilita o extravasamento do sangue em 
razão da compressão. O hematoma faz protrusão na pele. São os 
famosos “galos”. 
A bossa pode ser: 
 Sanguínea – arroxeada (contém sangue) 
 Linfática – incolor ou amarela (contém linfa) 
 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
7. Entorse – estiramento da cápsula de uma articulação, com ou 
sem rupturas dos ligamentos. 
 
8. Luxação – desarticulação total ou parcial (sub-luxação) do osso. 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Entorse 
Obs.: A luxação sempre vem 
acompanhada do entorse, mas o 
entorse nem sempre vem 
acompanhado da luxação. 
9. Fratura – É a ruptura dos ossos causada por ação direta (o trauma 
atinge o local fraturado) ou indireta do agente contundente. Pode 
ser aberta (a ferida permite ver o foco da fratura) ou fechada (não 
se comunica com a parte externa do corpo) ou fragmentadas. As 
fraturas podem ocorrer por compressão, flexão ou torção. 
 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Obs.: Fratura exposta é aquela em que os 
fragmentos ósseos extrapolam os limites 
do corpo da vítima; já fratura cominutiva é 
aquela em que fragmentos ósseos ficam 
isolados do osso fraturado. 
10. Rupturas (roturas) Viscerais – o trauma 
aqui atinge as vísceras, ocorre a ruptura dos 
órgãos internos em razão de impacto ou por 
compressão forte e progressiva. Pode 
ocorrer em decorrência da ação de expansão 
gasosa e onda de vácuo (sucção), causadas, 
sequencialmente por explosão (blast). É 
possível que haja rotura parcial e que os 
sinais apareçam após algumas horas. 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Ao longo dos dias as equimoses mudam de cor até finalmente 
desaparecerem, momento em que o sangue extravasado dos vasos 
sanguíneos é reabsorvido (decomposição do sangue). Essa mudança nos dá 
indícios sobre a recenticidade (nexo temporal) da lesão. Este fenômeno só 
ocorre nos vivos. 
 
Assim, de acordo com o “Espectro equimótico de Legrand du Saulle”: 
Vermelha: 1º dia; 
Violácea: 2º - 3º dia; 
Azulada: 4º - 6º dia; 
Esverdeada: 7º - 10º dia; 
Amarelada: 10º - 15º dia 
Normal: de 15º - 20º dia. 
 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Prova: FUMARC – 2018 – PC-MG – ESCRIVÃO DE POLÍCIA 
A tonalidade da equimose é um aspecto de grande interesse médico pericial. Sobre isso, 
é CORRETO afirmar que é sempre 
a) avermelhada. Depois, com o correr do tempo, ela se apresenta vermelho-escura, violácea, 
azulada, esverdeada e, finalmente, amarelada, desaparecendo, em média, entre 15 e 20 
dias. 
b) avermelhada. Depois, com o correr do tempo, ela se apresenta vermelho-escura, violácea, 
azulada, esverdeada e, finalmente, amarelada, desaparecendo, em média, entre 8 e 14 
dias. 
c) vermelho-escura. Depois, com o correr do tempo, ela se apresenta avermelhada, violácea, 
azulada, esverdeada e, finalmente, amarelada, não desaparecendo antes de 40 dias. 
d) vermelho-escura. Depois, com o correr do tempo, ela se apresenta avermelhada, violácea, 
azulada, esverdeada e, finalmente, amarelada, desaparecendo, em média, entre 8 e 14 
dias. 
Gabarito: A 
 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
*Exceções: 
 Equimoses conjuntivais (olhos) - permanecem 
vermelhas até desaparecerem em razão da densa 
vascularização. 
Obs.: No globo ocular a lesão aparece vermelha, se 
desenvolve vermelha e até a cura permanece vermelha 
devido à grande oxigenação no olho que mantém viva a 
hemoglobina. 
 
 Bolsa escrotal - permanecem vermelhas até 
desaparecerem em razão da densa vascularização. 
 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
*Exceções: 
 
 Couro cabeludo – quando recentes são de cor vermelho escuro e 
quando antigas possuem contorno amarelado. 
 
Obs.: se a morte ocorrer após os golpes as equimoses terão a cor vermelho 
escura. 
 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
O que as equimoses nos trazem de informação? 
 
 Que havia vida no momento da agressão já que o extravasamento depende 
de haver circulação; 
 
 Quando tomam o formato do agente causador acabam por identificá-lo; 
 
 Em razão do local em que se localizam podem sugerir o tipo de agressão, p. 
ex. crime sexual, lesão de defesa etc...; 
 
 Pelo exame da coloração nos dá indícios de quando a agressão foi causada. 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Obs.: Lesão por contra-golpe ou equimose à distância: são aquelas que não 
aparecem no local da lesão; por exemplo uma lesão na cabeça que deixa o 
globo ocular arroxeado. Isso acontece em razão da açãoda gravidade sobre o 
sangue ou em razão do efeito sistêmico que o trauma exerce no organismo. 
 
 Sinal do Zorro ou do Guaxinim – os olhos ficam arroxeados, porém a lesão 
não é nos olhos e sim na cabeça. 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Atenção! Víbice: é a equimose em forma de faixa. 
Cada duas faixas equivalem a uma pancada, isso 
porque a compressão brusca e superficial fecha os 
vasos do local atingido esvaziando o sangue para 
as regiões vizinhas de forma rápida e com 
aumento da pressão fazendo com que eles se 
rompam, formando-se duas faixas de petéquias e 
sugilações de cada lado. Ocorre quando um 
objeto cilíndrico atinge a pele. São comuns, por 
exemplo, quando o instrumento utilizado é um 
cassetete. 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
EQUIMOSE HEMATOMA 
O sangue se infiltra nas 
malhas do tecido subcutâneo. 
O sangue se aglomera em 
determinado ponto, formando 
bolsas. 
Diferença entre equimose e hematoma 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Prova: NUCEPE – 2018 – PC-PI – Perito Médico Legista 
Assinale a alternativa INCORRETA entre a consequência da ação contundente e as 
características: 
a) Rubefação: congestão de leve intensidade, se constituindo numa mancha avermelhada 
muito fugaz. Para alguns autores, não é lesão corporal. 
b) Sufusão: quando as equimoses são pequenas. 
c) Equimose: provocada por trauma em que as hemácias extravasam nas malhas dos tecidos, 
sem formar coleção. Em coloração violácea, avermelhada e outras variações, tais como 
esverdeada, amarelada, a depender do tempo de evolução. 
d) Hematomas: provocados por traumas em que extravasa sangue dos capilares, formando 
coleção por agrupamento sanguíneo, em determinado ponto. 
e) Petéquias: são equimoses puntiformes, por aumento de permeabilidade vascular naquele 
local. São encontrados normalmente nas asfixias, mortes rápidas, septicemia, etc. 
 
Gabarito: B 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
 Abertas (há rompimento da pele): 
 
1. Escoriação – é o arrancamento da epiderme com exposição da derme, em razão 
do deslizamento do agente contundente que atua tangencialmente. A epiderme é a 
primeira camada da pele e a derme a segunda, entre uma e outra estão as cristas 
da papila onde estão localizados os vasos sanguíneos, linfáticos e as terminações 
nervosas. Na pessoa viva forma-se uma crosta avermelhada no local da lesão em 
razão da secreção (exudação), que ao secar forma a crosta. Após a primeira semana 
a crosta começa a se destacar pelas bordas e na segunda semana se destaca 
totalmente deixando uma cicatriz de cor rósea esbranquiçada (marca de escoriação) 
que desaparece com o tempo. 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Daí podemos concluir que pela análise da crosta é possível dizer aproximadamente 
quando se deu a lesão. No cadáver, não haverá secreção e não haverá crosta, o 
local da lesão ficará com aspecto apergaminhado em razão da desidratação do 
local, já que o rompimento faz com que a água evapore mais rapidamente. 
Obs.: Estigmas ungueais são as escoriações feitas pelas unhas. 
 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
2. Ferida contusa – É o rompimento que atinge todas 
as camadas da pele, incluindo o tecido subcutâneo. O 
agente agressor promove a perda da integralidade da 
pele ou vence sua elasticidade. Atinge a derme, 
camada abaixo da epiderme e possuí várias 
graduações que vão variar de acordo com a 
profundidade atingida. Nesse caso não há cura e sim 
cicatrização e haverá consequências penais a 
depender da gravidade poderá considerar-se lesão 
grave ou gravíssima, conforme o artigo 129 e 
parágrafos do Código Penal. 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
A ferida contusa caracteriza-se por ter bordas irregulares com feridas 
escoriadas ou equimosadas. Os tecidos apresentam traves de tecido 
íntegro e de tecido ferido; o fundo da lesão é desigual (sujo). A pele 
próxima ao ferimento se descola e formam feridas de difícil cicatrização. 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Prova: FCC – 2018 – MPE-PB – Promotor de Justiça Substituto 
Indivíduo do sexo masculino, 35 anos, foi agredido na cabeça com uma cadeira 
enferrujada, sendo levado para atendimento no hospital mais próximo. O médico 
plantonista descreveu em prontuário que o indivíduo apresentava lesão de forma 
sinuosa na região parietal direita do couro cabeludo, medindo 7 cm no maior eixo, 
com bordas irregulares, escoriadas e equimosadas, de fundo e vertentes irregulares, 
com presença de pontes de tecido íntegro ligando as bordas e vaso íntegro no fundo 
da lesão. Desse modo, o médico plantonista descreveu uma ferida 
a) contusa. 
b) cortante. 
c) perfurocortante. 
d) punctória 
e) perfurocontusa. 
Gabarito: A 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
3. Esmagamento – a lesão atinge todos 
os planos de um segmento do corpo pelo 
agente vulnerante incluindo ossos em 
razão de ter grande massa e grande 
energia cinética. Consiste na compressão 
completa e destrutiva do corpo, 
resultando da grande pressão uma massa 
disforme. 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Obs.1: Síndrome de Crush ou síndrome do esmagamento, em razão do 
esmagamento é liberada pelos tecidos substâncias nocivas que levam à insuficiência 
renal (entopem os túbulos renais). Assim, diante do esmagamento de extremidades, 
como braços ou pernas, se aplique imediatamente um garrote ou torniquete, 
impedindo que as substâncias nocivas cheguem à corrente sanguínea e ocorram as 
consequências letais. 
 
