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Tecido Conectivo 2
Apresentação
Conheça o tecido conectivo. Este tecido tem como função unir, sustentar, preencher e nutrir os 
demais tecidos. Ele é formado por uma vasta matriz extracelular e por diferentes moléculas fibrosas 
e solúveis. As fibras que compõem o tecido conectivo são as fibras colágenas, reticulares e 
elásticas, e estas estão localizadas em diferentes tipos de estruturas, como, por exemplo, nas 
cartilagens.
O tecido conectivo se origina, de modo geral, da mesoderme. Existem diferentes tipos de tecido 
conectivo distribuídos no corpo de um indivíduo, os quais se diferenciam entre si de acordo com os 
tipos de células que o compõem e as características de sua matriz extracelular.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai aprender sobre a origem desse tecido, quais são os 
diferentes tipos de tecido conectivo existentes e de que forma se distribuem no corpo.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Caracterizar e diferenciar as fibras que compõem o tecido conectivo.•
Diferenciar os tipos de colágenos e a sua presença nos tecidos.•
Listar os componentes da substância fundamental do tecido conectivo.•
Desafio
A nossa pele é composta por uma epiderme (tecido epitelial estratificado pavimentoso 
queratinizado) e por uma derme (tecido conectivo). Imagine que você sofreu uma queimadura com 
água fervente. Se a pele sofre uma queimadura, o tecido fica danificado e precisa regenerar.
Descreva o que acontece na derme da pele quanto às suas fibras e pesquise quais tipos de fibras 
deste tecido são responsáveis pela elasticidade da pele.
Infográfico
O tecido conectivo é composto por diferentes componentes fibrosos: fibras colágenas e reticulares 
(derivadas de colágeno), e elásticas. Veja o Infográfico para entender a função e a localização de 
tais fibras.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/b8740ca4-686d-4244-822b-47b731ce5ced/ffaba100-072f-4071-b2cf-d2b10d0b6afc.jpg
Conteúdo do livro
O Tecido Conectivo, também conhecido como Tecido Conjuntivo, é formado por diferentes tipos 
de células e possui abundante matriz extracelular. Tem como função a sustentação, suporte e 
conexão dos demais tecidos. Existem diferentes tipos de Tecido Conectivo. Para entender melhor o 
Tecido Conectivo, nesse capítulo você vai aprender sobre sua composição, incluindo características 
de sua matriz extracelular e células que o compõe, além de diferenciar os tipos desse tecido, e a 
localização de cada tipo no corpo de um indivíduo.
Leia o trecho a seguir, da obra Histologia e embriologia humanas: Bases celulares e moleculares., 
comece sua leitura a partir do tópico Matriz Extracelular. Este conteúdo servirá base teórica para 
esta Unidade de Aprendizagem.
Boa leitura. 
Tradução:
Ana Rachel Salgado
Consultoria, supervisão e revisão técnica desta edição:
José Manoel dos Santos
Mestre em Morfologia e Doutor em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo – 
Escola Paulista de Medicina (UNIFESP – EPM). 
Especialista em Biologia Celular pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). 
Docente dos cursos de Ciências Biológicas, Medicina Humana, Medicina 
Veterinária, Farmácia e Enfermagem da Universidade Anhembi Morumbi. 
Docente do curso de Medicina da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). 
Professor convidado do Programa de Pós-graduação em Anatomia dos 
Animais Domésticos e Silvestres da Universidade de São Paulo – 
Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP).
Catalogação na publicação: Ana Paula M. Magnus – CRB-10/Prov-009/10
E97h Eynard, Aldo R. 
 Histologia e embriologia humanas [recurso eletrônico] 
: bases celulares e moleculares / Aldo R. Eynard, Mirta A. 
Valentich, Roberto A. Rovasio ; tradução: Ana Rachel Salgado 
; revisão técnica: José Manoel dos Santos. – 4. ed. – Dados 
eletrônicos. – Porto Alegre : Artmed, 2010.
 Editado também como livro impresso em 2011.
