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SUCESSÃO LEGÍTIMA (DECORRE DA LEI) 1. INTRODUÇÃO Art. 1.829. A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte: I - aos DESCENDENTES, em concorrência com o cônjuge sobrevivente, salvo se casado este com o falecido no regime da comunhão universal, ou no da separação obrigatória de bens (art. 1.640, parágrafo único); ou se, no regime da comunhão parcial, o autor da herança não houver deixado bens particulares; II - aos ASCENDENTES, em concorrência com o cônjuge; III - ao CÔNJUGE sobrevivente; IV - aos COLATERAIS. *Quadro CC/16 - observado este rol, percebe-se que era difícil o cônjuge receber a herança. Assim o CC buscou compensá-lo com o usufruto vidual (decorre da viuvez). Era direito reconhecido ao cônjuge e ao companheiro de administrar e colher os frutos de ½ ou ¼ do patrimônio transmitido aos herdeiros, dependendo do regime de bens. O CC/02 pôs fim ao usufruto vidual. *Quadro CC/02 – conclusões: a) Paridade entre o cônjuge e companheiro. b) Os grandes prejudicados foram os descentes e ascendentes. c) Os grandes beneficiários foram o cônjuge e o companheiro, que agora recebem a herança junto com os descentes e ascendentes. d) A fazenda pública deixou de ser herdeira, porque na verdade ela recebe na ausência de herdeiros, através do procedimento de herança jacente e vacante. 2. SUCESSÃO DOS DESCENDENTES É norteada por duas regras: 1ª) Igualdade entre os descendentes: não pode haver discriminação entre os descendentes. 2ª) O mais próximo afasta o mais remoto, ou seja, a existência de um descente mais próximo obsta que se chame o mais distante. Art. 1.833. Entre os descendentes, os em grau mais próximo excluem os mais remotos, salvo o direito de representação. Exemplo: se tem filho não se chama o neto, se tem neto não se chama o bisneto. Sobre esse tema, deve-se dizer que não há possibilidade de concorrência simultânea entre filhos e netos, pois a existência do mais próximo sempre afasta o mais remoto. Todavia há uma exceção: são os casos de sucessão por representação (recebem por estirpe): -Indignidade -Deserdação -Pré-morte. Neste caso, excepcionalmente, teremos concorrência de herdeiros de diferentes classes. Aqui é beneficiado o descendente do indigno ou deserdado. Art. 1.834. Os descendentes da mesma classe têm os mesmos direitos à sucessão de seus ascendentes. Art. 1.835. Na linha DESCENDENTE, os filhos sucedem por cabeça, e os outros DESCENDENTES, por cabeça ou por estirpe, conforme se achem ou não no mesmo grau. 3. SUCESSÃO DOS ASCENDENTES Regras: 1ª) Não pode haver discriminação entre os ascendentes. Exemplo: filho adotado gera para o pai adotante direito sucessório. Art. 1.834. Os descendentes da mesma classe têm os mesmos direitos à sucessão de seus ascendentes. 2ª) A existência de ascendente mais próximo afasta o mais distante. Exemplo: se tem pai não chama avô, se tem avô não chama bisavô... Art. 1.836. Na falta de descendentes, são chamados à sucessão os ascendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente. § 1o Na classe dos ascendentes, o grau mais próximo exclui o mais remoto, sem distinção de linhas. 3ª) A sucessão dos ascendentes é a única dívida em linhas: linha materna/paterna. Se não há representante em uma linha, a outra acresce. A herança será dividida em linhas: se têm um avô e uma avó, 50%. Tendo de um lado avô e avó e de outro só avó, será 25%, 25% e 50% - divisão por linhas. Art. 1.836, § 2o Havendo igualdade em grau e diversidade em linha, os ascendentes da linha paterna herdam a metade, cabendo a outra aos da linha materna. 4. SUCESSÃO DO CÔNJUGE IMPORTANTE: observar as regras no caso de concorrência à herança. CONCORRÊNCIA CÔNJUGE X DESCENDENTE Art. 1.829. A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte: I - aos descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente, SALVO SE casado este com o falecido no regime da comunhão universal, ou no da separação obrigatória de bens (art. 1.640, parágrafo único); ou se, no regime da comunhão parcial, o autor da herança não houver deixado bens particulares (como se fosse uma comunhão universal...); Lembrando que o cônjuge não tem mais direito ao usufruto vidual (administrar e retirar os frutos do patrimônio transferido aos descendentes). Regras: a) Existência de descendentes. b) Depende do regime de bens (e da existência de bens particulares); c) Obediência ao percentual definido em lei. 4.1.1. Existência de descendentes Regra óbvia. 