Curiosidade! Mioglobina é uma proteína presente nos músculos dos vertebrados. 
Ela é responsável pelo transporte de oxigênio molecular. Quando há o 
esmagamento do tecido muscular essa proteína se espalha pela corrente sanguínea 
e provoca a necrose tubular aguda nos rins. Daí a necessidade do uso de torniquete 
quando há esmagamento do membro. 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Obs.2: Blast Injury ou síndrome explosiva, uma onda de choque que se desloca de 
forma rápida e brusca que atinge a vítima provocando lesões em diversos órgãos. 
Ocorre na água, mas é mais grave em ambientes fechados. 
 
4. Encravamento – penetração, com permanência, 
de objeto afiado em qualquer parte do corpo. 
 
5. Empalamento – penetração de objeto no ânus ou 
no períneo. 
Empalamento 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Obs.: Lesões com assinatura são aquelas lesões que tomam a forma do agente. 
Porém o mais comum é não ser possível a identificação do instrumento com base 
na lesão por isso o mais correto é dizer ação contundente e não instrumento 
contundente. 
 
Dissemos acima que a ação contundente resulta da transferência de energia. Essa 
transferência pode se dar por compressão, descompressão, tração, deslizamento, 
percussão, explosão e torção. 
1.1– Ação Contundente: Lesão CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
A ação poderá ser direta (a lesão será no ponto de contato entre o objeto e o 
corpo) ou indireta (a lesão será no lado oposto ao ponto de contato). 
 
 
 
Precipitação: é o nome dado á lesão de queda de lugar alto. 
 
Defenestração: é o nome dado quando a queda é da janela. 
LESÃO INCISA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
1.2– Instrumentos Cortantes: Lesão INCISA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Não é aquele que corta, mas sim aquele que SÓ corta. Transferem a energia cinética pordeslizamento e leve pressão, por meio de um gume, fio ou corte, gerando secção dos tecidos. 
Ex.: navalha, vidro. 
 
O ferimento tem sangramento em abundância porque os vasos estão abertos. As feridas 
incisas caracterizam-se por terem as bordas regulares, nítidas e lisas; ausência de outros 
vestígios traumáticos em torno da lesão; regularidade do fundo da ferida a qual não 
apresenta pontes de tecido nem regiões mortificadas, predominando a extensão sobre a 
profundidade, sendo certo que a profundidade é maior no terço inicial, superficializando-se a 
seguir, terminando em uma escoriação linear (cauda de escoriação ou de rato). Essa cauda 
nos diz onde o instrumento saiu (onde foi o final do movimento do golpe). 
1.2– Instrumentos Cortantes: Lesão INCISA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Prova: NUCEPE – 2018 – PC-PI – Perito Médico Legista 
Analisando uma ferida horizontal na região anterior esquerda do tórax de um indivíduo, o 
perito descreve que tal ferida é mais extensa do que profunda, sendo sua profundidade 
maior na porção correspondente ao terço lateral esquerdo e, a partir daí, torna-se 
gradativamente mais superficial e se continua com uma escoriação linear na epiderme. 
Apresenta também bordos regulares, ângulos muito agudos e vertentes planas. Marque a 
alternativa que melhor explica como essa lesão foi feita. 
a) Com um instrumento perfurocontundente agindo da direita do indivíduo para a 
esquerda. 
b) Com um instrumento contundente agindo da direita do indivíduo para a esquerda. 
c) Com um instrumento perfurante agindo da esquerda do indivíduo para a direita. 
d) Com um instrumento cortocontundente agindo da direita do indivíduo para a esquerda. 
e) Com um instrumento cortante agindo da esquerda do indivíduo para a direita. 
 
Gabarito: E 
1.2– Instrumentos Cortantes: Lesão INCISA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Tipos de feridas incisas: 
 
 Ferida incisa simples: tem maior comprimento do que 
profundidade, com bordas regulares, fundo liso e brilhante. 
Geralmente é superficial (tegumentar). 
 Ferida em biesel ou em bico de flauta ou ferida com 
retalho: a ação se faz obliquamente e destaca uma porção 
do tecido lesado. 
 Ferida mutilante: aquela em que há perda de um pedaço do 
corpo pela ação tangencial em relação ao ponto atingido. 
Ex.: arrancamento de orelha. 
Ferida incisa simples 
Ferida mutilante 
1.2– Instrumentos Cortantes: Lesão INCISA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
A ferida incisa é mais profunda na porção inicial e mais 
superficial na porção distal, formando uma cauda de escoriação. 
Nos ferimentos feitos em vida, o sangue infiltra os tecidos sendo certo 
que se a lesão foi debaixo da água a infiltração poderá ser discreta, se a 
lesão for feita no morto, como não há circulação de sangue não haverá 
infiltração. 
1.2– Instrumentos Cortantes: Lesão INCISA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
 Feridas incisas localizadas na parte anterior do punho sugerem suicídio, 
especialmente se já houver cicatriz no local; 
 Multiplicidade de golpes é comum em caso de homicídio; 
 Lesões de hesitação indicam que o indivíduo testou a sensibilidade da pele se se 
tratar de suicídio e indicam sadismo e tortura se se tratar de homicídio; 
1.2– Instrumentos Cortantes: Lesão INCISA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Feridas incisas (recebem nome específico a depender da localização) 
1. Esgorjamento – ferimento na face anterior e lateral do pescoço. 
2. Degola – ferimento profundo na parte posterior do pescoço. 
3. Decapitação – é a secção total do pescoço. 
4. Esquartejamento – é a separação do corpo em 4 (quatro) partes. 
5. Espostejamento – é a separação do corpo em diversas partes irregulares. 
Esgorjamento Decapitação 
Esquartejamento 
1.2– Instrumentos Cortantes: Lesão INCISA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Obs.: Lesões de defesa: feridas localizadas nas mãos ou antebraços da vítima. 
 
Curiosidade! Nos cadáveres as feridas serão mais fechadas em razão de os tecidos 
estarem menos elásticos e nas feridas profundas a retração dos músculos é menor 
em decorrência da rigidez cadavérica. Porém se a lesão for no pescoço ou nas mãos 
e pés será difícil precisar se a lesão foi feita antes ou após a morte, pois no pescoço 
a retração é muito grande e nas mãos e pés é muito pequena. 
 
Sinal de Chavigny: duas lesões cortantes se 
sobrepondo, a primeira será de bordos 
fechados com a contração da pele, pois a 
segunda foi realizada já com o tecido cortado. 
LESÃO PUNCTÓRIA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
1.3 – Instrumentos Perfurantes: Lesão PUNCTÓRIA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Lesão Punctória Ou Lesão Em Fenda Ou Botoeira 
 
Não é aquele que perfura, mas sim o que SÓ perfura, Ex.: agulha, furador de gelo. É 
todo instrumento que possui uma haste cilíndrico-cônica dotada de uma ponta. 
 
São instrumentos que transferem a energia cinética por meio de uma ponta e, essa 
ponta afasta as fibras do tecido por pressão para dar passagem à haste cilíndrica. 
Atuam de forma ativa (quando atinge o corpo em repouso) ou passiva (quando o corpo 
em movimento atinge o instrumento). 
1.3 – Instrumentos Perfurantes: Lesão PUNCTÓRIA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Os instrumentos perfurantes podem ser: 
 
- De pequeno calibre (alfinetes e agulhas p.ex): produzem feridas punctórias (um 
ponto), com profundidade variável de acordo com a intensidade de penetração. 
Em razão da elasticidade da pele o orifício deixado pelo instrumento se fecha. 
 
- De médio calibre (furador de gelo): produz feridas em fenda ou botoeira (casa de 
botão), com bordas regulares e simétricas que seguem a direção das linhas de 
forma da pele. Não havendo corte do tecido, terão ângulo arredondado e 
geralmente forma de gota. Enquanto estiver fincado no corpo o orifício de entrada 
será circular, porém quando retirado as linhas de força da pele entram em ação e o 
ferimento assume forma alongada bem semelhante àquela deixada por instrumento 
perfuro-cortante de dois gumes ou de um gume (botoeira). 
1.3 – Instrumentos Perfurantes: Lesão PUNCTÓRIA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
As lesões produzidas por instrumento perfurante de médio calibre em uma mesma 
região do corpo terão a mesma direção em razão das fibras que são perfuradas (Lei de 
Filhos). E, a depender da área a lesão, terá forma de bico, quadrada ou estrelar (Lei de 
Langer). 
 
De acordo com o professor José Mauro de Moraes, citado por Rogério Greco e outros 
na obra “Medicina Legal à luz do Direito Penal e do Direito Processual Penal”: 
 
Lei de Filhós: as feridas deixadas pelos instrumentos perfurantes são semelhantes às 
produzidas por instrumento de dois gumes (lei da semelhança). 
 
1.3 – Instrumentos Perfurantes: Lesão PUNCTÓRIA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Lei de Filhós: na mesma região, o maior eixo das feridas estará orientado no mesmo 
sentido das fibras musculares subjacentes (lei do paralelismo). 
 
Lei de Langer: nas regiões onde há cruzamento de muitas fibras, as feridas tomam a 
forma de quadrilátero, triângulo ou seta, resultante do equilíbrio dessas forças (lei da 
elasticidade). 
1.3 – Instrumentos Perfurantes: Lesão PUNCTÓRIA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Instrumento 
Perfurante 
Calibre 
Pequeno 
Ferida 
punctória 
Médio 
Ferida em 
fenda ou 
botoeira 
1.3 – Instrumentos Perfurantes: Lesão PUNCTÓRIA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Com relação à profundidade, temos que as lesões poderão ser: 
 Superficiais; 
 Penetrantes; e 
 Transfixantes. 
 
