Prévia do material em texto
Reeducação Funcional P R O F A R O B E R T A P A S Q U A L U C C I R O N C A Ciclo da marcha O que é a marcha? Sequência de repetições de movimento dos membros para mover o corpo para frente enquanto mantém a estabilidade no apoio. O corpo humano integra os movimentos dos vários segmentos e controla a atividade muscular, de modo que o gasto energético seja mínimo. AVALIAÇÃO DA MARCHA DETECÇÃO DE ALTERAÇÕES PROGRAMAS DE TREINAMENTO E REABILITAÇÃODA MARCHA Análise da marcha A análise da marcha pode ser: Clínica (visando ao estudo de um determinado paciente) Científica (visando ao estudo das repercussões de uma patologia sobre a marcha) É a mensuração, a descrição e a avaliação sistemática de dados que caracterizam a locomoção humana Ciclo da marcha • A maior unidade usada para descrever a marcha é chamada de Ciclo da marcha Espaciais (distância) Temporais (tempo) Ciclo da marcha • Um ciclo da marcha = começa quando o calcanhar do membro de referência faz contato com a superfície de apoio (solo), e termina quando o calcanhar do mesmo membro faz contato novamente com o solo. • Passada - 70 a 82 cm. Ciclo da marcha • Passo: refere-se a distância entre o apoio de um pé, até a colocação do pé contrário ao solo; • Tem como medida entre 35 e 41 cm. Para cada passada tem-se dois passos. Divisão do ciclo da marcha • É dividido em 2 fases: • FASE DE APOIO: intervalo no qual o pé do membro de referência fica em contato com o solo. • FASE DE BALANÇO: é aquela porção na qual o membro de referência não faz contato com o solo. Divisão do ciclo da marcha • Dois períodos de DUPLO APOIO Refere-se aos dois intervalos, em um ciclo da marcha, no qual o peso do corpo é transferido de um pé para o outro e, tanto o pé direito quanto o esquerdo, encontram-se em contato com o solo ao mesmo tempo. Fase de apoio • Corresponde a 60% do ciclo de marcha. • Subdividido em 3 intervalos de acordo com a presença de um ou dos dois pés no solo. • O início e o final do apoio envolve a presença dos 2 pés no solo (duplo apoio) e a porção média envolve a presença de apenas um pé (apoio simples). Fase de balanço • Corresponde a 40% do ciclo de marcha. • Subdividido em 3 intervalos: - Balanço inicial - Balanço médio - Balanço terminal • Muitos pacientes apresentarão dificuldades e não conseguirão realizar a marcha, mesmo com o uso de dispositivos auxiliares. • Portanto, o treino de marcha começa muito antes de colocarmos nosso paciente para deambular e ficarmos “corrigindo” seus déficits. • Precisamos estimular a realização de tarefas progressivas até chegar à realização da marcha. • Esses exercícios são chamados de pré-deambulação. Exercícios pré-deambulação • a. decúbito ventral com apoio dos cotovelos e, depois, sobre as mãos; • b. decúbito dorsal com os joelhos fletidos e com os pés apoiados para posterior elevação pélvica ou exercício de ponte; • c. posição de quatro apoios; • d. posição ajoelhada; • e. posição semiajoelhada; • f. posição sentada; • g. bipedestação; • h. marcha com e sem o auxílio das barras paralelas. Treino de Marcha Dispositivos auxiliares à marcha BARRAS PARALELAS ANDADOR MULETA AXILAR MULETA CANADENSE BENGALA Ajuste dos dispositivos 20° a 30° de flexão do cotovelo Altura do punho (processo estiloide da ulna - com paciente em pé) Mão na altura do trocanter maior femur • Barras paralelas: 5 cm mais largas que a pelve; • Muletas axilares: 2 ou 3 dedos abaixo da axila e ponteiras - 15 cm além dos pés; • Muletas canadenses: Paralela à tíbia e ao femur e braçadeira superior - 2,5 cm a 4 cm abaixo do olécrano; • Bengalas: Contralateral (normalmente), aproximadamente 15 cm da borda lateral dos dedos do pé e topo da bengala aproximadamente no nível do