4.1.2. Depende do regime de bens (e da existência de bens particulares) Isto porque existem alguns regimes de bens nos quais o CC proíbe a concorrência do cônjuge com o descendente. Nos casos em que concorre, o cônjuge somente faz jus à herança sobre os bens particulares. Vejamos as possibilidades: - Comunhão universal: o cônjuge já tem direito a metade de TODO patrimônio. O fundamento é no sentido de que neste regime o cônjuge já tem direito a metade de tudo, inclusive com relação aos bens que não colaborou para aquisição, de modo que não há sentido que também tenha direito a herança. - Comunhão parcial SEM bens particulares: na prática corresponde a uma comunhão universal. Comunhão parcial sem bens particulares equivale à comunhão universal, pois cônjuge já terá direito, por meação, a metade de tudo que o casal possui. ATENÇÃO! - Separação obrigatória: não haverá direito sucessório para o cônjuge concorrendo com o descendente, ocorre porque tal direito é somente sobre os bens particulares. A separação obrigatória é o regime protetivo do CC. Esse regime incide em relação aos maiores de 70 anos por exemplo. Como esse regime separa o patrimônio, em caso de fim da sociedade, o cônjuge também não herda. Atentar para Súmula 377 do STF que traz um princípio da comunhão parcial à separação obrigatória. De forma a se aplicar no caso em tela a divisão do patrimônio comunicável adquirido na constância do casamento (que, ao contrário da comunhão parcial, onde há presunção, aqui deve ser feita a prova do esforço comum para que haja tal meação). STF Súmula 377 NO REGIME DE SEPARAÇÃO LEGAL DE BENS, COMUNICAM-SE OS ADQUIRIDOS NA CONSTÂNCIA DO CASAMENTO. Separação convencional: Não ser quer misturar patrimônio nenhum, entretanto, pela literalidade do art. 1.829, I o cônjuge não terá direito a meação, mas terá direito à herança. I - aos descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente, SALVO SE casado este com o falecido no regime da comunhão universal, ou no da separação obrigatória de bens (art. 1.640, parágrafo único); ou se, no regime da comunhão parcial, o autor da herança não houver deixado bens particulares; Observação importante para fins de concurso: o fato de o cônjuge não ter direito à herança, se existirem descendentes do falecido e dependendo do tipo de regime de bens, não faz com que ele (cônjuge) perca sua qualidade de herdeiro necessário. Ele continua sendo chamado de “herdeiro necessário” mesmo que, eventualmente, no caso concreto, não venha a ter direito à herança. Chamo atenção para isso porque é o entendimento do STJ e pode ser cobrado na prova. Veja o que disse o Min. João Otávio de Noronha: “E a norma contida no art. 1.829, I, do mesmo codex não altera essa realidade. O que ali está definido são as situações em que o herdeiro necessário cônjuge concorre com o herdeiro necessário descendente. Aí, sim, a lei estabelece que, a depender do regime de bens adotado, tais herdeiros necessários concorrem ou não entre si aos bens da herança. E percebam: a lei não afasta a condição de herdeiro necessário do cônjuge nos casos em que não admite a concorrência; simplesmente atribui ao descendente a primazia na ordem da vocação hereditária. (...)”. (REsp 1.382.170-SP). 4.1.3. Obediência ao percentual legal Mesmo percentual dos descendentes, ressalvando-se, ainda, a hipótese da garantia mínima de 1/4 quando o cônjuge herdeiro for o ascendente dos descendentes que estiver concorrendo (o descendente é filho comum do falecido e do cônjuge herdeiro). Art. 1.832. Em concorrência com os descendentes (art. 1.829, inciso I) caberá aocônjuge quinhão igual ao dos que sucederem por cabeça, não podendo asua quota ser inferior à quarta parte da herança, se for ascendente dos herdeiros com que concorrer. Assim, se os descendentes forem somente do de cujus, o cônjuge terá direito ao mesmo quinhão, mas sem a garantia de 1/4. E no caso de concorrência HÍBRIDA? “Concorrência híbrida” (filho comum e filho não comum) Em regra, o cônjuge deverá receber quinhão igual ao que for recebido pelos herdeiros que sucederem por cabeça. Não existe essa previsão de que o cônjuge deverá receber, no mínimo, 1/4 da herança (REsp 1.617.650-RS). A previsão de que o cônjuge deverá receber, no mínimo, 1/4 da herança caso aplica-se apenas quando concorre unicamente com herdeiros que sejam seus descendentes Ex1: Rui faleceu e deixou Laura (cônjuge) e dois filhos fruto de outro casamento. Significa que Laura e cada um dos seus enteados terá direito a 1/3 da herança. Ex2: José faleceu e deixou como herdeiros Paula (cônjuge) e 5 filhos, sendo 3 filhos também de Paula e 2 de um outro casamento anterior de José. Paula e cada um dos demais herdeiros receberá 1/6 da herança. CONCORRÊNCIA CÔNJUGE X ASCENDENTE