 
Obs.: Lesão em acordeão: ferimento mais profundo que o comprimento 
do instrumento em razão de o instrumento, após penetração total em 
região do corpo depressível, sofrer uma pressão adicional. 
1.3 – Instrumentos Perfurantes: Lesão PUNCTÓRIA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Não confundir ferimentos causadospor instrumentos perfuro-cortantes 
com ferimentos causados por instrumentos perfurantes: 
Instrumentos 
Perfurantes 
Transfere energia cinética por 
meio de uma ponta que afasta 
as fibras do tecido por pressão 
Perfuro-cortantes 
Transfere energia cinética por 
pressão através de um ponto e 
por deslizamento 
LESÃO PERFURO-INCISA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
1.4 – Instrumentos Perfuro-Cortantes: Lesão PERFURO-INCISA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Transferem sua energia cinética por pressão por meio de uma ponta, e 
por deslizamento, por meio de um ou mais gumes que seccionam os 
tecidos. As lesões causadas apresentam predomínio de profundidade 
sobre a extensão, assim a gravidade da lesão vai variar de acordo com o 
grau de profundidade. 
 
- Instrumento com um gume. Geram lesão em 
botoeira (fenda com um ângulo agudo e outro 
arredondado). Ex.: faca de cozinha, canivete; 
1.4 – Instrumentos Perfuro-Cortantes: Lesão PERFURO-INCISA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
- Instrumento com dois gumes. 
Geram lesão com dois ângulos 
agudos. Ex.: punhal, espada; 
 
 
 
 
- Instrumentos com mais de dois 
gumes. Ex.: alguns tipos de lima. 
1.4 – Instrumentos Perfuro-Cortantes: Lesão PERFURO-INCISA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Obs.: Se houver torção do instrumento antes da 
retirada do corpo a borda onde houve a torção 
apresentará um entalhe que permitirá identificar o 
número de gumes, já que só haverá entalhe onde 
houver gume cortante. 
1.4 – Instrumentos Perfuro-Cortantes: Lesão PERFURO-INCISA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Pergunta: Instrumentos perfuro-cortantes de dois gumes geram lesão em 
fenda, independentemente da tração já que secciona as fibras dos tecidos, 
então como diferenciar essa lesão daquela lesão produzida por 
instrumentos perfurantes? 
 
Resposta: Leis ou princípios de Filhós e Langer (instrumentos perfurantes). 
1.4 – Instrumentos Perfuro-Cortantes: Lesão PERFURO-INCISA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
E o que dizem esses princípios? Os princípios de Filhós e Langer nos dizem 
que: 
 Feridas causadas por instrumentos perfurantes têm aspecto semelhante 
àquelas causadas por instrumentos perfuro cortantes de dois gumes ou 
têm formato de botoeira (1º Lei – Filhós – Semelhança); 
 Feridas causadas por instrumentos perfurantes têm sempre a mesma 
direção, ficando as linhas de força paralelas entre si. (2ª Lei - Filhós – 
Paralelismo) 
 Instrumentos perfurantes formam feridas com formatos diferentes nos 
pontos de encontro das linhas de força em razão da elasticidade da pele 
(3ª Lei – Langer – Elasticidade) 
Macete: PES – parallismo, elasticidade e semelhança. 
1.4 – Instrumentos Perfuro-Cortantes: Lesão PERFURO-INCISA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Nas feridas causadas por instrumentos perfuro-cortantes há corte dos tecidos 
fazendo com que a lesão mantenha sua posição original, ficando mais 
alongada ou mais aberta a depender da tração das linhas de força e não 
ficam paralelas. 
 
E se houver apenas uma lesão? Como diferenciar? 
 
Se essa única lesão estiver na direção das linhas de força o instrumento 
causador poderá ser perfurante ou perfuro-cortante; porém se a lesão for 
contrária às linhas de força só poderá ter sido causada por instrumento 
perfuro-cortante. 
 
LESÃO CORTO-CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
1.5 – Instrumentos Corto-Contundentes: Lesão CORTO-CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
São instrumentos com grande massa que transferem sua energia cinética 
geralmente por um gume não afiado, agindo por pressão. As lesões 
geralmente são profundas, graves e mutilantes. As bordas das lesões são 
afastadas, escoriadas, permitindo que se veja laceração de outros planos. 
Ex. machado; enxada. 
Obs.: Flamínio Fávero entende que os dentes causam lesão 
cortocontundente, porque não possuem gume vivo. 
 
1.5 – Instrumentos Corto-Contundentes: Lesão CORTO-CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
1.5 – Instrumentos Corto-Contundentes: Lesão CORTO-CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
LESÃO PERFURO-CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
1.6 – Instrumentos Perfuro-Contundentes: Lesão PERFURO-CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
São aqueles que atuam sobre o alvo perfurando-o e contundindo. Atingem 
a vítima através de uma ponta não afiada (romba) e agem por pressão. 
Ex.: projétil de arma de fogo, vergalhão, flecha, lança. 
1.6 – Instrumentos Perfuro-Contundentes: Lesão PERFURO-CONTUSA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Ano: 2018 Banca: NUCEPE Órgão: PC-PI Prova: Perito Médico Legista 
Assinale a opção em que as correspondências estão INCORRETAS quanto aos mecanismos, 
feridas e instrumentos predominantes na maioria dos casos: 
 a)Instrumento cortocontundente/mecanismo de ação: perfura e corta ao mesmo tempo. 
Ferida: perfuro-cortante. Exemplo de instrumento: machado. 
 b)Instrumento perfurante/mecanismo de ação: pressão em um ponto. Ferida punctória. 
Exemplos de instrumentos: Estilete, agulha. 
 c)Instrumento contundente/mecanismo de ação: pressão e deslizamento em superfície 
irregular. Ferida contusa. Exemplos de instrumentos: mão, pedra, madeira, solo. 
 d)Instrumento cortante/mecanismo de ação: pressão e deslizamento sobre o seu gume; 
ferida incisa. Exemplos de instrumentos: navalha, bisturi. 
 e)Instrumento perfuro-cortante/mecanismo de ação: perfurando e cortando ao mesmo 
tempo. Ferida perfuro-cortante. Exemplo de instrumento: faca. 
 
Gabarito: A 
 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
O que é arma? 
Temos dois conceitos que deverão ser considerados conjuntamente para chegarmos à 
resposta. 
 
Conceito técnico: arma é todo objeto criado com a finalidade de ataque ou defesa. 
Conceito jurídico: arma é todo objeto criado com a finalidade de matar, sendo que este 
conceito pode ser entendido em dois sentidos: 
 
 Em sentido estrito (próprio): qualquer objeto definido como arma pelo legislador 
(espada, arma de fogo); 
 Em sentido amplo (impróprio): qualquer objeto utilizado na prática de um delito 
(navalha, chave de fenda). 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
De acordo com Eraldo Rabelo, citado por Neusa Bittar, p. 74, as armas classificam-se em: 
- Manuais: usadas no combate corpo a corpo, como espadas e punhais; 
- De arremesso: usadas no combate à distância e dividem-se em: 
 
Simples: a própria arma funciona como projétil, uma lança por exemplo; 
 
Complexas: quando arremessam projéteis, como a arma de fogo 
Arma Manual Arma de arremesso 
complexa 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
O que é arma de fogo? 
É a arma criada pelo homem com capacidade de lançar projéteis usando para tanto 
a força expansiva de gases resultantes da queima controlada de determinado 
propelente (gases que ficam no ESTOJO). São instrumentos formados essencialmente 
por um cano de aço (ou similar) com uma extremidade aberta e outra obliterada onde 
se coloca a munição, sendo que a atividade básica é a combustão de misturas 
explosivas que formarão gases que irão se expandir lançando o projétil através do 
cano. 
 
Arma de fogo de acordo com a R.105 Decreto 3665/00: Arma que arremessa projétil 
empregando a força expansiva de gases gerados pela combustão de um propelente 
confinado em uma câmara que, normalmente, está solidária a um cano que tem a 
função de propiciar continuidade à combustão do propelente. 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
a. PARTES FUNCIONAIS DAS ARMAS DE FOGO 
 
1. A armação (forma própria) e os acessórios; 
2. O cano da arma 
3. O depósito (onde estão os cartuchos com as 
munições) 
4. O mecanismo (possibilita o funcionamento). 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
b. PARTESDO CARTUCHO 
1. Projétil; 
2. Estojo; 
3. Carga de projeção (pólvora); e 
4. Espoleta (armas de alma raiada) 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
O cartucho é a munição inteira; o conjunto todo. O estojo (feito de liga metálica, 
geralmente latão), se expande em razão do calor ocasionando a vedação do cano da 
arma na porção posterior impedindo a passagem de qualquer material pela parte de 
trás da arma (culatra). 
A espoleta nada mais é do que uma mistura explosiva (fulminato de mercúrio) contida 
em uma pequena cápsula metálica na base do estojo. A percussão da cápsula de 
espoletamento detona a espoleta produzindo uma faísca a qual passará pelo evento 
(orifício) até chegar ao compartimento onde está a pólvora. 
A pólvora (composto químico inflamável formado de carvão, enxofre e salitre) queima 
quando é atingida pela faísca da espoleta o que gera uma grande quantidade de gases. 
Em razão de o estojo ser hermeticamente fechado na parte de trás (isso impede que o 
tiro saia pela culatra) a pressão dos gases força o projétil para fora através do cano da 
arma. 
 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
O projétil (geralmente de chumbo) é a única parte da munição que percorre o cano da 
arma. Poderá estar revestido por uma liga metálica que se deformará quando 
encontrar o alvo (projétil encamisado). 
 
O projétil pode ser: 
 PENETRANTES: entram nos alvos, mas não saem (liberam toda a energia 
dentro do alvo) 
 TRANSFIXANTES: entram e saem. 
 
Obs.: O projétil não pode ser penetrante e transfixante ao mesmo tempo. 
 
Tecnicamente o tiro só é considerado acidental quando feito sem o acionamento do 
gatilho. 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
CLASSIFICAÇÃO DAS ARMAS DE FOGO 
 
a. QUANTO À ALMA DO CANO (SUPERFÍCIE INTERNA DO CANO) 
 
• Lisa – sem raiamento (sem estrias ou sulcos). A munição tem vários balins de 
chumbo. Ex.: espingardas. 
 
Obs.: Balins é o conjunto de projéteis em cada disparo (projéteis múltiplos). 
 
As espingardas têm cano liso, razão pela qual fica impossibilitado o exame de 
microcomparação com os projéteis. Como a espingarda possui cano de alma lisa, não é 
o diâmetro interno do cano que é examinado, mas o número de esferas de chumbo do 
calibre, que formará uma libra. 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
 Armas de cano cerrado/curto: os balins dispersam precocemente. 
 Armas de cano longo: os balins dispersam tardiamente. 
 