 ISBN 978-85-363-2479-1
 1. Anatomia. 2. Embriologia. 3. Histologia. I. Valentich, 
Mirta A. II. Rovasio, Roberto A. III. Título.
CDU 611.01
239Histologia e embriologia humanas
Matriz extracelular
A matriz extracelular (MEC) é o conjunto de moléculas 
fibrosas e solúveis que formam o ambiente onde estão 
imersas as células conectivas e que foram sintetizadas, 
principalmente por elas mesmas. A estrutura e a compo-
sição da MEC condicionam suas funções nas diferentes 
regiões de um organismo. Assim, suas macromoléculas 
hidrófilas, ao absorver muitas moléculas de água, facili-
tam a difusão de um grande número de substâncias nu-
tritivas e a eliminação de detritos. As proteínas fibrosas 
(colágeno, fibronectina, laminina, etc.) dão à MEC 
sua resistência mecânica e elasticidade necessárias para 
diversas funções biológicas; os minerais depositados na 
matriz orgânica dão rigidez ao osso. Muitas moléculas 
de membrana que se manifestam em direção ao am-
biente extracelular, como os receptores integrinas e as 
moléculas de adesão celular (CAM: cell adhesion mole-
cules), controlam a união intercelular, a migração celu-
lar e as interações célula-célula e célula-MEC. A varieda-
de de moléculas correspondentes a fatores tróficos ou 
fatores de crescimento, fatores quimiotáticos, etc., 
controlam a mobilidade, a distribuição, a proliferação 
e a diferenciação celular, tanto em condições normais 
(crescimento e reparação tecidual) como patológicas 
(inflamações, tumores, etc.).
Moléculas fibrosas ou filamentosas 
do tecido conectivo
Com o ML e técnicas de coloração convencionais, dife-
rentes tipos de componentes fibrosos são identificados 
no TC: as fibras colágenas e as fibras reticulares – 
duas variedades estruturais da molécula de colágeno –, 
e as fibras elásticas. As fibras colágenas e as reticulares 
são coradas com corantes ácidos e com impregnações 
com sais de prata. Com este último procedimento, os 
grossos feixes e fascículos de fibras colágenas são co-
rados em pardo tênue, ao passo que as redes de finas 
fibras reticulares se coram de pardo-negrusco (Figs. 8-9 
e 8-10).
O colágeno constitui uma numerosa família de 
proteínas fibrosas amplamente distribuída em todas as 
variedades de TC, encarregadas de suportar as forças 
de tensão e tração. O precursor da molécula de coláge-
no se forma no compartimento retículo endoplasmá-
tico-complexo de Golgi por interação de três cadeias 
polipeptídicas entrelaçadas em forma helicoidal, com 
sequências de aminoácidos contendo prolina, hi-
droxiprolina e glicina. Esta molécula é separada da 
240 Eynard, Valentich & Rovasio
célula (fibroblasto, osteoblasto, etc.) na forma do pre-
cursor procolágeno, que contém peptídeos em cada 
extremidade, que impedem seu encaixe intracelular. 
Já fora da célula, as enzimas extracelulares procoláge-
no-proteinases cortam estes domínios e permitem o 
encaixe extracelular das fibrilas de colágeno de cerca 
de 10-300 nm de diâmetro, e a associação entre elas 
forma as fibras colágenas de 5 μm a 3 μm de diâme-
tro (ver Figs. 8-2 e 8-10). A variedade na sequência de 
aminoácidos determina mais de 20 tipos diferentes de 
colágeno com uma organização peculiar das fibras com 
resistência mecânica variável. As variantes mais fre-
quentes (colágenos tipos I, II, III, V e XI) são formas 
fibrosas ou intersticiais, formadas por microfibrilas de 
colágeno que possuem estriamentos transversais carac-
terísticos, com uma periodicidade de 64 nm (Figs. 8-10 
e 8-11), e o colágeno tipo IV forma uma malha ou rede 
nas membranas basais (Tabela 8-1).