trocânter maior. Particularidades: BARRAS PARALELAS Para apoio e estabilidade máximos; Limita a mobilidade; ANDADOR • Estabilidade e apoio máximos; • Permite mobilidade; • 4 pernas (2 ou 4 podem ser rodas); • Podem ser dobráveis; • Desvantagens: • Incômodos e difíceis de guardar e transportar; • Uso prejudicado em escadas; • Velocidade da deambulação; • Padrão de marcha anormal; Muletas • Melhorar o equilíbrio; • Alivio total ou parcial do apoio de peso sobre um MI; • Geralmente são usadas de forma bilateral; • Aumento da BDA; • Permite uma deambulação funcional. MULETAS AXILARES • Pouca estabilidade; • Muitos padrões de marcha; • Deambulação mais rápida; • Desvantagens: • Menos estáveis que o andador; • Lesões neurovasculares; • Paciente deve ter bom equilíbrio; • Necessita de grande FM de MMSS; MULETAS CANADENSES • Indicação para longos períodos; • Pctes com estabilidade e coordenação; • Fácil de transportar e guardar; • Sem risco de lesões neurovasculares; • Desvantagens: - Menos estáveis que o andador; - Necessidade de bom equilíbrio em pé e FM em MMSS; - Insegurança (geriátricos); BENGALAS • Aumentam o equilíbrio e estabilidade; • Funcional em escadas e peq. espaços; • Fácil transporte. Treino de marcha • Bengala • Muletas: - marcha de três pontos, - marcha de três pontos modifica, - marcha de quatro pontos e - marcha de dois pontos • Andador: - Marcha sem descarga de peso - Marcha com descarga de peso parcial - Marcha com descarga de peso total • Subir e descer degraus Bengalas 1) Posicioná-la no MS oposto ao MI afetado. 2) A bengala e o membro envolvido avançam simultaneamente. 3) Em seguida o membro bom é avançado. Como Usar Andadores e Bengalas https://www.youtube.com/watch?v=PAai7XChIAE https://www.youtube.com/watch?v=PAai7XChIAE Andador e muletas https://www.youtube.com/watch?v=lOHV4xw9MrI https://www.youtube.com/watch?v=lOHV4xw9MrI Andador e muletas https://youtu.be/GP9yBXUMzZo https://youtu.be/GP9yBXUMzZo Muletas https://www.youtube.com/watch?v=zh9jEMLWgZk https://www.youtube.com/watch?v=zh9jEMLWgZk Muletas https://youtu.be/wLId5_Gu3Vc https://youtu.be/wLId5_Gu3Vc Subindo escadas – Muletas e Bengala • Olhando as escadas de frente, coloque as muletas perto do primeiro degrau. • Empurre as muletas com os braços estendidos, abaixe a cabeça e coloque a perna não machucada no primeiro degrau. • Endireite as suas costas e levante as muletas e a sua perna machucada ao mesmo tempo. • Coloque as muletas no outro braço ao usar o corrimão. • https://youtu.be/0QP0PRsF7X8 https://youtu.be/0QP0PRsF7X8 Descendo as escadas – Muletas e Bengala • Fique com os dedos do pé da sua perna não machucada perto do início do primeiro degrau. • Dobre o joelho da sua perna não machucada para manter o equilíbrio e desça as muletas e a sua perna machucada até o próximo degrau. • Apoie-se nas suas muletas e abaixe o corpo colocando a perna não machucada no mesmo degrau. • https://youtu.be/0QP0PRsF7X8 https://youtu.be/0QP0PRsF7X8 Técnicas de transferência e mudanças de decúbito O que são mudanças de decúbito? • São mudanças de posição do corpo: • Da posição de decúbito dorsal para decúbito lateral (e vice-versa); • Da posição de decúbito dorsal para sentada (e vice-versa); • Da sedestação para ortostatismo (e vice-versa). Por quê mudar os decúbitos? • Prevenir a formação de úlceras de pressão; • Promover conforto e relaxamento; • Prevenir complicações pulmonares (hipoventilação e acúmulo de secreção); • Mudar o paciente de posição quando necessário durante a cinesioterapia; • Ensinar o paciente e/ou acompanhantes as transferências para facilitar a independência e as AVDs. Procedimentos antes da transferência • Tipo de patologia • Nível de consciência/Nível de compreensão • Grau de independência • Todas as articulações tem ADM normais? • Tem dor? 1. Avaliação do paciente: • Tipo de transferência • Número de pessoas • Trajeto 2. Seleção da Transferência Procedimentos antes da transferência • Preparar o espaço • Posição da cama, cadeira, C.R., etc (+ curto +fácil + seguro + funcional) • Verificar onde estão os auxiliares de marcha • Verificar a altura das superfícies implicadas na transferência. 