Se os balins dispersarem menos é porque o tiro foi de uma distância mais curta; ao 
passo que quanto mais dispersos estiverem maior será a distância do disparo. São as 
chamadas “rosas de tiro”, como os projéteis são múltiplos quanto maior a distância, 
maior a dispersão. Ainda, nesses casos se a distância for curta pode haver um orifício 
central (rodeado por orifícios menores) ou um único orifício, como se o projétil fosse 
único. 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
• Raiada – com raias (sulcos) helicoidais que imprimem ao projétil movimento de 
rotação sobre seu próprio eixo, aumentando o alcance e a precisão do disparo. 
 
Esse raiamento deixa marcas de 
“identidade” do cano no projétil o que 
permite a identificação da arma usada no 
disparo (exame de comparação). 
 
Obviamente esse exame depende da 
apreensão do projétil e da arma para que 
se efetue novo disparo e compare-se as 
marcas. 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
b. QUANTO AO SISTEMA DE CARREGAMENTO 
 
 De antecarga: a munição é colocada pela parte anterior da arma. 
 De retrocarga: a munição é colocada pela parte posterior da arma. 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
c. QUANTO AO SISTEMA DE IGNIÇÃO (DETONAÇÃO) 
 Por mecha ou pavio (obsoletas); 
 Por atrito; 
 Por percussão (maioria das armas usadas hoje); 
 Elétrica 
Por pavio 
Por percussão 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
d. QUANTO AO FUNCIONAMENTO 
 
 De tiro unitário: tem que ser carregada a cada disparo efetuado; 
 De repetição: uma vez carregada permite efetuar vários disparos; 
 Não automática: a apresentação da munição ao cano da arma ocorre de forma 
mecânica quando acionado o mecanismo de disparo. Ex.: Revólver. 
 Semiautomática: quando a energia oriunda do disparo já coloca a próxima carga 
em posição no cano, dependendo de cada tiro do acionamento do gatilho pelo 
atirador. Ex.: Pistolas. 
 Automática: difere da semiautomática pelo fato de que uma vez acionada pelo 
primeiro tiro continuará a atirar enquanto o atirador mantiver o gatilho 
pressionado. Ex.: Metralhadora. 
 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
e. QUANTO À MOBILIDADE 
 
 Fixas: montadas sobre um suporte. 
 Móveis: quando a base é móvel. 
 Semi portáteis: que podem ser movimentadas por mais de uma pessoa. 
 Portáteis: de cano longo (para tiros de longa distância) de cano curto (para tiros de 
média e curta distância). 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
IDENTIFICAÇÃO DE UMA ARMA DE FOGO 
É realizada pelo Instituto de Criminalística de forma direta ou indireta. 
Direta: sobre a arma em questão. Temos a identificação direta quando o exame é 
realizado na própria arma com suas características e qualidades próprias. 
 
Indireta ou mediata: mediante o confronto balístico das deformações examinadas nos 
estojos de munição disparada. Ocorre quando é realizada diante de um estudo 
comparativo das características gerais e peculiares, das deformações impressas pela 
arma nos elementos de sua munição (espoleta, projétil). 
 
Com relação aos dados de qualificação de uma arma de fogo portátil, podem ser 
considerados os seguintes: nome, tipo, marca, calibre nominal, número de série, 
naturalidade e nacionalidade. 
 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
As marcas deixadas no projétil são chamadas de ESTRIAS; as marcas no cano da arma 
são chamadas RAIAS. 
 
As armas de alma lisa deixam deformações no estojo e na cápsula de espoletamento; 
já as de alma raiada causam deformações no projétil em razão do raiamento (estrias) 
ou em razão da má apresentação do projétil no cano. 
 
Em situações onde não se encontram os projéteis, faz-se a análise das deformações 
causadas no estojo e na cápsula de espoletamento em razão da ação do percussor da 
arma. Também será possível a identificação, se se tratar de arma automática ou 
semiautomática, a análise do extrator e do ejetor no culote dos estojos da munição. 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
 Calibre real = diâmetro medido entre pontos cheios opostos. 
 Calibre nominal = diâmetro medido entre sulcos das raias opostos (calibre do 
projétil). 
 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Calibres permitido X Calibre restrito 
 
Uso permitido: 
Decreto nº 9.847/19 - Art. 2º Para fins do disposto neste Decreto, considera-se: 
I - arma de fogo de uso permitido - as armas de fogo semiautomáticas ou de repetição 
que sejam: 
a) de porte, cujo calibre nominal, com a utilização de munição comum, não atinja, 
na saída do cano de prova, energia cinética superior a mil e duzentas libras-pé ou mil 
seiscentos e vinte joules; 
b) portáteis de alma lisa; ou 
c) portáteis de alma raiada, cujo calibre nominal, com a utilização de munição 
comum, não atinja, na saída do cano de prova, energia cinética superior a mil e 
duzentas libras-pé ou mil seiscentos e vinte joules; 
 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
II - arma de fogo de uso restrito - as armas de fogo automáticas e as semiautomáticas 
ou de repetição que sejam: 
a) não portáteis; 
b) de porte, cujo calibre nominal, com a utilização de munição comum, atinja, na 
saída do cano de prova, energia cinética superior a mil e duzentaslibras-pé ou mil 
seiscentos e vinte joules; ou 
c) portáteis de alma raiada, cujo calibre nominal, com a utilização de munição 
comum, atinja, na saída do cano de prova, energia cinética superior a mil e 
duzentas libras-pé ou mil seiscentos e vinte joules; 
 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
III - arma de fogo de uso proibido: 
a) as armas de fogo classificadas de uso proibido em acordos e tratados 
internacionais dos quais a República Federativa do Brasil seja signatária; ou 
b) as armas de fogo dissimuladas, com aparência de objetos inofensivos; 
 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
IDENTIFICAÇÃO DO ATIRADOR 
 
As peles das mãos do atirador são atingidas pelos gases resultantes da explosão da 
espoleta e da queima da pólvora, bem como por partículas de chumbo dos projéteis 
ogivais. 
 
Esses resíduos podem formar manchas acinzentadas nas mãos do atirador, manchas 
essas geralmente invisíveis a olho nu. 
 
As partes das mãos mais atingidas são o dedo indicador, a dobra entre este e o polegar 
e o dorso da mão. 
 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
IDENTIFICAÇÃO DO ATIRADOR 
 
A prova da parafina nos permite identificar agentes oxidantes (nitratos) resultantes da 
queima de qualquer dos componentes e não somente da pólvora sendo comum os 
resultados falsos positivo ou negativo. 
 
Poderá se positiva a prova em até 3 (três) a 5 (cinco) dias após o disparo. A ausência 
ou presença de resíduos não deve ser utilizada como elemento definitivo, mas sim 
como orientação. 
 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
BALÍSTICA 
 
Balística é a parte da física que estuda o movimento dos corpos e projéteis 
no espaço. 
 
Divide-se em: 
 
 Balística interior: estuda o mecanismo, funcionamento e técnica do 
disparo da arma, a mecânica do disparo e os efeitos da munição dentro das 
armas. 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Mecânica do disparo: 
- Percussão: ocorrerá quando o gatilho for acionado fazendo com que o percussor 
bata na espoleta da munição que fica na porção inicial do cano da arma (câmara 
não tem raiamento). 
 
- Iniciação da espoleta: uma vez atingida a espoleta detona produzindo a faísca 
que passa pelo evento e atinge a pólvora. 
 
 - Queima da carga de projeção: em contato com a 
faísca há o aquecimento da pólvora que começa 
a queimar, aumentando a temperatura, gerando 
gases que se expandem dentro do estojo, 
aumentando-se a pressão de forma gradual e 
progressiva deslocando o projétil. 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
- Voo livre e tomada do raiamento pelo projétil: o projétil é forçado de encontro 
às raias pois seu calibre é nominal (tem que vencer a resistência já que é mais 
calibroso que os pontos cheios), gira no sentido imprimido pelo raiamento e se 
desloca no interior do cano. 
 
- Aceleração do projétil: o projétil ganha velocidade. 
 
- Saída do projétil: o projétil e os gases que foram produzidos saem do cano da 
arma, diminuindo a pressão e o estojo (vazio e já com seu tamanho normal) é 
expulso pela arma ou no caso de revólver ficará preso no tambor. 
 
- Passo de raiamento: o projétil se desloca no ar e gira em torno de seu eixo, de 
acordo com o sentido dado pelas raias da arma. 
 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
 Balística exterior: estuda a trajetória dos projéteis desde a saída da arma até o 
alvo. Estuda os movimentos dos projéteis no espaço, de propulsão, rotação, 
vibração e a relação destes movimentos de força própria com a ação da 
gravidade e a resistência do ar. 
 
Vamos relembrar as aulas de física: Todo corpo que se desloca no espaço em razão 
de um impulso tem a trajetória de uma curva. 
 
Obs.: Trajetória é o percurso desenvolvido pelo projétil desde o disparo até atingir o 
alvo. 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Tiro para o alto: No momento em que o projétil sai do cano da arma sua velocidade 
é máxima, ao subir encontra resistência do ar e a força da gravidade o atrai para o 
centro da terra; a velocidade vai diminuindo até que para e começa a cair, existe 
resistência do ar na queda, mas a força da gravidade estará a seu favor, logo o 
projétil, durante a descida, adquire velocidade suficiente para atingir o alvo. 
 
Obviamente essa velocidade não será a mesma de quando sai da arma. 
 
A velocidade inicial do projétil é a sua velocidade máxima. 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
 Balística terminal: estuda os efeitos dos projéteis no seu impacto contra o alvo. 
 