As fibras reticulares são formas de organização das 
fibrilas de colágeno, muito finas e em forma de rede, 
que se associam a glicoproteínas e proteoglicanos ao 
integrar as membranas basais, formando, também, o 
delicado estroma que, às vezes, cerca individualmente 
as células (Fig. 8-9).
As fibras elásticas têm pouca afinidade com a 
maioria dos corantes comuns.Por isso, para obser-
vá-las de maneira seletiva são utilizados métodos es-
peciais (orceína, resorcina-fucsina, imunocitoquímica, 
etc.). Estão presentes nos TC de todo o corpo, mas são 
abundantes nos órgão que devem suportar forças in-
termitentes e flexões mecânicas para facilitar o retorno 
à sua forma original (lâmina elástica das grandes arté-
M
R
R
C
CAA BB
Fig. 8-9 A. Desenho de uma preparação de mesentério tingido com impregnação argêntica; é possível observar as fibras de 
colágeno (C), reticulares(R) e mastócitos (M) adipócito (seta). Na figura B. Foto da mesma preparação; as fibras colágenas são 
vistas em cor avermelhada (setas) vaso sanguíneo (VS) 200×. C. Delicada trama de fibras reticulares do estroma hepático (setas); 
impregnação argêntica, 200×.
TABELA 8-1 Tipos e características do colágeno
Colágeno Tipos Características principais
Formas fibrosas
I Fibras grossas e amplamente distribuídas
II Fibras mais finas e localizadas em cartilagem, discos intervertebrais e vítreo
III Fibras reticulares, anastomose em malhas, forma a sustentação de órgãos sólidos
V Fibras de tamanho intermediário e distribuição ampla
VI Fribrilas ubíquas e muito finas
VII Fibrilas curtas de fixação desde o epitélio até o tecido conectivo
VIII Correntes e redes nas camadas córneas
IX-XI Fibras finas que se localizam na cartilagem e no humor vítreo
XII Associado com o tipo I nos tecidos conectivos densos
Forma laminada IV Forma um filtro nas membranas basais
241Histologia e embriologia humanas
EE
C C M
E
A
B C
D
Fig. 8-10 O desenho (A) e a foto (B) correspondem a preparações de mesentério de rato corados com resorcina-fucsina-prata. 
Em B, as fibras elásticas aparecem como traços pretos (setas), e as fibras colágenas, de cor parda (ponta de seta); mastócitos (M). 
100×. A foto C mostra lâminas elásticas onduladas (seta) da camada média da artéria elástica; resorcina-fucsina, 100×. Em D, é 
exposta a estrutura de um fibrócito, que tem escassos organoides e um núcleo (N) relativamente grande; vesícula em exocitose 
(seta). Na MEC, são observados acúmulos de fibrilas colágenas (FC); 4.000×.
A B
Fig. 8-11 A. Grupo de condrócitos (pontas de seta); seus núcleos possuem salientes nucléolos e estão alojados na matriz que 
desenvolveram, onde são vistas fibrilas de colágeno (setas); 3.000×. B. Cartilagem elástica; o típico estriamento transversal de 
fibrilas colágenas (seta) e grupos de fibras elásticas (pontas de seta) são observados; ME, 20.000×.
242 Eynard, Valentich & Rovasio
rias, zonas alveolares do pulmão, da cartilagem orelha, 
etc.). Ao proporcionar elasticidade aos tecidos, a dimi-
nuição de seu número com a idade explica o aumento 
progressivo das rugas da pele (Figs. 8-12B e 8-13B; ver 
também Figs. 8-10 e 8-11). Sua estrutura fibrosa é o 
resultado da combinação entre duas moléculas protei-
cas: massas de tropoelastina que, uma vez exocitadas, 
polimerizam em forma de elastina, que são cercados 
por uma rede de microfibrilas de fibrilina. A elaunina 
e o oxitalan são formas fibrosas de elastina imatura, 
de particular importância em etapas embrionárias e 
em tecidos dentários.