3. Posição do equipamento: • Melhora a colaboração • Diminui a ansiedade • Maior sintonia 4. Informar e orientar o paciente: • Diminui o risco de queda • Diminui o risco de machucar certas zonas do corpo 5. Posição do paciente: Posicionamento no leito – Hemiplegia Posicionamento no leito – Paraplegia Posicionamento no leito – Tetraplegia Posicionamento no leito – Tetraplegia Transferência da cadeira de rodas para o tablado (Hemiplegia) Transferência ativa da cadeira para o tablado (Paraplegia) Transferência da cadeira de rodas para o tablado (Paraplegia) Transferência da cadeira de rodas para o tablado (Tetraplegia) Mudança decúbito - DD para DV Mudança decúbito - DV para DD Mudança decúbito - DL para DD Mudança decúbito - DL para sentado (usar apoio na cervical, escápula e fossa poplítea – “pêndulo”) Mudança decúbito - Sentado para deitado (passar pelo DL) Mudança decúbito - Sentado para em pé Mudança decúbito - DD para DL quando paciente muito grande ou obeso – 2 pessoas do mesmo lado Método Mckenzie Método Mckenzie • Os exercícios de extensão desenvolvidos por Robin McKenzie enfatizam a extensão do tronco, buscando aliviar a pressão posterior sobre os discos. • Para o autor, a justificativa era que o disco é a principal fonte de dor nas costas. Os problemas discais ocorrem porque as pessoas passam muito tempo em posições sentadas e em outras posições de flexão, sem se moverem o suficiente em extensão para aliviar as pressões sobre os discos. • Desse modo, ele defendia sobretudo os exercícios de extensão para aliviar as pressões sobre os discos. Método Mckenzie • Realizar exercícios do método McKenzie: a. deitado de decúbito ventral; b. deitado de decúbito ventral, com extensão; c. extensão deitado; d. extensão de pé; e. flexão deitado; f. flexão sentado; g. flexão de pé. Exercício 1: deitado em decúbito ventral a. Deitado de decúbito ventral; O paciente fica em decúbito ventral com os braços ao lado do corpo e a cabeça voltada para um dos lados. Ele deve permanecer nessa posição, inspirar profundamente algumas vezes e, então, relaxar completamente por 2 ou 3 minutos. Exercício 2: deitado em decúbito ventral, com extensão • b. Deitado de decúbito ventral, com extensão; • O paciente continua em decúbito ventral e coloca os cotovelos abaixo dos ombros, de modo a se apoiar nos antebraços. • Iniciar inspirando profundamente algumas vezes e, em seguida, deixar os músculos na coluna lombar, no quadril e nas pernas relaxarem completamente. • Permanecer nessa posição durante 2 ou 3 minutos, executado-a uma vez por sessão e sempre depois do exercício 1. Exercício 3: extensão deitado c. Extensão deitado; Colocar as mãos sob os ombros, como se fosse erguer o corpo, apoiando-se nas palmas das mãos. Próximo passo: esticar os braços e levantar a parte superior do corpo até o máximo permitido pela dor. Manter a pélvis, o quadril e as pernas relaxadas e deixar a coluna lombar ceder, aumentando a sua lordose; Manter essa posição por 1 ou 2 segundos Repetir esse ciclo de movimentos de modo suave e ritmicamente Método Mckenzie d. Extensão de pé; Manter os pés ligeiramente separados e coloca as mãos na altura da cintura. Estender o tronco para trás ao máximo, na altura da cintura, usando suas mãos e seus dedos como pivô. Repetir esse ciclo de movimentos, tentando