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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ – UFPI 
CAMPUS MINISTRO PETRÔNIO PORTELLA 
CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO – CT 
PROFESSOR: FRANCISMILTON TELES 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROJETO DE POSTO DE TRABALHO: 
ESTUDO DE MICROMOVIMENTOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COMPONENTES: 
GEORGE ISAAC LOPES DE SOUSA 
SARA OLIVEIRA DA CONCEICAO FEITOSA 
 
 
 
 
 
 
 
TERESINA – PI 
2023 
Projeto de posto de trabalho: Estudo de micromovimentos 
 
1. Descrição da situação atual do posto de trabalho: 
 
O posto de trabalho analisado é uma linha de montagem de motores. Quatro 
operadores podem ser identificados durante o ciclo de montagem, dois com funções 
iguais e dois com funções diferentes. Um dos operadores de função distinta está separado 
dos outros por uma esteira em que na qual transporta as peças, ele está posicionado 
especificamente à direita, o mesmo é responsável em fazer a ultrapassagem do material 
aberto através da esteira, para os dois operadores com funções iguais, que estão alocados 
à esquerda trabalhando na mesma bancada, frente a frente, tendo como função cada um, 
instalar os parafusos na tampa do motor e, encaixar a tampa e fechar o motor, e então 
despachar o material semiacabado pela esteira para o quarto operário fazer o acabamento 
os dois operários de mesma funcionalidade têm acesso a uma parte das ferramentas, onde 
ficam expostas sobre a bancada, e outra parte do material, precisam se agachar para 
alcançar. Vale ressaltar que os principais movimentos analisados são de um dos operários 
que divide a mesma bancada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. O processo divide-se nas etapas a segui: 
 
1. Esteira trás o motor aberto 
2. Posicionar o motor sobre a bancada 
3. Encaixar parafusos na tampa 
4. Fechar o motor 
5. Levar a esteira 
 
3. Problemas identificados: 
 
• Falta de Organização: É evidente que as ferramentas ficam sobre a bancada de 
forma desorganizada, elas não têm um lugar fixo, e isso acaba gerando desperdício 
de tempo, pois a organização é um critério bem relevante para a otimização do 
processo. 
 
• Ergonomia: O operário trabalha em pé, e precisa se agachar para alcançar 
material, visto que os materiais estão dispostos incorretamente, além de ficar se 
flexionando para ter acesso a esteira. Devido á má postura, pode gerar cansaço e 
fadiga. 
Figura 1: Posto de trabalho 
• Tempo: A própria esteira se move em uma velocidade bem lenta, o que vai 
gerando acúmulo de motores, logo, demanda tempo para o acabamento, e pode 
gerar atraso no prazo de conclusão do material. 
 
• Movimentos: Podemos observar que, os movimentos das mãos não são 
simultâneos, devido ao layout desestruturado e a falta de treinamento, o operário 
acaba cruzando os braços durante a operação, diante disso, pode dificultar o 
desempenho do colaborador. 
 
4. Gráfico de operações situação atual: 
4.1 Analise do gráfico de operações da situação atual: 
 
Observando os micromovimentos do funcionário no gráfico de operações acima, 
identificamos que a maior parte das tarefas não estão sendo realizadas com as duas mãos, 
com isso, ocorre a baixa eficiência na fábrica que foi relatado pelo empresário. 
Portanto, faz-se necessário uma intervenção dessa problemática. Desse modo, 
com a Therblig é possível identificar meios de otimização dos micromovimentos, 
considerando mais os movimentos utilizados, a fim de reduzir o gasto de energia e 
obtendo uma maior qualidade e trabalho. 
 
5. Projeto de um novo posto de trabalho: 
 
Baseado nos estudos do casal Gilbreth, o qual enunciou 22 regras para a eficiência 
e economia dos movimentos, criamos um novo projeto para que os processos possam ser 
melhorados. 
 
 
5.1 Gráfico de operações melhorado: 
 
 
 
 
5.2 Analise do gráfico de operações melhorado: 
 
Analisando o gráfico de operações otimizado, percebemos um melhor método de 
se executar a tarefa, com a maior parte da atividade sendo feita com as duas mãos, e todo 
o trabalho manual consiste em um número relativamente reduzido de movimentos 
fundamentais que se repetem e se combinam, e com isso otimiza a produtividade, 
aumentando assim, a eficiência da fábrica. 
 
5.3 Melhorias que foram implantadas no método proposto: 
 
Princípio 3: Diante das melhorias feitas, este princípio pode ser visualizado no posto 
melhorado, relacionado aos movimentos dos braços se moverem em direções opostas e 
de forma simultânea, devida a nova organização da esteira e da posição das ferramentas 
que está no campo de visão do operador amentando sua produtividade. 
 
Princípio 5: Este princípio pode ser adotado, visto que no novo posto, há uma economia 
de movimentos, quando os parafusos já estão encaixados na tampa ou a braçadeira com 
o parafuso encaixado, assim, diminuindo o esforço manual. 
 
Princípio 10, 11 e 14: Aplicamos estes princípios devido a organização das ferramentas 
sobre a mesa após a melhoria do posto de trabalho, onde foi feito uma divisória para 
ferramentas e foram colocadas dentro de depósitos ao alcance do operário de maneira que 
ele não cruze os braços e seus movimentos sejam simultâneos. Desse modo, os materiais 
e ferramentas são localizados de forma a permitir a melhor sequência de movimento, 
como demostrado no gráfico de operações. 
 
Princípio 16: A banqueta de montagem foi adaptada para que possibilite ao operário 
trabalhar alternadamente em pé e sentado, tão facilmente quanto possível. Com isso, o 
funcionário terá mais conforto quando estiver realizando suas tarefas e consequente 
possibilitará aumento na produção do trabalho. 
 
Princípio 19 e 20: Tal princípio pode ser aplicado na combinação da tampa com o 
parafuso ou a braçadeira com parafuso. Tais materiais devem ser colocados antes do 
trabalho começar, sempre que possível, isso reduzira economizara micromovimentos, a 
fim de reduzir o gasto de energia e obtendo uma maior qualidade e trabalho. 
 
6. Conclusão: 
 
Portanto, com o novo método conseguimos solucionar alguns problemas 
mencionados como, falta de organização, ergonômico, tempo ocioso e o movimento 
desnecessário. 
 No posto de trabalho melhorado as ferramentas ou materiais estão organizadas 
de modo que o operador possa realizar suas atividades com as duas mãos e 
consequentemente será mais ágil. Com a nova organização o operador não se prejudicara 
quanto a sua ergonomia pois a banqueta de montagem está adaptada e devido o novo 
arranjo do posto de trabalho, o operário não precisara fazer movimentos brusco que possa 
prejudicar sua saúde.

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