As células em geral não se aderem diretamente ao 
colágeno, exceto por meio de outros integrantes da 
MEC, como a fibronectina e a laminina. Esta união 
entre a célula e a MEC é realizada através de recepto-
res da família integrina, cujos domínios extracelulares 
permitem sua conexão com laminina e fibronectina e, 
através desta última, com moléculas de colágeno. Por 
outro lado, os domínios intracelulares da integrina se 
unem a componentes do citoesqueleto (ver cap. 5).
Substância fundamental
A substância fundamental ou substância amorfa é 
outro grupo de moléculas que constituem a MEC, cuja 
proporção relativa a respeito do componente fibroso é 
diferente de acordo com a variedade de TC. Assim, é 
mais abundante nos TC frouxo e mucoso e mais escasso 
A B C
Fig. 8-12 A. Cartilagem hialina; HE, 200×. B. Cartilagem elástica; orceína, 150×. C. Cartilagem fibrosa; HE, 100×. As setas sina-
lizam grupos isogênicos.
A B C
Fig. 8-13 Detalhes aumentados do ilustrado na Figura 8-12. A. Cartilagem hialina cuja substância intercelular é metacromática, 
grupos isogênicos (seta) (ATO). B. Cartilagem elástica (orceína). C. Cartilagem fibrosa (HE), aprox. 200×. Condrócitos em grupos 
isogênicos, que são de disposição axial na variedade fibrosa (pontas de seta).
243Histologia e embriologia humanas
no TC denso (Fig. 8-14). A substância fundamental é 
composta por géis de polissacarídeos e proteínas que 
formam o espaço extracelular, resistem à compressão 
mecânica e servem de meio hidratado para facilitar o 
transporte de moléculas solúveis e a movimentação 
celular (Tabela 8-2). Os integrantes principais da subs-
tância fundamental pertencem à numerosa família dos 
proteoglicanos (PG), macromoléculas extracelulares de 
natureza proteica de tamanho, forma e estruturas quí-
micas variáveis, unidas a alguns dos numerosos polissa-
carídeos complexos eletronegativos chamados glicosa-
minoglicanos (GAG).
Nos TC densos (tendões, aponeurose), os GAG não 
são abundantes e a MEC é formada quase que exclusi-
vamente por colágeno. Por outro lado, o TC mucoso ou 
o gel que preenche o globo ocular são compostos prin-
cipalmente por GAG específicos e água, com uma pe-
quena porção de colágeno. As moléculas de GAG (con-
droitim sulfato, heparan sulfato, ácido hialurônico, 
etc.) adotam formações muito ramificadas e extensas. 
Todos eles possuem abundância de grupos aniônicos, o 
que lhes proporciona grande afinidade com a união de 
íons sódio e de água, o que condiciona sua grande capa-
cidade higroscópica, e tendem a ocupar um grande vo-
lume. Estes glicoconjugados participam em numerosas 
funções celulares, além de oferecer um meio pericelular 
hidratado. Formam géis com poros de tamanho variá-
vel, que atuam como filtros que regulam a passagem de 
moléculas através do espaço extracelular; fixam fatores 
tróficos, permitem a formação de gradientes de molécu-
las quimiotáticas e absorvem moléculas-sinal para uma 
diversidade de funções celulares, bloqueiam, estimulam 
ou guiam a migração e a dispersão celular através da 
MEC. São verdadeiros depósitos de água e criam espa-
ços extracelulares, propriedades muito importantes du-
rante o desenvolvimento embrionário, já que facilita a 
formação das vias de migração de muitas populações 
celulares. São responsáveis, também, pela formação de 
líquidos viscosos e lubrificantes entre as superfícies em 
movimento (cavidades pleural e pericárdica, espaços 
articulares). O edema que é produzido nos processos 
inflamatórios e em outros processos patológicos é um 
exsudado que se aloja na MEC.
Em conjunto, estes componentes extracelulares são 
considerados moléculas polifuncionais, já que realizam 
ou permitem o desenvolvimento de variadas e muitas 
atividades celulares, com dependência da composição 
relativa de seus elementos, da localização no organismo 
e de sua distribuição, tanto em tecidos embrionários 
como adultos.