estender o tronco um pouco mais a cada vez, de modo que, ao final, o paciente tenha atingido o grau máximo possível de extensão Método Mckenzie e. Flexão deitado; • Deitado em decúbito dorsal com os joelhos flexionados e as plantas dos pés no chão ou na cama. • Flexionar os joelhos em direção ao peito, coloca ambas as mãos em torno dos joelhos e, devagar, mas firmemente, puxa os joelhos em direção ao peito o máximo que a dor permitir. • expirar enquanto traz os joelhos ao peito. Método Mckenzie f. Flexão sentado; • Sentado na beirada de uma cadeira firme, com os joelhos e os pés separados e descansando as mãos nas coxas. • Inclinar o tronco para frente e tocar o chão com as mãos, retornando imediatamente à posição inicial. • Repetir esse ciclo de movimentos suave e ritmicamente e, a cada vez, tentar se inclinar um pouco mais, Método Mckenzie g. Flexão de pé. • Posição ortostática, manter os pés separados na largura do ombro e deixa os braços soltos. • Inclinar-se para frente e desliza os dedos perna abaixo. • Retornar imediatamente à posição inicial. • Repetir esse ciclo de movimentos suave e ritmicamente, tentando inclinar-se um pouco mais a cada vez Método Williams Método Williams • Com o propósito de reduzir a dor e estabilizar o tronco, o paciente desenvolve ativamente os músculos flexores e alonga passivamente os músculos extensores lombares. Os exercícios de flexão de Williams são uma série de seis exercícios que enfatizam a flexão do tronco. Método Williams • Realizar exercícios do método Williams: a. fortalecimento dos abdominais; b. exercício de ponte; c. alongamento dos músculos eretores da espinha; d. alongamento dos eretores da espinha e posteriores da coxa; e. alongamento do músculo tensor da fáscia lata e do ligamento iliofemoral; f. exercício de fortalecimento de quadríceps. Exercício 1 – Fortalecimento dos abdominais • Decúbito dorsal, com os dois joelhos flexionados e as mãos na região anterior das coxas, • Flexionar o tronco até desencostar o ângulo inferior da escápula, fortalecendo os músculos abdominais. Exercício 2 - Exercício de ponte • Decúbito dorsal, com os joelhos em flexão e os pés apoiados no solo • Realizar o exercício de ponte para fortalecer os músculos glúteos. Exercício 3 - Alongamento dos músculos eretores da espinha • Decúbito dorsal, levar o joelho direito em direção ao peito; voltar à posição inicial; • Levar o joelho esquerdo ao peito e, por fim, levar os dois joelhos ao peito para alongar os músculos eretores da espinha. Exercício 4 - Alongamento dos eretores da espinha e posteriores da coxa • Paciente, sentado com os joelhos estendidos, tenta alcançar os dedos dos pés com a ponta dos dedos das mãos para alongar os eretores da espinha e os músculos posteriores da coxa. Exercício 5 - Alongamento do músculo tensor da fáscia lata e do ligamento iliofemoral • Quatro apoios, colocar um joelho para frente sob o peito, com quadril e joelho contralateral em máxima extensão para alongar o músculo tensor da fáscia lata e o ligamento iliofemoral. Exercício 6 - Fortalecimento de quadríceps • Paciente inicia em pé, com apoio bipodal, e move- se para um agachamento completo, fortalecendo assim os músculos do quadríceps. Método Klapp Método Klapp • O método Klapp é uma técnica antiga utilizada na prática clínica e, no entanto, pouco pesquisada. Consiste no alongamento e no fortalecimento da musculatura do tronco por meio de posições em gatas semelhantes aos quadrúpedes. • Esse método é uma forma de tratamento em que são utilizadas posturas assimétricas de alongamento e que permite trabalhar o fortalecimento de toda essa musculatura. Método Klapp Realizar exercícios do método Klapp: a. engatinhar perto do chão; b. deslizamento