Art. 1.829. A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte: ... II - aos ascendentes, em concorrência com o cônjuge; .. Art. 1.836. Na falta de descendentes, são chamados à sucessão os ascendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente. § 1o Na classe dos ascendentes, o grau mais próximo exclui o mais remoto, sem distinção de linhas. § 2o Havendo igualdade em grau e diversidade em linha, os ascendentes da linha paterna herdam a metade, cabendo a outra aos da linha materna. a) Inexistência de descendentes Na falta de descendentes serão chamados os ascendentes a concorrer com o cônjuge. b) Independe do regime de bens Seja qual for o regime, o cônjuge irá concorrer com os ascendentes. c) Concorrência incide sobre todo patrimônio Quando concorrendo com ascendentes do “de cujus”, o cônjuge concorre em relação à totalidade da herança, ou seja, herda tanto em relação aos bens comuns quanto particulares (contrariamente do que ocorre na concorrência com descendentes, em que o cônjuge concorre apenas nos bens particulares). d) Percentual de ½; 1/3 quando concorre com pai E mãe Em regra, quando concorrer com UM ascendente, o cônjuge herda METADE do patrimônio, salvo a hipótese que concorra com pai e mãe do falecido ao mesmo tempo, quando herdará no percentual de 1/3. Mas frisa-se: esse percentual de 1/3 só incide se o cônjuge concorrer com pai E mãe ao mesmo tempo; qualquer outra combinação terá ele direito a metade, como quando concorre com mãe do falecido. Art. 1.837. Concorrendo com ascendente em primeiro grau, ao cônjuge tocará um terço da herança; caber-lhe-á a metade desta se houver um só ascendente (exemplo: concorrendo com a mãe do de cujus), ou se maior for aquele grau (exemplo: concorrendo com os avós do de cujus). Cônjuge com pai e mãe: herda 1/3 Cônjuge com pai OU mãe: herda 1/2 Cônjuge com mãe e avó: herda 1/2 SUCESSÃO DO CÔNJUGE SOZINHO Art. 1.838. Em falta de descendentes e ascendentes, será deferida a sucessão por inteiro ao cônjuge sobrevivente. Se não há descentes ou ascendentes do morto, recebe todo patrimônio sozinho, independentemente do regime de bens. IMPORTANTE: O cônjuge precisa estar convivendo na época da sucessão para gozar de direitos sucessórios. a) Falta de ascendentes e descendentes b) Independe do regime de bens c) O cônjuge no momento do óbito precisa estar convivendo para ter direito a herança. Se estiver divorciado, separado judicialmente ou de fato a mais de dois anos não tem direito. Art. 1830. Art. 1.830. Somente é reconhecido direito sucessório ao cônjuge sobrevivente se, ao tempo da morte do outro, não estavam separados judicialmente, nem separados de fato há mais de dois anos, salvo prova, neste caso, de que essa convivência se tornara impossível sem culpa do sobrevivente. A doutrina apelidou isso de culpa mortuária ou culpa funerária. Ou seja, que o casamento se desfez por culpa de quem morreu. DIREITO REAL DE HABITAÇÃO: ART. 1.831. Além de herança e meação, o cônjuge tem o direito real de habitação. Ou seja, direito de continuar morando no imóvel residencial, quando este não foi adquirido a título de meação ou de herança. Esse direito real de habitação, como visto na aula de reais, é vitalício e incondicionado. Art. 1.831. Ao cônjuge sobrevivente, qualquer que seja o regime de bens, será assegurado, sem prejuízo da participação que lhe caiba na herança, o direito real de habitação relativamente ao imóvel destinado à residência da família, desde que seja o único daquela natureza a inventariar. O regime de bens não interfere no direito real de habitação do cônjuge. Se o cônjuge sobrevivente casar-se novamente, ele continuará tendo direito real de habitação? SIM (posição majoritária). Isso porque o Código Civil de 1916 previa que o direito real de habitação seria extinto caso o cônjuge sobrevivente deixasse de ser viúvo, ou seja, caso se casasse ou iniciasse uma união estável (art. 1.611, § 2º). Como o CC-2002 não repetiu essa regra, entende-se que houve um silêncio eloquente e que não mais existe causa de extinção do direito real de habitação em caso de novo casamento ou união estável. Veja o que diz a doutrina: “Comparando-se o art. 1831 do Código Civil de 2002 com o seu antecessor (art. 1.611, CC 1916), houve substancial acréscimo qualitativo do direito real de habitação em favor do cônjuge sobrevivente. Primeiro, o cônjuge passa a desfrutar do direito real de habitação, independente do regime de bens adotado no matrimônio - no CC de 1916, só caberia em prol do meeiro no regime da comunhão universal. Segundo, no CC de 1916 o direito de habitação era vidual, posto condicionada a sua permanência à manutenção da viuvez. Doravante, mesmo que o cônjuge sobrevivente case novamente ou inaugure união estável, não poderá ser excluído da habitação, pois tal direito se torna vitalício.” (FARIAS, Cristiano Chaves de; ROSENVALD, Nelson. Direitos Reais. 