Histogênese
As variedades de TC se diferenciam principalmente a 
partir da mesoderme, folheto embrionário que se for-
ma durante a gastrulação. Por outro lado, o TC e seus 
derivados que formam o maciço craniofacial e a região 
anterior do pescoço derivam do ectomesênquima, ori-
ginado das células da crista neural (ver cap. 6).
TABELA 8-2 Outras macromoléculas presentes na matriz extracelular
GAG Condroitim sulfato, dermatan sulfato, heparan sulfato e ácido hialurônico
GP
Laminina Localiza-se na membrana basal e é fundamental para a criação de uma união 
dermoepidérmica firme, une-se às integrinas da membrana plasmática, ao heparan, à 
entactina e ao colágeno tipo IV
Entactina Localiza-se na membrana basal e se une à laminina
Fibronectina Une-se ao colágeno, aos proteoglicanos e a receptores da superfície celular. Encontra-se 
no plasma, onde serve para a formação do trombo junto com a fibrina, além do tecido 
conectivo, com um papel primordialnos mecanismos de migração celular.
Osteonectina (SPARC, proteína ácida secretada e rica em cisteína) participa ativamente nos 
mecanismos de reparação tecidual e inibe a angiogênese
Trombospondina Também participa nos mecanismos reguladores da formação de vasos sanguíneos
Osteopontina Intervém nos processos de mineralização da matriz, sendo mediador da migração
Tenascina Importante papel na diferenciação e na morfogênese do tecido nervoso
GAG: glicosaminoglicanos; GP: glicoproteínas.
244 Eynard, Valentich & Rovasio
Distribuição e variedades 
do tecido conectivo
Os diversos tipos de TC se diferenciam entre si pelo nú-
mero e pela variedade de células e pelas características 
da MEC.
Tecido conectivo frouxo ou areolar
É rico em células e as fibras estão entrecruzadas de ma-
neira frouxa e em todas as direções; por isso, é um te-
cido macio e que cede à pressão. É encontrado na lâ-
mina própria e na submucosa dos tratos respiratório e 
gastrintestinal, bem como fazendo parte das serosas e 
circundando os tecidos muscular e ósseo. O TC frouxo 
é muito irrigado e inervado, e por suas características 
histológicas, permite o deslocamento dos órgãos en-
tre si ou entre diferentes regiões do mesmo órgão; por 
exemplo, a mucosa sobre a submucosa em órgãos como 
o esôfago, o estômago, os intestinos, os brônquios, etc. 
(ver Figs. 8-4A-8-5A).
Tecido conectivo adiposo
Suas células, os adipócitos, se originam a partir de célu-
las mesenquimais que se proliferam e se diferenciam, a 
partir do quinto mês da gestação, em duas variedades.
O tecido adiposo unilocular ou gordura branca 
(amarela nos seres humanos, pelos depósitos de carote-
nos) é o mais abundante. Os adipócitos uniloculares sin-
tetizam pequenas gotas de triglicerídeos que aumentam 
de tamanho de maneira progressiva e se aglutinam para 
formar uma grande gota de gordura neutra que empurra 
o núcleo até a periferia (Fig. 8-14). Representa a maior 
parte do tecido adiposo na espécie humana e normal-
mente forma de 15 a 20% do peso corporal do adulto. 
Sua distribuição depende do sexo, da idade e do estado 
nutricional. É formado por acúmulos de adipócitos que 
têm contato entre si dentro de uma trama de fibras reti-
culares, fibras colágenas e vasos sanguíneos abundantes.
O tecido adiposo unilocular pode ser considerado 
um órgão difuso que possui atividade metabólica va-
riada. É um protetor do frio (propriedade isolante); tem 
funções metabólicas importantes por conter lipídeos, 
valiosas reservas de combustível para as células e de áci-
dos graxos essenciais. Em certas regiões, também serve 
de proteção mecânica (gordura perirrenal), de almofada 
na planta do pé e nas palmas das mãos ou de sustenta-
ção de outros órgãos.