horizontal; c. deslizamento lateral; d. engatinhar lateral; e. exercício do arco grande; f. exercício de virar o braço; g. exercício da grande curva. Exercício 1 - engatinhar perto do chão • Paciente, apoiado nos cotovelos a 90 graus, os dedos e as mãos direcionados para frente, a cabeça em posição neutra, o quadril e os joelhos a 90 graus. • Realizar movimentos de hipercifose torácica e hiperlordose lombar. Exercício 2 - deslizamento horizontal • Paciente na posição de gatas, com o quadril e o joelho a 90 graus de flexão, é solicitado a estender o tronco e levar os membros superiores à frente sem tocar os cotovelos no chão,mantendo a cabeça erguida e uma distância entre as mãos igual à largura dos ombros. Exercício 3 - deslizamento lateral • Após o exercício anterior, é solicitado que o paciente deslize o tronco e os MMSS em direção ao lado convexo da escoliose, alongando o lado côncavo da curva, o que consiste no exercício de deslizamento lateral. Exercício 4 - engatinhar lateral • Posição quadrúpede com as mãos direcionadas interiormente, levando para frente o membro superior e para trás o membro inferior do lado da concavidade, com a cabeça mantida rodada para o lado da convexidade. No caso da figura, o paciente apresenta a concavidade para o lado esquerdo. Exercício 5 - exercício do arco grande • Paciente na posição quadrúpede, estende o membro superior e o membro inferior do lado côncavo em diagonal. O joelho e o cotovelo contralateral são mantidos aproximados. Exercício 6 - exercício de virar o braço • Paciente na posição de gatas, com o membro superior do lado côncavo em extensão e abdução de 90 graus, realiza uma rotação do tronco acompanhado da cabeça, também em direção ao lado da concavidade. Exercício 7 - exercício da grande curva • Paciente, na posição de gatas, realiza uma extensão do membro superior e do inferior do lado da concavidade. Método Feldenkrais Método Feldenkrais • Realizar exercícios do método Feldenkrais: a. balançando o corpo de pé; b. balançando o corpo na posição sentada; c. respiração; d. movimento de torsão; e. diferenciação dos movimentos pélvicos por meio de um relógio imaginário. Exercício 1: balançando o corpo de pé • Ficar na posição de pé e deixar o corpo balançar levemente de um lado para o outro. Prestar atenção no movimento da coluna e da cabeça e faça de 10 a 15 pequenos e tranquilos movimentos. Então, tentar movimentos semelhantes para frente e para trás. Exercício 2: balançando o corpo na posição sentada • Sentar-se na beirada da cadeira, colocar os pés no chão, bem separados, e relaxar os músculos das pernas até que os joelhos possam se mover para os lados e para frente, num movimento fácil de tornozelo. • Nessa posição, movimentar o tronco de um lado para o outro até obter um movimento leve de balanço. Exercício 3: respiração Exercício 4: movimento de torsão • Deitar-se em decúbito dorsal e flexionar os joelhos. • Cruzar as pernas, colocando a perna direita sobre a esquerda. • Deixar os dois os joelhos caírem para a direita. • Voltar à posição inicial. • Expirar quando a perna cai e inspirar quando ela volta. Exercício 5: diferenciação dos movimentos pélvicos por meio de um relógio imaginário • Deitar-se em decúbito dorsal, flexionar os joelhos, colocar os pés no chão e colocar as mãos ao lado do corpo. • Imaginar um relógio pintado na região posterior da pelve. • Tentar colocar o máximo de pressão da pélvis sobre o chão, no ponto das 6 horas (o cóccix). • Depois colocar maior pressão no topo das 12 horas; • Voltar às 6 e às 12 horas novamente, para lá e para cá, repetindo o movimento 25 vezes. • Os movimentos da pélvis devem ser lentos e contínuos, com mudanças suaves de uma posição para outra. • Depois, realizar o