O projétil, durante a trajetória sofre deformações: 
 
a) Deformações normais: aquelas provocadas pela raia do cano; 
b) Deformações periódicas: aquelas provocadas pelo choque do projétil com o 
cano da arma devido a má apresentação da munição; 
c) Deformações acidentais: aquelas que ocorrem quando um projétil expansivo se 
choca com o alvo (projéteis encamisados). 
 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
EFEITOS DOS PROJÉTEIS DE ARMA DE FOGO NO CORPO HUMANO 
 
Os projéteis de arma de fogo geram lesão no corpo humano. Devemos considerar os 
seguintes pontos ao se estudar a lesão: 
 
a) Orifício de entrada (OE). É o ponto de ingresso do projétil. Não confundir com 
ferida de entrada que é o conjunto de lesões. 
b) Trajeto. É a linha seguida pelo projétil no interior do corpo. 
c) Orifício de saída (OS). Por onde o projétil saiu do corpo, somente será verificado 
nos casos de tiros transfixantes. 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Obs.: Trajeto em chuleio: Trata-se de ferimento produzido por um único golpe que 
transfixa várias partes do corpo. Ex: Lesão por PAF que transfixa o braço, penetra no 
tórax, podendo transfixá-lo, ou não, e entra no outro braço, podendo transfixá-lo, ou 
não. 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
1. EFEITOS PRIMÁRIOS 
 
São os responsáveis pela eficiência dos projéteis, ocorrem por: 
 
a) AÇÃO DIRETA: aquela gerada pelo choque provocado pelo projétil. O projétil 
empurra e abre os tecidos, rompendo-os no seu trajeto no corpo, formando o 
canal de ferida permanente (canal de destruição). 
 
b) AÇÃO INDIRETA: é a cavidade aberta pelo choque do projétil que gera ondas de 
pressão hidrostática que afastam os tecidos por frações de segundo e após 
retornam a seu estado anterior devido a elasticidade, formando uma cavidade 
temporária. Essa ação lesa tecidos não atingidos pelo projétil. 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Obs.: Os efeitos primários, em especial a cavidade temporária, são os principais 
responsáveis pelo poder de parada. 
 
Curiosidade! Poder de parada ou stopping power: relação entre o calibre e a 
munição ideais para incapacitar o oponente com um só disparo. 
 
Obs.: O índice de incapacitação de determinada munição é sempre relativo (RII) já 
que depende das condições do oponente. 
 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
2. EFEITOS SECUNDÁRIOS 
 
São os efeitos permanentes sobre o corpo humano de interesse médico legal. 
Obs.: Cone da explosão: elementos que saem da arma além do projétil, quais sejam: 
pólvora queimada, pólvora em combustão, pólvora incombusta e fogo (chama). 
 
 Efeitos decorrentes do projétil 
Estarão presentes sempre que o corpo humano for atingido, não importando a 
distância da arma. 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
a) Orifício de entrada – o projétil ao tocar a pele com sua ponta a empurra até o 
máximo de sua elasticidade sempre girando em seu próprio eixo. Como para romper 
a pele o projétil a distende ao máximo, o orifício produzido fica menor que o 
diâmetro do projétil, já que a pele distendida volta ao normal, porém nos tiros 
próximoso diâmetro da ferida é maior do que o do projétil. As bordas ficam 
invertidas (voltadas para dentro), será produzida ferida circular se o tiro for 
perpendicular ou oval se o tiro for inclinado (oblíquo). Seja qual for a distância do 
tiro o orifício de entrada apresentara orla de contusão e orla de enxugo. 
 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Orla de escoriação, orla de contusão ou orla de 
Fisch: o movimento giratório escoria a pele, o 
projétil entra arranca a pele e expõe a epiderme 
formando uma ferida escura. 
 
Orla, contorno, halo ou margem de enxugo: é 
uma zona escura, mais interna, formada pela 
“sujeira” (resíduos do cano da arma), resíduos 
do projétil que ficam impregnados na borda do 
ferimento de entrada. 
Quando for a “queima roupa” a fumaça e os 
grãos se espalham para o lado oposto. 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Orla ou auréola equimótica: geralmente de tonalidade violácea, causada em razão 
da infiltração dos tecidos ocasionada pela ruptura dos vasos sanguíneos vizinhos à 
lesão decorrentes da pressão e contusão exercida pelo projétil. Essa orla não 
aparecerá se o tiro for contra um cadáver pois não haverá circulação de sangue. 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Zona de tatuagem: decorre da incrustação 
de grânulos e fragmentos de pólvora não 
combusta pelo disparo, se aloja na derme e 
não é removível. 
 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Zona de esfumaçamento: se forma a partir 
do depósito de pólvora combusta e 
impurezas, podendo ser removida com 
água. 
 
Zona de chamuscamento ou queimadura: 
produzida pelos gases superaquecidos que 
queimam a vestimenta, os pelos a epiderme 
etc.. Só se forma nos casos de tiros muito 
próximos. Zona de chamuscamento 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Obs.1: essas orlas poderão ser concêntricas ou não, variando de acordo com a 
direção do tiro, se perpendicular ou obliqua. Se for oblíqua a escoriação será maior 
do lado de ângulo mais agudo em razão do maior contato do projétil com a pele, 
orientando a direção do disparo. 
 
Obs.2: Incidência do disparo: é de onde veio, considerando -se o cadáver deitado na 
mesa de autópsia. Se o orifício estiver igual é porque o projétil entrou 
perpendicularmente (90º); a espessura da orla de escoriação é maior de onde veio o 
tiro “de cima para baixo, da esquerda para a direita”. 
 
Obs.3: As zonas de queimadura, tatuagem e esfumaçamento podem não estar 
presentes no caso de tiro à curta distância pois pode ter havido um anteparo, como 
por exemplo um travesseiro. 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Após a entrada o projétil pode ou não sair, 
bem como pode fragmentar-se dando origem 
a vários orifícios de saída. 
 
b) Trajeto: o projétil segue um caminho dentro 
do corpo formando um canal que poderá 
terminar em um orifício de saída ou em um 
fundo de saco ou cego (o projétil permanece 
no corpo) ou pode inexistir como nos casos de 
tiro de raspão. Neste canal podem ser 
encontrados fragmentos das vestes da vítima e 
outros elementos 
 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
c) Orifício de saída: para sair o projétil forçará 
os tecidos de dentro para fora rasgando e 
evertendo as bordas da pele. Esse orifício 
geralmente é maior que o de entrada e poderá 
apresentar fragmentos de ossos e/ou tecidos. 
Não haverá orla de enxugo pois o projétil já 
estará limpo; nem orla de escoriação já que o 
projétil gira abaixo da pele, de dentro para 
fora, rasgando-a; ao menos que o projétil 
encontre resistência como uma vestimenta ou 
superfície já que o projétil continuará girando 
até que consiga sair. Poderá haver orla de 
equimose na saída. 
 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
 Efeitos decorrentes do cone de explosão 
 
Dependem da distância do disparo. Além do projétil, saem pela boca do cano da 
ama outros elementos como pólvora já queimada, pólvora em combustão, pólvora 
incombusta e chama, que constituem o cano de explosão. Basta a presença de um 
desses elementos para se afirmar que o tiro foi a curta distância; não sendo 
necessária a presença de todos eles. 
 
A pólvora não queimada ou em combustão é mais pesada e penetra na pele 
formando a zona de tatuagem, chegando a 25 a 30 centímetros. 
 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Já a pólvora queimada, mais leve, apenas se deposita sobre a pele, saindo facilmente 
com água e sabão, atingindo cerca de 15 a 20 centímetros formando a zona de 
esfumaçamento. 
 
A chama, por sua vez somente atingirá alvos 
muito próximos, até 5 centímetros dando 
origem à zona de chamuscamento (orla de 
queimadura) onde os gases superaquecidos 
queimam a pele e os pelos. 
Obs.: o ideal é testar a arma em questão para 
se saber exatamente o alcance de seu cone de 
explosão. 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Distância do disparo. Será verificada a partir do orifício de entrada; que também nos 
dirá a angulação em que o PAF penetrou no organismo, classificando-se, assim, os 
disparos em: 
 
1. À longa distância (ou à distância): somente terá os efeitos decorrentes do 
projétil, quais sejam: 
 
- Orla de escoriação ou de Fish 
- Orla de enxugo ou alimpadura 
- Orla ou auréola equimótica 
- O orifício de entrada apresentará diâmetro menor que o do projétil, forma 
arredondada ou ovalar e bordas reviradas para dentro. 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
2. À curta distância (ou à queima roupa – quando presente todas as zonas): haverá 
efeitos decorrentes do projétil e do cone de explosão, podendo estar presente uma 
ou todas as zonas a depender da proximidade do alvo: 
 
-Orla de escoriação ou Anel de Fish 
-Orla de enxugo ou alimpadura 
- Orla ou auréola equimótica 
-Zona de tatuagem 
-Zona de esfumaçamento ou de tisnado 
-Zona de chamuscamento 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Obs.: A zona de chamuscamento define o disparo à 
queima roupa, já que a zona de esfumaçamento pode 
ter sido lavada. Devemos lembrar que nem sempre as 
zonas estarão presentes no orifício de entrada já que 
podem ficar retidas nas roupas, encontrando-se 
apenas as zonas decorrentes do projétil. 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
3. Disparo encostado: a boca do cano da arma é pressionada 
contra o corpo da vítima, de forma que nenhum dos 
elementos do cone de explosão escapa, penetrando através 
da pele juntamente com o projétil. 
Se a pele ficar marcada por um desenho que reproduz a 
“boca” da arma (queimadura no orifício de entrada) formará 
o sinal de PUPPE-WERKGAERTNER (cano encostado no 
corpo). O tiro é dado em lugares em que os gases podem 
entrar e se espalhar. Ex. na barriga. 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Se o tiro for com o cano encostado em um lugar com 
osso, por exemplo o crânio, os gases não terão para 
onde ir e irão estufar a pele até estourar formando 
um buraco com a pele virada para fora (pele evertida-
banana descascada), a que se dá o nome de 
“CÂMARA OU BOCA DE MINA DE HOFFMAN”. O 
orifício de entrada será maior do que o diâmetro do 
projétil (estrelado) 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
SINAL DE BENASSI: é a zona de 
esfumaçamento em superfície óssea onde o 
projétil penetrou que demonstra que o tiro 
foi encostado. 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
TRONCO DE CONE DE BONNET: marca existente no caso de 
tiro transfixante na cabeça, tem importância pois indica a 
entrada e saída do projétil, quando houver osso, porém, não 
possibilita indicar a distância.O osso da cabeça é esponjoso, 
possui duas tábuas compactas e no meio uma camada 
esponjosa, o projétil fura a camada compacta externa, 
fragmentando o osso, após o projétil e os fragmentos de ossos 
atingem a camada interna, assim o orifício por onde entrou o 
projétil é menor do que o orifício do lado de saída do projétil, 
formando no trajeto um cone com bico cortado (truncado). 
 Assim, no orifício de entrada a parte mais estreita do cone está na camada externa do osso 
enquanto no orifício de saída a parte mais estreita está na camada interna do osso. 
Obs.: No disparo encostado perfeito não existem na pele as zonas provocadas pelo cone de 
explosão. 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Atenção! Nos disparos com armas que possuem compensadores de recuo (orifício 
perto da boca do cano para escape de gases) o cone de explosão não atinge o alvo. 
 