Os adipócitos produzem leptinas, uma variedade 
de hormônios de ação lipostática, fazendo com que 
alguns autores considerem que o tecido adiposo seja 
uma variedade de tecido endócrino. As leptinas in-
teragem com o eixo hipotálamo-hipofisário e é pro-
duzida a liberação de um hormônio melanócito es-
timulante (MSH), ao mesmo tempo em que ativa a 
glândula tireoide, que induz um aumento da lipólise. 
As perturbações genéticas ou induzidas na produção 
de leptinas são uma das bases moleculares para pre-
venir e tratar a obesidade, entidade que predispõe a 
outras patologias, como diabete, câncer e cardiovas-
culopatias.
O tecido adiposo multilocular ou gordura par-
da é pouco desenvolvido na espécie humana, exceto 
em algumas regiões do organismo, em especial nas 
crianças recém-nascidas; por outro lado, é desenvol-
vido em espécies animais que hibernam. Este tecido 
adiposo se caracteriza por ser lobulado e muito vas-
cularizado, o que lhe proporciona um aspecto glan-
duliforme (ver Fig. 8-14). Seus adipócitos, sempre 
menores que nos brancos, armazenam a gordura no 
citoplasma em forma de pequenas gotas não agluti-
nantes, possuem numerosas mitocôndrias com mui-
tas cristas que possuem formações termogênicas ao 
executar um peculiar desencaixe da fosforilação oxi-
dativa, com a consequente liberação de calor.
Tecido conectivo denso
Difere-se do frouxo porque possui uma quantidade 
maior de fibras e uma proporção menor de células e de 
substância fundamental. São reconhecidas duas varie-
dades: denso irregular e denso regular.
Tecido conectivo denso irregular
Tem abundantes fibras colágenas sem um ordena-
mento particular. As fibras colágenas são encontradas 
na derme, nas membranas dos tendões, no revesti-
mento dos nervos e nas cápsulas de alguns órgãos 
(ver Fig. 8-4).
Tecido conectivo denso regular
Está presente em estruturas expostas a grandes forças 
de tração e às fibras colágenas, são observadas em fas-
cículos ou feixes unidirecionais, no caso dos tendões 
e dos ligamentos, e dispostos em lâminas ou cama-
das superpostas bidirecionais ou multidirecionais nas 
aponeuroses e nas fáscias, na esclerótica ocular, no 
periósteo e no pericôndrio. A córnea, camada mais 
externa e anterior do globo ocular, também é forma-
da por TC denso regular, mas neste caso a disposição 
245Histologia e embriologia humanas
das fibras é tão precisa e carente de vasos sanguíneos 
que se torna transparente.
Tecido conectivo mucoso
Caracteriza-se por uma quantidade abundante de GAG, 
em especial o ácido hialurônico. É encontrado no em-
brião, principalmente sob a pele. Contém somente fi-
bras colágenas finas e não possui fibras elásticas nem 
reticulares. É abundante no cordão umbilical, onde é 
chamado de gelatina de Wharton.
Tecido conectivo reticular
Possui células reticulares e muitas fibras reticulares que 
correspondem ao colágeno tipo III. Faz parte do estro-
ma de muitos órgãos, como o fígado, os gânglios linfá-
ticos, a medula óssea e o baço (ver Fig. 8-9C).
Tecido conectivo elástico
Contém numerosas fibras elásticas em forma de fascícu-
los ou lâminas que se unem ao TC frouxo. É encontra-
do nas artérias elásticas, nos ligamentos cervicais poste-
F
E
****
***
**
*
A B
C
Fig. 8-14 A. Desenho de uma preparação de tecido adiposo branco ou unilocular, fixado com tetróxido de ósmio e pós-corado 
com ATO, incluído em resina, corte semifino. Foram preservados os lipídeos neutros que ainda não são vistos no adipoblasto 
inativo (*); várias partículas aparecem no citoplasma do adipoblasto em adipogênese (**), as quais, pela progressiva aglutinação 
(***), formam uma única partícula (****) no adipócito central. E, eosinófilo; F, fibroblasto. B. Adipócitos (seta) entre as células 
hematopoiéticas de medula óssea (HEM) da cavidade medular de um osso; HE, 400×. C. TC frouxo. São ilustradas as duas varie-
dades de gordura; a parda ou multilocular (GPM) tem adipócitos com núcleos centrais, ao passo que nos adipócitos brancos os 
núcleos aparecem deslocados até a periferia. Arteríola sinalizada com ponta de seta; tricrômico de Masson, 200×.