8ª ed., Salvador: Juspodivm, 2012, p. 856-857). O direito real de habitação precisa ser inscrito no registro imobiliário? NÃO. O STJ possui precedentes afirmando que o direito real de habitação em favor do cônjuge sobrevivente se dá ex vi legis, ou seja, por força de lei, dispensando registro no cartório imobiliário, já que guarda estreita relação com o direito de família (STJ. 3ª Turma. REsp 565.820/PR, julgado em 16/09/2004). O fato de o cônjuge falecido ter tido filhos com outra mulher interfere no direito real de habitação da esposa sobrevivente? NÃO. O direito real de habitação sobre o imóvel que servia de residência do casal deve ser conferido ao cônjuge/companheiro sobrevivente não apenas quando houver descendentes comuns, mas também quando concorrerem filhos exclusivos do de cujos (STJ. 3ª Turma. REsp 1134387/SP, julgado em 16/04/2013). Até quando dura o direito real de habitação? O titular do direito real de habitação poderá, se quiser, morar no imóvel até a sua morte. Trata-se, portanto de um direito vitalício. 5. SUCESSÃO DO COMPANHEIRO (art. 1790) O STF declarou o art. 1.790 do CC inconstitucional. Assim, tudo que foi visto para a sucessão do cônjuge aplica-se ao companheiro. Art. 1.790. A companheira ou o companheiro participará da sucessão do outro, quanto aos bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável, nas condições seguintes: I -se concorrer com filhos comuns, terá direito a uma quota equivalente à que por lei for atribuída ao filho; II -se concorrer com descendentes só do autor da herança, tocar-lhe-á a metade do que couber a cada um daqueles; III-se concorrer com outros parentes sucessíveis, terá direito a um terço da herança; IV -não havendo parentes sucessíveis, terá direito à totalidade da herança. A tese fixada pelo STF foi a seguinte: No sistema constitucional vigente, é inconstitucional a diferenciação de regimes sucessórios entre cônjuges e companheiros, devendo ser aplicado,em ambos os casos, o regime estabelecido no art. 1.829 do Código Civil. STF. Plenário. RE 646721/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Roberto Barroso e RE 878694/MG, Rel. Min. Roberto Barroso, julgados em 10/5/2017 (repercussão geral) (Info 864). O STJ acompanhou o entendimento do Supremo e decidiu de forma similar: É inconstitucional a distinção de regimes sucessórios entre cônjuges e companheiros, devendo ser aplicado, em ambos os casos, o regime estabelecido no art. 1.829 do CC/2002. STJ. 3ª Turma. REsp 1332773-MS, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 27/6/2017 (Info 609). 6. SUCESSÃO DOS COLATERAIS Os colaterais sucedem quando a pessoa falecida não tem descendentes, nem ascendentes e nem tem cônjuge ou companheiro. Os colaterais são chamados a suceder até o quarto grau. Se uma pessoa falece sem deixar descendentes nem ascendentes, e deixa tão somente um colateral, se esse colateral estiver até oquarto grau de parentesco, será chamado a herdar. Se estiver além do quarto grau, não herdará – o Código não considera sequer parente o colateral além do quarto grau. Nesse caso, a herança será declarada herança VACANTE. Art. 1.839. Se não houver cônjuge sobrevivente, nas condições estabelecidas no art. 1.830, serão chamados a suceder os colaterais até o quarto grau. Art. 1.840. Na classe dos colaterais, os mais próximos excluem os mais remotos, salvo o direito de representação concedido aos filhos de irmãos. Art. 1.841. Concorrendo à herança do falecido irmãos bilaterais com irmãos unilaterais, cada um destes herdará metade do que cada um daqueles herdar. Art. 1.842. Não concorrendo à herança irmão bilateral, herdarão, em partes iguais, os unilaterais. Art. 1.843. Na falta de irmãos, herdarão os filhos destes e, não os havendo, os tios. § 1o Se concorrerem à herança somente filhos de irmãos falecidos, herdarão por cabeça. § 2o Se concorrem filhos de irmãos bilaterais com filhos de irmãos unilaterais, cada um destes herdará a metade do que herdar cada um daqueles. § 3o Se todos forem filhos de irmãos bilaterais, ou todos de irmãos unilaterais, herdarão por igual. Art. 1.844. Não sobrevivendo cônjuge, ou companheiro, nem parente algum sucessível, ou tendo eles renunciado a herança, esta se devolve ao Município ou ao Distrito Federal, se localizada nas respectivas circunscrições, ou à União, quando situada em território federal.