movimento contínuo, em que passaremos o ponto de contato por todas as horas do relógio: Pilates Método Pilates • O método pilates se destaca e se diferencia dos outros pelos princípios e pelos conceitos criados por Joseph. Entre esses princípios, estão a respiração, o controle, a precisão, a fluidez, o alinhamento, a concentração, a calma e a centralização (centro de força ou power house). Mat pilates ou pilates solo • O mat pilates é mais popular devido ao seu custo inferior e à praticidade em realizá-lo. • Com alguns equipamentos simples, como um colchonete, uma bola e uma banda elástica, já é possível praticá-lo. • A resistência nos exercícios é o próprio peso corporal contra a ação da gravidade, a banda elástica ou outro equipamento, quando utilizado. Exercício de abdução do ombro em diagonal Exercício abdominal com flexão e extensão alternadas dos membros inferiores Exercício abdominal inferior, com flexão e extensão dos quadris e joelhos e adutores dos quadris com o uso da bola suíça Alongamento de cadeia posterior do membro inferior com auxílio da banda elástica e fortalecimento dos extensores do joelho contralateral Exercício de ponte unilateral com membro inferior em extensão na bola suíça REFORMER “ CADILLAC OU TRAPÉZIO “ CHAIR LADDER BARREL Reeducação Postural Global Cadeia inspiratória • Escalenos, esternocleidomastoideo, peitoral menor, intercostais e diafragma; • Com o encurtamento dessa cadeia, não conseguiremos alongar a região da nuca, soltar os ombros ou corrigir a lordose lombar sem acarretar um bloqueio inspiratório. Cadeia mestra anterior • Sistema suspensor do diafragma e das vísceras, esternocleidomastoideo, longo do pescoço, escalenos, diafragma, iliopsoas, tensor da fáscia lata, adutores e tibial anterior. Cadeia mestra posterior • Paravertebrais, glúteo máximo, isquiotibiais, poplíteo, tríceps sural, em particular, o sóleo) e músculos da planta do pé (em particular, o flexor curto dos dedos); • O encurtamento dos músculos paravertebrais altera a harmonia das curvas vertebrais: anteriorização da cabeça, ausência de cifose torácica ou hiperlordose tóraco-lombar. • O encurtamento dos músculos estáticos dos membros inferiores impede o bom posicionamento de diferentes segmentos: joelho varo ou valgo, calcâneo varo ou valgo, de acordo com a predominância da rigidez dos músculos posteriores da coxa, da perna ou da planta do pé. Cadeia anterointerna do quadril • Iliopsoas, adutor longo, adutor curto, porção anterior do adutor magno, reto femural e pectíneo; • O encurtamento dessa cadeia acarreta uma adução, uma rotação interna dos fêmures e uma hiperlordose lombar. Cadeia superior da cintura escapular F E I X E S U P E R I O R D O T R A P É Z I O , F E I X E M É D I O D O D E L T O I D E E S U P R A E S P I N H A L ; Cadeia anterointerna do ombro • Subescapular, coracobraquial e peitoral maior. • Sua perda de flexibilidade acarreta na adução e rotação medial do ombro Postura sentada • Trabalha escoliose: trações que ela exerce sobre os músculos paravertebrais e pelo fato de que o fisioterapeuta permanece apto, a cada instante, a controlar visualmente sua ação. • Trabalha o equilíbrio na posição sentada. • Essa postura permite ao fisioterapeuta insistir sobre: a coluna vertebral; os quadris e o equilíbrio de apoio sobre os ísquios. Postura de pé inclinada para frente • Alongamento dos músculos posteriores dos membros inferiores. • Libera a coluna lombar de toda a compressão, permitindo ao fisioterapeuta trabalhar com precisão nessa região. • Essa postura possibilita ao fisioterapeuta insistir sobre: as vértebras lombares; as articulações sacroilíacas; a pelve; os joelhos e os pés. Palpação Transverso abdominal Ativação dos músculos multífidos