246 Eynard, Valentich & Rovasio
riores, no ligamento amarelo da coluna vertebral e em 
pequenas lâminas nas cordas vocais (ver Fig. 8-10 C).
Respostas normais e patologias 
do tecido conectivo
O TC responde aos estímulos patogênicos com o de-
sencadeamento de um processo muito complexo, 
chamado de inflamação. Para isso, é imprescindível a 
presença dos vasos sanguíneos, que percorrem o TC, mas 
que são escassos nos tendões e ligamentos. Quando o ci-
rurgião realiza uma operação, as lesões se recuperam 
porque os fibroblastos se proliferam e sintetizam di-
versas moléculas, principalmente tropocolágeno e 
proteoglicanos. Desta maneira é produzida a união 
das margens dos tecidos seccionados. Este processo, 
que está sob o controle de hormônios e vitaminas, é 
chamado de cicatrização.
Nos processos inflamatórios produzidos por agen-
tes microbianos, traumatismos, etc., as células do TC 
têm um papel bem definido: em resposta a um estímulo 
adequado, os mastócitos liberam histamina e diversos 
eicosanoides, que agem sobre os capilares e as vênulas 
que se encontram ao redor, aumentando sua permeabi-
lidade devido ao fato de as células endoteliais se incha-
rem e sesepararem, e assim permitem a passagem de 
plasma sanguíneo e leucócitos neutrófilos (diapedese) 
ao espaço extracelular. É produzido, desta maneira, o 
edema ou o exsudado inflamatório. Os neutrófilos 
fagocitam as bactérias e logo se degeneram formando 
as células do pus (piócitos) que, por sua vez, podem ser 
fagocitados pelos macrófagos. Em resposta ao estímulo 
antigênico (cada bactéria possui muitos antígenos), os 
plasmócitos produzem anticorpos.
Desta maneira, a região inflamada se “limpa” de mi-
cro-organismos e de outras partículas estranhas, e os fi-
broblastos garantem a cicatrização da lesões (ver Fig. 8-3).
Alguns distúrbios genéticos ocasionam elementos 
fibrosos anômalos; os mais frequentes são tratados na 
Tabela 8-3.
TABELA 8-3 Patologias mais frequentes das fibras colágenas e elásticas
Patologia do colágeno Tipo I. Osteogênese 
imperfeita
Tipo II. 
Acondrogênese
Tipo IV. Síndrome de 
Alport
Tipo V. Síndrome de 
Ehlers-Danlos
Patologia da elastina Síndrome de Marfan
Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para 
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual 
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
Dica do professor
Assista ao vídeo da Dica do Professor a seguir, para caracterizar o tecido conectivo, conhecendo 
suas funções, partes do organismo em que ele se localiza, tipos de fibra, composição da substância 
fundamental e demais componentes de sua matriz extracelular.
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Exercícios
1) Com relação à substância fundamental pode-se aferir que: 
A) Constitui-se de complexos de glicosaminoglicanas e proteínas, associados a glicoproteínas 
estruturais e água que preenchem os espaços entre as células e fibras do tecido conjuntivo.
B) Constitui-se de fibras colágenas, reticulares e elásticas, é transparente e opticamente 
homogênea, representa uma barreira à penetração de partículas estranhas.
C) Constitui-se de complexos de glicosaminoglicanas, fibras reticulares e elásticas, células 
residentes e transitórias, que preenchem os espaços entre as células e fibras do tecido 
conjuntivo.