Obs.: O teste residuográfico na mão de alguém não 
prova que a substância é pólvora; ele comprova que 
há substâncias químicas que fazem parte da 
composição da pólvora, mas que também podem 
estar em outras substâncias. Não é prova de certeza 
é prova indiciária. 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Armas de fogo de alma lisa: a munição é composta por uma base metálica onde se 
encontra a espoleta e a pólvora e um estojo plástico contendo balins de chumbo 
(múltiplos projéteis) agrupados por uma bucha. As lesões vão variar de acordo com o 
calibre da arma e com a distância do disparo. Quanto maior a distância do disparo 
maior a dispersão formando o que se chama de “rosa de tiro” nos disparos a longa 
distância. Já se o disparo for a curta distância haverá um orifício central em razão da 
maior concentração de balins rodeados por orifícios menores ou um orifício central 
como se o projétil fosse único. 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Lesões em razão de projéteis de alta energia: projéteis 
de alta velocidade e de grande amplitude de movimento 
com alto poder de destruição e de cavitação. O orifício 
de entrada consiste em um grande buraco que expõe os 
tecidos mais profundos cujo diâmetro ultrapassa o do 
projétil. A orla de escoriação é praticamente inexistente 
ou pouco nítida e as bordas serão irregulares. O orifício 
de saída assemelha-se a um rasgo. Nos tecidos que 
oferecem resistência, como nos ossos, por exemplo, 
haverá uma explosão já que a colisão do projétil irá 
gerar ondas que se potencializam (fenômeno das ondas 
pressóricas e de choque). 
 
 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
O fenômeno da cavitação existente nos projéteis de baixa energia da origem a 
cavidades temporárias em dois sentidos: transversal e longitudinal; além de dar 
causa a várias expansões e colapsos (fechamentos) dessas cavidades (cavidades 
temporárias pulsantes). 
 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Assim, em regra temos como mecanismos básicos de lesão por PAF: penetração, 
cavidade permanente, cavidade temporária e fragmentação. 
Quanto maior a velocidade do PAF maior será a transmissão de energia cinética 
transmitida ao alvo e maior será a lesão produzida. 
Observações: 
 
a) Na pele e nos tecidos moles o orifício de entrada terá suas bordas invertidas, 
cone de entrada e o orifício de saída terá as bordas evertidas. 
b) No crânio o orifício de entrada tem as bordas evertidas e o orifício de saída igual 
ao dos tecidos moles. 
c) Um mesmo projétil pode fazer mais de um orifício de saída em razão da 
fragmentação do projétil ou de tecido ósseo. 
 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
ORIFÍCIO DE ENTRADA ORIFÍCIO DE SAÍDA 
Regular Dilacerado 
Invaginado Evertido 
Proporcional ao projétil Desproporcional ao projétil 
Com orlas e zonas Sem orlas e zonas 
Diferenças entre orifício de entrada e orifício de saída 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Prova: Instituto Acesso – 2019 – PC-ES – Delegado de Polícia 
Em um ferimento de entrada de projétil de arma de fogo, que atingiu a região do 
plano ósseo craniano, e foi produzido à queima roupa, é possível encontrar a 
presença de ferimento de forma 
a) arredondada, bordas evertidas, zona de chamuscamento, pouco sangramento; 
b) regular, sinal do funil de Bonet, orlas e zonas, sangramento abundante; 
c) irregular, bordas evertidas, sinal de puppe-werkgartner, pouco sangramento; 
d) regular, bordas invertidas, sinal de puppe-werkgartner, abundante sangramento; 
e) irregular, bordas evertidas, diâmetro desproporcional e muito sangramento. 
 
Gabarito: C 
1.6 .1– ARMAS DE FOGO 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Prova: NUCEPE – 2-18 – PC-PI – Perito Médico Legista 
Assinale a alternativa INCORRETA quanto às lesões provocadas por projétil de arma 
de fogo: 
a) Nos ferimentos por projéteis de arma de fogo, se costuma ter ou orlas de 
contusão e enxugo no orifício de entrada. 
b) Nos ferimentos por arma de fogo com arma encostada, se costuma ter câmara 
de mina de Hoffman e zona de esfumaçamento. Também pode haver, se tiver 
osso subjacente, sinal de Benassi. 
c) São características de ferimento de entrada causado por projétil de arma de 
fogo: bordas evertidas e ausência de orlas ou zonas. 
d) No tiro à queima-roupa se costuma ter zona de tatuagem. 
e) Em tiros à distância, não se tem zona de tatuagem, de esfumaçamento. 
 
Gabarito: C 
ENERGIA BAROMÉTRICA 
Pressão Atmosférica 
Prof. Paulo Bilynskyj 
ENERGIA BAROMÉTRICA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Baropatias são as alterações provocadas no corpo humano em 
razão da permanência em ambientes com pressão muito alta, 
muito baixa ou com brusca variação de pressão. 
1. Hipobarismo 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Pressões muito baixas (aumento da altitude em relação ao nível do mar): Estamos 
adaptados à atmosfera de onde vivemos e a mistura de gases desse ambiente exerce 
pressão sobre nosso corpo. Ao nível do mar essa pressão é de 1 atmosfera (760 milímetros 
de mercúrio). 
 
Quanto maior a altitude menor será a pressão atmosférica e consequentemente menor 
será a pressão de oxigênio no ar até se tornar insuficiente para oxigenar o sangue. Ao se 
deslocar para um lugar de maior altitude é necessário um período de adaptação para 
evitar que ocorra hipóxia (diminuição do oxigênio nos tecidos e no sangue) que gera falta 
de ar fazendo com que a pessoa passe a respirar mais vezes na tentativa de inalar mais 
oxigênio, ao fazer isso o indivíduo acaba por expelir mais gás carbônico levando a uma 
queda do seu teor no organismo (hipocapnia). 
1. Hipobarismo 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Esse quadro caracteriza o chamado “mal das 
montanhas” = hipóxia + Hipocapnia, o qual ocorre com 
os alpinistas que não se aclimataram ou nos casos em 
que a montanha é tão alta que não permite a adaptação. 
 
Os sintomas do “mal da montanha” são: excitação 
mental, tagarelice, crises de riso ou choro, irritabilidade, 
ideias fixas, confusão mental (semelhante a embriaguez 
alcoólica). Na sua prova pode vir com o nome de “mal 
dos aviadores” já que estes quando operam em cabines 
sem recursos sofrem os mesmos efeitos. 
 
2. Hiperbarismo 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Pressões muito altas (abaixo do nível do mar): Ocorre 
em locais abaixo do nível do mar. Os tecidos do nosso 
corpo apresentam diferenças de elasticidade e dureza. E, 
em razão do aumento da pressão sofrem compressões 
externas caso não haja compensação pelo aumento da 
pressão nas cavidades e órgãos que contém ar; em razão 
disso, por exemplo, mergulhadores utilizam roupas 
especiais com bombas de pressão em seu interior para 
contrabalancear a pressão ambiental, se não houver essa 
compensação a energia mecânica do meio hiperbárico 
pode causar esmagamento do tórax e alterações 
bioquímicas causadas pela descompressão. 
2. HiperbarismoTRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Descompressão rápida 
Pode ocorrer em razão da passagem brusca de um 
ambiente de pressão normal para um ambiente de 
pressão baixa (descompressão de cabine de avião, p. 
exemplo) ou de ambientes hiperbáricos para o nível do 
mar (mergulhadores, mineiros que sobem rapidamente). 
 
Doença da descompressão ou doença dos 
mergulhadores ou mal dos caixões: o aumento da 
pressão faz com que os gases respirados se dissolvam 
em maior quantidade no sangue, esses gases geralmente 
se desprendem em forma de bolhas que se alojam nos 
tecidos. 
Mergulhador com corpo deformado 
após subir rapidamente das profundezas 
2. Hiperbarismo 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Embolia traumática pelo ar: acidente de mergulho que 
ocorre quando há subida muito rápida em consequência 
da ruptura dos alvéolos pulmonares que permitem a 
passagem do ar para os vasos sanguíneos formando 
bolhas que entopem os vasos (como se fossem 
coágulos). 
 
Explosões: a grande força expansiva dos gases liberados 
em uma explosão é transmitida em todas as direções 
causando impacto (blast) sobre os corpos que entrarem 
em contato podendo ocorrer por 3 (três) formas: pelo 
ar, pela água e pelos sólidos. As lesões provocadas 
dependerão do tipo de blast. 
2. Hiperbarismo 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
O ambiente de alta pressão exerce sobre o 
organismo efeitos compressivos e efeitos 
descompressivos, denominados de barotrauma. 
Barotrauma ocasionado após um mergulho 
ENERGIA TÉRMICA 
Prof. Paulo Bilynskyj 
ENERGIA TÉRMICA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Tanto o calor como o frio podem lesar o organismo, seja de forma difusa, seja de forma 
localizada. 
 
Sabemos que o corpo humano precisa manter sua temperatura em cerca de 36,5º para que 
continue funcionando de forma correta, sendo certo que o corpo humano não resiste às 
temperaturas abaixo de 32º e acima de 42º. 
 
Obviamente possuímos mecanismos que mantém a nossa temperatura, já que o ser humano 
é homeotérmico (temos temperatura estável que não varia de acordo com o meio ambiente). 
1. Calor 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
 AÇÃO DO CALOR DIFUSO, o qual causa termonoses (doenças causadas pelo calor), que são: 
 
-Insolação ou ação do calor cósmico: é causada pelo calor natural decorrente de altas 
temperaturas, raios solares, excesso de vapor d´água atrelado a problemas de saúde como 
doenças respiratórias e circulatórias. Vale lembrar que pelo critério antigo considerava-se 
como fonte térmica o sol pois não se levava em consideração o hipotálamo que é o nosso 
centro termo regulador. Pelo critério atual, levando-se em consideração o hipotálamo o 
critério é a temperatura e não o sol; o que permite que haja insolação à noite. 
1. Calor 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
- Intermação: excesso de calor artificial como por 
exemplo falta de ventilação e renovação do ar 
(situação de confinamento). 
 
O nosso corpo elimina o calor através da 
transpiração entre outros mecanismos. Assim, se 
por exemplo, um ambiente não permite a 
circulação de ar, mesmo sem ser hermeticamente 
fechado, o aumento do vapor d’água será tão 
grande que irá impedir a transpiração e, 
consequentemente, a eliminação do calor fazendo 
com que a temperatura corporal se eleve gerando 
desidratação, convulsões e morte. 
1. Calor 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
 AÇÃO DO CALOR DIRETO (LOCAL): provocam 
queimaduras que causam a morte instantânea das 
células que estejam no ponto mais quente e 
morte tardia de outras além de outras 
consequências. Tem como agentes os materiais 
em combustão: chamas, gases, líquidos ou metais 
aquecidos. 
 
Curiosidade! Queimadura fotodérmica é aquela 
causada pela reação dos raios solares sobre a pele 
contendo suco de determinadas frutas, como o limão 
p. ex. Poderá ser fatal a depender da extensão. 
1. Calor 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
a. Classificação das queimaduras (HOFFMAN): 
 
1º GRAU: ERITEMA OU RUBEFAÇÃO (vermelhidão). 
A pele apresenta edema e aumento da temperatura 
local. A pele descasca de 3 (três) a 4 (quatro) dias. 
Ex.: queimadura do sol. Esse eritema também é 
chamado de “Sinal de Christinson”. 
 
2º GRAU: FLICTENAS (BOLHAS) OU VESICAÇÃO. São 
as chamadas “bolhas” contendo líquido amarelado 
rico em proteínas (exudato). Também é chamado de 
“Sinal de Chambert”. 
 
1. Calor 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
3º GRAU: ESCARIFICAÇÃO. A queimadura vai da pele 
ao plano muscular gerando uma placa de necrose 
dura e de cor preta que, ao ser retirada, deixa uma 
úlcera (ferida). Geralmente a cicatrização se dá 
colocando enxerto, porém, em razão da retração na 
pele fica uma cicatriz chamada sinéquia. São as 
chamadas escarificarão do derma, elas não se curam, 
se cicatrizam. 
1. Calor 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
4º GRAU: CARBONIZAÇÃO: nesse caso a queimadura 
atinge o osso, poderá ser total ou parcial. A 
queimadura pode destruir todo o corpo de forma 
generalizada, permanecendo alguns tecidos que 
permitem a identificação, a carbonização total é rara 
pois exigem longo tempo exposto ao fogo como no 
caso de incineração em que haverá destruição dos 
tecidos. 
 
O volume do corpo diminuí no caso de carbonização 
generalizada chegando de 100 a 120 centímetros a 
depender da condensação dos tecidos. 
 
1. Calor 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Se um indivíduo for carbonizado vivo ou logo após a 
morte a retração dos músculos leva à posição de 
boxeador ou atitude de saltimbanco, ou atitude de 
epistótomo. 
 
Os membros superiores ficam semifletidos, os dedos 
das mãos posicionado em garra, o cadáver fica na 
posição de lutador de boxe, é chamado Sinal de 
Devergie. 
Obs.: Pode haver o rompimento da cavidade 
abdominal e do crânio em decorrência da explosão 
de gases. 
1. Calor 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Segundo Roberto Blanco a carbonização pode funcionar como isolante térmico e 
como isolante elétrico impedindo que após totalmente carbonizada que se queime a 
parte de dentro. 
 
FARMACODERMITES são lesões que se 
confundem com queimaduras, porém são 
causadas por medicamentos. 
1. Calor 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
b. Mecanismos de morte dos grandes queimados 
 
Vai depender da ação térmica ou da ação química dos gases, conforme seja aberto ou 
fechado o local do acidente. Ex.: incêndio em edifícios, casas, aviões, veículos. 
 
As partículas de carvão existentes no ar inalado levam ao pulmão substâncias irritantes 
causando lesão de inalação. 
Tanto o ar quente como os gases superaquecidos só queimam a mucosa da entrada do 
aparelho respiratório, não chegando aos pulmões. 
Em se tratando de recinto fechado a morte se dará por asfixia porque o fogo consumirá o 
oxigênio do ar o que levará a uma queda de sua concentração no ar inspirado, além disso 
haverá intoxicação por monóxido de carbono produzido por combustão incompleta dos 
compostos orgânicos presentes no ambiente. 
 
1. Calor 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Nas mortes por calor (queimadura - agente vulnerante térmico) temos a presença de ao 
menos três características: 
Sinal de Montalti na traquéia 
 
1. Sinal de Montalti – Presença de marca 
enegrecida na árvore respiratória em 
decorrência da aspiração de fuligem; 
 
2. Presença de fuligem nas vias digestivas; 
 
3. Presença de carboxihemoglobina (HbCO) no 
sangue, em percentual acima de 50%. 
1. Calor 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
 Agentes Térmicos: 
 
- Chama: além do corpo as roupas também são carbonizadas, com tendência de baixo para 
cima. 
 
- Gases ou vapores superaquecidos: atingem as partes descobertas do corpo. 
 
- Líquidos escaldantes: queimaduras de cima para baixo (o líquido escorre). Se o indivíduo 
estiver deitado o lado de baixo ficará protegido. 
 
- Sólidos: metálico. Ex. ferro em brasa,ferro de passar. 
 
1. Calor 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
• Causa jurídica: 
 
 Acidental: crianças, velhos, alcoólatras, fumantes, acidentes aéreos e terrestres. 
 
 Criminosa: tortura, castigo corporal, homicídio, incêndios criminosos. 
 
Obs.: Nos casos de incêndios criminosos (fraude contra a seguradora, ocultação de outro 
crime, vingança...) é importante verificar se as queimaduras ocorreram em vida ou após a 
morte (reação vital). 
1. Calor 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Diagnóstico da reação vital: 
 
- Pode ser difícil se o tempo decorrido entre a lesão e a morte for mínimo ao ponto de não 
ocorrer nenhuma reação inflamatória, que só poderá ocorrer no vivo. 
Obs.: no caso de área de carbonização parcial pode haver falsa reação inflamatória com 
hiperemia ao redor da lesão, porque os vasos sanguíneos são espremidos pela retração dos 
tecidos. 
 
- A dosagem de monóxido de carbono no sangue dos pulmões e coração é sinal de que o 
indivíduo inalou o produto da combustão, ou seja, estava vivo. A presença de fuligem e 
fumaça nas vias respiratórias também demonstram que houve inalação. 
1. Calor 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
- A carbonização de um corpo para ocultar homicídio mantém geralmente os órgãos 
preservados o que possibilita identificar o agente causador da morte, também a parte do 
corpo voltada para o solo está preservada pois não se movimenta. 
 
- Fraturas ocasionadas pela ação do calor podem ser confundidas com lesões contundentes 
causadas em vida. 
 
 - Nos corpos com carbonização generalizada o 
sexo pode ser identificado pelos genitais internos 
(útero e próstata); a fórmula dentária, as 
calosidades ósseas e o DNA também podem 
contribuir para a identificação. 
1. Calor 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Atenção: Nas queimaduras a gravidade é determinada mais pela extensão do que pela 
profundidade, especialmente se atingirem mais de 40% (quarenta por cento) da superfície do 
corpo pois levam à morte por insuficiência renal. 
2. Frio 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Ação do frio difuso: Quando a temperatura do corpo cai abaixo de 35ºC haverá 
hipotermia. A hipotermia pode ocorrer pela exposição à temperatura ambiente 
muito baixa ou porque o ajuste térmico do organismo estava prejudicado pelo 
efeito de alguma droga como o álcool ou a pessoa estava doente. É possível que se 
induza a hipotermia como forma de procedimento terapêutico para reduzir o 
metabolismo, diminuindo assim, a necessidade de oxigênio, evitando-se a morte 
celular quando a concentração de oxigênio estiver reduzida, como nos casos de 
edema cerebral em que há compressão dos vasos sanguíneos. 
2. Frio 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
• Mecanismos de morte: 
O frio leva a uma debilidade progressiva das funções vitais até chegar à parada 
cardíaca por arritmia. Também ocorre uma diminuição da função cerebral que gera 
sonolência, convulsões, delírios, alteração dos movimentos e anestesia. 
 
 
Exame do cadáver: a pele está clara, há saída de sangue pelas vias respiratórias, o 
resfriamento é rápido e o início da putrefação é tardio. 
2. Frio 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
 Ação do frio local: provoca geladuras (lesões de 
necrose da pele) causadas pelo contato de 
substâncias muito frias por curto tempo. 
 
1º grau: Eritema. O local pode ficar pálido ou 
avermelhado, com inchaço e aspecto anserino (pele 
arrepiada), que dura algumas horas e a seguir a pele 
descasca. 
 
2º grau: Flictena. O frio mais intenso provoca a 
destruição da epiderme, formando bolhas. 
 
Queimadura de 1º grau 
Queimadura de 2º grau 
2. Frio 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
3º grau: Necrose. O frio intenso leva ao 
congelamento e necrose dos tecidos por falta de 
circulação (os vasos sanguíneos se contraem 
circulando pouco sangue) originando úlceras. 
 
4º grau: Gangrena. A pessoa permanece com os 
membros em contato direto com o frio o que resulta 
gangrena (pé de trincheira). 
 
Obs.: As geladuras podem ocorrer como complicação 
do uso de hipotermia em cirurgia cardíaca e do 
resfriamento inadequado de órgãos destinados ao 
transplante. 
Queimadura de 3º grau 
Queimadura de 4º grau 
2. Frio 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
 Hipotermia letal 
Afeta: doentes mentais, alcoólatras e idosos. 
 