D) Faz parte do sistema colágeno, participa da primeira linha de defesa do organismo por 
secretar anticorpos, além de preencher os espaços entre as células e fibras do tecido 
conjuntivo.
E) Não possui fibras colágenas, mas possui fibras reticulares e elásticas.
2) Sabe-se que o tecido conectivo é classificado em frouxo e denso e este, por sua vez, em 
regular e irregular, sendo assim pode se dizer que: 
A) No tecido conectivo irregular, há predomínio de fibras colágenas. É um tecido menos flexível 
e mais resistente às trações. É encontrado na derme profunda da pele e tendões.
B) O tecido conectivo denso irregular apresenta fibras de colágeno dispostas em feixes sem 
orientação fixa. É encontrado na derme profunda da pele.
C) O tecido conectivo frouxo é de consistência rígida, pela grande quantidade de fibras 
colágenas e é resistente às trações. É encontrado nos tendões.
D) Em todos os tipos de tecido conectivo encontramos fibras colágenas, elásticas e reticulares 
em grande quantidade.
E) O tecido conectivo regular localiza-se nas cápsulas do rim, do baço e dos linfonodos.
3) Com relação às fibras colágenas do tecido conectivo pode-se dizer que: 
A) São constituídas por colágeno tipo III associado a uma grande quantidade de glicídios.
B) São as fibras formadas por colágeno e são abundantes no tecido conjuntivo.
C) Formam o arcabouço dos órgãos hematopoéticos (baço, linfonodos, medula óssea).
D) São fibras alongadas e se ligam umas às outras, formando uma trama de malhas regulares.
E) Constituem o segundo tipo de proteína mais abundante do nosso organismo.
4) O tecido conjuntivo possui três fibras colágenas, reticulares e elásticas. Sobre elas, analise e 
assinale a alternativa correta. 
A) As fibras colágenas são constituídas da proteína colágeno, polimerizada fora das células, a 
partir do tropocolágeno sintetizado pelos macrófagos.
B) Os pulmões são órgãos facilmente sujeitos a expansões de volume, pois são ricos em fibras 
elásticas, constituídas por elastina, proteína cuja principal função é dar elasticidade aos locais 
onde se encontra.
C) Quanto maior a quantidade de colágeno nos tecidos, maior a elasticidade. Como, por 
exemplo, nos tendões, onde o colágeno distribui-se em uma só direção, enquanto, no cordão 
umbilical, formam uma malha difusa entre as células do tecido.
D) As células de certos órgãos, como o baço e os rins, são envolvidas por uma trama de 
sustentação constituída de fibras reticulares, cujo principal componente é a elastina, uma 
escleroproteína.
E) As fibras colágenas, assim como as elásticas, são constituídas de microfibrilas de colágeno, 
que se unem formando as fibrilas de colágeno. E estas se unem, formando as fibras de 
colágeno.
5) Em que organela celular é formada o precursor de colágeno, uma importante molécula 
fibrosa do tecido conectivo? 
A) Mitocôndria.
B) Núcleo
C) Retículo endoplasmático
D) Ribossomo
E) Complexo de Golgi
Na prática
Existem vários tipos de cânceres. A invasão e a metástase são dois eventos importantes do 
carcinoma, um tumor derivado dos tecidos epiteliais.
A invasão é definida pelo rompimento da membrana basal pelas células tumorais e implica a 
transição do pré-câncer (ou carcinoma in situ) para o câncer (carcinoma invasivo). A colagenase IV, 
liberada pelas células tumorais invasivas, dissolve a membrana basal e permite que as células 
tumorais invadam o tecido conectivo subjacente. Outras proteases, como as colagenases I, II e III, 
destroem as glicoproteínas e os proteoglicanos, permitindo o maior avanço das células tumorais no 
tecido conectivo destruído.
Saiba +
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Com a leitura do texto a seguir, você poderá entender todas as etapas que o organismo tem de 
executar para construir a cicatriz após um ferimento.
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