 
 Paradoxo da nudez 
- Corpos encontrados parcialmente nus. 
 
1ª Teoria: o 1º estágio da hipotermia provoca vasoconstrição gerando aumento da 
temperatura corpórea e sensação de calor. 
 
2ª Teoria: o frio induz uma paralisia dos nervos das paredes dos vãos sanguíneos 
causando vasodilatação e sensação de calor. 
2. Frio 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Temperaturas oscilantes: agem pela debilitação do organismo e propiciam o 
aparecimento de infecções que se instalam devido ao desequilíbrio entre os 
microrganismos que normalmente habitam o corpo humano. 
ENERGIA ELÉTRICA 
Prof. Paulo Bilynskyj 
ENERGIA ELÉTRICA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
O funcionamento do corpo humano depende de correntes elétricas. São 
descargas elétricas que permitem o funcionamento do coração e pulmão como 
bombas biológicas e do sistema nervoso como um circuito elétrico. 
 
A exposição do corpo humano a correntes elétricas pode causar desde 
desconforto até a parada cardíaca e respiratória. 
ENERGIA ELÉTRICA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
 Correntes: existem duas formas de corrente 
 
- Corrente Alterada (CA): tomada 60hz – 60 vezes por segundo alterando entre 
negativo e positivo. 
- Corrente Contínua (CC): Bateria de automóvel. 
 
Corrente elétrica é o que se estabelece entre dois pontos do corpo e depende 
da tensão e da resistência do corpo. 
 
Intensidade da corrente: quanto maior a voltagem menor a resistência. 
ENERGIA ELÉTRICA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
 O que influencia a ação da eletricidade no corpo? 
 
- Posição da carga: braço a braço; braço a perna; cabeça a perna; perna a 
perna e joelho a joelho. 
 
- Idade: adultos são mais resistentes 
 
- Estado de saúde: problemas cardíacos 
ENERGIA ELÉTRICA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
 Ação da eletricidade natural ou cósmica ou meteórica (raios) 
 
- Ação letal (causando morte) = fulminação; 
 
- Ação lesiva (sem causar morte) = fulguração 
 
ENERGIA ELÉTRICA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
As lesões externas têm aspecto arboriformes (de árvore) e 
desaparecerão se o indivíduo sobreviver = SINAL DE 
LICHTENBERG (eletricidade natural) você verá o sinal na pele, 
porém a lesão será nos vasos sanguíneos. 
O desenho que aparece na pessoa atingida é similar ao 
desenho formado pela descarga elétrica (eletrofulguração). 
ENERGIA ELÉTRICA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
 Ação da eletricidade industrial: produz a síndrome da eletroplessão que engloba 
todas as lesões, ou seja, com ou sem morte. 
 
As lesões superficiais dependerão da corrente ser de alta ou baixa voltagem. 
 
ENERGIA ELÉTRICA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
-SINAL DE JELLINEK OU MARCA 
ELÉTRICA DE JELLINEK (ELETRICIDADE 
INDUSTRIAL): vejo a lesão na pele e a 
lesão é na pele. Geralmente é uma 
lesão circular de cor branca ou 
amarelada, podendo ter a forma do 
condutor. Representa a porta de 
entrada da corrente. É uma lesão na 
pele com cura (regeneração da pele) ou 
cicatrização (quando atinge a derme ou 
a camada abaixo da derme). 
ENERGIA ELÉTRICA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
-Queimaduras elétricas: resultam do calor da corrente elétrica e causam escaras 
(feridas). Modalidades: 
 
o Metalização elétrica: quando o fundo da lesão tem partículas metálicas do 
condutor. 
 
Obs.: EFEITO JOULE: quando houver resistência à passagem da corrente a 
eletricidade se transforma em calor, produzindo queimaduras na pele, músculos, 
osso e vísceras. Quando nos péssão chamadas de lesão de saída. 
A corrente de alta voltagem além de gerar a marca elétrica gera queimadura. 
ENERGIA ELÉTRICA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
 Mecanismo da morte por eletricidade: 
 
1) morte pulmonar: asfixia por contratura dos músculos respiratórios causada pela 
carga elétrica; 
2) morte cardíaca: fibrilação ventricular, que é uma arritmia em que o coração 
tremula (como se estivesse parado); 
3) morte cerebral: parada cerebral por hemorragia em vários locais (meninges, 
ventrículos cerebrais, bulbo, medula espinhal). 
 
Obs.: Eletricidade Industrial: não é necessário o contato físico entre a pessoa e o local 
com eletricidade. A energia elétrica só “entra” se ela puder sair. 
 
Memorizar: pcc = pulmonar, cardíaca e cerebral 
ENERGIA ELÉTRICA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Apesar da descarga elétrica a morte pode ter causa diversa como contusão por 
queda ao solo no momento do choque. 
 
Obs.: ELETROPERFURAÇÃO: grave modificação no diâmetro dos poros na membrana 
celular, em razão da passagem de corrente elétrica causando alteração da 
semipermeabilidade podendo levar à morte. Esses poros controlam o que vai entrar 
e sair dos poros (sais, sódio, cálcio...) e a energia elétrica pode alterar o tamanho dos 
poros, desregulando os poros podendo levar à morte. 
ENERGIA ELÉTRICA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Ano: 2018 Banca: CESPE Órgão: PC-MA Prova: MÉDICO LEGISTA 
Durante a instalação de uma cerca elétrica, um fazendeiro morreu ao tocar em um 
arame eletrizado por energia industrial. O exame de necropsia evidenciou lesão 
eletroespecífica com forma circular, tonalidade branco-amarelada, bordos elevados e 
fundo retraído. 
Nessa situação hipotética, a lesão descrita e o mecanismo de morte são conhecidos, 
respectivamente, como 
 a)marca elétrica de Jellinek e fulminação. 
 b)sinal de Lichtenberg e fulminação. 
 c)marca elétrica de Jellinek e eletrocussão. 
 d)sinal de Joule e eletrocussão. 
 e)sinal de Lichtenberg e eletrocussão. 
 
Gabarito: C 
 
ENERGIA ELÉTRICA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Prova: INSTITUTO AOCP – 2018 – ITEP – RN – Agente de Necrópsia 
Um indivíduo está fazendo uma conexão clandestina na rede elétrica quando, 
repentinamente, recebe uma descarga elétrica fatal. Esse tipo de morte é designado 
a) fulguração. 
b) fulminação. 
c) choque cardiogênico. 
d) eletroplessão. 
e) choque elétrico fulminante. 
 
 
Gabarito: D 
ENERGIA RADIANTE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
1 . Raio-X 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Lesões causadas pela radioatividade (desintegração dos átomos). 
 
Raio X 
 Afetam a pele causando lesões chamadas de radiodermite, que poderá ser aguda ou 
crônica, sendo que as crônicas podem levar ao câncer de pele (câncer dos radiologistas 
ou câncer roentgeniano). Como efeitos gerais tem-se a esterilização e as alterações 
sanguíneas. 
 
De acordo com Roberto Blanco as radiodermites (lesões produzidas pelas substâncias 
radioativas) podem ser classificadas em três graus diferentes: 
- 1º Grau: eritema e depilação da área afetada; 
- 2º Grau: formação de pápulas avermelhadas e dolorosas de difícil cicatrização; 
- 3º Grau: zonas de necrose. 
 
2. Rádio 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
 Usado em armas nucleares tem os efeitos semelhantes ao do raio x mais ação 
traumática (blast) e ação térmica, decorrentes das explosões. 
3. Energia atômica 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
EXPLOSÕES (BLAST), atingem principalmente os aparelhos respiratório, auditivo, 
cardiovascular, gastrointestinal, ocular, neurológico e locomotor. 
A partir da fonte explosiva é possível classificá-las em: 
 
a. Primárias: lesões provocadas pela própria explosão, como a onda de choque e a 
queimadura; 
b. Secundárias: lesões causadas em razão de corpos estranhos originados pelo 
artefato explosivo, sendo projetados sobre a vítima em razão da força da 
explosão. 
c. Terciárias: lesões decorrentes de qualquer outro tipo de impacto com objetos 
não oriundos do artefato explosivo. 
ENERGIA QUÍMICA 
Prof. Paulo Bilynskyj 
ENERGIA QUÍMICA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
1 – Ação interna 
 
Produzida por substância que ingeridas, inaladas ou em contato com a pele causam 
dano à saúde ou à vida. 
Nesses casos a respiração dos tecidos é afetada podendo se observar a cianose (a 
pessoa fica roxa). A morte acontece em razão de edema pulmonar e parada 
respiratória. 
 
ENERGIA QUÍMICA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
Existem dois grandes grupos de venenos (pesticidas): 
 
 ORGANOCLORADOS: podem causar intoxicação aguda quando penetram no 
organismo em uma única dose elevada ou crônica (acúmulo gradual por exposição 
repetida). Os primeiros sintomas são digestivos (vômitos e diarreia), após ocorrem 
fenômenos neurológicos (cefaleia, agitação, vertigem, convulsão) que podem ser 
fatais. 
 
 ORGANOFOSFORADO: atuam preferentemente no sistema nervoso central 
(manifestações neuropsiquiátricas) e no sistema nervoso autônomo (alteração no 
ritmo respiratório, opressão torácica, alteração nos sistemas digestivo e urinário). 
A depender da dose ministrada qualquer substância pode ser considerada um 
veneno, assim a noção de veneno não é apenas qualitativa, mas também 
quantitativa. 
ENERGIA QUÍMICA 
TRAUMATOLOGIA FORENSE 
Prof. Paulo Bilynskyj 
2 – Ação externa 
 
É a causada pelos cáusticos (substância ácida e 
básica) que coagulam ou liquefazem os tecidos. As 
substâncias que coagulam (ácidos) produzem 
escaras secas, endurecidas e com cores diferentes 
(cor característica de cada substância). As 
substâncias que liquefazem (básicas como soda 
cáustica) produzem escaras úmidas, amolecidas e 
translucidas. 
Obs.: VITRIOLAGEM: ação criminosa de jogar ácido 
(óleo de vitríolo=acido sulfúrico) na vítima. 
 
Obrigado 
Prof. Paulo Bilynskyj

Mais conteúdos dessa disciplina